São Gontrão, Rei – 28 de Março

São Gontrão, Rei

Neto de rei e de santa

Filho de Clotário I, rei de França e neto de Clóvis I e de Santa Clotilde, Clotário era senhor de França e de uma parte da Alemanha, quando a doença o prostrou, e ele se viu obrigado a tudo deixar. “Que pensais, dizia aos cortesãos, quem é esse rei celeste que faz morrer assim tão grandes reis?” Morreu, dessa forma, em Compiegne, no ano de 561, após ter reinado cinqüenta anos.

O traço dominante de seu caráter era a bondade e a piedade

Seus quatro filhos lançaram a sorte sobre o reino. Cariberto teve Paris e a Aquitânia. Gontrão recebeu Orleans, a Borgonha e estabeleceu a capital em Châlon-sobre-o-Saône. A Sigeberto, o mais jovem, coube a Austrásia, e em Metz estabeleceu a capital.

Gontrão serviu de pai aos dois sobrinhos. No começo de seu reinado, cometeu mais de uma falta por fraqueza e induzimento. Mas expirou-as pela penitência. O traço dominante de seu caráter era a bondade e a piedade.

Morrendo Chilperico, foi a Paris e dedicou-se à reparação das injustiças que seu irmão cometera.

Gontrão serviu de pai aos sobrinhos

Um domingo em que assistia à missa, o diácono fez com que o povo mantivesse silêncio para começar o sacrifício. Gontrão voltou-se para o povo e disse:

“Eu vos conjuro, homens e mulheres que aqui estais, a guardar-me fidelidade inviolável e não me matar, como fizestes recentemente a meus irmãos. Que me seja permitido, ao menos durante três anos, educar meus sobrinhos que são meus filhos adotivos. Tenho receio – o que Deus queira evitar – de que se eu morrer, venhais a perecer com essas crianças, não tendo um homem feito em nossa família para vos defender”.

A essas palavras, todo o povo dirigiu a Deus preces pelo rei. Seus dois sobrinhos eram Childeberto da Austrásia, filho de Sigeberto e de Brunehaut, e Clotário II, filho de Chilperico e de Fredegunda.

É este o sinal que te dou da entrega de meu reino

Gontrão recebeu o jovem rei da Austrásia com ternura paternal. Colocando-lhe uma lança na mão, disse-lhe, diante de todos: “É este o sinal que te dou da entrega de meu reino. Para o futuro, submete à tua autoridade todas as minhas cidades como se fossem as tuas, porque, por causa dos nossos pecados, não resta de nossa família senão tu, que és filho de meu irmão. Serás meu herdeiro e meu sucessor em todo o reino, com exclusão de todos os outros.”

O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleãs

Um dia, quando se dirigia para fazer orações, às diversas igrejas de Orleans, o rei Gontrão rumou para a residência de São Gregório de Tours, que morava na igreja de Santo Avito. Gregório levantou-se cheio de alegria ao reconhecê-lo e, depois de lhe ter dado a benção, rogou-lhe houvesse por bem aceitar com ele alguns elogios de São Martinho. Gontrão aceitou. Entrou com muita cordialidade, bebeu um copo de vinho, lembrou a Gregório que devia estar presente no jantar para o qual havia convidado todos os bispos e retirou-se alegre. O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleãs. Aceitou o convite, compareceu ao jantar e encantou-os como sua bondade. Chamavam-no geralmente o bom rei.

Os exemplos de um rei tão bom santificaram a família

O zelo de Gontrão sustinha e animava o dos prelados de seu reino. Perdendo os dois filhos que deviam suceder-lhe, aplicou-se mais do que nunca a toda sorte de boas obras. Parecia, diz Fredegário, um bispo entre os bispos, tal o zelo pelos interesses da Igreja. Os exemplos de um rei tão bom santificaram a família. As duas princesas, suas filhas, Clodoberge e Clotilde, renunciaram às grandezas e aos prazeres do mundo, para se consagrarem a Deus, na sua virgindade. E Clodoberge não tardou em receber a recompensa celeste.

Gontrão distinguiu-se especialmente pala magnificência com que fundava e dotava as igrejas.

Reuniu vários concílios

O Rei Gontrão reuniu vários concílios, não somente para regular os negócios da Igreja, como também para tratar dos bens temporais dos povos, para conciliar as diferenças do reino a outro, e prevenir, dessa forma, as guerras vivis entre os francos. Para ele, os concílios eram ainda conselhos de Estado. Sua caridade se mostrou sobretudo nessa circunstância.

Um navio que chegara da Espanha, espalhara em Marselha a peste, enquanto Teodoro, bispo dessa cidade se encontrava na corte de Childeberto. O santo Bispo retornou imediatamente para consolar o povo, e aliviar-lhe o sofrimento. Não omitiu nenhum dos socorros espirituais e temporais que podia dar.

Desempenhou, ao mesmo tempo, as funções de um bom rei e de um piedoso Bispo

Gontrão desempenhou, ao mesmo tempo, as funções de um bom rei e de um piedoso Bispo. Ordenou que fossem celebradas as rogações e que, durante três dias, tempo que deviam durar, se jejuasse, comendo pão de cevada e bebendo água.

Arrancavam-lhe pedaços das vestes para aplicá-los aos doentes

Seus súditos o olhavam com veneração e respeitavam nele mais a qualidade de santo do que a de rei. Arrancavam-lhe pedaços das vestes para aplicá-los aos doentes. Uma mulher curou dessa forma, seu filho de uma febre.

Enfim, o bom Rei Gontrão – assim chamavam os contemporâneos – morreu em 28 de março de 593, em Châlon-sobre-o-Saône, onde foi sepultado na igreja de São Marcelo, que ele mesmo havia fundado.

Com sua morte, o sobrinho Childeberto, rei da Austrásia, herdou-lhe o reino da Borgonha. A igreja colocou o nome do Rei Gontrão entre os santos e celebra-lhe a memória no dia 28 de Março.

São Gontrão, Rei, Confessor, rogai por nós!

Oração – Pela intercessão de São Gontrão, Rei e Confessor, dai-nos viver de tal modo, que não sejamos despojados da vossa glória. Amém.

Significado do nome: Germain Gund, “luta”, e hramn, “corvo”. Este nome se refere à divindade pagã que protege os guerreiros

Com Santo Estêvão Harding, Abade, que veio de Molesme com outros monges para este célebre cenóbio, instituiu os irmãos conversos, recebeu o egrégio Bernardo com trinta companheiros e fundou doze mosteiros.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 28

1. Em Tarso, cidade da Cilícia, na atual Turquia, São Castor, mártir.(† data inc.)

2. Comemoração dos santos mártires Prisco, Malco e Alexandre, que, durante a perseguição de Valeriano, habitavam numa pequena quinta dos arredores de Cesareia da Palestina; sabendo que nessa cidade se ofereciam celestes coroas de martírio, inflamados pelo ardor divino da fé, apresentaram-se espontaneamente ao juiz e, tendo-o censurado pela crueldade com que derramava o sangue dos fiéis, foram por ele imediatamente lançados às feras para serem devorados, em ódio ao nome de Cristo.(† 260)

3. Em Heliópolis, na Fenícia, Líbano, São Cirilo, diácono e mártir, que foi cruelmente assassinado no tempo do imperador Juliano Apóstata.(† c. 362)

4. Em Alexandria, no Egito, São Protério, bispo, que, após um tumultuoso motim popular, na Quinta-Feira Santa da Ceia do Senhor, foi ferozmente assassinado pelos monofisitas, sequazes do seu predecessor Dióscoro.(† 454)

5. Em Chalon-sur-Saône, na Borgonha, atualmente na França, o sepultamento de São Gontrão ou Guntrano, rei dos Francos, que distribuiu os tesouros da sua riqueza em favor das igrejas e dos pobres.(† 593)

6. Junto ao monte Olimpo, na Bitínia, hoje na Turquia, Santo Hilarião, hegúmeno do mosteiro de Pelecete, que defendeu vigorosamente o culto das sagradas imagens.(† s. VIII)

7. Em Cister, localidade da Borgonha, na França, Santo Estêvão Harding, abade, que veio de Molesme com outros monges para este célebre cenóbio, instituiu os irmãos conversos, recebeu o egrégio Bernardo com trinta companheiros e fundou doze mosteiros, que associou com o vínculo da Carta da Caridade, para que não houvesse entre os monges discórdia alguma, mas vivessem na harmonia da mesma caridade, da mesma regra e de costumes semelhantes.(† 1134)

8. Em Naso, na Sicília, região da Itália, São Cono, monge sob a observância dos Padres orientais, que, ao regressar da peregrinação aos Lugares Santos, sabendo que seus pais tinham falecido, distribuiu pelos pobres toda a fortuna familiar e abraçou a vida eremítica.(† 1236)

9. Em Monticiano, perto de Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Antônio Patrízzi, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, ilustre pelo seu exímio amor aos irmãos e ao próximo.(† c. 1311)

10. Em Tours,  França, a Beata Joana Maria de Maillé,  depois da morte do esposo na guerra, reduzida à miséria e expulsa da sua casa pelos parentes e abandonada por todos, viveu reclusa numa cela junto do convento dos Menores, mendigando o pão, mas totalmente confiada em Deus.(† 1414)

11. Em York, na Inglaterra, o Beato Cristóvão Wharton, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, foi condenado ao suplício da forca em ódio ao sacerdócio.(† 1600)

12. Em Angers, na França, a Beata Renata Maria Feillatreau, mártir, mulher casada que, durante a Revolução Francesa, foi decapitada por permanecer fiel à Igreja católica.(† 1794)

13. Em Przemysl, na Polônia, São José Sebastião Pelczar, bispo, fundador da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus e mestre insigne da vida espiritual.(† 1924)

São Ruperto, Bispo – 27 de Março

São Ruperto, Bispo

Santo do Dia – 27 de Março

São Ruperto de Salzburgo,

O Corajoso e Memorável Bispo Fundador · † c. 718

De família carolíngia

Catedral de Salzburgo

Era um nobre descendente dos condes que dominavam a região do médio e do alto Reno, rio que percorre os Alpes europeus. Os Rupertinos eram parentes dos Carolíngios e o centro de suas atividades estava em Worms, onde Ruperto recebeu sua formação junto aos monges irlandeses.

No ano 700, sua vocação de pregador se manifestou e ele dirigiu-se à Baviera, na Alemanha, com este intuito. Com o apoio do conde Téodo da Baviera, que era pagão e foi convertido por Ruperto, fundou uma igreja dedicada a São Pedro, perto do lago Waller, a dez quilômetros de Salzburgo. Mas, o local não condizia ainda com os objetivos de Ruperto, que conseguiu do conde outro terreno, próximo do rio Salzach, nos arredores da antiga cidade romana de Juvavum.

O mosteiro que o Bispo Ruperto construiu

Nesse terreno fica o mosteiro mais antigo da Áustria, construido pelo Bispo Ruperto e veio a ser justamente o núcleo de formação da nova cidade de Salzburgo. Teve para isso o apoio de doze concidadãos, dois dos quais também se tornaram santos: Cunialdo e Gislero. Fundou, ao lado deste, um mosteiro feminino, que entregou a direção para sua sobrinha, a abadessa Erentrudes.

O fundador de Salzburgo

Foi o responsável pela conversão total da Baviera e, é claro, de toda a Áustria.

Morreu no dia 27 de março de 718, um domingo de Páscoa, depois de rezar a missa, no mosteiro de Juvavum. Antes, como percebera que a morte estava próxima, fez algumas recomendações e pedido de orações à sua sobrinha, e irmã espiritual, Erentrudes. Suas relíquias estão guardadas na belíssima catedral de Salzburgo, construída no século XVII. Ele é o padroeiro de seus habitantes e de suas minas de sal.

São Ruperto, reconhecido como o fundador da bela cidade de Salzburgo — cujo significado é cidade do sal — aparece retratado com um saleiro na mão, tamanha sua ligação com a própria origem e desenvolvimento da cidade.

Tomado como modelo pelos monges irlandeses

Foi seu primeiro bispo e sua influência alastrou-se tanto, que é festejado nesse dia, não só nas regiões de língua alemã, como também na Irlanda, onde estudou, porque ali foi tomado como modelo pelos monges irlandeses.

São Ruperto, rogai por nós!

Ruperto — Nome de origem germânica que significa “forte, resistente, inquebrantável”.

“Oração – Senhor, por intercessão de São Ruperto, queremos hoje vos rogar pelas vocações religiosas. Amém.”

São Ruperto, rogai por nós!

Beato Peregrino de Falerone — Presbítero, que foi um dos primeiros discípulos de São Francisco e, dirigindo-se como peregrino à Terra Santa, suscitou a admiração dos próprios Sarracenos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de março:

1

São Ruperto
Bispo. Em Salzburgo, cidade da Baviera, atualmente na Áustria. Viveu primeiramente em Worms e, a pedido do duque Teodão, dirigiu-se para a Baviera e edificou uma igreja e um mosteiro em Juvávum, hoje Salzburgo, de onde expandiu a fé cristã em toda aquela região.

† c. 718

2

Beato Peregrino de Falerone
Presbítero. Em San Severino, no Piceno, atualmente nas Marcas, região da Itália. Foi um dos primeiros discípulos de São Francisco e, dirigindo-se como peregrino à Terra Santa, suscitou a admiração dos próprios Sarracenos.

† 1232

3

Beata Panaceia de’ Múzzi
Virgem e mártir. Em Quarona, próximo de Novara, no Piemonte, região da Itália. Depois de ter recebido contínuos maus tratos da sua madrasta, foi por ela assassinada aos quinze anos de idade quando orava na igreja.

† 1383

4

Beato Francisco Faà di Bruno
Presbítero. Em Turim, também no Piemonte. Associou diligentemente a ciência da matemática e da física com o ardor das obras de caridade.

† 1888

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Ludgero, Bispo – 26 de Março

São Ludgero, Bispo

Santo do Dia – 26 de Março

São Ludgero,

Bispo · † 809

O Bispo

Foi o primeiro Bispo de Münster. Nasceu no ano 742 em Zuilen, Friesland, atual Holanda, e foi um dos grandes evangelizadores do seu tempo. Era descendente de família nobre, irmão dos Santos Gerburgis e Hildegrin, e dedicado aos estudos religiosos desde pequeno. Ouviu São Bonifácio pregar em 753 e decidiu entrar para a vida religiosa. Ordenou-se sacerdote em 777, em Colônia, na Alemanha.

