Santo Estevão, Rei – 16 de Agosto

Santo Estêvão da Hungria: rei, diplomata e caridoso

Santo do Dia – 16 de Agosto

Santo Estêvão

Santo Estêvão,

Rei, Diplomata e Caridoso · † 1038

Origens

Santo Estêvão da Hungria: rei, diplomata e caridoso Nasceu por volta de 969, na região da Panônia, atual Hungria, área onde as tribos magiares, então dominadas pela Alemanha e pela França, entraram em contato com o cristianismo.

Este contato proporcionou que inúmeras pessoas fossem, aos poucos, se convertendo e abraçando a religião católica. Filho primogênito do duque Gesa com uma princesa cristã, Estêvão foi criado no seguimento de Cristo.

Ao completar dez anos de idade, foi batizado; na cerimônia, teve a felicidade de ver seu pai, convertido, recebendo o mesmo sacramento.

Vida e Missão

Em 997, tornou-se rei após a morte de seu pai, que sonhava em unir seu povo em uma única nação cristã, mas não conseguiu alcançá-la. Estêvão resolveu seguir o legado paterno e, sendo um excelente estadista, unificou as trinta e nove tribos, até então hostis entre si, fundando o povo húngaro e consolidando o cristianismo como única religião desta nação.

Casou-se com a princesa Gisela, irmã do imperador da Baviera, Henrique II. Seu orientador espiritual, o bispo de Praga, Santo Adalberto, confiou aos monges beneditinos de Cluny a missão de ensinar ao povo a doutrina cristã.

Conseguiu do Papa Silvestre II a fundação de uma hierarquia autônoma para a Igreja húngara, enviando a Roma o monge Astric, que o papa consagrou bispo. Assim, criou dez dioceses e cuidou da fundação de muitas abadias, inspirando-se na reforma de Cluny

Caridade, Diplomacia e Legado

Fundou hospitais, asilos e creches para a população pobre, atendendo especialmente os abandonados e marginalizados. Com toda a humildade, fazia questão de tratar pessoalmente dos doentes, tendo adquirido o dom da cura.

Corajoso e diplomático, soube consolidar as relações com os países vizinhos, mantendo vínculos até mesmo com o imperador de Bizâncio. Transformou a nação próspera e o povo húngaro num dos mais fervorosos seguidores da Igreja Católica.

Santo Estêvão é exemplo do que podem fazer todas as pessoas influentes na sociedade. A influência é dom de Deus e há de orientar-se sempre para o bem — o apostolado cristão é dever de todos os que foram dotados de riquezas, poder e autoridade.

A Morte e a Glorificação

Muito hábil em política, o rei Estêvão I faleceu em 1038. Devido a seus grandes feitos, passou a ser venerado pelo povo húngaro, que fez do seu túmulo local de intensa peregrinação de fiéis, que iam agradecer ou pedir sua intercessão para graças e milagres.

Cinquenta anos mais tarde, após os seus feitos de santidade percorrerem toda a Europa, foi incluído no livro dos santos, em 1083, pelo papa Gregório VII.

Santo Estêvão da Hungria, rogai por nós!


Estêvão — Tem origem no grego Stéphanos, que significa “coroa” ou “aquele que é coroado”. Nome que remete à realeza e à glória concedida por Deus aos que servem com justiça.

“A ti querido Estêvão, mestre da caridade, pedimos que rogue pelos nossos políticos e líderes sociais a fim de que se tornem verdadeiros discípulos da tua virtude de magnânimo. Por Cristo, nosso Senhor, amém.”

Santo Estêvão da Hungria, rogai por nós!

São Roque — Peregrino que adquiriu fama de santidade cuidando dos afetados pela peste em sua piedosa peregrinação pela Itália.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de agosto:

1

Santo Estêvão da Hungria
Rei. Filho do duque Gesa, foi o primeiro rei cristão da Hungria; unificou o povo húngaro e consolidou o cristianismo em suas terras.

† 1038

2

Santo Arsácio
Professou a fé cristã e, deixando a vida militar, retirou-se para a solidão em Nicomédia.

† c. 358

3

São Teodoro
Bispo. Primeiro bispo de Sion, no território de Valais, na Helvécia, hoje na Suíça; defendeu a fé católica contra os arianos.

† s. IV

4

Santo Armagilo
Eremita. Na Bretanha Menor, na hodierna França.

† s. VI

5

São Frambaldo
Monge. No território de Le Mans, na Gália, hoje também na França; seguiu ora a vida solitária ora a vida cenobítica.

† c. 650

6

Beato Rodolfo de la Fustaie
Presbítero. Na floresta de Rennes, na Bretanha Menor, também na França; fundador do Mosteiro de São Sulpício.

† 1129

7

Beato Lourenço
Em Subiaco, na Itália; tendo matado um homem acidentalmente, decidiu expiar sua pena com extrema austeridade e penitência.

† 1243

8

São Roque
Na Lombardia, também na Itália; adquiriu fama de santidade com sua piedosa peregrinação através da Itália, cuidando dos afetados pela peste.

† c. 1379

9

Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi
Presbítero da Ordem dos Carmelitas. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália.

† 1438

10

Beato Melchior Kumagai Motonao
Pai de família e mártir. Em Hagi, no Japão.

† 1605

11

Beato João de Santa Marta
Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Kioto, no Japão.

† 1618

12

Beatos Simão Bokusai Kyota, Madalena Bokusai Kyota, Tomé Gengoro, Maria e Tiago
Mártires. Em Kokura, no Japão; catequista e esposos, acompanhados de seu filho.

† 1620

13

Beato João Baptista Ménestrel
Presbítero e mártir. Na França.

† 1794

14

Santa Rosa Fan Hui
Virgem e mártir. Em Fanjiazhuang, província da China.

† 1900

15

Beata Petra de São José
Fundadora da Congregação das Irmãs Mães dos Desamparados. Em Barcelona, na Espanha.

† 1906

16

Beato Plácido Garcia Gilaber
Religioso da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Dénia, na província de Alicante, também na Espanha.

† 1936

17

Beato Henrique Garcia Beltran
Diácono da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Em Benicassim, na Espanha.

† 1936

18

Beato Gabriel María de Benifayó (José Maria Sanchis Mompó)
Mártir. Em Picassent, província de Valência, na Espanha.

† 1936

19

Beato António Rodríguez Blanco
Presbítero da diocese de Córdova e mártir. Em Pozoblanco, perto de Córdova, na Espanha.

† 1936

20

Beato Vítor Chumillas Fernández e dezanove companheiros
Mártires. Em Fuente el Fresno, na Espanha.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Rei da Hungria, que, renascido pelo Batismo pelo Bispo de Praga, recebeu do Papa Silvestre II a coroa do reino em 997. Casou com Gisela, irmã do imperador Henrique. Deixou por escrito normas de governo para seu filho e herdeiro, Américo, que faleceu antes dele e é venerado como santo. Impulsionou a propagação da fé cristã entre os húngaros, organizou a Igreja no seu reino e dotou-a de bens e mosteiros. Dedicou a vida tentando fazer de seu reino uma imagem do Reino dos Céus. Recebeu do Sumo Pontífice o título de “Rex Apostolicus” — Rei Apostólico —, porque ele tinha feito um tão magnífico apostolado. Em toda parte onde ele fosse, podia ser precedido por um dignitário que levava diante dele a Cruz de Cristo. Era tão elevado esse título de Rei Apostólico, que os imperadores da Áustria, até o último deles, que também eram reis da Hungria, se chamavam “Vossa Majestade Imperial Apostólica”, porque o Rei Apostólico era o Rei da Hungria. Foi justo e pacífico no governo dos seus súbditos, até que no dia da Assunção do ano de 1038, a sua alma subiu ao Céu. A coroa real oferecida pelo Papa Silvestre II, até hoje é venerada como relíquia e como símbolo da nacionalidade húngara.

Santo Estevão, rogai por nós!

Oração – Deus eterno e todo-poderoso, que destes a Santo Estevão a graça de lutar pela justiça até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar por vosso amor as adversidades, e correr ao encontro de vós que sois a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. Com são Roque. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 16 2. Comemoração de Santo Arsácio, que, no tempo do imperador Licínio, professou a fé cristã e, deixando a vida militar, se retirou para a solidão em Nicomédia; finalmente, vaticinando a iminente destruição da cidade, enquanto orava entregou o seu espírito a Deus.(† c. 358) 3. Em Sion, no território de Valais, na Helvécia, hoje na Suíça, São Teodoro, primeiro bispo desta cidade, que, seguindo o exemplo de Santo Ambrósio, defendeu a fé católica contra os arianos e recebeu com honras solenes as relíquias dos mártires de Agauno.(† s. IV) 4. Na Bretanha Menor, na hodierna França, Santo Armagilo, eremita.(† s. VI) 5. No território de Le Mans, na Gália, hoje também na França, São Frambaldo, monge, que seguiu ora a vida solitária ora a vida cenobítica.(† c. 650) 6. Na floresta de Rennes, na Bretanha Menor, França, o Beato Rodolfo de la Fustaie, presbítero, fundador do mosteiro de São Sulpício.(† 1129) 7. Em Subíaco, no Lácio, região da Itália, o Beato Lourenço, chamado Lorigado, que, tendo matado um homem acidentalmente, decidiu expiar a sua pena com extrema austeridade e penitência, vivendo solitariamente na caverna de um monte.(† 1243) 8. Na Lombardia, também na Itália, São Roque, que, nascido em Montpellier, no Languedoc, região da França, adquiriu fama de santidade com a sua piedosa peregrinação através da Itália, cuidando os afetados pela peste.(† c. 1379) 9. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi, presbítero da Ordem dos Carmelitas.(† 1438) 10. Em Hagi, no Japão, o Beato Melchior Kumagai Motonao, pai de família e mártir.(† 1605) 11. Em Kioto, no Japão, o Beato João de Santa Marta, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, enquanto ia conduzido ao suplício, pregava ao povo e cantava o salmo “Laudate Dóminum, omnes gentes” (Louvai o Senhor, todas as nações).(† 1618) 12. Em Kokura, também no Japão, os beatos mártires Simão Bokusai Kyota, catequista, e Madalena Bokusai Kyota, esposos, Tomé Gengoro e Maria, também esposos, e Tiago seu filho, ainda criança, que, por ordem do governador Yetsundo, foram todos crucificados de cabeça para baixo em ódio ao nome de Cristo.(† 1620) 13. Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Batista Ménestrel, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi condenado à galera por causa do seu sacerdócio e, infectado por chagas putrefactas, consumou o seu martírio.(† 1794) 14. Em Fanjiazhuang, povoação próxima de Wujiao, no Hebei, província da China, Santa Rosa Fan Hui, virgem e mártir, que, na perseguição desencadeada pelos sequazes da seita dos “Yihetuan”, espancada e cheia de feridas, foi lançada ao rio ainda com vida.(† 1900) 15. Em Barcelona, na Espanha, a Beata Petra de São José (Ana Josefa Pérez Florido), virgem, que se dedicou diligentemente à assistência dos anciãos abandonados e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Desamparados.(† 1906) 16. Em Dénia, na província de Alicante, Espanha, o Beato Plácido Garcia Gilaber, religioso da Ordem dos Frades Menores e mártir, que consumou egregiamente o seu combate por Cristo.(† 1936) 17. Em Benicassim, localidade próxima de Castellón, Espanha, o Beato Henrique Garcia Beltran, diácono da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que pelo martírio se tornou participante na vitória de Cristo.(† 1936) 18. Em Picassent, localidade da província de Valência, Espanha, o Beato Gabriel María de Benifayó (José Maria Sanchis Mompó), religioso da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, que, oprimido pela violência dos inimigos da Igreja, foi ao encontro do Senhor.(† 1936) 19. Em Pozoblanco, perto de Córdova, Espanha, o Beato Antônio Rodríguez Blanco, presbítero da diocese de Córdova e mártir, que padeceu o martírio na mesma perseguição contra a fé.(† 1936) 20. Em Fuente el Fresno, localidade da província de Ciudad Real, Espanha, os beatos mártires Vítor Chumillas Fernández, presbítero, e dezanove companheiros[1] da Ordem dos Frades Menores, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, em ódio à religião foram conduzidos à glória celeste. [1] São estes os seus nomes: Martinho Lozano Tello, Julião Navio Colado, Domingos Alonso de Frutos, Benigno Prieto del Pozo, Ângelo Hernández-Ranera de Diego, presbíteros; Vicente Majadas Málaga, Valentim Díez Serna, Tiago Maté Calzada, Saturnino Rio Rojo, Raimundo Tejado Librado, Marcelino Ovejero Gómez, José de Vega Pedraza, José Álvarez Rodríguez, Frederico Herrera Bermejo, Félix Maroto Moreno, António Rodrigo Antón, André Majadas Málaga, Anastásio González Rodríguez, Afonso Sánchez Hernández-Ranera, religiosos.(† 1936)

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria – Solenidade | Domingo

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria | Solenidade | Domingo

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João:

19a Abriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a arca da Aliança. 12,1 Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 3 Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4 Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5 E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6a A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10ab Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)

– À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.

– À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.

– As filhas de reis vêm ao vosso encontro, e à vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir.

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

– Entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

Segunda Leitura (1Cor 15,20-27a)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos: 20 Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21 Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22 Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23 Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24 A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25 Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26 O último inimigo a ser destruído é a morte. 27a Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Lc 1,39-56)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Felizes aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naqueles dias, 39 Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ap 11,19a;12,1-6a.10ab)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João 

19a Abriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a arca da Aliança. 12,1 Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 3 Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4 Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5 E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6a A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10ab Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)

– À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.

– À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.

– As filhas de reis vêm ao vosso encontro,  e à vossa direita se encontra a rainha  com veste esplendente de ouro de Ofir. 

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:  “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! 

– Entre cantos de festa e com grande alegria,  ingressam, então, no palácio real”. 

Evangelho (Lc 1,39-56)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

—  Maria é elevada ao céu, alegram-se os coros dos anjos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

 

— Glória a vós, Senhor.

Naqueles dias, 39 Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. Palavra da Salvação.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria – 15 de Agosto

Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria

Santo do Dia – 15 de Agosto

Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria

Assunção de Nossa Senhora,

Dogma de Fé · † Dogma proclamado em 1950

Origens

Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria

A Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria é celebrada no dia 15 de agosto, desde o século V, com o significado de “Nascimento para o Céu”, ou, segundo a tradição bizantina, de “Dormição”.

Em Roma, essa festa era celebrada desde meados do século VII, mas foi preciso esperar até 1° de novembro de 1950, quando Pio XII proclamou o Dogma da Assunção de Maria, elevada ao céu em corpo e alma.

No Credo Apostólico, professamos a nossa fé na “ressurreição da carne” e na “vida eterna”, fim e sentido último do caminho da vida terrena. Esta promessa de fé cumpriu-se em Maria, sinal de “consolo e esperança”.

Cumprimento da fé

Trata-se de um privilégio de Maria, por ser intimamente ligado ao fato de ser Mãe de Jesus: visto que a morte e a corrupção do corpo humano são consequências do pecado, não era oportuno que a Virgem Maria – isenta de pecado – fosse implicada nesta lei humana. Daí o mistério da sua “Dormição” ou “Assunção ao céu”.

Maria elevada ao céu

O fato de Maria ter sido elevada ao céu é motivo de júbilo, alegria e esperança para nós: “Já e ainda não”. Uma criatura de Deus, Maria, já está no Céu e, com Ela e como ela, também nós, criaturas de Deus, estaremos um dia. Portanto, o destino de Maria, unida ao corpo transfigurado e glorioso de Jesus, será o mesmo destino de todos os que estão unidos ao Senhor Jesus, na fé e no amor.

A importância do corpo

A Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, em corpo e alma ao Céu, é um sinal eloquente de que não só a “alma”, mas também a “corporeidade” confirmam que “tudo era muito bom” (Gn 1,31), tanto que, como aconteceu com a Virgem Maria, também a “nossa carne” será elevada ao céu. Isto, porém, não quer dizer que somos isentos do nosso compromisso com a história; pelo contrário, é precisamente o nosso olhar, voltado para a Meta, o Céu, a nossa Pátria, que nos dá o impulso para nos comprometermos com a vida presente, nas pegadas do Magnificat: felizes pela misericórdia de Deus, atenciosos com todos nossos irmãos e irmãs, que encontramos ao longo do caminho, começando pelos mais fracos e frágeis.

Proclamação do dogma

“Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos S. Pedro e S. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” (Pio XII, Munificentissimus Deus, 1º de novembro de 1950).

Morte

Maria encontra-se na glória de Deus; Ela alcançou a Meta, onde, um dia, todos nos encontraremos. Eis porque, hoje, Maria é sinal de consolação e esperança, pois, se Ela, criatura como nós, conseguiu, também nós conseguiremos. Mantenhamos nosso olhar e coração fixos naquela Mulher, que nunca abandonou seu Filho Jesus e, com Ele, agora, goza da alegria e da glória celeste. Confiemos em Maria! Que Ela nos ajude a percorrer o caminho da vida, reconhecendo as grandes coisas, que Deus faz em nós e em torno de nós, sendo capazes de engrandecê-Lo, com o Canto da nossa existência!

Maria Assunta ao céu, rogai por nós!


Assunção — Do latim assumptio, “elevação”, “ação de tomar para si”; designa o mistério pelo qual Maria, terminado o curso da vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celeste.

“Oração – Santíssima Mãe, Teu amor nos alcança e nos consola, Teu dogma aponta a verdade da ressurreição e a importância do corpo, assim como demonstrou o Teu filho. Ajudai-nos a crescer na fé e a nos tornarmos convictos desses fatos proclamados. Amém.”

Maria assunta ao céu, rogai por nós!

São Tarcísio — Jovem mártir romano, venerado como padroeiro dos coroinhas, morto ao defender a Sagrada Eucaristia de profanação.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de agosto:

1

São Tarcísio
Mártir. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia.

† c. 257

2

Santos Estratão, Filipe e Eutiquiano
Mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia.

† data inc.

3

São Simpliciano
Bispo. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália.

† 401

4

Santo Alípio
Bispo de Tagaste, na Numídia, atualmente na Argélia. Discípulo de Santo Agostinho.

† c. 430

5

Santo Alfredo
Bispo de Hildesheim, na Saxônia, região da Alemanha.

† 874

6

Santo Estêvão
Rei da Hungria. Em Alba Régia, na Panônia, hoje Szekesfehervar, na Hungria.

† 1038

7

São Jacinto
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Cracóvia, na Polônia.

† 1257

8

Beato Aimão Taparélli
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Savigliano, no Piemonte, região da Itália.

† 1495

9

Beata Juliana de Busto Arsízio
Virgem da Ordem de Santo Agostinho. Em Pallanza, próximo de Novara, Itália.

† 1501

10

Santo Estanislau Kostka
Natural da Polônia, admitido no noviciado por São Francisco de Borja. Em Roma.

† 1568

11

Beato Isidoro Bakanja
Mártir. Em Wendo, próximo de Busira, atual República Democrática do Congo.

† 1909

12

Santos Luís Batis Sáinz, Manuel Morales, Salvador Lara Puente e David Roldán Lara
Mártires. Em Chalchihuites, na região de Durango, no México.

† 1926

13

Beatos Luís Masferrer Vila e dezenove companheiros
Mártires, religiosos da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria. Em Barbastro, próximo de Huesca, Aragão, Espanha.

