São Zacarias, Profeta – 06 de Setembro

São Zacarias, Profeta

Profeta, que vaticinou o regresso do povo que estava no exílio à Terra Prometida e anunciou a vinda de um rei pacífico, que Cristo Senhor admiravelmente cumpriu na sua entrada triunfal na Cidade Santa de Jerusalém.

Proclamador da Penitência

Foi o penúltimo dos Profetas Menores. Iniciou seu ministério em 520 a.C., período da reconstrução do Templo de Jerusalém. As suas palavras, entre as mais citadas na Bíblia, depois de Isaías, exortam, com visões e parábolas, à penitência, para que se realizem as promessas de Deus.

São Zacarias, profeta, rogai por nós!

Oração – “Diga mais: Assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘As minhas cidades transbordarão de prosperidade novamente, e o Senhor tornará a consolar Sião e a escolher Jerusalém’ ”

Zacarias tem origem no nome hebraico Zekharyah, composto pelos elementos zakhár, que significa “ele lembrou” e Yah, de Yahweh, que quer dizer “Deus, Senhor” e significa “lembrado por Deus”

Com Eleutério Abade, com suas orações curou doentes e até ressuscitou um morto. O Papa S. Gregório Magno, que o conheceu pessoalmente, refere-se a ele como “santíssimo velho” e “homem de vida venerável”.

Santo Onesíforo, que muitas vezes reconfortou São Paulo em Éfeso e não se envergonhou das suas cadeias, mas ao contrário, o procurou solicitamente até o encontrar em Roma.  Foi martirizado com São Porfírio.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

6

2. Comemoração de Santo Onesíforo, que muitas vezes reconfortou São Paulo em Éfeso e não se envergonhou das suas cadeias, mas ao contrário, quando chegou a Roma, o procurou solicitamente até o encontrar.

3. Comemoração dos santos mártires Donaciano, Presídio, Mansueto, Germano e Fúsculo, bispos na África Setentrional, que, durante a perseguição dos Vândalos, por ordem do rei ariano Hunerico, foram duramente espancados e depois exilados por terem defendido a verdade católica. Com eles se comemora também Leto, bispo de Nepta, na Bizacena, atualmente na Tunísia, homem corajoso e de grande cultura, que, depois de um longo período de sórdido cativeiro, foi queimado vivo.(† s. V)

4. Em Spoleto, na Úmbria, região da Itália, Santo Eleutério, abade, que é louvado pelo papa São Gregório Magno pela sua exímia simplicidade e compunção de espírito.(† s. VI)

5. Em Laon, na Gália, França, São Canoaldo, bispo, discípulo de São Columbano, que foi o seu único auxiliar no ermo de Bregenz.(† c. 632)

6. No litoral de Cumberland, região da Inglaterra, numa cidade depois chamada com o seu nome, Santa Bega, monja.(† c. 660)

7. No mosteiro de Füssen, cidade da Baviera, na Alemanha, São Magno, abade.(† s. VIII)

8. No mosteiro cisterciense de Le Bouchet, próximo de Orange, na Provença, região da França, a comemoração do Beato Beltrando de Garrigues, presbítero, um dos primeiros discípulos de São Domingos, que procurou sempre imitar o exemplo do seu mestre.(† c. 1230)

9. Em Gata de Gorgos, localidade da província de Alicante, na Espanha, o Beato Diogo Llorca Llópis, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, pelo seu testemunho de Cristo recebeu a coroa do martírio.(† 1936)

10. Em Carcaixent, localidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato Pascoal Torres Lloret, mártir, pai de família, que, levando a cruz de Cristo, mereceu alcançar a recompensa celeste.(† 1936)

11. Em Gijón, também na Espanha, o Beato Vídal Ruiz Vallejo, presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir, que, durante a mesma perseguição, consumou gloriosamente o seu combate pela fé.(† 1936)

12. Em Varsóvia, na Polônia, o Beato Miguel Czartoryski, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, depois da invasão da Polônia pelos inimigos de Cristo, por não abdicar da fé foi fuzilado junto da igreja do lugar.(† 1944)

São Moisés, Profeta – 04 de Setembro

São Moisés, Profeta

Profeta, que Deus escolheu para libertar o seu povo do Egito e conduzi-lo à Terra Prometida. Segundo alguns estudiosos, Moisés, também quer dizer “aquele que salva” o seu povo.

Eu sou o que Sou

No monte Sinai revelou-lhe o seu nome, dizendo: «Eu sou o que sou», e deu-lhe a lei que devia reger a vida do povo eleito. Este servo de Deus morreu com avançada idade no monte Nebo, na terra de Moab, diante da Terra da Promessa.

Foi o único que falou com Deus

Teve uma vida tão grande quase como a Bíblia e foi o único que falou com Deus face a face.

O Êxodo descreve a libertação dos judeus da escravidão dos egípcios e da fuga pelo deserto;

O Levítico fala de Moisés, mencionado como o guia do povo eleito;

O Livro dos Números narra a última parte dos 40 anos passados no deserto, para chegar à Terra Prometida;

O Deuteronômio descreve o fim da vida de Moisés, que, segundo a tradição, morreu aos 120 anos.

São Moisés, rogai por nós!

Oração – Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos!

Moisés: Significa “criança”, “filho” ou “tirado das águas”. O nome Moisés tem origem no hebraico Moshe, que provavelmente deriva do termo egípcio mesu, que quer dizer “criança” ou “filho”

Com Santa Rosália, Virgem de Palermo – durante a peste de 1624/25, seus restos mortais, levados em procissão pela cidade, curaram os doentes.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

4

1. Comemoração de São Moisés, profeta, que Deus escolheu para libertar o seu povo do Egito e conduzi-lo à terra prometida; no monte Sinai revelou-lhe o seu nome, dizendo: «Eu sou o que sou», e deu-lhe a lei que devia reger a vida do povo eleito. Este servo de Deus morreu com avançada idade no monte Nebo, na terra de Moab, diante da terra da promessa.

2. Em Cabillonum, na Gália Lionense, hoje Chalon-sur-Saône, na França, São Marcelo, mártir.(† s. III/IV)

3. Em Roma, no cemitério de Máximo, junto à Via Salária, o sepultamento de São Bonifácio I, papa, que conseguiu resolver muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica.(† 422)

4. Em Chartres, na Nêustria, atualmente na França, São Calétrico, bispo.(† a. 573)

5. Em Heresfeld, na Saxônia, Alemanha, Santa Ida, viúva do duque Egberto, insigne pela sua caridade para com os pobres e oração assídua.(† 825)

6. Em Mende, na Aquitânia, atualmente na França, São Fredaldo, bispo e mártir.(† c. s. IX)

7. Em Colônia, na Lotaríngia, hoje na Alemanha, Santa Irmgarda ou Irmengarda, condessa de Süchteln, que ofereceu todos os seus bens para a construção de igrejas.(† c. 1089)

8. Em Palermo, na Sicília, região da Itália, Santa Rosália, virgem, de quem se narra ter seguido vida solitária no monte Peregrino.(† s. XII)

9. Em Caramagna, no Piemonte, também região da Itália, a Beata Catarina Mattei, virgem, religiosa das Irmãs da Penitência de São Domingos, que suportou com admirável caridade e grande virtude a longa enfermidade, as calúnias e todas as tentações.(† 1547)

10. Em Thúsis, localidade da Récia, hoje na Suíça, o Beato Nicolau Rusca, presbítero e mártir, homem de profunda cultura e generosa dedicação pastoral, que morreu vítima dos conflitos político-religiosos do seu tempo.(† 1618)

11. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Cipião Jerônimo Brigéat de Lambert, presbítero e mártir, cônego de Avranches, que, na perseguição religiosa durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi aprisionado na galera em condições desumanas e aí morreu de fome e inanição.(† 1794)

12. Em Sillery, cidade do Québec, província do Canadá, a Beata Maria de Santa Cecília Romana (Maria Dina Bélanger), virgem da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria, que suportou durante vários anos uma grave enfermidade, confiando só em Deus.(† 1929)

13. Em Oropesa, próximo de Castellón, no litoral da Espanha, o Beato José Pascoal Carda Saporta, presbítero da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, em ódio à religião foi conduzido ao glorioso martírio.(† 1936)

14. Em Teulada, povoação próxima de Alicante, também na Espanha, o Beato Francisco Sendra Ivars, presbítero e mártir, que padeceu o martírio na mesma perseguição contra a fé.(† 1936)

15. Próximo de Genovês, povoação da província de Valência, também na Espanha, o Beato Bernardo de Lugar Nuevo de Fenollet (José Bleda Grau), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, na mesma perseguição, venceu gloriosamente o seu combate por Cristo.(† 1936)

16. Em Villanueva del Arzobispo, perto de Jaén, também na Espanha, o Beato José de Jesus Maria (José Vicente Hormaechea y Apoitia), presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir.(† 1936)

Mártires no massacre de setembro – 02 de Setembro

Mártires no massacre de setembro

Cento e noventa e um católicos foram massacrados na Revolução Francesa nos dias 2 e 3 de setembro de 1792.

A liberdade que mata

Três bispos, cento e vinte e sete padres, cinquenta e seis monges e monjas e cinco leigos. Todos por se recusarem a jurar lealdade ao governo contra a Igreja.

O massacre começou no dia 2 de setembro, no mosteiro beneditino de Saint-Germain-de-Prés, alastrando-se assustadora e selvagemente.

Centenas pessoas foram mortas pela fraternidade

A Revolução ceifou padres, vigários, curas das Dioceses das Províncias e pessoas do clero regular e leigos, às centenas em toda França.

Santos Mártires, rogai por nós!

Oração – Concedei a nós, que invocamos sua intercessão e proteção que, do Céu, nos alcancem a mesma fé e a mesma caridade que os inflamava!

Com Santo Agrícola, bispo, que, depois da sua vida monástica na ilha de Lérins, auxiliou seu pai, São Magno.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

2

1. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, São Zenão, mártir.(† s. III)

2. Em Niceia, também na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santa Teódota, com seus filhos Evódio, Hermógenes e Calisto, mártires.(† s. IV)

3. Em Edessa, no Osroene, hoje Sanliurfa, na Turquia, Santo Habib, diácono e mártir, que, no tempo do imperador Licínio, concluiu o seu glorioso combate ao ser lançado ao fogo por ordem do governador Lisânias.(†322)

4. Em Apameia, na Síria, Santo Antonino, mártir, que era canteiro, segundo a tradição e foi morto pelos pagãos aos vinte anos de idade por ter destruído os seus ídolos, movido pelo ardor da fé.(† s. IV)

5. Em Tarragona, na Espanha, São Próspero, bispo.(† s. IV/V)

6. Em Lião, na Gália, atualmente na França, o sepultamento de São Justo, bispo, que, depois do Concílio de Aquileia, renunciou ao episcopado e se refugiou com o leitor São Viador num ermo do Egito, onde viveu alguns anos humildemente com os monges; o seu santo corpo foi trasladado por São Viador para Lião.(† d. 381)

7. No monte Soratte, junto à Via Flamínia, no Lácio, região da Itália, São Nonoso, abade.(† c. 570)

8. Em Autun, na Borgonha, França, São Siágrio, bispo, que nos concílios em que tomou parte foi muito notável pela sua sabedoria e zelo.(† 599/600)

9. Em Avinhão, na Provença, também na atual França, Santo Agrícola, bispo, que, depois da sua vida monástica na ilha de Lérins, auxiliou seu pai, São Magno, e lhe sucedeu no episcopado.(† c. 700)

10. No Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, Santo Elpídio, cujo nome foi adotado pela cidade onde o seu corpo foi sepultado.(† a. s. XI)

11. Em Pontida, no território de Bérgamo, na Lombardia, região da Itália, os santos Alberto e Vito, monges: o primeiro, preferindo a milícia de Cristo às armas e honras do mundo, construiu na sua cidade um mosteiro com a observância cluniacense; o segundo foi o superior do mosteiro.(† c. 1096)

13. Em Skänninge, na Suécia, a Beata Ingrid Elofsdotter, que, ficando viúva, ofereceu todos os seus bens para o serviço de Deus e, depois de uma peregrinação à Terra Santa, tomou o hábito monástico da Ordem dos Pregadores.(† 1282)

14. Em Paris, na França, a paixão dos beatos mártires João Maria du Lau d’Allemans, Francisco José e Pedro Luís de la Rochefoucauld, bispos, e noventa e três companheiros[1], clérigos e religiosos, que, por se terem recusado a prestar o juramento iniquamente imposto ao clero no tempo da Revolução Francesa, foram recluídos no convento dos Carmelitas e assassinados em ódio à religião de Cristo.

[1] São estes os seus nomes: Vicente Abraham, André Angar, João Batista Cláudio Aubert, Francisco Balmain, João Pedro Bangue, Luís Francisco André Barret, José Bécavin, Tiago Júlio Bonnaud, João Antônio Jacinto Boucharene de Chaumeils, João Francisco Bosquet, Cláudio Cays ou Dumas, João Charton de Millon, Cláudio Chaudet, Nicolau Clairet, Cláudio Colin, Francisco Dardan, Guilherme Antônio Delfaut, Maturino Vítor Deruelle, Gabriel Desprez de Roche, Tomás Nicolau Dubray, Tomás Renato Dubuisson, Francisco Dumasrambaud de Calandelle, Henrique Hipólito Ermès, Armando de Foucauld de Pontbriand, Tiago Friteyre-Durvé, Cláudio Francisco Gagnières des Granges, Luís Lourenço Gaultier, João Goizet, André Grasset de Saint-Sauveur, João Antônio de Guilleminet, João Batista Janin, João Lacan, Pedro Landry, Cláudio Antônio Rodolfo de Laporte, Roberto le Bis, Maturino Nicolau Le Bous de Villeneuve de la Villecrohain, Olivério Lefèvre, Carlos Francisco Legué, Tiago José Lejardinier Deslandes, Tiago João Lemeunier, Vicente José le Rousseau de Rosencoat, Francisco César Londiveau, Luís Longuet, Tiago Francisco de Lubersac, Gaspar Cláudio Maignien, João Filipe Marchand, Luís Mauduit, Francisco Luís Méallet de Fargues, Tiago Alexandre Menuret, João Baptista Nativelle, Renato Nativelle, Matias Agostinho Nogier, José Tomás Pazery de Thorame, Júlio Honorato Cipriano Pazery de Thorame, Pedro Francisco Pazery de Thorame, Pedro Ploquin, Renato Nicolau Poret, Julião Poulain-Delaunay, João Roberto Quéneau, Francisco Urbano Salins de Niart, João Henrique Luís Samson, João António de Savine, João António Barnabé Séguin, João Baptista Maria Tessier, Lopo Tomás ou Bonnotte, Francisco Vareilhe-Duteil, Pedro Luís José Verrier; e Luís Barreau de la Touche, da Congregação de Santo Amaro da Ordem de São Bento; João Francisco Burté, da Ordem dos Frades Menores; Apolinário (João Tiago) Morel, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Ambrósio Agostinho Chevreux e Renato Julião Massey, da Ordem de São Bento; Bernardo Francisco de Cucsac, Tiago Gabriel Galais, Pedro Gauguin, Pedro Miguel Guérin, Tiago Estêvão Filipe Hourrier, Henrique Augusto Luzeau de la Mulonnière, João Baptista Miguel Pontus, Pedro Nicolau Psalmon e Cláudio Rousseau, da Sociedade de São Sulpício; Carlos Jeremias Bérald du Pérou, Francisco Luís Hébert e Francisco Lefranc, da Sociedade de Jesus e Maria; Urbano Lefévre, da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris; Severino (Jorge) Girauld, da Ordem Terceira Regular de São Francisco; todos presbíteros; Luís Aleixo Matias Bouver, Estêvão Francisco Deusdédit de Ravinel e Tiago Agostinho Robert de Lézardières, diáconos; Salomão (Guilherme Nicolau Luís) Leclercq, religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs; Augusto Nézel, clérigo, e Carlos Regis Mateus de la Calmette.(† 1792)

15. Também em Paris, no mesmo dia e ano, o Beato Pedro Tiago Maria Vitális, presbítero, e vinte companheiros[2], mártires, que, na mesma revolução, foram mortos em ódio à Igreja na abadia de Saint-Germain-des-Prés.

[2] São estes os seus nomes: Daniel Luís André des Pommerayes, Luís Remígio Benoist, Luís Renato Nicolau Benoist, Antônio Carlos Octaviano de Bouzet, João André Capeau, Armando Chapt de Rastignac, Cláudio Fontaine, Pedro Luís Gervais, Santo Huré, João Luís Guyard de Saint-Claire, Alexandre Carlos Lenfant, Lourenço, Luís le Danois, Tomás João Monsaint, Francisco José Pey, João José Rateau, Marcos Luís Royer, João Pedro Simon, Carlos Luís Hurtrel, este último da Ordem dos Mínimos, todos presbíteros, e Luís Benjamim Hurtrel, diácono.(† 1792)

16. Em Orriols, na Catalunha, região da Espanha, o Beato Esíquio José (Baldomero Margenat Puigmitjá), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foi assassinado em ódio à vida religiosa.(† 1936)

17. Em Oviedo, nas Astúrias, também da Espanha, o Beato José Maria Laguia Puerto, religioso da Ordem dos Pregadores e mártir.(† 1936)

Santo Egídio, eremita – 01 de Setembro

Santo Egídio, eremita

Filho de nobres atenienses. Após a morte de seus pais, mudou-se para uma floresta a fim de viver como eremita e se dedicar ao estudo de Deus. Seu único companheiro era um cervo.

A flecha do caçador

Uma flecha atingiu sua mão enquanto tentava proteger o cervo dos caçadores do rei visigodo, que não o viam. Esse fato fez surgir uma amizade entre os dois e o rei disponibilizou médicos para cuidarem dos ferimentos da mão e mandou construiu um mosteiro para Egídio o qual, mais tarde, aderiu à Ordem Beneditina.

Lavrou a erra, fertilizou campos

Junto com seus monges desenvolveu uma grande obra de evangelização e civilização da região, atual Languedoc. Lavrou a terra, fertilizou os campos, até então incultos, abriu caminhos comerciais e, sobretudo, pregou o Evangelho, convertendo os pecadores, levando-os a fazer penitência.

Sua sepultura tornou-se local de peregrinação e faz parte dos Caminhos de Santiago, que da França levam até Compostela.

Seu culto estendeu-se, segundo numerosos testemunhos, até à Bélgica, Holanda e Itália.

Milagre do Maná

Em Tolfa (no Lácio) e Latronico (na Basilicata), há quase três séculos, se renova o “milagre do maná”, atribuído ao Santo eremita. Desde 1716, acontece em uma ou mais sextas-feiras de março, que, da pintura que representa Santo Egídio se penitenciando, “verte” um líquido incolor. O acontecimento, sobre o qual já falavam as crônicas, desde 1709, ocorreu de modo evidente, em 1716.

Santo Egídio, rogai por nós!

Oração – Deus todo-poderoso e bom, de quem tudo provém, infundi em nós a vossa graça para que, a exemplo de Santo Egídio, saibamos amar nossos irmãos de coração aberto e generoso

Egídio: Significa “égide”, “protetor” ou “o que defende”. Com origem no nome latim Aegidius, de aegis, aegidis, tem raiz no grego aigís, aigídos, que quer dizer literalmente “égide”, o mesmo que “proteção”

Com São Josué, filho de Nun, servo do Senhor, que, pela imposição das mãos de Moisés sobre ele, ficou cheio do espírito de sabedoria e, depois da morte de Moisés, introduziu de modo maravilhoso o povo de Israel, atravessando o rio Jordão, na terra prometida.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

1

2. Em Reims, na Gália Bélgica, atualmente na França, São Sisto, que é considerado o primeiro bispo desta cidade.(† s. III)

3. Em Cápua, junto à Via Aquária, na Campânia, região da Itália, São Prisco, mártir.(† s. IV)

4. Em Tódi, na Úmbria, também região da Itália, São Terenciano, bispo.(† c. s. IV)

5. Em Dax, na Aquitânia, hoje na França, São Vicente, que é celebrado como bispo e mártir.(† c. s. IV)

6. Em Zurzach, junto do rio Reno, no território de Zurique da Germânia, atualmente na Suíça, Santa Verena, virgem.(† s. IV)

7. Em Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França, São Vitório, recordado por São Gregório de Tours.(†490)

8. Em Aquino, no Lácio, região da Itália, São Constâncio, bispo, cujo dom de profecia é louvado pelo papa São Gregório Magno.(† 570)

9. No território de Nimes, na Gália Narbonense, na hodierna França, São Gil ou Egídio, de quem tomou o nome a povoação que posteriormente se desenvolveu na região da Camargue, onde ele, segundo a tradição, construiu um mosteiro e terminou o curso da sua vida mortal.(† s. VI/VII)

10. Em Sens, na Nêustria, também na atual França, São Lopo, bispo, que foi exilado por ter corajosamente afirmado perante um notável do lugar que o povo devia ser dirigido pelo sacerdote e obedecer mais a Deus do que aos príncipes.(† c. 623)

11. Em Veneza, cidade do atual Véneto, região da Itália, a Beata Juliana de Collalto, abadessa da Ordem de São Bento.(† 1262)

12. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, também região da Itália, a Beata Joana, virgem da Ordem Terceira das Servas de Maria, eminente pela sua oração e austeridade.(† 1367)

13. Em Madrid, na Espanha, os beatos Cristino (Miguel Roca Huguet), presbítero, e onze companheiros[1], mártires, todos da Ordem de São João de Deus, que, durante a guerra civil, foram mortos em ódio à religião cristã.

[1] São estes os seus nomes: Processo (Joaquim Ruiz Cascales), Eutímio (Nicolau Aramêndia Garcia), Canuto (José Franco Gômez), Dositeu (Guilherme Rúbio Alonso), Cesário (Mariano Niño Pérez), Benjamim (Alexandre Cobos Celada), Carmelo (Isidro Gil Arano), Cosme (Simeão Isidoro Joaquím Brun Arará), Cecílio (Henrique López López), Rufino (Crescêncio Lasheras Aizcorbe) e Faustino (Antônio Villanueva Igual), religiosos.(† 1936)

14. Em Paterna, cidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato Afonso Sebastião Viñals, presbítero e mártir, que era diretor espiritual da Escola de Formação Social de Valência, quando, na mesma perseguição contra a fé, recebeu a coroa de glória.(† 1936)

15. Em Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires Pedro de Alcântara (Cândido Rivera Rivera), presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, Maria do Carmo Moreno Benítez e Maria do Amparo Carbonell Muñoz, virgens do Instituto de Maria Auxiliadora, que, durante a mesma perseguição, configurando-se à paixão de Cristo, seu Esposo, alcançaram a recompensa da paz eterna.(†1936)

16. Também em Barcelona, em dia incerto de Setembro, o Beato Bento Clemente (Félix España Ortiz), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que na mesma perseguição, vencendo o bom combate da fé, alcançou a vida eterna.(† 1936)

17. Em Sotillo, localidade da Cantábria, no litoral da Espanha, em dia incerto de Setembro, o Beato Eugênio Andrés Amo, religioso da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição, morreu por Cristo.(† 1936)

18. Em Mataró, na Catalunha, também região da Espanha, o Beato José Samsó i Elias, presbítero da diocese de Barcelona e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foi assassinado em ódio ao sacerdócio.(† 1936)

Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars, Virgem, Fundadora – 26 de Agosto

Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars, Virgem, Fundadora

Nasceu em Aytona, na Catalunha e passou a adolescência na terra natal e em Lérida, completando os estudos em Fraga, onde obteve o diploma de professora.

Depois de um tempo dedicado ao ensino, associou-se às terceiras carmelitas, reunidas por um seu tio sacerdote. Foi diretora da escola, mas desejando maior perfeição entrou em 1868 para as clarissas, de onde saiu dois anos depois por causa de sua pouca saúde.

Voltou para as terceiras carmelitas, assumindo de novo a direção da escola. Quando da morte do tio (1872), a instituição esteve a ponto de dissolver-se, e Teresa voltou para cidade natal.

No mesmo ano encontrou o Pe. Saturnino López Novoa, que tinha fundado uma congregação para a assistência de anciãos pobres e fez parte do 1º grupo de 28 companheiras com as quais se iniciou essa obra.

No ano seguinte abriam sua primeira casa em Valência. Em 1874, aprovado o instituto pelo Bispo dessa cidade, fez a sua profissão temporária e fundou outra casa em Saragozza. Em 12 anos fundaram-se 47 casas para os velhos pobres expandindo-se pela América Latina.

A Congregação cresceu e foi aprovada pela Santa Sé

Teresa morreu ainda jovem em 1897, no dia 26 de Agosto. A congregação nunca se preocupou em mover a causa de beatificação da fundadora, que foi levada a termo por iniciativa da autoridade da Igreja.

 

Santa Teresa de Jesus Jornet, rogai por nós!

Oração – Ó Deus que guiaste a Virgem Santa Teresa a perfeita caridade no cuidado dos anciãos, concedei-nos a seu exemplo, servir a Cristo no próximo, para ser testemunho do teu amor. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

 

Com São Melquisedec, Rei de Salém e Sacerdote do Deus Altíssimo, que saudou Abraão, abençoando-o quando regressava da vitória. É considerado como prefiguração de Cristo, Rei de paz e de justiça, e, porque é apresentado sem genealogia, preanuncia o Sacerdote Eterno.

 

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

26

1. Comemoração de São Melquísedec, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, que saudou Abraão, abençoando-o quando regressava da vitória e, oferecendo ao Senhor um sacrifício santo, uma vítima imaculada, é considerado como prefiguração de Cristo, rei de paz e de justiça, e, porque é apresentado sem genealogia, preanuncia o sacerdote eterno.

2. Em Roma, no cemitério de Basila, junto à Via Salária Antiga, São Maximiliano, mártir.(† data inc.)

3. Em Salona, na Dalmácia, hoje Split, na Croácia, Santo Anastásio, pisoeiro, mártir.(† data inc.)

4. Em Cesareia, Mauritânia, Cherchell, Argélia, São Vítor, mártir, que, condenado à morte, segundo a tradição foi crucificado num sábado.(† s. III/IV)

5. Em Bérgamo, na Transpadânia, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Alexandre, mártir.(† s III/IV)

6. Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França, Santo Eleutério, bispo.(† s. VI)

7. Em Yatsushiro, no Japão, o Beato Joaquim Watanabe Jirozaemon, pai de família e mártir.(† 1606)

8. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França, o Beato Tiago Retouret, presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi arrebatado do convento de Limoges e metido na esquálida galera, onde, abandonado pelos perseguidores quase sem roupa, morreu de hipotermia.(† 1794)

9. Em La Puye-en-Vélay, perto de Poitiers, também na França, Santa Joana Isabel Bichier des Âges, virgem, que, durante a Revolução Francesa, ajudou Santo André Huberto Fournier a exercer clandestinamente o seu ministério e, restituída a paz da Igreja, fundou a Congregação das Filhas da Cruz, destinada à educação dos pobres e à assistência aos enfermos.(† 1838)

10. Em Belém, cidade da Terra Santa, Santa Maria de Jesus Crucificado (Maria Baouardy), virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, que, enriquecida com dons místicos, uniu à vida contemplativa uma singular caridade.(† 1878)

11. Em Líria, cidade da província de Valência, também na Espanha, Santa Teresa de Jesus Jornet Ibars, virgem, que, para a assistência aos anciãos, fundou o Instituto das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados. († 1897)

12. Em Valência, também na Espanha, o Beato Ambrósio de Benaguacil (Luís Valls Matamales), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, pelo seu sangue derramado durante a perseguição, mereceu entrar no convívio eterno.(† 1936)

13. Em Alberca de Dênia, na província de Alicante, também na Espanha, o Beato Pedro de Benisa (Alexandre Más Ginestar), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, na mesma perseguição, foi coroado no martírio por Cristo.(† 1936)

14. Em Esplugues, povoação próxima de Barcelona, também na Espanha, o Beato Félix Vivet Trabal, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, mereceu entrar no grande banquete celeste.(† 1936)

15. Em Málaga, também na Espanha, os beatos Fortunato Merino Vegas, presbítero, e Luís Gutiérrez Calvo, religioso, ambos da Ordem de Santo Agostinho e mártir, que na mesma perseguição foram assassinados em ódio à fé crista.(† 1936)

16. Em Dehesa de la Villa, perto de Madrid, também na Espanha, a Beata Maria dos Anjos Ginard Martí (Ângela Bendita), virgem da Congregação das Irmãs Zeladoras do Culto Eucarístico de Palma de Maiorca e mártir, que mereceu associar-se às núpcias eternas com seu Esposo, Jesus Cristo.(† 1936)

17. Na fortaleza de Kharsk, perto de Tomsk, na Sibéria, região da Rússia, a Beata Lourência (Leocádia Harasymiv), virgem da Congregação das Irmãs de São José, que, durante a perseguição da fé na sua pátria, foi encarcerada neste campo de concentração, onde a sua constância na fé e a pureza de vida foram coroadas com a sua morte gloriosa.(† 1952)

18. Em Roma, a Beata Maria Beltrame Quattrócchi, mãe de família, que, passando a vida com o seu esposo numa profunda e feliz comunhão de fé e de caridade para com o próximo, iluminou a família e a sociedade com a luz de Cristo.(† 1965)

Santa Beatriz da Silva, Virgem, Fundadora – 17 de Agosto

Santa Beatriz da Silva, Virgem, Fundadora

Virgem, de família nobre — em sangue e em número de filhos: 11 — em Campo Maior, Portugal, acompanhou seus pais a Ceuta, e depois à corte de Castela como Dama de Honra da Infanta Dona Isabel de Portugal, sua parente.

Para levar uma vida cristã mais perfeita, retirou-se para o convento da Ordem de São Domingos, em Toledo, onde permaneceu por mais de trinta anos obedecendo religiosa e solicitamente à Superiora do convento e submetendo-se fielmente à disciplina regular. Nesse convívio de vida consagrada tomou a resolução de instituir uma nova família religiosa consagrada à Santíssima Mãe de Deus.

Apoiada no poder da Rainha Isabel, a Católica, transferiu-se em 1484 com doze companheiras para a casa vulgarmente chamada “Palácio de Galiana’’, na mesma cidade, começando a fundação da Ordem da Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

Pouco depois de fazer profissão religiosa, faleceu com fama de santidade.

Na hora de sua morte, foram vistas duas coisas maravilhosas. Uma, quando levantaram o véu para administrar-lhe a unção foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados. A segunda, foi que em sua fronte viram uma estrela, que lá ficou até que ela expirou, e que emitia uma luz e um esplendor igual à luz quando mais brilha.

 

Santa Beatriz da Silva, rogai por nós!

Oração –  Santa Madre Beatriz, em cuja fronte apareceu uma brilhante estrela momentos antes de expiardes, alcançai-nos a luz da eterna glória

 

Com São Jacinto: Conheceu São Domingos e foi encarregado de evangelizar a Polônia, onde nasceu  e todo o Oriente. Percorreu, aproximadamente, quatro mil léguas, anunciando o Evangelho. É considerado o Apóstolo da Polônia.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

17

2. Em Cízico, no Helesponto, hoje na Turquia, São Míron, presbítero e mártir, que, segundo a tradição, no tempo do imperador Décio e do governador Antípatro, depois de muitos suplícios foi decapitado.(† s. III)

3. Em Cesareia da Capadócia, Kayseri, Turquia, São Mamede, mártir, que, sendo um pastor de condição muito humilde, vivia solitário nas florestas dos montes com rigorosa frugalidade e, por ter professado a sua fé em Cristo, no tempo do imperador Aureliano consumou o martírio.(† 273/274)

4. Na Sicília, Itália, o dia natal de Santo Eusébio, papa, valoroso testemunho de Cristo, que foi deportado pelo imperador Maxêncio para esta ilha e, exilado da pátria terrena, mereceu entrar na pátria celeste; o seu corpo foi trasladado para Roma e depositado no cemitério de Calisto.(† 310)

5. Na Frísia, no território da atual Holanda, São Jerão, presbítero e mártir, que se narra ter sido morto por uns pagãos normandos.(† 856)

6. Em Tessalônica, na Macedônia, na atual Grécia, o passamento de Santo Elias o Jovem, mong segundo as regras dos Padres orientais, que depois de ter sofrido muito da parte dos Sarracenos por causa da sua fé, com grande fortaleza de ânimo seguiu uma vida de contínua oração e rigorosa austeridade na Calábria e na Sicília.(† 903)

7. Em Arcária, perto de Milazzo, na Sicília, São Nicolau Políti, eremita, que passou a vida em suprema austeridade numa caverna.(† 1107)

8. Em Colle di Val d’Elsa, próximo de Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Alberto, presbítero, que deu ao povo um egrégio exemplo de virtude.(† 1202)

9. Em Montefalco, na Úmbria, também na Itália, Santa Clara da Cruz, virgem da Ordem das Eremitas de Santo Agostinho, que dirigiu o mosteiro da Santa Cruz, abrasada no amor à Paixão de Cristo.(† 1308)

10. Em Nagasáki, no Japão, os santos mártires Tiago Kyuhei Gorobioye, presbítero da Ordem dos Pregadores, e Miguel Kurobioye, que, no tempo do comandante supremo Tokugawa Yemitsu, foram condenados à pena capital e morreram por Cristo.(† 1633)

11. Em Saumur, perto de Angers, na França, Santa Joana Delanoue, virgem, que, totalmente confiada no auxílio da divina providência, acolheu durante vários anos na sua casa, órfãs, anciãs, enfermas e mulheres dissolutas e, finalmente fundou com algumas companheiras o Instituto das Irmãs de Santa Ana da Providência.(† 1736)

12. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Natal Hilário Le Conte, mártir, que, sendo clérigo da catedral de Bourges como mestre-capela, durante a violenta perseguição religiosa foi encerrado na galera, na qual, consumido pela enfermidade, morreu por Cristo.(† 1794)

13. Em Castelfullit de la Roca, perto de Gerona, na Espanha, o Beato Henrique Canadell Quintana, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes da Escolas Pias e mártir, assassinado em ódio à Igreja.(† 1936)

 

São Ponciano, Papa e Santo Hipólito, Presbítero, Mártires – 13 de Agosto

São Ponciano, Papa e Santo Hipólito, Presbítero, Mártires

 

Santos mártires Ponciano, Papa, e Hipólito, Presbítero, que foram deportados juntamente para a Sardenha, onde cumpriram a mesma pena da condenação e, ao que parece, ao mesmo tempo alcançaram a mesma coroa de glória.

Os seus corpos foram sepultados em Roma: Ponciano no cemitério da Via Tiburtina, Hipólito no cemitério de Calisto.

 Ponciano, da antiga e nobre família dos Calpurni, foi eleito papa em 230, durante o império do manso e sábio Alexandre Severo, cuja tolerância a respeito de religião permitiu à Igreja reorganizar-se. Mas precisamente nesta trégua de paz foi que aconteceu na Igreja de Roma a primeira funesta cisão que contrapôs ao legítimo pontífice um antipapa, na pessoa de Hipólito, restituído por um provincial martírio à unidade e à santidade. Hipólito, sacerdote culto e austero, pouco inclinado ao perdão e temeroso que em toda reforma houvesse erro, chegou a acusar de heresia o próprio pontífice são Zeferino e o diácono Calisto, e quando este último foi eleito papa em 217, rebelou-se.

Manteve-se no cisma também durante o pontificado de santo Urbano II e de são Ponciano. Maximiano, encontrando-se diante de uma Igreja com dois chefes, sem titubear mandou ambos para os trabalhos forçados numa mina da Sardenha. Ponciano foi o primeiro Papa a ser deportado. Era fato novo que se verificava na Igreja e Ponciano soube resolvê-lo com sabedoria e humildade: para que os cristãos não ficassem privados do seu pastor, renunciou ao pontificado.

Para lhe suceder veio o grego Antero, que governou a Igreja por quarenta dias apenas. O gesto generoso de Ponciano deve ter comovido o intransigente Hipólito, que morreu de fato reconciliado com a Igreja em 235. Segundo uma epígrafe ditada pelo Papa Dâmaso, Hipólito, embora obstinado no cisma por mal-entendido zelo, na hora da prova, “no tempo em que a espada cortava as vísceras da santa Mãe Igreja, fiel a Cristo, ele caminhou para o reino dos santos”. Aos sequazes, que lhe perguntavam qual o pastor que deviam seguir, indicou o legítimo papa como o único guia e “por essa profissão de fé mereceu ser nosso mártir”.

Os corpos dos dois mártires, transportados com grande honra, foram sepultados em Roma: Hipólito na via Tiburtina e Ponciano nas catacumbas de são Calisto

Santos Ponciano e Hipólito, rogai por nós!

Oração – Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Ponciano e Hipólito governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Amém

 

Com Santa Radegunda, Rainha dos francos e Santa Gertrudes, Abadessa, filha da Santa Isabel, Rainha da Hungria. Também Santa Filomena.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

13/8

Santos mártires Ponciano, papa, e Hipólito, presbítero, que foram deportados juntamente para a Sardenha, onde cumpriram a mesma pena da condenação e, ao que parece, ao mesmo tempo alcançaram a mesma coroa de glória. Os seus corpos foram sepultados em Roma: Ponciano no cemitério da Via Tiburtina, Hipólito no cemitério de Calisto.(† c. 236)

2. Em Ímola, na Flamínia, hoje na Emília Romanha, região da Itália, São Cassiano, mártir, que, por ter recusado sacrificar aos ídolos, foi condenado e entregue às crianças de quem tinha sido professor, para que o torturassem com os estiletes usados para escrever, tornando a pena do martírio tanto mais dolorosa quanto menos pesada era a mão que o feria.(† c. 300)

3. Em Lião, na Gália, atualmente na França, Santo Antíoco, bispo, que, ainda na situação de presbítero, fez uma longa viagem para visitar o seu antigo bispo São Justo, que então vivia num ermo do Egipto.(† c. 500)

4. Em Poitiers, na Aquitânia, também na atual França, Santa Radegunda, rainha dos Francos, que, vivendo ainda Clotário, seu esposo, recebeu o sagrado véu e entrou no mosteiro da Santa Cruz de Poitiers, que ela própria tinha feito construir, sob a Regra de São Cesário de Arles.(† 587)

5. Em Skemáris, na região de Lazika, situada na cordilheira do Cáucaso, o passamento de São Máximo Confessor, abade de Crisópolis, perto de Constantinopla, insigne pela sua doutrina e zelo pela verdade católica, que, por ter enfrentado corajosamente a heresia dos monotelistas, foi condenado pelo imperador herético Constante à mutilação da sua mão direita e, juntamente com dois dos seus discípulos, Anastásio o Monge e Anastásio Apocrisário, depois de suportar um atroz cativeiro e muitas sevícias, foi desterrado para o território da Lazika, onde entregou o espírito a Deus.(† 662)

6. Em Fritzlar, no território do Hesse, na Austrásia, hoje na Alemanha, São Vigberto, presbítero e abade, a quem São Bonifácio confiou o cuidado do mosteiro deste lugar.(† c. 739)

7. No mosteiro de Altenberg, no território de Wetzlar, também na Alemanha, a Beata Gertrudes, abadessa da Ordem Premonstratense, que, ainda criança, foi oferecida a Deus neste lugar por sua mãe, Santa Isabel, rainha da Hungria.(† 1297)

8. Em Kilmallock, na Irlanda, os beatos Patrício O’Healy, bispo de Mayo, e Cono O’Rourke, presbítero, ambos da Ordem dos Frades Menores, que, no reinado de Isabel I, por causa do seu sacerdócio declarado abertamente, foram condenados à morte e executados no patíbulo.(† 1579)

9. Em Warwick, na Inglaterra, o Beato Guilherme Freeman, presbítero e mártir, que, também condenado à morte no mesmo reinado de Isabel I apenas por ser sacerdote católico, diante do patíbulo começou a cantar o «Te Deum» e se dirigiu corajosamente para o suplício do martírio.(† 1595)

10. Em Roma, São João Berchmans, religioso da Companhia de Jesus, que, muito admirado por todos em virtude da sua sincera piedade, verdadeira caridade e constante bom humor, depois de uma breve enfermidade foi ao encontro da morte com a mesma alegria.(† 1621)

11. Em Viena, na Áustria, o Beato Marcos de Aviano (Carlos Domingos) Cristófori, presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, eminente pregador da palavra de Deus, que se dedicou sempre ao cuidado dos pobres e dos enfermos, incitando especialmente os poderosos do mundo, para que buscassem acima de tudo a fé e a paz.(† 1699)

São Pedro de Anagni, Bispo – 03 de Agosto

São Pedro de Anagni, Bispo

 

Nasceu em Anagni, a 50 km de Roma, na Itália. Sua família era de tradição na região, família dos príncipes de Salerno. Ainda jovem, vivendo no ambiente religioso da cidade, despertou o desejo de entrar no seminário.

Em sua cidade havia um mosteiro beneditino e isso facilitou o seu acesso. Tornou-se monge beneditino e, mais tarde, chamado pela Igreja a ser bispo. Recebeu a sagração pelas mãos do Papa Alexandre II, que ali se encontrava exilado.

Esteve em Constantinopla, foi mandado por Alexandre II como embaixador junto ao imperador. Participou da primeira Cruzada e retornou à sua diocese.

Morreu em 1105 e, passados apenas 5 anos de sua morte, suas virtudes, tanto como religioso no mosteiro, como o testemunho dado como Bispo, levaram a Igreja a canonizá-lo como santo.

 

São Pedro de Anagni, rogai por nós!

Oração –  Intercedei a Jesus para que estejamos sempre no caminho da fé e seguindo as vontades de Deus, nos proteja e auxilie a seguir seu exemplo de união e crença em Jesus Cristo. Amém.

 

Com Santo Asprenate, primeiro Bispo de Nápoles

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

3/8

1. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santo Asprenate, primeiro bispo desta cidade.(† s. II-III)

2. Em Autun, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Eufrônio, bispo, que edificou a basílica do mártir São Sinfroniano e adornou com maior decoro o túmulo de São Martinho de Tours.(† d. 475)

3. No monte Mássico, na Campânia, região da Itália, São Martinho, que permaneceu durante muitos anos recluso numa estreitíssima caverna.(† 580)

4. Em Anágni, no Lácio, também região da Itália, São Pedro, bispo, que resplandeceu pela observância monástica, depois pela sua diligência pastoral e finalmente pela edificação da igreja catedral.(† 1105)

5. Em Lucera, na Apúlia, também região da Itália, o Beato Agostinho Kazotic, bispo, da Ordem dos Pregadores, que, primeiro governou a Igreja de Zagreb; e depois, por causa da hostilidade do rei da Dalmácia, transitou para a sede de Lucera, onde se dedicou com grande diligência ao cuidado dos pobres e dos necessitados.(† 1323)

6. Em Alicante, na Espanha, o Beato Salvador Ferrándis Segui, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, derramou o seu sangue por Cristo e alcançou a palma da glória.(† 1936)

7. Em Samalus, localidade próxima de Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires Afonso López López, presbítero, e Miguel Remon Salvador, religioso, ambos da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que na mesma perseguição foram coroados com o supremo testemunho de Cristo.(† 1936)

8. Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Francisco Bandrés Sánchez, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, durante a mesma perseguição, confirmou com o seu sangue a plena fidelidade a Cristo.(† 1936)

9. Em Ronda, perto de Málaga, também na Espanha, os beatos Antônio Mohedano Larriva e Antônio Pancorbo López, presbíteros da Sociedade Salesiana e mártires, que foram assassinados em ódio ao sacerdócio.(† 1936)

 

 

Santo Estanislau, Bispo, Mártir com Santa Gema Galgáni, virgem. – 11 de Abril

Santo Estanislau, Bispo, Mártir com Santa Gema Galgáni, virgem.

De família pobre e reformador

Nasceu em 1030, em Szczepanowa, Diocese de Cracóvia, Polônia. De família pobre, estudou com os beneditinos de Cracóvia e depois em Liége, Bélgica. De regresso à pátria, exerceu o ministério sacerdotal com zelo e inteligência, fazendo várias reformas pastorais.

Inicialmente apoiado pelo Rei

Aos 42 anos, foi nomeado Bispo de Cracóvia por Alexandre II. A sua nomeação agradou a todos, até mesmo ao Rei Boleslau (1058-1079) que a princípio apoiou as suas iniciativas pastorais. Esta harmonia haveria de se romper, em consequência do desmando e corrupção dos costumes da corte.

Foi morto quando celebrava a eucaristia

O próprio rei tinha conduta leviana, reprovável e escandalosa. Santo Estanislau denunciou-o publicamente e lançou sobre ele a excomunhão. Foi morto, então, quando celebrava a eucaristia na igreja de São Miguel e, segundo consta, pelas próprias mãos de Boleslau.

Era o dia 8 de Maio de 1097. Santo Estanislau não somente é venerado na Polônia, mas também na Europa e nas Américas.

Estanislau significa glória do povo e indica uma pessoa realista ao extremo. Não se ilude com as aparências: procura sempre a verdade que está por trás delas.
Santa Gema Galgáni, virgem.

Em Lucca, na Itália, Santa Gema Galgáni, virgem, que, insigne pela contemplação da Paixão do Senhor e pelos sofrimentos pacientemente suportados, aos vinte e cinco anos de idade consumou num Sábado Santo a sua vida angélica.(† 1905)

 

Santo Estanislau e Santa Gema Galgani, rogai por nós!

Oração – Santo Estanislau fazei que nós também não sejamos daqueles que apenas falam, mas não fazem. Amém

 

Com Beata Sancha, virgem, filha do rei Sancho I.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Abril 11

2. Em Pérgamo, na província da Ásia, na atual Turquia, a comemoração de Santo Antipas, que, como testemunha fiel de que fala São João no Apocalipse, sofreu o martírio pelo nome de Jesus.

3. Comemoração de São Filipe, bispo de Gortina, na ilha de Creta, que, no tempo dos imperadores Marco Antonino Vero e Lúcio Aurélio Cômodo, defendeu energicamente a Igreja que lhe foi confiada, tanto do furor dos pagãos como das insídias dos hereges.(† c. 180)

4. Em Spálato, na Dalmácia, hoje Split, na Croácia, São Donião, bispo e mártir, que, segundo a tradição, foi assassinado na perseguição do imperador Diocleciano.(† 299)

5. Junto de Gaza, na Palestina, São Barsanúfio, anacoreta, natural do Egipto, insigne pelos seus dons extraordinários de contemplação e pela integridade da sua vida.(† 540)

6. Em Spoleto, na Úmbria, região da Itália, Santo Isaac, monge, originário da Síria e fundador do mosteiro de Monteluco, cujas virtudes são mencionadas por São Gregório Magno.(† c. 550)

7. Na Calábria, também região da Itália, o Beato Lanuíno, companheiro de São Bruno e seu sucessor, que foi um egrégio intérprete do espírito do fundador na instituição de mosteiros da Ordem Cartusiana.(† 1119)

8. Em Coimbra, cidade de Portugal, a Beata Sancha, virgem, filha do rei Sancho I, que fundou o mosteiro de monjas cisterciense de Celas, onde tomou o hábito religioso. A sua memória celebra-se em Portugal, juntamente com as suas irmãs, as beatas Mafalda e Teresa, no dia 20 de Junho.(† 1229)

9. Em Cúneo, no Piemonte, região da Itália, o Beato Ângelo de Chiavasso (Antônio Carlétti), presbítero da Ordem dos Menores, insigne pela sua doutrina, prudência e caridade.(† 1495)

10. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Jorge Gervase, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, aluno do Colégio dos Ingleses de Douai, que, no tempo do reinado de Jaime I, apesar de ter sido preso duas vezes durante o exercício do ministério pastoral na sua pátria, professou sempre com admirável constância a fé católica até ao martírio na forca.(† 1608)

11. Em Lucca, na Itália, Santa Gema Galgáni, virgem, que, insigne pela contemplação da Paixão do Senhor e pelos sofrimentos pacientemente suportados, aos vinte e cinco anos de idade consumou num Sábado Santo a sua vida angélica.(† 1905)

12. Também em Lucca, na Itália, a Beata Helena Guerra, virgem, que fundou a Congregação das Oblatas do Espírito Santo para a formação da juventude feminina e instruiu admiravelmente os fiéis sobre a cooperação do Espírito Santo na economia da salvação.(† 1914)

13. No campo de concentração de Auschwitz, próximo de Cracóvia, na Polônia, o Beato Simproniano Ducki, religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, durante a guerra, preso por causa da sua fidelidade a Cristo, consumou através das torturas o seu martírio.(† 1942)

São Francisco Xavier – 03 de Dezembro

Francisco de Jasu y Xavier (nascido no castelo de Xavier na Espanha em 1506), correspondendo às expectativas dos nobres pais, laureou-se na prestigiosa universidade parisiense. Naqueles anos teve a felicidade de viver cara a cara, participando até do mesmo quarto da pensão, com Pedro Favre, que como ele se tornará jesuíta e será beatificado, e com outro estudante meio esquisito, já bastante velho para se sentar nos bancos escolares, Inácio de Loyola.

Inácio descobrira aquela alma: “Coração tão grande e alma tão nobre — disse-lhe — não se satisfazem com efêmeras honras terrenas. A sua ambição deve ser a glória que dura para sempre”. No dia da Assunção de 1534, na cripta da igreja de Montmartre, Francisco Xavier, Inácio de Loyola e outros cinco companheiros se consagraram a Deus fazendo voto de absoluta pobreza e decidiram ir à Terra Santa para de lá iniciarem a sua obra missionária, colocando-se para tudo sob a inteira disposição do papa. Ordenados presbíteros em Veneza e evaporada a perspectiva da Terra Santa, tomaram o caminho de Roma, onde Francisco colaborou com Inácio na redação das Constituições da Companhia de Jesus. Aos trinta e cinco anos teve início a grande aventura para Francisco. A convite do rei de Portugal, foi escolhido missionário e legado pontifício para as colônias portuguesas nas Índias orientais. Goa foi o centro da sua intensíssima atividade missionária que se irradiou por uma área tão vasta que seria excepcional até com os atuais meios de comunicação: em dez anos percorreu a Índia, a Málaga, as Molucas e ilhas ainda no estado selvagem: “Se não encontrar um barco, irei a nado”, dizia Francisco, e acrescentava: “Se naquelas ilhas existissem minas de ouro, os cristãos lá se precipitariam. Mas não existem senão almas para serem salvas”. E foi.

 

Após quatro anos de atividade missionária nessas ilhas, embarcou para o Japão, onde, em meio a dificuldades imensas, estabeleceu o primeiro núcleo de cristãos. Seu zelo não conhecia descanso: do Japão já olhava para a China. Retomou o mar, chegou a Singapura e foi a 150 quilômetros de Cantão, o grande porto chinês. Na ilha de San Chao, aguardando uma embarcação que o levasse à China, caiu gravemente enfermo. Com ele estava um jovem chinês que o guiava. Morreu à beira-mar, a 3 de dezembro de 1552, aos 46 anos de idade. Tinha administrado o batismo a mais de trinta mil convertidos.

São Francisco Xavier, rogai por nós!