São Gerardo Sagredo, apóstolo e padroeiro da Hungria

Santa Faustina, religiosa, virgem

Santo do Dia – 24 de Setembro

São Geraldo - Virgem

São Gerardo Sagredo,

Apóstolo e Padroeiro da Hungria · † 1046

Origens

São Geraldo - Virgem Na Panônia, no território da atual Hungria, São Gerardo Sagredo, bispo de Csanad e mártir, foi professor de São Emérico, príncipe adolescente, filho do rei Santo Estêvão.

Morreu apedrejado no Danúbio, na revolta de alguns pagãos locais. O santo bispo une vários países europeus em sua vida, desde as suas origens até sua morte. Ele é Patrono da Hungria.

Raízes

Nasceu em Veneza, em um ano não especificado, por volta de 980, em 23 de abril. Em seu batismo foi dado o nome de Giorgio. De uma família da Dalmácia, segundo a tradição do século XVI, descendia da linhagem de Sagredo. Giorgio, aos cinco anos, foi acometido por uma febre forte e seus pais pediram a intercessão de São Giorgio. Uma vez curado e atingido uma idade adequada, ele entrou no mosteiro beneditino de São Giorgio Maior, na Isola Maggiore em Veneza. No mosteiro, em memória de seu pai recentemente falecido, ele assumiu o nome de Gerardo.

Peregrino

Depois de alguns anos, tornou-se prior do mosteiro. Mais tarde, São Gerardo Sagredo tornou-se abade, mas, depois de um tempo, desistiu de seu cargo porque queria sair para uma peregrinação a Belém, na Palestina. Partindo com um navio, chegou a Zadar, de onde, em vez de seguir para a Terra Santa, partiu para a Hungria, onde se estabeleceu.

A condução de Deus, bispado

Foi-lhe dado o cargo de “magister” (professor) do príncipe Emeric, filho do rei Estêvão I, primeiro rei da Hungria. Depois, retirou-se para Bakonybél, para viver como eremita. Um tempo depois, o rei Estêvão I o chamou de volta do eremitério e lhe confiou o bispado de Csanád. São Gerardo Sagredo participou ativamente da obra de evangelização do povo húngaro, fortemente desejada pelo rei Estêvão ‘o santo’, tanto que ganhou o título de apóstolo da Hungria.

Páscoa

Parece que ele escreveu várias obras com sua própria mão, mas, atualmente, apenas o “Comentário sobre Daniel” é conhecido. São Gerardo Sagredo morreu em 24 de setembro de 1046, no portão de Pest, na margem direita do Danúbio, pela mão de um grupo de pagãos, que o empurrou para baixo do monte Kelen. O monte levou seu nome, chamando monte Gerardo. Apóstolo da Hungria, a antiga Panônia, o santo bispo e mártir teve um culto oficial a partir de 1083 com a aprovação do Papa Gregório VII. Nos séculos seguintes houve uma vasta produção biográfica a seu respeito. São Gerardo Sagredo, rogai por nós! Gerardo — Tem origem no germânico Gerhard, formado por ger (“lança”) e hard (“forte”, “corajoso”). Significa “aquele que é valente com a lança” ou “lança forte”.

“Oração – Tu que te tornaste bispo pela vontade divina, ajudai-nos a reconhecer os caminhos de Deus em nossa vida e a ter a força de segui-los com toda a dedicação. Que nos tornemos apóstolos do Evangelho onde estivermos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

São Gerardo Sagredo, rogai por nós!

São Pacífico — Presbítero da Ordem dos Frades Menores, insigne pelas suas penitências, amor à solidão e oração ante o Santíssimo Sacramento.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 24 de setembro:

1
Santo Anatólio Bispo. Em Milão, na Transpadana, hoje na Lombardia, região da Itália. É considerado o primeiro bispo desta cidade.
† s. II
2
Santos Andóquio, Tirso e Félix Mártires. Em Sedelaucum, hoje Saulieu, no território de Autun, na França.
† data inc.
3
São Rústico Bispo. Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, também na França. Sendo presbítero nesta cidade, assumiu, com grande alegria da cidade, a honra do episcopado.
† s. V
4
São Lopo Bispo. Em Lião, na Gália, hoje também na França. Antes tinha vivido como anacoreta.
† d. 528
5
Santo Isarno Abade. Em Marselha, na Provença, também na França. Homem austero para consigo, mas benevolente e pacífico para com os outros, renovou a vida regular no mosteiro de São Vítor.
† 1043
6
Beato Dalmácio Moner Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Gerona, na Catalunha, região da Espanha. Insigne pelo seu amor à solidão e ao silêncio.
† 1341
7
Beatos Guilherme Spenser e Roberto Hardesty Mártires. Em York, na Inglaterra. Guilherme Spenser, presbítero, e Roberto Hardesty foram condenados à pena capital e enforcados no reinado de Isabel I.
† 1589
8
Santo António González Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Nagasáki, no Japão. Enviado para o Japão com outros cinco companheiros.
† 1637
9
São Pacífico Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em San Severino, nas Marcas, região da Itália. Insigne pelas suas penitências, amor à solidão e oração ante o Santíssimo Sacramento.
† 1721
10
Beato António Martinho Slomsek Bispo. Em Maribor, na Eslovénia. Dedicou-se com todas as suas energias ao cuidado da vida cristã das famílias, à formação do clero e à defesa da unidade da Igreja.
† 1862
11
Beata Colomba Gabriel (Joana Matilde Gabriel) Abadessa do mosteiro de L’viv, na Ucrânia. Em Roma. Fundou a Congregação das Irmãs Beneditinas da Caridade, além da obra social chamada Casa da Família.
† 1926
12
Beato José Raimundo Pascoal Ferrer Botella Presbítero e mártir. Em Ablat de la Ribera, povoação da província de Valência, na Espanha.
† 1936
13
Beato José Maria Ferrándiz Hernández Presbítero e mártir. Em Rotglà y Corbera, também na província de Valência, na Espanha.
† 1936
14
Beata Encarnação Gil Valls Virgem e mártir. Em Olleria, na mesma província de Valência, na Espanha.
† 1936
15
Beato José Raimundo Ferragut Girbés Mártir. Em Alcira, também na província de Valência. Pai de família que morreu como vítima por Cristo na mesma perseguição contra a fé cristã.
† 1936
16
Beato Afonso do Sagrado Coração de Maria Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. Em Barcelona, também na Espanha.
† 1936
17
Beatos Manuel Gómez Contioso e companheiros Mártires. Em Málaga, também na Espanha. Manuel Gómez Contioso, presbítero, e companheiros mártires.
† 1936
18
Beatos Melchior do Espírito Santo e companheiros Mártires. Em Cuenca, na Espanha. Melchior do Espírito Santo, presbítero da Ordem da Santíssima Trindade, e companheiros mártires, que consumaram egregiamente o seu combate por Cristo.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

25ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

25ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Ecl 1,2-11)

Leitura do Livro do Eclesiastes.

2 “Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade”. 3 Que proveito tira o homem de todo o trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4 Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5 O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar ao seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6 Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7 Todos os rios correm para o mar, e contudo o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8 Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. 9 O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: 10 não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: “Eis aqui algo de novo”, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11 Não há memória do que aconteceu no passado, nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 89(90),3-4.5-6.12-13.14 (R. 1)

– Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

– Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

– Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

– Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.

– Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!

– Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

Evangelho (Lc 9,7-9)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Sou o caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7 o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8 Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9 Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ag 1,1-8)

Início da Profecia de Ageu.

1 No segundo ano do reinado de Dario, no sexto mês, no primeiro dia, foi dirigida a palavra do Senhor, mediante o profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote: 2 “Isto diz o Senhor dos exércitos: Este povo diz: ‘Ainda não chegou o momento de edificar a casa do Senhor'”. 3 A palavra do Senhor foi assim dirigida, por intermédio do profeta Ageu: 4 “Acaso para vós é tempo de morardes em casas revestidas de lambris, enquanto esta casa está em ruínas? 5 Isto diz, agora, o Senhor dos exércitos: Considerai, com todo o coração, a conjuntura que estais passando: 6 tendes semeado muito, e colhido pouco; tendes-vos alimentado, e não vos sentis satisfeitos, bebeis e não vos embriagais; estais vestidos, e não vos aqueceis; quem trabalha por salário, guarda-o em saco roto. 7 Isto diz o Senhor dos exércitos: Considerai, com todo o coração, a difícil conjuntura que estais passando: 8 mas subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; ela me será aceitável, nela me glorificarei, diz o Senhor”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 149,1-2.3-4.5-6a e 9b (R. 4a)

– O Senhor ama seu povo de verdade.

– O Senhor ama seu povo de verdade.

– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em Quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei! 

– Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

– Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos; com louvores do Senhor em sua boca; eis a glória para todos os seus santos.

Evangelho (Lc 9,7-9)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7 o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8 Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9 Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Pio de Pietrelcina, Presbítero – 23 de Setembro

São Pio de Pietrelcina, Presbítero

Santo do Dia – 23 de Setembro

São Pio de Pietrelcina e Presbítero

São Pio de Pietrelcina,

Um Pobre Frade que Reza · † 1968

Origens

São Pio de Pietrelcina e Presbítero São Pio nasceu em 25 de maio de 1887, no seio de uma família de camponeses, em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e Maria Giuseppa De Nunzio.

Ele foi batizado no dia seguinte com o nome de Francesco Forgione. Aos 12 anos, recebeu o sacramento da Confirmação e da Primeira Comunhão. Aos 16 anos, entrou para o Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, adotando o nome de Frei Pio.

Vida Sacerdotal

Em 1910, recebeu a ordenação sacerdotal. Seis anos depois, entrou para o Convento de Santa Maria das Graças, em San Giovanni Rotondo, onde dedicava muitas horas do dia ao sacramento da Confissão. O cume das suas atividades pastorais era a celebração da Santa Missa. Ele se definia “um pobre frade que reza”. “A oração – afirmava – é a melhor arma que temos, é a chave que abre o coração de Deus”.

Vocação

Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que realizou por meio da direção espiritual dos fiéis, pela reconciliação sacramental dos penitentes e pela celebração da Eucaristia. O momento mais alto de sua atividade apostólica foi aquele em que celebrou a Santa Missa. Os fiéis que dela participaram perceberam o ápice e a plenitude de sua espiritualidade.

Caridade

O amor de Deus o encheu, satisfazendo todas as suas expectativas; a caridade era o princípio inspirador de seus dias: Deus ser amado e ser amado. Sua preocupação particular: crescer e fazer crescer na caridade. Ele expressou o máximo de sua caridade para com o próximo, ao acolher, por mais de 50 anos, muitas pessoas que acorreram ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Era quase um cerco: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele se entregou a todos, vivificando a fé, distribuindo graça, trazendo luz. Mas sobretudo nos pobres, nos sofredores e nos doentes, ele viu a imagem de Cristo e se entregou especialmente por eles. Ao nível da caridade social, trabalhou para aliviar a dor e a miséria de muitas famílias, principalmente com a fundação da “Casa Alívio do Sofrimento”, inaugurada em 5 de maio de 1956.

A Fé

Para Padre Pio, fé era vida: ele queria tudo e fazia tudo à luz da fé. Ele estava assiduamente engajado em oração. Passava o dia e a maior parte da noite conversando com Deus. A fé sempre o levou a aceitar a misteriosa vontade de Deus. Ele sempre esteve imerso em realidades sobrenaturais. Não só era um homem de esperança e de total confiança em Deus, mas incutia estas virtudes em todos os que se aproximavam dele, com palavras e exemplo.

Confiança em Deus

A virtude da fortaleza brilhava nele. Logo compreendeu que seu caminho seria o da Cruz e o aceitou com coragem e por amor. Ele experimentou os sofrimentos da alma por muitos anos. Durante anos ele suportou as dores de suas feridas com admirável serenidade. Quando teve que passar por investigações e restrições em seu serviço sacerdotal, aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante de acusações e calúnias injustificadas, sempre se calou, confiando no julgamento de Deus, de seus superiores diretos e de sua própria consciência.

A Morte

Sua saúde, desde a juventude, não foi muito próspera e, principalmente nos últimos anos de sua vida, declinou rapidamente. A Irmã Morte o pegou preparado e sereno em 23 de setembro de 1968, aos 81 anos. Seu funeral foi caracterizado por um concurso de pessoas completamente extraordinário.

Via de Santificação

Foi beatificado em 02 de maio de 1999. Em 16 de junho de 2002, foi proclamado Santo pelo Papa João Paulo II, que afirmou na sua homilia: “A vida e a missão do Padre Pio são um testemunho das dificuldades e dores, que, se aceitos por amor, se transformam em um caminho privilegiado de santidade, que se abre ainda mais rumo a perspectivas de um bem muito maior, aceitável somente pelo Senhor”.

Na notificação da canonização de São Pio de Pietrelcina, apresenta a motivação de sua canonização: “A Igreja, ao inscrever o Beato Pio de Pietrelcina no Registo dos Santos, oferece aos fiéis uma imagem viva da bondade do Pai, imitador apaixonado de Jesus Crucificado e instrumento dócil do Espírito Santo ao serviço dos fiéis enfermos em corpo e espírito.”

Seus restos mortais são venerados em San Giovanni Rotondo, no santuário dedicado a ele.

São Pio de Pietrelcina, rogai por nós! Pio — Significa “piedoso”, “devoto”, “que cumpre com reverência os seus deveres para com Deus e para com os homens”. Tem origem no latim Pius.

“Oração – Tu foste modelo de entrega de vida, mas, acima de tudo, modelo de sacerdote e vítima, rogai pelos padres do mundo todo. Socorrei os teus filhos espirituais e aqueles que querem juntar-se a eles. Dai a nós um ardente amor a Jesus, como tu tiveste. Amém!”

São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

Santos Zacarias e Isabel — Pais de São João Batista, Precursor do Senhor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de setembro:

1
Santos Zacarias e Isabel Comemoração dos pais de São João Batista, Precursor do Senhor.
2
São Lino Papa. Em Roma. Segundo o testemunho de Santo Irineu, os Apóstolos lhe confiaram o episcopado da Igreja fundada na Urbe, e São Paulo o recorda como seu companheiro.
† s. I
3
São Sósio Diácono e mártir. Em Capo Miseno, na Campânia, região da Itália.
† c. 305
4
São Constâncio Porteiro da igreja. Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália.
† s. V
5
Santo Adamnano Presbítero e abade. Em Iona, ilha da Escócia.
† 704
6
Santos André, João, Pedro e António Mártires. Na África setentrional.
† d. 881
7
Beato Pedro Acotanto Monge. Em Veneza, cidade do Vêneto, região da Itália. Recusou humildemente o cargo de abade e preferiu viver recluso no mosteiro.
† c. 1187
8
Beata Helena Duglióli Dall’Ólio Em Bolonha, cidade da atual Emília-Romanha, também na Itália.
† 1520
9
Beatos Cristóvão, António e João Mártires. Em Tlaxcala, no México.
† 1527-1529
10
Beato Guilherme Way Presbítero e mártir. Em Kingston, nas margens do Tâmisa, na Inglaterra.
† 1588
11
Beata Maria Emília Tavernier Religiosa. Em Montreal, no Canadá. Depois de perder o esposo e os filhos, fundou a Congregação das Irmãs da Providência.
† 1851
12
Beato Vicente Ballester Far Presbítero e mártir. Em Benisa, povoação da província de Valência, na Espanha.
† 1936
13
Beatas Sofia Ximénez Ximénez, Maria da Purificação de São José e Maria de Santa Sofia Mártires. Em Benicalap, povoação da mesma província da Espanha. Sofia, mãe de família; as demais, virgens do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade.
† 1936
14
Beata Bernardina Jablonska Virgem. Em Cracóvia, na Polônia. Fundadora da Congregação das Irmãs Servas dos Pobres.
† 1940
15
Beato José Stanek Presbítero da Sociedade do Apostolado Católico e mártir. Em Varsóvia, também na Polônia.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina e foi batizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o Sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos. Sua formação Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Privilegiado de Deus Recebeu de Deus dons particulares e carismas que aplicou com todas as suas forças na salvação das almas. Muitos testemunhos sobre a sua grande santidade chegaram até aos nossos dias, acompanhados de profundos sentimentos de gratidão. A sua intercessão foi para muitos homens e mulheres causa da cura do corpo e da alma. Madrugador de Deus Iniciava os seus dias levantando-se muito antes da aurora, para rezar, aproveitando a solidão e o silêncio da noite. Preparava-se para a Santa Missa em longos tempos da adoração e atendia de confissão até 14 horas por dia, salvando assim muitas almas. A imitação de São Francisco, recebe os estigmas Um dos acontecimentos que marcou intensamente a sua vida verificou-se na manhã de 20 de setembro de 1918 quando, rezando diante do crucifixo no coro da igreja, recebeu o maravilhoso presente dos estigmas – foi o primeiro sacerdote estigmatizado, tal como o tinha sido o seu pai, S. Francisco. Os estigmas foram visíveis, abertos, frescos e sangrentos por cerca de 50 anos. Morte serena, de santo Desde a juventude, a sua saúde não foi brilhante e, sobretudo, nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968, tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.

São Pio de Pietrelcina, rogai, por nós!

Oração – Ó Jesus, fonte de amor e misericórdia, nós Vos agradecemos por nos terdes dado São Pio de Pietrelcina como sinal vivo de Vossa Paixão, Morte e Ressurreição Pio: Piedoso, bondoso. Origem latina. Com São Lino, Papa, a quem, São Paulo recorda como seu companheiro. Santos Zacarias e Isabel, pais de São João Batista, Precursor do Senhor. Martirológio Romano, Secretariado nacional da Lirutgia, Pt 23 3. Em Roma, a comemoração de São Lino, papa, a quem, segundo o testemunho de Santo Ireneu, os Apóstolos confiaram o episcopado da Igreja fundada na Urbe e que São Paulo recorda como seu companheiro, († s. I) 4. Em Capo Miseno, na Campânia, região da Itália, São Sósio, diácono e mártir, († c. 305) 5. Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, a comemoração de São Constâncio, porteiro da igreja, († s. V) 6. Em Iona, ilha da Escócia, Santo Adamnano, presbítero e abade, que, tanto na Escócia como na Irlanda, persuadiu muitos a celebrar a Páscoa segundo a tradição romana, († 704) 7. Na África setentrional, os santos André, João, Pedro e Antônio, mártires, († d. 881) 8. Em Veneza, cidade do Véneto, região da Itália, o Beato Pedro Acotanto, monge, († c. 1187) 9. Em Bolonha, cidade da atual Emília-Romanha, também na Itália, a Beata Helena Duglióli Dall’Ólio, viúva viveu uma vida exemplar, († 1520) 10. Em Tlaxcala, no México, os beatos Cristóvão, Antônio e João, mártires, espancados até à morte pelos seus concidadãos, († 1527-1529) 11. Em Kingston, nas margens do Tamisa, na Inglaterra, o Beato Guilherme Way, presbítero e mártir, enforcado no patíbulo, († 1588) 12. Em Montréal, no Quebec, província do Canadá, a Beata Maria Emília Tavernier, viúva, religiosa, fundadora, († 1851) 13. Em Benisa, povoação da província de Valência, na Espanha, o Beato Vicente Ballester Far, presbítero e mártir, († 1936) 14. Em Benicalap, povoação da mesma província da Espanha, as beatas Sofia Ximénez Ximénez, mãe de família, Maria da Purificação de São José (Maria da Purificação Ximénez Ximénez) e Maria de Santa Sofia (Maria Josefa del Rio Messa), virgens, mártires, († 1936) 15. Em Cracóvia, na Polônia, a Beata Bernardina Jablonska, virgem, fundadora, († 1940) 16. Em Varsóvia, também na Polônia, o Beato José Stanek, presbítero e mártir, († 1944)

São Pio de Pietrelcina, presbítero | Memória | Terça-feira

São Pio de Pietrelcina, presbítero - Memória | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Pr 30,5-9)

Leitura do Livro dos Provérbios.

5 A Palavra de Deus é comprovada. Ele é um escudo para os que nele se abrigam. 6 Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te repreenda e passes por mentiroso! 7 Duas coisas eu te pedi; não mas recuses, antes de eu morrer: 8 afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é necessário. 9 Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: “Quem é o Senhor?” Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119),29.72.89.101.104.163 (R. 105a)

– Vossa palavra é uma luz para os meus passos!

– Vossa palavra é uma luz para os meus passos!

– Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente!

– A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

– É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável como o céu.

– De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens.

– De vossa lei eu recebi inteligência, por isso odeio os caminhos da mentira.

– Eu odeio e detesto a falsidade, porém amo vossas leis e mandamentos!

Evangelho (Lc 9,1-6)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2 enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3 E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas. 4 Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5 Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6 Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa-Nova e fazendo curas em todos os lugares.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Esd 6,7-8.12b.14-20)

Leitura do Livro de Esdras.

Naqueles dias, 7 o rei Dario escreveu ao governador do território da outra margem do rio Eufrates: “Deixa que prossigam os trabalhos no templo de Deus. Que o governador de Judá e os anciãos dos judeus edifiquem a casa de Deus no seu lugar. 8 Também ordenei como se deve proceder com aqueles anciãos dos judeus que constroem aquela casa de Deus: com os bens do rei, deveis reembolsar religiosamente e sem interrupção aqueles homens por tudo o que gastarem. 12b Eu, Dario, dei esta ordem. Que ela seja pontualmente executada!” 14 E os anciãos dos judeus continuaram a construir, com êxito, de acordo com a profecia de Ageu, o profeta, e de Zacarias, filho de Ado, e puderam terminar a construção conforme a ordem do Deus de Israel e as ordens de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia. 15 Esta casa de Deus foi concluída no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado de Dario. 16 Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o resto dos repatriados, celebraram com alegria a dedicação desta casa de Deus. 17 Ofereceram, para a inauguração desta casa de Deus, cem touros, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros e, como sacrifício pelo pecado de todo o Israel, doze bodes, segundo o número das tribos de Israel. 18 Estabeleceram também os sacerdotes, segundo suas categorias, e os levitas, segundo suas classes, para o serviço de Deus, em Jerusalém, como está escrito no livro de Moisés. 19 Os deportados celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês. 20 Como todos os levitas se haviam purificado, juntamente com os sacerdotes, estavam puros; e, assim, imolaram a Páscoa para todos os filhos do cativeiro, para os sacerdotes seus irmãos e para eles próprios.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 121(122),1-2.3-4a.4b-5 (R. cf. 1)

– Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor!”

– Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor!”

– Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm,  Jerusalém, em tuas portas. 

– Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. 

– Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.

Evangelho (Lc 8,19-21)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 19 a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20 Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21 Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Maurício e companheiros da Legião Tebana, Mártires – 22 de Setembro

São Maurício e companheiros da Legião Tebana, Mártires

Santo do Dia – 22 de Setembro

São Maurício e companheiros

São Maurício e companheiros,

Mártires da Legião Tebana · † s. III

Origens

São Maurício e companheiros Maurício, Exupério, Cândido, Vitor, Inocêncio, Vital e outros eram oficiais e soldados do exército que foi encarregado, em 287, de reprimir a revolta dos Bagaudas.

Bagauda vem da palavra céltica bagad, que significa multidão. Tratava-se, com efeito, de uma multidão de aldeões, pastores e escravos, que se revoltaram contra os seus senhores em certas partes da Gália, ameaçando a dominação romana.

Foi Maximiano Hércules quem recebeu ordens de Diocleciano para sufocar esta insurreição. Depois de atravessar os Alpes, interrompeu a marcha na Suíça, a fim de dar descanso de três dias às tropas.

A Ordem

A guarda avançada acampou em Agaunum, a cerca de quinze milhas do Lago de Genebra. Era a esta guarda que pertenciam Maurício e os companheiros.

Formavam um destacamento constituído inteiramente por cristãos, tirados, ao que parece, dos exércitos egípcios que guardavam habitualmente as fronteiras meridionais da Tebaida, daí o nome, que lhes deram, de Legião Tebana.

Soldados de Deus

Antes de entrar em combate, Maximiano Hércules deu ordens para que todas as tropas se concentrassem em Octodure, a fim de sacrificarem aos deuses e prestarem juramento. A Legião Tebana se recusou a tomar parte nessa cerimônia:

– Somos seus soldados, mas também servos de Deus.

Eles foram dizimados por ordem do comandante. Não tendo este castigo alterado as posições dos soldados, Maximiano mandou dizimá-los pela segunda vez. Os sobreviventes, porém, não deram mostras de se quererem acomodar aos desejos do comandante e, por isso, foram todos passados pelas armas.

Igreja e Relíquias

O campo ficou forrado de sangue e cadáveres. Naquele lugar e naquela época, foi erguida uma igreja em honra e culto a esses santos mártires do cristianismo, encontrada somente por volta do ano 1893.

A maioria das relíquias dos corpos dos soldados cristãos da legião tebaica, atualmente, é venerada no Convento de São Maurício de Agaunum, na região do Valese, atual Suíça. Especialmente no dia 22 de setembro, determinado pelo calendário oficial da Igreja de Roma.

São Maurício e companheiros mártires, rogai por nós! Maurício — Significa “moreno”, “de pele escura” ou “natural da Mauritânia”. Tem origem no latim Mauritius, derivado de Maurus.

“Oração – Ao pelotão de soldados que deram testemunho da verdade e da verdadeira luta, sede auxílio no tempo de guerra e de combate da fé. Intercedei para que, se necessário, saibamos dar a nossa vida em favor de Cristo e da Igreja, fiel à vontade Divina. Amém!”

São Maurício e companheiros mártires, rogai por nós!

Santo Inácio de Santhiá — Presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, falecido em Turim, no Piemonte, Itália.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de setembro:

1
Santa Emérita Mártir. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense.
† data inc.
2
Santa Basila Mártir. Em Roma, junto à Via Salária Antiga. Sepultamento no tempo dos imperadores Diocleciano e Maximiano.
† 304
3
São Silvano Eremita. Em Levroux, localidade do território de Bourges, na Aquitânia, atualmente na França.
† c. s. V
4
São Florêncio Presbítero. No monte Glonna, junto ao rio Loire, no território de Poitiers, na Gália, também na atual França.
† c. s. VI
5
São Lauto ou Laudo Bispo. No território de Coutances, também na hodierna França.
† d. 549
6
Santa Salaberga Abadessa. Em Laon, na Nêustria, também na atual França.
† c. 664
7
Santo Emeramo Bispo. Em Ratisbona, cidade da Baviera, na Alemanha. Sofreu o martírio pela fé em Cristo.
† c. 690
8
Beato Otão Bispo de Freising. No mosteiro cisterciense de Morimond, na França. Morreu com o hábito monástico, que nunca deixou durante o episcopado.
† 1158
9
Santo Inácio de Santhiá Presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Em Turim, no Piemonte, região da Itália.
† 1770
10
Beato José Marchandon Presbítero e mártir. Ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
11
Santos Paulo Chong Ha-sang e Agostinho Yu Chin-gil Mártires. Em Seul, na Coreia. Sofreram a paixão pela fé em Cristo.
† 1839
12
Beato Carlos Navarro Miguel Presbítero da Ordem dos Clérigos das Escolas Pias e mártir. Em Monserrat, na província de Valência, na Espanha.
† 1936
13
Beato Germano Gonçalvo Andréu Presbítero e mártir. Em Monserrat, na província de Valência, na Espanha.
† 1936
14
Beatos Vicente Pelufo Corts e Josefina Moscardó Montalvá Mártires. Em Alcira, na província de Valência, na Espanha. Vicente, presbítero; Josefina, virgem.
† 1936
15
Beato Vicente Sicluna Hernández Presbítero e mártir. Em Bolbaite, também na província de Valência, na Espanha.
† 1936
16
Beata Maria da Purificação Vidal Pastor Virgem e mártir. Em Corbera, localidade próxima de Valência, também na Espanha.
† 1936
17
Beatos Estêvão Cobo Sanz e Frederico Cobo Sanz Religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
18
Beato Félix Echevarría Gorostiaga e companheiros Presbítero da Ordem dos Frades Menores e companheiros mártires. Em Azuaga, perto de Badajoz, também na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Era o comandante da célebre Legião Tebana, constituída por cristãos do Egito.

Da famosa Legião Tebana

Tendo-a mandado vir do Oriente, Diocleciano recebeu-a em Roma e deu-lhe ordens para reunir-se a Maximiano, que marchava contra povos insurretos da Gália belga.

Por volta do ano 286, enquanto reinava Diocleciano, essa divisão estava servindo em território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos.

Resistência em oferecer sacrifício ao deuses

Encorajavam-nos, sobretudo, três oficiais-generais, Maurício, Exupério e Cândido, que lhes propunham o exemplo dos companheiros, aos quais o martírio já conduzira ao céu.

Somos servidores de Deus

Aconselhados por eles, os tebanos enviaram uma representação ao Imperador, cuja substância era a seguinte: “Somos vossos soldados, é verdade; mas também, espontaneamente o confessamos, somos servidores de Deus. Devemos a vós serviço da guerra, e a Ele a inocência; recebemos de vós o salário, e Ele nos deu a vida. Não podemos seguir vossas ordens, se nos levarem a renegar Deus, nosso Criador e nosso Senhor, e também o vosso, queirais ou não.

O martírio com beleza de alma

Exasperado pela impotência diante de tanta firmeza, Maximiano ordenou que todos os tebanos fossem mortos, e deu ordens para que as tropas avançassem e os envolvessem, chacinando-os depois.

O solo ficou juncado de cadáveres; correram rios de sangue. Acredita-se que o número dos soldados tebanos se elevava a seis mil e seiscentos, pois de tanto se compunham geralmente as legiões.

São Maurício e companheiros, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, Senhor dos Exércitos, transforma-me pela ação do Espírito Santo, pois somente tu teus a força e o poder de converter meu interior e romper as cadeias do egoísmo.

Maurício é um nome com origem no latim Mauriciu, que deriva de Mauru, palavra que deu origem ao nome Mauro, que quer dizer literalmente “mouro”

Com um veterano, chamado Vítor de Marselha, que não pertencia àquela legião e passava pelo local.

Martirológio Romano, Secretariado Nacional da Liturgia, Pt

22

1. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense, a comemoração de Santa Emérita, mártir, († data inc.)

2. Em Agaune, no território de Valais, na Helvécia, hoje Saint-Maurice, na Suíça, os santos mártires Maurício, Exupério e Cândido, soldados, os quais, como narra Santo Euquério de Lião, juntamente com os companheiros da Legião Tebana e o veterano Vítor, († c. 302)

3. Em Roma, junto à Via Salária Antiga, o sepultamento de Santa Basila, mártir, († 304)

4. Em Levroux, território de Bourges, na Aquitânia, França, São Silvano, eremita, († c. s. V)

5. No monte Glonna, junto ao rio Loire, Poitiers, na Gália, França, São Florêncio, presbítero, († c. s. VI)

6. No território de Coutances, França, São Lauto ou Laudo, bispo, († d. 549)

7. Em Laon, na Nêustria, França, Santa Salaberga, abadessa, curada da cegueira e conduzida ao serviço de Deus por São Columbano, († c. 664)

8. Em Ratisbona, cidade da Baviera, na Alemanha, Santo Emeramo, bispo, que sofreu o martírio pela fé em Cristo, († c. 690)

9. No mosteiro cisterciense de Morimond, França, o passamento do Beato Otão, bispo, († 1158)

10. Em Turim, no Piemonte, região da Itália, Santo Inácio de Santhiá (Lourenço Maurício Belvisótti), presbítero, († 1770)

11. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato José Marchandon, presbítero e mártir, durante a Revolução Francesa, († 1794)

12. Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos Paulo Chong Ha-sang e Agostinho Yu Chin-gil, mártires: o primeiro dirigiu durante vinte anos, em tempo de perseguição, a primeira comunidade cristã; o segundo escreveu cartas ao papa Gregório XVI pedindo-lhe presbíteros; ambos catequistas, depois de submetidos aos mais duros suplícios, foram degolados, († 1839)

13. Em Monserrat, na província de Valência, na Espanha, o Beato Carlos Navarro Miguel, presbítero e mártir, († 1936)

14. No mesmo lugar, o Beato Germano Gonçalvo Andréu, presbítero e mártir, († 1936)

15. Em Alcira, também na província de Valência, os beatos mártires Vicente Pelufo Corts, presbítero, e Josefina Moscardó Montalvá, virgem, († 1936)

16. Em Bolbaite, também na província de Valência, o Beato Vicente Sicluna Hernández, presbítero e mártir, († 1936)

17. Em Corbera, localidade próxima de Valência, também na Espanha, a Beata Maria da Purificação Vidal Pastor, virgem e mártir, († 1936)

18. Em Madrid, Espanha, os beatos Estêvão Cobo Sanz e Frederico Cobo Sanz, religiosos e mártires na mesma perseguição contra a fé cristã, († 1936)

19. Em Azuaga, perto de Badajoz, também na Espanha, os beatos Félix Echevarría Gorostiaga, presbítero e companheiros mártires, († 1936)

[1] São estes os seus nomes: Antônio (Ruperto Sáez de Ibarra López), Francisco Jesus (Francisco Carlés González), Luís Echevarría Gorostiaga, presbíteros; Miguel (Leão Zarragúa Iturrízaga) e Simão Miguel Rodríguez, religiosos, todos da mesma Ordem dos Frades Menores.

São Mateus, Apóstolo e Evangelista – 21 de Setembro

São Mateus, Apóstolo e Evangelista

Santo do Dia – 21 de Setembro

São Mateus o Apóstolo e Evangelista

São Mateus,

Apóstolo e Evangelista · † s. I

Origens

São Mateus o Apóstolo e Evangelista

São Mateus era pecador, um cobrador de impostos, que deixou tudo e seguiu Jesus, tornando-se um dos Doze Apóstolos. Os evangelistas Lucas e Marcos também o chamam de Levi, o nome dado pelos seus pais – ele mudou o nome como uma forma, típica da época, de indicar a mudança de vida.

O nome Mateus, algumas vezes, foi citado nos Atos dos Apóstolos. O anúncio de Cristo foi a sua missão.

São Mateus é identificado com o apelido de “publicano”, termo carregado de consequências negativas e socialmente relevantes. O desprezo pelos cobradores de impostos, no tempo de Jesus, estava muito enraizado, e não por se odiar alguém só porque trabalha no que hoje chamamos de finanças. Os judeus, na época, não pagavam impostos ao seu estado soberano e livre, mas aos ocupantes romanos; na prática, tratava-se de financiar aqueles que os oprimiam. Por isso, consideravam o cobrador de impostos um colaborador detestável.

Mateus, o cobrador de impostos

São Mateus fazia esse trabalho em Cafarnaum da Galileia, com seu banco ali, ao ar livre. Jesus o vê pouco depois de curar um paralítico e o chama. Mateus se levanta de repente, deixa tudo e segue Jesus. A partir desse momento, os impostos, as finanças, os romanos deixam de existir. Deixa tudo por aquela palavra de Jesus: “Siga-me”.

Autor do primeiro Evangelho

São Mateus é autor do primeiro Evangelho, escrito não em grego, mas em aramaico. Os destinatários do Evangelho de Mateus são os cristãos de origem judaica: no texto, ele coloca em realce o fato de que Jesus é o Messias, que cumpre as promessas do Antigo Testamento.

Evangelizador no Oriente Médio

Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos espalharam-se pelo mundo; e Mateus foi para a Arábia e Pérsia para evangelizar aqueles povos. Porém, foi vítima de uma grande perseguição por parte dos sacerdotes locais, que mandaram arrancar-lhe os olhos e o encarceraram para, depois, ser sacrificado aos deuses. Mas Deus não o abandonou e mandou um anjo que curou seus olhos e o libertou.

Mateus seguiu, então, para a Etiópia, onde, mais uma vez, foi perseguido por feiticeiros que se opunham à evangelização. Porém, o príncipe herdeiro morreu e Mateus foi chamado ao palácio. Por uma graça divina, fez o filho da rainha Candece ressuscitar, causando grande espanto e admiração entre os presentes. Com esse ato, Mateus conseguiu converter grande parte da população. Na época, a Igreja da Etiópia passou a ser uma das mais ativas e florescentes dos tempos apostólicos.

A morte

Segundo algumas fontes, Mateus teria morrido por causas naturais; no entanto, segundo algumas tradições, consideradas pouco críveis, a sua existência terminou na Etiópia.

Relíquias

As suas relíquias encontram-se na cripta da Catedral de Salerno. Ali, o Santo é festejado, em 21 de setembro, com uma solene procissão.

Padroeiro

São Mateus é considerado o santo padroeiro dos banqueiros, bancários, alfandegários, da Guardia di Finanza (na Itália), cambistas, contadores, consultores tributários, contabilistas e cobradores de dívidas. O documento papal, atestando o patrocínio reconhecido, é datado de 10 de abril de 1934 e é assinado pelo Cardeal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII. O Papa que acolheu o pedido do Comandante Geral, apoiado pelo Ordinário Militar da época, foi Pio XI.

O “Pontifício Breve”, ao declarar São Mateus Patrono da Guardia di Finanza, espera que todos os membros do Corpo possam, seguindo o seu exemplo, unir o fiel exercício do dever para com o Estado com o fiel seguimento de Cristo.

São Mateus, apóstolo e evangelista, rogai por nós!

Mateus — Significa “dom de Deus” ou “presente de Deus”. Tem origem no hebraico Mattityahu, formado por matat (“dom”) e Yah (“Deus”), e chegou ao português por meio do grego Matthaios e do latim Matthaeus.

“Oração – Tu que conhecestes Jesus de modo tão profundo, e a partir disso soube relatar seus mistérios. Que o sentido da nossa vida seja conhecer o Cristo e testemunhá-lo, assim como tu fizeste. Que sejamos fiéis seguidores e adoradores do Senhor. Amém!”

São Mateus, apóstolo e evangelista, rogai por nós!

São Jonas — Profeta, filho de Amitai, cujo nome foi dado a um livro do Antigo Testamento.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 21 de setembro:

1

São Jonas
Profeta, filho de Amitai. Seu nome foi dado a um livro do Antigo Testamento.

2

São Quadrato
Discípulo dos Apóstolos. Na Grécia.

† s. II

3

São Pânfilo
Mártir. Em Roma, junto à Via Salária Antiga.

† data inc.

4

Santo Alexandre
Mártir. Em Valle del Baccano, na Via Cássia, a vinte milhas da cidade de Roma.

† data inc.

5

Santos Eusébio, Néstabo e Zenão
Mártires. Em Gaza, na Palestina. Três irmãos; com eles padeceu também São Nestor.

† 362

6

São Castor
Bispo. Em Apt, na Provença, atualmente na França.

† c. 426

7

São Cadoc
Abade. No mosteiro de Llancarfan, no País de Gales. Em seu nome foram fundados muitos mosteiros também na Cornualha, região da Inglaterra, e na Bretanha Menor, região da França.

† s. VI

8

São Landelino
Monge, natural da Irlanda. No mosteiro de Ettenheim, na região de Baden, na Alemanha.

† s. VII

9

São Gerulfo
Mártir, adolescente. Em Tronchiennes, na Flandres, região da Austrásia, atualmente na Bélgica.

† c. 750

10

Santa Maura
Virgem. Em Troyes, na Gália, hoje na França. Célebre pela sua piedade e obras de caridade.

† c. 850

11

Beato Marcos de Módena Scalabríni
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† 1498

12

Santos Francisco Jaccard e Tomé Tran Van Thien
Mártires. Junto à fortaleza de Quang-Tri, no Anam, atualmente no Vietnam. Francisco era presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris.

† 1838

13

Santos Lourenço Imbert, Pedro Maubant e Tiago Chastan
Mártires. Em Sai-Nam-Hte, na Coreia. Lourenço, bispo; Pedro e Tiago, presbíteros da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris.

† 1839

14

Beatos Vicente Gálbis Gironês e Manuel Torró Garcia
Mártires. Em Benisoda, povoação da província de Valência, na Espanha. Vicente, pai de família. Configurados à paixão de Cristo na sua vida, O imitaram no triunfo do martírio.

† 1936

15

Beato Diogo Hompanera Paris
Religioso da Ordem de Santo Agostinho e mártir. Em Málaga, na Espanha. Assassinado em ódio à fé.

† 1936

16

Beatos Nicolau de Mier Francisco e Jacinto Martínez Ayuela
Mártires. Em Cuenca, na Espanha. Nicolau, presbítero, e Jacinto, religioso, ambos da Ordem de Santo Agostinho.

† 1936

17

Beato José Maria (José Mariano Azurmendi de Larrinaga Mugarza)
Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Azuaga, perto de Badajoz, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Apóstolo e Evangelista. Homem decidido e generoso desde o primeiro momento da sua vocação.  O primeiro que, por inspiração divina, pôs por escrito a mensagem messiânica de Jesus. Levi, filho de Alfeu Comparando Mt 9.9 com Mc 2.14 e Lc 5.27,28, é identificado com Levi, o filho de Alfeu. Além disso, o nome de Mateus aparece em todas as quatro listas dos Apóstolos (Mt 10 – Mc 3 – Lc 6 – At 1) e o de Levi em nenhum. Era publicano ou recebedor de impostos nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum, porto do mar da Galileia. De cobrador de impostos a Apóstolo Foi nesta cidade que Jesus habitou, depois de ter saído de Nazaré – e provavelmente tinha Mateus ouvido nesta mesma povoação os discursos do Divino Mestre e observado os Seus milagres. Deste modo teria sido preparado para obedecer à chamada de Jesus. Com efeito, estando sentado na sua tenda à beira da estrada, tudo deixou para o seguir (Mt 9.9).

Convidou Jesus para uma festa

Depois, ele mostrou a sua afeição ao Mestre e o seu interesse pela felicidade espiritual dos seus antigos companheiros, convidando um grande número de publicanos para uma festa, na qual se oferecia a ocasião de ouvir o Divino Pregador. Foi escolhido por Jesus Cristo para ser um dos doze Apóstolos (Mt 10.3) e estava com os outros Discípulos no Cenáculo, depois da ascensão (At 1.13). A humildade de Mateus A humildade de Mateus pode ser reconhecida no Evangelho que tem o seu nome. Ao enumerar os Apóstolos, ele se cognomina ‘Mateus, o publicano’ (10.3), não suprimindo o seu primeiro emprego.

Deixou tudo

É pelo que diz Lucas, e não pelo que ele escreve, que nós sabemos que ‘deixou tudo’ para seguir a Jesus, e ‘Lhe ofereceu um grande banquete em sua casa’ (Cp. Mt 9.9,10 com Lc 5.27 a 29). Pregação de Mateus Eusébio (Hist. Eccl. iii, 24) diz que Mateus, depois de pregar aos seus próprios conterrâneos, foi para outras nações. Já Sócrates (Hist. Eccl i, 19) diz que foi a Etiópia o centro dos seus trabalhos e a maior parte dos primitivos escritores afirmam que ele teve a morte de um mártir. Na descrição dos quatro seres do Apocalipse – águia, boi, leão, homem – São Mateus é associado àquele com aspecto de homem.

São Mateus, Apóstolo, rogai por nós!

Oração – Ensinai-me por fim a juntar tesouros no céu e a servir a Deus e não ao dinheiro. Amém.

Matheus é uma variante do nome Mateus, este originado no hebraico Mattiyyah, chegou até à língua portuguesa através do latim Mattaeus. Significa “dom de Deus”
Com São Jonas, profeta, filho de Amitai. Martirológio Romano – Secretariado da Liturgia Pt 21 3. Na Grécia, a comemoração de São Quadrato, discípulo dos Apóstolos, que, segundo a tradição, durante a perseguição do imperador Adriano, congregou com a sua fé e zelo pastoral a Igreja dispersa pelo terror e apresentou ao próprio imperador um livro em defesa da religião cristã, em conformidade com a doutrina apostólica, († s. II) 4. Em Roma, junto à Via Salária Antiga, São Pânfilo, mártir, († data inc.) 5. Em Valle del Baccano, na Via Cássia, Roma, Santo Alexandre, mártir, († data inc) 6. Em Gaza, na Palestina, os santos Eusébio, Néstabo e Zenão, mártires, três irmãos espancados e mortos por uma multidão enfurecida de pagãos. Com eles São Nestor, que, pelas feridas recebidas, pouco depois consumou o seu martírio, († 362) 7. Em Apt, na Provença, atualmente na França, São Castor, bispo, pediu a São João Cassiano que escrevesse as célebres “Conferências” sobre os ascetas do Egito, († c. 426) 8. No mosteiro de Llancarfan, no País de Gales, São Cadoc, abade, († s. VI) 9. No mosteiro de Ettenheim, região de Baden, na Alemanha, São Landelino, monge, († s. VII) 10. Em Tronchiennes, Flandres, Austrásia, Bélgica, São Gerulfo, mártir, adolescente, († c.750) 11. Em Troyes, na Gália, hoje na França, Santa Maura, virgem, († c. 850) 12. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato Marcos de Módena Scalabríni, presbítero, († 1498) 13. Junto à fortaleza de Quang-Tri, no Anam, atualmente no Vietnam, os santos Francisco Jaccard, presbítero e Tomé Tran Van Thien, mártires, enforcados, († 1838) 14. Em Sai-Nam-Hte, na Coreia, a paixão dos santos mártires Lourenço Imbert, bispo, Pedro Maubant e Tiago Chastan, presbíteros, decapitados, († 1839) 15. Em Benisoda, Valência, na Espanha, os beatos mártires Vicente Gálbis Gironês, pai de família, e Manuel Torró Garcia, († 1936) 16. Em Málaga, também na Espanha, o Beato Diogo Hompanera Paris, religioso e mártir, assassinado em ódio à fé, († 1936) 17. Em Cuenca, também na Espanha, os beatos Nicolau de Mier Francisco, presbítero, e Jacinto Martínez Ayuela, religioso e mártires, assassinados em ódio à fé, († 1936) 18. Em Azuaga, perto de Badajoz, também na Espanha, o Beato José Maria (José Mariano Azurmendi de Larrinaga Mugarza), presbítero e mártir, assassinados em ódio à fé, († 1936)

São Mateus, Apóstolo e Evangelista – Festa | Segunda-feira

São Mateus, Apóstolo e Evangelista - Festa | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Vermelho

Primeira Leitura (Ef 4,1-7.11-13)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 1 eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2 Com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3 Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4 Há um só Corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5 Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6 um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. 7 Cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 11 E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12 Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13 até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 5a)

– Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

– Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

– Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia.

– Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz.

Evangelho (Mt 9,9-13)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva, ó Senhor, o coro dos apóstolos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 9 Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13 Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Esd 1,1-6)

Início do Livro de Esdras.

1 No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor pronunciada pela boca de Jeremias, o Senhor moveu o espírito de Ciro, rei da Pérsia, que mandou publicar em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte proclamação: 2 “Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do Céu, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de lhe construir um templo em Jerusalém, na terra de Judá. 3 Quem, dentre vós todos, pertence ao seu povo? Que o Senhor, seu Deus, esteja com ele, e que se ponha a caminho e suba a Jerusalém, e construa o templo do Senhor, Deus de Israel, o Deus que está em Jerusalém. 4 E a todos os sobreviventes, onde quer que residam, as pessoas do lugar proporcionem prata, ouro, bens e animais, além de donativos espontâneos para o templo de Deus, que está em Jerusalém”. 5 Então se levantaram os chefes de família de Judá e de Benjamim, os sacerdotes e os levitas, todos aqueles que se sentiram inspirados por Deus para ir edificar o templo do Senhor, que está em Jerusalém. 6 E todos os seus vizinhos lhes trouxeram toda a espécie de ajuda em prata, ouro, bens, animais e objetos preciosos, sem falar em todas as doações espontâneas.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 125(126),1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3a)

– Maravilhas fez conosco o Senhor!

– Maravilhas fez conosco o Senhor!

– Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios, de canções. 

– Entre os gentios se dizia: “Maravilhas fez com eles o Senhor!” Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!

– Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.

– Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes!

Evangelho (Lc 8,16-18)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos a vossa luz. Vendo eles vossas obras, deem glória ao Pai celeste!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 16 “Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram, vejam a luz. 17 Com efeito, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto; e tudo o que está em segredo deverá tornar-se conhecido e claramente manifesto. 18 Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis! Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais; e àquele que não tem, será tirado até mesmo o que ele pensa ter”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

25º Domingo do Tempo Comum | Domingo

25º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Is 55,6-9)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

6 Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. 7 Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. 8 Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9 Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 144(145),2-3.8-9.17-18 (R. 18a)

– O Senhor está perto da pessoa que o invoca!

– O Senhor está perto da pessoa que o invoca!

– Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza.

– Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.

– É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.

Segunda Leitura (Fl 1,20c-24.27a)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos: 20c Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21 Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22 Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. 23 Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo — o que para mim seria de longe o melhor — 24 mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. 27a Só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Mt 20,1-16a)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vinde abrir o nosso coração, Senhor; ó Senhor, abri o nosso coração, e, então, do vosso filho a palavra, poderemos acolher com muito amor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 1 “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2 Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3 Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4 e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5 E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. 6 Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7 Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8 Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ 9 Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10 Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. 11 Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12 ‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. 13 Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14 Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15 Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16a Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Am 8,4-7)

Leitura da Profecia de Amós.

4 Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5 vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos, e adulterar balanças, 6 dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?” 7 Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 112(113),1-2.4-6.7-8 (R. 1a.7b)

– Louvai o Senhor que eleva os pobres!

– Louvai o Senhor que eleva os pobres!

– Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade! 

– O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus. Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra?.

– Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para fazê-lo assentar-se com os nobres, assentar-se com nobres do seu povo.

Evangelho (Lc 16,1-13 ou mais breve 16,10-13)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre e por amor; para que sua pobreza nos, assim, enriquecesse.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus dizia aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2 Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3 O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4 Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5 Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6 Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ 7 Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8 E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9 E eu vos digo: Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10 [Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11 Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12 E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13 Ninguém pode servir a dois senhores. porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.]

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

24ª Semana do Tempo Comum | Sábado

24ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 15,35-37.42-49)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 35 alguém perguntará? Como ressuscitam os mortos? 36 Insensato! O que semeias, não nasce sem antes morrer. 37 E, quando semeias, não semeias o corpo da planta, que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou de alguma outra planta. 42 Pois assim será também a ressurreição dos mortos. Semeia-se em corrupção e ressuscita-se em incorrupção. 43 Semeia-se em ignomínia, e ressuscita-se em glória. Semeia-se em fraqueza, e ressuscita-se em vigor. 44 Semeia-se um corpo animal, e ressuscita-se um corpo espiritual. Se há um corpo animal, há também um espiritual. 45 Por isso está escrito: o primeiro homem, Adão, “foi um ser vivo”. O segundo Adão é um espírito vivificante. 46 Veio primeiro não o homem espiritual, mas o homem natural; depois é que veio o homem espiritual. 47 O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem vem do céu. 48 Como foi o homem terrestre, assim também são as pessoas terrestres; e como é o homem celeste, assim também vão ser as pessoas celestes. 49 E como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 55(56),10.11-12.13-14 (R. cf. 14c)

– Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

– Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

– Meus inimigos haverão de recuar em qualquer dia em que eu vos invocar; tenho certeza: o Senhor está comigo!

– Confio em Deus e louvarei sua promessa; é no Senhor que eu confio e nada temo: que poderia contra mim um ser mortal?

– Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, e vos oferto um sacrifício de louvor, porque da morte arrancastes minha vida e não deixastes os meus pés escorregarem, para que eu ande na presença do Senhor, na presença do Senhor na luz da vida.

Evangelho (Lc 8,4-15)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração, e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 4 reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5 “O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. 6 Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7 Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8 Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 9 Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. 10 Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam. 11 A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12 Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. 13 Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14 Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15 E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São José de Cupertino, Presbítero – 18 de Setembro

São José de Cupertino, Presbítero

Santo do Dia – 18 de Setembro

São José de Cupertino - Padroeiro dos Estudantes

São José de Cupertino,

O Padroeiro dos Estudantes · † 1663

Origens

São José de Cupertino - Padroeiro dos Estudantes Nasceu em 17 de junho de 1603, na cidadezinha de Cupertino, na província italiana de Lecce (José Maria Desa, filho de Félix e Francisca Panaca).

Sua família não levava uma vida fácil: o pai, Félix, foi envolvido na falência financeira de um conhecido a quem havia emprestado dinheiro, acabando na miséria. Por isso, José veio ao mundo em uma estrebaria, como Jesus, e, desde criança, teve de trabalhar em uma venda para contribuir com as despesas de casa. Chegou a ir à escola, mas foi acometido por uma úlcera gangrenosa, que o obrigou a deixar os estudos por cinco anos.

Sua mãe, Francisca Panaca, mulher forte e vigorosa, tentou dar-lhe uma formação básica por meio da narração da vida dos Santos, como a de São Francisco de Assis, despertando em José o desejo de seguir e imitar a vida do “Pobrezinho de Assis”.

Vocação e Sacerdócio

Aos 16 anos, pediu para entrar na Ordem dos Frades Franciscanos Conventuais, no convento da “Grottella”. A sua pouca formação escolar, porém, não o ajudou, sendo obrigado a voltar à vida de antes. Buscou depois os Franciscanos Reformados e os Capuchinhos de Martina Franca, mas a resposta era sempre a mesma: pouca instrução, além de suas primeiras manifestações de êxtase, durante as quais deixava cair tudo das mãos.

Diante da sentença do Supremo Tribunal de Nápoles, que o obrigava a trabalhar sem remuneração para pagar a dívida do pai já falecido, José voltou a pedir para entrar no convento de “Grottella”. Os frades levaram a sério a sua situação e o ajudaram a fazer um verdadeiro percurso de estudos. No exame para o Diaconato, José conhecia a fundo apenas uma passagem do Evangelho — precisamente aquela que o Bispo examinador lhe pediu para comentar. O mesmo prodígio repetiu-se, três anos depois, no exame para o Sacerdócio. Em 1628, José foi ordenado sacerdote.

“Irmão Burro” e Êxtases

Ciente das suas limitações culturais, José nunca renunciava aos trabalhos manuais mais simples, chegando a se apelidar de “Irmão burro”; ainda assim, dedicava-se ao serviço dos mais pobres. Quem o ouvia falar reconhecia nele a luz de uma teologia madura — era o dom da ciência infundida, que Deus lhe concedeu, e que o tornou um grande sábio.

Acentuavam-se em José os fenômenos de êxtase e levitação, sobretudo quando pronunciava os nomes de Jesus e Maria. Tais episódios chamaram a atenção da Inquisição de Nápoles, que o convocou para averiguar se o jovem estaria abusando ou não da credulidade popular. Diante dos próprios juízes, reunidos no Mosteiro de São Gregório Armênio, José teve uma levitação. Foi absolvido de todas as acusações, mas o Santo Ofício determinou seu isolamento, longe das multidões.

A Eucaristia e a Morte

O futuro Santo passou de um convento a outro — Roma, Assis, Pietrarubbia, Fossombrone — até chegar a Ósimo, perto de Ancona, em 1656, por ordem do Papa Alexandre VII. Ali encontrou finalmente a paz, levando uma vida humilde, ao serviço do próximo, em colóquio pessoal com Deus que culminava na celebração Eucarística.

São José de Cupertino faleceu em 18 de setembro de 1663, aos 60 anos. Bento XIV o beatificou em 1753, e Clemente XIII o canonizou em 16 de julho de 1767. Seus restos mortais descansam hoje em uma urna de bronze dourado, na cripta da igreja de Ósimo a ele dedicada, e um Santuário foi erguido em sua homenagem em Cupertino, sobre a estrebaria onde nasceu. Apesar das dificuldades nos estudos, recebeu o dom da ciência infundida e viveu momentos de êxtase com levitações — capacidade de “voar”, com a mente e com o corpo — o que o tornou padroeiro dos estudantes e universitários.

São José de Cupertino, rogai por nós! José — Do hebraico Yosef, significa “que Deus acrescente” ou “Deus aumentará”. Um dos nomes bíblicos mais difundidos na tradição cristã, remete à promessa de multiplicação e providência divina sobre a vida daquele que o carrega.

“Tu, que alcançastes as mais altas ciências, não pela via intelectual, mas sim pelas vias místicas, ajudai-nos nos nossos estudos e no desejo mais sincero de conhecer a Deus. Ensinai-nos a descobrir em Jesus o caminho da sabedoria. Amém.”

São José de Cupertino, rogai por nós!

Santo Eustórgio — Bispo de Milão, na Ligúria, hoje Lombardia, região da Itália.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de setembro:

1
São José de Cupertino Presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais. Em Ósimo, próximo de Ancona, na Itália. Dotado do dom da ciência infundida e de êxtases com levitações, é o padroeiro dos estudantes e universitários.
† 1663
2
Santo Oceano Mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmir, na Turquia.
† data inc.
3
Santa Ariadna Mártir. Em Prymnesso, na Frígia, também na atual Turquia.
† data inc.
4
São Ferréolo Mártir. No território da Gália Vienense, hoje na França.
† s. III
5
Santo Eustórgio Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália.
† a. 355
6
São Senário Bispo. Em Avranches, no litoral da Bretanha Menor, atualmente na França.
† s. VI
7
São Ferréolo Bispo. Em Limoges, na Aquitânia, também na atual França.
† s. VI f.
8
Santo Eumênio Bispo. Em Gortina, na ilha de Creta.
† c. s. VII
9
Santa Ricarda Em Andlau, na Alsácia da Lotaríngia, na atual Alemanha. Rainha que, renunciando ao reino terreno, serviu a Deus num mosteiro por ela fundado.
† c. 895
10
São Domingos Trach Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnã.
† 1840
11
Beatos David Okelo e Gildo Irwa Catequistas e mártires. Em Paimol, localidade próxima da missão de Kalongo, no Uganda.
† 1918
12
Beato Carlos Eraña Guruceta Religioso da Companhia de Maria e mártir. Em Ciudad Real, na Espanha.
† 1936
13
Beatos Fernando Garcia Sendra e José Garcia Más Presbíteros e mártires. Próximo da cidade de Gandia, na província de Valência, Espanha.
† 1936
14
Beatos Ambrósio e Valentim, presbíteros, e Francisco, Recaredo e Modesto Religiosos da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores. Em Monserrat, na província de Valência, Espanha.
† 1936
15
Beato Salvador Fernández Pérez Presbítero da Sociedade Salesiana e mártir. Em Paracuellos del Jarama, na Espanha.
† 1936
16
Beato José Kut Presbítero e mártir. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Baviera, região da Alemanha.
† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Cupertino, na Púglia, no ano de 1603.

Paupérrimo, viveu os primeiros meses de vida num estábulo, porque o pai, endividado, teve de vender tudo.
A vida deste santo tem aspectos desconcertantes. Aos 17 anos queria ser frade, mas os frades menores não o aceitaram porque era muito ignorante e os capuchinhos que o haviam acolhido como irmão leigo, pouco depois impuseram-lhe que depusesse o hábito por causa da sua grande confusão mental.

Em lugar algum o queriam de volta, nem a sua própria mãe. Finalmente, os frades menores de Grotella abriram-lhe as portas do convento, confiando-lhe  a princípio, as tarefas mais grosseiras da casa, como cuidar de uma mula. José auto definiu-se: “irmão burro”,  ciente da sua pouca formação escolar e não obstante isso queria estudar para padre.

Sua humildade, sua doçura, seu amor à mortificação e à penitência tornaram-no alvo de tamanha veneração que num capítulo geral realizado em Altamura, em 1625, ficou decidido que seria recebido entre os religiosos do coro, a fim de preparar-se para as santas ordens.

Nos exames foi sorteada a única questão que ele sabia: comentar o Evangelho. Desde aquele momento começaram a aparecer na vida desse frade esquisito os sinais da predileção divina e fenômenos que atestam a santidade interior. Recebeu o dom da ciência infundida e de levitações místicas.

A prudência de que dava provas na direção das almas atraía para junto dele um avultado número de pessoas, até mesmo cardeais e príncipes.

Seus êxtases eram tão frequentes quanto maravilhosos. Teve, mesmo, vários em público, dos quais um grande número de pessoas da mais alta categoria foram testemunhas oculares, e cuja verdade atestaram sob juramento. Inclui-se entre essas testemunhas João Frederico, Duque de Brunswicy e de Hanovre, luterano que se converteu ao assistir um.

Jesus, atraí-me a vós, não posso mais continuar na terra!”

Os milagres não foram menos impressionantes do que os outros favores extraordinários que recebia de Deus.

É considerado padroeiro dos estudantes e aviadores

São José de Cupertino, rogai por nós!

Oração – Infunde em mim o teu fervor, a tua sabedoria e a tua fé. Amém

 

 

Com Santa Ricarda, virgem, que era rainha, mas, renunciando ao reino terreno, serviu a Deus num mosteiro por ela fundado.  Em Andlau, na Alsácia da Lotaríngia, na atual Alemanha.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

18

1. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santo Oceano, mártir.(† data inc.)

2. Em Prymnesso, na Frígia, também na atual Turquia, Santa Ariadna, mártir.(† data inc.)

3. No território da Gália Vienense, hoje na França, São Ferréolo, mártir, que, segundo consta, era tribuno no tempo da perseguição e se recusou a prender os cristãos; por isso, feito prisioneiro por ordem do governador, foi cruelmente flagelado e metido no cárcere; tendo-se evadido, foi novamente capturado pelos perseguidores e, decapitado, recebeu a palma do martírio.(† s. III)

4. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio, bispo, cuja confissão de fé contra os erros arianos é louvada por Santo Atanásio.(† a. 355)

5. Em Avranches, no litoral da Bretanha Menor, atualmente na França, São Senário, bispo.(† s. VI)

6. Em Limoges, na Aquitânia, também na atual França, São Ferréolo, bispo, que libertou de um iminente perigo a Marcos, porta-voz do rei Quildeberto, quando o povo desta cidade o queria matar.(† s. VI f.)

7. Em Gortina, na ilha de Creta, Santo Eumênio, bispo.(† c. s. VII)

8. Em Andlau, na Alsácia da Lotaríngia, na atual Alemanha, Santa Ricarda, que era rainha, mas, renunciando ao reino terreno, serviu a Deus num mosteiro por ela fundado.(† c. 895)

9. Em Ósimo, no Piceno, atualmente nas Marcas, região da Itália, São José de Cupertino, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que, nas circunstâncias adversas da sua vida, resplandeceu pela pobreza, humildade e caridade para com os necessitados de Deus.(† 1663)

10. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Trach, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, no tempo do imperador Minh Mang, preferindo morrer a ter de pisar o crucifixo, foi degolado e assim consumou o martírio.(† 1840)

11. Em Paimol, localidade próxima da missão de Kalongo, no Uganda, os beatos David Okelo e Gildo Irwa, catequistas e mártires, que, tendo-se espontaneamente oferecido para anunciar o Evangelho ao seu povo, foram mortos a golpe de lança pelos pagãos do lugar e assim manifestaram com o seu intrépido martírio o poder de Cristo.(† 1918)

12. Em Ciudad Real, na Espanha, o Beato Carlos Eraña Guruceta, religioso da Companhia de Maria e mártir, que, durante a perseguição violenta contra os sacerdotes e os religiosos, foi preso pelos milicianos e fuzilado sem processo judicial.(† 1936)

13. Próximo da cidade de Gandia, na província de Valência, também na Espanha, os beatos Fernando Garcia Sendra e José Garcia Más, presbíteros e mártires, que, durante a mesma perseguição, confirmaram com o seu sangue a fidelidade ao Senhor.(† 1936)

14. Em Monserrat, na mesma província de Valência, os beatos Ambrósio (Salvador Chuliá Ferrandis) e Valentim (Vicente Jaunzarás Gómez), presbíteros, e Francisco (Justo Lerma Martínez), Recaredo (José López Mora) e Modesto (Vicente Gay Zarzo), todos eles religiosos da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, que, na mesma perseguição, foram coroados de glória pelo testemunho de Cristo.(† 1936)

15. Em Paracuellos del Jarama, localidade próxima de Madrid, também na Espanha, o Beato Salvador Fernández Pérez, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, seguindo os passos de Cristo, com o auxílio da graça alcançou o reino da vida eterna.(† 1936)

16. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Baviera, região da Alemanha, o Beato José Kut, presbítero e mártir, natural da Polônia, que durante a guerra foi encerrado no terrível cárcere por causa da sua fé cristã e, depois de cruéis tormentos, foi ao encontro do Senhor.(† 1942)