São Marcelino de Cartago, Tribuno, Mártir – 06 de Abril

São Marcelino de Cartago, Tribuno, Mártir

Santo do Dia – 6 de Abril

Marcelino de Cartago,

Tributo, Mártir  ·  † 413

Origens

São Vicente Ferrer - Giovanni Bellini

Era um alto funcionário do Império Romano. Bom pai de família e homem de notável honradez, conhecido pela sua bondade, sendo estimado por todos. Entretanto, Marcelino acabou sendo vítima de um dos lamentáveis cismas que dividiram o cristianismo. Foram influências políticas, como o donatismo, que levaram esse honrado cristão à condenação e ao martírio.

Famosa queima dos livros sagrados

Tudo teve início muitos anos antes, em 310. O imperador Diocleciano ordenara ao povo a entrega e queima de todos os livros sagrados. Quem obedeceu, passou a ser considerado traidor da Igreja. Naquele ano, Ceciliano foi eleito Bispo de Cartago, mas teve sua eleição contestada por ter sido referendada por um grupo de Bispos traidores, os mesmos que entregaram os livros sagrados.

Divisão da igreja

O Bispo Donato era um desses e, além disso, tinha uma posição totalmente contrária ao catolicismo, Ele defendia que os sacramentos só podiam ser ministrados por santos, não por pecadores, isto é, gente comum. Os seguidores do Bispo Donato, portanto, tornaram-se os donatistas, e a Igreja dividiu-se.

Era tabelião e tribuno em Cartago

Em Cartago, Marcelino ocupava dois cargos de grande importância: era tabelião e tribuno, funcionando, assim, como um porta-voz da população diante das autoridades do Império Romano. Era muito religioso, ligado ao Bispo Agostinho, de Hipona, reconhecido realmente como homem de muita fé e dedicação à Igreja. Algumas obras escritas pelo grande teólogo bispo Agostinho partiram de consultas feitas por Marcelino. Foram os tratados “sobre a remissão dos pecados”, “sobre o Espírito”, e o mais importante, “sobre a Trindade”, porém nenhum deles pôde ser lido por Marcelino.

Morte e Canonização

Quando Marcelino se opôs ao movimento donatista, em 411, foi denunciado como cúmplice do usurpador Heracliano e condenado à morte. Apenas um ano depois da execução da pena é que o erro da justiça romana foi reconhecido pelo próprio imperador Honório. Assim, a acusação foi anulada e a Igreja passou a reverenciar são Marcelino como mártir. Sua festa litúrgica foi marcada para o dia 6 de abril, data de sua errônea execução.

São Marcelino de Cartago, rogai por nós!

Marcelino — Significa “de Marcelo”, “pertencente a Marcelo”. A partir do latim Marcellinus, um diminutivo de Márcio, e significa “pequeno guerreiro, pequeno marcial”.

“Senhor, por intercessão de São Marcelino, concedei-me as graças de que necessito para o meu crescimento espiritual, a fim de que eu possa propagar Vossas maravilhas entre aqueles que me confiastes.”

São marcelino, rogai por nós!

Santa Gala, filha do cônsul Símaco — São Gregório Magno descreveu a sua morte gloriosa.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de abril:

1

Santo Ireneu
Em Sírmium, na Panônia, hoje Sremska Mitrovica, na Sérvia. Foi bispo e mártir, que, no tempo do imperador Maximiano e do governador Probo, foi cruelmente atormentado, depois submetido a vários suplícios no cárcere durante vários dias, e finalmente decapitado.

†  s. IV

2

Santo Eutíquio
Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Foi bispo, que presidiu ao Concílio de Constantinopla II, onde defendeu tenazmente a reta fé e, depois de suportar um longo exílio, morreu professando a fé na ressurreição da carne.

† 582

3

Santa Gala
Em Roma. Filha do cônsul Símaco, que, depois da morte do esposo se consagrou durante muitos anos à oração, à esmola, aos jejuns e a outras obras santas junto à igreja de São Pedro. São Gregório Magno descreveu a sua morte gloriosa.

†  s. VI

4

São Vinebaldo
Em Troyes, cidade da Nêustria, na atual França. Foi abade do mosteiro de São Lopo, célebre pela sua austeridade.

† c. 620

5

São Prudêncio
Também em Troyes. Foi bispo, que compôs um compêndio do Saltério para os itinerantes, coligiu um florilégio de preceitos para os candidatos ao sacerdócio tomados da Escritura e renovou a observância dos mosteiros.

† 861

6

São Metódio
Em Velehrad, na Morávia, atualmente na Chéquia, o dia natal de São Metódio, bispo, cuja memória se celebra com a de seu irmão Cirilo no dia 14 de Fevereiro.

† 885

7

Beato Notkero o Gago
No mosteiro de São Galo, na Suábia, hoje na Suíça. Foi monge, que passou quase toda a sua vida neste cenóbio, onde compôs numerosas sequências; era débil do corpo mas não da mente, gago da língua mas não da inteligência, sólido nas realidades divinas, paciente nas adversidades, afável com todos, assíduo na oração, na leitura, na meditação e na escritura literária.

† 912

8

São Filareto
No mosteiro de Santo Elias, no monte Aulina, Pálmi, na Calábria, região da Itália. Foi monge, insigne pela sua vida de oração.

† 1076

9

São Guilherme
Na ilha de Eskill, Roeskilde, na Dinamarca. Foi abade, que, chamado do cenóbio dos Cônegos Regrantes de Paris à Dinamarca, restaurou a observância regular, superando grandes dificuldades e obstáculos, e partiu desta vida terrena ao amanhecer o domingo da Páscoa.

† 1203

10

São Pedro de Verona
Em Milão, na Lombardia, região da Itália. O presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, sendo filho de pais sequazes do maniqueísmo, abraçou ainda criança a fé católica e na adolescência recebeu o hábito das mãos do próprio São Domingos; aplicou toda a sua energia no combate às heresias, até que, ao dirigir-se para Como, foi assassinado pelos seus inimigos, proclamando até ao último suspiro o símbolo da fé.

† 1252

11

Catarina de Pallanza
No mosteiro de Santa Maria, no Sacro Monte, junto de Varese, também na Lombardia, Foi a beata virgem, que, juntamente com algumas companheiras, levou vida eremítica segundo a regra de Santo Agostinho.

† 1478

12

São Paulo Lê Bao Tinh
Em Vinh Tri, cidade do Tonquim, no atual Vietnam. Foi presbítero e mártir, que, ainda clérigo, esteve preso no cárcere muito tempo por causa da sua fé e, elevado ao sacerdócio, foi reitor do seminário; compôs um livro de homilias e um compêndio de doutrina cristã; finalmente, levado de novo a tribunal, foi condenado à morte no tempo do imperador Tu Duc.

† 1857

13

Zeferino Agostíni
Em Verona, na Itália. O Beato, presbítero, que se dedicou ao ministério da pregação, da catequese e da educação cristã, e promoveu obras de todo o gênero em favor da juventude, dos pobres e dos enfermos, para as quais fundou a Congregação das Ursulinas Filhas de Maria Imaculada.

† 1896

14

Miguel Rua
Em Turim, na Itália. O Beato, presbítero, discípulo de São João Bosco, insigne propagador da Sociedade Salesiana.

† 1910

15

Petrina Morosíni
Em Fióbbio di Albino, localidade próxima de Bérgamo, na Itália. A Beata, virgem e mártir, que, aos vinte e seis anos, quando vinha da oficina onde trabalhava de regresso a sua casa, foi atacada por um jovem e morreu ferida de morte, ao defender a sua virgindade consagrada a Deus.

† 1957

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Vicente Ferrer, Presbítero, Pregador – 05 de Abril

São Vicente Ferrer, Presbítero, Pregador

Santo do Dia – 5 de Abril

São Vicente Ferrer

São Vicente Ferrer,

Maior Pregador do Século XIV  ·  † 1419

Origens

São Vicente Ferrer - Giovanni Bellini

Nasceu em Valência, na Espanha, em 1350. Seu pai, Guilherme Ferrer, era tabelião; sua mãe chamava-se Constância Miguel. Veio de um berço nobre, mas passou a infância e a juventude muito próximo dos Padres Dominicanos, cujo convento ficava perto de sua casa.

Ainda antes de nascer, sua mãe teve um sonho em que via a grandeza do futuro de seu filho. Por ter tanta proximidade com os padres Dominicanos, logo percebeu nele a vocação. Aos 17 anos, Vicente pediu ingresso na Ordem dos Pregadores — os Dominicanos — e com 18 anos professou os votos. Após a sua ordenação, dotado de um dom extraordinário para a pregação, começou a peregrinar por toda a Europa.

Anjo do Apocalipse

Viveu em um período difícil da história da Igreja: a Guerra dos Cem Anos e o Grande Cisma do Ocidente, que durou quase quarenta anos. Recebeu do Senhor, em sonho, o chamado para pregar durante vinte anos por boa parte da Europa. Andou pela Espanha, França, Itália, Suíça, Bélgica, Inglaterra e Irlanda — sempre de modo simples, montado num burro — mas sempre revelando o dom extraordinário da pregação.

Homens, mulheres, crianças, clérigos e teólogos o acompanhavam pelo caminho. Pregava com paixão e fervor, mortificava-se e buscava penitências para ter mais tempo para a oração. Queria defender a unidade da Igreja, o fim das guerras, o arrependimento e a penitência, como forma de esperar a iminente volta de Cristo. Era apelidado de “anjo do Apocalipse”, pois pregava sobre o iminente fim dos tempos, chamando todos à conversão para a salvação de suas almas.

Um ensinamento seu:

“A respeito do próximo, exerça estas outras sete disposições: tenra compaixão, alegria jubilosa, tolerância paciente e perdão das injúrias, afabilidade repleta de boa vontade, respeito humilde, concórdia perfeita, doação da sua vida sob o exemplo de Jesus. Como Ele, você estará pronto para doar-se aos seus irmãos.”

Milagres em Vida

Contemporâneos de São Vicente Ferrer relatam que milhares de pessoas se reuniam para ouvi-lo, e o fato mais impressionante é que até mesmo pessoas que não falavam a sua língua o entendiam.

Certa vez, em Ecija, na Espanha, uma mulher saiu durante uma de suas pregações falando com sarcasmo. São Vicente disse para que a deixassem sair, mas que se afastassem dela. O povo obedeceu, deixando-a passar até o pórtico — quando o telhado caiu sobre ela. Permanecendo morta por algum tempo, São Vicente caminhou até o corpo e ordenou com voz forte: “Mulher, em nome de Jesus Cristo, volte à vida!” — e esta ressuscitou. Todos ficaram maravilhados, e a senhora se converteu ao catolicismo. Por muito tempo se fizeram procissões até o local do milagre.

Morte e Canonização

São Vicente Ferrer morreu em viagem, já venerado como santo pelo povo da época. Foi canonizado pelo Papa Calisto III, em 3 de junho de 1455, na igreja dominicana de Santa Maria Sopra Minerva, em Roma.

São Vicente Ferrer, rogai por nós!

Vicente — Vem do latim Vincentius, derivado de vincere, que significa “vencer”, “conquistar”. O nome evoca a ideia de vitória e triunfo.

“Oh Deus, que concedestes a São Vicente Ferrer uma vida conduzida pelo fervor e desejo de anunciar o teu Reino Glorioso e a necessidade de conversão para a salvação das almas, concedei-me que eu também possa viver em expectativa da iminente volta de Cristo, com ousadia e fervor, para pregar a tua Palavra. Para a maior glória de Deus. Amém.”

São Vicente Ferrer, rogai por nós!

Beato Mariano da Mata Aparício — Presbítero da Ordem de Santo Agostinho, em São Paulo, no Brasil.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 5 de abril:

1

São Vicente Ferrer
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Vannes, na Bretanha, França. Percorreu a Europa pregando a penitência e a iminência do juízo final, convertendo multidões com suas palavras e milagres.

† 1419

2

Beato Mariano da Mata Aparício
Presbítero da Ordem de Santo Agostinho, em São Paulo, no Brasil. Dedicou a vida ao serviço dos mais pobres e abandonados.

† 1983

3

Santa Irene
Virgem e mártir na Grécia.

† 304

4

Santa Ferbuta
Viúva, irmã de São Simeão bispo. Sofreu o martírio juntamente com sua serva no reinado de Sapor II, no Iraque.

† c. 342

5

Cento e vinte mártires da Pérsia
Cento e onze homens e nove mulheres reunidos de vários lugares nas cidades régias da Pérsia; por recusarem negar a Cristo e adorar o fogo, foram queimados por ordem do rei, no Iraque.

† 344

6

Santos Mártires da Argélia
Massacrados na igreja num dia da Páscoa, na perseguição do rei ariano Genserico, na Argélia.

† s. V

7

São Geraldo
Abade. Do mosteiro de Corbie, foi eleito abade de Laon e, após santas peregrinações, retirou-se para a densa floresta, na França.

† 1095

8

Santo Alberto
Bispo que consagrou toda a sua vida à oração contínua e à solicitude pelo bem comum dos pobres, na Itália.

† 1127

9

Santa Juliana
Virgem da Ordem de Santo Agostinho, prioresa do mosteiro de Mont-Cornillon, na França.

† 1258

10

Santa Catarina Tomás
Virgem. Entrou na Ordem das Canonisas Regrantes de Santo Agostinho e foi insigne no desprezo de si mesma e na abnegação da sua vontade, na Espanha.

† 1574

11

Santa Maria Crescência Höss
Virgem da Ordem Terceira de São Francisco. Procurou comunicar aos outros o fogo do Espírito Santo que nela ardia, na Alemanha.

† 1744

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Isidoro de Sevilha, Bispo, Doutor da Igreja – 04 de Abril

Santo Isidoro de Sevilha, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 4 de Abril

Santo Isidoro de Sevilha

Santo Isidoro de Sevilha,

Bispo, Doutor da Igreja · † 636

De Família de Santos

Santo Isidoro de Sevilha Filho do Duque de Cartagena, irmão mais novo de São Leandro, Arcebispo de Sevilha; de São Fulgêncio, Bispo de Astigila e de Santa Florentina, Abadessa.

Nasceu em 560, em Sevilha, capital da Andaluzia, numa família hispano-romana muito cristã. Seu pai, Severiano, era prefeito de Cartagena e comandava sua cidade dentro dos mais disciplinados preceitos católicos.

A mãe, Teodora, educou todos os filhos igualmente nas regras do cristianismo. Como fruto, colheu a alegria de ter os quatro elevados à veneração dos altares da Igreja.

Isidoro começou a estudar a religião desde muito pequeno, tendo na figura do irmão mais velho, Leandro, o pai que falecera cedo.

Pouco Inteligente, Superou Tudo pelo Esforço

Diz a tradição que logo que ingressou na escola o menino tinha muitas dificuldades de aprendizagem, chegando a preocupar a família e os professores, mas rapidamente superou tudo com a ajuda da Providência Divina. Formou-se em Sevilha, onde, além do latim, ainda aprendeu grego e hebraico, e ordenou-se sacerdote.

Trabalhou na Conversão dos Visigodos

Tudo isso contribuiu muito para que trabalhasse na conversão dos visigodos arianos, a começar pelo próprio rei. Isidoro também foi o responsável pela conversão dos judeus espanhóis. Tornou-se Arcebispo e sucedeu a seu irmão Leandro, em Sevilha, durante quase quatro décadas. Logo no início, Isidoro organizou núcleos escolares nas casas religiosas, que são considerados os embriões dos atuais seminários.

Com seu exemplo muitos se elevaram na cultura. Sua influência cultural foi muito grande, era possuidor de uma das maiores e mais bem abastecidas bibliotecas e seu exemplo levou muitas pessoas a dedicarem seus tempos livres ao estudo e às boas leituras. Depois, retirou-se para um convento, onde poderia praticar suas obrigações religiosas e também se dedicar intensamente aos estudos.

Presidiu o II Concílio de Sevilha

Por seus profundos conhecimentos, presidiu o II Concílio de Sevilha, em 619, e o IV Concílio de Toledo, em 633, de modo que a religiosidade se enraizou no país. Por isso foi chamado de “Pai dos Concílios” e “mestre da Igreja” da Idade Média.

A Morte

Isidoro era tão dedicado à caridade que sua casa vivia cheia de mendigos e necessitados, isso todos os dias. No dia 4 de abril de 636, sentindo que a morte estava se aproximando, dividiu seus bens com os pobres, publicamente pediu perdão para os seus pecados, recebeu pela última vez a eucaristia e, orando aos pés do altar, ali morreu.

Ele nos deixou uma obra escrita sobre cultura, filosofia e teologia considerada a mais valiosa do século VII: nada menos que uma enciclopédia, com vinte e um volumes, chamada Etimologias, considerada o primeiro dicionário escrito, além de muitos comentários acerca de cada um dos livros da Bíblia.

Em 1722, o papa Bento XIV proclamou Santo Isidoro de Sevilha Doutor da Igreja, e seu culto litúrgico confirmado para o dia de sua morte. Santo Isidoro de Sevilha, rogai por nós! Isidoro — Significa “dádiva de Ísis”, “presente da deusa Ísis”. Tem origem do grego Isídoros, forma pela união das palavras Isis (nome da deusa Ísis) e dôron (presente, dádiva).

“Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São Isidoro de Sevilha, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. Amém.”

Santo Isidoro de Sevilha, rogai por nós!

Santos Agatópodo e Teódulo — Mártires em Tessalônica, lançados ao mar por confessarem a fé cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 4 de abril:

1
Santo Isidoro de Sevilha Bispo e Doutor da Igreja. Em Sevilha, na Espanha. Presidiu concílios, converteu visigodos, legou a enciclopédia Etimologias e foi proclamado Doutor da Igreja em 1722.
† 636
2
Santos Agatópodo, diácono, e Teódulo, leitor Mártires. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia. Pela sua confissão da fé cristã, sob o imperador Maximiano, foram lançados ao mar com uma pedra atada ao pescoço.
† s. IV in.
3
Santo Ambrósio Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, Itália. Sepultado no dia de Sábado Santo. Sua memória litúrgica celebra-se a 7 de dezembro, dia da sua ordenação.
† 397
4
São Platão, hegúmeno Em Constantinopla, hoje Istambul. Combateu os opositores ao culto das sagradas imagens e com seu sobrinho São Teodósio Studita instituiu o célebre mosteiro de Stúdion.
† 814
5
São Pedro Bispo de Poitiers, na Aquitânia, atual França. Favoreceu os inícios da Ordem de Fontevralt e, injustamente removido da sua sede, morreu exilado em Chauvigny.
† 1115
6
São Guilherme Cuffitélli Eremita. Em Scícli, na Sicília, Itália. Abandonando a paixão pela caça, passou cinquenta e sete anos na solidão e na pobreza.
† 1411
7
São Bento Massarári, o Negro Eremita e religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Palermo, Sicília. Sempre humilde em todas as circunstâncias e cheio de confiança na divina providência.
† 1589
8
Beato José Bento Dusmet Bispo, da Ordem de São Bento. Em Catânia, Sicília. Promoveu o culto divino e a instrução cristã; na epidemia da peste prestou grande auxílio aos enfermos.
† 1894
9
Beato Francisco Marto Criança. Em Aljustrel, lugar de Fátima, Portugal. Consumido rapidamente pela enfermidade, manifestou admirável suavidade, perseverança na adversidade e assiduidade à oração.
† 1919
10
São Caetano Catanoso Presbítero. Em Réggio Calábria, Itália. Fundou a Congregação das Irmãs Verônicas da Santa Face para assistência dos pobres e dos marginados.
† 1953

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Sisto I, Papa, Mártir – 03 de Abril

São Sisto I, Papa, Mártir

Santo do Dia – 3º de Abril

São Hugo de Grenoble

São Sisto I,

Papa, Mártir dos Alpes · † 128

época de plena perseguição

São Hugo de Grenoble

O Imperador Trajano, no final do seu reinado, julgou que devia diminuir a própria política de perseguição nos combates ao cristianismo, também porque a “infâmia” de ser cristão servia, mais frequentemente, para resolver atritos políticos ou familiares do que para dirimir questões religiosas.

Perseguição com acusações falsas, como sempre

Tal clima de “tolerância” disfarçada, que não mudou nem mesmo os métodos e as perseguições, prosseguiu até o governo do Imperador Adriano, o qual escreveu ao Procônsul da Ásia: “Se um faz as acusações e demonstra que os cristãos estão operando contra as leis, então a culpa deve ser punida segundo a sua gravidade. Mas se alguém se aproveita deste pretexto para caluniar, então é este último que deve ser punido”.

Filho de pastores, sétimo Papa

Nessa realidade, elegeu-se Sisto I, filho de pastores romanos, que se tornou o sétimo sucessor do trono de São Pedro, em 115. Seu governo combateu com veemência as doutrinas maléficas dos gnósticos, ou seja, os princípios da existência seriam transmitidos através do “conhecimento revelado” por inúmeras potências celestes, que feriam todos os fundamentos da religião de Cristo.

Grande reformador litúrgico

A este Papa deve-se a introdução de muitas normas disciplinares de culto litúrgico. Proibiu as mulheres de tocarem o Cálice sagrado e a Patena, que é o pratinho de metal, dourado ou prateado, usado para depositar a hóstia consagrada. Instituiu o convite aos fiéis para cantarem o Sanctus junto com o celebrante, durante a missa. Introduziu a água no rito eucarístico e determinou que a Túnica ou Corporal fossem feitos de linho.

Mártir no tempo de Adriano

O Papa Sisto I morreu durante a perseguição do Imperador Adriano, em 125. Estava próximo de Roma, visitando a Diocese de Frosinone, provavelmente onde sofreu o suplício, pois foi enterrado na acrópole de Alatri. A sua celebração foi mantida no dia 3 de abril, como sempre foi reverenciado pelos devotos alatrianos, que guardam as suas relíquias na igreja da catedral da cidade.

São Sisto I, rogai por nós!

Sisto — Significa “Polido, Educado”, “Sexto”. Possivelmente tem dois étimos. Um dos quais é grego, a partir da palavra xystós.

“Oração — Ó Deus, que destes a São Sisto I a graça de governar a Igreja com sabedoria, firmeza, fidelidade e austeridade, dai também a nós a graça de governar nossa vida conforme a vossa vontade. Amém.”

São Sisto I, rogai por nós!

São Gandolfo de Binasco Sáchi — Presbítero da Ordem dos Menores, que se entregou a uma austera vida de solidão e iluminou as regiões limítrofes com a pregação da palavra de Deus († 1260)

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 3º de abril:

1

Santos Crespo e Papo
Mártires em Constança, cidade da Cítia na atua Romênia.

† c.s. IV

2

Santos Ulpiano
Ainda adolescente, durante a perseguição de Maximino Daïa César, foi jogado ao mar com um cão e uma serpente num saco de couro e consumou o martírio afogado.

† 306

3

São João
Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, morreu na Noite Santa da Páscoa, quando celebrava os sagrados mistérios e acompanhado pela multidão dos fiéis neófitos, foi sepultado na solenidade da Ressurreição do Senhor.

†  432

4

São Nicetas
No mosteiro de Medíkion, na Bitínia, na atual Turquia, no tempo do imperador Leão o Armênio, suportou o cárcere e o exílio por defender as sagradas imagens.

†  824

5

São José Hinógrafo
Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Foi presbítero e monge, que na perseguição desencadeada contra o culto das sagradas imagens, foi enviado a Roma para pedir a proteção da Sé Apostólica e depois de ter suportado muitos tormentos, finalmente recebeu o encargo de guardar os objetos sagrados da igreja de Santa Sofia.

† 1129

6

Santo Ricardo
Em Chichester, na Inglaterra. Foi bispo, exilado pelo rei Henrique III e de novo restituído à sua sede, manifestou uma grande generosidade para com os pobres.

† 1235

7

Beato João
Em Penna, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi presbítero, um dos primeiros companheiros de São Francisco, que foi enviado para a Gália Narbonense, onde propagou a forma de vida evangélica.

† 1275

8

Roberto Middleton e Turstão Hund
Em Lencastre, na Inglaterra, os beatos Roberto Middleton, da Companhia de Jesus, e Turstão Hunt, presbíteros e mártires: o segundo foi preso quando tentava libertar o primeiro durante uma transferência de prisioneiros; condenados ambos à morte, no reinado de Isabel I, por causa do seu sacerdócio, mereceram, através dos tormentos, ser glorificados à direita de Cristo.

† c. 1601

9

São Luís Scrosóppi
Em Údine, no Véneto, região da Itália. Foi presbítero da Congregação do Oratório, que fundou a Congregação das Irmãs da Divina Providência, para formar as jovens no espírito cristão.

† 1884

10

Beato Ezequiel, Huerta Gutiérrez e Salvador 
Em Guadalajara, região de Jalisco, no México, os beatos Ezequiel (José Luciano) Huerta Gutiérrez e Salvador (José), pais de família e mártires.

† 1927

11

Beato João de Jesus e Maria
Em Mancha Real, perto de Jaén, na Espanha. Foi presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir, que, durante a perseguição religiosa, com o seu martírio seguiu os passos de Cristo.

† 1937

12

Beato Pedro Eduardo Dankowski
Perto de Cracóvia, na Polônia, no campo de concentração de Auschwitz. Foi presbítero e mártir, que, durante a ocupação militar da sua pátria por um regime militar estrangeiro, foi encarcerado por causa da fé cristã e através dos tormentos consumou o martírio.

† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Francisco de Paula, Presbítero, Fundador – 02 de Abril

São Francisco de Paula, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 02 de Abril

São Francisco de Paula,

Presbítero, Fundador · † 1507

O Fundador

São Francisco de Paula Filho de lavradores, nasceu na Calábria em 1416, num povoado chamado Paula. Aos 13 anos, ingressou no convento dos franciscanos.

Em 1435, deixou o convento, seguido por alguns discípulos, para fundar a ordem dos Mínimos ou ordem dos Eremitas de São Francisco. Aos três votos habitualmente firmados pelos franciscanos — pobreza, castidade e obediência —, São Francisco acrescentou mais um: o do jejum quaresmal. O mosteiro da ordem foi construído em 1454, em Cosenza, do qual foi nomeado superior.

São Francisco era conhecido pelos milagres que o acompanhavam. Certa vez, por não ter como atravessar o estreito de Messina, devido à recusa dos barqueiros, estendeu o seu manto sobre as águas alcançando, dessa maneira, o porto.

O Rei da França

O Papa Sisto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o Rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do Rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula Diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França. Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros.

Os Dons

A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o Papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. E elas estavam: constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons.

– Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos cristãos.

Devido à sua fama, São Francisco de Paula atraiu muitos jovens à vocação religiosa.

A Morte

São Francisco de Paula partiu para junto de Deus no dia 02 de abril de 1507, numa sexta-feira santa, aos 91 anos de idade. É o padroeiro dos marinheiros.

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Francisco — Nome de origem germânica, Frankisk, que significa “o franco”, “o livre”, “o homem livre”. Popularizado por São Francisco de Assis, tornou-se um dos nomes cristãos mais difundidos no Ocidente.

“Libertai os nossos corações da insensatez e da lentidão para crer no que Vosso Filho Jesus revelou: O Mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Permanecei conosco, Senhor. Amém.”

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Santa Teodora — Virgem de Tiro, mártir, lançada ao mar na perseguição de Maximino.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de abril:

1
São Francisco de Paula
Presbítero e fundador da Ordem dos Mínimos. Em Paula, na Calábria, Itália. Dotado de dons de profecia e milagres, converteu o rei da França e partiu para Deus numa sexta-feira santa, aos 91 anos.

† 1507

2
Santo Anfiano (Apiano)
Mártir. Em Cesareia da Palestina. Corajosamente impediu o governador Urbano de forçar os cidadãos a sacrificar aos deuses; foi lançado vivo ao mar.

† 306

3
Santa Teodora
Virgem e mártir de Tiro. Em Cesareia da Palestina. Saudou publicamente os confessores da fé diante do tribunal e, por isso, sofreu cruéis suplícios e foi lançada ao mar.

† 307

4
Santo Abúndio
Bispo de Como, na Lombardia, Itália. Enviado a Constantinopla pelo Papa Leão Magno, defendeu firmemente a verdadeira fé.

† 468

5
São Vítor
Bispo de Cápua, na Campânia, Itália. Célebre pela sua erudição e santidade.

† 554

6
São Nicécio
Bispo de Lião, na Gália, atual França. Solícito para com os pobres e bondoso para com os humildes, ensinou esta Igreja a seguir uma norma na salmodia.

† 573

7
Santo Eustásio
Abade do mosteiro de Luxeuil, na Borgonha, França. Discípulo de São Columbano, governou quase seiscentos monges.

† 629

8
São João Paine
Presbítero e mártir. Em Chelmsford, Inglaterra. Falsamente acusado de alta traição no reinado de Isabel I, sofreu o suplício da forca.

† 1582

9
São Pedro Calungsod e Beato Diogo Luís de San Vítores
Catequista e presbítero jesuíta, mártires. Em Tomhom, ilha de Guam, Oceania. Assassinados por apóstatas por causa da sua fé cristã e lançados ao mar.

† 1672

10
Beato Leopoldo de Gaiche
Presbítero franciscano. Em Spoleto, na Úmbria, Itália. Organizou santos retiros em Monteluco.

† 1815

11
São Domingos Tuoc
Presbítero dominicano e mártir. Em Xuong Dien, no Tonquim, atual Vietnam. Martirizado na perseguição do imperador Minh Mang.

† 1839

12
Beata Isabel Vendramini
Virgem. Em Pádua, no Vêneto, Itália. Dedicou a vida aos pobres e fundou o Instituto das Irmãs Isabelinas da Ordem Terceira de São Francisco.

† 1860

13
São Francisco Coll y Guitart
Presbítero dominicano. Em Vich, Catalunha, Espanha. Injustamente expulso do claustro, perseverou na sua vocação e anunciou o Evangelho por toda a região.

† 1875

14
Beato Guilherme Apor
Bispo e mártir. Em Györ, Hungria. Espancado mortalmente na Sexta-Feira da Paixão por defender jovens indefesas das mãos de soldados, morreu três dias depois.

† 1945

15
Beato Nicolau Carneckyj
Bispo e mártir. Em L’viv, Ucrânia. Exarca apostólico, perseguido pela sua fé, seguiu os passos de Cristo como pastor fiel até alcançar o reino celeste.

† 1959

16
Beata Maria de São José Alvarado (Laura Alvarado Cardozo)
Virgem. Em Maracay, Venezuela. Fundou a Congregação das Agostinhas Recoletas do Sagrado Coração e assistiu com suprema caridade as órfãs, os idosos e os pobres abandonados.

† 1967

17
São João Paulo II
Papa. Sepultamento em Roma, junto de São Pedro. A sua memória litúrgica celebra-se no dia 22 de outubro.

† 2005

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Hugo de Grenoble, Bispo. – 01 de Abril

São Hugo de Grenoble, Bispo

Santo do Dia – 1º de Abril

São Hugo de Grenoble

São Hugo de Grenoble,

O Reformador da Diocese dos Alpes · † 1132

Nascido de família de Condes

Nascido em uma família de Condes (1053), em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos. São Hugo de Grenoble

Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a Diocese de Valence, onde foi nomeado Cônego. Depois, passou para a Arquidiocese de Lyon, como Secretário do Arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade.

Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do Papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a Diocese de Grenoble.

Grenoble era uma Diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. Havia tempos a Diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até os bens da Igreja estavam depredados.

Bispo de Grenoble

Hugo foi nomeado Bispo e começou o trabalho, mas eram tantas as resistências que renunciou ao cargo e retirou-se para um mosteiro. Sua vida de monge durou apenas dois anos. O Papa insistiu porque estava convencido de que ele era o mais capacitado para executar essa dura missão e fez com que o próprio Hugo percebesse isso, reassumindo o cargo.

Em 50 anos, reformou a Diocese que estava abandonada

Cinco décadas depois de muito trabalho árduo, mas frutífero, a Diocese estava renovada e até abrigava o primeiro mosteiro da ordem dos monges cartuchos. O Bispo Hugo não só deixou a comunidade organizada e eficiente, como ainda arranjou tempo e condições para acolher e ajudar seu antigo professor, o famoso monge Bruno de Colônia, que foi elevado aos altares, na fundação dessa ordem.

Soube unir o povo na Fé em Cristo

Planejada sobre os dois pilares da vida monástica de então, oração e trabalho, esses monges buscavam a solidão, a austeridade, a disciplina pelas orações contemplativas, pelos estudos, mas também a prática da caridade. Foram cinquenta e dois anos de um apostolado profundo, que uniu o povo na fé em Cristo.

Velho e doente, o Papa mandou que ficasse no governo da Diocese

Já velho e doente, o Bispo Hugo pediu para ser afastado do cargo, mas recebeu do Papa Honório II uma resposta digna de sua amorosa dedicação: ele preferia o Bispo à frente da Diocese, mesmo velho e doente, do que um jovem saudável, para o bem do seu rebanho.

Os milagres

Hugo morreu com oitenta anos de idade, 1132, cercado pelos seus discípulos monges cartuchos que o veneravam pelo exemplo de santidade em vida. Tanto assim que, após seu trânsito, muitos milagres e graças foram atribuídos à sua intercessão. O culto a São Hugo foi autorizado dois anos após sua morte, pelo Papa Inocente II, sendo difundido por toda a França e o mundo católico.

São Hugo de Grenoble, rogai por nós!



Hugo — Significa “coração”, “mente”, “espírito”, “o pensador” ou “inteligente”. Tem origem no germânico Hugi, derivado do elemento hug, que significa “coração”, “espírito”, “mente”.

“Oração — Alcançai-me uma vida de contemplação, oração, escuta de Deus, trabalho e disciplina, a fim de que eu não desperdice meu tempo com coisas levianas e passageiras que comprometam minha salvação. Amém.”

São Hugo de Grenoble, rogai por nós!

Beato Carlos de Áustria — Carlos I de Habsburgo, casado com a Beata Sissi, que contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 1º de abril:

1
Santos Venâncio e companheiros
Mártires. Venâncio, bispo, e companheiros da Dalmácia e da Ístria: Anastásio, Amaro, Pauliniano, Télio, Astério, Septímio, Antioquiano e Gaiano, que a Igreja venera na mesma festividade.

† s. III/IV

2
Santas Ágape e Quiónia
Virgens e mártires. Em Tessalônica, na Macedônia, atual Grécia. Na perseguição de Diocleciano, por recusarem comer das carnes dos animais sacrificados aos ídolos, foram condenadas à fogueira.

† 304

3
Santa Maria Egipcíaca
Na Palestina. Famosa pecadora de Alexandria que, pela intercessão da Virgem Maria, se converteu a Deus na Cidade Santa e se consagrou a uma vida penitente e solitária além do Jordão.

† s. V

4
São Valérico
Presbítero. Em Lauconne, perto de Amiens, na Gália, hoje na França. Atraiu muitos companheiros à vida eremítica.

† s. VII

5
São Celso
Bispo de Armagh, na Irlanda. Promoveu diligentemente a renovação da Igreja.

† 1129

6
Santo Hugo de Grenoble
Bispo. Em Grenoble, na França. Empenhou-se na reforma de costumes do clero e do povo e, durante quase cinquenta anos, dirigiu esta Igreja com o seu admirável exemplo de caridade.

† 1132

7
Beato Hugo, abade
No mosteiro cisterciense de Bonnevaux, no Delfinado, França. Cuja caridade e prudência promoveu a conciliação entre o papa Alexandre III e o imperador Frederico I.

† 1194

8
São Gilberto
Bispo. Em Caithness, na Escócia. Construiu a catedral de Dornoch e fundou hospícios para os pobres.

† c. 1245

9
Beato João Bretton
Mártir. Em York, na Inglaterra. Pai de família que, no reinado de Isabel I, morreu estrangulado por sua fidelidade à Igreja Romana.

† 1598

10
Beato Luís Pavóni
Presbítero. Em Brescia, na Lombardia, Itália. Consagrou-se à formação dos jovens mais pobres, fundando a Congregação das Filhas de Maria Imaculada.

† 1848

11
Beato Carlos de Áustria (Carlos I de Habsburgo)
No Funchal, Madeira, Portugal. Contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus.

† 1922

12
Beatos Anacleto González Flores e companheiros
Mártires. Em Guadalajara, Jalisco, México: Anacleto González Flores (José), Jorge Raimundo Vargas González, Luís Padilla Gómez (José Dionísio) e Raimundo Vicente Vargas González.

† 1927

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São Guido de Pomposa, Abade, Bispo. – 31 de Março

São Guido de Pomposa, Abade, Bispo

Santo do Dia – 31 de Março

São Guido de Pomposa

São Guido de Pomposa,

Abade e Modelo de Virtudes · † 1046

O Monge

Nasceu na segunda metade do século X, em Casamare, perto de Ravena, Itália. Após concluir seus estudos acadêmicos na cidade natal, mudou-se para Roma, onde recebeu o hábito de monge beneditino e retirou-se à solidão.

São Guido de Pomposa

Sob a direção espiritual de Martinho, também ele um monge eremita e depois canonizado pela Igreja, viveu observando fielmente as Regras de sua ordem, tornando-se um exemplo de disciplina e dedicação à caridade, à oração e à contemplação. Três anos depois, seu diretor o enviou ao mosteiro de Pomposa. Embora desejasse afastar-se do mundo, seu trabalho como musicista era necessário para a comunidade cristã.

modelo de virtudes

No convento a história se repetiu. Era um modelo tão perfeito de virtudes, que foi eleito abade por seus irmãos de congregação. Sua fama espalhou-se de tal forma, que seu pai e irmãos acabaram por tomá-lo como diretor espiritual e se tornaram religiosos.

Sentindo o fim se aproximar, Guido retirou-se novamente para a tão almejada solidão religiosa. Mas, quando o imperador Henrique III foi a Roma para ser coroado pelo Papa, requisitou o abade para acompanhá-lo como conselheiro espiritual.

Guido cumpriu a função delegada, mas ao despedir-se dos monges que o hospedaram, despediu-se definitivamente — demonstrando que sabia que não se veriam mais. Na viagem de retorno, adoeceu gravemente no caminho entre Parma e Borgo de São Donino e faleceu, no dia 31 de março de 1046.

Os Milagres

Imediatamente, graças passaram a ocorrer, momentos depois de Guido ter morrido. Um homem cego recuperou a visão em Parma por ter rezado por sua intercessão. Outros milagres se sucederam e os moradores da cidade recusaram-se a entregar o corpo para que as autoridades religiosas o trasladassem ao convento.

Foi necessário que o próprio imperador interviesse. Henrique III levou as relíquias para a Catedral de Spira. A igreja, antes dedicada a São João Evangelista, passou a ser chamada de São Guido, ou Wido, ou ainda Guy, como ele era também conhecido.

O Dom da Música

A história de São Guido é curiosa no que se refere à sua atuação religiosa. Ele é o responsável pela nova teoria musical litúrgica. Desejava ser apenas um monge solitário, sua vocação original, mas nunca pôde exercê-la na sua plenitude — teve que interromper esta condição a pedido de seus superiores, devido ao dom de músico apurado, talento que usou voltado para a fé. Quando pensou que poderia morrer na paz da solidão monástica, não conseguiu, mas foi para a Casa do Pai, já gozando a fama de santidade.

São Guido de Pomposa, rogai por nós! Guido — Significa “do bosque”, “da floresta”, “filho de Guy” ou “pérola”. Abreviação familiar de Widukind, “nascido no mato”.

“São Guido, modelo de perfeição nas virtudes e de músico, ajudai-nos a compreender o papel da beleza na evangelização. Amém.”

São Guido de Pomposa, rogai por nós!

Santa Balbina — Filha de Quirino (militar e tribuno), converteu-se à fé cristã, foi batizada pelo Papa Alexandre e jurou voto de virgindade.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 31 de março:

1
São Benjamim Diácono e mártir. Em Argol, na antiga Pérsia, hoje no Irão. Por persistir em pregar a palavra de Deus, no reinado de Vararane V, foi torturado com canas agudas cravadas nas unhas até consumar o martírio.
† c. 420
2
Santa Balbina Em Roma, cuja basílica no monte Aventino testemunha a veneração do seu nome.
† a. 595
3
Santo Agilolfo Bispo. Em Colônia, na Austrásia, atualmente na Alemanha. Ilustre pela sua pregação e santidade de vida.
† 751/752
4
São Guido de Pomposa Abade do mosteiro de Pomposa. Em Borgo San Donino, na Itália. Depois de receber muitos discípulos e construir edifícios sagrados, consagrou-se inteiramente à oração, à contemplação e ao culto divino.
† 1046
5
Beata Joana Virgem da Ordem das Carmelitas. Em Toulouse, na França.
† s. XIV
6
Beato Boaventura de Forli Presbítero da Ordem dos Servos de Maria. Em Údine, no Friúli-Venézia Giúlia, Itália. Pregou em diversas regiões da Itália, exortou o povo à penitência e morreu octogenário durante uma pregação quaresmal.
† 1491
7
Beato Cristóvão Robinson Presbítero e mártir. Em Carlisle, na Inglaterra. Foi testemunha do martírio de São João Boste e, no reinado de Isabel I, também ele foi conduzido à forca em ódio ao sacerdócio.
† 1597
8
Beata Natália Tulasiewicz Mártir. Em Ravensbrück, Alemanha. Durante a ocupação militar da Polônia, foi encerrada num campo de concentração e, com a inalação de gás letal, entregou a alma a Deus.
† 1945

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Zózimo, Bispo, Confessor. – 30 de Março

São Zózimo, Bispo, Confessor.

Santo do Dia – 30 de Março

São Zózimo,

Bispo, Confessor · † c. 662

Com sete anos, foi levado ao mosteiro

Nascido na Sicília, com sete anos, foi levado ao mosteiro de Santa Lúcia, em Siracusa, pelos pais. Era, então, Abade daquela casa, o bom Fausto, que o recebeu com carinho.

Diante de tanta virtude, o Abade, um dia, encarregou o novo membro da comunidade da guarda do túmulo da santa mártir Lúcia.

Zózimo sentia imensas saudades da família. E, uma noite, às escondidas, saudosíssimo, deixou o mosteiro e partiu. Quando chegou, os pais admiraram-se de vê-lo de volta e, interrogando-o, descobriram que o filho deixara o mosteiro sem consentimento superior. Imediatamente, encaminharam-no ao abade. E Zózimo, que do abade Fausto esperava dura repreensão, recebeu excepcional carinho.

Eis aí aquele que o Senhor escolheu

Desde aquela noite em que Santa Lúcia lhe apareceu em sonhos, recriminando-lhe a falta de constância, Zózimo tornou-se humilde, recolhido, zeloso e penetrado de maior espírito de desprendimento. Modelo de regularidade e de obediência, à morte de Fausto continuou como guarda do túmulo da santa mártir. Segundo o costume daqueles tempos, desaparecido o superior, os religiosos foram procurar o bispo João, para que este lhes desse novo abade. O Bispo examinou a todos detidamente e perguntou: – Viestes todos? Não falta ninguém? – Há um irmão ainda no mosteiro, que guarda o túmulo de Santa Lúcia. – Trazei-me aqui! — ordenou o Bispo. Assim que Zózimo chegou, João, inspirado por Deus, disse: – Eis aí aquele que o Senhor escolheu para ser vosso abade. E, imediatamente, conferiu-lhe o sacerdócio.

O Bispo

São Zózimo foi Abade sábio, prudente, moderado, doce, mas enérgico. À frente do mosteiro de Santa Lúcia de Siracusa, ficou o santo por quarenta anos. Quando Pedro, o bispo que sucedera João, morreu, o nosso Santo foi visto como o novo prelado. Sagrado em 647 por Teodoro, que então se assentava na cátedra de Pedro, o novo Bispo se ocupou do rebanho que Deus lhe dera por treze anos — treze anos passados na mais estrita vigilância, a exercer uma caridade sem limites, a pregar as santas verdades e a praticar a pobreza. Falecido a 30 de Março de 662, é o santo invocado particularmente contra a peste. São Zózimo, rogai por nós! Zózimo — Significa “Guerreiro Abnegado”. De origem grega, o nome evoca aquele que persiste com força e desprendimento.

“Senhor, pelos méritos de São Zózimo, nós vos pedimos a graça do entendimento de que nessa vida somos peregrinos rumo ao céu. Amém.”

São Zózimo, rogai por nós!

Beato Amadeu IX, Duque de Saboia — No seu governo promoveu por todos os meios a paz e favoreceu com seus bens e ardente zelo a causa dos pobres, das viúvas e dos órfãos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 30 de março:

1
São Segundo Mártir. Em Ásti, na Transpadana, hoje na Itália.
† data inc.
2
São Senhorinho Mártir. Em Tessalônica, na Macedônia, atual Grécia.
† s. IV
3
São Régulo Bispo. Em Senlis, na Gália Lugdunense, atual França.
† s. IV
4
Muitos santos mártires Em Constantinopla, atual Istambul, Turquia. Por ordem do bispo ariano Macedônio, no tempo do imperador Constâncio, foram mandados ao exílio e torturados com inauditos tormentos.
† s. IV
5
São João Clímaco Abade. No monte Sinai, no Egito. Escreveu a “Escada do Paraíso”, tratado de trinta graus sobre a perfeição espiritual.
† 649
6
São Zósimo Bispo. Em Siracusa, na Sicília, região da Itália. Primeiro foi humilde guarda do túmulo de Santa Luzia e depois abade no mosteiro desta localidade.
† c. 600
7
Santa Osburga Primeira abadessa do mosteiro de Coventry, na Inglaterra.
† c. 1018
8
São Clínio Abade. Em Aquino, no Lácio, região da Itália.
† d. 1030
9
São Pedro Regalado de Valladolid Presbítero da Ordem dos Menores. Em Aguilera, Castela, Espanha. Insigne pela humildade e rigorosa penitência, fundou dois cenóbios eremíticos.
† 1456
10
Beato Amadeu IX, Duque de Saboia Em Vercelas, no Piemonte, região da Itália. Promoveu a paz e favoreceu com seus bens e ardente zelo a causa dos pobres, das viúvas e dos órfãos.
† 1472
11
Santos Antônio Daveluy, Pedro Aumaître, Martinho Lucas Huin e companheiros mártires Em Su-Ryong, na Coreia. Bispo, presbíteros e catequistas que morreram decapitados pela fé em Cristo.
† 1866
12
São Luís de Casória (Arcângelo Palmentiéri) Presbítero franciscano. Em Nápoles, Itália. Fundou os Irmãos da Caridade e as Irmãs Franciscanas de Santa Isabel, para auxílio dos pobres de Cristo.
† 1885
13
São Leonardo Murialdo Presbítero. Em Turim, Itália. Fundou a Sociedade de São José, dedicada ao acolhimento e educação cristã de crianças abandonadas.
† 1900
14
São Júlio Álvarez Presbítero e mártir. Em San Julián, México. Durante a perseguição religiosa, derramou seu sangue em testemunho da fidelidade a Cristo e à sua Igreja.
† 1927
15
Beata Maria Restituta (Helena Kafka) Virgem e mártir da Congregação das Irmãs Franciscanas da Caridade Cristã. Em Viena, Áustria. Enfermeira, foi decapitada pelos inimigos da fé durante a guerra.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Marcos de Aretusa, Bispo, Confessor – 29 de Março

São Marcos de Aretusa, Bispo, Confessor

Salvou a vida do príncipe Julião, depois apelidado o Apóstata

Bispo de Aretusa, quando do Imperador Constantino, o Grande, Marcos salvou a vida do príncipe Julião, depois apelidado o Apóstata, mal sabendo que, tempos mais tarde, repudiando a fé cristã, o novo governante procuraria, acirradamente, restabelecer o paganismo.

Enfrentou os perseguidores com grande desassombro

De posse do império, iniciou Julião uma surda e sistemática perseguição contra a Igreja, e Marcos viu-se obrigado a fugir. Sabendo, porém, que considerável número de religiosos havia sido preso e que os do seu rebanho jaziam sem quem lhes assistisse, o santo Bispo, corajosamente, tornou ao posto e enfrentou os perseguidores com grande desassombro.

Os próprios atormentadores que, admirados, acabaram por lhe dar a liberdade

Preso, foi submetido a cruéis tormentos. Inflexível na fé, a tudo, com heroísmo, suportou, vencendo pela paciência e confiança em Deus os próprios atormentadores que, admirados, acabaram por lhe dar a liberdade.

São Marcos, então, se aproveitando daquela oportunidade, lançou-se de corpo e alma na conquista dos pagãos, se dedicando todo inteiro ao árduo trabalho da conversão.

A morte encontrou-o, em 364, a batalhar pelo que se propusera.

São Marcos de Aretusa, rogai por nós!

Oração –  São Macos de Aretusa que te lançaste de corpo e alma na conquista dos pagão, alcançai para nos um zelo ardente pela evangelização. Amém

Significa “relativo a Marte” ou “guerreiro”

Com Santo Eustásio, Bispo.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 29

1. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, a comemoração de Santo Eustásio, bispo.(† s. III)

2. Comemoração de São Marcos, bispo de Aretusa, na Síria, que durante a controvérsia ariana seguiu fidelissimamente a reta fé e no tempo do imperador Juliano o Apóstata foi fortemente perseguido. São Gregório de Nazianzo louva-o como homem insigne e ancião santíssimo.(† 364)

3. Comemoração dos santos Armogasto, Arquinimo e Saturnino, mártires, que, na África setentrional, durante a perseguição dos Vândalos, no tempo do rei ariano Genserico, sofreram terríveis suplícios e infâmias pela confissão da verdadeira fé.(† c. 462)

4. No monte Carmelo, na Palestina, o Beato Bertoldo, soldado, que foi admitido entre os irmãos que neste monte tinham abraçado a vida monástica e, mais tarde, eleito prior, encomendou esta piedosa comunidade à Mãe de Deus.(† 1188)

5. Em Poitiers, na Aquitânia, região da França, São Guilherme Tempier, bispo, que, com prudência e firmeza, defendeu contra os nobres a Igreja que lhe foi confiada e corrigiu os costumes do povo, dando ele próprio o exemplo irrepreensível da sua vida.(† 1197)

6. Em Wismar, no Holstein, região da Alemanha, São Ludolfo, bispo de Ratzeburg e mártir, que, por defender a liberdade da Igreja, foi encerrado num miserável cárcere por ordem do duque Alberto e de tal modo se enfraqueceu o seu corpo que, mal foi liberto das cadeias, partiu deste mundo.(† 1250)

7. Em Salisbury, na Inglaterra, a comemoração do Beato João Hambley, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, em ódio ao sacerdócio, em dia desconhecido deste mês, próximo da Páscoa do Senhor, no suplício da forca se configurou à paixão de Cristo.(† 1587)

São Gontrão, Rei – 28 de Março

São Gontrão, Rei

Neto de rei e de santa

Filho de Clotário I, rei de França e neto de Clóvis I e de Santa Clotilde, Clotário era senhor de França e de uma parte da Alemanha, quando a doença o prostrou, e ele se viu obrigado a tudo deixar. “Que pensais, dizia aos cortesãos, quem é esse rei celeste que faz morrer assim tão grandes reis?” Morreu, dessa forma, em Compiegne, no ano de 561, após ter reinado cinqüenta anos.

O traço dominante de seu caráter era a bondade e a piedade

Seus quatro filhos lançaram a sorte sobre o reino. Cariberto teve Paris e a Aquitânia. Gontrão recebeu Orleans, a Borgonha e estabeleceu a capital em Châlon-sobre-o-Saône. A Sigeberto, o mais jovem, coube a Austrásia, e em Metz estabeleceu a capital.

Gontrão serviu de pai aos dois sobrinhos. No começo de seu reinado, cometeu mais de uma falta por fraqueza e induzimento. Mas expirou-as pela penitência. O traço dominante de seu caráter era a bondade e a piedade.

Morrendo Chilperico, foi a Paris e dedicou-se à reparação das injustiças que seu irmão cometera.

Gontrão serviu de pai aos sobrinhos

Um domingo em que assistia à missa, o diácono fez com que o povo mantivesse silêncio para começar o sacrifício. Gontrão voltou-se para o povo e disse:

“Eu vos conjuro, homens e mulheres que aqui estais, a guardar-me fidelidade inviolável e não me matar, como fizestes recentemente a meus irmãos. Que me seja permitido, ao menos durante três anos, educar meus sobrinhos que são meus filhos adotivos. Tenho receio – o que Deus queira evitar – de que se eu morrer, venhais a perecer com essas crianças, não tendo um homem feito em nossa família para vos defender”.

A essas palavras, todo o povo dirigiu a Deus preces pelo rei. Seus dois sobrinhos eram Childeberto da Austrásia, filho de Sigeberto e de Brunehaut, e Clotário II, filho de Chilperico e de Fredegunda.

É este o sinal que te dou da entrega de meu reino

Gontrão recebeu o jovem rei da Austrásia com ternura paternal. Colocando-lhe uma lança na mão, disse-lhe, diante de todos: “É este o sinal que te dou da entrega de meu reino. Para o futuro, submete à tua autoridade todas as minhas cidades como se fossem as tuas, porque, por causa dos nossos pecados, não resta de nossa família senão tu, que és filho de meu irmão. Serás meu herdeiro e meu sucessor em todo o reino, com exclusão de todos os outros.”

O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleãs

Um dia, quando se dirigia para fazer orações, às diversas igrejas de Orleans, o rei Gontrão rumou para a residência de São Gregório de Tours, que morava na igreja de Santo Avito. Gregório levantou-se cheio de alegria ao reconhecê-lo e, depois de lhe ter dado a benção, rogou-lhe houvesse por bem aceitar com ele alguns elogios de São Martinho. Gontrão aceitou. Entrou com muita cordialidade, bebeu um copo de vinho, lembrou a Gregório que devia estar presente no jantar para o qual havia convidado todos os bispos e retirou-se alegre. O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleãs. Aceitou o convite, compareceu ao jantar e encantou-os como sua bondade. Chamavam-no geralmente o bom rei.

Os exemplos de um rei tão bom santificaram a família

O zelo de Gontrão sustinha e animava o dos prelados de seu reino. Perdendo os dois filhos que deviam suceder-lhe, aplicou-se mais do que nunca a toda sorte de boas obras. Parecia, diz Fredegário, um bispo entre os bispos, tal o zelo pelos interesses da Igreja. Os exemplos de um rei tão bom santificaram a família. As duas princesas, suas filhas, Clodoberge e Clotilde, renunciaram às grandezas e aos prazeres do mundo, para se consagrarem a Deus, na sua virgindade. E Clodoberge não tardou em receber a recompensa celeste.

Gontrão distinguiu-se especialmente pala magnificência com que fundava e dotava as igrejas.

Reuniu vários concílios

O Rei Gontrão reuniu vários concílios, não somente para regular os negócios da Igreja, como também para tratar dos bens temporais dos povos, para conciliar as diferenças do reino a outro, e prevenir, dessa forma, as guerras vivis entre os francos. Para ele, os concílios eram ainda conselhos de Estado. Sua caridade se mostrou sobretudo nessa circunstância.

Um navio que chegara da Espanha, espalhara em Marselha a peste, enquanto Teodoro, bispo dessa cidade se encontrava na corte de Childeberto. O santo Bispo retornou imediatamente para consolar o povo, e aliviar-lhe o sofrimento. Não omitiu nenhum dos socorros espirituais e temporais que podia dar.

Desempenhou, ao mesmo tempo, as funções de um bom rei e de um piedoso Bispo

Gontrão desempenhou, ao mesmo tempo, as funções de um bom rei e de um piedoso Bispo. Ordenou que fossem celebradas as rogações e que, durante três dias, tempo que deviam durar, se jejuasse, comendo pão de cevada e bebendo água.

Arrancavam-lhe pedaços das vestes para aplicá-los aos doentes

Seus súditos o olhavam com veneração e respeitavam nele mais a qualidade de santo do que a de rei. Arrancavam-lhe pedaços das vestes para aplicá-los aos doentes. Uma mulher curou dessa forma, seu filho de uma febre.

Enfim, o bom Rei Gontrão – assim chamavam os contemporâneos – morreu em 28 de março de 593, em Châlon-sobre-o-Saône, onde foi sepultado na igreja de São Marcelo, que ele mesmo havia fundado.

Com sua morte, o sobrinho Childeberto, rei da Austrásia, herdou-lhe o reino da Borgonha. A igreja colocou o nome do Rei Gontrão entre os santos e celebra-lhe a memória no dia 28 de Março.

São Gontrão, Rei, Confessor, rogai por nós!

Oração – Pela intercessão de São Gontrão, Rei e Confessor, dai-nos viver de tal modo, que não sejamos despojados da vossa glória. Amém.

Significado do nome: Germain Gund, “luta”, e hramn, “corvo”. Este nome se refere à divindade pagã que protege os guerreiros

Com Santo Estêvão Harding, Abade, que veio de Molesme com outros monges para este célebre cenóbio, instituiu os irmãos conversos, recebeu o egrégio Bernardo com trinta companheiros e fundou doze mosteiros.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 28

1. Em Tarso, cidade da Cilícia, na atual Turquia, São Castor, mártir.(† data inc.)

2. Comemoração dos santos mártires Prisco, Malco e Alexandre, que, durante a perseguição de Valeriano, habitavam numa pequena quinta dos arredores de Cesareia da Palestina; sabendo que nessa cidade se ofereciam celestes coroas de martírio, inflamados pelo ardor divino da fé, apresentaram-se espontaneamente ao juiz e, tendo-o censurado pela crueldade com que derramava o sangue dos fiéis, foram por ele imediatamente lançados às feras para serem devorados, em ódio ao nome de Cristo.(† 260)

3. Em Heliópolis, na Fenícia, Líbano, São Cirilo, diácono e mártir, que foi cruelmente assassinado no tempo do imperador Juliano Apóstata.(† c. 362)

4. Em Alexandria, no Egito, São Protério, bispo, que, após um tumultuoso motim popular, na Quinta-Feira Santa da Ceia do Senhor, foi ferozmente assassinado pelos monofisitas, sequazes do seu predecessor Dióscoro.(† 454)

5. Em Chalon-sur-Saône, na Borgonha, atualmente na França, o sepultamento de São Gontrão ou Guntrano, rei dos Francos, que distribuiu os tesouros da sua riqueza em favor das igrejas e dos pobres.(† 593)

6. Junto ao monte Olimpo, na Bitínia, hoje na Turquia, Santo Hilarião, hegúmeno do mosteiro de Pelecete, que defendeu vigorosamente o culto das sagradas imagens.(† s. VIII)

7. Em Cister, localidade da Borgonha, na França, Santo Estêvão Harding, abade, que veio de Molesme com outros monges para este célebre cenóbio, instituiu os irmãos conversos, recebeu o egrégio Bernardo com trinta companheiros e fundou doze mosteiros, que associou com o vínculo da Carta da Caridade, para que não houvesse entre os monges discórdia alguma, mas vivessem na harmonia da mesma caridade, da mesma regra e de costumes semelhantes.(† 1134)

8. Em Naso, na Sicília, região da Itália, São Cono, monge sob a observância dos Padres orientais, que, ao regressar da peregrinação aos Lugares Santos, sabendo que seus pais tinham falecido, distribuiu pelos pobres toda a fortuna familiar e abraçou a vida eremítica.(† 1236)

9. Em Monticiano, perto de Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Antônio Patrízzi, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, ilustre pelo seu exímio amor aos irmãos e ao próximo.(† c. 1311)

10. Em Tours,  França, a Beata Joana Maria de Maillé,  depois da morte do esposo na guerra, reduzida à miséria e expulsa da sua casa pelos parentes e abandonada por todos, viveu reclusa numa cela junto do convento dos Menores, mendigando o pão, mas totalmente confiada em Deus.(† 1414)

11. Em York, na Inglaterra, o Beato Cristóvão Wharton, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, foi condenado ao suplício da forca em ódio ao sacerdócio.(† 1600)

12. Em Angers, na França, a Beata Renata Maria Feillatreau, mártir, mulher casada que, durante a Revolução Francesa, foi decapitada por permanecer fiel à Igreja católica.(† 1794)

13. Em Przemysl, na Polônia, São José Sebastião Pelczar, bispo, fundador da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus e mestre insigne da vida espiritual.(† 1924)