Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja – 02 de Maio

Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 02 de Maio

Santo Atanásio,

Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja · † 373

Defensor da Fé

Foi desterrado cinco vezes por defender a verdadeira religião. Nasceu em Alexandria, no Egito, no ano de 297. Ainda criança, no ano 311, presenciou o martírio de seu bispo Pedro de Alexandria e de outros cristãos, mortos durante as perseguições pagãs. Viveu também a alegria da liberdade concedida aos cristãos pelo imperador Constantino no ano de 313.

Dotado de grande inteligência e talento para a oratória, preparou-se para o sacerdócio. Tornou-se diácono e secretário de Alexandre, arcebispo de Alexandria. Com apenas 23 anos escreveu sua importante obra sobre a Encarnação de Jesus Cristo.

Nesse tempo surgiu a heresia de Ário, que negava a divindade de Cristo. Atanásio dedicou sua vida a combatê-la, contribuindo para a reunião dos bispos da Igreja a fim de defender a verdadeira fé.

Exilado diversas vezes por imperadores, perseguido e caluniado pelos arianos, seu longo episcopado foi marcado por sofrimentos constantes. Ainda assim, permaneceu firme, sem jamais ceder às pressões, tornando-se exemplo de coragem e fidelidade.

Fidelidade Inabalável

Jamais promessas ou ameaças conseguiram dobrá-lo. Nem perseguições, nem calúnias o afastaram da verdade. Pessoas de todas as condições encontravam nele um exemplo a admirar e imitar.

Santo Atanásio, rogai por nós!

“Deus, nosso Pai, cremos com toda a mente e com todo o coração que Jesus, vosso Filho, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. Concedei-nos permanecer firmes na fé e na verdade. Amém.”

Santo Atanásio, rogai por nós!

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de maio:

1
Santos Hespério e Zoé, esposos, e seus filhos Ciríaco e Teódulo
Em Atalia, na Panfília, hoje Antalya, na atual Turquia, que, segundo a tradição, no tempo do imperador Adriano, estando ao serviço dum pagão, todos eles, por ordem do seu amo, foram flagelados e duramente torturados por causa da sua livre profissão de fé; finalmente, lançados num forno em chamas, entregaram as suas almas a Deus.

(† s. II)

2
São Félix
Em Sevilha, na Espanha Bética, diácono e mártir.

(† s. IV)

3
Santos Vindemial, bispo de Gapsa, e Longinos, bispo de Parmária
Na Numídia e Mauritânia, que, por se terem oposto aos arianos no Concílio de Cartago, foram decapitados por ordem de Hunerico, rei dos Vândalos.

(† 483)

4
São Gualberto (ou Valberto)
Em Luxeuil, na Borgonha, na atual França, abade.

(† 665/670)

5
Santa Vilborada
Em São Galo, na região dos Helvécios, hoje na Suíça, virgem e mártir, que viveu recolhida numa pequena cela junto da igreja de São Magno, onde atendia ao povo, e, na incursão dos Húngaros, foi morta por causa da sua fé e voto religioso.

(† 926)

6
Beato Nicolau Hermansson
Em Linköping, na Suécia, bispo, que, sendo severo para consigo, se dedicou totalmente à sua Igreja e aos pobres e acolheu com honras condignas as relíquias de Santa Brígida.

(† 1391)

7
Santo Antonino
Em Florença, na Toscana, região da Itália, bispo, que se consagrou com vigilante prudência ao trabalho pastoral, resplandecendo pela sua santidade, rigor e doutrina.

(† 1459)

8
Beato Guilherme Tirry
Em Clonmel, na Irlanda, presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir sob o governo de Oliver Cromwell por perseverar fiel à Igreja Romana.

(† 1654)

9
São José Nguyen Van Luu
Em Vinh Long, no atual Vietnam, mártir, que, sendo agricultor e catequista, se entregou espontaneamente em vez do presbítero Pedro Luu e morreu no cárcere.

(† 1854)

10
São José Maria Rúbio Peralta
Em Aranjuez, na Espanha, presbítero da Companhia de Jesus, dedicado à direção espiritual e ao atendimento dos pobres.

(† 1929)

11
Beato Boleslau Strzelecki
No campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, presbítero e mártir, que, durante a guerra, foi encarcerado por causa da fé e morreu após torturas.

(† 1941)

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

4ª Semana da Páscoa | Sexta-feira

4ª Semana da Páscoa | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (At 13,26-33)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, tendo chegado a Antioquia da Pisídia, Paulo disse na sinagoga: 26 “Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação. 27 Os habitantes de Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo, cumpriram as profecias que se leem todos os sábados. 28 Embora não encontrassem nenhum motivo para a sua condenação, pediram a Pilatos que fosse morto. 29 Depois de realizarem tudo o que a Escritura diz a respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o colocaram num túmulo. 30 Mas Deus o ressuscitou dos mortos 31 e, durante muitos dias, ele foi visto por aqueles que o acompanharam desde a Galileia até Jerusalém. Agora eles são testemunhas de Jesus diante do povo. 32 Por isso, nós vos anunciamos este Evangelho: a promessa que Deus fez aos antepassados, 33 ele a cumpriu para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus, como está escrito no salmo segundo: ‘Tu és o meu filho, eu hoje te gerei'”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 2,6-7.8-9.10-11 (R. 7)

— Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

— Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

— “Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!”

— Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!

— E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito!

Evangelho (Jo 14,1-6)

Leitura da Primeira Carta de São Pedro.

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus Cristo, a fiel testemunha, primogênito dos mortos, nos amou e do pecado nos lavou, em seu sangue derramado.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1 “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3 e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4 E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”. 5 Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6 Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São José Patriarca da Igreja Católica – 01 de Maio

São José Patriarca da Igreja Católica

Santo do Dia – 1º de Maio

São José Operário,

Patriarca da Igreja Católica · Séc. I

Inspiração e Iniciativa

São José Operário

Em 1955, o Papa Pio XII instituiu a festa de “São José Operário” para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à “festa do trabalho”.

Uma vez que todas as nações celebram tal festa em 1º de maio, na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!”, o Papa deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

A figura de São José, o humilde e grande artesão de Nazaré, orienta para Cristo, Salvador do homem, Filho de Deus, que participou em tudo da condição humana. São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras é o mais desejoso de trabalhos santificados.

A Dignidade do Trabalho

A Igreja, nesta festa do trabalho, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer as obras produzidas pelo homem:

“Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho, a fim de que inspire, na vida social, as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”

É firmado, antes de tudo, que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar na obra criadora de Deus e de aprimorá-la; que ele possui um autêntico valor humano. O homem moderno tomou consciência desse valor ao reivindicar o respeito aos seus direitos e à sua personalidade. A Igreja “batiza” a festa do trabalho para proclamar o real valor do trabalho, aprovar e bendizer a ação das classes trabalhadoras na luta que, em alguns países, prosseguem para obter maior justiça e liberdade. Fá-lo também para pedir a todos os fiéis que reflitam sobre os ensinamentos do Magistério eclesiástico nestes últimos anos: Mater et Magistra de João XXIII e Populorum Progressio de Paulo VI.

O Sentido do Trabalho

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras é o mais desejoso de trabalhos santificados:

“Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).

Centro na Eucaristia

Nesta “festa do trabalho”, sob o patrocínio de São José Operário, reunimo-nos em assembleia eucarística, sinal de salvação, não para pôr a Eucaristia a serviço de um valor natural, mesmo nobilíssimo, mas porque Deus, que trabalhou na criação, na qual colaboram os que se tornaram filhos de Deus, se efetiva principalmente pela Eucaristia.

A Eucaristia encontra seu lugar numa festa do trabalho, porque esta revela ao mundo técnico o valor sobrenatural de suas buscas e iniciativas. Nossa participação na Eucaristia, enquanto nos permite colaborar mais e melhor no trabalho iniciado por Deus para criar o mundo novo, santifica a contribuição que damos ao trabalho humano, ensinando-nos que isso é colaboração com a ação criadora de Deus, e que o verdadeiro objetivo de todo trabalho é a construção do novo Reino.

São José Operário, rogai por nós! José — Significa “Deus acrescenta” ou “que Deus dê aumento”. Tem origem no hebraico Yosef. São José foi o esposo virginal de Maria e pai adotivo de Jesus Cristo, artesão de Nazaré, modelo de silêncio, trabalho e fidelidade.

“Ó Deus, criador do universo, que destes aos homens a lei do trabalho, concedei-nos, pelo exemplo e a proteção de São José, cumprir as nossas tarefas e alcançar os prêmios prometidos. Amém.”

São José Operário, rogai por nós!

São Peregrino Laziósi — Religioso da Ordem dos Servos de Maria, na Itália, padroeiro dos enfermos de câncer. († 1345)

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 1º de maio:

1
São José Operário Esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus. Artesão de Nazaré, modelo de silêncio, trabalho e fidelidade. Patrono dos trabalhadores, instituído pelo Papa Pio XII em 1955.
Séc. I
2
São Jeremias Profeta, que sofreu muitas tribulações.
† data inc.
3
Santo Andéolo Mártir, na França.
† data inc.
4
Santos Torcato e outros seis bispos Bispos de diversas cidades: Ctesifonte em Berja, Segundo em Ávila, Indalécio em Almeria, Cecílio em Elvira, Hesíquio em Carcesa e Eufrásio em Andújar.
† data inc.
5
Santo Amador Bispo, que procurou erradicar da sua cidade as superstições pagãs e instituiu o culto dos santos mártires, na França.
† 418
6
Santo Orêncio Bispo, que se esforçou por exterminar na sua cidade os costumes dos pagãos e estabelecer a paz entre os Romanos e o rei dos Visigodos em Toulouse, na atual França.
† c. 440
7
São Brioco Bispo e abade, que fundou um mosteiro no litoral da Armórica, na atual França.
† c. 500
8
São Segismundo Rei da Borgonha, que, convertido da heresia ariana à fé católica, na Suíça.
† 524
9
São Marculfo Eremita, depois monge e abade do mosteiro de Nanteuil, na França.
† c. 558
10
São Peregrino Laziósi Religioso da Ordem dos Servos de Maria, na Itália. Padroeiro dos enfermos de câncer.
† 1345
11
Beata Petronila Virgem, primeira abadessa do mosteiro das Clarissas deste lugar, na França.
† 1355
12
Santo Agostinho Schoeffler Presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir, que, depois de três anos de ministério apostólico, foi metido no cárcere.
† 1851
13
São João Luís Bonnard Presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir, que, condenado à morte por ter batizado vinte e cinco crianças, foi decapitado e assim alcançou a coroa do martírio.
† 1852
14
São Ricardo (Hermínio Filipe) Pampúri Que, depois de ter exercido generosamente a medicina na vida secular, ingressou na Ordem Hospitaleira de São João de Deus e, passados cerca de dois anos, adormeceu piedosamente no Senhor, na Itália.
† 1928
15
Beato Clemente Steptyckyj Presbítero e mártir, na Rússia.
† 1951

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

4ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

4ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (At 13,13-25)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

13 Paulo e seus companheiros embarcaram em Pafos e chegaram a Perge da Panfília. João deixou-os e voltou para Jerusalém. 14 Eles, porém, partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. 15 Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: “Irmãos, se vós tendes alguma palavra para encorajar o povo, podeis falar”. 16 Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e disse: “Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai! 17 O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos antepassados e fez deles um grande povo quando moravam como estrangeiros no Egito; e de lá os tirou com braço poderoso. 18 E, durante mais ou menos quarenta anos, cercou-os de cuidados no deserto. 19 Destruiu sete nações na terra de Canaã e passou para eles a posse do seu território, 20 por quatrocentos e cinquenta anos aproximadamente. Depois disso, concedeu-lhes juízes, até ao profeta Samuel. 21 Em seguida, eles pediram um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos. 22 Em seguida, Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: “Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade”. 23 Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. 24 Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25 Estando para terminar sua missão, João declarou: “Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 Responsório Sl 88(89),2-3.21-22.25 e 27 (R. cf. 2a)

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

— Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. Estará sempre com ele minha mão onipotente, e meu braço poderoso há de ser a sua força.

— Não será surpreendido pela força do inimigo, nem o filho da maldade poderá prejudicá-lo. Diante dele esmagarei seus inimigos e agressores, ferirei e abaterei todos aqueles que o odeiam.

— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder por meu nome crescerão. Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!'”

Evangelho (Jo 13,16-20)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus Cristo, a fiel testemunha, primogênito dos mortos, nos amou e do pecado nos lavou, em seu sangue derramado.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16 “Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17 Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes. 18 Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar.’ 19 Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou. 20 Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Pio V, Papa – 30 de Abril

São Pio V, Papa

Santo do Dia – 30 de Abril

São Pio V

São Pio V,

Papa, Defensor da Fé e do Rosário · † 1572

Origens

Batalha de Lepanto

Miguel Ghisleri, eleito Papa, em 1566, com o nome de Pio V, nasceu em Bosco Marengo, na província de Alexandria em 1504. Aos 14 anos, ingressara nos dominicanos. Após a ordenação sacerdotal, subiu rapidamente todos os degraus de excepcional carreira: professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e em Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi, Papa.

Má fama de Inquisidor
O título de inquisidor pode torná-lo antipático ao homem de hoje, que da inquisição tem conceito frequentemente deformado pelas narrações superficiais. Na verdade, Pio V foi Papa um tanto sacrificado, como sacrificados são todos os reformadores dos costumes. Mas é título de merecimento para ele ter debelado a simonia da Cúria romana e o nepotismo. Aos numerosos parentes que foram a Roma com a esperança de algum privilégio, Pio V disse que um parente do Papa pode considerar-se bastante rico se não estiver na miséria.

Contexto de Guerra

Em um período de guerras e instabilidades, houve a batalha de Lepanto. A frota turco-muçulmana estava pronta para o ataque decisivo no Golfo de Lepanto com trezentos navios que aguardavam a ordem para abater, definitivamente, a Europa Cristã. Às 12 horas, do dia 7 de outubro de 1571, teve início uma das batalhas navais mais determinantes da história cristã. Depois de três horas de ferozes combates, as forças aliadas da Liga Santa derrotaram as otomanas.

São Pio V e a Intercessão de Nossa Senhora

Importância da vitória para o Cristianismo
Essa vitória teve importância central no cristianismo, já que corria o risco de a Europa tornar-se muçulmana após o ataque e tomada das terras. O Papa Pio V convocou o povo a pedir a intercessão de Nossa Senhora rezando o terço pelo combate. Com a notícia da conquista naval, o Papa mandou tocar todos os sinos da Cidade Eterna em comemoração dos méritos da guerra. E, como sinal de agradecimento a Virgem Maria, instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário em 7 de outubro.

Importância doutrinária
A Batalha de Lepanto foi uma das páginas mais famosas ligadas à figura de Pio V, no civil Antônio Michele Ghislieri. Resolvido e inflexível, a sua figura é recordada, de modo particular, pela Contra Reforma, por ter combatido a heresia, e pela Liga Santa, a coalizão militar, que constituiu com os Estados europeus, para deter o avanço dos turcos na Europa. No entanto, foram importantes e numerosas também as suas decisões em matéria teológica e litúrgica.

Mais textos
Publicou novos textos do Breviário (1568), do Missal (1570) e do Catecismo Romano. Como pessoa inflexível, tomou uma série de medidas, entre as quais a bula In Coena Domini, com a qual tomava providências sobre a custódia da fé e a luta contra as heresias. Reduziu os gastos da corte papal, impôs a obrigação de residência aos Bispos e confirmou a importância do cerimonial; opôs-se a todo tipo de nepotismo e procurou melhorar, de todas as formas, os usos e costumes da população.

Pio V e as monarquias europeias

Concílio de Trento
São Pio V deu prova de grandes capacidades, também em relação às monarquias europeias. Conseguiu fazer prevalecer as decisões do Concílio de Trento, na Itália, Alemanha, Polônia e Portugal. Entre os monarcas católicos, somente o rei da França se opôs juntamente com a  excomunhão da rainha Inglesa Isabel I, pois era anglicana e procurou fortalecer a posição católica perante o protestantismo.

Atenção aos pobres
Durante o seu Pontificado, Pio V dedicou-se à assistência dos pobres e necessitados, criando estruturas assistenciais como o “Monte de Piedade” e os hospitais de São Pedro e de Santo Espírito. Durante a escassez de 1566, suprimiu todo e qualquer gasto supérfluo, distribuiu alimentos e promoveu serviços sanitários.

Morte e Canonização

Debilitado por uma longa enfermidade, Pio V faleceu no dia 1° de maio de 1572. Seus restos mortais descansam, ainda hoje, na Basílica de Santa Maria Maior em Roma. Cem anos após a sua morte, São Pio V foi beatificado pelo Papa Clemente X, no dia 27 de abril de 1672, e canonizado em 22 de maio de 1712.

São Pio V, rogai por nós!

Pio — Piedoso, bondoso. Origem do Nome Pio. Origem: Latina.

“Oração — Ao nosso Papa pedimos a fortaleza contra as heresias, a força contra o demônio e a tentação com uma santa devoção à Virgem Maria, a Senhora e Rainha das Batalhas. Com ele, pedimos por nossos governantes que sejam fiéis a Deus e comprometidos com o povo, comprometidos com a verdade. Amém.”

São Pio, rogai por nós!

São José Benedito Cottolengo —  Presbítero, que, pondo toda a confiança só no auxílio da Divina Providência, abriu uma casa onde recebeu pobres e todo o gênero de enfermos e marginalizados.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de abril:

1

Santa Sofia
Virgem e mártir. Em Fermo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† data inc.

2

São Quirino
Mártir, tribuno, coroou com o martírio o testemunho da sua fé. Em Roma, no cemitério de Pretextato, junto à Via Ápia

† c. s III

3

Santo Eutrópio
Bispo. Foi o primeiro bispo desta cidade, que, segundo a tradição, foi enviado para a Gália pelo Romano Pontífice. Em Saintes, na Aquitânia, hoje na França.

† s. III

4

Santos Diodoro e Rodopiano
Mártires. Em Afrodísia, na Cária, na hodierna Turquia. Durante a perseguição do imperador Diocleciano, foram apedrejados até à morte pelos seus concidadãos.

† s. IV

5

São Donato
Bispo. Em Euria, no Epiro, hoje Paramythi, na Grécia. que viveu com grande fama de santidade no tempo do imperador Teodósio.

† s. IV

6

São Lourenço
Presbítero e mártir. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, construiu uma sagrada fonte onde batizava as crianças que lhe eram confiadas para a sua educação; mas num dia em que conduziu a Deus um numeroso grupo de crianças pelo batismo, foi coroado com o martírio juntamente com os pequenos neófitos.

† s. IV

7

São Mercurial
Bispo. Em Forli, na Emília-Romanha, também região da Itália. Segundo a tradição, instituiu a sede episcopal nesta cidade.

† 1841

8

São Pompônio
Bispo. Em Nápoles, na Campânia, igualmente região da Itália. Construiu na cidade uma igreja dedicada ao Nome de Maria Mãe de Deus e, durante a ocupação militar dos Godos, defendeu da heresia ariana o povo que lhe estava confiado.

† s. VI

9

São Pedro Levita
Beato. Em Roma. Tendo sido monge no monte Célio, por mandato do papa São Gregório Magno administrou com prudência o patrimônio da Igreja de Roma e, ordenado diácono, foi ministro fiel do Sumo Pontífice.

† 605

10

Santo Augulo
Bispo. Em Viviers-sur-Rhône, na Neustria, na hodierna França. Que, segundo a tradição, construiu o primeiro hospital na cidade e libertou muitos escravos.

† s. IV

11

Santo Erconvaldo
Bispo. Em Barking, na Inglaterra. fundou dois mosteiros: um para homens, a que ele mesmo presidiu, e outro para mulheres, que foi dirigido por sua irmã, Santa Etelburges

† 693

12

Santos Amador, Pedro e Luís
Presbítero e mártir e monge. Em Córdoba, na Andaluzia, região da Espanha. Durante a perseguição dos Mouros, por não deixarem de pregar publicamente o Evangelho de Cristo, foram cruelmente assassinados.

† s. 855

13

São Gualfardo
Mártir. Em Verona, no Vêneto, região da Itália. Fabricante de selas oriundo da Germânia, que, depois de passar muitos anos na solidão, foi recebido pelos monges de São Salvador nesta cidade

† 1127

14

Santo Adjuto
Onde feito prisioneiro em tempo de guerra, foi torturado por causa da sua fé e, regressando à sua pátria, retirou-se numa cela, onde se entregou à vida penitente.

† s. 1131

15

Guilherme Southerne  
Beato. Em Newcastle-on-Tyne, na Inglaterra. Terminou os estudos na Lituânia, Espanha e Douai, depois de ser ordenado presbítero partiu para a Inglaterra e, por isso, no reinado de Jaime I, foi condenado ao suplício da forca.

† 1618

16

Bento de Urbino
Beato presbítero . Em Fossombrone, nas Marcas, região da Itália. Da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que foi companheiro de São Lourenço de Brindes na pregação frente aos hussitas e luteranos.

† s. 1625

17

Maria da Encarnação
No Quebec, província do Canadá. mãe de família, que, depois da morte do esposo, confiou o filho ainda pequeno aos cuidados da sua irmã e, professando a vida religiosa entre as Irmãs Ursulinas, fundou a casa destas Religiosas no Canadá e realizou obras admiráveis.

† 1672

18

São José Bento Cottolengo
Presbítero. Em Chiéri, perto de Aosta, no Piemonte, região da Itália. Pondo toda a confiança só no auxílio da divina Providência, abriu uma casa onde recebeu pobres e todo o gênero de enfermos e marginados.

† s. 1842

19

São José Tuan
Presbítero. Em An Bai, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam. da Ordem dos Pregadores e mártir, que, denunciado por ter administrado os sacramentos à sua mãe enferma, foi condenado à morte no tempo do imperador Tu Duc.

† 1861

20

Paulina von Mallinckrodt  
Beata. Em Paderborn, na Alemanha. Fundadora das Irmãs da Caridade Cristã, para instruir crianças pobres e cegas e prestar auxílio aos enfermos e aos necessitados.

† s. 1881

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

2. Em Fermo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, Santa Sofia, virgem e mártir.(† data inc.)

3. Em Roma, no cemitério de Pretextato, junto à Via Ápia, São Quirino, mártir, tribuno, coroou com o martírio o testemunho da sua fé.(† c. s. III)

4. Em Saintes, na Aquitânia, hoje na França, Santo Eutrópio, primeiro bispo desta cidade, que, segundo a tradição, foi enviado para a Gália pelo Romano Pontífice.(† s. III)

5. Em Afrodísia, na Cária, na hodierna Turquia, os santos Diodoro e Rodopiano, mártires, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, foram apedrejados até à morte pelos seus concidadãos.(† s. IV)

6. Em Euria, no Epiro, hoje Paramythi, na Grécia, São Donato, bispo, que viveu com grande fama de santidade no tempo do imperador Teodósio.(† s. IV)

7. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, São Lourenço, presbítero e mártir, que construiu uma sagrada fonte onde batizava as crianças que lhe eram confiadas para a sua educação; mas num dia em que conduziu a Deus um numeroso grupo de crianças pelo batismo, foi coroado com o martírio juntamente com os pequenos neófitos.(† s. IV)

8. Em Forli, na Emília-Romanha, também região da Itália, São Mercurial, bispo, que, segundo a tradição, instituiu a sede episcopal nesta cidade.(† s. IV)

9. Em Nápoles, na Campânia, igualmente região da Itália, São Pompônio, bispo, que construiu na cidade uma igreja dedicada ao Nome de Maria Mãe de Deus e, durante a ocupação militar dos Godos, defendeu da heresia ariana o povo que lhe estava confiado.(† s. VI)

10. Em Roma, o Beato Pedro Levita, que, tendo sido monge no monte Célio, por mandato do papa São Gregório Magno administrou com prudência o patrimônio da Igreja de Roma e, ordenado diácono, foi ministro fiel do Sumo Pontífice.(† 605)

11. Em Viviers-sur-Rhône, na Neustria, na hodierna França, Santo Augulo, bispo, que, segundo a tradição, construiu o primeiro hospital na cidade e libertou muitos escravos.(† s. VII)

12. Em Barking, na Inglaterra, o passamento de Santo Erconvaldo, bispo, que fundou dois mosteiros: um para homens, a que ele mesmo presidiu, e outro para mulheres, que foi dirigido por sua irmã, Santa Etelburges.(† 693)

13. Em Córdoba, na Andaluzia, região da Espanha, os santos mártires Amador, presbítero, Pedro, monge, e Luís, que, durante a perseguição dos Mouros, por não deixarem de pregar publicamente o Evangelho de Cristo, foram cruelmente assassinados.(† 855)

14. Em Verona, no Vêneto, região da Itália, São Gualfardo, fabricante de selas oriundo da Germânia, que, depois de passar muitos anos na solidão, foi recebido pelos monges de São Salvador nesta cidade.(† 1127)

15. Em Vernon-sur-Seine, na França, Santo Adjutor, que, feito prisioneiro em tempo de guerra, foi torturado por causa da sua fé e, regressando à sua pátria, retirou-se numa cela, onde se entregou à vida penitente.(† c. 1131)

16. Em Newcastle-on-Tyne, na Inglaterra, o Beato Guilherme Southerne, presbítero e mártir, que, terminados os estudos na Lituânia, Espanha e Douai, depois de ser ordenado presbítero partiu para a Inglaterra e, por isso, no reinado de Jaime I, foi condenado ao suplício da forca.(† 1618)

17. Em Fossombrone, nas Marcas, região da Itália, o Beato Bento de Urbino, presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que foi companheiro de São Lourenço de Brindes na pregação frente aos hussitas e luteranos.(† 1625)

18. No Quebec, província do Canadá, Santa Maria da Encarnação (Maria Guyart Martin), mãe de família, que, depois da morte do esposo, confiou o filho ainda pequeno aos cuidados da sua irmã e, professando a vida religiosa entre as Irmãs Ursulinas, fundou a casa destas Religiosas no Canadá e realizou obras admiráveis.(† 1672)

19. Em Chiéri, perto de Aosta, no Piemonte, região da Itália, São José Bento Cottolengo, presbítero, que, pondo toda a confiança só no auxílio da divina Providência, abriu uma casa onde recebeu pobres e todo o gênero de enfermos e marginados.(† 1842)

20. Em An Bai, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São José Tuan, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, denunciado por ter administrado os sacramentos à sua mãe enferma, foi condenado à morte no tempo do imperador Tu Duc.(† 1861)

21. Em Paderborn, na Alemanha, a Beata Paulina von Mallinckrodt, virgem, fundadora das Irmãs da Caridade Cristã, para instruir crianças pobres e cegas e prestar auxílio aos enfermos e aos necessitados.(† 1881)

Santa Catarina de Siena, Virgem, Terciária – 29 de Abril

Santa Catarina de Siena, Virgem, Terciária

Santo do Dia – 29 de Abril

Santa Catarina de Siena

Santa Catarina de Siena,

Virgem e Doutora da Igreja · † 1380

Irmã Leiga Dominicana

Santa Catarina de Siena Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal.

Cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar.

Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude.

Reformadora e Diplomata

Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.

Dois Papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos.

Conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas.

Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população europeia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos.

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro “Diálogo sobre a Divina Providência”, lido, estudado e respeitado até hoje.

A Morte

Catarina de Siena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva.

Foi declarada “doutora da Igreja” pelo papa Paulo VI em 1970.

Santa Catarina de Siena, rogai por nós!

Catarina — Nome de origem grega, Aikaterine, cujo significado mais aceito é “pura” ou “imaculada”. Também relacionado ao grego katharos, “puro, límpido”. Siena refere-se à cidade italiana onde nasceu e viveu.

“Oração — Santa Catarina de Sena, intrépida reformadora dos frades e das monjas da Ordem de São Domingos, ajudai-nos a amar com coragem, de maneira intensa e sincera, Cristo e a Igreja com o coração grande e apaixonado. Amém.”

Santa Catarina de Siena, rogai por nós!

São Tíquico — Discípulo do apóstolo São Paulo, a quem o Apóstolo nas epístolas chama irmão caríssimo, ministro fiel e seu companheiro no serviço do Senhor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de abril:

1
Santa Catarina de Siena
Virgem e Doutora da Igreja. Tomou o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos; trabalhou pela paz, pelo regresso do Pontífice Romano à Roma e pelo restabelecimento da unidade da Igreja; escreveu excelentes obras de doutrina espiritual.

† 1380

2
São Tíquico
Discípulo do apóstolo São Paulo, a quem o Apóstolo nas epístolas chama irmão caríssimo, ministro fiel e seu companheiro no serviço do Senhor.

† data inc.

3
São Torpes
Mártir. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.

† data inc.

4
São Severo
Bispo. Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, amado por Santo Ambrósio como irmão e pela sua Igreja como pai.

† c. 409

5
Santo Hugo
Abade. Em Cluny, na Borgonha, na atual França. Durante sessenta e um anos governou santamente o mosteiro, sempre dedicado à esmola e à oração, guardião da disciplina monástica e promotor zeloso da santa Igreja.

† 1109

6
Santo Acardo
Bispo de Avranches. Na abadia de La Lucerne d’Outremer, na Normandia, região da França. Tendo sido abade de São Víctor de Paris, escreveu vários tratados sobre a vida espiritual para conduzir a alma ao mais alto grau de perfeição.

† 1172

7
Santo Antônio Kim Song-u
Mártir. Em Seul, Coreia. Costumava reunir em sua casa muitos fiéis e, degolado no cárcere, morreu por Cristo.

† 1841

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

4ª Semana da Páscoa | Terça-feira

4ª Semana da Páscoa | Terça-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (At 11,19-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 19 aqueles que se haviam espalhado por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão, chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre e à cidade de Antioquia, embora não pregassem a Palavra a ninguém que não fosse judeu. 20 Contudo, alguns deles, habitantes de Chipre e da cidade de Cirene, chegaram a Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a Boa-Nova do Senhor Jesus. 21 E a mão do Senhor estava com eles. Muitas pessoas acreditaram no Evangelho e se converteram ao Senhor. 22 A notícia chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia. 23 Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24 É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor. 25 Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26 Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja, e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 86(87),1-3.4-5.6-7 (R. Sl 116(117),1a)

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.

— O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

— “Lembro o Egito e Babilônia entre os meus veneradores. Na Filistéia ou em Tiro ou no país da Etiópia, este ou aquele ali nasceu. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.

— Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”

Evangelho (Jo 10,22-30)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

22 Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23 Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24 Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”. 25 Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26 vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27 As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28 Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29 Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos um”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Pedro Chanel, Presbítero, Mártir – 28 de Abril

São Pedro Chanel, Presbítero, Mártir

Santo do Dia – 28 de Abril

São Pedro Chanel,

Presbítero e Mártir · † 1841

Desde jovem, queria ser missionário

São Pedro Chanel

Nasceu no dia 12 de julho de 1803, na pequena Cuet, França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou sacerdote.

Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em sua pátria.

Juntou-se a outros padres e foi para a Oceania
Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceania, em 1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio.

Grande parte da população se converteu

Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a cultura tão antagônica à do Ocidente, que primeiro ele teve de entender o povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido.

O martírio

Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape. Era o dia 28 de abril de 1841.

Foi o fim da vida terrestre para o marista, entretanto a semente que plantara, Musumuso não poderia matar. Quando o missionário Pedro Chanel desembarcou na minúscula ilha de Futuna, um fragmento das ilhas Fiji entre o Equador e o Trópico de Capricórnio, não se pode dizer que o lugar fosse um paraíso.

A pequena ilha é dividida em duas por uma montanha central, e cada lado era habitado por uma tribo, que vivia em guerra permanente, uma contra a outra. Hoje o local é, sim, um paraíso para os milhares de turistas que a visitam anualmente e para a população, que é totalmente católica e vive na paz no Senhor.

E se hoje é assim, muito se deve à semente plantada pelo trabalho de Pedro Chanel, que por esse ideal deu seu testemunho de fé. O novo mártir cristão foi beatificado em 1889 e inscrito no Martirológio Romano em 1954, sendo declarado padroeiro da Oceania.

São Pedro Chanel, rogai por nós!


Pedro Chanel — Pedro, do grego Pétros, significa “pedra” ou “rocha”. Chanel é sobrenome de origem francesa. Juntos evocam a solidez da fé e o enraizamento da missão na terra que o acolheu.

“Oração – Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Pedro Maria Chanel destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Amém.”

São Pedro Chanel, rogai por nós!

São Luís Maria Grignion de Montfort — Presbítero e Fundador, que percorreu as regiões ocidentais da França a anunciar o mistério da Sabedoria Eterna.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 28 de abril:

1

São Pedro Chanel
Presbítero e mártir. Na ilha de Futuna, Oceania. Primeiro mártir da Oceania, marista, foi assassinado pelo genro do cacique ao ver sua família converter-se ao cristianismo. Padroeiro da Oceania.

† 1841

2

Santo Afrodísio
Venerado como o primeiro bispo de Béziers, na França, antiga Biterra, na Gália Narbonense.

† data inc.

3

Santos Eusébio, Caralampo e companheiros
Mártires. Em Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia.

† data inc.

4

São Vital e Santos Valéria, Gervásio, Protásio e Ursicino
Mártires. Em Ravena, na Emília-Romanha, Itália. Venerados desde tempos imemoriais por terem defendido tenazmente a fé cristã.

† data inc.

5

Santos Máximo, Dada e Quintiliano
Mártires. Em Doróstoro, hoje Silistra, na Bulgária, durante a perseguição de Diocleciano.

† s. IV

6

São Prudêncio
Bispo de Tarazona, na Hispânia Tarraconense.

† s. V/VI

7

São Pânfilo
Bispo de Corfínio. Sepultamento em Sulmona, nos Abruzos, Itália.

† c. 700

8

Beato Luquésio
Em Poggibónsi, na Toscana, Itália. Converteu-se da avidez do lucro, abraçou a Ordem Terceira de São Francisco, vendeu os bens e dedicou-se ao serviço dos pobres em pobreza e humildade.

† 1260

9

Beata Maria Luísa de Jesus (Maria Luísa Trichet)
Virgem. Em Saint-Laurent-sur-Sèvre, França. Primeira religiosa a vestir o hábito das Filhas da Sabedoria, que governou com grande prudência.

† 1759

10

Santos Paulo Pham Khac Khoan, João Baptista Dinh Van Thanh e Pedro Nguyen Van Hieu
Mártires. Em Ninh-Binh, Tonquim, hoje Vietnam. Após três anos presos e torturados para negar a fé, foram degolados no tempo do imperador Minh Mang.

† 1840

11

Beato José Cebula
Presbítero Oblato e mártir. No campo de concentração de Mauthausen, Áustria. Natural da Polônia, deportado em ódio à fé, sofreu cruéis suplícios até à morte.

† 1941

12

Santa Joana Beretta Molla
Mãe de família. Em Magenta, próximo de Milão, Itália. Morreu antepondo a liberdade e a vida do filho nascituro à sua própria vida.

† 1962

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Zita, Virgem, Doméstica – 27 de Abril

Santa Zita, Virgem, Doméstica

Santo do Dia – 27 de Abril

Santa Zita,

Virgem e Doméstica · † 1278

Contemporânea de São Francisco

Santa Zita Santa Zita nasceu em 1218, na época ainda de São Francisco, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca, no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister e seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade.

Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer. Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade divina tornara-se para ela quase uma obsessão.

Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento converteu-se em flores.

Os Milagres

Conta-se que certo dia foi dar esmola a um necessitado, durante o seu tempo de trabalho. Vizinhos, tendo sido testemunhas desta “infração”, vieram logo avisar a família Fatinelli, para quem Zita trabalhava. A dona da casa foi à cozinha, para averiguar se havia atraso nos afazeres e, ó milagre, alguns Anjos estavam ocupados a fazer aquilo que Zita deveria ter feito durante o tempo em que foi fazer obra de caridade. Daí em diante, nunca mais foi impedida de seguir os seus instintos caritativos.

Um outro fato que sobre ela se conta igualmente é o seguinte: durante um período de grande fome que assolou a região, Zita continuou a praticar a caridade a que estava habituada, utilizando mesmo o que estava armazenado nos celeiros de seus patrões. Uma vez mais foi acusada, mas quando os seus patrões foram verificar os celeiros, ficaram admirados de os encontrar repletos: nada lá faltava.

Padroeira das Domésticas

Na hora da morte — aos 60 anos — tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Partiu para o Céu no dia 27 de Abril de 1278. O seu corpo é venerado na igreja de São Fredaino, em Lucca, Itália. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

Santa Zita, rogai por nós!

Zita — Significa “garotinha” ou “pequena sortuna”, “pequena afortunada”. Esse é um nome feminino com duas possíveis origens, italiana e latina.

“Ó Santa Zita, que no humilde trabalho doméstico soube ser solícita como foi Marta quando servis Jesus em Betânia, e piedosa como Maria Madalena, aos pés do mesmo Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que impõem meus trabalhos. Amém.”

Santa Zita, rogai por nós!

São Pedro Armengol — que, depois de ter sido chefe de salteadores, converteu-se a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se intensamente à redenção dos cativos na África.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de abril:

1
São Simeão
Bispo e mártir. Em Jerusalém. Segundo a tradição, era filho de Cleofas e parente do Salvador segundo a carne. Ordenado bispo de Jerusalém como sucessor de Tiago, sofreu muitos suplícios e recebeu a coroa do martírio na cruz.

† 107

2
São Polião
Leitor e mártir. Em Cíbali, na Panônia, hoje Vinkoveze, na Croácia. Preso na perseguição de Diocleciano, confessou com constância a sua fé em Cristo, recusou sacrificar aos ídolos e foi queimado fora dos muros da cidade.

† c. 303

3
São Teodoro
Abade. Em Tabennési, na Tebaida, no Egito. Discípulo de São Pacômio e pai da “Congregação” de mosteiros nesta região.

† s. IV

4
São Liberal
Eremita. Em Altino, na Venécia, no atual Vêneto, região da Itália.

† c. 400

5
São Magão (ou Magaldo)
Bispo. Na ilha de Man, na costa setentrional do País de Gales. Aureolado com a fama de grande santidade.

† s. VI

6
São João
Hegúmeno. Na ilha de Afúsia, na Propôntide, na atual Turquia. Combateu tenazmente a favor do culto das sagradas imagens no tempo do imperador Leão, o Armênio.

† s. IX

7
Santa Zita
Virgem. Em Lucca, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. De origem humilde, entregue com doze anos ao trabalho doméstico da família Fatinelli, permaneceu com admirável paciência ao seu serviço até à morte.

† 1278

8
São Pedro Ermengol
Mártir. Em Tarragona, no reino de Aragão, Espanha. Depois de ter sido chefe de salteadores, converteu-se a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se à redenção dos cativos na África.

† 1304

9
Beato Tiago de Ládere Varinger
Religioso da Ordem dos Menores. Em Bitetto, na Apúlia, região da Itália.

† c. 1485

10
Beata Catarina (Hossana)
Virgem. Em Cátaro, no Montenegro. Batizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem da Penitência de São Domingos e viveu em clausura cinquenta e um anos, dedicada à contemplação e à súplica pelo povo cristão durante a invasão dos Turcos.

† 1565

11
Beato Nicolau Roland
Presbítero. Em Reims, na França. Solícito pela formação cristã das crianças, construiu escolas para as meninas pobres e fundou a Congregação das Irmãs do Menino Jesus.

† 1678

12
São Lourenço Nguyen Van Huong
Presbítero e mártir. Em Ninh-Binh, no Tonquim, hoje no Vietnã. Preso numa noite em que visitava um moribundo, recusou calcar a cruz e foi flagelado e degolado no tempo do imperador Tu Duc.

† 1856

13
Beata Maria Antônia Bandrés y Elósegui
Virgem da Congregação das Filhas de Jesus. Em Salamanca, na Espanha. Seguiu com paciente serenidade, mesmo na desolação, a sua vida consagrada a Deus.

† 1919

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

4ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

4ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (At 11,1-18)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 1 os apóstolos e os irmãos, que viviam na Judeia, souberam que também os pagãos haviam acolhido a Palavra de Deus. 2 Quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis de origem judaica começaram a discutir com ele, dizendo: 3 “Tu entraste na casa de pagãos e comeste com eles!” 4 Então, Pedro começou a contar-lhes, ponto por ponto, o que havia acontecido: 5 “Eu estava na cidade de Jope e, ao fazer oração, entrei em êxtase e tive a seguinte visão: vi uma coisa parecida com uma grande toalha que, sustentada pelas quatro pontas, descia do céu e chegava até junto de mim. 6 Olhei atentamente e vi dentro dela quadrúpedes da terra, animais selvagens, répteis e aves do céu. 7 Depois ouvi uma voz que me dizia: ‘Levanta-te, Pedro, mata e come’. 8 Eu respondi: ‘De modo nenhum, Senhor! Porque jamais entrou coisa profana e impura na minha boca’. 9 A voz me disse pela segunda vez: ‘Não chames impuro o que Deus purificou’. 10 Isso repetiu-se por três vezes. Depois a coisa foi novamente levantada para o céu. 11 Nesse momento, três homens se apresentaram na casa em que nos encontrávamos. Tinham sido enviados de Cesareia, à minha procura. 12 O Espírito me disse que eu fosse com eles sem hesitar. Os seis irmãos que estão aqui me acompanharam e nós entramos na casa daquele homem. 13 Então ele nos contou que tinha visto um anjo apresentar-se em sua casa e dizer: ‘Manda alguém a Jope para chamar Simão, conhecido como Pedro. 14 Ele te falará de acontecimentos que trazem a salvação para ti e para toda a tua família’. 15 Logo que comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, da mesma forma que desceu sobre nós no princípio. 16 Então eu me lembrei do que o Senhor havia dito: ‘João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’. 17 Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós que acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Quem seria eu para me opor à ação de Deus?” 18 Ao ouvirem isso, os fiéis de origem judaica se acalmaram e glorificavam a Deus, dizendo: “Também aos pagãos Deus concedeu a conversão que leva para a vida!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 41(42),2.3 e 42(43),3.4 (R. cf. Sl 41(42), 3a)

– Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.

– Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.

– Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!

– A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?

– Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada!

– Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!

Evangelho (Jo 10,11-18 (O Bom Pastor)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 11 “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. 13 Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas. 14 Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15 assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. 16 Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir, escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. 17 É por isso que o Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. 18 Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi do meu Pai”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.