São José de Anchieta – 09 de Junho

São José de Anchieta

Santo do Dia – 09 de Junho

São José de Anchieta

São José de Anchieta,

Apóstolo do Brasil · † 1597

O Jesuíta

São José De Anchieta Era natural das Ilhas Canárias, na Espanha, onde nasceu em 1534. Aos quatorze anos, movido pelo desejo de aprofundar seus conhecimentos, José mudou-se para Portugal, ingressando na prestigiosa Universidade de Coimbra para estudar Letras e Filosofia.

Foi em Coimbra que teve o primeiro encontro com a Companhia de Jesus e testemunhou a inspiração deixada pelo grande missionário São Francisco Xavier. Aos dezessete anos, diante de uma imagem de Nossa Senhora, José fez um voto solene de abandonar tudo para servir a Deus. Ingressou noviciado exigente aos 17 anos e, apesar de sua saúde frágil, fez seus votos de castidade, pobreza e obediência em 1553, consagrando-se totalmente à ordem jesuíta.

Chamado à Missão

Inspirado pelas cartas dos missionários jesuítas que vinham do Oriente, José de Anchieta sentiu o chamado para servir nos confins do mundo. Aos dezenove anos, em 1551, deixou Portugal e embarcou rumo à Terra de Santa Cruz, o Brasil, onde deveria dedicar sua vida inteira à evangelização dos povos nativos. Serei instrumento da Divina Providência! Assim afirmava com ardor o jovem missionário, pronto para enfrentar as dificuldades da missão. Chegando ao Brasil, Anchieta iniciou um trabalho devoto e frutuoso. Aprendeu com dedicação os idiomas nativos, entendendo que a verdadeira evangelização exigia comunicação autêntica com os povos. Utilizava particularidades locais, dramatizações e poesias para transmitir os preceitos cristãos, tornando-se amado pelos indígenas.

Apóstolo do Brasil

Em 1566, aos trinta e dois anos, José de Anchieta foi ordenado sacerdote. Seu compromisso com a missão intensificou-se ainda mais. Como um verdadeiro peregrino, viajou por diversos lugares, fundando escolas e cidades, ensinando e aprendendo com o povo. Juntamente com seus companheiros jesuítas, fez grande oposição aos abusos cometidos pelos colonizadores portugueses contra os nativos. Em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, cargo que exerceu até 1585, consolidando a presença jesuíta em terras brasileiras. José de Anchieta era também um homem de letras. Chamado pelos companheiros de “canarinho” pelo seu gosto em declamar poesias, escreveu diversos autos e poemas sobre a vida de Cristo. Seu célebre “Poema à Virgem”, composto quando fez-se refém em defesa da paz, permanece como testemunho de sua devoção e talento literário. Muitos de seus escritos são de grande relevância para toda a história do Brasil. Milagres, curas e dons espirituais são abundantemente atribuídos a esse santo que viveu sua missão em intensa oração e comunhão com o Espírito Santo, na companhia constante da Virgem Maria.

Canonização

Após mais de três séculos de sua morte, reconhecendo seu legado extraordinário, José de Anchieta foi beatificado em 22 de junho de 1980, pelo Papa João Paulo II. Posteriormente, no dia 3 de abril de 2014, foi declarado santo por decreto assinado pelo Papa Francisco, tornando-se assim um dos poucos brasileiros a alcançar essa honra máxima na Igreja Católica. Considerado o “Apóstolo do Brasil”, sua canonização reconhece a magnitude de seu trabalho missionário e seu impacto duradouro na formação espiritual de um povo. São José de Anchieta, rogai por nós! José — Tem origem hebraica (Yosef) e significa “aquele que acrescenta” ou “Deus acrescenta”. O missionário recebeu esse nome porque nasceu no dia 19 de março, data em que a Igreja Católica celebra o Dia de São José. Representa a plenitude de Deus em nossas vidas.

“Oração – Ó Deus que iluminastes São José de Anchieta para evangelizar os povos do Brasil, concedei-nos seu espírito de dedicação e amor missionário. Que possamos ser, como ele, instrumentos de vossa providência. Amém.”

São José de Anchieta, rogai por nós!

Santo Efrém — Diácono e doutor da Igreja, mestre da pregação sagrada e fundador de uma escola teológica em Edessa. Chamado a cítara do Espírito Santo pelos hinos e ensinamentos que compôs.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 09 de Junho:

1
Santo Efrém Diácono e doutor da Igreja. Em Edessa, no Osroene, atual Turquia. Exerceu o ministério da pregação e ensino da doutrina sagrada, após refugiar-se quando os Persas invadiram sua pátria Nísibe, onde estabeleceu uma escola teológica de grande importância.
† 378
2
Santos Primo e Feliciano Mártires. Na Via Nomentana, a quinze milhas de Roma, no lugar chamado “Ad Arcas”. Deram suas vidas pelo testemunho de Cristo.
data inc.
3
São Diomedes Mártir. Em Niceia, na Bitínia, atual İznik, na Turquia. Confessou corajosamente a fé em Cristo até o derramamento de sangue.
data inc.
4
São Vicente Mártir. Em Vernemet, no território de Agen, na Aquitânia, atual França. Consumou seu martírio pelo nome de Cristo durante uma festa pagã dos gentios em honra do sol.
s. IV in.
5
São Maximiano Bispo. Em Siracusa, na Sicília, região da Itália. Mencionado frequentemente pelo Papa São Gregório Magno por suas virtudes e santidade.
† 594
6
São Colomba ou Colum Cille Presbítero e abade. Em Iona, ilha da Escócia. Natural da Irlanda, fundou vários mosteiros insignes pela observância religiosa e cultura literária, até que, ancião, esperou serenamente seu último dia diante do altar.
† 597
7
São Ricardo Bispo. Em Ândria, na Apúlia, região da Itália. Natural da Inglaterra, celebrado por sua virtude e piedade, acolheu condignamente as relíquias dos santos Erasmo e Ponciano.
s. XII f.
8
Beato Roberto Salt Mártir e monge da Cartuxa. Em Londres, na Inglaterra. Pela fidelidade à Igreja, foi detido no cárcere de Newport durante a perseguição de Henrique VIII, onde morreu de fome.
† 1537
9
São José de Anchieta Presbítero da Companhia de Jesus. Em Retiriba, no Brasil. Natural das Ilhas Canárias, consagrou-se intensa e frutuosamente durante quase todo o tempo de sua vida ao trabalho missionário no Brasil.
† 1597
10
Beato José Imbert Presbítero e mártir da Companhia de Jesus. Ao largo de Rochefort, na França. Nomeado vigário apostólico de Molins pelo Papa Pio VI, foi encerrado num barco-prisão durante a Revolução Francesa, onde morreu contagiado por infecção mortal.
† 1794
11
Beata Ana Maria Taigi Mãe de família. Em Roma. Maltratada pela violência do esposo, perseverou fielmente cuidando dele e ocupando-se da educação de sete filhos, sem omitir solicitude espiritual e material pelos pobres e doentes.
† 1837
12
Beato Luís Boccardo Presbítero da diocese de Turim. Em Turim, na Itália. Fundador do Instituto das Filhas de Jesus Rei, dedicou-se à formação espiritual e educação cristã.
† 1936
13
Beato Marcelo Callo Mártir jesuíta. Catequista polonês que se dedicou à evangelização durante períodos de perseguição religiosa. Recusou renunciar sua fé e foi levado ao martírio.
† 1940
14
Santo Norberto Fundador da Ordem dos Premonstrenses. Apóstolo da Renânia e reformador espiritual que pregava a pobreza evangélica e a comunhão fraternal entre os religiosos.
† 1134

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Espanhol de nascimento

São José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534, em São Cristóvão da Laguna, na Espanha.

Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de “canarinho”.

Consagrou-se aos  16 anos

Aos dezessete anos fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

Em 1553, entrou para a Companhia de Jesus. Em 1554, chegou ao Brasil, na cidade de São Paulo, junto com o padre Manoel da Nóbrega. Além de evangelizar, escreveu uma gramática tupiguarani. Também dirigiu a Província da Companhia de Jesus.

O Apóstolo do Brasil

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o “Apóstolo do Brasil”.

Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980. E, canonizado, no dia 3 de abril de 2014. A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

dia 9

1.  Santo Efrém, diácono e doutor da Igreja, que exerceu o ministério da pregação e do ensino da doutrina sagrada primeiramente em Nísibe, sua pátria; depois, refugiando-se com os seus discípulos em Edessa, no Osroene, hoje na Turquia, após a invasão de Nísibe pelos Persas, aí estabeleceu os fundamentos de uma escola teológica. Consagrou-se ao ministério com a palavra e com os escritos e tornou-se tão célebre pela sua austeridade de vida e doutrina espiritual, que mereceu, pelos excelentes hinos que compôs, ser chamado a cítara do Espírito Santo.(† 378)

2. Na Via Nomentana, a quinze milhas de Roma, no lugar chamado “Ad Arcas”, os santos Primo e Feliciano, mártires.(† data inc.)

3. Em Niceia, na Bitínia, hoje İznik, na Turquia, São Diomedes, mártir.(† data inc.)

4. Em Vernemet, no território de Agen, na Aquitânia, hoje na França, São Vicente, mártir, que, segundo a tradição, consumou o seu martírio pelo nome de Cristo durante uma festa pagã dos gentios em honra do sol.(† s. IV in.)

5. Em Siracusa, na Sicília, região da Itália, São Maximiano, bispo, que é mencionado frequentemente pelo papa São Gregório Magno.(† 594)

6. Em Iona, ilha da Escócia, São Colomba ou Colum Cille, presbítero e abade, natural da Irlanda e instruído nos preceitos monásticos, que fundou na sua pátria e depois em Iona vários mosteiros insignes pela observância religiosa e pela cultura literária, até que, já ancião, esperou serenamente o seu último dia e diante do altar descansou no Senhor.(† 597)

7. Em Ândria, na Apúlia, região da Itália, São Ricardo, bispo, natural da Inglaterra e célebre pela sua virtude, que acolheu condignamente as relíquias dos santos Erasmo e Ponciano.(† s. XII f.)

8. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Roberto Salt, mártir, monge da Cartuxa desta cidade, que, pela fidelidade à Igreja firmemente conservada contra o rei Henrique VIII, foi detido no cárcere de Newport, onde morreu de fome.(† 1537)

9. Em Retiriba, no Brasil, São José de Anchieta, presbítero da Companhia de Jesus, natural das Ilhas Canárias, que se consagrou intensa e frutuosamente durante quase todo o tempo da sua vida ao trabalho missionário no Brasil.(† 1597)

10. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato José Imbert, presbítero e mártir, da Companhia de Jesus, que, durante a Revolução Francesa, foi nomeado pelo papa Pio VI vigário apostólico de Molins e, encerrado num barco-prisão em ódio à Igreja, aí morreu contagiado por uma infecção mortal.(† 1794)

11. Em Roma, a Beata Ana Maria Taigi, mãe de família, que, maltratada pela violência do esposo, perseverou fielmente a cuidar dele e a ocupar-se da educação dos sete filhos, sem omitir nunca a solicitude espiritual e material pelos pobres e doentes.(† 1837)

12. Em Turim, na Itália, o Beato Luís Boccardo, presbítero da diocese de Turim, fundador do Instituto das Filhas de Jesus Rei.(† 1936)

São José de Anchieta, presbítero | Memória | Terça-feira

São José de Anchieta, presbítero | Memória | Terça-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (1Rs 17,7-16)

Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, 7 secou a torrente do lugar onde Elias estava escondido, porque não tinha chovido no país. 8 Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: “Levanta-te e vai a Sarepta dos sidônios, e fica morando lá, pois ordenei a uma viúva desse lugar que te dê sustento”. 10 Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta. Ao chegar à porta da cidade, viu uma viúva apanhando lenha. Ele chamou-a e disse: “Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha para eu beber”. 11 Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe: “Por favor, traze-me também um pedaço de pão em tua mão!” 12 Ela respondeu: “Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Eu estava apanhando dois pedaços de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho, para comermos e depois esperar a morte”. 13 Elias replicou-lhe: “Não te preocupes! Vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho, e traze-o. Depois farás o mesmo para ti e teu filho. 14 Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘A vasilha de farinha não acabará e a jarra de azeite não diminuirá, até ao dia em que o Senhor enviar a chuva sobre a face da terra'”. 15 A mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito. E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo. 16 A farinha da vasilha não acabou nem diminuiu o óleo da jarra, conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 4,2-3.4-5.7-8 (R. 7)

– Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!

– Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!

– Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição, atendei-me por piedade e escutai minha oração! Filhos dos homens, até quando fechareis o coração? Por que amais a ilusão e procurais a falsidade?

– Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo, e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece! Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira; meditai nos vossos leitos e calai o coração!

– Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?” Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração, do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo.

Evangelho (Mt 5,13-16)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, deem glória ao Pai celeste!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13 “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15 Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. 16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Antônio Maria Gianelli – 07 de Junho

Santo Antônio Maria Gianelli

Santo do Dia – 7 de Junho

Santo Antônio Maria Gianelli,

Bispo de Bobbio · † 1846

Nascimento e Vocação

Santo Antônio Maria Gianelli Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na província de Gênova, no norte da Itália, em 12 de abril de 1789. Entrou no seminário aos dezenove anos e foi ordenado sacerdote quatro anos depois. Como professor de letras e retórica no seminário, impressionou o novo bispo, Lambruschini, ao organizar uma peça teatral intitulada “A reforma do seminário” que teve grande repercussão.

Homem inteligente, culto e clarividente, sensível às correntes ideológicas de sua época, Gianelli compreendeu profundamente que a meditação pessoal das verdades reveladas por Jesus Cristo cria convicções firmes capazes de formar consciências retas e iluminar as mentes. Dedicou sua vida ao serviço pastoral, com especial empenho na educação, na assistência aos pobres e na santidade do clero, buscando sempre elevar o tom espiritual da comunidade à sua volta.

De 1826 a 1838, exerceu seu ministério como pároco em Chiavari, período marcado por notáveis inovações pastorais e pela fundação de diversas instituições dedicadas ao bem comum, inclusive um seminário diocesano que seria modelo para a região.

Fundador de Congregações

A “Sociedade Econômica” foi criada sob este inusitado nome — uma instituição cultural e assistencial confiada às cuidados das Damas da Caridade para a educação gratuita das meninas pobres. Este foi o primeiro passo para o que se tornaria sua obra mais durável: a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto, dedicada ao cuidado das necessidades materiais e espirituais dos mais pobres e ao serviço educacional.

Sua dedicação era completa e exemplar. Conhecendo o poder transformador da meditação pessoal e da oração, incentivava seus filhos e filhas espirituais a manterem vivo o contato com o Senhor, a fortalecerem a vontade, a corrigirem os defeitos e a respirarem uma atmosfera mais elevada e serena. Este era o cerne de sua espiritualidade pastoral.

Episcopado e Herança Espiritual

Em 1838, foi elevado ao episcopado como bispo de Bobbio. Nesta posição de maior responsabilidade, reconstruiu e expandiu sua congregação com a ajuda de vários colaboradores, renomeando-a como Oblatos de Santo Afonso, dedicando-se ainda mais fervorosamente à formação do clero e à pregação ao povo.

Dois anos antes de sua morte em 7 de junho de 1846, havia criado uma pequena congregação missionária específica para a pregação itinerante e a organização pastoral do clero. Sua vida foi inteiramente consagrada à Igreja e à santidade de seus ministros.

Santo Antônio Maria Gianelli, rogai por nós!

Antônio Maria — Antônio vem do latim Antonius, cujas raízes se perdem na história. Maria, nome sacratíssimo, vem do hebraico Miriam e significa “aquela que eleva”. Gianelli é um sobrenome italiano de origem regional, ligado à Ligúria.

“Oração — Deus eterno, que por Santo Antônio Maria Gianelli ensinalos o caminho da meditação e da caridade pastoral, concedei-nos a graça de sermos usados pelo Senhor no serviço ao próximo. Que seu exemplo brilhe sempre como luz de esperança em nossas vidas. Amém.”

Santo Antônio Maria Gianelli, rogai por nós!

Santa Margarida, Rainha da Escócia — Mulher de santidade exemplar, atuou com grande caridade na corte, fundou mosteiros e cuidou da educação e bem-estar do povo escocês.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 7 de junho:

1

São Colmano
Bispo e abade na Hibernia, atual Irlanda. Fundou o mosteiro de Dromore e trabalhou com admirável dedicação pela propagação da fé no território de Down.

† s. VI

2

Santos Pedro, Valabonso, Sabiniano, Vistremundo, Habêncio e Jeremias
Mártires em Córdova, na Andaluzia. Pedro era presbítero, Valabonso diácono, e os demais eram monges. Foram degolados durante a perseguição dos Mouros.

† 851

3

São Roberto
Abade Cisterciense em Newminster, na Nortumbria, região da Inglaterra. Fundou este cenóbio com doze companheiros, aspirando intensamente à vida de oração e pobreza, donde irradiaram outras três famílias monásticas.

† 1159

4

Beata Ana de São Bartolomeu
Virgem Carmelita Descalça em Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica. Discípula e secretária de Santa Teresa de Jesus, divulgou e renovou com fervor a Ordem na França.

† 1626

5

Santo Antônio Maria Gianelli
Bispo de Bobbio em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. Fundou a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto. Resplandeceu pelo empenho e luminoso exemplo na dedicação aos pobres, à salvação das almas e à promoção da santidade do clero.

† 1846

6

Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière
Virgem em Paris, França. Fundou a Sociedade de Maria Auxiliadora para maior glória de Deus. Após ser expulsa de sua própria fundação, passou o resto da vida em profunda humildade.

† 1889

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Antônio Maria Gianelli nasceu no dia 12 de abril de 1789, em Cereta, na Itália.

Inicialmente, fundou uma congregação missionária para sacerdotes,  destinada a aprimorar o apostolado da pregação ao povo e a organização do clero, em 1827.

Mais tarde fundou uma congregação feminina, destinada à educação. Era o começo da congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto.

Nomeado Bispo em 1838, reorganizando sua Diocese.

Morreu aos 57 anos, no dia 7 de junho de 1846. Defendia a moralidade do clero na vida simples e reta de trabalho no seguimento de Cristo.

Beatificado em 1925 e canonizado em 21 de outubro de 1951, por Pio XII.

– No mesmo dia celebramos: São Pedro de Córdova

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

dia 7

1. Na Hibernia, atual Irlanda, São Colmano, bispo e abade do mosteiro de Dromore por ele fundado, que trabalhou admiravelmente pela fé no território de Down.(† s. VI)

2. Em Córdova, na Andaluzia, região da Hispânia, os santos mártires Pedro, presbítero, Valabonso, diácono, Sabiniano, Vistremundo, Habêncio e Jeremias, monges, que por Cristo foram degolados na perseguição dos Mouros.(† 851)

3. Em Newminster, na Nortumbria, região da Inglaterra, São Roberto, abade, da Ordem Cisterciense, que, aspirando intensamente à vida de oração e pobreza, fundou com doze companheiros este cenóbio, do qual irradiou em breve tempo a fundação de três famílias de monges.(† 1159)

4. Em Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica, a Beata Ana de São Bartolomeu, virgem da Ordem da Carmelitas Descalças, discípula e secretária de Santa Teresa de Jesus e dotada de dons místicos, que divulgou e renovou com fervorosa assistência a Ordem na França.(† 1626)

5. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Antônio Maria Gianélli, bispo de Bóbbio, que fundou a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto e resplandeceu pelo empenho e luminoso exemplo de dedicação às necessidade dos pobres, à salvação das almas e à promoção da santidade do clero.(† 1846)

6. Em Paris, na França, a Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière, virgem, que, para maior glória de Deus, fundou a Sociedade de Maria Auxiliadora, da qual foi expulsa, passando o resto da sua vida em profunda humildade.(† 1889)

São Norberto, Bispo – 06 de Junho

São Norberto, Bispo

Santo do Dia – 6 de Junho

São Norberto,

Bispo e Fundador · † 1134

Família nobre e vida mundana

São Norberto Norberto nasceu numa família de nobres por cerca do ano 1080, em Gennep ou Xanten, no norte da Renânia (atual Alemanha). Ainda criança, foi apresentado ao Capítulo da Catedral de São Vítor em Xanten, onde, mais tarde, foi ordenado subdiácono.

O Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Henrique V, notou o carisma e os dons de Norberto, nomeando-o como seu conselheiro pessoal na corte imperial. Ali, Norberto viveu uma vida mundana, completamente afastado dos caminhos do Senhor. No entanto, a Providência Divina já havia traçado outro destino para aquele jovem nobre que, em breve, se tornaria um dos grandes reformadores da Igreja Medieval.

Mudança de Vida

No ano de 1115, após cair do seu cavalo e quase morrer numa tempestade, Norberto se arrependeu e assumiu uma vida de penitência. Ordenado diácono e sacerdote no mesmo dia, ele peregrinou pelo país, pregando a Palavra de Deus, denunciando os abusos dos clérigos e reconciliando inimigos. Uma das mais antigas pinturas de Norberto o retratam com o livro dos Evangelhos e um ramo de oliveira representando a paz. Criticado e perseguido pelos membros da hierarquia, Norberto solicitou e obteve a aprovação do Papa Gelásio II como pregador itinerante. Sua determinação em renovar a vida cristã não conhecia limites, e sua pregação tocava profundamente os corações daqueles que o ouviam.

Fundador

Mais tarde, o Papa Calixto II o encorajou a fundar uma comunidade religiosa na diocese de Laon, no norte da França. Ali, no vale desolado e de difícil acesso de Prémontré, na noite de Natal do ano de 1121, Norberto fundou sua ordem religiosa, a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses. Ele escolheu a Regra de Santo Agostinho, tornando-se um dos mais ávidos reformadores do seu tempo. A comunidade era marcada pela vida austera, pela pobreza e pela intensa vida litúrgica e de oração, mas, acima de tudo, pela completa fidelidade ao ideal de vida comunitária retratado na Regra de Agostinho. A Ordem Premonstratense se expandiu rapidamente pela Europa Medieval, florescendo como instrumento de renovação espiritual.

Episcopado

Embora relutante, em 25 de julho de 1126, Norberto foi ordenado arcebispo de Magdeburgo e deixou a liderança de sua Ordem aos cuidados de Hugo de Fosses. Durante seus anos como arcebispo, Norberto lutou energicamente pela liberdade da Igreja em relação aos príncipes e provou-se como ardente defensor do Romano Pontífice. Ele foi indispensável na deposição do antipapa Anacleto II e no retorno do Papa Inocêncio II à Sé Petrina. Enfraquecido pelos vários trabalhos e viagens, Norberto retornou à Magdeburgo, onde morreu em 6 de junho de 1134, deixando um legado duradouro de santidade e reforma eclesial.

Apóstolo da Eucaristia

Como “Apóstolo da Eucaristia”, a reverente contemplação de Norberto fixa-se no ostensório em sua mão direita. Muitos dos milagres atribuídos a São Norberto ocorreram no contexto do Santo Sacrifício da Missa: milagres de cura, de exorcismo e de reconciliação. De fato, São Norberto insistia em celebrar a missa antes de assumir qualquer trabalho, pois tão grande era a sua fé no poder da Eucaristia. No início de sua conversão, quando ele abriu mão de literalmente tudo que possuía, ele reteve consigo apenas os artigos necessários para a celebração da Missa enquanto viajava a pé pela Europa. Era de tal forma, que ele podia celebrar a Eucaristia diariamente — embora não fosse uma prática comum na época. São Norberto, rogai por nós! Norberto — Significa “brilho do norte” ou “aquele que brilha vindo do norte”. Tem origem no germânico Nordberht, formado pela junção de “nord” (norte) e “berht” (brilho, esplendor). Um nome que reflete a origem do santo nas terras nórdicas da Renânia.

“Grande bispo e pastor das almas, ajudai-nos a viver com sinceridade e verdade os sacramentos, tendo como centro da nossa vida a Eucaristia. Que Jesus seja cada dia mais amado e adorado, e nós sejamos seus fiéis seguidores. Amém.”

São Norberto, rogai por nós!

Santo Inocêncio II — Papa, amigo de São Norberto, que o apoiou na fundação da Ordem Premonstratense e recebeu sua defesa contra o antipapa Anacleto II.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 6 de junho:

1
São Norberto Bispo de Magdeburgo e Fundador da Ordem Premonstratense. Nascido em Xanten, na Renânia, converteu-se após quase morrer numa tempestade, fundando em Prémontré a sua ordem religiosa de cônegos regulares.
† 1134
2
Santos Artémio e Paulina Mártires. Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma. Padeceram pela fé cristã durante a perseguição aos seguidores de Cristo.
† c. s. IV
3
São Bessarião Anacoreta. Em Cete, no Egito. Viveu como mendigo e peregrino por amor de Deus, praticando a pobreza evangélica de forma radical.
† s. IV
4
São Cerázio Bispo em Grenoble, na Borgonha, atual França. Agradeceu ao papa São Leão Magno as cartas escritas a Flaviano e preservou o seu rebanho do contágio da heresia.
† c. 452
5
Santo Eustórgio II Bispo em Milão, na Ligúria, hoje Lombardia, Itália. Insigne pela sua piedade, justiça e virtudes pastorais, edificou um célebre baptistério.
† 518
6
São Jarlat Bispo na Irlanda. Exerceu seu ministério apostólico entre o povo irlandês durante os primeiros séculos da evangelização.
† c. 550
7
São Cláudio Bispo e abade do mosteiro de Condat, no maciço do Jura, na Borgonha, França. Fundou sua comunidade num local de difícil acesso para uma vida de intensa espiritualidade.
† c. 703
8
Santo Alexandre Bispo de Fiésole, no território de Bolonha, Emília-Romanha, Itália. Ao regressar de Pavia, aonde tinha ido reclamar os bens da sua Igreja usurpados, foi lançado ao rio e afogado.
† 823
9
Santo Hilarião Presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio em Constantinopla, hoje Istambul, Turquia. Por defender o culto das sagradas imagens, suportou invencivelmente o cárcere, as flagelações e o exílio.
† 845
10
São Colmano Bispo nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia. Evangelizou as populações nórdicas com ardor apostólico.
† c. 1010
11
Beato Falcão Abade do mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, Itália. Trabalhou pela santificação de sua comunidade monástica.
† 1146
12
São Gilberto Abade da Ordem Premonstratense em Clermont-Ferrand, Aquitânia, França. Depois de viver como eremita, construiu o mosteiro e o hospital de Neufontaines.
† 1152
13
Beato Beltrão Bispo de Aquileia e mártir em Údine, Friúli-Venézia Giúlia, Itália. Promoveu a formação do clero, sustentou os pobres no tempo da fome e defendeu vigorosamente os direitos da sua Igreja.
† 1350
14
Beato Lourenço de Másculis de Villamagna Presbítero da Ordem dos Frades Menores em Ortona, Abruzos, Itália. Insigne na pregação da palavra de Deus.
† 1535
15
Beato Guilherme Greenwood Mártir da Cartuxa em Londres, Inglaterra. Pela sua tenaz fidelidade à Igreja, no reinado de Henrique VIII, sofreu o martírio.
† 1537
16
São Marcelino Champagnat Presbítero da Sociedade de Maria em Saint-Chamond, Lião, França. Fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças.
† 1840
17
Santos Pedro Dung, Pedro Thuan e Vicente Duong Mártires em Luong My, Tonquim, hoje Vietnam. Pescadores e agricultor, recusaram-se firmemente a pisar a cruz, sendo condenados à fogueira no tempo do imperador Tu Duc.
† 1862
18
São Rafael Guizar Valência Bispo de Vera Cruz no México. Na Cidade do México, no tempo da perseguição, apesar de sua situação de exilado e clandestino, exerceu valorosamente o ministério episcopal.
† 1938
19
Beato Inocêncio Guz Presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir em Sachsenhausen, Alemanha. Durante a ocupação militar da sua pátria, pela sua fé em Cristo foi cruelmente morto pelos guardas do campo de concentração.
† 1940

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Abandonou a vida mundana

Nasceu na Renânia, por volta do ano 1080. Foi Cônego da Igreja de Xanten e, tendo abandonado a vida mundana, abraçou o ideal monástico sendo ordenado sacerdote no ano 1115.

Pregou na França e na Alemanha

Sua vida apostólica foi dedicada ao ministério da pregação, sobretudo na França e na Alemanha. Com outros companheiros, fundou a Ordem Premonstratense e organizou os seus primeiros mosteiros. No ano 1126, foi eleito Bispo de Magdeburgo, onde se empenhou com entusiasmo na reforma da vida cristã e na expansão do Evangelho entre os povos vizinhos. Morreu no ano 1134. São Norberto, rogai por nós!

Oração – Senhor nosso Deus, que fizestes do bispo são Norberto um pastor admirável da vossa Igreja, pelo seu espírito de oração e zelo apostólico, por sua intercessão, assegurai ao vosso povo os pastores segundo a vossa vontade e o alimento da eterna salvação. Amém. Tem origem no germânico Nordberctus, composto pela união dos elementos nort que significa “norte” e berth que quer dizer “famoso, ilustre, brilhante” Com São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 6/6 2. Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma, os santos Artémio e Paulina, mártires.(† c. s. IV) 3. Em Cete, no Egito, São Bessarião, anacoreta, que viveu como mendigo e peregrino por amor de Deus.(† s. IV) 4. Em Grenoble, na Borgonha, atualmente na França, São Cerázio, bispo, que agradeceu ao papa São Leão Magno as cartas escritas a Flaviano e preservou o seu rebanho do contágio da heresia.(† c. 452) 5. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio II, bispo, que foi insigne pela sua piedade, justiça e virtudes pastorais e edificou um célebre baptistério.(† 518) 6. Na Irlanda, São Jarlat, bispo.(† c. 550) 7. No maciço do Jura, na Borgonha, região da França, São Cláudio, que é venerado como bispo e abade do mosteiro de Condat.(† c. 703) 8. No território de Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Alexandre, bispo de Fiésole, que, ao regressar da cidade de Pavia, aonde tinha ido reclamar ao rei dos Lombardos os bens da sua Igreja usurpados, foi lançado ao rio e afogado.(† 823) 9. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Hilarião, presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio, que, por defender o culto das sagradas imagens, suportou invencivelmente o cárcere, as flagelações e o exílio.(† 845) 10. Nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia, São Colmano, bispo.(† c. 1010) 11. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, o Beato Falcão, abade.(† 1146) 12. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, região da França, São Gilberto, abade da Ordem Premonstratense, que, depois de ter vivido como eremita, construiu o mosteiro e o hospital de Neufontaines.(† 1152) 13. Em Údine, no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália, o Beato Beltrão, bispo de Aquileia e mártir, que promoveu com ardor a formação do clero, sustentou com os seus bens os pobres no tempo da fome, defendeu vigorosamente os direitos da sua Igreja e morreu nonagenário, ferido pelos golpes de alguns sicários.(† 1350) 14. Em Ortona, nos Abruzos, também região da Itália, o Beato Lourenço de Másculis de Villamagna, presbítero da Ordem dos Frades Menores, insigne na pregação da palavra de Deus.(† 1535) 15. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Greenwood, mártir, da Cartuxa desta cidade, que, pela sua tenaz fidelidade à Igreja, no reinado de Henrique VIII, sofreu o martírio, consumido pela sordidez do cárcere, pela fome e pelas enfermidades.(† 1537) 16. Em Saint-Chamond, cidade do território de Lião, na França, São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, que fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças.(† 1840) 17. Em Luong My, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos mártires Pedro Dung e Pedro Thuan, pescadores, e Vicente Duong, agricultor, que, por se recusarem firmemente a pisar a cruz, foram condenados à fogueira no tempo do imperador Tu Duc.(† 1862) 18. Na Cidade do México, o passamento de São Rafael Guizar Valência, bispo de Vera Cruz, no México, que, no tempo da perseguição, apesar da sua situação de exilado e clandestino, exerceu valorosamente o ministério episcopal.(† 1938) 19. Em Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Inocêncio Guz, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir, natural da Polônia, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sectários de uma doutrina hostil à dignidade humana e à religião, pela sua fé em Cristo foi cruelmente morto pelos guardas do campo de concentração.(† 1940)

 

São Bonifácio, bispo e mártir – Memória | Quinta-feira

São Bonifácio, bispo e mártir | Memória | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (2Tm 3,10-17)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 10 tu me tens seguido fielmente no ensino, no procedimento, nos projetos, na fé, na paciência, no amor, na perseverança, 11 nas perseguições e nos sofrimentos que suportei em Antioquia, lcônio e Listra. E que perseguições sofri! Mas de todas elas o Senhor me livrou. 12 Aliás, todos os que quiserem levar uma vida fervorosa em Cristo Jesus, serão perseguidos. 13 Os homens maus e sedutores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. 14 Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. 15 Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. 16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, 17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119),157.160.161.165.166.168 (R. 165a)

– Os que amam vossa lei, têm grande paz!

– Os que amam vossa lei, têm grande paz!

– Tantos são os que me afligem e perseguem, mas eu nunca deixarei vossa Aliança!

– Vossa palavra é fundada na verdade, os vossos justos julgamentos são eternos.

– Os poderosos me perseguem sem motivo; meu coração, porém, só teme a vossa lei.

– Os que amam vossa lei têm grande paz, e não há nada que os faça tropeçar.

– Ó Senhor, de vós espero a salvação, pois eu cumpro sem cessar vossos preceitos.

– Serei fiel à vossa lei, vossa Aliança; os meus caminhos estão todos ante vós.

Evangelho (Mc 12,35-37)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35 Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36 O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37 Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (At 22,30;23,6-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias: 30 querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles. 23,6 Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: “Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos”. 7 Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia se dividiu. 8 Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. 9 Houve, então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: “Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?” 10 E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o quartel. 11 Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: “Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 15(16),1-2a e 5.7-8.9-10.11 (R. 1)

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 

 

Evangelho (Jo 17,20-26)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Para que todos sejam um, diz o Senhor, como tu estás em mim e eu em ti, para que o mundo possa crer que me enviaste.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 20 “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21 para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. 22 Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23 eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24 Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25 Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. 26 Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Bonifácio, Bispo, Mártir – 05 de Junho

São Bonifácio, apóstolo da Alemanha e monge beneditino

Santo do Dia – 05 de Junho

São Bonifácio,

Apóstolo da Alemanha · † 754

O Apóstolo

São Bonifácio Era original do Wessex, na região sudoeste da Inglaterra, por volta do ano 673. Seu nome de batismo era Winfrid. Era um homem que reunia em si qualidades aparentemente contraditórias: a doçura e a firmeza, a timidez e a coragem, a inquietude e a paciência, o idealismo e o realismo.

Aos vinte anos de idade já era mestre de ensino religioso e profano. Fez-se monge no mosteiro de Exeter, onde desenvolveu uma formação sólida e uma espiritualidade profunda. Sua inquietação apostólica o levava a buscar novas terras para pregação, pois sentia ardentemente o chamado para levar a mensagem de Cristo aos povos ainda não evangelizados.

No ano de 719, com quarenta e seis anos de idade, partiu para a Alemanha a fim de pregar o Evangelho. Sua atividade missionária foi intensa e frutífera, conquistando povos germânicos para a fé cristã. Alcançou pleno êxito em sua missão apostólica, sendo então nomeado bispo de Mainz, elevando-se assim a uma responsabilidade ainda maior na Igreja.

Missionário na Alemanha

Restaurou e organizou a Igreja na Alemanha, onde fundou a célebre abadia de Fulda, centro propulsor da espiritualidade e cultura religiosa alemã. Este monastério tornou-se não apenas um refúgio de contemplação, mas um luminoso farol de fé que irradiava sua influência por toda a região germânica.

Como bispo de Mainz, presidiu a vários concílios provinciais, promulgou numerosas leis eclesiásticas para ordenar a vida da Igreja, e tinha em Mogúncia a sua sede episcopal, de onde coordenava a ação pastoral em toda a região. Sua liderança firme e sábia conquistou o respeito de príncipes e povo, tornando-o a figura mais influente da evangelização medieval da Europa Central.

O Martírio

Com oitenta e um anos de idade, São Bonifácio decidiu empreender uma última missão apostólica à Frísia, região ainda parcialmente pagã. Acompanhado de cinquenta monges zelosos, partiu com o coração rejuvenescido pelo ardor missionário, pronto para plantar novas sementes da fé.

Encontrava-se em Dokkum, na Frísia, quando um grupo de frisões pagãos os assaltou violentamente. Durante a celebração dos mistérios sagrados, enquanto elevava a hóstia consagrada, recebeu o golpe mortal de seus perseguidores. Morreu assim, como verdadeiro soldado de Cristo, numa atitude de sacrifício e oferecimento.

Seu corpo foi transportado com veneração para a abadia de Fulda, que ele mesmo havia fundado, onde permanece como relíquia preciosa. Era o dia 5 de Junho de 754, festa cristã de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos — data adequada para o martírio do novo apóstolo da Alemanha.

São Bonifácio, Apóstolo da Alemanha, rogai por nós!

Significado do Nome

Bonifácio — Significa “benfeitor”, “o que faz o bem”. Tem origem no latim Bonifatius, formado pela união dos elementos bonum (bem) e facere (fazer). Um nome que reflete perfeitamente a vida do Santo, que dedicou sua existência a fazer o bem espiritual entre os povos germânicos, trazendo a luz da fé cristã para regiões envoltas em trevas pagãs.

“Oração – Ó Deus, que destes a São Bonifácio o espírito missionário cumprindo a vossa vontade, dai também a nós a graça de um renovado ardor missionário e a bênção de realizar vosso plano de amor em nossas vidas. Amém.”

São Bonifácio, rogai por nós!

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 5 de junho:

1
São Bonifácio Bispo e Mártir. Em Dokkum, na Frísia, atualmente na Holanda. Chamado Apóstolo da Alemanha, evangelizou terras germânicas e fundou a abadia de Fulda. Sofreu martírio no dia de Pentecostes com cinquenta monges.
† 754
2
São Doroteu Bispo. Em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano. Ainda presbítero, sofreu muitas tribulações no tempo do imperador Diocleciano e viveu até ao tempo do imperador Juliano.
† s. IV
3
Santo Ilídio Bispo. Em Arvena, hoje Clermont-Ferrand, na França. Chamado pelo imperador a Tréveris para libertar sua filha do espírito imundo, no regresso à sua sede partiu ao encontro do Senhor.
† 384
4
Santo Eutíquio Bispo. Em Como, na Ligúria, região da Itália. Insigne pela sua oração intensa e seu amor da solidão com Deus.
† 539
5
Santo Eubano e Companheiros Bispo e mártires. Em Dokkum, na Frísia, hodierna Holanda. Foram coroados no mesmo combate glorioso juntamente com São Bonifácio: Vintrungo e Gualter (presbíteros); Amundo, Sevibaldo e Bosa (diáconos); Vacaro, Gundecaro, Eluro e Atevulfo (monges).
† 754
6
São Franco Eremita. Em Assérgi, nos Abruzos, região da Itália. Construiu uma estreita cela numa caverna entre os rochedos e aí viveu em suma aspereza e frugalidade.
† s. XII
7
São Pedro Spanò Eremita. Em Ciano, perto de Mileto, na Calábria, região da Itália. Insigne pela sua pobreza e espírito de compunção.
† s. XII
8
Beato Adão Arakawa Pai de família e mártir. Em Shiki, no Japão. Morreu pela profissão de fé cristã.
† 1614
9
São Lucas Vu Ba Loan Presbítero e mártir. Em Hanói, Tonquim, Vietnam. Degolado no tempo do imperador Minh Mang pela sua fé em Cristo.
† 1840
10
Santos Domingos Toai e Domingos Huyen Mártires. Em Tang Gia, Tonquim, Vietnam. Pais de família e pescadores que, no tempo do imperador Tu Duc, foram atormentados com vários gêneros de tortura durante seu longo cativeiro, consumando seu martírio na fogueira.
† 1862

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Apóstolo da Alemanha

Chamado de Apóstolo da Alemanha, nasceu no Wessex, na Inglaterra, por volta do ano 673. O seu nome de batismo era Winfrid. Reunia em si a doçura e a firmeza, a timidez e a coragem, a inquietude e a paciência, o idealismo e o realismo. Aos 20 anos era mestre de ensino religioso e profano Fez-se monge no mosteiro de Exeter e aos 20 anos era mestre de ensino religioso e profano. A sua atividade missionária foi intensa. Em 719, partiu para a Alemanha a fim de pregar o Evangelho. Alcançou pleno êxito em sua missão apostólica, sendo então nomeado bispo de Mainz.

Restaurou e organizou a Igreja na Alemanha

Restaurou e organizou a Igreja na Alemanha, onde fundou a célebre abadia de Fulda, centro propulsor da espiritualidade e cultura religiosa alemã. Presidiu a vários concílios, promulgou numerosas leis e tinha em Mogúncia a sua sede episcopal.

Sofreu o martírio no dia de Pentecostes

Sofreu o martírio no dia de Pentecostes. Encontrava-se em Dokkun, na Frísia, acompanhado de 50 monges, quando um grupo de frisões os assaltou. Morreu durante uma celebração, e seu corpo foi sepultado na abadia de Fulda. Era o dia 5 de Junho de 754.

São Bonifácio, Apóstolo da Alemanha, rogai por nós!

Oração – “Ó Deus, que destes a São Bonifácio o espírito missionário cumprindo a vossa vontade, dai também a nós a graça de um renovado ardor missionário e a bênção de realizar vosso plano de amor em nossas vidas. Amém.

Bonifácio: Significa “benfeitor”, “o que faz o bem”. Tem origem no latim Bonifatius, a partir dos elementos bonum e facere
Com São Doroteu, bispo, que, ainda presbítero, sofreu muitas tribulações no tempo do imperador Diocleciano e viveu até ao tempo do imperador Juliano. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 5/6 2. No Egito, os santos Marciano, Nicandro, Apolônio e companheiros, mártires, que, segundo a tradição, por causa da profissão da fé cristã sofreram grandes tormentos e, por fim, encerrados num recinto cercado por um muro e expostos ao calor do sol ardente, morreram extenuados pela sede e pela fome.(† s. III) 3. Em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano, São Doroteu, bispo, que, ainda presbítero, sofreu muitas tribulações no tempo do imperador Diocleciano e viveu até ao tempo do imperador Juliano, sob cuja jurisdição, com a idade de cento e sete anos, segundo consta, honrou a sua venerável velhice com o martírio na Trácia.(† s. IV) 4. Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, Santo Ilídio, bispo, que, chamado pelo imperador a Tréveris para libertar sua filha do espírito imundo, no regresso à sua sede, partiu ao encontro do Senhor.(† 384) 5. Em Como, na Ligúria, Lombardia, região da Itália, Santo Eutíquio, bispo, insigne pela sua oração intensa e seu amor da solidão com Deus.(† 539) 6. Em Dokkum, na Frísia, na hodierna Holanda, Santo Eubano, bispo, Adelário e nove companheiros[1], mártires, que, juntamente com São Bonifácio, foram coroados no mesmo combate glorioso. [1] São estes os santos: Vintrungo e Gualter, presbíteros; Amundo, Sevibaldo e Bosa, diáconos; Vacaro, Gundecaro, Eluro e Atevulfo, monges.(† 754) 7. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Sancho, mártir, que, ainda adolescente, levado prisioneiro da cidade de Albi e instruído em Córdova na corte do rei, durante a perseguição dos Mouros não hesitou em sofrer o martírio pela fé em Cristo.(† 851) 8. Em Assérgi, nos Abruzos, região da Itália, São Franco, eremita, que construiu uma estreita cela numa caverna entre os rochedos e aí viveu em suma aspereza e frugalidade.(† s. XII) 9. Em Ciano, perto de Mileto, na Calábria, também região da Itália, São Pedro Spanò, eremita, insigne pela sua pobreza e espírito de compunção.(† s. XII) 10. Em Shiki, no Japão, o Beato Adão Arakawa, pai de família e mártir.(† 1614) 11. Em Hanói, Tonquim, Vietnam, São Lucas Vu Ba Loan, presbítero, mártir, degolado no tempo do imperador Minh Mang pela sua fé em Cristo.(† 1840) 12. Em Tang Gia, também no Tonquim, os santos Domingos Toai e Domingos Huyen, mártires, pais de família e pescadores, que, no tempo do imperador Tu Duc, apesar de serem atormentados com vários gêneros de tortura durante o seu longo cativeiro, com grande coragem exortavam os companheiros de prisão a conservar a fé, consumando depois na fogueira o seu martírio.(† 1862)

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – Solenidade | Quinta-feira

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo | Solenidade | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Dt 8,2-3.14b-16a)

Leitura do Livro do Deuteronômio.

Moisés falou ao povo, dizendo: 2 Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu, esses quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu coração, e para ver se observarias ou não seus mandamentos. 3 Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor. 14b Não te esqueças do Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da escravidão, 15 e que foi teu guia no vasto e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões, e uma terra árida e sem água nenhuma. Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima, 16a e te alimentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 147(147B),12-13.14-15.19-20 (R. 12)

– Glorifica o Senhor, Jerusalém; celebra teu Deus, ó Sião!

– Glorifica o Senhor, Jerusalém; celebra teu Deus, ó Sião!

– Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.

– A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz.

– Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos e suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.

Segunda Leitura (1Cor 10,16-17)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos: 16 O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17 Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Jo 6,51-58)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu sou o pão vivo descido do céu; quem deste pão come, sempre há de viver!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: disse Jesus às multidões dos judeus: 51 “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. 52 Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53 Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 14,18-20)

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, 18 Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho e como sacerdote do Deus Altíssimo, 19 abençoou Abrão, dizendo: “Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, criador do céu e da terra! 20 Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou teus inimigos em tuas mãos!” E Abrão entregou-lhe o dízimo de tudo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 109(110),1.2.3.4 (R. 4bc)

– Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!

– Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!

– Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!” 

– O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos; 

– tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!” 

– Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!” 

 

Evangelho (Lc 9,11b-17)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu sou o pão vivo descido do céu; quem deste pão come, sempre, há de viver!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11b Jesus acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus e curava todos os que precisavam. 12 A tarde vinha chegando. Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Despede a multidão, para que possa ir aos povoados e campos vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar deserto”. 13 Mas Jesus disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles responderam: “Só temos cinco pães e dois peixes. A não ser que fôssemos comprar comida para toda essa gente”. 14 Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Mas Jesus disse aos discípulos: “Mandai o povo sentar-se em grupos de cinquenta”. 15 Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16 Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão. 17 Todos comeram e ficaram satisfeitos. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Francisco Caracciolo, o Santo da Eucaristia – 04 de Junho

Francisco Caracciolo, o Santo da Eucaristia

Santo do Dia – 4 de Junho

São Francisco Caracciolo

São Francisco Caracciolo,

o Santo da Eucaristia · † 4 de Junho de 1608

Primeiros Anos de Vida

São Francisco Caracciolo

Francisco Caracciolo nasceu em 13 de outubro de 1563, em Villa Santa Maria (Chieti), na Itália, de uma nobre e rica família. Seu amor por Jesus, Pão da vida, e pela Virgem Maria nasceu muito cedo, juntamente com sua vocação religiosa. Desde a infância, costumava usar o escapulário, recitava o rosário e jejuava todos os sábados, demonstrando uma piedade notável desde tenra idade.

Aos 22 anos, foi atingido por uma doença grave chamada elefantíase, que o desfigurou por todo o corpo. Diante desta tribulação, jurou renunciar às riquezas terrenas para sempre em troca de cura. Seu pedido foi atendido pela Providência Divina. Dois anos depois, foi ordenado sacerdote e logo ficou conhecido pelas supostas curas entre os doentes nos hospitais onde exercia seu ministério, bem como nas prisões.

Nasce um Novo Carisma

Sempre entre os últimos e excluídos, Francisco logo pediu para fazer parte da Companhia dos Brancos, que em Nápoles servia os prisioneiros no corredor da morte e condenados no hospício dos Incuráveis. Um dia, recebeu uma carta de um nobre genovês, Don Agostino Adorno, e do abade de Santa Maria Maior, em Nápoles, Fabrizio Caracciolo. Na realidade, era dirigida a um religioso de mesmo nome, mas foi entregue a Francisco, que a acolheu como sinal da Providência Divina.

Graças a esse equívoco, Francisco encontra-se com os camaldulenses e ajuda a escrever a constituição de um novo instituto do qual é cofundador. Foi ele quem propôs acrescentar aos três votos de pobreza, castidade e obediência, um quarto voto que obriga a rejeitar qualquer ofício eclesiástico, mantendo assim a humildade e a simplicidade radical. Este é o nascimento da Congregação dos Clérigos Menores Regulares.

Obrigado a Ser Autoridade

Em 1589, Francisco foi para a Espanha com Adorno, que queria expandir o novo instituto. A viagem, porém, não deu certo: depois de um ano, voltaram para casa. Francisco ficou doente e Adorno morreu. Em 1591, foi eleito presbítero geral perpétuo, cargo que teve de aceitar para cumprir o voto de obediência, mas não mudou seu modo de viver a penitência e o jejum, nem deixou de realizar os trabalhos mais humildes.

Retornou à Espanha três anos depois, mas em Madri, o rei Filipe II o ameaçou de fechar o Hospital dos Italianos, onde cuidava dos doentes e lhes dava assistência. Só em 1601, eleito mestre de noviços, pôde fundar uma casa em Valladolid, demonstrando grande capacidade de discernimento entre os jovens. Em 1607, foi finalmente dispensado de qualquer cargo e dedicou-se apenas à oração.

Características do Santo

“Caçador de almas”, “pai dos pobres”, mas também “homem de bronze”: esses são os três apelidos com que Francisco era conhecido, refletindo perfeitamente as três faces de seu ministério. Não deixava de visitar os doentes e assistir aos moribundos. No hospital, dedicava-se com vigor aos trabalhos mais humildes: arrumava as camas, limpava os quartos, remendava as roupas dos enfermos.

Estava sempre pronto para arrecadar esmolas para a educação das meninas, trazendo tudo o que tinha para os pobres, literalmente tirando o pão de sua própria boca, jejuando muitas vezes e dando as roupas que todos os irmãos descartavam. Era incansável na escuta das confissões, no ensino do catecismo às crianças, na organização de obras de caridade e na pregação das verdades eternas aos fiéis.

Devoção e Penitência

Se queria o melhor para os outros, nada queria para si. Francisco escolhia sempre os quartos mais pequenos, dormia e comia muito pouco, além disso, fazia obras de penitência, vestindo pano de saco nas festas e em longas viagens a pé. Mas, sobretudo, promovia o culto da Eucaristia, estabelecendo que os alunos da Ordem se revezassem na Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Não se cansava de exortar também outros sacerdotes a essa prática, expondo o Santíssimo Sacramento em todos os primeiros domingos do mês. Suas palavras ainda ressoam nos dias atuais: “Sangue precioso do meu Jesus, vós sois meu! Convosco e por meio de vós espero salvar-me. Meus sacerdotes, esforcem-se para celebrar a Missa todos os dias, e inebriar-se com este Sangue!”

A Morte

Durante uma peregrinação à Santa Casa de Loreto, Francisco Caracciolo faleceu em 4 de junho de 1608, depois de invocar os Santos Miguel, José e Francisco de Assis. Sua morte marcou o fim de uma vida dedicada integralmente ao serviço de Deus e dos pobres. Foi canonizado por Pio VII em 1807, recebendo o reconhecimento oficial da Igreja de sua santidade.

Francisco Caracciolo — Significa “aquele que segue Cristo” ou “que pertence à família Caracciolo”. Tem origem no latim Franciscus, do nome do santo fundador da ordem franciscana, unido ao sobrenome nobre italiano Caracciolo.

“Oração – Ó grande propagador da Eucaristia, ensina-nos a viver como adoradores, para que assim cresça nosso amor a Jesus e aos mais necessitados. Intercedei pelos sacerdotes na busca da santidade e da dedicação aos sacramentos, por Cristo nosso Senhor. Amém.”

São Francisco Caracciolo, rogai por nós!

Santo Metrófanes — Bispo de Bizâncio em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Também celebrado neste dia.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 4 de junho:

1
São Francisco Caracciolo Sacerdote. Em Loreto, na Itália. Fundador da Congregação dos Clérigos Menores Regulares. Conhecido como “o Santo da Eucaristia” pela sua devoção ao Santíssimo Sacramento e caridade exemplar.
† 1608
2
São Quirino Mártir. Em Savária, na Panónia, hoje Szombathly, na Hungria. Bispo de Siszeck, na Ilíria, sofreu martírio pela fé em Cristo durante a perseguição aos cristãos.
† 309
3
Santo Metrófanes Bispo. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Bispo de Bizâncio, pastor zeloso que guiou seu rebanho com sabedoria e santidade.
† 325
4
Santo Optato Bispo. Em Milevi, atualmente na Argélia. Pastor da Igreja que defendeu a fé contra heresias e trabalhou pela unidade dos fiéis.
† s. IV
5
São Petroco de Gales Abade. Na Cornualha, região da atual Grã-Bretanha. Monge dedicado que fundou mosteiro e guiou sua comunidade pelo caminho da santidade.
† s. VI
6
São Gualter Abade. Em Servigliano, hoje nas Marcas, região da Itália. Religioso contemplativo que edificou muitos com seu exemplo de virtude.
† s. VIII
7
Os Santos Nicolau e Trano Eremitas. Na ilha da Sardenha, região da Itália. Buscadores de Deus que viveram na solidão do deserto para aprofundar sua comunhão com o Senhor.
† a. s. XII
8
Beato Pacífico Ramáti Presbítero da Ordem dos Menores. Em Sássari, na Sardenha. Religioso franciscano dedicado à pregação e à caridade.
† 1482
9
São Filipe Smaldone Presbítero e Fundador. Em Lecce, na Apúlia, região da Itália. Fundador da Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, dedicado à educação e caridade.
† 1923
10
Beatos António Zawistowski e Estanislau Starowieyski Mártires. Perto de Munique, na Baviera, Alemanha. Presbítero e religioso que morreram por Cristo durante perseguição no século XX.
† 1942
11
Beato Francisco Pianzola Presbítero e Fundador. Em Mortara, na Lombardia, região da Itália. Presbítero da diocese de Vigévano, fundador da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Rainha da Paz.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Na adolescência, decidiu pela carreira militar

Ascânio descendente, por parte de mãe, de santo Tomás de Aquino, nasceu próximo de Nápoles, na Vila Santa Maria de Chieti, em 13 de outubro de 1563. A família, muito cristã, preparou-o para a vida de negócios e da política, em meio às festas sociais e aos esportes.

Na adolescência, decidiu pela carreira militar.

Ascânio rezou com fervor a Deus, pedindo que ele o curasse

Mas foi acometido por uma doença rara na pele, parecida com a lepra e incurável também. Quando todos os tratamentos se esgotaram, Ascânio rezou com fervor a Deus, pedindo que ele o curasse e prometendo que, se tal graça fosse concedida, entregaria a sua vida somente a seu serviço. Pouco depois a cura aconteceu.

Cumprindo sua determinação, tinha então vinte e dois anos, foi para Nápoles, onde estudou teologia e ordenou-se sacerdote.

Deus tinha outros planos para ele

Começou seu trabalho junto aos “Padres Brancos da Justiça”, que se dedicavam ao apostolado dos encarcerados, doentes e pobres abandonados.

Entretanto, Deus tinha outros planos para ele. Na organização dos “Padres Brancos” havia um outro sacerdote que tinha exatamente o seu nome: Ascânio Caracciolo, só que era mais velho. Certo dia de 1588, o correio cometeu um erro, entregando uma carta endereçada ao Ascânio mais velho para o mais jovem, no caso ele. A carta fora escrita pelo sacerdote João Agostinho Adorno e por Fabrício Caracciolo, abade de Santa Maria Maior de Nápoles. E ambos se dirigiam ao velho Ascânio Caracciolo para pedir que colaborasse com a fundação de uma nova Ordem, a dos “Clérigos Regulares Menores”, dando alguns detalhes sobre o carisma que desejavam implantar.

A nova Ordem vinha ao encontro com o que ele procurava

O jovem Ascânio percebeu que a nova Ordem vinha ao encontro com o que ele procurava e foi conversar com os dois sacerdotes. Depois os três se isolaram no mosteiro dos camaldulenses, para rezar, jejuar e pedir a luz do Espírito Santo para a elaboração das Regras. Ao final de quarenta dias, com os regulamentos prontos, Ascânio propôs que fosse incluído um quarto voto, além dos três habituais de pobreza, obediência e castidade: o de não aceitar nenhum posto de hierarquia eclesiástica. O voto foi aceito e incorporado à nova Ordem.

Ascânio vestiu o habito dos Clérigos Regulares Menores tomando o nome de Francisco

Quando a comunidade contava com doze integrantes, os três foram ao Papa Xisto V pedir sua aprovação, concedida no dia 1o de junho de 1588. Um ano depois, Ascânio vestiu o habito dos Clérigos Regulares Menores tomando o nome de Francisco, em homenagem ao santo de Assis, no qual se espelhava.

Papa sugeriu que fossem para a Espanha, região que carecia de novas Ordens

Eles pretendiam estabelecer-se em Nápoles, mas o Papa sugeriu que fossem para a Espanha, região que carecia de novas Ordens. Porém, ao chegarem em Madri, o rei não permitiu a sua fundação. Voltaram para Nápoles. Nessa ocasião morreu Adorno, que era o prepósito-geral da Ordem, tarefa que Francisco Caracciolo assumiu com humildade até morrer.

Fiel ao pedido do Papa, não desistiu da Espanha

Fiel ao pedido do Papa, não desistiu da Espanha, para onde voltou outras vezes. Entre 1595 e 1598, fundou, em Valadolid, uma casa de religiosos, em Alcalá, um colégio e, em Madri, um seminário, no qual foi mestre dos noviços.

Morreu, aos quarenta e quatro anos de idade

Foram atividades intensas de que seu corpo frágil logo se ressentiu. Adoeceu durante uma visita aos padres do Oratório da cidade de Agnone e morreu, aos quarenta e quatro anos de idade, em 4 de junho de 1608. Canonizado em 1807 pelo papa Pio VII, são Francisco Caracciolo foi consagrado co-padroeiro de Nápoles em 1840.

São Francisco Caracciolo, rogai por nós!

Oração – Pelos méritos de São Francisco Caracciolo, nós vos pedimos que nos seja dado um coração disponível para servir-Vos através de nossos irmãos e da Vossa Igreja. Amém.

Com Santo Optato, Bispo, que, nos seus escritos contra a heresia donatista, afirmou a universalidade da Igreja e a necessidade intrínseca da unidade dos cristãos.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

4/6

1. Em Savária, na Panônia, hoje Szombathly, na Hungria, a paixão de São Quirino, bispo de Siszeck, na Ilíria, e mártir, que, no tempo do imperador Galério, por causa da sua fé em Cristo, foi lançado ao rio com uma grande pedra ligada ao pescoço.(† 309)

2. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Metrófanes, bispo de Bizâncio, que consagrou a Deus a Nova Roma.(† 325)

3. Em Milevi, na Numídia, atualmente na Argélia, a comemoração de Santo Optato, bispo, que, nos seus escritos contra a heresia donatista, afirmou a universalidade da Igreja e a necessidade intrínseca da unidade dos cristãos.(† s. IV)

4. Na Cornualha, região da atual Grã-Bretanha, São Petroco de Gales, abade.(† s. VI)

5. Em Servigliano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Gualter, abade do mosteiro deste lugar.(† s. VIII)

6. Na ilha da Sardenha, região da Itália, os santos Nicolau e Trano, eremitas.(† a. s. XII)

7. Em Sássari, também na Sardenha, o Beato Pacífico Ramáti, presbítero da Ordem dos Menores, que, em plena cruzada de pregação em defesa dos cristãos, partiu ao encontro do Senhor.(† 1482)

8. Em Agnone, no Molise, região da Itália, São Francisco Carácciolo, presbítero, que, abrasado pelo amor de Deus e do próximo, fundou a Congregação dos Clérigos Regrantes Menores.(† 1608)

9. Em Lecce, na Apúlia, também região da Itália, São Filipe Smaldone, presbítero, que se dedicou com ardorosa diligência ao cuidado dos surdos e dos cegos indigentes e à sua formação humana e cristã, fundando com esta finalidade a Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações.(† 1923)

10. Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, os beatos Antônio Zawistowski, presbítero, e Estanislau Starowieyski, mártires, que, durante a guerra, depois de cruéis tormentos suportados no campo de concentração de Dachau, morreram por Cristo.(† 1942)

11. Em Mortara, na Lombardia, região da Itália, o Beato Francisco Pianzola, presbítero da diocese de Vigévano, fundador da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Rainha da Paz.(† 1943)

São Carlos Lwanga e companheiros, Mártires – 03 de Junho

São Carlos Lwanga e companheiros, Mártires

Santo do Dia – 03 de Junho

São Carlos Lwanga

São Carlos Lwanga e Companheiros,

Jovens Mártires de Uganda · † 1886

Os Mártires

São Carlos Lwanga e companheiros

Era na Uganda, reino da África Oriental, durante o reinado de Mwanga. São Carlos Lwanga e os 22 mártires de Uganda, eram jovens nobres entre os quatorze e os trinta anos, pertencentes à corte real e ao corpo de guarda do próprio rei.

Estes jovens, neófitos e fervorosos seguidores da fé católica, enfrentaram uma provação terrível. O rei Mwanga, em seus desejos impuros e despóticos, procurou induzi-los a ceder aos seus apetites perversos. Mas aqueles valorosos rapazes, armados pela graça de Deus e pela força da fé cristã, se recusaram firmemente a trair seus princípios. Preferiram sofrer o martírio a mancharem suas almas com o pecado.

A perseguição desencadeada pelo rei Mwanga representava um momento crítico para a Igreja nascente em Uganda. Estes jovens mártires não apenas deram testemunho de sua fé, mas também da dignidade humana e da pureza cristã, inspirando gerações futuras de africanos a abraçar a verdadeira religião de Cristo.

No ano de 1886, no monte Namugongo, aqueles heróis cristãos selaram sua fé com seu próprio sangue. Alguns foram decapitados, outros queimados. Mas sua morte não foi o fim – foi o começo de uma colheita fecunda de conversões.

O Martírio

O rei Mwanga, furioso com a recusa daqueles jovens em ceder aos seus caprichos, ordenou sua morte. Cada um daqueles heróis enfrentou o suplício com notável coragem e alegria no coração.

Carlos Lwanga, chefe dos pajens, foi o primeiro a ser assassinado. Seu corpo foi queimado lentamente, começando pelos pés, enquanto ele permanecia sereno, oferecendo seu sofrimento a Deus.

Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. André Kagua foi decapitado. E o último, João Maria, foi lançado num pântano. Mas todos eles morreram como verdadeiros soldados de Cristo, sem se renderem à desespero ou ao ódio.

Paulo VI, ao canonizá-los no dia 18 de outubro de 1964, disse deles: “Quem são? Africanos, autênticos. Africanos pela cor, pela raça e pela cultura, representantes qualificativos das populações bantos e milóticas.” E acrescentou que suas histórias de tortura e crueldade perturbavam profundamente a sensibilidade humana, mostrando as condições desumanas em que tantas comunidades africanas viviam.

Contudo, a morte deles não terminou em tragédia. Suas vidas derramadas tornaram-se semente de novos cristãos. O campo da Igreja em Uganda, regado pelo seu sangue precioso, produziu uma colheita abundante que perdura até hoje.

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

“Oração – Ó Deus, que fizestes do sangue dos mártires semente de novos cristãos, concedei que o campo da vossa Igreja, regado pelo sangue de são Carlos e seus companheiros, produza sempre abundante colheita. Amém.”

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

Santa Clotilde — Rainha dos Francos, cujas orações induziram seu esposo Clodoveu a abraçar a fé de Cristo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 03 de junho:

1

São Carlos Lwanga e Companheiros
Mártires. Em Namugongo, Uganda. Jovens nobres da corte do rei Mwanga, recusaram-se a ceder aos apetites impuros do rei. Alguns foram decapitados e outros queimados por sua fé em Cristo.

† 1886

2

São Cecílio
Presbítero. Em Cartago, na atual Tunísia. Conduziu São Cipriano à fé de Cristo e permaneceu firme na doutrina apostólica.

† s. VI

3

Santo Hilário
Primeiro bispo de Carcassonne, na Gália Narbonense, atual França. Resistiu à heresia ariana difundida pelos Godos na região.

† s. VI

4

Santa Clotilde
Rainha. Em Tours, França. Cujas orações induziram seu esposo Clodoveu, rei dos Francos, a abraçar a fé de Cristo. Após a morte do esposo, recolheu-se na basílica de São Martinho.

† 545

5

São Lifardo
Presbítero. Em Meung-sur-Loire, território de Orleães, França. Levou vida eremítica dedicada à oração e contemplação.

† s. VI

6

Santa Oliva
Virgem. Em Anágni, na Campânia, atual Lácio, região da Itália. Dedicou-se à vida de pureza e santidade.

† s. VI/VII

7

São Coengeno
Abade. Em Glendalough, Irlanda. Fundou mosteiro e foi pai e diretor de muitos monges conforme a tradição.

† 622

8

São Gens
Bispo de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, atual França. Seu corpo foi sepultado em Manglieu, na igreja do mosteiro que construiu.

† c. 650

9

Santo Isaac
Mártir. Em Córdova, Andaluzia, Espanha. Sendo monge, durante o domínio dos Mouros, desceu do mosteiro para discutir com o Emir sobre a verdadeira religião e foi por isso condenado à morte.

† 851

10

São Davino
Peregrino. Em Lucca, Toscana, Itália. De origem armena, vendeu todos seus bens e se fez peregrino por Cristo, visitando a Terra Santa e a basílica dos Apóstolos.

† 1051

11

São Morando
Monge. Em Altkirch, Suíça. Natural da Renânia, foi ordenado presbítero, fez peregrinação a Compostela e tornou-se monge de Cluny.

† 1115

12

Beato André Caccióli
Presbítero e Frade Menor. Em Spello, Úmbria, Itália. Primeiro presbítero agregado aos Frades Menores, recebeu o hábito das mãos de São Francisco.

† 1254

13

São João Grande
Religioso. Em Jerez de la Frontera, Andaluzia, Espanha. Da Ordem de São João de Deus, resplandeceu pela caridade para com os presos e marginados.

† 1600

14

Beato Carlos Renato Collas
Presbítero e Mártir. Ao largo de Rochefort, França. Durante a Revolução Francesa, foi encarcerado numa galera por causa do sacerdócio.

† 1794

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Carlos Lwanga, chefe dos pajens

São ugandenses. Sofreram o martírio durante o reinado de Muanga, de cuja corte faziam parte. Isto aconteceu por volta do ano 1885, foi o primeiro a ser assassinado.

Foi queimado lentamente a começar pelos pés

Foi queimado lentamente a começar pelos pés. Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. André Kagua foi decapitado e o último, João Maria, foi lançado em um pântano.

Foram canonizados no dia 18 de Outubro de 1964, pelo papa Paulo VI.

Esta história precisaria ser meditada com vagar

Deles disse Paulo VI: Quem são? Africanos, autênticos. Africanos pela cor, pela raça e pela cultura, representantes qualificativos das populações bantos e milóticas … Seria história demasiado longa para ouvir-se: as torturas corporais, as decisões arbitrárias e despóticas dos chefes são, nela, coisa gratuita e dão testemunho de tanta crueldade, que a nossa sensibilidade ficou profundamente perturbada.

Esta narração quase parecia inverossímil: não é fácil imaginarmos as condições desumanas – tanto elas nos parecem incompreensíveis e intoleráveis – no meio das quais subsiste, e se mantém, quase até nossos dias, a vida de muitas comunidades tribais da África.

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que fizestes do sangue dos mártires semente de novos cristãos, concedei que o campo da vossa Igreja, regado pelo sangue de são Carlos e seus companheiros, produza sempre abundante colheita. Amém.

Com Santa Clotilde, rainha, cujas orações induziram o seu esposo Clodoveu, rei dos Francos, a abraçar a fé de Cristo.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

3/6

Memória dos santos Carlos Lwanga e doze companheiros[1], com idades entre os catorze e os trinta anos, pertencentes à corte dos jovens nobres ou ao corpo de guarda do próprio rei Mwanga, neófitos ou fervorosos seguidores da fé católica, que por se terem recusado ceder às impuras intenções do rei, uns foram decapitados e outros queimados no monte Namugongo, no Uganda.

[1] São estes os seus nomes: Mbaya Tuzinde, Bruno Seronuma, Tiago Buzabaliao, Kizito, Ambrósio Kibuka, Mgagga, Gyavira, Aquiles Kiwanuka, Adolfo Ludigo Mkasa, Mukasa Kiriwamvu, Anatólio Kiriggwajjo, Lucas Banawakintu.(† 1886)

2. Em Cartago, na atual Tunísia, São Cecílio, presbítero, que conduziu São Cipriano à fé de Cristo.(† s. VI)

3. Em Carcassonne, na Gália Narbonense, atualmente na França, Santo Hilário, que é considerado o primeiro bispo desta cidade, no tempo em que os Godos difundiam nesta região a heresia ariana.(† s. VI)

4. Em Tours, na Gália Lionense, França, Santa Clotilde, rainha, cujas orações induziram o seu esposo Clodoveu, rei dos Francos, a abraçar a fé de Cristo; depois da morte do seu esposo, recolheu-se na basílica de São Martinho, para não mais ser considerada como rainha, mas serva de Deus.(† 545)

5. Em Meung-sur-Loire, no território de Orleães, também na atual França, São Lifardo, presbítero, que neste lugar levou vida eremítica.(† s. VI)

6. Em Anágni, na Campânia, hoje no Lácio, região da Itália, Santa Oliva, virgem.(† s. VI/VII)

7. Em Glendalough, Irlanda, São Coengeno ou Quevino, abade, fundou mosteiro, e, segundo a tradição, foi pai e diretor de muitos monges.(† 622)

8. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, na hodierna França, São Gens, bispo de Clermont, cujo corpo foi sepultado em Manglieu, na igreja do mosteiro por ele construído com o hospício anexo.(† c. 650)

9. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, Santo Isaac, mártir, que, sendo monge, durante o domínio dos Mouros, impelido por um impulso não humano mas por inspiração divina, desceu do mosteiro de Tábanos à praça pública para discutir com o Emir sobre a verdadeira religião e foi por isso condenado à morte.(† 851)

10. Em Lucca, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Davino, que, de origem armena, vendeu todos os bens e se fez peregrino por Cristo, até que, depois de visitar a Terra Santa e a basílica dos Apóstolos, morreu atingido pela enfermidade.(† 1051)

11. Em Altkirch, no território de Basileia, região dos Helvécios, na atual Suíça, São Morando, monge, natural da Renânia, que, ordenado presbítero, fez a peregrinação a Compostela e, ao regressar, se tornou monge de Cluny, fundando depois o mosteiro onde concluiu a sua intensa vida.(† 1115)

12. Em Spello, na Úmbria, região da Itália, o Beato André Caccióli, o primeiro presbítero agregado aos Frades Menores, que recebeu o hábito da Ordem das mãos de São Francisco e assistiu à sua morte.(† 1254)

13. No cenóbio de Santa Maria de Cadossa, na Lucânia, hoje na Campânia, região da Itália, São Cono, monge, que na sua irrepreensível observância monástica e inocência de vida, pela graça de Deus, em breve tempo chegou ao grau mais sublime das virtudes.(† s. XIII)

14. Em York, na Inglaterra, o Beato Francisco Ingleby, presbítero e mártir, que, depois de ter estudado no Colégio dos Ingleses em Reims, por exercer o sacerdócio na sua pátria, foi conduzido, no reinado de Isabel I, ao suplício do patíbulo.(† 1580)

15. Em Jerez de la Frontera, na Andaluzia, região da Espanha, São João Grande, religioso da Ordem de São João de Deus, que resplandeceu pela sua grande caridade para com os presos, os abandonados e os marginados e morreu contagiado pela peste dos doentes que tratava.(† 1600)

16. Ao largo de Rochefort, na França, o Beato Carlos Renato Collas de Bignon, presbítero da Sociedade de São Sulpício e mártir, que era Reitor do Seminário Menor de Bourges, quando, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio, foi encarcerado numa galera e morreu coberto de chagas infecciosas.(† 1794)

17. Em Au Thi, no Tonquim, atualmente no Vietnam, São Pedro Dong, mártir, pai de família, que preferiu sofrer atrozes tormentos a pisar a cruz e, porque quis gravar na sua face as palavras “verdadeira religião” em vez de “falsa religião”, foi degolado no tempo do imperador Tu Duc.(† 1862)

18. Em Bellegra, localidade próxima de Roma, o Beato José Oddi (Diogo), religioso da Ordem dos Frades Menores, insigne pela sua intensa oração e simplicidade de vida.(† 1919)

19. Em Roma, junto de São Pedro, o dia natal de São João XXIII, papa, cuja memória se celebra no dia 11 de Outubro.(† 1963)

São Marcelino e São Pedro – 02 de Junho

São Marcelino e São Pedro

Santo do Dia – 2 de Junho

São Marcelino e São Pedro,

Mártires de Cristo · † 304

Os Mártires

São Marcelino e São Pedro Marcelino era sacerdote e Pedro cumpria o ministério de exorcista. Deram o seu testemunho de fé durante a perseguição do Imperador Diocleciano, por volta do ano 304.

São Dâmaso afirma que, quando era menino, ouviu do próprio carrasco dos santos o relato da morte deles. Assim registrou o depoimento do carrasco: “Marcelino e Pedro, escutai a história do vosso triunfo. Quando eu era menino, o próprio carrasco contou-me, a mim Dâmaso, que o perseguidor furioso ordenara que vos fossem cortadas as cabeças no meio dum bosque, para ninguém saber onde estavam os vossos corpos.”

“Mas vós, triunfantes, com as vossas próprias mãos vos preparastes esta sepultura, onde agora descansais. Depois de terdes descansado por breve tempo numa Selva Branca, revelastes a Lucila que teríeis gosto em descansar aqui.”

Testemunho do Carrasco

O jovem Dâmaso, que mais tarde se tornaria papa, ouviu do próprio executor a história do martírio. Os dois santos foram levados ao meio de um bosque, para que ninguém soubesse onde estariam os seus corpos. Mas Deus quis que o lugar fosse revelado. Santos Marcelino e Pedro, rogai por nós!

A Morte

Marcelino era sacerdote e Pedro, exorcista. Presos durante a perseguição de Diocleciano, foram decapitados num bosque — chamado Selva Negra — para que ninguém encontrasse os seus corpos e os venerasse. Porém, os próprios santos, segundo o relato transmitido ao Papa Dâmaso, teriam preparado com as próprias mãos a sua sepultura, e depois revelado à cristã Lucila o lugar onde desejavam repousar. O corpo dos dois mártires foi assim transferido para o cemitério de Santa Tiburtina, na Via Labicana, em Roma, onde o imperador Constantino, mais tarde, mandou erguer uma basílica em sua honra. Santos Marcelino e Pedro, rogai por nós! Marcelino — Significa “de Marcelo”, “pertencente a Marcelo”. A partir do latim Marcellinus, é uma forma relativa de Marcelo que tem origem no latim Marcellus, um diminutivo de Márcio, e significa “pequeno guerreiro, pequeno marcial”.

“Oração – Deus todo-poderoso, dá-me a exemplo dos mártires São Marcelino e São Pedro, crer em Ti, abandonar-me a Ti, confiar em Ti. Amém.”

Santos Marcelino e Pedro, rogai por nós!

São Nicolau Peregrino — Natural da Grécia, percorria a região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison».

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 2 de junho:

1
Santos Marcelino e Pedro Mártires. Em Roma. Marcelino, sacerdote, e Pedro, exorcista, foram decapitados num bosque durante a perseguição de Diocleciano. O Papa Dâmaso ouviu do próprio carrasco o relato do seu martírio.
† 304
2
Santos Potino, Blandina e companheiros mártires Mártires. Em Lião, na Gália, atualmente na França. Quarenta e seis companheiros que deram a vida durante a perseguição do imperador Marco Aurélio. Entre eles, Potino, bispo nonagenário, e Blandina, que suportou prolongados e cruéis tormentos.
† 177
3
Santo Erasmo Bispo e mártir. Em Fórmia, região da Itália.
† c. 303
4
Santo Eugênio I Papa. Em Roma, junto de São Pedro. Sucedeu a São Martinho, mártir.
† 657
5
São Nicéforo Bispo de Constantinopla, junto ao Bósforo, atual Turquia. Defensor das tradições paternas, opôs-se tenazmente ao imperador iconoclasta Leão o Armênio; expulso da sede episcopal, foi afastado para um mosteiro, de onde partiu serenamente ao encontro do Senhor.
† 829
6
São Guido Bispo. Em Ácqui, no Piemonte, região da Itália.
† 1070
7
São Nicolau Peregrino Em Tráni, na Apúlia, região da Itália. Natural da Grécia, percorria a região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison».
† 1094
8
Beatos Sadoc e quarenta e oito companheiros Mártires. Em Sandomierz, junto ao rio Vístula, na Polônia. Presbítero e companheiros da Ordem dos Pregadores, foram mortos pelos Tártaros enquanto cantavam a «Salve, Regina».
† 1250
9
São Domingos Ninh Mártir. Em Au Thi, no Tonquim, hoje no Vietnã. Jovem agricultor que, recusando pisar a cruz do Salvador, foi decapitado no tempo do imperador Tu Duc.
† 1862

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

Marcelino era sacerdote e Pedro cumpria o ministério de exorcista

Deram o seu testemunho de fé durante a perseguição do Imperador Diocleciano, por volta do ano 304. Marcelino era sacerdote e Pedro cumpria o ministério de exorcista. São Dâmaso afirma que, quando era menino, ouviu do próprio carrasco dos santos o relato da morte deles. Testemunho do carrasco Assim registrou o depoimento do carrasco: “Marcelino e Pedro, escutai a história do vosso triunfo. Quando eu era menino, o próprio carrasco contou-me, a mim Dâmaso, que o perseguidor furioso ordenara que vos fossem cortadas as cabeças no meio dum bosque, para ninguém saber onde estavam os vossos corpos. Mas vós, triunfantes, com as vossas próprias mãos vos preparastes esta sepultura, onde agora descansais. Depois de terdes descansado por breve tempo numa Selva Branca, revelastes a Lucila que teríeis gosto em descansar aqui”. Santos Marcelino e Pedro, rogai por nós! Oração – Deus todo-poderoso, dá-me a exemplo dos mártires São Marcelino e São Pedro, crer em Ti, abandonar-me a Ti, confiar em Ti. Amém
Marcelino: Significa “de Marcelo”, “pertencente a Marcelo”. A partir do latim Marcellinus, é uma forma relativa de Marcelo que tem origem no latim Marcellus, um diminutivo de Márcio, e significa “pequeno guerreiro, pequeno marcial”.
Com São Nicolau, peregrino, natural da Grécia, que percorria esta região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison». Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 2/6 2. Em Lião, na Gália, atualmente na França, os santos mártires Potino, bispo, e Blandina, com quarenta e seis companheiros[1], cujos valorosos e repetidos combates, durante a perseguição do imperador Marco Aurélio, foram referidos na carta que a Igreja de Lião enviou à Igreja da Ásia e da Frígia. Entre eles, Potino, bispo nonagenário, expirou pouco tempo depois de ser encarcerado; dos outros cristãos condenados, uns morreram também no cárcere, outros foram reunidos no meio da arena para espetáculo de milhares de pessoas; os que tinham sido identificados como cidadãos romanos pereceram decapitados e os restantes expostos às feras. Finalmente, Blandina, suportando prolongados e cruéis tormentos, foi degolada, seguindo os passos daqueles a quem antes exortava a alcançar a palma do martírio. [1] São estes os seus nomes: Zacarias presbítero, Vécio Epagato, Macário, Asclibíades, Silvio, Primo, Úlpio, Vital, Comino, Outubro, Filomeno, Gémino, Júlia, Albina, Grata, Emília, Potâmia, Pompeia, Ródana, Bíblis, Quárcia, Materna, Hélpis; Santo, diácono; Maturo, neófito; Átalo, natural de Pérgamo; Alexandre, natural da Frígia; Pôntico, Isto, Aristeu, Cornélio, Zósimo, Tito, Júlio, Zótico, Apolónio, Geminiano, outra Júlia, Ausona, outra Emília, Jámnica, outra Pompeia, Dona, Justa, Trófima, Antónia.(† 177) 3. Em Fórmia, região da Itália, Santo Erasmo, bispo e mártir.(† c. 303) 4. Em Roma, junto de São Pedro, Santo Eugênio I, papa, que sucedeu a São Martinho, mártir.(† 657) 5. Junto ao Bósforo, na Propontide, atualmente na Turquia, o passamento de São Nicéforo, bispo de Constantinopla, acérrimo defensor das tradições paternas, que se opôs tenazmente ao imperador iconoclasta Leão o Armênio, em favor do culto das imagens sagradas; expulso da sede episcopal, foi afastado por longo tempo para um mosteiro, de onde partiu serenamente ao encontro do Senhor.(† 629) 6. Em Ácqui, no Piemonte, região da Itália, São Guido, bispo.(† 1070) 7. Em Tráni, na Apúlia, também região da Itália, São Nicolau, peregrino, natural da Grécia, que percorria esta região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison».(† 1094) 8. Em Sandomierz, junto ao rio Vístula, na Polônia, os beatos mártires Sadoc, presbítero, e quarenta e oito companheiros, da Ordem dos Pregadores, que, segundo a tradição, foram mortos pelos Tártaros, enquanto cantavam a «Salve, Regina», saudando na sua hora da morte a Mãe da Vida.(† 1250) 9. Em Au Thi, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Ninh, mártir, jovem agricultor, que, recusando pisar a cruz do Salvador, foi decapitado no tempo do imperador Tu Duc.(† 1862)