† 1936

14

Beato José Maria Peris Polo
Presbítero da Sociedade dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir. Em Almazora, próximo de Castellón, Espanha.

† 1936

15

Beata Maria do Sacrário de São Luís Gonzaga (Elvira Moragas Cantarero)
Virgem da Ordem das Carmelitas Descalças e mártir. Em Madrid, Espanha.

† 1936

16

Beato Domingos Maria de Alboraya (Agostinho Hurtado Soler)
Presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores. Em Madrid, Espanha.

† 1936

17

Beato Vicente Soler
Presbítero da Ordem dos Agostinhos Recoletos e mártir. Em Motril, próximo de Granada, Espanha.

† 1936

18

Beato Carmelo Sastre Sastre
Presbítero e mártir. Em Palma de Gandia, na região de Valência, Espanha.

† 1936

19

Beato Jaime Bonet Nadal
Presbítero da Sociedade Salesiana e mártir. Em Tárrega, próximo de Barcelona, Espanha.

† 1936

20

Beato José Santoja Pinsach
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Madrid, Espanha.

† 1936

21

Beatos Manuel Formigo Giráldez e Francisco Míguez Fernández
Mártires, presbíteros da Ordem de Santo Agostinho e da Sociedade Salesiana. Em Málaga, Espanha.

† 1936

22

Beato Severiano Montes Fernández
Presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir. Em Caldas de Oviedo, nas Astúrias, Espanha.

† 1936

23

Beato Cláudio (Ricardo Granzotto)
Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Pádua, na Itália.

† 1947

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

A morte da Virgem Maria chama-se dormição, porque foi sonho de amor. Não foi triste nem doloroso; foi o cumprimento dum desejo. É probabilíssimo e hoje bastante comum a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos apóstolos. A tradição antiga localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu filho celebrara os mistérios da Eucaristia e onde, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os apóstolos. São João Damasceno, que passou uma grande parte da vida em Jerusalém, acrescenta uma circunstância. Na primeira estrofe de seu segundo hino, sobre o príncipe dos apóstolos, fala da viagem repentina de São Pedro, de Roma à montanha de Sião para assistir aos funerais da Santa Virgem, que ele chama de nuvem viva de Deus. Lemos igualmente nas vidas de São Dionísio Areopagita, uma das quais escrita por Miguel Sincelle, padre de Jerusalém: Dionísio mereceu estar presente com os apóstolos, à morte e aos funerais de Santa Maria, mãe de Deus, cujo corpo foi transportado pelas mãos dos apóstolos da montanha de Sião, ao sepulcro no jardim das Getsêmani, de onde foi recebido no céu Hoje, sobre a parte da área que a Basílica de Constantinopla ocupou, levanta-se a “igreja da Dormição”, magnífica rotunda de estilo gótico, consagrada em 1910, cujas pontiagudas torres se descobrem de todos os ângulos de Jerusalém. É lugar preferido por fiéis de todas as confissões cristãs para o seu último descanso na terra Por meio da Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”, definiu Pio XII esta doutrina como dogma de fé. Dada em Roma, junto de S. Pedro, no ano do grande Jubileu, mil novecentos e cinquenta, no dia primeiro de Novembro, festa de todos os Santos.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nos!

Oração – “Oh Virgem Imaculada,  Mãe de Deus e  dos  Homens.  Cremos com todo o fervor de nossa fé em Tua triunfante Assunção em alma e corpo ao céu, onde és aclamada rainha por todo o coro dos anjos e por todos os Santos, e a eles nos unimos para louvar e bendizer o Senhor que Te exaltou sobre todas as demais criaturas: para oferecer-se a veemência de nossa devoção e de nosso amor. Amém Com Santo Estanislau Kostka – “Eu nasci para as coisas eternas e não para as coisas do mundo” Santo Estêvão, rei da Hungria; São Tarcísio, mártir, que, ao defender a Santíssima Eucaristia. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 15/8 2. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, a comemoração de São Tarcísio, mártir, que, ao defender a Santíssima Eucaristia de Cristo que uma multidão furiosa de gentios pretendiam profanar, preferiu ser apedrejado até à morte, em vez de entregar aos cães as sagradas espécies.(† c. 257) 3. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos Estratão, Filipe e Eutiquiano, mártires.(† data inc.) 4. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, São Simpliciano, bispo, que Santo Ambrósio designou como seu sucessor e Santo Agostinho celebrou com grandes elogios.(† 401) 5. Comemoração de Santo Alípio, bispo de Tagaste, na Numídia, atualmente na Argélia, que foi discípulo de Santo Agostinho, depois seu companheiro na conversão, colaborador no ministério pastoral, associado na luta contra os hereges e, finalmente, participante da mesma glória celeste.(† c. 430) 6. Em Hildesheim, na Saxônia, Alemanha, Santo Alfredo, bispo, que construiu a igreja catedral e favoreceu a fundação de vários mosteiros.(† 874) 7. Em Alba Regia, na Panônia, hoje Szekesfehervar, na Hungria, Santo Estêvão, rei da Hungria, cuja memória se celebra amanhã.(† 1038) 8. Em Cracóvia, na Polônia, São Jacinto, presbítero da Ordem dos Pregadores, que foi designado por São Domingos para propagar a Ordem nesta nação e, com o Beato Ceslau e Henrique Germânico, pregou o Evangelho nos territórios da Boêmia e da Silésia.(† 1257) 9. Em Savigliano, no Piemonte, região da Itália, o Beato Aimão Taparélli, presbítero da Ordem dos Pregadores, incansável defensor da verdade.(† 1495) 10. Em Pallanza, próximo de Novara, também na Itália, a Beata Juliana de Busto Arsízio, virgem da Ordem de Santo Agostinho, insigne pela sua invencível fortaleza de ânimo, admirável paciência e assídua contemplação das realidades celestes.(† 1501) 11. Em Roma, Santo Estanislau Kostka, natural da Polônia, que, movido pelo desejo de entrar na Companhia de Jesus, fugiu da casa paterna e empreendeu a caminhada a pé para Roma, onde, admitido no noviciado por São Francisco de Borja, viveu pouco tempo, realizando serviços humildes, e morreu com auréola de santidade.(† 1568) 12. Na cidade de Wendo,  Busira,  República Democrática do Congo, o Beato Isidoro Bakanja, mártir, que, iniciado na fé cristã ainda jovem, a cultivou com diligência e dela deu valoroso testemunho no seu trabalho; por isso, em ódio à religião cristã, foi atormentado com contínuas flagelações pelo diretor da companhia colonial onde trabalhava e, poucos meses depois, perdoando ao seu perseguidor, entregou o espírito a Deus.(† 1909) 13. Em Chalchihuites, na região de Durango, no México, os santos mártires Luís Batis Sáinz, presbítero, Manuel Morales, pai de família, Salvador Lara Puente e David Roldán Lara, que, na perseguição mexicana, foram mortos em ódio ao nome cristão.(† 1926) 14. Em Barbastro, próximo de Huesca, no território de Aragão, na Espanha, os beatos Luís Masferrer Vila, presbítero, e dezanove companheiros[1], mártires, religiosos da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, puseram nas mãos de Cristo a sua vida e foram juntar-se, na glória do Senhor, aos seus irmãos da Ordem assassinados no dia anterior e no mesmo lugar. [1] São estes os seus nomes: José Maria Blasco Juan, Afonso Sorribes Teixidó, acólitos; José Maria Badía Mateu, José Figueiro Beltrán, Eduardo Ripoll Diego, Francisco Maria Roura Farró, Agostinho Viela Ezcúrdia, leitores; José Maria Amorós Hernández, João Baixeras Berenguer, Rafael Briega Morales, Luís Escalé Binefa, Raimundo Illa Salvía, Luís Lladó Teixidó, Miguel Masip González, Faustino Pérez Garcia, Sebastião Riera Coromina, José Maria Ros Florensa, Francisco Castan Messeguer e Manuel Martínez Jarauta, religiosos.(† 1936) 15. Em Almazora, localidade próxima de Castellón, no litoral da Espanha, o Beato José Maria Peris Polo, presbítero da Sociedade dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir, que, na mesma perseguição, morto no cemitério, alcançou a palma do martírio.(† 1936) 16. Em Madrid, também na Espanha, a Beata Maria do Sacrário de São Luís Gonzaga (Elvira Moragas Cantarero), virgem da Ordem das Carmelitas Descalças e mártir na mesma perseguição.(† 1936) 17. Também em Madrid, o Beato Domingos Maria de Alboraya (Agostinho Hurtado Soler), presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, que, na mesma perseguição, por dar testemunho de Cristo, recebeu a coroa do martírio.(† 1936) 18. Em Motril, localidade próxima de Granada, no litoral da Espanha, o Beato Vicente Soler, presbítero da Ordem dos Agostinhos Recoletos e mártir, que, na mesma perseguição, com dezoito companheiros de cativeiro por ele piedosamente preparados para a morte, foi condenado à pena capital e, fuzilado junto aos muros do cemitério, alcançou a glória do triunfo em Cristo.(† 1936) 19. Em Palma de Gândia, localidade da região de Valência, também na Espanha, o Beato Carmelo Sastre Sastre, presbítero e mártir, que, na mesma perseguição, seguindo os passos de Cristo, com o auxílio da graça alcançou o reino da vida eterna.(† 1936) 20. Em Tárrega, povoação próxima de Barcelona, também na Espanha, o Beato Jaime Bonet Nadal, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, como fiel discípulo, mereceu a salvação no sangue de Cristo.(† 1936) 21. Em Madrid, também na Espanha, o Beato José Santoja Pinsach, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que na mesma perseguição religiosa entregou a sua alma a Deus.(† 1936) 22. Em Málaga, também na Espanha, os beatos mártires Manuel Formigo Giráldez, presbítero da Ordem de Santo Agostinho, e Francisco Míguez Fernández, presbítero da Sociedade Salesiana, que, durante a mesma perseguição, alcançaram a palma da vitória no combate pela fé.(† 1936) 23. Em Caldas de Oviedo, nas Astúrias, também na Espanha, o Beato Severiano Montes Fernández, presbítero da Ordem de Santo Agostinho e mártir, que, condenado na mesma perseguição religiosa, enfrentou a morte por Cristo com ânimo sereno e grande fortaleza.(† 1936) 24. Em Pádua, na Itália, o Beato Cláudio (Ricardo Granzotto), religioso da Ordem dos Frades Menores, que soube aliar o exercício da profissão religiosa com a arte da escultura e em poucos anos conseguiu a vida perfeita na imitação de Cristo.(† 1947)

19ª Semana do Tempo Comum | Sábado

19ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Ez 18,1-10.13b.30-32)

Leitura da Profecia de Ezequiel.

1 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2 “Que provérbio é esse que andais repetindo em Israel: ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados?’ 3 Juro por minha vida – oráculo do Senhor Deus – já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4 Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar, é que deve morrer. 5 Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6 não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo, nem se aproxima da mulher menstruada; 7 se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8 se não empresta com usura, nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça, e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9 se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá – oráculo do Senhor Deus. 10 Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 13b porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza, morrerá; ele é responsável pela sua própria morte. 30 Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta – oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31 Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32 Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém – oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 50(51),12-13.14-15.18-19 (R. 12a)

– Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

– Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

– Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

– Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.

– Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

Evangelho (Mt 19,13-15)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14 Então Jesus disse: “Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15 E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Js 24,14-29)

Leitura do Livro de Josué

Naqueles dias, Josué disse a todo o povo: 14 “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com um coração íntegro e sincero, e lançai fora os deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia e no Egito, e servi ao Senhor. 15 Contudo, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. 16 E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor, para servir a deuses estranhos. 17 Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo, é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos, e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de todos os povos pelos quais passamos. 18 O Senhor expulsou diante de nós todas as nações, especialmente os amorreus, que habitavam a terra em que entramos. Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”. 19 Então Josué disse ao povo: “Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados. 20 Se abandonardes o Senhor e servirdes a deuses estranhos, ele se voltará contra vós, e vos tratará mal e vos aniquilará, depois de vos ter tratado bem”. 21 O povo, porém, respondeu a Josué: “Não! É ao Senhor que serviremos”. 22 Josué então disse ao povo: “Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes o Senhor para servi-lo”. E eles responderam: “Sim! Somos testemunhas!” 23 “Sendo assim”, disse Josué, “tirai do meio de vós os deuses estranhos e inclinai os vossos corações para o Senhor, Deus de Israel”. 24 O povo disse a Josué: “Serviremos ao Senhor, nosso Deus, e seremos obedientes aos seus preceitos”. 25 Naquele dia, Josué estabeleceu uma aliança com o povo, e lhes propôs preceitos e leis em Siquém. 26 Josué escreveu estas palavras no Livro da Lei de Deus. A seguir, tomou uma grande pedra e levantou-a ali, debaixo do carvalho que havia no santuário do Senhor. 27 Então Josué disse a todo o povo: “Esta pedra que estás vendo servirá de testemunha contra vós, pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor vos disse, para que depois não possais renegar o Senhor, vosso Deus”. 28 Em seguida, Josué despediu o povo, para que fosse cada um para suas terras. 29 Depois desses acontecimentos, morreu Josué, filho de Nun, servo do Senhor, com a idade de cento e dez anos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 15(16),1-2a e 5.7-8.11 (R. cf. 5a)

– O Senhor é a porção da minha herança!

– O Senhor é a porção da minha herança!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 

 

Evangelho (Mt 19,13-15)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14 Então Jesus disse: “Deixai as crianças, e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15 E depois de impôr as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero, Mártir – 14 de Agosto

São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero, Mártir

Santo do Dia – 14 de Agosto

São Maximiliano Maria Kolbe

São Maximiliano Maria Kolbe,

Mensageiro da Paz no Holocausto · † 14 ago. 1941

Origens

São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero, Mártir

Rajmund Kolbe nasceu em Zdunska-Wola (Lodz), no centro da Polônia, em 8 de janeiro de 1894, e foi batizado no mesmo dia. A família mudou-se então para Pabianice, onde Raimundo frequentou a escola primária, sentiu um misterioso convite da Virgem Maria para amar generosamente Jesus e sentiu os primeiros sinais de uma vocação religiosa e sacerdotal.

Em 1907, Raimundo foi acolhido no Seminário dos Frades Menores Conventuais de São Leopoldo. Em 4 de setembro de 1910, iniciou o noviciado com o nome de Fr. Maximiliano; e, em 5 de setembro de 1911, fez a profissão simples. Foi transferido para Roma, onde viveu de 1912 a 1919, fazendo a profissão solene em 1º de novembro de 1914.

Ordenação e Lema de Vida

Ordenado sacerdote em 28 de abril de 1918. Uma sólida e segura formação espiritual abriu o espírito de frei Maximiliano a uma aguda penetração e profunda contemplação do mistério de Cristo. Estes sentimentos de fé e resoluções de zelo, que Maximiliano resume no lema: “Renovar tudo em Cristo pela Imaculada Conceição”, estão na base da instituição da “Milícia de Maria Imaculada” (MI).

Polônia e a Milícia da Imaculada

Em 1919, padre Maximilian estava de volta à Polônia onde, apesar de uma grave doença que o obrigou a permanecer durante muito tempo no sanatório de Zakopane, dedicou-se com ardor ao exercício do ministério sacerdotal e à organização da MI. Em 1919, em Cracóvia, obteve o consentimento do Arcebispo para imprimir o “Relatório de Registro” da MI e pôde recrutar os primeiros soldados da Imaculada Conceição.

Em 1922, ele começou a publicação de “Rycerz Niepokalanej” (O Cavaleiro da Imaculada Conceição), a revista oficial da MI; enquanto em Roma o Cardeal Vigário aprova canonicamente a MI como uma “Pia União”. Posteriormente, a MI encontrará cada vez mais adesões entre sacerdotes, religiosos e fiéis de muitas nações.

Expansão

Em 1927, padre Kolbe iniciou a construção de uma cidade-convento perto de Varsóvia, a que chamou “Niepokalanów” (Cidade da Imaculada Conceição). Desde o início, Niepokalanów assumiu a fisionomia de uma autêntica “fraternidade franciscana”, pela importância primordial dada à oração, pelo testemunho de vida evangélica e pela vivacidade do trabalho apostólico.

Os frades, formados e orientados por padre Maximiliano, vivem em conformidade com a Regra de São Francisco, no espírito de consagração à Imaculada Conceição, e todos colaboram na atividade editorial e no uso de outros meios de comunicação social. Padre Kolbe, autêntico apóstolo de Maria, gostaria de fundar outras “Cidades da Imaculada” em várias outras partes do mundo; mas, em 1936, ele teve de retornar à Polônia para reassumir a liderança de Niepokalanów.

Guerra e Testemunho

Acolheu refugiados, feridos, fracos, famintos, desanimados, cristãos e judeus no convento, a quem oferecia todo conforto espiritual e material. Em 19 de setembro de 1939, a polícia nazista deportou o pequeno grupo de frades de Niepokalanów para o campo de concentração de Amtitz, na Alemanha, onde padre Maximiliano encorajou os irmãos a transformar a prisão em uma missão de testemunho.

Em 17 de fevereiro de 1941, padre Maximiliano foi encarcerado na prisão de Pawiak, onde sofreu as primeiras torturas pelos guardas nazistas; e, em 28 de maio, foi transferido para o infame campo de concentração de Oswiipcim. A presença do padre Kolbe, nos vários quarteirões do campo da morte, foi testemunha da fé do sacerdote, pronto a dar a vida pelos outros; do religioso franciscano, testemunha evangélica da caridade e mensageiro da paz e do bem para os irmãos.

Martírio

A fé o fez, com extremo entusiasmo de amor, oferecer-se livremente para substituir um irmão prisioneiro condenado, juntamente com outros nove em represália injusta, a passar fome. No bunker da morte, padre Maximiliano fez ressoar com a oração o canto da vida redimida que não morre, o canto do amor que é a única força criadora.

Em 14 de agosto de 1941, véspera da festa da Assunção de Maria Santíssima, faleceu com uma injeção de ácido carbônico. São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

Maximiliano — Significa “o de maior estatura pertencente a Emílio”, “o de maior estatura da natureza do rival” ou “o maior que pertence ao que fala de modo agradável”. Tem origem no latim Maximilianu, que surgiu com um imperador romano a partir da união dos nomes Maximus e Emiliano.

“Oração – Ao santo amigo da Cruz e de Jesus, que destes sua vida no lugar dos inocentes e a eles dedicou-se todo o tempo, pedimos a graça de crescer nas virtudes da coragem e da defesa dos mais necessitados. Que Nosso Senhor nos eduque nesse mistério do martírio diário. Amém.”

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

Nossa Senhora da Assunção — Celebrada em 15 de agosto, festa em que Maximiliano entregou sua vida. Maria, assumida ao céu em corpo e alma, Mãe de Misericórdia, vinda em auxílio dos cristãos.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de agosto:

1
Santo Ursicino Mártir. No Hilírico, na hodierna Croácia.
† s. IV
2
São Marcelo Bispo e mártir. Em Apameia, na Síria.
† c. 390
3
Santo Eusébio Mártir. Em Roma.
† s. IV-V
4
São Facanano Bispo e abade. Em Ross, na Irlanda.
† s. VI
5
Santo Arnolfo Bispo de Soissons. Em Oudenburg, na Flandres, atualmente na Bélgica.
† 1087
6
Beato Santo de Urbino Brancorsíni Irmão leigo da Ordem dos Menores. Próximo de Montebaróccio, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† 1390
7
Mártires de Otranto Cerca de oitocentos santos mártires em Otranto, na Apúlia, região da Itália. Exortados por Santo António Primaldo durante incursão dos soldados otomanos.
† 1480
8
Santos Domingos Ibáñes de Erquícia e Francisco Shoyemon Mártires. Em Nagasáki, no Japão. Domingos era presbítero da Ordem dos Pregadores.
† 1633
9
Beata Isabel Rénzi Virgem, fundadora da Congregação das Piedosas Mestras de Nossa Senhora das Dores. Em Coriano, na Emília-Romanha, região da Itália.
† 1859
10
Beato Vicente Rubiols Castelló Presbítero e mártir. Em Picassent, localidade da província de Valência, na Espanha.
† 1936
11
Beato Félix Yuste Cava Presbítero e mártir. Em El Saler, junto da cidade de Valência, na Espanha.
† 1936
12
Beata Maria do Patrocínio de São José Virgem da Ordem das Carmelitas e mártir. Perto de Barcelona, também na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu na Polônia, em 1894. Morreu num campo de concentração nazista, oferecendo a sua vida em favor de um pai de família condenado à morte. Era franciscano conventual. Devotadíssimo de Nossa Senhora, fundou, na Polônia, a Milícia da Imaculada. E para maior divulgação da devoção à Imaculada, criou a Revista Azul, destinada aos operários e camponeses, alcançando, em 1938, cerca de 1 milhão de exemplares. Regressado à Polônia, foi preso pelos nazistas devido à influência que a revista e publicações marianas exerciam. Foi dia 7 de Fevereiro de 1941, em Varsóvia. Dali foi levado para Auschwitz e condenado a trabalhos forçados. Exerceu um verdadeiro apostolado no meio dos companheiros de infortúnio, encorajando-os a resistir com firmeza de ânimo. Foi ali que se ofereceu para morrer no lugar de Francisco Gajowniczek. Único sobrevivente do grupo, no subterrâneo da morte, Maximiliano Kolbe resistiu por quinze dias à fome, à sede, ao desespero na escuridão do cárcere. Confortava os companheiros, os quais, um após outro, aos poucos sucumbiam. Morreu com uma injeção de fenol que lhe administraram. Era o prisioneiro com o nº 16.670. Foi no dia 14 de Agosto de 1941. Beatificado por Paulo VI em 1971, foi canonizado por João Paulo II, em 1982. Toda a razão de ser, de sofrer e de morrer do Padre Kolbe esteve em perscrutar a resposta de Maria a Bernardette: “Sou a Imaculada Conceição”.

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

Oração – Ó São Maximiliano, seguidor fidelíssimo do Pobre de Assis, que inflamado de amor a Deus transcorreste a vida na prática assídua das virtudes heróicas e na obras santas do apostolado, volta o teu olhar a mim, teus devoto, que confio na tua intercessão. Amém Com Santo Antônio Primaldo e oitocentos santos mártires de Otranto, decapitados por soldados otomanos. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 14/8 2. No Hilírico, na hodierna Croácia, Santo Ursicino, mártir.(† s. IV) 3. Em Apameia, na Síria, São Marcelo, bispo e mártir, que foi morto pelos pagãos, enfurecidos por ele ter destruído um templo dedicado a Júpiter.(† c. 390) 4. Em Roma, Santo Eusébio, que edificou a igreja do seu título no monte Esquilino. († s. IV-V)(† s. IV-V) 5. Em Ross, na Irlanda, São Facanano, bispo e abade, que ali construiu um mosteiro, célebre pelo ensino de ciências sagradas e humanas.(† s. VI) 6. Em Oudenburg, na Flandres, atualmente na Bélgica, o passamento de Santo Arnolfo, bispo de Soissons, que deixou a vida militar para abraçar a vida monástica e, eleito bispo, trabalhou arduamente pela paz e concórdia, e morreu finalmente no mosteiro por ele fundado.(† 1087) 7. Próximo de Montebaróccio, no Piceno,  Marcas, Itália, o Beato Santo de Urbino Brancorsíni, irmão leigo da Ordem dos Menores.(† 1390) 8. Em Otranto, na Apúlia, região da Itália, cerca de oitocentos santos mártires, que, constrangidos a renegar a fé durante uma incursão dos soldados otomanos, mas exortados por Santo António Primaldo, idoso tecelão, a perseverar na fé de Cristo, foram decapitados e receberam a coroa do martírio.(† 1480) 9. Em Nagasáki, no Japão, os santos mártires Domingos Ibáñes de Erquícia, presbítero da Ordem dos Pregadores, e Francisco Shoyemon, noviço da mesma Ordem, catequista, que, em ódio ao nome cristão, foram mortos pelo comandante supremo Tokugawa Yemítsu.(† 1633) 10. Em Coriano, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Isabel Rénzi, virgem, fundadora da Congregação das Piedosas Mestras de Nossa Senhora das Dores, que dedicou toda a sua energia para que as jovens pobres tivessem uma formação humana e catequética nas escolas.(† 1859) 11. Em Picassent, localidade da província de Valência, na Espanha, o Beato Vicente Rubiols Castelló, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, deu testemunho de Cristo com o martírio.(† 1936) 12. Em El Saler, junto da cidade de Valência, na Espanha, o Beato Félix Yuste Cava, presbítero e mártir, que, em virtude da sua intrépida fidelidade, recebeu do Senhor a recompensa eterna.(† 1936) 13. Perto de Barcelona, também na Espanha, a Beata Maria do Patrocínio de São José (Maria de Puiggraciós Josefa Francisca Badia Flaquer), virgem da Ordem das Carmelitas e mártir, que, na mesma perseguição, mereceu entrar no banquete celeste. († 1936)

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir – Memória | Sexta-feira

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir - Memória | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Vermelho

Primeira Leitura (Ez 16,1-15.60.63)

Leitura da Profecia de Ezequiel.

1 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2 “Filho do homem, mostra a Jerusalém suas abominações. 3 Dirás: Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém: Por tua origem e nascimento és do país de Canaã. Teu pai era um amorreu e tua mãe uma hitita. 4 E como foi o teu nascimento? Quando nasceste, não te cortaram o cordão umbilical, não foste banhada em água, nem esfregada com salmoura nem envolvida em faixas. 5 Ninguém teve dó de ti, nem te prestou algum desses serviços por compaixão. Ao contrário, no dia em que nasceste, eles te deixaram exposta em campo aberto, porque desprezavam a tua vida. 6 Então, eu passei junto de ti e vi que te debatias no próprio sangue. E enquanto estavas em teu sangue, eu te disse: Vive! 7 Eu te fiz crescer exuberante como planta silvestre. Tu cresceste e te desenvolveste, e chegaste à puberdade. Teus seios se firmaram e os pelos cresceram; mas estavas inteiramente nua. 8 Passando junto de ti, percebi que tinhas chegado à idade do amor. Estendi meu manto sobre ti para cobrir tua nudez. Fiz um juramento, estabelecendo uma aliança contigo – oráculo do Senhor – e tu foste minha. 9 Banhei-te na água, limpei-te do sangue e ungi-te com perfume. 10 Eu te revesti de roupas bordadas, calcei-te com sandálias de fino couro, cingi-te de linho e te cobri de seda. 11 Eu te enfeitei de joias, coloquei braceletes em teu braços e um colar no pescoço. 12 Eu te pus um anel no nariz, brincos nas orelhas e uma coroa magnífica na cabeça. 13 Estavas enfeitada de ouro e prata, tuas vestimentas eram de linho finíssimo, de seda e de bordados. Eu te nutria com flor de farinha, mel e óleo. Ficaste cada vez mais bela e chegaste à realeza. 14 Tua fama se espalhou entre as nações por causa de tua beleza perfeita, devido ao esplendor com que te cobri – oráculo do Senhor. 15 Mas puseste tua confiança na beleza e te prostituíste graças à tua fama. E sem pudor te oferecias a qualquer passante. 60 Eu, porém, me lembrarei de minha aliança contigo, quando ainda eras jovem, e vou estabelecer contigo uma aliança eterna. 63 É para que te recordes e te envergonhes, e na tua confusão não abras mais a boca, quando eu te houver perdoado tudo o que fizeste, – oráculo do Senhor Deus”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Is 12,2-4.5-6 (R. 1c)

– Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.

– Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.

– Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis no manancial da salvação. e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.

– Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”

Evangelho (Mt 19,3-12)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus o que ela é, em verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?’ 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7 Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8 Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9 Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10 Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11 Jesus respondeu: ‘Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Js 3,7-10a.11.13-17)

Leitura do Livro de Josué

Naqueles dias, 7 o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8 Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”. 9 Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10a E acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11 Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13 E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”. 14 Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15 Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem — pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita —, 16 então as águas, que vinham de cima, pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo, desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo atravessou, frente a Jericó. 17 E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 113A(114),1-2.3-4.5-6

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Quando o povo de Israel saiu do Egito, e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e Israel se transformou em seu domínio. 

– O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos.

– Ó mar, o que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós, colinas, parecendo cordeirinhos?

Evangelho (Mt 18,21-19,1)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caíu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1 Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Dulce Lopes Pontes, virgem – Memória | Quinta-feira

Santa Dulce Lopes Pontes, virgem - Memória | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Ez 12,1-12)

Leitura da Profecia de Ezequiel.

1 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2 “Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3 Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4 Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio. 5 À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás; 6 deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”. 7 Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí ao escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles. 8 De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9 “Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo? 10 Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11 Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12 O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá ao escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 77(78),56-57.58-59.61-62

– Das obras do Senhor não se esqueçam.

– Das obras do Senhor não se esqueçam.

– Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, recusando-se a guardar os seus preceitos. Como seus pais, se transviaram, e o traíram como um arco enganador que volta atrás;

– Irritaram-no com seus lugares altos, provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, e repeliu com violência a Israel.

– Entregou a sua arca ao cativeiro, e às mãos do inimigo a sua glória; fez perecer seu povo eleito pela espada, e contra a sua herança enfureceu-se.

Evangelho (Mt 18,21-19,1)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: “Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?” 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1 Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Dt 34,1-12)

Leitura do Livro do Deuteronômio

Naqueles dias, 1 Moisés subiu das estepes de Moab ao monte Nebo, ao cume do Fasga que está defronte de Jericó. E o Senhor mostrou-lhe todo o país, desde Galaad até Dã, 2 o território de Neftali, a terra de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até ao mar ocidental, 3 o Negueb e a região do vale de Jericó, cidade das palmeiras, até Segor. 4 O Senhor lhe disse: “Eis aí a terra pela qual jurei a Abraão, Isaac e Jacó, dizendo: Eu a darei à tua descendência. Tu a viste com teus olhos, mas nela não entrarás”. 5 E Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, conforme a vontade do Senhor. 6 E ele o sepultou no vale, na terra de Moab, defronte de Bet-Fegor. E ninguém sabe até hoje onde fica a sua sepultura. 7 Ao morrer, Moisés tinha cento e vinte anos. Sua vista não tinha enfraquecido, nem seu vigor se tinha esmorecido. 8 Os filhos de Israel choraram Moisés nas estepes de Moab, durante trinta dias, até que terminou o luto por Moisés. 9 Josué filho de Nun estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as mãos. E os filhos de Israel lhe obedeceram e agiram, como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 10 Em Israel nunca mais surgiu um profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse face a face, 11 nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer na terra do Egito, contra o Faraó, os seus servidores e todo o seu país, 12 nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios, que Moisés fez à vista de todo Israel.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 65(66),1-3a.5 e 16-17 (R. cf. 20a.9a)

– Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, é ele que dá vida à nossa vida

– Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, é ele que dá vida à nossa vida

– Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras!” 

– Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens! Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Quando a ele o meu grito se elevou, já havia gratidão em minha boca! 

 

Evangelho (Mt 18,15-20)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15 “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Joana Francisca de Chantal, Viúva, Fundadora – 12 de Agosto

Santa Joana Francisca de Chantal - Amiga de São Francisco de Sales

Santo do Dia – 12 de Agosto

Santa Joana Francisca de Chantal,

Amiga de São Francisco de Sales · † 1641

Origens

Santa Joana Francisca de Chantal Nasceu em Dijon, em 23 de janeiro de 1572, em uma família da alta nobreza da Borgonha. Seu pai, Benigno Frémyot, era segundo presidente do Parlamento. Perdeu a mãe cedo e cresceu sob a educação de seu pai.

Em 29 de dezembro de 1592, casou-se com Cristóvão II, barão de Chantal. Foi imediatamente chamada de “a dama perfeita” pelos seus esforços na propriedade de Bourbilly e pela atenção que dedicava ao esposo. Desta união nasceram seis filhos: Celso Benigno, Maria Amata, Francesca e Carlotta. Doce, serena e afável, era amada por sua família e pelos criados. Quando o barão se ausentava do castelo, Giovanna deixava suas roupas elegantes e se dedicava aos pobres, oferecendo não apenas dinheiro, mas sua própria pessoa.

Devota dos Pobres

Sua caridade tornou-se imensa durante a fome que atingiu a Borgonha no inverno de 1600-1601. Transformou seu lar num verdadeiro hospital para acolher mães e crianças em dificuldade. Encarregou-se da construção de um novo forno para distribuir pão a todos aqueles que batiam à sua porta. Um dia lhe disseram que restava apenas um saco de centeio no celeiro; ela, sem hesitar, mandou continuar a distribuição do pão. Seu nome começava a se tornar conhecido, não mais sendo chamada de “dama perfeita”, mas de “nossa boa senhora”.

Viuvez e Prova

A primeira grande prova veio com a morte de Cristóvão, morto por um arcabuz durante uma caçada. Tornou-se viúva aos 29 anos, mãe de quatro filhos, o primeiro com apenas cinco anos. Neste tempo de luto e dor, amadureceu seu desejo de consagrar-se a Cristo, mas os deveres familiares não lhe permitiam escolher uma vida tão drástica. Seu sogro exigiu que se mudasse para sua casa em Monthélon, sob a ameaça de privar os filhos da herança. Suportou por muito tempo a opressão dele, continuando sua dedicação aos filhos, à administração da casa e à oração.

Amizade Santificadora

Outra prova a abalou: seu guia espiritual não compreendia sua alma. Mas um dia, seu pai a convida a Dijon para ouvir a Quaresma do bispo de Genebra, Francisco de Sales. O primeiro encontro entre Giovanna e o bispo aconteceu em 5 de março de 1604. Desde então, estabeleceu-se um caminho extraordinário de união fraterna e espiritual. A direção espiritual realizou-se sobretudo através de correspondências. Na história da Igreja, encontram-se raros casos em que homem e mulher atuaram juntos no caminho da santidade: Teresa de Ávila e João da Cruz, Bento e Escolástica; e agora, Francisco de Sales e Joana Francisca Frémyot de Chantal.

Fundação da Ordem da Visitação

Em 1610, assinou uma escritura em que se desfez de todos os seus bens em favor de seus filhos. Deixou a família e partiu para Annecy; a 6 de junho, juntamente com duas companheiras, Giacomina Favre e Giovanna Carlotta de Bréchard, entrou na pequena e humilde “casa da Galeria”, berço da Ordem da Visitação. Continuou sendo sempre “mãe”, amando profundamente e com ternura seus filhos. Quando Francisco de Sales faleceu em 28 de dezembro de 1622, Joana viu-se sozinha no comando da nova família religiosa. Tornou-se uma peregrina pelas ruas da França, fundando 87 casas da Visitação. Consumida “no amor ao trabalho e no trabalho do amor”, como costumava dizer, foi canonizada por Clemente XIII em 16 de julho de 1767.

Faleceu no mosteiro de Moulins em 13 de dezembro de 1641, deixando como testemunho vivo de sua espiritualidade as “Cartas de amizade e orientação”, que provam ser ela inteligente e “livre”, em vez de ser reduzida a uma sombra anônima de São Francisco de Sales.

Joana — Significa “Deus é misericordioso” ou “Deus perdoa”. Tem origem no latim Iohanna, variação feminina de Ioannes. É um nome de larga tradição na cristandade, ligado a figuras como a Virgem Maria e João Batista.

“Santa Madre, que, aos moldes da Virgem da Visitação, aprende a acolher e amar a todos, que possamos por sua intercessão seguir seus passos e desenvolver a arte do acolhimento. Por Cristo, Nosso Senhor.”

Santa Joana de Chantal, rogai por nós!

Santo Euplo — Mártir em Catânia, Sicília. Cristão zeloso que foi condenado à morte durante a perseguição de Diocleciano por recusar apostasiar de sua fé.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de agosto:

1
Santo Euplo Mártir. Em Catânia, na Sicília, atualmente região da Itália. Cristão zeloso que foi condenado à morte durante a perseguição de Diocleciano.
† 304
2
Santos Aniceto e Fócio Mártires. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia. Sofreram martírio nos primeiros séculos da perseguição cristã.
† s. IV
3
São Muredach Bispo. Em Killala, na Irlanda. Figura importante na propagação da fé na ilha irlandesa durante a Idade Média.
† c. s. V
4
Santa Lélia Virgem. Na Irlanda, no mosteiro que recebeu seu nome. Dedicou sua vida à contemplação e à vida monástica.
† s. V
5
Santo Herculano Bispo. Em Bréscia, na Lombardia, região da Itália. Liderou a diocese com sabedoria e santidade durante os primeiros séculos cristãos.
† s. VI
6
Santo Porcário Abade e mártir. Em Lérins, ilha da Provença, atualmente na França. Morreu junto com muitos outros monges por sua fé cristã.
† c. s. VIII
7
Beato Carlos Meehan Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Ruthin, no País de Gales setentrional. Ofereceu sua vida pelo testemunho cristão.
† 1679
8
Beato Inocêncio XI Papa. Sepultamento em Roma. Defendeu a liberdade da Igreja contra o autoritarismo temporal e trabalhou pela santidade do clero.
† 1689
9
Beato Pedro Jarrige de la Morélie Presbítero e mártir. Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França. Morreu por sua fidelidade à fé cristã.
† 1794
10
Santos Tiago, António e Miguel Mártires. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam. Tiago Dô Mai Nam My (presbítero), António Nguyen Dich (agricultor) e Miguel Hguyen Huy My (médico) foram martirizados durante a perseguição.
† 1838
11
Beata Vitória Díez y Bustos de Molina Virgem e mártir. Em Hornachuelos, vila próxima de Córdova, na Espanha. Ofereceu sua vida durante a perseguição do século XX.
† 1936
12
Beato Flávio (Atilano Dionísio Argüeso González) Religioso da Ordem de São João de Deus e mártir. Em Valdemoro, próximo de Madrid, na Espanha. Dedicou-se ao cuidado dos enfermos.
† 1936
13
Beatos Mártires Espanhóis de 1936 Vários presbíteros e religiosos martirizados em Barbastro, Tarragona, Fuencarral, Puente del Arzobispo e Villacañas. Ofereceram suas vidas durante a perseguição.
† 1936
14
Beatos Floriano Stepniak e José Straszewski Presbíteros e mártires. Em Dachau, próximo de Munique da Baviera, na Alemanha. Floriano da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos foi martirizado em 1942; José Straszewski em 1942.
† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Dijon (França) no ano 1572. Um herege permitiu-se diante dela falar contra a Santa Eucaristia; Joana, que tinha somente cinco anos, censurou-o asperamente. Mais tarde recusou desposar um fidalgo muito rico, porque era calvinista. Quando chegou aos vinte anos, seu pai casou-a com o barão de Chantal, o mais velho da família de Rabutin. Era um oficial de vinte e sete anos, que servia com distinção e que Henrique IV honrava com seu favor. Teve seis filhos, que educou esmeradamente. Tendo ficado viúva, como Clara com Francisco, assim foi Joana com Francisco de Sales: Levou, sob sua direção, uma admirável vida de perfeição, exercendo especialmente a caridade para com os pobres e os enfermos. Fundou o Instituto da Visitação, as Visitandinas, que governou sabiamente. Morreu em 1641.

Santa Joana Francisca de Chantal, rogai por nós!

Oração – Concedei-nos, ó Deus, a sabedoria e o amor que inspirastes à vossa filha Santa Joana Francisca de Chantal, para que, seguindo seu exemplo de fidelidade, nos dediquemos ao vosso serviço. Amém

Com Beato Amadeu da Silva Jovem nobre da corte portuguesa e irmão de Santa Beatriz da Silva Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 12/8 2. Em Catânia, na Sicília, atualmente região da Itália, Santo Euplo, mártir, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, segundo a tradição, foi metido no cárcere pelo governador Calvisiano por ter sido encontrado com o livro dos Evangelhos nas mãos; interrogado várias vezes, gloriou-se de ter o Evangelho no coração e por isso foi flagelado até a morte.(† 304) 3. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, os santos Aniceto e Fócio, mártires.(† s. IV) 4. Em Killala, na Irlanda, São Muredach, bispo.(† c. s. V) 5. Também na Irlanda, no mosteiro que recebeu o seu nome, Santa Lélia, virgem.(† s. V) 6. Em Bréscia, na Lombardia, região da Itália, Santo Herculano, bispo.(† s. VI) 7. Em Lérins, ilha da Provença, atualmente na França, os santos mártires Porcário, abade, e muitos outros monges, que, segundo a tradição foram mortos pelos Sarracenos.(† c. s. VIII) 8. Em Ruthin, no País de Gales setentrional, o Beato Carlos Meehan, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, natural da Irlanda, que foi preso ao passar por aquele país em direção à sua pátria e, condenado à morte por ter entrado como sacerdote no território sob o domínio do rei Carlos II, foi enforcado e esquartejado, assim alcançando a palma do martírio.(† 1679) 9. Em Roma, o Beato Inocêncio XI, papa, que dirigiu sabiamente a Igreja, embora atribulado por duros sofrimentos e tribulações.(† 1689) 10. Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Pedro Jarrige de la Morélie de Puyredon, presbítero e mártir, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, exposto sem interrupção à ardente irradiação solar, morreu por Cristo.(† 1794) 11. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos mártires Tiago Dô Mai Nam My, presbítero, Antônio Nguyen Dich, agricultor, e Miguel Hguyen Huy My, médico, que, no tempo do imperador Minh Mang, depois de cruéis suplícios, foram decapitados por serem cristãos. († 1838) 12. Em Hornachuelos, vila próxima de Córdova, na Espanha, a Beata Vitória Díez y Bustos de Molina, virgem e mártir, que exerceu o ofício de professora no Instituto Teresiano e, durante a violenta perseguição contra a Igreja, proclamou a sua fé cristã e sofreu o martírio, enquanto exortava os outros a seguir o mesmo caminho.(† 1936) 13. Em Valdemoro, próximo de Madrid, também na Espanha, o Beato Flávio (Atilano Dionísio Argüeso González), religioso da Ordem de São João de Deus e mártir, que, na mesma perseguição, foi morto em ódio à fé cristã.(† 1936) 14. Em Barbastro, próximo de Huesca, no território de Aragão, também na Espanha, os beatos Sebastião Calvo Martínez, presbítero, e cinco companheiros[1], mártires, religiosos da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, que, na mesma perseguição, terminaram vitoriosos o glorioso combate. [1] Estes são os seus nomes: Pedro Cunill Padrós, José Pavón Bueno, Nicásio Sierra Ucar, presbíteros; Venceslau Claris Vilarregut, subdiácono; Gregório Chirivás Lacambra, religioso.(† 1936) 15. Em Tarragona, também na Espanha, o Beato Antônio Perulles Estivill, presbítero da Irmandade de Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir, que, na mesma violenta perseguição, consumou na rua o seu martírio.(† 1936) 16. Em Fuencarral, na cidade de Madrid, também na Espanha, o Beato Boaventura Garcia Paredes, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir na mesma perseguição religiosa.(† 1936) 17. Em Puente del Arzobispo, próximo de Toledo, também na Espanha, o Beato Domingos Sánchez Lázaro, presbítero da diocese de Toledo e mártir, que, durante a mesma perseguição, pela perseverança na fé mereceu configurar-se com Cristo.(† 1936) 18. Em Villacañas, próximo de Toledo, também na Espanha, o Beato Francisco Maqueda López, candidato ao presbiterado e mártir, que, durante a perseguição, suportou por amor de Cristo todas as adversidades até alcançar a palma celeste.(† 1936) 19. Em Dachau, próximo de Munique da Baviera, na Alemanha, os beatos Floriano Stepniak, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, e José Straszewski, presbíteros e mártires, que, durante a invasão militar da Polônia, morreram no campo de concentração envenenados numa câmara de gás.(† 1942) 20. Em Planegg, também próximo de Munique da Baviera, na Alemanha, o Beato Carlos Leisner, presbítero do Movimento Apostólico de Shönstatt e mártir, que, ainda diácono, por causa da sua pública profissão de fé e incansável zelo apostólico, foi metido no cárcere e, ordenado sacerdote no campo de concentração de Dachau, depois de ter saído em liberdade, morreu devido aos tormentos sofridos no cativeiro.(† 1945)

Santa Clara, virgem – Memória | Terça-feira

Santa Clara, virgem - Memória | Terça-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Ez 2,8-3,4)

Leitura da Profecia de Ezequiel.

Assim fala o Senhor: 8 “Quanto a ti, Filho do homem, escuta o que eu te digo: Não sejas rebelde como esse bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te vou dar”. 9 Eu olhei e vi uma mão estendida para mim e, na mão, um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim; estava escrito na frente e no verso e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais. 3,1 Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”. 2 Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo. 3 Depois disse-me: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. 4 Ele disse-me então: “Filho do homem, vai! Dirige-te à casa de Israel e fala-lhes com as minhas palavras”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119),14.24.72.103.111.131 (R. 103a)

– Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!

– Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!

– Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.

– Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.

– A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

– Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca!

– Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração!

– Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.

Evangelho (Mt 18,1-5.10.12-14)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2 Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3 e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4 Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5 E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10 Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12 Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? 13 Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. 14 Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Dt 10,12-22)

Leitura do Livro do Deuteronômio

Moisés falou ao povo, dizendo: 12 “E agora, Israel, o que é que o Senhor teu Deus te pede? Apenas que o temas e andes em seus caminhos; que ames e sirvas ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, 13 e que guardes os mandamentos e preceitos do Senhor, que hoje te prescrevo para que sejas feliz. 14 Vê: é ao Senhor teu Deus que pertencem os céus, o mais alto dos céus, a terra e tudo o que nela existe. 15 No entanto, foi a teus pais que o Senhor se afeiçoou e amou; e, depois deles, foi à sua descendência, isto é, a vós, que ele escolheu entre todos os povos, como hoje está provado. 16 Abri, pois, o vosso coração, e não endureçais mais vossa cerviz, 17 porque o vosso Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas nem aceita suborno. 18 Ele faz justiça ao órfão e à viúva, ama o estrangeiro e lhe dá alimento e roupa. 19 Portanto, amai os estrangeiros, porque vós também fostes estrangeiros na terra do Egito. 20 Temerás o Senhor teu Deus e só a ele servirás; a ele te apegarás e jurarás por seu nome. 21 Ele é o teu louvor, ele é o teu Deus, que fez por ti essas coisas grandes e terríveis que viste com teus próprios olhos. 22 Ao descerem para o Egito, teus pais eram apenas setenta pessoas, e agora o Senhor teu Deus te fez tão numeroso como as estrelas do céu”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 147(147B),12-13.14-15.19-20 (R. 12a)

– Glorifica o Senhor, Jerusalém!

– Glorifica o Senhor, Jerusalém!

– Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou. 

– A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz. 

– Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. 

 

Evangelho (Mt 17,22-27)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 22 quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23 Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. 24 Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do Templo?” 25 Pedro respondeu: “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: “Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos?” 26 Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27 Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Clara de Assis, Virgem, Fundadora – 11 de Agosto

Santa Clara de Assis, Virgem, Fundadora

Santo do Dia – 11 de Agosto

Santa Clara,

Patrona da Televisão · † 1253

Origens

Santa Clara de Assis - Virgem e fundadora

Santa Clara nasceu em Assis, Itália, no ano de 1193, em uma nobre família. Destacou-se pela sua caridade e respeito para com os pequenos. Ao se deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis, apaixonou-se por esse estilo de vida.

Em 1212, quando tinha apenas dezenove anos, a jovem abandonou o seu lar para ir ao encontro de Francisco de Assis, na igreja de Santa Maria dos Anjos. Ela cortou o cabelo e vestiu um modesto hábito de lã, pronunciando os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. Clara foi, primeiro, para o mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas e, pouco depois, para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde sua irmã de sangue, Inês, juntou-se a ela.

As Clarissas

Ao se dirigir ao convento de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início a uma nova vida religiosa. Elas foram chamadas, primeiramente, de “Damianitas”, depois, como Clara escolheu, de “Damas Pobres” e, finalmente, de “Clarissas”. Seguindo as orientações de Francisco, em 1216, Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa. Porém, conseguiu o “privilégio da pobreza” do Papa Inocêncio III, mantendo o carisma franciscano.

Patrona da Televisão

Em 1226, Francisco de Assis morreu, e Clara acompanhou o funeral dele sem sair do quarto, já que estava doente. Ela via as imagens como se projetadas na parede. Anteriormente a isso, ela teve esse mesmo tipo de visão em uma noite de Natal, quando viu o presépio e pôde assistir ao santo ofício que acontecia na igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas visões, foi proclamada oficialmente “Patrona da Televisão”. Outro grande feito dessa santa foi a expulsão dos turcos muçulmanos da cidade de Assis. Ela portava nas mãos o Santíssimo Sacramento.

A Morte

Santa Clara faleceu, no dia 11 de agosto de 1253, aos 60 anos de idade. Sua vida de devoção, pobreza e obediência ao Senhor permanece como modelo para toda a Igreja. Foi canonizada no ano de 1255, pelo Papa Alexandre IV.

Santa Clara, rogai por nós!

Clara — Significa “ilustre”, “brilhante” ou “luminosa”. Tem origem no latim Clarus, que também representa a clareza e a luz que irradiava dessa santa através de sua fé e devoção ao Senhor.

“Oração – Santa Clara, que, seguindo os passos de São Francisco de Assis, iluminaste o mundo com a vossa obediência ao Senhor, ajudai-nos a ter um coração como o vosso: humilde, pobre e temente a Deus. Amém.”

Santa Clara, rogai por nós!

Santo Rufino — Bispo, venerado como o primeiro bispo de Assis e mártir. Considerado o padroeiro da cidade.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 11 de agosto:

1

Santa Clara
Virgem. Em Assis, na Úmbria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundadora das Clarissas, seguidora de São Francisco de Assis, proclamada Patrona da Televisão.

† 1253

2

Santo Alexandre
O Carvoeiro, bispo. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia.

† s. III

3

São Tibúrcio
Mártir. Em Roma, no cemitério “Ad Duas Lauros”, junto à Via Labicana.

† s. III-IV

4

Santa Susana
Mártir. Comemorada em Roma.

† data inc.

5

Santo Rufino
Bispo e mártir. Em Assis, na Úmbria, hoje na Toscana, região da Itália. Considerado o primeiro bispo desta cidade.

† c. s. IV

6

São Cassiano
Bispo. Em Benevento, na Campânia, região da Itália.

† s. IV

7

São Taurino
Bispo. Em Évreux, na Gália, hoje na França. Venerado como primeiro bispo desta cidade.

† c. s. V

8

Santa Atracta
Abadessa. Na Irlanda. Recebeu das mãos de São Patrício o véu das virgens, segundo a tradição.

† s. V

9

Santo Equício
Abade. Na província de Valéria, hoje na Úmbria, região da Itália.

† a. 571

10

São Gaugerico
Bispo. Em Cambrai, na Austrásia, atualmente na França.

† c. 625

11

Santa Rustícola
Abadessa. Em Arles, na Provença, na atual França. Dirigiu santamente as monjas durante quase sessenta anos.

† 632

12

Beatos João Sandys e Estêvão Rowsham, Presbíteros, e Guilherme Lampley, Alfaiate
Mártires. Em Gloucester, na Inglaterra.

† 1586-1588

13

Beato João (Tiago Jorge Rhem)
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.

† 1794

14

Beato Luís Birághi
Presbítero da diocese de Milão, fundador da Congregação das Irmãs de Santa Marcelina. Em Milão, na Itália.

† 1879

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família nobre, dotada de extraordinária beleza e possuidora de muitas riquezas, nasceu em Assis, em 1193. Conterrânea de São Francisco, Clara foi sua discípula e fiel intérprete de seu ideal ascético.

Aos 18 anos, fugiu de casa para se consagrar a Deus, mediante uma vida de absoluta pobreza, a exemplo de Francisco de Assis, juntamente com Inês, sua irmã mais jovem, e outras companheiras.

Clara se instalou no Oratório de São Damião, dando início às Clarissas. Procuravam em tudo viver o ideal franciscano da pobreza, a qual amou tanto que nunca mais quis separar-se dela, nem sequer na extrema indigência e na enfermidade.

Conta-se nos “fioretti” que um dia, Francisco mandou dizer a Clara que rezasse a Deus para que ele pudesse saber o que mais Lhe agradava: dedicar-se à pregação ou à oração. Depois de muita oração, o mensageiro levou a resposta a Francisco: “Tanto a frei Silvestre como a irmã Clara e sua irmã, Cristo respondeu e revelou que sua vontade é que vás pelo mundo a pregar, porque Ele não te escolheu para ti somente, mas também para a salvação dos outros!”.

Em 1198, ocorreu uma invasão moura à Assis e em meio a muita pobreza e necessidade aconteceu um fato que consagrou Santa Clara para sempre na história. Eles tentaram invadir o convento e Santa Clara, mesmo acamada e doente, fez questão de ir até o portão de entrada. Ali, em lágrimas, ela conseguiu pegar o ostensório com o Santíssimo Sacramento e proferir as seguintes palavras, “Senhor, guardai Vós estas vossas servas, porque eu não as posso guardar”. Ouviu-se então uma voz suave dizendo, “Eu te defenderei para sempre”. Imediatamente os mouros são tomadas por um medo descomunal e fogem, deixando o convento intacto e a salvo.

As mulheres queriam ser puras como Clara e os homens aprendiam a respeitar a pureza das mulheres.

Santa Clara é apresentada com a Custódia do Santíssimo Sacramento na mão a deter os mouros às portas de Assis.

Por lhe ter sido atribuído ver de longe o sepulcro de São Francisco, foi ela declarada padroeira da televisão.

 

Santa Clara de Assis, rogai por nós!

 

Oração – Santa Clara por teu amor à Paixão de Jesus, alcança-nos força e coragem na provação; por teu amor à Igreja, alcança-nos a fé, a esperança e a caridade. Amém.

 

 

 

Com São Tibúrcio e Santa Suzana, mártires em Roma

 

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

11/8

Memória de Santa Clara, virgem, a primeira das Damas Pobres da Ordem dos Menores, que, seguindo o caminho espiritual de São Francisco, abraçou em Assis uma vida austera, mas rica de obras de caridade e piedade. Amou tanto a pobreza que nunca mais quis separar-se dela, nem sequer na extrema indigência e na enfermidade.(† 1253)

2. Em Comana, no Ponto, hoje Gumenek, na Turquia, Santo Alexandre, chamado o Carvoeiro, bispo, que, passando da sua eminente erudição na filosofia à ciência da humildade cristã, foi elevado por São Gregório o Taumaturgo à sede episcopal desta Igreja, que ilustrou não só com a pregação, mas também com o martírio consumado nas chamas da fogueira.(† s. III)

3. Em Roma, cemitério “Ad Duas Lauros”, Via Labicana, São Tibúrcio, mártir, cujos louvores foram celebrados pelo papa São Dâmaso.(† s. III-IV)

4. Também em Roma, a comemoração de Santa Susana, a cujo nome, celebrado entre os mártires nos antigos memoriais, foi dedicado a Deus no século VI uma basílica no título de Gaio junto das Termas de Diocleciano.(† data inc.)

5. Em Assis, na Úmbria, hoje na Toscana, região da Itália, São Rufino, que é considerado o primeiro bispo desta cidade e mártir.(† c. s. IV)

6. Em Benevento, na Campânia, também região da Itália, São Cassiano, bispo.(† s. IV)

7. Em Évreux, na Gália, hoje na França, São Taurino, que é venerado como primeiro bispo desta cidade.(† c. s. V)

8. Na Irlanda, Santa Atracta, abadessa, que, segundo a tradição, recebeu das mãos de São Patrício o véu das virgens.(† s. V)

9. Na província de Valéria, hoje na Úmbria, região da Itália, Santo Equício, abade, que, como escreve o papa São Gregório Magno, pela sua santidade foi pai de muitos mosteiros e, onde quer que chegasse, abria a fonte da Sagrada Escritura.(† a. 571)

10. Em Cambrai, na Austrásia, atualmente na França, São Gaugerico, bispo, insigne pela sua piedade e caridade para com os pobres, que foi ordenado diácono por Magnerico de Tréveris e, eleito depois para a sede episcopal de Cambrai, exerceu o ministério durante trinta e nove anos.(† c. 625)

11. Em Arles, na Provença, também na atual França, Santa Rustícola, abadessa, que dirigiu santamente as monjas durante quase sessenta anos.(† 632)

12. Em Gloucester, na Inglaterra, os beatos João Sandys e Estêvão Rowsham, presbíteros, e Guilherme Lampley, alfaiate, mártires, que, no reinado de Isabel I, embora em dias diversos e não conhecidos, sofreram os mesmos suplícios por Cristo.(† 1586, 1587, 1588)

13. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João (Tiago Jorge Rhem), presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, encerrado durante a perseguição contra a fé no sórdido cárcere, exortava à esperança os seus companheiros de cativeiro duramente atribulados, até que ele próprio, atingido por uma doença incurável, morreu por Cristo.(† 1794)

14. Em Milão, na Itália, o Beato Luís Birághi, presbítero da diocese de Milão, fundador da Congregação das Irmãs de Santa Marcelina.(† 1879)

15. Em Agullent, povoação do território de Valência, na Espanha, o Beato Rafael Afonso Gutiérrez, mártir, pai de família, que, durante a violenta perseguição contra a fé, derramou o seu sangue por Cristo. Com ele comemora-se também o beato mártir Carlos Díaz Gandia, que, na mesma localidade e no mesmo dia, venceu o combate da fé e alcançou a vida eterna.(† 1936)

16. Em Prat de Compte, povoação próxima de Tarragona, também na Espanha, o Beato Miguel Domingos Cendra, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, mereceu receber a sublime palma do martírio.(† 1936)

17. Nos confins do Tibete, o Beato Maurício Tornay, presbítero e mártir, cônego regular da Congregação dos Santos Nicolau e Bernardo de Mont-Joux, que anunciou ardorosamente o Evangelho na China e no Tibete e foi assassinado pelos inimigos em ódio ao nome de Cristo.(† 1949)