São Paulino de Nola, Bispo – 22 de Junho

Santos João Fischer e Tomás More, decapitados por defenderem a sua fé

Santo do Dia – 22 de Junho

Santos João Fischer e Tomás More,

Decapitados por Defenderem a sua Fé · † 1535

Defesa da Fé e da Verdade

Santos João Fischer e Tomás More

Em 1935, Pio XI canonizou João Fischer e Tomás More no mesmo dia. Os santos são celebrados juntos: sofreram o martírio pela coragem com que defenderam a fé e são dois grandes exemplos de fidelidade a Jesus. Opondo-se ao rei Henrique VIII, na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, preferiram servir ao Rei Eterno. Defenderam os valores cristãos de indissolubilidade do matrimônio, o respeito pelo patrimônio jurídico e a liberdade da Igreja em relação ao Estado; e, assim, foram encarcerados na Torre de Londres.

São Tomás More [1478-1535]

Nascido em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478, o santo foi, desde cedo, educado na fé cristã. Logo cedo, a sua inteligência brilhante o fez ser notado e ele foi enviado à Universidade de Oxford, onde com vinte e dois anos já era doutor e professor em direito. Tomás More pensou em tornar-se religioso, era um frequentador dos franciscanos e, por um período, dos cartuxos também. Porém, sentiu que não era esse o seu caminho e trilhou a vocação matrimonial, com grande entrega, presença e devoção aos seus.

Vocação Cristã

Conhecido por uma personalidade muito simpática, pelo seu bom humor e por uma forte fé cristã, o santo tinha uma vocação específica nos meios da política, da literatura, do direito. Assumiu diversos cargos diplomáticos: foi juiz, conselheiro, secretário e, em tudo, sempre atuou em favor da defesa da fé cristã, principalmente no tempo da Reforma Protestante. Escreveu obras famosas, como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são “Utopia” e “Oração para o bom humor”. Um tempo depois, Tomás pediu demissão e um novo tempo iniciou em sua vida. Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender às suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes.

São João Fischer, Bispo de Rochester [1469-1535]

Nascido em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos quatorze anos era um aluno brilhante de inteligência extraordinária. Ingressou na famosa Universidade de Cambridge, onde recebeu o diploma de Teologia e foi ordenado sacerdote. Tornou-se confessor e capelão pessoal da condessa Margarida Beaufort, futura avó de Henrique VIII. Atuou como vice-chanceler e chanceler em obras de estudos das línguas da Bíblia, para aprofundamento nas Escrituras.

Foi eleito bispo de Rochester, com 35 anos. Distribuía esmolas com generosidade e as portas de sua casa estavam sempre abertas para os visitantes, peregrinos e necessitados. Ele levava uma vida tão austera como a de um monge. O bispo Fisher também combateu os erros da Reforma Protestante, escrevendo quatro livros, que o tornaram famoso em todo o mundo cristão.

Condenação dos Santos

Em 1535, o rei Henrique VIII desejou divorciar-se de sua legítima esposa para casar-se com a cortesã Ana Bolena. O bispo João Fisher foi o primeiro a posicionar-se contra aquele escândalo. O rei Henrique VIII conseguiu que o Parlamento inglês o declarasse chefe supremo da Igreja na Inglaterra, em substituição ao Papa da Igreja Católica, com a aprovação de todos os que desejavam conservar seus altos postos no governo.

João Fisher declarou no Parlamento que: “Querer substituir o papa de Roma pelo rei da Inglaterra, como chefe de nossa religião, é como gritar um ‘morra’ à Igreja Católica”, e isso seria um erro absurdo. Ainda estava preso quando foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. Ao ser informado, o rei exclamou: “Enviaram-lhe o chapéu de cardeal, porém não poderá colocá-lo, porque eu lhe mandarei cortar a cabeça”. E assim o fez.

Da mesma forma, São Tomás Moro deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real, por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”.

O Papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos. O chanceler Tomás Moro e o bispo católico João Fisher eram as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás.

Fidelidade a Cristo

João Fischer e Tomás More — Nomes que significam fortaleza e verdade, estes dois santos exemplificam a coragem de defender a fé cristã diante de todas as adversidades. Suas vidas demonstram que a fidelidade a Deus está acima de qualquer poder terreno, e que a verdade e a justiça devem prevalecer sempre.

“Oração – Senhor, estes dois servos não tiveram medo ou receio em servir a Verdade. Conceda-me também a grande graça de defender a fé cristã em qualquer circunstância e de ser-lhe fiel até o fim. Amém.”

Santos João Fischer e Tomás More, rogai por nós!

Beato Tomás Corsíni — Religioso da Ordem dos Servos de Maria, que dedicou sua vida à contemplação e à intercessão pelas almas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de junho:

1
Santos João Fischer e Tomás More Mártires. Na Torre de Londres, na Inglaterra. Decapitados por ordem do rei Henrique VIII por se oporem ao seu segundo matrimônio e defenderem o primado do Papa.
† 1535
2
São Flávio Clemente Mártir. Em Roma. Cônsul romano que por ordem do imperador Domiciano foi condenado à morte pela fé de Cristo.
† 96
3
Santo Albano Mártir. Em Verulam, na Bretanha, atual Inglaterra. Ainda não batizado, entregou-se em lugar de um clérigo, trocando com ele as vestes, e foi decapitado pela fé cristã.
† c. 287
4
Santos Júlio e Aarão Mártires. Em Caerleon, na Bretanha Menor, atual França. Sofreram martírio durante a perseguição do imperador Diocleciano.
† s. IV
5
Santo Eusébio, Bispo de Samosata Bispo. Em Doliche, na Síria, atual Turquia. Disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé, e morreu mártir com a cabeça partida com uma telha.
† 379
6
São Nicetas, Bispo de Remesiana Bispo. Na Dácia, atual Bela Palanka, Sérvia. Pregador do Evangelho aos bárbaros, transformou-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz.
† c. 414
7
Beato Inocêncio V Papa. No palácio pontifício de Latrão, Roma. Membro da Ordem dos Pregadores, ensinou teologia em Paris e orientou o Concílio para a unidade entre Latinos e Gregos.
† 1276
8
Santo Paulino de Nola Sacerdote. Converteu-se à vida ascética e dedicou-se à caridade extrema, louvor e ensinamento da fé cristã entre pobres e necessitados.
† 431

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família Senatorial e rica

Nasceu de rica família Senatorial, em Bordéus (França) no ano de 355.

Desde jovem seguiu a carreira política e exerceu importantes cargos públicos. Contraiu matrimônio e teve um filho.

Com desejos de vida austera, recebeu o Batismo em 389, vendeu seu imenso patrimônio e abraçou a vida monástica, indo estabelecer-se em Nola (Itália) onde fundou uma pequena comunidade de ascetas, junto com sua esposa, que aderiu à continência do marido.

Mais tarde, foi sagrado Bispo desta cidade onde ficou por 22 anos.

Poeta de linguagem elegante

Empenhou-se generosamente em ajudar os peregrinos e aliviar todas as necessidades do seu tempo. Compôs uma coleção de poemas, notáveis pela elegância do seu estilo.

Os santos João Fisher, Bispo, e Tomás Moro, mártires, que, por se terem oposto ao rei Henrique VIII na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, foram encarcerados na Torre de Londres, na Inglaterra.

João Fisher, Bispo de Rochester, homem ilustríssimo pela sua erudição e dignidade de vida, foi degolado neste dia diante do cárcere por ordem do próprio rei.

Tomás Moro, pai de família digníssimo e presidente do conselho real, por causa da sua perseverança na fidelidade à Igreja católica, no dia sete de Julho foi associado ao martírio do venerável pontífice.

Santos Paulino de Nola, João Fisher e Tomas Moro, rogai por nós!

Oração – Que a obediência, o zelo pastora e o martírio estejam sempre presentes em nossos coração para o bem da Igreja. Amém.

Paulino: Significa “de Paulo”, “pertencente aquele que é pequeno”, “na natureza do baixo”. É um nome originado no latim Paulinus, e quer dizer “de Paulo,

Com Santo Eusébio, Bispo de Samosata, que, no tempo do imperador ariano Constâncio, disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé católica.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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Os santos João Fisher, bispo, e Tomás Moro, mártires, que, por se terem oposto ao rei Henrique VIII na controvérsia sobre o seu matrimônio e sobre o primado do Romano Pontífice, foram encarcerados na Torre de Londres, na Inglaterra. João Fisher, bispo de Rochester, homem ilustríssimo pela sua erudição e dignidade de vida, foi degolado neste dia diante do cárcere por ordem do próprio rei. Tomás Moro, pai de família digníssimo e presidente do conselho real, por causa da sua perseverança na fidelidade à Igreja católica, no dia sete de Julho foi associado ao martírio do venerável pontífice.(† 1535)

3. Em Roma, a comemoração de São Flávio Clemente, mártir, que, por ordem do imperador Domiciano, com o qual exercera o consulado, acusado de renegar do nome dos deuses, foi condenado à morte pela fé de Cristo.(† 96)

4. Em Verulam, na Bretanha, território da atual Inglaterra, Santo Albano, mártir, que, segundo a tradição, ainda não batizado se entregou em lugar de um clérigo que tinha recolhido em sua casa e do qual recebera os ensinamentos da fé cristã, trocando com ele as vestes. Por isso, foi flagelado, atrozmente atormentado e finalmente decapitado.(† c. 287)

5. Em Caerleon, na Bretanha Menor, região da atual França, os santos Júlio e Aarão, mártires, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sofreram o martírio depois de Santo Albano. No mesmo tempo e no mesmo lugar, muitos outros cristãos, torturados com diversos suplícios e crudelissimamente flagelados, superaram o combate e alcançaram as alegrias da cidade eterna.(† s. IV in.)

6. Em Doliche, na Síria, atualmente na Turquia, Santo Eusébio, bispo de Samosata, que, no tempo do imperador ariano Constâncio, disfarçado com veste militar visitava as Igrejas de Deus para as fortalecer na fé católica; posteriormente, no tempo do imperador Valente, foi desterrado para a Trácia; mas, restabelecida a paz da Igreja, regressou do exílio no tempo do império de Teodósio; finalmente, ao visitar novamente as Igrejas, morreu mártir com a cabeça partida com uma telha atirada contra ele por uma mulher ariana.(† 379)

7. Comemoração de São Nicetas, bispo de Remesiana, na Dácia, hoje Bela Palanka, na Sérvia, que São Paulino de Nola louva com um eloquente poema, por ter anunciado o Evangelho aos bárbaros, transformando-os em ovelhas de Cristo conduzidas ao redil da paz, e por ter conseguido que gente inculta e habituada ao latrocínio aprendesse a cantar os louvores de Cristo com um coração romano.(† c. 414)

8. Em Roma, no palácio pontifício de Latrão, o Beato Inocêncio V, papa, que depois de ter tomado o hábito da Ordem dos Pregadores e ensinado a sagrada teologia em Paris, aceitou com relutância a sede episcopal de Lião e orientou, juntamente com São Boaventura, o Concílio Ecumênico para a unidade entre os Latinos e os Gregos separados; finalmente, eleito para a cátedra de Pedro, pouco tempo exerceu a função de Pontífice, porque a morte só lhe permitiu ser quase apenas mostrado, mais do que dado à Igreja de Roma.(† 1276)

 

12º Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

12º Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (2Rs 17,5-8.13-15a.18)

Leitura do Segundo Livro dos Reis.

Naqueles dias, 5 Salmanasar, rei da Assíria, invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos. 6 No nono ano de Oseias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. 7 Isto aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do Faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses. 8 Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado diante deles, e as leis introduzidas pelos reis de Israel. 13 O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: “Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas”. 14 Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados como seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15a Desprezaram as suas leis e a aliança que tinha feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18 O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 59(60),3.4-5.11-12a.12b-13 (R. 7b)

– Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!

– Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!

– Rejeitastes, ó Deus, vosso povo e arrasastes as nossas fileiras; vós estáveis irado: voltai-vos!

– Abalastes, partistes a terra, reparai suas brechas, pois treme. Duramente provastes o povo, e um vinho atordoante nos destes.

– Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas?

– Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele vai esmagar o opressor.

Evangelho (Mt 7,1-5)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1 “Não julgueis, e não sereis julgados. 2 Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes. 3 Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4 Ou, como podes dizer ao teu irmão: ‘deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Dn 9,4b-10)

Leitura da Profecia de Daniel

4b “Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5 temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; 6 não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo o povo do país. 7 A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países, para onde os escorraçaste por causa das infidelidades cometidas contra ti. 8 A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e príncipes, e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; 9 mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado contra ti, 10 e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus, indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os profetas”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 78(79),8.9.11.13 (R. Sl 102(103),10a)

— O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas.

— O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas.

— Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo.

 — Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados!

— Até vós chegue o gemido dos cativos: libertai com vosso braço poderoso os que foram condenados a morrer! Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, celebraremos vosso nome para sempre, de geração em geração vos louvaremos.

Evangelho (Lc 6,36-38)

— Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

— Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36 “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Luís Gonzaga, religioso – 21 de Junho

São Luís Gonzaga, religioso

Santo do Dia – 21 de Junho

São Luís Gonzaga,

Padroeiro dos Jovens · † 21.VI.1591

Origens e Nobreza

São Luiz Gonzaga

São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga. Pertencente à nobreza, recebeu, por parte de sua mãe, a formação cristã e, da parte de seu pai, a motivação a ser príncipe.

Sua família tinha muitas posses, mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.

Consagração a Nossa Senhora

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação.

E diante das zombarias e das incompreensões, ele dizia: “Busco a salvação! Busquem-na vocês também!”.

Os Jesuítas

Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia. Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Epidemia e Entrega Final

Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos, Luís adoeceu e acabou falecendo, antes mesmo de tornar-se padre, no dia 21 de junho de 1591.

Padroeiro da Juventude

Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Depois, foi nomeado protetor dos estudantes. São João Paulo II o nomeou, em 1991, padroeiro dos pacientes de AIDS. Suas relíquias estão na Igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.

Luís — Significa “guerreiro ilustre”, “famoso em combate” ou “célebre guerreiro”. Tem origem no germânico Hludwig, formado pela união de hlud (célebre, ilustre) e wig (guerra, combate).

“Senhor, ensinai-me a também gastar a minha juventude em amor a Ti e a todos que necessitarem. Quero, como São Luís Gonzaga, ser capaz de renunciar a todos os amores terrenos e me dedicar com grande fervor ao Teu chamado para a minha vida. Amém.”

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

Beato Tomás Corsíni — Religioso da Ordem dos Servos de Maria.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de junho:

1

São Meveno ou Mévio
Abade. Em Ghé, na Bretanha Menor, atualmente na França. Tendo nascido no País de Gales, se recolheu numa floresta da Bretanha, onde fundou um mosteiro.

† s. VI

2

São Leufredo
Abade. No território de Evreux, na Nêustria, também na atual França. Fundou o mosteiro de La Croix-Saint-Ouen, ao qual presidiu durante cerca de quarenta e oito anos.

† 738

3

São Rodolfo
Bispo. Em Bourges, na Aquitânia, hoje também na França. Pela sua grande solicitude pela vida sacerdotal, compôs, em colaboração com os presbíteros da sua Igreja, uma coletânea de capítulos dos Santos Padres.

† 866

4

São Raimundo
Cónego regular. Em Huesca, cidade de Aragão, região da Espanha. Nomeado bispo de Roda e de Barbastro, porque não quis vencer os inimigos do nome cristão pela força das armas, foi três vezes expulso da sua sede.

† 1126

5

Beato Tomás Corsíni
Religioso da Ordem dos Servos de Maria. Em Orvieto, na Toscana, região da Itália.

† 1343

6

São João Rigby
Mártir. Em Londres, na Inglaterra. Detido e condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica no reinado de Isabel I, foi suspenso da forca em Southwark e esquartejado ainda vivo.

† 1600

7

Beato Tiago Morelle Dupas
Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Sempre severo consigo e amável com os outros, durante a Revolução Francesa foi condenado à prisão por exercer o ministério paroquial.

† 1794

8

Beata Liberata Ferrarons i Vives
Virgem da Ordem Terceira Carmelita. Em Olot, na Catalunha, região da Espanha.

† 1842

9

São José Isabel Flores
Presbítero e mártir. Em Zapotlanejo, localidade do México, no tempo da grande perseguição.

† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Da altas nobreza italiana, Pajem de filho de Rei

Era natural de Mântua, na Itália, nasceu em 1568. Frequentou os ambientes da alta nobreza italiana: Corte dos Médici, em Florença; Corte de Mântua; Corte de Habsburgos, em Madrid. Foi pajem do príncipe Diego, filho de Filipe II. Seu pai depositava grandes esperanças no futuro mundano do filho, mas para espanto geral, optou pela vida religiosa entrando na Companhia de Jesus. Trocou a coroa do mundo pela de santo Deixou a coroa de marquês, fez-lhe Deus presente a coroa dos Santos: Morreu mártir da caridade ao serviço das pessoas atacados pela peste, em Roma, a 21 de Junho de 1591, aos 23 anos de idade. Sua mãe pôde venerá-lo como Beato no dia 21 de Julho de 1604. Foi canonizado por Bento XIII em 1724 e pelo mesmo Papa dado como padroeiro à juventude que estuda. Seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que reunistes no jovem Luís Gonzaga a prática da penitência e a admirável pureza de vida, concedei-nos, por seus méritos e preces, imitá-lo na penitência, se não o seguimos na inocência. Amém.

Com Beato Tomás Corsíni, religioso da Ordem dos Servos de Maria. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 21 Em Ghé, na Bretanha Menor, atualmente na França, São Meveno ou Mévio, abade, que, tendo nascido no País de Gales, se recolheu numa floresta da Bretanha, onde fundou um mosteiro.(† s. VI) 1-No território de Evreux, na Nêustria, também na atual França, São Leufredo, abade, que fundou o mosteiro de La Croix-Saint-Ouen, ao qual presidiu durante cerca de quarenta e oito anos.(† 738) 2-Em Bourges, na Aquitânia, hoje também na França, São Rodolfo, bispo, que, pela sua grande solicitude pela vida sacerdotal, compôs, em colaboração com os presbíteros da sua Igreja, uma coletânea de capítulos dos Santos Padres e sentenças de cânones para uso pastoral.(† 866) 3-Em Huesca, cidade de Aragão, região da Espanha, São Raimundo, que era cónego regular quando foi nomeado bispo de Roda e de Barbastro e, porque não quis vencer os inimigos do nome cristão pela força das armas, foi três vezes expulso da sua sede.(† 1126) 4-Em Orvieto, na Toscana, região da Itália, o Beato Tomás Corsíni, religioso da Ordem dos Servos de Maria.(1343) 5-Em Londres, na Inglaterra, São João Rigby, mártir, que, detido e condenado à morte por se ter reconciliado com a Igreja católica no reinado de Isabel I, foi suspenso da forca em Southwark e esquartejado ainda vivo.(† 1600) 6-Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Tiago Morelle Dupas, presbítero e mártir, que, sempre severo consigo e amável com os outros, durante a Revolução Francesa foi condenado à prisão por exercer o ministério paroquial no território de Poitiers e morreu de fome e inanição.(† 1794) 7-Em Olot, na Catalunha, região da Espanha, a Beata Liberata Ferrarons i Vives, virgem da Ordem Terceira Carmelita.(† 1842) 8-Em Zapotlanejo, localidade do México, São José Isabel Flores, presbítero e mártir no tempo da grande perseguição.(† 1927)

12º Domingo do Tempo Comum | Domingo

12º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Jr 20,10-13)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

Jeremias disse: 10 “Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: ‘Denunciai-o, denunciemo-lo’. Todos os amigos observavam minhas falhas: ‘Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele’. 11 Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! 12 Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13 Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 68(69),8-10.14.17.33-35 (R. 14c)

– Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

– Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

– Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador.

– Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha! Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça, ponde os olhos sobre mim com grande amor!

– Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos. Que céus e terra glorifiquem o Senhor com o mar e todo ser que neles vive!

Segunda Leitura (Rm 5,12-15)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 12 O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram. 13 Na realidade, antes de ser dada a Lei, já havia pecado no mundo. Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei. 14 No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão, o qual era a figura provisória daquele que devia vir. 15 Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão! A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Mt 10,26-33)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O Espírito Santo, a Verdade, de mim irá testemunhar, e vós minhas testemunhas sereis em todo lugar.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: 26 Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28 Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29 Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33 Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Zc 12,10-11.13,1)

Leitura da Profecia de Zacarias

Assim diz o Senhor: 10 “Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de oração; eles olharão para mim. Ao que eles feriram de morte, hão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele a dor que se sente pela morte de um primogênito. 11 Naquele dia, haverá um grande pranto em Jerusalém, como foi o de Adadremon, no campo de Magedo. 13,1 Naquele dia, haverá uma fonte acessível à casa de Davi e aos habitantes de Jerusalém, para ablução e purificação”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 62(63),2abcd.2e-4.5-6.8-9 (R. 2ce)

– A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

– A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

– Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja. 

– Como terra sedenta e sem água, venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. 

– Quero, pois vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor! 

– Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas á sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. 

 

Evangelho (Lc 9,18-24)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Certo dia, 18 Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19 Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20 Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21 Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

11º Semana do Tempo Comum | Sábado

11º Semana do Tempo Comum | Sábado

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (2Cr 24,17-25)

Leitura do Segundo Livro das Crônicas.

17 Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram prostrar-se diante do rei Joás, que, atraído por suas lisonjas, se deixou levar por eles. 18 Os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de seus pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens esculpidas, atraindo a ira divina sobre Judá e Jerusalém por causa desse crime. 19 O Senhor mandou-lhes profetas para que se convertessem a ele. Porém, por mais que estes protestassem, não lhe queriam dar ouvidos. 20 Então o espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, e ele apresentou-se ao povo e disse: “Assim fala Deus: Por que transgredis os preceitos do Senhor? Isto não vos será de nenhum proveito. Porque abandonastes o Senhor, ele também vos abandonará”. 21 Eles, porém, conspiraram contra Zacarias e mataram-no à pedrada por ordem do rei, no pátio do templo do Senhor. 22 O rei Joás não se lembrou do bem que Joiada, pai do profeta, lhe tinha feito, e matou o seu filho. Zacarias, ao morrer, disse: “Que o Senhor veja e faça justiça!” 23 Ao cabo de um ano, o exército da Síria marchou contra Joás, invadiu Judá e Jerusalém, massacrou os chefes do povo, e enviou toda a presa de guerra ao rei de Damasco. 24 Na verdade, o exército da Síria veio com poucos homens, mas o Senhor entregou nas mãos deles um exército enorme, porque Judá tinha abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Assim, os sírios fizeram justiça contra Joás. 25 Quando eles se retiraram, deixando-o gravemente enfermo, seus homens conspiraram contra ele, para vingar o filho do sacerdote Joiada, e mataram-no em seu leito. Ele morreu e foi sepultado na cidade de Davi, mas não no sepulcro dos reis.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 88(89),4-5.29-30.31-32.33-34 (R. 29a)

– Guardarei eternamente para ele a minha graça!

– Guardarei eternamente para ele a minha graça!

– “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”.

– Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar”.

– “Se seus filhos, porventura, abandonarem minha lei e deixarem de andar pelos caminhos da Aliança; se, pecando, violarem minhas justas prescrições e se não obedecerem aos meus santos mandamentos:

– eu, então, castigarei os seus crimes com a vara, com açoites e flagelos punirei as suas culpas. Mas não hei de retirar-lhes minha graça e meu favor e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz.

Evangelho (Mt 6,24-34)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos, mediante sua pobreza.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24 “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. 25 Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26 Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? 27 Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28 E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29 Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? 31 Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?’ 32 Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33 Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34 Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Beatas Tereza e Sancha de Portugal – 20 de Junho

Beatas Irmãs: Teresa, Mafalda e Sancha

Santo do Dia – 20 de Junho

Beatas Irmãs

Beatas Irmãs,

Filhas de Dom Sancho I · † c. 1229-1256


Teresa, Religiosa

Convento

Nascida em 1176, a primogênita foi desde cedo bem educada e sentiu o chamado divino à vida religiosa. Conforme o costume do tempo, porém, foi dada em casamento ao Rei Afonso de Leão, tornando-se rainha. Por diversos motivos, o casamento foi declarado nulo. Retornou para casa e finalmente abraçou a vida religiosa no mosteiro de Lorvão, no distrito de Coimbra, onde tomou o hábito cisterciense e viveu em fidelidade às regras até sua morte santamente no dia dezessete de junho, consumindo-se na intercessão pela família e pelo reino.

Mafalda, Virgem

Nascida em 1195, Mafalda viveu momentos semelhantes aos de sua irmã Teresa. Casou-se com Henrique I de Castela, mas este faleceu antes de consumar o casamento. Despojando-se de seus bens, retornou para casa e entrou para a vida religiosa. Abraçou o hábito cisterciense no mosteiro de Arouca, do distrito de Aveiro, onde deu exemplo de vida perfeita, vivendo a total dependência de Deus e preferindo o recolhimento e a vida do claustro até sua morte no primeiro dia de maio.

Sancha, Virgem

Nascida em 1180, Sancha foi a primeira das irmãs a renunciar aos bens do mundo. Diferentemente de suas irmãs, não se casou, dedicando-se integralmente à vida religiosa. Foi ela quem fundou um convento da Ordem Cisterciense em Coimbra, onde viveu com fidelidade às regras monásticas até sua morte santamente no dia treze de março. Sua vida exemplifica o despojamento radical e a busca incondicionais da vontade divina.

Filhas de um Rei

Teresa, Mafalda e Sancha eram filhas de Dom Sancho I e da Rainha Dulce, portuguesas de sangue real. Nascidas no seio da realeza, renunciaram ao mundo e aos seus bens para se consagrarem à religiosidade, tornando-se exemplo de virtudes cristãs para os povos. Suas vidas demonstram que o verdadeiro tesouro não reside nas coroas terrenas, mas na entrega total a Deus.

Exemplos de Entrega

Essas três irmãs souberam usar suas virtudes cristãs para se tornarem exemplos luminosos para os povos. Renunciaram a tudo aquilo que o mundo oferecia: poder, riqueza, honras matrimoniais, buscando unicamente a vontade de Deus. Um exemplo a seguir de despojamento radical e de busca sincera da vontade divina. Suas vidas testificam que a verdadeira nobreza não está na ascendência real, mas na entrega incondicional ao Senhor.

Beatificação

A 13 de dezembro de 1705, Teresa foi beatificada pelo Papa Clemente XI através da bula Sollicitudo Pastoralis Offici, juntamente com a sua irmã Sancha. E a 27 de junho de 1793, foi beatificada pelo Papa Pio VI, Mafalda. A Igreja reconhecia e confirmava as virtudes heroicas dessas mulheres que viveram santamente a vontade de Deus.

Sancha — Significa “sagrada”, “sacrosanta” ou “salvadora”, numa forma feminina com origem etimológica em “sancho”. Um nome que reflete perfeitamente o caráter sagrado da vida dedicada ao Altíssimo.

“Oração – Senhor, estas três irmãs tudo deram a Ti. Viveram santamente e devotamente a Tua Vontade, o Teu querer e o Teu amor. Conceda-me a mesma graça de tudo dispor para Ti e de entregar tudo o que sou e que tenho para a Tua honra e glória. Amém.”

Beatas Teresa, Mafalda e Sancha, rogai por nós!

São Metódio — Bispo de Olimpo e mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de junho:

1
Beatas Sancha e Mafalda, Virgens, e Teresa, Religiosa Filhas de Dom Sancho I, rei de Portugal. Desde a infância foram modelo de virtudes. Sancha começou vida monacal em Alenquer e retirou-se para o mosteiro cisterciense de Celas, junto de Coimbra. Mafalda, renunciando ao matrimônio proposto com o rei de Castela, tomou o hábito no mosteiro de Arouca. Teresa, apesar da aspiração claustral, foi casada com rei de Leão, mas reconhecida a nulidade, retirou-se para Lorvão onde tomou hábito cisterciense.
† 1229-1256
2
São Metódio, Bispo de Olimpo e Mártir Que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa. No final da perseguição do imperador Diocleciano foi coroado com o martírio.
† c. 312
3
São Gobano, Presbítero No território de Laon, na Nêustria, atualmente na França. Natural da Irlanda, foi discípulo de São Fusco na Inglaterra e, por amor de Cristo, partiu para a Gália, onde levou vida eremítica na floresta.
† c. 670
4
São João de Matera, Abade No mosteiro de São Tiago de Fóggia, na Apúlia, região da Itália. Foi insigne pela sua austeridade e pregação ao povo. Na região de Gárgano fundou a Congregação de Pulsano sob observância da regra de São Bento.
† 1139
5
Beata Margarida Ebner, Virgem No mosteiro de Medingen, na Baviera, região da Alemanha. Da Ordem dos Pregadores, suportou muitas tribulações por Cristo. Teve vida santa, admirável aos olhos de todos e agradável a Deus. Escreveu várias obras sobre a experiência mística.
† 1351
6
Beato Dermício O’Hurley, Bispo e Mártir Em Dublin, na Irlanda. Jurista leigo nomeado bispo de Cashel por vontade do Papa Gregório XIII. Durante reinado de Isabel I, após sofrer interrogatórios e torturas durante vários meses, morreu pela fé católica e ministério episcopal.
† 1584
7
Beata Margarida Ball, Mártir Em Dublin, na Irlanda. Viúva que acolheu em sua casa vários sacerdotes perseguidos. Por denúncia de um dos filhos foi presa e, após vários gêneros de torturas no cárcere, morreu septuagenária pela fé cristã.
† 1584
8
Beatos Mártires Francisco Pacheco, Presbítero, e Oito Companheiros Em Nagasáki, no Japão. Da Companhia de Jesus, foram queimados vivos em ódio à fé cristã.
† 1626
9
Beatos Mártires Tomás Whitbread, Guilherme Harcourt, João Fenwick, João Gavan e Antônio Turner Em Londres, na Inglaterra. Presbíteros da Companhia de Jesus, acusados falsamente de conspiração contra o rei Carlos II, sofreram o martírio no Tyburn pelo reino dos Céus.
† 1679

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

A infanta Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I, nasceu em 1177 e foi rainha de Leão, tendo tido três filhos antes da declaração da nulidade do seu casamento com Afonso IX, por consanguinidade.

Conhecida pela sua caridade

Voltando ao nosso país, recolheu ao mosteiro de Lorvão, onde se fez cisterciense. Restaurou o velho convento e ali se refugiou durante a guerra que seu marido moveu contra o rei português para fazer valer os direitos que alegava deter pelo seu matrimônio então desfeito. Ficou conhecida pela sua caridade para com os humildes e desprotegidos.

Teve papel importante na procura de uma solução para as contendas entre seus sobrinhos Sancho II e Afonso III .

Beata Sancha de Portugal, virgem

Nasceu em Coimbra, filha de D. Sancho I e da rainha D. Dulce, em 1180.

A Infanta D. Sancha recebeu uma educação católica centrada na piedade e na austeridade.

Fundadora de conventos

Quando herdou de seu pai a vila de Alenquer e o seu termo, aproveitou para fundar dois conventos, confiando um aos dominicanos e o outro aos franciscanos.

Para si, fundou, em Coimbra, o convento de Celas, com Regra cisterciense, onde veio a falecer morte.

Beatas Sancha e Teresa, rogai por nós!

Sancha: esse nome vem do espanhol numa forma feminina de “sancho” significando “sacrosanta”, “sagrada”, “salvadora”.

São Metódio, Bispo de Olimpo e mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa

 

Com São Metódio, Bispo de Olimpo, mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

20

Beatas Sancha e Mafalda, virgens, e Teresa, religiosa, filhas de Dom Sancho I, rei de Portugal, que desde a infância foram modelo de virtudes. Sancha começou a levar vida monacal em Alenquer, consagrando-se generosamente ao serviço de Deus, e depois retirou-se para o mosteiro cisterciense de Celas, junto de Coimbra, onde morreu santamente no dia treze de Março. Mafalda, após uma piedosa juventude, renunciando ao matrimônio que lhe foi proposto com o rei de Castela, tomou o hábito cisterciense no mosteiro de Arouca, do distrito de Aveiro, onde deu exemplo de vida perfeita, e aí morreu no dia 1 de Maio. Teresa, apesar da sua aspiração à vida claustral, foi dada em casamento ao rei de Leão; mas, reconhecida a nulidade do matrimônio, retirou-se para o mosteiro de Lorvão, do distrito de Coimbra, onde tomou o hábito cisterciense e santamente morreu no dia 17 de Junho.(† c. 1229; 1256; 1250)

2. Comemoração de São Metódio, bispo de Olimpo e mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa e no final da perseguição do imperador Diocleciano foi coroado com o martírio.(† c. 312)

3. No território de Laon, na Nêustria, atualmente na França, São Gobano, presbítero, que, natural da Irlanda, foi discípulo de São Fusco na Inglaterra e, por amor de Cristo, partiu para a Gália, onde levou vida eremítica na floresta.(† c. 670)

4. No mosteiro de São Tiago de Fóggia, na Apúlia, região da Itália, São João de Matera, abade, que foi insigne pela sua austeridade e pela sua pregação ao povo e, na região de Gárgano, fundou a Congregação de Pulsano sob a observância da regra de São Bento.(† 1139)

5. No mosteiro de Medingen, na Baviera, região da Alemanha, a Beata Margarida Ebner, virgem da Ordem dos Pregadores, que, sofrendo por Cristo muitas tribulações, teve uma vida santa, admirável aos olhos de todos e agradável a Deus e escreveu várias obras sobre a experiência mística.(† 1351)

6. Em Dublin, na Irlanda, a paixão do Beato Dermício O’Hurley, bispo e mártir, jurista leigo, que, por vontade do papa Gregório XIII, foi nomeado bispo de Cashel. Durante o reinado de Isabel I, depois de sofrer interrogatórios e torturas durante vários meses, negando firmemente todas as calúnias, finalmente, diante do patíbulo levantado para ele em Hoggen Green, declarou publicamente que morria por causa da fé católica e pelo ministério episcopal.(† 1584)

7. Também em Dublin, a comemoração da Beata Margarida Ball, mártir, que, já viúva, por acolher em sua casa vários sacerdotes perseguidos, por denúncia de um dos filhos foi presa e, depois de vários gêneros de torturas no cárcere, morreu septuagenária em dia incerto.(† 1584)

8. Em Nagasáki, no Japão, os beatos mártires Francisco Pacheco, presbítero, e oito companheiros[1], da Companhia de Jesus, que foram queimados vivos em ódio à fé cristã.

[1] São estes os seus nomes: Baltasar de Torres e João Baptista Zola, presbíteros; Pedro Rinsei, Vicente Kaun, João Kisáku, Paulo Kinzuke, Miguel Roso e Gaspar Sadamátsu, religiosos.(† 1626)

9. Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Tomás Whitbread e companheiros Guilherme Harcourt, João Fenwich, João Gavan e Antônio Turner, presbíteros da Companhia de Jesus, que, acusados falsamente de tomar parte numa conjura para assassinar o rei Carlos II, sofreram na praça de Tyburn o martírio pelo reino dos Céus.(† 1679)

 

São Romualdo, Abade, Fundador – 19 de Junho

São Romualdo, Abade, Fundador

Santo do Dia – 19 de Junho

São Romualdo,

Abade e Fundador dos Camaldulenses · † 1027

Formação e vocação

São Romualdo Romualdo nasceu em uma família nobre de Ravena, em 952. Após uma disputa sangrenta, que envolveu sua família, amadureceu a sua vocação de seguir a vida monacal, entrando, com seu pai, para o mosteiro de Santo Apolinário em Classe. Como monge, impôs-se uma vida severa de penitência, meditação e oração.

Devido às suas nobres origens, Romualdo era requisitado em todos os lugares para exercer suas funções eclesiásticas e políticas. Em Veneza, escolheu como diretor espiritual o eremita Marino e conheceu um dos mais importantes monges reformadores do século X: o abade Guarino, que acompanhou até Catalunha, onde permaneceu por dez anos e completou a sua formação espiritual e monástica. O monge Romualdo foi um viajante incansável, cujas pregações eram feitas mais com os fatos do que com as palavras, ao percorrer toda a península italiana. Ele manteve muitos encontros na sua vida: todos o procuravam e queriam conversar com este “santo abade” e ele recebia todos, embora ele quisesse apenas o recolhimento no silêncio da oração.

Amigo da solidão

Ele descobriu que a solidão não o afastava dos irmãos, da vida da igreja e dos pobres, mas, pelo contrário, o enraizava numa comunhão e solidariedade mais profunda com eles. Ao retornar a Ravena, em 988, Romualdo renunciou oficialmente ao cargo de abade e começou a viajar. Sua primeira etapa foi Verghereto, perto de Forlí, onde fundou um mosteiro em honra de São Miguel Arcanjo. Ali, por causa das suas contínuas advertências aos monges sobre a disciplina e a moral, foi obrigado a se mudar novamente.

Em 1001, retornou para Santo Apolinário em Classe, onde se tornou abade. Mas esta não é a vida que ele queria. Então, após um ano, renunciou e se refugiou em Montecassino. Ali, viveu por um período em uma caverna; depois, fundou um eremitério em Sítria, na região da Úmbria, onde permaneceu por sete anos. Todos os mosteiros e cenóbios que fundou eram pequenos, porque achava que nas grandes estruturas se corria o risco de perder o silêncio, tão necessário para o recolhimento.

Herança aos camaldulenses

Seguindo o ensinamento da Regra de São Bento, faz do amor ao Senhor e entre os irmãos a sua regra suprema de vida. Solidariza-se com as dificuldades da vida da Igreja e da vida monástica do seu tempo e abraça os desafios pela sua renovação. Os discípulos chamaram este seu ensinamento de “relacionar-se segundo a lei suprema do amor fraterno” (privilégium amoris). Com seu exemplo, mais que com seu ensino verbal, deixa a seus discípulos uma herança que se manifestará muito fecunda e ao mesmo tempo portadora de tensões.

Dá-se uma tríplice oportunidade para realizar a vocação monástica, uma em comunhão e complementariedade com outra: a vida fraterna no mosteiro, útil sobretudo para iniciar a vida monástica; a vida na solidão do eremitério que pressupõe certa maturidade humana e espiritual; a dedicação a testemunhar o evangelho até o dom da vida, por aqueles que o Espírito impele a abandonar tudo para se unir totalmente com Cristo (triplex bonum).

Peregrino nesta terra

Durante suas peregrinações, Romualdo esteve em Casentino, em 1012, onde conheceu o conde de Arezzo, Maldolo, proprietário de uma casa e de uma floresta, lugar que depois recebeu o nome de Camáldoli. Encantado pela figura deste anacoreta, o conde presenteou-lhe as suas propriedades, onde Romualdo criou um asilo e construiu um eremitério para religiosos contemplativos, aos quais lhes deu uma Regra semelhante à beneditina.

Porém, o monge se transferiu de novo: foi para a região das Marcas, onde fundou um mosteiro em Val de Castro; ali reservou para si uma pequena cela, onde faleceu em 19 de junho de 1027. Mesmo morto, viajou, pois suas relíquias foram trasladadas, primeiro para Jesi e depois para Fabriano, junto à igreja camáldula de São Brás. São Romualdo foi canonizado por Clemente VIII, em 1595.

Testemunhas

Sobre São Romualdo temos duas preciosas testemunhas. São Bruno Bonifácio (†1009) narra sua experiência pessoal de Romualdo na “Vida dos cinco Irmãos”. São Pedro Damião (†1072) descreve seu caminho interior e sua aventura humana na “Vida de São Romualdo”.

Romualdo — Significa “senhor famoso” ou “aquele que governa com fama”. Romualdo é um nome masculino com origem a partir do teutônico Ragnvaldr, formado pela junção dos elementos Ragn, que significa “famoso”, e Valdr, que pode ser traduzido como “senhor” ou “governante”.

“Ó santo abade, que nossa vida esteja escondida em Jesus e n’Ele possamos encontrar sentido perene. Mesmo na solidão ou desavença, viver o amor dedicado a Jesus onde ele nos indicar.”

São Romualdo, rogai por nós!

Santa Juliana de Falconieri — Virgem, Religiosa e Fundadora da Ordem Terceira dos Servos de Maria, chamadas “Mantelatas” por causa do seu hábito religioso.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de junho:

1

São Romualdo
Anacoreta e pai dos monges Camaldulenses. Originário de Ravena, aspirando à vida eremítica, percorreu a Itália edificando pequenos mosteiros e promovendo a vida evangélica dos monges, até terminar piedosamente seus trabalhos no mosteiro de Val di Castro, no Piceno, atual região das Marcas, na Itália.

† 1027

2

Santos Gervásio e Protásio
Mártires. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Seus corpos foram encontrados por Santo Ambrósio e transladados neste dia com grande solenidade para a nova basílica por ele edificada.

† trasl. 386

3

São Deusdado
Bispo de Nevers. Nos montes Vosgos, na Borgonha da Austrásia, atualmente na França. Segundo consta, fundou um mosteiro no lugar mais tarde designado com o seu nome.

† c. 679

4

Santa Quildomarca
Abadessa. No mosteiro de Fécamp, na Nêustria, atual França. Acolheu benignamente e prestou assistência a São Leogário, mutilado por Ebroíno.

† c. 682

5

São Lamberto
Mártir. Em Saragoça, na Hispânia.

† c. s. VIII

6

Beato Gerlando
Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém. Em Caltagirona, na Sicília, região da Itália. Dedicou-se com toda a diligência e bondade ao auxílio das viúvas e das crianças órfãs.

† c. 1271

7

Santa Juliana de Falconieri
Virgem, Religiosa e Fundadora. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundou a Ordem Terceira dos Servos de Maria, chamadas “Mantelatas” por causa do seu hábito religioso.

† c. 1341

8

Beata Miquelina
Viúva. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Distribuiu pelos pobres todos os seus bens e, tomando o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, passou o resto da vida como mendiga, com grande humildade e disciplina austera.

† 1356

9

Beatos Sebastião Newdigate, Hunfredo Middlemore e Guilherme Exmew
Presbíteros Mártires. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Henrique VIII, foram metidos no cárcere por perseverarem firmemente fiéis à Igreja de Cristo, passaram dezassete dias presos a colunas com argolas de ferro, sempre de pé, até que enforcados na praça de Tyburn, consumaram o martírio.

† 1535

10

Beato Tomás Woodhouse
Presbítero Mártir da Companhia de Jesus. Em Londres, na Inglaterra. Ordenado no tempo da rainha Maria a Católica, posteriormente durante a perseguição da rainha Isabel I, esteve mais de doze anos preso por causa da fé, dedicando-se a reconciliar com a Igreja católica os companheiros de cativeiro, até que enforcado no patíbulo de Tyburn, recebeu a coroa do martírio.

† 1573

11

Santos Remígio Isoré e Modesto Andlauer
Presbíteros Mártires da Companhia de Jesus. Em Wuyi, próxima de Shenxian, no Hebei, província da China. Na perseguição desencadeada pelos seguidores dos “Yihetuan”, foram mortos enquanto oravam diante do altar.

† 1900

12

Beata Helena Aiello
Religiosa Mística e Fundadora. Em Roma. Fundadora da Congregação das Religiosas Mínimas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

† 1961

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Ravena, de família Ducal dos Onesti, no final do primeiro milênio. Numa vida dissipada e pecadora, aos 20 anos viu seu pai matando em duelo um parente.

Converteu-se ao assistir um duelo

O choque que lhe causou esse fato foi o início de sua conversão. Foi para a França passar um tempo na Abadia de Cluny, para conhecer sua espiritualidade.

Voltando à Itália iniciou sua obra de reformas e fundação de mosteiros. Fundou, entre outros, o de Campus Máldoli, Casa-mãe da Ordem dos Camaldulenses, inaugurando uma nova forma de vida eremítica.

Companheiro de São Pedro Urseolo

Acompanhou Pedro Urseolo, Doge de Veneza, quando foi ser religioso no mosteiro catalão de São Miguel de Cuxe e que foi canonizado.

Faleceu aos 75 anos, em 1027, num pequeno Eremitério que havia fundado em Val de Castro. Seu corpo foi preservado da corrupção e encontrava-se intacto quatro séculos depois de sua morte.

São Romualdo, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que por São Romualdo renovastes na vossa Igreja a vida eremítica, concedei-nos renunciar a nós mesmos e, seguindo o Cristo, chegar com alegria ao Reino celeste. Amém.

Romualdo: Significa “senhor famoso” ou “aquele que governa com fama”. Romualdo é um nome masculino com origem a partir do teutônico ragnvaldr, formado pela junção dos elementos ragn, que significa “famoso”, e valdr, que pode ser traduzido como “senhor” ou “governante”.

 

Com Santa Juliana de Falconieri, Religiosa e Fundadora.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

19

São Romualdo, anacoreta e pai dos monges Camaldulenses, que, originário de Ravena, aspirando à vida e disciplina eremítica, percorreu a Itália durante vários anos, edificando pequenos mosteiros e promovendo por toda a parte com infatigável diligência a vida evangélica dos monges, até que terminou piedosamente os seus trabalhos no mosteiro de Val di Castro, no Piceno, atual região das Marcas, na Itália.(† 1027)

2. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, a comemoração dos santos Gervásio e Protásio, mártires, cujos corpos Santo Ambrósio encontrou e trasladou neste dia com grande solenidade para a nova basílica por ele edificada.(† trasl. 386)

3. Nos montes Vosgos, na Borgonha da Austrásia, atualmente na França, São Deusdado, bispo de Nevers, que, segundo consta, fundou um mosteiro no lugar mais tarde designado com o seu nome.(† c. 679)

4. No mosteiro de Fécamp, na Nêustria, também na atual França, Santa Quildomarca, abadessa, que acolheu benignamente e prestou assistência a São Leogário, mutilado por Ebroíno.(† c. 682)

5. Em Saragoça, na Hispânia, São Lamberto, mártir.(† c. s. VIII)

6. Em Caltagirona, na Sicília, região da Itália, a trasladação do Beato Gerlando, cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, que se dedicou com toda a diligência e bondade ao auxílio das viúvas e das crianças órfãs.(† c. 1271)

7. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Juliana Falconiéri, virgem, que fundou a Ordem Terceira dos Servos de Maria, chamadas “Mantelatas” por causa do seu hábito religioso.(† c. 1341)

8. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, a Beata Miquelina, viúva, que distribuiu pelos pobres todos os seus bens e, tomando o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, passou o resto da sua vida como mendiga, com grande humildade e disciplina austera.(† 1356)

9. Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Sebastião Newdigate, Hunfredo Middlemore e Guilherme Exmew, presbíteros da Cartuxa desta cidade, que, no reinado de Henrique VIII, metidos no cárcere por perseverarem firmemente fiéis à Igreja de Cristo, passaram dezassete dias presos a umas colunas com argolas de ferro, sempre de pé, até que, finalmente, levados ao suplício da forca na praça de Tyburn, consumaram o martírio.(† 1535)

10. Também em Londres, o Beato Tomás Woodhouse, presbítero da Companhia de Jesus, que, ordenado no tempo da rainha Maria a Católica, posteriormente, durante a perseguição da rainha Isabel I, esteve mais de doze anos preso por causa da fé, dedicando-se a reconciliar com a Igreja católica os companheiros de cativeiro, até que, enforcado no patíbulo de Tyburn, recebeu a coroa do martírio.(† 1573)

11. Em Wuyi, próxima de Shenxian, no Hebei, província da China, os santos Remígio Isoré e Modesto Andlauer, presbíteros da Companhia de Jesus e mártires, que na perseguição desencadeada pelos seguidores dos «Yihetuan», foram mortos enquanto oravam diante do altar.(† 1900)

12. Em Roma, a Beata Helena Aiello, religiosa mística e fundadora da Congregação das Religiosas Mínimas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.(† 1961)

São Gregório Barbarigo, Bispo – 18 de Junho

São Gregório Barbarigo, Bispo

Santo do Dia – 18 de Junho

São Gregório Barbarigo,

Bispo e Reformador · † 1697

Órfão na Infância

São Gregório Barbario-Bispo Gregorio Giovanni Gaspare Barbarigo nasceu em Veneza, em 16 de setembro de 1625, em uma família nobre. Gregório logo conhece o sofrimento quando perde a sua mãe para a peste aos dois anos de idade. Seu pai, senador da República de Veneza, enviou-o, em 1643, junto com o embaixador veneziano Alvise Contarini para Münster, na Alemanha, onde se preparava a paz de Vestfália, que colocaria fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos.

Nesta jornada formativa ocorre um encontro fundamental: Gregório conhece o Cardeal Fabio Chigi, futuro Papa Alexandre VII. Essa amizade marcará profundamente toda a sua trajetória espiritual e pastoral. Gregório retorna à Itália para completar seus estudos em Pádua e, aos 30 anos, é ordenado sacerdote. A confiança que o Papa Alexandre VII nele deposita o leva a coordenar as obras de caridade durante uma grave epidemia de peste, trabalho que Gregório realiza com amor e dedicação exemplar.

Bispo de Bérgamo e Pádua

A confiança de Alexandre VII é renovada ao colocar Gregório à frente da diocese de Bérgamo em 1657. Seu estilo será inspirado em São Carlos Borromeo, modelo de reforma pastoral que Gregório segue com fervor apostólico. Vende todos os seus bens para dá-los aos pobres. Visita por toda a parte as paróquias, assiste os moribundos, divulga a imprensa católica entre o povo, aloja-se nas casas dos pobres. Anos depois, em 1664, é encarregado da diocese de Pádua, onde intensifica seu trabalho reformador.

Apóstolo da Educação

Durante o dia, Gregório ensina catecismo às crianças em seu dialeto; à noite, reza. No centro de seu ministério está a formação dos sacerdotes, pela qual está profundamente empenhado no Seminário de Pádua, que chega a ser considerado um dos melhores da Europa. Abre várias escolas, convoca sínodos e colóquios com o clero, sempre buscando elevar o nível espiritual e intelectual de seu rebanho. Liberal para com todos os necessitados, severo para consigo mesmo.

Unidade das Igrejas Orientais

Outro momento importante do compromisso de São Gregório Barbarigo é o da reunificação com as Igrejas Orientais. Em 1658, Alexandre VII o faz cardeal. Gregório participa em vários conclaves e trabalha pela reunificação com as Igrejas Orientais. Estimado pelos Papas e amado pelo povo, dedica-se incansavelmente a construir pontes entre as tradições cristãs. Sua obra de unidade e reforma torna-se modelo para as gerações futuras de bispos e pastores.

Gregório Barbarigo morreu em Pádua em 1697, deixando um legado duradouro de caridade pastoral, educação cristã e zelo pela unidade da Igreja.

São Gregório Barbarigo, rogai por nós!

Gregório — Derivado do latim Gregorius, significa “o que vela, o vigilante”. Tem origem no grego gregorein (vigiar). Nome que expressa o carisma pastoral de vigilância amorosa sobre o rebanho de Cristo.

“Oração – Querido santo, precisamos estar atentos aos mais necessitados, recordando que eles escondem Jesus em suas misérias. Ajudai-nos a viver sem perder nenhuma oportunidade de amar. Amém.”

São Gregório Barbarigo, rogai por nós!

Beata Osana Andreási — Virgem, religiosa da Ordem Terceira de São Domingos. Em Mântua, na Lombardia, na Itália. Associou com admirável sabedoria a contemplação das realidades divinas com as ocupações terrenas e a prática das boas obras.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de junho:

1

Santos Marcos e Marceliano
Mártires. Em Roma, no cemitério de Balbina, junto à Via Ardeatina. Tornaram-se irmãos no mesmo martírio durante a perseguição de Diocleciano.

† c. 304

2

São Leôncio
Soldado mártir. Em Trípoli, na Fenícia, no atual Líbano. Pelos terríveis suplícios sofridos no cárcere, alcançou a coroa do martírio.

† s. IV

3

Santos Ciríaco e Paula
Mártires. Na África Setentrional. Testemunharam a fé em Cristo até o derramamento de sangue.

† s. IV

4

Santo Amando
Bispo. Em Bordéus, na Aquitânia, atualmente na França. Dedicou-se ao pastoreio e à santificação de seu povo.

† s. V

5

São Calógero
Eremita. No monte Gemmariaro, perto de Sciacca, na Sicília ocidental. Dedicou-se à penitência e à oração no silêncio do deserto.

† s. V

6

Santa Isabel
Virgem. Em Schönau, na Renânia da Germânia, na hodierna Alemanha. Insigne na observância da vida monástica, foi modelo de virtude contemplativa.

† 1164

7

Beata Osana Andreási
Virgem da Ordem Terceira de São Domingos. Em Mântua, na Lombardia, região da Itália. Associou com admirável sabedoria a contemplação das realidades divinas com as ocupações terrenas e a prática das boas obras.

† 1505

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família Patrícia

De família Patrícia, nasceu em Veneza no ano de 1625. Durante as negociações do Tratado de Vestefália conheceu o futuro Papa Alexandre VII, que o nomeou Bispo de Bérgamo, elevou ao cardinalato e, mais tarde, o nomeou Bispo de Pádua. Na época em que assumiu Pádua, a diocese contava apenas com 24 escolas de doutrina cristã, passando a 356 por ocasião de sua morte.

Preocupou-se com a santidade de sua Diocese

Para o aumento da santidade da Diocese, fundou várias instituições como a Companhia da Doutrina Cristã para o ensino da religião, a Congregação Mariana, a Congregação dos Pais de Família para a educação da juventude, escolas para o povo, etc. Cuidou da assistência sanitária e fundou casas de acolhimento para moças pobres. Morreu no dia 18 de Junho de 1697 e foi canonizado por João XXIII.

São Gregório Barbarigo, rogai por nós!

Oração – São Gregório Barbarigo, nós vos louvamos por vossa vida de santidade e pedimos vossa intercessão por nossos estudantes e professores, pelos responsáveis por nossa nação e por todas as nações do mundo, para que se voltem a Deus e somente assim cumpram os Mandamentos, as Leis de Deus. Amém.

Gregório Significa o acordado”, “o vigilante”, “o alerta”. Tem origem no nome grego Gregórios, derivado de gregorio, que quer dizer “vigiar”

Com Beata Osana, Religiosa, +1505

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 18 1. Em Roma, no cemitério de Balbina, junto à Via Ardeatina, os santos Marcos e Marceliano, mártires durante a perseguição de Diocleciano, que se tornaram irmãos no mesmo martírio.(† c. 304) 2. Em Trípoli, na Fenícia, no atual Líbano, São Leôncio, soldado, que pelos terríveis suplícios sofridos no cárcere, alcançou a coroa do martírio.(† s. IV) 3. Na África Setentrional, os santos Ciríaco e Paula, mártires.(† s. IV) 4. Em Bordéus, na Aquitânia, atualmente na França, Santo Amando, bispo.(† s. V) 5. No monte Gemmariaro, perto de Sciacca, na Sicília ocidental, São Calógero, eremita.(† s. V) 6. Em Schönau, na Renânia da Germânia, na hodierna Alemanha, Santa Isabel, virgem, insigne na observância da vida monástica.(† 1164) 7. Em Mântua, na Lombardia, região da Itália, a Beata Hossana Andreási, virgem, que, tomando o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos, associou com admirável sabedoria a contemplação das realidades divinas com as ocupações terrenas e a prática das boas obras.(† 1505) 8. Em Pádua, no Véneto, também região da Itália, São Gregório Barbarigo, bispo, que instituiu um seminário para clérigos, ensinou o catecismo às crianças no seu dialecto, convocou um sínodo e colóquios com o clero, abriu várias escolas, sendo liberal para com todos e severo para consigo.(† 1697)

São Rainério, Peregrino – 17 de Junho

São Rainério, Peregrino

Santo do Dia – 17 de Junho

São Rainério,

Padroeiro dos Viajantes · † 1161

Origens

São Rainério Rainério nasceu em Pisa, Itália, no ano de 1118. Tendo a graça de nascer em um lar nobre, cristão e tradicional, teve sua educação e formação moral, religiosa e de negócios confiada a um bispo conhecido. Ele, porém, optou por estudar arte e, logo depois, se entregou a uma vida de pecado, caindo em um grande vazio existencial.

Encontro Eremítico e com os Pobres

Diante das consequências interiores que experimentava por estar entregue às contradições cristãs, impressionado com a miséria e a pobreza do povo à sua volta e, providencialmente, após um encontro com o eremita Alberto de Córsega – uma grande testemunha em seu tempo, que deixara tudo por causa de Jesus –, o jovem decidiu mudar de vida.

Mosteiro e Abandono de Bens

Já aos dezenove anos, ingressou como irmão leigo no Mosteiro de São Vito, onde viveu até os 23, sendo intimamente formado em santidade, em solidão e em desejo de corresponder aos desígnios de Deus. Assim, retirado por um tempo em penitência, sentiu seu chamado para deixar todos os seus bens. E ele o fez: foi para a Terra Santa, onde ficou muitos anos visitando os lugares santos e sendo instrumento de conversão para muitos.

Retorno para a Casa

Obediente a Deus, Rainério voltou para Pisa, já com fama de santidade. Tornou-se formador dos monges e de muitos da cidade.

“Rainieri d’água”

Recebeu este apelido porque, pouco antes de abandonar este mundo, formulou uma prece de bênção para o pão e a água. A água e o pão, benzidos por ele ou por outro, mas com sua fórmula, serenavam tempestades, curavam numerosos doentes e libertavam possessos e prisioneiros.

Páscoa

Foi um grande apóstolo para o povo, consumindo-se pelo Evangelho. Veio a falecer em 1161. Após a sua morte, os milagres continuaram acontecendo, sobretudo por meio da água que era benzida com o auxílio de sua oração. No ano de 1591, suas ossadas foram encaminhadas para a catedral de Pisa, devido à fama dos milagres obtidos em seu nome. A canonização de São Rainério foi celebrada pelo Papa Alexandre III.

São Rainério, rogai por nós!

Rainério — Significa “julgamento guerreiro” ou “aquele que governa com sabedoria”. Tem origem no germânico Raginarius, formado por ragin (conselho) e hari (exército).

“Oração – São Rainério, tu que fostes um jovem inconformado com uma vida distante de Deus e que deixastes tudo por amor a Ele e aos pobres, conceda-me tal grande coração: incapaz de viver sem a presença do Senhor e consumido de zelo pelas almas. Amém.”

São rainério, rogai por nós!

Santo Bessário, Eremita — Monge do século IV, conhecido pela sua sabedoria espiritual e vida contemplativa exemplar.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de junho:

1

Santos Blasto e Diógenes
Mártires. Em Roma, junto à Via Salária Antiga “ad Septem Colúmbas”. Testemunhas da fé cristã nos primeiros séculos de perseguição.

† data inc.

2

Santos Isauro, Inocêncio, Félix, Hérmias, Peregrino e Basílio
Mártires. Em Apolônia, na Macedônia, hoje Pojáni, na Albânia. Exemplos de coragem e fidelidade à fé cristã.

† data inc.

3

Santos Nicandro e Marciano
Mártires. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Sendo soldados, recusaram ofertas e negaram-se firmemente a sacrificar aos deuses; por isso foram condenados à morte pelo governador Máximo, durante a perseguição do imperador Diocleciano.

† c. 297

4

Santo Antídio
Bispo e mártir. Em Besançon, na Gália Lionense, na atual França. Segundo a tradição, recebeu a sentença da condenação à morte no tempo de Croco, rei dos Vândalos.

† c. 411

5

Santo Hipácio
Hegúmeno do mosteiro dos Rufinianos, na Bitínia, território da atual Turquia. Com uma vida austera e rigorosos jejuns, ensinou aos seus discípulos a perfeita obediência à observância monástica e aos leigos o verdadeiro temor de Deus.

† 446

6

Santo Herveu
Eremita. Na Bretanha Menor, atualmente território da França. Segundo a tradição, sendo cego de nascença, cantava alegremente a felicidade do Paraíso.

† s. VI

7

Santo Avito
Abade. Em Orleães, na Gália, também na atual França. Pastor de almas dedicado à formação espiritual de seus monges.

† c. 530

8

São Rainério
Pobre e peregrino por Cristo. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Padroeiro dos viajantes, conhecido pela água benta pela sua oração que realizava milagres.

† 1160

9

Beata Teresa de Portugal
Religiosa. Em Lorvão, localidade de Portugal. Memória celebrada em Portugal no dia 20 de Junho, juntamente com suas irmãs Sancha e Mafalda.

† 1250

10

Beato Pedro Gambacorta
Fundador da Ordem dos Eremitas de São Jerônimo. Em Veneza, hoje no Véneto, região da Itália. Teve como primeiros religiosos alguns ladrões por ele convertidos.

† 1435

11

Beato Paulo Buráli
Da Ordem dos Clérigos Regrantes Teatinos, bispo de Piacenza e depois bispo de Nápoles. Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália. Trabalhou com toda a sua diligência para restaurar a disciplina da Igreja.

† 1578

12

Beato Filipe Papon
Presbítero de Autun e mártir. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, sendo pároco, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi condenado à prisão numa galera e expirou.

† 1794

13

São Pedro Dá
Mártir. Em Qua-Linh, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam. Sendo carpinteiro e sacristão, apesar de torturado com muitos e atrozes suplícios no tempo do imperador Tu Duc, permaneceu firme na profissão de fé.

† 1862

14

Beato José Maria Cassant
Presbítero da Ordem Cisterciense da Antiga Observância (Trapista). No mosteiro de Santa Maria do Deserto, em Casseneuil, perto de Toulouse, na França. Especialmente egrégio pelo admirável exemplo de penitência.

† 1903

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De uma vida cheia de vaidades 

S. Rainério ou Raniero nasceu no séc. XII, em Pisa, Itália.

Levava vida cheia de vaidades e entregue aos prazeres tocando lira.

Um dia encontrou-se com um homem de Deus, o monge Alberto que o levou a repensar sua vida e mudá-la radicalmente.

A uma vida solitária e penitente

Recolheu-se então a uma vida solitária e penitente. Sem comer e vertendo lágrimas contínuas, acabou por ficar cego, mas obteve de Deus a graça da cura de sua cegueira.

Inspirado por Deus partiu para a Terra Santa como mercador alimentando-se duas vezes por semana e exercendo rudes trabalhos. Teve, então, a visão de que as joias que estavam em sua bolsa se transformavam em enxofre e ardiam em chamas. Uma voz explicou que a bolsa era seu corpo; o fogo e o enxofre a sua vida fútil.

Foi peregrino

Como peregrino, passou no deserto 40 dias, jejuando como o fez um dia Jesus e visitou os Lugares Santos.

De regresso a Pisa, ingressou no mosteiro de S. Guido, levando vida simples.

Entregou sua alma a Deus no ano de 1160.

Padroeiro da cidade e Pisa, Itália,

São Rainério, rogai por nós!

Com S. Bessário, Eremita, Séc. IV

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

17

1. Em Roma, junto à Via Salária Antiga “ad Septem Colúmbas”, os santos Blasto e Diógenes, mártires.(† data inc.)

2. Em Apolônia, na Macedônia, hoje Pojáni, na Albânia, os santos Isauro, Inocêncio, Félix, Hérmias, Peregrino e Basílio, mártires.(† data inc.)

3. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, os santos mártires Nicandro e Marciano, que, sendo soldados, recusaram ofertas e negaram-se firmemente a sacrificar aos deuses; por isso foram condenados à morte pelo governador Máximo, durante a perseguição do imperador Diocleciano.(† c. 297)

4. Em Besançon, na Gália Lionense, na atual França, Santo Antídio, bispo e mártir, que, segundo a tradição, recebeu a sentença da condenação à morte no tempo de Croco, rei dos Vândalos.(† c. 411)

5. Na Bitínia, território da atual Turquia, Santo Hipácio, hegúmeno do mosteiro dos Rufinianos, que, com uma vida austera e rigorosos jejuns, ensinou aos seus discípulos a perfeita obediência à observância monástica e aos leigos o verdadeiro temor de Deus.(† 446)

6. Na Bretanha Menor, atualmente território da França, Santo Herveu, eremita, que, segundo a tradição, sendo cego de nascença, cantava alegremente a felicidade do Paraíso.(† s. VI)

7. Em Orleães, na Gália, também na atual França, Santo Avito, abade.(† c. 530)

8. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Rainério, pobre e peregrino por Cristo.(† 1160)

9. Em Lorvão, localidade de Portugal, a Beata Teresa de Portugal, cuja memória se celebra em Portugal no dia 20 de Junho, juntamente com suas irmãs Sancha e Mafalda.(† 1250)

10. Em Veneza, hoje no Véneto, região da Itália, o Beato Pedro Gambacorta, fundador da Ordem dos Eremitas de São Jerônimo, que teve como primeiros religiosos alguns ladrões por ele convertidos.(† 1435)

11. Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, o Beato Paulo Buráli, da Ordem dos Clérigos Regrantes Teatinos, bispo de Piacenza e depois bispo de Nápoles, que trabalhou com toda a sua diligência para restaurar a disciplina da Igreja e confirmar na fé o povo que lhe foi confiado.(† 1578)

12. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Filipe Papon, presbítero de Autun e mártir, que, sendo pároco, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi condenado à prisão numa galera e, depois de ter dado a absolvição a um companheiro de prisão moribundo, também ele expirou.(† 1794)

13. Em Qua-Linh, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Pedro , mártir, que, sendo carpinteiro e sacristão, apesar de torturado com muitos e atrozes suplícios no tempo do imperador Tu Duc, permaneceu firme na profissão de fé e finalmente morreu na fogueira.(† 1862)

14. No mosteiro de Santa Maria do Deserto, em Casseneuil, perto de Toulouse, na França, o Beato José Maria Cassant (Pedro José Cassant), presbítero da Ordem Cisterciense da Antiga Observância (Trapista), especialmente egrégio pelo admirável exemplo de penitência, constância e paciência nos sofrimentos e na enfermidade.(† 1903)

São Ciro e Santa Julita – 16 de Junho

São Ciro e Santa Julita

Santo do Dia – 16 de Junho

São Ciro e Santa Julita,

Mártires da Fé · † 304

A Riqueza e a Fé

Julita vivia na cidade de Icônio, atualmente na Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro. Tinha apenas três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos.

A perseguição de Diocleciano foi uma das mais sangrentas da história do cristianismo primitivo. Inúmeros cristãos eram procurados, aprisionados e torturados para que renegassem sua fé em Jesus Cristo. Julita, levando consigo o filhinho Ciro, tentou fugir daquela perseguição implacável. Porém, seu intento foi frustrado e ambos foram capturados pelas autoridades romanas.

O governador local era um homem cruel, uma besta em forma humana, que via na torturas uma forma de atemorizar e subjugar os cristãos. Quando teve Julita em seu poder, decidiu usar todo o seu arsenal de sofrimento contra ela. Mas não bastava torturar apenas a mãe; ele tirou o filhinho dos braços de Julita e o usou como instrumento adicional de tortura.

O Pequenino Ciro

Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo terrível na frente do menino, com o intuito de que ela renegasse a fé em Cristo. O corpo da mãe era lacerado, seu sangue escorria, mas sua alma permanecia inabalável. A fé de Julita era mais forte que qualquer sofrimento físico que seus algozes pudessem lhe infligir.

Como ela não obedeceu aos comandos do governador, os castigos aumentaram em crueldade. Foi então que o pequenino Ciro, com apenas três anos de idade, saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: “Também sou cristão! Também sou cristão!”

Foi tamanha a ira do governador que ele, com um pontapé violento, empurrou Ciro longe de si, fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal. Seu frágil e pequenino corpo esmigalhou o crânio contra a pedra. O menino tombou ali mesmo, martirizado aos três anos de idade.

A Glória do Martírio

Conta-se que Julita ficou imóvel diante daquela visão, não reclamou, nem chorou. Apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. Sua oração foi ouvida. Julita continuou sendo brutalmente espancada e, pouco tempo depois, foi decapitada pelos algozes romanos. Era o ano 304.

Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém. Por séculos, a fé de Julita e a coragem do pequeno Ciro inspiraram gerações de cristãos a permanecerem fiéis mesmo diante da morte. Ciro é considerado o Santo padroeiro das crianças que sofrem de maus tratos.

“Oração – Deus Nosso Pai, destes a Santa Julita e a São Ciro os sofrimentos do martírio. Por sua intercessão, dai-me uma fé verdadeira, forte, perseverante. Suplico-vos o perdão de meus pecados e a graça de Vos amar e bendizer todos os dias de minha vida. Amém.”

São Ciro e Santa Julita, rogai por nós!

Santo Inocêncio — Papa, que defendeu São João Crisóstomo, confortou São Jerônimo e aprovou Santo Agostinho. Celebrado no mesmo dia, sua memória ressoa junto à de mártires que, como Ciro e Julita, escolheram Cristo acima de todas as coisas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de junho:

1

São Ciro
Mártir, filho de Santa Julita. Em Icônio, na Bitínia, hoje Turquia. Com apenas três anos de idade, testemunhou a coragem de sua mãe na perseguição de Diocleciano e foi martirizado ao declarar sua fé em Cristo.

† 304

2

Santa Julita
Mártir. Em Icônio, na Bitínia, atualmente na Turquia. Mulher riquíssima e cristã, mãe de São Ciro. Recusou renegar Jesus Cristo mesmo sob torturas cruéis e foi decapitada durante a perseguição de Diocleciano.

† 304

3

São João Francisco Régis
Presbítero da Companhia de Jesus. Em Lalouvesc, Languedoque, França. Jesuíta devotado às missões, trabalhou incansavelmente pela evangelização e pela reconciliação de pecadores.

† 1640

4

Beato Aniceto Koplin
Mártir da Ordem Franciscana. Capturado durante a Segunda Guerra Mundial na Polônia, permaneceu fiel a Cristo e foi martirizado por sua fé inabalável.

† 1640

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Ciro e Santa Julita, testemunhas de fé em Jesus

 

Julita vivia na cidade de Icônio, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro. Tinha três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos.

Julita, levando o filhinho Ciro, tentou fugir, mas acabou presa. O governador local, um cruel romano, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais à sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito de que renegasse a fé em Cristo.

Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: “Também sou cristão! Também sou cristão!”. Foi tamanha a ira do governador que ele, com um pontapé, empurrou Ciro violentamente fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando o seu crânio.

Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita continuou sendo brutalmente espancada e depois foi decapitada. Era o ano 304.

Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém. É considerado o Santo padroeiro das crianças que sofrem de maus tratos.

Oração

Deus Nosso Pai, destes a Santa Julita e a São Ciro os sofrimentos do martírio. Por sua intercessão, dai-me uma fé verdadeira, forte, perseverante. Suplico-vos o perdão de meus pecados e a graça de Vos amar e bendizer todos os dias de minha vida. Amém!

Reflexão

A memória dos mártires mantém viva a convicção de que vale a pena perder a vida em função do amor a Jesus Cristo. Quando ouvimos relatos de martírio, como o de hoje, sentimos nosso coração gelar de horror. Mas ainda hoje, séculos depois do início da Igreja, muitos cristãos ainda são martirizados de forma brutal e violenta. Ecoa ainda hoje o Evangelho de Jesus: “Se o grão de trigo não morre, ele não nasce para dar frutos em abundância”.

São Ciro e Santa Julita, rogai por nós!


Outros santos e santas celebrados em 16 de junho:

  • São João Francisco Régis, presbítero. († 1640)
  • Beato Aniceto Koplin e companheiros, mártires. († 1941)