Nossa Senhora do Bom Sucesso!
Nossa Senhora do Bom Sucesso! Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Purificação!
O que é que querem dizer essas três invocações?
O que é que elas falam a respeito da vida de Nossa Senhora?
Precisamos recordar do Menino Jesus… recém nascido. Está deitado no berço dele em Belém e não é difícil imaginar que na noite em que Ele tenha nascido, a noite fosse fria, pelo menos fresca, vivamente fresca.
Nossa Senhora prevendo tudo com o amor que nós podemos imaginar e apesar de Sua pobreza, arranjou pequenas túnicas para pôr nEle, assim que Ele nascesse. E evidentemente dispôs essas túnicas de acordo com as várias temperaturas possíveis, de maneira tal que o Menino Deus não sentisse frio.
Não sei se os Srs. imaginam bem o que pode ser o interior, o íntimo de Nossa Senhora cogitando dessas coisas…
Ela, antes dEle nascer na noite de Natal entrou num êxtase altíssimo — tão razoável — e, durante esse êxtase altíssimo, Ela deu à luz o Menino Jesus.
Então, Nossa Senhora teve um êxtase altíssimo durante esse tempo e, durante esse tempo, nasceu o Menino Deus. Logo depois, o mais alto dos êxtases se interrompeu e Ela teve que cuidar do Menino que podia estar com frio. E olhou para Ele e, pela primeira vez, conheceu a face que tinha sonhado.
Realizada essa etapa, pela lei do Antigo Testamento, as mães que tivessem uma criança deviam, logo que possível, ir ao Templo para apresentar o menino a Deus e se purificarem.
Essa era uma regra que toda boa mãe israelita cumpria. Aliás, linda regra, na qual se espelha a santidade de Deus.
A criança nasce, nasce no meio de perigos. Toda gestação tem perigos. Mas, afinal, ela nasceu. Ó sucesso! Ó sucesso feliz!
A mãe toma a criança e logo que ela, mãe, está melhor, que pode viajar e pode ir ao Templo, vai até o Templo e oferece a Deus aquele menino que é de Deus pois que Deus o criou, para que seja filho de Deus e viva para Deus. A antiga lei tornava isso obrigatório.
O próprio Deus encarnado entra no Templo!
Nossa Senhora era superior à antiga lei. Deus não está sujeito à lei que Ele mesmo fez. O legislador é superior à lei, entra pelos olhos. Então, Ele não era obrigado a ir e Ela não era obrigada a levá-lo ao templo de Jerusalém. Mas Ela quis.
Ela quis por respeito à lei, por respeito à tradição. Era uma lei que para Ela era apenas uma tradição, mas era uma tradição.
E amando esse conceito de tradição, animada pelo intensíssimo amor de Deus que Ela tinha, leva a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade ao Templo de Jerusalém.
Episódio único na história do Templo, é o próprio Deus encarnado que entra no Templo.
Valeria a pena construir um Templo mil vezes mais esplêndido do que aquele para que ali entrasse Deus encarnado.
Era a hora máxima, a hora santa, a hora perfeita.
Pode-se dizer que nesse momento os Anjos todos encheram o templo e se puseram a cantar.
Ela entrou!
As profecias se cumprem!
Tudo estava em ruína. O autor de todas as coisas entra naquelas ruínas espirituais. E aqueles homens de ruína não O perceberam.
Ela cumpre o rito da apresentação e um profeta, Simeão, que era o profeta indicado por Deus para isso, atua para purificá-la, quer dizer, faz o rito com ela e recebendo o Menino nos braços, tem aquele cântico que começa assim:
“Agora, Senhor; deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra, porque os meus olhos viram a vossa salvação”… (Lc 2, 29-30).
Ela ouve encantada aquele homem velho, mas que parecia amarrado à vida por uma promessa que não se tinha cumprido: a promessa de Deus de que ele veria o Messias antes de morrer.
Aquele homem vê o Messias chegar e canta:
“Senhor, agora levai…”
E prevê o futuro daquele Menino, prevê a glória, prevê a cruz.
Diz: “(…) Eis que este (Menino) está posto para ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo da contradição. E uma espada transpassará a tua alma, a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos” (Lc 2, 34-35).
Tu serás pedra de escândalo para que se revelem de muitas almas as cogitações. Mas ao mesmo tempo aclama e diz que Ele é “luz para iluminar as nações, e glória de Israel, teu povo” (Lc 2, 32).
Tudo acumulado.
E uma profetiza, Ana, também canta as glórias dEle. Dois, por inspiração divina, sabem o que até então só São José e Ela sabiam: que aquele era o Filho de Deus.
O que significa aí o comemorar o bom sucesso?
Qual era o bom sucesso?
O que é o sucesso?
Quando é que há um sucesso?
Um sucesso é digno de nota quando se origina de algo que pede cuidado, empenho, dedicação, pede esforço, e dá seu resultado. O sucesso é filho do esforço, da dedicação e do heroísmo.
Nossa Senhora leva ao Templo Aquele que é a prova de que a gestação fora perfeita. Ali estava o Filho de Deus.
Nossa Senhora do Bom Sucesso, no sentido mais largo da palavra, é padroeira de todos aqueles que estão entregues a uma tarefa árdua, que tem uma responsabilidade grande, que tem uma série de coisas difíceis a fazer para chegarem àquele resultado.
Ela é Padroeira de todos aqueles que procuram um bom sucesso para o serviço dEla.
Nossa Senhora do Bom Sucesso dá a entender que Ela abre e fecha os acontecimentos grandiosos, as misérias e as catástrofes na vida dos homens, as vitórias de Deus na História.
Ela traz triunfalmente seu Divino Filho, como quem diz:
“Estou vencendo, mas venço para que Ele vença. Eu sou Rainha, sim, porém o sou porque Ele é o Rei!”
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