Exaltação da Santa Cruz – 14 de Setembro

Exaltação da Santa Cruz

Santo do Dia – 14 de Setembro

Exaltaçao da Santa Cruz

Exaltação da Santa Cruz,

O Amor de Deus que se Manifesta · 335

Origens

Exaltaçao da Santa Cruz

Esta festa nasceu em Jerusalém, em 13 de setembro de 335, no aniversário da dedicação das duas igrejas construídas pelo imperador Constantino (uma sobre o Gólgota, chamada ad Martyrium, e outra junto ao Santo Sepulcro, dedicada à Ressurreição), após a descoberta das relíquias da cruz por Santa Helena, mãe do imperador.

A cruz, instrumento da mais terrível das torturas conhecidas na Antiguidade, teve seu uso proibido pelo próprio Constantino em 320, poucos anos antes de se tornar o maior símbolo da fé cristã em todo o mundo.

Em 614, o rei persa Cosroes II venceu Jerusalém em guerra e levou consigo, entre outros tesouros, a própria Cruz de Cristo, dando início a um longo capítulo de disputa por sua posse.

Restituição da Cruz

Em 614, Cosroes II, rei dos Persas, travou guerra contra os Romanos e, depois de derrotar Jerusalém, levou consigo a Cruz de Jesus entre os tesouros conquistados. Heráclio, imperador romano de Bizâncio, propôs a Cosroes um pacto de paz, que foi recusado.

Diante da negativa, Heráclio entrou em guerra e venceu, perto de Nínive, exigindo a restituição da Cruz, que foi então levada de volta a Jerusalém.

Neste dia da Exaltação da Santa Cruz, não se glorifica a crueldade do suplício, mas o Amor que Deus manifestou aos homens ao aceitar morrer na Cruz.

O Amor de Deus na Cruz

Exaltaçao da Santa Cruz

O Evangelho que a liturgia propõe nesta festa revela que Deus deseja construir uma relação de amor com cada um de nós: Ele se oferece na pessoa de seu Filho Jesus, pregado na Cruz. Erguer o olhar para Ele nos lembra de uma verdade essencial — somos convidados a nos relacionar novamente com o Pai.

Essa elevação não deve causar medo, mas gratidão, pois é a medida do amor com que Deus ama os seus filhos no Filho. A sua misericórdia ilumina as noites da nossa vida e nos permite continuar o caminho.

Não podemos permanecer indiferentes diante da Cruz de Jesus: nem com Ele, nem contra Ele. Trata-se de uma escolha que precede qualquer ação, e a vida cristã é o testemunho vivo de que “Deus amou o mundo a ponto de dar seu Filho”.

Significado da Cruz

Para o cristão, a cruz significa a árvore da vida, o trono e o altar da Nova Aliança: de Cristo, o novo Adão adormecido na cruz, brotou o admirável sacramento de toda a Igreja. É o sinal de Cristo sobre aqueles que, no Batismo, são configurados a Ele em morte e em glória.

A Festa ao Longo dos Séculos

A festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada em 14 de setembro, conservou-se firme nos documentos litúrgicos, ainda que sua difusão tenha avançado lentamente — sobretudo porque a data já era ocupada pela memória dos santos mártires Cipriano e Cornélio. Foi a reforma litúrgica pós-conciliar que restabeleceu plenamente a importância deste dia como festa.

Santa Cruz, sede a nossa salvação!

Exaltação — Do latim exaltare, “elevar”, “erguer ao alto”. Remete ao gesto litúrgico de erguer e venerar o Lenho Sagrado, sinal da vitória de Cristo sobre a morte.

“Sabemos que tudo neste mundo é passageiro, mas a tua salvação através da Cruz permanece. Fazei que aprendamos a adorar a Santa Cruz e nela alcancemos força e consolo. Amém!”

Santa Cruz, sede a nossa salvação!

São Cornélio e São Cipriano — Papa e Bispo, mártires cuja memória partilhava tradicionalmente esta data antes da reforma litúrgica que consagrou o dia à Exaltação da Cruz.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de setembro:

1

Exaltação da Santa Cruz
Em Jerusalém. Festa que celebra o Lenho da Cruz de Cristo, instituída após a dedicação das basílicas construídas por Constantino sobre o Gólgota e junto ao Santo Sepulcro.

335

2

São Cornélio
Papa e Mártir. Em Roma, junto à Via Ápia, na cripta de Lucina, no cemitério de Calisto.

† 252

3

São Cipriano
Bispo e Mártir. Em Cartago, hoje na Tunísia. Admirável pela sua santidade e doutrina.

† 258

4

São Materno
Bispo. Em Colônia, na Germânia, hoje na Alemanha. Conduziu à fé de Cristo os habitantes de Tongres, Colônia e Tréveris.

† d. 314

5

São João Crisóstomo
Dia natal em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia. Sua memória litúrgica celebra-se na véspera deste dia.

† 407

6

São Pedro
Bispo. No mosteiro de Bellevaux, no território de Besançon. Foi abade cisterciense.

† 1174

7

Santo Alberto
Bispo. Em Akko, na Palestina. Transferido da Igreja de Vercelas para a Igreja de Jerusalém, compôs uma regra para os eremitas do Monte Carmelo.

† 1215

8

Santa Notburga
Virgem. EmÉben, povoação do Tirol, hoje na Áustria. Dedicada à vida doméstica, serviu a Cristo nos pobres.

† 1313

9

Beato Cláudio Laplace
Presbítero e Mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França.

† 1794

10

São Gabriel Taurino Dufresse
Bispo e Mártir. Em Chengdu, cidade de Sichuan, província da China.

† 1815

11

Beatos Sabino Ayastuy Errasti, Joaquim Ochoa Salazar e Florêncio Arnaiz Cejudo
Religiosos da Companhia de Maria e Mártires. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

12

Manuel Álvarez Álvarez e Teófilo Montes Calvo
Presbítero e Religioso da Ordem dos Pregadores, Mártires. Em Madrid, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

“Quando eu for exaltado, levantado sobre a terra, atrairei a mim todas as coisas”. No dia seguinte à dedicação da Basílica da Ressurreição, erigida sobre o sepulcro de Cristo, é exaltada e honrada como o troféu da sua vitória pascal e sinal que há de aparecer no céu para anunciar a todos a segunda vinda do Senhor. Instrumento de nossa libertação Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício, em expiação dos pecados de todos os homens. Por isso, é justo que veneremos o sinal e o instrumento da nossa libertação. Objeto de desprezo, patíbulo de infâmia, até ao momento em que Jesus «obediente até à morte» nela foi suspenso, a Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, polo de atração para todos os homens. Ao celebrarmos esta festa, nós queremos proclamar que é da Cruz que deriva toda a vida de Igreja. Queremos também manifestar o nosso desejo de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós. A Cruz aparece ao Imperador Constantino com as palavras: “Com este sinal vencerás”. Santa Maria Egipciana, ainda pecadora, dispõe a adorá-la, mas só o consegue depois de resolver fazer penitência pelos seus pecados Jesus, Tende piedade de nós! Sangue de Cristo, lavai-nos!

Oração – Exaltação da Santa Cruz. Pelo sinal da santa cruz; livrai-nos Deus Nosso Senhor; dos nossos inimigos. Senhor Jesus por Tuas chagas fomos curados!

Com paixão de São Cipriano, bispo em Cartago. Martirológio Romano – Secretariado Nacional da Liturgia PT 14 2. Em Roma, junto à Via Ápia, na cripta de Lucina do cemitério de Calisto, o sepultamento de São Cornélio, papa e mártir, que se opôs tenazmente ao cisma de Novaciano e recebeu com grande caridade na comunhão da Igreja muitos dos que tinham caído no cisma; exilado pelo imperador Galo para Civitavécchia, sofreu, segundo o testemunho de São Cipriano, tudo o que se podia sofrer. A sua memória celebra-se depois de amanhã.(† 252) 3. Em Cartago, Tunísia, a paixão de São Cipriano, bispo, admirável pela sua santidade e doutrina, que dirigiu excelentemente a Igreja em tempos muito adversos, encorajou os confessores da fé nas suas tribulações e, no tempo dos imperadores Valeriano e Galieno, depois de um atribulado exílio, consumou o seu martírio diante de uma grande multidão, morto ao fio da espada por ordem do pro cônsul. A sua memória celebra-se depois de amanhã.(† 258) 4. Em Colônia, na Germânia, hoje na Alemanha, São Materno, bispo, que conduziu à fé de Cristo os habitantes de Tongres, Colônia e Tréveris.(† d. 314) 5. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia, o dia natal de São João Crisóstomo, cuja memória se celebra na véspera deste dia.(† 407) 6. No mosteiro de Bellevaux, no território de Besançon, o passamento de São Pedro, bispo, que, sendo abade cisterciense, foi elevado à sede episcopal de Moutiers, que dirigiu com ardente zelo, trabalhando também valorosamente pela concórdia entre os povos.(† 1174) 7. Em Akko, na Palestina, Santo Alberto, bispo, que, transferido da Igreja de Vercelas para a Igreja de Jerusalém, compôs uma regra para os eremitas do monte Carmelo e, quando celebrava a festa da Exaltação da Santa Cruz, foi passado à espada por um homem ímpio que ele tinha repreendido.(† 1215) 8. Em Ében, povoação do Tirol, na hodierna Áustria, Santa Notburga, virgem, que, dedicada à vida doméstica, serviu a Cristo nos pobres, dando aos camponeses um admirável exemplo de santidade.(† 1313) 9. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, no litoral da França, o Beato Cláudio Laplace, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na galera por causa do sacerdócio, morreu contagiado por uma grave enfermidade.(† 1794) 10. Em Chengdu, cidade do Sichuan, província da China, São Gabriel Taurino Dufresse, bispo e mártir, que culminou com o martírio por decapitação a intensa atividade apostólica a que se dedicou durante quarenta anos.(† 1815) 11. Em Madrid, na Espanha, os beatos Sabino Ayastuy Errasti, Joaquim Ochoa Salazar e Florêncio Arnaiz Cejudo, religiosos da Companhia de Maria e mártires, que, durante a perseguição contra a fé, alcançaram a glória celeste.(† 1936) 12. Também em Madrid, Manuel Álvarez Álvarez, presbítero, e Teófilo Montes Calvo, religioso, ambos da Ordem dos Pregadores e mártires, que, na mesma perseguição, alcançaram a palma da glória celeste. († 1936)

Exaltação da Santa Cruz – Festa | Segunda-feira

Exaltação da Santa Cruz - Festa | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Vermelho

Primeira Leitura (Nm 21,4b-9)

Leitura do Livro dos Números.

Naqueles dias, 4 os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5 e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6 Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7 O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8 e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela, viverá”. 9 Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado. Palavra do Senhor.

OU

Primeira Leitura (Fl 2,6-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

6 Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7 mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10 Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11 e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” – para a glória de Deus Pai.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 77(78),1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)

– Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

– Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

– Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios do passado lembrarei.

– Quando os feria, eles então o procuravam, convertiam-se correndo para ele; recordavam que o Senhor é sua rocha e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo.

– Mas apenas o honravam com seus lábios e mentiam ao Senhor com suas línguas; seus corações enganadores eram falsos e, infiéis, eles rompiam a Aliança.

– Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, não os matava e perdoava seu pecado; quantas vezes dominou a sua ira e não deu largas à vazão de seu furor.

Evangelho (Jo 3,13-17)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela cruz remistes o mundo!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13 “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Nm 21,4b-9)

Leitura do Livro dos Números

Naqueles dias, 4 os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5 e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6 Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7 O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8 e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9 Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 77(78),1-2.34-35.36-37.38 (R. cf. 7c)

– Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

– Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

– Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios do passado lembrarei.

– Quando os feria, eles então o procuravam, convertiam-se correndo para ele;  recordavam que o Senhor é sua rocha e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo.

– Mas apenas o honravam com seus lábios e mentiam ao Senhor com suas línguas; seus corações enganadores eram falsos e, infiéis, eles rompiam a Aliança. 

– Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, não os matava e perdoava seu pecado; quantas vezes dominou a sua ira e não deu largas à vazão de seu furor.

Evangelho (Jo 3,13-17 ou mais breve 15,1-10)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela cruz remistes o mundo!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13 “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16 Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

24º Domingo do Tempo Comum | Domingo

24º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Eclo 27,33-28,9)

Leitura do Livro do Eclesiástico.

33 O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. 28,1 Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. 2 Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. 3 Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? 4 Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? 5 Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? 6 Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; 7 pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos. 8 Pensa nos mandamentos, e não guardes rancor ao teu próximo. 9 Pensa na aliança do Altíssimo,e não leves em conta a falta alheia!

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)

– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

– Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.

– Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.

– Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

Segunda Leitura (Rm 14,7-9)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 7 Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8 Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9 Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Mt 18,21-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu vos dou este novo Mandamento, nova ordem, agora, vos dou; que, também, vos ameis uns aos outros como eu vos amei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caíu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo!’ 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Hab 1,2-3.2,2-4)

Leitura da Profecia de Habacuc.

2 Senhor, até quando clamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti: “Violência!”, sem me socorreres? 3 Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia. 2,2 Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3 A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4 Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8)

– Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!

– Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!

– Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! 

– Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. 

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.

Evangelho (Lc 17,5-10)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que vos foi anunciada.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 5 os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6 O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria. 7 Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8 Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9 Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10 Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’ “.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja – 13 de Setembro

São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja

Santo do Dia – 13 de Setembro

São João Crisóstomo - Bispo e Doutor da igreja

São João Crisóstomo,

Bispo e Doutor da Igreja · † 407

Origens

São João Crisóstomo

Nasceu por volta do ano 349, em Antioquia, na Síria (região da atual Ásia Menor, na Turquia), numa família muito rica.

Seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, cargo que cedo lhe causou a morte. Sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, hoje venerada como santa, cuidou para que o filho fosse educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto nas ciências quanto na religião, sem que isso prejudicasse sua formação espiritual.

Desde criança, João Crisóstomo revelou-se um verdadeiro campeão da palavra, talento que mais tarde colocaria inteiramente a serviço do Evangelho.

Bom Orador

Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. O famoso reitor Libânio, seu professor, via no jovem o seu sucessor natural. Ficou desapontado, porém, quando aquele aluno promissor preferiu o fascínio da fé ao da retórica: “se os cristãos não me o tivessem roubado”, teria exclamado.

Na verdade, João foi “roubado” pela atração que nutria pelas palavras sagradas, que estudava com atenção no círculo de amizades de Diodoro, futuro bispo de Tarso. São Paulo foi um dos seus autores favoritos, ao qual dedicou inúmeros pensamentos e escritos.

Vocação

O bispo Fabiano o ordenou sacerdote, mas, desde o período de diaconato, João demonstrava claramente que a sua capacidade de falar das Escrituras ao povo era fora do comum.

Antes desta fase, o jovem viveu também a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais os dois últimos passados numa caverna. Essa experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

Amor aos Pobres

São João Crisóstomo pregava o amor concreto aos irmãos mais pobres; chamava a atenção dos monges para as obras de caridade e o desapego ao dinheiro; exortava os leigos a evitar a teia de aranha da devassidão.

Dava mais espaço ao espírito e menos à carne. Foi um moralista no sentido mais positivo do termo, numa época em que extrair dos provérbios bíblicos normas de comportamento coerentes com a vida de um batizado era algo bastante natural.

A Mudança

Em 397, aos 50 anos, deu-se a grande mudança: João Crisóstomo foi chamado a Constantinopla para suceder o Patriarca Nectário.

Mudou sua função, teve maior visibilidade e proximidade da corte, mas quem não mudou nada foi ele mesmo. Aquele que combatia a corrupção que lotava os palácios do poder bizantino continuou fiel ao seu estilo — e o povo o amava por isso.

Inimigos

Quem começou a detestá-lo, cada vez mais abertamente, era a nobreza e o clero apegados aos privilégios, incomodados por um homem que, em vez de se alinhar aos companheiros de posição, lançava flechadas com sua língua impetuosa.

A indolência e os vícios, sobretudo entre os que usavam batina, eram seus alvos favoritos. Às palavras seguiram-se os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos, era exagero demais — e contra um homem mais ingênuo que astuto começou uma série de intrigas.

Condenação

O partido contra João foi liderado pelo Patriarca de Alexandria, Teófilo, e pela Imperatriz Eudóxia. Em sua ausência, convocaram um sínodo que o obrigou ao exílio, no ano 403.

Mas sua remoção não durou muito: por furor popular, João Crisóstomo voltou a Constantinopla. Seus adversários, porém, relançaram o desafio, e em 9 de junho de 404 uma nova condenação o afastou do centro do Império. O antigo eremita deparou-se, então, com uma solidão forçada.

A Morte

Essa nova expulsão provocou revolta tão intensa na população que o bispo chegou a ser trazido de volta para reassumir seu cargo. Dois meses depois, porém, foi exilado pela segunda vez.

Já com a saúde muito debilitada, não resistiu. João “boca de ouro”, como foi apelidado mais tarde, faleceu em 407, em Comana, no Ponto.

São João Crisóstomo, rogai por nós! João Crisóstomo — “João” vem do hebraico Yohanan, “Deus é misericordioso”; “Crisóstomo”, do grego chrysóstomos, significa “boca de ouro”, epíteto dado ao Santo pela eloquência com que pregava as Escrituras.

“Ó Santo, protetor da fé, ajudai-nos a não cair nas ciladas do demônio nem nas diversas ideologias mundanas da atualidade. Fazei que a nossa fé cresça cada dia mais e, com ela, possamos encontrar Jesus verdadeiramente. Pedimos também pelos pregadores da atualidade, a fim de que anunciem o Evangelho com ousadia. Amém.”

São João Crisóstomo, rogai por nós!

São Marcelino — Mártir de Cartago, tribuno e amigo muito próximo de Santo Agostinho e de São Jerônimo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de setembro:

1
São João Crisóstomo Bispo e Doutor da Igreja. Em Comana, no Ponto. Pregador incomparável das Escrituras, foi exilado por defender a reforma dos costumes na corte de Constantinopla.
† 407
2
São Juliano Mártir. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia. Presbítero martirizado no tempo do imperador Licínio.
† s. IV
3
Dedicação das Basílicas do Santo Sepulcro Em Jerusalém, sobre o monte Calvário e sobre o sepulcro do Senhor, mandadas edificar piedosamente pelo imperador Constantino.
† 355
4
São Litório Bispo. Em Tours, na Gália Lionense, hoje na França. Foi o primeiro a construir uma igreja dentro dos muros da cidade.
† 371
5
Santo Emiliano Bispo. Em Valence, na Gália Lionense, atual França. Venerado como o primeiro bispo desta cidade.
† d. 374
6
São Marcelino Mártir. Em Cartago, na atual Tunísia. Tribuno e amigo muito próximo de Santo Agostinho e de São Jerônimo.
† 413
7
São Maurílio Bispo. Em Angers, na Gália Lionense, atual França. Nascido em Milão, foi ao encontro de São Martinho de Tours.
† 453
8
Santo Amado Presbítero e abade. Nos montes Vosgos, na Nêustria, atual França.
† c. 629
9
São Venério Eremita. Na ilha de Tino, no golfo de La Spézia, na Ligúria, região da Itália.
† s. VII
10
Santo Amado Bispo de Sion, na Suíça. Passamento em Breuil, na Gália Ambianense, hoje na França.
† c. 690
11
Beata Maria de Jesus Virgem da Ordem das Carmelitas Descalças. Em Toledo, na Espanha.
† 1640
12
Beato Cláudio Dumonet Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beato Aurélio Maria Irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Almeria, na Andaluzia, região da Espanha, assassinado em ódio à Igreja.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Antioquia, cerca do ano 349. Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. Ainda jovem fez a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais, os dois últimos, em uma caverna. Esta experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

Depois de ter recebido uma excelente educação, dedicou‑se à vida ascética; e, tendo sido ordenado sacerdote, consagrou‑se com grande fruto ao ministério da pregação.

Maravilhosa capacidade de falar

A sua notável diligência, competência e maravilhosa capacidade de falar e escrever para expor a doutrina católica e formar os fiéis na vida cristã, sua eloquência sublime, mereceu‑lhe o apelativo de Crisóstomo, «boca de ouro».

Eleito bispo de Constantinopla no ano 397, revelou grande zelo e atendendo em particular à reforma dos costumes, tanto do clero como dos fiéis. Às palavras, seguiram os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos era exagerado demais e começa a série de intrigas.

Inveja sempre presente

A oposição da corte imperial e de outros inimigos pessoais levou‑o por duas vezes ao exílio.

Perseguido por tantas tribulações, morreu em Comana (Ponto, Ásia Menor) no dia 14 de Setembro do ano 407.

São João Crisóstomo, rogai por nós!

Oração – São João Crisóstomo, peça ao Pai que nos ajude a amar o próximo, que nos dê a graça de viver em sua palavra e ter o evangelho como caminho, regra e vida em nossa caminhada

Crisóstomo Que tem boca dourada ou de ouro.  Que fala eloquentemente.

Com São Marcelino, mártir, que, sendo tribuno e muito amigo de Santo Agostinho e de São Jerónimo.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

13

2. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, também na Turquia, São Juliano, presbítero e mártir no tempo do imperador Licínio.(† s. IV)

3. Em Jerusalém, a dedicação das basílicas que o imperador Constantino quis piedosamente edificar sobre o monte Calvário e sobre o sepulcro do Senhor.(† 355)

4. Em Tours, na Gália Lionense, hoje na França, São Litório, bispo, que foi o primeiro a construir uma igreja dentro dos muros da cidade, onde já anteriormente havia cristãos.(† 371)

5. Em Valence, na Gália Lionense, também na atual França, Santo Emiliano, venerado como o primeiro bispo desta cidade.(† d. 374)

6. Em Cartago, na hodierna Tunísia, São Marcelino, mártir, que, sendo tribuno e muito amigo de Santo Agostinho e de São Jerônimo, sob a pressão do usurpador Heracliano foi acusado falsamente e morto inocente pelos hereges donatistas, por defender a fé católica.(† 413)

7. Em Angers, na Gália Lionense, atualmente na França, São Maurílio, bispo, que, nascido em Milão, foi ao encontro de São Martinho de Tours, pelo qual foi ordenado presbítero e enviado a dirigir a Igreja de Chalonnes-sur-Loire; eleito bispo, empenhou-se infatigavelmente em erradicar as superstições pagãs dos povos rurais.(† 453)

8. Nos montes Vosgos, na Nêustria, também na atual França, Santo Amado, presbítero e abade, insigne pela sua austeridade, jejuns e amor à solidão, que dirigiu sabiamente o mosteiro de Habend, depois denominado Remiremont, por ele fundado juntamente com São Romarico.(† c. 629)

9. Na ilha de Tino, no golfo de La Spézia, na Ligúria, região da Itália, São Venério, eremita.(† s. VII)

10. Em Breuil, na Gália Ambianense, hoje na França, o passamento de Santo Amado, bispo de Sion, na Suíça, que, por ordem do rei Teodorico II, foi mandado para o exílio e aí morreu.(† c. 690)

11. Em Toledo, na Espanha, a Beata Maria de Jesus (Maria López de Rivas), virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, que teve a graça extraordinária da comunicação das dores da Paixão do Senhor, tanto na alma como no corpo, permanecendo sempre humilde e paciente em tudo.(† 1640)

12. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Cláudio Dumonet, presbítero e mártir, que, sendo mestre de artes, durante a perseguição religiosa foi encerrado na esquálida galera, onde, com os pés encadeados e desfalecido pela febre e condições desumanas, morreu por Cristo.(† 1794)

13. Em Almeria, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Aurélio Maria (Benvindo Villalon Acebron), irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, assassinado em ódio à Igreja.(† 1936)

Santíssimo Nome de Maria – 12 de Setembro

Santíssimo Nome de Maria

Santo do Dia – 12 de Setembro

Santíssimo Nome de Maria

Santíssimo Nome de Maria,

Festa Mariana · Universal desde 1683

Origens da Festa

Santíssimo Nome de Maria No princípio, a festa do Santíssimo Nome de Maria era celebrada apenas em Cuenca, na Espanha, desde a sua instituição em 1513. A data original era 15 de setembro, mas em 1587 o Papa Sisto V transferiu a celebração para o dia 17 daquele mês.

A Festa do Santo Nome de Maria celebra-se hoje no dia 12 de setembro, em honra ao nome da Mãe de Jesus. Foi instituída como festa universal pelo Papa Inocêncio XI, em ação de graças pela vitória sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683. Em Roma, uma das igrejas gêmeas do Fórum de Trajano é dedicada a esse nome, testemunho de uma devoção que atravessou os séculos.

O Papa Gregório XV estendeu a festa à Arquidiocese de Toledo em 1622. Os Carmelitas Descalços receberam, em 1666, permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes ao ano, e em 1671 a celebração foi estendida a toda a Espanha. Após a vitória cristã conduzida pelo rei Jan III Sobieski, em Viena, o Papa Inocêncio XI estendeu a festa a toda a Igreja, fixando-a no domingo seguinte à Natividade de Maria.

Por que Celebrar

A dignidade do nome de Maria foi conferida pela própria Virgem, e a Igreja celebra esse nome em sua honra. Sua vida, sua pureza incomparável e seu amor a Deus tornaram-no tão poderoso que, segundo a tradição, o próprio inferno treme ao ouvi-lo — e as leis litúrgicas determinam que o celebrante incline a cabeça sempre que o pronuncia durante a Missa.

Assunta ao Céu em corpo e alma e coroada Rainha do Céu e da Terra, Maria é venerada pelos anjos e por Jesus. Invocar o seu nome é, para os fiéis, um ato de fé carregado de graça: buscam nele conforto, orientação e a certeza de uma intercessão maternal que jamais abandona quem a ela recorre com confiança.

Nas Escrituras

O nome de Maria atravessa os Evangelhos em momentos decisivos da história da salvação. Em Lucas, ele surge no anúncio do anjo Gabriel à jovem virgem desposada com José (Lc 1,26-27), na saudação que a chama “cheia de graça” (Lc 1,30), na sua pergunta sobre como se cumpriria o anúncio (Lc 1,34), na viagem a Belém, onde nasce Jesus (Lc 2,4-5), no encontro dos pastores com o menino (Lc 2,16) e no momento em que Maria guarda essas palavras, meditando-as em seu coração (Lc 2,19). Mateus, por sua vez, inclui seu nome na genealogia de Jesus (Mt 1,16) e narra a concepção pelo Espírito Santo (Mt 1,18).

Vozes dos Santos

São Bernardo de Claraval ensinava que nada é mais poderoso para salvar os pecadores do que o Santíssimo Nome de Maria. Santo Afonso de Ligório, em suas Glórias de Maria, recorda que São Germano comparava invocar esse nome à própria respiração — sinal de vida e de graça — e que Ricardo de São Lourenço o via como torre fortíssima, capaz de livrar até os maiores pecadores da morte eterna.

Segundo Tomás de Kempis, os próprios demônios temem tanto a Rainha do Céu que fogem, como do fogo, de quem invoca o seu nome. A tradição relata ainda uma revelação da Virgem a Santa Brígida: por mais endurecido que seja um pecador, o demônio o abandona no instante em que ele invoca esse nome com propósito de emenda.

“Oração – Concedei, ó Deus todo-poderoso, que os vossos fiéis, que se alegram sob o nome e a proteção da Santíssima Virgem Maria, sejam livres de todo mal na terra por sua intercessão, e mereçam alcançar as alegrias eternas no Céu. Amém.”

Santíssimo nome de maria, rogai por nós!

São Guido de Anderlecht — Sacristão que se dedicou com liberalidade aos pobres, peregrinou sete anos pelos Lugares Santos e morreu piedosamente ao regressar à sua terra.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de setembro:

1
Santíssimo Nome de Maria Festa em honra ao nome da Mãe de Deus, instituída em Cuenca em 1513 e estendida à Igreja universal por Inocêncio XI em 1683.
Festa
2
Santo Autônomo Bispo e mártir. Na Bitínia, hoje na Turquia.
† c. s. III
3
Santos Crônides, Leôncio e Serapião Mártires. Em Alexandria, no Egito. Segundo a tradição, foram lançados ao mar no tempo do imperador Maximino por confessarem o nome de Cristo.
† s. III
4
Santo Albeu Bispo. Em Imlech, na Momônia, província da Irlanda. Pregou o Evangelho em muitos lugares da ilha.
† c. 528
5
São Guido Em Anderlecht, no Brabante, atualmente na Bélgica. Sacristão que se dedicou ao auxílio dos pobres, peregrinou sete anos pelos Lugares Santos e regressou à sua terra, onde morreu piedosamente.
† c. 1012
6
Beatos Apolinário Franco, Tomás Zumárraga e companheiros Presbíteros e mártires. Em Omura, no Japão. Em ódio à fé cristã, foram encarcerados e depois queimados vivos.
† 1622
7
Beato Pedro Sulpício Cristóvão Faverge Irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Num barco-prisão ao largo de Rochefort, na França. Encarcerado na Revolução Francesa, dedicou-se aos companheiros de prisão até morrer de enfermidade contagiosa.
† 1794
8
São Francisco Ch’oe Kyong-hwan Mártir. Em Seul, na Coreia. Catequista que, recusando abjurar da fé, foi recluído no cárcere e ali continuou a orar e catequizar até consumar o martírio.
† 1839
9
Maria Luísa (Gertrudes Prósperi) Abadessa da Ordem de São Bento. Em Trévi, na Úmbria, região da Itália. Dotada de experiências espirituais extraordinárias e de generosidade para com os necessitados.
† 1847
10
Beatos Emério José e Hugo Julião Religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires. Em Ruidellots, perto de Gerona, na Espanha. Receberam do Senhor a recompensa eterna por sua intrépida fidelidade.
† 1936
11
Beato Miguel de Jesus Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Manlleu, perto de Barcelona, na Espanha. Assassinado em ódio à vida religiosa, na violenta perseguição contra a Igreja.
† 1936
Maria — Pode ter origem no egípcio “Mery”, que significa “mui amada”, ou no siríaco, com o sentido de “senhora”. A hipótese mais aceita, porém, aponta para o hebraico, com significados como “estrela do mar”, “gota do mar”, “esperança” ou “sublime” — nome que se tornou poderoso a partir do instante em que a Mãe do Redentor o recebeu.

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Inicialmente a festa do Santíssimo Nome de Maria era apenas realizada em Cuenca, na Espanha, quando foi instituída em 1513 e comemorada em 15 de setembro. Entretanto em 1587, o Papa Sisto V mudou o dia da celebração para 17 de setembro. O Papa Gregório XV estendeu a festa para a Arquidiocese de Toledo em 1622. Em 1666 os Carmelitas Descalços receberam a permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (dúplice). Posteriormente, em 1671, a festa foi estendida para toda a Espanha. Após a vitória dos cristãos, conduzida pelo Rei João III Sobieski, da Polônia, sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683, a festa foi estendida a toda a Igreja pelo Papa Inocêncio XI, e atribuída ao domingo após o Nascimento de Maria. Santíssimo Nome de Maria, santificai-nos!Oração – Ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome. Com São Guido, Confessor – um dos santos mais venerados na Bélgica. Considerado precursor de São Francisco de Assis. Um século após a sua morte, caiu no esquecimento, por muito tempo, mas os prodígios, que se realizavam em torno do seu túmulo, recordaram ao mundo a importância da sua figura. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 12 2. Na Bitínia, na hodierna Turquia, Santo Autônomo, bispo e mártir.(† c. s. III) 3. Em Alexandria, no Egito, os santos Crônides, Leôncio e Serapião, que, segundo a tradição, foram lançados ao mar no tempo do imperador Maximino por confessarem o nome de Cristo.(† s. III) 4. Em Imlech, cidade da Momônia, província da Irlanda, Santo Albeu, bispo, que pregou o Evangelho em muitos lugares desta ilha.(† c. 528) 5. Em Anderlecht, no Brabante, atualmente na Bélgica, São Guido, que depois de ter sido sacristão da igreja de Mariensee, se dedicou com suma liberalidade ao auxílio dos pobres, fez-se peregrino dos Lugares Santos durante sete anos e finalmente regressou à sua terra, onde morreu piedosamente.(† c.1012) 6. Em Omura, no Japão, os beatos Apolinário Franco, da Ordem dos Frades Menores, e Tomás Zumárraga, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e quatro companheiros[1], mártires, que, em ódio à fé cristã, foram metidos no cárcere e depois queimados vivos. [1] São estes os seus nomes: Francisco de São Boaventura e Pedro de Santa Clara, religiosos da Ordem dos Frades Menores, e Domingos Magoshichi e Mateus de São Tomás Chiwiato, religiosos da Ordem dos Pregadores.(† 1622) 7. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Pedro Sulpício Cristóvão Faverge, irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, tendo sido encarcerado durante a Revolução Francesa por ser religioso, dedicou todos os seus cuidados aos companheiros de prisão, até que, atingido por uma enfermidade contagiosa, morreu piedosamente.(† 1794) 8. Em Seul, na Coreia, São Francisco Ch’oe Kyong-hwan, mártir, que era catequista e, recusando abjurar da fé cristã ante a intimação do governador, foi recluído no cárcere, onde continuou a dedicar-se à oração e à catequese, até que, extenuado pela atrocidade dos tormentos, consumou o seu martírio.(† 1839) 9. Em Trévi, cidade da Úmbria, região da Itália, Maria Luísa (Gertrudes Prósperi), abadessa da Ordem de São Bento, dotada de experiências espirituais extraordinárias e generosidade para com os necessitados.(† 1847) 10. Em Ruidellots, perto de Gerona, na Espanha, os beatos Emério José (José Plana Rebugent), e Hugo Julião (Julião Delgado Díez), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, na mesma perseguição, em virtude da sua intrépida fidelidade recebeu do Senhor a recompensa eterna.(† 1936) 11. Em Manlleu, perto de Barcelona, também na Espanha, o Beato Miguel de Jesus (Jaime Puigferrer Mora), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foi assassinado em ódio à vida religiosa.(† 1936)

23ª Semana do Tempo Comum | Sábado

23ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Cor Litúrgica: Verde

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

14 Meus caríssimos, fugi da idolatria. 15 Eu vos falo como a pessoas esclarecidas. Então, ponderai bem o que eu digo: 16 O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17 Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão. 18 Considerai os filhos de Israel: Os que comem as vítimas sacrificais não estão em comunhão com o altar? 19 Então, o que dizer? Que a carne de um sacrifício idolátrico tem algum valor? Ou que o ídolo vale alguma coisa? 20 – Nada disso. O que eu digo é que os idólatras oferecem seus sacrifícios aos demônios e não a Deus. Ora, eu não quero que entreis em comunhão com os demônios. 21 Vós não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; vós não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 22 Ou, quem sabe, queremos excitar o zelo santo do Senhor? Somos porventura mais fortes do que ele?

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 115(116),12-13.17-18 (R. 17a)

– Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

– Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

– Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

– Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido.

Evangelho (Lc 6,43-49)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43 “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. 44 Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas. 45 O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46 Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo? 47 Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48 É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. 49 Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 49,29-32.50,15-26a)

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, Jacó transmitiu as suas ordens a seus filhos, dizendo: 49,29 “Eu vou juntar-me ao meu povo; sepultai-me com meus pais na gruta de Macpela, que está no campo de Efron, o hitita, 30 defronte de Mambré, no país de Canaã. É a gruta que Abraão comprou a Efron, o hitita, junto com o campo, como propriedade funerária. 31 Lá foram sepultados Abraão e Sara, sua mulher, ali se sepultaram também Isaac e sua mulher Rebeca; e foi lá que sepultei Lia”. 32 Quando Jacó acabou de dar suas instruções aos filhos, recolheu os pés sobre a cama e morreu; e foi reunido aos seus. 50,15 Ao verem que seu pai tinha morrido, os irmãos de José disseram entre si: “Não aconteça que José se lembre da injúria que padeceu, e nos faça pagar todo o mal que lhe fizemos”. 16 E mandaram dizer-lhe: “Teu pai, antes de morrer, ordenou-nos 17 que te disséssemos estas palavras: ‘Peço-te que esqueças o crime de teus irmãos, e o pecado e a maldade que usaram contra ti’. Nós pedimos, pois, que perdoes o crime dos servos do Deus de teu pai”. Ouvindo isto, José pôs-se a chorar. 18 Vieram seus irmãos e prostraram-se diante dele, dizendo: “Somos teus servos”. 19 Ele respondeu: “Não tenhais medo. Sou eu, porventura, Deus? 20 Vós pensastes fazer mal contra mim. Deus, porém, converteu-o em bem, para dar vida a um povo numeroso, como vedes presentemente. 21 Não temais: eu vos sustentarei e a vossos filhos”. E assim os consolou, falando-lhes com doçura e mansidão. 22 E José ficou morando no Egito, com toda a família de seu pai, e viveu cento e dez anos. 23 José viu os filhos de Efraim até à terceira geração, e os filhos de Maquir, filho de Manassés, que José também recebeu sobre seus joelhos. 24 José disse aos seus irmãos: “Eu vou morrer. Deus vos visitará e vos fará subir deste país para a terra que ele jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó”. 25 Depois de tê-los feito jurar e de ter dito: “Quando Deus vos visitar, levai daqui os meus ossos convosco”, 26a José morreu, completando cento e dez anos de vida.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 104(105),1-2.3-4.6-7 (R. cf. Sl 68(69),33)

– Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá.

– Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá.

– Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! 

– Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! 

– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. 

Evangelho (Mt 10,24-33)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24 “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25 Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! 26 Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28 Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29 Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33 Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

23ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

23ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 9,16-19.22b-27)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 16 pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! 17 Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18 Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. 19 Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22b Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23 Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. 24 Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio? Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. 25 Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo, e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26 Por isso, eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27 Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a boa-nova aos outros, eu mesmo seja reprovado.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 83(84),3.4.5-6.12 (R. 2)

– Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

– Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

– Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

– Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

– Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, e se decidem a partir quais peregrinos!

– O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, e largamente distribui a graça e a glória O Senhor nunca recusa bem algum àqueles que caminham na justiça.

Evangelho (Jo 14,27-31a)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40 Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41 Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42 Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (1Tm 1,1-2.12-14)

Início da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo.

1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança, 2 a Timóteo, verdadeiro filho na fé: a graça, a misericórdia e a paz de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. 12 Agradeço àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em mim ao designar-me para o seu serviço, 13 a mim, que antes blasfemava, perseguia e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância de quem não tem fé. 14 Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 15(16),1-2a e 5.7-8.11 (R. cf. 5a)

– O Senhor é a porção da minha herança!

– O Senhor é a porção da minha herança!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Evangelho (Lc 6,39-42)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40 Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41 Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42 Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

23ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

23ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 8,1b-7.11-13)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 1b o conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2 Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3 Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4 Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. 5 É verdade que alguns são chamados deuses, no céu ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6 Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7 Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11 E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12 Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13 Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 138(139),1-3.13-14ab.23-24 (R. 24b)

– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

– Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.

– Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras!

– Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida!

Evangelho (Lc 6,27-38)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco, e, em nós seu amor fica pleno!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27 “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Cl 3,12-17)

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses.

Irmãos, 12 vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, 13 suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. 14 Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. 15 Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. 16 Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. 17 Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 150,1-2.3-4.5-6 (R. 6)

– Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

– Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

– Louvai o Senhor Deus no santuário, louvai-o no alto céu de seu poder! Louvai-o por seus feitos grandiosos, louvai-o em sua grandeza majestosa!

– Louvai-o com o toque da trombeta, louvai-o com a harpa e com a cítara! Louvai-o com a dança e o tambor, louvai-o com as cordas e as flautas!

– Louvai-o com os címbalos sonoros, louvai-o com os címbalos de júbilo! Louve a Deus tudo o que vive e que respira, tudo cante os louvores do Senhor! 

Evangelho (Lc 6,27-38)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, falou Jesus a seus discípulos: 27 “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Nicolau de Tolentino, Presbítero – 10 de Setembro

São Nicolau de Tolentino, protetor das almas do purgatório

Santo do Dia – 10 de Setembro

São Nicolau de Tolentino,

Protetor das Almas do Purgatório · † 1305

Origens

São Nicolau de Tolentino Nicolau nasceu nas Marcas, em 1245, na diocese de Fermo.

Ainda adolescente, conheceu os Agostinianos e foi atraído pela vida monacal, à qual se consagrou em Tolentino. Foi um asceta de sorriso amável, de longas orações e jejuns, sempre acompanhados pela simpatia e a caridade.

Infância e Juventude

Desde os sete anos de idade, suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão pelos menos favorecidos. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres. Virtudes alinhadas a uma fé incondicional em Nosso Senhor e na Virgem Maria. Aos quatorze anos, foi viver na comunidade dos agostinianos de Castelo de Santo Ângelo, como oblato, isto é, sem fazer os votos perpétuos, mas obedecendo às Regras. Mais tarde, ingressou na Ordem e, no ano de 1274, foi ordenado sacerdote.

Semeador da Palavra de Deus

Nicolau possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência Divina, o que tornava seus sermões empolgantes. Tinha um grande poder de persuasão, pelo seu modo simples e humilde de viver e praticar a fé, sempre na oração e na penitência, cheio de alegria em Cristo. Com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria.

Vida Penitente

Comia tão pouco, que ficou doente. O seu prior quis dar-lhe um pouco de carne, mas em vão. Chamou-se o prior geral. Nicolau, vencido pela santa obediência que professava, consentiu e engoliu um pedacinho: “Já obedeci, não me aborreçam mais com gulodices”. E Deus curou-o, jejuava a pão e água às segundas, quartas, sextas-feiras e sábados em honra a Maria Santíssima. Tanta austeridade trouxe-lhe dores articulares do estômago e da cabeça e ainda perturbações na vista. Perguntava a si mesmo se tanto rigor agradava ou não a Deus, mas o Senhor apareceu-lhe em sonho e confortou-o. Caindo ele de novo doente, curou-se, por indicação de Nossa Senhora, comendo um pedaço de pão molhado em água, depois de fazer o sinal da cruz. Daí veio o costume de benzer pães em honra de São Nicolau, destinados a robustecer os fracos. Nicolau trazia sobre a pele cadeias metálicas, tecidos ásperos e irritantes. Rezava entre as horas canônicas, a que era notavelmente fiel: de completas ao canto do galo, de matinas até a aurora, da Missa (se não tinha confissões) até terça, e de noite até às vésperas (se não tinha obrigações impostas pela obediência). Rezava na Igreja, perto dum altar ou na cela.

Apóstolo do Confessionário

Em 1275, devido à saúde debilitada, foi para o Convento de Tolentino, onde se fixou definitivamente. Lá, veio a tornar-se um dos apóstolos do confessionário mais significativos da Igreja. Passava horas repleto de compaixão para com todas as misérias humanas. A fama de seus conselhos e de sua santidade trazia para a paróquia fiéis de todas as regiões ansiosos pelo seu consolo e absolvição. A incondicional obediência, o desapego aos bens materiais, a humildade e a modéstia foram as constantes de sua vida, sendo amado e respeitado por seus irmãos da Ordem.

A Morte

No dia 10 de setembro de 1305, ele fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor, antes de completar sessenta anos de idade. Foi enterrado na sepultura da capela onde se tornara célebre confessor e celebrava suas missas. O local tornou-se meta de peregrinação, e os milagres atribuídos a ele não cessaram de ocorrer, atingindo os nossos dias.

Via de Santificação

No ano de 1446, São Nicolau de Tolentino foi finalmente canonizado pelo Papa Eugênio IV. A festa dedicada ao santo foi mantida para o dia de sua morte.

Corpo Incorrupto

A prodigiosa notícia que temos de São Nicolau de Tolentino diz que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico. Nicolau — Do grego Nikolaos, formado por nikē (“vitória”) e laos (“povo”), significa “vitória do povo” ou “vencedor do povo”. Nome que se popularizou na tradição cristã por meio de diversos santos ao longo dos séculos.

“Oração – São Nicolau, recorro a ti pelas almas dos meus familiares, aqueles que já faleceram e estão no purgatório esperando a sua purificação. Que alcancemos, pela tua intercessão, a salvação das famílias e dos pecadores. A ti recorremos e pedimos. Amém.”

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

Santa Pulquéria — Imperatriz de Constantinopla, que defendeu e propagou a verdadeira fé.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 10 de setembro:

1
São Nicolau de Tolentino Confessor da Ordem de Santo Agostinho. Em Tolentino, na Itália. Dedicou-se à penitência, à pregação e ao confessionário, socorrendo os pobres, os doentes e as almas do purgatório.
† 1305
2
São Nemésio Mártir. Em Alexandria, no Egito. Caluniosamente acusado de furto e absolvido, foi depois denunciado como cristão perante o juiz Emiliano, durante a perseguição do imperador Décio.
† 251
3
Santos Nemesiano e companheiros: Félix, Lúcio, outro Félix, Liteu, Poliano, Vítor, Jáder e Dativo Bispos, presbíteros e diáconos mártires.
† 257-258
4
Santa Pulquéria Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Defendeu e propagou a verdadeira fé.
† 453
5
Santo Agábio Bispo. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.
† s. V
6
São Sálvio Bispo de Albi, na Aquitânia, atualmente na França. Chamado do claustro contra a sua vontade, nunca abandonou a cidade durante a epidemia da peste.
† 584
7
São Teodardo Bispo de Tongres e mártir. Próximo de Speyer, na Renânia da Austrásia, atualmente na Alemanha. Foi morto quando se dirigia ao encontro do rei Quilderico.
† c. 670
8
Santo Autberto Bispo de Avranches, na Nêustria, hoje na França. Por sua iniciativa desenvolveu-se o culto de São Miguel Arcanjo na ilha de Mont-Tombe.
† c. 725
9
Beato Oglério Abade da Ordem Cisterciense. No mosteiro de Lucédio, junto de Vercelas, no Piemonte, região da Itália.
† 1214
10
Beatos Sebastião Kimura e Francisco Morales Presbíteros, da Companhia de Jesus e da Ordem dos Pregadores, e cinquenta companheiros mártires. Em Nagasaki, no Japão.
† 1622
11
Santo Ambrósio Eduardo Barlow Presbítero da Ordem de São Bento e mártir. Em Londres, na Inglaterra.
† 1641
12
Beato Tiago Gagnot Presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beato Leôncio Arce Urrútia Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Seus pais eram pouco favorecidos em relação a bens de fortuna.

Homem de rigorosíssima abstinência e assídua oração, severo para consigo e clemente para com os outros. Foi um asceta de sorriso amável e longos jejuns

Com carismas e dons especiais

Possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência divina, o que tornava seus sermões empolgantes.

Ordenado sacerdote em 1269, após seis anos de peregrinações por várias cidades, teve morada definitiva em Tolentino, onde desenvolveu o seu apostolado principalmente no confessionário.

Seu rosto inflamava-se de amor

No altar, seu rosto inflamava-se de amor e abundantes lágrimas lhe corriam dos olhos. Convencidos da sua grande santidade, todos faziam questão de assistir à missa rezada por ele.  As secretas comunicações entre sua alma e Deus, sobretudo quando saía do altar ou do confessionário, faziam-lhe saborear por antecipação as delícias da beatitude celeste.

Bravo, servo bom e fiel

A sua santificação pessoal amadureceu na sombra. Sob seu modesto burel, o exemplar religioso teceu ao longo da sua vida a preciosa trama da santidade, a ponto de exclamar na hora da morte: “Vejo meu Senhor Jesus Cristo, sua Mãe e Santo Agostinho, que me dizem: ‘Bravo, servo bom e fiel'”.

Operou diversos milagres

Ninguém, tanto em particular como em público, conseguia resistir à insinuante doçura de suas palavras . Foi favorecido com várias visões, e operou diversos milagres.

Quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico.

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

Oração – Oh! glorioso Taumaturgo e Protetor das almas do purgatório, São Nicolau de Tolentino! Com todo o afeto de minha alma te rogo que interponhas tua poderosa intercessão em favor dessas almas benditas, conseguindo da divina clemência a remissão de todos os seus delitos e suas penas, para que saindo daquele tenebroso cárcere de dores, possam a ter no céu a visão beatífica de Deus.

Com Santo Autberto, Bispo, por cuja iniciativa se desenvolveu o culto de São Miguel Arcanjo na ilha do Mont-St Michel.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

10

1. Em Alexandria, no Egito, São Nemésio, que, caluniosamente denunciado de ser ladrão, foi absolvido deste crime; mas depois, durante a perseguição do imperador Décio, acusado perante o juiz Emiliano de ser cristão, foi submetido a numerosas torturas e condenado à fogueira com outros ladrões, à semelhança do divino Salvador, que suportou a cruz com os ladrões.(† 251)

2. Comemoração dos santos Nemesiano e companheiros Félix, Lúcio, outro Félix, Liteu, Poliano, Vítor, Jáder e Dativo – bispos, presbíteros e diáconos –, que, na África Setentrional, durante a violenta perseguição no tempo dos imperadores Valeriano e Galieno, por Cristo foram duramente flagelados, depois encadeados e enviados para as minas, onde, entretanto, eram exortados com cartas de São Cipriano a suportar firmemente o cativeiro e a observar os mandamentos do Senhor.(† 257-258)

3. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santa Pulquéria, que defendeu e propagou a verdadeira fé.(† 453)

4. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Agábio, bispo.(† s. V)

5. Em Albi, na Aquitânia, atualmente na França, São Sálvio, bispo, que do claustro foi chamado para esta sede contra a sua vontade e, durante a epidemia da peste, como bom pastor, nunca abandonou a cidade.(† 584)

6. Próximo de Speyer, na Renânia da Austrásia, atualmente na Alemanha, a paixão de São Teodardo, bispo de Tongres e mártir, que foi morto quando se dirigia ao rei Quilderico.(† c. 670)

7. Em Avranches, na Nêustria, hoje na França, Santo Autberto, bispo, por cuja iniciativa se desenvolveu o culto de São Miguel Arcanjo na ilha de Mont-Tombe.(† c. 725)

8. No mosteiro de Lucédio, junto de Vercelas, no Piemonte, região da Itália, o Beato Oglério, abade da Ordem Cisterciense.(† 1214)

9. Em Tolentino, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, São Nicolau, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que era homem de rigorosíssima abstinência e assídua oração, severo para consigo e clemente para com os outros, e muitas vezes impunha a si mesmo a satisfação do pecado dos outros.(† 1305)

10. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Sebastião Kimura, da Companhia de Jesus, e Francisco Morales, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e cinquenta companheiros[1], mártires, – presbíteros, religiosos, esposos, jovens, catequistas, viúvas e crianças – que, numa colina, diante de uma grande multidão, sofreram crudelíssimos tormentos e morreram por Cristo.

[1] São estes os seus nomes: Ângelo Orsúcci, Afonso de Mena, José de São Jacinto de Salvanés, Jacinto Orfanel, presbíteros da Ordem dos Pregadores, e Domingos do Rosário e Aleixo, religiosos da mesma Ordem; Ricardo de Santa Ana e Pedro de Ávila, presbíteros da Ordem dos Frades Menores, e Vicente de São José, religioso da mesma Ordem; Carlos Spínola, presbítero da Companhia de Jesus, e Gonçalo Fusai, Antônio Kiuni, Tomás do Rosário, Tomás Akahoshi, Pedro Sampo, Miguel Shumpo, Luís Kawara, João Chugoku, religiosos da mesma Ordem; Leão de Satsuma, Luzia de Freitas; Antônio Sanga, catequista, e Madalena, esposos; Antônio Coreano, catequista, e Maria, esposos, com seus filhos João e Pedro; Paulo Nagaishi e Tecla, esposos, com seu filho Pedro; Paulo Tanaka e Maria, esposos; Domingos Yamada e Clara, esposos; Isabel Fernández, viúva do Beato Domingos Jorge, com seu filho Inácio; Maria, viúva do Beato André Tokuan; Inês, viúva do Beato Cosme Takeia; Maria, viúva do Beato João Shoun; Dominga Ogata, Maria Tanaura, Apolônia e Catarina, viúvas; Domingos Nakano, filho do Beato Matias Nakano; Bartolomeu Kawano Shichiemon; Damião Yamichi Tanda e seu filho Miguel; Tomás Shichiro, Rufo Ishimoto, Clemente (Bósio) Vom e seu filho Antônio.(† 1622)

11. Em Londres, na Inglaterra, Santo Ambrósio Eduardo Barlow, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, que durante vinte e quatro anos confirmou na fé e na piedade os católicos da região de Lencastre e, preso quando pregava no dia da Páscoa do Senhor, durante o reinado de Carlos I, foi condenado à morte por causa do sacerdócio e enforcado no patíbulo de Tyburn.(† 1641)

12. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Tiago Gagnot, presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera em condições desumanas por causa do sacerdócio, enquanto assistia aos companheiros de cativeiro enfermos, morreu consumido pela enfermidade.(†1794)

13. Em Madrid, na Espanha, o Beato Leôncio Arce Urrútia, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançou vitoriosamente o reino celeste.(† 1936)

São Pedro Claver, Presbítero – 09 de Setembro

São Pedro Claver, Presbítero

Santo do Dia – 09 de Setembro

São Pedro Claver - Presbítero

São Pedro Claver,

Padroeiro das Missões Católicas entre os Negros · † 1654

Origens

São Pedro Claver - Presbítero São Pedro Claver nasceu em Verdú, na Catalunha, em 25 de junho de 1581, e não pertencia a uma família nobre.

Fez o noviciado em Tarragona, os estudos filosóficos em Palma de Maiorca, e iniciou os teológicos em Barcelona. Ainda não havia terminado seus estudos quando foi destinado à missão de Nova Granada, como era chamada a atual Colômbia.

Missão

O jovem desembarcou em Cartagena, em 1610, e foi ordenado sacerdote, em 1616, naquela missão onde, por 44 anos, trabalhou entre os escravos afro-americanos, em um período de forte tráfico.

Servo dos Negros

Educado na escola do missionário Alfonso de Sandoval, Pedro tornou-se servo dos negros para sempre, “Aethiopum semper servus”; na época, todos os negros eram chamados etíopes. As costas litorâneas — onde milhares de pessoas eram abandonadas, arrancadas sem nenhum remorso da sua vida familiar e da sua terra —, transformaram-se em campo de apostolado para o jovem Jesuíta.

Cuidado com os Negros Deportados

Todas as vezes que Pedro era avisado sobre a chegada de novos escravos apinhados nos navios, entrava no mar, com o seu barco, para encontrá-los e levar-lhes comida, ajuda e conforto. Curava as suas feridas, pedia esmola para comprar-lhes vestidos e matar sua fome.

Lutava ao Lado dos Negros

Despertava em cada um o sentido da própria dignidade humana; levava a fé aos não batizados; encaminhava-os ao conhecimento e à prática das virtudes evangélicas. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.

Sacramento: Batizou 400 Mil Pessoas

Aprendeu a língua dos angolanos e serviu-se de outros dezoito intérpretes para instruir os escravos. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.

Pela sua obra incansável, foi acusado de descuidar e profanar os Sacramentos, administrando-os a criaturas que “mal entendiam”.

Morte

Em 1650, adoeceu com a peste: sobreviveu, mas pelo resto da vida não pôde mais trabalhar. Nos últimos quatro anos de sua existência terrena passou imobilizado na enfermaria do convento. O homem que fora a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de muitas desgraças, foi completamente esquecido por todos, passando o tempo em oração. São Pedro Claver morreu em 8 de setembro de 1654, na Colômbia.

Via de Santificação

Em 16 de julho de 1850, foi beatificado por Pio IX e, em 15 de janeiro de 1888, canonizado por Leão XIII, junto com Alfonso Rodriguez. Em 7 de julho de 1896, foi proclamado Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”. São Pedro Claver, rogai por nós! Pedro — Do grego Petros, derivado de petra, “pedra” ou “rocha”. Nome dado por Jesus ao apóstolo Simão, simbolizando firmeza e fundamento da fé. Claver — Sobrenome de origem catalã, ligado ao latim clavis, “chave”, associado ao antigo ofício de clavário, responsável por guardar as chaves e o tesouro de uma comunidade.

“Oração – São Pedro, lhe pedimos que nos ajude a dissipar toda discriminação, toda desigualdade, todo preconceito. Que sejamos portadores da justiça divina e possamos implementar o Reino celeste aqui nessa terra. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.”

São Pedro Claver, rogai por nós!

Beata Maria de la Cabeça — Esposa de Santo Isidro Lavrador, na Espanha, que viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 09 de setembro:

1
São Pedro Claver Presbítero da Companhia de Jesus. Em Cartagena das Índias, na Colômbia. Dedicou quarenta e quatro anos ao serviço dos escravos africanos deportados, sendo proclamado Padroeiro de todas as Missões Católicas entre os Negros.
† 1654
2
São Gorgónio Mártir. Em Roma, no cemitério “ad Duas Lauros”, na Via Labicana.
† d. 203
3
São Jacinto Mártir. Na Sabina, a trinta milhas de Roma.
† data inc.
4
São Ciarano (Querano) Presbítero e abade. No mosteiro de Clonmacnois, junto ao rio Shannon, na Irlanda, fundador deste mosteiro.
† s. VI
5
Beata Maria de la Cabeça (Maria Toríbia) Em Castela, região da Espanha. Esposa de Santo Isidro Lavrador, viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.
† s. XII
6
Beato Jorge Douglas Presbítero e mártir. Em York, na Inglaterra. Natural da Escócia, era mestre-escola e tornou-se sacerdote em Paris.
† 1587
7
Beata Maria Eutímia (Ema Üffing) Virgem da Congregação das Irmãs da Compaixão. Em Münster, na Alemanha.
† 1855
8
Beato Pedro Bonhomme Presbítero. Em Gramat, cidade do território de Cahors, na França. Dedicou-se às missões populares e à evangelização do mundo rural e fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário.
† 1861
9
Beato Tiago Desidério Laval Presbítero. Em Port-Louis, na ilha Maurícia, no Oceano Índico. Médico que se fez missionário na Congregação do Espírito Santo.
† 1864
10
Beato Francisco Gárate Arangúren Religioso da Companhia de Jesus. Em Bilbau, no País Basco, na Espanha.
† 1929

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Natural da Catalunha, ingressou na Companhia de Jesus onde recebeu a ótima influência de Santo Afonso Rodrigues. Partiu como missionário para a América espanhola, sendo ordenado sacerdote em Bogotá. Batizou 300 mil escravos Por mais de quarenta anos, com admirável abnegação e exímia caridade se dedicou ao serviço dos negros trazidos como escravos, dos quais cerca de trezentos mil fez renascer para Cristo pelo Batismo por ele administrado.

O que posso fazer para amar de verdade

Era a resposta à pergunta que fazia no tempo de estudante “O que posso fazer para amar de verdade o Senhor? O que devo fazer para que Ele goste de mim? Ele me inspira a ser todo seu, mas não sei como fazer”.

Completamente esquecido por todos

Acometido pela peste. Sobreviveu, mas, pelo resto da vida, não pode mais trabalhar. Transcorreu os últimos quatro anos da sua existência terrena imobilizado em uma enfermaria de convento. O homem, que foi a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de tantas desventuras, foi completamente esquecido por todos, transcorrendo o tempo em oração. Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”.

Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados

“Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados. E o que faz o asno? Quando se fala mal dele, ele se cala; não se lhe dá de comer, ele se cala; quando se impreca contra ele, ele se cala, nem um lamento por qualquer coisa que deva fazer, ou mesmo quando maltratado”.

São Pedro Claver, rogai por nós!

Oração – “Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados. E o que faz o asno? Quando se fala mal dele, ele se cala; não se lhe dá de comer, ele se cala; quando se impreca contra ele, ele se cala, nem um lamento por qualquer coisa que deva fazer, ou mesmo quando maltratado.”

Com Beata Maria de la Cabeza (Maria Toríbia), esposa de Santo Isidro Lavrador. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 9 2. Em Roma, no cemitério “ad Duas Lauros”, na Via Labicana, São Gorgônio, mártir.(† d. 203) 3. Na Sabina, a trinta milhas de Roma, São Jacinto, mártir.(† data inc.) 4. No mosteiro de Clonmacnois, junto ao rio Shannon, na Irlanda, São Ciarano ou Querano, presbítero e abade, fundador deste mosteiro.(† s. VI) 5. Em Castela, região da Espanha, a Beata Maria de la Cabeza (Maria Toríbia), esposa de Santo Isidro Lavrador, que viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.(† s. XII) 6. Em York, na Inglaterra, o Beato Jorge Douglas, presbítero e mártir, natural da Escócia, que era mestre-escola e se tornou sacerdote em Paris e, no reinado de Isabel I, por ter persuadido outras pessoas a abraçar a fé católica, através do suplício no patíbulo partiu vitorioso para o Céu.(† 1587) 7. Em Münster, na Alemanha, a Beata Maria Eutímia (Ema Üffing), virgem da Congregação das Irmãs da Compaixão, que, animada pela sua exímia caridade, benignidade e desprendimento de si mesma, serviu a Deus na pessoa dos enfermos.(† 1855) 8. Em Gramat, cidade do território de Cahors, na França, o Beato Pedro Bonhomme, presbítero, que se dedicou admiravelmente às missões populares e à evangelização do mundo rural e fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário, a quem encomendou o cuidado dos jovens, dos enfermos e dos indigentes.(† 1861) 9. Em Port-Louis, na ilha Maurícia, no Oceano Índico, o Beato Tiago Desidério Laval, presbítero, que, depois de exercer alguns anos a profissão de médico, se fez missionário na Congregação do Espírito Santo e conduziu muitos negros libertos da escravidão à liberdade de filhos de Deus.(† 1864) 10. Em Bilbau, no País Basco, na Espanha, o Beato Francisco Gárate Arangúren, religioso da Companhia de Jesus, que desempenhou o ofício de porteiro durante quarenta e dois anos com insigne humildade.(† 1929)