19º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura (Sb 18,6-9)

Leitura do Livro da Sabedoria

6 A noite da libertação fora predita a nossos pais, para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos. 7 Ela foi esperada por teu povo, como salvação para os justos e como perdição para os inimigos. 8 Com efeito, aquilo com que puniste nossos adversários, serviu também para glorificar-nos, chamando-nos a ti. 9 Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isto, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 32(33),1.12.18-19.20.22 (R. 12b)

– Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

– Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

– Ó justos, alegrai-vos no Senhor! aos retos fica bem glorificá-lo. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor e a nação que escolheu por sua herança! 

– Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria. 

– No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! 

Evangelho (Lc 12,32-48 ou mais breve 12,35-40)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis não!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 32 “Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. 33 Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. 34 Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 35 Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! 39 Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40 Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. 41 Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42 E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43 Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44 Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45 Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46 o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47 Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48 Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

18ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Primeira Leitura (Dt 6,4-13)

Leitura do Livro do Deuteronômio

Moisés falou ao povo, dizendo: 4 “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 5 Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. 6 E trarás gravadas em teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. 7 Tu as repetirás com insistência aos teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em tua casa, ou andando pelos caminhos, quando te deitares, ou te levantares. 8 Tu as prenderás como sinal em tua mão e as colocarás como um sinal entre os teus olhos; 9 tu as escreverás nas entradas da tua casa e nas portas da tua cidade. 10 Quando o Senhor te introduzir na terra que prometeu com juramento a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó, que te daria, com cidades grandes e belas que não edificaste, 11 casas cheias de toda espécie de bens que não acumulaste, cisternas já escavadas que não cavaste, vinhas e oliveiras que não plantaste; e quando comeres e te fartares, 12 então, cuida bem de não esqueceres o Senhor que te tirou do Egito, da casa da escravidão. 13 Temerás o Senhor teu Deus, a ele servirás e só pelo seu nome jurarás”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 17(18),2-3a.3bc-4.47 e 51ab (R. 2)

– Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

– Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

– Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação. 

– Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! e dos meus perseguidores serei salvo! 

– Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! Concedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido. 

Evangelho (Mt 17,14-20)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

14 Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15 “Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16 Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” 17 Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18 Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora o menino ficou curado. 19 Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” 20 Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Teresa Benedita da Cruz, Virgem, Mártir, carmelita – 09 de Agosto

Santa Teresa Benedita da Cruz, Virgem, Mártir, carmelita

Edith Stein nasceu na capital da Silésia, na Alemanha — hoje, Polônia –, no dia 12 de outubro de 1891, quando se celebrava a grande festa judaica do Yom Kippur, o Dia da Reconciliação.

Seus pais eram comerciantes judeus e foi a última de onze filhos. O pai faleceu em 1893. A mãe encarregou-se dosnegócios da família e da educação dos filhos.

A pequena Edith, segundo o seu próprio testemunho, foi muito dinâmica, sensível, nervosa e irascível. Aos sete anos, começou a possuir um temperamento mais reflexivo.

Em 1913, ingressou na Universidade de Gottingen e dedicou-se ao estudo da Fenomenologia.   Durante este tempo chega a um ateísmo quase total.

Em 1921, quando lê a autobiografia de Santa Teresa de Jesus, o amor a Deus, o Absoluto, toma conta de sua alma: “Cristo elevou-se radiante ante meus olhos: Cristo no mistério da Cruz”.   Estudou a teologia de São Tomás de Aquino.

Batiza-se no dia 1 de Janeiro de 1922, recebendo o nome de Teresa Edwig e, desde então, sente-se evangelizadora: “Sou apenas um instrumento do Senhor. Quem vem a mim, quero levá-lo até Ele”. “Deus não chama ninguém a não ser unicamente para Si mesmo”.

Aos 42 anos,  veste o hábito carmelita no Convento de Colônia.  “Minha mãe opõe-se com todas as suas forças à minha decisão. É difícil ter que assistir à dor e ao conflito de consciência de uma mãe, sem poder ajudá-la com meios humanos”.

No dia 21 de Abril de 1935, domingo de Páscoa, faz seus votos religiosos e três anos depois, no mesmo dia, seus votos perpétuos. Sua vida será uma “Cruz” transformada em “Páscoa”.

Membros das SS nazista não tardam a invadir o convento e prendem Irmã Benedita e sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo.
Após vários tormentos, no dia 9 de Agosto de 1942, na câmara de gás do “inferno de Auschwitz”, morria a mártir da Cruz, Irmã Teresa Benedita.

Três dias antes de sua morte, Edith dirá: “Aconteça o que acontecer, estou preparada. Jesus está aqui conosco”. (06-08-1942).

Foi beatificada no dia 1º. de Maio de 1987, em Colônia, e canonizada em 1999 pelo papa João Paulo II.

O mesmo Papa a declarou, com Santa Catarina de Sena e Santa Brígida da Suécia, padroeira da Europa.

Santa Teresa Benedita da Cruz, rogai por nós!

Oração – Senhor, Enche-nos com o mesmo conhecimento; e, por sua intercessão,
permite-nos sempre seguir em busca de ti, que és a suprema Verdade,
e permanecer fiéis até a morte

 

Santa Mariana Cope de Molokai, virgem, Ordem Terceira de São Francisco de Siracusa, que se dedicou com extraordinária generosidade ao serviço dos leprosos.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

9/8

2. Em Roma, no cemitério de São Lourenço, junto à Via Tiburtina, São Romão, mártir.(† c. 258)

3. No mosteiro de Achonry, na Irlanda, São Nateu, bispo e abade.(† s. VI)

4. Em Kilmore, também na Irlanda, São Fedlimino, bispo.(† c. s. VI)

5. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, a comemoração dos santos mártires, que, segundo a tradição, foram mortos por ter defendido uma antiga imagem do Salvador colocada na Porta de Bronze, que o imperador Leão o Isáurico mandara destruir.(† c. 729)

6. Em Palena, na Calábria, atualmente nos Abruzos, região das Itália, o Beato Falco, eremita.(† s. X/XI)

7. Em Florença, na Etrúria, atualmente na Toscana, também região da Itália, o Beato João de Salerno, presbítero da Ordem dos Pregadores, que fundou o convento de Santa Maria Novella e lutou corajosamente contra os hereges patarinos.(† c. 1242)

8. No monte de Verna, também na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato João de Fermo, presbítero da Ordem dos Menores, que viveu na solidão, mortificando o corpo com jejuns e um admirável espírito de penitência.(† 1322)

9. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Ricardo Bere, presbítero e mártir, que, por ter permanecido fiel ao Romano Pontífice e defendido o matrimônio cristão, por ordem do rei Henrique VIII, morreu por ter permanecido fiel ao Romano Pontífice e defendido o matrimônio cristão, juntamente com os seus confrades da Cartuxa desta cidade, extenuado pelas inumanas condições do cárcere suportadas durante muito tempo e pela fome.(† 1537)

10. Num sórdido barco-prisão, ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Cláudio Richard, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por ser sacerdote, foi arrebatado do mosteiro de Moyen-Moutier e encarcerado na galera, onde morreu contagiado pela enfermidade dos seus companheiros de prisão a quem prestava assistência.(† 1794)

11. Em Salamanca, na Espanha, Santa Cândida Maria de Jesus (Joana Josefa Cipítria), virgem, que fundou a Congregação das Filhas de Jesus, para colaborar na obra da educação cristã das crianças.(† 1912)

12. Em Molokai, ilha do arquipélago do Hawai, Santa Mariana Cope de Molokai (Bárbara Kobb), virgem das Irmãs da Ordem Terceira de São Francisco de Siracusa, que se dedicou com extraordinária generosidade ao serviço dos leprosos, aliando o cuidado físico à instrução e conforto espiritual.(† 1918)

13. Em Barbastro, na Espanha, o Beato Florentino Asêncio Barroso, bispo e mártir, que, fuzilado pelos milicianos durante a violenta perseguição contra a Igreja, com o seu sangue deu testemunho da fé que incessantemente pregava ao povo que lhe foi confiado.(† 1936)

14. Em Barcelona, também na Espanha, os beatos Rúben de Jesus (Rúben López Aguilar) e seis companheiros[1], religiosos da Ordem de São João de Deus e mártires, que, na mesma perseguição, assassinados em ódio à vida religiosa, foram ao encontro do Senhor.

[1] Os seus nomes são: Artur (Luís Ayala Niño), João Batista (José Velásquez Peláez), Eugénio Afonso (António Ramírez Salazar), Estêvão (Gabriel Maya Gutiérrez), Melquíades (Raimundo Ramírez Zuluaga), Gaspar (Luís Modesto Páez Perdono).(† 1936)

15. Em Azanuy, localidade da província de Huesca, também na Espanha, os beatos Faustino Oteiza Segura, presbítero, e Florentino Filipe Naya, religiosos da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias e mártires, que, na mesma perseguição, morreram por Cristo.(† 1936)

16. Em Argés, localidade próxima de Toledo, também na Espanha, o Beato Guilherme Plaza Hernández, presbítero da Irmandade dos Sacerdotes Operários e mártir, que foi morto no mesmo dia e no mesmo combate.(† 1936)

17. Em Carcaixent, localidade próxima de Valência, também na Espanha, o Beato Germano Maria (José Maria Garrigues Hernández), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, na violenta perseguição contra a fé cristã, venceu os suplícios corporais com a sua preciosa morte.(† 1936)

18. Em Villa de Don Fradique, perto de Toledo, também na Espanha, o Beato Francisco López-Gasco Fernández Largo, presbítero da diocese de Toledo e mártir, assassinado em ódio ao sacerdócio.(† 1936)

19. Em Madrid, também na Espanha, o Beato José Maria Celaya Badiola, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, derramou o seu sangue por Cristo.(† 1936)

20. Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Lourenço Gabriel (José Figueras Rey), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na mesma perseguição, acolhendo fielmente as palavras de Cristo, passou da morte à vida gloriosa.(† 1936)

21. Em Brandeburgo, na Alemanha, o Beato Francisco Jägerstätter, mártir, assassinado durante a opressão de um regime hostil à religião e à dignidade humana.(† 1943)

Luz do Céu que infunde ânimo e coragem!

O que Jesus nos ensinou na sua Transfiguração

No dia 6 de agosto comemoramos a festa da Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Lembremos o episódio narrado pelo Evangelho:

1Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os aparte a um alto monte, 2.e transfigurou-se diante deles. O seu rosto ficou refulgente como o sol, e as suas vestiduras tornaram-se luminosas de brancas que estavam. 3.Eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4.Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: “Senhor, bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.” 5.Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu; e saiu da nuvem uma voz que dizia: ‘Este é o meu Filho dilecto em quem pus toda a minha complacência; ouvi-o.” 6.Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. 7.Porém, Jesus, aproximou-se deles, tocou-os e disse-Ihes: “Levantai-vos, não temais.” 8.Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém, excepto só Jesus.

Nosso Senhor que sobe com os discípulos ao alto do monte Tabor e em determinado momento Ele se manifesta em toda a Sua glória. Com Moisés de um lado e Elias, nosso pai espiritual, de outro lado.

              Os discípulos ficam empolgados pela glória dEle que manifestam o desejo de se conservar lá.

Aos poucos esta glória externa, extrínseca vai diminuindo, os discípulos começam a ver as coisas mais ou menos como eram antes da Transfiguração e depois caem inteiramente na normalidade; algum tempo mais e Nosso Senhor desce do Monte Tabor.

               Então, a majestade que revelava era tanto, que as pessoas gritavam de medo diante dEle, de tal maneira era majestoso.

               Estes fatos nos levam a algumas considerações: como é a majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Todas as Virtudes levadas ao último extremo

Os pintores que costumam apresentar a Transfiguração, não dão esse aspecto, mas apresentam-No com uma fisionomia muito plácida e muito serena, os dois Apóstolos que olham para Ele numa grande atitude de admiração.

               É verdade que Nosso Senhor está cercado de uma grande glória, mas Ele é a própria placidez, a própria serenidade, a própria afabilidade.

Isto certamente estava presente no aspecto de Cristo transfigurado e este modo de representar não é de nenhum modo falso.

                Mas Nosso Senhor – na infinita riqueza de Sua santidade e de Sua Pessoa –  tinha os atos de todas as virtudes ao mesmo tempo, levadas ao último extremo.

A perfeição mais sublime conjugada, ao mesmo tempo, com toda esta afabilidade, com uma tal majestade e uma tal superioridade que não tinha nenhuma proporção com nenhum conceito humano.

Por causa disto exatamente e porque legitimamente a superioridade incute ao mesmo tempo respeito, afeto e medo, que é o temor do Senhor.

                Então, por causa de todas estas razões juntas, Nosso Senhor também representava ali uma face de uma sublimidade, de uma nobreza régia, de um poder, de uma seriedade, de uma gravidade e de uma força que deixava assim estupefatos e tremendo de medo os que viam.

Os discípulos que Nosso Senhor chamou para o Tabor, foram os que quis mais perto de Si no Horto das Oliveiras.

E isto porque precisamente os que mais haviam presenciado Sua glória, deviam também mais intimamente participar de Sua dor, deviam ter mais fé em Sua divindade no momento em que ela parecia negada flagrantemente pelas humilhações nas quais Ele devia entrar.

A tal propósito há uma consideração para se fazer. Quantas e quantas vezes vejo coisas realmente maravilhosas que Nossa Senhora opera em nosso apostolado que enchem de alegria as almas.

Tenho vontade de dizer às vezes a certas pessoas: 

Meu caro você está tão alegre, alegre-se ainda mais! Porém peça como compensação a graça de ser fiel na hora da dor!

                 Porque momento poderá haver em que todas essas glórias pareçam canceladas. Momento poderá haver em que todas as humilhações baixem sobre nós. Momento poderá haver em que todas as esperanças pareçam pisadas aos pés.

Você que agora está vendo em tal episódio o “dedo” de Nossa Senhora, compreenda que Ela nunca põe Seu “dedo” de Rainha e de Sede da Sabedoria numa coisa em vão,  sem que aquilo tenha um prosseguimento!

E nas piores horas lembre-se das melhores, para poder confiar no dia de amanhã.

"Neste mundo tereis aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo!".

João 16,33

Rua Virgílio Rodrigues, 44 – Tremembé

CEP 02372-020 – São Paulo – SP

CNPJ da mantenedora: 60.758.505/0001-41

Campanha Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!

São Domingos, presbítero – Memória | Sexta-feira

Primeira Leitura (Dt 4,32-40)

Leitura do Livro do Deuteronômio

Moisés falou ao povo dizendo: 32 “Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, e investiga de um extremo ao outro dos céus, se houve jamais um acontecimento tão grande, ou se ouviu algo semelhante. 33 Existe, porventura, algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha permanecido vivo? 34 Ou terá vindo algum Deus escolher para si um povo entre as nações, por meio de provações, de sinais e prodígios, por meio de combates, com mão forte e braço estendido, e por meio de grandes terrores, como tudo o que por ti o Senhor vosso Deus fez no Egito, diante de teus próprios olhos? 35 A ti foi dado ver tudo isso, para que reconheças que o Senhor é na verdade Deus, e que não há outro Deus fora ele. 36 Do céu ele te fez ouvir sua voz para te instruir, e sobre a terra te fez ver o seu grande fogo; e do meio do fogo ouviste suas palavras, 37 porque amou teus pais e, depois deles, escolheu seus descendentes. Ele te fez sair do Egito por seu grande poder, 38 para expulsar, diante de ti, nações maiores e mais fortes do que tu, e para te introduzir na terra deles e dá-la a ti como herança, como tu estás vendo hoje. 39 Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima do céu e cá embaixo na terra, e que não há outro além dele. 40 Guarda suas leis e seus mandamentos que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e vivas longos dias sobre a terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 76(77),12-13.14-15.16 e 21 (R. 12a)

– Penso em vossas maravilhas, ó Senhor!

– Penso em vossas maravilhas, ó Senhor!

– Recordando os grandes feitos do passado, vossos prodígios eu relembro, ó Senhor; eu medito sobre as vossas maravilhas e sobre as obras grandiosas que fizestes. 

– São santos, ó Senhor, vossos caminhos! Haverá deus que se compare ao nosso Deus? Sois o Deus que operastes maravilhas, vosso poder manifestastes entre os povos.

– Com vosso braço redimistes vosso povo, os filhos de Jacó e de José. Como um rebanho conduzistes vosso povo e o guiastes por Moisés e Aarão. 

Evangelho (Mt 16,24-28)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 24 Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28 Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Domingos de Gusmão, Presbítero, Fundador – 08 de Agosto

São Domingos de Gusmão, Presbítero, Fundador

Nasceu em Castela-a-Velha, no ano de 1170.

De família nobre, e de belo rosto, acostumou-se desde jovem a duras penitências.

Aos 14 anos de idade, foi enviado para Palência, onde estudou filosofia e teologia. Como sacerdote e cônego de Osma distinguiu-se pela retidão, zelo, pontualidade nas funções e espírito de sacrifício falando sempre com Deus ou de Deus.

De caráter metódico e firme, deu grande importância aos estudos, como premissa indispensável ao dever apologético dos frades pregadores.

Pregou com êxito contra os hereges albigenses, que defendiam a existência de dois princípios, de duas divindades: o Bem e o Mal.

Recebeu de Nossa Senhora a missão de pregar o Rosário, explicando-lhe:

“Como a saudação angélica foi o princípio da redenção do mundo, é necessário também que essa saudação seja o princípio da conversão dos hereges; que assim, pregando o Rosário que contém cento e cinquenta Ave Marias, você verá um sucesso maravilhoso em seus trabalhos e os mais empedernidos sectários se converterão aos milhares”.

Estudo, pobreza, oração e ministério da palavra são os pontos principais da Ordem dominicana, os frades ’mendicantes’, que vestem o hábito de São Domingos, contemporâneo de outro grande e amado santo fundador, São Francisco de Assis.

São Domingos morreu em Bolonha no dia seis de Agosto do ano 1221 e foi proclamado santo, 13 anos após a morte, em 1234.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

Oração – Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no Vosso conhecimento e viver na Vossa presença segundo o Evangelho, frutificando em boas obras.

 

 

 

Com  Beato João Felton, s.j., mártir, afixou publicamente a bula de excomunhão proclamada pelo Papa São Pio V contra a rainha Isabel e foi cruelmente esquartejado

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Albano, na Via Ápia, a quinze milhas da cidade de Roma, os santos Segundo, Carpóforo, Vitorino e Severiano, mártires.(† s. III f.-IV in.)

3. Em Roma, na milha sétima da Via Ostiense, os santos Ciríaco, Largo, Crescenciano, Mémia, Juliana e Esmeraldo, mártires.(† s. IV in.)

4. Em Tarso, na Cilícia, na atual Turquia, a paixão de São Marinho, ancião de Anazarbo, que, no tempo do imperador Diocleciano e do governador Lísias, foi degolado, e o seu corpo, por ordem do prefeito, lançado ao pasto das feras.(† c. 303-311)

5. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eusébio, bispo, que trabalhou assiduamente para manter a verdadeira fé e reconstruiu a igreja catedral destruída pelos Hunos.(† c. 462)

6. Em Vienne, na Gália Lionense, hoje na França, São Severo, presbítero.(† c. s. V)

7. Em Bordéus, na Aquitânia, também na atual França, São Múmulo, abade de Fleury.(† 678)

8. Em Cízico, no Helesponto, na atual Turquia, Santo Emiliano, bispo, que por defender o culto das sagradas imagens suportou muitos tormentos da parte do imperador Leão e morreu no exílio.(† s. IX)

9. No mosteiro de Götweig, Áustria, Santo Altmano, bispo de Passau, fundou numerosas comunidades de clérigos com a regra de Santo Agostinho, restaurou a disciplina do clero e por defender a liberdade da Igreja morreu no exílio, expulso da sua sede pelo imperador Henrique IV.(† 1091)

10. Em Gallese, próximo de Viterbo, na Toscana, hoje no Lácio, região da Itália, São Famião, eremita, natural de Colônia, que distribuiu os seus bens pelos pobres e, depois de várias peregrinações, morreu neste lugar com o hábito cisterciense.(† c. 1150)

11. Em Londres, na Inglaterra, o Beato João Felton, mártir, que, por ter afixado publicamente a bula de excomunhão proclamada pelo papa São Pio V contra a rainha Isabel I, foi cruelmente esquartejado junto à catedral de São Paulo e, invocando o nome de Jesus, consumou gloriosamente o seu martírio.(† 1570)

12. Em York, também na Inglaterra, o Beato João Fingley, presbítero e mártir, que, no mesmo reinado de Isabel I, foi condenado à morte e enforcado por ser sacerdote. Com ele comemora-se também o Beato Roberto Bidkendike, mártir, que, no mesmo tempo mas em dia e ano incertos, padeceu os mesmos tormentos por se ter reconciliado com a Igreja católica.(† 1586)

13. Em Xixiaodun, perto de Xinhexian, no Hebei, província da China, São Paulo Ke Tingzhu, mártir, que, sendo dirigente de uma aldeia de cristãos, durante a perseguição desencadeada pelos sequazes da seita dos “Yihetuan”, foi esquartejado, membro após membro, dando aos outros cristãos um luminoso exemplo de constância na profissão da fé.(† 1900)

14. Em Zamora, na Espanha, Santa Bonifácia Rodríguez de Castro, virgem, que, ardentemente empenhada na promoção cristã e social das mulheres através da oração e do trabalho, fundou a Congregação das Servas de São José, segundo o modelo da Sagrada Família de Nazaré.(† 1905)

15. Em Sydney, na Austrália, Santa Maria da Cruz (Maria Helena MacKillop), virgem, que fundou a Congregação das Irmãs de São José e do Sagrado Coração e a dirigiu entre muitas tribulações e adversidades.(† 1909)

16. Em Póggio a Caiano, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Maria Margarida (Maria Ana Rosa Caiáni), virgem, que fundou o Instituto Franciscano das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração, para a instrução da juventude e a assistência aos enfermos.(† 1921)

17. No lugar chamado El Saler, perto de Valência, na Espanha, o Beato António Silvestre Moya, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançou vitoriosamente o reino celeste.(† 1936)

18. Em Valência, também na Espanha, as beatas Maria do Menino Jesus (María Josefa Antonia Baldillou y Bullit) e companheiras[1], virgens do Instituto das Filhas de Maria das Escolas Pias e mártires, que, na mesma perseguição, depois de sofrer a violência dos inimigos da Igreja, foram gloriosamente ao encontro de Cristo, seu Esposo.

[1] São estes os seus nomes: Apresentação da Sagrada Família (Pascoalina Gallén y Marti), Maria Luísa de Jesus (Maria Luísa Giron y Romera), Carmela de São Filipe Néri (Nazária Gómez y Lezaun) e Clemência de São João Batista (Antônia Riba y Mestres).(† 1936)

19. Em San Andréu de Palomar, na Catalunha, também na Espanha, o Beato Antero Mateo Garcia, pai de família e mártir, que, sendo pai de família, durante a mesma perseguição foi recebido na glória do Senhor.(† 1936)

20. Em Villat de Olalla, localidade da província de Cuenca, também na Espanha, os beatos e mártires Cruz Laplana y Laguna, bispo de Cuenca e Fernando Español Berdié, presbítero da mesma diocese, que, na mesma perseguição, mereceu receber a sublime palma do martírio.(† 1936)

21. Em Traverseras, na Catalunha, também na Espanha, os beatos Dionísio Luís (Mateus Molinos Coloma) e Leonardo José (José Maria Aragonês Mateu), religiosos, religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires na mesma perseguição contra a fé cristã.(† 1936)

22. Em Fuente el Fresno, perto de Ciudad Real, também na Espanha, o Beato Filipe José (Pedro João Álvarez Pérez), da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que consumou egregiamente o seu combate por Cristo.(† 1936)

23. Em Vallirana, localidade da província de Barcelona, também Espanha, as beatas Maria do Carmo Zaragoza Zaragoza e Maria Rosa Adrover Marti (Antônia Adrover Marti), virgens da Congregação das Dominicanas de Santa Catarina de Sena e mártires, que, na mesma perseguição, combatendo pela fé em Cristo Esposo, alcançaram a recompensa eterna.(† 1936)

24. Em Madrid, também na Espanha, o Beato Nicolau de la Torre Merino, religioso da Sociedade Salesiana e mártir.(† 1936)

25. Em Gusen, localidade da Alemanha, o Beato Vladimiro Laskowski, presbítero e mártir, que, em tempo da guerra, foi deportado por causa da sua fé para este campo de concentração e, atrozmente torturado, alcançou a glória do martírio.(† 1940)

18ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Primeira Leitura (Nm 20,1-13)

Leitura do Livro dos Números

Naqueles dias, 1 toda a comunidade dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin, no primeiro mês, e o povo permaneceu em Cades. Ali morreu Maria e ali mesmo foi sepultada. 2 Como não havia água para o povo, este juntou-se contra Moisés e Aarão, 3 e, levantando-se em motim, disseram: “Antes tivéssemos morrido, quando morreram nossos irmãos diante do Senhor! 4 Para que trouxestes a comunidade do Senhor a este deserto, a fim de que morrêssemos, nós e nossos animais? 5 Por que nos fizestes sair do Egito e nos trouxestes a este lugar detestável, em que não se pode semear, e que não produz figueiras, nem vinhas nem romãzeiras, e, além disso, não tem água para beber?” 6 Deixando a comunidade, Moisés e Aarão foram até a entrada da Tenda da Reunião, e prostraram-se com a face em terra. E a glória do Senhor apareceu sobre eles. 7 O Senhor falou, então, a Moisés, dizendo: 8 “Toma a tua vara e reúne o povo, tu e teu irmão Aarão; na presença deles ordenai à pedra e ela dará água. Quando fizeres sair água da pedra, dá de beber à comunidade e aos seus animais”. 9 Moisés tomou, então, a vara que estava diante do Senhor, como lhe fora ordenado. 10 Depois, Moisés e Aarão reuniram a assembleia diante do rochedo, e Moisés lhes disse: “Ouvi, rebeldes! Podemos, acaso, fazer sair água desta pedra para vós?” 11 E, levantando a mão, Moisés feriu duas vezes a rocha com a vara, e jorrou água em abundância, de modo que o povo e os animais puderam beber. 12 Então o Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Visto que não acreditastes em mim, para manifestar a minha santidade aos olhos dos filhos de Israel, não introduzireis este povo na terra que lhe vou dar”. 13 Estas são as águas de Meriba, onde os filhos de Israel disputaram contra o Senhor, e ele lhes manifestou a sua santidade.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8ab)

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba.

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba.

– Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!

– Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão.

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.

Evangelho (Mt 16,13-23)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Tu és Pedro e sobre esta pedra, eu irei construir minha Igreja. E as portas do inferno não irão derrotá-la!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20 Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21 Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir à Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22 Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” 23 Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus mas sim as coisas dos homens!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Caetano de Thiene, Presbítero, Fundador – 07 de Agosto

São Caetano de Thiene, Presbítero, Fundador

 

A Casa Thiene é ilustre por sua antiguidade, nobreza, alianças e cargos militares.

A mãe, o ofereceu à Virgem Santíssima ao nascer e o pôs nas mãos de sua imagem. O menino mostrou-se digno daaugusta padroeira, por sua piedade, modéstia, amor à oração. Mas nada era tão admirável como sua ternura para com os pobres.

Desde aquela época ele já era chamado de santo.

Depois das letras humanas, estudou filosofia com tanto êxito quanto ardor. Tendo, em seguida, começado a estudar direito civil e direito canônico, foi recebido como doutor em um e outro e mais tarde em Teologia.

Após ter sido ordenado sacerdote, fundou em Roma a Congregação de Clérigos Regulares, chamados Teatinos, para a renovação da Igreja.

Dedicou-se piedosamente a obras de caridade, especialmente em favor dos enfermos incuráveis.

Promoveu associações para a formação religiosa dos leigos, especialmente pela vida de oração e pela prática da caridade.

Caetano. Morreu em Nápoles no ano 1547.

 

Memória dos santos Sisto II, Papa, e companheiros, mártires.

O papa São Sisto, quando celebrava os santos mistérios e ensinava aos irmãos os mandamentos celestes, por força do edito do imperador Valeriano foi inesperadamente preso pelos soldados e degolado no dia seis de Agosto; com ele sofreram o martírio quatro diáconos, que foram sepultados com o pontífice em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. No mesmo dia também os santos Agapito e Felicíssimo, seus diáconos, padeceram o martírio no cemitério de Pretextato, onde também foram sepultados.

 

Santos Sisto II e Caetano de Thiene, rogai por nós!

Oração – Por intercessão de São Caetano e de São Sisto, fazei Senhor, que a Santa Igreja resplandeça em todo seu esplendor. Amém

 

Com São Donato, Bispo de Besançon, compôs uma Regra para as Virgens segundo os ensinamentos dos santos Bento, Columbano e Cesário

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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3. Em Augsburgo, na Récia, atualmente na Alemanha, Santa Afra, mártir, que, convertida de uma vida de pecado à fé cristã, segundo se narra, ainda não baptizada foi lançada ao fogo por dar testemunho de Cristo.(† 304)

4. Em Arezzo, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Donato, o segundo bispo desta sede, do qual o papa São Gregório Magno louva a virtude e a eficácia da oração.(† s. IV)

5. Em Chalons, na Gália Bélgica, hoje na França, São Donaciano, bispo.(† s. IV)

6. Em Ruão, também na Gália Bélgica, hoje na França, São Vitrício, bispo, que, ainda soldado, por ter deixado o exército no tempo do imperador Juliano para seguir a Cristo, foi submetido pelo tribuno a muitas torturas e condenado à morte; mas, alcançando a liberdade, depois de ter sido consagrado bispo, conduziu à fé cristã as fogosas populações dos Morinos e dos Nérvios, na Gália Setentrional.(† c. 410)

7. Em Besançon, na Borgonha, também na atual França, São Donato, bispo, que compôs uma Regra para as Virgens segundo os ensinamentos dos santos Bento, Columbano e Cesário.(† d. 658)

8. No território da Venécia, hoje na região do Véneto, na Itália, o Beato Jordão Forsaté, abade, que fundou mosteiros em Pádua e, não tendo podido, apesar de todos os esforços, evitar a ruína da sua pátria, foi para o exílio onde viveu de modo irrepreensível e, deixando admirável exemplo de virtude consumada e de sabedoria, adormeceu piedosamente no Senhor.(† c. 1248)

9. Em Messina, na Sicília, região da Itália, Santo Alberto dégli Abbáti, presbítero da Ordem dos Carmelitas, que pela sua pregação converteu muitos judeus a Cristo e, durante o cerco da cidade, foi intermediário providente.(† c. 1306/1307)

10. Em Sassoferrato, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, o Beato Alberto, monge da Ordem dos Camaldulenses, insigne pela sua vida austera e pela fiel observância da Regra.(† 1350)

11. Em L’Áquila, no território dos Vestinos, também na hodierna Itália, o Beato Vicente, religioso da Ordem dos Menores, ilustre pela sua humildade e espírito de profecia.(† 1504)

12. Em Gondar, na Etiópia, os beatos Agatângelo de Vendôme (Francisco Nourry) e Cassiano de Nantes (Gonçalo Vaz Lopes-Neto de Nantes), presbíteros da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártires, que, na Síria, Egito e Etiópia procuraram reconciliar os cristãos separados com a Igreja católica; mas, por ordem do rei da Etiópia, foram suspensos das árvores com os seus próprios cordões franciscanos e finalmente apedrejados até à morte.(† 1638)

13. Em Lencastre, na Inglaterra, os beatos Martinho de São Félix (João Woodcock), da Ordem dos Frades Menores, Eduardo Bamber e Tomás Whitaker, presbíteros e mártires, que, por serem sacerdotes e entrarem nos domínios do rei Carlos I, sofreram o suplício da forca.(† 1646)

14. Em York, também na Inglaterra, o Beato Nicolau Postgate, presbítero e mártir, que, no reinado de Carlos II, que por ser sacerdote e ter exercitado clandestinamente o seu ministério entre os pobres durante cerca de cinquenta anos, foi suspenso no patíbulo.(† 1679)

15. Em Gorka Duchowna, cidade próxima de Poznam, na Polônia, o Beato Edmundo Bojanowski, que se dedicou ardorosamente à instrução dos pobres e populações rurais segundo os preceitos do Evangelho e fundou a Congregação das Escravas do Imaculado Coração da Mãe de Deus.(† 1871)

16. Em Colima, no México, São Miguel de la Mora, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, por ser sacerdote foi coroado com o martírio.(† 1927)

17. Em Los Yébanes, próximo de Toledo, na Espanha, os beatos Teodósio Rafael (Diodoro López Hernando), Carlos Jorge (Dalmácio Bellota Pérez) e Eustáquio Luís (Luís Villanueva Montoya), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, durante a perseguição contra a Igreja, receberam dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.(† 1936)

Transfiguração do Senhor – Festa | Quarta-feira

Primeira Leitura (Dn 7,9-10,13-14)

Leitura da Profecia de Daniel

9 Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10 Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 13 Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14 Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Ou:

Leitura da Segunda Carta de São Pedro 1,16-19

Caríssimos, 16 não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17 Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: “Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu bem-querer”. 18 Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo. 19 E assim se nos tornou ainda mais firme a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 96(97),1-2.5-6.9 (R. 1a.9a)

– Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

– Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

– Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apóia na justiça e no direito. 

– As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. 

– Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses. 

Evangelho (Lucas 9,28b-36)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eis meu filho muito amado; nele está meu bem-querer, escutai-o, todos vós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28b Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29 Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 30 Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31 Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32 Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 33 E quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo. 34 Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35 Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!” 36 Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Transfiguração do Senhor – 06 de Agosto

Transfiguração do Senhor

A festa da “Transfiguração do Senhor” acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas.

Somente em 1457, esta celebração se estendeu para toda a cristandade, por determinação do Papa Calisto III, que quis enaltecer a vitória, do ano anterior, das tropas cristãs sobre os turcos muçulmanos que ameaçavam a liberdade na Europa.

O Papa João Paulo II, quando nesta solenidade em 2002, nos lembrou que: “O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)”.

 

Com Papa Santo Hormisda – Pertencente a rica e honrada família foi diácono viúvo, Papa e seu filho também se tornou Papa santo sob o nome de Silvério.

Eleito em 514.

A ele pertence a honra de ter acabado com o cisma de Acácio — afirma que em Jesus Cristo existe uma única natureza unida — mediante a confissão de fé que leva seu nome: “A Fórmula do Hormisdas”. Este documento, chamado ainda pelo Concílio Vaticano I, é uma das provas mais contundentes da autoridade que se atribuía ao Papa nos seis primeiros séculos.

Como bom promotor da paz, conseguiu que no Ocidente fossem respeitados pelos novos povos os direitos da Igreja.

Hormisda encarregou a Dionísio, o Pequeno, astrônomo e abade de um monastério romano, de estabelecer como o primeiro ano da Era Cristã aquele do nascimento de Jesus.

Morreu a 6 de Agosto de 523.

No mesmo ano de sua morte, teve ainda a consolação de ver cessar a perseguição das Igrejas da África e os bispos africanos, relegados à Sardenha, voltarem livremente às suas dioceses sob o novo rei Hilderico.

 

Santo Hormisda, rogai por nós!

Oração – Senhor, Concede sempre aos Papas: fortaleza nas dificuldades, suficiente luz nas incertezas, conforto nas horas de solidão. Amém

Do latim Hormisda, transliteração de um antropônimo persa

 

Com Justo e Pastor, mártires, que, ainda crianças.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Roma, junto à Via Ápia, no cemitério de Calisto, a paixão de São Sisto II, papa, e seus companheiros, cuja memória se celebra amanhã.(† 258)

3. Em Alcalá de Henares, na Hispânia Cartaginense, hoje na Espanha, os santos irmãos Justo e Pastor, mártires, que, ainda crianças, deixando na escola as tabelas de escritura, correram espontaneamente ao encontro do martírio, onde o governador ordenou que fossem presos e fustigados; e encorajando-se um ao outro com recíprocas exortações, foram degolados com a espada, dando a vida por Cristo.(† 304)

4. Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de Santo Hormisdas, papa, que, como bom promotor da paz, conseguiu que no Oriente fosse resolvido o cisma de Acácio e no Ocidente fossem respeitados pelos novos povos os direitos da Igreja.(† 523)

5. Em Savona, na Ligúria, região da Itália, o Beato Octaviano, bispo e irmão do papa Calisto II, que, tanto no claustro como na cátedra episcopal, resplandeceu no serviço de Deus e dos irmãos.(† 1132)

6. Luxemburgo, o Beato Gecelino, eremita, que viveu num bosque, sem teto nem roupa, confiado em Deus que faz cair a neve como lã.(† c. 1138)

7. Em Bolonha, na Emília-Romanha, Itália, o dia natal de São Domingos de Gusmão, presbítero, cuja memória se celebra no dia oito deste mês.(† 1221)

8. Em Montevidéu, no Uruguai, a Beata Maria Francisca de Jesus (Ana Maria Rubatto), virgem, que, em Loano, cidade próxima de Savona, na Itália, fundou o Instituto das Irmãs Terciárias Capuchinhas e, partindo para a América Latina, se dedicou totalmente ao serviço dos pobres.(† 1904)

9. Perto de Gândia, no território de Valença, na Espanha, o Beato Carlos López Vidal, mártir, que, durante a perseguição contra a fé, alcançou a glória celeste.(† 1936)

10. Em Roda-Holot, na Catalunha, também na Espanha, o Beato Adolfo Jaime (Antônio Serra Hortal), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, no tempo da perseguição, mereceu passar à felicidade eterna.(† 1936)

11. Em Talavera de la Reina, próximo de Toledo, também na Espanha, o Beato Saturnino Ortega Montealegre, presbítero da diocese de Toledo e mártir, que, durante a mesma perseguição contra a fé cristã, derramou o seu sangue por Cristo.(† 1936)

12. Perto de Munique, Baviera, Alemanha, o Beato Tadeu Dulny, mártir, que, durante a ocupação militar da Polônia, por causa da sua fé em Cristo foi deportado para o campo de concentração de Dachau e, depois de terríveis suplícios, partiu deste mundo para a glória celeste.(† 1942)