São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus – 26 de Julho

São Joaquim e Sant'Ana, avós de Jesus

Santo do Dia – 26 de Julho

São Joaquim e Sant’Ana,

Avós de Jesus · † s. I

Origens

São Joaquim e Sant'Ana - Avós de Jesus Não há nenhuma referência na Bíblia e notícias certas sobre Joaquim e Ana, pais de Maria (as informações existentes foram tiradas dos textos apócrifos, como o Protoevangelho de Tiago e o Evangelho do pseudo-Mateus, além da tradição).

Sabe-se que ambos moravam em Jerusalém. Quando se casaram, Joaquim e Ana não tiveram filhos durante vinte anos. Naquela época, para os judeus, não ter descendentes era sinal da falta de bênção de Deus.

Certo dia, ao levar suas ofertas ao Templo, Joaquim foi repreendido por um homem pelo fato de não ter filhos. Por essa razão, ele não tinha o direito de apresentar as ofertas.

o anúncio

Joaquim ficou transtornado com as palavras do homem e decidiu retirar-se para o deserto. Durante quarenta dias e quarenta noites, ele suplicou a Deus, entre lágrimas e jejuns, que lhe desse descendentes. Ana também passou dias em oração, pedindo a Deus a graça da maternidade. Deus ouviu as preces; e um anjo apareceu a eles, separadamente, avisando que iriam se tornar pais. Assim que Maria completou 3 anos, foi levada ao Templo para ser consagrada ao seu serviço, conforme Ana e Joaquim haviam prometido em suas orações. A criança foi criada na casa situada perto da piscina de Betzaeda. Ali, no século XII, os Cruzados construíram uma igreja, que ainda existe, dedicada a Ana.

culto aos avós de jesus

A princípio, apenas Santa Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Porém, em 1969, após o Concílio Vaticano II, os pais de Maria passaram a ser celebrados em uma única data, 26 de julho. São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós! Joaquim — Do hebraico Yehoyaqim, significa “Deus estabelecerá” ou “aquele que Javé ergueu”. Ana — Do hebraico Hannah, significa “graça” ou “aquela que tem graça de Deus”.

“Oração – São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus, exemplos de perseverança na fé e na criação da mãe do Salvador, interceda a Jesus por todos os avós neste dia. Amém.”

São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!

Beato Tito Brandsma — Presbítero da Ordem dos Carmelitas, morto no campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Alemanha.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de julho:

1
São Joaquim e Sant’Ana Pais da Bem-aventurada Virgem Maria e avós de Jesus Cristo, venerados pela tradição da Igreja em Jerusalém.
† s. I
2
Santo Erasto Comemoração daquele que se tornou auxiliar no ministério do Apóstolo São Paulo.
† s. I
3
São Simeão Monge e eremita. No mosteiro de São Bento Pó, próximo de Mântua, na Itália.
† 1016
4
Santo Austindo Bispo. Em Auch, na Aquitânia, atualmente na França, a quem se deve a construção da catedral, a reforma dos costumes do povo e a edificação da casa de Deus.
† 1068
5
Beatos Evangelista e Peregrino Presbíteros. Em Verona, hoje no Véneto, região da Itália.
† s. XII-XIII
6
Beato Hugo de Áctis Monge da Congregação dos Silvestrinos da Ordem de São Bento. Em Sassoferrato, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† 1250
7
Beata Camila Gentíli Mártir. Em San Severino, também na região das Marcas, assassinada pelo seu ímpio esposo.
† s. XIV/XV
8
Beato João Ingram Presbítero e mártir. Em Gateshead, próximo de Newcastle-on-Tyne, na Inglaterra.
† 1594
9
Beato Jorge Swallowell Mártir. Em Darlington, também na Inglaterra, condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica.
† 1594
10
Beatos Eduardo Thwing e Roberto Nutter Da Ordem dos Pregadores, presbíteros e mártires. Em Lencastre, também na Inglaterra.
† 1600
11
Beato Guilherme Webster Presbítero e mártir. Em Londres, também na Inglaterra.
† 1641
12
Beato André Mártir. Em Phu Yen, no Anam, hoje no Vietnã.
† 1644
13
Beatos Marcelo Gauchério Labigne de Regnefort e Pedro José Le Groing de La Romagère Da Sociedade das Missões, presbíteros e mártires. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort.
† 1794
14
Beatas Maria Margarida Bonnet (Santo Agostinho) e quatro companheiras Virgens da Ordem de Santa Úrsula. Em Orange, também na França.
† 1794
15
Santa Bartolomeia Capitânio Que, juntamente com Santa Vicenta Gerosa, fundou o Instituto da Caridade de Maria Menina. Em Lóvere, na Lombardia, região da Itália.
† 1833
16
Beatos Vicente Pinilla e Manuel Martin Sierra Da Ordem dos Agostinhos Recoletos, presbíteros e mártires. Em Motril, próximo de Granada, no litoral da Espanha.
† 1936
17
Beato Mariano de São José Mártir. Em Villanueva del Arzobispo, também na Espanha.
† 1936
18
Beatas Reginalda Picas Planas e Rosa Jutglar Gallart Virgens da Congregação das Irmãs Dominicanas da Anunciata e mártires. Em Castellgali, também na Espanha.
† 1936
19
Beato Tito Brandsma Presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Alemanha.
† 1942
20
Beata Maria Pierina de Micheli (Josefina Maria de Micheli) Virgem do Instituto das Filhas da Imaculada Conceição de Buenos Aires. Em Centonara D’Artò, localidade da província de Novara, na Itália.
† 1945
21
São Jorge Preca Presbítero, que fundou a Sociedade da Doutrina Cristã. Em La Valetta, na ilha de Malta.
† 1962

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Tiago nasceu na Galileia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era irmão de João Evangelista, ambos pescadores. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, juntamente com Pedro e André.

Pescador de homens

A vida de Tiago muda quando aceita o convite de Jesus para ser “pescador de homens”, como narra o Evangelho de São Mateus: “Jesus viu dois irmãos, Tiago de Zebedeu e João, seu irmão, que, junto com o pai, ajeitavam as redes no barco. Eles, imediatamente, deixaram o barco e seu pai, e o seguiram”.

É chamado de “maior” por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como “menor”.

Testemunha de milagres 

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor. Por isso testemunhou vários milagres e  acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, a ressurreição da filha de Jairo e a agonia de Jesus no Horto do Getsêmani.

Páscoa 

Depois da ressurreição de Cristo, Tiago foi para a Espanha para evangelizar. Mais tarde, voltou a Jerusalém, local onde foi preso e morto durante a festa da Páscoa no ano 42.

A sua morte está descrita nos Atos dos Apóstolos: “Naquele tempo, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja. Mandou matar, com a espada, Tiago, irmão de João”. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a morrer pela fé em Jesus Cristo. Seu corpo foi trasladado para a Espanha.

Campo da estrela

Segundo a tradição, no ano 831, o sepulcro de São Tiago foi encontrado nas proximidades do monte Liberon, na cidade espanhola de Iria. O bispo da cidade viu uma estrela brilhante iluminando um campo, e ali foi descoberto um sepulcro, com as escrita: “Aqui jaz Jacobus, filho de Zebedeu e de Salomé”.

O lugar foi chamado de Campus stellae (“campo da estrela”), nome que deu origem à cidade de Santiago de Compostela. Em 1075, teve início a construção da Basílica dedicada São Tiago. Desde a Idade Média, o Santuário é local de peregrinações.

Minha oração

“São Tiago Maior, primeiro apóstolo a morrer pelo amor em Cristo, dai-nos a fé necessária para sermos tão íntimos do Senhor como tu fostes. Amém.”

São Tiago Maior, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 25 julho:

  • Em Lícia, na atual Turquia, São Cristóvão, mártir. († data inc.)
  • Em Barcelona, na Hispânia Tarraconense, São Cucufate, mártir. († s. IV)
  • Em Cesareia, na Palestina, os santos ValentinaTeia e Paulo, mártires na perseguição do imperador Maximiano. († 308)
  • Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, o passamento de Santa Olimpíades, viúva. († 408)
  • Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, na atual Alemanha, São Magnerico, bispo, que foi discípulo de São Nicécio. († c. 596)
  • Também em Tréveris, os santos Beato e Banto, presbíteros, que levaram vida eremítica no tempo de São Magnerico. († s. VI-VII)
  • Em Metz, na Gália Bélgica, atualmente na França, Santa Glodesinda, abadessa. († s. VI)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Teodemiro, monge de Carmona e mártir ainda jovem durante a perseguição dos Mouros. († 851)
  • Em Angers, na França, o Beato João Soreth, presbítero da Ordem dos Carmelitas. († 1471)
  • Em Camerino, no Piceno, região da Itália, o Beato Pedro Corradini de Molliano, presbítero da Ordem dos Menores. († 1490)
  • Em Salsete, na Índia, os beatos mártires Rodolfo AcquavivaAfonso PachecoPedro BernaAntónio Francisco, presbíteros, e Francisco Aranha, religioso, todos da Companhia de Jesus. († 1583)
  • Em Bobino, na Apúlia, região da Itália, o Beato António Lúcci, bispo, da Ordem dos Frades Menores Conventuais. († 1752)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Miguel Luís Brulard, presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. († 1794)
  • Em Madrid, na Espanha, Santa Maria do Carmo Sallés y Barangueras, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição. († 1911)
  • Em Vera Cruz, no México, o Beato Ângelo Dario Acosta Zurita, presbítero de Veracruz (México) e mártir. († 1931)
  • Em Urda, próximo de Toledo, na Espanha, os beatos mártires Pedro do Coração de Jesus (Pedro Largo Redondo), presbítero e Bento de Nossa Senhora de Villar (Bento Solano Ruiz), religiosos da Congregação da Paixão. († 1936)
  • Em Talavera de la Reina, também na Espanha, os beatos mártires Frederico (Carlos Frederico Rúbio Álvarez), presbítero, Primo Martínez de San Vicente CastilloJerónimo Ochoa Urdangarin e João da Cruz (Elói Francisco Delgado Pastor), religiosos, todos da Ordem Hospitalar de São João de Deus. († 1936)
  • Em Monzon, localidade próxima de Huesca, também na Espanha, o Beato Dionísio Pamplona Polo, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias e mártir. († 1936)
  • Em Motril , na Espanha, os beatos Deográcias PaláciosLeão InchaustiJosé RadaJulião Moreno, presbíteros, e José Díez Rodríguez, religioso, todos da Ordem dos Agostinhos Recoletos. († 1936)
  • Em Algodor, também na Espanha, os beatos José Luís Palácio Muñiz António Varona Ortega, presbíteros; Higínio Roldán Irribérri João Crespo Calleja, religiosos, todos da Ordem dos Pregadores e mártires. († 1936)
  • Em Montcada, também na Espanha, os beatos mártires Gabriel da Anunciação (Jaime Balcells Grau) e Eduardo do Menino Jesus (Ricardo Farré Masip), presbíteros da Ordem dos Carmelitas Descalços, e companheiros. († 1936)
  • Em Madrid, também na Espanha, o Beato José López Tascón, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1936)
  • No campo de concentração de Dzialdowo, na Polónia, a beata Maria Teresa Kowalska, virgem das Clarissas Capuchinhas e mártir. († 1941)

17º Domingo do Tempo Comum | Domingo

17º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Rs 3,5.7-12)

Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, 5 Em Gabaon o Senhor apareceu a Salomão, em sonho, durante a noite, e lhe disse: “Pede o que desejas, e eu te darei”. 7 E Salomão disse: “Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. 8 Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. 9 Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?” 10 Esta oração de Salomão agradou ao Senhor. 11 E Deus disse a Salomão: “Já que pediste esses dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, 12 vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de ti”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119),57.72.76-77.127-128.129-130 (R. 97a)

– Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

– Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

– É esta a parte que escolhi por minha herança: observar vossas palavras, ó Senhor! A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

– Vosso amor seja um consolo para mim, conforme a vosso servo prometestes. Venha a mim o vosso amor e viverei, porque tenho em vossa lei o meu prazer!

– Por isso amo os mandamentos que nos destes, mais que o ouro, muito mais que o ouro fino! Por isso eu sigo bem direito as vossas leis, detesto todos os caminhos da mentira.

– Maravilhosos são os vossos testemunhos, eis por que meu coração os observa! Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, ela dá sabedoria aos pequeninos.

Segunda Leitura (Rm 8,28-30)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 28 Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29 Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30 E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Evangelho (Mt 13,44-52)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra: os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44 “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45 O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47 O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48 Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49 Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50 e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52 Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo o mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 18,20-32)

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, 20 O Senhor disse a Abraão: “O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. 21 Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim”. 22 Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. 23 Então, aproximando-se, disse Abraão: “Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24 Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso iríeis exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25 Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?” 26 O Senhor respondeu: “Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia por causa deles a cidade inteira”. 27 Abraão prosseguiu dizendo: “Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias por causa dos cinco a cidade inteira?” O Senhor respondeu: “Não destruiria, se achasse ali quarenta e cinco justos”. 29 Insistiu ainda Abraão e disse: “E se houvesse quarenta?” Ele respondeu: “Por causa dos quarenta, não o faria”. 30 Abraão tornou a insistir: “Não se irrite o meu Senhor, se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?”. Ele respondeu: “Também não o faria, se encontrasse trinta”. 31 Tornou Abraão a insistir: “Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?” Ele respondeu: “Não a iria destruir por causa dos vinte”. 32 Abraão disse: “Que o meu Senhor não se irrite, se eu falar só mais uma vez: e se houvesse apenas dez?” Ele respondeu: “Por causa dos dez, não a destruiria”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 137(138),1-2a.2bc-3.6-7ab.7c-8 (R. 3a)

– Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

– Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

– Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me. 

– Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma. 

– Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres, e de longe reconhece os orgulhosos. Se no meio da desgraça eu caminhar, vós me fazeis tornar à vida novamente; quando os meus perseguidores me atacarem e com ira investirem contra mim, estendereis o vosso braço em meu auxílio. e havereis de me salvar com vossa destra. 

– Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos!

Evangelho (Lc 11,1-13)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Recebestes o Espírito de adoção; é por ele que clamamos: Abá, Pai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

1 Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2 Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3 Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação'”. 5 E Jesus acrescentou: “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7 e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Tiago Maior, primeiro apóstolo mártir – 25 de Julho

São Tiago Maior, primeiro apóstolo mártir

Santo do Dia – 25 de Julho

São Tiago Maior,

Primeiro Apóstolo Mártir · † 42

Origens

São Tiago Maior - Primeiro Apóstolo

Tiago nasceu na Galileia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era irmão de João Evangelista, ambos pescadores. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, juntamente com Pedro e André.

Pescador de Homens

A vida de Tiago muda quando aceita o convite de Jesus para ser “pescador de homens”, como narra o Evangelho de São Mateus: “Jesus viu dois irmãos, Tiago de Zebedeu e João, seu irmão, que, junto com o pai, ajeitavam as redes no barco. Eles, imediatamente, deixaram o barco e seu pai, e o seguiram”. É chamado de “maior” por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como “menor”.

Testemunha de Milagres

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor. Por isso testemunhou vários milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, a ressurreição da filha de Jairo e a agonia de Jesus no Horto do Getsêmani.

A Morte

Depois da ressurreição de Cristo, Tiago foi para a Espanha para evangelizar. Mais tarde, voltou a Jerusalém, local onde foi preso e morto durante a festa da Páscoa no ano 42. A sua morte está descrita nos Atos dos Apóstolos: “Naquele tempo, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja. Mandou matar, com a espada, Tiago, irmão de João”. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a morrer pela fé em Jesus Cristo. Seu corpo foi trasladado para a Espanha.

Campo da Estrela

Segundo a tradição, no ano 831, o sepulcro de São Tiago foi encontrado nas proximidades do monte Liberon, na cidade espanhola de Iria. O bispo da cidade viu uma estrela brilhante iluminando um campo, e ali foi descoberto um sepulcro, com a escrita: “Aqui jaz Jacobus, filho de Zebedeu e de Salomé”. O lugar foi chamado de Campus stellae (“campo da estrela”), nome que deu origem à cidade de Santiago de Compostela. Em 1075, teve início a construção da Basílica dedicada a São Tiago. Desde a Idade Média, o Santuário é local de peregrinações.

São Tiago Maior, rogai por nós! Tiago — Forma portuguesa de Jacó (do hebraico Ya’aqov), nome que significa “aquele que segura o calcanhar” ou “suplantador”. É chamado de “Maior” para diferenciá-lo do apóstolo homônimo Tiago, filho de Alfeu, conhecido como “o Menor”.

“Oração – São Tiago Maior, primeiro apóstolo a morrer pelo amor em Cristo, dai-nos a fé necessária para sermos tão íntimos do Senhor como tu fostes. Amém.”

São Tiago Maior, rogai por nós!

São Cristóvão — Mártir na Lícia, atual Turquia, cuja devoção popular o consagrou como protetor dos viajantes.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de julho:

1
São Tiago Maior Apóstolo e mártir. Filho de Zebedeu e Salomé, irmão de João Evangelista, foi preso e morto à espada em Jerusalém por ordem do rei Herodes, tornando-se o primeiro apóstolo a morrer pela fé.
† 42
2
São Cristóvão Mártir. Em Lícia, na atual Turquia.
† data inc.
3
São Cucufate Mártir. Em Barcelona, na Espanha Tarraconense.
† s. IV
4
Santos Valentina, Teia e Paulo Mártires. Em Cesareia, na Palestina, na perseguição do imperador Maximiano.
† 308
5
Santa Olimpíades Viúva. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.
† 408
6
São Magnerico Bispo. Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, na atual Alemanha. Foi discípulo de São Nicécio.
† c. 596
7
Santos Beato e Banto Presbíteros. Também em Tréveris. Levaram vida eremítica no tempo de São Magnerico.
† s. VI-VII
8
Santa Glodesinda Abadessa. Em Metz, na Gália Bélgica, atualmente na França.
† s. VI
9
São Teodemiro Monge de Carmona e mártir ainda jovem. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, durante a perseguição dos Mouros.
† 851
10
Beato João Soreth Presbítero da Ordem dos Carmelitas. Em Angers, na França.
† 1471
11
Beato Pedro Corradini de Molliano Presbítero da Ordem dos Menores. Em Camerino, no Piceno, região da Itália.
† 1490
12
Beatos Rodolfo Acquaviva, Afonso Pacheco, Pedro Berna, António Francisco e Francisco Aranha Mártires da Companhia de Jesus. Em Salsete, na Índia.
† 1583
13
Beato António Lúcci Bispo da Ordem dos Frades Menores Conventuais. Em Bobino, na Apúlia, região da Itália.
† 1752
14
Beato Miguel Luís Brulard Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
15
Santa Maria do Carmo Sallés y Barangueras Virgem. Em Madrid, na Espanha. Fundou a Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição.
† 1911
16
Beato Ângelo Dario Acosta Zurita Presbítero e mártir. Em Vera Cruz, no México.
† 1931
17
Beatos Pedro do Coração de Jesus e Bento de Nossa Senhora de Villar Religiosos da Congregação da Paixão e mártires. Em Urda, próximo de Toledo, na Espanha.
† 1936
18
Beatos Frederico, Primo Martínez de San Vicente Castillo, Jerónimo Ochoa Urdangarin e João da Cruz Religiosos da Ordem Hospitalar de São João de Deus e mártires. Em Talavera de la Reina, na Espanha.
† 1936
19
Beato Dionísio Pamplona Polo Presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias e mártir. Em Monzon, próximo de Huesca, na Espanha.
† 1936
20
Beatos Deográcias Palácios, Leão Inchausti, José Rada, Julião Moreno e José Díez Rodríguez Religiosos da Ordem dos Agostinhos Recoletos e mártires. Em Motril, na Espanha.
† 1936
21
Beatos José Luís Palácio Muñiz, António Varona Ortega, Higínio Roldán Irribérri e João Crespo Calleja Religiosos da Ordem dos Pregadores e mártires. Em Algodor, na Espanha.
† 1936
22
Beatos Gabriel da Anunciação e Eduardo do Menino Jesus Presbíteros da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártires. Em Montcada, na Espanha.
† 1936
23
Beato José López Tascón Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
24
Beata Maria Teresa Kowalska Virgem das Clarissas Capuchinhas e mártir. No campo de concentração de Dzialdowo, na Polônia.
† 1941

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Tiago nasceu na Galileia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era irmão de João Evangelista, ambos pescadores. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, juntamente com Pedro e André.

Pescador de homens

A vida de Tiago muda quando aceita o convite de Jesus para ser “pescador de homens”, como narra o Evangelho de São Mateus: “Jesus viu dois irmãos, Tiago de Zebedeu e João, seu irmão, que, junto com o pai, ajeitavam as redes no barco. Eles, imediatamente, deixaram o barco e seu pai, e o seguiram”.

É chamado de “maior” por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como “menor”.

Testemunha de milagres 

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor. Por isso testemunhou vários milagres e  acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, a ressurreição da filha de Jairo e a agonia de Jesus no Horto do Getsêmani.

Páscoa 

Depois da ressurreição de Cristo, Tiago foi para a Espanha para evangelizar. Mais tarde, voltou a Jerusalém, local onde foi preso e morto durante a festa da Páscoa no ano 42.

A sua morte está descrita nos Atos dos Apóstolos: “Naquele tempo, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja. Mandou matar, com a espada, Tiago, irmão de João”. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a morrer pela fé em Jesus Cristo. Seu corpo foi trasladado para a Espanha.

Campo da estrela

Segundo a tradição, no ano 831, o sepulcro de São Tiago foi encontrado nas proximidades do monte Liberon, na cidade espanhola de Iria. O bispo da cidade viu uma estrela brilhante iluminando um campo, e ali foi descoberto um sepulcro, com as escrita: “Aqui jaz Jacobus, filho de Zebedeu e de Salomé”.

O lugar foi chamado de Campus stellae (“campo da estrela”), nome que deu origem à cidade de Santiago de Compostela. Em 1075, teve início a construção da Basílica dedicada São Tiago. Desde a Idade Média, o Santuário é local de peregrinações.

Minha oração

“São Tiago Maior, primeiro apóstolo a morrer pelo amor em Cristo, dai-nos a fé necessária para sermos tão íntimos do Senhor como tu fostes. Amém.”

São Tiago Maior, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 25 julho:

  • Em Lícia, na atual Turquia, São Cristóvão, mártir. († data inc.)
  • Em Barcelona, na Espanha Tarraconense, São Cucufate, mártir. († s. IV)
  • Em Cesareia, na Palestina, os santos ValentinaTeia e Paulo, mártires na perseguição do imperador Maximiano. († 308)
  • Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, o passamento de Santa Olimpíades, viúva. († 408)
  • Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, na atual Alemanha, São Magnerico, bispo, que foi discípulo de São Nicécio. († c. 596)
  • Também em Tréveris, os santos Beato e Banto, presbíteros, que levaram vida eremítica no tempo de São Magnerico. († s. VI-VII)
  • Em Metz, na Gália Bélgica, atualmente na França, Santa Glodesinda, abadessa. († s. VI)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Teodemiro, monge de Carmona e mártir ainda jovem durante a perseguição dos Mouros. († 851)
  • Em Angers, na França, o Beato João Soreth, presbítero da Ordem dos Carmelitas. († 1471)
  • Em Camerino, no Piceno, região da Itália, o Beato Pedro Corradini de Molliano, presbítero da Ordem dos Menores. († 1490)
  • Em Salsete, na Índia, os beatos mártires Rodolfo AcquavivaAfonso PachecoPedro BernaAntónio Francisco, presbíteros, e Francisco Aranha, religioso, todos da Companhia de Jesus. († 1583)
  • Em Bobino, na Apúlia, região da Itália, o Beato António Lúcci, bispo, da Ordem dos Frades Menores Conventuais. († 1752)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Miguel Luís Brulard, presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. († 1794)
  • Em Madrid, na Espanha, Santa Maria do Carmo Sallés y Barangueras, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição. († 1911)
  • Em Vera Cruz, no México, o Beato Ângelo Dario Acosta Zurita, presbítero de Veracruz (México) e mártir. († 1931)
  • Em Urda, próximo de Toledo, na Espanha, os beatos mártires Pedro do Coração de Jesus (Pedro Largo Redondo), presbítero e Bento de Nossa Senhora de Villar (Bento Solano Ruiz), religiosos da Congregação da Paixão. († 1936)
  • Em Talavera de la Reina, também na Espanha, os beatos mártires Frederico (Carlos Frederico Rúbio Álvarez), presbítero, Primo Martínez de San Vicente CastilloJerónimo Ochoa Urdangarin e João da Cruz (Elói Francisco Delgado Pastor), religiosos, todos da Ordem Hospitalar de São João de Deus. († 1936)
  • Em Monzon, localidade próxima de Huesca, também na Espanha, o Beato Dionísio Pamplona Polo, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias e mártir. († 1936)
  • Em Motril , na Espanha, os beatos Deográcias PaláciosLeão InchaustiJosé RadaJulião Moreno, presbíteros, e José Díez Rodríguez, religioso, todos da Ordem dos Agostinhos Recoletos. († 1936)
  • Em Algodor, também na Espanha, os beatos José Luís Palácio Muñiz António Varona Ortega, presbíteros; Higínio Roldán Irribérri João Crespo Calleja, religiosos, todos da Ordem dos Pregadores e mártires. († 1936)
  • Em Montcada, também na Espanha, os beatos mártires Gabriel da Anunciação (Jaime Balcells Grau) e Eduardo do Menino Jesus (Ricardo Farré Masip), presbíteros da Ordem dos Carmelitas Descalços, e companheiros. († 1936)
  • Em Madrid, também na Espanha, o Beato José López Tascón, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1936)
  • No campo de concentração de Dzialdowo, na Polónia, a beata Maria Teresa Kowalska, virgem das Clarissas Capuchinhas e mártir. († 1941)

São Tiago, Apóstolo – Festa | Sábado

São Tiago, Apóstolo - Festa | Sábado

Cor Litúrgica: Vermelho

Primeira Leitura (2Cor 4,7-15)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 7 trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós. 8 Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9 perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10 por toda parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. 11 De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12 Assim, a morte age em nós, enquanto a vida age em vós. 13 Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14 certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15 E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 125(126),1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R.5)

– Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

– Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

– Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios, de canções.

– Entre os gentios se dizia: “Maravilhas fez com eles o Senhor!” Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!

– Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

– Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes!

Evangelho (Mt 20,20-28)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20 a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22 Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ex 11,10-12.14)

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, 11,10 Moisés e Aarão realizaram muitos prodígios diante do Faraó; mas o Senhor endureceu o coração do Faraó, e ele não deixou que os filhos de Israel saíssem da sua terra. 12,1 O Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2 “Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3 Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa. 4 Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais, conforme o tamanho do cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito: 6 e devereis guardá-lo preso até ao dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7 Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerdes. 8 Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 9 Não comereis dele nada cru, ou cozido em água, mas assado ao fogo, inteiro, com cabeça, pernas e vísceras. 10 Não deixareis nada para o dia seguinte: o que sobrar, devereis queimá-lo ao fogo. 11 Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a Passagem do Senhor! 12 E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13 O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora, quando eu ferir a terra do Egito. 14 Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 115(116B),12-13.15-16.17-18 (R. 13)

– Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

– Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor. 

– É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos. Eis que sou o vosso servo, ó Senhor vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão! 

– Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor* na presença de seu povo reunido. 

Evangelho (Mt 12,1-8)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

1 Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2 Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo, o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3 Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4 Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5 Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6 Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7 Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8 De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Quem Confia Sempre Alcança!

Quem Confia, Sempre Alcança!

Pintura de S. Joaquim e Sant’Ana com Nossa Senhora em seu colo

Modelos de Confiança

Eles foram premiados! E você, foi? Sabe porque ganharam?
Primeiro: porque souberam ouvir a promessa
Segundo: Esperaram com confiança
E, terceiro, não desistiram de confiar mesmo
quando tudo parecia desmentir sua esperança.

E eles receberam um prêmio incomparável:
São aqueles que Deus utilizou para trazer ao mundo a Santa Mãe do Salvador:
A Virgem Maria!
Quem são eles: São Joaquim e Santa’Ana.

Suas vidas servem de estímulo para você, para mim, para todos nós.

Os principais acontecimentos da vida de Sant'Ana

O grande dom que Deus concedeu a São Joaquim e Sant’Ana

           Expoentes da fidelidade a Deus no Antigo Testamento, São Joaquim e Sant’Ana ansiavam pela vinda do Messias prometido, desejando ardentemente estar entre os ancestrais do Salvador.
           Porém, segundo uma piedosa crença, os anos passavam, eles envelheciam e não lhes nascia um filho que alimentasse suas esperanças.
           Sabiam, no entanto, que as grandes esperas são o prelúdio dos grandes dons da Providência.
           Continuaram a confiar e não se viram desiludidos!
           Sant’Ana concebeu em avançada idade, e deu à luz    Aquela que haveria de ser a Esposa do Espírito Santo e a Mãe do Verbo Encarnado.
           São Joaquim e Sant’Ana, magníficos exemplos de quem, sabendo esperar e confiar, receberam o cêntuplo das promessas divinas!

Imagem de São Joaquim com Nossa Senhora Menina

Esperar contra toda esperança… Deus realizará!

Muitas vezes a espera é uma preparação, uma maturação, que se faz frequentemente através do desejar, pois quando a pessoa deseja longamente algo, vai se tornando digna desse algo.

A Escritura nos fala também de outras longas esperas.

Muitas vezes esperas contra o impossível.  Tanto no Antigo como no Novo Testamentos há manifestações de espera assombrosas.
Espera-se contra toda esperança, e afinal de contas tudo dá certo depois da espera.

Sant´Ana e São Joaquim com Nossa Senhora Menina

Saudação a Sant’Ana

Eu vos saúdo, Sant’Ana, mãe augusta da mãe de Deus, objeto das mais altas complacências da Santíssima Trindade e a mais honrada de todas as mulheres. Vós fostes abençoada pelo Senhor, e a Santíssima Virgem, o fruto de vossas entranhas também é bendita, como Jesus Cristo o fruto sagrado de seu seio virginal.
Ó grande Sant’Ana, mãe da Mãe de misericórdia, rogai por nós, pobres pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Para pedir uma graça especial a Sant’Ana

     Ó misericordiosa e piedosíssima advogada minha Sant’Ana, vós que, por graça especial de Deus, fostes elevada à dignidade excelsa de mãe da Mãe de Jesus; por tão grande prerrogativa que alcançastes junto à Santíssima Trindade, obtende-me do Senhor a graça que tanto desejo (dizer a graça) se ela não for obstáculo à minha salvação.

Oremos.
Suplico-vos, pelo vosso dulcíssimo nome, que significa graça e misericórdia, e pelo vosso espírito de adoração e de penitência, que me atendais. Ouvi sem demora a minha prece, despachai a minha súplica e consolai meu coração.

Ó Sant’Ana, atendei ao meu pedido. (repete-se o pedido)

Reza-se Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Imagem de Sant´Ana com Nossa Senhora Menina

Ó Sant’Ana, minha Mãe
Sê do céu a nossa guia
Traz paz à nossa alma,
Por Jesus e por Maria. Amém.

São Charbel Makhluf, Presbítero e Monge – 24 de Julho

São Charbel Makhluf, Presbítero e Monge

Santo do Dia – 24 de Julho

São Charbel Makhluf,

Presbítero e Monge Eremita · † 1898

As Origens

São Charbel Makhluf - Presbítero e Monge Youssef Antoun Makhlouf nasceu na aldeia de Beqaa Kafra, no Líbano, em 1828, provavelmente em 8 de maio, numa família de camponeses.

Morava com seus quatro irmãos na aldeia. Sua infância terminou cedo: o pai morreu quando ele tinha apenas três anos, e a mãe casou-se novamente com um homem piedoso que se tornou padre, segundo o costume da Igreja oriental. Para o jovem Youssef, era sempre uma alegria ouvi-lo, assim como ouvir falar dos dois tios eremitas do Vale dos Santos. Esses homens eram, para ele, verdadeiros heróis, e desejava seguir o exemplo deles, mas não pôde: teve que ajudar a família como pastor aos dez anos. Ainda assim, passava todo o tempo livre rezando numa caverna, hoje destino de peregrinações conhecido como “a gruta do Santo”.

A Vocação

Numa noite, ouviu a voz do Senhor a chamá-lo, de modo particular e insistente: “Mayfouq”. Era o ano de 1851, e ele tinha vinte e três anos.

A Vocação

Em poucos meses, tornou-se monge da Ordem Maronita Libanesa e mudou seu nome para Charbel, que, em siríaco, significa “a história de Deus”. Foi transferido algumas vezes, estudou teologia com assiduidade e cuidou dos pobres e doentes, em obediência às missões que lhe foram gradualmente confiadas, incluindo o trabalho no campo. Mas era a oração e a contemplação que ele preferia.

Um Novo Passo

Em 1875, Frei Charbel sentiu-se pronto para viver de acordo com a Regra dos eremitas da Ordem Maronita, que previa monges divididos em pequenas comunidades de até três. Para ele, foi como um segundo nascimento: podia trabalhar, rezar, observar, penitenciar-se, jejuar e silenciar-se. Os testemunhos referem-se a um monge zeloso, muitas vezes encontrado rezando de braços abertos, numa cela muito pobre, da qual saía apenas para celebrar a Missa ou quando lhe era expressamente ordenado.

A Partida e os Milagres

Foi no Natal, precisamente durante a Missa, que Charbel sentiu-se mal no momento da elevação. Depois de uma agonia de oito dias, na qual os outros monges o ouviam rezar e ele continuava a observar a Regra – recusando, por exemplo, alimentos mais nutritivos –, morreu em 1898. Mas a morte, como sabemos, não é o fim: passados alguns meses, maravilhas começaram a acontecer. Muitos monges juraram ver o túmulo de Frei Charbel iluminado por luzes não naturais durante a noite. Certa vez, o túmulo foi aberto e seu corpo foi encontrado intacto, com temperatura corporal de um ser vivo — e isso se repetiu mais duas vezes, quando foi reaberto, pois o corpo exalava uma mistura de sangue e água.

O Taumaturgo

Durante o último reconhecimento, em 1950, seu rosto foi impresso num pano, e muitas curas instantâneas ocorreram entre os presentes. Espalhou-se a fama de santidade deste pequeno monge silencioso, invocado desde então, multiplicando-se por sua intercessão as curas milagrosas. A Igreja já não tinha dúvidas: foi Paulo VI quem o beatificou e depois o canonizou, recordando que ele ajuda a compreender, num mundo fascinado pelo conforto e pela riqueza, o grande valor da pobreza, da penitência e da ascese, para libertar a alma em sua ascensão a Deus. Após a beatificação, o corpo de Frei Charbel deixou de escorrer.

São Charbel, rogai por nós!


Charbel — Nome de origem siríaca que significa “a história de Deus”. Foi adotado pelo monge ao ingressar na Ordem Maronita Libanesa, em substituição ao nome de batismo, Youssef Antoun Makhlouf.

“São Charbel, padroeiro dos orientais, amante da pobreza e da oração, intercedei por nossas necessidades físicas e espirituais. Alcançai do Senhor a nossa conversão e salvação. Amém!”

São Charbel, rogai por nós!

Santos Bóris e Gleb — Príncipes russos, mortos por seu meio-irmão, foram os primeiros santos canonizados na Rússia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de julho:

1

São Charbel Makhluf
Presbítero e monge da Ordem Maronita Libanesa. Em Annaya, no Líbano. Retirou-se para uma ermida, onde serviu a Deus dia e noite em suprema sobriedade de vida, com jejuns e orações.

† 1898

2

Santa Cristina
Virgem e mártir. Em Bolsena, na Toscana, atualmente no Lácio, região da Itália.

† data inc.

3

São Vitorino
Mártir. Em Amiterno, na Sabina, junto à Via Salária, também na Itália.

† c. s. IV

4

São Fantino, o Velho
Em Tauriana, na Calábria, também na Itália.

† s. IV

5

Santa Eufrásia
Virgem e eremita. Na Tebaida, no Egito.

† s. V

6

São Declano
Venerado como primeiro bispo de Ardmore, na província de Munster, na Irlanda.

† c. s. V

7

Santa Sigolena
Religiosa. No território de Albi, na Aquitânia, hoje na França.

† c. s. VI

8

Santos Bóris e Gleb
Mártires. Na Rússia.

† 1015

9

Beato João Tavélli de Tossiniano
Bispo, da Ordem dos Jesuatos. Em Ferrara, na Emília-Romanha, região da Itália.

† 1146

10

São Balduíno
Abade fundador do cenóbio de São Mateus. Em Riéti, na Sabina, atualmente no Lácio, região da Itália.

† 1140

11

Trasladação dos Três Reis Magos
Em Colónia, na Lotaríngia, atualmente na Alemanha.

† 1162

12

Beata Cristina
Virgem. Em Sint-Truiden, no Brabante, atualmente na Bélgica.

† c. 1224

13

Santa Kinga (Cunegundes)
Filha do rei da Hungria, dada em esposa ao príncipe Boleslau, com quem conviveu em perfeita virgindade; após a morte do esposo, professou a Regra de Santa Clara no mosteiro por ela fundado, em Stary Sacz, perto de Tarnow, na Polónia.

† 1293

14

Beato António Torriáni
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em L’Áquila, no território dos Vestinos, atualmente nos Abruzos, região da Itália.

† 1494

15

Beata Luísa
Religiosa, filha do Beato Amadeu. Após viuvez, professou a regra de Santa Clara segundo a reforma de Santa Colecta. Em Orbe, na Savoia, atualmente na França.

† 1503

16

Beatos Nicolau Garlick, Roberto Ludlam e Ricardo Simpson
Presbíteros e mártires. Em Derby, na Inglaterra.

† 1588

17

Beato José Lambton
Presbítero e mártir. Em Newcastle upon Tyne, também na Inglaterra.

† 1592

18

São João Boste
Presbítero e mártir. Em Durham, também na Inglaterra.

† 1594

19

Beato Cristóvão de Santa Catarina (Cristóvão Fernández Valladolid)
Presbítero da Ordem Terceira Regular de São Francisco, capelão militar e eremita. Em Córdoba, na Espanha.

† 1690

20

São José Fernández
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam.

† 1838

21

Beato Modestino de Jesus e Maria (Domingos Mazarello)
Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália.

† 1854

22

Beatas Maria do Pilar de São Francisco de Borja, Teresa do Menino Jesus e Maria Ângela de São José
Virgens da Ordem das Carmelitas Descalças e mártires. Em Guadalajara, na Espanha.

† 1936

23

Beata Maria Mercedes Prat
Virgem da Companhia de Santa Teresa de Jesus e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

24

Beato Xavier Bordas Piferrer
Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Barcelona, também na Espanha.

† 1936

25

Beatos António Henrique Canut Isus e António Torrero Luque
Presbíteros da Sociedade Salesiana e mártires. Em Ronda, perto de Málaga, na Espanha.

† 1936

26

Beato Indalécio Maria (Marcos Morón Casas)
Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

27

Beatos Jaime de Santa Teresa e Romualdo de Santa Catarina
Presbíteros da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártires. Em Barcelona, também na Espanha.

† 1936

28

Beato Miguel Peiró Victóri
Da Ordem Terceira de São Domingos e mártir. Em Hospitalet de Llobregat, na província de Barcelona, também na Espanha.

† 1936

29

Beato José Joaquim Esnaola Urteaga
Presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

30

Beato João António Pérez Mayo e companheiros
Presbítero da Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada e companheiros mártires. Em Madrid, também na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Síntese

Sacerdote da Ordem Maronita Libanesa, que, em busca de uma vida de solidão austera e uma perfeição superior, retirou-se do mosteiro de Annaya no Líbano para uma ermida, onde serviu a Deus dia e noite em suprema sobriedade de vida com jejuns e orações, chegando, em 24 de dezembro, para descansar no Senhor. Sua fama está ligada aos numerosos milagres atribuídos a ele após sua morte.

Suas origens

Youssef Antoun Makhlouf  nasceu na aldeia de Beqaa Kafra, Líbano, em 1828, provavelmente em 8 de maio, em uma família de camponeses. Ele morava com seus quatro irmãos em uma aldeia. Sua infância terminou cedo: seu pai morreu quando ele tinha apenas três anos, e sua mãe se casou novamente com um homem piedoso que se tornou padre, segundo o costume da Igreja oriental. Para Youssef, era sempre uma alegria ouvi-lo, como era falar dos dois tios eremitas do Vale dos Santos. Para ele, esses homens eram super-heróis e queria seguir o exemplo deles, mas não pôde. Teve que ajudar a família como pastor aos 10 anos. Porém, passava todo o tempo livre rezando em uma caverna, um destino de peregrinações, hoje chamada “a gruta do Santo”.

Vocação

Em uma noite, ele ouviu a voz do Senhor a chamá-lo, particularmente, insistente: “Mayfouq”. Era 1851, e ele tinha 23 anos. Em poucos meses, tornou-se monge da Ordem Maronita Libanesa e mudou seu nome para Charbel, que, em siríaco, significa “a história de Deus”. Ele foi transferido algumas vezes, estudou teologia com assiduidade e cuidou dos pobres e doentes, em obediência às missões que lhe foram gradualmente confiadas, incluindo o trabalho no campo. Mas é a oração e a contemplação que ele prefere.

Um novo passo

Em 1875, Frei Charbel sentiu-se pronto para viver de acordo com a Regra dos eremitas da Ordem Maronita, que previa os monges divididos em pequenas comunidades de até três. Para ele, é como um segundo nascimento: pode trabalhar, rezar, observar, penitenciar-se, jejuar e silenciar-se. Os testemunhos referem-se a um monge zeloso, muitas vezes encontrado rezando de braços abertos, numa cela muito pobre, da qual sai apenas para celebrar a Missa ou quando lhe é expressamente ordenado. 

Sua partida e seus milagres

Foi no Natal, precisamente durante a Missa, que Charbel sentiu-se mal no momento da elevação. Depois de uma agonia de oito dias em que os outros monges o ouviam rezar, e na qual ele continua a observar a Regra – recusando, por exemplo, alimentos mais nutritivos -, ele morreu em 1898. Mas a morte, como sabemos, não é o fim. Depois de alguns meses, maravilhas começaram a acontecer. Muitos monges juram ver o túmulo de Frei Charbel iluminado por luzes não naturais durante a noite. Um dia, ele [túmulo] foi aberto e seu corpo encontrado intacto, com a temperatura corporal de um ser vivo. E isso acontecera mais duas vezes, quando foi aberto novamente, porque o corpo exalava uma mistura de sangue e água. 

O Taumaturgo

Durante o último reconhecimento, em 1950, seu rosto foi impresso em um pano, e muitas curas instantâneas ocorreram entre os presentes. Espalha-se a fama de santidade deste pequeno monge silencioso, que começa a ser invocado e, por sua intercessão, multiplicam-se as curas milagrosas. A Igreja já não tem dúvidas: é Paulo VI quem o beatifica e depois o canoniza. Assim o recorda: “Ele pode fazer-nos compreender, num mundo fascinado pelo conforto e pela riqueza, o grande valor da pobreza, da penitência, da ascese, para libertar a alma na sua ascensão a Deus”. Após a beatificação, o corpo de Frei Charbel já não escorria.

A minha oração

“São Charbel, padroeiro dos orientais, amante da pobreza e da oração, intercedei por nossas necessidades físicas e espirituais. Alcançai do Senhor a nossa conversão e salvação. Amém!”

São Charbel, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 24 de Julho:

  • Em Bolsena, na Toscana, atualmente no Lácio, região da Itália, Santa Cristina, virgem e mártir. († data inc.)
  • Em Amiterno, na Sabina, junto à Via Salária, também na Itália, São Vitorino, mártir. († c. s. IV)
  • Em Tauriana, na Calábria, também na Itália, São Fantino o Velho.  († s. IV)
  • Na Tebaida, no Egito, Santa Eufrásia, virgem e eremita. († s. V)
  • Em Ardmore, na província de Munster, na Irlanda, São Declano, que é venerado como primeiro bispo desta Igreja. († c. s. V)
  • No território de Albi, na Aquitânia, hoje na França, Santa Sigolena, religiosa. († c. s. VI)
  • Na Rússia, os santos Bóris e Gleb, mártires. († 1015)
  • Em Riéti, na Sabina, atualmente no Lácio, região da Itália, São Balduíno, abade fundador do cenóbio de São Mateus. († 1140)
  • Em Sint-Truiden, no Brabante, atualmente na Bélgica, a Beata Cristina, virgem. († c. 1224)
  • Em Stary Sacz, perto de Tarnow, na Polónia, Santa Kinga ou Cunegundes, filha do rei da Hungria e dada em esposa ao príncipe Boleslau, que com ele conviveu em perfeita virgindade e, após a morte do esposo, professou a Regra de Santa Clara no mosteiro por ela fundado. († 1293)
  • Em Ferrara, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato João Tavélli de Tossiniano, bispo, da Ordem dos Jesuatos. († 1146)
  • Em Colónia, na Lotaríngia, atualmente na Alemanha, a trasladação dos três reis magos. († 1162)
  • Em L’Áquila, no território dos Vestinos, atualmente nos Abruzos, região da Itália, o Beato António Torriáni, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. († 1494)
  • Em Orbe, na Savoia, atualmente na França, a Beata Luísa, religiosa, filha do Beato Amadeu, após viuvez professou a regra de Santa Clara segundo a reforma de Santa Colecta. († 1503)
  • Em Derby, na Inglaterra, os beatos Nicolau GarlickRoberto Ludlam e Ricardo Simpson, presbíteros e mártires. († 1588)
  • Em Newcastle upon Tyne, também na Inglaterra, o Beato José Lambton, presbítero e mártir. († 1592)
  • Em Durham, também na Inglaterra, São João Boste, presbítero e mártir. († 1594)
  • Em Córdoba, na Espanha, o Beato Cristóvão de Santa Catarina (Cristóvão Fernández Valladolid), presbítero da Ordem Terceira Regular de São Francisco, que foi capelão militar e eremita. († 1690)
  • Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam, São José Fernández, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1838)
  • Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, o Beato Modestino de Jesus e Maria (Domingos Mazarello), presbítero da Ordem dos Frades Menores. († 1854)
  • Em Guadalajara, na Espanha, as beatas Maria do Pilar de São Francisco de Borja (Jacoba Martínez Garcia), Teresa do Menino Jesus (Eusébia Garcia y Garcia) e Maria Ângela de São José (Marciana Voltierra Tordesillas), virgens da Ordem das Carmelitas Descalças e mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, também na Espanha, a Beata Maria Mercedes Prat, virgem da Companhia de Santa Teresa de Jesus e mártir. († 1936)
  • Também em Barcelona, o Beato Xavier Bordas Piferrer, religioso da Sociedade Salesiana, que, com o exemplo e o martírio. († 1936)
  • Em Ronda, perto de Málaga, na Espanha, os beatos António Henrique Canut Isus e António Torrero Luque, presbíteros da Sociedade Salesiana e mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Indalécio Maria (Marcos Morón Casas), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. († 1936)
  • Também em Barcelona, os beatos Jaime de Santa Teresa (Jaime Gascón Bordás) e Romualdo de Santa Catarina (José Guillami Rodó) presbíteros da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártires. († 1936)
  • Em Hospitalet de Llobregat, cidade da província de Barcelona, também na Espanha, o Beato Miguel Peiró Victóri, da Ordem Terceira de São Domingos e mártir. († 1936)
  • Em Madrid, na Espanha, José Joaquim Esnaola Urteaga, o Beato presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir. († 1936)
  • Também em Madrid, os beatos João António Pérez Mayo, presbítero da Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada e companheiros mártires. († 1936)

Santa Brígida, mãe e monja – 23 de Julho

Santa Brígida, mãe e monja

Santo do Dia – 23 de Julho

Santa Brígida,

Mãe e Monja, Copadroeira da Europa · † 1373

Copadroeira da Europa

Canonizada, em 1391, por Bonifácio IX, Santa Brígida é a padroeira da Suécia. Em 1999, foi declarada também copadroeira da Europa por São João Paulo II.

Infância

Santa Brígida

Brígida, quando criança, tinha, certamente, um caráter forte e decisivo. Pertencia a uma família aristocrática. Embora sentisse a vocação religiosa, aceitou casar-se com Ulf, o governador de um importante distrito do Reino da Suécia, a pedido do seu pai.

Matrimônio

A primeira parte da sua vida, marcada por uma grande fé, foi dedicada a um casamento feliz, do qual nasceram oito filhos. Uma, dentre eles, Catarina – que a seguiu até Roma – também foi canonizada. Junto com seu marido, adotou a Regra das Terciárias Franciscanas e fundou um pequeno hospital. Guiada por um erudito religioso, estudou a Bíblia, a ponto de ser apreciada por sua pedagogia, por isso foi convocada pelo rei da Suécia para encaminhar a jovem rainha à cultura sueca. Após mais de vinte anos de casamento, seu marido faleceu. Assim, começa a segunda parte da sua vida.

Monja

Brígida fez uma escolha decisiva: despojou-se dos seus bens e foi viver no mosteiro cisterciense de Alvastra. Naquela época, destacavam-se muitas experiências místicas, depois relatadas nos oito livros das Revelações. Aqui, também teve início a sua nova missão. Em 1349, Brígida foi a Roma para obter o reconhecimento da sua Ordem, dedicada ao Santíssimo Salvador, que deveria ser composta, segundo seu desejo, de monjas e religiosas. Então, decidiu estabelecer-se na Cidade Eterna, em uma casa na Praça Farnese, que ainda hoje é sede da Cúria Geral das Brigidinas. Porém, sofria por causa dos maus costumes e da degradação generalizada da cidade, que ressentia muito pela ausência do Papa, que, na época, vivia em Avinhão.

Intercessora da Igreja

O ponto alto da sua missão – como o de Santa Catarina da Sena, sua contemporânea – era pedir ao Papa para voltar ao túmulo de Pedro. Seu único remorso foi o fato de o Papa não ter ficado definitivamente em Roma. Na verdade, em 1367, o Papa Urbano V tinha voltado, mas foi apenas por um breve período. Gregório XI estabeleceu-se, definitivamente, em Roma, mas alguns anos depois da morte de Santa Brígida.

Luta pela Paz

Outro aspecto do forte compromisso de Brígida era a paz na Europa. Naquele tempo, as suas obras de caridade foram decisivas. Ela, que era nobre, vivia na pobreza, a ponto de pedir esmolas nas portas das igrejas. Aquele também era um período de peregrinações a vários lugares da Itália, de Assis a Gargano. Enfim, a peregrinação das peregrinações à Terra Santa. Brígida tinha quase 70 anos, mas isso não influenciou seu desejo.

Espiritualidade da Cruz

O ponto central da sua experiência de fé foi a Paixão de Cristo, como também a Virgem Maria. Testemunhas disso foram o Rosário Brigidino e as orações, ligadas às graças particulares prometidas, por Jesus a ela, para quem os praticasse. Santa Brígida faleceu em Roma, em 23 de julho de 1373. Confiou a Ordem a sua filha Catarina, que, ao se tornar viúva, juntou-se a ela, quando vivia em Farfa.

Querida pelos Papas

São João Paulo II destacou: “A Igreja, sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, aceitou a autenticidade do conjunto das suas experiências interiores”. A figura de Santa Brígida foi muito querida pelos últimos Papas. Bento XVI, por exemplo, dedicou uma catequese durante a Audiência Geral. O Papa Francisco queria canonizar aquela que, no século XX, tinha renovado a Ordem do Santíssimo Salvador, Maria Elizabeth Hesselblad, dando-lhe um forte impulso ecumênico, tendo sempre em vista a busca de paz e unidade, tão queridas por Brígida.

Santa Brígida, rogai por nós! Brígida — Nome de origem nórdica/celta, derivado de Brigid, que significa “a elevada”, “a forte” ou “a poderosa”. Associado também à deusa celta da sabedoria e do fogo sagrado, tornou-se, com o cristianismo, sinônimo de força espiritual e nobreza de caráter.

“Oração – Querida Brígida, mãe e monja, intercessora da família e da Igreja, rogai a Deus pelos religiosos assim como pelas famílias. Pedi ao Senhor a conversão da Europa e dos pecadores do mundo inteiro. Amém.”

Santa Brígida, rogai por nós!

Santa Catarina de Suécia — Filha de Santa Brígida, acompanhou a mãe até Roma e, após enviuvar, dedicou-se à Ordem do Santíssimo Salvador, sendo também canonizada.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de julho:

1
Santa Brígida Mãe e monja, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador. Em Roma. Padroeira da Suécia e copadroeira da Europa.
† 1373
2
Santo Ezequiel Profeta.
† s. VI a.C.
3
Santo Apolinário Bispo. Em Classe, próximo de Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália.
† c. s. II
4
São Severo Mártir. Em Bízia, cidade da Trácia, hoje Wiza, na Turquia.
† c. 304
5
São João Cassiano Presbítero. Em Marselha, na Provença da Gália, atualmente na França. Fundou dois mosteiros.
† c. 435
6
São Valeriano Bispo. Em Cimiez, também na Provença. Passou do mosteiro de Lérins para o episcopado.
† c. 460
7
Beata Joana Virgem das Irmãs da Penitência de São Domingos. Em Orvieto, na Toscana, atualmente na Úmbria, região da Itália.
† 1306
8
Beata Margarida Maria López de Maturana Virgem da Ordem das Mercês, fundadora do Instituto das Mercedárias Missionárias de Berriz. Em San Sebastian, na Espanha.
† 1934
9
Beato Nicéforo de Jesus e Maria e cinco companheiros Mártires da Congregação da Paixão. Em Manzanares, localidade de Castela a Nova, região da Espanha.
† 1936
10
Beato Germano de Jesus e Maria e oito companheiros Mártires, religiosos da Congregação da Paixão. Em Carabanchel Bajo, próximo de Madrid, na Espanha.
† 1936
11
Beatos Pedro Ruiz de los Paños e José Sala Picó Presbíteros do Instituto dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártires. Em Toledo, na Espanha.
† 1936
12
Beatos Emílio Arce Díez e Vítoriano Fernández Reinoso Religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
13
Beatos Simão Reynés Solivellas, Miguel Pons Ramis, Francisco Mayol Oliver e Paulo Noguera Trias Presbíteros e religiosos da Congregação dos Sagrados Corações e mártires. Em Barcelona, na Espanha.
† 1936
14
Beatas Catarina do Carmo e Micaela do Sacramento e Prudência Canellas Ginestá Virgens da Congregação das Franciscanas Filhas da Misericórdia e mártires. Em La Abarrassada, perto de Barcelona, na Espanha.
† 1936
15
Beato Cristino Gondek Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Dachau, próximo de Munique, na Baviera, Alemanha.
† 1942
16
Beato Basílio Hopko Bispo auxiliar de Presov e mártir. Em Presov, na Eslováquia.
† 1976

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Copadroeira da Europa 

Canonizada, em 1391, por Bonifácio IX, Santa Brígida é a padroeira da Suécia. Em 1999, foi declarada também copadroeira da Europa por São João Paulo II.

Infância

Brígida, quando criança, tinha, certamente, um caráter forte e decisivo. Pertencia a uma família aristocrática. Embora sentisse a vocação religiosa, aceitou casar-se com Ulf, o governador de um importante distrito do Reino da Suécia, a pedido do seu pai. 

Matrimônio

A primeira parte da sua vida, marcada por uma grande fé, foi dedicada a um casamento feliz, do qual nasceram oito filhos. Uma, dentre eles, Catarina – que a seguiu até Roma – também foi canonizada. Junto com seu marido, adotou a Regra das Terciárias Franciscanas e fundou um pequeno hospital. Guiada por um erudito religioso, estudou a Bíblia, a ponto de ser apreciada por sua pedagogia, por isso foi convocada pelo rei da Suécia para encaminhar a jovem rainha à cultura sueca. Após mais de vinte anos de casamento, seu marido faleceu. Assim, começa a segunda parte da sua vida.

Monja

Brígida fez uma escolha decisiva: despojou-se dos seus bens e foi viver no mosteiro cisterciense de Alvastra. Naquela época, destacavam-se muitas experiências místicas, depois relatadas nos oito livros das Revelações. Aqui, também teve início a sua nova missão. Em 1349, Brígida foi a Roma para obter o reconhecimento da sua Ordem, dedicada ao Santíssimo Salvador, que deveria ser composta, segundo seu desejo, de monjas e religiosas. Então, decidiu estabelecer-se na Cidade Eterna, em uma casa na Praça Farnese, que ainda hoje é sede da Cúria Geral das Brigidinas. Porém, sofria por causa dos maus costumes e da degradação generalizada da cidade, que ressentia muito pela ausência do Papa, que, na época, vivia em Avinhão. 

Intercessora da Igreja

O ponto alto da sua missão – como o de Santa Catarina da Sena, sua contemporânea – era pedir ao Papa para voltar ao túmulo de Pedro. Seu único remorso foi o fato de o Papa não ter ficado definitivamente em Roma. Na verdade, em 1367, o Papa Urbano V tinha voltado, mas foi apenas por um breve período. Gregório XI estabeleceu-se, definitivamente, em Roma, mas alguns anos depois da morte de Santa Brígida.

Luta pela paz

Outro “aspecto” do forte compromisso de Brígida era a paz na Europa. Naquele tempo, as suas obras de caridade foram decisivas. Ela, que era nobre, vivia na pobreza, a ponto de pedir esmolas nas portas das igrejas. Aquele também era um período de peregrinações a vários lugares da Itália, de Assis a Gargano. Enfim, a peregrinação das peregrinações à Terra Santa. Brígida tinha quase 70 anos, mas isso não influenciou seu desejo. 

Espiritualidade da cruz

O ponto central da sua experiência de fé foi a Paixão de Cristo, como também a Virgem Maria. Testemunhas disso foram o “Rosário Brigidino” e as orações, ligadas às graças particulares prometidas, por Jesus a ela, para quem os praticasse. Santa Brígida faleceu em Roma, em 23 de julho de 1373. Confiou a Ordem a sua filha Catarina, que, ao se tornar viúva, juntou-se a ela, quando vivia em Farfa.

Querida pelos Papas

São João Paulo II destacou: “A Igreja, sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, aceitou a autenticidade do conjunto das suas experiências interiores”. A figura de Santa Brígida foi muito querida pelos últimos Papas. Bento XVI, por exemplo, dedicou uma catequese durante a Audiência Geral. O Papa Francisco queria canonizar aquela que, no século XX, tinha renovado a Ordem do Santíssimo Salvador, Maria Elizabeth Hesselblad, dando-lhe um forte impulso ecumênico, tendo sempre em vista a busca de paz e unidade, tão queridas por Brígida.

A minha oração

Querida Brígida, mãe e monja, intercessora da família e da Igreja, rogai a Deus pelos religiosos assim como pelas famílias. Pedi ao Senhor a conversão da Europa e dos pecadores do mundo inteiro. Amém!

Santa Brígida, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 23 de julho:

  • A comemoração de Santo Ezequiel, profeta.
  • Em Classe, próximo de Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, a comemoração de Santo Apolinário, bispo. († c. s. II)
  • Em Bízia, cidade da Trácia, hoje Wiza, na Turquia, São Severo, mártir. († c. 304)
  • Em Marselha, na Provença da Gália, atualmente na França, São João Cassiano, presbítero, que fundou dois mosteiros. († c. 435)
  • Em Cimiez, também na Provença, São Valeriano, bispo, que passou do mosteiro de Lérins para o episcopado. († c. 460)
  • Em Orvieto, na Toscana, atualmente na Úmbria, região da Itália, a Beata Joana, virgem, das Irmãs da Penitência de São Domingos. († 1306)
  • Em San Sebastian, na Espanha, a beata Margarida Maria López de Maturana, virgem da Ordem das Mercês, fundadora do Instituto das Mercedárias Missionárias de Berriz. († 1934)
  • Em Manzanares, localidade de Castela a Nova, região da Espanha, os beatos Nicéforo de Jesus e Maria (Vicente Díez Tejerina), presbítero, e cinco companheiros, todos eles da Congregação da Paixão, mártires. († 1936)
  • Em Carabanchel Bajo, próximo de Madrid, também na Espanha, os beatos mártires Germano de Jesus e Maria (Manuel Pérez Giménez), presbíteros, e oito companheiros, religiosos da mesma Congregação da Paixão. († 1936)
  • Em Toledo, também na Espanha, os beatos mártires Pedro Ruiz de los Paños José Sala Picó, presbíteros do Instituto dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártires. († 1936)
  • Em Madrid, também na Espanha, os beatos Emílio Arce Díez e Vítoriano Fernández Reinoso, religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, também na Espanha, os beatos Simão Reynés Solivellas e Miguel Pons Ramis, presbíteros; Francisco Mayol Oliver, e Paulo Noguera Trias religiosos, todos da Congregação dos Sagrados Corações e mártires. († 1936)
  • Em La Abarrassada, perto de Barcelona, também na Espanha, as beatas mártires Catarina do Carmo (Catarina Caldés Sócias) e Micaela do Sacramento (Micaela Rullán Ribot), virgens da Congregação das Franciscanas Filhas da Misericórdia, e Prudência Canellas Ginestá. († 1936)
  • Em Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Cristino Gondek, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. († 1942)
  • Em Presov, na Eslováquia, o Beato Basílio Hopko, bispo auxiliar de Presov e mártir. († 1976)

16ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

16ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Jr 2,1-3.7-8.12-13)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1 A palavra do Senhor foi-me dirigida, dizendo: 2 “Vai e grita aos ouvidos de Jerusalém. Isto diz o Senhor: Lembro-me de ti, da afeição da jovem, do amor da noiva, de quando me seguias no deserto, numa terra inculta. 3 Israel, consagrado ao Senhor, era como as primícias de sua colheita; todos os que dele comiam, pecavam; males caíam sobre eles”, diz o Senhor. 7 “Eu vos introduzi numa terra de pomares, para que gozásseis de seus melhores produtos, mas, apenas chegados, contaminastes o país e tornastes abominável minha herança. 8 Os sacerdotes nem perguntaram onde está o Senhor. Os versados na Lei não me reconheceram, e os chefes do povo voltaram-me as costas, os profetas profetizaram em nome de Baal e correram atrás de coisas que para nada servem. 12 Ó céus, espantai-vos diante disso, enchei-vos de grande horror”, diz o Senhor. 13 “Dois pecados cometeu meu povo: abandonou-me a mim, fonte de água viva, e preferiu cavar cisternas, cisternas defeituosas que não podem reter água”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Responsório Sl 35(36),6-7ab.8-9.10-11 (R. 10a)

– Em vós está a fonte da vida, ó Senhor!

– Em vós está a fonte da vida, ó Senhor!

– Vosso amor chega aos céus, ó Senhor, chega às nuvens a vossa verdade. Como as altas montanhas eternas é a vossa justiça, Senhor.

– Quão preciosa é, Senhor, vossa graça! Eis que os filhos dos homens se abrigam sob a sombra das asas de Deus. Na abundância de vossa morada, eles vêm saciar-se de bens. Vós lhes dais de beber água viva, na torrente das vossas delícias.

– Pois em vós está a fonte da vida, e em vossa luz contemplamos a luz. Conservai aos fiéis vossa graça, e aos retos, a vossa justiça!

Evangelho (Mt 13,10-17)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10 os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” 11 Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12 Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13 É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. 14 Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15 Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16 Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17 Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ex 19,1-2.9-11.16-20b)

Leitura do Livro do Êxodo

1 No dia em que se cumpriam três meses da saída do Egito, Israel chegou ao deserto do Sinai. 2 Partindo de Rafidim, chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam. Israel armou ali suas tendas, defronte da montanha. 9 E o Senhor falou a Moisés: “Virei a ti numa nuvem escura, para que o povo ouça quando falar contigo, e creia sempre em ti”. 10 Tendo Moisés transmitido ao Senhor as palavras do povo, O Senhor lhe disse: “Vai ao povo e santifica-os hoje e amanhã. Eles devem lavar as suas vestes, 11 e estar prontos para o terceiro dia, pois nesse dia o Senhor descerá diante de todo o povo sobre a montanha do Sinai”. 16 Quando chegou o terceiro dia, ao raiar da manhã, houve trovões e relâmpagos. Uma nuvem espessa cobriu a montanha, e um fortíssimo som de trombetas se fez ouvir. No acampamento o povo se pôs a tremer. 17 Moisés fez o povo sair do acampamento ao encontro de Deus, e eles pararam ao pé da montanha. 18 Todo o monte Sinai fumegava, pois o Senhor descera sobre ele em meio ao fogo. A fumaça subia como de uma fornalha, e todo o monte tremia violentamente. 19 O som da trombeta ia aumentando cada vez mais. Moisés falava e o Senhor lhe respondia através do trovão. 20b O Senhor desceu sobre o monte Sinai e chamou Moisés ao cume do monte. E Moisés subiu.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Dn 3,52.53-54.55.56-57 (R. 52b)

– A vós louvor, honra e glória eternamente!

– A vós louvor, honra e glória eternamente!

– Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente! 

– No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória eternamente! E em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente! 

– Sede bendito, que sondais as profundezas A vós louvor, honra e glória eternamente! e superior aos querubins vos assentais. A vós louvor, honra e glória eternamente! 

– Sede bendito no celeste firmamento. A vós louvor, honra e glória eternamente! R. Obras todas do Senhor, glorificai-o. A ele louvor, honra e glória eternamente! 

Evangelho (Mt 13,10-17)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10 os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” 11 Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12 Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13 É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. 14 Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15 Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16 Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17 Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Maria Madalena | Festa | Quarta-feira

Santa Maria Madalena | Festa | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Ct 3,1-4a)

Leitura do Livro do Cântico dos Cânticos.

Eis o que diz a noiva: 1 “Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. 2 Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. 3 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ‘Vistes porventura o amor de minha vida?’ 4a E logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida”. Palavra do Senhor.

ou

Primeira Leitura (2Cor 5,14-17)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 14 o amor de Cristo nos pressiona, pois julgamos que um só morreu por todos, e que, logo, todos morreram. 15 De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 16 Assim, doravante, não conhecemos ninguém conforme a natureza humana. E, se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. 17 Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 62(63),2.3-4.5-6.8-9 (R. 2b)

– A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

– A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

– Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água!

– Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam.

– Quero, pois vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor!

– Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta.

Evangelho (Jo 20,1-2.11-18)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Responde-nos, ó Maria, no teu caminho o que havia? Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 11 Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12 Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14 Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15 Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16 Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer: Mestre). 17 Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18 Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ct 3,1-4a)

Leitura do Livro do Cântico dos Cânticos

Eis o que diz a noiva: 1 “Em meu leito, durante a noite, busquei o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. 2 Vou levantar-me e percorrer a cidade, procurando pelas ruas e praças, o amor de minha vida: procurei-o, e não o encontrei. 3 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade. ‘Vistes porventura o amor de minha vida?’ 4a E logo que passei por eles, encontrei o amor de minha vida”.

Ou:

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 5,14-17)

Irmãos, 14 o amor de Cristo nos pressiona, pois julgamos que um só morreu por todos, e que, logo, todos morreram. 15 De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 16 Assim, doravante, não conhecemos ninguém conforme a natureza humana. E, se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. 17 Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 62(63),2.3-4.5-6.8-9 (R. 2b)

– A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

– A minh’alma tem sede de vós, Senhor!

– Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! 

– Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. 

– Quero, pois vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor! 

– Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. 

Evangelho (Jo 20,1-2.11-18)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Responde-nos, ó Maria, no teu caminho o que havia? Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 11 Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12 Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14 Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15 Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”. 16 Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabunni” (que quer dizer: Mestre). 17 Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18 Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Maria Madalena, primeira testemunha da Ressurreição de Jesus – 22 de Julho

Santa Maria Madalena, primeira testemunha da Ressurreição de Jesus

Santo do Dia – 22 de Julho

Santa Maria Madalena,

Apóstola dos Apóstolos · † s. I

Apóstola dos Apóstolos

Deve-se a Santo Tomás de Aquino este título dado a Maria Madalena, cujo nome deriva de Magdala, aldeia de pescadores situada às margens ocidentais do Lago de Tiberíades, onde nasceu.

Assim foi chamada pelo fato de ir até os apóstolos anunciar o Cristo ressuscitado, sendo a primeira a receber esta boa notícia. O evangelista Lucas fala sobre ela no capítulo 8, contando que Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa Nova do Reino de Deus, acompanhado dos Doze e de algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e enfermidades, entre elas Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios.

Maria Madalena aparece ainda nos Evangelhos no momento mais dramático da vida de Jesus, acompanhando-O ao Calvário junto com outras mulheres, e contemplando-O de longe. Esteve presente também quando José de Arimateia depôs o corpo de Jesus no sepulcro.

Equívocos sobre sua identidade

Foi ela, depois do sábado, na manhã do primeiro dia da semana, quem voltou ao sepulcro e descobriu que a pedra havia sido removida, correndo para avisar Pedro e João, que foram às pressas ao sepulcro e viram que o corpo do Senhor não estava mais lá. Segundo a exegese bíblica, a expressão “sete demônios” poderia indicar um gravíssimo mal físico ou moral do qual Jesus a curou. No entanto, a tradição, que perdura até hoje, diz que Maria Madalena era uma prostituta, porque no capítulo 7 do Evangelho de Lucas narra-se a história da conversão de uma anônima “pecadora da cidade”, que ungia com perfume os pés de Jesus. Assim, sem nenhuma ligação textual, Maria de Magdala foi identificada com aquela pecadora anônima. Há ainda outro equívoco, como explica o Cardeal Gianfranco Ravasi, biblista e teólogo: a unção com óleo perfumado é um gesto feito também por Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, em outra ocasião narrada pelo evangelista João, o que levou algumas tradições populares a identificarem Maria de Magdala com Maria de Betânia.

Encontro com o Ressuscitado

Enquanto os dois discípulos voltam para casa, Maria Madalena permanece diante do sepulcro, em lágrimas. Ali tem início um novo percurso: da incredulidade passa, progressivamente, à fé. Ao olhar dentro do sepulcro, viu dois Anjos, aos quais perguntou para onde fora levado o corpo do Senhor. Voltando-se para fora, viu Jesus, mas não O reconheceu, pensando que fosse o jardineiro. Ele lhe perguntou por que estava chorando e quem procurava, e ela respondeu: – Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar. Jesus, então, a chama por nome: “Maria!”. E ela, voltando-se, disse: “Rabôni!”, que em hebraico quer dizer “Mestre!” E Jesus lhe confia uma missão: – Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Então, Maria de Magdala foi imediatamente anunciar aos discípulos: “Vi o Senhor! E ouvi o que ele me disse” (cfr. Jo 20).

Madalena proclama a ressurreição

Maria Madalena foi a primeira das mulheres que seguiram Jesus a proclamá-Lo como Aquele que venceu a morte, sendo a primeira apóstola a anunciar a alegre mensagem central da Páscoa. Quando chegou a hora do Calvário, ela estava aos pés da Cruz, junto com Maria Santíssima e São João. Não fugiu com medo, como os discípulos fizeram, nem O negou como fez o primeiro Papa, São Pedro, mas esteve sempre presente, desde a sua conversão até o Calvário e o Sepulcro. Por desejo do Papa Francisco, a Memória litúrgica de Maria Madalena passou a ser Festa a partir de 22 de julho de 2016, para ressaltar a importância desta discípula fiel de Cristo. Santa Maria Madalena, rogai por nós! Madalena — Significa “aquela que é de Magdala”, nome derivado do aramaico Migdal, “torre”, referência à aldeia de pescadores às margens do Lago de Tiberíades onde nasceu.

“Ó Santa da ressurreição, fazei-nos crer cada vez mais no Cristo vivo e agente nesse mundo. Ensina-nos a reconhecê-Lo e amá-Lo, servi-Lo e adorá-Lo, assim como Ele merece. Amém!”

Santa Maria Madalena, rogai por nós!

São Cirilo — Bispo de Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de julho:

1
Santa Maria Madalena Apóstola dos Apóstolos. Discípula de Jesus e primeira testemunha da Ressurreição, anunciou aos apóstolos: “Vi o Senhor!”
† s. I
2
São Platão Mártir. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia.
† s. III-IV
3
Santos Mártires Massilitanos Na África Proconsular, em território da atual Tunísia.
† s. III-IV
4
São Cirilo Bispo. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia.
† c. 306
5
Santo Anastásio Monge. Na fortaleza de Schemaris, nos montes do Cáucaso.
† 662
6
São Vandregisilo Abade. No mosteiro de Fontenelle, na Nêustria, atual França.
† c. 668
7
São Meneleu Abade. Em Menat, na Gália Arvenense, também na atual França.
† c. 700
8
São Jerônimo Bispo. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália.
† s. VIII
9
São Gualter Em Lódi, na Lombardia, região da Itália. Fundador da Casa Hospital da Misericórdia.
† 1224
10
Beato Agostinho de Biella Fángi Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Veneza, cidade do Véneto, região da Itália.
† 1493
11
São Lourenço de Brinde Dia natal, em Lisboa, cidade de Portugal.
† 1619
12
Santos Filipe Evans e João Lloyd Presbíteros e mártires. Em Cardiff, no País de Gales; Filipe da Companhia de Jesus.
† 1679
13
Beato Tiago Lombardie Presbítero de Limoges e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
14
Santos Ana Wang, Lúcia Wang Wangzhi e André Wang Tianking Virgem, mãe e filho, mártires. Em Majiazhuang, próximo a Daining, no Hebei, China.
† 1900
15
Santa Maria Wang Lizhi Mártir. Próximo de Daining, nos arredores de Yongnian, cidade do Hebei, China.
† 1900
16
Beatos Eusébio do Menino Jesus e companheiros mártires Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços. Em Toledo, na Espanha.
† 1936
17
Beato Luís de Jesus Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, na Espanha.
† 1936
18
Beata Maria Inês Teresa do Santíssimo Sacramento Virgem, fundadora das Missionárias Clarissas do Santíssimo Sacramento. Em Roma.
† 1981

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

“Apóstola dos Apóstolos”

Deve-se a Santo Tomás de Aquino este título dado a Maria Madalena, cujo nome deriva de Magdala, onde nasceu, aldeia de pescadores situada às margens ocidentais do Lago de Tiberíades. Assim foi chamada pelo fato de ir até os apóstolos anunciar o Cristo ressuscitado, como a primeira a receber esta boa notícia.

Testemunho bíblico

O evangelista Lucas fala sobre ela no capítulo 8: “Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios”. Maria Madalena aparece ainda nos Evangelhos no momento mais terrível e dramático da vida de Jesus: quando o acompanha ao Calvário, com outras mulheres, e O contempla de longe.

Ela aparece também quando José de Arimateia depõe o corpo de Jesus no sepulcro, que fora fechado com uma pedra. Foi ela, depois do sábado, na manhã do primeiro dia da semana, quem voltou ao sepulcro e descobriu que a pedra havia sido removida e correu para avisar Pedro e João; eles, por sua vez, foram às pressas ao sepulcro e viram que o corpo do Senhor não estava mais lá.

Equívocos sobre sua identidade 

Segundo a exegese bíblica, a expressão “sete demônios” poderia indicar um gravíssimo mal físico ou moral, que havia acometido a mulher, do qual Jesus a curou. No entanto, a tradição, que perdura até hoje, diz que Maria Madalena era uma prostituta, porque, no capítulo 7 do Evangelho de Lucas, narra-se a história da conversão de uma anônima “pecadora da cidade, que ungia com perfume os pés de Jesus, convidado de um fariseu; após tê-los banhado com suas lágrimas, os enxugava com seus cabelos”.

Assim, sem nenhuma ligação textual, Maria de Magdala foi identificada com aquela prostituta anônima. Porém, há mais um equívoco, como explica o Cardeal Gianfranco Ravasi, biblista e teólogo: “A unção com óleo perfumado é um gesto feito também por Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, em outra ocasião, como diz o evangelista João. Assim, Maria de Magdala foi identificada, por algumas tradições populares, com a Maria de Betânia”.

Encontro com o Ressuscitado

Enquanto os dois discípulos voltam para casa, Maria Madalena permanece diante do sepulcro, em lágrimas. Ali, tem início um novo percurso: da incredulidade passa, progressivamente, à fé. Ao olhar dentro do sepulcro, viu dois Anjos, aos quais perguntou para onde fora levado o corpo do Senhor. Depois, voltando para fora, viu Jesus, mas não O reconheceu, pensando que fosse o jardineiro; este lhe perguntou por que estava chorando e quem estava procurando.

E ela respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”. Jesus, então, a chama por nome: “Maria!”. E ela, voltando-se, disse: “Rabôni!”, que, em hebraico, quer dizer “Mestre!”. E Jesus lhe confia uma missão: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Então, Maria de Magdala foi imediatamente anunciar aos discípulos: “Vi o Senhor! E ouvi o que ele me disse” (cfr. Jo 20).

Madalena proclama a ressurreição de Jesus

Maria Madalena foi a primeira das mulheres que seguiram Jesus, e ao proclamá-Lo como Aquele que venceu a morte; foi a primeira apóstola a anunciar a alegre mensagem central da Páscoa. Quando o Filho de Deus entrou na história dos homens, esta mulher foi um daqueles que mais O amou e o demonstrou. Quando chegou a hora do Calvário, Maria Madalena estava aos pés da Cruz, junto com Maria Santíssima e São João. Ela não fugiu com medo, como os discípulos fizeram; não O negou por medo, como fez o primeiro Papa, São Pedro, mas sempre esteve presente, desde o momento da sua conversão até o Calvário e o Sepulcro.

Festa litúrgica de Maria Madalena

Por desejo do Papa Francisco, a Memória litúrgica de Maria Madalena passou a ser Festa, a partir do dia 22 de julho de 2016, para ressaltar a importância desta discípula fiel de Cristo, que demonstrou grande amor por Ele e Ele por ela.

A minha oração

Ó Santa da ressurreição, fazei-nos crer cada vez mais no Cristo vivo e agente nesse mundo. Ensina-nos a reconhecê-Lo e amá-Lo, servi-Lo e adorá-Lo, assim como Ele merece. Amém!

Santa Maria Madalena, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 22 julho:

  • Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, São Platão, mártir. († s. III-IV)
  • Na África Proconsular, em território da atual Tunísia, os santos mártires Massilitanos. († s. III-IV)
  • Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, São Cirilo, bispo. († c. 306)
  • Na fortaleza de Schemaris, nos montes do Cáucaso, Santo Anastásio, monge. († 662)
  • No mosteiro de Fontenelle, na Nêustria, na atual França, São Vandregisilo, abade. († c. 668)
  • Em Menat, na Gália Arvenense, também na atual França, São Meneleu, abade. († c. 700)
  • Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Jerônimo, bispo. († s. VIII)
  • Em Lódi, também na Lombardia, São Gualter, fundador da Casa Hospital da Misericórdia. († 1224)
  • Em Veneza, cidade do Véneto, região da Itália, o Beato Agostinho de Biella Fángi, presbítero da Ordem dos Pregadores. († 1493)
  • Em Lisboa, cidade de Portugal, o dia natal de São Lourenço de Brinde. († 1619)
  • Em Cardiff, no País de Gales, os santos Filipe Evans, da Companhia de Jesus, e João Lloyd, presbíteros e mártires. († 1679)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Tiago Lombardie, presbítero de Limoges e mártir. († 1794)
  • Em Majiazhuang, localidade próxima de Daining, no Hebei, província da China, os santos mártires Ana Wang, virgem, Lúcia Wang Wangzhi e seu filho André Wang Tianking. († 1900)
  • Também próximo de Daining, nos arredores de Yongnian, cidade do Hebei, província da China, Santa Maria Wang Lizhi, mártir. († 1900)
  • Em Toledo, na Espanha, os beatos Eusébio do Menino Jesus (Ovídio Fernández Arenillas), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e companheiros mártires. († 1936)
  • Em Barcelona, na Espanha, o Beato Luís de Jesus (José Luís Marcou Pecavel), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. († 1936)
  • Em Roma, a Beata Maria Inês Teresa do Santíssimo Sacramento (Manuela de Jesus Árias Espinosa), virgem, fundadora das Missionárias Clarissas do Santíssimo Sacramento. († 1981)