Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires – 17 de Julho

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires

Santo do Dia – 17 de Julho

Beato Inácio de Azevedo,

Mártir Jesuíta e Companheiros · † 1570

Origens

Beato Inpacio de Azevedo Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres.

Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças.

Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

companhia de jesus

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral.

vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão São Francisco de Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários.

Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses.

os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem.

Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

Beato Inácio de Azevedo e companheiros, rogai por nós!

Inácio — Significa “o ardente” ou “o fogoso”. Tem origem no latim Ignatius, derivado de ignis, que significa fogo, numa alusão ao fervor e zelo espiritual.

“Oração – Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém.”

Bem-aventurados mártires, rogai por nós!

Santa Edviges — Rainha da Polônia, nascida na Hungria, dedicou seu reinado à evangelização da Lituânia e às obras de caridade.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de julho:

1

Santos Esperato, Narzal, Citino, Vetúrio, Félix, Aquilino, Letâncio, Januária, Generosa, Véstia, Donata e SegundaMártires cilitanos. Em Cartago, na hodierna Tunísia.

† 180

2

São JacintoMártir. Em Amástris, na Paflagônia, hoje na Turquia.

† c. s. III

3

Santas Justa e RufinaVirgens e mártires. Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia.

† c. 287

4

Santa MarcelinaVirgem. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Irmã de Santo Ambrósio.

† s. IV f.

5

Santo AleixoHomem de Deus. Em Roma, na igreja situada no monte Aventino.

† s. IV

6

São TeodósioBispo. Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França.

† s. VI

7

Santo EnódioBispo. Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália.

† 521

8

São FredegandoMonge. Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, atualmente na Bélgica.

† s. VIII

9

São KenelmoPríncipe da Mércia, considerado mártir. No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra.

† c. 812

10

São Leão IVPapa. Em Roma, junto de São Pedro. Defensor da cidade e apologista do primado de Pedro.

† 855

11

São ColomanoEm Stockerau, no território de Viena, na Baviera, atualmente na Áustria.

† 1012

12

Santos André (Zoerardo) e BentoEremitas. Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, atual Eslováquia.

† 1031 e 1034

13

Santa EdvigesRainha, nascida na Hungria. Em Cracóvia, na Polônia.

† 1399

14

Beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheirasVirgens do Carmelo de Compiègne e mártires. Em Paris, na França.

† 1794

15

São Pedro Liu ZiyuMártir. Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China.

† 1900

16

Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich)Bispo e mártir. Em Leopoldov, na Eslováquia.

† 1960

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Origens

Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. 

Companhia de Jesus

Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças. Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral. 

Vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão são Francisco Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários. Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses. 

Os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem. Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

A minha oração

“Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Bem-aventurados Mártires, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 17 de Julho

  • Em Cartago, na hodierna Tunísia, o dia natal dos santos mártires cilitanos – EsperatoNarzalCitinoVetúrioFélixAquilinoLetâncioJanuáriaGenerosaVéstiaDonata e Segunda. († 180)
  • Em Amástris, na Paflagónia, na hodierna Turquia, São Jacinto, mártir. († c. s. III)
  • Em Sevilha, na Bética, província da Hispânia, as santas Justa e Rufina, virgens. († c. 287)
  • Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santa Marcelina, virgem, irmã de Santo Ambrósio. († s. IV f.)
  • Em Roma, na igreja situada no monte Aventino, celebra-se um homem de Deus chamado Aleixo. († s. IV)
  • Em Auxerre, na Gália Lionense, atualmente na França, São Teodósio, bispo. († s. VI)
  • Em Pavia, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Enódio, bispo. († 521)
  • Em Deurne, próximo de Antuérpia, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Bélgica, São Fredegando, monge. († s. VIII)
  • No mosteiro de Winchelcombe, na Mércia, região da Inglaterra, São Kenelmo, príncipe da Mércia, que é considerado mártir. († c. 812)
  • Em Roma, junto de São Pedro, São Leão IV, papa, defensor da cidade e apologista do primado de Pedro. († 855)
  • Em Stockerau, no território de Viena, na Baviera, atualmente na Áustria, São Colomano. († 1012)
  • Em Nitra, junto ao rio Waag, nos montes Cárpatos, em território da atual Eslováquia, os santos André ou Zoerardo e Bento, eremitas. († 1031 e 1034)
  • Em Cracóvia, na Polônia, Santa Edviges, rainha, que, nascida na Hungria. († 1399)
  • Em Paris, na França, as beatas Maria Madalena Claudina Lidoine (Teresa de Santo Agostinho) e quinze companheiras, virgens do Carmelo de Compiègne e mártires. († 1794)
  • Em Zhujiaxiezhuang, próximo de Shenzian, no Hebei, província da China, São Pedro Liu Ziyu, mártir. († 1900)
  • Em Leopoldov, na Eslováquia, o Beato Paulo Gojdich (Pedro Gojdich), bispo e mártir. († 1960)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]
  • Um Santo para cada dia, Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova

Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e companheiros, mártires – Memória | Sexta-feira

Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e companheiros mártires - Memória | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Vermelha

Primeira Leitura (Is 38,1-6.21-22.7-8)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Naqueles dias, 1 Ezequias foi acometido de uma doença mortal. Foi visitá-lo o profeta Isaías, filho de Amós, e disse-lhe: “Isto diz o Senhor: Arruma as coisas de tua casa, pois vais morrer e não viverás”. 2 Então Ezequias virou o rosto contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: 3 “Peço-te, Senhor, te lembres de que tenho caminhado em tua presença, com fidelidade e probidade de coração, e tenho praticado o bem aos teus olhos”. Ezequias prorrompeu num grande choro. 4 A palavra do Senhor foi dirigida a Isaías: 5 “Vai dizer a Ezequias: Isto diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: ‘Ouvi a tua oração, vi as tuas lágrimas; eis que vou acrescentar à tua vida mais quinze anos, 6 vou libertar-te das mãos do rei da Assíria, junto com esta cidade, que ponho sob minha proteção'”. 21 Então, Isaías ordenou que fizessem uma cataplasma de massa de figos e a aplicassem sobre a ferida, que ele ficaria bom. 22 Perguntou Ezequias: “E qual é o sinal de que hei de subir à casa do Senhor?” 7 “Este é o sinal que terás do Senhor, de que ele cumprirá a promessa que fez: 8 Eis que farei recuar dez graus a sombra dos graus que já desceu no relógio solar de Acaz”. De fato, a marca do sol recuara dez graus dos que ela tinha descido.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Is 38,10.11.12.16 (R. cf. 17b)

– Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir.

– Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir.

– Eu dizia: “É necessário que eu me vá no apogeu de minha vida e de meus dias; para a mansão triste dos mortos descerei, sem viver o que me resta dos meus anos”.

– Eu dizia: “Não verei o Senhor Deus sobre a terra dos viventes nunca mais; nunca mais verei um homem neste mundo!”

– Minha morada foi à força arrebatada, desarmada como a tenda de um pastor. Qual tecelão, eu ia tecendo a minha vida, mas agora foi cortada a sua trama.

– Ó Senhor, meu coração em vós espera; por vós há de viver o meu espírito. curai-me e conservai a minha vida.

Evangelho (Mt 12,1-8)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

1 Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2 Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo, o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3 Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4 Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5 Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6 Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7 Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8 De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ex 3,13-20)

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, ouvindo a voz do Senhor do meio da sarça, 13 Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’ o que lhes devo responder?” 14 Deus disse a Moisés: “Eu sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu sou enviou-me a vós'”. 15 E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração. 16 Vai, reúne os anciãos de Israel e dize-lhes: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, apareceu-me, dizendo: Eu vos visitei e vi tudo o que vos sucede no Egito. 17 E decidi tirar-vos da opressão do Egito e conduzir-vos à terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos fereseus, dos heveus e dos jebuseus, a uma terra onde corre leite e mel. 18 Eles te escutarão e tu, com os anciãos de Israel, irás ao rei do Egito e lhe direis: ‘O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. E, agora, temos que ir, a três dias de marcha no deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor nosso Deus’. 19 Eu sei, no entanto, que o rei do Egito não vos deixará partir, se não for obrigado por mão forte. 20 Por isso, estenderei minha mão e castigarei o Egito com toda a sorte de prodígios que vou realizar no meio deles. Depois disso, o rei do Egito vos deixará partir”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 104(105),1 e 5.8-9.24-25.26-27 (R. 8a)

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– O Senhor se lembra sempre da Aliança.

– Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! 

– Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac. 

– Deus deu um grande crescimento a seu povo e o fez mais forte que os próprios opressores. Ele mudou seus corações para odiá-lo, e trataram com má-fé seus servidores. 

– Então mandou Moisés, seu mensageiro, e igualmente Aarão, seu escolhido; por meio deles realizou muitos prodígios e, na terra do Egito, maravilhas. 

Evangelho (Mt 11,28-30)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28 “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo – Festa | Quinta-feira

Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo | Festa | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Zc 2,14-17)

Leitura da Profecia de Zacarias.

14 “Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15 Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16 O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17 Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R. Cf. 54b)

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,

– pois, ele viu a pequenez de sua serva, eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome!

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Evangelho (Mt 12,46-50)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Zc 2,14-17)

Leitura da Profecia de Zacarias

14 “Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15 Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16 O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17 Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R. Cf. 54b)

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

– O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

Ou: Bendita sejais, ó Virgem Maria; trouxestes no ventre a Palavra eterna!

– A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, 

– pois, ele viu a pequenez de sua serva, eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome! 

– Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.

– Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos. 

– Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre. 

Evangelho (Mt 12,46-50)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Nossa Senhora do Carmo, Virgem do Escapulário – 16 de Julho

Nossa Senhora do Carmo, Virgem do Escapulário

Santo do Dia – 16 de Julho

Nossa Senhora do Carmo,

Virgem do Escapulário · † s. XIII

Os Primeiros Monges

Nossa Senhora do Carmo Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”.

Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica. Atraídos ao Monte Carmelo pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155.

Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha à Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

O Reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e Perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se à Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, sede propícia aos carmelitas, ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno.”

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor à Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima

No dia 13 de outubro de 1917, na última de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; a oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das Dores, que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo de Nossa Senhora do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidou toda a Igreja a colocar o escapulário em primeiro lugar entre as devoções marianas, entendido como veste mariana e símbolo da proteção da Mãe celeste. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós! Carmelo — Do hebraico Karmel, significa “jardim de Deus” ou “jardim fértil”. É o nome do monte na Terra Santa onde os primeiros cavaleiros cruzados se estabeleceram em torno de 1155, inspirados pela tradição do profeta Elias, dando origem à Ordem dos Carmelitas.

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém.”

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Beato Bartolomeu dos Mártires — Bispo de Braga, sepultado no mosteiro da Santa Cruz, em Viana do Castelo, Portugal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 16 de julho:

1
Santo Antíoco Mártir. Em Anastasiópolis, na Galácia, na hodierna Turquia. Irmão de São Platão.
† s. III-IV
2
Santo Atenógenes Corepíscopo e mártir. Em Sebaste, na antiga Armênia, hoje Sivas, na Turquia.
† c. 305
3
Santo Helério Eremita. Em Jersey, ilha do Mar do Norte. Segundo a tradição, sofreu o martírio.
† s. VI
4
Santos Monulfo e Gondulfo Bispos. Em Maastricht, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda.
† s. VI/VII
5
Santos Reinilde, Grimoaldo e Gondulfo Mártires. Em Saintes, no Hainaut, na atual França. Segundo a tradição, sofreram o martírio.
† c. 680
6
São Sisenando Diácono e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha.
† 851
7
Beata Irmengarda Abadessa. No mosteiro de Chiemsee, na Baviera, região da atual Alemanha.
† 866
8
Beato Simão da Costa Religioso da Companhia de Jesus. O último dos mártires da nau «São Tiago».
† 1570
9
Beato Bartolomeu dos Mártires Bispo de Braga. Em Viana do Castelo, no mosteiro da Santa Cruz, Portugal.
† 1590
10
Beatos João Sugar e Roberto Grissold Presbítero e mártir. Em Warwick, na Inglaterra.
† 1604
11
Beatos André de Soveral e Domingos Carvalho Presbítero da Companhia de Jesus e mártir. Em Cunhaú, cidade próxima de Natal, no Brasil.
† 1645
12
Beatos Nicolau Savouret e Cláudio Béguignot Mártires. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beata Amada de Jesus e companheiras Virgens e mártires. Em Orange, na França.
† 1794
14
Santa Maria Madalena Postel Virgem, fundadora da Congregação das Filhas da Misericórdia. No território de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na Normandia, França.
† 1846
15
Santos Lang Yangzhi e Paulo Lang Fu Catecúmena e mártir, mãe e filho. Em Lujiapo, localidade próxima de Qinghe, no Hebei, China.
† 1900
16
Santa Teresa Zhang Hezhi Mártir. Em Zhangjiaji, localidade próxima de Ningjin, no Hebei, China.
† 1900

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

 

Os primeiros monges 

Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica.

Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155. Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha a Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. 

O reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propícia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se  o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima 

No dia 13 de outubro de 1917, na última aparição de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das dores (cf. Is 53, 3), que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar, em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.

A minha oração

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém!”

Nossa Senhor do Carmo, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 16 de julho:

  • Em Anastasiópolis, na Galácia, na hodierna Turquia, Santo Antíoco, mártir, irmão de São Platão. († s. III-IV)
  • Em Sebaste, na antiga Arménia, hoje Sivas, na Turquia, Santo Atenógenes, corepíscopo e mártir. († c. 305)
  • Em Jersey, ilha do Mar do Norte, Santo Helério, eremita, que, segundo a tradição, sofreu o martírio. († s. VI)
  • Em Maastricht, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda, os santos Monulfo e Gondulfo, bispos. († s. VI/VII)
  • Em Saintes, no Hainaut, na atual França, os santos mártires Reinilde, virgem, Grimoaldo e Gondulfo, que, segundo a tradição sofreram o martírio. († c. 680)
  • Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Sisenando, diácono e mártir. († 851)
  • No mosteiro de Chiemsee, na Baviera, região da atual Alemanha, a Beata Irmengarda, abadessa. († 866)
  • A paixão do Beato Simão da Costa, religioso da Companhia de Jesus e o último dos mártires da nau «São Tiago». († 1570)
  • Em Viana do Castelo, no mosteiro da Santa Cruz, em Portugal, o Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo de Braga. († 1590)
  • Em Warwich, na Inglaterra, os beatos João Sugar, presbítero, e Roberto Grissold, mártires. († 1604)
  • Em Cunhaú, cidade próxima de Natal, no Brasil, os beatos André de Soveral, presbítero da Companhia de Jesus, e Domingos Carvalho, mártires. († 1645)
  • Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Nicolau Savouret, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, e Cláudio Béguignot, da Ordem Cartusiana. († 1794)
  • Em Orange, na França, as beatas Amada de Jesus (Maria Rosa de Gordon) e seis companheiras, virgens e mártires. († 1794)
  • No território de Saint-Sauveur-le-Vicomte, na Normandia, região da França, Santa Maria Madalena Postel, virgem que  fundou a Congregação das Filhas da Misericórdia. († 1846)
  • Em Lujiapo, localidade próxima de Qinghe, no Hebei, província da China, os santos Lang Yangzhi, catecúmena, e Paulo Lang Fu, seu filho, mártires. († 1900)
  • Em Zhangjiaji, localidade próxima de Ningjin, também no Hebei, Santa Teresa Zhang Hezhi, mártir. († 1900)

São Boaventura, bispo e doutor da Igreja | Memória | Quarta-feira

São Boaventura, bispo e doutor da Igreja | Memória | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Is 10,5-7.13-16)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Assim fala o Senhor: 5 “Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! 6 Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas. 7 Mas ele assim não pensava, seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. 13 Pois diz o rei da Assíria: ‘Realizei isso pela força da minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos, saqueei seus tesouros, e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; 14 minha mão empalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio’. 15 Mas acaso gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. 16 Por isso, enviará o Dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 93(94),5-6.7-8.9-10.14-15 (R. 14a)

– O Senhor não rejeita o seu povo.

– O Senhor não rejeita o seu povo.

– Eis que oprimem, Senhor, vosso povo e humilham a vossa herança; estrangeiro e viúva trucidam, e assassinam o pobre e o órfão!

– Eles dizem: “O Senhor não nos vê e o Deus de Jacó não percebe!” Entendei, ó estultos do povo; insensatos, quando é que vereis?

– O que fez o ouvido, não ouve? Quem os olhos formou, não verá? Quem educa as nações, não castiga? Quem os homens ensina, não sabe?

– O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.

Evangelho (Mt 11,25-27)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

25 Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ex 2,1-15a)

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, 1 um homem da família de Levi casou-se com uma mulher da mesma tribo, 2 e ela concebeu e deu à luz um filho. Ao ver que era um belo menino, manteve-o escondido durante três meses. 3 Mas não podendo escondê-lo por mais tempo, tomou uma cesta de junco, calafetou-a com betume e piche, pôs dentro dela a criança e deixou-a entre os caniços na margem do rio Nilo. 4 A irmã do menino ficou a certa distância para ver o que ia acontecer. 5 A filha do Faraó desceu para se banhar no rio, enquanto suas companheiras passeavam pela margem. Vendo, então, a cesta no meio dos caniços, mandou uma das servas apanhá-la. 6 Abrindo a cesta, viu a criança: era um menino, que chorava. Ela compadeceu-se dele e disse: “É um menino dos hebreus”. 7 A irmã do menino disse, então, à filha do Faraó: “Queres que te vá chamar uma mulher hebreia, que possa amamentar o menino?” 8 A filha do Faraó respondeu: “Vai”. E a menina foi e chamou a mãe do menino. 9 A filha do Faraó disse à mulher: “Leva este menino, amamenta-o para mim, e eu te pagarei o teu salário”. A mulher levou o menino e amamentou. 10 Quando já estava crescido, ela levou-o à filha do Faraó, que o adotou como filho e lhe deu o nome de Moisés, porque, disse ela, “eu o tirei das águas”. 11 Um dia, quando já era adulto, Moisés saiu para visitar seus irmãos hebreus; viu sua aflição e como um egípcio maltratava um deles. 12 Olhou para os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia. 13 No dia seguinte, saiu de novo e viu dois hebreus brigando, e disse ao agressor: “Por que bates no teu companheiro?” 14 E este replicou: “Quem te estabeleceu nosso chefe e nosso juiz? Acaso pretendes matar-me, como mataste o egípcio?” Moisés ficou com medo e disse consigo: “Com certeza, o fato se tornou conhecido”. 15a O Faraó foi informado do que aconteceu, e procurava matar Moisés. Mas este, fugindo da sua vista, parou na terra de Madiã.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 68(69),3.14.30-31.33-34 (R. cf. 33)

– Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá.

– Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá.

– Na lama do abismo eu me afundo e não encontro um apoio para os pés. Nestas águas muito fundas vim cair, e as ondas já começam a cobrir-me! 

– Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha! 

– Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! 

– Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos. 

Evangelho (Mt 11,20-24)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20 Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21 “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22 Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23 E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24 Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Boaventura, Bispo, Doutor da Igreja – 15 de Julho

São Boaventura, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 15 de Julho

São Boaventura,

Doutor Seráfico · † 1274

Curado por Francisco

São Boaventura - Bispo, Doutor da Igreja Natural de Bagnoregio, “cidade onde também morreu”, nas proximidades de Viterbo, João Fidanza era filho de um médico.

Percebeu logo que não queria seguir a profissão do pai. Segundo uma lenda, que também explicaria a adoção do seu nome religioso, o encontro com São Francisco de Assis teria sido decisivo em sua vida. De fato, quando era criança, o Santo o curou de uma doença grave, e fazendo o sinal da cruz em sua testa, exclamou: “Oh! boa ventura!”.

Um Franciscano Professor

Aos 18 anos, foi estudar em Paris, onde entrou para a Ordem dos Frades Menores. Ao concluir seus estudos, em 1253, tornou-se magister (Professor) e por essa via santificou-se ao explicar os mistérios divinos. Assim, conseguiu a licença para ensinar teologia. Adotando a vida franciscana, tornou-se fiel a ele até o fim.

Perseguição Ordens Mendicantes

Na época, explodiu uma luta interna terrível entre os professores seculares e os pertencentes às Ordens mendicantes, que, por certo tempo, não eram reconhecidas pelas universidades. A rivalidade surgiu no início da Idade Média, quando, no século XII, a Igreja havia condenado os movimentos religiosos do pauperismo como hereges, até que o Papa Inocêncio III os incluiu no corpo eclesial sob a dependência direta do Papado. Porém, em 1254, a tensão voltou à gala, com a publicação de uma obra, que profetizava o advento de uma nova Igreja, fundada única e exclusivamente na pobreza, que deveria se concretizar em 1260.

Cardeal Franciscano

No entanto, em 1257, Frei Boaventura tornou-se Ministro Geral dos Frades Menores, cargo que o obrigou a deixar o ensino e fazer viagens por toda a Europa. Em 1260, escreveu uma nova biografia de São Francisco, intitulada a Legenda Maior, que substituía todas as biografias existentes e tinha como objetivo fortalecer a unidade da Ordem, – que já contava 30 mil frades, – ameaçada tanto pela corrente espiritual quanto pelas tendências mundanas. Giotto inspirou-se nesta obra para pintar a série de Histórias de São Francisco.

Conselheiro

Em 1271, ao voltar para Viterbo, ofereceu sua contribuição para a resolução do famoso Conclave, o mais longo da história, que elegeu seu amigo Gregório X. Este Papa, dois anos depois, o consagrou Bispo de Albano e Cardeal, confiando-lhe a tarefa de organizar, em Lyon, um Concílio para a unidade entre a Igreja latina e a grega. Precisamente durante este Concílio, após fazer duas intervenções, Boaventura faleceu em 1274.

A Filosofia a Serviço da Teologia

Em 1588, o Papa Sisto V o incluiu entre os Doutores da Igreja – que, na época, eram seis – junto com São Tomás de Aquino: Boaventura com o título de Doutor seráfico e Tomás com o de Doutor angélico. Sua contribuição para a doutrina teológica foi muito importante: partindo, antes de tudo, do pensamento de Santo Agostinho, expressou a necessidade de submeter a filosofia à teologia, uma vez que o objetivo desta última é Deus. Assim, a filosofia poderia apenas ajudar na busca humana de Deus, levando o homem de volta à sua dimensão interior – a alma – para reconduzir a Deus.

São Boaventura afirmava ainda que Cristo é o caminho de todas as ciências, e que somente a Verdade revelada podia potenciá-las e uni-las em vista da meta perfeita e única, que é sempre o conhecimento de Deus. Por isso, o Santo, que defendia a tradição patrística e combatia o aristotelismo, chegou à conclusão de que o único conhecimento possível só era possível através da contemplação.

A Expressão da SS. Trindade no Mundo

Ainda de origem agostiniana, também a elaboração da teologia trinitária de São Boaventura foi muito importante. Na prática, ele afirmava que o mundo era uma espécie de livro, no qual emerge a Trindade, da qual fora criado. Logo, Deus, Uno e Trino, está presente como “vestígio” ou marca em todos os seres animados e inanimados: como “imagem”, nas criaturas dotadas de inteligência, como o homem; como “semelhança”, nas criaturas justas e santas, tocadas pela Graça e animadas pelas virtudes da fé, esperança e caridade, que as tornam filhas de Deus.

São Boaventura, rogai por nós! Boaventura — O nome tem origem no latim e significa literalmente “boa fortuna” ou “boa sorte”.

“Santo mestre, ensinai-me a sabedoria e que eu faça dela a minha amiga. Assim como iluminai-me nas minhas escolhas, naquilo que devo fazer, para que vivendo neste mundo eu encontre o Senhor! Amém.”

São Boaventura, rogai por nós!

São Vladimir — Príncipe de Kiev, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de julho:

1
Santos Eutrópio, Zósima e Bonosa Mártires. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália.
† data inc.
2
São Félix Bispo de Tibiuca e mártir. Em Cartago, atualmente na Tunísia, recusou lançar ao fogo os livros da Escritura e foi morto à espada pelo procônsul Anulino.
† 303
3
São Catulino Diácono e mártir. Também em Cartago, em cuja honra Santo Agostinho pregou um sermão ao povo.
† 303
4
Santos Filipe e dez crianças Mártires. Em Alexandria, no Egito.
† c. s. IV
5
Santo Abudémio Mártir. Na ilha de Ténedo, no Helesponto, junto ao atual estreito de Dardanelos.
† s. IV
6
São Tiago Primeiro bispo de Nísibe, na Mesopotâmia, hoje Nusaybin, na Turquia. Participou no Concílio de Niceia e governou em paz o seu povo.
† 338
7
São Plequelmo Bispo de Roermond, no Brabante, atualmente na Holanda. Oriundo da Nortúmbria, anunciou a muitos as riquezas de Cristo.
† c. 713
8
São Gumberto Abade. Fundou o mosteiro de Ansbach, na Francônia, atualmente na Alemanha, na sua herdade.
† c. 790
9
São José Bispo de Tessalônica, irmão de São Teodoro Estudita. Defendeu o culto das sagradas imagens contra a heresia iconoclasta e morreu de fome no exílio.
† 832
10
Santo Atanásio Bispo de Nápoles, na Campânia. Sofreu perseguição do seu sobrinho Sérgio e foi expulso da sede episcopal.
† 872
11
São Vladimir Príncipe. Em Kiev, atualmente na Ucrânia. Recebeu no Batismo o nome de Basílio e difundiu a verdadeira fé entre os povos que governava.
† 1015
12
Santo Ansuero Abade e mártir. Em Ratzeburgo, no Holstein, apedrejado até a morte com outros vinte e oito monges pelos Vendos.
† 1066
13
São David Bispo de Västeras, na Suécia. De nacionalidade inglesa, converteu os suecos a Cristo.
† c. 1082
14
Beato Ceslau Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Breslau, na Silésia, atualmente na Polônia, trabalhou pelo reino de Deus.
† 1242
15
Beato Bernardo Margrave de Baden. Em Moncaliéri, no Piemonte, foi surpreendido pela morte a caminho do Oriente após a conquista de Constantinopla.
† 1458
16
Beatos Inácio de Azevedo e trinta e nove companheiros Mártires da Companhia de Jesus, celebrados em Portugal no dia dezessete deste mês.
† 1570
17
São Pompílio Maria Pirróti Presbítero das Escolas Pias. Em Campi Salentina, na Apúlia, insigne pela austeridade da sua vida.
† 1766
18
Beato Miguel Bernardo Marchand Presbítero e mártir. Deportado durante a Revolução Francesa para uma galera-prisão ao largo de Rochefort, onde morreu.
† 1794
19
São Pedro Nguyen Ba Tuan Presbítero e mártir. Em Nam Dinh, no Tonquim, atualmente no Vietnã, morreu de fome no cárcere.
† 1838
20
Beata Ana Maria Javouhey Virgem. Em Paris, na França, fundou a Congregação das Irmãs de São José de Cluny para o cuidado dos enfermos e a formação da juventude.
† 1851
21
Santo André Nguyen Kim Thong Nam Mártir. Em My Tho, na Cochinchina, atualmente no Vietnã. Catequista preso e exilado, consumou o martírio durante a viagem.
† 1855
22
Beato Antônio Beszta-Borowski Presbítero e mártir. Em Bielsk Podlaski, na Polônia, foi preso pelos inimigos da fé cristã e fuzilado.
† 1943

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Bispo e Doutor da Igreja

Nascido provavelmente em 1217, época em que a fé cristã, penetrada profundamente na cultura e na sociedade da Europa, inspirou obras imperecíveis no campo da literatura, das artes visuais, da filosofia e da teologia.

Foi bispo de Albano, na Itália, e Doutor da Igreja. Insigne pela sua doutrina, santidade de vida e eminente atividade ao serviço da Igreja.

Chamado, com razão, o “segundo fundador da Ordem”.

Dirigiu com suma prudência, como ministro geral, a Ordem dos Menores, segundo o espírito de São Francisco, chamado, com razão, o “segundo fundador da Ordem”.

Foi um teólogo célebre e Doutor da Igreja e transformou a tradição franciscana em uma escola intelectual.

Soube aliar nos seus numerosos escritos a amplitude da erudição com o ardor da piedade. Quando trabalhava na preparação do Concílio de Lião II, mereceu passar à bem-aventurada visão de Deus.

Faleceu em 1274, durante o Concílio que tratou sobre a unidade dos cristãos.

Foi canonizado em 1482.

“Homem bom, afável, piedoso e misericordioso, repleto de virtudes

Um anônimo, notário pontifício, escreveu sobre São Boaventura : “Homem bom, afável, piedoso e misericordioso, repleto de virtudes, amado por Deus e pelos homens (…). Deus, de fato, havia lhe dado tal graça, que todos aqueles que o viam eram invadidos por um amor que o coração não podia ocultar”.

São Boaventura, Doutor da Igreja, rogai por nós!

ORAÇÃO – Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Com São Vladimir, príncipe, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.

Beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que em Portugal se celebram no dia dezassete deste mês.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

15

2. Em Porto Romano, perto do atual Fiumicino, na Itália, os santos Eutrópio, Zósima e Bonosa, mártires.(† data inc.)

3. Em Cartago, atualmente na Tunísia, junto à Via chamada dos Cilitanos, na basílica de Fausto, o sepultamento de São Félix, bispo de Tibiuca e mártir, que, respondendo à ordem do procurador Magniliano para que lançasse ao fogo os livros da Escritura, declarou que preferia ser queimado ele mesmo em vez da Escritura divina, e imediatamente foi morto à espada pelo pro cônsul Anulino.(† 303)

4. Também em Cartago, a comemoração dos santos Catulino, diácono e mártir, em cuja honra Santo Agostinho pregou um sermão ao povo, e outros mártires cujos corpos repousam na basílica de Fausto.(† 303)

5. Em Alexandria, no Egito, os santos mártires Filipe e dez crianças.(† c. s. IV)

6. Na ilha de Ténedo, no Helesponto, junto ao atual estreito de Dardanelos, Santo Abudémio, mártir.(† s. IV)

7. Em Nísibe, na Mesopotâmia, hoje Nusaybin, na Turquia, São Tiago, primeiro bispo desta cidade, que participou no Concílio de Niceia, governou em paz o seu povo e o defendeu dos ataques dos inimigos da fé.(† 338)

8. Em Roermond, no Brabante, região da Austrásia, atualmente na Holanda, São Plequelmo, bispo, que, oriundo da Nortumbria, anunciou a muitos as riquezas de Cristo.(† c. 713)

9. No mosteiro de Ansbach, na Francónia, atualmente na Alemanha, São Gumberto, abade, que fundou este cenóbio na sua herdade.(† c. 790)

10. Na Tessália, região da Grécia, o passamento de São José, bispo de Tessalônica, irmão de São Teodoro Estudita, que, durante a vida de monge, compôs numerosos hinos e, promovido depois ao episcopado, suportou muitas e ásperas adversidades por defender a disciplina eclesiástica e o culto das sagradas imagens contra a heresia iconoclasta; finalmente foi relegado para a Tessália, onde morreu de fome.(† 832)

11. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santo Atanásio, bispo, que, depois de ter sofrido muito da parte do seu ímpio sobrinho Sérgio, foi expulso da sua sede episcopal e, consumido pelas tribulações, em Véroli, território dos Hérnicos, no Lácio, subiu à morada celeste.(† 872)

12. Em Kiev, na Rússia, atualmente na Ucrânia, São Vladimir, príncipe, que recebeu no Batismo o nome de Basílio e trabalhou diligentemente para difundir a verdadeira fé entre os povos que governava.(† 1015)

13 Em Ratzeburgo, no Holstein, na atual Alemanha, Santo Ansuero, abade e mártir, que, com outros vinte e oito monges, foi apedrejado até a morte pelos Vendos, amotinados contra os pregadores da fé cristã.(† 1066)

14. Em Västeras, na Suécia, São David, bispo, que, de nacionalidade inglesa, depois de ter sido foi monge de Cluny, dali partiu para converter os Suecos a Cristo e, já ancião, morreu piedosamente no mosteiro que fundara.(† c. 1082)

15. Em Breslau, na Silésia, atualmente na Polônia, o Beato Ceslau, presbítero dos primeiros irmãos da Ordem dos Pregadores, que trabalhou pelo reino de Deus na Silésia e noutras regiões da Polónia.(† 1242)

16. Em Moncaliéri, localidade do Piemonte, região da Itália, o Beato Bernardo, margrave de Baden, que foi surpreendido pela morte quando se dirigia para o Oriente a fim de defender os povos cristãos depois da conquista de Constantinopla pelos inimigos.(† 1458)

17. Comemoração dos beatos mártires Inácio de Azevedo, presbítero, e trinta e nove companheiros da Companhia de Jesus, que em Portugal se celebram no dia dezessete deste mês.(† 1570)

18. Em Campi Salentina, na Apúlia, região da Itália, São Pompílio Maria Pirróti, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias, insigne pela austeridade da sua vida.(† 1766)

19. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na costa marítima da França, o Beato Miguel Bernardo Marchand, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por causa do seu sacerdócio foi deportado de Ruão para a prisão na esquálida galera, onde morreu consumido pela enfermidade.(† 1794)

20. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam, São Pedro Nguyen Ba Tuan, presbítero e mártir, que, preso pela sua fidelidade a Cristo no tempo do imperador Minh Mang, morreu de fome no cárcere.(† 1838)

21. Em Paris, na França, a Beata Ana Maria Javouhey, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs de São José de Cluny para o cuidado dos enfermos e a formação cristã da juventude feminina, obra que difundiu nas terras de missão.(† 1851)

22. Em My Tho, província da Cochinchina, atualmente no Vietnam, Santo André Nguyen Kim Thong Nam (Nam Thuong), mártir, que, no tempo do imperador Tu Duc, por ser catequista, foi encarcerado e depois enviado para o exílio, obrigado a caminhar preso com cadeias e carregando uma trave, até que, finalmente, consumou durante a viagem o seu martírio.(† 1855)

23. Em Bielsk Podlaski, povoação da Polônia, o Beato Antônio Beszta-Borowski, presbítero e mártir, que, durante a guerra, foi preso pelos inimigos da fé cristã e fuzilado, morrendo por Cristo.(† 1943)

São Camilo de Léllis, Presbítero, Fundador – 14 de Julho

São Camilo de Léllis, Presbítero, Fundador

Santo do Dia – 14 de Julho

São Camilo de Léllis,

Patrono dos Enfermos · † 1614

Patrono

São Camilo de Lelis é patrono dos enfermos e protetor dos hospitais. São Camilop de Léllis - Presbítero e Fundador

Nascido em 25 de maio de 1550 na vila Bucchianico, em Chieti, ao Sul da Itália. Filho de uma família nobre e tradicional, Camilo foi gerado quando seus pais já eram idosos. Sua mãe, Camila Compelli, era uma boa cristã e cuidava da casa; e seu pai, João de Lellis, um homem de carreira militar que passava muito tempo fora de casa. Ambos ficaram felizes com a chegada do filho, embora estivessem em idade avançada.

Devido ao fato de sua mãe ter quase 60 anos de idade, Camilo nasceu num parto arriscado, mas uma criança saudável. Camilo cresceu sendo cuidado pela mãe, uma mulher de fé que o educou com princípios cristãos católicos e com bons costumes. No entanto, quando ele tinha 13 anos, sua mãe faleceu, e Camilo teve que ir morar com o pai, que tinha uma vida instável por conta da carreira militar, e que, apesar de ser um bom cristão, era viciado em jogos, o que não era bom exemplo para o filho.

Cotidiano e entrada na carreira militar

Quando tinha 14 anos de idade, Camilo foi colocado para trabalhar como soldado, uma vez que seu pai percebeu que ele não gostava de estudar e era um pouco rebelde. Ele foi um bom soldado e tinha uma boa estrutura física para os serviços braçais. O jovem Camilo perdeu seu pai com 19 anos, e ficou com uma situação financeira complicada, porque seu velho pai havia deixado como herança apenas suas armas, um punhal e uma espada. Camilo foi voluntário no exército veneziano, e, nesse serviço, testemunhou como era a vida de enfermos agonizantes que viviam diversas doenças. Ele também passou a conviver com uma úlcera no pé, que o fez passar dificuldades financeiras. Assim como seu pai, Camilo foi se encantando com os prazeres mundanos, levando uma vida profana e viciando-se em jogos.

O encontro com o carisma franciscano

Em 1570, com 20 anos de idade, Camilo teve um encontro que mudaria sua vida. Conheceu um jovem frade franciscano e sentiu-se atraído pelo carisma de São Francisco de Assis. Por isso, logo pediu para ingressar na ordem, mas seu pedido não foi aceito, porque Camilo tinha o grave problema da úlcera no pé. Diagnosticado com um tumor incurável e sem dinheiro para cuidar-se, Camilo partiu para Roma para pedir socorro no Hospital Santiago. No local, ele se ofereceu para trabalhar como auxiliar de enfermeiro, para assim também cuidar da sua enfermidade. Convivendo com as diversas realidades no hospital, ele foi sentindo que Deus o chamava a uma missão que seria também sua via de santificação: servir aos enfermos como se estivesse cuidando de Cristo. Camilo viveu uma bela amizade com São Felipe Neri, e sob sua orientação voltou aos estudos aos 32 anos; em 1584, com seus 34 anos, foi ordenado sacerdote. Com o ardor no coração de continuar a servir os doentes e mais necessitados, Padre Camilo fundou a irmandade dos voluntários dos enfermos para cuidar dos doentes pobres e miseráveis. Muitos homens de bom coração se uniram a ele nessa obra, e assim o grupo foi crescendo, tornando-se uma congregação dos voluntários dos enfermos. Em 1591, a congregação foi elevada pela Santa Sé Apostólica à categoria Ordem Religiosa, sendo conhecida como Ordem dos Ministros dos Enfermos. São Camilo foi o superior da Ordem durante 20 anos. Ele ensinou os seus irmãos a cuidarem dos enfermos como eles precisavam ser tratados.

Páscoa

Mesmo com as dores do seu tumor no pé, São Camilo trabalhou duro até suas forças se esgotarem e ele falecer com seus 64 anos de idade no dia 14 de julho de 1614 em Roma. Em 29 de junho de 1746, dia da Festa de São Pedro e São Paulo, o então Papa Bento XIV declarou como santo o nome de Camilo de Lellis. Um milagre marcou sua memória: a úlcera no pé de São Camilo de Lellis sumiu assim que ele morreu. São Camilo de Lellis, rogai por nós! Camilo — Significa “filho do primogênito”, “mensageiro” ou “menino de coro”. O nome chegou à língua portuguesa através do latim Camillus.

“São Camilo, ensina-me a ser o olhar de misericórdia para com os que sofrem e contemplar nos necessitados sempre um Cristo que espera por ser acolhido, amado e cuidado. Recorda-me sempre que, como filho(a) amado(a) de Deus, também preciso oferecer amor. Ajuda-me a entender os momentos de sofrimentos nessa terra como uma via de santificação para minha alma. Concede àqueles que cuidam de enfermos a graça de serem amorosos e generosos na vivência do serviço.”

São Camilo de Lellis, rogai por nós!

São Francisco Solano — Presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, para a salvação das almas, percorreu por toda a parte as regiões da América do Sul e, com a sua palavra e o seu testemunho, ensinou aos indígenas e aos próprios colonos espanhóis a novidade da vida cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 14 de julho:

1
Santo Optaciano Bispo. Em Bréscia, na Venécia, hoje na Lombardia, região da Itália. Subscreveu a carta sinodal sobre a fé católica a respeito da Encarnação, enviada por Eusébio, bispo de Milão, ao papa São Leão.
† s. V
2
São Vicente (Madelgário) Em Soignies, no Brabante da Austrásia, atualmente na Bélgica. Com o assentimento da esposa Santa Valdetrudes, abraçou a vida monástica e, segundo a tradição, fundou dois mosteiros.
† c. 677
3
São Marquelmo Presbítero e monge. Em Deventer, na Frísia, atualmente na Holanda. De origem inglesa, desde a infância foi discípulo de São Vilibrordo e seu companheiro nos trabalhos de evangelização.
† c. 775
4
Beato Crosnato Mártir. Em Stary Kinsperk, próximo de Eger, na Boêmia, atualmente na Checoslováquia. Depois da morte da esposa e do filho, abandonou a corte do rei para entrar no cenóbio dos Premonstratenses em Teplá e, ao defender os direitos do mosteiro, foi feito prisioneiro e abandonado até morrer de fome.
† 1217
5
Santa Toscana Em Verona, no Vêneto, região da Itália. Depois da morte do esposo, deu todos os seus bens aos pobres e se dedicou incansavelmente, na Ordem de São João de Jerusalém, ao cuidado dos enfermos.
† 1343/1344
6
Beata Angelina de Marsciano Em Folinho, na Úmbria, região da Itália. Ao ficar viúva, se consagrou totalmente, durante mais de cinquenta anos, ao serviço de Deus e do próximo e deu início à ordem religiosa das Terciárias Franciscanas de clausura, para se dedicar à educação da juventude feminina.
† 1435
7
Beato Gaspar de Bono Presbítero da Ordem dos Mínimos. Em Valência, na Espanha. Abandonou as armas dos príncipes terrenos para servir a Cristo Rei e governou as casas da província espanhola da Ordem com zelo, prudência e caridade.
† 1604
8
São Francisco Solano Presbítero da Ordem dos Frades Menores. Em Lima, no Peru. Para a salvação das almas, percorreu por toda a parte as regiões da América do Sul e, com a sua palavra e o seu testemunho, ensinou aos indígenas e aos próprios colonos espanhóis a vida cristã.
† 1610
9
Beato Ricardo Langhorne Mártir, insigne jurista. Em Londres, na Inglaterra. Acusado falsamente de conspiração, no reinado de Carlos II, foi condenado à morte e entregou a alma a Deus no patíbulo de Tyburn.
† 1679
10
Beato Ghebre Miguel Presbítero da Congregação da Missão e mártir. Em Cerecca-Ghebaba, Etiópia. Procurando sempre a verdadeira fé no estudo e na oração, finalmente entrou na unidade da Igreja católica; sofreu durante treze meses o cárcere e caminhadas forçadas impelido por soldados, com os pés presos com cadeias, até morrer consumido pelas incessantes flagelações, pela sede e pela fome.
† 1855
11
São João Wang Guixin Mártir. Em Nangong, cidade do Hebei, província da China. Durante a perseguição dos “Yihetuan”, recusou manchar-se com uma pequena mentira que lhe poupava a vida terrena e morreu por Cristo.
† 1900

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Herdeiro da coragem e da espada

Nasceu em Bucchiánico de Chietie e herdou do marquês seu pai a coragem e a espada.

O vício do jogo fê-lo perder todo o dinheiro que tinha e trabalhava no hospital como servente para poder tratar um tumor que tinha.

No serviço aos capuchinhos  teve a graça da conversão e decidiu mudar de vida.

Como ajudante no hospital procurava atender os doentes mais repugnantes. Nos domingos de folga passava ao lado de São Felipe Néri, que o ajudou no discernimento de sua vocação.

Fundou a Congregação dos servidores dos enfermos

O Ano Santo de 1575 estava chegando ao seu término, quando São Camilo de Léllis fundou a Congregação dos Ministros, ou seja, servidores dos enfermos que deveriam cuidar espiritualmente e corporalmente dos doentes.

Dois anos mais tarde foi ordenado sacerdote e continuou dirigindo os seus religiosos durante mais vinte anos.

“Estou ocupado com nosso Senhor Jesus Cristo.”

Quando alguém queria tirá-lo do leito dos enfermos, repetia: “Estou ocupado com nosso Senhor Jesus Cristo.”

Profetizou que morreria em Roma na festa de São Boaventura (14 de julho segundo o antigo calendário litúrgico) e assim aconteceu. Seu corpo foi embalsamado e retiraram o seu coração, o qual ainda hoje se encontra em um relicário

Foi canonizado em 1746 e em 1886, foi declarado patrono dos enfermos e dos hospitais.

 São Camilo Léllis, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que inspirastes a São Camilo de Léllis extraordinária caridade para com os enfermos, dai-nos o Vosso Espírito de amor, para que, servindo-vos em nossos irmãos e irmãs, possamos partir tranquilos ao vosso encontro. Amém.

Camilo: Significa “filho do primogênito”, “mensageiro”, “menino de coro”. O nome Camilo chegou à língua portuguesa através do latim Camillus,

Com São Francisco Solano, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, para a salvação das almas, percorreu por toda a parte as regiões da América do Sul e, com a sua palavra e o seu testemunho, ensinou aos indígenas e aos próprios colonos espanhóis a novidade da vida cristã.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Bréscia, na Venécia, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Optaciano, bispo, que subscreveu a carta sinodal sobre a fé católica a respeito da Encarnação, enviada por Eusébio, bispo de Milão, ao papa São Leão.(† s. V)

3 Em Soignies, no Brabante da Austrásia, atualmente na Bélgica, São Vicente ou Madelgário, que, com o assentimento da esposa Santa Valdetrudes, abraçou a vida monástica e, segundo a tradição, fundou dois mosteiros.(† c. 677)

4. Em Deventer, na Frísia, atualmente na Holanda, São Marquelmo, presbítero e monge, de origem inglesa, que desde a infância foi discípulo de São Vilibrordo e seu companheiro nos trabalhos de evangelização.(† c. 775)

5. Em Stary Kinsperk, próximo de Eger, na Boêmia, atualmente na Checoslováquia, o Beato Crosnato, mártir, que, depois da morte da esposa e do filho, abandonou a corte do rei para entrar no cenóbio dos Premonstratenses em Teplá e, ao defender os direitos do mosteiro, foi feito prisioneiro e abandonado até morrer de fome.(† 1217)

6. Em Verona, no Vêneto, região da Itália, Santa Toscana, que, depois da morte do esposo, deu todos os seus bens aos pobres e se dedicou incansavelmente, na Ordem de São João de Jerusalém, ao cuidado dos enfermos.(† 1343/1344)

7. Em Folinho, na Úmbria, também região da Itália, a Beata Angelina de Marsciano, que, ao ficar viúva, se consagrou totalmente, durante mais de cinquenta anos, ao serviço de Deus e do próximo e deu início à ordem religiosa das Terciárias Franciscanas de clausura, para se dedicar à educação da juventude feminina.(† 1435)

8. Em Valência, na Espanha, o Beato Gaspar de Bono, presbítero da Ordem dos Mínimos, que abandonou as armas dos príncipes terrenos para servir a Cristo Rei e governou as casas da província espanhola da Ordem com zelo, prudência e caridade.(† 1604)

9. Em Lima, no Peru, São Francisco Solano, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, para a salvação das almas, percorreu por toda a parte as regiões da América do Sul e, com a sua palavra e o seu testemunho, ensinou aos indígenas e aos próprios colonos espanhóis a vida cristã.(† 1610)

10. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Ricardo Langhorne, mártir, insigne jurista, que, acusado falsamente de conspiração, no reinado de Carlos II, foi condenado à morte e entregou a alma a Deus no patíbulo de Tyburn.(† 1679)

11. Em Cerecca-Ghebaba, Etiópia, o Beato Ghebre Miguel, presbítero da Congregação da Missão e mártir, que, procurando sempre a verdadeira fé no estudo e na oração, finalmente entrou na unidade da Igreja católica; por isso, sofreu durante treze meses o cárcere e caminhadas forçadas impelido por soldados, com os pés presos com cadeias, até que morreu consumido pelas incessantes flagelações, pela sede e pela fome.(† 1855)

12. Em Nangong, cidade do Hebei, província da China, São João Wang Guixin, mártir, que, durante a perseguição dos “Yihetuan”, recusou manchar-se com uma pequena mentira que lhe poupava a vida terrena e morreu por Cristo.(† 1900)

 

Santo Henrique II, Imperador e Santa Cunegundes, Impertatriz – 13 de Julho

Santo Henrique II, Imperador

Santo do Dia – 13 de Julho

São Henrique II,

Imperador do Sacro Império Romano · † 1024

As Origens

Santo Henrique II - Imperador do sacro império Romano Henrique era filho do duque da Baviera, e nasceu num castelo na Alemanha em 973. Pertencia a uma família santa, e por isso foi educado pelos cânones de Hildesheim; depois, pelo bispo Santo Wolfgang, em Regensburg.

Seus outros irmãos também tiveram uma vida de santidade. Bruno foi o primeiro a abandonar o conforto da corte para tornar-se padre e, depois, bispo de Augusta. Das irmãs, Brígida fez-se monja, e Gisela foi mulher do rei Estêvão da Hungria, também um santo.

“entre seis”

Quando jovem, sonhou com o seu falecido diretor espiritual, que teria escrito na parede do quarto do príncipe: “Entre seis”. Ele interpretou primeiramente que teria seis dias antes de morrer, mas, como não aconteceu, preparou-se em vista de seis meses. Porém, seis anos após o sonho, ele assumiu o trono da Alemanha em 1002, quando seu pai morreu. Dois anos depois, também foi rei da Itália. Em 1014, o Papa Bento VIII consagrou Henrique imperador do Sacro Império Romano.

Santa Cunegundes

Casou-se com a filha de um conde, Cunegundes de Luxemburgo, também santa. Junto da esposa, Henrique concedeu à população benefícios sociais e assistenciais. O casal não conseguiu ter filhos.

a páscoa eterna

Henrique II morreu em 13 de julho de 1024, e foi sepultado em Bamberg. Foi canonizado, em 1152, pelo Papa Eugênio III. Com a morte do marido, Cunegundes foi morar em um mosteiro, abdicando do trono e da fortuna. Ela morreu em 3 de março de 1039, e foi sepultada ao lado do marido. Foi canonizada em 1200 pelo Papa Inocêncio III. São Henrique II, imperador Romano, rogai por nós! Henrique — Do germânico Haimirich, formado por “heim” (casa, lar, pátria) e “rich” (poderoso, chefe, senhor). Significa, portanto, “senhor do lar” ou “aquele que governa a pátria”.

“São Henrique, que amou a Deus acima do trono, vos pedimos a fortaleza de seguir uma vida santa, abandonando os caminhos fáceis e luxuosos. Amém.”

São henrique ii, rogai por nós!

Santa Cunegundes — Esposa de São Henrique II, também canonizada; ao enviuvar, abdicou do trono e da fortuna para viver num mosteiro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de julho:

1
São Henrique II Imperador do Sacro Império Romano. Casado com Santa Cunegundes, dedicou-se ao bem do povo e à Igreja, sendo canonizado pelo Papa Eugênio III.
† 1024
2
Santo Esdras Sacerdote e escriba que, no tempo de Artaxerxes, rei dos Persas, regressando da Babilônia para a Judeia, congregou o povo disperso e empenhou-se para que a lei do Senhor fosse investigada, posta em prática e ensinada em Israel.
 
3
São Silas Destinado pelos Apóstolos, juntamente com os santos Paulo e Barnabé, à Igreja dos gentios, cheio da graça de Deus, exerceu incansavelmente o ministério da pregação do Evangelho.
 
4
São Serapião Mártir. Em Alexandria, no Egito. No tempo do imperador Severo e do prefeito Áquila, foi queimado vivo e assim alcançou a coroa do martírio.
† c. 212
5
Santa Mirope Mártir. Em Quios, ilha da Grécia, no Mar Egeu.
† s. III/IV
6
Santo Alexandre e Trinta Soldados Mártires. Em Filomélio, na Frígia, hoje na Turquia. Segundo a tradição, sofreram o martírio no tempo de Magno, prefeito de Antioquia da Pisídia.
† s. IV
7
Santo Eugênio Bispo de Cartago. Em Albi, na Aquitânia, hoje na França, glorioso pela sua fé e virtude, sofreu o exílio durante a perseguição dos Vândalos.
† 501
8
São Turiavo Abade do mosteiro de Dol e bispo. Na Bretanha Menor, hoje na França.
† s. VII/VIII
9
Beato Jaime de Voragine Bispo, da Ordem dos Pregadores. Em Gênova, na Ligúria, região da Itália. Propôs nos seus escritos muitos exemplos de virtude para promover a vida cristã no povo.
† 1298
10
Beato Tomás Tunstal Presbítero da Ordem de São Bento e mártir. Em Norwich, na Inglaterra. No reinado de Jaime I, por ter entrado na Inglaterra como sacerdote, foi condenado à morte e suspenso no patíbulo.
† 1616
11
Beatos Luís Armando José Adam e Bartolomeu Jarrige de la Morélie de Biars Presbíteros e mártires. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, foram condenados, como sacerdotes católicos, à prisão na galera, onde morreram vítimas da sua caridade para com os companheiros de cativeiro.
† 1794
12
Beata Madalena da Mãe de Deus e Companheiras Virgens e mártires. Em Orange, na Provença, região da França: Maria da Anunciação, Santo Aleixo, São Francisco, Santa Francisca e São Gervásio.
† 1794
13
São Manuel Lê Van Phung Mártir. Em Chau Doc, na Cochinchina, hoje no Vietnã. Pai de família que, embora detido no cárcere, não cessou de exortar os filhos e familiares à caridade para com os perseguidores, foi decapitado por ordem do imperador Tu Duc.
† 1859
14
Santa Clélia Barbiéri Virgem. Em Búdrio, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália. Dedicou-se à formação espiritual da juventude feminina e fundou a Congregação das Mínimas de Nossa Senhora das Dores.
† 1870
15
Beato Fernando Maria Bacciliéri Presbítero. Em Galeazza Pépoli, perto de Bolonha, na Itália. Assistiu com grande diligência o povo que lhe foi confiado e fundou a Congregação das Servas de Maria.
† 1893
16
São Paulo Liu Jinde Mártir. Em Langziqiao, próximo de Hengshui, no Hebei, província da China. Único cristão de sua povoação durante a perseguição dos “Yihetuan”, foi ao encontro dos perseguidores com o rosário na mão e imediatamente assassinado.
† 1900
17
São José Wang Guiji Mártir. Em Nangong, no Hebei, China. Durante a perseguição dos “Yihetuan”, rejeitou a tentação de salvar a vida com uma mentira e preferiu a morte gloriosa por Cristo.
† 1900
18
Beata Mariana Biernacka Viúva e mártir. Em Niemowicze, perto de Grodno, na Polônia, hoje na Bielorrússia.
† 1943
19
Beato Carlos Manuel Rodríguez Santiago Em São João de Porto Rico. Dedicou-se intensamente à reforma da sagrada liturgia e à difusão da fé entre os jovens.
† 1963

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Símbolos da Luz Medieval

Esse casal faz parte da Luz Medieval, pois viveram uma perfeita harmonia de afetos, projetos e ideais de santidade. Ambos guardaram a continência perpétua no casamento.

Juntos, o casal realizou muitas obras piedosas e praticou a oração e a mortificação.
Henrique pertencia a uma família santa, filho de duque, nasceu num castelo na Alemanha em 973. Foi educado por cônegos e pelo próprio Bispo de Ratisbona, adquirindo uma formação cristã, digna de um Rei.

Cunegundes, que era uma mulher virtuosa e com inúmeros dons

“Por trás de um grande homem está uma grande mulher”,  também se fez presente com Henrique, pois casou-se com a princesa de Luxemburgo, Cunegundes, que era uma mulher virtuosa e com inúmeros dons, com os quais auxiliou durante vinte e sete anos o seu esposo na organização do Império e na expansão do Reino de Deus.

Com a morte do Imperador, a Imperatriz foi morar num mosteiro e passou a obedecer às suas superioras até ir ao encontro de Henrique no Céu, quando tinha 61 anos.

Eram perfeitamente humildes e despretensiosos.

Com eles se tem o exemplo de pessoas do mais alto nível social que viviam em meio à pompa e circunstância de um ambiente de Corte e eram perfeitamente humildes e despretensiosos.

Santo Henrique e Santa Cunegundes, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, Senhor Nosso, pela intercessão de Santo Henrique, peço-Vos que ilumineis a minha mente, purifiqueis meu coração e inflameis meu amor por Vós. Amém.

Henrique tem origem no nome germânico Haimirich, composto pela união dos elementos heim, que significa “lar”, “casa”, e rik, que quer dizer “senhor”,

Com:  São Esdras, Sacerdote e Escriba;

São Silas, Discípulo dos Apóstolos,  Pessoas eminente;

Santa Teresa Jesus de los Andes, Virgem

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Comemoração de Santo Esdras, sacerdote e escriba, que, no tempo de Artaxerxes, rei dos Persas, regressando da Babilônia para a Judeia, congregou o povo disperso e se empenhou com grande diligência para que a lei do Senhor fosse investigada, posta em prática e ensinada em Israel.

3. Comemoração de São Silas, que, destinado pelos Apóstolos, juntamente com os santos Paulo e Barnabé, à Igreja dos gentios, cheio da graça de Deus, exerceu incansavelmente o ministério da pregação do Evangelho.

4. Em Alexandria, no Egito, São Serapião, mártir, que, no tempo do imperador Severo e do prefeito Áquila, foi queimado vivo e assim alcançou a coroa do martírio.(† c. 212)

5. Em Quios, ilha da Grécia, no Mar Egeu, Santa Mirope, mártir.(† s. III/IV)

6. Em Filomélio, na Frígia, na hodierna Turquia, os santos mártires Alexandre e trinta soldados, que, segundo a tradição, sofreram o martírio no tempo de Magno, prefeito de Antioquia da Pisídia.(† s. IV)

7. Em Albi, na Aquitânia, atualmente na França, o passamento de Santo Eugênio, bispo de Cartago, glorioso pela sua fé e sua virtude, que sofreu o exílio durante a perseguição dos Vândalos.(† 501)

8. Na Bretanha Menor, também na atual França, São Turiavo, abade do mosteiro de Dol e bispo.(† s. VII/VIII)

9. Em Gênova, na Ligúria, região da Itália, o Beato Jaime de Voragine, bispo, da Ordem dos Pregadores, que, para promover a vida cristã no povo, propôs nos seus escritos muitos exemplos de virtude.(† 1298)

10. Em Norwich, na Inglaterra, o Beato Tomás Tunstal, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, que, no reinado de Jaime I, por ter entrado na Inglaterra como sacerdote, foi condenado à morte e suspenso no patíbulo.(† 1616)

11. Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, os beatos Luís Armando José Adam, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, e Bartolomeu Jarrige de la Morélie de Biars, presbíteros e mártires, que, na perseguição desencadeada contra a Igreja, foram condenados, como sacerdotes católicos, à prisão na galera, onde morreram atingidos pelo contágio da enfermidade, vítimas da sua caridade para com os companheiros de cativeiro.(† 1794)

12. Em Orange, na Provença, região da França, as beatas Madalena da Mãe de Deus (Isabel Verchière) e cinco companheiras[1], virgens e mártires na mesma revolução.

[1] São estes os seus nomes: Maria da Anunciação (Teresa Henriquina Faurie), Santo Aleixo (Ana Andreia Minutte), São Francisco (Maria Ana Lambert), Santa Francisca (Maria Ana Depeyre) e São Gervásio (Maria Anastásia de Roquart).(† 1794)

13. Em Chau Doc, cidade da Cochinchina, atualmente no Vietnam, São Manuel Lê Van Phung, mártir, pai de família que, embora detido no cárcere, não cessou de exortar os filhos e familiares à caridade para com os perseguidores e, finalmente, foi decapitado por ordem do imperador Tu Duc.(† 1859)

14. Em Búdrio, na Flamínia, hoje na Emília-Romana, região da Itália, Santa Clélia Barbiéri, virgem, que se dedicou à formação espiritual da juventude feminina e fundou a Congregação das Mínimas de Nossa Senhora das Dores, consagrada principalmente à formação humana e cristã das meninas pobres e indigentes.(† 1870)

15. Em Galeazza Pépoli, perto de Bolonha, também na Itália, o Beato Fernando Maria Bacciliéri, presbítero, que assistiu com grande diligência o povo que lhe foi confiado e fundou a Congregação das Servas de Maria, para ajudar as famílias pobres e especialmente para a formação da juventude feminina.(† 1893)

16. Em Langziqiao, próximo de Hengshui, no Hebei, província da China, São Paulo Liu Jinde, mártir, homem de avançada idade, que, durante a perseguição desencadeada pelos “Yihetuan”, sendo o único cristão que permaneceu naquela povoação, foi ao encontro dos perseguidores com o rosário e o livro de orações na mão e os saudou de modo cristão, pelo que foi imediatamente assassinado.(† 1900)

17. Em Nangong, cidade do Hebei, também província da China, São José Wang Guiji, mártir, que, durante a mesma perseguição dos “Yihetuan”, rejeitando a tentação de salvar a vida com uma pequena mentira que lhe sugeriam, preferiu a morte gloriosa por Cristo.(† 1900)

19. Em Niemowicze, perto de Grodno, na Polônia, hoje na Bielorrússia, a Beata Mariana Biernacka, viúva e mártir.(† 1943)

20. Em São João de Porto Rico, o Beato Carlos Manuel Rodríguez Santiago, que se dedicou intensamente à reforma da sagrada liturgia e à difusão da fé entre os jovens.(† 1963)

15ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

15ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Is 1,10-17)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

10 Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. 11 Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gordura de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes, não me agrado. 12 Quando entrais para vos apresentar diante de mim, quem vos pediu para pisardes os meus átrios? 13 Não continueis a trazer oferendas vazias! O incenso é para mim uma abominação! Não suporto lua nova, sábado, convocação de assembleia: iniquidade com reunião solene! 14 Vossas luas novas e vossas solenidades, eu as detesto! Elas são para mim um peso, estou cansado de suportá-las. 15 Quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos. Ainda que multipliqueis a oração, eu não ouço: Vossas mãos estão cheias de sangue! 16 Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! 17 Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 49(50),8-9.16bc-17.21 e 23 (R. 23b)

A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

– A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

– Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos; não preciso dos novilhos de tua casa nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.

– Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!

– Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos.

– Quem me oferece um sacrifício de louvor este sim é que honra de verdade. A todo homem que procede retamente eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

Evangelho (Mt 10,34-11,1)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34 “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35 De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38 Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39 Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 40 Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42 Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. 11,1 Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ex 1,8-14.22) 

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, 8 surgiu um novo rei no Egito, que não tinha conhecido José, 9 e disse ao seu povo: “Olhai como o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10 Vamos agir com prudência em relação a ele, para impedir que continue crescendo e, em caso de guerra, se una aos nossos inimigos, combata contra nós e acabe por sair do país”. 11 Estabeleceram inspetores de obras, para que o oprimissem com trabalhos penosos; e foi assim que ele construiu para o Faraó as cidades-entrepostos Pitom e Ramsés. 12 Mas, quanto mais o oprimiam, tanto mais se multiplicava e crescia. 13 Obcecados pelo medo dos filhos de Israel, os egípcios impuseram-lhes uma dura escravidão. 14 E tornaram-lhes a vida amarga pelo pesado trabalho da preparação do barro e dos tijolos, com toda a espécie de trabalhos dos campos e outros serviços que os levavam a fazer à força. 22 O Faraó deu esta ordem a todo o seu povo: “Lançai ao rio Nilo todos os meninos hebreus recém-nascidos, mas poupai a vida das meninas”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 123(124),1-3.4-6.7-8 (R. 8a)

– Nosso auxílio está no nome do Senhor.

– Nosso auxílio está no nome do Senhor.

– Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, que o diga Israel neste momento; se o Senhor não estivesse ao nosso lado, quando os homens investiram contra nós, com certeza nos teriam devorado no furor de sua ira contra nós.

– Então as águas nos teriam submergido, a correnteza nos teria arrastado, e então, por sobre nós teriam passado essas águas sempre mais impetuosas. Bendito seja o Senhor, que não deixou cairmos como presa de seus dentes! 

– Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador; o laço arrebentou-se de repente, e assim nós conseguimos libertar-nos. O nosso auxílio está no nome do Senhor, do Senhor que fez o céu e fez a terra! 

 

Evangelho (Mt 10,34-11,1)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34 “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35 De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38 Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39 Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 40 Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42 Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. 11,1 Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São João Gualberto, Monge, Fundador – 12 de Julho

São João Gualberto, Monge, Fundador

Santo do Dia – 12 de Julho

São João Gualberto,

Monge, Fundador · † 1073

De família rica e nobre

Nasceu em Florença, oriundo de uma família rica e nobre, no início do século XI, na Itália.

Ainda moço, tendo encontrado o assassino de seu irmão, viu este se ajoelhar com os braços abertos em sinal de clemência, formando uma cruz. Seu ódio transformou-se em generosidade, ergueu o assassino, abraçou-o e disse: “Perdoo-te pelo sangue que Cristo hoje derramou na Cruz”.

Era uma Sexta-feira Santa e uma grande paz invadiu a sua alma mudando completamente sua vida.

Abandonou o mundo e foi para um mosteiro

Abandonou o mundo e foi para um mosteiro beneditino, vencendo resistências do pai. Tempos depois, foi acusado de corrupção pelo novo abade e pelo bispo de Florença, ambos acusados por ele de simonia, e se refugiou no monte Vallombrosa.

Soube unir o trabalho, com estudo, leitura e meditação

Monte que se tornou famoso pelo mosteiro que ele edificou segundo a Regra beneditina. Para a construção uniu o trabalho, com estudo, leitura e meditação.

De Vallombrosa, a Regra beneditina reformada vai à Florença e a várias cidades da Itália, operando a benéfica transfusão da operosa santidade para corrigir com os costumes as próprias instituições civis.

Os florentinos colocaram toda confiança neles e o Papa realizou uma longa viagem para fazer-lhe uma visita.

Ajudou a restaurar a disciplina do clero

A congregação de Vallombrosa, com seu santo fundador, ajudou poderosamente o Papa São Leão IX, e o Papa São Gregório VII, a extirpar a simonia e a restaurar a disciplina do clero.

Faleceu no ano de 1073 deixando o conselho: “Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”.

Foi canonizado em 1183 pelo Papa Celestino III.

São João Gualberto, rogai por nós!


Gualberto — Do germânico, significa “aquele que brilha pelo seu domínio” ou “o que se destaca pela força de vontade”.

“Oração – Que a cada minuto de nossas vidas sejamos ajudados pela misericórdia divina e por vós, para que aprendamos também nós a graça do perdão. Amém.”

São joão gualberto, rogai por nós!

Beato David Gunston — Mártir, cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, que negou a autoridade do rei Henrique VIII nos assuntos espirituais e foi enforcado no patíbulo em Southwark.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de julho:

1

São João GualbertoAbade. Em Passignano, na Etrúria, hoje na Toscana, Itália. Ainda soldado de Florença, perdoou por amor de Cristo ao assassino do seu irmão e depois tomou o hábito monástico; aspirando a uma vida mais austera, estabeleceu em Vallombrosa os fundamentos de uma nova família monástica.

† 1073

2

Santos Proclo e HilariãoMártires. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia. Sofreram o martírio no tempo do imperador Trajano e do prefeito Máximo.

† s. II

3

Santos Fortunato e HermágorasMártires. Em Aquileia, na Venécia, hoje no Friúli, região da Itália.

† s. III

4

Santos Nabor e FélixMártires. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, Itália. Soldados originários da Mauritânia, sofreram o martírio em Lódi durante a perseguição de Maximiano e foram sepultados em Milão.

† c. 304

5

São PaternianoBispo. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.

† s. IV

6

São VivencíoloBispo de Lião, na Gália, atual França. Promovido da escola do mosteiro de Santo Eugendo ao episcopado, incitou a presença de clérigos e leigos no Concílio de Epaone.

† c. 523

7

São Leão IAbade. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, Itália. Socorreu os pobres com o trabalho das suas próprias mãos e os protegeu dos poderosos.

† 1079

8

Beato David GunstonMártir. Em Londres, na Inglaterra. Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, negou a autoridade do rei Henrique VIII nos assuntos espirituais e foi enforcado no patíbulo em Southwark.

† 1541

9

São João JonesPresbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Londres. Oriundo do País de Gales, foi condenado à morte no reinado de Isabel I por entrar na Inglaterra como sacerdote, consumando o martírio na forca.

† 1598

10

Beato Matias Araki e sete companheirosMártires. Em Nagasáki, no Japão. Sofreram o martírio por Cristo.

† 1626

11

Beatas Rosa de São Francisco Xavier, Marta do Bom Anjo, Maria de Santo Henrique e São BernardoVirgens e mártires. Em Orange, na Provença, França. Receberam a palma do martírio durante a Revolução Francesa.

† 1794

12

São Clemente Inácio Delgado CebrianBispo e mártir. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atual Vietnã. Após cinquenta anos de pregação do Evangelho, foi preso por ordem do imperador Minh Mang e morreu no cárcere após muitos sofrimentos.

† 1838

13

Santa Inês Lê Thi Thành (De)Mártir, mãe de família. Na província de Ninh Binh, no Tonquim. Sujeita a duríssimas torturas por ter ocultado em sua casa um sacerdote, recusou abjurar a fé e morreu no cárcere.

† 1841

14

São Pedro KhanhPresbítero e mártir. Na província de Nghê An, no Anam, atual Vietnã. Reconhecido como cristão, foi encarcerado durante seis meses e, após vãos intentos para abjurar a fé, foi degolado por ordem do imperador Thieu Tri.

† 1842

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

De família rica e nobre

Nasceu em Florença, oriundo de uma família rica e nobre, no inicio do século XI, na Itália.

Ainda moço, tendo encontrado o assassino de seu irmão, viu este se ajoelhar com os braços abertos em sinal de clemência, formando uma cruz. Seu ódio transformou-se em generosidade, ergueu o assassino, abraçou-o e disse: “Perdoo-te pelo sangue que Cristo hoje derramou na Cruz”. Era uma Sexta-feira Santa e uma grande paz invadiu a sua alma mudando completamente sua vida.

Abandonou o mundo e foi para um mosteiro

Abandonou o mundo e foi para um mosteiro beneditino, vencendo resistências do pai. Tempos depois, foi acusado de corrupção pelo novo abade e pelo bispo de Florença, ambos acusados por ele de simonia  e  se refugiou no monte Vallombrosa.

Soube unir o trabalho, com estudo, leitura e meditação

Monte que se tornou famoso pelo mosteiro que ele edificou segundo a Regra beneditina. Para a construção uniu o trabalho, com estudo, leitura e meditação.

De Vallombrosa, a Regra beneditina reformada, vai à Florença e a várias cidades da Itália, operando a benéfica transfusão da operosa santidade para corrigir com os costumes, as próprias instituições civis.

Os florentinos colocaram toda confiança neles e o Papa realizou uma longa viagem para fazer-lhe uma visita.

Ajudou poderosamente a restaurar a disciplina do clero.

A congregação de Vallombrosa, com seu santo fundador, ajudou poderosamente o Papa São Leão IX, e o Papa São Gregório VII, a extirpar a simonia e a restaurar a disciplina do clero.

Faleceu no ano de 1073 deixando  conselho: “Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”.

Foi canonizado em 1183 pelo Papa Celestino III.

São João Gualberto, rogai por nós!

Oração – Que a cada minuto de nossas vidas sejamos ajudados pela misericórdia divina e por vós, para que aprendamos também nós a graça do perdão. Amém.

Com Beato David Gunston, mártir, que, sendo cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, porque negou a autoridade do rei Henrique VIII nos assuntos espirituais, foi enforcado no patíbulo em Southwark.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

12

1. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, a comemoração dos santos Proclo e Hilarião, mártires, no tempo do imperador Trajano e do prefeito Máximo.(† s. II)

2. Em Aquileia, na Venécia, hoje no Friúli, região da Itália, os santos Fortunato e Hermágoras, mártires.(† s. III)

3. Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, os santos Nabor e Félix, mártires, que, sendo soldados originários da Mauritânia, da hodierna Argélia, conta-se que sofreram o martírio em Lódi durante a perseguição de Maximiano e foram sepultados em Milão.(† c.304)

4. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, São Paterniano, bispo.(† s. IV)

5. Em Lião, na Gália, atualmente na França, São Vivencíolo, bispo, que, promovido da escola do mosteiro de Santo Eugendo ao episcopado, incitou a presença de clérigos e leigos no Concílio de Epaone, para que o povo conhecesse melhor as normas pontificais.(† c.523)

6. Em Passignano, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São João Gualberto, abade, que, ainda soldado de Florença, perdoou por amor de Cristo ao assassino do seu irmão e depois tomou o hábito monástico; mas, aspirando a uma vida mais austera, estabeleceu em Valumbrosa os fundamentos duma nova família monástica.(† 1073)

7. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, também região da Itália, São Leão I, abade, que socorreu os pobres com o trabalho das suas próprias mãos e os protegeu dos poderosos.(† 1079)

8. Em Londres, na Inglaterra, o Beato David Gunston, mártir, que, sendo cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, porque negou a autoridade do rei Henrique VIII nos assuntos espirituais, foi enforcado no patíbulo em Southwark.(† 1541)

9. Também em Londres, São João Jones, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, oriundo do País de Gales, abraçou a vida religiosa na França e, no reinado de Isabel I, foi condenado à morte por ter entrado da Inglaterra como sacerdote e consumou o martírio suspenso na forca.(† 1598)

10. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Matias Araki e sete companheiros[1], mártires, que sofreram o martírio por Cristo.

[1] Estes são os seus nomes: Pedro Arakiyori Chobioye e Susana, esposos; João Tanaka e Catarina, esposos; João Nagai Naisen e Mônica, esposos, e seu filho Luís, criança.(† 1626)

11. Em Orange, na Provença, região da França, as beatas Rosa de São Francisco Xavier (Madalena Teresa Tallien), Marta do Bom Anjo (Maria Cluse), Maria de Santo Henrique (Margarida Eleonor de Justamond) e São Bernardo (Joana Maria de Romillon), virgens e mártires, que durante a Revolução Francesa receberam a palma do martírio.(† 1794)

12. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, atualmente no Vietnam, São Clemente Inácio Delgado Cebrian, bispo e mártir, que, depois de cinquenta anos de pregação do Evangelho, foi preso por ordem do imperador Minh Mang por causa da sua fé em Cristo e morreu no cárcere depois de muitos sofrimentos.(† 1838)

13. Na província de Nihn Binh, também no Tonquim, Santa Inês Lê Thi Thành (De), mártir, mãe de família, que, apesar de sujeita a duríssimas torturas por ter ocultado em sua casa um sacerdote, recusou abjurar a sua fé e morreu no cárcere, no tempo do imperador Thieu Tri.(† 1841)

14. Na província de Nghê An, no Anam, também no atual Vietnam, São Pedro Khanh, presbítero e mártir, que, reconhecido entre os tabeliães como cristão, foi encarcerado durante seis meses e, depois de vãos intentos para o fazer abjurar a fé, finalmente foi degolado por ordem do imperador Thieu Tri.(† 1842)