Santa Margarida Maria Alacoque, virgem. – 16 de Outubro

Santa Margarida Maria Alacoque, virgem.

Santo do Dia – 16 de Outubro

Santa Margarida Maria Alacoque - Apóstola do Coração de Jesus

Santa Margarida Maria Alacoque,

Apóstola do Coração de Jesus · † 1690

Origens

Santa Margarida Maria Alacoque - Apóstola do Coração de Jesus Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em uma família rica da Borgonha, em 22 de julho de 1647.

Seus pais eram católicos fervorosos, mas não o suficiente para permitir que uma de suas filhas se tornasse freira. No entanto, aos cinco anos, Margarida consagrou-se ao Senhor com um voto de castidade. Aos 24 anos, vencendo a resistência dos pais, pôde entrar na Ordem da Visitação fundada por São Francisco de Sales.

Zombada pelas irmãs

Margarida, ao fazer seus votos, acrescentou o nome de Maria por causa das visões que tinha. No entanto, rumores estão circulando, e muitas das freiras e suas superiores não acreditam nela ou até mesmo zombam dela, sugerindo que ela está doente ou louca. Entre as Visitandinas, porém, permanecerá por mais de vinte anos experimentando graças extraordinárias, mas também enormes penitências e mortificações que sempre enfrentará com um sorriso.

Um bom diretor espiritual

Caberá ao seu pai espiritual, o jesuíta Claude de la Colombière, reconhecer nela o carisma dos santos. Ele ordenar-lhe que relate suas experiências místicas no que será sua autobiografia, que chegou até nós. A princípio, ela resiste, depois, por obediência, ela concorda. Enquanto escrevia, continuava convencida de que estava fazendo isso apenas para si mesma, não percebeu o valor do que seria contando naquelas páginas. – “Meu coração se expandirá para espalhar abundantemente os frutos de seu amor sobre aqueles que me honram.” (Santa Margarida Maria Alacoque)

O Sagrado Coração de Jesus

A partir de 1673, Santa Margarida Maria Alacoque começou a receber visitas de Jesus que lhe pedia uma devoção particular ao Seu Sagrado Coração, que lhe aparecia “radiante como um sol, com uma chaga adorável, rodeada de espinhos e encimado por uma cruz, deitado sobre uma trono de espinhos”. De sua história, emergirá a iconografia que conhecemos hoje. Pelo seu empenho à instituição da festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, marcada para o oitavo dia depois do Corpus Christi, a freira também recebe uma grande promessa de Jesus: quem comungasse por nove meses consecutivos, na primeira sexta-feira do mês, receberia o dom da penitência final, ou seja, morrer recebendo os sacramentos e sem pecado. Jesus também pede que ela apele ao rei da França Luís XIV para consagrar o país ao Sagrado Coração, mas a santa não obtém resposta do soberano.

Morte

Jesus aparece a Santa Margarida Maria Alacoque por 17 anos, até o dia de sua morte, quando voltará a tomá-la pela mão. Ele a chama de “discípula amada”, comunica-lhe os segredos de seu coração e a torna participante da ciência do amor. Margarida Maria faleceu em 17 de outubro de 1690; graças a ela, no bairro de Montmartre, em Paris, entre 1875 e 1914, foi construído um santuário dedicado ao Sacre Coeur, consagrado em 1919. Beatificada por Pio IX, em 1864, foi canonizada por Bento XV em 1920. Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós! Margarida — Nome de origem grega, margarítes, que significa “pérola”.

“Oração – Assim como encontraste o coração de Jesus em tuas orações, dai a nós o mesmo privilégio e união com Ele, o mesmo amor que tivestes ao nosso redentor. Nesse Coração Santo, encontremos misericórdia e virtudes para nós, expiação dos pecados para os afastados de Deus. Amém!”

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

São Gerardo Majella — Religioso da Congregação do Santíssimo Redentor, que também é celebrado em 16 de outubro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de outubro:

1
Santa Edviges Religiosa, natural da Baviera e duquesa da Silésia.
† 1243
2
São Longinos Em Jerusalém, a comemoração de São Longinos, venerado como o soldado que abriu com a lança o lado do Senhor pregado na cruz.
† s. I
3
Santo Elífio Na região de Toul, na França, é venerado como mártir.
† s. IV
4
Santos Martiniano e Saturiano Mártires na África Setentrional, com dois irmãos seus, que tinham sido convertidos à fé de Cristo por Santa Máxima, virgem.
† s. V
5
Santos Amando e Juniano Eremitas. No território de Limoges, na Aquitânia, França, Santo Amando e seu discípulo São Juniano.
† s. VI
6
São Galo Presbítero e monge. Perto de Arbon, na Germânia, atualmente na Suíça.
† 645
7
São Mumolino Bispo. Em Noyon, na Nêustria, hoje na França.
† c. 680
8
São Lulo Bispo de Mogúncia. No mosteiro de Heresfeld, na Francónia da Germânia, na Alemanha.
† 786
9
São Vital Eremita. No território de Retz, perto de Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França.
† s. VIII
10
São Gauderico Agricultor, insigne pela sua devoção a Mãe de Deus. No território de Mirepoix, junto aos Pireneus, na Gália, França.
† c. 900
11
Santa Bonita Virgem. Em Brioude, na região dos Arvenos, na Aquitânia, na França.
† s. IX/XI
12
Santo Anastásio Monge. Em Pamiers, junto aos Pireneus, na França.
† c. 1085
13
São Beltrão Bispo. Em Cominges, junto aos Pireneus, na França.
† c. 1123
14
Beato Gerardo de Claraval Abade. No mosteiro de Igny, na região de Reims, igualmente na França.
† 1177
15
São Gerardo Majella Religioso da Congregação do Santíssimo Redentor. Em Materdómini, na Campânia.
† 1755
16
Beato Jesus Villaverde Andrés Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
17
Beatos Aniceto Koplinski e José Jankowski Presbíteros e mártires, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e da Sociedade do Apostolado Católico, respectivamente. No campo de concentração de Auschwitz.
† 1941
18
Beato Agostinho Thevarparampil “Kunjachan” Presbítero. Em Ramapuram, localidade de Palai, na Índia.
† 1973

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

A melhor e mais eficaz de todas as devoções

Toda a vida desta grande vidente do séc. XVII anda estreitamente unida às origens e história da grande devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Foi o meio humilde e diminuto que Deus utilizou para dar a conhecer uma das melhores e mais eficazes de todas as devoções.

Deus a introduziu na comunicação com o Céu

Desde menina com quatro anos – ela conta no seu diário espiritual – Deus a introduziu no segredo da vida interior e comunicação com o céu. Para manter essa comunicação, no noviciado tinha por norma o conselho de São Francisco de Sales: “não ser extraordinário senão à força de ser comum”.

Cristo se comunica com ela

Completava o ano de noviciado a 25 de agosto de 1672 e atrasaram a cerimônia da profissão até 6 de novembro. Nesse período, Cristo se comunica com ela e começa a levantar o véu que encobre a missão para a qual a destina. Foi numa sexta-feira do ano de 1674, que estando diante do Santíssimo Sacramento exposto, Jesus se mostra radiante de glória com as cinco chagas que brilham como sóis.

Que ela suprisse, com seu amor, a ingratidão dos homens

Jesus queixou-se da ingratidão dos homens e pediu que ela,  com o seu amor, suprisse tanta frieza. Para isso deveria comungar sempre que lho permita a obediência e fazer a novena das nove primeiras sextas-feiras seguidas. Posteriormente o Sagrado Coração de Jesus volta a se queixar da ingratidão dos homens e pede que, na sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, se estabeleça a festa do Seu Coração.

O próprio Jesus indica o que ir fazendo

Como auxiliar do seu apostolado recomenda-lhe o Padre Cláudio la Colombière, s.j., também santo. Faleceu no dia 17 de Outubro de 1690. Foi canonizada em 1920 por Bento XV e a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus triunfou através da pequenez da Sua serva.

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

Oração – Ó Santa Margarida Maria, a quem o Sagrado Coração de Jesus, fez participante de seus tesouros divinos, nós vos suplicamos que nos alcanceis deste Coração adorável as graças de que temos necessidade.

Margarida: Significa “pérola”. Margarida tem origem no nome do latim Margarita, vindo do grego margarítes, que quer dizer literalmente “pérola” Com Santa Edwiges, primeira duquesa da Silésia e da Polônia, religiosa em um mosteiro cisterciense, padroeira dos endividados. São Geraldo Majela – Uma alma pura que viu a Deus | Revista Arautos do EvangelhoSão Geraldo Majela, nasceu em Muro de Lucânia, na Itália, em 1726. Ardendo do desejo de entregar-se inteiramente a Cristo, foi admitido por Santo Afonso Maria de Ligório na Congregação do Santíssimo Redentor, como irmão.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

16/10

3. Em Jerusalém, a comemoração de São Longinos, venerado como o soldado que abriu com a lança o lado do Senhor pregado na cruz. 4. Na região de Toul, na Gália, hoje na França, Santo Elífio, que é venerado como mártir, († s. IV) 5. Comemoração dos santos Martiniano e Saturiano, mártires na África Setentrional, com dois irmãos seus, que, durante a perseguição dos Vândalos no tempo do rei ariano Genserico, eram escravos de um vândalo e tinham sido convertidos à fé de Cristo por Santa Máxima, virgem, sua companheira de escravidão. Pela sua constância na fé católica, foram fustigados e feridos até aos ossos com varas nodosas e depois enviados para o desterro dos mouros exilados, onde foram condenados à morte por terem convertido alguns deles à fé de Cristo. Quanto a Santa Máxima, liberta depois de superar muitas tribulações, morreu em paz num mosteiro, como mãe de muitas virgens, († s. V) 6. No território de Limoges, na Aquitânia, atualmente na França, os santos Amando e seu discípulo São Juniano, eremitas, († s. VI) 7. Perto de Arbon, na Germânia, ctualmente na Suíça, São Galo, presbítero e monge, que, foi recebido ainda adolescente por São Columbano no mosteiro de Bangor, na Irlanda, propagou diligentemente o Evangelho nesta região e ensinou aos seus irmãos a disciplina monástica. Descansou no Senhor quase centenário, († 645) 8. Em Noyon, na Nêustria, hoje na França, São Mumolino, bispo, que, sendo monge, ajudou Santo Audomaro na missão evangelizadora e depois sucedeu a Santo Elígio na sede episcopal, († c. 680) 9. No mosteiro de Heresfeld, na Francônia da Germânia, na hodierna Alemanha, São Lulo, bispo de Mogúncia, que, sendo companheiro e colaborador de São Bonifácio na obra da evangelização, foi por ele ordenado bispo, para que fosse um mestre para os presbíteros, um doutor da Regra para os monges, um pregador fiel e pastor para o povo cristão,(† 786) 10. No território de Retz, perto de Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França, São Vital, eremita, († s. VIII) 11. No território de Mirepoix, junto aos Pireneus, na Gália, França, São Gauderico, agricultor, insigne pela sua devoção à Mãe de Deus, († c. 900) 12. Em Brioude, na região dos Arvenos, na Aquitânia, atualmente também na França, Santa Bonita, virgem, († s. IX/XI) 13. Em Pamiers, junto aos Pireneus, França, Santo Anastásio, monge, que, natural de Veneza, abraçou a vida eremítica na ilha de Tombelaine, perto de Mont-Saint-Michel, depois a vida monástica em Cluny, finalmente a vida na solidão durante os últimos anos da sua vida, († c. 1085) 14. Em Cominges, também junto aos Pireneus, na França, São Beltrão, bispo, que, por indicação do papa São Gregório VII, trabalhou arduamente para a reforma da Igreja, reconstruiu a sua cidade abandonada e em ruínas e edificou junto à catedral um claustro e um cabido de Cônegos Regrantes segundo a Regra de Santo Agostinho, 15*. No mosteiro de Igny, na região de Reims, igualmente na França, o passamento do Beato Gerardo de Claraval, abade, que foi assassinado por um iníquo monge durante uma visita a este cenóbio, († 1177) 16. Em Materdómini, na Campânia, São Gerardo Majella, religioso da Congregação do Santíssimo Redentor, que, arrebatado pelo amor de Deus, abraçou um gênero de vida rigorosíssimo e, exuberante de zelo por Deus e pelas almas, ainda jovem descansou piedosamente no Senhor, († 1755) 17. Em Madrid, na Espanha, os Beato Jesus Villaverde Andrés, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição religiosa, perseverou na fé em Cristo até à morte, († 1936) 18. Perto de Cracóvia, na Polônia, no campo de concentração de Auschwitz, os beatos Aniceto Koplinski, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, e José Jankowski, da Sociedade do Apostolado Católico, presbíteros e mártires, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sequazes de uma nefanda doutrina hostil aos homens e à fé cristã, deram testemunho da sua fé em Cristo até à morte, um na câmara de gás, o outro assassinado pelos guardas do campo, († 1941) 19. Em Ramapuram, localidade de Palai, na Índia, o Beato Agostinho Thevarparampil “Kunjachan”, presbítero, († 1973

28ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

28ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Ef 1,11-14)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

Irmãos, 11 em Cristo nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12 a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. 13 Nele também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, 14 o que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 32(33),1-2.4-5.12-13 (R. 12b)

– Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

– Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

– Ó justos, alegrai-vos no Senhor! aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! 

– Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça. 

– Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens. 

Evangelho ((Lc 12,1-7)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3 Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4 Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6 Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7 Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Rm 3,21-30)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 21 agora, sem depender do regime da Lei, a justiça de Deus se manifestou, atestada pela Lei e pelos Profetas; 22 justiça de Deus essa, que se realiza mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que têm a fé. Pois diante desta justiça não há distinção: 23 todos pecaram e estão privados da glória de Deus, 24 e a justificação se dá gratuitamente, por sua graça, realizada em Jesus Cristo. 25 Deus destinou Jesus Cristo a ser, por seu próprio sangue, instrumento de expiação mediante a realidade da fé. Assim Deus mostrou sua justiça em ter deixado sem castigo os pecados cometidos outrora, 26 no tempo de sua tolerância. Assim ainda ele demonstra sua justiça no tempo presente, para ser ele mesmo justo, e tornar justo aquele que vive a partir da fé em Jesus. 27 Onde estaria, então, o direito de alguém se gloriar? — Foi excluído. Por qual lei? Pela lei das obras? — Absolutamente não, mas, sim, pela lei da fé. 28 Com efeito, julgamos que o homem é justificado pela fé, sem a prática da Lei judaica. 29 Acaso Deus é só dos judeus? Não é também Deus dos pagãos? Sim, é também Deus dos pagãos. 30 Pois Deus é um só.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 129(130),1-2.3-4.5-6 (R. 7)

– No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção!

– No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção!

– Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece!

– Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero. 

– No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minh’alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora.

Evangelho (Lc 11,47-54)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 47 “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48 Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52 Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. 53 Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja | Memória | Quinta-feira

Santa Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja | Memória | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Ef 1,1-10)

Início da Carta de São Paulo aos Efésios.

1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fiéis em Cristo Jesus: 2 a vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 3 Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4 Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5 Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6 para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. 7 Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. 9 Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, 10 para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 97(98),1.2-3ab.3cd-4.5-6 (R. 2a)

– O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

– O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. 

– O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. 

– Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! 

– Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei! 

Evangelho (Lc 11,47-54)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 47 “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48 Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52 Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. 53 Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Rm 2,1-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

1 Ó homem, qualquer que sejas, tu que julgas, não tens desculpa; pois, julgando os outros, te condenas a ti mesmo, já que fazes as mesmas coisas, tu que julgas. 2 Ora, sabemos que o julgamento de Deus se exerce segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. 3 Ó homem, tu que julgas os que praticam tais coisas e, no entanto, as fazes também tu, pensas que escaparás ao julgamento de Deus? 4 Ou será que desprezas as riquezas de sua bondade, de sua tolerância, de sua longanimidade, não entendendo que a benignidade de Deus é um insistente convite para te converteres? 5 Por causa de teu endurecimento no mal e por teu coração impenitente, estás acumulando ira para ti mesmo, no dia da ira, quando se revelará o justo juízo de Deus. 6 Deus retribuirá a cada um segundo as suas obras. 7 Para aqueles que, perseverando na prática do bem, buscam a glória, a honra e a incorruptibilidade, Deus dará a vida eterna; 8 porém, para os que, por espírito de rebeldia, desobedecem à verdade e se submetem à iniquidade, estão reservadas ira e indignação. 9 Tribulação e angústia para toda pessoa que faz o mal, primeiro para o judeu, mas também para o grego; 10 glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem, primeiro para o judeu, mas também para o grego; 11 pois Deus não faz distinção de pessoas.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 61(62),2-3.6-7.9 (R. 13b)

– Senhor, pagais a cada um, conforme suas obras.

– Senhor, pagais a cada um, conforme suas obras.

– Só em Deus a minha alma tem repouso, porque dele é que me vem a salvação! Só ele é meu rochedo e salvação, a fortaleza, onde encontro segurança! 

– Só em Deus a minha alma tem repouso, porque dele é que me vem a salvação! Só ele é meu rochedo e salvação, a fortaleza, onde encontro segurança! 

– Povo todo, esperai sempre no Senhor, e abri diante dele o coração: nosso Deus é um refúgio para nós! 

Evangelho (Lc 11,42-46)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 42 “Aí de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43 Aí de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44 Aí de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”. 45 Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!” 46 Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Teresa d’Avila, Virgem, Fundadora, Doutora da Igreja – 15 de Outubro

Santa Teresa d'Avila, Virgem, Fundadora, Doutora da Igreja

Santo do Dia – 15 de Outubro

Santa Teresa d'Ávila - A grande Doutora da Igreja e Oração

Santa Teresa d’Ávila,

A Grande Doutora da Oração · † 1582

Origens

Santa Teresa d'Ávila - A grande Doutora da Igreja e Oração

Segunda filha de um judeu convertido, Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus), Teresa Sánchez de Cepeda Dávila y Ahumada, nasceu em Ávila (Castela), em 28 de março de 1515.

A infância feliz, passada junto com irmãos e primos, a deixa fascinada por romances de cavalaria. Após a morte, em batalha, de seu irmão mais velho, Giovanni, em 1524, e a perda de sua mãe, Beatrice, a jovem foi enviada para estudar no mosteiro agostiniano de Nossa Senhora da Graça. Ali, foi atingida por uma primeira crise existencial.

Fuga para o Carmelo

Após uma grave doença, regressa à casa do pai, onde assiste à partida do seu querido irmão Rodrigo para as colônias espanholas no ultramar. Em 1536, foi atingida pela chamada “grande crise” e amadureceu a firme decisão de entrar no mosteiro com os Carmelitas da Encarnação de Ávila. Mas o pai se recusa e Teresa foge de casa. Acolhida pelas freiras, chegou à profissão em 3 de novembro de 1537.

Embates na Saúde

Sua saúde logo se deteriora novamente. Apesar do consequente retorno à família, o caso é julgado desesperador. Santa Teresa d’Ávila é levada de volta ao convento onde as freiras começam a preparar seu funeral. Inexplicavelmente, porém, em poucos dias, a paciente volta à vida. Parcialmente liberta dos compromissos da vida de clausura, devido à convalescença.

“Morro filha da Igreja” (Santa Teresa d’Ávila)

Mulher da Mística

De carácter alegre, amante da música, da poesia, da leitura e da escrita, vai tecer uma densa rede de amizades, polarizando em torno de si várias pessoas desejosas de a conhecer. Mas em breve ela perceberá esses encontros como motivos de distração da tarefa principal da oração e experimentará sua “segunda conversão”: “Meus olhos caíram sobre uma imagem … Ela representava Nosso Senhor coberto de feridas. Assim que olhei para ela, me senti todo emocionado… Me joguei aos pés d’Ele em prantos e implorei que me desse forças para não mais ofendê-Lo”.

As visões e êxtases representam o capítulo mais misterioso e interessante da vida de Santa Teresa de Ávila. Na Autobiografia (escrita por ordem do bispo) e em outros textos e cartas, descreve as várias etapas das manifestações divinas, visuais e auditivas. Ela é vista levitando, desmaiando e permanecendo morta (é assim que Bernini a retratará por volta de 1650, na estátua de S. Maria Della Vittoria em Roma). Essas manifestações correspondem a um grande crescimento espiritual, que Teresa, naturalmente trazida à escrita e à poesia, vai derramar em seus textos místicos, entre os mais claros, poderosos, poéticos já escritos.

Reforma do Carmelo

Não compreendida nesta sua intensa espiritualidade e considerada por alguns dos seus confessores até vítima de ilusões demoníacas, é apoiada pelo jesuíta Francesco Borgia e pelo frade franciscano Pietro d’Alcántara, que dissiparão as dúvidas dos seus acusadores. Teresa sente que deve refundar o Carmelo para remediar uma certa desorganização interna. Em 1566, o Superior Geral da Ordem autorizou-o a fundar vários mosteiros em Castela, incluindo dois conventos de Carmelitas Descalços. Assim, surgem os conventos em Medina, Malagon e Valladolid (1568); Toledo e Pastrana (1569); Salamanca (1570); Alba de Tormes (1571); Segóvia, Beas e Sevilha (1574); Sória (1581); Burgos (1582), entre outros.

Amizade com João da Cruz

Decisivo, em 1567, foi o encontro entre Santa Teresa d’Ávila e um jovem estudante de Salamanca, recém ordenado sacerdote: com o nome de João da Cruz, o jovem assumiu a roupagem do Scalzi e acompanhou o fundador em suas viagens. Juntos, eles superaram vários eventos dolorosos, incluindo divisões dentro da ordem e até acusações de heresia. Eventualmente Santa Teresa d’Ávila prevalecerá com o nascimento da ordem reformada dos Carmelitas e Carmelitas Descalços.

A Morte

A obra mais famosa de Teresa é certamente “O Castelo Interior”, um itinerário da alma em busca de Deus, por meio de sete passagens particulares de elevação, ladeadas pelo Caminho da Perfeição e pelos Fundamentos, bem como por muitas máximas, poemas e orações. Incansável apesar de sua saúde precária, Santa Teresa d’Ávila morreu em Alba de Tormes em 1582, durante uma de suas viagens.

Síntese

Virgem e doutora da Igreja: ingressou na Ordem Carmelita em Ávila, na Espanha, e tornou-se mãe e mestra de uma observância muito rigorosa, preparou em seu coração um caminho de aperfeiçoamento espiritual sob o aspecto de uma ascensão gradual da alma a Deus; para a reforma de sua Ordem suportou muitas tribulações, que sempre superou com um espírito invencível; também escreveu livros imbuídos de elevada doutrina e carregados de sua profunda experiência. Canonizada em 12 de março de 1622, pelo Papa Gregório XV.

Santa Teresa de Jesus, rogai por nós!

Teresa — De origem grega, provavelmente ligada ao verbo therizo (“colher, ceifar”) ou à ilha de Thera. É interpretada como “a caçadora” ou “a que colhe os frutos”.

“Oração – Ó doutora da oração, ensinai àqueles que vos procuram uma vida verdadeiramente contemplativa que alcança a cada um em sua própria realidade. Convocai as almas para se entregarem verdadeiramente na intercessão, assim como novas vocações carmelitas. Que, através da oração, possamos encontrar a vontade de Deus. Amém.”

Santa Teresa de Jesus, rogai por nós!

Santa Edviges — Religiosa, falecida no mosteiro de Trebnitz, na Silésia, hoje na Polônia. Sua memória litúrgica se celebra amanhã.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 15 de outubro:

1

Santa Teresa d’Ávila
Virgem e doutora da Igreja. Em Alba de Tormes, na Espanha. Reformadora da Ordem Carmelita e mestra da vida de oração.

† 1582

2

São Barsés
Bispo. Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia.

† 379

3

São Severo
Bispo. Em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha.

† s. V

4

Santa Tecla
Abadessa. Em Kitzingen, na Germânia, na atual Alemanha.

† c. 790

5

Santa Edviges
Religiosa. No mosteiro de Trebnitz, na Silésia, hoje na Polônia, o dia natal de Santa Edviges, cuja memória se celebra amanhã.

† 1243

6

Beato Gonçalo de Lagos
Em Torres Vedras, cidade de Portugal. Sua memória se celebra em Portugal no dia vinte e sete de outubro.

† 1422

7

Beato Baltasar Kagayama Hanzaemon e seu filho Tiago
Mártires. Em Hiji, no Japão.

† 1619

8

Santa Madalena
Virgem e mártir. Em Nagasaki, também no Japão.

† 1634

9

Beato Narciso Basté Basté
Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Valência, na Espanha.

† 1936

10

Beato Cipriano Alguacil Torredenaida
Religioso da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Barajas, perto de Madrid, também na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nobre, bela e inteligente

Encontra-se entre as Santas e Místicas mais veneradas Nasceu em Ávila, a 28 de Março de 1515. Espanhola, de família nobre, bela e inteligente, foi uma criatura que lutou contra as suas contradições internas, contra as mentiras e hipocrisias de uma vida espiritual vazia.

Grande Mestra espiritual da Igreja

Santa Teresa ocupa um lugar especial dentro da mística cristã; é considerada um dos grandes mestres espirituais que a história da Igreja já conheceu. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila e ficou conhecida como reformadora do Carmelo.

Devolveu à Ordem Carmelita o seu primitivo vigor espiritual

Foi mãe e mestra de uma observância mais estrita e concebeu em seu coração um caminho de perfeição espiritual sob a forma de ascensão por degraus da alma até Deus. Conseguiu devolver à Ordem Carmelita o seu primitivo vigor espiritual. Tinha como conselheiro espiritual São João da Cruz. É chamada Teresa, a Grande, a Teresa com a graça de Deus.

Doutora e Mestra espiritual

Em 1970, o papa Paulo VI, proclamou-a “Doutora da Igreja”,  pela profunda mística e espiritualidade. Muitas das obras de Teresa d’Ávila continuam sendo lidas e produzem abundantes frutos espirituais: “O caminho da perfeição”, “Pensamentos sobre o amor de Deus”, “Castelo interior”. Morreu em 1582 Padroeira dos escritores católicos.

Santa Teresa de Jesus, rogai por nós!

Oração — Ó Santa Teresa de Jesus, fazei-nos fiéis a nossa oração da manhã e da noite e a transformar em oração o cumprimento de nossas tarefas de cada dia. Que a oração seja para nós a porta de nossa conversão e santificação e a chave de ouro que nos abrirá a porta do Céu. Amém. 

Teresa: Significa “natural de Tera”, “habitante de Tera”; “colher”; “verão”. O nome Teresa tem não só uma, mas várias possibilidades de étimos
Com Santa Tecla, abadessa, enviada da Inglaterra para auxiliar São Bonifácio.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

15/10

2. Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia, a comemoração de São Barsés, bispo, que, expulso para terras distantes pelo imperador ariano Valente por causa da sua fé católica, finalmente fatigado pelo exílio em três lugares diversos, faleceu num dia desconhecido do mês de Março, († 379) 3. Em Tréveris, Gália Bélgica, Alemanha, São Severo, bispo, que foi discípulo de São Lopo de Troyes, acompanhou São Germano de Auxerre na erradicação da heresia de Pelágio na Bretanha e pregou aos Germanos o Evangelho de Cristo, († s. V) 4. Em Kitzingen, na Germânia, também na atual Alemanha, Santa Tecla, abadessa, que, enviada da Inglaterra para auxiliar São Bonifácio, dirigiu o mosteiro de Ochsenfurt e depois o de Kitzingen, († c. 790) 5. No mosteiro de Trebnitz, na Silésia, hoje na Polônia, o dia natal de Santa Edviges, religiosa, cuja memória se celebra amanhã, († 1243) 6. Em Torres Vedras, cidade de Portugal, o Beato Gonçalo de Lagos, cuja memória se celebra em Portugal no dia vinte e sete de Outubro, († 1422) 7. Em Hiji, no Japão, o Beato Baltasar Kagayama Hanzaemon e seu filho Tiago, mártires, († 1619) 8. Em Nagasáki, também no Japão, Santa Madalena, virgem e mártir, que, no tempo do imperador Yemitsu, foi tão forte de ânimo em fomentar a fé como em suportar o suplício da forca durante treze dias, († 1634) 9. Em Valência, na Espanha, o Beato Narciso Basté Basté, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, aceitando fielmente as palavras de Jesus, em tempo de perseguição contra a fé, pela sua morte passou à vida gloriosa, († 1936) 10. Em Barajas, perto de Madrid, também na Espanha, o Beato Cipriano Alguacil Torredenaida, religioso da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a mesma perseguição, consumou gloriosamente o seu combate pela fé, († 1936)

28ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

28ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 5,18-25)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 18 se sois conduzidos pelo Espírito, então não estais sob o jugo da Lei. 19 São bem conhecidas as obras da carne: fornicação, libertinagem, devassidão, 20 idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, 21 invejas, bebedeiras, orgias, e coisas semelhantes a estas. Eu vos previno, como aliás já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus. 22 Porém, o fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, 23 mansidão, continência. Contra estas coisas não existe lei. 24 Os que pertencem a Jesus Cristo crucificaram a carne com suas paixões e seus maus desejos. 25 Se vivemos pelo Espírito, procedamos também segundo o Espírito, corretamente.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R. cf. Jo 8,12)

– Senhor, quem vos seguir, terá a luz da vida!

– Senhor, quem vos seguir, terá a luz da vida!

– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. 

– Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar, 

– mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte. 

Evangelho (Lc 11,42-46)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 42 “Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43 Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44 Aí de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”. 45 Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!” 46 Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (1Jo 3,22-4,6)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, 22 qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23 Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. 24 Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu. 4,1 Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. 2 Este é o critério para saber se uma inspiração vem de Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; 3 e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus; é o espírito do Anticristo. Ouvistes dizer que o Anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo. 4 Filhinhos, vós sois de Deus e vós vencestes o Anticristo. Pois convosco está quem é maior do que aquele que está no mundo. 5 Os vossos adversários são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvidos. 6 Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus, escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 2,7-8.10-11 (R.8a)

— Eu te darei por tua herança os povos todos.

— Eu te darei por tua herança os povos todos.

— O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio.

— E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito! 

 

Evangelho (Mt 4,12-17.23-25)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 12 ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13 Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14 no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16 O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17 Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. 23 Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24 E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25 Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Calisto I, Papa, Mártir – 14 de Outubro

São Calisto I, Papa, Mártir

Santo do Dia – 14 de Outubro

São Calisto I: de Condenado a Papa da Igreja

São Calisto I,

Papa criador do cemitério da Via Ápia · † 222

Origens

São Calisto I: de Condenado a Papa da Igreja

Romano de Trastevere, filho de escravos, São Calisto não teve vida fácil. Ele está sepultado com efeito na igreja de Santa Maria, em Trastevere, e não nas catacumbas que levam seu nome.

Administrador pouco habilidoso

O cristão Carpóforo, da família do imperador Cômodo, havia lhe confiado a administração dos bens da comunidade cristã. Não foi um hábil administrador e, descoberto um grande desfalque, Calisto fugiu. Capturado em Óstia, a ponto de zarpar, foi condenado a girar a roda de um moinho. Carpóforo mostrou-se generoso, condenando-o a pagar o débito, mas a justiça seguiu seu curso. Foi condenado à flagelação, depois, deportado para as minas da Sardenha.

A Liberdade

Libertado, o Papa Vítor ocupou-se pessoalmente dele — sinal de que Calisto desfrutava de certa fama, furto à parte. Para desviá-lo da tentação, fixou-lhe um ordenado. O sucessor Zeferino foi igualmente generoso: ordenou-o diácono e confiou-lhe a guarda do cemitério cristão na via Ápia Antiga (as célebres catacumbas conhecidas em todo o mundo com seu nome).

Missão: Cemitérios da Igreja

O Papa Zeferino, no entanto, o chamou de volta à Roma, confiando-lhe os cuidados dos cemitérios da Igreja. Assim começou a escavação do grande cemitério ao longo da Via Appia que leva seu nome.

Eleito Papa

Com a morte de Zeferino, Calisto foi eleito Papa. Mas seu pontificado atraiu as inimizades de uma ala da comunidade cristã de Roma que o acusou falsamente de heresia.

Opositores

Ele teve muitos opositores entre os cristãos dissidentes de Roma e, justamente, de um escrito do líder desses cristãos separados, um antipapa. Por essa razão, temos quase todas as notícias sobre ele apresentadas, porém, de forma tendenciosa. Lemos que, antes de se tornar Papa, ele era escravo e fraudador. Tendo fugido para Portugal, foi preso e levado de volta a Roma, onde foi condenado a trabalhos forçados nas minas da Sardenha. Retornando a Roma por ocasião de uma anistia, ele foi enviado para Anzio.

A Morte

São Calisto coroou a vida com o martírio, como bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Segundo a tradição mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristãos e foi lançado a um poço. Mais tarde, deram-lhe sepultura honorífica no Cemitério de Calepódio, na Via Aurélia, junto do lugar do seu martírio. Assim se explica não ter sido enterrado na grande necrópole que ele próprio ampliara e onde foram enterrados São Zeferino e os Papas seguintes, na parte chamada precisamente Cripta dos Papas.

O Legado de São Calisto I — A Construção da Cripta

Uma das metas obrigatórias para os peregrinos e turistas que se dirigem à Roma são as catacumbas. Particularmente célebres e frequentadas são as de São Calisto, definidas pelo Papa João XXIII “as mais respeitáveis e as mais célebres de Roma”. Numa área de mais de 120.000 m², com quatro andares sobrepostos, foi calculado que lá existem não menos de 20 quilômetros de corredores.

Importância da Cripta

Essa obra colossal fixa para sempre a memória de São Calisto, que cuidou de sua realização, primeiro como diácono do Papa Zeferino, e depois como o próprio Papa. Mas além das dimensões, este lugar é precioso pelo grande número e pela importância dos mártires que ali foram sepultados, e particularmente célebres são a cripta de Santa Cecília e a contígua à dos papas, na qual foram sepultados o Papa Ponciano Antero, Fabiano entre outros.

Relíquia

O túmulo dele está colocado bem no meio da Roma antiga, na basílica de Santa Maria in Trastevere, que, construída por determinação do Papa Júlio, na metade do século IV, foi intitulada também de São Calisto.

São Calisto I, rogai por nós! Calisto — Nome de origem grega (Kállistos), que significa “o mais belo”.

“Oração – Ao Papa santo e pastor da Igreja, rogai pelos fiéis espalhados pelo mundo e não os deixeis abandonados sem pastores. Atrai vocações para o seguimento radical de Cristo assim como novos sacerdotes. Que sejamos santos à imagem de Jesus, Bom pastor. Amém!”

São Calisto I, rogai por nós!

São Donaciano — Bispo de Reims, cuja comemoração se faz em Bruges, no território da atual Bélgica.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de outubro:

1
São Lúpulo Mártir. Em Cápua, na Campânia, região da Itália.
† data inc.
2
São Gaudêncio Em Rímini, na Emília, também na Itália. É venerado como primeiro bispo desta cidade durante o tempo de perseguição.
† s. IV
3
São Donaciano Bispo de Reims. Comemoração em Bruges, no território da atual Bélgica.
† 389
4
São Fortunato Bispo. Em Tódi, na Úmbria, região da Itália.
† s. V
5
Santa Manequilde Virgem. No território de Chalons, na Champagne, região da Gália, hoje na França.
† s. V
6
São Venâncio Bispo. Em Lúni, na Ligúria, região da Itália. Dedicou especial atenção ao clero e aos monges.
† s. VI
7
Santa Angadrisma Abadessa do mosteiro fundado por Santo Ebrulfo e chamado Oratório. Em Beauvais, cidade da Nêustria, atualmente na França.
† c. 695
8
São Domingos Presbítero da Ordem Camaldulense. Em San Severino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† 1060
9
Beato Diogo Kagayama Haito Mártir. Em Kokura, no Japão.
† 1619
10
Beato Tiago Laigneau de Langellerie Presbítero e mártir. Em Angers, na França.
† 1794
11
Beata Ana Maria Aranda Riera Virgem e mártir. Em Picadero de Paterna, localidade da província de Valência, na Espanha.
† 1936
12
Beatos Estanislau Mysakowski e Francisco Roslaniec Presbíteros e mártires. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Baviera, região da Alemanha.
† 1942
13
Beato Romano Lysko Presbítero e mártir. Em L’viv, na Ucrânia.
† 1949

Fontes: Arquisp.org.br · “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa e Luigi Giovannini (Paulus, Roma, 1978) · “Santos de cada dia” – José Leite, SJ (Editorial A.O. Braga, 2003) · Martirológio Romano · Santiebeati.it · Comunidade Canção Nova

De escravo a Papa

Segundo a tradição,  havia sido um escravo que conseguiu a sua libertação. O Papa Zeferino conferiu-lhe o diaconato, encarregando-o da administração do Cemitério da Via Ápia (Catacumba de São Calisto).

Com a morte do Papa Zeferino, o clero e o povo elegeram Calisto para substituí-lo.

Como Papa, perseguido pelos invejosos

Eleito sucessor de Zeferino o que lhe granjeou a inveja e animosidade de Hipólito que o não quis reconhecer como Papa, devido à sua condição de escravo e, especialmente, à sua condescendência para com os pecadores.

Lutou contra as heresias

Lutou intensamente contra as heresias e a ideia de que certos pecados não podiam ser perdoados. São Calisto, entretanto, defendeu o princípio de que todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas condições.

Segundo consta, São Calisto foi assassinado durante um motim em que se afrontavam pagãos e cristãos.

Calisto governou a Igreja de Deus de 217 a 222.

São Calisto I, Papa, rogai, por nós!

Oração – Concedei-nos, pela intercessão de São Calisto, papa e mártir, a graça de sermos sempre muito firmes na defesa da verdade cristã. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que ardentemente vos pedimos. Amém

Calisto: Significa “mais belo”. Calisto é um nome feminino de origem grega que surge a partir da palavra Kallistos, que significa “mais belo

 

 

Com São Fortunato, Bispo de Todi, elogiado pelo Papa São Gregório Magno.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

14/10

2. Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Lúpulo, mártir, († data inc. )

3. Em Rímini, na Emília, também na Itália, São Gaudêncio, que é venerado como primeiro bispo desta cidade durante o tempo de perseguição, († s. IV)

4. Em Bruges, no território da atual Bélgica, a comemoração de São Donaciano, bispo de Reims, cujas relíquias se conservam nesta cidade, († 389)

5. Em Tódi, na Úmbria, região da Itália, São Fortunato, bispo, que, como refere o papa São Gregório Magno, manifestou especialmente a sua virtude na assistência aos enfermos, († s. V)

6. No território de Chalons, na Champagne, região da Gália, hoje na França, Santa Manequilde, virgem, († s. V)

7. Em Lúni, na Ligúria, região da Itália, a comemoração de São Venâncio, bispo, que dedicou especial atenção ao clero e aos monges e teve a estima e amizade do papa São Gregório Magno, († s. VI)

8. Em Beauvais, cidade da Nêustria, atualmente na França, Santa Angadrisma, abadessa do mosteiro fundado por Santo Ebrulfo e chamado Oratório, hoje Oroër-des-Vierges, porque tinha vários lugares de oração, onde o Senhor era venerado sem interrupção, († c. 695)

9. Em San Severino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Domingos – chamado Loricato, porque levava cingida ao corpo uma couraça de ferro – presbítero da Ordem Camaldulense, o qual, tendo sido ordenado de maneira irregular, depois se fez eremita e, discípulo de São Pedro Damião, levou uma vida de austeridade e rigorosa observância, († 1060)

10. Em Kokura, no Japão, o Beato Diogo Kagayama Haito, mártir, († 1619)

11. Em Angers, França, o Beato Tiago Laigneau de Langellerie, presbítero e mártir, Revolução Francesa, por ser sacerdote foi decapitado, († 1794)

12. Em Picadero de Paterna, localidade da província de Valência, na Espanha, a Beata Ana Maria Aranda Riera, virgem e mártir, que, em tempo de perseguição contra a fé cristã, derramou o seu sangue por Cristo, († 1936)

13. No campo de concentração de Dachau, Munique, Baviera, Alemanha, os beatos Estanislau Mysakowski e Francisco Roslaniec, presbíteros e mártires, que, durante a ocupação militar da Polónia por inimigos de Deus e da humanidade, consumaram o martírio na câmara de gás, († 1942)

14. Em L’viv, na Ucrânia, o Beato Romano Lysko, presbítero e mártir, que, em tempo de perseguição contra a fé, seguindo os passos de Cristo, pela sua graça chegou ao reino celeste, († 1949)

28ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

28ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 5,1-6)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 1 É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão. 2 Eis que eu, Paulo, vos digo que Cristo não será de nenhum proveito para vós, se vos deixardes circuncidar. 3 Mais uma vez, atesto a todo homem circuncidado que ele está obrigado a observar toda a Lei. 4 Vós que procurais a vossa justificação na Lei, rompestes com Cristo, decaístes da graça. 5 Quanto a nós, que nos deixamos conduzir pelo Espírito, é da fé que aguardamos a justificação, objeto de nossa esperança. 6 Com efeito, em Jesus Cristo, o que vale é a fé agindo pela caridade; observar ou não a circuncisão não tem valor algum.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119), 41.43.44.45.47.48 (R. 41a)

– Senhor, que desça sobre mim a vossa graça!

– Senhor, que desça sobre mim a vossa graça!

– Senhor, que desça sobre mim a vossa graça e a vossa salvação que prometestes! 

– Não retireis vossa verdade de meus lábios, pois eu confio em vossos justos julgamentos! 

– Cumprirei constantemente a vossa lei; para sempre, eternamente a cumprirei! 

– É amplo e agradável meu caminho, porque busco e pesquiso as vossas ordens. 

– Muito me alegro com os vossos mandamentos, que eu amo, amo tanto, mais que tudo! 

– Elevarei as minhas mãos para louvar-vos e com prazer meditarei vossa vontade. 

Evangelho (Lc 11,37-41)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 37 enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38 O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39 O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Rm 1,16-25)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 16 Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é uma força salvadora de Deus para todo aquele que crê, primeiro para o judeu, mas também para o grego. 17 Nele, com efeito, a justiça de Deus se revela da fé para a fé, como está escrito: O justo viverá pela fé. 18 Por outro lado, a ira de Deus se revela, do alto do céu, contra toda a impiedade e iniquidade dos homens que em sua iniquidade oprimem a verdade. 19 Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto aos homens: Deus mesmo lho manifestou. 20 Suas perfeições invisíveis, como o seu poder eterno e sua natureza divina, são claramente conhecidas através de suas obras, desde a criação do mundo. Assim, eles não têm desculpa 21 por não ter dado glória e ação de graças a Deus como se deve, embora o tenham conhecido. Pelo contrário, efetuaram-se em suas especulações, e seu coração insensato se obscureceu: 22 alardeando sabedoria, tornaram-se ignorantes 23 e trocaram a glória do Deus incorruptível por uma figura ou imagem de seres corruptíveis: homens, pássaros, quadrúpedes, répteis. 24 Por isso, Deus os entregou com as paixões de seus corações a tal impureza, que eles mesmos desonram seus próprios corpos. 25 Trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre. — Amém.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 2a)

– Os céus proclamam a glória do Senhor!

– Os céus proclamam a glória do Senhor!

– Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia. 

– Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz. 

Evangelho (Lc 11,37-41)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 37 Enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38 O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39 O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Beata Alexandrina Maria da Costa, virgem – 13 de Outubro

Beata Alexandrina Maria da Costa, virgem – 13 de Outubro

Santo do Dia – 13 de Outubro

Beata Alexandrina Maria da Costa

Beata Alexandrina Maria da Costa,

Virgindade Preservada · † 1955

Origens

Beata Alexandrina Maria da Costa Alexandrina Maria da Costa nasceu em Balasar, Póvoa de Varzim, Arquidiocese de Braga, no dia 30 de março de 1904. Foi batizada no dia 2 de abril, um Sábado Santo. Foi educada cristãmente pela mãe, junto com a irmã Deolinda.

Alexandrina viveu em casa até aos 7 anos. Depois, foi para uma pensão dum marceneiro na Póvoa de Varzim, a fim de frequentar a escola primária que não existia em Balasar. Fez a primeira comunhão na sua terra natal, em 1911, e, no ano seguinte, recebeu o sacramento da Crisma pelo Bispo do Porto.

Passados 18 meses, voltou a Balasar e foi morar com a mãe e a irmã na localidade do “Calvario”, onde irá permanecer até a morte.

Infância

Robusta de constituição física, começou a trabalhar nos campos, equiparando-se aos homens e a ganhar o mesmo que eles. A sua infância foi muito viva: dotada de temperamento feliz e comunicativo, era muito querida pelas colegas. Aos 12 anos, porém, adoeceu: uma grave infecção (uma febre tifoide, talvez) colocou-a quase à morte. Superou a doença, mas a sua saúde ficou abalada para sempre.

Juventude

Aos 14 anos aconteceu um fato que seria decisivo para a sua vida. Era Sábado Santo de 1918, e, nesse dia, ela, a irmã Deolinda e mais uma mocinha aprendiz estavam a trabalhar de costura, quando perceberam que três homens tentavam entrar na sala onde se encontravam. Embora estivessem fechadas, os três homens forçaram as portas e conseguiram entrar.

Conservação de sua Pureza

Alexandrina, para salvar a sua pureza ameaçada, não hesitou em atirar-se pela janela, de uma altura de quatro metros. As consequências foram terríveis, embora não imediatas. De fato, as várias visitas médicas a que foi sucessivamente submetida diagnosticaram, cada vez com maior clareza, um fato irreversível.

Início do Sofrimento

Até os 19 anos, pôde ainda arrastar-se até a igreja, onde gostava de ficar recolhida, com grande admiração das pessoas. A paralisia foi avançando cada vez mais, até que as dores se tornaram insuportáveis; as articulações perderam qualquer movimento; e ela ficou completamente paralisada. Era o dia 14 de abril de 1925 quando a Beata Alexandrina Maria da Costa ficou definitivamente de cama. Ali haveria de passar os restantes 30 anos de sua vida.

“Jesus, você é um prisioneiro no Tabernáculo e eu estou em minha cama por sua vontade. Faremos companhia.”

— Beata Alexandrina Maria da Costa

Vocação

Até 1928 não deixou de pedir a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura, prometendo que se sarasse partiria para as missões. Depois, compreendeu que a sua vocação era o sofrimento. Abraçou-a prontamente. São desse período os primeiros fenômenos místicos: Alexandrina iniciou uma vida de grande união com Cristo nos Tabernáculos, por meio de Nossa Senhora. Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, tanto mais crescia nela o amor ao sofrimento. Comprometeu-se com voto a fazer sempre o que fosse mais perfeito.

A Consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria

Desde 1934, orientada espiritualmente por um padre jesuíta, passou a escrever tudo quanto lhe dizia Jesus, durante seus êxtases contemplativos. Em 1936, segundo ela, por ordem de Jesus, pediu ao Papa a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. O pedido foi renovado várias vezes até 1941, quando, então, Alexandrina parou de escrever ao Papa e também em seu diário. A partir de 27 de março de 1942, deixou de alimentar-se, vivendo exclusivamente da eucaristia. No ano seguinte, passou a ser estudada por uma junta médica.

O Diário

Em 1944, seu novo diretor espiritual, um padre salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a voltar a ditar o seu diário; o que ela fez até a morte. No mesmo ano ela se inscreveu na União dos Cooperadores Salesianos, querendo colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo os jovens. Atraídas pela fama de santidade, muitas pessoas vindas de longe buscavam os conselhos da “rosa branca de Jesus”, como era também chamada pelos fiéis, que já veneravam em vida a “santinha de Balazar”.

A Paixão

De sexta-feira, 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, ou seja por 182 vezes, viveu, em todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis.

Morte

Em 1950, Alexandrina comemora os 25 anos de sua imobilidade. Em 7 de janeiro de 1955, foi anunciado que este seria o ano de sua morte. No dia 12 de outubro, quis receber a unção dos enfermos. No dia 13 de outubro, aniversário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, ela foi ouvida exclamando: “Estou feliz, porque vou para o céu”. Às 19h30 ela faleceu.

Via de Santificação

Foi beatificada por João Paulo II, no Terceiro Domingo da Páscoa, 25 de abril de 2004. Durante a celebração eucarística, ocorreu a beatificação de seis pessoas, o presbítero Augustus Czartoryski; e quatro monjas: Laura Montoya, Maria Guadalupe García Zavala, Nemesia Valle, Eusebia Palomino Yenes; e a leiga, Alexandrina Maria da Costa, que hoje celebramos. Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós! Alexandrina — Forma feminina de Alexandre, do grego Alexandros, que significa “defensora dos homens” ou “protetora da humanidade”.

“Oração – Grande devota de Eucaristia, soubeste se alimentar e viver apenas de Jesus, ajudai-nos a não perder a fé neste sacramento e amá-lo com todas as nossas forças assim como tu fizeste. Que a Eucaristia seja o sentido da nossa vida. Amém.”

Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!

São Teófilo — Bispo de Antioquia, que ocupou esta sede episcopal como sexto sucessor de São Pedro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de outubro:

1
São Teófilo Bispo. Em Antioquia, Turquia. Ocupou esta sede episcopal como sexto sucessor de São Pedro.
† s. II
2
Santos Fausto, Januário e Marcial Mártires. Em Córdova, na Hispânia Bética.
† s. III/IV
3
São Florêncio Mártir. Em Tessalônica, na Macedônia, Grécia.
† c. s. III
4
São Lubêncio Presbítero. Em Kobern, junto ao rio Mosela, no território de Tréveris, atualmente na Alemanha.
† s. IV
5
São Rómulo Bispo de Gênova. Sepultamento em Sanremo, no litoral da Ligúria, Itália.
† s. V
6
São Venâncio Abade. Em Tours, na Gália Lionense, agora na França.
† s. V
7
São Leobono Eremita. Em Salagnac, no território de Limoges, na Aquitânia, França.
† data inc.
8
São Congano Abade. Sepultamento em Iona, ilha da Escócia.
† s. VIII
9
São Simberto Bispo e abade de Mürbach. Em Augsburgo, cidade da Baviera, na atual Alemanha.
† c. 807
10
São Geraldo Conde de Aurillac. Em Saint-Cirgues, na região de Auvergne, França.
† 909
11
Santa Celedónia Virgem. Perto de Subiaco, no Lácio, região da Itália.
† 1152
12
Beata Madalena Panatiéri Virgem, irmã da Penitência de São Domingos. Em Trino, no território de Monferrato, Itália.
† 1503
13
Beato Pedro Adriano Toulorge Presbítero premonstratense e mártir. Em Coutances, na França.
† 1793
14
Beato Ângelo Maria Presta Batlle Religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir. Em Olot, perto de Gerona, na Espanha.
† 1936
15
Beato Luís Maria Ayet Canós Religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir. Em Tarrasa, perto de Barcelona, Espanha.
† 1936
16
Beato Florêncio Miguel Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Aprende com o teu Jesus a amar

Jesus a Alexandrina: «Anda para a Minha escola, aprende com o teu Jesus a amar o silêncio, a humildade, a obediência e o abandono.» (1934)

É uma pequena camponesa cheia de vida, divertida, afetuosa. Nasceu em 30 de março de 1904 em Balasar.

Luta em defesa da virgindade

Aos 14 anos lança-se de uma janela a quatro metros de altura para preservar a sua pureza, ameaçada por alguns homens que haviam entrado em casa.
Cinco anos mais tarde, as lesões derivadas da queda provocaram-lhe uma paralisia total que a manteve de cama durante mais de 30 anos, até ao final de sua vida.

Reviveu em seu corpo a Paixão de Cristo 

Ofereceu-se como vítima a Cristo pela conversão dos pecadores e pela paz do mundo. Durante quatro anos (1938-42), reviveu todas as sextas-feiras, durante três horas, a paixão de Cristo.

A Eucaristia foi seu único alimento

De 27 de março de 1942 até sua morte (isto é, durante 13 anos e 7 meses), não ingeriu nenhuma outra bebida nem alimento mais que a Eucaristia.

Orientada por seu diretor espiritual, fez-se cooperadora salesiana, oferecendo os seus sofrimentos pela salvação da juventude.

“Sou feliz: vou ao Céu”

Em 13 de outubro de 1955, ouviu-se exclamar: «Sou feliz, porque vou ao céu». Pela tarde faleceu em Balasar, onde se encontra seu sepulcro e onde acodem multidões de peregrinos.

Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!

Oração – «Ó meu Jesus, vinde ao meu pobre coração! Ah! Eu desejo-Vos, não tardeis! Vinde enriquecer-me das Vossas graças; aumentai-me o Vosso Santo e Divino amor. Uni-me a Vós! Escondei-me no Vosso Sagrado lado! Não quero outro bem senão a Vós! Só a Vós amo, só a Vós quero, só por Vós suspiro! Dou-vos graças, Eterno Pai, por me haverdes deixado a Jesus no Santíssimo Sacramento. Dou-Vos graças, meu Jesus, e por último peço-Vos a Vossa Santa bênção! Seja louvado a cada momento o Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!»

Alexandrina: Significa “defensora da humanidade” ou “aquela que repele os inimigos”. Alexandrina é um nome feminino que se originou a partir do grego Aléxandros, que consiste na junção do verbo aléxo, que significa “repelir”, “defender” ou “proteger”, com o vocábulo andrós, relativo à “homem” ou “ser humano”

Com Santo Eduardo, Rei, Confessor.  Era um verdadeiro homem de Deus. Vivia como um anjo em meio a tantas ocupações materiais e era notável que Deus o ajudava em tudo. Alto, majestoso, de rosto rosado e cabelos brancos. Sua simples presença inspirava carinho e apreço.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

13/10

1. Comemoração de São Teófilo, bispo de Antioquia, na Turquia, homem de exímia cultura, que ocupou esta sede episcopal como sexto sucessor de São Pedro e escreveu um livro para defender a verdadeira fé contra o herege Marcião, († s. II)

2. Em Córdoba, Espanha, os santos Fausto, Januário e Marcial, mártires, que adornam a cidade como três coroas, († s. III/IV)

3. Em Tessalônica, Macedônia, Grécia, São Florêncio, mártir, que, segundo a tradição, depois de vários tormentos foi morto na fogueira, († c. s. III)

4. Em Kobern, junto ao rio Mosela, no território de Tréveris, atualmente na Alemanha, São Lubêncio, presbítero, († s. IV)

5. Em Sanremo, no litoral da Ligúria, região da Itália, o sepultamento de São Rómulo, bispo de Génova, que, cheio de ardor apostólico, morreu durante uma visita pastoral às povoações rurais, († s. V)

6. Em Tours, na Gália Lionense, agora na França, São Venâncio, abade, que, tendo casado na sua juventude, ao visitar a basílica de São Martinho se comoveu ante a vida dos monges e, com o assentimento da esposa, optou por viver com eles em Cristo, († s. V)

7. Em Salagnac, no território de Limoges, na Aquitânia, também na atual França, São Leobono, eremita, († data inc.)

8. Em Iona, ilha da Escócia, o sepultamento de São Congano, abade, que chegou a esta região procedente da Irlanda, juntamente com sua irmã Santa Kentigerna, os filhos dela e alguns missionários, († s. VIII)

9. Em Augsburgo, cidade da Baviera, na atual Alemanha, São Simberto, que foi bispo e abade de Mürbach, († c. 807)

10. Em Saint-Cirgues, na região de Auvergne, na Gália, hoje na França, São Geraldo, conde de Aurillac, que, procurando o melhor êxito para os seus territórios, viveu secretamente a vida monástica com hábito secular, dando aos príncipes um exemplo memorável, († 909)

11. Perto de Subíaco, no Lácio, região da Itália, Santa Celedónia, virgem, que, segundo a tradição, durante cinquenta e dois anos levou vida solitária e muito austera, dedicada unicamente a Deus, († 1152)

12. Em Trino, no território de Monferrato, também na Itália, a Beata Madalena Panatiéri, virgem, irmã da Penitência de São Domingos, († 1503)

13. Em Coutances, na França, o Beato Pedro Adriano Toulorge, presbítero premonstratense e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi decapitados na guilhotina em ódio ao sacerdócio, († 1793)

14. Em Olot, perto de Gerona, na Espanha, o Beato Ângelo Maria Presta Batlle, religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, alcançou a glória celeste, († 1936)

15. Em Tarrasa, perto de Barcelona, também na Espanha, o Beato Luís Maria Ayet Canós (António Ayet Canós), religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, na mesma perseguição, assassinados em ódio à vida religiosa, foi ao encontro do Senhor, († 1936)

16. Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Florêncio Miguel (Ruperto Garcia Arce), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na mesma perseguição, acolhendo fielmente as palavras de Cristo, passou da morte à vida gloriosa, († 1936)

17. Em Balasar, próximo de Braga, em Portugal, a Beata Alexandrina Maria da Costa, que, tendo ficado paralisada em todo o corpo ao fugir de quem a perseguia com má intenção, encontrou na contemplação da Eucaristia o modo de oferecer ao Senhor todos os seus sofrimentos por amor de Deus e dos irmãos mais necessitados, († 1955)

Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, Solenidade | Segunda-feira

Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, Solenidade - Segunda-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Est 5,1b-2;7,2b-3)

Leitura do Livro de Ester.

1b Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2 Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2b Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3 Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 44(45),11-12a.12b-13.14-15a.15b-16 (R. 11.12a)

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

– O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.

– Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de Festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

Segunda Leitura (Ap 12,1.5.13a.15-16a)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João.

1 Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5 E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 13a Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 15 A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16a A terra, porém, veio em socorro da mulher.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Jo 2,1-11)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Disse a mãe de Jesus aos serventes: “Fazei tudo o que Ele disser!”.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3 Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4 Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou.” 5 Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6 Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7 Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8 Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9 O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10 O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11 Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Est 5,1b-2;7,2b-3)

Leitura do Livro de Ester. 

1b Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2 Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2b Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3 Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 44(45),11-12a.12b-13.14-15a.15b-16 (R. 11.12a)

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! 

– O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.

– Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de Festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

Evangelho (Jo 2,1-11 – Bodas de Caná)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Disse a mãe de Jesus aos serventes: “Fazei tudo o que Ele disser!”

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3 Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4 Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou.” 5 Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6 Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7 Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8 Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9 O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10 O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11 Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil – 12 de Outubro

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil

Santo do Dia – 12 de Outubro

Nossa Senhora Aparecida,

Rainha e Padroeira do Brasil · 1717

Origens

Na manhã de 12 de outubro de 1717, três pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba, que escorria até a sua cidade.

Eles tinham sido encarregados de trazer peixes para o banquete, que se realizaria no dia seguinte, na cidade de Guaratinguetá. Foi pela ordem do conde Assumar, Dom Pedro de Almeida Portugal, governante da capitania de São Paulo e Minas Gerais, a exigência dos peixes do Rio Paraíba. Os três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, pareciam não ter sorte naquela manhã.

Após várias tentativas infrutíferas, tinham quase desistido, quando João Alves tentou novamente. Ele jogou sua rede nas águas do rio e, lentamente, a puxou para cima. Havia pescado alguma coisa, mas não era peixe, parecia uma espécie de madeira.

A Milagrosa Pesca

Quando tirou da rede, o pedaço de madeira parecia fazer parte de uma estátua da Virgem Maria, infelizmente, sem cabeça. Ao lançar novamente a rede, desta vez, João Alves encontrou nas malhas outro pedaço de madeira, de forma arredondada, que parecia precisamente a cabeça da mesma estátua: tentou ajuntar os dois pedaços e percebeu que se encaixavam perfeitamente.

Como que atraído por um impulso, João Alves lançou, outra vez, a rede nas águas, mas ela tinha ficado tão pesada, que não conseguia tirá-la, por estar lotada de peixes. Então, seus companheiros lançaram também as suas redes nas águas e a pesca daquele dia foi realmente abundante.

Uma casinha humilde

No dia seguinte, os três pescadores juntaram os dois pedaços da estátua, limparam-nos dos detritos do rio e Filipe Pedroso a colocou na sua humilde casa. Em pouco tempo, a notícia da pesca milagrosa se difundiu pelas cidades vizinhas e, todas as noites, um grupo cada vez maior de simples pescadores começou a ir prestar homenagem à Virgem Maria e rezar o terço. Eles deram-lhe o nome de “Aparecida”, que apareceu.

A Capela

Com o passar do tempo, a multidão tornou-se tão numerosa que a casa do pescador não a podia conter mais. Por isso, foi construída um primeiro oratório e, depois, em 1737, uma Capela maior. Foram muitos os testemunhos de graças e milagres alcançados naquele pequeno santuário.

A Basílica Velha

Em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior – a atual Basílica Velha –, concluída em 1888 e a estátua foi transferida. Em 1904, a imagem foi coroada a pedido do Papa Pio X. Em 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada em 1909. Em 1930, o Papa Pio XI a elevou a Basílica, declarando Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil.

Rainha e Padroeira do Brasil

Em 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil, sob a Invocação de Aparecida. Em 31 de maio de 1931, a imagem aparecida foi levada ao Rio de Janeiro, para que diante dela, Nossa Senhora Aparecida recebesse as homenagens oficiais de toda a nação, estando presente também o Presidente da República, Getúlio Vargas. Nossa Senhora Aparecida foi aclamada, então, por todos como “Rainha e Padroeira do Brasil”.

Em 1958, a cidade da Aparecida foi elevada a arcebispado, sendo seu primeiro arcebispo o cardeal Mota. Em 1967, Aparecida recebeu a Rosa de Ouro enviada pelo papa Paulo VI.

O Maior Santuário Mariano do Mundo

Em 1980, o altar da Basílica Nova, maior Santuário mariano do mundo, foi consagrado pelo Papa João Paulo II, que lhe outorgou o título de Basílica Menor. Em 1983, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB –, declarou, oficialmente, a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional.

Hoje, o Santuário é um grande centro evangelizador, confiado ao zelo apostólico dos Missionários Redentoristas desde 1894, responsáveis pela pastoral e pela administração, no atendimento aos romeiros e peregrinos que chegam de todas as partes do País e do exterior.

Visita de três Papas

Três Papas visitaram o Santuário Nacional: João Paulo II, no ano de 1980, Papa Bento XVI, quando abriu a V Conferência Episcopal Latino-americana e do Caribe em maio de 2007, e Papa Francisco em 2013, por ocasião das atividades da Jornada Mundial da Juventude, realizada neste ano no Rio de Janeiro.

Devoção do Povo Brasileiro

A devoção à Virgem Imaculada Conceição Aparecida, com o passar dos anos, tornou-se cada vez maior, e muitas graças foram obtidas. A grande afluência de visitantes — explica o padre Valdivino Guimarães, missionário redentorista —, “deve-se sobretudo ao acolhimento, às infraestruturas, ao apoio significativo dos meios de comunicação (incluindo a Rádio e a TV Aparecida, a Revista Aparecida) e, em especial, à grande devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora Aparecida”.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Aparecida — Significa “a que apareceu”. Tem origem no verbo aparecer, do latim apparescere, “tornar-se visível, mostrar-se”, e designa a Virgem Maria encontrada nas águas do Rio Paraíba.

“Oração – Ó Maria, nossa Mãe e padroeira do Brasil, Tu que aparecestes nas redes dos pescadores sem a cabeça para simbolizar o martírio dos teus filhos, escravizados, libertai o povo brasileiro de toda a escravidão do pecado, das doenças e das mazelas morais. Sede nossa mãe e consoladora, portadora da esperança e sinal do teu Filho Jesus. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

São Serafim de Monte Granaro — Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, falecido em Áscoli, cidade do Piceno, em 1604.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 12 de outubro:

1
Santo Hedisto Mártir. Em Roma, junto à Via Laurentina.
† data inc.
2
Santa Senhorinha Mártir. Em Anazarbo, na Cilícia, Turquia.
† c. 304
3
Quatro mil novecentos e sessenta e seis mártires e confessores da fé Comemoração. Entre eles estavam os bispos Cipriano e Félix, insignes sacerdotes do Senhor.
† 483
4
Santo Opílio Diácono. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália.
† c. s. V
5
São Félix IV Papa. Em Roma, transformou dois templos do Foro Romano na igreja dedicada aos santos Cosme e Damião e trabalhou com grande zelo pela fé católica.
† 530
6
São Maximiliano Na província do Nórico Ripense, atualmente na Áustria. É venerado como bispo de Lorch.
† a. s. VII
7
São Rotobaldo Bispo. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália.
† 1254
8
São Serafim de Monte Granaro Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Em Áscoli, cidade do Piceno, atualmente nas Marcas, região da Itália.
† 1604
9
Beato Tomás Bullaker Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Londres, na Inglaterra.
† 1642
10
Beato Eufrásio do Menino Jesus Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. Em Oviedo, na Espanha.
† 1934
11
Beato José González Huguet Presbítero e mártir. Em Ribarroja de Túria, localidade da província de Valência, na Espanha.
† 1936
12
Beato Pacífico de Valência Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Em Massamagrel, na província de Valência.
† 1936
13
Beato Romão Sitko Presbítero e mártir. No campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.
† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Padroeira e Rainha do Brasil

Comemoramos hoje a Solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada no Rio Paraíba por pescadores no ano de 1717.

No início, a pequena imagem da Senhora da Conceição foi levada para a casa de um dos pescadores e ali, todos os sábados, reuniam-se os vizinhos “para cantar o terço e mais devoções”.

Primeiras manifestações de Maria

Foi também ali que se deu o prodígio, várias vezes repetido, das velas que se apagavam e, sem intervenção de ninguém, de novo se acendiam.

E em 1737, foi edificado um Oratório, onde lhe prestavam culto os moradores das redondezas.

Foi construída uma igreja em sua homenagem em 1745, que em 24 de Junho de 1888, foi solenemente bento e, hoje, é chamado de “Basílica Velha”. A  atual foi consagrada pelo Papa João Paulo II no dia 04 de Julho de 1980.

Mãe e consoladora dos peregrinos

Desde os primeiros cultos dedicados a Nossa Senhora pelos pescadores (oração do terço e outras devoções) até nossos dias, os peregrinos jamais cessaram de depositar aos pés da Virgem Aparecida as suas súplicas, dores, sofrimentos e alegrias.

Foi em 28 de outubro de 1894, que chegaram os primeiros padres e irmãos redentoristas, vindos da Baviera, a convite pessoal de Dom Joaquim Arcoverde, então Bispo de São Paulo.

Nasce as Romarias 

Daí em diante os filhos de Santo Afonso têm prestado assistência religiosa às multidões de romeiros que visitam o Santuário.
A primeira romaria realizou-se a 08 de Setembro de 1900, com 1200 peregrinos vindos de comboio, de São Paulo, com o seu Bispo.

Hoje os romeiros são milhões vindos de todo Brasil e dos países vizinhos.

Coroação com uma coroa real

No dia 08 de Setembro de 1904, na presença do Núncio Apostólico, de 12 Bispos, Dom José Camargo Barros, coroou solenemente a veneranda Imagem com a preciosa coroa oferecida pela Princesa Isabel.

A Rainha e Padroeira do Brasil

No ano de 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a Rainha do Brasil, sob invocação de Aparecida.

Foi em 31 de Maio de 1931, no Rio, Nossa Senhora foi aclamada então por todos “RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL”.

Nossa Senhora Aparecida, intercedei por nós!

Oração – Ó Maria Santíssima, que em vossa imagem querida de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios da vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-Vos a língua para que sempre Vos louve e propague vossa devoção; consagro-Vos o coração para que depois de Deus vos ame sobre todas as coisas.
Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas, acolhei-nos debaixo de vossa proteção; socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e temporais, e sobretudo na hora de nossa morte.
Abençoai-nos, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-nos em nossa fraqueza, a fim de que, servindo-Vos fielmente nesta vida, possamos louvar-Vos, amar-Vos e render-Vos graças no céu, por toda a eternidade. Assim seja

 

Com Santos Félix, Cipriano, y 4966 companheiros Mártires, que durante a perseguição desencadeada pelos Vândalos na África Setentrional, foram mortos por ordem do rei ariano Hunerico, em ódio à fé católica. Eram bispos, presbíteros e diáconos da Igreja de Deus, juntamente com uma grande multidão de fiéis.

Foram confinados num horrível ermo, onde, depois de submetidos a vários gêneros de torturas, celebraram o seu martírio.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

12/10

1. Em Roma, junto à Via Laurentina, Santo Hedisto, mártir, († data inc.)

2. Em Anazarbo, na Cilícia, na hodierna Turquia, Santa Senhorinha, mártir, que, segundo a tradição, no tempo do imperador Diocleciano e do governador Lícias, depois de sofrer muitos tormentos, no cárcere entregou o seu espírito a Deus, († c. 304)

3. Comemoração dos quatro mil novecentos e sessenta e seis mártires e confessores da fé, que durante a perseguição desencadeada pelos Vândalos na África Setentrional, foram mortos por ordem do rei ariano Hunerico, em ódio à fé católica: bispos, presbíteros e diáconos da Igreja de Deus, juntamente com uma grande multidão de fiéis, foram confinados num horrível ermo, onde, depois de submetidos a vários géneros de torturas, celebraram o seu martírio; entre eles estavam os bispos Cipriano e Félix, insignes sacerdotes do Senhor, († 483)

4. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, Santo Opílio, diácono, († c. s. V)

5. Em Roma, São Félix IV, papa, que transformou dois templos do Foro Romano na igreja dedicada aos santos Cosme e Damião e trabalhou com grande zelo pela fé católica, († 530)

6. Na província do Nórico Ripense, atualmente na Áustria, São Maximiliano, que é venerado como bispo de Lorch, († a. s. VII)

7. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Rotobaldo, bispo, homem de exemplar espírito de penitência, muito dedicado ao culto divino e à investigação das relíquias dos santos, († 1254)

8. Em Áscoli, cidade do Piceno, atualmente nas Marcas, região da Itália, São Serafim de Monte Granaro (Félix de Nicola), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, memorável pela sua humildade, pobreza e piedade, († 1604)

9. Em Londres, Inglaterra, Beato Tomás Bullaker, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, aprisionado no reinado de Carlos I no momento em que celebrava a Missa, morreu na forca de Tyburn por causa do seu sacerdócio e esquartejado quando ainda estava vivo, († 1642)

10. Em Oviedo, na Espanha, o Beato Eufrásio do Menino Jesus (Eufrásio Barredo Fernández), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir, que, assassinado em ódio à fé, se tornou participante na vitória de Cristo, († 1934)

11. Em Ribarroja de Túria, localidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato José González Huguet, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, combateu por Cristo um glorioso combate, († 1936)

12. Em Massamagrel, também na província de Valência, o Beato Pacífico de Valência (Pedro Salcedo Puchades), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que na mesma perseguição foi configurado à Paixão de Cristo, († 1936)

13. No campo de concentração de Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polônia, o Beato Romão Sitko, presbítero e mártir, que, durante a ocupação militar da Polônia, depois de ter sido atrozmente atormentado pelos perseguidores hostis à dignidade dos homens e da religião, partiu para a visão da eterna bem-aventurança, († 1942)