 

Trabalhou nas regiões pagãs da Holanda, Suécia, Dinamarca

Seu trabalho de apóstolo teve início em sua terra natal, pois começou a trabalhar justamente nas regiões pagãs da Holanda, Suécia, Dinamarca, ponto alto da missão de São Bonifácio, que teve como discípulos São Gregório e Alcuíno de York, dos quais foi seguidor também Ludgero.

Serviu a Carlos Magno

Mais tarde, foi chamado pelo imperador Carlos Magno para evangelizar as terras que dominava. Entretanto, o imperador empregava métodos de conversão não condizentes com os princípios do cristianismo: obrigava os soldados vencidos a se converterem pela força, sob pena de morte se não se batizassem.

Como consequência dessa atitude autoritária, estourou a revolta de Widukindo e Ludgero teve que fugir, seguindo para Roma. Depois foi para Montecassino, onde aprimorou seus estudos sobre o catolicismo e vestiu o hábito de monge, sem contudo emitir os votos.

Pregou o Evangelho na Saxônia

A revolta de Widukindo foi dominada em 784, e o próprio Carlos Magno foi a Montecassino pedir que Ludgero retornasse ao seu trabalho evangelizador, que então produziu muitos frutos. Pregou o evangelho na Saxônia e em Vestfália.

Carlos Magno ofereceu-lhe o bispado de Treves, mas ele recusou. Ludgero emitiu os votos, tomou o hábito definitivo de monge e fundou um mosteiro, ao redor do qual cresceu a cidade de Münster — cujo significado, literalmente, é mosteiro — da qual foi eleito o primeiro Bispo.

Fundou várias igrejas e escolas, criou novas paróquias e as entregou aos sacerdotes que ele mesmo formara. Ainda encontrou tempo para retomar a evangelização na Frísia, realizando o sonho de contribuir para a conversão de sua pátria, e fundou outro mosteiro beneditino em Werden, antes de morrer, no dia 26 de março de 809.

São Ludgero, rogai por nós!

Ludgero — Nome de origem teutônica, que significa “guerreiro”.

“Oração – São Ludgero que nunca deixou de fazer a meditação e as orações, fazei que sejamos fieis a esse exemplo. Amém.”

São Ludgero, rogai por nós!

São Pedro, Bispo — Irmão mais novo de São Basílio Magno, foi insigne defensor da reta fé contra os arianos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de março:

1
São Cástulo
Mártir. Em Roma, junto à Via Labicana.

† data inc.

2
Santos Manuel, Sabino, Quadrato e Teodósio
Mártires. Na Anatólia, na atual Turquia.

† data inc.

3
Santos Montano e Máxima
Mártires, presbítero e sua esposa. Em Sirmium, na Panônia, hoje Sremska Mitrovica, na Sérvia. Por confessarem a fé em Cristo foram precipitados no mar por infiéis.

† c. 304

4
Santo Eutíquio
Subdiácono de Alexandria. No tempo do imperador Constâncio, sendo bispo da cidade o ariano Jorge, morreu pela sua fé católica.

† 356

5
São Pedro, Bispo
Em Sebaste, na antiga Armênia, hoje Sivas, na Turquia. Irmão mais novo de São Basílio Magno, foi insigne defensor da reta fé contra os arianos.

† c. 391

6
São Bercário
Primeiro abade de Hautvillers e de Montier-en-Der, no território de Champagne, França. Apunhalado por um monge perverso na Ceia do Senhor, faleceu no dia da Ressurreição.

† 685

7
Santos Barôncio e Desidério
Eremitas. Em Montalbano, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.

† s. VII

8
São Ludgero
Bispo. No mosteiro de Werden, na Saxônia, hoje na Alemanha. Instruído por Alcuíno, pregou o Evangelho na Frísia, na Dinamarca e na Saxônia, constituiu a sede episcopal de Münster e fundou vários mosteiros, verdadeiros centros de propagação da fé.

† 809

9
Beata Madalena Catarina Morano
Virgem do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Em Catânia, na Sicília, Itália. Consagrou-se à catequese, percorrendo incansavelmente toda a região.

† 1908

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Anunciação do Senhor – 25 de Março

Anunciação do Senhor — Solenidade

Santo do Dia – 25 de Março

Anunciação do Senhor,

Solenidade · Ave Maria, gratia plena

A Saudação do Anjo

Anunciação do Senhor

Digamos hoje devotamente com o arcanjo Gabriel: Ave Maria, gratia plena. Eu vos saúdo, ó criatura perfeitíssima! Eu vos saúdo, virgem puríssima!

Eu vos saúdo, ó Maria, cheia de graça, de beleza, de perfeição, de méritos perante o trono do Eterno; cheia de graça, de bondade, de amor, de misericórdia pelos vossos filhos que gemem ainda neste vale de lágrimas, por nós, pobres pecadores!

Eu vos saúdo com o anjo Gabriel; eu vos saúdo com ele por todos os anjos e arcanjos, por todos os tronos e dominações, por todos os querubins e serafins; eu vos saúdo com esse enviado de Deus, por Deus mesmo, pelo Pai que vos escolheu hoje por sua mãe, pelo Espírito Santo que vos escolheu hoje por esposa. Eu vos saúdo, enfim, ó Maria, permitimos, eu vos saúdo por mim e por todos os pecadores, cuja redenção é tratada hoje entre Vós e Deus.

Quem poderá compreender a honra que dais neste dia a Maria

Meu Deus, quem poderá compreender a honra que dais neste dia a Maria! Enviais-lhe vosso embaixador, um dos primeiros príncipes de vossa corte. E lhe enviais não somente para saudá-la e celebrar-lhe os louvores, mas para tratar com ela do grande mistério de vossa sabedoria e vossa misericórdia, da redenção dos homens e da glorificação de vosso nome em todos os séculos.

Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo vossa palavra

Para tratar com Ela de grandes coisas e obter-lhe o consentimento. Ela hesita, pensa, opõe como obstáculo a virgindade que prometeu ao Senhor. É necessário que o arcanjo lhe assegure que, por um milagre único de vosso poder, se tornará Mãe sem perder a virgindade. E só então Ela consentiu em aceitar a honra incomparável da maternidade divina, dizendo com profunda humildade: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo vossa palavra.”

Minha alma, mergulha no abismo da admiração

Era esse humilde consentimento que as três pessoas divinas esperavam. O Pai Eterno para lhe comunicar a honra inefável de gerar no tempo aquele que ele gera em toda a eternidade. O Filho, para tomar, em seu seio puríssimo, a carne inocente que devia imolar sobre a Cruz, o Espírito Santo, para operar Nela o mais estonteante de todos os mistérios. Ó minha alma, mergulha no abismo da admiração!

Que podem todos os anjos em comparação do que Deus fez por vós?

Ó Maria, não apenas Deus vos eleva hoje a uma dignidade incomparável, como também vos faz digna por sua graça e misericórdia. Depois disso, que poderei fazer eu para vos louvar, vos bendizer, vos amar dignamente? Que podem todos os homens? Que podem todos os anjos em comparação do que Deus fez por vós?

Depois de Deus, sois Vós que eu amo

Ó Maria que vos direi? Meu coração está cheio, tão cheio, que não sei o que vos dizer. Depois de Deus, sois Vós que eu amo, sóis Vós que honro, sois Vós que quero servir. Depois de Deus, sois Vós o meu amor, minha alegria, minha felicidade no tempo e na eternidade.

Ave Maria puríssima, sem pecado concebida!

Com Santo ladrão, chamado “Dimas” Segundo a tradição, que na cruz professou a fé em Cristo e mereceu ouvir d’Ele estas palavras: «Hoje estarás comigo no Paraíso».

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de março:

1

Anunciação do Senhor
Solenidade. Celebra o anúncio do arcanjo Gabriel a Maria e o seu “sim” que tornou possível a Encarnação do Filho de Deus.

2

Santo Dimas
Comemoração do santo ladrão, chamado “Dimas”, segundo a tradição, que na cruz professou a fé em Cristo e mereceu ouvir d’Ele: «Hoje estarás comigo no Paraíso».

3

São Dula
Mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

4

São Quirino
Mártir. Em Roma, no cemitério de Ponciano, junto à Via Portuense.

5

Santa Matrona
Mártir. Em Tessalônica, na Macedônia, atual Grécia. Serva de uma mulher judaica, seguia secretamente a fé de Cristo; descoberta, foi atormentada e flagelada até à morte, confessando o nome de Cristo.

6

São Mona
Bispo. Em Milão, na Transpadânia, hoje na Lombardia, região da Itália.

† c. 300

7

Santo Hermelando
Abade. Na ilha de Indre, próximo de Nantes, na França. Passou da corte régia ao mosteiro de Fontenelle e foi o primeiro abade do mosteiro local.

† c. 720

8

São Nicodemos
Eremita. Em Mâmmola, próximo de Gerace, na Calábria, Itália. Mestre de vida monástica, insigne pela sua austeridade e grandes virtudes.

† 990

9

São Procópio
Abade. Em Sázava, na Boémia, atual Chéquia. Deixou a família para vida eremítica, fundou mosteiro e celebrou os louvores divinos no rito grego e em língua eslava.

† 1053

10

Beato Everardo de Nellenburg
Conde e monge. Em Schaffhausen, na Suábia, atual Alemanha. Abraçou a vida monástica no cenóbio de Todos os Santos por ele construído.

† 1078

11

Beato Tomás
Eremita. Em Costacciaro, na Úmbria, Itália. Passou sessenta e cinco anos de vida anacorética e ensinou outros a seguir o mesmo caminho espiritual.

† 1337

12

Santa Margarida Clitherow
Mártir. Em York, na Inglaterra. Aderiu à fé católica, educou os filhos nela e acolheu sacerdotes perseguidos em sua casa; recusou defender-se no tribunal para não pesar na consciência dos juízes e foi esmagada até a morte por Cristo.

† 1586

13

Beato Jaime Bird
Mártir. Em Winton, na Inglaterra. Com dezenove anos, recém-convertido à fé católica, recusou participar de liturgia herética e mereceu entrar na celebração do culto celeste.

† 1592

14

Santa Lúcia Filippíni
Virgem. Em Montefiascone, hoje no Lácio, Itália. Fundadora do Instituto das Piedosas Mestras, dedicado à formação das jovens e mulheres, especialmente as mais pobres.

† 1732

15

Beata Maria Rosa Flesch
Virgem. Em Niederweinigen, próximo de Essen, na Alemanha. Fundadora do Instituto das Irmãs Franciscanas de Santa Maria dos Anjos.

† 1906

16

Beato Plácido Riccárdi
Presbítero beneditino. Em Roma. Atormentado por contínuas febres e paralisia, seguiu indefectivelmente a observância regular e a oração, ensinando a mesma atitude exemplar.

† 1915

17

Beata Josafata (Miquelina Hordáshevska)
Virgem. Em Chervonohrad, perto de L’viv, Ucrânia. Fundadora do Instituto das Irmãs Servas de Maria Imaculada, dedicou-se a fazer o bem onde houvesse maior necessidade.

† 1919

18

Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas
Virgem. Em Ein Keren, próximo de Jerusalém. Fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas do Santíssimo Rosário de Jerusalém.

† 1927

19

Beato Emiliano Kovc
Presbítero e mártir. Em Majdanek, perto de Lublin, Polônia. Deportado para campo de concentração durante a guerra, pelo combate da fé alcançou a vida eterna.

† 1944

20

Beato Hilário Januszewski
Presbítero carmelita e mártir. Em Dachau, perto de Munique, Alemanha. Deportado da Polônia, morreu contagiado pela tuberculose na assistência aos enfermos, deixando insigne testemunho de fé e caridade.

† 1945

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Catarina da Suécia, Viúva, Abadessa – 24 de Março

Santa Catarina da Suécia, Viúva, Abadessa

Santo do Dia – 24 de Março

Santa Catarina da Suécia,

Viúva e Abadessa · † 1381

Filha de Santa Brígida

Santa Catarina da Suécia Nasceu num lar de gente aparentada com a casa reinante e rica de muitas terras. Seu pai, Ulfo Gadmarsson, membro do Conselho Real e governador da região de Narke, era um fervoroso cristão. Sua mãe, santa Brígida, patrona da Europa, ensinava-lhe, como aos outros sete filhos, as vias da espiritualidade, sobretudo através de leituras bíblicas e do exemplo dos santos, cujas vidas estavam constantemente sob o seu olhar.

Educada desde tenra idade na abadia de Bisberg, aos catorze anos foi, segundo as normas da gente fidalga naquela época, dada em casamento a Edgar, de nobre linhagem e fervoroso católico. Catarina aceitou este matrimônio, mas fez saber ao marido a sua intenção de permanecer virgem — promessa que ele respeitou durante os sete anos que viveu com ela.

Estava esta bem-aventurada mulher em Roma, para ganhar o jubileu de 1350, quando recebeu a notícia da morte do marido. Como aí se encontrava sua mãe, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador, desejosa de cooperar na reforma da Igreja, permaneceu com ela durante vinte e três anos, secundando as suas iniciativas e propósitos.

Peregrina de Deus

No mosteiro, a existência desenrolava-se nas práticas de penitência, jejuns, orações quase contínuas e obras de caridade, dando um admirável exemplo a toda a comunidade.

Em 1372, fez-se, com a mãe, peregrina dos lugares santos. Viveu na Palestina, a Terra do Evangelho, durante meio ano, haurindo um amor entranhado a Jesus Cristo, apoiada pela contemplação dos espaços onde decorreram os acontecimentos da salvação.

Em Roma, morreu-lhe a mãe, no dia 23 de Julho de 1373. Decidiu acompanhar os seus restos mortais até Vadstena, onde a sepultou, e tomou a direção da comunidade aí sediada.

Voltou, de novo, a Roma a fim de apressar a canonização de sua mãe e obter do Papa a aprovação definitiva da Ordem monástica por ela fundada.

Com Santa Catarina de Siena

Nesse ínterim, enquanto habitava a casa onde vivera Santa Brígida, na Praça Farnese, contatou com grandes figuras da Igreja, entre as quais Santa Catarina de Sena, e interveio na triste polêmica do cisma do Ocidente entre o Papa Urbano VI e o antipapa Clemente VII. Lutou a favor do Papa de Roma e, juntamente com a sua homônima de Sena, conseguiu pacificar as intrigas da cidade eterna.

A morte

Em 1380, encontramo-la no mosteiro de Vadstena, no seu posto de abadessa. Aí morreu a 24 de Março de 1381, com um prestígio admirável donde ressalta não apenas a sua santidade como ainda a prudência na condução dos negócios da Igreja.

Seguindo o exemplo da mãe, deixou alguns tratados inéditos de conteúdo místico, onde trata vários assuntos práticos do caminho espiritual.

Embora nunca se houvesse celebrado oficialmente a cerimônia de sua canonização, tão pedida pela nobreza sueca a Sixto IV, o povo sempre a venerou, por causa dos muitos milagres acontecidos junto da sua tumba. Clemente VIII autorizou a trasladação do seu corpo e daí o seu culto.

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

Catarina — Significa “pura”, “casta”. Tem origem no nome grego Aikaterhíne, que deriva da palavra katharós, que significa “pura, casta”.

“Oração — Que possamos ser, a exemplo de Brígida e Catarina, modelos de santidade e fidelidade a vossa doutrina perante os nossos. Dai-nos a graça de, com alegria e paz, semearmos o vosso reino entre aqueles que nos recomendastes. Amém.”

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

Beato Diogo José de Cádis — Presbítero capuchinho, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de março:

1
Santos Timolau, Dionísio, Páusides, Rômulo, Alexandre e companheiros
Mártires. Em Cesareia da Palestina. Conduzidos de mãos atadas ao prefeito Urbano, confessaram ser cristãos e foram decapitados com os companheiros Agápio e outro Dionísio.

† 303

2
Santo Secúndulo
Mártir. Na Mauritânia, no território atualmente da Argélia. Sofreu o martírio pela fé em Cristo.

† data inc.

3
São Mac Cairthind
Bispo. Em Clogher, na Hibérnia, atual Irlanda. Considerado discípulo de São Patrício.

† s. V

4
São Severo
Bispo. Em Catânia, na Sicília, região da Itália.

† 814

5
Beato João del Bastone
Presbítero e monge. Em Fabriano, no Piceno, Marcas, região da Itália. Companheiro de São Silvestre, abade.

† 1290

6
Santa Catarina da Suécia
Virgem. Em Valdstena, na Suécia. Filha de Santa Brígida, conservou a virgindade de comum acordo com seu esposo e, após a morte dele, trasladou os restos mortais de sua mãe para a Suécia e tomou o hábito monástico.

† 1381

7
Beato Diogo José de Cádis
Presbítero. Em Ronda, na Andaluzia, Espanha. Da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.

† 1801

8
Beata Maria Serafina do Sagrado Coração
Virgem. Em Faícchio, localidade de Benevento, Itália. Fundadora da Congregação das Irmãs dos Anjos, Adoradoras da Santíssima Trindade.

† 1911

9
Beata Maria Karlowska
Virgem. Em Pniewite, junto de Gdansk, Polônia. Fundadora da Congregação das Irmãs do Divino Pastor da Divina Providência, para reconduzir jovens e mulheres indigentes à dignidade de filhas de Deus.

† 1935

10
Beato Óscar Arnulfo Romero Galdámez
Bispo e mártir. Em San Salvador, El Salvador. Dedicou sua solicitude pastoral especialmente aos pobres e oprimidos, e foi assassinado em ódio à fé cristã.

† 1980

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Turíbio de Mongrovejo, Bispo, Apóstolo e Padroeiro do Peru – 23 de Março

Santo Turíbio de Mongrovejo, Bispo, Apóstolo e Padroeiro do Peru

Santo do Dia – 23 de Março

Santo Turíbio de Mongrovejo,

Bispo, Apóstolo e Padroeiro do Peru · † 1606

De Berço Nobre e Rico

Santo Turíbio de Mongrovejo

Nasceu na cidade de Majorca de Campos, León, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valladolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciou-se em Direito e foi membro da Inquisição.

Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério, quando foi nomeado Arcebispo para a América espanhola pelo Papa Gregório XIII, atendendo a um pedido do rei Filipe II da Espanha, que tinha muita estima por Toríbio. O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens sagradas de uma só vez, até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580 ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis — chamada depois Lima —, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade.

Foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio.

Defensor dos Índios

Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça diante dos opressores.

Apoiado pela população, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembleias e sínodos, convocando todos os habitantes para a evangelização. Sob sua direção, foram realizados dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola até o século XX. O Sínodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao célebre Concílio de Trento.

O Apóstolo e padroeiro do Peru

Em 1594, fazia sua terceira visita diocesana e nessa oportunidade escreveu um relatório a Filipe II, rei da Espanha. Percorrera 15.000 km, administrando a crisma a 60 mil fiéis — entre eles três santos: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres.

Turíbio fundou o primeiro seminário das Américas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do próprio corpo, aos pobres e aos que o serviram — gesto que revelou o conteúdo de toda a sua vida.

Faleceu no dia 23 de março de 1606, na pequena cidade de Saña, no Peru. Foi canonizado em 1726 pelo Papa Bento XIII, que o declarou “Apóstolo e Padroeiro do Peru”. Bento XIV o comparou a São Carlos Borromeu.

Santo Turíbio de Mongrovejo, rogai por nós!

Turíbio — Nome predominantemente masculino, de origem grega, que significa “ruidoso, estrepitoso”. Também encontrado como Toríbio de Mogrovejo.

“Oração – São Turíbio de Mongrovejo, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, daí-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Amém.”

Santo Turíbio de Mongrovejo, rogai por nós!

Santa Rebeca ar-Rayyas — Virgem da Ordem Libanesa das Maronitas de Santo António, que, vivendo cega durante trinta anos e depois atingida por outras enfermidades em todo o corpo, perseverou na oração contínua, confiando só em Deus.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de março:

1

São Turíbio de Mogrovejo
Bispo de Lima, no Peru. Leigo natural da Espanha, perito em jurisprudência, percorreu frequentemente a vasta diocese, velando pelo rebanho; combateu abusos com sínodos, defendeu a Igreja e catequizou os povos nativos.

† 1606

2

São Fingar (Guinhero)
Mártir. Na Cornuália, em território atualmente da Inglaterra.

† c. 460

3

Santos Vitoriano, dois irmãos e dois Frumêncios
Mártires. Em Cartago, na atual Tunísia. Perseguição dos Vândalos sob Hunerico; torturados por perseverarem na confissão da fé cristã.

† 484

4

São Gualter
Primeiro abade de Pontoise, perto de Paris, na França. Ensinou aos monges a observância regular e combateu os costumes simoníacos no clero.

† 1095

5

Santo Otão
Eremita. Em Ariano Irpino, na Campânia, região da Itália.

† c. 1120

6

Beato Pedro
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Gúbbio, na Úmbria, região da Itália.

† c. 1306

7

Beato Edmundo Sykes
Presbítero e mártir. Em York, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, sofreu o exílio em ódio ao sacerdócio e foi condenado ao patíbulo.

† 1587

8

Beato Pedro Higgins
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Naas, perto de Dublim, na Irlanda. No reinado de Carlos I, foi enforcado sem processo por fidelidade à Igreja Romana.

† 1642

9

São José Oriol
Presbítero. Em Barcelona, na Espanha. Pela mortificação, exímio culto da pobreza e oração contínua, vivia em estreita união com Deus e animado de alegria celeste.

† 1702

10

Beata Anunciada Cochétti
Em Cemmo, na Lombardia, Itália. Dirigiu com sabedoria, fortaleza e humildade o Instituto das Irmãs de Santa Doroteia.

† 1882

11

Santa Rebeca ar-Rayyas de Himlaya
Virgem da Ordem Libanesa das Maronitas de Santo Antônio. Em ad-Dahr, no Líbano. Viveu cega durante trinta anos e, atingida por outras enfermidades, perseverou na oração contínua, confiando só em Deus.

† 1914

12

Beato Metódio Domingos Trcka
Presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor e mártir. Em Leopoldov, na Eslováquia. Em tempo de perseguição da fé, o seu martírio transformou-se em vida eterna.

† 1959

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Santa Léia (ou Lia), Viúva, Religiosa – 22 de Março

Santa Léia (ou Lia), Viúva, Religiosa

Santo do Dia – 22 de Março

Santa Léia (ou Lia),

Viúva e Religiosa · † c. 383

Rica Romana, Amiga de Santa Marcela

Santa Léia Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que, quando ficou viúva ainda jovem, recusou um novo casamento — como era o costume da época — para se juntar a Marcela, abadessa de uma comunidade criada em sua própria residência no Aventino, em Roma.

O local depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo — que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte —, e que viveu também nesse período (384) na cidade eterna.

Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestígio e pelos privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência.

Recusou o Fausto por uma Cela

A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e, quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos.

Por isso, Léia foi eleita Madre Superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranquilidade e a mesma humildade.

A Morte

Léia morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o cônsul rejeitado por ela no ano de 384.

Na época dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado na residência romana.

Na carta que enviou àquelas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto Léia — antes vestida de rude roupa de saco — agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade.

Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver: na entrega total ao Senhor, ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.

Elogiada por São Jerônimo.

Santa Léia, rogai por nós!

Léia / Lia — Significa “nascida ou habitante do prado” ou “vaca selvagem”. Tem origem no nome hebraico Leah, que significa “vaca selvagem”, e está relacionado com a palavra árabe láan.

“Oração — Rogamos, pelo exemplo de Santa Léia, que embora fosse superiora colocou-se como escrava das outras religiosas, saibamos também nós encontrarmos alegria em servir e, em todas as circunstâncias, exercer a verdadeira caridade. Amém.”

Santa Léia, rogai por nós!

Beato Clemente Augusto Graf von Galen — Bispo que lutou contra o nazismo. Pela sua coragem foi chamado “o leão de Münster”.

Santo Epafrodito — BA quem o Apóstolo São Paulo chamava de irmão, colaborador e companheiro de combate.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de março:

1
Santo Epafrodito
A quem o Apóstolo São Paulo chama irmão, colaborador e companheiro de combate.

 

2
São Paulo
Bispo. Perto de Narbonne, cidade do litoral da Gália, hoje na França, junto da Via Domícia.

† s. III

3
Santos Calínico e Basilissa
Mártires. Na Galácia, na atual Turquia.

† data inc.

4
São Basílio
Presbítero e mártir. Em Ancara, na Galácia. Resistiu fortemente aos arianos durante o reinado de Constâncio e, no tempo de Juliano, foi preso e consumou o martírio após muitos tormentos.

† 362

5
Santa Léia (Lia)
Viúva romana, cujas virtudes e partida deste mundo para Deus receberam os louvores de São Jerônimo.

† c. 383

6
São Benvindo Scotívoli
Bispo. Em Ósimo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Eleito pelo papa Urbano IV, conciliou a paz entre os cidadãos e, no espírito dos Frades Menores, quis morrer sobre a terra nua.

† 1282

7
São Nicolau Owen
Religioso da Companhia de Jesus e mártir. Em Londres, Inglaterra. Durante muitos anos construiu refúgios para esconder sacerdotes; encarcerado e durissimamente torturado no reinado de Jaime I, foi gloriosamente ao encontro de Cristo.

† 1606

8
Beato Francisco Chartier
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Morreu decapitado durante a Revolução Francesa, em ódio ao sacerdócio.

† 1794

9
Beatos Mariano Górecki e Bronislau Komorowski
Presbíteros e mártires. No campo de concentração de Stutthof, perto de Gdansk, na Polônia. Fuzilados em ódio à fé cristã durante a ocupação nazista.

† 1940

10
Beato Clemente Augusto Graf von Galen
Bispo. Em Münster, na Alemanha. Refletiu entre o clero e o povo a imagem do bom Pastor; lutou abertamente contra os erros do nacional-socialismo e contra a violação dos direitos do homem e da Igreja. Chamado “o leão de Münster”.

† 1947

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Nicolau de Flue, Monge – 21 de Março

São Nicolau de Flue, Monge

Santo do Dia – 21 de Março

São Nicolau de Flüe,

Pai da Pátria e Místico · † 1487

Origens

Filho de camponeses, Nicolau nasceu na cidadezinha de Flüe, no que hoje é a Suíça. Mesmo sem aprender a ler e a escrever, foi considerado um dos maiores místicos da Igreja Católica.

Entre 1440 e 1444, foi soldado e oficial militar nas guerras que os confederados declararam aos Habsburgos. Casou com Doroteia, com quem teve dez filhos. Por 20 anos, a voz de Deus que o chamava a uma vida de entrega total jamais se apagou — ele próprio chamava essa voz de “lima que aperfeiçoa e aguilhão que estimula”.

Enfim, o Senhor lhe concedeu as três graças que pedia: o consentimento de sua esposa e filhos para partir; a ausência de tentação de voltar; e a possibilidade de viver sem beber e sem comer, alimentando-se apenas da Eucaristia.

Atitude extraordinária

Embora seu último filho fosse recém-nascido, Nicolau partiu com o objetivo de se retirar e entrar para a vida monacal. Não foi muito além de Liestal, para não ficar muito longe de casa. Estabeleceu-se em um lugar íngreme chamado Ranft, onde construiu uma cela de tábuas, que depois se tornou capela pelos habitantes da localidade.

Naquela cela, viveu por 20 anos, vestido com roupas rudes, descalço, com o terço na mão, alimentando-se apenas de Jesus na Eucaristia.

Homem da misericórdia

Esta sua escolha despertou a curiosidade dos habitantes da região. Muitos o procuravam para conversar, pedir conselhos e explicações sobre a fé. Eles o chamavam de Bruder Klaus — Irmão Klaus —, que falava com simplicidade, sem comparações eruditas, porque seu conhecimento sobre Deus vinha do coração.

Não obstante sua sede de solidão, ele recebia a todos e transmitia sua mensagem de paz, que provinha do Evangelho:

“Em todas as coisas, a misericórdia é maior que a justiça.”

Em 1481, pediram-lhe que impedisse uma guerra fratricida no país. Devido à sua intervenção junto à Assembleia de Stans, hoje o santo é recordado como “Pai da Pátria”.

Morte e canonização

Nicolau de Flüe faleceu em sua cela em 1487, no dia em que completava 70 anos de idade. Foi canonizado por Pio XII, em 1947.

São Nicolau de Flüe, rogai por nós!

Nicolau — Significa “vitória do povo”, do grego Níkē (vitória) + laós (povo). Nome muito difundido no Ocidente pela devoção a São Nicolau de Mira, bispo e taumaturgo.

“Meu Senhor e meu Deus, afastai de mim tudo o que me distancia de vós! Concedei-me tudo o que possa me aproximar de vós! Livrai-me de mim mesmo e permiti-me de viver sempre na vossa presença!”

São Nicolau de Flüe, rogai por nós!

Santa Benedita Cambiágio Frassinello — Fundadora do Instituto das Irmãs Beneditinas da Providência, para a formação das jovens pobres e abandonadas, na Itália.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de março:

1

São Serapião
Anacoreta, no Egito.

† data inc.

2

Santos Mártires de Alexandria
No tempo do imperador Constâncio e do prefeito Filágrio, dentro de igrejas invadidas por arianos e pagãos, foram mortos na Sexta-Feira da Paixão do Senhor.

† 339

3

São Lupicino
Abade. Com o seu irmão São Romão, seguiu a observância da vida monástica nos montes Jura, na atual França.

† 480

4

Santo Endeu
Abade. Fundou na ilha de Aran um cenóbio tão célebre que, pela sua fama, era chamada ilha dos Santos, na Irlanda.

† c. 542

5

São Tiago Confessor
Lutou arduamente pelo culto das sagradas imagens e terminou sua vida com glorioso martírio, onde hoje é Istambul, na Turquia.

† c. 824

6

São Nicolau de Flüe
Eremita e pai de família. Em Ranft, na Suíça. Viveu 20 anos em penitência extrema, alimentando-se apenas da Eucaristia, e foi decisivo para a paz entre os cantões suíços na Assembleia de Stans.

† 1487

7

São João, bispo de Bonnevaux
Anteriormente abade, sofreu muitas adversidades pela defesa da justiça e ajudou camponeses, pobres e mercadores arruinados pelas dívidas, na França.

† c. 1145

8

Beato Tomás Pilchard e Guilherme Pike
Presbítero e mártir. No reinado de Isabel I, foi condenado ao suplício da forca em ódio ao sacerdócio, na Inglaterra. Com ele se comemora também Guilherme Pike, mártir.

† 1591

9

Beato Mateus Flathers
Presbítero e mártir. Aluno do Colégio dos Ingleses de Douai, no reinado de Jaime I foi dilacerado vivo por sua fidelidade a Cristo, na Inglaterra.

† 1608

10

Santo Agostinho Zhao Rong
Presbítero e mártir. Durante a perseguição, foi preso e morto pelo nome de Cristo num dia incerto de primavera, na China.

† 1815

11

Santa Benedita Cambiágio Frassinello
Fundou o Instituto das Irmãs Beneditinas da Providência, para a formação das jovens pobres e abandonadas, na Itália.

† 1858

12

Beato Miguel Gómez Loza
Pai de família e mártir, no México.

† 1928

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Cutberto, Bispo– 20 de Março

São Cutberto, Bispo

Santo do Dia – 20 de Março

São Cutberto

São Cutberto,

Bispo · Privilegiado desde jovem · † 687

Privilegiado desde jovem

São Cutberto

Natural da vizinhança do mosteiro de Mailros, na ilha de Lindisfarne. Desde a juventude, foi privilegiado com graças especiais que o atraíram para Deus.

Uma noite em que guardava um rebanho, viu, quando rezava, subir ao céu a alma de santo Aidão, cuja morte soube pela manhã do dia seguinte. Sentiu-se de tal modo tocado com essa visão, que se tornou monge na abadia de Mailros, na região dos Merciões, mas habitada por irlandeses.

São Cutberto passara vários anos nessa solidão quando São Teodoro reuniu um concílio em presença do rei Egfrido, no ano de 684, quando foi eleito Bispo de Lindisfarne.

Precisou ação do Rei para convencê-lo a aceitar ser Bispo
Enviaram-lhe vários mensageiros, sem conseguirem arrancá-lo do retiro. Foi necessário que o rei lá fosse em pessoa com São Trumwin, bispo dos pictos, e várias pessoas de consideração. Mesmo assim, tiveram dificuldades em convencê-lo.

Aplicou-se na instrução do seu povo

Sua sagração foi adiada para o ano seguinte, e celebrada em York, na presença do rei, no dia de Páscoa, 26 de Março de 685. Sete bispos assistiram à cerimônia e à testa deles, São Teodoro. O novo Bispo de Lindisfarne continuou guardando as observâncias monásticas, aplicando-se, todavia, com grande cuidado à instrução de seu povo.

Morreu em 687, no dia 20 de Março, dia em que a Igreja lhe honra a memória. A vida de São Cutberto foi escrita por outro Santo, o Venerável Beda, que vivia nessa época e que tomou todas as precauções para não dizer senão coisas das quais não se possa duvidar.

São Cutberto, rogai por nós!

Cutberto — De origem dinamarquesa. Significa “conhecido pela bravura”. Nome ligado à coragem e ao testemunho heroico da fé.

“Oração — Senhor Deus que destes a São Cutberto a compreensão da Santa Missa durante a qual derramava abundantes lágrimas e quando ouvia as confissões dos pecadores, fazei de nós a seu exemplo verdadeiros católicos. Amém.”

São Cutberto, rogai por nós!

São João Nepomuceno — Presbítero e Mártir, lançado vivo no rio Moldávia pelo rei Venceslau IV, por defender a Igreja.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de março:

1
Santo Arquipo
Companheiro do apóstolo São Paulo, que o menciona nas suas epístolas a Filémon e aos Colossenses.

† data inc.

2
Santos Paulo, Cirilo e outro
Mártires. Em Antioquia, na Síria, atualmente na Turquia.

† data inc.

3
Santo Urbício
Bispo. Em Metz, na Gália Bélgica, hoje na França.

† c. 450

4
São Martinho de Braga
Bispo. Em Braga, cidade da Galécia, hoje em Portugal. Oriundo da Panônia, na atual Hungria. A sua memória celebra-se em Portugal juntamente com os santos bispos Frutuoso e Geraldo, a cinco de dezembro.

† c. 579

5
São Cutberto
Bispo de Lindisfarne. Na ilha de Farne, na Nortumbria, na atual Inglaterra. Resplandeceu pelo zelo pastoral e conciliou a austeridade dos Celtas com os costumes romanos.

† 687

6
São Vulfrano
Monge eleito bispo de Sens. No mosteiro de Fontenelle, na Nêustria, atualmente na França. Dedicou-se a evangelizar o povo dos Frisões; regressou ao mosteiro onde morreu em paz.

† c. 700

7
São Nicetas
Bispo de Apolônia, na Macedônia. Foi exilado pelo imperador Leão o Armênio por defender o culto das sagradas imagens.

† 733

8
Santos Vinte Monges de São Sabas
Mártires. Na laura de São Sabas, na Palestina. Morreram sufocados pelo fumo na igreja da Mãe de Deus, durante a incursão dos Sarracenos.

† 797

9
Beato Ambrósio Sansedóni
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, Itália. Discípulo de Santo Alberto Magno, procedeu sempre com a maior simplicidade apesar de sua eminente sabedoria.

† 1287

10
São João Nepomuceno
Presbítero e Mártir. Em Praga, na Boémia, atual Chéquia. Sofreu perseguição do rei Venceslau IV e foi lançado vivo ao rio Moldávia por defender a Igreja.

† 1393

11
Beato Baptista Spagnóli
Presbítero da Ordem dos Carmelitas. Em Mântua, na Lombardia, Itália. Restabeleceu a paz entre os príncipes e reformou a sua Ordem, da qual foi nomeado, contra o seu desejo, superior geral.

† 1516

12
Beato Hipólito Galantíni
Em Florença, na Toscana, Itália. Fundou a Irmandade da Doutrina Cristã e trabalhou ardorosamente na formação catequética dos pobres e dos humildes.

† 1619

13
Beata Joana Verón
Virgem e Mártir. Em Ernée, no território de Mayenne, França. Durante a Revolução Francesa foi morta à espada por ter ocultado sacerdotes aos perseguidores.

† 1794

14
Beato Francisco de Jesus Maria e José (Francisco Palau Quer)
Presbítero dos Carmelitas Descalços. Em Tarragona, Espanha. Sofreu graves perseguições e foi mandado, injustamente, para a ilha de Ibiza.

† 1872

15
Santa Maria Josefa do Coração de Jesus (Maria Josefa Sancho de Guerra)
Virgem. Em Bilbau, no País Basco, Espanha. Fundadora da Congregação das Irmãs Servas de Jesus, orientada para o cuidado dos enfermos e dos pobres.

† 1912

16
São José Bilczewski
Bispo. Em L’viv, na Ucrânia. Dedicou-se com ardente caridade à formação do clero e do povo; no tempo de guerra, socorreu os pobres e os necessitados por todos os meios.

† 1923

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São José, Esposo de Maria – 19 de Março

São José, Esposo de Maria

Santo do Dia – 19 de Março

São José,

Esposo da Virgem Maria · † s. I

Descendente da Casa de David

São raros os dados sobre as origens, a infância e a juventude de José, o humilde carpinteiro de Nazaré, pai terrestre e adotivo de Jesus Cristo, e esposo da Virgem de todas as virgens, Maria. Sabemos apenas que era descendente da casa de David. Mas, a parte de sua vida da qual temos todo o conhecimento basta para que sua canonização seja justificada. São José

José é, praticamente, o último elo de ligação entre o Velho e o Novo Testamento, o derradeiro patriarca que recebeu a comunicação de Deus vivo, através do caminho simples dos sonhos. Sobretudo escutou a palavra de Deus vivo. Escutando no silêncio.

Nas Sagradas Escrituras não há uma palavra sequer pronunciada por José. Mas, sua missão na História da Salvação Humana é das mais importantes: dar um nome a Jesus e fazê-lo descendente de David, necessário para que as profecias se cumprissem.

Homem Justo

Por isso, na Igreja, José recebeu o título de “homem justo”. A palavra “justo” recorda a sua retidão moral, a sua sincera adesão ao exercício da lei e a sua atitude de abertura total à vontade do Pai celestial. Também nos momentos difíceis e às vezes dramáticos, o humilde carpinteiro de Nazaré nunca arrogou para si mesmo o direito de pôr em discussão o projeto de Deus. Esperou a chamada do Senhor e em silêncio respeitou o mistério, deixando-se orientar pelo Altíssimo.

Quando recebeu a tarefa, cumpriu-a com dócil responsabilidade: escutou solícito o anjo, quando se tratou de tomar como esposa a Virgem de Nazaré, na fuga para o Egito e no regresso para Israel (Mt 1 e 2, 18-25 e 13-23). Com poucos mas significativos traços, os evangelistas o descreveram como cuidadoso guardião de Jesus, esposo atento e fiel, que exerceu a autoridade familiar numa constante atitude de serviço. As Sagradas Escrituras nada mais nos dizem sobre ele, mas neste silêncio está encerrado o próprio estilo da sua missão: uma existência vivida no anonimato de todos os dias, mas com uma fé segura na Providência.

José amou, acreditou e confiou em Deus

Somente uma fé profunda poderia fazer com que alguém se mostrasse tão disponível à vontade de Deus. José amou, acreditou, confiou em Deus e no Messias, com toda sua esperança. Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte. Os teólogos acreditam que José tenha morrido três anos antes da crucificação de Jesus, ou seja quando Ele tinha trinta anos.

Por isso, hoje é dia de festa para a Fé. O culto a São José começou no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade.

Padroeiro universal da Igreja

Em 1870, o Papa Pio IX o proclamou São José, padroeiro universal da Igreja e, a partir de então, passou a ser venerado no dia 19 de março. Porém, em 1955, o Papa Pio XII fixou também, o dia primeiro de maio para celebrar São José, o trabalhador. Enquanto, o Papa João XXIII, inseriu o nome de São José no Cânone romano, durante o seu pontificado.

São José, Rogai por nós!

José — Significa “aquele que acrescenta”, “acréscimo do Senhor” ou “Deus multiplica”. O nome José tem origem no hebraico Yosef.

“Pai e Protetor das almas virgens, nosso Pai e Provedor, guarda fiel de Jesus, que é a mesma inocência, e Maria, a Virgem das virgens: Nós vos suplicamos e rogamos, por Jesus e Maria, façais que, preservados de toda mancha puros de coração e castos de corpo, sirvamos constantemente a Jesus e Maria, em uma perfeita castidade. Amém.”

São José, rogai por nós!

Beata Sibilina Biscóssi — Virgem que, ficando cega aos doze anos, passou sessenta e cinco anos iluminando com a sua luz interior muitas pessoas que a ela acorriam.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de março:

1
Solenidade de São José
Esposo da Santíssima Virgem Maria, homem justo, da descendência de David, que exerceu a missão de pai do Filho de Deus, Jesus Cristo, o qual quis ser chamado filho de José e lhe foi submisso como um filho a seu pai.

† s. I

2
São João de Parrano
Abade. Em Spoleto, na Úmbria, região da Itália, que orientou como pai um grande número de servos de Deus.

† s. VI

3
Beato Isnardo de Chiampo
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Pavia, na Lombardia, Itália, que fundou nesta cidade um convento da sua Ordem.

† 1244

4
Beato André Galleráni
Em Sena, na Toscana, Itália, que visitou e confortou os enfermos e os atribulados e congregou companheiros na associação dos Irmãos da Misericórdia, dedicados ao serviço dos pobres e dos enfermos.

† 1251

5
Beato João Burálli de Parma
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Camerino, nas Marcas, Itália. O papa Inocêncio IV enviou-o como delegado aos Gregos, para procurar restabelecer a sua comunhão com os Latinos.

† 1289

6
Beata Sibilina Biscóssi
Virgem. Em Pavia, Lombardia, Itália. Ficando cega aos doze anos, passou sessenta e cinco anos reclusa numa cela, iluminando com a sua luz interior muitas pessoas que a ela acorriam.

† 1367

7
Beato Marcos de Montegallo
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Vicenza, no Véneto, Itália. Para socorrer a indigência dos pobres, criou a obra denominada Monte de Piedade.

† 1496

8
Beato Félix José (José Trilla Lastra)
Religioso dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Monistrol de Monserrat, Espanha. Foi morto em ódio à religião durante a perseguição contra a Igreja.

† 1936

9
Beato Narciso Turchan
Presbítero franciscano e mártir. Deportado da Polônia para o campo de concentração de Dachau, na Baviera, Alemanha, onde morreu vitimado pelas torturas em razão da sua fé.

† 1942

10
Beato Marcelo Callo
Mártir. Vindo de Rennes, França, confortava com fervorosa fé os seus companheiros de cativeiro em Mauthausen, Áustria, exaustos pelos duros trabalhos forçados, e por isso foi morto no campo de extermínio.

† 1945

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT