São Sisto I, Papa, Mártir
Santo do Dia – 3º de Abril

São Sisto I,
Papa, Mártir dos Alpes · † 128
época de plena perseguição

O Imperador Trajano, no final do seu reinado, julgou que devia diminuir a própria política de perseguição nos combates ao cristianismo, também porque a “infâmia” de ser cristão servia, mais frequentemente, para resolver atritos políticos ou familiares do que para dirimir questões religiosas.
Perseguição com acusações falsas, como sempre
Tal clima de “tolerância” disfarçada, que não mudou nem mesmo os métodos e as perseguições, prosseguiu até o governo do Imperador Adriano, o qual escreveu ao Procônsul da Ásia: “Se um faz as acusações e demonstra que os cristãos estão operando contra as leis, então a culpa deve ser punida segundo a sua gravidade. Mas se alguém se aproveita deste pretexto para caluniar, então é este último que deve ser punido”.
Filho de pastores, sétimo Papa
Nessa realidade, elegeu-se Sisto I, filho de pastores romanos, que se tornou o sétimo sucessor do trono de São Pedro, em 115. Seu governo combateu com veemência as doutrinas maléficas dos gnósticos, ou seja, os princípios da existência seriam transmitidos através do “conhecimento revelado” por inúmeras potências celestes, que feriam todos os fundamentos da religião de Cristo.
Grande reformador litúrgico
A este Papa deve-se a introdução de muitas normas disciplinares de culto litúrgico. Proibiu as mulheres de tocarem o Cálice sagrado e a Patena, que é o pratinho de metal, dourado ou prateado, usado para depositar a hóstia consagrada. Instituiu o convite aos fiéis para cantarem o Sanctus junto com o celebrante, durante a missa. Introduziu a água no rito eucarístico e determinou que a Túnica ou Corporal fossem feitos de linho.
Mártir no tempo de Adriano
O Papa Sisto I morreu durante a perseguição do Imperador Adriano, em 125. Estava próximo de Roma, visitando a Diocese de Frosinone, provavelmente onde sofreu o suplício, pois foi enterrado na acrópole de Alatri. A sua celebração foi mantida no dia 3 de abril, como sempre foi reverenciado pelos devotos alatrianos, que guardam as suas relíquias na igreja da catedral da cidade.
São Sisto I, rogai por nós!
Sisto — Significa “Polido, Educado”, “Sexto”. Possivelmente tem dois étimos. Um dos quais é grego, a partir da palavra xystós.
“Oração — Ó Deus, que destes a São Sisto I a graça de governar a Igreja com sabedoria, firmeza, fidelidade e austeridade, dai também a nós a graça de governar nossa vida conforme a vossa vontade. Amém.”
São Sisto I, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 3º de abril:
1
Mártires em Constança, cidade da Cítia na atua Romênia.
† c.s. IV
2
Ainda adolescente, durante a perseguição de Maximino Daïa César, foi jogado ao mar com um cão e uma serpente num saco de couro e consumou o martírio afogado.
† 306
3
Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, morreu na Noite Santa da Páscoa, quando celebrava os sagrados mistérios e acompanhado pela multidão dos fiéis neófitos, foi sepultado na solenidade da Ressurreição do Senhor.
† 432
4
No mosteiro de Medíkion, na Bitínia, na atual Turquia, no tempo do imperador Leão o Armênio, suportou o cárcere e o exílio por defender as sagradas imagens.
† 824
5
Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Foi presbítero e monge, que na perseguição desencadeada contra o culto das sagradas imagens, foi enviado a Roma para pedir a proteção da Sé Apostólica e depois de ter suportado muitos tormentos, finalmente recebeu o encargo de guardar os objetos sagrados da igreja de Santa Sofia.
† 1129
6
Em Chichester, na Inglaterra. Foi bispo, exilado pelo rei Henrique III e de novo restituído à sua sede, manifestou uma grande generosidade para com os pobres.
† 1235
7
Em Penna, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi presbítero, um dos primeiros companheiros de São Francisco, que foi enviado para a Gália Narbonense, onde propagou a forma de vida evangélica.
† 1275
8
Em Lencastre, na Inglaterra, os beatos Roberto Middleton, da Companhia de Jesus, e Turstão Hunt, presbíteros e mártires: o segundo foi preso quando tentava libertar o primeiro durante uma transferência de prisioneiros; condenados ambos à morte, no reinado de Isabel I, por causa do seu sacerdócio, mereceram, através dos tormentos, ser glorificados à direita de Cristo.
† c. 1601
9
Em Údine, no Véneto, região da Itália. Foi presbítero da Congregação do Oratório, que fundou a Congregação das Irmãs da Divina Providência, para formar as jovens no espírito cristão.
† 1884
10
Em Guadalajara, região de Jalisco, no México, os beatos Ezequiel (José Luciano) Huerta Gutiérrez e Salvador (José), pais de família e mártires.
† 1927
11
Em Mancha Real, perto de Jaén, na Espanha. Foi presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir, que, durante a perseguição religiosa, com o seu martírio seguiu os passos de Cristo.
† 1937
12
Perto de Cracóvia, na Polônia, no campo de concentração de Auschwitz. Foi presbítero e mártir, que, durante a ocupação militar da sua pátria por um regime militar estrangeiro, foi encarcerado por causa da fé cristã e através dos tormentos consumou o martírio.
† 1942
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT
Filho de lavradores, nasceu na Calábria em 1416, num povoado chamado Paula. Aos 13 anos, ingressou no convento dos franciscanos.




Salvou a vida do príncipe Julião, depois apelidado o Apóstata

Neto de rei e de santa
Gontrão serviu de pai aos sobrinhos
O Rei Gontrão reuniu vários concílios, não somente para regular os negócios da Igreja, como também para tratar dos bens temporais dos povos, para conciliar as diferenças do reino a outro, e prevenir, dessa forma, as guerras vivis entre os francos. Para ele, os concílios eram ainda conselhos de Estado. Sua caridade se mostrou sobretudo nessa circunstância.






