Nossa Senhora da Visitação e Santíssima Trindade – 31 de Maio

Visitação de Nossa Senhora, o encontro de duas promessas

Santo do Dia – 31 de Maio

Visitação de Nossa Senhora

Visitação de Nossa Senhora,

O encontro de duas promessas · 31 de Maio

A Promessa

Visitação de Nossa Senhora Nossa Senhora foi visitada pelo Arcanjo Gabriel com uma mensagem de amor: a proposta de fazer dela a Mãe do nosso Salvador. E ela aceitou. Aceitar Jesus é estar aberto a aceitar, receber e doar-se aos outros.

O Anjo também comunicou a Ela que sua parenta — Isabel — já estava grávida. Aí encontramos o testemunho da Santíssima Virgem, no Evangelho de São Lucas, no capítulo 1, quando, depois de andar cerca de 100 km, ela se encontrou com Isabel.

Doação e transmissão do Verbo

A Virgem Maria foi às pressas visitar sua prima Isabel, revelando-se uma mulher caridosa e doada, que se colocou à disposição de sua prima, que vivia a graça de uma gestação já em idade avançada. Mas mais do que isso, Maria revelou-se mulher missionária que, desde o anúncio do Anjo, empenhou-se com amor e confiança a cumprir aquilo que eram os desígnios de Deus para Ela: transmitir o mistério santificador da Palavra que se encarnou.

Encontro de duas promessas

O encontro de Maria e Isabel é a união de dois anúncios: daquele que viria para preparar os caminhos do Senhor e do próprio Salvador, o Cristo. Era o próprio Jesus, ainda no ventre de sua Mãe, que encontrava o Seu precursor, o profeta João Batista, também no seio de sua mãe, que, ao reconhecê-lo, logo que ouviu a saudação de Maria, “estremeceu”, exultou de alegria, como aconteceu com Davi, que dançou diante da arca pela presença do Senhor (cf. 2Sm 6,12-16).

Magnificat

Nesta festa, também é possível descobrir a raiz da nossa devoção a Maria.

Ela cantou o Magnificat glorificando a Deus, exprimindo a sua alegria: “Meu espírito se alegra em Deus”. E, em certa altura, Ela reconheceu sua pequenez, e a razão pela qual devemos venerá-la, que passa de século a século; parece um prelúdio da palavra que seria pronunciada trinta anos mais tarde: “Bem-aventurados os pobres, bem-aventurados os puros de coração”.

“Porque olhou para sua pobre serva, por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lucas 1,48).

A fé que opera obras de amor

A Palavra de Deus nos convida a proclamarmos bem-aventurada Aquela que, por aceitar Jesus, também se abriu à necessidade do outro. É impossível dizer que ama a Deus, se não ama o outro. A visitação de Maria a Sua prima nos convoca para essa caridade ativa, para a fé que opera por esse amor de que o outro tanto precisa.

Quem será que precisa de nós? Virgem Maria, Mãe da Visitação, rogai por nós!

O mistério da Santíssima Trindade

O que é o mistério da Santíssima Trindade?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica “o mistério da Santíssima Trindade é […] a fonte de todos os outros mistérios da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na ‘hierarquia das verdades de fé’. ‘Toda a história da salvação não é senão a história da via e dos meios, pelos quais o Deus verdadeiro e Único, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela, reconcilia consigo e une a si os homens que se afastam do pecado’.” (234).

Mas o que é a Trindade?

A Trindade é Una, cremos em um só Deus em três pessoas distintas. Deus é Um, uma natureza divina, em três pessoas divinas distintas, não separadas: “Aquele que é o Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho (XI Conc. de Toledo em 665: Denzinger, 530). São distintos entre si por suas relações de origem” (Catecismo da Igreja Católica, 254).

Por que dizemos mistério da Trindade?

Dizemos mistério da Trindade por se tratar de um mistério de fé. A fé é um mistério revelado em si, mas vamos aprendendo seus diversos pontos e aspectos aos poucos e ao longo do tempo. Também é assim com a Trindade. Não existiu um tempo em que não havia a Trindade, a Trindade sempre existiu. Havia sim, um tempo em que os sinais dessa presença não eram percebidos pelos homens, como afirma o Catecismo da Igreja Católica: “É verdade que Deus deixou traços do seu Ser trinitário na obra da criação e na sua revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas, a intimidade do seu Ser como Trindade Santíssima constitui um mistério inacessível à razão sozinha e, mesmo, à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo” (237).

O que diz a Sagrada Escritura?

Nas Sagradas Escrituras encontramos versículos que, de modo geral, fazem menção ao mistério trinitário. Vejamos alguns: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19); “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês” (2 Cor 13,14); “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos- á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (João 14,26).

Que a Trindade que habita em nós transforme nossas escolhas e transforme nossa vida. Com Ela aprendamos as realidades da comunhão e do amor. Deus abençoe,

Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação ouvi-nos.


“Virgem Maria, hoje, quero pedir a Senhora, minha Mãe, que me dê um coração sensível à dor e ao sofrimento dos meus irmãos, que a Senhora me ensine a sair do meu próprio comodismo e ir em direção aos que necessitam ser encontrados pelo amor e pela misericórdia de Cristo. Peço ainda, Mãe, que a Senhora me dê a graça de ser um ardente missionário em qualquer que seja o meu campo de missão, que eu saiba levar a Palavra de Deus e que, acima de tudo, eu me esforce para cumprir as promessas de Deus na minha vida. Amém!”

Virgem Maria, Mãe da Visitação, rogai por nós!

Santa Petronila — Virgem e mártir, venerada em Roma no cemitério de Domitila, junto à Via Ardeatina.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 31 de maio:

1
Santa Petronila Virgem e mártir. Em Roma, no cemitério de Domitila, junto à Via Ardeatina.
† data inc.
2
Santo Hérmias Soldado e mártir. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia.
† s. III
3
Santos Câncio, Canciano e Cancianila Mártires. Em Aquileia, hoje no Friúli Venézia, região da Itália. Presos pelo perseguidor quando saíam da cidade num carro, foram finalmente levados ao suplício.
† s. IV
4
São Sílvio Bispo. Em Toulouse, na Gália Narbonense, atualmente na França. Empreendeu a construção de uma basílica para honrar o túmulo de São Saturnino.
† c. 400
5
Beato Tiago Salomóni Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Forlí, na Emília-Romanha, região da Itália. Ainda adolescente, distribuiu seus bens aos pobres; resplandeceu durante quarenta e cinco anos dotado de insignes dons carismáticos, amigo dos pobres e homem de paz.
† 1314
6
Santa Baptista de Varano Abadessa do mosteiro das Clarissas. Em Camerino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Experimentou grandes tribulações e consolações místicas.
† 1524
7
Beatos Roberto Thorpe e Tomás Watkinson Mártires. Em York, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, foram condenados à morte: o primeiro por ser sacerdote e o segundo, ancião pai de família, por muitas vezes ter prestado auxílio aos sacerdotes.
† 1591
8
Beato Nicolau Barré Presbítero. Em Paris, na França. Docente de teologia e diretor de almas, instituiu as Escolas Cristãs e da Caridade e as Irmãs Mestras do Menino Jesus, dedicadas à instrução gratuita da juventude mais carenciada.
† 1686
9
São Félix de Nicósia (Tiago Amoroso) Religioso. Em Nicósia, na Sicília, região da Itália. Recusado durante dez anos, ingressou finalmente na Ordem dos Menores Capuchinhos, onde exerceu os mais humildes ofícios com grande simplicidade e inocência de coração.
† 1787
10
Beato Mariano de Roccacasale Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Bellegra, próximo de Roma. Exercendo o ofício de porteiro, abriu as portas do convento aos pobres e aos peregrinos, a quem socorreu com imensa caridade.
† 1866
11
São Noé Mawaggali Mártir. Em Mityana, no Uganda. Sendo fâmulo do rei, quando irrompeu a perseguição recusou destemidamente empreender a fuga e espontaneamente apresentou o peito às lanças dos soldados, que o penduraram numa árvore até à morte por Cristo.
† 1886

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Encontro de duas mulheres que celebram jubilosas a vinda de Jesus Salvador

A Igreja celebra a festa da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel, em Ain-Karin, na Judeia. Isabel estava grávida de São João Baptista, o precursor de Jesus. É o encontro de duas mulheres que celebram jubilosas a vinda de Jesus Salvador: o Reino de Deus, a Boa Nova, as promessas de Deus já estão cumpridas e continuam a cumprir-se no meio dos homens de boa vontade. Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa No seu Evangelho, São Lucas afirma: naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.

“Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!”

Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu ventre e Isabel ficou replecta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!” (Lucas 1,39ss.).

Maria, trazendo Jesus em seu seio, irrompe no Magnificat

É o milagre da vida que brota com força e poder e vence o mundo. É a força e o poder da Palavra de Deus que faz a Virgem conceber e permite que aquela que era estéril dê à luz (Lucas 1,30ss.). É por isso que Maria, trazendo Jesus em seu seio, irrompe neste sublime canto de alegria e júbilo que é o “Magnificat” (Lucas 1,46-55).

História da invocação 

A referência mais antiga da invocação de Nossa Senhora da Visitação pertence a Ordem franciscana, que assim a festejava desde 1263, na Itália. Em 1441, o Papa Urbano VI instituiu esta festa, pois a Igreja do Ocidente necessitava da intercessão de Maria, para recuperar a paz e união do clero dividido pelo grande cisma.

Na Itália

Desde 1412, Nossa Senhora da Visitação é festejada especialmente pelos italianos da Sicília, como a Padroeira da cidade da Enna. Mas nem todo o mundo cristão celebrava esta veneração, por isto foi confirmada no sínodo de Basiléia em 1441.

Em Portugal

Os portugueses sempre a celebraram com muita pompa, porque rei D. Manuel I, o Venturoso, que governou entre 1495 e 1521, escolheu Nossa Senhora da Visitação a Padroeira da Casa de Misericórdia de Lisboa, e de todas as outras do reino. No Brasil Foi assim que este culto chegou ao Brasil Colônia, primeiro na Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, depois se disseminou por todo território brasileiro. Antigamente os fieis faziam uma enorme procissão até os Hospitais da Misericórdia para levar conforto aos enfermos e suas doações às instituições. Hoje, as paróquias enviam as doações recolhidas com antecedência, para as Pastorais dos enfermos, que atuam com os voluntários junto às Casas de Saúde mais deficitárias. Tudo para perpetuar a verdadeira caridade cristã, iniciada pela Mãe de Deus ao visitar a santa prima levando sua amizade e ajuda quando mais precisava.

Nossa Senhora da Visitação, intercedei por nós!

Oração – Minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. Seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração para aqueles que o temem. Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso. Depôs poderosos de seus tronos, e a humildes exaltou. Cumulou de bens a famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia – conforme prometera a nossos pais – em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre!

Com Santa Camila Batista de Varano (Camila Batista de Varano), abadessa do mosteiro das Clarissas fundado por seu pai, onde experimentou grandes tribulações e consolações místicas. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 31 2. Em Roma, no cemitério de Domitila, junto à Via Ardeatina, Santa Petronila, virgem e mártir.(† data inc.) 3. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia, Santo Hérmias, soldado, mártir.(† s. III) 4. Em Aquileia, hoje no Friúli, região da Itália, os santos Câncio, Canciano e Cancianila, mártires, que, presos pelo perseguidor quando saíam da cidade num carro, foram finalmente levados ao suplício.(† s. IV) 5. Em Toulouse, na Gália Narbonense, atualmente na França, São Sílvio, bispo, que empreendeu a construção de uma basílica para honrar o túmulo de São Saturnino.(† c. 400) 6. Em Forli, na Emília-Romana, região da Itália, o Beato Tiago Salomoni, presbítero, que, sendo ainda adolescente, falecido o seu pai e recebida sua mãe entre as monjas cistercienses, distribuiu os seus bens aos pobres e entrou na Ordem dos Pregadores, onde resplandeceu durante quarenta e cinco anos, dotado de insignes dons carismáticos, amigo dos pobres e homem de paz.(† 1314) 7. Em Camerino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, Santa Batista de Varano (Camila Baptista de Varano), abadessa do mosteiro das Clarissas fundado por seu pai, onde experimentou grandes tribulações e consolações místicas.(† 1524) 8. Em York, na Inglaterra, os beatos mártires Roberto Thorpe, presbítero, e Tomás Watkinson, que, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte: o primeiro, porque era sacerdote e o segundo, pai de família já ancião, porque muitas vezes prestou auxílio aos sacerdotes; ambos receberam ao mesmo tempo no patíbulo a coroa do martírio.(† 1591) 9. Em Paris, na França, o Beato Nicolau Barré, presbítero, que foi docente de teologia e célebre diretor de almas no espírito do Evangelho e instituiu por todas as partes da França as Escolas Cristãs e da Caridade, bem como as Irmãs Mestras do Menino Jesus, destinadas à instrução gratuita da juventude mais carenciada.(† 1686) 10. Em Nicósia, na Sicília, região da Itália, São Félix (Tiago Amoroso), religioso, que, depois de ter sido recusado durante dez anos, ingressou finalmente na Ordem dos Menores Capuchinhos, onde exerceu os mais humildes ofícios com grande simplicidade e inocência de coração.(† 1787) 11. Em Bellegra, localidade próxima de Roma, o Beato Mariano de Roccacasale (Domingos) Di Nicolantônio, religioso da Ordem dos Frades Menores, que, exercendo o ofício de porteiro, abriu as portas do convento aos pobres e aos peregrinos, a quem socorreu de todos os modos com imensa caridade.(† 1866) 12. Em Mityana, localidade do Uganda, São Noé Mawaggali, mártir, que, sendo fâmulo do rei, quando irrompeu a perseguição recusou destemidamente empreender a fuga e espontaneamente apresentou o peito às lanças dos soldados, que, depois de o terem trespassado, o penduraram numa árvore, até chegar à morte por Cristo.(† 1886)

Santíssima Trindade – Solenidade | Domingo

Santíssima Trindade | Solenidade | Domingo

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Ex 34,4b-6.8-9)

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias: 4b Moisés levantou-se, quando ainda fazia noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. 5 O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6 Enquanto o Senhor passava diante dele Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. 8 Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9 e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Dn 3,52.53.54.55.56 (R. 52b)

Responsório Dn 3,52.53.54.55.56 (R. 52b)

– A vós louvor, honra e glória eternamente!

– A vós louvor, honra e glória eternamente!

– Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.

– Sede bendito, nome santo e glorioso.

– No templo santo onde refulge a vossa glória.

– E em vosso trono de poder vitorioso.

– Sede bendito, que sondais as profundezas.

– e superior aos querubins vos assentais.

– Sede bendito no celeste firmamento.

Segunda Leitura (2Cor 13,11-13)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

11 Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12 Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13 A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Evangelho (Jo 3,16-18)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Joana d’Arc, Camponesa, Guerreira, Virgem – 30 de Maio

Santa Joana d'Arc, Camponesa, Guerreira, Virgem

Santo do Dia – 30 de Maio

Santa Joana d'Arc

Santa Joana d’Arc,

Camponesa, Guerreira e Santa · † 1431

As Origens

Santa Joana d'Arc em batalha Joana d’Arc, filha de camponeses, nasceu num vilarejo na França — Domrémy-la-Pucelle, na Lorena — no ano de 1412. Não foi ensinada a ler nem a escrever, mas, desde pequena, foi alimentada com amor ao catolicismo e os seus ensinamentos pela sua mãe, considerada uma mulher muito piedosa.

Tinha apenas 13 anos quando começou a ter experiências místicas. Ao rezar na igreja de seu povoado, começou a ouvir misteriosas vozes: as do Arcanjo São Miguel, de Santa Catarina de Alexandria e de Santa Margarida de Antioquia. Essas vozes a convidavam a libertar a França, que, na época, estava em grande parte dominada pelos ingleses.

Ao falar com aquele que seria o futuro rei, Carlos VII, ela mostrou conhecer coisas que jamais poderiam ter-lhe sido reveladas, se não fosse o próprio céu a fazê-lo. O rei ficou profundamente impressionado e confiou-lhe uma missão militar extraordinária para uma jovem camponesa de dezessete anos.

A Missão

No ano de 1429, Joana partiu para uma expedição com o propósito de salvar a cidade de Orleães, carregando uma bandeira com os nomes de Jesus e de Maria, além de uma imagem do Pai Eterno. Em maio de 1429, ela expulsou os ingleses de Orleães. Após as lutas, a cidade foi recuperada; e Joana cumpriu o que lhe foi confiado, seguindo uma carreira cheia de triunfos militares. Alguns soldados e oficiais testemunharam a modéstia de Joana e como ela influenciou no modo como se comportavam. Dentre os seus feitos no exército esteve a expulsão de prostitutas do acampamento. Ela ainda implementou a participação na Santa Missa e a receção dos sacramentos pelos soldados. Sem derramar uma só gota de sangue, Santa Joana manteve-se sempre em oração. Com um exército de cinco mil soldados, até então sempre abatidos, a santa estabeleceu uma série de vitórias que mudaram o curso da história da França.

A Morte

Anos mais tarde, ela foi aprisionada pelos ingleses. Esses a fecharam numa jaula de ferro, na cidade de Ruão. Julgada por uma centena de prelados e teólogos que a consideraram mentirosa, blasfemadora e herege, decidiram queimá-la viva. Presa em um poste, ela apertava uma cruz sobre o coração, invocando o nome de Jesus Cristo e as suas vozes. O poste caiu nas chamas, mas, mesmo assim, a ouviram gritar seis vezes: — Jesus! Os ingleses lançaram as cinzas dela no rio Sena. Era o ano de 1431. Joana tinha apenas dezenove anos.

A Glória

O seu processo de incriminação foi revisado e, em 1909, foi beatificada por São Pio X; no ano de 1920, foi canonizada pelo Papa Bento XV. A Igreja a proclama virgem e mártir, padroeira da França. Santa Joana d’Arc, rogai por nós! Joana — Vem do hebraico Yohanan, que significa “Deus é gracioso” ou “Deus concedeu graça”. D’Arc significa “de Arc”, referência à sua aldeia natal na Lorena, França.

“Senhor Deus, peço a Ti que afine os meus ouvidos para também ouvir as inspirações interiores que o Senhor mesmo suscita em mim; e Te peço também a força para cumprir com cada um dos Teus desígnios, a exemplo e pela intercessão de Santa Joana D’Arc. E que, em cada luta, eu possa ter gravados em meu coração os nomes de Jesus e Maria. Assim seja!”

Santa Joana d’Arc, rogai por nós!

São Fernando III — Rei de Castela e de Leão, que reunificou o reino e reconquistou Sevilha dos mouros, governando com justiça, piedade e devoção à Virgem Maria.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 30 de maio:

1
Santa Joana d’Arc Virgem e Mártir. Em Ruão, na França. Camponesa lorena que, guiada por vozes celestiais, liderou o exército francês e expulsou os ingleses de Orleães; foi presa, julgada e queimada viva, balbuciando os nomes de Jesus e Maria.
† 1431
2
São Gavino Mártir. Na Sardenha, região da Itália.
† c. s. IV
3
Santos Basílio e Emélia Santos esposos, pais de São Basílio Magno, São Gregório de Nissa, São Pedro de Sebaste e Santa Macrina virgem. Desterrados, habitaram nas solidões do Ponto e morreram em paz, deixando aos filhos a herança de suas virtudes.
† 349 e 372
4
Santo Anastásio Bispo. Na Lombardia, região da Itália.
† c. 680
5
Santa Dimpna Virgem e Mártir. Em Ghéel, atualmente na Bélgica.
† s. VII/IX
6
Santo Huberto Bispo de Tongres e de Maastricht, discípulo e sucessor de São Lamberto. Em Tervueren, hoje na Bélgica.
† 727
7
São Fernando III Rei de Castela e de Leão. Em Sevilha, na Espanha.
† 1252
8
São Lucas Kirby e Companheiros Presbíteros e Mártires. Em Londres, na Inglaterra. Após muitos tormentos, foram suspensos na tríplice forca de Tyburn. Com ele padeceram os beatos Guilherme Filby, Lourenço Johnson e Tomás Cottam, da Companhia de Jesus.
† 1582
9
Beatos Guilherme Scott e Ricardo Newport Presbíteros e Mártires. Em Londres. Da Ordem de São Bento e secular respectivamente; o primeiro morreu estrangulado e o segundo esquartejado à espada ainda vivo, por causa do sacerdócio.
† 1612
10
São Matias Kalemba, «Molumba» Mártir. Em Kampala, no Uganda.
† 1886
11
São José Marello Bispo. Em Savona, na Itália. Fundou a Congregação dos Oblatos de São José, dedicada à formação moral e cristã da juventude.
† 1895
12
Beata María Celina da Apresentação da Santíssima Virgem Maria Virgem da Ordem de Santa Clara. Em Bordéus, na França.
† 1897
13
Beata Marta Maria Wiecka Virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Em Snyatin, na Ucrânia.
† 1904
14
Beato Otão Neururer Presbítero e Mártir. No campo de concentração de Buchenwald, na Turíngia, Alemanha. Preso por convencer uma jovem a não simular matrimônio com um membro das forças do regime hostil a Deus, prosseguiu clandestinamente o ministério no cárcere até ser martirizado.
† 1940

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 Filha de camponeses

Filha de Jaques d’Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas. Ouvia as “vozes” do arcanjo Miguel Ouvia as “vozes” do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram importância, depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França.

O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto

A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto. Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe, então, a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus.

Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz

E o que aconteceu na batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão. Carlos VII foi, então, coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa. Num processo religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira A luta pela reconquista demorara cerca de um ano e ela desejava voltar para sua vida simples no campo. Mas o rei exigiu que ela continuasse comandando os exércitos na reconquista de Paris. Ela obedeceu, mas foi ferida e também traída, sendo vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como “feiticeira, blasfema e herética”. Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431, diante da comoção popular na praça do Mercado Vermelho, em Rouen.

Joana d’Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV

Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados, seria difícil crer na existência dessa jovem mártir, que sacrificou sua vida pela libertação de sua pátria e de seu povo. Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d’Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. O dia de hoje é comemorado na França como data nacional, em memória de santa Joana d’Arc, mártir da pátria e da fé.

Santa Joana d’Arc, rogai, por nós!

Oração – Que nada me obrigue a recuar, quando estou com a razão e a verdade, nem opressões, nem ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira. Santa Joana D’Arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me. Amém!”

Com São Fernando III, rei de Castela e de Leão, prudente na administração do reino, cultivador das artes e das ciências e zeloso na propagação da fé. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 30 1. Em Porto Torres, na Sardenha, região da Itália, São Gavino, mártir.(† c. s. IV) 2. Em Cesareia da Capadócia, Kayseri, Turquia, santos Basílio e Emélia ou Emília, que foram os pais dos santos bispos Basílio Magno, Gregório de Nissa, Pedro de Sebaste e de Santa Macrina, virgem. Estes santos esposos, no tempo do imperador Galério Maximiano, foram desterrados e habitaram nas solidões do Ponto. Terminada a perseguição, morreram em paz, deixando aos filhos a herança das suas virtudes.(† 349 e 372) 3. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, Santo Anastásio, bispo, que, abandonando a heresia ariana, professou firmemente a fé católica.(† c. 680) 4. Em Ghéel, no Brabante, território da Austrásia, atualmente na Bélgica, Santa Dimpna, virgem e mártir.(† s. VII/IX) 5. Em Tervueren, também no Brabante, hoje na Bélgica, o passamento de Santo Huberto, bispo de Tongres e de Maastricht, discípulo e sucessor de São Lamberto, que se dedicou com todas as suas forças a difundir o Evangelho no Brabante e nas Ardenas, de onde erradicou os costumes pagãos.(† 727) 6. Em Sevilha, na Espanha, São Fernando III, rei de Castela e de Leão, prudente na administração do reino, cultivador das artes e das ciências e zeloso na propagação da fé.(† 1252) 7. Em Ruão, na Normandia, região da França, Santa Joana d’Arc, virgem, chamada a Donzela de Orleãs, que, depois de combater valorosamente pela pátria, foi finalmente entregue ao poder dos inimigos, que a condenaram num julgamento iníquo a ser queimada na fogueira.(† 1431) 8. Em Londres, na Inglaterra, São Lucas Kirby, presbítero e mártir, que, durante a perseguição da rainha Isabel I, depois de muitos tormentos, foi suspenso na tríplice forca de Tyburn. Com ele padeceram no mesmo patíbulo os beatos presbíteros e mártires Guilherme Filby, Lourenço Johnson, bem como Tomás Cottam, da Companhia de Jesus.(† 1582) 9. Também em Londres, trinta anos mais tarde, os beatos Guilherme Scott, da Ordem de São Bento, e Ricardo Newport, presbíteros e mártires, que, no reinado de Jaime I, por causa do sacerdócio, o primeiro morreu estrangulado com uma corda, e o segundo esquartejado à espada enquanto estava ainda vivo.(† 1612) 10. Em Kampala, no Uganda, São Matias Kalemba, chamado «Molumba» ou «Forte», mártir, que, abandonando o culto maometano, depois do Baptismo em Cristo abdicou do ofício de juiz e propagou dedicadamente a fé cristã; por isso, no tempo do rei Mwanga, foi submetido a cruéis torturas e, sem possibilidade de conforto algum, entregou o espírito a Deus.(† 1886) 11. Em Savona, na Itália, o passamento de São José Marello, bispo de Ácqui, no Piemonte, que fundou a Congregação dos Oblatos de São José, dedicada à formação moral e cristã da juventude.(† 1895) 12. Em Bordéus, na França, a Beata María Celina da Apresentação da Santíssima Virgem Maria (Joana Germaine Castang), virgem da Ordem de Santa Clara.(† 1897) 13. Em Snyatin, na Ucrânia, a Beata Marta Maria Wiecka, virgem da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.(† 1904) 14. No campo de concentração de Buchenwald, na Turíngia, região da Alemanha, a paixão do Beato Otão Neururer, presbítero e mártir, que, por ter convencido uma jovem católica a não simular o matrimónio com um homem já casado e membro das forças de segurança do nefasto regime hostil a Deus e aos homens, foi metido no cárcere, onde, apesar de todo o gênero de tribulações, prosseguia clandestinamente o seu ministério, até que, pendurado de uma viga com os pés para cima e a cabeça para baixo, consumou o seu martírio.(† 1940)

Santa Úrsula (Júlia Ledochowska), Virgem, Fundadora – 29 de Maio

Santa Úrsula Ledochowska, Virgem e Fundadora

Santo do Dia – 29 de Maio

Santa Úrsula Ledochowska,

Virgem e Fundadora · † 1939

De Família Nobre e Muito Abençoada

Júlia Ledochowska pertencia a uma família especialmente abençoada. A sua irmã mais velha, Maria Teresa, era religiosa, fundou uma congregação e foi inscrita no livro dos santos. O irmão, o padre Vladimiro, foi o vigésimo sexto preposto-geral dos jesuítas.

Ela nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses que residiam na Áustria. Até o final da adolescência viveu nesse país, onde completou os estudos, depois voltou com a família para o solo polonês, estabelecendo-se na Croácia. Aos vinte e um anos, ingressou no Convento das Irmãs Ursulinas de Cracóvia, pronunciando os votos definitivos e tomando o nome de Úrsula em 1899.

Precisou Usar Roupas Civis para sua Segurança

Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria e foi, também, superiora do seu convento por quatro anos. Foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, que na época reprimia toda atividade religiosa, inclusive as de cunho assistencial, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas; nessa função teve de usar roupas civis para sua segurança. Em 1909, fundou também uma casa das ursulinas na Finlândia, onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre para moças doentes, seguindo o estilo inglês, e ao mesmo tempo fundando, na mesma Petersburgo, outra casa das Ursulinas.

Possuidora de um Grande Senso Apostólico

A sua cidadania e origem austríaca a fizeram objeto de perseguição por parte da polícia russa durante a Primeira Guerra Mundial, tanto que em 1914 se refugiou na Suécia, onde fundou, também ali, um pensionato e uma escola. O seu grande senso de apostolado a fez fundar para os católicos suecos o jornal “Solglimtar”, editado ainda hoje sob outra direção. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando, então, regressou para o seu convento na Polônia.

Fundadora das Irmãs Ursulinas

Atendendo a um antigo anseio interior, em 1920 separou-se da sua congregação para fundar uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e para cuidar dos pobres, velhos e crianças. Na Polônia, devido à cor do hábito, se popularizaram como as “ursulinas cinzas” e na Itália, como as “irmãs polonesas”. A ordem foi aprovada em 1930 e se desenvolveu com rapidez. Quando sua fundadora, madre Úrsula, morreu, já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e o francês. Madre Úrsula Ledochowska faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939, na Casa Mãe da Ordem, que conserva as suas relíquias. O Papa São João Paulo II a beatificou, numa comovente cerimônia em Poznan, quando visitava a Polônia. Vinte anos depois, ele mesmo a canonizou, declarando ser seu devoto. Santa Úrsula, rogai por nós! Úrsula — Significa “pequena ursa”, “ursinha”. Tem origem na forma diminutiva do latim ursa, feminino de ursus, que significa literalmente “urso”. O nome carrega consigo a simbologia desse animal mamífero que representa a força e a coragem.

“Ó Deus, que destes a Santa Júlia a graça de superar os mais duros obstáculos para preservar sua fé em Jesus Cristo, dai-nos também a graça da perseverança até o fim. Amém.”

Santa Úrsula, rogai por nós!

São Maximino — Bispo de Tréveris, intrépido defensor da fé contra os arianos, acolheu fraternalmente Santo Atanásio de Alexandria e outros bispos exilados.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de maio:

1
Santo Hesíquio Mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Guarda palaciano que, na perseguição de Diocleciano, depôs o uniforme militar por recusar oferecer incenso aos ídolos, sendo precipitado no rio Orontes com uma pedra presa ao braço.
† c. 303
2
São Maximino Bispo de Tréveris, na Gália Bélgica, atual Alemanha. Intrépido defensor da fé contra os arianos, acolheu Santo Atanásio de Alexandria e outros bispos exilados; expulso da sua sede episcopal, morreu em Poitiers, sua terra natal.
† c. 346
3
Santos Sisínio, Martírio e Alexandre Mártires. Em Val di Non, no atual Trentino Alto Ádige, Itália. Naturais da Capadócia, edificaram uma igreja e introduziram os cânticos do louvor divino, mas foram mortos por pagãos num dia em que estes ofereciam sacrifícios lustrais.
† 397
4
Santo Exuperâncio Bispo de Ravena, na Emília-Romanha, Itália. Presidiu com sábia prudência à sua Igreja no tempo em que o rei Odoacro se apoderou da Itália e desta cidade.
† 430
5
São Senador Bispo de Milão, na Lombardia, Itália. O papa São Leão Magno o havia enviado como legado a Constantinopla quando ainda era presbítero.
† c. 480
6
São Gerardo Em Mâcon, na Borgonha, França. Foi monge, depois eleito bispo e, por fim, levou vida eremítica na floresta.
† c. 940
7
Santa Bona Virgem. Em Pisa, na Toscana, Itália. Fez com devoção frequentes peregrinações à Terra Santa, a Roma e a Compostela.
† 1207
8
Beatos Guilherme Arnaud e onze companheiros Mártires. Em Avignonet, perto de Toulouse, França. Unidos na missão de combater a heresia dos cátaros, foram ardilosamente presos e mortos à espada no dia da Ascensão do Senhor, cantando unanimemente o “Te Deum”.
† 1242
9
Beata Geraldina Viúva. Em Pisa, na Toscana, Itália. Passou a vida numa cela junto do mosteiro camaldulense de São Sabino, consagrando-se ao louvor de Deus e à intimidade com o Senhor.
† c. 1269
10
Beato Ricardo Thirkeld Presbítero e mártir. Em York, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, foi condenado à morte por ser sacerdote e reconciliar muitas pessoas com a Igreja Católica.
† 1583
11
Beato José Gerard Presbítero dos Oblatos de Maria Imaculada. Em Roma, localidade do Lesoto, África Austral. Anunciou incansavelmente a Cristo na província do Natal e, principalmente, ao povo dos Basotos.
† 1914

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família nobre e muito abençoada

Júlia Ledochowska pertencia a uma família especialmente abençoada. A sua irmã mais velha, Maria Teresa, era religiosa, fundou uma congregação e foi inscrita no livro dos santos. O irmão, o padre Vladimiro foi o vigésimo sexto preposto-geral dos jesuítas. Ela nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses que residiam na Áustria. Até o final da adolescência viveu nesse país, onde completou os estudos, depois voltou com a família para o solo polonês, estabelecendo-se na Croácia. Aos vinte e um anos, ingressou no Convento das Irmãs Ursulinas de Cracóvia, pronunciando os votos definitivos e tomando o nome de Úrsula em 1899. Precisou usar roupas civis para sua segurança Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria e foi, também, superiora do seu convento por quatro anos. Foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, que na época reprimia toda atividade religiosa, inclusive as de cunho assistencial, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas; nessa função teve de usar roupas civis para sua segurança. Em 1909, fundou, também, uma casa das ursulinas na Finlândia onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre, para moças doentes, seguindo o estilo inglês, ao mesmo tempo fundando, na mesma Petersburgo, uma casa das Ursulinas.

Possuidora de um grande senso apostólico

A sua cidadania e origem austríaca a fizeram objeto de perseguição por parte da polícia russa durante a Primeira Guerra Mundial , tanto que em 1914 se refugiou na Suécia, onde fundou, também ali, um pensionato e uma escola. O seu grande senso de apostolado a fez fundar para os católicos suecos o jornal “Solglimstar”, editado ainda hoje sob outra direção. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando, então, regressou para o seu convento na Polônia.

Fundadora das Irmãs Ursulinas

Atendendo um antigo anseio interior, em 1920 separou-se da sua congregação para fundar uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e para cuidar dos pobres, velhos e crianças. Na Polônia, devido à cor do hábito, se popularizaram como as “ursulinas cinzas” e na Itália, como as “irmãs polonesas”. A ordem foi aprovada em 1930 e se desenvolveu com rapidez. Quando sua fundadora, madre Úrsula, morreu, já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e francês. Madre Úrsula Ledochowska faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939, na Casa mãe da Ordem, que conserva as suas relíquias. O Papa São João Paulo II, a beatificou, numa comovente cerimônia em Poznan, quando visitava a Polônia. Vinte anos depois, ele mesmo a canonizou, declarando ser seu devoto. O culto em sua homenagem foi designado para o dia de sua morte.

Santa Úrsula, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que destes a Santa Júlia a graça de superar os mais duros obstáculos para preservar sua fé em Jesus Cristo, dai-nos também a graça da perseverança até o fim

Úrsula: Significa “pequena ursa”, “ursinha”. Úrsula tem origem na forma diminutiva do latim ursa, feminino de ursus, que significa literalmente “urso”. O nome carrega consigo a simbologia desse animal mamífero que representa a força e a coragem.
Com São Maximino, Bispo, que foi intrépido defensor da integridade da fé contra os arianos, acolheu fraternalmente Santo Atanásio de Alexandria. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 29 1. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santo Hesíquio, guarda palaciano, mártir, que, durante a perseguição de Diocleciano, ouvindo um pregão pelo qual se ordenava que deixasse o uniforme militar quem não oferecesse incenso aos ídolos, imediatamente depôs o uniforme, e por isso foi precipitado no rio Orontes, com o braço direito ligado a uma enorme pedra.(† c. 303) 2. Em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha, São Maximino, bispo, que foi intrépido defensor da integridade da fé contra os arianos, acolheu fraternalmente Santo Atanásio de Alexandria e outros bispos exilados e, expulso da sua sede episcopal pelos inimigos, morreu em Poitiers, sua terra natal.(† c. 346) 3. Em Val di Non, atualmente no Trentino Alto Ádige, região da Itália, os santos mártires Sisínio, diácono, Martírio, leitor, e Alexandre, ostiário, naturais da Capadócia, que nesta região edificaram uma igreja e introduziram os cânticos do louvor divino, mas foram mortos pelos pagãos num dia em que estes ofereciam os seus sacrifícios lustrais.(† 397) 4. Em Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, também região da Itália, Santo Exuperâncio, bispo, que presidiu com sábia prudência a esta Igreja, no tempo em que o rei Odoacro se apoderou da Itália e desta cidade.(† 430/476-477) 5. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, São Senador, bispo, que o papa São Leão Magno tinha enviado como legado a Constantinopla quando ainda era presbítero.(† c. 480) 6. Em Mâcon, na Borgonha, na atual França, São Gerardo, que foi monge, depois eleito bispo e finalmente levou vida eremítica na floresta.(† c. 940) 7. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Bona, virgem, que fez com devoção frequentes peregrinações à Terra Santa, a Roma e a Compostela.(† 1207) 8. Em Avignonet, perto de Toulouse, na França, os beatos Guilherme Arnaud e dez companheiros[1], que, unidos na missão de impedir a heresia dos cátaros, foram ardilosamente presos por causa da fé de Cristo e da obediência à Igreja Romana e morreram ao fio da espada no dia da Ascensão do Senhor, cantando unanimemente o «Te Deum». [1] São estes os seus nomes: Bernardo de Roquefort, Garcia d’Aure, Estêvão de Sain-Thierry, Raimundo Carbonier; Raimundo de Cortisan, chamado Escrivão, cónego; Bernardo, Pedro d’Arnaud, Fortanier e Ademaro, clérigos; prior de Avignonet, cujo nome não é conhecido.(† 1242) 9. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Geraldina, viúva, que passou a vida numa cela junto do mosteiro camaldulense de São Sabino, consagrando-se ao louvor de Deus e à intimidade com o Senhor.(† c. 1269) 10. Em York, na Inglaterra, o Beato Ricardo Thirkeld, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, condenado à morte por ser sacerdote e reconciliar muitas pessoas com a Igreja católica, foi levado ao suplício do patíbulo.(† 1583) 11. Em Roma, localidade do Lesoto, na África Austral, o Beato José Gerard, presbítero dos Oblatos de Maria Imaculada, que anunciou incansavelmente a Cristo na província do Natal e depois, principalmente, ao povo dos Basotos.(† 1914) 12. Em Roma, Santa Úrsula (Júlia Ledochowska), virgem, que fundou o Instituto das Irmãs Ursulinas do Coração de Jesus Agonizante e percorreu infatigavelmente nesta missão apostólica as regiões da Polônia, da Escandinávia, da Finlândia e da Rússia.(† 1939)

Pentecostes, São Germano de Paris, Bispo – 28 de Maio

São Germano de Paris, Bispo

Santo do Dia – 28 de Maio

São Germano de Paris

São Germano de Paris,

Bispo de Paris  ·  † 576

O Bispo

São Germano de Paris Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo — mas também foi em vão.

Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois foi criado por um primo bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo.

Decorrido esse tempo, em 531 foi chamado pelo Bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono e, três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade.

O Dom do Conselho

Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons — principalmente o do conselho —, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia.

Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica.

Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do Concílio de Tours, em 567, e dos Concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570.

Entrementes não eram apenas os nobres que o respeitavam — ele era amado pelo povo pobre da Diocese. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Frequentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira a um pobre. Ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido. Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.

A Morte

Assim viveu o Bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Logo os milagres e graças começaram a acontecer, e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a celebração.

Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade, que leva o seu nome até hoje como testemunho vivo de sua santidade.

São Germano de Paris, rogai por nós!

Germano — Significa “irmão”; “germânico”, “da Germânia”, “nascido ou habitante da Germânia”. É um nome com dois possíveis étimos: um a partir do latim Germanu, outro da palavra germânica Wehrmann.

“Oração — Hoje, Senhor, quero Vos entregar minhas carências afetivas, as vezes em que me senti só, as vezes em que não fui compreendido e até mesmo rejeitado. Inundai-me com Vosso Amor, aquecei meu coração com Vosso afeto Paternal. Das angústias, inseguranças e tristezas, livrai-me Senhor. Amém.”

São Germano de Paris, rogai por nós!

Beata Margarida Pole — Mãe de família e Mártir, que, sendo condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara, foi decapitada na Torre de Londres.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 28 de maio:

1
Santa Helicónides
Mártir. Em Corinto, na Acaia, atualmente na Grécia. No tempo do imperador Gordiano, depois de suportar muitos tormentos, finalmente decapitada consumou o seu martírio.

† s. III

2
São Caraúno
Mártir. Em Chartres, na Gália Lionense, na atual França.

† s. V

3
São Justo
Bispo. Em Urgel, na Espanha Tarraconense. Escreveu um comentário alegórico do “Cântico dos Cânticos” e tomou parte nos concílios hispânicos.

† s. VI

4
São Germano de Paris
Bispo. Em Paris, na Gália. Era abade de São Sinforiano em Autun quando foi chamado para a sede episcopal de Paris; continuando o modo de vida monástica, exerceu com muito fruto o ministério pastoral das almas.

† 576

5
São Guilherme
Monge. No mosteiro de Gellone, na Gália Narbonense. Depois de ter sido personagem de grande prestígio na corte do imperador, estimulado pela amizade com São Bento de Aniane, tomou o hábito monástico que honrou com exímia virtude.

† 812

6
Beato Lanfranco
Bispo. Em Cantuária, na Inglaterra. Monge de Bec, na Normandia, fundou uma célebre escola e disputou contra Berengário sobre a presença verdadeira de Cristo na Eucaristia; elevado à sede de Cantuária, procurou reformar a disciplina da Igreja na Inglaterra.

† 1089

7
Santa Ubaldina
Virgem. Em Pisa, na Toscana, região da Itália. Desde os 16 anos até a morte, durante cinquenta e cinco anos, praticou infatigavelmente num hospício as obras de misericórdia.

† 1206

8
Beato Herculano de Piégaro
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Castelnuovo di Garfagnana, na Toscana. Foi exímio pregador e resplandeceu pela austeridade de vida, longos jejuns e fama de milagres.

† 1451

9
Beata Margarida Pole
Mãe de família e Mártir. Em Londres, na Inglaterra. Condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara, foi decapitada no cárcere da Torre de Londres.

† 1541

10
Beata Maria Bartolomeia Bagnési
Virgem, irmã da Ordem da Penitência de São Domingos. Em Florença, na Toscana. Suportou durante cerca de quarenta e cinco anos muitos e atrozes sofrimentos.

† 1577

11
Beatos Tomás Ford, João Shert e Roberto Johnson
Presbíteros e Mártires. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, falsamente acusados de conjura, foram condenados e suspensos ao mesmo tempo no patíbulo de Tyburn.

† 1582

12
São Paulo Hanh
Mártir. Em Cho Quan, na Cochinchina, no atual Vietnã. Abandonando um grupo de salteadores, confessou a fé cristã; nem seduções nem flagelações o fizeram ceder, e foi degolado no tempo do imperador Tu Duc.

† 1859

13
Beato Ladislau Demski
Mártir. Em Sachsenhausen, na Alemanha. Natural da Polônia, morreu duramente torturado num campo de concentração por defender a fé.

† 1940

14
Beato Antônio Julião Nowowiejski
Bispo de Plock. Em Dzialdowo, Polônia. Encarcerado num campo de concentração pelos inimigos, esvaído pela fome e cruéis torturas, foi ao encontro do Senhor.

† 1941

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

A mãe tentou abortá-lo

Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu.

Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão.

Experiência como ermitão

Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo.

Perseguido pelos monges do mosteiro

Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo Bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade.

Tinha o Dom do Conselho

Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia. Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica.

Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do concilio de Tours, em 567, e dos concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570.

Amado por nobres e pobres

Entrementes não eram apenas os nobres que o respeitavam, ele era amado pelo povo pobre da Diocese. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Frequentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre; ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido. Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.

Assim viveu o Bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576.

Logo os milagres e graças começaram a acontecer e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a celebração. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.

São Germano de Paris, rogai por nós!

Oração – Hoje, Senhor, quero Vos entregar minhas carências afetivas, as vezes em que me senti só, as vezes em que não fui compreendido e até mesmo rejeitado. Inundai-me com Vosso Amor, aquecei meu coração com Vosso afeto Paternal. Das angústias, inseguranças e tristezas, livrai-me Senhor. Amém.

Germano: Significa “irmão”; “germânico”, “da Germânia”, “nascido ou habitante da Germânia”. É um nome com dois possíveis étimos, um a partir do latim Germanu, outro da palavra germânica wehrmann.

Com Beata Margarida Pole, Mãe de família e Mártir, que, sendo condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

28

1. Em Corinto, na Acaia, atualmente na Grécia, Santa Helicónides, mártir, que, no tempo do imperador Gordiano, sob a jurisdição do governador Perênio e do seu sucessor Justino, depois de suportar muitos tormentos, finalmente decapitada consumou o seu martírio.(† s. III)

2. Em Chartres, na Gália Lionense, na atual França, São Caraúno, mártir.(† s. V)

3. Em Urgel, na Espanha Tarraconense, São Justo, bispo, que escreveu um comentário alegórico do “Cântico dos Cânticos” e tomou parte nos concílios hispânicos.(† s. VI)

4. Em Paris, na Gália, na atual França, São Germano, bispo, que era abade de São Sinforiano em Autun quando foi chamado para a sede episcopal de Paris e, continuando o modo de vida monástica, exerceu com muito fruto o ministério pastoral das almas.(† 576)

5. No mosteiro de Gellone, na Gália Narbonense, também na atual França, São Guilherme, monge, que, depois de ter sido uma personagem de grande prestígio na corte do imperador, estimulado pela sua grande simpatia por São Bento de Aniane, tomou o hábito monástico que honrou com exímia virtude.(† 812)

6. Em Cantuária, na Inglaterra, o Beato Lanfranco, bispo, que, sendo monge de Bec, na Normandia, fundou uma célebre escola e disputou contra Berengário sobre a presença verdadeira do corpo e sangue de Cristo no sacramento eucarístico; depois, elevado à sede episcopal de Cantuária, procurou reformar a disciplina da Igreja na Inglaterra.(† 1089)

7. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Ubaldina, virgem, que, desde os 16 anos de idade até a morte, durante cinquenta e cinco anos praticou infatigavelmente num hospício as obras de misericórdia.(† 1206)

8. Em Castelnuovo di Garfagnana, também na Etrúria, hoje na Toscana, o Beato Herculano de Piégaro, presbítero da Ordem dos Menores, que foi exímio pregador e resplandeceu pela austeridade de vida, longos jejuns e fama de milagres.(† 1451)

9. Em Londres, na Inglaterra, a Beata Margarida Pole, mãe de família e mártir, que, sendo condessa de Salisbúria e mãe do cardeal Reinaldo, no reinado de Henrique VIII, cujo divórcio ela censurara, foi decapitada no cárcere da Torre de Londres e descansou na paz de Cristo.(† 1541)

10. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Maria Bartolomeia Bagnési, virgem, irmã da Ordem da Penitência de São Domingos, que suportou durante cerca de quarenta e cinco anos muitos e atrozes sofrimentos.(† 1577)

11. Em Londres, na Inglaterra, os beatos Tomás Ford, João Shert e Roberto Johnson, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, falsamente acusados de conjura, foram condenados à morte e suspensos ao mesmo tempo no patíbulo de Tyburn.(† 1582)

12. Em Cho Quan, localidade da Cochinchina, no hodierno Vietnam, São Paulo Hanh, mártir, que, abandonando a moral cristã, pertencia a um bando de salteadores; mas, preso no tempo do imperador Tu Duc, confessou que era cristão, e nem seduções nem flagelações nem a dilaceração dos membros o fizeram demover da fé; finalmente, degolado, alcançou o glorioso martírio.(† 1859)

13. Em Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Ladislau Demski, mártir, que, natural da Polônia, morreu duramente torturado num campo de concentração por defender a fé perante os sequazes de doutrinas hostis a toda a dignidade humana e cristã.(† 1940)

14. Em Dzialdowo, cidade da Polônia, o Beato Antônio Julião Nowowiejski, bispo de Plock, que, na mesma calamidade, foi encarcerado pelos inimigos num campo de concentração e, esvaído pela fome e cruéis torturas, foi ao encontro do Senhor.(† 1941)

Santo Agostinho de Cantuária, Bispo – 27 de Maio

Santo Agostinho de Cantuária, Bispo

Santo do Dia – 27 de Maio

Santo Agostinho de Cantuária,

Bispo e Apóstolo da Inglaterra · † 604

O Monge

Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo Papa Gregório Magno. Nasceu em Roma, Itália, e pouco se sabe sobre sua vida antes de ser enviado à Grã-Bretanha.

Foi justamente o célebre Papa Gregório Magno que ordenou o envio de missionários às Ilhas Britânicas. Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção de Agostinho. Mas antes, ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários Bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselhavam a continuidade da missão.

Mas, tendo recebido do Papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos — pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris —, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos.

A Chegada

A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente. No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o Batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele. A notícia chegou ao Papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as Dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha, pois a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais. Mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos.

A Morte

Morreu no dia 25 de maio de 604. O corpo foi originalmente sepultado no pórtico do que hoje é a Abadia de Santo Agostinho, em Cantuária, mas foi posteriormente exumado e recolocado num túmulo dentro da igreja da abadia, que se tornou um local de peregrinação e veneração. Após a conquista normanda, o culto de Agostinho passou a ser ativamente promovido e o seu santuário teve posição central entre as capelas laterais, ladeado pelos santuários de seus sucessores, Lourenço e Melito. Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós! Agostinho — Significa “de Augusto”, “pertencente a Augusto”. Surgiu a partir do nome italiano Agostino, originado no latim Augustinus, forma relativa de Augusto, do latim Augustus, que significa “sagrado, consagrado, venerável, elevado”.

“Meu Senhor, pela intercessão de Santo Agostinho de Cantuária, eu vos peço a graça da perseverança na fé, da constância na oração, para que, assim como sua tão nobre alma, possa também eu desempenhar a missão para a qual fui chamado. Amém.”

Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!

Santo Atanásio Bazzekuketta — Mártir, jovem da casa real da Uganda recentemente batizado, que pediu aos algozes que o matassem imediatamente ao ser conduzido ao martírio com os companheiros por ter abraçado a fé em Cristo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de maio:

1
Santo Agostinho de Cantuária Bispo. Em Cantuária, na Inglaterra. Monge beneditino enviado pelo Papa Gregório Magno às Ilhas Britânicas; evangelizou o rei Etelberto de Kent e toda a sua nobreza, foi o primeiro arcebispo de Cantuária e fundou as Dioceses de Londres e de Rochester.
† 604
2
São Júlio Mártir. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Veterano do exército imperial, preso pelos oficiais de justiça e apresentado ao governador Máximo; manifestou repulsa pelos ídolos, confessou com grande firmeza a sua fé em Cristo e foi condenado à morte.
† c. 302
3
São Restituto Mártir. Na Via Nomentana, a dezesseis milhas de Roma.
† c. s. IV
4
Santo Eutrópio Bispo. Em Orange, na Provença, região da Gália, atualmente na França.
† c. 475
5
São Bruno Bispo. Em Würtzburg, na Francônia, região da Germânia, hoje na Alemanha. Restaurou a catedral, reformou o clero e explicou ao povo a Sagrada Escritura.
† 1045
6
São Gausberto Presbítero e eremita. No mosteiro de Montsalvy, junto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França. Transformou aquele lugar antes deserto num hospício para acolher os peregrinos.
† 1079
7
Beatos Edmundo Duke, Ricardo Hill, João Hogg e Ricardo Holiday Presbíteros e mártires. Em Dryburne, localidade próxima de Durham, na Inglaterra. Regressando do Colégio dos Ingleses de Reims à sua pátria, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte e enforcados por causa do sacerdócio.
† 1590
8
Santas Bárbara Kim e Bárbara Yi Mártires. Em Seul, na Coreia. Bárbara Kim, viúva, e Bárbara Yi, virgem de quinze anos de idade, foram presas ao mesmo tempo e morreram de peste no cárcere.
† 1839
9
Santo Atanásio Bazzekuketta Mártir. Em Nakibuwo, no Uganda. Jovem da casa real recentemente batizado, ao ser conduzido ao suplício com os demais companheiros por ter abraçado a fé em Cristo, pediu aos algozes que o matassem imediatamente e, espancado até a morte, consumou o martírio.
† 1886
10
São Gonzaga Gonza Mártir. Em Lubawo, também no Uganda. Fâmulo real que, ao ser conduzido preso com cadeias para a fogueira, foi trespassado pelas lanças dos algozes.
† 1886

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André

Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo Papa Gregório Magno. E foi justamente esse célebre Papa que ordenou o envio de missionários às Ilhas Britânicas.

Missionário nas Ilhas Britânicas

Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção de Agostinho. Mas antes, ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários Bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do Papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos.

O rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão

A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente.

Toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei receberam o Batismo

No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o Batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele.

A notícia chegou ao Papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as Dioceses de Londres e de Rochester.

Não conseguiu a conversão de toda a ilha

Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos.

Morreu no dia 25 de maio de 604. O corpo foi originalmente sepultado no pórtico do que hoje é a Abadia de Santo Agostinho, em Cantuária, mas foi posteriormente exumado e recolocado num túmulo dentro da igreja da abadia, que se tornou um local de peregrinação e veneração.

Após a conquista normanda, o culto de Agostinho passou a ser ativamente promovido e o seu santuário passou a ter uma posição central entre as capelas laterais, ladeado por santuários de seus sucessores, Lourenço e Melito. O rei Henrique I da Inglaterra concedeu à abadia uma feira de seis dias a ser celebrada na época em que as relíquias foram transladadas para o seu novo santuário, de 8 a 13 de setembro, anualmente.

Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!

Oração – Meu Senhor, pela intercessão de Santo Agostinho de Cantuária, eu vos peço a graça da perseverança na fé, da constância na oração, para que, assim como sua tão nobre alma, possa também eu desempenhar a missão para a qual fui chamado

Agostinho: Significa “de Augusto”, “pertencente a Augusto”. Surgiu a partir do nome italiano Agostino, originado no latim Augustinus, é uma forma relativa de Augusto, originado no latim augustus, que significa “sagrado, consagrado, venerável, elevado”.

Com Santo Atanásio Bazzekuketta, Mártir, que era um jovem da casa real da Uganda recentemente batizado.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, São Júlio, mártir, que, sendo veterano do exército imperial, no tempo da perseguição foi preso pelos oficiais de justiça e apresentado ao governador Máximo; tendo manifestado na sua presença a repulsa pelos ídolos, confessou com grande firmeza a sua fé em Cristo e foi castigado com a condenação à morte.(† c. 302)

3. Na Via Nomentana, a dezesseis milhas de Roma, São Restituto, mártir.(† c. s. IV)

4. Em Orange, na Provença, região da Gália, atualmente na França, Santo Eutrópio, bispo.(† c. 475)

5. Em Würtzburg, na Francônia, região da Germânia, hoje na Alemanha, São Bruno, bispo, que restaurou a igreja catedral, reformou o clero e explicou ao povo a Sagrada Escritura.(† 1045)

6. No mosteiro de Montsalvy, junto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França, São Gausberto, presbítero e eremita, que transformou este lugar, antes deserto e intransitável, num hospício para acolher os peregrinos.(† 1079)

7. Em Dryburne, localidade próxima de Durham, na Inglaterra, os beatos Edmundo Duke, Ricardo Hill, João Hogg e Ricardo Holiday, presbíteros e mártires, que, regressando do Colégio dos Ingleses de Reims à sua pátria, no reinado de Isabel I, foram condenados à morte e enforcados por causa do sacerdócio.(† 1590)

8. Em Seul, na Coreia, as santas mártires Bárbara Kim, viúva, e Bárbara Yi, virgem de quinze anos de idade, que foram presas ao mesmo tempo e morreram de peste no cárcere.(† 1839)

9. Em Nakibuwo, localidade do Uganda, Santo Atanásio Bazzekuketta, mártir, que era um jovem da casa real recentemente batizado e, ao ser conduzido ao lugar do suplício com os outros companheiros por ter abraçado a fé em Cristo, pediu aos algozes que o matassem imediatamente e, espancado até a morte, consumou o martírio.(† 1886)

10. Em Lubawo, também no Uganda, São Gonzaga Gonza, mártir, que era um dos fâmulos reais e, quando ia preso com cadeias para a fogueira, foi trespassado pelas lanças dos algozes.(† 1886)

São Filipe Neri, Presbítero, Fundador – 26 de Maio

São Filipe Neri, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 26 de Maio

São Filipe Neri

São Filipe Neri,

Presbítero e Fundador · † 1595

O Santo da Alegria

São Filipe Neri Neste dia recordamos a santidade de vida do Santo da Alegria, que encantou a Igreja com seu jeito criativo de viver o Evangelho.

Nascido em Florença no ano de 1515, foi morar com um tio negociante, que colocou diante de seus olhos a proposta de assumir os empreendimentos da família. Filipe, porém, acolheu as propostas do Senhor, que eram bem outras. Ao ir para Roma, estudou Filosofia e Teologia, sem pensar no sacerdócio. Sendo um homem de profunda caridade, vendeu toda a sua biblioteca e deu tudo aos pobres; visitava as catacumbas, tinha devoção especial aos mártires e tudo fazia para ganhar os jovens para Deus, pois era afável, modesto e alegre.

Ainda como leigo, fundou a Irmandade da Santíssima Trindade, dedicada a acolher peregrinos e assistir enfermos em Roma.

A sua Índia era Roma

São Filipe Neri, que muito acolhia peregrinos em Roma, sentiu o chamamento ao sacerdócio e foi despertado para as missões nas Índias. Porém, o seu Bispo esclareceu-lhe que a sua Índia era Roma. Ordenado sacerdote em 1551, tornou-se um confessor incansável, passando longas horas no confessionário, atraindo multidões de fiéis de todas as condições sociais. Tinha um dom singular de ler as almas e de transformar o coração dos pecadores mais endurecidos com sua alegria sobrenatural e seu amor paterno.

A Congregação do Oratório

Como Santo da Jovialidade, da simplicidade infantil e da confiança na Divina Providência, Filipe fundou a Congregação do Oratório — reuniões de oração, leitura espiritual, canto e obras de caridade que renovaram a vida espiritual de Roma. Foi vítima de calúnias; esquivou-se de ser Cardeal, mas nunca se esquivou da salvação das almas. O seu lema era claro e desafiador: — Pecados e melancolia estejam longe de minha casa. Morreu a 26 de Maio de 1595, na cidade que tanto amara e evangelizara. Canonizado em 1622, é hoje padroeiro de Roma. São Filipe Neri, rogai por nós! Filipe — Tem origem no grego Phílippos, composto de phílos (“amigo”) e híppos (“cavalo”), significando “amigo dos cavalos”. Nome de tradição apostólica, carregado por um dos doze apóstolos de Cristo.

“Oração — Alcançai-me a verdadeira humildade de coração, sob conhecimento de meu nada; para que sendo eu desprezado, me alegre disso; vendo-me postergado, não me dê por ofendido; sendo elogiado não me ensoberbeça; mas sim que somente busque ser grande aos olhos de Deus. Amém.”

São Filipe Neri, rogai por nós!

Santa Mariana de Jesus de Paredes — Virgem, que consagrou a Cristo a sua vida na Ordem Terceira de São Francisco e se dedicou com toda a energia a socorrer os pobres indígenas e os negros.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de maio:

1
São Filipe Néri Presbítero e fundador da Congregação do Oratório. Em Roma, para salvar os jovens do mal, fundou um oratório onde se praticavam leituras espirituais, canto e obras de caridade. Insigne pelo amor ao próximo, simplicidade evangélica e espírito alegre.
† 1595
2
Santo Eleutério Papa. Em Roma, a quem os célebres mártires de Lião, então detidos no cárcere, escreveram uma nobre carta sobre a conservação da paz na Igreja.
† 189
3
São Simétrio Mártir. Em Roma, no cemitério de Priscila, junto à Via Salária Nova.
† data inc.
4
Santa Felicíssima Mártir. Em Tódi, na Úmbria, região da Itália.
† s. III/IV
5
São Prisco e companheiros Mártires. No território de Auxerre, na Gália, hoje na França.
† data inc.
6
Santo Agostinho de Cantuária Bispo. Em Cantuária, na Inglaterra — dia do seu sepultamento; a memória litúrgica celebra-se no dia 27.
† 604/605
7
São Desidério Bispo e mártir. No território de Lião, na Gália, atualmente na França. Bispo de Vienne, censurou as núpcias incestuosas da rainha Brunilde; foi relegado ao exílio e depois apedrejado por ordem da mesma rainha.
† c. 606
8
São Berengário Monge. No mosteiro de Saint-Papoul, na Gália, hoje na França.
† 1093
9
São Lamberto Bispo de Vence, na Provença, atual França. Anteriormente monge de Lérins, foi pródigo para com os pobres e amigo da pobreza.
† 1154
10
Beato Francisco Patrízi Presbítero da Ordem dos Servos de Maria. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Dedicou-se com admirável zelo à pregação, à direção das almas e ao ministério da Penitência.
† 1328
11
Beato André Fránchi Bispo. Em Pistóia, na Etrúria, atualmente na Toscana. Como prior dos Pregadores, restaurou a vida regular nos conventos após a peste negra e promoveu a paz e a misericórdia.
† 1401
12
Santa Mariana de Jesus de Paredes Virgem. Em Quito, no Equador. Consagrou a Cristo a sua vida na Ordem Terceira de São Francisco e dedicou-se com toda a energia a socorrer os pobres indígenas e os negros.
† 1645
13
São Pedro Sans i Jordá Bispo e mártir da Ordem dos Pregadores. Em Fuzhou, província de Fujian, China. Preso e conduzido com cadeias até ao tribunal, ajoelhou-se em oração e apresentou voluntariamente o pescoço ao cutelo.
† 1747
14
São José Chang Song-jib Mártir. Em Seul, na Coreia. Farmacêutico, encarcerado por ter se convertido à fé cristã, morreu vítima de crudelíssimos tormentos.
† 1839
15
Santos João Doan Trinh Hoan e Mateus Nguyen Van Phuong Mártires. Em Dong Hoi, no atual Vietnã. Presbítero e catequista, foram torturados e cruelmente degolados no tempo do imperador Tu Duc.
† 1861
16
Santo André Kagwa Mártir. Em Numyonyo, Uganda. Diretor dos tocadores de tímpano do rei Mwanga, recém-convertido, ensinava a doutrina do Evangelho e por isso foi cruelmente assassinado.
† 1886
17
São Ponciano Ngondwe Mártir. Em Ttaka Jiunge, Uganda. Guarda do reino, recebeu o Batismo quando já começara a perseguição; foi imediatamente preso e morreu trespassado por uma lança ao ser conduzido ao lugar do suplício.
† 1886

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo da Alegria

Neste dia recordamos a santidade de vida do Santo da Alegria, que encantou a Igreja com seu jeito criativo de viver o Evangelho. Nascido em 1515, foi morar com um tio negociante, que colocou diante de seus olhos a proposta de assumir os empreendimentos, mas acolheu as proposta do Senhor que eram bem outras. Homem de caridade, vendeu toda a sua biblioteca e deu tudo aos pobres Ao ir para Roma estudou Filosofia e Teologia, sem pensar no sacerdócio. Sendo um homem de caridade, vendeu toda a sua biblioteca e deu tudo aos pobres; visitava as catacumbas tinha devoção aos mártires e tudo fazia para ganhar os jovens para Deus, já que era afável, modesto e alegre, por isso fundou ainda como leigo, a irmandade da Santíssima Trindade.

Bispo esclareceu-lhe que a sua Índia era Roma

São Filipe Néri, que muito acolhia peregrinos em Roma, foi dócil em acolher o chamamento ao sacerdócio que o despertou para as missões nas Índias, porém, o seu Bispo esclareceu-lhe que a sua Índia era Roma.

Fundou a Congregação do Oratório

Como Santo da Jovialidade, simplicidade infantil e confiança na Divina Providência, Filipe fundou a Congregação do Oratório. Foi vítima de calúnias; esquivou-se de ser Cardeal, mas não da salvação das almas e do seu lema: Pecados e melancolia estejam longe de minha casa. São Filipe Neri, rogai por nós!

Oração – Alcançai-me a verdadeira humildade de coração, sob conhecimento de meu nada; para que sendo eu desprezado, me alegre disso; vendo-me postergado, não me dê por ofendido; sendo elogiado não me ensoberbeça; mas sim que somente busque ser grande aos olhos de Deus. Amém.

Com Santa Mariana de Jesus de Paredes, virgem, que consagrou a Cristo a sua vida na Ordem Terceira de São Francisco. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 26 Memória de São Filipe Néri, presbítero, que, para salvar os jovens do mal, fundou em Roma um oratório, no qual se praticavam as leituras espirituais, o canto e as obras de caridade. Foi insigne pelo seu amor do próximo, simplicidade evangélica, espírito alegre, zelo infatigável e fervoroso serviço de Deus. († 1595) 2. Também em Roma, Santo Eleutério, papa, a quem os célebres mártires de Lião, então detidos no cárcere, escreveram uma nobre carta sobre a conservação da paz na Igreja.(† 189) 3. Também em Roma, no cemitério de Priscila, junto à Via Salária Nova, São Simétrio, mártir.(† data inc.) 4. Em Tódi, na Úmbria, região da Itália, Santa Felicíssima, mártir.(† s. III/IV) 5. No território de Auxerre, na Gália, hoje na França, a paixão de São Prisco e companheiros, mártires.(† data inc.) 6. Em Cantuária, na Inglaterra, o sepultamento de Santo Agostinho, bispo, cuja memória se celebra amanhã.(† 604/605) 7. No território de Lião, na Gália, atualmente na França, a paixão de São Desidério, bispo de Vienne, que, por ordem da rainha Brunilde, a quem ele censurava as suas núpcias incestuosas e outras perversidades, foi relegado para o exílio, e depois, apedrejado por ordem da mesma rainha, recebeu a coroa do martírio.(† c. 606) 8. No mosteiro de Saint-Papoul, também na Gália, hoje na França, São Berengário, monge.(† 1093) 9. Em Vence, na Provença, também na atual França, São Lamberto, bispo, anteriormente monge de Lérins, que foi pródigo para com os pobres e amigo da pobreza.(† 1154) 10. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Francisco Patrízi, presbítero da Ordem dos Servos de Maria, que se dedicou com admirável zelo à pregação, à direção das almas e ao ministério da Penitência.(† 1328) 11. Em Pistóia, também na Etrúria, atualmente na Toscana, o Beato André Fránchi, bispo, que, depois da epidemia da peste negra, como prior da Ordem dos Pregadores, restaurou a vida regular nos conventos da sua Ordem nesta região e aprovou na sua cidade as Irmandades de penitentes para promover a paz e a misericórdia.(† 1401) 12. Em Quito, no Equador, Santa Mariana de Jesus de Paredes, virgem, que consagrou a Cristo a sua vida na Ordem Terceira de São Francisco e se dedicou com toda a energia a socorrer os pobres indígenas e os negros.(† 1645) 13. Em Fuzhou, localidade do Fugian, província da China, São Pedro Sans i Jordá, bispo da Ordem dos Pregadores e mártir, que, juntamente com outros sacerdotes, foi preso e levado com cadeias por longo caminho até ao tribunal; no lugar do suplício ajoelhou-se e, terminada a oração, apresentou voluntariamente o pescoço ao cutelo.(† 1747) 14. Em Seul, na Coreia, São José Chang Song-jib, mártir, que exercia o ofício de farmacêutico e, encarcerado por se ter convertido à fé cristã, morreu vítima de crudelíssimos tormentos.(† 1839) 15. Em Dong Hoi, cidade do Aname, no atual Vietnam, os santos mártires João Doan Trinh Hoan, presbítero, e Mateus Hguyen Van Phuong, pai de família e catequista, que tinha hospedado o seu companheiro de martírio; pela sua fé, foram ambos torturados e cruelmente degolados no tempo do imperador Tu Duc.(† 1861) 16. Em Numyonyo, localidade do Uganda, Santo André Kagwa, mártir, diretor dos tocadores de tímpano do rei Mwanga e seu familiar, que, recém-convertido à fé cristã, ensinava aos nativos e catecúmenos a doutrina do Evangelho e por isso foi cruelmente assassinado.(† 1886) 17. Em Ttaka Jiunge, também no Uganda, São Ponciano Ngondwe, mártir, que era guarda do reino e, quando já começara a perseguição, recebeu o Baptismo; foi imediatamente metido no cárcere e morreu trespassado por uma lança quando era conduzido à colina do suplício.(† 1886)

Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja – Memória | Segunda-feira

Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja | Memória | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Gn 3,9-15.20 )

Leitura do Livro do Gênesis.

Depois que Adão comeu do fruto da árvore, 9 o Senhor Deus o chamou, dizendo: “Onde estás?” 10 E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”. 11 Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?” 12 Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20 E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes.

Palavra do Senhor.

OU

Primeira Leitura (At 1,12-14) 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Depois que Jesus subiu ao céu, 12 os apóstolos voltaram para Jerusalém, vindo do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, a mais ou menos um quilômetro. 13 Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. 14 Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 86(87),1-2.3 e 5.6-7 (R. 3)

– Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

– Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

– O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó.

– Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.

– Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. Por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”.

Evangelho (Jo 19,25-34)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Ó feliz Virgem, que geraste o Senhor; ó santa Mãe da Igreja, que nos alimenta com o Espírito do teu Filho, Jesus Cristo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”. 29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 3,9-15.20)

Leitura do Livro do Gênesis

Depois que Adão comeu do fruto da árvore, 9 o Senhor Deus o chamou, dizendo: “Onde estás?” 10 E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”. 11 Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?” 12 Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20 E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus.

Ou:

Leitura dos Atos dos Apóstolos (1,12-14)

Depois que Jesus subiu ao céu, 12 os apóstolos voltaram para Jerusalém, vindo do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, a mais ou menos um quilômetro. 13 Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. 14 Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 86(87),1-2.3 e 5.6-7 (R. 3)

– Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

– Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

– O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó.

– Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.

– Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. Por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”.

 

Evangelho (Jo 19,25-34)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Ó feliz Virgem, que geraste o Senhor; ó santa Mãe da Igreja, que nos alimenta com o Espírito do teu Filho, Jesus Cristo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”. 29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Maria Madalena de Pázzi. – 25 de Maio

Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem e religiosa carmelita

Santo do Dia – 25 de Maio

Santa Maria Madalena de Pazzi,

Virgem e Religiosa Carmelita · † 1607

Infância

Catarina, nome recebido em seu batismo, nasceu em Florença, na Itália, no dia 2 de abril de 1566.

Desde pequena, o seu amor por Cristo e pela Santíssima Virgem eram visíveis: agarrava-se à sua mãe com extraordinário ardor quando esta voltava para casa após ter comungado, mas se ela não comungara, sua filha não tinha as mesmas expansões.

Antes mesmo que aprendesse a ler, foi favorecida com o dom da oração e, com apenas sete a oito anos, já se confessava com um jesuíta, padre Rossi. Aos dez anos, recebeu a primeira comunhão e, a partir disso, consagrou a Deus a sua virgindade.

Esposa de Cristo

Desde então, considerou-se esposa de Cristo e teve em si um grande desejo de dar-se aos sofrimentos por amor ao seu divino Esposo. Era a própria vida de Jesus na cruz que lhe inspirava, todos os dias, uma nova mortificação.

Com apenas 15 anos, Catarina já era pretendida por muitos devido ao seu nascimento no seio de uma nobre família, à sua beleza e fortuna, mas sobretudo à sua virtude. Seus pais, como também eram muito virtuosos e viam na filha uma vocação muito patente, acolheram o voto que tinha feito de ser religiosa e de nunca ter outro esposo senão o Cristo.

Virgem Carmelita

No ano de 1582, escolheu entrar no carmelo, porque ali as religiosas comungavam todos os dias. Ingressou, então, com pouco mais de 16 anos, no convento de Santa Maria dos Anjos, onde, depois de alguns combates, deixaria o nome de batismo pelo de Madalena. A sua profissão se realizou na festa da Santíssima Trindade, com tal amor para com Deus, que esteve em êxtase por horas.

Viveu experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas. Em alguns transportes de amor, corria por toda a casa, com o rosto abrasado, dizendo: “Eu vivo, eu vivo, mas não sou eu que vivo, é Jesus Cristo que vive em mim”.

Enfermidades e Purificação

Muitas foram as mortificações vividas por Santa Maria Madalena de Pazzi, mas a purificação de sua alma aconteceu nas provações e tentações vividas, por cinco anos, quando experimentou a escuridão e a aridez espiritual.

Também suas dores e enfermidades, começadas já no início de sua vida monacal, aumentavam dia após dia, e não se compreendia como um corpo tão fraco podia resistir a tantos males. Suportou tudo sem nenhuma queixa, entregando-se exclusivamente à Paixão de Jesus.

Páscoa

Sofreu com várias enfermidades até que entrou no Céu, com 41 anos, no dia 25 de maio de 1607. Faleceu no convento de Santa Maria dos Anjos, que hoje leva o seu nome.

Beatificada pelo Papa Urbano VIII, no ano de 1626, foi inserida no catálogo dos Santos, em 1669, pelo Papa Clemente IX. Seu lema foi: “Padecer, Senhor, e não morrer!”

Santa Maria Madalena de Pazzi, rogai por nós!

Maria Madalena — O nome Madalena deriva de Míriam (hebraico), significando “amada de Deus” ou “senhora soberana”. Pazzi é o sobrenome de sua nobre família florentina. Catarina foi seu nome de batismo, trocado por Madalena ao professar votos religiosos no Carmelo.

“Meu Senhor e meu Deus, eu quero um amor tão ardente e entregue por Ti como o de Santa Maria Madalena de Pazzi. Ensinai-me a viver todos os processos de enfermidades e provações sempre com a esperança e a paz interior de que, por Teu amor e por Tua presença, tudo vale a pena sofrer. Amém.”

Santa Maria Madalena de Pazzi, rogai por nós!

São Beda Venerável — Presbítero e doutor da Igreja, fervorosamente dedicado à meditação e explicação da Sagrada Escritura.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de maio:

1

Santa Maria Madalena de Pazzi
Virgem e religiosa carmelita. Em Florença, na Toscana, Itália. Beatificada por Urbano VIII em 1626 e canonizada por Clemente IX em 1669. Seu lema: “Padecer, Senhor, e não morrer!”

† 1607

2

São Canião
Bispo e mártir, em Atella, na Campânia, região da Itália.

† s. III/IV

3

São Dionísio
Bispo, na região da Itália. Por causa da fé católica, foi expulso para a Arménia, onde morreu com o glorioso título de mártir.

† c. 361

4

São Zenóbio
Bispo, em Florença, hoje na Toscana, região da Itália.

† s. IV/V

5

São Leão
Abade, na Gália, hoje na França.

† s. VII

6

Santo Aldelmo
Bispo, na Inglaterra, ordenado primeiro bispo de Sherborne, entre os Saxões ocidentais.

† 709

7

São Beda Venerável
Presbítero e doutor da Igreja, na Notúmbria, região da Inglaterra, fervorosamente dedicado à meditação e explicação da Sagrada Escritura.

† 735

8

São Genádio
Na Espanha, conselheiro real, que renunciou à dignidade episcopal e passou o resto da sua vida como monge.

† c. 925

9

São Gregório VII
Papa, que defendeu diligentemente a santidade do sacerdócio e morreu exilado em Salerno, na Campânia, região da Itália.

† 1085

10

Beato Gerardo Mecátti
Hoje na Toscana, região da Itália, que distribuiu os seus bens pelos pobres e, retirando-se para a solidão, se dedicou a acolher os peregrinos e socorrer os enfermos.

† c. 1245

11

São Gério
Hoje nas Marcas, região da Itália, que, depois de ter sido conde de Lunel, abraçou a vida de eremita e morreu durante uma santa peregrinação.

† c. 1270

12

Beato Tiago Filipe Bertóni (André)
Presbítero da Ordem dos Servos de Maria, hoje na Emília-Romanha, Itália.

† 1483

13

São Pedro Doan Van Van
Mártir, no Tonquim, atualmente no Vietnam.

† 1857

14

Santa Madalena Sofia Barat
Virgem, em Paris, na França, que fundou a Sociedade do Sagrado Coração de Jesus.

† 1865

15

São Dionísio Ssebuggwawo
Mártir, em Uganda, que foi degolado pelo próprio rei por ensinar a dois pajens da corte os rudimentos da religião cristã.

† 1886

16

Santos Cristóvão Magallanes e Agostinho Caloca
Presbíteros e mártires, no México, que, confiando firmemente em Cristo Rei, alcançaram a coroa do martírio.

† 1927

17

Beato Nicolau Cehelskyj
Presbítero e mártir, na Moldávia, que venceu com a fortaleza da fé os tormentos do martírio.

† 1951

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Hoje a Igreja comemora a Memória de três grandes santos:

São Beda Venerável, Presbítero e Doutor da Igreja, passou toda a sua vida como servo de Cristo, desde os oito anos de idade, no mosteiro de Jarrow, na Notúmbria, região da Inglaterra, fervorosamente dedicado à meditação e explicação da Sagrada Escritura. Além da observância da disciplina monástica e o exercício quotidiano do canto na igreja, as suas delícias foram sempre aprender, ensinar e escrever.

São Gregório VII, Papa, que antes abraçara a vida monástica com o nome de Hildebrando, foi várias vezes legado dos Papas do seu tempo para a obra da reforma da Igreja; elevado à Cátedra de Pedro, reivindicou com grande autoridade e fortaleza de alma a liberdade da Igreja perante os poderes seculares e defendeu diligentemente a santidade do sacerdócio. Por tudo isso, foi obrigado a abandonar Roma e morreu exilado em Salerno, na Campânia, região da Itália.

Santa Maria Madalena de Pázzi, virgem da Ordem das Carmelitas, que, em Florença, também na Itália, levou uma vida oculta em Cristo, consagrada à oração e abnegação, rezando assiduamente pela reforma da Igreja; recebeu de Deus muitos dons extraordinários e dirigiu sabiamente as suas irmãs no caminho da perfeição.

Santos Beda, Gregório VII e Maria Madalena de Pázzi, rogai por nós!

Oração – Ó Deus concedei-nos sempre a luz da sabedoria, o espírito de fortaleza, a sede de justiça e o amor à virgindade. Amém

Beda é um nome predominantemente feminino, de origem Anglo-saxônico que significa “Oração”.

Com Santa Madalena Sofia Barat, virgem, que fundou a Sociedade do Sagrado Coração de Jesus.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

10

4. Em Atella, na Campânia, também região da Itália, São Canião, bispo e mártir.(† s. III/IV)

5. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, a comemoração de São Dionísio, bispo, que, por causa da fé católica, foi expulso pelo imperador ariano Constâncio para a Arménia, onde morreu com o glorioso título de mártir.(† c. 361)

6. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, também região da Itália, São Zenóbio, bispo.(† s. IV/V)

7. No cenóbio de Mentenay, junto a Troyes, na Gália, hoje na França, São Leão, abade.(† s. VII)

8. Na Inglaterra, Santo Aldelmo, bispo, homem célebre pela sua doutrina e seus escritos, que, depois de ter sido abade do mosteiro de Malmesbury, foi ordenado primeiro bispo de Sherborne, entre os Saxões ocidentais.(† 709)

9. Em Peñalba de Santiago, no território de Astorga, na Espanha, São Genádio, que primeiro foi abade e depois bispo desta sede; era conselheiro real, mas, movido pela nostalgia do claustro, renunciou à dignidade episcopal e passou o resto da sua vida como monge e, por vezes, eremita.(† c. 925)

10. Em Villamagna, junto de Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a comemoração do Beato Gerardo Mecátti, que, seguindo com entusiasmo os passos de São Francisco, distribuiu os seus bens pelos pobres e, retirando-se para a solidão, por amor de Cristo se dedicou a acolher os peregrinos e socorrer os enfermos.(† c. 1245)

11. Em Montesanto, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, o passamento de São Gério, que, depois de ter sido conde de Lunel, abraçou a vida de eremita e morreu durante uma santa peregrinação.(† c. 1270)

12. Em Faenza, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, também na Itália, o Beato Tiago Filipe Bertóni (André), presbítero da Ordem dos Servos de Maria, insigne pelo dom das lágrimas e profunda humildade.(† 1483)

13. No Tonquim, atualmente no Vietnam, São Pedro Doan Van Van, mártir, que sendo catequista e administrador da paróquia de Bau Nó, já octogenário confirmou a constância da sua fé, derramando o seu sangue no tempo do imperador Tu Duc.(† 1857)

14. Em Paris, na França, Santa Madalena Sofia Barat, virgem, que fundou a Sociedade do Sagrado Coração de Jesus e trabalhou muito para a formação cristã das jovens.(† 1865)

15. Em Munyongo, localidade do Uganda, São Dionísio Ssebuggwawo, mártir, que, aos dezesseis anos de idade, afirmando ao rei Mwanga, durante um interrogatório, que ensinara a dois pajens da corte os rudimentos da religião cristã, foi degolado pelo próprio rei.(† 1886)

16. Em Catatlan, no território de Guadalajara, no México, os santos Cristóvão Magallanes e Agostinho Caloca, presbíteros e mártires, que, durante a perseguição mexicana, confiando firmemente em Cristo Rei, alcançaram a coroa do martírio.(† 1927)

17. No campo prisional de Javas, povoação da Moldávia, o Beato Nicolau Cehelskyj, presbítero e mártir, que, sob um regime perseguidor da religião, venceu com a fortaleza da fé os tormentos do martírio.(† 1951)

São Vicente de Lérins, Religioso – 24 de Maio

São Vicente de Lérins, Religioso

Santo do Dia – 24 de Maio

São Vicente de Lérins

São Vicente de Lérins,

Religioso e Doutor da Tradição · † c. 450

O Religioso

São Vicente de Lérins As notícias que temos sobre o religioso Vicente são poucas. Ele viveu no mosteiro de Lérins, onde foi ordenado sacerdote no século V. Tudo indica que ele era um soldado do exército romano e que sua origem seria o norte da França, hoje território da Bélgica.

Alguns registros encontrados em Lérins, escritos por ele mesmo, induzem a crer que seu irmão seria o Bispo de Troyes. E ele decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exército para “espantar a banalidade e a soberba de sua vida e para dedicar-se somente a Deus na humildade cristã”. Vicente, então, optou pela vida monástica e nela despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins.

Ingressou nesse mosteiro, fundado por santo Honorato, na ilha francesa localizada defronte a Cannes, já em idade avançada. Ali se ordenou sacerdote e foi eleito abade, pela retidão de caráter e austeridade de vida religiosa.

soldado de deus a monge

O jovem Vicente decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exército para “espantar a banalidade e a soberba de sua vida e para dedicar-se somente a Deus na humildade cristã”.

Vicente, então, optou pela vida monástica e nela despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins, transformando o local num florescente centro de cultura e de espiritualidade, verdadeiro celeiro de Bispos e Santos.

Eleito abade pela retidão de caráter e austeridade, ingressou no mosteiro fundado por Santo Honorato, na ilha francesa localizada defronte a Cannes, já em idade avançada. Ali se ordenou sacerdote.

O Livro de Ouro

Em 434, escreveu sua obra mais famosa, o Commonitorium, também conhecido como “Manual de Advertência aos Hereges”. Mais tarde, São Roberto Belarmino definiu essa obra como “um livro de ouro”, porque estabelece alguns critérios básicos para viver integralmente a mensagem evangélica.

Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e dotado de uma grande cultura humanística, os seus escritos são notáveis pelo vigor e estilo apurado, e pela clareza e precisão de pensamento. As obras possuem grande relevância contra a doutrina herética, e outros textos cristológicos e trinitários.

Vicente era um grande polemista, respeitado até mesmo por São Jerônimo, futuro doutor da Igreja, seu contemporâneo. Os dois travaram grandes debates através de uma rica correspondência, trazendo luz sobre muitas divergências doutrinais.

Vicente de Lérins teve seu reconhecimento exaltado pelo próprio antagonista, que fez questão de incluí-lo num capítulo da sua famosa obra “Homens Ilustres”.

Morreu no mosteiro no ano 450. A Igreja Católica dedica o dia 24 de maio a São Vicente de Lérins.

Vicente — É originado a partir do nome em latim Vincentius, deriva de vincente, particípio passado do verbo vincere, que significa “vencer”. Como vencer é um verbo de ação, vincente quer dizer literalmente “vencendo” ou “o que está vencendo” e, por extensão, a ele também é atribuído o significado de “Vencedor”.

“Oração – Por intercessão de São Vicente de Lérins, peço-vos aumentai a minha devoção por Vós, Senhor. Amém.”

São Vicente de Lérins, rogai por nós!

Santa Joana — Esposa de Cuza, procurador de Herodes, que, juntamente com outras mulheres, serviam Jesus e os Apóstolos, e no dia da Ressurreição encontrou a pedra do túmulo removida e foi anunciá-lo aos discípulos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de maio:

1

Comemoração de São Mánaen
Irmão colaço do tetrarca Herodes, que foi doutor e profeta na Igreja de Antioquia, sob a graça do Novo Testamento.

2

São Zoelo
Mártir. Em Listra, na Licaónia, na atual Turquia.

† s. II

3

São Sérvulo
Mártir. Em Trieste, na Ístria, hoje no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália.

† data inc.

4

Santos Donaciano e Rogaciano
Mártires irmãos. Em Nantes, na Gália Lionense, atualmente na França. O primeiro tinha recebido o Batismo; o segundo ainda era catecúmeno. Na hora extrema, Donaciano beijou o irmão e orou a Deus para que ele, que não pudera tingir-se na sagrada fonte batismal, merecesse ser aspergido na corrente do seu sangue.

† c. 304

5

Santos Trinta e Oito Mártires de Filipópolis
Que, segundo a tradição, foram decapitados em Filipópolis, na Trácia, hoje Plovdiv, na atual Bulgária, no tempo de Diocleciano e Maximiniano.

† c. 304

6

São Vicente de Lérins
Presbítero e monge, no mosteiro de Lérins, na Provença, atualmente na França. Muito ilustre pela doutrina cristã e santidade de vida, dedicado ao progresso das almas na fé.

† c. 450

7

São Simeão Estilita o Jovem
Presbítero e anacoreta. No monte Admirável, na Síria. Viveu sobre uma coluna em união com Cristo, compôs vários tratados sobre a vida ascética e foi dotado de grandes dons carismáticos.

† 592

8

Beato Filipe
Da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Para mais severamente se mortificar na carne, usava uma couraça de ferro.

† 1306

9

Beato João de Prado
Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Marrocos. Foi enviado para a África a fim de prestar auxílio espiritual aos cristãos reduzidos à escravidão; preso, confessou vigorosamente a sua fé em Cristo e sofreu o martírio na fogueira.

† 1631

10

Santos Agostinho Yi Kwang-hon, Águeda Kim A-gi e Companheiros
Mártires. Em Seul, na Coreia. Foram degolados pela sua fé em Cristo. Entre eles: Damião Nam Myong-hyog, catequista; Madalena Kim O-bi, Bárbara Han A-gi, Ana Pak A-gi, Águeda Yi So-sa, Lúcia Pak Hui-sun, Pedro Kwon Tu-gin.

† 1839

11

Beato Luís Zeferino Moreau
Bispo. Em Saint-Hyacinthe, cidade do Canadá. Nas suas múltiplas atividades pastorais, tinha sempre a intenção de sentir-se ardentemente unido com a Igreja.

† 1901

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Tudo indica que ele era um soldado do exército romano

As notícias que temos sobre o religioso Vicente são poucas. Ele viveu no mosteiro de Lérins, onde foi ordenado sacerdote no século V. Os dados sobre sua vida antes desse período também não são muitos. Tudo indica que ele era um soldado do exército romano e que sua origem seria o norte da França, hoje território da Bélgica. Optou pela vida monástica e despontou como teólogo, escritor e grande reformador Alguns registros encontrados em Lérins, escritos por ele mesmo, induzem a crer que seu irmão seria o Bispo de Troyes. E ele decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exército para “espantar a banalidade e a soberba de sua vida e para dedicar-se somente a Deus na humildade cristã”. Vicente, então, optou pela vida monástica e nela despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins. Eleito abade, pela retidão de caráter e austeridade Ingressou nesse mosteiro, fundado por santo Honorato, na ilha francesa localizada defronte a Cannes, já em idade avançada. Ali se ordenou sacerdote e foi eleito abade, pela retidão de caráter e austeridade de vida religiosa. Escreveu o “Manual de advertência aos hereges” Transformou o local num florescente centro de cultura e de espiritualidade, verdadeiro celeiro de Bispos e Santos. Em 434, escreveu sua obra mais famosa, o “Comnitorium”, também conhecido como “manual de advertência aos hereges”.

São Roberto Belarmino definiu essa obra como “um livro de ouro”

Mais tarde, São Roberto Belarmino definiu essa obra como “um livro de ouro”, porque estabelece alguns critérios básicos para viver integralmente a mensagem evangélica. Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e dotado de uma grande cultura humanística, os seus escritos são notáveis pelo vigor e estilo apurado, e pela clareza e precisão de pensamento. As obras possuem grande relevância contra a doutrina herética, e outros textos cristológicos e trinitários. Sua obra, em especial a “Advertência aos hereges” teve uma grande difusão e repercussão, atingindo os nossos dias.

Grande polemista, respeitado até mesmo por são Jerônimo

Vicente era um grande polemista, respeitado até mesmo por são Jerônimo, futuro doutor da Igreja, seu contemporâneo. Os dois travaram grandes debates através de uma rica correspondência, trazendo luz sobre muitas divergências doutrinais. Vicente de Lérins teve seu reconhecimento exaltado pelo próprio antagonista, que fez questão de incluí-lo num capítulo da sua famosa obra “Homens ilustres”. Morreu no mosteiro no ano 450. A Igreja católica dedica o dia 24 de maio a São Vicente de Lérins, celebrado na mesma data também no Oriente.

São Vicente de Lérins, rogai por nós!

Oração – Por intercessão de São Vicente de Lérins, peço-vos aumentai a minha devoção por Vós, Senhor. Amém.

Vicente é originado a partir do nome em latim Vincentius, deriva de vincente, particípio passado do verbo vincere, que significa “vencer”. Como vencer é um verbo de ação, vincente quer dizer literalmente “vencendo” ou “o que está vencendo” e, por extensão, a ele também é atribuído o significado de “vencedor”.
Com Santa Joana, esposa de Cuza, procurador de Herodes, que, juntamente com outras mulheres, serviam Jesus e os Apóstolos conforme as suas possibilidades e no dia da Ressurreição do Senhor encontrou a pedra do túmulo removida e foi anunciá-lo aos discípulos. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 24 1. Comemoração de São Mánaen, irmão colaço do tetrarca Herodes, que foi doutor e profeta na Igreja de Antioquia, sob a graça do Novo Testamento. 3. Em Listra, na Licaónia, na atual Turquia, São Zoelo, mártir.(† s. II) 4. Em Trieste, na Ístria, hoje no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália, São Sérvulo, mártir.(† data inc.) 5. Em Nantes, na Gália Lionense, atualmente na França, os santos irmãos Donaciano e Rogaciano, mártires, dos quais, segundo a tradição, o primeiro tinha recebido o Baptismo, enquanto o segundo ainda era catecúmeno; na hora extrema do combate, Donaciano beijou o irmão e orou a Deus para que ele, que não tinha podido tingir-se na sagrada fonte baptismal, merecesse ser aspergido na corrente do seu sangue.(† c. 304) 6. Comemoração dos santos trinta e oito mártires, que, segundo a tradição, foram decapitados em Filipópolis, na Trácia, hoje Plovdiv, na atual Bulgária, no tempo de Diocleciano e Maximiniano.(† c. 304) 7. No mosteiro de Lérins, na Provença, atualmente na França, São Vicente, presbítero e monge, muito ilustre pela doutrina cristã e santidade de vida e diligentemente dedicado ao progresso das almas na fé.(† c. 450) 8. No monte Admirável, na Síria, São Simeão Estilita o Jovem, presbítero e anacoreta, que viveu sobre uma coluna em união com Cristo, compôs vários tratados sobre a vida ascética e foi dotado de grandes dons carismáticos.(† 592) 9. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Filipe, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que, para mais severamente se mortificar na carne, usava uma couraça de ferro.(† 1306) 10. Em Marrocos, o Beato João de Prado, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que foi enviado para a África, a fim de prestar auxílio espiritual aos cristãos reduzidos à escravidão nos reinos dos infiéis; mas tendo sido preso, confessou vigorosamente a sua fé em Cristo perante o tirano Molay al-Walid, por ordem do qual sofreu o martírio na fogueira.(† 1631) 11. Em Seul, na Coreia, os santos mártires Agostinho Yi Kwang-hon, em cuja casa se lia a Sagrada Escritura, Águeda Kim A-gi, mãe de família, que recebeu o Batismo no cárcere, e sete companheiros[1], que foram todos degolados pela sua fé em Cristo. [1] São estes os seus nomes: Damião Nam Myong-hyog, catequista; Madalena Kim O-bi, Bárbara Han A-gi, Ana Pak A-gi, Águeda Yi So-sa, Lúcia Pak Hui-sun, Pedro Kwon Tu-gin.(† 1839) 12. Em Saint-Hyacinte, cidade do Canadá, o Beato Luís Zeferino Moreau, bispo, que, nas suas múltiplas atividades pastorais, tinha sempre a intenção de sentir-se ardentemente unido com a Igreja.(† 1901)