Natividade de Nossa Senhora – 08 de Setembro

Natividade de Nossa Senhora – 08 de Setembro

Santo do Dia – 8 de Setembro

Natividade de Nossa Senhora

Natividade de Nossa Senhora,

O Nascimento da Mãe de Deus · Jerusalém, séc. I a.C.

Origens

Natividade de Nossa Senhora A Natividade da Virgem Maria é uma das festas marianas mais antigas, ligada à festa da dedicação de uma igreja a Maria: segundo a tradição, a casa dos pais de Maria, Joaquim e Ana, em Jerusalém.

Construída no século IV, é a basílica de Santa Ana quem marca o local onde, segundo a tradição, nasceu a Virgem. Em Roma, a festa começou a ser celebrada no século VIII, durante o pontificado do Papa Sérgio I (†8 de setembro de 701).

A Natividade

A Igreja Católica não costuma celebrar o dia do nascimento dos santos, mas sim o de sua morte. Há, contudo, três celebrações de nascimento: a de Jesus Cristo, no Natal; a de São João Batista, que ainda no ventre de Isabel se manifestou diante da proximidade de Maria; e a da própria Virgem Santíssima.

A Tradição

Nos Evangelhos não há citações sobre esta festa, tampouco os nomes dos pais de Maria. As referências à Virgem surgem sempre que se trata de ressaltar algum fato relativo ao Salvador: a Palavra de Deus mostra, ainda que discretamente, a presença de Maria nos momentos centrais da História da Salvação — a Encarnação, a inauguração do ministério de Cristo, a crucifixão, o nascimento da Igreja com a vinda do Espírito Santo. Sobre sua família, infância ou aspecto físico, os Evangelhos nada dizem; é a tradição, no Protoevangelho de Tiago, apócrifo do século II, que faz menção a esses detalhes. O acontecimento fundamental da vida de Maria permanece sendo, ainda assim, a Anunciação.

Relevância da Festividade

A maravilha deste nascimento não está no que os apócrifos narram com grande detalhe e engenhosidade, mas no significativo passo que Deus dá na realização do seu eterno desígnio de amor. Por isso, esta festa foi celebrada com magníficos louvores por muitos Padres da Igreja, apoiados em seu conhecimento da Bíblia e em sua sensibilidade poética e fervor.

O Exemplo é Maria

Maria é uma mulher a ser imitada pela sua confiança, sobretudo nos momentos mais obscuros da vida de seu Filho. Por isso o Povo de Deus recorre a Ela em busca de refúgio, conforto, ajuda e proteção. A Igreja a considera Mãe de Deus, mas também discípula: exemplo e modelo de vida cristã pela fé, pela obediência ao Filho, pela caridade com a prima Isabel e nas Bodas de Caná.

A Celebração

A Natividade de Nossa Senhora é celebrada nove meses depois da solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). É toda a Igreja que faz o convite:

“Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria! (…) Que a criação inteira se alegre, festeje e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque por ela o Criador mudou toda a natureza humana em um estado melhor!” — São João Damasceno, século VIII

Protetora e Padroeira

Nossa Senhora da Natividade é padroeira e protetora das costureiras, além dos cozinheiros, dos destiladores, dos fabricantes de alfinetes e panos e da hospedaria. Maria — Do hebraico Miryam, nome de origem incerta e amplamente discutida: entre os sentidos propostos estão “a amada de Deus”, “senhora” ou “aquela que eleva”. É o nome dado à Mãe de Jesus, celebrada neste dia em sua Natividade.

“No dia do teu aniversário, quero louvar a Deus e celebrar a grande graça que é ter te recebido como Mãe. Obrigado por tanto carinho e proteção, obrigado por todas as graças que recebo de ti diariamente. Sê hoje e sempre, nossa Senhora!”

Nossa Senhora da Natividade, rogai por nós!

São Sérgio I — Papa de origem síria, sepultado em Roma junto de São Pedro; dedicou-se intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões, tendo sido quem, em Roma, deu início à celebração desta festa no século VIII.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 8 de setembro:

1
Santo Adrião Mártir. Em Roma, padeceu o martírio em Nicomédia.
† data inc.
2
Santos Fausto, Dio e Amónio Presbíteros e mártires. Em Alexandria, no Egito, receberam a coroa do martírio juntamente com o bispo São Pedro, na perseguição do imperador Diocleciano.
† c. 311
3
Santo Isaac Bispo. Em Bagrevand, na antiga Armênia, traduziu a Sagrada Escritura e a Liturgia para a língua armena, fortalecendo a vida cristã do povo.
† 438
4
São Sérgio I Papa, de origem síria. Sepultamento em Roma, junto de São Pedro. Dedicou-se intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões.
† 701
5
São Corbiniano Bispo. Em Frísia, cidade da Baviera, na atual Alemanha, foi enviado a pregar o Evangelho na Baviera.
† 725
6
São Pedro de Chavanon Presbítero. Em Pébrac, no território de Le Puy-en-Velay, na França.
† c. 1080
7
Beata Serafina Sforza Em Pesaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† 1478
8
São Tomás de Vilanova Bispo. Em Valência, na Espanha. Eremita sob a regra de Santo Agostinho.
† 1555
9
Beatos Tomás Palaser, João Norton e João Talbot Presbítero e companheiros mártires. Em Durham, na Inglaterra, foram condenados à morte no reinado de Isabel I.
† 1600
10
São Pedro Claver Presbítero da Companhia de Jesus. Em Cartagena, na Colômbia, dia natal; a sua memória celebra-se amanhã.
† 1654
11
Beatos António de São Boaventura, Domingos Castellet e vinte companheiros Presbíteros das Ordens dos Frades Menores e dos Pregadores, e companheiros mártires. Em Nagasaki, no Japão.
† 1628
12
Beato Frederico Ozanam Homem ilustre pela sua cultura e piedade. Em Marselha, na França.
† 1853
13
Beatos José Cecílio, Teodemiro Joaquim e Evêncio Ricardo Mártires da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Em Almeria, no litoral da Andaluzia, região da Espanha.
† 1936
14
Beato Marino Blanes Giner Mártir, pai de família. Em Alcoy, povoação próxima de Alicante, na Espanha.
† 1936
15
Beato Ismael Escrihuela Esteve Mártir, pai de família. Em Paterna, no território de Valência, na Espanha.
† 1936
16
Beato Pascoal Fortuño Almela Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Villarreal, no território de Castellón, na Espanha.
† 1936
17
Beatas Josefa de São João de Deus e Maria das Dores de Santa Eulália Virgens da Congregação das Irmãs dos Anciãos Desamparados e mártires. Em Buñol, próximo de Valência, na Espanha.
† 1936
18
Beato Teódulo González Fernández Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
19
Beatos Barnabé e Baudílio Religiosos das Congregações dos Irmãos Maristas e dos Irmãos das Escolas Cristãs, mártires. No cemitério de Montcada, na Catalunha, na Espanha.
† 1936
20
Beata Apolónia Lizárraga do Santíssimo Sacramento Virgem da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade Vedruna e mártir. Em Vic, perto de Barcelona, na Espanha.
† 1936
21
Beato Miguel Beato Sánchez Presbítero de Toledo e mártir. Em Villa de Don Fradique, na região de Castela la Mancha, na Espanha.
† 1936
22
Beato Adão Bargielski Presbítero e mártir. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha.
† 1942
23
Beato Ladislau Bladzinski Presbítero da Congregação de São Miguel e mártir. Em Gross-Rosen, localidade da Alemanha.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Descendente de Abraão, tendo como antepassados, patriarcas, réis, profetas, nascida da tribo de Judá, da linhagem régia de David, da qual nasceu o Filho de Deus, feito homem por virtude do Espírito Santo, para libertar os homens da antiga escravidão do pecado.

Nossa Senhora de tudo

Pe. António Vieira disse: “Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória.

Maria e Mãe de Jesus

 

Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória.

E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (…), dirão que nasce (…) para ser Maria e Mãe de Jesus”.

Há no pequeno jardim da nossa alma flor ou algum fruto passível de agradar-lhe?

Nossa Senhora da Luz, Rogai por nós!

Oração – Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas, os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz.

Com Lúcia de Omura, viúva, com 22 companheiros, beatificada junto com os Beatos Mártires do Japão, grupo que engloba 205 mártires que deram a vida pela fé entre 1617 e 1632.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

8

2. Em Roma, a comemoração de Santo Adrião, mártir, que padeceu o martírio em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, em cuja honra o papa Honório I converteu em igreja a Cúria do Senado Romano.(† data inc.)

3. Em Alexandria, no Egito, os santos Fausto, Dio e Amônio, presbíteros e mártires, que, na perseguição do imperador Diocleciano, receberam a coroa do martírio juntamente com o bispo São Pedro.(† c. 311)

4. Em Bagrevand, cidade da antiga Armênia, Santo Isaac, bispo, que, para fortalecer a vida cristã do povo, traduziu a Sagrada Escritura e a Liturgia para a língua armênia; aderiu à fé professada no Concílio de Éfeso, mas em seguida foi afastado da sua sede episcopal e morreu no exílio.(† 438)

5. Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de São Sérgio I, papa, de origem síria, que se dedicou intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões e resolveu sabiamente muitas controvérsias e conflitos, preferindo morrer a consentir os erros.(† 701)

6. Em Frísinga, cidade da Baviera, na atual Alemanha, São Corbiniano, que, tendo sido ordenado bispo e enviado a pregar o Evangelho na Baviera, produziu frutos abundantes.(† 725)

7. Em Pébrac, no território de Le Puy-en-Velay, na França, São Pedro de Chavanon, presbítero, que, aspirando a uma vida mais perfeita, se retirou para este local recôndito, onde edificou e dirigiu um cenóbio de cônegos regrantes.(† c. 1080)

8. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, a Beata Serafina Sforza, que na vida conjugal suportou muitas adversidades e, quando ficou viúva, passou humildemente o resto dos seus anos sob a regra de Santa Clara.(† 1478)

9. Em Valência, na Espanha, São Tomás de Vilanova, bispo, que, sendo eremita sob a regra de Santo Agostinho, aceitou por obediência o ministério episcopal, onde se distinguiu, entre outras virtudes pastorais, pelo seu ardente amor aos pobres, até ao ponto de dar tudo aos necessitados, sem ficar sequer com um pequeno leito para si.(† 1555)

10. Durham, Inglaterra, os beatos mártires Tomás Palaser, presbítero, João Norton e João Talbot, que foram condenados à morte no reinado de Isabel I – o primeiro por ter entrado na Inglaterra como sacerdote, os outros por lhe terem prestado auxílio – e sofreram o suplício do patíbulo.(† 1600)

11. Em Cartagena, na Colômbia, o dia natal de São Pedro Claver, presbítero da Companhia de Jesus, cuja memória se celebra amanhã.(† 1654)

12. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Antônio de São Boaventura, da Ordem dos Frades Menores, Domingos Castellet, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e vinte companheiros[1], mártires, entre os quais alguns leigos e muitas crianças, que, passados ao fio da espada ou lançados à fogueira, todos sofreram o martírio por Cristo.

[1] São estes os seus nomes: Domingos de Nagasáki, religioso da Ordem dos Frades Menores; Tomé de São Jacinto e Antônio de São Domingos, religiosos da Ordem dos Pregadores; Lúcia Luísa, viúva; João Tomáchi e seus filhos Domingos, Miguel, Tomé e Paulo; João Imamura, Paulo Sadayu Aybara, Romão Aybara e seu filho Leão, Tiago Hayashida, Mateus Álvarez, Miguel Yamada e seu filho Lourenço, Luís Higashi e seus filhos Francisco e Domingos.(† 1628)

13. Em Marselha, na França, o passamento do Beato Frederico Ozanam, homem ilustre pela sua cultura e piedade, que defendeu e propagou com eminente doutrina as verdades da fé, fomentou a assistência aos pobres na chamada Conferência de São Vicente de Paulo e, como pai exemplar, fez da sua família uma igreja doméstica.(† 1853)

14. Em Almeria, no litoral da Andaluzia, região da Espanha, os beatos José Cecílio (Bonifácio Rodríguez González), Teodemiro Joaquim (Adriano Sainz Sainz) e Evêncio Ricardo (Eusébio Afonso Urjurra), mártires, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a perseguição religiosa na guerra civil, alcançaram a palma do martírio.(† 1936)

15. Em Alcoy, povoação próxima de Alicante, também na Espanha, o Beato Marino Blanes Giner, mártir, pai de família, que, durante a mesma perseguição, recebeu dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.(† 1936)

16. Em Paterna, no território de Valência, também na Espanha, o Beato Ismael Escrihuela Esteve, mártir, pai de família, que se tornou participante da vitória de Cristo pelo martírio.(† 1936)

17. Em Villarreal, no território de Castellón, também na Espanha, o Beato Pascoal Fortuño Almela, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que foi coroado de glória pelo testemunho de Cristo.(† 1936)

18. Em Buñol, próximo de Valência, também na Espanha, as beatas Josefa de São João de Deus (Josefa Ruano Garcia) e Maria das Dores de Santa Eulália (Dores Puig Bonany), virgens da Congregação das Irmãs dos Anciãos Desamparados e mártires, que, na mesma perseguição contra a fé, derramando o seu sangue receberam a coroa de glória.(† 1936)

19. Em Madrid, também na Espanha, o Beato Teódulo González Fernández, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, assassinados em ódio à vida religiosa, foi ao encontro do Senhor.(† 1936)

20. No cemitério de Montcada, na Catalunha, também na Espanha, os beatos mártires Barnabé (Casimiro Riba Pi), religioso da Congregação dos Irmãos Maristas, e Baudílio (Pedro Ciórdia Hernández), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foram mortos em ódio à vida religiosa.(† 1936)

21. Em Vic, perto de Barcelona, também na Espanha, a Beata Apolônia Lizárraga do Santíssimo Sacramento (Apolónia Lizárraga y Ochoa de Zabalegui), virgem da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade Vedruna e mártir, que, levando a lâmpada acesa, foi ao encontro de Cristo Esposo.(† 1936)

22. Em Villa de Don Fradique, na região de Castela la Mancha, também na Espanha, o Beato Miguel Beato Sánchez, presbítero de Toledo e mártir, que, na mesma perseguição, como fiel discípulo, mereceu a salvação no sangue de Cristo.(† 1936)

23. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Adão Bargielski, presbítero e mártir, que durante a guerra se entregou espontaneamente aos inimigos da fé para substituir o seu pároco e, depois de sofrer cruéis torturas no cárcere, partiu vitorioso para a glória eterna.(† 1942)

24. Em Gross-Rosen, localidade da Alemanha, o Beato Ladislau Bladzinski, presbítero da Congregação de São Miguel e mártir, que, na mesma perseguição, foi preso pelos inimigos da Igreja e deportado da Polônia, sua pátria, para trabalhos forçados em pedreiras, onde foi assassinado.(† 1944)

São Clodoaldo, Presbítero – 07 de Setembro

São Clodoaldo, Presbítero

Neto do rei Clóvis e de Santa Clotilde, por ter sido poupado na chacina praticada por seus dois tios contra seus dois irmãos, cortou os cabelos com as próprias mãos e, renunciando ao mundo, foi procurar São Severino, que morava nas imediações de Paris, fechado numa cela, e dele recebeu o hábito religioso.

Primeiro Príncipe francês canonizado

Chacina que deu à terra o primeiro santo da raça dos reis francos e seu primeiro protetor no céu. É o primeiro príncipe francês elevado à honra dos altares.

Praticou todas as austeridades da vida monástica e deu aos mosteiros e às igrejas tudo quanto lhe restava, ou que recebeu como herança depois de ter-se reconciliado com seus tios.

São Clodoaldo, rogai por nós!

Oração – Que a intercessão de São Clodoaldo, nos seja uma recomendação, Senhor, para podermos obter por sua proteção, o que não ousamos esperar de nossos méritos.

Clodoaldo: Significa “governador ilustre”, “príncipe ilustre”, “senhor famoso”. Tem origem no nome germânico Hlodowald, composto pela junção dos elementos hlot, que quer dizer “fama” e wald, que significa “governador, senhor, príncipe”.

Com santa Regina , seu pai preferiu matá-la, ainda muito jovem, do que passar vergonha por ter uma filha cristã e era portadora de grande beleza.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

7

1. Em Alésia, na Gália, hoje Alise-Sainte-Reine, na França, Santa Regina, mártir.(† data inc.)

2. Em Pompeiópolis, na Cilícia, na hodierna Turquia, São Sozonte, mártir.(† data inc.)

3. Em Benevento, na Campânia, região da Itália, os santos mártires Festo, diácono, e Desidério, leitor.(† s. IV)

4. Em Orleães, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Evúrcio, bispo.(† s. IV)

5. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália, São Grato, bispo.(† s. V)

6. Em Breuil, Troyes,  França, os santos Memório e companheiros, mártires, que, segundo a tradição, foram mortos por Átila, rei dos Hunos.(† s. V)

7. Em Châlons-sur-Marne, na Gália Lionense, hoje na França, Santo Alpino, bispo, que foi discípulo de São Lopo de Troyes.(† s. V)

8. Em Nogent-sur-Seine, no território de Paris, também na atual França, São Clodoaldo, presbítero, de família régia, que, depois de terem sido mortos, seu pai e seus irmãos, foi acolhido por sua avó Santa Clotilde e, rejeitando o reino terreno, abraçou a vida clerical.(† 560)

9*. Em Albi, na Aquitânia, também na hodierna França, Santa Caríssima, virgem reclusa.(† s. VI/VII)

10. Em Maubeuge, Hainaut, Austrásia, atualmente também na França, Santa Madelberta, abadessa, que sucedeu a sua irmã, Santa Adeltrudes.(† c. 705)

11. Na Flandres, território da Austrásia, na atual Bélgica, a comemoração de Santo Hilduardo, bispo.(† c. 760)

12. Em Toul, cidade da Lorena, na hodierna França, São Gauzelino, bispo, que promoveu a observância monástica.(† 962)

13. Em Gúbbio, na Úmbria, região da Itália, São João de Lódi, bispo, que foi companheiro de São Pedro Damião nas suas missões pontifícias.(† c. 1106)

14. Em Die, na França, Santo Estêvão de Châtillon, bispo, que, afastado da solidão de Portes-en-Bugey, mas nada diminuindo à sua austeridade cartusiana, presidiu excelentemente a esta Igreja.(† 1208)

15. Em Kosice, nos montes Cárpatos, na hodierna Eslováquia, os santos mártires Marcos Crisino, presbítero de Esztergom, Estêvão Pongracz e Melchior Grodziecki, presbíteros da Companhia de Jesus, que nem a fome nem a tortura da roda nem os tormentos do fogo puderam induzir a abjurar da fé católica.(† 1619)

16. Em Nagasáki, no Japão, os beatos mártires Tomás Tsuji, presbítero da Companhia de Jesus, Luís Maki e seu filho João, que foram condenados à fogueira por causa da sua fé cristã.(† 1627)

17. Em Londres, na Inglaterra, os beatos Randolfo Corby, da Companhia de Jesus, e João Duckett, presbíteros e mártires, que, no reinado de Carlos I, por terem entrado na Inglaterra como sacerdotes, foram condenados à morte no patíbulo de Tyburn e assim mereceram a palma celeste.(† 1644)

18. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Cláudio Barnabé Laurent de Mascloux e Francisco d’Oudinot de la Boissière, presbíteros e mártires, que, presos durante a Revolução Francesa por causa do sacerdócio e encerrados na galera, morreram por Cristo consumidos pela fome e inanição.(† 1794)

19. Na ilha de Woodlark, na Oceania, o Beato João Baptista Mazzucóni, presbítero do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão e mártir, que, depois de passar três anos na obra de evangelização, já exausto devido às febres e feridas, foi morto a golpe de machado em ódio à fé cristã.(† 1855)

20. Em Parma, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Eugénia Picco, virgem da Congregação das Pequenas Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que, consagrando-se magnanimamente à vontade de Deus, promoveu a dignidade das mulheres e fomentou a formação espiritual e cultural das religiosas.(† 1921)

21. Varsóvia, Polônia, o Beato Inácio Klopotowski, presbítero da diocese de Lublin, fundador da Congregação de Nossa Senhora de Loreto.(† 1931)

22. Em Gandia, cidade da região de Valência, na Espanha, a Beata Ascensão de São José de Calasanz (Ascensão Lloret Marco), virgem do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade e mártir, que, durante a perseguição religiosa, venceu gloriosamente o combate da fé.(† 1936)

23. Em Hueva, perto de Guadalajara, também na Espanha, o Beato Félix Gómez-Pinto Piñero, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, na mesma perseguição, morto no cemitério, alcançou a palma do martírio.(† 1936)

24. Em Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires Antônio Maria de Jesus (António Bonet Seró), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços, e Marcelo de Santa Ana (José Maria Masip Tamarit), religioso da mesma Ordem, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançaram vitoriosamente o reino celeste.( † 1936)

25. Em Toledo, também na Espanha, o Beato Tirso de Jesus Maria (Gregório Sánchez Sancho), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir na mesma perseguição contra a fé cristã.(† 1936)

São Liberato de Loro, nobre e abdicando de seu título, tornou-se frade

São Liberato de Loro, nobre e abdicando de seu título, tornou-se frade

Santo do Dia – 6 de Setembro

São Liberato de Loro - Nobre e Frade

São Liberato de Loro,

Nobre que se Fez Frade · † s. XIII

Origens

São Liberato de Loro - Nobre e Frade

Liberato nasceu na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder.

Mas o jovem Liberato, ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda riqueza e conforto para seguir a vida religiosa. Liberato foi um nobre que se tornou frade.

 

Renúncia e Vida Religiosa

Renunciou às terras e ao título de senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio, em favor de seu irmão Gualtério, e foi viver no Convento de Rocabruna, em Urbino. Ordenado sacerdote e desejando consagrar sua vida à penitência e às orações contemplativas, retirou-se ao pequeno e ermo Convento de Sofiano, não distante do castelo de Brunforte. Lá, vestiu o hábito da Ordem dos Frades Menores de São Francisco, onde sua vida de virtudes valeu-lhe a fama de santidade.


Contemplação à Obra de Deus

Em “Florzinhas de São Francisco”, encontramos o seguinte relato sobre ele:

“No Convento de Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia em plena comunhão com Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações chegava a elevar-se do chão. Por onde andava, os pássaros o acompanhavam, posando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas, quando perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre, entregue ao trabalho, à penitência e à oração contemplativa. Os demais irmãos dedicaram-lhe grande consideração.”

Morte

Quando atingiu a idade de 45 anos, sua virtuosa vida chegou ao fim. Caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a morte. Não conseguia beber nada; por outro lado, recusava-se a receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico celestial, Jesus Cristo, e na sua abençoada Mãe.

Ela milagrosamente o visitou e consolou quando estava em oração, preparando-se para a morte. Acompanhada de três santas virgens e com uma grande multidão de anjos, aproximou-se de sua cama. Ao vê-la, ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e suplicou-lhe, em nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se tivesse tal merecimento.

– Não temas, filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para confortar-te antes de tua partida desta vida – respondeu a Virgem Maria, chamando-o por seu nome.

Assim, frei Liberato ingressou na vida eterna, numa data incerta do século XIII.

Via de Santificação

No século XV, o culto a Liberato de Loro era tão vigoroso que, nas terras dos Brunfortes, recebeu autorização para ser chamado São Liberato, até o novo convento, construído por ocasião de sua morte, ao lado do antigo de Sofiano. Construíram, também, uma igreja para conservar as suas relíquias, hoje o Santuário de São Liberato.

Somente no século XIX, após um complicado e atribulado processo de canonização, o seu culto foi reconhecido pelo Papa Pio IX, que lhe deu a autorização canônica para ser chamado santo. A festa de São Liberato de Loro foi mantida na data tradicional de 6 de setembro, quando suas relíquias foram solenemente transladadas para o altar-mor do atual Santuário de São Liberato, em sua terra natal.

São Liberato de Loro, rogai por nós!


Liberato — Do latim Liberatus, particípio de liberare, “libertar”. Significa “aquele que foi libertado” ou “o liberto”, nome que ecoa a liberdade conquistada por quem se desprende de todas as riquezas para seguir a Deus.

“Oração – Ao deixar toda a sua nobreza para tornar-se frade, ensinou-nos o desapego das honras e riquezas. Intercedei por nós, para que saibamos usar os bens sem nos apegarmos a eles. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.”

São Liberato de Loro, rogai por nós!

Beato Miguel Czartoryski — Presbítero dominicano, mártir em Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial, dando testemunho de fé em meio à perseguição.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de setembro:

1

São Liberato de Loro
Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Nobre que renunciou às terras e ao título para seguir a vida religiosa, destacando-se por seus dons de contemplação.

† s. XIII

2

São Zacarias
Profeta. Vaticinou o regresso do povo do exílio à terra prometida e anunciou a vinda de um rei pacífico.

† s. VI a.C.

3

Santo Onesíforo
Discípulo de São Paulo, a quem muitas vezes reconfortou em Éfeso.

† s. I

4

Santos Donaciano, Presídio, Mansueto, Germano e Fúsculo
Mártires e bispos na África Setentrional. Com eles comemora-se também Leto, bispo de Nepta, na Bizacena, atualmente na Tunísia.

† s. V

5

Santo Eleutério
Abade. Em Spoleto, na Úmbria, região da Itália. Louvado pelo papa São Gregório Magno pela sua exímia simplicidade e compunção de espírito.

† s. VI

6

São Canoaldo
Bispo. Em Laon, na Gália, atualmente na França. Discípulo de São Columbano, foi o seu único auxiliar no ermo de Bregenz.

† c. 632

7

Santa Bega
Monja. No litoral de Cumberland, região da Inglaterra, numa cidade depois chamada com o seu nome.

† c. 660

8

São Magno
Abade. No mosteiro de Füssen, cidade da Baviera, na Alemanha.

† s. VIII

9

Beato Beltrando de Garrigues
Presbítero. No mosteiro cisterciense de Le Bouchet, próximo de Orange, na Provença, região da França.

† c. 1230

10

Beato Diogo Llorca Llópis
Presbítero e mártir. Em Gata de Gorgos, província de Alicante, na Espanha.

† 1936

11

Beato Pascoal Torres Lloret
Mártir, pai de família. Em Carcaixent, província de Valência, na Espanha.

† 1936

12

Beato Vídal Ruiz Vallejo
Presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir. Em Gijón, na Espanha.

† 1936

13

Beato Miguel Czartoryski
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Varsóvia, na Polônia.

† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Teresa de Calcutá, religiosa, Fundadora. – 05 de Setembro

Santa Teresa de Calcutá, religiosa, Fundadora.

Santo do Dia – 05 de Setembro

Madre teresa de Calcutá

Santa Teresa de Calcutá,

Fundadora e Mãe dos Pobres · † 1997

Origens

Madre teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu, a futura Madre Teresa, nasceu em uma família albanesa, em Skopje, no dia 26 de agosto de 1910, sendo batizada com o nome de Gonxha Agnes.

Desde pequena, foi acostumada, pelos seus pais, a viver louvando ao Senhor e ajudando os mais necessitados. Não causa surpresa, portanto, quando, aos dezoito anos, fez a escolha de se tornar missionária.

Missão na Índia

Em setembro de 1928, Agnes deixa a sua casa e entra para o Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria em Dublin. Ali, recebeu o nome de Maria Teresa. No ano seguinte, foi para a Índia, onde, por quase 20 anos, viveu feliz em uma escola da sua Congregação, lecionando aos jovens ricos da região.

Em 10 de setembro de 1946, ocorreu o que Madre Teresa definia como a sua “chamada na chamada”. Naquele dia, Jesus revela-lhe a sua tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres, e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: “Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho”.


Missionárias da Caridade

Em 1946, decidiu abandonar o convento e viver para os pobres. Madre Teresa funda as Missionárias da Caridade, veste o sári indiano e inicia a sua nova missão entre os últimos de Calcutá: os descartados, aqueles que “não são queridos, não amados, não cuidados”.

Logo se unem a ela as suas ex-alunas. Em poucos anos, a Congregação — reconhecida, em 1950, pelo arcebispo de Calcutá e, em 1965, por Paulo VI —, difundiu-se por todas as partes do mundo, onde os pobres precisam de ajuda e, sobretudo, de amor: foram abertas casas na África e na América Latina, mas também nos países comunistas e até na União Soviética. A sua figura torna-se cada vez mais popular no mundo todo. Mas quando lhe perguntam qual o “segredo do seu sucesso”, ela responde com simplicidade impressionante: “Rezo”.

Relação Fraterna com Papas

Estimada profundamente pelo Papa Paulo VI que, ao término da sua viagem à Índia, deu de presente aos “seus pobres” seu papamóvel. Madre Teresa teve uma relação fraterna com o Papa João Paulo II.

Foi memorável a visita que o Papa polonês fez à sua casa, em Calcutá, onde a Madre acolhia os moribundos. Foi precisamente o Papa Wojtyla que quis a presença das Missionárias da Caridade no Vaticano, em uma estrutura denominada “Dom de Maria”.

Caridade e Amor à Vida

Toda a vida e a obra de Madre Teresa oferecem testemunho da alegria de amar e do valor das pequenas coisas feitas com fidelidade e com amor. Ainda hoje, os sinais da sua presença são tangíveis através das suas obras que as Missionárias da Caridade levam adiante em todo o mundo.

Sempre pronta a inclinar-se diante dos pobres e necessitados, Madre Teresa dedicou-se, com todas as suas forças, à defesa da vida nascente. Inesquecível o seu discurso na entrega do Prêmio Nobel da Paz, em 17 de outubro de 1979: “O maior destruidor da paz”, afirmou na ocasião, “é o aborto”. E frisou: “A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós”.

Morte

Nos últimos anos da sua vida, apesar da sua enfermidade e da “noite escura do espírito”, ela não poupou esforços e continuou a se dedicar, incessantemente, às necessidades dos que mais precisavam.

Madre Teresa faleceu no dia 5 de setembro de 1997, em Calcutá. Seu corpo foi transferido para a Igreja de San Tommaso, adjacente ao Convento de Loreto, onde ela havia chegado quase 69 anos antes. Centenas de milhares de pessoas de todas as classes sociais e religiões vieram da Índia e do exterior para homenageá-la. Recebeu um funeral de Estado em 13 de setembro. Depois que o cortejo fúnebre passou em procissão pelas ruas de Calcutá, foi sepultada na Casa Mãe das Missionárias da Caridade; seu túmulo tornou-se um destino de peregrinação para pessoas de todas as religiões.

Obra Missionária

Após sua páscoa, as suas Irmãs estavam presentes em 610 casas de missão, espalhadas em 123 países do mundo — sinal de que a misericórdia não tem confins e atinge a todos, sem nenhuma distinção.

“Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir”, como costumava dizer sempre.

Milagre no Brasil

O processo de canonização de Madre Teresa teve início com um milagre envolvendo um brasileiro. Marcílio Haddad Andrino, morador da cidade de Santos (SP), foi diagnosticado com hidrocefalia e uma infecção no cérebro.

Foi curado após sua esposa rezar pedindo a intercessão de Madre Teresa de Calcutá.

Via de Santificação

Menos de dois anos depois da sua morte, por causa da sua grande fama de santidade e das graças obtidas pela sua intercessão, São João Paulo II permitiu a abertura da Causa de Canonização. Em 19 de outubro de 2003, foi proclamada beata.

Foi canonizada em 04 de setembro de 2016, pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!


Teresa — Nome de origem grega, derivado provavelmente de Therasia, antiga ilha próxima a Santorini, ou do verbo therízein, “colher”. Ao longo dos séculos, associou-se ao sentido de “aquela que colhe os frutos”, tornando-se um dos nomes marianos mais difundidos na tradição cristã.

“Mãe dos pobres, quanta dor ao ver as dificuldades dos nossos irmãos que sofrem com as misérias, dai a nós a mesma disponibilidade e abertura de coração para com essas realidades. Queremos ser instrumentos de cuidado e amor para com todos os nossos irmãos. Amém!”

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

Santos Pedro Nguyen Van Tu e José Huang Luong Canh — Mártires vietnamitas, presbítero da Ordem dos Pregadores e médico, degolados em ódio ao nome de Cristo, em Nihn Tai, no Tonquim.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 05 de setembro:

1

Santa Teresa de Calcutá
Virgem. Fundadora das Missionárias da Caridade, dedicou toda a vida ao serviço dos mais pobres entre os pobres, em Calcutá, na Índia.

† 1997

2

Santos Aconto, Nono, Herculano e Taurino
Mártires. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália.

† data inc.

3

São Quinto
Mártir. Em Cápua, na Campânia, região da Itália.

† data inc.

4

Santos Urbano, Teodoro, Menedemo e companheiros
Mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

† 370

5

São Bertino
Abade de Sithieu. No território de Therouanne, na Flandres, atualmente na França.

† c. 698

6

Santo Alperto
Considerado o fundador e primeiro abade do mosteiro de Bútrio, perto de Pavia, em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.

† c. 1073

7

Beato João o Bom de Siponto
Abade, que edificou o mosteiro de São Miguel no litoral da Dalmácia, frente ao monte Gargano, na Dalmácia, hoje na Croácia.

† s. XII

8

Beato Guilherme Browne
Mártir, condenado à morte no reinado de Jaime I, em Ripon, na Inglaterra.

† 1605

9

Beato Florêncio Dumontet de Cardaillac
Presbítero e mártir, num sórdido barco ancorado ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

10

Santos Pedro Nguyen Van Tu e José Huang Luong Canh
Mártires. Presbítero da Ordem dos Pregadores e médico, degolados em ódio ao nome de Cristo, em Nihn Tai, cidade do Tonquim, no atual Vietnã.

† 1838

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de batismo, nasceu na Albânia em 1910 e tornou-se cidadã indiana, em 1948. De família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. Vida dedicada aos pobres A sua vida na Índia começou como professora. Só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Jesus revela-lhe a sua tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: “Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho”.

Matar a fome e ensinar a ler

Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos “mais pobres entre os pobres”, bem como a leprosos, portadores de SIDA e mulheres abandonadas. As casas das Irmãs da Caridade contam-se hoje por centenas nos mais diversos países do Mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. Quando lhe perguntam qual o “segredo do seu sucesso”, ela responde com simplicidade: “Rezo”. Tinha sempre diante de si que para melhorar o mundo precisava melhorar as pessoas, a si próprio.

O maior destruidor da paz é o aborto

“O maior destruidor da paz – afirmou – é o aborto”. E frisou: “A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós”. Costumava dizer sempre: “Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir”.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

Oração – Santa Madre Teresa, rezai por esta cidade, por este povo, pela sua Igreja e por todos aqueles que querem seguir a Cristo como discípulos d’Ele.

Com São Lourenço Justiniano, da nobre família Justiniano, sem ser bom orador, era bom confessor. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 5 1. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália, os santos Aconto, Nono, Herculano e Taurino, mártires.(† data inc.) 2. Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Quinto, mártir.(† data inc.) 3. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos mártires Urbano, Teodoro, Menedemo e companheiros, clérigos e leigos, que, por ordem do imperador Valente, foram metidos num barco e nele queimados em ódio à fé católica.(† 370) 4. No território de Therouanne, na Flandres, atualmente na França, São Bertino, abade de Sithieu, que foi sepultado no mosteiro por ele mesmo fundado juntamente com São Mumolino e que ficou designado com o seu nome.(† c. 698) 5. Em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Alperto, que é considerado o fundador e primeiro abade do mosteiro de Bútrio, perto de Pavia.(† c. 1073) 6. Na Dalmácia, na hodierna Croácia, o Beato João o Bom de Siponto, abade, que edificou o mosteiro de São Miguel no litoral da Dalmácia, frente ao monte Gargano.(† s. XII) 7. Em Ripon, na Inglaterra, o Beato Guilherme Browne, mártir, que, condenado à morte, no reinado de Jaime I, por ter induzido outras pessoas a aceitar a fé católica, foi enforcado e atrozmente esquartejado.(† 1605) 8. Num sórdido barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Florêncio Dumontet de Cardaillac, presbítero e mártir, que, condenado à morte por causa do sacerdócio durante a Revolução Francesa, consumou o seu martírio na enfermidade, vítima da sua grande caridade e zelo na assistência aos companheiros de cativeiro enfermos.(† 1794) 9. Em Nihn Tai, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, os santos mártires Pedro Nguyen Van Tu, presbítero da Ordem dos Pregadores, e José Huang Luong Canh, médico, que foram degolados em ódio ao nome de Cristo.(† 1838) 10. Em Calcutá, na Índia, a Beata Teresa (Inês Gonhxa Bojaxhiu), virgem, natural da Albânia, que apagou a sede de Cristo abandonado na cruz assistindo com exímia caridade os irmãos mais pobres e fundou as Congregações das Missionárias e dos Missionários da Caridade, destinadas inteiramente ao serviço dos enfermos e dos abandonados.(† 1997)

Santa Rosália, virgem que levou uma vida de penitência e alimentada pela Eucaristia

Santa Rosália, virgem que levou uma vida de penitência e alimentada pela Eucaristia

Santo do Dia – 04 de Setembro

Santa Rosália - Vorgem

Santa Rosália,

Virgem e Eremita · † 1160

A Jovem da Corte

Santa Rosália - Vorgem

Na Sicília, existe um culto muito intenso a três jovens santas virgens: Lúcia de Siracusa, Ágata de Catania e Rosália, padroeira de Palermo. Diferente das outras duas, mártires dos primeiros séculos cristãos, Rosália não foi mártir — viveu muitos séculos depois e tornou-se padroeira oficial de Palermo em 1666, sendo carinhosamente chamada de “Santuzza” pelos seus devotos.

Rosália nasceu em Palermo no século XII e, segundo os antigos livros litúrgicos, morreu em 4 de setembro de 1160, aos 35 anos de idade. Diz a lenda que era filha do duque Sinibaldo, senhor de Quisquina e Rose, e de Maria Guiscarda, prima do rei normando Rogério II. Ainda jovem, foi chamada à corte da rainha Margherita, esposa de Guilherme I da Sicília, onde sua beleza atraiu a admiração de nobres cavaleiros, entre eles, segundo a tradição, o futuro rei de Jerusalém.

Naquela atmosfera de fervor e renovação religiosa que os reis normandos restabeleceram na Sicília, enraizou-se a vocação eremítica da jovem nobre. Rosália retirou-se para uma gruta no feudo paterno de Quisquina, nas montanhas Sicani, perto de um convento de monges basilianos. Dali, após um período de penitência, mudou-se para uma caverna no Monte Pellegrino, promontório de Palermo, ao lado de uma igreja bizantina pré-existente.

A Fama das Relíquias

Também nas redondezas do Monte Pellegrino, os beneditinos tinham um convento e puderam testemunhar a vida eremítica de Rosália, que vivia na oração, na solidão e na mortificação; muitos palermitanos subiam a montanha atraídos por sua fama de santidade.

No início de 1600, porém, seu culto já havia praticamente se apagado. Tudo mudou em 1624, quando uma mulher gravemente enferma, Girolama Gatto, sonhou com uma jovem vestida de branco que prometia sua cura se ela subisse ao Monte Pellegrino para agradecer. Curada ao beber da água da gruta, a mulher reconheceu na aparição Santa Rosália, que lhe indicou o local onde estavam suas relíquias.

Avisados, os frades franciscanos do convento vizinho retomaram a busca e, em 15 de julho de 1624, encontraram ossos junto a uma pedra, a quatro metros de profundidade. Os primeiros exames foram inconclusivos, mas o cardeal arcebispo de Palermo, Giannettino Doria, não desistiu.

Enquanto isso, a peste assolava Palermo, fazendo milhares de vítimas. Em meio à crise, encontrou-se numa caverna de Quisquina uma inscrição latina atribuída à própria Rosália, na qual ela afirmava ter escolhido viver naquela gruta por amor a Cristo. Em 1625, uma nova comissão confirmou que os ossos pertenciam de fato a uma única mulher.

O povo de Palermo, então, levou as relíquias em procissão pela cidade em 9 de junho de 1625 — e a peste, pouco a pouco, regrediu até cessar por completo.

Desde então, seu culto foi definitivamente reavivado, e Palermo celebra até hoje duas datas em sua honra: 15 de julho, aniversário da descoberta das relíquias, e 4 de setembro, dia de sua morte. Os palermitanos, onde quer que estejam no mundo, ainda se saúdam com a frase: “Viva Palermo e Santa Rosália!”

Santa Rosália, rogai por nós!


Rosália — Nome tradicionalmente interpretado como a união das palavras latinas “rosa” e “lírio”, símbolos de pureza; por isso a “Santuzza” costuma ser representada com a cabeça cercada de rosas.

“Oração – Ó Deus, que concedestes a Santa Rosália a graça de viver na solidão e na penitência, alimentada pela Eucaristia, dai-nos, por sua intercessão, forças para Vos buscar acima de todas as coisas. Amém.”

Santa Rosália, rogai por nós!

São Bonifácio I — Papa, que conseguiu resolver muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 04 de setembro:

1

Santa Rosália
Virgem eremita. Em Palermo, na Sicília. Viveu retirada do mundo no Monte Pellegrino, dedicada à oração, à penitência e à Eucaristia.

† 1160

2

São Moisés
Profeta. No monte Nebo, na terra de Moab. Escolhido por Deus para libertar seu povo do Egito e conduzi-lo à terra prometida.

† s. XIII a.C.

3

São Marcelo
Mártir. Em Cabillonum, na Gália Lionense, hoje Chalon-sur-Saône, na França.

† s. III/IV

4

São Bonifácio I
Papa. Sepultamento em Roma, no cemitério de Máximo, junto à Via Salária. Resolveu muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica.

† 422

5

São Calétrico
Bispo. Em Chartres, na Nêustria, atualmente na França.

† a. 573

6

Santa Ida
Viúva do duque Egberto. Em Heresfeld, na Saxónia, atualmente na Alemanha. Insigne pela caridade para com os pobres e pela oração assídua.

† 825

7

São Fredaldo
Bispo e mártir. Em Mende, na Aquitânia, atualmente na França.

† c. s. IX

8

Santa Irmgarda (Irmengarda)
Condessa de Süchteln. Em Colónia, na Lotaríngia, hoje na Alemanha. Ofereceu todos os seus bens para a construção de igrejas.

† c. 1089

9

Beata Catarina Mattei
Virgem da Ordem das Irmãs da Penitência de São Domingos. Em Caramagna, no Piemonte, região da Itália. Suportou com admirável caridade a longa enfermidade e as calúnias.

† 1547

10

Beato Nicolau Rusca
Presbítero e mártir. Em Thúsis, na Récia, hoje na Suíça. Homem de profunda cultura, morreu vítima dos conflitos político-religiosos de seu tempo.

† 1618

11

Beato Cipião Jerónimo Brigéat de Lambert
Presbítero e mártir. Em barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Aprisionado durante a Revolução Francesa, morreu de fome e inanição.

† 1794

12

Beata Maria de Santa Cecília Romana (Maria Dina Bélanger)
Virgem da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria. Em Sillery, no Québec, Canadá. Suportou por vários anos uma grave enfermidade, confiando só em Deus.

† 1929

13

Beato José Pascoal Carda Saporta
Presbítero da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir. Em Oropesa, próximo de Castellón, na Espanha. Conduzido ao martírio durante violenta perseguição contra a Igreja.

† 1936

14

Beato Francisco Sendra Ivars
Presbítero e mártir. Em Teulada, próximo de Alicante, na Espanha. Padeceu o martírio na perseguição contra a fé.

† 1936

15

Beato Bernardo de Lugar Nuevo de Fenollet (José Bleda Grau)
Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Próximo de Genovés, na província de Valência, Espanha. Venceu gloriosamente seu combate por Cristo.

† 1936

16

Beato José de Jesus Maria (José Vicente Hormaechea y Apoitia)
Presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir. Em Villanueva del Arzobispo, perto de Jaén, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja – 03 de Setembro

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja

Santo do Dia – 03 de Setembro

São Gregório Magno - Papa e Doutor da Igreja

São Gregório Magno,

Papa e Doutor da Igreja · † 604

Origens

São Gregório Magno Gregório nasceu em Roma, no ano 540, em uma família patrícia, conhecida como Anici, de grande fé cristã. Ele prestou muitos serviços à Sé Apostólica.

Seus pais, Gordiano e Silvia – que a Igreja venera como santa em 3 de novembro – transmitiram-lhes nobres valores evangélicos, mediante seu grande exemplo. Após seus estudos de Direito, Gregório empreendeu a carreira política e ocupou o cargo de Prefeito da cidade de Roma. Essa experiência o amadureceu e o levou a ter uma maior visão da cidade, as suas problemáticas e um profundo senso da ordem e da disciplina.

Alguns anos depois, atraído pela vida monacal, decidiu retirar-se da política. Deu seus bens aos pobres e fez da sua vila paterna, no bairro do Celio, um mosteiro dedicado a Santo André. Ali, dedicou-se à oração, ao recolhimento, ao estudo da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja.

Servo dos Servos de Deus

O Papa Pelágio II nomeou Gregório diácono e o enviou a Constantinopla como seu Representante Apostólico, onde permaneceu seis anos. Além de desempenhar as funções diplomáticas que o Pontífice lhe havia confiado, continuou a viver como monge com outros religiosos. Convocado novamente a Roma, voltou ao Celio. Com a morte do Papa Pelágio II, no ano 590, foi eleito seu Sucessor. Gregório teve que enfrentar um período difícil: corrupção dos Lombardos, abundantes chuvas e inundações que provocaram numerosas vítimas e grandes prejuízos, escassez em diversas regiões da Itália e a epidemia da peste, que continuava a causar vítimas. Então, exortou os fiéis a fazer penitência, rezar e tomar parte de uma solene procissão penitencial de três dias à Basílica de Santa Maria Maior. Ao atravessarem a ponte que liga a área do Vaticano ao centro da cidade – hoje chamada Ponte Santo Anjo –, São Gregório Magno e a multidão tiveram a visão do arcanjo Miguel sobre a “Mole Adriana”, interpretada como sinal celeste do fim da epidemia. Daqui vem o costume de chamar o antigo mausoléu de Castelo Santo Anjo.

Legado e Morte

Ocupando a Cátedra de Pedro, Gregório reorganizou a administração pontifícia e cuidou da Cúria Romana, confiando a sua direção aos monges beneditinos. Reviu as atividades eclesiásticas nas várias sedes episcopais, estabelecendo que os bens da Igreja fossem administrados com absoluta retidão, justiça e misericórdia, e utilizados na própria subsistência e na obra evangelizadora. Ofereceu seus próprios bens à Igreja para ajudar os fiéis, comprou e distribuiu trigo, socorreu os necessitados, sustentou sacerdotes e monges em dificuldade, arcou com resgates de prisioneiros e trabalhou por armistícios e tréguas. A ele se devem também as táticas para salvar Roma e os tratados com os Lombardos que asseguraram a paz na Itália central, além de missões de evangelização entre Visigodos, Francos e Saxões – enviando à Bretanha o monge Agostinho, que depois se tornou Bispo de Cantuária. O Papa Gregório I reformou ainda a celebração da Missa, tornando-a mais simples, e promoveu o canto litúrgico que recebeu o nome de gregoriano. Seu epistolário conta mais de 880 cartas e diversas obras, entre elas a “Magna Moralia in Iob”, a “Regula Pastoralis” e os “Diálogos”, texto hagiográfico sobre a santidade de homens e mulheres, canonizados ou não – com destaque para seu relato sobre São Bento de Núrsia. Foi, pode-se dizer, o primeiro Papa a utilizar o poder temporal da Igreja sem deixar de lado o aspecto espiritual do seu ofício. Ainda assim, permaneceu sempre um homem simples, a ponto de se definir, em suas Cartas oficiais, “Servus servorum Dei” – “Servo dos servos de Deus”, título que os Pontífices mantiveram ao longo do tempo. São Gregório Magno morreu em 12 de março de 604, e foi sepultado na Basílica de São Pedro. São Gregório Magno, rogai por nós! Gregório — Do grego Gregorios, significa “o vigilante” ou “aquele que está atento”. Nome que se tornou símbolo de zelo pastoral e cuidado com a Igreja.

“São Magno, grande Papa e Doutor da Igreja, ao mesmo tempo homem simples e de grande espiritualidade, ensinai aos líderes de todas as áreas da vida a seguirem o exemplo de Cristo, servo de todos e em tudo humilde. Também, faça de nós seus imitadores. Amém!”

São Gregório Magno, rogai por nós!

