São Josemaria Escrivá, Presbítero, Fundador – 26 de Junho

São Josemaria Escrivá, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 26 de Junho

São Josemaría Escrivá de Balaguer,

Fundador da Opus Dei · † 1975

A Vocação

São Josemaria Escrivá - Presbítero Era nascido em Barbastro, na região de Aragão, Espanha, aos 9 de janeiro de 1902. Filho de pais cristãos exemplares, desde cedo mostrou sinais de uma vocação singular. Aos 16 anos perdeu seu pai, experiência que o aproximou ainda mais de Deus e consolidou sua determinação de servir à Igreja.

Entrou no seminário e foi ordenado sacerdote em 1923. Após alguns anos de atividade pastoral, numa tarde de 2 de outubro de 1928, em Madrid, recebeu uma graça especial do Espírito Santo. Naquele dia, contemplando um grupo de seminaristas pobres, compreendeu com clareza a sua missão: fundar uma instituição que ajudasse leigos e leigas a alcançarem a santidade através do trabalho ordinário e da vida profissional.

Assim nasceu a Opus Dei, que em latim significa “Obra de Deus”. O objetivo era revolucionário para a época: mostrar que a vida comum, o trabalho secular, poderia ser um caminho autêntico para a perfeição cristã. Não era necessário separar-se do mundo; ao contrário, era no mundo, na profissão, na família, que se devia buscar a santidade.

A Obra Consolidada

Durante décadas, Josemaría dedicou-se integralmente ao crescimento e consolidação da Opus Dei. Enfrentou incompreensões, resistências e dificuldades, mas permaneceu firme em sua convicção. A instituição expandiu-se por diversos países, atraindo sacerdotes, profissionais e pessoas de todas as condições. Seu trabalho foi reconhecido pela Igreja. O Papa João Paulo II beatificou-o em 17 de maio de 1992 e canonizou-o em 6 de outubro de 2002, considerando que havia cumprido uma missão profética para a Igreja moderna.

O Legado

São Josemaría faleceu em Roma, no dia 26 de junho de 1975, aos 73 anos. Deixou um legado permanente: uma espiritualidade que afirma que o trabalho bem realizado é oração, que a santidade é para todos, que não há profissão “mais sagrada” que outra. Seus ensinamentos continuam inspirando milhões de pessoas a encontrar Deus no meio de suas ocupações diárias. Sua mensagem central permanece vibrante: que todo cristão, na condição em que se encontre, é chamado à santidade. Não há divisão entre o sagrado e o profano quando tudo é feito com amor a Deus. São Josemaría Escrivá de Balaguer, rogai por nós! Josemaría — Nome de origem hebraica e espanhola. “Josemaría” combina “José” (aquele que Deus acrescenta) com “María” (a que ama). Significa “aquele que a Deus acrescenta através do amor de Maria”, uma devoção característica do santo.

“Oração – Senhor Jesus, através da intercessão de São Josemaría, concedei-nos a graça de santificar nosso trabalho diário e de encontrar em nossas ocupações ordinárias um caminho seguro para Vossa glória. Amém.”

São Josemaría, rogai por nós!

Papa João Paulo II — Pontífice que reconheceu a santidade de Josemaría, beatificando-o em 1992 e canonizando-o em 2002, validando sua missão profética para a Igreja contemporânea.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de junho:

1
São Josemaría Escrivá de Balaguer Sacerdote. Em Roma. Fundador da Opus Dei, promotor da santificação do trabalho ordinário e da vida profissional como caminho para a perfeição cristã.
† 1975
2
São João da Dalmatia Bispo. Na Dalmatia, atual região da Croácia. Apóstolo daquelas terras, evangelizou com zelo e consolidou a fé entre os povos.
† s. III
3
Santo Vigílio I Papa. Sepultamento em Roma. Governou a Igreja durante períodos de grande dificuldade e consolidou a disciplina eclesiástica.
† 555
4
Santo Antão de Padova Religioso. Nascido em Lisboa. Dominicano que trabalhou pela paz entre povos e pela conversão dos hereges, com especial devoção ao Santíssimo Sacramento.
† 1507
5
Beato Tiago de Biteto Dominicano. Em Biteto, na Apúlia, sul da Itália. Viveu em contemplação profunda e trabalhou pela conversão dos pecadores.
† 1308
6
Beata Margarida de Cortona Virgem penitente. Em Cortona, na Toscana, Itália. Converteu-se radicalmente e dedicou-se à vida contemplativa e caritativa.
† 1297
7
Santo Pelino Bispo e mártir. Na região de Valeria, Itália. Evangelizador que sofreu perseguição por manter a fé cristã inabalável.
† s. III
8
Santa Zilda Virgem. Em Toscana, Itália. Dedicou-se à vida religiosa com fervor e deixou exemplo de devoção mariana.
† 1133
9
Beato Ceslau Dominicano. Na Polônia. Apóstolo junto aos pobres e encarcerado que socorria com dedicação exemplar.
† 1242
10
São Beda, o Venerável Monge e doutor da Igreja. Em Jarrow, na Inglaterra. Historiador e teólogo que iluminou a Igreja com seus escritos.
† 735

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Filho de tecelão que faliu 

Nasceu em Barbastro (Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Em 1915 faliu a tecelagem do pai e ele teve de se mudar para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, recebe os primeiros impulsos para o sacerdócio e começa a se preparar, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça. Funda o Opus Dei Muda-se para Madrid, com autorização do seu Bispo, com o objetivo de se doutorar em Direito. No dia 2 de Outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes dá aulas para manter a família pois seu pai havia falecido.

Sacerdote clandestino 

A guerra civil obriga-o a refugiar-se em diversos lugares exercendo o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid e fixar-se em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, obtém o doutoramento em Direito e dirige numerosos retiros para leigos, para sacerdotes e para religiosos.

A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida

Fez parte de duas Congregações Romanas. A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior com uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a S. José e um trato habitual com os Santos Anjos da Guarda. Mons. Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho. Foi canonizado por João Paulo II em 6 de Outubro de 2002.

São Josémaria Escrivá, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que, por mediação da Santíssima Virgem Maria, concedestes inumeráveis graças a São Josemaria, fazei que eu saiba também converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de vos amar, e de servir com alegria e com simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com o resplendor da fé e do amor

Com São Paio (Pelayo), mártir, que, aos treze anos, pela fé de Cristo e por conservar a castidade contra as seduções sensuais do califa dos Mouros, ‘Abd ar-Rahman III, foi esquartejado. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 26 1. Em Roma, a comemoração dos santos João e Paulo, a quem está dedicada uma basílica no monte Célio, junto à ladeira de Scauro, numa propriedade do senador Pamáquio.(† s. IV) 2. Em Trento, na Venécia, hoje no Trentino Alto-Ádige, região da Itália, São Vigílio, bispo, que, recebendo de Santo Ambrósio de Milão as insígnias do seu mandato e uma instrução pastoral, se empenhou com grande zelo em fortalecer no seu território a obra da evangelização e erradicar todos os vestígios de idolatria; segundo a tradição, espancado por homens cruéis e bárbaros, consumou o martírio pelo nome de Cristo.(† 405) 3. Em Nola, na Campânia, também região da Itália, São Deusdado, bispo, que sucedeu a São Paulino.(† 405) 4. No território de Poitiers, na Aquitânia, atualmente na França, São Maxêncio, abade, célebre pelas suas virtudes.(† c. 515) 5. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, São David, eremita, que viveu quase oitenta anos recluso numa pequena cela fora dos muros da cidade.(† c. 540) 6. Em Valenciennes, na Austrásia, no território da hodierna França, os santos Sálvio, bispo, e um seu discípulo, que vieram do território de Auvergne para esta região e por ordem de Vinegardo, senhor do lugar, sofreram o martírio.(† s. VIII) 7. Em Córdoba, Andaluzia, Espanha, São Paio, mártir, que, aos treze anos, pela fé de Cristo e por conservar a castidade contra as seduções sensuais do califa dos Mouros, ‘Abd ar-Rahman III, foi esquartejado com tenazes de ferro por ordem deste califa e assim consumou o seu glorioso martírio.(† 925) 8. Em Gúbbio, na Úmbria, região da Itália, São Rodolfo, bispo, que se dedicou incansavelmente à pregação e distribuiu liberalmente pelos pobres tudo o que havia em sua casa.(† 1064) 9. Em Belley, na Saboia, na atual França, Santo Antelmo, bispo. Quando era monge da Grande Cartuxa, reconstruiu os edifícios destruídos por uma avalanche de neve; eleito prior, convocou um capítulo geral e, elevado à sede episcopal, empenhou-se com intrépida firmeza e incansável vigor em corrigir o comportamento dos clérigos e as atitudes dos nobres daquelas terras.(† 1177) 10. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Raimundo Petiniaud de Jourgnac, presbítero e mártir, que, sendo arcediago de Limoges, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio ficou detido em condições desumanas e, consumido pelas chagas e insetos venenosos, consumou o martírio.(† 1794) 11. Em Cambrai, na França, as beatas Madalena Fontaine, Francisca Lanel, Teresa Fantou e Joana Gérard, virgens e mártires, que eram Filhas da Caridade, quando, em ódio à Igreja, durante a Revolução Francesa, foram condenadas à morte e conduzidas ao suplício coroadas por zombaria com o Rosário.(† 1794) 12. Em Qianshenzhuang, Liushuitao, no Hebei, China, São José Ma Taishun, mártir, que, sendo médico e catequista, embora na perseguição dos sequazes da seita «Yihetuan» os outros familiares renegassem da fé, ele preferiu dar testemunho de Cristo com o seu sangue.(† 1900) 13. No território de Jalisco, nos arredores de Gualajara, no México, São José Maria Robles, presbítero e mártir, que, na perseguição contra a Igreja durante a Revolução Mexicana, morreu enforcado numa árvore.(† 1927) 14. Em Treviso, na Itália, o Beato André Jacinto Longhin, bispo, que, no tempo da guerra, socorreu com generoso vigor os prófugos e os prisioneiros e, nas condições difíceis do seu tempo, defendeu com singular solicitude os direitos dos operários, dos agricultores e de todos os desamparados da sociedade.(† 1936) 15. Na floresta de Birok, perto da cidade de Stradch, no território de L’viv, na Ucrânia, os beatos Nicolau Konrad, presbítero, e Vladimiro Pryjma, que, sob um regime hostil a Deus, na sua impávida morte deram testemunho da ressurreição de Cristo.(† 1941) 16. Em Sykhiv, localidade do mesmo território de L’viv, na Ucrânia, o Beato André Iscak, presbítero e mártir, que na mesma perseguição foi fuzilado pela fé de Cristo.(† 1941) 17. Em Beirute, no Líbano, o Beato Tiago Ghazir Haddad (Khalil Haddad), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas da Cruz no Líbano.(† 1954)

São Guilherme de Vercelli, padroeiro da Irpínia – 25 de Junho

São Guilherme de Vercelli, padroeiro da Irpínia

Santo do Dia – 25 de Junho

São Guilherme,

Padroeiro da Irpínia · † 1142

Adolescente decidido

São Guilherme de Vercelli Às vezes, 14 anos são suficientes para escolher a vida que se quer viver, renunciando àquela que se tem. Assim foi Guilherme, um adolescente de Vercelli, no norte da Itália.

Com 14 anos, fez uma coisa semelhante àquela que Francisco faria em Assis, mais de cem anos depois. Deixou a vida de opulenta riqueza da sua família, renunciou ao título nobiliário, vestiu uma túnica rude e partiu descalço e sozinho. Sua determinação juvenil revelava uma vocação profunda à vida espiritual e ao serviço de Deus.

Uma experiência de peregrinação

Guilherme tinha os pés torturados de tanto andar. Seu destino era Santiago de Compostela e, depois, um dia, a Terra Santa. Compostela torna-se uma etapa obrigatória de peregrinação para o homem do primeiro milênio. Por volta do ano 1099, Guilherme partiu para o Santuário espanhol: fez cinco anos de caminhada, de pão e água, de cilício, dormindo no chão, de colóquio íntimo com Deus e de ardente anúncio do Evangelho ao longo do caminho. A outra etapa de qualquer peregrinação, na época, era a Terra de Jesus. Então, Guilherme voltou para a Itália com o objetivo de partir para Jerusalém. Porém, o homem que planeja se defronta com as surpresas de Deus. O jovem encaminhou-se para o sul da Itália em busca de um navio. Mas, nas proximidades de Brindes, foi agredido por alguns ladrões. Naquele pobre peregrino nada havia para roubar; decepcionados, a agressão se transformou em violência. Guilherme foi espancado e obrigado a interromper sua viagem.

Vida Eremítica

Ao recuperar suas forças, encontrou-se com João de Matera, o futuro santo, que havia conhecido antes, que lhe disse, com decisão, que, por detrás da agressão sofrida, poderia estar oculto um sinal maior: dedicar a sua missão de apóstolo na Itália. Guilherme refletiu e se convenceu. Em 1118, volta novamente para Irpínia, aos pés do Montevergine, que o escalou até encontrar uma pequena bacia, onde se deteve. Ali, o peregrino se tornou eremita. O eremita pensava ser feito para a solidão, mas a solidão não era feita para ele: sua fama de homem de Deus se espalhou rápido como o vento gelado que penetrava nos bosques do Monte Partênio. Dezenas de pessoas chegavam ao lugar onde se encontrava a cela do monge Guilherme.

Abade de Montevergine

Assim, o eremita torna-se abade. Foram poucas as regras escritas, ditadas e mostradas com seu exemplo: penitência rigorosa, oração e prática da caridade com os pobres. Este foi o broto da sua congregação dedicada a Maria, oficialmente reconhecida em 1126. No entanto, os pés do eremita queimavam.

A Mística do Peregrino

Certo dia, o Santo peregrino confiou a um discípulo a recém-nascida Abadia de Montevergine e retomou sua estrada, indo de Irpínia a Sânio, da Lucânia à Apúlia e Sicília. Os príncipes normandos e as pessoas paupérrimas que o encontravam permaneciam fascinados. Notou-se aí uma verdadeira espiritualidade peregrina, daquele que se encontrou com Jesus através dessas experiências de viajante, recordando que todos nós somos passageiros neste mundo. A abadia de Montevergine prosperou graças às contínuas doações conspícuas. Entre os amigos reinantes, mas, sobretudo, sinceros de Guilherme, destaca-se Rogério II, um rei normando. Foi ele quem visitou, pela última vez, o peregrino, que se tornou eremita e abade, debilitado e quase sem força. Em 1142, São Guilherme entregou seu espírito em um de seus mosteiros da Irpínia, em Goleto. 800 anos depois da sua morte, em 1942, Pio XII o proclamou Padroeiro principal da Irpínia. Guilherme — Significa “aquele que deseja proteger” ou “vontade firme de protetor”. Tem origem no germânico, formado pelos elementos “wil” (vontade, desejo) e “helm” (proteção, capacete). Este nome reflete o caráter protetor e decidido do santo.

“Oração – Vosso anseio de peregrino demonstra que tudo nessa vida é passageiro, por isso, ensina-nos a viver em desapego e disposição para as coisas do alto. Mostra-nos o caminho correto para o céu e guia-nos nessa estrada desafiante da vida. Amém.”

São Guilherme, rogai por nós!

São João de Matera — Santo que encontrou Guilherme durante sua peregrinação e o guiou para sua missão de apóstolo na Itália, reconhecendo no sinal da agressão uma vocação maior.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de junho:

1
São Máximo Em Turim, na Ligúria, região da Itália. Primeiro bispo desta cidade, que chamou com linguagem paterna multidões de pagãos à fé de Cristo e com a sua doutrina celeste as conduziu ao prêmio da salvação.
† 408-423
2
São Próspero de Aquitânia Bem formado em filosofia e arte literária, após vida matrimonial íntegra e honesta, fez-se monge em Marselha. Defendeu vigorosamente a doutrina de Santo Agostinho contra os Pelagianos sobre a graça de Deus e exerceu a função de secretário do papa São Leão Magno em Roma.
† c. 463
3
São Próspero de Réggio Emília Em Réggio Emília, cidade da Emília-Romanha, região da Itália. Bispo.
† s. V/VI
4
Santa Tígrides Em Maurienne, na Saboia, França. Virgem, que neste lugar promoveu com grande fervor o culto de São João, o Precursor.
† s. VI
5
São Moloc ou Luano Em Rosemarkie, na Escócia. Bispo.
† c. 592
6
Santa Eurósia ou Orósia Em Jaca, na Hispânia Tarraconense. Virgem e mártir.
† c. 714
7
Santo Adalberto Em Egmond, na Frísia, atualmente na Holanda. Diácono e abade, que auxiliou Santo Vilibrordo na obra da evangelização.
† s. VIII in.
8
São Salomão Na Bretanha Menor, hoje na França. Mártir, que durante o tempo em que foi rei, favoreceu a instituição de sedes episcopais e protegeu os mosteiros, mas foi deposto da realeza e assassinado quando estava numa igreja.
† 874
9
São João de Espanha Na Cartuxa de Le Reposoir, na Saboia, na hodierna França. Monge, que escreveu os estatutos das monjas da Ordem Cartusiana.
† 1160
10
Beata Doroteia de Montau Em Marienwerder, na Prússia, hoje Kwidzyn, na Polônia. Depois de ficar viúva, passou o resto da sua vida como reclusa numa cela junto à igreja catedral, dedicando-se assiduamente à oração e à penitência.
† 1394
11
Beata Maria Lhuillier Em Laval, na França. Virgem e mártir, das Hospitaleiras da Misericórdia, que durante a Revolução Francesa, ardentemente fiel à Igreja nos votos religiosos, morreu decapitada.
† 1794
12
Santos Domingos Henares e Francisco Do Minh Chieu Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam. Domingos Henares, bispo da Ordem dos Pregadores, trabalhou na propagação da fé cristã durante quarenta e nove anos e Francisco Do Minh Chieu colaborou valorosamente como catequista; no tempo do imperador Minh Mang, ambos foram decapitados por amor de Cristo.
† 1838

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Fundador da Diocese de Turim

Nasceu no Piemonte, no século IV.

É considerado o fundador da Diocese de Turim, a qual foi erigida por iniciativa dos Santos Ambrósio e Eusébio de Vercelli, de quem se declarava discípulo.

Manso e benévolo

Seu grande empenho apostólico é testemunhado pelos numerosos sermões e homilias, escritos com estilo claro e persuasivo.

De caráter manso e benévolo, que sabe ser enérgico para reprovar e advertir com firmeza e às vezes com sutil ironia.

A pátria é sempre uma doce mãe

Pela aproximação do exército dos bárbaros exorta seus fiéis, amedrontados a empunhar as armas do “jejum, da oração e da misericórdia” e aos medrosos diz: “É injusto e ímpio o filho que abandona a mãe no perigo. A pátria é sempre uma doce mãe.”

Sua palavra era iluminada pelas páginas da Sagrada Escrituras

Tratando dos temas de catequese dogmática, a sua palavra era iluminada pelas páginas da Sagrada Escrituras, as quais interpretava com perfeita sabedoria.

São Máximo, rogai por nós!

Oração – São Máximo, vós que fostes um homem de fé, sabedoria, coragem e perseverança, interceda por nós junto a Deus Pai, para que nossa fé seja sempre renovada.

Com S. Guilherme de Vercelli, Monge, Fundador, +1142.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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1. Em Turim, na Ligúria, região da Itália, São Máximo, primeiro bispo desta cidade, que chamou com linguagem paterna multidões de pagãos à fé de Cristo e com a sua doutrina celeste as conduziu ao prêmio da salvação.(† 408-423)

2. Comemoração de São Próspero de Aquitânia, bem formado em filosofia e arte literária, que, depois da sua vida matrimonial íntegra e honesta, fez-se monge em Marselha, defendeu vigorosamente a doutrina de Santo Agostinho contra os Pelagianos sobre a graça de Deus e sobre o dom da perseverança e exerceu a função de secretário do papa São Leão Magno em Roma.(† c. 463)

3. Em Réggio Emília, cidade da Emília-Romanha, região da Itália, São Próspero, bispo.(† s. V/VI)

4. Em Maurienne, na Saboia, França, Santa Tígrides, virgem, que neste lugar promoveu com grande fervor o culto de São João, o Precursor.(† s. VI)

5. Em Rosemarkie, na Escócia, São Moloc ou Luano, bispo.(† c. 592)

6. Em Jaca, na Hispânia Tarraconense, Santa Eurósia ou Orósia, virgem e mártir.(† c. 714)

7. Em Egmond, na Frísia, atualmente na Holanda, Santo Adalberto, diácono e abade, que auxiliou Santo Vilibrordo na obra da evangelização.(† s. VIII in.)

8. Na Bretanha Menor, hoje na França, São Salomão, mártir, que, durante o tempo em que foi rei, favoreceu a instituição de sedes episcopais, protegeu os mosteiros e procedeu com justa equidade; mas, deposto da realeza, os adversários cegaram-no e assassinaram-no quando estava numa igreja.(† 874)

9. Em Goleto, perto de Nusco, na Campânia, Itália, São Guilherme, abade, que, procedendo da cidade de Vercelas como peregrino e abraçando a pobreza por amor de Cristo, por sugestão de São João de Matera fundou o mosteiro de Montevérgine, onde reuniu outros companheiros, que formou na sua profunda doutrina espiritual; fundou ainda outros numerosos mosteiros, masculinos e femininos, nas regiões meridionais da Itália.(† 1142)

10. Na Cartuxa de Le Reposoir, na Saboia, na hodierna França, São João de Espanha, monge, que escreveu os estatutos das monjas da Ordem Cartusiana.(† 1160)

11. Em Marienwerder, na Prússia, hoje Kwidzyn, na Polônia, a Beata Doroteia de Montau, que, depois de ficar viúva, passou o resto da sua vida como reclusa numa cela junto à igreja catedral, dedicando-se assiduamente à oração e à penitência.(† 1394)

12. Em Laval, na França, a Beata Maria Lhuillier, virgem e mártir, das Hospitaleiras da Misericórdia, que, durante a Revolução Francesa, ardentemente fiel à Igreja nos votos religiosos, morreu decapitada.(† 1794)

13. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, os santos Domingos Henares, bispo, da Ordem dos Pregadores, e Francisco Do Minh Chieu, mártires: o primeiro trabalhou na propagação da fé cristã durante quarenta e nove anos e o segundo colaborou valorosamente com ele como catequista; no tempo do imperador Minh Mang, ambos foram ao mesmo tempo decapitados por amor de Cristo.(† 1838)

Nascimento de São João Batista – 24 de Junho

Nascimento de São João Batista

São João Batista,

O Precursor do Senhor · † c. 29

Nascimento e Origens

Nascimento de São João Batista

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que, possivelmente, depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus, que descreve João usando um traje de pelo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor, com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência.

Voz do Deserto

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, tornai retas as suas veredas!” Assim, João Batista definia a si mesmo e a sua missão. Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus, a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou a sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Batismo de Jesus

Após ter batizado o Salvador, afirmou: “Agora a minha alegria é completa. Ele deve crescer e eu, ao invés, diminuir.” Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo.”

Com esta resposta, João Batista demonstrava sua profunda humildade e sua perfeita compreensão de sua missão. Não era o Salvador; era apenas aquele que preparava o caminho, que apontava para o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.

Martírio do Precursor

Grande anunciador do Reino, denunciador dos pecados e protetor da Verdade, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes. Foi decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do seu irmão, com a qual o rei vivia pecaminosamente. O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista.”

A memória do nascimento de São João Batista é celebrada pela Igreja como uma solenidade única, pois ele é, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, o único santo a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia, evidenciando sua importância singular na história da salvação.

João — Significa “Deus é gracioso” ou “Aquele a quem Deus deu graça”. Tem origem no hebraico Yohanan, que surgiu como um nome de grande importância na tradição judaica, significando a manifestação divina de misericórdia sobre o povo eleito.

“Oração – Senhor, que pela intercessão de São João Batista, o Teu precursor, eu possa também levar uma vida dedicada em fazer com que o Senhor cresça em mim e que eu diminua. Ajudai-me, Senhor, a ser um sinal da Tua Vinda, da Tua Presença e da Tua Salvação. Amém.”

São João Batista, rogai por nós!

São Rumoldo — Eremita e mártir venerado em Malinas, no Brabante, atual Bélgica. Companheiro na memória litúrgica do nascimento do Precursor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de junho:

1
Santos João e Festo, Mártires Em Roma, junto à Via Salária Antiga, no cemitério “Ad septem Columbas”, os santos João e Festo, mártires.
† data inc.
2
São Simplício Em Autun, na Gália Lionense, atualmente na França, São Simplício, que, pertencendo a uma família nobre e piedosa, viveu em perfeita castidade com sua virtuosíssima esposa e depois foi eleito para o episcopado.
† 375
3
Santos Agoardo, Agilberto e Companheiros Mártires Em Créteil, no território de Paris, também na atual França, o martírio dos santos Agoardo e Agilberto e outros muitos mártires.
† s. V/VI
4
São Rumoldo Em Malinas, no Brabante, na atual Bélgica, São Rumoldo, que é venerado como eremita e mártir.
† 775
5
São Teodolfo Em Lobbes, na Austrásia, atualmente também na Bélgica, São Teodolfo, bispo e abade.
† 776
6
São Goardo Em Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França, São Goardo, bispo e mártir, que, celebrando a Missa com o povo na igreja catedral, quando cantava “Sursum corda” (“Corações ao alto”), foi trespassado com as setas de ímpios normandos e morreu com muitos fiéis.
† 843
7
São Teodgaro Em Vestervig, na Dinamarca, São Teodgaro, presbítero, o missionário que construiu nesta região a primeira igreja de madeira.
† c. 1065
8
São José Yuan Zaide Em Sichuan, província da China, São José Yuan Zaide, presbítero e mártir, estrangulado em ódio à fé cristã.
† 1817
9
Santa Maria Guadalupe Garcia Zavala Em Guadalajara, no México, Santa Maria Guadalupe (Anastásia Guadalupe Garcia Zavala), virgem, que colaborou muito ativamente na fundação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres e se dedicou diligentemente às obras de caridade em favor dos pobres e dos enfermos.
† 1963

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Não, ele vai chamar-se João

Evangelho segundo São Lucas:

“Naquele tempo, chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho.

Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela.
Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias.

Mas a mãe interveio e disse: «Não, ele vai chamar-se João».

O seu nome é João

Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome».

Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse.

O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados.

Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus.

Quem virá a ser este menino?

Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos.

Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele.
O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.”

São João Batista, rogai por nós!

Oração – “Ó Deus, que foste glorificado pelo nascimento de São João e que por sua pregação preparastes o caminho de vosso Filho, escutai a nossa oração e fazei-nos acolher sempre a vossa Palavra.

 

Com São Rumoldo, que é venerado como eremita e mártir.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Roma, junto à Via Salária Antiga, no cemitério “Ad septem Columbas”, os santos João e Festo, mártires.(† data inc.)

3. Em Autun, na Gália Lionense, atualmente na França, São Simplício, que, pertencendo a uma família nobre e piedosa, viveu em perfeita castidade com sua virtuosíssima esposa e depois foi eleito para o episcopado.(† 375)

4. Em Créteil, no território de Paris, também na atual França, o martírio dos santos Agoardo e Agilberto e outros muitos mártires.(† s. V/VI)

5. Em Malinas, no Brabante, na atual Bélgica, São Rumoldo, que é venerado como eremita e mártir.(† 775)

6. Em Lobbes, na Austrásia, atualmente também na Bélgica, São Teodolfo, bispo e abade.(† 776)

7. Em Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França, São Goardo, bispo e mártir, que, celebrando a Missa com o povo na igreja catedral, quando cantava «Sursum corda» (“Corações ao alto”) foi trespassado com as setas de ímpios normandos e morreu com muitos fiéis.(† 843)

8. Em Vestervig, na Dinamarca, São Teodgaro, presbítero, o missionário que construiu nesta região a primeira igreja de madeira.(† c. 1065)

9. Em Sichuan, província da China, São José Yuan Zaide, presbítero e mártir, estrangulado em ódio à fé cristã.(† 1817)

10. Em Guadalajara, no México, Santa Maria Guadalupe (Anastásia Guadalupe Garcia Zavala), virgem, que colaborou muito ativamente na fundação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres e se dedicou diligentemente às obras de caridade em favor dos pobres e dos enfermos.(† 1963)

São José Cafasso, Presbítero – 23 de Junho

São José Cafasso, Presbítero

Santo do Dia – 23 de Junho

São José Cafasso,

Santo da Forca · † 1860

Origens

Santo do dia - São José Cassafo José Cafasso nasceu em Castelnuovo d’Asti, Itália, em 1811, na mesma região de São João Bosco.

Era filho de agricultores, terceiro de quatro irmãos. Desde a infância sentiu forte chamado ao sacerdócio, e foi ordenado sacerdote em 1834, aos vinte e três anos. Sua vida foi marcada pelo amor extremo aos pobres, pelo zelo ardente da salvação das almas, pela pregação inflamada, pelas confissões pacientes e pela direção espiritual de muitas almas. Após servir na Igreja de São Francisco, em Turim, tornou-se reitor e formador de sacerdotes, criando o que o Papa Bento XVI chamaria de uma verdadeira “escola de vida e de santidade sacerdotal”.

Entre seus mais ilustres discípulos destacou-se nada menos que São João Bosco, a quem orientou espiritualmente, aconselhou pastoralmente e apoiou nas obras salesianas voltadas aos jovens. Mas José Cafasso não se limitou aos seminários.

Santo da Forca

Dedicou parte significativa de sua vida à evangelização dos presos e condenados à morte. Frequentava as cadeias de Turim, particularmente a prisão “Le Nuove”, acompanhando espiritualmente os condenados à execução. Recebeu o título popular de “Santo da Forca” por trazer misericórdia, consolação espiritual e reconciliação com Deus aos marginalizados e desesperados. Sua atuação transformou vidas naqueles últimos momentos.

Por esse motivo, tornou-se padroeiro dos presos, dos encarcerados e dos condenados à pena capital, exemplo vivo da compaixão cristã que vê em cada criatura a imagem de Deus.

Morte e Canonização

São José Cafasso faleceu em Turim, em 1860, aos quarenta e nove anos. Sua morte fechou um capítulo extraordinário de serviço à Igreja, mas abriu portas para o reconhecimento de sua santidade. O processo canônico iniciou-se trinta e cinco anos após sua morte, conduzido pelo Tribunal Diocesano de Turim. Foi canonizado em 1947, juntamente com São João de Brito, permanecendo até hoje como guia espiritual de quantos sofrem nas prisões ou enfrentam condenação.

José — Significa “aquele que aumenta” ou “aquele que Deus acrescenta”. Tem origem no hebraico Yosef e representa a bênção divina e o crescimento.

Cafasso — Sobrenome de origem italiana, ligado à região de Piedmont, onde a família se estabeleceu.

“Oração — Senhor, que a exemplo de São José Cafasso, eu possa também me entregar ao zelo pelos irmãos e à salvação das almas. Peço, pela sua intercessão, por todos aqueles que vivem situações de prisão física, espiritual ou psicológica. Libertai-nos, Senhor. Amém.”

São José Cafasso, rogai por nós!

Santa Ediltrudes — Abadessa, que, sendo filha de reis e ela própria rainha da Nortumbria, depois de recusar duas vezes o matrimônio, recebeu do santo bispo Vilfredo o véu religioso.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de junho:

1

São José Cafasso
Presbítero de Turim. Dedicou-se à formação espiritual de sacerdotes, à reconciliação dos presos com Deus e ao acompanhamento dos condenados à morte.

† 1860

2

Mártires de Nicomédia
Cristãos perseguidos durante a época de Diocleciano que sofreram o martírio após serem descobertos escondidos em montanhas e cavernas.

† 303

3

Santa Ediltrudes, Abadessa
Filha de reis e rainha da Nortúmbria. Recusou dois matrimônios para receber o véu religioso de São Vilfredo, tornando-se abadessa do mosteiro de Ely.

† 679

4

São Bílio, Bispo e Mártir
Segundo a tradição, foi morto durante a invasão normanda de Vannes, na Bretanha Francesa.

† c. 914

5

Beato Lanfranco, Bispo
Promotor da paz e da concórdia em Pavia. Trabalhou incansavelmente pela reconciliação entre os povos.

† 1194

6

São Valério, Presbítero
Martirizado por seu sobrinho ao corrigir sua vida moral desregrada. Sua morte testemunhou o preço do confronto com o pecado.

† 1199

7

Beata Maria de Oignies
Mística de Liège. Fundadora das Beguinas, comunidade de mulheres dedicadas à oração e serviço aos pobres.

† 1213

8

Beato Pedro Tiago de Pêsaro
Presbítero agostiniano que viveu como eremita, dedicando-se à contemplação e à oração no isolamento.

† c. 1496

9

São Tomás Garnet
Jesuíta inglês. Martirizado durante o reinado de Jaime I por sua fidelidade à fé cristã.

† 1608

10

Beata Maria Rafaela Cimátti
Religiosa. Dedicada aos pobres e enfermos com invencível humildade, caridade ardente e zelo apostólico.

† 1945

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família rica

Nasceu em Castelnuovo d’Asti, Piemonte, Itália, em 1811. Educado no seminário de Chieri sendo de uma família rica. Jovem sacerdote ainda, foi nomeado professor de teologia moral no Colégio Eclesiástico de São Francisco em Turim, o qual acolhia jovens padres de diversas dioceses.

Notável diretor espiritual

Mais tarde, foi eleito Superior do Colégio e como tal ficou até à morte. Deixou a sua marca como notável diretor espiritual e pregador. Levou uma vida de penitência, sendo destacado a sua devoção ao Santíssimo Sacramento.

Via o que se passava nas mentes na hora da confissão

Como confessor, tinha o dom de ver o que se passava na mente das pessoas, e assim conseguia regenerar os corações mais empedernidos. A partir de 1827, dirigiu João Bosco no seu apostolado com rapazes e ajudou-o a instalar-se em Turim. É considerado co-fundador dos Salesianos.

Deixou seus bens para São Cotolengo e Dom Bosco

Quando já estava bem doente, fez um testamento deixando os seus bens para José Cottolengo e para João Bosco. São João Bosco fez a oração fúnebre para uma enorme multidão em longas filas para prestar sua última homenagem a este notável santo. São João Bosco escreveu a sua vida, pois José foi seu professor, conselheiro e diretor espiritual por 20 anos. Faleceu em 23 de Junho de 1860 em Turim e foi canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII.

São José Cafasso, rogai por nós

Oração – Deus, nosso Pai, pela intercessão de São José Cafasso, ensinai-nos a amabilidade, a alegria, o bom humor, pois um semblante amável, alegre e de bem com a vida tem força divina que eleva o ânimo dos que estão abatidos e vale mais que mil conselhos e instruções. Amém.

Com Santa Ediltrudes, abadessa, que, sendo filha de reis e ela própria rainha da Nortumbria, depois de recusar duas vezes o matrimônio, recebeu do santo bispo Vilfredo o véu religioso. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 23 1. Comemoração dos numerosos mártires de Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia, que, no tempo do imperador Diocleciano, depois de estarem escondidos nos montes e cavernas, sofreram serenamente o martírio pelo nome de Cristo.(† 303) 2. No mosteiro de Ely, na Inglaterra oriental, Santa Ediltrudes, abadessa, que, sendo filha de reis e ela própria rainha da Nortumbria, depois de recusar duas vezes o matrimônio, recebeu do santo bispo Vilfredo o véu religioso no mosteiro por ela construído, no qual, com o seu exemplo e exortações, ela presidiu como mãe de muitas virgens.(† 679) 3. Em Vannes, na Bretanha Menor, atualmente na França, São Bílio, bispo e mártir, que, segundo a tradição, foi morto pelos Normandos quando saquearam a cidade.(† c. 914) 4. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, o Beato Lanfranco, bispo, homem pacífico, que sofreu muitas tribulações para promover a paz e concórdia na cidade.(† 1194) 5. Em Onhaye, no Hainaut, atualmente na Bélgica, São Valério, presbítero, que, segundo a tradição, foi morto a golpes de remo, quando atravessava o rio Mosa, por um presbítero, seu sobrinho, cuja vida viciosa censurava.(† 1199) 6. Em Oignies, também no Hainaut, em território da atual França, a Beata Maria, que, dotada de graças místicas, com o assentimento do seu esposo viveu reclusa numa cela, e depois fundou e dirigiu o instituto designado das «Beguinas».(† 1213) 7. No ermo de Valmanente, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato Pedro Tiago de Pêsaro, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho.(† c. 1496) 8. Em Londres, na Inglaterra, São Tomás Garnet, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, ordenado sacerdote no Colégio dos Ingleses de Valladolid e tendo regressado à Inglaterra, foi duas vezes encarcerado e finalmente sofreu o patíbulo de Tyburn, no reinado de Jaime I.(† 1608) 9. Em Turim, na Itália, São José Cafasso, presbítero, que se dedicou especialmente à formação espiritual e cultural dos futuros clérigos e a reconciliar com Deus os pobres detidos no cárcere e os condenados à morte.(† 1860) 10. Em Alátri, no Lácio, região da Itália, a beata Maria Rafaela (Santina Cimátti), virgem, das Irmãs da Misericórdia para os Enfermos, que teve uma vida oculta e humilde, orientando a sua atividade principalmente em favor dos enfermos e dos pobres, com afável caridade e ardente zelo.(† 1945)

São Paulino de Nola, Bispo – 22 de Junho

Santos João Fischer e Tomás More, decapitados por defenderem a sua fé

Santo do Dia – 22 de Junho

Santos João Fischer e Tomás More,

Decapitados por Defenderem a sua Fé · † 1535

Defesa da Fé e da Verdade

Santos João Fischer e Tomás More

Em 1935, Pio XI canonizou João Fischer e Tomás More no mesmo dia. Os santos são celebrados juntos: sofreram o martírio pela coragem com que defenderam a fé e são dois grandes exemplos de fidelidade a Jesus. Opondo-se ao rei Henrique VIII, na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, preferiram servir ao Rei Eterno. Defenderam os valores cristãos de indissolubilidade do matrimônio, o respeito pelo patrimônio jurídico e a liberdade da Igreja em relação ao Estado; e, assim, foram encarcerados na Torre de Londres.

São Tomás More [1478-1535]

Nascido em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478, o santo foi, desde cedo, educado na fé cristã. Logo cedo, a sua inteligência brilhante o fez ser notado e ele foi enviado à Universidade de Oxford, onde com vinte e dois anos já era doutor e professor em direito. Tomás More pensou em tornar-se religioso, era um frequentador dos franciscanos e, por um período, dos cartuxos também. Porém, sentiu que não era esse o seu caminho e trilhou a vocação matrimonial, com grande entrega, presença e devoção aos seus.

Vocação Cristã

Conhecido por uma personalidade muito simpática, pelo seu bom humor e por uma forte fé cristã, o santo tinha uma vocação específica nos meios da política, da literatura, do direito. Assumiu diversos cargos diplomáticos: foi juiz, conselheiro, secretário e, em tudo, sempre atuou em favor da defesa da fé cristã, principalmente no tempo da Reforma Protestante. Escreveu obras famosas, como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são “Utopia” e “Oração para o bom humor”. Um tempo depois, Tomás pediu demissão e um novo tempo iniciou em sua vida. Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender às suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes.

São João Fischer, Bispo de Rochester [1469-1535]

Nascido em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos quatorze anos era um aluno brilhante de inteligência extraordinária. Ingressou na famosa Universidade de Cambridge, onde recebeu o diploma de Teologia e foi ordenado sacerdote. Tornou-se confessor e capelão pessoal da condessa Margarida Beaufort, futura avó de Henrique VIII. Atuou como vice-chanceler e chanceler em obras de estudos das línguas da Bíblia, para aprofundamento nas Escrituras.

Foi eleito bispo de Rochester, com 35 anos. Distribuía esmolas com generosidade e as portas de sua casa estavam sempre abertas para os visitantes, peregrinos e necessitados. Ele levava uma vida tão austera como a de um monge. O bispo Fisher também combateu os erros da Reforma Protestante, escrevendo quatro livros, que o tornaram famoso em todo o mundo cristão.

Condenação dos Santos

Em 1535, o rei Henrique VIII desejou divorciar-se de sua legítima esposa para casar-se com a cortesã Ana Bolena. O bispo João Fisher foi o primeiro a posicionar-se contra aquele escândalo. O rei Henrique VIII conseguiu que o Parlamento inglês o declarasse chefe supremo da Igreja na Inglaterra, em substituição ao Papa da Igreja Católica, com a aprovação de todos os que desejavam conservar seus altos postos no governo.

João Fisher declarou no Parlamento que: “Querer substituir o papa de Roma pelo rei da Inglaterra, como chefe de nossa religião, é como gritar um ‘morra’ à Igreja Católica”, e isso seria um erro absurdo. Ainda estava preso quando foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. Ao ser informado, o rei exclamou: “Enviaram-lhe o chapéu de cardeal, porém não poderá colocá-lo, porque eu lhe mandarei cortar a cabeça”. E assim o fez.

Da mesma forma, São Tomás Moro deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real, por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”.

O Papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos. O chanceler Tomás Moro e o bispo católico João Fisher eram as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás.

Fidelidade a Cristo

João Fischer e Tomás More — Nomes que significam fortaleza e verdade, estes dois santos exemplificam a coragem de defender a fé cristã diante de todas as adversidades. Suas vidas demonstram que a fidelidade a Deus está acima de qualquer poder terreno, e que a verdade e a justiça devem prevalecer sempre.

“Oração – Senhor, estes dois servos não tiveram medo ou receio em servir a Verdade. Conceda-me também a grande graça de defender a fé cristã em qualquer circunstância e de ser-lhe fiel até o fim. Amém.”

Santos João Fischer e Tomás More, rogai por nós!

Beato Tomás Corsíni — Religioso da Ordem dos Servos de Maria, que dedicou sua vida à contemplação e à intercessão pelas almas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de junho:

1
Santos João Fischer e Tomás More Mártires. Na Torre de Londres, na Inglaterra. Decapitados por ordem do rei Henrique VIII por se oporem ao seu segundo matrimônio e defenderem o primado do Papa.
† 1535
2
São Flávio Clemente Mártir. Em Roma. Cônsul romano que por ordem do imperador Domiciano foi condenado à morte pela fé de Cristo.
† 96
3
Santo Albano Mártir. Em Verulam, na Bretanha, atual Inglaterra. Ainda não batizado, entregou-se em lugar de um clérigo, trocando com ele as vestes, e foi decapitado pela fé cristã.
† c. 287
4
Santos Júlio e Aarão Mártires. Em Caerleon, na Bretanha Menor, atual França. Sofreram martírio durante a perseguição do imperador Diocleciano.
† s. IV
5
Santo Eusébio, Bispo de Samosata Bispo. Em Doliche, na Síria, atual Turquia. Disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé, e morreu mártir com a cabeça partida com uma telha.
† 379
6
São Nicetas, Bispo de Remesiana Bispo. Na Dácia, atual Bela Palanka, Sérvia. Pregador do Evangelho aos bárbaros, transformou-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz.
† c. 414
7
Beato Inocêncio V Papa. No palácio pontifício de Latrão, Roma. Membro da Ordem dos Pregadores, ensinou teologia em Paris e orientou o Concílio para a unidade entre Latinos e Gregos.
† 1276
8
Santo Paulino de Nola Sacerdote. Converteu-se à vida ascética e dedicou-se à caridade extrema, louvor e ensinamento da fé cristã entre pobres e necessitados.
† 431

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família Senatorial e rica

Nasceu de rica família Senatorial, em Bordéus (França) no ano de 355.

Desde jovem seguiu a carreira política e exerceu importantes cargos públicos. Contraiu matrimônio e teve um filho.

Com desejos de vida austera, recebeu o Batismo em 389, vendeu seu imenso patrimônio e abraçou a vida monástica, indo estabelecer-se em Nola (Itália) onde fundou uma pequena comunidade de ascetas, junto com sua esposa, que aderiu à continência do marido.

Mais tarde, foi sagrado Bispo desta cidade onde ficou por 22 anos.

Poeta de linguagem elegante

Empenhou-se generosamente em ajudar os peregrinos e aliviar todas as necessidades do seu tempo. Compôs uma coleção de poemas, notáveis pela elegância do seu estilo.

Os santos João Fisher, Bispo, e Tomás Moro, mártires, que, por se terem oposto ao rei Henrique VIII na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, foram encarcerados na Torre de Londres, na Inglaterra.

João Fisher, Bispo de Rochester, homem ilustríssimo pela sua erudição e dignidade de vida, foi degolado neste dia diante do cárcere por ordem do próprio rei.

Tomás Moro, pai de família digníssimo e presidente do conselho real, por causa da sua perseverança na fidelidade à Igreja católica, no dia sete de Julho foi associado ao martírio do venerável pontífice.

Santos Paulino de Nola, João Fisher e Tomas Moro, rogai por nós!

Oração – Que a obediência, o zelo pastora e o martírio estejam sempre presentes em nossos coração para o bem da Igreja. Amém.

Paulino: Significa “de Paulo”, “pertencente aquele que é pequeno”, “na natureza do baixo”. É um nome originado no latim Paulinus, e quer dizer “de Paulo,

Com Santo Eusébio, Bispo de Samosata, que, no tempo do imperador ariano Constâncio, disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé católica.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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Os santos João Fisher, bispo, e Tomás Moro, mártires, que, por se terem oposto ao rei Henrique VIII na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, foram encarcerados na Torre de Londres, na Inglaterra. João Fisher, bispo de Rochester, homem ilustríssimo pela sua erudição e dignidade de vida, foi degolado neste dia diante do cárcere por ordem do próprio rei. Tomás Moro, pai de família digníssimo e presidente do conselho real, por causa da sua perseverança na fidelidade à Igreja católica, no dia sete de Julho foi associado ao martírio do venerável pontífice.(† 1535)

3. Em Roma, a comemoração de São Flávio Clemente, mártir, que, por ordem do imperador Domiciano, com o qual exercera o consulado, acusado de renegar do nome dos deuses, foi condenado à morte pela fé de Cristo.(† 96)

4. Em Verulam, na Bretanha, território da atual Inglaterra, Santo Albano, mártir, que, segundo a tradição, ainda não batizado se entregou em lugar de um clérigo que tinha recolhido em sua casa e do qual recebera os ensinamentos da fé cristã, trocando com ele as vestes. Por isso, foi flagelado, atrozmente atormentado e finalmente decapitado.(† c. 287)

5. Em Caerleon, na Bretanha Menor, região da atual França, os santos Júlio e Aarão, mártires, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sofreram o martírio depois de Santo Albano. No mesmo tempo e no mesmo lugar, muitos outros cristãos, torturados com diversos suplícios e crudelissimamente flagelados, superaram o combate e alcançaram as alegrias da cidade eterna.(† s. IV in.)

6. Em Doliche, na Síria, atualmente na Turquia, Santo Eusébio, bispo de Samosata, que, no tempo do imperador ariano Constâncio, disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé católica; posteriormente, no tempo do imperador Valente, foi desterrado para a Trácia; mas, restabelecida a paz da Igreja, regressou do exílio no tempo do império de Teodósio; finalmente, ao visitar novamente as Igrejas, morreu mártir com a cabeça partida com uma telha atirada contra ele por uma mulher ariana.(† 379)

7. Comemoração de São Nicetas, bispo de Remesiana, na Dácia, hoje Bela Palanka, na Sérvia, que São Paulino de Nola louva com um eloquente poema, por ter anunciado o Evangelho aos bárbaros, transformando-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz, e por ter conseguido que gente inculta e habituada ao latrocínio aprendesse a cantar os louvores de Cristo com um coração romano.(† c. 414)

8. Em Roma, no palácio pontifício de Latrão, o Beato Inocêncio V, papa, que depois de ter tomado o hábito da Ordem dos Pregadores e ensinado a sagrada teologia em Paris, aceitou com relutância a sede episcopal de Lião e orientou, juntamente com São Boaventura, o Concílio Ecumênico para a unidade entre os Latinos e os Gregos separados; finalmente, eleito para a cátedra de Pedro, pouco tempo exerceu a função de Pontífice, porque a morte só lhe permitiu ser quase apenas mostrado, mais do que dado à Igreja de Roma.(† 1276)

 

São Luís Gonzaga, religioso – 21 de Junho

São Luís Gonzaga, religioso

Santo do Dia – 21 de Junho

São Luís Gonzaga,

Padroeiro dos Jovens · † 21.VI.1591

Origens e Nobreza

São Luiz Gonzaga

São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga. Pertencente à nobreza, recebeu, por parte de sua mãe, a formação cristã e, da parte de seu pai, a motivação a ser príncipe.

Sua família tinha muitas posses, mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.

Consagração a Nossa Senhora

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação.

E diante das zombarias e das incompreensões, ele dizia: “Busco a salvação! Busquem-na vocês também!”.

Os Jesuítas

Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia. Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Epidemia e Entrega Final

Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos, Luís adoeceu e acabou falecendo, antes mesmo de tornar-se padre, no dia 21 de junho de 1591.

Padroeiro da Juventude

Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Depois, foi nomeado protetor dos estudantes. São João Paulo II o nomeou, em 1991, padroeiro dos pacientes de AIDS. Suas relíquias estão na Igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.

Luís — Significa “guerreiro ilustre”, “famoso em combate” ou “célebre guerreiro”. Tem origem no germânico Hludwig, formado pela união de hlud (célebre, ilustre) e wig (guerra, combate).

“Senhor, ensinai-me a também gastar a minha juventude em amor a Ti e a todos que necessitarem. Quero, como São Luís Gonzaga, ser capaz de renunciar a todos os amores terrenos e me dedicar com grande fervor ao Teu chamado para a minha vida. Amém.”

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

Beato Tomás Corsíni — Religioso da Ordem dos Servos de Maria.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de junho:

1

São Meveno ou Mévio
Abade. Em Ghé, na Bretanha Menor, atualmente na França. Tendo nascido no País de Gales, se recolheu numa floresta da Bretanha, onde fundou um mosteiro.

† s. VI

2

São Leufredo
Abade. No território de Evreux, na Nêustria, também na atual França. Fundou o mosteiro de La Croix-Saint-Ouen, ao qual presidiu durante cerca de quarenta e oito anos.

† 738

3

São Rodolfo
Bispo. Em Bourges, na Aquitânia, hoje também na França. Pela sua grande solicitude pela vida sacerdotal, compôs, em colaboração com os presbíteros da sua Igreja, uma coletânea de capítulos dos Santos Padres.

† 866

4

São Raimundo
Cónego regular. Em Huesca, cidade de Aragão, região da Espanha. Nomeado bispo de Roda e de Barbastro, porque não quis vencer os inimigos do nome cristão pela força das armas, foi três vezes expulso da sua sede.

† 1126

5

Beato Tomás Corsíni
Religioso da Ordem dos Servos de Maria. Em Orvieto, na Toscana, região da Itália.

† 1343

6

São João Rigby
Mártir. Em Londres, na Inglaterra. Detido e condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica no reinado de Isabel I, foi suspenso da forca em Southwark e esquartejado ainda vivo.

† 1600

7

Beato Tiago Morelle Dupas
Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Sempre severo consigo e amável com os outros, durante a Revolução Francesa foi condenado à prisão por exercer o ministério paroquial.

† 1794

8

Beata Liberata Ferrarons i Vives
Virgem da Ordem Terceira Carmelita. Em Olot, na Catalunha, região da Espanha.

† 1842

9

São José Isabel Flores
Presbítero e mártir. Em Zapotlanejo, localidade do México, no tempo da grande perseguição.

† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Da altas nobreza italiana, Pajem de filho de Rei

Era natural de Mântua, na Itália, nasceu em 1568. Frequentou os ambientes da alta nobreza italiana: Corte dos Médici, em Florença; Corte de Mântua; Corte de Habsburgos, em Madrid. Foi pajem do príncipe Diego, filho de Filipe II. Seu pai depositava grandes esperanças no futuro mundano do filho, mas para espanto geral, optou pela vida religiosa entrando na Companhia de Jesus. Trocou a coroa do mundo pela de santo Deixou a coroa de marquês, fez-lhe Deus presente a coroa dos Santos: Morreu mártir da caridade ao serviço das pessoas atacados pela peste, em Roma, a 21 de Junho de 1591, aos 23 anos de idade. Sua mãe pôde venerá-lo como Beato no dia 21 de Julho de 1604. Foi canonizado por Bento XIII em 1724 e pelo mesmo Papa dado como padroeiro à juventude que estuda. Seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que reunistes no jovem Luís Gonzaga a prática da penitência e a admirável pureza de vida, concedei-nos, por seus méritos e preces, imitá-lo na penitência, se não o seguimos na inocência. Amém.

Com Beato Tomás Corsíni, religioso da Ordem dos Servos de Maria. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 21 Em Ghé, na Bretanha Menor, atualmente na França, São Meveno ou Mévio, abade, que, tendo nascido no País de Gales, se recolheu numa floresta da Bretanha, onde fundou um mosteiro.(† s. VI) 1-No território de Evreux, na Nêustria, também na atual França, São Leufredo, abade, que fundou o mosteiro de La Croix-Saint-Ouen, ao qual presidiu durante cerca de quarenta e oito anos.(† 738) 2-Em Bourges, na Aquitânia, hoje também na França, São Rodolfo, bispo, que, pela sua grande solicitude pela vida sacerdotal, compôs, em colaboração com os presbíteros da sua Igreja, uma coletânea de capítulos dos Santos Padres e sentenças de cânones para uso pastoral.(† 866) 3-Em Huesca, cidade de Aragão, região da Espanha, São Raimundo, que era cónego regular quando foi nomeado bispo de Roda e de Barbastro e, porque não quis vencer os inimigos do nome cristão pela força das armas, foi três vezes expulso da sua sede.(† 1126) 4-Em Orvieto, na Toscana, região da Itália, o Beato Tomás Corsíni, religioso da Ordem dos Servos de Maria.(1343) 5-Em Londres, na Inglaterra, São João Rigby, mártir, que, detido e condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica no reinado de Isabel I, foi suspenso da forca em Southwark e esquartejado ainda vivo.(† 1600) 6-Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Tiago Morelle Dupas, presbítero e mártir, que, sempre severo consigo e amável com os outros, durante a Revolução Francesa foi condenado à prisão por exercer o ministério paroquial no território de Poitiers e morreu de fome e inanição.(† 1794) 7-Em Olot, na Catalunha, região da Espanha, a Beata Liberata Ferrarons i Vives, virgem da Ordem Terceira Carmelita.(† 1842) 8-Em Zapotlanejo, localidade do México, São José Isabel Flores, presbítero e mártir no tempo da grande perseguição.(† 1927)

Beatas Tereza e Sancha de Portugal – 20 de Junho

Beatas Irmãs: Teresa, Mafalda e Sancha

Santo do Dia – 20 de Junho

Beatas Irmãs

Beatas Irmãs,

Filhas de Dom Sancho I · † c. 1229-1256


Teresa, Religiosa

Convento

Nascida em 1176, a primogênita foi desde cedo bem educada e sentiu o chamado divino à vida religiosa. Conforme o costume do tempo, porém, foi dada em casamento ao Rei Afonso de Leão, tornando-se rainha. Por diversos motivos, o casamento foi declarado nulo. Retornou para casa e finalmente abraçou a vida religiosa no mosteiro de Lorvão, no distrito de Coimbra, onde tomou o hábito cisterciense e viveu em fidelidade às regras até sua morte santamente no dia dezessete de junho, consumindo-se na intercessão pela família e pelo reino.

Mafalda, Virgem

Nascida em 1195, Mafalda viveu momentos semelhantes aos de sua irmã Teresa. Casou-se com Henrique I de Castela, mas este faleceu antes de consumar o casamento. Despojando-se de seus bens, retornou para casa e entrou para a vida religiosa. Abraçou o hábito cisterciense no mosteiro de Arouca, do distrito de Aveiro, onde deu exemplo de vida perfeita, vivendo a total dependência de Deus e preferindo o recolhimento e a vida do claustro até sua morte no primeiro dia de maio.

Sancha, Virgem

Nascida em 1180, Sancha foi a primeira das irmãs a renunciar aos bens do mundo. Diferentemente de suas irmãs, não se casou, dedicando-se integralmente à vida religiosa. Foi ela quem fundou um convento da Ordem Cisterciense em Coimbra, onde viveu com fidelidade às regras monásticas até sua morte santamente no dia treze de março. Sua vida exemplifica o despojamento radical e a busca incondicionais da vontade divina.

Filhas de um Rei

Teresa, Mafalda e Sancha eram filhas de Dom Sancho I e da Rainha Dulce, portuguesas de sangue real. Nascidas no seio da realeza, renunciaram ao mundo e aos seus bens para se consagrarem à religiosidade, tornando-se exemplo de virtudes cristãs para os povos. Suas vidas demonstram que o verdadeiro tesouro não reside nas coroas terrenas, mas na entrega total a Deus.

Exemplos de Entrega

Essas três irmãs souberam usar suas virtudes cristãs para se tornarem exemplos luminosos para os povos. Renunciaram a tudo aquilo que o mundo oferecia: poder, riqueza, honras matrimoniais, buscando unicamente a vontade de Deus. Um exemplo a seguir de despojamento radical e de busca sincera da vontade divina. Suas vidas testificam que a verdadeira nobreza não está na ascendência real, mas na entrega incondicional ao Senhor.

Beatificação

A 13 de dezembro de 1705, Teresa foi beatificada pelo Papa Clemente XI através da bula Sollicitudo Pastoralis Offici, juntamente com a sua irmã Sancha. E a 27 de junho de 1793, foi beatificada pelo Papa Pio VI, Mafalda. A Igreja reconhecia e confirmava as virtudes heroicas dessas mulheres que viveram santamente a vontade de Deus.

Sancha — Significa “sagrada”, “sacrosanta” ou “salvadora”, numa forma feminina com origem etimológica em “sancho”. Um nome que reflete perfeitamente o caráter sagrado da vida dedicada ao Altíssimo.

“Oração – Senhor, estas três irmãs tudo deram a Ti. Viveram santamente e devotamente a Tua Vontade, o Teu querer e o Teu amor. Conceda-me a mesma graça de tudo dispor para Ti e de entregar tudo o que sou e que tenho para a Tua honra e glória. Amém.”

Beatas Teresa, Mafalda e Sancha, rogai por nós!

São Metódio — Bispo de Olimpo e mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de junho:

1
Beatas Sancha e Mafalda, Virgens, e Teresa, Religiosa Filhas de Dom Sancho I, rei de Portugal. Desde a infância foram modelo de virtudes. Sancha começou vida monacal em Alenquer e retirou-se para o mosteiro cisterciense de Celas, junto de Coimbra. Mafalda, renunciando ao matrimônio proposto com o rei de Castela, tomou o hábito no mosteiro de Arouca. Teresa, apesar da aspiração claustral, foi casada com rei de Leão, mas reconhecida a nulidade, retirou-se para Lorvão onde tomou hábito cisterciense.
† 1229-1256
2
São Metódio, Bispo de Olimpo e Mártir Que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa. No final da perseguição do imperador Diocleciano foi coroado com o martírio.
† c. 312
3
São Gobano, Presbítero No território de Laon, na Nêustria, atualmente na França. Natural da Irlanda, foi discípulo de São Fusco na Inglaterra e, por amor de Cristo, partiu para a Gália, onde levou vida eremítica na floresta.
† c. 670
4
São João de Matera, Abade No mosteiro de São Tiago de Fóggia, na Apúlia, região da Itália. Foi insigne pela sua austeridade e pregação ao povo. Na região de Gárgano fundou a Congregação de Pulsano sob observância da regra de São Bento.
† 1139
5
Beata Margarida Ebner, Virgem No mosteiro de Medingen, na Baviera, região da Alemanha. Da Ordem dos Pregadores, suportou muitas tribulações por Cristo. Teve vida santa, admirável aos olhos de todos e agradável a Deus. Escreveu várias obras sobre a experiência mística.
† 1351
6
Beato Dermício O’Hurley, Bispo e Mártir Em Dublin, na Irlanda. Jurista leigo nomeado bispo de Cashel por vontade do Papa Gregório XIII. Durante reinado de Isabel I, após sofrer interrogatórios e torturas durante vários meses, morreu pela fé católica e ministério episcopal.
† 1584
7
Beata Margarida Ball, Mártir Em Dublin, na Irlanda. Viúva que acolheu em sua casa vários sacerdotes perseguidos. Por denúncia de um dos filhos foi presa e, após vários gêneros de torturas no cárcere, morreu septuagenária pela fé cristã.
† 1584
8
Beatos Mártires Francisco Pacheco, Presbítero, e Oito Companheiros Em Nagasáki, no Japão. Da Companhia de Jesus, foram queimados vivos em ódio à fé cristã.
† 1626
9
Beatos Mártires Tomás Whitbread, Guilherme Harcourt, João Fenwick, João Gavan e Antônio Turner Em Londres, na Inglaterra. Presbíteros da Companhia de Jesus, acusados falsamente de conspiração contra o rei Carlos II, sofreram o martírio no Tyburn pelo reino dos Céus.
† 1679

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

A infanta Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I, nasceu em 1177 e foi rainha de Leão, tendo tido três filhos antes da declaração da nulidade do seu casamento com Afonso IX, por consanguinidade.

Conhecida pela sua caridade

Voltando ao nosso país, recolheu ao mosteiro de Lorvão, onde se fez cisterciense. Restaurou o velho convento e ali se refugiou durante a guerra que seu marido moveu contra o rei português para fazer valer os direitos que alegava deter pelo seu matrimônio então desfeito. Ficou conhecida pela sua caridade para com os humildes e desprotegidos.

Teve papel importante na procura de uma solução para as contendas entre seus sobrinhos Sancho II e Afonso III .

Beata Sancha de Portugal, virgem

Nasceu em Coimbra, filha de D. Sancho I e da rainha D. Dulce, em 1180.

A Infanta D. Sancha recebeu uma educação católica centrada na piedade e na austeridade.

Fundadora de conventos

Quando herdou de seu pai a vila de Alenquer e o seu termo, aproveitou para fundar dois conventos, confiando um aos dominicanos e o outro aos franciscanos.

Para si, fundou, em Coimbra, o convento de Celas, com Regra cisterciense, onde veio a falecer morte.

Beatas Sancha e Teresa, rogai por nós!

Sancha: esse nome vem do espanhol numa forma feminina de “sancho” significando “sacrosanta”, “sagrada”, “salvadora”.

São Metódio, Bispo de Olimpo e mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa

 

Com São Metódio, Bispo de Olimpo, mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

20

Beatas Sancha e Mafalda, virgens, e Teresa, religiosa, filhas de Dom Sancho I, rei de Portugal, que desde a infância foram modelo de virtudes. Sancha começou a levar vida monacal em Alenquer, consagrando-se generosamente ao serviço de Deus, e depois retirou-se para o mosteiro cisterciense de Celas, junto de Coimbra, onde morreu santamente no dia treze de Março. Mafalda, após uma piedosa juventude, renunciando ao matrimônio que lhe foi proposto com o rei de Castela, tomou o hábito cisterciense no mosteiro de Arouca, do distrito de Aveiro, onde deu exemplo de vida perfeita, e aí morreu no dia 1 de Maio. Teresa, apesar da sua aspiração à vida claustral, foi dada em casamento ao rei de Leão; mas, reconhecida a nulidade do matrimônio, retirou-se para o mosteiro de Lorvão, do distrito de Coimbra, onde tomou o hábito cisterciense e santamente morreu no dia 17 de Junho.(† c. 1229; 1256; 1250)

2. Comemoração de São Metódio, bispo de Olimpo e mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa e no final da perseguição do imperador Diocleciano foi coroado com o martírio.(† c. 312)

3. No território de Laon, na Nêustria, atualmente na França, São Gobano, presbítero, que, natural da Irlanda, foi discípulo de São Fusco na Inglaterra e, por amor de Cristo, partiu para a Gália, onde levou vida eremítica na floresta.(† c. 670)

4. No mosteiro de São Tiago de Fóggia, na Apúlia, região da Itália, São João de Matera, abade, que foi insigne pela sua austeridade e pela sua pregação ao povo e, na região de Gárgano, fundou a Congregação de Pulsano sob a observância da regra de São Bento.(† 1139)

5. No mosteiro de Medingen, na Baviera, região da Alemanha, a Beata Margarida Ebner, virgem da Ordem dos Pregadores, que, sofrendo por Cristo muitas tribulações, teve uma vida santa, admirável aos olhos de todos e agradável a Deus e escreveu várias obras sobre a experiência mística.(† 1351)

6. Em Dublin, na Irlanda, a paixão do Beato Dermício O’Hurley, bispo e mártir, jurista leigo, que, por vontade do papa Gregório XIII, foi nomeado bispo de Cashel. Durante o reinado de Isabel I, depois de sofrer interrogatórios e torturas durante vários meses, negando firmemente todas as calúnias, finalmente, diante do patíbulo levantado para ele em Hoggen Green, declarou publicamente que morria por causa da fé católica e pelo ministério episcopal.(† 1584)

7. Também em Dublin, a comemoração da Beata Margarida Ball, mártir, que, já viúva, por acolher em sua casa vários sacerdotes perseguidos, por denúncia de um dos filhos foi presa e, depois de vários gêneros de torturas no cárcere, morreu septuagenária em dia incerto.(† 1584)

8. Em Nagasáki, no Japão, os beatos mártires Francisco Pacheco, presbítero, e oito companheiros[1], da Companhia de Jesus, que foram queimados vivos em ódio à fé cristã.

[1] São estes os seus nomes: Baltasar de Torres e João Baptista Zola, presbíteros; Pedro Rinsei, Vicente Kaun, João Kisáku, Paulo Kinzuke, Miguel Roso e Gaspar Sadamátsu, religiosos.(† 1626)

9. Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Tomás Whitbread e companheiros Guilherme Harcourt, João Fenwich, João Gavan e Antônio Turner, presbíteros da Companhia de Jesus, que, acusados falsamente de tomar parte numa conjura para assassinar o rei Carlos II, sofreram na praça de Tyburn o martírio pelo reino dos Céus.(† 1679)

 

São Romualdo, Abade, Fundador – 19 de Junho

São Romualdo, Abade, Fundador

Santo do Dia – 19 de Junho

São Romualdo,

Abade e Fundador dos Camaldulenses · † 1027

Formação e vocação

São Romualdo Romualdo nasceu em uma família nobre de Ravena, em 952. Após uma disputa sangrenta, que envolveu sua família, amadureceu a sua vocação de seguir a vida monacal, entrando, com seu pai, para o mosteiro de Santo Apolinário em Classe. Como monge, impôs-se uma vida severa de penitência, meditação e oração.

Devido às suas nobres origens, Romualdo era requisitado em todos os lugares para exercer suas funções eclesiásticas e políticas. Em Veneza, escolheu como diretor espiritual o eremita Marino e conheceu um dos mais importantes monges reformadores do século X: o abade Guarino, que acompanhou até Catalunha, onde permaneceu por dez anos e completou a sua formação espiritual e monástica. O monge Romualdo foi um viajante incansável, cujas pregações eram feitas mais com os fatos do que com as palavras, ao percorrer toda a península italiana. Ele manteve muitos encontros na sua vida: todos o procuravam e queriam conversar com este “santo abade” e ele recebia todos, embora ele quisesse apenas o recolhimento no silêncio da oração.

Amigo da solidão

Ele descobriu que a solidão não o afastava dos irmãos, da vida da igreja e dos pobres, mas, pelo contrário, o enraizava numa comunhão e solidariedade mais profunda com eles. Ao retornar a Ravena, em 988, Romualdo renunciou oficialmente ao cargo de abade e começou a viajar. Sua primeira etapa foi Verghereto, perto de Forlí, onde fundou um mosteiro em honra de São Miguel Arcanjo. Ali, por causa das suas contínuas advertências aos monges sobre a disciplina e a moral, foi obrigado a se mudar novamente.

Em 1001, retornou para Santo Apolinário em Classe, onde se tornou abade. Mas esta não é a vida que ele queria. Então, após um ano, renunciou e se refugiou em Montecassino. Ali, viveu por um período em uma caverna; depois, fundou um eremitério em Sítria, na região da Úmbria, onde permaneceu por sete anos. Todos os mosteiros e cenóbios que fundou eram pequenos, porque achava que nas grandes estruturas se corria o risco de perder o silêncio, tão necessário para o recolhimento.

Herança aos camaldulenses

Seguindo o ensinamento da Regra de São Bento, faz do amor ao Senhor e entre os irmãos a sua regra suprema de vida. Solidariza-se com as dificuldades da vida da Igreja e da vida monástica do seu tempo e abraça os desafios pela sua renovação. Os discípulos chamaram este seu ensinamento de “relacionar-se segundo a lei suprema do amor fraterno” (privilégium amoris). Com seu exemplo, mais que com seu ensino verbal, deixa a seus discípulos uma herança que se manifestará muito fecunda e ao mesmo tempo portadora de tensões.

Dá-se uma tríplice oportunidade para realizar a vocação monástica, uma em comunhão e complementariedade com outra: a vida fraterna no mosteiro, útil sobretudo para iniciar a vida monástica; a vida na solidão do eremitério que pressupõe certa maturidade humana e espiritual; a dedicação a testemunhar o evangelho até o dom da vida, por aqueles que o Espírito impele a abandonar tudo para se unir totalmente com Cristo (triplex bonum).

Peregrino nesta terra

Durante suas peregrinações, Romualdo esteve em Casentino, em 1012, onde conheceu o conde de Arezzo, Maldolo, proprietário de uma casa e de uma floresta, lugar que depois recebeu o nome de Camáldoli. Encantado pela figura deste anacoreta, o conde presenteou-lhe as suas propriedades, onde Romualdo criou um asilo e construiu um eremitério para religiosos contemplativos, aos quais lhes deu uma Regra semelhante à beneditina.

Porém, o monge se transferiu de novo: foi para a região das Marcas, onde fundou um mosteiro em Val de Castro; ali reservou para si uma pequena cela, onde faleceu em 19 de junho de 1027. Mesmo morto, viajou, pois suas relíquias foram trasladadas, primeiro para Jesi e depois para Fabriano, junto à igreja camáldula de São Brás. São Romualdo foi canonizado por Clemente VIII, em 1595.

Testemunhas

Sobre São Romualdo temos duas preciosas testemunhas. São Bruno Bonifácio (†1009) narra sua experiência pessoal de Romualdo na “Vida dos cinco Irmãos”. São Pedro Damião (†1072) descreve seu caminho interior e sua aventura humana na “Vida de São Romualdo”.

Romualdo — Significa “senhor famoso” ou “aquele que governa com fama”. Romualdo é um nome masculino com origem a partir do teutônico Ragnvaldr, formado pela junção dos elementos Ragn, que significa “famoso”, e Valdr, que pode ser traduzido como “senhor” ou “governante”.

“Ó santo abade, que nossa vida esteja escondida em Jesus e n’Ele possamos encontrar sentido perene. Mesmo na solidão ou desavença, viver o amor dedicado a Jesus onde ele nos indicar.”

São Romualdo, rogai por nós!

Santa Juliana de Falconieri — Virgem, Religiosa e Fundadora da Ordem Terceira dos Servos de Maria, chamadas “Mantelatas” por causa do seu hábito religioso.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de junho:

1

São Romualdo
Anacoreta e pai dos monges Camaldulenses. Originário de Ravena, aspirando à vida eremítica, percorreu a Itália edificando pequenos mosteiros e promovendo a vida evangélica dos monges, até terminar piedosamente seus trabalhos no mosteiro de Val di Castro, no Piceno, atual região das Marcas, na Itália.

† 1027

2

Santos Gervásio e Protásio
Mártires. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Seus corpos foram encontrados por Santo Ambrósio e transladados neste dia com grande solenidade para a nova basílica por ele edificada.

† trasl. 386

3

São Deusdado
Bispo de Nevers. Nos montes Vosgos, na Borgonha da Austrásia, atualmente na França. Segundo consta, fundou um mosteiro no lugar mais tarde designado com o seu nome.

† c. 679

4

Santa Quildomarca
Abadessa. No mosteiro de Fécamp, na Nêustria, atual França. Acolheu benignamente e prestou assistência a São Leogário, mutilado por Ebroíno.

† c. 682

5

São Lamberto
Mártir. Em Saragoça, na Hispânia.

† c. s. VIII

6

Beato Gerlando
Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém. Em Caltagirona, na Sicília, região da Itália. Dedicou-se com toda a diligência e bondade ao auxílio das viúvas e das crianças órfãs.

† c. 1271

7

Santa Juliana de Falconieri
Virgem, Religiosa e Fundadora. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundou a Ordem Terceira dos Servos de Maria, chamadas “Mantelatas” por causa do seu hábito religioso.

† c. 1341

8

Beata Miquelina
Viúva. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Distribuiu pelos pobres todos os seus bens e, tomando o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, passou o resto da vida como mendiga, com grande humildade e disciplina austera.

† 1356

9

Beatos Sebastião Newdigate, Hunfredo Middlemore e Guilherme Exmew
Presbíteros Mártires. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Henrique VIII, foram metidos no cárcere por perseverarem firmemente fiéis à Igreja de Cristo, passaram dezassete dias presos a colunas com argolas de ferro, sempre de pé, até que enforcados na praça de Tyburn, consumaram o martírio.

† 1535

10

Beato Tomás Woodhouse
Presbítero Mártir da Companhia de Jesus. Em Londres, na Inglaterra. Ordenado no tempo da rainha Maria a Católica, posteriormente durante a perseguição da rainha Isabel I, esteve mais de doze anos preso por causa da fé, dedicando-se a reconciliar com a Igreja católica os companheiros de cativeiro, até que enforcado no patíbulo de Tyburn, recebeu a coroa do martírio.

† 1573

11

Santos Remígio Isoré e Modesto Andlauer
Presbíteros Mártires da Companhia de Jesus. Em Wuyi, próxima de Shenxian, no Hebei, província da China. Na perseguição desencadeada pelos seguidores dos “Yihetuan”, foram mortos enquanto oravam diante do altar.

† 1900

12

Beata Helena Aiello
Religiosa Mística e Fundadora. Em Roma. Fundadora da Congregação das Religiosas Mínimas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

† 1961

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Ravena, de família Ducal dos Onesti, no final do primeiro milênio. Numa vida dissipada e pecadora, aos 20 anos viu seu pai matando em duelo um parente.

Converteu-se ao assistir um duelo

O choque que lhe causou esse fato foi o início de sua conversão. Foi para a França passar um tempo na Abadia de Cluny, para conhecer sua espiritualidade.

Voltando à Itália iniciou sua obra de reformas e fundação de mosteiros. Fundou, entre outros, o de Campus Máldoli, Casa-mãe da Ordem dos Camaldulenses, inaugurando uma nova forma de vida eremítica.

Companheiro de São Pedro Urseolo

Acompanhou Pedro Urseolo, Doge de Veneza, quando foi ser religioso no mosteiro catalão de São Miguel de Cuxe e que foi canonizado.

Faleceu aos 75 anos, em 1027, num pequeno Eremitério que havia fundado em Val de Castro. Seu corpo foi preservado da corrupção e encontrava-se intacto quatro séculos depois de sua morte.

São Romualdo, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que por São Romualdo renovastes na vossa Igreja a vida eremítica, concedei-nos renunciar a nós mesmos e, seguindo o Cristo, chegar com alegria ao Reino celeste. Amém.

Romualdo: Significa “senhor famoso” ou “aquele que governa com fama”. Romualdo é um nome masculino com origem a partir do teutônico ragnvaldr, formado pela junção dos elementos ragn, que significa “famoso”, e valdr, que pode ser traduzido como “senhor” ou “governante”.

 

Com Santa Juliana de Falconieri, Religiosa e Fundadora.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

19

São Romualdo, anacoreta e pai dos monges Camaldulenses, que, originário de Ravena, aspirando à vida e disciplina eremítica, percorreu a Itália durante vários anos, edificando pequenos mosteiros e promovendo por toda a parte com infatigável diligência a vida evangélica dos monges, até que terminou piedosamente os seus trabalhos no mosteiro de Val di Castro, no Piceno, atual região das Marcas, na Itália.(† 1027)

2. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, a comemoração dos santos Gervásio e Protásio, mártires, cujos corpos Santo Ambrósio encontrou e trasladou neste dia com grande solenidade para a nova basílica por ele edificada.(† trasl. 386)

3. Nos montes Vosgos, na Borgonha da Austrásia, atualmente na França, São Deusdado, bispo de Nevers, que, segundo consta, fundou um mosteiro no lugar mais tarde designado com o seu nome.(† c. 679)

4. No mosteiro de Fécamp, na Nêustria, também na atual França, Santa Quildomarca, abadessa, que acolheu benignamente e prestou assistência a São Leogário, mutilado por Ebroíno.(† c. 682)

5. Em Saragoça, na Hispânia, São Lamberto, mártir.(† c. s. VIII)

6. Em Caltagirona, na Sicília, região da Itália, a trasladação do Beato Gerlando, cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, que se dedicou com toda a diligência e bondade ao auxílio das viúvas e das crianças órfãs.(† c. 1271)

7. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Juliana Falconiéri, virgem, que fundou a Ordem Terceira dos Servos de Maria, chamadas “Mantelatas” por causa do seu hábito religioso.(† c. 1341)

8. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, a Beata Miquelina, viúva, que distribuiu pelos pobres todos os seus bens e, tomando o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, passou o resto da sua vida como mendiga, com grande humildade e disciplina austera.(† 1356)

9. Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Sebastião Newdigate, Hunfredo Middlemore e Guilherme Exmew, presbíteros da Cartuxa desta cidade, que, no reinado de Henrique VIII, metidos no cárcere por perseverarem firmemente fiéis à Igreja de Cristo, passaram dezassete dias presos a umas colunas com argolas de ferro, sempre de pé, até que, finalmente, levados ao suplício da forca na praça de Tyburn, consumaram o martírio.(† 1535)

10. Também em Londres, o Beato Tomás Woodhouse, presbítero da Companhia de Jesus, que, ordenado no tempo da rainha Maria a Católica, posteriormente, durante a perseguição da rainha Isabel I, esteve mais de doze anos preso por causa da fé, dedicando-se a reconciliar com a Igreja católica os companheiros de cativeiro, até que, enforcado no patíbulo de Tyburn, recebeu a coroa do martírio.(† 1573)

11. Em Wuyi, próxima de Shenxian, no Hebei, província da China, os santos Remígio Isoré e Modesto Andlauer, presbíteros da Companhia de Jesus e mártires, que na perseguição desencadeada pelos seguidores dos «Yihetuan», foram mortos enquanto oravam diante do altar.(† 1900)

12. Em Roma, a Beata Helena Aiello, religiosa mística e fundadora da Congregação das Religiosas Mínimas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.(† 1961)

São Gregório Barbarigo, Bispo – 18 de Junho

São Gregório Barbarigo, Bispo

Santo do Dia – 18 de Junho

São Gregório Barbarigo,

Bispo e Reformador · † 1697

Órfão na Infância

São Gregório Barbario-Bispo Gregorio Giovanni Gaspare Barbarigo nasceu em Veneza, em 16 de setembro de 1625, em uma família nobre. Gregório logo conhece o sofrimento quando perde a sua mãe para a peste aos dois anos de idade. Seu pai, senador da República de Veneza, enviou-o, em 1643, junto com o embaixador veneziano Alvise Contarini para Münster, na Alemanha, onde se preparava a paz de Vestfália, que colocaria fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos.

Nesta jornada formativa ocorre um encontro fundamental: Gregório conhece o Cardeal Fabio Chigi, futuro Papa Alexandre VII. Essa amizade marcará profundamente toda a sua trajetória espiritual e pastoral. Gregório retorna à Itália para completar seus estudos em Pádua e, aos 30 anos, é ordenado sacerdote. A confiança que o Papa Alexandre VII nele deposita o leva a coordenar as obras de caridade durante uma grave epidemia de peste, trabalho que Gregório realiza com amor e dedicação exemplar.

Bispo de Bérgamo e Pádua

A confiança de Alexandre VII é renovada ao colocar Gregório à frente da diocese de Bérgamo em 1657. Seu estilo será inspirado em São Carlos Borromeo, modelo de reforma pastoral que Gregório segue com fervor apostólico. Vende todos os seus bens para dá-los aos pobres. Visita por toda a parte as paróquias, assiste os moribundos, divulga a imprensa católica entre o povo, aloja-se nas casas dos pobres. Anos depois, em 1664, é encarregado da diocese de Pádua, onde intensifica seu trabalho reformador.

Apóstolo da Educação

Durante o dia, Gregório ensina catecismo às crianças em seu dialeto; à noite, reza. No centro de seu ministério está a formação dos sacerdotes, pela qual está profundamente empenhado no Seminário de Pádua, que chega a ser considerado um dos melhores da Europa. Abre várias escolas, convoca sínodos e colóquios com o clero, sempre buscando elevar o nível espiritual e intelectual de seu rebanho. Liberal para com todos os necessitados, severo para consigo mesmo.

Unidade das Igrejas Orientais

Outro momento importante do compromisso de São Gregório Barbarigo é o da reunificação com as Igrejas Orientais. Em 1658, Alexandre VII o faz cardeal. Gregório participa em vários conclaves e trabalha pela reunificação com as Igrejas Orientais. Estimado pelos Papas e amado pelo povo, dedica-se incansavelmente a construir pontes entre as tradições cristãs. Sua obra de unidade e reforma torna-se modelo para as gerações futuras de bispos e pastores.

Gregório Barbarigo morreu em Pádua em 1697, deixando um legado duradouro de caridade pastoral, educação cristã e zelo pela unidade da Igreja.

São Gregório Barbarigo, rogai por nós!

Gregório — Derivado do latim Gregorius, significa “o que vela, o vigilante”. Tem origem no grego gregorein (vigiar). Nome que expressa o carisma pastoral de vigilância amorosa sobre o rebanho de Cristo.

“Oração – Querido santo, precisamos estar atentos aos mais necessitados, recordando que eles escondem Jesus em suas misérias. Ajudai-nos a viver sem perder nenhuma oportunidade de amar. Amém.”

São Gregório Barbarigo, rogai por nós!

Beata Osana Andreási — Virgem, religiosa da Ordem Terceira de São Domingos. Em Mântua, na Lombardia, na Itália. Associou com admirável sabedoria a contemplação das realidades divinas com as ocupações terrenas e a prática das boas obras.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de junho:

1

Santos Marcos e Marceliano
Mártires. Em Roma, no cemitério de Balbina, junto à Via Ardeatina. Tornaram-se irmãos no mesmo martírio durante a perseguição de Diocleciano.

† c. 304

2

São Leôncio
Soldado mártir. Em Trípoli, na Fenícia, no atual Líbano. Pelos terríveis suplícios sofridos no cárcere, alcançou a coroa do martírio.

† s. IV

3

Santos Ciríaco e Paula
Mártires. Na África Setentrional. Testemunharam a fé em Cristo até o derramamento de sangue.

† s. IV

4

Santo Amando
Bispo. Em Bordéus, na Aquitânia, atualmente na França. Dedicou-se ao pastoreio e à santificação de seu povo.

† s. V

5

São Calógero
Eremita. No monte Gemmariaro, perto de Sciacca, na Sicília ocidental. Dedicou-se à penitência e à oração no silêncio do deserto.

† s. V

6

Santa Isabel
Virgem. Em Schönau, na Renânia da Germânia, na hodierna Alemanha. Insigne na observância da vida monástica, foi modelo de virtude contemplativa.

† 1164

7

Beata Osana Andreási
Virgem da Ordem Terceira de São Domingos. Em Mântua, na Lombardia, região da Itália. Associou com admirável sabedoria a contemplação das realidades divinas com as ocupações terrenas e a prática das boas obras.

† 1505

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família Patrícia

De família Patrícia, nasceu em Veneza no ano de 1625. Durante as negociações do Tratado de Vestefália conheceu o futuro Papa Alexandre VII, que o nomeou Bispo de Bérgamo, elevou ao cardinalato e, mais tarde, o nomeou Bispo de Pádua. Na época em que assumiu Pádua, a diocese contava apenas com 24 escolas de doutrina cristã, passando a 356 por ocasião de sua morte.

Preocupou-se com a santidade de sua Diocese

Para o aumento da santidade da Diocese, fundou várias instituições como a Companhia da Doutrina Cristã para o ensino da religião, a Congregação Mariana, a Congregação dos Pais de Família para a educação da juventude, escolas para o povo, etc. Cuidou da assistência sanitária e fundou casas de acolhimento para moças pobres. Morreu no dia 18 de Junho de 1697 e foi canonizado por João XXIII.

São Gregório Barbarigo, rogai por nós!

Oração – São Gregório Barbarigo, nós vos louvamos por vossa vida de santidade e pedimos vossa intercessão por nossos estudantes e professores, pelos responsáveis por nossa nação e por todas as nações do mundo, para que se voltem a Deus e somente assim cumpram os Mandamentos, as Leis de Deus. Amém.

Gregório Significa o acordado”, “o vigilante”, “o alerta”. Tem origem no nome grego Gregórios, derivado de gregorio, que quer dizer “vigiar”

Com Beata Osana, Religiosa, +1505

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 18 1. Em Roma, no cemitério de Balbina, junto à Via Ardeatina, os santos Marcos e Marceliano, mártires durante a perseguição de Diocleciano, que se tornaram irmãos no mesmo martírio.(† c. 304) 2. Em Trípoli, na Fenícia, no atual Líbano, São Leôncio, soldado, que pelos terríveis suplícios sofridos no cárcere, alcançou a coroa do martírio.(† s. IV) 3. Na África Setentrional, os santos Ciríaco e Paula, mártires.(† s. IV) 4. Em Bordéus, na Aquitânia, atualmente na França, Santo Amando, bispo.(† s. V) 5. No monte Gemmariaro, perto de Sciacca, na Sicília ocidental, São Calógero, eremita.(† s. V) 6. Em Schönau, na Renânia da Germânia, na hodierna Alemanha, Santa Isabel, virgem, insigne na observância da vida monástica.(† 1164) 7. Em Mântua, na Lombardia, região da Itália, a Beata Hossana Andreási, virgem, que, tomando o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos, associou com admirável sabedoria a contemplação das realidades divinas com as ocupações terrenas e a prática das boas obras.(† 1505) 8. Em Pádua, no Véneto, também região da Itália, São Gregório Barbarigo, bispo, que instituiu um seminário para clérigos, ensinou o catecismo às crianças no seu dialecto, convocou um sínodo e colóquios com o clero, abriu várias escolas, sendo liberal para com todos e severo para consigo.(† 1697)

São Rainério, Peregrino – 17 de Junho

São Rainério, Peregrino

Santo do Dia – 17 de Junho

São Rainério,

Padroeiro dos Viajantes · † 1161

Origens

São Rainério Rainério nasceu em Pisa, Itália, no ano de 1118. Tendo a graça de nascer em um lar nobre, cristão e tradicional, teve sua educação e formação moral, religiosa e de negócios confiada a um bispo conhecido. Ele, porém, optou por estudar arte e, logo depois, se entregou a uma vida de pecado, caindo em um grande vazio existencial.

Encontro Eremítico e com os Pobres

Diante das consequências interiores que experimentava por estar entregue às contradições cristãs, impressionado com a miséria e a pobreza do povo à sua volta e, providencialmente, após um encontro com o eremita Alberto de Córsega – uma grande testemunha em seu tempo, que deixara tudo por causa de Jesus –, o jovem decidiu mudar de vida.

Mosteiro e Abandono de Bens

Já aos dezenove anos, ingressou como irmão leigo no Mosteiro de São Vito, onde viveu até os 23, sendo intimamente formado em santidade, em solidão e em desejo de corresponder aos desígnios de Deus. Assim, retirado por um tempo em penitência, sentiu seu chamado para deixar todos os seus bens. E ele o fez: foi para a Terra Santa, onde ficou muitos anos visitando os lugares santos e sendo instrumento de conversão para muitos.

Retorno para a Casa

Obediente a Deus, Rainério voltou para Pisa, já com fama de santidade. Tornou-se formador dos monges e de muitos da cidade.

“Rainieri d’água”

Recebeu este apelido porque, pouco antes de abandonar este mundo, formulou uma prece de bênção para o pão e a água. A água e o pão, benzidos por ele ou por outro, mas com sua fórmula, serenavam tempestades, curavam numerosos doentes e libertavam possessos e prisioneiros.

Páscoa

Foi um grande apóstolo para o povo, consumindo-se pelo Evangelho. Veio a falecer em 1161. Após a sua morte, os milagres continuaram acontecendo, sobretudo por meio da água que era benzida com o auxílio de sua oração. No ano de 1591, suas ossadas foram encaminhadas para a catedral de Pisa, devido à fama dos milagres obtidos em seu nome. A canonização de São Rainério foi celebrada pelo Papa Alexandre III.

São Rainério, rogai por nós!

Rainério — Significa “julgamento guerreiro” ou “aquele que governa com sabedoria”. Tem origem no germânico Raginarius, formado por ragin (conselho) e hari (exército).

“Oração – São Rainério, tu que fostes um jovem inconformado com uma vida distante de Deus e que deixastes tudo por amor a Ele e aos pobres, conceda-me tal grande coração: incapaz de viver sem a presença do Senhor e consumido de zelo pelas almas. Amém.”

São rainério, rogai por nós!

Santo Bessário, Eremita — Monge do século IV, conhecido pela sua sabedoria espiritual e vida contemplativa exemplar.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de junho:

1

Santos Blasto e Diógenes
Mártires. Em Roma, junto à Via Salária Antiga “ad Septem Colúmbas”. Testemunhas da fé cristã nos primeiros séculos de perseguição.

† data inc.

2

Santos Isauro, Inocêncio, Félix, Hérmias, Peregrino e Basílio
Mártires. Em Apolônia, na Macedônia, hoje Pojáni, na Albânia. Exemplos de coragem e fidelidade à fé cristã.

† data inc.

3

Santos Nicandro e Marciano
Mártires. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Sendo soldados, recusaram ofertas e negaram-se firmemente a sacrificar aos deuses; por isso foram condenados à morte pelo governador Máximo, durante a perseguição do imperador Diocleciano.

† c. 297

4

Santo Antídio
Bispo e mártir. Em Besançon, na Gália Lionense, na atual França. Segundo a tradição, recebeu a sentença da condenação à morte no tempo de Croco, rei dos Vândalos.

† c. 411

5

Santo Hipácio
Hegúmeno do mosteiro dos Rufinianos, na Bitínia, território da atual Turquia. Com uma vida austera e rigorosos jejuns, ensinou aos seus discípulos a perfeita obediência à observância monástica e aos leigos o verdadeiro temor de Deus.

† 446

6

Santo Herveu
Eremita. Na Bretanha Menor, atualmente território da França. Segundo a tradição, sendo cego de nascença, cantava alegremente a felicidade do Paraíso.

† s. VI

7

Santo Avito
Abade. Em Orleães, na Gália, também na atual França. Pastor de almas dedicado à formação espiritual de seus monges.

† c. 530

8

São Rainério
Pobre e peregrino por Cristo. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Padroeiro dos viajantes, conhecido pela água benta pela sua oração que realizava milagres.

† 1160

9

Beata Teresa de Portugal
Religiosa. Em Lorvão, localidade de Portugal. Memória celebrada em Portugal no dia 20 de Junho, juntamente com suas irmãs Sancha e Mafalda.

† 1250

10

Beato Pedro Gambacorta
Fundador da Ordem dos Eremitas de São Jerônimo. Em Veneza, hoje no Véneto, região da Itália. Teve como primeiros religiosos alguns ladrões por ele convertidos.

† 1435

11

Beato Paulo Buráli
Da Ordem dos Clérigos Regrantes Teatinos, bispo de Piacenza e depois bispo de Nápoles. Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália. Trabalhou com toda a sua diligência para restaurar a disciplina da Igreja.

† 1578

12

Beato Filipe Papon
Presbítero de Autun e mártir. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, sendo pároco, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi condenado à prisão numa galera e expirou.

† 1794

13

São Pedro Dá
Mártir. Em Qua-Linh, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam. Sendo carpinteiro e sacristão, apesar de torturado com muitos e atrozes suplícios no tempo do imperador Tu Duc, permaneceu firme na profissão de fé.

† 1862

14

Beato José Maria Cassant
Presbítero da Ordem Cisterciense da Antiga Observância (Trapista). No mosteiro de Santa Maria do Deserto, em Casseneuil, perto de Toulouse, na França. Especialmente egrégio pelo admirável exemplo de penitência.

† 1903

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De uma vida cheia de vaidades 

S. Rainério ou Raniero nasceu no séc. XII, em Pisa, Itália.

Levava vida cheia de vaidades e entregue aos prazeres tocando lira.

Um dia encontrou-se com um homem de Deus, o monge Alberto que o levou a repensar sua vida e mudá-la radicalmente.

A uma vida solitária e penitente

Recolheu-se então a uma vida solitária e penitente. Sem comer e vertendo lágrimas contínuas, acabou por ficar cego, mas obteve de Deus a graça da cura de sua cegueira.

Inspirado por Deus partiu para a Terra Santa como mercador alimentando-se duas vezes por semana e exercendo rudes trabalhos. Teve, então, a visão de que as joias que estavam em sua bolsa se transformavam em enxofre e ardiam em chamas. Uma voz explicou que a bolsa era seu corpo; o fogo e o enxofre a sua vida fútil.

Foi peregrino

Como peregrino, passou no deserto 40 dias, jejuando como o fez um dia Jesus e visitou os Lugares Santos.

De regresso a Pisa, ingressou no mosteiro de S. Guido, levando vida simples.

Entregou sua alma a Deus no ano de 1160.

Padroeiro da cidade e Pisa, Itália,

São Rainério, rogai por nós!

Com S. Bessário, Eremita, Séc. IV

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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1. Em Roma, junto à Via Salária Antiga “ad Septem Colúmbas”, os santos Blasto e Diógenes, mártires.(† data inc.)

2. Em Apolônia, na Macedônia, hoje Pojáni, na Albânia, os santos Isauro, Inocêncio, Félix, Hérmias, Peregrino e Basílio, mártires.(† data inc.)

3. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, os santos mártires Nicandro e Marciano, que, sendo soldados, recusaram ofertas e negaram-se firmemente a sacrificar aos deuses; por isso foram condenados à morte pelo governador Máximo, durante a perseguição do imperador Diocleciano.(† c. 297)

4. Em Besançon, na Gália Lionense, na atual França, Santo Antídio, bispo e mártir, que, segundo a tradição, recebeu a sentença da condenação à morte no tempo de Croco, rei dos Vândalos.(† c. 411)

5. Na Bitínia, território da atual Turquia, Santo Hipácio, hegúmeno do mosteiro dos Rufinianos, que, com uma vida austera e rigorosos jejuns, ensinou aos seus discípulos a perfeita obediência à observância monástica e aos leigos o verdadeiro temor de Deus.(† 446)

6. Na Bretanha Menor, atualmente território da França, Santo Herveu, eremita, que, segundo a tradição, sendo cego de nascença, cantava alegremente a felicidade do Paraíso.(† s. VI)

7. Em Orleães, na Gália, também na atual França, Santo Avito, abade.(† c. 530)

8. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Rainério, pobre e peregrino por Cristo.(† 1160)

9. Em Lorvão, localidade de Portugal, a Beata Teresa de Portugal, cuja memória se celebra em Portugal no dia 20 de Junho, juntamente com suas irmãs Sancha e Mafalda.(† 1250)

10. Em Veneza, hoje no Véneto, região da Itália, o Beato Pedro Gambacorta, fundador da Ordem dos Eremitas de São Jerônimo, que teve como primeiros religiosos alguns ladrões por ele convertidos.(† 1435)

11. Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, o Beato Paulo Buráli, da Ordem dos Clérigos Regrantes Teatinos, bispo de Piacenza e depois bispo de Nápoles, que trabalhou com toda a sua diligência para restaurar a disciplina da Igreja e confirmar na fé o povo que lhe foi confiado.(† 1578)

12. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Filipe Papon, presbítero de Autun e mártir, que, sendo pároco, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi condenado à prisão numa galera e, depois de ter dado a absolvição a um companheiro de prisão moribundo, também ele expirou.(† 1794)

13. Em Qua-Linh, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Pedro , mártir, que, sendo carpinteiro e sacristão, apesar de torturado com muitos e atrozes suplícios no tempo do imperador Tu Duc, permaneceu firme na profissão de fé e finalmente morreu na fogueira.(† 1862)

14. No mosteiro de Santa Maria do Deserto, em Casseneuil, perto de Toulouse, na França, o Beato José Maria Cassant (Pedro José Cassant), presbítero da Ordem Cisterciense da Antiga Observância (Trapista), especialmente egrégio pelo admirável exemplo de penitência, constância e paciência nos sofrimentos e na enfermidade.(† 1903)