Santa Catarina de Siena, Virgem, Terciária – 29 de Abril

Santa Catarina de Siena, Virgem, Terciária

Santo do Dia – 29 de Abril

Santa Catarina de Siena

Santa Catarina de Siena,

Virgem e Doutora da Igreja · † 1380

Irmã Leiga Dominicana

Santa Catarina de Siena Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal.

Cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar.

Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude.

Reformadora e Diplomata

Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.

Dois Papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos.

Conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas.

Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população europeia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos.

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro “Diálogo sobre a Divina Providência”, lido, estudado e respeitado até hoje.

A Morte

Catarina de Siena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva.

Foi declarada “doutora da Igreja” pelo papa Paulo VI em 1970.

Santa Catarina de Siena, rogai por nós!

Catarina — Nome de origem grega, Aikaterine, cujo significado mais aceito é “pura” ou “imaculada”. Também relacionado ao grego katharos, “puro, límpido”. Siena refere-se à cidade italiana onde nasceu e viveu.

“Oração — Santa Catarina de Sena, intrépida reformadora dos frades e das monjas da Ordem de São Domingos, ajudai-nos a amar com coragem, de maneira intensa e sincera, Cristo e a Igreja com o coração grande e apaixonado. Amém.”

Santa Catarina de Siena, rogai por nós!

São Tíquico — Discípulo do apóstolo São Paulo, a quem o Apóstolo nas epístolas chama irmão caríssimo, ministro fiel e seu companheiro no serviço do Senhor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 29 de abril:

1
Santa Catarina de Siena
Virgem e Doutora da Igreja. Tomou o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos; trabalhou pela paz, pelo regresso do Pontífice Romano à Roma e pelo restabelecimento da unidade da Igreja; escreveu excelentes obras de doutrina espiritual.

† 1380

2
São Tíquico
Discípulo do apóstolo São Paulo, a quem o Apóstolo nas epístolas chama irmão caríssimo, ministro fiel e seu companheiro no serviço do Senhor.

† data inc.

3
São Torpes
Mártir. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.

† data inc.

4
São Severo
Bispo. Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, amado por Santo Ambrósio como irmão e pela sua Igreja como pai.

† c. 409

5
Santo Hugo
Abade. Em Cluny, na Borgonha, na atual França. Durante sessenta e um anos governou santamente o mosteiro, sempre dedicado à esmola e à oração, guardião da disciplina monástica e promotor zeloso da santa Igreja.

† 1109

6
Santo Acardo
Bispo de Avranches. Na abadia de La Lucerne d’Outremer, na Normandia, região da França. Tendo sido abade de São Víctor de Paris, escreveu vários tratados sobre a vida espiritual para conduzir a alma ao mais alto grau de perfeição.

† 1172

7
Santo Antônio Kim Song-u
Mártir. Em Seul, Coreia. Costumava reunir em sua casa muitos fiéis e, degolado no cárcere, morreu por Cristo.

† 1841

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

4ª Semana da Páscoa | Terça-feira

4ª Semana da Páscoa | Terça-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (At 11,19-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 19 aqueles que se haviam espalhado por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão, chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre e à cidade de Antioquia, embora não pregassem a Palavra a ninguém que não fosse judeu. 20 Contudo, alguns deles, habitantes de Chipre e da cidade de Cirene, chegaram a Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a Boa-Nova do Senhor Jesus. 21 E a mão do Senhor estava com eles. Muitas pessoas acreditaram no Evangelho e se converteram ao Senhor. 22 A notícia chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia. 23 Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24 É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor. 25 Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26 Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja, e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 86(87),1-3.4-5.6-7 (R. Sl 116(117),1a)

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.

— O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

— “Lembro o Egito e Babilônia entre os meus veneradores. Na Filistéia ou em Tiro ou no país da Etiópia, este ou aquele ali nasceu. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.

— Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”

Evangelho (Jo 10,22-30)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

22 Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23 Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24 Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”. 25 Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26 vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27 As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28 Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29 Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos um”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Pedro Chanel, Presbítero, Mártir – 28 de Abril

São Pedro Chanel, Presbítero, Mártir

Santo do Dia – 28 de Abril

São Pedro Chanel,

Presbítero e Mártir · † 1841

Desde jovem, queria ser missionário

São Pedro Chanel

Nasceu no dia 12 de julho de 1803, na pequena Cuet, França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou sacerdote.

Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em sua pátria.

Juntou-se a outros padres e foi para a Oceania
Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceania, em 1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio.

Grande parte da população se converteu

Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a cultura tão antagônica à do Ocidente, que primeiro ele teve de entender o povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido.

O martírio

Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape. Era o dia 28 de abril de 1841.

Foi o fim da vida terrestre para o marista, entretanto a semente que plantara, Musumuso não poderia matar. Quando o missionário Pedro Chanel desembarcou na minúscula ilha de Futuna, um fragmento das ilhas Fiji entre o Equador e o Trópico de Capricórnio, não se pode dizer que o lugar fosse um paraíso.

A pequena ilha é dividida em duas por uma montanha central, e cada lado era habitado por uma tribo, que vivia em guerra permanente, uma contra a outra. Hoje o local é, sim, um paraíso para os milhares de turistas que a visitam anualmente e para a população, que é totalmente católica e vive na paz no Senhor.

E se hoje é assim, muito se deve à semente plantada pelo trabalho de Pedro Chanel, que por esse ideal deu seu testemunho de fé. O novo mártir cristão foi beatificado em 1889 e inscrito no Martirológio Romano em 1954, sendo declarado padroeiro da Oceania.

São Pedro Chanel, rogai por nós!


Pedro Chanel — Pedro, do grego Pétros, significa “pedra” ou “rocha”. Chanel é sobrenome de origem francesa. Juntos evocam a solidez da fé e o enraizamento da missão na terra que o acolheu.

“Oração – Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Pedro Maria Chanel destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Amém.”

São Pedro Chanel, rogai por nós!

São Luís Maria Grignion de Montfort — Presbítero e Fundador, que percorreu as regiões ocidentais da França a anunciar o mistério da Sabedoria Eterna.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 28 de abril:

1

São Pedro Chanel
Presbítero e mártir. Na ilha de Futuna, Oceania. Primeiro mártir da Oceania, marista, foi assassinado pelo genro do cacique ao ver sua família converter-se ao cristianismo. Padroeiro da Oceania.

† 1841

2

Santo Afrodísio
Venerado como o primeiro bispo de Béziers, na França, antiga Biterra, na Gália Narbonense.

† data inc.

3

Santos Eusébio, Caralampo e companheiros
Mártires. Em Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia.

† data inc.

4

São Vital e Santos Valéria, Gervásio, Protásio e Ursicino
Mártires. Em Ravena, na Emília-Romanha, Itália. Venerados desde tempos imemoriais por terem defendido tenazmente a fé cristã.

† data inc.

5

Santos Máximo, Dada e Quintiliano
Mártires. Em Doróstoro, hoje Silistra, na Bulgária, durante a perseguição de Diocleciano.

† s. IV

6

São Prudêncio
Bispo de Tarazona, na Hispânia Tarraconense.

† s. V/VI

7

São Pânfilo
Bispo de Corfínio. Sepultamento em Sulmona, nos Abruzos, Itália.

† c. 700

8

Beato Luquésio
Em Poggibónsi, na Toscana, Itália. Converteu-se da avidez do lucro, abraçou a Ordem Terceira de São Francisco, vendeu os bens e dedicou-se ao serviço dos pobres em pobreza e humildade.

† 1260

9

Beata Maria Luísa de Jesus (Maria Luísa Trichet)
Virgem. Em Saint-Laurent-sur-Sèvre, França. Primeira religiosa a vestir o hábito das Filhas da Sabedoria, que governou com grande prudência.

† 1759

10

Santos Paulo Pham Khac Khoan, João Baptista Dinh Van Thanh e Pedro Nguyen Van Hieu
Mártires. Em Ninh-Binh, Tonquim, hoje Vietnam. Após três anos presos e torturados para negar a fé, foram degolados no tempo do imperador Minh Mang.

† 1840

11

Beato José Cebula
Presbítero Oblato e mártir. No campo de concentração de Mauthausen, Áustria. Natural da Polônia, deportado em ódio à fé, sofreu cruéis suplícios até à morte.

† 1941

12

Santa Joana Beretta Molla
Mãe de família. Em Magenta, próximo de Milão, Itália. Morreu antepondo a liberdade e a vida do filho nascituro à sua própria vida.

† 1962

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Zita, Virgem, Doméstica – 27 de Abril

Santa Zita, Virgem, Doméstica

Santo do Dia – 27 de Abril

Santa Zita,

Virgem e Doméstica · † 1278

Contemporânea de São Francisco

Santa Zita Santa Zita nasceu em 1218, na época ainda de São Francisco, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca, no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister e seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade.

Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer. Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade divina tornara-se para ela quase uma obsessão.

Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento converteu-se em flores.

Os Milagres

Conta-se que certo dia foi dar esmola a um necessitado, durante o seu tempo de trabalho. Vizinhos, tendo sido testemunhas desta “infração”, vieram logo avisar a família Fatinelli, para quem Zita trabalhava. A dona da casa foi à cozinha, para averiguar se havia atraso nos afazeres e, ó milagre, alguns Anjos estavam ocupados a fazer aquilo que Zita deveria ter feito durante o tempo em que foi fazer obra de caridade. Daí em diante, nunca mais foi impedida de seguir os seus instintos caritativos.

Um outro fato que sobre ela se conta igualmente é o seguinte: durante um período de grande fome que assolou a região, Zita continuou a praticar a caridade a que estava habituada, utilizando mesmo o que estava armazenado nos celeiros de seus patrões. Uma vez mais foi acusada, mas quando os seus patrões foram verificar os celeiros, ficaram admirados de os encontrar repletos: nada lá faltava.

Padroeira das Domésticas

Na hora da morte — aos 60 anos — tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Partiu para o Céu no dia 27 de Abril de 1278. O seu corpo é venerado na igreja de São Fredaino, em Lucca, Itália. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

Santa Zita, rogai por nós!

Zita — Significa “garotinha” ou “pequena sortuna”, “pequena afortunada”. Esse é um nome feminino com duas possíveis origens, italiana e latina.

“Ó Santa Zita, que no humilde trabalho doméstico soube ser solícita como foi Marta quando servis Jesus em Betânia, e piedosa como Maria Madalena, aos pés do mesmo Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que impõem meus trabalhos. Amém.”

Santa Zita, rogai por nós!

São Pedro Armengol — que, depois de ter sido chefe de salteadores, converteu-se a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se intensamente à redenção dos cativos na África.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de abril:

1
São Simeão
Bispo e mártir. Em Jerusalém. Segundo a tradição, era filho de Cleofas e parente do Salvador segundo a carne. Ordenado bispo de Jerusalém como sucessor de Tiago, sofreu muitos suplícios e recebeu a coroa do martírio na cruz.

† 107

2
São Polião
Leitor e mártir. Em Cíbali, na Panônia, hoje Vinkoveze, na Croácia. Preso na perseguição de Diocleciano, confessou com constância a sua fé em Cristo, recusou sacrificar aos ídolos e foi queimado fora dos muros da cidade.

† c. 303

3
São Teodoro
Abade. Em Tabennési, na Tebaida, no Egito. Discípulo de São Pacômio e pai da “Congregação” de mosteiros nesta região.

† s. IV

4
São Liberal
Eremita. Em Altino, na Venécia, no atual Vêneto, região da Itália.

† c. 400

5
São Magão (ou Magaldo)
Bispo. Na ilha de Man, na costa setentrional do País de Gales. Aureolado com a fama de grande santidade.

† s. VI

6
São João
Hegúmeno. Na ilha de Afúsia, na Propôntide, na atual Turquia. Combateu tenazmente a favor do culto das sagradas imagens no tempo do imperador Leão, o Armênio.

† s. IX

7
Santa Zita
Virgem. Em Lucca, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. De origem humilde, entregue com doze anos ao trabalho doméstico da família Fatinelli, permaneceu com admirável paciência ao seu serviço até à morte.

† 1278

8
São Pedro Ermengol
Mártir. Em Tarragona, no reino de Aragão, Espanha. Depois de ter sido chefe de salteadores, converteu-se a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se à redenção dos cativos na África.

† 1304

9
Beato Tiago de Ládere Varinger
Religioso da Ordem dos Menores. Em Bitetto, na Apúlia, região da Itália.

† c. 1485

10
Beata Catarina (Hossana)
Virgem. Em Cátaro, no Montenegro. Batizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem da Penitência de São Domingos e viveu em clausura cinquenta e um anos, dedicada à contemplação e à súplica pelo povo cristão durante a invasão dos Turcos.

† 1565

11
Beato Nicolau Roland
Presbítero. Em Reims, na França. Solícito pela formação cristã das crianças, construiu escolas para as meninas pobres e fundou a Congregação das Irmãs do Menino Jesus.

† 1678

12
São Lourenço Nguyen Van Huong
Presbítero e mártir. Em Ninh-Binh, no Tonquim, hoje no Vietnã. Preso numa noite em que visitava um moribundo, recusou calcar a cruz e foi flagelado e degolado no tempo do imperador Tu Duc.

† 1856

13
Beata Maria Antônia Bandrés y Elósegui
Virgem da Congregação das Filhas de Jesus. Em Salamanca, na Espanha. Seguiu com paciente serenidade, mesmo na desolação, a sua vida consagrada a Deus.

† 1919

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

4ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

4ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (At 11,1-18)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 1 os apóstolos e os irmãos, que viviam na Judeia, souberam que também os pagãos haviam acolhido a Palavra de Deus. 2 Quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis de origem judaica começaram a discutir com ele, dizendo: 3 “Tu entraste na casa de pagãos e comeste com eles!” 4 Então, Pedro começou a contar-lhes, ponto por ponto, o que havia acontecido: 5 “Eu estava na cidade de Jope e, ao fazer oração, entrei em êxtase e tive a seguinte visão: vi uma coisa parecida com uma grande toalha que, sustentada pelas quatro pontas, descia do céu e chegava até junto de mim. 6 Olhei atentamente e vi dentro dela quadrúpedes da terra, animais selvagens, répteis e aves do céu. 7 Depois ouvi uma voz que me dizia: ‘Levanta-te, Pedro, mata e come’. 8 Eu respondi: ‘De modo nenhum, Senhor! Porque jamais entrou coisa profana e impura na minha boca’. 9 A voz me disse pela segunda vez: ‘Não chames impuro o que Deus purificou’. 10 Isso repetiu-se por três vezes. Depois a coisa foi novamente levantada para o céu. 11 Nesse momento, três homens se apresentaram na casa em que nos encontrávamos. Tinham sido enviados de Cesareia, à minha procura. 12 O Espírito me disse que eu fosse com eles sem hesitar. Os seis irmãos que estão aqui me acompanharam e nós entramos na casa daquele homem. 13 Então ele nos contou que tinha visto um anjo apresentar-se em sua casa e dizer: ‘Manda alguém a Jope para chamar Simão, conhecido como Pedro. 14 Ele te falará de acontecimentos que trazem a salvação para ti e para toda a tua família’. 15 Logo que comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, da mesma forma que desceu sobre nós no princípio. 16 Então eu me lembrei do que o Senhor havia dito: ‘João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’. 17 Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós que acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Quem seria eu para me opor à ação de Deus?” 18 Ao ouvirem isso, os fiéis de origem judaica se acalmaram e glorificavam a Deus, dizendo: “Também aos pagãos Deus concedeu a conversão que leva para a vida!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 41(42),2.3 e 42(43),3.4 (R. cf. Sl 41(42), 3a)

– Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.

– Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.

– Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!

– A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?

– Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada!

– Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!

Evangelho (Jo 10,11-18 (O Bom Pastor)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 11 “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. 13 Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas. 14 Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15 assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. 16 Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir, escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. 17 É por isso que o Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. 18 Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi do meu Pai”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

4º Domingo da Páscoa | Domingo

4º Domingo da Páscoa | Domingo

Cor Litúrgica: Branco
Primeira Leitura (At 2,14a.36-41) Leitura dos Atos dos Apóstolos. No dia de Pentecostes, 14a Pedro, de pé, no meio dos Onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 36 “Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes”. 37 Quando ouviram isso, eles ficaram com o coração aflito, e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: “Irmãos, o que devemos fazer?” 38 Pedro respondeu: “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar para si”. 40 Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho, e os exortava, dizendo: “Salvai-vos dessa gente corrompida!” 41 Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o batismo. Naquele dia, mais ou menos três mil pessoas se uniram a eles. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.
Responsório Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. cf. 1.2c) – O Senhor é o pastor que me conduz; para as águas repousantes me encaminha. – O Senhor é o pastor que me conduz; para as águas repousantes me encaminha. – O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. – Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado; eles me dão a segurança! – Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda. – Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.
Segunda Leitura (1Pd 2,20b-25) Leitura da Primeira Carta de São Pedro. Caríssimos: 20b Se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isto vos torna agradáveis diante de Deus. 21 De fato, para isto fostes chamados. Também Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos. 22 Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. 23 Quando injuriado, não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava; antes, colocava a sua causa nas mãos daquele que julga com justiça. 24 Sobre a cruz, carregou nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por suas feridas fostes curados. 25 Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas vidas. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.
Evangelho (Jo 10,1-10) Aleluia, Aleluia, Aleluia. – Eu sou o bom pastor, diz o Senhor; eu conheço minhas ovelhas e elas me conhecem a mim. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. -Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 1 “Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6 Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7 Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Anacleto, Papa, Mártir – 26 de Abril

Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Anacleto, Papa, Mártir

Santo do Dia – 26 de Abril

Nossa Senhora do Bom Conselho

Mãe e Guia dos Fiéis · † 26 de Abril

A Aparição

Nossa Senhora do Bom Conselho

Uma das mais belas páginas da iconografia mariana é, sem dúvida alguma, a atraente história da Mãe do Bom Conselho, venerada na cidade de Genazzano, na Itália.

Numa tarde de abril de 1467, essa imagem se deu a conhecer ao mundo, envolta em admirável mistério. Ela veio do alto, do interior de uma nuvem fulgurante, embalada por acordes celestiais. De modo milagroso, o lindo afresco da Virgem, fino como uma casca de ovo e parecendo ter sido pintado a poucos dias, desprendeu-se de seu lugar de origem, em Scútari, na Albânia.

Em seguida, flutuando pelos ares, atravessou grandes distâncias, até repousar junto a uma igreja em ruínas, na pitoresca cidade de Genazzano, perto de Roma. Damos aqui uma especial importância à necessidade imprescindível da devoção à Mãe do Bom Conselho em nossas vidas, pois, estejamos certos de que, a todos os nossos pedidos, Maria — a Mãe do Bom Conselho — de alguma forma nos atenderá.

Conselho que ilumina

A todo o momento somos solicitados a tomar decisões de que dependem nosso futuro, nossas realizações temporais e, sobretudo, nossa santificação e salvação eterna. Nesses instantes, quando não raras vezes nos assaltam dúvidas e inseguranças, é que a voz suave e materna de Maria Santíssima nos fala na alma, dando o bom conselho que nos ilumina e orienta no acertado caminho.

Sim, é a Mãe do Bom Conselho toda feita de ternura e solicitude que nos guia, em meio às incertezas terrenas, ao porto seguro do Céu. Lá haveremos todos de chegar, conduzidos pela sua incansável misericórdia, amparo e bondade infalíveis.

Santo Anacleto, Papa e Mártir

Santo Anacleto — ou Cleto — foi o sucessor de São Lino e terceiro Papa da Igreja de Roma, governando entre os anos 76 e 88. Nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.

Durante onze anos de intensas atividades no trono de São Pedro, viveu uma época de oscilação de paz e perseguição aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano e seus dois filhos sucessores, Tito e Domiciano — período em que os cristãos acreditavam estar próximos do fim do mundo, baseados na pregação de João Evangelista. Foi também durante seu papado que ocorreu a histórica erupção do Vesúvio.

Ordenou 25 sacerdotes em Roma, sancionou a veneração ao túmulo de São Pedro, construindo um monumento sobre a sepultura do apóstolo de Cristo. A ele é atribuída a instauração da “Saudação e Bênção Apostólica” na abertura das mensagens papais. Seus escritos condenam o culto de objetos mágicos e de feitiçaria, e a aceitação de comida oferecida aos deuses pagãos.

Morreu mártir no ano 88, durante as perseguições de Domiciano, e foi sepultado ao lado de São Pedro.

Santo Anacleto, rogai por nós!

Anacleto — Significa “aquele que foi invocado” ou “o solicitado”, “convocado”. Originou-se a partir do grego Anáklētos.

“Gloriosíssima Virgem, escolhida pelo Conselho Eterno para ser Mãe do Verbo Encarnado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, alcançai-me o perdão de meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para operá-la. Amém.”

Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós!

Santo Anacleto — Papa, que construiu o túmulo de São Pedro, instaurou a Bênção Apostólica e morreu mártir pela fé.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de abril:

1

São Cleto (Anacleto)
Papa e mártir. Em Roma. Segundo sucessor do apóstolo São Pedro a presidir à Igreja Romana.

† 88

2

São Primitivo
Mártir. Em Gábi, na Via Prenestina, a trinta milhas da cidade de Roma.

† data inc.

3

São Basileu
Bispo e mártir. Em Amaseia, no Ponto, no território da atual Turquia, no tempo do imperador Licínio.

† c. 322

4

São Ricário
Presbítero. Em ermo da floresta de Crécy, na região de Amiens, na Neustria, atual França. Converteu-se à penitência pela pregação de monges escoceses.

† 645

5

São Pascásio Radberto
Abade no mosteiro de Corbie, na Neustria, hoje na França. Expôs com lucidez e clareza a doutrina do verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor no mistério da Eucaristia.

† 865

6

Santos Guilherme e Peregrino
Eremitas. Em Fóggia, na Apúlia, região da Itália.

† s. XII

7

Beatos Domingos e Gregório
Presbíteros da Ordem dos Pregadores. Em Aragão, Espanha. Percorriam várias povoações anunciando a palavra de Deus, sem ouro nem prata, mendigando o alimento diário.

† s. XIII

8

Santo Estêvão de Perm
Bispo. No mosteiro da Transfiguração, em Moscovo, Rússia. Para evangelizar os Zirianis, inventou um alfabeto para redigir as suas formas literárias e celebrou a liturgia em língua nativa.

† 1396

9

São Rafael Arnaiz Barón
Religioso cisterciense. No mosteiro de São Pedro de Dueñas, em Palência, Espanha. Atingido por grave doença durante o noviciado, suportou com firme paciência a sua precária saúde, confiando sempre em Deus.

† 1938

10

Beato Júlio Junyer Padern
Presbítero salesiano e mártir. Em Montjuic, perto de Gerona, Espanha. Durante a perseguição contra a fé cristã, mereceu alcançar mediante o martírio a glória da vida eterna.

† 1938

11

Beato Estanislau Kubista e Beato Ladislau Goral
Mártires. No campo de concentração de Sachsenhausen, perto de Berlim, Alemanha. Presbítero e bispo que, durante a ocupação da Polônia, defenderam corajosamente a dignidade do homem e da fé.

† 1942

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São Marcos Evangelista, Apóstolo, Mártir – 25 de Abril

São Marcos Evangelista, Apóstolo, Mártir

Santo do Dia – 25 de Abril

São Marcos Evangelista,

Apóstolo e Mártir · † c. 68

O Evangelista

Marcos e Maria viviam em Jerusalém. A sua casa servia de local de reunião dos primeiros cristãos.

Admite-se que o autor do Segundo Evangelho — Marcos — e o primo de Barnabé, de que se fala nos Atos e nas Epístolas, sejam uma só e mesma pessoa. Discípulo de São Paulo, esteve ao seu lado quando este ficou preso em Roma. Foi também discípulo de São Pedro: “a que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho” (1 Pedro 5,13s.).

Santo Irineu, Tertuliano e Clemente de Alexandria atribuem decididamente a Marcos, discípulo e intérprete de São Pedro, o segundo Evangelho. Segundo os críticos modernos, o Evangelho de Marcos foi escrito por volta dos anos 60/70 e dirigido aos cristãos de Roma.

O Evangelho e o Mártir

O Evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de São Pedro, embora tenha sido também assistente de São Paulo e São Barnabé, de quem era sobrinho.

Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio São Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a Eucaristia, e foi nela também que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.

Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa cidade, prestou serviço também a São Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo pedindo que este trouxesse Marcos a Roma para ajudá-lo no apostolado.

Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de São Pedro em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos.

O Martírio

Diz a tradição que São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente em Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram transladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro desde o ano 828.

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

Marcos — Tem origem no latim Marcus, que deriva de Mars, o deus romano da guerra. Significa “relativo a Marte” ou “guerreiro”.

“Oração — Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do seu Santo Evangelho. Amém.”

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

São Aniano — Bispo de Alexandria, primeiro sucessor de São Marcos, que dirigiu a Igreja alexandrina por vinte e dois anos como homem de Deus em todos os sentidos admirável.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de abril:

1
São Marcos
Evangelista. Discípulo e intérprete de São Pedro, reuniu no Evangelho a catequese de São Pedro aos Romanos e fundou a Igreja de Alexandria.

† c. 68

2
São Aniano
Bispo de Alexandria, no Egito. Primeiro bispo desta cidade depois de São Marcos, dirigiu-a durante vinte e dois anos como homem de Deus e em todos os sentidos admirável.

† c. 67

3
Santos Pasícrates e Valenciano
Mártires. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Pela confissão da fé em Cristo como único Deus, submeteram corajosamente a cabeça à espada.

† c. 302

4
São Febádio
Bispo. Em Agen, na Aquitânia, hoje na França. Escreveu um livro contra os arianos e protegeu o seu povo da heresia.

† c. 393

5
Santo Estêvão
Bispo e mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Sofreu muitos ataques dos hereges contrários ao Concílio de Calcedônia e foi precipitado no rio Orontes, onde morreu afogado.

† 479

6
São Clarêncio
Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.

† s. VII

7
Santo Ermino
Abade e bispo. Em Lobbes, no Brabante da Austrásia, território da atual Bélgica. Intensamente aplicado à oração e dotado do espírito de profecia, sucedeu a Santo Usmaro.

† 737

8
Santa Franca
Abadessa. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Decidiu entrar na Ordem Cisterciense e passava frequentemente toda a noite em oração na presença de Deus.

† 1218

9
Beato Bonifácio Valperga
Bispo. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália. Insigne pela sua caridade e humildade.

† 1243

10
Beatos Roberto Anderton e Guilherme Marsden
Presbíteros e mártires. Na ilha de Wight, na Inglaterra. Condenados à morte na perseguição da rainha Isabel I por terem entrado como sacerdotes na Inglaterra e aceitaram com firmeza e paz de alma o martírio.

† 1586

11
São Pedro de São José Betancur
Irmão da Ordem Terceira de São Francisco. Em Antígua, próximo da cidade de Guatemala, na América Central. Dedicou-se a socorrer os órfãos, os mendigos, os jovens incultos e rejeitados, os emigrantes e os condenados a trabalhos forçados.

† 1667

12
São João Piamarta
Presbítero. Em Remedello, na província de Brescia, na Itália. Fundou o Instituto dos Pequenos Artesãos e a Congregação da Sagrada Família de Nazaré, para que os jovens recebessem educação religiosa e aprendizagem de um ofício.

† 1913

13
Beatos André Solá y Molist, José Trindade Rangel Montano e Leonardo Pérez Lários
Mártires. Em Guanato, no México. André era presbítero Claretiano e José era presbítero.

† 1927

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3ª Semana da Páscoa | Sábado

São Marcos, Evangelista | Festa | Sábado

Cor Litúrgica: Branco
Primeira Leitura (1Pd 5,5b-14) Leitura da Primeira Carta de São Pedro. Caríssimos, 5bRevesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes.  6Rebaixai-vos, pois, humildemente, sob a poderosa mão de Deus, para que, na hora oportuna, ele vos exalte.  7Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois é ele quem cuida de vós.  8Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar.  9Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos atingem também os vossos irmãos pelo mundo afora.  10Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna, em Cristo, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros.  11A ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém.  12Por meio de Silvano, que considero um irmão fiel junto de vós, envio-vos esta breve carta, para vos exortar e para atestar que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes.  13A Igreja que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também, Marcos, o meu filho.  14Saudai-vos uns aos outros com o abraço do amor fraterno. A paz esteja com todos vós que estais em Cristo. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.
Responsório Sl 88(89),2-3,6-7,16-17 (R. cf. 2a) – Ó Senhor, eu cantarei, eternamente, o vosso amor. – Ó Senhor, eu cantarei, eternamente, o vosso amor. – Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus. – Anuncia o firmamento vossas grandes maravilhas, e o vosso amor fiel, a assembleia dos eleitos, pois, quem pode, lá nas nuvens ao Senhor se comparar e quem pode, entre seus anjos, ser a ele semelhante? – Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! Exultará de alegria em vosso nome dia a dia, e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.
Evangelho (Mc 16,15-20) Leitura da Primeira Carta de São Pedro. – Aleluia, Aleluia, Aleluia. – É Cristo que anunciamos, Jesus Cristo, o Crucificado, poder e sabedoria de Deus. Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15 e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16 Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17 Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18 se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. 19 Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20 Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

São Fidelis de Sigmaringa, Religioso, Mártir – 24 de Abril

São Fidelis de Sigmaringa, Religioso, Mártir

Santo do Dia – 24 de Abril

São Fidelis de Sigmaringa,

O Advogado dos Pobres · † 1622

O Advogado dos Pobres

Nasceu em 1577, em Sigmaringa, na Alemanha. Estudou na Universidade de Fribourg, na Suíça. Formou-se em Direito e por vários anos exerceu o seu ofício em Colmar, na Alsácia.

Ali era chamado de “o advogado dos pobres”, porque prestava os seus serviços gratuitamente a quem não podia pagar. Aos 34 anos, ingressou no convento dos Capuchinhos de Fribourg e em 1612 tornou-se frade.

A pedido de Gregório XV, foi enviado à Récia (Suíça), a fim de combater a heresia calvinista. Acusado de espionagem ao serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte, que ocorreu em Grusch.

Morto pelos Calvinistas

Dizem que, ferido por um golpe de espada, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração:

“Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem.”

– Senhor Jesus, tende piedade de mim. Santa Maria, Mãe de Jesus, assisti-me.

São Fidelis, rogai por nós!

Fidélis — Significa “digno de fé”, “fiel”, “leal”, “amigo”, “afetuoso”. Tem origem na palavra do latim Fidelis, que quer dizer literalmente “digno de fé”.

“Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Fidélis de Sigmaringa destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Amém.”

São Fidelis de Sigmaringa, rogai por nós!

Santa Maria de Santa Eufrásia Pelletier — Virgem, que, para acolher misericordiosamente as mulheres de má conduta, chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de abril:

1

São Fiel de Sigmaringa
Presbítero e mártir. Era advogado e ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Enviado à Récia (atual Suíça) para consolidar a fé verdadeira, foi massacrado pelos hereges em Seewis, morrendo pela fé católica.

† 1622

2

Santas Maria Cléofas e Salomé
Em Jerusalém. Juntamente com Maria Madalena, ao amanhecer da Páscoa, dirigiram-se ao sepulcro do Senhor para ungir o seu corpo e foram as primeiras a ouvir o anúncio da ressurreição.

s. I

3

Santo Alexandre
Mártir. Em Lião, cidade da Gália, na atual França. Três dias após a paixão de Santo Epipódio, foi arrastado do cárcere, espancado e cravado numa cruz.

† 178

4

Santo Antimo e companheiros
Bispo e mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia. Na perseguição de Diocleciano, uns foram decapitados, outros lançados às chamas, outros afogados no mar.

† 303

5

São Gregório
Bispo de Elvira, na Hispânia Bética. Sua obra «Sobre a fé» é louvada por São Jerônimo.

† s. IV

6

São Deusdado
Diácono e abade. Em Blois, na Gália Lionense, na atual França. Depois de ter vivido como anacoreta, foi guia de vários discípulos que com ele formaram uma comunidade.

† s. VI

7

São Melito
Bispo de Cantuária, na Inglaterra. Enviado como abade pelo papa São Gregório Magno, foi ordenado bispo dos Saxões orientais por Santo Agostinho e depois nomeado para a sede de Cantuária.

† 624

8

São Vilfredo
Bispo de York, Nortumbria, na Inglaterra. Exerceu o ministério durante quarenta e cinco anos e terminou em paz seus dias entre os monges de Ripon.

† 709

9

Santo Egberto
Presbítero e monge. Em Iona, ilha da Escócia. Trabalhou na evangelização da Europa e reconciliou os monges de Iona com o uso romano no cômputo da Páscoa, partindo logo depois para a Páscoa eterna.

† 729

10

São Guilherme Firmato
Eremita. Em Mortain, na Normandia, França. Sendo cônego e médico em Tours, após peregrinação a Jerusalém, passou o resto da vida na solidão.

† 1103

11

Santa Maria de Santa Eufrásia (Rosa Virgínia Pelletier)
Virgem. Em Angers, na França. Para acolher misericordiosamente as mulheres chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor.

† 1868

12

São Bento (Ângelo) Ménni
Presbítero da Ordem de São João de Deus. Em Dinant, na França. Fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus.

† 1914

13

Beata Maria Isabel Hesselblad
Virgem. Em Roma, natural da Suécia. Após longo serviço num hospital, reformou a Ordem de Santa Brígida, dedicando-se à contemplação, à caridade e à união dos cristãos.

† 1957

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