Santa Elisabete Ana Bayley Seton – 14 de Janeiro

Santa Elisabete Ana Bayley Seton

Primeira norte-americana a ser canonizada, Santa Elisabete foi reconhecida santa no ano de 1975 sob o pontificado do Papa Paulo VI. Nasceu nos Estados Unidos, no ano de 1774, dentro de uma família cuja mãe era uma cristã não católica, e o pai conhecido como médico muito atarefado e famoso. A mãe faleceu e, infelizmente, a madrasta fazia sofrer Santa Elisabete. Seu refúgio era a oração e a Palavra de Deus. Era alguém que buscava cumprir os mandamentos do Senhor, responder como Cristo respondeu aos sofrimentos do seu tempo.

Santa Elisabete Ana Bayley Seton chegou a casar-se, teve vários filhos, mas, por falência de seu esposo, tiveram que entrar no ritmo da migração dos Estados Unidos para a Itália. Com as dificuldades da viagem e a fragilidade de seu esposo, ele faleceu. Ela continuou até chegar à Itália e ser acolhida por uma família amiga. Era uma família feliz, porque seguiam a Cristo como católicos praticantes. Tudo aquilo foi mexendo com o coração de Santa Elisabete e ela quis se tornar católica. Não se sabe ao certo quando se tornou católica, se ali na Itália ou nos Estados Unidos, mas o fato é que retornou para os Estados Unidos, foi acolhida pela Igreja Católica, mas pelos familiares que eram cristãos não-católicos não foi bem acolhida; foi até perseguida.

De fato, o ecumenismo é uma conquista de cada dia e em todos os tempos. Santa Elisabete Ana Bayley teve uma dificuldade (como uma minoria católica nos Estados Unidos) de tal forma, pois não encontrava espaço para a educação dos filhos, que, inspiradamente, começou uma obra que chegou a ser uma Congregação das Irmãs de São José, com o objetivo de formar as crianças numa fé cristã e católica.

Santa Elisabete, com apenas 47 anos, faleceu, mas deixou para todos os cristãos católicos do mundo inteiro o testemunho de um coração que buscou a obediência ao Senhor em tudo.

Santa Elisabete Ana Bayley, rogai por nós!

1ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

Primeira Leitura (Hb 2,14-18)

Leitura da Carta aos Hebreus

Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15 e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16 Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17 Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18 Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 104(105),1-2.3-4.6-7.8-9 (R. 8a)

— O Senhor se lembra sempre da Aliança.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— O Senhor se lembra sempre da Aliança.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas!

— Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face!

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac. 

Evangelho (Mc 1,29-39)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, e as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31 E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32 À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33 A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. 35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38 Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

1ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Primeira Leitura (Hb 2,5-12)

Leitura da Carta aos Hebreus

Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. 6 A este respeito, porém, houve quem afirmasse: “O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares? 7 Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste, 8 e todas as coisas puseste debaixo de seus pés”. Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. 9 Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. 10 Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11 Pois tanto Jesus, o Santificador, quanto os santificados, são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, 12 dizendo: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 8,2a e 5.6-7.8-9 (R. cf. 7)

— Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.

— Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:

— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas. 

Evangelho (Mc 1,21b-28)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus.” 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Hilário de Poitiers, o “Atanásio do Ocidente” – 13 de Janeiro

Santo Hilário de Poitiers, o “Atanásio do Ocidente"

Origens
Santo Hilário de Poitiers nasceu no ano de 315, em Poitiers, na França. Buscava a felicidade; mas a sua família pagã vivia segundo a filosofia hedonista, ligada ao povo grego-romano; ou seja, felicidade como sinônimo de prazeres, com puro bem-estar. Então, aquele jovem dado aos estudos, se perguntava quanto ao fim último do ser humano; pois não poderia acabar tudo, ali, com a morte; ele foi perseguindo a verdade.

Vida Religiosa
O Espírito Santo foi agindo até ele conhecer as Sagradas Escrituras. O Antigo Testamento o levou a proclamar o Deus uno, que merece toda a adoração. Passando para o Novo Testamento, Santo Hilário foi evangelizado e, numa busca constante, ele se viu necessitado do santo batismo, entrar para Igreja de Cristo e se fazer membro deste Corpo Místico. Em 345, foi batizado. Não demorou muito já era sacerdote e, depois, ordenado bispo para o povo de Poitiers.

Combateu o Arianismo
Ele sofria com as heresias do arianismo. Santo Hilário, pela sua pregação e seus escritos, foi chamado o “Atanásio do Ocidente”, porque ele combateu o Arianismo do Oriente. No tempo em que o imperador Constâncio começou a apoiar esta heresia, Santo Hilário não teve medo das autoridades. Se era para o bem do povo, ele anunciava com ousadia até ser exilado, mas não deixou de evangelizar nem mesmo na cadeia. Por conselho, o próprio imperador o assumiu de volta em 360, porque os conselheiros sabiam da grande influência desse santo bispo que não ficava apenas em Poitiers, mas percorria toda a França.

Santo Hilário de Poitiers defendeu a fé sobre a Trindade e a divindade de Cristo

A Defesa da única Verdade
Ele voltou, convocou um Concílio em Paris, participou de tantos outros conselhos no ocidente, mas sempre defendendo essa verdade que é Jesus Cristo, verdadeiro Deus, verdadeiro homem.

Páscoa
Santo Hilário de Poitiers foi consumindo por essa verdade. Pelos seus escritos, que chegam até o tempo de hoje, percebe-se este amor por Jesus Cristo. Não só numa busca pessoal, mas de promover a salvação dos outros. No século IV, ele partiu para a glória.

Minha oração

“Santo Doutor, homem de profunda sabedoria e clareza do Evangelho, defensor do Cristo Deus-Homem, conceda-nos a graça de não desviarmos da fé católica e a sabedoria para ensiná-la aos que nos procuram. Amém.”

Santo Hilário de Poitiers, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 13 de janeiro

  • Em Belgrado, na Mésia, na atual Sérvia, os santos Hermílio e Estratónico, mártires. († c. 310)
  • Em Tréveris, na Gália, Bélgica, atualmente na Alemanha, Santo Agrício, bispo. († c. 330)
  • Em Reims, também na Gália, Bélgica, atualmente na França, o sepultamento de São Remígio, bispo. († c. 530)
  • Em Glasgow, na Escócia, São Kentigerno, presbítero e abade. († 603/612)
  • Em Capitolíades, na Batânia, hoje na Síria, São Pedro, presbítero e mártir. († 713)
  • Em Córdova, cidade da Andaluzia, região da Espanha, São Gumesindo, presbítero, e São Servideu, monge. († 852)
  • No mosteiro de Ilbenstadt, na Alemanha, São Godofredo. († 1127)
  • Perto de Huy, na região de Liège, na Bélgica, a Beata Ivete, viúva. († 1228)
  • Em Milão, na Lombardia, região da Itália, a Beata Verónica Negróni de Binasco, virgem.(† 1497)
  • Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, os santos Domingos Pham Trong (Án) KhamLucas (Cai) Thin, seu filho, e José Pham Trong (Cai) . († 1859)
  • Em Casillas de Martos, perto de Jaén, na Espanha, a Beata Francisca da Encarnação, monja da Ordem da Santíssima Trindade e mártir. († 1937)
  • No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, na Baviera, região da Alemanha, o beato Emílio Szramek, presbítero e mártir. († 1942)

Santo Hilário de Poitiers, Bispo, Doutor da Igreja – 13 de Janeiro

Santo Hilário de Poitiers, Bispo, Doutor da Igreja

Encontrou suas respostas no Evangelho

Era francês, acredita-se que tenha nascido no ano 315, de família rica e pagã, recebendo educação e instrução privilegiada. Durante anos buscou na filosofia as respostas para seus questionamentos em busca da Verdade. Mas só as encontrou no Evangelho e então se converteu ao cristianismo.

Pai de família batizado com 30 anos

Hilário foi batizado aos trinta anos de idade, junto com a esposa e a filha, Abrè, a quem amava ternamente. A partir daí passou a levar uma vida familiar guiada pelos preceitos cristãos.

O arianismo já começava a devastar a Igreja

Este era um período de paz externa para a Igreja, que precisava se fortalecer no seu próprio seio. Mas que, no entanto, se apresentava cheia de pequenas rupturas internas, provocadas principalmente pela chamada “heresia ariana”, uma doutrina que negava a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Escolhido Bispo pelo clero e pelo povo

Foi justamente pela vida exemplar que levava, assim como pelos conhecimentos intelectuais e espirituais que, povo e clero, o elegeram Bispo, convidando-o para o cargo.

Abandono a família e enfrentou o desafio

Era uma decisão difícil, pois um Bispo alçado da sua condição tinha que, obrigatoriamente abandonar a família para abraçar o clero. Não vacilou e aceitou a incumbência e desafios que ela lhe trazia. Foi consagrado Bispo de Poitiers e lutou vigorosamente contra o arianismo. Debate após debate, polêmica após polêmica com os hereges, sua defesa da Fé foi se tornando conhecida e o respeito por sua atuação cada vez maior.

Chamado “o Atanásio do Ocidente”

Foi por isso chamado “o Atanásio do Ocidente”. Como ele, Hilário foi perseguido pelos imperadores e sofreu o exílio. Enviado para o Oriente, não se sentiu derrotado, aproveitou para estudar o grego e conhecer as comunidades cristãs mais antigas e os ensinamentos dos maiores sábios da Igreja, o que só fortaleceu sua missão.

No exílio escreveu contra o Imperador e várias obras

Corajoso, durante o exílio de cinco anos, escreveu livros contra os imperadores Constâncio e Auxêncio. Também foi o autor de diversas obras: sobre a Santíssima Trindade, Comentários sobre os Salmos, e algumas obras cujos textos interpretou. Contribuindo intensamente para o desenvolvimento da teologia da revelação.

Pastor zeloso compôs hinos

Ficou realmente fascinado pela liturgia oriental. Compôs hinos litúrgicos para familiarizar os fiéis com a teologia e mantê-los mais intimamente unidos às celebrações. Pastor zeloso, procurou, ao retornar para sua diocese na França, oferecer a seu rebanho o que de melhor aprendera neste período de exílio.

Mas nem por isso esqueceu a família, cuja filha ele mesmo ministrou o sacramento do matrimônio e a esposa ingressou num mosteiro, com seu auxílio e aprovação.

Faleceu em 367, quando passou a ser venerado como santo logo após seu último suspiro.

“Falarei pelos escritos e a palavra de Deus, que ninguém pode aprisionar, voará livre”

Uma conhecida frase sua mostra bem a coragem e a valentia com que viveu e atuou, enfrentando hereges e poderosos: “Enganam-se os que acreditam que me farão calar. Falarei pelos escritos e a palavra de Deus, que ninguém pode aprisionar, voará livre”.

O Papa Pio IX, o canonizou e o honrou com o título de “Doutor da Igreja”, confirmando a sua celebração para o dia 13 de janeiro.

Santo Hilário de Poitiers, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de Santo Hilário de Poitiers, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamarmos em nossas ações.

Hilário, do Latim hilaris, que significa “alegre, divertido”, do Grego hilarós, que significa “alegre, risonho”

Com São Remígio, bispo, que, depois de ter iniciado o rei Clóvis na fonte sagrada do Batismo e nos sacramentos da fé, converteu a Cristo o povo dos Francos e, completados mais de setenta anos de episcopado, partiu desta vida com grande fama de santidade.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Jan 13

2. Em Belgrado, na Mésia, na atual Sérvia, os santos Hermílio e Estratônico, mártires, que, no tempo do imperador Licínio, depois de cruéis torturas, foram afogados no rio Danúbio.(† c. 310)

3. Em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha, Santo Agrício, bispo, que converteu em igreja o palácio que lhe doou Santa Helena.(† c. 330)

4. Em Reims, também na Gália Bélgica, atualmente na França, o sepultamento de São Remígio, bispo, que, depois de ter iniciado o rei Clóvis na fonte sagrada do Batismo e nos sacramentos da fé, converteu a Cristo o povo dos Francos e, completados mais de setenta anos de episcopado, partiu desta vida com grande fama de santidade.(† c. 530)

5. Em Glasgow, na Escócia, São Kentigerno, presbítero e abade, que estabeleceu nesta cidade a sua sede e de quem se conta que formou uma grande comunidade de monges para viverem segundo o modelo da Igreja nascente.(† 603/612)

6. Em Capitolíades, na Batânia, hoje na Síria, São Pedro, presbítero e mártir, que, tendo sido acusado a Walid, príncipe dos Sarracenos, de que ensinava publicamente pelas ruas a fé de Cristo, foi amputado dos pés, das mãos e da língua e, pregado numa cruz, consumou o martírio que tão ardentemente desejava.(† 713)

7. Em Córdova, cidade da Andaluzia, região da Espanha, São Gumesindo, presbítero, e São Servideu, monge, que, declarando-se cristãos perante os príncipes e juízes dos Mouros, morreram pela fé em Cristo.(† 852)

8. No mosteiro de Ilbenstadt, na Alemanha, São Godofredo, que, abandonando o bem estar que lhe proporcionava a condição de conde de Kappenberg, decidiu transformar o seu próprio castelo num mosteiro e, tomando o hábito premonstratense, se dedicou infatigavelmente a socorrer os indigentes e os enfermos.(† 1127)

9. Perto de Huy, Liège, Bélgica, a Beata Ivete, viúva, que se dedicou ao cuidado dos leprosos e finalmente viveu reclusa numa cela perto deles.(† 1228)

10. Em Milão, na Lombardia, região da Itália, a Beata Verónica Negróni de Binasco, virgem, que entrou no mosteiro de Santa Marta sob a Regra de Santo Agostinho, onde se consagrou profundamente à contemplação.(† 1497)

11. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, os santos Domingos Pham Trong (Án) Kham, Lucas (Cai) Thin, seu filho, e José Pham Trong (Cai) , os quais, sob o governo do imperador Tu Duc, preferiram sofrer os tormentos e a morte do que calcar a cruz. († 1859)

12. Em Casillas de Martos, perto de Jaén, na Espanha, a Beata Francisca da Encarnação (Maria Francisca Espejo y Martos), monja da Ordem da Santíssima Trindade e mártir, que mereceu associar-se às núpcias eternas com seu Esposo, Jesus Cristo.(† 1937)

13. No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, na Baviera, região da Alemanha, o beato Emílio Szramek, presbítero e mártir, natural da Polônia, que, durante a guerra, foi desumanamente deportado para este campo, onde sofreu atrozes tormentos e morreu por defender perante os perseguidores a fé em Cristo.(† 1942)

Batismo do Senhor, Festa | Segunda-Feira

Primeira Leitura (1Jo 5,14-21)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, 14 esta é a confiança que temos em Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15 E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido. 16 Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17 Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18 Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir. 19 Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. 20 Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos com o Verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a Vida eterna. 21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 28(29),1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R.11b)

— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

— Filhos de Deus, tributai ao Senhor, tributai-lhe a glória e o poder! Dai-lhe a glória devida ao seu nome; adorai-o com santo ornamento!

— Eis a voz do Senhor sobre as águas, sua voz sobre as águas imensas! Eis a voz do Senhor com poder! Eis a voz do Senhor majestosa.

— Sua voz no trovão reboando! No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” É o Senhor que domina os dilúvios, o Senhor reinará para sempre!

ou

Responsório Sl 103(104),1-2.3-4.24-25.27-28.29-30 (R. 1)

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! De majestade e esplendor vos revestis e de luz vos envolveis como num manto.

— Estendeis qual uma tenda o firmamento, construís vosso palácio sobre as águas; dos ventos fazeis vossos mensageiros, do fogo e chama fazeis vossos servidores.

— Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, e que sabedoria em todas elas! Encheu-se a terra com as vossas criaturas! Eis o mar tão espaçoso e tão imenso, no qual se movem seres incontáveis, gigantescos animais e pequeninos.

— Todos eles, ó Senhor, de vós esperam que a seu tempo vós lhes deis o alimento; vós lhes dais o que comer e eles recolhem, vós abris a vossa mão e eles se fartam.

— Se escondeis a vossa face, se apavoram, se tirais o seu respiro, eles perecem e voltam para o pó de onde vieram; enviais o vosso espírito e renascem e da terra toda a face renovais.

Evangelho (Lc 3,15-16.21-22)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado; escutai-o, todos vós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 15 o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16 Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”. 21 Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu 22 e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

ou

Evangelho (Lc 3,15-16.21-22)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Virá aquele que é mais forte do que eu. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 15 o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16 Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”. 21 Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu 22 e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Tempo do Natal depois da Epifania | Domingo

Primeira Leitura (1Jo 5,14-21)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, 14 esta é a confiança que temos em Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15 E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido. 16 Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17 Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18 Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir. 19 Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. 20 Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos com o Verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a Vida eterna. 21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 149,1-2.3-4.5.6a e 9b (R. 4a)

— O Senhor ama seu povo, de verdade.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— O Senhor ama seu povo, de verdade.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em Quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

— Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

— Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.

Evangelho (Jo 3,22-30)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— O povo, sentado nas trevas, grande luz enxergou; aos que viviam na sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 22 Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23 Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas. 24 João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25 Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26 Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele”. 27 João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28 Vós mesmo sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29 É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30 É necessário que ele cresça e eu diminua”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Tempo do Natal depois da Epifania | Sabado

Primeira Leitura (1Jo 5,5-13)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, 5 quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6 Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue). E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade. 7 Assim, são três que dão testemunho: 8 o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes. 9 Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho dentro de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11 E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12 Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho, não tem a vida. 13 Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 147(147B),12-13.14-15.19-20 (R. 12a)

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Glorifica o Senhor, Jerusalém! O Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.

— A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz.

— Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. 

 

Evangelho (Lc 5,12-16)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13 Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado.” E, imediatamente, a lepra o deixou. 14 E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. 15 Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Guilherme de Bourges, Bispo – 10 de Janeiro

São Guilherme de Bourges, Bispo

Filho de Conde e neto de Santo

Era filho dos condes de Nervers e neto de Pedro, o eremita. Sua educação foi muito religiosa. Desde a infância mostrou o desejo de dedicar a sua vida à serviço de Cristo. Mais tarde, com a vocação definida se consagrou sacerdote e foi nomeado o vigário geral de Soissons e depois de Paris.

Monge de Cister

Entretanto, assim como seu avô, decidiu deixar a vida da sociedade para se retirar à solidão santa. A princípio foi para o mosteiro de Gradmont, mas depois ingressou para a Ordem de Cister e se tornou um monge.

Abade em várias abadias famosas

Muito preparado espiritualmente e com uma imensa bagagem cultural, foi sucessivamente abade de Pontigny, de Fontaine-Jean, na diocese de Soissons, e finalmente em Chaalis.

Arcebispo por sorteio

Entretanto a morte do arcebispo de Bourges em setembro de 1200 ocasionou uma grande discussão para  se saber quem seria designado como sucessor. Para acabar com as divergências foi chamado o bispo de Paris, Otto, o qual, depois de haver rezado ao Senhor, resolveu sortear o cargo e o vencedor foi Guilherme.

Foi sob todos os pontos de vista um modelo para o seu rebanho

Guilherme aceitou mesmo contra a vontade esta designação, se tornando assim o bispo de Bourges. Como novo pastor se ocupou ativamente da sua diocese dando prova de piedade, firmeza, de bondade e humanidade. Foi sob todos os pontos de vista um modelo para o seu rebanho. A sua fama era tal que a nação francesa, e a universidade de Paris, o escolheram como patrono.

Morreu na véspera de partir para a Cruzada

Combateu a heresia dos albigenses, que pregavam uma doutrina contrária à do cristianismo, através das orações. Durante o pontificado de Inocêncio III, pediu para participar e seguir com a sua cruzada, sendo prontamente autorizado por ele. Quando se preparava para partir ficou muito doente, morrendo no dia 10 de janeiro de 1209.

Seus milagres levaram-no aos altares

Os milagres que se verificaram por sua intercessão logo após o seu falecimento o levaram à canonização, que foi concedida após oito anos de sua morte em 17 de maio de 1218, pelo papa Honório III.

Uma urna de ouro recebeu seu corpo

O seu corpo foi colocado em uma urna de ouro e transferido para a sepultura em frente do altar maior da catedral de Bourges. Algumas relíquias foram doadas à abadia de Chaalis e à igreja de São Leodegário em Alvernia.

Relíquias dispersas pelos calvinista, pela Revolução Francesa e pelos uguenotes

Depois com a perseguição dos calvinistas elas foram jogadas e dispersadas, mas em seguida, recolhidas pela população alverniense, para em 1793, serem novamente dispersadas.

Os uguenotes, por sua vez, haviam queimado, aquelas remanescentes da catedral de Bourges e de Chaalis e jogado as cinzas ao vento. São Guilherme de Bourges, como ficou conhecido, é festejado no dia 10 de janeiro, o mesmo dia em que morreu.

São Guilherme de Bourges, rogai por nós!

Oração – Deus Pai, te pedimos, por intercessão de São Guilherme, a constância da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, neste mundo que nos oferece muitos caminhos. Te pedimos, igualmente, a sabedoria para reconhecer os caminhos que nos distanciam de Seu Filho, para deles nos afastarmos. Pedimos, também, a graça de nos retirarmos em oração, seguindo o exemplo de São Guilherme, para estarmos mais perto de Ti, e para alcançarmos a santidade. Amém.

Guilherme: Significa “protetor decidido” ou “protetor corajoso”. Guilherme tem origem no nome germânico Willahelm, composto pela união dos elementos will, vilja, wailja, que quer dizer “vontade, desejo”, e helm, hilms,

Com São Gregório, Bispo, irmão de São Basílio Magno, insigne pela sua vida e doutrina, que, por ter proclamado a verdadeira fé, foi expulso da sua cidade no tempo do imperador ariano Valente.

São Pedro Urséolo, que depois de ter sido doge de Veneza se fez monge; foi célebre pela sua piedade e austeridade e passou a vida num ermo próximo do mosteiro.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Jan 10

Beato Gonçalo de Amarante, presbítero de Braga, que, depois de longa peregrinação à Terra Santa, entrou na Ordem dos Pregadores e finalmente se retirou para um ermo; fez construir uma ponte e ajudou muito os habitantes do lugar com a sua oração e pregação. († c. 1259)

2. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, São Milcíades, papa, oriundo da África, que conheceu a paz da Igreja restabelecida pelo imperador Constantino e, sendo vítima dos ataques dos donatistas, atuou com grande prudência para alcançar a concórdia.(† 314)

3. Na Tebaida, região do Egito, São Paulo, eremita, que abraçou a vida monástica desde os seus princípios.(† s. IV)

4. Em Nissa, na Capadócia, hoje Vedsehir, na atual Turquia, São Gregório, bispo, irmão de São Basílio Magno, insigne pela sua vida e doutrina, que, por ter proclamado a verdadeira fé, foi expulso da sua cidade no tempo do imperador ariano Valente.(† a. 400)

5. Em Jerusalém, São João, bispo, que, em tempo da controvérsia sobre a verdadeira doutrina, trabalhou arduamente pela fé católica e pela paz da Igreja.(† 417)

6. Em Die, no território de Vienne, atualmente na França, São Petrónio, bispo, que anteriormente seguira a vida monástica na ilha de Lérins.(† d. 463)

7. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Marciano, presbítero, que se empenhou com extraordinária diligência em ornamentar as igrejas e socorrer os pobres. († 471)

8. Em Limoges, cidade da Aquitânia, atualmente na França, São Valério, que abraçou a vida solitária. († s. VI)

9. Em Melitene, na antiga Armênia, São Domiciano, bispo, que trabalhou intensamente pela conversão dos Persas. († c. 602)

10. Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de Santo Agatão, papa, que confirmou a integridade da fé contra os erros do monotelismo e promoveu sínodos para fortalecer a unidade da Igreja.(† 681)

11. No território de Viviers, ao longo do Ródano, na França, Santo Arcôncio, bispo. († c. 740-745)

12. No mosteiro de Cusan, nos montes Pireneus, São Pedro Urséolo, que depois de ter sido doge de Veneza se fez monge; foi célebre pela sua piedade e austeridade e passou a vida num ermo próximo do mosteiro. († c. 987/988)

13. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, hoje região da Itália, o Beato Benincasa, abade, que enviou cem dos seus monges à Sicília para ocupar o cenóbio de Monreale recentemente fundado.(† 1194)

14. Em Bourges, na Aquitânia, região da França, São Guilherme, bispo, que, aspirando ardentemente à vida de solidão e meditação, foi monge cisterciense em Pontigny, depois abade em Chalis e finalmente bispo da Igreja de Bourges; mas nunca abrandou a austeridade da vida monástica e distinguiu-se pela sua caridade para com o clero, os cativos e os indigentes. († 1209)

15. Em Arezzo, na Etrúria, atualmente na Toscana, região da Itália, o passamento do Beato Gregório X, papa, que, sendo arcediago de Liège, foi eleito para a cadeira de Pedro: favoreceu de todos os modos a comunhão com os Gregos e, para promover a conciliação entre os cristãos e recuperar a Terra Santa, convocou o segundo Concílio Ecumênico de Lião.(† 1276)

16. Em Lorenzana, na Lucânia, na atual Basilicata, região da Itália, o Beato Egídio (Bernardino di Bello), religioso da Ordem dos Frades Menores, que viveu recluso numa gruta.(† 1518)

17. Em Arequipa, no Peru, a Beata Ana dos Anjos Monteagudo, virgem da Ordem dos Pregadores, que com o dom do conselho e da profecia promoveu o bem de toda a cidade.(† 1686)

Santo Adriano da Cantuária, Presbítero – 09 de Janeiro

Santo Adriano da Cantuária, Presbítero

 

Sacerdote beneditino

Nasceu no ano 635 no norte da África e foi batizado com o nome de Hadrian. Tinha apenas cinco anos de idade quando sua família imigrou para a cidade italiana de Nápoles, pouco antes da invasão dos árabes. Lá estudou no convento dos beneditinos de Nerida, onde se consagrou sacerdote.

Por ordem do Papa foi a Inglaterra

Enquanto era abade num mosteiro próximo de Monte Cassino, Adriano foi duas vezes convidado pelo Papa São Vitalino a ocupar o Arcebispado de Canterbury. Declinou a oferta nas duas ocasiões; na segunda vez, no entanto, sugeriu o nome do monge grego Teodoro (Teodoro de Cantuária) para ocupar o cargo. O Papa concordou, mas impôs como condição que Adriano acompanhasse o novo arcebispo à Inglaterra.

Professor de ciências humanas e teologia

Possuía profundos conhecimentos sobre a Bíblia, era administrador experiente e um erudito em grego e latim, professor de ciências humanas e teologia. Sob sua direção, a escola monástica de Canterbury passou a exercer profunda e ampla influência.

O florescimento da Igreja inglesa no tempo de Teodoro deve muito a ele

Na escola, a par das disciplinas religiosas, eram ensinados astronomia, poesia e cálculo de calendário. São Beda afirma que alguns alunos sabiam latim e grego tão bem quanto inglês. Adriano auxiliou o seu arcebispo em várias tarefas pastorais e não há dúvida de que o florescimento da Igreja inglesa no tempo de Teodoro deve muito a ele.

Conselheiro de Papa

A fama de sua capacidade e conhecimento chegou ao imperador Constantino II que em 663 o fez seu embaixador junto ao Papa Vitalino, função que exerceu duas vezes. Depois, este Papa o nomeou como um dos seus conselheiros.

Nele os ingleses encontraram um pastor cheio de sabedoria.

Viveu neste país durante trinta e nove anos, totalmente dedicados ao serviço da Igreja. Nele os ingleses encontraram um pastor cheio de sabedoria e piedoso, um verdadeiro missionário e instrumento de Deus. Muitos se iluminaram com os seus exemplos de vida profundamente evangélica.

Sua sepultura se tornou um lugar de graças, prodígios e peregrinação

Morreu em 9 de janeiro de 710. A sua sepultura se tornou um lugar de graças, prodígios e peregrinação. Em 1091, o seu corpo foi encontrado incorrupto e trasladado para a cripta da igreja do mesmo convento.

Outro Adriano que é lembrado neste dia foi um soldado romano que se converteu ao cristianismo quando via os cristãos morrerem de fome alegremente. Isso no ano de 304. Adriano era um oficial estacionado na Nicomedia (moderna Turquia) durante o reinado do Imperador Diocleciano.

Recusou-se a fazer sacrifício aos deuses romanos

Ele recusou-se a fazer sacrifício aos deuses romanos e foi preso. De acordo com a tradição durante a sua prisão, sua esposa Natália colocou roupas de homem e cuidou dele e dos seus amigos prisioneiros.

Pernas esmagadas; braços cortados

Quando foi martirizado, Natália assistiu suas pernas serem esmagadas e seus braços serem cortados. Ela recuperou um dos braços do seu marido quando os romanos tentavam queimar seus restos mortais. Inexplicavelmente uma forte chuva apagou a fogueira.

Adriano é o patrono de Roma e Constantinopla

Natália então pegou o braço de Adriano e escapou da área para não chamar a atenção dos oficiais romanos. Ela foi então para Constantinopla (hoje Istambul) onde o corpo de Adriano tinha sido levado por outros cristãos e estava incorrupto. Ela costurou o braço de São Adriano no devido lugar e suas relíquias estão na Catedral de Istambul. Adriano é o patrono de Roma e Constantinopla.

Santos Adrianos, rogai por nós!

Oração – Deus de bondade, fazei de nós apóstolos sábios e bons conselheiros e dai-nos seguir sempre os caminhos do vosso filho Jesus Cristo. Amém!

Adriano: “natural da Ádria”, “natural da água”

Com o Santo Marcelino, Bispo, que, como escreve o Papa São Gregório Magno, com o poder divino salvou do incêndio sua cidade.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Jan 09

1. Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Marcelino, bispo, que, como escreve o papa São Gregório Magno, com o poder divino salvou do incêndio esta cidade.(† s. VI)

2. Em Cantuária, na Inglaterra, Santo Adrião, abade, natural da África, que, vindo de Nápoles, na Campânia, chegou à Inglaterra e, pela sua profunda formação em ciências sagradas e profanas, ensinou a um grande número de discípulos a ciência da salvação.(† 710)

3. Na Escócia, São Felano, abade do mosteiro de Santo André, que, insigne pela vida de grande austeridade, viveu na solidão.(† c. 710)

4. No monte Olimpo, na Bitínia, na atual Turquia, Santo Eustrácio o Taumaturgo, abade do mosteiro de Abgar.(† s. IX)

5. Em Thénézay, no território de Poitiers, na Aquitânia, atualmente na França, Santo Honorato de Buzançais, mártir, que era negociante de gado e com o seu lucro socorria os pobres; e, ao repreender dois seus empregados pelos furtos que faziam, foi por eles barbaramente assassinado.(† 1250)

6. Em Certaldo, na Etrúria, na atual Toscana, região da Itália, a Beata Júlia della Rena, da Ordem Terceira de Santo Agostinho, que viveu reclusa só para Deus numa pequena cela junto da igreja.(† 1367)

7. Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato António Fatáti, bispo, que exerceu com grande prudência e serenidade todas as missões que lhe foram confiadas pelos Pontífices Romanos, e foi sempre austero para consigo, mas magnânimo para com os pobres.(† 1484)

8. Em Nancy, na França, a Beata Maria Teresa de Jesus (Alice Le Clerc), virgem, que, fundou com São Pedro Fourier a Congregação das Canonisas Regulares de Nossa Senhora, sob a Regra de Santo Agostinho, destinada à formação das jovens. († 1622)

9. Em Seul, Coreia, as santas mártires Agueda Yi, virgem, cujos pais receberam também a coroa do martírio, e Teresa Kim, viúva, que, depois de cruelmente flageladas no cárcere pela sua fé em Cristo, ambas morreram degoladas.(† 1840)

10. Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, no campo de concentração de Dachau, os beatos José Pawlowski e Casimiro Grelewski, presbíteros e mártires, que, em tempo da guerra, deportados da Polônia invadida pelos perseguidores, terminaram o seu martírio com o suplício da forca.(† 1942)