São Galdinio, Bispo
Santo do Dia – 18 de Abril
São Galdino,
Um dos Padroeiros de Milão · † 1176
Um dos Padroeiros de Milão
Milão honra São Galdino, cujo nome aparece associado aos de São Ambrósio e São Carlos Borromeu, como um de seus principais padroeiros, no final da ladainha do rito milanês.
Nasceu em 1096 e cresceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII, e ali também se tornou religioso, passando logo a auxiliar diretamente o Arcebispo Oberto de Pirovano. Juntos enfrentaram um inimigo pesado, o antipapa Vitor IV, que, apoiado pelo imperador Frederico, o Barbarroxa, oprimia violentamente para dominar o mundo.
Como Milão fazia oposição, a cidade foi simplesmente arrasada em 1162. O Arcebispo e Galdino só não morreram porque procuraram abrigo junto ao Papa oficial, Alexandre III. Logo depois Oberto morreu, e o Arcebispado precisava de alguém que continuasse sua luta. O Papa não teve nenhuma dúvida em nomear o próprio Galdino e consagrou-o Bispo, pessoalmente, em 1166.
O Pão de São Galdino
Galdino não decepcionou sua Diocese católica. Praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente. Pregava contra os hereges, convertia multidões e socorria também os pobres que se encontravam presos por causa de dívidas, geralmente vítimas de agiotagem.
A esses serviu tanto que suas visitas de apoio receberam até um apelido: “o pão de são Galdino”. Uma espécie de “cesta básica” material e espiritual, pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma fonte de força e fé para lutar contra os opressores.
Tudo isso era feito paralelamente ao trabalho político, pois no plano da diplomacia defendia seu povo e sua terra em tudo o que fosse preciso.
A Morte
Morreu no dia 18 de abril de 1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja, e os políticos, inimigos da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de fiéis e religiosos, caiu morto de repente.
São Galdino, rogai por nós!
Galdino — Significa “comandante”, “o que comanda ou o que domina”. A origem do nome Galdino é possivelmente germânica.
“Oração – São Galdino, exemplo de fidelidade à sã doutrina, ajudai-me a ser também totalmente fiel. Amém.”
São Galdino, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de abril:
Mártires. Em Melitene, na antiga Arménia, hoje na Turquia.
† data inc.
Mártir. Na Pérsia, atualmente no Iraque. Superintendente dos artesãos do rei Sapor II, encorajou o presbítero Ananias e foi trespassado no pescoço, morrendo no Sábado Santo.
† 341
Bispo. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Acompanhou o papa São João I enviado a Constantinopla e foi depois preso com ele pelo rei Teodorico.
† c. 526
Abade. Em Leighlin, na Irlanda. Difundiu pacificamente na ilha a celebração da Páscoa segundo o costume romano.
† 638
Bispo e abade. No cenóbio de Lobbes, no Hainaut, hoje na Bélgica. Propagou a regra de São Bento e conduziu o povo da região à fé cristã.
† 713
Virgem. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Filha do imperador Constantino Coprônimo, empregou todos os seus bens para ajudar os pobres, redimir escravos e construir mosteiros.
† fin. s. VIII
Viúva, eremita e hegúmena. Na ilha Egina, Grécia. Ilustre pela sua observância da disciplina monástica e grandes virtudes.
† s. IX
Monge. Também na ilha Egina. Discípulo de São Gregório Decapolita, combateu valorosamente em defesa das sagradas imagens no tempo do imperador Leão o Arménio.
† d. 842
Presbítero e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha. Por combater a doutrina de Maomé e professar firmemente a fé em Cristo, foi encerrado no cárcere e depois morto pelos Mouros.
† 850
Abade. Em Bruges, na Flandres, atualmente na Bélgica. Depois de ficar viúvo e exercer funções no palácio condal por trinta anos, ingressou no mosteiro de Dune, que dirigiu santamente como terceiro abade.
† 1167
Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália. Trabalhou diligentemente para restaurar a cidade devastada pela guerra e, depois de uma pregação contra os hereges, entregou o espírito a Deus.
† 1176
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Montereale, nos Abruzos, região da Itália. Dedicou-se à pregação na Itália e na França.
† 1479
Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Gandia, Valencia, Espanha. Espoliado de todos os seus bens na juventude, cultivou de modo admirável a pobreza evangélica.
† 1602
Exemplar mãe de família. Em Pontoise, próximo de Paris, França. Introduziu o Carmelo na França e fundou cinco mosteiros; após a morte do esposo, professou ela própria a vida religiosa.
† 1618
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Durante a Revolução Francesa, foi degolado em ódio à fé cristã na Sexta-Feira da Paixão do Senhor.
† 1794
Presbítero e fundador da Congregação das Irmãs Mestras de Santa Doroteia. Em Veneza, cidade da Itália.
† 1866
Virgem. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundou a Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena, para socorrer as jovens indigentes e os pobres mais necessitados.
† 1923
Presbítero e mártir. Em Majdanek, próximo de Lublin, na Polônia. Por causa da fé cristã, foi encarcerado pelos soldados estrangeiros e, exausto pela fome e pela enfermidade, alcançou a glória eterna.
† 1943
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT