Santa Valtrudes, Mãe de família – 09 de Abril

Santa Valtrudes, Mãe de família

Santo do Dia – 09 de Abril

Santa Valtrudes,

Mãe de Família · † 688

A Família

Santa Valtrudes É impossível dizer pormenorizadamente os Santos e Santas que lustraram a França durante o sétimo século, bem como os mosteiros que se fundaram, muitos dos quais serviram de início a outras tantas cidades. Assim, duas irmãs — Santa Valtrudes e Santa Aldegonda — fundaram dois mosteiros para jovens, os quais foram o começo das cidades de Mons e de Maubeuge.

Eram filhas de São Valberto e de Santa Bertila, ambos de ascendência ilustre. Santa Valtrudes casou-se muito jovem com o conde Maldegário. O esposo, a esposa e os quatro filhos que lhes nasceram — Landric, Aldetruda, Maldeberte e Dentelin — são todos venerados como Santos. Este último morreu muito moço. Maldegário, a conselho da esposa, consagrou-se a Deus e tomou o nome de Vicente. Fundou então o mosteiro de Soignies. Valtrudes fundou o de Mons e Aldegonda o de Maubeuge.

No dia 9 de Abril de 688, morreu em Mons, na Nêustria (atual Bélgica), Santa Valdetrudes — irmã de Santa Aldegundes, esposa de São Vicente Madelgário e mãe de quatro santos —, que, imitando seu esposo, se consagrou a Deus e tomou o hábito monástico num cenóbio por ela fundado.

A Vida Consagrada

Santa Valtrudes, após a retirada do marido para o mosteiro, ficou ainda dois anos no mundo. Praticou todos os exercícios de piedade, sob direção do Santo Abade Guislan, seu Diretor. Por fim, livre de todos os estorvos, recebeu em 656, o véu sagrado das mãos de Santo Aubert, Bispo de Cambrai, e encerrou-se em uma pequena cela, à qual uma capela fazia vizinhança.

Essa cela ficava em um lugar solitário. Várias mulheres piedosas se reuniram à Santa. Formou, então, uma comunidade religiosa. Sua reputação, bem como a do mosteiro, deram nascimento à cidade de Mons, capital de Hainaut.

Valtrudes ocupava-se unicamente da santificação de si própria e com esse objetivo trabalhou sem cessar pela prática da pobreza, da doçura, da paciência e da mortificação.

A Morte

Recebia algumas vezes visitas de Santa Aldegonda, sua irmã, que dirigia o mosteiro de Maubeuge. A virtude e a constância de Valtrudes foram duramente experimentadas. Mas ela triunfou e gozou, depois, da paz e da consolação que Deus faz suceder às grandes tormentas.

Morreu no dia 9 de Abril de 688. Suas relíquias se encontram na igreja que dela recebeu o nome. É patrona titular da cidade de Mons e de toda a região de Hainaut.

Santa Valtrudes, rogai por nós!

Valtrudes (Waltrude) — Significa “campo de batalha”. Nome de origem germânica, composto pelos elementos wald (governo, poder) e thrud (força). Evoca a mulher que governa com força.

“Mãe de família cristã, depois de ter criado seus quatro filhos, todos honrados como santos, abraçou uma vida de oração e solidão. Ajudai-nos a dar testemunho que santifica. Amém.”

Santa Valtrudes, rogai por nós!

Beata Lindalva Justo de Oliveira — Virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e mártir, em Salvador da Bahia, Brasil.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 9 de abril:

1
São Máximo
Bispo de Alexandria, no Egito. Como presbítero, acompanhou São Dionísio no exílio e na confissão da fé, a quem sucedeu na sede episcopal.

† 282

2
Santo Edésio
Mártir em Alexandria, no Egito. Irmão de Santo Anfiano, censurou abertamente o juiz por entregar ao lenocínio as virgens consagradas a Deus, e por isso foi preso, torturado e lançado ao mar.

† 306

3
São Demétrio
Mártir em Sirmium, na Panônia (hoje Sremska Mitrovica, na Sérvia). Piedosamente venerado em todo o Oriente, especialmente em Tessalônica.

† s. III/IV

4
Santo Eupsíquio
Mártir em Cesareia, na Capadócia (hoje Kayseri, na Turquia). Por ter destruído o templo da deusa Fortuna, sofreu o martírio no tempo do imperador Juliano Apóstata.

† c. 362

5
São Libório
Bispo de Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França.

† s. IV

6
Santo Acácio
Bispo em Amida, na Mesopotâmia (hoje Diyarbakir, na Turquia). Para resgatar os persas cativos, persuadiu o clero e chegou a vender os vasos sagrados da Igreja.

† s. V

7
Santa Valtrudes (Valdetrudes)
Em Mons, na Nêustria, hoje na Bélgica. Irmã de Santa Aldegundes, esposa de São Vicente Madelgário e mãe de quatro santos; imitando o esposo, consagrou-se a Deus e fundou um cenóbio.

† 688

8
Santo Hugo
Bispo de Rouen, em Jumièges, na Nêustria, hoje na França. Governou simultaneamente o mosteiro de Fontenelle e as Igrejas de Paris e de Baieux e, por fim, dirigiu o mosteiro de Jumièges.

† 730

9
Santa Cassilda
Virgem, no lugar de São Vicente, próximo de Briviesca, em Castela, Espanha. Nascida na religião maometana, ajudou compassivamente os cristãos encarcerados e depois seguiu a vida cristã na solidão eremítica.

† 1075

10
São Gauquério
Cónego regular em Aureil, no território de Limoges, na França. Resplandeceu para o clero como exemplo de vida comum e zelo das almas.

† 1140

11
Beato Ubaldo de Sansepolcro
Presbítero da Ordem dos Servos de Maria, junto ao monte Senário, na Toscana, Itália. Conduzido da milícia terrestre ao serviço de Maria por São Filipe Benízi.

† 1315

12
Beato Tomás de Tolentino
Presbítero da Ordem dos Menores e mártir, em Tana, na Índia oriental. Partiu para anunciar o Evangelho na China e coroou a sua missão com glorioso martírio.

† 1321

13
Beato Antônio Pavóni
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, em Bricherásio, junto de Pinerolo, no Piemonte, Itália. Ao sair da igreja onde pregara contra a heresia, foi barbaramente trucidado.

† 1374

14
Beata Margarida Rutan
Virgem da Congregação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e mártir, em Dax, na Aquitânia, França.

† 1794

15
Beata Celestina Faron
Virgem da Congregação das Pequenas Servas da Imaculada Conceição e mártir, no campo de concentração de Auschwitz, Polônia. Encarcerada por sua fé em Cristo, alcançou a coroa do martírio.

† 1944

16
Beata Lindalva Justo de Oliveira
Virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e mártir, em Salvador, Bahia, Brasil.

† 1993

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Maria Rosa Júlia Billiart, virgem, Fundadora – 08 de Abril

Santa Maria Rosa Júlia Billiart, virgem, Fundadora

Santo do Dia – 08 de Abril

Santa Rosa Billiart,

Virgem e Fundadora · † 1816

De Família Camponesa

Santa Rosa Billiart Era natural de Cuvilly, na Picardia, França, e seu nome de batismo era Maria Rosa Júlia Billiart. Nascida em família camponesa e de vida humilde, sempre precisou trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da casa.

Mesmo com todas as suas ocupações, sempre procurava tempo para visitar os enfermos e os abandonados, ajudava-os e orava por eles. Desde jovem demonstrou grande fervor na fé e dedicação ao próximo, características que a acompanhariam por toda a vida.

Um dia, quando ainda nem tinha vinte anos, enquanto trabalhava com seu pai, um indivíduo disparou uma espingarda contra este e ela ficou com uma paralisia nas pernas, devido ao enorme choque emocional que teve. Suportou esta doença por 22 anos e foi depois milagrosamente curada.

Perseguida e Fundadora

Em 1790, devido à Revolução Francesa, teve que fugir, perseguida pelas autoridades, devendo trocar de residência constantemente. Os sofrimentos agravaram de tal forma o seu problema que chegou a perder a fala por alguns meses. Em 1793 teve uma visão. Aos pés de uma cruz, ela viu um grupo de mulheres vestindo roupas estranhas e escutou uma voz que dizia: – Eis as filhas que te darei num Instituto que será marcado com a minha cruz. No fim do tempo do Terror, mudou-se para Amiens, onde recobrou a fala e conheceu Maria Luísa Francisca Blin de Boudon, mulher muito inteligente e culta, Viscondessa de Gézaincourt, que seria sua amiga íntima e colaboradora. Júlia e Francisca fundaram o Instituto de Nossa Senhora, com o apoio do Padre jesuíta Joseph Varin. O fim do Instituto era o cuidado espiritual de crianças e formação de catequistas. Foi a primeira congregação religiosa sem distinções entre os seus membros.

A Morte

O fato de ter recuperado a saúde em 1804 permitiu-lhe consolidar e expandir a sua obra: foram inaugurados os conventos de Namur, Gante e Tournai. Madre Júlia passou os últimos sete anos de sua vida em Namur, formando as religiosas e fundando novas casas. Morreu a 8 de Abril de 1816, enquanto recitava o Magnificat e fazia as suas preces à sua protetora, a mártir Santa Júlia. Santa Rosa Billiart, rogai por nós! Júlia — Significa “fofa”, “macia”, “jovem” ou “filha de Júpiter”. É a variante feminina de Júlio, nome originado no latim Julius.

“Oração – Santa Júlia Billiart que venceu as dificuldades da vida e nunca desanimou diante do futuro incerto, ajudai-nos a ser fortes. Amém.”

Santa Rosa Billiart, rogai por nós!

Santo Agabo — Profeta, que, segundo o testemunho dos Atos dos Apóstolos, movido pelo Espírito Santo, anunciou uma grande fome em toda a terra e os tormentos que Paulo ia sofrer da parte dos gentios.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 08 de abril:

1
Santa Júlia Billiart (Rosa) Virgem. Em Namur, junto ao rio Mosa, no Brabante, na atual Bélgica. Fundou o Instituto de Santa Maria para a formação da juventude feminina e propagou ardorosamente a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
† 1816
2
Santos Herodião, Assíncrito e Flegonte Apóstolos saudados pelo apóstolo São Paulo na Epístola aos Romanos.
† s. I
3
São Dionísio de Corinto Bispo de Corinto, na Grécia. Dotado de admirável conhecimento da palavra de Deus, instruiu com a pregação os fiéis da sua cidade e ensinou também com cartas os bispos de outras províncias.
† 180
4
Santos Timóteo, Diógenes, Macário e Máximo Mártires. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia.
† data inc.
5
São Dionísio de Alexandria Bispo. Em Alexandria, no Egito. Homem de grande erudição, professou a fé muitas vezes e suportou diversas tribulações e torturas no tempo dos imperadores Valeriano e Galieno; adormeceu no Senhor como confessor da fé.
† c. 265
6
Santo Amâncio de Como Bispo. Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Foi o terceiro a ocupar esta cátedra episcopal e construiu a basílica dos Apóstolos.
† 449
7
Beato Clemente de Ósimo Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Orvieto, na Úmbria, região da Itália. Dirigiu e promoveu eficazmente a Ordem e reformou sabiamente as suas leis.
† 1291
8
Beato Julião de Santo Agostinho Religioso da Ordem dos Frades Menores Descalços. Em Alcalá de Henares, na Espanha. Considerado alienado mental por causa da sua rigorosa penitência, anunciou a Cristo mais pelo exemplo da sua virtude que pela palavra.
† 1606
9
Beato Augusto Czartoryski Presbítero da Sociedade Salesiana. Em Alássio, próximo de Albenga, na Ligúria, região da Itália. Sua enfermidade não impediu que, seguindo firmemente o chamamento de Deus, recebesse especiais dons de santidade.
† 1893
10
Beato Domingos do Santíssimo Sacramento Iturrate Presbítero da Ordem da Santíssima Trindade. No convento de Belmonte, perto de Cuenca, na Espanha. Dedicou-se com todas as forças a promover a salvação das almas e a exaltar a glória da Santíssima Trindade.
† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São João Batista de La Salle, Presbítero, Fundador – 07 de Abril

São João Batista de La Salle, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 7 de Abril

São João Batista de La Salle,

Presbítero e Fundador · † 1719

Descendente de Carlos Magno

São João Batista de La Salle A tradição da família de La Salle, na França, é muito antiga. No século XVII, descendente de Carlos Magno, Louis de La Salle era conselheiro do Supremo Tribunal quando sua esposa, também de família fidalga, deu à luz a João Batista de La Salle, em 30 de abril de 1651.

O casal não era nobre só por descendência, ambos tinham também nobreza de espírito e seguiam os ensinamentos católicos, que repassaram aos sete filhos. João Batista era o mais velho deles. Dos demais, uma das filhas tornou-se religiosa, entrando para o convento de Santo Estevão, em Reims. Dois outros filhos ocuparam cargos elevados no clero secular, mas João Batista revelou-se o mais privilegiado em termos espirituais.

Desde pequeno a vocação se apresentava no menino, que gostava de improvisar um pequeno altar para brincar de realizar os atos litúrgicos que assistia com a mãe. Paralelamente, teve no pai o primeiro professor.

Apaixonado por música clássica, sacra e profana, toda semana havia, na casa dos de La Salle, uma “tarde musical”, onde se apresentavam os melhores e mais importantes artistas da cidade. João Batista executava as músicas de caráter religioso, o que fez com que o pai o estimulasse a ingressar no coral dos cônegos da catedral. Entretanto, no íntimo, o desejo dos seus pais era que ele seguisse uma carreira política.

a vocação

O desejo dois pais durou pouco tempo, pois, na hora de definir sua profissão, João Batista confessou que queria ser Padre. Seu pai entendeu que não poderia disputar o filho com Deus e ordenou que ele seguisse a voz do Criador. Como tinha muita cultura e apreciava os estudos, com dezoito anos recebeu o título de mestre das Artes Livres, entrou para a Universidade de Sorbonne e passou a morar no seminário Santo Sulpício, em Paris. Ali se tornou catequista, chegando a ensinar um total de quatro mil crianças, preparando-as para a primeira comunhão.

Padre, Mestre e Fundador

Ao sair do seminário, João Batista, com vinte e um anos, tinha já perdido o pai e a mãe. Cuidou dos irmãos e depois pôde vestir a batina, em 1678, quando, finalmente, se ordenou sacerdote. Fundou uma escola para a formação de professores leigos e, mesmo em meio a todo esse trabalho, continuou estudando teologia, até receber o título de doutor, em 1681.

Fundou, ainda, a Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que em pouco tempo necessitou da implantação de muitas casas. Tão rápido cresceu a Ordem, que já em 1700 foi possível inaugurar um seminário, onde se lecionava pedagogia, leitura, gramática, física, matemática, catolicismo e canto litúrgico. Ele teve a grata felicidade de ver a congregação comportando setecentos e cinquenta irmãos, possuindo cento e quatorze escolas e sendo frequentadas por trinta e um mil alunos, todos pobres.

Padroeiro dos Educadores

Aqui no Brasil, os Irmãos das Escolas Cristãs se estabeleceram em 1907, espalhando-se pelos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ele morreu numa Sexta-Feira Santa, no dia 7 de abril de 1719, em Rouen, e foi canonizado, em 1900, pelo Papa Pio X. São João Batista de La Salle foi proclamado “padroeiro celeste, junto a Deus, de todos os educadores”, pelo Papa Pio XII.

São João Batista de La Salle, rogai por nós!

João Batista de La Salle — O nome João Batista homenageia o precursor de Cristo. La Salle é o sobrenome nobre da família francesa. Em conjunto, o nome evoca tanto a missão profética quanto a linhagem ilustre de um homem que dedicou vida e fortuna à educação dos pobres.

“Oração – Ó Pai, pela vossa misericórdia, São João Batista de La Salle anunciou as insondáveis riquezas de Cristo. Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no vosso conhecimento. Amém.”

São João Batista de La Salle, rogai por nós!

Santo Henrique Walpole — Da Companhia de Jesus, presbítero e mártir, enforcado e dilacerado no reinado de Isabel I, em York, Inglaterra.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 7 de abril:

1

São João Batista de La Salle
Presbítero e fundador. Em Rouen, França. Fundou a Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e foi proclamado padroeiro celeste de todos os educadores.

† 1719

2

Santo Hegesipo
Viveu em Roma no tempo dos papas Aniceto e Eleutério e escreveu em linguagem simples a história da Igreja, desde a Paixão do Senhor até ao seu tempo.

† c. 180

3

São Pelúsio
Presbítero e mártir. Em Alexandria, no Egito.

† d. inc.

4

Santos Teodoro, Ireneu, Serapião e Amônio
Mártires. Em Pentápolis, na Líbia: Teodoro, bispo; Ireneu, diácono; Serapião e Amônio, leitores.

† s. IV

5

São Caliópio
Mártir. Em Pompeiópolis, localidade da Cilícia, na atual Turquia.

† s. IV

6

Duzentos Santos Mártires Soldados
Em Sínope, no Ponto, na atual Turquia.

† s. IV

7

São Jorge de Mitilene
Bispo. Em Mitilene, na ilha de Lesbos, na Grécia. No tempo do imperador Leão o Armênio, suportou muitos tormentos por defender o culto das sagradas imagens.

† 816

8

Santo Aiberto de Crespin
Presbítero e monge. Junto ao mosteiro de Crespin, no Hainaut, hoje na França. Todos os dias recitava na solidão todo o Saltério e ministrava a misericórdia divina aos penitentes.

† 1140

9

Santo Hermano José
Presbítero premonstratense. No mosteiro de Steinfeld, na Alemanha. Resplandeceu pelo terno amor à Virgem Maria e celebrou com hinos a devoção ao divino Coração de Jesus.

† 1241/1252

10

Santo Henrique Walpole e Beato Alexandre Rawlins
Presbíteros e mártires da Companhia de Jesus. Em York, Inglaterra. No reinado de Isabel I, foram presos, atormentados e finalmente enforcados e dilacerados por causa do seu sacerdócio.

† 1595

11

Beatos Eduardo Oldcorne e Rodolfo Asley
Presbítero e religioso mártires, da Companhia de Jesus. Em Worcester, Inglaterra. Exerceram clandestinamente o ministério apostólico e, acusados falsamente de conjura contra Jaime I, foram torturados e dilacerados vivos.

† 1606

12

São Pedro Nguyen Van Luu
Presbítero e mártir. Na Cochinchina, no atual Vietnã. No tempo do imperador Tu Duc, foi condenado à pena capital e morreu com alegria no patíbulo.

† 1861

13

Beata Maria Assunta Pallotta
Virgem das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria. Em Dongerkou, China. Ocupando-se dos serviços humildes, levou uma vida simples e oculta pelo reino de Cristo.

† 1905

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Marcelino de Cartago, Tribuno, Mártir – 06 de Abril

São Marcelino de Cartago, Tribuno, Mártir

Santo do Dia – 6 de Abril

Marcelino de Cartago,

Tributo, Mártir  ·  † 413

Origens

São Vicente Ferrer - Giovanni Bellini

Era um alto funcionário do Império Romano. Bom pai de família e homem de notável honradez, conhecido pela sua bondade, sendo estimado por todos. Entretanto, Marcelino acabou sendo vítima de um dos lamentáveis cismas que dividiram o cristianismo. Foram influências políticas, como o donatismo, que levaram esse honrado cristão à condenação e ao martírio.

Famosa queima dos livros sagrados

Tudo teve início muitos anos antes, em 310. O imperador Diocleciano ordenara ao povo a entrega e queima de todos os livros sagrados. Quem obedeceu, passou a ser considerado traidor da Igreja. Naquele ano, Ceciliano foi eleito Bispo de Cartago, mas teve sua eleição contestada por ter sido referendada por um grupo de Bispos traidores, os mesmos que entregaram os livros sagrados.

Divisão da igreja

O Bispo Donato era um desses e, além disso, tinha uma posição totalmente contrária ao catolicismo, Ele defendia que os sacramentos só podiam ser ministrados por santos, não por pecadores, isto é, gente comum. Os seguidores do Bispo Donato, portanto, tornaram-se os donatistas, e a Igreja dividiu-se.

Era tabelião e tribuno em Cartago

Em Cartago, Marcelino ocupava dois cargos de grande importância: era tabelião e tribuno, funcionando, assim, como um porta-voz da população diante das autoridades do Império Romano. Era muito religioso, ligado ao Bispo Agostinho, de Hipona, reconhecido realmente como homem de muita fé e dedicação à Igreja. Algumas obras escritas pelo grande teólogo bispo Agostinho partiram de consultas feitas por Marcelino. Foram os tratados “sobre a remissão dos pecados”, “sobre o Espírito”, e o mais importante, “sobre a Trindade”, porém nenhum deles pôde ser lido por Marcelino.

Morte e Canonização

Quando Marcelino se opôs ao movimento donatista, em 411, foi denunciado como cúmplice do usurpador Heracliano e condenado à morte. Apenas um ano depois da execução da pena é que o erro da justiça romana foi reconhecido pelo próprio imperador Honório. Assim, a acusação foi anulada e a Igreja passou a reverenciar são Marcelino como mártir. Sua festa litúrgica foi marcada para o dia 6 de abril, data de sua errônea execução.

São Marcelino de Cartago, rogai por nós!

Marcelino — Significa “de Marcelo”, “pertencente a Marcelo”. A partir do latim Marcellinus, um diminutivo de Márcio, e significa “pequeno guerreiro, pequeno marcial”.

“Senhor, por intercessão de São Marcelino, concedei-me as graças de que necessito para o meu crescimento espiritual, a fim de que eu possa propagar Vossas maravilhas entre aqueles que me confiastes.”

São marcelino, rogai por nós!

Santa Gala, filha do cônsul Símaco — São Gregório Magno descreveu a sua morte gloriosa.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de abril:

1

Santo Ireneu
Em Sírmium, na Panônia, hoje Sremska Mitrovica, na Sérvia. Foi bispo e mártir, que, no tempo do imperador Maximiano e do governador Probo, foi cruelmente atormentado, depois submetido a vários suplícios no cárcere durante vários dias, e finalmente decapitado.

†  s. IV

2

Santo Eutíquio
Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Foi bispo, que presidiu ao Concílio de Constantinopla II, onde defendeu tenazmente a reta fé e, depois de suportar um longo exílio, morreu professando a fé na ressurreição da carne.

† 582

3

Santa Gala
Em Roma. Filha do cônsul Símaco, que, depois da morte do esposo se consagrou durante muitos anos à oração, à esmola, aos jejuns e a outras obras santas junto à igreja de São Pedro. São Gregório Magno descreveu a sua morte gloriosa.

†  s. VI

4

São Vinebaldo
Em Troyes, cidade da Nêustria, na atual França. Foi abade do mosteiro de São Lopo, célebre pela sua austeridade.

† c. 620

5

São Prudêncio
Também em Troyes. Foi bispo, que compôs um compêndio do Saltério para os itinerantes, coligiu um florilégio de preceitos para os candidatos ao sacerdócio tomados da Escritura e renovou a observância dos mosteiros.

† 861

6

São Metódio
Em Velehrad, na Morávia, atualmente na Chéquia, o dia natal de São Metódio, bispo, cuja memória se celebra com a de seu irmão Cirilo no dia 14 de Fevereiro.

† 885

7

Beato Notkero o Gago
No mosteiro de São Galo, na Suábia, hoje na Suíça. Foi monge, que passou quase toda a sua vida neste cenóbio, onde compôs numerosas sequências; era débil do corpo mas não da mente, gago da língua mas não da inteligência, sólido nas realidades divinas, paciente nas adversidades, afável com todos, assíduo na oração, na leitura, na meditação e na escritura literária.

† 912

8

São Filareto
No mosteiro de Santo Elias, no monte Aulina, Pálmi, na Calábria, região da Itália. Foi monge, insigne pela sua vida de oração.

† 1076

9

São Guilherme
Na ilha de Eskill, Roeskilde, na Dinamarca. Foi abade, que, chamado do cenóbio dos Cônegos Regrantes de Paris à Dinamarca, restaurou a observância regular, superando grandes dificuldades e obstáculos, e partiu desta vida terrena ao amanhecer o domingo da Páscoa.

† 1203

10

São Pedro de Verona
Em Milão, na Lombardia, região da Itália. O presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, sendo filho de pais sequazes do maniqueísmo, abraçou ainda criança a fé católica e na adolescência recebeu o hábito das mãos do próprio São Domingos; aplicou toda a sua energia no combate às heresias, até que, ao dirigir-se para Como, foi assassinado pelos seus inimigos, proclamando até ao último suspiro o símbolo da fé.

† 1252

11

Catarina de Pallanza
No mosteiro de Santa Maria, no Sacro Monte, junto de Varese, também na Lombardia, Foi a beata virgem, que, juntamente com algumas companheiras, levou vida eremítica segundo a regra de Santo Agostinho.

† 1478

12

São Paulo Lê Bao Tinh
Em Vinh Tri, cidade do Tonquim, no atual Vietnam. Foi presbítero e mártir, que, ainda clérigo, esteve preso no cárcere muito tempo por causa da sua fé e, elevado ao sacerdócio, foi reitor do seminário; compôs um livro de homilias e um compêndio de doutrina cristã; finalmente, levado de novo a tribunal, foi condenado à morte no tempo do imperador Tu Duc.

† 1857

13

Zeferino Agostíni
Em Verona, na Itália. O Beato, presbítero, que se dedicou ao ministério da pregação, da catequese e da educação cristã, e promoveu obras de todo o gênero em favor da juventude, dos pobres e dos enfermos, para as quais fundou a Congregação das Ursulinas Filhas de Maria Imaculada.

† 1896

14

Miguel Rua
Em Turim, na Itália. O Beato, presbítero, discípulo de São João Bosco, insigne propagador da Sociedade Salesiana.

† 1910

15

Petrina Morosíni
Em Fióbbio di Albino, localidade próxima de Bérgamo, na Itália. A Beata, virgem e mártir, que, aos vinte e seis anos, quando vinha da oficina onde trabalhava de regresso a sua casa, foi atacada por um jovem e morreu ferida de morte, ao defender a sua virgindade consagrada a Deus.

† 1957

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Vicente Ferrer, Presbítero, Pregador – 05 de Abril

São Vicente Ferrer, Presbítero, Pregador

Santo do Dia – 5 de Abril

São Vicente Ferrer

São Vicente Ferrer,

Maior Pregador do Século XIV  ·  † 1419

Origens

São Vicente Ferrer - Giovanni Bellini

Nasceu em Valência, na Espanha, em 1350. Seu pai, Guilherme Ferrer, era tabelião; sua mãe chamava-se Constância Miguel. Veio de um berço nobre, mas passou a infância e a juventude muito próximo dos Padres Dominicanos, cujo convento ficava perto de sua casa.

Ainda antes de nascer, sua mãe teve um sonho em que via a grandeza do futuro de seu filho. Por ter tanta proximidade com os padres Dominicanos, logo percebeu nele a vocação. Aos 17 anos, Vicente pediu ingresso na Ordem dos Pregadores — os Dominicanos — e com 18 anos professou os votos. Após a sua ordenação, dotado de um dom extraordinário para a pregação, começou a peregrinar por toda a Europa.

Anjo do Apocalipse

Viveu em um período difícil da história da Igreja: a Guerra dos Cem Anos e o Grande Cisma do Ocidente, que durou quase quarenta anos. Recebeu do Senhor, em sonho, o chamado para pregar durante vinte anos por boa parte da Europa. Andou pela Espanha, França, Itália, Suíça, Bélgica, Inglaterra e Irlanda — sempre de modo simples, montado num burro — mas sempre revelando o dom extraordinário da pregação.

Homens, mulheres, crianças, clérigos e teólogos o acompanhavam pelo caminho. Pregava com paixão e fervor, mortificava-se e buscava penitências para ter mais tempo para a oração. Queria defender a unidade da Igreja, o fim das guerras, o arrependimento e a penitência, como forma de esperar a iminente volta de Cristo. Era apelidado de “anjo do Apocalipse”, pois pregava sobre o iminente fim dos tempos, chamando todos à conversão para a salvação de suas almas.

Um ensinamento seu:

“A respeito do próximo, exerça estas outras sete disposições: tenra compaixão, alegria jubilosa, tolerância paciente e perdão das injúrias, afabilidade repleta de boa vontade, respeito humilde, concórdia perfeita, doação da sua vida sob o exemplo de Jesus. Como Ele, você estará pronto para doar-se aos seus irmãos.”

Milagres em Vida

Contemporâneos de São Vicente Ferrer relatam que milhares de pessoas se reuniam para ouvi-lo, e o fato mais impressionante é que até mesmo pessoas que não falavam a sua língua o entendiam.

Certa vez, em Ecija, na Espanha, uma mulher saiu durante uma de suas pregações falando com sarcasmo. São Vicente disse para que a deixassem sair, mas que se afastassem dela. O povo obedeceu, deixando-a passar até o pórtico — quando o telhado caiu sobre ela. Permanecendo morta por algum tempo, São Vicente caminhou até o corpo e ordenou com voz forte: “Mulher, em nome de Jesus Cristo, volte à vida!” — e esta ressuscitou. Todos ficaram maravilhados, e a senhora se converteu ao catolicismo. Por muito tempo se fizeram procissões até o local do milagre.

Morte e Canonização

São Vicente Ferrer morreu em viagem, já venerado como santo pelo povo da época. Foi canonizado pelo Papa Calisto III, em 3 de junho de 1455, na igreja dominicana de Santa Maria Sopra Minerva, em Roma.

São Vicente Ferrer, rogai por nós!

Vicente — Vem do latim Vincentius, derivado de vincere, que significa “vencer”, “conquistar”. O nome evoca a ideia de vitória e triunfo.

“Oh Deus, que concedestes a São Vicente Ferrer uma vida conduzida pelo fervor e desejo de anunciar o teu Reino Glorioso e a necessidade de conversão para a salvação das almas, concedei-me que eu também possa viver em expectativa da iminente volta de Cristo, com ousadia e fervor, para pregar a tua Palavra. Para a maior glória de Deus. Amém.”

São Vicente Ferrer, rogai por nós!

Beato Mariano da Mata Aparício — Presbítero da Ordem de Santo Agostinho, em São Paulo, no Brasil.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 5 de abril:

1

São Vicente Ferrer
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Vannes, na Bretanha, França. Percorreu a Europa pregando a penitência e a iminência do juízo final, convertendo multidões com suas palavras e milagres.

† 1419

2

Beato Mariano da Mata Aparício
Presbítero da Ordem de Santo Agostinho, em São Paulo, no Brasil. Dedicou a vida ao serviço dos mais pobres e abandonados.

† 1983

3

Santa Irene
Virgem e mártir na Grécia.

† 304

4

Santa Ferbuta
Viúva, irmã de São Simeão bispo. Sofreu o martírio juntamente com sua serva no reinado de Sapor II, no Iraque.

† c. 342

5

Cento e vinte mártires da Pérsia
Cento e onze homens e nove mulheres reunidos de vários lugares nas cidades régias da Pérsia; por recusarem negar a Cristo e adorar o fogo, foram queimados por ordem do rei, no Iraque.

† 344

6

Santos Mártires da Argélia
Massacrados na igreja num dia da Páscoa, na perseguição do rei ariano Genserico, na Argélia.

† s. V

7

São Geraldo
Abade. Do mosteiro de Corbie, foi eleito abade de Laon e, após santas peregrinações, retirou-se para a densa floresta, na França.

† 1095

8

Santo Alberto
Bispo que consagrou toda a sua vida à oração contínua e à solicitude pelo bem comum dos pobres, na Itália.

† 1127

9

Santa Juliana
Virgem da Ordem de Santo Agostinho, prioresa do mosteiro de Mont-Cornillon, na França.

† 1258

10

Santa Catarina Tomás
Virgem. Entrou na Ordem das Canonisas Regrantes de Santo Agostinho e foi insigne no desprezo de si mesma e na abnegação da sua vontade, na Espanha.

† 1574

11

Santa Maria Crescência Höss
Virgem da Ordem Terceira de São Francisco. Procurou comunicar aos outros o fogo do Espírito Santo que nela ardia, na Alemanha.

† 1744

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Isidoro de Sevilha, Bispo, Doutor da Igreja – 04 de Abril

Santo Isidoro de Sevilha, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 4 de Abril

Santo Isidoro de Sevilha

Santo Isidoro de Sevilha,

Bispo, Doutor da Igreja · † 636

De Família de Santos

Santo Isidoro de Sevilha Filho do Duque de Cartagena, irmão mais novo de São Leandro, Arcebispo de Sevilha; de São Fulgêncio, Bispo de Astigila e de Santa Florentina, Abadessa.

Nasceu em 560, em Sevilha, capital da Andaluzia, numa família hispano-romana muito cristã. Seu pai, Severiano, era prefeito de Cartagena e comandava sua cidade dentro dos mais disciplinados preceitos católicos.

A mãe, Teodora, educou todos os filhos igualmente nas regras do cristianismo. Como fruto, colheu a alegria de ter os quatro elevados à veneração dos altares da Igreja.

Isidoro começou a estudar a religião desde muito pequeno, tendo na figura do irmão mais velho, Leandro, o pai que falecera cedo.

Pouco Inteligente, Superou Tudo pelo Esforço

Diz a tradição que logo que ingressou na escola o menino tinha muitas dificuldades de aprendizagem, chegando a preocupar a família e os professores, mas rapidamente superou tudo com a ajuda da Providência Divina. Formou-se em Sevilha, onde, além do latim, ainda aprendeu grego e hebraico, e ordenou-se sacerdote.

Trabalhou na Conversão dos Visigodos

Tudo isso contribuiu muito para que trabalhasse na conversão dos visigodos arianos, a começar pelo próprio rei. Isidoro também foi o responsável pela conversão dos judeus espanhóis. Tornou-se Arcebispo e sucedeu a seu irmão Leandro, em Sevilha, durante quase quatro décadas. Logo no início, Isidoro organizou núcleos escolares nas casas religiosas, que são considerados os embriões dos atuais seminários.

Com seu exemplo muitos se elevaram na cultura. Sua influência cultural foi muito grande, era possuidor de uma das maiores e mais bem abastecidas bibliotecas e seu exemplo levou muitas pessoas a dedicarem seus tempos livres ao estudo e às boas leituras. Depois, retirou-se para um convento, onde poderia praticar suas obrigações religiosas e também se dedicar intensamente aos estudos.

Presidiu o II Concílio de Sevilha

Por seus profundos conhecimentos, presidiu o II Concílio de Sevilha, em 619, e o IV Concílio de Toledo, em 633, de modo que a religiosidade se enraizou no país. Por isso foi chamado de “Pai dos Concílios” e “mestre da Igreja” da Idade Média.

A Morte

Isidoro era tão dedicado à caridade que sua casa vivia cheia de mendigos e necessitados, isso todos os dias. No dia 4 de abril de 636, sentindo que a morte estava se aproximando, dividiu seus bens com os pobres, publicamente pediu perdão para os seus pecados, recebeu pela última vez a eucaristia e, orando aos pés do altar, ali morreu.

Ele nos deixou uma obra escrita sobre cultura, filosofia e teologia considerada a mais valiosa do século VII: nada menos que uma enciclopédia, com vinte e um volumes, chamada Etimologias, considerada o primeiro dicionário escrito, além de muitos comentários acerca de cada um dos livros da Bíblia.

Em 1722, o papa Bento XIV proclamou Santo Isidoro de Sevilha Doutor da Igreja, e seu culto litúrgico confirmado para o dia de sua morte. Santo Isidoro de Sevilha, rogai por nós! Isidoro — Significa “dádiva de Ísis”, “presente da deusa Ísis”. Tem origem do grego Isídoros, forma pela união das palavras Isis (nome da deusa Ísis) e dôron (presente, dádiva).

“Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São Isidoro de Sevilha, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. Amém.”

Santo Isidoro de Sevilha, rogai por nós!

Santos Agatópodo e Teódulo — Mártires em Tessalônica, lançados ao mar por confessarem a fé cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 4 de abril:

1
Santo Isidoro de Sevilha Bispo e Doutor da Igreja. Em Sevilha, na Espanha. Presidiu concílios, converteu visigodos, legou a enciclopédia Etimologias e foi proclamado Doutor da Igreja em 1722.
† 636
2
Santos Agatópodo, diácono, e Teódulo, leitor Mártires. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia. Pela sua confissão da fé cristã, sob o imperador Maximiano, foram lançados ao mar com uma pedra atada ao pescoço.
† s. IV in.
3
Santo Ambrósio Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, Itália. Sepultado no dia de Sábado Santo. Sua memória litúrgica celebra-se a 7 de dezembro, dia da sua ordenação.
† 397
4
São Platão, hegúmeno Em Constantinopla, hoje Istambul. Combateu os opositores ao culto das sagradas imagens e com seu sobrinho São Teodósio Studita instituiu o célebre mosteiro de Stúdion.
† 814
5
São Pedro Bispo de Poitiers, na Aquitânia, atual França. Favoreceu os inícios da Ordem de Fontevralt e, injustamente removido da sua sede, morreu exilado em Chauvigny.
† 1115
6
São Guilherme Cuffitélli Eremita. Em Scícli, na Sicília, Itália. Abandonando a paixão pela caça, passou cinquenta e sete anos na solidão e na pobreza.
† 1411
7
São Bento Massarári, o Negro Eremita e religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Palermo, Sicília. Sempre humilde em todas as circunstâncias e cheio de confiança na divina providência.
† 1589
8
Beato José Bento Dusmet Bispo, da Ordem de São Bento. Em Catânia, Sicília. Promoveu o culto divino e a instrução cristã; na epidemia da peste prestou grande auxílio aos enfermos.
† 1894
9
Beato Francisco Marto Criança. Em Aljustrel, lugar de Fátima, Portugal. Consumido rapidamente pela enfermidade, manifestou admirável suavidade, perseverança na adversidade e assiduidade à oração.
† 1919
10
São Caetano Catanoso Presbítero. Em Réggio Calábria, Itália. Fundou a Congregação das Irmãs Verônicas da Santa Face para assistência dos pobres e dos marginados.
† 1953

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Sisto I, Papa, Mártir – 03 de Abril

São Sisto I, Papa, Mártir

Santo do Dia – 3º de Abril

São Hugo de Grenoble

São Sisto I,

Papa, Mártir dos Alpes · † 128

época de plena perseguição

São Hugo de Grenoble

O Imperador Trajano, no final do seu reinado, julgou que devia diminuir a própria política de perseguição nos combates ao cristianismo, também porque a “infâmia” de ser cristão servia, mais frequentemente, para resolver atritos políticos ou familiares do que para dirimir questões religiosas.

Perseguição com acusações falsas, como sempre

Tal clima de “tolerância” disfarçada, que não mudou nem mesmo os métodos e as perseguições, prosseguiu até o governo do Imperador Adriano, o qual escreveu ao Procônsul da Ásia: “Se um faz as acusações e demonstra que os cristãos estão operando contra as leis, então a culpa deve ser punida segundo a sua gravidade. Mas se alguém se aproveita deste pretexto para caluniar, então é este último que deve ser punido”.

Filho de pastores, sétimo Papa

Nessa realidade, elegeu-se Sisto I, filho de pastores romanos, que se tornou o sétimo sucessor do trono de São Pedro, em 115. Seu governo combateu com veemência as doutrinas maléficas dos gnósticos, ou seja, os princípios da existência seriam transmitidos através do “conhecimento revelado” por inúmeras potências celestes, que feriam todos os fundamentos da religião de Cristo.

Grande reformador litúrgico

A este Papa deve-se a introdução de muitas normas disciplinares de culto litúrgico. Proibiu as mulheres de tocarem o Cálice sagrado e a Patena, que é o pratinho de metal, dourado ou prateado, usado para depositar a hóstia consagrada. Instituiu o convite aos fiéis para cantarem o Sanctus junto com o celebrante, durante a missa. Introduziu a água no rito eucarístico e determinou que a Túnica ou Corporal fossem feitos de linho.

Mártir no tempo de Adriano

O Papa Sisto I morreu durante a perseguição do Imperador Adriano, em 125. Estava próximo de Roma, visitando a Diocese de Frosinone, provavelmente onde sofreu o suplício, pois foi enterrado na acrópole de Alatri. A sua celebração foi mantida no dia 3 de abril, como sempre foi reverenciado pelos devotos alatrianos, que guardam as suas relíquias na igreja da catedral da cidade.

São Sisto I, rogai por nós!

Sisto — Significa “Polido, Educado”, “Sexto”. Possivelmente tem dois étimos. Um dos quais é grego, a partir da palavra xystós.

“Oração — Ó Deus, que destes a São Sisto I a graça de governar a Igreja com sabedoria, firmeza, fidelidade e austeridade, dai também a nós a graça de governar nossa vida conforme a vossa vontade. Amém.”

São Sisto I, rogai por nós!

São Gandolfo de Binasco Sáchi — Presbítero da Ordem dos Menores, que se entregou a uma austera vida de solidão e iluminou as regiões limítrofes com a pregação da palavra de Deus († 1260)

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 3º de abril:

1

Santos Crespo e Papo
Mártires em Constança, cidade da Cítia na atua Romênia.

† c.s. IV

2

Santos Ulpiano
Ainda adolescente, durante a perseguição de Maximino Daïa César, foi jogado ao mar com um cão e uma serpente num saco de couro e consumou o martírio afogado.

† 306

3

São João
Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, morreu na Noite Santa da Páscoa, quando celebrava os sagrados mistérios e acompanhado pela multidão dos fiéis neófitos, foi sepultado na solenidade da Ressurreição do Senhor.

†  432

4

São Nicetas
No mosteiro de Medíkion, na Bitínia, na atual Turquia, no tempo do imperador Leão o Armênio, suportou o cárcere e o exílio por defender as sagradas imagens.

†  824

5

São José Hinógrafo
Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Foi presbítero e monge, que na perseguição desencadeada contra o culto das sagradas imagens, foi enviado a Roma para pedir a proteção da Sé Apostólica e depois de ter suportado muitos tormentos, finalmente recebeu o encargo de guardar os objetos sagrados da igreja de Santa Sofia.

† 1129

6

Santo Ricardo
Em Chichester, na Inglaterra. Foi bispo, exilado pelo rei Henrique III e de novo restituído à sua sede, manifestou uma grande generosidade para com os pobres.

† 1235

7

Beato João
Em Penna, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi presbítero, um dos primeiros companheiros de São Francisco, que foi enviado para a Gália Narbonense, onde propagou a forma de vida evangélica.

† 1275

8

Roberto Middleton e Turstão Hund
Em Lencastre, na Inglaterra, os beatos Roberto Middleton, da Companhia de Jesus, e Turstão Hunt, presbíteros e mártires: o segundo foi preso quando tentava libertar o primeiro durante uma transferência de prisioneiros; condenados ambos à morte, no reinado de Isabel I, por causa do seu sacerdócio, mereceram, através dos tormentos, ser glorificados à direita de Cristo.

† c. 1601

9

São Luís Scrosóppi
Em Údine, no Véneto, região da Itália. Foi presbítero da Congregação do Oratório, que fundou a Congregação das Irmãs da Divina Providência, para formar as jovens no espírito cristão.

† 1884

10

Beato Ezequiel, Huerta Gutiérrez e Salvador 
Em Guadalajara, região de Jalisco, no México, os beatos Ezequiel (José Luciano) Huerta Gutiérrez e Salvador (José), pais de família e mártires.

† 1927

11

Beato João de Jesus e Maria
Em Mancha Real, perto de Jaén, na Espanha. Foi presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir, que, durante a perseguição religiosa, com o seu martírio seguiu os passos de Cristo.

† 1937

12

Beato Pedro Eduardo Dankowski
Perto de Cracóvia, na Polônia, no campo de concentração de Auschwitz. Foi presbítero e mártir, que, durante a ocupação militar da sua pátria por um regime militar estrangeiro, foi encarcerado por causa da fé cristã e através dos tormentos consumou o martírio.

† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Francisco de Paula, Presbítero, Fundador – 02 de Abril

São Francisco de Paula, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 02 de Abril

São Francisco de Paula,

Presbítero, Fundador · † 1507

O Fundador

São Francisco de Paula Filho de lavradores, nasceu na Calábria em 1416, num povoado chamado Paula. Aos 13 anos, ingressou no convento dos franciscanos.

Em 1435, deixou o convento, seguido por alguns discípulos, para fundar a ordem dos Mínimos ou ordem dos Eremitas de São Francisco. Aos três votos habitualmente firmados pelos franciscanos — pobreza, castidade e obediência —, São Francisco acrescentou mais um: o do jejum quaresmal. O mosteiro da ordem foi construído em 1454, em Cosenza, do qual foi nomeado superior.

São Francisco era conhecido pelos milagres que o acompanhavam. Certa vez, por não ter como atravessar o estreito de Messina, devido à recusa dos barqueiros, estendeu o seu manto sobre as águas alcançando, dessa maneira, o porto.

O Rei da França

O Papa Sisto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o Rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do Rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula Diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França. Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros.

Os Dons

A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o Papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. E elas estavam: constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons.

– Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos cristãos.

Devido à sua fama, São Francisco de Paula atraiu muitos jovens à vocação religiosa.

A Morte

São Francisco de Paula partiu para junto de Deus no dia 02 de abril de 1507, numa sexta-feira santa, aos 91 anos de idade. É o padroeiro dos marinheiros.

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Francisco — Nome de origem germânica, Frankisk, que significa “o franco”, “o livre”, “o homem livre”. Popularizado por São Francisco de Assis, tornou-se um dos nomes cristãos mais difundidos no Ocidente.

“Libertai os nossos corações da insensatez e da lentidão para crer no que Vosso Filho Jesus revelou: O Mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Permanecei conosco, Senhor. Amém.”

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Santa Teodora — Virgem de Tiro, mártir, lançada ao mar na perseguição de Maximino.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de abril:

1
São Francisco de Paula
Presbítero e fundador da Ordem dos Mínimos. Em Paula, na Calábria, Itália. Dotado de dons de profecia e milagres, converteu o rei da França e partiu para Deus numa sexta-feira santa, aos 91 anos.

† 1507

2
Santo Anfiano (Apiano)
Mártir. Em Cesareia da Palestina. Corajosamente impediu o governador Urbano de forçar os cidadãos a sacrificar aos deuses; foi lançado vivo ao mar.

† 306

3
Santa Teodora
Virgem e mártir de Tiro. Em Cesareia da Palestina. Saudou publicamente os confessores da fé diante do tribunal e, por isso, sofreu cruéis suplícios e foi lançada ao mar.

† 307

4
Santo Abúndio
Bispo de Como, na Lombardia, Itália. Enviado a Constantinopla pelo Papa Leão Magno, defendeu firmemente a verdadeira fé.

† 468

5
São Vítor
Bispo de Cápua, na Campânia, Itália. Célebre pela sua erudição e santidade.

† 554

6
São Nicécio
Bispo de Lião, na Gália, atual França. Solícito para com os pobres e bondoso para com os humildes, ensinou esta Igreja a seguir uma norma na salmodia.

† 573

7
Santo Eustásio
Abade do mosteiro de Luxeuil, na Borgonha, França. Discípulo de São Columbano, governou quase seiscentos monges.

† 629

8
São João Paine
Presbítero e mártir. Em Chelmsford, Inglaterra. Falsamente acusado de alta traição no reinado de Isabel I, sofreu o suplício da forca.

† 1582

9
São Pedro Calungsod e Beato Diogo Luís de San Vítores
Catequista e presbítero jesuíta, mártires. Em Tomhom, ilha de Guam, Oceania. Assassinados por apóstatas por causa da sua fé cristã e lançados ao mar.

† 1672

10
Beato Leopoldo de Gaiche
Presbítero franciscano. Em Spoleto, na Úmbria, Itália. Organizou santos retiros em Monteluco.

† 1815

11
São Domingos Tuoc
Presbítero dominicano e mártir. Em Xuong Dien, no Tonquim, atual Vietnam. Martirizado na perseguição do imperador Minh Mang.

† 1839

12
Beata Isabel Vendramini
Virgem. Em Pádua, no Vêneto, Itália. Dedicou a vida aos pobres e fundou o Instituto das Irmãs Isabelinas da Ordem Terceira de São Francisco.

† 1860

13
São Francisco Coll y Guitart
Presbítero dominicano. Em Vich, Catalunha, Espanha. Injustamente expulso do claustro, perseverou na sua vocação e anunciou o Evangelho por toda a região.

† 1875

14
Beato Guilherme Apor
Bispo e mártir. Em Györ, Hungria. Espancado mortalmente na Sexta-Feira da Paixão por defender jovens indefesas das mãos de soldados, morreu três dias depois.

† 1945

15
Beato Nicolau Carneckyj
Bispo e mártir. Em L’viv, Ucrânia. Exarca apostólico, perseguido pela sua fé, seguiu os passos de Cristo como pastor fiel até alcançar o reino celeste.

† 1959

16
Beata Maria de São José Alvarado (Laura Alvarado Cardozo)
Virgem. Em Maracay, Venezuela. Fundou a Congregação das Agostinhas Recoletas do Sagrado Coração e assistiu com suprema caridade as órfãs, os idosos e os pobres abandonados.

† 1967

17
São João Paulo II
Papa. Sepultamento em Roma, junto de São Pedro. A sua memória litúrgica celebra-se no dia 22 de outubro.

† 2005

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Hugo de Grenoble, Bispo. – 01 de Abril

São Hugo de Grenoble, Bispo

Santo do Dia – 1º de Abril

São Hugo de Grenoble

São Hugo de Grenoble,

O Reformador da Diocese dos Alpes · † 1132

Nascido de família de Condes

Nascido em uma família de Condes (1053), em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos. São Hugo de Grenoble

Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a Diocese de Valence, onde foi nomeado Cônego. Depois, passou para a Arquidiocese de Lyon, como Secretário do Arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade.

Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do Papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a Diocese de Grenoble.

Grenoble era uma Diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. Havia tempos a Diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até os bens da Igreja estavam depredados.

Bispo de Grenoble

Hugo foi nomeado Bispo e começou o trabalho, mas eram tantas as resistências que renunciou ao cargo e retirou-se para um mosteiro. Sua vida de monge durou apenas dois anos. O Papa insistiu porque estava convencido de que ele era o mais capacitado para executar essa dura missão e fez com que o próprio Hugo percebesse isso, reassumindo o cargo.

Em 50 anos, reformou a Diocese que estava abandonada

Cinco décadas depois de muito trabalho árduo, mas frutífero, a Diocese estava renovada e até abrigava o primeiro mosteiro da ordem dos monges cartuchos. O Bispo Hugo não só deixou a comunidade organizada e eficiente, como ainda arranjou tempo e condições para acolher e ajudar seu antigo professor, o famoso monge Bruno de Colônia, que foi elevado aos altares, na fundação dessa ordem.

Soube unir o povo na Fé em Cristo

Planejada sobre os dois pilares da vida monástica de então, oração e trabalho, esses monges buscavam a solidão, a austeridade, a disciplina pelas orações contemplativas, pelos estudos, mas também a prática da caridade. Foram cinquenta e dois anos de um apostolado profundo, que uniu o povo na fé em Cristo.

Velho e doente, o Papa mandou que ficasse no governo da Diocese

Já velho e doente, o Bispo Hugo pediu para ser afastado do cargo, mas recebeu do Papa Honório II uma resposta digna de sua amorosa dedicação: ele preferia o Bispo à frente da Diocese, mesmo velho e doente, do que um jovem saudável, para o bem do seu rebanho.

Os milagres

Hugo morreu com oitenta anos de idade, 1132, cercado pelos seus discípulos monges cartuchos que o veneravam pelo exemplo de santidade em vida. Tanto assim que, após seu trânsito, muitos milagres e graças foram atribuídos à sua intercessão. O culto a São Hugo foi autorizado dois anos após sua morte, pelo Papa Inocente II, sendo difundido por toda a França e o mundo católico.

São Hugo de Grenoble, rogai por nós!



Hugo — Significa “coração”, “mente”, “espírito”, “o pensador” ou “inteligente”. Tem origem no germânico Hugi, derivado do elemento hug, que significa “coração”, “espírito”, “mente”.

“Oração — Alcançai-me uma vida de contemplação, oração, escuta de Deus, trabalho e disciplina, a fim de que eu não desperdice meu tempo com coisas levianas e passageiras que comprometam minha salvação. Amém.”

São Hugo de Grenoble, rogai por nós!

Beato Carlos de Áustria — Carlos I de Habsburgo, casado com a Beata Sissi, que contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 1º de abril:

1
Santos Venâncio e companheiros
Mártires. Venâncio, bispo, e companheiros da Dalmácia e da Ístria: Anastásio, Amaro, Pauliniano, Télio, Astério, Septímio, Antioquiano e Gaiano, que a Igreja venera na mesma festividade.

† s. III/IV

2
Santas Ágape e Quiónia
Virgens e mártires. Em Tessalônica, na Macedônia, atual Grécia. Na perseguição de Diocleciano, por recusarem comer das carnes dos animais sacrificados aos ídolos, foram condenadas à fogueira.

† 304

3
Santa Maria Egipcíaca
Na Palestina. Famosa pecadora de Alexandria que, pela intercessão da Virgem Maria, se converteu a Deus na Cidade Santa e se consagrou a uma vida penitente e solitária além do Jordão.

† s. V

4
São Valérico
Presbítero. Em Lauconne, perto de Amiens, na Gália, hoje na França. Atraiu muitos companheiros à vida eremítica.

† s. VII

5
São Celso
Bispo de Armagh, na Irlanda. Promoveu diligentemente a renovação da Igreja.

† 1129

6
Santo Hugo de Grenoble
Bispo. Em Grenoble, na França. Empenhou-se na reforma de costumes do clero e do povo e, durante quase cinquenta anos, dirigiu esta Igreja com o seu admirável exemplo de caridade.

† 1132

7
Beato Hugo, abade
No mosteiro cisterciense de Bonnevaux, no Delfinado, França. Cuja caridade e prudência promoveu a conciliação entre o papa Alexandre III e o imperador Frederico I.

† 1194

8
São Gilberto
Bispo. Em Caithness, na Escócia. Construiu a catedral de Dornoch e fundou hospícios para os pobres.

† c. 1245

9
Beato João Bretton
Mártir. Em York, na Inglaterra. Pai de família que, no reinado de Isabel I, morreu estrangulado por sua fidelidade à Igreja Romana.

† 1598

10
Beato Luís Pavóni
Presbítero. Em Brescia, na Lombardia, Itália. Consagrou-se à formação dos jovens mais pobres, fundando a Congregação das Filhas de Maria Imaculada.

† 1848

11
Beato Carlos de Áustria (Carlos I de Habsburgo)
No Funchal, Madeira, Portugal. Contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus.

† 1922

12
Beatos Anacleto González Flores e companheiros
Mártires. Em Guadalajara, Jalisco, México: Anacleto González Flores (José), Jorge Raimundo Vargas González, Luís Padilla Gómez (José Dionísio) e Raimundo Vicente Vargas González.

† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Guido de Pomposa, Abade, Bispo. – 31 de Março

São Guido de Pomposa, Abade, Bispo

Santo do Dia – 31 de Março

São Guido de Pomposa

São Guido de Pomposa,

Abade e Modelo de Virtudes · † 1046

O Monge

Nasceu na segunda metade do século X, em Casamare, perto de Ravena, Itália. Após concluir seus estudos acadêmicos na cidade natal, mudou-se para Roma, onde recebeu o hábito de monge beneditino e retirou-se à solidão.

São Guido de Pomposa

Sob a direção espiritual de Martinho, também ele um monge eremita e depois canonizado pela Igreja, viveu observando fielmente as Regras de sua ordem, tornando-se um exemplo de disciplina e dedicação à caridade, à oração e à contemplação. Três anos depois, seu diretor o enviou ao mosteiro de Pomposa. Embora desejasse afastar-se do mundo, seu trabalho como musicista era necessário para a comunidade cristã.

modelo de virtudes

No convento a história se repetiu. Era um modelo tão perfeito de virtudes, que foi eleito abade por seus irmãos de congregação. Sua fama espalhou-se de tal forma, que seu pai e irmãos acabaram por tomá-lo como diretor espiritual e se tornaram religiosos.

Sentindo o fim se aproximar, Guido retirou-se novamente para a tão almejada solidão religiosa. Mas, quando o imperador Henrique III foi a Roma para ser coroado pelo Papa, requisitou o abade para acompanhá-lo como conselheiro espiritual.

Guido cumpriu a função delegada, mas ao despedir-se dos monges que o hospedaram, despediu-se definitivamente — demonstrando que sabia que não se veriam mais. Na viagem de retorno, adoeceu gravemente no caminho entre Parma e Borgo de São Donino e faleceu, no dia 31 de março de 1046.

Os Milagres

Imediatamente, graças passaram a ocorrer, momentos depois de Guido ter morrido. Um homem cego recuperou a visão em Parma por ter rezado por sua intercessão. Outros milagres se sucederam e os moradores da cidade recusaram-se a entregar o corpo para que as autoridades religiosas o trasladassem ao convento.

Foi necessário que o próprio imperador interviesse. Henrique III levou as relíquias para a Catedral de Spira. A igreja, antes dedicada a São João Evangelista, passou a ser chamada de São Guido, ou Wido, ou ainda Guy, como ele era também conhecido.

O Dom da Música

A história de São Guido é curiosa no que se refere à sua atuação religiosa. Ele é o responsável pela nova teoria musical litúrgica. Desejava ser apenas um monge solitário, sua vocação original, mas nunca pôde exercê-la na sua plenitude — teve que interromper esta condição a pedido de seus superiores, devido ao dom de músico apurado, talento que usou voltado para a fé. Quando pensou que poderia morrer na paz da solidão monástica, não conseguiu, mas foi para a Casa do Pai, já gozando a fama de santidade.

São Guido de Pomposa, rogai por nós! Guido — Significa “do bosque”, “da floresta”, “filho de Guy” ou “pérola”. Abreviação familiar de Widukind, “nascido no mato”.

“São Guido, modelo de perfeição nas virtudes e de músico, ajudai-nos a compreender o papel da beleza na evangelização. Amém.”

São Guido de Pomposa, rogai por nós!

Santa Balbina — Filha de Quirino (militar e tribuno), converteu-se à fé cristã, foi batizada pelo Papa Alexandre e jurou voto de virgindade.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 31 de março:

1
São Benjamim Diácono e mártir. Em Argol, na antiga Pérsia, hoje no Irão. Por persistir em pregar a palavra de Deus, no reinado de Vararane V, foi torturado com canas agudas cravadas nas unhas até consumar o martírio.
† c. 420
2
Santa Balbina Em Roma, cuja basílica no monte Aventino testemunha a veneração do seu nome.
† a. 595
3
Santo Agilolfo Bispo. Em Colônia, na Austrásia, atualmente na Alemanha. Ilustre pela sua pregação e santidade de vida.
† 751/752
4
São Guido de Pomposa Abade do mosteiro de Pomposa. Em Borgo San Donino, na Itália. Depois de receber muitos discípulos e construir edifícios sagrados, consagrou-se inteiramente à oração, à contemplação e ao culto divino.
† 1046
5
Beata Joana Virgem da Ordem das Carmelitas. Em Toulouse, na França.
† s. XIV
6
Beato Boaventura de Forli Presbítero da Ordem dos Servos de Maria. Em Údine, no Friúli-Venézia Giúlia, Itália. Pregou em diversas regiões da Itália, exortou o povo à penitência e morreu octogenário durante uma pregação quaresmal.
† 1491
7
Beato Cristóvão Robinson Presbítero e mártir. Em Carlisle, na Inglaterra. Foi testemunha do martírio de São João Boste e, no reinado de Isabel I, também ele foi conduzido à forca em ódio ao sacerdócio.
† 1597
8
Beata Natália Tulasiewicz Mártir. Em Ravensbrück, Alemanha. Durante a ocupação militar da Polônia, foi encerrada num campo de concentração e, com a inalação de gás letal, entregou a alma a Deus.
† 1945

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