São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir – 23 de Abril

São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir

Santo do Dia – 23 de Abril

São Jorge,

Mártir · † s. IV

O Dragão de Silene

São Jorge e o Dragão

No final da Idade Média, a história de São Jorge era conhecida em toda a Europa na forma em que a apresenta a Legenda Aurea do Beato Tiago de Voragine.

S. Jorge era um cavaleiro cristão nascido na Capadócia. Certo dia, ao cavalgar na província da Líbia, entrou casualmente numa cidade chamada Silene, próximo à qual havia um charco onde vivia um dragão “que empesteava toda a região”. O povo já se reunira para atacá-lo, mas o sopro do monstro era tão horrendo que todos fugiram.

Para evitar que o dragão se aproximasse da cidade, diariamente lhe forneciam dois carneiros. Quando os carneiros escassearam, foi necessário substituí-los por vítimas humanas, escolhidas por sorteio — e a sorte caíra sobre a própria filha do rei. A jovem marchou para o seu destino toda vestida de noiva. Nesse momento S. Jorge entrou em cena: atacou o dragão e o atravessou com sua lança. Em seguida, pegou o cinto da donzela e o amarrou em torno do pescoço do monstro, que a jovem conduziu manso até a cidade.

O Mártir

O povo estava prestes a fugir, tomado de pavor mortal, mas S. Jorge lhes disse que não tivessem medo: se acreditassem em Jesus Cristo e recebessem o batismo, ele mataria o dragão. O rei e todos os seus súditos concordaram de boa mente. O dragão foi morto. O rei ofereceu tesouros a S. Jorge, mas este ordenou-lhe que os desse aos pobres, deixando quatro recomendações: que cuidasse das igrejas, honrasse os sacerdotes, assistisse aos serviços religiosos e se mostrasse compassivo para com os pobres.

Na Palestina há registros oficiais de seu testemunho de fé. O soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Conta a tradição que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor; enterrado vivo, nada sofreu; obrigado a caminhar sobre brasas, nenhuma lesão danificou seu corpo — sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte, até mesmo a mulher do então imperador romano.

Seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Telavive, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação contínua desde essa época. São Jorge foi escolhido como padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra, e de um sem-número de localidades no mundo todo. Sua festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente.

Com Santo Adalberto

Neste mesmo dia a Igreja faz memória de Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga e mártir. Suportou naquela Igreja muitas adversidades e empreendeu por amor de Cristo numerosas viagens apostólicas, trabalhando com ardor na erradicação dos costumes pagãos. Verificando que as suas diligências tinham pouco êxito, dirigiu-se a Roma e fez-se monge. Finalmente, tendo chegado à Polônia para trazer à fé os habitantes da Prússia, em Téntikken, junto à foz do Vístula, foi trespassado pelas lanças de alguns pagãos.

São Jorge e Santo Adalberto, rogai por nós!

Jorge — Vem do grego Georgius, de geos (“terra”) e orge (“cultivar”), significando “o que cultiva a terra”.

“Oração — Dai-me coragem e esperança; fortalecei minha Fé. Amém.”

São Jorge, guerreiro vencedor do dragão, rogai por nós!

Santo Adalberto — Bispo de Praga e mártir, que empreendeu viagens apostólicas pela erradicação dos costumes pagãos e foi trespassado pelas lanças de pagãos na Prússia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de abril:

1
São Jorge
Mártir. Em Lida, na Palestina, hoje Israel. Soldado cristão que, denunciado, foi preso, torturado e decapitado, tornando-se símbolo de força e fé no combate ao mal.

† s. IV

2
Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga
Mártir. Em Téntikken, junto à foz do Vístula, Prússia. Suportou adversidades, empreendeu viagens apostólicas e foi trespassado pelas lanças de pagãos ao evangelizar a Prússia.

† 997

3
Santo Eulógio
Bispo. Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia. Segundo a tradição, morreu na Sexta-Feira Santa.

† 387

4
São Marolo
Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Foi amigo do papa Inocêncio I.

† s. V

5
São Gerardo
Bispo. Em Toul, na Lotaríngia, hoje na França. Durante trinta e um anos dotou a cidade de excelente legislação, criou obras de auxílio aos pobres e socorreu o povo no tempo da peste.

† 994

6
São Jorge, Bispo de Suélli
Bispo. Em Suélli, na Sardenha.

† 1117

7
Beato Gil de Assis
Religioso da Ordem dos Menores. Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália. Companheiro de São Francisco, resplandeceu nas peregrinações pela sua intrépida fé e admirável simplicidade.

† 1262

8
Beata Helena Valentíni
Viúva. Em Údine, na Venécia, hoje em Friuli-Venezia Giulia, região da Itália. Dedicou-se à oração, à leitura do Evangelho e às obras de misericórdia na Ordem secular de Santo Agostinho.

† 1458

9
Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti)
Virgem. Em Campi Bisênzio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.

† 1910

10
Beata Maria Gabriela Saghéddu
Virgem cisterciense. Em Grottaferrata, próximo de Roma. Com toda a simplicidade ofereceu a sua vida, terminada aos vinte e cinco anos, pela união dos cristãos.

† 1939

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

3ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

3ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

Primeira Leitura (At 8,26-40)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias: 26 Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27 Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia e administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. 28 Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29 Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30 Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” 31 O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32 A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33 Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. 34 E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” 35 Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36 Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?”[37] 38 O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água e Filipe batizou o eunuco. 39 Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40 Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 65(66),8-9.16-17.20 (R. 1)

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Nações, glorificai ao nosso Deus, anunciai em alta voz o seu louvor! É ele quem dá vida à nossa vida, e não permite que vacilem nossos pés. 

— Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Quando a ele o meu grito se elevou, já havia gratidão em minha boca! 

— Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor! 


Evangelho (Jo 6,44-51)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu sou o pão vivo descido do céu, quem deste pão come, sempre há de viver.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44 “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46 Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47 Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50 Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51 Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

3ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

Primeira Leitura (At 8,1b-8)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

1b Naquele dia começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2 Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3 Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4 Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda a parte, pregando a Palavra. 5 Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6 As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7 De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8 Era grande a alegria naquela cidade.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 65(66),1-3a.4-5.6-7a (R. 1)

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! 

—Toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor de vosso nome!” Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens! 

— O mar ele mudou em terra firme, e passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para sempre com poder! 


Evangelho (Jo 6,35-40)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Quem vê o filho e nele crê, este tem a vida eterna, e eu o farei ressuscitar no último dia, diz Jesus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35 “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36 Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37 Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38 Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40 Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Sotero, Papa, Mártir – 22 de Abril

São Sotero, Papa, Mártir

Santo do Dia – 22 de Abril

São Sotero,

Papa e Mártir · † 175

O 12º Papa

São Sotero Papa

Foi o 12º Papa, entre 166 e 174. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio. Elevado ao papado depois da morte de São Aniceto.

Eusébio conservou passagens de uma carta de agradecimento que São Dionísio, Bispo de Corinto, dirigiu aos romanos e na qual faz alusão à bondade paternal e à liberalidade desse Papa, especialmente em relação àqueles que sofriam por causa da fé. São Dionísio promete que mandaria ler uma carta que Sotero lhe escrevera, nas assembleias dos coríntios, juntamente com aquela do Papa São Clemente.

Sotero foi Papa num período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar.

Defensor da Fé

Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja. Mas, sobretudo, o Papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo.

No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes — uma doutrina de medo e de pessimismo, segundo a qual o fim do mundo poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina foi condenada pela Igreja na época do Papa Sotero.

Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo — que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário à doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança.

O Martírio

Outra característica do Papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, onde “tudo era comum entre eles” e onde “todos eram um só coração e uma só alma”. Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres, esforçando-se por tratar a todos como um pai trata os seus filhos.

Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto.

Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o Papa Sotero, que morreu em 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis.

São Sotero, rogai por nós!

Sotero — Significa “Salvador”. Tem origem na língua grega.

“Oração — Senhor, por intercessão do Santo Papa Sotero, Vos peço as graças que me são necessárias para que eu possa alcançar as virtudes cristãs em busca da santidade. Amém.”

São Sotero, rogai por nós!

Santa Senhorinha — Abadessa, cuja vida foi cheia de manifestações do amor e da grandeza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos milagres ainda antes da sua morte.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de abril:

1
São Soter (Sotero)
Papa e mártir. Em Roma. De quem São Dionísio de Corinto celebra a egrégia caridade para com os irmãos, os peregrinos necessitados, os aflitos pela miséria e os condenados a trabalhos forçados.

† 175

2
Santo Epipódio
Mártir. Em Lião, na Gália, atual França. Depois de quarenta e oito gloriosos mártires desta cidade, foi preso juntamente com o seu amigo Alexandre e consumou o martírio sendo decapitado.

† 178

3
São Leónidas
Mártir. Em Alexandria, no Egito. No tempo do imperador Septímio Severo, foi morto ao fio da espada pela sua fé em Cristo, deixando ainda criança o seu filho Orígenes.

† 204

4
São Caio
Papa e confessor. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. Livrou-se da perseguição do imperador Diocleciano e morreu como confessor da fé.

† 296

5
São Mariab
Corepíscopo e mártir na Pérsia. Durante a perseguição do rei Sapor II, na Oitava da Páscoa, sofreu o martírio por Cristo.

† 342

6
Santo Agapito I
Papa. Em Constantinopla, atual Istambul, Turquia. Empenhou-se com firmeza para que o bispo de Roma fosse livremente escolhido pelo clero da Urbe; enviado à corte imperial, fortaleceu a verdadeira fé.

† 536

7
São Leão de Sens
Bispo. Em Sens, na Neustria, hoje na França.

† s. VI

8
São Teodoro de Sykeon
Bispo e hegúmeno. Em Sykeon, na Galácia, atual Turquia. Movido pelo amor à solidão desde a infância, optou por um género de vida austero e foi bispo de Anastasiópolis.

† 613

9
Santa Oportuna
Abadessa. No território de Sées, na Neustria, atualmente na França. Célebre pela sua rigorosa abstinência e austeridade.

† c. 770

10
Santa Senhorinha
Abadessa. Em Basto, território da Lusitânia, hoje em Portugal. Conta-se que Deus, por sua intercessão, alimentou imediatamente as monjas quando lhes faltou alimento.

† c. 980

11
Beato Francisco Venimbéni
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Fabriano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi exímio pregador da palavra de Deus.

† 1322

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária,

Bispo e Doutor da Igreja · † 1109

O Pai da Escolástica

Santo Anselmo da CantuáriaNo século 11 d.C., a Idade Média atingia seu período mais fecundo, firmando-se na expansão católica, no término definitivo das invasões bárbaras e na ascensão da cultura resgatada já desde os esforços de Carlos Magno. É nesse contexto que surge Santo Anselmo da Cantuária, um dos mais importantes pensadores medievais, considerado “o pai da Escolástica”.

Nascido em 1033, no montanhoso vale d’Aosta, norte da Itália, desde muito cedo Anselmo tende ao caminho da fé e da investigação que brilhantemente tomaria pelo resto de sua vida. Aos 23 anos, sai de casa e vaga pelas terras da Burgúndia e da França, até que, em 1059, chega à Normandia e se instala na famosa escola da abadia de Bec, regida pelo grande Lanfranc, a quem viria substituir em 1063, quando este se muda para a Cantuária.

É a partir de então que Bec cresce mais do que nunca. Anselmo escreve aí as suas principais obras e ganha fama, servindo também como conselheiro a governantes e nobres por toda a Europa. No ano de 1093, torna-se arcebispo da Cantuária, mais uma vez sucedendo o seu agora já falecido mestre Lanfranc.

Sofreu Sucessivos Exílios pela Fé

Tão sólida era a sua fé cristã que enfrentou as ânsias absolutistas do próprio rei inglês Guilherme Rufus, exilando-se por quase uma década, até que Henrique I, soberano de atitudes mais conciliares, fez com que Anselmo voltasse a ocupar a sua sé. Mas não demora muito e, insatisfeito, sai em novo exílio, até 1107.

Apesar de todos esses problemas, continua a escrever importantes obras teológicas. Anselmo morre em 21 de abril de 1109.

Santo Anselmo da Cantuária, rogai por nós! Anselmo — Nome de origem germânica, do antigo alto-alemão Anshilm, composto de ans (deus, divindade) e helm (capacete, proteção). Significa “aquele que está sob a proteção de Deus” ou “o capacete de Deus”.

“Oração – Por intercessão de Santo Anselmo, eu vos peço, Senhor, despertai em mim um forte interesse pela Doutrina Católica. Dai-me perseverança na busca da Verdade ensinada nas Sagradas Escrituras. Amém.”

Santo Anselmo, rogai por nós!

Santo Apolônio — Filósofo e mártir, que, no tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Pirênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de abril:

1
Santo Anselmo Bispo e doutor da Igreja. Originário de Aosta, no Piemonte, foi monge e abade no mosteiro de Bec, na Normandia, e depois arcebispo de Cantuária, na Inglaterra, lutando valorosamente pela liberdade da Igreja e suportando o exílio.
† 1109
2
Santo Apolônio Filósofo e mártir. Em Roma. No tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Perênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã, confirmando-a com o testemunho do seu sangue.
† 185
3
Santo Aristo Presbítero e mártir. Em Alexandria, no Egito.
† data inc.
4
Santo Anastásio Hegúmeno. No monte Sinai. Defendeu incansavelmente a verdadeira fé contra os monofisitas e escreveu muitos sermões úteis para a salvação das almas.
† c. 700
5
São Melrúbio Abade. No mosteiro de Aplecross, na Escócia. Natural da Irlanda e monge em Bangor, fundou um mosteiro de missionários e, durante cinquenta anos, difundiu a luz da fé ao povo desta região.
† 722
6
Beato João Saziári Religioso da Ordem Terceira de São Francisco. Em Cágli, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† c. 1371
7
Beato Bartolomeu Cérvere Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Cervere, junto de Fossano, no Piemonte, região da Itália. Combateu arduamente pela fé católica e a confirmou ao morrer trespassado pela lança.
† 1466
8
São Conrado de Parzham Religioso dos Frades Menores Capuchinhos (João Birndorfer). Em Altötting, na Baviera, Alemanha. Desempenhou humildemente o ofício de porteiro durante mais de quarenta anos, com grande generosidade para com os pobres.
† 1891
9
São Romão Adame Presbítero e mártir. Em Nochistlan, no território de Guadalajara, no México. Durante a perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por confessar a fé em Cristo Rei.
† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

3ª Semana da Páscoa | Terça-feira

3ª Semana da Páscoa | Terça-feira

Primeira Leitura (At 7,51-8,1a) 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51 “Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52 A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53 Vós recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!” 54 Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55 Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56 E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57 Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58 arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59 Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60 Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isto, morreu. 8,1a Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 30(31),3cd-4.6ab e 7b e 8a. 17 e 21ab (R. 6a)

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me! 

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Quanto a mim, é ao Senhor que me confio. Vosso amor me faz saltar de alegria 

— Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais 


Evangelho (Jo 6,30-35)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu sou o pão da vida, quem vem a mim não terá fome; assim nos fala o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30 “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti?” Que obra fazes? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer'”. 32 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34 Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35 Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

3ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

Primeira Leitura (At 6,8-15)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 8 Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9 Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10 Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11 Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12 Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao Sinédrio. 13 Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a Lei. 14 E nós o ouvimos afirmar que Jesus Nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. 15 Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão, e viram seu rosto como o rosto de um anjo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 118(119),23-24.26-27.29-30 (R. 1b)

— Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

— Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

— Que os poderosos reunidos me condenem; o que me importa é o vosso julgamento! Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.

— Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! Fazei-me conhecer vossos caminhos, e então meditarei vossos prodígios!

— Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente! Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos.


Evangelho (Jo 6,22-29)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23 Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24 Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25 Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27 Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28 Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29 Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Teodoro, Bispo – 20 de Abril

São Teodoro, Bispo

Santo do Dia – 20 de Abril

São Teodoro

Bispo · † 613

Dom de Deus

A história em que a vida de São Teodoro se insere é marcada por profunda espiritualidade, já iniciando pelo seu nome, que significa “dom de Deus”. Seu guia espiritual foi São Jorge, o santo guerreiro, por quem sua mãe tinha grande devoção, pois a ele confiou sua vida em um parto difícil.

Busca por Deus, ainda menino, Teodoro procurava lugares que lhe proporcionassem silêncio e paz para a meditação e a oração. Com o passar do tempo, escavou uma gruta acima da capela de São Jorge, onde passou a viver mais recolhido, afastado do mundo e mais próximo de Deus.
Assim começou sua vida religiosa, atraindo a atenção de muitos que, curiosos e desejosos de orientação espiritual, iam ao seu encontro.

Chamado ao sacerdócio, não demorou para que fosse ordenado sacerdote por um bispo da cidade vizinha de Anastasiópolis. Sua vida de oração e penitência se intensificou ainda mais, tornando-se exemplo de santidade para o povo.

Mais tarde, foi escolhido pelo próprio povo como bispo de Anastasiópolis, função que exerceu durante dez anos.

Humildade e desapego

Mesmo exercendo o episcopado, São Teodoro desejava uma vida mais simples e recolhida. Por isso, pediu diversas vezes para ser substituído no cargo, até que o imperador e o patriarca de Constantinopla atenderam seu pedido, permitindo-lhe retornar à vida monástica.

Assim, voltou à sua condição humilde — mas espiritualmente grandiosa — de monge, dedicando-se inteiramente à oração e à contemplação.

Fama de santidade

Era profundamente amado pelo povo, que o procurava constantemente em busca de conselhos, orações e intercessões. Muitos milagres lhe são atribuídos, o que aumentava ainda mais a devoção dos fiéis.

Mesmo desejando o recolhimento, não deixava de atender aqueles que necessitavam de auxílio espiritual.

A morte

São Teodoro partiu para o Céu no ano de 613, após uma vida marcada pela oração, penitência e dedicação à Palavra de Deus, espalhando a fé por onde passava.

São Teodoro, rogai por nós!

Teodoro — Nome de origem grega Theódoros, formado por Theós (“Deus”) e dôron (“dom”), significando “dom de Deus”.

“Oração — Ensinai-me, São Teodoro, a ser uma pessoa honesta. Mostrai-me o caminho para uma vida santa, de doação e perseverança. Amém.”

São Teodoro, rogai por nós!

Teodoro — é um nome masculino de origem grega que surge a partir de Theódoros, composto pelos elementos théos, que significa “deus” e dôron, que significa “dom””.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de abril:

1

Santo Aniceto
Papa que acolheu São Policarpo e dialogou sobre a Páscoa.

† c.166

2

Santos Sulpício e Serviciano
Mártires sepultados na Via Latina, em Roma.

† data inc.

3

São Secundino
Mártir em Córdoba, na Espanha.

† s. IV

4

São Marcelino
Primeiro bispo de Embrun, evangelizador dos Alpes.

† c.374

5

São Marciano
Monge em Auxerre, na França.

† c.488

6

São Teodoro Triquinas
Monge de vida austera, conhecido pelo uso de cilício.

† s. V

7

Santo Anastásio
Bispo e mártir em Antioquia, morto no tempo do imperador Focas.

† 609

8

Santa Heliena
Virgem que viveu no deserto servindo a Deus e aos enfermos.

† s. VII

9

São Vião
Bispo missionário entre os saxões, enfrentou muitas tribulações.

† 804

10

Beato Geraldo de Sales
Eremita que inspirou muitos à vida de oração e penitência.

† 1120

11

Beato Domingos Vernagálli
Sacerdote que fundou um abrigo para órfãos.

† 1218

12

Santa Inês de Montepulciano
Virgem dominicana, exemplo de humildade e liderança espiritual.

† 1317

13

Beato Simão de Tódi
Pregador que guiou muitos pelo exemplo de vida.

† 1322

14

Beatos Jaime Bell e João Finch
Mártires ingleses que sofreram por fidelidade à fé.

† 1584

15

Beatos Ricardo Sargeant e Guilherme Thomson
Sacerdotes martirizados em Londres.

† 1584

16

Beato Maurício MacKenraghty
Mártir irlandês que recusou renegar sua fé.

† 1585

17

Beato António Page
Sacerdote martirizado por fidelidade ao sacerdócio.

† 1593

18

Beatos Francisco Page e Roberto Watkinson
Sacerdotes martirizados na Inglaterra.

† 1602

19

Beata Clara Bossatta
Virgem dedicada à caridade e fundadora religiosa.

† 1887

20

Beato Anastásio Pankiewicz
Mártir que testemunhou a fé em campo de concentração.

† 1942

3º Domingo da Páscoa | Domingo

Primeira Leitura (At 2,14.22-33) 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

No dia de Pentecostes, 14 Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22 “Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23 Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24 Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25 Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26 Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27 Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28 Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria’. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30 Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31 É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. 32 Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. 33 E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 15(16),1-2a.5.7-8.9-10.11 (R. 11ab)

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor: nenhum bem eu posso achar fora de vós!” Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 


Segunda Leitura (1Pd 1,17-21) 

Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Caríssimos: 17 Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. 18 Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19 mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20 Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. 21 Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Evangelho (Lc 24,13-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura; fazei o nosso coração arder, quando nos falardes.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” 19 Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”. 25 Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Expedito, Militar, Mártir – 19 de Abril

Santo Expedito, Militar, Mártir

Santo do Dia – 19 de Abril

Santo Expedito

Militar, Mártir · † 303

Chefe da 12ª Legião Romana

Era chefe da 12ª Legião romana, então estabelecida em Melitene, na Armênia, sede de uma das províncias do Império Romano. Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano, no início de seu reinado, mostrava-se favorável aos cristãos, confiando-lhes cargos importantes na administração e no exército.

A Legião Fulminante

Essa legião era conhecida como a “Fulminante” (Fulminata, em latim), nome que recebeu após um episódio célebre ocorrido no tempo do imperador Marco Aurélio, durante uma campanha na região da atual Hungria.

Cercado pelos inimigos e sofrendo com a falta de água em pleno verão, o exército romano parecia condenado. Foi então que os soldados cristãos da legião se reuniram, ajoelharam-se e rezaram a Deus com confiança.

Logo após a oração, caiu uma chuva abundante que saciou a sede dos soldados, enquanto relâmpagos e granizo atingiram violentamente o exército inimigo, que fugiu em pânico. Assim, o exército romano foi salvo e saiu vencedor.

Era, portanto, uma das mais gloriosas legiões romanas, encarregada de proteger as fronteiras orientais contra os bárbaros.

Prontidão e caráter

A história da Igreja conserva poucos detalhes sobre a vida pessoal de Santo Expedito. No entanto, seu nome tornou-se conhecido justamente por expressar o traço dominante de seu caráter: a prontidão.

“Expedito” era um apelido dado segundo o costume romano, indicando aquele que age com rapidez, diligência e decisão. Ele se destacou tanto no cumprimento de seus deveres militares quanto na fidelidade à fé cristã.

Conversão sem demora

Segundo a tradição, quando decidiu converter-se, Santo Expedito foi tentado pelo demônio sob a forma de um corvo que gritava: “Crás! Crás!”, que significa “Amanhã! Amanhã!”. Era um convite a adiar sua decisão.

Mas o santo, com firmeza, pisoteou o corvo e respondeu: “Hodie! Hodie!”, isto é, “Hoje! Hoje!”. Assim, mostrou que não devemos adiar nossa conversão nem nossas decisões por Deus.

A morte

Santo Expedito foi martirizado com seus companheiros em Melitene, no dia 19 de abril de 303, durante a perseguição do imperador Diocleciano. Permaneceu fiel a Cristo até o fim, testemunhando sua fé com coragem.

Desde então, tornou-se um santo muito popular, especialmente invocado como padroeiro das causas urgentes. Também é considerado protetor dos militares, estudantes e viajantes.

Santo Expedito, rogai por nós!

Expedito — Do latim expeditus, significa “pronto”, “rápido”, “diligente”, aquele que resolve situações com agilidade e eficácia.

“Oração — Santo Expedito, vós que sois um santo guerreiro, ajudai-me a ser vigilante e combativo diante do mal. Amém.”

Santo Expedito, rogai por nós!

São Leão IX — Papa que defendeu valorosamente a Igreja como bispo de Toul durante vinte e cinco anos e promoveu importantes reformas no clero.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de abril:

1
São Mapálico e companheiros
Mártires. Na África Proconsular, durante a perseguição de Décio, deram testemunho da fé em Cristo em meio a grandes sofrimentos.

† 250

2
Santa Marta
Virgem e mártir. Na antiga Pérsia, sofreu o martírio no tempo do rei Sapor II.

† 341

3
São Jorge
Bispo. Morreu no exílio por defender o culto das sagradas imagens.

† 818

4
São Geroldo
Eremita. Viveu em rigorosa penitência na região dos Alpes da Baviera.

† c. 978

5
Santo Elfego
Bispo e mártir. Ofereceu-se para salvar seu povo e foi cruelmente morto.

† 1012

6
São Leão IX
Papa. Reformou a vida do clero e combateu a simonia.

† 1054

7
São Bernardo Penitente
Monge. Dedicou-se à penitência e peregrinação constante à Terra Santa.

† 1182

8
Beato Jaime Dukett
Mártir. Em Londres, foi enforcado por vender livros católicos durante perseguições.

† 1602

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT