Santa Zita, Virgem, Doméstica – 27 de Abril

Santa Zita, Virgem, Doméstica

Santo do Dia – 27 de Abril

Santa Zita,

Virgem e Doméstica · † 1278

Contemporânea de São Francisco

Santa Zita Santa Zita nasceu em 1218, na época ainda de São Francisco, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca, no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister e seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade.

Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer. Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade divina tornara-se para ela quase uma obsessão.

Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento converteu-se em flores.

Os Milagres

Conta-se que certo dia foi dar esmola a um necessitado, durante o seu tempo de trabalho. Vizinhos, tendo sido testemunhas desta “infração”, vieram logo avisar a família Fatinelli, para quem Zita trabalhava. A dona da casa foi à cozinha, para averiguar se havia atraso nos afazeres e, ó milagre, alguns Anjos estavam ocupados a fazer aquilo que Zita deveria ter feito durante o tempo em que foi fazer obra de caridade. Daí em diante, nunca mais foi impedida de seguir os seus instintos caritativos.

Um outro fato que sobre ela se conta igualmente é o seguinte: durante um período de grande fome que assolou a região, Zita continuou a praticar a caridade a que estava habituada, utilizando mesmo o que estava armazenado nos celeiros de seus patrões. Uma vez mais foi acusada, mas quando os seus patrões foram verificar os celeiros, ficaram admirados de os encontrar repletos: nada lá faltava.

Padroeira das Domésticas

Na hora da morte — aos 60 anos — tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Partiu para o Céu no dia 27 de Abril de 1278. O seu corpo é venerado na igreja de São Fredaino, em Lucca, Itália. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

Santa Zita, rogai por nós!

Zita — Significa “garotinha” ou “pequena sortuna”, “pequena afortunada”. Esse é um nome feminino com duas possíveis origens, italiana e latina.

“Ó Santa Zita, que no humilde trabalho doméstico soube ser solícita como foi Marta quando servis Jesus em Betânia, e piedosa como Maria Madalena, aos pés do mesmo Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que impõem meus trabalhos. Amém.”

Santa Zita, rogai por nós!

São Pedro Armengol — que, depois de ter sido chefe de salteadores, converteu-se a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se intensamente à redenção dos cativos na África.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de abril:

1
São Simeão
Bispo e mártir. Em Jerusalém. Segundo a tradição, era filho de Cleofas e parente do Salvador segundo a carne. Ordenado bispo de Jerusalém como sucessor de Tiago, sofreu muitos suplícios e recebeu a coroa do martírio na cruz.

† 107

2
São Polião
Leitor e mártir. Em Cíbali, na Panônia, hoje Vinkoveze, na Croácia. Preso na perseguição de Diocleciano, confessou com constância a sua fé em Cristo, recusou sacrificar aos ídolos e foi queimado fora dos muros da cidade.

† c. 303

3
São Teodoro
Abade. Em Tabennési, na Tebaida, no Egito. Discípulo de São Pacômio e pai da “Congregação” de mosteiros nesta região.

† s. IV

4
São Liberal
Eremita. Em Altino, na Venécia, no atual Vêneto, região da Itália.

† c. 400

5
São Magão (ou Magaldo)
Bispo. Na ilha de Man, na costa setentrional do País de Gales. Aureolado com a fama de grande santidade.

† s. VI

6
São João
Hegúmeno. Na ilha de Afúsia, na Propôntide, na atual Turquia. Combateu tenazmente a favor do culto das sagradas imagens no tempo do imperador Leão, o Armênio.

† s. IX

7
Santa Zita
Virgem. Em Lucca, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. De origem humilde, entregue com doze anos ao trabalho doméstico da família Fatinelli, permaneceu com admirável paciência ao seu serviço até à morte.

† 1278

8
São Pedro Ermengol
Mártir. Em Tarragona, no reino de Aragão, Espanha. Depois de ter sido chefe de salteadores, converteu-se a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se à redenção dos cativos na África.

† 1304

9
Beato Tiago de Ládere Varinger
Religioso da Ordem dos Menores. Em Bitetto, na Apúlia, região da Itália.

† c. 1485

10
Beata Catarina (Hossana)
Virgem. Em Cátaro, no Montenegro. Batizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem da Penitência de São Domingos e viveu em clausura cinquenta e um anos, dedicada à contemplação e à súplica pelo povo cristão durante a invasão dos Turcos.

† 1565

11
Beato Nicolau Roland
Presbítero. Em Reims, na França. Solícito pela formação cristã das crianças, construiu escolas para as meninas pobres e fundou a Congregação das Irmãs do Menino Jesus.

† 1678

12
São Lourenço Nguyen Van Huong
Presbítero e mártir. Em Ninh-Binh, no Tonquim, hoje no Vietnã. Preso numa noite em que visitava um moribundo, recusou calcar a cruz e foi flagelado e degolado no tempo do imperador Tu Duc.

† 1856

13
Beata Maria Antônia Bandrés y Elósegui
Virgem da Congregação das Filhas de Jesus. Em Salamanca, na Espanha. Seguiu com paciente serenidade, mesmo na desolação, a sua vida consagrada a Deus.

† 1919

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Anacleto, Papa, Mártir – 26 de Abril

Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Anacleto, Papa, Mártir

Santo do Dia – 26 de Abril

Nossa Senhora do Bom Conselho

Mãe e Guia dos Fiéis · † 26 de Abril

A Aparição

Nossa Senhora do Bom Conselho

Uma das mais belas páginas da iconografia mariana é, sem dúvida alguma, a atraente história da Mãe do Bom Conselho, venerada na cidade de Genazzano, na Itália.

Numa tarde de abril de 1467, essa imagem se deu a conhecer ao mundo, envolta em admirável mistério. Ela veio do alto, do interior de uma nuvem fulgurante, embalada por acordes celestiais. De modo milagroso, o lindo afresco da Virgem, fino como uma casca de ovo e parecendo ter sido pintado a poucos dias, desprendeu-se de seu lugar de origem, em Scútari, na Albânia.

Em seguida, flutuando pelos ares, atravessou grandes distâncias, até repousar junto a uma igreja em ruínas, na pitoresca cidade de Genazzano, perto de Roma. Damos aqui uma especial importância à necessidade imprescindível da devoção à Mãe do Bom Conselho em nossas vidas, pois, estejamos certos de que, a todos os nossos pedidos, Maria — a Mãe do Bom Conselho — de alguma forma nos atenderá.

Conselho que ilumina

A todo o momento somos solicitados a tomar decisões de que dependem nosso futuro, nossas realizações temporais e, sobretudo, nossa santificação e salvação eterna. Nesses instantes, quando não raras vezes nos assaltam dúvidas e inseguranças, é que a voz suave e materna de Maria Santíssima nos fala na alma, dando o bom conselho que nos ilumina e orienta no acertado caminho.

Sim, é a Mãe do Bom Conselho toda feita de ternura e solicitude que nos guia, em meio às incertezas terrenas, ao porto seguro do Céu. Lá haveremos todos de chegar, conduzidos pela sua incansável misericórdia, amparo e bondade infalíveis.

Santo Anacleto, Papa e Mártir

Santo Anacleto — ou Cleto — foi o sucessor de São Lino e terceiro Papa da Igreja de Roma, governando entre os anos 76 e 88. Nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.

Durante onze anos de intensas atividades no trono de São Pedro, viveu uma época de oscilação de paz e perseguição aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano e seus dois filhos sucessores, Tito e Domiciano — período em que os cristãos acreditavam estar próximos do fim do mundo, baseados na pregação de João Evangelista. Foi também durante seu papado que ocorreu a histórica erupção do Vesúvio.

Ordenou 25 sacerdotes em Roma, sancionou a veneração ao túmulo de São Pedro, construindo um monumento sobre a sepultura do apóstolo de Cristo. A ele é atribuída a instauração da “Saudação e Bênção Apostólica” na abertura das mensagens papais. Seus escritos condenam o culto de objetos mágicos e de feitiçaria, e a aceitação de comida oferecida aos deuses pagãos.

Morreu mártir no ano 88, durante as perseguições de Domiciano, e foi sepultado ao lado de São Pedro.

Santo Anacleto, rogai por nós!

Anacleto — Significa “aquele que foi invocado” ou “o solicitado”, “convocado”. Originou-se a partir do grego Anáklētos.

“Gloriosíssima Virgem, escolhida pelo Conselho Eterno para ser Mãe do Verbo Encarnado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, alcançai-me o perdão de meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para operá-la. Amém.”

Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós!

Santo Anacleto — Papa, que construiu o túmulo de São Pedro, instaurou a Bênção Apostólica e morreu mártir pela fé.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de abril:

1

São Cleto (Anacleto)
Papa e mártir. Em Roma. Segundo sucessor do apóstolo São Pedro a presidir à Igreja Romana.

† 88

2

São Primitivo
Mártir. Em Gábi, na Via Prenestina, a trinta milhas da cidade de Roma.

† data inc.

3

São Basileu
Bispo e mártir. Em Amaseia, no Ponto, no território da atual Turquia, no tempo do imperador Licínio.

† c. 322

4

São Ricário
Presbítero. Em ermo da floresta de Crécy, na região de Amiens, na Neustria, atual França. Converteu-se à penitência pela pregação de monges escoceses.

† 645

5

São Pascásio Radberto
Abade no mosteiro de Corbie, na Neustria, hoje na França. Expôs com lucidez e clareza a doutrina do verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor no mistério da Eucaristia.

† 865

6

Santos Guilherme e Peregrino
Eremitas. Em Fóggia, na Apúlia, região da Itália.

† s. XII

7

Beatos Domingos e Gregório
Presbíteros da Ordem dos Pregadores. Em Aragão, Espanha. Percorriam várias povoações anunciando a palavra de Deus, sem ouro nem prata, mendigando o alimento diário.

† s. XIII

8

Santo Estêvão de Perm
Bispo. No mosteiro da Transfiguração, em Moscovo, Rússia. Para evangelizar os Zirianis, inventou um alfabeto para redigir as suas formas literárias e celebrou a liturgia em língua nativa.

† 1396

9

São Rafael Arnaiz Barón
Religioso cisterciense. No mosteiro de São Pedro de Dueñas, em Palência, Espanha. Atingido por grave doença durante o noviciado, suportou com firme paciência a sua precária saúde, confiando sempre em Deus.

† 1938

10

Beato Júlio Junyer Padern
Presbítero salesiano e mártir. Em Montjuic, perto de Gerona, Espanha. Durante a perseguição contra a fé cristã, mereceu alcançar mediante o martírio a glória da vida eterna.

† 1938

11

Beato Estanislau Kubista e Beato Ladislau Goral
Mártires. No campo de concentração de Sachsenhausen, perto de Berlim, Alemanha. Presbítero e bispo que, durante a ocupação da Polônia, defenderam corajosamente a dignidade do homem e da fé.

† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Marcos Evangelista, Apóstolo, Mártir – 25 de Abril

São Marcos Evangelista, Apóstolo, Mártir

Santo do Dia – 25 de Abril

São Marcos Evangelista,

Apóstolo e Mártir · † c. 68

O Evangelista

Marcos e Maria viviam em Jerusalém. A sua casa servia de local de reunião dos primeiros cristãos.

Admite-se que o autor do Segundo Evangelho — Marcos — e o primo de Barnabé, de que se fala nos Atos e nas Epístolas, sejam uma só e mesma pessoa. Discípulo de São Paulo, esteve ao seu lado quando este ficou preso em Roma. Foi também discípulo de São Pedro: “a que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho” (1 Pedro 5,13s.).

Santo Irineu, Tertuliano e Clemente de Alexandria atribuem decididamente a Marcos, discípulo e intérprete de São Pedro, o segundo Evangelho. Segundo os críticos modernos, o Evangelho de Marcos foi escrito por volta dos anos 60/70 e dirigido aos cristãos de Roma.

O Evangelho e o Mártir

O Evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de São Pedro, embora tenha sido também assistente de São Paulo e São Barnabé, de quem era sobrinho.

Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio São Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a Eucaristia, e foi nela também que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.

Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa cidade, prestou serviço também a São Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo pedindo que este trouxesse Marcos a Roma para ajudá-lo no apostolado.

Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de São Pedro em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos.

O Martírio

Diz a tradição que São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente em Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram transladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro desde o ano 828.

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

Marcos — Tem origem no latim Marcus, que deriva de Mars, o deus romano da guerra. Significa “relativo a Marte” ou “guerreiro”.

“Oração — Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do seu Santo Evangelho. Amém.”

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

São Aniano — Bispo de Alexandria, primeiro sucessor de São Marcos, que dirigiu a Igreja alexandrina por vinte e dois anos como homem de Deus em todos os sentidos admirável.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de abril:

1
São Marcos
Evangelista. Discípulo e intérprete de São Pedro, reuniu no Evangelho a catequese de São Pedro aos Romanos e fundou a Igreja de Alexandria.

† c. 68

2
São Aniano
Bispo de Alexandria, no Egito. Primeiro bispo desta cidade depois de São Marcos, dirigiu-a durante vinte e dois anos como homem de Deus e em todos os sentidos admirável.

† c. 67

3
Santos Pasícrates e Valenciano
Mártires. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Pela confissão da fé em Cristo como único Deus, submeteram corajosamente a cabeça à espada.

† c. 302

4
São Febádio
Bispo. Em Agen, na Aquitânia, hoje na França. Escreveu um livro contra os arianos e protegeu o seu povo da heresia.

† c. 393

5
Santo Estêvão
Bispo e mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Sofreu muitos ataques dos hereges contrários ao Concílio de Calcedônia e foi precipitado no rio Orontes, onde morreu afogado.

† 479

6
São Clarêncio
Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.

† s. VII

7
Santo Ermino
Abade e bispo. Em Lobbes, no Brabante da Austrásia, território da atual Bélgica. Intensamente aplicado à oração e dotado do espírito de profecia, sucedeu a Santo Usmaro.

† 737

8
Santa Franca
Abadessa. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Decidiu entrar na Ordem Cisterciense e passava frequentemente toda a noite em oração na presença de Deus.

† 1218

9
Beato Bonifácio Valperga
Bispo. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália. Insigne pela sua caridade e humildade.

† 1243

10
Beatos Roberto Anderton e Guilherme Marsden
Presbíteros e mártires. Na ilha de Wight, na Inglaterra. Condenados à morte na perseguição da rainha Isabel I por terem entrado como sacerdotes na Inglaterra e aceitaram com firmeza e paz de alma o martírio.

† 1586

11
São Pedro de São José Betancur
Irmão da Ordem Terceira de São Francisco. Em Antígua, próximo da cidade de Guatemala, na América Central. Dedicou-se a socorrer os órfãos, os mendigos, os jovens incultos e rejeitados, os emigrantes e os condenados a trabalhos forçados.

† 1667

12
São João Piamarta
Presbítero. Em Remedello, na província de Brescia, na Itália. Fundou o Instituto dos Pequenos Artesãos e a Congregação da Sagrada Família de Nazaré, para que os jovens recebessem educação religiosa e aprendizagem de um ofício.

† 1913

13
Beatos André Solá y Molist, José Trindade Rangel Montano e Leonardo Pérez Lários
Mártires. Em Guanato, no México. André era presbítero Claretiano e José era presbítero.

† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Fidelis de Sigmaringa, Religioso, Mártir – 24 de Abril

São Fidelis de Sigmaringa, Religioso, Mártir

Santo do Dia – 24 de Abril

São Fidelis de Sigmaringa,

O Advogado dos Pobres · † 1622

O Advogado dos Pobres

Nasceu em 1577, em Sigmaringa, na Alemanha. Estudou na Universidade de Fribourg, na Suíça. Formou-se em Direito e por vários anos exerceu o seu ofício em Colmar, na Alsácia.

Ali era chamado de “o advogado dos pobres”, porque prestava os seus serviços gratuitamente a quem não podia pagar. Aos 34 anos, ingressou no convento dos Capuchinhos de Fribourg e em 1612 tornou-se frade.

A pedido de Gregório XV, foi enviado à Récia (Suíça), a fim de combater a heresia calvinista. Acusado de espionagem ao serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte, que ocorreu em Grusch.

Morto pelos Calvinistas

Dizem que, ferido por um golpe de espada, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração:

“Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem.”

– Senhor Jesus, tende piedade de mim. Santa Maria, Mãe de Jesus, assisti-me.

São Fidelis, rogai por nós!

Fidélis — Significa “digno de fé”, “fiel”, “leal”, “amigo”, “afetuoso”. Tem origem na palavra do latim Fidelis, que quer dizer literalmente “digno de fé”.

“Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Fidélis de Sigmaringa destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Amém.”

São Fidelis de Sigmaringa, rogai por nós!

Santa Maria de Santa Eufrásia Pelletier — Virgem, que, para acolher misericordiosamente as mulheres de má conduta, chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de abril:

1

São Fiel de Sigmaringa
Presbítero e mártir. Era advogado e ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Enviado à Récia (atual Suíça) para consolidar a fé verdadeira, foi massacrado pelos hereges em Seewis, morrendo pela fé católica.

† 1622

2

Santas Maria Cléofas e Salomé
Em Jerusalém. Juntamente com Maria Madalena, ao amanhecer da Páscoa, dirigiram-se ao sepulcro do Senhor para ungir o seu corpo e foram as primeiras a ouvir o anúncio da ressurreição.

s. I

3

Santo Alexandre
Mártir. Em Lião, cidade da Gália, na atual França. Três dias após a paixão de Santo Epipódio, foi arrastado do cárcere, espancado e cravado numa cruz.

† 178

4

Santo Antimo e companheiros
Bispo e mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia. Na perseguição de Diocleciano, uns foram decapitados, outros lançados às chamas, outros afogados no mar.

† 303

5

São Gregório
Bispo de Elvira, na Hispânia Bética. Sua obra «Sobre a fé» é louvada por São Jerônimo.

† s. IV

6

São Deusdado
Diácono e abade. Em Blois, na Gália Lionense, na atual França. Depois de ter vivido como anacoreta, foi guia de vários discípulos que com ele formaram uma comunidade.

† s. VI

7

São Melito
Bispo de Cantuária, na Inglaterra. Enviado como abade pelo papa São Gregório Magno, foi ordenado bispo dos Saxões orientais por Santo Agostinho e depois nomeado para a sede de Cantuária.

† 624

8

São Vilfredo
Bispo de York, Nortumbria, na Inglaterra. Exerceu o ministério durante quarenta e cinco anos e terminou em paz seus dias entre os monges de Ripon.

† 709

9

Santo Egberto
Presbítero e monge. Em Iona, ilha da Escócia. Trabalhou na evangelização da Europa e reconciliou os monges de Iona com o uso romano no cômputo da Páscoa, partindo logo depois para a Páscoa eterna.

† 729

10

São Guilherme Firmato
Eremita. Em Mortain, na Normandia, França. Sendo cônego e médico em Tours, após peregrinação a Jerusalém, passou o resto da vida na solidão.

† 1103

11

Santa Maria de Santa Eufrásia (Rosa Virgínia Pelletier)
Virgem. Em Angers, na França. Para acolher misericordiosamente as mulheres chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor.

† 1868

12

São Bento (Ângelo) Ménni
Presbítero da Ordem de São João de Deus. Em Dinant, na França. Fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus.

† 1914

13

Beata Maria Isabel Hesselblad
Virgem. Em Roma, natural da Suécia. Após longo serviço num hospital, reformou a Ordem de Santa Brígida, dedicando-se à contemplação, à caridade e à união dos cristãos.

† 1957

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir – 23 de Abril

São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir

Santo do Dia – 23 de Abril

São Jorge,

Mártir · † s. IV

O Dragão de Silene

São Jorge e o Dragão

No final da Idade Média, a história de São Jorge era conhecida em toda a Europa na forma em que a apresenta a Legenda Aurea do Beato Tiago de Voragine.

S. Jorge era um cavaleiro cristão nascido na Capadócia. Certo dia, ao cavalgar na província da Líbia, entrou casualmente numa cidade chamada Silene, próximo à qual havia um charco onde vivia um dragão “que empesteava toda a região”. O povo já se reunira para atacá-lo, mas o sopro do monstro era tão horrendo que todos fugiram.

Para evitar que o dragão se aproximasse da cidade, diariamente lhe forneciam dois carneiros. Quando os carneiros escassearam, foi necessário substituí-los por vítimas humanas, escolhidas por sorteio — e a sorte caíra sobre a própria filha do rei. A jovem marchou para o seu destino toda vestida de noiva. Nesse momento S. Jorge entrou em cena: atacou o dragão e o atravessou com sua lança. Em seguida, pegou o cinto da donzela e o amarrou em torno do pescoço do monstro, que a jovem conduziu manso até a cidade.

O Mártir

O povo estava prestes a fugir, tomado de pavor mortal, mas S. Jorge lhes disse que não tivessem medo: se acreditassem em Jesus Cristo e recebessem o batismo, ele mataria o dragão. O rei e todos os seus súditos concordaram de boa mente. O dragão foi morto. O rei ofereceu tesouros a S. Jorge, mas este ordenou-lhe que os desse aos pobres, deixando quatro recomendações: que cuidasse das igrejas, honrasse os sacerdotes, assistisse aos serviços religiosos e se mostrasse compassivo para com os pobres.

Na Palestina há registros oficiais de seu testemunho de fé. O soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Conta a tradição que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor; enterrado vivo, nada sofreu; obrigado a caminhar sobre brasas, nenhuma lesão danificou seu corpo — sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte, até mesmo a mulher do então imperador romano.

Seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Telavive, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação contínua desde essa época. São Jorge foi escolhido como padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra, e de um sem-número de localidades no mundo todo. Sua festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente.

Com Santo Adalberto

Neste mesmo dia a Igreja faz memória de Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga e mártir. Suportou naquela Igreja muitas adversidades e empreendeu por amor de Cristo numerosas viagens apostólicas, trabalhando com ardor na erradicação dos costumes pagãos. Verificando que as suas diligências tinham pouco êxito, dirigiu-se a Roma e fez-se monge. Finalmente, tendo chegado à Polônia para trazer à fé os habitantes da Prússia, em Téntikken, junto à foz do Vístula, foi trespassado pelas lanças de alguns pagãos.

São Jorge e Santo Adalberto, rogai por nós!

Jorge — Vem do grego Georgius, de geos (“terra”) e orge (“cultivar”), significando “o que cultiva a terra”.

“Oração — Dai-me coragem e esperança; fortalecei minha Fé. Amém.”

São Jorge, guerreiro vencedor do dragão, rogai por nós!

Santo Adalberto — Bispo de Praga e mártir, que empreendeu viagens apostólicas pela erradicação dos costumes pagãos e foi trespassado pelas lanças de pagãos na Prússia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de abril:

1
São Jorge
Mártir. Em Lida, na Palestina, hoje Israel. Soldado cristão que, denunciado, foi preso, torturado e decapitado, tornando-se símbolo de força e fé no combate ao mal.

† s. IV

2
Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga
Mártir. Em Téntikken, junto à foz do Vístula, Prússia. Suportou adversidades, empreendeu viagens apostólicas e foi trespassado pelas lanças de pagãos ao evangelizar a Prússia.

† 997

3
Santo Eulógio
Bispo. Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia. Segundo a tradição, morreu na Sexta-Feira Santa.

† 387

4
São Marolo
Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Foi amigo do papa Inocêncio I.

† s. V

5
São Gerardo
Bispo. Em Toul, na Lotaríngia, hoje na França. Durante trinta e um anos dotou a cidade de excelente legislação, criou obras de auxílio aos pobres e socorreu o povo no tempo da peste.

† 994

6
São Jorge, Bispo de Suélli
Bispo. Em Suélli, na Sardenha.

† 1117

7
Beato Gil de Assis
Religioso da Ordem dos Menores. Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália. Companheiro de São Francisco, resplandeceu nas peregrinações pela sua intrépida fé e admirável simplicidade.

† 1262

8
Beata Helena Valentíni
Viúva. Em Údine, na Venécia, hoje em Friuli-Venezia Giulia, região da Itália. Dedicou-se à oração, à leitura do Evangelho e às obras de misericórdia na Ordem secular de Santo Agostinho.

† 1458

9
Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti)
Virgem. Em Campi Bisênzio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.

† 1910

10
Beata Maria Gabriela Saghéddu
Virgem cisterciense. Em Grottaferrata, próximo de Roma. Com toda a simplicidade ofereceu a sua vida, terminada aos vinte e cinco anos, pela união dos cristãos.

† 1939

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Sotero, Papa, Mártir – 22 de Abril

São Sotero, Papa, Mártir

Santo do Dia – 22 de Abril

São Sotero,

Papa e Mártir · † 175

O 12º Papa

São Sotero Papa

Foi o 12º Papa, entre 166 e 174. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio. Elevado ao papado depois da morte de São Aniceto.

Eusébio conservou passagens de uma carta de agradecimento que São Dionísio, Bispo de Corinto, dirigiu aos romanos e na qual faz alusão à bondade paternal e à liberalidade desse Papa, especialmente em relação àqueles que sofriam por causa da fé. São Dionísio promete que mandaria ler uma carta que Sotero lhe escrevera, nas assembleias dos coríntios, juntamente com aquela do Papa São Clemente.

Sotero foi Papa num período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar.

Defensor da Fé

Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja. Mas, sobretudo, o Papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo.

No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes — uma doutrina de medo e de pessimismo, segundo a qual o fim do mundo poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina foi condenada pela Igreja na época do Papa Sotero.

Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo — que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário à doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança.

O Martírio

Outra característica do Papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, onde “tudo era comum entre eles” e onde “todos eram um só coração e uma só alma”. Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres, esforçando-se por tratar a todos como um pai trata os seus filhos.

Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto.

Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o Papa Sotero, que morreu em 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis.

São Sotero, rogai por nós!

Sotero — Significa “Salvador”. Tem origem na língua grega.

“Oração — Senhor, por intercessão do Santo Papa Sotero, Vos peço as graças que me são necessárias para que eu possa alcançar as virtudes cristãs em busca da santidade. Amém.”

São Sotero, rogai por nós!

Santa Senhorinha — Abadessa, cuja vida foi cheia de manifestações do amor e da grandeza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos milagres ainda antes da sua morte.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de abril:

1
São Soter (Sotero)
Papa e mártir. Em Roma. De quem São Dionísio de Corinto celebra a egrégia caridade para com os irmãos, os peregrinos necessitados, os aflitos pela miséria e os condenados a trabalhos forçados.

† 175

2
Santo Epipódio
Mártir. Em Lião, na Gália, atual França. Depois de quarenta e oito gloriosos mártires desta cidade, foi preso juntamente com o seu amigo Alexandre e consumou o martírio sendo decapitado.

† 178

3
São Leónidas
Mártir. Em Alexandria, no Egito. No tempo do imperador Septímio Severo, foi morto ao fio da espada pela sua fé em Cristo, deixando ainda criança o seu filho Orígenes.

† 204

4
São Caio
Papa e confessor. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. Livrou-se da perseguição do imperador Diocleciano e morreu como confessor da fé.

† 296

5
São Mariab
Corepíscopo e mártir na Pérsia. Durante a perseguição do rei Sapor II, na Oitava da Páscoa, sofreu o martírio por Cristo.

† 342

6
Santo Agapito I
Papa. Em Constantinopla, atual Istambul, Turquia. Empenhou-se com firmeza para que o bispo de Roma fosse livremente escolhido pelo clero da Urbe; enviado à corte imperial, fortaleceu a verdadeira fé.

† 536

7
São Leão de Sens
Bispo. Em Sens, na Neustria, hoje na França.

† s. VI

8
São Teodoro de Sykeon
Bispo e hegúmeno. Em Sykeon, na Galácia, atual Turquia. Movido pelo amor à solidão desde a infância, optou por um género de vida austero e foi bispo de Anastasiópolis.

† 613

9
Santa Oportuna
Abadessa. No território de Sées, na Neustria, atualmente na França. Célebre pela sua rigorosa abstinência e austeridade.

† c. 770

10
Santa Senhorinha
Abadessa. Em Basto, território da Lusitânia, hoje em Portugal. Conta-se que Deus, por sua intercessão, alimentou imediatamente as monjas quando lhes faltou alimento.

† c. 980

11
Beato Francisco Venimbéni
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Fabriano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi exímio pregador da palavra de Deus.

† 1322

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Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária,

Bispo e Doutor da Igreja · † 1109

O Pai da Escolástica

Santo Anselmo da CantuáriaNo século 11 d.C., a Idade Média atingia seu período mais fecundo, firmando-se na expansão católica, no término definitivo das invasões bárbaras e na ascensão da cultura resgatada já desde os esforços de Carlos Magno. É nesse contexto que surge Santo Anselmo da Cantuária, um dos mais importantes pensadores medievais, considerado “o pai da Escolástica”.

Nascido em 1033, no montanhoso vale d’Aosta, norte da Itália, desde muito cedo Anselmo tende ao caminho da fé e da investigação que brilhantemente tomaria pelo resto de sua vida. Aos 23 anos, sai de casa e vaga pelas terras da Burgúndia e da França, até que, em 1059, chega à Normandia e se instala na famosa escola da abadia de Bec, regida pelo grande Lanfranc, a quem viria substituir em 1063, quando este se muda para a Cantuária.

É a partir de então que Bec cresce mais do que nunca. Anselmo escreve aí as suas principais obras e ganha fama, servindo também como conselheiro a governantes e nobres por toda a Europa. No ano de 1093, torna-se arcebispo da Cantuária, mais uma vez sucedendo o seu agora já falecido mestre Lanfranc.

Sofreu Sucessivos Exílios pela Fé

Tão sólida era a sua fé cristã que enfrentou as ânsias absolutistas do próprio rei inglês Guilherme Rufus, exilando-se por quase uma década, até que Henrique I, soberano de atitudes mais conciliares, fez com que Anselmo voltasse a ocupar a sua sé. Mas não demora muito e, insatisfeito, sai em novo exílio, até 1107.

Apesar de todos esses problemas, continua a escrever importantes obras teológicas. Anselmo morre em 21 de abril de 1109.

Santo Anselmo da Cantuária, rogai por nós! Anselmo — Nome de origem germânica, do antigo alto-alemão Anshilm, composto de ans (deus, divindade) e helm (capacete, proteção). Significa “aquele que está sob a proteção de Deus” ou “o capacete de Deus”.

“Oração – Por intercessão de Santo Anselmo, eu vos peço, Senhor, despertai em mim um forte interesse pela Doutrina Católica. Dai-me perseverança na busca da Verdade ensinada nas Sagradas Escrituras. Amém.”

Santo Anselmo, rogai por nós!

Santo Apolônio — Filósofo e mártir, que, no tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Pirênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de abril:

1
Santo Anselmo Bispo e doutor da Igreja. Originário de Aosta, no Piemonte, foi monge e abade no mosteiro de Bec, na Normandia, e depois arcebispo de Cantuária, na Inglaterra, lutando valorosamente pela liberdade da Igreja e suportando o exílio.
† 1109
2
Santo Apolônio Filósofo e mártir. Em Roma. No tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Perênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã, confirmando-a com o testemunho do seu sangue.
† 185
3
Santo Aristo Presbítero e mártir. Em Alexandria, no Egito.
† data inc.
4
Santo Anastásio Hegúmeno. No monte Sinai. Defendeu incansavelmente a verdadeira fé contra os monofisitas e escreveu muitos sermões úteis para a salvação das almas.
† c. 700
5
São Melrúbio Abade. No mosteiro de Aplecross, na Escócia. Natural da Irlanda e monge em Bangor, fundou um mosteiro de missionários e, durante cinquenta anos, difundiu a luz da fé ao povo desta região.
† 722
6
Beato João Saziári Religioso da Ordem Terceira de São Francisco. Em Cágli, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† c. 1371
7
Beato Bartolomeu Cérvere Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Cervere, junto de Fossano, no Piemonte, região da Itália. Combateu arduamente pela fé católica e a confirmou ao morrer trespassado pela lança.
† 1466
8
São Conrado de Parzham Religioso dos Frades Menores Capuchinhos (João Birndorfer). Em Altötting, na Baviera, Alemanha. Desempenhou humildemente o ofício de porteiro durante mais de quarenta anos, com grande generosidade para com os pobres.
† 1891
9
São Romão Adame Presbítero e mártir. Em Nochistlan, no território de Guadalajara, no México. Durante a perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por confessar a fé em Cristo Rei.
† 1927

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São Teodoro, Bispo – 20 de Abril

São Teodoro, Bispo

Santo do Dia – 20 de Abril

São Teodoro

Bispo · † 613

Dom de Deus

A história em que a vida de São Teodoro se insere é marcada por profunda espiritualidade, já iniciando pelo seu nome, que significa “dom de Deus”. Seu guia espiritual foi São Jorge, o santo guerreiro, por quem sua mãe tinha grande devoção, pois a ele confiou sua vida em um parto difícil.

Busca por Deus, ainda menino, Teodoro procurava lugares que lhe proporcionassem silêncio e paz para a meditação e a oração. Com o passar do tempo, escavou uma gruta acima da capela de São Jorge, onde passou a viver mais recolhido, afastado do mundo e mais próximo de Deus.
Assim começou sua vida religiosa, atraindo a atenção de muitos que, curiosos e desejosos de orientação espiritual, iam ao seu encontro.

Chamado ao sacerdócio, não demorou para que fosse ordenado sacerdote por um bispo da cidade vizinha de Anastasiópolis. Sua vida de oração e penitência se intensificou ainda mais, tornando-se exemplo de santidade para o povo.

Mais tarde, foi escolhido pelo próprio povo como bispo de Anastasiópolis, função que exerceu durante dez anos.

Humildade e desapego

Mesmo exercendo o episcopado, São Teodoro desejava uma vida mais simples e recolhida. Por isso, pediu diversas vezes para ser substituído no cargo, até que o imperador e o patriarca de Constantinopla atenderam seu pedido, permitindo-lhe retornar à vida monástica.

Assim, voltou à sua condição humilde — mas espiritualmente grandiosa — de monge, dedicando-se inteiramente à oração e à contemplação.

Fama de santidade

Era profundamente amado pelo povo, que o procurava constantemente em busca de conselhos, orações e intercessões. Muitos milagres lhe são atribuídos, o que aumentava ainda mais a devoção dos fiéis.

Mesmo desejando o recolhimento, não deixava de atender aqueles que necessitavam de auxílio espiritual.

A morte

São Teodoro partiu para o Céu no ano de 613, após uma vida marcada pela oração, penitência e dedicação à Palavra de Deus, espalhando a fé por onde passava.

São Teodoro, rogai por nós!

Teodoro — Nome de origem grega Theódoros, formado por Theós (“Deus”) e dôron (“dom”), significando “dom de Deus”.

“Oração — Ensinai-me, São Teodoro, a ser uma pessoa honesta. Mostrai-me o caminho para uma vida santa, de doação e perseverança. Amém.”

São Teodoro, rogai por nós!

Teodoro — é um nome masculino de origem grega que surge a partir de Theódoros, composto pelos elementos théos, que significa “deus” e dôron, que significa “dom””.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de abril:

1

Santo Aniceto
Papa que acolheu São Policarpo e dialogou sobre a Páscoa.

† c.166

2

Santos Sulpício e Serviciano
Mártires sepultados na Via Latina, em Roma.

† data inc.

3

São Secundino
Mártir em Córdoba, na Espanha.

† s. IV

4

São Marcelino
Primeiro bispo de Embrun, evangelizador dos Alpes.

† c.374

5

São Marciano
Monge em Auxerre, na França.

† c.488

6

São Teodoro Triquinas
Monge de vida austera, conhecido pelo uso de cilício.

† s. V

7

Santo Anastásio
Bispo e mártir em Antioquia, morto no tempo do imperador Focas.

† 609

8

Santa Heliena
Virgem que viveu no deserto servindo a Deus e aos enfermos.

† s. VII

9

São Vião
Bispo missionário entre os saxões, enfrentou muitas tribulações.

† 804

10

Beato Geraldo de Sales
Eremita que inspirou muitos à vida de oração e penitência.

† 1120

11

Beato Domingos Vernagálli
Sacerdote que fundou um abrigo para órfãos.

† 1218

12

Santa Inês de Montepulciano
Virgem dominicana, exemplo de humildade e liderança espiritual.

† 1317

13

Beato Simão de Tódi
Pregador que guiou muitos pelo exemplo de vida.

† 1322

14

Beatos Jaime Bell e João Finch
Mártires ingleses que sofreram por fidelidade à fé.

† 1584

15

Beatos Ricardo Sargeant e Guilherme Thomson
Sacerdotes martirizados em Londres.

† 1584

16

Beato Maurício MacKenraghty
Mártir irlandês que recusou renegar sua fé.

† 1585

17

Beato António Page
Sacerdote martirizado por fidelidade ao sacerdócio.

† 1593

18

Beatos Francisco Page e Roberto Watkinson
Sacerdotes martirizados na Inglaterra.

† 1602

19

Beata Clara Bossatta
Virgem dedicada à caridade e fundadora religiosa.

† 1887

20

Beato Anastásio Pankiewicz
Mártir que testemunhou a fé em campo de concentração.

† 1942

Santo Expedito, Militar, Mártir – 19 de Abril

Santo Expedito, Militar, Mártir

Santo do Dia – 19 de Abril

Santo Expedito

Militar, Mártir · † 303

Chefe da 12ª Legião Romana

Era chefe da 12ª Legião romana, então estabelecida em Melitene, na Armênia, sede de uma das províncias do Império Romano. Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano, no início de seu reinado, mostrava-se favorável aos cristãos, confiando-lhes cargos importantes na administração e no exército.

A Legião Fulminante

Essa legião era conhecida como a “Fulminante” (Fulminata, em latim), nome que recebeu após um episódio célebre ocorrido no tempo do imperador Marco Aurélio, durante uma campanha na região da atual Hungria.

Cercado pelos inimigos e sofrendo com a falta de água em pleno verão, o exército romano parecia condenado. Foi então que os soldados cristãos da legião se reuniram, ajoelharam-se e rezaram a Deus com confiança.

Logo após a oração, caiu uma chuva abundante que saciou a sede dos soldados, enquanto relâmpagos e granizo atingiram violentamente o exército inimigo, que fugiu em pânico. Assim, o exército romano foi salvo e saiu vencedor.

Era, portanto, uma das mais gloriosas legiões romanas, encarregada de proteger as fronteiras orientais contra os bárbaros.

Prontidão e caráter

A história da Igreja conserva poucos detalhes sobre a vida pessoal de Santo Expedito. No entanto, seu nome tornou-se conhecido justamente por expressar o traço dominante de seu caráter: a prontidão.

“Expedito” era um apelido dado segundo o costume romano, indicando aquele que age com rapidez, diligência e decisão. Ele se destacou tanto no cumprimento de seus deveres militares quanto na fidelidade à fé cristã.

Conversão sem demora

Segundo a tradição, quando decidiu converter-se, Santo Expedito foi tentado pelo demônio sob a forma de um corvo que gritava: “Crás! Crás!”, que significa “Amanhã! Amanhã!”. Era um convite a adiar sua decisão.

Mas o santo, com firmeza, pisoteou o corvo e respondeu: “Hodie! Hodie!”, isto é, “Hoje! Hoje!”. Assim, mostrou que não devemos adiar nossa conversão nem nossas decisões por Deus.

A morte

Santo Expedito foi martirizado com seus companheiros em Melitene, no dia 19 de abril de 303, durante a perseguição do imperador Diocleciano. Permaneceu fiel a Cristo até o fim, testemunhando sua fé com coragem.

Desde então, tornou-se um santo muito popular, especialmente invocado como padroeiro das causas urgentes. Também é considerado protetor dos militares, estudantes e viajantes.

Santo Expedito, rogai por nós!

Expedito — Do latim expeditus, significa “pronto”, “rápido”, “diligente”, aquele que resolve situações com agilidade e eficácia.

“Oração — Santo Expedito, vós que sois um santo guerreiro, ajudai-me a ser vigilante e combativo diante do mal. Amém.”

Santo Expedito, rogai por nós!

São Leão IX — Papa que defendeu valorosamente a Igreja como bispo de Toul durante vinte e cinco anos e promoveu importantes reformas no clero.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de abril:

1
São Mapálico e companheiros
Mártires. Na África Proconsular, durante a perseguição de Décio, deram testemunho da fé em Cristo em meio a grandes sofrimentos.

† 250

2
Santa Marta
Virgem e mártir. Na antiga Pérsia, sofreu o martírio no tempo do rei Sapor II.

† 341

3
São Jorge
Bispo. Morreu no exílio por defender o culto das sagradas imagens.

† 818

4
São Geroldo
Eremita. Viveu em rigorosa penitência na região dos Alpes da Baviera.

† c. 978

5
Santo Elfego
Bispo e mártir. Ofereceu-se para salvar seu povo e foi cruelmente morto.

† 1012

6
São Leão IX
Papa. Reformou a vida do clero e combateu a simonia.

† 1054

7
São Bernardo Penitente
Monge. Dedicou-se à penitência e peregrinação constante à Terra Santa.

† 1182

8
Beato Jaime Dukett
Mártir. Em Londres, foi enforcado por vender livros católicos durante perseguições.

† 1602

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São Galdinio, Bispo – 18 de Abril

São Galdinio, Bispo

Santo do Dia – 18 de Abril

São Galdino,

Um dos Padroeiros de Milão · † 1176

Um dos Padroeiros de Milão

São Galdino Milão honra São Galdino, cujo nome aparece associado aos de São Ambrósio e São Carlos Borromeu, como um de seus principais padroeiros, no final da ladainha do rito milanês.

Nasceu em 1096 e cresceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII, e ali também se tornou religioso, passando logo a auxiliar diretamente o Arcebispo Oberto de Pirovano. Juntos enfrentaram um inimigo pesado, o antipapa Vitor IV, que, apoiado pelo imperador Frederico, o Barbarroxa, oprimia violentamente para dominar o mundo.

Como Milão fazia oposição, a cidade foi simplesmente arrasada em 1162. O Arcebispo e Galdino só não morreram porque procuraram abrigo junto ao Papa oficial, Alexandre III. Logo depois Oberto morreu, e o Arcebispado precisava de alguém que continuasse sua luta. O Papa não teve nenhuma dúvida em nomear o próprio Galdino e consagrou-o Bispo, pessoalmente, em 1166.

O Pão de São Galdino

Galdino não decepcionou sua Diocese católica. Praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente. Pregava contra os hereges, convertia multidões e socorria também os pobres que se encontravam presos por causa de dívidas, geralmente vítimas de agiotagem.

A esses serviu tanto que suas visitas de apoio receberam até um apelido: “o pão de são Galdino”. Uma espécie de “cesta básica” material e espiritual, pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma fonte de força e fé para lutar contra os opressores.

Tudo isso era feito paralelamente ao trabalho político, pois no plano da diplomacia defendia seu povo e sua terra em tudo o que fosse preciso.

A Morte

Morreu no dia 18 de abril de 1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja, e os políticos, inimigos da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de fiéis e religiosos, caiu morto de repente.

São Galdino, rogai por nós!

Galdino — Significa “comandante”, “o que comanda ou o que domina”. A origem do nome Galdino é possivelmente germânica.

“Oração – São Galdino, exemplo de fidelidade à sã doutrina, ajudai-me a ser também totalmente fiel. Amém.”

São Galdino, rogai por nós!

Santa Antusa — Virgem, filha do imperador Constantino Coprônimo, que empregou todos os seus bens para ajudar os pobres e recebeu o hábito religioso do bispo São Tarásio.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de abril:

1
Santos Hermógenes e Elpídio
Mártires. Em Melitene, na antiga Arménia, hoje na Turquia.

† data inc.

2
São Pusício
Mártir. Na Pérsia, atualmente no Iraque. Superintendente dos artesãos do rei Sapor II, encorajou o presbítero Ananias e foi trespassado no pescoço, morrendo no Sábado Santo.

† 341

3
Santo Eusébio
Bispo. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Acompanhou o papa São João I enviado a Constantinopla e foi depois preso com ele pelo rei Teodorico.

† c. 526

4
São Lariano (ou Molássio)
Abade. Em Leighlin, na Irlanda. Difundiu pacificamente na ilha a celebração da Páscoa segundo o costume romano.

† 638

5
Santo Usmaro
Bispo e abade. No cenóbio de Lobbes, no Hainaut, hoje na Bélgica. Propagou a regra de São Bento e conduziu o povo da região à fé cristã.

† 713

6
Santa Antusa
Virgem. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Filha do imperador Constantino Coprônimo, empregou todos os seus bens para ajudar os pobres, redimir escravos e construir mosteiros.

† fin. s. VIII

7
Santa Atanásia
Viúva, eremita e hegúmena. Na ilha Egina, Grécia. Ilustre pela sua observância da disciplina monástica e grandes virtudes.

† s. IX

8
São João Isauro
Monge. Também na ilha Egina. Discípulo de São Gregório Decapolita, combateu valorosamente em defesa das sagradas imagens no tempo do imperador Leão o Arménio.

† d. 842

9
São Perfeito
Presbítero e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha. Por combater a doutrina de Maomé e professar firmemente a fé em Cristo, foi encerrado no cárcere e depois morto pelos Mouros.

† 850

10
Beato Idesbaldo
Abade. Em Bruges, na Flandres, atualmente na Bélgica. Depois de ficar viúvo e exercer funções no palácio condal por trinta anos, ingressou no mosteiro de Dune, que dirigiu santamente como terceiro abade.

† 1167

11
São Galdino
Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália. Trabalhou diligentemente para restaurar a cidade devastada pela guerra e, depois de uma pregação contra os hereges, entregou o espírito a Deus.

† 1176

12
Beato André
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Montereale, nos Abruzos, região da Itália. Dedicou-se à pregação na Itália e na França.

† 1479

13
Beato André Hibernon
Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Gandia, Valencia, Espanha. Espoliado de todos os seus bens na juventude, cultivou de modo admirável a pobreza evangélica.

† 1602

14
Beata Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot)
Exemplar mãe de família. Em Pontoise, próximo de Paris, França. Introduziu o Carmelo na França e fundou cinco mosteiros; após a morte do esposo, professou ela própria a vida religiosa.

† 1618

15
Beato José Moreau
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Durante a Revolução Francesa, foi degolado em ódio à fé cristã na Sexta-Feira da Paixão do Senhor.

† 1794

16
Beato Lucas Passi
Presbítero e fundador da Congregação das Irmãs Mestras de Santa Doroteia. Em Veneza, cidade da Itália.

† 1866

17
Beata Sabina Petrílli
Virgem. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundou a Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena, para socorrer as jovens indigentes e os pobres mais necessitados.

† 1923

18
Beato Romano Archutowski
Presbítero e mártir. Em Majdanek, próximo de Lublin, na Polônia. Por causa da fé cristã, foi encarcerado pelos soldados estrangeiros e, exausto pela fome e pela enfermidade, alcançou a glória eterna.

† 1943

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