13ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

13º Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Am 2,6-10.13-16)

Leitura da Profecia de Amós.

6 Isto diz o Senhor: “Pelos três crimes de Israel, pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra: porque eles vendem o justo por dinheiro e o indigente, pelo preço de um par de chinelos; 7 pisam, na poeira do chão, a cabeça dos pobres, e impedem o progresso dos humildes; filho e pai vão à mesma mulher, profanando meu santo nome; 8 deitando-se junto a qualquer altar, usando roupas que foram entregues em penhor, bebem vinho à custa de pessoas multadas, na casa de Deus. 9 Entretanto, eu tinha aniquilado, diante deles, os amorreus, homens espadaúdos como cedros e robustos como carvalhos, destruindo-lhes os frutos na ramada e arrancando-lhes as raízes. 10 Fui eu que vos fiz sair da terra do Egito e vos guiei pelo deserto, durante quarenta anos, para ocupardes a terra dos amorreus. 13 Pois bem, eu vos calcarei aos pés, como calca o chão a carroça carregada de feixes; 14 o mais ágil não conseguirá fugir, o mais forte não achará força, o valente não salvará a vida; 15 o arqueiro não resistirá de pé, o corredor veloz não terá pernas para escapar, nem se salvará o cavaleiro; 16 o mais corajoso dentre os corajosos fugirá nu, naquele dia”, diz o Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 49(50),16bc-17.18-19.20-21.22-23 (R. 22a)

– Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

– Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

– “Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!

– Quando vias um ladrão, tu o seguias e te juntavas ao convívio dos adúlteros. Tua boca se abriu para a maldade e tua língua maquinava a falsidade.

– Assentado, difamavas teu irmão, e ao filho de tua mãe injuriavas. Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos.

– Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, para que eu não arrebate a vossa vida, sem que haja mais ninguém para salvar-vos! Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.

Evangelho (Mt 8,18-22)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18 Vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19 Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. 20 Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21 Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22 Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 18,16-33)

Leitura do Livro do Gênesis

De junto ao carvalho de Mambré, 16 os homens levantaram-se e partiram na direção de Sodoma. Abraão acompanhava-os para encaminhá-los. 17 E o Senhor disse consigo: “Acaso poderei ocultar a Abraão o que vou fazer? 18 Pois Abraão virá a ser uma nação grande e forte e nele serão abençoadas todas as nações da terra. 19 De fato, eu o escolhi, Para que ensine seus filhos e sua família a guardarem os caminhos do Senhor, praticando a justiça e o direito, a fim de que o Senhor cumpra em favor de Abraão tudo o que lhe prometeu”. 20 Então, o Senhor disse: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. 21 Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim”. 22 Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. 23 Então, aproximando-se, disse Abraão: “Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24 Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso irias exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25 Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?” 26 O Senhor respondeu: “Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia por causa deles a cidade inteira”. 27 Abraão prosseguiu dizendo: “Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias por causa dos cinco a cidade inteira?” O Senhor respondeu: “Não destruiria, se achasse ali quarenta e cinco justos”. 29 Insistiu ainda Abraão e disse: “E se houvesse quarenta?” Ele respondeu: “Por causa dos quarenta, não o faria”. 30 Abraão tornou a insistir: “Não se irrite o meu Senhor, se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?”. Ele respondeu: “Também não o faria, se encontrasse trinta”. 31 Tornou Abraão a insistir: “Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?” Ele respondeu: “Não a iria destruir por causa dos vinte”. 32 Abraão disse: “Que o meu Senhor não se irrite, se eu falar só mais uma vez: e se houvesse apenas dez?” Ele respondeu: “Por causa dos dez, não a destruiria”. 33 Tendo acabado de falar, o Senhor retirou-se, e Abraão voltou para a sua tenda.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 102(103),1-2.3-4.8-9.10-11 (R. 8a)

– O Senhor é indulgente, é favorável.

– O Senhor é indulgente, é favorável.

– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! 

– Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão. 

– O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. 

– Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem. 

 

Evangelho (Mt 8,18-22)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18 vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19 Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. 20 Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21 Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22 Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos – 29 de Junho

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos

Santo do Dia – 29 de Junho

São Pedro e São Paulo,

Apóstolos e Príncipes da Igreja · † s. 67

São Pedro, Príncipe dos Apóstolos

São Pedro e São Paulo

Tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu o Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Um homem simples e impulsivo.

Falou, muitas vezes, em nome dos Apóstolos e não hesitou em pedir a Jesus explicações sobre sua pregação. Foi o primeiro a responder ao Mestre: “Senhor, para quem iremos? Somente tu tens palavras de vida eterna; nós acreditamos e sabemos que és o Santo de Deus” (Jo 6,67-68).

Primeiro Papa da Igreja

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição, tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo, no Dia de Pentecostes.

Jesus Cristo o escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro Papa da Igreja: “Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus”.

Martírio de São Pedro

Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue. Foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor. Escreveu duas Epístolas e foi provavelmente a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

São Paulo, Apóstolo das Gentes

Saulo era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

De Perseguidor à Conversão

Converteu-se à fé cristã enquanto perseguia os cristãos, no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?”. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Desde então, começou a pregar o Cristianismo, viajando pelo mundo, pregando o Evangelho de Jesus Cristo e o mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Martírio de São Paulo

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos Gentios”.

Etimologia

Pedro — Do latim Petrus, derivado do grego Petros, significa “pedra”, “rochedo”. Nome dado por Jesus para significar a firmeza e solidez de sua fé.

Paulo — Do latim Paulus, significa “pequeno”, “de pequena estatura”. Saulo adotou este nome como símbolo de sua humildade e conversão.

“Senhor, pela intercessão de São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja, concedei-nos ser sempre fiéis à fé e à doutrina que o próprio Cristo nos deixou. Amém.”

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

Santa Ema — Condessa de Gurk, que viveu viúva quarenta anos e deu generosamente muitos dos seus bens aos pobres e à Igreja.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de junho:

1
São Siro Bispo. Em Gênova, na Ligúria, região da Itália, é venerado como bispo e apóstolo da região.
† c. 330
2
São Cássio Bispo. Em Nárni, na Úmbria, região da Itália. Oferecia todos os dias o sacrifício de expiação banhado em lágrimas e dava em esmolas tudo o que tinha.
† 558
3
Santa Ema Condessa. Em Gurk, na Caríntia, atualmente na Áustria. Viveu viúva quarenta anos e deu generosamente muitos dos seus bens aos pobres e à Igreja.
† c. 1045
4
Beato Raimundo Lúlio Religioso da Ordem Terceira de São Francisco e mártir. Num braço de mar frente à ilha Maiorca, região da Espanha. Homem de grande cultura que estabeleceu diálogo fraterno com os Sarracenos para anunciar o Evangelho de Cristo.
† 1316
5
Santos Paulo Wu Juan, João Baptista Wu Mantang e Paulo Wu Wanshu Mártires. No território de Xiaoluyi, junto de Shenxian, no Hebei, China. Durante a perseguição dos Yihetuan, porque se declararam cristãos, mereceram todos ao mesmo tempo a coroa do martírio.
† 1900
6
Santas Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju Mártires. Em Dujiadun, junto de Shenxian, China. Retiradas de um canavial onde se tinham escondido, morreram pelo nome cristão na perseguição dos Yihetuan.
† 1900

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Jesus mudou-lhe o nome para Pedro

Simão, pescador, filho de Jonas e irmão de André. Jesus mudou-lhe o nome para Pedro que significa pedra, pois ele seria a rocha forte sobre a qual Jesus edificaria a sua Igreja. Por isso comprovadamente ele foi o primeiro Papa da Igreja Católica Apostólica Romana.

Foi o primeiro entre os discípulos a confessar que Jesus era Cristo, Filho de Deus vivo.

Morreu crucificado de cabeça para baixo

Uma parte importante da sua vida está documentada nos Evangelhos e nos Atos do Apóstolos; sobre a sua vida em Roma existem muitas e belas narrativas passadas de geração em geração, algumas delas contadas em diferentes romances inspirados nos primeiros tempos da Igreja.

Morreu crucificado como Jesus, mas de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer de maneira igual ao mestre.

Paulo, o Apóstolo dos gentios, pregou Cristo crucificado aos Judeus e aos Pagãos.

Foi o primeiro a elaborar uma teologia cristã. Ao lado dos Evangelhos, as suas epístolas são as fontes de todo o pensamento e de toda a vida mística cristã. Isto coloca-o num lugar de destaque entre os maiores pensadores da história do cristianismo.

Grande poder de liderança e de organização

São Paulo era um homem de fortes paixões e de grande poder de liderança e de organização.

Nunca houve conversão mais ruidosa do que a sua, tão pouco houve mais sincera, pois o mais furioso perseguidor de Jesus Cristo passou, de repente, a ser um dos seus mais fervorosos apóstolos.

Ambos, na fé e no amor de Jesus Cristo, anunciaram o Evangelho na cidade de Roma e morreram mártires no tempo do imperador Nero:

– Pedro, segundo a tradição, foi crucificado de cabeça para baixo e sepultado no Vaticano, junto à Via Triunfal;

– Paulo morreu ao fio da espada e foi sepultado junto à Via Ostiense.

O triunfo dos dois Apóstolos é celebrado neste dia com igual honra e veneração em todo o orbe da terra.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

Oração – Protegei, Senhor, o vosso povo, que confia na proteção dos vossos Apóstolos Pedro e Paulo, e conservai-o com a vossa contínua defesa. Amém.

Com Santa Ema, condessa de Gurk que viveu viúva quarenta anos e deu generosamente muitos dos seus bens aos pobres e à Igreja.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

29

2. Em Gênova, na Ligúria, região da Itália, São Siro, que é venerado como bispo.(† c. 330)

3. Em Nárni, na Úmbria, também região da Itália, São Cássio, bispo, o qual, como narra o papa São Gregório Magno, oferecia todos os dias o sacrifício de expiação todo banhado em lágrimas e dava em esmolas tudo o que tinha. Finalmente, no dia dos santos Apóstolos, em que todos os anos costumava ir a Roma, quando celebrava a Missa na sua cidade e distribuía a todos o Corpo de Cristo, partiu ao encontro do Senhor.(† 558)

4. Em Gurk, na Caríntia, atualmente na Áustria, Santa Ema, uma condessa que viveu viúva quarenta anos e deu generosamente muitos dos seus bens aos pobres e à Igreja.(† c. 1045)

5. Num braço de mar, frente à ilha Maiorca, região da Espanha, o Beato Raimundo Lúlio, religioso da Ordem Terceira de São Francisco e mártir, homem de grande cultura e eminente doutrina, que estabeleceu um diálogo fraterno com os Sarracenos, para lhes anunciar o Evangelho de Cristo.(† 1316)

6. No território de Xiaoluyi, junto de Shenxian, no Hebei, província da China, os santos mártires Paulo Wu Juan e seu filho João Baptista Wu Mantang e seu sobrinho Paulo Wu Wanshu, que, durante a perseguição dos «Yihetuan», porque se declararam cristãos, mereceram todos ao mesmo tempo a coroa do martírio.(† 1900)

7. Em Dujiadun, também junto de Shenxian, as santas Maria Du Tianshi e sua filha Madalena Du Fengju, mártires, que, na mesma perseguição, retiradas de um canavial onde se tinham escondido, morreram pelo nome cristão, sendo a segunda encerrada no sepulcro ainda viva.(† 1900)

Santos Pedro e Paulo Apóstolos – Solenidade | Domingo

São Pedro e São Paulo Apóstolos | Solenidade | Domingo

Cor Litúrgica: Vermelha

Primeira Leitura (At 12,1-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos:

Naqueles dias, 1 o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2 Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3 E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. 4 Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5 Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6 Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7 Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos. 8 O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9 Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10 Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11 Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5)

– De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

– De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

– Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

– Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

– O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

Segunda Leitura (2Tm 4,6-8.17-18)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:

Caríssimo: 6 Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7 Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8 Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17 Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18 O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Mt 16,13-19)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir a minha Igreja; e as portas do inferno não irão derrotá-la.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (At 12,1-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 1 o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2 Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3 E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. 4 Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5 Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6 Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7 Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos. 8 O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9 Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10 Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11 Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5)

– De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

– De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. – Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! 

– Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. 

– Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. 

– O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! 

 

Evangelho (Mt 16,13-19)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir a minha Igreja; e as portas do inferno não irão derrotá-la.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Irineu, Bispo – 28 de Junho

Santo Irineu, Bispo

Santo do Dia – 28 de Junho

Santo Irineu,

Bispo de Lião · † c. 202

Discípulo de São Policarpo

Santo Irineu

Nascido na Ásia Menor, Santo Irineu foi discípulo de São Policarpo, que conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista. Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu partiu para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo, que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio.

Santo Irineu foi o escritor cristão mais importante do século II. A ele se deve o registro da síntese do pensamento cristão, cuja influência se nota ainda hoje em dia. Eleito Bispo de Lião, dedicou-se a combater o agnosticismo e o gnosticismo. Santo Irineu lutou com ardor para a preservação da paz e da unidade da Igreja, escrevendo ao papa e aconselhando-o a agir com sabedoria sobre as comunidades cristãs da Ásia.

Equilibrado e Cheio de Ponderação

Santo Irineu foi um homem profundamente equilibrado e ponderado em suas ações. Sua sabedoria não provinha de arrogância, mas da graça de Deus que o acompanhava desde a infância. Erudito, simples, orante e zeloso bispo, foi Santo Irineu quem escreveu contra os hereges e sobre a sucessão apostólica, deixando-nos muitos dos dados que temos hoje sobre a história da Igreja do século II. Ocupou-se com afinco da evangelização e combateu a heresia dos gnósticos e muitas outras que proliferavam nesses primeiros tempos da Igreja.

Ficava Gravado no Coração

Santo Irineu mantinha viva a memória viva dos ensinamentos apostólicos. Escrevendo a Florino, seu amigo de infância que havia se tornado agnóstico, confessava com sinceridade:

“Não te ensinaram estas doutrinas, Florino, os presbíteros que nos precederam, os que tinham sido discípulos dos apóstolos. Eu te lembro, criança como eu, na Ásia inferior, junto a Policarpo … Recordo as coisas de então melhor que as recentes, talvez, porque aquilo que aprendemos em crianças parece que nos vai acompanhando e firmando em nós segundo passam os anos. Poderia assinalar o lugar onde se sentava Policarpo para ensinar … seu modo de vida, os traços de sua fisionomia e as palavras que dirigia à multidão. Poderia reproduzir o que nos contava de seu trato com João e os demais que tinham visto o Senhor; e como repetia suas mesmas palavras … Eu ouvia tudo isto com toda a alma e não o anotava por escrito porque me ficava gravado no coração e continuo pensando-o e repensando-o, pela Graça de Deus, cada dia.”

Bispo de Lião

Ao voltar de uma missão em Roma, Santo Irineu encontrou a notícia da morte do bispo Potino, que o havia enviado para a Cidade Eterna. Por sua sabedoria e virtudes, foi então eleito para suceder no episcopado de Lião. Como bispo, conduziu sua comunidade com dedicação inabalável, guiando a Igreja através de tempos turbulentos e preservando a pureza da fé apostólica. Sua luta contra as heresias foi feroz mas sempre feita com prudência evangélica.

São Irineu, Rogai por nós!

Irineu — Significa “aquele que é pacífico”. Tem origem no nome grego Eirenaîos, derivado a partir do adjetivo eirenaîos que expressa paz e serenidade.

“Oração – Deus, nosso Pai, vós concedestes ao bispo Santo Irineu firmar a verdadeira doutrina e a paz da Igreja; pela intercessão de vosso servo, renovai em nós a fé e a caridade, Amém.”

Santo Irineu, Rogai por nós!

São Paulo I, Papa — Movido pelos seus sentimentos de bondade e grande misericórdia, visitava de noite em silêncio as celas dos enfermos e lhes prestava auxílio.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 28 de junho:

1
Virgem e Mártires em Alexandria Plutarco, Sereno, Heráclides, Herão, Heraides, Potamiena e Marcela. Discípulos de Orígenes, no tempo do imperador Setímio Severo deram testemunho de Cristo. Potamiena, virgem, travou inúmeros combates pela sua virgindade, sofreu tormentos inauditos e foi consumida pelo fogo com sua mãe.
† c. 202
2
São Paulo I, Papa Em Roma. Movido pelos seus sentimentos de bondade e grande misericórdia, visitava de noite em silêncio as celas dos enfermos e lhes prestava auxílio. Defensor da fé ortodoxa, escreveu aos imperadores para que se restabelecesse a veneração às sagradas imagens.
† 767
3
Santo Argimiro, Mártir Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha. Sendo monge já de avançada idade, foi intimado a negar a Cristo. Permanecendo firmemente na confissão da fé, foi torturado e passado ao fio da espada.
† 856
4
Santo Heimerado, Presbítero e Eremita Em Hasungen, no território de Hesse, atual Alemanha. Expulso do mosteiro e exposto ao desprezo de passantes, viveu como peregrino ao longe e ao largo por Cristo.
† 1019
5
São João Southworth, Presbítero e Mártir Em Londres, na Inglaterra. Por exercer o sacerdócio na Inglaterra, sofreu várias vezes prisão e exílio. Condenado à morte, olhando para a forca preparada, exclamou que o patíbulo era para ele como a cruz de Cristo.
† 1654
6
Santa Vicenta Gerosa, Virgem Em Lóvere, na Lombardia, região da Itália. Juntamente com Santa Bartolomeia Capitânio fundou o Instituto das Irmãs da Caridade.
† 1847
7
Santas Mártires da China Lúcia Wang Cheng, Maria Fan Kun, Maria Qi Yu e Maria Zheng Xu, em Wanglajia, Hebei, China. Educadas num orfanato, se dirigiram para a morte por decapitação, de mãos dadas e felizes como quem vai para as bodas.
† 1900
8
Santa Maria Du Zhaozhi, Mártir Em Jieshuiwang, Shenxian, Hebei, China. Mãe dum sacerdote, desistindo da fuga, regressou por não querer trair a fé de Cristo e sujeitou a cabeça serenamente ao machado dos inimigos.
† 1900
9
Beatos Severiano Baranik e Joaquim Senkivskyj Presbíteros da Ordem de São Josafat em Drohobych, Ucrânia. Em tempo de perseguição contra a fé, através do martírio se tornaram participantes da vitória de Cristo.
† 1941
10
Beata Maria Pia Mastena (Teresa Maria) Virgem, fundadora do Instituto das Irmãs da Santa Face. Em Roma.
† 1951

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Discípulo de São Policarpo

Natural da Ásia Menor, século II, época dilacerada por heresias. Foi discípulo de São Policarpo, que conheceu São João Evangelista e outras testemunhas oculares de Jesus. Equilibrado e cheio de ponderação Santo Irineu foi o escritor cristão mais importante do século II. A ele se deve o registro da síntese do pensamento cristão, cuja influência se nota ainda hoje em dia. Eleito Bispo de Lion dedicou-se a combater o agnosticismo. Santo Irineu lutou para a preservação da paz e da unidade da Igreja. Equilibrado e cheio de ponderação escreveu ao papa, aconselhando-o a agir com sabedoria sobre as comunidades cristãs da Ásia.

Ficava gravado no coração

A Florino, seu amigo de infância que se tornou agnóstico, escreveu: Não te ensinaram estas doutrinas, Florino, os presbíteros que nos precederam, os que tinham sido discípulos dos apóstolos. Eu te lembro, criança como eu, na Ásia inferior, junto a Policarpo … Recordo as coisas de então melhor que as recentes, talvez, porque aquilo que aprendemos em crianças parece que nos vai acompanhando e firmando em nós segundo passam os anos. Poderia assinalar o lugar onde se sentava Policarpo para ensinar … seu modo de vida, os traços de sua fisionomia e as palavras que dirigia à multidão. Poderia reproduzir o que nos contava de seu trato com João e os demais que tinham visto o Senhor; e como repetia suas mesmas palavras … Eu ouvia tudo isto com toda a alma e não o anotava por escrito porque me ficava gravado no coração e continuo pensando-o e repensando-o, pela Graça de Deus, cada dia. São Irineu, Rogai por nós! Oração – Deus, nosso Pai, vós concedestes ao bispo Santo Irineu firmar a verdadeira doutrina e a paz da Igreja; pela intercessão de vosso servo, renovai em nós a fé e a caridade, Amém
Irineu Significa “aquele que é pacífico”. Tem origem no nome grego Eirenaîos, derivado a partir do adjetivo eirenaîos
Com São Paulo I, Papa, que, movido pelos seus sentimentos de bondade e grande misericórdia, visitava de noite em silêncio as celas dos enfermos e lhes prestava auxílio. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 28 2. Em Alexandria, no Egito, os santos mártires Plutarco, Sereno, Heráclides catecúmeno, Herão neófito, outro Sereno, Heraides catecúmena, Potamiena e Marcela sua mãe, que foram todos discípulos de Orígenes e, no tempo do imperador Setímio Severo deram testemunho de Cristo, uns trespassados pela espada, outros lançados ao fogo. Entre eles brilha especialmente Potamiena, virgem, que teve de travar inúmeros combates pela sua virgindade, sofreu tormentos inauditos pela fé e, por fim, foi consumida pelo fogo com sua mãe.(† c. 202) 3. Em Roma, São Paulo I, papa, que, movido pelos seus sentimentos de bondade e grande misericórdia, visitava de noite em silêncio as celas dos enfermos e lhes prestava auxílio. Defensor da fé ortodoxa, escreveu aos imperadores Constantino V e Leão IV para que se restabelecesse a antiga veneração às sagradas imagens. A sua profunda devoção aos Santos levou-o a trasladar com cânticos e hinos os corpos dos mártires dos cemitérios em ruínas para igrejas e mosteiros da cidade de Roma e promoveu o seu culto.(† 767) 4. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santo Argimiro, mártir, que, sendo monge já de avançada idade, na perseguição dos Mouros, durante o reinado de Moamed II, foi intimado pelo juiz a negar a Cristo e, permanecendo firmemente na confissão da fé, foi torturado no cavalete e por fim passado ao fio da espada.(† 856) 5. Em Hasungen, no território de Hesse, na atual Alemanha, Santo Heimerado, presbítero e eremita, que, expulso do mosteiro e exposto ao desprezo e zombaria de muitos, viveu como peregrino ao longe e ao largo por Cristo.(† 1019) 6. Em Londres, na Inglaterra, São João Southworth, presbítero e mártir, que, por exercer o sacerdócio na Inglaterra, sofreu várias vezes a prisão e o exílio; finalmente, condenado à morte no tempo de Oliver Cromwell, olhando para a forca preparada na praça de Tyburn, exclamou que o patíbulo era para ele como a cruz de Cristo.(† 1654) 7. Em Lóvere, na Lombardia, região da Itália, Santa Vicenta Gerosa, virgem, que, juntamente com Santa Bartolomeia Capitânio fundou o Instituto das Irmãs da Caridade.(† 1847) 8. Em Wanglajia, localidade próxima de Dongguangxian, no Hebei, província da China, as santas mártires Lúcia Wang Cheng, Maria Fan Kun, Maria Qi Yu e Maria Zheng Xu, que, tendo sido educadas num orfanato, durante a perseguição dos sequazes «Yihetuan» se dirigiram para a morte por decapitação, de mãos dadas e felizes como quem vai para as bodas.(† 1900) 9. Em Jieshuiwang, junto da cidade de Shenxian, na mesma província da China, Santa Maria Du Zhaozhi, mártir e mãe dum sacerdote, que, desistindo da fuga, regressou por não querer trair a fé de Cristo e sujeitou a cabeça serenamente ao machado dos inimigos.(† 1900) 10. Em Drohobych, na Ucrânia, os beatos Severiano Baranik e Joaquim Senkivskyj, presbíteros da Ordem de São Josafat e mártires, que, em tempo de perseguição contra a fé, através do martírio se tornaram participantes da vitória de Cristo.(† 1941) 11. Em Roma, a Beata Maria Pia Mastena (Teresa Maria), virgem, fundadora do Instituto das Irmãs da Santa Face.(† 1951)

São Josemaria Escrivá, Presbítero, Fundador – 26 de Junho

São Josemaria Escrivá, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 26 de Junho

São Josemaría Escrivá de Balaguer,

Fundador da Opus Dei · † 1975

A Vocação

São Josemaria Escrivá - Presbítero Era nascido em Barbastro, na região de Aragão, Espanha, aos 9 de janeiro de 1902. Filho de pais cristãos exemplares, desde cedo mostrou sinais de uma vocação singular. Aos 16 anos perdeu seu pai, experiência que o aproximou ainda mais de Deus e consolidou sua determinação de servir à Igreja.

Entrou no seminário e foi ordenado sacerdote em 1923. Após alguns anos de atividade pastoral, numa tarde de 2 de outubro de 1928, em Madrid, recebeu uma graça especial do Espírito Santo. Naquele dia, contemplando um grupo de seminaristas pobres, compreendeu com clareza a sua missão: fundar uma instituição que ajudasse leigos e leigas a alcançarem a santidade através do trabalho ordinário e da vida profissional.

Assim nasceu a Opus Dei, que em latim significa “Obra de Deus”. O objetivo era revolucionário para a época: mostrar que a vida comum, o trabalho secular, poderia ser um caminho autêntico para a perfeição cristã. Não era necessário separar-se do mundo; ao contrário, era no mundo, na profissão, na família, que se devia buscar a santidade.

A Obra Consolidada

Durante décadas, Josemaría dedicou-se integralmente ao crescimento e consolidação da Opus Dei. Enfrentou incompreensões, resistências e dificuldades, mas permaneceu firme em sua convicção. A instituição expandiu-se por diversos países, atraindo sacerdotes, profissionais e pessoas de todas as condições. Seu trabalho foi reconhecido pela Igreja. O Papa João Paulo II beatificou-o em 17 de maio de 1992 e canonizou-o em 6 de outubro de 2002, considerando que havia cumprido uma missão profética para a Igreja moderna.

O Legado

São Josemaría faleceu em Roma, no dia 26 de junho de 1975, aos 73 anos. Deixou um legado permanente: uma espiritualidade que afirma que o trabalho bem realizado é oração, que a santidade é para todos, que não há profissão “mais sagrada” que outra. Seus ensinamentos continuam inspirando milhões de pessoas a encontrar Deus no meio de suas ocupações diárias. Sua mensagem central permanece vibrante: que todo cristão, na condição em que se encontre, é chamado à santidade. Não há divisão entre o sagrado e o profano quando tudo é feito com amor a Deus. São Josemaría Escrivá de Balaguer, rogai por nós! Josemaría — Nome de origem hebraica e espanhola. “Josemaría” combina “José” (aquele que Deus acrescenta) com “María” (a que ama). Significa “aquele que a Deus acrescenta através do amor de Maria”, uma devoção característica do santo.

“Oração – Senhor Jesus, através da intercessão de São Josemaría, concedei-nos a graça de santificar nosso trabalho diário e de encontrar em nossas ocupações ordinárias um caminho seguro para Vossa glória. Amém.”

São Josemaría, rogai por nós!

Papa João Paulo II — Pontífice que reconheceu a santidade de Josemaría, beatificando-o em 1992 e canonizando-o em 2002, validando sua missão profética para a Igreja contemporânea.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de junho:

1
São Josemaría Escrivá de Balaguer Sacerdote. Em Roma. Fundador da Opus Dei, promotor da santificação do trabalho ordinário e da vida profissional como caminho para a perfeição cristã.
† 1975
2
São João da Dalmatia Bispo. Na Dalmatia, atual região da Croácia. Apóstolo daquelas terras, evangelizou com zelo e consolidou a fé entre os povos.
† s. III
3
Santo Vigílio I Papa. Sepultamento em Roma. Governou a Igreja durante períodos de grande dificuldade e consolidou a disciplina eclesiástica.
† 555
4
Santo Antão de Padova Religioso. Nascido em Lisboa. Dominicano que trabalhou pela paz entre povos e pela conversão dos hereges, com especial devoção ao Santíssimo Sacramento.
† 1507
5
Beato Tiago de Biteto Dominicano. Em Biteto, na Apúlia, sul da Itália. Viveu em contemplação profunda e trabalhou pela conversão dos pecadores.
† 1308
6
Beata Margarida de Cortona Virgem penitente. Em Cortona, na Toscana, Itália. Converteu-se radicalmente e dedicou-se à vida contemplativa e caritativa.
† 1297
7
Santo Pelino Bispo e mártir. Na região de Valeria, Itália. Evangelizador que sofreu perseguição por manter a fé cristã inabalável.
† s. III
8
Santa Zilda Virgem. Em Toscana, Itália. Dedicou-se à vida religiosa com fervor e deixou exemplo de devoção mariana.
† 1133
9
Beato Ceslau Dominicano. Na Polônia. Apóstolo junto aos pobres e encarcerado que socorria com dedicação exemplar.
† 1242
10
São Beda, o Venerável Monge e doutor da Igreja. Em Jarrow, na Inglaterra. Historiador e teólogo que iluminou a Igreja com seus escritos.
† 735

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Filho de tecelão que faliu 

Nasceu em Barbastro (Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Em 1915 faliu a tecelagem do pai e ele teve de se mudar para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, recebe os primeiros impulsos para o sacerdócio e começa a se preparar, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça. Funda o Opus Dei Muda-se para Madrid, com autorização do seu Bispo, com o objetivo de se doutorar em Direito. No dia 2 de Outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes dá aulas para manter a família pois seu pai havia falecido.

Sacerdote clandestino 

A guerra civil obriga-o a refugiar-se em diversos lugares exercendo o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid e fixar-se em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, obtém o doutoramento em Direito e dirige numerosos retiros para leigos, para sacerdotes e para religiosos.

A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida

Fez parte de duas Congregações Romanas. A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior com uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a S. José e um trato habitual com os Santos Anjos da Guarda. Mons. Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho. Foi canonizado por João Paulo II em 6 de Outubro de 2002.

São Josémaria Escrivá, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que, por mediação da Santíssima Virgem Maria, concedestes inumeráveis graças a São Josemaria, fazei que eu saiba também converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de vos amar, e de servir com alegria e com simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com o resplendor da fé e do amor

Com São Paio (Pelayo), mártir, que, aos treze anos, pela fé de Cristo e por conservar a castidade contra as seduções sensuais do califa dos Mouros, ‘Abd ar-Rahman III, foi esquartejado. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 26 1. Em Roma, a comemoração dos santos João e Paulo, a quem está dedicada uma basílica no monte Célio, junto à ladeira de Scauro, numa propriedade do senador Pamáquio.(† s. IV) 2. Em Trento, na Venécia, hoje no Trentino Alto-Ádige, região da Itália, São Vigílio, bispo, que, recebendo de Santo Ambrósio de Milão as insígnias do seu mandato e uma instrução pastoral, se empenhou com grande zelo em fortalecer no seu território a obra da evangelização e erradicar todos os vestígios de idolatria; segundo a tradição, espancado por homens cruéis e bárbaros, consumou o martírio pelo nome de Cristo.(† 405) 3. Em Nola, na Campânia, também região da Itália, São Deusdado, bispo, que sucedeu a São Paulino.(† 405) 4. No território de Poitiers, na Aquitânia, atualmente na França, São Maxêncio, abade, célebre pelas suas virtudes.(† c. 515) 5. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, São David, eremita, que viveu quase oitenta anos recluso numa pequena cela fora dos muros da cidade.(† c. 540) 6. Em Valenciennes, na Austrásia, no território da hodierna França, os santos Sálvio, bispo, e um seu discípulo, que vieram do território de Auvergne para esta região e por ordem de Vinegardo, senhor do lugar, sofreram o martírio.(† s. VIII) 7. Em Córdoba, Andaluzia, Espanha, São Paio, mártir, que, aos treze anos, pela fé de Cristo e por conservar a castidade contra as seduções sensuais do califa dos Mouros, ‘Abd ar-Rahman III, foi esquartejado com tenazes de ferro por ordem deste califa e assim consumou o seu glorioso martírio.(† 925) 8. Em Gúbbio, na Úmbria, região da Itália, São Rodolfo, bispo, que se dedicou incansavelmente à pregação e distribuiu liberalmente pelos pobres tudo o que havia em sua casa.(† 1064) 9. Em Belley, na Saboia, na atual França, Santo Antelmo, bispo. Quando era monge da Grande Cartuxa, reconstruiu os edifícios destruídos por uma avalanche de neve; eleito prior, convocou um capítulo geral e, elevado à sede episcopal, empenhou-se com intrépida firmeza e incansável vigor em corrigir o comportamento dos clérigos e as atitudes dos nobres daquelas terras.(† 1177) 10. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Raimundo Petiniaud de Jourgnac, presbítero e mártir, que, sendo arcediago de Limoges, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio ficou detido em condições desumanas e, consumido pelas chagas e insetos venenosos, consumou o martírio.(† 1794) 11. Em Cambrai, na França, as beatas Madalena Fontaine, Francisca Lanel, Teresa Fantou e Joana Gérard, virgens e mártires, que eram Filhas da Caridade, quando, em ódio à Igreja, durante a Revolução Francesa, foram condenadas à morte e conduzidas ao suplício coroadas por zombaria com o Rosário.(† 1794) 12. Em Qianshenzhuang, Liushuitao, no Hebei, China, São José Ma Taishun, mártir, que, sendo médico e catequista, embora na perseguição dos sequazes da seita «Yihetuan» os outros familiares renegassem da fé, ele preferiu dar testemunho de Cristo com o seu sangue.(† 1900) 13. No território de Jalisco, nos arredores de Gualajara, no México, São José Maria Robles, presbítero e mártir, que, na perseguição contra a Igreja durante a Revolução Mexicana, morreu enforcado numa árvore.(† 1927) 14. Em Treviso, na Itália, o Beato André Jacinto Longhin, bispo, que, no tempo da guerra, socorreu com generoso vigor os prófugos e os prisioneiros e, nas condições difíceis do seu tempo, defendeu com singular solicitude os direitos dos operários, dos agricultores e de todos os desamparados da sociedade.(† 1936) 15. Na floresta de Birok, perto da cidade de Stradch, no território de L’viv, na Ucrânia, os beatos Nicolau Konrad, presbítero, e Vladimiro Pryjma, que, sob um regime hostil a Deus, na sua impávida morte deram testemunho da ressurreição de Cristo.(† 1941) 16. Em Sykhiv, localidade do mesmo território de L’viv, na Ucrânia, o Beato André Iscak, presbítero e mártir, que na mesma perseguição foi fuzilado pela fé de Cristo.(† 1941) 17. Em Beirute, no Líbano, o Beato Tiago Ghazir Haddad (Khalil Haddad), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas da Cruz no Líbano.(† 1954)

12ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

12º Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (2Rs 24,8-17)

Leitura do Segundo Livro dos Reis.

8 Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Noestã, filha de Elnatã, de Jerusalém. 9 E ele fez o mal diante do Senhor, segundo tudo o que seu pai tinha feito. 10 Naquele tempo, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, marcharam contra Jerusalém e a cidade foi sitiada. 11 Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio em pessoa atacar a cidade, enquanto seus soldados a sitiavam. 12 Então Joaquim, rei de Judá, apresentou-se ao rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus eunucos. E o rei da Babilônia os fez prisioneiros. Isto aconteceu no oitavo ano do seu reinado. 13 Nabucodonosor levou todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real, e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, havia fabricado para o templo do Senhor, conforme o Senhor havia anunciado. 14 Levou para o cativeiro Jerusalém inteira, todos os príncipes e todos os valentes do exército, num total de dez mil exilados, e todos os ferreiros e serralheiros; só deixou a população mais pobre do país. 15 Deportou Joaquim para a Babilônia, e do mesmo modo exilou de Jerusalém para a Babilônia a rainha-mãe, as mulheres do rei, seus eunucos e todos os nobres do país. 16 Todos os homens fortes, num total de sete mil, os ferreiros e os serralheiros em número de mil, todos os homens capazes de empunhar armas, foram conduzidos para o exílio pelo rei da Babilônia. 17 E, em lugar de Joaquim, ele nomeou seu tio paterno, Matanias, mudando-lhe o nome para Sedecias.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 78(79),1-2.3-5.8-9 (R. 9b)

– Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!

– Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!

– Invadiram vossa herança os infiéis, profanaram, ó Senhor, o vosso templo, Jerusalém foi reduzida a ruínas! Lançaram aos abutres como pasto os cadáveres dos vossos servidores; e às feras da floresta entregaram os corpos dos fiéis, vossos eleitos.

– Derramaram o seu sangue como água em torno das muralhas de Sião, e não houve quem lhes desse sepultura! Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos, um objeto de desprezo e zombaria para os povos e àqueles que nos cercam. Mas até quando, ó Senhor, veremos isto? Conservareis eternamente a vossa ira? Como fogo arderá a vossa cólera?

– Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo. Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados!

Evangelho (Mt 7,21-29)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21 “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23 Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. 24 Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25 Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26 Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27 Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” 28 Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29 De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 16,1-12.15-16)

Leitura do Livro do Gênesis

1 Sarai, a mulher de Abrão, não lhe dera filhos. Mas, tendo uma escrava egípcia, chamada Agar, 2 Sarai disse a Abrão: “Eis que o Senhor me fez estéril. Une-te, pois, à minha escrava, para ver se, por ela, posso ter filhos”. Abrão atendeu ao pedido de Sarai. 3 Depois de Abrão ter morado dez anos em Canaã, Sarai, sua esposa, tomou sua escrava egípcia, Agar, e deu-a como mulher ao seu marido Abrão. 4 Abrão uniu-se a Agar e ela concebeu. Percebendo-se grávida, começou a olhar com desprezo a sua senhora. 5 Sarai disse a Abrão: “Tu és responsável pela injúria que estou sofrendo. Fui eu mesma que coloquei minha escrava em teus braços: e ela, apenas ficou grávida, pôs-se a desprezar-me. O Senhor será juiz entre mim e ti”. 6 Abrão respondeu a Sarai: “Olha, a escrava é tua; faze dela o que bem estenderes”. E Sarai maltratou-a tanto que ela fugiu. 7 Um anjo do Senhor, encontrando-a junto à fonte do deserto, no caminho de Sur, disse-lhe: 8 “Agar, escrava de Sarai, de onde vens e para onde vais?” Ela respondeu: “Estou fugindo de Sarai, minha senhora”. 9 E o anjo do Senhor lhe disse: “Volta para a tua senhora e sê submissa a ela”. 10 E acrescentou: “Multiplicarei a tua descendência de tal forma, que não se poderá contar”. 11 Disse, ainda, o anjo do Senhor: “Olha, estás grávida e darás à luz um filho e o chamarás Ismael, porque o Senhor te ouviu na tua aflição. 12 Ele será indomável como um jumento selvagem, sua mão se levantará contra todos, e a mão de todos contra ele. E ele viverá separado de todos os seus irmãos”. 15 Agar deu à luz o filho de Abrão; e ele pôs o nome de Ismael ao filho que Agar lhe deu. 16 Abrão tinha oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 105(106),1-2.3-4a.4b-5 (R. 1a)

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia! Quem contará os grandes feitos do Senhor? Quem cantará todo o louvor que ele merece? 

– Felizes os que guardam seus preceitos e praticam a justiça em todo o tempo! Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, pelo amor que demonstrais ao vosso povo! 

– Visitai-me com a vossa salvação, para que eu veja o bem-estar do vosso povo, e exulte na alegria dos eleitos, e me glorie com os que são vossa herança. 

 

Evangelho (Mt 7,21-29)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21 “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23 Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. 24 Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25 Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26 Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27 Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” 28 Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29 De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Guilherme de Vercelli, padroeiro da Irpínia – 25 de Junho

São Guilherme de Vercelli, padroeiro da Irpínia

Santo do Dia – 25 de Junho

São Guilherme,

Padroeiro da Irpínia · † 1142

Adolescente decidido

São Guilherme de Vercelli Às vezes, 14 anos são suficientes para escolher a vida que se quer viver, renunciando àquela que se tem. Assim foi Guilherme, um adolescente de Vercelli, no norte da Itália.

Com 14 anos, fez uma coisa semelhante àquela que Francisco faria em Assis, mais de cem anos depois. Deixou a vida de opulenta riqueza da sua família, renunciou ao título nobiliário, vestiu uma túnica rude e partiu descalço e sozinho. Sua determinação juvenil revelava uma vocação profunda à vida espiritual e ao serviço de Deus.

Uma experiência de peregrinação

Guilherme tinha os pés torturados de tanto andar. Seu destino era Santiago de Compostela e, depois, um dia, a Terra Santa. Compostela torna-se uma etapa obrigatória de peregrinação para o homem do primeiro milênio. Por volta do ano 1099, Guilherme partiu para o Santuário espanhol: fez cinco anos de caminhada, de pão e água, de cilício, dormindo no chão, de colóquio íntimo com Deus e de ardente anúncio do Evangelho ao longo do caminho. A outra etapa de qualquer peregrinação, na época, era a Terra de Jesus. Então, Guilherme voltou para a Itália com o objetivo de partir para Jerusalém. Porém, o homem que planeja se defronta com as surpresas de Deus. O jovem encaminhou-se para o sul da Itália em busca de um navio. Mas, nas proximidades de Brindes, foi agredido por alguns ladrões. Naquele pobre peregrino nada havia para roubar; decepcionados, a agressão se transformou em violência. Guilherme foi espancado e obrigado a interromper sua viagem.

Vida Eremítica

Ao recuperar suas forças, encontrou-se com João de Matera, o futuro santo, que havia conhecido antes, que lhe disse, com decisão, que, por detrás da agressão sofrida, poderia estar oculto um sinal maior: dedicar a sua missão de apóstolo na Itália. Guilherme refletiu e se convenceu. Em 1118, volta novamente para Irpínia, aos pés do Montevergine, que o escalou até encontrar uma pequena bacia, onde se deteve. Ali, o peregrino se tornou eremita. O eremita pensava ser feito para a solidão, mas a solidão não era feita para ele: sua fama de homem de Deus se espalhou rápido como o vento gelado que penetrava nos bosques do Monte Partênio. Dezenas de pessoas chegavam ao lugar onde se encontrava a cela do monge Guilherme.

Abade de Montevergine

Assim, o eremita torna-se abade. Foram poucas as regras escritas, ditadas e mostradas com seu exemplo: penitência rigorosa, oração e prática da caridade com os pobres. Este foi o broto da sua congregação dedicada a Maria, oficialmente reconhecida em 1126. No entanto, os pés do eremita queimavam.

A Mística do Peregrino

Certo dia, o Santo peregrino confiou a um discípulo a recém-nascida Abadia de Montevergine e retomou sua estrada, indo de Irpínia a Sânio, da Lucânia à Apúlia e Sicília. Os príncipes normandos e as pessoas paupérrimas que o encontravam permaneciam fascinados. Notou-se aí uma verdadeira espiritualidade peregrina, daquele que se encontrou com Jesus através dessas experiências de viajante, recordando que todos nós somos passageiros neste mundo. A abadia de Montevergine prosperou graças às contínuas doações conspícuas. Entre os amigos reinantes, mas, sobretudo, sinceros de Guilherme, destaca-se Rogério II, um rei normando. Foi ele quem visitou, pela última vez, o peregrino, que se tornou eremita e abade, debilitado e quase sem força. Em 1142, São Guilherme entregou seu espírito em um de seus mosteiros da Irpínia, em Goleto. 800 anos depois da sua morte, em 1942, Pio XII o proclamou Padroeiro principal da Irpínia. Guilherme — Significa “aquele que deseja proteger” ou “vontade firme de protetor”. Tem origem no germânico, formado pelos elementos “wil” (vontade, desejo) e “helm” (proteção, capacete). Este nome reflete o caráter protetor e decidido do santo.

“Oração – Vosso anseio de peregrino demonstra que tudo nessa vida é passageiro, por isso, ensina-nos a viver em desapego e disposição para as coisas do alto. Mostra-nos o caminho correto para o céu e guia-nos nessa estrada desafiante da vida. Amém.”

São Guilherme, rogai por nós!

São João de Matera — Santo que encontrou Guilherme durante sua peregrinação e o guiou para sua missão de apóstolo na Itália, reconhecendo no sinal da agressão uma vocação maior.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de junho:

1
São Máximo Em Turim, na Ligúria, região da Itália. Primeiro bispo desta cidade, que chamou com linguagem paterna multidões de pagãos à fé de Cristo e com a sua doutrina celeste as conduziu ao prêmio da salvação.
† 408-423
2
São Próspero de Aquitânia Bem formado em filosofia e arte literária, após vida matrimonial íntegra e honesta, fez-se monge em Marselha. Defendeu vigorosamente a doutrina de Santo Agostinho contra os Pelagianos sobre a graça de Deus e exerceu a função de secretário do papa São Leão Magno em Roma.
† c. 463
3
São Próspero de Réggio Emília Em Réggio Emília, cidade da Emília-Romanha, região da Itália. Bispo.
† s. V/VI
4
Santa Tígrides Em Maurienne, na Saboia, França. Virgem, que neste lugar promoveu com grande fervor o culto de São João, o Precursor.
† s. VI
5
São Moloc ou Luano Em Rosemarkie, na Escócia. Bispo.
† c. 592
6
Santa Eurósia ou Orósia Em Jaca, na Hispânia Tarraconense. Virgem e mártir.
† c. 714
7
Santo Adalberto Em Egmond, na Frísia, atualmente na Holanda. Diácono e abade, que auxiliou Santo Vilibrordo na obra da evangelização.
† s. VIII in.
8
São Salomão Na Bretanha Menor, hoje na França. Mártir, que durante o tempo em que foi rei, favoreceu a instituição de sedes episcopais e protegeu os mosteiros, mas foi deposto da realeza e assassinado quando estava numa igreja.
† 874
9
São João de Espanha Na Cartuxa de Le Reposoir, na Saboia, na hodierna França. Monge, que escreveu os estatutos das monjas da Ordem Cartusiana.
† 1160
10
Beata Doroteia de Montau Em Marienwerder, na Prússia, hoje Kwidzyn, na Polônia. Depois de ficar viúva, passou o resto da sua vida como reclusa numa cela junto à igreja catedral, dedicando-se assiduamente à oração e à penitência.
† 1394
11
Beata Maria Lhuillier Em Laval, na França. Virgem e mártir, das Hospitaleiras da Misericórdia, que durante a Revolução Francesa, ardentemente fiel à Igreja nos votos religiosos, morreu decapitada.
† 1794
12
Santos Domingos Henares e Francisco Do Minh Chieu Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam. Domingos Henares, bispo da Ordem dos Pregadores, trabalhou na propagação da fé cristã durante quarenta e nove anos e Francisco Do Minh Chieu colaborou valorosamente como catequista; no tempo do imperador Minh Mang, ambos foram decapitados por amor de Cristo.
† 1838

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Fundador da Diocese de Turim

Nasceu no Piemonte, no século IV.

É considerado o fundador da Diocese de Turim, a qual foi erigida por iniciativa dos Santos Ambrósio e Eusébio de Vercelli, de quem se declarava discípulo.

Manso e benévolo

Seu grande empenho apostólico é testemunhado pelos numerosos sermões e homilias, escritos com estilo claro e persuasivo.

De caráter manso e benévolo, que sabe ser enérgico para reprovar e advertir com firmeza e às vezes com sutil ironia.

A pátria é sempre uma doce mãe

Pela aproximação do exército dos bárbaros exorta seus fiéis, amedrontados a empunhar as armas do “jejum, da oração e da misericórdia” e aos medrosos diz: “É injusto e ímpio o filho que abandona a mãe no perigo. A pátria é sempre uma doce mãe.”

Sua palavra era iluminada pelas páginas da Sagrada Escrituras

Tratando dos temas de catequese dogmática, a sua palavra era iluminada pelas páginas da Sagrada Escrituras, as quais interpretava com perfeita sabedoria.

São Máximo, rogai por nós!

Oração – São Máximo, vós que fostes um homem de fé, sabedoria, coragem e perseverança, interceda por nós junto a Deus Pai, para que nossa fé seja sempre renovada.

Com S. Guilherme de Vercelli, Monge, Fundador, +1142.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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1. Em Turim, na Ligúria, região da Itália, São Máximo, primeiro bispo desta cidade, que chamou com linguagem paterna multidões de pagãos à fé de Cristo e com a sua doutrina celeste as conduziu ao prêmio da salvação.(† 408-423)

2. Comemoração de São Próspero de Aquitânia, bem formado em filosofia e arte literária, que, depois da sua vida matrimonial íntegra e honesta, fez-se monge em Marselha, defendeu vigorosamente a doutrina de Santo Agostinho contra os Pelagianos sobre a graça de Deus e sobre o dom da perseverança e exerceu a função de secretário do papa São Leão Magno em Roma.(† c. 463)

3. Em Réggio Emília, cidade da Emília-Romanha, região da Itália, São Próspero, bispo.(† s. V/VI)

4. Em Maurienne, na Saboia, França, Santa Tígrides, virgem, que neste lugar promoveu com grande fervor o culto de São João, o Precursor.(† s. VI)

5. Em Rosemarkie, na Escócia, São Moloc ou Luano, bispo.(† c. 592)

6. Em Jaca, na Hispânia Tarraconense, Santa Eurósia ou Orósia, virgem e mártir.(† c. 714)

7. Em Egmond, na Frísia, atualmente na Holanda, Santo Adalberto, diácono e abade, que auxiliou Santo Vilibrordo na obra da evangelização.(† s. VIII in.)

8. Na Bretanha Menor, hoje na França, São Salomão, mártir, que, durante o tempo em que foi rei, favoreceu a instituição de sedes episcopais, protegeu os mosteiros e procedeu com justa equidade; mas, deposto da realeza, os adversários cegaram-no e assassinaram-no quando estava numa igreja.(† 874)

9. Em Goleto, perto de Nusco, na Campânia, Itália, São Guilherme, abade, que, procedendo da cidade de Vercelas como peregrino e abraçando a pobreza por amor de Cristo, por sugestão de São João de Matera fundou o mosteiro de Montevérgine, onde reuniu outros companheiros, que formou na sua profunda doutrina espiritual; fundou ainda outros numerosos mosteiros, masculinos e femininos, nas regiões meridionais da Itália.(† 1142)

10. Na Cartuxa de Le Reposoir, na Saboia, na hodierna França, São João de Espanha, monge, que escreveu os estatutos das monjas da Ordem Cartusiana.(† 1160)

11. Em Marienwerder, na Prússia, hoje Kwidzyn, na Polônia, a Beata Doroteia de Montau, que, depois de ficar viúva, passou o resto da sua vida como reclusa numa cela junto à igreja catedral, dedicando-se assiduamente à oração e à penitência.(† 1394)

12. Em Laval, na França, a Beata Maria Lhuillier, virgem e mártir, das Hospitaleiras da Misericórdia, que, durante a Revolução Francesa, ardentemente fiel à Igreja nos votos religiosos, morreu decapitada.(† 1794)

13. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, os santos Domingos Henares, bispo, da Ordem dos Pregadores, e Francisco Do Minh Chieu, mártires: o primeiro trabalhou na propagação da fé cristã durante quarenta e nove anos e o segundo colaborou valorosamente com ele como catequista; no tempo do imperador Minh Mang, ambos foram ao mesmo tempo decapitados por amor de Cristo.(† 1838)

Nascimento de São João Batista – 24 de Junho

Nascimento de São João Batista

São João Batista,

O Precursor do Senhor · † c. 29

Nascimento e Origens

Nascimento de São João Batista

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que, possivelmente, depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus, que descreve João usando um traje de pelo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor, com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência.

Voz do Deserto

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, tornai retas as suas veredas!” Assim, João Batista definia a si mesmo e a sua missão. Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus, a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou a sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Batismo de Jesus

Após ter batizado o Salvador, afirmou: “Agora a minha alegria é completa. Ele deve crescer e eu, ao invés, diminuir.” Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo.”

Com esta resposta, João Batista demonstrava sua profunda humildade e sua perfeita compreensão de sua missão. Não era o Salvador; era apenas aquele que preparava o caminho, que apontava para o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.

Martírio do Precursor

Grande anunciador do Reino, denunciador dos pecados e protetor da Verdade, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes. Foi decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do seu irmão, com a qual o rei vivia pecaminosamente. O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista.”

A memória do nascimento de São João Batista é celebrada pela Igreja como uma solenidade única, pois ele é, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, o único santo a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia, evidenciando sua importância singular na história da salvação.

João — Significa “Deus é gracioso” ou “Aquele a quem Deus deu graça”. Tem origem no hebraico Yohanan, que surgiu como um nome de grande importância na tradição judaica, significando a manifestação divina de misericórdia sobre o povo eleito.

“Oração – Senhor, que pela intercessão de São João Batista, o Teu precursor, eu possa também levar uma vida dedicada em fazer com que o Senhor cresça em mim e que eu diminua. Ajudai-me, Senhor, a ser um sinal da Tua Vinda, da Tua Presença e da Tua Salvação. Amém.”

São João Batista, rogai por nós!

São Rumoldo — Eremita e mártir venerado em Malinas, no Brabante, atual Bélgica. Companheiro na memória litúrgica do nascimento do Precursor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de junho:

1
Santos João e Festo, Mártires Em Roma, junto à Via Salária Antiga, no cemitério “Ad septem Columbas”, os santos João e Festo, mártires.
† data inc.
2
São Simplício Em Autun, na Gália Lionense, atualmente na França, São Simplício, que, pertencendo a uma família nobre e piedosa, viveu em perfeita castidade com sua virtuosíssima esposa e depois foi eleito para o episcopado.
† 375
3
Santos Agoardo, Agilberto e Companheiros Mártires Em Créteil, no território de Paris, também na atual França, o martírio dos santos Agoardo e Agilberto e outros muitos mártires.
† s. V/VI
4
São Rumoldo Em Malinas, no Brabante, na atual Bélgica, São Rumoldo, que é venerado como eremita e mártir.
† 775
5
São Teodolfo Em Lobbes, na Austrásia, atualmente também na Bélgica, São Teodolfo, bispo e abade.
† 776
6
São Goardo Em Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França, São Goardo, bispo e mártir, que, celebrando a Missa com o povo na igreja catedral, quando cantava “Sursum corda” (“Corações ao alto”), foi trespassado com as setas de ímpios normandos e morreu com muitos fiéis.
† 843
7
São Teodgaro Em Vestervig, na Dinamarca, São Teodgaro, presbítero, o missionário que construiu nesta região a primeira igreja de madeira.
† c. 1065
8
São José Yuan Zaide Em Sichuan, província da China, São José Yuan Zaide, presbítero e mártir, estrangulado em ódio à fé cristã.
† 1817
9
Santa Maria Guadalupe Garcia Zavala Em Guadalajara, no México, Santa Maria Guadalupe (Anastásia Guadalupe Garcia Zavala), virgem, que colaborou muito ativamente na fundação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres e se dedicou diligentemente às obras de caridade em favor dos pobres e dos enfermos.
† 1963

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Não, ele vai chamar-se João

Evangelho segundo São Lucas:

“Naquele tempo, chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho.

Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela.
Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias.

Mas a mãe interveio e disse: «Não, ele vai chamar-se João».

O seu nome é João

Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome».

Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse.

O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados.

Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus.

Quem virá a ser este menino?

Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos.

Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele.
O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.”

São João Batista, rogai por nós!

Oração – “Ó Deus, que foste glorificado pelo nascimento de São João e que por sua pregação preparastes o caminho de vosso Filho, escutai a nossa oração e fazei-nos acolher sempre a vossa Palavra.

 

Com São Rumoldo, que é venerado como eremita e mártir.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

24

2. Em Roma, junto à Via Salária Antiga, no cemitério “Ad septem Columbas”, os santos João e Festo, mártires.(† data inc.)

3. Em Autun, na Gália Lionense, atualmente na França, São Simplício, que, pertencendo a uma família nobre e piedosa, viveu em perfeita castidade com sua virtuosíssima esposa e depois foi eleito para o episcopado.(† 375)

4. Em Créteil, no território de Paris, também na atual França, o martírio dos santos Agoardo e Agilberto e outros muitos mártires.(† s. V/VI)

5. Em Malinas, no Brabante, na atual Bélgica, São Rumoldo, que é venerado como eremita e mártir.(† 775)

6. Em Lobbes, na Austrásia, atualmente também na Bélgica, São Teodolfo, bispo e abade.(† 776)

7. Em Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França, São Goardo, bispo e mártir, que, celebrando a Missa com o povo na igreja catedral, quando cantava «Sursum corda» (“Corações ao alto”) foi trespassado com as setas de ímpios normandos e morreu com muitos fiéis.(† 843)

8. Em Vestervig, na Dinamarca, São Teodgaro, presbítero, o missionário que construiu nesta região a primeira igreja de madeira.(† c. 1065)

9. Em Sichuan, província da China, São José Yuan Zaide, presbítero e mártir, estrangulado em ódio à fé cristã.(† 1817)

10. Em Guadalajara, no México, Santa Maria Guadalupe (Anastásia Guadalupe Garcia Zavala), virgem, que colaborou muito ativamente na fundação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres e se dedicou diligentemente às obras de caridade em favor dos pobres e dos enfermos.(† 1963)

São José Cafasso, Presbítero – 23 de Junho

São José Cafasso, Presbítero

Santo do Dia – 23 de Junho

São José Cafasso,

Santo da Forca · † 1860

Origens

Santo do dia - São José Cassafo José Cafasso nasceu em Castelnuovo d’Asti, Itália, em 1811, na mesma região de São João Bosco.

Era filho de agricultores, terceiro de quatro irmãos. Desde a infância sentiu forte chamado ao sacerdócio, e foi ordenado sacerdote em 1834, aos vinte e três anos. Sua vida foi marcada pelo amor extremo aos pobres, pelo zelo ardente da salvação das almas, pela pregação inflamada, pelas confissões pacientes e pela direção espiritual de muitas almas. Após servir na Igreja de São Francisco, em Turim, tornou-se reitor e formador de sacerdotes, criando o que o Papa Bento XVI chamaria de uma verdadeira “escola de vida e de santidade sacerdotal”.

Entre seus mais ilustres discípulos destacou-se nada menos que São João Bosco, a quem orientou espiritualmente, aconselhou pastoralmente e apoiou nas obras salesianas voltadas aos jovens. Mas José Cafasso não se limitou aos seminários.

Santo da Forca

Dedicou parte significativa de sua vida à evangelização dos presos e condenados à morte. Frequentava as cadeias de Turim, particularmente a prisão “Le Nuove”, acompanhando espiritualmente os condenados à execução. Recebeu o título popular de “Santo da Forca” por trazer misericórdia, consolação espiritual e reconciliação com Deus aos marginalizados e desesperados. Sua atuação transformou vidas naqueles últimos momentos.

Por esse motivo, tornou-se padroeiro dos presos, dos encarcerados e dos condenados à pena capital, exemplo vivo da compaixão cristã que vê em cada criatura a imagem de Deus.

Morte e Canonização

São José Cafasso faleceu em Turim, em 1860, aos quarenta e nove anos. Sua morte fechou um capítulo extraordinário de serviço à Igreja, mas abriu portas para o reconhecimento de sua santidade. O processo canônico iniciou-se trinta e cinco anos após sua morte, conduzido pelo Tribunal Diocesano de Turim. Foi canonizado em 1947, juntamente com São João de Brito, permanecendo até hoje como guia espiritual de quantos sofrem nas prisões ou enfrentam condenação.

José — Significa “aquele que aumenta” ou “aquele que Deus acrescenta”. Tem origem no hebraico Yosef e representa a bênção divina e o crescimento.

Cafasso — Sobrenome de origem italiana, ligado à região de Piedmont, onde a família se estabeleceu.

“Oração — Senhor, que a exemplo de São José Cafasso, eu possa também me entregar ao zelo pelos irmãos e à salvação das almas. Peço, pela sua intercessão, por todos aqueles que vivem situações de prisão física, espiritual ou psicológica. Libertai-nos, Senhor. Amém.”

São José Cafasso, rogai por nós!

Santa Ediltrudes — Abadessa, que, sendo filha de reis e ela própria rainha da Nortumbria, depois de recusar duas vezes o matrimônio, recebeu do santo bispo Vilfredo o véu religioso.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de junho:

1

São José Cafasso
Presbítero de Turim. Dedicou-se à formação espiritual de sacerdotes, à reconciliação dos presos com Deus e ao acompanhamento dos condenados à morte.

† 1860

2

Mártires de Nicomédia
Cristãos perseguidos durante a época de Diocleciano que sofreram o martírio após serem descobertos escondidos em montanhas e cavernas.

† 303

3

Santa Ediltrudes, Abadessa
Filha de reis e rainha da Nortúmbria. Recusou dois matrimônios para receber o véu religioso de São Vilfredo, tornando-se abadessa do mosteiro de Ely.

† 679

4

São Bílio, Bispo e Mártir
Segundo a tradição, foi morto durante a invasão normanda de Vannes, na Bretanha Francesa.

† c. 914

5

Beato Lanfranco, Bispo
Promotor da paz e da concórdia em Pavia. Trabalhou incansavelmente pela reconciliação entre os povos.

† 1194

6

São Valério, Presbítero
Martirizado por seu sobrinho ao corrigir sua vida moral desregrada. Sua morte testemunhou o preço do confronto com o pecado.

† 1199

7

Beata Maria de Oignies
Mística de Liège. Fundadora das Beguinas, comunidade de mulheres dedicadas à oração e serviço aos pobres.

† 1213

8

Beato Pedro Tiago de Pêsaro
Presbítero agostiniano que viveu como eremita, dedicando-se à contemplação e à oração no isolamento.

† c. 1496

9

São Tomás Garnet
Jesuíta inglês. Martirizado durante o reinado de Jaime I por sua fidelidade à fé cristã.

† 1608

10

Beata Maria Rafaela Cimátti
Religiosa. Dedicada aos pobres e enfermos com invencível humildade, caridade ardente e zelo apostólico.

† 1945

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família rica

Nasceu em Castelnuovo d’Asti, Piemonte, Itália, em 1811. Educado no seminário de Chieri sendo de uma família rica. Jovem sacerdote ainda, foi nomeado professor de teologia moral no Colégio Eclesiástico de São Francisco em Turim, o qual acolhia jovens padres de diversas dioceses.

Notável diretor espiritual

Mais tarde, foi eleito Superior do Colégio e como tal ficou até à morte. Deixou a sua marca como notável diretor espiritual e pregador. Levou uma vida de penitência, sendo destacado a sua devoção ao Santíssimo Sacramento.

Via o que se passava nas mentes na hora da confissão

Como confessor, tinha o dom de ver o que se passava na mente das pessoas, e assim conseguia regenerar os corações mais empedernidos. A partir de 1827, dirigiu João Bosco no seu apostolado com rapazes e ajudou-o a instalar-se em Turim. É considerado co-fundador dos Salesianos.

Deixou seus bens para São Cotolengo e Dom Bosco

Quando já estava bem doente, fez um testamento deixando os seus bens para José Cottolengo e para João Bosco. São João Bosco fez a oração fúnebre para uma enorme multidão em longas filas para prestar sua última homenagem a este notável santo. São João Bosco escreveu a sua vida, pois José foi seu professor, conselheiro e diretor espiritual por 20 anos. Faleceu em 23 de Junho de 1860 em Turim e foi canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII.

São José Cafasso, rogai por nós

Oração – Deus, nosso Pai, pela intercessão de São José Cafasso, ensinai-nos a amabilidade, a alegria, o bom humor, pois um semblante amável, alegre e de bem com a vida tem força divina que eleva o ânimo dos que estão abatidos e vale mais que mil conselhos e instruções. Amém.

Com Santa Ediltrudes, abadessa, que, sendo filha de reis e ela própria rainha da Nortumbria, depois de recusar duas vezes o matrimônio, recebeu do santo bispo Vilfredo o véu religioso. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 23 1. Comemoração dos numerosos mártires de Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia, que, no tempo do imperador Diocleciano, depois de estarem escondidos nos montes e cavernas, sofreram serenamente o martírio pelo nome de Cristo.(† 303) 2. No mosteiro de Ely, na Inglaterra oriental, Santa Ediltrudes, abadessa, que, sendo filha de reis e ela própria rainha da Nortumbria, depois de recusar duas vezes o matrimônio, recebeu do santo bispo Vilfredo o véu religioso no mosteiro por ela construído, no qual, com o seu exemplo e exortações, ela presidiu como mãe de muitas virgens.(† 679) 3. Em Vannes, na Bretanha Menor, atualmente na França, São Bílio, bispo e mártir, que, segundo a tradição, foi morto pelos Normandos quando saquearam a cidade.(† c. 914) 4. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, o Beato Lanfranco, bispo, homem pacífico, que sofreu muitas tribulações para promover a paz e concórdia na cidade.(† 1194) 5. Em Onhaye, no Hainaut, atualmente na Bélgica, São Valério, presbítero, que, segundo a tradição, foi morto a golpes de remo, quando atravessava o rio Mosa, por um presbítero, seu sobrinho, cuja vida viciosa censurava.(† 1199) 6. Em Oignies, também no Hainaut, em território da atual França, a Beata Maria, que, dotada de graças místicas, com o assentimento do seu esposo viveu reclusa numa cela, e depois fundou e dirigiu o instituto designado das «Beguinas».(† 1213) 7. No ermo de Valmanente, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato Pedro Tiago de Pêsaro, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho.(† c. 1496) 8. Em Londres, na Inglaterra, São Tomás Garnet, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, ordenado sacerdote no Colégio dos Ingleses de Valladolid e tendo regressado à Inglaterra, foi duas vezes encarcerado e finalmente sofreu o patíbulo de Tyburn, no reinado de Jaime I.(† 1608) 9. Em Turim, na Itália, São José Cafasso, presbítero, que se dedicou especialmente à formação espiritual e cultural dos futuros clérigos e a reconciliar com Deus os pobres detidos no cárcere e os condenados à morte.(† 1860) 10. Em Alátri, no Lácio, região da Itália, a beata Maria Rafaela (Santina Cimátti), virgem, das Irmãs da Misericórdia para os Enfermos, que teve uma vida oculta e humilde, orientando a sua atividade principalmente em favor dos enfermos e dos pobres, com afável caridade e ardente zelo.(† 1945)

São Paulino de Nola, Bispo – 22 de Junho

Santos João Fischer e Tomás More, decapitados por defenderem a sua fé

Santo do Dia – 22 de Junho

Santos João Fischer e Tomás More,

Decapitados por Defenderem a sua Fé · † 1535

Defesa da Fé e da Verdade

Santos João Fischer e Tomás More

Em 1935, Pio XI canonizou João Fischer e Tomás More no mesmo dia. Os santos são celebrados juntos: sofreram o martírio pela coragem com que defenderam a fé e são dois grandes exemplos de fidelidade a Jesus. Opondo-se ao rei Henrique VIII, na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, preferiram servir ao Rei Eterno. Defenderam os valores cristãos de indissolubilidade do matrimônio, o respeito pelo patrimônio jurídico e a liberdade da Igreja em relação ao Estado; e, assim, foram encarcerados na Torre de Londres.

São Tomás More [1478-1535]

Nascido em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478, o santo foi, desde cedo, educado na fé cristã. Logo cedo, a sua inteligência brilhante o fez ser notado e ele foi enviado à Universidade de Oxford, onde com vinte e dois anos já era doutor e professor em direito. Tomás More pensou em tornar-se religioso, era um frequentador dos franciscanos e, por um período, dos cartuxos também. Porém, sentiu que não era esse o seu caminho e trilhou a vocação matrimonial, com grande entrega, presença e devoção aos seus.

Vocação Cristã

Conhecido por uma personalidade muito simpática, pelo seu bom humor e por uma forte fé cristã, o santo tinha uma vocação específica nos meios da política, da literatura, do direito. Assumiu diversos cargos diplomáticos: foi juiz, conselheiro, secretário e, em tudo, sempre atuou em favor da defesa da fé cristã, principalmente no tempo da Reforma Protestante. Escreveu obras famosas, como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são “Utopia” e “Oração para o bom humor”. Um tempo depois, Tomás pediu demissão e um novo tempo iniciou em sua vida. Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender às suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes.

São João Fischer, Bispo de Rochester [1469-1535]

Nascido em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos quatorze anos era um aluno brilhante de inteligência extraordinária. Ingressou na famosa Universidade de Cambridge, onde recebeu o diploma de Teologia e foi ordenado sacerdote. Tornou-se confessor e capelão pessoal da condessa Margarida Beaufort, futura avó de Henrique VIII. Atuou como vice-chanceler e chanceler em obras de estudos das línguas da Bíblia, para aprofundamento nas Escrituras.

Foi eleito bispo de Rochester, com 35 anos. Distribuía esmolas com generosidade e as portas de sua casa estavam sempre abertas para os visitantes, peregrinos e necessitados. Ele levava uma vida tão austera como a de um monge. O bispo Fisher também combateu os erros da Reforma Protestante, escrevendo quatro livros, que o tornaram famoso em todo o mundo cristão.

Condenação dos Santos

Em 1535, o rei Henrique VIII desejou divorciar-se de sua legítima esposa para casar-se com a cortesã Ana Bolena. O bispo João Fisher foi o primeiro a posicionar-se contra aquele escândalo. O rei Henrique VIII conseguiu que o Parlamento inglês o declarasse chefe supremo da Igreja na Inglaterra, em substituição ao Papa da Igreja Católica, com a aprovação de todos os que desejavam conservar seus altos postos no governo.

João Fisher declarou no Parlamento que: “Querer substituir o papa de Roma pelo rei da Inglaterra, como chefe de nossa religião, é como gritar um ‘morra’ à Igreja Católica”, e isso seria um erro absurdo. Ainda estava preso quando foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. Ao ser informado, o rei exclamou: “Enviaram-lhe o chapéu de cardeal, porém não poderá colocá-lo, porque eu lhe mandarei cortar a cabeça”. E assim o fez.

Da mesma forma, São Tomás Moro deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real, por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”.

O Papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos. O chanceler Tomás Moro e o bispo católico João Fisher eram as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás.

Fidelidade a Cristo

João Fischer e Tomás More — Nomes que significam fortaleza e verdade, estes dois santos exemplificam a coragem de defender a fé cristã diante de todas as adversidades. Suas vidas demonstram que a fidelidade a Deus está acima de qualquer poder terreno, e que a verdade e a justiça devem prevalecer sempre.

“Oração – Senhor, estes dois servos não tiveram medo ou receio em servir a Verdade. Conceda-me também a grande graça de defender a fé cristã em qualquer circunstância e de ser-lhe fiel até o fim. Amém.”

Santos João Fischer e Tomás More, rogai por nós!

Beato Tomás Corsíni — Religioso da Ordem dos Servos de Maria, que dedicou sua vida à contemplação e à intercessão pelas almas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de junho:

1
Santos João Fischer e Tomás More Mártires. Na Torre de Londres, na Inglaterra. Decapitados por ordem do rei Henrique VIII por se oporem ao seu segundo matrimônio e defenderem o primado do Papa.
† 1535
2
São Flávio Clemente Mártir. Em Roma. Cônsul romano que por ordem do imperador Domiciano foi condenado à morte pela fé de Cristo.
† 96
3
Santo Albano Mártir. Em Verulam, na Bretanha, atual Inglaterra. Ainda não batizado, entregou-se em lugar de um clérigo, trocando com ele as vestes, e foi decapitado pela fé cristã.
† c. 287
4
Santos Júlio e Aarão Mártires. Em Caerleon, na Bretanha Menor, atual França. Sofreram martírio durante a perseguição do imperador Diocleciano.
† s. IV
5
Santo Eusébio, Bispo de Samosata Bispo. Em Doliche, na Síria, atual Turquia. Disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé, e morreu mártir com a cabeça partida com uma telha.
† 379
6
São Nicetas, Bispo de Remesiana Bispo. Na Dácia, atual Bela Palanka, Sérvia. Pregador do Evangelho aos bárbaros, transformou-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz.
† c. 414
7
Beato Inocêncio V Papa. No palácio pontifício de Latrão, Roma. Membro da Ordem dos Pregadores, ensinou teologia em Paris e orientou o Concílio para a unidade entre Latinos e Gregos.
† 1276
8
Santo Paulino de Nola Sacerdote. Converteu-se à vida ascética e dedicou-se à caridade extrema, louvor e ensinamento da fé cristã entre pobres e necessitados.
† 431

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família Senatorial e rica

Nasceu de rica família Senatorial, em Bordéus (França) no ano de 355.

Desde jovem seguiu a carreira política e exerceu importantes cargos públicos. Contraiu matrimônio e teve um filho.

Com desejos de vida austera, recebeu o Batismo em 389, vendeu seu imenso patrimônio e abraçou a vida monástica, indo estabelecer-se em Nola (Itália) onde fundou uma pequena comunidade de ascetas, junto com sua esposa, que aderiu à continência do marido.

Mais tarde, foi sagrado Bispo desta cidade onde ficou por 22 anos.

Poeta de linguagem elegante

Empenhou-se generosamente em ajudar os peregrinos e aliviar todas as necessidades do seu tempo. Compôs uma coleção de poemas, notáveis pela elegância do seu estilo.

Os santos João Fisher, Bispo, e Tomás Moro, mártires, que, por se terem oposto ao rei Henrique VIII na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, foram encarcerados na Torre de Londres, na Inglaterra.

João Fisher, Bispo de Rochester, homem ilustríssimo pela sua erudição e dignidade de vida, foi degolado neste dia diante do cárcere por ordem do próprio rei.

Tomás Moro, pai de família digníssimo e presidente do conselho real, por causa da sua perseverança na fidelidade à Igreja católica, no dia sete de Julho foi associado ao martírio do venerável pontífice.

Santos Paulino de Nola, João Fisher e Tomas Moro, rogai por nós!

Oração – Que a obediência, o zelo pastora e o martírio estejam sempre presentes em nossos coração para o bem da Igreja. Amém.

Paulino: Significa “de Paulo”, “pertencente aquele que é pequeno”, “na natureza do baixo”. É um nome originado no latim Paulinus, e quer dizer “de Paulo,

Com Santo Eusébio, Bispo de Samosata, que, no tempo do imperador ariano Constâncio, disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé católica.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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Os santos João Fisher, bispo, e Tomás Moro, mártires, que, por se terem oposto ao rei Henrique VIII na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, foram encarcerados na Torre de Londres, na Inglaterra. João Fisher, bispo de Rochester, homem ilustríssimo pela sua erudição e dignidade de vida, foi degolado neste dia diante do cárcere por ordem do próprio rei. Tomás Moro, pai de família digníssimo e presidente do conselho real, por causa da sua perseverança na fidelidade à Igreja católica, no dia sete de Julho foi associado ao martírio do venerável pontífice.(† 1535)

3. Em Roma, a comemoração de São Flávio Clemente, mártir, que, por ordem do imperador Domiciano, com o qual exercera o consulado, acusado de renegar do nome dos deuses, foi condenado à morte pela fé de Cristo.(† 96)

4. Em Verulam, na Bretanha, território da atual Inglaterra, Santo Albano, mártir, que, segundo a tradição, ainda não batizado se entregou em lugar de um clérigo que tinha recolhido em sua casa e do qual recebera os ensinamentos da fé cristã, trocando com ele as vestes. Por isso, foi flagelado, atrozmente atormentado e finalmente decapitado.(† c. 287)

5. Em Caerleon, na Bretanha Menor, região da atual França, os santos Júlio e Aarão, mártires, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sofreram o martírio depois de Santo Albano. No mesmo tempo e no mesmo lugar, muitos outros cristãos, torturados com diversos suplícios e crudelissimamente flagelados, superaram o combate e alcançaram as alegrias da cidade eterna.(† s. IV in.)

6. Em Doliche, na Síria, atualmente na Turquia, Santo Eusébio, bispo de Samosata, que, no tempo do imperador ariano Constâncio, disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé católica; posteriormente, no tempo do imperador Valente, foi desterrado para a Trácia; mas, restabelecida a paz da Igreja, regressou do exílio no tempo do império de Teodósio; finalmente, ao visitar novamente as Igrejas, morreu mártir com a cabeça partida com uma telha atirada contra ele por uma mulher ariana.(† 379)

7. Comemoração de São Nicetas, bispo de Remesiana, na Dácia, hoje Bela Palanka, na Sérvia, que São Paulino de Nola louva com um eloquente poema, por ter anunciado o Evangelho aos bárbaros, transformando-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz, e por ter conseguido que gente inculta e habituada ao latrocínio aprendesse a cantar os louvores de Cristo com um coração romano.(† c. 414)

8. Em Roma, no palácio pontifício de Latrão, o Beato Inocêncio V, papa, que depois de ter tomado o hábito da Ordem dos Pregadores e ensinado a sagrada teologia em Paris, aceitou com relutância a sede episcopal de Lião e orientou, juntamente com São Boaventura, o Concílio Ecumênico para a unidade entre os Latinos e os Gregos separados; finalmente, eleito para a cátedra de Pedro, pouco tempo exerceu a função de Pontífice, porque a morte só lhe permitiu ser quase apenas mostrado, mais do que dado à Igreja de Roma.(† 1276)