5ª Semana da Quaresma | Quarta-feira

Anunciação do Senhor | Solenidade | Quarta-feira

Primeira Leitura  (Is 7,10-14;8,10)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Naqueles dias, 10 o Senhor falou com Acaz, dizendo: 11 “Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”. 12 Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. 13 Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? 14 Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, 8,10 porque Deus está conosco.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.



Responsório Sl 39(40),7-8a.8b-9.10,11 (R. 8a.9a)

– Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

– Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

– Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, E então eu vos disse: “Eis que venho!”

– Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”

– Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!

– Proclamei toda a vossa justiça, sem retê-la no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembleia.


Segunda Leitura (Hb 10,4-10)

Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos, é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. 5 Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. 6 Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. 7 Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”. 8 Depois de dizer: “Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado” – coisas oferecidas segundo a Lei – 9 ele acrescenta: “Eu vim para fazer a tua vontade”. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. 10 É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Evangelho (Lc 1,26-38)

– Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

– A Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

5ª Semana da Quaresma | Terça-feira

5ª Semana da Quaresma | Terça-feira

Primeira Leitura (Nm 21,4-9)

Leitura do Livro dos Números

Naqueles dias, 4 os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5 e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6 Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7 O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8 e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9 Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 101(102),2-3.16-18.19-21 (R. 2)

— Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.

— Ouvi, Senhor, e escutai minha oração e chegue até vós o meu clamor.

— Ouvi, Senhor, e escutai minha oração, e chegue até vós o meu clamor! De mim não oculteis a vossa face no dia em que estou angustiado! Inclinai o vosso ouvido para mim, ao invocar-vos atendei-me sem demora! 

— As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece. 

— Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados. 

Evangelho (Jo 8,21-30)

— Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

— Semente é de Deus a palavra, Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 21 “Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”. 22 Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir?’ ” 23 Jesus continuou: “Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24 Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”. 25 Perguntaram-lhe pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26 Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”. 27 Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28 Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29 Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. 30 Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Catarina da Suécia, Viúva, Abadessa – 24 de Março

Santa Catarina da Suécia, Viúva, Abadessa

Santo do Dia – 24 de Março

Santa Catarina da Suécia,

Viúva e Abadessa · † 1381

Filha de Santa Brígida

Santa Catarina da Suécia Nasceu num lar de gente aparentada com a casa reinante e rica de muitas terras. Seu pai, Ulfo Gadmarsson, membro do Conselho Real e governador da região de Narke, era um fervoroso cristão. Sua mãe, santa Brígida, patrona da Europa, ensinava-lhe, como aos outros sete filhos, as vias da espiritualidade, sobretudo através de leituras bíblicas e do exemplo dos santos, cujas vidas estavam constantemente sob o seu olhar.

Educada desde tenra idade na abadia de Bisberg, aos catorze anos foi, segundo as normas da gente fidalga naquela época, dada em casamento a Edgar, de nobre linhagem e fervoroso católico. Catarina aceitou este matrimônio, mas fez saber ao marido a sua intenção de permanecer virgem — promessa que ele respeitou durante os sete anos que viveu com ela.

Estava esta bem-aventurada mulher em Roma, para ganhar o jubileu de 1350, quando recebeu a notícia da morte do marido. Como aí se encontrava sua mãe, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador, desejosa de cooperar na reforma da Igreja, permaneceu com ela durante vinte e três anos, secundando as suas iniciativas e propósitos.

Peregrina de Deus

No mosteiro, a existência desenrolava-se nas práticas de penitência, jejuns, orações quase contínuas e obras de caridade, dando um admirável exemplo a toda a comunidade.

Em 1372, fez-se, com a mãe, peregrina dos lugares santos. Viveu na Palestina, a Terra do Evangelho, durante meio ano, haurindo um amor entranhado a Jesus Cristo, apoiada pela contemplação dos espaços onde decorreram os acontecimentos da salvação.

Em Roma, morreu-lhe a mãe, no dia 23 de Julho de 1373. Decidiu acompanhar os seus restos mortais até Vadstena, onde a sepultou, e tomou a direção da comunidade aí sediada.

Voltou, de novo, a Roma a fim de apressar a canonização de sua mãe e obter do Papa a aprovação definitiva da Ordem monástica por ela fundada.

Com Santa Catarina de Siena

Nesse ínterim, enquanto habitava a casa onde vivera Santa Brígida, na Praça Farnese, contatou com grandes figuras da Igreja, entre as quais Santa Catarina de Sena, e interveio na triste polêmica do cisma do Ocidente entre o Papa Urbano VI e o antipapa Clemente VII. Lutou a favor do Papa de Roma e, juntamente com a sua homônima de Sena, conseguiu pacificar as intrigas da cidade eterna.

A morte

Em 1380, encontramo-la no mosteiro de Vadstena, no seu posto de abadessa. Aí morreu a 24 de Março de 1381, com um prestígio admirável donde ressalta não apenas a sua santidade como ainda a prudência na condução dos negócios da Igreja.

Seguindo o exemplo da mãe, deixou alguns tratados inéditos de conteúdo místico, onde trata vários assuntos práticos do caminho espiritual.

Embora nunca se houvesse celebrado oficialmente a cerimônia de sua canonização, tão pedida pela nobreza sueca a Sixto IV, o povo sempre a venerou, por causa dos muitos milagres acontecidos junto da sua tumba. Clemente VIII autorizou a trasladação do seu corpo e daí o seu culto.

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

Catarina — Significa “pura”, “casta”. Tem origem no nome grego Aikaterhíne, que deriva da palavra katharós, que significa “pura, casta”.

“Oração — Que possamos ser, a exemplo de Brígida e Catarina, modelos de santidade e fidelidade a vossa doutrina perante os nossos. Dai-nos a graça de, com alegria e paz, semearmos o vosso reino entre aqueles que nos recomendastes. Amém.”

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

Beato Diogo José de Cádis — Presbítero capuchinho, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de março:

1
Santos Timolau, Dionísio, Páusides, Rômulo, Alexandre e companheiros
Mártires. Em Cesareia da Palestina. Conduzidos de mãos atadas ao prefeito Urbano, confessaram ser cristãos e foram decapitados com os companheiros Agápio e outro Dionísio.

† 303

2
Santo Secúndulo
Mártir. Na Mauritânia, no território atualmente da Argélia. Sofreu o martírio pela fé em Cristo.

† data inc.

3
São Mac Cairthind
Bispo. Em Clogher, na Hibérnia, atual Irlanda. Considerado discípulo de São Patrício.

† s. V

4
São Severo
Bispo. Em Catânia, na Sicília, região da Itália.

† 814

5
Beato João del Bastone
Presbítero e monge. Em Fabriano, no Piceno, Marcas, região da Itália. Companheiro de São Silvestre, abade.

† 1290

6
Santa Catarina da Suécia
Virgem. Em Valdstena, na Suécia. Filha de Santa Brígida, conservou a virgindade de comum acordo com seu esposo e, após a morte dele, trasladou os restos mortais de sua mãe para a Suécia e tomou o hábito monástico.

† 1381

7
Beato Diogo José de Cádis
Presbítero. Em Ronda, na Andaluzia, Espanha. Da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.

† 1801

8
Beata Maria Serafina do Sagrado Coração
Virgem. Em Faícchio, localidade de Benevento, Itália. Fundadora da Congregação das Irmãs dos Anjos, Adoradoras da Santíssima Trindade.

† 1911

9
Beata Maria Karlowska
Virgem. Em Pniewite, junto de Gdansk, Polônia. Fundadora da Congregação das Irmãs do Divino Pastor da Divina Providência, para reconduzir jovens e mulheres indigentes à dignidade de filhas de Deus.

† 1935

10
Beato Óscar Arnulfo Romero Galdámez
Bispo e mártir. Em San Salvador, El Salvador. Dedicou sua solicitude pastoral especialmente aos pobres e oprimidos, e foi assassinado em ódio à fé cristã.

† 1980

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Turíbio de Mongrovejo, Bispo, Apóstolo e Padroeiro do Peru – 23 de Março

Santo Turíbio de Mongrovejo, Bispo, Apóstolo e Padroeiro do Peru

Santo do Dia – 23 de Março

Santo Turíbio de Mongrovejo,

Bispo, Apóstolo e Padroeiro do Peru · † 1606

De Berço Nobre e Rico

Santo Turíbio de Mongrovejo

Nasceu na cidade de Majorca de Campos, León, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valladolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciou-se em Direito e foi membro da Inquisição.

Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério, quando foi nomeado Arcebispo para a América espanhola pelo Papa Gregório XIII, atendendo a um pedido do rei Filipe II da Espanha, que tinha muita estima por Toríbio. O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens sagradas de uma só vez, até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580 ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis — chamada depois Lima —, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade.

Foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio.

Defensor dos Índios

Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça diante dos opressores.

Apoiado pela população, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembleias e sínodos, convocando todos os habitantes para a evangelização. Sob sua direção, foram realizados dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola até o século XX. O Sínodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao célebre Concílio de Trento.

O Apóstolo e padroeiro do Peru

Em 1594, fazia sua terceira visita diocesana e nessa oportunidade escreveu um relatório a Filipe II, rei da Espanha. Percorrera 15.000 km, administrando a crisma a 60 mil fiéis — entre eles três santos: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres.

Turíbio fundou o primeiro seminário das Américas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do próprio corpo, aos pobres e aos que o serviram — gesto que revelou o conteúdo de toda a sua vida.

Faleceu no dia 23 de março de 1606, na pequena cidade de Saña, no Peru. Foi canonizado em 1726 pelo Papa Bento XIII, que o declarou “Apóstolo e Padroeiro do Peru”. Bento XIV o comparou a São Carlos Borromeu.

Santo Turíbio de Mongrovejo, rogai por nós!

Turíbio — Nome predominantemente masculino, de origem grega, que significa “ruidoso, estrepitoso”. Também encontrado como Toríbio de Mogrovejo.

“Oração – São Turíbio de Mongrovejo, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, daí-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Amém.”

Santo Turíbio de Mongrovejo, rogai por nós!

Santa Rebeca ar-Rayyas — Virgem da Ordem Libanesa das Maronitas de Santo António, que, vivendo cega durante trinta anos e depois atingida por outras enfermidades em todo o corpo, perseverou na oração contínua, confiando só em Deus.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de março:

1

São Turíbio de Mogrovejo
Bispo de Lima, no Peru. Leigo natural da Espanha, perito em jurisprudência, percorreu frequentemente a vasta diocese, velando pelo rebanho; combateu abusos com sínodos, defendeu a Igreja e catequizou os povos nativos.

† 1606

2

São Fingar (Guinhero)
Mártir. Na Cornuália, em território atualmente da Inglaterra.

† c. 460

3

Santos Vitoriano, dois irmãos e dois Frumêncios
Mártires. Em Cartago, na atual Tunísia. Perseguição dos Vândalos sob Hunerico; torturados por perseverarem na confissão da fé cristã.

† 484

4

São Gualter
Primeiro abade de Pontoise, perto de Paris, na França. Ensinou aos monges a observância regular e combateu os costumes simoníacos no clero.

† 1095

5

Santo Otão
Eremita. Em Ariano Irpino, na Campânia, região da Itália.

† c. 1120

6

Beato Pedro
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Gúbbio, na Úmbria, região da Itália.

† c. 1306

7

Beato Edmundo Sykes
Presbítero e mártir. Em York, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, sofreu o exílio em ódio ao sacerdócio e foi condenado ao patíbulo.

† 1587

8

Beato Pedro Higgins
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Naas, perto de Dublim, na Irlanda. No reinado de Carlos I, foi enforcado sem processo por fidelidade à Igreja Romana.

† 1642

9

São José Oriol
Presbítero. Em Barcelona, na Espanha. Pela mortificação, exímio culto da pobreza e oração contínua, vivia em estreita união com Deus e animado de alegria celeste.

† 1702

10

Beata Anunciada Cochétti
Em Cemmo, na Lombardia, Itália. Dirigiu com sabedoria, fortaleza e humildade o Instituto das Irmãs de Santa Doroteia.

† 1882

11

Santa Rebeca ar-Rayyas de Himlaya
Virgem da Ordem Libanesa das Maronitas de Santo Antônio. Em ad-Dahr, no Líbano. Viveu cega durante trinta anos e, atingida por outras enfermidades, perseverou na oração contínua, confiando só em Deus.

† 1914

12

Beato Metódio Domingos Trcka
Presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor e mártir. Em Leopoldov, na Eslováquia. Em tempo de perseguição da fé, o seu martírio transformou-se em vida eterna.

† 1959

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

5ª Semana da Quaresma | Segunda-feira

Primeira Leitura (Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62)

Leitura da Profecia de Daniel

Naqueles dias, 1 na Babilônia vivia um homem chamado Joaquim. 2 Estava casado com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, que era muito bonita e temente a Deus. 3 Também os pais dela eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a lei de Moisés. 4 Joaquim era muito rico e possuía um pomar junto à sua casa. Muitos judeus costumavam visitá-lo, pois era o mais respeitado de todos. 5 Ora, naquele ano, tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo, a respeito dos quais o Senhor havia dito: “Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juízes, que passavam por condutores do povo”. 6 Eles frequentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles. 7 Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava, Susana costumava entrar e passear no pomar de seu marido. 8 Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram por se apaixonar por ela. 9 Ficaram desnorteados, a ponto de desviarem os olhos para não olharem para o céu, e se esqueceram dos seus justos julgamentos. 15 Assim, enquanto os dois estavam à espera de uma ocasião favorável, certo dia, Susana entrou no pomar como de costume, acompanhada apenas por duas empregadas. E sentiu vontade de tomar banho, por causa do calor. 16 Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos, e a espreitavam. 17 Então ela disse às empregadas: “Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes e trancai as portas do pomar, para que eu possa tomar banho”. 19 Apenas as empregadas tinham saído, os dois velhos levantaram-se e correram para Susana, dizendo: 20 “Olha, as portas do pomar estão trancadas e ninguém nos está vendo. Estamos apaixonados por ti: concorda conosco e entrega-te a nós! 21 Caso contrário, deporemos contra ti, que um moço esteve aqui, e que foi por isso que mandaste embora as empregadas”. 22 Gemeu Susana, dizendo: “Estou cercada de todos os lados! Se eu fizer isto, espera-me a morte; e, se não o fizer, também não escaparei das vossas mãos; 23 mas é melhor para mim, não o fazendo, cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!” 24 Então ela pôs-se a gritar em alta voz, mas também os dois velhos gritaram contra ela. 25 Um deles correu para as portas do pomar e as abriu. 26 As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar e precipitaram-se pela porta do fundo, para ver o que estava acontecendo. 27 Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se dissera coisa semelhante a respeito de Susana. 28 No dia seguinte, o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido. Os dois anciãos vieram também, com a intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte. Por isso, assim falaram ao povo reunido: 29 “Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim!” E foram chamá-la. 30 Ela compareceu em companhia dos pais, dos filhos e de todos os seus parentes. 33 Os que estavam com ela e todos os que a viam, choravam. 34 Os dois velhos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. 35 Ela, entre lágrimas, olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. 36 Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento: “Enquanto estávamos passeando a sós no pomar, esta mulher entrou com duas empregadas. Depois, fechou as portas do pomar e mandou as servas embora. 37 Então, veio ter com ela um moço que estava escondido, e com ela se deitou. 38 Nós, que estávamos num canto do pomar, vimos esta infâmia. Corremos para eles e os surpreendemos juntos. 39 Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo, porque era mais forte do que nós e, abrindo as portas, fugiu. 40 A ela, porém, agarramos, e perguntamos quem era aquele moço. Ela, porém, não quis dizer. Disto nós somos testemunhas. 41 A assembleia acreditou neles, pois eram anciãos do povo e juízes. E condenaram Susana à morte. 42 Susana, porém, chorando, disse em voz alta: “Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! 43 Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!” 44 O Senhor escutou sua voz. 45 Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente, de nome Daniel. 46 E ele clamou em alta voz: “Sou inocente do sangue desta mulher!” 47 Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou: “Que palavra é esta, que acabas de dizer?” 48 De pé, no meio deles, Daniel respondeu: “Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? 49 Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!” 50 Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: “Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice”. 51 Falou então Daniel: “Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei”. 52 Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: “Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar. 53 Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: ‘Tu não farás morrer o inocente e o justo!’ 54 Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?” Ele respondeu: “É sombra de uma aroeira.” 55 Daniel replicou “Mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!” 56 Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: “Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração. 57 Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas por medo sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniquidade. 58 Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?” Ele respondeu: “Debaixo de uma azinheira”. 59 Daniel retrucou: “Também tu mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!” 60 Toda a assembleia pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. 61 E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. 62 E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente. Palavra do Senhor.

ou

Primeira Leitura (Dn 13,41c-62)

Leitura da Profecia de Daniel.

Naqueles dias, 41c a assembleia condenou Susana à morte. 42 Susana, porém, chorando, disse em voz alta: “Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! 43 Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!” 44 O Senhor escutou sua voz. 45 Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente, de nome Daniel. 46 E ele clamou em alta voz: “Sou inocente do sangue desta mulher!” 47 Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou: “Que palavra é esta, que acabas de dizer?” 48 De pé, no meio deles, Daniel respondeu: “Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? 49 Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!” 50 Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: “Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice”. 51 Falou então Daniel: “Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei”. 52 Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: “Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar. 53 Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: ‘Tu não farás morrer o inocente e o justo!’ 54 Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?” Ele respondeu: “É sombra de uma aroeira”. 55 Daniel replicou “Mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!” 56 Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: “Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração. 57 Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas por medo sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniquidade. 58 Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?’ Ele respondeu: “Debaixo de uma azinheira”. 59 Daniel retrucou: “Também tu mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!” 60 Toda a assistência pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. 61 E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. 62 E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. 4a)

— Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo.

— Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo.

— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.

— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

Evangelho (Jo 8,1-11)

– Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos!

– Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2 De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3 Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4 disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5 Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?” 6 Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7 Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. 8 E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9 E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio, de pé. 10 Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” 11 Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

5º Domingo da Quaresma | Domingo

5º Domingo da Quaresma | Domingo

Primeira Leitura (Ez 37,12-14)

Leitura da Profecia de Ezequiel.

12 Assim fala o Senhor Deus: “Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel; 13 e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor. 14 Porei em vós o meu espírito, para que vivais e vos colocarei em vossa terra. Então sabereis que eu, o Senhor, digo e faço – oráculo do Senhor”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 129(130),1-2.3-4ab.5-6.7-8 (R. cf. 7)

– No Senhor, toda graça e redenção!

– No Senhor, toda graça e redenção!

– Das profundezas eu clamo a vós, Senhor escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece! 

– Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero. 

– No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minh’alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora. 

– Espere Israel pelo Senhor, mais que o vigia pela aurora! Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa. 

Segunda Leitura (Rm 8,8-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 8 Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9 Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 10 Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. 11 E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Jo 11,1-45 )

– Glória a vós, ó Cristo, verbo de Deus.

– Eu sou a ressurreição, eu sou a vida. Quem crê em mim não morrerá eternamente.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. 2 Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente. 3 As irmãs mandaram então dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4 Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5 Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6 Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7 Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”. 8 Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?” Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10 Mas se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz”. 11 Depois acrescentou: “O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo”. 12 Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme, vai ficar bom”. 13 Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falasse do sono mesmo. 14 Então Jesus disse abertamente: “Lázaro está morto. 15 Mas por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”. 16 Então Tomé, cujo nome significa Gêmeo, disse aos companheiros: “Vamos nós também para morrermos com ele”. 17 Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 18 Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19 Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27 Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. 28 Depois de ter dito isto, ela foi chamar a sua irmã, Maria, dizendo baixinho: “O Mestre está aí e te chama”. 29 Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. 30 Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele. 31 Os judeus que estavam em casa consolando-a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. 32 Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido”. 33 Quando Jesus a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, ficou profundamente comovido, 34 e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35 E Jesus chorou. 36 Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37 Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38 De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39 Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40 Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41 Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43 Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44 O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45 Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. Palavra da Salvação.

ou

Evangelho (Jo 11,3-7.17.20-27.33b-45)

– Glória a vós, ó Cristo, verbo de Deus.

– Eu sou a ressurreição, eu sou a vida. Quem crê em mim não morrerá eternamente.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 3 as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4 Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5 Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6 Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7 Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”. 17 Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27 Respondeu ela: ‘Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. 33b Jesus ficou profundamente comovido 34 e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35 E Jesus chorou. 36 Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37 Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38 De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39 Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40 Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41 Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43 Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44 O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45 Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Léia (ou Lia), Viúva, Religiosa – 22 de Março

Santa Léia (ou Lia), Viúva, Religiosa

Santo do Dia – 22 de Março

Santa Léia (ou Lia),

Viúva e Religiosa · † c. 383

Rica Romana, Amiga de Santa Marcela

Santa Léia Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que, quando ficou viúva ainda jovem, recusou um novo casamento — como era o costume da época — para se juntar a Marcela, abadessa de uma comunidade criada em sua própria residência no Aventino, em Roma.

O local depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo — que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte —, e que viveu também nesse período (384) na cidade eterna.

Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestígio e pelos privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência.

Recusou o Fausto por uma Cela

A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e, quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos.

Por isso, Léia foi eleita Madre Superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranquilidade e a mesma humildade.

A Morte

Léia morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o cônsul rejeitado por ela no ano de 384.

Na época dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado na residência romana.

Na carta que enviou àquelas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto Léia — antes vestida de rude roupa de saco — agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade.

Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver: na entrega total ao Senhor, ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.

Elogiada por São Jerônimo.

Santa Léia, rogai por nós!

Léia / Lia — Significa “nascida ou habitante do prado” ou “vaca selvagem”. Tem origem no nome hebraico Leah, que significa “vaca selvagem”, e está relacionado com a palavra árabe láan.

“Oração — Rogamos, pelo exemplo de Santa Léia, que embora fosse superiora colocou-se como escrava das outras religiosas, saibamos também nós encontrarmos alegria em servir e, em todas as circunstâncias, exercer a verdadeira caridade. Amém.”

Santa Léia, rogai por nós!

Beato Clemente Augusto Graf von Galen — Bispo que lutou contra o nazismo. Pela sua coragem foi chamado “o leão de Münster”.

Santo Epafrodito — BA quem o Apóstolo São Paulo chamava de irmão, colaborador e companheiro de combate.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de março:

1
Santo Epafrodito
A quem o Apóstolo São Paulo chama irmão, colaborador e companheiro de combate.

 

2
São Paulo
Bispo. Perto de Narbonne, cidade do litoral da Gália, hoje na França, junto da Via Domícia.

† s. III

3
Santos Calínico e Basilissa
Mártires. Na Galácia, na atual Turquia.

† data inc.

4
São Basílio
Presbítero e mártir. Em Ancara, na Galácia. Resistiu fortemente aos arianos durante o reinado de Constâncio e, no tempo de Juliano, foi preso e consumou o martírio após muitos tormentos.

† 362

5
Santa Léia (Lia)
Viúva romana, cujas virtudes e partida deste mundo para Deus receberam os louvores de São Jerônimo.

† c. 383

6
São Benvindo Scotívoli
Bispo. Em Ósimo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Eleito pelo papa Urbano IV, conciliou a paz entre os cidadãos e, no espírito dos Frades Menores, quis morrer sobre a terra nua.

† 1282

7
São Nicolau Owen
Religioso da Companhia de Jesus e mártir. Em Londres, Inglaterra. Durante muitos anos construiu refúgios para esconder sacerdotes; encarcerado e durissimamente torturado no reinado de Jaime I, foi gloriosamente ao encontro de Cristo.

† 1606

8
Beato Francisco Chartier
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Morreu decapitado durante a Revolução Francesa, em ódio ao sacerdócio.

† 1794

9
Beatos Mariano Górecki e Bronislau Komorowski
Presbíteros e mártires. No campo de concentração de Stutthof, perto de Gdansk, na Polônia. Fuzilados em ódio à fé cristã durante a ocupação nazista.

† 1940

10
Beato Clemente Augusto Graf von Galen
Bispo. Em Münster, na Alemanha. Refletiu entre o clero e o povo a imagem do bom Pastor; lutou abertamente contra os erros do nacional-socialismo e contra a violação dos direitos do homem e da Igreja. Chamado “o leão de Münster”.

† 1947

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Nicolau de Flue, Monge – 21 de Março

São Nicolau de Flue, Monge

Santo do Dia – 21 de Março

São Nicolau de Flüe,

Pai da Pátria e Místico · † 1487

Origens

Filho de camponeses, Nicolau nasceu na cidadezinha de Flüe, no que hoje é a Suíça. Mesmo sem aprender a ler e a escrever, foi considerado um dos maiores místicos da Igreja Católica.

Entre 1440 e 1444, foi soldado e oficial militar nas guerras que os confederados declararam aos Habsburgos. Casou com Doroteia, com quem teve dez filhos. Por 20 anos, a voz de Deus que o chamava a uma vida de entrega total jamais se apagou — ele próprio chamava essa voz de “lima que aperfeiçoa e aguilhão que estimula”.

Enfim, o Senhor lhe concedeu as três graças que pedia: o consentimento de sua esposa e filhos para partir; a ausência de tentação de voltar; e a possibilidade de viver sem beber e sem comer, alimentando-se apenas da Eucaristia.

Atitude extraordinária

Embora seu último filho fosse recém-nascido, Nicolau partiu com o objetivo de se retirar e entrar para a vida monacal. Não foi muito além de Liestal, para não ficar muito longe de casa. Estabeleceu-se em um lugar íngreme chamado Ranft, onde construiu uma cela de tábuas, que depois se tornou capela pelos habitantes da localidade.

Naquela cela, viveu por 20 anos, vestido com roupas rudes, descalço, com o terço na mão, alimentando-se apenas de Jesus na Eucaristia.

Homem da misericórdia

Esta sua escolha despertou a curiosidade dos habitantes da região. Muitos o procuravam para conversar, pedir conselhos e explicações sobre a fé. Eles o chamavam de Bruder Klaus — Irmão Klaus —, que falava com simplicidade, sem comparações eruditas, porque seu conhecimento sobre Deus vinha do coração.

Não obstante sua sede de solidão, ele recebia a todos e transmitia sua mensagem de paz, que provinha do Evangelho:

“Em todas as coisas, a misericórdia é maior que a justiça.”

Em 1481, pediram-lhe que impedisse uma guerra fratricida no país. Devido à sua intervenção junto à Assembleia de Stans, hoje o santo é recordado como “Pai da Pátria”.

Morte e canonização

Nicolau de Flüe faleceu em sua cela em 1487, no dia em que completava 70 anos de idade. Foi canonizado por Pio XII, em 1947.

São Nicolau de Flüe, rogai por nós!

Nicolau — Significa “vitória do povo”, do grego Níkē (vitória) + laós (povo). Nome muito difundido no Ocidente pela devoção a São Nicolau de Mira, bispo e taumaturgo.

“Meu Senhor e meu Deus, afastai de mim tudo o que me distancia de vós! Concedei-me tudo o que possa me aproximar de vós! Livrai-me de mim mesmo e permiti-me de viver sempre na vossa presença!”

São Nicolau de Flüe, rogai por nós!

Santa Benedita Cambiágio Frassinello — Fundadora do Instituto das Irmãs Beneditinas da Providência, para a formação das jovens pobres e abandonadas, na Itália.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de março:

1

São Serapião
Anacoreta, no Egito.

† data inc.

2

Santos Mártires de Alexandria
No tempo do imperador Constâncio e do prefeito Filágrio, dentro de igrejas invadidas por arianos e pagãos, foram mortos na Sexta-Feira da Paixão do Senhor.

† 339

3

São Lupicino
Abade. Com o seu irmão São Romão, seguiu a observância da vida monástica nos montes Jura, na atual França.

† 480

4

Santo Endeu
Abade. Fundou na ilha de Aran um cenóbio tão célebre que, pela sua fama, era chamada ilha dos Santos, na Irlanda.

† c. 542

5

São Tiago Confessor
Lutou arduamente pelo culto das sagradas imagens e terminou sua vida com glorioso martírio, onde hoje é Istambul, na Turquia.

† c. 824

6

São Nicolau de Flüe
Eremita e pai de família. Em Ranft, na Suíça. Viveu 20 anos em penitência extrema, alimentando-se apenas da Eucaristia, e foi decisivo para a paz entre os cantões suíços na Assembleia de Stans.

† 1487

7

São João, bispo de Bonnevaux
Anteriormente abade, sofreu muitas adversidades pela defesa da justiça e ajudou camponeses, pobres e mercadores arruinados pelas dívidas, na França.

† c. 1145

8

Beato Tomás Pilchard e Guilherme Pike
Presbítero e mártir. No reinado de Isabel I, foi condenado ao suplício da forca em ódio ao sacerdócio, na Inglaterra. Com ele se comemora também Guilherme Pike, mártir.

† 1591

9

Beato Mateus Flathers
Presbítero e mártir. Aluno do Colégio dos Ingleses de Douai, no reinado de Jaime I foi dilacerado vivo por sua fidelidade a Cristo, na Inglaterra.

† 1608

10

Santo Agostinho Zhao Rong
Presbítero e mártir. Durante a perseguição, foi preso e morto pelo nome de Cristo num dia incerto de primavera, na China.

† 1815

11

Santa Benedita Cambiágio Frassinello
Fundou o Instituto das Irmãs Beneditinas da Providência, para a formação das jovens pobres e abandonadas, na Itália.

† 1858

12

Beato Miguel Gómez Loza
Pai de família e mártir, no México.

† 1928

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

4ª Semana da Quaresma | Sábado

4ª Semana da Quaresma | Sábado

Primeira Leitura (Jr 11,18-20)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias

18 Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. 19 Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício, e não sabia que tramavam contra mim: “Vamos cortar a árvore em toda sua força, eliminá-lo do mundo dos vivos, para seu nome não ser mais lembrado”. 20 E tu, Senhor dos exércitos, que julgas com justiça e perscrutas os afetos do coração, concede que eu veja a vingança que tomarás contra eles, pois eu te confiei a minha causa.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 7,2-3.9bc-10.11-12 (R. 2a)

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio

— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio: vinde salvar-me do inimigo, libertai-me! Não aconteça que agarrem minha vida como um leão que despedaça a sua presa, sem que ninguém venha salvar-me e libertar-me!

— Julgai-me, Senhor Deus, como eu mereço e segundo a inocência que há em mim! Ponde um fim à iniquidade dos perversos, e confirmai o vosso justo, ó Deus-justiça, vós que sondais os nossos rins e corações. 

— O Deus vivo é um escudo protetor, e salva aqueles que têm reto coração. Deus é juiz, e ele julga com justiça, mas é um Deus que ameaça cada dia. 

Evangelho (Jo 7,40-53)

— Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

— Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração, e produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 40 ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta”. 41 Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia? 42 Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?” 43 Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44 Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45 Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” 46 Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”. 47 Então os fariseus disseram-lhes: “Também vós vos deixastes enganar? 48 Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49 Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!” 50 Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51 “Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?” 52 Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. 53 E cada um voltou para sua casa.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Cutberto, Bispo– 20 de Março

São Cutberto, Bispo

Santo do Dia – 20 de Março

São Cutberto

São Cutberto,

Bispo · Privilegiado desde jovem · † 687

Privilegiado desde jovem

São Cutberto

Natural da vizinhança do mosteiro de Mailros, na ilha de Lindisfarne. Desde a juventude, foi privilegiado com graças especiais que o atraíram para Deus.

Uma noite em que guardava um rebanho, viu, quando rezava, subir ao céu a alma de santo Aidão, cuja morte soube pela manhã do dia seguinte. Sentiu-se de tal modo tocado com essa visão, que se tornou monge na abadia de Mailros, na região dos Merciões, mas habitada por irlandeses.

São Cutberto passara vários anos nessa solidão quando São Teodoro reuniu um concílio em presença do rei Egfrido, no ano de 684, quando foi eleito Bispo de Lindisfarne.

Precisou ação do Rei para convencê-lo a aceitar ser Bispo
Enviaram-lhe vários mensageiros, sem conseguirem arrancá-lo do retiro. Foi necessário que o rei lá fosse em pessoa com São Trumwin, bispo dos pictos, e várias pessoas de consideração. Mesmo assim, tiveram dificuldades em convencê-lo.

Aplicou-se na instrução do seu povo

Sua sagração foi adiada para o ano seguinte, e celebrada em York, na presença do rei, no dia de Páscoa, 26 de Março de 685. Sete bispos assistiram à cerimônia e à testa deles, São Teodoro. O novo Bispo de Lindisfarne continuou guardando as observâncias monásticas, aplicando-se, todavia, com grande cuidado à instrução de seu povo.

Morreu em 687, no dia 20 de Março, dia em que a Igreja lhe honra a memória. A vida de São Cutberto foi escrita por outro Santo, o Venerável Beda, que vivia nessa época e que tomou todas as precauções para não dizer senão coisas das quais não se possa duvidar.

São Cutberto, rogai por nós!

Cutberto — De origem dinamarquesa. Significa “conhecido pela bravura”. Nome ligado à coragem e ao testemunho heroico da fé.

“Oração — Senhor Deus que destes a São Cutberto a compreensão da Santa Missa durante a qual derramava abundantes lágrimas e quando ouvia as confissões dos pecadores, fazei de nós a seu exemplo verdadeiros católicos. Amém.”

São Cutberto, rogai por nós!

São João Nepomuceno — Presbítero e Mártir, lançado vivo no rio Moldávia pelo rei Venceslau IV, por defender a Igreja.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de março:

1
Santo Arquipo
Companheiro do apóstolo São Paulo, que o menciona nas suas epístolas a Filémon e aos Colossenses.

† data inc.

2
Santos Paulo, Cirilo e outro
Mártires. Em Antioquia, na Síria, atualmente na Turquia.

† data inc.

3
Santo Urbício
Bispo. Em Metz, na Gália Bélgica, hoje na França.

† c. 450

4
São Martinho de Braga
Bispo. Em Braga, cidade da Galécia, hoje em Portugal. Oriundo da Panônia, na atual Hungria. A sua memória celebra-se em Portugal juntamente com os santos bispos Frutuoso e Geraldo, a cinco de dezembro.

† c. 579

5
São Cutberto
Bispo de Lindisfarne. Na ilha de Farne, na Nortumbria, na atual Inglaterra. Resplandeceu pelo zelo pastoral e conciliou a austeridade dos Celtas com os costumes romanos.

† 687

6
São Vulfrano
Monge eleito bispo de Sens. No mosteiro de Fontenelle, na Nêustria, atualmente na França. Dedicou-se a evangelizar o povo dos Frisões; regressou ao mosteiro onde morreu em paz.

† c. 700

7
São Nicetas
Bispo de Apolônia, na Macedônia. Foi exilado pelo imperador Leão o Armênio por defender o culto das sagradas imagens.

† 733

8
Santos Vinte Monges de São Sabas
Mártires. Na laura de São Sabas, na Palestina. Morreram sufocados pelo fumo na igreja da Mãe de Deus, durante a incursão dos Sarracenos.

† 797

9
Beato Ambrósio Sansedóni
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, Itália. Discípulo de Santo Alberto Magno, procedeu sempre com a maior simplicidade apesar de sua eminente sabedoria.

† 1287

10
São João Nepomuceno
Presbítero e Mártir. Em Praga, na Boémia, atual Chéquia. Sofreu perseguição do rei Venceslau IV e foi lançado vivo ao rio Moldávia por defender a Igreja.

† 1393

11
Beato Baptista Spagnóli
Presbítero da Ordem dos Carmelitas. Em Mântua, na Lombardia, Itália. Restabeleceu a paz entre os príncipes e reformou a sua Ordem, da qual foi nomeado, contra o seu desejo, superior geral.

† 1516

12
Beato Hipólito Galantíni
Em Florença, na Toscana, Itália. Fundou a Irmandade da Doutrina Cristã e trabalhou ardorosamente na formação catequética dos pobres e dos humildes.

† 1619

13
Beata Joana Verón
Virgem e Mártir. Em Ernée, no território de Mayenne, França. Durante a Revolução Francesa foi morta à espada por ter ocultado sacerdotes aos perseguidores.

† 1794

14
Beato Francisco de Jesus Maria e José (Francisco Palau Quer)
Presbítero dos Carmelitas Descalços. Em Tarragona, Espanha. Sofreu graves perseguições e foi mandado, injustamente, para a ilha de Ibiza.

† 1872

15
Santa Maria Josefa do Coração de Jesus (Maria Josefa Sancho de Guerra)
Virgem. Em Bilbau, no País Basco, Espanha. Fundadora da Congregação das Irmãs Servas de Jesus, orientada para o cuidado dos enfermos e dos pobres.

† 1912

16
São José Bilczewski
Bispo. Em L’viv, na Ucrânia. Dedicou-se com ardente caridade à formação do clero e do povo; no tempo de guerra, socorreu os pobres e os necessitados por todos os meios.

† 1923

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT