Santa Léia (ou Lia), Viúva, Religiosa
Santo do Dia – 22 de Março
Santa Léia (ou Lia),
Viúva e Religiosa · † c. 383
Rica Romana, Amiga de Santa Marcela
Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que, quando ficou viúva ainda jovem, recusou um novo casamento — como era o costume da época — para se juntar a Marcela, abadessa de uma comunidade criada em sua própria residência no Aventino, em Roma.
O local depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo — que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte —, e que viveu também nesse período (384) na cidade eterna.
Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestígio e pelos privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência.Recusou o Fausto por uma Cela
A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e, quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos.
Por isso, Léia foi eleita Madre Superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranquilidade e a mesma humildade.
A Morte
Léia morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o cônsul rejeitado por ela no ano de 384.
Na época dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado na residência romana.
Na carta que enviou àquelas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto Léia — antes vestida de rude roupa de saco — agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade.
Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver: na entrega total ao Senhor, ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.
Elogiada por São Jerônimo.
Santa Léia, rogai por nós!
Léia / Lia — Significa “nascida ou habitante do prado” ou “vaca selvagem”. Tem origem no nome hebraico Leah, que significa “vaca selvagem”, e está relacionado com a palavra árabe láan.
“Oração — Rogamos, pelo exemplo de Santa Léia, que embora fosse superiora colocou-se como escrava das outras religiosas, saibamos também nós encontrarmos alegria em servir e, em todas as circunstâncias, exercer a verdadeira caridade. Amém.”
Santa Léia, rogai por nós!
Santo Epafrodito — BA quem o Apóstolo São Paulo chamava de irmão, colaborador e companheiro de combate.
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de março:
A quem o Apóstolo São Paulo chama irmão, colaborador e companheiro de combate.
Bispo. Perto de Narbonne, cidade do litoral da Gália, hoje na França, junto da Via Domícia.
† s. III
Mártires. Na Galácia, na atual Turquia.
† data inc.
Presbítero e mártir. Em Ancara, na Galácia. Resistiu fortemente aos arianos durante o reinado de Constâncio e, no tempo de Juliano, foi preso e consumou o martírio após muitos tormentos.
† 362
Viúva romana, cujas virtudes e partida deste mundo para Deus receberam os louvores de São Jerônimo.
† c. 383
Bispo. Em Ósimo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Eleito pelo papa Urbano IV, conciliou a paz entre os cidadãos e, no espírito dos Frades Menores, quis morrer sobre a terra nua.
† 1282
Religioso da Companhia de Jesus e mártir. Em Londres, Inglaterra. Durante muitos anos construiu refúgios para esconder sacerdotes; encarcerado e durissimamente torturado no reinado de Jaime I, foi gloriosamente ao encontro de Cristo.
† 1606
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Morreu decapitado durante a Revolução Francesa, em ódio ao sacerdócio.
† 1794
Presbíteros e mártires. No campo de concentração de Stutthof, perto de Gdansk, na Polônia. Fuzilados em ódio à fé cristã durante a ocupação nazista.
† 1940
Bispo. Em Münster, na Alemanha. Refletiu entre o clero e o povo a imagem do bom Pastor; lutou abertamente contra os erros do nacional-socialismo e contra a violação dos direitos do homem e da Igreja. Chamado “o leão de Münster”.
† 1947
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT