2ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

2ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

Primeira Leitura (At 5,27-33)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, os guardas 27 levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, 28 dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” 29 Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30 O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31 Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32 E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. 33 Quando ouviram isto, ficaram furiosos e queriam matá-los.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 33(34),2 e 9.17-18.19-20 (R. 7a)

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! 

— mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. 

— Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta.


Evangelho (Jo 3,31-36)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creem sem ter visto.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

 — Glória a vós, Senhor. 

31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32 Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34 De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida. 35 O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36 Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Bernardette de Soubirous, Virgem – 16 de Abril

Santa Bernardette de Soubirous, Virgem

Santo do Dia – 16 de Abril

Santa Bernardette de Soubirous,

Virgem e Vidente de Lourdes · † 1879

Bernarda era seu nome

Bernarda era o nome da filha de Francisco Soubirous e Luisa Casterot, nascida em 7 de janeiro de 1844, em Lourdes, uma região montanhosa da França, os famosos Pirineus. Mas era chamada pela forma carinhosa do nome no diminutivo: Bernadette.

Família numerosa e pobre. A família de camponeses era numerosa, religiosa e muito pobre. Desde a infância, a pequena tinha problemas de saúde em consequência da asma. Era analfabeta, mas tinha aprendido a rezar o terço, o que fazia diariamente enquanto cuidava dos afazeres da casa.

Ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma luz. Numa tarde úmida e fria, Bernadete foi, junto com a irmãzinha e algumas companheiras, procurar gravetos. Tinham de atravessar um riacho, mas ela se atrasou porque ficou com receio de molhar os pés, quando ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma luz, dentro da gruta natural na encosta da montanha.

Olhando melhor, viu Nossa Senhora vestida de branco, faixa azul na cintura, terço entre as mãos, que a chamou para rezar. Era o dia 11 de fevereiro de 1858. Quando chegaram em casa, a sua irmãzinha contou o ocorrido para os pais, que a proibiram de sair de casa. Bernadete chorou muito e adoeceu, então os pais deixaram que ela voltasse para lá.

“Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”

A aparição se repetiu sete dias depois, quando Nossa Senhora lhe disse: “Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”. Voltou mais dezoito vezes, até 16 de julho, na gruta de Massabielle, nos montes Pirineus.

“Eu sou a Imaculada Conceição.” O pároco da diocese, no início, mostrou-se incrédulo quanto às aparições, por isso disse a Bernadete: “Peça a essa Senhora que diga o seu nome”. A resposta foi: “Eu sou a Imaculada Conceição”. O que mais se admirou em Bernadete foi a sua modéstia, autenticidade e simplicidade. Compreendeu que tinha sido escolhida como instrumento para a mensagem que a Virgem queria transmitir ao mundo: a conversão, a necessidade de rezar o terço.

Só os numerosos milagres confirmaram como obra divina

Bernadete sofreu muitas e pesadas provações para ser acreditada em suas visões, que só os numerosos milagres confirmaram como obra divina. Enquanto o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes se tornava um dos lugares mais visitados pelos peregrinos do mundo e a água da fonte era considerada milagrosa pelos devotos, Bernadete se recolhia na sombra.

Ao tomar o hábito definitivo, recebeu o nome de Maria Bernarda. Ingressou na Congregação das Irmãs de Caridade de Nevers, sendo admitida no noviciado seis anos depois por motivo de saúde. Nunca recebeu privilégios das irmãs — parecia que essa frieza fazia parte de sua provação.

Sempre bem-humorada, trabalhou como enfermeira no interior do convento; depois foi sacristã. Contudo sua doença se agravou e ela viveu nove anos numa cama, entre a vida e a morte.

Queria purificar-se para poder rever Nossa Senhora

Rezava não para livrar-se do sofrimento, mas para ter paciência e forças para tudo suportar, pois queria purificar-se para poder rever Nossa Senhora. Bernardette morreu em 16 de abril de 1879. O Papa Pio XI canonizou-a em 8 de dezembro de 1933, dia da Imaculada Conceição, designando sua festa para o dia de sua morte.

Santa Bernardette, rogai por nós!

Bernadette — Significa “forte como uma ursa”. A partir do francês Bernadette, é o diminutivo de Bernarda, variante feminina de Bernardo, que vem da união dos elementos germânicos ber (“urso”) e hart (“forte”).

“Senhor, que vos dignastes conceder à jovem Bernadete a graça de ver vossa Santíssima Mãe e com ela conversar e orar, concedei também a mim uma maior devoção para com Maria Santíssima. Amém.”

Santa Bernardette, rogai por nós!

Santa Engrácia — Virgem e mártir, que, duramente torturada, sobreviveu a todos os suplícios, permanecendo durante algum tempo em seus membros os sinais das suas chagas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de abril:

1

Santos Leônidas e sete companheiros
Mártires. Em Corinto, na Acaia, Grécia. Após suportarem vários suplícios, foram afogados no mar. Os nomes das companheiras: Carissa, Galina, Teodora, Nice, Nunécia, Cális e Basilissa.

† s. III/IV

2

Santos Optato e dezassete companheiros
Mártires. Em Saragoça, na Hispânia Tarraconense. Na perseguição de Diocleciano, foram torturados e mortos; o seu ilustre martírio foi celebrado em poemas de Prudêncio.

† s. IV

3

Santa Engrácia
Virgem e mártir. Em Saragoça. Duramente torturada, sobreviveu a todos os suplícios, permanecendo durante algum tempo em seus membros os sinais das suas chagas.

† s. IV

4

Santos Caio e Cremêncio
Mártires. Também em Saragoça. Na mesma perseguição, venceram as torturas perseverando na fé de Cristo.

† s. IV

5

São Turíbio
Bispo de Astorga, no reino dos Suevos, Hispânia. Por mandato do papa São Leão Magno, combateu fortemente a seita dos priscilianistas que progredia na Hispânia.

† s. V

6

São Frutuoso
Bispo de Braga, na Galécia, hoje em Portugal. Sua memória celebra-se em Portugal no dia 5 de dezembro, juntamente com São Martinho de Dume e São Geraldo.

† c. 665

7

São Magno
Mártir. Na Escócia, príncipe das ilhas Órcades. Abraçou a fé cristã; chamado dolosamente para um acordo de paz com o seu adversário, apresentou-se sem armas e foi assassinado.

† 1116

8

São Drogão
Em Sebourg, no Hainaut, França. Aspirando a uma vida simples e solitária, fez-se pastor e peregrino pelo Senhor, terminando seus dias recluso numa pequena cela.

† c. 1186

9

São Contardo
Peregrino. Em Bróni, perto de Pavia, Lombardia, Itália. Decidiu viver em extrema pobreza e morreu atingido por enfermidade quando ia a caminho de Compostela.

† 1249

10

Beato Joaquim
Religioso da Ordem dos Servos de Maria. Em Siena, na Etrúria. Distinguiu-se pela singular devoção à Santíssima Virgem e cumpriu a lei de Cristo, tomando sobre si o encargo dos pobres.

† 1305

11

São Bento José Labre
Em Roma. Aspirando desde a adolescência a uma vida de áspera penitência, fez peregrinações a célebres santuários, coberto com veste rude e esfarrapada, alimentando-se com esmolas e dando exemplo de piedade por onde passava.

† 1783

12

Beatos Pedro Delépine, João Menard e vinte e quatro companheiras
Mártires. Em Avrillé, junto de Angers, França. Quase todos agricultores, foram fuzilados durante a Revolução Francesa em ódio à fé cristã.

† 1794

13

Santa Maria Bernarda (Bernadete) Soubirous
Virgem. Em Nevers, França. Nascida de família muito pobre em Lourdes, ainda de tenra idade experimentou a presença da Virgem Santa Maria Imaculada e depois, tomando o hábito religioso, levou no convento uma vida oculta e humilde.

† 1879

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Beato Cesar de Bus, Presbítero – 15 de Abril

Beato Cesar de Bus, Presbítero

Santo do Dia – 15 de Abril

Beato César de Bus

Beato César de Bus,

Presbítero e Fundador · † 1607

Desejava seguir a carreira militar

Beato César de Bus

César de Bus desejava seguir a carreira militar e estava quase embarcando para atender ao chamado de seu irmão, capitão a serviço do rei Carlos IX, da França, quando foi impedido por uma enfermidade que o atingiu de maneira fulminante. Foi essa ocasião que o aproximou do bispo de Cavaillon, cidadezinha da Provença, onde ele havia nascido em 3 de fevereiro de 1544.

Os jesuítas de Avignon, um humilde capelão e uma camponesa, que o assistiam durante a convalescença, com as suas palavras e os seus exemplos o reconduziram para a religião cristã, da qual ele havia se afastado. Não perdeu tempo: tão logo se curou, trocou de vida e se pôs a estudar para tornar-se sacerdote. Enquanto se preparava, começou a percorrer os sítios e fazendas ensinando o catecismo.

Fundou, com o auxílio de um primo, Romillon, centros de instrução religiosa nos cantos mais escondidos e esquecidos, nos quais começou a experimentar novos métodos de ensino da doutrina às crianças do meio rural.

Fundou a Congregação dos Padres da Doutrina Cristã

César de Bus tornou-se sacerdote aos trinta e oito anos de idade e já reunia em torno de si muitos jovens, formando, com a ajuda dos bispos e dos sacerdotes da região, uma numerosa comunidade, que tomou o nome de Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, ou Doutrinários, os quais, por não terem pronunciado os votos, viviam todos juntos.

Foi neste ponto que surgiu a divergência entre os dois fundadores: César de Bus queria que eles pronunciassem finalmente os votos e Romillon queria que se mantivessem apenas padres. Assim, esse último se transferiu para a casa de Aix-en-Provance, enquanto César permaneceu na sede de Avignon.

A morte

Depois de um longo período de sofrimento causado por uma enfermidade, César de Bus morreu no dia 15 de abril de 1607. Foi beatificado, em 1975, pelo papa Paulo VI, que autorizou sua celebração litúrgica para o dia do seu trânsito.

Beato César de Bus, rogai por nós!

César — Significa “imperador”, “rei”, “o que tem o cabelo comprido”, “cabeludo” ou “cortado”, “talhado”. A origem do nome César não é consensual.

“Oração — Ó Deus, que destes ao Beato César de Bus a graça de conhecer e amar a Doutrina ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como a sabedoria para ensiná-la, dai também a nós o amor à vossa Doutrina e a sabedoria. Amém.”

Beato César de Bus, rogai por nós!

São Damião de Veuster — Presbítero da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que se consagrou com tanta magnanimidade à assistência dos leprosos, que também ele sucumbiu atingido pela lepra.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de abril:

1

Santos Teodoro e Pausilipo
Mártires. Na Trácia, região do Sul da Europa. Segundo a tradição, sofreram a morte no tempo do imperador Adriano.

† 117/137

2

São Crescente
Mártir. Em Mira, na Lícia, na atual Turquia. Sofreu o martírio na fogueira.

† data inc.

3

São Marão
Mártir. No Monte d’Oro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† data inc.

4

Santo Abúndio
Em Roma, junto de São Pedro. Segundo o testemunho do papa São Gregório, foi humilde e fiel missionário desta Igreja.

† c. 564

5

São Paterno
Bispo de Avranches. Em Scissy, no território de Coutances da Gália, na atual França. Fundou muitos mosteiros e, eleito já septuagenário para a sede episcopal, entregou sua alma a Deus com grande contentamento.

† c. 565

6

Santo Ortário
Abade. No mosteiro de Landelles, no território de Bayeux, na Normandia, atualmente na França. Dedicado a uma vida de austeridade e de oração e assíduo na assistência aos enfermos e aos pobres.

† s. XI

7

Beato César de Bus
Presbítero. Em Avinhão, na Provença, região da França. Convertendo-se da vida mundana, dedicou-se à pregação e à catequese e fundou a Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, destinada a dar glória a Deus pela formação dos fiéis.

† 1607

8

São Damião de Veuster
Presbítero da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Em Kalawao, ilha de Molokai, Oceania. Consagrou-se com total magnanimidade à assistência dos leprosos, sucumbindo ele próprio à doença.

† 1889

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

Primeira Leitura (At 5,17-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 17 levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido – isto é, o partido dos saduceus – cheios de raiva 18 e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública. 19 Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20 “Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver”. 21 Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no Templo e começaram a ensinar. O Sumo Sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o Sinédrio e o Conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos à prisão. 22 Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram dizendo: 23 “Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro”. 24 Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do Templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido. 25 Chegou alguém que lhes disse: “Os homens que vós colocastes na prisão estão no Templo ensinando o povo!” 26 Então o chefe da guarda do Templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 7a)

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! 

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!


Evangelho (Jo 3,16-21)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

2ª Semana da Páscoa | Terça-feira

2ª Semana da Páscoa | Terça-feira

Primeira Leitura (At 4,32-37)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

32 A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33 Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34 Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35 e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. 36 José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37 possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 92(93),1ab.1c-2.5 (R. 1a)

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! 

— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!


Anúncio do Evangelho (Jo 3,7b-15)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b “Vós deveis nascer do alto. 8 O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9 Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10 Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12 Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13 E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Ludovina, Virgem – 14 de Abril

Santa Ludovina, Virgem

Santo do Dia – 14 de Abril

Santa Ludovina,

Virgem e Padroeira dos Doentes Incuráveis · † 1433

De Família Humilde e Caridosa

Santa Ludovina

Lidvina, Liduína, como também é chamada, nasceu em Schiedam, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente.

Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer.

Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa sequência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família. Os anos se passavam e não melhorava, nem morria.

Os Filhos que Mais Ama, Mais os Deixa Sofrer

Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o sacerdote recordou a ela que: “Deus só poda a árvore que mais gosta, para que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer”. E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da vida eterna.

Na Sua Fronte Apareceu uma Resplandecente Hóstia Eucarística

Ludovina entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma benção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot.

Do Seu Leito de Enferma Ela Recebeu o Dom da Profecia e da Cura

A partir daquele momento, nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia, sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade, também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria.

Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando que nos últimos sete anos só se alimentava da sagrada eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente.

A Morte

No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito.

Em 1890, o papa Leão XII elevou santa Ludovina ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A igreja de Schiedam, construída em sua homenagem, tornou-se um santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis.

Santa Ludovina, rogai por nós!

Ludovina / Lidvina / Liduína — Do germânico Leodewin, significa “povo amigo”. É nome muito raro.

“Oração – Concedei-nos, pelas preces de santa Ludovina, que soube manter a serenidade durante sua enfermidade, a paciência para enfrentar com coragem e paz as dores e as tristezas. Amém.”

Santa Ludovina, rogai por nós!

Beato Pedro González (São Telmo) — Presbítero da Ordem dos Pregadores, que transformou o anterior desejo de glória em profunda humildade e se dedicou a ajudar os necessitados, em especial os navegantes e pescadores.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de abril:

1

Santos Tibúrcio, Valeriano e Máximo
Mártires. Em Roma, no cemitério de Pretextato, junto à Via Ápia.

† data inc.

2

Santas Bérnica, Prosdoca e Senhorinha
Mártires. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Duas virgens com sua mãe, que ao fugirem para se salvar dos que atentavam contra a sua pureza, encontraram no rio o seu martírio.

† s. IV

3

São Frontão
Abade. No deserto de Nítria, no Egito, que, com cerca de setenta companheiros, se retirou para a vida eremítica.

† s. IV

4

Santo Asaco (Asico)
Bispo. Em Elphin, na Irlanda, considerado discípulo de São Patrício e primeiro bispo desta Igreja.

† s. V

5

Santa Tomaides
Mártir. Em Alexandria, no Egito.

† 476

6

São Lamberto
Bispo. Em Lião, na Gália, hoje na França, que tinha sido monge e depois abade de Fontenelle.

† c. 688

7

São João de Montemarano
Bispo. Em Montemarano, na Campânia, região da Itália, que colocou todo o ardor da sua atividade na assistência aos pobres e na santificação do clero.

† s. XI/XII

8

São Bernardo de Tiron
Abade. No mosteiro de Tiron, junto de Chartres, na França, que por várias vezes se refugiou para a vida eremítica e dedicou-se a instruir e conduzir à perfeição evangélica os discípulos que a ele acorriam.

† 1117

9

São Bento de Avinhão
Jovem pastor. Em Avinhão, na Provença, região da França, por cuja virtude, com o auxílio de Deus, foi construída a ponte sobre o Ródano, de grande utilidade para os cidadãos.

† 1184

10

Beato Pedro González (São Telmo)
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Tuy, na Galiza, região da Espanha, que transformou o seu anterior desejo de glória em profunda humildade e dedicou-se a ajudar os necessitados, em especial os navegantes e os pescadores.

† 1246

11

Santa Ludovina
Virgem. Em Schiedam, na Géldria, hoje na Holanda, que, pondo a sua confiança só em Deus, suportou as enfermidades corporais em toda a sua vida, pela conversão dos pecadores e redenção das almas.

† 1433

12

Beata Isabel (Josefina Calduch Rovira)
Virgem da Ordem das Clarissas Capuchinhas e mártir. Em Cuevas de Vinromá, junto de Castellón de la Plana, na Espanha, que em tempo de perseguição contra a fé cristã, morreu por seu divino Esposo, Jesus Cristo.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Martinho I, Papa, Mártir – 13 de Abril

São Martinho I, Papa, Mártir

Santo do Dia – 13 de Abril

São Martinho I

Papa Mártir · † 656

Linha dura tendo mão forte no governo

São Martinho I

A sua terra natal era Todi e na Igreja Romana era diácono, mas o seu grande feito seria o de substituir o então Papa Teodoro em 13 de maio de 649.
Cedo provou ser de linha dura tendo mão forte no governo, onde inclusive não aguardou o consentimento da sua eleição pelo Imperador Constante II.

Por disputas políticas das quais Martinho participou, o Imperador ordenou que Olímpio o assassinasse durante uma missa.
Ao tentar cravar o punhal, Olímpio foi atingido por uma intensa luz que o cegou totalmente, convencendo-o da santidade do Papa.

Morto por ordem do Imperador pela fome

O Imperador, sabendo da morte de Olímpio, conseguiu concretizar sua vingança com o exarca Teodoro de Calíopa, que prendeu o Papa.
Acusado de apropriação ilegal do cargo, Martinho sofreu martírio e fome até morrer em 13 de Abril de 656.

Martinho —  Significa “guerreiro” ou “dedicado ao Deus Marte”. Martinho é o diminutivo de Martim, assim como pode ser considerado o diminutivo de Marte – o deus romano da guerra. A origem é o nome em latim Martinus.

 

Martinho — Significa “guerreiro” ou “dedicado ao Deus Marte”. Martinho é o diminutivo de Martim, assim como pode ser considerado o diminutivo de Marte — o deus romano da guerra. A origem é o nome em latim Martinus.

“Oração — Ó Deus que destes ao Vosso Servo, São Martinho I, a Graça da fidelidade até o fim de sua vida, concedei-me ser sempre perseverante e fiel a Vós e à Santa Igreja. Amém.”

São Martinho I, rogai por nós!

Santo Hermenegildo — Mártir, filho do rei ariano Leovigildo, se converteu à fé católica por obra do bispo São Leandro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de abril:

1
São Martinho I
Papa e mártir. Em Querson, na Crimeia, atual Ucrânia. Diácono romano, foi eleito Papa em 649 sem aguardar confirmação imperial; convocou o Concílio de Latrão, foi preso pelo exarca Teodoro de Calíopa, deportado e submetido à fome e humilhações até morrer exausto.

† 656

2
Santos Carpo, Pápilo, Agatônica e companheiros
Mártires. Em Pérgamo, na província da Ásia, na hodierna Turquia. Carpo, bispo de Tiatira, Pápilo, diácono, Agatônica, irmã de Pápilo, e muitos outros, que pela confissão da fé receberam a coroa do martírio.

† s. II

3
Santo Urso
Bispo. Em Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália. Transferiu a sede episcopal de Classe para esta cidade e dedicou a igreja catedral no dia da Páscoa.

† c. 425

4
Santo Hermenegildo
Mártir. Em Tarragona, na Hispânia. Filho do rei ariano Leovigildo, converteu-se à fé católica por obra do bispo São Leandro; metido no cárcere por recusar a comunhão de um bispo ariano na Páscoa, morreu ao fio da espada por ordem do próprio pai.

† 586

5
Beata Ida de Boulogne
No mosteiro de Santa Maria da Capela, junto de Wast, no território de Boulogne, na França. Viúva de Eustáquio, conde de Boulogne, notabilizou-se pela liberalidade para com os pobres e pelo zelo pelo decoro da casa de Deus.

† 1113

6
São Carádoco
Presbítero e eremita. Em Saint David, no País de Gales. Deixou o palácio real, onde tocava harpa, ao ver como ali se amavam mais os cães do que os homens, e procurou a orientação do abade Teliavo para se colocar ao serviço de Deus.

† 1124

7
Beata Ida de Roosendaal
Virgem. No mosteiro cisterciense de Roosendaal, no Brabante, na atual Holanda. Sofreu muitos maus tratos do pai antes de entrar na vida religiosa e pela austeridade da sua vida imitou em seu corpo a paixão de Cristo.

† c. 1290

8
Beato Albertino
Eremita e prior. No mosteiro de Fonte Avellana, na Úmbria, região da Itália. Preferiu a solidão às honras e colaborou na conciliação de cidades em conflito.

† 1294

9
Beata Margarida de Città di Castello
Virgem das Irmãs da Penitência de São Domingos. Em Città di Castello, na Úmbria. Tendo nascido cega, disforme e rejeitada pelos pais, confiou sempre de todo o coração no nome de Jesus.

† 1320

10
Beatos Francisco Dickenson e Milo Gerard
Presbíteros e mártires. Em Rochester, na Inglaterra. Regressando do Colégio dos Ingleses de Reims para exercer clandestinamente o ministério sacerdotal, foram suspensos da forca e submetidos a outros cruéis suplícios no reinado de Isabel I.

† 1590

11
Beatos João Lockwood e Eduardo Catherick
Presbíteros e mártires. Em York, na Inglaterra, no reinado de Carlos I. O primeiro, com oitenta e quatro anos e já duas vezes condenado à morte pelo sacerdócio, quis subir ao patíbulo à frente do jovem companheiro para o incitar ao glorioso martírio.

† 1642

12
Beato Escubílio (João Bernardo Rousseau)
Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Na ilha da Reunião, no Oceano Índico. Ensinou incansavelmente as crianças e deu ajuda aos pobres e esperança aos escravos.

† 1867

13
São Sabas Reyes
Presbítero e mártir. Em Totoclan, no território de Guadalajara, no México. Durante a perseguição mexicana morreu por Cristo Sacerdote e Rei universal.

† 1927

14
Beato Serafim Morazzone
Presbítero da diocese de Como. Em Lecco, cidade da Lombardia, na Itália.

† 1822

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

2ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

2ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

Primeira Leitura (At 4,23-31)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 23 logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito. 24 Ao ouvirem o relato, todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo: “Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 25 Por meio do Espírito Santo, disseste através do teu servo Davi, nosso pai: ‘Por que se enfureceram as nações, e os povos imaginaram coisas vãs? 26 Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias’. 27 Foi assim que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se com os pagãos e os povos de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste, 28 a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade haviam predeterminado que sucedesse. 29 Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. 30 Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus”. 31 Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 2,1-3.4-6.7-9 (R. cf. 12d)

— Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.

— Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.

— Por que os povos agitados se revoltam? por que tramam as nações projetos vãos? Por que os reis de toda a terra se reúnem, e conspiram os governos todos juntos contra o Deus onipotente e o seu Ungido? “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, “e lançar longe de nós o seu domínio!” 

— Ri-se deles que mora lá nos céus; zomba deles o Senhor onipotente. Ele, então, em sua ira os ameaça, e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: “Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” 

— O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!”


Evangelho (Jo 3,1-8) 

Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Se com Cristo ressurgistes, procurai o que é do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

— Glória a vós, Senhor.

1 Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2 que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”. 3 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4 Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?” 5 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus”. 6 Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito. 7 Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. 8 O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

2º Domingo da Páscoa | Domingo da Divina Misericórdia

Domingo na Oitava da Páscoa | Domingo da Divina Misericórdia

Primeira Leitura (At 2,42-47) 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Os que haviam se convertido 42 eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna na fração do pão e nas orações. 43 E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. 44 Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; 45 vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. 46 Diariamente, todos frequentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. 47 Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 117(118),2-4.13-15.22-24 (R. 1)

– Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

– Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

– A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Aarão agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” Os que temem o Senhor agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!” 

– Empurraram-me, tentando derrubar-me, mas veio o Senhor em meu socorro. O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis”. 

– “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular”. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! 


Segunda Leitura (1Pd 1,3-9) 

Leitura da Primeira Carta de São Pedro.

3 Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, 4 para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus. 5 Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. 6 Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. 7 Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira – mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo – e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. 8 Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9 pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Evangelho (Jo 20,19-31)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creram sem ter visto!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22 E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23 A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Júlio I, Papa – 12 de Abril

São Júlio I, Papa

Santo do Dia – 12 de Abril

São Júlio I,

Papa · † 352

Papa no Tempo de Constantino

Era de origem romana, filho de um certo cidadão chamado Rústico. Viveu no período em que a Igreja respirava a liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, o Magno, em 313.

Essa liberdade oferecia ao cristianismo melhores condições de vida e expansão da religião. Por outro lado, surgiram as primeiras heresias: donatismo, puritanismo na moral, e o arianismo, negando a divindade de Cristo.

Dirigiu a Igreja de 337 a 352. Com a morte de Constantino, os sucessores, infelizmente, favoreceram os partidários do arianismo. O Papa tomou a defesa e hospedou o Patriarca de Alexandria, Atanásio, o grande Doutor da Igreja, batalhador da fé no concílio de Nicéia e principal alvo do ódio dos arianos, que o tinham expulsado da sede patriarcal.

Amigo e Protetor de Atanásio

O Papa convocou dois sínodos de Bispos em que, com a condenação do semi-arianismo, Atanásio foi reabilitado, recebendo cartas do Papa que se felicitava com a Igreja de Alexandria, baluarte da ortodoxia cristã.

Construtor e Organizador da Igreja

Construiu várias igrejas em Roma: a dos Santos Apóstolos, a da Santíssima Maria de Trastévere, e mandou construir nos cemitérios das vias Flavínia, Aurélia e Portuense, respectivamente as igrejas de São Valentim, de São Calisto e de São Félix.

Cuidou da organização eclesiástica e da catequese catecumenal, ou seja, dos adultos e mais velhos.

A Morte

Morreu em 352, após quinze anos de pontificado. Foi sepultado no cemitério de Calepódio, na via Aurélia, numa igreja que ele também havia mandado edificar. Sua veneração começou entre os fiéis a partir do século VII.

Suas relíquias, segundo a tradição, foram transladadas para a Basílica de São Praxedes a pedido do Papa Pascoal I. O seu culto refloresceu em 1505, quando do seu translado para a Basílica da Santíssima Maria de Trastévere, em Roma.

São Júlio I, rogai por nós!

Júlio —  Nome masculino originado do latim Julius, derivado do grego ioulos, que quer dizer “barba rala”, “felpuda”, “macia”.

“Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Júlio I governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas. Amém.”

São Júlio I, rogai por nós!

São David Uribe — Presbítero e Mártir, que, durante a tempestuosa perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por Cristo Rei.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de abril:

1

Santa Vísia
Virgem e mártir. Em Fermo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† data inc.

2

São Júlio I
Papa. Na Via Aurélia, a três milhas de Roma, no cemitério de Calepódio. Durante a perseguição ariana, defendeu tenazmente a fé nicena, protegeu Atanásio contra as acusações, acolhendo-o durante o seu exílio, e convocou o Concílio de Sárdica.

† 352

3

São Zenão
Bispo de Verona, na Venécia, Véneto, região da Itália. Cuja diligência e pregação conduziu a cidade ao batismo de Cristo.

† c. 372

4

São Sabas, o Godo
Mártir. Na Capadócia, Turquia. Durante a perseguição desencadeada contra os cristãos por Atanarico, rei dos Godos, por ter recusado comer alimentos imolados aos ídolos, depois de sofrer cruéis tormentos, foi lançado ao rio.

† 372

5

São Constantino
Bispo. Em Gap, na Provença, na atual França.

† d. 517

6

São Damião
Bispo. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália. Cuja carta sobre a verdadeira fé acerca da vontade e ação em Cristo foi lida no Concílio III de Constantinopla.

† 697

7

São Basílio
Em Pário, no Helesponto, na hodierna Turquia. Por defender as imagens sagradas, sofreu a flagelação, o cárcere e o exílio.

† 735

8

Santo Erkembodo
Abade de Saint-Omer e simultaneamente bispo de Therouanne. Em Ponthieu, localidade da Gália, hoje na França.

† 742

9

Santo Alfério
Fundador e primeiro abade do mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália. Tendo sido anteriormente conselheiro de Guaimário, duque de Salerno, se fez discípulo de Santo Odilão em Cluny e seguiu com grande perfeição a observância da vida monástica.

† 1050

10

Beato Lourenço
Presbítero da Ordem de São Jerônimo. No mosteiro de Belém, junto a Lisboa, cidade de Portugal. Muitos penitentes acorriam a ele por causa da sua insigne piedade.

† s. XIV

11

Santa Teresa de Jesus (Joana Fernandez Solar)
Virgem. Em Los Andes, Chile. Sendo noviça da Ordem das Carmelitas Descalças, consagrou a sua vida a Deus — como ela dizia — pela salvação do mundo pecador, e morreu com a idade de vinte anos consumida pela febre tifoide.

† 1920

12

São José Moscáti
Em Nápoles, na Itália. Exercendo a profissão de médico, nunca deixou de se dedicar à obra quotidiana e incansável de acudir aos enfermos, não aceitando recompensa alguma dos pobres e, enquanto prestava assistência médica aos corpos, procurava ao mesmo tempo fortalecer as almas.

† 1927

13

São David Uribe
Presbítero e mártir. Em San José, povoação do território de Chipalcingo, no México. Durante a tempestuosa perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por Cristo Rei.

† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT