Bom Sucesso!

Nossa Senhora do Bom Sucesso!

Nossa Senhora do Bom Sucesso! Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Purificação!
O que é que querem dizer essas três invocações?
O que é que elas falam a respeito da vida de Nossa Senhora?

         Precisamos recordar do Menino Jesus… recém nascido. Está deitado no berço dele em Belém e não é difícil imaginar que na noite em que Ele tenha nascido, a noite fosse fria, pelo menos fresca, vivamente fresca.

         Nossa Senhora prevendo tudo com o amor que nós podemos imaginar e apesar de Sua pobreza, arranjou pequenas túnicas para pôr nEle, assim que Ele nascesse. E evidentemente dispôs essas túnicas de acordo com as várias temperaturas possíveis, de maneira tal que o Menino Deus não sentisse frio.

         Não sei se os Srs. imaginam bem o que pode ser o interior, o íntimo de Nossa Senhora cogitando dessas coisas…

         Ela, antes dEle nascer na noite de Natal entrou num êxtase altíssimo — tão razoável — e, durante esse êxtase altíssimo, Ela deu à luz o Menino Jesus.

         Então, Nossa Senhora teve um êxtase altíssimo durante esse tempo e, durante esse tempo, nasceu o Menino Deus. Logo depois, o mais alto dos êxtases se interrompeu e Ela teve que cuidar do Menino que podia estar com frio. E olhou para Ele e, pela primeira vez, conheceu a face que tinha sonhado.

       Realizada essa etapa, pela lei do Antigo Testamento, as mães que tivessem uma criança deviam, logo que possível, ir ao Templo para apresentar o menino a Deus e se purificarem.

       Essa era uma regra que toda boa mãe israelita cumpria. Aliás, linda regra, na qual se espelha a santidade de Deus.

       A criança nasce, nasce no meio de perigos. Toda gestação tem perigos. Mas, afinal, ela nasceu. Ó sucesso! Ó sucesso feliz!

       A mãe toma a criança e logo que ela, mãe, está melhor, que pode viajar e pode ir ao Templo, vai até o Templo e oferece a Deus aquele menino que é de Deus pois que Deus o criou, para que seja filho de Deus e viva para Deus. A antiga lei tornava isso obrigatório.

O próprio Deus encarnado entra no Templo!

       Nossa Senhora era superior à antiga lei. Deus não está sujeito à lei que Ele mesmo fez. O legislador é superior à lei, entra pelos olhos. Então, Ele não era obrigado a ir e Ela não era obrigada a levá-lo ao templo de Jerusalém. Mas Ela quis.

       Ela quis por respeito à lei, por respeito à tradição. Era uma lei que para Ela era apenas uma tradição, mas era uma tradição.

       E amando esse conceito de tradição, animada pelo intensíssimo amor de Deus que Ela tinha, leva a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade ao Templo de Jerusalém.

       Episódio único na história do Templo, é o próprio Deus encarnado que entra no Templo.

       Valeria a pena construir um Templo mil vezes mais esplêndido do que aquele para que ali entrasse Deus encarnado.

        Era a hora máxima, a hora santa, a hora perfeita.

       Pode-se dizer que nesse momento os Anjos todos encheram o templo e se puseram a cantar.

       Ela entrou!

As profecias se cumprem!

       Tudo estava em ruína. O autor de todas as coisas entra naquelas ruínas espirituais. E aqueles homens de ruína não O perceberam.

       Ela cumpre o rito da apresentação e um profeta, Simeão, que era o profeta indicado por Deus para isso, atua para purificá-la, quer dizer, faz o rito com ela e recebendo o Menino nos braços, tem aquele cântico que começa assim:

        “Agora, Senhor; deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra, porque os meus olhos viram a vossa salvação”… (Lc 2, 29-30).

       Ela ouve encantada aquele homem velho, mas que parecia amarrado à vida por uma promessa que não se tinha cumprido: a promessa de Deus de que ele veria o Messias antes de morrer.

       Aquele homem vê o Messias chegar e canta:

      “Senhor, agora levai…”

       E prevê o futuro daquele Menino, prevê a glória, prevê a cruz.

       Diz: “(…) Eis que este (Menino) está posto para ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo da contradição. E uma espada transpassará a tua alma, a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos” (Lc 2, 34-35).

       Tu serás pedra de escândalo para que se revelem de muitas almas as cogitações.  Mas ao mesmo tempo aclama e diz que Ele é “luz para iluminar as nações, e glória de Israel, teu povo” (Lc 2, 32).

       Tudo acumulado.

       E uma profetiza, Ana, também canta as glórias dEle. Dois, por inspiração divina, sabem o que até então só São José e Ela sabiam: que aquele era o Filho de Deus.

O que significa aí o comemorar o bom sucesso?
Qual era o bom sucesso?
O que é o sucesso?
Quando é que há um sucesso?

Um sucesso é digno de nota quando se origina de algo que pede cuidado, empenho, dedicação, pede esforço, e dá seu resultado. O sucesso é filho do esforço, da dedicação e do heroísmo.
Nossa Senhora leva ao Templo Aquele que é a prova de que a gestação fora perfeita. Ali estava o Filho de Deus.

       Nossa Senhora do Bom Sucesso, no sentido mais largo da palavra, é padroeira de todos aqueles que estão entregues a uma tarefa árdua, que tem uma responsabilidade grande, que tem uma série de coisas difíceis a fazer para chegarem àquele resultado.

       Ela é Padroeira de todos aqueles que procuram um bom sucesso para o serviço dEla.

       Nossa Senhora do Bom Sucesso dá a entender que Ela abre e fecha os acontecimentos grandiosos, as misérias e as catástrofes na vida dos homens, as vitórias de Deus na História.

       Ela traz triunfalmente seu Divino Filho, como quem diz:  

“Estou vencendo, mas venço para que Ele vença. Eu sou Rainha, sim, porém o sou porque Ele é o Rei!”

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Campanha Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!

O Apóstolo do entusiasmo!

É Cristo que vive em mim!

Ele foi grande nas obras, mas muito maior no amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele animou e encheu de esperança todos os que conviveram com sua personalidade de fogo.

     Seu exemplo e suas palavras há mais de dois séculos vem motivando e impulsionando a todos os que podem ouvir seus ensinamentos: Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.(2 Coríntios 9:7)

Você conhece estas palavras de São Paulo aos cristãos da cidade de Corinto?

Em São Paulo brilham sua decisão e sua atitude integral diante do ideal.

São Paulo é o modelo da argúcia, intrepidez, capacidade de realização, postas ao serviço do apostolado. Depois do Príncipe dos Apóstolos, ninguém o excedeu, em nenhum sentido, entre os que evangelizaram o mundo.

As virtudes desse grande Santo tem uma atualidade perene na Igreja, que o honra de todos os modos. Um esplêndido monumento em seu louvor é a grandiosa Basílica de São Paulo, construída em Roma.

Sejam o seu exemplo e as suas preces um auxílio para que os católicos se esmerem mais e mais no serviço da Igreja.

O que mais chama a nossa atenção na vida de São Paulo é a sua decisão, sua atitude integral, diante de um ideal.

Quando o apóstolo quer alguma coisa, ele a quer deveras. Vive integralmente por um ideal, e tudo é sacrificado pela realização do mesmo.

Basílica de São Paulo Fora dos Muros, Roma

Perseguidor

Enquanto moço em Jerusalém, o ideal de sua vida era o judaísmo, e é no cristianismo que ele descobre o inimigo mais perigoso do mesmo.

Sem medir fadigas, dedica-se então a extirpar pela raiz este inimigo.

É um entusiasta! Não de um entusiasmo platônico e gesticulador que nada vale, e sim de um entusiasmo interior e profundo que constantemente se traduz em atos: “Saulo, respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor”.

E como tal era conhecido até em Damasco, duzentos e cinquenta quilômetros distante de Jerusalém.

Ele mesmo escreve aos Galatas (1, 13): “Certamente ouvistes dizer do meu modo de vida de outrora no Judaísmo, com que excesso eu perseguia a Igreja de Deus e a expugnava. E avantajava-me no Judaísmo a muitos dos meus companheiros de idade e nação, extremamente zeloso das tradições de meu país”.

Um entusiasmo sadio e verdadeiro traduz-se em obras e São Paulo entrega-se deveras à perseguição da Igreja: “Respirando ameaças e morte…”

Espírito perspicaz e de vistas largas, ele compreende logo que a extirpação eficiente deve começar nos grandes centros de irradiação mundial.

A cidade de Damasco, para onde fugiram muitos cristãos, é um tal centro perigoso. E, como vive inteiramente para o seu ideal, não mede esforços nem perigos, não quer saber de medidas incompletas e pusilânimes, e espontaneamente se dirige ele mesmo a Damasco, viagem de mais ou menos uma semana, a fim de “levar presos para Jerusalém a quantos homens e mulheres achasse desta doutrina cristã”.

Apóstolo

Convertido ao Cristianismo, São Paulo devia tornar-se um grande apóstolo. Mudou de ideal, mas não de mentalidade e caráter e com o mesmo entusiasmo produtivo procura a realização de seu novo ideal – Cristo.

O mesmo zelo, ardor, perspicácia, constância, destemor. As mesmas medidas completas e enérgicas, o mesmo gosto pelo essencial que de preferência o faz procurar os grandes centros de irradiação mundial. A mesma dedicação incondicional!

A vida apostólica de São Paulo, um verdadeiro prodígio e assombro, é uma prova constante e cabal desta afirmação.

Para mim, viver é Cristo!

Com esta mentalidade purificada ainda pela graça, vive perpetuamente com o ideal “Cristo” diante de seus olhos. Mais ou menos 330 vezes aparece o nome de Jesus nas suas epistolas. Sem a menor hesitação escreve: “Mihi vivere Cristus est”. Ou então: “Vivo … iam non ego, vivit vero in me Christus”.

Textos que provam seu amor, sua identificação com o ideal da sua vida: Cristo. Tudo está subordinado a este ideal, e enumerando, por exemplo, seus honrosos títulos de judeu, escreve:

“Tudo isto tenho por perdas pelo eminente conhecimento de Jesus Cristo, Meu Senhor, pelo qual tenho tudo perdido e eu avalio por esterco, a fim de ganhar a Cristo” (Fil. 3).
É desta fibra que se fazem os grandes apóstolos, os heróis de Jesus Cristo.

“E eu me fiz tudo para todos”...

Mais outro belo característico do grande apóstolo, também muito pronunciado, é a sua bondade, a delicadeza para com os que o rodeiam.

A sua compaixão para com os que sofrem, com quanto interesse e dedicação ele cumpre a sua missão de angariar esmolas para os pobres de Jerusalém e da Palestina (Rom. 15, 25; Cor. 16, 1 ss; 2 Cor., 8 e 9).

Com quanto engenho ele inventa piedosos artifícios para aumentar estas coletas pelos pobres!

Acha tempo, no ardor das lides apostólicas, para escrever uma bela e delicada carta de recomendação em favor de um pobre escravo fugitivo, pedindo que o senhor novamente o aceite com bondade e espírito de perdão, sem os castigos de costume.

Também não recua em granjear o próprio sustento com o trabalho de suas mãos a fim de não incomodar a ninguém.

É com grande delicadeza que trata dos fiéis de todos os lugares. Com uma fineza admirável sabe descobrir as boas qualidades dos homens, elogiando-os alegremente na prática do bem.

Em cada carta aparecem os traços inconfundíveis desta bondade e lhaneza de trato. Com grande instância recomenda sejam seus colaboradores bem tratados nas igrejas, e com muita e santa alegria, toma nota dos bons resultados por eles alcançados.

Numa palavra, todos os que entravam em contato com o grande Apóstolo, do maior ao menor, sabiam e sentiam constantemente que São Paulo se interessava por eles, que não eram para o Apóstolo um mero número, que ele se lembrava todos os dias de cada um, até do mais humilde, que São Paulo jamais se esquecia de um serviço prestado, fosse à sua própria pessoa ou aos seus.

Todos enfim percebiam que São Paulo era um verdadeiro amigo, um pai para cada um.

Assim também compreendemos que, dando vazas aos seus sentimentos de amor, São Paulo escrevesse a frase quase incompreensível: “porque eu mesmo desejara ser anátema quanto a Cristo, por amor de meus irmãos que são os meus parentes segundo a carne, os israelitas” (Rom. 3, 3).

E enumerando os seus trabalhos e fadigas pela causa de Cristo, compreendemos que em último e mais importante lugar enumere os seus cuidados de pai: “além das coisas extenues, há o que pesa sobre mim cada dia, o cuidado de todas as igrejas”.

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Campanha Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!

Em tudo Maria é Imaculada!

A Virgem Maria tem por nós um amor invencível!

         Nossa Senhora, concebida sem o pecado original, não conheceu nenhum dos efeitos que ele produz nos homens.

         Portanto, todas as desordens e defeitos que há em nós, nunca existiram em Maria Santíssima.

         Acrescente-se a isso a graça santificante dada numa abundância inaudita, insondável, e correspondida perfeitamente a cada momento.

         Então se pode compreender o que seria a ordem interna, a pureza, a virtude e a santidade de Nossa Senhora.

         Ela vê nossos defeitos, incomparavelmente melhor do que nós, porque não temos uma plena consciência de todas as nossas imperfeições.

          Nossa Senhora tem, portanto, horror a todas as nossas desordens. Mas, como é nossa Mãe, Ela tem por nós um amor invencível!

          Nossa Senhora tem pena de nos ver nesse estado e um ardente desejo de nos tirar dele.

         E quanto maior for o nosso defeito, maior a certeza de que Ela tem pena de nós e, portanto, maior a confiança n’Ela!

Plinio Corrêa de Oliveira

(Extraído de conferência de 1/12/1964 – Revista Dr Plinio 177)

Pequeno Ofício da Imaculada Conceição

Matinas

V. Entoai agora, + lábios meus,

R. Glórias e dons da Virgem Mãe de Deus.

V. Em meu socorro + vinde já, Senhora.

R. Do inimigo livrai-me vencedora.

Glória ao Pai…

Hino

Salve, ó Virgem Mãe, Senhora minha,

Estrela da Manhã, do Céu Rainha.

Cheia de graça sois; salve, luz pura,

Valei ao mundo e a toda criatura.

Para Mãe o Senhor Vos destinou

Do que os mares, a Terra e Céus criou.

Preservou Ele a vossa Conceição

Da mancha que nós temos em Adão. Amém.

V. Deus A escolheu e predestinou.

R. No seu tabernáculo A fez habitar.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.

R. E chegue até Vós o meu clamor.

Oremos. Santa Maria, Rainha dos Céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e Dominadora do mundo, que a ninguém desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim, os olhos de vossa piedade e alcançai-me de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que, venerando agora afetuosamente a vossa Imaculada Conceição, consiga depois a coroa da eterna bem-aventurança: por mercê do mesmo vosso Filho Jesus Cristo, Senhor nosso, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina em unidade perfeita, Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.

V. Protegei, Senhora, a minha oração.

R. E chegue até Vós o meu clamor.

V. Bendigamos ao Senhor.

R. Demos graças a Deus.

V. As almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

R. Amém.

Prima

V. Em meu socorro + vinde já, Senhora.

R. Do inimigo livrai-me vencedora.

Glória ao Pai…

Hino

Salve, prudente Virgem, destinada

Para dar ao Senhor digna morada.

Com as sete colunas da Escritura,

Do Templo a mesa ornou-Vos em figura.

Fostes livre do mal que o mundo espanta,

E no seio materno sempre santa.

Porta dos Santos: Eva, Mãe da vida,

Estrela de Jacob aparecida.

Sois armado esquadrão contra Luzbel;

Sede amparo e refúgio à grei fiel. Amém.

V. Ele próprio A criou no Espírito Santo.

R. E a representou maravilhosamente em todas as suas obras.

V. Protegei, Senhora, etc. (Repetem-se as mesmas orações do final de Matinas.)

Tércia

V. Em meu socorro + vinde já, Senhora.

R. Do inimigo livrai-me vencedora.

Glória ao Pai…

Hino

Sois a Arca da Aliança, o trono de Salomão,

Belo íris celeste, sarça ardente da visão.

Vós sois a Virgem florida, o velo de Gedeão,

Divino portal fechado, o favo do forte Sansão.

Convinha, pois, certamente, que a Mãe de tão nobre Filho

Não tivesse de Eva a mancha e resplandecesse com todo o brilho.

E tendo o Verbo escolhido por Mãe a Virgem casta,

Não quis que fosse sujeita à culpa que o mundo arrasta. Amém.

V. Eu moro no mais alto dos Céus.

R. E o meu trono está sobre a coluna de nuvens.

V. Protegei, Senhora, etc. (Repetem-se as mesmas orações do final de Matinas.)

Sexta

V. Em meu socorro + vinde já, Senhora.

R. Do inimigo livrai-me vencedora.

Glória ao Pai…

Hino

Deus Vos salve, Virgem Mãe,

Vós sois o Templo da Trindade,

O puro encanto dos Anjos, agasalho da castidade.

Sois o consolo dos tristes; horto da alegria cara,

Sois a palma da paciência, o cedro da pureza rara.

Maria, terra Vós sois, bendita e sacerdotal,

Concebida e preservada sem pecado original.

Cidade santa do Altíssimo, do Céu entrada oriental,

Há em Vós, singular Virgem, toda a graça celestial. Amém.

V. Como um lírio entre os espinhos,

R. Assim a minha predileta entre os filhos de Adão.

V. Protegei, Senhora, etc. (Repetem-se as mesmas orações do final de Matinas.)

Noa

V. Em meu socorro + vinde já, Senhora.

R. Do inimigo livrai-me vencedora.

Glória ao Pai…

Hino

Cidade sois de refúgio, de torres fortalecida,

Por David entrincheirada, e de armas também munida.

Bem não éreis concebida, em caridade abrasada,

Foi do dragão a soberba, por Vós, ferida e humilhada.

Sois a bela Abigail, Judith invicta e animosa,

Fostes do vero David Mãe terna, Mãe carinhosa.

Raquel ao Egito deu prudente governador,

A Virgem das virgens deu ao mundo o seu salvador. Amém.

V. Toda sois formosa, ó Mãe querida.

R. E a mancha original nunca tocou em Vós.

V. Protegei, Senhora, etc. (Repetem-se as mesmas orações do final de Matinas.)

Vésperas

V. Em meu socorro + vinde já, Senhora.

R. Do inimigo livrai-me vencedora.

Glória ao Pai…

Hino

Salve, regulador celeste, pelo qual

Em dez linhas foi o sol retrogradado.

A fim de encarnar-se o Verbo eterno, e ser humilhado,

E o homem, como o sol, ao Céu ser levantado.

Daquele brilhante Sol a Virgem tem o fulgor,

E qual aurora surgente refulge esplendor.

Lírio entre espinhos, a cabeça do dragão calcando,

Qual lua bela ilumina os que no mundo vão errando. Amém.

V. Eu fiz nascer no Céu a luz que não se apaga.

R. E cobri como névoa a Terra toda.

V. Protegei, Senhora, etc. (Repetem-se as mesmas orações do final de Matinas.)

Completas

V. Converta-nos Jesus, + por vosso amor.

R. E retire de nós o seu furor.

V. Em meu socorro + vinde já, Senhora.

R. Do inimigo livrai-me vencedora.

Glória ao Pai…

Hino

Salve, florente Virgem ilibada,

Meiga Rainha de astros coroada.

Mais pura que os Anjos, tendes trono

À direita do Rei, em nosso abono.

Ó Mãe da graça, nossa doce esperança,

Do mar Estrela e porto de bonança,

Porta do Céu, Saúde na doença,

De Deus guiai-nos à feliz presença. Amém.

V. Vosso nome, ó Maria, é como um bálsamo.

R. Muito Vos amam vossos fiéis servos.

V. Protegei, Senhora, etc. (Repetem-se as mesmas orações do final de Matinas.)

Depois do Ofício

Aceitai, ó Virgem,

Esta devoção

Em louvor da vossa

Pura Conceição.

Sede-nos na vida

Defensora e guia;

Sede-nos alento

Em nossa agonia.

Ó Mãe de bondade,

Ó doce Maria.

Antífona. Esta é a Virgem admirável, na qual não houve a nódoa original, nem sombra de pecado.

V. Na vossa Conceição, ó Virgem, fostes imaculada.

R. Rogai por nós ao Eterno Pai, cujo Filho destes ao mundo.

Oremos. Ó Deus que pela Imaculada Conceição da Virgem, preparastes ao vosso Filho uma digna morada: nós Vos rogamos que, pois em virtude da previsão da morte do mesmo vosso Filho A preservastes de toda mancha, também nos concedais que, purificados por sua intercessão, cheguemos à vossa divina presença. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

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Campanha Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!

Cristo, Rei do Universo!

Ele jamais será derrotado

Mosaico de Cristo Pantocrator, igreja de Santa Pudenziana, Roma, 400–410 d.C

Nosso Senhor é o centro de todas as coisas. Ele jamais poderá ser derrotado. 

Tenhamos sempre em nossos pensamentos esta verdade.

Assim nos será possível compreender como realmente são pequenos os fatos que às vezes nos angustiam e procuram bloquear o nosso horizonte.

       Dr Plinio, em dezembro de 1985, assim inicia esta reflexão sobre a realeza de Nosso Senhora Jesus Cristo:

       Segundo fotografias que vi de desenhos e pinturas nas catacumbas, não há nada que indique terem os católicos daquela época uma ideia clara de como foi a face de Nosso Senhor Jesus Cristo.

       Seria natural que, considerada a grande importância d’Ele, houvesse alguém de seu tempo — ou cem, duzentos anos depois de sua Morte — que tivesse feito uma representação de Nosso Senhor, pintada ou de qualquer outra forma.

       Entretanto, apesar da carência desses documentos, de repente — não sei bem em que século da História da Igreja —, começam a aparecer imagens com a fisionomia que está no Santo Sudário.

Santo Sudário

Como terá se formado nas almas a figura de Jesus Cristo?

       Alguém poderá responder: “Pela tradição.”

       Sem dúvida, mas como é que a tradição se exprimiu?

       Como se transmite pela tradição a figura de um rosto que não se pintou, não se esculpiu, e nem sequer documentadamente se descreveu?

       O Evangelho é uma espécie de autorretrato de Nosso Senhor, não feito por Ele, mas com fatos de sua vida que dão a ideia de como Ele era, entretanto não são suficientes para compor o rosto de Jesus.

       Depois de composta a face, lendo o Evangelho dizemos: “Não há dúvida, esse é o rosto d’Ele mesmo!” O Evangelho autentica a face, mas não dá os elementos para sua composição.

       Vê-se que a graça continuou a fazer nas almas uma arquetipização (termo cunhado por Dr. Plinio para significar a procura da perfeição em todas as coisas) válida da figura do Redentor, à vista da iconografia muito insuficiente que havia, e essa arquetipização floresceu, de repente, no rosto d’Ele o qual conhecemos e que o Santo Sudário vem documentar.

       Isso me parece uma prova criteriológica muito bonita do valor dessas sublimações movidas pela graça.

O Rei da Glória é o vencedor

       Tomando Nosso Senhor como Ele foi, com toda aquela elevação, bondade, calma, distância, intimidade e tudo o mais, deduz-se que, ou o gênero humano é uma pagodeira sinistra, uma espécie de sarabanda do Inferno prenunciativa da que lá existe, ou tem que haver no centro e no ápice uma figura em torno da qual todos os homens se ordenem.

       Quer dizer, há uma espécie de senso profundo do ser que, diante da Revelação, exulta e nos leva a exclamar:

       “Sem dúvida, esse centro tinha que existir, não pode desaparecer; é Nosso Senhor. Ele tem que vencer, é o Rei da glória e as suas derrotas são aparentes, pois, no fundo delas, Ele é o vencedor, e sempre reaparecerá!”

       O senso de que a História deve ter um futuro diferente, o porvir da ordem contrária à Revolução, vem deste senso de que Ele é o centro e não pode ser deslocado deste centro.

       E, como não pode ser deslocado, a vez d’Ele chegará. Por isso, quando virmos uma pessoa inteiramente fiel a Ele — ainda que seja o último ser humano que se conheça — podemos afirmar com segurança: “Vai vencer!” (…)

Rei do Céu, que perdoa, redime e salva!

       Em pequeno, tive a felicidade indizível de ser batizado, conhecer Nosso Senhor, de ser tocado pela graça da devoção a Ele, especialmente na atitude de mostrar o seu Coração. Foi como um encontro pessoal que me fez conhecer coisas as quais eu não conheceria se não tivesse encontrado a Ele. Isso é verdade.

       Mas também é verdade que Nossa Senhora obteve que fosse posto em minha alma, pela inocência, um movimento metafísico fortíssimo para buscar o centro de todas as coisas, e que quando encontrou a Ele, de algum modo já estava aberto para ver isso n’Ele.

       Não sei como agradecer à Santíssima Virgem de ter pedido e obtido isso para mim!

       Mas vejo bem que se esta devoção a Ele vingou em mim, de um modo tão profundo e tão pouco vulgar para um menino daquela idade, foi porque já havia em minha alma um movimento para um maravilhoso, um absoluto, para uma coisa que a inocência me dava. E houve um encontro.

       Seria, portanto, um pouco o homem que encontrou Nosso Senhor (…) E uma pessoa que queira me conhecer, deve notar esses dois movimentos na minha alma.

       E daí ela mesma pode, através do conhecer-me, ser estimulada para uma e outra coisa. Não direta e exclusivamente para ver isso n’Ele, mas perceber a Contra-Revolução.

       No ver a Contra-Revolução, contemplar a Nosso Senhor; e no ver a Ele, contemplar a vitória da Contra-Revolução e concluir: “Isso não pode ser derrotado!”

       Contaram-me que no maremoto o mar recua, recua, e depois a fúria com que ele volta e a força de invasão é proporcionada ao poder de retração.

       Podemos comparar isso à ausência de Deus no panorama moderno.

       Também Nossa Senhora faz assim com seus seguidores perseguidos, chamados à bem-aventurança de sofrer perseguição por amor à justiça: Ela recua, recua…

       Tomem cuidado, porque Ela deixa aqueles a seco, como um navio parado que ficou fazendo o papel ridículo de fantasma no meio de uma terra árida…

       Mas quando o mar voltar, deve chegar onde nunca atingiria numa época comum!

       Consideremos que Nosso Senhor disse o “Meu Deus, meu Deus por que me abandonastes” depois de ter previsto a glorificação d’Ele ao Bom Ladrão: “Hoje estarás comigo no Paraíso.”

       Portanto, no meio daquela dor, Ele sabia que iria para a glória do Paraíso, e levaria São Dimas.

       Ele foi, como Rei do Céu, abrindo as portas, absolvendo, perdoando o Bom Ladrão.

       Assim, a primeira canonização que houve na Igreja foi do alto da Cruz, feita por Nosso Senhor diretamente.

       Depois veio a Ressurreição, e todo o resto.

Os fracassos não hei de temer,
eu confio em Nosso Senhor,
pois com Deus hei de sempre vencer
com fé, esperança e amor.

Com as armas da fé lutarei,
eu confio em Nosso Senhor.
Nessa luta por Deus vencerei
com fé, esperança e amor.

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Campanha Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!

Conviver com o próprio Deus!

Conviver com Deus

Mais que um simples convite. É um chamado para todos nós!

No calendário litúrgico o mês de novembro brilha com a Festa de Todos os Santos.

Esta celebração foi estendida à Igreja Universal no século IX, a fim de homenagear a multidão dos justos: aqueles que habitam a  Jerusalém Celestial, canonizados ou não, bem como os vivos que se encontram na graça de Deus e conservam a sua amizade.

Chamados para desfrutar de uma felicidade sem mancha, por toda a eternidade

Nesse sentido, esta efeméride entrelaça a Igreja Triunfante, cujos membros já receberam a palma da glória eterna, e a Militante, vivendo neste mundo na prática da virtude, à espera da felicidade futura.

Consiste tal celebração, portanto, em mais um apelo para a vocação universal à santidade, dirigido por Deus a todo homem.

Precioso convite ao nosso alcance e conforme aos melhores anseios de nossos corações, como salienta Dr. Plinio:

Por sua natureza, a criatura humana é dotada de possibilidades e valores os quais deve procurar cultivar e aperfeiçoar, caso deseje se realizar por inteiro. Nessa busca, ela não pode ter ambição mais bela e mais nobre diante de si, do que a de ser santa.

Enganar-se-ia quem pensasse ser o ideal da santidade exclusivo dos expoentes da humanidade que um dia chegam à glória dos altares.

Não. Pela ação da graça divina, todos podemos ser cortesões do Rei dos reis no Céu, desfrutando de uma felicidade sem jaça, imorredoura, pelos séculos sem fim. Todos fomos feitos para essa imensa, criteriosa, sábia, mas ousada aventura, na qual ordenamos nossa alma para Deus, a purificamos e embelezamos, dispondo-a à bem aventurança eterna, à corte celestial onde um assento nos está reservado.

É, pois, na esperança de podermos viver, de batalhar pela nossa santificação e de morrer na paz de Deus, confiantes em Nossa Senhora, agradecendo a Ela porque nos obteve graças para nos tornarmos outros heróis da Fé e príncipes do Céu, que devemos atravessar nossos dias neste chão de exílio.

Cumpre lembrar que a Festa de Todos os Santos precede a celebração da memória dos fiéis defuntos, ou seja, da Igreja Padecente no Purgatório, ela também partícipe desse hífen maravilhoso que liga a Terra ao Céu.

A grandiosa maravilha de ser Santo!

Quão sensível era Dr. Plinio a esse universo aberto, no qual a Igreja Triunfante e a Penitente se unem à Militante!

Entusiasmava-o sobremodo considerar essa grandiosa epopeia da santidade, a todo momento enriquecida pela ação da graça divina, dispensada a rogos de Maria em favor de todos, e impetrada por nossas orações, pelos méritos infinitos do Santo Sacrifício de Jesus renovado nos altares do mundo inteiro, assim como pela intercessão de nossos Anjos da Guarda e padroeiros celestes.

Exclamava Dr Plinio:

É uma situação simplesmente admirável a que somos chamados fazendo-nos santos, postos na visão e na adoração contínuas da Trindade Santíssima!

E o homem que santificou sua alma, no instante de transpor os umbrais da eternidade poderá dizer as palavras mais magníficas que imagino postas nos lábios de um moribundo, repetindo São Paulo:

“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé; resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me entregará naquele dia!” (II Tim 4, 7-8).

Rezemos e rezemos muito para elas nos levarem ao Céu!

O culto de todos os Santos envolve o culto a todas as almas que estão no céu, ainda que não tenham sido canonizadas.

Em algum sentido da palavra, qualquer alma que esteja no céu, que se tenha salvo, é uma alma santa.

Está na presença de Deus, vê Deus face a face e agrada a Deus inteiramente e naturalmente o número de pessoas que estão no céu é um número incontável.

A todas estas almas nós temos razões para rezar, nós temos razões para pedir a proteção delas, mas há, naturalmente, algumas almas que têm conosco uma relação especial e que, se bem que não nos tenham conhecido nesta vida, nem nós as conheçamos, por esta relação que têm conosco, evidentemente são intercessoras junto [a Deus por] nós.

Devemos confiar e recorrer para que estas almas zelem por nós e que nos levem para o céu.

Santa Teresinha do Menino Jesus tinha um culto muito bonito para os irmãos dela mortos batizados, mas antes da idade da razão. Ela dizia que eram os santos da família dela: a família dela iria produzir uma santa muito maior do que tudo isto, mas eram santos da família dela.

Todos nós temos em nossas famílias pessoas que morreram assim, em idade prematura, e que realmente têm esta graça: são batizados e vão diretamente para o céu sem terem sofrido.

Para todos estes nós devemos rezar e rezar muito: são aqueles que a Igreja cultua no dia de todos os santos.

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Campanha Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!

Quer experimentar o orvalho da graça?

Rainha da Clemência, rogai por mim!

         Lembro-me invencivelmente de Aparecida do Norte, e das impressões profundas que tenho colhido sempre que ali vou rezar aos pés de Nossa Senhora.

         Onde, no Brasil inteiro, um lugar para o qual, com tanta e tão invencível constância, se voltam os olhos de todos os brasileiros?

         Qual a palavra que tem entre nós o dom de abrir mais facilmente os corações? Qual a evocação que mais ardentemente do que a Aparecida nos fala de toda a sensibilidade brasileira retificada em seu curso e nobilitada em seus fins sobrenaturais?

          Quem, ao ouvir falar em Nossa Senhora Aparecida, pode não se lembrar das súplicas abrasadoras de mães que rezam por seus filhos, doentes,

         …de famílias que choram no desamparo e na miséria o bem-estar perdido e se voltam para o Trono da Rainha da clemência,

         …de lares trincados pela infidelidade, de corações ulcerados pelo abandono e pela incompreensão de almas que vagueiam pelo reino do erro à procura do esplendor meridiano da Verdade, …

        …de espíritos transviados pelas veredas do vício, que procuram entre prantos o Caminho, de almas mortas para a vida da graça, e que querem encontrar nas trevas de seu desamparo as fontes de uma nova Vida?

         Onde se pode sentir de modo mais vivo o calor ardente das súplicas lancinantes, e a alegria magnífica das ações de graças triunfais?

          Onde, com mais precisão, se pode auscultar o coração brasileiro que chora, que sofre, que implora, que vence pela prece, que se rejubila e que agradece, do que na Aparecida?

E sobretudo, onde é mais visível a ação de Deus na constante distribuição das graças, do que na vila feliz, que a Providência constituiu feudo da Rainha do Céu? (…)

O ar aí está tão saturado de eflúvios de prece e de orvalhos de graça, que qualquer pessoa sente perfeitamente que Aparecida foi designada, pela Providência, para ser a capital espiritual do país. (…)

Plinio Corrêa de Oliveira  (17/12/1939)

Assista o vídeo abaixo e recordará como Nossa Senhora Aparecida se tornou Rainha do Brasil. Não deixe passar essa graça, essa oportunidade.

Porque Ela quer conviver com você.

Ela está à espera de poder atender o seus pedidos. Não perca essa preciosa ocasião!

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Campanha Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!

A Cruz de Jesus nos fortalece!

No mais alto de tudo, a Cruz de Cristo!

O Professor Plinio Corrêa de Oliveira, no dia 14 de setembro de 1965, nos deixou este importantíssimo conselho:  

Em todos os episódios da Paixão, nota-se o desejo de humilhar Nosso Senhor. A Cruz, de modo especial, representa as humilhações que Ele sofreu.

Ela é a primeira das humilhações que, até o fim do mundo, todos os católicos haverão de sofrer por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Por esta razão, a Cruz foi tomada como sinal de honra de tudo quanto há de mais sagrado e de mais santo, pois a honra não consiste em não sermos humilhados, mas, isto sim, em receber a humilhação com ufania.

Ter presente a contínua exaltação da Cruz é a graça que devemos pedir na festa da Exaltação da Santa Cruz.

De joelhos, ante a Mãe Dolorosa...

Supliquemos a Jesus essa graça, pela intercessão da Mãe Dolorosa, e meditemos tudo quanto Ela padeceu junto com o Redentor: 

       Quem, Senhora, vendo-Vos assim em pranto, ousaria perguntar por que chorais?

       Nem a Terra, nem o mar, nem todo o firmamento, poderiam servir de termo de comparação à vossa dor.

       Dai-me, minha Mãe, um pouco, pelo menos, desta dor. 

       Dai-me a graça de chorar a Jesus, com as lágrimas de uma compunção sincera e profunda.

       Olhando para a fisionomia de Maria, sou convidado a pensar…

       Sofreis em união a Jesus. Dai-me a graça de sofrer como Vós e como Ele. Vossa dor maior não foi por contemplar os inexprimíveis padecimentos corpóreos de vosso Divino Filho.

        Jesus sofre no corpo e na alma! 

       Que são os males do corpo, em comparação com os da alma? Se Jesus sofresse todos aqueles tormentos, mas ao seu lado houvesse corações compassivos!

        O sofrimento causado pelo ódio… 

        Se o ódio mais estúpido, mais injusto, mais alvar, não ferisse o Sagrado Coração enormemente mais do que o peso da Cruz e dos maus tratos feriam o Corpo de Nosso Senhor!

        … e pela ingratidão

          Mas a manifestação tumultuosa do ódio e da ingratidão daqueles a quem Ele tinha amado… a dois passos, estava um leproso a quem havia curado… mais longe, um cego a quem tinha restituído a vista… pouco além, um sofredor a quem tinha devolvido a paz.

           E todos pediam a sua morte, todos O odiavam, todos O injuriavam.

          Tudo isto fazia Jesus sofrer imensamente mais do que as inexprimíveis dores que pesavam sobre seu Corpo.

 O sofrimento que Jesus padeceu por causa dos nossos pecados

                    E havia pior. Havia o pior dos males. Havia o pecado, o pecado declarado, o pecado protuberante, o pecado atroz. Se todas aquelas ingratidões fossem feitas ao melhor dos homens, mas por absurdo não ofendessem a Deus!

          Mas elas eram feitas ao Homem-Deus, e constituíam contra toda a Trindade Santíssima um pecado supremo. Eis aí o mal maior da injustiça e da ingratidão.

          Este mal não está tanto em ferir os direitos do benfeitor, mas em ofender a Deus.

           E de tantas e tantas causas de dor, a que mais Vos fazia sofrer, Mãe Santíssima, Redentor Divino, era por certo o pecado.

           E eu? Lembro-me de meus pecados?

         Lembro-me, por exemplo, do meu primeiro pecado, ou do meu pecado mais recente? Da hora em que o cometi, do lugar, das pessoas que me rodeavam, dos motivos que me levaram a pecar?

         Se eu tivesse pensado em toda a ofensa que Vos traz um pecado, teria ousado desobedecer-Vos, Senhor?

Oh, minha Mãe, pela dor do santo Encontro, obtende-me a graça de ter sempre diante dos olhos Jesus Sofredor e Chagado, precisamente como O vistes neste passo da Paixão

(4a estação da Via Sacra, Plinio Corrêa de Oliveira)

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Ela é Rainha do seu coração!

Rainha dos Corações

O reinado de Jesus Cristo nas almas, afirma São Luís Maria Grignion de Montfort, só será efetivo quando Nossa Senhora reinar de maneira plena nos corações dos homens.

Plinio Corrêa de Oliveira, com sua sabedoria toda marial, te convida a voar nas grandezas da Rainha dos Corações.

Soberana sobre a vontade do gênero humano

         A Mãe de Deus, Rainha dos Corações, é venerada como a soberana da vontade de todos os homens.

         Tal domínio deve-se entender, não como uma violação da liberdade das pessoas, mas pelo fato de Nossa Senhora nos obter e distribuir uma abundância de graças que nos induzem, atraem, com supremo agrado, doçura e clareza para o que Ela deseja de bom para nós.

         Assim, é através da celestial influência dessas graças que Maria nos aparece como Rainha de todos os corações.

         Em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, São Luís Grignion de Montfort escreve: “Maria é a Rainha do Céu e da Terra, pela graça, como Jesus é o Rei por natureza e  conquista”.

         Ou seja, Nosso Senhor é o Rei do universo por natureza, pois, sendo Homem-Deus, sua essência O constitui Monarca de toda a criação. Já Nossa Senhora é Rainha, não por natureza, mas pela graça recebida de Deus. Rei também é Jesus, por conquista.

         Continua São Luís: “Ora, como o reino de Jesus Cristo  compreende principalmente o coração ou o interior do homem, conforme a palavra: ‘O reino de Deus está no meio de vós’ (Lc 17, 21)…” “No meio de vós”, quer dizer, sobre os vossos corações. “…o reino da Santíssima Virgem está principalmente no interior do homem, isto é, em sua alma, e é principalmente nas almas que Ela é mais glorificada em seu Filho, do que em todas as criaturas visíveis, e podemos chamá-La com os santos a Rainha dos corações” (nº 38).

“Sede Rainha de minha alma, para eu ser inteiramente vosso”

           Nossa Senhora ser a Rainha do coração dele representa uma grandeza incomparavelmente maior do que imperar sobre os mares, as constelações, os planetas e o universo inteiro criado!

           Tal é o valor de  uma alma, ainda que a do último dos homens.

           Que dizer, então, do ser Ela soberana de todas as almas?!

           Essa realeza de Maria é voltada de modo exclusivo para nos fazer o bem, para nos atrair para a prática da virtude, para nos conduzir à santidade a que somos chamados.

          É um poder que nos revela a sua onipotência suplicante em nosso favor, enchendo-nos de consolação e confiança no seu infatigável auxílio.

         Assim, imbuídos dessa verdade admirável, dirijamos a Nossa Senhora este filial pedido:

         “Minha Mãe, Vós sois Rainha de todas as almas, mesmo das mais duras e empedernidas, desejosas contudo de se abrirem à vossa misericórdia.

         Peço-Vos, pois, sede Rainha de minha alma, quebrai nela os rochedos de maldade, as resistências abjetas que de Vós me separam.

         Dissolvei,  por um ato de vosso império, as paixões desordenadas, as volições péssimas, os restos dos meus pecados passados que tenham permanecido no meu íntimo.

         Limpai-me, ó minha Mãe e Rainha, para que eu seja inteiramente vosso!”

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Luz do Céu que infunde ânimo e coragem!

O que Jesus nos ensinou na sua Transfiguração

No dia 6 de agosto comemoramos a festa da Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Lembremos o episódio narrado pelo Evangelho:

1Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os aparte a um alto monte, 2.e transfigurou-se diante deles. O seu rosto ficou refulgente como o sol, e as suas vestiduras tornaram-se luminosas de brancas que estavam. 3.Eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4.Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: “Senhor, bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.” 5.Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu; e saiu da nuvem uma voz que dizia: ‘Este é o meu Filho dilecto em quem pus toda a minha complacência; ouvi-o.” 6.Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. 7.Porém, Jesus, aproximou-se deles, tocou-os e disse-Ihes: “Levantai-vos, não temais.” 8.Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém, excepto só Jesus.

Nosso Senhor que sobe com os discípulos ao alto do monte Tabor e em determinado momento Ele se manifesta em toda a Sua glória. Com Moisés de um lado e Elias, nosso pai espiritual, de outro lado.

              Os discípulos ficam empolgados pela glória dEle que manifestam o desejo de se conservar lá.

Aos poucos esta glória externa, extrínseca vai diminuindo, os discípulos começam a ver as coisas mais ou menos como eram antes da Transfiguração e depois caem inteiramente na normalidade; algum tempo mais e Nosso Senhor desce do Monte Tabor.

               Então, a majestade que revelava era tanto, que as pessoas gritavam de medo diante dEle, de tal maneira era majestoso.

               Estes fatos nos levam a algumas considerações: como é a majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Todas as Virtudes levadas ao último extremo

Os pintores que costumam apresentar a Transfiguração, não dão esse aspecto, mas apresentam-No com uma fisionomia muito plácida e muito serena, os dois Apóstolos que olham para Ele numa grande atitude de admiração.

               É verdade que Nosso Senhor está cercado de uma grande glória, mas Ele é a própria placidez, a própria serenidade, a própria afabilidade.

Isto certamente estava presente no aspecto de Cristo transfigurado e este modo de representar não é de nenhum modo falso.

                Mas Nosso Senhor – na infinita riqueza de Sua santidade e de Sua Pessoa –  tinha os atos de todas as virtudes ao mesmo tempo, levadas ao último extremo.

A perfeição mais sublime conjugada, ao mesmo tempo, com toda esta afabilidade, com uma tal majestade e uma tal superioridade que não tinha nenhuma proporção com nenhum conceito humano.

Por causa disto exatamente e porque legitimamente a superioridade incute ao mesmo tempo respeito, afeto e medo, que é o temor do Senhor.

                Então, por causa de todas estas razões juntas, Nosso Senhor também representava ali uma face de uma sublimidade, de uma nobreza régia, de um poder, de uma seriedade, de uma gravidade e de uma força que deixava assim estupefatos e tremendo de medo os que viam.

Os discípulos que Nosso Senhor chamou para o Tabor, foram os que quis mais perto de Si no Horto das Oliveiras.

E isto porque precisamente os que mais haviam presenciado Sua glória, deviam também mais intimamente participar de Sua dor, deviam ter mais fé em Sua divindade no momento em que ela parecia negada flagrantemente pelas humilhações nas quais Ele devia entrar.

A tal propósito há uma consideração para se fazer. Quantas e quantas vezes vejo coisas realmente maravilhosas que Nossa Senhora opera em nosso apostolado que enchem de alegria as almas.

Tenho vontade de dizer às vezes a certas pessoas: 

Meu caro você está tão alegre, alegre-se ainda mais! Porém peça como compensação a graça de ser fiel na hora da dor!

                 Porque momento poderá haver em que todas essas glórias pareçam canceladas. Momento poderá haver em que todas as humilhações baixem sobre nós. Momento poderá haver em que todas as esperanças pareçam pisadas aos pés.

Você que agora está vendo em tal episódio o “dedo” de Nossa Senhora, compreenda que Ela nunca põe Seu “dedo” de Rainha e de Sede da Sabedoria numa coisa em vão,  sem que aquilo tenha um prosseguimento!

E nas piores horas lembre-se das melhores, para poder confiar no dia de amanhã.

"Neste mundo tereis aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo!".

João 16,33

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Ouvir a voz de Maria!

Enviado por Deus chamado João...

Pintura do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, por São João Batista

Ele veio para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.

Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da Luz:

Nosso Senhor Jesus Cristo, luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo.
João dá testemunho dele e clama, dizendo:

Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim.

E todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graça sobre graça.

( Jo, 1, 6-9, 15-16.)

Santificado por Jesus no seio de Maria

Foto de imagem de São João Batista, tendo ao fundo foto do Rio Jordão

São João Batista foi santificado por Jesus presente no seio de Maria, a qual visitava Santa Isabel, que estava para dar à luz.

E João estremeceu de alegria.

Também nós somos chamados a dar testemunho da luz de Cristo para que, por meio de Maria, as almas sejam por Ele santificadas e também estremeçam de alegria.

Convívio de São João com Nossa Senhora, antes de nascer

Pintura da Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel

         São João Batista, ainda no ventre materno, era dotado de toda lucidez. Porque sem ser concebido sem pecado original – ao menos nada indica que tenha sido – foi isento dessa culpa logo depois de concebido, razão pela qual tinha inteligência, tinha compreensão das coisas que se passavam, e estava em oração no ventre de Santa Isabel quando Nossa Senhora chegou.

          Nossa Senhora não foi a Santa Isabel  apenas para ajudá-la, mas que o motivo primeiro da visita era ajudá-la para que gerasse perfeitamente aquele menino que Ela sabia ser o precursor prometido pela Escrituras. O menino passou três meses vendo constantemente Nossa Senhora ajudar Santa Isabel. Ele ouvia a voz de Nossa Senhora; durante esses três meses ele compreendeu Nossa Senhora.

       Então, essa criatura, logo no despertar de sua vida, foi acordada para o conhecimento do mundo pela voz de Nossa Senhora. Ele ouviu Santa Isabel cantar a grandeza de Nossa Senhora e ouviu Nossa Senhora entoar o Magnificat. Ouviu esse hino, essa canção tão bem estruturada, tão nobre, ao mesmo tempo tão racional, tão bem pensada. Ele ouviu e compreendeu todos os sentidos que o Magnificat tem, depois o canto da voz de Nossa Senhora e tudo o mais, tudo concorreu para elevar a alma dele. Ou seja, o primeiro ensinamento desse homem privilegiado foi um ensinamento de Nossa Senhora.

        Essa alma foi formada diretamente por Nossa Senhora. E aí então, como através de um espelho, podemos ver algo das virtudes de Nossa Senhora. Porque ele é fruto da alma de Nossa Senhora, da formação de Nossa Senhora. Ele é fruto da formação, e pelo fruto se conhece a árvore. Nossa Senhora, a ter formado um homem que tivesse todo o agrado dEla, teria formado a ele.

         Que Nossa Senhora nos faça tais! Que possamos ouvir, também nós, a voz dEla dentro de nossas almas. Que nós também tomemos a forma de verdadeiros discípulos dEla. É o que nós pedimos, de toda alma, a São João Batista e a Nossa Senhora, na festa dele.

(excertos de palavras de Plinio Corrêa de Oliveira em 23/06/1967)

imagem de São João Batista

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