Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil – 30 de Agosto

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Santo do Dia – 30 de Agosto

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Beato Padre Eustáquio,

Presbítero nos Trópicos · † 30 de Agosto de 1943

Origens

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Humberto van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, na Holanda, em 3 de novembro de 1890, educado por pais dedicados e na convivência de oito irmãos. Ao ler a biografia do missionário São Damião de Veuster, sentiu-se chamado a uma vida missionária e ingressou no Seminário dos Padres dos Sagrados Corações.

No noviciado trocou seu nome de batismo pelo de Eustáquio, fazendo profissão religiosa em 27 de janeiro de 1915. Ordenado sacerdote, exerceu diversos ministérios na Holanda, onde ganhou fama de caridoso e santo. Foi condecorado “Cavaleiro da Coroa” pelo Rei Alberto da Bélgica pelo seu trabalho junto aos refugiados belgas. Em 1925 veio para o Brasil como missionário, respondendo ao convite do Bispo de Uberaba para assumir o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, iniciando uma longa jornada de fé e caridade nos trópicos brasileiros.

Ida ao Brasil

Em 1926 tornou-se vigário de três paróquias com muitas capelas anexas. Seus paroquianos eram pessoas simples, sem instrução religiosa. Visitava os doentes nas choupanas, distribuía roupas e alimentos aos necessitados, acudia aos problemas familiares. Era pai, amigo, advogado e piedoso pastor das almas. Reabriu a escola rural, moralizou as festas da Padroeira e pregou missões populares em todas as três paróquias.

Construção do Santuário

Iniciou a construção do novo Santuário, hoje tão conhecido por todo o povo do Triângulo Mineiro. Conquistou assim toda a região e ganhou fama de santo e milagreiro. Suas pregações e bênçãos logo criaram fama e projetaram seu nome pelo estado e até Brasil afora. Passou a ser conhecido como o “Vigário de Poá”. A notícia das curas do santo Pe. Eustáquio fizeram afluir muita gente à sua procura. Milhares de pessoas se apinhavam nas ruas da pequena cidade de Poá, e a todos o bom padre procurava sempre atender ou dar sua bênção.

Transferências e Apostolado

Quando foi transferido para Poá, SP, o povo não permitiu sua saída. Somente dois meses depois, quando as coisas acalmaram, assumiu essa nova paróquia recém criada, onde a maioria da população trabalhava nas fábricas e indústrias de São Miguel e São Paulo. Como vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, atendia várias outras paróquias vizinhas com seus dois padres coadjutores. Em maio de 1941 foi novamente transferido. Por onde passava, multidões acorriam e assim não conseguia mais descansar.

Últimos dias

Após algumas transferências, foi empossado como vigário da Paróquia de São Domingos em Belo Horizonte. Por ordem dos superiores, somente no confessionário podia atender os não-paroquianos em números reduzidos e em horários fixos. Era incansável no trabalho pastoral. De repente chegou a notícia alarmante: Pe. Eustáquio adoecera gravemente, picado por um carrapato perigoso em suas andanças pelas vilas abandonadas de sua paróquia.

Contraíra tifo exantemático, mal para o qual não havia tratamento adequado naquele tempo. Sofreu terrivelmente, mas aguardou a morte com calma e alegria.

Dia 30 de agosto de 1943 sua bela alma descansou definitivamente na paz de Deus.

Foi beatificado por Bento XVI em 2006, reconhecimento solene da Igreja de sua vida de santidade e caridade dedicada ao povo brasileiro.

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

Eustáquio — Significa “frutífero”, “carregado de belas espigas”, “bem construído”, “estável”. Tem origem no latim Eustachius, que evoca a abundância espiritual e a firmeza na fé.

“Alcançai-me, Padre Eustáquio, a graça de uma fé viva e generosa nos mistérios de Deus, nas verdades reveladas e na bondade e providência divina. Que minha fé seja como foi a vossa, inabalável, principalmente nas dificuldades e sofrimentos da vida. Amém.”

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

São Pamáquio — Senador insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres. A cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio em Roma.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 30 de agosto:

1

Santos Félix e Adauto
Mártires. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense. Juntos deram inquebrantável testemunho da sua fé em Cristo e juntos entraram vitoriosos no Céu.

† c. 304

2

Sessenta Santos Mártires
Em Suffetula, na África Bizacena, atualmente na Tunísia. Por ter sido destruída uma estátua de Hermes, foram mortos pelo furor dos gentios na perseguição imperial.

† 399

3

São Pamáquio
Senador em Roma. Insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio.

† 410

4

Santo Agilo
Abade. No mosteiro de Rebais, próximo de Meaux, na Nêustria, atualmente na França. Primeiro abade deste importante cenóbio beneditino.

† c. 650

5

São Fiácrio
Eremita. Em Breuil, no território de Meaux, na França. Oriundo da Irlanda, seguiu a vida solitária em total dedicação a Deus.

† c. 670

6

São Fantino, o Jovem
Eremita. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia. Passou toda a sua vida em jejuns, vigílias e trabalhos por Cristo.

† s. X

7

São Bonônio
Abade. Em Lucédio, no Piemonte, região da Itália. Seguiu a vida eremítica primeiro no Egito, depois no monte Sinai antes de fundar seu mosteiro.

† 1026

8

São Pedro
Eremita. Em Trévi, no Lácio, região da Itália. Embora analfabeto, cultivou na solidão a sabedoria do Evangelho.

† 1050

9

Santa Margarida Ward
Mártir. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, por ter ajudado um sacerdote, foi condenada à morte e recebeu o martírio no patíbulo de Tyburn.

† 1588

10

Beato João Juvenal Ancina
Bispo. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália. Anteriormente médico, foi dos primeiros a entrar no Oratório de São Filipe Néri.

† 1604

11

Beata Maria Ráfols
Virgem. Em Saragoça, na Espanha. Superando pacientemente muitas adversidades, fundou no hospital desta cidade a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana.

† 1853

12

Beatos Diogo Ventaja Milán e Manuel Medina Olmos
Bispos e mártires. Em Almeria e Guádix, na Espanha. Encarcerados em ódio à fé cristã, suportaram pacientemente os maus tratos até serem fuzilados.

† 1936

13

Beato Joaquim de Albocácer
Presbítero. Da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Na estrada de Puebla Tornesa para Villafamés, próximo de Castellón, na Espanha. Pelo martírio alcançou a recompensa prometida aos perseverantes na fé.

† 1936

14

Beato Vicente Cabanes Badenas
Presbítero e mártir. Da Congregação dos Terciários Capuchinhos. Em Bilbau, na Espanha. Durante a perseguição contra a fé, mereceu entrar no banquete celeste.

† 1936

15

Beatos Antônio Maria Arriaga Anduíza e Nicásio Romo Rúbio
Religiosos e mártires. Em Madrid, na Espanha. Da Ordem de Santo Agostinho e da Ordem dos Pregadores. Na perseguição contra a fé foram assassinados em ódio à fé cristã.

† 1936

16

Beatos Germano Martin Martin e Dionísio Ullívarri Barajuán
Presbítero e religioso. Da Sociedade Salesiana. Em Atavaca, perto de Madrid, na Espanha. Durante a perseguição contra a fé, derramaram seu sangue por Cristo e alcançaram a palma da glória.

† 1936

17

Beato Estêvão Nehmé
Religioso. Da Ordem Maronita Libanesa. Em Kfiffan, no Líbano. Dedicou sua vida ao serviço monástico e à fé cristã maronita.

† 1938

18

Beato Eustáquio van Lieshout
Presbítero. Da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Em Belo Horizonte, no Brasil. Apóstolo incansável junto aos pobres e necessitados, modelo de fé e caridade nos trópicos.

† 1943

19

Beato Alfredo Ildefonso Schuster
Bispo. Em Venégono, Varese, na Itália. Era abade de São Paulo em Roma quando foi nomeado para a sede episcopal de Milão, ministério que exerceu incansavelmente.

† 1954

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Humberto van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, Holanda, em 3 de novembro de 1890. Educado por pais dedicados e bons cristãos, e na convivência de seus oito irmãos. Ao ler a biografia do famoso missionário São Damião de Veuster, quis imitá-lo e por isso conseguiu matricular-se no Seminário dos Padres dos Sagrados Corações. No noviciado trocou o seu nome de Batismo pelo de Eustáquio, e fez sua profissão religiosa em 27 de janeiro de 1915. Ordenado sacerdote exerceu diversos ministérios na Holanda, onde ganhou fama de caridoso e santo. Foi condecorado “Cavaleiro da Coroa” pelo Rei Alberto da Bélgica, pelo seu trabalho junto aos refugiados belgas. Em 1925 veio para o Brasil como missionário, com mais dois companheiros. O Bispo de Uberaba convidou-os para irem para a sua Diocese onde assumiram o Santuário de Nossa Senhora da Abadia. Em 1926 tornou-se vigário de três paróquias, com muitas capelas anexas. Seus paroquianos eram pessoas simples, sem instrução religiosa. Visitava os doentes nas choupanas, distribuía roupas e alimentos aos necessitados, acudia aos problemas familiares. Era pai, amigo, advogado e piedoso pastor das almas. Reabriu a escola rural, moralizou as festas da Padroeira, pregou missões populares em todas as três paróquias. Iniciou a construção do novo Santuário, tão conhecido hoje por todo o povo do Triângulo Mineiro. Conquistou assim todo a região, e ganhou fama de santo e milagreiro. Quando foi transferido para Poá, SP, o povo não permitiu a sua saída. Somente dois meses depois, quando as coisas acalmaram, ele pode assumir essa nova paróquia recém criada. Em Poá a maioria da sua população trabalhava nas fábricas e indústrias de São Miguel e São Paulo. Sendo vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, atendia várias outras paróquias vizinhas com seus dois padres coadjutores. Suas pregações e bênçãos logo criaram fama e projetaram o seu nome pelo estado e até Brasil afora. Passou a ser conhecido como o “Vigário de Poá”. A notícia das curas do ‘santo’ Pe. Eustáquio fizeram afluir muita gente à sua procura. Milhares de pessoas se apinhavam nas ruas da pequena cidade de Poá. A todos o bom padre procurava sempre atender ou dar sua bênção. Em maio de 1941 foi transferido. Por onde passava as multidões acorriam e assim não conseguia mais descansar. Após algumas transferências, foi empossado como vigário da Paróquia de São Domingos em Belo Horizonte. Por ordem dos superiores, somente no confessionário podia atender os não-paroquianos, em número reduzido, em horários fixos. Assim podia conduzir o seu apostolado na paróquia como um vigário normalmente faria.  Era incansável no trabalho pastoral. De repente a notícia alarmante: Pe. Eustáquio adoecera gravemente, picado por um carrapato perigoso, em suas andanças pelas vilas abandonadas de sua paróquia. Contraíra tifo exantemático, mal para o qual não havia tratamento adequado naquele tempo. Sofreu terrivelmente, mas aguardou a morte com calma e alegria. Dia 30 de agosto de 1943 sua bela alma descansou definitivamente na paz de Deus. Foi beatificado por Bento XVI em 2006

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

Oração – Alcançai-me, Padre Eustáquio, a graça de uma fé viva e generosa nos mistérios de Deus, nas verdades reveladas e na bondade e providência divina. Que minha fé seja como foi a vossa, inabalável, principalmente, nas dificuldades e sofrimentos da vida. Amém.

Eustáquio: Significa “frutífero”, “carregado de belas espigas”, “bem construído”, “estável”.

Com São Pamáquio senador, insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 30 1. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense, os santos mártires Félix e Adauto, que juntos deram inquebrantável testemunho da sua fé em Cristo e juntos entraram vitoriosos no Céu.(† c. 304) 2. Comemoração dos sessenta santos mártires, que, em Suffetula, na África Bizacena, atualmente na Tunísia, por ter sido destruída uma estátua de Hermes, foram mortos pelo furor dos gentios.(† 399) 3. Em Roma, a comemoração de São Pamáquio senador, insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio.(† 410) 4. No mosteiro de Rebais, próximo de Meaux, na Nêustria, atualmente na França, Santo Agilo, seu primeiro abade.(† c. 650) 5. Em Breuil, também no território de Meaux, São Fiácrio, eremita, oriundo da Irlanda, que seguiu a vida solitária.(† c. 670) 6. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, São Fantino o Jovem, eremita, que passou toda a sua vida em jejuns, vigílias e trabalhos por Cristo.(† s. X) 7. Em Lucédio, no Piemonte, região da Itália, São Bonônio, abade, que seguiu a vida eremítica, primeiro no Egipto, depois no monte Sinai.(† 1026) 8. Em Trévi, no Lácio, também região da Itália, São Pedro, que, embora analfabeto, cultivou na solidão a sabedoria do Evangelho.(† 1050) 9. Em Londres, na Inglaterra, Santa Margarida Ward, mártir, que, no reinado de Isabel I, por ter ajudado um sacerdote, foi condenada à morte e de bom grado recebeu o martírio no patíbulo de Tyburn. Com ela, no mesmo lugar, sofreram também o martírio os beatos Ricardo Leight, presbítero, e os leigos Eduardo Shelley e Ricardo Martin, ingleses, João Roche, irlandês, e Ricardo Lloyd, galês: o primeiro, porque era sacerdote; os outros, porque acolheram sacerdotes.(† 1588) 10. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália, o Beato João Juvenal Ancina, bispo, que, anteriormente médico, foi dos primeiros a entrar no Oratório de São Filipe Néri.(† 1604) 11. Em Saragoça, na Espanha, a Beata Maria Ráfols, virgem, que, superando pacientemente muitas adversidades, fundou no hospital desta cidade a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana e a dirigiu com suma diligência.(† 1853) 12. Em Almeria, também na Espanha, os beatos mártires Diogo Ventaja Milán, bispo de Almeria, e Manuel Medina Olmos, bispo de Guádix, que, encarcerados em ódio à fé cristã, suportaram pacientemente os maus tratos e insultos, até que, durante a noite, foram fuzilados.(† 1936) 13. Na estrada de Puebla Tornesa para Villafamés, próximo de Castellón, também na Espanha, o Beato Joaquim de Albocácer (José Ferrer Adell), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que pelo martírio alcançou a recompensa prometida aos que perseveram na fé.(† 1936) 14. Em Bilbau, também na Espanha, o Beato Vicente Cabanes Badenas, presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir, que, durante a mesma perseguição contra a fé, mereceu entrar no banquete celeste.(† 1936) 15. Em Madrid, também na Espanha, os beatos mártires Antônio Maria Arriaga Anduíza, religioso da Ordem de Santo Agostinho, e Nicásio Romo Rúbio, religioso da Ordem dos Pregadores, que na mesma perseguição foram assassinados em ódio à fé cristã.(† 1936) 16. Em Atavaca, perto de Madrid, também na Espanha, os beatos Germano Martin Martin, presbítero, Dionísio Ullívarri Barajuán, religioso, ambos da Sociedade Salesiana e mártires, que, durante a perseguição contra a fé, derramaram o seu sangue por Cristo e alcançaram a palma da glória.(† 1936) 17. Em Kfiffan, no Líbano, o Beato Estêvão Nehmé (José Nehmé), religioso da Ordem Maronita Libanesa.(† 1938) 18. Em Belo Horizonte, no Brasil, o Beato Eustáquio van Lieshout, presbítero da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.(† 1943) 19. Em Venégono,  Varese, na Itália, o passamento do Beato Alfredo Ildefonso Schuster, bispo, que era abade de São Paulo em Roma quando foi nomeado para a sede episcopal de Milão, ministério pastoral que exerceu incansavelmente com admirável sabedoria em favor do seu povo.(† 1954)

Martírio de São João Batista – 29 de Agosto

Martírio de São João Batista

Santo do Dia – 29 de Agosto

São João Batista - O mártir da Verdade

São João Batista,

O Mártir da Verdade · † 31-32

Origens

A memória do martírio de São João Batista associa-se à solenidade da sua Natividade, que se celebra em 24 de junho. João era primo de Jesus, concebido de modo tardio por Zacarias e Isabel, ambos descendentes de famílias sacerdotais. Seu nascimento é colocado cerca de seis meses antes daquele de Cristo, segundo o episódio evangélico da Visita de Maria a Isabel. São João Batista - O mártir da Verdade

João Batista foi o precursor de Jesus, aquele que preparou os caminhos para a vinda do Messias. Ele pregava a conversão e batizava no rio Jordão, convidando o povo à penitência. Sua vida foi dedicada inteiramente a dar testemunho da verdade, mesmo quando isso lhe custasse a própria vida.

Causa da Morte

A causa principal do martírio foi uma mulher: Herodíades, esposa de Herodes Antipas, ex-esposa do seu irmão de criação. João foi preso por ter denunciado este casamento ilegal, recusando-se a calar diante da injustiça. Durante a festa de aniversário de Herodes, a filha de Herodíades, Salomé, dançou em homenagem ao rei. Herodes, fascinado, prometeu-lhe o que ela pedisse, até mesmo a metade do seu reino. Depois de consultar a mãe, ela pediu a cabeça de João Batista.

A Morte

Herodes não queria aceitar o pedido, mas não pôde recusar porque havia feito uma promessa diante de todos. Algum tempo depois, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe.

Batista morreu como mártir, não um mártir da fé, porque não lhe pediram para renegá-la, mas um mártir da verdade. Ele era um homem “justo e santo”, condenado à morte por sua liberdade de expressão e fidelidade ao seu mandato. João foi um mártir que sempre deixou espaço na sua vida, cada vez mais, para dar lugar ao Messias.

Pequena Basílica e Celebração

A data da sua morte, ocorrida entre os anos 31 e 32, remonta à dedicação de uma pequena basílica, do século V, no lugar do seu sepulcro, em Sebaste da Samaria. Parece que naquele dia tenha sido encontrada a sua cabeça, que o Papa Inocêncio II transladou para Roma, na igreja de São Silvestre “in Capite”.

A celebração do martírio de São João Batista tem origens antigas: seu culto já existia na França, no século V, e em Roma no século seguinte.

João — Do hebraico Yochanan, significando “Deus é misericordioso”. Nome que marca a identidade de quem proclama a graça divina e a necessidade de conversão para recebê-la.

“Aquele que Batizou o Cristo também testemunhou com sua própria vida, ajudai-nos a dar bom testemunho de Jesus nos lugares mais extremos. Tornai os seus devotos testemunhas da verdade e da caridade até as últimas consequências. Amém.”

São João Batista, rogai por nós!

Santo Inocêncio II — Papa que transladou a cabeça de São João Batista para Roma, na igreja de São Silvestre “in Capite”, preservando a memória do mártir.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de agosto:

1
Santa Basila Mártir. Em Sirmion, na Panónia, hoje Sremska Motrovica, na Sérvia.
† s. III/IV
2
Santa Sabina Sua memória é celebrada em Roma, no título fundado no monte Aventino que venera seu nome.
422-432
3
Santo Adelfo Bispo. Em Metz, na Gália Bélgica, atualmente na França.
† s. V
4
São Vítor Eremita. No território de Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França. Viveu recluso num pequeno oratório que construiu junto de Le Chambon.
† c. s. VII
5
São Sébio Rei dos Saxões Orientais, em Londres, na Inglaterra. Devotíssimo a Deus, deixando o reino tomou o hábito monástico e com ele morreu.
† c. 693
6
São Mederico Presbítero e abade de Autun. Em Paris, na Nêustria, na França. Viveu numa ermida perto da cidade.
† c. 700
7
Beatos João de Perúgia e Pedro de Sassoferrato Mártires da Ordem dos Menores. Em Valência, na Espanha.
† 1231
8
Beata Bronislava Virgem da Ordem dos Premonstratenses. Em Cracóvia, na Polônia. Quis seguir uma vida humilde e oculta, vendo seu mosteiro destruído pelos Tártaros.
† 1259
9
Beato Ricardo Herst Mártir, pai de família e agricultor. Em Lencastre, na Inglaterra. Falsamente acusado de homicídio, foi condenado à forca no reinado de Jaime I.
† 1618
10
Beato Luís Vulfilácio Huppy Presbítero e mártir. Ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
11
Beato Edmundo Inácio Rice Em Waterfold, na Irlanda. Dedicou-se com ardor à formação de crianças e jovens em situações difíceis, fundando a Congregação dos Irmãos Cristãos e a dos Irmãos da Apresentação.
† 1844
12
Santa Maria da Cruz (Joana Jugan) Virgem. Em Rennes, na França. Para mendigar o necessário para os pobres e para Deus, fundou a Congregação das Irmãzinhas dos Pobres.
† 1879
13
Beato Constantino Fernández Álvarez Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Valência, na Espanha.
† 1936
14
Beato Francisco Monzón Romeo Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Hijar, próximo de Teruel, na Espanha.
† 1936
15
Beato Domingos Jedrzejewski Presbítero e mártir. No campo de concentração de Dachau, próximo de Baviera, na Alemanha.
† 1942
16
Beata Sancha Szymkowiak (Joanina) Virgem da Congregação das Filhas de Nossa Senhora das Dores. Em Poznan, na Polônia.
† 1942
17
Beata Teresa Bracco Virgem e mártir, trabalhadora do campo. Em Santa Júlia, povoação do Piemonte, na Itália.
† 1944
18
Santa Eufrásia do Sagrado Coração de Jesus (Rosa Eluvathingal) Virgem da Congregação da Mãe do Carmelo. Em Ollur, localidade de Kerala, estado da Índia.
† 1952

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

É o único Santo que durante o ano litúrgico é celebrado o seu nascimento e a sua morte, respectivamente dia 24 de junho e 29 de agosto.

João é primo de Jesus, concebido por Zacarias e Isabel quando já eram idosos, ambos descendentes de famílias sacerdotais.

O seu nascimento é colocado cerca de seis meses antes do de Cristo, de acordo com o episódio evangélico da Visitação de Maria a Isabel. Enquanto que a data da morte ocorreu entre os anos 31 e 32, e remonta à dedicação de uma pequena basílica do século V no local do seu sepulcro.

Além de ser o último grande profeta do Antigo Testamento, é o primeiro Apóstolo de Jesus

João Batista, o precursor do Senhor, como luz que arde e ilumina, morre, como mártir. Não um mártir da fé – porque não lhe foi pedido que a negasse – mas um mártir da verdade. Seja porque jamais a deixou de defendê-la, seja porque pela Verdade que é Jesus, ele viveu e morreu.

 

 

São João Batista, mártir, rogai por nós!

Oração – Abençoai todos os que vos invocam e fazei que aqui floresçam todas as virtudes que praticastes em vida, para que, verdadeiramente animados do vosso espírito, no estado em que Deus nos colocou, possamos um dia gozar convosco da bem-aventurança eterna. Amém.

 

 

Com Santa Sabina

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

29

Memória do martírio de São João Baptista, que o rei Herodes Antipas fez prisioneiro na fortaleza de Maqueronte, na atual Jordânia, e na festa do seu aniversário, a pedido da filha Herodíades, mandou degolar. Deste modo, o precursor do Senhor, como luz que arde e ilumina, deu testemunho da verdade, tanto na morte como na vida.

2. Em Sirmion, na Panônia, hoje Sremska Motrovica, na Sérvia, Santa Basila.(† s. III/IV)

3. Em Roma, a comemoração de Santa Sabina, cujo título fundado no monte Aventino venera o seu nome.(422-432 constr.)

4. Em Metz, na Gália Bélgica, atualmente na França, Santo Adelfo, bispo.(† s. V)

5. No território de Nantes, na Bretanha Menor, hoje também na França, São Vítor, eremita, que viveu recluso num pequeno oratório por ele construído junto de Le Chambon.(† c. s. VII)

6. Em Londres, na Inglaterra, a comemoração de São Sébio, rei dos Saxões Orientais, devotíssimo a Deus, que, deixando o reino, tomou o hábito monástico e com ele morreu, como tanto desejava.(† c. 693)

7. Em Paris, na Nêustria, na hodierna França, São Mederico, presbítero e abade de Autun, que viveu numa ermida, perto da cidade.(† c. 700)

8. Valência, Espanha, os beatos mártires João de Perúgia, presbítero, e Pedro de Sassoferrato, religioso, ambos da Ordem dos Menores, que, por terem pregado a fé cristã aos mouros de Valência, foram decapitados por ordem do rei na praça pública, e assim receberam a palma do martírio.(† 1231)

9. Em Cracóvia, na Polônia, a Beata Bronislava, virgem da Ordem dos Premonstratenses, que quis seguir uma vida humilde e oculta e, destruído o seu mosteiro pelos Tártaros, continuou a viver a sós com Deus numa cabana.(† 1259)

10. Em Lancastre, na Inglaterra, o Beato Ricardo Herst, mártir, pai de família e agricultor, que, falsamente acusado de homicídio, no reinado de Jaime I, foi condenado ao suplício da forca e morreu por Cristo.(† 1618)

11. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato Luís Vulfilácio Huppy, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi encarcerado num sórdido barco em condições desumanas por causa do seu sacerdócio e morreu consumido pelas enfermidades.(† 1794)

12. Em Waterfold, na Irlanda, o Beato Edmundo Inácio Rice, que se dedicou com ardorosa diligência à formação das crianças e dos jovens em situações difíceis e, para fortalecer esta obra, fundou a Congregação dos Irmãos Cristãos e a dos Irmãos da Apresentação.(† 1844)

13. Em Rennes, na França, Santa Maria da Cruz (Joana Jugan), virgem, que, para mendigar o necessário para os pobres e para Deus, fundou a Congregação das Irmãzinhas dos Pobres e, injustamente afastada da direção do Instituto, passou o resto da sua vida em oração e humildade.(† 1879)

14. Em Valência, na Espanha, o Beato Constantino Fernández Álvarez, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, em tempo de perseguição religiosa, consumou o seu combate pela fé. († 1936)

15. Em Hijar, localidade próxima de Teruel, também na Espanha, o Beato Francisco Monzón Romeo, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição, confirmou com o seu sangue a fidelidade ao Senhor.(† 1936)

16. No campo de concentração de Dachau, próximo de Baviera, na Alemanha, o Beato Domingos Jedrzejewski, presbítero e mártir, que, no furor da guerra, foi deportado da Polônia para um cárcere estrangeiro, onde, depois de cruéis suplícios, morreu por Cristo.(† 1942)

17. Em Poznan, na Polônia, a Beata Sancha Szymkowiak (Joanina Szymkowiak), virgem da Congregação das Filhas de Nossa Senhora das Dores, que, durante a violência da mesma guerra, se dedicou com suma diligência ao cuidado dos detidos no cárcere.(† 1942)

18. Em Santa Júlia, povoação do Piemonte, na Itália, a Beata Teresa Bracco, virgem e mártir, trabalhadora do campo, que, durante a segunda guerra mundial, por ter defendido corajosamente a sua pureza, foi morta pelos golpes de alguns soldados.(† 1944)

19. Em Ollur, na localidade de Kerala, estado da Índia, Santa Eufrásia do Sagrado Coração de Jesus (Rosa Eluvathingal), virgem da Congregação da Mãe do Carmelo.(† 1952)

Santo Agostinho, Bispo, Doutor da Igreja – 28 de Agosto

Santo Agostinho, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 28 de Agosto

Santo Agostinho - Bispo

Santo Agostinho,

Doutor da Igreja · † 430

As Origens

Santo Agostinho - Doutor da igreja

Agostinho nasceu no dia 13 de novembro de 354, em Tagaste, cidade na região de Numídia, na África do Norte, atual Argélia. Filho de Patrício, pagão, e de Santa Mônica, cristã devota, recebeu educação cristã pela mãe, mas não seguiu seu exemplo na juventude. Adolescente perspicaz e exuberante, dedicou-se ao estudo da retórica e sua formação foi excelente. Amava a vida e seus prazeres, cultivava amizades, alimentava paixões amorosas, apreciava o teatro e buscava toda sorte de divertimentos.

As Leituras que o Conduziram

A leitura de Hortensius, de Cícero, transformou o modo de Agostinho encarar a vida. O grande orador romano escreveu que “a felicidade consiste nos bens que não perecem: sabedoria, verdade, virtudes”. Agostinho, então, passou a buscá-las com ardor. Começou sua busca pela própria Bíblia, mas, acostumado com textos retumbantes, achou-a grosseira e ilógica. Aproximou-se, então, do maniqueísmo. Ao retornar a Tagaste, abriu uma escola de gramática e retórica com a ajuda de um benfeitor, mas a vida que levava não o satisfazia. Regressou a Cartagena, esperando encontrar melhor existência, porém continuou profundamente insatisfeito. Sua sede de verdade não se aplacava com a doutrina maniqueísta.

Envolvimento com Heresias

O jovem retórico promissor prosseguiu em suas buscas espirituais. No ano 382, transferiu-se para Roma com seu companheiro e seu filho, sem que sua mãe o soubesse, apesar de ter ido a Cartagena. Na capital, Agostinho manteve contato com os maniqueístas, dos quais recebeu ajuda. Posteriormente, compreendeu que a Providência divina atuava também através de suas escolhas equivocadas. Sua carreira teve sucesso: em 384, conseguiu uma cátedra de Retórica em Milão. Contudo, sua inquietude interior continuava a atormentá-lo profundamente.

A Busca da Verdade

Sua ambição foi saciada, mas seu coração permanecia vazio. Para aperfeiçoar sua capacidade oratória, começou a seguir os sermões do santo Bispo Ambrósio, desejando inicialmente apenas entender suas capacidades dialéticas. Porém, as palavras do Bispo o atingiram profundamente. Neste mesmo período, sua mãe Mônica transferiu-se para Milão, permanecendo ao seu lado, sobretudo com suas orações constantes. Agostinho aproximava-se cada vez mais da Igreja católica, já se sentindo catecúmeno. Agora lhe faltava apenas encontrar uma esposa cristã, em lugar de manter uma concubina. A mulher que por anos havia convivido com ele retornou à África. Ainda atormentado pelas dúvidas, Agostinho devorava textos de filosofia e mergulhava nas Sagradas Escrituras. Era tentado pela experiência dos pensadores gregos e atraído pelo estilo de vida dos ascetas cristãos, mas não conseguia se decidir.

A Conversão: “Pega e Lê”

Certo dia de agosto de 386, desorientado e confuso, deixando-se levar por um pranto copioso e desesperado, pareceu-lhe ouvir uma voz infantil: “Pega e lê!”. Achou que a voz o convidava a tomar em mãos as Cartas de Paulo, que estavam sobre a mesa, e abri-las por acaso. Leu então: “Comportemo-nos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Rm 13, 13-14). A leitura deste trecho foi-lhe fulgurante, iluminadora. Conseguiu, finalmente, mudar de vida e dedicar-se totalmente a Deus. Foi batizado por Santo Ambrósio na noite entre 24 e 25 de abril de 387. Desejoso de regressar à África, partiu para Roma, a fim de embarcar no porto de Óstia, onde faleceu sua mãe Mônica.

Fundador e Bispo

Em Tagaste, Agostinho fundou sua primeira comunidade monástica. Entre o fim de 390 e início de 391, encontrou-se casualmente na basílica de Hipona, onde o Bispo Valério pregava aos fiéis sobre a necessidade urgente de um presbítero em sua diocese. Por entusiasmo popular, Agostinho foi conduzido diante do Bispo, que o ordenou sacerdote. Ciente de ter que viver voltado para Deus, estudando e meditando as Escrituras, compreendeu que era chamado para responsabilidades ainda maiores. Sucedendo Valério, tornou-se Bispo de Hipona, cargo que ocupou até sua morte. Deixou numerosos escritos, onde conseguiu magistralmente conciliar “fé e razão”. Entre eles destacam-se: O Livre Arbítrio, A Trindade e A Cidade de Deus. Menção particular merecem As Confissões, autobiografia espiritual na qual Agostinho faz uma autonarração reveladora, deixando emergir em modo magistral sua interioridade e a história do seu coração.

“Ao doutor da Igreja, rogamos a sabedoria do alto sobre todos aqueles que são líderes religiosos para que possam assumir, amar e cuidar de cada ovelha que o próprio Jesus os concedeu. Rogai também pelos agostinianos e dê-lhes novas vocações.”

Santo Agostinho, rogai por nós!

Santo Hermes — Mártir em Roma, no cemitério de Basila, junto à Via Salária Antiga, celebrado na mesma data de Santo Agostinho.

Agostinho — Significa “aquele que pertence a Augusto” ou “o venerável”. Tem origem no latim Augustinus, que surge da união do nome Augusto com o sufixo -inus, indicando pertencimento ou relação.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 28 de agosto:

1
Santo Agostinho Bispo de Hipona, na África. Doutor da Igreja que conciliou fé e razão, deixando obra teológica incomparável. Autor das Confissões e da Cidade de Deus.
† 430
2
Santo Hermes Mártir. Em Roma, no cemitério de Basila, junto à Via Salária Antiga. Martirizado durante as perseguições aos cristãos.
† s. III
3
São Paio Mártir. Em Constança, na Suábia, atualmente na Alemanha. Sofreu martírio pelas mãos dos perseguidores da fé cristã.
† c. s. III
4
São Julião Mártir. Em Brioude, perto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França. Apóstolo das Gálias que derramou seu sangue por Cristo.
† c. s. III
5
Santo Alexandre Bispo. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Pastor de almas que conduziu muitos à fé cristã.
† c. 336
6
São Restituto Mártir. Em Cartago, na hodierna Tunísia. Santo Agostinho fez em sua honra um sermão ao povo celebrando sua memória.
† c. 360
7
São Vicíno Primeiro bispo de Sársina, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália. Fundador de dioceses e evangelizador.
† s. IV/V
8
São Viviano Bispo. Em Saintes, na Gália, atualmente na França. Pastor que conduziu seu rebanho com sabedoria e caridade pastoral.
† s. V
9
São Moisés, o Etíope Monge anacoreta. No Egito. Convertido de uma vida de roubo e criminalidade, tornou-se asceta piedoso que converteu seu próprio bando.
† c. 400
10
Santa Florentina Virgem. Em Sevilha, na Andaluzia, região da Hispânia. Consagrada a Deus desde juventude, viveu em castidade e virtude.
† s. VII
11
Beato Guilherme Dean e Companheiros Mártires. Em Londres, na Inglaterra. Presbítero e sete companheiros que morreram por sua fé cristã durante a perseguição.
† 1588
12
Santo Edmundo Arrowsmith Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Lencastre, na Inglaterra. Sacrificou sua vida pela fé cristã.
† 1628
13
Santo Junípero (Miguel Serra) Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Monterrey, na Califórnia. Missionário que evangelizou e fundou missões nas Américas.
† 1784
14
Beato Carlos Arnaldo Hanus Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Martirizado durante a Revolução Francesa.
† 1794
15
Santa Joaquina de Vedruma Mãe de família. Em Barcelona, na Espanha. Educou piedosamente nove filhos e, ao enviuvar, fundou o Instituto das Carmelitas da Caridade.
† 1854
16
Santa Zélia Maria Guerin Mãe de família. Em Alençon, na França. Mãe de Santa Teresa do Menino Jesus, modelo de vida conjugal cristã.
† 1877
17
Beato João Baptista Faubel Cano e Artur Ros Montalt Mártires, pais de família. Na região de Valência, na Espanha. Martirizados pela fé durante a perseguição religiosa.
† 1936
18
Beato Aurélio de Vilanesa (José Ample Alcaide) Presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Em Vilanesa, localidade da região da Espanha.
† 1936
19
Beato Mamerto Carchano Carchano Presbítero da diocese de Toledo e mártir. Em Elche de la Sierra, perto de Albacete, na Espanha.
† 1936
20
Beato Afonso Maria Mazurek Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. Em Nawojowa Gora, povoação da Polônia.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Tagaste, no ano de 354, de pai pagão e mãe cristã. Espírito irrequieto e sedento de verdade, enveredou por várias correntes filosóficas e seitas, até chegar ao cristianismo. Incursionou também pelos meandros da vida amorosa, e por muito tempo viveu em companhia de uma mulher e ambos tiveram um filho. Esta mulher anônima e da qual nem sequer nos legou o nome, retornou à África. Agostinho converteu-se por volta do ano 387 e recebeu o Batismo em Milão das mão do célebre Bispo Santo Ambrósio que, juntamente com Santa Mônica, trabalhou pela sua conversão. Retornou à sua terra, levou vida ascética e ao estudo da Escritura e foi eleito Bispo de Hipona. Trinta e quatro anos esteve à frente de seu povo, ensinando-o e combatendo as heresias, expondo com sabedoria a verdadeira fé. Além de “Confissões”, escreveu muitas outras obras constituindo-se num dos mais profundos pensadores do mundo antigo. Morreu em Hippo Regius, no dia 28 de Agosto de 430.

Santo Agostinho, rogai por nós!

Oração – “Santo Agostinho, cheio de dignidade, de amor fervoroso e brilho incansável, ampara-nos e protege-nos dando-nos sabedoria, discernimento, calma e presença de amor divino. Amém

Agostinho: Significa “de Augusto”, “pertencente a Augusto”. Surgiu a partir do nome italiano Agostino, originado no latim Augustinus, é uma forma relativa de Augusto, originado no latim augustus, que significa “sagrado, consagrado, venerável, elevado”.
Com São Moisés o Etíope, que, depois de ter sido um ladrão famoso se tornou anacoreta, converteu muitos do seu bando e os conduziu consigo para o mosteiro. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 28 Memória de Santo Agostinho, bispo e insigne doutor da Igreja, que, depois de uma vida inquieta, quer intelectual quer moralmente, se converteu à fé católica e foi baptizado por Santo Ambrósio de Milão e, regressando à sua pátria, aí levou com alguns amigos uma vida ascética, consagrada a Deus e ao estudo da Escritura. Eleito depois bispo de Hipona, hoje Annaba, na Argélia, durante trinta e quatro anos foi perfeito modelo do seu rebanho e deu-lhe uma sólida formação cristã por meio de numerosos sermões e escritos, com os quais combateu fortemente os erros do seu tempo e expôs com sabedoria a verdadeira fé.(† 430) 2. Em Roma, no cemitério de Basila, junto à Via Salária Antiga, Santo Hermes, mártir, que, como refere o papa São Dâmaso, veio da Grécia e Roma acolheu como seu cidadão, quando sofreu o martírio pelo santo nome de Cristo.(† s. III) 3. Em Constança, na Suábia, atualmente na Alemanha, a comemoração de São Paio, mártir.(† c. s. III) 4. Em Brioude, perto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França, São Julião, mártir, que, em tempo de perseguição, tendo vindo para este território pela exortação de São Ferréolo, conforme se narra, neste lugar recebeu a palma do martírio.(† c. s. III) 5. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Alexandre, bispo, cuja oração apostólica, como escreve São Gregório de Nazianzo, venceu o chefe da impiedade ariana.(† c. 336) 6. Em Cartago, na hodierna Tunísia, São Restituto, em cuja festividade Santo Agostinho fez em sua honra um sermão ao povo.(† c. 360) 7. Em Sársina, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, São Vicínio, primeiro bispo desta cidade.(† s. IV/V) 8. Em Saintes, na Gália, atualmente na França, São Viviano, bispo.(† s. V) 9. No Egito, São Moisés o Etíope, que, depois de ter sido um ladrão famoso se tornou anacoreta, converteu muitos do seu bando e os conduziu com ele para o mosteiro.(† c. 400) 10. Em Sevilha, na Andaluzia, região da Hispânia, Santa Florentina, virgem, muito erudita em ciências eclesiásticas, a quem os seus irmãos Leandro e Isidoro dedicaram tratados de insigne doutrina.(† s. VII) 11. Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Guilherme Dean, presbítero, e sete companheiros[1], que, no reinado de Isabel I, consumaram o seu martírio pelo reino de Deus, enforcados no mesmo dia mas em lugares diversos da cidade ou nos arredores. [1] São estes os seus nomes: Guilherme Gunter, Roberto Morton, Tomás Holdford e Jaime Claxton, presbíteros; Tomás Felton, clérigo da Ordem dos Frades Menores; Henrique Webley e Hugo More, leigos.(† 1588) 12. Em Lencastre, também na Inglaterra, Santo Edmundo Arrowsmith, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, natural deste ducado, que, depois de ter exercido o ministério pastoral durante muitos anos na sua pátria, porque era sacerdote e conduzira muitas pessoas à fé católica, foi enforcado, contra a vontade dos próprios protestantes do lugar, no reinado de Carlos I.(† 1628) 13. Em Monterrey, na Califórnia, Santo Junípero (Miguel Serra), presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, nas tribos daquela região ainda pagã, sobrecarregado por muitas dificuldades e trabalhos, pregou o Evangelho de Cristo no idioma do povo local e defendeu tenazmente os direitos dos pobres e dos humildes.(† 1784) 14. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Carlos Arnaldo Hanus, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi encarcerado na sórdida galera, na qual, atingido pelo esvaecimento e também pela enfermidade, consumou o martírio.(† 1794) 15. Barcelona, Espanha, Santa Joaquina de Vedruma, mãe de família, que educou piedosamente nove filhos e, quando ficou viúva, fundou o Instituto das Carmelitas da Caridade, suportando serenamente todo o gênero de sofrimentos até a sua morte, que ocorreu por contágio da cólera.(† 1854) 16. Em Alençon, na França, Santa Zélia Maria Guerin, mãe de Santa Teresa do Menino Jesus.(† 1877) 17. Na região de Valência, na Espanha, os beatos mártires João Baptista Faubel Cano e Artur Ros Montalt, pais de família, que, durante a perseguição contra a Igreja, receberam dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.(† 1936) 18. Em Vilanesa, localidade da mesma região da Espanha, o Beato Aurélio de Vilanesa (José Ample Alcaide), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, durante a mesma perseguição, no combate da fé colheu o fruto da glória eterna.(† 1936) 19. Em Elche de la Sierra, perto de Albacete, também na Espanha, o Beato Mamerto Carchano Carchano, presbítero da diocese de Toledo e mártir, que, durante a mesma perseguição, confirmou com o seu sangue a plena fidelidade a Cristo.(† 1936) 20. Em Nawojowa Gora, povoação da Polônia, o Beato Afonso Maria Mazurek, presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir, que, em tempo de guerra, foi morto pelos invasores da sua pátria por causa da sua profissão cristã.(† 1944)

Santa Mônica, Viúva – 27 de Agosto

Santa Mônica, Viúva

Santo do Dia – 27 de Agosto

Santa Mônica, Viúva – 27 de Agosto

Santa Mônica,

Mãe Intercessora · † 387

As Origens

Santa Mônica, Viúva – 27 de Agosto

De origem berbere, nasceu no ano 331 em Tagaste, no norte da África, no seio de uma família opulenta e de antigas raízes cristãs. Aplicou-se com dedicação aos ensinamentos da Sagrada Escritura; sua forte espiritualidade foi forjada pela oração e assídua prática dos Sacramentos, além da qual se colocava a serviço da comunidade eclesial.

Aos 22 anos, Mônica deu à luz ao primogênito Agostinho, seguido por outro filho, Navígio, e uma filha, cujo nome não se conhece. Educou seus filhos segundo os princípios cristãos com dedicação e amor incomensurável. Tornou-se viúva aos 39 anos e administrou com sabedoria os bens da família, permanecendo sempre atenta à formação espiritual de seus filhos, especialmente de Agostinho, seu “filho de tantas lágrimas”.

O Casamento Difícil

Casou-se com Patrício, homem ambicioso, pagão, irascível e de caráter difícil, que lhe foi também infiel. Mônica, doce e benévola, capaz de dialogar nos momentos oportunos, aplicou seu método composto de espera, paciência e oração incessante. Suas amigas, que lhe confiavam seus próprios problemas conjugais, admiravam sua serenidade. Com perseverança e fé inabalável, conseguiu vencer as rudezas do marido, levando-o finalmente a abraçar a fé cristã.

A Jornada do Filho

Quem mais causou preocupações à cuidadosa e astuta mãe foi Agostinho, de coração irrequieto e ambicioso. Na busca da verdade, ele se distanciou da fé católica e vagou de uma filosofia à outra. Porém Mônica nunca deixou de rezar por ele; pelo contrário, seguiu todas as vicissitudes de sua vida e lhe permaneceu sempre ao lado. Transferiu-se para Cartago e depois para a Itália, quando o filho, no ápice de sua carreira como docente de retórica, foi morar em Milão. Seu carinho materno e suas orações acompanharam a conversão de Agostinho, que, ao receber o batismo pelo santo Bispo Ambrósio, decidiu voltar para Tagaste, onde fundou uma Comunidade de servos de Deus.

O Êxtase em Óstia

Mônica e Agostinho mantiveram intensos diálogos espirituais. Um destes se refere ao chamado “êxtase em Óstia”, narrado nas Confissões de Santo Agostinho: “Aconteceu encontrar-nos a sós, eu e ela, apoiados em uma janela que dava para o jardim interior da casa em que morávamos. Era em Óstia, sobre a foz do Tibre, onde, longe da multidão, depois do cansaço de uma longa viagem, recobramos forças para a travessia do mar. Ali, sozinhos, conversávamos com grande doçura, esquecendo o passado, ocupados apenas no futuro, indagamos juntos, na presença da Verdade, qual seria a vida eterna dos santos… E subimos ainda mais em espírito, meditando, celebrando e admirando tuas obras, e chegamos até o íntimo de nossas almas. E fomos além delas, para alcançar a região da abundância inesgotável… onde a vida é a própria Sabedoria.”

A Morte Gloriosa

Após este sublime encontro espiritual, Mônica confessou ao filho que sua vida havia atingido seu ápice: “No que me diz respeito, esta vida já não tem mais nenhum atrativo para mim. O que estou fazendo ainda aqui? Não sei. As minhas expectativas aqui na terra já se esgotaram. Somente uma coisa me fazia permanecer aqui em baixo: ver, antes de morrer, que você se tornou cristão católico. Meu Deus me satisfez completamente, porque vejo que você até despreza a felicidade terrena para servir a Ele.”

Alguns dias depois, Mônica adoeceu. Faleceu aos 56 anos, em paz, após cumprir sua missão de mãe intercessora. Seu corpo foi enterrado em Óstia Antiga, na atual igreja de Santa Áurea. No século XV, o Papa Martinho V ordenou que suas relíquias fossem trasladadas para Roma, na igreja de São Trifão, confiada aos frades Agostinianos. Hoje repousam numa grande Basílica dedicada a Santo Agostinho, num sarcófago de mármore verde, numa capela decorada com afrescos.

Mônica — Significa “única” ou “aquela que permanece sozinha”. Tem origem no latim Monicas, relacionado à palavra mona, que designa a mulher solitária ou a que vive retirada. O nome reflete a solidão contemplativa e a dedicação espiritual que caracterizou a vida desta santa mãe.

“Vós que fostes uma mãe intercessora, incansável na salvação de seus filhos, ajudai as mães para que não desanimem dessa missão e, rezando, possam ser pontes para que sua família chegue ao céu. Amém.”

Santa Mônica, rogai por nós!

Santo Agostinho — Bispo, Doutor da Igreja. Seu filho, convertido pela fé inabalável da mãe, tornou-se um dos maiores Padres e Doutores da Igreja, deixando um vasto legado de escritos teológicos e espirituais.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de agosto:

1

Santa Mônica Mãe Intercessora. Em Óstia, no Lácio, região da Itália. Mãe de Santo Agostinho, sua vida de oração incansável e paciência maternal conquistou a conversão de seu marido e de seu célebre filho.

† 387

2

São Rufo Mártir. Em Cápua, na Campânia, região da Itália.

† s. III/IV

3

Santos Marcelino, Maneia, João, Serapião e Pedro Mártires. Em Cítia de Tomis, hoje Constança, na Romênia. Marcelino e Maneia eram esposos; João, seu filho; Serapião, clérigo; Pedro, soldado.

† c. s. IV

4

São Narno Bispo. Em Bérgamo, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Considerado o primeiro bispo desta cidade.

† s. IV

5

São Pémenes Abade. Na Tebaida, no Egito.

† s. IV/V

6

São Licério Bispo. Em Couserans, na Aquitânia, hoje na França.

† c. 540

7

São Cesário Bispo. Em Arles, na Provença, atual França.

† 542

8

São João Bispo. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália.

† c. 825

9

São Gebardo Bispo de Constança. Sepultamento no mosteiro de Petershausen, que tinha fundado, na Suábia, atualmente na Alemanha.

† 995

10

São Guarino Bispo de Sion. Passamento no mosteiro de Aulps, na Savóia, atualmente na França.

† 1150

11

Santo Amadeu Bispo. Em Lausana, na Suíça.

† 1159

12

Beato Ângelo Cónti Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Folinho, na Úmbria, região da Itália.

† 1312

13

Beato Rogério Cadwallador Presbítero e mártir. Em Leominster, na Inglaterra.

† 1610

14

Beato Francisco de Santa Maria e Companheiros Presbítero da Ordem dos Frades Menores e catorze companheiros mártires. Em Nagasáki, no Japão.

† 1627

15

São David Lewis Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Usk, cidade do País de Gales.

† 1679

16

Beatos João Baptista de Souzy e Ulrico Presbítero e religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, mártires. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

17

Beato Domingos da Mãe de Deus Barberi Presbítero da Congregação da Paixão. Em Reading, na Inglaterra.

† 1849

18

Beato Fernando González Añon Presbítero e mártir. Em Picassent, localidade do território de Valência, na Espanha.

† 1936

19

Beato Raimundo Marti Soriano Presbítero e mártir. Na estrada de Godella para Bétera, região de Valência, na Espanha.

† 1936

20

Beatos José Maria López Carrillo e Pedro Ibañez Alonso Presbíteros da Ordem dos Pregadores e mártires. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

21

Beata Maria do Pilar Izquierdo Albero Virgem. Em San Sebastian, na Espanha.

† 1945

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

Nasceu em Tagaste, África, por volta do ano 331. Ainda, jovem casou-se e teve filhos, um dos quais foi Agostinho de Hipona, Doutor da Igreja, convertido ao cristianismo, graças às suas orações e lágrimas.

Foi uma mulher de intensa oração e de virtudes comprovadas. No seu livro, “Confissões”, Santo Agostinho fala de sua mãe com grande estima e veneração:

Superou infidelidades conjugais, sem jamais se impacientar,  contra o marido. Esperava Tua misericórdia descesse sobre ele, para que tivesse fé em Ti e se tornasse casto. Minha mãe havia aprendido a não o contrariar com atos ou palavras, quando o via irado. Depois que ele se refazia e acalmava, ela procurava o momento oportuno para mostrar-lhe como se tinha irritado sem refletir.

Sempre que havia discórdia entre pessoas, ela procurava, quando possível, mostrar-se conciliadora, a ponto de nada referir de uma à outra, senão o que podia levá-las a se reconciliarem.

Educara os filhos, gerando-os de novo tantas vezes quantas os visse afastarem-se de Ti. Enfim, ainda antes de adormecer para sempre no Senhor, quando já vivíamos em comunidades, depois de ter recebido a graça do Batismo, ela cuidou de todos, como se nos tivesse gerado a todos, servindo a todos nós, como se fosse filha de cada um.

Meu filho, disse a Agostinho, pelo que me diz respeito, já nenhum prazer me prende a esta vida. Não sei o que faço aqui, nem porque existo. O que me fazia ansiar aqui permanecer era ver-vos cristão católico antes de morrer. Deus concedeu-me mais; vejo-vos consagrado a seu serviço, após haverdes desprezado a felicidade terrena.

 

Santa Mônica, rogai por nós!

Oração – Santa Mônica fazei que o Pai do Céu chame de volta à casa paterna os filhos pródigos. Dai-nos esta alegria, e seremos sempre agradecidos

Mônica: Significa “só”, “solitária”, “viúva”. – Mônica é um nome de origem incerta, que provavelmente tem origem no grego Mónikos derivado da palavra mónos, que quer dizer “um”, e significa “só”, “solitária”, “viúva”.

 

Com na Aquitânia, hoje na França, São Licério, bispo, de origem hispânica e discípulo do bispo São Fausto de Riez, que protegeu com as suas orações a cidade da invasão dos Visigodos.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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Memória de Santa Mônica, que, ainda adolescente foi dada em casamento a Patrício e teve filhos, entre os quais Agostinho, por cuja conversão derramou muitas lágrimas e elevou muitas preces a Deus e, quando se dispunha a regressar para a África, em Ostia, na Itália, aspirando profundamente às realidades celestes, deixou esta vida e partiu para a morada eterna.(† 387)

2. Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Rufo, mártir.(† s. III/IV)

3. Em Cítia de Tomis, hoje Constança, na Romênia, os santos mártires Marcelino, tribuno, e Maneia, esposos, e João, seu filho, Serapião, clérigo, e Pedro, soldado.(† c. s. IV)

4. Em Bérgamo, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, São Narno, considerado o primeiro bispo desta cidade.(† s. IV)

5. Na Tebaida, no Egito, São Pémenes, abade, muito célebre entre os anacoretas e do qual se referem muitas máximas de sabedoria.(† s. IV/V)

6. Em Couserans, na Aquitânia, hoje na França, São Licério, bispo, de origem hispânica e discípulo do bispo São Fausto de Riez, que protegeu com as suas orações a cidade da invasão dos Visigodos.(† c. 540)

7. Em Arles, na Provença, também na atual França, São Cesário, bispo, que, depois de ter levado vida monástica na ilha de Lérins, com relutância recebeu o episcopado. Preparou e coligiu sermões para as várias festividades, destinados a serem lidos pelos presbíteros na catequese ao povo, e escreveu regras, tanto para homens como para virgens, com a finalidade de orientar a vida monástica.(† 542)

8. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São João, bispo.(† c. 825)

9. No mosteiro de Petershausen, que tinha fundado, na Suábia, atualmente na Alemanha, o sepultamento de São Gebardo, bispo de Constança.(† 995)

10. No mosteiro de Aulps, na Savoia, atualmente na França, o passamento de São Guarino, bispo de Sion, que, tendo sido monge de Molesme no tempo de São Roberto, construiu este cenóbio, que dirigiu santamente e agregou à Ordem Cisterciense.(† 1150)

11. Em Lausana, na Suíça, Santo Amadeu, bispo, que, sendo monge de Claraval, foi designado abade do cenóbio de Hautecombe e depois, eleito bispo, instruiu diligentemente os jovens, formou um clero piedoso e casto e celebrou na sua pregação a Virgem Santa Maria.(† 1159)

12. Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, o Beato Ângelo Cónti, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, insigne pela sua penitência, humildade e paciência perante as ofensas.(† 1312)

13. Em Leominster, na Inglaterra, o Beato Rogério Cadwallador, presbítero e mártir, que, depois de ordenado sacerdote e ser famoso pela sua grande sabedoria em Valladolid, na Espanha, exerceu o ministério clandestinamente na sua pátria durante dezesseis anos; finalmente, no reinado de Jaime I, foi condenado por causa do sacerdócio e, depois de cruéis tormentos, morreu no suplício do patíbulo.(† 1610)

14. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Francisco de Santa Maria, presbítero da Ordem dos Frades Menores, e catorze companheiros[1], mártires, que, por ordem do prefeito da cidade Kawachi Dono, sofreram o martírio em ódio ao nome de Cristo.

[1] São estes os seus nomes: Bartolomeu Laurel e Antônio de São Francisco, religiosos da Ordem dos Frades Menores; Gaspar Vaz e Maria, esposos; Madalena Kiyota, viúva; Caio Jiyemon, Francisca, Francisco Kurubioye, Francisco Kuhioye, Luís Matsuo Soyemon, Martinho Gómez, Tomás Wo Jinyemon, Lucas Kiyemon e Miguel Kizayemon.(† 1627)

15. Em Usk, cidade do País de Gales, São David Lewis, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, ordenado sacerdote em Roma, celebrou clandestinamente os sacramentos e prestou auxílio aos pobres na sua pátria durante mais de trinta anos, até que, no reinado de Carlos II, por causa do sacerdócio foi suspenso no patíbulo.(† 1679)

16. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos mártires João Baptista de Souzy, presbítero, e Ulrico (João Batista Guillaume), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, mártires, que, na perseguição contra a Igreja, foram encarcerados em condições desumanas e, afetados pela fome e graves enfermidades, morreram por Cristo.(† 1794)

17. Em Reading, na Inglaterra, o Beato Domingos da Mãe de Deus Barberi, presbítero da Congregação da Paixão, que, dedicando-se diligentemente à causa da unidade dos cristãos, acolheu muitos na Igreja católica.(† 1849)

18. Em Picassent, localidade do território de Valência, na Espanha, o Beato Fernando González Añon, presbítero e mártir, que, no tempo da perseguição, mereceu passar à felicidade eterna.(† 1936)

19. Na estrada de Godella para Bétera, na mesma região da Espanha, o Beato Raimundo Marti Soriano, presbítero e mártir, que, durante a mesma perseguição contra a fé cristã, derramou o seu sangue por Cristo.(† 1936)

20. Em Madrid, também na Espanha, os beatos José Maria López Carrillo e Pedro Ibañez Alonso, presbíteros da Ordem dos Pregadores e mártires, que na mesma perseguição foram coroados com o supremo testemunho de Cristo.(† 1936)

21. Em San Sebastian, também na Espanha, a Beata Maria do Pilar Izquierdo Albero, virgem, que, atribulada durante muito tempo pela pobreza e graves enfermidades, serviu a Deus no amor ativo para com os pobres e os aflitos e, para lhes prestar assistência, fundou a Obra Missionária de Jesus e Maria.(† 1945)

São Zeferino, o Papa que lutou contra as heresias

São Zeferino, o Papa que lutou contra as heresias

Santo do Dia – 26 de Agosto

São Zeferino - O Papa Que Lutou contra as heresias

São Zeferino,

Papa Defensor da Fé · † 217

As Origens

São Zeferino - O Papa Que Lutou contra as heresias

São Zeferino tornou-se Papa e permaneceu à frente da Igreja por cerca de 20 anos, defendendo a ortodoxia católica contra as heresias que proliferavam em seu tempo. Papa no ano 199, durante o período de terror sob o imperador Septímio Severo, Zeferino enfrentou perseguições intensas e ameaças internas que abalaram a Igreja mais profundamente que os próprios martírios. Foi o primeiro dos Papas que foram enterrados em Calisto na Via Appia, local que mais tarde se tornaria um centro fundamental para a fé cristã primitiva.

Pontificado

Zeferino lutou contra o modalismo, a heresia que tinha uma concepção errada da relação entre o Pai e o Filho. Encarregou seu diácono Calisto para construir o cemitério da Igreja de Roma na Via Ápia, onde foi sepultado o primeiro Papa. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e heresias entre eles próprios. A confusão era generalizada: uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo. Havia aqueles profetizando e pregando o fim do mundo.

Iluminado pelo Espírito Santo

O Papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como Santo Irineu, Hipólito e Tertuliano. Dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor.

Contra a cremação

O Papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires. O Papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras, nas laterais foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.

Fim do Papado

Esse foi o longo pontificado de Zeferino. Encerrado pela intensificação das perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétio Severo. O Papa São Zeferino foi martirizado junto com o bispo Santo Irineu em 217. Foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.

São Zeferino, rogai por nós! Zeferino — Significa “zéfiro”, referindo-se ao vento suave do oeste na mitologia grega. Tem origem no latim Zephyrinus, que passou a ser utilizado como nome cristão em honra ao Papa que defendeu a pureza da fé.

“Querido pastor das almas, semelhante a Jesus Bom Pastor, cuidai das vossas ovelhas desgarradas. Aqueles que se afastaram do catolicismo, buscai e trazei-os de volta como ovelhas perdidas. Auxiliai também o nosso Papa para que exerça a mesma função.”

São Zeferino, rogai por nós!

São Irineu — Bispo de Lyon, grande defensor da fé contra as heresias, que trabalhou ao lado do Papa Zeferino na luta pela orthodoxia cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de agosto:

1
São Melquísedec Rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, que saudou Abraão. Figura do Antigo Testamento prefigurando o sacerdócio de Cristo.
† data inc.
2
São Maximiliano Mártir. Em Roma, no cemitério de Brasília, junto à Via Salária Antiga.
† data inc.
3
Santo Anastásio Pisoeiro, mártir. Em Salona, na Dalmácia, hoje Split, na Croácia.
† data inc.
4
São Vítor Mártir. Em Cesareia, na Mauritânia, hoje Cherchell, na Argélia. Condenado à morte, segundo a tradição foi crucificado num sábado.
† s. III/IV
5
Santo Alexandre Mártir. Em Bérgamo, na Transpadânia, hoje na Lombardia, região da Itália.
† s. III/IV
6
Santo Eleutério Bispo. Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França.
† s. VI
7
Beato Joaquim Watanabe Jirozaemon Pai de família e mártir. Em Yatsushiro, no Japão.
† 1606
8
Beato Tiago Retouret Presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França.
† 1794
9
Santa Joana Isabel Bichier des Âges Virgem. Em La Puye-en-Vélay, perto de Poitiers, na França. Durante a Revolução Francesa, ajudou Santo André Huberto Fournier.
† 1838
10
Santa Maria de Jesus Crucificado Virgem da Ordem das Carmelitas Descalças (Maria Baouardy). Em Belém, cidade da Terra Santa. Enriquecida com dons místicos, uniu à vida contemplativa uma singular caridade.
† 1878
11
Santa Teresa de Jesus Jornet Ibars Virgem. Em Líria, cidade da província de Valência, na Espanha. Para a assistência aos anciãos, fundou o Instituto das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados.
† 1897
12
Beato Ambrósio de Benaguacil Presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir (Luís Valls Matamales). Em Valência, Espanha.
† 1936
13
Beato Pedro de Benisa Presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir (Alexandre Más Ginestar). Em Alberca de Dénia, na província de Alicante, Espanha.
† 1936
14
Beato Félix Vivet Trabal Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Esplugues, povoação próxima de Barcelona, Espanha. Na mesma perseguição, mereceu entrar no grande banquete celeste.
† 1936
15
Beatos Fortunato Merino Vegas e Luís Gutiérrez Calvo Presbítero e religioso, ambos da Ordem de Santo Agostinho e mártires. Em Málaga, Espanha.
† 1936
16
Beata Maria dos Anjos Ginard Martí Virgem da Congregação das Irmãs Zeladoras do Culto Eucarístico de Palma de Maiorca e mártir (Ângela Bendita). Em Dehesa de la Villa, perto de Madri, Espanha.
† 1936
17
Beata Lourência Virgem da Congregação das Irmãs de São José (Leocádia Harasymiv). Na fortaleza de Kharsk, perto de Tomsk, na Sibéria, região da Rússia.
† 1952
18
Beata Maria Beltrame Quattrocchi Mãe de família. Em Roma. Passou a vida com o seu esposo numa profunda e feliz comunhão de fé e de caridade para com o próximo.
† 1965

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Luís, Rei – 25 de Agosto

São Luís IX, Rei

Santo do Dia – 25 de Agosto

São Luís IX - Rei da França

São Luís IX,

Penitente e Humilde · † 25.VIII.1270

As Origens

São Luís IX - Rei da Frnça

Luís IX nasceu em Poissy, a 25 de abril de 1214, abençoado com uma mãe eminentemente religiosa. A rainha-mãe, Branca de Castela, dedicou-se à sua formação cristã, aconselhando-o após o Batismo: “Filhinho, agora és um templo do Espírito Santo, conserva sempre teu coração puro e jamais o manches com o pecado”. Ela providenciou mestres e instrutores dignos, preparando o jovem príncipe para seu futuro. Quando o pai de Luís faleceu, o rapaz contava apenas 12 anos, sendo logo coroado. Aos 21 anos iniciou sua regência sobre toda a nação francesa, conciliando com excelência sua vocação de rei, pai e esposo. São Luís era homem de oração profunda, caridade transbordante e penitência austera; sua devoção era tão constante que participava da Santa Missa diária com perseverança admirável, respondendo aos nobres que o provocavam: “Se eu dedicasse tempo dobrado para os jogos ou para a caça, ninguém repreenderia!”.

Rei Justo e Misericordioso

São Luís buscava intensamente viver a justiça do Reino de Deus enquanto soberano e cristão, colocando em prática aquilo que constantemente aconselhava: “Não tiremos o bem dos outros nem sequer para o dar a Deus”. Cheio de amor a Cristo, à Igreja e ao Pontífice, o santo rei organizou cruzadas para resgatar os lugares santos da Terra Santa. Sua fé era tão ardorosa que, durante uma de suas campanhas militares, foi aprisionado durante cinco anos. Libertado do cativeiro, empenhou-se com renovado fervor em outra cruzada, na qual contraiu uma peste mortífera, o tifo, que lhe minaria a vida.

A Morte Gloriosa

Reconhecendo a aproximação do fim, o grande rei não se afligiu. Recebeu com devoção os santos sacramentos, preparando-se para encontrar aquele a quem havia servido com total dedicação. Sorrindo na fé, São Luís IX entregou seu espírito a Deus no dia 25 de agosto de 1270, coroando uma vida inteira de penitência, humildade e amor cristão. Vinte e sete anos após sua morte, a Igreja o canonizou em 1297, pelo Papa Bonifácio VIII, reconhecendo sua santidade extraordinária.

São Luís IX, rogai por nós!

Luís — Significa “guerreiro ilustre” ou “guerreiro célebre”. Tem origem no germânico Hludwig, formado pelos elementos Hlud (fama, celebridade) e Wig (combate, luta). O nome perpassa gerações de reis franceses como símbolo de piedade real e justiça cristã.

“Oração – Ó Deus que fizeste São Luís IX rei justo e santo, concedei-nos a graça de servir-vos com fidelidade e de buscar sempre a justiça e a caridade. Amém.”

São Luís IX, rogai por nós!

São José de Calasanz — Presbítero que instituiu escolas populares para educar crianças e adolescentes no amor e sabedoria do Evangelho, fundando em Roma a Ordem dos Clérigos Regrantes Pobres da Mãe de Deus das Escolas Pias.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de agosto:

1
São Luís IX Rei da França. Em Tunis, durante a cruzada. Homem de oração, penitência e caridade extraordinárias, buscou sempre a justiça do Reino de Deus, sendo coroado como rei aos 12 anos e reinando com sabedoria até sua morte.
† 1270
2
São José de Calasanz Presbítero. Em Roma, na Itália. Fundador da Ordem dos Clérigos Regrantes Pobres da Mãe de Deus das Escolas Pias, dedicou sua vida à educação de crianças pobres no Evangelho e na sabedoria cristã.
† 1648
3
Santos Eusébio, Ponciano, Vicente e Peregrino Mártires. Na Via Aurélia, a seis milhas de Roma, na Itália. Sofreram martírio pela fé em Cristo durante as perseguições aos cristãos primitivos.
† s.d.
4
São Gens Mártir. Em Arles, na Provença, hodierna França. Notário que se recusava a transcrever éditos contra os cristãos, foi capturado em fuga, batizado com seu próprio sangue e conquistou a coroa do martírio.
† 303
5
São Gerôncio Bispo. Em Itálica, hoje Santiponce, perto de Sevilha, na Hispânia Bética. Narram que morreu no cárcere, vítima de perseguição pela fé cristã.
† s. IV
6
São Severo Abade. Em Agde, na Gália Narbonense, hodierna França. Fundou e dirigiu um mosteiro, dedicando-se à vida monástica e à direção espiritual de seus filhos em Cristo.
† s. V
7
São Menas Bispo. Em Constantinopla, hodierna Istambul, na Turquia. Ordenado pelo Papa Santo Agapito, dedicou à divina Sabedoria a grande igreja edificada pelo imperador Justiniano e restaurou a comunhão com a Sé Apostólica.
† 552
8
Santo Arédio Abade. Em Atane, no território de Limoges, na atual França. Fundou um cenóbio e compôs para o mosteiro uma excelente regra baseada nos preceitos dos grandes institutos de vida monástica.
† 591
9
São Gregório Abade. Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, hodierna Holanda. Companheiro do apóstolo São Bonifácio nas missões pela Turíngia e Hessen, depois dirigiu como abade o mosteiro de São Martinho e governou a Igreja de Utrecht.
† 775
10
São Tomás Cantelupe Bispo de Hereford, na Inglaterra. Em Montefiascone, na Toscana, hoje no Lácio, região da Itália. Homem de eminente cultura, severo para consigo e generoso com os pobres, dedicou-se ao pastoreio de seu rebanho.
† 1282
11
Beatos Mártires Miguel Carvalho, Pedro Vásquez, Luís Sotelo, Luís Sasanda e Luís Baba Mártires. Em Ximabara, no Japão. Miguel Carvalho, da Companhia de Jesus, e seus companheiros presbíteros e religioso foram queimados vivos pela fé em Cristo durante a perseguição no Japão.
† 1624
12
Beato Paulo João Charles Presbítero, mártir e prior da Ordem Cisterciense. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Arrebatado do mosteiro de Sept-Fonts durante a perseguição da Revolução Francesa, morreu encarcerado de inanição e enfermidade.
† 1794
13
Beata Maria do Trânsito de Jesus Sacramentado Virgem. Em Córdova, na Argentina. Dedicou-se intensamente à formação cristã da infância pobre e abandonada, instituindo na Argentina a Congregação das Irmãs Missionárias da Ordem Terceira de São Francisco.
† 1885

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Eleito Rei desde os doze anos de idade, Luís, nascido em 1214, era filho da virtuosa Branca de Castela, regente de França durante sua menoridade. Recebeu forte educação cristã. Contraiu matrimônio e teve onze filhos, a quem deu uma excelente e piedosa educação. Construiu hospitais, asilos, escolas e favoreceu a universidade de Sorbonne, o que deu à França o primado da cultura europeia. Empreendeu uma cruzada para a libertação dos lugares santos, fez diversas conquistas, venceu muitas batalhas, até que foi tomado como prisioneiro dos egípcios. Pago o resgate, continuou suas atividades até que foi atingido pela peste, morrendo às portas de Túnis, a 25 de agosto de 1270. A tradição popular conserva a imagem de Luís IX como um soberano, que fazia justiça sob um velho carvalho, situado perto do seu castelo em Vincennes.

São Luís, Rei, Rogai por nós!

Oração – Onipotente e Eterno Deus, que cumulaste, Vosso servo, o Rei de França, Luís IX, com muitos dons e virtudes, fazei que eu também saiba corresponder a Vossa Divina Graça. Amém

Luís: Signi fica“combatente glorioso”, “ilustre guerreiro” ou “célebre na guerra”. Vem do nome germânico Hloddoviko
Com São José de Calasanz, presbítero, que, para educar as crianças e os adolescentes no amor e sabedoria do Evangelho, instituiu escolas populares e fundou a Ordem dos Clérigos Regulares Pobres da Mãe de Deus das Escolas Pias (Escolápios) Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 25  3. Na Via Aurélia, a seis milhas de Roma, o sepultamento dos santos Eusébio, Ponciano, Vicente e Peregrino, mártires.(† data inc.) 4. Em Arles, na Provença, na hodierna França, São Gens, mártir, que, ainda catecúmeno, trabalhando no tribunal como notário e recusando-se a transcrever um edito contra os cristãos, tentou salvar-se pondo-se em fuga; mas, capturado pelos soldados, foi baptizado com o próprio sangue.(† 303) 5. Em Itálica, hoje Santiponce, perto de Sevilha, na Hispânia Bética, São Gerôncio, bispo, que se narra ter morrido no cárcere.(† s. IV) 6. Em Agde, na Gália Narbonense, atualmente na França, São Severo, abade do mosteiro por ele fundado nesta cidade.(† s. V) 7. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Menas, bispo, que foi ordenado pelo papa Santo Agapito e, restabelecida a comunhão, temporariamente interrompida com o papa Vigílio, dedicou à divina Sabedoria a grande igreja edificada pelo imperador Justiniano.(† 552) 8. Em Atane, no território de Limoges, na atual França, Santo Arédio, abade, que, compôs para o cenóbio que fundara uma excelente regra, fundada nos preceitos de vários institutos de vida monástica.(† 591) 9. Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, atualmente na Holanda, São Gregório, abade, que, ainda adolescente, acompanhou sempre São Bonifácio nas caminhadas missionárias para a conversão da Turíngia e de Hessen e depois, por seu mandato, dirigiu como abade o mosteiro de São Martinho e governou a Igreja de Utrecht.(† 775) 10. Em Montefiascone, na Toscana, hoje no Lácio, região da Itália, o passamento de São Tomás Cantelupe, bispo de Hereford, na Inglaterra, homem de eminente cultura, severo para consigo e largamente generoso para com os pobres.(† 1282) 11. Em Ximabara, no Japão, os beatos mártires Miguel Carvalho, da Companhia de Jesus, Pedro Vásquez, da Ordem dos Pregadores, Luís Sotelo e Luís Sasanda, presbíteros, e Luís Baba, religioso da Ordem dos Frades Menores, que por Cristo foram queimados vivos.(† 1624) 12. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Paulo João Charles, presbítero e mártir, um prior da Ordem Cisterciense, que, durante a perseguição da Revolução Francesa, foi arrebatado do mosteiro de Sept-Fonts e encarcerado na sórdida galera por causa do seu sacerdócio, onde morreu de inanição e enfermidade.(† 1794) 13. Em Córdova, na Argentina, a Beata Maria do Trânsito de Jesus Sacramentado, virgem, que se dedicou intensamente à formação cristã da infância pobre e abandonada e instituiu na Argentina a Congregação das Irmãs Missionárias da Ordem Terceira de São Francisco.(† 1885) 14. Em Valência, na Espanha, o Beato Luís Urbano Lanaspa, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que superou o glorioso combate por Cristo.(† 1936) 15. Em “Palacio del Duque”, entre Somió e Cabueñes, nas Astúrias, também na Espanha, o Beato Florêncio Alonso Ruiz, presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, com o seu martírio seguiu os passos de Cristo.(† 1936) 16. Na estrada de Llagostera a Vidreras, na Catalunha, também na Espanha, o Beato Onofre (Sálvio Tolosa Alsina), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que na mesma perseguição contra a fé deu testemunho de Cristo derramando por Ele o seu sangue.(† 1936) 17. Em Madrid, também na Espanha, o Beato Vicente Álvarez Cienfuegos, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que na mesma perseguição derramou o sangue por Cristo.(† 1936) 18. Em Sucúa, localidade do Equador, Maria Troncatti, virgem da Congregação da Filhas de Maria Auxiliadora, que exerceu uma longa e generosa atividade entre os indígenas “Shuar”.(† 1969)

São Bartolomeu, Apóstolo, Mártir – 24 de Agosto

São Bartolomeu, Apóstolo, Mártir

Santo do Dia – 24 de Agosto

São Bartolomeu, Apóstolo e Mártir

São Bartolomeu,

O Verdadeiro Israelita · † 68

Origens

São Bartolomeu, O verdadeiro Israelita

Sobre São Bartolomeu, tudo o que sabemos sobre a sua vida vem dos textos evangélicos, especialmente do Evangelho de São João. Bartolomeu era um pescador de Caná, mas conhecia bem Nazaré, situada a apenas 8 km de distância, mas não confiava naqueles montanheses. Por isso, era um pouco cético quando seu amigo Filipe lhe falou sobre Jesus. Mas ele lhe respondeu simplesmente: “venha e veja”. Assim, Bartolomeu foi e, logo que Jesus o viu, lhe demonstrou ter uma confiança sem precedentes: finalmente um israelita sincero.

Natanael

No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra “bar” significa “filho” e “tholmai” significa “agricultor”. Por isso, os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa.

Encontro com Jesus

No primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Ele era um homem concreto, apegado à tradição e que meditava diariamente a Bíblia, conforme a Lei exigia. Contudo, depois de toda aquela desconfiança, a adesão de Bartolomeu a Jesus foi total: “Vós sois o Rei de Israel!”, exclamou! Depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. A melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: “Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento”. Devido à sua origem, presume-se que Bartolomeu podia estar presente nas Bodas de Caná, palco do primeiro milagre de Jesus, mas não há provas nos textos.

Conversão de Povos

Após a morte de Jesus, sabemos quais Apóstolos estavam reunidos em oração no Cenáculo, porque os Atos mostram uma lista precisa de nomes. Entre eles também estava Bartolomeu. O que este apóstolo fez depois não se sabe historicamente, mas parece que foi pregar a Palavra em várias regiões do Oriente, da Mesopotâmia à Índia. Realizou milagres e curas milagrosas até chegar à Armênia. Ali, além de converter as populações de 12 cidades, conseguiu até evangelizar o rei Polímio e sua esposa, causando ira entre os sacerdotes das divindades locais.

Morte

Astiage, irmão do rei Polímio, convencido pelos próprios sacerdotes, mandou condená-lo à morte. Seu martírio ocorreu em Albanópolis, por volta do ano 68. Ao longo dos séculos, depois de milhares de peripécias, suas relíquias chegaram a Roma. Graças à mediação do imperador Otão III, onde descansam na Basílica a ele dedicada na Ilha Tiberina. A Igreja comemora São Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo.

Bartolomeu — Significa “filho de Tolmai” ou “filho do agricultor”, com origem no aramaico “bar-talmay”. Na tradição cristã, é identificado com Natanael, o apóstolo mencionado no Evangelho de João, cujo nome significa “Deus deu” em hebraico.

“À grande testemunha do ressuscitado, rogamos que nos torne testemunhas da vida de Cristo hoje. Que Ele seja amado, adorado e acolhido acima de tudo e todos. A partir da nossa vida, todos vejam que Ele vive e Reina. Amém.”

São Bartolomeu, rogai por nós!

Santo Audeno — Bispo de Rouen, que trabalhou pela restauração da disciplina eclesiástica e pela evangelização das terras normandas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de agosto:

1

São Bartolomeu
Apóstolo. Em Albanópolis, na Armênia. Pescador de Caná, chamado também Natanael, pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Índia e Armênia, convertendo muitos povos e até o rei Polímio. Martirizado pelo irmão do rei.

† 68

2

São Tacião
Mártir. Em Claudiópolis, cidade da Honoríade, hoje Bolu, na Turquia.

† data inc.

3

Santo Audeno
Bispo de Rouen. Em Clichy, no território de Paris, na atual França. Trabalhou pela restauração da vida cenobítica e evangelização das terras normandas.

† 684

4

São Jorge Limniota
Monge. No monte Olimpo, na Bitínia, hoje na Turquia. Censurou a impiedade do imperador Leão III por ter destruído as sagradas imagens e lançado ao fogo as relíquias dos Santos.

† c. 730

5

Santa Rosa de Lima
Virgem. Em Lima, no Peru. Dedicada à oração, penitência e caridade com os pobres, foi a primeira santa canonizada na América Latina.

† 1617

6

Beato André Fardeau
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Durante a Revolução Francesa, em ódio ao sacerdócio, foi degolado.

† 1794

7

Santa Joana Antida Thouret
Virgem. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália. Prosseguiu a vida religiosa, interrompida durante a Revolução Francesa, juntamente com algumas companheiras.

† 1826

8

Santa Emília de Vialar
Virgem. Em Marselha, na França. Na intenção de fortalecer a difusão do Evangelho em regiões longínquas, fundou a Congregação das Irmãs de São José da Aparição.

† 1856

9

Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento
Virgem. Em Valência, na Espanha. Fundadora da Congregação das Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade, dedicada ao resgate de crianças abandonadas.

† 1865

10

Beata Maria da Encarnação
Virgem. Em Tulcan, no Equador. Fundadora da Ordem Bethlemita, dedicada à educação de crianças pobres.

† 1886

11

Beato José Polo Benito
Presbítero e mártir. Em Toledo, na Espanha. Da diocese de Salamanca, foi assassinado em ódio à Igreja.

† 1936

12

Beato Rigoberto Aquilino de Anta y de Bárrio
Presbítero e mártir. Em Peñas de San Pedro, perto de Albacete, na Espanha. Da diocese de Múrcia, derramou seu sangue na perseguição de Diocleciano.

† 1936

13

Beato Félix González Tejedor
Presbítero e mártir. Em Madrid, na Espanha. Da Sociedade Salesiana, martirizado na mesma perseguição.

† 1936

14

Beato Manuel Fernández Ferro
Presbítero e mártir. Em Málaga, na Espanha. Da Sociedade Salesiana, derramou seu sangue por Cristo na perseguição de 1936.

† 1936

15

Beato João Pérez Rodríguez
Presbítero e mártir. Em Gijón, na Espanha. Da Ordem de Santo Agostinho, sofreu martírio na mesma perseguição.

† 1936

16

Beato Maximiano Binkiewicz
Presbítero e mártir. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha. Martirizado pelos nazistas.

† 1942

17

Beatos Ceslau Jozwiak, Eduardo Kazmierski, Francisco Kesy, Eduardo Klinik e Iarognievo Wojciechowski
Mártires. Em Dresden, na Alemanha. Naturais da Polônia, martirizado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Bartolomeu, Apóstolo, Mártir

Nascido em Caná da Galileia, foi conduzido por Filipe a Jesus Cristo junto ao rio Jordão, onde o Senhor o chamou para que O seguisse. Jesus viu Natanael vindo até ele, e disse a seu respeito: “Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fraude”. Natanael exclamou: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus respondeu-lhe: “Crês só porque te disse: ‘Eu vi-te sob a figueira’? Verás coisas maiores do que essas”. Além de João, Mateus, Marcos, Lucas, os Atos referem-se a ele como um dos Doze. Uma antiga tradição armênia afirma que o Apóstolo Bartolomeu foi para a Índia. Pregou àquele povo a verdade do Senhor Jesus segundo o Evangelho de São Mateus. Depois de ter convertido muitos a Cristo, sustentando não poucas fadigas e superando muitas dificuldades, passou para a Armênia Maior, onde levou a fé cristã ao rei Polímio, a sua esposa e a mais de doze cidades. Essas conversões, no entanto, provocaram uma enorme inveja nos sacerdotes locais, que, por meio do irmão do rei Polímio, conseguiram obter ordem para tirar a pele de Bartolomeu e depois decapitá-lo.

São Bartolomeu, Apóstolo, rogai por nós!

Oração –  Derrame em mim suas graças para que eu possa servir e ver a Cristo nos outros e trabalhar para a Vossa maior gloria. Com Santo Audeno, Bispo de Rouen, deixou o cargo de conselheiro do Rei Dagoberto para ser elevado ao Episcopado e governou com sucesso a sua Igreja durante quarenta e três anos. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 24 2. Em Claudiópolis, cidade da Honoríade, hoje Bolu, na Turquia, São Tacião, mártir.(† data inc.) 3. Em Clichy, no território de Paris, na atual França, o passamento de Santo Audeno, bispo de Rouen, que, deixando o cargo de conselheiro do rei Dagoberto, foi elevado ao episcopado e governou com sucesso a sua Igreja durante quarenta e três anos, durante os quais fundou muitas igrejas e promoveu a construção de vários mosteiros.(† 684) 4. No monte Olimpo, na Bitínia, hoje na Turquia, São Jorge Limniota, monge, que censurou a impiedade do imperador Leão III por ter destruído as sagradas imagens e lançado ao fogo as relíquias dos Santos; por isso foi-lhe cortado o nariz e queimada a cabeça por ordem imperial, e assim com a glória do martírio foi ao encontro do Senhor.(† c. 730) 5. Em Lima, no Peru, o dia natal de Santa Rosa, cuja memória se celebra no dia anterior.(† 1617) 6. Em Angers, na França, o Beato André Fardeau, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, em ódio ao sacerdócio foi degolado.(† 1794) 7. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santa Joana Antida Thouret, virgem, que prosseguiu a vida religiosa, interrompida durante a Revolução Francesa, juntamente com algumas companheiras, que em Besançon agregou a si na nova Sociedade das Irmãs da Caridade, destinada à formação cristã e civil da juventude, à assistência de caridade para as crianças desamparadas e ao cuidado dos pobres e dos enfermos; expirou afetada por grandes tribulações.(† 1826) 8. Em Marselha, na França, Santa Emília de Vialar, virgem, que, na intenção de fortalecer a difusão do Evangelho em regiões longínquas, fundou e propagou a Congregação das Irmãs de São José da Aparição.(† 1856) 9. Em Valência, na Espanha, Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento (Micaela Desmaisières), virgem, fundadora da Congregação das Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade, que, movida pela sua incansável tenacidade e desejo ardente de salvar almas para Deus, dedicou a sua vida à recuperação das jovens moralmente extraviadas e das meretrizes.(† 1865) 10. Em Tulcan, no Equador, a Beata Maria da Encarnação (Maria Vicenta Rosal), que fundou a Ordem Bethlemita, destinada especialmente a promover a dignidade da mulher e formar cristãmente as jovens.(† 1886) 11. Em Toledo, na Espanha, o Beato José Polo Benito, presbítero da diocese de Salamanca e mártir, que foi assassinado em ódio à Igreja.(† 1936) 12. Em Peñas de San Pedro, perto de Albacete, também na Espanha, o Beato Rigoberto Aquilino de Anta y de Bárrio, presbítero da diocese de Múrcia e mártir, que deu a vida por Cristo na mesma perseguição.(† 1936) 13. Em Madrid, também na Espanha, o Beato Félix González Tejedor, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, durante a mesma perseguição, morreu por causa do seu corajoso testemunho da fé.(† 1936) 14. Em Málaga, também na Espanha, o Beato Manuel Fernández Ferro, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que na mesma perseguição derramou o seu sangue por Cristo.(† 1936) 15. Em Gijón, também na Espanha, o Beato João Pérez Rodríguez, presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir, que na mesma perseguição morreu professando a sua fé em Cristo.(† 1936) 16. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Maximiano Binkiewicz, presbítero e mártir, que, durante a guerra, deportado pelos soldados invasores da Polônia, sua pátria, por causa da sua fé em Cristo, faleceu vítima dos tormentos e suplícios suportados no desumano cativeiro.(† 1942) 17. Em Dresda, na Alemanha, os beatos Ceslau Jozwiak, Eduardo Kazmierski, Francisco Kesy, Eduardo Klinik e Iarognievo Wojciechowski, mártires, naturais da Polônia, que, na mesma perseguição, foram encarcerados e, trespassados por golpes de baionetas, consumaram o martírio.(† 1942)

Santa Rosa de Lima, Virgem – 23 de Agosto

Santa Rosa de Lima, Virgem

Santo do Dia – 23 de Agosto

Santa Rosa de Lima - Terciária Dominicana

Santa Rosa de Lima,

Terciária Dominicana · † 1617

As Origens

Santa Rosa de Lima - Terciária Dominicana

Santa Rosa de Lima, antes Isabel, nasceu em Lima em 1586. Era a décima de treze filhos da família Flores de Oliva, nobre espanhola, transferida para o Peru. A sua ama, Mariana, de origem indígena, deu-lhe o nome de Rosa, pela incrível beleza que a caracterizava. Depois, este nome foi confirmado na Crisma, e quando, aos vinte e três anos, recebeu o hábito religioso da Ordem Terceira Dominicana, seu modelo de vida foi Santa Catarina de Sena. Ao nome Rosa foi acrescentado também o “de Santa Maria”, como expressão do seu tenro amor, que sempre nutria pela Virgem. Recorria a Mãe de Deus, a todo instante, para pedir proteção.

Vida

Ainda criança, Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação, sendo dotada de dons especiais de profecia. Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Apesar dos apelos da família, que contava com sua ajuda para o sustento, ela ingressou na Ordem Terceira Dominicana, como exemplo de vida Santa Catarina de Sena. Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. E, para perder a vaidade, cortou os cabelos e engrossou as mãos, trabalhando na lavoura com os pais.

Fragilidade

Rosa conheceu a pobreza quando a sua família caiu na miséria, por falência nos negócios paternos; trabalhou, arduamente, como doméstica, na horta e como bordadeira, até altas horas da noite; quando fazia entrega nas casas dos seus fregueses, aproveitava para levar a Palavra de Cristo e o seu anseio pelo bem e pela justiça, que, na sociedade peruana da época — espezinhada pela Espanha colonizadora —, parecia totalmente ofuscada. Na casa paterna, criou uma espécie de asilo para os necessitados, onde dava assistência às crianças e aos idosos abandonados, sobretudo de origem indígena.

Clausura

Desde pequena, Rosa desejava consagrar-se a Deus com a vida claustral, permanecendo “virgem no mundo”; como Terciária Dominicana, trancou-se em uma cela de poucos metros quadrados, construída no jardim da casa paterna, da qual saía apenas para a função religiosa; ali, transcorria grande parte dos dias, dedicando-se à oração e em íntima comunhão com o Senhor.

Visões e Mística

Vivendo em contínuo contato com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo o mistério. Além disso, Rosa reviveu, na sua carne, a Paixão de Jesus, por duas intenções: a conversão dos espanhóis e a evangelização dos índios. Quando ainda era viva, Rosa foi examinada por uma Comissão mista de religiosos e cientistas, que julgou as suas experiências místicas como verdadeiros “dons da graça”; tanto é verdade que, quando ela morreu, pela enorme multidão que participou do seu enterro, já era considerada Santa.

Morte e Canonização

Rosa faleceu só depois de renovar seus Votos religiosos, repetindo várias vezes: “Jesus, permanecei comigo!”. Transcorria o dia 23 de agosto de 1617. Após a sua morte, quando seu corpo foi trasladado para a Capela do Rosário, Nossa Senhora sorriu-lhe pela última vez, daquela estátua, diante da qual a Santa havia rezado tantas vezes. Ao ver o ocorrido, a multidão presente gritou: “milagre”!

Primeira Santa da América

Santa Rosa de Lima foi a primeira mulher a ser canonizada na América. Em 1668, Rosa de Lima foi beatificada pelo Papa Clemente IX e canonizada três anos depois. Ela é Padroeira do Peru, da América Latina, das Índias e das Filipinas. É invocada também como protetora dos floricultores e jardineiros, contra as erupções vulcânicas e ainda em casos de feridas ou de brigas familiares.

“Ó Santa padroeira da América Latina, cuidai deste povo tão sofrido e necessitado. Amparai os doentes, concedei as necessidades dos que são excluídos e marginalizados, consolai os idosos, iluminai os políticos. Que a nossa região seja curada dos problemas sociais. A ti clamamos nossa santa padroeira. Amém!”

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

Rosa — Significa “flor”, do latim Rosa. Nome que expressa beleza, fragrância e delicadeza. Santa Rosa de Lima recebeu este nome da sua ama Mariana, pela incrível beleza que a caracterizava desde o nascimento.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de agosto:

1
São Zaqueu Bispo. Quarto bispo, depois do apóstolo São Tiago, a dirigir a Igreja de Jerusalém.
† s. II
2
Santos Abúndio e Ireneu Mártires. Em Roma, no cemitério de São Lourenço, junto à Via Tiburtina.
† data inc.
3
Santos Ciríaco e Arquelau Mártires. Em Óstia, no Lácio, região da Itália.
† data inc.
4
São Lopo Mártir. Em Sistov, na Mésia Inferior, hoje na Roménia. Alcançou a liberdade de Cristo, sofrendo o martírio ao fio da espada.
† data inc.
5
Santos Cláudio, Astério e Neon Mártires, irmãos. Em Egeia, na Cilícia, hoje na Turquia.
† 303
6
São Flaviano Bispo. Em Autun, na Gália Lionense, na atual França. Resplandeceu no tempo do rei Clodoveu.
† s. V-VI
7
Santo Eugénio Primeiro bispo de Ardstraw. Em Londonderry, na Irlanda.
† s. VI
8
Santo António de Gerace Eremita. No mosteiro de São Filipe, próximo de Locros, na Calábria Inferior, região da Itália.
† s. X
9
Beato João Bourdon (Protásio de Séez) Presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Na França.
† 1794
10
Beatos Constantino Carbonell Sempere, Pedro Gelabert Amer e Raimundo Grimaltós Monllor Religiosos mártires da Companhia de Jesus. Em Tabernes de Valldigna, na Espanha.
† 1936
11
Beatos Florentino Pérez Romero e Urbano Gil Sáez Presbítero e religioso mártires da Congregação dos Terciários Capuchinhos. Em Vallbona, Valência.
† 1936
12
Beato João Maria da Cruz (Mariano Garcia Méndez) Presbítero da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus e mártir. Em Silla, Valência.
† 1936
13
Beatas Rosária de Soano e Serafina de Ochovi Virgens da Congregação das Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família e mártires. Em Puzol.
† 1936
14
Beatos Eliseu Vicente e Valeriano Luís Religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires. Em Valderrobles, Espanha.
† 1936
15
Beato Francisco Dachtera Presbítero e mártir. No campo de concentração de Dachau, na Alemanha.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Virgem, Isabel Flores y de Oliva era o nome de batismo de Santa Rosa de Lima que nasceu em 1586 em Lima, Peru. Os seus pais eram espanhóis, que se haviam mudado para a rica colônia do Peru. O nome Rosa foi-lhe dado carinhosamente por uma empregada índia, Mariana, pois a mulher, maravilhada pela extraordinária beleza da menina, exclamou admirada: Você é bonita como uma rosa! Levada à miséria com a sua família, ganhou a vida com duro trabalho da lavoura e costura, até alta noite. Diz-se que tangia graciosa a viola e a harpa e tinha voz doce e melodiosa. Além de muito bela, Rosa era tida como a moça mais virtuosa e prendada de Lima. Aos vinte anos, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco, pediu e obteve licença de fazer os votos religiosos em sua própria casa, como terceira dominicana. Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais. A cama era um saco de estopa, levando uma vida de austeridade, de mortificação, de abandono à vontade de Deus. Vivia em contínuo contacto com Deus, alcançando um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística. Soube compreender em profundidade o mistério da paixão, morte de Jesus, completando na sua própria carne o que faltava à redenção de Cristo. Por sua piedade e devoção Santa Rosa recebeu de Deus o dom dos milagres. Era constantemente visitada pela Virgem Maria e pelo Menino Jesus, que quis repousar certa vez entre seus braços e a coroou com uma grinalda de rosas, que se tornou seus símbolo. Também é afirmado que tinha constantemente junto a si seu Anjo da Guarda, com quem conversava. Era muito caridosa e em especial com os índios e com os negros, submetendo-se espontaneamente a todo o gênero de sacrifícios, a fim de conquistar a todos para Cristo. Todos os anos, na festa de São Bartolomeu, passava o dia inteiro em oração: “Este é o dia das minhas núpcias eternas”, dizia. E foi exatamente assim. Morreu depois de grave enfermidade no dia 24 de agosto de 1617, com apenas 31 anos de idade. Seu sepultamento foi apoteótico e pranteado por todo o Vice Reino do Peru. Seu túmulo tornou-se palco de milagres, bem como também os lugares onde viveu e trabalhou pela causa da Igreja. É a Padroeira da América Latina, das Filipinas e das Índias ocidentais.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

Oração – Faz com que amemos como vós, a Jesus e Maria, e a Santa Cruz, brindando este grande amor aos mais desvalidos, aos que necessitam de nossa misericórdia, de consolo, servindo-os como se fosse ao mesmíssimo Jesus. Com São Flaviano, Bispo, que resplandeceu no tempo do Rei Clodoveu. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 23 2. Comemoração de São Zaqueu, bispo, que, segundo a tradição, foi o quarto bispo, depois do apóstolo São Tiago, irmão do Senhor, a dirigir a Igreja de Jerusalém.(† s. II) 3. Em Roma, no cemitério de São Lourenço, junto à Via Tiburtina, os santos Abúndio e Ireneu, mártires.(† data inc.) 4. Em Ostia, no Lácio, região da Itália, os santos Ciríaco e Arquelau, mártires.(† data inc.) 5. Em Sistov, na Mésia Inferior, hoje na Romênia, São Lopo, mártir, que, segundo a tradição, alcançou a liberdade de Cristo, sofrendo o martírio ao fio da espada.(† data inc.) 6. Em Egeia, na Cilícia, hoje na Turquia, os santos mártires Cláudio, Astério e Neon, irmãos, que, acusados pela sua madrasta de serem cristãos, foram degolados, segundo a tradição, no tempo do imperador Diocleciano e do governador Lísias.(† 303) 7. Em Autun, na Gália Lionense, na atual França, São Flaviano, bispo, que resplandeceu no tempo do rei Clodoveu.(† s. V-VI) 8. Em Londonderry, na Irlanda, Santo Eugênio, primeiro bispo de Ardstraw.(† s. VI) 9. No mosteiro de São Filipe, próximo de Locros, na Calábria Inferior, região da Itália, Santo António de Gerace, eremita.(† s. X) 10. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Bourdon (Protásio de Séez), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, durante a Revolução Francesa, preso com muitos outros sacerdotes, assistiu e confortou os companheiros de cativeiro, até que, finalmente, morreu contagiado pela enfermidade.(† 1794) 11. Em Tabernes de Valldigna, localidade da província de Valência, na Espanha, os beatos mártires Constantino Carbonell Sempere, presbítero, Pedro Gelabert Amer e Raimundo Grimaltós Monllor, religiosos da Companhia de Jesus, que sofreram o martírio durante a perseguição contra a fé.(† 1936) 12. Em Vallbona, também na província de Valência, os beatos mártires Florentino Pérez Romero, presbítero, e Urbano Gil Sáez, religioso, da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, que, durante a mesma perseguição, consumaram gloriosamente o seu combate pela fé.(† 1936) 13. Em Silla, povoação da mesma província de Valência, o Beato João Maria da Cruz (Mariano Garcia Méndez), presbítero da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus e mártir, que, na mesma perseguição religiosa, perseverou na fé em Cristo até à morte.(† 1936) 14. Em Puzol, localidade da mesma província de Valência, as beatas Rosária de Soano (Petra Maria Vitória Quintana Argos) e Serafina de Ochovi (Manuela Justa Fernández Ibero), virgens da Congregação das Terciárias Capuchinhas da Sagrada Família e mártires, que, durante a mesma perseguição, alcançaram a graça do martírio.(† 1936) 15. Em Valderrobles, perto de Teruel, também na Espanha, os beatos Eliseu Vicente (Vicente Alberich Lluch) e Valeriano Luís (Nicolau Alberich Lluch), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que foram assassinados na mesma perseguição contra a Igreja.(† 1936) 16. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Francisco Dachtera, presbítero e mártir, natural da Polônia, que, em tempo de guerra, esvaído pelas atrocidades nele operadas por médicos sem respeito algum pela dignidade humana, morreu por Cristo.(† 1944)

Nossa Senhora Rainha – 22 de Agosto

Nossa Senhora Rainha

Santo do Dia – 22 de Agosto

Nossa Senhora Rainha - Mediadora da Paz

Nossa Senhora Rainha,

Mediadora da Paz · Festa 22 de Agosto

As Origens

Nossa Senhora Rainha - Mediadora da Paz

A festa de Santa Maria Rainha foi instituída pelo Papa Pio XII, na carta encíclica Ad Caeli Reginam, no dia 11 de outubro do ano de 1954, para ser celebrada no dia 31 de maio. Em virtude da reforma pós-conciliar, foi transmitida como memória para oito dias depois da Festa da Assunção de Nossa Senhora. Contudo, desde os primeiros séculos da Igreja católica, elevou o povo cristão orações e cânticos de louvor e de devoção à Rainha do céu, tanto nos momentos de alegria, como também quando se via ameaçado por graves perigos.

A Realeza de Maria

Com razão, o povo acreditou fielmente, já nos séculos passados, que a mulher, de quem nasceu o Filho do Altíssimo, recebeu mais que todas as outras criaturas singulares privilégios de graça. E, considerando que há estreita relação entre uma mãe e o seu filho, sem dificuldade reconhece na Mãe de Deus a dignidade real sobre todas as coisas. Tudo que se refere ao Messias traz a marca da divindade. Assim, todos os cristãos veem em Maria a superabundante generosidade do amor divino, que A acumulou de todos os bens. A Igreja convida o povo a invocá-La não só com o nome de Mãe, e sim com aquele de Rainha, porque Ela foi coroada com o duplo diadema, de virgindade e de maternidade divina.

Rainha, Maria e Mediadora da Paz

A festa possui a finalidade de que todos reconheçam mais claramente e melhor honrem o clemente e materno império da Mãe de Deus. Para assim, contribuir para que se conserve, consolide e torne perene a paz dos povos.

Como se Tornou uma Festa

No século XX, começaram os movimentos para a proclamação de Nossa Senhora Rainha do Universo, a partir de três congressos marianos daquela época. O grande impulsor foi Pio XI que, na conclusão do Ano Santo de 1925, proclamou a Festa de Cristo Rei. Mais tarde, foi uma mulher, Maria Desideri, que, nos anos 1930, em Roma, deu início ao movimento Pro regalitatae Mariae, para recolher petições de todo o mundo em favor da instituição da festa. E foi justamente esse percurso que levou à decisão de Pio XII de instituir a festa litúrgica. Um mês depois, em 1954, Papa Pacelli pronunciou um importante discurso em honra de Maria Rainha, antes de fazer uma comovente oração e a coroação da Venerada imagem de Maria “Salus Populi Romani”. Certamente, Pio XII recordava da ajuda que recebera de Nossa Senhora quando – invocada durante a Segunda Guerra Mundial –, evitou que Roma fosse alvo de uma batalha final entre alemães e aliados. Não foi por acaso que Pio XII proclamou 1953 Ano Mariano. Inaugurou a tradição da homenagem a Maria por parte dos Papas, no dia 8 de dezembro, e isso permanece até hoje com grande devoção.

Nossa Senhora Rainha, rogai por nós! Maria — Significa “a escolhida”, “a bem-amada” ou “estrela do mar”. Tem origem no hebraico Miriam e é considerado um dos nomes mais antigos e venerados da tradição cristã, símbolo de maternidade, proteção e misericórdia.

“Oração – Ó querida Mãezinha, coloca-nos sob a tua proteção e auxílio, que, debaixo do teu manto, sejamos acolhidos, consolados e amparados. Tu és a nossa mãe; e a Ti nos entregamos, mais uma vez, durante este dia dedicado à Tua honra. Reine sobre o mundo inteiro. Amém.”

Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!

São Sinforiano — Mártir em Autun, atualmente na França, a quem sua mãe, quando ele era conduzido ao suplício, exortava dos muros da cidade.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de agosto:

1
São Sinforiano Mártir. Em Autun, atualmente na França, a quem sua mãe, quando ele era conduzido ao suplício, exortava dos muros da cidade.
† s. III-IV
2
São Timóteo Mártir. Em Roma, junto à Via Ostiense.
† 303
3
São Filipe Benício Presbítero de Florença. Em Tódi, na Itália. Homem de exímia humildade e grande impulsionador da Ordem dos Servos de Maria.
† 1285
4
Beato Tiago Biancóni Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Bevagna, na Úmbria.
† 1301
5
Beato Timóteo de Montícchio Presbítero da Ordem dos Menores. Em Ocre, região da Itália. Admirável pela sua austeridade de vida e fervor de oração.
† 1504
6
Beato Tomás Percy Mártir, conde de Notúmbria. Em York, na Inglaterra.
† 1572
7
Beatos Guilherme Lacey e Ricardo Kirkman Presbíteros e mártires.
† 1582
8
São João Wall Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Worcester, na Inglaterra.
† 1679
9
São João Kemble Presbítero e mártir. Em Hereford, na Inglaterra.
† 1679
10
Beato Bernardo (Domingos Peróni) Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Em Óffida, na Itália.
† 1694
11
Beato Elias Leymarie de Laroche Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
12
Beatos Narciso de Estenaga y Echeverria e Júlio Melgar Salgado Mártires. Bispo e presbítero, ambos da diocese de Ciudad Real. Em Peralvillo Bajo, perto de Ciudad Real, na Espanha.
† 1936
13
Beato Simeão Lukac Bispo e mártir. Em Starunya, na Ucrânia. Durante um regime inimigo da fé, exerceu clandestinamente o ministério pastoral.
† 1964

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Virgem Santa Maria, Rainha, que deu à luz o Filho de Deus, príncipe da paz, cujo reino não tem fim e é saudada pelo povo cristão como Rainha do Céu e Mãe de misericórdia. São antiquíssimas, sempre rezadas e cantadas pelo povo cristão as antífonas marianas que invocam Maria como Rainha do céu e da terra, dos anjos e das criaturas. Já na Anunciação, o Arcanjo falava do reinado sem fim do Menino que lhe nasceria por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1,33). Para a piedade popular, há uma lógica: Rei o filho, Rainha a mãe. A festa de hoje foi instituída por Pio XII, em 1955 e nela celebramos aquela que é a Mãe de Jesus, Cabeça da Igreja, e nossa Mãe. Pio XII assim fala de Nossa Senhora Rainha: “Procurem, pois, acercar-se agora com maior confiança do que antes, todos quantos recorrem ao trono de graça e de misericórdia da Rainha e Mãe Nossa, para implorar auxílio nas adversidades, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto (…) Todo aquele, pois, que honra a Senhora dos celestes e dos mortais, invoque-a como Rainha sempre presente, Medianeira de paz”.

Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!

Oração – Maria Santíssima, Rainha do Céu e da Terra, é vencedora de todas as batalhas de Deus. Voltem-se os governantes do mundo para ela e o seu cetro fará triunfar a causa do bem, com o triunfo da Igreja e do Reino de Deus! Com Beato Tomás Percy, mártir, conde de Nortumbria, que, no reinado de Isabel I, por causa da sua fidelidade à Igreja Romana, foi decapitado e assim alcançou a palma do martírio. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 22 2. Em Autun, na Gália Lionense, atualmente na França, São Sinforiano, mártir, a quem sua mãe, quando ele era conduzido ao suplício, exortava dos muros da cidade, dizendo: «Filho, filho, pensa bem no Deus vivo. Hoje não perdes a vida, mas alcanças uma vida melhor».(† s. III-IV) 3. Em Roma, junto à Via Ostiense, São Timóteo, mártir.(† 303) 4. Em Tódi, na Úmbria, região da Itália, São Filipe Benício, presbítero de Florença, homem de exímia humildade e grande impulsionador da Ordem dos Servos de Maria, que considerava Cristo crucificado como seu único livro.(† 1285) 5. Em Bevagna, também na Úmbria, o Beato Tiago Biancóni, presbítero da Ordem dos Pregadores, que fundou neste lugar um convento e refutou os erros dos Nicolaítas.(† 1301) 6. Em Ocre, junto de Fossa, nos Abruzos, também região da Itália, o Beato Timóteo de Montícchio, presbítero da Ordem dos Menores, admirável pela sua austeridade de vida e fervor de oração.(† 1504) 7. Em York, na Inglaterra, o Beato Tomás Percy, mártir, conde de Nortumbria, que, no reinado de Isabel I, por causa da sua fidelidade à Igreja Romana, foi decapitado e assim alcançou a palma do martírio.(† 1572) 8. Na mesma cidade e no mesmo reinado de Isabel I, os beatos Guilherme Lacey e Ricardo Kirkman, presbíteros e mártires, que, por terem entrado na Inglaterra na condição de sacerdotes, foram conduzidos ao suplício do patíbulo.(† 1582) 9. Em Worcester, também na Inglaterra, São João Wall, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, depois de ter exercido clandestinamente o ministério pastoral durante mais de vinte anos, no reinado de Carlos II foi suspenso da forca e depois esquartejado, por causa do seu sacerdócio.(† 1679) 10. Em Hereford, também na Inglaterra, no mesmo dia e ano, São João Kemble, presbítero e mártir, que, no tempo da perseguição, exerceu o ministério pastoral durante mais de cinquenta anos, até que, já octogenário, por causa do seu sacerdócio consumou o seu martírio na forca.(† 1679) 11. Em Óffida, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato Bernardo (Domingos Peróni), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, insigne pela sua simplicidade de coração, inocência de vida e admirável caridade para com os pobres.(† 1694) 12. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Elias Leymarie de Laroche, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, introduzido na sórdida galera e ferozmente flagelado, expirou consumido pelas enfermidades.(† 1794) 13. Em Peralvillo Bajo, perto de Ciudad Real, na Espanha, o beatos mártires Narciso de Estenaga y Echeverria, bispo, e Júlio Melgar Salgado, presbítero, ambos da diocese de Ciudad Real, que, durante a perseguição religiosa, consumaram o seu martírio fuzilados junto ao muro do cemitério em ódio ao sacerdócio.(† 1936) 14. Em Starunya, localidade do território de Stanislaviv, na Ucrânia, o Beato Simeão Lukac, bispo e mártir, que, durante um regime inimigo da fé, por ter exercido clandestinamente o ministério pastoral dos gregos católicos do Rito Bizantino, proclamou pela sua morte fiel a glória e a honra de Cristo Senhor e Deus.(† 1964)

São Pio X, Papa – 21 de Agosto

São Pio X, Papa

Santo do Dia – 21 de agosto

Papa São Pio X

São Pio X,

Papa camponês · † 1914

origens

Papa São Pio X Giuseppe Melchiorre Sarto nasceu em Riese, na diocese de Treviso, em 2 de junho de 1835, o segundo de 10 filhos. Com a morte de seu pai, ele poderia ter aceitado seu emprego na Prefeitura — tinha 17 anos —, mas sua mãe o ajudou a seguir a sua vocação, trabalhando com ela, dia e noite, para sobreviver. Um amor e uma firmeza que Giuseppe Sarto não deve ter esquecido. Gostava de estudar, gozava de excelente saúde, era bem humorado e, ao mesmo tempo, tenaz, e sua vida rica em obras de caridade.

Papado

Foi capelão, pároco, diretor espiritual do seminário, depois bispo de Mântua, patriarca de Veneza e finalmente eleito Papa. Seu primeiro ato foi abolir o “veto leigo”, uma espécie de direito posto de lado por algumas monarquias europeias, com a Constituição Commissum nobis. O Catecismo que leva seu nome, adotado na Itália, com a estrutura particular de “perguntas e respostas” é bem conhecido. Ele foi projetado especificamente para pessoas simples em uma sociedade em que a cultura ainda não havia permeado todas as camadas sociais. A preocupação de Pio X era justamente difundir tanto quanto possível a catequese entre os cristãos.

Avanços na Igreja

Entre as características mais conhecidas de seu pontificado, a oposição ao modernismo e às leis anticristãs na França, o início da reforma do direito canônico, a reforma da Cúria Romana, o avanço da idade da primeira comunhão em torno dos 7 anos. E, novamente na Itália, o relaxamento das restrições do Non expedit de Pio IX, que é a proibição para os católicos italianos de participar da vida política. Ele também favoreceu a renovação da Liturgia, o movimento bíblico, deu a primazia ao canto gregoriano. No centro, a participação na Eucaristia. Isto é para dar apenas algumas pinceladas dada a riqueza de intervenções do seu Pontificado.

A fala de um amigo

Um papado, portanto, certamente muito “ativo”, variado, tanto que seu grande amigo e secretário de Estado durante seu pontificado, o cardeal Rafael Merry del Val, não surpreendentemente sublinhou que este enorme trabalho se deveu principalmente à sua iniciativa pessoal também destacando sua “bondade” que “ninguém poderia questionar”. No centro da sua vida e do seu Magistério, a preocupação pastoral numa sociedade onde a crise da Fé se fazia sentir cada vez mais.

Restaurar tudo em Cristo

Uma intenção selada pelo lema escolhido para o seu pontificado: Instaurate omnia in Christo, retirado da Carta aos Efésios. Queria viver pobre: ​​“nasceu pobre, viveu pobre e certo de morrer muito pobre”, deixou escrito em seu testamento. Foi o primeiro papa da história contemporânea a vir da classe camponesa e sua formação foi exclusivamente pastoral: não tinha compromisso com a Cúria nem com a atividade diplomática da Santa Sé. Em 29 de Maio de 1954, Pio XII canonizou esse Papa santo.

Pio — Vem do latim pius e significa “piedoso”, “devoto”, “religioso” ou “santo”. O termo também carrega o sentido de uma pessoa honesta, justa e dedicada aos deveres morais e espirituais.

“Ó bom pastor, representante de Cristo, continuai a interceder pela Igreja que tanto necessita do vosso cuidado. Cuidai dos sacerdotes e bispos, assim como do Papa, para que tenham, em seu coração, essa alma de pai, a exemplo do Pai celeste. Por Jesus Nosso Senhor. Amém!”

São Pio X, rogai por nós!

São Sidônio Apolinário — Era prefeito da cidade de Roma, quando foi ordenado bispo de Clermont. Dotado de grande cultura, tanto nas ciências humanas como nas ciências sagradas.

Papado

Foi capelão, pároco, diretor espiritual do seminário, depois bispo de Mântua, patriarca de Veneza e finalmente eleito Papa em substituição a Leão XIII. Sua trajetória pastoral o preparou para os desafios de seu pontificado numa época marcada pela crise de fé na sociedade moderna.

Avanços na Igreja

Entre as características mais conhecidas de seu pontificado destacam-se: oposição ao modernismo e às leis anticristãs na França, início da reforma do direito canônico e reforma da Cúria Romana. Baixou a idade da primeira comunhão para cerca de 7 anos, relaxou as restrições do Non expedit de Pio IX que proibia católicos italianos de participarem da vida política, renovou a Liturgia com incentivo ao movimento bíblico, estabeleceu a primazia do canto gregoriano e ressaltou a centralidade da participação na Eucaristia.

A fala de um amigo

Seu grande amigo e secretário de Estado, o cardeal Rafael Merry del Val, destacou que o enorme trabalho de Pio X se devia principalmente à sua iniciativa pessoal, ressaltando sua bondade que “ninguém poderia questionar”. No centro de sua vida e Magistério estava a preocupação pastoral numa sociedade marcada pela crise da Fé. Era um homem que comovia pelo seu genuíno amor aos cristãos.

Restaurar tudo em Cristo

Seu lema pontifício foi: Instaurate omnia in Christo (Restaurar tudo em Cristo), retirado da Carta aos Efésios. Queria viver pobre: “Nasceu pobre, viveu pobre e certo de morrer muito pobre”, segundo seu testamento. Foi o primeiro papa da história contemporânea vindo da classe camponesa, com formação exclusivamente pastoral, sem compromissos com a Cúria ou diplomacia da Santa Sé. Sua vida exemplar inspirou gerações de cristãos no século XX. Em 29 de maio de 1954, Pio XII canonizou Pio X, reconhecendo sua santidade e seu esforço incansável pela renovação da Igreja.

Pio — Significa “devoto”, “piedoso”. Tem origem no latim Pius, que era um nome comum entre os romanos. O apelido “X” (dez) refere-se ao décimo papa da série de papas que levaram este nome, demonstrando a continuidade da tradição apostólica.

“Ó bom pastor, representante de Cristo, continuai a interceder pela Igreja que tanto necessita do vosso cuidado. Cuidai dos sacerdotes e bispos, assim como do Papa, para que tenham, em seu coração, essa alma de pai, a exemplo do Pai celeste. Por Jesus Nosso Senhor. Amém!”

São Pio X, rogai por nós!

Santo Sidónio Apolinar — Bispo de Clermont, na França. Excelente orador e escritor, defendeu a fé contra as heresias de seu tempo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de agosto:

1
São Pio X Papa. Em Roma. Giuseppe Sarto, filho de família camponesa, eleito Papa e canonizado por sua dedicação à catequese e à renovação litúrgica da Igreja.
† 1914
2
Santos Agatónico, Zótico e companheiros Mártires. Na Trácia. Sofreram o martírio durante a perseguição imperial ao cristianismo primitivo.
† s. III
3
Santa Ciríaca Mártir. Em Roma. Conhecida também como Santa Judite, sofreu pelo nome de Cristo nos dias da perseguição imperial.
† s. III-IV
4
São Quadrato Bispo e mártir. Em Útica, Tunísia. Trabalhou pela evangelização e deu testemunho de sangue pela fé.
† s. III-IV
5
Santo Euprépio Mártir. Em Verona, Itália. Professa de fé inabalável diante dos perseguidores da Igreja primitiva.
† s. III-IV
6
São Lussório Mártir. Na Sardenha. Derramou seu sangue pela fé cristã no período das perseguições imperiais.
† s. IV
7
Santa Bassa e seus filhos Teógnio, Agápio e Pístio Mártires. Família cristã que enfrentou juntos as provações e morreram na fé, deixando exemplo de coragem.
† s. IV
8
São Privato Bispo e mártir. Na França. Liderou a comunidade cristã com sabedoria e deu sua vida pelo rebanho.
† c. 407
9
Santo Sidónio Apolinar Bispo de Clermont, França. Excelente orador e escritor, defendeu a fé contra as heresias e trabalhou pela unidade da Igreja.
† c. 479
10
São Bernardo (Ahmed), Maria (Zaida) e Graça (Zoraida) Mártires. Em Valência, Espanha. Convertidos que testemunharam com o sangue a fé cristã.
† c. 1180
11
São José Dang Dinh Viên Presbítero e mártir. No Vietnã. Trabalhou pela evangelização e morreu perseguido pela fé.
† 1838
12
Beata Vitória Rasoamarivo Virgem. Em Madagascar. Consagrada à vida contemplativa, exerceu influência espiritual sobre seu povo.
† 1894
13
Beato Salvador Estrugo Solves Mártir. Em Valência, Espanha. Sacrificou sua vida durante a perseguição religiosa do século XX.
† 1936
14
Beato Raimundo Peiró Victori Mártir. Em Barcelona, Espanha. Deu sua vida pelos princípios cristãos durante a turbulência do século XX.
† 1936
15
Beato Bruno Zembol Mártir. Na Baviera, Alemanha. Morte no suplício durante a perseguição totalitária.
† 1942
16
Beato Ladislau Findysz Presbítero e mártir. Na Polônia. Sacrificou-se pelo rebanho durante a perseguição religiosa moderna.
† 1964

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Baptizado no dia seguinte ao nascimento com o nome de José Melchior. Sua mãe, Margarida Sanson, ficou viúva com dez filhos para criar. Foi ordenado sacerdote aos 23 anos de idade, tendo sido capelão em Tombolo; por nove anos, pároco em Salzano; nove anos cônego e diretor espiritual em Treviso; nove anos Bispo de Mântua e outros nove anos cardeal-patriarca de Veneza; por último foi Papa durante onze anos (de 1903 a 1914). Sua divisa era “Restaurar tudo em Cristo” . Promoveu a renovação litúrgica, reformando a música sacra, propôs aos fieis a comunhão frequente, favoreceu a comunhão das crianças, a organização da Cúria e a fundação de um Instituto Bíblico em Roma. Promulgou documentos históricos como a Encíclica “Pascendi Dominici Gregis”, sobre o Modernismo – “a síntese de todos os erros”. O Catecismo, chamado ‘de São Pio X’ foi para o mundo inteiro um guia seguro na aprendizagem das verdades relativas à fé, pela sua linguagem simples, clara, específica e pela eficácia da sua exposição. Iniciou os trabalhos de redação do Código de Direito Canônico, promulgado por seu sucessor Bento XV, ordenando o conjunto de leis que haviam.

São Pio X, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que destes a São Pio X a graça de governar vossa Igreja com sabedoria, amor e verdade, dai também a nós, por sua intercessão, a graça de sabermos governar nossas vidas, nossas famílias, nossos empreendimentos, para que o vosso nome seja sempre mais glorificado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, amém Com São Sidônio Apolinário, que era prefeito da cidade de Roma, quando foi ordenado bispo de Clermont. Dotado de grande cultura, tanto nas ciências humanas como nas ciências sagradas. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 21 2. Na Trácia, na atual Turquia, os santos Agatônico, Zótico e outros, mártires, que, segundo a tradição, sofreram o martírio em Silímbria e noutros lugares da região.(† s. III) 3. Em Roma, no Campo Verano, Santa Ciríaca, que deu o seu nome ao cemitério na Via Tiburtina, que ela tinha doado à Igreja.(† s. III-IV) 4. Em Útica, na África Proconsular, na atual Tunísia, São Quadrato, bispo e mártir, que, juntamente com todo o seu povo, clérigos e leigos, deu testemunho de Cristo e, como bom pastor, seguiu no martírio, quatro dias depois, o rebanho que tinha apascentado.(† s. III-IV) 5. Em Verona, atualmente no Véneto, região da Itália, Santo Euprépio, que é considerado o primeiro bispo desta cidade.(† s. III-IV) 6. Em Fordingiano, na Sardenha, região da Itália, São Lussório, mártir.(† s. IV) 7. Comemoração dos santos mártires Bassa e seus três filhos Teógnio, Agápio e Pístio, que se narra terem sofrido o martírio: Bassa, na ilha Halona, os outros em Edessa, na Hélade, lugares da actual Grécia.(† s. IV) 8. Em Gévaudan, território dos Gábalos, povo antigo da Gália meridional, na atual França, São Privato, bispo e mártir, que, durante a invasão dos Vândalos, capturado na cripta onde se retirava em jejuns e orações, foi flagelado até a morte por se ter recusado a atraiçoar o seu rebanho sacrificando aos ídolos.(† c. 407) 9. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, também na atual França, São Sidônio Apolinário, que era prefeito da cidade de Roma, quando foi ordenado bispo de Clermont; dotado de grande cultura, tanto nas ciências humanas como nas ciências sagradas, e animado de singular fortaleza cristã, opôs-se corajosamente à ferocidade dos bárbaros como verdadeiro pai universal e mestre insigne.(† c. 479) 10. Em Alzira, na província de Valência, na Espanha, a comemoração dos santos mártires Bernardo, anteriormente chamado ‘Ahmed, monge da Ordem Cisterciense, e suas irmãs Maria (Zaida) e Graça (Zoraida), que ele tinha conduzido da religião maometana à fé cristã.(† c. 1180) 11. Em Hung Yên, Tonquim, no atual Vietnam, São José Dang Dinh (Niên) Viên, presbítero e mártir no tempo do imperador Minh Mang.(† 1838) 12. Em Antananarivo, Madagáscar, a Beata Vitória Rasoamarivo, que, depois de viver em matrimônio com um homem violento e tendo ficado viúva, quando os missionários foram expulsos da ilha, ajudou com grande solicitude os cristãos e defendeu-os perante os magistrados públicos.(† 1894) 13. Em Alberic, localidade da província de Valência, na Espanha, o Beato Salvador Estrugo Solves, presbítero e mártir, que, durante a perseguição, suportou por amor de Cristo todas as adversidades até alcançar a palma do martírio.(† 1936) 14. Em El Morrot, localidade próxima de Barcelona, também na Espanha, o Beato Raimundo Peiró Victori, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição, acolhendo fielmente as palavras de Cristo, passou da morte à vida gloriosa.(† 1936) 15. Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Bruno Zembol, mártir, que, deportado da Polônia, sua pátria, dominada por um regime inimigo de Deus, por causa da sua fé foi recluído no campo de concentração de Dachau, onde sofreu cruéis tormentos e morreu gloriosamente.(† 1942) 16. Em Nowi Zmigrod, na Polônia, o Beato Ladislau Findysz, presbítero diocesano de Przemysl e mártir, que foi assassinado por um nefando regime hostil à Igreja e à dignidade humana.(† 1964)