Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja
Santo do Dia – 02 de Maio
Santo Atanásio,
Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja · † 373
Defensor da Fé
Foi desterrado cinco vezes por defender a verdadeira religião. Nasceu em Alexandria, no Egito, no ano de 297. Ainda criança, no ano 311, presenciou o martírio de seu bispo Pedro de Alexandria e de outros cristãos, mortos durante as perseguições pagãs. Viveu também a alegria da liberdade concedida aos cristãos pelo imperador Constantino no ano de 313.
Dotado de grande inteligência e talento para a oratória, preparou-se para o sacerdócio. Tornou-se diácono e secretário de Alexandre, arcebispo de Alexandria. Com apenas 23 anos escreveu sua importante obra sobre a Encarnação de Jesus Cristo.
Nesse tempo surgiu a heresia de Ário, que negava a divindade de Cristo. Atanásio dedicou sua vida a combatê-la, contribuindo para a reunião dos bispos da Igreja a fim de defender a verdadeira fé.
Exilado diversas vezes por imperadores, perseguido e caluniado pelos arianos, seu longo episcopado foi marcado por sofrimentos constantes. Ainda assim, permaneceu firme, sem jamais ceder às pressões, tornando-se exemplo de coragem e fidelidade.
Fidelidade Inabalável
Jamais promessas ou ameaças conseguiram dobrá-lo. Nem perseguições, nem calúnias o afastaram da verdade. Pessoas de todas as condições encontravam nele um exemplo a admirar e imitar.
Santo Atanásio, rogai por nós!
“Deus, nosso Pai, cremos com toda a mente e com todo o coração que Jesus, vosso Filho, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. Concedei-nos permanecer firmes na fé e na verdade. Amém.”
Santo Atanásio, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de maio:
Em Atalia, na Panfília, hoje Antalya, na atual Turquia, que, segundo a tradição, no tempo do imperador Adriano, estando ao serviço dum pagão, todos eles, por ordem do seu amo, foram flagelados e duramente torturados por causa da sua livre profissão de fé; finalmente, lançados num forno em chamas, entregaram as suas almas a Deus.
(† s. II)
Em Sevilha, na Espanha Bética, diácono e mártir.
(† s. IV)
Na Numídia e Mauritânia, que, por se terem oposto aos arianos no Concílio de Cartago, foram decapitados por ordem de Hunerico, rei dos Vândalos.
(† 483)
Em Luxeuil, na Borgonha, na atual França, abade.
(† 665/670)
Em São Galo, na região dos Helvécios, hoje na Suíça, virgem e mártir, que viveu recolhida numa pequena cela junto da igreja de São Magno, onde atendia ao povo, e, na incursão dos Húngaros, foi morta por causa da sua fé e voto religioso.
(† 926)
Em Linköping, na Suécia, bispo, que, sendo severo para consigo, se dedicou totalmente à sua Igreja e aos pobres e acolheu com honras condignas as relíquias de Santa Brígida.
(† 1391)
Em Florença, na Toscana, região da Itália, bispo, que se consagrou com vigilante prudência ao trabalho pastoral, resplandecendo pela sua santidade, rigor e doutrina.
(† 1459)
Em Clonmel, na Irlanda, presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir sob o governo de Oliver Cromwell por perseverar fiel à Igreja Romana.
(† 1654)
Em Vinh Long, no atual Vietnam, mártir, que, sendo agricultor e catequista, se entregou espontaneamente em vez do presbítero Pedro Luu e morreu no cárcere.
(† 1854)
Em Aranjuez, na Espanha, presbítero da Companhia de Jesus, dedicado à direção espiritual e ao atendimento dos pobres.
(† 1929)
No campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, presbítero e mártir, que, durante a guerra, foi encarcerado por causa da fé e morreu após torturas.
(† 1941)
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT