São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja – Memória

São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja | Memória | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (1Cor 3,18-23)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 18 ninguém se iluda: Se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; 19 pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com efeito, está escrito: “Ele apanha os sábios em sua própria astúcia”, 20 e ainda: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos”. 21 Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: 22 Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, 23 mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. 1)

– Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

– Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

– Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

– “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

– Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”.

Evangelho (Lc 5,1-11)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2 Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3 Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5 Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6 Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7 Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8 Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9 É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10 Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11 Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Cl 1,1-8)

Início da Carta de São Paulo aos Colossenses

1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus e o irmão Timóteo, 2 aos santos e fiéis irmãos em Cristo que estão em Colossos: graça e paz da parte de Deus nosso Pai. 3 Damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, sempre rezando por vós, 4 pois ouvimos acerca da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que mostrais para com todos os santos, 5 animados pela esperança na posse do céu. Disso já ouvistes falar no Evangelho, cuja palavra de verdade chegou até vós. 6 E como no mundo inteiro, assim também entre vós ela está produzindo frutos e se desenvolve desde o dia em que ouvistes a graça divina e conhecestes verdadeiramente. 7 Assim aprendestes de Epafras, nosso estimado companheiro, que é junto de vós um autêntico mensageiro de Cristo. 8 Foi ele quem nos deu notícia sobre o amor que o Espírito suscitou em vós. 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 51(52),10.11 (R. 10b)

– Confio na clemência do meu Deus, agora e sempre!

– Confio na clemência do meu Deus, agora e sempre!

– Eu, porém, como oliveira verdejante na casa do Senhor, confio na clemência do meu Deus  agora e para sempre! 

– Louvarei a vossa graça eternamente,  porque vós assim agistes; espero em vosso nome, porque é bom, perante os vossos santos! 

Evangelho (Lc 4,38-44)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 38 Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39 Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40 Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41 De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42 Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43 Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44 E pregava nas sinagogas da Judeia.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja – 03 de Setembro

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja

Santo do Dia – 03 de Setembro

São Gregório Magno - Papa e Doutor da Igreja

São Gregório Magno,

Papa e Doutor da Igreja · † 604

Origens

São Gregório Magno Gregório nasceu em Roma, no ano 540, em uma família patrícia, conhecida como Anici, de grande fé cristã. Ele prestou muitos serviços à Sé Apostólica.

Seus pais, Gordiano e Silvia – que a Igreja venera como santa em 3 de novembro – transmitiram-lhes nobres valores evangélicos, mediante seu grande exemplo. Após seus estudos de Direito, Gregório empreendeu a carreira política e ocupou o cargo de Prefeito da cidade de Roma. Essa experiência o amadureceu e o levou a ter uma maior visão da cidade, as suas problemáticas e um profundo senso da ordem e da disciplina.

Alguns anos depois, atraído pela vida monacal, decidiu retirar-se da política. Deu seus bens aos pobres e fez da sua vila paterna, no bairro do Celio, um mosteiro dedicado a Santo André. Ali, dedicou-se à oração, ao recolhimento, ao estudo da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja.

Servo dos Servos de Deus

O Papa Pelágio II nomeou Gregório diácono e o enviou a Constantinopla como seu Representante Apostólico, onde permaneceu seis anos. Além de desempenhar as funções diplomáticas que o Pontífice lhe havia confiado, continuou a viver como monge com outros religiosos. Convocado novamente a Roma, voltou ao Celio. Com a morte do Papa Pelágio II, no ano 590, foi eleito seu Sucessor. Gregório teve que enfrentar um período difícil: corrupção dos Lombardos, abundantes chuvas e inundações que provocaram numerosas vítimas e grandes prejuízos, escassez em diversas regiões da Itália e a epidemia da peste, que continuava a causar vítimas. Então, exortou os fiéis a fazer penitência, rezar e tomar parte de uma solene procissão penitencial de três dias à Basílica de Santa Maria Maior. Ao atravessarem a ponte que liga a área do Vaticano ao centro da cidade – hoje chamada Ponte Santo Anjo –, São Gregório Magno e a multidão tiveram a visão do arcanjo Miguel sobre a “Mole Adriana”, interpretada como sinal celeste do fim da epidemia. Daqui vem o costume de chamar o antigo mausoléu de Castelo Santo Anjo.

Legado e Morte

Ocupando a Cátedra de Pedro, Gregório reorganizou a administração pontifícia e cuidou da Cúria Romana, confiando a sua direção aos monges beneditinos. Reviu as atividades eclesiásticas nas várias sedes episcopais, estabelecendo que os bens da Igreja fossem administrados com absoluta retidão, justiça e misericórdia, e utilizados na própria subsistência e na obra evangelizadora. Ofereceu seus próprios bens à Igreja para ajudar os fiéis, comprou e distribuiu trigo, socorreu os necessitados, sustentou sacerdotes e monges em dificuldade, arcou com resgates de prisioneiros e trabalhou por armistícios e tréguas. A ele se devem também as táticas para salvar Roma e os tratados com os Lombardos que asseguraram a paz na Itália central, além de missões de evangelização entre Visigodos, Francos e Saxões – enviando à Bretanha o monge Agostinho, que depois se tornou Bispo de Cantuária. O Papa Gregório I reformou ainda a celebração da Missa, tornando-a mais simples, e promoveu o canto litúrgico que recebeu o nome de gregoriano. Seu epistolário conta mais de 880 cartas e diversas obras, entre elas a “Magna Moralia in Iob”, a “Regula Pastoralis” e os “Diálogos”, texto hagiográfico sobre a santidade de homens e mulheres, canonizados ou não – com destaque para seu relato sobre São Bento de Núrsia. Foi, pode-se dizer, o primeiro Papa a utilizar o poder temporal da Igreja sem deixar de lado o aspecto espiritual do seu ofício. Ainda assim, permaneceu sempre um homem simples, a ponto de se definir, em suas Cartas oficiais, “Servus servorum Dei” – “Servo dos servos de Deus”, título que os Pontífices mantiveram ao longo do tempo. São Gregório Magno morreu em 12 de março de 604, e foi sepultado na Basílica de São Pedro. São Gregório Magno, rogai por nós! Gregório — Do grego Gregorios, significa “o vigilante” ou “aquele que está atento”. Nome que se tornou símbolo de zelo pastoral e cuidado com a Igreja.

“São Magno, grande Papa e Doutor da Igreja, ao mesmo tempo homem simples e de grande espiritualidade, ensinai aos líderes de todas as áreas da vida a seguirem o exemplo de Cristo, servo de todos e em tudo humilde. Também, faça de nós seus imitadores. Amém!”

São Gregório Magno, rogai por nós!

São Marino — Diácono e anacoreta, venerado como fundador da pequena república situada no monte Titano, um dos Estados mais antigos do mundo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 03 de setembro:

1
São Gregório Magno Papa e Doutor da Igreja. Sepultamento em Roma, na Basílica de São Pedro. Reformou a liturgia, promoveu o canto gregoriano e definiu-se “Servo dos servos de Deus”.
† 604
2
Santa Febe Diaconisa. Em Cêncreas, na Acaia, hoje na Grécia. Serva do Senhor entre os fiéis, auxiliou muito o apóstolo São Paulo, como ele mesmo confirma na Epístola aos Romanos.
† s. I
3
Santa Basilissa Virgem e mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.
† s. IV
4
São Sandálio Mártir. Em Córdova, na Hispânia Bética.
† s. IV
5
São Mansueto Bispo. Primeiro bispo de Toul, na Gália Bélgica, atualmente na França.
† s. IV
6
São Marino Diácono e anacoreta. No monte Titano, próximo de Rímini, na península itálica.
† s. IV/V
7
São Macanísio Bispo. Na Irlanda.
† 514
8
Santo Auxano Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália.
† c. 589
9
São Vitaliano Bispo. Em Montesárquio, na Campânia, também na Itália.
† s. VII/VIII
10
São Rimágilo Bispo e abade. No mosteiro de Stavelot, no Brabante, atualmente na Bélgica; fundou os mosteiros de Stavelot e de Malmedy, no ermo da floresta das Ardenas.
† c. 671-679
11
Santo Aigulfo e companheiros monges Abade e mártires. Na ilha de Lérins, na Provença, atualmente na França; segundo a tradição, sofreram o martírio numa incursão dos Sarracenos.
† c. 675
12
São Crodogango (Crodegango) Bispo e mártir. Em Séez, na Nêustria, também na atual França.
† s. VIII
13
Beato Guala Bispo de Bréscia, da Ordem dos Pregadores. Em Astino, na Lombardia, região da Itália; trabalhou pela paz da Igreja e da sociedade civil no tempo do imperador Frederico II e foi condenado ao exílio.
† 1244
14
Beatos Bartolomeu Gutiérrez e cinco companheiros Mártires. Em Nagasaki, no Japão; em ódio à fé cristã, foram imersos em águas sulfúreas a ferver e depois lançados ao fogo.
† 1632
15
Beata Brígida de Jesus Morello Viúva. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália; consagrou-se ao Senhor e fundou a Congregação das Irmãs Ursulinas de Maria Imaculada.
† 1679
16
Beatos André Abel Alricy e setenta e um companheiros Mártires. Em Paris, na França; reclusos no Seminário de São Firmino, foram assassinados em ódio à Igreja.
† 1792
17
Beatos João Baptista Bottex, Miguel Maria Francisco de la Gardette e Francisco Jacinto le Livec de Trésurin Mártires. Em Paris, na França; morreram por Cristo no cárcere “La Force” durante a mesma perseguição.
† 1792
18
Santos João Pak Hu-jae e cinco companheiras Mártires. Em Seul, na Coreia; levados ao tribunal por serem cristãos, suportaram cruéis suplícios e por fim foram degolados.
† 1839

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Roma no ano de 540. A família Anícia, à qual pertencia, era uma das principais de Roma. Quando seu pai morreu, Gregório, ainda muito jovem, era prefeito da cidade. Roma desabava no caos e com ela agonizava toda uma civilização. Como as furiosas e ritmadas ondas de um mar borrascoso irrompem com violência sobre as areias da praia, sucessivas hordas de invasores assolaram, durante mais de 150 anos, a península italiana. Mudou os rumos da História Os rumos da história mudaram quando um monge beneditino foi escolhido Papa. Era Gregório I, a quem a História qualificou de “Magno” Entre as tempestades da época não faltou a peste. A  primeira vítima colhida em Roma pela peste foi o Papa Pelágio II, que morreu a 5 de Fevereiro de 590 e foi enterrado em São Pietro. O clero e o senado romanos elegeram Gregório como seu sucessor.

Procissão para cessar a peste

Promoveu uma procissão de toda a população romana, dividida em sete cortejos, de acordo com sexo, idade e condição. A procissão movida desde várias igrejas de Roma até a Basílica do Vaticano, foi acompanhada com o canto das ladainhas. No curto espaço de uma hora, oitenta pessoas caíram mortas. O Papa, olhando para cima, viu no topo do Castelo um Anjo que, depois de secar a espada que pingava sangue, colocou-a na bainha, como um sinal da cessação da punição.

Modelo perfeito de governo da Igreja

O historiador protestante Harnack admira “a sabedoria, a justiça, a mansidão, a força de iniciativa, a tolerância” e Bossuet considera-o o “modelo perfeito de como se governa a Igreja”. É considerado um dos mais célebres Papas da história da Igreja. Seu pontificado durou 14 anos e está marcado por coisas incríveis: – Organiza a defesa de Roma ameaçada por Aginulfo, com quem reata depois relações de boa vizinhança; – Administra os bens públicos com religiosa equidade, suprindo o descanso dos funcionários imperiais; – Favorece o progresso dos agricultores eliminando todo o resíduo de escravidão da gleba;

Deixou sua marca em todos os campos

– É o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus. O epistolário (848 cartas conhecidas) e as homilias ao povo dão-nos farto testemunho de suas múltiplas atividades, deixando a sua marca em toda parte: lembramos por exemplo, o campo litúrgico, com a promoção do canto gregoriano, o direito canônico, a vida ascética monacal, a pastoral e o apostolado leigo. A sua familiaridade com a Sagrada Escritura aparece nas Homilias sobre Ezequiel e sobre o Evangelho . Era admirador excepcional de São Bento, fundou sete mosteiros, seis na Sicília e um em Roma. São Gregório Magno, rogai por nós! Oração – Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Gregório Magno governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação
Gregório: Significa “o acordado”, “o vigilante”, “o alerta”. Tem origem no nome grego Gregórios, derivado de gregoréo, que quer dizer “vigiar”
Com Santa Febe, serva do Senhor, que auxiliou muito São Paulo, como ele confirma na Epístola aos Romanos. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 3 2. Comemoração de Santa Febe, serva do Senhor entre os fiéis de Cêncreas, na atual Grécia, que auxiliou muito São Paulo, como ele confirma na Epístola aos Romanos. 3. Em Nicomedia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santa Basilissa, virgem e mártir.(† s. IV) 4. Em Córdoba, na Espanha Bética, São Sandálio, mártir.(† s. IV) 5. Em Toul, na Gália Bélgica, atualmente na França, São Mansueto, primeiro bispo desta cidade.(† s. IV) 6. No monte Titano, próximo de Rímini, no território que hoje na península itálica tem o seu nome, São Marino, diácono e anacoreta, que, segundo consta, conduziu o povo ainda pagão à luz do Evangelho e à liberdade de Cristo.(† s. IV/V) 7. Na Irlanda, São Macanísio, bispo.(† 514) 8. Em Milão, na Lombardia, região da Itália, Santo Auxano, bispo. († c. 589) 9. Em Montesárquio, na Campânia, também na Itália, São Vitaliano, bispo.(† s. VII/VIII) 10. No mosteiro de Stavelot, no Brabante, atualmente na Bélgica, São Rimágilo, bispo e abade, que, depois de ter vivido no mosteiro de Solignac, fundou os mosteiros de Stavelot e de Malmedy, no ermo da floresta das Ardenas.(† c. 671-679) 11. Na ilha de Lérins, na Provença, atualmente na França, Santo Aigulfo, abade, e companheiros monges, que, segundo a tradição, sofreram o martírio numa incursão dos Sarracenos.(† c. 675) 12. Em Séez, na Nêustria, também na atual França, São Crodogango ou Crodegango, bispo e mártir.(† s. VIII) 13. No território de Astino, na Lombardia, região da Itália, o Beato Guala, bispo de Bréscia, da Ordem dos Pregadores, que, no tempo do imperador Frederico II, trabalhou com muito empenho e prudência pela paz da Igreja e da sociedade civil e finalmente foi condenado ao exílio.(† 1244) 14. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Bartolomeu Gutiérrez, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, e cinco companheiros[1], mártires, que, em ódio à fé cristã, foram imersos em águas sulfúricas a ferver e depois lançados ao fogo. [1] São estes os seus nomes: presbíteros Vicente Carvalho e Francisco Torres, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho; Antônio Ishida, da Companhia de Jesus; Jerônimo Jo; Gabriel da Madalena, religioso da Ordem dos Frades Menores.(† 1632) 15. Em Piacenza, na Emília-Romana, região da Itália, a Beata Brígida de Jesus Morello, que, ficando viúva, se consagrou ao Senhor, dedicando-se à penitência e a muitas obras de caridade e, para a formação cristã da juventude feminina, fundou a Congregação das Irmãs Ursulinas de Maria Imaculada.(† 1679) 16. Em Paris, na França, a paixão dos beatos André Abel Alricy, presbítero, e setenta e um companheiros[2], mártires, entre os quais muitos presbíteros, que, depois da chacina do dia anterior, foram recluídos no Seminário de São Firmino e, por fim, assassinados em ódio à Igreja. [2] São estes os seus nomes: Renato Maria Andrieu, Pedro Paulo Balzac, João Francisco Maria Benoit ou Vourlat, Miguel André Silvestre Binard, Nicolau Bize, Pedro Bonzé, Pedro Briquet, Pedro Brisse, Carlos Carnus, Beltrão Antônio de Caupenne, Tiago Dufour, Dinis Cláudio Duval, José Falcoz, Gilberto João Fautrel, Filiberto Fougère, Pedro João Garrigues, Nicolau Gaudreau, Estêvão Miguel Gillet, Jorge Jerônimo Giroust, José Maria Gros, Pedro Guérin du Rocher, Roberto Francisco Guérin du Rocher, Ivo André Guillon de Keranrun, Julião Francisco Hédouin, Pedro Francisco Hénocq, Elísio Herque ou du Roule, Pedro Luís Joret, Tiago de la Lande, Gil Luís Sinforiano Lanchon, Luís João Mateus Lanier, João José de Lavèse-Belay, Miguel Leber, Pedro Florêncio Leclercq, João Carlos Legrand, João Pedro le Laisant, Julião le Laisant, João Lemaître, João Tomás Leroy, Martinho Francisco Aleixo Loublier, Cláudio Luís Marmotant de Savigny, Cláudio Silvano Mayneau de Bizefranc, Henrique João Millet, Francisco José Monnier, Maria Francisco Mouffle, José Luís Oviefre, João Miguel Philippot, Tiago Rabé, Pedro Roberto Régnet, Ivo João Pedro Rey de Kervizic, Nicolau Cláudio Roussel, Pedro Saint-James, Tiago Luís Schmid, João António Seconds, Pedro Tiago de Turménies, Renato José Urvoy, Nicolau Maria Verron, Carlos Vítor Véret, todos presbíteros; e ainda João Carlos Maria Bernard du Cornillet, cônego da abadia de São Vítor de Paris; João Francisco Bonnel de Pradel e Cláudio Pons, cónegos da abadia de Santa Genoveva de Paris; João Carlos Caron, Nicolau Colin, Luís José François e João Henrique Gruyer, da Congregação da Missão; Cláudio Bochot e Eustáquio Félix, da Congregação dos Padres da Doutrina Cristã; Cosme (João Pedro Duval), da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Pedro Cláudio Pottier, da Sociedade de Jesus e Maria; e Sebastião Desbrielles, Mestre escola de Paris, Luís Francisco Rigot e João Antônio José de Villette.(† 1792) 17. Também em Paris, no mesmo dia e ano, os beatos mártires João Batista Bottex, Miguel Maria Francisco de la Gardette e Francisco Jacinto le Livec de Trésurin, que, durante a mesma perseguição, morreram por Cristo no cárcere “La Force”.(† 1792) 18. Em Seul, na Coreia, a paixão dos santos João Pak Hu-jae e cinco companheiras[3], mártires, que, levados ao tribunal por serem cristãos, suportaram cruéis suplícios e por fim foram degolados. [3] São estes os seus nomes: Maria Pak Kin-a-gi Hui-sun, irmã de Santa Lúcia Pak Hui-sun; Bárbara Kwon-hui, irmã de Santo Agostinho Yi Kwang-hon; Bárbara Yi Chong-hui; Maria Yi Yon-hui, esposa de São Damião Nam Myong-hyog; Inês Kim Hyo-ju.(† 1839)

Beata Ingrid Elofsdotter, viúva e freira dominicana

Beata Ingrid Elofsdotter, viúva e freira dominicana

Santo do Dia – 02 de Setembro

Santa Ingrid Elofsdotter - viúva e freira

Beata Ingrid Elofsdotter,

Viúva e Freira Dominicana · † 1282

Origens

Santa Ingrid Elofsdotter

Beata Ingrid Elofsdotter nasceu em Skänninge, na Suécia, no século XIII. Desde a infância, mostrou-se virtuosa, amável, caridosa e religiosa, recebeu uma educação nobre e primorosamente cristã.

Alma de ideais cândidos, viveu desde os primeiros anos num fervor de piedade que nunca falhou. As virtudes mais heroicas lhe pareciam naturais. Quando muito jovem, foi forçada por seus pais a contrair um casamento muito rico, casando-se na adolescência, como era o costume da época.

Mesmo contrariando sua vocação, todo aquele esplendor mundano não a cegou, continuando a viver no mundo sem ser do mundo. Aceitou tudo com humildade e resignação, e continuou a cuidar das obras de caridade que fundou para os pobres e doentes. Entre a população, tinha a fama de santidade.

Votos Perpétuos

Em 1281, já viúva, fez seus votos perpétuos. Com um fiel séquito de damas de honra, embarcou em uma longa peregrinação à Terra Santa, onde seu coração se iluminou ainda mais com o eterno amor ao Salvador Jesus. Da Palestina, ela foi para Roma e, depois, para São Giacomo di Compostela. De volta à sua terra natal, um único desejo a dominava: consagrar-se para sempre a uma vida de oração e penitência.

Fundação do Mosteiro

Fundou um Mosteiro sob as regras de São Domingos. Dedicou-se totalmente às orações contemplativas e à vida de rigorosa austeridade. Isso aconteceu em 15 de agosto de 1281, na presença do rei Magnus Ladulas, com a ajuda e apoio do padre dominicano Pietro di Dacia e a autorização do bispo de Linkoping e do provincial.

Morte e Canonização

Faleceu em 2 de setembro de 1282, no convento de Skänninge, quando era Priora daquele Mosteiro, com tal fama de santidade e de prodígios maravilhosos, que seu culto logo se estendeu aos povos vizinhos.

Em 1414, o Bispo de Linkoping, Canuto Bosson, pediu autorização à Santa Sé para abrir o processo de canonização. Encalhado em 1448, o processo recomeçou no início do século seguinte.

Embora não tenha chegado a uma canonização formal, levaram à solene tradução de suas relíquias em 29 de julho de 1507, por autoridade do Papa Alexandre VI, presente o Rei, uma grande multidão, todos os Bispos da Suécia e os Pregadores dessa área.

Ingrid — Nome de origem nórdica antiga, formado por “Ing”, o deus da fertilidade e da paz na mitologia escandinava, e “fríðr”, que significa “bela” ou “amada”. Assim, Ingrid pode ser traduzido como “a bela de Ing” ou “amada de Ing”.

“Oração – Após dedicar-se à família, entregou-se totalmente à vida contemplativa. Dai-nos um desejo ardente de oração e contemplação mesmo em meio às atividades do dia. Que a oração se torne prioridade em nossa vida. Amém.”

Beata Ingrid Elofsdotter, rogai por nós!

Beato João Maria du Lau d’Allemans — Bispo, e noventa e três companheiros, clérigos e religiosos, mártires em Paris durante os massacres da Revolução Francesa.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 02 de setembro:

1

Beata Ingrid Elofsdotter
Em Skänninge, na Suécia. Ficando viúva, ofereceu todos os seus bens para o serviço de Deus e, depois de uma peregrinação à Terra Santa, tomou o hábito monástico da Ordem dos Pregadores.

† 1282

2

São Zenão
Mártir. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

3

Santa Teódota, com seus filhos Evódio, Hermógenes e Calisto
Mártires. Em Niceia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

† s. IV

4

Santo Habib
Diácono e mártir. Em Edessa, no Osroene, hoje Sanliurfa, na Turquia.

† 322

5

Santo Antonino
Mártir. Em Apameia, na Síria. Canteiro que, segundo a tradição, foi morto pelos pagãos aos vinte anos de idade por ter destruído os seus ídolos, movido pelo ardor da fé.

† s. IV

6

São Próspero
Bispo. Em Tarragona, na Hispânia.

† s. IV/V

7

São Justo
Bispo. Sepultamento em Lião, na Gália, atualmente na França.

† d. 381

8

São Nonoso
Abade. No monte Soratte, junto à Via Flamínia, no Lácio, região da Itália.

† c. 570

9

São Siágrio
Bispo. Em Autun, na Borgonha, na hodierna França. Nos concílios em que tomou parte foi muito notável pela sua sabedoria e zelo.

† 599/600

10

Santo Agrícola
Bispo. Em Avinhão, na Provença, na atual França. Depois da sua vida monástica na ilha de Lérins, auxiliou seu pai, São Magno, e lhe sucedeu no episcopado.

† c. 700

11

Santo Elpídio
No Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Seu nome foi adotado pela cidade onde o seu corpo foi sepultado.

† a. s. XI

12

Santos Alberto e Vito
Monges. Em Pôntica, no território de Bérgamo, na Lombardia, região da Itália.

† c. 1096

13

Beato João Maria du Lau d’Allemans, Francisco José e Pedro Luís de la Rochefoucauld e noventa e três companheiros
Bispos, clérigos e religiosos mártires. Em Paris, na França.

† 1792

14

Beato Pedro Tiago Maria Vitális e vinte companheiros
Presbítero e mártires. Em Paris, na França.

† 1792

15

Beato Esíquio José (Baldomero Margenat Puigmitjá)
Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Orriols, na Catalunha, região da Espanha.

† 1936

16

Beato José Maria Laguia Puerto
Religioso da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Oviedo, nas Astúrias, Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Beatriz, exemplo de obediência e assistência aos pobres

Santa Beatriz, exemplo de obediência e assistência aos pobres

Santo do Dia – 01 de Setembro

Santa Beatriz - Exemplo de Obediência

Santa Beatriz,

Exemplo de Obediência e Assistência aos Pobres · † 1490

As Origens

Santa Beatriz - Exemplo de Obediência Beatriz nasceu no século XV em Ceuta, ao norte da África, cidade que, nessa época, encontrava-se sob o domínio da coroa de Portugal — nasceu, portanto, portuguesa. Seu pai foi governador de Ceuta.

Ainda pequena, mudou-se para Portugal com sua família, que cultivou na menina uma profunda devoção a Nossa Senhora da Conceição. Aos vinte anos de idade, foi enviada para a Espanha como dama de honra de D. Isabel, neta de D. João I, que se tornou esposa do rei João II de Castela. Foi ali que começou o seu calvário.

Beatriz era muito bonita, e a rainha, dominada por uma mistura de ciúme e inveja, chegou a fechá-la em um caixão durante dias, a fim de que morresse asfixiada — mas uma invisível proteção da Virgem Maria a salvou.

a vocação religiosa

Como gesto concreto de agradecimento, Santa Beatriz aceitou sua vocação para a vida religiosa, e logo em seguida partiu a Toledo, onde se recolheu no mosteiro das Dominicanas — ramo feminino da Ordem de São Domingos de Gusmão, cujas religiosas viviam sob a regra cisterciense. Ali viveu por cerca de trinta anos.

a fundação de uma nova ordem

Deus, entretanto, tinha predestinado Beatriz para uma obra maior: fundar uma Ordem de estrita clausura, dedicada a uma vida contemplativa na oração, na penitência e no trabalho.

Santa Beatriz da Silva deixou o mosteiro dominicano e foi habitar numa nova sede, que veio a ser o berço das monjas concepcionistas. Essa Ordem está caracterizada por três heranças espirituais de Santa Beatriz: o amor a Maria Imaculada, a Paixão de Jesus Cristo e a Santíssima Eucaristia.

a morte

Santa Beatriz faleceu em 9 de agosto de 1490, com 66 anos de idade. No momento de sua morte, seu rosto foi visto transfigurado por uma grande claridade, e uma estrela resplandecente permaneceu sobre sua cabeça até ela expirar.

Foi beatificada em 1926 pelo Papa Pio XI, e sua canonização ocorreu no dia 3 de outubro de 1976, pelo Papa Paulo VI.

Santa Beatriz, rogai por nós!


Beatriz — Do latim Beatrix, variante de Viatrix (“viajante”), aproximada ao termo beatus (“bem-aventurado”, “feliz”). Significa, assim, “aquela que traz felicidade” ou “a que faz feliz”.

“Oração – Senhor Pai de bondade, aprendamos com Santa Beatriz a aceitar os desafios da vida e nunca abandonar o projeto de Deus em favor da libertação da humanidade. Guia-nos pelos caminhos da sabedoria e do discernimento, e ajudai-nos a Vos encontrar nos mais pequeninos e sofredores. Por Cristo nosso Senhor. Amém.”

Santa Beatriz, rogai por nós!

São Gil (Egídio) — Eremita que fundou um mosteiro na região da Camargue, na Gália, dando origem à povoação que ali se desenvolveu em seu nome.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 01 de setembro:

1

Santa Beatriz da Silva
Virgem. Em Toledo, na Espanha. Fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, após viver cerca de trinta anos como religiosa dominicana.

† 1490

2

São Josué
Servo do Senhor, que, pela imposição das mãos de Moisés, ficou cheio do espírito de sabedoria e, após a morte deste, introduziu o povo de Israel na terra prometida, atravessando o rio Jordão.

A.T.

3

São Sisto
Bispo. Em Reims, na Gália Bélgica, atualmente na França. É considerado o primeiro bispo desta cidade.

† s. III

4

São Prisco
Mártir. Em Cápua, junto à Via Aquária, na Campânia, região da Itália.

† s. IV

5

São Terenciano
Bispo. Em Tódi, na Úmbria, região da Itália.

† c. s. IV

6

São Vicente
Bispo e mártir. Em Dax, na Aquitânia, hoje na França.

† c. s. IV

7

Santa Verena
Virgem. Em Zurzach, junto ao rio Reno, no território de Zurique da Germânia, atualmente na Suíça.

† s. IV

8

São Vitório
Em Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França. Recordado por São Gregório de Tours.

† 490

9

São Constâncio
Bispo. Em Aquino, no Lácio, região da Itália. Seu dom de profecia é louvado pelo Papa São Gregório Magno.

† 570

10

São Gil (Egídio)
No território de Nimes, na Gália Narbonense, hoje na França. Deu nome à povoação que se desenvolveu na região da Camargue, onde, segundo a tradição, construiu um mosteiro.

† s. VI/VII

11

São Lopo
Bispo. Em Sens, na Nêustria, atual França. Foi exilado por afirmar que o povo devia obedecer mais a Deus do que aos príncipes.

† c. 623

12

Beata Juliana de Collalto
Abadessa da Ordem de São Bento. Em Veneza, atual região do Véneto, Itália.

† 1262

13

Beata Joana
Virgem da Ordem Terceira das Servas de Maria. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Eminente pela sua oração e austeridade.

† 1367

14

Beato Cristino (Miguel Roca Huguet) e onze companheiros
Mártires da Ordem de São João de Deus. Em Madrid, na Espanha. Mortos durante a guerra civil em ódio à religião cristã.

† 1936

15

Beato Afonso Sebastião Viñals
Presbítero e mártir. Em Paterna, província de Valência, Espanha. Diretor espiritual da Escola de Formação Social de Valência.

† 1936

16

Beatos Pedro de Alcântara, Maria do Carmo e Maria do Amparo
Mártires. Em Barcelona, na Espanha. Pedro de Alcântara (Cândido Rivera Rivera), presbítero franciscano conventual; Maria do Carmo Moreno Benítez e Maria do Amparo Carbonell Muñoz, virgens do Instituto de Maria Auxiliadora.

† 1936

17

Beato Bento Clemente (Félix España Ortiz)
Religioso das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

18

Beato Eugénio Andrés Amo
Religioso da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Sotillo, na Cantábria, litoral da Espanha.

† 1936

19

Beato José Samsó i Elias
Presbítero da diocese de Barcelona e mártir. Em Mataró, na Catalunha, Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT


Origens
Santo Amaro nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo, mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. 

Exemplo de Silêncio
Ele foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monacal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato.

Amigo de São Bento
Grande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; só depois ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu.

Santo Amaro: uma bela história de vocação e santidade 

Vocação
História ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e por meio da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.

Páscoa
Ele morreu em 15 de janeiro de 584, aos 72 anos. Rezado contra resfriados, reumatismo e gota, contra dores musculares, Santo Amaro tornou-se muito querido pelo povo e venerado como santo taumaturgo. 

Devoção
Aliás, na viagem para França, conta-se o milagre da multiplicação dos pães num pobre convento que o acolheu, em que os pobres monges, para acolher o santo peregrino, deram-lhe o único pão que restava na despensa, mas, na manhã, por milagre, encontraram a despensa cheia de pão fresco e em abundância por mais de um mês… O símbolo da Eucaristia e da caridade está aqui claro; em muitos países ainda é costume abençoar os sanduíches, símbolo de partilha, na festa do santo.

Minha oração
“Fiel seguidor de São Bento, rogai por todos os que circundam sob esse mesmo carisma, de modo especial pelas vocações beneditinas e pelos monges que ali vivem, para que também sejam fiéis ao fundador até o fim do mundo. Amém.”

Santo Amaro, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 15 de janeiro

  • Em Anágni, no Lácio, região da Itália, Santa Secundina, virgem e mártir. († data inc.)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São João Calibita. († s. V)
  • No mosteiro de Cluain Credal, na Irlanda, Santa Ida, virgem, fundadora deste mosteiro. († 570)
  • Em Riéti, na Sabina, região da Itália, a comemoração de São Probo, bispo, de quem fez um elogio ao papa São Gregório Magno. († c. 570)
  • No território de Rodez, na Gália, hoje na França, Santa Tarsícia, virgem e mártir. († s. VI/VII)
  • Em Ham, no Brabante, na atual Holanda, Santo Ableberto ou Emeberto, bispo de Cambrai. († c. 645)
  • Em Chartres, na Nêustria, atualmente na França, São Malardo, bispo. († c. 650)
  • Em Val di Non, no Trentino, região da Itália, São Romeu, anacoreta. († c. s. VIII)
  • Em Lião, na Gália, hoje na França, o passamento de São Bonito, bispo de Auvergne. († c. 710)
  • Em Armo, próximo de Réggio Calábria, na Calábria, região da Itália, Santo Arsénio, eremita, eminente pela sua oração e austeridade. († 904)
  • Em Saint-Gilles-les-Boucheries, na Provença, região da França, o Beato Pedro de Castelnau, presbítero e mártir. († 1208)
  • Em Città della Pieve, na Úmbria, região da Itália, o Beato Tiago, chamado o Caritativo, advogado dos pobres e dos oprimidos. († 1304)
  • No território de Gualdo Tadino, na Úmbria, o Beato Ângelo, eremita. († 1325)
  • Na China, São Francisco Fernández de Capillas, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1648)
  • Na Holanda, Santo Arnaldo Janssen, presbítero que fundou a Sociedade do Verbo Divino. († 1909)
  • Em Berlim, na Alemanha, o Beato Nicolau Gross, pai de família e mártir. († 1945)

22ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

22ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 2,10b-16)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 10b o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. 11 Quem dentre os homens conhece o que se passa no homem senão o espírito do homem que está nele? Assim também, ninguém conhece o que existe em Deus, a não ser o Espírito de Deus. 12 Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu. 13 Desses dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a sabedoria aprendida do Espírito: assim, ajustamos uma linguagem espiritual às realidades espirituais. 14 O homem psíquico – o que fica no nível de suas capacidades naturais – não aceita o que é do Espírito de Deus: pois isso lhe parece uma insensatez. Ele não é capaz de conhecer o que vem do Espírito, porque tudo isso só pode ser julgado com a ajuda do mesmo Espírito. 15 Ao contrário, o homem espiritual – enriquecido com o dom do Espírito – julga tudo, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16 Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 144(145),8-9.10-11.12-13ab.13cd-14 (R. 17a)

– É justo o Senhor em seus caminhos.

– É justo o Senhor em seus caminhos.

– Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.

– Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

– Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

– O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.

Evangelho (Lc 4,31-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” 35 Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (1Ts 5,1-6.9-11)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

1 Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. 2 Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. 3 Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar. 4 Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. 5 Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. 6 Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios. 9 Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 10 Ele morreu por nós, para que, quer vigiando nesta vida, quer adormecidos na morte, alcancemos a vida junto dele. 11 Por isso, exortai-vos e edificai-vos uns aos outros como já costumais fazer. 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 26(27),1.4.13-14 (R. 13)

– Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.

– Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.

– O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? 

– Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. 

– Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! 

Evangelho (Lc 4,31-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” 35 Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

22ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

22ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 2,1-5)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

1 Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2 Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3 Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4 Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5 para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119),97.98.99.100.101.102 (R. 97a)

– Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

– Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

– Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! Permaneço o dia inteiro a meditá-la.

– Vossa lei me faz mais sábio que os rivais, porque ela me acompanha eternamente.

– Fiquei mais sábio do que todos os meus mestres, porque medito sem cessar vossa Aliança.

– Sou mais prudente que os próprios anciãos, porque cumpro, ó Senhor, vossos preceitos.

– De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens.

– De vossos julgamentos não me afasto, porque vós mesmo me ensinastes vossas leis.

Evangelho (Lc 4,16-30)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O Espírito do Senhor repousa sobre mim; e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 16 veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22 Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?” 23 Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. 24 E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Raimundo Nonato, Bispo – 31 de Agosto

São Raimundo Nonato, Bispo

Santo do Dia – 31 de Agosto

São Raimundo Nonato - Bispo

São Raimundo Nonato,

Padroeiro das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras · † 1240

Origens

São Raimundo Nonato - Bispo

São Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200 (filho de pais nobres, porém sem grandes fortunas). Seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Extraído vivo do seio da sua mãe já sem vida, recebeu o sobrenome de Nonato, ou seja, “não nascido” — origem que marcaria toda a sua futura devoção como padroeiro das gestantes.

Dotado de grande inteligência, fez com certa tranquilidade seus estudos primários, revelando desde cedo os dotes que mais tarde o levariam à vida religiosa.

Chamado Religioso

Dotado de grande inteligência, cursou tranquilamente seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda da família, na tentativa de demovê-lo da vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário: no silêncio e na solidão em que vivia, Raimundo fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, também santo. A Ordem tinha como finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos — missão à qual Raimundo se dedicaria de coração e alma.

Ingresso na Ordem

Apesar da resistência inicial do pai, Raimundo conseguiu seu consentimento e, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote, e logo revelou seus dotes de missionário.

Missão: Converter

Devido à sua paixão pelas missões, foi enviado à Argélia, no norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu libertar cento e cinquenta escravos e devolvê-los às suas famílias. Quando os recursos para os resgates se esgotaram, ofereceu-se como refém em lugar de outros cativos, e sofreu no cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mesmo assim, não abandonou seu trabalho, levando o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus.

De Torturado a Cardeal

Muitas foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, que mandaram perfurar-lhe os lábios e colocar cadeados na boca, abrindo-a apenas para lhe dar a escassa ração dos presos — tudo para que Raimundo nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo. Suportou essa tortura durante oito meses, até ser libertado, já com a saúde profundamente abalada. Ao chegar à Catalunha, em 1239, foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório IX, que o chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la.

A Morte

Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo foi acometido de forte febre e morreu em 31 de agosto de 1240, com apenas 40 anos de idade. Foi sepultado naquela cidade, e seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo erguida ali uma igreja para abrigar seus restos mortais.

Via de Santificação

Seu culto propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado até hoje como padroeiro das parturientes, das parteiras e dos obstetras.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!


Raimundo — Do germânico Raginmund, formado por “ragin” (conselho) e “mund” (proteção), significando “aquele que protege com sabedoria” ou “protetor prudente”. Deu origem também à forma Ramón, em espanhol e catalão.

“Querido Santo, rogai pelas gestantes em suas dores e angústias assim como os profissionais da saúde que cuidam e se esmeram nessa missão. Alcançai a graça do nascimento das gestações mais difíceis e impossíveis. Amém!”

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

São Paulino — Bispo e mártir, em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 31 de agosto:

1

São Raimundo Nonato
Cardeal e religioso da Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Em Cardona, próximo de Barcelona, Espanha. Debilitado pelas torturas sofridas em cativeiro na libertação de cristãos escravizados, faleceu acometido de forte febre.

† 1240

2

Santos José de Arimateia e Nicodemos
Em Jerusalém. Acolheram o corpo de Jesus descido da cruz, envolveram-no num lençol e o colocaram no sepulcro.

† s. I

3

Santo Aristides
Filósofo. Em Atenas, na Grécia. Ilustríssimo pela sua fé e sabedoria.

† c. 150

4

São Paulino
Bispo e mártir. Em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha.

† 358

5

Santo Aidano
Bispo e abade. Em Lindisfarne, na Nortúmbria, atual Inglaterra. Homem de insigne mansidão, piedade e justo governo.

† 651

6

Beato André de Borgo Sansepolcro
Presbítero da Ordem dos Servos de Maria. No ermo de Vallúcola, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Insigne pela sua austeridade e vida contemplativa.

† 1315

7

Beatos Edmígio, Amálio e Valério Bernardo
Mártires da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Em Almeria, na Espanha.

† 1936

8

Beatos Henrique Vidaurreta Palma, Félix Paco Escartín e Tomás Alonso Sanjuán
Mártires, presbíteros da diocese de Málaga e da Sociedade Salesiana. Em Málaga, na Espanha.

† 1936

9

Beatos Isidro Ordóñez Díez, José Maria Palácio Montes, Miguel Menéndez Garcia, Cristóvão Iturriaga-Echevarria Irazola e Pedro Vega Ponce
Mártires, presbíteros e religiosos da Ordem dos Pregadores. Em Sama de Langreo, nas Astúrias, Espanha.

† 1936

10

Beata Josefina Sauleda Paulís
Virgem da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Barcelona, na Espanha.

† 1936

11

Beato Pedro Tarrés Claret
Presbítero. Em Barcelona, na Espanha.

† 1950

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Extraído vivo do seio da sua mãe sem vida, recebeu sobrenome de Nonato, ou seja, “não nascido”. Ingressou, com 24 anos, na Ordem dos Mercedários, destinada ao resgate de cativos e ofereceu-se voluntariamente para ficar escravo entre os mouros, a fim de permitir a libertação de um católico que estava periclitando na fé. Visava também exercer seu ministério entre os demais pobres cativos e, mais ainda, pregar a Religião católica aos próprios maometanos. Para impedi-lo de pregar, os mouros furaram-lhe os lábios com um ferro quente, e mantinham sua boca fechada com um cadeado. Passou oito meses prisioneiro, sofrendo atrozmente. Depois de libertado, foi nomeado cardeal, em reconhecimento pelos seus méritos. Faleceu com apenas 36 anos. É por isso invocado como padroeiro das parturientes e das parteiras.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

Oração – Rogo vossa proteção a fim de que me alcanceis de Deus todas as graças de que necessito, auxílio nas tentações e misericórdia na fragilidade; principalmente a graça de uma boa morte, para convosco ir gozar e louvar a Deus por todos os séculos dos séculos.

Raimundo tem origem a partir do germânico Ragnemundus, formado pela união dos elementos ragin, que significa “conselho”, e mundo que quer dizer “proteção”
Com Santos José de Arimateia e Nicodemos, que acolheram o corpo de Jesus descido da cruz, o envolveram num lençol e colocaram no sepulcro. José, nobre decurião e discípulo do Senhor, esperava o reino de Deus; Nicodemos, fariseu e príncipe dos Judeus, viera de noite ter com Jesus para conhecer a sua missão e, perante os sumos sacerdotes e os fariseus que queriam prender Jesus, defendeu a sua causa. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 31 2. Em Atenas, na Grécia, Santo Aristides, filósofo, ilustríssimo pela sua fé e sabedoria, que escreveu e apresentou ao imperador Adriano alguns dos seus livros sobre a religião cristã.(† c. 150) 3. Em Tréveris, na Gália Bélgica, atualmente na Alemanha, São Paulino, bispo e mártir, que no tempo da heresia ariana foi um verdadeiro arauto da verdade e, no Sínodo de Arles, convocado pelo imperador Constâncio, não se deixou demover, nem com ameaças nem com adulações para condenar Santo Atanásio e afastar-se da verdadeira fé; por isso foi desterrado para a Frígia, na hodierna Turquia, onde, depois de cinco anos de exílio, consumou o martírio.(† 358) 4. Em Lindisfarne, na Nortumbria, na atual Inglaterra, Santo Aidano, bispo e abade, homem de insigne mansidão, piedade e justo governo, que, chamado pelo rei Osvaldo, veio do mosteiro de Iona para esta cidade, onde construiu a sede episcopal e um mosteiro, para fomentar eficazmente a evangelização deste reino.(† 651) 5. Em Cardona, povoação da Catalunha, na Espanha, São Raimundo Nonato, que foi um dos primeiros companheiros de São Pedro Nolasco na Ordem de Nossa Senhora das Mercês; conta-se que sofreu muito pelo nome de Cristo para a redenção dos cativos.(† c. 1240) 6. No ermo de Vallúcola, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato André de Borgo Sansepolcro, presbítero da Ordem dos Servos de Maria, insigne pela sua austeridade e vida contemplativa.(† 1315) 7. Em Almeria, na Espanha, os beatos Edmígio (Isidoro Primo Rodríguez), Amálio (Justo Zariquiégui Mendoza) e Valério Bernardo (Marciano Herrero Martínez), da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, durante a perseguição religiosa, foram mortos em ódio à fé cristã.(† 1936) 8. Em Málaga, também na Espanha, os beatos mártires Henrique Vidaurreta Palma, presbítero da diocese de Málaga, Félix Paco Escartin, presbítero da Sociedade Salesiana e Tomás Alonso Sanjuán, religioso da Sociedade Salesiana, que na mesma perseguição contra a fé cristã deram a vida por Cristo.(† 1936) 9. Em Sama de Langreo, cidade das Astúrias, também na Espanha, os beatos mártires Isidro Ordoñes Díez, José Maria Palácio Montes e Miguel Menéndez Garcia, presbíteros da Ordem dos Pregadores e Cristóvão Iturriaga-Echevarria Irazola e Pedro Vega Ponce, religiosos da mesma Ordem, religiosos da mesma Ordem, assassinados em ódio à fé cristã.(† 1936) 10. Em Barcelona, também na Espanha, a Beata Josefina Sauleda Paulís (Boaventura Sauleda Paulís), virgem da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a perseguição religiosa, foi assassinada por causa da sua fidelidade a Cristo Esposo.(† 1936) 11. Também em Barcelona, o Beato Pedro Tarrés Claret, presbítero.(† 1950)

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil – 30 de Agosto

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Santo do Dia – 30 de Agosto

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Beato Padre Eustáquio,

Presbítero nos Trópicos · † 30 de Agosto de 1943

Origens

Beato Padre Eustáquio, Presbítero no Brasil

Humberto van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, na Holanda, em 3 de novembro de 1890, educado por pais dedicados e na convivência de oito irmãos. Ao ler a biografia do missionário São Damião de Veuster, sentiu-se chamado a uma vida missionária e ingressou no Seminário dos Padres dos Sagrados Corações.

No noviciado trocou seu nome de batismo pelo de Eustáquio, fazendo profissão religiosa em 27 de janeiro de 1915. Ordenado sacerdote, exerceu diversos ministérios na Holanda, onde ganhou fama de caridoso e santo. Foi condecorado “Cavaleiro da Coroa” pelo Rei Alberto da Bélgica pelo seu trabalho junto aos refugiados belgas. Em 1925 veio para o Brasil como missionário, respondendo ao convite do Bispo de Uberaba para assumir o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, iniciando uma longa jornada de fé e caridade nos trópicos brasileiros.

Ida ao Brasil

Em 1926 tornou-se vigário de três paróquias com muitas capelas anexas. Seus paroquianos eram pessoas simples, sem instrução religiosa. Visitava os doentes nas choupanas, distribuía roupas e alimentos aos necessitados, acudia aos problemas familiares. Era pai, amigo, advogado e piedoso pastor das almas. Reabriu a escola rural, moralizou as festas da Padroeira e pregou missões populares em todas as três paróquias.

Construção do Santuário

Iniciou a construção do novo Santuário, hoje tão conhecido por todo o povo do Triângulo Mineiro. Conquistou assim toda a região e ganhou fama de santo e milagreiro. Suas pregações e bênçãos logo criaram fama e projetaram seu nome pelo estado e até Brasil afora. Passou a ser conhecido como o “Vigário de Poá”. A notícia das curas do santo Pe. Eustáquio fizeram afluir muita gente à sua procura. Milhares de pessoas se apinhavam nas ruas da pequena cidade de Poá, e a todos o bom padre procurava sempre atender ou dar sua bênção.

Transferências e Apostolado

Quando foi transferido para Poá, SP, o povo não permitiu sua saída. Somente dois meses depois, quando as coisas acalmaram, assumiu essa nova paróquia recém criada, onde a maioria da população trabalhava nas fábricas e indústrias de São Miguel e São Paulo. Como vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, atendia várias outras paróquias vizinhas com seus dois padres coadjutores. Em maio de 1941 foi novamente transferido. Por onde passava, multidões acorriam e assim não conseguia mais descansar.

Últimos dias

Após algumas transferências, foi empossado como vigário da Paróquia de São Domingos em Belo Horizonte. Por ordem dos superiores, somente no confessionário podia atender os não-paroquianos em números reduzidos e em horários fixos. Era incansável no trabalho pastoral. De repente chegou a notícia alarmante: Pe. Eustáquio adoecera gravemente, picado por um carrapato perigoso em suas andanças pelas vilas abandonadas de sua paróquia.

Contraíra tifo exantemático, mal para o qual não havia tratamento adequado naquele tempo. Sofreu terrivelmente, mas aguardou a morte com calma e alegria.

Dia 30 de agosto de 1943 sua bela alma descansou definitivamente na paz de Deus.

Foi beatificado por Bento XVI em 2006, reconhecimento solene da Igreja de sua vida de santidade e caridade dedicada ao povo brasileiro.

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

Eustáquio — Significa “frutífero”, “carregado de belas espigas”, “bem construído”, “estável”. Tem origem no latim Eustachius, que evoca a abundância espiritual e a firmeza na fé.

“Alcançai-me, Padre Eustáquio, a graça de uma fé viva e generosa nos mistérios de Deus, nas verdades reveladas e na bondade e providência divina. Que minha fé seja como foi a vossa, inabalável, principalmente nas dificuldades e sofrimentos da vida. Amém.”

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

São Pamáquio — Senador insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres. A cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio em Roma.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 30 de agosto:

1

Santos Félix e Adauto
Mártires. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense. Juntos deram inquebrantável testemunho da sua fé em Cristo e juntos entraram vitoriosos no Céu.

† c. 304

2

Sessenta Santos Mártires
Em Suffetula, na África Bizacena, atualmente na Tunísia. Por ter sido destruída uma estátua de Hermes, foram mortos pelo furor dos gentios na perseguição imperial.

† 399

3

São Pamáquio
Senador em Roma. Insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio.

† 410

4

Santo Agilo
Abade. No mosteiro de Rebais, próximo de Meaux, na Nêustria, atualmente na França. Primeiro abade deste importante cenóbio beneditino.

† c. 650

5

São Fiácrio
Eremita. Em Breuil, no território de Meaux, na França. Oriundo da Irlanda, seguiu a vida solitária em total dedicação a Deus.

† c. 670

6

São Fantino, o Jovem
Eremita. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia. Passou toda a sua vida em jejuns, vigílias e trabalhos por Cristo.

† s. X

7

São Bonônio
Abade. Em Lucédio, no Piemonte, região da Itália. Seguiu a vida eremítica primeiro no Egito, depois no monte Sinai antes de fundar seu mosteiro.

† 1026

8

São Pedro
Eremita. Em Trévi, no Lácio, região da Itália. Embora analfabeto, cultivou na solidão a sabedoria do Evangelho.

† 1050

9

Santa Margarida Ward
Mártir. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, por ter ajudado um sacerdote, foi condenada à morte e recebeu o martírio no patíbulo de Tyburn.

† 1588

10

Beato João Juvenal Ancina
Bispo. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália. Anteriormente médico, foi dos primeiros a entrar no Oratório de São Filipe Néri.

† 1604

11

Beata Maria Ráfols
Virgem. Em Saragoça, na Espanha. Superando pacientemente muitas adversidades, fundou no hospital desta cidade a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana.

† 1853

12

Beatos Diogo Ventaja Milán e Manuel Medina Olmos
Bispos e mártires. Em Almeria e Guádix, na Espanha. Encarcerados em ódio à fé cristã, suportaram pacientemente os maus tratos até serem fuzilados.

† 1936

13

Beato Joaquim de Albocácer
Presbítero. Da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Na estrada de Puebla Tornesa para Villafamés, próximo de Castellón, na Espanha. Pelo martírio alcançou a recompensa prometida aos perseverantes na fé.

† 1936

14

Beato Vicente Cabanes Badenas
Presbítero e mártir. Da Congregação dos Terciários Capuchinhos. Em Bilbau, na Espanha. Durante a perseguição contra a fé, mereceu entrar no banquete celeste.

† 1936

15

Beatos Antônio Maria Arriaga Anduíza e Nicásio Romo Rúbio
Religiosos e mártires. Em Madrid, na Espanha. Da Ordem de Santo Agostinho e da Ordem dos Pregadores. Na perseguição contra a fé foram assassinados em ódio à fé cristã.

† 1936

16

Beatos Germano Martin Martin e Dionísio Ullívarri Barajuán
Presbítero e religioso. Da Sociedade Salesiana. Em Atavaca, perto de Madrid, na Espanha. Durante a perseguição contra a fé, derramaram seu sangue por Cristo e alcançaram a palma da glória.

† 1936

17

Beato Estêvão Nehmé
Religioso. Da Ordem Maronita Libanesa. Em Kfiffan, no Líbano. Dedicou sua vida ao serviço monástico e à fé cristã maronita.

† 1938

18

Beato Eustáquio van Lieshout
Presbítero. Da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Em Belo Horizonte, no Brasil. Apóstolo incansável junto aos pobres e necessitados, modelo de fé e caridade nos trópicos.

† 1943

19

Beato Alfredo Ildefonso Schuster
Bispo. Em Venégono, Varese, na Itália. Era abade de São Paulo em Roma quando foi nomeado para a sede episcopal de Milão, ministério que exerceu incansavelmente.

† 1954

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Humberto van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, Holanda, em 3 de novembro de 1890. Educado por pais dedicados e bons cristãos, e na convivência de seus oito irmãos. Ao ler a biografia do famoso missionário São Damião de Veuster, quis imitá-lo e por isso conseguiu matricular-se no Seminário dos Padres dos Sagrados Corações. No noviciado trocou o seu nome de Batismo pelo de Eustáquio, e fez sua profissão religiosa em 27 de janeiro de 1915. Ordenado sacerdote exerceu diversos ministérios na Holanda, onde ganhou fama de caridoso e santo. Foi condecorado “Cavaleiro da Coroa” pelo Rei Alberto da Bélgica, pelo seu trabalho junto aos refugiados belgas. Em 1925 veio para o Brasil como missionário, com mais dois companheiros. O Bispo de Uberaba convidou-os para irem para a sua Diocese onde assumiram o Santuário de Nossa Senhora da Abadia. Em 1926 tornou-se vigário de três paróquias, com muitas capelas anexas. Seus paroquianos eram pessoas simples, sem instrução religiosa. Visitava os doentes nas choupanas, distribuía roupas e alimentos aos necessitados, acudia aos problemas familiares. Era pai, amigo, advogado e piedoso pastor das almas. Reabriu a escola rural, moralizou as festas da Padroeira, pregou missões populares em todas as três paróquias. Iniciou a construção do novo Santuário, tão conhecido hoje por todo o povo do Triângulo Mineiro. Conquistou assim todo a região, e ganhou fama de santo e milagreiro. Quando foi transferido para Poá, SP, o povo não permitiu a sua saída. Somente dois meses depois, quando as coisas acalmaram, ele pode assumir essa nova paróquia recém criada. Em Poá a maioria da sua população trabalhava nas fábricas e indústrias de São Miguel e São Paulo. Sendo vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, atendia várias outras paróquias vizinhas com seus dois padres coadjutores. Suas pregações e bênçãos logo criaram fama e projetaram o seu nome pelo estado e até Brasil afora. Passou a ser conhecido como o “Vigário de Poá”. A notícia das curas do ‘santo’ Pe. Eustáquio fizeram afluir muita gente à sua procura. Milhares de pessoas se apinhavam nas ruas da pequena cidade de Poá. A todos o bom padre procurava sempre atender ou dar sua bênção. Em maio de 1941 foi transferido. Por onde passava as multidões acorriam e assim não conseguia mais descansar. Após algumas transferências, foi empossado como vigário da Paróquia de São Domingos em Belo Horizonte. Por ordem dos superiores, somente no confessionário podia atender os não-paroquianos, em número reduzido, em horários fixos. Assim podia conduzir o seu apostolado na paróquia como um vigário normalmente faria.  Era incansável no trabalho pastoral. De repente a notícia alarmante: Pe. Eustáquio adoecera gravemente, picado por um carrapato perigoso, em suas andanças pelas vilas abandonadas de sua paróquia. Contraíra tifo exantemático, mal para o qual não havia tratamento adequado naquele tempo. Sofreu terrivelmente, mas aguardou a morte com calma e alegria. Dia 30 de agosto de 1943 sua bela alma descansou definitivamente na paz de Deus. Foi beatificado por Bento XVI em 2006

Beato Padre Eustáquio, rogai por nós!

Oração – Alcançai-me, Padre Eustáquio, a graça de uma fé viva e generosa nos mistérios de Deus, nas verdades reveladas e na bondade e providência divina. Que minha fé seja como foi a vossa, inabalável, principalmente, nas dificuldades e sofrimentos da vida. Amém.

Eustáquio: Significa “frutífero”, “carregado de belas espigas”, “bem construído”, “estável”.

Com São Pamáquio senador, insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 30 1. Em Roma, no cemitério de Comodila, junto à Via Ostiense, os santos mártires Félix e Adauto, que juntos deram inquebrantável testemunho da sua fé em Cristo e juntos entraram vitoriosos no Céu.(† c. 304) 2. Comemoração dos sessenta santos mártires, que, em Suffetula, na África Bizacena, atualmente na Tunísia, por ter sido destruída uma estátua de Hermes, foram mortos pelo furor dos gentios.(† 399) 3. Em Roma, a comemoração de São Pamáquio senador, insigne pela sua firmeza na fé e generosidade para com os pobres, a cuja diligente piedade se deve a construção de uma igreja titular no monte Célio.(† 410) 4. No mosteiro de Rebais, próximo de Meaux, na Nêustria, atualmente na França, Santo Agilo, seu primeiro abade.(† c. 650) 5. Em Breuil, também no território de Meaux, São Fiácrio, eremita, oriundo da Irlanda, que seguiu a vida solitária.(† c. 670) 6. Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, São Fantino o Jovem, eremita, que passou toda a sua vida em jejuns, vigílias e trabalhos por Cristo.(† s. X) 7. Em Lucédio, no Piemonte, região da Itália, São Bonônio, abade, que seguiu a vida eremítica, primeiro no Egipto, depois no monte Sinai.(† 1026) 8. Em Trévi, no Lácio, também região da Itália, São Pedro, que, embora analfabeto, cultivou na solidão a sabedoria do Evangelho.(† 1050) 9. Em Londres, na Inglaterra, Santa Margarida Ward, mártir, que, no reinado de Isabel I, por ter ajudado um sacerdote, foi condenada à morte e de bom grado recebeu o martírio no patíbulo de Tyburn. Com ela, no mesmo lugar, sofreram também o martírio os beatos Ricardo Leight, presbítero, e os leigos Eduardo Shelley e Ricardo Martin, ingleses, João Roche, irlandês, e Ricardo Lloyd, galês: o primeiro, porque era sacerdote; os outros, porque acolheram sacerdotes.(† 1588) 10. Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália, o Beato João Juvenal Ancina, bispo, que, anteriormente médico, foi dos primeiros a entrar no Oratório de São Filipe Néri.(† 1604) 11. Em Saragoça, na Espanha, a Beata Maria Ráfols, virgem, que, superando pacientemente muitas adversidades, fundou no hospital desta cidade a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana e a dirigiu com suma diligência.(† 1853) 12. Em Almeria, também na Espanha, os beatos mártires Diogo Ventaja Milán, bispo de Almeria, e Manuel Medina Olmos, bispo de Guádix, que, encarcerados em ódio à fé cristã, suportaram pacientemente os maus tratos e insultos, até que, durante a noite, foram fuzilados.(† 1936) 13. Na estrada de Puebla Tornesa para Villafamés, próximo de Castellón, também na Espanha, o Beato Joaquim de Albocácer (José Ferrer Adell), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que pelo martírio alcançou a recompensa prometida aos que perseveram na fé.(† 1936) 14. Em Bilbau, também na Espanha, o Beato Vicente Cabanes Badenas, presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir, que, durante a mesma perseguição contra a fé, mereceu entrar no banquete celeste.(† 1936) 15. Em Madrid, também na Espanha, os beatos mártires Antônio Maria Arriaga Anduíza, religioso da Ordem de Santo Agostinho, e Nicásio Romo Rúbio, religioso da Ordem dos Pregadores, que na mesma perseguição foram assassinados em ódio à fé cristã.(† 1936) 16. Em Atavaca, perto de Madrid, também na Espanha, os beatos Germano Martin Martin, presbítero, Dionísio Ullívarri Barajuán, religioso, ambos da Sociedade Salesiana e mártires, que, durante a perseguição contra a fé, derramaram o seu sangue por Cristo e alcançaram a palma da glória.(† 1936) 17. Em Kfiffan, no Líbano, o Beato Estêvão Nehmé (José Nehmé), religioso da Ordem Maronita Libanesa.(† 1938) 18. Em Belo Horizonte, no Brasil, o Beato Eustáquio van Lieshout, presbítero da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.(† 1943) 19. Em Venégono,  Varese, na Itália, o passamento do Beato Alfredo Ildefonso Schuster, bispo, que era abade de São Paulo em Roma quando foi nomeado para a sede episcopal de Milão, ministério pastoral que exerceu incansavelmente com admirável sabedoria em favor do seu povo.(† 1954)

22º Domingo do Tempo Comum | Domingo

22º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Jr 20,7-9)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

7 Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir; foste mais forte, tiveste mais poder. Tornei-me alvo de irrisão o dia inteiro, todos zombam de mim. 8 Todas as vezes que falo, levanto a voz, clamando contra a maldade e invocando calamidades; a palavra do Senhor tornou-se para mim fonte de vergonha e de chacota o dia inteiro. 9 Disse comigo: “Não quero mais lembrar-me disso nem falar mais em nome dele”. Senti, então, dentro de mim um fogo ardente a penetrar-me o corpo todo: desfaleci, sem forças para suportar.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 62(63),2.3-4.5-6.8-9 (R. 2b)

– A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

– A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

– Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água!

– Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam.

– Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor!

– Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta.

Segunda Leitura (Rm 12,1-2)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

1 Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. 2 Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Mt 16,21-27)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o espírito; conheçamos, assim, a esperança à qual nos chamou, como herança!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22 Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” 23 Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!” 24 Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Eclo 3,19-21.30-31 (gr: 17-18.20.28-29))

Leitura do Livro do Eclesiástico

19 Filho, realiza teus trabalhos com mansidão e serás amado mais do que um homem generoso. 20 Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade, e assim encontrarás graça diante do Senhor. Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que ele revela seus mistérios. 21 Pois grande é o poder do Senhor, mas ele é glorificado pelos humildes. 30 Para o mal do orgulhoso não existe remédio, pois uma planta de pecado está enraizada nele, e ele não compreende. 31 O homem inteligente reflete sobre as palavras dos sábios, e com ouvido atento deseja a sabedoria. Palavra do Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 67(68),4-5ac.6-7ab.10-11 (R. cf. 11b)

– Com carinho preparastes uma mesa para o pobre. 

– Com carinho preparastes uma mesa para o pobre. 

– Os justos se alegram na presença do Senhor rejubilam satisfeitos e exultam de alegria!  Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome! o seu nome é Senhor: exultai diante dele! 

– Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor: é assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados,  quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura.

– Derramastes lá do alto uma chuva generosa, e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; e ali vosso rebanho encontrou sua morada; com carinho preparastes essa terra para o pobre.

Evangelho (Lc 14,1.7-14)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de manso e humilde coração!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

1 Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7 Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8 “Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9 e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10 Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11 Porque quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”. 12 E disse também a quem o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13 Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14 Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”. Palavra da Salvação.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Martírio de São João Batista – Memória | Sábado

Martírio de São João Batista | Memória | Sábado

Cor Litúrgica: Vermelho

Primeira Leitura (Jr 1,17-19)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

Naqueles dias, a Palavra do Senhor foi-me dirigida: 17 “Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer: não tenhas medo, senão, eu te farei tremer na presença deles. 18 Com efeito, eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes, aos sacerdotes e ao povo da terra; 19 eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te”, diz o Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 70(71),1-2.3-4a.5-6ab.15ab e 17 (R. 15a)

– Minha boca anunciará vossa justiça.

– Minha boca anunciará vossa justiça.

– Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

– Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

– Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo.

– Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensinastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas.

Evangelho (Mc 6,17-29)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Jr 1,17-19)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

Naqueles dias, a Palavra do Senhor foi-me dirigida: 71 “Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer: não tenhas medo, senão, eu te farei tremer na presença deles. 18 Com efeito, eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes, aos sacerdotes e ao povo da terra; 19 eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te”, diz o Senhor. Palavra do Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 70(71),1-2.3-4a.5-6ab.15ab e 17 (R. 15a)

– Minha boca anunciará vossa justiça.

 Minha boca anunciará vossa justiça.

– Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me! 

– Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo,  o meu refúgio, proteção e segurança!  Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.  

– Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude!  Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo. 

– Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis.  Vós me ensinastes desde a minha juventude,  e até hoje canto as vossas maravilhas. 

Evangelho (Mc 6,17-29)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

 – Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

Naquele tempo, 17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. Palavra da Salvação.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.