Santo do Dia

16

jun 2026

São Ciro e Santa Julita

Santo do Dia – 16 de Junho

São Ciro e Santa Julita,

Mártires da Fé · † 304

A Riqueza e a Fé

Julita vivia na cidade de Icônio, atualmente na Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro. Tinha apenas três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos.

A perseguição de Diocleciano foi uma das mais sangrentas da história do cristianismo primitivo. Inúmeros cristãos eram procurados, aprisionados e torturados para que renegassem sua fé em Jesus Cristo. Julita, levando consigo o filhinho Ciro, tentou fugir daquela perseguição implacável. Porém, seu intento foi frustrado e ambos foram capturados pelas autoridades romanas.

O governador local era um homem cruel, uma besta em forma humana, que via na torturas uma forma de atemorizar e subjugar os cristãos. Quando teve Julita em seu poder, decidiu usar todo o seu arsenal de sofrimento contra ela. Mas não bastava torturar apenas a mãe; ele tirou o filhinho dos braços de Julita e o usou como instrumento adicional de tortura.

O Pequenino Ciro

Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo terrível na frente do menino, com o intuito de que ela renegasse a fé em Cristo. O corpo da mãe era lacerado, seu sangue escorria, mas sua alma permanecia inabalável. A fé de Julita era mais forte que qualquer sofrimento físico que seus algozes pudessem lhe infligir.

Como ela não obedeceu aos comandos do governador, os castigos aumentaram em crueldade. Foi então que o pequenino Ciro, com apenas três anos de idade, saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: “Também sou cristão! Também sou cristão!”

Foi tamanha a ira do governador que ele, com um pontapé violento, empurrou Ciro longe de si, fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal. Seu frágil e pequenino corpo esmigalhou o crânio contra a pedra. O menino tombou ali mesmo, martirizado aos três anos de idade.

A Glória do Martírio

Conta-se que Julita ficou imóvel diante daquela visão, não reclamou, nem chorou. Apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. Sua oração foi ouvida. Julita continuou sendo brutalmente espancada e, pouco tempo depois, foi decapitada pelos algozes romanos. Era o ano 304.

Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém. Por séculos, a fé de Julita e a coragem do pequeno Ciro inspiraram gerações de cristãos a permanecerem fiéis mesmo diante da morte. Ciro é considerado o Santo padroeiro das crianças que sofrem de maus tratos.

“Oração – Deus Nosso Pai, destes a Santa Julita e a São Ciro os sofrimentos do martírio. Por sua intercessão, dai-me uma fé verdadeira, forte, perseverante. Suplico-vos o perdão de meus pecados e a graça de Vos amar e bendizer todos os dias de minha vida. Amém.”

São Ciro e Santa Julita, rogai por nós!

Santo Inocêncio — Papa, que defendeu São João Crisóstomo, confortou São Jerônimo e aprovou Santo Agostinho. Celebrado no mesmo dia, sua memória ressoa junto à de mártires que, como Ciro e Julita, escolheram Cristo acima de todas as coisas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de junho:

1

São Ciro
Mártir, filho de Santa Julita. Em Icônio, na Bitínia, hoje Turquia. Com apenas três anos de idade, testemunhou a coragem de sua mãe na perseguição de Diocleciano e foi martirizado ao declarar sua fé em Cristo.

† 304

2

Santa Julita
Mártir. Em Icônio, na Bitínia, atualmente na Turquia. Mulher riquíssima e cristã, mãe de São Ciro. Recusou renegar Jesus Cristo mesmo sob torturas cruéis e foi decapitada durante a perseguição de Diocleciano.

† 304

3

São João Francisco Régis
Presbítero da Companhia de Jesus. Em Lalouvesc, Languedoque, França. Jesuíta devotado às missões, trabalhou incansavelmente pela evangelização e pela reconciliação de pecadores.

† 1640

4

Beato Aniceto Koplin
Mártir da Ordem Franciscana. Capturado durante a Segunda Guerra Mundial na Polônia, permaneceu fiel a Cristo e foi martirizado por sua fé inabalável.

† 1640

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Ciro e Santa Julita, testemunhas de fé em Jesus

 

Julita vivia na cidade de Icônio, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro. Tinha três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos.

Julita, levando o filhinho Ciro, tentou fugir, mas acabou presa. O governador local, um cruel romano, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais à sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito de que renegasse a fé em Cristo.

Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: “Também sou cristão! Também sou cristão!”. Foi tamanha a ira do governador que ele, com um pontapé, empurrou Ciro violentamente fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando o seu crânio.

Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita continuou sendo brutalmente espancada e depois foi decapitada. Era o ano 304.

Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém. É considerado o Santo padroeiro das crianças que sofrem de maus tratos.

Oração

Deus Nosso Pai, destes a Santa Julita e a São Ciro os sofrimentos do martírio. Por sua intercessão, dai-me uma fé verdadeira, forte, perseverante. Suplico-vos o perdão de meus pecados e a graça de Vos amar e bendizer todos os dias de minha vida. Amém!

Reflexão

A memória dos mártires mantém viva a convicção de que vale a pena perder a vida em função do amor a Jesus Cristo. Quando ouvimos relatos de martírio, como o de hoje, sentimos nosso coração gelar de horror. Mas ainda hoje, séculos depois do início da Igreja, muitos cristãos ainda são martirizados de forma brutal e violenta. Ecoa ainda hoje o Evangelho de Jesus: “Se o grão de trigo não morre, ele não nasce para dar frutos em abundância”.

São Ciro e Santa Julita, rogai por nós!


Outros santos e santas celebrados em 16 de junho:

  • São João Francisco Régis, presbítero. († 1640)
  • Beato Aniceto Koplin e companheiros, mártires. († 1941)

Conheça a incrível vida do Santo do Dia de hoje e ao final coloque suas intenções para serem lembradas nas Santas Missas e Adorações ao Santíssimo Sacramento.