2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

Primeira Leitura (At 5,17-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 17 levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido – isto é, o partido dos saduceus – cheios de raiva 18 e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública. 19 Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20 “Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver”. 21 Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no Templo e começaram a ensinar. O Sumo Sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o Sinédrio e o Conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos à prisão. 22 Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram dizendo: 23 “Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro”. 24 Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do Templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido. 25 Chegou alguém que lhes disse: “Os homens que vós colocastes na prisão estão no Templo ensinando o povo!” 26 Então o chefe da guarda do Templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 7a)

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! 

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!


Evangelho (Jo 3,16-21)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

2ª Semana da Páscoa | Terça-feira

2ª Semana da Páscoa | Terça-feira

Primeira Leitura (At 4,32-37)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

32 A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33 Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34 Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35 e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. 36 José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37 possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 92(93),1ab.1c-2.5 (R. 1a)

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! 

— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!


Anúncio do Evangelho (Jo 3,7b-15)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b “Vós deveis nascer do alto. 8 O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9 Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10 Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12 Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13 E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Ludovina, Virgem – 14 de Abril

Santa Ludovina, Virgem

Santo do Dia – 14 de Abril

Santa Ludovina,

Virgem e Padroeira dos Doentes Incuráveis · † 1433

De Família Humilde e Caridosa

Santa Ludovina

Lidvina, Liduína, como também é chamada, nasceu em Schiedam, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente.

Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer.

Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa sequência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família. Os anos se passavam e não melhorava, nem morria.

Os Filhos que Mais Ama, Mais os Deixa Sofrer

Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o sacerdote recordou a ela que: “Deus só poda a árvore que mais gosta, para que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer”. E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da vida eterna.

Na Sua Fronte Apareceu uma Resplandecente Hóstia Eucarística

Ludovina entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma benção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot.

Do Seu Leito de Enferma Ela Recebeu o Dom da Profecia e da Cura

A partir daquele momento, nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia, sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade, também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria.

Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando que nos últimos sete anos só se alimentava da sagrada eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente.

A Morte

No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito.

Em 1890, o papa Leão XII elevou santa Ludovina ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A igreja de Schiedam, construída em sua homenagem, tornou-se um santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis.

Santa Ludovina, rogai por nós!

Ludovina / Lidvina / Liduína — Do germânico Leodewin, significa “povo amigo”. É nome muito raro.

“Oração – Concedei-nos, pelas preces de santa Ludovina, que soube manter a serenidade durante sua enfermidade, a paciência para enfrentar com coragem e paz as dores e as tristezas. Amém.”

Santa Ludovina, rogai por nós!

Beato Pedro González (São Telmo) — Presbítero da Ordem dos Pregadores, que transformou o anterior desejo de glória em profunda humildade e se dedicou a ajudar os necessitados, em especial os navegantes e pescadores.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de abril:

1

Santos Tibúrcio, Valeriano e Máximo
Mártires. Em Roma, no cemitério de Pretextato, junto à Via Ápia.

† data inc.

2

Santas Bérnica, Prosdoca e Senhorinha
Mártires. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Duas virgens com sua mãe, que ao fugirem para se salvar dos que atentavam contra a sua pureza, encontraram no rio o seu martírio.

† s. IV

3

São Frontão
Abade. No deserto de Nítria, no Egito, que, com cerca de setenta companheiros, se retirou para a vida eremítica.

† s. IV

4

Santo Asaco (Asico)
Bispo. Em Elphin, na Irlanda, considerado discípulo de São Patrício e primeiro bispo desta Igreja.

† s. V

5

Santa Tomaides
Mártir. Em Alexandria, no Egito.

† 476

6

São Lamberto
Bispo. Em Lião, na Gália, hoje na França, que tinha sido monge e depois abade de Fontenelle.

† c. 688

7

São João de Montemarano
Bispo. Em Montemarano, na Campânia, região da Itália, que colocou todo o ardor da sua atividade na assistência aos pobres e na santificação do clero.

† s. XI/XII

8

São Bernardo de Tiron
Abade. No mosteiro de Tiron, junto de Chartres, na França, que por várias vezes se refugiou para a vida eremítica e dedicou-se a instruir e conduzir à perfeição evangélica os discípulos que a ele acorriam.

† 1117

9

São Bento de Avinhão
Jovem pastor. Em Avinhão, na Provença, região da França, por cuja virtude, com o auxílio de Deus, foi construída a ponte sobre o Ródano, de grande utilidade para os cidadãos.

† 1184

10

Beato Pedro González (São Telmo)
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Tuy, na Galiza, região da Espanha, que transformou o seu anterior desejo de glória em profunda humildade e dedicou-se a ajudar os necessitados, em especial os navegantes e os pescadores.

† 1246

11

Santa Ludovina
Virgem. Em Schiedam, na Géldria, hoje na Holanda, que, pondo a sua confiança só em Deus, suportou as enfermidades corporais em toda a sua vida, pela conversão dos pecadores e redenção das almas.

† 1433

12

Beata Isabel (Josefina Calduch Rovira)
Virgem da Ordem das Clarissas Capuchinhas e mártir. Em Cuevas de Vinromá, junto de Castellón de la Plana, na Espanha, que em tempo de perseguição contra a fé cristã, morreu por seu divino Esposo, Jesus Cristo.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Martinho I, Papa, Mártir – 13 de Abril

São Martinho I, Papa, Mártir

Santo do Dia – 13 de Abril

São Martinho I

Papa Mártir · † 656

Linha dura tendo mão forte no governo

São Martinho I

A sua terra natal era Todi e na Igreja Romana era diácono, mas o seu grande feito seria o de substituir o então Papa Teodoro em 13 de maio de 649.
Cedo provou ser de linha dura tendo mão forte no governo, onde inclusive não aguardou o consentimento da sua eleição pelo Imperador Constante II.

Por disputas políticas das quais Martinho participou, o Imperador ordenou que Olímpio o assassinasse durante uma missa.
Ao tentar cravar o punhal, Olímpio foi atingido por uma intensa luz que o cegou totalmente, convencendo-o da santidade do Papa.

Morto por ordem do Imperador pela fome

O Imperador, sabendo da morte de Olímpio, conseguiu concretizar sua vingança com o exarca Teodoro de Calíopa, que prendeu o Papa.
Acusado de apropriação ilegal do cargo, Martinho sofreu martírio e fome até morrer em 13 de Abril de 656.

Martinho —  Significa “guerreiro” ou “dedicado ao Deus Marte”. Martinho é o diminutivo de Martim, assim como pode ser considerado o diminutivo de Marte – o deus romano da guerra. A origem é o nome em latim Martinus.

 

Martinho — Significa “guerreiro” ou “dedicado ao Deus Marte”. Martinho é o diminutivo de Martim, assim como pode ser considerado o diminutivo de Marte — o deus romano da guerra. A origem é o nome em latim Martinus.

“Oração — Ó Deus que destes ao Vosso Servo, São Martinho I, a Graça da fidelidade até o fim de sua vida, concedei-me ser sempre perseverante e fiel a Vós e à Santa Igreja. Amém.”

São Martinho I, rogai por nós!

Santo Hermenegildo — Mártir, filho do rei ariano Leovigildo, se converteu à fé católica por obra do bispo São Leandro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de abril:

1
São Martinho I
Papa e mártir. Em Querson, na Crimeia, atual Ucrânia. Diácono romano, foi eleito Papa em 649 sem aguardar confirmação imperial; convocou o Concílio de Latrão, foi preso pelo exarca Teodoro de Calíopa, deportado e submetido à fome e humilhações até morrer exausto.

† 656

2
Santos Carpo, Pápilo, Agatônica e companheiros
Mártires. Em Pérgamo, na província da Ásia, na hodierna Turquia. Carpo, bispo de Tiatira, Pápilo, diácono, Agatônica, irmã de Pápilo, e muitos outros, que pela confissão da fé receberam a coroa do martírio.

† s. II

3
Santo Urso
Bispo. Em Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália. Transferiu a sede episcopal de Classe para esta cidade e dedicou a igreja catedral no dia da Páscoa.

† c. 425

4
Santo Hermenegildo
Mártir. Em Tarragona, na Hispânia. Filho do rei ariano Leovigildo, converteu-se à fé católica por obra do bispo São Leandro; metido no cárcere por recusar a comunhão de um bispo ariano na Páscoa, morreu ao fio da espada por ordem do próprio pai.

† 586

5
Beata Ida de Boulogne
No mosteiro de Santa Maria da Capela, junto de Wast, no território de Boulogne, na França. Viúva de Eustáquio, conde de Boulogne, notabilizou-se pela liberalidade para com os pobres e pelo zelo pelo decoro da casa de Deus.

† 1113

6
São Carádoco
Presbítero e eremita. Em Saint David, no País de Gales. Deixou o palácio real, onde tocava harpa, ao ver como ali se amavam mais os cães do que os homens, e procurou a orientação do abade Teliavo para se colocar ao serviço de Deus.

† 1124

7
Beata Ida de Roosendaal
Virgem. No mosteiro cisterciense de Roosendaal, no Brabante, na atual Holanda. Sofreu muitos maus tratos do pai antes de entrar na vida religiosa e pela austeridade da sua vida imitou em seu corpo a paixão de Cristo.

† c. 1290

8
Beato Albertino
Eremita e prior. No mosteiro de Fonte Avellana, na Úmbria, região da Itália. Preferiu a solidão às honras e colaborou na conciliação de cidades em conflito.

† 1294

9
Beata Margarida de Città di Castello
Virgem das Irmãs da Penitência de São Domingos. Em Città di Castello, na Úmbria. Tendo nascido cega, disforme e rejeitada pelos pais, confiou sempre de todo o coração no nome de Jesus.

† 1320

10
Beatos Francisco Dickenson e Milo Gerard
Presbíteros e mártires. Em Rochester, na Inglaterra. Regressando do Colégio dos Ingleses de Reims para exercer clandestinamente o ministério sacerdotal, foram suspensos da forca e submetidos a outros cruéis suplícios no reinado de Isabel I.

† 1590

11
Beatos João Lockwood e Eduardo Catherick
Presbíteros e mártires. Em York, na Inglaterra, no reinado de Carlos I. O primeiro, com oitenta e quatro anos e já duas vezes condenado à morte pelo sacerdócio, quis subir ao patíbulo à frente do jovem companheiro para o incitar ao glorioso martírio.

† 1642

12
Beato Escubílio (João Bernardo Rousseau)
Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Na ilha da Reunião, no Oceano Índico. Ensinou incansavelmente as crianças e deu ajuda aos pobres e esperança aos escravos.

† 1867

13
São Sabas Reyes
Presbítero e mártir. Em Totoclan, no território de Guadalajara, no México. Durante a perseguição mexicana morreu por Cristo Sacerdote e Rei universal.

† 1927

14
Beato Serafim Morazzone
Presbítero da diocese de Como. Em Lecco, cidade da Lombardia, na Itália.

† 1822

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

2ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

2ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

Primeira Leitura (At 4,23-31)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 23 logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito. 24 Ao ouvirem o relato, todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo: “Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 25 Por meio do Espírito Santo, disseste através do teu servo Davi, nosso pai: ‘Por que se enfureceram as nações, e os povos imaginaram coisas vãs? 26 Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias’. 27 Foi assim que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se com os pagãos e os povos de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste, 28 a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade haviam predeterminado que sucedesse. 29 Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. 30 Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus”. 31 Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 2,1-3.4-6.7-9 (R. cf. 12d)

— Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.

— Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.

— Por que os povos agitados se revoltam? por que tramam as nações projetos vãos? Por que os reis de toda a terra se reúnem, e conspiram os governos todos juntos contra o Deus onipotente e o seu Ungido? “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, “e lançar longe de nós o seu domínio!” 

— Ri-se deles que mora lá nos céus; zomba deles o Senhor onipotente. Ele, então, em sua ira os ameaça, e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: “Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” 

— O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!”


Evangelho (Jo 3,1-8) 

Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Se com Cristo ressurgistes, procurai o que é do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

— Glória a vós, Senhor.

1 Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2 que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”. 3 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4 Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?” 5 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus”. 6 Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito. 7 Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. 8 O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

2º Domingo da Páscoa | Domingo da Divina Misericórdia

Domingo na Oitava da Páscoa | Domingo da Divina Misericórdia

Primeira Leitura (At 2,42-47) 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Os que haviam se convertido 42 eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna na fração do pão e nas orações. 43 E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. 44 Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; 45 vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. 46 Diariamente, todos frequentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. 47 Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 117(118),2-4.13-15.22-24 (R. 1)

– Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

– Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

– A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Aarão agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” Os que temem o Senhor agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!” 

– Empurraram-me, tentando derrubar-me, mas veio o Senhor em meu socorro. O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis”. 

– “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular”. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! 


Segunda Leitura (1Pd 1,3-9) 

Leitura da Primeira Carta de São Pedro.

3 Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, 4 para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus. 5 Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. 6 Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. 7 Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira – mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo – e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. 8 Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9 pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Evangelho (Jo 20,19-31)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creram sem ter visto!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22 E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23 A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Júlio I, Papa – 12 de Abril

São Júlio I, Papa

Santo do Dia – 12 de Abril

São Júlio I,

Papa · † 352

Papa no Tempo de Constantino

Era de origem romana, filho de um certo cidadão chamado Rústico. Viveu no período em que a Igreja respirava a liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, o Magno, em 313.

Essa liberdade oferecia ao cristianismo melhores condições de vida e expansão da religião. Por outro lado, surgiram as primeiras heresias: donatismo, puritanismo na moral, e o arianismo, negando a divindade de Cristo.

Dirigiu a Igreja de 337 a 352. Com a morte de Constantino, os sucessores, infelizmente, favoreceram os partidários do arianismo. O Papa tomou a defesa e hospedou o Patriarca de Alexandria, Atanásio, o grande Doutor da Igreja, batalhador da fé no concílio de Nicéia e principal alvo do ódio dos arianos, que o tinham expulsado da sede patriarcal.

Amigo e Protetor de Atanásio

O Papa convocou dois sínodos de Bispos em que, com a condenação do semi-arianismo, Atanásio foi reabilitado, recebendo cartas do Papa que se felicitava com a Igreja de Alexandria, baluarte da ortodoxia cristã.

Construtor e Organizador da Igreja

Construiu várias igrejas em Roma: a dos Santos Apóstolos, a da Santíssima Maria de Trastévere, e mandou construir nos cemitérios das vias Flavínia, Aurélia e Portuense, respectivamente as igrejas de São Valentim, de São Calisto e de São Félix.

Cuidou da organização eclesiástica e da catequese catecumenal, ou seja, dos adultos e mais velhos.

A Morte

Morreu em 352, após quinze anos de pontificado. Foi sepultado no cemitério de Calepódio, na via Aurélia, numa igreja que ele também havia mandado edificar. Sua veneração começou entre os fiéis a partir do século VII.

Suas relíquias, segundo a tradição, foram transladadas para a Basílica de São Praxedes a pedido do Papa Pascoal I. O seu culto refloresceu em 1505, quando do seu translado para a Basílica da Santíssima Maria de Trastévere, em Roma.

São Júlio I, rogai por nós!

Júlio —  Nome masculino originado do latim Julius, derivado do grego ioulos, que quer dizer “barba rala”, “felpuda”, “macia”.

“Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Júlio I governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas. Amém.”

São Júlio I, rogai por nós!

São David Uribe — Presbítero e Mártir, que, durante a tempestuosa perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por Cristo Rei.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de abril:

1

Santa Vísia
Virgem e mártir. Em Fermo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† data inc.

2

São Júlio I
Papa. Na Via Aurélia, a três milhas de Roma, no cemitério de Calepódio. Durante a perseguição ariana, defendeu tenazmente a fé nicena, protegeu Atanásio contra as acusações, acolhendo-o durante o seu exílio, e convocou o Concílio de Sárdica.

† 352

3

São Zenão
Bispo de Verona, na Venécia, Véneto, região da Itália. Cuja diligência e pregação conduziu a cidade ao batismo de Cristo.

† c. 372

4

São Sabas, o Godo
Mártir. Na Capadócia, Turquia. Durante a perseguição desencadeada contra os cristãos por Atanarico, rei dos Godos, por ter recusado comer alimentos imolados aos ídolos, depois de sofrer cruéis tormentos, foi lançado ao rio.

† 372

5

São Constantino
Bispo. Em Gap, na Provença, na atual França.

† d. 517

6

São Damião
Bispo. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália. Cuja carta sobre a verdadeira fé acerca da vontade e ação em Cristo foi lida no Concílio III de Constantinopla.

† 697

7

São Basílio
Em Pário, no Helesponto, na hodierna Turquia. Por defender as imagens sagradas, sofreu a flagelação, o cárcere e o exílio.

† 735

8

Santo Erkembodo
Abade de Saint-Omer e simultaneamente bispo de Therouanne. Em Ponthieu, localidade da Gália, hoje na França.

† 742

9

Santo Alfério
Fundador e primeiro abade do mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália. Tendo sido anteriormente conselheiro de Guaimário, duque de Salerno, se fez discípulo de Santo Odilão em Cluny e seguiu com grande perfeição a observância da vida monástica.

† 1050

10

Beato Lourenço
Presbítero da Ordem de São Jerônimo. No mosteiro de Belém, junto a Lisboa, cidade de Portugal. Muitos penitentes acorriam a ele por causa da sua insigne piedade.

† s. XIV

11

Santa Teresa de Jesus (Joana Fernandez Solar)
Virgem. Em Los Andes, Chile. Sendo noviça da Ordem das Carmelitas Descalças, consagrou a sua vida a Deus — como ela dizia — pela salvação do mundo pecador, e morreu com a idade de vinte anos consumida pela febre tifoide.

† 1920

12

São José Moscáti
Em Nápoles, na Itália. Exercendo a profissão de médico, nunca deixou de se dedicar à obra quotidiana e incansável de acudir aos enfermos, não aceitando recompensa alguma dos pobres e, enquanto prestava assistência médica aos corpos, procurava ao mesmo tempo fortalecer as almas.

† 1927

13

São David Uribe
Presbítero e mártir. Em San José, povoação do território de Chipalcingo, no México. Durante a tempestuosa perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por Cristo Rei.

† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

A Única Saída

A Luz que nos Traz a Esperança!

A Divina Misericórdia

“Desejo que esta imagem seja venerada, primeiramente, na vossa capela e depois no mundo inteiro.

Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre todos os inimigos e, especialmente, na hora da morte.

Eu mesmo a defenderei como minha própria glória”. (Diário 48)

Qual o significado dos raios que tanto se destacam na imagem? Jesus assim explica:

“Os dois raios representam o Sangue e a Água, o raio pálido significa a Água que justifica as almas; o vermelho, o Sangue, que é a vida das almas. Ambos jorraram das entranhas da minha misericórdia, quando na cruz meu Coração foi aberto pela lança.

Estes raios defendem as almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da Justiça de Deus.” (Diário 299)

A Festa da Divina Misericórdia

Nosso Senhor insistentemente pediu a Santa Faustina que fosse instituída e difundida a Festa da Divina Misericórdia:

A Festa da Misericórdia saiu das minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa.

A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha misericórdia. Desejo que ela seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores.

Nesse dia, estão abertas as entranhas da minha misericórdia e todas as comportas divinas pelas quais fluem as graças.”“A alma que se confessar e comungar alcançará perdão das culpas e das penas. Que não tenham medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate.

Diz às almas onde devem procurar consolos, que é no tribunal da misericórdia onde continuo a realizar os meus maiores prodígios, que se renovam sem cessar.

Para obtê-los não é necessário empreender longas peregrinações nem realizar grandes cerimônias, mas basta aproximar-se com fé dos pés do meu representante e confessar-lhe a própria miséria.”

“O milagre da misericórdia de Deus se manifestará em toda a plenitude. Ainda que a alma esteja em decomposição como um cadáver e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração e tudo esteja perdido, Deus não vê as coisas desta maneira. O milagre da misericórdia de Deus fará ressurgir aquela alma para uma vida plena.” (Diário 699, 1448)

Coube a São João Paulo II instituir a Festa da Divina Misericórdia, indicando o 1° domingo após a Páscoa para sua celebração. Em suas palavras na canonização de Santa Faustina, São João Paulo II indica as verdades que a celebração dessa Festa faz brilhar para todos os fiéis:

“Esta mensagem consoladora dirige-se, sobretudo, a quem, afligido por uma provação particularmente dura ou esmagado pelo peso dos pecados cometidos, perdeu toda a confiança na vida e se sente tentado a ceder ao desespero.

“Quantas almas já foram consoladas pela invocação: ‘Jesus, confio em Ti!’, que a Providência sugeriu através da Irmã Faustina!

Este simples ato de abandono a Jesus dissipa as nuvens mais densas e faz chegar um raio de luz à vida de cada um”. (…)
Hoje, ao fixarmos  o olhar no rosto de Cristo ressuscitado, fazemos nossa a tua súplica de confiante abandono e dizemos com firme esperança:
“Jesus Cristo, confio em Ti!”

Santa Madalena de Canossa, Virgem, Fundadora – 10 de Abril

Santa Madalena de Canossa, Virgem, Fundadora

Santo do Dia – 10 de Abril

Santa Madalena de Canossa,

Virgem e fundadora · † 1835

Abandono, doença e a  vocação

Santa Valtrudes

Nasceu no dia 1º de março de 1774 na cidade italiana de Verona, que pertencia à sua nobre e influente família. Seu pai faleceu quando tinha cinco anos. Sua mãe abandonou os filhos para se casar novamente. As crianças foram entregues aos cuidados de uma péssima instituição e Madalena adoeceu várias vezes. Por essas etapas dolorosas, Deus a guiou por estradas imprevisíveis.

Surpreendeu a todos com seu talento

Aos dezessete anos, desejou consagrar sua vida a Deus e por duas vezes tentou a experiência do Carmelo. Mas sentiu que não era esta a sua vida. Retornou para a família, guardando secretamente no coração a sua vocação. No palácio, aceitou a administração do vasto patrimônio familiar, surpreendendo a todos com seu talento para os negócios. Entretanto, nunca se interessou pelo matrimônio.

Os estragos da Revolução Francesa

Os tristes acontecimentos do século, políticos, sociais e eclesiais, marcados pelas repercussões da Revolução Francesa, bem como as alternâncias dos vários imperadores estrangeiros na região italiana, deixavam os rastros na devastação e no sofrimento humano, enchendo a sua cidade de pobres e menores abandonados.

Início da Filhas da Caridade

Sete anos depois, superou as últimas resistências de sua família, deixando em definitivo o palácio. Madalena foi para o bairro mais pobre de Verona, para concretizar seu ideal de evangelização e de promoção humana, fundando a congregação das Filhas da Caridade, para a formação de religiosas educadoras dos pobres e necessitados. Seguindo o exemplo de Maria, a Mãe Dolorosa, ela deixou que o espírito a guiasse até os pobres de outras cidades italianas. Em poucos anos as fundações se multiplicaram, e a família religiosa cresceu a serviço de Cristo.

Origem dos Filhos da Caridade

Madalena escreveu as Regras da Congregação das Filhas da Caridade em 1812, as quais, após dezesseis anos, foram aprovadas pelo papa Leão XII. Mas só depois de várias tentativas malsucedidas Madalena conseguiu dar andamento para a Congregação masculina, como havia projetado inicialmente. Foi em 1831, na cidade de Veneza, o primeiro oratório dos Filhos da Caridade para a formação cristã dos jovens e adultos.

A Morte

Ela encerrou sua fecunda existência terrena numa Sexta-Feira da Paixão. Morreu em Verona, assistida pelas Filhas, no dia 10 de abril de 1835. As congregações foram para o Oriente em 1860. Atualmente, estão presentes nos cinco continentes e são chamados de irmãs e irmãos canossianos. Em 1988, o papa João Paulo II proclamou-a santa Madalena de Canossa, determinando o dia de sua morte para seu culto litúrgico.

Santa Madalena de Canossa, rogai por nós!

Madalena  — Significa “a que veio de Magdala”, cidade da Galiléia. No hebraico Maghdal, quer dizer torre.

“Deus Pai ajudai-nos, pela intercessão de Santa Madalena de Canossa, a descobrir que a nossa alegria só e completa quando repartimos nosso tempo e nossos bens com aqueles os mais pobres. Amém.”

Santa madelena, rogai por nós!

Com São Beda, o Jovem — Monge, que, depois de ter passado quarenta e cinco anos ao serviço dos reis, passou o resto da sua vida ao serviço do Senhor num mosteiro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 10 de abril:

1
Santos Terêncio, Africano, Máximo, Pompeu, Alexandre, Teodoro e quarenta companheiros
Mártires. Na África Proconsular, no tempo do imperador Décio, morreram pela fé cristã.

† c. 250

2
Santo Apolônio
Presbítero e mártir. Em Alexandria, no Egito.

† data inc.

3
São Paládio
Bispo. Em Auxerre, na França, trabalhou pela restauração da disciplina eclesiástica e participou de vários concílios.

† 658

4
São Beda o Jovem
Monge. Em Gavello, na Itália, após servir aos reis por muitos anos, dedicou-se inteiramente à vida monástica.

† c. 883

5
São Macário
Peregrino. Em Gand, na Bélgica, foi acolhido pelos monges de São Bavo e morreu vítima da peste.

† 1012

6
São Fulberto
Bispo. Em Chartres, destacou-se pela doutrina, pela reconstrução da catedral e pela devoção à Virgem Maria.

† 1029

7
Beato António Neyrot
Presbítero e mártir da Ordem dos Pregadores. Em Túnis, após cair na apostasia, reconciliou-se publicamente e morreu apedrejado.

† 1460

8
Beato Marcos de Bolonha Fantúzzi
Presbítero da Ordem dos Menores, insigne pela piedade, prudência e pregação.

† 1479

9
São Miguel dos Santos
Presbítero da Ordem da Santíssima Trindade, dedicado às obras de caridade e à pregação.

† 1625

10
Santa Madalena de Canossa
Virgem. Em Verona, renunciou às riquezas e fundou institutos dedicados à formação cristã da juventude.

† 1855

11
Beato Bonifácio Zukowski
Presbítero e mártir. No campo de concentração de Dachau, morreu após sofrer torturas por causa da fé.

† 1942

Santa Valtrudes, Mãe de família – 09 de Abril

Santa Valtrudes, Mãe de família

Santo do Dia – 09 de Abril

Santa Valtrudes,

Mãe de Família · † 688

A Família

Santa Valtrudes É impossível dizer pormenorizadamente os Santos e Santas que lustraram a França durante o sétimo século, bem como os mosteiros que se fundaram, muitos dos quais serviram de início a outras tantas cidades. Assim, duas irmãs — Santa Valtrudes e Santa Aldegonda — fundaram dois mosteiros para jovens, os quais foram o começo das cidades de Mons e de Maubeuge.

Eram filhas de São Valberto e de Santa Bertila, ambos de ascendência ilustre. Santa Valtrudes casou-se muito jovem com o conde Maldegário. O esposo, a esposa e os quatro filhos que lhes nasceram — Landric, Aldetruda, Maldeberte e Dentelin — são todos venerados como Santos. Este último morreu muito moço. Maldegário, a conselho da esposa, consagrou-se a Deus e tomou o nome de Vicente. Fundou então o mosteiro de Soignies. Valtrudes fundou o de Mons e Aldegonda o de Maubeuge.

No dia 9 de Abril de 688, morreu em Mons, na Nêustria (atual Bélgica), Santa Valdetrudes — irmã de Santa Aldegundes, esposa de São Vicente Madelgário e mãe de quatro santos —, que, imitando seu esposo, se consagrou a Deus e tomou o hábito monástico num cenóbio por ela fundado.

A Vida Consagrada

Santa Valtrudes, após a retirada do marido para o mosteiro, ficou ainda dois anos no mundo. Praticou todos os exercícios de piedade, sob direção do Santo Abade Guislan, seu Diretor. Por fim, livre de todos os estorvos, recebeu em 656, o véu sagrado das mãos de Santo Aubert, Bispo de Cambrai, e encerrou-se em uma pequena cela, à qual uma capela fazia vizinhança.

Essa cela ficava em um lugar solitário. Várias mulheres piedosas se reuniram à Santa. Formou, então, uma comunidade religiosa. Sua reputação, bem como a do mosteiro, deram nascimento à cidade de Mons, capital de Hainaut.

Valtrudes ocupava-se unicamente da santificação de si própria e com esse objetivo trabalhou sem cessar pela prática da pobreza, da doçura, da paciência e da mortificação.

A Morte

Recebia algumas vezes visitas de Santa Aldegonda, sua irmã, que dirigia o mosteiro de Maubeuge. A virtude e a constância de Valtrudes foram duramente experimentadas. Mas ela triunfou e gozou, depois, da paz e da consolação que Deus faz suceder às grandes tormentas.

Morreu no dia 9 de Abril de 688. Suas relíquias se encontram na igreja que dela recebeu o nome. É patrona titular da cidade de Mons e de toda a região de Hainaut.

Santa Valtrudes, rogai por nós!

Valtrudes (Waltrude) — Significa “campo de batalha”. Nome de origem germânica, composto pelos elementos wald (governo, poder) e thrud (força). Evoca a mulher que governa com força.

“Mãe de família cristã, depois de ter criado seus quatro filhos, todos honrados como santos, abraçou uma vida de oração e solidão. Ajudai-nos a dar testemunho que santifica. Amém.”

Santa Valtrudes, rogai por nós!

Beata Lindalva Justo de Oliveira — Virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e mártir, em Salvador da Bahia, Brasil.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 9 de abril:

1
São Máximo
Bispo de Alexandria, no Egito. Como presbítero, acompanhou São Dionísio no exílio e na confissão da fé, a quem sucedeu na sede episcopal.

† 282

2
Santo Edésio
Mártir em Alexandria, no Egito. Irmão de Santo Anfiano, censurou abertamente o juiz por entregar ao lenocínio as virgens consagradas a Deus, e por isso foi preso, torturado e lançado ao mar.

† 306

3
São Demétrio
Mártir em Sirmium, na Panônia (hoje Sremska Mitrovica, na Sérvia). Piedosamente venerado em todo o Oriente, especialmente em Tessalônica.

† s. III/IV

4
Santo Eupsíquio
Mártir em Cesareia, na Capadócia (hoje Kayseri, na Turquia). Por ter destruído o templo da deusa Fortuna, sofreu o martírio no tempo do imperador Juliano Apóstata.

† c. 362

5
São Libório
Bispo de Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França.

† s. IV

6
Santo Acácio
Bispo em Amida, na Mesopotâmia (hoje Diyarbakir, na Turquia). Para resgatar os persas cativos, persuadiu o clero e chegou a vender os vasos sagrados da Igreja.

† s. V

7
Santa Valtrudes (Valdetrudes)
Em Mons, na Nêustria, hoje na Bélgica. Irmã de Santa Aldegundes, esposa de São Vicente Madelgário e mãe de quatro santos; imitando o esposo, consagrou-se a Deus e fundou um cenóbio.

† 688

8
Santo Hugo
Bispo de Rouen, em Jumièges, na Nêustria, hoje na França. Governou simultaneamente o mosteiro de Fontenelle e as Igrejas de Paris e de Baieux e, por fim, dirigiu o mosteiro de Jumièges.

† 730

9
Santa Cassilda
Virgem, no lugar de São Vicente, próximo de Briviesca, em Castela, Espanha. Nascida na religião maometana, ajudou compassivamente os cristãos encarcerados e depois seguiu a vida cristã na solidão eremítica.

† 1075

10
São Gauquério
Cónego regular em Aureil, no território de Limoges, na França. Resplandeceu para o clero como exemplo de vida comum e zelo das almas.

† 1140

11
Beato Ubaldo de Sansepolcro
Presbítero da Ordem dos Servos de Maria, junto ao monte Senário, na Toscana, Itália. Conduzido da milícia terrestre ao serviço de Maria por São Filipe Benízi.

† 1315

12
Beato Tomás de Tolentino
Presbítero da Ordem dos Menores e mártir, em Tana, na Índia oriental. Partiu para anunciar o Evangelho na China e coroou a sua missão com glorioso martírio.

† 1321

13
Beato Antônio Pavóni
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, em Bricherásio, junto de Pinerolo, no Piemonte, Itália. Ao sair da igreja onde pregara contra a heresia, foi barbaramente trucidado.

† 1374

14
Beata Margarida Rutan
Virgem da Congregação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e mártir, em Dax, na Aquitânia, França.

† 1794

15
Beata Celestina Faron
Virgem da Congregação das Pequenas Servas da Imaculada Conceição e mártir, no campo de concentração de Auschwitz, Polônia. Encarcerada por sua fé em Cristo, alcançou a coroa do martírio.

† 1944

16
Beata Lindalva Justo de Oliveira
Virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e mártir, em Salvador, Bahia, Brasil.

† 1993

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT