4º Domingo da Páscoa | Domingo

4º Domingo da Páscoa | Domingo

Cor Litúrgica: Branco
Primeira Leitura (At 2,14a.36-41) Leitura dos Atos dos Apóstolos. No dia de Pentecostes, 14a Pedro, de pé, no meio dos Onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 36 “Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes”. 37 Quando ouviram isso, eles ficaram com o coração aflito, e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: “Irmãos, o que devemos fazer?” 38 Pedro respondeu: “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar para si”. 40 Com muitas outras palavras, Pedro lhes dava testemunho, e os exortava, dizendo: “Salvai-vos dessa gente corrompida!” 41 Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o batismo. Naquele dia, mais ou menos três mil pessoas se uniram a eles. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.
Responsório Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. cf. 1.2c) – O Senhor é o pastor que me conduz; para as águas repousantes me encaminha. – O Senhor é o pastor que me conduz; para as águas repousantes me encaminha. – O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. – Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado; eles me dão a segurança! – Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda. – Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.
Segunda Leitura (1Pd 2,20b-25) Leitura da Primeira Carta de São Pedro. Caríssimos: 20b Se suportais com paciência aquilo que sofreis por ter feito o bem, isto vos torna agradáveis diante de Deus. 21 De fato, para isto fostes chamados. Também Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos. 22 Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. 23 Quando injuriado, não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava; antes, colocava a sua causa nas mãos daquele que julga com justiça. 24 Sobre a cruz, carregou nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por suas feridas fostes curados. 25 Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao pastor e guarda de vossas vidas. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.
Evangelho (Jo 10,1-10) Aleluia, Aleluia, Aleluia. – Eu sou o bom pastor, diz o Senhor; eu conheço minhas ovelhas e elas me conhecem a mim. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. -Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, disse Jesus: 1 “Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6 Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7 Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Anacleto, Papa, Mártir – 26 de Abril

Nossa Senhora do Bom Conselho e Santo Anacleto, Papa, Mártir

Santo do Dia – 26 de Abril

Nossa Senhora do Bom Conselho

Mãe e Guia dos Fiéis · † 26 de Abril

A Aparição

Nossa Senhora do Bom Conselho

Uma das mais belas páginas da iconografia mariana é, sem dúvida alguma, a atraente história da Mãe do Bom Conselho, venerada na cidade de Genazzano, na Itália.

Numa tarde de abril de 1467, essa imagem se deu a conhecer ao mundo, envolta em admirável mistério. Ela veio do alto, do interior de uma nuvem fulgurante, embalada por acordes celestiais. De modo milagroso, o lindo afresco da Virgem, fino como uma casca de ovo e parecendo ter sido pintado a poucos dias, desprendeu-se de seu lugar de origem, em Scútari, na Albânia.

Em seguida, flutuando pelos ares, atravessou grandes distâncias, até repousar junto a uma igreja em ruínas, na pitoresca cidade de Genazzano, perto de Roma. Damos aqui uma especial importância à necessidade imprescindível da devoção à Mãe do Bom Conselho em nossas vidas, pois, estejamos certos de que, a todos os nossos pedidos, Maria — a Mãe do Bom Conselho — de alguma forma nos atenderá.

Conselho que ilumina

A todo o momento somos solicitados a tomar decisões de que dependem nosso futuro, nossas realizações temporais e, sobretudo, nossa santificação e salvação eterna. Nesses instantes, quando não raras vezes nos assaltam dúvidas e inseguranças, é que a voz suave e materna de Maria Santíssima nos fala na alma, dando o bom conselho que nos ilumina e orienta no acertado caminho.

Sim, é a Mãe do Bom Conselho toda feita de ternura e solicitude que nos guia, em meio às incertezas terrenas, ao porto seguro do Céu. Lá haveremos todos de chegar, conduzidos pela sua incansável misericórdia, amparo e bondade infalíveis.

Santo Anacleto, Papa e Mártir

Santo Anacleto — ou Cleto — foi o sucessor de São Lino e terceiro Papa da Igreja de Roma, governando entre os anos 76 e 88. Nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.

Durante onze anos de intensas atividades no trono de São Pedro, viveu uma época de oscilação de paz e perseguição aos cristãos sob o reinado do imperador Vespasiano e seus dois filhos sucessores, Tito e Domiciano — período em que os cristãos acreditavam estar próximos do fim do mundo, baseados na pregação de João Evangelista. Foi também durante seu papado que ocorreu a histórica erupção do Vesúvio.

Ordenou 25 sacerdotes em Roma, sancionou a veneração ao túmulo de São Pedro, construindo um monumento sobre a sepultura do apóstolo de Cristo. A ele é atribuída a instauração da “Saudação e Bênção Apostólica” na abertura das mensagens papais. Seus escritos condenam o culto de objetos mágicos e de feitiçaria, e a aceitação de comida oferecida aos deuses pagãos.

Morreu mártir no ano 88, durante as perseguições de Domiciano, e foi sepultado ao lado de São Pedro.

Santo Anacleto, rogai por nós!

Anacleto — Significa “aquele que foi invocado” ou “o solicitado”, “convocado”. Originou-se a partir do grego Anáklētos.

“Gloriosíssima Virgem, escolhida pelo Conselho Eterno para ser Mãe do Verbo Encarnado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, alcançai-me o perdão de meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para operá-la. Amém.”

Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós!

Santo Anacleto — Papa, que construiu o túmulo de São Pedro, instaurou a Bênção Apostólica e morreu mártir pela fé.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de abril:

1

São Cleto (Anacleto)
Papa e mártir. Em Roma. Segundo sucessor do apóstolo São Pedro a presidir à Igreja Romana.

† 88

2

São Primitivo
Mártir. Em Gábi, na Via Prenestina, a trinta milhas da cidade de Roma.

† data inc.

3

São Basileu
Bispo e mártir. Em Amaseia, no Ponto, no território da atual Turquia, no tempo do imperador Licínio.

† c. 322

4

São Ricário
Presbítero. Em ermo da floresta de Crécy, na região de Amiens, na Neustria, atual França. Converteu-se à penitência pela pregação de monges escoceses.

† 645

5

São Pascásio Radberto
Abade no mosteiro de Corbie, na Neustria, hoje na França. Expôs com lucidez e clareza a doutrina do verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor no mistério da Eucaristia.

† 865

6

Santos Guilherme e Peregrino
Eremitas. Em Fóggia, na Apúlia, região da Itália.

† s. XII

7

Beatos Domingos e Gregório
Presbíteros da Ordem dos Pregadores. Em Aragão, Espanha. Percorriam várias povoações anunciando a palavra de Deus, sem ouro nem prata, mendigando o alimento diário.

† s. XIII

8

Santo Estêvão de Perm
Bispo. No mosteiro da Transfiguração, em Moscovo, Rússia. Para evangelizar os Zirianis, inventou um alfabeto para redigir as suas formas literárias e celebrou a liturgia em língua nativa.

† 1396

9

São Rafael Arnaiz Barón
Religioso cisterciense. No mosteiro de São Pedro de Dueñas, em Palência, Espanha. Atingido por grave doença durante o noviciado, suportou com firme paciência a sua precária saúde, confiando sempre em Deus.

† 1938

10

Beato Júlio Junyer Padern
Presbítero salesiano e mártir. Em Montjuic, perto de Gerona, Espanha. Durante a perseguição contra a fé cristã, mereceu alcançar mediante o martírio a glória da vida eterna.

† 1938

11

Beato Estanislau Kubista e Beato Ladislau Goral
Mártires. No campo de concentração de Sachsenhausen, perto de Berlim, Alemanha. Presbítero e bispo que, durante a ocupação da Polônia, defenderam corajosamente a dignidade do homem e da fé.

† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Marcos Evangelista, Apóstolo, Mártir – 25 de Abril

São Marcos Evangelista, Apóstolo, Mártir

Santo do Dia – 25 de Abril

São Marcos Evangelista,

Apóstolo e Mártir · † c. 68

O Evangelista

Marcos e Maria viviam em Jerusalém. A sua casa servia de local de reunião dos primeiros cristãos.

Admite-se que o autor do Segundo Evangelho — Marcos — e o primo de Barnabé, de que se fala nos Atos e nas Epístolas, sejam uma só e mesma pessoa. Discípulo de São Paulo, esteve ao seu lado quando este ficou preso em Roma. Foi também discípulo de São Pedro: “a que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho” (1 Pedro 5,13s.).

Santo Irineu, Tertuliano e Clemente de Alexandria atribuem decididamente a Marcos, discípulo e intérprete de São Pedro, o segundo Evangelho. Segundo os críticos modernos, o Evangelho de Marcos foi escrito por volta dos anos 60/70 e dirigido aos cristãos de Roma.

O Evangelho e o Mártir

O Evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de São Pedro, embora tenha sido também assistente de São Paulo e São Barnabé, de quem era sobrinho.

Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio São Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a Eucaristia, e foi nela também que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.

Mais tarde, Marcos acompanhou São Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa cidade, prestou serviço também a São Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo pedindo que este trouxesse Marcos a Roma para ajudá-lo no apostolado.

Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de São Pedro em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja “voz clama no deserto”. Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos.

O Martírio

Diz a tradição que São Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente em Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.

Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram transladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou São Marcos como padroeiro desde o ano 828.

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

Marcos — Tem origem no latim Marcus, que deriva de Mars, o deus romano da guerra. Significa “relativo a Marte” ou “guerreiro”.

“Oração — Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do seu Santo Evangelho. Amém.”

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

São Aniano — Bispo de Alexandria, primeiro sucessor de São Marcos, que dirigiu a Igreja alexandrina por vinte e dois anos como homem de Deus em todos os sentidos admirável.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 25 de abril:

1
São Marcos
Evangelista. Discípulo e intérprete de São Pedro, reuniu no Evangelho a catequese de São Pedro aos Romanos e fundou a Igreja de Alexandria.

† c. 68

2
São Aniano
Bispo de Alexandria, no Egito. Primeiro bispo desta cidade depois de São Marcos, dirigiu-a durante vinte e dois anos como homem de Deus e em todos os sentidos admirável.

† c. 67

3
Santos Pasícrates e Valenciano
Mártires. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Pela confissão da fé em Cristo como único Deus, submeteram corajosamente a cabeça à espada.

† c. 302

4
São Febádio
Bispo. Em Agen, na Aquitânia, hoje na França. Escreveu um livro contra os arianos e protegeu o seu povo da heresia.

† c. 393

5
Santo Estêvão
Bispo e mártir. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Sofreu muitos ataques dos hereges contrários ao Concílio de Calcedônia e foi precipitado no rio Orontes, onde morreu afogado.

† 479

6
São Clarêncio
Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.

† s. VII

7
Santo Ermino
Abade e bispo. Em Lobbes, no Brabante da Austrásia, território da atual Bélgica. Intensamente aplicado à oração e dotado do espírito de profecia, sucedeu a Santo Usmaro.

† 737

8
Santa Franca
Abadessa. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Decidiu entrar na Ordem Cisterciense e passava frequentemente toda a noite em oração na presença de Deus.

† 1218

9
Beato Bonifácio Valperga
Bispo. Em Aosta, nos Alpes Graios, atualmente na Itália. Insigne pela sua caridade e humildade.

† 1243

10
Beatos Roberto Anderton e Guilherme Marsden
Presbíteros e mártires. Na ilha de Wight, na Inglaterra. Condenados à morte na perseguição da rainha Isabel I por terem entrado como sacerdotes na Inglaterra e aceitaram com firmeza e paz de alma o martírio.

† 1586

11
São Pedro de São José Betancur
Irmão da Ordem Terceira de São Francisco. Em Antígua, próximo da cidade de Guatemala, na América Central. Dedicou-se a socorrer os órfãos, os mendigos, os jovens incultos e rejeitados, os emigrantes e os condenados a trabalhos forçados.

† 1667

12
São João Piamarta
Presbítero. Em Remedello, na província de Brescia, na Itália. Fundou o Instituto dos Pequenos Artesãos e a Congregação da Sagrada Família de Nazaré, para que os jovens recebessem educação religiosa e aprendizagem de um ofício.

† 1913

13
Beatos André Solá y Molist, José Trindade Rangel Montano e Leonardo Pérez Lários
Mártires. Em Guanato, no México. André era presbítero Claretiano e José era presbítero.

† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

3ª Semana da Páscoa | Sábado

São Marcos, Evangelista | Festa | Sábado

Cor Litúrgica: Branco
Primeira Leitura (1Pd 5,5b-14) Leitura da Primeira Carta de São Pedro. Caríssimos, 5bRevesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes.  6Rebaixai-vos, pois, humildemente, sob a poderosa mão de Deus, para que, na hora oportuna, ele vos exalte.  7Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois é ele quem cuida de vós.  8Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar.  9Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos atingem também os vossos irmãos pelo mundo afora.  10Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna, em Cristo, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros.  11A ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém.  12Por meio de Silvano, que considero um irmão fiel junto de vós, envio-vos esta breve carta, para vos exortar e para atestar que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes.  13A Igreja que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também, Marcos, o meu filho.  14Saudai-vos uns aos outros com o abraço do amor fraterno. A paz esteja com todos vós que estais em Cristo. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.
Responsório Sl 88(89),2-3,6-7,16-17 (R. cf. 2a) – Ó Senhor, eu cantarei, eternamente, o vosso amor. – Ó Senhor, eu cantarei, eternamente, o vosso amor. – Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus. – Anuncia o firmamento vossas grandes maravilhas, e o vosso amor fiel, a assembleia dos eleitos, pois, quem pode, lá nas nuvens ao Senhor se comparar e quem pode, entre seus anjos, ser a ele semelhante? – Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! Exultará de alegria em vosso nome dia a dia, e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.
Evangelho (Mc 16,15-20) Leitura da Primeira Carta de São Pedro. – Aleluia, Aleluia, Aleluia. – É Cristo que anunciamos, Jesus Cristo, o Crucificado, poder e sabedoria de Deus. Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. -Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15 e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16 Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17 Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18 se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. 19 Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20 Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

São Fidelis de Sigmaringa, Religioso, Mártir – 24 de Abril

São Fidelis de Sigmaringa, Religioso, Mártir

Santo do Dia – 24 de Abril

São Fidelis de Sigmaringa,

O Advogado dos Pobres · † 1622

O Advogado dos Pobres

Nasceu em 1577, em Sigmaringa, na Alemanha. Estudou na Universidade de Fribourg, na Suíça. Formou-se em Direito e por vários anos exerceu o seu ofício em Colmar, na Alsácia.

Ali era chamado de “o advogado dos pobres”, porque prestava os seus serviços gratuitamente a quem não podia pagar. Aos 34 anos, ingressou no convento dos Capuchinhos de Fribourg e em 1612 tornou-se frade.

A pedido de Gregório XV, foi enviado à Récia (Suíça), a fim de combater a heresia calvinista. Acusado de espionagem ao serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte, que ocorreu em Grusch.

Morto pelos Calvinistas

Dizem que, ferido por um golpe de espada, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração:

“Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem.”

– Senhor Jesus, tende piedade de mim. Santa Maria, Mãe de Jesus, assisti-me.

São Fidelis, rogai por nós!

Fidélis — Significa “digno de fé”, “fiel”, “leal”, “amigo”, “afetuoso”. Tem origem na palavra do latim Fidelis, que quer dizer literalmente “digno de fé”.

“Ó Deus de admirável providência, que, no mártir São Fidélis de Sigmaringa destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Amém.”

São Fidelis de Sigmaringa, rogai por nós!

Santa Maria de Santa Eufrásia Pelletier — Virgem, que, para acolher misericordiosamente as mulheres de má conduta, chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de abril:

1

São Fiel de Sigmaringa
Presbítero e mártir. Era advogado e ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Enviado à Récia (atual Suíça) para consolidar a fé verdadeira, foi massacrado pelos hereges em Seewis, morrendo pela fé católica.

† 1622

2

Santas Maria Cléofas e Salomé
Em Jerusalém. Juntamente com Maria Madalena, ao amanhecer da Páscoa, dirigiram-se ao sepulcro do Senhor para ungir o seu corpo e foram as primeiras a ouvir o anúncio da ressurreição.

s. I

3

Santo Alexandre
Mártir. Em Lião, cidade da Gália, na atual França. Três dias após a paixão de Santo Epipódio, foi arrastado do cárcere, espancado e cravado numa cruz.

† 178

4

Santo Antimo e companheiros
Bispo e mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia. Na perseguição de Diocleciano, uns foram decapitados, outros lançados às chamas, outros afogados no mar.

† 303

5

São Gregório
Bispo de Elvira, na Hispânia Bética. Sua obra «Sobre a fé» é louvada por São Jerônimo.

† s. IV

6

São Deusdado
Diácono e abade. Em Blois, na Gália Lionense, na atual França. Depois de ter vivido como anacoreta, foi guia de vários discípulos que com ele formaram uma comunidade.

† s. VI

7

São Melito
Bispo de Cantuária, na Inglaterra. Enviado como abade pelo papa São Gregório Magno, foi ordenado bispo dos Saxões orientais por Santo Agostinho e depois nomeado para a sede de Cantuária.

† 624

8

São Vilfredo
Bispo de York, Nortumbria, na Inglaterra. Exerceu o ministério durante quarenta e cinco anos e terminou em paz seus dias entre os monges de Ripon.

† 709

9

Santo Egberto
Presbítero e monge. Em Iona, ilha da Escócia. Trabalhou na evangelização da Europa e reconciliou os monges de Iona com o uso romano no cômputo da Páscoa, partindo logo depois para a Páscoa eterna.

† 729

10

São Guilherme Firmato
Eremita. Em Mortain, na Normandia, França. Sendo cônego e médico em Tours, após peregrinação a Jerusalém, passou o resto da vida na solidão.

† 1103

11

Santa Maria de Santa Eufrásia (Rosa Virgínia Pelletier)
Virgem. Em Angers, na França. Para acolher misericordiosamente as mulheres chamadas «Madalenas», fundou o Instituto das Irmãs do Bom Pastor.

† 1868

12

São Bento (Ângelo) Ménni
Presbítero da Ordem de São João de Deus. Em Dinant, na França. Fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus.

† 1914

13

Beata Maria Isabel Hesselblad
Virgem. Em Roma, natural da Suécia. Após longo serviço num hospital, reformou a Ordem de Santa Brígida, dedicando-se à contemplação, à caridade e à união dos cristãos.

† 1957

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir – 23 de Abril

São Jorge, Mártir com Santo Adalberto, Bispo de Praga e mártir

Santo do Dia – 23 de Abril

São Jorge,

Mártir · † s. IV

O Dragão de Silene

São Jorge e o Dragão

No final da Idade Média, a história de São Jorge era conhecida em toda a Europa na forma em que a apresenta a Legenda Aurea do Beato Tiago de Voragine.

S. Jorge era um cavaleiro cristão nascido na Capadócia. Certo dia, ao cavalgar na província da Líbia, entrou casualmente numa cidade chamada Silene, próximo à qual havia um charco onde vivia um dragão “que empesteava toda a região”. O povo já se reunira para atacá-lo, mas o sopro do monstro era tão horrendo que todos fugiram.

Para evitar que o dragão se aproximasse da cidade, diariamente lhe forneciam dois carneiros. Quando os carneiros escassearam, foi necessário substituí-los por vítimas humanas, escolhidas por sorteio — e a sorte caíra sobre a própria filha do rei. A jovem marchou para o seu destino toda vestida de noiva. Nesse momento S. Jorge entrou em cena: atacou o dragão e o atravessou com sua lança. Em seguida, pegou o cinto da donzela e o amarrou em torno do pescoço do monstro, que a jovem conduziu manso até a cidade.

O Mártir

O povo estava prestes a fugir, tomado de pavor mortal, mas S. Jorge lhes disse que não tivessem medo: se acreditassem em Jesus Cristo e recebessem o batismo, ele mataria o dragão. O rei e todos os seus súditos concordaram de boa mente. O dragão foi morto. O rei ofereceu tesouros a S. Jorge, mas este ordenou-lhe que os desse aos pobres, deixando quatro recomendações: que cuidasse das igrejas, honrasse os sacerdotes, assistisse aos serviços religiosos e se mostrasse compassivo para com os pobres.

Na Palestina há registros oficiais de seu testemunho de fé. O soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Conta a tradição que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor; enterrado vivo, nada sofreu; obrigado a caminhar sobre brasas, nenhuma lesão danificou seu corpo — sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte, até mesmo a mulher do então imperador romano.

Seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Telavive, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação contínua desde essa época. São Jorge foi escolhido como padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra, e de um sem-número de localidades no mundo todo. Sua festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente.

Com Santo Adalberto

Neste mesmo dia a Igreja faz memória de Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga e mártir. Suportou naquela Igreja muitas adversidades e empreendeu por amor de Cristo numerosas viagens apostólicas, trabalhando com ardor na erradicação dos costumes pagãos. Verificando que as suas diligências tinham pouco êxito, dirigiu-se a Roma e fez-se monge. Finalmente, tendo chegado à Polônia para trazer à fé os habitantes da Prússia, em Téntikken, junto à foz do Vístula, foi trespassado pelas lanças de alguns pagãos.

São Jorge e Santo Adalberto, rogai por nós!

Jorge — Vem do grego Georgius, de geos (“terra”) e orge (“cultivar”), significando “o que cultiva a terra”.

“Oração — Dai-me coragem e esperança; fortalecei minha Fé. Amém.”

São Jorge, guerreiro vencedor do dragão, rogai por nós!

Santo Adalberto — Bispo de Praga e mártir, que empreendeu viagens apostólicas pela erradicação dos costumes pagãos e foi trespassado pelas lanças de pagãos na Prússia.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 23 de abril:

1
São Jorge
Mártir. Em Lida, na Palestina, hoje Israel. Soldado cristão que, denunciado, foi preso, torturado e decapitado, tornando-se símbolo de força e fé no combate ao mal.

† s. IV

2
Santo Adalberto (Vojtech), Bispo de Praga
Mártir. Em Téntikken, junto à foz do Vístula, Prússia. Suportou adversidades, empreendeu viagens apostólicas e foi trespassado pelas lanças de pagãos ao evangelizar a Prússia.

† 997

3
Santo Eulógio
Bispo. Em Edessa, na Síria, hoje Sanliurfa, na Turquia. Segundo a tradição, morreu na Sexta-Feira Santa.

† 387

4
São Marolo
Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Foi amigo do papa Inocêncio I.

† s. V

5
São Gerardo
Bispo. Em Toul, na Lotaríngia, hoje na França. Durante trinta e um anos dotou a cidade de excelente legislação, criou obras de auxílio aos pobres e socorreu o povo no tempo da peste.

† 994

6
São Jorge, Bispo de Suélli
Bispo. Em Suélli, na Sardenha.

† 1117

7
Beato Gil de Assis
Religioso da Ordem dos Menores. Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália. Companheiro de São Francisco, resplandeceu nas peregrinações pela sua intrépida fé e admirável simplicidade.

† 1262

8
Beata Helena Valentíni
Viúva. Em Údine, na Venécia, hoje em Friuli-Venezia Giulia, região da Itália. Dedicou-se à oração, à leitura do Evangelho e às obras de misericórdia na Ordem secular de Santo Agostinho.

† 1458

9
Beata Teresa Maria da Cruz (Teresa Manétti)
Virgem. Em Campi Bisênzio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundadora da Congregação das Carmelitas de Santa Teresa.

† 1910

10
Beata Maria Gabriela Saghéddu
Virgem cisterciense. Em Grottaferrata, próximo de Roma. Com toda a simplicidade ofereceu a sua vida, terminada aos vinte e cinco anos, pela união dos cristãos.

† 1939

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

3ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

3ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

Primeira Leitura (At 8,26-40)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias: 26 Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27 Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia e administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. 28 Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29 Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30 Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” 31 O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32 A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33 Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. 34 E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” 35 Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36 Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?”[37] 38 O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água e Filipe batizou o eunuco. 39 Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40 Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 65(66),8-9.16-17.20 (R. 1)

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Nações, glorificai ao nosso Deus, anunciai em alta voz o seu louvor! É ele quem dá vida à nossa vida, e não permite que vacilem nossos pés. 

— Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Quando a ele o meu grito se elevou, já havia gratidão em minha boca! 

— Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor! 


Evangelho (Jo 6,44-51)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu sou o pão vivo descido do céu, quem deste pão come, sempre há de viver.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44 “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46 Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47 Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50 Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51 Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

3ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

Primeira Leitura (At 8,1b-8)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

1b Naquele dia começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2 Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3 Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4 Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda a parte, pregando a Palavra. 5 Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6 As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7 De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8 Era grande a alegria naquela cidade.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 65(66),1-3a.4-5.6-7a (R. 1)

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! 

—Toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor de vosso nome!” Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens! 

— O mar ele mudou em terra firme, e passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para sempre com poder! 


Evangelho (Jo 6,35-40)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Quem vê o filho e nele crê, este tem a vida eterna, e eu o farei ressuscitar no último dia, diz Jesus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35 “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36 Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37 Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38 Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40 Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Sotero, Papa, Mártir – 22 de Abril

São Sotero, Papa, Mártir

Santo do Dia – 22 de Abril

São Sotero,

Papa e Mártir · † 175

O 12º Papa

São Sotero Papa

Foi o 12º Papa, entre 166 e 174. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio. Elevado ao papado depois da morte de São Aniceto.

Eusébio conservou passagens de uma carta de agradecimento que São Dionísio, Bispo de Corinto, dirigiu aos romanos e na qual faz alusão à bondade paternal e à liberalidade desse Papa, especialmente em relação àqueles que sofriam por causa da fé. São Dionísio promete que mandaria ler uma carta que Sotero lhe escrevera, nas assembleias dos coríntios, juntamente com aquela do Papa São Clemente.

Sotero foi Papa num período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar.

Defensor da Fé

Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja. Mas, sobretudo, o Papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo.

No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes — uma doutrina de medo e de pessimismo, segundo a qual o fim do mundo poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina foi condenada pela Igreja na época do Papa Sotero.

Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo — que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário à doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança.

O Martírio

Outra característica do Papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, onde “tudo era comum entre eles” e onde “todos eram um só coração e uma só alma”. Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres, esforçando-se por tratar a todos como um pai trata os seus filhos.

Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto.

Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o Papa Sotero, que morreu em 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis.

São Sotero, rogai por nós!

Sotero — Significa “Salvador”. Tem origem na língua grega.

“Oração — Senhor, por intercessão do Santo Papa Sotero, Vos peço as graças que me são necessárias para que eu possa alcançar as virtudes cristãs em busca da santidade. Amém.”

São Sotero, rogai por nós!

Santa Senhorinha — Abadessa, cuja vida foi cheia de manifestações do amor e da grandeza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos milagres ainda antes da sua morte.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de abril:

1
São Soter (Sotero)
Papa e mártir. Em Roma. De quem São Dionísio de Corinto celebra a egrégia caridade para com os irmãos, os peregrinos necessitados, os aflitos pela miséria e os condenados a trabalhos forçados.

† 175

2
Santo Epipódio
Mártir. Em Lião, na Gália, atual França. Depois de quarenta e oito gloriosos mártires desta cidade, foi preso juntamente com o seu amigo Alexandre e consumou o martírio sendo decapitado.

† 178

3
São Leónidas
Mártir. Em Alexandria, no Egito. No tempo do imperador Septímio Severo, foi morto ao fio da espada pela sua fé em Cristo, deixando ainda criança o seu filho Orígenes.

† 204

4
São Caio
Papa e confessor. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. Livrou-se da perseguição do imperador Diocleciano e morreu como confessor da fé.

† 296

5
São Mariab
Corepíscopo e mártir na Pérsia. Durante a perseguição do rei Sapor II, na Oitava da Páscoa, sofreu o martírio por Cristo.

† 342

6
Santo Agapito I
Papa. Em Constantinopla, atual Istambul, Turquia. Empenhou-se com firmeza para que o bispo de Roma fosse livremente escolhido pelo clero da Urbe; enviado à corte imperial, fortaleceu a verdadeira fé.

† 536

7
São Leão de Sens
Bispo. Em Sens, na Neustria, hoje na França.

† s. VI

8
São Teodoro de Sykeon
Bispo e hegúmeno. Em Sykeon, na Galácia, atual Turquia. Movido pelo amor à solidão desde a infância, optou por um género de vida austero e foi bispo de Anastasiópolis.

† 613

9
Santa Oportuna
Abadessa. No território de Sées, na Neustria, atualmente na França. Célebre pela sua rigorosa abstinência e austeridade.

† c. 770

10
Santa Senhorinha
Abadessa. Em Basto, território da Lusitânia, hoje em Portugal. Conta-se que Deus, por sua intercessão, alimentou imediatamente as monjas quando lhes faltou alimento.

† c. 980

11
Beato Francisco Venimbéni
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Fabriano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi exímio pregador da palavra de Deus.

† 1322

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária,

Bispo e Doutor da Igreja · † 1109

O Pai da Escolástica

Santo Anselmo da CantuáriaNo século 11 d.C., a Idade Média atingia seu período mais fecundo, firmando-se na expansão católica, no término definitivo das invasões bárbaras e na ascensão da cultura resgatada já desde os esforços de Carlos Magno. É nesse contexto que surge Santo Anselmo da Cantuária, um dos mais importantes pensadores medievais, considerado “o pai da Escolástica”.

Nascido em 1033, no montanhoso vale d’Aosta, norte da Itália, desde muito cedo Anselmo tende ao caminho da fé e da investigação que brilhantemente tomaria pelo resto de sua vida. Aos 23 anos, sai de casa e vaga pelas terras da Burgúndia e da França, até que, em 1059, chega à Normandia e se instala na famosa escola da abadia de Bec, regida pelo grande Lanfranc, a quem viria substituir em 1063, quando este se muda para a Cantuária.

É a partir de então que Bec cresce mais do que nunca. Anselmo escreve aí as suas principais obras e ganha fama, servindo também como conselheiro a governantes e nobres por toda a Europa. No ano de 1093, torna-se arcebispo da Cantuária, mais uma vez sucedendo o seu agora já falecido mestre Lanfranc.

Sofreu Sucessivos Exílios pela Fé

Tão sólida era a sua fé cristã que enfrentou as ânsias absolutistas do próprio rei inglês Guilherme Rufus, exilando-se por quase uma década, até que Henrique I, soberano de atitudes mais conciliares, fez com que Anselmo voltasse a ocupar a sua sé. Mas não demora muito e, insatisfeito, sai em novo exílio, até 1107.

Apesar de todos esses problemas, continua a escrever importantes obras teológicas. Anselmo morre em 21 de abril de 1109.

Santo Anselmo da Cantuária, rogai por nós! Anselmo — Nome de origem germânica, do antigo alto-alemão Anshilm, composto de ans (deus, divindade) e helm (capacete, proteção). Significa “aquele que está sob a proteção de Deus” ou “o capacete de Deus”.

“Oração – Por intercessão de Santo Anselmo, eu vos peço, Senhor, despertai em mim um forte interesse pela Doutrina Católica. Dai-me perseverança na busca da Verdade ensinada nas Sagradas Escrituras. Amém.”

Santo Anselmo, rogai por nós!

Santo Apolônio — Filósofo e mártir, que, no tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Pirênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de abril:

1
Santo Anselmo Bispo e doutor da Igreja. Originário de Aosta, no Piemonte, foi monge e abade no mosteiro de Bec, na Normandia, e depois arcebispo de Cantuária, na Inglaterra, lutando valorosamente pela liberdade da Igreja e suportando o exílio.
† 1109
2
Santo Apolônio Filósofo e mártir. Em Roma. No tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Perênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã, confirmando-a com o testemunho do seu sangue.
† 185
3
Santo Aristo Presbítero e mártir. Em Alexandria, no Egito.
† data inc.
4
Santo Anastásio Hegúmeno. No monte Sinai. Defendeu incansavelmente a verdadeira fé contra os monofisitas e escreveu muitos sermões úteis para a salvação das almas.
† c. 700
5
São Melrúbio Abade. No mosteiro de Aplecross, na Escócia. Natural da Irlanda e monge em Bangor, fundou um mosteiro de missionários e, durante cinquenta anos, difundiu a luz da fé ao povo desta região.
† 722
6
Beato João Saziári Religioso da Ordem Terceira de São Francisco. Em Cágli, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† c. 1371
7
Beato Bartolomeu Cérvere Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Cervere, junto de Fossano, no Piemonte, região da Itália. Combateu arduamente pela fé católica e a confirmou ao morrer trespassado pela lança.
† 1466
8
São Conrado de Parzham Religioso dos Frades Menores Capuchinhos (João Birndorfer). Em Altötting, na Baviera, Alemanha. Desempenhou humildemente o ofício de porteiro durante mais de quarenta anos, com grande generosidade para com os pobres.
† 1891
9
São Romão Adame Presbítero e mártir. Em Nochistlan, no território de Guadalajara, no México. Durante a perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por confessar a fé em Cristo Rei.
† 1927

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