Santo Apolinário, Bispo de Ravena – 20 de Julho

Santo Apolinário, Bispo de Ravena

Santo do Dia – 20 de Julho

Santo Apolinário,

Bispo de Ravena · † 79

Origens

Santo Apolinário - Bispo de Ravena

Apolinário nasceu em Antioquia da Síria, sem uma precisão exata de data, no Século I.

Este santo, talvez desconhecido para você, tem uma particularidade singular: está no Gênesis do cristianismo. Sim! Ele teve contato direto com os apóstolos de Cristo. O encontro com Pedro mudaria sua vida.

Ele estava na Antioquia, com sua família pagã, quando encontrou o apóstolo e ficou profundamente tocado pelas suas palavras, a ponto de segui-lo até Roma.

Sofrimento por causa de Cristo

Depois foi enviado por São Pedro a Ravena, local em que construiu uma igreja da qual foi bispo. Apolinário evangelizou aquela região, pregando em nome de Jesus, o que irritou os pagãos. Por isso, sofreu torturas para parar de anunciar o Evangelho.

Uma vez, foi espancado de uma forma tão brutal, que quase morreu. Além disso, foi obrigado a ficar de pés descalços e se lançar sobre brasas e também foi jogado água fervente sobre suas feridas.

A eficácia do Evangelho

Entrando na casa de uma pessoa da elite da época para curar sua filha, Apolinário a fez voltar à vida. A consequência foi a conversão da jovem, sua mãe e de toda uma multidão.

A morte

Apolinário morreu por volta do ano 79 d.C., em Ravena, após ser espancado por uma multidão. No lugar do martírio, foi construída uma basílica, hoje chamada Santo Apolinário em Classe, consagrada em 549.

Os Papas Símaco e Honório I ajudaram a difundir o culto a esse santo. As relíquias do Santo foram trasladadas para a cidade de Ravena, no século IX, e conservadas em uma igreja chamada Basílica de Santo Apolinário Novo.

Santo Apolinário, rogai por nós!


Apolinário — Belíssimo nome que reúne duas terminologias: “poderoso” e “virtuoso”. Ao fazer a junção dessas duas palavras, significa “poderoso em virtudes”.

“Oh, digníssimo Santo Apolinário, merecedor de admiração, que com dignidade de pontífice mereceu receber o poder apostólico, ajudar-nos a ser fiéis a Cristo e o Seu Evangelho até o fim! Ó fortíssimo atleta de Cristo, que, já resfriando o calor da idade, em meio às penas, pregou constantemente a Jesus Cristo, redentor do mundo, dai-nos a fortaleza, paz e caridade! Amém.”

Santo Apolinário, rogai por nós!

Santo Elias, o Tesbita — Profeta do Senhor no tempo de Acab e Acazias, reis de Israel.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de julho:

1

Santo Apolinário
Bispo. Em Ravena, na Itália. Enviado por São Pedro, evangelizou a região e sofreu torturas por pregar o Evangelho, morrendo espancado por uma multidão.

† 79

2

Santo Elias, o Tesbita
Profeta do Senhor no tempo de Acab e Acazias, reis de Israel.

† data inc.

3

São José Barsabás
Chamado o Justo, exercitou o ministério da pregação e da santidade.

† data inc.

4

Santa Marinha ou Margarida
Em Antioquia da Pisídia, na atual Turquia. Segundo a tradição, consagrou o seu corpo a Cristo na santidade e no martírio.

† data inc.

5

São Frumêncio
Bispo, na Etiópia. Tendo sido prisioneiro, foi depois ordenado bispo por Santo Atanásio e propagou o Evangelho nesta região.

† s. IV

6

Santo Aurélio
Bispo. Em Cartago, na atual Tunísia. Protegeu os fiéis contra os costumes pagãos e estabeleceu a sede episcopal no lugar onde antes se encontrava uma estátua da deusa Celeste.

† c. 430

7

São Vulmaro
Presbítero. No território de Boulogne, na Gália, atualmente na França. Fundou em Hautmont, no Hainaut, dois mosteiros, um para os monges e outro para as sagradas virgens.

† c. 700

8

São Paulo
Diácono e mártir. Em Córdoba, na Andaluzia, região da Espanha. Não teve medo de censurar aos príncipes e magistrados dos Mouros a falsidade do seu culto e foi morto confessando a fé em Cristo como verdadeiro Deus.

† 851

9

Beato Bernardo
Bispo. Em Hildesheim, na Saxônia, região da atual Alemanha. Embora cego, governou a sua Igreja durante vinte e três anos.

† 1153

10

Santas Madalena Yi Yong-hui, Teresa Yi Mae-im, Marta Kim Song-im, Luzia Kim, Rosa Kim, Ana Kim Chang-gum e Maria Won Kwi-im, e São João Baptista Yi Kwang-nyol
Virgens e mártir. Em Seul, na Coreia.

† 1839

11

São José Maria Díaz Sanjurgo
Bispo da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam. Na perseguição desencadeada pelo imperador Tu Duc, foi condenado à morte em ódio à fé cristã.

† 1857

12

Santos Leão Inácio Mangin e Paulo Denn, com Santa Maria Zhou Wuzhi
Presbíteros da Companhia de Jesus e mártir. Em Zhoujiahe, no Hebei, província da China. Surpreendidos e mortos diante do altar de um templo durante a perseguição dos “Yihetuan”.

† 1900

13

São Pedro Zhou Rixin
Mártir. Em Lujiazhuang, no Hebei, China. Negou poder renegar a sua fé no Deus criador do mundo, e por isso foi decapitado.

† 1900

14

Santa Maria Fu Guilin
Professora. Em Daliacum, na província da China. Morreu decapitada enquanto invocava Cristo Salvador.

† 1900

15

Santas Maria Zhao Guozhi e suas filhas Rosa Zhao e Maria Zhao
Em Wuqiao Zhaojia, no Hebei, China. Para não serem violadas, lançaram-se num poço, mas foram de lá retiradas e consumaram o seu martírio.

† 1900

16

São Xi Guizi
Mártir. Em Dechau, no Hebei, China. Ainda catecúmeno, na praça em tumulto declarou ser cristão e foi dilacerado pelos golpes dos inimigos da fé.

† 1900

17

Beatas Rita Dolores do Coração de Jesus e Francisca do Coração de Jesus
Virgens e mártires. Em Madrid, na Espanha. Presas durante a perseguição religiosa na guerra civil, foram pouco depois fuziladas na praça pública.

† 1936

18

Beato Antônio Fernandez Camacho
Presbítero da Sociedade Salesiana e mártir. Em Sevilha, na Espanha. Confirmou com o seu sangue a sua fidelidade ao Senhor durante a perseguição contra a Igreja.

† 1936

19

Beatos Luís Furones Furones e Jacinto Garcia Riesco
Da Ordem dos Pregadores e mártires. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

20

Beatos Lucas de São José e João José de Jesus Crucificado
Presbíteros das Ordens dos Carmelitas Descalços e da Santíssima Trindade, mártires. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

21

Beato Jorge de São José
Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. Em Moiá, perto de Barcelona, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Apolinário nasceu em Antioquia da Síria, sem uma precisão exata de data, no Século I.

Nome

Apolinário é um belíssimo nome, podendo ser definido com duas terminologias: “poderoso” e “virtuoso”. Ao fazer a junção dessas duas palavras, significa que é “poderoso em virtudes”.

Encontro com Pedro

Este santo, talvez desconhecido para você, tem uma particularidade singular: Está no Gênesis do cristianismo. Sim! Ele teve contato direto com os apóstolos de Cristo. O encontro com Pedro mudaria sua vida. Ele estava na Antioquia, com sua família pagã, quando encontrou o apóstolo e ficou profundamente tocado pelas suas palavras, a ponto de segui-lo até Roma.

Sofrimento por causa de Cristo

Depois foi enviado por São Pedro a Ravena, local em que construiu uma igreja da qual foi bispo. Apolinário evangelizou aquela região, pregando em nome de Jesus, o que irritou os pagãos. Por isso, sofreu torturas para parar de anunciar o Evangelho. Uma vez, foi espancado de uma forma tão brutal, que quase morreu. Além disso, foi obrigado a ficar de pés descalços e se lançar sobre brasas e também foi jogado água fervente sobre suas feridas.

A eficácia do Evangelho

Entrando na casa de uma pessoa da elite da época para curar sua filha, Apolinário a fez voltar à vida. A consequência foi a conversão da jovem, sua mãe e de toda uma multidão.

Páscoa

Apolinário morreu por volta do ano 79 d.C., em Ravena, após ser espancado por uma multidão. No lugar do martírio, foi construída uma basílica, hoje chamada Santo Apolinário em Classe, consagrada em 549.

Os Papas Símaco e Honório I ajudaram a difundir o culto a esse santo.

As relíquias do Santo foram trasladadas para a cidade de Ravena, no século IX. Foram conservadas em uma igreja que foi chamada Basílica de Santo Apolinário Novo.

Minha oração

“Oh, digníssimo Santo Apolinário, merecedor de admiração, que com dignidade de pontífice mereceu receber o poder apostólico, ajudar-nos a ser fiéis a Cristo e o Seu Evangelho até o fim! Ó fortíssimo atleta de Cristo, que, já resfriando o calor da idade, em meio às penas, pregou constantemente a Jesus Cristo, redentor do mundo, dai-nos a fortaleza, paz e caridade! Amém.”

Santo Apolinário, Bispo de Ravena, rogai por nós!  

Outros santos e beatos celebrados em 20 de Julho:

  • A comemoração de Santo Elias o Tesbita, profeta do Senhor no tempo de Acab e Acazias, reis de Israel.
  • A comemoração de São José Barsabás, chamado o Justo, que exercitou o ministério da pregação e da santidade.
  • Em Antioquia da Pisídia, na atual Turquia, Santa Marinha ou Margarida, que, segundo a tradição, consagrou o seu corpo a Cristo na santidade e no martírio. († data inc.)
  • Na Etiópia, São Frumêncio, bispo, que, tendo sido prisioneiro, foi depois ordenado bispo por Santo Atanásio e propagou o Evangelho nesta região. († s. IV)
  • Em Cartago, na atual Tunísia, Santo Aurélio, bispo,  que protegeu os fiéis contra os costumes pagãos e estabeleceu a sede episcopal no lugar onde antes se encontrava uma estátua da deusa Celeste. († c. 430)
  • No território de Boulogne, na Gália, atualmente na França, São Vulmaro, presbítero, que fundou em Hautmont, no Hainaut, dois mosteiros, um para os monges e outro para as sagradas virgens. († c. 700)
  • Em Córdoba, na Andaluzia, região da Espanha, São Paulo, diácono e mártir, que não teve medo de censurar aos príncipes e magistrados dos Mouros a falsidade do seu culto e foi morto confessando a fé em Cristo como verdadeiro Deus. († 851)
  • Em Hildesheim, na Saxônia, região da atual Alemanha, o Beato Bernardo, bispo, que, embora cego, governou a sua Igreja durante vinte e três anos. († 1153)
  • Em Seul, na Coreia, as santas Madalena Yi Yong-huiTeresa Yi Mae-imMarta Kim Song-imLuzia KimRosa KimAna Kim Chang-gum e Maria Won Kwi-im, virgem. E São João Baptista Yi Kwang-nyol, mártires. († 1839)
  • Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, São José Maria Díaz Sanjurgo, bispo da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na perseguição desencadeada pelo imperador Tu Duc, foi condenado à morte em ódio à fé cristã. († 1857)
  • Em Zhoujiahe, no Hebei, província da China, os santos Leão Inácio Mangin e Paulo Denn, presbíteros da Companhia de Jesus. Durante a perseguição desencadeada pela seita dos “Yihetuan”, eles foram surpreendidos e mortos diante do altar de um templo. Com eles pereceu também Santa Maria Zhou Wuzhi, que, intentando proteger com o seu corpo São Leão, ministro da sagrada Eucaristia, caiu ferida de morte. († 1900)
  • Em Lujiazhuang, também no Hebei, São Pedro Zhou Rixin, mártir, que, na mesma perseguição dos “Yihetuan”, negou poder renegar a sua fé no Deus criador do mundo, e por isso foi decapitado. († 1900)
  • Em Daliacum, na mesma província da China, Santa Maria Fu Guilin, uma professora que morreu decapitada enquanto invocava Cristo Salvador. († 1900)
  • Em Wuqiao Zhaojia, também no Hebei, a comemoração das santas Maria Zhao Guozhi e suas filhas Rosa Zhao e Maria Zhao. Para não serem violadas, elas se lançaram num poço, mas foram de lá retiradas e consumaram o seu martírio. († 1900
  • Em Dechau, também no Hebei, a comemoração de São Xi Guizi, mártir, que, ainda catecúmeno, na praça em tumulto declarou ser cristão e foi dilacerado pelos golpes dos inimigos da fé. († 1900)
  • Em Madrid, na Espanha, as beatas Rita Dolores do Coração de Jesus e Francisca do Coração de Jesus, virgens. Elas faziam parte da Congregação das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus e mártires. Foram presas durante a perseguição religiosa na guerra civil e pouco depois fuziladas na praça pública. († 1936)
  • Em Sevilha, na Espanha, o Beato Antônio Fernandez Camacho, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição contra a Igreja, confirmou com o seu sangue a sua fidelidade ao Senhor. († 1936)
  • Em Madrid, na Espanha, os beatos Luís Furones Furones (Abraão Furones Furones), presbítero, e Jacinto Garcia Riesco, religioso. Ambos da Ordem dos Pregadores e mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, na Espanha, os beatos mártires Lucas de São José (José Tristañy Pujol), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços, e João José de Jesus Crucificado (João Páfila Montlleó), presbítero da Ordem da Santíssima Trindade. († 1936)
  • Em Moiá, perto de Barcelona, na Espanha, o Beato Jorge de São José (António Bosch Verdura), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. († 1936)

São Símaco, Papa justo e conciliador – 19 de Julho

São Símaco, Papa justo e conciliador

Santo do Dia – 19 de Julho

São Símaco,

Papa Justo e Conciliador · † 514

Origens

São Símaco nasceu na Ilha da Sardenha, no século V, e foi o sucessor de Pedro como líder da Igreja.

São Símaco-Papa

O Papa

Teve que enfrentar os desafios da oposição antipapa de Lourenço, que havia reivindicado a autoridade de Papa. A situação só foi resolvida quando o rei Teodorico, monarca ariano, interveio e decidiu que seria reconhecido como Papa legítimo aquele que fosse eleito primeiro e com o maior número de votos dos demais bispos. Portanto, São Símaco foi eleito Papa em 498.

Intrigas sociais e políticas

São Símaco teve um papel importante como conciliador durante a queda do império romano e a invasão dos vândalos, godos, visigodos e longobardos que começavam a dominar o Ocidente. Ele entrou nas intrigas sociais e políticas para tomar partido da paz e da harmonia. Já próximo ao fim da vida, ele ainda encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos. Enquanto foi Papa, ele construiu o primeiro núcleo do palácio do Vaticano.

A morte

Papa de número 51, São Símaco morreu em 19 de julho de 514, em Roma.

São Símaco, rogai por nós! Símaco — O nome deriva do grego Sýmmachos, que significa “companheiro de luta”, “aliado” ou “aquele que combate ao lado”.

“São Símaco, homem de justiça e conciliador, concede-me a graça de ser resiliente na vida santificada e ajuda-me a espalhar a paz de Jesus ao mundo. Amém.”

São Símaco, rogai por nós!

Santa Macrina — Virgem do mosteiro de Annesis, no Ponto, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de julho:

1
São Símaco Papa. Em Roma. Enfrentou o cisma do antipapa Lourenço, atuou como conciliador durante a invasão dos povos bárbaros e libertou escravos.
† 514
2
Santo Epafras Trabalhou muito pelo Evangelho em Colossos, em Laodiceia e em Hierápolis.
† s. I
3
Santos Macedónio, Teódulo e Taciano Mártires. Em Meros, na Frígia, na atual Turquia, foram, por ordem do governador Almáquio, colocados sobre grades de ferro em brasa.
† c. 362
4
Santa Macrina Virgem. No mosteiro de Annesis, no Ponto, atual Turquia, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste.
† 379
5
São Dio o Taumaturgo Arquimandrita. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, natural de Antioquia, ordenado sacerdote e construtor de um mosteiro sob a Regra dos Acemetas.
† s. V in.
6
Santa Áurea Virgem. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, morreu durante a perseguição dos Mouros.
† 856
7
São Bernoldo (Bernolfo) Bispo. Em Utrecht, na Gélbria da Lotaríngia, atual Holanda, libertou igrejas e mosteiros do domínio dos poderosos e fomentou a observância dos Cluniacenses.
† 1054
8
Beata Estila Virgem consagrada. No mosteiro de Marienburg, na Francónia, atualmente na Alemanha, foi sepultada na igreja por ela construída.
† c. 1140
9
Beato Pedro Crisci Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, distribuiu todos os seus bens pelos pobres e viveu em grande humildade e penitência na torre do campanário da igreja.
† c. 1323
10
São João Plessington Presbítero e mártir. Em Chester, na Inglaterra, ordenado sacerdote em Segóvia e condenado à forca no reinado de Carlos II.
† 1679
11
São João Baptista Zhou Wurui Mártir. Em Lujiazuang, no Hebei, província da China, ainda adolescente, declarou-se abertamente cristão perante os sectários “Yihetuan” e foi desmembrado e morto a golpes de machado.
† 1900
12
Santos Isabel Qin Bianzhi e Simão Qin Chunfu Mártires, mãe e filho de catorze anos. Em Liucun, próximo de Renkin, no Hebei, China, superaram, fortes na fé, toda a crueldade dos “Yihetuan”.
† 1900
13
Beatos Aquiles Puchala e Hermano Stepien Presbíteros da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártires. Em Borowikowsczyzna, na Polónia, mortos durante a ocupação de sua pátria sob um regime militar estrangeiro.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

São Símaco nasceu na Ilha da Sardenha no século V e foi o sucessor de Pedro como líder da Igreja.

Papa

Teve que enfrentar os desafios da oposição antipapa de Lourenço, que havia reivindicado a autoridade de Papa. A situação só foi resolvida quando o rei Teodorico, monarca ariano, interveio e decidiu que seria reconhecido como Papa legítimo aquele que fosse eleito primeiro e com o maior número de votos dos demais bispos.

Portanto, São Símaco  foi eleito Papa em 498.

Intrigas sociais e políticas

São Símaco teve um papel importante como conciliador durante a queda do império romano e a invasão dos vândalos, godos, visigodos e longobardos que começavam a dominar o Ocidente. Ele entrou nas intrigas sociais e políticas para tomar partido da paz e da harmonia.

Já próximo ao fim da vida, ele ainda encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos.

Enquanto foi Papa, ele construiu o primeiro núcleo do palácio do Vaticano.

Páscoa

Papa de número 51, São Símaco morreu em 19 de julho de 514 em Roma.

Minha oração

“São Símaco, homem de justiça e conciliador, concede-me a graça de ser resiliente na vida santificada e ajuda-me a espalhar a paz de Jesus ao mundo. Amém.”

São Símaco, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 19 de Julho:

  • Comemoração de Santo Epafras, que trabalhou muito pelo Evangelho em Colossos, em Laodiceia e em Hierápolis.
  • Em Meros, na Frígia, na atual Turquia, os santos MacedónioTeódulo e Taciano, mártires, que, por ordem do governador Almáquio, foram colocados sobre grades de ferro em brasa. († c. 362)
  • No mosteiro de Annesis, no Ponto, também na atual Turquia, Santa Macrina, virgem, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste. († 379)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Dio o Taumaturgo, arquimandrita, natural de Antioquia, que, nesta cidade foi ordenado sacerdote e construiu um mosteiro sob a Regra dos Acemetas. († s. V in.)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santa Áurea, virgem, que morreu durante a perseguição dos Mouros. († 856)
  • Em Utrecht, na Gélbria da Lotaríngia, atual Holanda, São Bernoldo ou Bernolfo, bispo, que libertou igrejas e mosteiros do domínio dos poderosos, construiu muitas igrejas e fomentou nos mosteiros a observância dos Cluniacenses. († 1054)
  • No mosteiro de Marienburg, na Francónia, atualmente na Alemanha, a Beata Estila, virgem consagrada, que foi sepultada na igreja por ela construída. († c. 1140)
  • Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, o Beato Pedro Crisci, que, tendo distribuído todos os seus bens pelos pobres, exercitou o ministério na igreja catedral e viveu em grande humildade e penitência na torre do campanário da igreja. († c. 1323)
  • Em Chester, na Inglaterra, São João Plessington, presbítero e mártir, que, ordenado sacerdote em Segóvia e regressando à Inglaterra, foi por isso condenado a forca no reinado de Carlos II. († 1679)
  • Em Lujiazuang, no Hebei, província da China, São João Baptista Zhou Wurui, mártir, que, ainda adolescente, se declarou abertamente cristão perante os sectários “Yihetuan” e por isso foi desmembrado e morto a golpes de machado. († 1900)
  • Em Liucun, próximo da cidade de Renkin, também no Hebei, os santos mártires Isabel Qin Bianzhi e seu filho Simão Qin Chunfu, de catorze anos, que, durante a mesma perseguição dos “Yihetuan”, fortes na fé, superaram toda a crueldade dos inimigos. († 1900)
  • Em Borowikowsczyzna, na Polónia, os beatos Aquiles Puchala e Hermano Stepien, presbíteros da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártires. Foram mortos durante a ocupação da Polónia, sua pátria, sob um regime militar estrangeiro. († 1943)

São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina – 18 de Julho

São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina

Santo do Dia – 18 de Julho

São Francisco Solano,

Padroeiro dos Missionários da América Latina · † 1610

Origens

São Franscisco Solano

Nasceu em Montilla, Espanha, no ano de 1549. Pertencente a uma família abastada e de nobre ascendência, os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, eram cristãos fervorosos. Sua formação passou pelo colégio jesuíta, ingressando, mais tarde, na Ordem Franciscana.

O que mais ansiava era ser um missionário. Porém, adiou os planos para cuidar dos doentes, principalmente os mais pobres na Espanha, que foram devastados pela peste. Ele acabou contraindo a doença, mas logo se recuperou.

Missão na América Latina

Em 1589, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano. Durante o caminho, eles enfrentaram uma forte tempestade, que fez o navio encalhar em um banco de areia. Porém, com sua presença e palavra de fé, acalmou as pessoas.

Com isso, acabou batizando muitos passageiros e também os escravos negros que viajavam com eles. Logo depois, o que Francisco dissera aconteceu. Um outro navio os avistou e chegaram a salvo ao destino: Lima, no Peru.

Quinze anos de apostolado

Durante os quinze anos de apostolado, vivenciou vários milagres como: a cura de doentes com o toque de seu cordão de franciscano, livrou totalmente uma vasta região da praga dos gafanhotos e o dom de aprender facilmente as novas línguas e catequizar a cada tribo em seu próprio dialeto.

Últimos anos

Passou os últimos cinco anos de sua vida em Lima. Francisco Solano morreu em julho de 1610 enquanto os frades cantavam o Credo. Suas últimas palavras foram: “Glorificetur Deus”. Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 27 de dezembro de 1726.

São Francisco Solano, rogai por nós! Francisco — Significa “o francês” ou “homem livre”. Deriva do germânico Frank, que originalmente designava os membros da tribo dos francos, e tornou-se mundialmente famoso devido a São Francisco de Assis. Solano — Tem origem no latim sol, que significa “sol”, ou deriva de topônimos espanhóis que significam “lugar exposto ao sol”.

“Oração – São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina, dai-nos o anseio de sermos missionários e nunca desistir de anunciar as maravilhas de Deus. Amém.”

São Francisco Solano, rogai por nós!

São Bartolomeu dos Mártires — Bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de julho:

1
São Francisco Solano Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Lima, no Peru. Missionário incansável na evangelização da América Latina, dotado do dom de línguas e de numerosos milagres.
† 1610
2
São Bartolomeu dos Mártires Bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga.
† 1590
3
Santos Sinforosa e sete companheiros — Crescente, Juliano, Nemésio, Primitivo, Justino, Estacteu e Eugénio Mártires. Na Via Tiburtina. Suportaram o martírio com diversos gêneros de tortura, como irmãos em Cristo.
† s. III-IV
4
São Materno Bispo. Em Milão, na Ligúria, região da Itália. Restabelecida a liberdade da Igreja, trasladou com grande solenidade de Lódi para a sua cidade os corpos dos mártires Nabor e Félix.
† s. IV
5
Santo Emiliano Mártir. Em Doróstoro, na Mésia, na Bulgária. Destruiu o altar dos ídolos para impedir o sacrifício e, por isso, foi atirado para uma fornalha.
† 362
6
São Filastro Bispo. Em Bréscia, na Venécia, atualmente na Lombardia, região da Itália. Sua vida e morte foram louvadas por São Gaudêncio, seu sucessor.
† c. 397
7
São Rufilo Bispo. Em Forlimpópuli, na atual Emília-Romanha, região da Itália. Considerado o primeiro a governar esta Igreja e ter conduzido a Cristo todo o povo rural deste território.
† s. V
8
Santo Arnolfo Bispo. Em Metz, na Austrásia, atualmente na França. Foi conselheiro de Dagoberto, rei da Austrásia, e depois, renunciando ao cargo, se retirou para a vida eremítica nos montes Vosgos.
† 640
9
Santa Teodósia Monja e mártir. Em Constantinopla, na Turquia. Morreu por defender uma antiga imagem de Cristo que o imperador Leão ordenava remover do seu palácio.
† s. VIII
10
São Frederico Bispo. Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, atualmente na Holanda. Exímio conhecedor da Sagrada Escritura, consagrou-se com grande zelo à evangelização dos Frísios.
† 838
11
São Bruno Bispo. Em Ségni, no Lácio, região da Itália. Trabalhou e sofreu muito pela renovação da Igreja e, por isso, obrigado a deixar a sua sede episcopal, encontrou refúgio em Montecassino.
† 1123
12
São Simão de Lipnica Presbítero da Ordem dos Menores. Em Cracóvia, na Polônia. Impelido pela sua caridade, encontrou a morte no cuidado dos empestados moribundos.
† 1482
13
Beato João Baptista de Bruxelas Presbítero de Limoges e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Morreu durante a Revolução Francesa.
† 1794
14
São Domingos Nicolau Dinh Dat Mártir. Em Nam Dinh, hoje no Vietnã. Morreu estrangulado por ser cristão a mando do imperador Minh Mang.
† 1859
15
Beata Tarcísia (Olga Mackiv) Virgem da Congregação das Irmãs Escravas de Maria Imaculada e mártir. Em Krystonópil, na Ucrânia.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Nasceu em Montilla, Espanha, no ano de 1549. Pertencente a uma família abastada e de nobre ascendência, os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, eram cristãos fervorosos.

Sua formação passou pelo colégio jesuíta, ingressando, mais tarde, na Ordem Franciscana. O que mais ansiava era ser um missionário. Porém, adiou os planos para cuidar dos doentes, principalmente os mais pobres na Espanha, que foram devastados pela peste. Ele acabou contraindo a doença, mas logo se recuperou.

Missão na América Latina 

Em 1589, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano. Durante o caminho, eles enfrentaram uma forte tempestade, que fez o navio encalhar em um banco de areia. Porém, com sua presença e palavra de fé, acalmou as pessoas. Com isso, acabou batizando muitos passageiros e também os escravos negros que viajavam com eles. Logo depois, o que Francisco dissera aconteceu. Um outro navio os avistou e  chegaram a salvo ao destino: Lima, no Peru.

Quinze anos de apostolado 

Durante os quinze anos de apostolado, vivenciou vários milagres como: a cura de doentes com o toque de seu cordão de franciscano, livrou totalmente uma vasta região da praga dos gafanhotos e o dom de aprender facilmente as novas línguas e catequizar a cada tribo em seu próprio dialeto.

Páscoa

Passou os últimos cinco anos de sua vida em Lima. Francisco Solano morreu em julho de 1610 enquanto os frades cantavam  o Credo. Suas últimas palavras foram:  “Glorificetur Deus”. Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 27 de dezembro de 1726.

Minha oração

“São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina, dai-nos o anseio de sermos missionários e nunca desistir de anunciar as maravilhas de Deus. Amém.”

São Francisco Solano, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 18 de Julho:

  • Comemoração do São Bartolomeu dos Mártires, bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga. († 1590)
  • Na Via Tiburtina,  a comemoração dos santos Sinforosa e sete companheiros – CrescenteJulianoNemésioPrimitivoJustinoEstacteu e Eugénio – mártires, que suportaram o martírio com diversos géneros de tortura, como irmãos em Cristo. († s. III-IV)
  • Em Milão, na Ligúria, região da Itália, São Materno, bispo, que, restabelecida a liberdade da Igreja, trasladou com grande solenidade de Lódi para a sua cidade os corpos dos mártires Nabor e Félix. († s. IV)
  • Em Doróstoro, na Mésia, na Bulgária, Santo Emiliano, mártir, que, destruiu o altar dos ídolos para impedir o sacrifício e, por isso, foi atirado para uma fornalha. († 362)
  • Em Bréscia, na Venécia, atualmente na Lombardia, região da Itália, São Filastro, bispo, cuja vida e morte foram louvadas por São Gaudêncio, seu sucessor. († c. 397)
  • Em Forlimpópuli, na atual Emília-Romanha, também região da Itália, São Rufilo, bispo, que é considerado o primeiro a governar esta Igreja e ter conduzido a Cristo todo o povo rural deste território. († s. V)
  • Em Metz, na Austrásia, atualmente na França, Santo Arnolfo, bispo, que foi conselheiro de Dagoberto, rei da Austrásia, e depois, renunciando ao cargo, se retirou para a vida eremítica nos montes Vosgos. († 640)
  • Em Constantinopla, na Turquia, Santa Teodósia, monja e mártir. Ela morreu por defender uma antiga imagem de Cristo que o imperador Leão ordenava remover do seu palácio. († s. VIII)
  • Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, atualmente na Holanda, São Frederico, bispo, que foi exímio conhecedor da Sagrada Escritura e se consagrou com grande zelo à evangelização dos Frisões. († 838)
  • Em Ségni, no Lácio, região da Itália, São Bruno, bispo, que trabalhou e sofreu muito pela renovação da Igreja e, por isso, obrigado a deixar a sua sede episcopal, encontrou refúgio em Montecassino. († 1123)
  • Em Cracóvia, na Polónia, São Simão de Lipnica, presbítero da Ordem dos Menores que, impelido pela sua caridade, encontrou a morte no cuidado dos empestados moribundos. († 1482)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista de Bruxelas, presbítero de Limoges e mártir, que, morreu durante a Revolução Francesa. († 1794)
  • Em Nam Dinh, hoje no Vietnam, São Domingos Nicolau Dinh Dat, mártir, que, morreu estrangulado por ser cristão a mando do imperador Minh Mang. († 1859)
  • Em Krystonópil, na Ucrânia, a Beata Tarcísia (Olga Mackiv), virgem da Congregação das Irmãs Escravas de Maria Imaculada e mártir.  († 1944)

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires – 17 de Julho

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires

Santo do Dia – 17 de Julho

Beato Inácio de Azevedo,

Mártir Jesuíta e Companheiros · † 1570

Origens

Beato Inpacio de Azevedo Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres.

Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças.

Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

companhia de jesus

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral.

vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão São Francisco de Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários.

Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses.

os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem.

Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

Beato Inácio de Azevedo e companheiros, rogai por nós!

Inácio — Significa “o ardente” ou “o fogoso”. Tem origem no latim Ignatius, derivado de ignis, que significa fogo, numa alusão ao fervor e zelo espiritual.

“Oração – Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém.”

Bem-aventurados mártires, rogai por nós!

Santa Edviges — Rainha da Polônia, nascida na Hungria, dedicou seu reinado à evangelização da Lituânia e às obras de caridade.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de julho:

1

Santos Esperato, Narzal, Citino, Vetúrio, Félix, Aquilino, Letâncio, Januária, Generosa, Véstia, Donata e SegundaMártires cilitanos. Em Cartago, na hodierna Tunísia.

† 180

2

São JacintoMártir. Em Amástris, na Paflagônia, hoje na Turquia.

† c. s. III

3

Santas Justa e RufinaVirgens e mártires. Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia.

† c. 287

4

Santa MarcelinaVirgem. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Irmã de Santo Ambrósio.

† s. IV f.

5

Santo AleixoHomem de Deus. Em Roma, na igreja situada no monte Aventino.

† s. IV

6

São TeodósioBispo. Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França.

† s. VI

7

Santo EnódioBispo. Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália.

† 521

8

São FredegandoMonge. Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica.

† s. VIII

9

São KenelmoPríncipe da Mércia, considerado mártir. No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra.

† c. 812

10

São Leão IVPapa. Em Roma, junto de São Pedro. Defensor da cidade e apologista do primado de Pedro.

† 855

11

São ColomanoEm Stockerau, no território de Viena, na Baviera, atualmente na Áustria.

† 1012

12

Santos André (Zoerardo) e BentoEremitas. Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, atual Eslováquia.

† 1031 e 1034

13

Santa EdvigesRainha, nascida na Hungria. Em Cracóvia, na Polônia.

† 1399

14

Beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheirasVirgens do Carmelo de Compiègne e mártires. Em Paris, na França.

† 1794

15

São Pedro Liu ZiyuMártir. Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China.

† 1900

16

Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich)Bispo e mártir. Em Leopoldov, na Eslováquia.

† 1960

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. 

Companhia de Jesus

Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças. Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral. 

Vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão são Francisco Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários. Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses. 

Os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem. Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

A minha oração

“Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Bem-aventurados Mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 17 de Julho

  • Em Cartago, na hodierna Tunísia, o dia natal dos santos mártires cilitanos – EsperatoNarzalCitinoVetúrioFélixAquilinoLetâncioJanuáriaGenerosaVéstiaDonata e Segunda. († 180)
  • Em Amástris, na Paflagónia, na hodierna Turquia, São Jacinto, mártir. († c. s. III)
  • Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia, as santas Justa e Rufina, virgens. († c. 287)
  • Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santa Marcelina, virgem, irmã de Santo Ambrósio. († s. IV f.)
  • Em Roma, na igreja situada no monte Aventino, celebra-se um homem de Deus chamado Aleixo. († s. IV)
  • Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França, São Teodósio, bispo. († s. VI)
  • Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Enódio, bispo. († 521)
  • Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Bélgica, São Fredegando, monge. († s. VIII)
  • No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra, São Kenelmo, príncipe da Mércia, que é considerado mártir. († c. 812)
  • Em Roma, junto de São Pedro, São Leão IV, papa, defensor da cidade e apologista do primado de Pedro. († 855)
  • Em Stockerau, no território de Viena, na Baviera, atualmente na Áustria, São Colomano. († 1012)
  • Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, em território da atual Eslováquia, os santos André ou Zoerardo e Bento, eremitas. († 1031 e 1034)
  • Em Cracóvia, na Polônia, Santa Edviges, rainha, que, nascida na Hungria. († 1399)
  • Em Paris, na França, as beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheiras, virgens do Carmelo de Compiègne e mártires. († 1794)
  • Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China, São Pedro Liu Ziyu, mártir. († 1900)
  • Em Leopoldov, na Eslováquia, o Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich), bispo e mártir. († 1960)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]
  • Um Santo para cada dia, Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

Nossa Senhora do Carmo, Virgem do Escapulário – 16 de Julho

Nossa Senhora do Carmo, Virgem do Escapulário

Santo do Dia – 16 de Julho

Nossa Senhora do Carmo,

Virgem do Escapulário · † s. XIII

Os Primeiros Monges

Nossa Senhora do Carmo Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”.

Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica. Atraídos ao Monte Carmelo pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155.

Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha à Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

O Reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e Perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se à Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, sede propícia aos carmelitas, ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno.”

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor à Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima

No dia 13 de outubro de 1917, na última de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; a oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das Dores, que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo de Nossa Senhora do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidou toda a Igreja a colocar o escapulário em primeiro lugar entre as devoções marianas, entendido como veste mariana e símbolo da proteção da Mãe celeste. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! Carmelo — Do hebraico Karmel, significa “jardim de Deus” ou “jardim fértil”. É o nome do monte na Terra Santa onde os primeiros cavaleiros cruzados se estabeleceram em torno de 1155, inspirados pela tradição do profeta Elias, dando origem à Ordem dos Carmelitas.

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém.”

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Beato Bartolomeu dos Mártires — Bispo de Braga, sepultado no mosteiro da Santa Cruz, em Viana do Castelo, Portugal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de julho:

1
Santo Antíoco Mártir. Em Anastasiópolis, na Galácia, na hodierna Turquia. Irmão de São Platão.
† s. III-IV
2
Santo Atenógenes Corepíscopo e mártir. Em Sebaste, na antiga Armênia, hoje Sivas, na Turquia.
† c. 305
3
Santo Helério Eremita. Em Jersey, ilha do Mar do Norte. Segundo a tradição, sofreu o martírio.
† s. VI
4
Santos Monulfo e Gondulfo Bispos. Em Maastricht, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda.
† s. VI/VII
5
Santos Reinilde, Grimoaldo e Gondulfo Mártires. Em Saintes, no Hainaut, na atual França. Segundo a tradição, sofreram o martírio.
† c. 680
6
São Sisenando Diácono e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha.
† 851
7
Beata Irmengarda Abadessa. No mosteiro de Chiemsee, na Baviera, região da atual Alemanha.
† 866
8
Beato Simão da Costa Religioso da Companhia de Jesus. O último dos mártires da nau «São Tiago».
† 1570
9
Beato Bartolomeu dos Mártires Bispo de Braga. Em Viana do Castelo, no mosteiro da Santa Cruz, Portugal.
† 1590
10
Beatos João Sugar e Roberto Grissold Presbítero e mártir. Em Warwick, na Inglaterra.
† 1604
11
Beatos André de Soveral e Domingos Carvalho Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Cunhaú, cidade próxima de Natal, no Brasil.
† 1645
12
Beatos Nicolau Savouret e Cláudio Béguignot Mártires. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beata Amada de Jesus e companheiras Virgens e mártires. Em Orange, na França.
† 1794
14
Santa Maria Madalena Postel Virgem, fundadora da Congregação das Filhas da Misericórdia. No território de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na Normandia, França.
† 1846
15
Santos Lang Yangzhi e Paulo Lang Fu Catecúmena e mártir, mãe e filho. Em Lujiapo, localidade próxima de Qinghe, no Hebei, China.
† 1900
16
Santa Teresa Zhang Hezhi Mártir. Em Zhangjiaji, localidade próxima de Ningjin, no Hebei, China.
† 1900

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

Os primeiros monges 

Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica.

Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155. Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha a Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. 

O reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propícia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se  o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima 

No dia 13 de outubro de 1917, na última aparição de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das dores (cf. Is 53, 3), que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar, em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.

A minha oração

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém!”

Nossa Senhor do Carmo, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 16 de julho:

  • Em Anastasiópolis, na Galácia, na hodierna Turquia, Santo Antíoco, mártir, irmão de São Platão. († s. III-IV)
  • Em Sebaste, na antiga Arménia, hoje Sivas, na Turquia, Santo Atenógenes, corepíscopo e mártir. († c. 305)
  • Em Jersey, ilha do Mar do Norte, Santo Helério, eremita, que, segundo a tradição, sofreu o martírio. († s. VI)
  • Em Maastricht, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda, os santos Monulfo e Gondulfo, bispos. († s. VI/VII)
  • Em Saintes, no Hainaut, na atual França, os santos mártires Reinilde, virgem, Grimoaldo e Gondulfo, que, segundo a tradição sofreram o martírio. († c. 680)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Sisenando, diácono e mártir. († 851)
  • No mosteiro de Chiemsee, na Baviera, região da atual Alemanha, a Beata Irmengarda, abadessa. († 866)
  • A paixão do Beato Simão da Costa, religioso da Companhia de Jesus e o último dos mártires da nau «São Tiago». († 1570)
  • Em Viana do Castelo, no mosteiro da Santa Cruz, em Portugal, o Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo de Braga. († 1590)
  • Em Warwich, na Inglaterra, os beatos João Sugar, presbítero, e Roberto Grissold, mártires. († 1604)
  • Em Cunhaú, cidade próxima de Natal, no Brasil, os beatos André de Soveral, presbítero da Companhia de Jesus, e Domingos Carvalho, mártires. († 1645)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Nicolau Savouret, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, e Cláudio Béguignot, da Ordem Cartusiana. († 1794)
  • Em Orange, na França, as beatas Amada de Jesus (Maria Rosa de Gordon) e seis companheiras, virgens e mártires. († 1794)
  • No território de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na Normandia, região da França, Santa Maria Madalena Postel, virgem que  fundou a Congregação das Filhas da Misericórdia. († 1846)
  • Em Lujiapo, localidade próxima de Qinghe, no Hebei, província da China, os santos Lang Yangzhi, catecúmena, e Paulo Lang Fu, seu filho, mártires. († 1900)
  • Em Zhangjiaji, localidade próxima de Ningjin, também no Hebei, Santa Teresa Zhang Hezhi, mártir. († 1900)

São Boaventura, Bispo, Doutor da Igreja – 15 de Julho

São Boaventura, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 15 de Julho

São Boaventura,

Doutor Seráfico · † 1274

Curado por Francisco

São Boaventura - Bispo, Doutor da Igreja Natural de Bagnoregio, “cidade onde também morreu”, nas proximidades de Viterbo, João Fidanza era filho de um médico.

Percebeu logo que não queria seguir a profissão do pai. Segundo uma lenda, que também explicaria a adoção do seu nome religioso, o encontro com São Francisco de Assis teria sido decisivo em sua vida. De fato, quando era criança, o Santo o curou de uma doença grave, e fazendo o sinal da cruz em sua testa, exclamou: “Oh! boa ventura!”.

Um Franciscano Professor

Aos 18 anos, foi estudar em Paris, onde entrou para a Ordem dos Frades Menores. Ao concluir seus estudos, em 1253, tornou-se magister (Professor) e por essa via santificou-se ao explicar os mistérios divinos. Assim, conseguiu a licença para ensinar teologia. Adotando a vida franciscana, tornou-se fiel a ele até o fim.

Perseguição Ordens Mendicantes

Na época, explodiu uma luta interna terrível entre os professores seculares e os pertencentes às Ordens mendicantes, que, por certo tempo, não eram reconhecidas pelas universidades. A rivalidade surgiu no início da Idade Média, quando, no século XII, a Igreja havia condenado os movimentos religiosos do pauperismo como hereges, até que o Papa Inocêncio III os incluiu no corpo eclesial sob a dependência direta do Papado. Porém, em 1254, a tensão voltou à gala, com a publicação de uma obra, que profetizava o advento de uma nova Igreja, fundada única e exclusivamente na pobreza, que deveria se concretizar em 1260.

Cardeal Franciscano

No entanto, em 1257, Frei Boaventura tornou-se Ministro Geral dos Frades Menores, cargo que o obrigou a deixar o ensino e fazer viagens por toda a Europa. Em 1260, escreveu uma nova biografia de São Francisco, intitulada a Legenda Maior, que substituía todas as biografias existentes e tinha como objetivo fortalecer a unidade da Ordem, – que já contava 30 mil frades, – ameaçada tanto pela corrente espiritual quanto pelas tendências mundanas. Giotto inspirou-se nesta obra para pintar a série de Histórias de São Francisco.

Conselheiro

Em 1271, ao voltar para Viterbo, ofereceu sua contribuição para a resolução do famoso Conclave, o mais longo da história, que elegeu seu amigo Gregório X. Este Papa, dois anos depois, o consagrou Bispo de Albano e Cardeal, confiando-lhe a tarefa de organizar, em Lyon, um Concílio para a unidade entre a Igreja latina e a grega. Precisamente durante este Concílio, após fazer duas intervenções, Boaventura faleceu em 1274.

A Filosofia a Serviço da Teologia

Em 1588, o Papa Sisto V o incluiu entre os Doutores da Igreja – que, na época, eram seis – junto com São Tomás de Aquino: Boaventura com o título de Doutor seráfico e Tomás com o de Doutor angélico. Sua contribuição para a doutrina teológica foi muito importante: partindo, antes de tudo, do pensamento de Santo Agostinho, expressou a necessidade de submeter a filosofia à teologia, uma vez que o objetivo desta última é Deus. Assim, a filosofia poderia apenas ajudar na busca humana de Deus, levando o homem de volta à sua dimensão interior – a alma – para reconduzir a Deus.

São Boaventura afirmava ainda que Cristo é o caminho de todas as ciências, e que somente a Verdade revelada podia potenciá-las e uni-las em vista da meta perfeita e única, que é sempre o conhecimento de Deus. Por isso, o Santo, que defendia a tradição patrística e combatia o aristotelismo, chegou à conclusão de que o único conhecimento possível só era possível através da contemplação.

A Expressão da SS. Trindade no Mundo

Ainda de origem agostiniana, também a elaboração da teologia trinitária de São Boaventura foi muito importante. Na prática, ele afirmava que o mundo era uma espécie de livro, no qual emerge a Trindade, da qual fora criado. Logo, Deus, Uno e Trino, está presente como “vestígio” ou marca em todos os seres animados e inanimados: como “imagem”, nas criaturas dotadas de inteligência, como o homem; como “semelhança”, nas criaturas justas e santas, tocadas pela Graça e animadas pelas virtudes da fé, esperança e caridade, que as tornam filhas de Deus.

São Boaventura, rogai por nós! Boaventura — O nome tem origem no latim e significa literalmente “boa fortuna” ou “boa sorte”.

“Santo mestre, ensinai-me a sabedoria e que eu faça dela a minha amiga. Assim como iluminai-me nas minhas escolhas, naquilo que devo fazer, para que vivendo neste mundo eu encontre o Senhor! Amém.”

São Boaventura, rogai por nós!

São Vladimir — Príncipe de Kiev, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de julho:

1
Santos Eutrópio, Zósima e Bonosa Mártires. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália.
† data inc.
2
São Félix Bispo de Tibiuca e mártir. Em Cartago, atualmente na Tunísia, recusou lançar ao fogo os livros da Escritura e foi morto à espada pelo procônsul Anulino.
† 303
3
São Catulino Diácono e mártir. Também em Cartago, em cuja honra Santo Agostinho pregou um sermão ao povo.
† 303
4
Santos Filipe e dez crianças Mártires. Em Alexandria, no Egito.
† c. s. IV
5
Santo Abudémio Mártir. Na ilha de Ténedo, no Helesponto, junto ao atual estreito de Dardanelos.
† s. IV
6
São Tiago Primeiro bispo de Nísibe, na Mesopotâmia, hoje Nusaybin, na Turquia. Participou no Concílio de Niceia e governou em paz o seu povo.
† 338
7
São Plequelmo Bispo de Roermond, no Brabante, atualmente na Holanda. Oriundo da Nortúmbria, anunciou a muitos as riquezas de Cristo.
† c. 713
8
São Gumberto Abade. Fundou o mosteiro de Ansbach, na Francônia, atualmente na Alemanha, na sua herdade.
† c. 790
9
São José Bispo de Tessalônica, irmão de São Teodoro Estudita. Defendeu o culto das sagradas imagens contra a heresia iconoclasta e morreu de fome no exílio.
† 832
10
Santo Atanásio Bispo de Nápoles, na Campânia. Sofreu perseguição do seu sobrinho Sérgio e foi expulso da sede episcopal.
† 872
11
São Vladimir Príncipe. Em Kiev, atualmente na Ucrânia. Recebeu no Batismo o nome de Basílio e difundiu a verdadeira fé entre os povos que governava.
† 1015
12
Santo Ansuero Abade e mártir. Em Ratzeburgo, no Holstein, apedrejado até a morte com outros vinte e oito monges pelos Vendos.
† 1066
13
São David Bispo de Västeras, na Suécia. De nacionalidade inglesa, converteu os suecos a Cristo.
† c. 1082
14
Beato Ceslau Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Breslau, na Silésia, atualmente na Polônia, trabalhou pelo reino de Deus.
† 1242
15
Beato Bernardo Margrave de Baden. Em Moncaliéri, no Piemonte, foi surpreendido pela morte a caminho do Oriente após a conquista de Constantinopla.
† 1458
16
Beatos Inácio de Azevedo e trinta e nove companheiros Mártires da Companhia de Jesus, celebrados em Portugal no dia dezessete deste mês.
† 1570
17
São Pompílio Maria Pirróti Presbítero das Escolas Pias. Em Campi Salentina, na Apúlia, insigne pela austeridade da sua vida.
† 1766
18
Beato Miguel Bernardo Marchand Presbítero e mártir. Deportado durante a Revolução Francesa para uma galera-prisão ao largo de Rochefort, onde morreu.
† 1794
19
São Pedro Nguyen Ba Tuan Presbítero e mártir. Em Nam Dinh, no Tonquim, atualmente no Vietnã, morreu de fome no cárcere.
† 1838
20
Beata Ana Maria Javouhey Virgem. Em Paris, na França, fundou a Congregação das Irmãs de São José de Cluny para o cuidado dos enfermos e a formação da juventude.
† 1851
21
Santo André Nguyen Kim Thong Nam Mártir. Em My Tho, na Cochinchina, atualmente no Vietnã. Catequista preso e exilado, consumou o martírio durante a viagem.
† 1855
22
Beato Antônio Beszta-Borowski Presbítero e mártir. Em Bielsk Podlaski, na Polônia, foi preso pelos inimigos da fé cristã e fuzilado.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Bispo e Doutor da Igreja

Nascido provavelmente em 1217, época em que a fé cristã, penetrada profundamente na cultura e na sociedade da Europa, inspirou obras imperecíveis no campo da literatura, das artes visuais, da filosofia e da teologia.

Foi bispo de Albano, na Itália, e Doutor da Igreja. Insigne pela sua doutrina, santidade de vida e eminente atividade ao serviço da Igreja.

Chamado, com razão, o “segundo fundador da Ordem”.

Dirigiu com suma prudência, como ministro geral, a Ordem dos Menores, segundo o espírito de São Francisco, chamado, com razão, o “segundo fundador da Ordem”.

Foi um teólogo célebre e Doutor da Igreja e transformou a tradição franciscana em uma escola intelectual.

Soube aliar nos seus numerosos escritos a amplitude da erudição com o ardor da piedade. Quando trabalhava na preparação do Concílio de Lião II, mereceu passar à bem-aventurada visão de Deus.

Faleceu em 1274, durante o Concílio que tratou sobre a unidade dos cristãos.

Foi canonizado em 1482.

“Homem bom, afável, piedoso e misericordioso, repleto de virtudes

Um anônimo, notário pontifício, escreveu sobre São Boaventura : “Homem bom, afável, piedoso e misericordioso, repleto de virtudes, amado por Deus e pelos homens (…). Deus, de fato, havia lhe dado tal graça, que todos aqueles que o viam eram invadidos por um amor que o coração não podia ocultar”.

São Boaventura, Doutor da Igreja, rogai por nós!

ORAÇÃO – Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Com São Vladimir, príncipe, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.

Beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que em Portugal se celebram no dia dezassete deste mês.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

15

2. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália, os santos Eutrópio, Zósima e Bonosa, mártires.(† data inc.)

3. Em Cartago, atualmente na Tunísia, junto à Via chamada dos Cilitanos, na basílica de Fausto, o sepultamento de São Félix, bispo de Tibiuca e mártir, que, respondendo à ordem do procurador Magniliano para que lançasse ao fogo os livros da Escritura, declarou que preferia ser queimado ele mesmo em vez da Escritura divina, e imediatamente foi morto à espada pelo pro cônsul Anulino.(† 303)

4. Também em Cartago, a comemoração dos santos Catulino, diácono e mártir, em cuja honra Santo Agostinho pregou um sermão ao povo, e outros mártires cujos corpos repousam na basílica de Fausto.(† 303)

5. Em Alexandria, no Egito, os santos mártires Filipe e dez crianças.(† c. s. IV)

6. Na ilha de Ténedo, no Helesponto, junto ao atual estreito de Dardanelos, Santo Abudémio, mártir.(† s. IV)

7. Em Nísibe, na Mesopotâmia, hoje Nusaybin, na Turquia, São Tiago, primeiro bispo desta cidade, que participou no Concílio de Niceia, governou em paz o seu povo e o defendeu dos ataques dos inimigos da fé.(† 338)

8. Em Roermond, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda, São Plequelmo, bispo, que, oriundo da Nortumbria, anunciou a muitos as riquezas de Cristo.(† c. 713)

9. No mosteiro de Ansbach, na Francónia, atualmente na Alemanha, São Gumberto, abade, que fundou este cenóbio na sua herdade.(† c. 790)

10. Na Tessália, região da Grécia, o passamento de São José, bispo de Tessalônica, irmão de São Teodoro Estudita, que, durante a vida de monge, compôs numerosos hinos e, promovido depois ao episcopado, suportou muitas e ásperas adversidades por defender a disciplina eclesiástica e o culto das sagradas imagens contra a heresia iconoclasta; finalmente foi relegado para a Tessália, onde morreu de fome.(† 832)

11. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santo Atanásio, bispo, que, depois de ter sofrido muito da parte do seu ímpio sobrinho Sérgio, foi expulso da sua sede episcopal e, consumido pelas tribulações, em Véroli, território dos Hérnicos, no Lácio, subiu à morada celeste.(† 872)

12. Em Kiev, na Rússia, atualmente na Ucrânia, São Vladimir, príncipe, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.(† 1015)

13 Em Ratzeburgo, no Holstein, na atual Alemanha, Santo Ansuero, abade e mártir, que, com outros vinte e oito monges, foi apedrejado até a morte pelos Vendos, amotinados contra os pregadores da fé cristã.(† 1066)

14. Em Västeras, na Suécia, São David, bispo, que, de nacionalidade inglesa, depois de ter sido foi monge de Cluny, dali partiu para converter os Suecos a Cristo e, já ancião, morreu piedosamente no mosteiro que fundara.(† c. 1082)

15. Em Breslau, na Silésia, atualmente na Polônia, o Beato Ceslau, presbítero dos primeiros irmãos da Ordem dos Pregadores, que trabalhou pelo reino de Deus na Silésia e noutras regiões da Polónia.(† 1242)

16. Em Moncaliéri, localidade do Piemonte, região da Itália, o Beato Bernardo, margrave de Baden, que foi surpreendido pela morte quando se dirigia para o Oriente a fim de defender os povos cristãos depois da conquista de Constantinopla pelos inimigos.(† 1458)

17. Comemoração dos beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que em Portugal se celebram no dia dezessete deste mês.(† 1570)

18. Em Campi Salentina, na Apúlia, região da Itália, São Pompílio Maria Pirróti, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias, insigne pela austeridade da sua vida.(† 1766)

19. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na costa marítima da França, o Beato Miguel Bernardo Marchand, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por causa do seu sacerdócio foi deportado de Ruão para a prisão na esquálida galera, onde morreu consumido pela enfermidade.(† 1794)

20. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam, São Pedro Nguyen Ba Tuan, presbítero e mártir, que, preso pela sua fidelidade a Cristo no tempo do imperador Minh Mang, morreu de fome no cárcere.(† 1838)

21. Em Paris, na França, a Beata Ana Maria Javouhey, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs de São José de Cluny para o cuidado dos enfermos e a formação cristã da juventude feminina, obra que difundiu nas terras de missão.(† 1851)

22. Em My Tho, província da Cochinchina, atualmente no Vietnam, Santo André Nguyen Kim Thong Nam (Nam Thuong), mártir, que, no tempo do imperador Tu Duc, por ser catequista, foi encarcerado e depois enviado para o exílio, obrigado a caminhar preso com cadeias e carregando uma trave, até que, finalmente, consumou durante a viagem o seu martírio.(† 1855)

23. Em Bielsk Podlaski, povoação da Polônia, o Beato Antônio Beszta-Borowski, presbítero e mártir, que, durante a guerra, foi preso pelos inimigos da fé cristã e fuzilado, morrendo por Cristo.(† 1943)

São Camilo de Léllis, Presbítero, Fundador – 14 de Julho

São Camilo de Léllis, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 14 de Julho

São Camilo de Léllis,

Patrono dos Enfermos · † 1614

Patrono

São Camilo de Lelis é patrono dos enfermos e protetor dos hospitais. São Camilop de Léllis - Presbítero e Fundador

Nascido em 25 de maio de 1550 na vila Bucchianico, em Chieti, ao Sul da Itália. Filho de uma família nobre e tradicional, Camilo foi gerado quando seus pais já eram idosos. Sua mãe, Camila Compelli, era uma boa cristã e cuidava da casa; e seu pai, João de Lellis, um homem de carreira militar que passava muito tempo fora de casa. Ambos ficaram felizes com a chegada do filho, embora estivessem em idade avançada.

Devido ao fato de sua mãe ter quase 60 anos de idade, Camilo nasceu num parto arriscado, mas uma criança saudável. Camilo cresceu sendo cuidado pela mãe, uma mulher de fé que o educou com princípios cristãos católicos e com bons costumes. No entanto, quando ele tinha 13 anos, sua mãe faleceu, e Camilo teve que ir morar com o pai, que tinha uma vida instável por conta da carreira militar, e que, apesar de ser um bom cristão, era viciado em jogos, o que não era bom exemplo para o filho.

Cotidiano e entrada na carreira militar

Quando tinha 14 anos de idade, Camilo foi colocado para trabalhar como soldado, uma vez que seu pai percebeu que ele não gostava de estudar e era um pouco rebelde. Ele foi um bom soldado e tinha uma boa estrutura física para os serviços braçais. O jovem Camilo perdeu seu pai com 19 anos, e ficou com uma situação financeira complicada, porque seu velho pai havia deixado como herança apenas suas armas, um punhal e uma espada. Camilo foi voluntário no exército veneziano, e, nesse serviço, testemunhou como era a vida de enfermos agonizantes que viviam diversas doenças. Ele também passou a conviver com uma úlcera no pé, que o fez passar dificuldades financeiras. Assim como seu pai, Camilo foi se encantando com os prazeres mundanos, levando uma vida profana e viciando-se em jogos.

O encontro com o carisma franciscano

Em 1570, com 20 anos de idade, Camilo teve um encontro que mudaria sua vida. Conheceu um jovem frade franciscano e sentiu-se atraído pelo carisma de São Francisco de Assis. Por isso, logo pediu para ingressar na ordem, mas seu pedido não foi aceito, porque Camilo tinha o grave problema da úlcera no pé. Diagnosticado com um tumor incurável e sem dinheiro para cuidar-se, Camilo partiu para Roma para pedir socorro no Hospital Santiago. No local, ele se ofereceu para trabalhar como auxiliar de enfermeiro, para assim também cuidar da sua enfermidade. Convivendo com as diversas realidades no hospital, ele foi sentindo que Deus o chamava a uma missão que seria também sua via de santificação: servir aos enfermos como se estivesse cuidando de Cristo. Camilo viveu uma bela amizade com São Felipe Neri, e sob sua orientação voltou aos estudos aos 32 anos; em 1584, com seus 34 anos, foi ordenado sacerdote. Com o ardor no coração de continuar a servir os doentes e mais necessitados, Padre Camilo fundou a irmandade dos voluntários dos enfermos para cuidar dos doentes pobres e miseráveis. Muitos homens de bom coração se uniram a ele nessa obra, e assim o grupo foi crescendo, tornando-se uma congregação dos voluntários dos enfermos. Em 1591, a congregação foi elevada pela Santa Sé Apostólica à categoria Ordem Religiosa, sendo conhecida como Ordem dos Ministros dos Enfermos. São Camilo foi o superior da Ordem durante 20 anos. Ele ensinou os seus irmãos a cuidarem dos enfermos como eles precisavam ser tratados.

Páscoa

Mesmo com as dores do seu tumor no pé, São Camilo trabalhou duro até suas forças se esgotarem e ele falecer com seus 64 anos de idade no dia 14 de julho de 1614 em Roma. Em 29 de junho de 1746, dia da Festa de São Pedro e São Paulo, o então Papa Bento XIV declarou como santo o nome de Camilo de Lellis. Um milagre marcou sua memória: a úlcera no pé de São Camilo de Lellis sumiu assim que ele morreu. São Camilo de Lellis, rogai por nós! Camilo — Significa “filho do primogênito”, “mensageiro” ou “menino de coro”. O nome chegou à língua portuguesa através do latim Camillus.

“São Camilo, ensina-me a ser o olhar de misericórdia para com os que sofrem e contemplar nos necessitados sempre um Cristo que espera por ser acolhido, amado e cuidado. Recorda-me sempre que, como filho(a) amado(a) de Deus, também preciso oferecer amor. Ajuda-me a entender os momentos de sofrimentos nessa terra como uma via de santificação para minha alma. Concede àqueles que cuidam de enfermos a graça de serem amorosos e generosos na vivência do serviço.”

São Camilo de Lellis, rogai por nós!

São Francisco Solano — Presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, para a salvação das almas, percorreu por toda a parte as regiões da América do Sul e, com a sua palavra e o seu testemunho, ensinou aos indígenas e aos próprios colonos espanhóis a novidade da vida cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de julho:

1
Santo Optaciano Bispo. Em Bréscia, na Venécia, hoje na Lombardia, região da Itália. Subscreveu a carta sinodal sobre a fé católica a respeito da Encarnação, enviada por Eusébio, bispo de Milão, ao papa São Leão.
† s. V
2
São Vicente (Madelgário) Em Soignies, no Brabante da Austrásia, atualmente na Bélgica. Com o assentimento da esposa Santa Valdetrudes, abraçou a vida monástica e, segundo a tradição, fundou dois mosteiros.
† c. 677
3
São Marquelmo Presbítero e monge. Em Deventer, na Frísia, atualmente na Holanda. De origem inglesa, desde a infância foi discípulo de São Vilibrordo e seu companheiro nos trabalhos de evangelização.
† c. 775
4
Beato Crosnato Mártir. Em Stary Kinsperk, próximo de Eger, na Boêmia, atualmente na Checoslováquia. Depois da morte da esposa e do filho, abandonou a corte do rei para entrar no cenóbio dos Premonstratenses em Teplá e, ao defender os direitos do mosteiro, foi feito prisioneiro e abandonado até morrer de fome.
† 1217
5
Santa Toscana Em Verona, no Vêneto, região da Itália. Depois da morte do esposo, deu todos os seus bens aos pobres e se dedicou incansavelmente, na Ordem de São João de Jerusalém, ao cuidado dos enfermos.
† 1343/1344
6
Beata Angelina de Marsciano Em Folinho, na Úmbria, região da Itália. Ao ficar viúva, se consagrou totalmente, durante mais de cinquenta anos, ao serviço de Deus e do próximo e deu início à ordem religiosa das Terciárias Franciscanas de clausura, para se dedicar à educação da juventude feminina.
† 1435
7
Beato Gaspar de Bono Presbítero da Ordem dos Mínimos. Em Valência, na Espanha. Abandonou as armas dos príncipes terrenos para servir a Cristo Rei e governou as casas da província espanhola da Ordem com zelo, prudência e caridade.
† 1604
8
São Francisco Solano Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Lima, no Peru. Para a salvação das almas, percorreu por toda a parte as regiões da América do Sul e, com a sua palavra e o seu testemunho, ensinou aos indígenas e aos próprios colonos espanhóis a vida cristã.
† 1610
9
Beato Ricardo Langhorne Mártir, insigne jurista. Em Londres, na Inglaterra. Acusado falsamente de conspiração, no reinado de Carlos II, foi condenado à morte e entregou a alma a Deus no patíbulo de Tyburn.
† 1679
10
Beato Ghebre Miguel Presbítero da Congregação da Missão e mártir. Em Cerecca-Ghebaba, Etiópia. Procurando sempre a verdadeira fé no estudo e na oração, finalmente entrou na unidade da Igreja católica; sofreu durante treze meses o cárcere e caminhadas forçadas impelido por soldados, com os pés presos com cadeias, até morrer consumido pelas incessantes flagelações, pela sede e pela fome.
† 1855
11
São João Wang Guixin Mártir. Em Nangong, cidade do Hebei, província da China. Durante a perseguição dos “Yihetuan”, recusou manchar-se com uma pequena mentira que lhe poupava a vida terrena e morreu por Cristo.
† 1900

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Herdeiro da coragem e da espada

Nasceu em Bucchiánico de Chietie e herdou do marquês seu pai a coragem e a espada.

O vício do jogo fê-lo perder todo o dinheiro que tinha e trabalhava no hospital como servente para poder tratar um tumor que tinha.

No serviço aos capuchinhos  teve a graça da conversão e decidiu mudar de vida.

Como ajudante no hospital procurava atender os doentes mais repugnantes. Nos domingos de folga passava ao lado de São Felipe Néri, que o ajudou no discernimento de sua vocação.

Fundou a Congregação dos servidores dos enfermos

O Ano Santo de 1575 estava chegando ao seu término, quando São Camilo de Léllis fundou a Congregação dos Ministros, ou seja, servidores dos enfermos que deveriam cuidar espiritualmente e corporalmente dos doentes.

Dois anos mais tarde foi ordenado sacerdote e continuou dirigindo os seus religiosos durante mais vinte anos.

“Estou ocupado com nosso Senhor Jesus Cristo.”

Quando alguém queria tirá-lo do leito dos enfermos, repetia: “Estou ocupado com nosso Senhor Jesus Cristo.”

Profetizou que morreria em Roma na festa de São Boaventura (14 de julho segundo o antigo calendário litúrgico) e assim aconteceu. Seu corpo foi embalsamado e retiraram o seu coração, o qual ainda hoje se encontra em um relicário

Foi canonizado em 1746 e em 1886, foi declarado patrono dos enfermos e dos hospitais.

 São Camilo Léllis, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que inspirastes a São Camilo de Léllis extraordinária caridade para com os enfermos, dai-nos o Vosso Espírito de amor, para que, servindo-vos em nossos irmãos e irmãs, possamos partir tranquilos ao vosso encontro. Amém.

Camilo: Significa “filho do primogênito”, “mensageiro”, “menino de coro”. O nome Camilo chegou à língua portuguesa através do latim Camillus,

Com São Francisco Solano, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, para a salvação das almas, percorreu por toda a parte as regiões da América do Sul e, com a sua palavra e o seu testemunho, ensinou aos indígenas e aos próprios colonos espanhóis a novidade da vida cristã.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

14

2. Em Bréscia, na Venécia, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Optaciano, bispo, que subscreveu a carta sinodal sobre a fé católica a respeito da Encarnação, enviada por Eusébio, bispo de Milão, ao papa São Leão.(† s. V)

3 Em Soignies, no Brabante da Austrásia, atualmente na Bélgica, São Vicente ou Madelgário, que, com o assentimento da esposa Santa Valdetrudes, abraçou a vida monástica e, segundo a tradição, fundou dois mosteiros.(† c. 677)

4. Em Deventer, na Frísia, atualmente na Holanda, São Marquelmo, presbítero e monge, de origem inglesa, que desde a infância foi discípulo de São Vilibrordo e seu companheiro nos trabalhos de evangelização.(† c. 775)

5. Em Stary Kinsperk, próximo de Eger, na Boêmia, atualmente na Checoslováquia, o Beato Crosnato, mártir, que, depois da morte da esposa e do filho, abandonou a corte do rei para entrar no cenóbio dos Premonstratenses em Teplá e, ao defender os direitos do mosteiro, foi feito prisioneiro e abandonado até morrer de fome.(† 1217)

6. Em Verona, no Vêneto, região da Itália, Santa Toscana, que, depois da morte do esposo, deu todos os seus bens aos pobres e se dedicou incansavelmente, na Ordem de São João de Jerusalém, ao cuidado dos enfermos.(† 1343/1344)

7. Em Folinho, na Úmbria, também região da Itália, a Beata Angelina de Marsciano, que, ao ficar viúva, se consagrou totalmente, durante mais de cinquenta anos, ao serviço de Deus e do próximo e deu início à ordem religiosa das Terciárias Franciscanas de clausura, para se dedicar à educação da juventude feminina.(† 1435)

8. Em Valência, na Espanha, o Beato Gaspar de Bono, presbítero da Ordem dos Mínimos, que abandonou as armas dos príncipes terrenos para servir a Cristo Rei e governou as casas da província espanhola da Ordem com zelo, prudência e caridade.(† 1604)

9. Em Lima, no Peru, São Francisco Solano, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, para a salvação das almas, percorreu por toda a parte as regiões da América do Sul e, com a sua palavra e o seu testemunho, ensinou aos indígenas e aos próprios colonos espanhóis a vida cristã.(† 1610)

10. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Ricardo Langhorne, mártir, insigne jurista, que, acusado falsamente de conspiração, no reinado de Carlos II, foi condenado à morte e entregou a alma a Deus no patíbulo de Tyburn.(† 1679)

11. Em Cerecca-Ghebaba, Etiópia, o Beato Ghebre Miguel, presbítero da Congregação da Missão e mártir, que, procurando sempre a verdadeira fé no estudo e na oração, finalmente entrou na unidade da Igreja católica; por isso, sofreu durante treze meses o cárcere e caminhadas forçadas impelido por soldados, com os pés presos com cadeias, até que morreu consumido pelas incessantes flagelações, pela sede e pela fome.(† 1855)

12. Em Nangong, cidade do Hebei, província da China, São João Wang Guixin, mártir, que, durante a perseguição dos “Yihetuan”, recusou manchar-se com uma pequena mentira que lhe poupava a vida terrena e morreu por Cristo.(† 1900)

 

Santo Henrique II, Imperador e Santa Cunegundes, Impertatriz – 13 de Julho

Santo Henrique II, Imperador

Santo do Dia – 13 de Julho

São Henrique II,

Imperador do Sacro Império Romano · † 1024

As Origens

Santo Henrique II - Imperador do sacro império Romano Henrique era filho do duque da Baviera, e nasceu num castelo na Alemanha em 973. Pertencia a uma família santa, e por isso foi educado pelos cânones de Hildesheim; depois, pelo bispo Santo Wolfgang, em Regensburg.

Seus outros irmãos também tiveram uma vida de santidade. Bruno foi o primeiro a abandonar o conforto da corte para tornar-se padre e, depois, bispo de Augusta. Das irmãs, Brígida fez-se monja, e Gisela foi mulher do rei Estêvão da Hungria, também um santo.

“entre seis”

Quando jovem, sonhou com o seu falecido diretor espiritual, que teria escrito na parede do quarto do príncipe: “Entre seis”. Ele interpretou primeiramente que teria seis dias antes de morrer, mas, como não aconteceu, preparou-se em vista de seis meses. Porém, seis anos após o sonho, ele assumiu o trono da Alemanha em 1002, quando seu pai morreu. Dois anos depois, também foi rei da Itália. Em 1014, o Papa Bento VIII consagrou Henrique imperador do Sacro Império Romano.

Santa Cunegundes

Casou-se com a filha de um conde, Cunegundes de Luxemburgo, também santa. Junto da esposa, Henrique concedeu à população benefícios sociais e assistenciais. O casal não conseguiu ter filhos.

a páscoa eterna

Henrique II morreu em 13 de julho de 1024, e foi sepultado em Bamberg. Foi canonizado, em 1152, pelo Papa Eugênio III. Com a morte do marido, Cunegundes foi morar em um mosteiro, abdicando do trono e da fortuna. Ela morreu em 3 de março de 1039, e foi sepultada ao lado do marido. Foi canonizada em 1200 pelo Papa Inocêncio III. São Henrique II, imperador Romano, rogai por nós! Henrique — Do germânico Haimirich, formado por “heim” (casa, lar, pátria) e “rich” (poderoso, chefe, senhor). Significa, portanto, “senhor do lar” ou “aquele que governa a pátria”.

“São Henrique, que amou a Deus acima do trono, vos pedimos a fortaleza de seguir uma vida santa, abandonando os caminhos fáceis e luxuosos. Amém.”

São henrique ii, rogai por nós!

Santa Cunegundes — Esposa de São Henrique II, também canonizada; ao enviuvar, abdicou do trono e da fortuna para viver num mosteiro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de julho:

1
São Henrique II Imperador do Sacro Império Romano. Casado com Santa Cunegundes, dedicou-se ao bem do povo e à Igreja, sendo canonizado pelo Papa Eugênio III.
† 1024
2
Santo Esdras Sacerdote e escriba que, no tempo de Artaxerxes, rei dos Persas, regressando da Babilônia para a Judeia, congregou o povo disperso e empenhou-se para que a lei do Senhor fosse investigada, posta em prática e ensinada em Israel.
 
3
São Silas Destinado pelos Apóstolos, juntamente com os santos Paulo e Barnabé, à Igreja dos gentios, cheio da graça de Deus, exerceu incansavelmente o ministério da pregação do Evangelho.
 
4
São Serapião Mártir. Em Alexandria, no Egito. No tempo do imperador Severo e do prefeito Áquila, foi queimado vivo e assim alcançou a coroa do martírio.
† c. 212
5
Santa Mirope Mártir. Em Quios, ilha da Grécia, no Mar Egeu.
† s. III/IV
6
Santo Alexandre e Trinta Soldados Mártires. Em Filomélio, na Frígia, hoje na Turquia. Segundo a tradição, sofreram o martírio no tempo de Magno, prefeito de Antioquia da Pisídia.
† s. IV
7
Santo Eugênio Bispo de Cartago. Em Albi, na Aquitânia, hoje na França, glorioso pela sua fé e virtude, sofreu o exílio durante a perseguição dos Vândalos.
† 501
8
São Turiavo Abade do mosteiro de Dol e bispo. Na Bretanha Menor, hoje na França.
† s. VII/VIII
9
Beato Jaime de Voragine Bispo, da Ordem dos Pregadores. Em Gênova, na Ligúria, região da Itália. Propôs nos seus escritos muitos exemplos de virtude para promover a vida cristã no povo.
† 1298
10
Beato Tomás Tunstal Presbítero da Ordem de São Bento e mártir. Em Norwich, na Inglaterra. No reinado de Jaime I, por ter entrado na Inglaterra como sacerdote, foi condenado à morte e suspenso no patíbulo.
† 1616
11
Beatos Luís Armando José Adam e Bartolomeu Jarrige de la Morélie de Biars Presbíteros e mártires. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, foram condenados, como sacerdotes católicos, à prisão na galera, onde morreram vítimas da sua caridade para com os companheiros de cativeiro.
† 1794
12
Beata Madalena da Mãe de Deus e Companheiras Virgens e mártires. Em Orange, na Provença, região da França: Maria da Anunciação, Santo Aleixo, São Francisco, Santa Francisca e São Gervásio.
† 1794
13
São Manuel Lê Van Phung Mártir. Em Chau Doc, na Cochinchina, hoje no Vietnã. Pai de família que, embora detido no cárcere, não cessou de exortar os filhos e familiares à caridade para com os perseguidores, foi decapitado por ordem do imperador Tu Duc.
† 1859
14
Santa Clélia Barbiéri Virgem. Em Búdrio, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália. Dedicou-se à formação espiritual da juventude feminina e fundou a Congregação das Mínimas de Nossa Senhora das Dores.
† 1870
15
Beato Fernando Maria Bacciliéri Presbítero. Em Galeazza Pépoli, perto de Bolonha, na Itália. Assistiu com grande diligência o povo que lhe foi confiado e fundou a Congregação das Servas de Maria.
† 1893
16
São Paulo Liu Jinde Mártir. Em Langziqiao, próximo de Hengshui, no Hebei, província da China. Único cristão de sua povoação durante a perseguição dos “Yihetuan”, foi ao encontro dos perseguidores com o rosário na mão e imediatamente assassinado.
† 1900
17
São José Wang Guiji Mártir. Em Nangong, no Hebei, China. Durante a perseguição dos “Yihetuan”, rejeitou a tentação de salvar a vida com uma mentira e preferiu a morte gloriosa por Cristo.
† 1900
18
Beata Mariana Biernacka Viúva e mártir. Em Niemowicze, perto de Grodno, na Polônia, hoje na Bielorrússia.
† 1943
19
Beato Carlos Manuel Rodríguez Santiago Em São João de Porto Rico. Dedicou-se intensamente à reforma da sagrada liturgia e à difusão da fé entre os jovens.
† 1963

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Símbolos da Luz Medieval

Esse casal faz parte da Luz Medieval, pois viveram uma perfeita harmonia de afetos, projetos e ideais de santidade. Ambos guardaram a continência perpétua no casamento.

Juntos, o casal realizou muitas obras piedosas e praticou a oração e a mortificação.
Henrique pertencia a uma família santa, filho de duque, nasceu num castelo na Alemanha em 973. Foi educado por cônegos e pelo próprio Bispo de Ratisbona, adquirindo uma formação cristã, digna de um Rei.

Cunegundes, que era uma mulher virtuosa e com inúmeros dons

“Por trás de um grande homem está uma grande mulher”,  também se fez presente com Henrique, pois casou-se com a princesa de Luxemburgo, Cunegundes, que era uma mulher virtuosa e com inúmeros dons, com os quais auxiliou durante vinte e sete anos o seu esposo na organização do Império e na expansão do Reino de Deus.

Com a morte do Imperador, a Imperatriz foi morar num mosteiro e passou a obedecer às suas superioras até ir ao encontro de Henrique no Céu, quando tinha 61 anos.

Eram perfeitamente humildes e despretensiosos.

Com eles se tem o exemplo de pessoas do mais alto nível social que viviam em meio à pompa e circunstância de um ambiente de Corte e eram perfeitamente humildes e despretensiosos.

Santo Henrique e Santa Cunegundes, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, Senhor Nosso, pela intercessão de Santo Henrique, peço-Vos que ilumineis a minha mente, purifiqueis meu coração e inflameis meu amor por Vós. Amém.

Henrique tem origem no nome germânico Haimirich, composto pela união dos elementos heim, que significa “lar”, “casa”, e rik, que quer dizer “senhor”,

Com:  São Esdras, Sacerdote e Escriba;

São Silas, Discípulo dos Apóstolos,  Pessoas eminente;

Santa Teresa Jesus de los Andes, Virgem

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

13

2. Comemoração de Santo Esdras, sacerdote e escriba, que, no tempo de Artaxerxes, rei dos Persas, regressando da Babilônia para a Judeia, congregou o povo disperso e se empenhou com grande diligência para que a lei do Senhor fosse investigada, posta em prática e ensinada em Israel.

3. Comemoração de São Silas, que, destinado pelos Apóstolos, juntamente com os santos Paulo e Barnabé, à Igreja dos gentios, cheio da graça de Deus, exerceu incansavelmente o ministério da pregação do Evangelho.

4. Em Alexandria, no Egito, São Serapião, mártir, que, no tempo do imperador Severo e do prefeito Áquila, foi queimado vivo e assim alcançou a coroa do martírio.(† c. 212)

5. Em Quios, ilha da Grécia, no Mar Egeu, Santa Mirope, mártir.(† s. III/IV)

6. Em Filomélio, na Frígia, na hodierna Turquia, os santos mártires Alexandre e trinta soldados, que, segundo a tradição, sofreram o martírio no tempo de Magno, prefeito de Antioquia da Pisídia.(† s. IV)

7. Em Albi, na Aquitânia, atualmente na França, o passamento de Santo Eugênio, bispo de Cartago, glorioso pela sua fé e sua virtude, que sofreu o exílio durante a perseguição dos Vândalos.(† 501)

8. Na Bretanha Menor, também na atual França, São Turiavo, abade do mosteiro de Dol e bispo.(† s. VII/VIII)

9. Em Gênova, na Ligúria, região da Itália, o Beato Jaime de Voragine, bispo, da Ordem dos Pregadores, que, para promover a vida cristã no povo, propôs nos seus escritos muitos exemplos de virtude.(† 1298)

10. Em Norwich, na Inglaterra, o Beato Tomás Tunstal, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, que, no reinado de Jaime I, por ter entrado na Inglaterra como sacerdote, foi condenado à morte e suspenso no patíbulo.(† 1616)

11. Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Luís Armando José Adam, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, e Bartolomeu Jarrige de la Morélie de Biars, presbíteros e mártires, que, na perseguição desencadeada contra a Igreja, foram condenados, como sacerdotes católicos, à prisão na galera, onde morreram atingidos pelo contágio da enfermidade, vítimas da sua caridade para com os companheiros de cativeiro.(† 1794)

12. Em Orange, na Provença, região da França, as beatas Madalena da Mãe de Deus (Isabel Verchière) e cinco companheiras[1], virgens e mártires na mesma revolução.

[1] São estes os seus nomes: Maria da Anunciação (Teresa Henriquina Faurie), Santo Aleixo (Ana Andreia Minutte), São Francisco (Maria Ana Lambert), Santa Francisca (Maria Ana Depeyre) e São Gervásio (Maria Anastásia de Roquart).(† 1794)

13. Em Chau Doc, cidade da Cochinchina, atualmente no Vietnam, São Manuel Lê Van Phung, mártir, pai de família que, embora detido no cárcere, não cessou de exortar os filhos e familiares à caridade para com os perseguidores e, finalmente, foi decapitado por ordem do imperador Tu Duc.(† 1859)

14. Em Búdrio, na Flamínia, hoje na Emília-Romana, região da Itália, Santa Clélia Barbiéri, virgem, que se dedicou à formação espiritual da juventude feminina e fundou a Congregação das Mínimas de Nossa Senhora das Dores, consagrada principalmente à formação humana e cristã das meninas pobres e indigentes.(† 1870)

15. Em Galeazza Pépoli, perto de Bolonha, também na Itália, o Beato Fernando Maria Bacciliéri, presbítero, que assistiu com grande diligência o povo que lhe foi confiado e fundou a Congregação das Servas de Maria, para ajudar as famílias pobres e especialmente para a formação da juventude feminina.(† 1893)

16. Em Langziqiao, próximo de Hengshui, no Hebei, província da China, São Paulo Liu Jinde, mártir, homem de avançada idade, que, durante a perseguição desencadeada pelos “Yihetuan”, sendo o único cristão que permaneceu naquela povoação, foi ao encontro dos perseguidores com o rosário e o livro de orações na mão e os saudou de modo cristão, pelo que foi imediatamente assassinado.(† 1900)

17. Em Nangong, cidade do Hebei, também província da China, São José Wang Guiji, mártir, que, durante a mesma perseguição dos “Yihetuan”, rejeitando a tentação de salvar a vida com uma pequena mentira que lhe sugeriam, preferiu a morte gloriosa por Cristo.(† 1900)

19. Em Niemowicze, perto de Grodno, na Polônia, hoje na Bielorrússia, a Beata Mariana Biernacka, viúva e mártir.(† 1943)

20. Em São João de Porto Rico, o Beato Carlos Manuel Rodríguez Santiago, que se dedicou intensamente à reforma da sagrada liturgia e à difusão da fé entre os jovens.(† 1963)

São João Gualberto, Monge, Fundador – 12 de Julho

São João Gualberto, Monge, Fundador

Santo do Dia – 12 de Julho

São João Gualberto,

Monge, Fundador · † 1073

De família rica e nobre

Nasceu em Florença, oriundo de uma família rica e nobre, no início do século XI, na Itália.

Ainda moço, tendo encontrado o assassino de seu irmão, viu este se ajoelhar com os braços abertos em sinal de clemência, formando uma cruz. Seu ódio transformou-se em generosidade, ergueu o assassino, abraçou-o e disse: “Perdoo-te pelo sangue que Cristo hoje derramou na Cruz”.

Era uma Sexta-feira Santa e uma grande paz invadiu a sua alma mudando completamente sua vida.

Abandonou o mundo e foi para um mosteiro

Abandonou o mundo e foi para um mosteiro beneditino, vencendo resistências do pai. Tempos depois, foi acusado de corrupção pelo novo abade e pelo bispo de Florença, ambos acusados por ele de simonia, e se refugiou no monte Vallombrosa.

Soube unir o trabalho, com estudo, leitura e meditação

Monte que se tornou famoso pelo mosteiro que ele edificou segundo a Regra beneditina. Para a construção uniu o trabalho, com estudo, leitura e meditação.

De Vallombrosa, a Regra beneditina reformada vai à Florença e a várias cidades da Itália, operando a benéfica transfusão da operosa santidade para corrigir com os costumes as próprias instituições civis.

Os florentinos colocaram toda confiança neles e o Papa realizou uma longa viagem para fazer-lhe uma visita.

Ajudou a restaurar a disciplina do clero

A congregação de Vallombrosa, com seu santo fundador, ajudou poderosamente o Papa São Leão IX, e o Papa São Gregório VII, a extirpar a simonia e a restaurar a disciplina do clero.

Faleceu no ano de 1073 deixando o conselho: “Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”.

Foi canonizado em 1183 pelo Papa Celestino III.

São João Gualberto, rogai por nós!


Gualberto — Do germânico, significa “aquele que brilha pelo seu domínio” ou “o que se destaca pela força de vontade”.

“Oração – Que a cada minuto de nossas vidas sejamos ajudados pela misericórdia divina e por vós, para que aprendamos também nós a graça do perdão. Amém.”

São joão gualberto, rogai por nós!

Beato David Gunston — Mártir, cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, que negou a autoridade do rei Henrique VIII nos assuntos espirituais e foi enforcado no patíbulo em Southwark.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de julho:

1

São João GualbertoAbade. Em Passignano, na Etrúria, hoje na Toscana, Itália. Ainda soldado de Florença, perdoou por amor de Cristo ao assassino do seu irmão e depois tomou o hábito monástico; aspirando a uma vida mais austera, estabeleceu em Vallombrosa os fundamentos de uma nova família monástica.

† 1073

2

Santos Proclo e HilariãoMártires. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia. Sofreram o martírio no tempo do imperador Trajano e do prefeito Máximo.

† s. II

3

Santos Fortunato e HermágorasMártires. Em Aquileia, na Venécia, hoje no Friúli, região da Itália.

† s. III

4

Santos Nabor e FélixMártires. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, Itália. Soldados originários da Mauritânia, sofreram o martírio em Lódi durante a perseguição de Maximiano e foram sepultados em Milão.

† c. 304

5

São PaternianoBispo. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† s. IV

6

São VivencíoloBispo de Lião, na Gália, atual França. Promovido da escola do mosteiro de Santo Eugendo ao episcopado, incitou a presença de clérigos e leigos no Concílio de Epaone.

† c. 523

7

São Leão IAbade. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, Itália. Socorreu os pobres com o trabalho das suas próprias mãos e os protegeu dos poderosos.

† 1079

8

Beato David GunstonMártir. Em Londres, na Inglaterra. Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, negou a autoridade do rei Henrique VIII nos assuntos espirituais e foi enforcado no patíbulo em Southwark.

† 1541

9

São João JonesPresbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Londres. Oriundo do País de Gales, foi condenado à morte no reinado de Isabel I por entrar na Inglaterra como sacerdote, consumando o martírio na forca.

† 1598

10

Beato Matias Araki e sete companheirosMártires. Em Nagasáki, no Japão. Sofreram o martírio por Cristo.

† 1626

11

Beatas Rosa de São Francisco Xavier, Marta do Bom Anjo, Maria de Santo Henrique e São BernardoVirgens e mártires. Em Orange, na Provença, França. Receberam a palma do martírio durante a Revolução Francesa.

† 1794

12

São Clemente Inácio Delgado CebrianBispo e mártir. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atual Vietnã. Após cinquenta anos de pregação do Evangelho, foi preso por ordem do imperador Minh Mang e morreu no cárcere após muitos sofrimentos.

† 1838

13

Santa Inês Lê Thi Thành (De)Mártir, mãe de família. Na província de Ninh Binh, no Tonquim. Sujeita a duríssimas torturas por ter ocultado em sua casa um sacerdote, recusou abjurar a fé e morreu no cárcere.

† 1841

14

São Pedro KhanhPresbítero e mártir. Na província de Nghê An, no Anam, atual Vietnã. Reconhecido como cristão, foi encarcerado durante seis meses e, após vãos intentos para abjurar a fé, foi degolado por ordem do imperador Thieu Tri.

† 1842

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família rica e nobre

Nasceu em Florença, oriundo de uma família rica e nobre, no inicio do século XI, na Itália.

Ainda moço, tendo encontrado o assassino de seu irmão, viu este se ajoelhar com os braços abertos em sinal de clemência, formando uma cruz. Seu ódio transformou-se em generosidade, ergueu o assassino, abraçou-o e disse: “Perdoo-te pelo sangue que Cristo hoje derramou na Cruz”. Era uma Sexta-feira Santa e uma grande paz invadiu a sua alma mudando completamente sua vida.

Abandonou o mundo e foi para um mosteiro

Abandonou o mundo e foi para um mosteiro beneditino, vencendo resistências do pai. Tempos depois, foi acusado de corrupção pelo novo abade e pelo bispo de Florença, ambos acusados por ele de simonia  e  se refugiou no monte Vallombrosa.

Soube unir o trabalho, com estudo, leitura e meditação

Monte que se tornou famoso pelo mosteiro que ele edificou segundo a Regra beneditina. Para a construção uniu o trabalho, com estudo, leitura e meditação.

De Vallombrosa, a Regra beneditina reformada, vai à Florença e a várias cidades da Itália, operando a benéfica transfusão da operosa santidade para corrigir com os costumes, as próprias instituições civis.

Os florentinos colocaram toda confiança neles e o Papa realizou uma longa viagem para fazer-lhe uma visita.

Ajudou poderosamente a restaurar a disciplina do clero.

A congregação de Vallombrosa, com seu santo fundador, ajudou poderosamente o Papa São Leão IX, e o Papa São Gregório VII, a extirpar a simonia e a restaurar a disciplina do clero.

Faleceu no ano de 1073 deixando  conselho: “Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”.

Foi canonizado em 1183 pelo Papa Celestino III.

São João Gualberto, rogai por nós!

Oração – Que a cada minuto de nossas vidas sejamos ajudados pela misericórdia divina e por vós, para que aprendamos também nós a graça do perdão. Amém.

Com Beato David Gunston, mártir, que, sendo cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, porque negou a autoridade do rei Henrique VIII nos assuntos espirituais, foi enforcado no patíbulo em Southwark.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

12

1. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, a comemoração dos santos Proclo e Hilarião, mártires, no tempo do imperador Trajano e do prefeito Máximo.(† s. II)

2. Em Aquileia, na Venécia, hoje no Friúli, região da Itália, os santos Fortunato e Hermágoras, mártires.(† s. III)

3. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, os santos Nabor e Félix, mártires, que, sendo soldados originários da Mauritânia, da hodierna Argélia, conta-se que sofreram o martírio em Lódi durante a perseguição de Maximiano e foram sepultados em Milão.(† c.304)

4. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, São Paterniano, bispo.(† s. IV)

5. Em Lião, na Gália, atualmente na França, São Vivencíolo, bispo, que, promovido da escola do mosteiro de Santo Eugendo ao episcopado, incitou a presença de clérigos e leigos no Concílio de Epaone, para que o povo conhecesse melhor as normas pontificais.(† c.523)

6. Em Passignano, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São João Gualberto, abade, que, ainda soldado de Florença, perdoou por amor de Cristo ao assassino do seu irmão e depois tomou o hábito monástico; mas, aspirando a uma vida mais austera, estabeleceu em Valumbrosa os fundamentos duma nova família monástica.(† 1073)

7. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, também região da Itália, São Leão I, abade, que socorreu os pobres com o trabalho das suas próprias mãos e os protegeu dos poderosos.(† 1079)

8. Em Londres, na Inglaterra, o Beato David Gunston, mártir, que, sendo cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, porque negou a autoridade do rei Henrique VIII nos assuntos espirituais, foi enforcado no patíbulo em Southwark.(† 1541)

9. Também em Londres, São João Jones, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, oriundo do País de Gales, abraçou a vida religiosa na França e, no reinado de Isabel I, foi condenado à morte por ter entrado da Inglaterra como sacerdote e consumou o martírio suspenso na forca.(† 1598)

10. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Matias Araki e sete companheiros[1], mártires, que sofreram o martírio por Cristo.

[1] Estes são os seus nomes: Pedro Arakiyori Chobioye e Susana, esposos; João Tanaka e Catarina, esposos; João Nagai Naisen e Mônica, esposos, e seu filho Luís, criança.(† 1626)

11. Em Orange, na Provença, região da França, as beatas Rosa de São Francisco Xavier (Madalena Teresa Tallien), Marta do Bom Anjo (Maria Cluse), Maria de Santo Henrique (Margarida Eleonor de Justamond) e São Bernardo (Joana Maria de Romillon), virgens e mártires, que durante a Revolução Francesa receberam a palma do martírio.(† 1794)

12. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam, São Clemente Inácio Delgado Cebrian, bispo e mártir, que, depois de cinquenta anos de pregação do Evangelho, foi preso por ordem do imperador Minh Mang por causa da sua fé em Cristo e morreu no cárcere depois de muitos sofrimentos.(† 1838)

13. Na província de Nihn Binh, também no Tonquim, Santa Inês Lê Thi Thành (De), mártir, mãe de família, que, apesar de sujeita a duríssimas torturas por ter ocultado em sua casa um sacerdote, recusou abjurar a sua fé e morreu no cárcere, no tempo do imperador Thieu Tri.(† 1841)

14. Na província de Nghê An, no Anam, também no atual Vietnam, São Pedro Khanh, presbítero e mártir, que, reconhecido entre os tabeliães como cristão, foi encarcerado durante seis meses e, depois de vãos intentos para o fazer abjurar a fé, finalmente foi degolado por ordem do imperador Thieu Tri.(† 1842)

São Bento, Abade, Patrono da Europa – 11 de Julho

São Bento, Abade, Patrono da Europa

Santo do Dia – 11 de Julho

São Bento-Abade

São Bento,

Abade · Patrono da Europa · † 547

Origens

São Bento São Bento nasceu em Núrcia, próximo de Roma, em 480, numa nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna.

Por conta das invasões dos bárbaros e indignado com os costumes da cidade, São Bento optou por se retirar e manter-se isolado em uma gruta, nas montanhas da Úmbria, dedicando-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios para a santidade.

Era alimentado por um outro monge que, através de um cesto erguido até o penhasco, mantinha-o munido de pão para completar a alimentação quase escassa. Depois de três anos, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou, nas Regras de São Pacômio e de São Basílio, uma maneira ocidental e romana de vida monástica.

Vida de meditação e oração

Aos 40 anos, Bento sai da gruta e vai para o sul de Roma a fim de fundar o que viria a ser o maior centro da vida beneditina de todos os tempos, o Mosteiro de Monte Cassino, berço da Ordem dos Beneditinos. Ao todo, foram mais de 12 mosteiros fundados por ele ao longo da história.

Mosteiro de Monte Cassino

A Regra Beneditina dominou a Europa devido à sua eficácia de inspiração, que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e da prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos.

O lema principal era a máxima:

Ora et labora (Oração e trabalho).

A oração era transformada em trabalho e o trabalho em oração, através da fé e da obediência. Além disso, a Regra de São Bento deixava todos bem à vontade e era aplicada e moldada de acordo com a capacidade e as limitações de cada um.

Expansão e consagração

Os mosteiros beneditinos tornaram-se centros de referência e deles saíram vários nomes e ícones da Igreja Católica. Ao todo, foram 23 papas, 5 mil bispos e cerca de 3 mil santos canonizados.

A medalha de São Bento é um dos maiores símbolos e heranças deixadas por esse santo. As primeiras medalhas foram confeccionadas dentro do Mosteiro de Monte Cassino e, como símbolo principal, carregam a cruz, muito usada por Bento em diversas situações de sua vida — para ele, o sinal da cruz era um sinal de coisas boas sendo feitas, um sinal de vitória contra o mal e a morte. Em 1742, o Papa Bento XIV aprovou oficialmente o uso da medalha como instrumento de devoção e fé, ao contrário do que muitos pensavam ser apenas um amuleto de superstição.

A morte

Tradicionalmente, tinha-se o falecimento de São Bento como ocorrido em 543 d.C., mas estudos cronológicos mais recentes fixam o ano de 547 d.C. para a sua passagem para a glória.

São Bento recebeu o título de Padroeiro da Europa e foi canonizado, em 1220, pelo Papa Honório III.

São Bento, rogai por nós!

Bento — Significa “Abençoado pelo Batismo”, “Abençoado”, “Bendito”, “Louvado” ou “Aquele sobre quem se fala bem”.

“Oração – A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos! Amém.”

São bento, rogai por nós!

Santa Olga — Avó de São Vladimiro, foi a primeira do povo rurik a receber o Batismo e abriu ao povo da Rússia o caminho para Cristo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 11 de julho:

1

São BentoAbade. Em Monte Cassino, na Campânia, Itália. Fundador da Ordem Beneditina, retirou-se para a vida eremítica e depois reuniu discípulos, escrevendo uma regra de sobriedade e discrição para o governo monástico.

† 547

2

São Pio IPapa. Em Roma. Irmão do famoso Hermas, autor da obra “O Pastor”, governou como um bom pastor a Igreja durante quinze anos.

† 155

3

São MarcianoMártir. Em Icônio, na Licaônia, hoje Konya, na Turquia. No tempo do governador Perênio, suportando muitos tormentos, alcançou a palma do martírio.

† s. III/IV

4

Santa MarcianaVirgem e mártir. Em Cesareia da Mauritânia, hoje Cherchell, na Argélia. Condenada às feras, consumou o seu martírio.

† c. 303

5

São LeôncioBispo de Bordéus, na Aquitânia, atual França. Celebrado como honra do povo e da cidade, foi dedicado construtor de templos e benfeitor dos pobres.

† c. 570

6

São DrostanoAbade. Em Deer, junto ao estuário de Moray, na Escócia. Presidiu a vários mosteiros e finalmente escolheu a vida eremítica.

† s. VI f.

7

Santos Plácido e SigisbertoMártir e abade. Em Disentis, na Récia Superior, hoje na Suíça. Sigisberto, companheiro de São Columbano, fundou o mosteiro de São Martinho, sendo o primeiro a coroar a vida monástica com o martírio.

† s. VII

8

Santo HidulfoBispo de Tréveris. No mosteiro de Moyenmoutier, nos montes Vosgos, atual França. Retirou-se para a solidão, mas, com a afluência dos discípulos, construiu e governou um cenóbio.

† 707

9

Santo AbúndioPresbítero. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha. Durante a perseguição dos Mouros, interrogado pelo juiz, confessou intrepidamente a sua fé, sendo morto e seu cadáver exposto às feras.

† 854

10

Santa OlgaEm Kiev, na Rússia. Avó de São Vladimiro, foi a primeira do povo rurik a receber o Batismo, tomando o nome de Helena, e abriu ao povo da Rússia o caminho para Cristo.

† 969

11

Beato BeltrãoAbade. No mosteiro de Grand-Selve, próximo de Toulouse, na França. Desejando estabelecer uma disciplina regular, agregou o seu mosteiro à Ordem Cisterciense.

† 1149

12

São QuetiloPresbítero e cônego regular. Em Viborg, na Dinamarca. Dirigiu com suma diligência a escola capitular e foi insigne exemplo de vida monástica.

† c. 1150

13

Beatos Tomás Benstead e Tomás SprottPresbíteros e mártires. Em Lincoln, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, foram condenados à morte por causa do seu sacerdócio.

† 1600

14

Beatas Pelágia de São João Baptista, Teotista Maria, São Martinho e Santa SofiaVirgens e mártires. Em Orange, na Provença, França. Mortas por Cristo durante a Revolução Francesa.

† 1794

15

Santas Ana An Xinzhi, Maria An Guozhi, Ana An Jiaozhi e Maria An LihuaVirgens e mártires. Em Liugongyn, próximo de Anping, no Hebei, China. Por recusarem passar ao paganismo, foram degoladas durante a perseguição dos sectários “Yihetuan”.

† 1900

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

O Pai do Monaquismo

Nasceu por volta do ano de 480, em Núrsia, na Úmbria. De família rica, Bento foi estudar em Roma, quando jovem. É o fundador do célebre mosteiro do Monte Cassino onde escreveu a sua famosa Regra. É considerado o pai do monaquismo no Ocidente. “Orar e trabalhar, contemplar e agir” “Orar e trabalhar, contemplar e agir” é a síntese da Regra Beneditina, por isso, até os dias de hoje, todo mosteiro possui padaria, queijaria e horta, onde as pessoas que o habitam realizam seus ofícios. A vida religiosa é possível a todos A vida religiosa é possível a todos os que queiram buscar a Deus: um bom monge é aquele que não é soberbo nem violento, “não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não murmurador …” Com São Cirilo e São Metódio, São Bento foi declarado patrono da Europa. Morreu no dia 21 de Março de 547.

Considerado o fundador da Europa Cristã

Duzentos anos após a sua morte, a Regra Beneditina havia se espalhado pela Europa inteira, tornando-se a forma de vida monástica por excelência. Seus monges exerceram papel importante na evangelização e nos evangelizadores da Europa medieval.

São Bento, Abade, rogai por nós!

Oração – “A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”

Bento: Significa “abençoado pelo batismo”, “abençoado”, “bendito”, “louvado”, “aquele sobre quem se fala bem”.
Santa Olga, de Kiev, avó de São Vladimir, a primeira do povo rurik a receber o Batismo e abrir ao povo da Rússia o caminho para Cristo. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 11
  1. Em Roma, São Pio I, papa, que, sendo irmão do famoso Hermas, autor da obra intitulada “O Pastor”, governou, como um bom pastor, a Igreja durante quinze anos.(† 155)
  2. Em Icônio, na Licaônia, hoje Konya, na Turquia, São Marciano, mártir, que, no tempo do governador Perênio, suportando muitos tormentos alcançou a palma do martírio.(† s. III/IV)
  3. Em Cesareia da Mauritânia, hoje Cherchell, na Argélia, Santa Marciana, virgem, que, condenada às feras, consumou o seu martírio.(† c. 303)
  4. Em Bordéus, na Aquitânia, na atual França, São Leôncio, bispo, celebrado como honra do povo e da cidade e dedicado construtor de templos, restaurador do Baptistério e silencioso benfeitor dos pobres.(† c. 570)
  5. Em Deer, junto ao estuário de Moray, na Escócia, São Drostano, abade, que presidiu a vários mosteiros e finalmente escolheu a vida eremítica.(† s. VI f.)
  6. Em Disentis, na Récia Superior, atualmente na Suíça, os santos Plácido, mártir, e Sigisberto, abade; este último foi companheiro de São Columbano e fundou neste lugar o mosteiro de São Martinho, no qual foi o primeiro que coroou a vida monástica com o martírio.(† s. VII)
  7. No mosteiro de Moyenmoutier, nos montes Vosgos, atualmente na França, Santo Hidulfo, bispo de Tréveris, que se retirou para a solidão, mas, com a afluência dos discípulos, construiu e governou um cenóbio.(† 707)
  8. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santo Abúndio, presbítero, que, durante a perseguição desencadeada pelos Mouros, interrogado pelo juiz, confessou intrepidamente a razão da sua fé, o que irritou imediatamente o mouro, que mandou dar-lhe a morte e expor o seu cadáver para ser devorado pelos cães e pelas feras.(† 854)
  9. Em Kiev, na Rússia, Santa Olga, avó de São Vladimiro, que foi a primeira do povo rurik a receber o Batismo, no qual tomou o nome de Helena, e abriu ao povo da Rússia o caminho para Cristo.(† 969)
  10. No mosteiro de Grand-Selve, próximo de Toulouse, na França, o Beato Beltrão, abade, que, desejando estabelecer uma disciplina regular, agregou o seu mosteiro à Ordem Cisterciense.(† 1149)
  11. Em Viborg, na Dinamarca, São Quetilo, presbítero e cônego regular, que dirigiu com suma diligência a escola capitular e foi insigne exemplo de vida monástica.(† c. 1150)
  12. Em Lincoln, na Inglaterra, a comemoração dos beatos Tomás Benstead e Tomás Sprott, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, num dia incerto deste mês, foram condenados à morte por causa do seu sacerdócio.(† 1600)
  13. Em Orange, na Provença, região da França, as beatas Santa Pelágia de São João Baptista (Rosália Clotilde Bès), Teotista Maria (Maria Isabel Pélissier), São Martinho (Maria Clara Blanc) e Santa Sofia (Maria Margarida de Barbegie d’Albarède), virgens e mártires por Cristo durante a Revolução Francesa.(† 1794)
  14. Em Liugongyn, localidade próxima de Anping, no Hebei, província da China, as santas Ana An Xinzhi, Maria An Guozhi, Ana An Jiaozhi e Maria An Lihua, virgens e mártires, que, por recusarem terminantemente passar ao paganismo, foram degoladas durante a perseguição desencadeada pelos sectários “Yihetuan”.(† 1900)