16º Domingo do Tempo Comum

16º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Sb 12,13.16-19)

Leitura do Livro da Sabedoria.

13 Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto. 16 A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente. 17 Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento. 18 No entanto, dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração: pois quando quiseres, está ao teu alcance fazer uso do teu poder. 19 Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 85(86),5-6.9-10.15-16ab (R. 5a)

– Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

– Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

– Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!

– As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas: vós somente sois Deus e Senhor!

– Vós, porém, sois clemente e fiel, sois amor, paciência e perdão. Tende pena e olhai para mim! Confirmai com vigor vosso servo.

Segunda Leitura (Rm 8,26-27)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 26 O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. 27 E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Evangelho (Mt 13,24-43)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra: os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 24 Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25 Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26 Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27 Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28 O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29 O dono respondeu: ‘Não! pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30 Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!'” 31 Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32 Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33 Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34 Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35 para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. 36 Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37 Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38 O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39 O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40 Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41 o Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42 e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43 Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 18,1-10a)

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, 1 o Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré, quando ele estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2 Levantando os olhos, Abraão viu três homens de pé, perto dele. Assim que os viu, correu ao seu encontro e prostrou-se por terra. 3 E disse: “Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem, sem parar junto a mim, teu servo. 4 Mandarei trazer um pouco de água para vos lavar os pés, e descansareis debaixo da árvore. 5 Farei servir um pouco de pão para refazerdes vossas forças, antes de continuar a viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo”. Eles responderam: “Faze como disseste”. 6 Abraão entrou logo na tenda, onde estava Sara e lhe disse: “Toma depressa três medidas da mais fina farinha, amassa alguns pães e assa-os”. 7 Depois, Abraão correu até o rebanho, pegou um bezerro dos mais tenros e melhores, e deu-o a um criado, para que o preparasse sem demora. 8 A seguir, foi buscar coalhada, leite e o bezerro assado, e pôs tudo diante deles. Abraão, porém, permaneceu de pé, junto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam. 9 E eles lhe perguntaram: “Onde está Sara, tua mulher?” “Está na tenda”, respondeu ele. 10a E um deles disse: “Voltarei, sem falta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 14(15),2-3ab.3cd-4ab.5 (R. 1a)

– Senhor, quem morará em vossa casa?

– Senhor, quem morará em vossa casa?

– É aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; que pensa a verdade no seu íntimo e não solta em calúnias sua língua. 

– Que em nada prejudica o seu irmão, nem cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra os que respeitam o Senhor. 

– não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim! 

Evangelho (Lc 10,38-42)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração, e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38 Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42 Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Símaco, Papa justo e conciliador – 19 de Julho

São Símaco, Papa justo e conciliador

Santo do Dia – 19 de Julho

São Símaco,

Papa Justo e Conciliador · † 514

Origens

São Símaco nasceu na Ilha da Sardenha, no século V, e foi o sucessor de Pedro como líder da Igreja.

São Símaco-Papa

O Papa

Teve que enfrentar os desafios da oposição antipapa de Lourenço, que havia reivindicado a autoridade de Papa. A situação só foi resolvida quando o rei Teodorico, monarca ariano, interveio e decidiu que seria reconhecido como Papa legítimo aquele que fosse eleito primeiro e com o maior número de votos dos demais bispos. Portanto, São Símaco foi eleito Papa em 498.

Intrigas sociais e políticas

São Símaco teve um papel importante como conciliador durante a queda do império romano e a invasão dos vândalos, godos, visigodos e longobardos que começavam a dominar o Ocidente. Ele entrou nas intrigas sociais e políticas para tomar partido da paz e da harmonia. Já próximo ao fim da vida, ele ainda encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos. Enquanto foi Papa, ele construiu o primeiro núcleo do palácio do Vaticano.

A morte

Papa de número 51, São Símaco morreu em 19 de julho de 514, em Roma.

São Símaco, rogai por nós! Símaco — O nome deriva do grego Sýmmachos, que significa “companheiro de luta”, “aliado” ou “aquele que combate ao lado”.

“São Símaco, homem de justiça e conciliador, concede-me a graça de ser resiliente na vida santificada e ajuda-me a espalhar a paz de Jesus ao mundo. Amém.”

São Símaco, rogai por nós!

Santa Macrina — Virgem do mosteiro de Annesis, no Ponto, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de julho:

1
São Símaco Papa. Em Roma. Enfrentou o cisma do antipapa Lourenço, atuou como conciliador durante a invasão dos povos bárbaros e libertou escravos.
† 514
2
Santo Epafras Trabalhou muito pelo Evangelho em Colossos, em Laodiceia e em Hierápolis.
† s. I
3
Santos Macedónio, Teódulo e Taciano Mártires. Em Meros, na Frígia, na atual Turquia, foram, por ordem do governador Almáquio, colocados sobre grades de ferro em brasa.
† c. 362
4
Santa Macrina Virgem. No mosteiro de Annesis, no Ponto, atual Turquia, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste.
† 379
5
São Dio o Taumaturgo Arquimandrita. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, natural de Antioquia, ordenado sacerdote e construtor de um mosteiro sob a Regra dos Acemetas.
† s. V in.
6
Santa Áurea Virgem. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, morreu durante a perseguição dos Mouros.
† 856
7
São Bernoldo (Bernolfo) Bispo. Em Utrecht, na Gélbria da Lotaríngia, atual Holanda, libertou igrejas e mosteiros do domínio dos poderosos e fomentou a observância dos Cluniacenses.
† 1054
8
Beata Estila Virgem consagrada. No mosteiro de Marienburg, na Francónia, atualmente na Alemanha, foi sepultada na igreja por ela construída.
† c. 1140
9
Beato Pedro Crisci Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, distribuiu todos os seus bens pelos pobres e viveu em grande humildade e penitência na torre do campanário da igreja.
† c. 1323
10
São João Plessington Presbítero e mártir. Em Chester, na Inglaterra, ordenado sacerdote em Segóvia e condenado à forca no reinado de Carlos II.
† 1679
11
São João Baptista Zhou Wurui Mártir. Em Lujiazuang, no Hebei, província da China, ainda adolescente, declarou-se abertamente cristão perante os sectários “Yihetuan” e foi desmembrado e morto a golpes de machado.
† 1900
12
Santos Isabel Qin Bianzhi e Simão Qin Chunfu Mártires, mãe e filho de catorze anos. Em Liucun, próximo de Renkin, no Hebei, China, superaram, fortes na fé, toda a crueldade dos “Yihetuan”.
† 1900
13
Beatos Aquiles Puchala e Hermano Stepien Presbíteros da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártires. Em Borowikowsczyzna, na Polónia, mortos durante a ocupação de sua pátria sob um regime militar estrangeiro.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

São Símaco nasceu na Ilha da Sardenha no século V e foi o sucessor de Pedro como líder da Igreja.

Papa

Teve que enfrentar os desafios da oposição antipapa de Lourenço, que havia reivindicado a autoridade de Papa. A situação só foi resolvida quando o rei Teodorico, monarca ariano, interveio e decidiu que seria reconhecido como Papa legítimo aquele que fosse eleito primeiro e com o maior número de votos dos demais bispos.

Portanto, São Símaco  foi eleito Papa em 498.

Intrigas sociais e políticas

São Símaco teve um papel importante como conciliador durante a queda do império romano e a invasão dos vândalos, godos, visigodos e longobardos que começavam a dominar o Ocidente. Ele entrou nas intrigas sociais e políticas para tomar partido da paz e da harmonia.

Já próximo ao fim da vida, ele ainda encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos.

Enquanto foi Papa, ele construiu o primeiro núcleo do palácio do Vaticano.

Páscoa

Papa de número 51, São Símaco morreu em 19 de julho de 514 em Roma.

Minha oração

“São Símaco, homem de justiça e conciliador, concede-me a graça de ser resiliente na vida santificada e ajuda-me a espalhar a paz de Jesus ao mundo. Amém.”

São Símaco, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 19 de Julho:

  • Comemoração de Santo Epafras, que trabalhou muito pelo Evangelho em Colossos, em Laodiceia e em Hierápolis.
  • Em Meros, na Frígia, na atual Turquia, os santos MacedónioTeódulo e Taciano, mártires, que, por ordem do governador Almáquio, foram colocados sobre grades de ferro em brasa. († c. 362)
  • No mosteiro de Annesis, no Ponto, também na atual Turquia, Santa Macrina, virgem, irmã dos santos Basílio Magno, Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste. († 379)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Dio o Taumaturgo, arquimandrita, natural de Antioquia, que, nesta cidade foi ordenado sacerdote e construiu um mosteiro sob a Regra dos Acemetas. († s. V in.)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santa Áurea, virgem, que morreu durante a perseguição dos Mouros. († 856)
  • Em Utrecht, na Gélbria da Lotaríngia, atual Holanda, São Bernoldo ou Bernolfo, bispo, que libertou igrejas e mosteiros do domínio dos poderosos, construiu muitas igrejas e fomentou nos mosteiros a observância dos Cluniacenses. († 1054)
  • No mosteiro de Marienburg, na Francónia, atualmente na Alemanha, a Beata Estila, virgem consagrada, que foi sepultada na igreja por ela construída. († c. 1140)
  • Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, o Beato Pedro Crisci, que, tendo distribuído todos os seus bens pelos pobres, exercitou o ministério na igreja catedral e viveu em grande humildade e penitência na torre do campanário da igreja. († c. 1323)
  • Em Chester, na Inglaterra, São João Plessington, presbítero e mártir, que, ordenado sacerdote em Segóvia e regressando à Inglaterra, foi por isso condenado a forca no reinado de Carlos II. († 1679)
  • Em Lujiazuang, no Hebei, província da China, São João Baptista Zhou Wurui, mártir, que, ainda adolescente, se declarou abertamente cristão perante os sectários “Yihetuan” e por isso foi desmembrado e morto a golpes de machado. († 1900)
  • Em Liucun, próximo da cidade de Renkin, também no Hebei, os santos mártires Isabel Qin Bianzhi e seu filho Simão Qin Chunfu, de catorze anos, que, durante a mesma perseguição dos “Yihetuan”, fortes na fé, superaram toda a crueldade dos inimigos. († 1900)
  • Em Borowikowsczyzna, na Polónia, os beatos Aquiles Puchala e Hermano Stepien, presbíteros da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártires. Foram mortos durante a ocupação da Polónia, sua pátria, sob um regime militar estrangeiro. († 1943)

15ª Semana do Tempo Comum | Sábado

15ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Mq 2,1-5)

Leitura da Profecia de Miqueias.

1 Ai dos que tramam a iniquidade e se ocupam de maldades ainda em seus leitos! Ao amanhecer do dia, executam tudo o que está em poder de suas mãos. 2 Cobiçam campos, e tomam-nos com violência, cobiçam casas, e roubam-nas. Oprimem o dono e sua casa, o proprietário e seus bens. 3 Isto diz o Senhor: “Eis que tenciono enviar sobre esta geração perversa uma desgraça de onde não livrareis vossos pescoços; não podereis andar de cabeça erguida, porque serão tempos desastrosos. 4 Naquele dia, sereis assunto de uma alegoria, de uma canção triste que diz: ‘Fomos inteiramente devastados; a parte de meu povo que passou a outro por ninguém lhe será restituída; os nossos campos são repartidos entre infiéis’. 5 Por isso, não terás na assembleia do Senhor quem meça com cordel as porções consignadas por sorte”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 9B(10),1-2.3-5.7-8.14(R. 12b)

– O Senhor não se esquece do clamor dos aflitos.

– O Senhor não se esquece do clamor dos aflitos.

– Ó Senhor, por que ficais assim tão longe, e, no tempo da aflição, vos escondeis, enquanto o pecador se ensoberbece, o pobre sofre e cai no laço do malvado?

– O ímpio se gloria em seus excessos, blasfema o avarento e vos despreza; em seu orgulho ele diz: “Não há castigo! Deus não existe!” É isto mesmo que ele pensa.

– Só há maldade e violência em sua boca, em sua língua, só mentira e falsidade. Arma emboscadas nas saídas das aldeias, mata inocentes em lugares escondidos.

– Vós, porém, vedes a dor e o sofrimento, vós olhais e tomais tudo em vossas mãos! A vós o pobre se abandona confiante, sois dos órfãos vigilante protetor.

Evangelho (Mt 12,14-21)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 15 Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16 E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17 para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18 “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19 Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20 Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21 Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ex 12,37-42)

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, 37 os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar as crianças. 38 Além disso, uma multidão numerosa subiu com eles, assim como rebanhos consideráveis de ovelhas e bois. 39 Com a massa trazida do Egito fizeram pães ázimos, já que a massa não pudera fermentar, pois foram expulsos do Egito, e não tinham podido esperar, nem preparar provisões para si. 40 A permanência dos filhos de Israel no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. 41 No mesmo dia em que se concluíam os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. 42 Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando os fez sair da terra do Egito: essa noite em honra do Senhor deve ser observada por todos os filhos de Israel em todas as suas gerações.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 135(136),1 e 23-24.10-12.13-15

– Eterna é a sua misericórdia.

– Eterna é a sua misericórdia.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: Porque eterno é seu amor! De nós, seu povo, humilhado, recordou-se: Porque eterno é seu amor! De nossos inimigos libertou-nos: Porque eterno é seu amor! 

– Ele feriu os primogênitos do Egito Porque eterno é seu amor! E tirou do meio deles Israel: Porque eterno é seu amor! Com mão forte e com braço estendido: Porque eterno é seu amor! 

– Ele cortou o Mar Vermelho em duas partes: Porque eterno é o seu amor! Fez passar no meio dele Israel: Porque eterno é o seu amor! E afogou o Faraó com suas tropas: Porque eterno é seu amor! 

Evangelho (Mt 12,14-21)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 15 Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16 E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17 para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18 “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19 Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20 Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21 Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina – 18 de Julho

São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina

Santo do Dia – 18 de Julho

São Francisco Solano,

Padroeiro dos Missionários da América Latina · † 1610

Origens

São Franscisco Solano

Nasceu em Montilla, Espanha, no ano de 1549. Pertencente a uma família abastada e de nobre ascendência, os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, eram cristãos fervorosos. Sua formação passou pelo colégio jesuíta, ingressando, mais tarde, na Ordem Franciscana.

O que mais ansiava era ser um missionário. Porém, adiou os planos para cuidar dos doentes, principalmente os mais pobres na Espanha, que foram devastados pela peste. Ele acabou contraindo a doença, mas logo se recuperou.

Missão na América Latina

Em 1589, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano. Durante o caminho, eles enfrentaram uma forte tempestade, que fez o navio encalhar em um banco de areia. Porém, com sua presença e palavra de fé, acalmou as pessoas.

Com isso, acabou batizando muitos passageiros e também os escravos negros que viajavam com eles. Logo depois, o que Francisco dissera aconteceu. Um outro navio os avistou e chegaram a salvo ao destino: Lima, no Peru.

Quinze anos de apostolado

Durante os quinze anos de apostolado, vivenciou vários milagres como: a cura de doentes com o toque de seu cordão de franciscano, livrou totalmente uma vasta região da praga dos gafanhotos e o dom de aprender facilmente as novas línguas e catequizar a cada tribo em seu próprio dialeto.

Últimos anos

Passou os últimos cinco anos de sua vida em Lima. Francisco Solano morreu em julho de 1610 enquanto os frades cantavam o Credo. Suas últimas palavras foram: “Glorificetur Deus”. Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 27 de dezembro de 1726.

São Francisco Solano, rogai por nós! Francisco — Significa “o francês” ou “homem livre”. Deriva do germânico Frank, que originalmente designava os membros da tribo dos francos, e tornou-se mundialmente famoso devido a São Francisco de Assis. Solano — Tem origem no latim sol, que significa “sol”, ou deriva de topônimos espanhóis que significam “lugar exposto ao sol”.

“Oração – São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina, dai-nos o anseio de sermos missionários e nunca desistir de anunciar as maravilhas de Deus. Amém.”

São Francisco Solano, rogai por nós!

São Bartolomeu dos Mártires — Bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de julho:

1
São Francisco Solano Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Lima, no Peru. Missionário incansável na evangelização da América Latina, dotado do dom de línguas e de numerosos milagres.
† 1610
2
São Bartolomeu dos Mártires Bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga.
† 1590
3
Santos Sinforosa e sete companheiros — Crescente, Juliano, Nemésio, Primitivo, Justino, Estacteu e Eugénio Mártires. Na Via Tiburtina. Suportaram o martírio com diversos gêneros de tortura, como irmãos em Cristo.
† s. III-IV
4
São Materno Bispo. Em Milão, na Ligúria, região da Itália. Restabelecida a liberdade da Igreja, trasladou com grande solenidade de Lódi para a sua cidade os corpos dos mártires Nabor e Félix.
† s. IV
5
Santo Emiliano Mártir. Em Doróstoro, na Mésia, na Bulgária. Destruiu o altar dos ídolos para impedir o sacrifício e, por isso, foi atirado para uma fornalha.
† 362
6
São Filastro Bispo. Em Bréscia, na Venécia, atualmente na Lombardia, região da Itália. Sua vida e morte foram louvadas por São Gaudêncio, seu sucessor.
† c. 397
7
São Rufilo Bispo. Em Forlimpópuli, na atual Emília-Romanha, região da Itália. Considerado o primeiro a governar esta Igreja e ter conduzido a Cristo todo o povo rural deste território.
† s. V
8
Santo Arnolfo Bispo. Em Metz, na Austrásia, atualmente na França. Foi conselheiro de Dagoberto, rei da Austrásia, e depois, renunciando ao cargo, se retirou para a vida eremítica nos montes Vosgos.
† 640
9
Santa Teodósia Monja e mártir. Em Constantinopla, na Turquia. Morreu por defender uma antiga imagem de Cristo que o imperador Leão ordenava remover do seu palácio.
† s. VIII
10
São Frederico Bispo. Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, atualmente na Holanda. Exímio conhecedor da Sagrada Escritura, consagrou-se com grande zelo à evangelização dos Frísios.
† 838
11
São Bruno Bispo. Em Ségni, no Lácio, região da Itália. Trabalhou e sofreu muito pela renovação da Igreja e, por isso, obrigado a deixar a sua sede episcopal, encontrou refúgio em Montecassino.
† 1123
12
São Simão de Lipnica Presbítero da Ordem dos Menores. Em Cracóvia, na Polônia. Impelido pela sua caridade, encontrou a morte no cuidado dos empestados moribundos.
† 1482
13
Beato João Baptista de Bruxelas Presbítero de Limoges e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Morreu durante a Revolução Francesa.
† 1794
14
São Domingos Nicolau Dinh Dat Mártir. Em Nam Dinh, hoje no Vietnã. Morreu estrangulado por ser cristão a mando do imperador Minh Mang.
† 1859
15
Beata Tarcísia (Olga Mackiv) Virgem da Congregação das Irmãs Escravas de Maria Imaculada e mártir. Em Krystonópil, na Ucrânia.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Nasceu em Montilla, Espanha, no ano de 1549. Pertencente a uma família abastada e de nobre ascendência, os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, eram cristãos fervorosos.

Sua formação passou pelo colégio jesuíta, ingressando, mais tarde, na Ordem Franciscana. O que mais ansiava era ser um missionário. Porém, adiou os planos para cuidar dos doentes, principalmente os mais pobres na Espanha, que foram devastados pela peste. Ele acabou contraindo a doença, mas logo se recuperou.

Missão na América Latina 

Em 1589, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano. Durante o caminho, eles enfrentaram uma forte tempestade, que fez o navio encalhar em um banco de areia. Porém, com sua presença e palavra de fé, acalmou as pessoas. Com isso, acabou batizando muitos passageiros e também os escravos negros que viajavam com eles. Logo depois, o que Francisco dissera aconteceu. Um outro navio os avistou e  chegaram a salvo ao destino: Lima, no Peru.

Quinze anos de apostolado 

Durante os quinze anos de apostolado, vivenciou vários milagres como: a cura de doentes com o toque de seu cordão de franciscano, livrou totalmente uma vasta região da praga dos gafanhotos e o dom de aprender facilmente as novas línguas e catequizar a cada tribo em seu próprio dialeto.

Páscoa

Passou os últimos cinco anos de sua vida em Lima. Francisco Solano morreu em julho de 1610 enquanto os frades cantavam  o Credo. Suas últimas palavras foram:  “Glorificetur Deus”. Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 27 de dezembro de 1726.

Minha oração

“São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina, dai-nos o anseio de sermos missionários e nunca desistir de anunciar as maravilhas de Deus. Amém.”

São Francisco Solano, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 18 de Julho:

  • Comemoração do São Bartolomeu dos Mártires, bispo, que, nascido em Lisboa, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga. († 1590)
  • Na Via Tiburtina,  a comemoração dos santos Sinforosa e sete companheiros – CrescenteJulianoNemésioPrimitivoJustinoEstacteu e Eugénio – mártires, que suportaram o martírio com diversos géneros de tortura, como irmãos em Cristo. († s. III-IV)
  • Em Milão, na Ligúria, região da Itália, São Materno, bispo, que, restabelecida a liberdade da Igreja, trasladou com grande solenidade de Lódi para a sua cidade os corpos dos mártires Nabor e Félix. († s. IV)
  • Em Doróstoro, na Mésia, na Bulgária, Santo Emiliano, mártir, que, destruiu o altar dos ídolos para impedir o sacrifício e, por isso, foi atirado para uma fornalha. († 362)
  • Em Bréscia, na Venécia, atualmente na Lombardia, região da Itália, São Filastro, bispo, cuja vida e morte foram louvadas por São Gaudêncio, seu sucessor. († c. 397)
  • Em Forlimpópuli, na atual Emília-Romanha, também região da Itália, São Rufilo, bispo, que é considerado o primeiro a governar esta Igreja e ter conduzido a Cristo todo o povo rural deste território. († s. V)
  • Em Metz, na Austrásia, atualmente na França, Santo Arnolfo, bispo, que foi conselheiro de Dagoberto, rei da Austrásia, e depois, renunciando ao cargo, se retirou para a vida eremítica nos montes Vosgos. († 640)
  • Em Constantinopla, na Turquia, Santa Teodósia, monja e mártir. Ela morreu por defender uma antiga imagem de Cristo que o imperador Leão ordenava remover do seu palácio. († s. VIII)
  • Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, atualmente na Holanda, São Frederico, bispo, que foi exímio conhecedor da Sagrada Escritura e se consagrou com grande zelo à evangelização dos Frisões. († 838)
  • Em Ségni, no Lácio, região da Itália, São Bruno, bispo, que trabalhou e sofreu muito pela renovação da Igreja e, por isso, obrigado a deixar a sua sede episcopal, encontrou refúgio em Montecassino. († 1123)
  • Em Cracóvia, na Polónia, São Simão de Lipnica, presbítero da Ordem dos Menores que, impelido pela sua caridade, encontrou a morte no cuidado dos empestados moribundos. († 1482)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista de Bruxelas, presbítero de Limoges e mártir, que, morreu durante a Revolução Francesa. († 1794)
  • Em Nam Dinh, hoje no Vietnam, São Domingos Nicolau Dinh Dat, mártir, que, morreu estrangulado por ser cristão a mando do imperador Minh Mang. († 1859)
  • Em Krystonópil, na Ucrânia, a Beata Tarcísia (Olga Mackiv), virgem da Congregação das Irmãs Escravas de Maria Imaculada e mártir.  († 1944)

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires – 17 de Julho

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires

Santo do Dia – 17 de Julho

Beato Inácio de Azevedo,

Mártir Jesuíta e Companheiros · † 1570

Origens

Beato Inpacio de Azevedo Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres.

Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças.

Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

companhia de jesus

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral.

vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão São Francisco de Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários.

Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses.

os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem.

Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

Beato Inácio de Azevedo e companheiros, rogai por nós!

Inácio — Significa “o ardente” ou “o fogoso”. Tem origem no latim Ignatius, derivado de ignis, que significa fogo, numa alusão ao fervor e zelo espiritual.

“Oração – Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém.”

Bem-aventurados mártires, rogai por nós!

Santa Edviges — Rainha da Polônia, nascida na Hungria, dedicou seu reinado à evangelização da Lituânia e às obras de caridade.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de julho:

1

Santos Esperato, Narzal, Citino, Vetúrio, Félix, Aquilino, Letâncio, Januária, Generosa, Véstia, Donata e SegundaMártires cilitanos. Em Cartago, na hodierna Tunísia.

† 180

2

São JacintoMártir. Em Amástris, na Paflagônia, hoje na Turquia.

† c. s. III

3

Santas Justa e RufinaVirgens e mártires. Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia.

† c. 287

4

Santa MarcelinaVirgem. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Irmã de Santo Ambrósio.

† s. IV f.

5

Santo AleixoHomem de Deus. Em Roma, na igreja situada no monte Aventino.

† s. IV

6

São TeodósioBispo. Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França.

† s. VI

7

Santo EnódioBispo. Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália.

† 521

8

São FredegandoMonge. Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica.

† s. VIII

9

São KenelmoPríncipe da Mércia, considerado mártir. No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra.

† c. 812

10

São Leão IVPapa. Em Roma, junto de São Pedro. Defensor da cidade e apologista do primado de Pedro.

† 855

11

São ColomanoEm Stockerau, no território de Viena, na Baviera, atualmente na Áustria.

† 1012

12

Santos André (Zoerardo) e BentoEremitas. Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, atual Eslováquia.

† 1031 e 1034

13

Santa EdvigesRainha, nascida na Hungria. Em Cracóvia, na Polônia.

† 1399

14

Beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheirasVirgens do Carmelo de Compiègne e mártires. Em Paris, na França.

† 1794

15

São Pedro Liu ZiyuMártir. Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China.

† 1900

16

Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich)Bispo e mártir. Em Leopoldov, na Eslováquia.

† 1960

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. 

Companhia de Jesus

Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças. Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral. 

Vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão são Francisco Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários. Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses. 

Os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem. Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

A minha oração

“Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Bem-aventurados Mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 17 de Julho

  • Em Cartago, na hodierna Tunísia, o dia natal dos santos mártires cilitanos – EsperatoNarzalCitinoVetúrioFélixAquilinoLetâncioJanuáriaGenerosaVéstiaDonata e Segunda. († 180)
  • Em Amástris, na Paflagónia, na hodierna Turquia, São Jacinto, mártir. († c. s. III)
  • Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia, as santas Justa e Rufina, virgens. († c. 287)
  • Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santa Marcelina, virgem, irmã de Santo Ambrósio. († s. IV f.)
  • Em Roma, na igreja situada no monte Aventino, celebra-se um homem de Deus chamado Aleixo. († s. IV)
  • Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França, São Teodósio, bispo. († s. VI)
  • Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Enódio, bispo. († 521)
  • Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Bélgica, São Fredegando, monge. († s. VIII)
  • No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra, São Kenelmo, príncipe da Mércia, que é considerado mártir. († c. 812)
  • Em Roma, junto de São Pedro, São Leão IV, papa, defensor da cidade e apologista do primado de Pedro. († 855)
  • Em Stockerau, no território de Viena, na Baviera, atualmente na Áustria, São Colomano. († 1012)
  • Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, em território da atual Eslováquia, os santos André ou Zoerardo e Bento, eremitas. († 1031 e 1034)
  • Em Cracóvia, na Polônia, Santa Edviges, rainha, que, nascida na Hungria. († 1399)
  • Em Paris, na França, as beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheiras, virgens do Carmelo de Compiègne e mártires. († 1794)
  • Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China, São Pedro Liu Ziyu, mártir. († 1900)
  • Em Leopoldov, na Eslováquia, o Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich), bispo e mártir. († 1960)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]
  • Um Santo para cada dia, Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e companheiros, mártires – Memória | Sexta-feira

Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e companheiros mártires - Memória | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Vermelha

Primeira Leitura (Is 38,1-6.21-22.7-8)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Naqueles dias, 1 Ezequias foi acometido de uma doença mortal. Foi visitá-lo o profeta Isaías, filho de Amós, e disse-lhe: “Isto diz o Senhor: Arruma as coisas de tua casa, pois vais morrer e não viverás”. 2 Então Ezequias virou o rosto contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: 3 “Peço-te, Senhor, te lembres de que tenho caminhado em tua presença, com fidelidade e probidade de coração, e tenho praticado o bem aos teus olhos”. Ezequias prorrompeu num grande choro. 4 A palavra do Senhor foi dirigida a Isaías: 5 “Vai dizer a Ezequias: Isto diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: ‘Ouvi a tua oração, vi as tuas lágrimas; eis que vou acrescentar à tua vida mais quinze anos, 6 vou libertar-te das mãos do rei da Assíria, junto com esta cidade, que ponho sob minha proteção'”. 21 Então, Isaías ordenou que fizessem uma cataplasma de massa de figos e a aplicassem sobre a ferida, que ele ficaria bom. 22 Perguntou Ezequias: “E qual é o sinal de que hei de subir à casa do Senhor?” 7 “Este é o sinal que terás do Senhor, de que ele cumprirá a promessa que fez: 8 Eis que farei recuar dez graus a sombra dos graus que já desceu no relógio solar de Acaz”. De fato, a marca do sol recuara dez graus dos que ela tinha descido.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Is 38,10.11.12.16 (R. cf. 17b)

– Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir.

– Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir.

– Eu dizia: “É necessário que eu me vá no apogeu de minha vida e de meus dias; para a mansão triste dos mortos descerei, sem viver o que me resta dos meus anos”.

– Eu dizia: “Não verei o Senhor Deus sobre a terra dos viventes nunca mais; nunca mais verei um homem neste mundo!”

– Minha morada foi à força arrebatada, desarmada como a tenda de um pastor. Qual tecelão, eu ia tecendo a minha vida, mas agora foi cortada a sua trama.

– Ó Senhor, meu coração em vós espera; por vós há de viver o meu espírito. curai-me e conservai a minha vida.

Evangelho (Mt 12,1-8)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

1 Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2 Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo, o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3 Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4 Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5 Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6 Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7 Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8 De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ex 3,13-20)

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, ouvindo a voz do Senhor do meio da sarça, 13 Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’ o que lhes devo responder?” 14 Deus disse a Moisés: “Eu sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu sou enviou-me a vós'”. 15 E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração. 16 Vai, reúne os anciãos de Israel e dize-lhes: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, apareceu-me, dizendo: Eu vos visitei e vi tudo o que vos sucede no Egito. 17 E decidi tirar-vos da opressão do Egito e conduzir-vos à terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos fereseus, dos heveus e dos jebuseus, a uma terra onde corre leite e mel. 18 Eles te escutarão e tu, com os anciãos de Israel, irás ao rei do Egito e lhe direis: ‘O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. E, agora, temos que ir, a três dias de marcha no deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor nosso Deus’. 19 Eu sei, no entanto, que o rei do Egito não vos deixará partir, se não for obrigado por mão forte. 20 Por isso, estenderei minha mão e castigarei o Egito com toda a sorte de prodígios que vou realizar no meio deles. Depois disso, o rei do Egito vos deixará partir”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 104(105),1 e 5.8-9.24-25.26-27 (R. 8a)

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! 

– Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac. 

– Deus deu um grande crescimento a seu povo e o fez mais forte que os próprios opressores. Ele mudou seus corações para odiá-lo, e trataram com má-fé seus servidores. 

– Então mandou Moisés, seu mensageiro, e igualmente Aarão, seu escolhido; por meio deles realizou muitos prodígios e, na terra do Egito, maravilhas. 

Evangelho (Mt 11,28-30)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28 “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo – Festa | Quinta-feira

Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo | Festa | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Zc 2,14-17)

Leitura da Profecia de Zacarias.

14 “Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15 Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16 O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17 Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R. Cf. 54b)

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,

– pois, ele viu a pequenez de sua serva, eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome!

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Evangelho (Mt 12,46-50)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Zc 2,14-17)

Leitura da Profecia de Zacarias

14 “Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15 Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16 O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17 Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R. Cf. 54b)

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

Ou: Bendita sejais, ó Virgem Maria; trouxestes no ventre a Palavra eterna!

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, 

– pois, ele viu a pequenez de sua serva, eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome! 

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos. 

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre. 

Evangelho (Mt 12,46-50)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Nossa Senhora do Carmo, Virgem do Escapulário – 16 de Julho

Nossa Senhora do Carmo, Virgem do Escapulário

Santo do Dia – 16 de Julho

Nossa Senhora do Carmo,

Virgem do Escapulário · † s. XIII

Os Primeiros Monges

Nossa Senhora do Carmo Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”.

Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica. Atraídos ao Monte Carmelo pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155.

Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha à Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

O Reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e Perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se à Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, sede propícia aos carmelitas, ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno.”

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor à Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima

No dia 13 de outubro de 1917, na última de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; a oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das Dores, que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo de Nossa Senhora do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidou toda a Igreja a colocar o escapulário em primeiro lugar entre as devoções marianas, entendido como veste mariana e símbolo da proteção da Mãe celeste. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! Carmelo — Do hebraico Karmel, significa “jardim de Deus” ou “jardim fértil”. É o nome do monte na Terra Santa onde os primeiros cavaleiros cruzados se estabeleceram em torno de 1155, inspirados pela tradição do profeta Elias, dando origem à Ordem dos Carmelitas.

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém.”

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Beato Bartolomeu dos Mártires — Bispo de Braga, sepultado no mosteiro da Santa Cruz, em Viana do Castelo, Portugal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de julho:

1
Santo Antíoco Mártir. Em Anastasiópolis, na Galácia, na hodierna Turquia. Irmão de São Platão.
† s. III-IV
2
Santo Atenógenes Corepíscopo e mártir. Em Sebaste, na antiga Armênia, hoje Sivas, na Turquia.
† c. 305
3
Santo Helério Eremita. Em Jersey, ilha do Mar do Norte. Segundo a tradição, sofreu o martírio.
† s. VI
4
Santos Monulfo e Gondulfo Bispos. Em Maastricht, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda.
† s. VI/VII
5
Santos Reinilde, Grimoaldo e Gondulfo Mártires. Em Saintes, no Hainaut, na atual França. Segundo a tradição, sofreram o martírio.
† c. 680
6
São Sisenando Diácono e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha.
† 851
7
Beata Irmengarda Abadessa. No mosteiro de Chiemsee, na Baviera, região da atual Alemanha.
† 866
8
Beato Simão da Costa Religioso da Companhia de Jesus. O último dos mártires da nau «São Tiago».
† 1570
9
Beato Bartolomeu dos Mártires Bispo de Braga. Em Viana do Castelo, no mosteiro da Santa Cruz, Portugal.
† 1590
10
Beatos João Sugar e Roberto Grissold Presbítero e mártir. Em Warwick, na Inglaterra.
† 1604
11
Beatos André de Soveral e Domingos Carvalho Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Cunhaú, cidade próxima de Natal, no Brasil.
† 1645
12
Beatos Nicolau Savouret e Cláudio Béguignot Mártires. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beata Amada de Jesus e companheiras Virgens e mártires. Em Orange, na França.
† 1794
14
Santa Maria Madalena Postel Virgem, fundadora da Congregação das Filhas da Misericórdia. No território de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na Normandia, França.
† 1846
15
Santos Lang Yangzhi e Paulo Lang Fu Catecúmena e mártir, mãe e filho. Em Lujiapo, localidade próxima de Qinghe, no Hebei, China.
† 1900
16
Santa Teresa Zhang Hezhi Mártir. Em Zhangjiaji, localidade próxima de Ningjin, no Hebei, China.
† 1900

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

Os primeiros monges 

Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica.

Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155. Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha a Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. 

O reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propícia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se  o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima 

No dia 13 de outubro de 1917, na última aparição de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das dores (cf. Is 53, 3), que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar, em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.

A minha oração

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém!”

Nossa Senhor do Carmo, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 16 de julho:

  • Em Anastasiópolis, na Galácia, na hodierna Turquia, Santo Antíoco, mártir, irmão de São Platão. († s. III-IV)
  • Em Sebaste, na antiga Arménia, hoje Sivas, na Turquia, Santo Atenógenes, corepíscopo e mártir. († c. 305)
  • Em Jersey, ilha do Mar do Norte, Santo Helério, eremita, que, segundo a tradição, sofreu o martírio. († s. VI)
  • Em Maastricht, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda, os santos Monulfo e Gondulfo, bispos. († s. VI/VII)
  • Em Saintes, no Hainaut, na atual França, os santos mártires Reinilde, virgem, Grimoaldo e Gondulfo, que, segundo a tradição sofreram o martírio. († c. 680)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Sisenando, diácono e mártir. († 851)
  • No mosteiro de Chiemsee, na Baviera, região da atual Alemanha, a Beata Irmengarda, abadessa. († 866)
  • A paixão do Beato Simão da Costa, religioso da Companhia de Jesus e o último dos mártires da nau «São Tiago». († 1570)
  • Em Viana do Castelo, no mosteiro da Santa Cruz, em Portugal, o Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo de Braga. († 1590)
  • Em Warwich, na Inglaterra, os beatos João Sugar, presbítero, e Roberto Grissold, mártires. († 1604)
  • Em Cunhaú, cidade próxima de Natal, no Brasil, os beatos André de Soveral, presbítero da Companhia de Jesus, e Domingos Carvalho, mártires. († 1645)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Nicolau Savouret, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, e Cláudio Béguignot, da Ordem Cartusiana. († 1794)
  • Em Orange, na França, as beatas Amada de Jesus (Maria Rosa de Gordon) e seis companheiras, virgens e mártires. († 1794)
  • No território de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na Normandia, região da França, Santa Maria Madalena Postel, virgem que  fundou a Congregação das Filhas da Misericórdia. († 1846)
  • Em Lujiapo, localidade próxima de Qinghe, no Hebei, província da China, os santos Lang Yangzhi, catecúmena, e Paulo Lang Fu, seu filho, mártires. († 1900)
  • Em Zhangjiaji, localidade próxima de Ningjin, também no Hebei, Santa Teresa Zhang Hezhi, mártir. († 1900)

São Boaventura, bispo e doutor da Igreja | Memória | Quarta-feira

São Boaventura, bispo e doutor da Igreja | Memória | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Is 10,5-7.13-16)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Assim fala o Senhor: 5 “Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! 6 Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas. 7 Mas ele assim não pensava, seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. 13 Pois diz o rei da Assíria: ‘Realizei isso pela força da minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos, saqueei seus tesouros, e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; 14 minha mão empalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio’. 15 Mas acaso gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. 16 Por isso, enviará o Dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 93(94),5-6.7-8.9-10.14-15 (R. 14a)

– O Senhor não rejeita o seu povo.

– O Senhor não rejeita o seu povo.

– Eis que oprimem, Senhor, vosso povo e humilham a vossa herança; estrangeiro e viúva trucidam, e assassinam o pobre e o órfão!

– Eles dizem: “O Senhor não nos vê e o Deus de Jacó não percebe!” Entendei, ó estultos do povo; insensatos, quando é que vereis?

– O que fez o ouvido, não ouve? Quem os olhos formou, não verá? Quem educa as nações, não castiga? Quem os homens ensina, não sabe?

– O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.

Evangelho (Mt 11,25-27)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

25 Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ex 2,1-15a)

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, 1 um homem da família de Levi casou-se com uma mulher da mesma tribo, 2 e ela concebeu e deu à luz um filho. Ao ver que era um belo menino, manteve-o escondido durante três meses. 3 Mas não podendo escondê-lo por mais tempo, tomou uma cesta de junco, calafetou-a com betume e piche, pôs dentro dela a criança e deixou-a entre os caniços na margem do rio Nilo. 4 A irmã do menino ficou a certa distância para ver o que ia acontecer. 5 A filha do Faraó desceu para se banhar no rio, enquanto suas companheiras passeavam pela margem. Vendo, então, a cesta no meio dos caniços, mandou uma das servas apanhá-la. 6 Abrindo a cesta, viu a criança: era um menino, que chorava. Ela compadeceu-se dele e disse: “É um menino dos hebreus”. 7 A irmã do menino disse, então, à filha do Faraó: “Queres que te vá chamar uma mulher hebreia, que possa amamentar o menino?” 8 A filha do Faraó respondeu: “Vai”. E a menina foi e chamou a mãe do menino. 9 A filha do Faraó disse à mulher: “Leva este menino, amamenta-o para mim, e eu te pagarei o teu salário”. A mulher levou o menino e amamentou. 10 Quando já estava crescido, ela levou-o à filha do Faraó, que o adotou como filho e lhe deu o nome de Moisés, porque, disse ela, “eu o tirei das águas”. 11 Um dia, quando já era adulto, Moisés saiu para visitar seus irmãos hebreus; viu sua aflição e como um egípcio maltratava um deles. 12 Olhou para os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia. 13 No dia seguinte, saiu de novo e viu dois hebreus brigando, e disse ao agressor: “Por que bates no teu companheiro?” 14 E este replicou: “Quem te estabeleceu nosso chefe e nosso juiz? Acaso pretendes matar-me, como mataste o egípcio?” Moisés ficou com medo e disse consigo: “Com certeza, o fato se tornou conhecido”. 15a O Faraó foi informado do que aconteceu, e procurava matar Moisés. Mas este, fugindo da sua vista, parou na terra de Madiã.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 68(69),3.14.30-31.33-34 (R. cf. 33)

– Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá.

– Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá.

– Na lama do abismo eu me afundo e não encontro um apoio para os pés. Nestas águas muito fundas vim cair, e as ondas já começam a cobrir-me! 

– Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha! 

– Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! 

– Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos. 

Evangelho (Mt 11,20-24)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20 Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21 “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22 Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23 E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24 Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Boaventura, Bispo, Doutor da Igreja – 15 de Julho

São Boaventura, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 15 de Julho

São Boaventura,

Doutor Seráfico · † 1274

Curado por Francisco

São Boaventura - Bispo, Doutor da Igreja Natural de Bagnoregio, “cidade onde também morreu”, nas proximidades de Viterbo, João Fidanza era filho de um médico.

Percebeu logo que não queria seguir a profissão do pai. Segundo uma lenda, que também explicaria a adoção do seu nome religioso, o encontro com São Francisco de Assis teria sido decisivo em sua vida. De fato, quando era criança, o Santo o curou de uma doença grave, e fazendo o sinal da cruz em sua testa, exclamou: “Oh! boa ventura!”.

Um Franciscano Professor

Aos 18 anos, foi estudar em Paris, onde entrou para a Ordem dos Frades Menores. Ao concluir seus estudos, em 1253, tornou-se magister (Professor) e por essa via santificou-se ao explicar os mistérios divinos. Assim, conseguiu a licença para ensinar teologia. Adotando a vida franciscana, tornou-se fiel a ele até o fim.

Perseguição Ordens Mendicantes

Na época, explodiu uma luta interna terrível entre os professores seculares e os pertencentes às Ordens mendicantes, que, por certo tempo, não eram reconhecidas pelas universidades. A rivalidade surgiu no início da Idade Média, quando, no século XII, a Igreja havia condenado os movimentos religiosos do pauperismo como hereges, até que o Papa Inocêncio III os incluiu no corpo eclesial sob a dependência direta do Papado. Porém, em 1254, a tensão voltou à gala, com a publicação de uma obra, que profetizava o advento de uma nova Igreja, fundada única e exclusivamente na pobreza, que deveria se concretizar em 1260.

Cardeal Franciscano

No entanto, em 1257, Frei Boaventura tornou-se Ministro Geral dos Frades Menores, cargo que o obrigou a deixar o ensino e fazer viagens por toda a Europa. Em 1260, escreveu uma nova biografia de São Francisco, intitulada a Legenda Maior, que substituía todas as biografias existentes e tinha como objetivo fortalecer a unidade da Ordem, – que já contava 30 mil frades, – ameaçada tanto pela corrente espiritual quanto pelas tendências mundanas. Giotto inspirou-se nesta obra para pintar a série de Histórias de São Francisco.

Conselheiro

Em 1271, ao voltar para Viterbo, ofereceu sua contribuição para a resolução do famoso Conclave, o mais longo da história, que elegeu seu amigo Gregório X. Este Papa, dois anos depois, o consagrou Bispo de Albano e Cardeal, confiando-lhe a tarefa de organizar, em Lyon, um Concílio para a unidade entre a Igreja latina e a grega. Precisamente durante este Concílio, após fazer duas intervenções, Boaventura faleceu em 1274.

A Filosofia a Serviço da Teologia

Em 1588, o Papa Sisto V o incluiu entre os Doutores da Igreja – que, na época, eram seis – junto com São Tomás de Aquino: Boaventura com o título de Doutor seráfico e Tomás com o de Doutor angélico. Sua contribuição para a doutrina teológica foi muito importante: partindo, antes de tudo, do pensamento de Santo Agostinho, expressou a necessidade de submeter a filosofia à teologia, uma vez que o objetivo desta última é Deus. Assim, a filosofia poderia apenas ajudar na busca humana de Deus, levando o homem de volta à sua dimensão interior – a alma – para reconduzir a Deus.

São Boaventura afirmava ainda que Cristo é o caminho de todas as ciências, e que somente a Verdade revelada podia potenciá-las e uni-las em vista da meta perfeita e única, que é sempre o conhecimento de Deus. Por isso, o Santo, que defendia a tradição patrística e combatia o aristotelismo, chegou à conclusão de que o único conhecimento possível só era possível através da contemplação.

A Expressão da SS. Trindade no Mundo

Ainda de origem agostiniana, também a elaboração da teologia trinitária de São Boaventura foi muito importante. Na prática, ele afirmava que o mundo era uma espécie de livro, no qual emerge a Trindade, da qual fora criado. Logo, Deus, Uno e Trino, está presente como “vestígio” ou marca em todos os seres animados e inanimados: como “imagem”, nas criaturas dotadas de inteligência, como o homem; como “semelhança”, nas criaturas justas e santas, tocadas pela Graça e animadas pelas virtudes da fé, esperança e caridade, que as tornam filhas de Deus.

São Boaventura, rogai por nós! Boaventura — O nome tem origem no latim e significa literalmente “boa fortuna” ou “boa sorte”.

“Santo mestre, ensinai-me a sabedoria e que eu faça dela a minha amiga. Assim como iluminai-me nas minhas escolhas, naquilo que devo fazer, para que vivendo neste mundo eu encontre o Senhor! Amém.”

São Boaventura, rogai por nós!

São Vladimir — Príncipe de Kiev, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de julho:

1
Santos Eutrópio, Zósima e Bonosa Mártires. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália.
† data inc.
2
São Félix Bispo de Tibiuca e mártir. Em Cartago, atualmente na Tunísia, recusou lançar ao fogo os livros da Escritura e foi morto à espada pelo procônsul Anulino.
† 303
3
São Catulino Diácono e mártir. Também em Cartago, em cuja honra Santo Agostinho pregou um sermão ao povo.
† 303
4
Santos Filipe e dez crianças Mártires. Em Alexandria, no Egito.
† c. s. IV
5
Santo Abudémio Mártir. Na ilha de Ténedo, no Helesponto, junto ao atual estreito de Dardanelos.
† s. IV
6
São Tiago Primeiro bispo de Nísibe, na Mesopotâmia, hoje Nusaybin, na Turquia. Participou no Concílio de Niceia e governou em paz o seu povo.
† 338
7
São Plequelmo Bispo de Roermond, no Brabante, atualmente na Holanda. Oriundo da Nortúmbria, anunciou a muitos as riquezas de Cristo.
† c. 713
8
São Gumberto Abade. Fundou o mosteiro de Ansbach, na Francônia, atualmente na Alemanha, na sua herdade.
† c. 790
9
São José Bispo de Tessalônica, irmão de São Teodoro Estudita. Defendeu o culto das sagradas imagens contra a heresia iconoclasta e morreu de fome no exílio.
† 832
10
Santo Atanásio Bispo de Nápoles, na Campânia. Sofreu perseguição do seu sobrinho Sérgio e foi expulso da sede episcopal.
† 872
11
São Vladimir Príncipe. Em Kiev, atualmente na Ucrânia. Recebeu no Batismo o nome de Basílio e difundiu a verdadeira fé entre os povos que governava.
† 1015
12
Santo Ansuero Abade e mártir. Em Ratzeburgo, no Holstein, apedrejado até a morte com outros vinte e oito monges pelos Vendos.
† 1066
13
São David Bispo de Västeras, na Suécia. De nacionalidade inglesa, converteu os suecos a Cristo.
† c. 1082
14
Beato Ceslau Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Breslau, na Silésia, atualmente na Polônia, trabalhou pelo reino de Deus.
† 1242
15
Beato Bernardo Margrave de Baden. Em Moncaliéri, no Piemonte, foi surpreendido pela morte a caminho do Oriente após a conquista de Constantinopla.
† 1458
16
Beatos Inácio de Azevedo e trinta e nove companheiros Mártires da Companhia de Jesus, celebrados em Portugal no dia dezessete deste mês.
† 1570
17
São Pompílio Maria Pirróti Presbítero das Escolas Pias. Em Campi Salentina, na Apúlia, insigne pela austeridade da sua vida.
† 1766
18
Beato Miguel Bernardo Marchand Presbítero e mártir. Deportado durante a Revolução Francesa para uma galera-prisão ao largo de Rochefort, onde morreu.
† 1794
19
São Pedro Nguyen Ba Tuan Presbítero e mártir. Em Nam Dinh, no Tonquim, atualmente no Vietnã, morreu de fome no cárcere.
† 1838
20
Beata Ana Maria Javouhey Virgem. Em Paris, na França, fundou a Congregação das Irmãs de São José de Cluny para o cuidado dos enfermos e a formação da juventude.
† 1851
21
Santo André Nguyen Kim Thong Nam Mártir. Em My Tho, na Cochinchina, atualmente no Vietnã. Catequista preso e exilado, consumou o martírio durante a viagem.
† 1855
22
Beato Antônio Beszta-Borowski Presbítero e mártir. Em Bielsk Podlaski, na Polônia, foi preso pelos inimigos da fé cristã e fuzilado.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Bispo e Doutor da Igreja

Nascido provavelmente em 1217, época em que a fé cristã, penetrada profundamente na cultura e na sociedade da Europa, inspirou obras imperecíveis no campo da literatura, das artes visuais, da filosofia e da teologia.

Foi bispo de Albano, na Itália, e Doutor da Igreja. Insigne pela sua doutrina, santidade de vida e eminente atividade ao serviço da Igreja.

Chamado, com razão, o “segundo fundador da Ordem”.

Dirigiu com suma prudência, como ministro geral, a Ordem dos Menores, segundo o espírito de São Francisco, chamado, com razão, o “segundo fundador da Ordem”.

Foi um teólogo célebre e Doutor da Igreja e transformou a tradição franciscana em uma escola intelectual.

Soube aliar nos seus numerosos escritos a amplitude da erudição com o ardor da piedade. Quando trabalhava na preparação do Concílio de Lião II, mereceu passar à bem-aventurada visão de Deus.

Faleceu em 1274, durante o Concílio que tratou sobre a unidade dos cristãos.

Foi canonizado em 1482.

“Homem bom, afável, piedoso e misericordioso, repleto de virtudes

Um anônimo, notário pontifício, escreveu sobre São Boaventura : “Homem bom, afável, piedoso e misericordioso, repleto de virtudes, amado por Deus e pelos homens (…). Deus, de fato, havia lhe dado tal graça, que todos aqueles que o viam eram invadidos por um amor que o coração não podia ocultar”.

São Boaventura, Doutor da Igreja, rogai por nós!

ORAÇÃO – Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Com São Vladimir, príncipe, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.

Beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que em Portugal se celebram no dia dezassete deste mês.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

15

2. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália, os santos Eutrópio, Zósima e Bonosa, mártires.(† data inc.)

3. Em Cartago, atualmente na Tunísia, junto à Via chamada dos Cilitanos, na basílica de Fausto, o sepultamento de São Félix, bispo de Tibiuca e mártir, que, respondendo à ordem do procurador Magniliano para que lançasse ao fogo os livros da Escritura, declarou que preferia ser queimado ele mesmo em vez da Escritura divina, e imediatamente foi morto à espada pelo pro cônsul Anulino.(† 303)

4. Também em Cartago, a comemoração dos santos Catulino, diácono e mártir, em cuja honra Santo Agostinho pregou um sermão ao povo, e outros mártires cujos corpos repousam na basílica de Fausto.(† 303)

5. Em Alexandria, no Egito, os santos mártires Filipe e dez crianças.(† c. s. IV)

6. Na ilha de Ténedo, no Helesponto, junto ao atual estreito de Dardanelos, Santo Abudémio, mártir.(† s. IV)

7. Em Nísibe, na Mesopotâmia, hoje Nusaybin, na Turquia, São Tiago, primeiro bispo desta cidade, que participou no Concílio de Niceia, governou em paz o seu povo e o defendeu dos ataques dos inimigos da fé.(† 338)

8. Em Roermond, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda, São Plequelmo, bispo, que, oriundo da Nortumbria, anunciou a muitos as riquezas de Cristo.(† c. 713)

9. No mosteiro de Ansbach, na Francónia, atualmente na Alemanha, São Gumberto, abade, que fundou este cenóbio na sua herdade.(† c. 790)

10. Na Tessália, região da Grécia, o passamento de São José, bispo de Tessalônica, irmão de São Teodoro Estudita, que, durante a vida de monge, compôs numerosos hinos e, promovido depois ao episcopado, suportou muitas e ásperas adversidades por defender a disciplina eclesiástica e o culto das sagradas imagens contra a heresia iconoclasta; finalmente foi relegado para a Tessália, onde morreu de fome.(† 832)

11. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santo Atanásio, bispo, que, depois de ter sofrido muito da parte do seu ímpio sobrinho Sérgio, foi expulso da sua sede episcopal e, consumido pelas tribulações, em Véroli, território dos Hérnicos, no Lácio, subiu à morada celeste.(† 872)

12. Em Kiev, na Rússia, atualmente na Ucrânia, São Vladimir, príncipe, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.(† 1015)

13 Em Ratzeburgo, no Holstein, na atual Alemanha, Santo Ansuero, abade e mártir, que, com outros vinte e oito monges, foi apedrejado até a morte pelos Vendos, amotinados contra os pregadores da fé cristã.(† 1066)

14. Em Västeras, na Suécia, São David, bispo, que, de nacionalidade inglesa, depois de ter sido foi monge de Cluny, dali partiu para converter os Suecos a Cristo e, já ancião, morreu piedosamente no mosteiro que fundara.(† c. 1082)

15. Em Breslau, na Silésia, atualmente na Polônia, o Beato Ceslau, presbítero dos primeiros irmãos da Ordem dos Pregadores, que trabalhou pelo reino de Deus na Silésia e noutras regiões da Polónia.(† 1242)

16. Em Moncaliéri, localidade do Piemonte, região da Itália, o Beato Bernardo, margrave de Baden, que foi surpreendido pela morte quando se dirigia para o Oriente a fim de defender os povos cristãos depois da conquista de Constantinopla pelos inimigos.(† 1458)

17. Comemoração dos beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que em Portugal se celebram no dia dezessete deste mês.(† 1570)

18. Em Campi Salentina, na Apúlia, região da Itália, São Pompílio Maria Pirróti, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias, insigne pela austeridade da sua vida.(† 1766)

19. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na costa marítima da França, o Beato Miguel Bernardo Marchand, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por causa do seu sacerdócio foi deportado de Ruão para a prisão na esquálida galera, onde morreu consumido pela enfermidade.(† 1794)

20. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam, São Pedro Nguyen Ba Tuan, presbítero e mártir, que, preso pela sua fidelidade a Cristo no tempo do imperador Minh Mang, morreu de fome no cárcere.(† 1838)

21. Em Paris, na França, a Beata Ana Maria Javouhey, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs de São José de Cluny para o cuidado dos enfermos e a formação cristã da juventude feminina, obra que difundiu nas terras de missão.(† 1851)

22. Em My Tho, província da Cochinchina, atualmente no Vietnam, Santo André Nguyen Kim Thong Nam (Nam Thuong), mártir, que, no tempo do imperador Tu Duc, por ser catequista, foi encarcerado e depois enviado para o exílio, obrigado a caminhar preso com cadeias e carregando uma trave, até que, finalmente, consumou durante a viagem o seu martírio.(† 1855)

23. Em Bielsk Podlaski, povoação da Polônia, o Beato Antônio Beszta-Borowski, presbítero e mártir, que, durante a guerra, foi preso pelos inimigos da fé cristã e fuzilado, morrendo por Cristo.(† 1943)