São Charbel Makhluf, Presbítero e Monge – 24 de Julho

São Charbel Makhluf, Presbítero e Monge

Santo do Dia – 24 de Julho

São Charbel Makhluf,

Presbítero e Monge Eremita · † 1898

As Origens

São Charbel Makhluf - Presbítero e Monge Youssef Antoun Makhlouf nasceu na aldeia de Beqaa Kafra, no Líbano, em 1828, provavelmente em 8 de maio, numa família de camponeses.

Morava com seus quatro irmãos na aldeia. Sua infância terminou cedo: o pai morreu quando ele tinha apenas três anos, e a mãe casou-se novamente com um homem piedoso que se tornou padre, segundo o costume da Igreja oriental. Para o jovem Youssef, era sempre uma alegria ouvi-lo, assim como ouvir falar dos dois tios eremitas do Vale dos Santos. Esses homens eram, para ele, verdadeiros heróis, e desejava seguir o exemplo deles, mas não pôde: teve que ajudar a família como pastor aos dez anos. Ainda assim, passava todo o tempo livre rezando numa caverna, hoje destino de peregrinações conhecido como “a gruta do Santo”.

A Vocação

Numa noite, ouviu a voz do Senhor a chamá-lo, de modo particular e insistente: “Mayfouq”. Era o ano de 1851, e ele tinha vinte e três anos.

A Vocação

Em poucos meses, tornou-se monge da Ordem Maronita Libanesa e mudou seu nome para Charbel, que, em siríaco, significa “a história de Deus”. Foi transferido algumas vezes, estudou teologia com assiduidade e cuidou dos pobres e doentes, em obediência às missões que lhe foram gradualmente confiadas, incluindo o trabalho no campo. Mas era a oração e a contemplação que ele preferia.

Um Novo Passo

Em 1875, Frei Charbel sentiu-se pronto para viver de acordo com a Regra dos eremitas da Ordem Maronita, que previa monges divididos em pequenas comunidades de até três. Para ele, foi como um segundo nascimento: podia trabalhar, rezar, observar, penitenciar-se, jejuar e silenciar-se. Os testemunhos referem-se a um monge zeloso, muitas vezes encontrado rezando de braços abertos, numa cela muito pobre, da qual saía apenas para celebrar a Missa ou quando lhe era expressamente ordenado.

A Partida e os Milagres

Foi no Natal, precisamente durante a Missa, que Charbel sentiu-se mal no momento da elevação. Depois de uma agonia de oito dias, na qual os outros monges o ouviam rezar e ele continuava a observar a Regra – recusando, por exemplo, alimentos mais nutritivos –, morreu em 1898. Mas a morte, como sabemos, não é o fim: passados alguns meses, maravilhas começaram a acontecer. Muitos monges juraram ver o túmulo de Frei Charbel iluminado por luzes não naturais durante a noite. Certa vez, o túmulo foi aberto e seu corpo foi encontrado intacto, com temperatura corporal de um ser vivo — e isso se repetiu mais duas vezes, quando foi reaberto, pois o corpo exalava uma mistura de sangue e água.

O Taumaturgo

Durante o último reconhecimento, em 1950, seu rosto foi impresso num pano, e muitas curas instantâneas ocorreram entre os presentes. Espalhou-se a fama de santidade deste pequeno monge silencioso, invocado desde então, multiplicando-se por sua intercessão as curas milagrosas. A Igreja já não tinha dúvidas: foi Paulo VI quem o beatificou e depois o canonizou, recordando que ele ajuda a compreender, num mundo fascinado pelo conforto e pela riqueza, o grande valor da pobreza, da penitência e da ascese, para libertar a alma em sua ascensão a Deus. Após a beatificação, o corpo de Frei Charbel deixou de escorrer.

São Charbel, rogai por nós!


Charbel — Nome de origem siríaca que significa “a história de Deus”. Foi adotado pelo monge ao ingressar na Ordem Maronita Libanesa, em substituição ao nome de batismo, Youssef Antoun Makhlouf.

“São Charbel, padroeiro dos orientais, amante da pobreza e da oração, intercedei por nossas necessidades físicas e espirituais. Alcançai do Senhor a nossa conversão e salvação. Amém!”

São Charbel, rogai por nós!

Santos Bóris e Gleb — Príncipes russos, mortos por seu meio-irmão, foram os primeiros santos canonizados na Rússia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de julho:

1

São Charbel Makhluf
Presbítero e monge da Ordem Maronita Libanesa. Em Annaya, no Líbano. Retirou-se para uma ermida, onde serviu a Deus dia e noite em suprema sobriedade de vida, com jejuns e orações.

† 1898

2

Santa Cristina
Virgem e mártir. Em Bolsena, na Toscana, atualmente no Lácio, região da Itália.

† data inc.

3

São Vitorino
Mártir. Em Amiterno, na Sabina, junto à Via Salária, também na Itália.

† c. s. IV

4

São Fantino, o Velho
Em Tauriana, na Calábria, também na Itália.

† s. IV

5

Santa Eufrásia
Virgem e eremita. Na Tebaida, no Egito.

† s. V

6

São Declano
Venerado como primeiro bispo de Ardmore, na província de Munster, na Irlanda.

† c. s. V

7

Santa Sigolena
Religiosa. No território de Albi, na Aquitânia, hoje na França.

† c. s. VI

8

Santos Bóris e Gleb
Mártires. Na Rússia.

† 1015

9

Beato João Tavélli de Tossiniano
Bispo, da Ordem dos Jesuatos. Em Ferrara, na Emília-Romanha, região da Itália.

† 1146

10

São Balduíno
Abade fundador do cenóbio de São Mateus. Em Riéti, na Sabina, atualmente no Lácio, região da Itália.

† 1140

11

Trasladação dos Três Reis Magos
Em Colónia, na Lotaríngia, atualmente na Alemanha.

† 1162

12

Beata Cristina
Virgem. Em Sint-Truiden, no Brabante, atualmente na Bélgica.

† c. 1224

13

Santa Kinga (Cunegundes)
Filha do rei da Hungria, dada em esposa ao príncipe Boleslau, com quem conviveu em perfeita virgindade; após a morte do esposo, professou a Regra de Santa Clara no mosteiro por ela fundado, em Stary Sacz, perto de Tarnow, na Polónia.

† 1293

14

Beato António Torriáni
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em L’Áquila, no território dos Vestinos, atualmente nos Abruzos, região da Itália.

† 1494

15

Beata Luísa
Religiosa, filha do Beato Amadeu. Após viuvez, professou a regra de Santa Clara segundo a reforma de Santa Colecta. Em Orbe, na Savoia, atualmente na França.

† 1503

16

Beatos Nicolau Garlick, Roberto Ludlam e Ricardo Simpson
Presbíteros e mártires. Em Derby, na Inglaterra.

† 1588

17

Beato José Lambton
Presbítero e mártir. Em Newcastle upon Tyne, também na Inglaterra.

† 1592

18

São João Boste
Presbítero e mártir. Em Durham, também na Inglaterra.

† 1594

19

Beato Cristóvão de Santa Catarina (Cristóvão Fernández Valladolid)
Presbítero da Ordem Terceira Regular de São Francisco, capelão militar e eremita. Em Córdoba, na Espanha.

† 1690

20

São José Fernández
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam.

† 1838

21

Beato Modestino de Jesus e Maria (Domingos Mazarello)
Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália.

† 1854

22

Beatas Maria do Pilar de São Francisco de Borja, Teresa do Menino Jesus e Maria Ângela de São José
Virgens da Ordem das Carmelitas Descalças e mártires. Em Guadalajara, na Espanha.

† 1936

23

Beata Maria Mercedes Prat
Virgem da Companhia de Santa Teresa de Jesus e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

24

Beato Xavier Bordas Piferrer
Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Barcelona, também na Espanha.

† 1936

25

Beatos António Henrique Canut Isus e António Torrero Luque
Presbíteros da Sociedade Salesiana e mártires. Em Ronda, perto de Málaga, na Espanha.

† 1936

26

Beato Indalécio Maria (Marcos Morón Casas)
Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

27

Beatos Jaime de Santa Teresa e Romualdo de Santa Catarina
Presbíteros da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártires. Em Barcelona, também na Espanha.

† 1936

28

Beato Miguel Peiró Victóri
Da Ordem Terceira de São Domingos e mártir. Em Hospitalet de Llobregat, na província de Barcelona, também na Espanha.

† 1936

29

Beato José Joaquim Esnaola Urteaga
Presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

30

Beato João António Pérez Mayo e companheiros
Presbítero da Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada e companheiros mártires. Em Madrid, também na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Síntese

Sacerdote da Ordem Maronita Libanesa, que, em busca de uma vida de solidão austera e uma perfeição superior, retirou-se do mosteiro de Annaya no Líbano para uma ermida, onde serviu a Deus dia e noite em suprema sobriedade de vida com jejuns e orações, chegando, em 24 de dezembro, para descansar no Senhor. Sua fama está ligada aos numerosos milagres atribuídos a ele após sua morte.

Suas origens

Youssef Antoun Makhlouf  nasceu na aldeia de Beqaa Kafra, Líbano, em 1828, provavelmente em 8 de maio, em uma família de camponeses. Ele morava com seus quatro irmãos em uma aldeia. Sua infância terminou cedo: seu pai morreu quando ele tinha apenas três anos, e sua mãe se casou novamente com um homem piedoso que se tornou padre, segundo o costume da Igreja oriental. Para Youssef, era sempre uma alegria ouvi-lo, como era falar dos dois tios eremitas do Vale dos Santos. Para ele, esses homens eram super-heróis e queria seguir o exemplo deles, mas não pôde. Teve que ajudar a família como pastor aos 10 anos. Porém, passava todo o tempo livre rezando em uma caverna, um destino de peregrinações, hoje chamada “a gruta do Santo”.

Vocação

Em uma noite, ele ouviu a voz do Senhor a chamá-lo, particularmente, insistente: “Mayfouq”. Era 1851, e ele tinha 23 anos. Em poucos meses, tornou-se monge da Ordem Maronita Libanesa e mudou seu nome para Charbel, que, em siríaco, significa “a história de Deus”. Ele foi transferido algumas vezes, estudou teologia com assiduidade e cuidou dos pobres e doentes, em obediência às missões que lhe foram gradualmente confiadas, incluindo o trabalho no campo. Mas é a oração e a contemplação que ele prefere.

Um novo passo

Em 1875, Frei Charbel sentiu-se pronto para viver de acordo com a Regra dos eremitas da Ordem Maronita, que previa os monges divididos em pequenas comunidades de até três. Para ele, é como um segundo nascimento: pode trabalhar, rezar, observar, penitenciar-se, jejuar e silenciar-se. Os testemunhos referem-se a um monge zeloso, muitas vezes encontrado rezando de braços abertos, numa cela muito pobre, da qual sai apenas para celebrar a Missa ou quando lhe é expressamente ordenado. 

Sua partida e seus milagres

Foi no Natal, precisamente durante a Missa, que Charbel sentiu-se mal no momento da elevação. Depois de uma agonia de oito dias em que os outros monges o ouviam rezar, e na qual ele continua a observar a Regra – recusando, por exemplo, alimentos mais nutritivos -, ele morreu em 1898. Mas a morte, como sabemos, não é o fim. Depois de alguns meses, maravilhas começaram a acontecer. Muitos monges juram ver o túmulo de Frei Charbel iluminado por luzes não naturais durante a noite. Um dia, ele [túmulo] foi aberto e seu corpo encontrado intacto, com a temperatura corporal de um ser vivo. E isso acontecera mais duas vezes, quando foi aberto novamente, porque o corpo exalava uma mistura de sangue e água. 

O Taumaturgo

Durante o último reconhecimento, em 1950, seu rosto foi impresso em um pano, e muitas curas instantâneas ocorreram entre os presentes. Espalha-se a fama de santidade deste pequeno monge silencioso, que começa a ser invocado e, por sua intercessão, multiplicam-se as curas milagrosas. A Igreja já não tem dúvidas: é Paulo VI quem o beatifica e depois o canoniza. Assim o recorda: “Ele pode fazer-nos compreender, num mundo fascinado pelo conforto e pela riqueza, o grande valor da pobreza, da penitência, da ascese, para libertar a alma na sua ascensão a Deus”. Após a beatificação, o corpo de Frei Charbel já não escorria.

A minha oração

“São Charbel, padroeiro dos orientais, amante da pobreza e da oração, intercedei por nossas necessidades físicas e espirituais. Alcançai do Senhor a nossa conversão e salvação. Amém!”

São Charbel, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 24 de Julho:

  • Em Bolsena, na Toscana, atualmente no Lácio, região da Itália, Santa Cristina, virgem e mártir. († data inc.)
  • Em Amiterno, na Sabina, junto à Via Salária, também na Itália, São Vitorino, mártir. († c. s. IV)
  • Em Tauriana, na Calábria, também na Itália, São Fantino o Velho.  († s. IV)
  • Na Tebaida, no Egito, Santa Eufrásia, virgem e eremita. († s. V)
  • Em Ardmore, na província de Munster, na Irlanda, São Declano, que é venerado como primeiro bispo desta Igreja. († c. s. V)
  • No território de Albi, na Aquitânia, hoje na França, Santa Sigolena, religiosa. († c. s. VI)
  • Na Rússia, os santos Bóris e Gleb, mártires. († 1015)
  • Em Riéti, na Sabina, atualmente no Lácio, região da Itália, São Balduíno, abade fundador do cenóbio de São Mateus. († 1140)
  • Em Sint-Truiden, no Brabante, atualmente na Bélgica, a Beata Cristina, virgem. († c. 1224)
  • Em Stary Sacz, perto de Tarnow, na Polónia, Santa Kinga ou Cunegundes, filha do rei da Hungria e dada em esposa ao príncipe Boleslau, que com ele conviveu em perfeita virgindade e, após a morte do esposo, professou a Regra de Santa Clara no mosteiro por ela fundado. († 1293)
  • Em Ferrara, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato João Tavélli de Tossiniano, bispo, da Ordem dos Jesuatos. († 1146)
  • Em Colónia, na Lotaríngia, atualmente na Alemanha, a trasladação dos três reis magos. († 1162)
  • Em L’Áquila, no território dos Vestinos, atualmente nos Abruzos, região da Itália, o Beato António Torriáni, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. († 1494)
  • Em Orbe, na Savoia, atualmente na França, a Beata Luísa, religiosa, filha do Beato Amadeu, após viuvez professou a regra de Santa Clara segundo a reforma de Santa Colecta. († 1503)
  • Em Derby, na Inglaterra, os beatos Nicolau GarlickRoberto Ludlam e Ricardo Simpson, presbíteros e mártires. († 1588)
  • Em Newcastle upon Tyne, também na Inglaterra, o Beato José Lambton, presbítero e mártir. († 1592)
  • Em Durham, também na Inglaterra, São João Boste, presbítero e mártir. († 1594)
  • Em Córdoba, na Espanha, o Beato Cristóvão de Santa Catarina (Cristóvão Fernández Valladolid), presbítero da Ordem Terceira Regular de São Francisco, que foi capelão militar e eremita. († 1690)
  • Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam, São José Fernández, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1838)
  • Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, o Beato Modestino de Jesus e Maria (Domingos Mazarello), presbítero da Ordem dos Frades Menores. († 1854)
  • Em Guadalajara, na Espanha, as beatas Maria do Pilar de São Francisco de Borja (Jacoba Martínez Garcia), Teresa do Menino Jesus (Eusébia Garcia y Garcia) e Maria Ângela de São José (Marciana Voltierra Tordesillas), virgens da Ordem das Carmelitas Descalças e mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, também na Espanha, a Beata Maria Mercedes Prat, virgem da Companhia de Santa Teresa de Jesus e mártir. († 1936)
  • Também em Barcelona, o Beato Xavier Bordas Piferrer, religioso da Sociedade Salesiana, que, com o exemplo e o martírio. († 1936)
  • Em Ronda, perto de Málaga, na Espanha, os beatos António Henrique Canut Isus e António Torrero Luque, presbíteros da Sociedade Salesiana e mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Indalécio Maria (Marcos Morón Casas), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. († 1936)
  • Também em Barcelona, os beatos Jaime de Santa Teresa (Jaime Gascón Bordás) e Romualdo de Santa Catarina (José Guillami Rodó) presbíteros da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártires. († 1936)
  • Em Hospitalet de Llobregat, cidade da província de Barcelona, também na Espanha, o Beato Miguel Peiró Victóri, da Ordem Terceira de São Domingos e mártir. († 1936)
  • Em Madrid, na Espanha, José Joaquim Esnaola Urteaga, o Beato presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir. († 1936)
  • Também em Madrid, os beatos João António Pérez Mayo, presbítero da Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada e companheiros mártires. († 1936)

Santa Brígida, mãe e monja – 23 de Julho

Santa Brígida, mãe e monja

Santo do Dia – 23 de Julho

Santa Brígida,

Mãe e Monja, Copadroeira da Europa · † 1373

Copadroeira da Europa

Canonizada, em 1391, por Bonifácio IX, Santa Brígida é a padroeira da Suécia. Em 1999, foi declarada também copadroeira da Europa por São João Paulo II.

Infância

Santa Brígida

Brígida, quando criança, tinha, certamente, um caráter forte e decisivo. Pertencia a uma família aristocrática. Embora sentisse a vocação religiosa, aceitou casar-se com Ulf, o governador de um importante distrito do Reino da Suécia, a pedido do seu pai.

Matrimônio

A primeira parte da sua vida, marcada por uma grande fé, foi dedicada a um casamento feliz, do qual nasceram oito filhos. Uma, dentre eles, Catarina – que a seguiu até Roma – também foi canonizada. Junto com seu marido, adotou a Regra das Terciárias Franciscanas e fundou um pequeno hospital. Guiada por um erudito religioso, estudou a Bíblia, a ponto de ser apreciada por sua pedagogia, por isso foi convocada pelo rei da Suécia para encaminhar a jovem rainha à cultura sueca. Após mais de vinte anos de casamento, seu marido faleceu. Assim, começa a segunda parte da sua vida.

Monja

Brígida fez uma escolha decisiva: despojou-se dos seus bens e foi viver no mosteiro cisterciense de Alvastra. Naquela época, destacavam-se muitas experiências místicas, depois relatadas nos oito livros das Revelações. Aqui, também teve início a sua nova missão. Em 1349, Brígida foi a Roma para obter o reconhecimento da sua Ordem, dedicada ao Santíssimo Salvador, que deveria ser composta, segundo seu desejo, de monjas e religiosas. Então, decidiu estabelecer-se na Cidade Eterna, em uma casa na Praça Farnese, que ainda hoje é sede da Cúria Geral das Brigidinas. Porém, sofria por causa dos maus costumes e da degradação generalizada da cidade, que ressentia muito pela ausência do Papa, que, na época, vivia em Avinhão.

Intercessora da Igreja

O ponto alto da sua missão – como o de Santa Catarina da Sena, sua contemporânea – era pedir ao Papa para voltar ao túmulo de Pedro. Seu único remorso foi o fato de o Papa não ter ficado definitivamente em Roma. Na verdade, em 1367, o Papa Urbano V tinha voltado, mas foi apenas por um breve período. Gregório XI estabeleceu-se, definitivamente, em Roma, mas alguns anos depois da morte de Santa Brígida.

Luta pela Paz

Outro aspecto do forte compromisso de Brígida era a paz na Europa. Naquele tempo, as suas obras de caridade foram decisivas. Ela, que era nobre, vivia na pobreza, a ponto de pedir esmolas nas portas das igrejas. Aquele também era um período de peregrinações a vários lugares da Itália, de Assis a Gargano. Enfim, a peregrinação das peregrinações à Terra Santa. Brígida tinha quase 70 anos, mas isso não influenciou seu desejo.

Espiritualidade da Cruz

O ponto central da sua experiência de fé foi a Paixão de Cristo, como também a Virgem Maria. Testemunhas disso foram o Rosário Brigidino e as orações, ligadas às graças particulares prometidas, por Jesus a ela, para quem os praticasse. Santa Brígida faleceu em Roma, em 23 de julho de 1373. Confiou a Ordem a sua filha Catarina, que, ao se tornar viúva, juntou-se a ela, quando vivia em Farfa.

Querida pelos Papas

São João Paulo II destacou: “A Igreja, sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, aceitou a autenticidade do conjunto das suas experiências interiores”. A figura de Santa Brígida foi muito querida pelos últimos Papas. Bento XVI, por exemplo, dedicou uma catequese durante a Audiência Geral. O Papa Francisco queria canonizar aquela que, no século XX, tinha renovado a Ordem do Santíssimo Salvador, Maria Elizabeth Hesselblad, dando-lhe um forte impulso ecumênico, tendo sempre em vista a busca de paz e unidade, tão queridas por Brígida.

Santa Brígida, rogai por nós! Brígida — Nome de origem nórdica/celta, derivado de Brigid, que significa “a elevada”, “a forte” ou “a poderosa”. Associado também à deusa celta da sabedoria e do fogo sagrado, tornou-se, com o cristianismo, sinônimo de força espiritual e nobreza de caráter.

“Oração – Querida Brígida, mãe e monja, intercessora da família e da Igreja, rogai a Deus pelos religiosos assim como pelas famílias. Pedi ao Senhor a conversão da Europa e dos pecadores do mundo inteiro. Amém.”

Santa Brígida, rogai por nós!

Santa Catarina de Suécia — Filha de Santa Brígida, acompanhou a mãe até Roma e, após enviuvar, dedicou-se à Ordem do Santíssimo Salvador, sendo também canonizada.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de julho:

1
Santa Brígida Mãe e monja, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador. Em Roma. Padroeira da Suécia e copadroeira da Europa.
† 1373
2
Santo Ezequiel Profeta.
† s. VI a.C.
3
Santo Apolinário Bispo. Em Classe, próximo de Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália.
† c. s. II
4
São Severo Mártir. Em Bízia, cidade da Trácia, hoje Wiza, na Turquia.
† c. 304
5
São João Cassiano Presbítero. Em Marselha, na Provença da Gália, atualmente na França. Fundou dois mosteiros.
† c. 435
6
São Valeriano Bispo. Em Cimiez, também na Provença. Passou do mosteiro de Lérins para o episcopado.
† c. 460
7
Beata Joana Virgem das Irmãs da Penitência de São Domingos. Em Orvieto, na Toscana, atualmente na Úmbria, região da Itália.
† 1306
8
Beata Margarida Maria López de Maturana Virgem da Ordem das Mercês, fundadora do Instituto das Mercedárias Missionárias de Berriz. Em San Sebastian, na Espanha.
† 1934
9
Beato Nicéforo de Jesus e Maria e cinco companheiros Mártires da Congregação da Paixão. Em Manzanares, localidade de Castela a Nova, região da Espanha.
† 1936
10
Beato Germano de Jesus e Maria e oito companheiros Mártires, religiosos da Congregação da Paixão. Em Carabanchel Bajo, próximo de Madrid, na Espanha.
† 1936
11
Beatos Pedro Ruiz de los Paños e José Sala Picó Presbíteros do Instituto dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártires. Em Toledo, na Espanha.
† 1936
12
Beatos Emílio Arce Díez e Vítoriano Fernández Reinoso Religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
13
Beatos Simão Reynés Solivellas, Miguel Pons Ramis, Francisco Mayol Oliver e Paulo Noguera Trias Presbíteros e religiosos da Congregação dos Sagrados Corações e mártires. Em Barcelona, na Espanha.
† 1936
14
Beatas Catarina do Carmo e Micaela do Sacramento e Prudência Canellas Ginestá Virgens da Congregação das Franciscanas Filhas da Misericórdia e mártires. Em La Abarrassada, perto de Barcelona, na Espanha.
† 1936
15
Beato Cristino Gondek Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Dachau, próximo de Munique, na Baviera, Alemanha.
† 1942
16
Beato Basílio Hopko Bispo auxiliar de Presov e mártir. Em Presov, na Eslováquia.
† 1976

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Copadroeira da Europa 

Canonizada, em 1391, por Bonifácio IX, Santa Brígida é a padroeira da Suécia. Em 1999, foi declarada também copadroeira da Europa por São João Paulo II.

Infância

Brígida, quando criança, tinha, certamente, um caráter forte e decisivo. Pertencia a uma família aristocrática. Embora sentisse a vocação religiosa, aceitou casar-se com Ulf, o governador de um importante distrito do Reino da Suécia, a pedido do seu pai. 

Matrimônio

A primeira parte da sua vida, marcada por uma grande fé, foi dedicada a um casamento feliz, do qual nasceram oito filhos. Uma, dentre eles, Catarina – que a seguiu até Roma – também foi canonizada. Junto com seu marido, adotou a Regra das Terciárias Franciscanas e fundou um pequeno hospital. Guiada por um erudito religioso, estudou a Bíblia, a ponto de ser apreciada por sua pedagogia, por isso foi convocada pelo rei da Suécia para encaminhar a jovem rainha à cultura sueca. Após mais de vinte anos de casamento, seu marido faleceu. Assim, começa a segunda parte da sua vida.

Monja

Brígida fez uma escolha decisiva: despojou-se dos seus bens e foi viver no mosteiro cisterciense de Alvastra. Naquela época, destacavam-se muitas experiências místicas, depois relatadas nos oito livros das Revelações. Aqui, também teve início a sua nova missão. Em 1349, Brígida foi a Roma para obter o reconhecimento da sua Ordem, dedicada ao Santíssimo Salvador, que deveria ser composta, segundo seu desejo, de monjas e religiosas. Então, decidiu estabelecer-se na Cidade Eterna, em uma casa na Praça Farnese, que ainda hoje é sede da Cúria Geral das Brigidinas. Porém, sofria por causa dos maus costumes e da degradação generalizada da cidade, que ressentia muito pela ausência do Papa, que, na época, vivia em Avinhão. 

Intercessora da Igreja

O ponto alto da sua missão – como o de Santa Catarina da Sena, sua contemporânea – era pedir ao Papa para voltar ao túmulo de Pedro. Seu único remorso foi o fato de o Papa não ter ficado definitivamente em Roma. Na verdade, em 1367, o Papa Urbano V tinha voltado, mas foi apenas por um breve período. Gregório XI estabeleceu-se, definitivamente, em Roma, mas alguns anos depois da morte de Santa Brígida.

Luta pela paz

Outro “aspecto” do forte compromisso de Brígida era a paz na Europa. Naquele tempo, as suas obras de caridade foram decisivas. Ela, que era nobre, vivia na pobreza, a ponto de pedir esmolas nas portas das igrejas. Aquele também era um período de peregrinações a vários lugares da Itália, de Assis a Gargano. Enfim, a peregrinação das peregrinações à Terra Santa. Brígida tinha quase 70 anos, mas isso não influenciou seu desejo. 

Espiritualidade da cruz

O ponto central da sua experiência de fé foi a Paixão de Cristo, como também a Virgem Maria. Testemunhas disso foram o “Rosário Brigidino” e as orações, ligadas às graças particulares prometidas, por Jesus a ela, para quem os praticasse. Santa Brígida faleceu em Roma, em 23 de julho de 1373. Confiou a Ordem a sua filha Catarina, que, ao se tornar viúva, juntou-se a ela, quando vivia em Farfa.

Querida pelos Papas

São João Paulo II destacou: “A Igreja, sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, aceitou a autenticidade do conjunto das suas experiências interiores”. A figura de Santa Brígida foi muito querida pelos últimos Papas. Bento XVI, por exemplo, dedicou uma catequese durante a Audiência Geral. O Papa Francisco queria canonizar aquela que, no século XX, tinha renovado a Ordem do Santíssimo Salvador, Maria Elizabeth Hesselblad, dando-lhe um forte impulso ecumênico, tendo sempre em vista a busca de paz e unidade, tão queridas por Brígida.

A minha oração

Querida Brígida, mãe e monja, intercessora da família e da Igreja, rogai a Deus pelos religiosos assim como pelas famílias. Pedi ao Senhor a conversão da Europa e dos pecadores do mundo inteiro. Amém!

Santa Brígida, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 23 de julho:

  • A comemoração de Santo Ezequiel, profeta.
  • Em Classe, próximo de Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, a comemoração de Santo Apolinário, bispo. († c. s. II)
  • Em Bízia, cidade da Trácia, hoje Wiza, na Turquia, São Severo, mártir. († c. 304)
  • Em Marselha, na Provença da Gália, atualmente na França, São João Cassiano, presbítero, que fundou dois mosteiros. († c. 435)
  • Em Cimiez, também na Provença, São Valeriano, bispo, que passou do mosteiro de Lérins para o episcopado. († c. 460)
  • Em Orvieto, na Toscana, atualmente na Úmbria, região da Itália, a Beata Joana, virgem, das Irmãs da Penitência de São Domingos. († 1306)
  • Em San Sebastian, na Espanha, a beata Margarida Maria López de Maturana, virgem da Ordem das Mercês, fundadora do Instituto das Mercedárias Missionárias de Berriz. († 1934)
  • Em Manzanares, localidade de Castela a Nova, região da Espanha, os beatos Nicéforo de Jesus e Maria (Vicente Díez Tejerina), presbítero, e cinco companheiros, todos eles da Congregação da Paixão, mártires. († 1936)
  • Em Carabanchel Bajo, próximo de Madrid, também na Espanha, os beatos mártires Germano de Jesus e Maria (Manuel Pérez Giménez), presbíteros, e oito companheiros, religiosos da mesma Congregação da Paixão. († 1936)
  • Em Toledo, também na Espanha, os beatos mártires Pedro Ruiz de los Paños José Sala Picó, presbíteros do Instituto dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártires. († 1936)
  • Em Madrid, também na Espanha, os beatos Emílio Arce Díez e Vítoriano Fernández Reinoso, religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, também na Espanha, os beatos Simão Reynés Solivellas e Miguel Pons Ramis, presbíteros; Francisco Mayol Oliver, e Paulo Noguera Trias religiosos, todos da Congregação dos Sagrados Corações e mártires. († 1936)
  • Em La Abarrassada, perto de Barcelona, também na Espanha, as beatas mártires Catarina do Carmo (Catarina Caldés Sócias) e Micaela do Sacramento (Micaela Rullán Ribot), virgens da Congregação das Franciscanas Filhas da Misericórdia, e Prudência Canellas Ginestá. († 1936)
  • Em Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Cristino Gondek, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. († 1942)
  • Em Presov, na Eslováquia, o Beato Basílio Hopko, bispo auxiliar de Presov e mártir. († 1976)

Santa Maria Madalena, primeira testemunha da Ressurreição de Jesus – 22 de Julho

Santa Maria Madalena, primeira testemunha da Ressurreição de Jesus

Santo do Dia – 22 de Julho

Santa Maria Madalena,

Apóstola dos Apóstolos · † s. I

Apóstola dos Apóstolos

Deve-se a Santo Tomás de Aquino este título dado a Maria Madalena, cujo nome deriva de Magdala, aldeia de pescadores situada às margens ocidentais do Lago de Tiberíades, onde nasceu.

Assim foi chamada pelo fato de ir até os apóstolos anunciar o Cristo ressuscitado, sendo a primeira a receber esta boa notícia. O evangelista Lucas fala sobre ela no capítulo 8, contando que Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa Nova do Reino de Deus, acompanhado dos Doze e de algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e enfermidades, entre elas Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios.

Maria Madalena aparece ainda nos Evangelhos no momento mais dramático da vida de Jesus, acompanhando-O ao Calvário junto com outras mulheres, e contemplando-O de longe. Esteve presente também quando José de Arimateia depôs o corpo de Jesus no sepulcro.

Equívocos sobre sua identidade

Foi ela, depois do sábado, na manhã do primeiro dia da semana, quem voltou ao sepulcro e descobriu que a pedra havia sido removida, correndo para avisar Pedro e João, que foram às pressas ao sepulcro e viram que o corpo do Senhor não estava mais lá. Segundo a exegese bíblica, a expressão “sete demônios” poderia indicar um gravíssimo mal físico ou moral do qual Jesus a curou. No entanto, a tradição, que perdura até hoje, diz que Maria Madalena era uma prostituta, porque no capítulo 7 do Evangelho de Lucas narra-se a história da conversão de uma anônima “pecadora da cidade”, que ungia com perfume os pés de Jesus. Assim, sem nenhuma ligação textual, Maria de Magdala foi identificada com aquela pecadora anônima. Há ainda outro equívoco, como explica o Cardeal Gianfranco Ravasi, biblista e teólogo: a unção com óleo perfumado é um gesto feito também por Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, em outra ocasião narrada pelo evangelista João, o que levou algumas tradições populares a identificarem Maria de Magdala com Maria de Betânia.

Encontro com o Ressuscitado

Enquanto os dois discípulos voltam para casa, Maria Madalena permanece diante do sepulcro, em lágrimas. Ali tem início um novo percurso: da incredulidade passa, progressivamente, à fé. Ao olhar dentro do sepulcro, viu dois Anjos, aos quais perguntou para onde fora levado o corpo do Senhor. Voltando-se para fora, viu Jesus, mas não O reconheceu, pensando que fosse o jardineiro. Ele lhe perguntou por que estava chorando e quem procurava, e ela respondeu: – Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar. Jesus, então, a chama por nome: “Maria!”. E ela, voltando-se, disse: “Rabôni!”, que em hebraico quer dizer “Mestre!” E Jesus lhe confia uma missão: – Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Então, Maria de Magdala foi imediatamente anunciar aos discípulos: “Vi o Senhor! E ouvi o que ele me disse” (cfr. Jo 20).

Madalena proclama a ressurreição

Maria Madalena foi a primeira das mulheres que seguiram Jesus a proclamá-Lo como Aquele que venceu a morte, sendo a primeira apóstola a anunciar a alegre mensagem central da Páscoa. Quando chegou a hora do Calvário, ela estava aos pés da Cruz, junto com Maria Santíssima e São João. Não fugiu com medo, como os discípulos fizeram, nem O negou como fez o primeiro Papa, São Pedro, mas esteve sempre presente, desde a sua conversão até o Calvário e o Sepulcro. Por desejo do Papa Francisco, a Memória litúrgica de Maria Madalena passou a ser Festa a partir de 22 de julho de 2016, para ressaltar a importância desta discípula fiel de Cristo. Santa Maria Madalena, rogai por nós! Madalena — Significa “aquela que é de Magdala”, nome derivado do aramaico Migdal, “torre”, referência à aldeia de pescadores às margens do Lago de Tiberíades onde nasceu.

“Ó Santa da ressurreição, fazei-nos crer cada vez mais no Cristo vivo e agente nesse mundo. Ensina-nos a reconhecê-Lo e amá-Lo, servi-Lo e adorá-Lo, assim como Ele merece. Amém!”

Santa Maria Madalena, rogai por nós!

São Cirilo — Bispo de Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de julho:

1
Santa Maria Madalena Apóstola dos Apóstolos. Discípula de Jesus e primeira testemunha da Ressurreição, anunciou aos apóstolos: “Vi o Senhor!”
† s. I
2
São Platão Mártir. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia.
† s. III-IV
3
Santos Mártires Massilitanos Na África Proconsular, em território da atual Tunísia.
† s. III-IV
4
São Cirilo Bispo. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia.
† c. 306
5
Santo Anastásio Monge. Na fortaleza de Schemaris, nos montes do Cáucaso.
† 662
6
São Vandregisilo Abade. No mosteiro de Fontenelle, na Nêustria, atual França.
† c. 668
7
São Meneleu Abade. Em Menat, na Gália Arvenense, também na atual França.
† c. 700
8
São Jerônimo Bispo. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália.
† s. VIII
9
São Gualter Em Lódi, na Lombardia, região da Itália. Fundador da Casa Hospital da Misericórdia.
† 1224
10
Beato Agostinho de Biella Fángi Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Veneza, cidade do Véneto, região da Itália.
† 1493
11
São Lourenço de Brinde Dia natal, em Lisboa, cidade de Portugal.
† 1619
12
Santos Filipe Evans e João Lloyd Presbíteros e mártires. Em Cardiff, no País de Gales; Filipe da Companhia de Jesus.
† 1679
13
Beato Tiago Lombardie Presbítero de Limoges e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
14
Santos Ana Wang, Lúcia Wang Wangzhi e André Wang Tianking Virgem, mãe e filho, mártires. Em Majiazhuang, próximo a Daining, no Hebei, China.
† 1900
15
Santa Maria Wang Lizhi Mártir. Próximo de Daining, nos arredores de Yongnian, cidade do Hebei, China.
† 1900
16
Beatos Eusébio do Menino Jesus e companheiros mártires Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços. Em Toledo, na Espanha.
† 1936
17
Beato Luís de Jesus Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, na Espanha.
† 1936
18
Beata Maria Inês Teresa do Santíssimo Sacramento Virgem, fundadora das Missionárias Clarissas do Santíssimo Sacramento. Em Roma.
† 1981

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

“Apóstola dos Apóstolos”

Deve-se a Santo Tomás de Aquino este título dado a Maria Madalena, cujo nome deriva de Magdala, onde nasceu, aldeia de pescadores situada às margens ocidentais do Lago de Tiberíades. Assim foi chamada pelo fato de ir até os apóstolos anunciar o Cristo ressuscitado, como a primeira a receber esta boa notícia.

Testemunho bíblico

O evangelista Lucas fala sobre ela no capítulo 8: “Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios”. Maria Madalena aparece ainda nos Evangelhos no momento mais terrível e dramático da vida de Jesus: quando o acompanha ao Calvário, com outras mulheres, e O contempla de longe.

Ela aparece também quando José de Arimateia depõe o corpo de Jesus no sepulcro, que fora fechado com uma pedra. Foi ela, depois do sábado, na manhã do primeiro dia da semana, quem voltou ao sepulcro e descobriu que a pedra havia sido removida e correu para avisar Pedro e João; eles, por sua vez, foram às pressas ao sepulcro e viram que o corpo do Senhor não estava mais lá.

Equívocos sobre sua identidade 

Segundo a exegese bíblica, a expressão “sete demônios” poderia indicar um gravíssimo mal físico ou moral, que havia acometido a mulher, do qual Jesus a curou. No entanto, a tradição, que perdura até hoje, diz que Maria Madalena era uma prostituta, porque, no capítulo 7 do Evangelho de Lucas, narra-se a história da conversão de uma anônima “pecadora da cidade, que ungia com perfume os pés de Jesus, convidado de um fariseu; após tê-los banhado com suas lágrimas, os enxugava com seus cabelos”.

Assim, sem nenhuma ligação textual, Maria de Magdala foi identificada com aquela prostituta anônima. Porém, há mais um equívoco, como explica o Cardeal Gianfranco Ravasi, biblista e teólogo: “A unção com óleo perfumado é um gesto feito também por Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, em outra ocasião, como diz o evangelista João. Assim, Maria de Magdala foi identificada, por algumas tradições populares, com a Maria de Betânia”.

Encontro com o Ressuscitado

Enquanto os dois discípulos voltam para casa, Maria Madalena permanece diante do sepulcro, em lágrimas. Ali, tem início um novo percurso: da incredulidade passa, progressivamente, à fé. Ao olhar dentro do sepulcro, viu dois Anjos, aos quais perguntou para onde fora levado o corpo do Senhor. Depois, voltando para fora, viu Jesus, mas não O reconheceu, pensando que fosse o jardineiro; este lhe perguntou por que estava chorando e quem estava procurando.

E ela respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”. Jesus, então, a chama por nome: “Maria!”. E ela, voltando-se, disse: “Rabôni!”, que, em hebraico, quer dizer “Mestre!”. E Jesus lhe confia uma missão: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Então, Maria de Magdala foi imediatamente anunciar aos discípulos: “Vi o Senhor! E ouvi o que ele me disse” (cfr. Jo 20).

Madalena proclama a ressurreição de Jesus

Maria Madalena foi a primeira das mulheres que seguiram Jesus, e ao proclamá-Lo como Aquele que venceu a morte; foi a primeira apóstola a anunciar a alegre mensagem central da Páscoa. Quando o Filho de Deus entrou na história dos homens, esta mulher foi um daqueles que mais O amou e o demonstrou. Quando chegou a hora do Calvário, Maria Madalena estava aos pés da Cruz, junto com Maria Santíssima e São João. Ela não fugiu com medo, como os discípulos fizeram; não O negou por medo, como fez o primeiro Papa, São Pedro, mas sempre esteve presente, desde o momento da sua conversão até o Calvário e o Sepulcro.

Festa litúrgica de Maria Madalena

Por desejo do Papa Francisco, a Memória litúrgica de Maria Madalena passou a ser Festa, a partir do dia 22 de julho de 2016, para ressaltar a importância desta discípula fiel de Cristo, que demonstrou grande amor por Ele e Ele por ela.

A minha oração

Ó Santa da ressurreição, fazei-nos crer cada vez mais no Cristo vivo e agente nesse mundo. Ensina-nos a reconhecê-Lo e amá-Lo, servi-Lo e adorá-Lo, assim como Ele merece. Amém!

Santa Maria Madalena, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 22 julho:

  • Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, São Platão, mártir. († s. III-IV)
  • Na África Proconsular, em território da atual Tunísia, os santos mártires Massilitanos. († s. III-IV)
  • Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, São Cirilo, bispo. († c. 306)
  • Na fortaleza de Schemaris, nos montes do Cáucaso, Santo Anastásio, monge. († 662)
  • No mosteiro de Fontenelle, na Nêustria, na atual França, São Vandregisilo, abade. († c. 668)
  • Em Menat, na Gália Arvenense, também na atual França, São Meneleu, abade. († c. 700)
  • Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Jerônimo, bispo. († s. VIII)
  • Em Lódi, também na Lombardia, São Gualter, fundador da Casa Hospital da Misericórdia. († 1224)
  • Em Veneza, cidade do Véneto, região da Itália, o Beato Agostinho de Biella Fángi, presbítero da Ordem dos Pregadores. († 1493)
  • Em Lisboa, cidade de Portugal, o dia natal de São Lourenço de Brinde. († 1619)
  • Em Cardiff, no País de Gales, os santos Filipe Evans, da Companhia de Jesus, e João Lloyd, presbíteros e mártires. († 1679)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Tiago Lombardie, presbítero de Limoges e mártir. († 1794)
  • Em Majiazhuang, localidade próxima de Daining, no Hebei, província da China, os santos mártires Ana Wang, virgem, Lúcia Wang Wangzhi e seu filho André Wang Tianking. († 1900)
  • Também próximo de Daining, nos arredores de Yongnian, cidade do Hebei, província da China, Santa Maria Wang Lizhi, mártir. († 1900)
  • Em Toledo, na Espanha, os beatos Eusébio do Menino Jesus (Ovídio Fernández Arenillas), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e companheiros mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, na Espanha, o Beato Luís de Jesus (José Luís Marcou Pecavel), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. († 1936)
  • Em Roma, a Beata Maria Inês Teresa do Santíssimo Sacramento (Manuela de Jesus Árias Espinosa), virgem, fundadora das Missionárias Clarissas do Santíssimo Sacramento. († 1981)

São Lourenço de Brindes, homem de Deus e pacificador – 21 de Julho

São Lourenço de Brindes, homem de Deus e pacificador

Santo do Dia – 21 de Julho

São Lourenço de Brindes,

Homem de Deus e Pacificador · † 1619

As Origens

São Lourenço de Brindisi

Júlio César Russo, nome de batismo de São Lourenço, nasceu no dia 22 de julho de 1559, em Brindisi, na Itália. Após ficar órfão, aos quatorze anos de idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza.

Dois anos após chegar a Veneza, ele atendeu ao chamado e ingressou na Ordem dos Frades Menores de São Francisco de Assis. Juntou-se aos capuchinhos de Verona, onde recebeu a ordenação e assumiu o novo nome em 1582.

Depois, completou sua formação na Universidade de Pádua. Voltou para Veneza, em 1586, com a missão de ser mestre de noviços da Ordem.

Evangelizador e pacificador

São Lourenço foi pregador da Palavra de Deus em muitos lugares da Europa, como Itália, Espanha, Portugal, França, Bélgica, Holanda. Conhecedor do hebraico, aramaico, caldeu, grego, latim, alemão, italiano e outras línguas, pôde aprofundar nos estudos das Sagradas Escrituras, evangelizando assim firmemente a ortodoxia católica contra a Reforma Protestante.

Também foi peça chave como pacificador durante a ameaça de invasão por parte dos turcos. Lourenço foi o superior-geral da sua própria Ordem e embaixador do Papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em conflito. São Lourenço fugia constantemente das honras. Além de dormir no chão, levantava-se à noite para rezar e alimentava-se somente de pão, água e verduras como penitência.

Sua morte

Lourenço faleceu, em Lisboa, em 1619, quando voltava pela segunda vez em missão a Lisboa, Portugal. Foi canonizado pelo Papa Leão XIII em 1881. Recebeu o título de doutor da Igreja em 1959, outorgado pelo Papa João XXIII.

São Lourenço de Brindes, rogai por nós!


Lourenço — Significa “coroado de louros” ou “aquele que é natural de Laurento”. Tem origem no latim Laurentius, derivado de laurus (louro, loureiro), árvore com que se coroavam os vencedores na Roma Antiga.

“São Lourenço de Brindes, concede-nos a graça da inteligência e sabedoria para não desanimarmos na caminhada de Cristo e na evangelização do irmão. Amém.”

São Lourenço de Brindes, rogai por nós!

Santa Práxedes — Virgem romana, a cujo título foi dedicada a Deus uma igreja no Esquilino.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de julho:

1

São Lourenço de Brindes
Presbítero e Doutor da Igreja. Em Lisboa, Portugal. Pregador, pacificador e superior-geral da Ordem dos Capuchinhos, embaixador do Papa Paulo V na intermediação entre príncipes e reis.

† 1619

2

São Vítor
Mártir. Em Marselha, na Provença, região da Gália, atualmente na França.

† c. 292

3

São Simeão Salo e São João, eremita
Em Emessa, hoje Homs, na Síria. João foi, por quase trinta anos, companheiro de Simeão na peregrinação aos Lugares Santos e no ermo próximo do lago Asfáltite, na Judeia.

† s. IV

4

Santa Práxedes
Em Roma, a cujo título foi dedicada a Deus uma igreja no Esquilino.

† a. 491

5

Santo Arbogasto
Bispo. Em Estrasburgo, cidade da Borgonha, atualmente na França.

† s. VI

6

Beato Gabriel Pergaud
Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Cónego regular arrebatado da abadia de Beaulieu durante a Revolução Francesa, morreu encarcerado por causa do sacerdócio, afetado por enfermidade contagiosa.

† 1794

7

Santo Alberico Crescitélli
Presbítero e mártir. Em Yanzibian, próximo de Yangpingguan, na China. Espancado quase até à morte na perseguição dos “Yihetuan”, foi arrastado até o rio e decapitado.

† 1900

8

São José Wang Yumei
Mártir. A caminho de Daining, próximo de Yongnian, cidade do Hubei, província da China, na mesma perseguição.

† 1900

9

Beato Agrícola Rodríguez García de los Huertos
Presbítero da diocese de Toledo e mártir. Em Mora, próximo de Toledo, na Espanha. Alcançou a vida eterna durante a perseguição no combate da fé.

† 1936

10

Beatos José Limón Limón e José Blanco Salgado
Mártires. Em Morón de la Frontera, na Espanha. Presbítero e religioso, respectivamente.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Júlio César Russo, nome de batismo de São Lourenço, nasceu no dia 22 de julho de 1559, em Brindisi, na Itália. Após ficar órfão, aos quatorze anos de idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza.

Ordem dos Frades Menores de São Francisco de Assis

Dois anos após chegar a Veneza, ele atendeu ao chamado e ingressou na Ordem dos Frades Menores de São Francisco de Assis. Juntou-se aos capuchinhos de Verona, onde recebeu a ordenação e assumiu o novo nome em 1582.

Depois, completou sua formação na Universidade de Pádua. Voltou para Veneza, em 1586, com a missão de ser mestre de noviços da Ordem.

Evangelizador e pacificador 

São Lourenço foi pregador da Palavra de Deus em muitos lugares da Europa, como Itália, Espanha, Portugal, França, Bélgica, Holanda. Conhecedor do hebraico, aramaico, caldeu, grego, latim, alemão, italiano e outras línguas, pôde aprofundar nos estudos das Sagradas Escrituras, evangelizando assim firmemente a ortodoxia católica contra a Reforma Protestante. Também foi peça chave como pacificador durante a ameaça de invasão por parte dos turcos.

Lourenço foi o superior-geral da sua própria Ordem e embaixador do Papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em conflito.

São Lourenço fugia constantemente das honras. Além de dormir no chão, levantava-se à noite para rezar e alimentava-se somente de pão, água e verduras como penitência.

Páscoa

Lourenço faleceu, em Lisboa, em 1619, quando voltava pela segunda vez em missão a Lisboa, Portugal.

Foi canonizado pelo Papa Leão XIII em 1881. Recebeu o título de doutor da Igreja em 1959, outorgado pelo Papa João XXII.

Minha oração

“São Lourenço de Brindes, concede-nos a graça da inteligência e sabedoria para não desanimarmos na caminhada de Cristo e na evangelização do irmão. Amém.”

São Lourenço de Brindes, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 21 de Julho:

  • Em Marselha, na Provença, região da Gália, atualmente na França, São Vítor, mártir.  († c. 292)
  • Em Emessa, hoje Homs, na Síria, São Simeão Salo. Também a comemoração de São João, eremita, que, durante quase trinta anos, foi companheiro de São Simeão na peregrinação aos Lugares Santos e no ermo próximo do lago Asfáltite, na Judeia. († s. IV)
  • Em Roma, a comemoração de Santa Praxedes, a cujo título foi dedicada a Deus uma igreja no Esquilino. († a. 491)
  • Em Estrasburgo, cidade da Borgonha, atualmente na França, Santo Arbogasto, bispo. († s. VI)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Gabiel Pergaud, presbítero e mártir, que, sendo cónego regular na abadia de Beaulieu, no território de Sain-Brieuc, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi arrebatado para fora da abadia e encarcerado na esquálida galera, onde consumou o seu martírio, morrendo afectado por uma enfermidade contagiosa. († 1794)
  • Em Yanzibian, próximo de Yangpingguan, na China, Santo Alberico Crescitélli, presbítero do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras e mártir, que, durante a perseguição dos “Yihetuan”, cruelmente espancado quase até à morte, foi no dia seguinte arrastado por um caminho pedregoso com os pés ligados até ao rio, onde, minuciosamente dilacerado e finalmente decapitado, recebeu a coroa do martírio. († 1900)
  • A caminho de Daining, próximo de Yongnian, cidade do Hubei, província da China, a paixão de São José Wang Yumei, mártir na mesma perseguição. († 1900)
  • Em Mora, próximo de Toledo, na Espanha, o Beato Agrícola Rodríguez Garcia de los Huertos, presbítero da diocese de Toledo e mártir, que durante a perseguição no combate da fé alcançou a vida eterna. († 1936)
  • Em Morón de la Frontera, na Espanha, os beatos mártires José Limón Limón, presbítero e José Blanco Salgado, religioso.

Santo Apolinário, Bispo de Ravena – 20 de Julho

Santo Apolinário, Bispo de Ravena

Santo do Dia – 20 de Julho

Santo Apolinário,

Bispo de Ravena · † 79

Origens

Santo Apolinário - Bispo de Ravena

Apolinário nasceu em Antioquia da Síria, sem uma precisão exata de data, no Século I.

Este santo, talvez desconhecido para você, tem uma particularidade singular: está no Gênesis do cristianismo. Sim! Ele teve contato direto com os apóstolos de Cristo. O encontro com Pedro mudaria sua vida.

Ele estava na Antioquia, com sua família pagã, quando encontrou o apóstolo e ficou profundamente tocado pelas suas palavras, a ponto de segui-lo até Roma.

Sofrimento por causa de Cristo

Depois foi enviado por São Pedro a Ravena, local em que construiu uma igreja da qual foi bispo. Apolinário evangelizou aquela região, pregando em nome de Jesus, o que irritou os pagãos. Por isso, sofreu torturas para parar de anunciar o Evangelho.

Uma vez, foi espancado de uma forma tão brutal, que quase morreu. Além disso, foi obrigado a ficar de pés descalços e se lançar sobre brasas e também foi jogado água fervente sobre suas feridas.

A eficácia do Evangelho

Entrando na casa de uma pessoa da elite da época para curar sua filha, Apolinário a fez voltar à vida. A consequência foi a conversão da jovem, sua mãe e de toda uma multidão.

A morte

Apolinário morreu por volta do ano 79 d.C., em Ravena, após ser espancado por uma multidão. No lugar do martírio, foi construída uma basílica, hoje chamada Santo Apolinário em Classe, consagrada em 549.

Os Papas Símaco e Honório I ajudaram a difundir o culto a esse santo. As relíquias do Santo foram trasladadas para a cidade de Ravena, no século IX, e conservadas em uma igreja chamada Basílica de Santo Apolinário Novo.

Santo Apolinário, rogai por nós!


Apolinário — Belíssimo nome que reúne duas terminologias: “poderoso” e “virtuoso”. Ao fazer a junção dessas duas palavras, significa “poderoso em virtudes”.

“Oh, digníssimo Santo Apolinário, merecedor de admiração, que com dignidade de pontífice mereceu receber o poder apostólico, ajudar-nos a ser fiéis a Cristo e o Seu Evangelho até o fim! Ó fortíssimo atleta de Cristo, que, já resfriando o calor da idade, em meio às penas, pregou constantemente a Jesus Cristo, redentor do mundo, dai-nos a fortaleza, paz e caridade! Amém.”

Santo Apolinário, rogai por nós!

Santo Elias, o Tesbita — Profeta do Senhor no tempo de Acab e Acazias, reis de Israel.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de julho:

1

Santo Apolinário
Bispo. Em Ravena, na Itália. Enviado por São Pedro, evangelizou a região e sofreu torturas por pregar o Evangelho, morrendo espancado por uma multidão.

† 79

2

Santo Elias, o Tesbita
Profeta do Senhor no tempo de Acab e Acazias, reis de Israel.

† data inc.

3

São José Barsabás
Chamado o Justo, exercitou o ministério da pregação e da santidade.

† data inc.

4

Santa Marinha ou Margarida
Em Antioquia da Pisídia, na atual Turquia. Segundo a tradição, consagrou o seu corpo a Cristo na santidade e no martírio.

† data inc.

5

São Frumêncio
Bispo, na Etiópia. Tendo sido prisioneiro, foi depois ordenado bispo por Santo Atanásio e propagou o Evangelho nesta região.

† s. IV

6

Santo Aurélio
Bispo. Em Cartago, na atual Tunísia. Protegeu os fiéis contra os costumes pagãos e estabeleceu a sede episcopal no lugar onde antes se encontrava uma estátua da deusa Celeste.

† c. 430

7

São Vulmaro
Presbítero. No território de Boulogne, na Gália, atualmente na França. Fundou em Hautmont, no Hainaut, dois mosteiros, um para os monges e outro para as sagradas virgens.

† c. 700

8

São Paulo
Diácono e mártir. Em Córdoba, na Andaluzia, região da Espanha. Não teve medo de censurar aos príncipes e magistrados dos Mouros a falsidade do seu culto e foi morto confessando a fé em Cristo como verdadeiro Deus.

† 851

9

Beato Bernardo
Bispo. Em Hildesheim, na Saxônia, região da atual Alemanha. Embora cego, governou a sua Igreja durante vinte e três anos.

† 1153

10

Santas Madalena Yi Yong-hui, Teresa Yi Mae-im, Marta Kim Song-im, Luzia Kim, Rosa Kim, Ana Kim Chang-gum e Maria Won Kwi-im, e São João Baptista Yi Kwang-nyol
Virgens e mártir. Em Seul, na Coreia.

† 1839

11

São José Maria Díaz Sanjurgo
Bispo da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam. Na perseguição desencadeada pelo imperador Tu Duc, foi condenado à morte em ódio à fé cristã.

† 1857

12

Santos Leão Inácio Mangin e Paulo Denn, com Santa Maria Zhou Wuzhi
Presbíteros da Companhia de Jesus e mártir. Em Zhoujiahe, no Hebei, província da China. Surpreendidos e mortos diante do altar de um templo durante a perseguição dos “Yihetuan”.

† 1900

13

São Pedro Zhou Rixin
Mártir. Em Lujiazhuang, no Hebei, China. Negou poder renegar a sua fé no Deus criador do mundo, e por isso foi decapitado.

† 1900

14

Santa Maria Fu Guilin
Professora. Em Daliacum, na província da China. Morreu decapitada enquanto invocava Cristo Salvador.

† 1900

15

Santas Maria Zhao Guozhi e suas filhas Rosa Zhao e Maria Zhao
Em Wuqiao Zhaojia, no Hebei, China. Para não serem violadas, lançaram-se num poço, mas foram de lá retiradas e consumaram o seu martírio.

† 1900

16

São Xi Guizi
Mártir. Em Dechau, no Hebei, China. Ainda catecúmeno, na praça em tumulto declarou ser cristão e foi dilacerado pelos golpes dos inimigos da fé.

† 1900

17

Beatas Rita Dolores do Coração de Jesus e Francisca do Coração de Jesus
Virgens e mártires. Em Madrid, na Espanha. Presas durante a perseguição religiosa na guerra civil, foram pouco depois fuziladas na praça pública.

† 1936

18

Beato Antônio Fernandez Camacho
Presbítero da Sociedade Salesiana e mártir. Em Sevilha, na Espanha. Confirmou com o seu sangue a sua fidelidade ao Senhor durante a perseguição contra a Igreja.

† 1936

19

Beatos Luís Furones Furones e Jacinto Garcia Riesco
Da Ordem dos Pregadores e mártires. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

20

Beatos Lucas de São José e João José de Jesus Crucificado
Presbíteros das Ordens dos Carmelitas Descalços e da Santíssima Trindade, mártires. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

21

Beato Jorge de São José
Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. Em Moiá, perto de Barcelona, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Apolinário nasceu em Antioquia da Síria, sem uma precisão exata de data, no Século I.

Nome

Apolinário é um belíssimo nome, podendo ser definido com duas terminologias: “poderoso” e “virtuoso”. Ao fazer a junção dessas duas palavras, significa que é “poderoso em virtudes”.

Encontro com Pedro

Este santo, talvez desconhecido para você, tem uma particularidade singular: Está no Gênesis do cristianismo. Sim! Ele teve contato direto com os apóstolos de Cristo. O encontro com Pedro mudaria sua vida. Ele estava na Antioquia, com sua família pagã, quando encontrou o apóstolo e ficou profundamente tocado pelas suas palavras, a ponto de segui-lo até Roma.

Sofrimento por causa de Cristo

Depois foi enviado por São Pedro a Ravena, local em que construiu uma igreja da qual foi bispo. Apolinário evangelizou aquela região, pregando em nome de Jesus, o que irritou os pagãos. Por isso, sofreu torturas para parar de anunciar o Evangelho. Uma vez, foi espancado de uma forma tão brutal, que quase morreu. Além disso, foi obrigado a ficar de pés descalços e se lançar sobre brasas e também foi jogado água fervente sobre suas feridas.

A eficácia do Evangelho

Entrando na casa de uma pessoa da elite da época para curar sua filha, Apolinário a fez voltar à vida. A consequência foi a conversão da jovem, sua mãe e de toda uma multidão.

Páscoa

Apolinário morreu por volta do ano 79 d.C., em Ravena, após ser espancado por uma multidão. No lugar do martírio, foi construída uma basílica, hoje chamada Santo Apolinário em Classe, consagrada em 549.

Os Papas Símaco e Honório I ajudaram a difundir o culto a esse santo.

As relíquias do Santo foram trasladadas para a cidade de Ravena, no século IX. Foram conservadas em uma igreja que foi chamada Basílica de Santo Apolinário Novo.

Minha oração

“Oh, digníssimo Santo Apolinário, merecedor de admiração, que com dignidade de pontífice mereceu receber o poder apostólico, ajudar-nos a ser fiéis a Cristo e o Seu Evangelho até o fim! Ó fortíssimo atleta de Cristo, que, já resfriando o calor da idade, em meio às penas, pregou constantemente a Jesus Cristo, redentor do mundo, dai-nos a fortaleza, paz e caridade! Amém.”

Santo Apolinário, Bispo de Ravena, rogai por nós!  

Outros santos e beatos celebrados em 20 de Julho:

  • A comemoração de Santo Elias o Tesbita, profeta do Senhor no tempo de Acab e Acazias, reis de Israel.
  • A comemoração de São José Barsabás, chamado o Justo, que exercitou o ministério da pregação e da santidade.
  • Em Antioquia da Pisídia, na atual Turquia, Santa Marinha ou Margarida, que, segundo a tradição, consagrou o seu corpo a Cristo na santidade e no martírio. († data inc.)
  • Na Etiópia, São Frumêncio, bispo, que, tendo sido prisioneiro, foi depois ordenado bispo por Santo Atanásio e propagou o Evangelho nesta região. († s. IV)
  • Em Cartago, na atual Tunísia, Santo Aurélio, bispo,  que protegeu os fiéis contra os costumes pagãos e estabeleceu a sede episcopal no lugar onde antes se encontrava uma estátua da deusa Celeste. († c. 430)
  • No território de Boulogne, na Gália, atualmente na França, São Vulmaro, presbítero, que fundou em Hautmont, no Hainaut, dois mosteiros, um para os monges e outro para as sagradas virgens. († c. 700)
  • Em Córdoba, na Andaluzia, região da Espanha, São Paulo, diácono e mártir, que não teve medo de censurar aos príncipes e magistrados dos Mouros a falsidade do seu culto e foi morto confessando a fé em Cristo como verdadeiro Deus. († 851)
  • Em Hildesheim, na Saxônia, região da atual Alemanha, o Beato Bernardo, bispo, que, embora cego, governou a sua Igreja durante vinte e três anos. († 1153)
  • Em Seul, na Coreia, as santas Madalena Yi Yong-huiTeresa Yi Mae-imMarta Kim Song-imLuzia KimRosa KimAna Kim Chang-gum e Maria Won Kwi-im, virgem. E São João Baptista Yi Kwang-nyol, mártires. († 1839)
  • Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, São José Maria Díaz Sanjurgo, bispo da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na perseguição desencadeada pelo imperador Tu Duc, foi condenado à morte em ódio à fé cristã. († 1857)
  • Em Zhoujiahe, no Hebei, província da China, os santos Leão Inácio Mangin e Paulo Denn, presbíteros da Companhia de Jesus. Durante a perseguição desencadeada pela seita dos “Yihetuan”, eles foram surpreendidos e mortos diante do altar de um templo. Com eles pereceu também Santa Maria Zhou Wuzhi, que, intentando proteger com o seu corpo São Leão, ministro da sagrada Eucaristia, caiu ferida de morte. († 1900)
  • Em Lujiazhuang, também no Hebei, São Pedro Zhou Rixin, mártir, que, na mesma perseguição dos “Yihetuan”, negou poder renegar a sua fé no Deus criador do mundo, e por isso foi decapitado. († 1900)
  • Em Daliacum, na mesma província da China, Santa Maria Fu Guilin, uma professora que morreu decapitada enquanto invocava Cristo Salvador. († 1900)
  • Em Wuqiao Zhaojia, também no Hebei, a comemoração das santas Maria Zhao Guozhi e suas filhas Rosa Zhao e Maria Zhao. Para não serem violadas, elas se lançaram num poço, mas foram de lá retiradas e consumaram o seu martírio. († 1900
  • Em Dechau, também no Hebei, a comemoração de São Xi Guizi, mártir, que, ainda catecúmeno, na praça em tumulto declarou ser cristão e foi dilacerado pelos golpes dos inimigos da fé. († 1900)
  • Em Madrid, na Espanha, as beatas Rita Dolores do Coração de Jesus e Francisca do Coração de Jesus, virgens. Elas faziam parte da Congregação das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus e mártires. Foram presas durante a perseguição religiosa na guerra civil e pouco depois fuziladas na praça pública. († 1936)
  • Em Sevilha, na Espanha, o Beato Antônio Fernandez Camacho, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição contra a Igreja, confirmou com o seu sangue a sua fidelidade ao Senhor. († 1936)
  • Em Madrid, na Espanha, os beatos Luís Furones Furones (Abraão Furones Furones), presbítero, e Jacinto Garcia Riesco, religioso. Ambos da Ordem dos Pregadores e mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, na Espanha, os beatos mártires Lucas de São José (José Tristañy Pujol), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços, e João José de Jesus Crucificado (João Páfila Montlleó), presbítero da Ordem da Santíssima Trindade. († 1936)
  • Em Moiá, perto de Barcelona, na Espanha, o Beato Jorge de São José (António Bosch Verdura), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. († 1936)

São Símaco, Papa justo e conciliador – 19 de Julho

São Símaco, Papa justo e conciliador

Santo do Dia – 19 de Julho

São Símaco,

Papa Justo e Conciliador · † 514

Origens

São Símaco nasceu na Ilha da Sardenha, no século V, e foi o sucessor de Pedro como líder da Igreja.

São Símaco-Papa

O Papa

Teve que enfrentar os desafios da oposição antipapa de Lourenço, que havia reivindicado a autoridade de Papa. A situação só foi resolvida quando o rei Teodorico, monarca ariano, interveio e decidiu que seria reconhecido como Papa legítimo aquele que fosse eleito primeiro e com o maior número de votos dos demais bispos. Portanto, São Símaco foi eleito Papa em 498.

Intrigas sociais e políticas

São Símaco teve um papel importante como conciliador durante a queda do império romano e a invasão dos vândalos, godos, visigodos e longobardos que começavam a dominar o Ocidente. Ele entrou nas intrigas sociais e políticas para tomar partido da paz e da harmonia. Já próximo ao fim da vida, ele ainda encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos. Enquanto foi Papa, ele construiu o primeiro núcleo do palácio do Vaticano.

A morte

Papa de número 51, São Símaco morreu em 19 de julho de 514, em Roma.

São Símaco, rogai por nós! Símaco — O nome deriva do grego Sýmmachos, que significa “companheiro de luta”, “aliado” ou “aquele que combate ao lado”.

“São Símaco, homem de justiça e conciliador, concede-me a graça de ser resiliente na vida santificada e ajuda-me a espalhar a paz de Jesus ao mundo. Amém.”

São Símaco, rogai por nós!

Santa Macrina — Virgem do mosteiro de Annesis, no Ponto, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de julho:

1
São Símaco Papa. Em Roma. Enfrentou o cisma do antipapa Lourenço, atuou como conciliador durante a invasão dos povos bárbaros e libertou escravos.
† 514
2
Santo Epafras Trabalhou muito pelo Evangelho em Colossos, em Laodiceia e em Hierápolis.
† s. I
3
Santos Macedónio, Teódulo e Taciano Mártires. Em Meros, na Frígia, na atual Turquia, foram, por ordem do governador Almáquio, colocados sobre grades de ferro em brasa.
† c. 362
4
Santa Macrina Virgem. No mosteiro de Annesis, no Ponto, atual Turquia, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste.
† 379
5
São Dio o Taumaturgo Arquimandrita. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, natural de Antioquia, ordenado sacerdote e construtor de um mosteiro sob a Regra dos Acemetas.
† s. V in.
6
Santa Áurea Virgem. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, morreu durante a perseguição dos Mouros.
† 856
7
São Bernoldo (Bernolfo) Bispo. Em Utrecht, na Gélbria da Lotaríngia, atual Holanda, libertou igrejas e mosteiros do domínio dos poderosos e fomentou a observância dos Cluniacenses.
† 1054
8
Beata Estila Virgem consagrada. No mosteiro de Marienburg, na Francónia, atualmente na Alemanha, foi sepultada na igreja por ela construída.
† c. 1140
9
Beato Pedro Crisci Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, distribuiu todos os seus bens pelos pobres e viveu em grande humildade e penitência na torre do campanário da igreja.
† c. 1323
10
São João Plessington Presbítero e mártir. Em Chester, na Inglaterra, ordenado sacerdote em Segóvia e condenado à forca no reinado de Carlos II.
† 1679
11
São João Baptista Zhou Wurui Mártir. Em Lujiazuang, no Hebei, província da China, ainda adolescente, declarou-se abertamente cristão perante os sectários “Yihetuan” e foi desmembrado e morto a golpes de machado.
† 1900
12
Santos Isabel Qin Bianzhi e Simão Qin Chunfu Mártires, mãe e filho de catorze anos. Em Liucun, próximo de Renkin, no Hebei, China, superaram, fortes na fé, toda a crueldade dos “Yihetuan”.
† 1900
13
Beatos Aquiles Puchala e Hermano Stepien Presbíteros da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártires. Em Borowikowsczyzna, na Polónia, mortos durante a ocupação de sua pátria sob um regime militar estrangeiro.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

São Símaco nasceu na Ilha da Sardenha no século V e foi o sucessor de Pedro como líder da Igreja.

Papa

Teve que enfrentar os desafios da oposição antipapa de Lourenço, que havia reivindicado a autoridade de Papa. A situação só foi resolvida quando o rei Teodorico, monarca ariano, interveio e decidiu que seria reconhecido como Papa legítimo aquele que fosse eleito primeiro e com o maior número de votos dos demais bispos.

Portanto, São Símaco  foi eleito Papa em 498.

Intrigas sociais e políticas

São Símaco teve um papel importante como conciliador durante a queda do império romano e a invasão dos vândalos, godos, visigodos e longobardos que começavam a dominar o Ocidente. Ele entrou nas intrigas sociais e políticas para tomar partido da paz e da harmonia.

Já próximo ao fim da vida, ele ainda encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos.

Enquanto foi Papa, ele construiu o primeiro núcleo do palácio do Vaticano.

Páscoa

Papa de número 51, São Símaco morreu em 19 de julho de 514 em Roma.

Minha oração

“São Símaco, homem de justiça e conciliador, concede-me a graça de ser resiliente na vida santificada e ajuda-me a espalhar a paz de Jesus ao mundo. Amém.”

São Símaco, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 19 de Julho:

  • Comemoração de Santo Epafras, que trabalhou muito pelo Evangelho em Colossos, em Laodiceia e em Hierápolis.
  • Em Meros, na Frígia, na atual Turquia, os santos MacedónioTeódulo e Taciano, mártires, que, por ordem do governador Almáquio, foram colocados sobre grades de ferro em brasa. († c. 362)
  • No mosteiro de Annesis, no Ponto, também na atual Turquia, Santa Macrina, virgem, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste. († 379)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Dio o Taumaturgo, arquimandrita, natural de Antioquia, que, nesta cidade foi ordenado sacerdote e construiu um mosteiro sob a Regra dos Acemetas. († s. V in.)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santa Áurea, virgem, que morreu durante a perseguição dos Mouros. († 856)
  • Em Utrecht, na Gélbria da Lotaríngia, atual Holanda, São Bernoldo ou Bernolfo, bispo, que libertou igrejas e mosteiros do domínio dos poderosos, construiu muitas igrejas e fomentou nos mosteiros a observância dos Cluniacenses. († 1054)
  • No mosteiro de Marienburg, na Francónia, atualmente na Alemanha, a Beata Estila, virgem consagrada, que foi sepultada na igreja por ela construída. († c. 1140)
  • Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, o Beato Pedro Crisci, que, tendo distribuído todos os seus bens pelos pobres, exercitou o ministério na igreja catedral e viveu em grande humildade e penitência na torre do campanário da igreja. († c. 1323)
  • Em Chester, na Inglaterra, São João Plessington, presbítero e mártir, que, ordenado sacerdote em Segóvia e regressando à Inglaterra, foi por isso condenado a forca no reinado de Carlos II. († 1679)
  • Em Lujiazuang, no Hebei, província da China, São João Baptista Zhou Wurui, mártir, que, ainda adolescente, se declarou abertamente cristão perante os sectários “Yihetuan” e por isso foi desmembrado e morto a golpes de machado. († 1900)
  • Em Liucun, próximo da cidade de Renkin, também no Hebei, os santos mártires Isabel Qin Bianzhi e seu filho Simão Qin Chunfu, de catorze anos, que, durante a mesma perseguição dos “Yihetuan”, fortes na fé, superaram toda a crueldade dos inimigos. († 1900)
  • Em Borowikowsczyzna, na Polónia, os beatos Aquiles Puchala e Hermano Stepien, presbíteros da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártires. Foram mortos durante a ocupação da Polónia, sua pátria, sob um regime militar estrangeiro. († 1943)

São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina – 18 de Julho

São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina

Santo do Dia – 18 de Julho

São Francisco Solano,

Padroeiro dos Missionários da América Latina · † 1610

Origens

São Franscisco Solano

Nasceu em Montilla, Espanha, no ano de 1549. Pertencente a uma família abastada e de nobre ascendência, os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, eram cristãos fervorosos. Sua formação passou pelo colégio jesuíta, ingressando, mais tarde, na Ordem Franciscana.

O que mais ansiava era ser um missionário. Porém, adiou os planos para cuidar dos doentes, principalmente os mais pobres na Espanha, que foram devastados pela peste. Ele acabou contraindo a doença, mas logo se recuperou.

Missão na América Latina

Em 1589, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano. Durante o caminho, eles enfrentaram uma forte tempestade, que fez o navio encalhar em um banco de areia. Porém, com sua presença e palavra de fé, acalmou as pessoas.

Com isso, acabou batizando muitos passageiros e também os escravos negros que viajavam com eles. Logo depois, o que Francisco dissera aconteceu. Um outro navio os avistou e chegaram a salvo ao destino: Lima, no Peru.

Quinze anos de apostolado

Durante os quinze anos de apostolado, vivenciou vários milagres como: a cura de doentes com o toque de seu cordão de franciscano, livrou totalmente uma vasta região da praga dos gafanhotos e o dom de aprender facilmente as novas línguas e catequizar a cada tribo em seu próprio dialeto.

Últimos anos

Passou os últimos cinco anos de sua vida em Lima. Francisco Solano morreu em julho de 1610 enquanto os frades cantavam o Credo. Suas últimas palavras foram: “Glorificetur Deus”. Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 27 de dezembro de 1726.

São Francisco Solano, rogai por nós! Francisco — Significa “o francês” ou “homem livre”. Deriva do germânico Frank, que originalmente designava os membros da tribo dos francos, e tornou-se mundialmente famoso devido a São Francisco de Assis. Solano — Tem origem no latim sol, que significa “sol”, ou deriva de topônimos espanhóis que significam “lugar exposto ao sol”.

“Oração – São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina, dai-nos o anseio de sermos missionários e nunca desistir de anunciar as maravilhas de Deus. Amém.”

São Francisco Solano, rogai por nós!

São Bartolomeu dos Mártires — Bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de julho:

1
São Francisco Solano Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Lima, no Peru. Missionário incansável na evangelização da América Latina, dotado do dom de línguas e de numerosos milagres.
† 1610
2
São Bartolomeu dos Mártires Bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga.
† 1590
3
Santos Sinforosa e sete companheiros — Crescente, Juliano, Nemésio, Primitivo, Justino, Estacteu e Eugénio Mártires. Na Via Tiburtina. Suportaram o martírio com diversos gêneros de tortura, como irmãos em Cristo.
† s. III-IV
4
São Materno Bispo. Em Milão, na Ligúria, região da Itália. Restabelecida a liberdade da Igreja, trasladou com grande solenidade de Lódi para a sua cidade os corpos dos mártires Nabor e Félix.
† s. IV
5
Santo Emiliano Mártir. Em Doróstoro, na Mésia, na Bulgária. Destruiu o altar dos ídolos para impedir o sacrifício e, por isso, foi atirado para uma fornalha.
† 362
6
São Filastro Bispo. Em Bréscia, na Venécia, atualmente na Lombardia, região da Itália. Sua vida e morte foram louvadas por São Gaudêncio, seu sucessor.
† c. 397
7
São Rufilo Bispo. Em Forlimpópuli, na atual Emília-Romanha, região da Itália. Considerado o primeiro a governar esta Igreja e ter conduzido a Cristo todo o povo rural deste território.
† s. V
8
Santo Arnolfo Bispo. Em Metz, na Austrásia, atualmente na França. Foi conselheiro de Dagoberto, rei da Austrásia, e depois, renunciando ao cargo, se retirou para a vida eremítica nos montes Vosgos.
† 640
9
Santa Teodósia Monja e mártir. Em Constantinopla, na Turquia. Morreu por defender uma antiga imagem de Cristo que o imperador Leão ordenava remover do seu palácio.
† s. VIII
10
São Frederico Bispo. Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, atualmente na Holanda. Exímio conhecedor da Sagrada Escritura, consagrou-se com grande zelo à evangelização dos Frísios.
† 838
11
São Bruno Bispo. Em Ségni, no Lácio, região da Itália. Trabalhou e sofreu muito pela renovação da Igreja e, por isso, obrigado a deixar a sua sede episcopal, encontrou refúgio em Montecassino.
† 1123
12
São Simão de Lipnica Presbítero da Ordem dos Menores. Em Cracóvia, na Polônia. Impelido pela sua caridade, encontrou a morte no cuidado dos empestados moribundos.
† 1482
13
Beato João Baptista de Bruxelas Presbítero de Limoges e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Morreu durante a Revolução Francesa.
† 1794
14
São Domingos Nicolau Dinh Dat Mártir. Em Nam Dinh, hoje no Vietnã. Morreu estrangulado por ser cristão a mando do imperador Minh Mang.
† 1859
15
Beata Tarcísia (Olga Mackiv) Virgem da Congregação das Irmãs Escravas de Maria Imaculada e mártir. Em Krystonópil, na Ucrânia.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Nasceu em Montilla, Espanha, no ano de 1549. Pertencente a uma família abastada e de nobre ascendência, os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, eram cristãos fervorosos.

Sua formação passou pelo colégio jesuíta, ingressando, mais tarde, na Ordem Franciscana. O que mais ansiava era ser um missionário. Porém, adiou os planos para cuidar dos doentes, principalmente os mais pobres na Espanha, que foram devastados pela peste. Ele acabou contraindo a doença, mas logo se recuperou.

Missão na América Latina 

Em 1589, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano. Durante o caminho, eles enfrentaram uma forte tempestade, que fez o navio encalhar em um banco de areia. Porém, com sua presença e palavra de fé, acalmou as pessoas. Com isso, acabou batizando muitos passageiros e também os escravos negros que viajavam com eles. Logo depois, o que Francisco dissera aconteceu. Um outro navio os avistou e  chegaram a salvo ao destino: Lima, no Peru.

Quinze anos de apostolado 

Durante os quinze anos de apostolado, vivenciou vários milagres como: a cura de doentes com o toque de seu cordão de franciscano, livrou totalmente uma vasta região da praga dos gafanhotos e o dom de aprender facilmente as novas línguas e catequizar a cada tribo em seu próprio dialeto.

Páscoa

Passou os últimos cinco anos de sua vida em Lima. Francisco Solano morreu em julho de 1610 enquanto os frades cantavam  o Credo. Suas últimas palavras foram:  “Glorificetur Deus”. Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 27 de dezembro de 1726.

Minha oração

“São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina, dai-nos o anseio de sermos missionários e nunca desistir de anunciar as maravilhas de Deus. Amém.”

São Francisco Solano, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 18 de Julho:

  • Comemoração do São Bartolomeu dos Mártires, bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga. († 1590)
  • Na Via Tiburtina,  a comemoração dos santos Sinforosa e sete companheiros – CrescenteJulianoNemésioPrimitivoJustinoEstacteu e Eugénio – mártires, que suportaram o martírio com diversos géneros de tortura, como irmãos em Cristo. († s. III-IV)
  • Em Milão, na Ligúria, região da Itália, São Materno, bispo, que, restabelecida a liberdade da Igreja, trasladou com grande solenidade de Lódi para a sua cidade os corpos dos mártires Nabor e Félix. († s. IV)
  • Em Doróstoro, na Mésia, na Bulgária, Santo Emiliano, mártir, que, destruiu o altar dos ídolos para impedir o sacrifício e, por isso, foi atirado para uma fornalha. († 362)
  • Em Bréscia, na Venécia, atualmente na Lombardia, região da Itália, São Filastro, bispo, cuja vida e morte foram louvadas por São Gaudêncio, seu sucessor. († c. 397)
  • Em Forlimpópuli, na atual Emília-Romanha, também região da Itália, São Rufilo, bispo, que é considerado o primeiro a governar esta Igreja e ter conduzido a Cristo todo o povo rural deste território. († s. V)
  • Em Metz, na Austrásia, atualmente na França, Santo Arnolfo, bispo, que foi conselheiro de Dagoberto, rei da Austrásia, e depois, renunciando ao cargo, se retirou para a vida eremítica nos montes Vosgos. († 640)
  • Em Constantinopla, na Turquia, Santa Teodósia, monja e mártir. Ela morreu por defender uma antiga imagem de Cristo que o imperador Leão ordenava remover do seu palácio. († s. VIII)
  • Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, atualmente na Holanda, São Frederico, bispo, que foi exímio conhecedor da Sagrada Escritura e se consagrou com grande zelo à evangelização dos Frisões. († 838)
  • Em Ségni, no Lácio, região da Itália, São Bruno, bispo, que trabalhou e sofreu muito pela renovação da Igreja e, por isso, obrigado a deixar a sua sede episcopal, encontrou refúgio em Montecassino. († 1123)
  • Em Cracóvia, na Polónia, São Simão de Lipnica, presbítero da Ordem dos Menores que, impelido pela sua caridade, encontrou a morte no cuidado dos empestados moribundos. († 1482)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista de Bruxelas, presbítero de Limoges e mártir, que, morreu durante a Revolução Francesa. († 1794)
  • Em Nam Dinh, hoje no Vietnam, São Domingos Nicolau Dinh Dat, mártir, que, morreu estrangulado por ser cristão a mando do imperador Minh Mang. († 1859)
  • Em Krystonópil, na Ucrânia, a Beata Tarcísia (Olga Mackiv), virgem da Congregação das Irmãs Escravas de Maria Imaculada e mártir.  († 1944)

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires – 17 de Julho

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires

Santo do Dia – 17 de Julho

Beato Inácio de Azevedo,

Mártir Jesuíta e Companheiros · † 1570

Origens

Beato Inpacio de Azevedo Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres.

Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças.

Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

companhia de jesus

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral.

vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão São Francisco de Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários.

Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses.

os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem.

Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

Beato Inácio de Azevedo e companheiros, rogai por nós!

Inácio — Significa “o ardente” ou “o fogoso”. Tem origem no latim Ignatius, derivado de ignis, que significa fogo, numa alusão ao fervor e zelo espiritual.

“Oração – Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém.”

Bem-aventurados mártires, rogai por nós!

Santa Edviges — Rainha da Polônia, nascida na Hungria, dedicou seu reinado à evangelização da Lituânia e às obras de caridade.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de julho:

1

Santos Esperato, Narzal, Citino, Vetúrio, Félix, Aquilino, Letâncio, Januária, Generosa, Véstia, Donata e SegundaMártires cilitanos. Em Cartago, na hodierna Tunísia.

† 180

2

São JacintoMártir. Em Amástris, na Paflagônia, hoje na Turquia.

† c. s. III

3

Santas Justa e RufinaVirgens e mártires. Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia.

† c. 287

4

Santa MarcelinaVirgem. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Irmã de Santo Ambrósio.

† s. IV f.

5

Santo AleixoHomem de Deus. Em Roma, na igreja situada no monte Aventino.

† s. IV

6

São TeodósioBispo. Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França.

† s. VI

7

Santo EnódioBispo. Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália.

† 521

8

São FredegandoMonge. Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica.

† s. VIII

9

São KenelmoPríncipe da Mércia, considerado mártir. No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra.

† c. 812

10

São Leão IVPapa. Em Roma, junto de São Pedro. Defensor da cidade e apologista do primado de Pedro.

† 855

11

São ColomanoEm Stockerau, no território de Viena, na Baviera, atualmente na Áustria.

† 1012

12

Santos André (Zoerardo) e BentoEremitas. Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, atual Eslováquia.

† 1031 e 1034

13

Santa EdvigesRainha, nascida na Hungria. Em Cracóvia, na Polônia.

† 1399

14

Beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheirasVirgens do Carmelo de Compiègne e mártires. Em Paris, na França.

† 1794

15

São Pedro Liu ZiyuMártir. Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China.

† 1900

16

Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich)Bispo e mártir. Em Leopoldov, na Eslováquia.

† 1960

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. 

Companhia de Jesus

Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças. Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral. 

Vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão são Francisco Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários. Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses. 

Os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem. Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

A minha oração

“Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Bem-aventurados Mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 17 de Julho

  • Em Cartago, na hodierna Tunísia, o dia natal dos santos mártires cilitanos – EsperatoNarzalCitinoVetúrioFélixAquilinoLetâncioJanuáriaGenerosaVéstiaDonata e Segunda. († 180)
  • Em Amástris, na Paflagónia, na hodierna Turquia, São Jacinto, mártir. († c. s. III)
  • Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia, as santas Justa e Rufina, virgens. († c. 287)
  • Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santa Marcelina, virgem, irmã de Santo Ambrósio. († s. IV f.)
  • Em Roma, na igreja situada no monte Aventino, celebra-se um homem de Deus chamado Aleixo. († s. IV)
  • Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França, São Teodósio, bispo. († s. VI)
  • Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Enódio, bispo. († 521)
  • Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Bélgica, São Fredegando, monge. († s. VIII)
  • No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra, São Kenelmo, príncipe da Mércia, que é considerado mártir. († c. 812)
  • Em Roma, junto de São Pedro, São Leão IV, papa, defensor da cidade e apologista do primado de Pedro. († 855)
  • Em Stockerau, no território de Viena, na Baviera, atualmente na Áustria, São Colomano. († 1012)
  • Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, em território da atual Eslováquia, os santos André ou Zoerardo e Bento, eremitas. († 1031 e 1034)
  • Em Cracóvia, na Polônia, Santa Edviges, rainha, que, nascida na Hungria. († 1399)
  • Em Paris, na França, as beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheiras, virgens do Carmelo de Compiègne e mártires. († 1794)
  • Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China, São Pedro Liu Ziyu, mártir. († 1900)
  • Em Leopoldov, na Eslováquia, o Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich), bispo e mártir. († 1960)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]
  • Um Santo para cada dia, Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

Nossa Senhora do Carmo, Virgem do Escapulário – 16 de Julho

Nossa Senhora do Carmo, Virgem do Escapulário

Santo do Dia – 16 de Julho

Nossa Senhora do Carmo,

Virgem do Escapulário · † s. XIII

Os Primeiros Monges

Nossa Senhora do Carmo Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”.

Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica. Atraídos ao Monte Carmelo pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155.

Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha à Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

O Reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e Perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se à Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, sede propícia aos carmelitas, ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno.”

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor à Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima

No dia 13 de outubro de 1917, na última de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; a oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das Dores, que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo de Nossa Senhora do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidou toda a Igreja a colocar o escapulário em primeiro lugar entre as devoções marianas, entendido como veste mariana e símbolo da proteção da Mãe celeste. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! Carmelo — Do hebraico Karmel, significa “jardim de Deus” ou “jardim fértil”. É o nome do monte na Terra Santa onde os primeiros cavaleiros cruzados se estabeleceram em torno de 1155, inspirados pela tradição do profeta Elias, dando origem à Ordem dos Carmelitas.

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém.”

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Beato Bartolomeu dos Mártires — Bispo de Braga, sepultado no mosteiro da Santa Cruz, em Viana do Castelo, Portugal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de julho:

1
Santo Antíoco Mártir. Em Anastasiópolis, na Galácia, na hodierna Turquia. Irmão de São Platão.
† s. III-IV
2
Santo Atenógenes Corepíscopo e mártir. Em Sebaste, na antiga Armênia, hoje Sivas, na Turquia.
† c. 305
3
Santo Helério Eremita. Em Jersey, ilha do Mar do Norte. Segundo a tradição, sofreu o martírio.
† s. VI
4
Santos Monulfo e Gondulfo Bispos. Em Maastricht, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda.
† s. VI/VII
5
Santos Reinilde, Grimoaldo e Gondulfo Mártires. Em Saintes, no Hainaut, na atual França. Segundo a tradição, sofreram o martírio.
† c. 680
6
São Sisenando Diácono e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha.
† 851
7
Beata Irmengarda Abadessa. No mosteiro de Chiemsee, na Baviera, região da atual Alemanha.
† 866
8
Beato Simão da Costa Religioso da Companhia de Jesus. O último dos mártires da nau «São Tiago».
† 1570
9
Beato Bartolomeu dos Mártires Bispo de Braga. Em Viana do Castelo, no mosteiro da Santa Cruz, Portugal.
† 1590
10
Beatos João Sugar e Roberto Grissold Presbítero e mártir. Em Warwick, na Inglaterra.
† 1604
11
Beatos André de Soveral e Domingos Carvalho Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Cunhaú, cidade próxima de Natal, no Brasil.
† 1645
12
Beatos Nicolau Savouret e Cláudio Béguignot Mártires. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beata Amada de Jesus e companheiras Virgens e mártires. Em Orange, na França.
† 1794
14
Santa Maria Madalena Postel Virgem, fundadora da Congregação das Filhas da Misericórdia. No território de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na Normandia, França.
† 1846
15
Santos Lang Yangzhi e Paulo Lang Fu Catecúmena e mártir, mãe e filho. Em Lujiapo, localidade próxima de Qinghe, no Hebei, China.
† 1900
16
Santa Teresa Zhang Hezhi Mártir. Em Zhangjiaji, localidade próxima de Ningjin, no Hebei, China.
† 1900

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

Os primeiros monges 

Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica.

Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155. Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha a Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. 

O reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propícia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se  o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima 

No dia 13 de outubro de 1917, na última aparição de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das dores (cf. Is 53, 3), que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar, em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.

A minha oração

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém!”

Nossa Senhor do Carmo, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 16 de julho:

  • Em Anastasiópolis, na Galácia, na hodierna Turquia, Santo Antíoco, mártir, irmão de São Platão. († s. III-IV)
  • Em Sebaste, na antiga Arménia, hoje Sivas, na Turquia, Santo Atenógenes, corepíscopo e mártir. († c. 305)
  • Em Jersey, ilha do Mar do Norte, Santo Helério, eremita, que, segundo a tradição, sofreu o martírio. († s. VI)
  • Em Maastricht, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda, os santos Monulfo e Gondulfo, bispos. († s. VI/VII)
  • Em Saintes, no Hainaut, na atual França, os santos mártires Reinilde, virgem, Grimoaldo e Gondulfo, que, segundo a tradição sofreram o martírio. († c. 680)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Sisenando, diácono e mártir. († 851)
  • No mosteiro de Chiemsee, na Baviera, região da atual Alemanha, a Beata Irmengarda, abadessa. († 866)
  • A paixão do Beato Simão da Costa, religioso da Companhia de Jesus e o último dos mártires da nau «São Tiago». († 1570)
  • Em Viana do Castelo, no mosteiro da Santa Cruz, em Portugal, o Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo de Braga. († 1590)
  • Em Warwich, na Inglaterra, os beatos João Sugar, presbítero, e Roberto Grissold, mártires. († 1604)
  • Em Cunhaú, cidade próxima de Natal, no Brasil, os beatos André de Soveral, presbítero da Companhia de Jesus, e Domingos Carvalho, mártires. († 1645)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Nicolau Savouret, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, e Cláudio Béguignot, da Ordem Cartusiana. († 1794)
  • Em Orange, na França, as beatas Amada de Jesus (Maria Rosa de Gordon) e seis companheiras, virgens e mártires. († 1794)
  • No território de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na Normandia, região da França, Santa Maria Madalena Postel, virgem que  fundou a Congregação das Filhas da Misericórdia. († 1846)
  • Em Lujiapo, localidade próxima de Qinghe, no Hebei, província da China, os santos Lang Yangzhi, catecúmena, e Paulo Lang Fu, seu filho, mártires. († 1900)
  • Em Zhangjiaji, localidade próxima de Ningjin, também no Hebei, Santa Teresa Zhang Hezhi, mártir. († 1900)

São Boaventura, Bispo, Doutor da Igreja – 15 de Julho

São Boaventura, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 15 de Julho

São Boaventura,

Doutor Seráfico · † 1274

Curado por Francisco

São Boaventura - Bispo, Doutor da Igreja Natural de Bagnoregio, “cidade onde também morreu”, nas proximidades de Viterbo, João Fidanza era filho de um médico.

Percebeu logo que não queria seguir a profissão do pai. Segundo uma lenda, que também explicaria a adoção do seu nome religioso, o encontro com São Francisco de Assis teria sido decisivo em sua vida. De fato, quando era criança, o Santo o curou de uma doença grave, e fazendo o sinal da cruz em sua testa, exclamou: “Oh! boa ventura!”.

Um Franciscano Professor

Aos 18 anos, foi estudar em Paris, onde entrou para a Ordem dos Frades Menores. Ao concluir seus estudos, em 1253, tornou-se magister (Professor) e por essa via santificou-se ao explicar os mistérios divinos. Assim, conseguiu a licença para ensinar teologia. Adotando a vida franciscana, tornou-se fiel a ele até o fim.

Perseguição Ordens Mendicantes

Na época, explodiu uma luta interna terrível entre os professores seculares e os pertencentes às Ordens mendicantes, que, por certo tempo, não eram reconhecidas pelas universidades. A rivalidade surgiu no início da Idade Média, quando, no século XII, a Igreja havia condenado os movimentos religiosos do pauperismo como hereges, até que o Papa Inocêncio III os incluiu no corpo eclesial sob a dependência direta do Papado. Porém, em 1254, a tensão voltou à gala, com a publicação de uma obra, que profetizava o advento de uma nova Igreja, fundada única e exclusivamente na pobreza, que deveria se concretizar em 1260.

Cardeal Franciscano

No entanto, em 1257, Frei Boaventura tornou-se Ministro Geral dos Frades Menores, cargo que o obrigou a deixar o ensino e fazer viagens por toda a Europa. Em 1260, escreveu uma nova biografia de São Francisco, intitulada a Legenda Maior, que substituía todas as biografias existentes e tinha como objetivo fortalecer a unidade da Ordem, – que já contava 30 mil frades, – ameaçada tanto pela corrente espiritual quanto pelas tendências mundanas. Giotto inspirou-se nesta obra para pintar a série de Histórias de São Francisco.

Conselheiro

Em 1271, ao voltar para Viterbo, ofereceu sua contribuição para a resolução do famoso Conclave, o mais longo da história, que elegeu seu amigo Gregório X. Este Papa, dois anos depois, o consagrou Bispo de Albano e Cardeal, confiando-lhe a tarefa de organizar, em Lyon, um Concílio para a unidade entre a Igreja latina e a grega. Precisamente durante este Concílio, após fazer duas intervenções, Boaventura faleceu em 1274.

A Filosofia a Serviço da Teologia

Em 1588, o Papa Sisto V o incluiu entre os Doutores da Igreja – que, na época, eram seis – junto com São Tomás de Aquino: Boaventura com o título de Doutor seráfico e Tomás com o de Doutor angélico. Sua contribuição para a doutrina teológica foi muito importante: partindo, antes de tudo, do pensamento de Santo Agostinho, expressou a necessidade de submeter a filosofia à teologia, uma vez que o objetivo desta última é Deus. Assim, a filosofia poderia apenas ajudar na busca humana de Deus, levando o homem de volta à sua dimensão interior – a alma – para reconduzir a Deus.

São Boaventura afirmava ainda que Cristo é o caminho de todas as ciências, e que somente a Verdade revelada podia potenciá-las e uni-las em vista da meta perfeita e única, que é sempre o conhecimento de Deus. Por isso, o Santo, que defendia a tradição patrística e combatia o aristotelismo, chegou à conclusão de que o único conhecimento possível só era possível através da contemplação.

A Expressão da SS. Trindade no Mundo

Ainda de origem agostiniana, também a elaboração da teologia trinitária de São Boaventura foi muito importante. Na prática, ele afirmava que o mundo era uma espécie de livro, no qual emerge a Trindade, da qual fora criado. Logo, Deus, Uno e Trino, está presente como “vestígio” ou marca em todos os seres animados e inanimados: como “imagem”, nas criaturas dotadas de inteligência, como o homem; como “semelhança”, nas criaturas justas e santas, tocadas pela Graça e animadas pelas virtudes da fé, esperança e caridade, que as tornam filhas de Deus.

São Boaventura, rogai por nós! Boaventura — O nome tem origem no latim e significa literalmente “boa fortuna” ou “boa sorte”.

“Santo mestre, ensinai-me a sabedoria e que eu faça dela a minha amiga. Assim como iluminai-me nas minhas escolhas, naquilo que devo fazer, para que vivendo neste mundo eu encontre o Senhor! Amém.”

São Boaventura, rogai por nós!

São Vladimir — Príncipe de Kiev, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de julho:

1
Santos Eutrópio, Zósima e Bonosa Mártires. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália.
† data inc.
2
São Félix Bispo de Tibiuca e mártir. Em Cartago, atualmente na Tunísia, recusou lançar ao fogo os livros da Escritura e foi morto à espada pelo procônsul Anulino.
† 303
3
São Catulino Diácono e mártir. Também em Cartago, em cuja honra Santo Agostinho pregou um sermão ao povo.
† 303
4
Santos Filipe e dez crianças Mártires. Em Alexandria, no Egito.
† c. s. IV
5
Santo Abudémio Mártir. Na ilha de Ténedo, no Helesponto, junto ao atual estreito de Dardanelos.
† s. IV
6
São Tiago Primeiro bispo de Nísibe, na Mesopotâmia, hoje Nusaybin, na Turquia. Participou no Concílio de Niceia e governou em paz o seu povo.
† 338
7
São Plequelmo Bispo de Roermond, no Brabante, atualmente na Holanda. Oriundo da Nortúmbria, anunciou a muitos as riquezas de Cristo.
† c. 713
8
São Gumberto Abade. Fundou o mosteiro de Ansbach, na Francônia, atualmente na Alemanha, na sua herdade.
† c. 790
9
São José Bispo de Tessalônica, irmão de São Teodoro Estudita. Defendeu o culto das sagradas imagens contra a heresia iconoclasta e morreu de fome no exílio.
† 832
10
Santo Atanásio Bispo de Nápoles, na Campânia. Sofreu perseguição do seu sobrinho Sérgio e foi expulso da sede episcopal.
† 872
11
São Vladimir Príncipe. Em Kiev, atualmente na Ucrânia. Recebeu no Batismo o nome de Basílio e difundiu a verdadeira fé entre os povos que governava.
† 1015
12
Santo Ansuero Abade e mártir. Em Ratzeburgo, no Holstein, apedrejado até a morte com outros vinte e oito monges pelos Vendos.
† 1066
13
São David Bispo de Västeras, na Suécia. De nacionalidade inglesa, converteu os suecos a Cristo.
† c. 1082
14
Beato Ceslau Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Breslau, na Silésia, atualmente na Polônia, trabalhou pelo reino de Deus.
† 1242
15
Beato Bernardo Margrave de Baden. Em Moncaliéri, no Piemonte, foi surpreendido pela morte a caminho do Oriente após a conquista de Constantinopla.
† 1458
16
Beatos Inácio de Azevedo e trinta e nove companheiros Mártires da Companhia de Jesus, celebrados em Portugal no dia dezessete deste mês.
† 1570
17
São Pompílio Maria Pirróti Presbítero das Escolas Pias. Em Campi Salentina, na Apúlia, insigne pela austeridade da sua vida.
† 1766
18
Beato Miguel Bernardo Marchand Presbítero e mártir. Deportado durante a Revolução Francesa para uma galera-prisão ao largo de Rochefort, onde morreu.
† 1794
19
São Pedro Nguyen Ba Tuan Presbítero e mártir. Em Nam Dinh, no Tonquim, atualmente no Vietnã, morreu de fome no cárcere.
† 1838
20
Beata Ana Maria Javouhey Virgem. Em Paris, na França, fundou a Congregação das Irmãs de São José de Cluny para o cuidado dos enfermos e a formação da juventude.
† 1851
21
Santo André Nguyen Kim Thong Nam Mártir. Em My Tho, na Cochinchina, atualmente no Vietnã. Catequista preso e exilado, consumou o martírio durante a viagem.
† 1855
22
Beato Antônio Beszta-Borowski Presbítero e mártir. Em Bielsk Podlaski, na Polônia, foi preso pelos inimigos da fé cristã e fuzilado.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Bispo e Doutor da Igreja

Nascido provavelmente em 1217, época em que a fé cristã, penetrada profundamente na cultura e na sociedade da Europa, inspirou obras imperecíveis no campo da literatura, das artes visuais, da filosofia e da teologia.

Foi bispo de Albano, na Itália, e Doutor da Igreja. Insigne pela sua doutrina, santidade de vida e eminente atividade ao serviço da Igreja.

Chamado, com razão, o “segundo fundador da Ordem”.

Dirigiu com suma prudência, como ministro geral, a Ordem dos Menores, segundo o espírito de São Francisco, chamado, com razão, o “segundo fundador da Ordem”.

Foi um teólogo célebre e Doutor da Igreja e transformou a tradição franciscana em uma escola intelectual.

Soube aliar nos seus numerosos escritos a amplitude da erudição com o ardor da piedade. Quando trabalhava na preparação do Concílio de Lião II, mereceu passar à bem-aventurada visão de Deus.

Faleceu em 1274, durante o Concílio que tratou sobre a unidade dos cristãos.

Foi canonizado em 1482.

“Homem bom, afável, piedoso e misericordioso, repleto de virtudes

Um anônimo, notário pontifício, escreveu sobre São Boaventura : “Homem bom, afável, piedoso e misericordioso, repleto de virtudes, amado por Deus e pelos homens (…). Deus, de fato, havia lhe dado tal graça, que todos aqueles que o viam eram invadidos por um amor que o coração não podia ocultar”.

São Boaventura, Doutor da Igreja, rogai por nós!

ORAÇÃO – Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Com São Vladimir, príncipe, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.

Beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que em Portugal se celebram no dia dezassete deste mês.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

15

2. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália, os santos Eutrópio, Zósima e Bonosa, mártires.(† data inc.)

3. Em Cartago, atualmente na Tunísia, junto à Via chamada dos Cilitanos, na basílica de Fausto, o sepultamento de São Félix, bispo de Tibiuca e mártir, que, respondendo à ordem do procurador Magniliano para que lançasse ao fogo os livros da Escritura, declarou que preferia ser queimado ele mesmo em vez da Escritura divina, e imediatamente foi morto à espada pelo pro cônsul Anulino.(† 303)

4. Também em Cartago, a comemoração dos santos Catulino, diácono e mártir, em cuja honra Santo Agostinho pregou um sermão ao povo, e outros mártires cujos corpos repousam na basílica de Fausto.(† 303)

5. Em Alexandria, no Egito, os santos mártires Filipe e dez crianças.(† c. s. IV)

6. Na ilha de Ténedo, no Helesponto, junto ao atual estreito de Dardanelos, Santo Abudémio, mártir.(† s. IV)

7. Em Nísibe, na Mesopotâmia, hoje Nusaybin, na Turquia, São Tiago, primeiro bispo desta cidade, que participou no Concílio de Niceia, governou em paz o seu povo e o defendeu dos ataques dos inimigos da fé.(† 338)

8. Em Roermond, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda, São Plequelmo, bispo, que, oriundo da Nortumbria, anunciou a muitos as riquezas de Cristo.(† c. 713)

9. No mosteiro de Ansbach, na Francónia, atualmente na Alemanha, São Gumberto, abade, que fundou este cenóbio na sua herdade.(† c. 790)

10. Na Tessália, região da Grécia, o passamento de São José, bispo de Tessalônica, irmão de São Teodoro Estudita, que, durante a vida de monge, compôs numerosos hinos e, promovido depois ao episcopado, suportou muitas e ásperas adversidades por defender a disciplina eclesiástica e o culto das sagradas imagens contra a heresia iconoclasta; finalmente foi relegado para a Tessália, onde morreu de fome.(† 832)

11. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santo Atanásio, bispo, que, depois de ter sofrido muito da parte do seu ímpio sobrinho Sérgio, foi expulso da sua sede episcopal e, consumido pelas tribulações, em Véroli, território dos Hérnicos, no Lácio, subiu à morada celeste.(† 872)

12. Em Kiev, na Rússia, atualmente na Ucrânia, São Vladimir, príncipe, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.(† 1015)

13 Em Ratzeburgo, no Holstein, na atual Alemanha, Santo Ansuero, abade e mártir, que, com outros vinte e oito monges, foi apedrejado até a morte pelos Vendos, amotinados contra os pregadores da fé cristã.(† 1066)

14. Em Västeras, na Suécia, São David, bispo, que, de nacionalidade inglesa, depois de ter sido foi monge de Cluny, dali partiu para converter os Suecos a Cristo e, já ancião, morreu piedosamente no mosteiro que fundara.(† c. 1082)

15. Em Breslau, na Silésia, atualmente na Polônia, o Beato Ceslau, presbítero dos primeiros irmãos da Ordem dos Pregadores, que trabalhou pelo reino de Deus na Silésia e noutras regiões da Polónia.(† 1242)

16. Em Moncaliéri, localidade do Piemonte, região da Itália, o Beato Bernardo, margrave de Baden, que foi surpreendido pela morte quando se dirigia para o Oriente a fim de defender os povos cristãos depois da conquista de Constantinopla pelos inimigos.(† 1458)

17. Comemoração dos beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que em Portugal se celebram no dia dezessete deste mês.(† 1570)

18. Em Campi Salentina, na Apúlia, região da Itália, São Pompílio Maria Pirróti, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias, insigne pela austeridade da sua vida.(† 1766)

19. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na costa marítima da França, o Beato Miguel Bernardo Marchand, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por causa do seu sacerdócio foi deportado de Ruão para a prisão na esquálida galera, onde morreu consumido pela enfermidade.(† 1794)

20. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam, São Pedro Nguyen Ba Tuan, presbítero e mártir, que, preso pela sua fidelidade a Cristo no tempo do imperador Minh Mang, morreu de fome no cárcere.(† 1838)

21. Em Paris, na França, a Beata Ana Maria Javouhey, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs de São José de Cluny para o cuidado dos enfermos e a formação cristã da juventude feminina, obra que difundiu nas terras de missão.(† 1851)

22. Em My Tho, província da Cochinchina, atualmente no Vietnam, Santo André Nguyen Kim Thong Nam (Nam Thuong), mártir, que, no tempo do imperador Tu Duc, por ser catequista, foi encarcerado e depois enviado para o exílio, obrigado a caminhar preso com cadeias e carregando uma trave, até que, finalmente, consumou durante a viagem o seu martírio.(† 1855)

23. Em Bielsk Podlaski, povoação da Polônia, o Beato Antônio Beszta-Borowski, presbítero e mártir, que, durante a guerra, foi preso pelos inimigos da fé cristã e fuzilado, morrendo por Cristo.(† 1943)