Semana Santa | Segunda-feira

Semana Santa | Segunda-feira

Primeira Leitura (Is 42,1-7)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

1 “Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2 Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3 Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4 Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos”. 5 Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move: 6 “Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7 para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 26(27),1.2.3.13-14 (R. 1a)

— O Senhor é minha luz e salvação.

— O Senhor é minha luz e salvação.

— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? 

— Quando avançam os malvados contra mim, querendo devorar-me, são eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem. 

— Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei. 

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!


Evangelho (Jo 12,1-11)

— Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

— Salve, nosso rei, somente vós tendes compaixão dos nossos erros.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

— Glória a vós, Senhor.

1 Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2 Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3 Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4 Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5 “Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?” 6 Judas falou assim não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7 Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8 Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”. 9 Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. 10 Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11 porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Zózimo, Bispo, Confessor. – 30 de Março

São Zózimo, Bispo, Confessor.

Com sete anos, foi levado ao mosteiro de Santa Lúcia

Nascido na Sicília, com sete anos, foi levado ao mosteiro de Santa Lúcia, em Siracusa, pelos pais. Era, então, Abade daquela casa, o bom Fausto, que o recebeu com carinho.

Diante de tanta virtude, o Abade, um dia, encarregou o novo membro da comunidade da guarda do túmulo da santa mártir Lúcia.

As escondidas, saudosíssimo, deixou o mosteiro e partiu

Zózimo sentia imensas saudades da família. E, uma noite, às escondidas, saudosíssimo, deixou o mosteiro e partiu.

Quando chegou, os pais admiraram-se de vê-lo de volta e, interrogando-o, descobriram que o filho deixara o mosteiro sem consentimento superior. Imediatamente, encaminharam-no ao abade. E Zózimo, que do abade Fausto esperava dura repreensão, recebeu excepcional carinho.

Santa Lúcia, apareceu-lhe em sonhos

Naquela noite, Santa Lúcia, apareceu-lhe em sonhos. E, recriminando-lhe a falta de constância, a infidelidade, fez com que o santo se compenetrasse do seu estado.

Humilde, recolhido, zeloso e penetrado de maior espírito de desprendimento

Desde aquela época, Zózimo tornou-se humilde, recolhido, zeloso e penetrado de maior espírito de desprendimento. Modelo de regularidade e de obediência, à morte de Fausto continuou como guarda do túmulo da santa mártir que vira em sonhos.

Eis aí aquele que o Senhor escolheu para ser vosso abade

Segundo o costume daqueles tempos, desaparecido o superior, os religiosos iam procurar o bispo, para que este lhes desse novo abade.

Quando João, o Bispo, os recebeu a todos e a todos examinou detidamente, perguntou:

– Viestes todos? Não falta ninguém?

– Não, responderam eles.

O Bispo insistiu:

– Todos?
Responderam:

– Há um irmão ainda no mosteiro, que guarda o túmulo de Santa Lúcia.

– Trazei-me aqui! Ordenou o Bispo.

Assim que Zózimo chegou, João, inspirado por Deus, disse:

– Eis aí aquele que o Senhor escolheu para ser vosso abade.

E, imediatamente, conferiu-lhe o sacerdócio.

Foi Abade sábio, prudente, moderado, doce, mas enérgico

São Zózimo foi Abade sábio, prudente, moderado, doce, mas enérgico. À frente do mosteiro de Santa Lúcia de Siracusa, ficou o santo por quarenta anos, e quando Pedro, o bispo que sucedera aquele que a Zózimo conferira o sacerdócio, morreu, o nosso Santo foi visto como o novo prelado.

E assim foi. Sagrado em 647 por Teodoro, que então se assentava, em Roma, na cátedra de Pedro, o Apóstolo, o novo Bispo se ocupou do rebanho que Deus lhe dera por treze anos – treze anos passados na mais estrita vigilância, a exercer uma caridade sem limites, a pregar as santas verdades, a pregar as santas virtudes, a praticar a pobreza.

Falecido, a 30 de Março, ou, segundo querem alguns, a 21 de Janeiro de 662, é o santo invocado particularmente contra a peste.

São Zózimo, rogai por nós!

Oração – “Senhor, pelos méritos de São Zózimo, nós vos pedimos a graça do entendimento de que nessa vida somos peregrinos rumo ao céu.

Zózimo: Significad “Guerreiro Abnegado”. Romano que abrigou os cristãos em tavernas.

Com Beato Amadeu IX, Duque de Saboia, que no seu governo promoveu por todos os meios a paz e favoreceu com seus bens e ardente zelo a causa dos pobres, das viúvas e dos órfãos.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 30

1. Em Ásti, na Transpadana, hoje na Itália, São Segundo, mártir.(† data inc.)

2. Em Tessalônica, na Macedônia, na atual Grécia, São Senhorinho, mártir.(† s. IV)

3. Em Senlis, na Gália Lugdunense, na atual França, São Régulo, bispo.(† s. IV)

4. Comemoração de muitos santos mártires,  em Constantinopla, Istambul, na Turquia, no tempo do imperador Constâncio, por ordem do bispo ariano Macedônio, foram mandados para o exílio e torturados com inauditos tormentos.(† s. IV)

5. No monte Sinai, no Egito, São João, abade, que escreveu para instrução dos monges o memorável tratado «Escada do Paraíso», no qual apresenta o caminho da perfeição espiritual na forma de uma escada de trinta graus na subida da alma para Deus, o que lhe mereceu o sobrenome de «Clímaco».(† 649)

6. Em Siracusa, na Sicília, região da Itália, São Zósimo, bispo, que foi primeiramente o humilde guarda do túmulo de Santa Luzia e depois abade no mosteiro desta localidade.(† c. 600)

7. Em Coventry, na Inglaterra, Santa Osburga, primeira abadessa do mosteiro deste lugar.(† c. 1018)

8. Em Aquino, no Lácio, região da Itália, São Clínio, abade.(† d. 1030)

9. Em Aguilera, localidade da região de Castela, na Espanha, São Pedro Regalado de Valladolid, presbítero da Ordem dos Menores, que foi insigne pela sua humildade e rigorosa penitência e fundou dois cenóbios, onde só doze irmãos deviam viver em cada eremitério.(† 1456)

10. Em Vercelas, no Piemonte, região da Itália, o Beato Amadeu IX, duque de Saboia, que no seu governo promoveu por todos os meios a paz e favoreceu com seus bens e ardente zelo a causa dos pobres, das viúvas e dos órfãos.(† 1472)

11. Em Su-Ryong, na Coreia, os santos mártires Antônio Daveluy, bispo, Pedro Aumaître, Martinho Lucas Huin, presbíteros, José Chang Chu-gi, Tomé Son Cha-son e Lucas Hwang Sok-tu, catequistas, que pela fé em Cristo morreram decapitados.(† 1866)

12. Em Nápoles, na Itália, São Luís de Casória (Arcângelo Palmentiéri), presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, movido pelo ardor da caridade para com os pobres de Cristo, fundou duas congregações: os Irmãos da Caridade e as Irmãs Franciscanas de Santa Isabel.(† 1885)

13. Em Turim, também na Itália, São Leonardo Murialdo, presbítero, que fundou a piedosa Sociedade de São José, para que as crianças abandonadas pudessem sentir os efeitos da fé e caridade cristãs.(† 1900)

14. Em San Julián, localidade do território de Guadalajara, no México, São Júlio Álvarez, presbítero e mártir, que, durante a perseguição religiosa, com o derramamento do seu sangue deu testemunho da fidelidade a Cristo e à sua Igreja.(† 1927)

15. Em Viena, na Áustria, a Beata Maria Restituta (Helena Kafka), virgem da Congregação das Irmãs Franciscanas da Caridade Cristã e mártir, que, oriunda da Morávia, exerceu o ofício de enfermeira no Hospital, quando, durante a guerra, foi decapitada pelos inimigos da fé.(† 1943)

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor | Domingo

     Cor Litúrgica: Vermelho

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor | Domingo

Primeira Leitura (Is 50,4-7)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5 O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6 Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7 Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)

— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

— Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” 

— Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos. 

— Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro! 

— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel! 


Segunda Leitura (Fl 2,6-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:

6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.




Evangelho para Procissão de Ramos

Evangelho (Mt 21,1-11)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”.

4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”.
6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”

10Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Anúncio do Evangelho (Mt 27,11-54 – Forma breve)

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Mateus: Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

Ass.: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1: Jesus declarou:

Pres.: “É como dizes”.

Narrador 1: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

Leitor: “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”

Narrador 1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

Ass.: “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”

Narrador 2: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

Mulher: “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.

Narrador 2: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

Ass.: “Qual dos dois quereis que eu solte?”

Narrador 2: Eles gritaram:

Ass.: “Barrabás”.

Narrador 2: 22Pilatos perguntou:

Leitor: “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?”

Narrador 2: Todos gritaram:

Ass.: “Seja crucificado!”

Narrador 2: 23Pilatos falou:

Leitor: “Mas, que mal ele fez?”

Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:

Ass.: “Seja crucificado!”

Narrador 1: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

Leitor: “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”

Narrador 1: 25O povo todo respondeu:

Ass.: “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.

Narrador 1: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.

Ass.: 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;

Narrador 1: 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

Ass.: “Salve, rei dos judeus!”

Narrador 2: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”.

Narrador 1: 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação:

Ass.: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.

Narrador 1: 38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

Ass.: 40”Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”

Narrador 2: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:

Ass.: 42”A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel… Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.

Narrador 1: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

Pres.: “Eli, Eli, lamá sabactâni?”

Narrador 1: Que quer dizer:

Pres.: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Narrador 1: 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

Ass.: “Ele está chamando Elias!”

Narrador 1: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

Ass.: “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”

Narrador 1: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. (Todos se ajoelham.)

Narrador 2: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:

Ass.: “Ele era mesmo Filho de Deus!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Marcos de Aretusa, Bispo, Confessor – 29 de Março

São Marcos de Aretusa, Bispo, Confessor

Salvou a vida do príncipe Julião, depois apelidado o Apóstata

Bispo de Aretusa, quando do Imperador Constantino, o Grande, Marcos salvou a vida do príncipe Julião, depois apelidado o Apóstata, mal sabendo que, tempos mais tarde, repudiando a fé cristã, o novo governante procuraria, acirradamente, restabelecer o paganismo.

Enfrentou os perseguidores com grande desassombro

De posse do império, iniciou Julião uma surda e sistemática perseguição contra a Igreja, e Marcos viu-se obrigado a fugir. Sabendo, porém, que considerável número de religiosos havia sido preso e que os do seu rebanho jaziam sem quem lhes assistisse, o santo Bispo, corajosamente, tornou ao posto e enfrentou os perseguidores com grande desassombro.

Os próprios atormentadores que, admirados, acabaram por lhe dar a liberdade

Preso, foi submetido a cruéis tormentos. Inflexível na fé, a tudo, com heroísmo, suportou, vencendo pela paciência e confiança em Deus os próprios atormentadores que, admirados, acabaram por lhe dar a liberdade.

São Marcos, então, se aproveitando daquela oportunidade, lançou-se de corpo e alma na conquista dos pagãos, se dedicando todo inteiro ao árduo trabalho da conversão.

A morte encontrou-o, em 364, a batalhar pelo que se propusera.

São Marcos de Aretusa, rogai por nós!

Oração –  São Macos de Aretusa que te lançaste de corpo e alma na conquista dos pagão, alcançai para nos um zelo ardente pela evangelização. Amém

Significa “relativo a Marte” ou “guerreiro”

Com Santo Eustásio, Bispo.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 29

1. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, a comemoração de Santo Eustásio, bispo.(† s. III)

2. Comemoração de São Marcos, bispo de Aretusa, na Síria, que durante a controvérsia ariana seguiu fidelissimamente a reta fé e no tempo do imperador Juliano o Apóstata foi fortemente perseguido. São Gregório de Nazianzo louva-o como homem insigne e ancião santíssimo.(† 364)

3. Comemoração dos santos Armogasto, Arquinimo e Saturnino, mártires, que, na África setentrional, durante a perseguição dos Vândalos, no tempo do rei ariano Genserico, sofreram terríveis suplícios e infâmias pela confissão da verdadeira fé.(† c. 462)

4. No monte Carmelo, na Palestina, o Beato Bertoldo, soldado, que foi admitido entre os irmãos que neste monte tinham abraçado a vida monástica e, mais tarde, eleito prior, encomendou esta piedosa comunidade à Mãe de Deus.(† 1188)

5. Em Poitiers, na Aquitânia, região da França, São Guilherme Tempier, bispo, que, com prudência e firmeza, defendeu contra os nobres a Igreja que lhe foi confiada e corrigiu os costumes do povo, dando ele próprio o exemplo irrepreensível da sua vida.(† 1197)

6. Em Wismar, no Holstein, região da Alemanha, São Ludolfo, bispo de Ratzeburg e mártir, que, por defender a liberdade da Igreja, foi encerrado num miserável cárcere por ordem do duque Alberto e de tal modo se enfraqueceu o seu corpo que, mal foi liberto das cadeias, partiu deste mundo.(† 1250)

7. Em Salisbury, na Inglaterra, a comemoração do Beato João Hambley, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, em ódio ao sacerdócio, em dia desconhecido deste mês, próximo da Páscoa do Senhor, no suplício da forca se configurou à paixão de Cristo.(† 1587)

5ª Semana da Quaresma | Sábado

5ª Semana da Quaresma | Sábado

Primeira Leitura (Ez 37,21-28)

Leitura da Profecia de Ezequiel

21 Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo vou tomar os israelitas do meio das nações para onde foram, vou recolhê-los de toda a parte e reconduzi-los para a sua terra. 22 Farei deles uma nação única no país, nos montes de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles. Nunca mais formarão duas nações, nem tornarão a dividir-se em dois reinos. 23 Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os libertarei de todo o pecado que cometeram em sua infidelidade, e os purificarei. Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus. 24 Meu servo Davi reinará sobre eles, e haverá para todos eles um único pastor. Viverão segundo meus preceitos e guardarão minhas leis, pondo-as em prática. 25 Habitarão no país que dei ao meu servo Jacó, onde moraram vossos pais; ali habitarão para sempre, também eles, com seus filhos e netos, e o meu servo Davi será o seu príncipe para sempre. 26 Farei com eles uma aliança de paz, será uma aliança eterna. Eu os estabelecerei e multiplicarei, e no meio deles colocarei meu santuário para sempre. 27 Minha morada estará junto deles. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 28 Assim as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel, por estar o meu santuário no meio deles para sempre”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Jr 31,10.11-12ab.13 (R. cf. 10d)

— O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

— O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

— Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: “Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!”

— Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor:

— Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra. 


Evangelho (Jo 11,45-56)

— Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!

— Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 45 muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46 Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. 47 Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: “O que faremos? Este homem realiza muitos sinais. 48 Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação”. 49 Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. 50 Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” 51 Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. 52 E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53 A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. 54 Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55 A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56 Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: “O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Gontrão, Rei – 28 de Março

São Gontrão, Rei

Neto de rei e de santa

Filho de Clotário I, rei de França e neto de Clóvis I e de Santa Clotilde, Clotário era senhor de França e de uma parte da Alemanha, quando a doença o prostrou, e ele se viu obrigado a tudo deixar. “Que pensais, dizia aos cortesãos, quem é esse rei celeste que faz morrer assim tão grandes reis?” Morreu, dessa forma, em Compiegne, no ano de 561, após ter reinado cinqüenta anos.

O traço dominante de seu caráter era a bondade e a piedade

Seus quatro filhos lançaram a sorte sobre o reino. Cariberto teve Paris e a Aquitânia. Gontrão recebeu Orleans, a Borgonha e estabeleceu a capital em Châlon-sobre-o-Saône. A Sigeberto, o mais jovem, coube a Austrásia, e em Metz estabeleceu a capital.

Gontrão serviu de pai aos dois sobrinhos. No começo de seu reinado, cometeu mais de uma falta por fraqueza e induzimento. Mas expirou-as pela penitência. O traço dominante de seu caráter era a bondade e a piedade.

Morrendo Chilperico, foi a Paris e dedicou-se à reparação das injustiças que seu irmão cometera.

Gontrão serviu de pai aos sobrinhos

Um domingo em que assistia à missa, o diácono fez com que o povo mantivesse silêncio para começar o sacrifício. Gontrão voltou-se para o povo e disse:

“Eu vos conjuro, homens e mulheres que aqui estais, a guardar-me fidelidade inviolável e não me matar, como fizestes recentemente a meus irmãos. Que me seja permitido, ao menos durante três anos, educar meus sobrinhos que são meus filhos adotivos. Tenho receio – o que Deus queira evitar – de que se eu morrer, venhais a perecer com essas crianças, não tendo um homem feito em nossa família para vos defender”.

A essas palavras, todo o povo dirigiu a Deus preces pelo rei. Seus dois sobrinhos eram Childeberto da Austrásia, filho de Sigeberto e de Brunehaut, e Clotário II, filho de Chilperico e de Fredegunda.

É este o sinal que te dou da entrega de meu reino

Gontrão recebeu o jovem rei da Austrásia com ternura paternal. Colocando-lhe uma lança na mão, disse-lhe, diante de todos: “É este o sinal que te dou da entrega de meu reino. Para o futuro, submete à tua autoridade todas as minhas cidades como se fossem as tuas, porque, por causa dos nossos pecados, não resta de nossa família senão tu, que és filho de meu irmão. Serás meu herdeiro e meu sucessor em todo o reino, com exclusão de todos os outros.”

O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleãs

Um dia, quando se dirigia para fazer orações, às diversas igrejas de Orleans, o rei Gontrão rumou para a residência de São Gregório de Tours, que morava na igreja de Santo Avito. Gregório levantou-se cheio de alegria ao reconhecê-lo e, depois de lhe ter dado a benção, rogou-lhe houvesse por bem aceitar com ele alguns elogios de São Martinho. Gontrão aceitou. Entrou com muita cordialidade, bebeu um copo de vinho, lembrou a Gregório que devia estar presente no jantar para o qual havia convidado todos os bispos e retirou-se alegre. O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleãs. Aceitou o convite, compareceu ao jantar e encantou-os como sua bondade. Chamavam-no geralmente o bom rei.

Os exemplos de um rei tão bom santificaram a família

O zelo de Gontrão sustinha e animava o dos prelados de seu reino. Perdendo os dois filhos que deviam suceder-lhe, aplicou-se mais do que nunca a toda sorte de boas obras. Parecia, diz Fredegário, um bispo entre os bispos, tal o zelo pelos interesses da Igreja. Os exemplos de um rei tão bom santificaram a família. As duas princesas, suas filhas, Clodoberge e Clotilde, renunciaram às grandezas e aos prazeres do mundo, para se consagrarem a Deus, na sua virgindade. E Clodoberge não tardou em receber a recompensa celeste.

Gontrão distinguiu-se especialmente pala magnificência com que fundava e dotava as igrejas.

Reuniu vários concílios

O Rei Gontrão reuniu vários concílios, não somente para regular os negócios da Igreja, como também para tratar dos bens temporais dos povos, para conciliar as diferenças do reino a outro, e prevenir, dessa forma, as guerras vivis entre os francos. Para ele, os concílios eram ainda conselhos de Estado. Sua caridade se mostrou sobretudo nessa circunstância.

Um navio que chegara da Espanha, espalhara em Marselha a peste, enquanto Teodoro, bispo dessa cidade se encontrava na corte de Childeberto. O santo Bispo retornou imediatamente para consolar o povo, e aliviar-lhe o sofrimento. Não omitiu nenhum dos socorros espirituais e temporais que podia dar.

Desempenhou, ao mesmo tempo, as funções de um bom rei e de um piedoso Bispo

Gontrão desempenhou, ao mesmo tempo, as funções de um bom rei e de um piedoso Bispo. Ordenou que fossem celebradas as rogações e que, durante três dias, tempo que deviam durar, se jejuasse, comendo pão de cevada e bebendo água.

Arrancavam-lhe pedaços das vestes para aplicá-los aos doentes

Seus súditos o olhavam com veneração e respeitavam nele mais a qualidade de santo do que a de rei. Arrancavam-lhe pedaços das vestes para aplicá-los aos doentes. Uma mulher curou dessa forma, seu filho de uma febre.

Enfim, o bom Rei Gontrão – assim chamavam os contemporâneos – morreu em 28 de março de 593, em Châlon-sobre-o-Saône, onde foi sepultado na igreja de São Marcelo, que ele mesmo havia fundado.

Com sua morte, o sobrinho Childeberto, rei da Austrásia, herdou-lhe o reino da Borgonha. A igreja colocou o nome do Rei Gontrão entre os santos e celebra-lhe a memória no dia 28 de Março.

São Gontrão, Rei, Confessor, rogai por nós!

Oração – Pela intercessão de São Gontrão, Rei e Confessor, dai-nos viver de tal modo, que não sejamos despojados da vossa glória. Amém.

Significado do nome: Germain Gund, “luta”, e hramn, “corvo”. Este nome se refere à divindade pagã que protege os guerreiros

Com Santo Estêvão Harding, Abade, que veio de Molesme com outros monges para este célebre cenóbio, instituiu os irmãos conversos, recebeu o egrégio Bernardo com trinta companheiros e fundou doze mosteiros.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 28

1. Em Tarso, cidade da Cilícia, na atual Turquia, São Castor, mártir.(† data inc.)

2. Comemoração dos santos mártires Prisco, Malco e Alexandre, que, durante a perseguição de Valeriano, habitavam numa pequena quinta dos arredores de Cesareia da Palestina; sabendo que nessa cidade se ofereciam celestes coroas de martírio, inflamados pelo ardor divino da fé, apresentaram-se espontaneamente ao juiz e, tendo-o censurado pela crueldade com que derramava o sangue dos fiéis, foram por ele imediatamente lançados às feras para serem devorados, em ódio ao nome de Cristo.(† 260)

3. Em Heliópolis, na Fenícia, Líbano, São Cirilo, diácono e mártir, que foi cruelmente assassinado no tempo do imperador Juliano Apóstata.(† c. 362)

4. Em Alexandria, no Egito, São Protério, bispo, que, após um tumultuoso motim popular, na Quinta-Feira Santa da Ceia do Senhor, foi ferozmente assassinado pelos monofisitas, sequazes do seu predecessor Dióscoro.(† 454)

5. Em Chalon-sur-Saône, na Borgonha, atualmente na França, o sepultamento de São Gontrão ou Guntrano, rei dos Francos, que distribuiu os tesouros da sua riqueza em favor das igrejas e dos pobres.(† 593)

6. Junto ao monte Olimpo, na Bitínia, hoje na Turquia, Santo Hilarião, hegúmeno do mosteiro de Pelecete, que defendeu vigorosamente o culto das sagradas imagens.(† s. VIII)

7. Em Cister, localidade da Borgonha, na França, Santo Estêvão Harding, abade, que veio de Molesme com outros monges para este célebre cenóbio, instituiu os irmãos conversos, recebeu o egrégio Bernardo com trinta companheiros e fundou doze mosteiros, que associou com o vínculo da Carta da Caridade, para que não houvesse entre os monges discórdia alguma, mas vivessem na harmonia da mesma caridade, da mesma regra e de costumes semelhantes.(† 1134)

8. Em Naso, na Sicília, região da Itália, São Cono, monge sob a observância dos Padres orientais, que, ao regressar da peregrinação aos Lugares Santos, sabendo que seus pais tinham falecido, distribuiu pelos pobres toda a fortuna familiar e abraçou a vida eremítica.(† 1236)

9. Em Monticiano, perto de Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Antônio Patrízzi, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, ilustre pelo seu exímio amor aos irmãos e ao próximo.(† c. 1311)

10. Em Tours,  França, a Beata Joana Maria de Maillé,  depois da morte do esposo na guerra, reduzida à miséria e expulsa da sua casa pelos parentes e abandonada por todos, viveu reclusa numa cela junto do convento dos Menores, mendigando o pão, mas totalmente confiada em Deus.(† 1414)

11. Em York, na Inglaterra, o Beato Cristóvão Wharton, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, foi condenado ao suplício da forca em ódio ao sacerdócio.(† 1600)

12. Em Angers, na França, a Beata Renata Maria Feillatreau, mártir, mulher casada que, durante a Revolução Francesa, foi decapitada por permanecer fiel à Igreja católica.(† 1794)

13. Em Przemysl, na Polônia, São José Sebastião Pelczar, bispo, fundador da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus e mestre insigne da vida espiritual.(† 1924)

São Ruperto, Bispo – 27 de Março

São Ruperto, Bispo

Santo do Dia – 27 de Março

São Ruperto de Salzburgo,

O Corajoso e Memorável Bispo Fundador · † c. 718

De família carolíngia

Catedral de Salzburgo

Era um nobre descendente dos condes que dominavam a região do médio e do alto Reno, rio que percorre os Alpes europeus. Os Rupertinos eram parentes dos Carolíngios e o centro de suas atividades estava em Worms, onde Ruperto recebeu sua formação junto aos monges irlandeses.

No ano 700, sua vocação de pregador se manifestou e ele dirigiu-se à Baviera, na Alemanha, com este intuito. Com o apoio do conde Téodo da Baviera, que era pagão e foi convertido por Ruperto, fundou uma igreja dedicada a São Pedro, perto do lago Waller, a dez quilômetros de Salzburgo. Mas, o local não condizia ainda com os objetivos de Ruperto, que conseguiu do conde outro terreno, próximo do rio Salzach, nos arredores da antiga cidade romana de Juvavum.

O mosteiro que o Bispo Ruperto construiu

Nesse terreno fica o mosteiro mais antigo da Áustria, construido pelo Bispo Ruperto e veio a ser justamente o núcleo de formação da nova cidade de Salzburgo. Teve para isso o apoio de doze concidadãos, dois dos quais também se tornaram santos: Cunialdo e Gislero. Fundou, ao lado deste, um mosteiro feminino, que entregou a direção para sua sobrinha, a abadessa Erentrudes.

O fundador de Salzburgo

Foi o responsável pela conversão total da Baviera e, é claro, de toda a Áustria.

Morreu no dia 27 de março de 718, um domingo de Páscoa, depois de rezar a missa, no mosteiro de Juvavum. Antes, como percebera que a morte estava próxima, fez algumas recomendações e pedido de orações à sua sobrinha, e irmã espiritual, Erentrudes. Suas relíquias estão guardadas na belíssima catedral de Salzburgo, construída no século XVII. Ele é o padroeiro de seus habitantes e de suas minas de sal.

São Ruperto, reconhecido como o fundador da bela cidade de Salzburgo — cujo significado é cidade do sal — aparece retratado com um saleiro na mão, tamanha sua ligação com a própria origem e desenvolvimento da cidade.

Tomado como modelo pelos monges irlandeses

Foi seu primeiro bispo e sua influência alastrou-se tanto, que é festejado nesse dia, não só nas regiões de língua alemã, como também na Irlanda, onde estudou, porque ali foi tomado como modelo pelos monges irlandeses.

São Ruperto, rogai por nós!

Ruperto — Nome de origem germânica que significa “forte, resistente, inquebrantável”.

“Oração – Senhor, por intercessão de São Ruperto, queremos hoje vos rogar pelas vocações religiosas. Amém.”

São Ruperto, rogai por nós!

Beato Peregrino de Falerone — Presbítero, que foi um dos primeiros discípulos de São Francisco e, dirigindo-se como peregrino à Terra Santa, suscitou a admiração dos próprios Sarracenos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 27 de março:

1

São Ruperto
Bispo. Em Salzburgo, cidade da Baviera, atualmente na Áustria. Viveu primeiramente em Worms e, a pedido do duque Teodão, dirigiu-se para a Baviera e edificou uma igreja e um mosteiro em Juvávum, hoje Salzburgo, de onde expandiu a fé cristã em toda aquela região.

† c. 718

2

Beato Peregrino de Falerone
Presbítero. Em San Severino, no Piceno, atualmente nas Marcas, região da Itália. Foi um dos primeiros discípulos de São Francisco e, dirigindo-se como peregrino à Terra Santa, suscitou a admiração dos próprios Sarracenos.

† 1232

3

Beata Panaceia de’ Múzzi
Virgem e mártir. Em Quarona, próximo de Novara, no Piemonte, região da Itália. Depois de ter recebido contínuos maus tratos da sua madrasta, foi por ela assassinada aos quinze anos de idade quando orava na igreja.

† 1383

4

Beato Francisco Faà di Bruno
Presbítero. Em Turim, também no Piemonte. Associou diligentemente a ciência da matemática e da física com o ardor das obras de caridade.

† 1888

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

5ª Semana da Quaresma | Sexta-feira

5ª Semana da Quaresma | Sexta-feira

Primeira Leitura (Jr 20,10-13)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias

10 Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: “Denunciai-o, denunciemo-lo”. Todos os amigos observavam minhas falhas: “Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele”. 11 Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! 12 Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13 Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 17(18),2-3a.3bc-4.5-6.7 (R. cf. 7)

— Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.

— Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.

— Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador!

— Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! e dos meus perseguidores serei salvo!

— Ondas da morte me envolveram totalmente, e as torrentes da maldade me aterraram; os laços do abismo me amarraram e a própria morte me prendeu em suas redes.

— Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e elevei o meu clamor para o meu Deus; de seu Templo ele escutou a minha voz, e chegou a seus ouvidos o meu grito.


Evangelho (Jo 10,31-42)

— Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai que é amor!

— Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32 E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?” 33 Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34 Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? 35 Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36 por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37 Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38 Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”. 39 Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40 Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41 Muitos foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade”. 42 E muitos, ali, acreditaram nele.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

5ª Semana da Quaresma | Quinta-feira

5ª Semana da Quaresma | Quinta-feira

5ª Semana da Quaresma | Quinta-feira

Primeira Leitura (Gn 17,3-9)

Leitura do Livro do Gênesis

 

Naqueles dias, 3 Abrão prostrou-se com o rosto por terra. 4 E Deus lhe disse: “Eis a minha aliança contigo: tu serás pai de uma multidão de nações. 5 Já não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de nações. 6 Farei crescer tua descendência infinitamente. Farei nascer de ti nações, e reis sairão de ti. 7 Estabelecerei minha aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre; uma aliança eterna, para que eu seja teu Deus e o Deus de teus descendentes. 8 A ti e aos teus descendentes darei a terra em que vives como estrangeiro, todo o país de Canaã como propriedade para sempre. E eu serei o Deus dos teus descendentes”. 9 Deus disse a Abraão: “Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 104(105),4-5.6-7.8-9 (R. 8a)

— O Senhor se lembra sempre da Aliança!

— O Senhor se lembra sempre da Aliança!

— Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. 

— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac. 

Evangelho (Jo 8,51-59)

— Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51 “Em verdade, em verdade, eu vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. 52 Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. 53 Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes tu ser?”. 54 Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55 No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56 Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se”. 57 Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens , e viste Abraão!?” 58 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. 59 Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Ludgero, Bispo – 26 de Março

São Ludgero, Bispo

Santo do Dia – 26 de Março

São Ludgero,

Bispo · † 809

O Bispo

Foi o primeiro Bispo de Münster. Nasceu no ano 742 em Zuilen, Friesland, atual Holanda, e foi um dos grandes evangelizadores do seu tempo. Era descendente de família nobre, irmão dos Santos Gerburgis e Hildegrin, e dedicado aos estudos religiosos desde pequeno. Ouviu São Bonifácio pregar em 753 e decidiu entrar para a vida religiosa. Ordenou-se sacerdote em 777, em Colônia, na Alemanha.

 

Trabalhou nas regiões pagãs da Holanda, Suécia, Dinamarca

Seu trabalho de apóstolo teve início em sua terra natal, pois começou a trabalhar justamente nas regiões pagãs da Holanda, Suécia, Dinamarca, ponto alto da missão de São Bonifácio, que teve como discípulos São Gregório e Alcuíno de York, dos quais foi seguidor também Ludgero.

Serviu a Carlos Magno

Mais tarde, foi chamado pelo imperador Carlos Magno para evangelizar as terras que dominava. Entretanto, o imperador empregava métodos de conversão não condizentes com os princípios do cristianismo: obrigava os soldados vencidos a se converterem pela força, sob pena de morte se não se batizassem.

Como consequência dessa atitude autoritária, estourou a revolta de Widukindo e Ludgero teve que fugir, seguindo para Roma. Depois foi para Montecassino, onde aprimorou seus estudos sobre o catolicismo e vestiu o hábito de monge, sem contudo emitir os votos.

Pregou o Evangelho na Saxônia

A revolta de Widukindo foi dominada em 784, e o próprio Carlos Magno foi a Montecassino pedir que Ludgero retornasse ao seu trabalho evangelizador, que então produziu muitos frutos. Pregou o evangelho na Saxônia e em Vestfália.

Carlos Magno ofereceu-lhe o bispado de Treves, mas ele recusou. Ludgero emitiu os votos, tomou o hábito definitivo de monge e fundou um mosteiro, ao redor do qual cresceu a cidade de Münster — cujo significado, literalmente, é mosteiro — da qual foi eleito o primeiro Bispo.

Fundou várias igrejas e escolas, criou novas paróquias e as entregou aos sacerdotes que ele mesmo formara. Ainda encontrou tempo para retomar a evangelização na Frísia, realizando o sonho de contribuir para a conversão de sua pátria, e fundou outro mosteiro beneditino em Werden, antes de morrer, no dia 26 de março de 809.

São Ludgero, rogai por nós!

Ludgero — Nome de origem teutônica, que significa “guerreiro”.

“Oração – São Ludgero que nunca deixou de fazer a meditação e as orações, fazei que sejamos fieis a esse exemplo. Amém.”

São Ludgero, rogai por nós!

São Pedro, Bispo — Irmão mais novo de São Basílio Magno, foi insigne defensor da reta fé contra os arianos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 26 de março:

1
São Cástulo
Mártir. Em Roma, junto à Via Labicana.

† data inc.

2
Santos Manuel, Sabino, Quadrato e Teodósio
Mártires. Na Anatólia, na atual Turquia.

† data inc.

3
Santos Montano e Máxima
Mártires, presbítero e sua esposa. Em Sirmium, na Panônia, hoje Sremska Mitrovica, na Sérvia. Por confessarem a fé em Cristo foram precipitados no mar por infiéis.

† c. 304

4
Santo Eutíquio
Subdiácono de Alexandria. No tempo do imperador Constâncio, sendo bispo da cidade o ariano Jorge, morreu pela sua fé católica.

† 356

5
São Pedro, Bispo
Em Sebaste, na antiga Armênia, hoje Sivas, na Turquia. Irmão mais novo de São Basílio Magno, foi insigne defensor da reta fé contra os arianos.

† c. 391

6
São Bercário
Primeiro abade de Hautvillers e de Montier-en-Der, no território de Champagne, França. Apunhalado por um monge perverso na Ceia do Senhor, faleceu no dia da Ressurreição.

† 685

7
Santos Barôncio e Desidério
Eremitas. Em Montalbano, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.

† s. VII

8
São Ludgero
Bispo. No mosteiro de Werden, na Saxônia, hoje na Alemanha. Instruído por Alcuíno, pregou o Evangelho na Frísia, na Dinamarca e na Saxônia, constituiu a sede episcopal de Münster e fundou vários mosteiros, verdadeiros centros de propagação da fé.

† 809

9
Beata Madalena Catarina Morano
Virgem do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Em Catânia, na Sicília, Itália. Consagrou-se à catequese, percorrendo incansavelmente toda a região.

† 1908

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