Santo Antônio de Santana Galvão, Presbítero – 25 de Outubro

Santo Antônio de Santana Galvão, Presbítero – 25 de Outubro

Santo do Dia – 25 de Outubro

Santo Antônio de SantÁnna Galvão - O Frei Galvão

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão,

O Frei Galvão · † 1822

Origens

Santo Antônio de SantÁnna Galvão - O Frei Galvão

Frei Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá, atual cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. A vila estava na região chamada Capitania de São Paulo, hoje, Estado de São Paulo. Frei Galvão era o quarto de dez filhos de uma família muito religiosa, rica e nobre. Seu pai, Antônio Galvão de França, português, era o capitão-mor (prefeito) da vila, comerciante que pertencia à Ordem Terceira Franciscana. A mãe de Antônio Galvão era Isabel Leite de Barros.

Adolescência

Frei Galvão, aos 13 anos de idade, foi enviado pelos pais ao seminário jesuíta Colégio de Belém, em Cachoeira, na Bahia, para estudar ciências humanas. Ele estudou no seminário de 1752 a 1756, onde progrediu nos estudos, especialmente na construção civil e na prática cristã.

Mãe espiritual: Sant’Ana

Em 1755, ele recebeu a notícia da morte prematura de sua mãe. Esse fato fez com que o frade assumisse Sant’Ana (Santana), de quem era devoto, como mãe espiritual. Tanto que seu futuro nome religioso seria “Frei Antônio de Sant’Anna Galvão”.

Franciscano

Tornou-se franciscano no convento de Macacu, em Itaboraí, Rio de Janeiro. Em 11 de julho de 1762, o frade foi ordenado sacerdote e transferido para o Convento de São Francisco na cidade de São Paulo. Lá, ele continuou os estudos de Filosofia e Teologia.

Esplendor do convento

Em 1768, foi nomeado confessor, pregador e porteiro do convento. Era um cargo importante na época. Frei Galvão se destacou nesse cargo de tal forma, que a Câmara Municipal lhe deu o título de o “novo esplendor do Convento”. Em 1770, foi convidado para ser membro da Academia Paulistana de Letras. Isso porque ele compunha peças poéticas em latim, odes, ritmos e epigramas.

O pedido de Jesus

Entre 1769 e 1770, Frei Galvão recebeu a missão de ser confessor no Recolhimento de Santa Teresa, um tipo de convento que abrigava devotas de Santa Teresa de Ávila em São Paulo. Lá, ele conheceu a Irmã Helena Maria do Espírito Santo, uma freira penitente que dizia receber um pedido de Jesus: a fundação de um novo Recolhimento. Num tempo em que as construções de conventos de ordens religiosas e até de igrejas estavam proibidas em todo o império pelo marquês de Pombal, Frei Galvão assumiu as consequências e fundou o novo Recolhimento, chamado Recolhimento Nossa Senhora da Luz.

A resistência da fundação

A fundação foi inaugurada em 2 de fevereiro de 1774. A identidade espiritual da nova fundação era baseada na Ordem da Imaculada Conceição. Ele escreveu os estatutos, as regras e deu todo o amparo necessário. Um governador novo havia chegado a São Paulo e quis fechar o recolhimento. Frei Galvão obedeceu, mas as irmãs se recusaram a sair de lá. O governador então começou a agir com violência, enviando tropas e ameaçando destruir tudo. Mas o povo se revoltou, e o governador teve que ceder. Assim, Frei Galvão voltou a liderar a construção e o recolhimento. O povo queria o Mosteiro da Luz. A construção demorou 28 anos e deu origem ao Bairro da Luz em São Paulo.

Mestre dos noviços

Ao defender um homem, o frei acabou sendo preso. Mas o povo, as irmãs e o Bispo de São Paulo, Dom Manuel da Ressurreição, recorreram ao superior provincial, escrevendo-lhe que “nenhum dos habitantes desta cidade será capaz de suportar a ausência deste religioso por um único momento”. Depois, em 1781, Frei Galvão foi nomeado mestre de noviços em Macacu; em 1798, assumiu o cargo de guardião do Convento de São Francisco. Em 1811, Frei Galvão fundou o Convento de Santa Clara em Sorocaba.

Grande orientador e caridoso

Onze meses depois, voltou para o Convento de São Francisco em São Paulo. Ali, ele atendia o povo, orientava-o, aconselhava-o, rezava por ele e ensinava as irmãs. Era um homem de intensa oração. Por isso alguns fenômenos místicos em sua vida foram presenciados por testemunhas. Fenômenos como o dom da cura, dom de ciência, a bilocação e a levitação foram famosos durante sua vida, sempre em vista do bem de doentes, moribundos e necessitados.

As pílulas

Certa ocasião, Frei Galvão foi a Guaratinguetá para pedir recursos para a construção do Mosteiro da Luz. Terminada sua missão, tinha de regressar por causa de compromissos no convento. Nisso, alguns homens vieram pedir que ele fosse até uma fazenda distante rezar por um amigo deles que estava padecendo com uma pedra no rim há dias. O homem estava quase morrendo. Impossibilitado de ir até lá, Frei Galvão teve uma inspiração: escreveu num pedacinho de papel uma frase do ofício de Nossa Senhora: “Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós”. Frei Galvão embrulhou o papelzinho em forma de pílula e deu aos amigos do doente dizendo que ele tomasse aquilo em clima de oração, rezando o terço de Nossa Senhora.

Inúmeras graças alcançadas

Mais tarde, espalhou-se a notícia da cura daquele doente. Tempos depois, o Frei foi procurado por um homem aflito. Sua esposa estava em trabalho de parto há quase um dia e corria risco de morte. O religioso fez três pílulas e deu ao homem com as mesmas recomendações. O homem levou as pílulas para a esposa, que as tomou e conseguiu dar à luz um filho com saúde. Daí em diante, a fama das pílulas de Frei Galvão se espalhou. O povo começou a procurá-las de tal maneira, que ele teve que pedir às irmãs do Recolhimento que produzissem as pílulas. Depois, ele as abençoava e as irmãs distribuíam para o povo. Desde esse tempo, há inúmeros relatos de graças alcançadas através das Pílulas de Frei Galvão.

A morte

Frei Galvão faleceu no Mosteiro da Luz, em 23 de dezembro de 1822, poucos meses depois da independência do Brasil. Faleceu na graça de Deus, com fama de santidade. Uma multidão de luto veio se despedir do santo que encantou a cidade de São Paulo. Ele foi sepultado na igreja do Mosteiro da Luz. Até hoje, o seu túmulo é destino de peregrinação de fiéis que vêm pedir e agradecer pelas graças recebidas por meio de sua intercessão.

Via de santificação

Em 1998, Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II e recebeu os títulos de Homem da Paz e da Caridade e de Patrono da Construção Civil no Brasil. De seu processo de beatificação constam 27.800 graças documentadas, além de outras consideradas milagres. Em 2007, foi canonizado por Bento XVI, tornando-se o primeiro santo brasileiro.

Frei Galvão, rogai por nós!

Antônio — Nome de origem latina, derivado de Antonius, designação de uma antiga família romana (gens Antonia). Sua etimologia exata é incerta, sendo por vezes interpretado como “inestimável” ou “digno de louvor”.

“Oração – Poderoso santo brasileiro que, através da tua intensa devoção mariana, alcançaste milhares de prodígios, sede o nosso protetor, nosso padroeiro, nosso pai espiritual. Dai a nós o mesmo amor a Maria para que sejamos santos como tu. Amém.”

Frei Galvão, rogai por nós!

Santos Crispim e Crispiniano — Mártires em Soissons, na Gália, hoje França, conhecidos como padroeiros dos sapateiros.

Outros santos e beatos celebrados em 25 de outubro:

1
Santos Crisanto e Daria Mártires. Em Roma, no cemitério de Trasão, junto à Via Salária Nova.
† c. 253
2
Santos Crispim e Crispiniano Mártires. Em Soissons, na Gália, Bélgica, atualmente na França.
† c. s. III
3
São Miniato Mártir. Em Florença, na Etrúria, atualmente na Toscana, região da Itália.
† c. s. III
4
São Frontão Em Périgueux, na Aquitânia, França. Considerado o primeiro anunciador do Evangelho nesta cidade.
† c. s. III
5
Santos Martírio e Marciano Martírio, subdiácono, e Marciano, cantor. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia.
† c. 351
6
São Gaudêncio Bispo. Em Bréscia, na Venécia, Itália. Foi ordenado por Santo Ambrósio.
† c. 410
7
Santo Hilário Bispo de Mende. No território de Javols, na Gália, atualmente na França.
† s. VI
8
São Fruto Perto de Segóvia, na Hispânia. Levou vida eremítica entre ásperos rochedos.
† c. 715
9
Santo Amaro Bispo. Em Pécs, na Hungria. Fez-se monge e depois foi abade do mosteiro de São Martinho.
† 1070
10
São Bernardo Calbó Bispo. Em Vic, na Catalunha, região da Espanha. Foi monge cisterciense e abade do seu mosteiro.
† 1243
11
Beato Tadeu Machar Bispo de Cork e Cloyne, na Irlanda. Falecimento em Borgo Sant’Antonio, no Piemonte, região da Itália.
† 1492
12
Beato Recaredo Centelles Abad Presbítero da Irmandade dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir. Em Nules, povoação próxima de Tortosa, na Espanha.
† 1936
13
Beatas Maria Teresa Ferragud Roig, Maria de Jesus, Maria Verónica, Maria Felicidade Masiá Ferragud e Josefa da Purificação Mártires. Em Alcira, na Espanha. Maria Teresa e suas filhas Maria de Jesus, Maria Verónica e Maria Felicidade, virgens da Ordem das Clarissas Capuchinhas, e Josefa da Purificação, virgem da Ordem das Agostinhas Descalças.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Bandeirante de Cristo, de família rica

Nascido em Guaratinguetá, em 1739, de uma família de muitas posses, descendia dos primeiros povoadores da Capitania.

Foi chamado de “Bandeirante de Cristo”, porque tinha na alma a grandeza, o arrojo e fortaleza de um verdadeiro bandeirante.

Abandonou tudo por Deus

Renunciou a uma brilhante situação no mundo e ingressou na Ordem franciscana.

Para evangelizar fundou, em 1774, juntamente com Madre Helena Maria do Espírito Santo, o Mosteiro concepcionista de Nossa Senhora da Luz, na cidade de São Paulo.

Arquiteto, mestre de obra e operário

Não somente formou e conduziu nas vias da espiritualidade franciscana e concepcionista as religiosas desse mosteiro, mas também o edificou materialmente, ao longo de quase 50 anos de esforços contínuos.

Foi o arquiteto, o engenheiro, o mestre de obras e muitas vezes o operário da sua edificação, que somente se tornou possível porque ele incansavelmente pedia, ao povo fiel, esmolas para a magnífica construção.

Faz milagres até os dias de hoje

Entregou sua alma a Deus em 1822 e foi beatificado em 1998.

Até hoje sua sepultura, na capela do mosteiro, é visitada por multidões que acorrem a pedir-lhe graças e milagres, e também à procura das famosas e prodigiosas “pílulas de Frei Galvão”.

Famosas e prodigiosas “pílulas de Frei Galvão”

A origem dessas pílulas é contada num folheto distribuído no próprio mosteiro: “Certo dia, Frei Galvão foi procurado por um senhor muito aflito, porque sua mulher estava em trabalho de parto e em perigo de perder a vida.

Frei Galvão escreveu em três papelinhos o versículo do Ofício da Santíssima Virgem: «Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis (Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós)».

As pílulas e seus efeitos

Deu-os ao homem, que por sua vez os levou à esposa. Apenas a mulher ingeriu os papelinhos, que Frei Galvão enrolara como uma pílula, a criança nasceu normalmente.

Caso idêntico deu-se com um jovem que se torcia com dores provocadas por cálculos renais. Frei Galvão fez outras pílulas semelhantes e deu-as ao moço. Após ingerir os papelinhos, o jovem expeliu os cálculos e ficou curado.

Foi canonizado por Bento XVI no dia 11 de Maio de 2007.

Santo Antônio de Santana Galvão, rogai por nós!

Oração – Ó Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, rogai por nós junto a Maria, para que obtenhamos do Pai Celeste a vida plena no amor da Santíssima Trindade. Amém!

 

 

São Gaudêncio, Bispo, ordenado por Santo Ambrósio, se distinguiu entre os prelados da sua época pela doutrina e virtude, ensinou o seu povo com a palavra e os escritos e construiu uma basílica que denominou «Concílio dos Santos».

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

25/10

1. Em Roma, no cemitério de Trasão, junto à Via Salária Nova, os santos Crisanto e Daria, mártires, louvados pelo papa São Dâmaso ,(† c. 253)

2. Em Soissons,  Gália Bélgica, França, os santos Crispim e Crispiniano, mártires, († c. s. III)

3. Em Florença, na Etrúria, atualmente na Toscana, região da Itália, São Miniato, mártir, († c. s. III)

4. Em Périgueux, na Aquitânia, na hodierna França, São Frontão, que é considerado o primeiro anunciador do Evangelho nesta cidade, († c. s. III)

5. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, os santos Martírio, subdiácono, e Marciano, cantor, que foram assassinados pelos arianos no tempo do imperador Constâncio, († c. 351)

6. Em Bréscia, Venécia, Lombardia, Itália, São Gaudêncio, bispo, que, ordenado por Santo Ambrósio, se distinguiu entre os prelados da sua época pela doutrina e virtude, ensinou o seu povo com a palavra e os escritos e construiu uma basílica que denominou «Concílio dos Santos», († c. 410)

7. No território de Javols, na Gália, atualmente na França, Santo Hilário, bispo de Mende, († s. VI)

8. Perto de Segóvia, na Hispânia, São Fruto, que levou vida eremítica entre ásperos rochedos, († c. 715)

9. Em Pécs, na Hungria, Santo Amaro, bispo, que, tendo sido mestre de retórica durante quase toda a sua vida, se fez monge e depois foi abade do mosteiro de São Martinho, († 1070)

10. Em Vic, na Catalunha, região da Espanha, São Bernardo Calbó, bispo, que, deixando o ofício de juiz, foi monge cisterciense e abade do seu mosteiro; depois, nomeado bispo de Vic, promoveu intensamente a verdadeira doutrina, († 1243)

11. Em Borgo Sant’ António, no Piemonte, região da Itália, o passamento do Beato Tadeu Machar, bispo de Cork e Cloyne, na Irlanda, que teve de sair da sua pátria, vítima da hostilidade dos poderosos, e, durante a viagem para Roma, descansou no Senhor, († 1492)

12. Em Nules, povoação próxima de Tortosa, na Espanha, o Beato Recaredo Centelles Abad, presbítero da Irmandade dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, foi assassinado às portas do cemitério em ódio ao sacerdócio, († 1936)

13. Em Alcira, na região de Valência, também na Espanha, as beatas Maria Teresa Ferragud Roig e suas filhas Maria de Jesus (Maria Vincenta Masià Ferragud), Maria Verónica (Maria Joaquina Masià Ferragud), Maria Felicidade Masiá Ferragud, virgens da Ordem das Clarissas Capuchinhas, e Josefa da Purificação (Josefa Raimunda Masiá Ferragud), virgem da Ordem das Agostinhas Descalças, todas elas mártires, que, durante a mesma perseguição, mereceram a coroa gloriosa pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo, († 1936)

Santo Antônio Maria Claret, Presbítero, Fundador e Beata Eugênia Ravasco, religiosa – 24 de Outubro

Santo Antônio Maria Claret, Presbítero, Fundador e Beata Eugênia Ravasco, religiosa

Santo do Dia – 24 de Outubro

Santo Antônio Maria Claret

Santo Antônio Maria Claret,

Fundador dos Claretianos e Claretianas · † 1870

Origens

Santo Antônio Maria Claret

Santo Antônio Maria Claret nasceu em Sallent, uma cidade próxima de Barcelona, em 1807. De uma família numerosa, foi educado de modo profundamente cristão. Distinguiu-se logo pela sua devoção à Virgem Maria e à Eucaristia, mas, como em todas as famílias numerosas, teve que dar uma mão. Por isso, dedicou-se à atividade de tecelão junto com seu pai. Porém, sabia bem que o seu lugar não era aquele.

Vida Sacerdotal

Santo Antônio Maria Claret ajudou o pai numa fábrica de tecidos até os 22 anos. Abandonou tudo e ingressou para o seminário, pois almejava um sacerdócio santo. Aos 28 anos, foi ordenado sacerdote. Dedicou-se de corpo e alma ao serviço ministerial, desejando consagrar-se nas difíceis missões da Espanha.

Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria

Seu ideal, entretanto, ultrapassava os limites de sua paróquia. Ao ver a pobreza dos missionários e as portas se abrindo, Santo Antônio Maria Claret, com amigos sacerdotes, tratou de fundar a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, conhecidos como Claretianos.

Santo Antônio Maria Claret: Grande Impulsionador da Fé na Mãe de Deus

O Carisma

O Carisma era evangelizar todos os setores por meio da caridade de Cristo que constrangia, por isso dizia: – “Não posso resistir aos impulsos interiores que me chamam para salvar almas. Tenho sede de derramar o meu sangue por Cristo!” Mal tinha fundado a Congregação, o Espírito o nomeou para Arcebispo de Santiago de Cuba, onde fez de tudo, até arriscar a própria vida, para defender os oprimidos da ilha e converter a todos. Conta-se que, ao chegar às terras cubanas, foi logo visitar e consagrar o apostolado a Nossa Senhora do Cobre.

Evangelizador

Com os amigos, o Arcebispo Santo Antônio Maria Claret evangelizou milhares de almas, isso por meio de missões populares e escritos, que chegaram a 144 obras. Não obstante, em Cuba, em 1855, com a ajuda da venerável Maria Antônia Paris, fundou o ramo feminino da Congregação: as “Religiosas de Maria Imaculada” também chamadas “Missionárias Claretianas”.

A Missão: Evangelizar pela caridade de Cristo

Morte

Em 1857, a Rainha da Espanha convocou Antônio para voltar a Madrid, e teve de obedecer, para ser seu Confessor. Ligado à monarquia espanhola, seu destino mudou, em 1868, foi exilado, com a rainha, para Paris, onde continuou as suas pregações. Em Roma, participou do Concílio Vaticano I, no qual defendeu a infalibilidade do Pontífice. Enfim, refugiou-se no mosteiro de Fontfroide, em Narbona, na França, onde faleceu em 1870.

Via de Santificação

Foi beatificado, em 1934, pelo Papa Pio XI, e canonizado por Pio XII em 1950. Pelo seu amor ao Imaculado Coração de Maria e pelo seu apostolado do Rosário, tem uma estátua de mármore no interior da Basílica de Fátima. Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós! Antônio — Do latim Antonius, nome de uma antiga família romana, a gens Antonia. Sua origem é incerta, possivelmente etrusca, e o nome é popularmente associado a “inestimável” ou “digno de louvor”.

Oração de Santo Antônio Maria Claret

“Ó Deus, que aos vossos pastores associastes Santo Antônio Maria Claret, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”

Minha oração

“Zeloso pastor das almas, pedimos a tua graça sobre os ramos claretianos, para que sigam fielmente o teu exemplo e carisma, a fim de que, assim, o nome de Jesus seja amado e adorado em todos os cantos do mundo. Amém.”

Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós!

São Proclo — Bispo de Constantinopla, que proclamou com firmeza a Bem-aventurada Virgem Maria como Mãe de Deus.

Outros santos e beatos celebrados em 24 de outubro:

1
Santos Ciríaco e Claudiano Mártires. Em Hierápolis, na Frígia, hoje Turquia.
† data inc.
2
São Proclo Bispo. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Proclamou com firmeza a Bem-aventurada Virgem Maria como Mãe de Deus.
† 446
3
Santos Aretas e companheiros Mártires. Em Nagran, na Arábia. Paixão de Aretas, príncipe da cidade, e de trezentos e quarenta companheiros, no tempo do imperador Justino e de Du Nuwas.
† 523
4
São Senóquio Presbítero. Na região de Tours, na Nêustria, França. Construiu um mosteiro numas ruínas antigas.
† 576
5
São Martinho Diácono e abade. No mosteiro de Vertou, na Gália, França. São Félix, bispo de Nantes, enviou-o para converter os pagãos.
† s. VI
6
Santo Evergislo Bispo de Colónia e mártir. No Brabante da Austrásia, hoje na Bélgica.
† c. 590
7
São Maglório Bispo de Dol. Na Bretanha Menor, na atual França. Segundo a tradição, foi discípulo de Santo Iltuto e sucedeu a São Sansão como bispo de Dol.
† c. 605
8
São Fromundo Bispo. Em Coutances, na Nêustria, na atual França. Fundou o mosteiro de monjas de Ham e exerceu o ministério pastoral.
† s. VII
9
São José Lê Dang Thi Mártir. Em Hué, no Anam, hoje no Vietnam. Sendo militar no tempo do imperador Tu Duc, foi encarcerado por ser cristão.
† 1860
10
São Luís Guanella Presbítero. Em Como, na Itália. Fundou a Congregação dos Servos da Caridade e também a das Filhas de Santa Maria da Providência.
† 1915
11
Beato José Baldo Presbítero. Em Ronco all’Ádige, na província de Verona, na Itália. Fundou a Congregação das Pequenas Filhas de São José.
† 1915

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São João de Capistrano, Presbítero – 23 de Outubro

São João de Capistrano, Presbítero

Santo do Dia – 23 de Outubro

São João de Capistrano - Patrono

São João de Capistrano,

Patrono dos Capelães Militares · † 1456

Origens

São João de Capistrano - Patrono

Capistrano, em Abruzzo, é a cidade natal de São João de Capistrano, filho de um barão alemão, que logo se mudou para Perugia para estudar direito. Rapidamente fez carreira, tornou-se jurista e governador da cidade, mas com a ocupação desta pela família Malatesta foi preso.

Chamado na prisão

É na prisão que descobre que o Senhor o chama; assim, uma vez que sai, torna-se sacerdote da Ordem dos Frades Menores. Entre os franciscanos, João trata da pregação, da defesa da ortodoxia católica e da reforma da Ordem por dentro. É a sua pregação, sobretudo no Advento e na Quaresma, que inflama as pessoas, provoca conversões, renova espiritualmente as populações que o ouvem.

Amizade em Deus

Nesse período, São João de Capistrano conheceu Bernardino de Siena, também frade franciscano, de quem se tornou amigo. Bernardino explica-lhe a sua particular devoção ao Nome de Jesus, condensado na sigla IHS, que é “Jesus salvador dos homens”: seria o próprio João quem o defendesse das acusações de heresia.

São João de Capistrano: combatente das heresias e mentiras

Reformador da Ordem

São João de Capistrano também está envolvido em desmascarar o “fraticellismo”, a prática de difundir doutrinas disfarçadas pela Regra franciscana e declaradas heréticas pela Igreja. Por isso, São João de Capistrano é considerado um dos maiores reformadores da Ordem e apelidado de “Coluna da Observância”. Ele também será responsável por combater a prática da usura.

Combatente das heresias

Em 1453, a capital do Império Romano do Oriente, Constantinopla, cai. O sentimento de ameaça ao cristianismo se avulta devido ao avanço imparável do islamismo e dos turcos: para muitos, começa a ser uma preocupação forte e concreta. São João de Capistrano, em nome do Papa Nicolau V, está na Áustria com 12 companheiros para evangelizar as terras europeias mais negligenciadas e combater as heresias generalizadas, mas logo tudo isso fica em segundo plano. Em total dedicação à causa do evangelho, ele começa a viajar pela Europa central na tentativa de recrutar homens. Grande resposta terá entre as populações húngaras, as mais expostas às ameaças dos turcos. À frente de um exército de cinco mil homens, parte então para Belgrado: o objetivo é romper o cerco da cidade operada pela frota fluvial liderada por Mohammed II.

A morte

Uma semana depois, vem a vitória terrena, que transforma o frade idoso em general vitorioso. No caminho de volta, no entanto, prostrado de fadiga e tendo contraído a peste, São João de Capistrano morreu no convento de Ilok, na atual Croácia, em 23 de outubro de 1456. Canonizado por Alexandre VII, em 1690, é padroeiro dos capelães militares desde 1984.

São João de Capistrano, rogai por nós!

João — Do hebraico Yohanan, significa “Deus é misericordioso” ou “Deus concedeu a graça”. Chegou ao português pelo latim Ioannes.

“Oração – Ao general celeste, rogamos a sua proteção sobre os soldados e suas autoridades. Sede o exemplo dos padres capelães e militares, assim como daqueles que são combatentes à fé e defensores das heresias. Dai-nos a tua coragem na evangelização. Amém.”

São João de Capistrano, rogai por nós!

São Severino Boécio — Mártir, comemorado em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, Itália.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de outubro:

1
Santos Servando e Germano Mártires. Perto de Cádiz, na Bética, região da Hispânia.
† s. IV in.
2
Santos João e Tiago Mártires. Na antiga Pérsia. João, bispo, e Tiago, presbítero.
† 344
3
São Teodoreto Presbítero e mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia.
† c. 362
4
São Severino Bispo. Em Colónia, na atual Alemanha.
† c. 400
5
São Severino Boécio Mártir. Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, Itália.
† 524
6
São João Bispo. Em Siracusa, na Sicília, Itália.
† c. 609
7
São Romão Bispo. Em Ruão, na Nêustria, na atual França.
† c. 644
8
São Bento Presbítero. No território de Herbauge, perto de Poitiers, na Aquitânia, hoje na França.
† a. s. IX
9
Santo Inácio Bispo. Em Constantinopla, hoje Istambul.
† 877
10
Santa Etelfleda Abadessa. Em Rumsey, na Inglaterra.
† s. X
11
Santo Alúcio Em Campugliano, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.
† 1134
12
Beato João Bom Eremita. Em Mântua, na Lombardia, Itália. Fundou uma Congregação sob a Regra de Santo Agostinho.
† 1249
13
Beato João Ângelo Porro Presbítero da Ordem dos Servos de Maria. Em Milão, na Lombardia.
† 1506
14
Beato Tomás Thwing Presbítero e mártir. Na Inglaterra.
† 1680
15
Beatas Maria Clotilde Ângela de São Francisco de Bórgia e cinco companheiras Virgens e mártires. Em Valenciennes, na França.
† 1794
16
São Paulo Tong Viet Buong Mártir. Em Tho-Duc, cidade do Anam, atualmente no Vietnam.
† 1833
17
Beato Arnaldo Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Em Reims, na França.
† 1890
18
Beatos Ildefonso da Cruz e Justiniano de São Gabriel da Senhora das Dores e quatro companheiros Mártires. Presbíteros da Congregação da Paixão e religiosos. Em Ciudad Real, na Espanha.
† 1936
19
Beato Leonardo Olivera Buera Presbítero e mártir. Em El Saler, na Espanha.
† 1936
20
Beatos Ambrósio Leão, Florêncio Martinho e Honorato André Mártires. Religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Em Benimaclet, na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São João Paulo II, Papa – 22 de Outubro

São João Paulo II, Papa

Santo do Dia – 22 de Outubro

São João Paulo Segundo - Papa

São João Paulo II,

O Terceiro Maior Pontificado da História da Igreja · † 2005

Origens

São João Paulo II - Papa

Karol Józef Wojtyła nasceu em 18 de maio de 1920, em Wadowice. Era o mais novo de três irmãos (sua irmã, Olga, morreu antes de seu nascimento). Filho do oficial do exército polonês, Karol, e de Emilia Kaczorowska, teve uma gestação de risco. Os médicos até chegaram a aconselhar a mãe que interrompesse a gravidez, dado ao risco de vida que corria. Porém, num gesto profético, Emilia opta pela gestação daquele que, anos à frente, seria um grande defensor da família e da vida.

O falecimento de seus familiares

Com a saúde debilitada, Emília morreu nove anos após o nascimento de Lolek, apelido carinhoso de Karol dado por sua mãe. Três anos depois, a morte voltaria a visitar sua vida: seu irmão mais velho, Edmund, que era médico e tratou de doentes vítimas de uma epidemia de escarlatina, acabando por contrair a infecção que lhe seria fatal. Karol o lembrava como “mártir do dever”.

O exemplo de seu pai

Aos 21 anos, Karol ainda perderia o último membro da família: seu pai. Foi com ele que aprendeu o amor a Virgem Maria, a honestidade, a bravura, o patriotismo. “A dor dele se transformava em oração. O simples fato de vê-lo se ajoelhar teve uma influência decisiva nos meus anos jovens. Não falávamos de vocação ao sacerdócio, mas o exemplo dele foi para mim, de qualquer modo, o primeiro seminário, um tipo de seminário doméstico”, confessou mais tarde o já Papa João Paulo II.

Da não vocação ao terceiro maior pontificado da história

Ocupação Nazista na Polônia

Mesmo com todas as perdas, o amor recebido na família movia o coração do jovem Karol a Deus e alimentava a força para enfrentar outras dores e sofrimentos, como a ocupação nazista na Polônia. Para driblar o regime opressor, o Papa, que queria ser ator, chegou a trabalhar em uma pedreira e uma indústria química para evitar a deportação para Alemanha.

Assistiu aos horrores da Guerra

Mesmo sem ser deportado, assistiu de perto aos horrores da guerra, as profundas marcas deixadas em sua amada Polônia; e conheceu várias histórias de sofrimento, como a de uma jovem de 13 anos, que salvou da fome após sair de um campo de concentração, e a de outra jovem, vítima de experimentos científicos nazistas. A dor da nação o ensinou a amar seu país e a enxergar que o caminho da paz sempre será o mais acertado a ser seguido. As experiências com as pessoas ensinou que “quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”.

Caminho ao Sacerdócio

Foi também durante a ocupação nazista que Karol já caminhava em direção ao sacerdócio. Clandestinamente, em 1942, entrou para o seminário, tendo aulas secretas na residência do arcebispo de Cracóvia. Quatro anos mais tarde, em 1 de novembro de 1946, Karol Wojtyla foi ordenado padre pelo cardeal Adam Sapieha. Durante doze anos, alternou sua vida presbiteral entre estudos, licenciatura de teologia e ética social, além dos trabalhos próprios do exercício do ministério sacerdotal, como vigário de algumas paróquias de Cracóvia. Doze anos após a ordenação presbiteral, Wojtyla se tornou bispo de Ombi e bispo auxiliar da Cracóvia. Em 1964, tornou-se Arcebispo da Cracóvia. Em 1967, tornou-se cardeal, por indicação de Paulo VI.

João Paulo II: Eleito Papa em 1978

Eleito Papa

Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978, no conclave que sucedeu a morte do Papa João Paulo I. Era a primeira vez, em cerca de 450 anos, que era eleito um Papa não italiano. Escolheu o nome João Paulo II e implantou em seu papado os valores que tinha aprendido ao longo da vida no anúncio do Evangelho de Cristo.

Mediador da Paz

Manteve discurso conciliador e pacificador, mediando a paz em várias situações de conflito, porém, sem se esquivar da luta contra a influência comunista na Polônia sem uso de nenhuma arma, senão o Evangelho e o amor. Defendeu ferrenhamente os valores da família – que chamou de santuário da vida –, e a inviolável dignidade de todo ser humano dentro do projeto de amor de Deus por cada um – de onde brota aquilo que ficou conhecido como a Teologia do Corpo.

O grande lema “Totus Tuus”

Lema

Com o lema “Totus tuus”, “todo teu, Maria”, declarou seu amor e total devoção a Virgem Maria, particularmente a Nossa Senhora de Częstochowa, padroeira da Polônia. E foi a Virgem Maria que o Papa atribuiu a sobrevivência ao atentado que sofreu em 13 de maio de 1981.

Feitos do Sumo Pontífice

João Paulo II criou as Jornadas Mundiais da Juventude, escreveu 14 encíclicas, organizou 15 assembleias do Sínodo dos Bispos, nomeou 231 cardeais, beatificou 1338 pessoas e canonizou 482 santos. Mas foi além das palavras e demonstrou sua santidade, mesmo nos momentos de dor.

João Paulo II: Santo Súbito

Morte

Nos últimos anos de vida, lutou bravamente contra o Parkinson. Entrou para eternidade no dia 2 de abril de 2005. Seu funeral reuniu milhões de fiéis em Roma e mais de 200 representantes de governos. No seu funeral, era declarado pelas multidões “Santo Súbito!” (santo imediatamente). Lido e explicado à luz do amor, seu legado permanece vivo e firme; e seu convite feito na homilia do início do seu pontificado continua a ecoar: “Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!”.

Legado

Vinte e seis anos. O terceiro maior Pontificado da História da Igreja. Duas décadas e meia que revolucionaram a sociedade contemporânea no campo político, social e humanitário. De fato, São João Paulo II desenvolveu na prática a expressão de um dos Paulo VI: civilização do amor. Sua atuação no combate ao comunismo, na defesa da família, do estímulo ao diálogo inter-religioso e na promoção da paz o levou a ser conhecido carinhosamente como “peregrino do amor”, em alusão às suas constantes visitas papais: foram 129 países em que o papa polonês repetia o gesto que se tornou símbolo da sua presença: beijar o chão de cada novo lugar que visitava logo depois de descer do avião.

São João Paulo II, rogai por nós!

João Paulo — João vem do hebraico Yohanan, “Deus é misericordioso”, “Deus concede graça”. Paulo vem do latim Paulus, “pequeno”, “humilde”.

“Oração – Nosso santo Papa da Juventude, suscitai novos pastores de jovens e dai a eles o mesmo amor que tivestes. Conduzi vossos filhos queridos para que encontrem e realizem sua própria vocação em cada estado de vida. Amém!”

São João Paulo II, rogai por nós!

Santos Maurício, Exupério e Cândido — Soldados mártires da Legião Tebana, que preferiram morrer a renegar a fé em Cristo.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 22 de outubro:

1
Santa Emérita Mártir. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense.
† data inc.
2
Santos Maurício, Exupério e Cândido Mártires. Em Agaune, hoje Saint-Maurice, na Suíça. Soldados, juntamente com os companheiros da Legião Tebana e o veterano Vítor.
† c. 302
3
Santa Basila Mártir. Em Roma, junto à Via Salária Antiga, o seu sepultamento.
† 304
4
São Silvano Eremita. Em Levroux, na Aquitânia, atualmente na França.
† c. s. V
5
São Florêncio Presbítero. No monte Glonna, junto ao rio Loire, na Gália, França.
† c. s. VI
6
São Lauto ou Laudo Bispo. No território de Coutances, França.
† d. 549
7
Santa Salaberga Abadessa. Em Laon, na Nêustria, atual França.
† c. 664
8
Santo Emeramo Bispo. Em Ratisbona, cidade da Baviera, na Alemanha.
† c. 690
9
Beato Otão Bispo de Freising. No mosteiro cisterciense de Morimond, na França, a sua páscoa.
† 1158
10
Santo Inácio de Santhiá Presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Em Turim, no Piemonte, região da Itália.
† 1770
11
Beato José Marchandon Presbítero e mártir. Ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
12
Santos Paulo Chong Ha-sang e Agostinho Yu Chin-gil Mártires. Em Seul, na Coreia.
† 1839
13
Beato Carlos Navarro Miguel Presbítero da Ordem dos Clérigos das Escolas Pias e mártir. Em Monserrat, na província de Valência, na Espanha.
† 1936
14
Beato Germano Gonçalvo Andréu Presbítero e mártir. No mesmo lugar, em Monserrat, Espanha.
† 1936
15
Beatos Vicente Pelufo Corts e Josefina Moscardó Montalvá Mártires. Em Alcira, na província de Valência. Vicente, presbítero; Josefina, virgem.
† 1936
16
Beato Vicente Sicluna Hernández Presbítero e mártir. Em Bolbaite, também na província de Valência.
† 1936
17
Beata Maria da Purificação Vidal Pastor Virgem e mártir. Em Corbera, Espanha.
† 1936
18
Beatos Estêvão Cobo Sanz e Frederico Cobo Sanz Religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. Em Madrid, Espanha.
† 1936
19
Beato Félix Echevarría Gorostiaga e companheiros Presbítero da Ordem dos Frades Menores e companheiros mártires. Na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Úrsula e as onze companheiras mártires

Santa Úrsula e as onze companheiras mártires

Santo do Dia – 21 de Outubro

Santa Úrsula e as onze companheiras mártires

Santa Úrsula e as onze companheiras,

Esposa de todos os Reis da Terra, Jesus Cristo · † 383

Origens

Santa Úrsula e as onze companheiras mártires

Santa Úrsula nasceu no ano 362. Filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra, a fama de sua beleza se espalhou, e ela passou a ser desejada por vários pretendentes (embora Úrsula tenha feito um voto secreto de consagração total a Deus). Seu pai acabou aceitando a proposta de casamento feita pelo duque Conanus, um general de exército pagão, seu aliado.

A Preparação para o Casamento

Santa Úrsula foi educada nos princípios cristãos. Por isso, ficou muito triste ao saber que seu pretendente era pagão. Quis recusar a proposta, mas, conforme costume da época, deveria acatar a decisão de seu pai. Pediu, então, um período de três anos para se preparar. Ela esperava converter o general Conanus durante esse tempo ou então encontrar um meio de evitar o casamento, mas não conseguiu nem uma coisa nem outra.

A Partida

Conforme o combinado, ela partiu para as núpcias, viajando de navio, acompanhada de onze jovens, virgens como ela, que iriam se casar com onze soldados do duque Conanus. Há lendas e tradições que falam em onze mil virgens, em vez de onze apenas. Mas outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que foram mesmo onze meninas.

Santa Úrsula: esposa de todos os Reis da Terra, Jesus Cristo

A Morte

Foram navegando pelo rio Reno e chegaram à Colônia, na Alemanha. A cidade havia sido tomada pelo exército de Átila, rei dos hunos. Eles mataram toda a comitiva, sobrando apenas Úrsula, cuja beleza deixou encantado o próprio Átila. Ele tentou seduzi-la e propôs-lhe casamento. Ela recusou, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Átila, enfurecido, degolou pessoalmente a jovem no dia 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma Igreja guarda o túmulo de Santa Úrsula e suas companheiras.

Companhia de Santa Úrsula

Durante a Idade Média, a italiana Ângela de Mérici fundou a Companhia de Santa Úrsula com o objetivo de dar formação cristã às meninas. Seu projeto foi que essas futuras mamães seriam multiplicadoras do Evangelho, catequizando seus próprios filhos. Foi um avanço, tendo em vista que, nesta época, a preocupação com a educação era voltada apenas para os homens. Segundo a fundadora, o nome da ordem surgiu de uma visão que ela teve. Atualmente, as Irmãs Ursulinas, como são chamadas as filhas de Santa Ângela, estão presentes nos cinco continentes, mantendo acesas as memórias de Santa Ângela e Santa Úrsula.

Santa Úrsula, rogai por nós!

Úrsula — Significa “ursinha”, “pequena ursa”. Tem origem no latim Ursula, diminutivo de ursa.

Minha oração

“As santas mártires — que deram o testemunho de Cristo com seu próprio sangue, além de viverem dedicadas à educação cristã —, intercedei pelas religiosas que propagam o carisma e sede um auxílio materno a todos que recorrem a ti. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”

Santa Úrsula, rogai por nós!

Santo Hilarião — Abade, que foi fundador e exemplo da vida eremítica na ilha de Chipre.

Outros santos e beatos celebrados em 21 de outubro:

1

Santos Dásio, Zótico e Caio
Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

† 303

2

Santo Hilarião
Abade. Na ilha de Chipre. Foi fundador e exemplo da vida eremítica nesta região.

† c. 371

3

São Malco
Monge. Comemoração. Ilustre vida ascética em Marónia, perto de Antioquia da Síria, na atual Turquia.

† s. IV

4

São Severino
Bispo. Em Bordéus, na Aquitânia, na atual França.

† s. V

5

Santa Cilínia
Em Laon, na Gália, na França. Mãe dos santos bispos Princípio de Soissons e Remígio de Reims.

† d. 458

6

São Viador
Leitor. Em Lião, hoje na França. Comemoração. Foi discípulo e ministro de São Justo, bispo de Lião, e o acompanhou no ermo do Egito e na sua morte.

† d. 481

7

São Vendelino
Eremita. Em Tréveris, na Austrásia, atualmente na Alemanha.

† s. VII

8

São Mauronto
Bispo. Em Marselha, na Provença da Gália, na hodierna França. Foi também abade do mosteiro de São Vítor.

† c. 780

9

Beato Pedro Capúcci
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Cortona, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.

† 1445

10

Julião Nakaura
Religioso da Companhia de Jesus e mártir. Em Nishizaka, colina de Nagasaki.

† 1633

11

São Pedro Yu Tae-ch’ol
Mártir. Em Seul, na Coreia.

† 1839

12

Beato Estanislau Garcia Obeso
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Montes de Saja, na Cantábria, no litoral da Espanha.

† 1936

13

Santa Laura de Santa Catarina de Sena
Virgem. Em Belencito, na Colômbia. Fundou a Congregação das Irmãs Missionárias de Maria Imaculada e Santa Catarina de Sena.

† 1949

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Maria Bertilla Boscardin, enfermeira na Primeira Guerra Mundial

São Paulo da Cruz, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 20 de Outubro

Santa Maria Bertilla Boscardin: serva de todos

Santa Maria Bertilla Boscardin,

Serva de Todos · † 1922

Origens

Santa Maria Bertilla Boscardin: serva de todos

Batizada com o nome de Ana Francisca, nasceu em 6 de outubro de 1888, em Brendola, na Itália, numa família de origem humilde e camponesa.

Era a mais velha de três filhos. Desde menina, gostava muito de rezar e tinha um grande amor por Nossa Senhora. Sempre que podia, rezava diante de um quadro da Virgem, que ficava pendurado na parede da cozinha de sua casa. Sendo tão piedosa, conseguiu fazer a Primeira Comunhão aos nove anos de idade.

Entrada no Convento

Aos dezessete anos de idade, resolveu seguir sua vocação religiosa, ingressando no Convento das Irmãs Mestras de Santa Doroteia, Filhas dos Sagrados Corações, e adotando o nome de Maria Bertilla. Foram-lhe entregues trabalhos relacionados à lavanderia e ao cuidado com o forno.

Enfermeira

Recebeu o diploma de enfermeira para ser útil no tratamento dos doentes. Em seu diário, escreveu: “Quero ser serva de todos, quero trabalhar, sofrer e deixar toda satisfação aos outros”.

Em seu segundo ano de noviciado, foi enviada para o hospital de Treviso, na Itália, onde exerceu a função de enfermeira. Foi colocada na ala infantil, cuidando de crianças vítimas da guerra.

A Primeira Guerra Mundial fez com que Maria Bertilla se dedicasse aos cuidados com os soldados feridos. Mas precisou sair de Treviso, que se encontrava na frente das operações militares.

A morte

Em 1910, foi diagnosticada com um câncer; sua saúde estava debilitada e precisou passar por uma cirurgia, retirando-se por um tempo para se recuperar. Voltando ao hospital de Treviso, ficou mais uma vez doente, precisando realizar outra cirurgia, mas não resistiu ao tempo de sua recuperação.

Morreu no dia 20 de outubro de 1922, após converter o médico-chefe do hospital.

Via de Santificação

Em 1952, foi beatificada pelo Papa Pio XII e, em 1961, canonizada pelo Papa João XXIII. No discurso de canonização, o Papa João recordou a piedade de Santa Maria Bertilla para com Deus, sua integridade de costumes e pureza de alma e, por último, o seu ardor em ajudar os outros, especialmente os infelizes e os enfermos.

Santa Maria Bertilla Boscardin, rogai por nós!

Bertilla — De origem germânica, associa-se à ideia de “brilhante” e “ilustre”. Maria Bertilla foi o nome que Ana Francisca adotou ao ingressar na vida religiosa.

“Oração – Enfermeira do corpo e da alma, amparai os doentes que a vós recorrem, dando-lhes a cura completa e total. Intercedei pelos hospitais e clínicas, pelos médicos e profissionais da saúde. Dai a todos a capacidade de compadecer-se nos sofrimentos alheios e o cuidado necessário. Amém.”

Santa Maria Bertilla Boscardin, rogai por nós!

São Cornélio — Centurião batizado por São Pedro em Cesareia da Palestina, como primícias da Igreja dos gentios.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de outubro:

1

São Cornélio
Centurião. Em Cesareia da Palestina. Foi batizado por São Pedro, como primícias da Igreja dos gentios.

† s. I

2

São Caprásio
Mártir. Em Agen, na Aquitânia, atualmente na França.

† c. 303

3

São Sindolfo
Eremita. Em Aussonce, no território de Reims, na Nêustria, na atual França. Seguiu a vida solitária, somente conhecido por Deus.

† c. 600

4

São Vital
Bispo. Em Salzburgo, na Baviera, hoje na Áustria. Originário da Irlanda, foi discípulo de São Ruperto.

† c. 730

5

Santo André
Monge e mártir. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia.

† 767

6

Santo Aderaldo
Arcediago. Em Troyes, junto ao rio Sena, na França. Ilustrou a Regra canonical com as suas palavras.

† c. 1002

7

Santa Adelina
Abadessa. Em Savigny, na Normandia, na França. Primeira abadessa do mosteiro de Mortain, que fundou com a ajuda de seu irmão São Vital.

† c. 1125

8

Beato Tiago Strepa
Bispo de Halic, da Ordem dos Menores. Em L’viv, na Ruténia, na atual Ucrânia.

† 1409

9

Santa Maria Bertilla
Virgem da Congregação das Irmãs de Santa Doroteia dos Sagrados Corações. Em Treviso, na Itália.

† 1922

10

Beato Tiago Kern
Presbítero da Ordem Premonstratense. Em Viena, na Áustria.

† 1924

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Pedro de Alcântara, padroeiro do Brasil

São Pedro de Alcântara, padroeiro do Brasil

Santo do Dia – 19 de Outubro

São Pedro de Alcântara - Padroeiro do Brasil

São Pedro de Alcântara,

Padroeiro do Brasil · † 1562

Origens

São Pedro de Alcântara - Padroeiro do Brasil São Pedro de Alcântara nasceu em Alcântara, na Espanha, em 1499, descendente de uma nobre família.

Era um menino simples, orante e de bom comportamento. Estudou na universidade ainda novo, mas soube igualmente destacar-se no cultivo das virtudes cristãs. Ao obedecer ao Mestre, o casto e caridoso jovem entrou para a Ordem de São Francisco, embora seu pai quisesse para ele o Direito.

Vida Sacerdotal

São Pedro de Alcântara foi ordenado sacerdote e tornou-se modelo de perfeição monástica e ocupante de altos cargos, que administrou até chegar, com vinte anos, a superior do convento, e, mais tarde, eleito provincial da Ordem.

Provincial Franciscano

Franciscano de espírito e convicção, era sempre de oração e jejum, poucas horas de sono, hábito surrado, grande pregador e companheiro das viagens. Como provincial, visitou todos os conventos da sua jurisdição, promovendo uma reforma de acordo com a regra primeira de São Francisco, da qual era testemunho vivo.

Conselheiro de Carlos V e João III

Conhecido, sem desejar, em toda a Europa, foi conselheiro do imperador Carlos V e do rei João III; além de amigo dos santos e diretor espiritual de Santa Teresa de Ávila. Esta atestou sobre ele depois da morte do santo: “Pedro viveu e morreu como um santo, e, por sua intercessão, conseguiu muitas graças de Deus”. Foi São Pedro quem obteve a autorização para que Santa Teresa fundasse, em Ávila, seu primeiro convento de carmelitas.

Morte

Considerado um dos grandes místicos espanhóis do século XVI e dos que levaram a austeridade até um grau sobre-humano, entrou no Céu com 63 anos, em 1562, após sofrer muito e receber os últimos Sinais do Amor (Sacramentos), que o preparou para um lindo encontro com Cristo. São Pedro de Alcântara soube vencer o corpo do pecado por meio de muita oração e muitas mortificações.

Via de Santificação

Foi beatificado por Gregório XV em 1622; em 1669, canonizado por Clemente IX. No ano 1826, foi declarado Padroeiro do Brasil por solicitação de Dom Pedro I, que tinha o santo como devoção particular de sua família. São Pedro de Alcântara, rogai por nós! Pedro — Do grego Pétros, que significa “pedra” ou “rocha”. Foi o nome dado por Jesus a Simão, o primeiro dos Apóstolos, como fundamento firme da Igreja.

“Oração – Ao nosso querido padroeiro, escolhido pela corte real, assim como elevado à corte celeste, sede o auxílio e proteção do povo brasileiro. Inspirai os políticos e representantes para que sigam os valores do evangelho e instalem o Reino de Cristo. Olhai para os mais excluídos dando a eles o necessário para encontrar Jesus. Amém.”

São Pedro de Alcântara, rogai por nós!

São Paulo da Cruz — Presbítero, que fundou a Congregação dos Clérigos Regrantes da Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de outubro:

1
Santos João de Brébeuf, Isaac Jogues e companheiros Mártires. Presbíteros da Companhia de Jesus. São João de la Lande, religioso, assassinado nos Estados Unidos. O martírio de São Renato Goupil. Venerados conjuntamente os seus santos companheiros Gabriel Lalemant, António Daniel, Carlos Garnier e Natal Chabanel, no Canadá.
† 1642-1649
2
São Paulo da Cruz Presbítero. Fundou a Congregação dos Clérigos Regrantes da Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
† 1775
3
São Joel Profeta. Comemoração.
—
4
Santos Ptolomeu, Lúcio e companheiro Em Roma, a comemoração.
† c. 160
5
Santo Astério Mártir. Em Óstia, no Lácio, região da Itália.
† c. s. III
6
Santos Sabiniano e Potenciano Perto de Sens, na Gália Lionense, atualmente na França, a comemoração.
† c. s. IV
7
Santo Varão Soldado. No Egito, que viveu no tempo do imperador Maximiano.
† 307
8
São Grato Bispo. Em Oloron, junto aos Pireneus, na Aquitânia, hoje na França.
† d. 506
9
Santo Etvino Monge. Na Bretanha Menor, na atual França.
† d. 589
10
São Verão Bispo. Em Cavaillon, na Provença, hoje França.
† s. VI
11
Santo Aquilino Bispo. Em Evreux, na Gália, hoje na França.
† c. 690
12
Santa Fridesvida Virgem. Em Oxford, na Inglaterra. Sendo de estirpe régia e eleita abadessa, dirigiu dois mosteiros.
† 1257
13
Beato Tomás Hélye Presbítero. Em Biville, próximo de Cherburgo, na Normandia, região da França.
† 1595
14
São Filipe Howard Mártir. Em Londres, na Inglaterra.
† 1633
15
Santos Lucas Afonso Gorda e Mateus Koyioye Mártires. Em Nagasaki, no Japão. Lucas Afonso Gorda, presbítero, e Mateus Koyioye, religioso, ambos da Ordem dos Pregadores.
† 1634
16
Beata Inês de Jesus Galand Virgem da Ordem dos Pregadores. Em Langeac, junto ao rio Allier, na França.
† 1634
17
Beato Jorge Popieluszko Presbítero da diocese de Varsóvia e mártir. Em Wloclawek, na Polônia.
† 1984

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Lucas, Evangelista – 18 de Outubro

São Lucas, Evangelista

Santo do Dia – 18 de Outubro

São Lucas - O Evangeliasta da Misericórdia

São Lucas,

O Evangelista da Misericórdia · † s. I

Origens

São Lucas - O Evangeliasta da Misericórdia

São Lucas Evangelista, que, segundo a tradição, nasceu em Antioquia de uma família pagã, era médico de profissão. Convertido à fé de Cristo, foi companheiro caríssimo do apóstolo São Paulo até a confissão (martírio) deste. Serviu irrepreensivelmente ao Senhor, jamais tomou mulher nem teve filhos.

Características do Evangelho

É possível perceber a característica mais original do Evangelho de Lucas graças aos seis milagres e às dezoito parábolas, que não encontramos nos outros Evangelhos. Ele dedica atenção particular aos pobres e às vítimas das injustiças, aos pecadores arrependidos, acolhidos pelo perdão e a misericórdia de Deus.

Parábolas Narradas

Ele narra a parábola do pobre Lázaro e o rico Epulão. Fala do Filho Pródigo e do pai misericordioso, que o acolhe de braços abertos. Descreve a ação da pecadora perdoada, que lava os pés de Jesus com as suas lágrimas e os enxuga com seus cabelos. Cita as palavras de Maria, no Magnificat, quando ela proclama que Deus “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias!” (Lc 1,52-53).

Padroeiro dos Médicos, Pintores e Vidraceiros

Pintor

Os cristãos orientais atribuem ao “médico pintor”, Lucas, numerosos quadros representando a Virgem. Em seu Evangelho, escrito em grego fluente e límpido, Lucas traça a biografia da Virgem e fala da infância de Jesus.

Conhecia os outros Evangelistas

Lucas conhecia os Evangelhos de Mateus e Marcos quando começou a escrever o seu, antes do ano 70. Julgava que ao primeiro faltava uma certa ordem no desenvolvimento dos fatos e considerava o segundo por demais conciso. Como diligente estudioso, Lucas, depois de ter documentado escrupulosamente as notícias da vida de Jesus, “desde o início”, quis narrá-la novamente de forma ordenada, de modo que os fatos e ensinamentos progredirem pari passu como a realidade. Deu prova da mesma agradável fluência narrativa também na redação dos Atos dos Apóstolos.

Evangelista dedicado a Maria

Maria é o foco do seu Evangelho. A relação particular que Lucas tem com Maria é outra característica do seu Evangelho. Por meio dele e — podemos imaginar —, por meio da narração que Maria lhe fez pessoalmente, conhecemos as palavras da Anunciação, da Visita a Isabel e do Magnificat. Por seu intermédio, sabemos os particulares da Apresentação de Jesus ao Templo e a angústia de seus pais, Maria e José, por não poder encontrar seu filho de doze anos no Templo. Provavelmente, graças a esta sua sensibilidade narrativa e descritiva, nasce a tradição de ser o primeiro iconógrafo, sabemos que Lucas era pintor.

A morte

As notícias concernentes à sua morte são incertas: algumas fontes falam do seu martírio; outras dizem que viveu até a idade avançada. A tradição mais antiga diz que morreu na Beócia, com 84 anos, depois de ter-se estabelecido na Grécia, onde escreveu seu Evangelho. Três cidades se ufanam de conservar suas relíquias: Constantinopla, Pádua e Veneza.

São Lucas, rogai por nós! Lucas — Do latim Lucanus, relacionado a lux, “luz”. Significa “luminoso”, “aquele que nasce com a luz do dia”.

“Oração – Poderoso Evangelista, inspirado pelo Espírito Santo ao relatar a vida de Jesus, cuidai dos escritores para que mostrem a verdade e dos comunicadores para que vivam segundo o que anunciam. Sede também um modelo de busca pelo Cristo. Amém.”

São Lucas, rogai por nós!

Santo Isaac Jogues — Presbítero da Companhia de Jesus e mártir, em Ossernenon, povoação do Canadá.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de outubro:

1
Santo Asclepíades Bispo. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia.
† 218
2
Santos Próculo, Eutício e Acúcio Mártires. Em Pozzuóli, na Campânia, região da Itália. Próculo era diácono.
† c. s. IV
3
Santo Amável Presbítero. Em Riom, no território dos Avernos, na Aquitânia, hoje na França.
† s. V
4
São Múnio Venerado como eremita na floresta das Ardenas e mártir. Em Nassogne, no Brabante da Austrásia, atualmente na Bélgica.
† c. 630/640
5
São Pedro de Alcântara Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Arenas, na região de Castela, na Espanha.
† 1562
6
Santo Isaac Jogues Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Ossernenon, povoação do Canadá.
† 1646
7
São Paulo da Cruz Presbítero. Em Roma, o dia natal, cuja memória se celebra amanhã.
† 1775

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Amigo e companheiro de São Paulo

Pertencia a uma família pagã, provavelmente de Antioquia da Síria e converteu-se ao cristianismo . Foi amigo e companheiro de São Paulo, Apóstolo, na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo. Segundo São Paulo, era médico: “Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas” (Colossenses 4,14).

Médico que entregou sua pessoa a serviço de Paulo

Toda a sua ciência médica e literária colocou à disposição do grande Apóstolo. Entregou-lhe a sua pessoa e seguiu-o por toda a parte. São Paulo, refere-se várias vezes como a seu fiel cooperador. Saúda os cristãos de Colosso da parte de Lucas, médico, que lhe é muito caro. Alguns escritores antigos também atribuem a este último a qualidade de pintor.

Evangelizou vários países

São Paulo enviou-o com Tito a Corinto. Depois da morte do Apóstolo, São Lucas pregou o Evangelho em diversos países, entre outros, na Gália. Entretanto, é mais conhecido como aquele que escreveu o terceiro Evangelho. Segundo a tradição, escreveu o seu Evangelho por volta do ano 70.

Seu Evangelho se dirige a todos os homens

Ele apresenta-nos uma visão completa do mistério da vida, da morte e da ressurreição de Cristo. Embora escrevesse mais para os gregos do que para os judeus, o seu Evangelho dirige-se a todos os homens. Mostra, com isto, que a salvação que Jesus de Nazaré veio trazer dirige-se a todos. É uma mensagem universal: o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido (Lucas 19,10).

A vinda de Jesus é causa de grande alegria

De acordo com ele, Jesus é o amigo dos pecadores; é o consolador dos que sofrem. A vinda de Jesus é causa de grande alegria. O Evangelho de Lucas se propõe como regra de vida não somente para a pessoa em si, mas para toda a comunidade. Daí o seu cunho social. Nele se cumpriu a máxima de Jesus: “bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus”.

Autor dos Atos dos Apóstolos

É autor, também, dos Atos dos Apóstolos, e Teófilo, a quem dedica seus dois livros, e ao qual dá o título de Excelente ou Excelência, parece ter sido cristão de alta posição social.

São Lucas, Evangelista, rogai por nós!

Oração – Ó São Lucas, médico, que com as tuas santas mãos, invocando o nome de Deus, curaste tantos enfermos de tão graves doenças, rogai ao bom Jesus que me livre das enfermidades do corpo e do espírito, se for do agrado de Deus. Amém.”

Lucas: Significa “o que vem da Lucânia”, “lucano”, “luminoso” ou “iluminado”. O nome Lucas tem origem no grego Loukás Com São Pedro de Alcântara, Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Reformou a disciplina regular dos conventos da Ordem na Espanha e foi conselheiro de Santa Teresa de Jesus na obra reformadora da Ordem das Carmelitas.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

18/10

2. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santo Asclepíades, bispo, que foi um do memorável número de confessores da fé em tempo de perseguição, († 218) 3. Em Pozzuóli, na Campânia, região da Itália, os santos mártires Próculo, diácono, Eutício e Acúcio, († c. s. IV) 4. Em Riom, no território dos Avernos, na Aquitânia, hoje na França, Santo Amável, presbítero, († s. V) 5. Em Nassogne, no Brabante da Austrásia, atualmente na Bélgica, São Múnio, venerado como eremita na floresta das Ardenas e mártir, († c. 630/640) 6. Em Arenas, na região de Castela, na Espanha, São Pedro de Alcântara, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, insigne pelo dom do conselho e pela sua vida penitente e austera, reformou a disciplina regular dos conventos da Ordem na Espanha e foi conselheiro de Santa Teresa de Jesus na obra reformadora da Ordem das Carmelitas, († 1562) 7. Em Ossernenon, povoação do Canadá, a paixão de Santo Isaac Jogues, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que foi feito escravo pelos indígenas, que lhe cortaram os dedos e finalmente o mataram com golpes de machado na cabeça. A sua memória celebra-se amanhã, juntamente com a dos seus companheiros, († 1646) 8. Em Roma, o dia natal de São Paulo da Cruz, presbítero, cuja memória se celebra amanhã, († 1775)

Santo Inácio de Antioquia, Bispo, Mártir – 17 de Outubro

Santo Inácio de Antioquia, Bispo, Mártir

Santo do Dia – 17 de Outubro

Santos Inácio de Antioquia - O Bispo Perseguido e Jogado ás feras

Santo Inácio de Antioquia,

O Bispo Perseguido e Jogado às Feras · † 107

Origens

Santos Inácio de Antioquia - O Bispo Perseguido e Jogado ás feras Descendente de uma família pagã, não romana, Inácio converteu-se ao cristianismo em idade avançada, graças à pregação de São João Evangelista, que havia passado por aquelas terras.

Santo Inácio foi o terceiro bispo de Antioquia, na Síria, cidade que foi a terceira metrópole do mundo antigo — depois de Roma e Alexandria, no Egito —, e da qual o próprio São Pedro foi o primeiro bispo. Os seguidores da sua Igreja o definiam como um cristão “fogoso”, segundo a etimologia do seu nome.

Perseguição do Imperador Trajano

Santo Inácio de Antioquia era um Bispo forte, um pastor de zelo ardente e durante o seu episcopado, começou a terrível perseguição do imperador Trajano, da qual também o Bispo foi vítima por não querer negar sua fé em Cristo. Por isso, foi preso e transportado acorrentado para Roma. Assim, começou a sua longa viagem, rumo ao patíbulo, durante a qual foi torturado pelos guardas, até chegar ao seu destino final.

Morte

Preso e condenado, Inácio foi conduzido acorrentado, de Antioquia à Roma, onde se organizavam festas em homenagem ao imperador; e os cristãos serviam de espetáculo, no circo. No Coliseu, seu corpo foi despedaçado pelas feras, durante as celebrações da vitória do imperador na Dácia, no ano 107.

Sete Cartas

Durante sua viagem de Antioquia à Roma, Santo Inácio escreveu sete cartas. Nestas cartas, o Bispo enviado à morte recomendava aos fiéis que fugissem do pecado; para se proteger contra os erros dos gnósticos; sobretudo para manter a unidade da Igreja.

As sete lindas cartas que constituem um documento inimitável da vida da Igreja na época.

As Primeiras Cartas

Ao chegar à Esmirna, escreveu as quatro primeiras cartas, três das quais dirigidas às comunidades da Ásia Menor: aos Efésios, Magnésios e Trálios. Nelas, ele expressa a sua gratidão pelas muitas demonstrações de carinho.

Quarta Carta

A quarta carta, ao invés, foi dirigida à Igreja de Roma, na qual faz um apelo aos fiéis para não impedirem seu martírio, do qual se sentia honrado, pela possibilidade de percorrer o caminho e a Paixão de Jesus.

Três Últimas Cartas

De passagem por Trôade, Inácio escreveu outras três cartas: à Igreja da Filadélfia, de Esmirna e ao seu Bispo, Policarpo. Em suas missivas, pedia a solidariedade espiritual dos fiéis com a Igreja de Antioquia, que passava pelas provações do eminente destino do seu pastor; ao Bispo Policarpo, ofereceu interessantes diretrizes de como cumprir a sua função episcopal.

Cartas que Declararam o seu Amor a Cristo e à Sua Igreja

Ele escreveu também páginas de verdadeiras e próprias declarações de amor a Cristo e a Sua Igreja, que, pela primeira vez, foi chamada “católica”; testemunhos do conceito tripartido do ministério cristão entre Bispos, presbíteros e diáconos; e ainda diretrizes para combater a heresia do Docetismo, que acreditava na Encarnação do Filho apenas como aparência e não real.

Enfim, através das cartas de Inácio, percebemos seu desejo, quase como uma súplica ardorosa, de que os fiéis mantivessem a Igreja unida, contra tudo e contra todos.

Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós! Inácio — Tem origem no latim Ignatius, ligado à palavra ignis, “fogo”. Significa “o fogoso”, “o ardente”, “aquele que é cheio de ardor”.

“Oração – Querido Inácio, pela tua valentia, soubeste doar a tua vida em favor do Evangelho, reconhecendo que seu sangue seria semente de novos cristãos, zelai pela Igreja e seus representantes, para que tenham a mesma doação e coragem sua. Amém!”

Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós!

Santa Margarida Maria Alacoque — Virgem, em Paray-le-Monial, na França, cuja memória foi celebrada ontem.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de outubro:

1
Santo Oseias Profeta. Comemoração.
 
2
Santos Rufo e Zósimo Mártires. Comemoração.
† 107
3
Santos Mártires Volitanos Mártires. Na África Proconsular, na hodierna Tunísia, que Santo Agostinho celebrou num sermão.
† c. s. III
4
São João Eremita. Em Licópolis, no Egito.
† s. IV
5
São Dulcídio Bispo. Em Agen, na Aquitânia, atualmente na França.
† s. V in.
6
São Florêncio Bispo. Em Orange, na Provença, região da Gália, na atual França.
† c. 524
7
Beato Gilberto Abade de Cister. Em Toulouse, na Gália, hoje na França, o dia natal.
† 1167
8
Beato Baltasar Ravaschiéri de Chiavári Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Binasco, na Lombardia, região da Itália.
† 1492
9
São Ricardo Gwyn Mártir. Em Wrexham, no País de Gales.
† 1584
10
Beato Pedro da Natividade de Santa Maria Presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias. Em Roma.
† 1647
11
Santa Margarida Maria Alacoque Virgem. Em Paray-le-Monial, no território de Autun, na França, cuja memória foi celebrada ontem.
† 1690
12
Beato Tiago Burin Presbítero e mártir. Na região de Laval, na França.
† 1794
13
Beatas Maria Natália de São Luís e quatro companheiras Virgens da Ordem das Ursulinas e mártires. Em Valenciennes, também na França.
† 1794
14
Santo Isidoro Gagelin Presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir. Em Hué, no Anam, hoje no Vietnam.
† 1833
15
Beato Contardo Ferrini Em Suna, junto ao Lago Maggiore, na Itália.
† 1902
16
Beato Fiel Fuídio Rodríguez Religioso da Companhia de Maria e mártir. Em Ciudad Real, na Espanha.
† 1936
17
Beato Raimundo Estêvão Bou Pascual Presbítero e mártir. Em La Nucia, na Espanha.
† 1936
18
Beata Tarsila Córdoba Belda Mártir. Em Algemesi, na região de Valência, também na Espanha.
† 1936
19
Beato Perfeito Carrascosa Santos Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Tembleque, perto de Toledo, na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Discípulo do Apóstolo e Evangelista São João

De origem pagã se converteu em idade avançada. Foi discípulo do Apóstolo São João e segundo sucessor de São Pedro no governo da Igreja de Antioquia. Pesquisadores indicam que conheceu pessoalmente os Apóstolos Pedro e Paulo. Coração ardente (o nome Inácio deriva de ignis = fogo ), ele é lembrado sobretudo pelas expressões de intenso amor a Cristo.

Teófalo – o que traz Deus

A cidade de Antioquia, na Síria, terceira em ordem de grandeza do vasto Império Romano, teve como primeiro Bispo o Apóstolo Pedro, ao qual sucederam Evódio. E em seguida Inácio, o Teófolo — o que traz Deus –, como ele mesmo gostava de ser chamado.

Preso e acorrentado

Por volta do ano 110, foi preso vítima da perseguição de Trajano e conduzido a Roma, acorrentado, onde consumou o seu glorioso martírio.

A ferocidade dos guardas era semelhante a do leopardo

Durante a viagem, experimentou a ferocidade dos guardas, semelhante à dos leopardos, o que não impediu de escrever sete cartas, dirigidas a várias Igrejas e a São Policarpo. Nelas exorta os irmãos a servir a Deus em união com os Bispos e a não impedirem que ele fosse imolado como vítima por Cristo.

Suas cartas são os fundamentos da igreja primitiva

Tais cartas constituem preciosos documentos sobre a Igreja primitiva, seus fundamentos teológicos e sua constituição hierárquica. As suas palavras inflamadas de amor a Cristo e à Igreja ficaram na lembrança de todas as gerações futuras: “Deixem-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado saborear Deus. Eu sou o trigo de Deus. Tenho de ser triturado pelos dentes das feras, para tornar-me pão puro de Cristo.” Onde está o Bispo, ai está a comunidade “Onde está o Bispo, aí está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja Católica”, escreveu na carta ao então jovem Bispo de Esmirna, São Policarpo. Os cristãos de Antioquia veneravam, desde a antiguidade, o seu sepulcro nas portas da cidade e já no século IV celebravam a sua memória a 17 de outubro, dia adotado agora também pelo novo calendário.

Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós!

Oração – Deus, nosso Pai, animados pelo exemplo de fé e de confiança em Vós de Santo Inácio de Antioquia, sejamos fortalecidos pela Vossa graça e assim testemunhemos com nossa vida o Evangelho do Deus vivo e verdadeiro. Amém.

Inácio:Significa “filho”, ou “ardente”, “o que é como o fogo”. É uma nome de origem incerta, que possivelmente surgiu através do grego Ignátios

Com Santo Oseias, Profeta, que, não só com palavras mas com a própria vida, anunciou ao infiel povo de Israel o Senhor como Esposo sempre fiel e de infinita misericórdia.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

17/10

2. Comemoração de Santo Oseias, profeta, que, não só com palavras mas com a própria vida, anunciou ao infiel povo de Israel o Senhor como Esposo sempre fiel e de infinita misericórdia. 3. Comemoração dos santos Rufo e Zósimo, mártires, que São Policarpo refere como companheiros de martírio de Santo Inácio, quando escreve aos Filipenses: «Participaram na paixão do Senhor, não amaram a vida presente, mas Aquele que morreu e ressuscitou por eles e por todos», († 107) 4. Na África Proconsular, na hodierna Tunísia, os santos Mártires Volitanos, que Santo Agostinho celebrou num sermão, († c. s. III) 5. Em Licópolis, no Egipto, São João, eremita, que, entre os outros sinais das suas virtudes, foi insigne pelo seu espírito profético, († s. IV) 6. Em Agen, na Aquitânia, atualmente na França, São Dulcídio, bispo, que defendeu ardorosamente a fé católica contra a heresia ariana, († s. V in.) 7. Em Orange, na Provença, região da Gália, também na atual França, São Florêncio, bispo, († c. 524) 8. Em Toulouse, também na Gália, hoje na França, o dia natal do Beato Gilberto, abade de Cister, natural da Inglaterra, homem de eminente sabedoria, que defendeu São Tomás Becket no seu exílio, († 1167) 9. Em Binasco, na Lombardia, região da Itália, o Beato Baltasar Ravaschiéri de Chiavári, presbítero da Ordem dos Frades Menores, († 1492) 10. Em Wrexham, País de Gales, São Ricardo Gwyn, mártir, pai de família e mestre-escola, professou a fé católica e, encarcerado sob a acusação de convencer outras pessoas a dar o mesmo passo, depois de muitas torturas, sempre firme na sua fé, foi enforcado e esquartejado ainda vivo, († 1584) 11. Em Roma, o Beato Pedro da Natividade de Santa Maria (Pedro Casáni), presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias, que utilizou os seus dons da natureza e da graça na formação das crianças, sentindo a maior alegria em servir a Deus nos pequeninos, († 1647) 12. Em Paray-le-Monial,  Autun, na França, o passamento de Santa Margarida Maria Alacoque, virgem, cuja memória foi celebrada ontem, († 1690) 13. Na região de Laval, também na França, o Beato Tiago Burin, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, exerceu clandestinamente o seu ministério pastoral com muitas precauções, fugindo de casa em casa para evitar a multidão dos perseguidores, e finalmente foi fuzilado quando tinha o cálice em suas mãos, († 1794) 14. Em Valenciennes, também na França, as beatas Maria Natália de São Luís (Maria Luísa Josefa Vanot) e quatro companheiras, virgens da Ordem das Ursulinas e mártires, que, durante a Revolução Francesa, em ódio à fé católica, foram condenadas à morte e subiram ao patíbulo recitando o salmo «Miserere», († 1794) 15. Em Hué, no Anam, hoje no Vietnam, Santo Isidoro Gagelin, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir, que, pela sua fé em Cristo, foi estrangulado no tempo do imperador Minh Mang, († 1833) 16. Em Suna, junto ao Lago Maggiore, na Itália, o Beato Contardo Ferrini, que, dedicado à educação da juventude, superou as ciências humanas com o exemplo da sua fé e de vida cristã, († 1902) 17. Em Ciudad Real, na Espanha, o Beato Fiel Fuídio Rodríguez, religioso da Companhia de Maria e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, foi fuzilado e descansou no Senhor, († 1936) 18. Em La Nucia, localidade próxima de Alicante, também na Espanha, o Beato Raimundo Estêvão Bou Pascual, presbítero e mártir, que, durante a mesma perseguição, como discípulo fiel mereceu a salvação no sangue de Cristo, († 1936) 19. Em Algemesi, na região de Valência, também na Espanha, a Beata Tarsila Córdoba Belda, mártir, que, sendo mãe de família, durante a mesma perseguição foi recebida na glória do Senhor, († 1936) 20. Em Tembleque, perto de Toledo, também na Espanha, Perfeito Carrascosa Santos, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que foi assassinado durante a mesma perseguição contra a fé e o sacerdócio, († 1936)

Santa Margarida Maria Alacoque, virgem. – 16 de Outubro

Santa Margarida Maria Alacoque, virgem.

Santo do Dia – 16 de Outubro

Santa Margarida Maria Alacoque - Apóstola do Coração de Jesus

Santa Margarida Maria Alacoque,

Apóstola do Coração de Jesus · † 1690

Origens

Santa Margarida Maria Alacoque - Apóstola do Coração de Jesus Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em uma família rica da Borgonha, em 22 de julho de 1647.

Seus pais eram católicos fervorosos, mas não o suficiente para permitir que uma de suas filhas se tornasse freira. No entanto, aos cinco anos, Margarida consagrou-se ao Senhor com um voto de castidade. Aos 24 anos, vencendo a resistência dos pais, pôde entrar na Ordem da Visitação fundada por São Francisco de Sales.

Zombada pelas irmãs

Margarida, ao fazer seus votos, acrescentou o nome de Maria por causa das visões que tinha. No entanto, rumores estão circulando, e muitas das freiras e suas superiores não acreditam nela ou até mesmo zombam dela, sugerindo que ela está doente ou louca. Entre as Visitandinas, porém, permanecerá por mais de vinte anos experimentando graças extraordinárias, mas também enormes penitências e mortificações que sempre enfrentará com um sorriso.

Um bom diretor espiritual

Caberá ao seu pai espiritual, o jesuíta Claude de la Colombière, reconhecer nela o carisma dos santos. Ele ordenar-lhe que relate suas experiências místicas no que será sua autobiografia, que chegou até nós. A princípio, ela resiste, depois, por obediência, ela concorda. Enquanto escrevia, continuava convencida de que estava fazendo isso apenas para si mesma, não percebeu o valor do que seria contando naquelas páginas. – “Meu coração se expandirá para espalhar abundantemente os frutos de seu amor sobre aqueles que me honram.” (Santa Margarida Maria Alacoque)

O Sagrado Coração de Jesus

A partir de 1673, Santa Margarida Maria Alacoque começou a receber visitas de Jesus que lhe pedia uma devoção particular ao Seu Sagrado Coração, que lhe aparecia “radiante como um sol, com uma chaga adorável, rodeada de espinhos e encimado por uma cruz, deitado sobre uma trono de espinhos”. De sua história, emergirá a iconografia que conhecemos hoje. Pelo seu empenho à instituição da festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, marcada para o oitavo dia depois do Corpus Christi, a freira também recebe uma grande promessa de Jesus: quem comungasse por nove meses consecutivos, na primeira sexta-feira do mês, receberia o dom da penitência final, ou seja, morrer recebendo os sacramentos e sem pecado. Jesus também pede que ela apele ao rei da França Luís XIV para consagrar o país ao Sagrado Coração, mas a santa não obtém resposta do soberano.

Morte

Jesus aparece a Santa Margarida Maria Alacoque por 17 anos, até o dia de sua morte, quando voltará a tomá-la pela mão. Ele a chama de “discípula amada”, comunica-lhe os segredos de seu coração e a torna participante da ciência do amor. Margarida Maria faleceu em 17 de outubro de 1690; graças a ela, no bairro de Montmartre, em Paris, entre 1875 e 1914, foi construído um santuário dedicado ao Sacre Coeur, consagrado em 1919. Beatificada por Pio IX, em 1864, foi canonizada por Bento XV em 1920. Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós! Margarida — Nome de origem grega, margarítes, que significa “pérola”.

“Oração – Assim como encontraste o coração de Jesus em tuas orações, dai a nós o mesmo privilégio e união com Ele, o mesmo amor que tivestes ao nosso redentor. Nesse Coração Santo, encontremos misericórdia e virtudes para nós, expiação dos pecados para os afastados de Deus. Amém!”

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

São Gerardo Majella — Religioso da Congregação do Santíssimo Redentor, que também é celebrado em 16 de outubro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de outubro:

1
Santa Edviges Religiosa, natural da Baviera e duquesa da Silésia.
† 1243
2
São Longinos Em Jerusalém, a comemoração de São Longinos, venerado como o soldado que abriu com a lança o lado do Senhor pregado na cruz.
† s. I
3
Santo Elífio Na região de Toul, na França, é venerado como mártir.
† s. IV
4
Santos Martiniano e Saturiano Mártires na África Setentrional, com dois irmãos seus, que tinham sido convertidos à fé de Cristo por Santa Máxima, virgem.
† s. V
5
Santos Amando e Juniano Eremitas. No território de Limoges, na Aquitânia, França, Santo Amando e seu discípulo São Juniano.
† s. VI
6
São Galo Presbítero e monge. Perto de Arbon, na Germânia, atualmente na Suíça.
† 645
7
São Mumolino Bispo. Em Noyon, na Nêustria, hoje na França.
† c. 680
8
São Lulo Bispo de Mogúncia. No mosteiro de Heresfeld, na Francónia da Germânia, na Alemanha.
† 786
9
São Vital Eremita. No território de Retz, perto de Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França.
† s. VIII
10
São Gauderico Agricultor, insigne pela sua devoção a Mãe de Deus. No território de Mirepoix, junto aos Pireneus, na Gália, França.
† c. 900
11
Santa Bonita Virgem. Em Brioude, na região dos Arvenos, na Aquitânia, na França.
† s. IX/XI
12
Santo Anastásio Monge. Em Pamiers, junto aos Pireneus, na França.
† c. 1085
13
São Beltrão Bispo. Em Cominges, junto aos Pireneus, na França.
† c. 1123
14
Beato Gerardo de Claraval Abade. No mosteiro de Igny, na região de Reims, igualmente na França.
† 1177
15
São Gerardo Majella Religioso da Congregação do Santíssimo Redentor. Em Materdómini, na Campânia.
† 1755
16
Beato Jesus Villaverde Andrés Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
17
Beatos Aniceto Koplinski e José Jankowski Presbíteros e mártires, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e da Sociedade do Apostolado Católico, respectivamente. No campo de concentração de Auschwitz.
† 1941
18
Beato Agostinho Thevarparampil “Kunjachan” Presbítero. Em Ramapuram, localidade de Palai, na Índia.
† 1973

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

A melhor e mais eficaz de todas as devoções

Toda a vida desta grande vidente do séc. XVII anda estreitamente unida às origens e história da grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Foi o meio humilde e diminuto que Deus utilizou para dar a conhecer uma das melhores e mais eficazes de todas as devoções.

Deus a introduziu na comunicação com o Céu

Desde menina com quatro anos – ela conta no seu diário espiritual – Deus a introduziu no segredo da vida interior e comunicação com o céu. Para manter essa comunicação, no noviciado tinha por norma o conselho de São Francisco de Sales: “não ser extraordinário senão à força de ser comum”.

Cristo se comunica com ela

Completava o ano de noviciado a 25 de agosto de 1672 e atrasaram a cerimônia da profissão até 6 de novembro. Nesse período, Cristo se comunica com ela e começa a levantar o véu que encobre a missão para a qual a destina. Foi numa sexta-feira do ano de 1674, que estando diante do Santíssimo Sacramento exposto, Jesus se mostra radiante de glória com as cinco chagas que brilham como sóis.

Que ela suprisse, com seu amor, a ingratidão dos homens

Jesus queixou-se da ingratidão dos homens e pediu que ela,  com o seu amor, suprisse tanta frieza. Para isso deveria comungar sempre que lho permita a obediência e fazer a novena das nove primeiras sextas-feiras seguidas. Posteriormente o Sagrado Coração de Jesus volta a se queixar da ingratidão dos homens e pede que, na sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, se estabeleça a festa do Seu Coração.

O próprio Jesus indica o que ir fazendo

Como auxiliar do seu apostolado recomenda-lhe o Padre Cláudio la Colombière, s.j., também santo. Faleceu no dia 17 de Outubro de 1690. Foi canonizada em 1920 por Bento XV e a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus triunfou através da pequenez da Sua serva.

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

Oração – Ó Santa Margarida Maria, a quem o Sagrado Coração de Jesus, fez participante de seus tesouros divinos, nós vos suplicamos que nos alcanceis deste Coração adorável as graças de que temos necessidade.

Margarida: Significa “pérola”. Margarida tem origem no nome do latim Margarita, vindo do grego margarítes, que quer dizer literalmente “pérola” Com Santa Edwiges, primeira duquesa da Silésia e da Polônia, religiosa em um mosteiro cisterciense, padroeira dos endividados. São Geraldo Majela – Uma alma pura que viu a Deus | Revista Arautos do EvangelhoSão Geraldo Majela, nasceu em Muro de Lucânia, na Itália, em 1726. Ardendo do desejo de entregar-se inteiramente a Cristo, foi admitido por Santo Afonso Maria de Ligório na Congregação do Santíssimo Redentor, como irmão.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

16/10

3. Em Jerusalém, a comemoração de São Longinos, venerado como o soldado que abriu com a lança o lado do Senhor pregado na cruz. 4. Na região de Toul, na Gália, hoje na França, Santo Elífio, que é venerado como mártir, († s. IV) 5. Comemoração dos santos Martiniano e Saturiano, mártires na África Setentrional, com dois irmãos seus, que, durante a perseguição dos Vândalos no tempo do rei ariano Genserico, eram escravos de um vândalo e tinham sido convertidos à fé de Cristo por Santa Máxima, virgem, sua companheira de escravidão. Pela sua constância na fé católica, foram fustigados e feridos até aos ossos com varas nodosas e depois enviados para o desterro dos mouros exilados, onde foram condenados à morte por terem convertido alguns deles à fé de Cristo. Quanto a Santa Máxima, liberta depois de superar muitas tribulações, morreu em paz num mosteiro, como mãe de muitas virgens, († s. V) 6. No território de Limoges, na Aquitânia, atualmente na França, os santos Amando e seu discípulo São Juniano, eremitas, († s. VI) 7. Perto de Arbon, na Germânia, ctualmente na Suíça, São Galo, presbítero e monge, que, foi recebido ainda adolescente por São Columbano no mosteiro de Bangor, na Irlanda, propagou diligentemente o Evangelho nesta região e ensinou aos seus irmãos a disciplina monástica. Descansou no Senhor quase centenário, († 645) 8. Em Noyon, na Nêustria, hoje na França, São Mumolino, bispo, que, sendo monge, ajudou Santo Audomaro na missão evangelizadora e depois sucedeu a Santo Elígio na sede episcopal, († c. 680) 9. No mosteiro de Heresfeld, na Francônia da Germânia, na hodierna Alemanha, São Lulo, bispo de Mogúncia, que, sendo companheiro e colaborador de São Bonifácio na obra da evangelização, foi por ele ordenado bispo, para que fosse um mestre para os presbíteros, um doutor da Regra para os monges, um pregador fiel e pastor para o povo cristão,(† 786) 10. No território de Retz, perto de Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França, São Vital, eremita, († s. VIII) 11. No território de Mirepoix, junto aos Pireneus, na Gália, França, São Gauderico, agricultor, insigne pela sua devoção à Mãe de Deus, († c. 900) 12. Em Brioude, na região dos Arvenos, na Aquitânia, atualmente também na França, Santa Bonita, virgem, († s. IX/XI) 13. Em Pamiers, junto aos Pireneus, França, Santo Anastásio, monge, que, natural de Veneza, abraçou a vida eremítica na ilha de Tombelaine, perto de Mont-Saint-Michel, depois a vida monástica em Cluny, finalmente a vida na solidão durante os últimos anos da sua vida, († c. 1085) 14. Em Cominges, também junto aos Pireneus, na França, São Beltrão, bispo, que, por indicação do papa São Gregório VII, trabalhou arduamente para a reforma da Igreja, reconstruiu a sua cidade abandonada e em ruínas e edificou junto à catedral um claustro e um cabido de Cônegos Regrantes segundo a Regra de Santo Agostinho, 15*. No mosteiro de Igny, na região de Reims, igualmente na França, o passamento do Beato Gerardo de Claraval, abade, que foi assassinado por um iníquo monge durante uma visita a este cenóbio, († 1177) 16. Em Materdómini, na Campânia, São Gerardo Majella, religioso da Congregação do Santíssimo Redentor, que, arrebatado pelo amor de Deus, abraçou um gênero de vida rigorosíssimo e, exuberante de zelo por Deus e pelas almas, ainda jovem descansou piedosamente no Senhor, († 1755) 17. Em Madrid, na Espanha, os Beato Jesus Villaverde Andrés, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição religiosa, perseverou na fé em Cristo até à morte, († 1936) 18. Perto de Cracóvia, na Polônia, no campo de concentração de Auschwitz, os beatos Aniceto Koplinski, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, e José Jankowski, da Sociedade do Apostolado Católico, presbíteros e mártires, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sequazes de uma nefanda doutrina hostil aos homens e à fé cristã, deram testemunho da sua fé em Cristo até à morte, um na câmara de gás, o outro assassinado pelos guardas do campo, († 1941) 19. Em Ramapuram, localidade de Palai, na Índia, o Beato Agostinho Thevarparampil “Kunjachan”, presbítero, († 1973