São Carlos Lwanga e companheiros, Mártires – 03 de Junho

São Carlos Lwanga e companheiros, Mártires

Santo do Dia – 03 de Junho

São Carlos Lwanga

São Carlos Lwanga e Companheiros,

Jovens Mártires de Uganda · † 1886

Os Mártires

São Carlos Lwanga e companheiros Era na Uganda, reino da África Oriental, durante o reinado de Mwanga. Carlos Lwanga e seus doze companheiros eram jovens nobres entre os catorze e os trinta anos, pertencentes à corte real e ao corpo de guarda do próprio rei.

Estes jovens, neófitos e fervorosos seguidores da fé católica, enfrentaram uma provação terrível. O rei Mwanga, em seus desejos impuros e despóticos, procurou induzi-los a ceder aos seus apetites perversos. Mas aqueles valorosos rapazes, armados pela graça de Deus e pela força da fé cristã, se recusaram firmemente a trair seus princípios. Preferiram sofrer o martírio a mancharem suas almas com o pecado.

A perseguição desencadeada pelo rei Mwanga representava um momento crítico para a Igreja nascente em Uganda. Estes jovens mártires não apenas deram testemunho de sua fé, mas também da dignidade humana e da pureza cristã, inspirando gerações futuras de africanos a abraçar a verdadeira religião de Cristo.

No ano de 1886, no monte Namugongo, aqueles heróis cristãos selaram sua fé com seu próprio sangue. Alguns foram decapitados, outros queimados. Mas sua morte não foi o fim – foi o começo de uma colheita fecunda de conversões.

O Martírio

O rei Mwanga, furioso com a recusa daqueles jovens em ceder aos seus caprichos, ordenou sua morte. Cada um daqueles heróis enfrentou o suplício com notável coragem e alegria no coração.

Carlos Lwanga, chefe dos pajens, foi o primeiro a ser assassinado. Seu corpo foi queimado lentamente, começando pelos pés, enquanto ele permanecia sereno, oferecendo seu sofrimento a Deus.

Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. André Kagua foi decapitado. E o último, João Maria, foi lançado num pântano. Mas todos eles morreram como verdadeiros soldados de Cristo, sem se renderem à desespero ou ao ódio.

Paulo VI, ao canonizá-los no dia 18 de outubro de 1964, disse deles: “Quem são? Africanos, autênticos. Africanos pela cor, pela raça e pela cultura, representantes qualificativos das populações bantos e milóticas.” E acrescentou que suas histórias de tortura e crueldade perturbavam profundamente a sensibilidade humana, mostrando as condições desumanas em que tantas comunidades africanas viviam.

Contudo, a morte deles não terminou em tragédia. Suas vidas derramadas tornaram-se semente de novos cristãos. O campo da Igreja em Uganda, regado pelo seu sangue precioso, produziu uma colheita abundante que perdura até hoje.

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

“Oração – Ó Deus, que fizestes do sangue dos mártires semente de novos cristãos, concedei que o campo da vossa Igreja, regado pelo sangue de são Carlos e seus companheiros, produza sempre abundante colheita. Amém.”

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

Santa Clotilde — Rainha dos Francos, cujas orações induziram seu esposo Clodoveu a abraçar a fé de Cristo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 03 de junho:

1

São Carlos Lwanga e Companheiros
Mártires. Em Namugongo, Uganda. Jovens nobres da corte do rei Mwanga, recusaram-se a ceder aos apetites impuros do rei. Alguns foram decapitados e outros queimados por sua fé em Cristo.

† 1886

2

São Cecílio
Presbítero. Em Cartago, na atual Tunísia. Conduziu São Cipriano à fé de Cristo e permaneceu firme na doutrina apostólica.

† s. VI

3

Santo Hilário
Primeiro bispo de Carcassonne, na Gália Narbonense, atual França. Resistiu à heresia ariana difundida pelos Godos na região.

† s. VI

4

Santa Clotilde
Rainha. Em Tours, França. Cujas orações induziram seu esposo Clodoveu, rei dos Francos, a abraçar a fé de Cristo. Após a morte do esposo, recolheu-se na basílica de São Martinho.

† 545

5

São Lifardo
Presbítero. Em Meung-sur-Loire, território de Orleães, França. Levou vida eremítica dedicada à oração e contemplação.

† s. VI

6

Santa Oliva
Virgem. Em Anágni, na Campânia, atual Lácio, região da Itália. Dedicou-se à vida de pureza e santidade.

† s. VI/VII

7

São Coengeno
Abade. Em Glendalough, Irlanda. Fundou mosteiro e foi pai e diretor de muitos monges conforme a tradição.

† 622

8

São Gens
Bispo de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, atual França. Seu corpo foi sepultado em Manglieu, na igreja do mosteiro que construiu.

† c. 650

9

Santo Isaac
Mártir. Em Córdova, Andaluzia, Espanha. Sendo monge, durante o domínio dos Mouros, desceu do mosteiro para discutir com o Emir sobre a verdadeira religião e foi por isso condenado à morte.

† 851

10

São Davino
Peregrino. Em Lucca, Toscana, Itália. De origem armena, vendeu todos seus bens e se fez peregrino por Cristo, visitando a Terra Santa e a basílica dos Apóstolos.

† 1051

11

São Morando
Monge. Em Altkirch, Suíça. Natural da Renânia, foi ordenado presbítero, fez peregrinação a Compostela e tornou-se monge de Cluny.

† 1115

12

Beato André Caccióli
Presbítero e Frade Menor. Em Spello, Úmbria, Itália. Primeiro presbítero agregado aos Frades Menores, recebeu o hábito das mãos de São Francisco.

† 1254

13

São João Grande
Religioso. Em Jerez de la Frontera, Andaluzia, Espanha. Da Ordem de São João de Deus, resplandeceu pela caridade para com os presos e marginados.

† 1600

14

Beato Carlos Renato Collas
Presbítero e Mártir. Ao largo de Rochefort, França. Durante a Revolução Francesa, foi encarcerado numa galera por causa do sacerdócio.

† 1794

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Carlos Lwanga, chefe dos pajens

São ugandenses. Sofreram o martírio durante o reinado de Muanga, de cuja corte faziam parte. Isto aconteceu por volta do ano 1885, foi o primeiro a ser assassinado.

Foi queimado lentamente a começar pelos pés

Foi queimado lentamente a começar pelos pés. Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. André Kagua foi decapitado e o último, João Maria, foi lançado em um pântano.

Foram canonizados no dia 18 de Outubro de 1964, pelo papa Paulo VI.

Esta história precisaria ser meditada com vagar

Deles disse Paulo VI: Quem são? Africanos, autênticos. Africanos pela cor, pela raça e pela cultura, representantes qualificativos das populações bantos e milóticas … Seria história demasiado longa para ouvir-se: as torturas corporais, as decisões arbitrárias e despóticas dos chefes são, nela, coisa gratuita e dão testemunho de tanta crueldade, que a nossa sensibilidade ficou profundamente perturbada.

Esta narração quase parecia inverossímil: não é fácil imaginarmos as condições desumanas – tanto elas nos parecem incompreensíveis e intoleráveis – no meio das quais subsiste, e se mantém, quase até nossos dias, a vida de muitas comunidades tribais da África.

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que fizestes do sangue dos mártires semente de novos cristãos, concedei que o campo da vossa Igreja, regado pelo sangue de são Carlos e seus companheiros, produza sempre abundante colheita. Amém.

Com Santa Clotilde, rainha, cujas orações induziram o seu esposo Clodoveu, rei dos Francos, a abraçar a fé de Cristo.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

3/6

Memória dos santos Carlos Lwanga e doze companheiros[1], com idades entre os catorze e os trinta anos, pertencentes à corte dos jovens nobres ou ao corpo de guarda do próprio rei Mwanga, neófitos ou fervorosos seguidores da fé católica, que por se terem recusado ceder às impuras intenções do rei, uns foram decapitados e outros queimados no monte Namugongo, no Uganda.

[1] São estes os seus nomes: Mbaya Tuzinde, Bruno Seronuma, Tiago Buzabaliao, Kizito, Ambrósio Kibuka, Mgagga, Gyavira, Aquiles Kiwanuka, Adolfo Ludigo Mkasa, Mukasa Kiriwamvu, Anatólio Kiriggwajjo, Lucas Banawakintu.(† 1886)

2. Em Cartago, na atual Tunísia, São Cecílio, presbítero, que conduziu São Cipriano à fé de Cristo.(† s. VI)

3. Em Carcassonne, na Gália Narbonense, atualmente na França, Santo Hilário, que é considerado o primeiro bispo desta cidade, no tempo em que os Godos difundiam nesta região a heresia ariana.(† s. VI)

4. Em Tours, na Gália Lionense, França, Santa Clotilde, rainha, cujas orações induziram o seu esposo Clodoveu, rei dos Francos, a abraçar a fé de Cristo; depois da morte do seu esposo, recolheu-se na basílica de São Martinho, para não mais ser considerada como rainha, mas serva de Deus.(† 545)

5. Em Meung-sur-Loire, no território de Orleães, também na atual França, São Lifardo, presbítero, que neste lugar levou vida eremítica.(† s. VI)

6. Em Anágni, na Campânia, hoje no Lácio, região da Itália, Santa Oliva, virgem.(† s. VI/VII)

7. Em Glendalough, Irlanda, São Coengeno ou Quevino, abade, fundou mosteiro, e, segundo a tradição, foi pai e diretor de muitos monges.(† 622)

8. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, na hodierna França, São Gens, bispo de Clermont, cujo corpo foi sepultado em Manglieu, na igreja do mosteiro por ele construído com o hospício anexo.(† c. 650)

9. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santo Isaac, mártir, que, sendo monge, durante o domínio dos Mouros, impelido por um impulso não humano mas por inspiração divina, desceu do mosteiro de Tábanos à praça pública para discutir com o Emir sobre a verdadeira religião e foi por isso condenado à morte.(† 851)

10. Em Lucca, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Davino, que, de origem armena, vendeu todos os bens e se fez peregrino por Cristo, até que, depois de visitar a Terra Santa e a basílica dos Apóstolos, morreu atingido pela enfermidade.(† 1051)

11. Em Altkirch, no território de Basileia, região dos Helvécios, na atual Suíça, São Morando, monge, natural da Renânia, que, ordenado presbítero, fez a peregrinação a Compostela e, ao regressar, se tornou monge de Cluny, fundando depois o mosteiro onde concluiu a sua intensa vida.(† 1115)

12. Em Spello, na Úmbria, região da Itália, o Beato André Caccióli, o primeiro presbítero agregado aos Frades Menores, que recebeu o hábito da Ordem das mãos de São Francisco e assistiu à sua morte.(† 1254)

13. No cenóbio de Santa Maria de Cadossa, na Lucânia, hoje na Campânia, região da Itália, São Cono, monge, que na sua irrepreensível observância monástica e inocência de vida, pela graça de Deus, em breve tempo chegou ao grau mais sublime das virtudes.(† s. XIII)

14. Em York, na Inglaterra, o Beato Francisco Ingleby, presbítero e mártir, que, depois de ter estudado no Colégio dos Ingleses em Reims, por exercer o sacerdócio na sua pátria, foi conduzido, no reinado de Isabel I, ao suplício do patíbulo.(† 1580)

15. Em Jerez de la Frontera, na Andaluzia, região da Espanha, São João Grande, religioso da Ordem de São João de Deus, que resplandeceu pela sua grande caridade para com os presos, os abandonados e os marginados e morreu contagiado pela peste dos doentes que tratava.(† 1600)

16. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato Carlos Renato Collas de Bignon, presbítero da Sociedade de São Sulpício e mártir, que era Reitor do Seminário Menor de Bourges, quando, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio, foi encarcerado numa galera e morreu coberto de chagas infecciosas.(† 1794)

17. Em Au Thi, no Tonquim, atualmente no Vietnam, São Pedro Dong, mártir, pai de família, que preferiu sofrer atrozes tormentos a pisar a cruz e, porque quis gravar na sua face as palavras “verdadeira religião” em vez de “falsa religião”, foi degolado no tempo do imperador Tu Duc.(† 1862)

18. Em Bellegra, localidade próxima de Roma, o Beato José Oddi (Diogo), religioso da Ordem dos Frades Menores, insigne pela sua intensa oração e simplicidade de vida.(† 1919)

19. Em Roma, junto de São Pedro, o dia natal de São João XXIII, papa, cuja memória se celebra no dia 11 de Outubro.(† 1963)

São Marcelino e São Pedro – 02 de Junho

São Marcelino e São Pedro

Santo do Dia – 2 de Junho

São Marcelino e São Pedro,

Mártires de Cristo · † 304

Os Mártires

São Marcelino e São Pedro Marcelino era sacerdote e Pedro cumpria o ministério de exorcista. Deram o seu testemunho de fé durante a perseguição do Imperador Diocleciano, por volta do ano 304.

São Dâmaso afirma que, quando era menino, ouviu do próprio carrasco dos santos o relato da morte deles. Assim registrou o depoimento do carrasco: “Marcelino e Pedro, escutai a história do vosso triunfo. Quando eu era menino, o próprio carrasco contou-me, a mim Dâmaso, que o perseguidor furioso ordenara que vos fossem cortadas as cabeças no meio dum bosque, para ninguém saber onde estavam os vossos corpos.”

“Mas vós, triunfantes, com as vossas próprias mãos vos preparastes esta sepultura, onde agora descansais. Depois de terdes descansado por breve tempo numa Selva Branca, revelastes a Lucila que teríeis gosto em descansar aqui.”

Testemunho do Carrasco

O jovem Dâmaso, que mais tarde se tornaria papa, ouviu do próprio executor a história do martírio. Os dois santos foram levados ao meio de um bosque, para que ninguém soubesse onde estariam os seus corpos. Mas Deus quis que o lugar fosse revelado. Santos Marcelino e Pedro, rogai por nós!

A Morte

Marcelino era sacerdote e Pedro, exorcista. Presos durante a perseguição de Diocleciano, foram decapitados num bosque — chamado Selva Negra — para que ninguém encontrasse os seus corpos e os venerasse. Porém, os próprios santos, segundo o relato transmitido ao Papa Dâmaso, teriam preparado com as próprias mãos a sua sepultura, e depois revelado à cristã Lucila o lugar onde desejavam repousar. O corpo dos dois mártires foi assim transferido para o cemitério de Santa Tiburtina, na Via Labicana, em Roma, onde o imperador Constantino, mais tarde, mandou erguer uma basílica em sua honra. Santos Marcelino e Pedro, rogai por nós! Marcelino — Significa “de Marcelo”, “pertencente a Marcelo”. A partir do latim Marcellinus, é uma forma relativa de Marcelo que tem origem no latim Marcellus, um diminutivo de Márcio, e significa “pequeno guerreiro, pequeno marcial”.

“Oração – Deus todo-poderoso, dá-me a exemplo dos mártires São Marcelino e São Pedro, crer em Ti, abandonar-me a Ti, confiar em Ti. Amém.”

Santos Marcelino e Pedro, rogai por nós!

São Nicolau Peregrino — Natural da Grécia, percorria a região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison».

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 2 de junho:

1
Santos Marcelino e Pedro Mártires. Em Roma. Marcelino, sacerdote, e Pedro, exorcista, foram decapitados num bosque durante a perseguição de Diocleciano. O Papa Dâmaso ouviu do próprio carrasco o relato do seu martírio.
† 304
2
Santos Potino, Blandina e companheiros mártires Mártires. Em Lião, na Gália, atualmente na França. Quarenta e seis companheiros que deram a vida durante a perseguição do imperador Marco Aurélio. Entre eles, Potino, bispo nonagenário, e Blandina, que suportou prolongados e cruéis tormentos.
† 177
3
Santo Erasmo Bispo e mártir. Em Fórmia, região da Itália.
† c. 303
4
Santo Eugênio I Papa. Em Roma, junto de São Pedro. Sucedeu a São Martinho, mártir.
† 657
5
São Nicéforo Bispo de Constantinopla, junto ao Bósforo, atual Turquia. Defensor das tradições paternas, opôs-se tenazmente ao imperador iconoclasta Leão o Armênio; expulso da sede episcopal, foi afastado para um mosteiro, de onde partiu serenamente ao encontro do Senhor.
† 829
6
São Guido Bispo. Em Ácqui, no Piemonte, região da Itália.
† 1070
7
São Nicolau Peregrino Em Tráni, na Apúlia, região da Itália. Natural da Grécia, percorria a região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison».
† 1094
8
Beatos Sadoc e quarenta e oito companheiros Mártires. Em Sandomierz, junto ao rio Vístula, na Polônia. Presbítero e companheiros da Ordem dos Pregadores, foram mortos pelos Tártaros enquanto cantavam a «Salve, Regina».
† 1250
9
São Domingos Ninh Mártir. Em Au Thi, no Tonquim, hoje no Vietnã. Jovem agricultor que, recusando pisar a cruz do Salvador, foi decapitado no tempo do imperador Tu Duc.
† 1862

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

Marcelino era sacerdote e Pedro cumpria o ministério de exorcista

Deram o seu testemunho de fé durante a perseguição do Imperador Diocleciano, por volta do ano 304. Marcelino era sacerdote e Pedro cumpria o ministério de exorcista. São Dâmaso afirma que, quando era menino, ouviu do próprio carrasco dos santos o relato da morte deles. Testemunho do carrasco Assim registrou o depoimento do carrasco: “Marcelino e Pedro, escutai a história do vosso triunfo. Quando eu era menino, o próprio carrasco contou-me, a mim Dâmaso, que o perseguidor furioso ordenara que vos fossem cortadas as cabeças no meio dum bosque, para ninguém saber onde estavam os vossos corpos. Mas vós, triunfantes, com as vossas próprias mãos vos preparastes esta sepultura, onde agora descansais. Depois de terdes descansado por breve tempo numa Selva Branca, revelastes a Lucila que teríeis gosto em descansar aqui”. Santos Marcelino e Pedro, rogai por nós! Oração – Deus todo-poderoso, dá-me a exemplo dos mártires São Marcelino e São Pedro, crer em Ti, abandonar-me a Ti, confiar em Ti. Amém
Marcelino: Significa “de Marcelo”, “pertencente a Marcelo”. A partir do latim Marcellinus, é uma forma relativa de Marcelo que tem origem no latim Marcellus, um diminutivo de Márcio, e significa “pequeno guerreiro, pequeno marcial”.
Com São Nicolau, peregrino, natural da Grécia, que percorria esta região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison». Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 2/6 2. Em Lião, na Gália, atualmente na França, os santos mártires Potino, bispo, e Blandina, com quarenta e seis companheiros[1], cujos valorosos e repetidos combates, durante a perseguição do imperador Marco Aurélio, foram referidos na carta que a Igreja de Lião enviou à Igreja da Ásia e da Frígia. Entre eles, Potino, bispo nonagenário, expirou pouco tempo depois de ser encarcerado; dos outros cristãos condenados, uns morreram também no cárcere, outros foram reunidos no meio da arena para espetáculo de milhares de pessoas; os que tinham sido identificados como cidadãos romanos pereceram decapitados e os restantes expostos às feras. Finalmente, Blandina, suportando prolongados e cruéis tormentos, foi degolada, seguindo os passos daqueles a quem antes exortava a alcançar a palma do martírio. [1] São estes os seus nomes: Zacarias presbítero, Vécio Epagato, Macário, Asclibíades, Silvio, Primo, Úlpio, Vital, Comino, Outubro, Filomeno, Gémino, Júlia, Albina, Grata, Emília, Potâmia, Pompeia, Ródana, Bíblis, Quárcia, Materna, Hélpis; Santo, diácono; Maturo, neófito; Átalo, natural de Pérgamo; Alexandre, natural da Frígia; Pôntico, Isto, Aristeu, Cornélio, Zósimo, Tito, Júlio, Zótico, Apolónio, Geminiano, outra Júlia, Ausona, outra Emília, Jámnica, outra Pompeia, Dona, Justa, Trófima, Antónia.(† 177) 3. Em Fórmia, região da Itália, Santo Erasmo, bispo e mártir.(† c. 303) 4. Em Roma, junto de São Pedro, Santo Eugênio I, papa, que sucedeu a São Martinho, mártir.(† 657) 5. Junto ao Bósforo, na Propontide, atualmente na Turquia, o passamento de São Nicéforo, bispo de Constantinopla, acérrimo defensor das tradições paternas, que se opôs tenazmente ao imperador iconoclasta Leão o Armênio, em favor do culto das imagens sagradas; expulso da sede episcopal, foi afastado por longo tempo para um mosteiro, de onde partiu serenamente ao encontro do Senhor.(† 629) 6. Em Ácqui, no Piemonte, região da Itália, São Guido, bispo.(† 1070) 7. Em Tráni, na Apúlia, também região da Itália, São Nicolau, peregrino, natural da Grécia, que percorria esta região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison».(† 1094) 8. Em Sandomierz, junto ao rio Vístula, na Polônia, os beatos mártires Sadoc, presbítero, e quarenta e oito companheiros, da Ordem dos Pregadores, que, segundo a tradição, foram mortos pelos Tártaros, enquanto cantavam a «Salve, Regina», saudando na sua hora da morte a Mãe da Vida.(† 1250) 9. Em Au Thi, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Ninh, mártir, jovem agricultor, que, recusando pisar a cruz do Salvador, foi decapitado no tempo do imperador Tu Duc.(† 1862)

9ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

9ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (2Pd 3,12-15a.17-18)

Leitura da Segunda Carta de São Pedro.

Caríssimos, 12 Esperais com anseio a vinda do Dia de Deus, quando os céus em chama se vão derreter, e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão? 13 O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. 14 Caríssimos, vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz. 15a Considerai também como salvação a longanimidade de nosso Senhor. 17 Vós, portanto, bem-amados, sabendo disto com antecedência, precavei-vos, para não suceder que, levados pelo engano destes ímpios, percais a própria firmeza. 18 Antes procurai crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, desde agora, até ao dia da eternidade. Amém.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 89(90),2.3-4.10.14 e 16 (R. 1)

– Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós!

– Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós!

– Já bem antes que as montanhas fossem feitas ou a terra e o mundo se formassem, desde sempre e para sempre vós sois Deus.

– Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

– Pode durar setenta anos nossa vida, os mais fortes talvez cheguem a oitenta; a maior parte é ilusão e sofrimento: passam depressa e também nós assim passamos.

– Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Manifestai a vossa obra a vossos servos, e a seus filhos revelai a vossa glória!

Evangelho (Mc 12,13-17)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o Espírito, para que conheçais a esperança reservada para vós, como herança!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14 Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” 15 Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. 16 Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. 17 Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Justino, Mártir – 01 de Junho

São Justino, Mártir

Santo do Dia – 1 de Junho

São Justino,

Mártir · † c. 165

O Filósofo

São Justino Mártir Nasceu em 103, na cidade de Siquem, na Palestina. Espírito inquieto, incursionou pelas escolas filosóficas da época. No platonismo julgou ter encontrado a resposta para suas inquietações intelectuais e espirituais. Segundo ele, logo percebeu que o platonismo não satisfazia inteiramente a sua busca metafísica e transcendental.

Um velho sábio de Cesareia convenceu-o de que residia no cristianismo a verdade absoluta; a verdade capaz de satisfazer o espírito humano mais exigente. Este encontro marcou a sua conversão, aos 30 anos de idade. A partir daí, tornou-se um dos mais famosos apologistas do século II.

Escreveu três “apologias”, justificando a fé cristã e contra as calúnias dos adversários, oferecendo-nos uma síntese doutrinal. Das suas numerosas obras, a mais célebre é o “Diálogo com Trifão”. Os seus escritos oferecem-nos ricas informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva.

O Apologista

Descontentes pelo seu bom desempenho apologético, Crescêncio e Trifão denunciaram-no como cristão. Condenado à morte, foi decapitado juntamente com outros companheiros, durante a perseguição de Marco Aurélio, imperador romano.

O Martírio

Também em Roma, os santos Caritão e Carito, Evelpisto e Jeraces, Peão e Liberiano, mártires, que foram discípulos de São Justino e, juntamente com ele, receberam a coroa de glória.

São Justino, rogai por nós! Justino — Significa “aquele que é como o justo”, “relativo a justo”. Justino é a forma relativa do nome Justo. A origem é a palavra em latim Justus, que também é um nome próprio.

“Senhor, fazei que, iluminado pelo testemunho de São Justino, eu viva hoje atento aos sinais de vossas maravilhas no mundo e em meu coração. Que eu saiba encontrar-Vos em tudo e em todos. Amém.”

São Justino, rogai por nós!

Beato João Baptista Scalabríni — Bispo, que se distinguiu pela solicitude para com os sacerdotes, os agricultores e os operários, prestando especial atenção aos emigrantes nas cidades da América.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 1 de junho:

1
São Justino Mártir. Em Roma. Filósofo convertido ao cristianismo, tornou-se um dos mais célebres apologistas do século II; denunciado como cristão, foi decapitado com seus companheiros na perseguição de Marco Aurélio.
† c. 165
2
Santos Caritão, Carito, Evelpisto, Jeraces, Peão e Liberiano Mártires. Em Roma. Discípulos de São Justino, juntamente com ele receberam a coroa de glória.
† c. 165
3
Santos Amon, Zenão, Ptolomeu, Ingenes e Teófilo Mártires. Em Alexandria, no Egito. Presentes no tribunal, encorajaram um cristão prestes a renegar da fé; afirmando serem cristãos, deram a vida pela constância da fé.
† 249
4
Santos Isquirião e companheiros Mártires. Em Licópolis, no Egito. Comandante do exército e cinco soldados que, por ordem do prefeito Ariano, deram a vida pela fé em Cristo com diversos gêneros de martírio.
† c. 250
5
São Próculo Mártir. Em Bolonha, na Emília-Romanha, Itália. Pela verdade cristã foi trespassado com grossos cravos de traves.
† c. 300
6
São Fortunato Presbítero. Em Montefalco, na Úmbria, Itália. Sendo ele mesmo pobre, com assíduo trabalho acudiu às necessidades dos pobres e deu a vida pelos irmãos.
† s. IV/V
7
São Caprásio Eremita. Na ilha de Lérins, na Provença, França. Juntamente com Santo Honorato retirou-se neste lugar e deu início à vida monástica.
† 430
8
São Floro Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França. Seu nome foi dado ao mosteiro construído sobre o seu túmulo, bem como à cidade e à sede episcopal.
† data inc.
9
São Ronano Bispo. Na Bretanha Menor, França. Chegou por mar da Irlanda e nas florestas levou vida eremítica.
† s. VII/VIII
10
São Vistano Mártir. No território de Leicester, na Inglaterra. Membro da família real da Mésia, opôs-se ao matrimônio incestuoso de sua mãe regente e foi morto com a espada do tirano.
† 849
11
São Simeão Em Tréveris, na Lorena, Alemanha. Filho de um grego de Siracusa, levou vida eremítica junto a Belém e no Monte Sinai e, após longas peregrinações, viveu recluso na torre da Porta Negra.
† 1035
12
Santo Ínhigo Abade. No mosteiro de Oña, em Burgos, Espanha. Homem pacífico, cuja morte choraram os próprios Judeus e Mouros.
† c. 1060
13
Beato Teobaldo Em Alba, no Piemonte, Itália. Movido pelo amor da pobreza, deu toda a sua fortuna a uma viúva e por humildade tomou o ofício de carregador, para levar sobre si o fardo dos outros.
† 1150
14
Beato João Pellingotto Ordem Terceira de São Francisco. Em Urbino, nas Marcas, Itália. Sendo comerciante, procurava enriquecer mais os outros do que a si mesmo; retirou-se numa cela, saindo apenas para ajudar os pobres e enfermos.
† 1304
15
Beato João Storey Mártir. Em Londres, na Inglaterra. Jurista fidelíssimo ao Romano Pontífice, passou pelos cárceres e pelo exílio; foi condenado à forca no patíbulo de Tyburn.
† 1571
16
Beatos Afonso Navarrete, Fernando de São José de Ayala e Leão Tanaka Mártires. Em Omura, no Japão. Presbíteros dominicano e agostiniano e religioso jesuíta, foram degolados ao mesmo tempo em ódio à fé cristã.
† 1617
17
Beato João Baptista Vernoy de Montjournal Presbítero e mártir. Num barco-prisão ao largo de Rochefort, França. Cônego de Moulins, durante a Revolução Francesa foi condenado ao cárcere na galera e aí morreu de enfermidade.
† 1794
18
São José Tuc Mártir. Em Hung Yen, no Tonquim, atual Vietnam. Jovem agricultor que recusou calcar a cruz; várias vezes detido e torturado, foi finalmente degolado.
† 1862
19
Beato João Baptista Scalabríni Bispo. Em Piacenza, Itália. Distinguiu-se pela solicitude para com sacerdotes, agricultores e operários, fundando as Pias Sociedades do Sagrado Coração para assistência aos emigrantes na América.
† 1905
20
Santo Aníbal Maria Di Frância Presbítero. Em Messina, na Sicília, Itália. Fundador dos Rogacionistas do Coração de Jesus e das Filhas do Zelo Divino; dedicou-se com grande zelo aos órfãos e pobres.
† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

Espírito inquieto, incursionou pelas escolas filosóficas da época

Nasceu em 103, na cidade de Siquem, na Palestina. Espírito inquieto, incursionou pelas escolas filosóficas da época. No platonismo julgou ter encontrado a resposta para suas inquietações intelectuais e espirituais. Segundo ele, logo percebeu que o platonismo não satisfazia inteiramente a sua busca metafísica e transcendental.

Tornou-se um dos mais famosos apologistas do século II.

Um velho sábio de Cesareia convenceu-o de que residia no cristianismo a verdade absoluta; a verdade capaz de satisfazer o espírito humano mais exigente. Este encontro marcou a sua conversão, aos 30 anos de idade. A partir daí, tornou-se um dos mais famosos apologistas do século II.

Os seus escritos oferecem-nos ricas informações

Escreveu três “apologias”, justificando a fé cristã e contra as calúnias dos adversários oferecendo-nos uma síntese doutrinal.

Das suas numerosas obras, a mais célebre é o “Diálogo com Trifão”.

Os seus escritos oferecem-nos ricas informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva.

Foi decapitado juntamente com outros companheiros

Descontentes pelo seu bom desempenho apologético, Crescêncio e Trifão denunciaram-no como cristão. Condenado à morte, foi decapitado juntamente com outros companheiros, durante a perseguição de Marco Aurélio, imperador romano.

São Justino, rogai por nós!

Oração – Senhor, fazei que, iluminado pelo testemunho de São Justino, eu viva hoje atento aos sinais de vossas maravilhas no mundo e em meu coração. Que eu saiba encontrar-Vos em tudo e em todos

Justino: Significa “aquele que é como o justo”, “relativo a justo”. Justino é a forma relativa do nome Justo. A origem é a palavra em latim justus, que também é um nome, Justus.

Com São João Baptista Scalabríni, Bispo, se distinguiu pela solicitude para com os sacerdotes, os agricultores e os operários, emigrantes nas cidades da América

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Também em Roma, os santos Caritão e Carito, Evelpisto e Jeraces, Peão e Liberiano, mártires, que foram discípulos de São Justino e, juntamente com ele, receberam a coroa de glória.(† c. 165)

3. Em Alexandria, no Egito, os santos mártires Amon, Zenão, Ptolomeu, Ingenes, soldados, e o ancião Teófilo, que, presentes no tribunal, com o rosto, os olhos e os gestos procuravam encorajar um cristão intimidado pelos suplícios a que era submetido e estava prestes a renegar da fé; tendo-se levantado contra eles um clamor de todo o povo, irromperam para o meio do tribunal e afirmaram que eram cristãos; assim, pela sua vitória triunfou gloriosamente Cristo, que dera aos seus fiéis tão firme constância de ânimo.(† 249)

4. Em Licópolis, também no Egito, os santos mártires Isquirião, comandante do exército, e outros cinco soldados, que, por ordem do prefeito Ariano, no tempo do imperador Décio, deram a vida pela fé em Cristo com diversos gêneros de martírio.(† c. 250)

5. Em Bolonha, Emília-Romanha, região da Itália, São Próculo, mártir, que pela verdade cristã foi trespassado com grossos cravos de traves.(† c. 300)

6. Em Montefalco, na Úmbria, também região da Itália, São Fortunato, presbítero, que, segundo a tradição, sendo ele mesmo pobre, com assíduo trabalho acudiu às necessidades dos pobres e deu a vida pelos irmãos.(† s. IV/V)

7. Na ilha de Lérins, na Provença, atualmente na França, São Caprásio, eremita, que juntamente com Santo Honorato se retirou neste lugar e aí deu início à vida monástica.(† 430)

8. Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, São Floro, cujo nome foi dado ao mosteiro construído sobre o seu túmulo, bem como à cidade e à sede episcopal.(† data inc.)

9. Na Bretanha Menor, também na hodierna França, São Ronano, bispo, que chegou por mar da Irlanda e nas florestas levou vida eremítica.(† s. VII/VIII)

10. No território de Leicester, na Inglaterra, São Vistano, mártir, que, sendo membro da família real da Mésia, porque se opôs ao matrimônio incestuoso de sua mãe regente, foi morto com a espada do tirano.(† 849)

11. Em Tréveris, na Lorena, hoje na Alemanha, São Simeão, filho de um grego de Siracusa, que levou vida eremítica junto a Belém e no Monte Sinai e, depois de longas peregrinações, viveu até à morte recluso na torre da Porta Negra desta cidade.(† 1035)

12. No mosteiro de Oña, no território de Burgos, em Castela, região da Espanha, Santo Ínhigo, abade, homem pacífico, cuja morte choraram os próprios Judeus e Mouros.(† c.1060)

13. Em Alba, no Piemonte, região da Itália, o Beato Teobaldo, que, movido pelo amor da pobreza, deu toda a sua fortuna a uma viúva e por humildade tomou o ofício de carregador, para levar sobre si o fardo dos outros.(† 1150)

14. Em Urbino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o beato João Pellingotto, da Ordem Terceira de São Francisco, que, sendo comerciante, procurava enriquecer mais os outros do que a si mesmo e, retirando-se numa cela, só de lá saía para ajudar os pobres e os enfermos.(† 1304)

15. Em Londres, na Inglaterra, o Beato João Storey, mártir, jurista, que permaneceu fidelíssimo ao Romano Pontífice. Depois de passar pelos cárceres e pelo exílio, foi condenado à morte e, sofrendo o suplício da forca no patíbulo de Tyburn, emigrou para a felicidade eterna.(† 1571)

16. Em Omura, no Japão, os beatos mártires Afonso Navarrete, da Ordem dos Pregadores, Fernando de São José de Ayala, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, presbíteros, e Leão Tanaka, religioso da Companhia de Jesus, que, por edito do comandante supremo Hidetada, foram degolados ao mesmo tempo em ódio à fé cristã.(† 1617)

17. Num barco-prisão, ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista Vernoy de Montjournal, presbítero e mártir, que, sendo cônego de Moulins, durante a Revolução Francesa, por causa da sua condição de sacerdote foi condenado ao cárcere na galera e aí morreu consumido pela enfermidade.(† 1794)

18. Em Hung Yen, no Tonquim, no atual Vietnam, São José Tuc, mártir, jovem agricultor, que, no tempo do imperador Tu Duc, por ter recusado calcar a cruz, foi várias vezes detido no cárcere e torturado e finalmente degolado.(† 1862)

19. Em Piacenza, na Itália, o Beato João Baptista Scalabríni, bispo, que teve uma atividade multiforme nesta Igreja e se distinguiu pela solicitude para com os sacerdotes, os agricultores e os operários, mas prestou especial atenção aos emigrantes nas cidades da América, para os quais fundou as Pias Sociedades do Sagrado Coração.(† 1905)

20. Em Messina, na Sicília, também na Itália, Santo Aníbal Maria Di Frância, presbítero, que fundou as Congregações dos Rogacionistas do Coração de Jesus e das Filhas do Zelo Divino, com a finalidade de pedir ao Senhor para que enriquecesse a sua Igreja com santos sacerdotes, e se dedicou com grande zelo aos órfãos, abrindo aos pobres as mãos da misericórdia de Deus.(† 1927)

 

Nossa Senhora da Visitação e Santíssima Trindade – 31 de Maio

Visitação de Nossa Senhora, o encontro de duas promessas

Santo do Dia – 31 de Maio

Visitação de Nossa Senhora

Visitação de Nossa Senhora,

O encontro de duas promessas · 31 de Maio

A Promessa

Visitação de Nossa Senhora Nossa Senhora foi visitada pelo Arcanjo Gabriel com uma mensagem de amor: a proposta de fazer dela a Mãe do nosso Salvador. E ela aceitou. Aceitar Jesus é estar aberto a aceitar, receber e doar-se aos outros.

O Anjo também comunicou a Ela que sua parenta — Isabel — já estava grávida. Aí encontramos o testemunho da Santíssima Virgem, no Evangelho de São Lucas, no capítulo 1, quando, depois de andar cerca de 100 km, ela se encontrou com Isabel.

Doação e transmissão do Verbo

A Virgem Maria foi às pressas visitar sua prima Isabel, revelando-se uma mulher caridosa e doada, que se colocou à disposição de sua prima, que vivia a graça de uma gestação já em idade avançada. Mas mais do que isso, Maria revelou-se mulher missionária que, desde o anúncio do Anjo, empenhou-se com amor e confiança a cumprir aquilo que eram os desígnios de Deus para Ela: transmitir o mistério santificador da Palavra que se encarnou.

Encontro de duas promessas

O encontro de Maria e Isabel é a união de dois anúncios: daquele que viria para preparar os caminhos do Senhor e do próprio Salvador, o Cristo. Era o próprio Jesus, ainda no ventre de sua Mãe, que encontrava o Seu precursor, o profeta João Batista, também no seio de sua mãe, que, ao reconhecê-lo, logo que ouviu a saudação de Maria, “estremeceu”, exultou de alegria, como aconteceu com Davi, que dançou diante da arca pela presença do Senhor (cf. 2Sm 6,12-16).

Magnificat

Nesta festa, também é possível descobrir a raiz da nossa devoção a Maria.

Ela cantou o Magnificat glorificando a Deus, exprimindo a sua alegria: “Meu espírito se alegra em Deus”. E, em certa altura, Ela reconheceu sua pequenez, e a razão pela qual devemos venerá-la, que passa de século a século; parece um prelúdio da palavra que seria pronunciada trinta anos mais tarde: “Bem-aventurados os pobres, bem-aventurados os puros de coração”.

“Porque olhou para sua pobre serva, por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lucas 1,48).

A fé que opera obras de amor

A Palavra de Deus nos convida a proclamarmos bem-aventurada Aquela que, por aceitar Jesus, também se abriu à necessidade do outro. É impossível dizer que ama a Deus, se não ama o outro. A visitação de Maria a Sua prima nos convoca para essa caridade ativa, para a fé que opera por esse amor de que o outro tanto precisa.

Quem será que precisa de nós? Virgem Maria, Mãe da Visitação, rogai por nós!

O mistério da Santíssima Trindade

O que é o mistério da Santíssima Trindade?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica “o mistério da Santíssima Trindade é […] a fonte de todos os outros mistérios da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na ‘hierarquia das verdades de fé’. ‘Toda a história da salvação não é senão a história da via e dos meios, pelos quais o Deus verdadeiro e Único, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela, reconcilia consigo e une a si os homens que se afastam do pecado’.” (234).

Mas o que é a Trindade?

A Trindade é Una, cremos em um só Deus em três pessoas distintas. Deus é Um, uma natureza divina, em três pessoas divinas distintas, não separadas: “Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho (XI Conc. de Toledo em 665: Denzinger, 530). São distintos entre si por suas relações de origem” (Catecismo da Igreja Católica, 254).

Por que dizemos mistério da Trindade?

Dizemos mistério da Trindade por se tratar de um mistério de fé. A fé é um mistério revelado em si, mas vamos aprendendo seus diversos pontos e aspectos aos poucos e ao longo do tempo. Também é assim com a Trindade. Não existiu um tempo em que não havia a Trindade, a Trindade sempre existiu. Havia sim, um tempo em que os sinais dessa presença não eram percebidos pelos homens, como afirma o Catecismo da Igreja Católica: “É verdade que Deus deixou traços do seu Ser trinitário na obra da criação e na sua revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas, a intimidade do seu Ser como Trindade Santíssima constitui um mistério inacessível à razão sozinha e, mesmo, à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo” (237).

O que diz a Sagrada Escritura?

Nas Sagradas Escrituras encontramos versículos que, de modo geral, fazem menção ao mistério trinitário. Vejamos alguns: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19); “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês” (2 Cor 13,14); “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos- á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (João 14,26).

Que a Trindade que habita em nós transforme nossas escolhas e transforme nossa vida. Com Ela aprendamos as realidades da comunhão e do amor. Deus abençoe,

Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação ouvi-nos.


“Virgem Maria, hoje, quero pedir a Senhora, minha Mãe, que me dê um coração sensível à dor e ao sofrimento dos meus irmãos, que a Senhora me ensine a sair do meu próprio comodismo e ir em direção aos que necessitam ser encontrados pelo amor e pela misericórdia de Cristo. Peço ainda, Mãe, que a Senhora me dê a graça de ser um ardente missionário em qualquer que seja o meu campo de missão, que eu saiba levar a Palavra de Deus e que, acima de tudo, eu me esforce para cumprir as promessas de Deus na minha vida. Amém!”

Virgem Maria, Mãe da Visitação, rogai por nós!

Santa Petronila — Virgem e mártir, venerada em Roma no cemitério de Domitila, junto à Via Ardeatina.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 31 de maio:

1
Santa Petronila Virgem e mártir. Em Roma, no cemitério de Domitila, junto à Via Ardeatina.
† data inc.
2
Santo Hérmias Soldado e mártir. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia.
† s. III
3
Santos Câncio, Canciano e Cancianila Mártires. Em Aquileia, hoje no Friúli Venézia, região da Itália. Presos pelo perseguidor quando saíam da cidade num carro, foram finalmente levados ao suplício.
† s. IV
4
São Sílvio Bispo. Em Toulouse, na Gália Narbonense, atualmente na França. Empreendeu a construção de uma basílica para honrar o túmulo de São Saturnino.
† c. 400
5
Beato Tiago Salomóni Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Forlí, na Emília-Romanha, região da Itália. Ainda adolescente, distribuiu seus bens aos pobres; resplandeceu durante quarenta e cinco anos dotado de insignes dons carismáticos, amigo dos pobres e homem de paz.
† 1314
6
Santa Baptista de Varano Abadessa do mosteiro das Clarissas. Em Camerino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Experimentou grandes tribulações e consolações místicas.
† 1524
7
Beatos Roberto Thorpe e Tomás Watkinson Mártires. Em York, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, foram condenados à morte: o primeiro por ser sacerdote e o segundo, ancião pai de família, por muitas vezes ter prestado auxílio aos sacerdotes.
† 1591
8
Beato Nicolau Barré Presbítero. Em Paris, na França. Docente de teologia e diretor de almas, instituiu as Escolas Cristãs e da Caridade e as Irmãs Mestras do Menino Jesus, dedicadas à instrução gratuita da juventude mais carenciada.
† 1686
9
São Félix de Nicósia (Tiago Amoroso) Religioso. Em Nicósia, na Sicília, região da Itália. Recusado durante dez anos, ingressou finalmente na Ordem dos Menores Capuchinhos, onde exerceu os mais humildes ofícios com grande simplicidade e inocência de coração.
† 1787
10
Beato Mariano de Roccacasale Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Bellegra, próximo de Roma. Exercendo o ofício de porteiro, abriu as portas do convento aos pobres e aos peregrinos, a quem socorreu com imensa caridade.
† 1866
11
São Noé Mawaggali Mártir. Em Mityana, no Uganda. Sendo fâmulo do rei, quando irrompeu a perseguição recusou destemidamente empreender a fuga e espontaneamente apresentou o peito às lanças dos soldados, que o penduraram numa árvore até à morte por Cristo.
† 1886

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Encontro de duas mulheres que celebram jubilosas a vinda de Jesus Salvador

A Igreja celebra a festa da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel, em Ain-Karin, na Judeia. Isabel estava grávida de São João Baptista, o precursor de Jesus. É o encontro de duas mulheres que celebram jubilosas a vinda de Jesus Salvador: o Reino de Deus, a Boa Nova, as promessas de Deus já estão cumpridas e continuam a cumprir-se no meio dos homens de boa vontade. Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa No seu Evangelho, São Lucas afirma: naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.

“Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!”

Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu ventre e Isabel ficou replecta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!” (Lucas 1,39ss.).

Maria, trazendo Jesus em seu seio, irrompe no Magnificat

É o milagre da vida que brota com força e poder e vence o mundo. É a força e o poder da Palavra de Deus que faz a Virgem conceber e permite que aquela que era estéril dê à luz (Lucas 1,30ss.). É por isso que Maria, trazendo Jesus em seu seio, irrompe neste sublime canto de alegria e júbilo que é o “Magnificat” (Lucas 1,46-55).

História da invocação 

A referência mais antiga da invocação de Nossa Senhora da Visitação pertence a Ordem franciscana, que assim a festejava desde 1263, na Itália. Em 1441, o Papa Urbano VI instituiu esta festa, pois a Igreja do Ocidente necessitava da intercessão de Maria, para recuperar a paz e união do clero dividido pelo grande cisma.

Na Itália

Desde 1412, Nossa Senhora da Visitação é festejada especialmente pelos italianos da Sicília, como a Padroeira da cidade da Enna. Mas nem todo o mundo cristão celebrava esta veneração, por isto foi confirmada no sínodo de Basiléia em 1441.

Em Portugal

Os portugueses sempre a celebraram com muita pompa, porque rei D. Manuel I, o Venturoso, que governou entre 1495 e 1521, escolheu Nossa Senhora da Visitação a Padroeira da Casa de Misericórdia de Lisboa, e de todas as outras do reino. No Brasil Foi assim que este culto chegou ao Brasil Colônia, primeiro na Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, depois se disseminou por todo território brasileiro. Antigamente os fieis faziam uma enorme procissão até os Hospitais da Misericórdia para levar conforto aos enfermos e suas doações às instituições. Hoje, as paróquias enviam as doações recolhidas com antecedência, para as Pastorais dos enfermos, que atuam com os voluntários junto às Casas de Saúde mais deficitárias. Tudo para perpetuar a verdadeira caridade cristã, iniciada pela Mãe de Deus ao visitar a santa prima levando sua amizade e ajuda quando mais precisava.

Nossa Senhora da Visitação, intercedei por nós!

Oração – Minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. Seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração para aqueles que o temem. Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso. Depôs poderosos de seus tronos, e a humildes exaltou. Cumulou de bens a famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia – conforme prometera a nossos pais – em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre!

Com Santa Camila Batista de Varano (Camila Batista de Varano), abadessa do mosteiro das Clarissas fundado por seu pai, onde experimentou grandes tribulações e consolações místicas. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 31 2. Em Roma, no cemitério de Domitila, junto à Via Ardeatina, Santa Petronila, virgem e mártir.(† data inc.) 3. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia, Santo Hérmias, soldado, mártir.(† s. III) 4. Em Aquileia, hoje no Friúli, região da Itália, os santos Câncio, Canciano e Cancianila, mártires, que, presos pelo perseguidor quando saíam da cidade num carro, foram finalmente levados ao suplício.(† s. IV) 5. Em Toulouse, na Gália Narbonense, atualmente na França, São Sílvio, bispo, que empreendeu a construção de uma basílica para honrar o túmulo de São Saturnino.(† c. 400) 6. Em Forli, na Emília-Romana, região da Itália, o Beato Tiago Salomoni, presbítero, que, sendo ainda adolescente, falecido o seu pai e recebida sua mãe entre as monjas cistercienses, distribuiu os seus bens aos pobres e entrou na Ordem dos Pregadores, onde resplandeceu durante quarenta e cinco anos, dotado de insignes dons carismáticos, amigo dos pobres e homem de paz.(† 1314) 7. Em Camerino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, Santa Batista de Varano (Camila Baptista de Varano), abadessa do mosteiro das Clarissas fundado por seu pai, onde experimentou grandes tribulações e consolações místicas.(† 1524) 8. Em York, na Inglaterra, os beatos mártires Roberto Thorpe, presbítero, e Tomás Watkinson, que, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte: o primeiro, porque era sacerdote e o segundo, pai de família já ancião, porque muitas vezes prestou auxílio aos sacerdotes; ambos receberam ao mesmo tempo no patíbulo a coroa do martírio.(† 1591) 9. Em Paris, na França, o Beato Nicolau Barré, presbítero, que foi docente de teologia e célebre diretor de almas no espírito do Evangelho e instituiu por todas as partes da França as Escolas Cristãs e da Caridade, bem como as Irmãs Mestras do Menino Jesus, destinadas à instrução gratuita da juventude mais carenciada.(† 1686) 10. Em Nicósia, na Sicília, região da Itália, São Félix (Tiago Amoroso), religioso, que, depois de ter sido recusado durante dez anos, ingressou finalmente na Ordem dos Menores Capuchinhos, onde exerceu os mais humildes ofícios com grande simplicidade e inocência de coração.(† 1787) 11. Em Bellegra, localidade próxima de Roma, o Beato Mariano de Roccacasale (Domingos) Di Nicolantônio, religioso da Ordem dos Frades Menores, que, exercendo o ofício de porteiro, abriu as portas do convento aos pobres e aos peregrinos, a quem socorreu de todos os modos com imensa caridade.(† 1866) 12. Em Mityana, localidade do Uganda, São Noé Mawaggali, mártir, que, sendo fâmulo do rei, quando irrompeu a perseguição recusou destemidamente empreender a fuga e espontaneamente apresentou o peito às lanças dos soldados, que, depois de o terem trespassado, o penduraram numa árvore, até chegar à morte por Cristo.(† 1886)

Santíssima Trindade – Solenidade | Domingo

Santíssima Trindade | Solenidade | Domingo

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Ex 34,4b-6.8-9)

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias: 4b Moisés levantou-se, quando ainda fazia noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. 5 O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6 Enquanto o Senhor passava diante dele Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. 8 Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9 e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Dn 3,52.53.54.55.56 (R. 52b)

Responsório Dn 3,52.53.54.55.56 (R. 52b)

– A vós louvor, honra e glória eternamente!

– A vós louvor, honra e glória eternamente!

– Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.

– Sede bendito, nome santo e glorioso.

– No templo santo onde refulge a vossa glória.

– E em vosso trono de poder vitorioso.

– Sede bendito, que sondais as profundezas.

– e superior aos querubins vos assentais.

– Sede bendito no celeste firmamento.

Segunda Leitura (2Cor 13,11-13)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

11 Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12 Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13 A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Evangelho (Jo 3,16-18)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Joana d’Arc, Camponesa, Guerreira, Virgem – 30 de Maio

Santa Joana d'Arc, Camponesa, Guerreira, Virgem

Santo do Dia – 30 de Maio

Santa Joana d'Arc

Santa Joana d’Arc,

Camponesa, Guerreira e Santa · † 1431

As Origens

Santa Joana d'Arc em batalha Joana d’Arc, filha de camponeses, nasceu num vilarejo na França — Domrémy-la-Pucelle, na Lorena — no ano de 1412. Não foi ensinada a ler nem a escrever, mas, desde pequena, foi alimentada com amor ao catolicismo e os seus ensinamentos pela sua mãe, considerada uma mulher muito piedosa.

Tinha apenas 13 anos quando começou a ter experiências místicas. Ao rezar na igreja de seu povoado, começou a ouvir misteriosas vozes: as do Arcanjo São Miguel, de Santa Catarina de Alexandria e de Santa Margarida de Antioquia. Essas vozes a convidavam a libertar a França, que, na época, estava em grande parte dominada pelos ingleses.

Ao falar com aquele que seria o futuro rei, Carlos VII, ela mostrou conhecer coisas que jamais poderiam ter-lhe sido reveladas, se não fosse o próprio céu a fazê-lo. O rei ficou profundamente impressionado e confiou-lhe uma missão militar extraordinária para uma jovem camponesa de dezessete anos.

A Missão

No ano de 1429, Joana partiu para uma expedição com o propósito de salvar a cidade de Orleães, carregando uma bandeira com os nomes de Jesus e de Maria, além de uma imagem do Pai Eterno. Em maio de 1429, ela expulsou os ingleses de Orleães. Após as lutas, a cidade foi recuperada; e Joana cumpriu o que lhe foi confiado, seguindo uma carreira cheia de triunfos militares. Alguns soldados e oficiais testemunharam a modéstia de Joana e como ela influenciou no modo como se comportavam. Dentre os seus feitos no exército esteve a expulsão de prostitutas do acampamento. Ela ainda implementou a participação na Santa Missa e a receção dos sacramentos pelos soldados. Sem derramar uma só gota de sangue, Santa Joana manteve-se sempre em oração. Com um exército de cinco mil soldados, até então sempre abatidos, a santa estabeleceu uma série de vitórias que mudaram o curso da história da França.

A Morte

Anos mais tarde, ela foi aprisionada pelos ingleses. Esses a fecharam numa jaula de ferro, na cidade de Ruão. Julgada por uma centena de prelados e teólogos que a consideraram mentirosa, blasfemadora e herege, decidiram queimá-la viva. Presa em um poste, ela apertava uma cruz sobre o coração, invocando o nome de Jesus Cristo e as suas vozes. O poste caiu nas chamas, mas, mesmo assim, a ouviram gritar seis vezes: — Jesus! Os ingleses lançaram as cinzas dela no rio Sena. Era o ano de 1431. Joana tinha apenas dezenove anos.

A Glória

O seu processo de incriminação foi revisado e, em 1909, foi beatificada por São Pio X; no ano de 1920, foi canonizada pelo Papa Bento XV. A Igreja a proclama virgem e mártir, padroeira da França. Santa Joana d’Arc, rogai por nós! Joana — Vem do hebraico Yohanan, que significa “Deus é gracioso” ou “Deus concedeu graça”. D’Arc significa “de Arc”, referência à sua aldeia natal na Lorena, França.

“Senhor Deus, peço a Ti que afine os meus ouvidos para também ouvir as inspirações interiores que o Senhor mesmo suscita em mim; e Te peço também a força para cumprir com cada um dos Teus desígnios, a exemplo e pela intercessão de Santa Joana D’Arc. E que, em cada luta, eu possa ter gravados em meu coração os nomes de Jesus e Maria. Assim seja!”

Santa Joana d’Arc, rogai por nós!

São Fernando III — Rei de Castela e de Leão, que reunificou o reino e reconquistou Sevilha dos mouros, governando com justiça, piedade e devoção à Virgem Maria.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 30 de maio:

1
Santa Joana d’Arc Virgem e Mártir. Em Ruão, na França. Camponesa lorena que, guiada por vozes celestiais, liderou o exército francês e expulsou os ingleses de Orleães; foi presa, julgada e queimada viva, balbuciando os nomes de Jesus e Maria.
† 1431
2
São Gavino Mártir. Na Sardenha, região da Itália.
† c. s. IV
3
Santos Basílio e Emélia Santos esposos, pais de São Basílio Magno, São Gregório de Nissa, São Pedro de Sebaste e Santa Macrina virgem. Desterrados, habitaram nas solidões do Ponto e morreram em paz, deixando aos filhos a herança de suas virtudes.
† 349 e 372
4
Santo Anastásio Bispo. Na Lombardia, região da Itália.
† c. 680
5
Santa Dimpna Virgem e Mártir. Em Ghéel, atualmente na Bélgica.
† s. VII/IX
6
Santo Huberto Bispo de Tongres e de Maastricht, discípulo e sucessor de São Lamberto. Em Tervueren, hoje na Bélgica.
† 727
7
São Fernando III Rei de Castela e de Leão. Em Sevilha, na Espanha.
† 1252
8
São Lucas Kirby e Companheiros Presbíteros e Mártires. Em Londres, na Inglaterra. Após muitos tormentos, foram suspensos na tríplice forca de Tyburn. Com ele padeceram os beatos Guilherme Filby, Lourenço Johnson e Tomás Cottam, da Companhia de Jesus.
† 1582
9
Beatos Guilherme Scott e Ricardo Newport Presbíteros e Mártires. Em Londres. Da Ordem de São Bento e secular respectivamente; o primeiro morreu estrangulado e o segundo esquartejado à espada ainda vivo, por causa do sacerdócio.
† 1612
10
São Matias Kalemba, «Molumba» Mártir. Em Kampala, no Uganda.
† 1886
11
São José Marello Bispo. Em Savona, na Itália. Fundou a Congregação dos Oblatos de São José, dedicada à formação moral e cristã da juventude.
† 1895
12
Beata María Celina da Apresentação da Santíssima Virgem Maria Virgem da Ordem de Santa Clara. Em Bordéus, na França.
† 1897
13
Beata Marta Maria Wiecka Virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Em Snyatin, na Ucrânia.
† 1904
14
Beato Otão Neururer Presbítero e Mártir. No campo de concentração de Buchenwald, na Turíngia, Alemanha. Preso por convencer uma jovem a não simular matrimônio com um membro das forças do regime hostil a Deus, prosseguiu clandestinamente o ministério no cárcere até ser martirizado.
† 1940

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 Filha de camponeses

Filha de Jaques d’Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas. Ouvia as “vozes” do arcanjo Miguel Ouvia as “vozes” do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram importância, depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França.

O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto

A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto. Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe, então, a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus.

Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz

E o que aconteceu na batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão. Carlos VII foi, então, coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa. Num processo religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira A luta pela reconquista demorara cerca de um ano e ela desejava voltar para sua vida simples no campo. Mas o rei exigiu que ela continuasse comandando os exércitos na reconquista de Paris. Ela obedeceu, mas foi ferida e também traída, sendo vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como “feiticeira, blasfema e herética”. Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431, diante da comoção popular na praça do Mercado Vermelho, em Rouen.

Joana d’Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV

Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados, seria difícil crer na existência dessa jovem mártir, que sacrificou sua vida pela libertação de sua pátria e de seu povo. Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d’Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. O dia de hoje é comemorado na França como data nacional, em memória de santa Joana d’Arc, mártir da pátria e da fé.

Santa Joana d’Arc, rogai, por nós!

Oração – Que nada me obrigue a recuar, quando estou com a razão e a verdade, nem opressões, nem ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira. Santa Joana D’Arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me. Amém!”

Com São Fernando III, rei de Castela e de Leão, prudente na administração do reino, cultivador das artes e das ciências e zeloso na propagação da fé. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 30 1. Em Porto Torres, na Sardenha, região da Itália, São Gavino, mártir.(† c. s. IV) 2. Em Cesareia da Capadócia, Kayseri, Turquia, santos Basílio e Emélia ou Emília, que foram os pais dos santos bispos Basílio Magno, Gregório de Nissa, Pedro de Sebaste e de Santa Macrina, virgem. Estes santos esposos, no tempo do imperador Galério Maximiano, foram desterrados e habitaram nas solidões do Ponto. Terminada a perseguição, morreram em paz, deixando aos filhos a herança das suas virtudes.(† 349 e 372) 3. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, Santo Anastásio, bispo, que, abandonando a heresia ariana, professou firmemente a fé católica.(† c. 680) 4. Em Ghéel, no Brabante, território da Austrásia, atualmente na Bélgica, Santa Dimpna, virgem e mártir.(† s. VII/IX) 5. Em Tervueren, também no Brabante, hoje na Bélgica, o passamento de Santo Huberto, bispo de Tongres e de Maastricht, discípulo e sucessor de São Lamberto, que se dedicou com todas as suas forças a difundir o Evangelho no Brabante e nas Ardenas, de onde erradicou os costumes pagãos.(† 727) 6. Em Sevilha, na Espanha, São Fernando III, rei de Castela e de Leão, prudente na administração do reino, cultivador das artes e das ciências e zeloso na propagação da fé.(† 1252) 7. Em Ruão, na Normandia, região da França, Santa Joana d’Arc, virgem, chamada a Donzela de Orleãs, que, depois de combater valorosamente pela pátria, foi finalmente entregue ao poder dos inimigos, que a condenaram num julgamento iníquo a ser queimada na fogueira.(† 1431) 8. Em Londres, na Inglaterra, São Lucas Kirby, presbítero e mártir, que, durante a perseguição da rainha Isabel I, depois de muitos tormentos, foi suspenso na tríplice forca de Tyburn. Com ele padeceram no mesmo patíbulo os beatos presbíteros e mártires Guilherme Filby, Lourenço Johnson, bem como Tomás Cottam, da Companhia de Jesus.(† 1582) 9. Também em Londres, trinta anos mais tarde, os beatos Guilherme Scott, da Ordem de São Bento, e Ricardo Newport, presbíteros e mártires, que, no reinado de Jaime I, por causa do sacerdócio, o primeiro morreu estrangulado com uma corda, e o segundo esquartejado à espada enquanto estava ainda vivo.(† 1612) 10. Em Kampala, no Uganda, São Matias Kalemba, chamado «Molumba» ou «Forte», mártir, que, abandonando o culto maometano, depois do Baptismo em Cristo abdicou do ofício de juiz e propagou dedicadamente a fé cristã; por isso, no tempo do rei Mwanga, foi submetido a cruéis torturas e, sem possibilidade de conforto algum, entregou o espírito a Deus.(† 1886) 11. Em Savona, na Itália, o passamento de São José Marello, bispo de Ácqui, no Piemonte, que fundou a Congregação dos Oblatos de São José, dedicada à formação moral e cristã da juventude.(† 1895) 12. Em Bordéus, na França, a Beata María Celina da Apresentação da Santíssima Virgem Maria (Joana Germaine Castang), virgem da Ordem de Santa Clara.(† 1897) 13. Em Snyatin, na Ucrânia, a Beata Marta Maria Wiecka, virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.(† 1904) 14. No campo de concentração de Buchenwald, na Turíngia, região da Alemanha, a paixão do Beato Otão Neururer, presbítero e mártir, que, por ter convencido uma jovem católica a não simular o matrimónio com um homem já casado e membro das forças de segurança do nefasto regime hostil a Deus e aos homens, foi metido no cárcere, onde, apesar de todo o gênero de tribulações, prosseguia clandestinamente o seu ministério, até que, pendurado de uma viga com os pés para cima e a cabeça para baixo, consumou o seu martírio.(† 1940)

Santa Úrsula (Júlia Ledochowska), Virgem, Fundadora – 29 de Maio

Santa Úrsula Ledochowska, Virgem e Fundadora

Santo do Dia – 29 de Maio

Santa Úrsula Ledochowska,

Virgem e Fundadora · † 1939

De Família Nobre e Muito Abençoada

Júlia Ledochowska pertencia a uma família especialmente abençoada. A sua irmã mais velha, Maria Teresa, era religiosa, fundou uma congregação e foi inscrita no livro dos santos. O irmão, o padre Vladimiro, foi o vigésimo sexto preposto-geral dos jesuítas.

Ela nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses que residiam na Áustria. Até o final da adolescência viveu nesse país, onde completou os estudos, depois voltou com a família para o solo polonês, estabelecendo-se na Croácia. Aos vinte e um anos, ingressou no Convento das Irmãs Ursulinas de Cracóvia, pronunciando os votos definitivos e tomando o nome de Úrsula em 1899.

Precisou Usar Roupas Civis para sua Segurança

Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria e foi, também, superiora do seu convento por quatro anos. Foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, que na época reprimia toda atividade religiosa, inclusive as de cunho assistencial, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas; nessa função teve de usar roupas civis para sua segurança. Em 1909, fundou também uma casa das ursulinas na Finlândia, onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre para moças doentes, seguindo o estilo inglês, e ao mesmo tempo fundando, na mesma Petersburgo, outra casa das Ursulinas.

Possuidora de um Grande Senso Apostólico

A sua cidadania e origem austríaca a fizeram objeto de perseguição por parte da polícia russa durante a Primeira Guerra Mundial, tanto que em 1914 se refugiou na Suécia, onde fundou, também ali, um pensionato e uma escola. O seu grande senso de apostolado a fez fundar para os católicos suecos o jornal “Solglimtar”, editado ainda hoje sob outra direção. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando, então, regressou para o seu convento na Polônia.

Fundadora das Irmãs Ursulinas

Atendendo a um antigo anseio interior, em 1920 separou-se da sua congregação para fundar uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e para cuidar dos pobres, velhos e crianças. Na Polônia, devido à cor do hábito, se popularizaram como as “ursulinas cinzas” e na Itália, como as “irmãs polonesas”. A ordem foi aprovada em 1930 e se desenvolveu com rapidez. Quando sua fundadora, madre Úrsula, morreu, já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e o francês. Madre Úrsula Ledochowska faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939, na Casa Mãe da Ordem, que conserva as suas relíquias. O Papa São João Paulo II a beatificou, numa comovente cerimônia em Poznan, quando visitava a Polônia. Vinte anos depois, ele mesmo a canonizou, declarando ser seu devoto. Santa Úrsula, rogai por nós! Úrsula — Significa “pequena ursa”, “ursinha”. Tem origem na forma diminutiva do latim ursa, feminino de ursus, que significa literalmente “urso”. O nome carrega consigo a simbologia desse animal mamífero que representa a força e a coragem.

“Ó Deus, que destes a Santa Júlia a graça de superar os mais duros obstáculos para preservar sua fé em Jesus Cristo, dai-nos também a graça da perseverança até o fim. Amém.”

Santa Úrsula, rogai por nós!

São Maximino — Bispo de Tréveris, intrépido defensor da fé contra os arianos, acolheu fraternalmente Santo Atanásio de Alexandria e outros bispos exilados.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de maio:

1
Santo Hesíquio Mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Guarda palaciano que, na perseguição de Diocleciano, depôs o uniforme militar por recusar oferecer incenso aos ídolos, sendo precipitado no rio Orontes com uma pedra presa ao braço.
† c. 303
2
São Maximino Bispo de Tréveris, na Gália Bélgica, atual Alemanha. Intrépido defensor da fé contra os arianos, acolheu Santo Atanásio de Alexandria e outros bispos exilados; expulso da sua sede episcopal, morreu em Poitiers, sua terra natal.
† c. 346
3
Santos Sisínio, Martírio e Alexandre Mártires. Em Val di Non, no atual Trentino Alto Ádige, Itália. Naturais da Capadócia, edificaram uma igreja e introduziram os cânticos do louvor divino, mas foram mortos por pagãos num dia em que estes ofereciam sacrifícios lustrais.
† 397
4
Santo Exuperâncio Bispo de Ravena, na Emília-Romanha, Itália. Presidiu com sábia prudência à sua Igreja no tempo em que o rei Odoacro se apoderou da Itália e desta cidade.
† 430
5
São Senador Bispo de Milão, na Lombardia, Itália. O papa São Leão Magno o havia enviado como legado a Constantinopla quando ainda era presbítero.
† c. 480
6
São Gerardo Em Mâcon, na Borgonha, França. Foi monge, depois eleito bispo e, por fim, levou vida eremítica na floresta.
† c. 940
7
Santa Bona Virgem. Em Pisa, na Toscana, Itália. Fez com devoção frequentes peregrinações à Terra Santa, a Roma e a Compostela.
† 1207
8
Beatos Guilherme Arnaud e onze companheiros Mártires. Em Avignonet, perto de Toulouse, França. Unidos na missão de combater a heresia dos cátaros, foram ardilosamente presos e mortos à espada no dia da Ascensão do Senhor, cantando unanimemente o “Te Deum”.
† 1242
9
Beata Geraldina Viúva. Em Pisa, na Toscana, Itália. Passou a vida numa cela junto do mosteiro camaldulense de São Sabino, consagrando-se ao louvor de Deus e à intimidade com o Senhor.
† c. 1269
10
Beato Ricardo Thirkeld Presbítero e mártir. Em York, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, foi condenado à morte por ser sacerdote e reconciliar muitas pessoas com a Igreja Católica.
† 1583
11
Beato José Gerard Presbítero dos Oblatos de Maria Imaculada. Em Roma, localidade do Lesoto, África Austral. Anunciou incansavelmente a Cristo na província do Natal e, principalmente, ao povo dos Basotos.
† 1914

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família nobre e muito abençoada

Júlia Ledochowska pertencia a uma família especialmente abençoada. A sua irmã mais velha, Maria Teresa, era religiosa, fundou uma congregação e foi inscrita no livro dos santos. O irmão, o padre Vladimiro foi o vigésimo sexto preposto-geral dos jesuítas. Ela nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses que residiam na Áustria. Até o final da adolescência viveu nesse país, onde completou os estudos, depois voltou com a família para o solo polonês, estabelecendo-se na Croácia. Aos vinte e um anos, ingressou no Convento das Irmãs Ursulinas de Cracóvia, pronunciando os votos definitivos e tomando o nome de Úrsula em 1899. Precisou usar roupas civis para sua segurança Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria e foi, também, superiora do seu convento por quatro anos. Foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, que na época reprimia toda atividade religiosa, inclusive as de cunho assistencial, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas; nessa função teve de usar roupas civis para sua segurança. Em 1909, fundou, também, uma casa das ursulinas na Finlândia onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre, para moças doentes, seguindo o estilo inglês, ao mesmo tempo fundando, na mesma Petersburgo, uma casa das Ursulinas.

Possuidora de um grande senso apostólico

A sua cidadania e origem austríaca a fizeram objeto de perseguição por parte da polícia russa durante a Primeira Guerra Mundial , tanto que em 1914 se refugiou na Suécia, onde fundou, também ali, um pensionato e uma escola. O seu grande senso de apostolado a fez fundar para os católicos suecos o jornal “Solglimstar”, editado ainda hoje sob outra direção. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando, então, regressou para o seu convento na Polônia.

Fundadora das Irmãs Ursulinas

Atendendo um antigo anseio interior, em 1920 separou-se da sua congregação para fundar uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e para cuidar dos pobres, velhos e crianças. Na Polônia, devido à cor do hábito, se popularizaram como as “ursulinas cinzas” e na Itália, como as “irmãs polonesas”. A ordem foi aprovada em 1930 e se desenvolveu com rapidez. Quando sua fundadora, madre Úrsula, morreu, já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e francês. Madre Úrsula Ledochowska faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939, na Casa mãe da Ordem, que conserva as suas relíquias. O Papa São João Paulo II, a beatificou, numa comovente cerimônia em Poznan, quando visitava a Polônia. Vinte anos depois, ele mesmo a canonizou, declarando ser seu devoto. O culto em sua homenagem foi designado para o dia de sua morte.

Santa Úrsula, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que destes a Santa Júlia a graça de superar os mais duros obstáculos para preservar sua fé em Jesus Cristo, dai-nos também a graça da perseverança até o fim

Úrsula: Significa “pequena ursa”, “ursinha”. Úrsula tem origem na forma diminutiva do latim ursa, feminino de ursus, que significa literalmente “urso”. O nome carrega consigo a simbologia desse animal mamífero que representa a força e a coragem.
Com São Maximino, Bispo, que foi intrépido defensor da integridade da fé contra os arianos, acolheu fraternalmente Santo Atanásio de Alexandria. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 29 1. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santo Hesíquio, guarda palaciano, mártir, que, durante a perseguição de Diocleciano, ouvindo um pregão pelo qual se ordenava que deixasse o uniforme militar quem não oferecesse incenso aos ídolos, imediatamente depôs o uniforme, e por isso foi precipitado no rio Orontes, com o braço direito ligado a uma enorme pedra.(† c. 303) 2. Em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha, São Maximino, bispo, que foi intrépido defensor da integridade da fé contra os arianos, acolheu fraternalmente Santo Atanásio de Alexandria e outros bispos exilados e, expulso da sua sede episcopal pelos inimigos, morreu em Poitiers, sua terra natal.(† c. 346) 3. Em Val di Non, atualmente no Trentino Alto Ádige, região da Itália, os santos mártires Sisínio, diácono, Martírio, leitor, e Alexandre, ostiário, naturais da Capadócia, que nesta região edificaram uma igreja e introduziram os cânticos do louvor divino, mas foram mortos pelos pagãos num dia em que estes ofereciam os seus sacrifícios lustrais.(† 397) 4. Em Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, também região da Itália, Santo Exuperâncio, bispo, que presidiu com sábia prudência a esta Igreja, no tempo em que o rei Odoacro se apoderou da Itália e desta cidade.(† 430/476-477) 5. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, São Senador, bispo, que o papa São Leão Magno tinha enviado como legado a Constantinopla quando ainda era presbítero.(† c. 480) 6. Em Mâcon, na Borgonha, na atual França, São Gerardo, que foi monge, depois eleito bispo e finalmente levou vida eremítica na floresta.(† c. 940) 7. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Bona, virgem, que fez com devoção frequentes peregrinações à Terra Santa, a Roma e a Compostela.(† 1207) 8. Em Avignonet, perto de Toulouse, na França, os beatos Guilherme Arnaud e dez companheiros[1], que, unidos na missão de impedir a heresia dos cátaros, foram ardilosamente presos por causa da fé de Cristo e da obediência à Igreja Romana e morreram ao fio da espada no dia da Ascensão do Senhor, cantando unanimemente o «Te Deum». [1] São estes os seus nomes: Bernardo de Roquefort, Garcia d’Aure, Estêvão de Sain-Thierry, Raimundo Carbonier; Raimundo de Cortisan, chamado Escrivão, cónego; Bernardo, Pedro d’Arnaud, Fortanier e Ademaro, clérigos; prior de Avignonet, cujo nome não é conhecido.(† 1242) 9. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Geraldina, viúva, que passou a vida numa cela junto do mosteiro camaldulense de São Sabino, consagrando-se ao louvor de Deus e à intimidade com o Senhor.(† c. 1269) 10. Em York, na Inglaterra, o Beato Ricardo Thirkeld, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, condenado à morte por ser sacerdote e reconciliar muitas pessoas com a Igreja católica, foi levado ao suplício do patíbulo.(† 1583) 11. Em Roma, localidade do Lesoto, na África Austral, o Beato José Gerard, presbítero dos Oblatos de Maria Imaculada, que anunciou incansavelmente a Cristo na província do Natal e depois, principalmente, ao povo dos Basotos.(† 1914) 12. Em Roma, Santa Úrsula (Júlia Ledochowska), virgem, que fundou o Instituto das Irmãs Ursulinas do Coração de Jesus Agonizante e percorreu infatigavelmente nesta missão apostólica as regiões da Polônia, da Escandinávia, da Finlândia e da Rússia.(† 1939)

Pentecostes, São Germano de Paris, Bispo – 28 de Maio

São Germano de Paris, Bispo

Santo do Dia – 28 de Maio

São Germano de Paris

São Germano de Paris,

Bispo de Paris  ·  † 576

O Bispo

São Germano de Paris Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo — mas também foi em vão.

Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois foi criado por um primo bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo.

Decorrido esse tempo, em 531 foi chamado pelo Bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono e, três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade.

O Dom do Conselho

Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons — principalmente o do conselho —, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia.

Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica.

Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do Concílio de Tours, em 567, e dos Concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570.

Entrementes não eram apenas os nobres que o respeitavam — ele era amado pelo povo pobre da Diocese. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Frequentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira a um pobre. Ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido. Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.

A Morte

Assim viveu o Bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Logo os milagres e graças começaram a acontecer, e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a celebração.

Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade, que leva o seu nome até hoje como testemunho vivo de sua santidade.

São Germano de Paris, rogai por nós!

Germano — Significa “irmão”; “germânico”, “da Germânia”, “nascido ou habitante da Germânia”. É um nome com dois possíveis étimos: um a partir do latim Germanu, outro da palavra germânica Wehrmann.

“Oração — Hoje, Senhor, quero Vos entregar minhas carências afetivas, as vezes em que me senti só, as vezes em que não fui compreendido e até mesmo rejeitado. Inundai-me com Vosso Amor, aquecei meu coração com Vosso afeto Paternal. Das angústias, inseguranças e tristezas, livrai-me Senhor. Amém.”

São Germano de Paris, rogai por nós!

Beata Margarida Pole — Mãe de família e Mártir, que, sendo condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara, foi decapitada na Torre de Londres.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 28 de maio:

1
Santa Helicónides
Mártir. Em Corinto, na Acaia, atualmente na Grécia. No tempo do imperador Gordiano, depois de suportar muitos tormentos, finalmente decapitada consumou o seu martírio.

† s. III

2
São Caraúno
Mártir. Em Chartres, na Gália Lionense, na atual França.

† s. V

3
São Justo
Bispo. Em Urgel, na Espanha Tarraconense. Escreveu um comentário alegórico do “Cântico dos Cânticos” e tomou parte nos concílios hispânicos.

† s. VI

4
São Germano de Paris
Bispo. Em Paris, na Gália. Era abade de São Sinforiano em Autun quando foi chamado para a sede episcopal de Paris; continuando o modo de vida monástica, exerceu com muito fruto o ministério pastoral das almas.

† 576

5
São Guilherme
Monge. No mosteiro de Gellone, na Gália Narbonense. Depois de ter sido personagem de grande prestígio na corte do imperador, estimulado pela amizade com São Bento de Aniane, tomou o hábito monástico que honrou com exímia virtude.

† 812

6
Beato Lanfranco
Bispo. Em Cantuária, na Inglaterra. Monge de Bec, na Normandia, fundou uma célebre escola e disputou contra Berengário sobre a presença verdadeira de Cristo na Eucaristia; elevado à sede de Cantuária, procurou reformar a disciplina da Igreja na Inglaterra.

† 1089

7
Santa Ubaldina
Virgem. Em Pisa, na Toscana, região da Itália. Desde os 16 anos até a morte, durante cinquenta e cinco anos, praticou infatigavelmente num hospício as obras de misericórdia.

† 1206

8
Beato Herculano de Piégaro
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Castelnuovo di Garfagnana, na Toscana. Foi exímio pregador e resplandeceu pela austeridade de vida, longos jejuns e fama de milagres.

† 1451

9
Beata Margarida Pole
Mãe de família e Mártir. Em Londres, na Inglaterra. Condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara, foi decapitada no cárcere da Torre de Londres.

† 1541

10
Beata Maria Bartolomeia Bagnési
Virgem, irmã da Ordem da Penitência de São Domingos. Em Florença, na Toscana. Suportou durante cerca de quarenta e cinco anos muitos e atrozes sofrimentos.

† 1577

11
Beatos Tomás Ford, João Shert e Roberto Johnson
Presbíteros e Mártires. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, falsamente acusados de conjura, foram condenados e suspensos ao mesmo tempo no patíbulo de Tyburn.

† 1582

12
São Paulo Hanh
Mártir. Em Cho Quan, na Cochinchina, no atual Vietnã. Abandonando um grupo de salteadores, confessou a fé cristã; nem seduções nem flagelações o fizeram ceder, e foi degolado no tempo do imperador Tu Duc.

† 1859

13
Beato Ladislau Demski
Mártir. Em Sachsenhausen, na Alemanha. Natural da Polônia, morreu duramente torturado num campo de concentração por defender a fé.

† 1940

14
Beato Antônio Julião Nowowiejski
Bispo de Plock. Em Dzialdowo, Polônia. Encarcerado num campo de concentração pelos inimigos, esvaído pela fome e cruéis torturas, foi ao encontro do Senhor.

† 1941

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

A mãe tentou abortá-lo

Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu.

Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão.

Experiência como ermitão

Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo.

Perseguido pelos monges do mosteiro

Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo Bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade.

Tinha o Dom do Conselho

Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia. Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica.

Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do concilio de Tours, em 567, e dos concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570.

Amado por nobres e pobres

Entrementes não eram apenas os nobres que o respeitavam, ele era amado pelo povo pobre da Diocese. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Frequentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre; ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido. Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.

Assim viveu o Bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576.

Logo os milagres e graças começaram a acontecer e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a celebração. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.

São Germano de Paris, rogai por nós!

Oração – Hoje, Senhor, quero Vos entregar minhas carências afetivas, as vezes em que me senti só, as vezes em que não fui compreendido e até mesmo rejeitado. Inundai-me com Vosso Amor, aquecei meu coração com Vosso afeto Paternal. Das angústias, inseguranças e tristezas, livrai-me Senhor. Amém.

Germano: Significa “irmão”; “germânico”, “da Germânia”, “nascido ou habitante da Germânia”. É um nome com dois possíveis étimos, um a partir do latim Germanu, outro da palavra germânica wehrmann.

Com Beata Margarida Pole, Mãe de família e Mártir, que, sendo condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

28

1. Em Corinto, na Acaia, atualmente na Grécia, Santa Helicónides, mártir, que, no tempo do imperador Gordiano, sob a jurisdição do governador Perênio e do seu sucessor Justino, depois de suportar muitos tormentos, finalmente decapitada consumou o seu martírio.(† s. III)

2. Em Chartres, na Gália Lionense, na atual França, São Caraúno, mártir.(† s. V)

3. Em Urgel, na Espanha Tarraconense, São Justo, bispo, que escreveu um comentário alegórico do “Cântico dos Cânticos” e tomou parte nos concílios hispânicos.(† s. VI)

4. Em Paris, na Gália, na atual França, São Germano, bispo, que era abade de São Sinforiano em Autun quando foi chamado para a sede episcopal de Paris e, continuando o modo de vida monástica, exerceu com muito fruto o ministério pastoral das almas.(† 576)

5. No mosteiro de Gellone, na Gália Narbonense, também na atual França, São Guilherme, monge, que, depois de ter sido uma personagem de grande prestígio na corte do imperador, estimulado pela sua grande simpatia por São Bento de Aniane, tomou o hábito monástico que honrou com exímia virtude.(† 812)

6. Em Cantuária, na Inglaterra, o Beato Lanfranco, bispo, que, sendo monge de Bec, na Normandia, fundou uma célebre escola e disputou contra Berengário sobre a presença verdadeira do corpo e sangue de Cristo no sacramento eucarístico; depois, elevado à sede episcopal de Cantuária, procurou reformar a disciplina da Igreja na Inglaterra.(† 1089)

7. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Ubaldina, virgem, que, desde os 16 anos de idade até a morte, durante cinquenta e cinco anos praticou infatigavelmente num hospício as obras de misericórdia.(† 1206)

8. Em Castelnuovo di Garfagnana, também na Etrúria, hoje na Toscana, o Beato Herculano de Piégaro, presbítero da Ordem dos Menores, que foi exímio pregador e resplandeceu pela austeridade de vida, longos jejuns e fama de milagres.(† 1451)

9. Em Londres, na Inglaterra, a Beata Margarida Pole, mãe de família e mártir, que, sendo condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara, foi decapitada no cárcere da Torre de Londres e descansou na paz de Cristo.(† 1541)

10. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Maria Bartolomeia Bagnési, virgem, irmã da Ordem da Penitência de São Domingos, que suportou durante cerca de quarenta e cinco anos muitos e atrozes sofrimentos.(† 1577)

11. Em Londres, na Inglaterra, os beatos Tomás Ford, João Shert e Roberto Johnson, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, falsamente acusados de conjura, foram condenados à morte e suspensos ao mesmo tempo no patíbulo de Tyburn.(† 1582)

12. Em Cho Quan, localidade da Cochinchina, no hodierno Vietnam, São Paulo Hanh, mártir, que, abandonando a moral cristã, pertencia a um bando de salteadores; mas, preso no tempo do imperador Tu Duc, confessou que era cristão, e nem seduções nem flagelações nem a dilaceração dos membros o fizeram demover da fé; finalmente, degolado, alcançou o glorioso martírio.(† 1859)

13. Em Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Ladislau Demski, mártir, que, natural da Polônia, morreu duramente torturado num campo de concentração por defender a fé perante os sequazes de doutrinas hostis a toda a dignidade humana e cristã.(† 1940)

14. Em Dzialdowo, cidade da Polônia, o Beato Antônio Julião Nowowiejski, bispo de Plock, que, na mesma calamidade, foi encarcerado pelos inimigos num campo de concentração e, esvaído pela fome e cruéis torturas, foi ao encontro do Senhor.(† 1941)

Santo Agostinho de Cantuária, Bispo – 27 de Maio

Santo Agostinho de Cantuária, Bispo

Santo do Dia – 27 de Maio

Santo Agostinho de Cantuária,

Bispo e Apóstolo da Inglaterra · † 604

O Monge

Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo Papa Gregório Magno. Nasceu em Roma, Itália, e pouco se sabe sobre sua vida antes de ser enviado à Grã-Bretanha.

Foi justamente o célebre Papa Gregório Magno que ordenou o envio de missionários às Ilhas Britânicas. Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção de Agostinho. Mas antes, ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários Bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselhavam a continuidade da missão.

Mas, tendo recebido do Papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos — pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris —, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos.

A Chegada

A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente. No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o Batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele. A notícia chegou ao Papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as Dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha, pois a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais. Mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos.

A Morte

Morreu no dia 25 de maio de 604. O corpo foi originalmente sepultado no pórtico do que hoje é a Abadia de Santo Agostinho, em Cantuária, mas foi posteriormente exumado e recolocado num túmulo dentro da igreja da abadia, que se tornou um local de peregrinação e veneração. Após a conquista normanda, o culto de Agostinho passou a ser ativamente promovido e o seu santuário teve posição central entre as capelas laterais, ladeado pelos santuários de seus sucessores, Lourenço e Melito. Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós! Agostinho — Significa “de Augusto”, “pertencente a Augusto”. Surgiu a partir do nome italiano Agostino, originado no latim Augustinus, forma relativa de Augusto, do latim Augustus, que significa “sagrado, consagrado, venerável, elevado”.

“Meu Senhor, pela intercessão de Santo Agostinho de Cantuária, eu vos peço a graça da perseverança na fé, da constância na oração, para que, assim como sua tão nobre alma, possa também eu desempenhar a missão para a qual fui chamado. Amém.”

Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!

Santo Atanásio Bazzekuketta — Mártir, jovem da casa real da Uganda recentemente batizado, que pediu aos algozes que o matassem imediatamente ao ser conduzido ao martírio com os companheiros por ter abraçado a fé em Cristo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de maio:

1
Santo Agostinho de Cantuária Bispo. Em Cantuária, na Inglaterra. Monge beneditino enviado pelo Papa Gregório Magno às Ilhas Britânicas; evangelizou o rei Etelberto de Kent e toda a sua nobreza, foi o primeiro arcebispo de Cantuária e fundou as Dioceses de Londres e de Rochester.
† 604
2
São Júlio Mártir. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Veterano do exército imperial, preso pelos oficiais de justiça e apresentado ao governador Máximo; manifestou repulsa pelos ídolos, confessou com grande firmeza a sua fé em Cristo e foi condenado à morte.
† c. 302
3
São Restituto Mártir. Na Via Nomentana, a dezesseis milhas de Roma.
† c. s. IV
4
Santo Eutrópio Bispo. Em Orange, na Provença, região da Gália, atualmente na França.
† c. 475
5
São Bruno Bispo. Em Würtzburg, na Francônia, região da Germânia, hoje na Alemanha. Restaurou a catedral, reformou o clero e explicou ao povo a Sagrada Escritura.
† 1045
6
São Gausberto Presbítero e eremita. No mosteiro de Montsalvy, junto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França. Transformou aquele lugar antes deserto num hospício para acolher os peregrinos.
† 1079
7
Beatos Edmundo Duke, Ricardo Hill, João Hogg e Ricardo Holiday Presbíteros e mártires. Em Dryburne, localidade próxima de Durham, na Inglaterra. Regressando do Colégio dos Ingleses de Reims à sua pátria, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte e enforcados por causa do sacerdócio.
† 1590
8
Santas Bárbara Kim e Bárbara Yi Mártires. Em Seul, na Coreia. Bárbara Kim, viúva, e Bárbara Yi, virgem de quinze anos de idade, foram presas ao mesmo tempo e morreram de peste no cárcere.
† 1839
9
Santo Atanásio Bazzekuketta Mártir. Em Nakibuwo, no Uganda. Jovem da casa real recentemente batizado, ao ser conduzido ao suplício com os demais companheiros por ter abraçado a fé em Cristo, pediu aos algozes que o matassem imediatamente e, espancado até a morte, consumou o martírio.
† 1886
10
São Gonzaga Gonza Mártir. Em Lubawo, também no Uganda. Fâmulo real que, ao ser conduzido preso com cadeias para a fogueira, foi trespassado pelas lanças dos algozes.
† 1886

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André

Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo Papa Gregório Magno. E foi justamente esse célebre Papa que ordenou o envio de missionários às Ilhas Britânicas.

Missionário nas Ilhas Britânicas

Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção de Agostinho. Mas antes, ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários Bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do Papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos.

O rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão

A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente.

Toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei receberam o Batismo

No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o Batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele.

A notícia chegou ao Papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as Dioceses de Londres e de Rochester.

Não conseguiu a conversão de toda a ilha

Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos.

Morreu no dia 25 de maio de 604. O corpo foi originalmente sepultado no pórtico do que hoje é a Abadia de Santo Agostinho, em Cantuária, mas foi posteriormente exumado e recolocado num túmulo dentro da igreja da abadia, que se tornou um local de peregrinação e veneração.

Após a conquista normanda, o culto de Agostinho passou a ser ativamente promovido e o seu santuário passou a ter uma posição central entre as capelas laterais, ladeado por santuários de seus sucessores, Lourenço e Melito. O rei Henrique I da Inglaterra concedeu à abadia uma feira de seis dias a ser celebrada na época em que as relíquias foram transladadas para o seu novo santuário, de 8 a 13 de setembro, anualmente.

Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!

Oração – Meu Senhor, pela intercessão de Santo Agostinho de Cantuária, eu vos peço a graça da perseverança na fé, da constância na oração, para que, assim como sua tão nobre alma, possa também eu desempenhar a missão para a qual fui chamado

Agostinho: Significa “de Augusto”, “pertencente a Augusto”. Surgiu a partir do nome italiano Agostino, originado no latim Augustinus, é uma forma relativa de Augusto, originado no latim augustus, que significa “sagrado, consagrado, venerável, elevado”.

Com Santo Atanásio Bazzekuketta, Mártir, que era um jovem da casa real da Uganda recentemente batizado.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, São Júlio, mártir, que, sendo veterano do exército imperial, no tempo da perseguição foi preso pelos oficiais de justiça e apresentado ao governador Máximo; tendo manifestado na sua presença a repulsa pelos ídolos, confessou com grande firmeza a sua fé em Cristo e foi castigado com a condenação à morte.(† c. 302)

3. Na Via Nomentana, a dezesseis milhas de Roma, São Restituto, mártir.(† c. s. IV)

4. Em Orange, na Provença, região da Gália, atualmente na França, Santo Eutrópio, bispo.(† c. 475)

5. Em Würtzburg, na Francônia, região da Germânia, hoje na Alemanha, São Bruno, bispo, que restaurou a igreja catedral, reformou o clero e explicou ao povo a Sagrada Escritura.(† 1045)

6. No mosteiro de Montsalvy, junto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França, São Gausberto, presbítero e eremita, que transformou este lugar, antes deserto e intransitável, num hospício para acolher os peregrinos.(† 1079)

7. Em Dryburne, localidade próxima de Durham, na Inglaterra, os beatos Edmundo Duke, Ricardo Hill, João Hogg e Ricardo Holiday, presbíteros e mártires, que, regressando do Colégio dos Ingleses de Reims à sua pátria, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte e enforcados por causa do sacerdócio.(† 1590)

8. Em Seul, na Coreia, as santas mártires Bárbara Kim, viúva, e Bárbara Yi, virgem de quinze anos de idade, que foram presas ao mesmo tempo e morreram de peste no cárcere.(† 1839)

9. Em Nakibuwo, localidade do Uganda, Santo Atanásio Bazzekuketta, mártir, que era um jovem da casa real recentemente batizado e, ao ser conduzido ao lugar do suplício com os outros companheiros por ter abraçado a fé em Cristo, pediu aos algozes que o matassem imediatamente e, espancado até a morte, consumou o martírio.(† 1886)

10. Em Lubawo, também no Uganda, São Gonzaga Gonza, mártir, que era um dos fâmulos reais e, quando ia preso com cadeias para a fogueira, foi trespassado pelas lanças dos algozes.(† 1886)