São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir – 23 de Abril

São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir

Santo do Dia – 23 de Abril

São Jorge,

Mártir · † s. IV

O Dragão de Silene

São Jorge e o Dragão

No final da Idade Média, a história de São Jorge era conhecida em toda a Europa na forma em que a apresenta a Legenda Aurea do Beato Tiago de Voragine.

S. Jorge era um cavaleiro cristão nascido na Capadócia. Certo dia, ao cavalgar na província da Líbia, entrou casualmente numa cidade chamada Silene, próximo à qual havia um charco onde vivia um dragão “que empesteava toda a região”. O povo já se reunira para atacá-lo, mas o sopro do monstro era tão horrendo que todos fugiram.

Para evitar que o dragão se aproximasse da cidade, diariamente lhe forneciam dois carneiros. Quando os carneiros escassearam, foi necessário substituí-los por vítimas humanas, escolhidas por sorteio — e a sorte caíra sobre a própria filha do rei. A jovem marchou para o seu destino toda vestida de noiva. Nesse momento S. Jorge entrou em cena: atacou o dragão e o atravessou com sua lança. Em seguida, pegou o cinto da donzela e o amarrou em torno do pescoço do monstro, que a jovem conduziu manso até a cidade.

O Mártir

O povo estava prestes a fugir, tomado de pavor mortal, mas S. Jorge lhes disse que não tivessem medo: se acreditassem em Jesus Cristo e recebessem o batismo, ele mataria o dragão. O rei e todos os seus súditos concordaram de boa mente. O dragão foi morto. O rei ofereceu tesouros a S. Jorge, mas este ordenou-lhe que os desse aos pobres, deixando quatro recomendações: que cuidasse das igrejas, honrasse os sacerdotes, assistisse aos serviços religiosos e se mostrasse compassivo para com os pobres.

Na Palestina há registros oficiais de seu testemunho de fé. O soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Conta a tradição que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor; enterrado vivo, nada sofreu; obrigado a caminhar sobre brasas, nenhuma lesão danificou seu corpo — sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte, até mesmo a mulher do então imperador romano.

Seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Telavive, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação contínua desde essa época. São Jorge foi escolhido como padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra, e de um sem-número de localidades no mundo todo. Sua festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente.

Com Santo Adalberto

Neste mesmo dia a Igreja faz memória de Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga e mártir. Suportou naquela Igreja muitas adversidades e empreendeu por amor de Cristo numerosas viagens apostólicas, trabalhando com ardor na erradicação dos costumes pagãos. Verificando que as suas diligências tinham pouco êxito, dirigiu-se a Roma e fez-se monge. Finalmente, tendo chegado à Polônia para trazer à fé os habitantes da Prússia, em Téntikken, junto à foz do Vístula, foi trespassado pelas lanças de alguns pagãos.

São Jorge e Santo Adalberto, rogai por nós!

Jorge — Vem do grego Georgius, de geos (“terra”) e orge (“cultivar”), significando “o que cultiva a terra”.

“Oração — Dai-me coragem e esperança; fortalecei minha Fé. Amém.”

São Jorge, guerreiro vencedor do dragão, rogai por nós!

Santo Adalberto — Bispo de Praga e mártir, que empreendeu viagens apostólicas pela erradicação dos costumes pagãos e foi trespassado pelas lanças de pagãos na Prússia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de abril:

1
São Jorge
Mártir. Em Lida, na Palestina, hoje Israel. Soldado cristão que, denunciado, foi preso, torturado e decapitado, tornando-se símbolo de força e fé no combate ao mal.

† s. IV

2
Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga
Mártir. Em Téntikken, junto à foz do Vístula, Prússia. Suportou adversidades, empreendeu viagens apostólicas e foi trespassado pelas lanças de pagãos ao evangelizar a Prússia.

† 997

3
Santo Eulógio
Bispo. Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia. Segundo a tradição, morreu na Sexta-Feira Santa.

† 387

4
São Marolo
Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Foi amigo do papa Inocêncio I.

† s. V

5
São Gerardo
Bispo. Em Toul, na Lotaríngia, hoje na França. Durante trinta e um anos dotou a cidade de excelente legislação, criou obras de auxílio aos pobres e socorreu o povo no tempo da peste.

† 994

6
São Jorge, Bispo de Suélli
Bispo. Em Suélli, na Sardenha.

† 1117

7
Beato Gil de Assis
Religioso da Ordem dos Menores. Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália. Companheiro de São Francisco, resplandeceu nas peregrinações pela sua intrépida fé e admirável simplicidade.

† 1262

8
Beata Helena Valentíni
Viúva. Em Údine, na Venécia, hoje em Friuli-Venezia Giulia, região da Itália. Dedicou-se à oração, à leitura do Evangelho e às obras de misericórdia na Ordem secular de Santo Agostinho.

† 1458

9
Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti)
Virgem. Em Campi Bisênzio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.

† 1910

10
Beata Maria Gabriela Saghéddu
Virgem cisterciense. Em Grottaferrata, próximo de Roma. Com toda a simplicidade ofereceu a sua vida, terminada aos vinte e cinco anos, pela união dos cristãos.

† 1939

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Sotero, Papa, Mártir – 22 de Abril

São Sotero, Papa, Mártir

Santo do Dia – 22 de Abril

São Sotero,

Papa e Mártir · † 175

O 12º Papa

São Sotero Papa

Foi o 12º Papa, entre 166 e 174. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio. Elevado ao papado depois da morte de São Aniceto.

Eusébio conservou passagens de uma carta de agradecimento que São Dionísio, Bispo de Corinto, dirigiu aos romanos e na qual faz alusão à bondade paternal e à liberalidade desse Papa, especialmente em relação àqueles que sofriam por causa da fé. São Dionísio promete que mandaria ler uma carta que Sotero lhe escrevera, nas assembleias dos coríntios, juntamente com aquela do Papa São Clemente.

Sotero foi Papa num período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar.

Defensor da Fé

Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja. Mas, sobretudo, o Papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo.

No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes — uma doutrina de medo e de pessimismo, segundo a qual o fim do mundo poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina foi condenada pela Igreja na época do Papa Sotero.

Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo — que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário à doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança.

O Martírio

Outra característica do Papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, onde “tudo era comum entre eles” e onde “todos eram um só coração e uma só alma”. Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres, esforçando-se por tratar a todos como um pai trata os seus filhos.

Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto.

Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o Papa Sotero, que morreu em 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis.

São Sotero, rogai por nós!

Sotero — Significa “Salvador”. Tem origem na língua grega.

“Oração — Senhor, por intercessão do Santo Papa Sotero, Vos peço as graças que me são necessárias para que eu possa alcançar as virtudes cristãs em busca da santidade. Amém.”

São Sotero, rogai por nós!

Santa Senhorinha — Abadessa, cuja vida foi cheia de manifestações do amor e da grandeza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos milagres ainda antes da sua morte.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de abril:

1
São Soter (Sotero)
Papa e mártir. Em Roma. De quem São Dionísio de Corinto celebra a egrégia caridade para com os irmãos, os peregrinos necessitados, os aflitos pela miséria e os condenados a trabalhos forçados.

† 175

2
Santo Epipódio
Mártir. Em Lião, na Gália, atual França. Depois de quarenta e oito gloriosos mártires desta cidade, foi preso juntamente com o seu amigo Alexandre e consumou o martírio sendo decapitado.

† 178

3
São Leónidas
Mártir. Em Alexandria, no Egito. No tempo do imperador Septímio Severo, foi morto ao fio da espada pela sua fé em Cristo, deixando ainda criança o seu filho Orígenes.

† 204

4
São Caio
Papa e confessor. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. Livrou-se da perseguição do imperador Diocleciano e morreu como confessor da fé.

† 296

5
São Mariab
Corepíscopo e mártir na Pérsia. Durante a perseguição do rei Sapor II, na Oitava da Páscoa, sofreu o martírio por Cristo.

† 342

6
Santo Agapito I
Papa. Em Constantinopla, atual Istambul, Turquia. Empenhou-se com firmeza para que o bispo de Roma fosse livremente escolhido pelo clero da Urbe; enviado à corte imperial, fortaleceu a verdadeira fé.

† 536

7
São Leão de Sens
Bispo. Em Sens, na Neustria, hoje na França.

† s. VI

8
São Teodoro de Sykeon
Bispo e hegúmeno. Em Sykeon, na Galácia, atual Turquia. Movido pelo amor à solidão desde a infância, optou por um género de vida austero e foi bispo de Anastasiópolis.

† 613

9
Santa Oportuna
Abadessa. No território de Sées, na Neustria, atualmente na França. Célebre pela sua rigorosa abstinência e austeridade.

† c. 770

10
Santa Senhorinha
Abadessa. Em Basto, território da Lusitânia, hoje em Portugal. Conta-se que Deus, por sua intercessão, alimentou imediatamente as monjas quando lhes faltou alimento.

† c. 980

11
Beato Francisco Venimbéni
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Fabriano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi exímio pregador da palavra de Deus.

† 1322

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária,

Bispo e Doutor da Igreja · † 1109

O Pai da Escolástica

Santo Anselmo da CantuáriaNo século 11 d.C., a Idade Média atingia seu período mais fecundo, firmando-se na expansão católica, no término definitivo das invasões bárbaras e na ascensão da cultura resgatada já desde os esforços de Carlos Magno. É nesse contexto que surge Santo Anselmo da Cantuária, um dos mais importantes pensadores medievais, considerado “o pai da Escolástica”.

Nascido em 1033, no montanhoso vale d’Aosta, norte da Itália, desde muito cedo Anselmo tende ao caminho da fé e da investigação que brilhantemente tomaria pelo resto de sua vida. Aos 23 anos, sai de casa e vaga pelas terras da Burgúndia e da França, até que, em 1059, chega à Normandia e se instala na famosa escola da abadia de Bec, regida pelo grande Lanfranc, a quem viria substituir em 1063, quando este se muda para a Cantuária.

É a partir de então que Bec cresce mais do que nunca. Anselmo escreve aí as suas principais obras e ganha fama, servindo também como conselheiro a governantes e nobres por toda a Europa. No ano de 1093, torna-se arcebispo da Cantuária, mais uma vez sucedendo o seu agora já falecido mestre Lanfranc.

Sofreu Sucessivos Exílios pela Fé

Tão sólida era a sua fé cristã que enfrentou as ânsias absolutistas do próprio rei inglês Guilherme Rufus, exilando-se por quase uma década, até que Henrique I, soberano de atitudes mais conciliares, fez com que Anselmo voltasse a ocupar a sua sé. Mas não demora muito e, insatisfeito, sai em novo exílio, até 1107.

Apesar de todos esses problemas, continua a escrever importantes obras teológicas. Anselmo morre em 21 de abril de 1109.

Santo Anselmo da Cantuária, rogai por nós! Anselmo — Nome de origem germânica, do antigo alto-alemão Anshilm, composto de ans (deus, divindade) e helm (capacete, proteção). Significa “aquele que está sob a proteção de Deus” ou “o capacete de Deus”.

“Oração – Por intercessão de Santo Anselmo, eu vos peço, Senhor, despertai em mim um forte interesse pela Doutrina Católica. Dai-me perseverança na busca da Verdade ensinada nas Sagradas Escrituras. Amém.”

Santo Anselmo, rogai por nós!

Santo Apolônio — Filósofo e mártir, que, no tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Pirênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de abril:

1
Santo Anselmo Bispo e doutor da Igreja. Originário de Aosta, no Piemonte, foi monge e abade no mosteiro de Bec, na Normandia, e depois arcebispo de Cantuária, na Inglaterra, lutando valorosamente pela liberdade da Igreja e suportando o exílio.
† 1109
2
Santo Apolônio Filósofo e mártir. Em Roma. No tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Perênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã, confirmando-a com o testemunho do seu sangue.
† 185
3
Santo Aristo Presbítero e mártir. Em Alexandria, no Egito.
† data inc.
4
Santo Anastásio Hegúmeno. No monte Sinai. Defendeu incansavelmente a verdadeira fé contra os monofisitas e escreveu muitos sermões úteis para a salvação das almas.
† c. 700
5
São Melrúbio Abade. No mosteiro de Aplecross, na Escócia. Natural da Irlanda e monge em Bangor, fundou um mosteiro de missionários e, durante cinquenta anos, difundiu a luz da fé ao povo desta região.
† 722
6
Beato João Saziári Religioso da Ordem Terceira de São Francisco. Em Cágli, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† c. 1371
7
Beato Bartolomeu Cérvere Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Cervere, junto de Fossano, no Piemonte, região da Itália. Combateu arduamente pela fé católica e a confirmou ao morrer trespassado pela lança.
† 1466
8
São Conrado de Parzham Religioso dos Frades Menores Capuchinhos (João Birndorfer). Em Altötting, na Baviera, Alemanha. Desempenhou humildemente o ofício de porteiro durante mais de quarenta anos, com grande generosidade para com os pobres.
† 1891
9
São Romão Adame Presbítero e mártir. Em Nochistlan, no território de Guadalajara, no México. Durante a perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por confessar a fé em Cristo Rei.
† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Teodoro, Bispo – 20 de Abril

São Teodoro, Bispo

Santo do Dia – 20 de Abril

São Teodoro

Bispo · † 613

Dom de Deus

A história em que a vida de São Teodoro se insere é marcada por profunda espiritualidade, já iniciando pelo seu nome, que significa “dom de Deus”. Seu guia espiritual foi São Jorge, o santo guerreiro, por quem sua mãe tinha grande devoção, pois a ele confiou sua vida em um parto difícil.

Busca por Deus, ainda menino, Teodoro procurava lugares que lhe proporcionassem silêncio e paz para a meditação e a oração. Com o passar do tempo, escavou uma gruta acima da capela de São Jorge, onde passou a viver mais recolhido, afastado do mundo e mais próximo de Deus.
Assim começou sua vida religiosa, atraindo a atenção de muitos que, curiosos e desejosos de orientação espiritual, iam ao seu encontro.

Chamado ao sacerdócio, não demorou para que fosse ordenado sacerdote por um bispo da cidade vizinha de Anastasiópolis. Sua vida de oração e penitência se intensificou ainda mais, tornando-se exemplo de santidade para o povo.

Mais tarde, foi escolhido pelo próprio povo como bispo de Anastasiópolis, função que exerceu durante dez anos.

Humildade e desapego

Mesmo exercendo o episcopado, São Teodoro desejava uma vida mais simples e recolhida. Por isso, pediu diversas vezes para ser substituído no cargo, até que o imperador e o patriarca de Constantinopla atenderam seu pedido, permitindo-lhe retornar à vida monástica.

Assim, voltou à sua condição humilde — mas espiritualmente grandiosa — de monge, dedicando-se inteiramente à oração e à contemplação.

Fama de santidade

Era profundamente amado pelo povo, que o procurava constantemente em busca de conselhos, orações e intercessões. Muitos milagres lhe são atribuídos, o que aumentava ainda mais a devoção dos fiéis.

Mesmo desejando o recolhimento, não deixava de atender aqueles que necessitavam de auxílio espiritual.

A morte

São Teodoro partiu para o Céu no ano de 613, após uma vida marcada pela oração, penitência e dedicação à Palavra de Deus, espalhando a fé por onde passava.

São Teodoro, rogai por nós!

Teodoro — Nome de origem grega Theódoros, formado por Theós (“Deus”) e dôron (“dom”), significando “dom de Deus”.

“Oração — Ensinai-me, São Teodoro, a ser uma pessoa honesta. Mostrai-me o caminho para uma vida santa, de doação e perseverança. Amém.”

São Teodoro, rogai por nós!

Teodoro — é um nome masculino de origem grega que surge a partir de Theódoros, composto pelos elementos théos, que significa “deus” e dôron, que significa “dom””.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de abril:

1

Santo Aniceto
Papa que acolheu São Policarpo e dialogou sobre a Páscoa.

† c.166

2

Santos Sulpício e Serviciano
Mártires sepultados na Via Latina, em Roma.

† data inc.

3

São Secundino
Mártir em Córdoba, na Espanha.

† s. IV

4

São Marcelino
Primeiro bispo de Embrun, evangelizador dos Alpes.

† c.374

5

São Marciano
Monge em Auxerre, na França.

† c.488

6

São Teodoro Triquinas
Monge de vida austera, conhecido pelo uso de cilício.

† s. V

7

Santo Anastásio
Bispo e mártir em Antioquia, morto no tempo do imperador Focas.

† 609

8

Santa Heliena
Virgem que viveu no deserto servindo a Deus e aos enfermos.

† s. VII

9

São Vião
Bispo missionário entre os saxões, enfrentou muitas tribulações.

† 804

10

Beato Geraldo de Sales
Eremita que inspirou muitos à vida de oração e penitência.

† 1120

11

Beato Domingos Vernagálli
Sacerdote que fundou um abrigo para órfãos.

† 1218

12

Santa Inês de Montepulciano
Virgem dominicana, exemplo de humildade e liderança espiritual.

† 1317

13

Beato Simão de Tódi
Pregador que guiou muitos pelo exemplo de vida.

† 1322

14

Beatos Jaime Bell e João Finch
Mártires ingleses que sofreram por fidelidade à fé.

† 1584

15

Beatos Ricardo Sargeant e Guilherme Thomson
Sacerdotes martirizados em Londres.

† 1584

16

Beato Maurício MacKenraghty
Mártir irlandês que recusou renegar sua fé.

† 1585

17

Beato António Page
Sacerdote martirizado por fidelidade ao sacerdócio.

† 1593

18

Beatos Francisco Page e Roberto Watkinson
Sacerdotes martirizados na Inglaterra.

† 1602

19

Beata Clara Bossatta
Virgem dedicada à caridade e fundadora religiosa.

† 1887

20

Beato Anastásio Pankiewicz
Mártir que testemunhou a fé em campo de concentração.

† 1942

Santo Expedito, Militar, Mártir – 19 de Abril

Santo Expedito, Militar, Mártir

Santo do Dia – 19 de Abril

Santo Expedito

Militar, Mártir · † 303

Chefe da 12ª Legião Romana

Era chefe da 12ª Legião romana, então estabelecida em Melitene, na Armênia, sede de uma das províncias do Império Romano. Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano, no início de seu reinado, mostrava-se favorável aos cristãos, confiando-lhes cargos importantes na administração e no exército.

A Legião Fulminante

Essa legião era conhecida como a “Fulminante” (Fulminata, em latim), nome que recebeu após um episódio célebre ocorrido no tempo do imperador Marco Aurélio, durante uma campanha na região da atual Hungria.

Cercado pelos inimigos e sofrendo com a falta de água em pleno verão, o exército romano parecia condenado. Foi então que os soldados cristãos da legião se reuniram, ajoelharam-se e rezaram a Deus com confiança.

Logo após a oração, caiu uma chuva abundante que saciou a sede dos soldados, enquanto relâmpagos e granizo atingiram violentamente o exército inimigo, que fugiu em pânico. Assim, o exército romano foi salvo e saiu vencedor.

Era, portanto, uma das mais gloriosas legiões romanas, encarregada de proteger as fronteiras orientais contra os bárbaros.

Prontidão e caráter

A história da Igreja conserva poucos detalhes sobre a vida pessoal de Santo Expedito. No entanto, seu nome tornou-se conhecido justamente por expressar o traço dominante de seu caráter: a prontidão.

“Expedito” era um apelido dado segundo o costume romano, indicando aquele que age com rapidez, diligência e decisão. Ele se destacou tanto no cumprimento de seus deveres militares quanto na fidelidade à fé cristã.

Conversão sem demora

Segundo a tradição, quando decidiu converter-se, Santo Expedito foi tentado pelo demônio sob a forma de um corvo que gritava: “Crás! Crás!”, que significa “Amanhã! Amanhã!”. Era um convite a adiar sua decisão.

Mas o santo, com firmeza, pisoteou o corvo e respondeu: “Hodie! Hodie!”, isto é, “Hoje! Hoje!”. Assim, mostrou que não devemos adiar nossa conversão nem nossas decisões por Deus.

A morte

Santo Expedito foi martirizado com seus companheiros em Melitene, no dia 19 de abril de 303, durante a perseguição do imperador Diocleciano. Permaneceu fiel a Cristo até o fim, testemunhando sua fé com coragem.

Desde então, tornou-se um santo muito popular, especialmente invocado como padroeiro das causas urgentes. Também é considerado protetor dos militares, estudantes e viajantes.

Santo Expedito, rogai por nós!

Expedito — Do latim expeditus, significa “pronto”, “rápido”, “diligente”, aquele que resolve situações com agilidade e eficácia.

“Oração — Santo Expedito, vós que sois um santo guerreiro, ajudai-me a ser vigilante e combativo diante do mal. Amém.”

Santo Expedito, rogai por nós!

São Leão IX — Papa que defendeu valorosamente a Igreja como bispo de Toul durante vinte e cinco anos e promoveu importantes reformas no clero.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de abril:

1
São Mapálico e companheiros
Mártires. Na África Proconsular, durante a perseguição de Décio, deram testemunho da fé em Cristo em meio a grandes sofrimentos.

† 250

2
Santa Marta
Virgem e mártir. Na antiga Pérsia, sofreu o martírio no tempo do rei Sapor II.

† 341

3
São Jorge
Bispo. Morreu no exílio por defender o culto das sagradas imagens.

† 818

4
São Geroldo
Eremita. Viveu em rigorosa penitência na região dos Alpes da Baviera.

† c. 978

5
Santo Elfego
Bispo e mártir. Ofereceu-se para salvar seu povo e foi cruelmente morto.

† 1012

6
São Leão IX
Papa. Reformou a vida do clero e combateu a simonia.

† 1054

7
São Bernardo Penitente
Monge. Dedicou-se à penitência e peregrinação constante à Terra Santa.

† 1182

8
Beato Jaime Dukett
Mártir. Em Londres, foi enforcado por vender livros católicos durante perseguições.

† 1602

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Galdinio, Bispo – 18 de Abril

São Galdinio, Bispo

Santo do Dia – 18 de Abril

São Galdino,

Um dos Padroeiros de Milão · † 1176

Um dos Padroeiros de Milão

São Galdino Milão honra São Galdino, cujo nome aparece associado aos de São Ambrósio e São Carlos Borromeu, como um de seus principais padroeiros, no final da ladainha do rito milanês.

Nasceu em 1096 e cresceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII, e ali também se tornou religioso, passando logo a auxiliar diretamente o Arcebispo Oberto de Pirovano. Juntos enfrentaram um inimigo pesado, o antipapa Vitor IV, que, apoiado pelo imperador Frederico, o Barbarroxa, oprimia violentamente para dominar o mundo.

Como Milão fazia oposição, a cidade foi simplesmente arrasada em 1162. O Arcebispo e Galdino só não morreram porque procuraram abrigo junto ao Papa oficial, Alexandre III. Logo depois Oberto morreu, e o Arcebispado precisava de alguém que continuasse sua luta. O Papa não teve nenhuma dúvida em nomear o próprio Galdino e consagrou-o Bispo, pessoalmente, em 1166.

O Pão de São Galdino

Galdino não decepcionou sua Diocese católica. Praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente. Pregava contra os hereges, convertia multidões e socorria também os pobres que se encontravam presos por causa de dívidas, geralmente vítimas de agiotagem.

A esses serviu tanto que suas visitas de apoio receberam até um apelido: “o pão de são Galdino”. Uma espécie de “cesta básica” material e espiritual, pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma fonte de força e fé para lutar contra os opressores.

Tudo isso era feito paralelamente ao trabalho político, pois no plano da diplomacia defendia seu povo e sua terra em tudo o que fosse preciso.

A Morte

Morreu no dia 18 de abril de 1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja, e os políticos, inimigos da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de fiéis e religiosos, caiu morto de repente.

São Galdino, rogai por nós!

Galdino — Significa “comandante”, “o que comanda ou o que domina”. A origem do nome Galdino é possivelmente germânica.

“Oração – São Galdino, exemplo de fidelidade à sã doutrina, ajudai-me a ser também totalmente fiel. Amém.”

São Galdino, rogai por nós!

Santa Antusa — Virgem, filha do imperador Constantino Coprônimo, que empregou todos os seus bens para ajudar os pobres e recebeu o hábito religioso do bispo São Tarásio.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de abril:

1
Santos Hermógenes e Elpídio
Mártires. Em Melitene, na antiga Arménia, hoje na Turquia.

† data inc.

2
São Pusício
Mártir. Na Pérsia, atualmente no Iraque. Superintendente dos artesãos do rei Sapor II, encorajou o presbítero Ananias e foi trespassado no pescoço, morrendo no Sábado Santo.

† 341

3
Santo Eusébio
Bispo. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Acompanhou o papa São João I enviado a Constantinopla e foi depois preso com ele pelo rei Teodorico.

† c. 526

4
São Lariano (ou Molássio)
Abade. Em Leighlin, na Irlanda. Difundiu pacificamente na ilha a celebração da Páscoa segundo o costume romano.

† 638

5
Santo Usmaro
Bispo e abade. No cenóbio de Lobbes, no Hainaut, hoje na Bélgica. Propagou a regra de São Bento e conduziu o povo da região à fé cristã.

† 713

6
Santa Antusa
Virgem. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Filha do imperador Constantino Coprônimo, empregou todos os seus bens para ajudar os pobres, redimir escravos e construir mosteiros.

† fin. s. VIII

7
Santa Atanásia
Viúva, eremita e hegúmena. Na ilha Egina, Grécia. Ilustre pela sua observância da disciplina monástica e grandes virtudes.

† s. IX

8
São João Isauro
Monge. Também na ilha Egina. Discípulo de São Gregório Decapolita, combateu valorosamente em defesa das sagradas imagens no tempo do imperador Leão o Arménio.

† d. 842

9
São Perfeito
Presbítero e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha. Por combater a doutrina de Maomé e professar firmemente a fé em Cristo, foi encerrado no cárcere e depois morto pelos Mouros.

† 850

10
Beato Idesbaldo
Abade. Em Bruges, na Flandres, atualmente na Bélgica. Depois de ficar viúvo e exercer funções no palácio condal por trinta anos, ingressou no mosteiro de Dune, que dirigiu santamente como terceiro abade.

† 1167

11
São Galdino
Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália. Trabalhou diligentemente para restaurar a cidade devastada pela guerra e, depois de uma pregação contra os hereges, entregou o espírito a Deus.

† 1176

12
Beato André
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Montereale, nos Abruzos, região da Itália. Dedicou-se à pregação na Itália e na França.

† 1479

13
Beato André Hibernon
Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Gandia, Valencia, Espanha. Espoliado de todos os seus bens na juventude, cultivou de modo admirável a pobreza evangélica.

† 1602

14
Beata Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot)
Exemplar mãe de família. Em Pontoise, próximo de Paris, França. Introduziu o Carmelo na França e fundou cinco mosteiros; após a morte do esposo, professou ela própria a vida religiosa.

† 1618

15
Beato José Moreau
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Durante a Revolução Francesa, foi degolado em ódio à fé cristã na Sexta-Feira da Paixão do Senhor.

† 1794

16
Beato Lucas Passi
Presbítero e fundador da Congregação das Irmãs Mestras de Santa Doroteia. Em Veneza, cidade da Itália.

† 1866

17
Beata Sabina Petrílli
Virgem. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundou a Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena, para socorrer as jovens indigentes e os pobres mais necessitados.

† 1923

18
Beato Romano Archutowski
Presbítero e mártir. Em Majdanek, próximo de Lublin, na Polônia. Por causa da fé cristã, foi encarcerado pelos soldados estrangeiros e, exausto pela fome e pela enfermidade, alcançou a glória eterna.

† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Catarina Tekakwitha, india, virgem – 17 de Abril

Santa Catarina Tekakwitha, india, virgem

Santo do Dia – 17 de Abril

Santa Catarina Tekakwitha,

Índia, Virgem · † 1680

Era uma Índia pele-vermelha

Santa Catarina Tekakwitha

Beatificada juntamente com Pe. José de Anchieta, era uma Índia pele-vermelha, nascida em 1656 em Ossemon, perto de Port Orange, atual Albany, filha de pai iroquês pagão e de mãe algonquina cristã.

Tendo ficado órfã muito cedo, conseguiu sobreviver a uma epidemia de varíola com grave diminuição da visão e com o rosto desfigurado; foi então recolhida por um tio, chefe da aldeia, ajudando doravante a sua esposa no cuidado da casa.

O nome de Tekakwitha, que lhe foi dado nos anos de infância, significa “a que coloca as coisas em ordem”, ou, com referência à enfermidade da visão, “a que avança e põe algo diante”. Crescida na inocência, rejeitou propostas de matrimônio e em 1675 entrou em contato com os missionários católicos do Canadá, recebendo o batismo em 18-4-1676, dia de Páscoa, das mãos do Pe. Jacques de Lamberville, que lhe impôs o nome de Kateri (Catarina).

Ameaçada pelo tio pagão, fugiu

Ameaçada pelo tio pagão, fugiu para buscar refúgio na missão de S. Francisco Xavier, em Sault, perto de Montreal, onde recebeu a eucaristia e deu exemplo de extraordinária piedade, mas com grande discrição.

Passou por provas terríveis

Afastava-se por longo tempo na floresta onde, junto à cruz por ela traçada na casca de uma árvore, ficava por muito tempo em oração, sem porém descuidar das funções religiosas, do serviço da comunidade e da família que a hospedava. Passou por provas terríveis. Em 25-3-1679 fez voto perpétuo de castidade. Extenuada pela doença e pelos sofrimentos, morreu em 17 de abril de 1680 e rapidamente se difundiu a fama das suas virtudes.

Amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça

Note-se que Catarina aprendera a religião católica com a mãe e desde menina, apesar da mãe ter morrido, conservou o que esta lhe ensinara, observando a moral cristã e rezando regularmente. Quando veio a encontrar pela primeira vez os missionários, já estava preparada para o Batismo. Amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça, longe de qualquer outro companheiro de fé por muitos anos.

Santa Catarina Tekakwitha, rogai por nós!

Catarina — É de etimologia desconhecida. A quem associa o nome com o adjetivo grego katharos, que significa “puro, casto”.

“Oração – Santa Catarina Tekakwitha recorda-nos que somos chamados à vida de santidade. Amém.”

Santa Catarina Tekakwitha, rogai por nós!

Santo Acácio, Bispo — Que no Concílio de Éfeso defendeu a reta fé contra Nestório e depois foi injustamente deposto da sua sede episcopal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de abril:

1
Santos Pedro e Hermógenes
Mártires. Em Melitene, na antiga Armênia, hoje na Turquia. Pedro era diácono e Hermógenes seu auxiliar.

† c. s. IV

2
São Simeão bar Sabas e mais de cem companheiros
Mártires. Na antiga Pérsia. Bispo de Selêucia e Ctesifonte, preso por Sapor II por recusar adorar o sol; foi degolado numa Sexta-Feira da Paixão, após ver todos os seus companheiros — bispos, presbíteros e clérigos — serem martirizados na sua presença.

† 341

3
Muitos mártires, entre os quais Santo Ustazades
Mártires na antiga Pérsia, no tempo do rei Sapor. Ustazades era eunuco da corte real e antigo preceptor do próprio rei, martirizado no palácio de Artaxerxes, na província de Adiabena, atual Iraque.

† 341

4
Santo Inocêncio de Tortona
Bispo. Em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.

† s. IV

5
Santo Acácio
Bispo de Melitene, na antiga Armênia, hoje na Turquia. Defendeu a reta fé contra Nestório no Concílio de Éfeso e foi injustamente deposto da sua sede episcopal.

† c. 435

6
Santo Pantágato
Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.

† 540

7
Santo Donano e cinquenta e dois companheiros monges
Mártires. Na ilha de Eigg, nas Hébridas, ao largo da Escócia. Abade e seus monges, assassinados por piratas — queimados na fogueira ou passados ao fio da espada — quando celebravam a solenidade da Páscoa.

† 617

8
Santos Elias, Paulo e Isidoro
Mártires. Em Córdoba, na Andaluzia, Espanha. Elias era presbítero de avançada idade; Paulo e Isidoro eram monges jovens. Mortos durante a perseguição dos Mouros por professar a fé cristã.

† 856

9
São Roberto de Chaise-Dieu
Abade. No mosteiro de Chaise-Dieu, junto de Clermont-Ferrand, França. Viveu em solidão, reuniu irmãos ao redor de si e converteu muitos pelo exemplo e pela pregação.

† 1067

10
São Roberto de Molesmes
Abade. No mosteiro de Molesmes, França. Incansável fundador de cenóbios e restaurador da disciplina monástica, fundou o mosteiro de Cister, do qual foi o primeiro abade.

† 1111

11
Beato Tiago de Cerqueto
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália. Deu exemplo de serena aceitação da enfermidade.

† 1367

12
Beata Clara Gambacórti
Viúva. Em Pisa, na Toscana, Itália. Animada por Santa Catarina de Sena, fundou o primeiro mosteiro dominicano de estrita observância e, perdoando aos assassinos de seu pai e irmãos, guiou as irmãs com grande prudência e caridade.

† 1419

13
Beata Mariana de Jesus
Virgem (Mariana Navarro de Guevara). Em Madrid, Espanha. Vencendo a oposição do pai, tomou o hábito da Ordem de Nossa Senhora das Mercês e ofereceu orações e penitências especialmente pelos mais necessitados.

† 1624

14
Beato Paulo de Santa Madalena (Henrique Heath)
Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Londres, Inglaterra. Condenado à morte em Tyburn, no reinado de Carlos I, por causa da sua condição de sacerdote.

† 1643

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Bernardette de Soubirous, Virgem – 16 de Abril

Santa Bernardette de Soubirous, Virgem

Santo do Dia – 16 de Abril

Santa Bernardette de Soubirous,

Virgem e Vidente de Lourdes · † 1879

Bernarda era seu nome

Bernarda era o nome da filha de Francisco Soubirous e Luisa Casterot, nascida em 7 de janeiro de 1844, em Lourdes, uma região montanhosa da França, os famosos Pirineus. Mas era chamada pela forma carinhosa do nome no diminutivo: Bernadette.

Família numerosa e pobre. A família de camponeses era numerosa, religiosa e muito pobre. Desde a infância, a pequena tinha problemas de saúde em consequência da asma. Era analfabeta, mas tinha aprendido a rezar o terço, o que fazia diariamente enquanto cuidava dos afazeres da casa.

Ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma luz. Numa tarde úmida e fria, Bernadete foi, junto com a irmãzinha e algumas companheiras, procurar gravetos. Tinham de atravessar um riacho, mas ela se atrasou porque ficou com receio de molhar os pés, quando ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma luz, dentro da gruta natural na encosta da montanha.

Olhando melhor, viu Nossa Senhora vestida de branco, faixa azul na cintura, terço entre as mãos, que a chamou para rezar. Era o dia 11 de fevereiro de 1858. Quando chegaram em casa, a sua irmãzinha contou o ocorrido para os pais, que a proibiram de sair de casa. Bernadete chorou muito e adoeceu, então os pais deixaram que ela voltasse para lá.

“Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”

A aparição se repetiu sete dias depois, quando Nossa Senhora lhe disse: “Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”. Voltou mais dezoito vezes, até 16 de julho, na gruta de Massabielle, nos montes Pirineus.

“Eu sou a Imaculada Conceição.” O pároco da diocese, no início, mostrou-se incrédulo quanto às aparições, por isso disse a Bernadete: “Peça a essa Senhora que diga o seu nome”. A resposta foi: “Eu sou a Imaculada Conceição”. O que mais se admirou em Bernadete foi a sua modéstia, autenticidade e simplicidade. Compreendeu que tinha sido escolhida como instrumento para a mensagem que a Virgem queria transmitir ao mundo: a conversão, a necessidade de rezar o terço.

Só os numerosos milagres confirmaram como obra divina

Bernadete sofreu muitas e pesadas provações para ser acreditada em suas visões, que só os numerosos milagres confirmaram como obra divina. Enquanto o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes se tornava um dos lugares mais visitados pelos peregrinos do mundo e a água da fonte era considerada milagrosa pelos devotos, Bernadete se recolhia na sombra.

Ao tomar o hábito definitivo, recebeu o nome de Maria Bernarda. Ingressou na Congregação das Irmãs de Caridade de Nevers, sendo admitida no noviciado seis anos depois por motivo de saúde. Nunca recebeu privilégios das irmãs — parecia que essa frieza fazia parte de sua provação.

Sempre bem-humorada, trabalhou como enfermeira no interior do convento; depois foi sacristã. Contudo sua doença se agravou e ela viveu nove anos numa cama, entre a vida e a morte.

Queria purificar-se para poder rever Nossa Senhora

Rezava não para livrar-se do sofrimento, mas para ter paciência e forças para tudo suportar, pois queria purificar-se para poder rever Nossa Senhora. Bernardette morreu em 16 de abril de 1879. O Papa Pio XI canonizou-a em 8 de dezembro de 1933, dia da Imaculada Conceição, designando sua festa para o dia de sua morte.

Santa Bernardette, rogai por nós!

Bernadette — Significa “forte como uma ursa”. A partir do francês Bernadette, é o diminutivo de Bernarda, variante feminina de Bernardo, que vem da união dos elementos germânicos ber (“urso”) e hart (“forte”).

“Senhor, que vos dignastes conceder à jovem Bernadete a graça de ver vossa Santíssima Mãe e com ela conversar e orar, concedei também a mim uma maior devoção para com Maria Santíssima. Amém.”

Santa Bernardette, rogai por nós!

Santa Engrácia — Virgem e mártir, que, duramente torturada, sobreviveu a todos os suplícios, permanecendo durante algum tempo em seus membros os sinais das suas chagas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de abril:

1

Santos Leônidas e sete companheiros
Mártires. Em Corinto, na Acaia, Grécia. Após suportarem vários suplícios, foram afogados no mar. Os nomes das companheiras: Carissa, Galina, Teodora, Nice, Nunécia, Cális e Basilissa.

† s. III/IV

2

Santos Optato e dezassete companheiros
Mártires. Em Saragoça, na Hispânia Tarraconense. Na perseguição de Diocleciano, foram torturados e mortos; o seu ilustre martírio foi celebrado em poemas de Prudêncio.

† s. IV

3

Santa Engrácia
Virgem e mártir. Em Saragoça. Duramente torturada, sobreviveu a todos os suplícios, permanecendo durante algum tempo em seus membros os sinais das suas chagas.

† s. IV

4

Santos Caio e Cremêncio
Mártires. Também em Saragoça. Na mesma perseguição, venceram as torturas perseverando na fé de Cristo.

† s. IV

5

São Turíbio
Bispo de Astorga, no reino dos Suevos, Hispânia. Por mandato do papa São Leão Magno, combateu fortemente a seita dos priscilianistas que progredia na Hispânia.

† s. V

6

São Frutuoso
Bispo de Braga, na Galécia, hoje em Portugal. Sua memória celebra-se em Portugal no dia 5 de dezembro, juntamente com São Martinho de Dume e São Geraldo.

† c. 665

7

São Magno
Mártir. Na Escócia, príncipe das ilhas Órcades. Abraçou a fé cristã; chamado dolosamente para um acordo de paz com o seu adversário, apresentou-se sem armas e foi assassinado.

† 1116

8

São Drogão
Em Sebourg, no Hainaut, França. Aspirando a uma vida simples e solitária, fez-se pastor e peregrino pelo Senhor, terminando seus dias recluso numa pequena cela.

† c. 1186

9

São Contardo
Peregrino. Em Bróni, perto de Pavia, Lombardia, Itália. Decidiu viver em extrema pobreza e morreu atingido por enfermidade quando ia a caminho de Compostela.

† 1249

10

Beato Joaquim
Religioso da Ordem dos Servos de Maria. Em Siena, na Etrúria. Distinguiu-se pela singular devoção à Santíssima Virgem e cumpriu a lei de Cristo, tomando sobre si o encargo dos pobres.

† 1305

11

São Bento José Labre
Em Roma. Aspirando desde a adolescência a uma vida de áspera penitência, fez peregrinações a célebres santuários, coberto com veste rude e esfarrapada, alimentando-se com esmolas e dando exemplo de piedade por onde passava.

† 1783

12

Beatos Pedro Delépine, João Menard e vinte e quatro companheiras
Mártires. Em Avrillé, junto de Angers, França. Quase todos agricultores, foram fuzilados durante a Revolução Francesa em ódio à fé cristã.

† 1794

13

Santa Maria Bernarda (Bernadete) Soubirous
Virgem. Em Nevers, França. Nascida de família muito pobre em Lourdes, ainda de tenra idade experimentou a presença da Virgem Santa Maria Imaculada e depois, tomando o hábito religioso, levou no convento uma vida oculta e humilde.

† 1879

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Beato Cesar de Bus, Presbítero – 15 de Abril

Beato Cesar de Bus, Presbítero

Santo do Dia – 15 de Abril

Beato César de Bus

Beato César de Bus,

Presbítero e Fundador · † 1607

Desejava seguir a carreira militar

Beato César de Bus

César de Bus desejava seguir a carreira militar e estava quase embarcando para atender ao chamado de seu irmão, capitão a serviço do rei Carlos IX, da França, quando foi impedido por uma enfermidade que o atingiu de maneira fulminante. Foi essa ocasião que o aproximou do bispo de Cavaillon, cidadezinha da Provença, onde ele havia nascido em 3 de fevereiro de 1544.

Os jesuítas de Avignon, um humilde capelão e uma camponesa, que o assistiam durante a convalescença, com as suas palavras e os seus exemplos o reconduziram para a religião cristã, da qual ele havia se afastado. Não perdeu tempo: tão logo se curou, trocou de vida e se pôs a estudar para tornar-se sacerdote. Enquanto se preparava, começou a percorrer os sítios e fazendas ensinando o catecismo.

Fundou, com o auxílio de um primo, Romillon, centros de instrução religiosa nos cantos mais escondidos e esquecidos, nos quais começou a experimentar novos métodos de ensino da doutrina às crianças do meio rural.

Fundou a Congregação dos Padres da Doutrina Cristã

César de Bus tornou-se sacerdote aos trinta e oito anos de idade e já reunia em torno de si muitos jovens, formando, com a ajuda dos bispos e dos sacerdotes da região, uma numerosa comunidade, que tomou o nome de Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, ou Doutrinários, os quais, por não terem pronunciado os votos, viviam todos juntos.

Foi neste ponto que surgiu a divergência entre os dois fundadores: César de Bus queria que eles pronunciassem finalmente os votos e Romillon queria que se mantivessem apenas padres. Assim, esse último se transferiu para a casa de Aix-en-Provance, enquanto César permaneceu na sede de Avignon.

A morte

Depois de um longo período de sofrimento causado por uma enfermidade, César de Bus morreu no dia 15 de abril de 1607. Foi beatificado, em 1975, pelo papa Paulo VI, que autorizou sua celebração litúrgica para o dia do seu trânsito.

Beato César de Bus, rogai por nós!

César — Significa “imperador”, “rei”, “o que tem o cabelo comprido”, “cabeludo” ou “cortado”, “talhado”. A origem do nome César não é consensual.

“Oração — Ó Deus, que destes ao Beato César de Bus a graça de conhecer e amar a Doutrina ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como a sabedoria para ensiná-la, dai também a nós o amor à vossa Doutrina e a sabedoria. Amém.”

Beato César de Bus, rogai por nós!

São Damião de Veuster — Presbítero da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que se consagrou com tanta magnanimidade à assistência dos leprosos, que também ele sucumbiu atingido pela lepra.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de abril:

1

Santos Teodoro e Pausilipo
Mártires. Na Trácia, região do Sul da Europa. Segundo a tradição, sofreram a morte no tempo do imperador Adriano.

† 117/137

2

São Crescente
Mártir. Em Mira, na Lícia, na atual Turquia. Sofreu o martírio na fogueira.

† data inc.

3

São Marão
Mártir. No Monte d’Oro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† data inc.

4

Santo Abúndio
Em Roma, junto de São Pedro. Segundo o testemunho do papa São Gregório, foi humilde e fiel missionário desta Igreja.

† c. 564

5

São Paterno
Bispo de Avranches. Em Scissy, no território de Coutances da Gália, na atual França. Fundou muitos mosteiros e, eleito já septuagenário para a sede episcopal, entregou sua alma a Deus com grande contentamento.

† c. 565

6

Santo Ortário
Abade. No mosteiro de Landelles, no território de Bayeux, na Normandia, atualmente na França. Dedicado a uma vida de austeridade e de oração e assíduo na assistência aos enfermos e aos pobres.

† s. XI

7

Beato César de Bus
Presbítero. Em Avinhão, na Provença, região da França. Convertendo-se da vida mundana, dedicou-se à pregação e à catequese e fundou a Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, destinada a dar glória a Deus pela formação dos fiéis.

† 1607

8

São Damião de Veuster
Presbítero da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Em Kalawao, ilha de Molokai, Oceania. Consagrou-se com total magnanimidade à assistência dos leprosos, sucumbindo ele próprio à doença.

† 1889

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Ludovina, Virgem – 14 de Abril

Santa Ludovina, Virgem

Santo do Dia – 14 de Abril

Santa Ludovina,

Virgem e Padroeira dos Doentes Incuráveis · † 1433

De Família Humilde e Caridosa

Santa Ludovina

Lidvina, Liduína, como também é chamada, nasceu em Schiedam, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente.

Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer.

Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa sequência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família. Os anos se passavam e não melhorava, nem morria.

Os Filhos que Mais Ama, Mais os Deixa Sofrer

Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o sacerdote recordou a ela que: “Deus só poda a árvore que mais gosta, para que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer”. E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da vida eterna.

Na Sua Fronte Apareceu uma Resplandecente Hóstia Eucarística

Ludovina entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma benção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot.

Do Seu Leito de Enferma Ela Recebeu o Dom da Profecia e da Cura

A partir daquele momento, nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia, sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade, também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria.

Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando que nos últimos sete anos só se alimentava da sagrada eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente.

A Morte

No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito.

Em 1890, o papa Leão XII elevou santa Ludovina ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A igreja de Schiedam, construída em sua homenagem, tornou-se um santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis.

Santa Ludovina, rogai por nós!

Ludovina / Lidvina / Liduína — Do germânico Leodewin, significa “povo amigo”. É nome muito raro.

“Oração – Concedei-nos, pelas preces de santa Ludovina, que soube manter a serenidade durante sua enfermidade, a paciência para enfrentar com coragem e paz as dores e as tristezas. Amém.”

Santa Ludovina, rogai por nós!

Beato Pedro González (São Telmo) — Presbítero da Ordem dos Pregadores, que transformou o anterior desejo de glória em profunda humildade e se dedicou a ajudar os necessitados, em especial os navegantes e pescadores.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de abril:

1

Santos Tibúrcio, Valeriano e Máximo
Mártires. Em Roma, no cemitério de Pretextato, junto à Via Ápia.

† data inc.

2

Santas Bérnica, Prosdoca e Senhorinha
Mártires. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Duas virgens com sua mãe, que ao fugirem para se salvar dos que atentavam contra a sua pureza, encontraram no rio o seu martírio.

† s. IV

3

São Frontão
Abade. No deserto de Nítria, no Egito, que, com cerca de setenta companheiros, se retirou para a vida eremítica.

† s. IV

4

Santo Asaco (Asico)
Bispo. Em Elphin, na Irlanda, considerado discípulo de São Patrício e primeiro bispo desta Igreja.

† s. V

5

Santa Tomaides
Mártir. Em Alexandria, no Egito.

† 476

6

São Lamberto
Bispo. Em Lião, na Gália, hoje na França, que tinha sido monge e depois abade de Fontenelle.

† c. 688

7

São João de Montemarano
Bispo. Em Montemarano, na Campânia, região da Itália, que colocou todo o ardor da sua atividade na assistência aos pobres e na santificação do clero.

† s. XI/XII

8

São Bernardo de Tiron
Abade. No mosteiro de Tiron, junto de Chartres, na França, que por várias vezes se refugiou para a vida eremítica e dedicou-se a instruir e conduzir à perfeição evangélica os discípulos que a ele acorriam.

† 1117

9

São Bento de Avinhão
Jovem pastor. Em Avinhão, na Provença, região da França, por cuja virtude, com o auxílio de Deus, foi construída a ponte sobre o Ródano, de grande utilidade para os cidadãos.

† 1184

10

Beato Pedro González (São Telmo)
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Tuy, na Galiza, região da Espanha, que transformou o seu anterior desejo de glória em profunda humildade e dedicou-se a ajudar os necessitados, em especial os navegantes e os pescadores.

† 1246

11

Santa Ludovina
Virgem. Em Schiedam, na Géldria, hoje na Holanda, que, pondo a sua confiança só em Deus, suportou as enfermidades corporais em toda a sua vida, pela conversão dos pecadores e redenção das almas.

† 1433

12

Beata Isabel (Josefina Calduch Rovira)
Virgem da Ordem das Clarissas Capuchinhas e mártir. Em Cuevas de Vinromá, junto de Castellón de la Plana, na Espanha, que em tempo de perseguição contra a fé cristã, morreu por seu divino Esposo, Jesus Cristo.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT