São José de Cupertino, Presbítero
Santo do Dia – 18 de Setembro
São José de Cupertino,
O Padroeiro dos Estudantes · † 1663
Origens
Nasceu em 17 de junho de 1603, na cidadezinha de Cupertino, na província italiana de Lecce (José Maria Desa, filho de Félix e Francisca Panaca).
Sua família não levava uma vida fácil: o pai, Félix, foi envolvido na falência financeira de um conhecido a quem havia emprestado dinheiro, acabando na miséria. Por isso, José veio ao mundo em uma estrebaria, como Jesus, e, desde criança, teve de trabalhar em uma venda para contribuir com as despesas de casa. Chegou a ir à escola, mas foi acometido por uma úlcera gangrenosa, que o obrigou a deixar os estudos por cinco anos.
Sua mãe, Francisca Panaca, mulher forte e vigorosa, tentou dar-lhe uma formação básica por meio da narração da vida dos Santos, como a de São Francisco de Assis, despertando em José o desejo de seguir e imitar a vida do “Pobrezinho de Assis”.Vocação e Sacerdócio
Aos 16 anos, pediu para entrar na Ordem dos Frades Franciscanos Conventuais, no convento da “Grottella”. A sua pouca formação escolar, porém, não o ajudou, sendo obrigado a voltar à vida de antes. Buscou depois os Franciscanos Reformados e os Capuchinhos de Martina Franca, mas a resposta era sempre a mesma: pouca instrução, além de suas primeiras manifestações de êxtase, durante as quais deixava cair tudo das mãos.Diante da sentença do Supremo Tribunal de Nápoles, que o obrigava a trabalhar sem remuneração para pagar a dívida do pai já falecido, José voltou a pedir para entrar no convento de “Grottella”. Os frades levaram a sério a sua situação e o ajudaram a fazer um verdadeiro percurso de estudos. No exame para o Diaconato, José conhecia a fundo apenas uma passagem do Evangelho — precisamente aquela que o Bispo examinador lhe pediu para comentar. O mesmo prodígio repetiu-se, três anos depois, no exame para o Sacerdócio. Em 1628, José foi ordenado sacerdote.
“Irmão Burro” e Êxtases
Ciente das suas limitações culturais, José nunca renunciava aos trabalhos manuais mais simples, chegando a se apelidar de “Irmão burro”; ainda assim, dedicava-se ao serviço dos mais pobres. Quem o ouvia falar reconhecia nele a luz de uma teologia madura — era o dom da ciência infundida, que Deus lhe concedeu, e que o tornou um grande sábio.Acentuavam-se em José os fenômenos de êxtase e levitação, sobretudo quando pronunciava os nomes de Jesus e Maria. Tais episódios chamaram a atenção da Inquisição de Nápoles, que o convocou para averiguar se o jovem estaria abusando ou não da credulidade popular. Diante dos próprios juízes, reunidos no Mosteiro de São Gregório Armênio, José teve uma levitação. Foi absolvido de todas as acusações, mas o Santo Ofício determinou seu isolamento, longe das multidões.
A Eucaristia e a Morte
O futuro Santo passou de um convento a outro — Roma, Assis, Pietrarubbia, Fossombrone — até chegar a Ósimo, perto de Ancona, em 1656, por ordem do Papa Alexandre VII. Ali encontrou finalmente a paz, levando uma vida humilde, ao serviço do próximo, em colóquio pessoal com Deus que culminava na celebração Eucarística.São José de Cupertino faleceu em 18 de setembro de 1663, aos 60 anos. Bento XIV o beatificou em 1753, e Clemente XIII o canonizou em 16 de julho de 1767. Seus restos mortais descansam hoje em uma urna de bronze dourado, na cripta da igreja de Ósimo a ele dedicada, e um Santuário foi erguido em sua homenagem em Cupertino, sobre a estrebaria onde nasceu. Apesar das dificuldades nos estudos, recebeu o dom da ciência infundida e viveu momentos de êxtase com levitações — capacidade de “voar”, com a mente e com o corpo — o que o tornou padroeiro dos estudantes e universitários.
São José de Cupertino, rogai por nós! José — Do hebraico Yosef, significa “que Deus acrescente” ou “Deus aumentará”. Um dos nomes bíblicos mais difundidos na tradição cristã, remete à promessa de multiplicação e providência divina sobre a vida daquele que o carrega.“Tu, que alcançastes as mais altas ciências, não pela via intelectual, mas sim pelas vias místicas, ajudai-nos nos nossos estudos e no desejo mais sincero de conhecer a Deus. Ensinai-nos a descobrir em Jesus o caminho da sabedoria. Amém.”
São José de Cupertino, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de setembro:
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT
Nasceu em Cupertino, na Púglia, no ano de 1603.
Paupérrimo, viveu os primeiros meses de vida num estábulo, porque o pai, endividado, teve de vender tudo.
A vida deste santo tem aspectos desconcertantes. Aos 17 anos queria ser frade, mas os frades menores não o aceitaram porque era muito ignorante e os capuchinhos que o haviam acolhido como irmão leigo, pouco depois impuseram-lhe que depusesse o hábito por causa da sua grande confusão mental.
Em lugar algum o queriam de volta, nem a sua própria mãe. Finalmente, os frades menores de Grotella abriram-lhe as
portas do convento, confiando-lhe a princípio, as tarefas mais grosseiras da casa, como cuidar de uma mula. José auto definiu-se: “irmão burro”, ciente da sua pouca formação escolar e não obstante isso queria estudar para padre.
Sua humildade, sua doçura, seu amor à mortificação e à penitência tornaram-no alvo de tamanha veneração que num capítulo geral realizado em Altamura, em 1625, ficou decidido que seria recebido entre os religiosos do coro, a fim de preparar-se para as santas ordens.
Nos exames foi sorteada a única questão que ele sabia: comentar o Evangelho. Desde aquele momento começaram a aparecer na vida desse frade esquisito os sinais da predileção divina e fenômenos que atestam a santidade interior. Recebeu o dom da ciência infundida e de levitações místicas.
A prudência de que dava provas na direção das almas atraía para junto dele um avultado número de pessoas, até mesmo cardeais e príncipes.
Seus êxtases eram tão frequentes quanto maravilhosos. Teve, mesmo, vários em público, dos quais um grande número de pessoas da mais alta categoria foram testemunhas oculares, e cuja verdade atestaram sob juramento. Inclui-se entre essas testemunhas João Frederico, Duque de Brunswicy e de Hanovre, luterano que se converteu ao assistir um.
Jesus, atraí-me a vós, não posso mais continuar na terra!”
Os milagres não foram menos impressionantes do que os outros favores extraordinários que recebia de Deus.
É considerado padroeiro dos estudantes e aviadores
São José de Cupertino, rogai por nós!
Oração – Infunde em mim o teu fervor, a tua sabedoria e a tua fé. Amém

Com Santa Ricarda, virgem, que era rainha, mas, renunciando ao reino terreno, serviu a Deus num mosteiro por ela fundado. Em Andlau, na Alsácia da Lotaríngia, na atual Alemanha.
Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT
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1. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santo Oceano, mártir.(† data inc.)
2. Em Prymnesso, na Frígia, também na atual Turquia, Santa Ariadna, mártir.(† data inc.)
3. No território da Gália Vienense, hoje na França, São Ferréolo, mártir, que, segundo consta, era tribuno no tempo da perseguição e se recusou a prender os cristãos; por isso, feito prisioneiro por ordem do governador, foi cruelmente flagelado e metido no cárcere; tendo-se evadido, foi novamente capturado pelos perseguidores e, decapitado, recebeu a palma do martírio.(† s. III)
4. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio, bispo, cuja confissão de fé contra os erros arianos é louvada por Santo Atanásio.(† a. 355)
5. Em Avranches, no litoral da Bretanha Menor, atualmente na França, São Senário, bispo.(† s. VI)
6. Em Limoges, na Aquitânia, também na atual França, São Ferréolo, bispo, que libertou de um iminente perigo a Marcos, porta-voz do rei Quildeberto, quando o povo desta cidade o queria matar.(† s. VI f.)
7. Em Gortina, na ilha de Creta, Santo Eumênio, bispo.(† c. s. VII)
8. Em Andlau, na Alsácia da Lotaríngia, na atual Alemanha, Santa Ricarda, que era rainha, mas, renunciando ao reino terreno, serviu a Deus num mosteiro por ela fundado.(† c. 895)
9. Em Ósimo, no Piceno, atualmente nas Marcas, região da Itália, São José de Cupertino, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que, nas circunstâncias adversas da sua vida, resplandeceu pela pobreza, humildade e caridade para com os necessitados de Deus.(† 1663)
10. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Trach, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, no tempo do imperador Minh Mang, preferindo morrer a ter de pisar o crucifixo, foi degolado e assim consumou o martírio.(† 1840)
11. Em Paimol, localidade próxima da missão de Kalongo, no Uganda, os beatos David Okelo e Gildo Irwa, catequistas e mártires, que, tendo-se espontaneamente oferecido para anunciar o Evangelho ao seu povo, foram mortos a golpe de lança pelos pagãos do lugar e assim manifestaram com o seu intrépido martírio o poder de Cristo.(† 1918)
12. Em Ciudad Real, na Espanha, o Beato Carlos Eraña Guruceta, religioso da Companhia de Maria e mártir, que, durante a perseguição violenta contra os sacerdotes e os religiosos, foi preso pelos milicianos e fuzilado sem processo judicial.(† 1936)
13. Próximo da cidade de Gandia, na província de Valência, também na Espanha, os beatos Fernando Garcia Sendra e José Garcia Más, presbíteros e mártires, que, durante a mesma perseguição, confirmaram com o seu sangue a fidelidade ao Senhor.(† 1936)
14. Em Monserrat, na mesma província de Valência, os beatos Ambrósio (Salvador Chuliá Ferrandis) e Valentim (Vicente Jaunzarás Gómez), presbíteros, e Francisco (Justo Lerma Martínez), Recaredo (José López Mora) e Modesto (Vicente Gay Zarzo), todos eles religiosos da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, que, na mesma perseguição, foram coroados de glória pelo testemunho de Cristo.(† 1936)
15. Em Paracuellos del Jarama, localidade próxima de Madrid, também na Espanha, o Beato Salvador Fernández Pérez, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, seguindo os passos de Cristo, com o auxílio da graça alcançou o reino da vida eterna.(† 1936)
16. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Baviera, região da Alemanha, o Beato José Kut, presbítero e mártir, natural da Polônia, que durante a guerra foi encerrado no terrível cárcere por causa da sua fé cristã e, depois de cruéis tormentos, foi ao encontro do Senhor.(† 1942)