Nossa Senhora do Rosário – 07 de Outubro

Nossa Senhora do Rosário

Santo do Dia – 07 de Outubro

Nossa Senhora do Rosário,

O Meio de Alcançar Almas para Deus · Festa em 7 de Outubro

Origens

Nossa Senhora do Rosário

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas (eremitas dos primeiros séculos do cristianismo) usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Dessa forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nosso e, para a contagem, Doutor da Igreja São Beda, chamado de “o Venerável” (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

 

História do Rosário

O Santo Rosário foi sendo transformado com o decorrer dos anos, porém, no ano de 1214, a Santa Igreja o estabeleceu na forma e método que hoje é usado. Antes, as Ave-Marias não eram como agora, nem mesmo os mistérios contemplados entre outros ingredientes da oração. Sua origem se deu com a revelação divina de Nossa Senhora do Rosário a São Domingos de Gusmão, fundador dos dominicanos (O.P.). Por meio das citações referidas ao Bem-aventurado Alano de La Roche em seu livro “De Dignitate Psalterri”, São Luís Maria Grignion de Montfort relata a origem do Rosário.

São Domingos e o Rosário

A tradição espiritual conta com a revelação. São Domingos se preocupava em converter os albigenses, também conhecidos como cátaros (puros), que eram um grupo de hereges de caráter gnóstico e maniqueísta, sendo até mesmo protegida por bispos e nobres da época. Essa doutrina negava a existência de um único Deus, negava a divindade de Jesus, direcionava a salvação através do conhecimento etc.

Rosário: a chave para alcançar as almas endurecidas

Essas realidades entraram em choque com o catolicismo. Desse modo, o santo procurava converter os heréticos e enfrentava grande resistência. Certa vez, procurou retirar-se em uma floresta para rezar e ali recebeu a orientação da Nossa Senhora do Rosário:

“Querido Domingos, você sabe de que arma a Santíssima Trindade quer usar para mudar o mundo? [ … ] a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério” (MONTFORT, 2019, p. 42-43).

Do Saltério Angélico ao Santo Rosário

A propagação do Rosário por São Domingos

A partir dessa situação, São Domingos começou a pregar o Santo Rosário, ou como foi dito, em revelação, “Saltério Angélico”. Assim expresso, pois naquela época poucas pessoas eram alfabetizadas e não conheciam a Sagrada Escritura. Por outro lado, os monges costumavam recitar em oração os 150 Salmos, rezando a “liturgia das horas”. Desse modo, os cristãos poderiam imitar a oração e se aproximar dos mistérios de Deus ao recitar 150 Ave-Marias, conhecida como a saudação angélica já que foi dita pelos Anjos e relatava nas Escrituras. Assim, tornou-se o “Saltério Angélico” (Salmos Angélicos).

Os Mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos

Em um segundo momento, ao esfriar a devoção do Saltério Angélico, em nova aparição, Nossa Senhora do Rosário apareceu ao Beato Alano (1428 – 1475) lhe pedindo que reavivasse a prática. Assim ele formou os agrupamentos de 50 Ave-Marias e seus mistérios, conhecidos como: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Ela lhe disse que muitas graças e milagres seriam alcançados por meio desse modo e reafirmou os ditos a São Domingos.

A Intercessora pela Igreja do Ocidente

Intercessão de Nossa Senhora do Rosário

Logo após, houve a batalha de Lepanto (Grécia, junto ao porto de Corinto) comandada por João da Áustria, em 7 de Outubro de 1571. O Papa Pio V procurava conter os avanços dos turcos na Europa e, antes disso, convocou os cristãos para que rezassem o rosário através da Carta Breve Consueverunt (1569). Era uma batalha extremamente importante, pois dela dependia a preservação do cristianismo e da cultura ocidental.

Instituição da Festa

Com a vitória adquirida, ele instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário no mesmo dia da batalha e reconheceu que a vitória veio por meio das orações do Rosário. Sendo este Papa da ordem dos dominicanos, por isso, seguiu a inspiração do fundador. O Pontífice instituiu a festa, inicialmente chamada de Santa Maria da Vitória.

Rainha do Sacratíssimo Rosário

Festa Mariana Obrigatória

Em 1573, o Papa Gregório XIII tornou a festa mariana obrigatória para a diocese de Roma e para as Confrarias do Santo Rosário, sob o título de Santíssimo Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria. Em 1716, o Papa Clemente XI inscreveu a festa no calendário romano, estendendo-se para toda a Igreja. A celebração ocorria em datas diferentes, conforme os costumes locais. O Papa Leão XIII inscreveu a invocação “Rainha do Sacratíssimo Rosário” na Ladainha Lauretana em 10 de dezembro de 1883. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração da festa em 7 de outubro.

O Quarto Mistério

Por fim, após anos de estímulo e devoção por parte dos papas e dos santos, São João Paulo II, em sua carta “Rosarium Virginis Mariae” (2002), institui o quarto mistério. Foi reconhecido como “luminoso”. Formando, então, o Rosário com quatro terços meditando os mistérios de Cristo. Assim, deu-se o formato daquilo que se conhece atualmente por Santo Rosário.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Rosário — Do latim rosarium, que significa “roseiral” ou “coroa de rosas”, imagem que expressa as Ave-Marias oferecidas a Nossa Senhora como um ramalhete espiritual.

“Oração – Ó Mãe do rosário, consegui junto a Jesus aquilo que não podemos, combatei por nós e consolai-nos das intempéries da vida. Entregamos a nossa existência a Ti e de Ti tudo esperamos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Beata Clara Badano — Jovem do Movimento dos Focolares, em Sasello, perto de Savona, cidade da Itália.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 07 de outubro:

1

São Marcelo
Mártir. Em Cápua, na Campânia, região da Itália.

† s. III/IV

2

Santa Justina
Virgem e mártir. Em Pádua, na Venécia, hoje no Vêneto, região da Itália.

† s. III/IV

3

Santos Sérgio e Baco
Mártires. Em Betsáloe, na Augusta Eufratésia, hoje na Síria.

† s. III/IV

4

São Marcos
Papa. Em Roma. Fundou o título in Pallacinis, atual igreja de São Marcos.

† 336

5

Santo Augusto
Presbítero e abade. Em Bourges, na Aquitânia, hoje na França.

† c. 560

6

São Paládio
Bispo. Em Saintes, também na Aquitânia. Erigiu uma basílica sobre o túmulo de Santo Eutrópio.

† d. 596

7

Beato Martinho Cid
Abade. No mosteiro de Bellafuente, hoje Valparaíso, em Castela e Leão, região da Espanha. Fundou este cenóbio e o agregou à Ordem Cisterciense.

† 1152

8

Beatos Adrião Takahashi Mondo e Joana Takahashi, Leão Hayashida Sukeemon, Marta, Madalena e Diogo Hayashida, Leão Takedomi Han’emon e Paulo Takedomi Han’emon
Mártires. Em Arima, no Japão.

† 1613

9

Beato João Hunot
Presbítero e mártir. Ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

10

Beato José Toniolo
Pai de família e cooperador salesiano. Em Pisa, na Itália.

† 1918

11

Beato José Llosá Balaguer
Religioso dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir. Em Benaguacil, localidade da província de Valência, na Espanha.

† 1936

12

Beata Clara Badano
Jovem do Movimento dos Focolares. Em Sasello, perto de Savona, cidade da Itália.

† 1990

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Saíram vitoriosos porque invocaram o auxílio da Santa Mãe de Deus

A festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo papa Pio V, em 1571, quando celebrava a vitória na batalha naval de Lepanto. Segundo consta, os cristãos saíram vitoriosos porque invocaram o auxílio da Santa Mãe de Deus, rezando o rosário.

O Rosário de antigamente

A origem do terço é muito antiga e remonta aos anacoretas orientais que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais.

Já o Venerável Beda sugerira aos irmãos leigos, pouco familiarizados com o Saltério latino, que se utilizassem de grãos enfiados em um barbante na recitação dos Pai-Nossos e Ave-Marias.

Nossa Senhora e São Domingos

Segundo está escrito, em 1328 Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do rosário para a salvação do mundo.

Justamente, Rosário significa coroa de rosas oferecidas à Nossa Senhora.

Não é de estranhar que os promotores e divulgadores da devoção do rosário no mundo inteiro foram os dominicanos, filhos de São Domingos.

Os Mistérios de Cristo Jesus

Somos hoje, portanto, convidados a meditar sobre os mistérios de Cristo Jesus, associando-nos como Maria Santíssima à Encarnação, Paixão e gloriosa Ressurreição do Filho de Deus.

Diz o Papa João Paulo II na sua Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”: “O Rosário, de facto, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio.

Com o Rosário se contempla o rosto de Cristo

Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor.

Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor.”

Nossa Senhora do Rosário, intercedei por nós!

Oração – Nossa Senhora do Rosário, dai a todos os cristãos a graça de compreender a grandiosidade da devoção do santo rosário, na qual, à recitação da Ave Maria se junta a profunda meditação dos santos mistérios da vida, morte e ressurreição de Jesus, vosso Filho e nosso Redentor.

 

 

Com São Marcos, Papa. Marcos foi Papa apenas por alguns meses, no ano 336, mas, conseguiu construir uma Basílica, em honra de Marco Evangelista, hoje igreja de São Marcos. Deve-se a ele também o calendário civil mais antigo da Igreja Romana, que fixou, pela primeira vez, o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

7/10

2. Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Marcelo, mártir, († s. III/IV)

3. Em Pádua, na Venécia, hoje no Véneto, região da Itália, Santa Justina, virgem e mártir, († s. III/IV)

4. Em Betsáloe, na Augusta Eufratésia, hoje na Síria, os santos Sérgio e Baco, mártires, († s. III/IV)

5. Em Roma, São Marcos, papa, que fundou o título «in Pallacínis», actual igreja de São Marcos, e mandou construir uma basílica no cemitério de Balbina, junto à Via Ardeatina, onde foi sepultado, († 336)

6. Em Bourges,  Aquitânia, França, Santo Augusto, presbítero e abade, tinha as mãos e os pés anquilosados e só se apoiava sobre os joelhos e os cotovelos; curado por intercessão de São Martinho, constituiu uma comunidade de monges e dedicou-se ininterruptamente à oração, († c. 560)

7. Em Saintes, também na Aquitânia, São Paládio, bispo, que erigiu uma basílica sobre o túmulo de Santo Eutrópio e fomentou na sua cidade episcopal o culto dos santos, († d. 596)

8. No mosteiro de Bellafuente, hoje Valparaíso, em Castela e Leão, região da Espanha, o Beato Martinho Cid, abade, que fundou este cenóbio e o agregou à Ordem Cisterciense, († 1152)

9. Em Arima, Japão, os beatos mártires Adrião Takahashi Mondo e sua esposa Joana Takahashi; Leão Hayashida Sukeemon, sua esposa Marta Hayashida e seus filhos Madalena Hayashida e Diogo Hayashida; Leão Takedomi Han’emon e seu filho Paulo Takedomi Han’emon, († 1613)

10. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Hunot, presbítero e mártir, que, por causa da sua condição de sacerdote, na Revolução Francesa foi encerrado num barco-prisão, onde consumou o testemunho da sua fidelidade a Deus, († 1794)

11. Em Pisa, na Itália, o Beato José Toniolo, pai de família e cooperador salesiano, († 1918)

12. Em Benaguacil, localidade da província de Valência, na Espanha, o Beato José Llosá Balaguer, religioso dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir, que sofreu o martírio na perseguição contra a fé, († 1936)

13. Em Sasello, perto de Savona, cidade da Itália, a Beata Clara Badano (Clara “Luz”), jovem do Movimento dos Focolares, († 1990)

Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário | Memória | Quarta-feira

Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário - Memória | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (At 1,12-14)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Depois que Jesus subiu ao céu, 12 os apóstolos voltaram para Jerusalém, vindo do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, a mais ou menos um quilômetro. 13 Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. 14 Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, 

– pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome! 

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos. 

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos. 

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre.

Evangelho (Lc 1,26-38)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (At 1,12-14)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Depois que Jesus subiu ao céu, 12 os apóstolos voltaram para Jerusalém, vindo do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, a mais ou menos um quilômetro. 13 Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. 14 Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Cânt.: Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55

(R. 49 ou: Bendita sejais, ó Virgem Maria, trouxestes no ventre a Palavra eterna!)

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, 

– pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome! 

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos. 

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Evangelho (Lc 1,26-38)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Bruno, Religioso, Presbítero, Fundador – 06 de Outubro

São Bruno, Religioso, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 6 de Outubro

São Bruno,

Fundador da Ordem dos Cartuxos · † 1101

Origens

São Bruno - Religioso, Presbítero-Fundador

São Bruno, filho de uma família nobre de Colônia (Alemanha), nasceu em 1030. Quando alcançou idade, foi chamado pelo Senhor ao sacerdócio e se deixou seduzir.

Amigo e admirado pelo Arcebispo de Reims, Bruno, inteligente e piedoso, começou a dar aulas na escola da Catedral desse local e chegou a estudar na escola catedralícia de Reims. Adquirido o grau de doutor e nomeado Cônego do Capítulo da catedral, foi designado, em 1056, escolaster, isto é, Reitor da Universidade. Foi um dos mestres mais renomados de seu tempo: “(…) um homem prudente, de palavra profunda”. São Bruno encontrava-se cada vez menos à vontade numa cidade onde existiam muitos motivos de escândalo por parte do alto clero e, inclusive, do Arcebispo. Depois de ter lutado com sucesso contra esses problemas, Bruno experimenta o desejo de uma vida mais entregue exclusivamente a Deus.

São Bruno possuía o desejo de doar a sua vida exclusivamente a Deus.

O convite

Em 1080, no Concílio de Lyon, por ordem do Papa Gregório VII, o arcebispo Manasés foi destituído definitivamente e expulso de Reims. Ao voltar para sua cidade, Bruno recebeu o convite para o arcebispado, mas recusou o cargo. Tornando-se cinquentenário e cônego, amadureceu na inspiração de servir a uma Ordem religiosa.

O retiro em Cartuxa

Após curto estágio num mosteiro beneditino, retirou-se para uma região chamada Cartuxa, com a aprovação e bênção de São Hugo, Bispo de Grenoble, o qual lhe ofereceu um lugar. No mês de junho de 1084, o mesmo bispo conduziu Bruno e seus seis colegas (fundadores da Ordem) ao deserto do maciço montanhoso de Chartreuse (Cartuxa), que daria seu nome à Ordem. Ali construíram seu eremitério, formado por algumas casinhas de madeira que se abrem a um corredor largo e comprido, que permite acesso, sem sofrer muito com as mudanças de clima e tempo, aos lugares de vida comunitária: a igreja, o refeitório e o Capítulo.

O sonho

Assim, eles viveriam isolados em quartos chamados “celas”, mas com esse corredor que dava acesso aos ambientes comuns. São Hugo os levou para esse local por conta de um sonho que ele teve. Nesse sonho, apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso.

O início da Ordem dos Cartuxos

Após esse sonho, o Bispo recebeu a visita de Bruno, que estava acompanhado por seis companheiros monges. Ao ver os sete homens, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho e concedeu-lhes as terras. Nelas, São Bruno iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa, com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus.

O lema da Ordem

Com os monges companheiros, observava-se absoluto silêncio, a fim de aprofundar-se na oração e na meditação das coisas divinas, nos ofícios litúrgicos comunitários, na obediência aos superiores, nos trabalhos agrícolas, na transcrição de manuscritos e livros piedosos. O lema da Ordem é: “Stat Crux dum volvitur orbis” (A Cruz permanece intacta enquanto o Mundo dá sua órbita), o que nos faz perceber que tudo passa nesta vida, menos a salvação de Cristo na cruz: o mundo gira, mas a cruz permanece.

O Mosteiro de Santa Maria da Torre

Quando um dos discípulos de São Bruno tornou-se Papa (Urbano II), em 1088, logo o chamou para assessor e conselheiro, em 1090. Além disso, quis fazê-lo arcebispo, porém o santo recusou novamente. Um ano depois, pediu com insistência ao Sumo Pontífice e conseguiu voltar à vida religiosa, quando, juntamente com amigos de Roma, fundou, no sul da Itália, o Mosteiro de Santa Maria da Torre, nos bosques da Calábria.

A morte

Lá veio a falecer, no dia 6 de outubro de 1101, tendo como últimas palavras uma profissão de fé eucarística: “Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue verdadeiros de Jesus Cristo”. O corpo foi enterrado no cemitério de Nossa Senhora da Torre e foi encontrado incorrupto em 1515. Em 1514, Leão X autorizou aos Cartuxos o culto do fundador. Logo, em 1623, Gregório XV estendeu o culto a toda a Igreja.

Legado

São Bruno tornou-se o fundador da Ordem dos Cartuxos com seus seis companheiros. Essa Ordem é considerada a mais rígida de todas as Ordens da Igreja, pelo exercício do silêncio, solidão, jejuns, penitências e orações, e atravessou a história sem reformas, perdurando até hoje na mesma radicalidade.

São Bruno, rogai por nós!

 

“Oração – Ó mestre da espiritualidade monástica, intercedei pelas atuais e novas vocações para a clausura, para que sejam despertadas as almas com o desejo de entrega total. Quanto aos que vivem em meio ao mundo, sejam espelho e testemunho de fé e santidade. Amém!”

São Bruno, rogai por nós!

Santo Ivo — Diácono e monge na Bretanha Menor, atualmente na França († c. 704).

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de outubro:

1

São Ságar
Bispo e mártir. Em Laodiceia, na Frígia, na atual Turquia.

† c. 170

2

Santa Fé
Mártir. Em Agen, na Aquitânia, atualmente na França.

† s. IV

3

São Renato
Bispo. Em Sorrento, na Campânia, região da Itália.

† c. s. V

4

São Romão
Bispo. Em Auxerre, na Nêustria, na hodierna França.

† c. 564

5

São Magno
Bispo. Em Veneza, na Itália, a sua comemoração.

† c. 670

6

Santo Ivo
Diácono e monge. Na Bretanha Menor, atualmente na França.

† c. 704

7

São Pardulfo
Abade. Em Guéret, no território de Limoges, na Aquitânia, hoje na França.

† 737

8

São Bruno
Presbítero e fundador da Ordem dos Cartuxos. Em Santa Maria da Torre, na Calábria, Itália.

† 1101

9

Beato Adalbero
Bispo de Würzburg. Em Lambach, na Baviera, região da Alemanha, onde fundou o mosteiro de Lambach.

† 1090

10

Santo Artaldo
Bispo de Belley. Na Cartuxa de Arvières por ele fundada, na Borgonha, França.

† 1206

11

São João Xenos
Monge. Em Akrotíri, na ilha de Creta, onde propagou a vida monástica.

† s. XI

12

Beatos João Hashimoto Tahyoe, Tecla Hashimoto, Catarina, Tomé, Francisco, Pedro e Luísa Hashimoto, e companheiros
Mártires. Em Kioto, no Japão.

† 1619

13

Santa Maria Francisca das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo
Virgem da Terceira Ordem Secular de São Francisco. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália.

† 1791

14

Beato Francisco Hunot
Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

15

Beata Maria Rosa
Virgem, fundadora da Congregação das Irmãs dos Santos Nomes de Jesus e Maria. Em Longueuil, Canadá.

† 1849

16

São Francisco Tran Van Trung
Mártir. Em An-Hoa, cidade do território do Anam, hoje no Vietnã.

† 1858

17

Beato Isidoro de São José de Loor
Religioso da Congregação da Paixão. Em Kostrijk, na Bélgica.

† 1916

18

Beato Bernardo
Religioso da Congregação dos Irmãos Maristas e mártir. Em Barruelo de Santullán, perto de Palência, na Espanha.

† 1934

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nobre, professor de teologia

Nasceu na cidade de Colônia no ano 1035, de família nobre, terminara seus estudos na escola episcopal de Reims, na Alemanha.

Em continuidade, foi ordenado sacerdote na sua terra natal, dedicando-se ao ensino de teologia na arquidiocese de Reims por mais de 25 anos.

Foram seus alunos Eudes de Châtillon, o futuro Papa Urbano II e Santo Hugo de Grenoble.

Fundador da Cartuxa

Reuniu em torno de si alguns companheiros dispostos a aceitar um desafio e fundou na região desértica de Chartreuse o primeiro mosteiro da ordem.

Era constituída por pequenas casas de dois quartos, um térreo, destinado ao trabalho e outro superior, a moradia do monge, onde ele ora e repousa.

Os cartuxos procuram conciliar a vida comunitária e silenciosa com a vida contemplativa num silêncio total e absoluto como meio para chegar a Deus

Conselheiro do Papa, seu ex-aluno

O Papa Urbano II, seu ex-aluno, o escolheu para conselheiro e o chamou a Roma.

A estadia em Roma foi breve, pois os monges, não se adaptaram à cidade, apesar de terem construído uma cartuxa junta às Termas de Diocleciano.

Por isso tiveram a licença de voltar a Grenoble, enquanto o abade Bruno, ao deixar a Cúria Pontifícia, pôde descer à Itália meridional para erigir uma nova cartuxa, no modelo da francesa.

A alegria e a solidão do ermo

A Igreja, é único lugar onde os irmãos se encontram para recitar o Ofício Divino.

“O proveito e a alegria que a solidão e o silêncio do ermo trazem a todos os que o amam, só os que tiveram a experiência podem apreciar”, escrevia a um amigo, pouco antes de morrer.

São Bruno, rogai por nós!

Oração – “Onipotente e Eterno Deus, que concedestes a graça da fidelidade a São Bruno, fundador da Ordem dos Cartuxos, através do silêncio e da contemplação, concedei-nos também a nós sermos bem firmes na fé pela contemplação de vossas maravilhas.”

Bruno é um nome com duas possibilidades de origem, sendo que as duas remetem para o mesmo significado. Tanto pode ter vindo do latim brunus, como do germânico brun, que querem dizer literalmente “marrom” ou “moreno”

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

06/10

Com  Em Kioto, no Japão, os beatos João Hashimoto Tahyoe, sua esposa Tecla Hashimoto e seus filhos Catarina Hashimoto, Tomé Hashimoto, Francisco Hashimoto, Pedro Hashimoto e Luísa Hashimoto, e 46 companheiros mártires: Tomé Kian, Tomé Ikegami; Lino Rihyoe, sua esposa Maria; Cosme Shizaburo e seu filho Francisco Shizaburo; António Dómi, Joaquim Ogawa; João Kyusaku, sua esposa Madalena e sua filha Regina; Tomé Koshima Shinshiro, sua esposa Maria; Gabriel; outra Maria e sua filha Mónica; Marta e seu filho Bento; outra Maria e seu filho Sisto; outra Mónica, Tomé Toemon e sua esposa Luzia; Rufina e sua filha Marta; outra Mónica, Manuel Kosaburo, Ana Kajiya e seu filho Tomé Kajya Yoemon; Águeda, Maria Chujó, Jerónimo Soroku e sua esposa Luzia; João Sakurai e sua filha Úrsula Sakurai; Mâncio Kyujiró, Luís Matagoro; Leão Kyusuke e sua esposa Marta; Mência e sua filha Luzia; Madalena, Diogo Tsuzu, Francisco e Maria.

2. Em Laodiceia, na Frígia, na atual Turquia, São Ságar, bispo e mártir, que padeceu no tempo de Servílio Paulo, procônsul da Ásia, († c. 170)

3. Em Agen, na Aquitânia, atualmente na França, Santa Fé, mártir, († s. IV)

4. Em Sorrento, na Campânia, região da Itália, São Renato, bispo, († c. s. V)

5. Em Auxerre, na Nêustria, na hodierna França, São Romão, bispo, († c. 564)

6. Em Veneza, na Itália, a comemoração de São Magno, bispo, que, segundo a tradição, depois de os Lombardos terem ocupado a cidade de Oderzo, com a maior parte do seu povo se trasladou para a laguna vêneta, onde fundou a nova cidade de Heracleia e construiu oito igrejas no lugar em que mais tarde se formou a cidade de Veneza, († c. 670)

7. Na Bretanha Menor, atualmente na França, Santo Ivo, diácono e monge, discípulo de São Cutberto, bispo de Lindisfarne, que atravessou o mar e foi habitar nesta região, entregue a vigílias e jejuns, († c. 704)

8. Em Akrotíri, na ilha de Creta, São João Xenos, que propagou nesta ilha a vida monástica, († s. XI)

9. Em Guéret, no território de Limoges, na Aquitânia, hoje na França, São Pardulfo, abade, ilustre pela santidade da sua vida, o qual, segundo a tradição, obrigou a sair do seu mosteiro os Sarracenos que retrocediam ante Carlos Martel, († 737)

10. Em Lambach, na Baviera, região da Alemanha, o passamento do Beato Adalbero, bispo de Würzburg, que, por defender a Sé Apostólica, suportou muitas tribulações por parte dos cismáticos e, expulso várias vezes da sua sede episcopal, passou os últimos anos da sua vida em paz no mosteiro de Lambach, por ele fundado, († 1090)

11. Na Cartuxa de Arvières por ele fundada, na Borgonha, França, Santo Artaldo, bispo de Belley, que, sendo monge com quase noventa anos, foi eleito bispo contra a sua vontade; mas renunciou dois anos depois, voltando à vida monástica, e viveu até à idade de cento e seis anos, († 1206)

12. Em Kioto, no Japão, os beatos João Hashimoto Tahyoe, sua esposa Tecla Hashimoto e seus filhos Catarina Hashimoto, Tomé Hashimoto, Francisco Hashimoto, Pedro Hashimoto e Luísa Hashimoto, e 45 companheiros mártires, († 1619)

13. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santa Maria Francisca das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo (Ana Maria Gallo), virgem da Terceira Ordem Secular de São Francisco, admirável pela paciência nas inúmeras e contínuas tribulações e adversidades, bem como pelas penitências e pelo amor de Deus e das almas, († 1791)

14. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Francisco Hunot, presbítero e mártir, que, por causa da sua condição de sacerdote, durante a perseguição contra a Igreja foi encarcerado na sórdida galera, onde, afetado pela febre, entregou o espírito a Deus, († 1794)

15. Em Longueuil, localidade do Canadá, a Beata Maria Rosa (Eulália Melâni Durocher), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs dos Santos Nomes de Jesus e Maria, para a formação cristã e humana da juventude feminina, († 1849)

16. Em An-Hoa, cidade do território do Anam, hoje no Vietnam, São Francisco Tran Van Trung, mártir, que, sendo soldado, resistiu energicamente às ordens de apostatar da fé cristã e por isso o imperador Tu Duc o mandou degolar, († 1858)

17. Em Kostrijk, na Bélgica, o Beato Isidoro de São José de Loor, religioso da Congregação da Paixão, que cumpriu santamente as funções que lhe foram encomendadas e, atingido por grave enfermidade, foi exemplo para os seus irmãos no modo de suportar as terríveis dores, († 1916)

18. Em Barruelo de Santullán, perto de Palência, na Espanha, o Beato Bernardo (Plácido Fábrega Juliá), religioso da Congregação dos Irmãos Maristas e mártir, que, oprimido pela violência dos inimigos da Igreja, foi ao encontro do Senhor, († 1934)

27ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

27ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 1,13-24)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 13 certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14 e como progredia no judaísmo mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas. 15 Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16 se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue 17 nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco. 18 Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19 E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. 20 Escrevendo estas coisas, afirmo diante de Deus que não estou mentindo. 21 Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. 22 Ainda não era pessoalmente conhecido das igrejas da Judéia que estão em Cristo. 23 Apenas tinham ouvido dizer que “aquele que, antes, nos perseguia, está agora pregando a fé que, antes, procurava destruir”. 24 E glorificavam a Deus por minha causa.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 138(139),1-3.13-14ab.14c-15 (R. 24b)

– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

– Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.

– Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras!

– Até o mais íntimo, Senhor me conheceis; nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis; quando eu era modelado ocultamente, era formado nas entranhas subterrâneas.

Evangelho (Lc 10,38-42)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38 Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42 Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Jn 1,1-2,1.11)

Início da Profecia de Jonas.

1 A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, filho de Amati, que dizia: 2 “Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe que sua perversidade subiu até à minha presença”. 3 Jonas pôs-se a caminho, a fim de fugir para Társis, longe da presença do Senhor; desceu a Jope e encontrou um navio com destino a Társis, adquiriu passagem e embarcou com os outros passageiros para essa cidade, para longe da presença do Senhor. 4 Mas o Senhor mandou um vento violento sobre o mar, levantando uma grande tempestade, que ameaçava destruir o navio. 5 Tomados de pavor, os marinheiros começaram a gritar, cada qual a seu deus, e a lançar ao mar a carga do navio para o aliviar. Jonas havia descido ao porão do navio, deitara-se e dormia a sono solto. 6 O chefe do navio foi vê-lo e disse: “Como! Tu dormes? Levanta-te e reza ao teu deus; talvez ele se lembre de nós, e não morreremos”. 7 Disseram entre si os marinheiros: “Vamos tirar a sorte, para saber por que nos acontece esta desgraça”. Lançaram a sorte, e esta caiu sobre Jonas. 8 Disseram-lhe: “Explica-nos, por culpa de quem nos acontece esta desgraça? Qual é a tua ocupação e donde vens? Qual é a tua terra, de que povo és?” 9 Ele respondeu: “Eu sou hebreu e temo o Senhor, Deus do céu, que fez o mar e a terra firme”. 10 Aqueles homens ficaram possuídos de grande medo, e disseram: “Como é que fizeste tal coisa?” Pelas palavras dele, acabavam de saber que estava fugindo da presença do Senhor. 11 Disseram então: “Que faremos contigo, para acalmar o mar?” Pois o mar enfurecia-se cada vez mais. 12 Respondeu Jonas: “Pegai em mim e lançai-me ao mar, e o mar vos deixará em paz: eu sei que, por minha culpa, se desencadeou sobre vós esta grande borrasca”. 13 Os marinheiros, à força de remar, tentavam voltar à terra, mas em vão, porque o mar cada vez mais se encapelava contra eles. 14 Então invocaram o Senhor e rezaram: “Suplicamos-te, Senhor, não nos deixes morrer em paga pela vida deste homem, não faças cair sobre nós este sangue inocente; fizeste, Senhor, valer tua vontade”. 15 Então, pegaram em Jonas e atiraram-no ao mar; e cessou a fúria do mar. 16 Invadiu esses homens um grande temor do Senhor, ofereceram-lhe sacrifícios e fizeram-lhe votos. 2,1 Determinou o Senhor que um grande peixe viesse engolir Jonas; e ele ficou três dias no ventre do peixe. 11 Então o Senhor fez o peixe vomitar Jonas na praia.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Jn 2,2.3.4.5.8 (R. 7c)

– Retirastes minha vida do sepulcro, ó Senhor!

– Retirastes minha vida do sepulcro, ó Senhor!

– Do fundo do abismo, do ventre do peixe, Jonas rezou ao Senhor, o seu Deus, a seguinte oração:

– Na minha angústia clamei por socorro,  pedi vossa ajuda do mundo dos mortos e vós me atendeste.

– Senhor, me lançastes no seio dos mares, cercou-me a torrente vossas ondas passaram com furor sobre mim. 

– Então, eu pensei: eu fui afastado para longe de vós; nunca mais hei de ver vosso Templo sagrado.

– E quando minhas forças em mim acabavam,  do Senhor me lembrei, chegando até vós a minha oração.

Evangelho (Lc 10,25-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 Um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” 26 Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” 27 Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!” 28 Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29 Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30 Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 31 Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32 O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33 Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34 Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35 No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’. E Jesus perguntou: 36 “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37 Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Faustina Kowalska, virgem e São Benedito, o Negro – Memória | Segunda-feira

Santa Faustina Kowalska, virgem e São Benedito, o Negro - Memória | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Gl 1,6-12)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 6 admiro-me de terdes abandonado tão depressa aquele que vos chamou, na graça de Cristo, e de terdes passado para um outro evangelho. 7 Não que haja outro evangelho, mas algumas pessoas vos estão perturbando e querendo mudar o evangelho de Cristo. 8 Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado. 9 Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado. 10 Será que eu estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo. 11 Irmãos, asseguro-vos que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12 Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 110(111),1-2.7-8.9 e 10c (R. 5b)

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!

– Suas obras são verdade e são justiça, seus preceitos, todos eles, são estáveis, confirmados para sempre e pelos séculos, realizados na verdade e retidão.

– Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua Aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. Permaneça eternamente o seu louvor.

Evangelho (Lc 10,25-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” 26 Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” 27 Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!” 28 Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29 Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30 Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 31 Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32 O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33 Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34 Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35 No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’. E Jesus perguntou: 36 “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37 Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santos Anjos da Guarda – 02 de Outubro

Santos Anjos da Guarda

Santo do Dia – 02 de Outubro

Santos Anjos da Guarda,

Companheiros na Caminhada · Memória Litúrgica

Origens

Santos Anjos da Guarda

A existência dos Anjos é um dogma de fé, definida várias vezes e em muitas ocasiões pela Igreja, desde o Concílio de Nicéia ao Vaticano I. Tudo o que lhes diz respeito faz parte de um estudo próprio, denominado “angelologia”.

O Magistério eclesial afirma: os anjos são seres totalmente espirituais, sem corpo, imortais e imutáveis, que se tornam visíveis apenas para manifestar a sua ação.

História litúrgica

A memória litúrgica dos Santos Anjos é celebrada em 2 de outubro, desde 1670, por desejo do Papa Clemente X. A Igreja ortodoxa prefere celebrar em 11 de janeiro. Antigamente, a sua festa era celebrada em 29 de setembro, junto com a dos três Santos arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael. Porém, sua data foi diferenciada, tornando-se, de modo particular, memória própria dos Anjos da Guarda: primeiro, na Espanha, no século XV; depois, se difundiu em Portugal, Áustria e, por fim, em toda a Europa.

A devoção aos Anjos da Guarda é mais antiga do que aos santos

Na verdade, a devoção aos Anjos é mais antiga que aos santos, de modo especial na Idade Média. Isso, graças aos monges eremitas, que viviam uma vida de recolhimento, silêncio e oração, em companhia só dos seus Anjos da Guarda. Finalmente, em 2005, o Parlamento italiano, inspirando-se na figura dos Anjos da Guarda, introduziu, na mesma data de 2 de outubro, a celebração civil da Festa dos Avós, verdadeiros Anjos da Guarda de suas famílias.

Quem são os anjos?

O termo “anjo” indica uma criatura celeste bem próxima de Deus. Seu nome é citado 175 vezes no Novo Testamento e pelo menos 300 no Antigo, em que vem especificada a função desta milícia sobrenatural, dividida em nove hierarquias: Querubins, Serafins, Tronos, Dominações, Poderes, Virtudes Celeste, Principados, Arcanjos, Anjos.

Estes espíritos puros, dotados de inteligência e vontade, são chamados, muitas vezes, mensageiros ou intérpretes das ordens divinas; eles se manifestam, sobretudo, em momentos cruciais da história da salvação. Com efeito, o IV Concílio de Latrão definiu, como verdade de fé, o fato de que, se alguns anjos abusarem da sua liberdade, poderão cair no pecado: foi o que aconteceu com Lúcifer, o mais bonito de todos, que, ao pecar, por orgulho, contra Deus, caiu nas profundezas do inferno.

A função do Anjo da Guarda

As funções, atribuídas aos anjos pela Sagrada Escritura, são as de acompanhar o homem no caminho do bem e oferecer ao Senhor, além das nossas orações e sacrifícios. De fato, no Batismo, todo cristão recebe, como dom de Deus, o próprio Anjo da Guarda, uma presença invisível, mas real. O anjo o acompanha e guia ao longo de toda a sua existência: é um companheiro de viagem.

Ao longo dos séculos, apesar de invisíveis, os anjos foram representados de várias maneiras: adoradores, músicos, túmulos, igrejas, esculturas, pinturas…

Santo Anjo do Senhor, rogai por nós!

Anjo — Do latim angelus, que vem do grego ággelos, significa “mensageiro”, “enviado”, aquele que leva a mensagem de Deus aos homens.

“Oração – Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém!”

Santo Anjo do Senhor, rogai por nós!

São Leodegário — Bispo de Autun, cuja paixão a Igreja recorda neste dia, e com ele seu irmão, São Gerino, mártir.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de outubro:

1
Santo Eleutério Mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.
† s. III/IV
2
São Satúrio Eremita. Em Numância, na Hispânia Cartaginense.
† 606
3
São Leodegário e São Gerino Bispo de Autun e seu irmão, mártir. Em Saint-Léger, no território de Arras, na Nêustria, atualmente na França.
† 679-680 e 677
4
São Beregiso Abade. Em Andage, na floresta das Ardenas, na Austrásia, hoje Saint-Hubert, na Bélgica. Fundou neste lugar um mosteiro de Cónegos Regrantes, ao qual presidiu com diligência.
† d. 725
5
Santo Ursicino Bispo de Chur e primeiro abade do mosteiro de Disentis por ele fundado. Na Récia, em território da atual Suíça.
† s. VIII
6
São Teófilo Monge. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Por defender o culto das sagradas imagens, foi cruelmente torturado e exilado por Leão o Isáurico.
† c. 795
7
Beatos Luís Yakichi e Lúcia, e seus filhos André e Francisco Esposos e filhos, mártires. Em Nagasáki, no Japão.
† 1622
8
Beato Jorge Edmundo René Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Cónego de Vézelay, durante a Revolução Francesa foi condenado ao cativeiro na sórdida galera por ser sacerdote e aí morreu coberto de chagas infectadas.
† 1794
9
Santa Joana Emília Villeneuve Em Castres, na França. Fundou a Congregação de Nossa Senhora da Imaculada de Castres, destinada à formação humana e cristã dos mais desfavorecidos.
† 1854
10
Beato António Chevrier Presbítero. Em Lião, na França. Fundou a Obra da Providência do Prado.
† 1879
11
Beato João Beyzym Presbítero da Companhia de Jesus. Em Fianarantsoa, cidade de Madagáscar.
† 1912
12
Beatos Francisco Carceller Galindo e Isidoro Bover Oliver Presbíteros e mártires, o primeiro da Ordem dos Cónegos Regrantes das Escolas Pias, o segundo da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos. Próximo de Castellón, no litoral da Espanha.
† 1936
13
Beatos Elias e João Baptista Carbonell Mollá Presbíteros e mártires. Em Sax, localidade próxima de Alicante, na Espanha.
† 1936
14
Beata Maria Guadalupe (Maria Francisca Ricart Olmos) Religiosa da Ordem dos Servos de Maria e mártir. Em Silla, povoação próxima de Valência, na Espanha.
† 1936
15
Beatos Henrique Sáiz Aparício e Pedro Artolozaga Mellique Presbítero e religioso, mártires, ambos da Sociedade Salesiana. Em Madrid, cidade da Espanha.
† 1936
16
Bartolomeu Blanco Márquez Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Jaén, na Espanha.
† 1936
17
Beata Antonina Kratochwil Virgem da Congregação das Irmãs das Escolas de Nossa Senhora e mártir. Em Stanislawow, cidade da Polónia.
† 1942
18
Beato Szilard Bogdanffy Bispo de Oradea Mare e mártir. Em Aiud, cidade do distrito de Alba, na Roménia.
† 1953

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

“A desgraça jamais o atingirá, e praga nenhuma vai chegar à sua tenda, pois ele ordenou aos seus anjos que guardem você em seus caminhos.” (Sl 91, 10-11)

Enviados pelo Senhor em auxílio dos homens

Os Anjos são especialmente chamados à contemplação do rosto de Deus.

Entretanto, foram também enviados pelo Senhor em auxílio dos homens, para que os acompanhem e aconselhem com a sua invisível, mas solícita presença.

Iluminam o espírito

Eles são, antes de tudo, os mediadores das mensagens da verdade Divina, iluminam o espírito com a luz interior da palavra. São também guardiões das almas dos homens, sugerindo-lhes as diretivas Divinas.

Invisíveis testemunhas dos seus pensamentos mais escondidos e das suas ações boas ou más, claras ou ocultas, assistem os homens para o bem e para a salvação.

A Revelação escrita atesta a existência dos anjos

São Gregório Magno diz, que quase cada página da Revelação escrita, atesta a existência dos Anjos. São mais de trezentas vezes no Antigo Testamento.

Assim, no Novo Testamento aparecem no Evangelho da infância, na narração das tentações do deserto e da consolação de Cristo no Getsemani.

E são testemunhas da Ressurreição, assistem a Igreja que nasce, ajudam os Apóstolos e transmitem a vontade Divina.

Formarão uma coroa ao Cristo triunfante

Os Anjos prepararão o juízo final e executarão a sentença, separando os bons dos maus e formarão uma coroa ao Cristo triunfante.

As referências bíblicas, por si só justificam o culto especial que os cristãos reservam aos anjos desde os primeiros tempos.

Entretanto , é a natureza destes “espíritos puros” que estimula nossa admiração e nossa devoção.

Sua ação começa com o Batismo

Fundamentando a verdade de fé, a Igreja nos diz que cada cristão, desde o momento do batismo, é confiado ao seu próprio Anjo. Este tem a incumbência de guardá-lo, guiá-lo no caminho do bem, inspirando bons sentimentos, proporcionando a livre escolha que tem como meta Deus, Supremo Bem.

Os Coros dos Anjos

A liturgia que celebra São Miguel, São Gabriel e São Rafael, lembra ao mesmo tempo todos os coros angélicos: os Anjos, os arcanjos, os Tronos, as Dominações que adoram, as Potestades que tremem de respeito diante da Majestade Divina, os céus, as virtudes, os bem-aventurados serafins e os querubins.

De sua fronte brotava um raio de fogo

O fiel Anjos da Guarda acompanhou-me de maneira visível até a casa. Seu olhar era modesto e tranquilo, e de sua fronte brotava um raio de fogo.”(Diário de Santa Fastina, parágrafo 418-419).

Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!

Oração – Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou, a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governa e ilumina. Amém

 

 

Nagasáki, no Japão, os beatos Luís Yakichi e Lúcia, esposos, e seus filhos André e Francisco, mártires, que morreram por Cristo: a mãe e os filhos foram degolados na presença do pai, que depois foi queimado vivo

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

2/10

2. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santo Eleutério, mártir, († s. III/IV)

3. Em Numância, na Hispânia Cartaginense, São Satúrio, eremita, († 606)

4. Em Sain-Leger, no território de Arras, na Nêustria, atualmente na França, a paixão de São Leodegário, bispo de Autun, que, depois de ter sido submetido a vários suplícios e lhe vazarem os olhos, foi injustamente condenado à morte por Ebroíno, mordomo do rei Teodorico. Com ele venera-se a memória de seu irmão São Gerino, mártir, que, dois anos antes, por ordem do mesmo Ebroíno, morreu lapidado, († 679-680 e 677)

5. Em Andage, na floresta das Ardenas, na Austrásia, hoje Saint-Hubert, na Bélgica, São Beregiso, abade, que fundou neste lugar um mosteiro de Cónegos Regrantes, ao qual presidiu com diligência, († d. 725)

6. Na Récia, em território da atual Suíça, Santo Ursicino, bispo de Chur e primeiro abade do mosteiro de Disentis por ele fundado, († s. VIII)

7. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, a comemoração de São Teófilo, monge, que, por defender o culto das sagradas imagens, foi cruelmente torturado e exilado por Leão o Isáurico, († c. 795)

8. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Luís Yakichi e Lúcia, esposos, e seus filhos André e Francisco, mártires, que morreram por Cristo: a mãe e os filhos foram degolados na presença do pai, que depois foi queimado vivo, († 1622)

9. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Jorge Edmundo René, presbítero e mártir, que, sendo cónego de Vézelay, durante a Revolução Francesa, foi condenado ao cativeiro na sórdida galera por ser sacerdote e aí morreu coberto de chagas infectadas, († 1794)

10. Em Castres, na França, Santa Joana Emília Villeneuve, que fundou a Congregação de Nossa Senhora da Imaculada de Castres, destinada à formação humana e cristã dos mais desfavorecidos, († 1854)

11. Em Lião, na França, o Beato António Chevrier, presbítero, que fundou a Obra da Providência do Prado, para preparar sacerdotes destinados a ensinar aos jovens pobres a doutrina cristã, († 1879)

12. Em Fianarantsoa, cidade de Madagáscar, o Beato João Beyzym, presbítero da Companhia de Jesus, que exerceu nesta ilha uma intensa atividade junto dos leprosos, a quem prestou assistência corporal e espiritual com ardente caridade, († 1912)

13. Próximo de Castellón, no litoral da Espanha, os beatos Francisco Carceller Galindo, da Ordem dos Cónegos Regrantes das Escolas Pias, e Isidoro Bover Oliver, da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos, presbíteros e mártires, que, durante a perseguição religiosa, consumaram o seu martírio fuzilados junto ao muro do cemitério em ódio ao sacerdócio, († 1936)

14. Em Sax, localidade próxima de Alicante, também na Espanha, os beatos Elias e João Baptista Carbonell Mollá, presbíteros e mártires, dois irmãos que foram fuzilados na mesma perseguição contra a Igreja, († 1936)

15. Em Silla, povoação próxima de Valência, também na Espanha, a Beata Maria Guadalupe (Maria Francisca Ricart Olmos), religiosa da Ordem dos Servos de Maria e mártir, que, na mesma perseguição, pelo seu testemunho de Cristo recebeu a coroa de glória, († 1936)

16. Em Madrid, cidade da Espanha, os beatos mártires Henrique Sáiz Aparício, presbítero, e Pedro Artolozaga Mellique, religioso, ambos da Sociedade Salesiana, que, na cruel perseguição religiosa, alcançaram a palma do martírio por Cristo e pela Igreja, († 1936)

17. Em Jaén, também na Espanha, Bartolomeu Blanco Márquez, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, assassinado na mesma perseguição em ódio à fé, († 1936)

18. Em Stanislawow, cidade da Polônia, a Beata Antonina Kratochwil, virgem da Congregação das Irmãs das Escolas de Nossa Senhora e mártir, que, durante a guerra, por causa da sua fé foi encerrada no cárcere, onde morreu vítima das torturas suportadas por Cristo Esposo, († 1942)

19. Em Aiud, cidade do distrito de Alba, na Romênia, o Beato Szilard Bogdanffy, bispo de Oradea Mare e mártir, que, depois de cruéis tormentos e numerosas prisões durante o domínio de um regime hostil à Igreja e à dignidade humana, sofreu o martírio por causa da fé, († 1953)

Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem, Doutora da Igreja, Padroeira das Missões – 01 de Outubro

Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem, Doutora da Igreja, Padroeira das Missões

Santo do Dia – 01 de Outubro

Santa teresinha do Menino Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus,

Doutora da Infância Espiritual · † 1897

Origens

Santa teresinha do Menino Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 02 de janeiro de 1873. Morreu no dia 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos e 271 dias. Nascida em uma família de ótimas condições financeiras e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula, Teresa; quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa, que também se tornaram freiras (Maria, Paulina, Leônia e Celina).

Amadurecimento na dor

À primeira vista, parece que Teresinha foi santa desde a sua infância, porém, sua história revela um caminho de amadurecimento à custa de muitos sofrimentos, como por exemplo, a perda de sua mãe quando tinha 4 anos e 8 meses por conta do câncer; a ida de suas irmãs para o Carmelo; separar-se de seu pai e vê-lo sofrer de problemas psiquiátricos; por fim, a tuberculose e outros problemas de enfermidade nos seus últimos anos de vida. Tudo isso levou essa mulher a oferecer-se em holocausto à Misericórdia Divina, dia após dia de sua vida, com muita simplicidade e pequenez.

“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo.”

Nossa Senhora do sorriso

Depois da morte de sua mãe, a menina desenvolveu uma grande sensibilidade. Ela se achava sempre entristecida e abatida, chorava muito. Porém, aos 10 anos, ela fez uma experiência com Nossa Senhora que ficou em sua vida:

“No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes, do meu leito, virei meu olhar para a imagem de Maria e, de repente, a imagem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca tinha visto nada semelhante. Seu rosto exalava uma bondade e ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. Todas as minhas penas se foram naquele momento, e lágrimas escorreram de meus olhos, de pura alegria. Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, foi por causa das orações que eu tive a graça do sorriso da Rainha do Céu” (História de uma alma).

Do Menino Jesus…

Santa Teresinha do Menino Jesus também fez uma profunda experiência com o Natal, tendo o Menino Jesus como doador de uma “total conversão”, aos seus 13 anos de idade, no ano de 1883. Depois disso, sua vida foi transformada e ela começou a dar grandes passos na vida espiritual. Esse fato foi tão importante, a ponto de levá-la a assumir o nome de Teresinha do Menino Jesus.

Entrada no Mosteiro das Carmelitas

Com a autorização do Papa Leão XIII, Santa Teresinha do Menino Jesus pôde entrar no Mosteiro das Carmelitas, em Lisieux, com apenas 15 anos de idade. Ao entrar no Carmelo, dedicou-se a rezar pela conversão das almas e pelos sacerdotes. Porém, trazia em seu coração o grande desejo de ser missionária, queria anunciar o evangelho aos cinco continentes do mundo. Até que descobriu no amor um caminho de perfeição: “no coração da Igreja, serei o amor. Assim, serei tudo, e nada impossibilitará meu sonho de tornar-se realidade” (História de uma alma). Logo após a sua morte, seria colocada como padroeira universal das missões católicas pelo Papa Pio XI.

A infância espiritual

Através do amor, desenvolveu a infância espiritual ou pequena via. Essa consiste na extrema confiança em um Deus que é Pai, o que foi consequência do seu relacionamento com seu pai Luís. Ele levou sua filha a olhar a Deus como um pai bondoso, amoroso e misericordioso. Por isso, Santa Teresinha do Menino Jesus pôde confiar e se lançar sem reservas nos braços d’Aquele que a leva como um elevador através de sua graça. Esse relacionamento filial gerou um transbordar de caridade, generosidade e gratuidade por parte da santa que desembocou na vivência com suas irmãs religiosas.

Extrema humildade

Em sua extrema humildade, acreditava que o caminho era ser como criança diante de Deus, assim buscava sempre rebaixar-se na vida fraterna e amar sem reservas. Tudo isso levou-a a renovar a espiritualidade carmelita de João da Cruz (Doutor do “tudo ou nada”), vendo nessa caridade gratuita o caminho perfeito. “No crepúsculo desta vida, aparecerei diante de vós (Deus) com as mãos vazias” (História de uma alma), ou seja, nem apresentar méritos ou obras, simplesmente confiando no amor gratuito de Deus, que é Pai e nos salva (Cf. 1 Jo 4, 17). Essa experiência fez com que o Papa João Paulo II a proclamasse doutora da Igreja no dia 19 de outubro de 1997.

A morte

Em seu leito de morte, com apenas 24 anos, Santa Teresinha do Menino Jesus, disse suas últimas palavras:

– Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!

Após a sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos que se tornaram mundialmente reconhecidos. Assim realizou a sua promessa de espalhar uma chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. Sua beatificação aconteceu em 1923; e foi canonizada por Pio XI em 1925, que a chamava de “uma palavra de Deus”.

Oração de Santa Teresinha

“Meu Deus, ofereço-vos todas as ações que farei hoje, nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus. Quero santificar as batidas do meu coração, meus pensamentos e obras mais simples, unindo-os aos seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas, lançando-as na Fornalha de seu Amor Misericordioso. Oh, meu Deus! Peço-vos para mim e para aqueles que me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as penas desta vida passageira, para que estejamos um dia reunidos no Céu, por toda a eternidade. Assim seja.” (Obras completas de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, Oração 10).

Santa Teresinha, rogai por nós!

Teresa — Nome de origem grega, geralmente associado ao verbo therízō (“colher”, “ceifar”) ou a théros (“verão”), significando “a que colhe” ou “a que ceifa”. Outra interpretação o relaciona à ilha grega de Thera (Terásia), significando “a natural de Terásia”. Difundiu-se pelo mundo cristão a partir da Península Ibérica.

“Oração – Ó querida santinha da simplicidade e da infância, ensinai-nos a amar Jesus em nosso cotidiano, naquilo que é mais simples e ordinário. Ajudai-nos, também, a viver a vida com toda a gratuidade que é própria do amor. Pela tua intercessão, seremos o amor na Igreja. Amém!”

Santa Teresinha, rogai por nós!

São Romano, o Melodioso — Diácono, que foi denominado o Melodioso pela sua arte sublime em compor hinos eclesiásticos em honra do Senhor e dos Santos.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 01 de outubro:

1
Santos Veríssimo, Máxima e Júlia Mártires. Em Lisboa, cidade da Lusitânia, actualmente em Portugal.
† s. III/IV
2
São Piatão Presbítero. Em Séclin, na Gália Bélgica, atualmente na França. É venerado como evangelizador do território de Tournai e mártir.
† s. III/IV
3
São Romano Diácono. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Foi denominado o Melodioso pela sua arte sublime em compor hinos eclesiásticos em honra do Senhor e dos Santos.
† 555/565
4
São Nicécio Bispo. Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, no território da actual Alemanha. Segundo o testemunho de São Gregório de Tours, era veemente na pregação, terrível na repreensão, consistente no ensino. Sofreu o exílio no tempo de Clotário, rei dos Francos.
† 561
5
São Bavão Monge. Em Gand, na Flandres, região da Nêustria, hoje na Bélgica. Discípulo de Santo Amando: deixando a vida secular, distribuiu os seus bens pelos pobres e entrou no mosteiro fundado nesta cidade.
† c. 659
6
São Vasnulfo Monge, natural da Escócia. Em Condé-sur-l’Escaut, no Hainaut, território da Austrásia, atualmente na França.
† s. VII
7
São Geraldo Edwards Presbítero e mártir. Em Cantuária, na Inglaterra. Com ele foram martirizados o Beato Roberto Wilcox e Cristóvão Buxton, presbíteros, também por serem sacerdotes, e Roberto Widmerpool, por ter ajudado um sacerdote.
† 1588
8
Beatos Rodolfo Crockett e Eduardo James Presbíteros e mártires. Em Chichester, também na Inglaterra.
† 1588
9
Beato João Robinson Presbítero e mártir. Em Ipswich, também na Inglaterra.
† 1588
10
Beatos Gaspar Hikojiro e André Yoshida Mártires. Em Nagasaki, no Japão.
† 1617
11
Beato João de Palafox y Mendoza Bispo. Em Osma, cidade de Castela la Mancha, região da Espanha.
† 1659
12
Beato Luís Maria Mónti Religioso. Em Saronno, próximo de Varese, na Lombardia, região da Itália. Embora conservando a sua condição laical, instituiu os Filhos de Maria Imaculada.
† 1900
13
Beata Cecília Eusépi Religiosa da Ordem Terceira dos Servos de Maria. Em Népi, cidade da província de Viterbo, também na Itália.
† 1928
14
Beata Florência Caerols Martínez Virgem e mártir. Em Rotglá y Corbera, localidade da província de Valência, na Espanha.
† 1936
15
Beato Álvaro Sanjuán Canet Presbítero da Sociedade Salesiana e mártir. Em Villena, localidade da província de Valência.
† 1936
16
Beatos Adolfo Mariano (Mariano Anel Andréu) e Ildefonso Luís (José Casa Lluch) Religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires. Em Barcelona, na Catalunha, região da Espanha, em dia incerto de Outubro.
† 1936
17
Beato Manuel Borrajo Míguez Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Madrid, também na Espanha, em dia incerto de Outubro.
† 1936
18
Beatos Carmelo João Pérez Rodríguez, Mateus Garolera Masferrer, Higínio de Mata Díez e João de Mata Díez Religiosos da Sociedade Salesiana e mártires. Também em Madrid.
† 1936
19
Beato António Rewera Presbítero e mártir. Próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha.
† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Virgem, carmelita, discreta e silenciosa, durante a vida não chamou a atenção sobre si. Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional.

Ela não fez nada na Vida!

Enquanto agonizava, ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: “Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida… O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?”

Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo.

Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos.

Mestra da Pequena Via

Depois de morta, seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade.

A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade — a célebre “Pequena Via” –, foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.

Pela intercessão continua que praticou foi declarada Padroeira das Missões e dos Missionários franceses.

Santa Teresinha, Rogai por nós!

Oração – Tu que passas teu Céu fazendo o bem na terra, ajuda-me nesta necessidade e concede-me do Senhor o que te peço, se for para glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém.

Terezinha: Significa “natural de Tera”, “pequena habitante de Tera”

 

Com São Nicécio, Bispo de Treveris, que, segundo o testemunho de São Gregório de Tours, era veemente na pregação, terrível na repreensão, consistente no ensino.

 

 

São Romano, Diácono Constantinopla, denominado o Melodioso pela sua arte sublime em compor hinos eclesiásticos em honra do Senhor e dos Santos.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

1/10

2. Em Lisboa, cidade da Lusitânia, atualmente em Portugal, os santos Veríssimo, Máxima e Júlia, mártires.(† s. III/IV)

3. Em Séclin, na Gália Bélgica, atualmente na França, São Piatão, presbítero, que é venerado como evangelizador do território de Tournai e mártir.(† s. III/IV)

4. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Romano, diácono, que foi denominado o Melodioso pela sua arte sublime em compor hinos eclesiásticos em honra do Senhor e dos Santos.(† 555/565)

5. Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, no território da atual Alemanha, São Nicécio, bispo, que, segundo o testemunho de São Gregório de Tours, era veemente na pregação, terrível na repreensão, consistente no ensino. Sofreu o exílio no tempo de Clotário, rei dos Francos.(† 561)

6. Em Gand, na Flandres, região da Nêustria, hoje na Bélgica, São Bavão, monge, que foi discípulo de Santo Amando: deixando a vida secular, distribuiu os seus bens pelos pobres e entrou no mosteiro fundado nesta cidade.(† c. 659)

7. Em Condé-sur-l’Escaut, no Hainaut, território da Austrásia, actualmente na França, São Vasnulfo, monge, natural da Escócia.(† s. VII)

8. Em Cantuária, na Inglaterra, São Geraldo Edwards, presbítero e mártir, que foi ordenado na França e, tendo regressado à sua pátria durante a perseguição da rainha Isabel I, depois de longo cativeiro consumou o martírio no patíbulo. Com ele foram martirizados o Beato Roberto Wilcox e Cristóvão Buxton, presbíteros, também por serem sacerdotes, e Roberto Widmerpool, por ter ajudado um sacerdote.(† 1588)

9. Em Chichester, Inglaterra, os beatos Rodolfo Crockett e Eduardo James, presbíteros e mártires, que, formados no Colégio dos Ingleses de Reims, regressando à sua pátria, só por causa do seu sacerdócio foram condenados ao suplício do patíbulo.(† 1588)

10. Em Ipswich, também na Inglaterra, o Beato João Robinson, presbítero e mártir, que, sendo pai de família, depois da morte da esposa recebeu em idade avançada a ordenação sacerdotal e por isso recebeu a coroa do martírio.(† 1588)

11. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Gaspar Hikojiro e André Yoshida, mártires, que, sendo catequistas, foram degolados por terem recebido sacerdotes em suas casas.(† 1617)

12. Em Osma, cidade de Castela la Mancha, região da Espanha, o Beato João de Palafox y Mendoza, bispo.(† 1659)

13 Em Saronno, próximo de Varese, na Lombardia, região da Itália, o Beato Luís Maria Mónti, religioso, que, embora conservando a sua condição laical, instituiu os Filhos de Maria Imaculada, que orientou para o exercício da caridade em favor dos pobres e necessitados, dedicando-se especialmente à assistência dos enfermos e dos órfãos e à formação dos jovens.(† 1900)

14. Em Népi, Viterbo, também na Itália, a Beata Cecília Eusépi, religiosa da Ordem Terceira dos Servos de Maria.(† 1928)

15 Em Rotglá y Corbera, localidade da província de Valência, na Espanha, a Beata Florência Caerols Martínez, virgem e mártir, que, em tempo de perseguição contra a fé, mereceu através do martírio a glória da vida eterna.(† 1936)

16. Em Villena, localidade da província de Valência, o Beato Álvaro Sanjuán Canet, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, durante a mesma perseguição, alcançou a palma da vitória no combate pela fé.(† 1936)

17 Em Barcelona, na Catalunha, região da Espanha, em dia incerto de Outubro, os beatos Adolfo Mariano (Mariano Anel Andréu) e Ildefonso Luís (José Casa Lluch), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristiãs e mártires, que, durante a mesma perseguição contra a fé, terminaram a sua vida seguindo a Cristo até à morte.(† 1936)

18 Em Madrid, também na Espanha, em dia incerto de Outubro, o Beato Manuel Borrajo Míguez, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, derramou o seu sangue por Cristo.(† 1936)

19. Também em Madrid, os beatos Carmelo João Pérez Rodríguez, Mateus Garolera Masferrer e Higínio de Mata Díez, religiosos da Sociedade Salesiana e João de Mata Díez, mártires, que, durante o furor da mesma perseguição religiosa, foram assassinados pelos milicianos em ódio à Igreja.(† 1936)

20. Próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato António Rewera, presbítero e mártir, que, deportado da Polônia para o campo de concentração de Dachau por causa do seu testemunho de Cristo, depois de duros tormentos alcançou a coroa do martírio.(† 1942)

 

São Jerônimo, Presbítero, Doutor da Igreja – 30 de Setembro

São Jerônimo, Presbítero, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 30 de Setembro

São Jerônimo - Presbítero e DOutor da Igreja

São Jerônimo,

Presbítero e Doutor da Igreja · † c. 420

Origens

São Jerônimo - Presbítero e DOutor da Igreja

Sofrônio Eusébio Jerônimo é o nome completo de São Jerônimo. Nasceu em Estridão, atual Croácia. Não se sabe a data exata do seu nascimento, estima-se que seja por volta de 347. De família cristã e rica, São Jerônimo recebeu uma sólida educação e, ajudado pelos seus pais, completou os estudos em Roma. Ali, deu-se à vida mundana, deixando-se levar pelos prazeres. Porém, logo se arrependeu, recebeu o Batismo e seguiu a vida contemplativa.

Vida

Jerônimo estudou por toda a vida, viajando a Europa ao Oriente com sua biblioteca dos clássicos antigos, nos quais era formado e graduado doutor. Passando pela França, conheceu um monastério e decidiu retirar-se para vivenciar a experiência espiritual. Uma de suas características era o gosto pelas entregas radicais. Ficou muitos anos, no deserto da Síria, praticando rigorosos jejuns e penitências, que quase o levaram à morte. Em 375, depois de uma doença, Jerônimo passou ao estudo da Bíblia com renovada paixão. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino, na Antioquia, em 379. Mas Jerônimo não tinha vocação pastoral e decidiu que seria um monge dedicado à reflexão, ao estudo e divulgação do cristianismo.

Primeira Tradução da Bíblia para o Latim

Voltou para Roma em 382, chamado pelo Papa Dâmaso, para ser seu secretário particular. Jerônimo foi incumbido de traduzir a Bíblia (do grego e do hebraico) para o latim. Nesse trabalho, dedicou quase toda a sua vida. O conjunto final de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se “Vulgata” e tornou-se oficial no Concílio de Trento.

Suas Obras

Romano de formação, Jerônimo era um enciclopédico. Sua obra literária revelou o filósofo, o retórico, o gramático, o dialético, capaz de escrever e pensar em latim, em grego, em hebraico, escritor de estilo rico, puro e eloquente ao mesmo tempo. Dono de personalidade e temperamento fortíssimo, sua passagem despertava polêmicas ou entusiasmos.

Retirada para Belém

Devido a certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde viveu como um monge, continuando seus estudos e trabalhos bíblicos. Para não ser esquecido, reaparecia, de vez em quando, com um novo livro. Suas violências verbais não perdoavam ninguém. Teve palavras duras para Ambrósio, Basílio e para com o próprio Agostinho. Mas sempre amenizava as intemperanças do seu caráter para que prevalecesse o direito espiritual.

Dedicação à Palavra de Deus

São Jerônimo passou o resto da sua vida em Belém, onde sempre se dedicou à Palavra de Deus, à defesa da fé, ao ensino da cultura clássica e cristã e ao acolhimento dos peregrinos. Faleceu em sua cela, nas proximidades da Gruta da Natividade, em 30 de setembro, provavelmente no ano 420.

Contribuição Póstuma

Este santo homem, impetuoso e, muitas vezes, polêmico e divergente, era odiado, mas também muito querido. Não era fácil dialogar com ele, porém deu uma contribuição ao Cristianismo, com seu testemunho de vida e seus numerosos escritos. Com efeito, deve-se a ele a primeira tradução da Bíblia para o latim, chamada Vulgata: traduziu os Evangelhos do grego e o Antigo Testamento do hebraico; ainda hoje, a Vulgata, embora revisada, é o texto oficial da Igreja de língua latina.

São Jerônimo, rogai por nós!

Jerônimo — Significa “nome sagrado” ou “consagrado a Deus”. Tem origem no grego Hieronymos, formado pela união de hierós (sagrado) e ónoma (nome).

“Oração – Grande tradutor e divulgador da Palavra de Deus, foste tão íntimo das escrituras e nos ensinaste esse belo caminho para a união com Cristo. Dai-nos amor à Palavra, dedicação em lê-la, rezá-la e meditá-la como tu mesmo tiveste. Amém.”

São Jerônimo, rogai por nós!

São Francisco de Borja — Presbítero, que, depois da morte da esposa, entrou na Companhia de Jesus e, abdicando das honras do mundo e das dignidades eclesiásticas, foi eleito superior geral da Ordem.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 30 de setembro:

1
São Jerônimo Presbítero e doutor da Igreja. Em Belém, na Judeia, nas proximidades da Gruta da Natividade. Traduziu a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, a chamada Vulgata.
† c. 420
2
Santo Antonino Mártir. Em Piacenza, na atual Emília-Romanha, região da Itália.
† 303
3
Santos Urso e Vítor Mártires. Em Soleure, no território dos Helvécios, na atual Suíça. Segundo a tradição, pertenceram à Legião Tebana.
† c. 320
4
São Gregório, o Iluminador Bispo. Na Arménia. É considerado o apóstolo dos Armenos.
† c. 326
5
Santa Eusébia Virgem. Em Marselha, na Provença, atualmente na França. Desde a juventude até à velhice foi sempre fiel serva de Deus.
† c. 497
6
Santo Honório Bispo. Em Cantuária, na Inglaterra. Sucedeu Santo Agostinho na Inglaterra.
† 653
7
São Simão Monge. Em Roma. Anteriormente conde de Crepy, na França, renunciando à pátria, ao matrimônio e a tudo, escolheu a vida monástica e depois a vida eremítica.
† 1082
8
Santo Amado Bispo. Em Nusco, na Hirpínia, hoje na Campânia, região da Itália.
† 1093
9
Santo Ismidão Bispo. Em Die, na França. Movido pelo seu grande amor aos Lugares Santos, fez por duas vezes a piedosa peregrinação a Jerusalém.
† 1115
10
Beata Felícia Meda Abadessa da Ordem das Clarissas. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† 1444
11
São Francisco de Borja Presbítero. Em Roma. Depois da morte da esposa, entrou na Companhia de Jesus e, abdicando das honras do mundo e das dignidades eclesiásticas, foi eleito superior geral da Ordem.
† 1572
12
Beato João Nicolau Cordier Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França.
† 1794
13
Beato Frederico Albert Presbítero. Em Lanzo, localidade próxima de Turim, na Itália. Fundou a Congregação das Irmãs de São Vicente de Paulo da Imaculada Conceição.
† 1876
14
Santa Teresa do Menino Jesus Em Lisieux, na França, o dia natal de Santa Teresa do Menino Jesus, cuja memória se celebra no dia seguinte.
† 1897

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Presbítero e Doutor da Igreja, nascido na Dalmácia, na atual Croácia, estudou em Roma, onde adquiriu uma vastíssima cultura literária e recebeu o Batismo. Secretário do Papa, revisor da Bíblia Atraído pelo valor da contemplação e da vida ascética, partiu para o Oriente e lá foi ordenado presbítero. Passado um tempo, regressou a Roma e foi Secretário do Papa São Dâmaso. Nesta época começou a revisão das traduções latinas da Sagrada Escritura e promoveu a vida monástica.

Sua vida foi a Bíblia

Mais tarde estabeleceu-se em Belém, onde continuou a tomar parte muito ativa nos problemas e necessidades da Igreja, dedicando-se com exímia competência a traduzir e explicar a Sagrada Escritura dos textos originais. Destacou-se como escritor com muitas obras, principalmente comentários à Sagrada Escritura. Além disso, manteve uma rica e abundante correspondência.

A enunciação de seu nome causa emoção

São Jerônimo foi um desses homens raros, e a simples enunciação do seu nome é mais expressiva do que qualquer elogio. Morreu em Belém no ano 420. São Jerônimo, rogai por nos! Oração – ajudai-nos a considerar o ensinamento que nos vem da Bíblia acima de qualquer outra doutrina, já que é a palavra e o ensinamento do próprio Deus. Amém
Jerônimo: Significa “nome sagrado”. Tem origem no nome grego Hierónymus, composto pela união dos elementos hiéros, que significa “sagrado” e onyma, onoma que quer dizer “nome”
Com São Francisco de Borja, descendente da família Borja. Nasceu em Gandia, Espanha, em 1510. Casado e pai de 8 filhos, foi vice-Rei da Catalunha, mas jamais descuidou da sua fé. Viúvo, deixou tudo e entrou para a Companhia de Jesus, da qual foi Comissário Geral. Fundou as Missões na América do Sul. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 30 2. Em Piacenza, na atual Emília-Romanha, região da Itália, Santo Antonino, mártir, († 303) 3. Em Soleure, no território dos Helvécios, na atual Suíça, os santos Urso e Vítor, mártires, pertenceram à Legião Tebana, († c. 320) 4. Na Armênia, São Gregório o Iluminador, bispo, que, depois de ter realizado grandes trabalhos, se retirou numa caverna junto à confluência dos dois ramos do rio Eufrates e aí descansou em paz. É considerado o apóstolo dos Armênios, († c. 326) 5. Em Marselha, na Provença, atualmente na França, Santa Eusébia, virgem, († c. 497) 6. Em Cantuária, na Inglaterra, Santo Honório, bispo, monge romano quando o papa Gregório Magno o enviou como companheiro de Santo Agostinho para evangelizar a Inglaterra, († 653) 8. Em Nusco, na Hirpínia, hoje na Campânia, região da Itália, Santo Amado, bispo, († 1093) 7. Em Roma, São Simão, monge, anteriormente conde de Crepy, na França, renunciou ao matrimônio e a tudo, morreu em Roma e foi sepultado na basílica de São Pedro, († 1082) 9. Em Die, na França, Santo Ismidão, bispo, que, († 1115) 10. Em Pêsaro, no Piceno, Marcas, região da Itália, a Beata Felícia Meda, abadessa, († 1444) 11. Em Roma, São Francisco de Borja, presbítero, viúvo, oito filhos, entrou na Companhia de Jesus e foi eleito superior geral da Ordem, sendo memorável pela sua austeridade de vida e espírito de oração, († 1572) 12. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França, o Beato João Nicolau Cordier, presbítero e mártir, durante a Revolução Francesa, († 1794) 13. Em Lanzo, localidade próxima de Turim, na Itália, o Beato Frederico Albert, presbítero, fundador, († 1876) 14. Em Lisieux, na França, o dia natal de Santa Teresa do Menino Jesus, cuja memória se celebra no dia seguinte, († 1897)

São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja – Memória | Quarta-feira

São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja - Memória | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Jó 9,1-12.14-16)

Leitura do Livro de Jó.

1 Jó respondeu a seus amigos e disse: 2 “Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? 3 Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. 4 Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? 5 Ele desloca as montanhas, sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. 6 Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. 7 Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. 8 Sozinho desdobra os céus, e caminha sobre as ondas do mar. 9 Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. 10 Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. 11 Se passa junto de mim, não o vejo, e quando se afasta, não o percebo. 12 Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: – ‘O que está fazendo?’ 14 Quem sou eu para replicar-lhe, e contra ele escolher meus argumentos? 15 Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar, e deveria pedir misericórdia ao meu juiz. 16 Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 87(88),10bc-11.12-13.14-15 (R. 3a)

– Chegue a minha oração até a vossa presença!

– Chegue a minha oração até a vossa presença!

– Clamo a vós, ó Senhor sem cessar, todo o dia, minhas mãos para vós se levantam em prece. Para os mortos, acaso, faríeis milagres? poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos?

– No sepulcro haverá quem vos cante o amor e proclame entre os mortos a vossa verdade? Vossas obras serão conhecidas nas trevas, vossa graça, no reino onde tudo se esquece?

– Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, minha prece se eleva até vós desde a aurora. Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minh’alma? E por que escondeis vossa face de mim?

Evangelho (Lc 9,57-62)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu tudo considero como perda e como lixo, a fim de eu ganhar Cristo e ser achado nele!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 57 enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58 Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59 Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60 Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61 Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62 Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Zc 8,20-23)

Leitura da Profecia de Zacarias.

20 Isto diz o Senhor dos exércitos: “Virão ainda povos e habitantes de cidades grandes, 21 dizendo os habitantes de uma para os de outra cidade: ‘Vamos orar na presença do Senhor, vamos visitar o Senhor dos exércitos; eu irei também’. 22 Virão muitos povos e nações fortes visitar o Senhor dos exércitos e orar na presença do Senhor”. 23 Isto diz o Senhor dos exércitos: “Naqueles dias, dez homens de todas as línguas faladas entre as nações vão segurar pelas bordas da roupa um homem de Judá, dizendo: ‘Nós iremos convosco; porque ouvimos dizer que Deus está convosco'”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 86(87),1-3.4-5.6-7 (R. Zc 8,23)

– Nós temos ouvido que Deus está convosco.

– Nós temos ouvido que Deus está convosco.

– O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

– Lembro o Egito e Babilônia entre os meus veneradores. Na Filisteia ou em Tiro ou no país da Etiópia, este ou aquele ali nasceu. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.

– Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”.

Evangelho (Lc 9,51-56)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Veio o Filho do Homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

51 Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52 e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. 53 Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54 Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55 Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56 E partiram para outro povoado.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos | Festa | Terça-feira

Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos - Festa | Terça-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Dn 7,9-10.13-14 )

Leitura da Profecia de Daniel.

9 Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10 Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 13 Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14 Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá. Palavra do Senhor.

OU

Primeira Leitura (Ap 12,7-12a)

Leitura do Livro do Apocalipse de João.

7 Houve uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão lutou juntamente com os seus anjos, 8 mas foi derrotado, e não se encontrou mais o seu lugar no céu. 9 E foi expulso o grande Dragão, a antiga Serpente, que é chamado Diabo e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Ele foi expulso para a terra, e os seus anjos foram expulsos com ele. 10 Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo. Porque foi expulso o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. 11 Eles venceram o Dragão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu próprio testemunho, pois não se apegaram à vida, mesmo diante da morte. 12a Por isso, alegra-te, ó céu, e todos o que viveis nele.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 137(138),1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)

– Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó Senhor!

– Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó Senhor!

– Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.

– Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

– Os reis de toda a terra hão de louvar-vos, quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “Como a glória do Senhor é grandiosa!”

Evangelho (Jo 1,47-51)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Bendizei ao Senhor Deus, os seus poderes, seus ministros que fazeis sua vontade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51 E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Dn 7,9-10.13-14)

Leitura da Profecia de Daniel.

9 Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10 Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 13 Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14 Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Ou

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos (Ap 12,7-12a)

Irmãos, 28 sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29 Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30 E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 137(138),1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)

– Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó Senhor!

– Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó Senhor!

– Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.

– Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

– Os reis de toda a terra hão de louvar-vos, quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “Como a glória do Senhor é grandiosa!” 

Evangelho (Jo 1,47-51)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

-Bendizei ao Senhor Deus, os seus poderes, seus ministros que fazeis sua vontade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48 Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49 Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50 Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51 E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.