Santo do Dia

16

ago 2026

Santo Estêvão da Hungria: rei, diplomata e caridoso

Santo do Dia – 16 de Agosto

Santo Estêvão

Santo Estêvão,

Rei, Diplomata e Caridoso · † 1038

Origens

Santo Estêvão da Hungria: rei, diplomata e caridoso Nasceu por volta de 969, na região da Panônia, atual Hungria, área onde as tribos magiares, então dominadas pela Alemanha e pela França, entraram em contato com o cristianismo.

Este contato proporcionou que inúmeras pessoas fossem, aos poucos, se convertendo e abraçando a religião católica. Filho primogênito do duque Gesa com uma princesa cristã, Estêvão foi criado no seguimento de Cristo.

Ao completar dez anos de idade, foi batizado; na cerimônia, teve a felicidade de ver seu pai, convertido, recebendo o mesmo sacramento.

Vida e Missão

Em 997, tornou-se rei após a morte de seu pai, que sonhava em unir seu povo em uma única nação cristã, mas não conseguiu alcançá-la. Estêvão resolveu seguir o legado paterno e, sendo um excelente estadista, unificou as trinta e nove tribos, até então hostis entre si, fundando o povo húngaro e consolidando o cristianismo como única religião desta nação.

Casou-se com a princesa Gisela, irmã do imperador da Baviera, Henrique II. Seu orientador espiritual, o bispo de Praga, Santo Adalberto, confiou aos monges beneditinos de Cluny a missão de ensinar ao povo a doutrina cristã.

Conseguiu do Papa Silvestre II a fundação de uma hierarquia autônoma para a Igreja húngara, enviando a Roma o monge Astric, que o papa consagrou bispo. Assim, criou dez dioceses e cuidou da fundação de muitas abadias, inspirando-se na reforma de Cluny

Caridade, Diplomacia e Legado

Fundou hospitais, asilos e creches para a população pobre, atendendo especialmente os abandonados e marginalizados. Com toda a humildade, fazia questão de tratar pessoalmente dos doentes, tendo adquirido o dom da cura.

Corajoso e diplomático, soube consolidar as relações com os países vizinhos, mantendo vínculos até mesmo com o imperador de Bizâncio. Transformou a nação próspera e o povo húngaro num dos mais fervorosos seguidores da Igreja Católica.

Santo Estêvão é exemplo do que podem fazer todas as pessoas influentes na sociedade. A influência é dom de Deus e há de orientar-se sempre para o bem — o apostolado cristão é dever de todos os que foram dotados de riquezas, poder e autoridade.

A Morte e a Glorificação

Muito hábil em política, o rei Estêvão I faleceu em 1038. Devido a seus grandes feitos, passou a ser venerado pelo povo húngaro, que fez do seu túmulo local de intensa peregrinação de fiéis, que iam agradecer ou pedir sua intercessão para graças e milagres.

Cinquenta anos mais tarde, após os seus feitos de santidade percorrerem toda a Europa, foi incluído no livro dos santos, em 1083, pelo papa Gregório VII.

Santo Estêvão da Hungria, rogai por nós!


Estêvão — Tem origem no grego Stéphanos, que significa “coroa” ou “aquele que é coroado”. Nome que remete à realeza e à glória concedida por Deus aos que servem com justiça.

“A ti querido Estêvão, mestre da caridade, pedimos que rogue pelos nossos políticos e líderes sociais a fim de que se tornem verdadeiros discípulos da tua virtude de magnânimo. Por Cristo, nosso Senhor, amém.”

Santo Estêvão da Hungria, rogai por nós!

São Roque — Peregrino que adquiriu fama de santidade cuidando dos afetados pela peste em sua piedosa peregrinação pela Itália.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de agosto:

1

Santo Estêvão da Hungria
Rei. Filho do duque Gesa, foi o primeiro rei cristão da Hungria; unificou o povo húngaro e consolidou o cristianismo em suas terras.

† 1038

2

Santo Arsácio
Professou a fé cristã e, deixando a vida militar, retirou-se para a solidão em Nicomédia.

† c. 358

3

São Teodoro
Bispo. Primeiro bispo de Sion, no território de Valais, na Helvécia, hoje na Suíça; defendeu a fé católica contra os arianos.

† s. IV

4

Santo Armagilo
Eremita. Na Bretanha Menor, na hodierna França.

† s. VI

5

São Frambaldo
Monge. No território de Le Mans, na Gália, hoje também na França; seguiu ora a vida solitária ora a vida cenobítica.

† c. 650

6

Beato Rodolfo de la Fustaie
Presbítero. Na floresta de Rennes, na Bretanha Menor, também na França; fundador do Mosteiro de São Sulpício.

† 1129

7

Beato Lourenço
Em Subiaco, na Itália; tendo matado um homem acidentalmente, decidiu expiar sua pena com extrema austeridade e penitência.

† 1243

8

São Roque
Na Lombardia, também na Itália; adquiriu fama de santidade com sua piedosa peregrinação através da Itália, cuidando dos afetados pela peste.

† c. 1379

9

Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi
Presbítero da Ordem dos Carmelitas. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.

† 1438

10

Beato Melchior Kumagai Motonao
Pai de família e mártir. Em Hagi, no Japão.

† 1605

11

Beato João de Santa Marta
Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Kioto, no Japão.

† 1618

12

Beatos Simão Bokusai Kyota, Madalena Bokusai Kyota, Tomé Gengoro, Maria e Tiago
Mártires. Em Kokura, no Japão; catequista e esposos, acompanhados de seu filho.

† 1620

13

Beato João Baptista Ménestrel
Presbítero e mártir. Na França.

† 1794

14

Santa Rosa Fan Hui
Virgem e mártir. Em Fanjiazhuang, província da China.

† 1900

15

Beata Petra de São José
Fundadora da Congregação das Irmãs Mães dos Desamparados. Em Barcelona, na Espanha.

† 1906

16

Beato Plácido Garcia Gilaber
Religioso da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Dénia, na província de Alicante, também na Espanha.

† 1936

17

Beato Henrique Garcia Beltran
Diácono da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Em Benicassim, na Espanha.

† 1936

18

Beato Gabriel María de Benifayó (José Maria Sanchis Mompó)
Mártir. Em Picassent, província de Valência, na Espanha.

† 1936

19

Beato António Rodríguez Blanco
Presbítero da diocese de Córdova e mártir. Em Pozoblanco, perto de Córdova, na Espanha.

† 1936

20

Beato Vítor Chumillas Fernández e dezanove companheiros
Mártires. Em Fuente el Fresno, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Rei da Hungria, que, renascido pelo Batismo pelo Bispo de Praga, recebeu do Papa Silvestre II a coroa do reino em 997. Casou com Gisela, irmã do imperador Henrique. Deixou por escrito normas de governo para seu filho e herdeiro, Américo, que faleceu antes dele e é venerado como santo. Impulsionou a propagação da fé cristã entre os húngaros, organizou a Igreja no seu reino e dotou-a de bens e mosteiros. Dedicou a vida tentando fazer de seu reino uma imagem do Reino dos Céus. Recebeu do Sumo Pontífice o título de “Rex Apostolicus” — Rei Apostólico —, porque ele tinha feito um tão magnífico apostolado. Em toda parte onde ele fosse, podia ser precedido por um dignitário que levava diante dele a Cruz de Cristo. Era tão elevado esse título de Rei Apostólico, que os imperadores da Áustria, até o último deles, que também eram reis da Hungria, se chamavam “Vossa Majestade Imperial Apostólica”, porque o Rei Apostólico era o Rei da Hungria. Foi justo e pacífico no governo dos seus súbditos, até que no dia da Assunção do ano de 1038, a sua alma subiu ao Céu. A coroa real oferecida pelo Papa Silvestre II, até hoje é venerada como relíquia e como símbolo da nacionalidade húngara.

Santo Estevão, rogai por nós!

Oração – Deus eterno e todo-poderoso, que destes a Santo Estevão a graça de lutar pela justiça até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar por vosso amor as adversidades, e correr ao encontro de vós que sois a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. Com são Roque. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 16 2. Comemoração de Santo Arsácio, que, no tempo do imperador Licínio, professou a fé cristã e, deixando a vida militar, se retirou para a solidão em Nicomédia; finalmente, vaticinando a iminente destruição da cidade, enquanto orava entregou o seu espírito a Deus.(† c. 358) 3. Em Sion, no território de Valais, na Helvécia, hoje na Suíça, São Teodoro, primeiro bispo desta cidade, que, seguindo o exemplo de Santo Ambrósio, defendeu a fé católica contra os arianos e recebeu com honras solenes as relíquias dos mártires de Agauno.(† s. IV) 4. Na Bretanha Menor, na hodierna França, Santo Armagilo, eremita.(† s. VI) 5. No território de Le Mans, na Gália, hoje também na França, São Frambaldo, monge, que seguiu ora a vida solitária ora a vida cenobítica.(† c. 650) 6. Na floresta de Rennes, na Bretanha Menor, França, o Beato Rodolfo de la Fustaie, presbítero, fundador do mosteiro de São Sulpício.(† 1129) 7. Em Subíaco, no Lácio, região da Itália, o Beato Lourenço, chamado Lorigado, que, tendo matado um homem acidentalmente, decidiu expiar a sua pena com extrema austeridade e penitência, vivendo solitariamente na caverna de um monte.(† 1243) 8. Na Lombardia, também na Itália, São Roque, que, nascido em Montpellier, no Languedoc, região da França, adquiriu fama de santidade com a sua piedosa peregrinação através da Itália, cuidando os afetados pela peste.(† c. 1379) 9. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi, presbítero da Ordem dos Carmelitas.(† 1438) 10. Em Hagi, no Japão, o Beato Melchior Kumagai Motonao, pai de família e mártir.(† 1605) 11. Em Kioto, no Japão, o Beato João de Santa Marta, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, enquanto ia conduzido ao suplício, pregava ao povo e cantava o salmo “Laudate Dóminum, omnes gentes” (Louvai o Senhor, todas as nações).(† 1618) 12. Em Kokura, também no Japão, os beatos mártires Simão Bokusai Kyota, catequista, e Madalena Bokusai Kyota, esposos, Tomé Gengoro e Maria, também esposos, e Tiago seu filho, ainda criança, que, por ordem do governador Yetsundo, foram todos crucificados de cabeça para baixo em ódio ao nome de Cristo.(† 1620) 13. Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Batista Ménestrel, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi condenado à galera por causa do seu sacerdócio e, infectado por chagas putrefactas, consumou o seu martírio.(† 1794) 14. Em Fanjiazhuang, povoação próxima de Wujiao, no Hebei, província da China, Santa Rosa Fan Hui, virgem e mártir, que, na perseguição desencadeada pelos sequazes da seita dos “Yihetuan”, espancada e cheia de feridas, foi lançada ao rio ainda com vida.(† 1900) 15. Em Barcelona, na Espanha, a Beata Petra de São José (Ana Josefa Pérez Florido), virgem, que se dedicou diligentemente à assistência dos anciãos abandonados e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Desamparados.(† 1906) 16. Em Dénia, na província de Alicante, Espanha, o Beato Plácido Garcia Gilaber, religioso da Ordem dos Frades Menores e mártir, que consumou egregiamente o seu combate por Cristo.(† 1936) 17. Em Benicassim, localidade próxima de Castellón, Espanha, o Beato Henrique Garcia Beltran, diácono da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que pelo martírio se tornou participante na vitória de Cristo.(† 1936) 18. Em Picassent, localidade da província de Valência, Espanha, o Beato Gabriel María de Benifayó (José Maria Sanchis Mompó), religioso da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, que, oprimido pela violência dos inimigos da Igreja, foi ao encontro do Senhor.(† 1936) 19. Em Pozoblanco, perto de Córdova, Espanha, o Beato Antônio Rodríguez Blanco, presbítero da diocese de Córdova e mártir, que padeceu o martírio na mesma perseguição contra a fé.(† 1936) 20. Em Fuente el Fresno, localidade da província de Ciudad Real, Espanha, os beatos mártires Vítor Chumillas Fernández, presbítero, e dezanove companheiros[1] da Ordem dos Frades Menores, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, em ódio à religião foram conduzidos à glória celeste. [1] São estes os seus nomes: Martinho Lozano Tello, Julião Navio Colado, Domingos Alonso de Frutos, Benigno Prieto del Pozo, Ângelo Hernández-Ranera de Diego, presbíteros; Vicente Majadas Málaga, Valentim Díez Serna, Tiago Maté Calzada, Saturnino Rio Rojo, Raimundo Tejado Librado, Marcelino Ovejero Gómez, José de Vega Pedraza, José Álvarez Rodríguez, Frederico Herrera Bermejo, Félix Maroto Moreno, António Rodrigo Antón, André Majadas Málaga, Anastásio González Rodríguez, Afonso Sánchez Hernández-Ranera, religiosos.(† 1936)

Conheça a incrível vida do Santo do Dia de hoje e ao final coloque suas intenções para serem lembradas nas Santas Missas e Adorações ao Santíssimo Sacramento.