19ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Primeira Leitura (Js 24,1-13)

Leitura do Livro de Josué

Naqueles dias, 1 Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. 2 Então Josué falou a todo o povo: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Vossos pais, Taré, pai de Abraão e de Nacor habitaram outrora do outro lado do rio Eufrates e serviram a deuses estranhos. 3 Mas eu tirei Abraão, vosso pai, dos confins da Mesopotâmia, e o conduzi através de toda a terra de Canaã, e multipliquei a sua descendência. 4 Dei-lhe Isaac, e a este dei Jacó e Esaú. E a Esaú, um deles, dei em propriedade o monte Seir; Jacó, porém, e seus filhos desceram para o Egito. 5 Em seguida, enviei Moisés e Aarão e castiguei o Egito com prodígios que realizei em seu meio, e depois disso vos tirei de lá. 6 Fiz, portanto, que vossos pais saíssem do Egito, e assim chegastes ao mar. Os egípcios perseguiram vossos pais, com carros e cavaleiros, até ao mar Vermelho. 7 Vossos pais clamaram então ao Senhor, e ele colocou trevas entre vós e os egípcios. Depois trouxe sobre estes o mar, que os recobriu. Vossos olhos viram todas as coisas que eu fiz no Egito e habitastes no deserto muito tempo. 8 Eu vos introduzi na terra dos amorreus que habitavam do outro lado do rio Jordão. E, quando guerrearam contra vós, eu os entreguei em vossas mãos, e assim ocupastes a sua terra e os exterminastes. 9 Levantou-se então Balac, filho de Sefor, rei de Moab, e combateu contra Israel, e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10 Eu, porém, não o quis ouvir. Ao contrário, abençoei-vos por sua boca, e vos livrei de suas mãos. 11 A seguir, atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade — os amorreus, os fereseus, os cananeus, os hititas, os gergeseus, os heveus e os jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. 12 Enviei à vossa frente vespões que os expulsaram da vossa presença — os dois reis dos amorreus — e isso não com a tua espada nem com o teu arco. 13 Eu vos dei uma terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 135(136),1-3.16-18.21-22.24

– Eterna é a sua misericórdia!

– Eterna é a sua misericórdia!

– Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: Porque eterno é seu amor! Demos graças ao Senhor, Deus dos deuses: Porque eterno é seu amor! Demos graças ao Senhor dos senhores: Porque eterno é seu amor! 

– Ele guiou pelo deserto o seu povo: Porque eterno é seu amor! E feriu por causa dele grandes reis: Porque eterno é seu amor! Reis poderosos fez morrer por causa dele: Porque eterno é seu amor! 

– Repartiu a terra deles como herança: Porque eterno é seu amor! Como herança a Israel, seu servidor: Porque eterno é seu amor! 

– De nossos inimigos libertou-nos: Porque eterno é seu amor! 

 

Evangelho (Mt 19,3-12)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7 Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8 Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9 Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher — a não ser em caso de união ilegítima — e se casar com outra, comete adultério”. 10 Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11 Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero, Mártir – 14 de Agosto

São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero, Mártir

Nasceu na Polônia, em 1894. Morreu num campo de concentração nazista, oferecendo a sua vida em favor de um pai de família condenado à morte. Era franciscano conventual.

Devotadíssimo de Nossa Senhora, fundou, na Polônia, a Milícia da Imaculada. E para maior divulgação da devoção à Imaculada, criou a Revista Azul, destinada aos operários e camponeses, alcançando, em 1938, cerca de 1 milhão de exemplares.

Regressado à Polônia, foi preso pelos nazistas devido à influência que a revista e publicações marianas exerciam. Foi dia 7 de Fevereiro de 1941, em Varsóvia. Dali foi levado para Auschwitz e condenado a trabalhos forçados. Exerceu um verdadeiro apostolado no meio dos companheiros de infortúnio, encorajando-os a resistir com firmeza de ânimo.

Foi ali que se ofereceu para morrer no lugar de Francisco Gajowniczek. Único sobrevivente do grupo, no subterrâneo da morte, Maximiliano Kolbe resistiu por quinze dias à fome, à sede, ao desespero na escuridão do cárcere.

Confortava os companheiros, os quais, um após outro, aos poucos sucumbiam. Morreu com uma injeção de fenol que lhe administraram. Era o prisioneiro com o nº 16.670.

Foi no dia 14 de Agosto de 1941. Beatificado por Paulo VI em 1971, foi canonizado por João Paulo II, em 1982.

Toda a razão de ser, de sofrer e de morrer do Padre Kolbe esteve em perscrutar a resposta de Maria a Bernardette: “Sou a Imaculada Conceição”.

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

Oração – Ó São Maximiliano, seguidor fidelíssimo do Pobre de Assis, que inflamado de amor a Deus transcorreste a vida na prática assídua das virtudes heróicas e na obras santas do apostolado, volta o teu olhar a mim, teus devoto, que confio na tua intercessão. Amém

 

Com Santo Antônio Primaldo e oitocentos santos mártires de Otranto, decapitados por soldados otomanos.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

14/8

2. No Hilírico, na hodierna Croácia, Santo Ursicino, mártir.(† s. IV)

3. Em Apameia, na Síria, São Marcelo, bispo e mártir, que foi morto pelos pagãos, enfurecidos por ele ter destruído um templo dedicado a Júpiter.(† c. 390)

4. Em Roma, Santo Eusébio, que edificou a igreja do seu título no monte Esquilino. († s. IV-V)(† s. IV-V)

5. Em Ross, na Irlanda, São Facanano, bispo e abade, que ali construiu um mosteiro, célebre pelo ensino de ciências sagradas e humanas.(† s. VI)

6. Em Oudenburg, na Flandres, atualmente na Bélgica, o passamento de Santo Arnolfo, bispo de Soissons, que deixou a vida militar para abraçar a vida monástica e, eleito bispo, trabalhou arduamente pela paz e concórdia, e morreu finalmente no mosteiro por ele fundado.(† 1087)

7. Próximo de Montebaróccio, no Piceno,  Marcas, Itália, o Beato Santo de Urbino Brancorsíni, irmão leigo da Ordem dos Menores.(† 1390)

8. Em Otranto, na Apúlia, região da Itália, cerca de oitocentos santos mártires, que, constrangidos a renegar a fé durante uma incursão dos soldados otomanos, mas exortados por Santo António Primaldo, idoso tecelão, a perseverar na fé de Cristo, foram decapitados e receberam a coroa do martírio.(† 1480)

9. Em Nagasáki, no Japão, os santos mártires Domingos Ibáñes de Erquícia, presbítero da Ordem dos Pregadores, e Francisco Shoyemon, noviço da mesma Ordem, catequista, que, em ódio ao nome cristão, foram mortos pelo comandante supremo Tokugawa Yemítsu.(† 1633)

10. Em Coriano, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Isabel Rénzi, virgem, fundadora da Congregação das Piedosas Mestras de Nossa Senhora das Dores, que dedicou toda a sua energia para que as jovens pobres tivessem uma formação humana e catequética nas escolas.(† 1859)

11. Em Picassent, localidade da província de Valência, na Espanha, o Beato Vicente Rubiols Castelló, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, deu testemunho de Cristo com o martírio.(† 1936)

12. Em El Saler, junto da cidade de Valência, na Espanha, o Beato Félix Yuste Cava, presbítero e mártir, que, em virtude da sua intrépida fidelidade, recebeu do Senhor a recompensa eterna.(† 1936)

13. Perto de Barcelona, também na Espanha, a Beata Maria do Patrocínio de São José (Maria de Puiggraciós Josefa Francisca Badia Flaquer), virgem da Ordem das Carmelitas e mártir, que, na mesma perseguição, mereceu entrar no banquete celeste. († 1936)

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir – Memória | Quinta-feira

Primeira Leitura (Js 3,7-10a.11.13-17)

Leitura do Livro de Josué

Naqueles dias, 7 o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8 Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”. 9 Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10a E acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11 Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13 E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”. 14 Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15 Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem — pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita —, 16 então as águas, que vinham de cima, pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo, desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo atravessou, frente a Jericó. 17 E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 113A(114),1-2.3-4.5-6

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Quando o povo de Israel saiu do Egito, e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e Israel se transformou em seu domínio. 

– O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos.

– Ó mar, o que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós, colinas, parecendo cordeirinhos?

Evangelho (Mt 18,21-19,1)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caíu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1 Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Dulce Lopes Pontes, virgem – Memória | Quarta-feira

Primeira Leitura (Dt 34,1-12)

Leitura do Livro do Deuteronômio

Naqueles dias, 1 Moisés subiu das estepes de Moab ao monte Nebo, ao cume do Fasga que está defronte de Jericó. E o Senhor mostrou-lhe todo o país, desde Galaad até Dã, 2 o território de Neftali, a terra de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até ao mar ocidental, 3 o Negueb e a região do vale de Jericó, cidade das palmeiras, até Segor. 4 O Senhor lhe disse: “Eis aí a terra pela qual jurei a Abraão, Isaac e Jacó, dizendo: Eu a darei à tua descendência. Tu a viste com teus olhos, mas nela não entrarás”. 5 E Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, conforme a vontade do Senhor. 6 E ele o sepultou no vale, na terra de Moab, defronte de Bet-Fegor. E ninguém sabe até hoje onde fica a sua sepultura. 7 Ao morrer, Moisés tinha cento e vinte anos. Sua vista não tinha enfraquecido, nem seu vigor se tinha esmorecido. 8 Os filhos de Israel choraram Moisés nas estepes de Moab, durante trinta dias, até que terminou o luto por Moisés. 9 Josué filho de Nun estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as mãos. E os filhos de Israel lhe obedeceram e agiram, como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 10 Em Israel nunca mais surgiu um profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse face a face, 11 nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer na terra do Egito, contra o Faraó, os seus servidores e todo o seu país, 12 nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios, que Moisés fez à vista de todo Israel.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 65(66),1-3a.5 e 16-17 (R. cf. 20a.9a)

– Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, é ele que dá vida à nossa vida

– Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, é ele que dá vida à nossa vida

– Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras!” 

– Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens! Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Quando a ele o meu grito se elevou, já havia gratidão em minha boca! 

 

Evangelho (Mt 18,15-20)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15 “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Ponciano, Papa e Santo Hipólito, Presbítero, Mártires – 13 de Agosto

São Ponciano, Papa e Santo Hipólito, Presbítero, Mártires

 

Santos mártires Ponciano, Papa, e Hipólito, Presbítero, que foram deportados juntamente para a Sardenha, onde cumpriram a mesma pena da condenação e, ao que parece, ao mesmo tempo alcançaram a mesma coroa de glória.

Os seus corpos foram sepultados em Roma: Ponciano no cemitério da Via Tiburtina, Hipólito no cemitério de Calisto.

 Ponciano, da antiga e nobre família dos Calpurni, foi eleito papa em 230, durante o império do manso e sábio Alexandre Severo, cuja tolerância a respeito de religião permitiu à Igreja reorganizar-se. Mas precisamente nesta trégua de paz foi que aconteceu na Igreja de Roma a primeira funesta cisão que contrapôs ao legítimo pontífice um antipapa, na pessoa de Hipólito, restituído por um provincial martírio à unidade e à santidade. Hipólito, sacerdote culto e austero, pouco inclinado ao perdão e temeroso que em toda reforma houvesse erro, chegou a acusar de heresia o próprio pontífice são Zeferino e o diácono Calisto, e quando este último foi eleito papa em 217, rebelou-se.

Manteve-se no cisma também durante o pontificado de santo Urbano II e de são Ponciano. Maximiano, encontrando-se diante de uma Igreja com dois chefes, sem titubear mandou ambos para os trabalhos forçados numa mina da Sardenha. Ponciano foi o primeiro Papa a ser deportado. Era fato novo que se verificava na Igreja e Ponciano soube resolvê-lo com sabedoria e humildade: para que os cristãos não ficassem privados do seu pastor, renunciou ao pontificado.

Para lhe suceder veio o grego Antero, que governou a Igreja por quarenta dias apenas. O gesto generoso de Ponciano deve ter comovido o intransigente Hipólito, que morreu de fato reconciliado com a Igreja em 235. Segundo uma epígrafe ditada pelo Papa Dâmaso, Hipólito, embora obstinado no cisma por mal-entendido zelo, na hora da prova, “no tempo em que a espada cortava as vísceras da santa Mãe Igreja, fiel a Cristo, ele caminhou para o reino dos santos”. Aos sequazes, que lhe perguntavam qual o pastor que deviam seguir, indicou o legítimo papa como o único guia e “por essa profissão de fé mereceu ser nosso mártir”.

Os corpos dos dois mártires, transportados com grande honra, foram sepultados em Roma: Hipólito na via Tiburtina e Ponciano nas catacumbas de são Calisto

Santos Ponciano e Hipólito, rogai por nós!

Oração – Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Ponciano e Hipólito governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Amém

 

Com Santa Radegunda, Rainha dos francos e Santa Gertrudes, Abadessa, filha da Santa Isabel, Rainha da Hungria. Também Santa Filomena.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

13/8

Santos mártires Ponciano, papa, e Hipólito, presbítero, que foram deportados juntamente para a Sardenha, onde cumpriram a mesma pena da condenação e, ao que parece, ao mesmo tempo alcançaram a mesma coroa de glória. Os seus corpos foram sepultados em Roma: Ponciano no cemitério da Via Tiburtina, Hipólito no cemitério de Calisto.(† c. 236)

2. Em Ímola, na Flamínia, hoje na Emília Romanha, região da Itália, São Cassiano, mártir, que, por ter recusado sacrificar aos ídolos, foi condenado e entregue às crianças de quem tinha sido professor, para que o torturassem com os estiletes usados para escrever, tornando a pena do martírio tanto mais dolorosa quanto menos pesada era a mão que o feria.(† c. 300)

3. Em Lião, na Gália, atualmente na França, Santo Antíoco, bispo, que, ainda na situação de presbítero, fez uma longa viagem para visitar o seu antigo bispo São Justo, que então vivia num ermo do Egipto.(† c. 500)

4. Em Poitiers, na Aquitânia, também na atual França, Santa Radegunda, rainha dos Francos, que, vivendo ainda Clotário, seu esposo, recebeu o sagrado véu e entrou no mosteiro da Santa Cruz de Poitiers, que ela própria tinha feito construir, sob a Regra de São Cesário de Arles.(† 587)

5. Em Skemáris, na região de Lazika, situada na cordilheira do Cáucaso, o passamento de São Máximo Confessor, abade de Crisópolis, perto de Constantinopla, insigne pela sua doutrina e zelo pela verdade católica, que, por ter enfrentado corajosamente a heresia dos monotelistas, foi condenado pelo imperador herético Constante à mutilação da sua mão direita e, juntamente com dois dos seus discípulos, Anastásio o Monge e Anastásio Apocrisário, depois de suportar um atroz cativeiro e muitas sevícias, foi desterrado para o território da Lazika, onde entregou o espírito a Deus.(† 662)

6. Em Fritzlar, no território do Hesse, na Austrásia, hoje na Alemanha, São Vigberto, presbítero e abade, a quem São Bonifácio confiou o cuidado do mosteiro deste lugar.(† c. 739)

7. No mosteiro de Altenberg, no território de Wetzlar, também na Alemanha, a Beata Gertrudes, abadessa da Ordem Premonstratense, que, ainda criança, foi oferecida a Deus neste lugar por sua mãe, Santa Isabel, rainha da Hungria.(† 1297)

8. Em Kilmallock, na Irlanda, os beatos Patrício O’Healy, bispo de Mayo, e Cono O’Rourke, presbítero, ambos da Ordem dos Frades Menores, que, no reinado de Isabel I, por causa do seu sacerdócio declarado abertamente, foram condenados à morte e executados no patíbulo.(† 1579)

9. Em Warwick, na Inglaterra, o Beato Guilherme Freeman, presbítero e mártir, que, também condenado à morte no mesmo reinado de Isabel I apenas por ser sacerdote católico, diante do patíbulo começou a cantar o «Te Deum» e se dirigiu corajosamente para o suplício do martírio.(† 1595)

10. Em Roma, São João Berchmans, religioso da Companhia de Jesus, que, muito admirado por todos em virtude da sua sincera piedade, verdadeira caridade e constante bom humor, depois de uma breve enfermidade foi ao encontro da morte com a mesma alegria.(† 1621)

11. Em Viena, na Áustria, o Beato Marcos de Aviano (Carlos Domingos) Cristófori, presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, eminente pregador da palavra de Deus, que se dedicou sempre ao cuidado dos pobres e dos enfermos, incitando especialmente os poderosos do mundo, para que buscassem acima de tudo a fé e a paz.(† 1699)

Santa Joana Francisca de Chantal, Viúva, Fundadora – 12 de Agosto

Santa Joana Francisca de Chantal, Viúva, Fundadora

Nasceu em Dijon (França) no ano 1572.

Um herege permitiu-se diante dela falar contra a Santa Eucaristia; Joana, que tinha somente cinco anos, censurou-o asperamente. Mais tarde recusou desposar um fidalgo muito rico, porque era calvinista.

Quando chegou aos vinte anos, seu pai casou-a com o barão de Chantal, o mais velho da família de Rabutin. Era um oficial de vinte e sete anos, que servia com distinção e que Henrique IV honrava com seu favor. Teve seis filhos, que educou esmeradamente.

Tendo ficado viúva, como Clara com Francisco, assim foi Joana com Francisco de Sales: Levou, sob sua direção, uma admirável vida de perfeição, exercendo especialmente a caridade para com os pobres e os enfermos.

Fundou o Instituto da Visitação, as Visitandinas, que governou sabiamente.

Morreu em 1641.

Santa Joana Francisca de Chantal, rogai por nós!

Oração – Concedei-nos, ó Deus, a sabedoria e o amor que inspirastes à vossa filha Santa Joana Francisca de Chantal, para que, seguindo seu exemplo de fidelidade, nos dediquemos ao vosso serviço. Amém

 

 

Com Beato Amadeu da Silva Jovem nobre da corte portuguesa e irmão de Santa Beatriz da Silva

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

12/8

2. Em Catânia, na Sicília, atualmente região da Itália, Santo Euplo, mártir, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, segundo a tradição, foi metido no cárcere pelo governador Calvisiano por ter sido encontrado com o livro dos Evangelhos nas mãos; interrogado várias vezes, gloriou-se de ter o Evangelho no coração e por isso foi flagelado até a morte.(† 304)

3. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos Aniceto e Fócio, mártires.(† s. IV)

4. Em Killala, na Irlanda, São Muredach, bispo.(† c. s. V)

5. Também na Irlanda, no mosteiro que recebeu o seu nome, Santa Lélia, virgem.(† s. V)

6. Em Bréscia, na Lombardia, região da Itália, Santo Herculano, bispo.(† s. VI)

7. Em Lérins, ilha da Provença, atualmente na França, os santos mártires Porcário, abade, e muitos outros monges, que, segundo a tradição foram mortos pelos Sarracenos.(† c. s. VIII)

8. Em Ruthin, no País de Gales setentrional, o Beato Carlos Meehan, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, natural da Irlanda, que foi preso ao passar por aquele país em direção à sua pátria e, condenado à morte por ter entrado como sacerdote no território sob o domínio do rei Carlos II, foi enforcado e esquartejado, assim alcançando a palma do martírio.(† 1679)

9. Em Roma, o Beato Inocêncio XI, papa, que dirigiu sabiamente a Igreja, embora atribulado por duros sofrimentos e tribulações.(† 1689)

10. Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Pedro Jarrige de la Morélie de Puyredon, presbítero e mártir, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, exposto sem interrupção à ardente irradiação solar, morreu por Cristo.(† 1794)

11. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos mártires Tiago Dô Mai Nam My, presbítero, Antônio Nguyen Dich, agricultor, e Miguel Hguyen Huy My, médico, que, no tempo do imperador Minh Mang, depois de cruéis suplícios, foram decapitados por serem cristãos. († 1838)

12. Em Hornachuelos, vila próxima de Córdova, na Espanha, a Beata Vitória Díez y Bustos de Molina, virgem e mártir, que exerceu o ofício de professora no Instituto Teresiano e, durante a violenta perseguição contra a Igreja, proclamou a sua fé cristã e sofreu o martírio, enquanto exortava os outros a seguir o mesmo caminho.(† 1936)

13. Em Valdemoro, próximo de Madrid, também na Espanha, o Beato Flávio (Atilano Dionísio Argüeso González), religioso da Ordem de São João de Deus e mártir, que, na mesma perseguição, foi morto em ódio à fé cristã.(† 1936)

14. Em Barbastro, próximo de Huesca, no território de Aragão, também na Espanha, os beatos Sebastião Calvo Martínez, presbítero, e cinco companheiros[1], mártires, religiosos da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, que, na mesma perseguição, terminaram vitoriosos o glorioso combate.

[1] Estes são os seus nomes: Pedro Cunill Padrós, José Pavón Bueno, Nicásio Sierra Ucar, presbíteros; Venceslau Claris Vilarregut, subdiácono; Gregório Chirivás Lacambra, religioso.(† 1936)

15. Em Tarragona, também na Espanha, o Beato Antônio Perulles Estivill, presbítero da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir, que, na mesma violenta perseguição, consumou na rua o seu martírio.(† 1936)

16. Em Fuencarral, na cidade de Madrid, também na Espanha, o Beato Boaventura Garcia Paredes, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir na mesma perseguição religiosa.(† 1936)

17. Em Puente del Arzobispo, próximo de Toledo, também na Espanha, o Beato Domingos Sánchez Lázaro, presbítero da diocese de Toledo e mártir, que, durante a mesma perseguição, pela perseverança na fé mereceu configurar-se com Cristo.(† 1936)

18. Em Villacañas, próximo de Toledo, também na Espanha, o Beato Francisco Maqueda López, candidato ao presbiterado e mártir, que, durante a perseguição, suportou por amor de Cristo todas as adversidades até alcançar a palma celeste.(† 1936)

19. Em Dachau, próximo de Munique da Baviera, na Alemanha, os beatos Floriano Stepniak, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, e José Straszewski, presbíteros e mártires, que, durante a invasão militar da Polônia, morreram no campo de concentração envenenados numa câmara de gás.(† 1942)

20. Em Planegg, também próximo de Munique da Baviera, na Alemanha, o Beato Carlos Leisner, presbítero do Movimento Apostólico de Shönstatt e mártir, que, ainda diácono, por causa da sua pública profissão de fé e incansável zelo apostólico, foi metido no cárcere e, ordenado sacerdote no campo de concentração de Dachau, depois de ter saído em liberdade, morreu devido aos tormentos sofridos no cativeiro.(† 1945)

19ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Primeira Leitura (Dt 31,1-8)

Leitura do Livro do Deuteronômio

1 Moisés dirigiu-se a todo Israel com as seguintes palavras: 2 ‘Tenho hoje cento e vinte anos e já não posso deslocar-me. Além do mais, o Senhor me disse: ‘Não atravessarás este rio Jordão’, 3 ‘É o Senhor teu Deus que irá à tua frente; ele mesmo, à tua vista, destruirá todas essas nações, para que ocupes suas terras. Josué passará adiante de ti, como disse o Senhor. 4 E o Senhor fará com esses povos o que fez com Seon e Og, reis dos amorreus, e com suas terras, que ele destruiu. 5 Quando, pois, o Senhor os entregar a vós, fareis com eles exatamente o que vos ordenei. 6 Sede fortes e valentes; não vos intimideis nem tenhais medo deles, pois o Senhor teu Deus é ele mesmo o teu guia, e não te deixará nem te abandonará’. 7 Depois Moisés chamou Josué e, diante de todo Israel, lhe disse: ‘Sê forte e corajoso, pois és tu que introduzirás este povo na terra que o Senhor sob juramento prometeu dar a seus pais, e és tu que lhe darás a posse dela. 8 O Senhor, que é o teu guia, marchará à tua frente, estará contigo e não te deixará nem te abandonará. Por isso, não temas nem te acovardes’.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Dt 32,3-4a.7.8.9 e 12 (R. 9a)

– A porção do Senhor é o seu povo.

– A porção do Senhor é o seu povo.

– O nome do Senhor vou invocar; vinde todos e dai glória ao nosso Deus! Ele é a Rocha: suas obras são perfeitas. 

– Recorda-te dos dias do passado e relembra as antigas gerações; pergunta, e teu pai te contará, interroga, e teus avós te ensinarão. 

– Quando o Altíssimo os povos dividiu e pela terra espalhou os filhos de Adão, as fronteiras das nações ele marcou de acordo com o número de seus filhos; 

– mas a parte do Senhor foi o seu povo, e Jacó foi a porção de sua herança. O Senhor, somente ele, foi seu guia, e jamais um outro deus com ele estava. 

Evangelho (Mt 18,1-5.10.12-14)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou de coração humilde e manso!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 1 Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: ‘Quem é o maior no Reino dos Céus?’ 2 Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3 e disse: ‘Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4 Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5 E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10 Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12 Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? 13 Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. 14 Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos’.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Clara, virgem – Memória | Segunda-feira

Primeira Leitura (Dt 10,12-22)

Leitura do Livro do Deuteronômio

Moisés falou ao povo, dizendo: 12 “E agora, Israel, o que é que o Senhor teu Deus te pede? Apenas que o temas e andes em seus caminhos; que ames e sirvas ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, 13 e que guardes os mandamentos e preceitos do Senhor, que hoje te prescrevo para que sejas feliz. 14 Vê: é ao Senhor teu Deus que pertencem os céus, o mais alto dos céus, a terra e tudo o que nela existe. 15 No entanto, foi a teus pais que o Senhor se afeiçoou e amou; e, depois deles, foi à sua descendência, isto é, a vós, que ele escolheu entre todos os povos, como hoje está provado. 16 Abri, pois, o vosso coração, e não endureçais mais vossa cerviz, 17 porque o vosso Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas nem aceita suborno. 18 Ele faz justiça ao órfão e à viúva, ama o estrangeiro e lhe dá alimento e roupa. 19 Portanto, amai os estrangeiros, porque vós também fostes estrangeiros na terra do Egito. 20 Temerás o Senhor teu Deus e só a ele servirás; a ele te apegarás e jurarás por seu nome. 21 Ele é o teu louvor, ele é o teu Deus, que fez por ti essas coisas grandes e terríveis que viste com teus próprios olhos. 22 Ao descerem para o Egito, teus pais eram apenas setenta pessoas, e agora o Senhor teu Deus te fez tão numeroso como as estrelas do céu”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 147(147B),12-13.14-15.19-20 (R. 12a)

– Glorifica o Senhor, Jerusalém!

– Glorifica o Senhor, Jerusalém!

– Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou. 

– A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz. 

– Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. 

 

Evangelho (Mt 17,22-27)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 22 quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23 Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. 24 Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do Templo?” 25 Pedro respondeu: “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: “Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos?” 26 Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27 Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Clara de Assis, Virgem, Fundadora – 11 de Agosto

Santa Clara de Assis, Virgem, Fundadora

De família nobre, dotada de extraordinária beleza e possuidora de muitas riquezas, nasceu em Assis, em 1193. Conterrânea de São Francisco, Clara foi sua discípula e fiel intérprete de seu ideal ascético.

Aos 18 anos, fugiu de casa para se consagrar a Deus, mediante uma vida de absoluta pobreza, a exemplo de Francisco de Assis, juntamente com Inês, sua irmã mais jovem, e outras companheiras.

Clara se instalou no Oratório de São Damião, dando início às Clarissas. Procuravam em tudo viver o ideal franciscano da pobreza, a qual amou tanto que nunca mais quis separar-se dela, nem sequer na extrema indigência e na enfermidade.

Conta-se nos “fioretti” que um dia, Francisco mandou dizer a Clara que rezasse a Deus para que ele pudesse saber o que mais Lhe agradava: dedicar-se à pregação ou à oração. Depois de muita oração, o mensageiro levou a resposta a Francisco: “Tanto a frei Silvestre como a irmã Clara e sua irmã, Cristo respondeu e revelou que sua vontade é que vás pelo mundo a pregar, porque Ele não te escolheu para ti somente, mas também para a salvação dos outros!”.

Em 1198, ocorreu uma invasão moura à Assis e em meio a muita pobreza e necessidade aconteceu um fato que consagrou Santa Clara para sempre na história. Eles tentaram invadir o convento e Santa Clara, mesmo acamada e doente, fez questão de ir até o portão de entrada. Ali, em lágrimas, ela conseguiu pegar o ostensório com o Santíssimo Sacramento e proferir as seguintes palavras, “Senhor, guardai Vós estas vossas servas, porque eu não as posso guardar”. Ouviu-se então uma voz suave dizendo, “Eu te defenderei para sempre”. Imediatamente os mouros são tomadas por um medo descomunal e fogem, deixando o convento intacto e a salvo.

As mulheres queriam ser puras como Clara e os homens aprendiam a respeitar a pureza das mulheres.

Santa Clara é apresentada com a Custódia do Santíssimo Sacramento na mão a deter os mouros às portas de Assis.

Por lhe ter sido atribuído ver de longe o sepulcro de São Francisco, foi ela declarada padroeira da televisão.

 

Santa Clara de Assis, rogai por nós!

 

Oração – Santa Clara por teu amor à Paixão de Jesus, alcança-nos força e coragem na provação; por teu amor à Igreja, alcança-nos a fé, a esperança e a caridade. Amém.

 

 

 

Com São Tibúrcio e Santa Suzana, mártires em Roma

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

11/8

Memória de Santa Clara, virgem, a primeira das Damas Pobres da Ordem dos Menores, que, seguindo o caminho espiritual de São Francisco, abraçou em Assis uma vida austera, mas rica de obras de caridade e piedade. Amou tanto a pobreza que nunca mais quis separar-se dela, nem sequer na extrema indigência e na enfermidade.(† 1253)

2. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia, Santo Alexandre, chamado o Carvoeiro, bispo, que, passando da sua eminente erudição na filosofia à ciência da humildade cristã, foi elevado por São Gregório o Taumaturgo à sede episcopal desta Igreja, que ilustrou não só com a pregação, mas também com o martírio consumado nas chamas da fogueira.(† s. III)

3. Em Roma, cemitério “Ad Duas Lauros”, Via Labicana, São Tibúrcio, mártir, cujos louvores foram celebrados pelo papa São Dâmaso.(† s. III-IV)

4. Também em Roma, a comemoração de Santa Susana, a cujo nome, celebrado entre os mártires nos antigos memoriais, foi dedicado a Deus no século VI uma basílica no título de Gaio junto das Termas de Diocleciano.(† data inc.)

5. Em Assis, na Úmbria, hoje na Toscana, região da Itália, São Rufino, que é considerado o primeiro bispo desta cidade e mártir.(† c. s. IV)

6. Em Benevento, na Campânia, também região da Itália, São Cassiano, bispo.(† s. IV)

7. Em Évreux, na Gália, hoje na França, São Taurino, que é venerado como primeiro bispo desta cidade.(† c. s. V)

8. Na Irlanda, Santa Atracta, abadessa, que, segundo a tradição, recebeu das mãos de São Patrício o véu das virgens.(† s. V)

9. Na província de Valéria, hoje na Úmbria, região da Itália, Santo Equício, abade, que, como escreve o papa São Gregório Magno, pela sua santidade foi pai de muitos mosteiros e, onde quer que chegasse, abria a fonte da Sagrada Escritura.(† a. 571)

10. Em Cambrai, na Austrásia, atualmente na França, São Gaugerico, bispo, insigne pela sua piedade e caridade para com os pobres, que foi ordenado diácono por Magnerico de Tréveris e, eleito depois para a sede episcopal de Cambrai, exerceu o ministério durante trinta e nove anos.(† c. 625)

11. Em Arles, na Provença, também na atual França, Santa Rustícola, abadessa, que dirigiu santamente as monjas durante quase sessenta anos.(† 632)

12. Em Gloucester, na Inglaterra, os beatos João Sandys e Estêvão Rowsham, presbíteros, e Guilherme Lampley, alfaiate, mártires, que, no reinado de Isabel I, embora em dias diversos e não conhecidos, sofreram os mesmos suplícios por Cristo.(† 1586, 1587, 1588)

13. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João (Tiago Jorge Rhem), presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, encerrado durante a perseguição contra a fé no sórdido cárcere, exortava à esperança os seus companheiros de cativeiro duramente atribulados, até que ele próprio, atingido por uma doença incurável, morreu por Cristo.(† 1794)

14. Em Milão, na Itália, o Beato Luís Birághi, presbítero da diocese de Milão, fundador da Congregação das Irmãs de Santa Marcelina.(† 1879)

15. Em Agullent, povoação do território de Valência, na Espanha, o Beato Rafael Afonso Gutiérrez, mártir, pai de família, que, durante a violenta perseguição contra a fé, derramou o seu sangue por Cristo. Com ele comemora-se também o beato mártir Carlos Díaz Gandia, que, na mesma localidade e no mesmo dia, venceu o combate da fé e alcançou a vida eterna.(† 1936)

16. Em Prat de Compte, povoação próxima de Tarragona, também na Espanha, o Beato Miguel Domingos Cendra, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, mereceu receber a sublime palma do martírio.(† 1936)

17. Nos confins do Tibete, o Beato Maurício Tornay, presbítero e mártir, cônego regular da Congregação dos Santos Nicolau e Bernardo de Mont-Joux, que anunciou ardorosamente o Evangelho na China e no Tibete e foi assassinado pelos inimigos em ódio ao nome de Cristo.(† 1949)

São Lourenço, Diácono, Mártir – 10 de Agosto

São Lourenço, Diácono, Mártir

Era o primeiro dos sete Diáconos da Igreja. A sua função era muito importante e depois do Papa, era o primeiro responsável pelas coisas da Igreja.

Como Diácono, tinha o encargo de assistir o Papa nas celebrações; administrar os bens da Igreja, dirigir a construção doscemitérios, olhar pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas.

Preso, foi intimado a comparecer diante do prefeito Cornelius Saecularis, a fim de prestar contas dos bens e das riquezas que a Igreja possuía. Pediu, então, um prazo para fazê-lo, dizendo que tudo entregaria e que a riqueza da Igreja ultrapassava a do Imperador e foram-lhe concedidos três dias.

Era a perseguição de Valeriano, em 258.

Ele reuniu os cegos, os coxos, os aleijados, toda sorte de enfermos, crianças e velhos. Anotou os nomes, etc. e apresentou ao Governador.

Indignado, o Governador ordenou um suplício especialmente cruel: amarrado sobre uma grelha, ser assado vivo e lentamente.

No meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu “bom humor cristão”. Dizia ao carrasco: “Vira-me, que deste lado já está bem assado … Agora está bom, está bem assado. Podes comer!…”

Foi executado quatro dias depois do martirio do Papa Sisto II e de seus companheiros. O seu culto remonta ao século IV.

A Roma cristã venera Lourenço com a mesmo veneração e respeito com que honra os primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana.

O que foi Santo Estêvão em Jerusalém, foi  São Lourenço em Roma.

São Lourenço, rogai por nós!

Oração- Ó Deus todo poderoso, que concedestes a São Lourenço a graça de vencer os tormentos do fogo abrasador, apagai em nosso coração as chamas dos nossos vícios. Amém.

 

Com Beatos Cláudio José Jouffret de Bonnefont, Francisco François e Lázaro Tiersot, reigiosos, mártires na Revolução Francesa.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

10/8

2. Comemoração dos santos mártires, que em Alexandria, no Egito, durante a perseguição do imperador Valeriano, no tempo do prefeito Emiliano, depois de terem suportado diversas e refinadas torturas por longo tempo, alcançaram com vários gêneros de morte a coroa do martírio.(† 257)

3. Em Dunblane, na Escócia, São Blano, bispo.(† s. VI)

4. Em Alcamo, na Sicília, região da Itália, o Beato Arcângelo de Calatafíni Piacentíni, presbítero da Ordem dos Menores, insigne pela austeridade da sua vida e pelo amor à solidão.(† 1460)

5. Em Iki, cidade do Japão, o Beato Agostinho Ota, religioso da Companhia de Jesus e mártir, que por Cristo foi degolado.(† 1622)

6. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Cláudio José Jouffret de Bonnefont, da Sociedade de São Sulpício, Francisco François, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, e Lázaro Tiersot, da Ordem Cartusiana, presbíteros e mártires, que, durante a Revolução Francesa, encerrados na sórdida galera, por causa do sacerdócio consumaram o seu martírio.(† 1794)

7. No lugar chamado El Saler, próximo de Valência, na Espanha, o Beato José Toledo Pellicer, presbítero e mártir, que, plenamente configurado com Cristo, Sumo Sacerdote, a quem fielmente servira, O imitou com o triunfo do martírio.(† 1936)

8. Em Valência, também na Espanha, o Beato João Martorell Sória, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que sofreu o martírio na mesma perseguição. Com ele é também comemorado o Beato mártir Pedro Mesonero Rodríguez, religioso da mesma Sociedade, que, em Vedat de Torrent, povoação do território de Valência, em dia desconhecido deu testemunho de Cristo, coroado com o martírio.(† 1936)

9. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique da Baviera, na Alemanha, os beatos Francisco Drzewiecki, da Congregação da Pequena Obra da Divina Providência, e Eduardo Grzymala, presbíteros e mártires, naturais da Polônia, que, durante a devastação da sua pátria em tempo de guerra, foram deportados para uma prisão estrangeira pelos perseguidores da fé e, envenenados pela inalação de gás mortífero, foram ao encontro de Cristo.(† 1942)