São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja – 13 de Setembro

São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja

Santo do Dia – 13 de Setembro

São João Crisóstomo - Bispo e Doutor da igreja

São João Crisóstomo,

Bispo e Doutor da Igreja · † 407

Origens

São João Crisóstomo

Nasceu por volta do ano 349, em Antioquia, na Síria (região da atual Ásia Menor, na Turquia), numa família muito rica.

Seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, cargo que cedo lhe causou a morte. Sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, hoje venerada como santa, cuidou para que o filho fosse educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto nas ciências quanto na religião, sem que isso prejudicasse sua formação espiritual.

Desde criança, João Crisóstomo revelou-se um verdadeiro campeão da palavra, talento que mais tarde colocaria inteiramente a serviço do Evangelho.

Bom Orador

Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. O famoso reitor Libânio, seu professor, via no jovem o seu sucessor natural. Ficou desapontado, porém, quando aquele aluno promissor preferiu o fascínio da fé ao da retórica: “se os cristãos não me o tivessem roubado”, teria exclamado.

Na verdade, João foi “roubado” pela atração que nutria pelas palavras sagradas, que estudava com atenção no círculo de amizades de Diodoro, futuro bispo de Tarso. São Paulo foi um dos seus autores favoritos, ao qual dedicou inúmeros pensamentos e escritos.

Vocação

O bispo Fabiano o ordenou sacerdote, mas, desde o período de diaconato, João demonstrava claramente que a sua capacidade de falar das Escrituras ao povo era fora do comum.

Antes desta fase, o jovem viveu também a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais os dois últimos passados numa caverna. Essa experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

Amor aos Pobres

São João Crisóstomo pregava o amor concreto aos irmãos mais pobres; chamava a atenção dos monges para as obras de caridade e o desapego ao dinheiro; exortava os leigos a evitar a teia de aranha da devassidão.

Dava mais espaço ao espírito e menos à carne. Foi um moralista no sentido mais positivo do termo, numa época em que extrair dos provérbios bíblicos normas de comportamento coerentes com a vida de um batizado era algo bastante natural.

A Mudança

Em 397, aos 50 anos, deu-se a grande mudança: João Crisóstomo foi chamado a Constantinopla para suceder o Patriarca Nectário.

Mudou sua função, teve maior visibilidade e proximidade da corte, mas quem não mudou nada foi ele mesmo. Aquele que combatia a corrupção que lotava os palácios do poder bizantino continuou fiel ao seu estilo — e o povo o amava por isso.

Inimigos

Quem começou a detestá-lo, cada vez mais abertamente, era a nobreza e o clero apegados aos privilégios, incomodados por um homem que, em vez de se alinhar aos companheiros de posição, lançava flechadas com sua língua impetuosa.

A indolência e os vícios, sobretudo entre os que usavam batina, eram seus alvos favoritos. Às palavras seguiram-se os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos, era exagero demais — e contra um homem mais ingênuo que astuto começou uma série de intrigas.

Condenação

O partido contra João foi liderado pelo Patriarca de Alexandria, Teófilo, e pela Imperatriz Eudóxia. Em sua ausência, convocaram um sínodo que o obrigou ao exílio, no ano 403.

Mas sua remoção não durou muito: por furor popular, João Crisóstomo voltou a Constantinopla. Seus adversários, porém, relançaram o desafio, e em 9 de junho de 404 uma nova condenação o afastou do centro do Império. O antigo eremita deparou-se, então, com uma solidão forçada.

A Morte

Essa nova expulsão provocou revolta tão intensa na população que o bispo chegou a ser trazido de volta para reassumir seu cargo. Dois meses depois, porém, foi exilado pela segunda vez.

Já com a saúde muito debilitada, não resistiu. João “boca de ouro”, como foi apelidado mais tarde, faleceu em 407, em Comana, no Ponto.

São João Crisóstomo, rogai por nós! João Crisóstomo — “João” vem do hebraico Yohanan, “Deus é misericordioso”; “Crisóstomo”, do grego chrysóstomos, significa “boca de ouro”, epíteto dado ao Santo pela eloquência com que pregava as Escrituras.

“Ó Santo, protetor da fé, ajudai-nos a não cair nas ciladas do demônio nem nas diversas ideologias mundanas da atualidade. Fazei que a nossa fé cresça cada dia mais e, com ela, possamos encontrar Jesus verdadeiramente. Pedimos também pelos pregadores da atualidade, a fim de que anunciem o Evangelho com ousadia. Amém.”

São João Crisóstomo, rogai por nós!

São Marcelino — Mártir de Cartago, tribuno e amigo muito próximo de Santo Agostinho e de São Jerônimo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de setembro:

1
São João Crisóstomo Bispo e Doutor da Igreja. Em Comana, no Ponto. Pregador incomparável das Escrituras, foi exilado por defender a reforma dos costumes na corte de Constantinopla.
† 407
2
São Juliano Mártir. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia. Presbítero martirizado no tempo do imperador Licínio.
† s. IV
3
Dedicação das Basílicas do Santo Sepulcro Em Jerusalém, sobre o monte Calvário e sobre o sepulcro do Senhor, mandadas edificar piedosamente pelo imperador Constantino.
† 355
4
São Litório Bispo. Em Tours, na Gália Lionense, hoje na França. Foi o primeiro a construir uma igreja dentro dos muros da cidade.
† 371
5
Santo Emiliano Bispo. Em Valence, na Gália Lionense, atual França. Venerado como o primeiro bispo desta cidade.
† d. 374
6
São Marcelino Mártir. Em Cartago, na atual Tunísia. Tribuno e amigo muito próximo de Santo Agostinho e de São Jerônimo.
† 413
7
São Maurílio Bispo. Em Angers, na Gália Lionense, atual França. Nascido em Milão, foi ao encontro de São Martinho de Tours.
† 453
8
Santo Amado Presbítero e abade. Nos montes Vosgos, na Nêustria, atual França.
† c. 629
9
São Venério Eremita. Na ilha de Tino, no golfo de La Spézia, na Ligúria, região da Itália.
† s. VII
10
Santo Amado Bispo de Sion, na Suíça. Passamento em Breuil, na Gália Ambianense, hoje na França.
† c. 690
11
Beata Maria de Jesus Virgem da Ordem das Carmelitas Descalças. Em Toledo, na Espanha.
† 1640
12
Beato Cláudio Dumonet Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beato Aurélio Maria Irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Almeria, na Andaluzia, região da Espanha, assassinado em ódio à Igreja.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Antioquia, cerca do ano 349. Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. Ainda jovem fez a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais, os dois últimos, em uma caverna. Esta experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

Depois de ter recebido uma excelente educação, dedicou‑se à vida ascética; e, tendo sido ordenado sacerdote, consagrou‑se com grande fruto ao ministério da pregação.

Maravilhosa capacidade de falar

A sua notável diligência, competência e maravilhosa capacidade de falar e escrever para expor a doutrina católica e formar os fiéis na vida cristã, sua eloquência sublime, mereceu‑lhe o apelativo de Crisóstomo, «boca de ouro».

Eleito bispo de Constantinopla no ano 397, revelou grande zelo e atendendo em particular à reforma dos costumes, tanto do clero como dos fiéis. Às palavras, seguiram os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos era exagerado demais e começa a série de intrigas.

Inveja sempre presente

A oposição da corte imperial e de outros inimigos pessoais levou‑o por duas vezes ao exílio.

Perseguido por tantas tribulações, morreu em Comana (Ponto, Ásia Menor) no dia 14 de Setembro do ano 407.

São João Crisóstomo, rogai por nós!

Oração – São João Crisóstomo, peça ao Pai que nos ajude a amar o próximo, que nos dê a graça de viver em sua palavra e ter o evangelho como caminho, regra e vida em nossa caminhada

Crisóstomo Que tem boca dourada ou de ouro.  Que fala eloquentemente.

Com São Marcelino, mártir, que, sendo tribuno e muito amigo de Santo Agostinho e de São Jerónimo.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

13

2. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, também na Turquia, São Juliano, presbítero e mártir no tempo do imperador Licínio.(† s. IV)

3. Em Jerusalém, a dedicação das basílicas que o imperador Constantino quis piedosamente edificar sobre o monte Calvário e sobre o sepulcro do Senhor.(† 355)

4. Em Tours, na Gália Lionense, hoje na França, São Litório, bispo, que foi o primeiro a construir uma igreja dentro dos muros da cidade, onde já anteriormente havia cristãos.(† 371)

5. Em Valence, na Gália Lionense, também na atual França, Santo Emiliano, venerado como o primeiro bispo desta cidade.(† d. 374)

6. Em Cartago, na hodierna Tunísia, São Marcelino, mártir, que, sendo tribuno e muito amigo de Santo Agostinho e de São Jerônimo, sob a pressão do usurpador Heracliano foi acusado falsamente e morto inocente pelos hereges donatistas, por defender a fé católica.(† 413)

7. Em Angers, na Gália Lionense, atualmente na França, São Maurílio, bispo, que, nascido em Milão, foi ao encontro de São Martinho de Tours, pelo qual foi ordenado presbítero e enviado a dirigir a Igreja de Chalonnes-sur-Loire; eleito bispo, empenhou-se infatigavelmente em erradicar as superstições pagãs dos povos rurais.(† 453)

8. Nos montes Vosgos, na Nêustria, também na atual França, Santo Amado, presbítero e abade, insigne pela sua austeridade, jejuns e amor à solidão, que dirigiu sabiamente o mosteiro de Habend, depois denominado Remiremont, por ele fundado juntamente com São Romarico.(† c. 629)

9. Na ilha de Tino, no golfo de La Spézia, na Ligúria, região da Itália, São Venério, eremita.(† s. VII)

10. Em Breuil, na Gália Ambianense, hoje na França, o passamento de Santo Amado, bispo de Sion, na Suíça, que, por ordem do rei Teodorico II, foi mandado para o exílio e aí morreu.(† c. 690)

11. Em Toledo, na Espanha, a Beata Maria de Jesus (Maria López de Rivas), virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, que teve a graça extraordinária da comunicação das dores da Paixão do Senhor, tanto na alma como no corpo, permanecendo sempre humilde e paciente em tudo.(† 1640)

12. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Cláudio Dumonet, presbítero e mártir, que, sendo mestre de artes, durante a perseguição religiosa foi encerrado na esquálida galera, onde, com os pés encadeados e desfalecido pela febre e condições desumanas, morreu por Cristo.(† 1794)

13. Em Almeria, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Aurélio Maria (Benvindo Villalon Acebron), irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, assassinado em ódio à Igreja.(† 1936)

Santíssimo Nome de Maria – 12 de Setembro

Santíssimo Nome de Maria

Santo do Dia – 12 de Setembro

Santíssimo Nome de Maria

Santíssimo Nome de Maria,

Festa Mariana · Universal desde 1683

Origens da Festa

Santíssimo Nome de Maria No princípio, a festa do Santíssimo Nome de Maria era celebrada apenas em Cuenca, na Espanha, desde a sua instituição em 1513. A data original era 15 de setembro, mas em 1587 o Papa Sisto V transferiu a celebração para o dia 17 daquele mês.

A Festa do Santo Nome de Maria celebra-se hoje no dia 12 de setembro, em honra ao nome da Mãe de Jesus. Foi instituída como festa universal pelo Papa Inocêncio XI, em ação de graças pela vitória sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683. Em Roma, uma das igrejas gêmeas do Fórum de Trajano é dedicada a esse nome, testemunho de uma devoção que atravessou os séculos.

O Papa Gregório XV estendeu a festa à Arquidiocese de Toledo em 1622. Os Carmelitas Descalços receberam, em 1666, permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes ao ano, e em 1671 a celebração foi estendida a toda a Espanha. Após a vitória cristã conduzida pelo rei Jan III Sobieski, em Viena, o Papa Inocêncio XI estendeu a festa a toda a Igreja, fixando-a no domingo seguinte à Natividade de Maria.

Por que Celebrar

A dignidade do nome de Maria foi conferida pela própria Virgem, e a Igreja celebra esse nome em sua honra. Sua vida, sua pureza incomparável e seu amor a Deus tornaram-no tão poderoso que, segundo a tradição, o próprio inferno treme ao ouvi-lo — e as leis litúrgicas determinam que o celebrante incline a cabeça sempre que o pronuncia durante a Missa.

Assunta ao Céu em corpo e alma e coroada Rainha do Céu e da Terra, Maria é venerada pelos anjos e por Jesus. Invocar o seu nome é, para os fiéis, um ato de fé carregado de graça: buscam nele conforto, orientação e a certeza de uma intercessão maternal que jamais abandona quem a ela recorre com confiança.

Nas Escrituras

O nome de Maria atravessa os Evangelhos em momentos decisivos da história da salvação. Em Lucas, ele surge no anúncio do anjo Gabriel à jovem virgem desposada com José (Lc 1,26-27), na saudação que a chama “cheia de graça” (Lc 1,30), na sua pergunta sobre como se cumpriria o anúncio (Lc 1,34), na viagem a Belém, onde nasce Jesus (Lc 2,4-5), no encontro dos pastores com o menino (Lc 2,16) e no momento em que Maria guarda essas palavras, meditando-as em seu coração (Lc 2,19). Mateus, por sua vez, inclui seu nome na genealogia de Jesus (Mt 1,16) e narra a concepção pelo Espírito Santo (Mt 1,18).

Vozes dos Santos

São Bernardo de Claraval ensinava que nada é mais poderoso para salvar os pecadores do que o Santíssimo Nome de Maria. Santo Afonso de Ligório, em suas Glórias de Maria, recorda que São Germano comparava invocar esse nome à própria respiração — sinal de vida e de graça — e que Ricardo de São Lourenço o via como torre fortíssima, capaz de livrar até os maiores pecadores da morte eterna.

Segundo Tomás de Kempis, os próprios demônios temem tanto a Rainha do Céu que fogem, como do fogo, de quem invoca o seu nome. A tradição relata ainda uma revelação da Virgem a Santa Brígida: por mais endurecido que seja um pecador, o demônio o abandona no instante em que ele invoca esse nome com propósito de emenda.

“Oração – Concedei, ó Deus todo-poderoso, que os vossos fiéis, que se alegram sob o nome e a proteção da Santíssima Virgem Maria, sejam livres de todo mal na terra por sua intercessão, e mereçam alcançar as alegrias eternas no Céu. Amém.”

Santíssimo nome de maria, rogai por nós!

São Guido de Anderlecht — Sacristão que se dedicou com liberalidade aos pobres, peregrinou sete anos pelos Lugares Santos e morreu piedosamente ao regressar à sua terra.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de setembro:

1
Santíssimo Nome de Maria Festa em honra ao nome da Mãe de Deus, instituída em Cuenca em 1513 e estendida à Igreja universal por Inocêncio XI em 1683.
Festa
2
Santo Autônomo Bispo e mártir. Na Bitínia, hoje na Turquia.
† c. s. III
3
Santos Crônides, Leôncio e Serapião Mártires. Em Alexandria, no Egito. Segundo a tradição, foram lançados ao mar no tempo do imperador Maximino por confessarem o nome de Cristo.
† s. III
4
Santo Albeu Bispo. Em Imlech, na Momônia, província da Irlanda. Pregou o Evangelho em muitos lugares da ilha.
† c. 528
5
São Guido Em Anderlecht, no Brabante, atualmente na Bélgica. Sacristão que se dedicou ao auxílio dos pobres, peregrinou sete anos pelos Lugares Santos e regressou à sua terra, onde morreu piedosamente.
† c. 1012
6
Beatos Apolinário Franco, Tomás Zumárraga e companheiros Presbíteros e mártires. Em Omura, no Japão. Em ódio à fé cristã, foram encarcerados e depois queimados vivos.
† 1622
7
Beato Pedro Sulpício Cristóvão Faverge Irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Num barco-prisão ao largo de Rochefort, na França. Encarcerado na Revolução Francesa, dedicou-se aos companheiros de prisão até morrer de enfermidade contagiosa.
† 1794
8
São Francisco Ch’oe Kyong-hwan Mártir. Em Seul, na Coreia. Catequista que, recusando abjurar da fé, foi recluído no cárcere e ali continuou a orar e catequizar até consumar o martírio.
† 1839
9
Maria Luísa (Gertrudes Prósperi) Abadessa da Ordem de São Bento. Em Trévi, na Úmbria, região da Itália. Dotada de experiências espirituais extraordinárias e de generosidade para com os necessitados.
† 1847
10
Beatos Emério José e Hugo Julião Religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires. Em Ruidellots, perto de Gerona, na Espanha. Receberam do Senhor a recompensa eterna por sua intrépida fidelidade.
† 1936
11
Beato Miguel de Jesus Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Manlleu, perto de Barcelona, na Espanha. Assassinado em ódio à vida religiosa, na violenta perseguição contra a Igreja.
† 1936
Maria — Pode ter origem no egípcio “Mery”, que significa “mui amada”, ou no siríaco, com o sentido de “senhora”. A hipótese mais aceita, porém, aponta para o hebraico, com significados como “estrela do mar”, “gota do mar”, “esperança” ou “sublime” — nome que se tornou poderoso a partir do instante em que a Mãe do Redentor o recebeu.

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Inicialmente a festa do Santíssimo Nome de Maria era apenas realizada em Cuenca, na Espanha, quando foi instituída em 1513 e comemorada em 15 de setembro. Entretanto em 1587, o Papa Sisto V mudou o dia da celebração para 17 de setembro. O Papa Gregório XV estendeu a festa para a Arquidiocese de Toledo em 1622. Em 1666 os Carmelitas Descalços receberam a permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (dúplice). Posteriormente, em 1671, a festa foi estendida para toda a Espanha. Após a vitória dos cristãos, conduzida pelo Rei João III Sobieski, da Polônia, sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683, a festa foi estendida a toda a Igreja pelo Papa Inocêncio XI, e atribuída ao domingo após o Nascimento de Maria. Santíssimo Nome de Maria, santificai-nos!Oração – Ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome. Com São Guido, Confessor – um dos santos mais venerados na Bélgica. Considerado precursor de São Francisco de Assis. Um século após a sua morte, caiu no esquecimento, por muito tempo, mas os prodígios, que se realizavam em torno do seu túmulo, recordaram ao mundo a importância da sua figura. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 12 2. Na Bitínia, na hodierna Turquia, Santo Autônomo, bispo e mártir.(† c. s. III) 3. Em Alexandria, no Egito, os santos Crônides, Leôncio e Serapião, que, segundo a tradição, foram lançados ao mar no tempo do imperador Maximino por confessarem o nome de Cristo.(† s. III) 4. Em Imlech, cidade da Momônia, província da Irlanda, Santo Albeu, bispo, que pregou o Evangelho em muitos lugares desta ilha.(† c. 528) 5. Em Anderlecht, no Brabante, atualmente na Bélgica, São Guido, que depois de ter sido sacristão da igreja de Mariensee, se dedicou com suma liberalidade ao auxílio dos pobres, fez-se peregrino dos Lugares Santos durante sete anos e finalmente regressou à sua terra, onde morreu piedosamente.(† c.1012) 6. Em Omura, no Japão, os beatos Apolinário Franco, da Ordem dos Frades Menores, e Tomás Zumárraga, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e quatro companheiros[1], mártires, que, em ódio à fé cristã, foram metidos no cárcere e depois queimados vivos. [1] São estes os seus nomes: Francisco de São Boaventura e Pedro de Santa Clara, religiosos da Ordem dos Frades Menores, e Domingos Magoshichi e Mateus de São Tomás Chiwiato, religiosos da Ordem dos Pregadores.(† 1622) 7. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Pedro Sulpício Cristóvão Faverge, irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, tendo sido encarcerado durante a Revolução Francesa por ser religioso, dedicou todos os seus cuidados aos companheiros de prisão, até que, atingido por uma enfermidade contagiosa, morreu piedosamente.(† 1794) 8. Em Seul, na Coreia, São Francisco Ch’oe Kyong-hwan, mártir, que era catequista e, recusando abjurar da fé cristã ante a intimação do governador, foi recluído no cárcere, onde continuou a dedicar-se à oração e à catequese, até que, extenuado pela atrocidade dos tormentos, consumou o seu martírio.(† 1839) 9. Em Trévi, cidade da Úmbria, região da Itália, Maria Luísa (Gertrudes Prósperi), abadessa da Ordem de São Bento, dotada de experiências espirituais extraordinárias e generosidade para com os necessitados.(† 1847) 10. Em Ruidellots, perto de Gerona, na Espanha, os beatos Emério José (José Plana Rebugent), e Hugo Julião (Julião Delgado Díez), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, na mesma perseguição, em virtude da sua intrépida fidelidade recebeu do Senhor a recompensa eterna.(† 1936) 11. Em Manlleu, perto de Barcelona, também na Espanha, o Beato Miguel de Jesus (Jaime Puigferrer Mora), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foi assassinado em ódio à vida religiosa.(† 1936)

São João Gabriel Perboyre, sacerdote e professor

São João Gabriel Perboyre, sacerdote e professor

Santo do Dia – 11 de Setembro

São João Gabriel Perboyre - Sacerdote e Professor

São João Gabriel Perboyre,

Sacerdote, Professor e Mártir · † 1840

Origens

São João Gabriel Perboyre - Sacerdote e Professor Nasceu em 6 de janeiro de 1802, no bairro de Mongesty, município de Puech, diocese de Cahors, na França, filho mais velho de Pietro Perboyre e Maria Rigal.

Recebeu educação cristã de sua família nos anos do império de Napoleão, quando muitos conspiravam contra a Igreja, e desde cedo nutriu um único amor em seu coração: Jesus, o Salvador Crucificado. Ainda menino, ajudava o pai a supervisionar os camponeses empregados na fazenda da família em Puech.

Em 1816, seu irmão Louis entrou para o Seminário de Montauban, dirigido pelo tio paterno, dos Padres da Missão de São Vicente de Paulo. Jean-Gabriel, de quinze anos, acompanhou o irmão para lhe fazer companhia, mas ali descobriu sua própria vocação e pediu para ser admitido na Congregação, revelando-se logo um noviço modelo: “Jesus merece tudo: por que não lhe dar tudo?”

Sacerdote e Missionário

Em 28 de dezembro de 1820 ofereceu seus votos a Deus, e aos dezoito anos iniciou os estudos de teologia na casa-mãe da Congregação em Paris, destacando-se por sua inteligência, doçura e caridade. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1826, na capela da Casa Mãe, e ensinou teologia dogmática no seminário de Saint Flour, antes de ser chamado de volta a Paris como vice-mestre dos noviços. Seu verdadeiro sonho, porém, eram as missões na China, desejo que se tornou ainda mais ardente após a morte de seu irmão, o padre Louis Perboyre, em 1831, a caminho daquela terra. Finalmente autorizado, partiu do porto de Le Havre em 21 de março de 1835, desembarcando em Macau em 29 de agosto. Após estudar a língua chinesa, foi enviado à província de Honan, onde se tornou vigário geral e viveu um ano e meio de intenso trabalho apostólico em meio a privações e às primeiras perseguições.

A Perseguição

Em janeiro de 1838 foi transferido para a província de Hupeh, onde sua atividade missionária se intensificou. Em seus sermões, proclamava: – Só existe uma realidade necessária: Jesus Cristo. O Senhor disse: Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida. Nós apenas temos que caminhar por aqui. Quando a perseguição anticatólica se espalhou pela China, foi forçado a viver na clandestinidade, sustentado pela certeza de que a Eucaristia era sua força. Traído por um cristão covarde que revelou seu esconderijo, foi capturado em Tcha-yuen-keu em 26 de setembro de 1839 e submetido a longos interrogatórios acompanhados de torturas cruéis. Encarcerado nas insalubres prisões de Wuchang, ali permaneceu oito meses entre sofrimentos atrozes, aguardando que sua sentença de morte fosse ratificada pelo imperador.

O Martírio

Ainda naquele cárcere, o padre Jean-Gabriel dizia: – Não podemos ser salvos senão conformando-nos a Jesus Cristo. Depois da morte, não nos perguntarão se fomos sábios, mas se nos empenhamos em conhecer e imitar Jesus Cristo. A ratificação do imperador chegou na manhã de 11 de setembro de 1840. Ao meio-dia, com 38 anos, foi crucificado como Jesus e morto com a espada. Seus restos, depositados no cemitério da “Montanha Vermelha”, foram transferidos para a França em 1860. O Papa Leão XIII o beatificou em 1889, e São João Paulo II o inscreveu entre os santos. São João Gabriel Perboyre, rogai por nós! Gabriel — Do hebraico Gabri’el, “força de Deus” ou “homem de Deus”, nome do arcanjo que anunciou a Maria a encarnação do Salvador; associado a João, “Deus é misericordioso”, compõe o nome completo do santo missionário.

“Oração – Ó Deus, que destes a São João Gabriel Perboyre a graça de se conformar em tudo a Cristo Crucificado, concedei-nos, por sua intercessão, força para permanecer fiéis a Vós até o fim. Amém.”

São João Gabriel Perboyre, rogai por nós!

São Paciente — Bispo de Lião que distribuiu gratuitamente alimentos às populações oprimidas pela fome ao longo dos rios Ródano e Saône, dedicando-se à conversão de hereges e ao cuidado dos pobres.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 11 de setembro:

1
São João Gabriel Perboyre Sacerdote da Congregação da Missão e mártir. Em Wuchang, na província de Hupeh, China. Traído, preso e submetido a cruéis torturas, foi por fim crucificado e morto à espada em ódio à fé cristã.
† 1840
2
Santos Proto e Jacinto Mártires. Em Roma, no cemitério de Basila, junto à Via Salária Antiga. Tiveram os túmulos recuperados pelo Papa São Dâmaso, que os celebrou em versos; quase quinze séculos depois, foi encontrado intacto o sepulcro de São Jacinto.
† s. III
3
Santos Félix e Régula Mártires. Em Zurique, na atual Suíça.
† data inc.
4
São Pafnúcio Bispo no Egito. Confessor da fé que, sob o imperador Galério Maximino, teve o olho direito vazado e o tendão do pé esquerdo cortado, sendo condenado às minas; mais tarde defendeu vigorosamente a fé católica contra os arianos no Concílio de Niceia.
† s. IV
5
São Paciente Bispo de Lião, na Gália, atual França. Distribuiu gratuitamente alimentos às populações oprimidas pela fome ao longo dos rios Ródano e Saône, dedicando-se à conversão de hereges e ao cuidado dos pobres.
† c. 480
6
São Sacerdote Bispo de Lião. Faleceu em Paris quando se encontrava nesta cidade para participar num concílio, tendo vivido no temor e amor de Deus.
† 552
7
São Daniel (Deiniol Wyn) Bispo e abade de Bangor. Na ilha de Bardsey, no litoral da Câmbria setentrional, hoje País de Gales.
† c. 584
8
Santo Adélfio Abade do mosteiro de Remiremont. No mosteiro de Luxeuil, na Borgonha, atual França, lavou com muitas lágrimas a dissensão de um breve momento.
† c. 670
9
São Leudino ou Bodon Bispo de Toul, na Austrásia, atual França. Depois de casado, decidiu retirar-se para a vida monástica, seguindo o mesmo caminho de sua esposa, Odila.
† a. 680
10
Santo Elias Espeleota Monge que seguiu a vida eremítica e depois cenobítica. No mosteiro de Aulinas, na Calábria, região da Itália.
† 960
11
Beatos Gaspar Koteda, Francisco Takeya e Pedro Shichiemon Mártires. Em Nagasáki, no Japão. Gaspar, catequista, e as crianças Francisco e Pedro, sofreram a decapitação com a mesma força de ânimo dos pais, mortos no dia anterior.
† 1622
12
Beato Boaventura de Barcelona Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Roma. Animado por grande amor à observância regular, construiu conventos para retiros espirituais, com rigorosa austeridade de vida e caridade para com os pobres.
† 1648
13
Beato Francisco Mayaudon Presbítero e mártir. Preso num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, durante a Revolução Francesa, morreu consumido pela gangrena por causa do sacerdócio.
† 1794
14
Beato Pedro de Alcântara (Lourenço Villanueva Larrayoz) Religioso da Ordem de São João de Deus e mártir. Em Barcelona, na Espanha, sofreu o martírio durante a perseguição contra a fé por ser religioso.
† 1936
15
Beato José Maria Segura Panadés Presbítero e mártir. Em Genovés, no território de Valência, Espanha, derramou o seu sangue por Cristo durante a mesma perseguição.
† 1936
16
Beato Fortunato Árias Sánchez Presbítero da diocese de Albacete e mártir. Em Hellín, na Espanha, foi assassinado em ódio ao sacerdócio durante a perseguição contra a Igreja.
† 1936
17
Beato Francisco João Bonifácio Presbítero da diocese de Trieste e mártir. Em Krasica, na Croácia, foi cruelmente assassinado em ódio à Igreja e ao sacerdócio durante a ocupação de um regime inumano e antirreligioso.
† 1946

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Nicolau de Tolentino, Presbítero – 10 de Setembro

São Nicolau de Tolentino, protetor das almas do purgatório

Santo do Dia – 10 de Setembro

São Nicolau de Tolentino,

Protetor das Almas do Purgatório · † 1305

Origens

São Nicolau de Tolentino Nicolau nasceu nas Marcas, em 1245, na diocese de Fermo.

Ainda adolescente, conheceu os Agostinianos e foi atraído pela vida monacal, à qual se consagrou em Tolentino. Foi um asceta de sorriso amável, de longas orações e jejuns, sempre acompanhados pela simpatia e a caridade.

Infância e Juventude

Desde os sete anos de idade, suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão pelos menos favorecidos. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres. Virtudes alinhadas a uma fé incondicional em Nosso Senhor e na Virgem Maria. Aos quatorze anos, foi viver na comunidade dos agostinianos de Castelo de Santo Ângelo, como oblato, isto é, sem fazer os votos perpétuos, mas obedecendo às Regras. Mais tarde, ingressou na Ordem e, no ano de 1274, foi ordenado sacerdote.

Semeador da Palavra de Deus

Nicolau possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência Divina, o que tornava seus sermões empolgantes. Tinha um grande poder de persuasão, pelo seu modo simples e humilde de viver e praticar a fé, sempre na oração e na penitência, cheio de alegria em Cristo. Com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria.

Vida Penitente

Comia tão pouco, que ficou doente. O seu prior quis dar-lhe um pouco de carne, mas em vão. Chamou-se o prior geral. Nicolau, vencido pela santa obediência que professava, consentiu e engoliu um pedacinho: “Já obedeci, não me aborreçam mais com gulodices”. E Deus curou-o, jejuava a pão e água às segundas, quartas, sextas-feiras e sábados em honra a Maria Santíssima. Tanta austeridade trouxe-lhe dores articulares do estômago e da cabeça e ainda perturbações na vista. Perguntava a si mesmo se tanto rigor agradava ou não a Deus, mas o Senhor apareceu-lhe em sonho e confortou-o. Caindo ele de novo doente, curou-se, por indicação de Nossa Senhora, comendo um pedaço de pão molhado em água, depois de fazer o sinal da cruz. Daí veio o costume de benzer pães em honra de São Nicolau, destinados a robustecer os fracos. Nicolau trazia sobre a pele cadeias metálicas, tecidos ásperos e irritantes. Rezava entre as horas canônicas, a que era notavelmente fiel: de completas ao canto do galo, de matinas até a aurora, da Missa (se não tinha confissões) até terça, e de noite até às vésperas (se não tinha obrigações impostas pela obediência). Rezava na Igreja, perto dum altar ou na cela.

Apóstolo do Confessionário

Em 1275, devido à saúde debilitada, foi para o Convento de Tolentino, onde se fixou definitivamente. Lá, veio a tornar-se um dos apóstolos do confessionário mais significativos da Igreja. Passava horas repleto de compaixão para com todas as misérias humanas. A fama de seus conselhos e de sua santidade trazia para a paróquia fiéis de todas as regiões ansiosos pelo seu consolo e absolvição. A incondicional obediência, o desapego aos bens materiais, a humildade e a modéstia foram as constantes de sua vida, sendo amado e respeitado por seus irmãos da Ordem.

A Morte

No dia 10 de setembro de 1305, ele fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor, antes de completar sessenta anos de idade. Foi enterrado na sepultura da capela onde se tornara célebre confessor e celebrava suas missas. O local tornou-se meta de peregrinação, e os milagres atribuídos a ele não cessaram de ocorrer, atingindo os nossos dias.

Via de Santificação

No ano de 1446, São Nicolau de Tolentino foi finalmente canonizado pelo Papa Eugênio IV. A festa dedicada ao santo foi mantida para o dia de sua morte.

Corpo Incorrupto

A prodigiosa notícia que temos de São Nicolau de Tolentino diz que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico. Nicolau — Do grego Nikolaos, formado por nikē (“vitória”) e laos (“povo”), significa “vitória do povo” ou “vencedor do povo”. Nome que se popularizou na tradição cristã por meio de diversos santos ao longo dos séculos.

“Oração – São Nicolau, recorro a ti pelas almas dos meus familiares, aqueles que já faleceram e estão no purgatório esperando a sua purificação. Que alcancemos, pela tua intercessão, a salvação das famílias e dos pecadores. A ti recorremos e pedimos. Amém.”

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

Santa Pulquéria — Imperatriz de Constantinopla, que defendeu e propagou a verdadeira fé.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 10 de setembro:

1
São Nicolau de Tolentino Confessor da Ordem de Santo Agostinho. Em Tolentino, na Itália. Dedicou-se à penitência, à pregação e ao confessionário, socorrendo os pobres, os doentes e as almas do purgatório.
† 1305
2
São Nemésio Mártir. Em Alexandria, no Egito. Caluniosamente acusado de furto e absolvido, foi depois denunciado como cristão perante o juiz Emiliano, durante a perseguição do imperador Décio.
† 251
3
Santos Nemesiano e companheiros: Félix, Lúcio, outro Félix, Liteu, Poliano, Vítor, Jáder e Dativo Bispos, presbíteros e diáconos mártires.
† 257-258
4
Santa Pulquéria Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Defendeu e propagou a verdadeira fé.
† 453
5
Santo Agábio Bispo. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.
† s. V
6
São Sálvio Bispo de Albi, na Aquitânia, atualmente na França. Chamado do claustro contra a sua vontade, nunca abandonou a cidade durante a epidemia da peste.
† 584
7
São Teodardo Bispo de Tongres e mártir. Próximo de Speyer, na Renânia da Austrásia, atualmente na Alemanha. Foi morto quando se dirigia ao encontro do rei Quilderico.
† c. 670
8
Santo Autberto Bispo de Avranches, na Nêustria, hoje na França. Por sua iniciativa desenvolveu-se o culto de São Miguel Arcanjo na ilha de Mont-Tombe.
† c. 725
9
Beato Oglério Abade da Ordem Cisterciense. No mosteiro de Lucédio, junto de Vercelas, no Piemonte, região da Itália.
† 1214
10
Beatos Sebastião Kimura e Francisco Morales Presbíteros, da Companhia de Jesus e da Ordem dos Pregadores, e cinquenta companheiros mártires. Em Nagasaki, no Japão.
† 1622
11
Santo Ambrósio Eduardo Barlow Presbítero da Ordem de São Bento e mártir. Em Londres, na Inglaterra.
† 1641
12
Beato Tiago Gagnot Presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beato Leôncio Arce Urrútia Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Seus pais eram pouco favorecidos em relação a bens de fortuna.

Homem de rigorosíssima abstinência e assídua oração, severo para consigo e clemente para com os outros. Foi um asceta de sorriso amável e longos jejuns

Com carismas e dons especiais

Possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência divina, o que tornava seus sermões empolgantes.

Ordenado sacerdote em 1269, após seis anos de peregrinações por várias cidades, teve morada definitiva em Tolentino, onde desenvolveu o seu apostolado principalmente no confessionário.

Seu rosto inflamava-se de amor

No altar, seu rosto inflamava-se de amor e abundantes lágrimas lhe corriam dos olhos. Convencidos da sua grande santidade, todos faziam questão de assistir à missa rezada por ele.  As secretas comunicações entre sua alma e Deus, sobretudo quando saía do altar ou do confessionário, faziam-lhe saborear por antecipação as delícias da beatitude celeste.

Bravo, servo bom e fiel

A sua santificação pessoal amadureceu na sombra. Sob seu modesto burel, o exemplar religioso teceu ao longo da sua vida a preciosa trama da santidade, a ponto de exclamar na hora da morte: “Vejo meu Senhor Jesus Cristo, sua Mãe e Santo Agostinho, que me dizem: ‘Bravo, servo bom e fiel'”.

Operou diversos milagres

Ninguém, tanto em particular como em público, conseguia resistir à insinuante doçura de suas palavras . Foi favorecido com várias visões, e operou diversos milagres.

Quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico.

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

Oração – Oh! glorioso Taumaturgo e Protetor das almas do purgatório, São Nicolau de Tolentino! Com todo o afeto de minha alma te rogo que interponhas tua poderosa intercessão em favor dessas almas benditas, conseguindo da divina clemência a remissão de todos os seus delitos e suas penas, para que saindo daquele tenebroso cárcere de dores, possam a ter no céu a visão beatífica de Deus.

Com Santo Autberto, Bispo, por cuja iniciativa se desenvolveu o culto de São Miguel Arcanjo na ilha do Mont-St Michel.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

10

1. Em Alexandria, no Egito, São Nemésio, que, caluniosamente denunciado de ser ladrão, foi absolvido deste crime; mas depois, durante a perseguição do imperador Décio, acusado perante o juiz Emiliano de ser cristão, foi submetido a numerosas torturas e condenado à fogueira com outros ladrões, à semelhança do divino Salvador, que suportou a cruz com os ladrões.(† 251)

2. Comemoração dos santos Nemesiano e companheiros Félix, Lúcio, outro Félix, Liteu, Poliano, Vítor, Jáder e Dativo – bispos, presbíteros e diáconos –, que, na África Setentrional, durante a violenta perseguição no tempo dos imperadores Valeriano e Galieno, por Cristo foram duramente flagelados, depois encadeados e enviados para as minas, onde, entretanto, eram exortados com cartas de São Cipriano a suportar firmemente o cativeiro e a observar os mandamentos do Senhor.(† 257-258)

3. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santa Pulquéria, que defendeu e propagou a verdadeira fé.(† 453)

4. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Agábio, bispo.(† s. V)

5. Em Albi, na Aquitânia, atualmente na França, São Sálvio, bispo, que do claustro foi chamado para esta sede contra a sua vontade e, durante a epidemia da peste, como bom pastor, nunca abandonou a cidade.(† 584)

6. Próximo de Speyer, na Renânia da Austrásia, atualmente na Alemanha, a paixão de São Teodardo, bispo de Tongres e mártir, que foi morto quando se dirigia ao rei Quilderico.(† c. 670)

7. Em Avranches, na Nêustria, hoje na França, Santo Autberto, bispo, por cuja iniciativa se desenvolveu o culto de São Miguel Arcanjo na ilha de Mont-Tombe.(† c. 725)

8. No mosteiro de Lucédio, junto de Vercelas, no Piemonte, região da Itália, o Beato Oglério, abade da Ordem Cisterciense.(† 1214)

9. Em Tolentino, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, São Nicolau, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que era homem de rigorosíssima abstinência e assídua oração, severo para consigo e clemente para com os outros, e muitas vezes impunha a si mesmo a satisfação do pecado dos outros.(† 1305)

10. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Sebastião Kimura, da Companhia de Jesus, e Francisco Morales, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e cinquenta companheiros[1], mártires, – presbíteros, religiosos, esposos, jovens, catequistas, viúvas e crianças – que, numa colina, diante de uma grande multidão, sofreram crudelíssimos tormentos e morreram por Cristo.

[1] São estes os seus nomes: Ângelo Orsúcci, Afonso de Mena, José de São Jacinto de Salvanés, Jacinto Orfanel, presbíteros da Ordem dos Pregadores, e Domingos do Rosário e Aleixo, religiosos da mesma Ordem; Ricardo de Santa Ana e Pedro de Ávila, presbíteros da Ordem dos Frades Menores, e Vicente de São José, religioso da mesma Ordem; Carlos Spínola, presbítero da Companhia de Jesus, e Gonçalo Fusai, Antônio Kiuni, Tomás do Rosário, Tomás Akahoshi, Pedro Sampo, Miguel Shumpo, Luís Kawara, João Chugoku, religiosos da mesma Ordem; Leão de Satsuma, Luzia de Freitas; Antônio Sanga, catequista, e Madalena, esposos; Antônio Coreano, catequista, e Maria, esposos, com seus filhos João e Pedro; Paulo Nagaishi e Tecla, esposos, com seu filho Pedro; Paulo Tanaka e Maria, esposos; Domingos Yamada e Clara, esposos; Isabel Fernández, viúva do Beato Domingos Jorge, com seu filho Inácio; Maria, viúva do Beato André Tokuan; Inês, viúva do Beato Cosme Takeia; Maria, viúva do Beato João Shoun; Dominga Ogata, Maria Tanaura, Apolônia e Catarina, viúvas; Domingos Nakano, filho do Beato Matias Nakano; Bartolomeu Kawano Shichiemon; Damião Yamichi Tanda e seu filho Miguel; Tomás Shichiro, Rufo Ishimoto, Clemente (Bósio) Vom e seu filho Antônio.(† 1622)

11. Em Londres, na Inglaterra, Santo Ambrósio Eduardo Barlow, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, que durante vinte e quatro anos confirmou na fé e na piedade os católicos da região de Lencastre e, preso quando pregava no dia da Páscoa do Senhor, durante o reinado de Carlos I, foi condenado à morte por causa do sacerdócio e enforcado no patíbulo de Tyburn.(† 1641)

12. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Tiago Gagnot, presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera em condições desumanas por causa do sacerdócio, enquanto assistia aos companheiros de cativeiro enfermos, morreu consumido pela enfermidade.(†1794)

13. Em Madrid, na Espanha, o Beato Leôncio Arce Urrútia, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançou vitoriosamente o reino celeste.(† 1936)

São Pedro Claver, Presbítero – 09 de Setembro

São Pedro Claver, Presbítero

Santo do Dia – 09 de Setembro

São Pedro Claver - Presbítero

São Pedro Claver,

Padroeiro das Missões Católicas entre os Negros · † 1654

Origens

São Pedro Claver - Presbítero São Pedro Claver nasceu em Verdú, na Catalunha, em 25 de junho de 1581, e não pertencia a uma família nobre.

Fez o noviciado em Tarragona, os estudos filosóficos em Palma de Maiorca, e iniciou os teológicos em Barcelona. Ainda não havia terminado seus estudos quando foi destinado à missão de Nova Granada, como era chamada a atual Colômbia.

Missão

O jovem desembarcou em Cartagena, em 1610, e foi ordenado sacerdote, em 1616, naquela missão onde, por 44 anos, trabalhou entre os escravos afro-americanos, em um período de forte tráfico.

Servo dos Negros

Educado na escola do missionário Alfonso de Sandoval, Pedro tornou-se servo dos negros para sempre, “Aethiopum semper servus”; na época, todos os negros eram chamados etíopes. As costas litorâneas — onde milhares de pessoas eram abandonadas, arrancadas sem nenhum remorso da sua vida familiar e da sua terra —, transformaram-se em campo de apostolado para o jovem Jesuíta.

Cuidado com os Negros Deportados

Todas as vezes que Pedro era avisado sobre a chegada de novos escravos apinhados nos navios, entrava no mar, com o seu barco, para encontrá-los e levar-lhes comida, ajuda e conforto. Curava as suas feridas, pedia esmola para comprar-lhes vestidos e matar sua fome.

Lutava ao Lado dos Negros

Despertava em cada um o sentido da própria dignidade humana; levava a fé aos não batizados; encaminhava-os ao conhecimento e à prática das virtudes evangélicas. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.

Sacramento: Batizou 400 Mil Pessoas

Aprendeu a língua dos angolanos e serviu-se de outros dezoito intérpretes para instruir os escravos. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.

Pela sua obra incansável, foi acusado de descuidar e profanar os Sacramentos, administrando-os a criaturas que “mal entendiam”.

Morte

Em 1650, adoeceu com a peste: sobreviveu, mas pelo resto da vida não pôde mais trabalhar. Nos últimos quatro anos de sua existência terrena passou imobilizado na enfermaria do convento. O homem que fora a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de muitas desgraças, foi completamente esquecido por todos, passando o tempo em oração. São Pedro Claver morreu em 8 de setembro de 1654, na Colômbia.

Via de Santificação

Em 16 de julho de 1850, foi beatificado por Pio IX e, em 15 de janeiro de 1888, canonizado por Leão XIII, junto com Alfonso Rodriguez. Em 7 de julho de 1896, foi proclamado Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”. São Pedro Claver, rogai por nós! Pedro — Do grego Petros, derivado de petra, “pedra” ou “rocha”. Nome dado por Jesus ao apóstolo Simão, simbolizando firmeza e fundamento da fé. Claver — Sobrenome de origem catalã, ligado ao latim clavis, “chave”, associado ao antigo ofício de clavário, responsável por guardar as chaves e o tesouro de uma comunidade.

“Oração – São Pedro, lhe pedimos que nos ajude a dissipar toda discriminação, toda desigualdade, todo preconceito. Que sejamos portadores da justiça divina e possamos implementar o Reino celeste aqui nessa terra. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.”

São Pedro Claver, rogai por nós!

Beata Maria de la Cabeça — Esposa de Santo Isidro Lavrador, na Espanha, que viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 09 de setembro:

1
São Pedro Claver Presbítero da Companhia de Jesus. Em Cartagena das Índias, na Colômbia. Dedicou quarenta e quatro anos ao serviço dos escravos africanos deportados, sendo proclamado Padroeiro de todas as Missões Católicas entre os Negros.
† 1654
2
São Gorgónio Mártir. Em Roma, no cemitério “ad Duas Lauros”, na Via Labicana.
† d. 203
3
São Jacinto Mártir. Na Sabina, a trinta milhas de Roma.
† data inc.
4
São Ciarano (Querano) Presbítero e abade. No mosteiro de Clonmacnois, junto ao rio Shannon, na Irlanda, fundador deste mosteiro.
† s. VI
5
Beata Maria de la Cabeça (Maria Toríbia) Em Castela, região da Espanha. Esposa de Santo Isidro Lavrador, viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.
† s. XII
6
Beato Jorge Douglas Presbítero e mártir. Em York, na Inglaterra. Natural da Escócia, era mestre-escola e tornou-se sacerdote em Paris.
† 1587
7
Beata Maria Eutímia (Ema Üffing) Virgem da Congregação das Irmãs da Compaixão. Em Münster, na Alemanha.
† 1855
8
Beato Pedro Bonhomme Presbítero. Em Gramat, cidade do território de Cahors, na França. Dedicou-se às missões populares e à evangelização do mundo rural e fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário.
† 1861
9
Beato Tiago Desidério Laval Presbítero. Em Port-Louis, na ilha Maurícia, no Oceano Índico. Médico que se fez missionário na Congregação do Espírito Santo.
† 1864
10
Beato Francisco Gárate Arangúren Religioso da Companhia de Jesus. Em Bilbau, no País Basco, na Espanha.
† 1929

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Natural da Catalunha, ingressou na Companhia de Jesus onde recebeu a ótima influência de Santo Afonso Rodrigues. Partiu como missionário para a América espanhola, sendo ordenado sacerdote em Bogotá. Batizou 300 mil escravos Por mais de quarenta anos, com admirável abnegação e exímia caridade se dedicou ao serviço dos negros trazidos como escravos, dos quais cerca de trezentos mil fez renascer para Cristo pelo Batismo por ele administrado.

O que posso fazer para amar de verdade

Era a resposta à pergunta que fazia no tempo de estudante “O que posso fazer para amar de verdade o Senhor? O que devo fazer para que Ele goste de mim? Ele me inspira a ser todo seu, mas não sei como fazer”.

Completamente esquecido por todos

Acometido pela peste. Sobreviveu, mas, pelo resto da vida, não pode mais trabalhar. Transcorreu os últimos quatro anos da sua existência terrena imobilizado em uma enfermaria de convento. O homem, que foi a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de tantas desventuras, foi completamente esquecido por todos, transcorrendo o tempo em oração. Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”.

Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados

“Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados. E o que faz o asno? Quando se fala mal dele, ele se cala; não se lhe dá de comer, ele se cala; quando se impreca contra ele, ele se cala, nem um lamento por qualquer coisa que deva fazer, ou mesmo quando maltratado”.

São Pedro Claver, rogai por nós!

Oração – “Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados. E o que faz o asno? Quando se fala mal dele, ele se cala; não se lhe dá de comer, ele se cala; quando se impreca contra ele, ele se cala, nem um lamento por qualquer coisa que deva fazer, ou mesmo quando maltratado.”

Com Beata Maria de la Cabeza (Maria Toríbia), esposa de Santo Isidro Lavrador. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 9 2. Em Roma, no cemitério “ad Duas Lauros”, na Via Labicana, São Gorgônio, mártir.(† d. 203) 3. Na Sabina, a trinta milhas de Roma, São Jacinto, mártir.(† data inc.) 4. No mosteiro de Clonmacnois, junto ao rio Shannon, na Irlanda, São Ciarano ou Querano, presbítero e abade, fundador deste mosteiro.(† s. VI) 5. Em Castela, região da Espanha, a Beata Maria de la Cabeza (Maria Toríbia), esposa de Santo Isidro Lavrador, que viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.(† s. XII) 6. Em York, na Inglaterra, o Beato Jorge Douglas, presbítero e mártir, natural da Escócia, que era mestre-escola e se tornou sacerdote em Paris e, no reinado de Isabel I, por ter persuadido outras pessoas a abraçar a fé católica, através do suplício no patíbulo partiu vitorioso para o Céu.(† 1587) 7. Em Münster, na Alemanha, a Beata Maria Eutímia (Ema Üffing), virgem da Congregação das Irmãs da Compaixão, que, animada pela sua exímia caridade, benignidade e desprendimento de si mesma, serviu a Deus na pessoa dos enfermos.(† 1855) 8. Em Gramat, cidade do território de Cahors, na França, o Beato Pedro Bonhomme, presbítero, que se dedicou admiravelmente às missões populares e à evangelização do mundo rural e fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário, a quem encomendou o cuidado dos jovens, dos enfermos e dos indigentes.(† 1861) 9. Em Port-Louis, na ilha Maurícia, no Oceano Índico, o Beato Tiago Desidério Laval, presbítero, que, depois de exercer alguns anos a profissão de médico, se fez missionário na Congregação do Espírito Santo e conduziu muitos negros libertos da escravidão à liberdade de filhos de Deus.(† 1864) 10. Em Bilbau, no País Basco, na Espanha, o Beato Francisco Gárate Arangúren, religioso da Companhia de Jesus, que desempenhou o ofício de porteiro durante quarenta e dois anos com insigne humildade.(† 1929)

Natividade de Nossa Senhora – 08 de Setembro

Natividade de Nossa Senhora – 08 de Setembro

Santo do Dia – 8 de Setembro

Natividade de Nossa Senhora

Natividade de Nossa Senhora,

O Nascimento da Mãe de Deus · Jerusalém, séc. I a.C.

Origens

Natividade de Nossa Senhora A Natividade da Virgem Maria é uma das festas marianas mais antigas, ligada à festa da dedicação de uma igreja a Maria: segundo a tradição, a casa dos pais de Maria, Joaquim e Ana, em Jerusalém.

Construída no século IV, é a basílica de Santa Ana quem marca o local onde, segundo a tradição, nasceu a Virgem. Em Roma, a festa começou a ser celebrada no século VIII, durante o pontificado do Papa Sérgio I (†8 de setembro de 701).

A Natividade

A Igreja Católica não costuma celebrar o dia do nascimento dos santos, mas sim o de sua morte. Há, contudo, três celebrações de nascimento: a de Jesus Cristo, no Natal; a de São João Batista, que ainda no ventre de Isabel se manifestou diante da proximidade de Maria; e a da própria Virgem Santíssima.

A Tradição

Nos Evangelhos não há citações sobre esta festa, tampouco os nomes dos pais de Maria. As referências à Virgem surgem sempre que se trata de ressaltar algum fato relativo ao Salvador: a Palavra de Deus mostra, ainda que discretamente, a presença de Maria nos momentos centrais da História da Salvação — a Encarnação, a inauguração do ministério de Cristo, a crucifixão, o nascimento da Igreja com a vinda do Espírito Santo. Sobre sua família, infância ou aspecto físico, os Evangelhos nada dizem; é a tradição, no Protoevangelho de Tiago, apócrifo do século II, que faz menção a esses detalhes. O acontecimento fundamental da vida de Maria permanece sendo, ainda assim, a Anunciação.

Relevância da Festividade

A maravilha deste nascimento não está no que os apócrifos narram com grande detalhe e engenhosidade, mas no significativo passo que Deus dá na realização do seu eterno desígnio de amor. Por isso, esta festa foi celebrada com magníficos louvores por muitos Padres da Igreja, apoiados em seu conhecimento da Bíblia e em sua sensibilidade poética e fervor.

O Exemplo é Maria

Maria é uma mulher a ser imitada pela sua confiança, sobretudo nos momentos mais obscuros da vida de seu Filho. Por isso o Povo de Deus recorre a Ela em busca de refúgio, conforto, ajuda e proteção. A Igreja a considera Mãe de Deus, mas também discípula: exemplo e modelo de vida cristã pela fé, pela obediência ao Filho, pela caridade com a prima Isabel e nas Bodas de Caná.

A Celebração

A Natividade de Nossa Senhora é celebrada nove meses depois da solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). É toda a Igreja que faz o convite:

“Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria! (…) Que a criação inteira se alegre, festeje e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque por ela o Criador mudou toda a natureza humana em um estado melhor!” — São João Damasceno, século VIII

Protetora e Padroeira

Nossa Senhora da Natividade é padroeira e protetora das costureiras, além dos cozinheiros, dos destiladores, dos fabricantes de alfinetes e panos e da hospedaria. Maria — Do hebraico Miryam, nome de origem incerta e amplamente discutida: entre os sentidos propostos estão “a amada de Deus”, “senhora” ou “aquela que eleva”. É o nome dado à Mãe de Jesus, celebrada neste dia em sua Natividade.

“No dia do teu aniversário, quero louvar a Deus e celebrar a grande graça que é ter te recebido como Mãe. Obrigado por tanto carinho e proteção, obrigado por todas as graças que recebo de ti diariamente. Sê hoje e sempre, nossa Senhora!”

Nossa Senhora da Natividade, rogai por nós!

São Sérgio I — Papa de origem síria, sepultado em Roma junto de São Pedro; dedicou-se intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões, tendo sido quem, em Roma, deu início à celebração desta festa no século VIII.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 8 de setembro:

1
Santo Adrião Mártir. Em Roma, padeceu o martírio em Nicomédia.
† data inc.
2
Santos Fausto, Dio e Amónio Presbíteros e mártires. Em Alexandria, no Egito, receberam a coroa do martírio juntamente com o bispo São Pedro, na perseguição do imperador Diocleciano.
† c. 311
3
Santo Isaac Bispo. Em Bagrevand, na antiga Armênia, traduziu a Sagrada Escritura e a Liturgia para a língua armena, fortalecendo a vida cristã do povo.
† 438
4
São Sérgio I Papa, de origem síria. Sepultamento em Roma, junto de São Pedro. Dedicou-se intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões.
† 701
5
São Corbiniano Bispo. Em Frísia, cidade da Baviera, na atual Alemanha, foi enviado a pregar o Evangelho na Baviera.
† 725
6
São Pedro de Chavanon Presbítero. Em Pébrac, no território de Le Puy-en-Velay, na França.
† c. 1080
7
Beata Serafina Sforza Em Pesaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† 1478
8
São Tomás de Vilanova Bispo. Em Valência, na Espanha. Eremita sob a regra de Santo Agostinho.
† 1555
9
Beatos Tomás Palaser, João Norton e João Talbot Presbítero e companheiros mártires. Em Durham, na Inglaterra, foram condenados à morte no reinado de Isabel I.
† 1600
10
São Pedro Claver Presbítero da Companhia de Jesus. Em Cartagena, na Colômbia, dia natal; a sua memória celebra-se amanhã.
† 1654
11
Beatos António de São Boaventura, Domingos Castellet e vinte companheiros Presbíteros das Ordens dos Frades Menores e dos Pregadores, e companheiros mártires. Em Nagasaki, no Japão.
† 1628
12
Beato Frederico Ozanam Homem ilustre pela sua cultura e piedade. Em Marselha, na França.
† 1853
13
Beatos José Cecílio, Teodemiro Joaquim e Evêncio Ricardo Mártires da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Em Almeria, no litoral da Andaluzia, região da Espanha.
† 1936
14
Beato Marino Blanes Giner Mártir, pai de família. Em Alcoy, povoação próxima de Alicante, na Espanha.
† 1936
15
Beato Ismael Escrihuela Esteve Mártir, pai de família. Em Paterna, no território de Valência, na Espanha.
† 1936
16
Beato Pascoal Fortuño Almela Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Villarreal, no território de Castellón, na Espanha.
† 1936
17
Beatas Josefa de São João de Deus e Maria das Dores de Santa Eulália Virgens da Congregação das Irmãs dos Anciãos Desamparados e mártires. Em Buñol, próximo de Valência, na Espanha.
† 1936
18
Beato Teódulo González Fernández Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
19
Beatos Barnabé e Baudílio Religiosos das Congregações dos Irmãos Maristas e dos Irmãos das Escolas Cristãs, mártires. No cemitério de Montcada, na Catalunha, na Espanha.
† 1936
20
Beata Apolónia Lizárraga do Santíssimo Sacramento Virgem da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade Vedruna e mártir. Em Vic, perto de Barcelona, na Espanha.
† 1936
21
Beato Miguel Beato Sánchez Presbítero de Toledo e mártir. Em Villa de Don Fradique, na região de Castela la Mancha, na Espanha.
† 1936
22
Beato Adão Bargielski Presbítero e mártir. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha.
† 1942
23
Beato Ladislau Bladzinski Presbítero da Congregação de São Miguel e mártir. Em Gross-Rosen, localidade da Alemanha.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Descendente de Abraão, tendo como antepassados, patriarcas, réis, profetas, nascida da tribo de Judá, da linhagem régia de David, da qual nasceu o Filho de Deus, feito homem por virtude do Espírito Santo, para libertar os homens da antiga escravidão do pecado.

Nossa Senhora de tudo

Pe. António Vieira disse: “Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória.

Maria e Mãe de Jesus

 

Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória.

E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (…), dirão que nasce (…) para ser Maria e Mãe de Jesus”.

Há no pequeno jardim da nossa alma flor ou algum fruto passível de agradar-lhe?

Nossa Senhora da Luz, Rogai por nós!

Oração – Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas, os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz.

Com Lúcia de Omura, viúva, com 22 companheiros, beatificada junto com os Beatos Mártires do Japão, grupo que engloba 205 mártires que deram a vida pela fé entre 1617 e 1632.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

8

2. Em Roma, a comemoração de Santo Adrião, mártir, que padeceu o martírio em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, em cuja honra o papa Honório I converteu em igreja a Cúria do Senado Romano.(† data inc.)

3. Em Alexandria, no Egito, os santos Fausto, Dio e Amônio, presbíteros e mártires, que, na perseguição do imperador Diocleciano, receberam a coroa do martírio juntamente com o bispo São Pedro.(† c. 311)

4. Em Bagrevand, cidade da antiga Armênia, Santo Isaac, bispo, que, para fortalecer a vida cristã do povo, traduziu a Sagrada Escritura e a Liturgia para a língua armênia; aderiu à fé professada no Concílio de Éfeso, mas em seguida foi afastado da sua sede episcopal e morreu no exílio.(† 438)

5. Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de São Sérgio I, papa, de origem síria, que se dedicou intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões e resolveu sabiamente muitas controvérsias e conflitos, preferindo morrer a consentir os erros.(† 701)

6. Em Frísinga, cidade da Baviera, na atual Alemanha, São Corbiniano, que, tendo sido ordenado bispo e enviado a pregar o Evangelho na Baviera, produziu frutos abundantes.(† 725)

7. Em Pébrac, no território de Le Puy-en-Velay, na França, São Pedro de Chavanon, presbítero, que, aspirando a uma vida mais perfeita, se retirou para este local recôndito, onde edificou e dirigiu um cenóbio de cônegos regrantes.(† c. 1080)

8. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, a Beata Serafina Sforza, que na vida conjugal suportou muitas adversidades e, quando ficou viúva, passou humildemente o resto dos seus anos sob a regra de Santa Clara.(† 1478)

9. Em Valência, na Espanha, São Tomás de Vilanova, bispo, que, sendo eremita sob a regra de Santo Agostinho, aceitou por obediência o ministério episcopal, onde se distinguiu, entre outras virtudes pastorais, pelo seu ardente amor aos pobres, até ao ponto de dar tudo aos necessitados, sem ficar sequer com um pequeno leito para si.(† 1555)

10. Durham, Inglaterra, os beatos mártires Tomás Palaser, presbítero, João Norton e João Talbot, que foram condenados à morte no reinado de Isabel I – o primeiro por ter entrado na Inglaterra como sacerdote, os outros por lhe terem prestado auxílio – e sofreram o suplício do patíbulo.(† 1600)

11. Em Cartagena, na Colômbia, o dia natal de São Pedro Claver, presbítero da Companhia de Jesus, cuja memória se celebra amanhã.(† 1654)

12. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Antônio de São Boaventura, da Ordem dos Frades Menores, Domingos Castellet, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e vinte companheiros[1], mártires, entre os quais alguns leigos e muitas crianças, que, passados ao fio da espada ou lançados à fogueira, todos sofreram o martírio por Cristo.

[1] São estes os seus nomes: Domingos de Nagasáki, religioso da Ordem dos Frades Menores; Tomé de São Jacinto e Antônio de São Domingos, religiosos da Ordem dos Pregadores; Lúcia Luísa, viúva; João Tomáchi e seus filhos Domingos, Miguel, Tomé e Paulo; João Imamura, Paulo Sadayu Aybara, Romão Aybara e seu filho Leão, Tiago Hayashida, Mateus Álvarez, Miguel Yamada e seu filho Lourenço, Luís Higashi e seus filhos Francisco e Domingos.(† 1628)

13. Em Marselha, na França, o passamento do Beato Frederico Ozanam, homem ilustre pela sua cultura e piedade, que defendeu e propagou com eminente doutrina as verdades da fé, fomentou a assistência aos pobres na chamada Conferência de São Vicente de Paulo e, como pai exemplar, fez da sua família uma igreja doméstica.(† 1853)

14. Em Almeria, no litoral da Andaluzia, região da Espanha, os beatos José Cecílio (Bonifácio Rodríguez González), Teodemiro Joaquim (Adriano Sainz Sainz) e Evêncio Ricardo (Eusébio Afonso Urjurra), mártires, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a perseguição religiosa na guerra civil, alcançaram a palma do martírio.(† 1936)

15. Em Alcoy, povoação próxima de Alicante, também na Espanha, o Beato Marino Blanes Giner, mártir, pai de família, que, durante a mesma perseguição, recebeu dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.(† 1936)

16. Em Paterna, no território de Valência, também na Espanha, o Beato Ismael Escrihuela Esteve, mártir, pai de família, que se tornou participante da vitória de Cristo pelo martírio.(† 1936)

17. Em Villarreal, no território de Castellón, também na Espanha, o Beato Pascoal Fortuño Almela, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que foi coroado de glória pelo testemunho de Cristo.(† 1936)

18. Em Buñol, próximo de Valência, também na Espanha, as beatas Josefa de São João de Deus (Josefa Ruano Garcia) e Maria das Dores de Santa Eulália (Dores Puig Bonany), virgens da Congregação das Irmãs dos Anciãos Desamparados e mártires, que, na mesma perseguição contra a fé, derramando o seu sangue receberam a coroa de glória.(† 1936)

19. Em Madrid, também na Espanha, o Beato Teódulo González Fernández, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, assassinados em ódio à vida religiosa, foi ao encontro do Senhor.(† 1936)

20. No cemitério de Montcada, na Catalunha, também na Espanha, os beatos mártires Barnabé (Casimiro Riba Pi), religioso da Congregação dos Irmãos Maristas, e Baudílio (Pedro Ciórdia Hernández), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foram mortos em ódio à vida religiosa.(† 1936)

21. Em Vic, perto de Barcelona, também na Espanha, a Beata Apolônia Lizárraga do Santíssimo Sacramento (Apolónia Lizárraga y Ochoa de Zabalegui), virgem da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade Vedruna e mártir, que, levando a lâmpada acesa, foi ao encontro de Cristo Esposo.(† 1936)

22. Em Villa de Don Fradique, na região de Castela la Mancha, também na Espanha, o Beato Miguel Beato Sánchez, presbítero de Toledo e mártir, que, na mesma perseguição, como fiel discípulo, mereceu a salvação no sangue de Cristo.(† 1936)

23. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Adão Bargielski, presbítero e mártir, que durante a guerra se entregou espontaneamente aos inimigos da fé para substituir o seu pároco e, depois de sofrer cruéis torturas no cárcere, partiu vitorioso para a glória eterna.(† 1942)

24. Em Gross-Rosen, localidade da Alemanha, o Beato Ladislau Bladzinski, presbítero da Congregação de São Miguel e mártir, que, na mesma perseguição, foi preso pelos inimigos da Igreja e deportado da Polônia, sua pátria, para trabalhos forçados em pedreiras, onde foi assassinado.(† 1944)

São Clodoaldo, Presbítero – 07 de Setembro

São Clodoaldo, Presbítero

Neto do rei Clóvis e de Santa Clotilde, por ter sido poupado na chacina praticada por seus dois tios contra seus dois irmãos, cortou os cabelos com as próprias mãos e, renunciando ao mundo, foi procurar São Severino, que morava nas imediações de Paris, fechado numa cela, e dele recebeu o hábito religioso.

Primeiro Príncipe francês canonizado

Chacina que deu à terra o primeiro santo da raça dos reis francos e seu primeiro protetor no céu. É o primeiro príncipe francês elevado à honra dos altares.

Praticou todas as austeridades da vida monástica e deu aos mosteiros e às igrejas tudo quanto lhe restava, ou que recebeu como herança depois de ter-se reconciliado com seus tios.

São Clodoaldo, rogai por nós!

Oração – Que a intercessão de São Clodoaldo, nos seja uma recomendação, Senhor, para podermos obter por sua proteção, o que não ousamos esperar de nossos méritos.

Clodoaldo: Significa “governador ilustre”, “príncipe ilustre”, “senhor famoso”. Tem origem no nome germânico Hlodowald, composto pela junção dos elementos hlot, que quer dizer “fama” e wald, que significa “governador, senhor, príncipe”.

Com santa Regina , seu pai preferiu matá-la, ainda muito jovem, do que passar vergonha por ter uma filha cristã e era portadora de grande beleza.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

7

1. Em Alésia, na Gália, hoje Alise-Sainte-Reine, na França, Santa Regina, mártir.(† data inc.)

2. Em Pompeiópolis, na Cilícia, na hodierna Turquia, São Sozonte, mártir.(† data inc.)

3. Em Benevento, na Campânia, região da Itália, os santos mártires Festo, diácono, e Desidério, leitor.(† s. IV)

4. Em Orleães, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Evúrcio, bispo.(† s. IV)

5. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália, São Grato, bispo.(† s. V)

6. Em Breuil, Troyes,  França, os santos Memório e companheiros, mártires, que, segundo a tradição, foram mortos por Átila, rei dos Hunos.(† s. V)

7. Em Châlons-sur-Marne, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Alpino, bispo, que foi discípulo de São Lopo de Troyes.(† s. V)

8. Em Nogent-sur-Seine, no território de Paris, também na atual França, São Clodoaldo, presbítero, de família régia, que, depois de terem sido mortos, seu pai e seus irmãos, foi acolhido por sua avó Santa Clotilde e, rejeitando o reino terreno, abraçou a vida clerical.(† 560)

9*. Em Albi, na Aquitânia, também na hodierna França, Santa Caríssima, virgem reclusa.(† s. VI/VII)

10. Em Maubeuge, Hainaut, Austrásia, atualmente também na França, Santa Madelberta, abadessa, que sucedeu a sua irmã, Santa Adeltrudes.(† c. 705)

11. Na Flandres, território da Austrásia, na atual Bélgica, a comemoração de Santo Hilduardo, bispo.(† c. 760)

12. Em Toul, cidade da Lorena, na hodierna França, São Gauzelino, bispo, que promoveu a observância monástica.(† 962)

13. Em Gúbbio, na Úmbria, região da Itália, São João de Lódi, bispo, que foi companheiro de São Pedro Damião nas suas missões pontifícias.(† c. 1106)

14. Em Die, na França, Santo Estêvão de Châtillon, bispo, que, afastado da solidão de Portes-en-Bugey, mas nada diminuindo à sua austeridade cartusiana, presidiu excelentemente a esta Igreja.(† 1208)

15. Em Kosice, nos montes Cárpatos, na hodierna Eslováquia, os santos mártires Marcos Crisino, presbítero de Esztergom, Estêvão Pongracz e Melchior Grodziecki, presbíteros da Companhia de Jesus, que nem a fome nem a tortura da roda nem os tormentos do fogo puderam induzir a abjurar da fé católica.(† 1619)

16. Em Nagasáki, no Japão, os beatos mártires Tomás Tsuji, presbítero da Companhia de Jesus, Luís Maki e seu filho João, que foram condenados à fogueira por causa da sua fé cristã.(† 1627)

17. Em Londres, na Inglaterra, os beatos Randolfo Corby, da Companhia de Jesus, e João Duckett, presbíteros e mártires, que, no reinado de Carlos I, por terem entrado na Inglaterra como sacerdotes, foram condenados à morte no patíbulo de Tyburn e assim mereceram a palma celeste.(† 1644)

18. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Cláudio Barnabé Laurent de Mascloux e Francisco d’Oudinot de la Boissière, presbíteros e mártires, que, presos durante a Revolução Francesa por causa do sacerdócio e encerrados na galera, morreram por Cristo consumidos pela fome e inanição.(† 1794)

19. Na ilha de Woodlark, na Oceania, o Beato João Baptista Mazzucóni, presbítero do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão e mártir, que, depois de passar três anos na obra de evangelização, já exausto devido às febres e feridas, foi morto a golpe de machado em ódio à fé cristã.(† 1855)

20. Em Parma, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Eugénia Picco, virgem da Congregação das Pequenas Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que, consagrando-se magnanimamente à vontade de Deus, promoveu a dignidade das mulheres e fomentou a formação espiritual e cultural das religiosas.(† 1921)

21. Varsóvia, Polônia, o Beato Inácio Klopotowski, presbítero da diocese de Lublin, fundador da Congregação de Nossa Senhora de Loreto.(† 1931)

22. Em Gandia, cidade da região de Valência, na Espanha, a Beata Ascensão de São José de Calasanz (Ascensão Lloret Marco), virgem do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade e mártir, que, durante a perseguição religiosa, venceu gloriosamente o combate da fé.(† 1936)

23. Em Hueva, perto de Guadalajara, também na Espanha, o Beato Félix Gómez-Pinto Piñero, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, na mesma perseguição, morto no cemitério, alcançou a palma do martírio.(† 1936)

24. Em Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires Antônio Maria de Jesus (António Bonet Seró), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços, e Marcelo de Santa Ana (José Maria Masip Tamarit), religioso da mesma Ordem, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançaram vitoriosamente o reino celeste.( † 1936)

25. Em Toledo, também na Espanha, o Beato Tirso de Jesus Maria (Gregório Sánchez Sancho), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir na mesma perseguição contra a fé cristã.(† 1936)

São Liberato de Loro, nobre e abdicando de seu título, tornou-se frade

São Liberato de Loro, nobre e abdicando de seu título, tornou-se frade

Santo do Dia – 6 de Setembro

São Liberato de Loro - Nobre e Frade

São Liberato de Loro,

Nobre que se Fez Frade · † s. XIII

Origens

São Liberato de Loro - Nobre e Frade

Liberato nasceu na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder.

Mas o jovem Liberato, ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda riqueza e conforto para seguir a vida religiosa. Liberato foi um nobre que se tornou frade.

 

Renúncia e Vida Religiosa

Renunciou às terras e ao título de senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio, em favor de seu irmão Gualtério, e foi viver no Convento de Rocabruna, em Urbino. Ordenado sacerdote e desejando consagrar sua vida à penitência e às orações contemplativas, retirou-se ao pequeno e ermo Convento de Sofiano, não distante do castelo de Brunforte. Lá, vestiu o hábito da Ordem dos Frades Menores de São Francisco, onde sua vida de virtudes valeu-lhe a fama de santidade.


Contemplação à Obra de Deus

Em “Florzinhas de São Francisco”, encontramos o seguinte relato sobre ele:

“No Convento de Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia em plena comunhão com Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações chegava a elevar-se do chão. Por onde andava, os pássaros o acompanhavam, posando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas, quando perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre, entregue ao trabalho, à penitência e à oração contemplativa. Os demais irmãos dedicaram-lhe grande consideração.”

Morte

Quando atingiu a idade de 45 anos, sua virtuosa vida chegou ao fim. Caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a morte. Não conseguia beber nada; por outro lado, recusava-se a receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico celestial, Jesus Cristo, e na sua abençoada Mãe.

Ela milagrosamente o visitou e consolou quando estava em oração, preparando-se para a morte. Acompanhada de três santas virgens e com uma grande multidão de anjos, aproximou-se de sua cama. Ao vê-la, ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e suplicou-lhe, em nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se tivesse tal merecimento.

– Não temas, filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para confortar-te antes de tua partida desta vida – respondeu a Virgem Maria, chamando-o por seu nome.

Assim, frei Liberato ingressou na vida eterna, numa data incerta do século XIII.

Via de Santificação

No século XV, o culto a Liberato de Loro era tão vigoroso que, nas terras dos Brunfortes, recebeu autorização para ser chamado São Liberato, até o novo convento, construído por ocasião de sua morte, ao lado do antigo de Sofiano. Construíram, também, uma igreja para conservar as suas relíquias, hoje o Santuário de São Liberato.

Somente no século XIX, após um complicado e atribulado processo de canonização, o seu culto foi reconhecido pelo Papa Pio IX, que lhe deu a autorização canônica para ser chamado santo. A festa de São Liberato de Loro foi mantida na data tradicional de 6 de setembro, quando suas relíquias foram solenemente transladadas para o altar-mor do atual Santuário de São Liberato, em sua terra natal.

São Liberato de Loro, rogai por nós!


Liberato — Do latim Liberatus, particípio de liberare, “libertar”. Significa “aquele que foi libertado” ou “o liberto”, nome que ecoa a liberdade conquistada por quem se desprende de todas as riquezas para seguir a Deus.

“Oração – Ao deixar toda a sua nobreza para tornar-se frade, ensinou-nos o desapego das honras e riquezas. Intercedei por nós, para que saibamos usar os bens sem nos apegarmos a eles. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.”

São Liberato de Loro, rogai por nós!

Beato Miguel Czartoryski — Presbítero dominicano, mártir em Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial, dando testemunho de fé em meio à perseguição.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de setembro:

1

São Liberato de Loro
Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Nobre que renunciou às terras e ao título para seguir a vida religiosa, destacando-se por seus dons de contemplação.

† s. XIII

2

São Zacarias
Profeta. Vaticinou o regresso do povo do exílio à terra prometida e anunciou a vinda de um rei pacífico.

† s. VI a.C.

3

Santo Onesíforo
Discípulo de São Paulo, a quem muitas vezes reconfortou em Éfeso.

† s. I

4

Santos Donaciano, Presídio, Mansueto, Germano e Fúsculo
Mártires e bispos na África Setentrional. Com eles comemora-se também Leto, bispo de Nepta, na Bizacena, atualmente na Tunísia.

† s. V

5

Santo Eleutério
Abade. Em Spoleto, na Úmbria, região da Itália. Louvado pelo papa São Gregório Magno pela sua exímia simplicidade e compunção de espírito.

† s. VI

6

São Canoaldo
Bispo. Em Laon, na Gália, atualmente na França. Discípulo de São Columbano, foi o seu único auxiliar no ermo de Bregenz.

† c. 632

7

Santa Bega
Monja. No litoral de Cumberland, região da Inglaterra, numa cidade depois chamada com o seu nome.

† c. 660

8

São Magno
Abade. No mosteiro de Füssen, cidade da Baviera, na Alemanha.

† s. VIII

9

Beato Beltrando de Garrigues
Presbítero. No mosteiro cisterciense de Le Bouchet, próximo de Orange, na Provença, região da França.

† c. 1230

10

Beato Diogo Llorca Llópis
Presbítero e mártir. Em Gata de Gorgos, província de Alicante, na Espanha.

† 1936

11

Beato Pascoal Torres Lloret
Mártir, pai de família. Em Carcaixent, província de Valência, na Espanha.

† 1936

12

Beato Vídal Ruiz Vallejo
Presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir. Em Gijón, na Espanha.

† 1936

13

Beato Miguel Czartoryski
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Varsóvia, na Polônia.

† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Teresa de Calcutá, religiosa, Fundadora. – 05 de Setembro

Santa Teresa de Calcutá, religiosa, Fundadora.

Santo do Dia – 05 de Setembro

Madre teresa de Calcutá

Santa Teresa de Calcutá,

Fundadora e Mãe dos Pobres · † 1997

Origens

Madre teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu, a futura Madre Teresa, nasceu em uma família albanesa, em Skopje, no dia 26 de agosto de 1910, sendo batizada com o nome de Gonxha Agnes.

Desde pequena, foi acostumada, pelos seus pais, a viver louvando ao Senhor e ajudando os mais necessitados. Não causa surpresa, portanto, quando, aos dezoito anos, fez a escolha de se tornar missionária.

Missão na Índia

Em setembro de 1928, Agnes deixa a sua casa e entra para o Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria em Dublin. Ali, recebeu o nome de Maria Teresa. No ano seguinte, foi para a Índia, onde, por quase 20 anos, viveu feliz em uma escola da sua Congregação, lecionando aos jovens ricos da região.

Em 10 de setembro de 1946, ocorreu o que Madre Teresa definia como a sua “chamada na chamada”. Naquele dia, Jesus revela-lhe a sua tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres, e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: “Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho”.


Missionárias da Caridade

Em 1946, decidiu abandonar o convento e viver para os pobres. Madre Teresa funda as Missionárias da Caridade, veste o sári indiano e inicia a sua nova missão entre os últimos de Calcutá: os descartados, aqueles que “não são queridos, não amados, não cuidados”.

Logo se unem a ela as suas ex-alunas. Em poucos anos, a Congregação — reconhecida, em 1950, pelo arcebispo de Calcutá e, em 1965, por Paulo VI —, difundiu-se por todas as partes do mundo, onde os pobres precisam de ajuda e, sobretudo, de amor: foram abertas casas na África e na América Latina, mas também nos países comunistas e até na União Soviética. A sua figura torna-se cada vez mais popular no mundo todo. Mas quando lhe perguntam qual o “segredo do seu sucesso”, ela responde com simplicidade impressionante: “Rezo”.

Relação Fraterna com Papas

Estimada profundamente pelo Papa Paulo VI que, ao término da sua viagem à Índia, deu de presente aos “seus pobres” seu papamóvel. Madre Teresa teve uma relação fraterna com o Papa João Paulo II.

Foi memorável a visita que o Papa polonês fez à sua casa, em Calcutá, onde a Madre acolhia os moribundos. Foi precisamente o Papa Wojtyla que quis a presença das Missionárias da Caridade no Vaticano, em uma estrutura denominada “Dom de Maria”.

Caridade e Amor à Vida

Toda a vida e a obra de Madre Teresa oferecem testemunho da alegria de amar e do valor das pequenas coisas feitas com fidelidade e com amor. Ainda hoje, os sinais da sua presença são tangíveis através das suas obras que as Missionárias da Caridade levam adiante em todo o mundo.

Sempre pronta a inclinar-se diante dos pobres e necessitados, Madre Teresa dedicou-se, com todas as suas forças, à defesa da vida nascente. Inesquecível o seu discurso na entrega do Prêmio Nobel da Paz, em 17 de outubro de 1979: “O maior destruidor da paz”, afirmou na ocasião, “é o aborto”. E frisou: “A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós”.

Morte

Nos últimos anos da sua vida, apesar da sua enfermidade e da “noite escura do espírito”, ela não poupou esforços e continuou a se dedicar, incessantemente, às necessidades dos que mais precisavam.

Madre Teresa faleceu no dia 5 de setembro de 1997, em Calcutá. Seu corpo foi transferido para a Igreja de San Tommaso, adjacente ao Convento de Loreto, onde ela havia chegado quase 69 anos antes. Centenas de milhares de pessoas de todas as classes sociais e religiões vieram da Índia e do exterior para homenageá-la. Recebeu um funeral de Estado em 13 de setembro. Depois que o cortejo fúnebre passou em procissão pelas ruas de Calcutá, foi sepultada na Casa Mãe das Missionárias da Caridade; seu túmulo tornou-se um destino de peregrinação para pessoas de todas as religiões.

Obra Missionária

Após sua páscoa, as suas Irmãs estavam presentes em 610 casas de missão, espalhadas em 123 países do mundo — sinal de que a misericórdia não tem confins e atinge a todos, sem nenhuma distinção.

“Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir”, como costumava dizer sempre.

Milagre no Brasil

O processo de canonização de Madre Teresa teve início com um milagre envolvendo um brasileiro. Marcílio Haddad Andrino, morador da cidade de Santos (SP), foi diagnosticado com hidrocefalia e uma infecção no cérebro.

Foi curado após sua esposa rezar pedindo a intercessão de Madre Teresa de Calcutá.

Via de Santificação

Menos de dois anos depois da sua morte, por causa da sua grande fama de santidade e das graças obtidas pela sua intercessão, São João Paulo II permitiu a abertura da Causa de Canonização. Em 19 de outubro de 2003, foi proclamada beata.

Foi canonizada em 04 de setembro de 2016, pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!


Teresa — Nome de origem grega, derivado provavelmente de Therasia, antiga ilha próxima a Santorini, ou do verbo therízein, “colher”. Ao longo dos séculos, associou-se ao sentido de “aquela que colhe os frutos”, tornando-se um dos nomes marianos mais difundidos na tradição cristã.

“Mãe dos pobres, quanta dor ao ver as dificuldades dos nossos irmãos que sofrem com as misérias, dai a nós a mesma disponibilidade e abertura de coração para com essas realidades. Queremos ser instrumentos de cuidado e amor para com todos os nossos irmãos. Amém!”

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

Santos Pedro Nguyen Van Tu e José Huang Luong Canh — Mártires vietnamitas, presbítero da Ordem dos Pregadores e médico, degolados em ódio ao nome de Cristo, em Nihn Tai, no Tonquim.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 05 de setembro:

1

Santa Teresa de Calcutá
Virgem. Fundadora das Missionárias da Caridade, dedicou toda a vida ao serviço dos mais pobres entre os pobres, em Calcutá, na Índia.

† 1997

2

Santos Aconto, Nono, Herculano e Taurino
Mártires. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália.

† data inc.

3

São Quinto
Mártir. Em Cápua, na Campânia, região da Itália.

† data inc.

4

Santos Urbano, Teodoro, Menedemo e companheiros
Mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

† 370

5

São Bertino
Abade de Sithieu. No território de Therouanne, na Flandres, atualmente na França.

† c. 698

6

Santo Alperto
Considerado o fundador e primeiro abade do mosteiro de Bútrio, perto de Pavia, em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.

† c. 1073

7

Beato João o Bom de Siponto
Abade, que edificou o mosteiro de São Miguel no litoral da Dalmácia, frente ao monte Gargano, na Dalmácia, hoje na Croácia.

† s. XII

8

Beato Guilherme Browne
Mártir, condenado à morte no reinado de Jaime I, em Ripon, na Inglaterra.

† 1605

9

Beato Florêncio Dumontet de Cardaillac
Presbítero e mártir, num sórdido barco ancorado ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

10

Santos Pedro Nguyen Van Tu e José Huang Luong Canh
Mártires. Presbítero da Ordem dos Pregadores e médico, degolados em ódio ao nome de Cristo, em Nihn Tai, cidade do Tonquim, no atual Vietnã.

† 1838

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de batismo, nasceu na Albânia em 1910 e tornou-se cidadã indiana, em 1948. De família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. Vida dedicada aos pobres A sua vida na Índia começou como professora. Só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Jesus revela-lhe a sua tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: “Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho”.

Matar a fome e ensinar a ler

Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos “mais pobres entre os pobres”, bem como a leprosos, portadores de SIDA e mulheres abandonadas. As casas das Irmãs da Caridade contam-se hoje por centenas nos mais diversos países do Mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. Quando lhe perguntam qual o “segredo do seu sucesso”, ela responde com simplicidade: “Rezo”. Tinha sempre diante de si que para melhorar o mundo precisava melhorar as pessoas, a si próprio.

O maior destruidor da paz é o aborto

“O maior destruidor da paz – afirmou – é o aborto”. E frisou: “A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós”. Costumava dizer sempre: “Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir”.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

Oração – Santa Madre Teresa, rezai por esta cidade, por este povo, pela sua Igreja e por todos aqueles que querem seguir a Cristo como discípulos d’Ele.

Com São Lourenço Justiniano, da nobre família Justiniano, sem ser bom orador, era bom confessor. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 5 1. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália, os santos Aconto, Nono, Herculano e Taurino, mártires.(† data inc.) 2. Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Quinto, mártir.(† data inc.) 3. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos mártires Urbano, Teodoro, Menedemo e companheiros, clérigos e leigos, que, por ordem do imperador Valente, foram metidos num barco e nele queimados em ódio à fé católica.(† 370) 4. No território de Therouanne, na Flandres, atualmente na França, São Bertino, abade de Sithieu, que foi sepultado no mosteiro por ele mesmo fundado juntamente com São Mumolino e que ficou designado com o seu nome.(† c. 698) 5. Em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Alperto, que é considerado o fundador e primeiro abade do mosteiro de Bútrio, perto de Pavia.(† c. 1073) 6. Na Dalmácia, na hodierna Croácia, o Beato João o Bom de Siponto, abade, que edificou o mosteiro de São Miguel no litoral da Dalmácia, frente ao monte Gargano.(† s. XII) 7. Em Ripon, na Inglaterra, o Beato Guilherme Browne, mártir, que, condenado à morte, no reinado de Jaime I, por ter induzido outras pessoas a aceitar a fé católica, foi enforcado e atrozmente esquartejado.(† 1605) 8. Num sórdido barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Florêncio Dumontet de Cardaillac, presbítero e mártir, que, condenado à morte por causa do sacerdócio durante a Revolução Francesa, consumou o seu martírio na enfermidade, vítima da sua grande caridade e zelo na assistência aos companheiros de cativeiro enfermos.(† 1794) 9. Em Nihn Tai, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, os santos mártires Pedro Nguyen Van Tu, presbítero da Ordem dos Pregadores, e José Huang Luong Canh, médico, que foram degolados em ódio ao nome de Cristo.(† 1838) 10. Em Calcutá, na Índia, a Beata Teresa (Inês Gonhxa Bojaxhiu), virgem, natural da Albânia, que apagou a sede de Cristo abandonado na cruz assistindo com exímia caridade os irmãos mais pobres e fundou as Congregações das Missionárias e dos Missionários da Caridade, destinadas inteiramente ao serviço dos enfermos e dos abandonados.(† 1997)

Santa Rosália, virgem que levou uma vida de penitência e alimentada pela Eucaristia

Santa Rosália, virgem que levou uma vida de penitência e alimentada pela Eucaristia

Santo do Dia – 04 de Setembro

Santa Rosália - Vorgem

Santa Rosália,

Virgem e Eremita · † 1160

A Jovem da Corte

Santa Rosália - Vorgem

Na Sicília, existe um culto muito intenso a três jovens santas virgens: Lúcia de Siracusa, Ágata de Catania e Rosália, padroeira de Palermo. Diferente das outras duas, mártires dos primeiros séculos cristãos, Rosália não foi mártir — viveu muitos séculos depois e tornou-se padroeira oficial de Palermo em 1666, sendo carinhosamente chamada de “Santuzza” pelos seus devotos.

Rosália nasceu em Palermo no século XII e, segundo os antigos livros litúrgicos, morreu em 4 de setembro de 1160, aos 35 anos de idade. Diz a lenda que era filha do duque Sinibaldo, senhor de Quisquina e Rose, e de Maria Guiscarda, prima do rei normando Rogério II. Ainda jovem, foi chamada à corte da rainha Margherita, esposa de Guilherme I da Sicília, onde sua beleza atraiu a admiração de nobres cavaleiros, entre eles, segundo a tradição, o futuro rei de Jerusalém.

Naquela atmosfera de fervor e renovação religiosa que os reis normandos restabeleceram na Sicília, enraizou-se a vocação eremítica da jovem nobre. Rosália retirou-se para uma gruta no feudo paterno de Quisquina, nas montanhas Sicani, perto de um convento de monges basilianos. Dali, após um período de penitência, mudou-se para uma caverna no Monte Pellegrino, promontório de Palermo, ao lado de uma igreja bizantina pré-existente.

A Fama das Relíquias

Também nas redondezas do Monte Pellegrino, os beneditinos tinham um convento e puderam testemunhar a vida eremítica de Rosália, que vivia na oração, na solidão e na mortificação; muitos palermitanos subiam a montanha atraídos por sua fama de santidade.

No início de 1600, porém, seu culto já havia praticamente se apagado. Tudo mudou em 1624, quando uma mulher gravemente enferma, Girolama Gatto, sonhou com uma jovem vestida de branco que prometia sua cura se ela subisse ao Monte Pellegrino para agradecer. Curada ao beber da água da gruta, a mulher reconheceu na aparição Santa Rosália, que lhe indicou o local onde estavam suas relíquias.

Avisados, os frades franciscanos do convento vizinho retomaram a busca e, em 15 de julho de 1624, encontraram ossos junto a uma pedra, a quatro metros de profundidade. Os primeiros exames foram inconclusivos, mas o cardeal arcebispo de Palermo, Giannettino Doria, não desistiu.

Enquanto isso, a peste assolava Palermo, fazendo milhares de vítimas. Em meio à crise, encontrou-se numa caverna de Quisquina uma inscrição latina atribuída à própria Rosália, na qual ela afirmava ter escolhido viver naquela gruta por amor a Cristo. Em 1625, uma nova comissão confirmou que os ossos pertenciam de fato a uma única mulher.

O povo de Palermo, então, levou as relíquias em procissão pela cidade em 9 de junho de 1625 — e a peste, pouco a pouco, regrediu até cessar por completo.

Desde então, seu culto foi definitivamente reavivado, e Palermo celebra até hoje duas datas em sua honra: 15 de julho, aniversário da descoberta das relíquias, e 4 de setembro, dia de sua morte. Os palermitanos, onde quer que estejam no mundo, ainda se saúdam com a frase: “Viva Palermo e Santa Rosália!”

Santa Rosália, rogai por nós!


Rosália — Nome tradicionalmente interpretado como a união das palavras latinas “rosa” e “lírio”, símbolos de pureza; por isso a “Santuzza” costuma ser representada com a cabeça cercada de rosas.

“Oração – Ó Deus, que concedestes a Santa Rosália a graça de viver na solidão e na penitência, alimentada pela Eucaristia, dai-nos, por sua intercessão, forças para Vos buscar acima de todas as coisas. Amém.”

Santa Rosália, rogai por nós!

São Bonifácio I — Papa, que conseguiu resolver muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 04 de setembro:

1

Santa Rosália
Virgem eremita. Em Palermo, na Sicília. Viveu retirada do mundo no Monte Pellegrino, dedicada à oração, à penitência e à Eucaristia.

† 1160

2

São Moisés
Profeta. No monte Nebo, na terra de Moab. Escolhido por Deus para libertar seu povo do Egito e conduzi-lo à terra prometida.

† s. XIII a.C.

3

São Marcelo
Mártir. Em Cabillonum, na Gália Lionense, hoje Chalon-sur-Saône, na França.

† s. III/IV

4

São Bonifácio I
Papa. Sepultamento em Roma, no cemitério de Máximo, junto à Via Salária. Resolveu muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica.

† 422

5

São Calétrico
Bispo. Em Chartres, na Nêustria, atualmente na França.

† a. 573

6

Santa Ida
Viúva do duque Egberto. Em Heresfeld, na Saxónia, atualmente na Alemanha. Insigne pela caridade para com os pobres e pela oração assídua.

† 825

7

São Fredaldo
Bispo e mártir. Em Mende, na Aquitânia, atualmente na França.

† c. s. IX

8

Santa Irmgarda (Irmengarda)
Condessa de Süchteln. Em Colónia, na Lotaríngia, hoje na Alemanha. Ofereceu todos os seus bens para a construção de igrejas.

† c. 1089

9

Beata Catarina Mattei
Virgem da Ordem das Irmãs da Penitência de São Domingos. Em Caramagna, no Piemonte, região da Itália. Suportou com admirável caridade a longa enfermidade e as calúnias.

† 1547

10

Beato Nicolau Rusca
Presbítero e mártir. Em Thúsis, na Récia, hoje na Suíça. Homem de profunda cultura, morreu vítima dos conflitos político-religiosos de seu tempo.

† 1618

11

Beato Cipião Jerónimo Brigéat de Lambert
Presbítero e mártir. Em barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Aprisionado durante a Revolução Francesa, morreu de fome e inanição.

† 1794

12

Beata Maria de Santa Cecília Romana (Maria Dina Bélanger)
Virgem da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria. Em Sillery, no Québec, Canadá. Suportou por vários anos uma grave enfermidade, confiando só em Deus.

† 1929

13

Beato José Pascoal Carda Saporta
Presbítero da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir. Em Oropesa, próximo de Castellón, na Espanha. Conduzido ao martírio durante violenta perseguição contra a Igreja.

† 1936

14

Beato Francisco Sendra Ivars
Presbítero e mártir. Em Teulada, próximo de Alicante, na Espanha. Padeceu o martírio na perseguição contra a fé.

† 1936

15

Beato Bernardo de Lugar Nuevo de Fenollet (José Bleda Grau)
Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Próximo de Genovés, na província de Valência, Espanha. Venceu gloriosamente seu combate por Cristo.

† 1936

16

Beato José de Jesus Maria (José Vicente Hormaechea y Apoitia)
Presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir. Em Villanueva del Arzobispo, perto de Jaén, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT