10ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

São Barnabé, Apóstolo | Memória | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Vermelho

Primeira Leitura (At 11,21b-26.13,1-3)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 11,21b Muitas pessoas acreditaram no Evangelho e se converteram ao Senhor. 22 A notícia chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia. 23 Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24 É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor. 25 Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26 Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja, e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos. 13,1 Na igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2 Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3 Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 97(98),1.2-3ab.3cd-4.5-6 (R. 2a)

– o Senhor fez conhecer seu poder salvador, e às nações sua justiça.

– o Senhor fez conhecer seu poder salvador, e às nações sua justiça.

– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

– O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

– Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

– Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!

Evangelho (Mt 10,7-13)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Ide ao mundo e ensinai a todas as nações! Eis que eu estou convosco até o fim do mundo!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9 Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10 nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11 Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12 Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13 Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (2Cor 3,15-4,1.3-6)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos, 15 até ao dia de hoje, quando os israelitas leem os escritos de Moisés, um véu cobre o coração deles. 16 Mas, todas as vezes que o coração se converte ao Senhor, o véu é tirado. 17 Pois o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade. 18 Todos nós, porém, com o rosto descoberto, contemplamos e refletimos a glória do Senhor e assim somos transformados à sua imagem, pelo seu Espírito, com uma glória cada vez maior. 4,1 Não desanimamos no exercício deste ministério que recebemos da misericórdia divina. 3 E se o nosso evangelho está velado, é só para aqueles que perecem que ele está velado. 4 O deus deste mundo cegou a inteligência desses incrédulos, para que eles não vejam a luz esplendorosa do evangelho da glória de Cristo que é a imagem de Deus. 5 De fato, não nos pregamos a nós mesmos, pregamos a Jesus Cristo, o Senhor. Quanto a nós, apresentamo-nos como servos vossos, por causa de Jesus. 6 Com efeito, Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz”, é o mesmo que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para tornar claro o conhecimento da sua glória na face de Cristo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 84(85),9ab-10.11-12.13-14 (R. cf. 10b)

– A glória do Senhor habitará em nossa terra.

– A glória do Senhor habitará em nossa terra.

– Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. 

– A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

– O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. 

 

Evangelho (Mt 5,20-26)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22 Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26 Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

São Barnabé, Apóstolo, Mártir – 11 de Junho

São Barnabé, Apóstolo, Mártir

Santo do Dia – 11 de Junho

São Barnabé,

Apóstolo, Missionário e Mártir · † 61

O Apóstolo

São Bernabé À exceção dos Doze Apóstolos e de São Paulo, é tido como o mais estimado missionário da primeira geração cristã. Saindo da sua habitual reserva, São Lucas se refere a ele com estima e a sua fama e áurea de santidade advém do fato de ser um grande pregador, de ter um excelente coração e de não ter preconceitos relativamente aos judeus, para além de ter tido a percepção do valor que São Paulo teria para a Igreja Cristã.

Barnabé, levita natural de Chipre, um dos 72 discípulos do Senhor, é mencionado com frequência e elogiosamente nos Atos dos Apóstolos. Era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa “filho da consolação”, devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o “filho da exortação”.

Vendeu seus bens para seguir a Cristo

Uma tradição tardia relembrada por Clemente da Alexandria e Eusébio sugere que São Barnabé seria um dos setenta discípulos, mas os Atos sugerem que se teria convertido ao cristianismo pouco depois do Pentecostes (29 ou 30 d. C.), vendendo os seus bens e dedicando a sua vida a Cristo. Quando os apóstolos em Jerusalém ouviram falar de sua generosidade e devoção, reconheceram nele o espírito genuíno do evangelho.

Apresentador de Paulo aos Apóstolos

Foi quem apresentou Saulo, depois Paulo, aos Apóstolos e foi com ele encarregado de pregar em Antioquia, na Síria, para onde levaram Marcos, o futuro Evangelista. Depois de consolidada, a Igreja de Antioquia sentiu-se inspirada pelo Espírito Santo a enviar como missionários Barnabé e Paulo para evangelizar os não crentes.

Missionário com Paulo

Partiram, juntamente com Marcos, para Chipre, a terra natal de Barnabé, que foi a primeira terra a ser evangelizada, passando depois a toda a Ásia Menor, onde em alguns locais terão sido violentamente perseguidos pelos judeus. Um dos episódios mais marcantes desta jornada foi em Lystra, onde os Apóstolos, tendo curado um homem, foram tomados por Mercúrio e Júpiter e a custo impediram que um boi lhes fosse sacrificado.

Apesar das perseguições, Barnabé e Paulo converteram muitos gentios, fundando igrejas e ordenando sacerdotes, antes de voltarem para Antioquia, na Síria. Nesta cidade, o seu trabalho de evangelização foi ameaçado por pregadores vindos de Jerusalém que diziam que a circuncisão era necessária para a salvação divina. Dando-se conta de que esta doutrina seria prejudicial ao seu trabalho, Barnabé e Paulo dirigiram-se a Jerusalém para a combater. Reuniram-se então com os Apóstolos mais velhos no Concílio de Jerusalém (47-51 d. C.), a decisão foi-lhes favorável.

O Martírio

Segundo uma antiga tradição, Barnabé pregava na sinagoga da Salamina quando foi interrompido por uma multidão de judeus fanáticos. O apóstolo foi sequestrado, levado para fora da cidade e apedrejado no ano de 61. Entretanto existe uma outra, tão antiga quanto esta, que narra Barnabé pregando em Alexandria e em Roma, e que diz, ainda, que teria sido consagrado o primeiro Bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje. Seja qual for o lugar exato de sua morte, o que é certo é que Barnabé derramou seu sangue pela fé cristã, comprovando com o martírio a profunda convicção que sempre manteve no Cristo. São Barnabé, Apóstolo, rogai por nós! Barnabé — Significa “filho da consolação”, “filho da exortação” ou “filho do profeta”. Tem origem em Bar Nabid, que surgiu do aramaico bar (filho) e nabi (profeta ou consolador). O nome foi-lhe dado pelos apóstolos em razão de seu dom maravilhoso de acalmar e consolar os aflitos, tornando-se verdadeiro instrumento da consolação divina.

“Oração – Ó Deus que nos destes em São Barnabé um apóstolo de excelente coração e de grande generosidade, concedei-nos que, seguindo o seu exemplo, saibamos sempre consolar aos aflitos e defender a verdade da vossa Igreja. Amém.”

São Barnabé, rogai por nós!

Santa Paula Frassinétti — Virgem, que, superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 11 de junho:

1
São Barnabé Apóstolo e Mártir. Levita natural de Chipre, um dos 72 discípulos do Senhor, missionário juntamente com São Paulo, foi apedrejado em Salamina por pregar a fé cristã.
† 61
2
São Máximo Bispo em Nápoles, na Campânia, região da Itália. Foi mandado para o exílio pelo imperador Constâncio por causa da fé nicena, onde, consumido pelas tribulações, morreu como confessor da fé.
† s. IV
3
São Remberto Bispo de Hamburgo e de Bremen, em Bremen, na Saxônia, atual Alemanha. Fiel discípulo e sucessor de Santo Óscar, expandiu o seu ministério até as terras da Dinamarca e da Suécia.
† 888
4
São Bardão Bispo em Mogúncia, na Francônia, atual Alemanha. Depois de ser abade de Heresfeld, foi elevado à sede episcopal e trabalhou excelentemente pela sua Igreja com incansável solicitude pastoral.
† 1051
5
Santa Alaíde Virgem da Ordem Cisterciense. No mosteiro de La Cambre, próximo de Bruxellas, no Brabante, atual Bélgica. Atingida pela lepra aos vinte e dois anos, suportou com paciência a marginalização.
† 1250
6
São Páris Presbítero da Ordem Camaldulense. Em Treviso, no Véneto, região da Itália. Durante setenta e sete anos, ajudou as monjas com salutares conselhos de vida espiritual e morreu depois dos cento e oito anos de idade.
† 1267
7
Beata Iolanda Abadessa. Em Gniezno, na Polônia. Depois da morte do esposo, o duque Boleslau Pio, renunciando às riquezas terrenas, professou a vida monástica com sua filha na Ordem de Santa Clara.
† 1298
8
Beato Estêvão Bandélli Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália. Eminente na pregação e assíduo no ministério das confissões.
† 1450
9
São João de São Facundo González de Castrillo Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Salamanca, na Espanha. Restaurou a concórdia entre os cidadãos, agitados em conflitos cruentos, com os seus conselhos particulares e a santidade da sua vida.
† 1479
10
Santa Rosa Francisca Maria das Dores Virgem (Maria Rosa Molas Vallvé). Em Tortosa, na Espanha. Transformou uma associação de piedosas mulheres na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, destinada ao serviço dos atribulados.
† 1876
11
Santa Paula Frassinétti Virgem. Em Roma. Superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs, dirigindo-a com grande fortaleza de alma.
† 1882
12
Beata Maria Schininá Virgem. Em Ragusa, na Sicília, região da Itália. Optou por viver com grande humildade e simplicidade para tratar os enfermos, os abandonados e os pobres, fundando o instituto das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus.
† 1910
13
Beato Inácio Maloyan Bispo de Mardin dos Armenos e mártir. Em Kara-Kenpru, cidade próxima de Diyarbakir, na Turquia. Durante o genocídio dos cristãos, tendo recusado abraçar uma religião diversa, foi fuzilado alcançando a felicidade da paz eterna.
† 1915
14
Hildegarda Burjan Mãe de família. Em Viena, na Áustria. Convertida do judaísmo ao catolicismo, fundou a organização feminina Cáritas Socialis, destinada a várias obras de assistência social e caritativo.
† 1933

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

À exceção dos Doze Apóstolos e de São Paulo, é tido como o mais estimado missionário da primeira geração cristã. Saindo da sua habitual reserva, São Lucas se refere a ele com estima e a sua fama e áurea de santidade advém do fato de ser um grande pregador, de ter um excelente coração e de não ter preconceitos relativamente aos judeus, para além de ter tido a percepção do valor que São Paulo teria para a Igreja Cristã, quando defendeu e apoiou a veracidade da sua conversão. Barnabé, levita natural de Chipre, um dos 72 discípulos do Senhor, é mencionado com frequência e elogiosamente nos Atos dos Apóstolos. Teria vendi seus para seguir a Cristo Uma tradição tardia relembrada por Clemente da Alexandria e Eusébio sugere que São Barnabé seria um dos setenta discípulos, mas os Atos sugerem que se teria convertido ao cristianismo pouco depois do Pentecostes (29 ou 30 d. C.), vendendo os seus bens e dedicando a sua vida a Cristo.

Filho da Consolação

Era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa “filho da consolação”, devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o “filho da exortação”.

Foi quem apresentou Paulo aos Apóstolos

Foi quem apresentou Saulo, depois Paulo, aos Apóstolos (Act IX, 27) e foi com ele encarregado de pregar em Antioquia, na Síria, para onde levaram Marcos, o futuro Evangelista. Depois de consolidada, a Igreja de Antioquia sentiu-se inspirada pelo Espírito Santo a enviar como missionários Barnabé e Paulo para evangelizar os não crentes. Missionário com Paulo Partiram, juntamente com Marcos, para Chipre, a terra natal de Barnabé, que foi a primeira terra a ser evangelizada, passando depois a toda a Ásia Menor, onde em alguns locais terão sido violentamente perseguidos pelos judeus. Um dos episódios mais marcantes desta jornada foi em Lystra, onde os Apóstolos, tendo curado um homem, foram tomados por Mercúrio e Júpiter e a custo impediram que um boi lhes fosse sacrificado. A multidão, instigada pelos judeus, atacou-os posteriormente, tendo Paulo sido gravemente ferido.

Participou do Concílio de Jerusalém

Apesar das perseguições, Barnabé e Paulo converteram muitos gentios, fundando igrejas e ordenando sacerdotes, antes de voltarem para Antioquia, na Síria. Nesta cidade, o seu trabalho de evangelização foi ameaçado por pregadores vindos de Jerusalém que diziam que a circuncisão era necessária para a salvação divina, mesmo para os gentios. Dando-se conta de que esta doutrina seria prejudicial ao seu trabalho, Barnabé e Paulo dirigiram-se a Jerusalém para a combater. Reuniram-se então com os Apóstolos mais velhos no Concílio de Jerusalém (47-51 d. C.), a decisão foi-lhes favorável, para além de terem recebido uma recomendação para o seu trabalho. Não se sabe dados de sua morte Segundo uma antiga tradição, Barnabé pregava na sinagoga da Salamina quando foi interrompido por uma multidão de judeus fanáticos. O apóstolo foi sequestrado, levado para fora da cidade e apedrejado no ano de 61. Entretanto existe uma outra, tão antiga quanto esta, que narra Barnabé pregando em Alexandria e em Roma, e que diz, ainda, que teria sido consagrado o primeiro Bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje.

São Barnabé, Apóstolo, rogai por nós!

Oração – Amigo de missionários e Apóstolos, me guie pelo caminho da fé.

Barnabé: Significa “filho do profeta”, “filho da consolação” ou “filho da exortação”. Tem origem em bar nabid, que significa “filho do profeta”, “filho da consolação” ou “filho da exortação”
Com Santa Paula Frassinétti, virgem, que, superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 11 2. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, São Máximo, bispo, que foi mandado para o exílio pelo imperador Constâncio por causa da fé nicena, onde, consumido pelas tribulações, morreu como confessor da fé.(† s. IV) 3. Em Bremen, na Saxônia, na atual Alemanha, São Remberto, bispo de Hamburgo e de Bremen, fiel discípulo e sucessor de Santo Óscar (ou Anscário), que expandiu o seu ministério até as terras da Dinamarca e da Suécia e, no tempo da invasão dos Normandos, se dedicou à libertação dos cristãos cativos.(† 888) 4. Em Mogúncia, cidade da Francônia, também na atual Alemanha, São Bardão, bispo, que, depois de ser abade de Heresfeld, foi elevado à sede episcopal e trabalhou excelentemente pela sua Igreja com incansável solicitude pastoral.(† 1051) 5. No mosteiro de La Cambre, próximo de Bruxellas, no Brabante, na atual Bélgica, Santa Alaíde, virgem da Ordem Cisterciense, que, atingida pela lepra aos vinte e dois anos de idade, foi constrangida a uma vida marginada e, nos últimos anos da sua vida, perdeu a vista e nem um só membro do corpo ficou são, excepto a língua para cantar os louvores de Deus.(† 1250) 6. Em Treviso, no Véneto, região da Itália, São Páris, presbítero da Ordem Camaldulense, que, durante setenta e sete anos, ajudou as monjas com salutares conselhos de vida espiritual e morreu depois dos cento e oito anos de idade.(† 1267) 7. Em Gniezno, na Polônia, a Beata Iolanda, abadessa, que, depois da morte do esposo, o duque Boleslau Pio, renunciando às riquezas terrenas, professou a vida monástica com sua filha na Ordem de Santa Clara.(† 1298) 8. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália, o Beato Estêvão Bandélli, presbítero da Ordem dos Pregadores, eminente na pregação e assíduo no ministério das confissões.(† 1450) 9. Em Salamanca, na Espanha, São João de São Facundo González de Castrillo, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que restaurou a concórdia entre os cidadãos, agitados em conflitos cruentos, com os seus conselhos particulares e a santidade da sua vida.(† 1479) 10. Em Tortosa, na Espanha, Santa Rosa Francisca Maria das Dores (Maria Rosa Molas Vallvé), virgem, que transformou uma associação de piedosas mulheres na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, destinada ao serviço dos atribulados.(† 1876) 11. Em Roma, Santa Paula Frassinétti, virgem, que, superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs, dirigindo-a com grande fortaleza de alma, benevolente suavidade e enérgica atividade.(† 1882) 12. Em Ragusa, na Sicília, região da Itália, a Beata Maria Schininá, virgem, que optou por viver com grande humildade e simplicidade para tratar os enfermos, os abandonados e os pobres, e fundou o instituto das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, destinado a prestar auxílio a todo o género de miséria.(† 1910) 13. Em Kara-Kenpru, cidade próxima de Diyarbakir, na Turquia, o Beato Inácio Maloyan, bispo de Mardin dos Armenos e mártir durante o genocídio dos cristãos, perpetrado naquela região pelos perseguidores da fé. Tendo recusado abraçar uma religião diversa do cristianismo, depois de consagrado o pão para alimento espiritual do grupo dos companheiros de prisão, foi fuzilado juntamente com outros inúmeros cristãos, alcançando pelo derramamento do seu sangue a felicidade da paz eterna.(† 1915) 14. Em Viena, na Áustria, Hildegarda Burjan, mãe de família, que, convertida do judaísmo ao catolicismo, fundou a organização feminina Cáritas Socialis, destinada a várias obras de assistência social e caritativo.(† 1933)

Santo Anjo de Portugal – 10 de Junho

Santo Anjo da Guarda de Portugal, o Anjo da Paz

Santo do Dia – 10 de Junho

Santo Anjo da Guarda,

O Anjo da Paz de Portugal · Celebrado em 10 de Junho

O Guardião Celestial

A devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga em Portugal, porém ganhou incremento especial com as aparições do Anjo em Fátima aos pastorinhos. Portugal é a única nação que possui um anjo da guarda como seu padroeiro, reconhecimento que data da antiguidade medieval. Este celeste protetor tem a missão especial de velar pela fé, pela paz e pela proteção espiritual de todo o povo português.

Primeira aparição

Na primavera de 1916, enquanto as três crianças – Lúcia dos Santos, Francisco Marto e Jacinta Marto – pastoreavam junto à Loca do Cabeço em Fátima, apareceu-lhes um jovem de aproximadamente 14 ou 15 anos, mais branco que a neve. Com uma presença radiante e uma voz suave, apresentou-se: “Não temais, sou o Anjo da Paz. Orai comigo”. Este primeiro encontro marcaria profundamente o curso da história religiosa de Portugal e do mundo católico.

O anjo ensinou-lhes uma oração que acompanharia os pastorinhos para toda a vida: “Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam”. As crianças recitaram esta oração três vezes, prostradas com o rosto ao chão, enquanto o anjo as abençoava com suas palavras consoladoras: “Os corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz de vossas súplicas”.

segunda aparição

A segunda aparição ocorreu num dia de verão, no quintal da casa de Lúcia, junto ao Poço do Arneiro. As crianças brincavam quando novamente o anjo se manifestou, dizendo-lhes: “Que fazeis? Orai, orai muito. Os corações santíssimos de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia”. Foi neste momento que o anjo revelou sua identidade plena: “Eu sou o Anjo da vossa guarda, o Anjo de Portugal”.

terceira aparição

Na terceira aparição, no outono do mesmo ano de 1916, novamente na Loca do Cabeço, o Anjo da Eucaristia apresentou-se aos pastorinhos com uma hóstia e um cálice. Ensinou-lhes uma oração ainda mais profunda, que encerra a essência da mensagem de Fátima: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os sacrários da Terra. Em reparação aos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido, e pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”.

Mensageiro da Paz e Protetor

O Anjo da Paz preparou os corações dos pastorinhos para receber Maria Santíssima em suas aparições posteriores. Sua missão de conduzir as crianças à oração e à penitência as fortaleceu espiritualmente para testemunhar os mistérios do Céu. Como protetor de Portugal, este anjo continua velando pela nação, intercedendo pela conversão dos pecadores e pela manutenção da fé católica no coração do povo português.

A festa litúrgica do Santo Anjo da Guarda de Portugal é celebrada a 10 de junho, data que coincide com o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Esta coincidência não é casual, mas sublinha a ligação profunda entre a identidade nacional portuguesa e a proteção espiritual oferecida pelo Santo Anjo. O Papa Pio XII aprovou oficialmente a comemoração do Anjo de Portugal no Calendário Litúrgico português.

Anjo da Guarda de Portugal — A palavra “Anjo” vem do latim “Angelus”, que significa “mensageiro”. Portugal, ao eleger um Anjo como seu padroeiro celeste, reconhece sua condição de nação mensageira da fé cristã. Este título distingue Portugal como povo sob proteção angelical especial, único entre as nações cristãs.

“Anjo da Paz, fostes tu que levastes a mensagem do amor ao sacrifício oferecido a Deus aos pastorinhos, e a partir disso, eles estiveram prontos para receber a presença de Maria e para cumprir a missão que o Senhor lhes iria designar. Assim, peço-te também: fortalece o meu coração a fim de que se sacrifique por amor e pela reparação do mundo inteiro, e concede-me ter todo o meu ser aberto às mensagens que o céu me quiser trazer. Amém!”

Santo Anjo da Guarda de Portugal, rogai por nós!

Nossa Senhora de Fátima — Mãe de Deus, que apareceu aos pastorinhos após as preparações do Anjo da Paz, confiando a eles mensagens de oração, penitência e reparação para salvação do mundo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 10 de junho:

1

Santo Anjo da Guarda de Portugal
Protetor Celestial. Em Fátima, Portugal. Apareceu aos três pastorinhos em 1916, preparando-os para receber as mensagens de Maria Santíssima e ensinando-lhes orações de profunda reparação e sacrifício.

1916

2

São Censúrio
Bispo. Em Auxerre, atualmente na França. Prelado e confessor que trabalhou pela propagação da fé na Gália romana durante os primeiros séculos da Igreja.

s. II-III

3

Santo Ithamar
Bispo. Na Inglaterra. Segundo bispo de Rochester, notável pela santidade de vida e pela fidelidade ao ensinamento dos Apóstolos transmitido pela Igreja.

† 686

4

Santo Aicardo
Abade. No Mosteiro de Saint-Philibert, na Normandia, região da França. Notável reformador monástico que trabalhou pela observância regular e pela espiritualidade cenobítica.

† 875

5

Santo Laurance
Abade. Em Canterbury, na Inglaterra. Fundador e primeiro abade de um importante mosteiro, trabalhador infatigável pela instrução e pela santificação de muitos religiosos.

† 619

6

Beato Gonçalo Dias
Mártir. Em Goa, Índia. Dominicano português que derramou seu sangue na propagação da fé cristã nas terras indianas.

† 1583

7

Beato Nuno de Santa Maria
Presbítero. Em Portugal. Religioso carmelita cuja vida foi dedicada à oração, à contemplação e à guia espiritual de almas.

† 1622

8

Beata Margarida Maria Alacoque
Virgem. Em Paray-le-Monial, na Borgonha, França. Visionária do Sagrado Coração de Jesus, foi instrumento da devoção do Coração Divino tão cara à piedade católica.

† 1690

9

Santo Maurício da Saxônia
Príncipe. Na Alemanha. Nobre que renunciou ao poder temporal para dedicar-se ao serviço de Deus em vida monástica.

† 1082

10

Beato João de Salerno
Presbítero. Na Itália. Dominicano cuja vida foi consagrada ao apostolado, à pregação e à direção de almas no caminho da perfeição cristã.

† 1242

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Os anjos, que fazem parte do mundo invisível

Os anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a ação criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos.

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga. Tomou, porém, incremento especial com as aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorzinhos. Pio XII mandou inserir esta comemoração no Calendário Litúrgico português.

Santo Anjo de Portugal, velai por nossas vidas!

Oração – Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam”

Com São Landerico, Bispo, que, segundo consta, vendeu as alfaias sagradas para socorrer os pobres em tempo de fome e edificou um hospital junto da igreja catedral.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

10/6

2. Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França, São Censúrio, bispo.(† s. V)

3. Em Paris, na Nêustria, atualmente também na França, São Landerico, bispo, que, segundo consta, vendeu as alfaias sagradas para socorrer os pobres em tempo de fome e edificou um hospital junto da igreja catedral.(† c. 656)

4. Em Rochester, na Inglaterra, Santo Itamar, bispo, que foi o primeiro natural da região de Cantuária a ser chamado para a ordem episcopal e resplandeceu pela sua erudição e santidade de vida.(† c. 666)

5. Em Dobrow, Polônia, São Bogumilo, bispo de Gniezno, renunciando à sede episcopal, ali seguiu a vida eremítica em suprema austeridade.(† 1182)

6. Em Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Diana de Andaló, virgem, que, superando todas as oposições da família, na presença do próprio São Domingos fez o voto de vida claustral e ingressou no mosteiro de Santa Inês por ela fundado.(† 1236)

7. Em Treviso, cidade do Véneto, região da Itália, o Beato Henrique de Bolzano, que, sendo carpinteiro e inculto, dava tudo aos pobres e, apesar da sua deficiência física, partilhava com os outros mendigos a precária esmola que ele mendigava.(† 1315)

8. Em Budapest, Hungria, passamento do Beato João Domínici, bispo de Dubrovnik, depois da peste negra, restaurou a observância nos conventos da Ordem dos Pregadores na Itália e, enviado para a Boêmia e Hungria a fim de impugnar a pregação de João Hus, morreu nesta cidade.(† 1419)

9. Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Tomás Green, presbítero, e Gualter Pierson, monge da Cartuxa desta cidade, que, por se oporem ao rei Henrique VIII na sua pretensão de assumir a suprema jurisdição sobre os direitos eclesiásticos, foram metidos num sórdido cárcere, onde, consumidos pela fome e a doença, encontraram a morte gloriosa.(† 1537)

10. Em Moerzeke-lez-Termonde, perto de Gand, na Bélgica, o Beato Eduardo Poppe, presbítero, que, apesar das adversidades do seu tempo, com os seus escritos e a sua pregação promoveu na Flandres a formação cristã e o culto da Eucaristia.(† 1924)

11. Em Ratisbona, na Alemanha, o Beato Eustáquio Kugler, religioso da Ordem Hospitaleira de São João de Deus.(† 1946)

São José de Anchieta – 09 de Junho

São José de Anchieta

Santo do Dia – 09 de Junho

São José de Anchieta

São José de Anchieta,

Apóstolo do Brasil · † 1597

O Jesuíta

São José De Anchieta Era natural das Ilhas Canárias, na Espanha, onde nasceu em 1534. Aos quatorze anos, movido pelo desejo de aprofundar seus conhecimentos, José mudou-se para Portugal, ingressando na prestigiosa Universidade de Coimbra para estudar Letras e Filosofia.

Foi em Coimbra que teve o primeiro encontro com a Companhia de Jesus e testemunhou a inspiração deixada pelo grande missionário São Francisco Xavier. Aos dezessete anos, diante de uma imagem de Nossa Senhora, José fez um voto solene de abandonar tudo para servir a Deus. Ingressou noviciado exigente aos 17 anos e, apesar de sua saúde frágil, fez seus votos de castidade, pobreza e obediência em 1553, consagrando-se totalmente à ordem jesuíta.

Chamado à Missão

Inspirado pelas cartas dos missionários jesuítas que vinham do Oriente, José de Anchieta sentiu o chamado para servir nos confins do mundo. Aos dezenove anos, em 1551, deixou Portugal e embarcou rumo à Terra de Santa Cruz, o Brasil, onde deveria dedicar sua vida inteira à evangelização dos povos nativos. Serei instrumento da Divina Providência! Assim afirmava com ardor o jovem missionário, pronto para enfrentar as dificuldades da missão. Chegando ao Brasil, Anchieta iniciou um trabalho devoto e frutuoso. Aprendeu com dedicação os idiomas nativos, entendendo que a verdadeira evangelização exigia comunicação autêntica com os povos. Utilizava particularidades locais, dramatizações e poesias para transmitir os preceitos cristãos, tornando-se amado pelos indígenas.

Apóstolo do Brasil

Em 1566, aos trinta e dois anos, José de Anchieta foi ordenado sacerdote. Seu compromisso com a missão intensificou-se ainda mais. Como um verdadeiro peregrino, viajou por diversos lugares, fundando escolas e cidades, ensinando e aprendendo com o povo. Juntamente com seus companheiros jesuítas, fez grande oposição aos abusos cometidos pelos colonizadores portugueses contra os nativos. Em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, cargo que exerceu até 1585, consolidando a presença jesuíta em terras brasileiras. José de Anchieta era também um homem de letras. Chamado pelos companheiros de “canarinho” pelo seu gosto em declamar poesias, escreveu diversos autos e poemas sobre a vida de Cristo. Seu célebre “Poema à Virgem”, composto quando fez-se refém em defesa da paz, permanece como testemunho de sua devoção e talento literário. Muitos de seus escritos são de grande relevância para toda a história do Brasil. Milagres, curas e dons espirituais são abundantemente atribuídos a esse santo que viveu sua missão em intensa oração e comunhão com o Espírito Santo, na companhia constante da Virgem Maria.

Canonização

Após mais de três séculos de sua morte, reconhecendo seu legado extraordinário, José de Anchieta foi beatificado em 22 de junho de 1980, pelo Papa João Paulo II. Posteriormente, no dia 3 de abril de 2014, foi declarado santo por decreto assinado pelo Papa Francisco, tornando-se assim um dos poucos brasileiros a alcançar essa honra máxima na Igreja Católica. Considerado o “Apóstolo do Brasil”, sua canonização reconhece a magnitude de seu trabalho missionário e seu impacto duradouro na formação espiritual de um povo. São José de Anchieta, rogai por nós! José — Tem origem hebraica (Yosef) e significa “aquele que acrescenta” ou “Deus acrescenta”. O missionário recebeu esse nome porque nasceu no dia 19 de março, data em que a Igreja Católica celebra o Dia de São José. Representa a plenitude de Deus em nossas vidas.

“Oração – Ó Deus que iluminastes São José de Anchieta para evangelizar os povos do Brasil, concedei-nos seu espírito de dedicação e amor missionário. Que possamos ser, como ele, instrumentos de vossa providência. Amém.”

São José de Anchieta, rogai por nós!

Santo Efrém — Diácono e doutor da Igreja, mestre da pregação sagrada e fundador de uma escola teológica em Edessa. Chamado a cítara do Espírito Santo pelos hinos e ensinamentos que compôs.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 09 de Junho:

1
Santo Efrém Diácono e doutor da Igreja. Em Edessa, no Osroene, atual Turquia. Exerceu o ministério da pregação e ensino da doutrina sagrada, após refugiar-se quando os Persas invadiram sua pátria Nísibe, onde estabeleceu uma escola teológica de grande importância.
† 378
2
Santos Primo e Feliciano Mártires. Na Via Nomentana, a quinze milhas de Roma, no lugar chamado “Ad Arcas”. Deram suas vidas pelo testemunho de Cristo.
data inc.
3
São Diomedes Mártir. Em Niceia, na Bitínia, atual İznik, na Turquia. Confessou corajosamente a fé em Cristo até o derramamento de sangue.
data inc.
4
São Vicente Mártir. Em Vernemet, no território de Agen, na Aquitânia, atual França. Consumou seu martírio pelo nome de Cristo durante uma festa pagã dos gentios em honra do sol.
s. IV in.
5
São Maximiano Bispo. Em Siracusa, na Sicília, região da Itália. Mencionado frequentemente pelo Papa São Gregório Magno por suas virtudes e santidade.
† 594
6
São Colomba ou Colum Cille Presbítero e abade. Em Iona, ilha da Escócia. Natural da Irlanda, fundou vários mosteiros insignes pela observância religiosa e cultura literária, até que, ancião, esperou serenamente seu último dia diante do altar.
† 597
7
São Ricardo Bispo. Em Ândria, na Apúlia, região da Itália. Natural da Inglaterra, celebrado por sua virtude e piedade, acolheu condignamente as relíquias dos santos Erasmo e Ponciano.
s. XII f.
8
Beato Roberto Salt Mártir e monge da Cartuxa. Em Londres, na Inglaterra. Pela fidelidade à Igreja, foi detido no cárcere de Newport durante a perseguição de Henrique VIII, onde morreu de fome.
† 1537
9
São José de Anchieta Presbítero da Companhia de Jesus. Em Retiriba, no Brasil. Natural das Ilhas Canárias, consagrou-se intensa e frutuosamente durante quase todo o tempo de sua vida ao trabalho missionário no Brasil.
† 1597
10
Beato José Imbert Presbítero e mártir da Companhia de Jesus. Ao largo de Rochefort, na França. Nomeado vigário apostólico de Molins pelo Papa Pio VI, foi encerrado num barco-prisão durante a Revolução Francesa, onde morreu contagiado por infecção mortal.
† 1794
11
Beata Ana Maria Taigi Mãe de família. Em Roma. Maltratada pela violência do esposo, perseverou fielmente cuidando dele e ocupando-se da educação de sete filhos, sem omitir solicitude espiritual e material pelos pobres e doentes.
† 1837
12
Beato Luís Boccardo Presbítero da diocese de Turim. Em Turim, na Itália. Fundador do Instituto das Filhas de Jesus Rei, dedicou-se à formação espiritual e educação cristã.
† 1936
13
Beato Marcelo Callo Mártir jesuíta. Catequista polonês que se dedicou à evangelização durante períodos de perseguição religiosa. Recusou renunciar sua fé e foi levado ao martírio.
† 1940
14
Santo Norberto Fundador da Ordem dos Premonstrenses. Apóstolo da Renânia e reformador espiritual que pregava a pobreza evangélica e a comunhão fraternal entre os religiosos.
† 1134

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Espanhol de nascimento

São José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534, em São Cristóvão da Laguna, na Espanha.

Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de “canarinho”.

Consagrou-se aos  16 anos

Aos dezessete anos fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

Em 1553, entrou para a Companhia de Jesus. Em 1554, chegou ao Brasil, na cidade de São Paulo, junto com o padre Manoel da Nóbrega. Além de evangelizar, escreveu uma gramática tupiguarani. Também dirigiu a Província da Companhia de Jesus.

O Apóstolo do Brasil

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o “Apóstolo do Brasil”.

Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980. E, canonizado, no dia 3 de abril de 2014. A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

dia 9

1.  Santo Efrém, diácono e doutor da Igreja, que exerceu o ministério da pregação e do ensino da doutrina sagrada primeiramente em Nísibe, sua pátria; depois, refugiando-se com os seus discípulos em Edessa, no Osroene, hoje na Turquia, após a invasão de Nísibe pelos Persas, aí estabeleceu os fundamentos de uma escola teológica. Consagrou-se ao ministério com a palavra e com os escritos e tornou-se tão célebre pela sua austeridade de vida e doutrina espiritual, que mereceu, pelos excelentes hinos que compôs, ser chamado a cítara do Espírito Santo.(† 378)

2. Na Via Nomentana, a quinze milhas de Roma, no lugar chamado “Ad Arcas”, os santos Primo e Feliciano, mártires.(† data inc.)

3. Em Niceia, na Bitínia, hoje İznik, na Turquia, São Diomedes, mártir.(† data inc.)

4. Em Vernemet, no território de Agen, na Aquitânia, hoje na França, São Vicente, mártir, que, segundo a tradição, consumou o seu martírio pelo nome de Cristo durante uma festa pagã dos gentios em honra do sol.(† s. IV in.)

5. Em Siracusa, na Sicília, região da Itália, São Maximiano, bispo, que é mencionado frequentemente pelo papa São Gregório Magno.(† 594)

6. Em Iona, ilha da Escócia, São Colomba ou Colum Cille, presbítero e abade, natural da Irlanda e instruído nos preceitos monásticos, que fundou na sua pátria e depois em Iona vários mosteiros insignes pela observância religiosa e pela cultura literária, até que, já ancião, esperou serenamente o seu último dia e diante do altar descansou no Senhor.(† 597)

7. Em Ândria, na Apúlia, região da Itália, São Ricardo, bispo, natural da Inglaterra e célebre pela sua virtude, que acolheu condignamente as relíquias dos santos Erasmo e Ponciano.(† s. XII f.)

8. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Roberto Salt, mártir, monge da Cartuxa desta cidade, que, pela fidelidade à Igreja firmemente conservada contra o rei Henrique VIII, foi detido no cárcere de Newport, onde morreu de fome.(† 1537)

9. Em Retiriba, no Brasil, São José de Anchieta, presbítero da Companhia de Jesus, natural das Ilhas Canárias, que se consagrou intensa e frutuosamente durante quase todo o tempo da sua vida ao trabalho missionário no Brasil.(† 1597)

10. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato José Imbert, presbítero e mártir, da Companhia de Jesus, que, durante a Revolução Francesa, foi nomeado pelo papa Pio VI vigário apostólico de Molins e, encerrado num barco-prisão em ódio à Igreja, aí morreu contagiado por uma infecção mortal.(† 1794)

11. Em Roma, a Beata Ana Maria Taigi, mãe de família, que, maltratada pela violência do esposo, perseverou fielmente a cuidar dele e a ocupar-se da educação dos sete filhos, sem omitir nunca a solicitude espiritual e material pelos pobres e doentes.(† 1837)

12. Em Turim, na Itália, o Beato Luís Boccardo, presbítero da diocese de Turim, fundador do Instituto das Filhas de Jesus Rei.(† 1936)

São José de Anchieta, presbítero | Memória | Terça-feira

São José de Anchieta, presbítero | Memória | Terça-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (1Rs 17,7-16)

Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, 7 secou a torrente do lugar onde Elias estava escondido, porque não tinha chovido no país. 8 Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: “Levanta-te e vai a Sarepta dos sidônios, e fica morando lá, pois ordenei a uma viúva desse lugar que te dê sustento”. 10 Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta. Ao chegar à porta da cidade, viu uma viúva apanhando lenha. Ele chamou-a e disse: “Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha para eu beber”. 11 Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe: “Por favor, traze-me também um pedaço de pão em tua mão!” 12 Ela respondeu: “Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Eu estava apanhando dois pedaços de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho, para comermos e depois esperar a morte”. 13 Elias replicou-lhe: “Não te preocupes! Vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho, e traze-o. Depois farás o mesmo para ti e teu filho. 14 Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘A vasilha de farinha não acabará e a jarra de azeite não diminuirá, até ao dia em que o Senhor enviar a chuva sobre a face da terra'”. 15 A mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito. E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo. 16 A farinha da vasilha não acabou nem diminuiu o óleo da jarra, conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 4,2-3.4-5.7-8 (R. 7)

– Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!

– Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!

– Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição, atendei-me por piedade e escutai minha oração! Filhos dos homens, até quando fechareis o coração? Por que amais a ilusão e procurais a falsidade?

– Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo, e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece! Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira; meditai nos vossos leitos e calai o coração!

– Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?” Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração, do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo.

Evangelho (Mt 5,13-16)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, deem glória ao Pai celeste!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13 “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15 Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. 16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Antônio Maria Gianelli – 07 de Junho

Santo Antônio Maria Gianelli

Santo do Dia – 7 de Junho

Santo Antônio Maria Gianelli,

Bispo de Bobbio · † 1846

Nascimento e Vocação

Santo Antônio Maria Gianelli Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na província de Gênova, no norte da Itália, em 12 de abril de 1789. Entrou no seminário aos dezenove anos e foi ordenado sacerdote quatro anos depois. Como professor de letras e retórica no seminário, impressionou o novo bispo, Lambruschini, ao organizar uma peça teatral intitulada “A reforma do seminário” que teve grande repercussão.

Homem inteligente, culto e clarividente, sensível às correntes ideológicas de sua época, Gianelli compreendeu profundamente que a meditação pessoal das verdades reveladas por Jesus Cristo cria convicções firmes capazes de formar consciências retas e iluminar as mentes. Dedicou sua vida ao serviço pastoral, com especial empenho na educação, na assistência aos pobres e na santidade do clero, buscando sempre elevar o tom espiritual da comunidade à sua volta.

De 1826 a 1838, exerceu seu ministério como pároco em Chiavari, período marcado por notáveis inovações pastorais e pela fundação de diversas instituições dedicadas ao bem comum, inclusive um seminário diocesano que seria modelo para a região.

Fundador de Congregações

A “Sociedade Econômica” foi criada sob este inusitado nome — uma instituição cultural e assistencial confiada às cuidados das Damas da Caridade para a educação gratuita das meninas pobres. Este foi o primeiro passo para o que se tornaria sua obra mais durável: a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto, dedicada ao cuidado das necessidades materiais e espirituais dos mais pobres e ao serviço educacional.

Sua dedicação era completa e exemplar. Conhecendo o poder transformador da meditação pessoal e da oração, incentivava seus filhos e filhas espirituais a manterem vivo o contato com o Senhor, a fortalecerem a vontade, a corrigirem os defeitos e a respirarem uma atmosfera mais elevada e serena. Este era o cerne de sua espiritualidade pastoral.

Episcopado e Herança Espiritual

Em 1838, foi elevado ao episcopado como bispo de Bobbio. Nesta posição de maior responsabilidade, reconstruiu e expandiu sua congregação com a ajuda de vários colaboradores, renomeando-a como Oblatos de Santo Afonso, dedicando-se ainda mais fervorosamente à formação do clero e à pregação ao povo.

Dois anos antes de sua morte em 7 de junho de 1846, havia criado uma pequena congregação missionária específica para a pregação itinerante e a organização pastoral do clero. Sua vida foi inteiramente consagrada à Igreja e à santidade de seus ministros.

Santo Antônio Maria Gianelli, rogai por nós!

Antônio Maria — Antônio vem do latim Antonius, cujas raízes se perdem na história. Maria, nome sacratíssimo, vem do hebraico Miriam e significa “aquela que eleva”. Gianelli é um sobrenome italiano de origem regional, ligado à Ligúria.

“Oração — Deus eterno, que por Santo Antônio Maria Gianelli ensinalos o caminho da meditação e da caridade pastoral, concedei-nos a graça de sermos usados pelo Senhor no serviço ao próximo. Que seu exemplo brilhe sempre como luz de esperança em nossas vidas. Amém.”

Santo Antônio Maria Gianelli, rogai por nós!

Santa Margarida, Rainha da Escócia — Mulher de santidade exemplar, atuou com grande caridade na corte, fundou mosteiros e cuidou da educação e bem-estar do povo escocês.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 7 de junho:

1

São Colmano
Bispo e abade na Hibernia, atual Irlanda. Fundou o mosteiro de Dromore e trabalhou com admirável dedicação pela propagação da fé no território de Down.

† s. VI

2

Santos Pedro, Valabonso, Sabiniano, Vistremundo, Habêncio e Jeremias
Mártires em Córdova, na Andaluzia. Pedro era presbítero, Valabonso diácono, e os demais eram monges. Foram degolados durante a perseguição dos Mouros.

† 851

3

São Roberto
Abade Cisterciense em Newminster, na Nortumbria, região da Inglaterra. Fundou este cenóbio com doze companheiros, aspirando intensamente à vida de oração e pobreza, donde irradiaram outras três famílias monásticas.

† 1159

4

Beata Ana de São Bartolomeu
Virgem Carmelita Descalça em Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica. Discípula e secretária de Santa Teresa de Jesus, divulgou e renovou com fervor a Ordem na França.

† 1626

5

Santo Antônio Maria Gianelli
Bispo de Bobbio em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Fundou a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto. Resplandeceu pelo empenho e luminoso exemplo na dedicação aos pobres, à salvação das almas e à promoção da santidade do clero.

† 1846

6

Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière
Virgem em Paris, França. Fundou a Sociedade de Maria Auxiliadora para maior glória de Deus. Após ser expulsa de sua própria fundação, passou o resto da vida em profunda humildade.

† 1889

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Antônio Maria Gianelli nasceu no dia 12 de abril de 1789, em Cereta, na Itália.

Inicialmente, fundou uma congregação missionária para sacerdotes,  destinada a aprimorar o apostolado da pregação ao povo e a organização do clero, em 1827.

Mais tarde fundou uma congregação feminina, destinada à educação. Era o começo da congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto.

Nomeado Bispo em 1838, reorganizando sua Diocese.

Morreu aos 57 anos, no dia 7 de junho de 1846. Defendia a moralidade do clero na vida simples e reta de trabalho no seguimento de Cristo.

Beatificado em 1925 e canonizado em 21 de outubro de 1951, por Pio XII.

– No mesmo dia celebramos: São Pedro de Córdova

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

dia 7

1. Na Hibernia, atual Irlanda, São Colmano, bispo e abade do mosteiro de Dromore por ele fundado, que trabalhou admiravelmente pela fé no território de Down.(† s. VI)

2. Em Córdova, na Andaluzia, região da Hispânia, os santos mártires Pedro, presbítero, Valabonso, diácono, Sabiniano, Vistremundo, Habêncio e Jeremias, monges, que por Cristo foram degolados na perseguição dos Mouros.(† 851)

3. Em Newminster, na Nortumbria, região da Inglaterra, São Roberto, abade, da Ordem Cisterciense, que, aspirando intensamente à vida de oração e pobreza, fundou com doze companheiros este cenóbio, do qual irradiou em breve tempo a fundação de três famílias de monges.(† 1159)

4. Em Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica, a Beata Ana de São Bartolomeu, virgem da Ordem da Carmelitas Descalças, discípula e secretária de Santa Teresa de Jesus e dotada de dons místicos, que divulgou e renovou com fervorosa assistência a Ordem na França.(† 1626)

5. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Antônio Maria Gianélli, bispo de Bóbbio, que fundou a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto e resplandeceu pelo empenho e luminoso exemplo de dedicação às necessidade dos pobres, à salvação das almas e à promoção da santidade do clero.(† 1846)

6. Em Paris, na França, a Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière, virgem, que, para maior glória de Deus, fundou a Sociedade de Maria Auxiliadora, da qual foi expulsa, passando o resto da sua vida em profunda humildade.(† 1889)

São Norberto, Bispo – 06 de Junho

São Norberto, Bispo

Santo do Dia – 6 de Junho

São Norberto,

Bispo e Fundador · † 1134

Família nobre e vida mundana

São Norberto Norberto nasceu numa família de nobres por cerca do ano 1080, em Gennep ou Xanten, no norte da Renânia (atual Alemanha). Ainda criança, foi apresentado ao Capítulo da Catedral de São Vítor em Xanten, onde, mais tarde, foi ordenado subdiácono.

O Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Henrique V, notou o carisma e os dons de Norberto, nomeando-o como seu conselheiro pessoal na corte imperial. Ali, Norberto viveu uma vida mundana, completamente afastado dos caminhos do Senhor. No entanto, a Providência Divina já havia traçado outro destino para aquele jovem nobre que, em breve, se tornaria um dos grandes reformadores da Igreja Medieval.

Mudança de Vida

No ano de 1115, após cair do seu cavalo e quase morrer numa tempestade, Norberto se arrependeu e assumiu uma vida de penitência. Ordenado diácono e sacerdote no mesmo dia, ele peregrinou pelo país, pregando a Palavra de Deus, denunciando os abusos dos clérigos e reconciliando inimigos. Uma das mais antigas pinturas de Norberto o retratam com o livro dos Evangelhos e um ramo de oliveira representando a paz. Criticado e perseguido pelos membros da hierarquia, Norberto solicitou e obteve a aprovação do Papa Gelásio II como pregador itinerante. Sua determinação em renovar a vida cristã não conhecia limites, e sua pregação tocava profundamente os corações daqueles que o ouviam.

Fundador

Mais tarde, o Papa Calixto II o encorajou a fundar uma comunidade religiosa na diocese de Laon, no norte da França. Ali, no vale desolado e de difícil acesso de Prémontré, na noite de Natal do ano de 1121, Norberto fundou sua ordem religiosa, a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses. Ele escolheu a Regra de Santo Agostinho, tornando-se um dos mais ávidos reformadores do seu tempo. A comunidade era marcada pela vida austera, pela pobreza e pela intensa vida litúrgica e de oração, mas, acima de tudo, pela completa fidelidade ao ideal de vida comunitária retratado na Regra de Agostinho. A Ordem Premonstratense se expandiu rapidamente pela Europa Medieval, florescendo como instrumento de renovação espiritual.

Episcopado

Embora relutante, em 25 de julho de 1126, Norberto foi ordenado arcebispo de Magdeburgo e deixou a liderança de sua Ordem aos cuidados de Hugo de Fosses. Durante seus anos como arcebispo, Norberto lutou energicamente pela liberdade da Igreja em relação aos príncipes e provou-se como ardente defensor do Romano Pontífice. Ele foi indispensável na deposição do antipapa Anacleto II e no retorno do Papa Inocêncio II à Sé Petrina. Enfraquecido pelos vários trabalhos e viagens, Norberto retornou à Magdeburgo, onde morreu em 6 de junho de 1134, deixando um legado duradouro de santidade e reforma eclesial.

Apóstolo da Eucaristia

Como “Apóstolo da Eucaristia”, a reverente contemplação de Norberto fixa-se no ostensório em sua mão direita. Muitos dos milagres atribuídos a São Norberto ocorreram no contexto do Santo Sacrifício da Missa: milagres de cura, de exorcismo e de reconciliação. De fato, São Norberto insistia em celebrar a missa antes de assumir qualquer trabalho, pois tão grande era a sua fé no poder da Eucaristia. No início de sua conversão, quando ele abriu mão de literalmente tudo que possuía, ele reteve consigo apenas os artigos necessários para a celebração da Missa enquanto viajava a pé pela Europa. Era de tal forma, que ele podia celebrar a Eucaristia diariamente — embora não fosse uma prática comum na época. São Norberto, rogai por nós! Norberto — Significa “brilho do norte” ou “aquele que brilha vindo do norte”. Tem origem no germânico Nordberht, formado pela junção de “nord” (norte) e “berht” (brilho, esplendor). Um nome que reflete a origem do santo nas terras nórdicas da Renânia.

“Grande bispo e pastor das almas, ajudai-nos a viver com sinceridade e verdade os sacramentos, tendo como centro da nossa vida a Eucaristia. Que Jesus seja cada dia mais amado e adorado, e nós sejamos seus fiéis seguidores. Amém.”

São Norberto, rogai por nós!

Santo Inocêncio II — Papa, amigo de São Norberto, que o apoiou na fundação da Ordem Premonstratense e recebeu sua defesa contra o antipapa Anacleto II.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de junho:

1
São Norberto Bispo de Magdeburgo e Fundador da Ordem Premonstratense. Nascido em Xanten, na Renânia, converteu-se após quase morrer numa tempestade, fundando em Prémontré a sua ordem religiosa de cônegos regulares.
† 1134
2
Santos Artémio e Paulina Mártires. Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma. Padeceram pela fé cristã durante a perseguição aos seguidores de Cristo.
† c. s. IV
3
São Bessarião Anacoreta. Em Cete, no Egito. Viveu como mendigo e peregrino por amor de Deus, praticando a pobreza evangélica de forma radical.
† s. IV
4
São Cerázio Bispo em Grenoble, na Borgonha, atual França. Agradeceu ao papa São Leão Magno as cartas escritas a Flaviano e preservou o seu rebanho do contágio da heresia.
† c. 452
5
Santo Eustórgio II Bispo em Milão, na Ligúria, hoje Lombardia, Itália. Insigne pela sua piedade, justiça e virtudes pastorais, edificou um célebre baptistério.
† 518
6
São Jarlat Bispo na Irlanda. Exerceu seu ministério apostólico entre o povo irlandês durante os primeiros séculos da evangelização.
† c. 550
7
São Cláudio Bispo e abade do mosteiro de Condat, no maciço do Jura, na Borgonha, França. Fundou sua comunidade num local de difícil acesso para uma vida de intensa espiritualidade.
† c. 703
8
Santo Alexandre Bispo de Fiésole, no território de Bolonha, Emília-Romanha, Itália. Ao regressar de Pavia, aonde tinha ido reclamar os bens da sua Igreja usurpados, foi lançado ao rio e afogado.
† 823
9
Santo Hilarião Presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio em Constantinopla, hoje Istambul, Turquia. Por defender o culto das sagradas imagens, suportou invencivelmente o cárcere, as flagelações e o exílio.
† 845
10
São Colmano Bispo nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia. Evangelizou as populações nórdicas com ardor apostólico.
† c. 1010
11
Beato Falcão Abade do mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, Itália. Trabalhou pela santificação de sua comunidade monástica.
† 1146
12
São Gilberto Abade da Ordem Premonstratense em Clermont-Ferrand, Aquitânia, França. Depois de viver como eremita, construiu o mosteiro e o hospital de Neufontaines.
† 1152
13
Beato Beltrão Bispo de Aquileia e mártir em Údine, Friúli-Venézia Giúlia, Itália. Promoveu a formação do clero, sustentou os pobres no tempo da fome e defendeu vigorosamente os direitos da sua Igreja.
† 1350
14
Beato Lourenço de Másculis de Villamagna Presbítero da Ordem dos Frades Menores em Ortona, Abruzos, Itália. Insigne na pregação da palavra de Deus.
† 1535
15
Beato Guilherme Greenwood Mártir da Cartuxa em Londres, Inglaterra. Pela sua tenaz fidelidade à Igreja, no reinado de Henrique VIII, sofreu o martírio.
† 1537
16
São Marcelino Champagnat Presbítero da Sociedade de Maria em Saint-Chamond, Lião, França. Fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças.
† 1840
17
Santos Pedro Dung, Pedro Thuan e Vicente Duong Mártires em Luong My, Tonquim, hoje Vietnam. Pescadores e agricultor, recusaram-se firmemente a pisar a cruz, sendo condenados à fogueira no tempo do imperador Tu Duc.
† 1862
18
São Rafael Guizar Valência Bispo de Vera Cruz no México. Na Cidade do México, no tempo da perseguição, apesar de sua situação de exilado e clandestino, exerceu valorosamente o ministério episcopal.
† 1938
19
Beato Inocêncio Guz Presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir em Sachsenhausen, Alemanha. Durante a ocupação militar da sua pátria, pela sua fé em Cristo foi cruelmente morto pelos guardas do campo de concentração.
† 1940

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Abandonou a vida mundana

Nasceu na Renânia, por volta do ano 1080. Foi Cônego da Igreja de Xanten e, tendo abandonado a vida mundana, abraçou o ideal monástico sendo ordenado sacerdote no ano 1115.

Pregou na França e na Alemanha

Sua vida apostólica foi dedicada ao ministério da pregação, sobretudo na França e na Alemanha. Com outros companheiros, fundou a Ordem Premonstratense e organizou os seus primeiros mosteiros. No ano 1126, foi eleito Bispo de Magdeburgo, onde se empenhou com entusiasmo na reforma da vida cristã e na expansão do Evangelho entre os povos vizinhos. Morreu no ano 1134. São Norberto, rogai por nós!

Oração – Senhor nosso Deus, que fizestes do bispo são Norberto um pastor admirável da vossa Igreja, pelo seu espírito de oração e zelo apostólico, por sua intercessão, assegurai ao vosso povo os pastores segundo a vossa vontade e o alimento da eterna salvação. Amém. Tem origem no germânico Nordberctus, composto pela união dos elementos nort que significa “norte” e berth que quer dizer “famoso, ilustre, brilhante” Com São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 6/6 2. Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma, os santos Artémio e Paulina, mártires.(† c. s. IV) 3. Em Cete, no Egito, São Bessarião, anacoreta, que viveu como mendigo e peregrino por amor de Deus.(† s. IV) 4. Em Grenoble, na Borgonha, atualmente na França, São Cerázio, bispo, que agradeceu ao papa São Leão Magno as cartas escritas a Flaviano e preservou o seu rebanho do contágio da heresia.(† c. 452) 5. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio II, bispo, que foi insigne pela sua piedade, justiça e virtudes pastorais e edificou um célebre baptistério.(† 518) 6. Na Irlanda, São Jarlat, bispo.(† c. 550) 7. No maciço do Jura, na Borgonha, região da França, São Cláudio, que é venerado como bispo e abade do mosteiro de Condat.(† c. 703) 8. No território de Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Alexandre, bispo de Fiésole, que, ao regressar da cidade de Pavia, aonde tinha ido reclamar ao rei dos Lombardos os bens da sua Igreja usurpados, foi lançado ao rio e afogado.(† 823) 9. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Hilarião, presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio, que, por defender o culto das sagradas imagens, suportou invencivelmente o cárcere, as flagelações e o exílio.(† 845) 10. Nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia, São Colmano, bispo.(† c. 1010) 11. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, o Beato Falcão, abade.(† 1146) 12. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, região da França, São Gilberto, abade da Ordem Premonstratense, que, depois de ter vivido como eremita, construiu o mosteiro e o hospital de Neufontaines.(† 1152) 13. Em Údine, no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália, o Beato Beltrão, bispo de Aquileia e mártir, que promoveu com ardor a formação do clero, sustentou com os seus bens os pobres no tempo da fome, defendeu vigorosamente os direitos da sua Igreja e morreu nonagenário, ferido pelos golpes de alguns sicários.(† 1350) 14. Em Ortona, nos Abruzos, também região da Itália, o Beato Lourenço de Másculis de Villamagna, presbítero da Ordem dos Frades Menores, insigne na pregação da palavra de Deus.(† 1535) 15. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Greenwood, mártir, da Cartuxa desta cidade, que, pela sua tenaz fidelidade à Igreja, no reinado de Henrique VIII, sofreu o martírio, consumido pela sordidez do cárcere, pela fome e pelas enfermidades.(† 1537) 16. Em Saint-Chamond, cidade do território de Lião, na França, São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, que fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças.(† 1840) 17. Em Luong My, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos mártires Pedro Dung e Pedro Thuan, pescadores, e Vicente Duong, agricultor, que, por se recusarem firmemente a pisar a cruz, foram condenados à fogueira no tempo do imperador Tu Duc.(† 1862) 18. Na Cidade do México, o passamento de São Rafael Guizar Valência, bispo de Vera Cruz, no México, que, no tempo da perseguição, apesar da sua situação de exilado e clandestino, exerceu valorosamente o ministério episcopal.(† 1938) 19. Em Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Inocêncio Guz, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir, natural da Polônia, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sectários de uma doutrina hostil à dignidade humana e à religião, pela sua fé em Cristo foi cruelmente morto pelos guardas do campo de concentração.(† 1940)

 

São Bonifácio, bispo e mártir – Memória | Quinta-feira

São Bonifácio, bispo e mártir | Memória | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (2Tm 3,10-17)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 10 tu me tens seguido fielmente no ensino, no procedimento, nos projetos, na fé, na paciência, no amor, na perseverança, 11 nas perseguições e nos sofrimentos que suportei em Antioquia, lcônio e Listra. E que perseguições sofri! Mas de todas elas o Senhor me livrou. 12 Aliás, todos os que quiserem levar uma vida fervorosa em Cristo Jesus, serão perseguidos. 13 Os homens maus e sedutores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. 14 Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. 15 Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. 16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, 17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119),157.160.161.165.166.168 (R. 165a)

– Os que amam vossa lei, têm grande paz!

– Os que amam vossa lei, têm grande paz!

– Tantos são os que me afligem e perseguem, mas eu nunca deixarei vossa Aliança!

– Vossa palavra é fundada na verdade, os vossos justos julgamentos são eternos.

– Os poderosos me perseguem sem motivo; meu coração, porém, só teme a vossa lei.

– Os que amam vossa lei têm grande paz, e não há nada que os faça tropeçar.

– Ó Senhor, de vós espero a salvação, pois eu cumpro sem cessar vossos preceitos.

– Serei fiel à vossa lei, vossa Aliança; os meus caminhos estão todos ante vós.

Evangelho (Mc 12,35-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35 Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36 O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37 Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (At 22,30;23,6-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias: 30 querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles. 23,6 Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: “Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos”. 7 Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia se dividiu. 8 Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. 9 Houve, então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: “Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?” 10 E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o quartel. 11 Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: “Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 15(16),1-2a e 5.7-8.9-10.11 (R. 1)

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 

 

Evangelho (Jo 17,20-26)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Para que todos sejam um, diz o Senhor, como tu estás em mim e eu em ti, para que o mundo possa crer que me enviaste.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 20 “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21 para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. 22 Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23 eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24 Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25 Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. 26 Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Bonifácio, Bispo, Mártir – 05 de Junho

São Bonifácio, apóstolo da Alemanha e monge beneditino

Santo do Dia – 05 de Junho

São Bonifácio,

Apóstolo da Alemanha · † 754

O Apóstolo

São Bonifácio Era original do Wessex, na região sudoeste da Inglaterra, por volta do ano 673. Seu nome de batismo era Winfrid. Era um homem que reunia em si qualidades aparentemente contraditórias: a doçura e a firmeza, a timidez e a coragem, a inquietude e a paciência, o idealismo e o realismo.

Aos vinte anos de idade já era mestre de ensino religioso e profano. Fez-se monge no mosteiro de Exeter, onde desenvolveu uma formação sólida e uma espiritualidade profunda. Sua inquietação apostólica o levava a buscar novas terras para pregação, pois sentia ardentemente o chamado para levar a mensagem de Cristo aos povos ainda não evangelizados.

No ano de 719, com quarenta e seis anos de idade, partiu para a Alemanha a fim de pregar o Evangelho. Sua atividade missionária foi intensa e frutífera, conquistando povos germânicos para a fé cristã. Alcançou pleno êxito em sua missão apostólica, sendo então nomeado bispo de Mainz, elevando-se assim a uma responsabilidade ainda maior na Igreja.

Missionário na Alemanha

Restaurou e organizou a Igreja na Alemanha, onde fundou a célebre abadia de Fulda, centro propulsor da espiritualidade e cultura religiosa alemã. Este monastério tornou-se não apenas um refúgio de contemplação, mas um luminoso farol de fé que irradiava sua influência por toda a região germânica.

Como bispo de Mainz, presidiu a vários concílios provinciais, promulgou numerosas leis eclesiásticas para ordenar a vida da Igreja, e tinha em Mogúncia a sua sede episcopal, de onde coordenava a ação pastoral em toda a região. Sua liderança firme e sábia conquistou o respeito de príncipes e povo, tornando-o a figura mais influente da evangelização medieval da Europa Central.

O Martírio

Com oitenta e um anos de idade, São Bonifácio decidiu empreender uma última missão apostólica à Frísia, região ainda parcialmente pagã. Acompanhado de cinquenta monges zelosos, partiu com o coração rejuvenescido pelo ardor missionário, pronto para plantar novas sementes da fé.

Encontrava-se em Dokkum, na Frísia, quando um grupo de frisões pagãos os assaltou violentamente. Durante a celebração dos mistérios sagrados, enquanto elevava a hóstia consagrada, recebeu o golpe mortal de seus perseguidores. Morreu assim, como verdadeiro soldado de Cristo, numa atitude de sacrifício e oferecimento.

Seu corpo foi transportado com veneração para a abadia de Fulda, que ele mesmo havia fundado, onde permanece como relíquia preciosa. Era o dia 5 de Junho de 754, festa cristã de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos — data adequada para o martírio do novo apóstolo da Alemanha.

São Bonifácio, Apóstolo da Alemanha, rogai por nós!

Significado do Nome

Bonifácio — Significa “benfeitor”, “o que faz o bem”. Tem origem no latim Bonifatius, formado pela união dos elementos bonum (bem) e facere (fazer). Um nome que reflete perfeitamente a vida do Santo, que dedicou sua existência a fazer o bem espiritual entre os povos germânicos, trazendo a luz da fé cristã para regiões envoltas em trevas pagãs.

“Oração – Ó Deus, que destes a São Bonifácio o espírito missionário cumprindo a vossa vontade, dai também a nós a graça de um renovado ardor missionário e a bênção de realizar vosso plano de amor em nossas vidas. Amém.”

São Bonifácio, rogai por nós!

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 5 de junho:

1
São Bonifácio Bispo e Mártir. Em Dokkum, na Frísia, atualmente na Holanda. Chamado Apóstolo da Alemanha, evangelizou terras germânicas e fundou a abadia de Fulda. Sofreu martírio no dia de Pentecostes com cinquenta monges.
† 754
2
São Doroteu Bispo. Em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano. Ainda presbítero, sofreu muitas tribulações no tempo do imperador Diocleciano e viveu até ao tempo do imperador Juliano.
† s. IV
3
Santo Ilídio Bispo. Em Arvena, hoje Clermont-Ferrand, na França. Chamado pelo imperador a Tréveris para libertar sua filha do espírito imundo, no regresso à sua sede partiu ao encontro do Senhor.
† 384
4
Santo Eutíquio Bispo. Em Como, na Ligúria, região da Itália. Insigne pela sua oração intensa e seu amor da solidão com Deus.
† 539
5
Santo Eubano e Companheiros Bispo e mártires. Em Dokkum, na Frísia, hodierna Holanda. Foram coroados no mesmo combate glorioso juntamente com São Bonifácio: Vintrungo e Gualter (presbíteros); Amundo, Sevibaldo e Bosa (diáconos); Vacaro, Gundecaro, Eluro e Atevulfo (monges).
† 754
6
São Franco Eremita. Em Assérgi, nos Abruzos, região da Itália. Construiu uma estreita cela numa caverna entre os rochedos e aí viveu em suma aspereza e frugalidade.
† s. XII
7
São Pedro Spanò Eremita. Em Ciano, perto de Mileto, na Calábria, região da Itália. Insigne pela sua pobreza e espírito de compunção.
† s. XII
8
Beato Adão Arakawa Pai de família e mártir. Em Shiki, no Japão. Morreu pela profissão de fé cristã.
† 1614
9
São Lucas Vu Ba Loan Presbítero e mártir. Em Hanói, Tonquim, Vietnam. Degolado no tempo do imperador Minh Mang pela sua fé em Cristo.
† 1840
10
Santos Domingos Toai e Domingos Huyen Mártires. Em Tang Gia, Tonquim, Vietnam. Pais de família e pescadores que, no tempo do imperador Tu Duc, foram atormentados com vários gêneros de tortura durante seu longo cativeiro, consumando seu martírio na fogueira.
† 1862

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Apóstolo da Alemanha

Chamado de Apóstolo da Alemanha, nasceu no Wessex, na Inglaterra, por volta do ano 673. O seu nome de batismo era Winfrid. Reunia em si a doçura e a firmeza, a timidez e a coragem, a inquietude e a paciência, o idealismo e o realismo. Aos 20 anos era mestre de ensino religioso e profano Fez-se monge no mosteiro de Exeter e aos 20 anos era mestre de ensino religioso e profano. A sua atividade missionária foi intensa. Em 719, partiu para a Alemanha a fim de pregar o Evangelho. Alcançou pleno êxito em sua missão apostólica, sendo então nomeado bispo de Mainz.

Restaurou e organizou a Igreja na Alemanha

Restaurou e organizou a Igreja na Alemanha, onde fundou a célebre abadia de Fulda, centro propulsor da espiritualidade e cultura religiosa alemã. Presidiu a vários concílios, promulgou numerosas leis e tinha em Mogúncia a sua sede episcopal.

Sofreu o martírio no dia de Pentecostes

Sofreu o martírio no dia de Pentecostes. Encontrava-se em Dokkun, na Frísia, acompanhado de 50 monges, quando um grupo de frisões os assaltou. Morreu durante uma celebração, e seu corpo foi sepultado na abadia de Fulda. Era o dia 5 de Junho de 754.

São Bonifácio, Apóstolo da Alemanha, rogai por nós!

Oração – “Ó Deus, que destes a São Bonifácio o espírito missionário cumprindo a vossa vontade, dai também a nós a graça de um renovado ardor missionário e a bênção de realizar vosso plano de amor em nossas vidas. Amém.

Bonifácio: Significa “benfeitor”, “o que faz o bem”. Tem origem no latim Bonifatius, a partir dos elementos bonum e facere
Com São Doroteu, bispo, que, ainda presbítero, sofreu muitas tribulações no tempo do imperador Diocleciano e viveu até ao tempo do imperador Juliano. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 5/6 2. No Egito, os santos Marciano, Nicandro, Apolônio e companheiros, mártires, que, segundo a tradição, por causa da profissão da fé cristã sofreram grandes tormentos e, por fim, encerrados num recinto cercado por um muro e expostos ao calor do sol ardente, morreram extenuados pela sede e pela fome.(† s. III) 3. Em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano, São Doroteu, bispo, que, ainda presbítero, sofreu muitas tribulações no tempo do imperador Diocleciano e viveu até ao tempo do imperador Juliano, sob cuja jurisdição, com a idade de cento e sete anos, segundo consta, honrou a sua venerável velhice com o martírio na Trácia.(† s. IV) 4. Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, Santo Ilídio, bispo, que, chamado pelo imperador a Tréveris para libertar sua filha do espírito imundo, no regresso à sua sede, partiu ao encontro do Senhor.(† 384) 5. Em Como, na Ligúria, Lombardia, região da Itália, Santo Eutíquio, bispo, insigne pela sua oração intensa e seu amor da solidão com Deus.(† 539) 6. Em Dokkum, na Frísia, na hodierna Holanda, Santo Eubano, bispo, Adelário e nove companheiros[1], mártires, que, juntamente com São Bonifácio, foram coroados no mesmo combate glorioso. [1] São estes os santos: Vintrungo e Gualter, presbíteros; Amundo, Sevibaldo e Bosa, diáconos; Vacaro, Gundecaro, Eluro e Atevulfo, monges.(† 754) 7. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Sancho, mártir, que, ainda adolescente, levado prisioneiro da cidade de Albi e instruído em Córdova na corte do rei, durante a perseguição dos Mouros não hesitou em sofrer o martírio pela fé em Cristo.(† 851) 8. Em Assérgi, nos Abruzos, região da Itália, São Franco, eremita, que construiu uma estreita cela numa caverna entre os rochedos e aí viveu em suma aspereza e frugalidade.(† s. XII) 9. Em Ciano, perto de Mileto, na Calábria, também região da Itália, São Pedro Spanò, eremita, insigne pela sua pobreza e espírito de compunção.(† s. XII) 10. Em Shiki, no Japão, o Beato Adão Arakawa, pai de família e mártir.(† 1614) 11. Em Hanói, Tonquim, Vietnam, São Lucas Vu Ba Loan, presbítero, mártir, degolado no tempo do imperador Minh Mang pela sua fé em Cristo.(† 1840) 12. Em Tang Gia, também no Tonquim, os santos Domingos Toai e Domingos Huyen, mártires, pais de família e pescadores, que, no tempo do imperador Tu Duc, apesar de serem atormentados com vários gêneros de tortura durante o seu longo cativeiro, com grande coragem exortavam os companheiros de prisão a conservar a fé, consumando depois na fogueira o seu martírio.(† 1862)

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – Solenidade | Quinta-feira

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo | Solenidade | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Dt 8,2-3.14b-16a)

Leitura do Livro do Deuteronômio.

Moisés falou ao povo, dizendo: 2 Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu, esses quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu coração, e para ver se observarias ou não seus mandamentos. 3 Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor. 14b Não te esqueças do Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da escravidão, 15 e que foi teu guia no vasto e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões, e uma terra árida e sem água nenhuma. Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima, 16a e te alimentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 147(147B),12-13.14-15.19-20 (R. 12)

– Glorifica o Senhor, Jerusalém; celebra teu Deus, ó Sião!

– Glorifica o Senhor, Jerusalém; celebra teu Deus, ó Sião!

– Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.

– A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz.

– Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos e suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.

Segunda Leitura (1Cor 10,16-17)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos: 16 O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17 Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Jo 6,51-58)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu sou o pão vivo descido do céu; quem deste pão come, sempre há de viver!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: disse Jesus às multidões dos judeus: 51 “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. 52 Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53 Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 14,18-20)

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, 18 Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho e como sacerdote do Deus Altíssimo, 19 abençoou Abrão, dizendo: “Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, criador do céu e da terra! 20 Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou teus inimigos em tuas mãos!” E Abrão entregou-lhe o dízimo de tudo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 109(110),1.2.3.4 (R. 4bc)

– Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!

– Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!

– Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!” 

– O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos; 

– tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!” 

– Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!” 

 

Evangelho (Lc 9,11b-17)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu sou o pão vivo descido do céu; quem deste pão come, sempre, há de viver!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11b Jesus acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus e curava todos os que precisavam. 12 A tarde vinha chegando. Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Despede a multidão, para que possa ir aos povoados e campos vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar deserto”. 13 Mas Jesus disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles responderam: “Só temos cinco pães e dois peixes. A não ser que fôssemos comprar comida para toda essa gente”. 14 Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Mas Jesus disse aos discípulos: “Mandai o povo sentar-se em grupos de cinquenta”. 15 Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16 Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão. 17 Todos comeram e ficaram satisfeitos. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.