São Celestino V, Papa
Santo do Dia – 19 de Maio
São Celestino V,
Papa · † 1296
Filho de Camponeses
Pedro nasceu em 1215, na província de Isernia, Itália, de pais camponeses com muitos filhos.
Segundo os escritos, decidiu que seria religioso aos seis anos de idade, quando revelou esse desejo à mãe. Cresceu estudando com os beneditinos de Faifoli. Assim que terminou os estudos, retirou-se para um local ermo, onde viveu por alguns anos.
Depois foi para Roma, recebendo o sacerdócio em 1239. Entrou para a Ordem beneditina e, com licença do abade, voltou para a vida de eremita. Assumiu, então, o nome de Pedro de Morrone, pois foi viver no sopé do morro do mesmo nome, onde levantou uma cela, vivendo de penitências e orações contemplativas.Fundador dos Celestinos
Em 1251, fundou, com a colaboração de dois companheiros, um convento. Rapidamente, sob a direção de Pedro, o convento abrigava cada vez mais seguidores. Assim, ele fundou uma nova Ordem, mais tarde chamada “dos Celestinos”, conseguindo, pessoalmente, a aprovação do Papa Leão IX, em 1273.Eleito Papa em Conclave de Dois Anos
Em 1292, morreu o Papa Nicolau V e, após um conclave que durou dois anos, ainda não se tinha chegado a um consenso para sua sucessão. Nessa ocasião, os cardeais receberam uma carta contendo uma dura reprovação por esse comportamento, pois a Igreja precisava logo de um chefe. A carta era de Pedro de Morrone e os cardeais decidiram que ele seria o novo Papa, sendo eleito em 1294 com o nome de Celestino V. Entretanto, a sua escolha foi política e por pressão de Carlos II, rei de Nápoles. Com temperamento para a vida contemplativa e não para a de governança, o erro de estratégia logo foi percebido pelos cardeais.A Renúncia e o Cativeiro
Pedro Celestino exerceu o papado durante um período cheio de intrigas, crises e momentos difíceis. Reconhecendo-se deslocado, renunciou em favor do Papa Bonifácio VIII, seu sucessor. Isso gerou nova crise, com o poder civil ameaçando não reconhecer nem a renúncia, nem o novo sumo pontífice. Para não gerar um cisma na Igreja, Pedro Celestino aceitou, humildemente, ficar prisioneiro no castelo Fumone. Ali permaneceu até sua morte. – Em visão, soube o dia de sua morte. Dez meses depois de seu confinamento, teve uma visão e ficou sabendo o dia exato de seu falecimento. Assim, recebeu os santos sacramentos e aguardou por ela, que chegou exatamente no dia e momento previstos: 19 de maio de 1296. Logo, talvez pelo desejo de uma reparação, a Igreja declarou santo o Papa Pedro Celestino, já em 1313. São Celestino V, rogai por nós! Celestino — Significa “celestial”, “da cor azul-celeste do céu” ou “do céu”. É considerado a versão masculina de Celeste, nome derivado a partir do latim Caelestis, que pode ser traduzido literalmente como “do céu” ou “que é celestial”.“Oração – Dai-me, Senhor, pela intercessão do Papa São Celestino V, ser sempre humilde e dócil às decisões da Igreja e de sua Santa Doutrina. Amém.”
São Celestino V, rogai por nós!
Santo Ivo — Presbítero, que exerceu a justiça sem acepção de pessoas, promoveu a concórdia, defendeu as causas dos órfãos, das viúvas e dos pobres por amor de Cristo e recebeu os indigentes em sua casa.
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de maio:
1
Santo Urbano I
Papa. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. Depois do martírio de São Calisto, governou fielmente durante oito anos a Igreja Romana.
† 230
2
Santos Partênio e Calógero
Mártires. Em Roma, no tempo do imperador Diocleciano, deram insigne testemunho de Cristo.
† 304
3
Santo Adolfo
Bispo. Em Arrás, na Neustria, atualmente na França. Bispo simultaneamente de Arrás e de Cambrai.
† 728
4
São Dunstano
Bispo. Em Cantuária, na Inglaterra. Como abade de Glastonbury, instaurou e propagou a vida monástica, e depois trabalhou para promover a concordância regular dos monges e das monjas.
† 988
5
Beata Humiliana
Terceira franciscana. Em Florença, na Toscana, Itália. Suportou os maus tratos do esposo com exemplar paciência e, quando ficou viúva, se consagrou totalmente à oração e às obras de caridade.
† 1246
6
São Pedro Celestino (Celestino V)
Papa. Em Fumone, no Lázio, Itália. Eremita octogenário eleito Pontífice Romano; abdicou no mesmo ano e preferiu regressar à solidão.
† 1296
7
Santo Ivo
Presbítero. Num castelo próximo de Tréguier, na Bretanha, França. Exerceu a justiça sem acepção de pessoas, defendeu órfãos, viúvas e pobres e recebeu os indigentes em sua casa.
† 1303
8
Beato Agostinho Novélli
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Sena, na Toscana, Itália. Muito afeiçoado à verdadeira humildade e à perfeita observância religiosa.
† 1310
9
Beatos João de Cetina e Pedro de Dueñas
Mártires. Em Granada, Espanha. Frades Menores Conventuais, foram mortos às mãos do próprio rei dos Mouros pela profissão de fé em Cristo.
† 1397
10
Beato João de São Domingos Martinez
Mártir. Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Suzuta, Japão. Morreu por Cristo no cárcere.
† 1619
11
Beato Pedro Wright
Presbítero e mártir da Companhia de Jesus. Em Londres, Inglaterra. Padeceu o patíbulo de Tyburn por causa do sacerdócio, no tempo da República.
† 1651
12
São Teófilo da Corte
Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Fucécchio, na Toscana, Itália. Promoveu muito os santos retiros e mostrou grande devoção à Paixão do Senhor e à Virgem Maria.
† 1740
13
São Crispim de Viterbo
Religioso dos Frades Menores Capuchinhos. Em Roma. Durante suas caminhadas pelas populações montanhosas a pedir esmola, ensinava os camponeses os rudimentos da fé.
† 1750
14
Beato João Baptista Xavier Loir
Presbítero capuchinho e mártir. Ao largo de Rochefort, na França. Morreu durante a Revolução Francesa.
† s. XVIII
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT
Filho de camponeses
Pedro nasceu em 1215, na província de Isernia, Itália, de pais camponeses com muitos filhos. Segundo os escritos, decidiu que seria religioso aos seis anos de idade, quando revelou esse desejo à mãe. Cresceu estudando com os beneditinos de Faifoli. Assim que terminou os estudos, retirou-se para um local ermo, onde viveu por alguns anos.
Eremita no sopé do monte Morrone
Depois foi para Roma, recebendo o sacerdócio em 1239. Entrou para a Ordem beneditina e, com licença do abade, voltou para a vida de eremita. Assumiu, então, o nome de Pedro de Morrone, pois foi viver no sopé do morro do mesmo nome, onde levantou uma cela, vivendo de penitências e orações contemplativas.
Fundador dos Celestinos
Em 1251, fundou, com a colaboração de dois companheiros, um convento. Rapidamente, sob a direção de Pedro, o convento abrigava cada vez mais seguidores. Assim, ele fundou uma nova Ordem, mais tarde chamada “dos Celestinos”, conseguindo, pessoalmente, a aprovação do Papa Leão IX, em 1273.Eleito Papa em conclave de dois anos
Em 1292, morreu o Papa Nicolau V e, após um conclave que durou dois anos, ainda não se tinha chegado a um consenso para sua sucessão. Nessa ocasião, receberam uma carta contendo uma dura reprovação por esse comportamento, pois a Igreja precisava logo de um chefe. A carta era de Pedro de Morrone e os cardeais decidiram que ele seria o novo Papa, sendo eleito em 1294 com o nome de Celestino V. Entretanto, a sua escolha foi política e por pressão de Carlos II, rei de Nápoles. Com temperamento para a vida contemplativa e não para a de governança, o erro de estratégia logo foi percebido pelos cardeais.Período cheio de intrigas, crises e momentos difíceis
Pedro Celestino exerceu o papado durante um período cheio de intrigas, crises e momentos difíceis. Reconhecendo-se deslocado, renunciou em favor do Papa Bonifácio VIII, seu sucessor. Isso gerou nova crise, com o poder civil ameaçando não reconhecer nem a renúncia, nem o novo sumo pontífice. Para não gerar um cisma na Igreja, Pedro Celestino aceitou, humildemente, ficar prisioneiro no castelo Fumone. Ali permaneceu até sua morte.
Em visão, soube o dia da morte
Dez meses depois de seu confinamento, Pedro Celestino teve uma visão e ficou sabendo o dia de sua morte. Assim, recebeu os santos sacramentos e aguardou por ela, que chegou exatamente no dia e momento previstos: 19 de maio de 1296. Logo, talvez pelo desejo de uma reparação, a Igreja declarou santo o Papa Pedro Celestino, já em 1313.
A ordem dos Celestino foi dizimada pela Revolução Francesa
A Ordem dos Celestinos continuou se espalhando e crescendo, chegando a atingir, além da Itália, a França, a Alemanha e a Holanda. Mas, depois da Revolução Francesa, sobraram poucos conventos da Ordem na Europa.São Celestino V, rogai por nós!
Oração – Dai-me, Senhor, pela intercessão do Papa São Celestino V, ser sempre humilde e dócil às decisões da Igreja e de sua Santa Doutrina. Amém
Celestino: Significa “celestial”, “da cor azul-celeste do céu” ou “do céu”. Celestino é considerado a versão masculina de Celeste, nome derivado a partir do latim caelestis, que pode ser traduzido literalmente como “do céu” ou “que é celestial”.
Com Santo Ivo, presbítero, que exerceu a justiça sem acepção de pessoas, promoveu a concórdia, defendeu as causas dos órfãos, das viúvas e dos pobres por amor de Cristo e recebeu os indigentes em sua casa.
Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT
19
1. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, Santo Urbano I, papa, que, depois do martírio de São Calisto, governou fielmente durante oito anos a Igreja Romana.(† 230)
2. Também em Roma, os santos Partênio e Calógero, mártires, que, no tempo do imperador Diocleciano, deram insigne testemunho de Cristo.(† 304)
3. Em Arrás, na Neustria, atualmente na França, Santo Adolfo, bispo simultaneamente de Arrás e de Cambrai.(† 728)
4. Em Cantuária, na Inglaterra, São Dunstano, bispo, que, como abade de Glastonbury, instaurou e propagou a vida monástica, e depois, sucessivamente na sede episcopal de Wincester, de Londres e finalmente de Cantuária, trabalhou para promover a concordância regular dos monges e das monjas.(† 988)
5. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Humiliana, da Ordem Terceira de São Francisco, que suportou admiravelmente os maus tratos do esposo com exemplar paciência e mansidão e, quando ficou viúva, se consagrou totalmente à oração e às obras de caridade.(† 1246)
6. Em Fumone, perto de Alátri, no Lázio, região da Itália, o dia natal de São Pedro Celestino, que, depois de praticar a vida eremítica nos Abruzos com fama de santidade e dom de milagres, já octogenário foi eleito Pontífice Romano, tomando o nome de Celestino V, mas no mesmo ano abdicou deste cargo e preferiu regressar à solidão.(† 1296)
7. Num castelo próximo de Tréguier, na Bretanha Menor, região da França, Santo Ivo, presbítero, que exerceu a justiça sem acepção de pessoas, promoveu a concórdia, defendeu as causas dos órfãos, das viúvas e dos pobres por amor de Cristo e recebeu os indigentes em sua casa.(† 1303)
8. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Agostinho Novélli, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, muito afeiçoado à verdadeira humildade e à perfeita observância religiosa.(† 1310)
9. Em Granada, na Espanha, os beatos mártires João de Cetina, presbítero, e Pedro de Dueñas, religioso, ambos da Ordem dos Menores Conventuais, que, pela sua profissão de fé em Cristo, foram mortos às mãos do próprio rei dos Mouros.(† 1397)
10. Em Suzuta, Japão, Beato João de São Domingos Martinez, presbítero da Ordem dos Pregadores, mártir, que morreu por Cristo no cárcere.(† 1619)
11. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Pedro Wright, presbítero e mártir, que, tendo professado a fé da Igreja católica e entrado na Companhia de Jesus, onde foi promovido às Ordens Sacras, no tempo da República padeceu o patíbulo de Tyburn por causa do sacerdócio.(† 1651)
12. Em Fucécchio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Teófilo da Corte, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que promoveu muito os santos retiros para os Irmãos e mostrou grande devoção à Paixão do Senhor e à Virgem Maria.(† 1740)
13. Em Roma, São Crispim de Viterbo, religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que, durante as suas caminhadas pelas populações montanhosas a pedir esmola, ensinava aos camponeses os rudimentos da fé.(† 1750)
14. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista Xavier Loir (João Luís Loir), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, durante a Revolução Francesa,