27ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

27ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 3,7-14)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 7 ficai pois cientes que os que creem é que são verdadeiros filhos de Abraão. 8 E a Escritura, prevendo que Deus justificaria as nações pagãs pela fé, anunciou, muito antes, a Abraão: “Em ti serão abençoadas todas as nações”. 9 Portanto, os crentes são abençoados com o crente Abraão. 10 Aliás, todos os que põem sua confiança na prática da Lei estão ameaçados pela maldição, porque está escrito: “Maldito quem não cumprir perseverantemente tudo o que está escrito no livro da Lei”. 11 Pela Lei ninguém se justifica perante Deus; isso é evidente porque o justo vive da fé. 12 E a Lei não se funda na fé mas no cumprimento: Aquele que cumpre a Lei, por ela viverá. 13 Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro!’ 14 Assim a bênção de Abraão se estendeu aos pagãos em Cristo Jesus e pela fé recebemos a promessa do Espírito.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 110(111),1-2.3-4.5-6 (R. 5b)

– O Senhor se lembra sempre da Aliança!

– O Senhor se lembra sempre da Aliança!

– Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! 

– Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. 

– Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações. 

Evangelho (Lc 11,15-26)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Agora o príncipe deste mundo há de ser lançado fora; quando eu for elevado da terra, atrairei para mim todo ser.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. 15 Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. 24 Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: ‘Vou voltar para minha casa de onde saí’. 25 Quando ele chega, encontra a casa varrida e arrumada. 26 Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ml 3,13-20a)

Leitura da Profecia de Malaquias.

13 “Vossas palavras são duras contra mim, diz o Senhor, e ainda perguntais: 14 ‘Que dissemos contra ti?` Vós estais dizendo: ‘É coisa inútil servir a Deus; que vantagem tivemos em observar seus preceitos e em levar uma vida severa na presença do Senhor dos exércitos? 15 Portanto, hoje os felizardos são os soberbos, pois consolidaram-se, praticando o mal, e, mesmo provocando a Deus, estão impunes'”. 16 Vieram, entretanto, a falar uns com os outros, os tementes a Deus. O Senhor prestou atenção e ouviu-os; em sua presença foi escrito um livro de feitos notáveis, aberto aos que temem o Senhor e têm seu nome no pensamento. 17 “Serão para mim o tesouro, diz o Senhor dos exércitos, para o dia que eu me reservar; hei de favorecê-los, como o pai ao filho que o serve. 18 De novo vereis a distância que há entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve. 19 Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20a Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R. Sl 39,5a)

– É feliz quem a Deus se confia!

– É feliz quem a Deus se confia!

– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. 

– Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar, 

– mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

Evangelho (Lc 11,5-13)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Abri-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7 e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Dionísio, o Apóstolo da Gália

São Dionísio, o Apóstolo da Gália

Santo do Dia – 09 de Outubro

São Dionísio,

Apóstolo da Gália · † s. III

Origem

São Dionísio, o Apóstolo da Gália São Dionísio — de origem italiana —, era um jovem missionário enviado pelo Papa Fabiano para evangelizar a antiga Gália do norte em meados do ano 250, portanto no século III.

São Dionísio fundou a primeira comunidade católica em Lutécia, atual Paris, sendo eleito o seu primeiro bispo. O sucesso de sua missão, porém, começou a incomodar os magos gauleses e os romanos fiéis ao imperador Valeriano, que perseguia duramente os cristãos.

Contra o imperador

Os gauleses acusaram-no de bruxaria e práticas maléficas, e os romanos prenderam-no porque São Dinis não reconhecia o imperador como um Deus. Forçado a negar a fé em Jesus Cristo, São Dinis preferiu a morte.

Epíscopo mártir em Paris

Ao lado do bispo Dinis, o diácono Rústico e o sacerdote Eleutério, seus companheiros, também testemunharam sua fé cristã sendo decapitados. Logo depois, levou os restos mortais de seus companheiros para Paris onde também sofreu o martírio, sendo decapitado no local, hoje conhecido como Montmartre, isto é, “Colina do Mártir”. Santo Dionísio, popularmente conhecido como São Dinis de Paris e comemorado neste dia, foi venerado como único padroeiro da França durante muito tempo.

Morte

São Dionísio, ou Dinis, segue sendo aclamado pela mais antiga tradição cristã francesa, que o venera como um mártir cefalóforo, ou seja, carregador de cabeça. Esse nome se dá por causa do extraordinário acontecimento após sua decapitação. A tradição conta que ele se levantou, tomou sua cabeça nas mãos e saiu em direção a Montmartre, onde foi enterrado. Por outro lado, os corpos de seus companheiros haviam sido atirados no rio Sena, então foram resgatados e enterrados junto ao companheiro bispo. Sobre o túmulo em Montmartre, mais tarde, foi edificada uma basílica, junto à qual, no ano 630, o rei Dagoberto fundou uma abadia.

A Abadia e o império

A Abadia de Saint-Denis, em Paris, tornou-se tradicionalmente o local onde todos os reis da França, do séc. X ao XVIII, foram enterrados. Além disso, muitas rainhas escolheram ser coroadas nessa abadia. Nesse período medieval, a Igreja estava aliada com os francos, e por isso seus reis e rainhas buscavam lugares sagrados para serem enterrados ou coroados. Queriam encontrar, na intercessão do santo padroeiro da França, uma segurança para seu posto, patrocínio espiritual e honraria sagrada.

Devoção

Hoje, o “apóstolo da Gália” é invocado pelo povo cristão contra dores de cabeça e possessões demoníacas, além de ser homenageado como um dos primeiros pais da França. São Dionísio e seus companheiros demonstram a fidelidade a Cristo por meio do martírio, bem como esse espírito evangelizador que é capaz de desbravar e instalar a religião em novos lugares. Os trabalhos realizados naquele país geram frutos para as gerações futuras, deixando um testemunho para toda a França.

São Dionísio, rogai por nós!

Dionísio — Significa “consagrado a Dioniso” ou “pertencente a Dioniso”. Tem origem no grego Dionýsios, que passou ao latim como Dionysius. Dinis é a forma portuguesa tradicional do nome.

“Oração – Ao apóstolo da Gália, pedimos por aqueles que estão enfermos na mente, aqueles que tem grandes enxaquecas e diversas outras doenças. Rogamos com confiança sabendo que através do teu martírio podemos alcançar as graças de Jesus. Amém.”

São Dionísio, rogai por nós!

São João Henrique Newman — Presbítero anglicano que, após a sua conversão, serviu como presbítero e posteriormente como Cardeal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 09 de outubro:

1

São João Leonardo
Presbítero. Na Itália, fundou a Ordem dos Clérigos Regrantes, mais tarde designada da Mãe de Deus. Também deu início ao Colégio de Propaganda Fídei em Roma.

† 1609

2

Santo Abraão
Patriarca e pai de todos os crentes. Chamado por Deus, saiu da sua pátria, a cidade de Ur dos Caldeus, e se pôs a caminho da terra prometida por Deus.

Patriarca

3

Santos Diodoro, Diomedes e Dídimo
Mártires. Em Laodiceia, hoje Litaquia, na Síria.

† data inc.

4

São Donino
Mártir. Em Fidenza, na província de Parma, junto à Via Cláudia, na Itália.

† s. IV in.

5

Santa Públia
Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Depois da morte do esposo, entrou num mosteiro.

† c. s. IV

6

São Sabino
Eremita. No território de Bigorre, nas encostas dos montes Pireneus, na hodierna França. Ilustrou a vida monástica na Aquitânia.

† s. V

7

São Donino
Eremita. Em Città di Castello, na Úmbria, região da Itália.

† 610

8

São Gisleno
No território do Hainaut, na Austrásia, na atual França. Viveu como monge numa cela por ele mesmo construída.

† c. 681-685

9

São Deusdédit ou Deusdado
Abade. No mosteiro de Montecassino, no Lácio, região da Itália.

† 834

10

São Guntero
Eremita. Sepultamento no mosteiro de Brevnov, na Boémia, na Chéquia.

† 1045

11

São Bernardo de Rodez
Abade dos Cónegos Regrantes do cenóbio de Montsalvy, na França.

† 1110

12

São Luís Beltrão
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Valência, na Espanha.

† 1581

13

São João Henrique Newman
Presbítero. Em Birmingham, na Inglaterra. Presbítero anglicano, depois da sua conversão serviu como presbítero e posteriormente como Cardeal.

† 1890

14

Santos Inocêncio da Imaculada e oito companheiros
Mártires. Em Turon, localidade das Astúrias, região da Espanha. Inocêncio da Imaculada, presbítero da Congregação da Paixão, e oito companheiros da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs.

† 1934

Fonte: Martirológio Romano · Santiebeati.it · Vaticannews.va · Vatican.va · Guiley, Rosemary (2001). The Encyclopedia of Saints. Fourteen Holy Helpers · Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas

 

São Dionisio o primeiro Bispo de Paris

São Dinis, como também é conhecido, bispo, e companheiros, mártires. Segundo a tradição, foi enviado pelo Pontífice Romano à Gália, sendo o primeiro bispo de Paris. Juntamente com o presbítero Rústico e o diácono Eleutério, sofreu o martírio nos arredores desta cidade Oração – Ó Deus, que destes neste dia ao bem-aventurado São Dinis, vosso bispo e mártir, a coragem e constância para afrontar o martírio e lhe associastes São Rústico e Santo Eleutério para anunciar a vossa glória às nações, dai-nos a graça de desprezar, a seu exemplo e por vosso amor, os favores do mundo e não temer os seus.
Significado do Nome Dionísio… Dionísio: Significa “consagrado a Dioniso”, “espírito das águas”, “o céu e as águas”, “dia e noite”. Tem origem no grego.

                                                *.*

São João Leonardo, presbítero

De farmacêutico a Sacerdote

Nascido em Luca Luca, na Toscana, região da Itália, deixou a profissão de farmacêutico para se tornar sacerdote e, com a finalidade de promover o ensino da doutrina cristã às crianças, restaurar a vida apostólica do clero e propagar em toda a parte a fé cristã.

Fundador e grande apóstolo

Para isso, fundou a Ordem dos Clérigos Regulares, mais tarde designada da Mãe de Deus, tendo sofrido por isso muitas tribulações. Também deu início ao Colégio de Propaganda Fídei em Roma, onde, esgotado pelo peso de tantos trabalhos, descansou piedosamente no Senhor. Santos Leonardo e Dionísio, rogai por nós! Oração – Senhor nosso Deus, fonte de todos os bens, que enviastes o presbítero são João Leonardo a anunciar aos povos o Evangelho, fazei que, por sua intercessão, a verdadeira fé cresça sempre e em toda a parte. Com São Abraão, Patriarca e pai de todos os crentes;  chamado por Deus, saiu da sua pátria, a cidade de Ur dos Caldeus, e se pôs a caminho da terra prometida a ele e à sua descendência.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

9/10

4. Em Laodiceia, hoje Litaquia, na Síria, a paixão dos santos Diodoro, Diomedes e Dídimo, († data inc.) 5. Em Fidenza, na província de Parma, junto à Via Cláudia, na Itália, São Donino, mártir, († s. IV in.) 6. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, a comemoração de Santa Públia, que, depois da morte do esposo, entrou num mosteiro e, à passagem do imperador Juliano o Apóstata, cantando com as suas companheiras virgens as palavras do salmo «Os ídolos dos gentios são ouro e prata» e «Sejam como eles os que os fazem», por ordem do imperador foi esbofeteada e asperamente repreendida, († c. s. IV) 7. No território de Bigorre,  encostas dos montes Pireneus, hodierna França, São Sabino, eremita, que ilustrou a vida monástica na Aquitânia, († s. V) 8. Em Città di Castello, na Úmbria, região da Itália, São Donino, eremita, († 610) 9. No território do Hainaut, na Austrásia, na atual França, São Gisleno, que viveu como monge numa cela por ele mesmo construída, († c. 681-685) 10. No mosteiro de Montecassino, no Lácio, região da Itália, São Deusdédit ou Deusdado, abade, que foi recluído no cárcere pelo tirano Sicardo, onde, consumido pela fome e pelos tormentos, entregou o seu espírito a Deus, († 834) 11. No mosteiro de Brevnov, na Boêmia, na Chéquia, o sepultamento de São Guntero, eremita, que, abandonando os bens da terra, abraçou a vida monástica e depois se retirou para a solidão dos bosques situados entre a Baviera e a Boêmia, onde viveu e morreu separado dos homens e intensamente unido a Deus, († 1045) 12. No mosteiro de Montsalvy, na França, São Bernardo de Rodez, abade dos Cônegos Regrantes deste cenóbio, († 1110) 13. Em Valência, na Espanha, São Luís Beltrão, presbítero da Ordem dos Pregadores, que na América do Sul pregou o Evangelho de Cristo a vários povos indígenas e os defendeu dos opressores, († 1581) 14. Em Birmigham, na Inglaterra, São João Henrique Newman, presbítero anglicano, que pelos seus estudos da história da fé reconheceu que as raízes do cristianismo estão na Igreja Católica, à qual, depois da sua conversão, serviu como presbítero e posteriormente como Cardeal, († 1890) 15. Em Turon, localidade das Astúrias, região da Espanha, os santos mártires Inocêncio da Imaculada (Manuel Canoura Arnau), presbítero da Congregação da Paixão, e oito companheiros, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a revolução, em ódio à fé foram assassinados sem prévio julgamento e assim alcançaram a vitória suprema, († 1934)

27ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

27ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 3,1-5)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

1 Ó gálatas insensatos, quem é que vos fascinou? Diante de vossos olhos, não foi acaso representado, como que ao vivo, Jesus Cristo crucificado? 2 Só isto quero saber de vós: Recebestes o Espírito pela prática da Lei ou pela fé através da pregação? 3 Sois assim tão insensatos? A ponto de, depois de terdes começado pelo espírito, quererdes terminar pela carne? 4 Foi acaso em vão que sofrestes tanto? Se é que foi mesmo em vão! 5 Aquele que vos dá generosamente o Espírito e realiza milagres entre vós, faz isso porque praticais a Lei ou porque crestes, através da pregação?

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Lc 1,69-70.71-72.73 e 75 (R. cf. 68)

– Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

– Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

– Fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos. 

– para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa Aliança. 

– e o juramento a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, libertos do inimigo, a ele nós sirvamos sem temor em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias. 

Evangelho (Lc 11,5-13)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7 e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Jn 4,1-11)

Leitura da Profecia de Jonas.

1 Este desfecho causou em Jonas profunda mágoa e irritação; 2 orou então ao Senhor, dizendo: “Peço-te me ouças, Senhor: não era isto que eu receava, quando ainda estava em minha terra? Por isso, antecipei-me, fugindo para Társis. Sabia que és um Deus benigno e misericordioso, paciente e cheio de bondade, e que facilmente perdoas a punição. 3 E agora, Senhor, peço que me tires a minha vida, para mim é melhor morrer do que viver”. 4 Disse o Senhor: “Achas que tens boas razões para irar-te?” 5 Jonas saiu da cidade e estabeleceu-se na parte oriental e ali fez para si uma cabana, onde repousava à sombra, a ver o que ia acontecer à cidade. 6 O Senhor Deus fez nascer uma hera, que cresceu sobre a cabana, para dar sombra à cabeça de Jonas e abrandar seu aborrecimento. E Jonas alegrou-se grandemente por causa da hera. 7 Mas, ao raiar do dia seguinte, Deus determinou que um verme atacasse a hera, e ela secou. 8 Quando o sol se levantou, mandou Deus do oriente um vento quente; e o sol bateu forte sobre a cabeça de Jonas, que se sentiu desfalecer; teve vontade de morrer, e disse: “Para mim é melhor morrer do que viver”. 9 Disse Deus a Jonas: “Achas que tens boas razões para irar-te por esta hera?” “Sim”, respondeu ele, “tenho razão até para morrer de raiva”. 10 O Senhor replicou-lhe: “Tu sofres por causa desta planta, que não te custou trabalho e não fizeste crescer, que nasceu numa noite e na outra morreu. 11 E eu não haveria de salvar esta grande cidade de Nínive, em que vivem cento e vinte mil seres humanos, que não sabem distinguir a mão direita da esquerda, e um grande número de animais?”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 85(86),3-4.5-6.9-10 (R. 15b)

– Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.

– Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.

– Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh’alma. 

– Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração! 

– As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas: vós somente sois Deus e Senhor! 

Evangelho (Lc 11,1-4)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Recebestes um espírito de adoção, no qual chamamos Aba! Pai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

1 Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2 Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3 Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação'”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Pelágia da Antioquia, Virgem, Mártir – 08 de Outubro

Santa Pelágia da Antioquia, Virgem, Mártir

Santo do Dia – 08 de Outubro

Santa Pelágia, guardiã da Virgindades

Santa Pelágia,

Guardiã da Virgindade · † 302

Origens

Santa Pelágia, guardiã da Virgindades O martirológio romano apresenta-nos quatro santas com este nome de Pelágia.

Esta, de hoje, era uma jovem de quinze anos, que, no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, testemunhou de modo muito esquisito sua fidelidade a Cristo: preferiu morrer por amor a Cristo do que entregar sua virgindade, por isso a Igreja reconhece e louva seu heroísmo.

 

Guardiã da Virgindade

Quando os soldados do imperador foram à sua casa para levá-la ao tribunal, que certamente a condenaria porque era cristã, Pelágia recebeu-os bem, e quando se propuseram levá-la dando voz de prisão, pediu-lhes permissão para que fosse trocar de roupa. Dado o consentimento pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto e, desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade que consagrara a Deus, não titubeou: subiu ao mais alto da casa em que vivia, em Antioquia, e de lá atirou-se ao chão, falecendo quase que instantaneamente.

Irmãs pelo martírio

Santo Ambrósio de Milão, no seu Tratado Das Virgens, apresenta-nos esta Santa Pelágia como irmã dos mártires Berniceia e Prosdoceia. Santa Pelágia ligou-se àquelas santas, porque Berniceia e Prosdoceia também tiraram a própria vida para escapar do horror; presas, iam sendo levadas ao cárcere.

Em dado momento, a meio caminho, quando chegaram perto dum rio, solicitaram licença aos soldados para afastar-se um pouco, o que lhes foi concedido. Destarte, sem que pudessem ser impedidas, atiraram-se, de comum acordo, à correnteza.

Suicídio ou virtude?

Pergunta-se: cometeram suicídio? Não, pois isso seria tirar a própria vida por desgosto, por perda de sentido ou qualquer motivo leviano. Na verdade, essas pessoas preferiam morrer do que cometer um pecado, por isso são mártires. Lembremos de São Domingos Sávio: “Antes morrer do que pecar”.

A virtude da castidade

Pelágia e tantos outros santos tinham a mesma convicção, e por isso não hesitaram em entregar a sua vida, afinal é melhor morrer para esse mundo do que padecer a eternidade no inferno. Essas mulheres, mártires por virtude da castidade, foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus.

Muitas santas virgens assim agiram, como vimos e veremos no transcorrer dos dias e dos meses. Salvaram com a morte sua castidade. Essa atitude exalta a beleza e a virtude de modo heroico, enquanto, nos nossos dias, tantas pessoas se entregam aos prazeres da carne ou se deixam convencer a perder a sua virgindade para provarem que amam. Santa Pelágia preferiu provar seu amor a Jesus, e ali gozar das riquezas e prazeres celestes.

Santa Pelágia, rogai por nós!

Pelágia — Nome de origem grega, derivado de pélagos, que significa “mar”, “alto-mar”; pode ser entendido como “a que vem do mar” ou “a marinha”.

“Oração – Ó querida Pelágia, mesmo jovem, seu coração já estava maduro para compreender o valor da castidade, por isso pedimos a tua virtude sobre nós para que possamos viver reta e conscientemente. Que um dia cheguemos a amar a castidade mais que a nossa vida! Amém.”

Santa Pelágia, rogai por nós!

Santo Hugo — Religioso que, depois de longo serviço militar na Terra Santa, regeu a Comenda da Ordem de São João de Jerusalém em Génova e distinguiu-se pela bondade e caridade para com os pobres.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 08 de outubro:

1

Santa Pelágia
Virgem e mártir. Em Antioquia. Jovem de quinze anos, no início da perseguição de Diocleciano, preferiu a morte a perder a virgindade consagrada a Deus.

† 302

2

Santa Reparata
Comemoração. Venerada em muitos lugares como virgem e mártir.

† c. s. IV

3

São Félix
Bispo. Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Ordenado por Santo Ambrósio de Milão, foi o primeiro bispo desta cidade.

† s. IV f.

4

Santo Evódio
Bispo. Em Ruão, na Gália Lionense, atualmente na França.

† s. V

5

Santa Ragenfreda
Abadessa. Em Denain, no Hainaut, também na atual França. Com os seus bens fundou neste lugar um mosteiro, do qual foi digna abadessa.

† s. VIII

6

Santo Hugo
Religioso. Em Génova, na Ligúria, região da Itália. Depois de longo serviço militar na Terra Santa, foi designado para reger a Comenda da Ordem de São João de Jerusalém nesta cidade e distinguiu-se pela sua bondade e caridade para com os pobres.

† a. 1233

7

Beatos João Adams, Roberto Dibdale e João Lowe
Presbíteros e mártires. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, por terem exercido o ministério sacerdotal para o povo católico, foram condenados à morte e, depois de sofrerem atrozes tormentos em Tyburn, alcançaram o reino celeste.

† 1586

8

Beatos Laurentino (Mariano Alonso Fuentes) e companheiros
Mártires. No cemitério de Montcada, na Catalunha, região da Espanha. Religioso da Congregação dos Irmãos Maristas; durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançaram vitoriosamente o reino celeste.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Presa com 15 anos de idade

Era uma jovem de quinze anos, que, na Antioquia, no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, acusada de cristã, viu, um dia, os soldados do perseguidor invadirem a casa, dando-lhe voz de prisão.

Pelágia os recebeu bem e, quando se propuseram levá-la, pediu  permissão para que fosse trocar de roupa.

Jogou-se para se salvar

Dado o consentimento, pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto: desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade, que votara a Deus, não titubeou – ganhou o mais alto da casa em que vivia, em Antioquia e de lá se atirou ao chão, falecendo quase que instantaneamente.

Atirou-se para fugir, tendo morrido em consequência

Pergunta-se: cometeu o suicídio? Foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus. Muitas santas virgens assim agiram, fugindo do perigo do pecado.

A finalidade do ato não é tirar a vida, mas evitar poluir o corpo e a alma pelo pecado; ou seja, Pelágia não se atirou para morrer, mas para fugir e a morte foi uma consequência.

“Salvou com a morte a sua castidade”.

 

Santa Pelágia, rogai por nós!

Oração – Deus, nosso Pai, sede a nossa luz e a nossa direção neste dia. Velai pela nossa saúde e pela retidão de nosso coração. Ajudai-nos, pela intercessão de Santa Pelágia, a sermos o que devemos ser e assim encontrarmos a alegria e a paz interior. Ajudai-nos a viver santamente cada momento da nossa vida, sabendo que tudo caminha rumo ao Céu. Por Cristo nosso Senhor. Amem!

Pelágia é um nome predominantemente feminino, de origem Grega que significa “Aquela que vem do mar”.

 

 

Com Santa Taís foi uma prostituta egípcia que se converteu e passou o resto de seus dias repetindo a seguinte oração: “Vós que me criastes, tende compaixão de mim”.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

8/10

1. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santa Pelágia, virgem e mártir, que São João Crisóstomo exalta com grandes louvores, († c. 302)

2. Comemoração de Santa Reparata, que é venerada em muitos lugares como virgem e mártir, († c. s. IV)

3. Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, São Félix, bispo, que, ordenado por Santo Ambrósio de Milão, foi o primeiro bispo desta cidade, († s. IV f.)

4. Em Ruão, na Gália Lionense, atualmente na França, Santo Evódio, bispo, († s. V)

5. Em Denain, no Hainaut, também na atual França, Santa Ragenfreda, abadessa, que com os seus bens fundou neste lugar um mosteiro, do qual foi digna abadessa, († s. VIII)

6. Em Gênova, Ligúria, Itália, Santo Hugo, religioso, que, depois de ter prestado o serviço militar durante longo tempo na Terra Santa, foi designado para reger a Comenda da Ordem de São João de Jerusalém nesta cidade e se distinguiu pela sua bondade e caridade para com os pobres, († a. 1233)

7. Em Londres, na Inglaterra, os beatos João Adams, Roberto Dibdale e João Lowe, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, por terem exercido o ministério sacerdotal para o povo católico, foram condenados à morte e, depois de sofrerem atrozes tormentos em Tyburn, alcançaram o reino celeste, († 1586)

8. No cemitério de Montcada, na Catalunha, região da Espanha, os beatos Laurentino (Mariano Alonso Fuentes), religioso da Congregação dos Irmãos Maristas e 43 companheiros, mártires, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançaram vitoriosamente o reino celeste, († 1936)

Nossa Senhora do Rosário – 07 de Outubro

Nossa Senhora do Rosário

Santo do Dia – 07 de Outubro

Nossa Senhora do Rosário,

O Meio de Alcançar Almas para Deus · Festa em 7 de Outubro

Origens

Nossa Senhora do Rosário

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas (eremitas dos primeiros séculos do cristianismo) usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Dessa forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nosso e, para a contagem, Doutor da Igreja São Beda, chamado de “o Venerável” (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

 

História do Rosário

O Santo Rosário foi sendo transformado com o decorrer dos anos, porém, no ano de 1214, a Santa Igreja o estabeleceu na forma e método que hoje é usado. Antes, as Ave-Marias não eram como agora, nem mesmo os mistérios contemplados entre outros ingredientes da oração. Sua origem se deu com a revelação divina de Nossa Senhora do Rosário a São Domingos de Gusmão, fundador dos dominicanos (O.P.). Por meio das citações referidas ao Bem-aventurado Alano de La Roche em seu livro “De Dignitate Psalterri”, São Luís Maria Grignion de Montfort relata a origem do Rosário.

São Domingos e o Rosário

A tradição espiritual conta com a revelação. São Domingos se preocupava em converter os albigenses, também conhecidos como cátaros (puros), que eram um grupo de hereges de caráter gnóstico e maniqueísta, sendo até mesmo protegida por bispos e nobres da época. Essa doutrina negava a existência de um único Deus, negava a divindade de Jesus, direcionava a salvação através do conhecimento etc.

Rosário: a chave para alcançar as almas endurecidas

Essas realidades entraram em choque com o catolicismo. Desse modo, o santo procurava converter os heréticos e enfrentava grande resistência. Certa vez, procurou retirar-se em uma floresta para rezar e ali recebeu a orientação da Nossa Senhora do Rosário:

“Querido Domingos, você sabe de que arma a Santíssima Trindade quer usar para mudar o mundo? [ … ] a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério” (MONTFORT, 2019, p. 42-43).

Do Saltério Angélico ao Santo Rosário

A propagação do Rosário por São Domingos

A partir dessa situação, São Domingos começou a pregar o Santo Rosário, ou como foi dito, em revelação, “Saltério Angélico”. Assim expresso, pois naquela época poucas pessoas eram alfabetizadas e não conheciam a Sagrada Escritura. Por outro lado, os monges costumavam recitar em oração os 150 Salmos, rezando a “liturgia das horas”. Desse modo, os cristãos poderiam imitar a oração e se aproximar dos mistérios de Deus ao recitar 150 Ave-Marias, conhecida como a saudação angélica já que foi dita pelos Anjos e relatava nas Escrituras. Assim, tornou-se o “Saltério Angélico” (Salmos Angélicos).

Os Mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos

Em um segundo momento, ao esfriar a devoção do Saltério Angélico, em nova aparição, Nossa Senhora do Rosário apareceu ao Beato Alano (1428 – 1475) lhe pedindo que reavivasse a prática. Assim ele formou os agrupamentos de 50 Ave-Marias e seus mistérios, conhecidos como: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Ela lhe disse que muitas graças e milagres seriam alcançados por meio desse modo e reafirmou os ditos a São Domingos.

A Intercessora pela Igreja do Ocidente

Intercessão de Nossa Senhora do Rosário

Logo após, houve a batalha de Lepanto (Grécia, junto ao porto de Corinto) comandada por João da Áustria, em 7 de Outubro de 1571. O Papa Pio V procurava conter os avanços dos turcos na Europa e, antes disso, convocou os cristãos para que rezassem o rosário através da Carta Breve Consueverunt (1569). Era uma batalha extremamente importante, pois dela dependia a preservação do cristianismo e da cultura ocidental.

Instituição da Festa

Com a vitória adquirida, ele instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário no mesmo dia da batalha e reconheceu que a vitória veio por meio das orações do Rosário. Sendo este Papa da ordem dos dominicanos, por isso, seguiu a inspiração do fundador. O Pontífice instituiu a festa, inicialmente chamada de Santa Maria da Vitória.

Rainha do Sacratíssimo Rosário

Festa Mariana Obrigatória

Em 1573, o Papa Gregório XIII tornou a festa mariana obrigatória para a diocese de Roma e para as Confrarias do Santo Rosário, sob o título de Santíssimo Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria. Em 1716, o Papa Clemente XI inscreveu a festa no calendário romano, estendendo-se para toda a Igreja. A celebração ocorria em datas diferentes, conforme os costumes locais. O Papa Leão XIII inscreveu a invocação “Rainha do Sacratíssimo Rosário” na Ladainha Lauretana em 10 de dezembro de 1883. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração da festa em 7 de outubro.

O Quarto Mistério

Por fim, após anos de estímulo e devoção por parte dos papas e dos santos, São João Paulo II, em sua carta “Rosarium Virginis Mariae” (2002), institui o quarto mistério. Foi reconhecido como “luminoso”. Formando, então, o Rosário com quatro terços meditando os mistérios de Cristo. Assim, deu-se o formato daquilo que se conhece atualmente por Santo Rosário.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Rosário — Do latim rosarium, que significa “roseiral” ou “coroa de rosas”, imagem que expressa as Ave-Marias oferecidas a Nossa Senhora como um ramalhete espiritual.

“Oração – Ó Mãe do rosário, consegui junto a Jesus aquilo que não podemos, combatei por nós e consolai-nos das intempéries da vida. Entregamos a nossa existência a Ti e de Ti tudo esperamos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Beata Clara Badano — Jovem do Movimento dos Focolares, em Sasello, perto de Savona, cidade da Itália.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 07 de outubro:

1

São Marcelo
Mártir. Em Cápua, na Campânia, região da Itália.

† s. III/IV

2

Santa Justina
Virgem e mártir. Em Pádua, na Venécia, hoje no Vêneto, região da Itália.

† s. III/IV

3

Santos Sérgio e Baco
Mártires. Em Betsáloe, na Augusta Eufratésia, hoje na Síria.

† s. III/IV

4

São Marcos
Papa. Em Roma. Fundou o título in Pallacinis, atual igreja de São Marcos.

† 336

5

Santo Augusto
Presbítero e abade. Em Bourges, na Aquitânia, hoje na França.

† c. 560

6

São Paládio
Bispo. Em Saintes, também na Aquitânia. Erigiu uma basílica sobre o túmulo de Santo Eutrópio.

† d. 596

7

Beato Martinho Cid
Abade. No mosteiro de Bellafuente, hoje Valparaíso, em Castela e Leão, região da Espanha. Fundou este cenóbio e o agregou à Ordem Cisterciense.

† 1152

8

Beatos Adrião Takahashi Mondo e Joana Takahashi, Leão Hayashida Sukeemon, Marta, Madalena e Diogo Hayashida, Leão Takedomi Han’emon e Paulo Takedomi Han’emon
Mártires. Em Arima, no Japão.

† 1613

9

Beato João Hunot
Presbítero e mártir. Ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

10

Beato José Toniolo
Pai de família e cooperador salesiano. Em Pisa, na Itália.

† 1918

11

Beato José Llosá Balaguer
Religioso dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir. Em Benaguacil, localidade da província de Valência, na Espanha.

† 1936

12

Beata Clara Badano
Jovem do Movimento dos Focolares. Em Sasello, perto de Savona, cidade da Itália.

† 1990

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Saíram vitoriosos porque invocaram o auxílio da Santa Mãe de Deus

A festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo papa Pio V, em 1571, quando celebrava a vitória na batalha naval de Lepanto. Segundo consta, os cristãos saíram vitoriosos porque invocaram o auxílio da Santa Mãe de Deus, rezando o rosário.

O Rosário de antigamente

A origem do terço é muito antiga e remonta aos anacoretas orientais que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais.

Já o Venerável Beda sugerira aos irmãos leigos, pouco familiarizados com o Saltério latino, que se utilizassem de grãos enfiados em um barbante na recitação dos Pai-Nossos e Ave-Marias.

Nossa Senhora e São Domingos

Segundo está escrito, em 1328 Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do rosário para a salvação do mundo.

Justamente, Rosário significa coroa de rosas oferecidas à Nossa Senhora.

Não é de estranhar que os promotores e divulgadores da devoção do rosário no mundo inteiro foram os dominicanos, filhos de São Domingos.

Os Mistérios de Cristo Jesus

Somos hoje, portanto, convidados a meditar sobre os mistérios de Cristo Jesus, associando-nos como Maria Santíssima à Encarnação, Paixão e gloriosa Ressurreição do Filho de Deus.

Diz o Papa João Paulo II na sua Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”: “O Rosário, de facto, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio.

Com o Rosário se contempla o rosto de Cristo

Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor.

Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor.”

Nossa Senhora do Rosário, intercedei por nós!

Oração – Nossa Senhora do Rosário, dai a todos os cristãos a graça de compreender a grandiosidade da devoção do santo rosário, na qual, à recitação da Ave Maria se junta a profunda meditação dos santos mistérios da vida, morte e ressurreição de Jesus, vosso Filho e nosso Redentor.

 

 

Com São Marcos, Papa. Marcos foi Papa apenas por alguns meses, no ano 336, mas, conseguiu construir uma Basílica, em honra de Marco Evangelista, hoje igreja de São Marcos. Deve-se a ele também o calendário civil mais antigo da Igreja Romana, que fixou, pela primeira vez, o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

7/10

2. Em Cápua, na Campânia, região da Itália, São Marcelo, mártir, († s. III/IV)

3. Em Pádua, na Venécia, hoje no Véneto, região da Itália, Santa Justina, virgem e mártir, († s. III/IV)

4. Em Betsáloe, na Augusta Eufratésia, hoje na Síria, os santos Sérgio e Baco, mártires, († s. III/IV)

5. Em Roma, São Marcos, papa, que fundou o título «in Pallacínis», actual igreja de São Marcos, e mandou construir uma basílica no cemitério de Balbina, junto à Via Ardeatina, onde foi sepultado, († 336)

6. Em Bourges,  Aquitânia, França, Santo Augusto, presbítero e abade, tinha as mãos e os pés anquilosados e só se apoiava sobre os joelhos e os cotovelos; curado por intercessão de São Martinho, constituiu uma comunidade de monges e dedicou-se ininterruptamente à oração, († c. 560)

7. Em Saintes, também na Aquitânia, São Paládio, bispo, que erigiu uma basílica sobre o túmulo de Santo Eutrópio e fomentou na sua cidade episcopal o culto dos santos, († d. 596)

8. No mosteiro de Bellafuente, hoje Valparaíso, em Castela e Leão, região da Espanha, o Beato Martinho Cid, abade, que fundou este cenóbio e o agregou à Ordem Cisterciense, († 1152)

9. Em Arima, Japão, os beatos mártires Adrião Takahashi Mondo e sua esposa Joana Takahashi; Leão Hayashida Sukeemon, sua esposa Marta Hayashida e seus filhos Madalena Hayashida e Diogo Hayashida; Leão Takedomi Han’emon e seu filho Paulo Takedomi Han’emon, († 1613)

10. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Hunot, presbítero e mártir, que, por causa da sua condição de sacerdote, na Revolução Francesa foi encerrado num barco-prisão, onde consumou o testemunho da sua fidelidade a Deus, († 1794)

11. Em Pisa, na Itália, o Beato José Toniolo, pai de família e cooperador salesiano, († 1918)

12. Em Benaguacil, localidade da província de Valência, na Espanha, o Beato José Llosá Balaguer, religioso dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir, que sofreu o martírio na perseguição contra a fé, († 1936)

13. Em Sasello, perto de Savona, cidade da Itália, a Beata Clara Badano (Clara “Luz”), jovem do Movimento dos Focolares, († 1990)

Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário | Memória | Quarta-feira

Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário - Memória | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (At 1,12-14)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Depois que Jesus subiu ao céu, 12 os apóstolos voltaram para Jerusalém, vindo do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, a mais ou menos um quilômetro. 13 Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. 14 Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, 

– pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome! 

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos. 

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos. 

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre.

Evangelho (Lc 1,26-38)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (At 1,12-14)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Depois que Jesus subiu ao céu, 12 os apóstolos voltaram para Jerusalém, vindo do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, a mais ou menos um quilômetro. 13 Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago. 14 Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Cânt.: Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55

(R. 49 ou: Bendita sejais, ó Virgem Maria, trouxestes no ventre a Palavra eterna!)

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, 

– pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome! 

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos. 

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Evangelho (Lc 1,26-38)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Bruno, Religioso, Presbítero, Fundador – 06 de Outubro

São Bruno, Religioso, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 6 de Outubro

São Bruno,

Fundador da Ordem dos Cartuxos · † 1101

Origens

São Bruno - Religioso, Presbítero-Fundador

São Bruno, filho de uma família nobre de Colônia (Alemanha), nasceu em 1030. Quando alcançou idade, foi chamado pelo Senhor ao sacerdócio e se deixou seduzir.

Amigo e admirado pelo Arcebispo de Reims, Bruno, inteligente e piedoso, começou a dar aulas na escola da Catedral desse local e chegou a estudar na escola catedralícia de Reims. Adquirido o grau de doutor e nomeado Cônego do Capítulo da catedral, foi designado, em 1056, escolaster, isto é, Reitor da Universidade. Foi um dos mestres mais renomados de seu tempo: “(…) um homem prudente, de palavra profunda”. São Bruno encontrava-se cada vez menos à vontade numa cidade onde existiam muitos motivos de escândalo por parte do alto clero e, inclusive, do Arcebispo. Depois de ter lutado com sucesso contra esses problemas, Bruno experimenta o desejo de uma vida mais entregue exclusivamente a Deus.

São Bruno possuía o desejo de doar a sua vida exclusivamente a Deus.

O convite

Em 1080, no Concílio de Lyon, por ordem do Papa Gregório VII, o arcebispo Manasés foi destituído definitivamente e expulso de Reims. Ao voltar para sua cidade, Bruno recebeu o convite para o arcebispado, mas recusou o cargo. Tornando-se cinquentenário e cônego, amadureceu na inspiração de servir a uma Ordem religiosa.

O retiro em Cartuxa

Após curto estágio num mosteiro beneditino, retirou-se para uma região chamada Cartuxa, com a aprovação e bênção de São Hugo, Bispo de Grenoble, o qual lhe ofereceu um lugar. No mês de junho de 1084, o mesmo bispo conduziu Bruno e seus seis colegas (fundadores da Ordem) ao deserto do maciço montanhoso de Chartreuse (Cartuxa), que daria seu nome à Ordem. Ali construíram seu eremitério, formado por algumas casinhas de madeira que se abrem a um corredor largo e comprido, que permite acesso, sem sofrer muito com as mudanças de clima e tempo, aos lugares de vida comunitária: a igreja, o refeitório e o Capítulo.

O sonho

Assim, eles viveriam isolados em quartos chamados “celas”, mas com esse corredor que dava acesso aos ambientes comuns. São Hugo os levou para esse local por conta de um sonho que ele teve. Nesse sonho, apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso.

O início da Ordem dos Cartuxos

Após esse sonho, o Bispo recebeu a visita de Bruno, que estava acompanhado por seis companheiros monges. Ao ver os sete homens, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho e concedeu-lhes as terras. Nelas, São Bruno iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa, com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus.

O lema da Ordem

Com os monges companheiros, observava-se absoluto silêncio, a fim de aprofundar-se na oração e na meditação das coisas divinas, nos ofícios litúrgicos comunitários, na obediência aos superiores, nos trabalhos agrícolas, na transcrição de manuscritos e livros piedosos. O lema da Ordem é: “Stat Crux dum volvitur orbis” (A Cruz permanece intacta enquanto o Mundo dá sua órbita), o que nos faz perceber que tudo passa nesta vida, menos a salvação de Cristo na cruz: o mundo gira, mas a cruz permanece.

O Mosteiro de Santa Maria da Torre

Quando um dos discípulos de São Bruno tornou-se Papa (Urbano II), em 1088, logo o chamou para assessor e conselheiro, em 1090. Além disso, quis fazê-lo arcebispo, porém o santo recusou novamente. Um ano depois, pediu com insistência ao Sumo Pontífice e conseguiu voltar à vida religiosa, quando, juntamente com amigos de Roma, fundou, no sul da Itália, o Mosteiro de Santa Maria da Torre, nos bosques da Calábria.

A morte

Lá veio a falecer, no dia 6 de outubro de 1101, tendo como últimas palavras uma profissão de fé eucarística: “Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue verdadeiros de Jesus Cristo”. O corpo foi enterrado no cemitério de Nossa Senhora da Torre e foi encontrado incorrupto em 1515. Em 1514, Leão X autorizou aos Cartuxos o culto do fundador. Logo, em 1623, Gregório XV estendeu o culto a toda a Igreja.

Legado

São Bruno tornou-se o fundador da Ordem dos Cartuxos com seus seis companheiros. Essa Ordem é considerada a mais rígida de todas as Ordens da Igreja, pelo exercício do silêncio, solidão, jejuns, penitências e orações, e atravessou a história sem reformas, perdurando até hoje na mesma radicalidade.

São Bruno, rogai por nós!

 

“Oração – Ó mestre da espiritualidade monástica, intercedei pelas atuais e novas vocações para a clausura, para que sejam despertadas as almas com o desejo de entrega total. Quanto aos que vivem em meio ao mundo, sejam espelho e testemunho de fé e santidade. Amém!”

São Bruno, rogai por nós!

Santo Ivo — Diácono e monge na Bretanha Menor, atualmente na França († c. 704).

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de outubro:

1

São Ságar
Bispo e mártir. Em Laodiceia, na Frígia, na atual Turquia.

† c. 170

2

Santa Fé
Mártir. Em Agen, na Aquitânia, atualmente na França.

† s. IV

3

São Renato
Bispo. Em Sorrento, na Campânia, região da Itália.

† c. s. V

4

São Romão
Bispo. Em Auxerre, na Nêustria, na hodierna França.

† c. 564

5

São Magno
Bispo. Em Veneza, na Itália, a sua comemoração.

† c. 670

6

Santo Ivo
Diácono e monge. Na Bretanha Menor, atualmente na França.

† c. 704

7

São Pardulfo
Abade. Em Guéret, no território de Limoges, na Aquitânia, hoje na França.

† 737

8

São Bruno
Presbítero e fundador da Ordem dos Cartuxos. Em Santa Maria da Torre, na Calábria, Itália.

† 1101

9

Beato Adalbero
Bispo de Würzburg. Em Lambach, na Baviera, região da Alemanha, onde fundou o mosteiro de Lambach.

† 1090

10

Santo Artaldo
Bispo de Belley. Na Cartuxa de Arvières por ele fundada, na Borgonha, França.

† 1206

11

São João Xenos
Monge. Em Akrotíri, na ilha de Creta, onde propagou a vida monástica.

† s. XI

12

Beatos João Hashimoto Tahyoe, Tecla Hashimoto, Catarina, Tomé, Francisco, Pedro e Luísa Hashimoto, e companheiros
Mártires. Em Kioto, no Japão.

† 1619

13

Santa Maria Francisca das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo
Virgem da Terceira Ordem Secular de São Francisco. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália.

† 1791

14

Beato Francisco Hunot
Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

15

Beata Maria Rosa
Virgem, fundadora da Congregação das Irmãs dos Santos Nomes de Jesus e Maria. Em Longueuil, Canadá.

† 1849

16

São Francisco Tran Van Trung
Mártir. Em An-Hoa, cidade do território do Anam, hoje no Vietnã.

† 1858

17

Beato Isidoro de São José de Loor
Religioso da Congregação da Paixão. Em Kostrijk, na Bélgica.

† 1916

18

Beato Bernardo
Religioso da Congregação dos Irmãos Maristas e mártir. Em Barruelo de Santullán, perto de Palência, na Espanha.

† 1934

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nobre, professor de teologia

Nasceu na cidade de Colônia no ano 1035, de família nobre, terminara seus estudos na escola episcopal de Reims, na Alemanha.

Em continuidade, foi ordenado sacerdote na sua terra natal, dedicando-se ao ensino de teologia na arquidiocese de Reims por mais de 25 anos.

Foram seus alunos Eudes de Châtillon, o futuro Papa Urbano II e Santo Hugo de Grenoble.

Fundador da Cartuxa

Reuniu em torno de si alguns companheiros dispostos a aceitar um desafio e fundou na região desértica de Chartreuse o primeiro mosteiro da ordem.

Era constituída por pequenas casas de dois quartos, um térreo, destinado ao trabalho e outro superior, a moradia do monge, onde ele ora e repousa.

Os cartuxos procuram conciliar a vida comunitária e silenciosa com a vida contemplativa num silêncio total e absoluto como meio para chegar a Deus

Conselheiro do Papa, seu ex-aluno

O Papa Urbano II, seu ex-aluno, o escolheu para conselheiro e o chamou a Roma.

A estadia em Roma foi breve, pois os monges, não se adaptaram à cidade, apesar de terem construído uma cartuxa junta às Termas de Diocleciano.

Por isso tiveram a licença de voltar a Grenoble, enquanto o abade Bruno, ao deixar a Cúria Pontifícia, pôde descer à Itália meridional para erigir uma nova cartuxa, no modelo da francesa.

A alegria e a solidão do ermo

A Igreja, é único lugar onde os irmãos se encontram para recitar o Ofício Divino.

“O proveito e a alegria que a solidão e o silêncio do ermo trazem a todos os que o amam, só os que tiveram a experiência podem apreciar”, escrevia a um amigo, pouco antes de morrer.

São Bruno, rogai por nós!

Oração – “Onipotente e Eterno Deus, que concedestes a graça da fidelidade a São Bruno, fundador da Ordem dos Cartuxos, através do silêncio e da contemplação, concedei-nos também a nós sermos bem firmes na fé pela contemplação de vossas maravilhas.”

Bruno é um nome com duas possibilidades de origem, sendo que as duas remetem para o mesmo significado. Tanto pode ter vindo do latim brunus, como do germânico brun, que querem dizer literalmente “marrom” ou “moreno”

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

06/10

Com  Em Kioto, no Japão, os beatos João Hashimoto Tahyoe, sua esposa Tecla Hashimoto e seus filhos Catarina Hashimoto, Tomé Hashimoto, Francisco Hashimoto, Pedro Hashimoto e Luísa Hashimoto, e 46 companheiros mártires: Tomé Kian, Tomé Ikegami; Lino Rihyoe, sua esposa Maria; Cosme Shizaburo e seu filho Francisco Shizaburo; António Dómi, Joaquim Ogawa; João Kyusaku, sua esposa Madalena e sua filha Regina; Tomé Koshima Shinshiro, sua esposa Maria; Gabriel; outra Maria e sua filha Mónica; Marta e seu filho Bento; outra Maria e seu filho Sisto; outra Mónica, Tomé Toemon e sua esposa Luzia; Rufina e sua filha Marta; outra Mónica, Manuel Kosaburo, Ana Kajiya e seu filho Tomé Kajya Yoemon; Águeda, Maria Chujó, Jerónimo Soroku e sua esposa Luzia; João Sakurai e sua filha Úrsula Sakurai; Mâncio Kyujiró, Luís Matagoro; Leão Kyusuke e sua esposa Marta; Mência e sua filha Luzia; Madalena, Diogo Tsuzu, Francisco e Maria.

2. Em Laodiceia, na Frígia, na atual Turquia, São Ságar, bispo e mártir, que padeceu no tempo de Servílio Paulo, procônsul da Ásia, († c. 170)

3. Em Agen, na Aquitânia, atualmente na França, Santa Fé, mártir, († s. IV)

4. Em Sorrento, na Campânia, região da Itália, São Renato, bispo, († c. s. V)

5. Em Auxerre, na Nêustria, na hodierna França, São Romão, bispo, († c. 564)

6. Em Veneza, na Itália, a comemoração de São Magno, bispo, que, segundo a tradição, depois de os Lombardos terem ocupado a cidade de Oderzo, com a maior parte do seu povo se trasladou para a laguna vêneta, onde fundou a nova cidade de Heracleia e construiu oito igrejas no lugar em que mais tarde se formou a cidade de Veneza, († c. 670)

7. Na Bretanha Menor, atualmente na França, Santo Ivo, diácono e monge, discípulo de São Cutberto, bispo de Lindisfarne, que atravessou o mar e foi habitar nesta região, entregue a vigílias e jejuns, († c. 704)

8. Em Akrotíri, na ilha de Creta, São João Xenos, que propagou nesta ilha a vida monástica, († s. XI)

9. Em Guéret, no território de Limoges, na Aquitânia, hoje na França, São Pardulfo, abade, ilustre pela santidade da sua vida, o qual, segundo a tradição, obrigou a sair do seu mosteiro os Sarracenos que retrocediam ante Carlos Martel, († 737)

10. Em Lambach, na Baviera, região da Alemanha, o passamento do Beato Adalbero, bispo de Würzburg, que, por defender a Sé Apostólica, suportou muitas tribulações por parte dos cismáticos e, expulso várias vezes da sua sede episcopal, passou os últimos anos da sua vida em paz no mosteiro de Lambach, por ele fundado, († 1090)

11. Na Cartuxa de Arvières por ele fundada, na Borgonha, França, Santo Artaldo, bispo de Belley, que, sendo monge com quase noventa anos, foi eleito bispo contra a sua vontade; mas renunciou dois anos depois, voltando à vida monástica, e viveu até à idade de cento e seis anos, († 1206)

12. Em Kioto, no Japão, os beatos João Hashimoto Tahyoe, sua esposa Tecla Hashimoto e seus filhos Catarina Hashimoto, Tomé Hashimoto, Francisco Hashimoto, Pedro Hashimoto e Luísa Hashimoto, e 45 companheiros mártires, († 1619)

13. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santa Maria Francisca das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo (Ana Maria Gallo), virgem da Terceira Ordem Secular de São Francisco, admirável pela paciência nas inúmeras e contínuas tribulações e adversidades, bem como pelas penitências e pelo amor de Deus e das almas, († 1791)

14. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Francisco Hunot, presbítero e mártir, que, por causa da sua condição de sacerdote, durante a perseguição contra a Igreja foi encarcerado na sórdida galera, onde, afetado pela febre, entregou o espírito a Deus, († 1794)

15. Em Longueuil, localidade do Canadá, a Beata Maria Rosa (Eulália Melâni Durocher), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs dos Santos Nomes de Jesus e Maria, para a formação cristã e humana da juventude feminina, († 1849)

16. Em An-Hoa, cidade do território do Anam, hoje no Vietnam, São Francisco Tran Van Trung, mártir, que, sendo soldado, resistiu energicamente às ordens de apostatar da fé cristã e por isso o imperador Tu Duc o mandou degolar, († 1858)

17. Em Kostrijk, na Bélgica, o Beato Isidoro de São José de Loor, religioso da Congregação da Paixão, que cumpriu santamente as funções que lhe foram encomendadas e, atingido por grave enfermidade, foi exemplo para os seus irmãos no modo de suportar as terríveis dores, († 1916)

18. Em Barruelo de Santullán, perto de Palência, na Espanha, o Beato Bernardo (Plácido Fábrega Juliá), religioso da Congregação dos Irmãos Maristas e mártir, que, oprimido pela violência dos inimigos da Igreja, foi ao encontro do Senhor, († 1934)

27ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

27ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 1,13-24)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 13 certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14 e como progredia no judaísmo mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas. 15 Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16 se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue 17 nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco. 18 Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19 E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. 20 Escrevendo estas coisas, afirmo diante de Deus que não estou mentindo. 21 Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. 22 Ainda não era pessoalmente conhecido das igrejas da Judéia que estão em Cristo. 23 Apenas tinham ouvido dizer que “aquele que, antes, nos perseguia, está agora pregando a fé que, antes, procurava destruir”. 24 E glorificavam a Deus por minha causa.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 138(139),1-3.13-14ab.14c-15 (R. 24b)

– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

– Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.

– Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras!

– Até o mais íntimo, Senhor me conheceis; nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis; quando eu era modelado ocultamente, era formado nas entranhas subterrâneas.

Evangelho (Lc 10,38-42)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38 Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42 Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Jn 1,1-2,1.11)

Início da Profecia de Jonas.

1 A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, filho de Amati, que dizia: 2 “Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe que sua perversidade subiu até à minha presença”. 3 Jonas pôs-se a caminho, a fim de fugir para Társis, longe da presença do Senhor; desceu a Jope e encontrou um navio com destino a Társis, adquiriu passagem e embarcou com os outros passageiros para essa cidade, para longe da presença do Senhor. 4 Mas o Senhor mandou um vento violento sobre o mar, levantando uma grande tempestade, que ameaçava destruir o navio. 5 Tomados de pavor, os marinheiros começaram a gritar, cada qual a seu deus, e a lançar ao mar a carga do navio para o aliviar. Jonas havia descido ao porão do navio, deitara-se e dormia a sono solto. 6 O chefe do navio foi vê-lo e disse: “Como! Tu dormes? Levanta-te e reza ao teu deus; talvez ele se lembre de nós, e não morreremos”. 7 Disseram entre si os marinheiros: “Vamos tirar a sorte, para saber por que nos acontece esta desgraça”. Lançaram a sorte, e esta caiu sobre Jonas. 8 Disseram-lhe: “Explica-nos, por culpa de quem nos acontece esta desgraça? Qual é a tua ocupação e donde vens? Qual é a tua terra, de que povo és?” 9 Ele respondeu: “Eu sou hebreu e temo o Senhor, Deus do céu, que fez o mar e a terra firme”. 10 Aqueles homens ficaram possuídos de grande medo, e disseram: “Como é que fizeste tal coisa?” Pelas palavras dele, acabavam de saber que estava fugindo da presença do Senhor. 11 Disseram então: “Que faremos contigo, para acalmar o mar?” Pois o mar enfurecia-se cada vez mais. 12 Respondeu Jonas: “Pegai em mim e lançai-me ao mar, e o mar vos deixará em paz: eu sei que, por minha culpa, se desencadeou sobre vós esta grande borrasca”. 13 Os marinheiros, à força de remar, tentavam voltar à terra, mas em vão, porque o mar cada vez mais se encapelava contra eles. 14 Então invocaram o Senhor e rezaram: “Suplicamos-te, Senhor, não nos deixes morrer em paga pela vida deste homem, não faças cair sobre nós este sangue inocente; fizeste, Senhor, valer tua vontade”. 15 Então, pegaram em Jonas e atiraram-no ao mar; e cessou a fúria do mar. 16 Invadiu esses homens um grande temor do Senhor, ofereceram-lhe sacrifícios e fizeram-lhe votos. 2,1 Determinou o Senhor que um grande peixe viesse engolir Jonas; e ele ficou três dias no ventre do peixe. 11 Então o Senhor fez o peixe vomitar Jonas na praia.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Jn 2,2.3.4.5.8 (R. 7c)

– Retirastes minha vida do sepulcro, ó Senhor!

– Retirastes minha vida do sepulcro, ó Senhor!

– Do fundo do abismo, do ventre do peixe, Jonas rezou ao Senhor, o seu Deus, a seguinte oração:

– Na minha angústia clamei por socorro,  pedi vossa ajuda do mundo dos mortos e vós me atendeste.

– Senhor, me lançastes no seio dos mares, cercou-me a torrente vossas ondas passaram com furor sobre mim. 

– Então, eu pensei: eu fui afastado para longe de vós; nunca mais hei de ver vosso Templo sagrado.

– E quando minhas forças em mim acabavam,  do Senhor me lembrei, chegando até vós a minha oração.

Evangelho (Lc 10,25-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 Um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” 26 Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” 27 Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!” 28 Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29 Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30 Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 31 Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32 O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33 Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34 Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35 No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’. E Jesus perguntou: 36 “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37 Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Faustina Kowalska, virgem e São Benedito, o Negro – Memória | Segunda-feira

Santa Faustina Kowalska, virgem e São Benedito, o Negro - Memória | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Gl 1,6-12)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 6 admiro-me de terdes abandonado tão depressa aquele que vos chamou, na graça de Cristo, e de terdes passado para um outro evangelho. 7 Não que haja outro evangelho, mas algumas pessoas vos estão perturbando e querendo mudar o evangelho de Cristo. 8 Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado. 9 Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado. 10 Será que eu estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo. 11 Irmãos, asseguro-vos que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12 Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 110(111),1-2.7-8.9 e 10c (R. 5b)

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!

– Suas obras são verdade e são justiça, seus preceitos, todos eles, são estáveis, confirmados para sempre e pelos séculos, realizados na verdade e retidão.

– Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua Aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. Permaneça eternamente o seu louvor.

Evangelho (Lc 10,25-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” 26 Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?” 27 Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!” 28 Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29 Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30 Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 31 Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32 O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33 Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34 Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35 No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’. E Jesus perguntou: 36 “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37 Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santos Anjos da Guarda – 02 de Outubro

Santos Anjos da Guarda

Santo do Dia – 02 de Outubro

Santos Anjos da Guarda,

Companheiros na Caminhada · Memória Litúrgica

Origens

Santos Anjos da Guarda

A existência dos Anjos é um dogma de fé, definida várias vezes e em muitas ocasiões pela Igreja, desde o Concílio de Nicéia ao Vaticano I. Tudo o que lhes diz respeito faz parte de um estudo próprio, denominado “angelologia”.

O Magistério eclesial afirma: os anjos são seres totalmente espirituais, sem corpo, imortais e imutáveis, que se tornam visíveis apenas para manifestar a sua ação.

História litúrgica

A memória litúrgica dos Santos Anjos é celebrada em 2 de outubro, desde 1670, por desejo do Papa Clemente X. A Igreja ortodoxa prefere celebrar em 11 de janeiro. Antigamente, a sua festa era celebrada em 29 de setembro, junto com a dos três Santos arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael. Porém, sua data foi diferenciada, tornando-se, de modo particular, memória própria dos Anjos da Guarda: primeiro, na Espanha, no século XV; depois, se difundiu em Portugal, Áustria e, por fim, em toda a Europa.

A devoção aos Anjos da Guarda é mais antiga do que aos santos

Na verdade, a devoção aos Anjos é mais antiga que aos santos, de modo especial na Idade Média. Isso, graças aos monges eremitas, que viviam uma vida de recolhimento, silêncio e oração, em companhia só dos seus Anjos da Guarda. Finalmente, em 2005, o Parlamento italiano, inspirando-se na figura dos Anjos da Guarda, introduziu, na mesma data de 2 de outubro, a celebração civil da Festa dos Avós, verdadeiros Anjos da Guarda de suas famílias.

Quem são os anjos?

O termo “anjo” indica uma criatura celeste bem próxima de Deus. Seu nome é citado 175 vezes no Novo Testamento e pelo menos 300 no Antigo, em que vem especificada a função desta milícia sobrenatural, dividida em nove hierarquias: Querubins, Serafins, Tronos, Dominações, Poderes, Virtudes Celeste, Principados, Arcanjos, Anjos.

Estes espíritos puros, dotados de inteligência e vontade, são chamados, muitas vezes, mensageiros ou intérpretes das ordens divinas; eles se manifestam, sobretudo, em momentos cruciais da história da salvação. Com efeito, o IV Concílio de Latrão definiu, como verdade de fé, o fato de que, se alguns anjos abusarem da sua liberdade, poderão cair no pecado: foi o que aconteceu com Lúcifer, o mais bonito de todos, que, ao pecar, por orgulho, contra Deus, caiu nas profundezas do inferno.

A função do Anjo da Guarda

As funções, atribuídas aos anjos pela Sagrada Escritura, são as de acompanhar o homem no caminho do bem e oferecer ao Senhor, além das nossas orações e sacrifícios. De fato, no Batismo, todo cristão recebe, como dom de Deus, o próprio Anjo da Guarda, uma presença invisível, mas real. O anjo o acompanha e guia ao longo de toda a sua existência: é um companheiro de viagem.

Ao longo dos séculos, apesar de invisíveis, os anjos foram representados de várias maneiras: adoradores, músicos, túmulos, igrejas, esculturas, pinturas…

Santo Anjo do Senhor, rogai por nós!

Anjo — Do latim angelus, que vem do grego ággelos, significa “mensageiro”, “enviado”, aquele que leva a mensagem de Deus aos homens.

“Oração – Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém!”

Santo Anjo do Senhor, rogai por nós!

São Leodegário — Bispo de Autun, cuja paixão a Igreja recorda neste dia, e com ele seu irmão, São Gerino, mártir.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de outubro:

1
Santo Eleutério Mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.
† s. III/IV
2
São Satúrio Eremita. Em Numância, na Hispânia Cartaginense.
† 606
3
São Leodegário e São Gerino Bispo de Autun e seu irmão, mártir. Em Saint-Léger, no território de Arras, na Nêustria, atualmente na França.
† 679-680 e 677
4
São Beregiso Abade. Em Andage, na floresta das Ardenas, na Austrásia, hoje Saint-Hubert, na Bélgica. Fundou neste lugar um mosteiro de Cónegos Regrantes, ao qual presidiu com diligência.
† d. 725
5
Santo Ursicino Bispo de Chur e primeiro abade do mosteiro de Disentis por ele fundado. Na Récia, em território da atual Suíça.
† s. VIII
6
São Teófilo Monge. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Por defender o culto das sagradas imagens, foi cruelmente torturado e exilado por Leão o Isáurico.
† c. 795
7
Beatos Luís Yakichi e Lúcia, e seus filhos André e Francisco Esposos e filhos, mártires. Em Nagasáki, no Japão.
† 1622
8
Beato Jorge Edmundo René Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Cónego de Vézelay, durante a Revolução Francesa foi condenado ao cativeiro na sórdida galera por ser sacerdote e aí morreu coberto de chagas infectadas.
† 1794
9
Santa Joana Emília Villeneuve Em Castres, na França. Fundou a Congregação de Nossa Senhora da Imaculada de Castres, destinada à formação humana e cristã dos mais desfavorecidos.
† 1854
10
Beato António Chevrier Presbítero. Em Lião, na França. Fundou a Obra da Providência do Prado.
† 1879
11
Beato João Beyzym Presbítero da Companhia de Jesus. Em Fianarantsoa, cidade de Madagáscar.
† 1912
12
Beatos Francisco Carceller Galindo e Isidoro Bover Oliver Presbíteros e mártires, o primeiro da Ordem dos Cónegos Regrantes das Escolas Pias, o segundo da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos. Próximo de Castellón, no litoral da Espanha.
† 1936
13
Beatos Elias e João Baptista Carbonell Mollá Presbíteros e mártires. Em Sax, localidade próxima de Alicante, na Espanha.
† 1936
14
Beata Maria Guadalupe (Maria Francisca Ricart Olmos) Religiosa da Ordem dos Servos de Maria e mártir. Em Silla, povoação próxima de Valência, na Espanha.
† 1936
15
Beatos Henrique Sáiz Aparício e Pedro Artolozaga Mellique Presbítero e religioso, mártires, ambos da Sociedade Salesiana. Em Madrid, cidade da Espanha.
† 1936
16
Bartolomeu Blanco Márquez Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Jaén, na Espanha.
† 1936
17
Beata Antonina Kratochwil Virgem da Congregação das Irmãs das Escolas de Nossa Senhora e mártir. Em Stanislawow, cidade da Polónia.
† 1942
18
Beato Szilard Bogdanffy Bispo de Oradea Mare e mártir. Em Aiud, cidade do distrito de Alba, na Roménia.
† 1953

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

“A desgraça jamais o atingirá, e praga nenhuma vai chegar à sua tenda, pois ele ordenou aos seus anjos que guardem você em seus caminhos.” (Sl 91, 10-11)

Enviados pelo Senhor em auxílio dos homens

Os Anjos são especialmente chamados à contemplação do rosto de Deus.

Entretanto, foram também enviados pelo Senhor em auxílio dos homens, para que os acompanhem e aconselhem com a sua invisível, mas solícita presença.

Iluminam o espírito

Eles são, antes de tudo, os mediadores das mensagens da verdade Divina, iluminam o espírito com a luz interior da palavra. São também guardiões das almas dos homens, sugerindo-lhes as diretivas Divinas.

Invisíveis testemunhas dos seus pensamentos mais escondidos e das suas ações boas ou más, claras ou ocultas, assistem os homens para o bem e para a salvação.

A Revelação escrita atesta a existência dos anjos

São Gregório Magno diz, que quase cada página da Revelação escrita, atesta a existência dos Anjos. São mais de trezentas vezes no Antigo Testamento.

Assim, no Novo Testamento aparecem no Evangelho da infância, na narração das tentações do deserto e da consolação de Cristo no Getsemani.

E são testemunhas da Ressurreição, assistem a Igreja que nasce, ajudam os Apóstolos e transmitem a vontade Divina.

Formarão uma coroa ao Cristo triunfante

Os Anjos prepararão o juízo final e executarão a sentença, separando os bons dos maus e formarão uma coroa ao Cristo triunfante.

As referências bíblicas, por si só justificam o culto especial que os cristãos reservam aos anjos desde os primeiros tempos.

Entretanto , é a natureza destes “espíritos puros” que estimula nossa admiração e nossa devoção.

Sua ação começa com o Batismo

Fundamentando a verdade de fé, a Igreja nos diz que cada cristão, desde o momento do batismo, é confiado ao seu próprio Anjo. Este tem a incumbência de guardá-lo, guiá-lo no caminho do bem, inspirando bons sentimentos, proporcionando a livre escolha que tem como meta Deus, Supremo Bem.

Os Coros dos Anjos

A liturgia que celebra São Miguel, São Gabriel e São Rafael, lembra ao mesmo tempo todos os coros angélicos: os Anjos, os arcanjos, os Tronos, as Dominações que adoram, as Potestades que tremem de respeito diante da Majestade Divina, os céus, as virtudes, os bem-aventurados serafins e os querubins.

De sua fronte brotava um raio de fogo

O fiel Anjos da Guarda acompanhou-me de maneira visível até a casa. Seu olhar era modesto e tranquilo, e de sua fronte brotava um raio de fogo.”(Diário de Santa Fastina, parágrafo 418-419).

Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!

Oração – Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou, a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governa e ilumina. Amém

 

 

Nagasáki, no Japão, os beatos Luís Yakichi e Lúcia, esposos, e seus filhos André e Francisco, mártires, que morreram por Cristo: a mãe e os filhos foram degolados na presença do pai, que depois foi queimado vivo

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

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2. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santo Eleutério, mártir, († s. III/IV)

3. Em Numância, na Hispânia Cartaginense, São Satúrio, eremita, († 606)

4. Em Sain-Leger, no território de Arras, na Nêustria, atualmente na França, a paixão de São Leodegário, bispo de Autun, que, depois de ter sido submetido a vários suplícios e lhe vazarem os olhos, foi injustamente condenado à morte por Ebroíno, mordomo do rei Teodorico. Com ele venera-se a memória de seu irmão São Gerino, mártir, que, dois anos antes, por ordem do mesmo Ebroíno, morreu lapidado, († 679-680 e 677)

5. Em Andage, na floresta das Ardenas, na Austrásia, hoje Saint-Hubert, na Bélgica, São Beregiso, abade, que fundou neste lugar um mosteiro de Cónegos Regrantes, ao qual presidiu com diligência, († d. 725)

6. Na Récia, em território da atual Suíça, Santo Ursicino, bispo de Chur e primeiro abade do mosteiro de Disentis por ele fundado, († s. VIII)

7. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, a comemoração de São Teófilo, monge, que, por defender o culto das sagradas imagens, foi cruelmente torturado e exilado por Leão o Isáurico, († c. 795)

8. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Luís Yakichi e Lúcia, esposos, e seus filhos André e Francisco, mártires, que morreram por Cristo: a mãe e os filhos foram degolados na presença do pai, que depois foi queimado vivo, († 1622)

9. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Jorge Edmundo René, presbítero e mártir, que, sendo cónego de Vézelay, durante a Revolução Francesa, foi condenado ao cativeiro na sórdida galera por ser sacerdote e aí morreu coberto de chagas infectadas, († 1794)

10. Em Castres, na França, Santa Joana Emília Villeneuve, que fundou a Congregação de Nossa Senhora da Imaculada de Castres, destinada à formação humana e cristã dos mais desfavorecidos, († 1854)

11. Em Lião, na França, o Beato António Chevrier, presbítero, que fundou a Obra da Providência do Prado, para preparar sacerdotes destinados a ensinar aos jovens pobres a doutrina cristã, († 1879)

12. Em Fianarantsoa, cidade de Madagáscar, o Beato João Beyzym, presbítero da Companhia de Jesus, que exerceu nesta ilha uma intensa atividade junto dos leprosos, a quem prestou assistência corporal e espiritual com ardente caridade, († 1912)

13. Próximo de Castellón, no litoral da Espanha, os beatos Francisco Carceller Galindo, da Ordem dos Cónegos Regrantes das Escolas Pias, e Isidoro Bover Oliver, da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos, presbíteros e mártires, que, durante a perseguição religiosa, consumaram o seu martírio fuzilados junto ao muro do cemitério em ódio ao sacerdócio, († 1936)

14. Em Sax, localidade próxima de Alicante, também na Espanha, os beatos Elias e João Baptista Carbonell Mollá, presbíteros e mártires, dois irmãos que foram fuzilados na mesma perseguição contra a Igreja, († 1936)

15. Em Silla, povoação próxima de Valência, também na Espanha, a Beata Maria Guadalupe (Maria Francisca Ricart Olmos), religiosa da Ordem dos Servos de Maria e mártir, que, na mesma perseguição, pelo seu testemunho de Cristo recebeu a coroa de glória, († 1936)

16. Em Madrid, cidade da Espanha, os beatos mártires Henrique Sáiz Aparício, presbítero, e Pedro Artolozaga Mellique, religioso, ambos da Sociedade Salesiana, que, na cruel perseguição religiosa, alcançaram a palma do martírio por Cristo e pela Igreja, († 1936)

17. Em Jaén, também na Espanha, Bartolomeu Blanco Márquez, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, assassinado na mesma perseguição em ódio à fé, († 1936)

18. Em Stanislawow, cidade da Polônia, a Beata Antonina Kratochwil, virgem da Congregação das Irmãs das Escolas de Nossa Senhora e mártir, que, durante a guerra, por causa da sua fé foi encerrada no cárcere, onde morreu vítima das torturas suportadas por Cristo Esposo, († 1942)

19. Em Aiud, cidade do distrito de Alba, na Romênia, o Beato Szilard Bogdanffy, bispo de Oradea Mare e mártir, que, depois de cruéis tormentos e numerosas prisões durante o domínio de um regime hostil à Igreja e à dignidade humana, sofreu o martírio por causa da fé, († 1953)