São Marino — Diácono e anacoreta, venerado como fundador da pequena república situada no monte Titano, um dos Estados mais antigos do mundo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 03 de setembro:

1
São Gregório Magno Papa e Doutor da Igreja. Sepultamento em Roma, na Basílica de São Pedro. Reformou a liturgia, promoveu o canto gregoriano e definiu-se “Servo dos servos de Deus”.
† 604
2
Santa Febe Diaconisa. Em Cêncreas, na Acaia, hoje na Grécia. Serva do Senhor entre os fiéis, auxiliou muito o apóstolo São Paulo, como ele mesmo confirma na Epístola aos Romanos.
† s. I
3
Santa Basilissa Virgem e mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.
† s. IV
4
São Sandálio Mártir. Em Córdova, na Hispânia Bética.
† s. IV
5
São Mansueto Bispo. Primeiro bispo de Toul, na Gália Bélgica, atualmente na França.
† s. IV
6
São Marino Diácono e anacoreta. No monte Titano, próximo de Rímini, na península itálica.
† s. IV/V
7
São Macanísio Bispo. Na Irlanda.
† 514
8
Santo Auxano Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália.
† c. 589
9
São Vitaliano Bispo. Em Montesárquio, na Campânia, também na Itália.
† s. VII/VIII
10
São Rimágilo Bispo e abade. No mosteiro de Stavelot, no Brabante, atualmente na Bélgica; fundou os mosteiros de Stavelot e de Malmedy, no ermo da floresta das Ardenas.
† c. 671-679
11
Santo Aigulfo e companheiros monges Abade e mártires. Na ilha de Lérins, na Provença, atualmente na França; segundo a tradição, sofreram o martírio numa incursão dos Sarracenos.
† c. 675
12
São Crodogango (Crodegango) Bispo e mártir. Em Séez, na Nêustria, também na atual França.
† s. VIII
13
Beato Guala Bispo de Bréscia, da Ordem dos Pregadores. Em Astino, na Lombardia, região da Itália; trabalhou pela paz da Igreja e da sociedade civil no tempo do imperador Frederico II e foi condenado ao exílio.
† 1244
14
Beatos Bartolomeu Gutiérrez e cinco companheiros Mártires. Em Nagasaki, no Japão; em ódio à fé cristã, foram imersos em águas sulfúreas a ferver e depois lançados ao fogo.
† 1632
15
Beata Brígida de Jesus Morello Viúva. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália; consagrou-se ao Senhor e fundou a Congregação das Irmãs Ursulinas de Maria Imaculada.
† 1679
16
Beatos André Abel Alricy e setenta e um companheiros Mártires. Em Paris, na França; reclusos no Seminário de São Firmino, foram assassinados em ódio à Igreja.
† 1792
17
Beatos João Baptista Bottex, Miguel Maria Francisco de la Gardette e Francisco Jacinto le Livec de Trésurin Mártires. Em Paris, na França; morreram por Cristo no cárcere “La Force” durante a mesma perseguição.
† 1792
18
Santos João Pak Hu-jae e cinco companheiras Mártires. Em Seul, na Coreia; levados ao tribunal por serem cristãos, suportaram cruéis suplícios e por fim foram degolados.
† 1839

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Roma no ano de 540. A família Anícia, à qual pertencia, era uma das principais de Roma. Quando seu pai morreu, Gregório, ainda muito jovem, era prefeito da cidade. Roma desabava no caos e com ela agonizava toda uma civilização. Como as furiosas e ritmadas ondas de um mar borrascoso irrompem com violência sobre as areias da praia, sucessivas hordas de invasores assolaram, durante mais de 150 anos, a península italiana. Mudou os rumos da História Os rumos da história mudaram quando um monge beneditino foi escolhido Papa. Era Gregório I, a quem a História qualificou de “Magno” Entre as tempestades da época não faltou a peste. A  primeira vítima colhida em Roma pela peste foi o Papa Pelágio II, que morreu a 5 de Fevereiro de 590 e foi enterrado em São Pietro. O clero e o senado romanos elegeram Gregório como seu sucessor.

Procissão para cessar a peste

Promoveu uma procissão de toda a população romana, dividida em sete cortejos, de acordo com sexo, idade e condição. A procissão movida desde várias igrejas de Roma até a Basílica do Vaticano, foi acompanhada com o canto das ladainhas. No curto espaço de uma hora, oitenta pessoas caíram mortas. O Papa, olhando para cima, viu no topo do Castelo um Anjo que, depois de secar a espada que pingava sangue, colocou-a na bainha, como um sinal da cessação da punição.

Modelo perfeito de governo da Igreja

O historiador protestante Harnack admira “a sabedoria, a justiça, a mansidão, a força de iniciativa, a tolerância” e Bossuet considera-o o “modelo perfeito de como se governa a Igreja”. É considerado um dos mais célebres Papas da história da Igreja. Seu pontificado durou 14 anos e está marcado por coisas incríveis: – Organiza a defesa de Roma ameaçada por Aginulfo, com quem reata depois relações de boa vizinhança; – Administra os bens públicos com religiosa equidade, suprindo o descanso dos funcionários imperiais; – Favorece o progresso dos agricultores eliminando todo o resíduo de escravidão da gleba;

Deixou sua marca em todos os campos

– É o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus. O epistolário (848 cartas conhecidas) e as homilias ao povo dão-nos farto testemunho de suas múltiplas atividades, deixando a sua marca em toda parte: lembramos por exemplo, o campo litúrgico, com a promoção do canto gregoriano, o direito canônico, a vida ascética monacal, a pastoral e o apostolado leigo. A sua familiaridade com a Sagrada Escritura aparece nas Homilias sobre Ezequiel e sobre o Evangelho . Era admirador excepcional de São Bento, fundou sete mosteiros, seis na Sicília e um em Roma. São Gregório Magno, rogai por nós! Oração – Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Gregório Magno governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação
Gregório: Significa “o acordado”, “o vigilante”, “o alerta”. Tem origem no nome grego Gregórios, derivado de gregoréo, que quer dizer “vigiar”
Com Santa Febe, serva do Senhor, que auxiliou muito São Paulo, como ele confirma na Epístola aos Romanos. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 3 2. Comemoração de Santa Febe, serva do Senhor entre os fiéis de Cêncreas, na atual Grécia, que auxiliou muito São Paulo, como ele confirma na Epístola aos Romanos. 3. Em Nicomedia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santa Basilissa, virgem e mártir.(† s. IV) 4. Em Córdoba, na Espanha Bética, São Sandálio, mártir.(† s. IV) 5. Em Toul, na Gália Bélgica, atualmente na França, São Mansueto, primeiro bispo desta cidade.(† s. IV) 6. No monte Titano, próximo de Rímini, no território que hoje na península itálica tem o seu nome, São Marino, diácono e anacoreta, que, segundo consta, conduziu o povo ainda pagão à luz do Evangelho e à liberdade de Cristo.(† s. IV/V) 7. Na Irlanda, São Macanísio, bispo.(† 514) 8. Em Milão, na Lombardia, região da Itália, Santo Auxano, bispo. († c. 589) 9. Em Montesárquio, na Campânia, também na Itália, São Vitaliano, bispo.(† s. VII/VIII) 10. No mosteiro de Stavelot, no Brabante, atualmente na Bélgica, São Rimágilo, bispo e abade, que, depois de ter vivido no mosteiro de Solignac, fundou os mosteiros de Stavelot e de Malmedy, no ermo da floresta das Ardenas.(† c. 671-679) 11. Na ilha de Lérins, na Provença, atualmente na França, Santo Aigulfo, abade, e companheiros monges, que, segundo a tradição, sofreram o martírio numa incursão dos Sarracenos.(† c. 675) 12. Em Séez, na Nêustria, também na atual França, São Crodogango ou Crodegango, bispo e mártir.(† s. VIII) 13. No território de Astino, na Lombardia, região da Itália, o Beato Guala, bispo de Bréscia, da Ordem dos Pregadores, que, no tempo do imperador Frederico II, trabalhou com muito empenho e prudência pela paz da Igreja e da sociedade civil e finalmente foi condenado ao exílio.(† 1244) 14. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Bartolomeu Gutiérrez, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, e cinco companheiros[1], mártires, que, em ódio à fé cristã, foram imersos em águas sulfúricas a ferver e depois lançados ao fogo. [1] São estes os seus nomes: presbíteros Vicente Carvalho e Francisco Torres, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho; Antônio Ishida, da Companhia de Jesus; Jerônimo Jo; Gabriel da Madalena, religioso da Ordem dos Frades Menores.(† 1632) 15. Em Piacenza, na Emília-Romana, região da Itália, a Beata Brígida de Jesus Morello, que, ficando viúva, se consagrou ao Senhor, dedicando-se à penitência e a muitas obras de caridade e, para a formação cristã da juventude feminina, fundou a Congregação das Irmãs Ursulinas de Maria Imaculada.(† 1679) 16. Em Paris, na França, a paixão dos beatos André Abel Alricy, presbítero, e setenta e um companheiros[2], mártires, entre os quais muitos presbíteros, que, depois da chacina do dia anterior, foram recluídos no Seminário de São Firmino e, por fim, assassinados em ódio à Igreja. [2] São estes os seus nomes: Renato Maria Andrieu, Pedro Paulo Balzac, João Francisco Maria Benoit ou Vourlat, Miguel André Silvestre Binard, Nicolau Bize, Pedro Bonzé, Pedro Briquet, Pedro Brisse, Carlos Carnus, Beltrão Antônio de Caupenne, Tiago Dufour, Dinis Cláudio Duval, José Falcoz, Gilberto João Fautrel, Filiberto Fougère, Pedro João Garrigues, Nicolau Gaudreau, Estêvão Miguel Gillet, Jorge Jerônimo Giroust, José Maria Gros, Pedro Guérin du Rocher, Roberto Francisco Guérin du Rocher, Ivo André Guillon de Keranrun, Julião Francisco Hédouin, Pedro Francisco Hénocq, Elísio Herque ou du Roule, Pedro Luís Joret, Tiago de la Lande, Gil Luís Sinforiano Lanchon, Luís João Mateus Lanier, João José de Lavèse-Belay, Miguel Leber, Pedro Florêncio Leclercq, João Carlos Legrand, João Pedro le Laisant, Julião le Laisant, João Lemaître, João Tomás Leroy, Martinho Francisco Aleixo Loublier, Cláudio Luís Marmotant de Savigny, Cláudio Silvano Mayneau de Bizefranc, Henrique João Millet, Francisco José Monnier, Maria Francisco Mouffle, José Luís Oviefre, João Miguel Philippot, Tiago Rabé, Pedro Roberto Régnet, Ivo João Pedro Rey de Kervizic, Nicolau Cláudio Roussel, Pedro Saint-James, Tiago Luís Schmid, João António Seconds, Pedro Tiago de Turménies, Renato José Urvoy, Nicolau Maria Verron, Carlos Vítor Véret, todos presbíteros; e ainda João Carlos Maria Bernard du Cornillet, cônego da abadia de São Vítor de Paris; João Francisco Bonnel de Pradel e Cláudio Pons, cónegos da abadia de Santa Genoveva de Paris; João Carlos Caron, Nicolau Colin, Luís José François e João Henrique Gruyer, da Congregação da Missão; Cláudio Bochot e Eustáquio Félix, da Congregação dos Padres da Doutrina Cristã; Cosme (João Pedro Duval), da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Pedro Cláudio Pottier, da Sociedade de Jesus e Maria; e Sebastião Desbrielles, Mestre escola de Paris, Luís Francisco Rigot e João Antônio José de Villette.(† 1792) 17. Também em Paris, no mesmo dia e ano, os beatos mártires João Batista Bottex, Miguel Maria Francisco de la Gardette e Francisco Jacinto le Livec de Trésurin, que, durante a mesma perseguição, morreram por Cristo no cárcere “La Force”.(† 1792) 18. Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos João Pak Hu-jae e cinco companheiras[3], mártires, que, levados ao tribunal por serem cristãos, suportaram cruéis suplícios e por fim foram degolados. [3] São estes os seus nomes: Maria Pak Kin-a-gi Hui-sun, irmã de Santa Lúcia Pak Hui-sun; Bárbara Kwon-hui, irmã de Santo Agostinho Yi Kwang-hon; Bárbara Yi Chong-hui; Maria Yi Yon-hui, esposa de São Damião Nam Myong-hyog; Inês Kim Hyo-ju.(† 1839)

Beata Ingrid Elofsdotter, viúva e freira dominicana

Beata Ingrid Elofsdotter, viúva e freira dominicana

Santo do Dia – 02 de Setembro

Santa Ingrid Elofsdotter - viúva e freira

Beata Ingrid Elofsdotter,

Viúva e Freira Dominicana · † 1282

Origens

Santa Ingrid Elofsdotter

Beata Ingrid Elofsdotter nasceu em Skänninge, na Suécia, no século XIII. Desde a infância, mostrou-se virtuosa, amável, caridosa e religiosa, recebeu uma educação nobre e primorosamente cristã.

Alma de ideais cândidos, viveu desde os primeiros anos num fervor de piedade que nunca falhou. As virtudes mais heroicas lhe pareciam naturais. Quando muito jovem, foi forçada por seus pais a contrair um casamento muito rico, casando-se na adolescência, como era o costume da época.

Mesmo contrariando sua vocação, todo aquele esplendor mundano não a cegou, continuando a viver no mundo sem ser do mundo. Aceitou tudo com humildade e resignação, e continuou a cuidar das obras de caridade que fundou para os pobres e doentes. Entre a população, tinha a fama de santidade.

Votos Perpétuos

Em 1281, já viúva, fez seus votos perpétuos. Com um fiel séquito de damas de honra, embarcou em uma longa peregrinação à Terra Santa, onde seu coração se iluminou ainda mais com o eterno amor ao Salvador Jesus. Da Palestina, ela foi para Roma e, depois, para São Giacomo di Compostela. De volta à sua terra natal, um único desejo a dominava: consagrar-se para sempre a uma vida de oração e penitência.

Fundação do Mosteiro

Fundou um Mosteiro sob as regras de São Domingos. Dedicou-se totalmente às orações contemplativas e à vida de rigorosa austeridade. Isso aconteceu em 15 de agosto de 1281, na presença do rei Magnus Ladulas, com a ajuda e apoio do padre dominicano Pietro di Dacia e a autorização do bispo de Linkoping e do provincial.

Morte e Canonização

Faleceu em 2 de setembro de 1282, no convento de Skänninge, quando era Priora daquele Mosteiro, com tal fama de santidade e de prodígios maravilhosos, que seu culto logo se estendeu aos povos vizinhos.

Em 1414, o Bispo de Linkoping, Canuto Bosson, pediu autorização à Santa Sé para abrir o processo de canonização. Encalhado em 1448, o processo recomeçou no início do século seguinte.

Embora não tenha chegado a uma canonização formal, levaram à solene tradução de suas relíquias em 29 de julho de 1507, por autoridade do Papa Alexandre VI, presente o Rei, uma grande multidão, todos os Bispos da Suécia e os Pregadores dessa área.

Ingrid — Nome de origem nórdica antiga, formado por “Ing”, o deus da fertilidade e da paz na mitologia escandinava, e “fríðr”, que significa “bela” ou “amada”. Assim, Ingrid pode ser traduzido como “a bela de Ing” ou “amada de Ing”.

“Oração – Após dedicar-se à família, entregou-se totalmente à vida contemplativa. Dai-nos um desejo ardente de oração e contemplação mesmo em meio às atividades do dia. Que a oração se torne prioridade em nossa vida. Amém.”

Beata Ingrid Elofsdotter, rogai por nós!

Beato João Maria du Lau d’Allemans — Bispo, e noventa e três companheiros, clérigos e religiosos, mártires em Paris durante os massacres da Revolução Francesa.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de setembro:

1

Beata Ingrid Elofsdotter
Em Skänninge, na Suécia. Ficando viúva, ofereceu todos os seus bens para o serviço de Deus e, depois de uma peregrinação à Terra Santa, tomou o hábito monástico da Ordem dos Pregadores.

† 1282

2

São Zenão
Mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

3

Santa Teódota, com seus filhos Evódio, Hermógenes e Calisto
Mártires. Em Niceia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

† s. IV

4

Santo Habib
Diácono e mártir. Em Edessa, no Osroene, hoje Sanliurfa, na Turquia.

† 322

5

Santo Antonino
Mártir. Em Apameia, na Síria. Canteiro que, segundo a tradição, foi morto pelos pagãos aos vinte anos de idade por ter destruído os seus ídolos, movido pelo ardor da fé.

† s. IV

6

São Próspero
Bispo. Em Tarragona, na Hispânia.

† s. IV/V

7

São Justo
Bispo. Sepultamento em Lião, na Gália, atualmente na França.

† d. 381

8

São Nonoso
Abade. No monte Soratte, junto à Via Flamínia, no Lácio, região da Itália.

† c. 570

9

São Siágrio
Bispo. Em Autun, na Borgonha, na hodierna França. Nos concílios em que tomou parte foi muito notável pela sua sabedoria e zelo.

† 599/600

10

Santo Agrícola
Bispo. Em Avinhão, na Provença, na atual França. Depois da sua vida monástica na ilha de Lérins, auxiliou seu pai, São Magno, e lhe sucedeu no episcopado.

† c. 700

11

Santo Elpídio
No Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Seu nome foi adotado pela cidade onde o seu corpo foi sepultado.

† a. s. XI

12

Santos Alberto e Vito
Monges. Em Pôntica, no território de Bérgamo, na Lombardia, região da Itália.

† c. 1096

13

Beato João Maria du Lau d’Allemans, Francisco José e Pedro Luís de la Rochefoucauld e noventa e três companheiros
Bispos, clérigos e religiosos mártires. Em Paris, na França.

† 1792

14

Beato Pedro Tiago Maria Vitális e vinte companheiros
Presbítero e mártires. Em Paris, na França.

† 1792

15

Beato Esíquio José (Baldomero Margenat Puigmitjá)
Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Orriols, na Catalunha, região da Espanha.

† 1936

16

Beato José Maria Laguia Puerto
Religioso da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Oviedo, nas Astúrias, Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Beatriz, exemplo de obediência e assistência aos pobres

Santa Beatriz, exemplo de obediência e assistência aos pobres

Santo do Dia – 01 de Setembro

Santa Beatriz - Exemplo de Obediência

Santa Beatriz,

Exemplo de Obediência e Assistência aos Pobres · † 1490

As Origens

Santa Beatriz - Exemplo de Obediência Beatriz nasceu no século XV em Ceuta, ao norte da África, cidade que, nessa época, encontrava-se sob o domínio da coroa de Portugal — nasceu, portanto, portuguesa. Seu pai foi governador de Ceuta.

Ainda pequena, mudou-se para Portugal com sua família, que cultivou na menina uma profunda devoção a Nossa Senhora da Conceição. Aos vinte anos de idade, foi enviada para a Espanha como dama de honra de D. Isabel, neta de D. João I, que se tornou esposa do rei João II de Castela. Foi ali que começou o seu calvário.

Beatriz era muito bonita, e a rainha, dominada por uma mistura de ciúme e inveja, chegou a fechá-la em um caixão durante dias, a fim de que morresse asfixiada — mas uma invisível proteção da Virgem Maria a salvou.

a vocação religiosa

Como gesto concreto de agradecimento, Santa Beatriz aceitou sua vocação para a vida religiosa, e logo em seguida partiu a Toledo, onde se recolheu no mosteiro das Dominicanas — ramo feminino da Ordem de São Domingos de Gusmão, cujas religiosas viviam sob a regra cisterciense. Ali viveu por cerca de trinta anos.

a fundação de uma nova ordem

Deus, entretanto, tinha predestinado Beatriz para uma obra maior: fundar uma Ordem de estrita clausura, dedicada a uma vida contemplativa na oração, na penitência e no trabalho.

Santa Beatriz da Silva deixou o mosteiro dominicano e foi habitar numa nova sede, que veio a ser o berço das monjas concepcionistas. Essa Ordem está caracterizada por três heranças espirituais de Santa Beatriz: o amor a Maria Imaculada, a Paixão de Jesus Cristo e a Santíssima Eucaristia.

a morte

Santa Beatriz faleceu em 9 de agosto de 1490, com 66 anos de idade. No momento de sua morte, seu rosto foi visto transfigurado por uma grande claridade, e uma estrela resplandecente permaneceu sobre sua cabeça até ela expirar.

Foi beatificada em 1926 pelo Papa Pio XI, e sua canonização ocorreu no dia 3 de outubro de 1976, pelo Papa Paulo VI.

Santa Beatriz, rogai por nós!


Beatriz — Do latim Beatrix, variante de Viatrix (“viajante”), aproximada ao termo beatus (“bem-aventurado”, “feliz”). Significa, assim, “aquela que traz felicidade” ou “a que faz feliz”.

“Oração – Senhor Pai de bondade, aprendamos com Santa Beatriz a aceitar os desafios da vida e nunca abandonar o projeto de Deus em favor da libertação da humanidade. Guia-nos pelos caminhos da sabedoria e do discernimento, e ajudai-nos a Vos encontrar nos mais pequeninos e sofredores. Por Cristo nosso Senhor. Amém.”

Santa Beatriz, rogai por nós!

São Gil (Egídio) — Eremita que fundou um mosteiro na região da Camargue, na Gália, dando origem à povoação que ali se desenvolveu em seu nome.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 01 de setembro:

1

Santa Beatriz da Silva
Virgem. Em Toledo, na Espanha. Fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, após viver cerca de trinta anos como religiosa dominicana.

† 1490

2

São Josué
Servo do Senhor, que, pela imposição das mãos de Moisés, ficou cheio do espírito de sabedoria e, após a morte deste, introduziu o povo de Israel na terra prometida, atravessando o rio Jordão.

A.T.

3

São Sisto
Bispo. Em Reims, na Gália Bélgica, atualmente na França. É considerado o primeiro bispo desta cidade.

† s. III

4

São Prisco
Mártir. Em Cápua, junto à Via Aquária, na Campânia, região da Itália.

† s. IV

5

São Terenciano
Bispo. Em Tódi, na Úmbria, região da Itália.

† c. s. IV

6

São Vicente
Bispo e mártir. Em Dax, na Aquitânia, hoje na França.

† c. s. IV

7

Santa Verena
Virgem. Em Zurzach, junto ao rio Reno, no território de Zurique da Germânia, atualmente na Suíça.

† s. IV

8

São Vitório
Em Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França. Recordado por São Gregório de Tours.

† 490

9

São Constâncio
Bispo. Em Aquino, no Lácio, região da Itália. Seu dom de profecia é louvado pelo Papa São Gregório Magno.

† 570

10

São Gil (Egídio)
No território de Nimes, na Gália Narbonense, hoje na França. Deu nome à povoação que se desenvolveu na região da Camargue, onde, segundo a tradição, construiu um mosteiro.

† s. VI/VII

11

São Lopo
Bispo. Em Sens, na Nêustria, atual França. Foi exilado por afirmar que o povo devia obedecer mais a Deus do que aos príncipes.

† c. 623

12

Beata Juliana de Collalto
Abadessa da Ordem de São Bento. Em Veneza, atual região do Véneto, Itália.

† 1262

13

Beata Joana
Virgem da Ordem Terceira das Servas de Maria. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Eminente pela sua oração e austeridade.

† 1367

14

Beato Cristino (Miguel Roca Huguet) e onze companheiros
Mártires da Ordem de São João de Deus. Em Madrid, na Espanha. Mortos durante a guerra civil em ódio à religião cristã.

† 1936

15

Beato Afonso Sebastião Viñals
Presbítero e mártir. Em Paterna, província de Valência, Espanha. Diretor espiritual da Escola de Formação Social de Valência.

† 1936

16

Beatos Pedro de Alcântara, Maria do Carmo e Maria do Amparo
Mártires. Em Barcelona, na Espanha. Pedro de Alcântara (Cândido Rivera Rivera), presbítero franciscano conventual; Maria do Carmo Moreno Benítez e Maria do Amparo Carbonell Muñoz, virgens do Instituto de Maria Auxiliadora.

† 1936

17

Beato Bento Clemente (Félix España Ortiz)
Religioso das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

18

Beato Eugénio Andrés Amo
Religioso da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Sotillo, na Cantábria, litoral da Espanha.

† 1936

19

Beato José Samsó i Elias
Presbítero da diocese de Barcelona e mártir. Em Mataró, na Catalunha, Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT


Origens
Santo Amaro nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo, mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. 

Exemplo de Silêncio
Ele foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monacal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato.

Amigo de São Bento
Grande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; só depois ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu.

Santo Amaro: uma bela história de vocação e santidade 

Vocação
História ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e por meio da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.

Páscoa
Ele morreu em 15 de janeiro de 584, aos 72 anos. Rezado contra resfriados, reumatismo e gota, contra dores musculares, Santo Amaro tornou-se muito querido pelo povo e venerado como santo taumaturgo. 

Devoção
Aliás, na viagem para França, conta-se o milagre da multiplicação dos pães num pobre convento que o acolheu, em que os pobres monges, para acolher o santo peregrino, deram-lhe o único pão que restava na despensa, mas, na manhã, por milagre, encontraram a despensa cheia de pão fresco e em abundância por mais de um mês… O símbolo da Eucaristia e da caridade está aqui claro; em muitos países ainda é costume abençoar os sanduíches, símbolo de partilha, na festa do santo.

Minha oração
“Fiel seguidor de São Bento, rogai por todos os que circundam sob esse mesmo carisma, de modo especial pelas vocações beneditinas e pelos monges que ali vivem, para que também sejam fiéis ao fundador até o fim do mundo. Amém.”

Santo Amaro, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 15 de janeiro

  • Em Anágni, no Lácio, região da Itália, Santa Secundina, virgem e mártir. († data inc.)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São João Calibita. († s. V)
  • No mosteiro de Cluain Credal, na Irlanda, Santa Ida, virgem, fundadora deste mosteiro. († 570)
  • Em Riéti, na Sabina, região da Itália, a comemoração de São Probo, bispo, de quem fez um elogio ao papa São Gregório Magno. († c. 570)
  • No território de Rodez, na Gália, hoje na França, Santa Tarsícia, virgem e mártir. († s. VI/VII)
  • Em Ham, no Brabante, na atual Holanda, Santo Ableberto ou Emeberto, bispo de Cambrai. († c. 645)
  • Em Chartres, na Nêustria, atualmente na França, São Malardo, bispo. († c. 650)
  • Em Val di Non, no Trentino, região da Itália, São Romeu, anacoreta. († c. s. VIII)
  • Em Lião, na Gália, hoje na França, o passamento de São Bonito, bispo de Auvergne. († c. 710)
  • Em Armo, próximo de Réggio Calábria, na Calábria, região da Itália, Santo Arsénio, eremita, eminente pela sua oração e austeridade. († 904)
  • Em Saint-Gilles-les-Boucheries, na Provença, região da França, o Beato Pedro de Castelnau, presbítero e mártir. († 1208)
  • Em Città della Pieve, na Úmbria, região da Itália, o Beato Tiago, chamado o Caritativo, advogado dos pobres e dos oprimidos. († 1304)
  • No território de Gualdo Tadino, na Úmbria, o Beato Ângelo, eremita. († 1325)
  • Na China, São Francisco Fernández de Capillas, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1648)
  • Na Holanda, Santo Arnaldo Janssen, presbítero que fundou a Sociedade do Verbo Divino. († 1909)
  • Em Berlim, na Alemanha, o Beato Nicolau Gross, pai de família e mártir. († 1945)

São Raimundo Nonato, Bispo – 31 de Agosto

São Raimundo Nonato, Bispo

Santo do Dia – 31 de Agosto

São Raimundo Nonato - Bispo

São Raimundo Nonato,

Padroeiro das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras · † 1240

Origens

São Raimundo Nonato - Bispo

São Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200 (filho de pais nobres, porém sem grandes fortunas). Seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Extraído vivo do seio da sua mãe já sem vida, recebeu o sobrenome de Nonato, ou seja, “não nascido” — origem que marcaria toda a sua futura devoção como padroeiro das gestantes.

Dotado de grande inteligência, fez com certa tranquilidade seus estudos primários, revelando desde cedo os dotes que mais tarde o levariam à vida religiosa.

Chamado Religioso

Dotado de grande inteligência, cursou tranquilamente seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda da família, na tentativa de demovê-lo da vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário: no silêncio e na solidão em que vivia, Raimundo fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, também santo. A Ordem tinha como finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos — missão à qual Raimundo se dedicaria de coração e alma.

Ingresso na Ordem

Apesar da resistência inicial do pai, Raimundo conseguiu seu consentimento e, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote, e logo revelou seus dotes de missionário.

Missão: Converter

Devido à sua paixão pelas missões, foi enviado à Argélia, no norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu libertar cento e cinquenta escravos e devolvê-los às suas famílias. Quando os recursos para os resgates se esgotaram, ofereceu-se como refém em lugar de outros cativos, e sofreu no cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mesmo assim, não abandonou seu trabalho, levando o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus.

De Torturado a Cardeal

Muitas foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, que mandaram perfurar-lhe os lábios e colocar cadeados na boca, abrindo-a apenas para lhe dar a escassa ração dos presos — tudo para que Raimundo nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo. Suportou essa tortura durante oito meses, até ser libertado, já com a saúde profundamente abalada. Ao chegar à Catalunha, em 1239, foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório IX, que o chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la.

A Morte

Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo foi acometido de forte febre e morreu em 31 de agosto de 1240, com apenas 40 anos de idade. Foi sepultado naquela cidade, e seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo erguida ali uma igreja para abrigar seus restos mortais.

Via de Santificação

Seu culto propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado até hoje como padroeiro das parturientes, das parteiras e dos obstetras.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!


Raimundo — Do germânico Raginmund, formado por “ragin” (conselho) e “mund” (proteção), significando “aquele que protege com sabedoria” ou “protetor prudente”. Deu origem também à forma Ramón, em espanhol e catalão.

“Querido Santo, rogai pelas gestantes em suas dores e angústias assim como os profissionais da saúde que cuidam e se esmeram nessa missão. Alcançai a graça do nascimento das gestações mais difíceis e impossíveis. Amém!”

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

São Paulino — Bispo e mártir, em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 31 de agosto:

1

São Raimundo Nonato
Cardeal e religioso da Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Em Cardona, próximo de Barcelona, Espanha. Debilitado pelas torturas sofridas em cativeiro na libertação de cristãos escravizados, faleceu acometido de forte febre.

† 1240

2

Santos José de Arimateia e Nicodemos
Em Jerusalém. Acolheram o corpo de Jesus descido da cruz, envolveram-no num lençol e o colocaram no sepulcro.

† s. I

3

Santo Aristides
Filósofo. Em Atenas, na Grécia. Ilustríssimo pela sua fé e sabedoria.

† c. 150

4

São Paulino
Bispo e mártir. Em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha.

† 358

5

Santo Aidano
Bispo e abade. Em Lindisfarne, na Nortúmbria, atual Inglaterra. Homem de insigne mansidão, piedade e justo governo.

† 651

6

Beato André de Borgo Sansepolcro
Presbítero da Ordem dos Servos de Maria. No ermo de Vallúcola, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Insigne pela sua austeridade e vida contemplativa.

† 1315

7

Beatos Edmígio, Amálio e Valério Bernardo
Mártires da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Em Almeria, na Espanha.

† 1936

8

Beatos Henrique Vidaurreta Palma, Félix Paco Escartín e Tomás Alonso Sanjuán
Mártires, presbíteros da diocese de Málaga e da Sociedade Salesiana. Em Málaga, na Espanha.

† 1936

9

Beatos Isidro Ordóñez Díez, José Maria Palácio Montes, Miguel Menéndez Garcia, Cristóvão Iturriaga-Echevarria Irazola e Pedro Vega Ponce
Mártires, presbíteros e religiosos da Ordem dos Pregadores. Em Sama de Langreo, nas Astúrias, Espanha.

† 1936

10

Beata Josefina Sauleda Paulís
Virgem da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

11

Beato Pedro Tarrés Claret
Presbítero. Em Barcelona, na Espanha.

† 1950

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Extraído vivo do seio da sua mãe sem vida, recebeu sobrenome de Nonato, ou seja, “não nascido”. Ingressou, com 24 anos, na Ordem dos Mercedários, destinada ao resgate de cativos e ofereceu-se voluntariamente para ficar escravo entre os mouros, a fim de permitir a libertação de um católico que estava periclitando na fé. Visava também exercer seu ministério entre os demais pobres cativos e, mais ainda, pregar a Religião católica aos próprios maometanos. Para impedi-lo de pregar, os mouros furaram-lhe os lábios com um ferro quente, e mantinham sua boca fechada com um cadeado. Passou oito meses prisioneiro, sofrendo atrozmente. Depois de libertado, foi nomeado cardeal, em reconhecimento pelos seus méritos. Faleceu com apenas 36 anos. É por isso invocado como padroeiro das parturientes e das parteiras.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

Oração – Rogo vossa proteção a fim de que me alcanceis de Deus todas as graças de que necessito, auxílio nas tentações e misericórdia na fragilidade; principalmente a graça de uma boa morte, para convosco ir gozar e louvar a Deus por todos os séculos dos séculos.

Raimundo tem origem a partir do germânico Ragnemundus, formado pela união dos elementos ragin, que significa “conselho”, e mundo que quer dizer “proteção”
Com Santos José de Arimateia e Nicodemos, que acolheram o corpo de Jesus descido da cruz, o envolveram num lençol e colocaram no sepulcro. José, nobre decurião e discípulo do Senhor, esperava o reino de Deus; Nicodemos, fariseu e príncipe dos Judeus, viera de noite ter com Jesus para conhecer a sua missão e, perante os sumos sacerdotes e os fariseus que queriam prender Jesus, defendeu a sua causa. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 31 2. Em Atenas, na Grécia, Santo Aristides, filósofo, ilustríssimo pela sua fé e sabedoria, que escreveu e apresentou ao imperador Adriano alguns dos seus livros sobre a religião cristã.(† c. 150) 3. Em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha, São Paulino, bispo e mártir, que no tempo da heresia ariana foi um verdadeiro arauto da verdade e, no Sínodo de Arles, convocado pelo imperador Constâncio, não se deixou demover, nem com ameaças nem com adulações para condenar Santo Atanásio e afastar-se da verdadeira fé; por isso foi desterrado para a Frígia, na hodierna Turquia, onde, depois de cinco anos de exílio, consumou o martírio.(† 358) 4. Em Lindisfarne, na Nortumbria, na atual Inglaterra, Santo Aidano, bispo e abade, homem de insigne mansidão, piedade e justo governo, que, chamado pelo rei Osvaldo, veio do mosteiro de Iona para esta cidade, onde construiu a sede episcopal e um mosteiro, para fomentar eficazmente a evangelização deste reino.(† 651) 5. Em Cardona, povoação da Catalunha, na Espanha, São Raimundo Nonato, que foi um dos primeiros companheiros de São Pedro Nolasco na Ordem de Nossa Senhora das Mercês; conta-se que sofreu muito pelo nome de Cristo para a redenção dos cativos.(† c. 1240) 6. No ermo de Vallúcola, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato André de Borgo Sansepolcro, presbítero da Ordem dos Servos de Maria, insigne pela sua austeridade e vida contemplativa.(† 1315) 7. Em Almeria, na Espanha, os beatos Edmígio (Isidoro Primo Rodríguez), Amálio (Justo Zariquiégui Mendoza) e Valério Bernardo (Marciano Herrero Martínez), da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, durante a perseguição religiosa, foram mortos em ódio à fé cristã.(† 1936) 8. Em Málaga, também na Espanha, os beatos mártires Henrique Vidaurreta Palma, presbítero da diocese de Málaga, Félix Paco Escartin, presbítero da Sociedade Salesiana e Tomás Alonso Sanjuán, religioso da Sociedade Salesiana, que na mesma perseguição contra a fé cristã deram a vida por Cristo.(† 1936) 9. Em Sama de Langreo, cidade das Astúrias, também na Espanha, os beatos mártires Isidro Ordoñes Díez, José Maria Palácio Montes e Miguel Menéndez Garcia, presbíteros da Ordem dos Pregadores e Cristóvão Iturriaga-Echevarria Irazola e Pedro Vega Ponce, religiosos da mesma Ordem, religiosos da mesma Ordem, assassinados em ódio à fé cristã.(† 1936) 10. Em Barcelona, também na Espanha, a Beata Josefina Sauleda Paulís (Boaventura Sauleda Paulís), virgem da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a perseguição religiosa, foi assassinada por causa da sua fidelidade a Cristo Esposo.(† 1936) 11. Também em Barcelona, o Beato Pedro Tarrés Claret, presbítero.(† 1950)

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil – 30 de Agosto

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Santo do Dia – 30 de Agosto

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Beato Padre Eustáquio,

Presbítero nos Trópicos · † 30 de Agosto de 1943

Origens

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Humberto van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, na Holanda, em 3 de novembro de 1890, educado por pais dedicados e na convivência de oito irmãos. Ao ler a biografia do missionário São Damião de Veuster, sentiu-se chamado a uma vida missionária e ingressou no Seminário dos Padres dos Sagrados Corações.

No noviciado trocou seu nome de batismo pelo de Eustáquio, fazendo profissão religiosa em 27 de janeiro de 1915. Ordenado sacerdote, exerceu diversos ministérios na Holanda, onde ganhou fama de caridoso e santo. Foi condecorado “Cavaleiro da Coroa” pelo Rei Alberto da Bélgica pelo seu trabalho junto aos refugiados belgas. Em 1925 veio para o Brasil como missionário, respondendo ao convite do Bispo de Uberaba para assumir o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, iniciando uma longa jornada de fé e caridade nos trópicos brasileiros.

Ida ao Brasil

Em 1926 tornou-se vigário de três paróquias com muitas capelas anexas. Seus paroquianos eram pessoas simples, sem instrução religiosa. Visitava os doentes nas choupanas, distribuía roupas e alimentos aos necessitados, acudia aos problemas familiares. Era pai, amigo, advogado e piedoso pastor das almas. Reabriu a escola rural, moralizou as festas da Padroeira e pregou missões populares em todas as três paróquias.

Construção do Santuário

Iniciou a construção do novo Santuário, hoje tão conhecido por todo o povo do Triângulo Mineiro. Conquistou assim toda a região e ganhou fama de santo e milagreiro. Suas pregações e bênçãos logo criaram fama e projetaram seu nome pelo estado e até Brasil afora. Passou a ser conhecido como o “Vigário de Poá”. A notícia das curas do santo Pe. Eustáquio fizeram afluir muita gente à sua procura. Milhares de pessoas se apinhavam nas ruas da pequena cidade de Poá, e a todos o bom padre procurava sempre atender ou dar sua bênção.

Transferências e Apostolado

Quando foi transferido para Poá, SP, o povo não permitiu sua saída. Somente dois meses depois, quando as coisas acalmaram, assumiu essa nova paróquia recém criada, onde a maioria da população trabalhava nas fábricas e indústrias de São Miguel e São Paulo. Como vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, atendia várias outras paróquias vizinhas com seus dois padres coadjutores. Em maio de 1941 foi novamente transferido. Por onde passava, multidões acorriam e assim não conseguia mais descansar.

Últimos dias

Após algumas transferências, foi empossado como vigário da Paróquia de São Domingos em Belo Horizonte. Por ordem dos superiores, somente no confessionário podia atender os não-paroquianos em números reduzidos e em horários fixos. Era incansável no trabalho pastoral. De repente chegou a notícia alarmante: Pe. Eustáquio adoecera gravemente, picado por um carrapato perigoso em suas andanças pelas vilas abandonadas de sua paróquia.

Contraíra tifo exantemático, mal para o qual não havia tratamento adequado naquele tempo. Sofreu terrivelmente, mas aguardou a morte com calma e alegria.

Dia 30 de agosto de 1943 sua bela alma descansou definitivamente na paz de Deus.

Foi beatificado por Bento XVI em 2006, reconhecimento solene da Igreja de sua vida de santidade e caridade dedicada ao povo brasileiro.

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

Eustáquio — Significa “frutífero”, “carregado de belas espigas”, “bem construído”, “estável”. Tem origem no latim Eustachius, que evoca a abundância espiritual e a firmeza na fé.

“Alcançai-me, Padre Eustáquio, a graça de uma fé viva e generosa nos mistérios de Deus, nas verdades reveladas e na bondade e providência divina. Que minha fé seja como foi a vossa, inabalável, principalmente nas dificuldades e sofrimentos da vida. Amém.”

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

São Pamáquio — Senador insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres. A cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio em Roma.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 30 de agosto:

1

Santos Félix e Adauto
Mártires. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense. Juntos deram inquebrantável testemunho da sua fé em Cristo e juntos entraram vitoriosos no Céu.

† c. 304

2

Sessenta Santos Mártires
Em Suffetula, na África Bizacena, atualmente na Tunísia. Por ter sido destruída uma estátua de Hermes, foram mortos pelo furor dos gentios na perseguição imperial.

† 399

3

São Pamáquio
Senador em Roma. Insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio.

† 410

4

Santo Agilo
Abade. No mosteiro de Rebais, próximo de Meaux, na Nêustria, atualmente na França. Primeiro abade deste importante cenóbio beneditino.

† c. 650

5

São Fiácrio
Eremita. Em Breuil, no território de Meaux, na França. Oriundo da Irlanda, seguiu a vida solitária em total dedicação a Deus.

† c. 670

6

São Fantino, o Jovem
Eremita. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia. Passou toda a sua vida em jejuns, vigílias e trabalhos por Cristo.

† s. X

7

São Bonônio
Abade. Em Lucédio, no Piemonte, região da Itália. Seguiu a vida eremítica primeiro no Egito, depois no monte Sinai antes de fundar seu mosteiro.

† 1026

8

São Pedro
Eremita. Em Trévi, no Lácio, região da Itália. Embora analfabeto, cultivou na solidão a sabedoria do Evangelho.

† 1050

9

Santa Margarida Ward
Mártir. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, por ter ajudado um sacerdote, foi condenada à morte e recebeu o martírio no patíbulo de Tyburn.

† 1588

10

Beato João Juvenal Ancina
Bispo. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália. Anteriormente médico, foi dos primeiros a entrar no Oratório de São Filipe Néri.

† 1604

11

Beata Maria Ráfols
Virgem. Em Saragoça, na Espanha. Superando pacientemente muitas adversidades, fundou no hospital desta cidade a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana.

† 1853

12

Beatos Diogo Ventaja Milán e Manuel Medina Olmos
Bispos e mártires. Em Almeria e Guádix, na Espanha. Encarcerados em ódio à fé cristã, suportaram pacientemente os maus tratos até serem fuzilados.

† 1936

13

Beato Joaquim de Albocácer
Presbítero. Da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Na estrada de Puebla Tornesa para Villafamés, próximo de Castellón, na Espanha. Pelo martírio alcançou a recompensa prometida aos perseverantes na fé.

† 1936

14

Beato Vicente Cabanes Badenas
Presbítero e mártir. Da Congregação dos Terciários Capuchinhos. Em Bilbau, na Espanha. Durante a perseguição contra a fé, mereceu entrar no banquete celeste.

† 1936

15

Beatos Antônio Maria Arriaga Anduíza e Nicásio Romo Rúbio
Religiosos e mártires. Em Madrid, na Espanha. Da Ordem de Santo Agostinho e da Ordem dos Pregadores. Na perseguição contra a fé foram assassinados em ódio à fé cristã.

† 1936

16

Beatos Germano Martin Martin e Dionísio Ullívarri Barajuán
Presbítero e religioso. Da Sociedade Salesiana. Em Atavaca, perto de Madrid, na Espanha. Durante a perseguição contra a fé, derramaram seu sangue por Cristo e alcançaram a palma da glória.

† 1936

17

Beato Estêvão Nehmé
Religioso. Da Ordem Maronita Libanesa. Em Kfiffan, no Líbano. Dedicou sua vida ao serviço monástico e à fé cristã maronita.

† 1938

18

Beato Eustáquio van Lieshout
Presbítero. Da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Em Belo Horizonte, no Brasil. Apóstolo incansável junto aos pobres e necessitados, modelo de fé e caridade nos trópicos.

† 1943

19

Beato Alfredo Ildefonso Schuster
Bispo. Em Venégono, Varese, na Itália. Era abade de São Paulo em Roma quando foi nomeado para a sede episcopal de Milão, ministério que exerceu incansavelmente.

† 1954

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Humberto van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, Holanda, em 3 de novembro de 1890. Educado por pais dedicados e bons cristãos, e na convivência de seus oito irmãos. Ao ler a biografia do famoso missionário São Damião de Veuster, quis imitá-lo e por isso conseguiu matricular-se no Seminário dos Padres dos Sagrados Corações. No noviciado trocou o seu nome de Batismo pelo de Eustáquio, e fez sua profissão religiosa em 27 de janeiro de 1915. Ordenado sacerdote exerceu diversos ministérios na Holanda, onde ganhou fama de caridoso e santo. Foi condecorado “Cavaleiro da Coroa” pelo Rei Alberto da Bélgica, pelo seu trabalho junto aos refugiados belgas. Em 1925 veio para o Brasil como missionário, com mais dois companheiros. O Bispo de Uberaba convidou-os para irem para a sua Diocese onde assumiram o Santuário de Nossa Senhora da Abadia. Em 1926 tornou-se vigário de três paróquias, com muitas capelas anexas. Seus paroquianos eram pessoas simples, sem instrução religiosa. Visitava os doentes nas choupanas, distribuía roupas e alimentos aos necessitados, acudia aos problemas familiares. Era pai, amigo, advogado e piedoso pastor das almas. Reabriu a escola rural, moralizou as festas da Padroeira, pregou missões populares em todas as três paróquias. Iniciou a construção do novo Santuário, tão conhecido hoje por todo o povo do Triângulo Mineiro. Conquistou assim todo a região, e ganhou fama de santo e milagreiro. Quando foi transferido para Poá, SP, o povo não permitiu a sua saída. Somente dois meses depois, quando as coisas acalmaram, ele pode assumir essa nova paróquia recém criada. Em Poá a maioria da sua população trabalhava nas fábricas e indústrias de São Miguel e São Paulo. Sendo vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, atendia várias outras paróquias vizinhas com seus dois padres coadjutores. Suas pregações e bênçãos logo criaram fama e projetaram o seu nome pelo estado e até Brasil afora. Passou a ser conhecido como o “Vigário de Poá”. A notícia das curas do ‘santo’ Pe. Eustáquio fizeram afluir muita gente à sua procura. Milhares de pessoas se apinhavam nas ruas da pequena cidade de Poá. A todos o bom padre procurava sempre atender ou dar sua bênção. Em maio de 1941 foi transferido. Por onde passava as multidões acorriam e assim não conseguia mais descansar. Após algumas transferências, foi empossado como vigário da Paróquia de São Domingos em Belo Horizonte. Por ordem dos superiores, somente no confessionário podia atender os não-paroquianos, em número reduzido, em horários fixos. Assim podia conduzir o seu apostolado na paróquia como um vigário normalmente faria.  Era incansável no trabalho pastoral. De repente a notícia alarmante: Pe. Eustáquio adoecera gravemente, picado por um carrapato perigoso, em suas andanças pelas vilas abandonadas de sua paróquia. Contraíra tifo exantemático, mal para o qual não havia tratamento adequado naquele tempo. Sofreu terrivelmente, mas aguardou a morte com calma e alegria. Dia 30 de agosto de 1943 sua bela alma descansou definitivamente na paz de Deus. Foi beatificado por Bento XVI em 2006

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

Oração – Alcançai-me, Padre Eustáquio, a graça de uma fé viva e generosa nos mistérios de Deus, nas verdades reveladas e na bondade e providência divina. Que minha fé seja como foi a vossa, inabalável, principalmente, nas dificuldades e sofrimentos da vida. Amém.

Eustáquio: Significa “frutífero”, “carregado de belas espigas”, “bem construído”, “estável”.

Com São Pamáquio senador, insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 30 1. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense, os santos mártires Félix e Adauto, que juntos deram inquebrantável testemunho da sua fé em Cristo e juntos entraram vitoriosos no Céu.(† c. 304) 2. Comemoração dos sessenta santos mártires, que, em Suffetula, na África Bizacena, atualmente na Tunísia, por ter sido destruída uma estátua de Hermes, foram mortos pelo furor dos gentios.(† 399) 3. Em Roma, a comemoração de São Pamáquio senador, insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio.(† 410) 4. No mosteiro de Rebais, próximo de Meaux, na Nêustria, atualmente na França, Santo Agilo, seu primeiro abade.(† c. 650) 5. Em Breuil, também no território de Meaux, São Fiácrio, eremita, oriundo da Irlanda, que seguiu a vida solitária.(† c. 670) 6. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, São Fantino o Jovem, eremita, que passou toda a sua vida em jejuns, vigílias e trabalhos por Cristo.(† s. X) 7. Em Lucédio, no Piemonte, região da Itália, São Bonônio, abade, que seguiu a vida eremítica, primeiro no Egipto, depois no monte Sinai.(† 1026) 8. Em Trévi, no Lácio, também região da Itália, São Pedro, que, embora analfabeto, cultivou na solidão a sabedoria do Evangelho.(† 1050) 9. Em Londres, na Inglaterra, Santa Margarida Ward, mártir, que, no reinado de Isabel I, por ter ajudado um sacerdote, foi condenada à morte e de bom grado recebeu o martírio no patíbulo de Tyburn. Com ela, no mesmo lugar, sofreram também o martírio os beatos Ricardo Leight, presbítero, e os leigos Eduardo Shelley e Ricardo Martin, ingleses, João Roche, irlandês, e Ricardo Lloyd, galês: o primeiro, porque era sacerdote; os outros, porque acolheram sacerdotes.(† 1588) 10. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália, o Beato João Juvenal Ancina, bispo, que, anteriormente médico, foi dos primeiros a entrar no Oratório de São Filipe Néri.(† 1604) 11. Em Saragoça, na Espanha, a Beata Maria Ráfols, virgem, que, superando pacientemente muitas adversidades, fundou no hospital desta cidade a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana e a dirigiu com suma diligência.(† 1853) 12. Em Almeria, também na Espanha, os beatos mártires Diogo Ventaja Milán, bispo de Almeria, e Manuel Medina Olmos, bispo de Guádix, que, encarcerados em ódio à fé cristã, suportaram pacientemente os maus tratos e insultos, até que, durante a noite, foram fuzilados.(† 1936) 13. Na estrada de Puebla Tornesa para Villafamés, próximo de Castellón, também na Espanha, o Beato Joaquim de Albocácer (José Ferrer Adell), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que pelo martírio alcançou a recompensa prometida aos que perseveram na fé.(† 1936) 14. Em Bilbau, também na Espanha, o Beato Vicente Cabanes Badenas, presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir, que, durante a mesma perseguição contra a fé, mereceu entrar no banquete celeste.(† 1936) 15. Em Madrid, também na Espanha, os beatos mártires Antônio Maria Arriaga Anduíza, religioso da Ordem de Santo Agostinho, e Nicásio Romo Rúbio, religioso da Ordem dos Pregadores, que na mesma perseguição foram assassinados em ódio à fé cristã.(† 1936) 16. Em Atavaca, perto de Madrid, também na Espanha, os beatos Germano Martin Martin, presbítero, Dionísio Ullívarri Barajuán, religioso, ambos da Sociedade Salesiana e mártires, que, durante a perseguição contra a fé, derramaram o seu sangue por Cristo e alcançaram a palma da glória.(† 1936) 17. Em Kfiffan, no Líbano, o Beato Estêvão Nehmé (José Nehmé), religioso da Ordem Maronita Libanesa.(† 1938) 18. Em Belo Horizonte, no Brasil, o Beato Eustáquio van Lieshout, presbítero da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.(† 1943) 19. Em Venégono,  Varese, na Itália, o passamento do Beato Alfredo Ildefonso Schuster, bispo, que era abade de São Paulo em Roma quando foi nomeado para a sede episcopal de Milão, ministério pastoral que exerceu incansavelmente com admirável sabedoria em favor do seu povo.(† 1954)