Santo Antônio Maria Zaccaria, Presbítero – 05 de Julho

Santo Antônio Maria Zaccaria, Presbítero

Médico e viúvo aos 18 anos

Nasceu por volta de 1502 em Cremona e ficou viúvo aos 18 anos. Rico, vestia-se com modéstia e escolheu ser médico para ficar mais perto da gente humilde e servir o próximo.

Fundou os “Barnabitas”

Com 26 anos, fez-se sacerdote e partiu para Milão, onde com a ajuda de  Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, seus amigos, fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, os “Barnabitas”, porque residiam junto à igreja de São Barnabé, em Milão. Seguiam uma Regra e professavam os votos religiosos sem se considerem monges ou frades.

Promover a reforma do clero e dos leigos

Seu carisma específico era evangelizar e administrar os sacramentos, promovendo a reforma do clero e dos leigos.

Paulatinamente, crescia a congregação e, com as constituições revistas por São Carlos Borromeu, em 1537, assentou-se definitivamente.

Fundou a Congregação das Angélicas

Com a ajuda de Luísa Torelli, Condessa de Guastalla, surgiu a congregação feminina das Angélicas, para  a reforma dos mosteiros femininos.

Santo António Maria Zacarias ajudou na preparação do Concílio de Trento, cuja influência ainda persiste na Igreja de nossos dias.

Foi também promotor da devoção à Eucaristia e da adoração ao Santíssimo Sacramento.

Logo tu te alegrarás comigo na glória eterna

Em Vicência, Zaccaria adoeceu gravemente. Obrigado a voltar pra Cremona, abatido e fraco, encontrou a mãe alarmada, toda banhada em lágrimas. O Santo sorriu-lhe. Olhou-a muito ternamente:

– Ah! Doce mãe! exclamou. Não chores mais! Logo tu te alegrarás comigo na glória eterna, onde espero entrar agora!

Morreu em 1539, aos 37 anos

Santo Antônio Maria Zaccaria, rogai por nós!

Oração – Senhor, que escolhestes na vossa Igreja Santo Antônio Maria Zaccaria, para mostrar aos homens o caminho da salvação, concedei-nos que o seu exemplo nos ajude a seguir Jesus Cristo, nosso Mestre, para possamos alcançar um dia, juntamente com os nossos irmãos e irmãs, a glória do vosso reino

Com  as santas irmãs Teresa Chen Jinxie e Rosa Chen Aixie, virgens e mártires, trespassadas pelos golpes das lanças dos seus verdugos.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Réggio Calábria, também na Itália, Santo Estêvão de Niceia, bispo e mártir.(† c. 78)

3. Em Cirene, na Líbia, Santa Ciprila, mártir, que, segundo a tradição, durante a perseguição do imperador Diocleciano, suportou muito tempo em sua mão carvões a arder com incenso, para evitar que, deitando fora as brasas, desse a impressão de que oferecia o incenso aos deuses; depois, crudelissimamente dilacerada, ornada com o próprio sangue partiu deste mundo ao encontro do Esposo.(† s. IV)

4. Comemoração de Santo Atanásio de Jerusalém, diácono da Igreja da Santa Ressurreição e mártir, assassinado pelo monge herético Teodósio, por ter censurado a sua impiedade e defender o santo Concílio de Calcedônia.(† 451/452)

5. Comemoração de São Domécio o Médico, eremita no monte Kurós, na antiga Armênia.(† s. V)

6. No monte Admirável, perto de Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santa Marta, mãe de São Simeão Estilita o Jovem.(† 551)

7. No mosteiro de Santa Maria de Terreto, perto de Réggio Calábria, na Itália, São Tomás, abade.(† 1000)

8. No Monte Athos, na Grécia, Santo Atanásio, hegúmeno, humilde e pacífico, que instituiu na Grande Laura uma forma de vida cenobítica.(† c. 1004)

9. Em Wexford, na Irlanda, os beatos Mateus Lambert, Roberto Meyler, Eduardo Cheevers e Patrício Cavanagh, mártires – padeiro, o primeiro, e marinheiros os outros – que, por causa da sua fidelidade à Igreja Romana e do auxílio prestado aos católicos, no reinado de Isabel I foram enforcados e esquartejados.(† 1581)

10. Em Oxford, na Inglaterra, os beatos mártires Jorge Nichols e Ricardo Yaxley, presbíteros, Tomás Belson, candidato ao sacerdócio, e Hunfredo Pritchard, que, condenados à morte no tempo da mesma rainha, uns porque eram sacerdotes que entraram na Inglaterra, outros porque lhes prestaram auxílio, sofreram todos o suplício do patíbulo.(† 1589)

11. Perto de Huangeryin, localidade próxima de Ningjinxian, no Hebei, província da China, as santas irmãs Teresa Chen Jinxie e Rosa Chen Aixie, virgens e mártires, que, durante a perseguição movida pelos «Yihetuan», para salvaguardarem a honra da virgindade e a sua fé cristã, resistiram corajosamente às bárbaras depravações e à feroz crueldade dos perseguidores e foram trespassadas pelos golpes das lanças dos seus verdugos.(† 1900)

13ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Primeira Leitura (Gn 27,1-5.15-29)

Leitura do Livro do Gênesis

1 Quando Isaac ficou velho, seus olhos enfraqueceram e já não podia ver. Chamou, então, o filho mais velho Esaú, e lhe disse: “Meu filho!” Este respondeu: “Aqui estou!” 2 Disse-lhe o pai: “Como vês, já estou velho e não sei qual será o dia da minha morte. 3 Toma as tuas armas, as flechas e o arco, e sai para o campo. Se apanhares alguma caça, prepara-me um assado saboroso, 4 como sabes que eu gosto, e traze-o para que o coma, e assim te dar a bênção antes de morrer”. 5 Rebeca escutava o que Isaac dizia a seu filho Esaú. Esaú saiu para o campo à procura de caça para o pai. 15 Rebeca tomou, então, as melhores roupas que o filho mais velho tinha em casa, e vestiu com elas o filho mais novo, Jacó. 16 Cobriu-lhe as mãos e a parte lisa do pescoço com peles de cabrito. 17 Pôs nas mãos do filho Jacó o assado e o pão que havia preparado. 18 Este levou-os ao pai, dizendo: “Meu pai!” “Estou ouvindo”, respondeu Isaac. “Quem és tu, meu filho?” 19 E disse Jacó a seu pai: “Eu sou Esaú, teu filho primogênito; fiz como me ordenaste. Levanta-te, senta-te e come da minha caça, para me abençoares”. 20 Isaac replicou-lhe: “Como conseguiste achar assim depressa, meu filho?” Ele respondeu: “É o Senhor teu Deus que fez que isso acontecesse”. 21 Isaac disse a Jacó: “Vem cá, meu filho, para que eu te apalpe e veja se és ou não meu filho Esaú”. 22 Jacó achegou-se a seu pai Isaac, que o apalpou e disse: “A voz, é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú”. 23 E não o reconheceu, pois suas mãos estavam peludas como as do seu filho Esaú. Então, decidiu abençoá-lo. 24 Perguntou-lhe ainda: “Tu és, de fato, meu filho Esaú?” Ele respondeu: “Sou”. 25 Isaac continuou: “Meu filho, serve-me da tua caça para eu comer e te abençoar”. Jacó serviu-o e ele comeu; trouxe-lhe depois vinho e ele bebeu. 26 Disse-lhe então seu pai Isaac: “Aproxima-te, meu filho, e beija-me”. 27 Jacó aproximou-se e o beijou. Quando Isaac sentiu o cheiro das suas roupas, abençoou-o, dizendo: “Este é o cheiro do meu filho: é como o aroma de um campo fértil que o Senhor abençoou! 28 Que Deus te conceda o orvalho do céu, e a fertilidade da terra, a abundância de trigo e de vinho. 29 Que os povos te sirvam e se prostrem as nações em tua presença. Sê o senhor de teus irmãos, e diante de ti se inclinem os filhos de tua mãe. Maldito seja quem te amaldiçoar, e quem te abençoar, seja bendito!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 134(135),1-2.3-4.5-6 (R. 3a)

– Louvai o Senhor, porque é bom!

– Louvai o Senhor, porque é bom!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Louvai o Senhor, bendizei-o; louvai o Senhor, servos seus, que celebrais o louvor em seu templo e habitais junto aos átrios de Deus! 

– Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome suave! Escolheu para si a Jacó, preferiu Israel por herança. 

– Eu bem sei que o Senhor é tão grande, que é maior do que todos os deuses. Ele faz tudo quanto lhe agrada, nas alturas dos céus e na terra, no oceano e nos fundos abismos. 

Evangelho (Mt 9,14-17)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15 Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão. 16 Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17 Também não se coloca vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

13ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Primeira Leitura (Gn 23,1-4.19;24,1-8.62-67)

Leitura do Livro do Gênesis

1 Sara viveu cento e vinte e sete anos, 2 e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. 3 Depois levantou-se de junto da morta e falou aos hititas: 4 “Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu”. 19 Assim, Abraão sepultou Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã. 24,1 Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2 Abraão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: “Põe a mão debaixo da minha coxa 3 e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; 4 mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac”. 5 E o servo respondeu: “E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?” 6 Abraão respondeu: “Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. 7 O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa do meu pai e da minha terra natal, e que me falou e jurou, dizendo: ‘À tua descendência darei esta terra’, ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho. 8 Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá”. 62 Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Rói e morava na terra do Negueb. 63 Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam. 64 Rebeca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do camelo, 65 e perguntou ao servo: “Quem é aquele homem que vem pelo campo, ao nosso encontro?” O Servo respondeu: “É o meu senhor”. Ela puxou o véu e cobriu o rosto. 66 Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67 Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 105(106),1-2.3-4a.4b-5 (R. 1a)

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia! Quem contará os grandes feitos do Senhor? Quem cantará todo o louvor que ele merece? 

– Felizes os que guardam seus preceitos e praticam a justiça em todo o tempo! Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, pelo amor que demonstrais ao vosso povo! 

– Visitai-me com a vossa salvação, para que eu veja o bem-estar do vosso povo, e exulte na alegria dos eleitos, e me glorie com os que são vossa herança. 

Evangelho (Mt 9,9-13)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 9 Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13 Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Isabel de Portugal, Rainha – 04 de Julho

Santa Isabel de Portugal, Rainha

Filha de Rei

Filha do rei D. Pedro II de Aragão e da rainha D. Constança e teria nascido no ano de 1270.

Neta de Jaime I, o Conquistador, bisneta de Frederico II da Alemanha de quem herdou a energia tenaz e a força de alma. Caracterizava-se principalmente pela bondade sem limites e pelo espírito equilibrado e justo de Santa Isabel da Hungria, sua parente.

De intensa vida interior

Em 1282 casou com D. Diniz, rei de Portugal. De intensa vida interior, usando o Livro das Horas, jejuava frequentemente e preferia trabalhos discretos, como coser e fazer bordados na companhia das damas.

Mãe de Rei puro, não comum na época

Mãe de D. Afonso IV, o Bravo, que teve uma vida pura – não comum na época — pela influência de sua mãe.

Ela obrigava o filho a obedecer ao pai (ele era o rei), e não só fingia ignorar as andanças do rei, mas criava os seus filhos ilegítimos.

Seu poder moderador fez com que fosse juiz nas rixas entre seu irmão e seu turbulento filho.

Mandou construir mosteiros e hospitais.

Vestiu a Hábito de Santa Clara

Com a morte do marido, vestiu o hábito de Santa Clara.

Morreu em Extremoz no dia 4 de julho de 1336 e foi canonizada pelo Papa Urbano VIII, em 25 de Maio de 1625 pelo.

Santa Isabel de Portugal, rogai por nós!

Oração – Nós vos pedimos, Senhor, por intercessão desta Santa Rainha, que tão grande foi no mundo e que não é menor no céu, as graças de que tanto precisamos. Amém

IsabelSignifica “pura”, “casta”, “aquela que cumpre promessas”. O nome Isabel espalhou-se por toda a Espanha, Portugal e França,

Com Beato Pedro Kibe Kasui, presbítero S.J., e cento e oitenta e sete companheiros, mártires.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Na África Setentrional, São Jucundiano, mártir(† data inc.).

3. Em Vatan, no território de Bourges, na Aquitânia, atualmente na França, São Laureano, mártir.(† s. III/IV)

4. Em Cahors, também na Aquitânia, São Florêncio, bispo, que São Paulino de Nola louva como humilde de coração, forte na graça divina e suave na palavra.(† s. V in.)

5. Em Langres, também na Aquitânia, São Valentim, presbítero e eremita.(† c. s. V)

6. Em Blangy, no território de Arras, também na atual França, Santa Berta, abadessa, que, tendo ingressado com as filhas Gertrudes e Deotila no mosteiro por ela fundado, alguns anos depois viveu como reclusa numa pequena cela.(† c. 725)

7. Em Erissos, na ilha de Lesbos, na Grécia, o passamento de Santo André de Creta, bispo de Gortina, que, com orações, hinos e cânticos de excelente composição, cantou os louvores de Deus e exaltou a Virgem Mãe de Deus imaculada e elevada ao Céu.(† 740)

8. Em Augsburgo, cidade da Baviera, na atual Alemanha, Santo Uldarico ou Ulrico, bispo, ilustre pela sua admirável abstinência, liberalidade e assiduidade às vigílias, que, depois de cinquenta anos de episcopado, morreu nonagenário.(† 973)

9. No mosteiro de Hautecombe, junto ao lago Burget, na Savoia, atualmente na França, o sepultamento do Beato Bonifácio, bispo, de linhagem régia, que, depois de ter ingressado na Cartuxa foi eleito para a sede de Belley e finalmente elevado à sede de Cantuária, manifestando sempre grande solicitude pelo seu rebanho.(† 1270)

10. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato João de Vespigniano.(† s. XIII/XIV)

11. Em Dorchester, na Inglaterra, os beatos mártires João (Conor O’Malley), autoapelidado Cornélio, presbítero pouco tempo antes admitido na Companhia de Jesus, Tomás Bosgrave, João Carey e Patrício Salmon, leigos que ajudaram este sacerdote, todos eles ao mesmo tempo, no reinado de Isabel I, glorificaram a Cristo com o martírio.(† 1594)

12. Em York, também na Inglaterra, os beatos mártires Guilherme Andleby, presbítero, Henrique Abbot, Tomás Warcop e Eduardo Fulthorp, leigos, que, na mesma perseguição, condenados à morte por causa da sua fidelidade à Igreja, depois de terem suportado ao mesmo tempo o suplício do patíbulo, partiram deste mundo e alcançaram a recompensa eterna.(† 1597)

13. No Japão, o Beato Pedro Kibe Kasui, presbítero da Companhia de Jesus, e cento e oitenta e sete companheiros[1], mártires.

[1] São estes os seus nomes: Julião Nakaura e Diogo Yuki Ryosetsu, presbíteros da Companhia de Jesus, Nicolau Fukunaga Keian, religioso da mesma Companhia, Tomás de Santo Agostinho (Tomás Ochia Jihyoe “Kintsuba”), presbítero da Ordem de Santo Agostinho. João Hara Mondo, religioso da Ordem Terceira de São Francisco; João Minami Gorozaemon, Simão Takeda Gohyoe, Joana Takeda, Inês Takeda, Madalena Minami e Luís Minami, Melchior Kumagai Motonao, Damião, catequista, Joaquim Watanabe Jirozaemon, Leão Saisho Shichiemon, João Hattori Jingoro e seu filho Pedro Hattori, Miguel Mitsuishi e seu filho Tomé Mitsuishi, Gaspar Nishi Genka, sua esposa Úrsula Nishi e seu filho João Nishi Mataishi; Adrião Takahashi Mondo e sua esposa Joana Takahashi; Leão Hayashida Sukeemon, sua esposa Marta Hayashida e seus filhos Madalena Hayashida e Diogo Hayashida; Leão Takedomi Han’emon e seu filho Paulo Takedomi Han’emon; Adão Arakawa, João Hashimoto Tahyoe, sua esposa Tecla Hashimoto e seus filhos: Catarina Hashimoto, Tomé Hashimoto, Francisco Hashimoto, Pedro Hashimoto e Luísa Hashimoto; Tomé Kian, Tomé Ikegami; Lino Rihyoe, sua esposa Maria; Cosme Shizaburo e seu filho Francisco Shizaburo; Antônio Dómi, Joaquim Ogawa; João Kyusaku, sua esposa Madalena e sua filha Regina; Tomé Koshima Shinshiro, sua esposa Maria; Gabriel; outra Maria e sua filha Mônica; Marta e seu filho Bento; outra Maria e seu filho Sisto; outra Mónica, Tomé Toemon e sua esposa Luzia; Rufina e sua filha Marta; outra Mônica, Manuel Kosaburo, Ana Kajiya e seu filho Tomé Kajya Yoemon; Águeda, Maria Chujó, Jerônimo Soroku e sua esposa Luzia; João Sakurai e sua filha Úrsula Sakurai; Mâncio Kyujiró, Luís Matagoro; Leão Kyusuke e sua esposa Marta; Mência e sua filha Luzia; Madalena, Diogo Tsuzu, Francisco e Maria; Diogo Kagayama Haito; Baltasar Kagayama Hanzaemon e seu filho Tiago; João Hara Mondo, Francisco Toyama Jintaró; Matias Shobara Ichizaemon, Joaquim Kuroemon; Baltasar Uchibori, Antônio Uchibori e Inácio Uchibori; Paulo Uchibori Sakuemon, Gaspar Kizaemon e sua esposa Maria Mine, Gaspar Nagai Sohan, Luís Shinzaburo, Dinis Saekieki Zenka e seu filho Luís Saeki Kizo, Damião Ichiyata, Leão Nakajima Sokan e seu filho Paulo Nakajima, João Kisaki Kyuhachi, João Heisaku, Tomé Uzumi Shingoro, Aleixo Sugi Shohachi, Tomé Kondo Hyoemon, João Araki Kanshichi; Joaquim Mine Sukedayu, Paulo Nishida Kyuhachi, Maria, João Matsutake Chozaburo, Bartolomeu Baba Han’emon, Luís Furue Sukeemon, Paulo Onizuka Magoemon, Luís Hayashida Soka, Madalena Hayashida, Paulo Hayashida Mohyoe; Luís Amagasu Iemon e seu filho Vicente Kurogane Ichibiyoe, Miguel Amagasu Iemon, sua esposa Domingas Amagasu e sua filha Justa Amagasu, Tecla Kurogane, Luzia Kurogane, Maria Ito, Marina Ito Chobo, Pedro Ito Yahyoe, Matias Ito Hikosuke, Timóteo Obasama Jirobyoe, Luzia Obasama, João Gorobyoe, Joaquim Saburobyoe, João Banzai Kasue, Áurea Banzai, António Banzai Orusu, Paulo Sanjuro, Rufina Banzai e seus filhos Paulo e Marta, Simão Takahashi Seizaemon, Tecla Takahashi, Paulo Nishihori Shikibu, Luís Jin’emon e sua filha Ana, Mâncio Yoshino Han’emon, Júlia Yoshino, Antônio Anazawa Han’emon, Paulo Anazawa Juzaburo, André Yamamoto Shichiemon, Inácio Iida Soemon, João Arie Kiemon, Pedro Arie Jinzo, Aleixo Sato Seisuke, Luzia Sato, Isabel Sato, Paulo Sato Matagoro, (N) Shichizaemon, Madalena, duas filhas de Shichizaemon e Madalena; Luzia Iida, Crescência Anazawa, Romão Anazawa Matsujiro, Miguel Anazawa Osamu, Maria Yamamoto, Úrsula Yamamoto e Madalena Arie; Aleixo Choemon e seus filhos Cândido e Inácio; Miguel Kusuriya, Ogasawara Yosaburo Gen’ya, sua esposa Ogasawara Miya Luísa e seus filhos Ogasawara Genpachi, Ogasawara Mari, Ogasawara Kuri, Ogasawara Sasaemon, Ogasawara Sayuemon, Ogasawara Shiro, Ogasawara Goro, Ogasawara Tsuchi, e Ogosawara Gonnosuke; e quatro servos da família Ogasawara.(† 1603-1639)

14. Entre os Hurões, no território do Canadá, Santo Antônio Daniel, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, depois de terminar a celebração da Missa, colocando-se à porta do oratório para proteger os neófitos do ataque dos inimigos indígenas, foi trespassado pelas flechas e lançado na fogueira. A sua memória celebra-se com a dos seus companheiros no dia 11 de Outubro.(† 1648)

15. Em Mauriac, monte Cantal, na França, a Beata Catarina Jarrige, virgem, da Ordem Terceira de São Domingos, que se tornou ilustre pelo auxílio aos pobres e aos enfermos e, durante a Revolução Francesa, defendeu de todos os modos os sacerdotes perseguidos e os visitava no cárcere.(† 1836)

16. Em Heng-tchou-fu, cidade do Hunai, província da China, São Cesídio Giacomantónio, presbítero da ordem dos Menores e mártir, que, durante a perseguição movida pelos «Yihetuan», quando procurava proteger o Santíssimo Sacramento das investidas da multidão, foi apedrejado e, envolto num lençol imbuído em petróleo, morreu queimado. († 1900)

17. Em Turim, na Itália, o Beato Pedro Jorge Frassáti, um jovem que, militando nas associações de leigos católicos, se dedicou com grande diligência e alegria em iniciativas de desenvolvimento social e no exercício da caridade para com os pobres e os enfermos, até que, afetado por uma paralisia fulminante, partiu deste mundo.(† 1925)

18. No campo de concentração de Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polônia, o beato José Kowalski, mártir, que, durante a guerra, foi encarcerado por causa da sua fé em Cristo e, submetido a atrozes torturas, consumou o martírio.(† 1942)

19. Em Santa Marinella, perto de Roma, a Beata Maria Crucificada (Rosa Cúrcio), virgem, fundadora da Congregação das Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus.(† 1957)

São Tomé, Apóstolo – Festa | Quinta-feira

Primeira Leitura (Ef 2,19-22)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 19 já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20 Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21 É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo Santo no Senhor. 22 E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 116(117),1-2 (R. Mc 16,15)

– Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

– Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

– Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o! 

– Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel! 

Evangelho (Jo 20,24-29)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creem sem ter visto.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”. Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei.” 26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Tomé, Apóstolo, Mártir – 03 de Julho

São Tomé, Apóstolo, Mártir

Judeu galileu e pescador

Era judeu da Galileia e pescador. Foi um dos Doze Apóstolos de Jesus (Mc 3, 18; Mt 10,3) e seu nome é mencionado pelos quatro Evangelistas.

São João destaca-o: “Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: ‘Vamos também nós, para morrermos com ele!'” (João 11,16).

“Senhor, não sabemos onde vais”

É ele quem pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: ‘Senhor (diz Tomé), não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?’ Diz-lhe Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim'” (João 14,5-6).

Tomé encontrou Jesus Ressuscitado (João 21,2).

Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco!”.

“Meu Senhor e meu Deus!”

Disse depois a Tomé: “Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Respondeu-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20,26-28).

São Gregório glosa: “Mais nos serviu, para a nossa fé, a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fieis”. E em outro lugar: O discípulo, que, duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos nas chagas do mesmo, curou com isso a ferida da nossa incredulidade”.

São Tomé, Apóstolo, rogai por nós!

Oração –  Ó Senhor, peço-Vos perdão por todas as vezes em que fui incrédulo e não permiti que Vossa mão poderosa conduzisse minha vida

Tomé: Significa “gêmeo”. Surgiu a partir de Thome, uma abreviação medieval de Thomas, versão inglesa de Tomás, nome originado no aramaico ta’oma’,

Com São Leão II, Papa.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Laodiceia, hoje Lataquia, na Síria, a comemoração de Santo Anatólio, bispo, que deixou obras escritas dignas de admiração não só para os homens de fé mas também para os filósofos.(† s. III)

3. Em Bízia, hoje Wiza, na Turquia, São Memnão centurião, mártir, que, tendo sido convertido à fé por São Severo, no tempo de Diocleciano e Maximiano foi com ele submetido a atrozes suplícios e subiu vencedor, antes dele, ao Céu.(† c. s. III)

4. Na Mésia, território atualmente compreendido entre a Romênia e a Bulgária, a comemoração dos santos Marcos e Mociano, mártires, que, por recusarem imolar aos ídolos e confessarem veementemente o nome de Cristo, por Cristo morreram decapitados.(† c. s. IV)

5. Em Altino, na Venécia, hoje no Véneto, região da Itália, Santo Heliodoro, bispo, que, instruído pelo ensino de São Valeriano de Aquileia, viveu na companhia de São Cromácio e de São Jerônimo e foi o primeiro a ocupar a sede episcopal desta cidade.(† s. IV f.-V in.)

6. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Anatólio, bispo, que professou a fé verdadeira nas duas naturezas de Cristo expressa pelo papa São Leão Magno na carta a Flaviano e contribuiu para que fosse professada no Concílio de Calcedônia.(† 458)

7. Em Roma, junto de São Pedro, São Leão II, papa, bom conhecedor das línguas grega e latina, amigo da pobreza e dos pobres, que confirmou os decretos do Concílio III de Constantinopla.(† 683)

8. Em Toulouse, junto ao rio Garonne, na França, São Raimundo Gayrard, mestre-escola, que, após a morte da esposa, se entregou com grande diligência às obras de caridade, fundou um hospício e, finalmente, foi admitido entre os cônegos da basílica de São Saturnino.(† 1118)

9. Em Hung Yen, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São José Nguyen Dinh Uyen, mártir, que era catequista e, no tempo do imperador Minh Mang, em ódio à fé cristã foi preso e morreu no cárcere.(† 1838)

10. Em Vinh Long, cidade da Cochinchina, também no atual Vietnam, São Filipe Phan Van Minh, presbítero e mártir, que, no tempo do imperador Tu Duc, por Cristo morreu decapitado. († 1853)

11. Em Fuencarral, atual bairro de Madrid, na Espanha, a Beata Maria Ana Mogas Fondcuberta, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs da Mãe do Divino Pastor, para a formação das jovens e a assistência dos pobres e dos enfermos.(† 1886)

12. Num pântano junto de Dongyangtai, perto de Shenxian, no Hebei, província da China, os santos Pedro Zhao Mingzhen e João Baptista Zhao Mingxi, mártires, dois irmãos, que, na perseguição movida pelos membros da seita “Yihetuan”, esquecendo os perigos para a sua incolumidade, quando defendiam as mulheres e as crianças cristãs em fuga, foram mortos pelos inimigos.(† 1900)

São Bernardino Realino, Presbítero– 02 de Julho

São Bernardino Realino, Presbítero

Filho de militar

Nasceu em Capri (Itália) em 1530 e seu pai era militar a serviço de um Príncipe de Gonzaga.

Principiou os estudos em Carpi, continuou-os em Módena e finalizou-os em Bolonha, graduando-se em Direito Civil e em Direito Canônico.

Famoso, abandonou tudo

Foi prefeito de Felizzano de Monferrato, advogado fiscal em Alexandria, depois prefeito de Cassine, prefeito de Castel Leone e, finalmente, auditor e lugar-tenente de Nápoles. Todavia abandonou tudo, pois, quando doente, recebeu a aparição de Nossa Senhora carregando o Menino Jesus nos braços.

Alegre e inclinado à beneficência

Alegre e inclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos jesuítas aos 34 anos.

Por 10 anos trabalhou em Nápoles pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados.
Ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce.

Nomeado Protetor de Lecce ainda vivo

“Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre conosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotável caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protetor e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos…” (o Prefeito, diante do leito do moribundo, leu esse documento).

Com esforço respondeu o Padre: “Sim, senhores”.

Não havia quem não o conhecesse

Tinha dedicado mais da metade da sua longa vida como Padre, à cidade de Lecce. Desde a mais alta nobreza até os últimos esfarrapados, não havia quem não o conhecesse como apóstolo e benfeitor da cidade.

Possuindo o dom da cura e do conselho, era procurado por Bispos e Príncipes que desejavam sua iluminada orientação. O próprio Papa Paulo V, assim como diversos soberanos, lhe escrevia, pedindo orações.

Padroeiro da cidade de Capri, morreu aos 86 anos.

São Bernardino Realino, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que destes a São Bernardino Realino a graça de conhecer-vos a ponto de abandonar as honras, o luxo e as glórias humanas por causa de vós, dai também a nós a graça de conhecer-vos profundamente, para que possamos produzir frutos de santidade. Amém

Bernardino: Significa “pequeno forte como um urso”. Esse nome é o diminutivo do nome Bernardo, o qual tem origem na junção dos elementos germânicos ber, que quer dizer “urso”, e hart, que significa “forte”.

Com Santa Monegundes, consagrada a Deus, que, deixando a pátria e os pais, se dedicou totalmente à oração.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

2

1. Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma, no cemitério de Dâmaso, os santos Processo e Martiniano, mártires.(† data inc.)

2. Comemoração dos santos mártires Liberato, abade, Bonifácio, diácono, Servo e Rústico, subdiáconos, Rogato e Sétimo, monges, e Máximo, uma criança, em Cartago, durante a perseguição dos Vândalos, no tempo do rei ariano Hunerico, foram submetidos a cruéis suplícios por terem confessado a fé católica e defenderem a unicidade do batismo; flagelados com golpes de remos na cabeça enquanto eram pregados nos lenhos em que iam ser queimados, consumaram o curso do seu admirável combate, recebendo do Senhor a coroa do martírio.(† 484)

4. Em Winchester, na Inglaterra, São Suitino, bispo, que foi insigne pela sua austeridade e amor dos pobres e construiu muitas igrejas, que visitava sempre caminhando a pé.(† 862)

5. Em Sezze, no Lácio, região da Itália, São Lídano, abade e fundador do mosteiro deste lugar, que com os seus monges procurou sanear as terras circunstantes, para os livrar da infestação palúdica.(† 1118)

6. Em Villeneuve, Avinhão, França, o passamento do Beato Pedro de Luxemburgo, bispo de Metz, sempre dedicado à penitência e à oração.(† 1387)

7. Em Fabriano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, a comemoração dos beatos João e Pedro Becchétti, presbíteros da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, unidos mais pela forma de vida que pelos vínculos de sangue.(† c. 1420/1421)

8. Em Lecce, na Apúlia, também região da Itália, São Bernardino Realino, presbítero da Companhia de Jesus, que resplandeceu pela sua grande caridade e benignidade e, deixando todas as honras mundanas, se dedicou ao cuidado pastoral dos presos e dos enfermos e ao ministério da palavra e da penitência.(† 1616)

9. Em Liège, na Bélgica, a Beata Eugênia Joubert, virgem da Congregação da Sagrada Família do Sagrado Coração, que dedicou a sua vida a ensinar a doutrina cristã aos pequeninos e, atingida pela tuberculose, seguiu com amor a Cristo paciente.(† 1904)

13ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

Primeira Leitura (Gn 21,5.8-20)

Leitura do Livro do Gênesis

5 Abraão tinha cem anos quando lhe nasceu o filho Isaac. 8 Entretanto, o menino cresceu e foi desmamado; e no dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete. 9 Sara, porém, viu o filho que a egípcia Agar dera a Abraão brincando com Isaac. 10 E disse a Abraão: “Manda embora essa escrava e seu filho, pois o filho de uma escrava não pode ser herdeiro com o meu filho Isaac”. 11 Abraão ficou muito desgostoso com isso, por se tratar de um filho seu. 12 Mas Deus lhe disse: “Não te aflijas por causa do menino e da tua escrava. Atende a tudo o que Sara te pedir, pois é por Isaac que uma descendência levará o teu nome. 13 Mas do filho da escrava farei também um grande povo, por ele ser da tua raça”. 14 Abraão levantou-se de manhã, tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, colocando-os nos ombros dela: depois, entregou-lhe o menino e despediu-a. Ela foi-se embora e andou vagueando pelo deserto de Bersabeia. 15 Tendo acabado a água do odre, largou o menino debaixo de um arbusto, 16 e foi sentar-se em frente dele, à distância de um tiro de arco. Pois dizia consigo: “Não quero ver o menino morrer”. Assim, ficou sentada defronte ao menino, e pôs-se a gritar e a chorar. 17 Deus ouviu o grito do menino e o anjo de Deus chamou do céu a Agar, dizendo: “Que tens Agar? Não tenhas medo, pois Deus ouviu a voz do menino do lugar em que está. 18 Levanta-te, toma o menino e segura-o bem pela mão, porque farei dele um grande povo”. 19 Deus abriu-lhe os olhos, e ela viu um poço de água. Foi então encher o odre e deu de beber ao menino. 20 Deus estava com o menino, que cresceu e habitou no deserto. tornando-se um jovem arqueiro.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 33(34),7-8.10-11.12-13 (R. 7a)

– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. 

– Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, porque nada faltará aos que o temem. Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor não falta nada. 

– Meus filhos, vinde agora e escutai-me: vou ensinar-vos o temor do Senhor Deus. Qual o homem que não ama sua vida, procurando ser feliz todos os dias?

Evangelho (Mt 8,28-34)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Deus nos gerou pela palavra da verdade como as primícias de suas criaturas.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28 quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 Eles então gritaram: “O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?” 30 Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. 31 Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”. 32 Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram, e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33 Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até à cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34 Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Aarão, Patriarca – 01 de Julho

Santo Aarão, Patriarca

O perfil foi magistralmente traçado pela Bíblia, única fonte para sua biografia. Além do amplo e articulado desenvolvimento dos cinco primeiros livros da Sagrada Escritura (o Pentateuco) há dois trechos na carta aos hebreus e no livro do Eclesiástico. A carta aos hebreus refere-se diretamente ao sacerdote Aarão no início do quinto capítulo, quando começa a reflexão sobre o significado e extensão do sacerdócio de Cristo.

Oferecer dons e sacrifícios pelos pecados

“Porquanto, todo sumo sacerdote, tirado do meio dos homens, é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus. A sua função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. É capaz de ter compreensão pelos que ignoram e erram, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Pelo que deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo como pelos seus próprios. Ninguém, pois, se atribua esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4).

O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão

O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão inserindo-o nos primeiros lugares na galeria de homens ilustres, aos quais Jesus Ben Sirac dá importância singular. Na exaltação destes nossos antepassados por geração, de fato, o Autor sagrado pode sublinhar os aspectos que lhe parecem mais significativos para o entendimento da aliança que Deus empreendeu com seu povo. E o sacerdócio de Aarão (e dos seus sucessores, até o contemporâneo Simeão) é dos mais qualificados.

Irmão carnal de Moisés

Irmão carnal de Moisés, foi glória para Aarão a de ser colaborador privilegiado (embora um tanto ciumento) do grande líder carismático que Deus enviou ao seu povo escravo no Egito para guiá-lo à terra prometida. “Exaltou (Deus) seu irmão Aarão, semelhante a ele da tribo de Levi. Fez com ele aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória.”

Honrou-o com esplêndidos ornamentos e veste de glória. “Moisés o consagrou e ungiu-o com o óleo santo. Constituiu uma aliança perene com ele e com seus descendentes, enquanto durar o céu: a de presidir o culto e exercer o sacerdócio e abençoar o povo em nome do Senhor”.

Homem frágil e pecador, como todos, Aarão é, todavia, o modelo de colaboração com Deus para a realização de seu desígnio de amor.

Santo Aarão, rogai por nós

Oração – Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade.

Arão: Significamontanhês”, “o elevado”, “o exaltado”. Tem origem no hebraico Aaron, a partir de hâr-ôn, significa montanhês”.

Com Beato Tomas Maxfiel, Presbítero, Mártir.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

1

1. Comemoração de Santo Aarão, da tribo de Levi, que Moisés, seu irmão, ungiu com o óleo santo sacerdote do Antigo Testamento e foi sepultado no monte Hor.

2. Em Vienne, na Gália Lionense, na atual França, São Martinho, bispo.(† s. III f.)

3. No mosteiro de Brevon, também na Gália Lionense, São Domiciano, abade, que foi o primeiro eremita nesta região e, depois de ter reunido ali muitos companheiros no serviço de Deus, aspirando sempre ao reino celeste, partiu deste mundo em santa velhice.(† s. V)

4. No território de Reims, na Nêustria, também na atual França, São Teodorico, presbítero, discípulo do bispo São Remígio. († 533)

5. Em Angoulème, na Aquitânia, também na atual França, Santo Epárquio, presbítero, que passou trinta e nove anos recluso, totalmente consagrado à oração, ensinando os seus discípulos com esta consigna: «A fé não teme a fome».(† 581)

6. Na Bretanha Menor, também na atual França, São Golveno, bispo, que, depois de ter seguido a vida solitária, conta-se que foi sucessor de São Paulo de Léon.(† s. VI)

7. No mosteiro de Saint-Calais, no território de Le Mans, na Gália, também na atual França, São Carilefo, abade.(† s. VI)

8. Em Londres, na Inglaterra, os beatos Jorge Beesley e Montford Scott, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte por causa do sacerdócio e através de terríveis tormentos alcançaram a coroa do martírio.(† 1591)

9. Também em Londres, o Beato Tomás Maxfield, presbítero e mártir, que, no reinado de Jaime I, condenado à morte por ser um sacerdote chegado à Inglaterra, sofreu o suplício no patíbulo de Tyburn, que tinha sido adornado pelos fiéis presentes com grinaldas de flores, como sinal da sua grande veneração.(† 1616)

10. Também em Londres, o Beato Olivério Plunkett, bispo de Armagh e mártir, que, no reinado de Carlos II, falsamente acusado de traição e condenado à morte, à vista da multidão presente, diante do patíbulo, perdoou aos inimigos e professou firmemente até ao fim a sua fé católica.(† 1681)

11. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos João Baptista Duverneuil, da Ordem dos Carmelitas Descalços, e Pedro Arédio Labrouhe de Laborderie, cônego de Clermont, presbíteros e mártires, que, durante a Revolução Francesa, foram encarcerados ao mesmo tempo por causa do sacerdócio e morreram consumidos pela enfermidade.(† 1794)

12. Em Stresa, no Piemonte, região da Itália, o Beato Antônio Rosmini, presbítero, teólogo, filósofo e fundador do Instituto da Caridade e da Congregação das Irmãs da Providência.(† 1855)

13. Em La Valleta, na ilha de Malta, o Beato Inácio Falzon, clérigo, que se consagrou à oração e ao ensino da doutrina cristã, prestando grande atenção aos soldados e navegantes, para que abraçassem a fé católica antes de partir para a guerra.(† 1865)

14. Em Zhuhedian, junto de Jieshui, no Hunan, província da China, São Zhang Huailu, mártir, que, na perseguição dos sectários «Yihetuan», ainda catecúmeno declarou espontaneamente que era cristão e, fortalecido pelo sinal da cruz, mereceu ser baptizado no seu sangue.(† 1900)

15. Em Rancho de las Cruces, Guadalajara, no México, os santos Justino Orona Madrigal e Atilano Cruz Alvarado, presbíteros e mártires, que, durante a perseguição mexicana, foram assassinados ao mesmo tempo pelo reino de Cristo.(† 1928)

16. Perto de Munique, Baviera, Alemanha, o Beato João Nepomuceno Chrzan, presbítero e mártir, natural da Polônia, que, em tempo de guerra, morreu no campo de concentração de Dachau por defender a fé diante dos perseguidores.(† 1942)

12ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

Primeira Leitura (Gn 15,1-12.17-18)

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, 1 o Senhor falou a Abrão, dizendo: “Não temas, Abrão! Eu sou o teu protetor e tua recompensa será muito grande”. 2 Abrão respondeu: “Senhor Deus, que me darás? Eu me vou desta vida sem filhos e o herdeiro de minha casa será Eliezer de Damasco”. 3 E acrescentou: “Como não me deste descendência, um servo nascido em minha casa será meu herdeiro”. 4 Então o Senhor falou-lhe nestes termos: “O teu herdeiro não será esse, mas um dos teus descendentes é que será o herdeiro”. 5 E, conduzindo-o para fora, disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”. 6 Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. 7 E lhe disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em possessão esta terra”. 8 Abrão lhe perguntou: “Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?” 9 E o Senhor lhe disse: “Traze-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, além de uma rola e de uma pombinha”. 10 Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma frente à outra. 11 Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotou. 12 Quando o sol já se ia pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror. 17 Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais divididos. 18 Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 104(105),1-2.3-4.6-7.8-9 (R. 8a)

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! 

– Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face!

– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. 

– Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac. 

 

Evangelho (Mt 7,15-20)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; quem em mim permanece, há de dar muito fruto.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15 “Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16 Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17 Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. 18 Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19 Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20 Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.