São Roberto Belarmino, Bispo, Doutor da Igreja – 17 de Setembro

São Roberto Belarmino, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 17 de Setembro

São Roberto Belarmino - Bispo e Doutor da Igreja

São Roberto Bellarmino,

Bispo, Cardeal e Doutor da Igreja · † 1621

As Origens

São Roberto Belarmino - Bispo e Doutor da Igreja Nascido em 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, perto de Siena, era filho dos nobres empobrecidos Vincenzo Bellarmino e Cinzia Cervini, irmã do Papa Marcelo II.

Teve uma excelente educação humanista antes de entrar na Companhia de Jesus em 20 de setembro de 1560. Os estudos em filosofia e teologia, realizados entre o Colégio Romano, Pádua e Louvain, centraram-se em São Tomás e nos Padres da Igreja, sendo decisivos para sua orientação teológica.

Foi ordenado sacerdote em 25 de março de 1570.

Professor e Orientador da Fé

São Roberto Bellarmino foi professor de teologia em Louvain por alguns anos. Chamado a Roma como professor do Colégio Romano, foi-lhe confiada a cátedra de “Apologética”; na década em que a ocupou (1576-1586), elaborou um curso de lições que, mais tarde, deu origem às Controversiae, obra que se tornou famosa pela clareza, riqueza de conteúdo e viés histórico. O Concílio de Trento acabara de terminar, e a Igreja Católica precisava fortalecer sua identidade diante da Reforma Protestante — é nesse contexto que se insere a ação de Bellarmino. De 1588 a 1594, foi o primeiro pai espiritual dos alunos jesuítas do Colégio Romano, entre os quais conheceu e dirigiu São Luís Gonzaga, tornando-se depois superior religioso. O Papa Clemente VIII o nomeou teólogo pontifício, consultor do Santo Ofício e reitor do Colégio das Penitenciárias da Basílica de São Pedro. Seu catecismo, Breve Doutrina Cristã, sua obra mais popular, remonta ao biênio 1597-1598.

Cardeal

Em 3 de março de 1599, foi criado cardeal pelo Papa Clemente VIII e, em 18 de março de 1602, nomeado arcebispo de Cápua, recebendo a ordenação episcopal em 21 de abril do mesmo ano. Nos três anos em que foi bispo diocesano, destacou-se pelo zelo de pregador em sua catedral, pela visita semanal às paróquias, por três sínodos diocesanos e por um concílio provincial ao qual deu vida. Depois de participar dos conclaves que elegeram o Papa Leão XI e Paulo V, foi chamado de volta a Roma, onde foi membro das Congregações do Santo Ofício, do Índice, dos Ritos, dos Bispos e da Propagação da Fé. Exerceu também cargos diplomáticos, junto à República de Veneza e à Inglaterra, em defesa dos direitos da Sé Apostólica.

Morte e Glorificação

Em seus últimos anos, São Roberto Bellarmino compôs vários livros sobre espiritualidade, nos quais condensou o fruto de seus exercícios espirituais anuais, que até hoje edificam o povo cristão. Morreu em Roma em 17 de setembro de 1621. O Papa Pio XI o beatificou em 1923, canonizou-o em 1930 e o proclamou Doutor da Igreja em 1931. São Roberto Bellarmino, rogai por nós! Roberto — Nome de origem germânica (Hrodebert), formado pelos elementos “hrod” (glória, fama) e “berht” (brilhante, ilustre), significando “aquele que brilha pela glória” ou “ilustre pela fama”.

“Oração – Grande santo professor e apologista, educa-nos no caminho da fé, livrai-nos das heresias e leva-nos ao conhecimento mais profundo de Jesus Cristo Nosso Senhor. Por meio da tua intercessão, confiamos a Santa Igreja, Cardeais e Bispos, para que sejam modelos do Bom Pastor. Amém!”

São Roberto Bellarmino, rogai por nós!

Santa Hildegarda de Bingen — Virgem, mística e abadessa do mosteiro de Rupertsberg, em Bingen, na Alemanha.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de setembro:

1
São Roberto Bellarmino Bispo, Cardeal e Doutor da Igreja. Em Roma, Itália. Professor do Colégio Romano e grande apologista da fé católica, deixou vasta obra teológica e espiritual.
† 1621
2
São Sátiro Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Seus méritos insignes são mencionados pelo seu irmão Santo Ambrósio.
† c. 377
3
São Lamberto Mártir. Em Liège, na Austrásia, atual Bélgica. Bispo de Maastricht.
† c. 705
4
São Rodingo Abade. Na floresta de Argonne, junto ao rio Mosa, na Austrásia, atualmente na França.
† s. VIII in.
5
Santa Colomba Virgem e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha.
† 853
6
São Reinaldo Eremita. Em Melinais, no território de Angers, na França, retirou-se na floresta de Craon.
† c. 1104
7
Santa Hildegarda Virgem. No mosteiro de Rupertsberg, em Bingen, no estado de Hesse, na Alemanha.
† 1179
8
Beato Querubim Testa Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Avigliana, no território de Turim, no Piemonte, região da Itália.
† 1479
9
São Pedro de Arbués Presbítero e mártir, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Em Saragoça, cidade de Aragão, na Espanha.
† 1485
10
Santo Estanislau de Jesus e Maria (João Papczynski) Presbítero e fundador dos Clérigos Marianos da Imaculada Conceição da Virgem Maria. Em Gora Kalwária, na Polônia.
† 1701
11
São Manuel Hguyen Van Trieu Presbítero e mártir. Em Hué, no Anam, atualmente no Vietnã, no reinado de Canh Thin.
† 1798
12
São Francisco Maria de Camporosso Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Em Gênova, na Ligúria, região da Itália.
† 1866
13
São Segismundo Félix Felinski Bispo de Varsóvia, fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas da Família de Maria. Em Cracóvia, na Polônia.
† 1895
14
Beato João Ventura Solsona Presbítero e mártir. Em Castillo de Villamalefa, localidade próxima de Castellón, na Espanha.
† 1936
15
Beato Timóteo Valero Pérez Presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
16
Beato Álvaro Santos Cejudo Mártir. Em Alcácer de San Juan, perto de Ciudad Real, na Espanha.
† 1936
17
Beato Segismundo Sajna Presbítero e mártir. Na floresta de Palmiry, perto de Varsóvia, na Polónia.
† 1940

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu no ano de 1542 em Montepulciano, na Toscana. Seu pai queria que fosse político, mas o filho entrou para a Companhia de Jesus em Roma e foi ordenado sacerdote. Eram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa.

Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa

Renomado teólogo da Igreja pós-tridentina, sustentou célebres disputas em defesa da fé católica e ensinou Teologia no Colégio Romano. Eleito Cardeal e nomeado Bispo de Cápua, contribuiu com a sua atividade junto das Congregações Romanas para a resolução de numerosos problemas.

Homem culto distribuiu todos os seus bens aos pobres.

Com fama de santidade ainda em vida, morreu em Roma no ano 1621.

Pio XI o proclamou Beato, Santo e Doutor da Igreja.

 

São Roberto Belarmino, rogai por nós!

Oração – “Todos os dons, todas as graças espirituais que por Cristo, como cabeça, descem para o corpo, passam por Maria que é como a coluna desse Corpo Místico.”

 

 

Com Santa Hildegarda de Bingen, Virgem. Teve iluminação pela qual via na alma a interpretação dos Evangelhos, Salmos, etc. Após a morte realizou uma infinidade de milagres.

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, o sepultamento de São Sátiro, cujos méritos insignes são mencionados pelo seu irmão Santo Ambrósio. Ainda não iniciado nos mistérios de Cristo, sofreu um naufrágio, mas não temeu a morte; contudo, salvo das ondas, não querendo acabar esta vida sem ter recebido os sacramentos da fé, aderiu à Igreja de Deus; fortaleceu-se então a íntima e mútua fraternidade com seu irmão Ambrósio, pelo qual foi sepultado junto ao mártir São Vítor.(† c. 377)

3. Em Liège, na Austrásia, na atual Bélgica, a paixão de São Lamberto, bispo de Maastricht e mártir, que, mandado para o exílio, foi acolhido no mosteiro de Stavelot; regressando depois à sua sede, exerceu egregiamente o seu ministério pastoral, até ao momento que foi morto inocente por ímpios inimigos.(† c. 705)

4. Na floresta de Argonne, junto ao rio Mosa, também na Austrásia, atualmente na França, São Rodingo, abade, que fundou e piedosamente dirigiu o mosteiro de Beaulieu.(† s. VIII in.)

5. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha, Santa Colomba, virgem e mártir, que, durante a perseguição dos Mouros, se apresentou espontaneamente para dar testemunho da sua fé perante o juiz e o conselho dos sátrapas e foi imediatamente degolada junto às portas do palácio.(† 853)

6. Em Melinais, no território de Angers, na França, São Reinaldo, eremita, que se retirou na floresta de Craon para cumprir mais perfeitamente os mandamentos do Senhor.(† c. 1104)

7. No mosteiro de Rupertsberg, em Bingen, no estado de Hesse, na Alemanha, Santa Hildegarda, virgem, célebre pela sua sabedoria nas ciências naturais, na medicina e na arte musical, bem como na contemplação mística, sobre a qual escreveu alguns livros.(† 1179)

8. Em Avigliana, no território de Turim, no Piemonte, região da Itália, o Beato Querubim Testa, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, devotíssimo da Paixão do Senhor.(† 1479)

9. Em Saragoça, cidade de Aragão, na Espanha, São Pedro de Arbués, presbítero e mártir, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que combateu as superstições e heresias no reino de Aragão e foi morto por alguns inquiridos diante do altar da igreja catedral.(† 1485)

10. Em Gora Kalwária, na Polônia, Santo Estanislau de Jesus e María (João Papczynski), presbítero e fundador dos Clérigos Marianos da Imaculada Conceição da Virgem Maria.(† 1701)

11. Em Hué, no Anam, atualmente no Vietnam, São Manuel Hguyen Van Trieu, presbítero e mártir, no reinado de Canh Thin.(† 1798)

12. Em Gênova, na Ligúria, região da Itália, São Francisco Maria de Camporosso, religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, insigne pela sua caridade para com os pobres, que, durante a epidemia da peste, contraiu ele próprio a enfermidade, oferecendo-se como vítima pela salvação do próximo.(† 1866)

13. Em Cracóvia, na Polônia, São Segismundo Félix Felinski, bispo de Varsóvia, que, superando muitas e graves tribulações, trabalhou energicamente pela liberdade e restauração da Igreja e, para acudir a todas as necessidades do povo, fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas da Família de Maria.(† 1895)

14. Em Castillo de Villamalefa, localidade próxima de Castellón, na Espanha, o Beato João Ventura Solsona, presbítero e mártir, que, durante a perseguição religiosa, pela sua invencível constância na fé passou à glória celeste.(† 1936)

15. Em Madrid, na Espanha, o Beato Timóteo Valero Pérez, presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir, que, na mesma perseguição, alcançou a vitória no glorioso combate por Cristo.(† 1936)

16. Em Alcácer de San Juan, perto de Ciudad Real, na Espanha, o Beato Álvaro Santos Cejudo, mártir, que, sendo pai de família, durante a mesma perseguição foi recebido na glória do Senhor.(† 1936)

17. Na floresta de Palmiry, perto de Varsóvia, na Polônia, o Beato Segismundo Sajna, presbítero e mártir, que, durante a guerra, morreu fuzilado por se recusar inquebrantavelmente a abjurar a fé perante um regime invasor e hostil a Deus.(† 1940)

24ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

24ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 15,1-11)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

1 Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2 Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3 Com efeito, transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4 que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5 e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6 Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7 Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8 Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9 Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10 É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11 É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 117(118),1-2.16ab-17.28 (R. 1)

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!”

– A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!” Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!

– Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!

Evangelho (Lc 7,36-50)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 36 um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37 Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38 e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39 Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40 Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41 “Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43 Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44 Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45 Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46 Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47 Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48 E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49 Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50 Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (1Tm 4,12-16)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 12 ninguém te despreze por seres jovem. Pelo contrário, serve de exemplo para os fiéis, na palavra, na conduta, na caridade, na fé, na pureza. 13 Até que eu chegue, dedica-te à leitura, à exortação, ao ensino. 14 Não descuides o dom da graça que tu tens e que te foi dada por indicação da profecia, acompanhada da imposição das mãos do presbitério. 15 Com perseverança, põe estas coisas em prática, para que todos vejam o teu progresso. 16 Cuida de ti mesmo e daquilo que ensinas. Mostra-te perseverante. Assim te salvarás a ti mesmo e também àqueles que te escutam.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 110(111),7-8.9.10 (R. 2a)

– Grandiosas são as obras do Senhor!

– Grandiosas são as obras do Senhor!

– Suas obras são verdade e são justiça, seus preceitos, todos eles, são estáveis, confirmados para sempre e pelos séculos, realizados na verdade e retidão. 

– Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua Aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito.

– Temer a Deus é o princípio do saber, e é sábio todo aquele que o pratica. Permaneça eternamente o seu louvor. 

Evangelho (Lc 7,36-50)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 36 um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37 Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38 e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39 Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40 Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41 “Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42 Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43 Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44 Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45 Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46 Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. Por esta razão, eu te declaro: 47 os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48 E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49 Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50 Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santos Cornélio, papa, e Cipriano, bispo, mártires | Memória | Quarta-feira

Santos Cornélio, papa, e Cipriano, bispo, mártires - Memória | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Vermelho

Primeira Leitura (1Cor 12,31-13,13)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 31 Aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. 13,1 Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2 Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada. 3 Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria. 4 A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; 5 não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; 6 não se alegra com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade. 7 Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. 8 A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9 Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. 10 Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. 11 Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12 Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido. 13 Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 32(33),2-3.4-5.12 e 22 (R. 12b)

– Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

– Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

– Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!

– Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

– Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

Evangelho (Lc 7,31-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 31 “Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32 São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ 33 Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35 Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (1Tm 3,1-13)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 1 eis uma palavra verdadeira: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejando uma função sublime. 2 Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, modesto, hospitaleiro, capaz de ensinar. 3 Não deve ser dado a bebidas nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado. 4 Deve saber governar bem sua casa, educar os filhos na obediência e castidade. 5 Pois, quem não sabe governar a própria casa, como governará a Igreja de Deus? 6 Não pode ser um recém-convertido para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio. 7 Importa também que goze de boa consideração da parte dos de fora para que não se exponha à infâmia e caia nas armadilhas do diabo. 8 Do mesmo modo os diáconos devem ser pessoas de respeito, homens de palavra, não inclinados à bebida, nem a lucro vergonhoso. 9 Possuam o mistério da fé junto com uma consciência limpa. 10 Antes de receber o cargo sejam examinados; se forem considerados dignos, poderão exercer o ministério. 11 Também as mulheres devem ser honradas sem difamação, mas sóbrias e fiéis em tudo. 12 Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e saibam dirigir bem os seus filhos e a sua própria casa. 13 Pois os que exercem bem o ministério, recebem uma posição de estima e muita liberdade para falar da fé em Cristo Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 100(101),1-2ab.2cd-3ab.5.6 (R. 2c)

– Viverei na pureza do meu coração!

– Viverei na pureza do meu coração!

– Eu quero cantar o amor e a justiça, cantar os meus hinos a vós, ó Senhor! Desejo trilhar o caminho do bem, mas quando vireis até mim, ó Senhor?

– Viverei na pureza do meu coração, no meio de toda a minha família. Diante dos olhos eu nunca terei qualquer coisa má, injustiça ou pecado.

– Farei que se cale diante de mim quem é falso e às ocultas difama seu próximo; o coração orgulhoso, o olhar arrogante não vou suportar e não quero nem ver.

– Aos fiéis desta terra eu volto meus olhos; que eles estejam bem perto de mim! Aquele que vive fazendo o bem será meu ministro, será meu amigo.

Evangelho (Lc 7,11-17)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Um grande profeta surgiu entre nós, e Deus visitou o seu povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 11 Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12 Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13 Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14 Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15 O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16 Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17 E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira, e por toda a redondeza.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Cornélio, Papa e São Cipriano, Mártires – 16 de Setembro

São Cornélio, Papa e São Cipriano, Mártires.

Santo do Dia – 16 de Setembro

São Cornélio e São Cipriano,

Papa e Bispo · † 253 e 258

Origens

sÃO cORNÉLIO E s A comemoração destes dois mártires, São Cornélio e São Cipriano, no mesmo dia, é muito antiga. O Martirológio de São Jerônimo já os celebrava juntos. Essa data escolhida indica, em particular, a renúncia ao trono papal do primeiro e a morte do segundo por decapitação.

Em Roma, no ano 251, após alguns anos de cargo vacante devido à perseguição de Décio, Cornélio foi eleito Papa. Era um romano, talvez de origem nobre, mas certamente reconhecido como homem de fé, justo e amoroso. Contudo, a sua eleição não foi aceita pelo herege Novaciano, que se fez consagrar antipapa e promoveu um cisma na própria Cidade de Roma.

Cornélio, papa

Cornélio — que apoiava a distância o Bispo Cipriano —, foi acusado de ser muito manso com os “lapsos”, apóstatas que retornavam à Igreja sem as devidas penitências, voltando às atividades apenas com a apresentação de um certificado de reconciliação. Além disso, uma epidemia abateu-se sobre Roma e, depois, teve início a perseguição anticristã de Galo. O Papa Cornélio foi exilado e preso em Civitavecchia, onde faleceu em 253, sendo sepultado nas catacumbas de São Calisto, em Roma.

Cipriano, Bispo

Cipriano nasceu em Cartago, no ano 210, e era um hábil retórico que exercia a profissão de advogado. Certo dia, ao ouvir a palavra de Jesus, converteu-se ao Cristianismo — corria o ano 246. Graças à sua fama de intelectual, foi imediatamente ordenado sacerdote e consagrado Bispo da sua cidade. Mas, em Cartago, a situação dos cristãos não era fácil: agravaram-se as perseguições de Décio, depois de Galo, Valeriano e Galieno. Muitos fiéis, ao invés de morrer, decidiram voltar ao paganismo; com o tempo, alguns se arrependeram, mas a conduta de acolhida e benevolência do Bispo Cipriano com eles não foi aceita pelos rigoristas. Envolvido na contenda dos “lapsos”, lutou contra o padre Novato, que apoiava o antipapa Novaciano, e contra o diácono Felicíssimo, que havia eleito Fortunato como antibispo. Em 252, Cipriano conseguiu convocar um Concílio em Cartago para condená-los, enquanto o Papa Cornélio, em Roma, confirmava a excomunhão. Durante a perseguição de Valeriano, o já clandestino Cipriano retornou a Cartago para dar testemunho da fé, e ali foi martirizado.

Amor à verdade

A memória dos santos mártires São Cornélio e São Cipriano, que celebramos hoje, é louvada pelo mundo cristão a uma só voz, como testemunhas do amor por aquela verdade que não pode ceder, professada por eles em tempos de perseguição, diante da Igreja de Deus e do mundo. São Cornélio e São Cipriano, rogai por nós! Cornélio — Do latim Cornelius, nome ligado à antiga gens romana Cornélia; alguns estudiosos o associam ao termo latino cornu, “chifre”, símbolo de força e nobreza. Cipriano — Do latim Cyprianus, derivado do grego Kyprios, que significa “da ilha de Chipre”, território consagrado na Antiguidade à deusa Afrodite.

“Oração – Os santos mártires doaram sua vida pela fé, e quão lindo testemunho é ver os pastores entregando-se como Jesus. Fazei que nossos líderes tenham a mesma coragem e força para sustentar a fé do povo de Deus, assim como testemunhar com a própria vida. Por Cristo, Senhor nosso. Amém!”

São Cornélio e São Cipriano, rogai por nós!

Santa Eufémia — Virgem e mártir, morta em Calcedônia, na Bitínia, por volta do ano 303, durante as perseguições aos cristãos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de setembro:

1
São Cornélio Papa e mártir. Em Civitavecchia, próximo a Roma. Eleito Papa após a perseguição de Décio, foi exilado durante a perseguição de Galo e ali faleceu; sepultado nas catacumbas de São Calisto, em Roma.
† 253
2
São Cipriano Bispo e mártir. Em Cartago, no norte da África. Advogado convertido ao cristianismo, tornou-se bispo de sua cidade e foi decapitado durante a perseguição de Valeriano.
† 258
3
Santa Eufémia Virgem e mártir. Em Calcedônia, na Bitínia, na atual Turquia.
† c. 303
4
Santos Abúndio e companheiros Mártires. No Monte Soratte, junto à Via Flamínia, no Lácio, região da Itália.
† 304
5
Santos Vítor, Félix, Alexandre e Papias Mártires. Em Roma, junto à Via Nomentana “ad Cápream”, no cemitério Maior.
† data inc.
6
São Prisco Bispo e mártir. Em Nócera, na Campânia, região da Itália. Celebrado por São Paulino de Nola em seus panegíricos poéticos.
† c. s. IV
7
São Niniano Bispo. Em Whithorn, na Escócia.
† c. 432
8
Santos Rogélio e Servideu (Abdallah) Mártires. Na Andaluzia, região da Espanha. Rogélio, monge de avançada idade, e o jovem Servideu, nativos do Oriente.
† 852
9
Santa Ludmila Mártir. Em Praga, na Boêmia, na Chéquia. Duquesa da Boêmia, dedicou-se à educação do neto, São Venceslau.
† 921
10
Santa Edite Virgem. Em Wilton, na Inglaterra. Filha do rei dos Anglos.
† c. 984
11
Beato Vítor III Papa. Em Montecassino, no Lácio, região da Itália.
† 1087
12
São Vital Abade. Em Savigny, na Normandia, região da França.
† 1122
13
São Martinho (Sacerdote) Bispo. No mosteiro de Huerta, região de Castela, na Espanha. Abade cisterciense, foi ordenado bispo de Sigüenza.
† 1213
14
Beato Luís Alemand Bispo. Em Salon, na Provença, região da França. Bispo de Arles, insigne por sua vida de singular piedade e penitência.
† 1450
15
Beatos Domingos Shobioye, Miguel Timonoya e Paulo Mártires. Em Nagasaki, no Japão.
† 1628
16
São João Macias Religioso. Em Lima, no Peru. Da Ordem dos Pregadores, exerceu por muito tempo ofícios humildes.
† 1645
17
Santo André Kim Taegon Presbítero e mártir. Em Sai-Nam-Hte, na Coreia.
† 1846
18
Beato Inácio Casanovas Perramón Presbítero e mártir. Em Ódena, província de Barcelona, na Espanha. Da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias.
† 1936
19
Beatos Laureano, Benito Maria e Bernardino Mártires. Em Turis, província de Valência, na Espanha. Da Ordem dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Roma e foi eleito para o pontificado, depois de um período vago na Cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio e seguida por Galiano. A perseguição foi acompanhada por uma epidemia que se abateu sobre Roma. Cornélio significa “duro como chifre” e durante sua vida honrou seu nome, pois enfrentou com firmeza a heresia de Novaciano, que proclamava que a Igreja Católica não tinha poder para perdoar os pecados. Ora, Novaciano era um sacerdote ambicioso, ressentido por não ter sido eleito Papa e transformou-se no primeiro antipapa, chefe do primeiro cisma na Igreja Romana. Ao cisma, ele juntava a heresia, sustentando que a Igreja não podia conceder absolvição aqueles culpados de perseguição, apóstatas que retornavam à Igreja, os “lapsos”,  e que não era permitido comunicar-se com tais pessoas. O Papa, secundado por São Cipriano de Cartago e por São Dionísio, de Alexandria, teve a felicidade de deter o cisma e de reconduzir à unidade a maioria dos cismáticos. São Cornélio foi exilado e preso em Civitavecchia, onde faleceu. Ocupou a Cátedra de Pedro durante um ano e cinco meses, aproximadamente (251-253). Foi sepultado nas catacumbas de São Calisto, em Roma São Cipriano nasceu em Cartago cerca do ano 210, de uma família pagã. Tendo‑se convertido à fé e ordenado sacerdote, foi eleito bispo daquela cidade no ano 249. Em tempos muito difíceis, governou sabiamente, com suas obras e escritos, a Igreja que lhe foi confiada. Na perseguição de Valeriano, sofreu primeiramente o exílio e depois o martírio no dia 14 de Setembro do ano 258.

Santos  Cornélio e Cipriano, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que em São Cornélio e São Cipriano destes ao vosso povo pastores dedicados e mártires invencíveis, fortificai, por suas preces, nossa fé e coragem, para que possamos trabalhar incansavelmente pela Igreja.

Com Santa Ludmila, mártir, duquesa da Boêmia, que, indicada para a educação do seu neto São Venceslau, em cujo ânimo se empenhou em infundir o amor de Cristo, foi estrangulada na sequência de uma conjura da sua nora Dragomira e de outros nobres pagãos. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 16 2. Em Calcedônia, na Bitínia, na atual Turquia, Santa Eufêmia, virgem e mártir, († c. 303) 3. No Monte Soratte, junto à Via Flamínia, no Lácio, região da Itália, os santos Abúndio e companheiros, mártires, († 304) 4. Em Roma, junto à Via Nomentana “ad Cápream”, no cemitério Maior, os santos Vítor, Félix, Alexandre e Papias, mártires, († data inc.) 5. Em Nocera, na Campânia, região da Itália, São Prisco, bispo e mártir, que São Paulino de Nola celebrou nos seus panegíricos poéticos, († c. s. IV) 6. Em Whithorn, na Escócia, a comemoração de São Niniano, bispo, bretão de nascimento, que conduziu à verdade da fé os Pictos, († c. 432) 7. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, os santos mártires Rogélio, monge de avançada idade, e do jovem Servideu (Abdallah), nativos do Oriente, que, por anunciarem audazmente Cristo ao povo sarraceno, foram condenados à morte e, sem o menor sentimento de tristeza, sofreram a amputação das mãos e das pernas e finalmente foram decapitados, († 852) 8. Em Praga, na Boêmia, Santa Ludmila, mártir, duquesa da Boémia, que, indicada para a educação do seu neto São Venceslau, em cujo ânimo se empenhou em infundir o amor de Cristo, foi estrangulada na sequência de uma conjura da sua nora Dragomira e de outros nobres pagãos, († 921) 9. Em Wilton, na Inglaterra, Santa Edite, virgem, filha do rei dos Anglos, que, desde tenra idade, entrou num mosteiro, onde abraçou generosa e humildemente a vida consagrada a Deus, († c. 984) 10. Em Montecassino, no Lácio, região da Itália, o passamento do Beato Vítor III, papa, († 1087) 11. Em Savigny, na Normandia, região da França, São Vital, abade, († 1122) 12. No mosteiro de Huerta, Castela, na Espanha, o passamento de São Martinho, chamado Sacerdote, abade, bispo de Sigüenza, († 1213) 13. Em Salon, na Provença, região da França, o passamento do Beato Luís Alemand, bispo de Arles, insigne pela sua vida de singular piedade e penitência, († 1450) 14. Em Nagasáki, mártires Domingos Shobioye, Miguel Timonoya e seu filho Paulo, que foram degolados em ódio à fé cristã, († 1628) 15. Em Lima, no Peru, São João Macias, religioso da Ordem dos Pregadores, que durante muito tempo exerceu ofícios humildes, († 1645) 16. Em Sai-Nam-Hte, na Coreia, a paixão de Santo André Kim Taegon, presbítero e mártir, decapitado; a sua memória celebra-se no dia vinte de Setembro, († 1846) 17. Em Ódena, povoação da província de Barcelona, na Espanha, o Beato Inácio Casanovas Perramón, presbítero e mártir, que morreu por Cristo durante o terror da perseguição religiosa, († 1936) 18. Em Turis, na província de Valência, Espanha, os beatos mártires Laureano (Salvador Ferrer Cardet), presbítero, Benito Maria (José Manuel Ferrer Jordá) e Bernardino (Paulo Martínez Robles), religiosos, durante a mesma perseguição, foram mortos pelos homens mas elevados por Deus ao reino celeste, († 1936)

Nossa Senhora das Dores – 15 de Setembro

Nossa Senhora das Dores

Santo do Dia – 15 de Setembro

Nossa Senhora das Dores - A Mãe Dolorosa

Nossa Senhora das Dores,

A Mãe Dolorosa · Memória Litúrgica

Origens

Nossa Senhora das Dores - A Mãe Dolorosa

A devoção à “Mater Dolorosa”, muito difundida, sobretudo nos países do Mediterrâneo, desenvolveu-se a partir do final do século XI.

Em 1814, o Papa Pio VII a incluiu no calendário litúrgico romano, fixando-a em 15 de setembro, no dia seguinte à festa da Exaltação da Santa Cruz. Esta devoção foi comprovada pelo “Stabat Mater”, atribuído ao Frei Jacopone de Todi (1230-1306), no qual compôs as “Laudes”.

No século XV, encontramos as primeiras celebrações litúrgicas sobre Nossa Senhora das Dores, “em pé” junto à Cruz de Jesus.

Ordem dos Servos de Maria

Recordamos que, em 1233, nasceu a Ordem dos Servos de Maria, que muito contribuiu para a difusão do culto a Nossa Senhora das Dores, tanto que, em 1668, seus membros receberam a autorização para celebrar a Missa votiva das Sete Dores de Maria.

A Data

Em 1692, o Papa Inocêncio XII permitiu a sua celebração oficial no terceiro domingo de setembro. Mas foi só por um período, pois, em 18 de agosto de 1714, a celebração foi transferida para a sexta-feira que precedia o Domingo de Ramos.

No dia 18 de setembro de 1814, Pio VII estendeu esta festa litúrgica a toda a Igreja, voltando a ser celebrada no terceiro domingo de setembro. Pio X determinou, então, que a celebração fosse fixada em 15 de setembro, um dia após a festa da Exaltação da Santa Cruz — não mais com o título de “Sete Dores de Maria”, mas como “Nossa Senhora das Dores”.

Memória

A memória de Nossa Senhora das Dores chama-nos a reviver o momento decisivo na história da salvação e a venerar a Mãe associada à Paixão de seu Filho e, próxima d’Ele, erguida junto à cruz. A sua maternidade assume dimensões universais no Calvário.

As Sete Dores de Nossa Senhora

As dores correspondem ao mesmo número de episódios narrados no Evangelho:

  1. A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas 2, 34-35);
  2. A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus 2, 13-21);
  3. O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas 2, 41-51);
  4. O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas 23, 27-31);
  5. O sofrimento e a morte de Jesus na Cruz (João 19, 25-27);
  6. Maria recebe o corpo do Filho tirado da Cruz (Mateus 27, 55-61);
  7. O sepultamento do corpo do Filho no Santo Sepulcro (Lucas 23, 55-56).

A Imagem de Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores é representada com um semblante de dor e sofrimento, tendo sete espadas ferindo o seu Imaculado Coração. Às vezes, uma só espada transpassa o seu coração, simbolizando todas as dores que ela sofreu. É também representada com expressão sofrida diante da Cruz, contemplando o Filho morto — foi daí que se originou o hino medieval chamado Stabat Mater Dolorosa (Estava a Mãe Dolorosa). Ela ainda é representada segurando Jesus morto nos braços, depois de seu corpo ser descido da Cruz, dando, assim, origem à famosa escultura chamada Pietà.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Dores — Do latim dolor, que significa “sofrimento” ou “dor profunda”. O título “Dolorosa” evoca a dor de Maria diante da Paixão e Morte de seu Filho, celebrada na tradição das Sete Dores narradas no Evangelho.

“Oração – Ó Mãe das Dores, recolhei as nossas lágrimas e sofrimentos, acolhei os nossos pedidos para que sejamos consolados e cresçamos em nossa fé. Lembrai de nós, vossos filhos tão necessitados. Amém.”

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Santa Catarina Fiéschi — Viúva, em Gênova, na Ligúria, região da Itália, insigne pelo desprezo do mundo, frequentes jejuns, amor de Deus e caridade para com os indigentes e os enfermos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de setembro:

1

São Nicomedes
Mártir. Em Roma. Seu corpo, guardado no cemitério junto à Via Nomentana, foi honrado pelo papa Bonifácio V com uma basílica sepulcral.

† data inc.

2

São Valeriano
Mártir. Em Tirnutium, junto ao rio Saône, na Gália Lionense, hoje Tournus, na França.

† data inc.

3

Santos Estratão, Valério, Macróbio e Gordiano
Mártires. Em Tómis, na Cítia, hoje Constança, na Romênia.

† s. IV

4

São Nicetas o Godo
Mártir. Nas margens do Danúbio, em território da atual Romênia.

† c. 370

5

Santo Alpino
Bispo. Em Lião, na Gália, atualmente na França. Sucedeu a São Justo.

† s. IV

6

Santo Apro
Bispo. Em Toul, próximo de Nancy, na Gália Lionense, também na atual França.

† s. VI

7

Santo Aicardo
Abade. No mosteiro de Jumièges, na Nêustria, atualmente também na França. Discípulo de São Filiberto, que o nomeou prelado desse mosteiro.

† s. VII

8

Santos Émila e Jeremias
Mártires. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha. Émila era diácono.

† 852

9

Beato Rolando de Médicis
Anacoreta. Em Busseto, no território de Fidenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Viveu em lugares inóspitos e solitários dos Alpes.

† 1386

10

Santa Catarina Fiéschi
Viúva. Em Gênova, na Ligúria, também região da Itália. Insigne pelo desprezo do mundo, frequentes jejuns, amor de Deus e caridade para com os indigentes e os enfermos.

† 1510

11

Beato Camilo Costanzo
Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Hirado, cidade do Japão.

† 1622

12

Beatos João Baptista e Jacinto dos Anjos
Mártires. Em Santo Domingo Xagácia, no México.

† 1700

13

Beato António Maria Schwartz
Presbítero. Em Viena, na Áustria. Instituiu a Congregação de São José de Calasanz para os Operários Cristãos.

† 1929

14

Beato José Puglísi
Presbítero diocesano e mártir. Em Palermo, na Sicília, região da Itália. Mais conhecido por Pino Puglisi.

† 1933

15

Beato Pascoal Penadés Jornet
Presbítero e mártir. Em Llosa de Ranes, povoação da província de Valência, na Espanha.

† 1936

16

Beato Ladislau Miegon
Presbítero e mártir. Próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha.

† 1942

17

Beato Paulo Manna
Presbítero do Instituto Pontifício para as Missões Estrangeiras. Em Nápoles, na Itália.

† 1952

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Memória de Nossa Senhora das Dores, que, estando de pé junto à cruz de Jesus, foi associada íntima e fielmente à paixão salvífica do seu Filho e se apresentou como a nova Eva, de modo que, assim como a desobediência da primeira mulher conduziu à morte, assim a admirável obediência da Virgem Maria trouxe a vida.

Desde muito tempo

Antes de fazer parte da liturgia, as dores de Maria Santíssima foram objeto de particular devoção.

Os primeiros traços deste piedosa devoção encontram-se nos escritos de Santo Anselmo e de muitos monges beneditinos e cistercienses, tendo nascido da meditação da passagem do Evangelho que nos mostra a dulcíssima Mãe de Deus e São João aos pés da Cruz do divino Salvador.

Origem da piedade mariana

Dessa meditação foram surgindo os vários exercícios de piedade: As Sete Dores, as Sete Espadas, as Sete Horas e as Sete Tristezas de Maria.

Em 1423, a festa da Compaixão foi estabelecida em Colônia na sexta-feira do domingo da Paixão. Em 1672, todo o Santo Império adotou-a e Bento XIII estendeu-a a toda a Igreja latina, a 22 de abril de 1727.

Depois de 1669, os Servitas passaram a comemorar as Sete Dores no terceiro domingo de setembro. Pio VII estendeu a festa à Igreja universal no ano de 1814. Ao reformar o Breviário, o Papa Pio X, fixou no dia 15 de setembro.

 Nossa Senhora das Dores, Rogai por nós!

Oração – Ajudai-nos a contemplar a cruz de nossas vidas e retirai as espadas que transpassam o nosso coração. Que do sofrimento e da presença da morte possamos nos encher de esperança para contemplar a ressurreição

Com São Nicetas, o Godo, Mártir

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

15

2. Em Roma, São Nicomedes, mártir, cujo corpo, guardado no cemitério junto à Via Nomentana, foi honrado pelo papa Bonifácio V com uma basílica sepulcral.(† data inc.)

3. Em Tirnutium, junto ao rio Saône, na Gália Lionense, hoje Tournus, na França, São Valeriano, mártir.(† data inc.)

4. Em Tómis, na Cítia, hoje Constança, na Romênia, os santos Estratão, Valério, Macróbio e Gordiano, mártires, que foram mortos, segundo a tradição, no tempo do imperador Licínio.(† s. IV)

5. Nas margens do Danúbio, em território da atual Romênia, São Nicetas o Godo, mártir, que por ordem do rei ariano Atanarico foi queimado vivo em ódio à fé católica.(† c. 370)

6. Em Lião, na Gália, atualmente na França, Santo Alpino, bispo, que sucedeu a São Justo.(† s. IV)

7. Em Toul, próximo de Nancy, na Gália Lionense, também na atual França, Santo Apro, bispo.(† s. VI)

8. No mosteiro de Jumièges, na Nêustria, atualmente também na França, Santo Aicardo, abade, discípulo de São Filiberto, que o nomeou prelado desse mosteiro.(† s. VII)

9. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, os santos mártires Émila, diácono, e Jeremias, que, durante a perseguição dos Mouros, depois de um longo e atribulado cativeiro, consumaram com a decapitação o seu martírio por Cristo.(† 852)

10. Em Busseto, no território de Fidenza, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Rolando de Médicis, anacoreta, que viveu em lugares inóspitos e solitários dos Alpes, praticando rigorosa penitência e falando só com Deus.(† 1386)

11. Em Gênova, na Ligúria, também região da Itália, Santa Catarina Fiéschi, viúva, insigne pelo desprezo do mundo, frequentes jejuns, amor de Deus e caridade para com os indigentes e os enfermos.(† 1510)

12. Em Hirado, cidade do Japão, o Beato Camilo Costanzo, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, condenado pelo supremo comandante Hidetada a ser queimado vivo, nem nas chamas da fogueira deixou de pregar o anúncio de Cristo.(† 1622)

13. Em Santo Domingo Xagácia, no México, os beatos João Batista e Jacinto dos Anjos, mártires, que, sendo catequistas, cruelmente flagelados por se recusarem a venerar os ídolos em vez de Cristo, imitando a paixão do Senhor mereceram a recompensa eterna.(† 1700)

14. Em Viena, na Áustria, o Beato Antônio Maria Schwartz, presbítero, que, para promover a assistência pastoral e a defesa dos direitos dos aprendizes e dos jovens operários, instituiu a Congregação de São José de Calasanz para os Operários Cristãos.(† 1929)

15. Em Palermo, na Sicilia, região da Itália, o Beato José Puglísi, presbítero diocesano e mártir, mais conhecido por Pino Puglisi, que durante os trinta e três anos do seu ministério pastoral se dedicou incansavelmente ao anúncio do Evangelho, especialmente aos seus “preferidos” – as crianças, os desprotegidos, os pobres – e foi assassinado por agentes da máfia.(† 1933)

16. Em Llosa de Ranes, povoação da província de Valência, na Espanha, o Beato Pascoal Penadés Jornet, presbítero e mártir, que, durante o tempo da perseguição religiosa, vencendo o combate terreno, alcançou a plenitude da salvação eterna.(† 1936)

17. Próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Ladislau Miegon, presbítero e mártir, que, deportado da Polônia por um regime hostil a Deus e aos homens, foi encarcerado no campo de concentração de Dachau por causa da sua fé e, suportando numerosos tormentos, alcançou a coroa de glória.(† 1942)

18. Em Nápoles, na Itália, o Beato Paulo Manna, presbítero do Instituto Pontifício para as Missões Estrangeiras, que, deixando a ação missionária na Birmânia por causa da sua debilitada saúde, trabalhou intensamente na obra da evangelização, dedicando-se com toda a energia à pregação da palavra de Deus e à promoção da unidade dos cristãos.(† 1952)

Bem-aventurada Virgem Maria das Dores | Memória | Terça-feira

Bem-aventurada Virgem Maria das Dores - Memória | Terça-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Hb 5,7-9)

Leitura da Carta aos Hebreus.

7 Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8 Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9 Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 30(31),2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20 (R. 17b)

– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

– Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

– Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!

– Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

– A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!

– Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

Evangelho (Jo 19,25-27)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz a virgem Maria, que, sem passar pela morte, do martírio ganha a palma, ao pé da cruz do Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Palavra da Salvação.


OU

Evangelho (Lc 2,33-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz a virgem Maria, que, sem passar pela morte, do martírio ganha a palma, ao pé da cruz do Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 33 o pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.

 

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Hb 5,7-9)

Leitura da Carta aos Hebreus.

7 Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8 Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9 Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 30(31),2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20 (R. 17b)

– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

– Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me! 

– Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me! 

– Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

– A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! 

– Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens. 

Evangelho (Jo 19,25-27 ou Lc 2,33-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz a virgem Maria, que, sem passar pela morte, do martírio ganha a palma, ao pé da cruz do Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 25 perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Exaltação da Santa Cruz – 14 de Setembro

Exaltação da Santa Cruz

Santo do Dia – 14 de Setembro

Exaltaçao da Santa Cruz

Exaltação da Santa Cruz,

O Amor de Deus que se Manifesta · 335

Origens

Exaltaçao da Santa Cruz

Esta festa nasceu em Jerusalém, em 13 de setembro de 335, no aniversário da dedicação das duas igrejas construídas pelo imperador Constantino (uma sobre o Gólgota, chamada ad Martyrium, e outra junto ao Santo Sepulcro, dedicada à Ressurreição), após a descoberta das relíquias da cruz por Santa Helena, mãe do imperador.

A cruz, instrumento da mais terrível das torturas conhecidas na Antiguidade, teve seu uso proibido pelo próprio Constantino em 320, poucos anos antes de se tornar o maior símbolo da fé cristã em todo o mundo.

Em 614, o rei persa Cosroes II venceu Jerusalém em guerra e levou consigo, entre outros tesouros, a própria Cruz de Cristo, dando início a um longo capítulo de disputa por sua posse.

Restituição da Cruz

Em 614, Cosroes II, rei dos Persas, travou guerra contra os Romanos e, depois de derrotar Jerusalém, levou consigo a Cruz de Jesus entre os tesouros conquistados. Heráclio, imperador romano de Bizâncio, propôs a Cosroes um pacto de paz, que foi recusado.

Diante da negativa, Heráclio entrou em guerra e venceu, perto de Nínive, exigindo a restituição da Cruz, que foi então levada de volta a Jerusalém.

Neste dia da Exaltação da Santa Cruz, não se glorifica a crueldade do suplício, mas o Amor que Deus manifestou aos homens ao aceitar morrer na Cruz.

O Amor de Deus na Cruz

Exaltaçao da Santa Cruz

O Evangelho que a liturgia propõe nesta festa revela que Deus deseja construir uma relação de amor com cada um de nós: Ele se oferece na pessoa de seu Filho Jesus, pregado na Cruz. Erguer o olhar para Ele nos lembra de uma verdade essencial — somos convidados a nos relacionar novamente com o Pai.

Essa elevação não deve causar medo, mas gratidão, pois é a medida do amor com que Deus ama os seus filhos no Filho. A sua misericórdia ilumina as noites da nossa vida e nos permite continuar o caminho.

Não podemos permanecer indiferentes diante da Cruz de Jesus: nem com Ele, nem contra Ele. Trata-se de uma escolha que precede qualquer ação, e a vida cristã é o testemunho vivo de que “Deus amou o mundo a ponto de dar seu Filho”.

Significado da Cruz

Para o cristão, a cruz significa a árvore da vida, o trono e o altar da Nova Aliança: de Cristo, o novo Adão adormecido na cruz, brotou o admirável sacramento de toda a Igreja. É o sinal de Cristo sobre aqueles que, no Batismo, são configurados a Ele em morte e em glória.

A Festa ao Longo dos Séculos

A festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada em 14 de setembro, conservou-se firme nos documentos litúrgicos, ainda que sua difusão tenha avançado lentamente — sobretudo porque a data já era ocupada pela memória dos santos mártires Cipriano e Cornélio. Foi a reforma litúrgica pós-conciliar que restabeleceu plenamente a importância deste dia como festa.

Santa Cruz, sede a nossa salvação!

Exaltação — Do latim exaltare, “elevar”, “erguer ao alto”. Remete ao gesto litúrgico de erguer e venerar o Lenho Sagrado, sinal da vitória de Cristo sobre a morte.

“Sabemos que tudo neste mundo é passageiro, mas a tua salvação através da Cruz permanece. Fazei que aprendamos a adorar a Santa Cruz e nela alcancemos força e consolo. Amém!”

Santa Cruz, sede a nossa salvação!

São Cornélio e São Cipriano — Papa e Bispo, mártires cuja memória partilhava tradicionalmente esta data antes da reforma litúrgica que consagrou o dia à Exaltação da Cruz.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de setembro:

1

Exaltação da Santa Cruz
Em Jerusalém. Festa que celebra o Lenho da Cruz de Cristo, instituída após a dedicação das basílicas construídas por Constantino sobre o Gólgota e junto ao Santo Sepulcro.

335

2

São Cornélio
Papa e Mártir. Em Roma, junto à Via Ápia, na cripta de Lucina, no cemitério de Calisto.

† 252

3

São Cipriano
Bispo e Mártir. Em Cartago, hoje na Tunísia. Admirável pela sua santidade e doutrina.

† 258

4

São Materno
Bispo. Em Colônia, na Germânia, hoje na Alemanha. Conduziu à fé de Cristo os habitantes de Tongres, Colônia e Tréveris.

† d. 314

5

São João Crisóstomo
Dia natal em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia. Sua memória litúrgica celebra-se na véspera deste dia.

† 407

6

São Pedro
Bispo. No mosteiro de Bellevaux, no território de Besançon. Foi abade cisterciense.

† 1174

7

Santo Alberto
Bispo. Em Akko, na Palestina. Transferido da Igreja de Vercelas para a Igreja de Jerusalém, compôs uma regra para os eremitas do Monte Carmelo.

† 1215

8

Santa Notburga
Virgem. EmÉben, povoação do Tirol, hoje na Áustria. Dedicada à vida doméstica, serviu a Cristo nos pobres.

† 1313

9

Beato Cláudio Laplace
Presbítero e Mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França.

† 1794

10

São Gabriel Taurino Dufresse
Bispo e Mártir. Em Chengdu, cidade de Sichuan, província da China.

† 1815

11

Beatos Sabino Ayastuy Errasti, Joaquim Ochoa Salazar e Florêncio Arnaiz Cejudo
Religiosos da Companhia de Maria e Mártires. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

12

Manuel Álvarez Álvarez e Teófilo Montes Calvo
Presbítero e Religioso da Ordem dos Pregadores, Mártires. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

“Quando eu for exaltado, levantado sobre a terra, atrairei a mim todas as coisas”. No dia seguinte à dedicação da Basílica da Ressurreição, erigida sobre o sepulcro de Cristo, é exaltada e honrada como o troféu da sua vitória pascal e sinal que há de aparecer no céu para anunciar a todos a segunda vinda do Senhor. Instrumento de nossa libertação Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício, em expiação dos pecados de todos os homens. Por isso, é justo que veneremos o sinal e o instrumento da nossa libertação. Objeto de desprezo, patíbulo de infâmia, até ao momento em que Jesus «obediente até à morte» nela foi suspenso, a Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, polo de atração para todos os homens. Ao celebrarmos esta festa, nós queremos proclamar que é da Cruz que deriva toda a vida de Igreja. Queremos também manifestar o nosso desejo de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós. A Cruz aparece ao Imperador Constantino com as palavras: “Com este sinal vencerás”. Santa Maria Egipciana, ainda pecadora, dispõe a adorá-la, mas só o consegue depois de resolver fazer penitência pelos seus pecados Jesus, Tende piedade de nós! Sangue de Cristo, lavai-nos!

Oração – Exaltação da Santa Cruz. Pelo sinal da santa cruz; livrai-nos Deus Nosso Senhor; dos nossos inimigos. Senhor Jesus por Tuas chagas fomos curados!

Com paixão de São Cipriano, bispo em Cartago. Martirológio Romano – Secretariado Nacional da Liturgia PT 14 2. Em Roma, junto à Via Ápia, na cripta de Lucina do cemitério de Calisto, o sepultamento de São Cornélio, papa e mártir, que se opôs tenazmente ao cisma de Novaciano e recebeu com grande caridade na comunhão da Igreja muitos dos que tinham caído no cisma; exilado pelo imperador Galo para Civitavécchia, sofreu, segundo o testemunho de São Cipriano, tudo o que se podia sofrer. A sua memória celebra-se depois de amanhã.(† 252) 3. Em Cartago, Tunísia, a paixão de São Cipriano, bispo, admirável pela sua santidade e doutrina, que dirigiu excelentemente a Igreja em tempos muito adversos, encorajou os confessores da fé nas suas tribulações e, no tempo dos imperadores Valeriano e Galieno, depois de um atribulado exílio, consumou o seu martírio diante de uma grande multidão, morto ao fio da espada por ordem do pro cônsul. A sua memória celebra-se depois de amanhã.(† 258) 4. Em Colônia, na Germânia, hoje na Alemanha, São Materno, bispo, que conduziu à fé de Cristo os habitantes de Tongres, Colônia e Tréveris.(† d. 314) 5. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia, o dia natal de São João Crisóstomo, cuja memória se celebra na véspera deste dia.(† 407) 6. No mosteiro de Bellevaux, no território de Besançon, o passamento de São Pedro, bispo, que, sendo abade cisterciense, foi elevado à sede episcopal de Moutiers, que dirigiu com ardente zelo, trabalhando também valorosamente pela concórdia entre os povos.(† 1174) 7. Em Akko, na Palestina, Santo Alberto, bispo, que, transferido da Igreja de Vercelas para a Igreja de Jerusalém, compôs uma regra para os eremitas do monte Carmelo e, quando celebrava a festa da Exaltação da Santa Cruz, foi passado à espada por um homem ímpio que ele tinha repreendido.(† 1215) 8. Em Ében, povoação do Tirol, na hodierna Áustria, Santa Notburga, virgem, que, dedicada à vida doméstica, serviu a Cristo nos pobres, dando aos camponeses um admirável exemplo de santidade.(† 1313) 9. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França, o Beato Cláudio Laplace, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na galera por causa do sacerdócio, morreu contagiado por uma grave enfermidade.(† 1794) 10. Em Chengdu, cidade do Sichuan, província da China, São Gabriel Taurino Dufresse, bispo e mártir, que culminou com o martírio por decapitação a intensa atividade apostólica a que se dedicou durante quarenta anos.(† 1815) 11. Em Madrid, na Espanha, os beatos Sabino Ayastuy Errasti, Joaquim Ochoa Salazar e Florêncio Arnaiz Cejudo, religiosos da Companhia de Maria e mártires, que, durante a perseguição contra a fé, alcançaram a glória celeste.(† 1936) 12. Também em Madrid, Manuel Álvarez Álvarez, presbítero, e Teófilo Montes Calvo, religioso, ambos da Ordem dos Pregadores e mártires, que, na mesma perseguição, alcançaram a palma da glória celeste. († 1936)

Exaltação da Santa Cruz – Festa | Segunda-feira

Exaltação da Santa Cruz - Festa | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Vermelho

Primeira Leitura (Nm 21,4b-9)

Leitura do Livro dos Números.

Naqueles dias, 4 os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5 e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6 Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7 O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8 e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela, viverá”. 9 Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado. Palavra do Senhor.

OU

Primeira Leitura (Fl 2,6-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

6 Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7 mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10 Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11 e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” – para a glória de Deus Pai.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 77(78),1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)

– Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

– Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

– Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios do passado lembrarei.

– Quando os feria, eles então o procuravam, convertiam-se correndo para ele; recordavam que o Senhor é sua rocha e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo.

– Mas apenas o honravam com seus lábios e mentiam ao Senhor com suas línguas; seus corações enganadores eram falsos e, infiéis, eles rompiam a Aliança.

– Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, não os matava e perdoava seu pecado; quantas vezes dominou a sua ira e não deu largas à vazão de seu furor.

Evangelho (Jo 3,13-17)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela cruz remistes o mundo!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13 “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Nm 21,4b-9)

Leitura do Livro dos Números

Naqueles dias, 4 os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5 e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6 Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7 O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8 e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9 Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 77(78),1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)

– Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

– Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

– Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios do passado lembrarei.

– Quando os feria, eles então o procuravam, convertiam-se correndo para ele;  recordavam que o Senhor é sua rocha e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo.

– Mas apenas o honravam com seus lábios e mentiam ao Senhor com suas línguas; seus corações enganadores eram falsos e, infiéis, eles rompiam a Aliança. 

– Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, não os matava e perdoava seu pecado; quantas vezes dominou a sua ira e não deu largas à vazão de seu furor.

Evangelho (Jo 3,13-17 ou mais breve 15,1-10)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela cruz remistes o mundo!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13 “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

24º Domingo do Tempo Comum | Domingo

24º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Eclo 27,33-28,9)

Leitura do Livro do Eclesiástico.

33 O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. 28,1 Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. 2 Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. 3 Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? 4 Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? 5 Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? 6 Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; 7 pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos. 8 Pensa nos mandamentos, e não guardes rancor ao teu próximo. 9 Pensa na aliança do Altíssimo,e não leves em conta a falta alheia!

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)

– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

– Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.

– Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.

– Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

Segunda Leitura (Rm 14,7-9)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 7 Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8 Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9 Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Mt 18,21-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu vos dou este novo Mandamento, nova ordem, agora, vos dou; que, também, vos ameis uns aos outros como eu vos amei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caíu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo!’ 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Hab 1,2-3.2,2-4)

Leitura da Profecia de Habacuc.

2 Senhor, até quando clamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti: “Violência!”, sem me socorreres? 3 Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia. 2,2 Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3 A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4 Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8)

– Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!

– Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!

– Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! 

– Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. 

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.

Evangelho (Lc 17,5-10)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que vos foi anunciada.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 5 os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6 O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria. 7 Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8 Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9 Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10 Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’ “.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja – 13 de Setembro

São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja

Santo do Dia – 13 de Setembro

São João Crisóstomo - Bispo e Doutor da igreja

São João Crisóstomo,

Bispo e Doutor da Igreja · † 407

Origens

São João Crisóstomo

Nasceu por volta do ano 349, em Antioquia, na Síria (região da atual Ásia Menor, na Turquia), numa família muito rica.

Seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, cargo que cedo lhe causou a morte. Sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, hoje venerada como santa, cuidou para que o filho fosse educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto nas ciências quanto na religião, sem que isso prejudicasse sua formação espiritual.

Desde criança, João Crisóstomo revelou-se um verdadeiro campeão da palavra, talento que mais tarde colocaria inteiramente a serviço do Evangelho.

Bom Orador

Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. O famoso reitor Libânio, seu professor, via no jovem o seu sucessor natural. Ficou desapontado, porém, quando aquele aluno promissor preferiu o fascínio da fé ao da retórica: “se os cristãos não me o tivessem roubado”, teria exclamado.

Na verdade, João foi “roubado” pela atração que nutria pelas palavras sagradas, que estudava com atenção no círculo de amizades de Diodoro, futuro bispo de Tarso. São Paulo foi um dos seus autores favoritos, ao qual dedicou inúmeros pensamentos e escritos.

Vocação

O bispo Fabiano o ordenou sacerdote, mas, desde o período de diaconato, João demonstrava claramente que a sua capacidade de falar das Escrituras ao povo era fora do comum.

Antes desta fase, o jovem viveu também a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais os dois últimos passados numa caverna. Essa experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

Amor aos Pobres

São João Crisóstomo pregava o amor concreto aos irmãos mais pobres; chamava a atenção dos monges para as obras de caridade e o desapego ao dinheiro; exortava os leigos a evitar a teia de aranha da devassidão.

Dava mais espaço ao espírito e menos à carne. Foi um moralista no sentido mais positivo do termo, numa época em que extrair dos provérbios bíblicos normas de comportamento coerentes com a vida de um batizado era algo bastante natural.

A Mudança

Em 397, aos 50 anos, deu-se a grande mudança: João Crisóstomo foi chamado a Constantinopla para suceder o Patriarca Nectário.

Mudou sua função, teve maior visibilidade e proximidade da corte, mas quem não mudou nada foi ele mesmo. Aquele que combatia a corrupção que lotava os palácios do poder bizantino continuou fiel ao seu estilo — e o povo o amava por isso.

Inimigos

Quem começou a detestá-lo, cada vez mais abertamente, era a nobreza e o clero apegados aos privilégios, incomodados por um homem que, em vez de se alinhar aos companheiros de posição, lançava flechadas com sua língua impetuosa.

A indolência e os vícios, sobretudo entre os que usavam batina, eram seus alvos favoritos. Às palavras seguiram-se os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos, era exagero demais — e contra um homem mais ingênuo que astuto começou uma série de intrigas.

Condenação

O partido contra João foi liderado pelo Patriarca de Alexandria, Teófilo, e pela Imperatriz Eudóxia. Em sua ausência, convocaram um sínodo que o obrigou ao exílio, no ano 403.

Mas sua remoção não durou muito: por furor popular, João Crisóstomo voltou a Constantinopla. Seus adversários, porém, relançaram o desafio, e em 9 de junho de 404 uma nova condenação o afastou do centro do Império. O antigo eremita deparou-se, então, com uma solidão forçada.

A Morte

Essa nova expulsão provocou revolta tão intensa na população que o bispo chegou a ser trazido de volta para reassumir seu cargo. Dois meses depois, porém, foi exilado pela segunda vez.

Já com a saúde muito debilitada, não resistiu. João “boca de ouro”, como foi apelidado mais tarde, faleceu em 407, em Comana, no Ponto.

São João Crisóstomo, rogai por nós! João Crisóstomo — “João” vem do hebraico Yohanan, “Deus é misericordioso”; “Crisóstomo”, do grego chrysóstomos, significa “boca de ouro”, epíteto dado ao Santo pela eloquência com que pregava as Escrituras.

“Ó Santo, protetor da fé, ajudai-nos a não cair nas ciladas do demônio nem nas diversas ideologias mundanas da atualidade. Fazei que a nossa fé cresça cada dia mais e, com ela, possamos encontrar Jesus verdadeiramente. Pedimos também pelos pregadores da atualidade, a fim de que anunciem o Evangelho com ousadia. Amém.”

São João Crisóstomo, rogai por nós!

São Marcelino — Mártir de Cartago, tribuno e amigo muito próximo de Santo Agostinho e de São Jerônimo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de setembro:

1
São João Crisóstomo Bispo e Doutor da Igreja. Em Comana, no Ponto. Pregador incomparável das Escrituras, foi exilado por defender a reforma dos costumes na corte de Constantinopla.
† 407
2
São Juliano Mártir. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia. Presbítero martirizado no tempo do imperador Licínio.
† s. IV
3
Dedicação das Basílicas do Santo Sepulcro Em Jerusalém, sobre o monte Calvário e sobre o sepulcro do Senhor, mandadas edificar piedosamente pelo imperador Constantino.
† 355
4
São Litório Bispo. Em Tours, na Gália Lionense, hoje na França. Foi o primeiro a construir uma igreja dentro dos muros da cidade.
† 371
5
Santo Emiliano Bispo. Em Valence, na Gália Lionense, atual França. Venerado como o primeiro bispo desta cidade.
† d. 374
6
São Marcelino Mártir. Em Cartago, na atual Tunísia. Tribuno e amigo muito próximo de Santo Agostinho e de São Jerônimo.
† 413
7
São Maurílio Bispo. Em Angers, na Gália Lionense, atual França. Nascido em Milão, foi ao encontro de São Martinho de Tours.
† 453
8
Santo Amado Presbítero e abade. Nos montes Vosgos, na Nêustria, atual França.
† c. 629
9
São Venério Eremita. Na ilha de Tino, no golfo de La Spézia, na Ligúria, região da Itália.
† s. VII
10
Santo Amado Bispo de Sion, na Suíça. Passamento em Breuil, na Gália Ambianense, hoje na França.
† c. 690
11
Beata Maria de Jesus Virgem da Ordem das Carmelitas Descalças. Em Toledo, na Espanha.
† 1640
12
Beato Cláudio Dumonet Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beato Aurélio Maria Irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Almeria, na Andaluzia, região da Espanha, assassinado em ódio à Igreja.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Antioquia, cerca do ano 349. Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. Ainda jovem fez a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais, os dois últimos, em uma caverna. Esta experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

Depois de ter recebido uma excelente educação, dedicou‑se à vida ascética; e, tendo sido ordenado sacerdote, consagrou‑se com grande fruto ao ministério da pregação.

Maravilhosa capacidade de falar

A sua notável diligência, competência e maravilhosa capacidade de falar e escrever para expor a doutrina católica e formar os fiéis na vida cristã, sua eloquência sublime, mereceu‑lhe o apelativo de Crisóstomo, «boca de ouro».

Eleito bispo de Constantinopla no ano 397, revelou grande zelo e atendendo em particular à reforma dos costumes, tanto do clero como dos fiéis. Às palavras, seguiram os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos era exagerado demais e começa a série de intrigas.

Inveja sempre presente

A oposição da corte imperial e de outros inimigos pessoais levou‑o por duas vezes ao exílio.

Perseguido por tantas tribulações, morreu em Comana (Ponto, Ásia Menor) no dia 14 de Setembro do ano 407.

São João Crisóstomo, rogai por nós!

Oração – São João Crisóstomo, peça ao Pai que nos ajude a amar o próximo, que nos dê a graça de viver em sua palavra e ter o evangelho como caminho, regra e vida em nossa caminhada

Crisóstomo Que tem boca dourada ou de ouro.  Que fala eloquentemente.

Com São Marcelino, mártir, que, sendo tribuno e muito amigo de Santo Agostinho e de São Jerónimo.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

13

2. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, também na Turquia, São Juliano, presbítero e mártir no tempo do imperador Licínio.(† s. IV)

3. Em Jerusalém, a dedicação das basílicas que o imperador Constantino quis piedosamente edificar sobre o monte Calvário e sobre o sepulcro do Senhor.(† 355)

4. Em Tours, na Gália Lionense, hoje na França, São Litório, bispo, que foi o primeiro a construir uma igreja dentro dos muros da cidade, onde já anteriormente havia cristãos.(† 371)

5. Em Valence, na Gália Lionense, também na atual França, Santo Emiliano, venerado como o primeiro bispo desta cidade.(† d. 374)

6. Em Cartago, na hodierna Tunísia, São Marcelino, mártir, que, sendo tribuno e muito amigo de Santo Agostinho e de São Jerônimo, sob a pressão do usurpador Heracliano foi acusado falsamente e morto inocente pelos hereges donatistas, por defender a fé católica.(† 413)

7. Em Angers, na Gália Lionense, atualmente na França, São Maurílio, bispo, que, nascido em Milão, foi ao encontro de São Martinho de Tours, pelo qual foi ordenado presbítero e enviado a dirigir a Igreja de Chalonnes-sur-Loire; eleito bispo, empenhou-se infatigavelmente em erradicar as superstições pagãs dos povos rurais.(† 453)

8. Nos montes Vosgos, na Nêustria, também na atual França, Santo Amado, presbítero e abade, insigne pela sua austeridade, jejuns e amor à solidão, que dirigiu sabiamente o mosteiro de Habend, depois denominado Remiremont, por ele fundado juntamente com São Romarico.(† c. 629)

9. Na ilha de Tino, no golfo de La Spézia, na Ligúria, região da Itália, São Venério, eremita.(† s. VII)

10. Em Breuil, na Gália Ambianense, hoje na França, o passamento de Santo Amado, bispo de Sion, na Suíça, que, por ordem do rei Teodorico II, foi mandado para o exílio e aí morreu.(† c. 690)

11. Em Toledo, na Espanha, a Beata Maria de Jesus (Maria López de Rivas), virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, que teve a graça extraordinária da comunicação das dores da Paixão do Senhor, tanto na alma como no corpo, permanecendo sempre humilde e paciente em tudo.(† 1640)

12. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Cláudio Dumonet, presbítero e mártir, que, sendo mestre de artes, durante a perseguição religiosa foi encerrado na esquálida galera, onde, com os pés encadeados e desfalecido pela febre e condições desumanas, morreu por Cristo.(† 1794)

13. Em Almeria, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Aurélio Maria (Benvindo Villalon Acebron), irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, assassinado em ódio à Igreja.(† 1936)