3º Domingo da Páscoa | Domingo

Primeira Leitura (At 2,14.22-33) 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

No dia de Pentecostes, 14 Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22 “Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23 Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24 Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25 Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26 Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27 Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28 Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria’. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30 Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31 É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. 32 Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. 33 E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 15(16),1-2a.5.7-8.9-10.11 (R. 11ab)

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor: nenhum bem eu posso achar fora de vós!” Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 


Segunda Leitura (1Pd 1,17-21) 

Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Caríssimos: 17 Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. 18 Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19 mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20 Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. 21 Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Evangelho (Lc 24,13-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura; fazei o nosso coração arder, quando nos falardes.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” 19 Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”. 25 Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Expedito, Militar, Mártir – 19 de Abril

Santo Expedito, Militar, Mártir

Santo do Dia – 19 de Abril

Santo Expedito

Militar, Mártir · † 303

Chefe da 12ª Legião Romana

Era chefe da 12ª Legião romana, então estabelecida em Melitene, na Armênia, sede de uma das províncias do Império Romano. Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano, no início de seu reinado, mostrava-se favorável aos cristãos, confiando-lhes cargos importantes na administração e no exército.

A Legião Fulminante

Essa legião era conhecida como a “Fulminante” (Fulminata, em latim), nome que recebeu após um episódio célebre ocorrido no tempo do imperador Marco Aurélio, durante uma campanha na região da atual Hungria.

Cercado pelos inimigos e sofrendo com a falta de água em pleno verão, o exército romano parecia condenado. Foi então que os soldados cristãos da legião se reuniram, ajoelharam-se e rezaram a Deus com confiança.

Logo após a oração, caiu uma chuva abundante que saciou a sede dos soldados, enquanto relâmpagos e granizo atingiram violentamente o exército inimigo, que fugiu em pânico. Assim, o exército romano foi salvo e saiu vencedor.

Era, portanto, uma das mais gloriosas legiões romanas, encarregada de proteger as fronteiras orientais contra os bárbaros.

Prontidão e caráter

A história da Igreja conserva poucos detalhes sobre a vida pessoal de Santo Expedito. No entanto, seu nome tornou-se conhecido justamente por expressar o traço dominante de seu caráter: a prontidão.

“Expedito” era um apelido dado segundo o costume romano, indicando aquele que age com rapidez, diligência e decisão. Ele se destacou tanto no cumprimento de seus deveres militares quanto na fidelidade à fé cristã.

Conversão sem demora

Segundo a tradição, quando decidiu converter-se, Santo Expedito foi tentado pelo demônio sob a forma de um corvo que gritava: “Crás! Crás!”, que significa “Amanhã! Amanhã!”. Era um convite a adiar sua decisão.

Mas o santo, com firmeza, pisoteou o corvo e respondeu: “Hodie! Hodie!”, isto é, “Hoje! Hoje!”. Assim, mostrou que não devemos adiar nossa conversão nem nossas decisões por Deus.

A morte

Santo Expedito foi martirizado com seus companheiros em Melitene, no dia 19 de abril de 303, durante a perseguição do imperador Diocleciano. Permaneceu fiel a Cristo até o fim, testemunhando sua fé com coragem.

Desde então, tornou-se um santo muito popular, especialmente invocado como padroeiro das causas urgentes. Também é considerado protetor dos militares, estudantes e viajantes.

Santo Expedito, rogai por nós!

Expedito — Do latim expeditus, significa “pronto”, “rápido”, “diligente”, aquele que resolve situações com agilidade e eficácia.

“Oração — Santo Expedito, vós que sois um santo guerreiro, ajudai-me a ser vigilante e combativo diante do mal. Amém.”

Santo Expedito, rogai por nós!

São Leão IX — Papa que defendeu valorosamente a Igreja como bispo de Toul durante vinte e cinco anos e promoveu importantes reformas no clero.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de abril:

1
São Mapálico e companheiros
Mártires. Na África Proconsular, durante a perseguição de Décio, deram testemunho da fé em Cristo em meio a grandes sofrimentos.

† 250

2
Santa Marta
Virgem e mártir. Na antiga Pérsia, sofreu o martírio no tempo do rei Sapor II.

† 341

3
São Jorge
Bispo. Morreu no exílio por defender o culto das sagradas imagens.

† 818

4
São Geroldo
Eremita. Viveu em rigorosa penitência na região dos Alpes da Baviera.

† c. 978

5
Santo Elfego
Bispo e mártir. Ofereceu-se para salvar seu povo e foi cruelmente morto.

† 1012

6
São Leão IX
Papa. Reformou a vida do clero e combateu a simonia.

† 1054

7
São Bernardo Penitente
Monge. Dedicou-se à penitência e peregrinação constante à Terra Santa.

† 1182

8
Beato Jaime Dukett
Mártir. Em Londres, foi enforcado por vender livros católicos durante perseguições.

† 1602

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Galdinio, Bispo – 18 de Abril

São Galdinio, Bispo

Santo do Dia – 18 de Abril

São Galdino,

Um dos Padroeiros de Milão · † 1176

Um dos Padroeiros de Milão

São Galdino Milão honra São Galdino, cujo nome aparece associado aos de São Ambrósio e São Carlos Borromeu, como um de seus principais padroeiros, no final da ladainha do rito milanês.

Nasceu em 1096 e cresceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII, e ali também se tornou religioso, passando logo a auxiliar diretamente o Arcebispo Oberto de Pirovano. Juntos enfrentaram um inimigo pesado, o antipapa Vitor IV, que, apoiado pelo imperador Frederico, o Barbarroxa, oprimia violentamente para dominar o mundo.

Como Milão fazia oposição, a cidade foi simplesmente arrasada em 1162. O Arcebispo e Galdino só não morreram porque procuraram abrigo junto ao Papa oficial, Alexandre III. Logo depois Oberto morreu, e o Arcebispado precisava de alguém que continuasse sua luta. O Papa não teve nenhuma dúvida em nomear o próprio Galdino e consagrou-o Bispo, pessoalmente, em 1166.

O Pão de São Galdino

Galdino não decepcionou sua Diocese católica. Praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente. Pregava contra os hereges, convertia multidões e socorria também os pobres que se encontravam presos por causa de dívidas, geralmente vítimas de agiotagem.

A esses serviu tanto que suas visitas de apoio receberam até um apelido: “o pão de são Galdino”. Uma espécie de “cesta básica” material e espiritual, pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma fonte de força e fé para lutar contra os opressores.

Tudo isso era feito paralelamente ao trabalho político, pois no plano da diplomacia defendia seu povo e sua terra em tudo o que fosse preciso.

A Morte

Morreu no dia 18 de abril de 1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja, e os políticos, inimigos da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de fiéis e religiosos, caiu morto de repente.

São Galdino, rogai por nós!

Galdino — Significa “comandante”, “o que comanda ou o que domina”. A origem do nome Galdino é possivelmente germânica.

“Oração – São Galdino, exemplo de fidelidade à sã doutrina, ajudai-me a ser também totalmente fiel. Amém.”

São Galdino, rogai por nós!

Santa Antusa — Virgem, filha do imperador Constantino Coprônimo, que empregou todos os seus bens para ajudar os pobres e recebeu o hábito religioso do bispo São Tarásio.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de abril:

1
Santos Hermógenes e Elpídio
Mártires. Em Melitene, na antiga Arménia, hoje na Turquia.

† data inc.

2
São Pusício
Mártir. Na Pérsia, atualmente no Iraque. Superintendente dos artesãos do rei Sapor II, encorajou o presbítero Ananias e foi trespassado no pescoço, morrendo no Sábado Santo.

† 341

3
Santo Eusébio
Bispo. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Acompanhou o papa São João I enviado a Constantinopla e foi depois preso com ele pelo rei Teodorico.

† c. 526

4
São Lariano (ou Molássio)
Abade. Em Leighlin, na Irlanda. Difundiu pacificamente na ilha a celebração da Páscoa segundo o costume romano.

† 638

5
Santo Usmaro
Bispo e abade. No cenóbio de Lobbes, no Hainaut, hoje na Bélgica. Propagou a regra de São Bento e conduziu o povo da região à fé cristã.

† 713

6
Santa Antusa
Virgem. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Filha do imperador Constantino Coprônimo, empregou todos os seus bens para ajudar os pobres, redimir escravos e construir mosteiros.

† fin. s. VIII

7
Santa Atanásia
Viúva, eremita e hegúmena. Na ilha Egina, Grécia. Ilustre pela sua observância da disciplina monástica e grandes virtudes.

† s. IX

8
São João Isauro
Monge. Também na ilha Egina. Discípulo de São Gregório Decapolita, combateu valorosamente em defesa das sagradas imagens no tempo do imperador Leão o Arménio.

† d. 842

9
São Perfeito
Presbítero e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha. Por combater a doutrina de Maomé e professar firmemente a fé em Cristo, foi encerrado no cárcere e depois morto pelos Mouros.

† 850

10
Beato Idesbaldo
Abade. Em Bruges, na Flandres, atualmente na Bélgica. Depois de ficar viúvo e exercer funções no palácio condal por trinta anos, ingressou no mosteiro de Dune, que dirigiu santamente como terceiro abade.

† 1167

11
São Galdino
Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália. Trabalhou diligentemente para restaurar a cidade devastada pela guerra e, depois de uma pregação contra os hereges, entregou o espírito a Deus.

† 1176

12
Beato André
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Montereale, nos Abruzos, região da Itália. Dedicou-se à pregação na Itália e na França.

† 1479

13
Beato André Hibernon
Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Gandia, Valencia, Espanha. Espoliado de todos os seus bens na juventude, cultivou de modo admirável a pobreza evangélica.

† 1602

14
Beata Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot)
Exemplar mãe de família. Em Pontoise, próximo de Paris, França. Introduziu o Carmelo na França e fundou cinco mosteiros; após a morte do esposo, professou ela própria a vida religiosa.

† 1618

15
Beato José Moreau
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Durante a Revolução Francesa, foi degolado em ódio à fé cristã na Sexta-Feira da Paixão do Senhor.

† 1794

16
Beato Lucas Passi
Presbítero e fundador da Congregação das Irmãs Mestras de Santa Doroteia. Em Veneza, cidade da Itália.

† 1866

17
Beata Sabina Petrílli
Virgem. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundou a Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena, para socorrer as jovens indigentes e os pobres mais necessitados.

† 1923

18
Beato Romano Archutowski
Presbítero e mártir. Em Majdanek, próximo de Lublin, na Polônia. Por causa da fé cristã, foi encarcerado pelos soldados estrangeiros e, exausto pela fome e pela enfermidade, alcançou a glória eterna.

† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santa Catarina Tekakwitha, india, virgem – 17 de Abril

Santa Catarina Tekakwitha, india, virgem

Santo do Dia – 17 de Abril

Santa Catarina Tekakwitha,

Índia, Virgem · † 1680

Era uma Índia pele-vermelha

Santa Catarina Tekakwitha

Beatificada juntamente com Pe. José de Anchieta, era uma Índia pele-vermelha, nascida em 1656 em Ossemon, perto de Port Orange, atual Albany, filha de pai iroquês pagão e de mãe algonquina cristã.

Tendo ficado órfã muito cedo, conseguiu sobreviver a uma epidemia de varíola com grave diminuição da visão e com o rosto desfigurado; foi então recolhida por um tio, chefe da aldeia, ajudando doravante a sua esposa no cuidado da casa.

O nome de Tekakwitha, que lhe foi dado nos anos de infância, significa “a que coloca as coisas em ordem”, ou, com referência à enfermidade da visão, “a que avança e põe algo diante”. Crescida na inocência, rejeitou propostas de matrimônio e em 1675 entrou em contato com os missionários católicos do Canadá, recebendo o batismo em 18-4-1676, dia de Páscoa, das mãos do Pe. Jacques de Lamberville, que lhe impôs o nome de Kateri (Catarina).

Ameaçada pelo tio pagão, fugiu

Ameaçada pelo tio pagão, fugiu para buscar refúgio na missão de S. Francisco Xavier, em Sault, perto de Montreal, onde recebeu a eucaristia e deu exemplo de extraordinária piedade, mas com grande discrição.

Passou por provas terríveis

Afastava-se por longo tempo na floresta onde, junto à cruz por ela traçada na casca de uma árvore, ficava por muito tempo em oração, sem porém descuidar das funções religiosas, do serviço da comunidade e da família que a hospedava. Passou por provas terríveis. Em 25-3-1679 fez voto perpétuo de castidade. Extenuada pela doença e pelos sofrimentos, morreu em 17 de abril de 1680 e rapidamente se difundiu a fama das suas virtudes.

Amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça

Note-se que Catarina aprendera a religião católica com a mãe e desde menina, apesar da mãe ter morrido, conservou o que esta lhe ensinara, observando a moral cristã e rezando regularmente. Quando veio a encontrar pela primeira vez os missionários, já estava preparada para o Batismo. Amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça, longe de qualquer outro companheiro de fé por muitos anos.

Santa Catarina Tekakwitha, rogai por nós!

Catarina — É de etimologia desconhecida. A quem associa o nome com o adjetivo grego katharos, que significa “puro, casto”.

“Oração – Santa Catarina Tekakwitha recorda-nos que somos chamados à vida de santidade. Amém.”

Santa Catarina Tekakwitha, rogai por nós!

Santo Acácio, Bispo — Que no Concílio de Éfeso defendeu a reta fé contra Nestório e depois foi injustamente deposto da sua sede episcopal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de abril:

1
Santos Pedro e Hermógenes
Mártires. Em Melitene, na antiga Armênia, hoje na Turquia. Pedro era diácono e Hermógenes seu auxiliar.

† c. s. IV

2
São Simeão bar Sabas e mais de cem companheiros
Mártires. Na antiga Pérsia. Bispo de Selêucia e Ctesifonte, preso por Sapor II por recusar adorar o sol; foi degolado numa Sexta-Feira da Paixão, após ver todos os seus companheiros — bispos, presbíteros e clérigos — serem martirizados na sua presença.

† 341

3
Muitos mártires, entre os quais Santo Ustazades
Mártires na antiga Pérsia, no tempo do rei Sapor. Ustazades era eunuco da corte real e antigo preceptor do próprio rei, martirizado no palácio de Artaxerxes, na província de Adiabena, atual Iraque.

† 341

4
Santo Inocêncio de Tortona
Bispo. Em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.

† s. IV

5
Santo Acácio
Bispo de Melitene, na antiga Armênia, hoje na Turquia. Defendeu a reta fé contra Nestório no Concílio de Éfeso e foi injustamente deposto da sua sede episcopal.

† c. 435

6
Santo Pantágato
Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.

† 540

7
Santo Donano e cinquenta e dois companheiros monges
Mártires. Na ilha de Eigg, nas Hébridas, ao largo da Escócia. Abade e seus monges, assassinados por piratas — queimados na fogueira ou passados ao fio da espada — quando celebravam a solenidade da Páscoa.

† 617

8
Santos Elias, Paulo e Isidoro
Mártires. Em Córdoba, na Andaluzia, Espanha. Elias era presbítero de avançada idade; Paulo e Isidoro eram monges jovens. Mortos durante a perseguição dos Mouros por professar a fé cristã.

† 856

9
São Roberto de Chaise-Dieu
Abade. No mosteiro de Chaise-Dieu, junto de Clermont-Ferrand, França. Viveu em solidão, reuniu irmãos ao redor de si e converteu muitos pelo exemplo e pela pregação.

† 1067

10
São Roberto de Molesmes
Abade. No mosteiro de Molesmes, França. Incansável fundador de cenóbios e restaurador da disciplina monástica, fundou o mosteiro de Cister, do qual foi o primeiro abade.

† 1111

11
Beato Tiago de Cerqueto
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália. Deu exemplo de serena aceitação da enfermidade.

† 1367

12
Beata Clara Gambacórti
Viúva. Em Pisa, na Toscana, Itália. Animada por Santa Catarina de Sena, fundou o primeiro mosteiro dominicano de estrita observância e, perdoando aos assassinos de seu pai e irmãos, guiou as irmãs com grande prudência e caridade.

† 1419

13
Beata Mariana de Jesus
Virgem (Mariana Navarro de Guevara). Em Madrid, Espanha. Vencendo a oposição do pai, tomou o hábito da Ordem de Nossa Senhora das Mercês e ofereceu orações e penitências especialmente pelos mais necessitados.

† 1624

14
Beato Paulo de Santa Madalena (Henrique Heath)
Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Londres, Inglaterra. Condenado à morte em Tyburn, no reinado de Carlos I, por causa da sua condição de sacerdote.

† 1643

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

2ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

2ª Semana da Páscoa | Quinta-feira

Primeira Leitura (At 5,27-33)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, os guardas 27 levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, 28 dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” 29 Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30 O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31 Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32 E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. 33 Quando ouviram isto, ficaram furiosos e queriam matá-los.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 33(34),2 e 9.17-18.19-20 (R. 7a)

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! 

— mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. 

— Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta.


Evangelho (Jo 3,31-36)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creem sem ter visto.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

 — Glória a vós, Senhor. 

31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32 Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34 De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida. 35 O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36 Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Bernardette de Soubirous, Virgem – 16 de Abril

Santa Bernardette de Soubirous, Virgem

Santo do Dia – 16 de Abril

Santa Bernardette de Soubirous,

Virgem e Vidente de Lourdes · † 1879

Bernarda era seu nome

Bernarda era o nome da filha de Francisco Soubirous e Luisa Casterot, nascida em 7 de janeiro de 1844, em Lourdes, uma região montanhosa da França, os famosos Pirineus. Mas era chamada pela forma carinhosa do nome no diminutivo: Bernadette.

Família numerosa e pobre. A família de camponeses era numerosa, religiosa e muito pobre. Desde a infância, a pequena tinha problemas de saúde em consequência da asma. Era analfabeta, mas tinha aprendido a rezar o terço, o que fazia diariamente enquanto cuidava dos afazeres da casa.

Ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma luz. Numa tarde úmida e fria, Bernadete foi, junto com a irmãzinha e algumas companheiras, procurar gravetos. Tinham de atravessar um riacho, mas ela se atrasou porque ficou com receio de molhar os pés, quando ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma luz, dentro da gruta natural na encosta da montanha.

Olhando melhor, viu Nossa Senhora vestida de branco, faixa azul na cintura, terço entre as mãos, que a chamou para rezar. Era o dia 11 de fevereiro de 1858. Quando chegaram em casa, a sua irmãzinha contou o ocorrido para os pais, que a proibiram de sair de casa. Bernadete chorou muito e adoeceu, então os pais deixaram que ela voltasse para lá.

“Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”

A aparição se repetiu sete dias depois, quando Nossa Senhora lhe disse: “Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”. Voltou mais dezoito vezes, até 16 de julho, na gruta de Massabielle, nos montes Pirineus.

“Eu sou a Imaculada Conceição.” O pároco da diocese, no início, mostrou-se incrédulo quanto às aparições, por isso disse a Bernadete: “Peça a essa Senhora que diga o seu nome”. A resposta foi: “Eu sou a Imaculada Conceição”. O que mais se admirou em Bernadete foi a sua modéstia, autenticidade e simplicidade. Compreendeu que tinha sido escolhida como instrumento para a mensagem que a Virgem queria transmitir ao mundo: a conversão, a necessidade de rezar o terço.

Só os numerosos milagres confirmaram como obra divina

Bernadete sofreu muitas e pesadas provações para ser acreditada em suas visões, que só os numerosos milagres confirmaram como obra divina. Enquanto o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes se tornava um dos lugares mais visitados pelos peregrinos do mundo e a água da fonte era considerada milagrosa pelos devotos, Bernadete se recolhia na sombra.

Ao tomar o hábito definitivo, recebeu o nome de Maria Bernarda. Ingressou na Congregação das Irmãs de Caridade de Nevers, sendo admitida no noviciado seis anos depois por motivo de saúde. Nunca recebeu privilégios das irmãs — parecia que essa frieza fazia parte de sua provação.

Sempre bem-humorada, trabalhou como enfermeira no interior do convento; depois foi sacristã. Contudo sua doença se agravou e ela viveu nove anos numa cama, entre a vida e a morte.

Queria purificar-se para poder rever Nossa Senhora

Rezava não para livrar-se do sofrimento, mas para ter paciência e forças para tudo suportar, pois queria purificar-se para poder rever Nossa Senhora. Bernardette morreu em 16 de abril de 1879. O Papa Pio XI canonizou-a em 8 de dezembro de 1933, dia da Imaculada Conceição, designando sua festa para o dia de sua morte.

Santa Bernardette, rogai por nós!

Bernadette — Significa “forte como uma ursa”. A partir do francês Bernadette, é o diminutivo de Bernarda, variante feminina de Bernardo, que vem da união dos elementos germânicos ber (“urso”) e hart (“forte”).

“Senhor, que vos dignastes conceder à jovem Bernadete a graça de ver vossa Santíssima Mãe e com ela conversar e orar, concedei também a mim uma maior devoção para com Maria Santíssima. Amém.”

Santa Bernardette, rogai por nós!

Santa Engrácia — Virgem e mártir, que, duramente torturada, sobreviveu a todos os suplícios, permanecendo durante algum tempo em seus membros os sinais das suas chagas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de abril:

1

Santos Leônidas e sete companheiros
Mártires. Em Corinto, na Acaia, Grécia. Após suportarem vários suplícios, foram afogados no mar. Os nomes das companheiras: Carissa, Galina, Teodora, Nice, Nunécia, Cális e Basilissa.

† s. III/IV

2

Santos Optato e dezassete companheiros
Mártires. Em Saragoça, na Hispânia Tarraconense. Na perseguição de Diocleciano, foram torturados e mortos; o seu ilustre martírio foi celebrado em poemas de Prudêncio.

† s. IV

3

Santa Engrácia
Virgem e mártir. Em Saragoça. Duramente torturada, sobreviveu a todos os suplícios, permanecendo durante algum tempo em seus membros os sinais das suas chagas.

† s. IV

4

Santos Caio e Cremêncio
Mártires. Também em Saragoça. Na mesma perseguição, venceram as torturas perseverando na fé de Cristo.

† s. IV

5

São Turíbio
Bispo de Astorga, no reino dos Suevos, Hispânia. Por mandato do papa São Leão Magno, combateu fortemente a seita dos priscilianistas que progredia na Hispânia.

† s. V

6

São Frutuoso
Bispo de Braga, na Galécia, hoje em Portugal. Sua memória celebra-se em Portugal no dia 5 de dezembro, juntamente com São Martinho de Dume e São Geraldo.

† c. 665

7

São Magno
Mártir. Na Escócia, príncipe das ilhas Órcades. Abraçou a fé cristã; chamado dolosamente para um acordo de paz com o seu adversário, apresentou-se sem armas e foi assassinado.

† 1116

8

São Drogão
Em Sebourg, no Hainaut, França. Aspirando a uma vida simples e solitária, fez-se pastor e peregrino pelo Senhor, terminando seus dias recluso numa pequena cela.

† c. 1186

9

São Contardo
Peregrino. Em Bróni, perto de Pavia, Lombardia, Itália. Decidiu viver em extrema pobreza e morreu atingido por enfermidade quando ia a caminho de Compostela.

† 1249

10

Beato Joaquim
Religioso da Ordem dos Servos de Maria. Em Siena, na Etrúria. Distinguiu-se pela singular devoção à Santíssima Virgem e cumpriu a lei de Cristo, tomando sobre si o encargo dos pobres.

† 1305

11

São Bento José Labre
Em Roma. Aspirando desde a adolescência a uma vida de áspera penitência, fez peregrinações a célebres santuários, coberto com veste rude e esfarrapada, alimentando-se com esmolas e dando exemplo de piedade por onde passava.

† 1783

12

Beatos Pedro Delépine, João Menard e vinte e quatro companheiras
Mártires. Em Avrillé, junto de Angers, França. Quase todos agricultores, foram fuzilados durante a Revolução Francesa em ódio à fé cristã.

† 1794

13

Santa Maria Bernarda (Bernadete) Soubirous
Virgem. Em Nevers, França. Nascida de família muito pobre em Lourdes, ainda de tenra idade experimentou a presença da Virgem Santa Maria Imaculada e depois, tomando o hábito religioso, levou no convento uma vida oculta e humilde.

† 1879

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Beato Cesar de Bus, Presbítero – 15 de Abril

Beato Cesar de Bus, Presbítero

Santo do Dia – 15 de Abril

Beato César de Bus

Beato César de Bus,

Presbítero e Fundador · † 1607

Desejava seguir a carreira militar

Beato César de Bus

César de Bus desejava seguir a carreira militar e estava quase embarcando para atender ao chamado de seu irmão, capitão a serviço do rei Carlos IX, da França, quando foi impedido por uma enfermidade que o atingiu de maneira fulminante. Foi essa ocasião que o aproximou do bispo de Cavaillon, cidadezinha da Provença, onde ele havia nascido em 3 de fevereiro de 1544.

Os jesuítas de Avignon, um humilde capelão e uma camponesa, que o assistiam durante a convalescença, com as suas palavras e os seus exemplos o reconduziram para a religião cristã, da qual ele havia se afastado. Não perdeu tempo: tão logo se curou, trocou de vida e se pôs a estudar para tornar-se sacerdote. Enquanto se preparava, começou a percorrer os sítios e fazendas ensinando o catecismo.

Fundou, com o auxílio de um primo, Romillon, centros de instrução religiosa nos cantos mais escondidos e esquecidos, nos quais começou a experimentar novos métodos de ensino da doutrina às crianças do meio rural.

Fundou a Congregação dos Padres da Doutrina Cristã

César de Bus tornou-se sacerdote aos trinta e oito anos de idade e já reunia em torno de si muitos jovens, formando, com a ajuda dos bispos e dos sacerdotes da região, uma numerosa comunidade, que tomou o nome de Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, ou Doutrinários, os quais, por não terem pronunciado os votos, viviam todos juntos.

Foi neste ponto que surgiu a divergência entre os dois fundadores: César de Bus queria que eles pronunciassem finalmente os votos e Romillon queria que se mantivessem apenas padres. Assim, esse último se transferiu para a casa de Aix-en-Provance, enquanto César permaneceu na sede de Avignon.

A morte

Depois de um longo período de sofrimento causado por uma enfermidade, César de Bus morreu no dia 15 de abril de 1607. Foi beatificado, em 1975, pelo papa Paulo VI, que autorizou sua celebração litúrgica para o dia do seu trânsito.

Beato César de Bus, rogai por nós!

César — Significa “imperador”, “rei”, “o que tem o cabelo comprido”, “cabeludo” ou “cortado”, “talhado”. A origem do nome César não é consensual.

“Oração — Ó Deus, que destes ao Beato César de Bus a graça de conhecer e amar a Doutrina ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como a sabedoria para ensiná-la, dai também a nós o amor à vossa Doutrina e a sabedoria. Amém.”

Beato César de Bus, rogai por nós!

São Damião de Veuster — Presbítero da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que se consagrou com tanta magnanimidade à assistência dos leprosos, que também ele sucumbiu atingido pela lepra.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de abril:

1

Santos Teodoro e Pausilipo
Mártires. Na Trácia, região do Sul da Europa. Segundo a tradição, sofreram a morte no tempo do imperador Adriano.

† 117/137

2

São Crescente
Mártir. Em Mira, na Lícia, na atual Turquia. Sofreu o martírio na fogueira.

† data inc.

3

São Marão
Mártir. No Monte d’Oro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† data inc.

4

Santo Abúndio
Em Roma, junto de São Pedro. Segundo o testemunho do papa São Gregório, foi humilde e fiel missionário desta Igreja.

† c. 564

5

São Paterno
Bispo de Avranches. Em Scissy, no território de Coutances da Gália, na atual França. Fundou muitos mosteiros e, eleito já septuagenário para a sede episcopal, entregou sua alma a Deus com grande contentamento.

† c. 565

6

Santo Ortário
Abade. No mosteiro de Landelles, no território de Bayeux, na Normandia, atualmente na França. Dedicado a uma vida de austeridade e de oração e assíduo na assistência aos enfermos e aos pobres.

† s. XI

7

Beato César de Bus
Presbítero. Em Avinhão, na Provença, região da França. Convertendo-se da vida mundana, dedicou-se à pregação e à catequese e fundou a Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, destinada a dar glória a Deus pela formação dos fiéis.

† 1607

8

São Damião de Veuster
Presbítero da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Em Kalawao, ilha de Molokai, Oceania. Consagrou-se com total magnanimidade à assistência dos leprosos, sucumbindo ele próprio à doença.

† 1889

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

Primeira Leitura (At 5,17-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 17 levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido – isto é, o partido dos saduceus – cheios de raiva 18 e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública. 19 Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20 “Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver”. 21 Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no Templo e começaram a ensinar. O Sumo Sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o Sinédrio e o Conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos à prisão. 22 Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram dizendo: 23 “Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro”. 24 Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do Templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido. 25 Chegou alguém que lhes disse: “Os homens que vós colocastes na prisão estão no Templo ensinando o povo!” 26 Então o chefe da guarda do Templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 7a)

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! 

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!


Evangelho (Jo 3,16-21)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

16 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17 De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19 Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

2ª Semana da Páscoa | Terça-feira

2ª Semana da Páscoa | Terça-feira

Primeira Leitura (At 4,32-37)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

32 A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33 Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34 Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35 e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. 36 José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37 possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 92(93),1ab.1c-2.5 (R. 1a)

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! 

— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!


Anúncio do Evangelho (Jo 3,7b-15)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b “Vós deveis nascer do alto. 8 O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9 Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10 Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12 Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13 E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14 Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Ludovina, Virgem – 14 de Abril

Santa Ludovina, Virgem

Santo do Dia – 14 de Abril

Santa Ludovina,

Virgem e Padroeira dos Doentes Incuráveis · † 1433

De Família Humilde e Caridosa

Santa Ludovina

Lidvina, Liduína, como também é chamada, nasceu em Schiedam, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente.

Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer.

Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa sequência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família. Os anos se passavam e não melhorava, nem morria.

Os Filhos que Mais Ama, Mais os Deixa Sofrer

Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o sacerdote recordou a ela que: “Deus só poda a árvore que mais gosta, para que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer”. E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da vida eterna.

Na Sua Fronte Apareceu uma Resplandecente Hóstia Eucarística

Ludovina entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma benção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot.

Do Seu Leito de Enferma Ela Recebeu o Dom da Profecia e da Cura

A partir daquele momento, nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia, sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade, também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria.

Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando que nos últimos sete anos só se alimentava da sagrada eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente.

A Morte

No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito.

Em 1890, o papa Leão XII elevou santa Ludovina ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A igreja de Schiedam, construída em sua homenagem, tornou-se um santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis.

Santa Ludovina, rogai por nós!

Ludovina / Lidvina / Liduína — Do germânico Leodewin, significa “povo amigo”. É nome muito raro.

“Oração – Concedei-nos, pelas preces de santa Ludovina, que soube manter a serenidade durante sua enfermidade, a paciência para enfrentar com coragem e paz as dores e as tristezas. Amém.”

Santa Ludovina, rogai por nós!

Beato Pedro González (São Telmo) — Presbítero da Ordem dos Pregadores, que transformou o anterior desejo de glória em profunda humildade e se dedicou a ajudar os necessitados, em especial os navegantes e pescadores.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de abril:

1

Santos Tibúrcio, Valeriano e Máximo
Mártires. Em Roma, no cemitério de Pretextato, junto à Via Ápia.

† data inc.

2

Santas Bérnica, Prosdoca e Senhorinha
Mártires. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Duas virgens com sua mãe, que ao fugirem para se salvar dos que atentavam contra a sua pureza, encontraram no rio o seu martírio.

† s. IV

3

São Frontão
Abade. No deserto de Nítria, no Egito, que, com cerca de setenta companheiros, se retirou para a vida eremítica.

† s. IV

4

Santo Asaco (Asico)
Bispo. Em Elphin, na Irlanda, considerado discípulo de São Patrício e primeiro bispo desta Igreja.

† s. V

5

Santa Tomaides
Mártir. Em Alexandria, no Egito.

† 476

6

São Lamberto
Bispo. Em Lião, na Gália, hoje na França, que tinha sido monge e depois abade de Fontenelle.

† c. 688

7

São João de Montemarano
Bispo. Em Montemarano, na Campânia, região da Itália, que colocou todo o ardor da sua atividade na assistência aos pobres e na santificação do clero.

† s. XI/XII

8

São Bernardo de Tiron
Abade. No mosteiro de Tiron, junto de Chartres, na França, que por várias vezes se refugiou para a vida eremítica e dedicou-se a instruir e conduzir à perfeição evangélica os discípulos que a ele acorriam.

† 1117

9

São Bento de Avinhão
Jovem pastor. Em Avinhão, na Provença, região da França, por cuja virtude, com o auxílio de Deus, foi construída a ponte sobre o Ródano, de grande utilidade para os cidadãos.

† 1184

10

Beato Pedro González (São Telmo)
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Tuy, na Galiza, região da Espanha, que transformou o seu anterior desejo de glória em profunda humildade e dedicou-se a ajudar os necessitados, em especial os navegantes e os pescadores.

† 1246

11

Santa Ludovina
Virgem. Em Schiedam, na Géldria, hoje na Holanda, que, pondo a sua confiança só em Deus, suportou as enfermidades corporais em toda a sua vida, pela conversão dos pecadores e redenção das almas.

† 1433

12

Beata Isabel (Josefina Calduch Rovira)
Virgem da Ordem das Clarissas Capuchinhas e mártir. Em Cuevas de Vinromá, junto de Castellón de la Plana, na Espanha, que em tempo de perseguição contra a fé cristã, morreu por seu divino Esposo, Jesus Cristo.

† 1936

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