São Sisto I, Papa, Mártir – 03 de Abril

São Sisto I, Papa, Mártir

Época de plena perseguição

O Imperador Trajano, no final do seu reinado, julgou que devia diminuir a própria política de perseguição nos combates ao cristianismo, também porque a “infâmia” de ser cristão servia, mais frequentemente, para resolver atritos políticos ou familiares do que para dirimir questões religiosas.

Perseguição com acusações falsas, como sempre

Tal clima de “tolerância” disfarçada, que não mudou nem mesmo os métodos e as perseguições, prosseguiu até o governo do Imperador Adriano, o qual escreveu ao Procônsul da Ásia: “Se um faz as acusações e demonstra que os cristãos estão operando contra as leis, então a culpa deve ser punida segundo a sua gravidade. Mas se alguém se aproveita deste pretexto para caluniar, então é este último que deve ser punido”.

Filho de pastores, sétimo Papa

Nessa realidade, elegeu-se Sisto I, filho de pastores romanos, que se tornou o sétimo sucessor do trono de São Pedro, em 115. Seu governo combateu com veemência as doutrinas maléficas dos gnósticos, ou seja, os princípios da existência seriam transmitidos através do “conhecimento revelado” por inúmeras potências celestes, que feriam todos os fundamentos da religião de Cristo.

Grande reformador litúrgico

A este Papa deve-se a introdução de muitas normas disciplinares de culto litúrgico. Proibiu as mulheres de tocarem o Cálice sagrado e a Patena, que é o pratinho de metal, dourado ou prateado, usado para depositar a hóstia consagrada. Instituiu o convite aos fiéis para cantarem o Sanctus junto com o celebrante, durante a missa. Introduziu a água no rito eucarístico e determinou que a Túnica ou Corporal fossem feitos de linho.

Mártir no tempo de Adriano

O Papa Sisto I morreu durante a perseguição do Imperador Adriano, em 125. Estava próximo de Roma, visitando a Diocese de Frosinone, provavelmente onde sofreu o suplício, pois foi enterrado na acrópole de Alatri. A sua celebração foi mantida no dia 3 de abril, como sempre foi reverenciado pelos devotos alatrianos, que guardam as suas relíquias na igreja da catedral da cidade.

São Sisto I, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que destes a São Sisto I a graça de governar a Igreja com sabedoria, firmeza, fidelidade e austeridade, dai também a nós a graça de governar nossa vida conforme a vossa vontade. Amém

Sisto significa “polido, educado”; “sexto”. Possivelmente tem dois étimos. Um dos quais é grego, a partir da palavra xystós

Com São Gandolfo de Binasco Sáchi, presbítero da Ordem dos Menores, que se entregou a uma austera vida de solidão e iluminou as regiões limítrofes com a pregação da palavra de Deus.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Abril 3

1. Em Roma, São Sisto I, papa, que, no tempo do imperador Adriano, foi o sexto sucessor de São Pedro na direção da Igreja.(† 128)

2. Em Constança, cidade da Cítia, na atual Romênia, os santos Cresto e Papo, mártires.(† c. s. IV)

3. Em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano, Santo Ulpiano, mártir, que, ainda adolescente, durante a perseguição de Maximino Daïa César, foi encerrado com um cão e uma serpente num saco de coiro e consumou o martírio afogado no mar.(† 306)

4. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, São João, bispo, que morreu na Noite Santa da Páscoa, quando celebrava os sagrados mistérios e, acompanhado pela multidão dos fiéis neófitos, foi sepultado na solenidade da Ressurreição do Senhor.(† 432)

5. No mosteiro de Medíkion, na Bitínia, na atual Turquia, São Nicetas, hegúmeno, que, no tempo do imperador Leão o Armênio, suportou o cárcere e o exílio por defender as sagradas imagens.(† 824)

6. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São José o Hinógrafo, presbítero e monge, que na perseguição desencadeada contra o culto das sagradas imagens, foi enviado a Roma para pedir a proteção da Sé Apostólica e, depois de ter suportado muitos tormentos, finalmente recebeu o encargo de guardar os objetos sagrados da igreja de Santa Sofia.(† 886)

7. Em Chichester, na Inglaterra, São Ricardo, bispo, que, exilado pelo rei Henrique III e de novo restituído à sua sede, manifestou uma grande generosidade para com os pobres.(† 1235)

8. Em Polízzi, na Sicília, região da Itália, São Gandolfo de Binasco Sáchi, presbítero da Ordem dos Menores, que se entregou a uma austera vida de solidão e iluminou as regiões limítrofes com a pregação da palavra de Deus.(† c. 1260)

9. Em Penna, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato João, presbítero, um dos primeiros companheiros de São Francisco, que foi enviado para a Gália Narbonense, onde propagou a forma de vida evangélica.(† 1275)

10. Em Lencastre, na Inglaterra, os beatos Roberto Middleton, da Companhia de Jesus, e Turstão Hunt, presbíteros e mártires: o segundo foi preso quando tentava libertar o primeiro durante uma transferência de prisioneiros; condenados ambos à morte, no reinado de Isabel I, por causa do seu sacerdócio, mereceram, através dos tormentos, ser glorificados à direita de Cristo.(† 1601)

11. Em Údine, no Véneto, região da Itália, São Luís Scrosóppi, presbítero da Congregação do Oratório, que fundou a Congregação das Irmãs da Divina Providência, para formar as jovens no espírito cristão.(† 1884)

12. Em Guadalajara, região de Jalisco, no México, os beatos Ezequiel (José Luciano) Huerta Gutiérrez e Salvador (José) Huerta Gutiérrez, pais de família e mártires.(† 1927)

13. Em Mancha Real, perto de Jaén, na Espanha, o Beato João de Jesus e Maria (João Otazua y Madariaga), presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir, que, durante a perseguição religiosa, com o seu martírio seguiu os passos de Cristo.(† 1937)

14. Perto de Cracóvia, na Polônia, no campo de concentração de Auschwitz, o Beato Pedro Eduardo Dankowski, presbítero e mártir, que, durante a ocupação militar da sua pátria por um regime militar estrangeiro, foi encarcerado por causa da fé cristã e através dos tormentos consumou o martírio.(† 1942)

São Francisco de Paula, Presbítero, Fundador – 02 de Abril

São Francisco de Paula, Presbítero, Fundador

São Francisco de Paula, Presbítero, Fundador

Filho de lavradores, nasceu na Calábria em 1416, num povoado chamado Paula. Aos 13 anos, ingressou no convento dos franciscanos.

Em 1435, deixou o convento, seguido por alguns discípulos, para fundar a ordem dos Mínimos ou ordem dos Eremitas de São Francisco.

Fez o quarto voto de Jejum Quaresmal

Aos três votos habitualmente firmados pelos franciscanos : pobreza, castidade e obediência, São Francisco acrescentou mais um, o do jejum quaresmal. O mosteiro da ordem foi construído em 1454, em Cosenza, do qual foi nomeado superior.

Conhecido pelos milagres que o acompanhavam

São Francisco era conhecido pelos milagres que o acompanhavam. Certa vez, por não ter como atravessar o estreito de Messina, devido à recusa dos barqueiros, estendeu o seu manto sobre as águas alcançando, dessa maneira, o porto. Numa outra ocasião, o Rei da França, Luís XI, pediu ao Papa que lhe fosse enviado o frei calabrês para curá-lo de uma grave doença.

Converteu o Rei da França e conseguiu a paz na Europa

O Papa Sisto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o Rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do Rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula Diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França.

Milhares de homens decidiram abandonar o mundo e foram para o mosteiro de Francisco

Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros. A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o Papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas.

Tinha dons de cura, prodígios e profecia

E elas estavam, constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos cristãos.
Devido à sua fama, São Francisco de Paula atraiu muitos jovens à vocação religiosa.

São Francisco de Paula partiu para junto de Deus no dia 02 de abril de 1507, numa sexta-feira santa, aos 91 anos de idade. É o padroeiro dos marinheiros.

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Oração – Libertai os nossos corações da insensatez e da lentidão para crer  no que Vosso Filho Jesu revelou: O Mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Permanecei conosco, Senhor. Amém.

Com Santa Teodora, virgem de Tiro, mártir, lançada ao mar.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Abril 2

2. Em Cesareia da Palestina, Santo Anfiano ou Apiano, mártir, que, no tempo do imperador Maximino, quando os habitantes daquela terra eram obrigados a sacrificar publicamente aos deuses, se aproximou corajosamente do governador Urbano e, segurando-lhe a mão direita, obrigou-o a suspender o rito; imediatamente os soldados se arremessaram sobre ele e, envolvendo-lhe os pés num lençol embebido em óleo, atearam-lhe fogo e lançaram-no vivo ao mar.(† 306)

3. Também em Cesareia da Palestina, a paixão de Santa Teodora, virgem de Tiro, que, na mesma perseguição, por saudar publicamente os confessores da fé que estavam perante o tribunal e rogar-lhes que se lembrassem dela quando chegassem à presença do Senhor, foi presa pelos soldados e conduzida ao prefeito, por ordem do qual sofreu cruéis suplícios e finalmente foi lançada ao mar.(† 307)

4. Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Abúndio, bispo, que, tendo sido enviado a Constantinopla pelo papa Leão Magno, aí defendeu firmemente a verdadeira fé.(† 468)

5. Em Cápua, na Campânia, também região da Itália, São Vítor, bispo, célebre pela sua erudição e santidade.(† 554)

6. Em Lião, na Gália, atualmente na França, São Nicécio, bispo, que foi sempre solícito para com os pobres e bondoso para com os humildes e ensinou esta Igreja a seguir uma norma na salmodia.(† 573)

7. No mosteiro de Luxeuill, na Borgonha, também na atual França, Santo Eustásio, abade, que foi discípulo de São Columbano e prelado de quase seiscentos monges.(† 629)

8. No Chelmsford, na Inglaterra, São João Paine, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, falsamente acusado de alta traição, sofreu o suplício da forca.(† 1582)

9. Em Tomhom, localidade da ilha de Guam, na Oceania, São Pedro Calungsod, catequista, e o Beato Diogo Luís de San Vítores, presbítero da Companhia de Jesus, que por causa da sua fé cristã foram cruelmente assassinados e lançados ao mar por apóstatas e alguns indígenas sequazes de superstições pagãs.(† 1672)

10. Em Spoleto, na Úmbria, região da Itália, o Beato Leopoldo de Gaiche, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que organizou santos retiros em Monteluco.(† 1815)

11. Em Xuong Dien, no Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Tuoc, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir na perseguição do imperador Minh Mang.(† 1839)

12. Em Pádua, no Véneto, região da Itália, a Beata Isabel Vendramini, virgem, que dedicou a sua vida aos pobres e, superando muitas adversidades, fundou o Instituto das Irmãs Isabelinas da Ordem Terceira de São Francisco.(† 1860)

13. Em Vich, cidade da Catalunha, na Espanha, São Francisco Coll y Guitart, presbítero da Ordem dos Pregadores, que, injustamente expulso do claustro, perseverou firmemente na sua vocação e anunciou por toda esta região o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.(† 1875)

14. Em Gyor, na Hungria, o Beato Guilherme Apor, bispo e mártir, que, durante a segunda guerra mundial, abriu as suas portas a cerca de trezentos refugiados e, espancado na tarde da Sexta-Feira da Paixão do Senhor por defender das mãos dos soldados algumas jovens indefesas, morreu três dias depois.(† 1945)

15. Em L’viv, na Ucrânia, o Beato Nicolau Carneckyj, bispo, que, exercendo a função de exarca apostólico em Volyn’ e Pidljashja, durante a perseguição contra a fé cristã, seguiu os passos de Cristo como pastor fiel e por sua graça alcançou o reino celeste.(† 1959)

16. Em Maracay, na Venezuela, a beata Maria de São José Alvarado (Laura Alvarado Cardozo), virgem, que fundou a Congregação das Agostinhas Recoletas do Sagrado Coração e assistiu sempre com suprema caridade as órfãs, os idosos e os pobres abandonados.(† 1967)

17. Em Roma, junto de São Pedro, o dia natal de São João Paulo II, papa, cuja memória se celebra no dia 22 de Outubro.(† 2005)

4ª Semana da Quaresma | Quarta-feira

Primeira Leitura (Is 49,8-15)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

8 Isto diz o Senhor: “Eu atendo teus pedidos com favores e te ajudo na obra de salvação; preservei-te para seres elo de aliança entre os povos, para restaurar a terra, para distribuir a herança dispersa; 9 para dizer aos que estão presos: ‘Saí!’ e aos que estão nas trevas: ‘Mostrai-vos’. E todos se alimentam pelas estradas e até nas colinas estéreis se abastecem; 10 não sentem fome nem sede, não os castiga nem o calor nem o sol, porque o seu protetor toma conta deles e os conduz às fontes d’água. 11 Farei de todos os montes uma estrada e os meus caminhos serão nivelados. 12 Eis que estão vindo de longe, uns chegam do Norte e do lado do mar, e outros, da terra de Sinim. 13 Louvai, ó céus, alegra-te, terra; montanhas, fazei ressoar o louvor, porque o Senhor consola o seu povo e se compadece dos pobres. 14 Disse Sião: ‘O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-se de mim!’ 15 Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém, não me esquecerei de ti”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 144(145),8-9.13cd-14.17-18 (R. 8a)

—Misericórdia e piedade é o Senhor.

— Misericórdia e piedade é o Senhor.

— Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. 

— O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou. 

— É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente. 

Evangelho (Jo 5,17-30)

— Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!

— Eu sou a ressurreição, eu sou a vida; Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17 Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. 18 Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. 19 Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. 20 O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. 21 Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. 22 De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, 23 para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem, viverão. 26 Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. 27 Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. 28 Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora, em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: 29 aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. 30 Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Hugo de Grenoble, Bispo. – 01 de Abril

São Hugo de Grenoble, Bispo

Nascido de família de Condes

Nascido em uma família de Condes (1053), em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos.

Cônego e secretário do Bispo

Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a Diocese de Valence, onde foi nomeado Cônego. Depois, passou para a Arquidiocese de Lyon, como Secretário do Arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade.

Com São Gregório VII

Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do Papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a Diocese de Grenoble.

Grenoble era uma Diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. Havia tempos a Diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até os bens da Igreja estavam depredados.

Bispo de Grenoble

Hugo foi nomeado Bispo e começou o trabalho, mas eram tantas as resistências que renunciou ao cargo e retirou-se para um mosteiro. Sua vida de monge durou apenas dois anos. O Papa insistiu porque estava convencido de que ele era o mais capacitado para executar essa dura missão e fez com que o próprio Hugo percebesse isso, reassumindo o cargo.

Em 50 anos, reformou a Diocese que estava abandonada

Cinco décadas depois de muito trabalho árduo, mas frutífero, a Diocese estava renovada e até abrigava o primeiro mosteiro da ordem dos monges cartuchos. O Bispo Hugo não só deixou a comunidade organizada e eficiente, como ainda arranjou tempo e condições para acolher e ajudar seu antigo professor, o famoso monge Bruno de Colônia, que foi elevado aos altares, na fundação dessa ordem.

Soube unir o povo na Fé em Cristo

Planejada sobre os dois pilares da vida monástica de então, oração e trabalho, esses monges buscavam a solidão, a austeridade, a disciplina pelas orações contemplativas, pelos estudos, mas também a prática da caridade. Foram cinquenta e dois anos de um apostolado profundo, que uniu o povo na fé em Cristo.

Velho e doente, o Papa mandou que ficasse no governo da Diocese

Já velho e doente, o Bispo Hugo pediu para ser afastado do cargo, mas recebeu do Papa Honório II uma resposta digna de sua amorosa dedicação: ele preferia o Bispo à frente da Diocese, mesmo velho e doente, do que um jovem saudável, para o bem do seu rebanho.

Muitos milagres e graças foram atribuídos à sua intercessão

Hugo morreu com oitenta anos de idade, 1132, cercado pelos seus discípulos monges cartuchos que o veneravam pelo exemplo de santidade em vida. Tanto assim que, após seu trânsito, muitos milagres e graças foram atribuídos à sua intercessão. O culto a são Hugo foi autorizado dois anos após sua morte, pelo Papa Inocente II, sendo difundido por toda a França e o mundo católico.

São Hugo de Grenoble, rogai por nós!

Oração – Alcançai-me uma vida de contemplação, oração, escuta de Deus, trabalho e disciplina, a fim de que eu não desperdice meu tempo com coisas levianas e passageiras que comprometam minha salvação. Amém.

Hugo: Significa “coração”, “mente”, “espírito”, “o pensador” ou “inteligente”. Hugo tem origem no germânico Hugi, derivado do elemento hug, que significa “coração”, “espírito”, “mente”

Com Beato Carlos de Áustria (Carlos I de Habsburgo), casado com a Beata Sissi, que contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus

Santa Maria Egipcíaca, que era uma famosa pecadora de Alexandria que, pela intercessão da Virgem Maria, se converteu.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Abril 1

1. Em Roma, a comemoração dos santos mártires Venâncio, bispo, e companheiros da Dalmácia e da Ístria, isto é, Anastásio, Amaro, Pauliniano, Télio, Astério, Septímio, Antioquiano e Gaiano, que a Igreja venera na mesma festividade.(† s. III/IV)

2. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, as santas Ágape e Quiónia, virgens e mártires, que, na perseguição de Diocleciano, por recusarem comer das carnes dos animais sacrificados aos ídolos, foram entregues ao governador Dulcécio e condenadas à fogueira.(† 304)

3. Na Palestina, Santa Maria Egipcíaca, que era uma famosa pecadora de Alexandria e, pela intercessão da Virgem Maria, se converteu a Deus na Cidade Santa e se consagrou a uma vida penitente e solitária além do Jordão.(† s. V)

4. Em Lauconne, perto de Amiens, na Gália, hoje na França, São Valérico, presbítero, que atraiu muitos companheiros à vida eremítica.(† s. VII)

5. Em Ardpatrick, na província de Munster, na Irlanda, São Celso, bispo de Armagh, que promoveu diligentemente a renovação da Igreja.(† 1129)

6. Em Grenoble, cidade da Borgonha, na França, Santo Hugo, bispo, que se empenhou na reforma de costumes do clero e do povo e, durante o seu episcopado, movido pelo ardente amor à solidão, ofereceu ao seu antigo mestre São Bruno e companheiros o ermo de Chartreuse, do qual foi o primeiro abade; durante quase cinquenta anos dirigiu esta Igreja com o seu admirável exemplo de caridade.(† 1132)

7. No mosteiro cisterciense de Bonnevaux, localidade do Delfinado, na França, o Beato Hugo, abade, cuja caridade e prudência promoveu a conciliação entre o papa Alexandre III e o imperador Frederico I.(† 1194)

8. Em Caithness, na Escócia, São Gilberto, bispo, construiu em Dornoch a igreja catedral e fundou hospícios para os pobres; ao morrer, recomendou o que sempre observou na sua vida: não prejudicar ninguém, suportar com paciência as correções divinas e não incomodar ninguém.(† c. 1245)

9. Em York, na Inglaterra, o Beato João Bretton, mártir, pai de família, que, no reinado de Isabel I, foi várias vezes incriminado pela sua perseverante fidelidade à Igreja Romana e por fim, falsamente acusado de alta traição, morreu estrangulado.(† 1598)

10. Em Brescia, na Lombardia, região da Itália, o Beato Luís Pavóni, presbítero, que se consagrou com grande solicitude à formação dos jovens mais pobres, procurando especialmente educá-los segundo a moral cristã e orientá-los para os trabalhos profissionais, fundando para isso a Congregação das Filhas de Maria Imaculada.(† 1848)

11. No Funchal, cidade do arquipélago da Madeira, em Portugal, o Beato Carlos de Áustria (Carlos I de Habsburgo), que contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus.(† 1922)

12. Em Guadalajara, região de Jalisco, no México, os beatos Anacleto González Flores (José), Jorge Raimundo Vargas González, Luís Padilla Gómez (José Dionísio), e Raimundo Vicente Vargas González, mártires.(† 1927)

4º Domingo da Quaresma | Domingo

Primeira Leitura (Js 5,9a.10-12)

Leitura do Livro de Josué

Naqueles dias, 9a o Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”. 10 Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó. 11 No dia seguinte à Páscoa comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia. 12 O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 33(34),2-3.4-5.6-7 (R. 9a)

— Provai e vede quão suave é o Senhor!

— Provai e vede quão suave é o Senhor!

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! 

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. 

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

Evangelho (Lc 15,1-3.11-32)

— Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.

— Vou levantar-me e vou a meu pai e lhe direi: Meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11 “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado'”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Quaresma | Sábado

Primeira Leitura (Os 6,1-6)

Leitura da Profecia de Oséias

1 “Vinde, voltemos para o Senhor, ele nos feriu e há de tratar-nos, ele nos machucou e há de curar-nos. 2 Em dois dias, nos dará vida, e, ao terceiro dia, há de restaurar-nos, e viveremos em sua presença. 3 É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor. Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo”. 4 Como vou tratar-te, Efraim? Como vou tratar-te, Judá? O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz. 5 Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, mas, como luz, expandem-se meus juízos; 6 quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 50(51),3-4.18-19.20-21ab (R. cf. Os 6,6)

— Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

— Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

— Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido! 

— Sede benigno com Sião, por vossa graça, reconstruí Jerusalém e os seus muros! E aceitareis o verdadeiro sacrifício, os holocaustos e oblações em vosso altar! 

Evangelho (Lc 18,9-14)

— Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10 “Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13 O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14 Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Quaresma | Sexta-feira

Primeira Leitura (Os 14,2-10)

Leitura da Profecia de Oséias

Assim fala o Senhor Deus: 2 “Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3 Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ‘Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. 4 A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia. 5 Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6 Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. 7 Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. 8 Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9 Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10 Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 80(81),6c-8a.8bc-9.10-11ab.14 e 17 (R. cf. 11.9a)

— Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

— Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

— Eis que ouço uma voz que não conheço, “Aliviei as tuas costas de seu fardo. cestos pesados eu tirei de tuas mãos,Na angústia a mim clamaste, e te salvei, 

— de uma nuvem trovejante te falei, e junto às águas de Meriba te provei. Ouve, meu povo, porque vou te advertir! Israel, ah! se quisesses me escutar. 

— Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei. 

— Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos. eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria”. 

Evangelho (Mc 12,28b-34)

— Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos!

— Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28b um mestre da Lei, aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29 Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31 O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. 32 O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33 Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34 Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Quaresma | Quinta-feira

Primeira Leitura (Jr 7,23-28)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias

Assim fala o Senhor: 23 “Dei esta ordem ao povo dizendo: Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e segui adiante por todo o caminho que eu vos indicar para serdes felizes. 24 Mas eles não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, seguindo as más inclinações do coração, andaram para trás e não para a frente, 25 desde o dia em que seus pais saíram do Egito até ao dia de hoje. A todos enviei meus servos, os profetas, e enviei-os cada dia, começando bem cedo; 26 mas não ouviram e não prestaram atenção; ao contrário, obstinaram-se no erro, procedendo ainda pior que seus pais. 27 Se falares todas essas coisas, eles não te escutarão, e, se os chamares, não te darão resposta. 28 Dirás, então: ‘Esta é a nação que não escutou a voz do Senhor, seu Deus, e não aceitou correção. Sua fé morreu, foi arrancada de sua boca’ “.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8)

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os vossos corações.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os vossos corações.

— Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! 

— Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. 

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”. 

Evangelho (Lc 11,14-23)

— Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!

— Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. 15 Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Quaresma | Quarta-feira

Primeira Leitura (Dt 4,1.5-9)

Leitura do Livro do Deuteronômio

Moisés falou ao povo, dizendo: 1 “Agora, Israel, ouve as leis e os decretos que eu vos ensino a cumprir, para que, fazendo-o, vivais e entreis na posse da terra prometida que o Senhor Deus de vossos pais vos vai dar. 5 Eis que vos ensinei leis e decretos conforme o Senhor meu Deus me ordenou, para que os pratiqueis na terra em que ides entrar e da qual tomareis posse. 6 Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência perante os povos, para que, ouvindo todas estas leis, digam: ‘Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação!’ 7 Pois, qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos? 8 E que nação haverá tão grande que tenha leis e decretos tão justos, como esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos? 9 Mas toma cuidado! Procura com grande zelo não te esqueceres de tudo o que viste com os próprios olhos, e nada deixes escapar do teu coração por todos os dias de tua vida; antes, ensina-o a teus filhos e netos”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 147(147B),12-13.15-16.19-20 (R. 12a)

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!

— Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou. 

— Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz ele faz cair a neve como a lã e espalha a geada como cinza.

— Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos suas leis a Israel.Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.

Evangelho (Mt 5,17-19)

— Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

— Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Oração da Via Sacra 1

via sacra

Oração da Via Sacra

Durante a Quaresma a Santa Igreja recomenda a oração da Via Sacra, meditando a Paixão de Jesus Cristo, como canal de graças. Convido você a rezar agora conosco assistindo o vídeo abaixo!

 

Via Sacra

I Estação

Jesus é condenado à morte

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

O juiz que cometeu o crime profissional mais monstruoso de toda a História, não foi a ele impelido pelo tumultuar de nenhuma paixão ardente. Não o cegou o ódio ideológico, nem a ambição de novas riquezas, nem o desejo de comprazer a alguma Salomé. Moveu-o a condenar o Justo o receio de perder o cargo, parecendo pouco zeloso das prerrogativas de César; o medo de criar para si complicações políticas, desagradando ao populacho judeu; o medo instintivo de dizer “não”, de fazer o contrário do que se pede, de enfrentar o ambiente com atitudes e opiniões diferentes das que nele imperam.

Vós, Senhor, o fitastes por longo tempo com aquele olhar que em um segundo operou a salvação de Pedro. Era um olhar em que transparecia vossa suprema perfeição moral, vossa infinita inocência, e, entretanto, ele Vos condenou.

Senhor, quantas vezes imitei Pilatos! Quantas vezes, por amor à minha carreira, deixei que em minha presença a ortodoxia fosse perseguida, e me calei! Quantas vezes presenciei de braços cruzados a luta e o martírio dos que defendem vossa Igreja! E não tive a coragem de lhes dar sequer uma palavra de apoio, pela abominável preguiça de enfrentar os que me rodeiam, de dizer “não” aos que formam meu ambiente, pelo medo de ser “diferente dos outros”. Como se me tivésseis criado, Senhor, não para Vos imitar, mas para imitar servilmente os meus companheiros.

Naquele instante doloroso da condenação, Vós sofrestes por todos os covardes, por todos os moles, por todos os tíbios,… por mim, Senhor.

Meu Jesus, perdão e misericórdia. Pela fortaleza de que me destes exemplo arrostando a impopularidade e enfrentando a sentença do magistrado romano, curai em minha alma a chaga da moleza!

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

II Estação

Jesus leva a Cruz às costas V.

Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Inicia-se assim, meu adorado Senhor, a vossa caminhada para o lugar da imolação. Não quis o Pai Celeste que fôsseis morto num golpe fulminante. Vós teríeis de nos ensinar em vossa Paixão, não apenas a morrer, mas a enfrentar a morte. Enfrentá-la com serenidade, sem hesitação nem fraqueza, caminhando, até, para ela com o passo resoluto do guerreiro que avança para o combate, eis a admirável lição que me dais.

Diante da dor, meu Deus, quanta é a minha covardia! Ora contemporizo antes de tomar a minha cruz; ora recuo, traindo o dever; ora, por fim, eu o aceito, mas com tanto tédio, tanta moleza, que pareço odiar o fardo que vossa vontade me põe sobre os ombros.

Em outras ocasiões, quantas vezes fecho os olhos para não ver a dor! Cego-me voluntariamente com um otimismo estúpido, porque não tenho coragem de enfrentar a provação. E por isto minto a mim mesmo: não é verdade que a renúncia àquele prazer se impõe a mim para que não caia em pecado; não é verdade que devo vencer aquele hábito que favorece minhas mais entranhadas paixões; não é verdade que devo abandonar aquele ambiente, aquela amizade que minam e solapam toda a minha vida espiritual; não, nada disto é verdade… fecho os olhos, e atiro de lado minha cruz.

Meu Jesus, perdoai-me tanta preguiça, e pela chaga que a Cruz abriu em vossos ombros, curai, Pai de Misericórdias, a chaga horrível que em minha alma abri com anos inteiros vividos no relaxamento interior e na condescendência para comigo!

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

III Estação

Jesus cai pela primeira vez

  1. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.
  1. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Como então, Senhor? Não Vos era lícito abandonar vossa Cruz? Pois se a carregastes até que todas as vossas forças se exaurissem, até que o peso insuportável do madeiro Vos lançasse por terra, não estava bem provado que Vos era impossível prosseguir? Estava cumprido vosso dever. Os Anjos do Céu que levassem agora por Vós a Cruz. Vós havíeis sofrido em toda a medida do possível. Que mais haveríeis de dar?

Entretanto, agistes de outro modo, e destes à minha covardia uma alta lição. Esgotadas vossas forças, não renunciastes ao fardo, mas pedistes mais forças ainda, para carregar novamente a Cruz. E as obtivestes.

É difícil hoje a vida do cristão. Obrigado a lutar sem tréguas contra si, para se manter na linha dos Mandamentos, parece uma exceção extravagante num mundo que estadeia na luxúria e na opulência a alegria de viver. Pesa-nos aos ombros a cruz da fidelidade à vossa Lei, Senhor. E, por vezes, o fôlego parece faltar-nos.

Nestes instantes de prova, sofismamos. Já fizemos quanto em nós estava. Afinal, é tão limitada a força do homem! Deus terá isto em conta… deixemos cair a cruz à beira do caminho e afundemos suavemente na vida do prazer. Ah, quantas cruzes abandonadas à beira dos nossos caminhos, quiçá à beira dos meus caminhos!

Dai-me, Jesus, a graça de ficar abraçado à minha cruz, ainda quando eu desfaleça sob o peso dela. Dai-me a graça de me reerguer sempre que tiver desfalecido. Dai-me, Senhor, a graça suprema de nunca sair do caminho por onde devo chegar ao alto do meu próprio calvário.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

  1. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

IV Estação

Encontro de Jesus com sua Mãe

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Quem, Senhora, vendo-Vos assim em pranto, ousaria perguntar por que chorais? Nem a Terra, nem o mar, nem todo o firmamento, poderiam servir de termo de comparação à vossa dor. Dai-me, minha Mãe, um pouco, pelo menos, desta dor. Dai-me a graça de chorar a Jesus, com as lágrimas de uma compunção sincera e profunda.

Sofreis em união a Jesus. Dai-me a graça de sofrer como Vós e como Ele. Vossa dor maior não foi por contemplar os inexprimíveis padecimentos corpóreos de vosso Divino Filho. Que são os males do corpo, em comparação com os da alma? Se Jesus sofresse todos aqueles tormentos, mas ao seu lado houvesse corações compassivos! Se o ódio mais estúpido, mais injusto, mais alvar, não ferisse o Sagrado Coração enormemente mais do que o peso da Cruz e dos maus tratos feriam o Corpo de Nosso Senhor! Mas a manifestação tumultuosa do ódio e da ingratidão daqueles a quem Ele tinha amado… a dois passos, estava um leproso a quem havia curado… mais longe, um cego a quem tinha restituído a vista… pouco além, um sofredor a quem tinha devolvido a paz. E todos pediam a sua morte, todos O odiavam, todos O injuriavam. Tudo isto fazia Jesus sofrer imensamente mais do que as inexprimíveis dores que pesavam sobre seu Corpo.

E havia pior. Havia o pior dos males. Havia o pecado, o pecado declarado, o pecado protuberante, o pecado atroz. Se todas aquelas ingratidões fossem feitas ao melhor dos homens, mas por absurdo não ofendessem a Deus! Mas elas eram feitas ao Homem-Deus, e constituíam contra toda a Trindade Santíssima um pecado supremo. Eis aí o mal maior da injustiça e da ingratidão.

Este mal não está tanto em ferir os direitos do benfeitor, mas em ofender a Deus. E de tantas e tantas causas de dor, a que mais Vos fazia sofrer, Mãe Santíssima, Redentor Divino, era por certo o pecado.

E eu? Lembro-me de meus pecados? Lembro-me, por exemplo, do meu primeiro pecado, ou do meu pecado mais recente? Da hora em que o cometi, do lugar, das pessoas que me rodeavam, dos motivos que me levaram a pecar? Se eu tivesse pensado em toda a ofensa que Vos traz um pecado, teria ousado desobedecer-Vos, Senhor?

Oh, minha Mãe, pela dor do santo Encontro, obtende-me a graça de ter sempre diante dos olhos Jesus Sofredor e Chagado, precisamente como O vistes neste passo da Paixão.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

V Estação

Jesus ajudado pelo Cirineu a levar a Cruz

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Quem era este Simão, que se sabe dele, senão que era de Cirene? E que sabe o geral dos homens sobre Cirene, senão que era a terra de Simão? Tanto o homem como a cidade emergiram da obscuridade para a glória, e para a mais alta das glórias, que é a glória sagrada, num momento em que bem outros eram os pensamentos do Cirineu.

Vinha ele despreocupado pela estrada. Pensava tão somente nos pequenos problemas e nos pequenos interesses de que se compõe a vida miúda da maior parte dos homens. Mas Vós, Senhor, atravessastes seu trajeto com vossas Chagas, vossa Cruz, vossa imensa dor. E a este Simão tocou tomar posição perante Vós. Forçaram-no a carregar convosco a Cruz. Ou ele a carregaria mal-humorado, indiferente a Vós, procurando tornar-se simpático ao povo por meio de algum novo modo de aumentar vossos tormentos de alma e de corpo; ou a carregaria com amor, com compaixão, sobranceiro ao populacho, procurando aliviar-Vos, procurando sofrer em si um pouco de vossa dor, para que sofrêsseis um pouco menos. O Cirineu preferiu padecer conVosco. E por isto seu nome é repetido com amor, com gratidão, com santa inveja, há dois mil anos, por todos os homens de fé, em toda a face da Terra, e assim continuará a ser até a consumação dos séculos.

Também pelos meus caminhos Vós passastes, meu Jesus. Passastes quando me chamastes das trevas do paganismo para o seio de vossa Igreja, com o Santo Batismo. Passastes quando meus pais me ensinaram a rezar. Passastes quando no curso de catecismo comecei a abrir a minha alma para a verdadeira doutrina católica e ortodoxa. Passastes na minha primeira Confissão, na minha primeira Comunhão, em todos os momentos em que vacilei e me amparastes, em todos os momentos em que caí e me reerguestes, em todos os momentos em que pedi e me atendestes.

E eu, Senhor? Ainda agora, passais por mim neste exercício da Via-Sacra. O que faço quando Vós passais por mim?

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

VI Estação

A Verônica enxuga o rosto de Jesus

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Dir-se-ia, à primeira vista, que prêmio maior jamais houve na história. Com efeito, que rei teve nas mãos tecido mais precioso do que aquele Véu? Que general teve bandeira mais augusta? Que gesto de coragem e dedicação foi recompensado com favor mais extraordinário?

Entretanto, há uma graça que vale muito mais do que a de possuir milagrosamente estampada num véu a Santa Face do Salvador. No Véu, a representação da Face divina foi feita como num quadro. Na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana ela é feita como num espelho.

Em suas instituições, em sua doutrina, em suas leis, em sua unidade, em sua universalidade, em sua insuperável catolicidade, a Igreja é um verdadeiro espelho no qual se reflete nosso Divino Salvador. Mais ainda, Ela é o próprio Corpo Místico de Cristo.

E nós, todos nós, temos a graça de pertencer à Igreja, de sermos pedras vivas da Igreja!

Como devemos agradecer este favor! Não nos esqueçamos, porém, de que noblesse oblige. Pertencer à Igreja é coisa muito alta e muito árdua. Devemos pensar como a Igreja pensa, sentir como a Igreja sente, agir como a Igreja quer que procedamos em todas as circunstâncias de nossa vida. Isto supõe um senso católico real, uma pureza de costumes autêntica e completa, uma piedade profunda e sincera. Em outros termos, supõe o sacrifício de uma existência inteira.

E qual é o prêmio? Christianus alter Christus. Eu serei de modo exímio uma reprodução do próprio Cristo. A semelhança de Cristo se imprimirá, viva e sagrada, em minha própria alma.

Ah, Senhor, se é grande a graça concedida à Verônica, quanto maior é o favor que a mim me prometeis!

Peço-Vos força e resolução para, por meio de uma fidelidade a toda prova, verdadeiramente o alcançar.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

VII Estação

Jesus cai pela segunda vez

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Cair, estirar-se ao longo do chão, ficar aos pés de todos, dar pública manifestação de já não ter força, são estas as humilhações a que Vos quisestes sujeitar, Senhor, para minha lição. De Vós ninguém se condoeu. Redobraram as injúrias e os maus tratos. E enquanto isto vossa graça solicitava em vão, no íntimo daqueles corações empedernidos, um movimento de piedade.

Mesmo neste momento, quisestes continuar vossa Paixão para salvar os homens. Que homens? Todos, inclusive os que ali estavam, aumentando de todos os modos a vossa dor.

Em meu apostolado, Senhor, deverei continuar mesmo quando todas as minhas obras estiverem por terra, mesmo quando todos se conjugarem para atacar-me, mesmo quando a ingratidão e a perversidade daqueles a quem quis fazer bem se voltem contra mim.

Não terei a fraqueza de mudar de caminho para agradá-los. Minhas vias só podem ser as vossas, isto é, as vias da ortodoxia, da pureza, da austeridade. Mas, nos vossos caminhos sofrerei por eles. E unidas as minhas dores imperfeitas à vossa dor perfeita, à vossa dor infinitamente preciosa, continuarei a lhes fazer bem. Para que se salvem, ou para que as graças rejeitadas se acumulem sobre eles como brasas ardentes, clamando por punição. Foi o que fizestes com o povo deicida, e com todos aqueles que até o fim Vos rejeitaram.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

VIII Estação

Jesus consola as filhas de Jerusalém

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Não faltaram então almas boas, que percebiam a enormidade do pecado que se praticava, e temiam a justiça divina.

Não presencio eu algum pecado assim? Hoje em dia, não é bem verdade que o Vigário de Cristo é desobedecido, abandonado, traído? Não é bem verdade que as leis, as instituições, os costumes são cada vez mais hostis a Jesus Cristo? Não é bem verdade que se constrói todo um mundo, toda uma civilização baseada sobre a negação de Jesus Cristo? Não é bem verdade que Nossa Senhora falou em Fátima apontando todos estes pecados e pedindo penitência?

Entretanto, onde está essa penitência? Quantos são os que realmente vêem o pecado e procuram apontá-lo, denunciá-lo, combatê-lo, disputar-lhe passo a passo o terreno, erguer contra ele toda uma cruzada de idéias, de atos, de viva força se necessário for? Quantos são capazes de desfraldar o estandarte da ortodoxia absoluta e sem jaça, nos próprios lugares onde pompeia a impiedade, ou a piedade falsa? Quantos são os que vivem em união com a Igreja este momento que é trágico como trágica foi a Paixão, este momento crucial da História, em que uma humanidade inteira está escolhendo por Cristo ou contra Cristo?

Ah, meu Deus, quantos míopes que preferem não ver nem pressentir a realidade que lhes entra olhos a dentro! Quanta calmaria, quanto bem-estar miúdo, quanta pequena delícia rotineira! Quanto saboroso prato de lentilhas a comer!

Dai-me, Jesus, a graça de não ser deste número. A graça de seguir vosso conselho, isto é, de chorar por nós e pelos nossos. Não de um choro estéril, mas de um pranto que se verte aos vossos pés, e que, fecundado por Vós, se transforma para nós em perdão, em energias de apostolado, de luta, de intrepidez.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

IX Estação

Jesus cai pela terceira vez

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Estais, Senhor meu, mais cansado, mais depauperado, mais chagado, mais exangue do que nunca. Que Vos espera? Chegastes ao termo? Não. Precisamente o pior está para suceder. O crime mais atroz ainda está para ser praticado. As dores maiores ainda estão por serem sofridas. Estais por terra pela terceira vez e, entretanto, tudo isto que ficou para trás não é senão um prefácio. E eis que Vos vejo novamente movendo este Corpo que é todo ele uma chaga. O que parecia impossível se opera, e mais uma vez Vos pondes de pé lentamente, se bem que cada movimento seja para Vós mais uma dor. Eis-Vos, Senhor, ereto ainda uma vez… com vossa Cruz. Soubestes encontrar novas forças, novas energias, e continuais. Três quedas, três lições iguais de perseverança, cada qual mais pungente e mais expressiva que a outra.

Por que tanta insistência? Porque é insistente nossa covardia. Resolvemo-nos a tomar nossa cruz, mas a covardia volta sempre à carga. E para que ela ficasse sem pretextos em nossa fraqueza, quisestes Vós mesmo repetir três vezes a lição.

Sim, nossa fraqueza não pode servir-nos de pretexto. A graça, que Deus nunca recusa, pode o que as forças meramente naturais não poderiam.

Deus quer ser servido até o último alento, até a extenuação da última energia, e multiplica nossas capacidades de sofrer e de agir, para que nossa dedicação chegue aos extremos do imprevisível, do inverossímil, do miraculoso. A medida de amar a Deus consiste em amá-Lo sem medidas, disse São Francisco de Sales. A medida de lutar por Deus consiste em lutar sem medidas, diríamos nós.

Eu, porém, como me canso depressa! Nas minhas obras de apostolado, o menor sacrifício me detém, o menor esforço me causa horror, a menor luta me põe em fuga. Gosto do apostolado, sim. De um apostolado inteiramente conforme com minhas preferências e fantasias, a que me entrego quando quero, como quero, porque quero. E depois julgo ter feito a Deus uma imensa esmola.

Mas Deus não se contenta com isto. Para a Igreja, quer Ele toda a minha vida, quer organização, quer sagacidade, quer intrepidez, quer a inocência da pomba mas a astúcia da serpente, a doçura da ovelha mas a cólera irresistível e avassaladora do leão. Se for preciso sacrificar carreira, amizades, vínculos de parentesco, vaidades mesquinhas, hábitos inveterados, para servir a Nosso Senhor, devo fazê-lo. Pois que este passo da Paixão me ensina que a Deus devemos dar tudo, absolutamente tudo, e depois de ter dado tudo ainda devemos dar nossa própria vida.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

X Estação

Jesus despojado de suas vestes

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Tudo, sim, absolutamente tudo. Até vergonha devemos sofrer por amor de Deus e para a salvação das almas.

Aí está a prova. O Puro por excelência foi despido, e os impuros O escarneceram em sua pureza. E Nosso Senhor resistiu às chacotas da impureza.

Não parece insignificante que resista à chacota quem já resistiu a tantos tormentos? Entretanto, mais esta lição nos era necessária. Pelo desprezo de uma criada, São Pedro negou. Quantos homens terão abandonado Nosso Senhor pelo medo do ridículo! Pois se há gente que vai à guerra expor-se a tiros e morte, para não ser escarnecida como covarde, não é bem exato que há certos homens que têm mais medo de um riso do que de tudo?

O Divino Mestre enfrentou o ridículo. E nos ensinou que nada é ridículo quando está na linha da virtude e do bem.

Ensinai-me, Senhor, a refletir em mim a majestade de vosso Semblante e a força de vossa perseverança, quando os ímpios quiserem manejar contra mim a arma do ridículo.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

XI Estação

Jesus pregado na Cruz

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

A impiedade escolheu para Vós, meu Senhor, o pior dos tormentos finais. O pior, sim, pois que é o que faz morrer lentamente, o que produz sofrimentos maiores, o que mais infamava, porque era reservado aos criminosos mais abjetos. Tudo foi aparelhado pelo inferno para Vos fazer sofrer, quer na alma, quer no corpo. Este ódio imenso não contém para mim alguma lição? Ai de mim, que jamais a compreenderei suficientemente se não chegar a ser santo. Entre Vós e o demônio, entre o bem e o mal, entre a verdade e o erro, há um ódio profundo, irreconciliável, eterno. As trevas odeiam a luz, os filhos das trevas odeiam os filhos da luz, a luta entre uns e outros durará até a consumação dos séculos, e jamais haverá paz entre a raça da Mulher e a raça da Serpente… Para que se compreenda a extensão incomensurável, a imensidade deste ódio, contemple-se tudo quanto ele ousou fazer. É o Filho de Deus que aí está, transformado, na frase da Escritura, em um leproso no qual nada existe de são, num ente que se contorce como um verme sob a ação da dor, detestado, abandonado, pregado numa cruz entre dois vulgares ladrões. O Filho de Deus: que grandeza infinita, inimaginável, absoluta, se encerra nestas palavras! Eis, entretanto, o que o ódio ousou contra o Filho de Deus!

E toda a História do mundo, toda a História da Igreja não é senão esta luta inexorável entre os que são de Deus e os que são do demônio, entre os que são da Virgem e os que são da serpente. Luta na qual não há apenas equívoco da inteligência, nem só fraqueza, mas também maldade, maldade deliberada, culpada, pecaminosa, nas hostes angélicas e humanas que seguem a Satanás.

Eis o que precisa ser dito, comentado, lembrado, acentuado, proclamado, e mais uma vez lembrado aos pés da Cruz. Pois que somos tais, e o liberalismo a tal ponto nos desfigurou, que estamos sempre propensos a esquecer este aspecto imprescindível da Paixão.

Conhecia-o bem a Virgem das Virgens, a Mãe de todas as dores, que junto de seu Filho participava da Paixão. Conhecia-o bem o Apóstolo virgem que aos pés da Cruz recebeu Maria como Mãe, e com isto teve o maior legado que jamais foi dado a um homem receber. Porque há certas verdades que Deus reservou para os puros, e nega aos impuros.

Minha Mãe, no momento em que até o bom ladrão mereceu perdão, pedi que Jesus me perdoe toda a cegueira com que tenho considerado a obra das trevas que se trama em redor de mim.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

XII Estação

Jesus morre na Cruz

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Chegou por fim o ápice de todas as dores. É um ápice tão alto, que se envolve nas nuvens do mistério. Os padecimentos físicos atingiram seu extremo. Os sofrimentos morais alcançaram seu auge. Um outro tormento deveria ser o cume de tão inexprimível dor: “Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?” De um certo modo misterioso, o próprio Verbo Encarnado foi afligido pela tortura espiritual do abandono, em que a alma não tem consolações de Deus. E tal foi este tormento, que Ele, de quem os Evangelistas não registraram uma só palavra de dor, proferiu aquele brado lancinante: “Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?”

Sim, por quê? Por que, se era Ele a própria inocência? Abandono terrível, seguido da morte e da perturbação de toda a natureza. O sol se velou. O Céu perdeu seu esplendor. A Terra estremeceu. O véu do Templo de rasgou. A desolação cobriu todo o universo.

Por quê? Para remir o homem. Para destruir o 20pecado. Para abrir as portas do Céu. O ápice do sofrimento foi o ápice da vitória. Estava morta a morte. A Terra purificada era como um grande campo desbastado, para que sobre ela se edificasse a Igreja.

Tudo isto foi, pois, para salvar. Salvar os homens. Salvar este homem que sou eu. Minha salvação custou todo este preço. E eu não regatearei mais sacrifício algum para assegurar salvação tão preciosa. Pela água e pelo Sangue que verteram de vosso divino Lado, pela Chaga de vosso Coração, pelas dores de Maria Santíssima, Jesus, dai-me forças para me desapegar das pessoas, das coisas que me possam distanciar de Vós. Morram hoje, pregadas na Cruz, todas as amizades, todos os afetos, todas as ambições, todos os deleites que de Vós me separavam.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

XIII Estação

Jesus descido da Cruz

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

O repouso do Sepulcro Vos aguarda, Senhor. Nas sombras da morte, abris o Céu aos justos do limbo, enquanto na Terra, em torno de vossa Mãe, se reúnem uns poucos fiéis para Vos tributar honras funerárias. Há no silêncio destes instantes uma primeira claridade de esperança que nasce. Estas primeiras homenagens que Vos são prestadas são o marco inaugural de uma série de atos de amor da humanidade redimida, que se prolongarão até o fim dos séculos.

Quadro de dor, de desolação, mas de muita paz. Quadro em que se pressagia algo de triunfal nos cuidados indizíveis com que vosso divino Corpo é tratado.

Sim, aquelas almas piedosas se condoíam, mas algo nelas lhes fazia pressentir em Vós o Triunfador glorioso.

Possa eu também, Senhor, nas grandes desolações da Igreja, ser sempre fiel, estar presente nas horas mais tristes, conservando inabalável a certeza de que vossa Esposa triunfará pela fidelidade dos bons, pois que A assiste a vossa proteção.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

XIV Estação

Jesus posto no sepulcro

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Correu-se a laje. Parece tudo acabado. É o momento em que tudo começa. É o reagrupamento dos Apóstolos. É o renascer das dedicações, das esperanças. A Páscoa se aproxima.

Ao mesmo tempo, o ódio dos inimigos ronda em torno do sepulcro e de Maria Santíssima e dos Apóstolos.

Mas Eles não temem. E em pouco raiará a manhã da Ressurreição.

Possa também eu, Senhor Jesus, não temer. Não temer quando tudo parecer perdido irremediavelmente. Não temer quando todas as forças da Terra parecerem postas em mãos de vossos inimigos. Não temer porque estou aos pés de Nossa Senhora, junto da qual se reagruparão sempre, e sempre mais uma vez, para novas vitórias, os verdadeiros seguidores da vossa Igreja.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

A importância da Oração ao Espírito Santo

Talvez você não se dê conta, mas rezar a Oração ao Espírito Santo é de muita importância e pode mudar a sua vida! Não digo somente esta oração, mas sim de todas as orações que você possa rezar.

A oração é um meio necessário e seguro para obter a salvação e todas as graças que para tanto são necessárias. Eu não tenho esta possibilidade, mas se eu pudesse, quereria imprimir tantas cópias deste livro quantos são os cristãos que vivem sobre a terra e entregá-las a cada um deles.

E o que mais me aflige é ver que os padres pouco se preocupam em o explicar aos seus fiéis. E que também os livros de religião que hoje em dia correm pelas mãos dos cristãos não o explicam suficientemente. E isto quando na verdade todos os padres e todos os livros deveriam falar com insistência sobre a oração.

É verdade que eles ensinam meios excelentes para conservarem a graça de Deus, como fugir das ocasiões, frequentar os Sacramentos, e outros, todos utilíssimos.

Mas para que servirão as pregações, as meditações, e todos os outros meios de que falam os mestres do espírito, sem a oração, se o Senhor já declarou que não quer conceder a sua graça a não ser aos que oram?

Pedi e recebereis

São palavras de Jesus. Sem a oração, falando do ponto de vista da providência ordinária, serão inúteis todas as meditações que fizermos, todos os nossos propósitos, todas as nossas promessas.

Se não orarmos seremos sempre infiéis a todas as luzes que recebermos de Deus e a todas as promessas que fizermos.

A razão é porque, para fazer o bem de fato, para vencer as tentações, para por em prática as virtudes, ou seja, em uma palavra, para observar integralmente os mandamentos de Deus, não são suficientes as luzes que nós recebemos, nem as considerações e os propósitos que fazemos, mas além disso é necessária a ajuda constante de Deus.

As luzes recebidas, as considerações e os bons propósitos servem para que nos perigos e nas tentações de transgredir a lei de Deus nós de fato oremos e com a oração alcancemos o auxílio divino que nos preserve do pecado; mas se então não orarmos, estaremos perdidos.

Por isso, que eu falei em agradecer ao Senhor; porque é uma misericórdia muito grande a que Ele faz para com as pessoas a quem Ele dá a luz e a graça para orarem. Espero daqueles que tiverem lido esta obra que nunca mais desanimem e se esqueçam de recorrerem sempre a Deus por meio da oração quando se virem tentados a ofendê-lO.

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