Santa Teresa de Calcutá, religiosa, Fundadora. – 05 de Setembro

Santa Teresa de Calcutá, religiosa, Fundadora.

Santo do Dia – 05 de Setembro

Madre teresa de Calcutá

Santa Teresa de Calcutá,

Fundadora e Mãe dos Pobres · † 1997

Origens

Madre teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu, a futura Madre Teresa, nasceu em uma família albanesa, em Skopje, no dia 26 de agosto de 1910, sendo batizada com o nome de Gonxha Agnes.

Desde pequena, foi acostumada, pelos seus pais, a viver louvando ao Senhor e ajudando os mais necessitados. Não causa surpresa, portanto, quando, aos dezoito anos, fez a escolha de se tornar missionária.

Missão na Índia

Em setembro de 1928, Agnes deixa a sua casa e entra para o Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria em Dublin. Ali, recebeu o nome de Maria Teresa. No ano seguinte, foi para a Índia, onde, por quase 20 anos, viveu feliz em uma escola da sua Congregação, lecionando aos jovens ricos da região.

Em 10 de setembro de 1946, ocorreu o que Madre Teresa definia como a sua “chamada na chamada”. Naquele dia, Jesus revela-lhe a sua tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres, e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: “Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho”.


Missionárias da Caridade

Em 1946, decidiu abandonar o convento e viver para os pobres. Madre Teresa funda as Missionárias da Caridade, veste o sári indiano e inicia a sua nova missão entre os últimos de Calcutá: os descartados, aqueles que “não são queridos, não amados, não cuidados”.

Logo se unem a ela as suas ex-alunas. Em poucos anos, a Congregação — reconhecida, em 1950, pelo arcebispo de Calcutá e, em 1965, por Paulo VI —, difundiu-se por todas as partes do mundo, onde os pobres precisam de ajuda e, sobretudo, de amor: foram abertas casas na África e na América Latina, mas também nos países comunistas e até na União Soviética. A sua figura torna-se cada vez mais popular no mundo todo. Mas quando lhe perguntam qual o “segredo do seu sucesso”, ela responde com simplicidade impressionante: “Rezo”.

Relação Fraterna com Papas

Estimada profundamente pelo Papa Paulo VI que, ao término da sua viagem à Índia, deu de presente aos “seus pobres” seu papamóvel. Madre Teresa teve uma relação fraterna com o Papa João Paulo II.

Foi memorável a visita que o Papa polonês fez à sua casa, em Calcutá, onde a Madre acolhia os moribundos. Foi precisamente o Papa Wojtyla que quis a presença das Missionárias da Caridade no Vaticano, em uma estrutura denominada “Dom de Maria”.

Caridade e Amor à Vida

Toda a vida e a obra de Madre Teresa oferecem testemunho da alegria de amar e do valor das pequenas coisas feitas com fidelidade e com amor. Ainda hoje, os sinais da sua presença são tangíveis através das suas obras que as Missionárias da Caridade levam adiante em todo o mundo.

Sempre pronta a inclinar-se diante dos pobres e necessitados, Madre Teresa dedicou-se, com todas as suas forças, à defesa da vida nascente. Inesquecível o seu discurso na entrega do Prêmio Nobel da Paz, em 17 de outubro de 1979: “O maior destruidor da paz”, afirmou na ocasião, “é o aborto”. E frisou: “A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós”.

Morte

Nos últimos anos da sua vida, apesar da sua enfermidade e da “noite escura do espírito”, ela não poupou esforços e continuou a se dedicar, incessantemente, às necessidades dos que mais precisavam.

Madre Teresa faleceu no dia 5 de setembro de 1997, em Calcutá. Seu corpo foi transferido para a Igreja de San Tommaso, adjacente ao Convento de Loreto, onde ela havia chegado quase 69 anos antes. Centenas de milhares de pessoas de todas as classes sociais e religiões vieram da Índia e do exterior para homenageá-la. Recebeu um funeral de Estado em 13 de setembro. Depois que o cortejo fúnebre passou em procissão pelas ruas de Calcutá, foi sepultada na Casa Mãe das Missionárias da Caridade; seu túmulo tornou-se um destino de peregrinação para pessoas de todas as religiões.

Obra Missionária

Após sua páscoa, as suas Irmãs estavam presentes em 610 casas de missão, espalhadas em 123 países do mundo — sinal de que a misericórdia não tem confins e atinge a todos, sem nenhuma distinção.

“Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir”, como costumava dizer sempre.

Milagre no Brasil

O processo de canonização de Madre Teresa teve início com um milagre envolvendo um brasileiro. Marcílio Haddad Andrino, morador da cidade de Santos (SP), foi diagnosticado com hidrocefalia e uma infecção no cérebro.

Foi curado após sua esposa rezar pedindo a intercessão de Madre Teresa de Calcutá.

Via de Santificação

Menos de dois anos depois da sua morte, por causa da sua grande fama de santidade e das graças obtidas pela sua intercessão, São João Paulo II permitiu a abertura da Causa de Canonização. Em 19 de outubro de 2003, foi proclamada beata.

Foi canonizada em 04 de setembro de 2016, pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!


Teresa — Nome de origem grega, derivado provavelmente de Therasia, antiga ilha próxima a Santorini, ou do verbo therízein, “colher”. Ao longo dos séculos, associou-se ao sentido de “aquela que colhe os frutos”, tornando-se um dos nomes marianos mais difundidos na tradição cristã.

“Mãe dos pobres, quanta dor ao ver as dificuldades dos nossos irmãos que sofrem com as misérias, dai a nós a mesma disponibilidade e abertura de coração para com essas realidades. Queremos ser instrumentos de cuidado e amor para com todos os nossos irmãos. Amém!”

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

Santos Pedro Nguyen Van Tu e José Huang Luong Canh — Mártires vietnamitas, presbítero da Ordem dos Pregadores e médico, degolados em ódio ao nome de Cristo, em Nihn Tai, no Tonquim.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 05 de setembro:

1

Santa Teresa de Calcutá
Virgem. Fundadora das Missionárias da Caridade, dedicou toda a vida ao serviço dos mais pobres entre os pobres, em Calcutá, na Índia.

† 1997

2

Santos Aconto, Nono, Herculano e Taurino
Mártires. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália.

† data inc.

3

São Quinto
Mártir. Em Cápua, na Campânia, região da Itália.

† data inc.

4

Santos Urbano, Teodoro, Menedemo e companheiros
Mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

† 370

5

São Bertino
Abade de Sithieu. No território de Therouanne, na Flandres, atualmente na França.

† c. 698

6

Santo Alperto
Considerado o fundador e primeiro abade do mosteiro de Bútrio, perto de Pavia, em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.

† c. 1073

7

Beato João o Bom de Siponto
Abade, que edificou o mosteiro de São Miguel no litoral da Dalmácia, frente ao monte Gargano, na Dalmácia, hoje na Croácia.

† s. XII

8

Beato Guilherme Browne
Mártir, condenado à morte no reinado de Jaime I, em Ripon, na Inglaterra.

† 1605

9

Beato Florêncio Dumontet de Cardaillac
Presbítero e mártir, num sórdido barco ancorado ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

10

Santos Pedro Nguyen Van Tu e José Huang Luong Canh
Mártires. Presbítero da Ordem dos Pregadores e médico, degolados em ódio ao nome de Cristo, em Nihn Tai, cidade do Tonquim, no atual Vietnã.

† 1838

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de batismo, nasceu na Albânia em 1910 e tornou-se cidadã indiana, em 1948. De família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. Vida dedicada aos pobres A sua vida na Índia começou como professora. Só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Jesus revela-lhe a sua tristeza pela indiferença e o desprezo dos pobres e pede à religiosa para ser o reflexo da sua Misericórdia: “Venha, seja minha luz. Não posso caminhar sozinho”.

Matar a fome e ensinar a ler

Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos “mais pobres entre os pobres”, bem como a leprosos, portadores de SIDA e mulheres abandonadas. As casas das Irmãs da Caridade contam-se hoje por centenas nos mais diversos países do Mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. Quando lhe perguntam qual o “segredo do seu sucesso”, ela responde com simplicidade: “Rezo”. Tinha sempre diante de si que para melhorar o mundo precisava melhorar as pessoas, a si próprio.

O maior destruidor da paz é o aborto

“O maior destruidor da paz – afirmou – é o aborto”. E frisou: “A vida das crianças e dos adultos é sempre a mesma vida. Toda existência é a vida de Deus em nós”. Costumava dizer sempre: “Talvez eu não saiba falar a sua língua, mas posso sorrir”.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

Oração – Santa Madre Teresa, rezai por esta cidade, por este povo, pela sua Igreja e por todos aqueles que querem seguir a Cristo como discípulos d’Ele.

Com São Lourenço Justiniano, da nobre família Justiniano, sem ser bom orador, era bom confessor. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 5 1. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália, os santos Aconto, Nono, Herculano e Taurino, mártires.(† data inc.) 2. Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Quinto, mártir.(† data inc.) 3. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos mártires Urbano, Teodoro, Menedemo e companheiros, clérigos e leigos, que, por ordem do imperador Valente, foram metidos num barco e nele queimados em ódio à fé católica.(† 370) 4. No território de Therouanne, na Flandres, atualmente na França, São Bertino, abade de Sithieu, que foi sepultado no mosteiro por ele mesmo fundado juntamente com São Mumolino e que ficou designado com o seu nome.(† c. 698) 5. Em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Alperto, que é considerado o fundador e primeiro abade do mosteiro de Bútrio, perto de Pavia.(† c. 1073) 6. Na Dalmácia, na hodierna Croácia, o Beato João o Bom de Siponto, abade, que edificou o mosteiro de São Miguel no litoral da Dalmácia, frente ao monte Gargano.(† s. XII) 7. Em Ripon, na Inglaterra, o Beato Guilherme Browne, mártir, que, condenado à morte, no reinado de Jaime I, por ter induzido outras pessoas a aceitar a fé católica, foi enforcado e atrozmente esquartejado.(† 1605) 8. Num sórdido barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Florêncio Dumontet de Cardaillac, presbítero e mártir, que, condenado à morte por causa do sacerdócio durante a Revolução Francesa, consumou o seu martírio na enfermidade, vítima da sua grande caridade e zelo na assistência aos companheiros de cativeiro enfermos.(† 1794) 9. Em Nihn Tai, cidade do Tonquim, no atual Vietnam, os santos mártires Pedro Nguyen Van Tu, presbítero da Ordem dos Pregadores, e José Huang Luong Canh, médico, que foram degolados em ódio ao nome de Cristo.(† 1838) 10. Em Calcutá, na Índia, a Beata Teresa (Inês Gonhxa Bojaxhiu), virgem, natural da Albânia, que apagou a sede de Cristo abandonado na cruz assistindo com exímia caridade os irmãos mais pobres e fundou as Congregações das Missionárias e dos Missionários da Caridade, destinadas inteiramente ao serviço dos enfermos e dos abandonados.(† 1997)

22ª Semana do Tempo Comum | Sábado

22ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 4,6b-15)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

6b Irmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo, por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra outro, e a “não ir além daquilo que está escrito”. 7 Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? O que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido? 8 Vós já estais saciados! Já vos enriquecestes! Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivésseis mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! 9 Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. 10 Nós somos os tolos por causa de Cristo, vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo. 11 Até à presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; 12 fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; 13 somos caluniados, e exortamos. Tornamo-nos como que o lixo do mundo, a escória do universo, até ao presente. 14 Escrevo-vos tudo isto, não com a intenção de vos envergonhar, mas para vos admoestar como meus filhos queridos. 15 De fato, mesmo que tivésseis dez mil educadores na vida em Cristo, não tendes muitos pais. Pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho, vos gerei em Jesus Cristo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 144(145),17-18.19-20.21 (R. 18a)

– O Senhor está perto de quem o invoca!

– O Senhor está perto de quem o invoca!

– É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.ue ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.

– O Senhor cumpre os desejos dos que o temem, ele escuta os seus clamores e os salva. O Senhor guarda todo aquele que o ama, mas dispersa e extermina os que são ímpios.

– Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos.

Evangelho (Lc 6,1-5)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Sou o Caminho, a Verdade e a Vida: ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

1 Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2 Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” 3 Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? 4 Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5 E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Cl 1,21-23)

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossense.

Irmãos, 21 vós, que outrora éreis estrangeiros e inimigos pelas manifestas más obras, 22 eis que agora Cristo vos reconciliou pela morte que sofreu no seu corpo mortal, para vos apresentar como santos, imaculados, irrepreensíveis diante de si. 23 Mas é necessário que permaneçais inabaláveis e firmes na fé, sem vos afastardes da esperança que vos dá o evangelho, que ouvistes, que foi anunciado a toda criatura debaixo do céu e do qual eu, Paulo, me tornei ministro. 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 53(54),3-4.6 e 8 (R. 6a)

– Quem me protege e me ampara é meu Deus.

– Quem me protege e me ampara é meu Deus.

– Por vosso nome, salvai-me, Senhor; e dai-me a vossa justiça! Ó meu Deus, atendei minha prece e escutai as palavras que eu digo! 

– Quem me protege e me ampara é meu Deus;  é o Senhor quem sustenta minha vida! Quero ofertar-vos o meu sacrifício de coração e com muita alegria; quero louvar, ó Senhor, vosso nome, quero cantar vosso nome que é bom! 

Evangelho (Lc 6,1-5)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Sou o Caminho, a Verdade e a Vida: ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor

1 Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2 Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” 3 Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? 4 Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5 E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”. 

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

22ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

22ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 4,1-5)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos: 1 Que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2 A este respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. 3 Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. 4 É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. 5 Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 36(37),3-4.5-6.27-28.39-40 (R. 39a)

– A salvação de quem é justo vem de Deus.

– A salvação de quem é justo vem de Deus.

– Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.

– Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia.

– Afasta-te do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre. Porque o Senhor Deus ama a justiça, e jamais ele abandona os seus amigos.

– A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.

Evangelho (Lc 5,33-39)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

 Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 33 os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34 Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35 Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. 36 Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37 Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38 Vinho novo deve ser colocado em odres novos. 39 E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Cl 1,15-20)

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses.

15 Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, 16 pois por causa dele, foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência. 18 Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o Princípio, o Primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, 19 porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude 20 e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz. 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 99(100),2.3.4.5 (R. 2c)

– Com canto apresentai-vos diante do Senhor!

– Com canto apresentai-vos diante do Senhor!

– Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!.

– Sabei que o Senhor, só ele, é Deus,  Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho. 

– Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei! 

– Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente! 

Evangelho (Lc 5,33-39)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 33 os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34 Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35 Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. 36 Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37 Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38 Vinho novo deve ser colocado em odres novos. 39 E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Rosália, virgem que levou uma vida de penitência e alimentada pela Eucaristia

Santa Rosália, virgem que levou uma vida de penitência e alimentada pela Eucaristia

Santo do Dia – 04 de Setembro

Santa Rosália - Vorgem

Santa Rosália,

Virgem e Eremita · † 1160

A Jovem da Corte

Santa Rosália - Vorgem

Na Sicília, existe um culto muito intenso a três jovens santas virgens: Lúcia de Siracusa, Ágata de Catania e Rosália, padroeira de Palermo. Diferente das outras duas, mártires dos primeiros séculos cristãos, Rosália não foi mártir — viveu muitos séculos depois e tornou-se padroeira oficial de Palermo em 1666, sendo carinhosamente chamada de “Santuzza” pelos seus devotos.

Rosália nasceu em Palermo no século XII e, segundo os antigos livros litúrgicos, morreu em 4 de setembro de 1160, aos 35 anos de idade. Diz a lenda que era filha do duque Sinibaldo, senhor de Quisquina e Rose, e de Maria Guiscarda, prima do rei normando Rogério II. Ainda jovem, foi chamada à corte da rainha Margherita, esposa de Guilherme I da Sicília, onde sua beleza atraiu a admiração de nobres cavaleiros, entre eles, segundo a tradição, o futuro rei de Jerusalém.

Naquela atmosfera de fervor e renovação religiosa que os reis normandos restabeleceram na Sicília, enraizou-se a vocação eremítica da jovem nobre. Rosália retirou-se para uma gruta no feudo paterno de Quisquina, nas montanhas Sicani, perto de um convento de monges basilianos. Dali, após um período de penitência, mudou-se para uma caverna no Monte Pellegrino, promontório de Palermo, ao lado de uma igreja bizantina pré-existente.

A Fama das Relíquias

Também nas redondezas do Monte Pellegrino, os beneditinos tinham um convento e puderam testemunhar a vida eremítica de Rosália, que vivia na oração, na solidão e na mortificação; muitos palermitanos subiam a montanha atraídos por sua fama de santidade.

No início de 1600, porém, seu culto já havia praticamente se apagado. Tudo mudou em 1624, quando uma mulher gravemente enferma, Girolama Gatto, sonhou com uma jovem vestida de branco que prometia sua cura se ela subisse ao Monte Pellegrino para agradecer. Curada ao beber da água da gruta, a mulher reconheceu na aparição Santa Rosália, que lhe indicou o local onde estavam suas relíquias.

Avisados, os frades franciscanos do convento vizinho retomaram a busca e, em 15 de julho de 1624, encontraram ossos junto a uma pedra, a quatro metros de profundidade. Os primeiros exames foram inconclusivos, mas o cardeal arcebispo de Palermo, Giannettino Doria, não desistiu.

Enquanto isso, a peste assolava Palermo, fazendo milhares de vítimas. Em meio à crise, encontrou-se numa caverna de Quisquina uma inscrição latina atribuída à própria Rosália, na qual ela afirmava ter escolhido viver naquela gruta por amor a Cristo. Em 1625, uma nova comissão confirmou que os ossos pertenciam de fato a uma única mulher.

O povo de Palermo, então, levou as relíquias em procissão pela cidade em 9 de junho de 1625 — e a peste, pouco a pouco, regrediu até cessar por completo.

Desde então, seu culto foi definitivamente reavivado, e Palermo celebra até hoje duas datas em sua honra: 15 de julho, aniversário da descoberta das relíquias, e 4 de setembro, dia de sua morte. Os palermitanos, onde quer que estejam no mundo, ainda se saúdam com a frase: “Viva Palermo e Santa Rosália!”

Santa Rosália, rogai por nós!


Rosália — Nome tradicionalmente interpretado como a união das palavras latinas “rosa” e “lírio”, símbolos de pureza; por isso a “Santuzza” costuma ser representada com a cabeça cercada de rosas.

“Oração – Ó Deus, que concedestes a Santa Rosália a graça de viver na solidão e na penitência, alimentada pela Eucaristia, dai-nos, por sua intercessão, forças para Vos buscar acima de todas as coisas. Amém.”

Santa Rosália, rogai por nós!

São Bonifácio I — Papa, que conseguiu resolver muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 04 de setembro:

1

Santa Rosália
Virgem eremita. Em Palermo, na Sicília. Viveu retirada do mundo no Monte Pellegrino, dedicada à oração, à penitência e à Eucaristia.

† 1160

2

São Moisés
Profeta. No monte Nebo, na terra de Moab. Escolhido por Deus para libertar seu povo do Egito e conduzi-lo à terra prometida.

† s. XIII a.C.

3

São Marcelo
Mártir. Em Cabillonum, na Gália Lionense, hoje Chalon-sur-Saône, na França.

† s. III/IV

4

São Bonifácio I
Papa. Sepultamento em Roma, no cemitério de Máximo, junto à Via Salária. Resolveu muitas controvérsias sobre a disciplina eclesiástica.

† 422

5

São Calétrico
Bispo. Em Chartres, na Nêustria, atualmente na França.

† a. 573

6

Santa Ida
Viúva do duque Egberto. Em Heresfeld, na Saxónia, atualmente na Alemanha. Insigne pela caridade para com os pobres e pela oração assídua.

† 825

7

São Fredaldo
Bispo e mártir. Em Mende, na Aquitânia, atualmente na França.

† c. s. IX

8

Santa Irmgarda (Irmengarda)
Condessa de Süchteln. Em Colónia, na Lotaríngia, hoje na Alemanha. Ofereceu todos os seus bens para a construção de igrejas.

† c. 1089

9

Beata Catarina Mattei
Virgem da Ordem das Irmãs da Penitência de São Domingos. Em Caramagna, no Piemonte, região da Itália. Suportou com admirável caridade a longa enfermidade e as calúnias.

† 1547

10

Beato Nicolau Rusca
Presbítero e mártir. Em Thúsis, na Récia, hoje na Suíça. Homem de profunda cultura, morreu vítima dos conflitos político-religiosos de seu tempo.

† 1618

11

Beato Cipião Jerónimo Brigéat de Lambert
Presbítero e mártir. Em barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Aprisionado durante a Revolução Francesa, morreu de fome e inanição.

† 1794

12

Beata Maria de Santa Cecília Romana (Maria Dina Bélanger)
Virgem da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria. Em Sillery, no Québec, Canadá. Suportou por vários anos uma grave enfermidade, confiando só em Deus.

† 1929

13

Beato José Pascoal Carda Saporta
Presbítero da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir. Em Oropesa, próximo de Castellón, na Espanha. Conduzido ao martírio durante violenta perseguição contra a Igreja.

† 1936

14

Beato Francisco Sendra Ivars
Presbítero e mártir. Em Teulada, próximo de Alicante, na Espanha. Padeceu o martírio na perseguição contra a fé.

† 1936

15

Beato Bernardo de Lugar Nuevo de Fenollet (José Bleda Grau)
Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Próximo de Genovés, na província de Valência, Espanha. Venceu gloriosamente seu combate por Cristo.

† 1936

16

Beato José de Jesus Maria (José Vicente Hormaechea y Apoitia)
Presbítero da Ordem da Santíssima Trindade e mártir. Em Villanueva del Arzobispo, perto de Jaén, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja – Memória

São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja | Memória | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (1Cor 3,18-23)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 18 ninguém se iluda: Se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; 19 pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com efeito, está escrito: “Ele apanha os sábios em sua própria astúcia”, 20 e ainda: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos”. 21 Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: 22 Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, 23 mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. 1)

– Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

– Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

– Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

– “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

– Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”.

Evangelho (Lc 5,1-11)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2 Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3 Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5 Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6 Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7 Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8 Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9 É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10 Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11 Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Cl 1,1-8)

Início da Carta de São Paulo aos Colossenses

1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus e o irmão Timóteo, 2 aos santos e fiéis irmãos em Cristo que estão em Colossos: graça e paz da parte de Deus nosso Pai. 3 Damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, sempre rezando por vós, 4 pois ouvimos acerca da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que mostrais para com todos os santos, 5 animados pela esperança na posse do céu. Disso já ouvistes falar no Evangelho, cuja palavra de verdade chegou até vós. 6 E como no mundo inteiro, assim também entre vós ela está produzindo frutos e se desenvolve desde o dia em que ouvistes a graça divina e conhecestes verdadeiramente. 7 Assim aprendestes de Epafras, nosso estimado companheiro, que é junto de vós um autêntico mensageiro de Cristo. 8 Foi ele quem nos deu notícia sobre o amor que o Espírito suscitou em vós. 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 51(52),10.11 (R. 10b)

– Confio na clemência do meu Deus, agora e sempre!

– Confio na clemência do meu Deus, agora e sempre!

– Eu, porém, como oliveira verdejante na casa do Senhor, confio na clemência do meu Deus  agora e para sempre! 

– Louvarei a vossa graça eternamente,  porque vós assim agistes; espero em vosso nome, porque é bom, perante os vossos santos! 

Evangelho (Lc 4,38-44)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 38 Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39 Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40 Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41 De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42 Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43 Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44 E pregava nas sinagogas da Judeia.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja – 03 de Setembro

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja

Santo do Dia – 03 de Setembro

São Gregório Magno - Papa e Doutor da Igreja

São Gregório Magno,

Papa e Doutor da Igreja · † 604

Origens

São Gregório Magno Gregório nasceu em Roma, no ano 540, em uma família patrícia, conhecida como Anici, de grande fé cristã. Ele prestou muitos serviços à Sé Apostólica.

Seus pais, Gordiano e Silvia – que a Igreja venera como santa em 3 de novembro – transmitiram-lhes nobres valores evangélicos, mediante seu grande exemplo. Após seus estudos de Direito, Gregório empreendeu a carreira política e ocupou o cargo de Prefeito da cidade de Roma. Essa experiência o amadureceu e o levou a ter uma maior visão da cidade, as suas problemáticas e um profundo senso da ordem e da disciplina.

Alguns anos depois, atraído pela vida monacal, decidiu retirar-se da política. Deu seus bens aos pobres e fez da sua vila paterna, no bairro do Celio, um mosteiro dedicado a Santo André. Ali, dedicou-se à oração, ao recolhimento, ao estudo da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja.

Servo dos Servos de Deus

O Papa Pelágio II nomeou Gregório diácono e o enviou a Constantinopla como seu Representante Apostólico, onde permaneceu seis anos. Além de desempenhar as funções diplomáticas que o Pontífice lhe havia confiado, continuou a viver como monge com outros religiosos. Convocado novamente a Roma, voltou ao Celio. Com a morte do Papa Pelágio II, no ano 590, foi eleito seu Sucessor. Gregório teve que enfrentar um período difícil: corrupção dos Lombardos, abundantes chuvas e inundações que provocaram numerosas vítimas e grandes prejuízos, escassez em diversas regiões da Itália e a epidemia da peste, que continuava a causar vítimas. Então, exortou os fiéis a fazer penitência, rezar e tomar parte de uma solene procissão penitencial de três dias à Basílica de Santa Maria Maior. Ao atravessarem a ponte que liga a área do Vaticano ao centro da cidade – hoje chamada Ponte Santo Anjo –, São Gregório Magno e a multidão tiveram a visão do arcanjo Miguel sobre a “Mole Adriana”, interpretada como sinal celeste do fim da epidemia. Daqui vem o costume de chamar o antigo mausoléu de Castelo Santo Anjo.

Legado e Morte

Ocupando a Cátedra de Pedro, Gregório reorganizou a administração pontifícia e cuidou da Cúria Romana, confiando a sua direção aos monges beneditinos. Reviu as atividades eclesiásticas nas várias sedes episcopais, estabelecendo que os bens da Igreja fossem administrados com absoluta retidão, justiça e misericórdia, e utilizados na própria subsistência e na obra evangelizadora. Ofereceu seus próprios bens à Igreja para ajudar os fiéis, comprou e distribuiu trigo, socorreu os necessitados, sustentou sacerdotes e monges em dificuldade, arcou com resgates de prisioneiros e trabalhou por armistícios e tréguas. A ele se devem também as táticas para salvar Roma e os tratados com os Lombardos que asseguraram a paz na Itália central, além de missões de evangelização entre Visigodos, Francos e Saxões – enviando à Bretanha o monge Agostinho, que depois se tornou Bispo de Cantuária. O Papa Gregório I reformou ainda a celebração da Missa, tornando-a mais simples, e promoveu o canto litúrgico que recebeu o nome de gregoriano. Seu epistolário conta mais de 880 cartas e diversas obras, entre elas a “Magna Moralia in Iob”, a “Regula Pastoralis” e os “Diálogos”, texto hagiográfico sobre a santidade de homens e mulheres, canonizados ou não – com destaque para seu relato sobre São Bento de Núrsia. Foi, pode-se dizer, o primeiro Papa a utilizar o poder temporal da Igreja sem deixar de lado o aspecto espiritual do seu ofício. Ainda assim, permaneceu sempre um homem simples, a ponto de se definir, em suas Cartas oficiais, “Servus servorum Dei” – “Servo dos servos de Deus”, título que os Pontífices mantiveram ao longo do tempo. São Gregório Magno morreu em 12 de março de 604, e foi sepultado na Basílica de São Pedro. São Gregório Magno, rogai por nós! Gregório — Do grego Gregorios, significa “o vigilante” ou “aquele que está atento”. Nome que se tornou símbolo de zelo pastoral e cuidado com a Igreja.

“São Magno, grande Papa e Doutor da Igreja, ao mesmo tempo homem simples e de grande espiritualidade, ensinai aos líderes de todas as áreas da vida a seguirem o exemplo de Cristo, servo de todos e em tudo humilde. Também, faça de nós seus imitadores. Amém!”

São Gregório Magno, rogai por nós!

São Marino — Diácono e anacoreta, venerado como fundador da pequena república situada no monte Titano, um dos Estados mais antigos do mundo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 03 de setembro:

1
São Gregório Magno Papa e Doutor da Igreja. Sepultamento em Roma, na Basílica de São Pedro. Reformou a liturgia, promoveu o canto gregoriano e definiu-se “Servo dos servos de Deus”.
† 604
2
Santa Febe Diaconisa. Em Cêncreas, na Acaia, hoje na Grécia. Serva do Senhor entre os fiéis, auxiliou muito o apóstolo São Paulo, como ele mesmo confirma na Epístola aos Romanos.
† s. I
3
Santa Basilissa Virgem e mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.
† s. IV
4
São Sandálio Mártir. Em Córdova, na Hispânia Bética.
† s. IV
5
São Mansueto Bispo. Primeiro bispo de Toul, na Gália Bélgica, atualmente na França.
† s. IV
6
São Marino Diácono e anacoreta. No monte Titano, próximo de Rímini, na península itálica.
† s. IV/V
7
São Macanísio Bispo. Na Irlanda.
† 514
8
Santo Auxano Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália.
† c. 589
9
São Vitaliano Bispo. Em Montesárquio, na Campânia, também na Itália.
† s. VII/VIII
10
São Rimágilo Bispo e abade. No mosteiro de Stavelot, no Brabante, atualmente na Bélgica; fundou os mosteiros de Stavelot e de Malmedy, no ermo da floresta das Ardenas.
† c. 671-679
11
Santo Aigulfo e companheiros monges Abade e mártires. Na ilha de Lérins, na Provença, atualmente na França; segundo a tradição, sofreram o martírio numa incursão dos Sarracenos.
† c. 675
12
São Crodogango (Crodegango) Bispo e mártir. Em Séez, na Nêustria, também na atual França.
† s. VIII
13
Beato Guala Bispo de Bréscia, da Ordem dos Pregadores. Em Astino, na Lombardia, região da Itália; trabalhou pela paz da Igreja e da sociedade civil no tempo do imperador Frederico II e foi condenado ao exílio.
† 1244
14
Beatos Bartolomeu Gutiérrez e cinco companheiros Mártires. Em Nagasaki, no Japão; em ódio à fé cristã, foram imersos em águas sulfúreas a ferver e depois lançados ao fogo.
† 1632
15
Beata Brígida de Jesus Morello Viúva. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália; consagrou-se ao Senhor e fundou a Congregação das Irmãs Ursulinas de Maria Imaculada.
† 1679
16
Beatos André Abel Alricy e setenta e um companheiros Mártires. Em Paris, na França; reclusos no Seminário de São Firmino, foram assassinados em ódio à Igreja.
† 1792
17
Beatos João Baptista Bottex, Miguel Maria Francisco de la Gardette e Francisco Jacinto le Livec de Trésurin Mártires. Em Paris, na França; morreram por Cristo no cárcere “La Force” durante a mesma perseguição.
† 1792
18
Santos João Pak Hu-jae e cinco companheiras Mártires. Em Seul, na Coreia; levados ao tribunal por serem cristãos, suportaram cruéis suplícios e por fim foram degolados.
† 1839

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Roma no ano de 540. A família Anícia, à qual pertencia, era uma das principais de Roma. Quando seu pai morreu, Gregório, ainda muito jovem, era prefeito da cidade. Roma desabava no caos e com ela agonizava toda uma civilização. Como as furiosas e ritmadas ondas de um mar borrascoso irrompem com violência sobre as areias da praia, sucessivas hordas de invasores assolaram, durante mais de 150 anos, a península italiana. Mudou os rumos da História Os rumos da história mudaram quando um monge beneditino foi escolhido Papa. Era Gregório I, a quem a História qualificou de “Magno” Entre as tempestades da época não faltou a peste. A  primeira vítima colhida em Roma pela peste foi o Papa Pelágio II, que morreu a 5 de Fevereiro de 590 e foi enterrado em São Pietro. O clero e o senado romanos elegeram Gregório como seu sucessor.

Procissão para cessar a peste

Promoveu uma procissão de toda a população romana, dividida em sete cortejos, de acordo com sexo, idade e condição. A procissão movida desde várias igrejas de Roma até a Basílica do Vaticano, foi acompanhada com o canto das ladainhas. No curto espaço de uma hora, oitenta pessoas caíram mortas. O Papa, olhando para cima, viu no topo do Castelo um Anjo que, depois de secar a espada que pingava sangue, colocou-a na bainha, como um sinal da cessação da punição.

Modelo perfeito de governo da Igreja

O historiador protestante Harnack admira “a sabedoria, a justiça, a mansidão, a força de iniciativa, a tolerância” e Bossuet considera-o o “modelo perfeito de como se governa a Igreja”. É considerado um dos mais célebres Papas da história da Igreja. Seu pontificado durou 14 anos e está marcado por coisas incríveis: – Organiza a defesa de Roma ameaçada por Aginulfo, com quem reata depois relações de boa vizinhança; – Administra os bens públicos com religiosa equidade, suprindo o descanso dos funcionários imperiais; – Favorece o progresso dos agricultores eliminando todo o resíduo de escravidão da gleba;

Deixou sua marca em todos os campos

– É o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus. O epistolário (848 cartas conhecidas) e as homilias ao povo dão-nos farto testemunho de suas múltiplas atividades, deixando a sua marca em toda parte: lembramos por exemplo, o campo litúrgico, com a promoção do canto gregoriano, o direito canônico, a vida ascética monacal, a pastoral e o apostolado leigo. A sua familiaridade com a Sagrada Escritura aparece nas Homilias sobre Ezequiel e sobre o Evangelho . Era admirador excepcional de São Bento, fundou sete mosteiros, seis na Sicília e um em Roma. São Gregório Magno, rogai por nós! Oração – Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Gregório Magno governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação
Gregório: Significa “o acordado”, “o vigilante”, “o alerta”. Tem origem no nome grego Gregórios, derivado de gregoréo, que quer dizer “vigiar”
Com Santa Febe, serva do Senhor, que auxiliou muito São Paulo, como ele confirma na Epístola aos Romanos. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 3 2. Comemoração de Santa Febe, serva do Senhor entre os fiéis de Cêncreas, na atual Grécia, que auxiliou muito São Paulo, como ele confirma na Epístola aos Romanos. 3. Em Nicomedia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santa Basilissa, virgem e mártir.(† s. IV) 4. Em Córdoba, na Espanha Bética, São Sandálio, mártir.(† s. IV) 5. Em Toul, na Gália Bélgica, atualmente na França, São Mansueto, primeiro bispo desta cidade.(† s. IV) 6. No monte Titano, próximo de Rímini, no território que hoje na península itálica tem o seu nome, São Marino, diácono e anacoreta, que, segundo consta, conduziu o povo ainda pagão à luz do Evangelho e à liberdade de Cristo.(† s. IV/V) 7. Na Irlanda, São Macanísio, bispo.(† 514) 8. Em Milão, na Lombardia, região da Itália, Santo Auxano, bispo. († c. 589) 9. Em Montesárquio, na Campânia, também na Itália, São Vitaliano, bispo.(† s. VII/VIII) 10. No mosteiro de Stavelot, no Brabante, atualmente na Bélgica, São Rimágilo, bispo e abade, que, depois de ter vivido no mosteiro de Solignac, fundou os mosteiros de Stavelot e de Malmedy, no ermo da floresta das Ardenas.(† c. 671-679) 11. Na ilha de Lérins, na Provença, atualmente na França, Santo Aigulfo, abade, e companheiros monges, que, segundo a tradição, sofreram o martírio numa incursão dos Sarracenos.(† c. 675) 12. Em Séez, na Nêustria, também na atual França, São Crodogango ou Crodegango, bispo e mártir.(† s. VIII) 13. No território de Astino, na Lombardia, região da Itália, o Beato Guala, bispo de Bréscia, da Ordem dos Pregadores, que, no tempo do imperador Frederico II, trabalhou com muito empenho e prudência pela paz da Igreja e da sociedade civil e finalmente foi condenado ao exílio.(† 1244) 14. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Bartolomeu Gutiérrez, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, e cinco companheiros[1], mártires, que, em ódio à fé cristã, foram imersos em águas sulfúricas a ferver e depois lançados ao fogo. [1] São estes os seus nomes: presbíteros Vicente Carvalho e Francisco Torres, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho; Antônio Ishida, da Companhia de Jesus; Jerônimo Jo; Gabriel da Madalena, religioso da Ordem dos Frades Menores.(† 1632) 15. Em Piacenza, na Emília-Romana, região da Itália, a Beata Brígida de Jesus Morello, que, ficando viúva, se consagrou ao Senhor, dedicando-se à penitência e a muitas obras de caridade e, para a formação cristã da juventude feminina, fundou a Congregação das Irmãs Ursulinas de Maria Imaculada.(† 1679) 16. Em Paris, na França, a paixão dos beatos André Abel Alricy, presbítero, e setenta e um companheiros[2], mártires, entre os quais muitos presbíteros, que, depois da chacina do dia anterior, foram recluídos no Seminário de São Firmino e, por fim, assassinados em ódio à Igreja. [2] São estes os seus nomes: Renato Maria Andrieu, Pedro Paulo Balzac, João Francisco Maria Benoit ou Vourlat, Miguel André Silvestre Binard, Nicolau Bize, Pedro Bonzé, Pedro Briquet, Pedro Brisse, Carlos Carnus, Beltrão Antônio de Caupenne, Tiago Dufour, Dinis Cláudio Duval, José Falcoz, Gilberto João Fautrel, Filiberto Fougère, Pedro João Garrigues, Nicolau Gaudreau, Estêvão Miguel Gillet, Jorge Jerônimo Giroust, José Maria Gros, Pedro Guérin du Rocher, Roberto Francisco Guérin du Rocher, Ivo André Guillon de Keranrun, Julião Francisco Hédouin, Pedro Francisco Hénocq, Elísio Herque ou du Roule, Pedro Luís Joret, Tiago de la Lande, Gil Luís Sinforiano Lanchon, Luís João Mateus Lanier, João José de Lavèse-Belay, Miguel Leber, Pedro Florêncio Leclercq, João Carlos Legrand, João Pedro le Laisant, Julião le Laisant, João Lemaître, João Tomás Leroy, Martinho Francisco Aleixo Loublier, Cláudio Luís Marmotant de Savigny, Cláudio Silvano Mayneau de Bizefranc, Henrique João Millet, Francisco José Monnier, Maria Francisco Mouffle, José Luís Oviefre, João Miguel Philippot, Tiago Rabé, Pedro Roberto Régnet, Ivo João Pedro Rey de Kervizic, Nicolau Cláudio Roussel, Pedro Saint-James, Tiago Luís Schmid, João António Seconds, Pedro Tiago de Turménies, Renato José Urvoy, Nicolau Maria Verron, Carlos Vítor Véret, todos presbíteros; e ainda João Carlos Maria Bernard du Cornillet, cônego da abadia de São Vítor de Paris; João Francisco Bonnel de Pradel e Cláudio Pons, cónegos da abadia de Santa Genoveva de Paris; João Carlos Caron, Nicolau Colin, Luís José François e João Henrique Gruyer, da Congregação da Missão; Cláudio Bochot e Eustáquio Félix, da Congregação dos Padres da Doutrina Cristã; Cosme (João Pedro Duval), da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Pedro Cláudio Pottier, da Sociedade de Jesus e Maria; e Sebastião Desbrielles, Mestre escola de Paris, Luís Francisco Rigot e João Antônio José de Villette.(† 1792) 17. Também em Paris, no mesmo dia e ano, os beatos mártires João Batista Bottex, Miguel Maria Francisco de la Gardette e Francisco Jacinto le Livec de Trésurin, que, durante a mesma perseguição, morreram por Cristo no cárcere “La Force”.(† 1792) 18. Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos João Pak Hu-jae e cinco companheiras[3], mártires, que, levados ao tribunal por serem cristãos, suportaram cruéis suplícios e por fim foram degolados. [3] São estes os seus nomes: Maria Pak Kin-a-gi Hui-sun, irmã de Santa Lúcia Pak Hui-sun; Bárbara Kwon-hui, irmã de Santo Agostinho Yi Kwang-hon; Bárbara Yi Chong-hui; Maria Yi Yon-hui, esposa de São Damião Nam Myong-hyog; Inês Kim Hyo-ju.(† 1839)

Beata Ingrid Elofsdotter, viúva e freira dominicana

Beata Ingrid Elofsdotter, viúva e freira dominicana

Santo do Dia – 02 de Setembro

Santa Ingrid Elofsdotter - viúva e freira

Beata Ingrid Elofsdotter,

Viúva e Freira Dominicana · † 1282

Origens

Santa Ingrid Elofsdotter

Beata Ingrid Elofsdotter nasceu em Skänninge, na Suécia, no século XIII. Desde a infância, mostrou-se virtuosa, amável, caridosa e religiosa, recebeu uma educação nobre e primorosamente cristã.

Alma de ideais cândidos, viveu desde os primeiros anos num fervor de piedade que nunca falhou. As virtudes mais heroicas lhe pareciam naturais. Quando muito jovem, foi forçada por seus pais a contrair um casamento muito rico, casando-se na adolescência, como era o costume da época.

Mesmo contrariando sua vocação, todo aquele esplendor mundano não a cegou, continuando a viver no mundo sem ser do mundo. Aceitou tudo com humildade e resignação, e continuou a cuidar das obras de caridade que fundou para os pobres e doentes. Entre a população, tinha a fama de santidade.

Votos Perpétuos

Em 1281, já viúva, fez seus votos perpétuos. Com um fiel séquito de damas de honra, embarcou em uma longa peregrinação à Terra Santa, onde seu coração se iluminou ainda mais com o eterno amor ao Salvador Jesus. Da Palestina, ela foi para Roma e, depois, para São Giacomo di Compostela. De volta à sua terra natal, um único desejo a dominava: consagrar-se para sempre a uma vida de oração e penitência.

Fundação do Mosteiro

Fundou um Mosteiro sob as regras de São Domingos. Dedicou-se totalmente às orações contemplativas e à vida de rigorosa austeridade. Isso aconteceu em 15 de agosto de 1281, na presença do rei Magnus Ladulas, com a ajuda e apoio do padre dominicano Pietro di Dacia e a autorização do bispo de Linkoping e do provincial.

Morte e Canonização

Faleceu em 2 de setembro de 1282, no convento de Skänninge, quando era Priora daquele Mosteiro, com tal fama de santidade e de prodígios maravilhosos, que seu culto logo se estendeu aos povos vizinhos.

Em 1414, o Bispo de Linkoping, Canuto Bosson, pediu autorização à Santa Sé para abrir o processo de canonização. Encalhado em 1448, o processo recomeçou no início do século seguinte.

Embora não tenha chegado a uma canonização formal, levaram à solene tradução de suas relíquias em 29 de julho de 1507, por autoridade do Papa Alexandre VI, presente o Rei, uma grande multidão, todos os Bispos da Suécia e os Pregadores dessa área.

Ingrid — Nome de origem nórdica antiga, formado por “Ing”, o deus da fertilidade e da paz na mitologia escandinava, e “fríðr”, que significa “bela” ou “amada”. Assim, Ingrid pode ser traduzido como “a bela de Ing” ou “amada de Ing”.

“Oração – Após dedicar-se à família, entregou-se totalmente à vida contemplativa. Dai-nos um desejo ardente de oração e contemplação mesmo em meio às atividades do dia. Que a oração se torne prioridade em nossa vida. Amém.”

Beata Ingrid Elofsdotter, rogai por nós!

Beato João Maria du Lau d’Allemans — Bispo, e noventa e três companheiros, clérigos e religiosos, mártires em Paris durante os massacres da Revolução Francesa.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de setembro:

1

Beata Ingrid Elofsdotter
Em Skänninge, na Suécia. Ficando viúva, ofereceu todos os seus bens para o serviço de Deus e, depois de uma peregrinação à Terra Santa, tomou o hábito monástico da Ordem dos Pregadores.

† 1282

2

São Zenão
Mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

3

Santa Teódota, com seus filhos Evódio, Hermógenes e Calisto
Mártires. Em Niceia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

† s. IV

4

Santo Habib
Diácono e mártir. Em Edessa, no Osroene, hoje Sanliurfa, na Turquia.

† 322

5

Santo Antonino
Mártir. Em Apameia, na Síria. Canteiro que, segundo a tradição, foi morto pelos pagãos aos vinte anos de idade por ter destruído os seus ídolos, movido pelo ardor da fé.

† s. IV

6

São Próspero
Bispo. Em Tarragona, na Hispânia.

† s. IV/V

7

São Justo
Bispo. Sepultamento em Lião, na Gália, atualmente na França.

† d. 381

8

São Nonoso
Abade. No monte Soratte, junto à Via Flamínia, no Lácio, região da Itália.

† c. 570

9

São Siágrio
Bispo. Em Autun, na Borgonha, na hodierna França. Nos concílios em que tomou parte foi muito notável pela sua sabedoria e zelo.

† 599/600

10

Santo Agrícola
Bispo. Em Avinhão, na Provença, na atual França. Depois da sua vida monástica na ilha de Lérins, auxiliou seu pai, São Magno, e lhe sucedeu no episcopado.

† c. 700

11

Santo Elpídio
No Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Seu nome foi adotado pela cidade onde o seu corpo foi sepultado.

† a. s. XI

12

Santos Alberto e Vito
Monges. Em Pôntica, no território de Bérgamo, na Lombardia, região da Itália.

† c. 1096

13

Beato João Maria du Lau d’Allemans, Francisco José e Pedro Luís de la Rochefoucauld e noventa e três companheiros
Bispos, clérigos e religiosos mártires. Em Paris, na França.

† 1792

14

Beato Pedro Tiago Maria Vitális e vinte companheiros
Presbítero e mártires. Em Paris, na França.

† 1792

15

Beato Esíquio José (Baldomero Margenat Puigmitjá)
Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Orriols, na Catalunha, região da Espanha.

† 1936

16

Beato José Maria Laguia Puerto
Religioso da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Oviedo, nas Astúrias, Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Beatriz, exemplo de obediência e assistência aos pobres

Santa Beatriz, exemplo de obediência e assistência aos pobres

Santo do Dia – 01 de Setembro

Santa Beatriz - Exemplo de Obediência

Santa Beatriz,

Exemplo de Obediência e Assistência aos Pobres · † 1490

As Origens

Santa Beatriz - Exemplo de Obediência Beatriz nasceu no século XV em Ceuta, ao norte da África, cidade que, nessa época, encontrava-se sob o domínio da coroa de Portugal — nasceu, portanto, portuguesa. Seu pai foi governador de Ceuta.

Ainda pequena, mudou-se para Portugal com sua família, que cultivou na menina uma profunda devoção a Nossa Senhora da Conceição. Aos vinte anos de idade, foi enviada para a Espanha como dama de honra de D. Isabel, neta de D. João I, que se tornou esposa do rei João II de Castela. Foi ali que começou o seu calvário.

Beatriz era muito bonita, e a rainha, dominada por uma mistura de ciúme e inveja, chegou a fechá-la em um caixão durante dias, a fim de que morresse asfixiada — mas uma invisível proteção da Virgem Maria a salvou.

a vocação religiosa

Como gesto concreto de agradecimento, Santa Beatriz aceitou sua vocação para a vida religiosa, e logo em seguida partiu a Toledo, onde se recolheu no mosteiro das Dominicanas — ramo feminino da Ordem de São Domingos de Gusmão, cujas religiosas viviam sob a regra cisterciense. Ali viveu por cerca de trinta anos.

a fundação de uma nova ordem

Deus, entretanto, tinha predestinado Beatriz para uma obra maior: fundar uma Ordem de estrita clausura, dedicada a uma vida contemplativa na oração, na penitência e no trabalho.

Santa Beatriz da Silva deixou o mosteiro dominicano e foi habitar numa nova sede, que veio a ser o berço das monjas concepcionistas. Essa Ordem está caracterizada por três heranças espirituais de Santa Beatriz: o amor a Maria Imaculada, a Paixão de Jesus Cristo e a Santíssima Eucaristia.

a morte

Santa Beatriz faleceu em 9 de agosto de 1490, com 66 anos de idade. No momento de sua morte, seu rosto foi visto transfigurado por uma grande claridade, e uma estrela resplandecente permaneceu sobre sua cabeça até ela expirar.

Foi beatificada em 1926 pelo Papa Pio XI, e sua canonização ocorreu no dia 3 de outubro de 1976, pelo Papa Paulo VI.

Santa Beatriz, rogai por nós!


Beatriz — Do latim Beatrix, variante de Viatrix (“viajante”), aproximada ao termo beatus (“bem-aventurado”, “feliz”). Significa, assim, “aquela que traz felicidade” ou “a que faz feliz”.

“Oração – Senhor Pai de bondade, aprendamos com Santa Beatriz a aceitar os desafios da vida e nunca abandonar o projeto de Deus em favor da libertação da humanidade. Guia-nos pelos caminhos da sabedoria e do discernimento, e ajudai-nos a Vos encontrar nos mais pequeninos e sofredores. Por Cristo nosso Senhor. Amém.”

Santa Beatriz, rogai por nós!

São Gil (Egídio) — Eremita que fundou um mosteiro na região da Camargue, na Gália, dando origem à povoação que ali se desenvolveu em seu nome.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 01 de setembro:

1

Santa Beatriz da Silva
Virgem. Em Toledo, na Espanha. Fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, após viver cerca de trinta anos como religiosa dominicana.

† 1490

2

São Josué
Servo do Senhor, que, pela imposição das mãos de Moisés, ficou cheio do espírito de sabedoria e, após a morte deste, introduziu o povo de Israel na terra prometida, atravessando o rio Jordão.

A.T.

3

São Sisto
Bispo. Em Reims, na Gália Bélgica, atualmente na França. É considerado o primeiro bispo desta cidade.

† s. III

4

São Prisco
Mártir. Em Cápua, junto à Via Aquária, na Campânia, região da Itália.

† s. IV

5

São Terenciano
Bispo. Em Tódi, na Úmbria, região da Itália.

† c. s. IV

6

São Vicente
Bispo e mártir. Em Dax, na Aquitânia, hoje na França.

† c. s. IV

7

Santa Verena
Virgem. Em Zurzach, junto ao rio Reno, no território de Zurique da Germânia, atualmente na Suíça.

† s. IV

8

São Vitório
Em Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França. Recordado por São Gregório de Tours.

† 490

9

São Constâncio
Bispo. Em Aquino, no Lácio, região da Itália. Seu dom de profecia é louvado pelo Papa São Gregório Magno.

† 570

10

São Gil (Egídio)
No território de Nimes, na Gália Narbonense, hoje na França. Deu nome à povoação que se desenvolveu na região da Camargue, onde, segundo a tradição, construiu um mosteiro.

† s. VI/VII

11

São Lopo
Bispo. Em Sens, na Nêustria, atual França. Foi exilado por afirmar que o povo devia obedecer mais a Deus do que aos príncipes.

† c. 623

12

Beata Juliana de Collalto
Abadessa da Ordem de São Bento. Em Veneza, atual região do Véneto, Itália.

† 1262

13

Beata Joana
Virgem da Ordem Terceira das Servas de Maria. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Eminente pela sua oração e austeridade.

† 1367

14

Beato Cristino (Miguel Roca Huguet) e onze companheiros
Mártires da Ordem de São João de Deus. Em Madrid, na Espanha. Mortos durante a guerra civil em ódio à religião cristã.

† 1936

15

Beato Afonso Sebastião Viñals
Presbítero e mártir. Em Paterna, província de Valência, Espanha. Diretor espiritual da Escola de Formação Social de Valência.

† 1936

16

Beatos Pedro de Alcântara, Maria do Carmo e Maria do Amparo
Mártires. Em Barcelona, na Espanha. Pedro de Alcântara (Cândido Rivera Rivera), presbítero franciscano conventual; Maria do Carmo Moreno Benítez e Maria do Amparo Carbonell Muñoz, virgens do Instituto de Maria Auxiliadora.

† 1936

17

Beato Bento Clemente (Félix España Ortiz)
Religioso das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

18

Beato Eugénio Andrés Amo
Religioso da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Sotillo, na Cantábria, litoral da Espanha.

† 1936

19

Beato José Samsó i Elias
Presbítero da diocese de Barcelona e mártir. Em Mataró, na Catalunha, Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT


Origens
Santo Amaro nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo, mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. 

Exemplo de Silêncio
Ele foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monacal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato.

Amigo de São Bento
Grande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; só depois ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu.

Santo Amaro: uma bela história de vocação e santidade 

Vocação
História ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e por meio da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.

Páscoa
Ele morreu em 15 de janeiro de 584, aos 72 anos. Rezado contra resfriados, reumatismo e gota, contra dores musculares, Santo Amaro tornou-se muito querido pelo povo e venerado como santo taumaturgo. 

Devoção
Aliás, na viagem para França, conta-se o milagre da multiplicação dos pães num pobre convento que o acolheu, em que os pobres monges, para acolher o santo peregrino, deram-lhe o único pão que restava na despensa, mas, na manhã, por milagre, encontraram a despensa cheia de pão fresco e em abundância por mais de um mês… O símbolo da Eucaristia e da caridade está aqui claro; em muitos países ainda é costume abençoar os sanduíches, símbolo de partilha, na festa do santo.

Minha oração
“Fiel seguidor de São Bento, rogai por todos os que circundam sob esse mesmo carisma, de modo especial pelas vocações beneditinas e pelos monges que ali vivem, para que também sejam fiéis ao fundador até o fim do mundo. Amém.”

Santo Amaro, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 15 de janeiro

  • Em Anágni, no Lácio, região da Itália, Santa Secundina, virgem e mártir. († data inc.)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São João Calibita. († s. V)
  • No mosteiro de Cluain Credal, na Irlanda, Santa Ida, virgem, fundadora deste mosteiro. († 570)
  • Em Riéti, na Sabina, região da Itália, a comemoração de São Probo, bispo, de quem fez um elogio ao papa São Gregório Magno. († c. 570)
  • No território de Rodez, na Gália, hoje na França, Santa Tarsícia, virgem e mártir. († s. VI/VII)
  • Em Ham, no Brabante, na atual Holanda, Santo Ableberto ou Emeberto, bispo de Cambrai. († c. 645)
  • Em Chartres, na Nêustria, atualmente na França, São Malardo, bispo. († c. 650)
  • Em Val di Non, no Trentino, região da Itália, São Romeu, anacoreta. († c. s. VIII)
  • Em Lião, na Gália, hoje na França, o passamento de São Bonito, bispo de Auvergne. († c. 710)
  • Em Armo, próximo de Réggio Calábria, na Calábria, região da Itália, Santo Arsénio, eremita, eminente pela sua oração e austeridade. († 904)
  • Em Saint-Gilles-les-Boucheries, na Provença, região da França, o Beato Pedro de Castelnau, presbítero e mártir. († 1208)
  • Em Città della Pieve, na Úmbria, região da Itália, o Beato Tiago, chamado o Caritativo, advogado dos pobres e dos oprimidos. († 1304)
  • No território de Gualdo Tadino, na Úmbria, o Beato Ângelo, eremita. († 1325)
  • Na China, São Francisco Fernández de Capillas, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1648)
  • Na Holanda, Santo Arnaldo Janssen, presbítero que fundou a Sociedade do Verbo Divino. († 1909)
  • Em Berlim, na Alemanha, o Beato Nicolau Gross, pai de família e mártir. († 1945)

22ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

22ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 2,10b-16)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 10b o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. 11 Quem dentre os homens conhece o que se passa no homem senão o espírito do homem que está nele? Assim também, ninguém conhece o que existe em Deus, a não ser o Espírito de Deus. 12 Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu. 13 Desses dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a sabedoria aprendida do Espírito: assim, ajustamos uma linguagem espiritual às realidades espirituais. 14 O homem psíquico – o que fica no nível de suas capacidades naturais – não aceita o que é do Espírito de Deus: pois isso lhe parece uma insensatez. Ele não é capaz de conhecer o que vem do Espírito, porque tudo isso só pode ser julgado com a ajuda do mesmo Espírito. 15 Ao contrário, o homem espiritual – enriquecido com o dom do Espírito – julga tudo, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16 Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 144(145),8-9.10-11.12-13ab.13cd-14 (R. 17a)

– É justo o Senhor em seus caminhos.

– É justo o Senhor em seus caminhos.

– Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.

– Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

– Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

– O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.

Evangelho (Lc 4,31-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” 35 Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (1Ts 5,1-6.9-11)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

1 Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. 2 Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. 3 Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar. 4 Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. 5 Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. 6 Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios. 9 Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 10 Ele morreu por nós, para que, quer vigiando nesta vida, quer adormecidos na morte, alcancemos a vida junto dele. 11 Por isso, exortai-vos e edificai-vos uns aos outros como já costumais fazer. 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 26(27),1.4.13-14 (R. 13)

– Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.

– Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.

– O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? 

– Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. 

– Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! 

Evangelho (Lc 4,31-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” 35 Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

22ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

22ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 2,1-5)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

1 Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2 Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3 Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4 Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5 para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119),97.98.99.100.101.102 (R. 97a)

– Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

– Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

– Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! Permaneço o dia inteiro a meditá-la.

– Vossa lei me faz mais sábio que os rivais, porque ela me acompanha eternamente.

– Fiquei mais sábio do que todos os meus mestres, porque medito sem cessar vossa Aliança.

– Sou mais prudente que os próprios anciãos, porque cumpro, ó Senhor, vossos preceitos.

– De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens.

– De vossos julgamentos não me afasto, porque vós mesmo me ensinastes vossas leis.

Evangelho (Lc 4,16-30)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O Espírito do Senhor repousa sobre mim; e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 16 veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22 Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?” 23 Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. 24 E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.