24º Domingo do Tempo Comum | Domingo

24º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Eclo 27,33-28,9)

Leitura do Livro do Eclesiástico.

33 O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. 28,1 Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. 2 Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. 3 Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? 4 Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? 5 Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? 6 Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; 7 pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos. 8 Pensa nos mandamentos, e não guardes rancor ao teu próximo. 9 Pensa na aliança do Altíssimo,e não leves em conta a falta alheia!

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)

– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.

– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

– Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.

– Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.

– Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

Segunda Leitura (Rm 14,7-9)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 7 Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8 Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9 Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Mt 18,21-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Eu vos dou este novo Mandamento, nova ordem, agora, vos dou; que, também, vos ameis uns aos outros como eu vos amei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caíu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo!’ 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Hab 1,2-3.2,2-4)

Leitura da Profecia de Habacuc.

2 Senhor, até quando clamarei, sem me atenderes? Até quando devo gritar a ti: “Violência!”, sem me socorreres? 3 Por que me fazes ver iniquidades, quando tu mesmo vês a maldade? Destruições e prepotência estão à minha frente; reina a discussão, surge a discórdia. 2,2 Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3 A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4 Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8)

– Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!

– Não fecheis o coração, ouvi, hoje, a voz de Deus!

– Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! 

– Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. 

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.

Evangelho (Lc 17,5-10)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A palavra do Senhor permanece para sempre; e esta é a palavra que vos foi anunciada.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 5 os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6 O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria. 7 Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8 Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?’ 9 Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10 Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’ “.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja – 13 de Setembro

São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da Igreja

Santo do Dia – 13 de Setembro

São João Crisóstomo - Bispo e Doutor da igreja

São João Crisóstomo,

Bispo e Doutor da Igreja · † 407

Origens

São João Crisóstomo

Nasceu por volta do ano 349, em Antioquia, na Síria (região da atual Ásia Menor, na Turquia), numa família muito rica.

Seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, cargo que cedo lhe causou a morte. Sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, hoje venerada como santa, cuidou para que o filho fosse educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto nas ciências quanto na religião, sem que isso prejudicasse sua formação espiritual.

Desde criança, João Crisóstomo revelou-se um verdadeiro campeão da palavra, talento que mais tarde colocaria inteiramente a serviço do Evangelho.

Bom Orador

Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. O famoso reitor Libânio, seu professor, via no jovem o seu sucessor natural. Ficou desapontado, porém, quando aquele aluno promissor preferiu o fascínio da fé ao da retórica: “se os cristãos não me o tivessem roubado”, teria exclamado.

Na verdade, João foi “roubado” pela atração que nutria pelas palavras sagradas, que estudava com atenção no círculo de amizades de Diodoro, futuro bispo de Tarso. São Paulo foi um dos seus autores favoritos, ao qual dedicou inúmeros pensamentos e escritos.

Vocação

O bispo Fabiano o ordenou sacerdote, mas, desde o período de diaconato, João demonstrava claramente que a sua capacidade de falar das Escrituras ao povo era fora do comum.

Antes desta fase, o jovem viveu também a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais os dois últimos passados numa caverna. Essa experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

Amor aos Pobres

São João Crisóstomo pregava o amor concreto aos irmãos mais pobres; chamava a atenção dos monges para as obras de caridade e o desapego ao dinheiro; exortava os leigos a evitar a teia de aranha da devassidão.

Dava mais espaço ao espírito e menos à carne. Foi um moralista no sentido mais positivo do termo, numa época em que extrair dos provérbios bíblicos normas de comportamento coerentes com a vida de um batizado era algo bastante natural.

A Mudança

Em 397, aos 50 anos, deu-se a grande mudança: João Crisóstomo foi chamado a Constantinopla para suceder o Patriarca Nectário.

Mudou sua função, teve maior visibilidade e proximidade da corte, mas quem não mudou nada foi ele mesmo. Aquele que combatia a corrupção que lotava os palácios do poder bizantino continuou fiel ao seu estilo — e o povo o amava por isso.

Inimigos

Quem começou a detestá-lo, cada vez mais abertamente, era a nobreza e o clero apegados aos privilégios, incomodados por um homem que, em vez de se alinhar aos companheiros de posição, lançava flechadas com sua língua impetuosa.

A indolência e os vícios, sobretudo entre os que usavam batina, eram seus alvos favoritos. Às palavras seguiram-se os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos, era exagero demais — e contra um homem mais ingênuo que astuto começou uma série de intrigas.

Condenação

O partido contra João foi liderado pelo Patriarca de Alexandria, Teófilo, e pela Imperatriz Eudóxia. Em sua ausência, convocaram um sínodo que o obrigou ao exílio, no ano 403.

Mas sua remoção não durou muito: por furor popular, João Crisóstomo voltou a Constantinopla. Seus adversários, porém, relançaram o desafio, e em 9 de junho de 404 uma nova condenação o afastou do centro do Império. O antigo eremita deparou-se, então, com uma solidão forçada.

A Morte

Essa nova expulsão provocou revolta tão intensa na população que o bispo chegou a ser trazido de volta para reassumir seu cargo. Dois meses depois, porém, foi exilado pela segunda vez.

Já com a saúde muito debilitada, não resistiu. João “boca de ouro”, como foi apelidado mais tarde, faleceu em 407, em Comana, no Ponto.

São João Crisóstomo, rogai por nós! João Crisóstomo — “João” vem do hebraico Yohanan, “Deus é misericordioso”; “Crisóstomo”, do grego chrysóstomos, significa “boca de ouro”, epíteto dado ao Santo pela eloquência com que pregava as Escrituras.

“Ó Santo, protetor da fé, ajudai-nos a não cair nas ciladas do demônio nem nas diversas ideologias mundanas da atualidade. Fazei que a nossa fé cresça cada dia mais e, com ela, possamos encontrar Jesus verdadeiramente. Pedimos também pelos pregadores da atualidade, a fim de que anunciem o Evangelho com ousadia. Amém.”

São João Crisóstomo, rogai por nós!

São Marcelino — Mártir de Cartago, tribuno e amigo muito próximo de Santo Agostinho e de São Jerônimo.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de setembro:

1
São João Crisóstomo Bispo e Doutor da Igreja. Em Comana, no Ponto. Pregador incomparável das Escrituras, foi exilado por defender a reforma dos costumes na corte de Constantinopla.
† 407
2
São Juliano Mártir. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia. Presbítero martirizado no tempo do imperador Licínio.
† s. IV
3
Dedicação das Basílicas do Santo Sepulcro Em Jerusalém, sobre o monte Calvário e sobre o sepulcro do Senhor, mandadas edificar piedosamente pelo imperador Constantino.
† 355
4
São Litório Bispo. Em Tours, na Gália Lionense, hoje na França. Foi o primeiro a construir uma igreja dentro dos muros da cidade.
† 371
5
Santo Emiliano Bispo. Em Valence, na Gália Lionense, atual França. Venerado como o primeiro bispo desta cidade.
† d. 374
6
São Marcelino Mártir. Em Cartago, na atual Tunísia. Tribuno e amigo muito próximo de Santo Agostinho e de São Jerônimo.
† 413
7
São Maurílio Bispo. Em Angers, na Gália Lionense, atual França. Nascido em Milão, foi ao encontro de São Martinho de Tours.
† 453
8
Santo Amado Presbítero e abade. Nos montes Vosgos, na Nêustria, atual França.
† c. 629
9
São Venério Eremita. Na ilha de Tino, no golfo de La Spézia, na Ligúria, região da Itália.
† s. VII
10
Santo Amado Bispo de Sion, na Suíça. Passamento em Breuil, na Gália Ambianense, hoje na França.
† c. 690
11
Beata Maria de Jesus Virgem da Ordem das Carmelitas Descalças. Em Toledo, na Espanha.
† 1640
12
Beato Cláudio Dumonet Presbítero e mártir. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beato Aurélio Maria Irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Almeria, na Andaluzia, região da Espanha, assassinado em ódio à Igreja.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Nasceu em Antioquia, cerca do ano 349. Desde criança, João Crisóstomo foi um campeão da palavra. Ainda jovem fez a experiência eremítica: seis anos no deserto, dos quais, os dois últimos, em uma caverna. Esta experiência consolidou nele um caráter de sobriedade que reforçou ainda mais as suas palavras, que abalavam por sua franqueza.

Depois de ter recebido uma excelente educação, dedicou‑se à vida ascética; e, tendo sido ordenado sacerdote, consagrou‑se com grande fruto ao ministério da pregação.

Maravilhosa capacidade de falar

A sua notável diligência, competência e maravilhosa capacidade de falar e escrever para expor a doutrina católica e formar os fiéis na vida cristã, sua eloquência sublime, mereceu‑lhe o apelativo de Crisóstomo, «boca de ouro».

Eleito bispo de Constantinopla no ano 397, revelou grande zelo e atendendo em particular à reforma dos costumes, tanto do clero como dos fiéis. Às palavras, seguiram os fatos: muitos padres foram removidos por indignidade, inclusive o bispo de Éfeso. Para muitos era exagerado demais e começa a série de intrigas.

Inveja sempre presente

A oposição da corte imperial e de outros inimigos pessoais levou‑o por duas vezes ao exílio.

Perseguido por tantas tribulações, morreu em Comana (Ponto, Ásia Menor) no dia 14 de Setembro do ano 407.

São João Crisóstomo, rogai por nós!

Oração – São João Crisóstomo, peça ao Pai que nos ajude a amar o próximo, que nos dê a graça de viver em sua palavra e ter o evangelho como caminho, regra e vida em nossa caminhada

Crisóstomo Que tem boca dourada ou de ouro.  Que fala eloquentemente.

Com São Marcelino, mártir, que, sendo tribuno e muito amigo de Santo Agostinho e de São Jerónimo.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

13

2. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, também na Turquia, São Juliano, presbítero e mártir no tempo do imperador Licínio.(† s. IV)

3. Em Jerusalém, a dedicação das basílicas que o imperador Constantino quis piedosamente edificar sobre o monte Calvário e sobre o sepulcro do Senhor.(† 355)

4. Em Tours, na Gália Lionense, hoje na França, São Litório, bispo, que foi o primeiro a construir uma igreja dentro dos muros da cidade, onde já anteriormente havia cristãos.(† 371)

5. Em Valence, na Gália Lionense, também na atual França, Santo Emiliano, venerado como o primeiro bispo desta cidade.(† d. 374)

6. Em Cartago, na hodierna Tunísia, São Marcelino, mártir, que, sendo tribuno e muito amigo de Santo Agostinho e de São Jerônimo, sob a pressão do usurpador Heracliano foi acusado falsamente e morto inocente pelos hereges donatistas, por defender a fé católica.(† 413)

7. Em Angers, na Gália Lionense, atualmente na França, São Maurílio, bispo, que, nascido em Milão, foi ao encontro de São Martinho de Tours, pelo qual foi ordenado presbítero e enviado a dirigir a Igreja de Chalonnes-sur-Loire; eleito bispo, empenhou-se infatigavelmente em erradicar as superstições pagãs dos povos rurais.(† 453)

8. Nos montes Vosgos, na Nêustria, também na atual França, Santo Amado, presbítero e abade, insigne pela sua austeridade, jejuns e amor à solidão, que dirigiu sabiamente o mosteiro de Habend, depois denominado Remiremont, por ele fundado juntamente com São Romarico.(† c. 629)

9. Na ilha de Tino, no golfo de La Spézia, na Ligúria, região da Itália, São Venério, eremita.(† s. VII)

10. Em Breuil, na Gália Ambianense, hoje na França, o passamento de Santo Amado, bispo de Sion, na Suíça, que, por ordem do rei Teodorico II, foi mandado para o exílio e aí morreu.(† c. 690)

11. Em Toledo, na Espanha, a Beata Maria de Jesus (Maria López de Rivas), virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, que teve a graça extraordinária da comunicação das dores da Paixão do Senhor, tanto na alma como no corpo, permanecendo sempre humilde e paciente em tudo.(† 1640)

12. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Cláudio Dumonet, presbítero e mártir, que, sendo mestre de artes, durante a perseguição religiosa foi encerrado na esquálida galera, onde, com os pés encadeados e desfalecido pela febre e condições desumanas, morreu por Cristo.(† 1794)

13. Em Almeria, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Aurélio Maria (Benvindo Villalon Acebron), irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, assassinado em ódio à Igreja.(† 1936)

Santíssimo Nome de Maria – 12 de Setembro

Santíssimo Nome de Maria

Santo do Dia – 12 de Setembro

Santíssimo Nome de Maria

Santíssimo Nome de Maria,

Festa Mariana · Universal desde 1683

Origens da Festa

Santíssimo Nome de Maria No princípio, a festa do Santíssimo Nome de Maria era celebrada apenas em Cuenca, na Espanha, desde a sua instituição em 1513. A data original era 15 de setembro, mas em 1587 o Papa Sisto V transferiu a celebração para o dia 17 daquele mês.

A Festa do Santo Nome de Maria celebra-se hoje no dia 12 de setembro, em honra ao nome da Mãe de Jesus. Foi instituída como festa universal pelo Papa Inocêncio XI, em ação de graças pela vitória sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683. Em Roma, uma das igrejas gêmeas do Fórum de Trajano é dedicada a esse nome, testemunho de uma devoção que atravessou os séculos.

O Papa Gregório XV estendeu a festa à Arquidiocese de Toledo em 1622. Os Carmelitas Descalços receberam, em 1666, permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes ao ano, e em 1671 a celebração foi estendida a toda a Espanha. Após a vitória cristã conduzida pelo rei Jan III Sobieski, em Viena, o Papa Inocêncio XI estendeu a festa a toda a Igreja, fixando-a no domingo seguinte à Natividade de Maria.

Por que Celebrar

A dignidade do nome de Maria foi conferida pela própria Virgem, e a Igreja celebra esse nome em sua honra. Sua vida, sua pureza incomparável e seu amor a Deus tornaram-no tão poderoso que, segundo a tradição, o próprio inferno treme ao ouvi-lo — e as leis litúrgicas determinam que o celebrante incline a cabeça sempre que o pronuncia durante a Missa.

Assunta ao Céu em corpo e alma e coroada Rainha do Céu e da Terra, Maria é venerada pelos anjos e por Jesus. Invocar o seu nome é, para os fiéis, um ato de fé carregado de graça: buscam nele conforto, orientação e a certeza de uma intercessão maternal que jamais abandona quem a ela recorre com confiança.

Nas Escrituras

O nome de Maria atravessa os Evangelhos em momentos decisivos da história da salvação. Em Lucas, ele surge no anúncio do anjo Gabriel à jovem virgem desposada com José (Lc 1,26-27), na saudação que a chama “cheia de graça” (Lc 1,30), na sua pergunta sobre como se cumpriria o anúncio (Lc 1,34), na viagem a Belém, onde nasce Jesus (Lc 2,4-5), no encontro dos pastores com o menino (Lc 2,16) e no momento em que Maria guarda essas palavras, meditando-as em seu coração (Lc 2,19). Mateus, por sua vez, inclui seu nome na genealogia de Jesus (Mt 1,16) e narra a concepção pelo Espírito Santo (Mt 1,18).

Vozes dos Santos

São Bernardo de Claraval ensinava que nada é mais poderoso para salvar os pecadores do que o Santíssimo Nome de Maria. Santo Afonso de Ligório, em suas Glórias de Maria, recorda que São Germano comparava invocar esse nome à própria respiração — sinal de vida e de graça — e que Ricardo de São Lourenço o via como torre fortíssima, capaz de livrar até os maiores pecadores da morte eterna.

Segundo Tomás de Kempis, os próprios demônios temem tanto a Rainha do Céu que fogem, como do fogo, de quem invoca o seu nome. A tradição relata ainda uma revelação da Virgem a Santa Brígida: por mais endurecido que seja um pecador, o demônio o abandona no instante em que ele invoca esse nome com propósito de emenda.

“Oração – Concedei, ó Deus todo-poderoso, que os vossos fiéis, que se alegram sob o nome e a proteção da Santíssima Virgem Maria, sejam livres de todo mal na terra por sua intercessão, e mereçam alcançar as alegrias eternas no Céu. Amém.”

Santíssimo nome de maria, rogai por nós!

São Guido de Anderlecht — Sacristão que se dedicou com liberalidade aos pobres, peregrinou sete anos pelos Lugares Santos e morreu piedosamente ao regressar à sua terra.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de setembro:

1
Santíssimo Nome de Maria Festa em honra ao nome da Mãe de Deus, instituída em Cuenca em 1513 e estendida à Igreja universal por Inocêncio XI em 1683.
Festa
2
Santo Autônomo Bispo e mártir. Na Bitínia, hoje na Turquia.
† c. s. III
3
Santos Crônides, Leôncio e Serapião Mártires. Em Alexandria, no Egito. Segundo a tradição, foram lançados ao mar no tempo do imperador Maximino por confessarem o nome de Cristo.
† s. III
4
Santo Albeu Bispo. Em Imlech, na Momônia, província da Irlanda. Pregou o Evangelho em muitos lugares da ilha.
† c. 528
5
São Guido Em Anderlecht, no Brabante, atualmente na Bélgica. Sacristão que se dedicou ao auxílio dos pobres, peregrinou sete anos pelos Lugares Santos e regressou à sua terra, onde morreu piedosamente.
† c. 1012
6
Beatos Apolinário Franco, Tomás Zumárraga e companheiros Presbíteros e mártires. Em Omura, no Japão. Em ódio à fé cristã, foram encarcerados e depois queimados vivos.
† 1622
7
Beato Pedro Sulpício Cristóvão Faverge Irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Num barco-prisão ao largo de Rochefort, na França. Encarcerado na Revolução Francesa, dedicou-se aos companheiros de prisão até morrer de enfermidade contagiosa.
† 1794
8
São Francisco Ch’oe Kyong-hwan Mártir. Em Seul, na Coreia. Catequista que, recusando abjurar da fé, foi recluído no cárcere e ali continuou a orar e catequizar até consumar o martírio.
† 1839
9
Maria Luísa (Gertrudes Prósperi) Abadessa da Ordem de São Bento. Em Trévi, na Úmbria, região da Itália. Dotada de experiências espirituais extraordinárias e de generosidade para com os necessitados.
† 1847
10
Beatos Emério José e Hugo Julião Religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires. Em Ruidellots, perto de Gerona, na Espanha. Receberam do Senhor a recompensa eterna por sua intrépida fidelidade.
† 1936
11
Beato Miguel de Jesus Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Manlleu, perto de Barcelona, na Espanha. Assassinado em ódio à vida religiosa, na violenta perseguição contra a Igreja.
† 1936
Maria — Pode ter origem no egípcio “Mery”, que significa “mui amada”, ou no siríaco, com o sentido de “senhora”. A hipótese mais aceita, porém, aponta para o hebraico, com significados como “estrela do mar”, “gota do mar”, “esperança” ou “sublime” — nome que se tornou poderoso a partir do instante em que a Mãe do Redentor o recebeu.

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Inicialmente a festa do Santíssimo Nome de Maria era apenas realizada em Cuenca, na Espanha, quando foi instituída em 1513 e comemorada em 15 de setembro. Entretanto em 1587, o Papa Sisto V mudou o dia da celebração para 17 de setembro. O Papa Gregório XV estendeu a festa para a Arquidiocese de Toledo em 1622. Em 1666 os Carmelitas Descalços receberam a permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (dúplice). Posteriormente, em 1671, a festa foi estendida para toda a Espanha. Após a vitória dos cristãos, conduzida pelo Rei João III Sobieski, da Polônia, sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683, a festa foi estendida a toda a Igreja pelo Papa Inocêncio XI, e atribuída ao domingo após o Nascimento de Maria. Santíssimo Nome de Maria, santificai-nos!Oração – Ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome. Com São Guido, Confessor – um dos santos mais venerados na Bélgica. Considerado precursor de São Francisco de Assis. Um século após a sua morte, caiu no esquecimento, por muito tempo, mas os prodígios, que se realizavam em torno do seu túmulo, recordaram ao mundo a importância da sua figura. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 12 2. Na Bitínia, na hodierna Turquia, Santo Autônomo, bispo e mártir.(† c. s. III) 3. Em Alexandria, no Egito, os santos Crônides, Leôncio e Serapião, que, segundo a tradição, foram lançados ao mar no tempo do imperador Maximino por confessarem o nome de Cristo.(† s. III) 4. Em Imlech, cidade da Momônia, província da Irlanda, Santo Albeu, bispo, que pregou o Evangelho em muitos lugares desta ilha.(† c. 528) 5. Em Anderlecht, no Brabante, atualmente na Bélgica, São Guido, que depois de ter sido sacristão da igreja de Mariensee, se dedicou com suma liberalidade ao auxílio dos pobres, fez-se peregrino dos Lugares Santos durante sete anos e finalmente regressou à sua terra, onde morreu piedosamente.(† c.1012) 6. Em Omura, no Japão, os beatos Apolinário Franco, da Ordem dos Frades Menores, e Tomás Zumárraga, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e quatro companheiros[1], mártires, que, em ódio à fé cristã, foram metidos no cárcere e depois queimados vivos. [1] São estes os seus nomes: Francisco de São Boaventura e Pedro de Santa Clara, religiosos da Ordem dos Frades Menores, e Domingos Magoshichi e Mateus de São Tomás Chiwiato, religiosos da Ordem dos Pregadores.(† 1622) 7. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Pedro Sulpício Cristóvão Faverge, irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, tendo sido encarcerado durante a Revolução Francesa por ser religioso, dedicou todos os seus cuidados aos companheiros de prisão, até que, atingido por uma enfermidade contagiosa, morreu piedosamente.(† 1794) 8. Em Seul, na Coreia, São Francisco Ch’oe Kyong-hwan, mártir, que era catequista e, recusando abjurar da fé cristã ante a intimação do governador, foi recluído no cárcere, onde continuou a dedicar-se à oração e à catequese, até que, extenuado pela atrocidade dos tormentos, consumou o seu martírio.(† 1839) 9. Em Trévi, cidade da Úmbria, região da Itália, Maria Luísa (Gertrudes Prósperi), abadessa da Ordem de São Bento, dotada de experiências espirituais extraordinárias e generosidade para com os necessitados.(† 1847) 10. Em Ruidellots, perto de Gerona, na Espanha, os beatos Emério José (José Plana Rebugent), e Hugo Julião (Julião Delgado Díez), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, na mesma perseguição, em virtude da sua intrépida fidelidade recebeu do Senhor a recompensa eterna.(† 1936) 11. Em Manlleu, perto de Barcelona, também na Espanha, o Beato Miguel de Jesus (Jaime Puigferrer Mora), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foi assassinado em ódio à vida religiosa.(† 1936)

23ª Semana do Tempo Comum | Sábado

23ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Cor Litúrgica: Verde

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

14 Meus caríssimos, fugi da idolatria. 15 Eu vos falo como a pessoas esclarecidas. Então, ponderai bem o que eu digo: 16 O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17 Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão. 18 Considerai os filhos de Israel: Os que comem as vítimas sacrificais não estão em comunhão com o altar? 19 Então, o que dizer? Que a carne de um sacrifício idolátrico tem algum valor? Ou que o ídolo vale alguma coisa? 20 – Nada disso. O que eu digo é que os idólatras oferecem seus sacrifícios aos demônios e não a Deus. Ora, eu não quero que entreis em comunhão com os demônios. 21 Vós não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; vós não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. 22 Ou, quem sabe, queremos excitar o zelo santo do Senhor? Somos porventura mais fortes do que ele?

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 115(116),12-13.17-18 (R. 17a)

– Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

– Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.

– Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

– Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido.

Evangelho (Lc 6,43-49)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43 “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. 44 Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas. 45 O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46 Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo? 47 Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48 É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. 49 Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Gn 49,29-32.50,15-26a)

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, Jacó transmitiu as suas ordens a seus filhos, dizendo: 49,29 “Eu vou juntar-me ao meu povo; sepultai-me com meus pais na gruta de Macpela, que está no campo de Efron, o hitita, 30 defronte de Mambré, no país de Canaã. É a gruta que Abraão comprou a Efron, o hitita, junto com o campo, como propriedade funerária. 31 Lá foram sepultados Abraão e Sara, sua mulher, ali se sepultaram também Isaac e sua mulher Rebeca; e foi lá que sepultei Lia”. 32 Quando Jacó acabou de dar suas instruções aos filhos, recolheu os pés sobre a cama e morreu; e foi reunido aos seus. 50,15 Ao verem que seu pai tinha morrido, os irmãos de José disseram entre si: “Não aconteça que José se lembre da injúria que padeceu, e nos faça pagar todo o mal que lhe fizemos”. 16 E mandaram dizer-lhe: “Teu pai, antes de morrer, ordenou-nos 17 que te disséssemos estas palavras: ‘Peço-te que esqueças o crime de teus irmãos, e o pecado e a maldade que usaram contra ti’. Nós pedimos, pois, que perdoes o crime dos servos do Deus de teu pai”. Ouvindo isto, José pôs-se a chorar. 18 Vieram seus irmãos e prostraram-se diante dele, dizendo: “Somos teus servos”. 19 Ele respondeu: “Não tenhais medo. Sou eu, porventura, Deus? 20 Vós pensastes fazer mal contra mim. Deus, porém, converteu-o em bem, para dar vida a um povo numeroso, como vedes presentemente. 21 Não temais: eu vos sustentarei e a vossos filhos”. E assim os consolou, falando-lhes com doçura e mansidão. 22 E José ficou morando no Egito, com toda a família de seu pai, e viveu cento e dez anos. 23 José viu os filhos de Efraim até à terceira geração, e os filhos de Maquir, filho de Manassés, que José também recebeu sobre seus joelhos. 24 José disse aos seus irmãos: “Eu vou morrer. Deus vos visitará e vos fará subir deste país para a terra que ele jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó”. 25 Depois de tê-los feito jurar e de ter dito: “Quando Deus vos visitar, levai daqui os meus ossos convosco”, 26a José morreu, completando cento e dez anos de vida.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 104(105),1-2.3-4.6-7 (R. cf. Sl 68(69),33)

– Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá.

– Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá.

– Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! 

– Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! 

– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. 

Evangelho (Mt 10,24-33)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24 “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25 Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! 26 Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28 Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29 Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33 Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

23ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

23ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 9,16-19.22b-27)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 16 pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! 17 Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18 Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. 19 Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22b Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23 Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. 24 Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos, mas um só ganha o prêmio? Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. 25 Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo, e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26 Por isso, eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27 Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a boa-nova aos outros, eu mesmo seja reprovado.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 83(84),3.4.5-6.12 (R. 2)

– Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

– Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

– Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

– Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

– Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, e se decidem a partir quais peregrinos!

– O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, e largamente distribui a graça e a glória O Senhor nunca recusa bem algum àqueles que caminham na justiça.

Evangelho (Jo 14,27-31a)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40 Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41 Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42 Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (1Tm 1,1-2.12-14)

Início da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo.

1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança, 2 a Timóteo, verdadeiro filho na fé: a graça, a misericórdia e a paz de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. 12 Agradeço àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em mim ao designar-me para o seu serviço, 13 a mim, que antes blasfemava, perseguia e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância de quem não tem fé. 14 Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 15(16),1-2a e 5.7-8.11 (R. cf. 5a)

– O Senhor é a porção da minha herança!

– O Senhor é a porção da minha herança!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Evangelho (Lc 6,39-42)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40 Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41 Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42 Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

23ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

23ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 8,1b-7.11-13)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 1b o conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2 Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3 Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4 Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. 5 É verdade que alguns são chamados deuses, no céu ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6 Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7 Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11 E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12 Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13 Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 138(139),1-3.13-14ab.23-24 (R. 24b)

– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

– Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

– Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.

– Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras!

– Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida!

Evangelho (Lc 6,27-38)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco, e, em nós seu amor fica pleno!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27 “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Cl 3,12-17)

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses.

Irmãos, 12 vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, 13 suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. 14 Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. 15 Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. 16 Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. 17 Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 150,1-2.3-4.5-6 (R. 6)

– Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

– Louve o Senhor tudo o que vive e que respira.

– Louvai o Senhor Deus no santuário, louvai-o no alto céu de seu poder! Louvai-o por seus feitos grandiosos, louvai-o em sua grandeza majestosa!

– Louvai-o com o toque da trombeta, louvai-o com a harpa e com a cítara! Louvai-o com a dança e o tambor, louvai-o com as cordas e as flautas!

– Louvai-o com os címbalos sonoros, louvai-o com os címbalos de júbilo! Louve a Deus tudo o que vive e que respira, tudo cante os louvores do Senhor! 

Evangelho (Lc 6,27-38)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, falou Jesus a seus discípulos: 27 “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Nicolau de Tolentino, Presbítero – 10 de Setembro

São Nicolau de Tolentino, protetor das almas do purgatório

Santo do Dia – 10 de Setembro

São Nicolau de Tolentino,

Protetor das Almas do Purgatório · † 1305

Origens

São Nicolau de Tolentino Nicolau nasceu nas Marcas, em 1245, na diocese de Fermo.

Ainda adolescente, conheceu os Agostinianos e foi atraído pela vida monacal, à qual se consagrou em Tolentino. Foi um asceta de sorriso amável, de longas orações e jejuns, sempre acompanhados pela simpatia e a caridade.

Infância e Juventude

Desde os sete anos de idade, suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão pelos menos favorecidos. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres. Virtudes alinhadas a uma fé incondicional em Nosso Senhor e na Virgem Maria. Aos quatorze anos, foi viver na comunidade dos agostinianos de Castelo de Santo Ângelo, como oblato, isto é, sem fazer os votos perpétuos, mas obedecendo às Regras. Mais tarde, ingressou na Ordem e, no ano de 1274, foi ordenado sacerdote.

Semeador da Palavra de Deus

Nicolau possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência Divina, o que tornava seus sermões empolgantes. Tinha um grande poder de persuasão, pelo seu modo simples e humilde de viver e praticar a fé, sempre na oração e na penitência, cheio de alegria em Cristo. Com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria.

Vida Penitente

Comia tão pouco, que ficou doente. O seu prior quis dar-lhe um pouco de carne, mas em vão. Chamou-se o prior geral. Nicolau, vencido pela santa obediência que professava, consentiu e engoliu um pedacinho: “Já obedeci, não me aborreçam mais com gulodices”. E Deus curou-o, jejuava a pão e água às segundas, quartas, sextas-feiras e sábados em honra a Maria Santíssima. Tanta austeridade trouxe-lhe dores articulares do estômago e da cabeça e ainda perturbações na vista. Perguntava a si mesmo se tanto rigor agradava ou não a Deus, mas o Senhor apareceu-lhe em sonho e confortou-o. Caindo ele de novo doente, curou-se, por indicação de Nossa Senhora, comendo um pedaço de pão molhado em água, depois de fazer o sinal da cruz. Daí veio o costume de benzer pães em honra de São Nicolau, destinados a robustecer os fracos. Nicolau trazia sobre a pele cadeias metálicas, tecidos ásperos e irritantes. Rezava entre as horas canônicas, a que era notavelmente fiel: de completas ao canto do galo, de matinas até a aurora, da Missa (se não tinha confissões) até terça, e de noite até às vésperas (se não tinha obrigações impostas pela obediência). Rezava na Igreja, perto dum altar ou na cela.

Apóstolo do Confessionário

Em 1275, devido à saúde debilitada, foi para o Convento de Tolentino, onde se fixou definitivamente. Lá, veio a tornar-se um dos apóstolos do confessionário mais significativos da Igreja. Passava horas repleto de compaixão para com todas as misérias humanas. A fama de seus conselhos e de sua santidade trazia para a paróquia fiéis de todas as regiões ansiosos pelo seu consolo e absolvição. A incondicional obediência, o desapego aos bens materiais, a humildade e a modéstia foram as constantes de sua vida, sendo amado e respeitado por seus irmãos da Ordem.

A Morte

No dia 10 de setembro de 1305, ele fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor, antes de completar sessenta anos de idade. Foi enterrado na sepultura da capela onde se tornara célebre confessor e celebrava suas missas. O local tornou-se meta de peregrinação, e os milagres atribuídos a ele não cessaram de ocorrer, atingindo os nossos dias.

Via de Santificação

No ano de 1446, São Nicolau de Tolentino foi finalmente canonizado pelo Papa Eugênio IV. A festa dedicada ao santo foi mantida para o dia de sua morte.

Corpo Incorrupto

A prodigiosa notícia que temos de São Nicolau de Tolentino diz que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico. Nicolau — Do grego Nikolaos, formado por nikē (“vitória”) e laos (“povo”), significa “vitória do povo” ou “vencedor do povo”. Nome que se popularizou na tradição cristã por meio de diversos santos ao longo dos séculos.

“Oração – São Nicolau, recorro a ti pelas almas dos meus familiares, aqueles que já faleceram e estão no purgatório esperando a sua purificação. Que alcancemos, pela tua intercessão, a salvação das famílias e dos pecadores. A ti recorremos e pedimos. Amém.”

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

Santa Pulquéria — Imperatriz de Constantinopla, que defendeu e propagou a verdadeira fé.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 10 de setembro:

1
São Nicolau de Tolentino Confessor da Ordem de Santo Agostinho. Em Tolentino, na Itália. Dedicou-se à penitência, à pregação e ao confessionário, socorrendo os pobres, os doentes e as almas do purgatório.
† 1305
2
São Nemésio Mártir. Em Alexandria, no Egito. Caluniosamente acusado de furto e absolvido, foi depois denunciado como cristão perante o juiz Emiliano, durante a perseguição do imperador Décio.
† 251
3
Santos Nemesiano e companheiros: Félix, Lúcio, outro Félix, Liteu, Poliano, Vítor, Jáder e Dativo Bispos, presbíteros e diáconos mártires.
† 257-258
4
Santa Pulquéria Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Defendeu e propagou a verdadeira fé.
† 453
5
Santo Agábio Bispo. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.
† s. V
6
São Sálvio Bispo de Albi, na Aquitânia, atualmente na França. Chamado do claustro contra a sua vontade, nunca abandonou a cidade durante a epidemia da peste.
† 584
7
São Teodardo Bispo de Tongres e mártir. Próximo de Speyer, na Renânia da Austrásia, atualmente na Alemanha. Foi morto quando se dirigia ao encontro do rei Quilderico.
† c. 670
8
Santo Autberto Bispo de Avranches, na Nêustria, hoje na França. Por sua iniciativa desenvolveu-se o culto de São Miguel Arcanjo na ilha de Mont-Tombe.
† c. 725
9
Beato Oglério Abade da Ordem Cisterciense. No mosteiro de Lucédio, junto de Vercelas, no Piemonte, região da Itália.
† 1214
10
Beatos Sebastião Kimura e Francisco Morales Presbíteros, da Companhia de Jesus e da Ordem dos Pregadores, e cinquenta companheiros mártires. Em Nagasaki, no Japão.
† 1622
11
Santo Ambrósio Eduardo Barlow Presbítero da Ordem de São Bento e mártir. Em Londres, na Inglaterra.
† 1641
12
Beato Tiago Gagnot Presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França.
† 1794
13
Beato Leôncio Arce Urrútia Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Seus pais eram pouco favorecidos em relação a bens de fortuna.

Homem de rigorosíssima abstinência e assídua oração, severo para consigo e clemente para com os outros. Foi um asceta de sorriso amável e longos jejuns

Com carismas e dons especiais

Possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência divina, o que tornava seus sermões empolgantes.

Ordenado sacerdote em 1269, após seis anos de peregrinações por várias cidades, teve morada definitiva em Tolentino, onde desenvolveu o seu apostolado principalmente no confessionário.

Seu rosto inflamava-se de amor

No altar, seu rosto inflamava-se de amor e abundantes lágrimas lhe corriam dos olhos. Convencidos da sua grande santidade, todos faziam questão de assistir à missa rezada por ele.  As secretas comunicações entre sua alma e Deus, sobretudo quando saía do altar ou do confessionário, faziam-lhe saborear por antecipação as delícias da beatitude celeste.

Bravo, servo bom e fiel

A sua santificação pessoal amadureceu na sombra. Sob seu modesto burel, o exemplar religioso teceu ao longo da sua vida a preciosa trama da santidade, a ponto de exclamar na hora da morte: “Vejo meu Senhor Jesus Cristo, sua Mãe e Santo Agostinho, que me dizem: ‘Bravo, servo bom e fiel'”.

Operou diversos milagres

Ninguém, tanto em particular como em público, conseguia resistir à insinuante doçura de suas palavras . Foi favorecido com várias visões, e operou diversos milagres.

Quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico.

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

Oração – Oh! glorioso Taumaturgo e Protetor das almas do purgatório, São Nicolau de Tolentino! Com todo o afeto de minha alma te rogo que interponhas tua poderosa intercessão em favor dessas almas benditas, conseguindo da divina clemência a remissão de todos os seus delitos e suas penas, para que saindo daquele tenebroso cárcere de dores, possam a ter no céu a visão beatífica de Deus.

Com Santo Autberto, Bispo, por cuja iniciativa se desenvolveu o culto de São Miguel Arcanjo na ilha do Mont-St Michel.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

10

1. Em Alexandria, no Egito, São Nemésio, que, caluniosamente denunciado de ser ladrão, foi absolvido deste crime; mas depois, durante a perseguição do imperador Décio, acusado perante o juiz Emiliano de ser cristão, foi submetido a numerosas torturas e condenado à fogueira com outros ladrões, à semelhança do divino Salvador, que suportou a cruz com os ladrões.(† 251)

2. Comemoração dos santos Nemesiano e companheiros Félix, Lúcio, outro Félix, Liteu, Poliano, Vítor, Jáder e Dativo – bispos, presbíteros e diáconos –, que, na África Setentrional, durante a violenta perseguição no tempo dos imperadores Valeriano e Galieno, por Cristo foram duramente flagelados, depois encadeados e enviados para as minas, onde, entretanto, eram exortados com cartas de São Cipriano a suportar firmemente o cativeiro e a observar os mandamentos do Senhor.(† 257-258)

3. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santa Pulquéria, que defendeu e propagou a verdadeira fé.(† 453)

4. Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, Santo Agábio, bispo.(† s. V)

5. Em Albi, na Aquitânia, atualmente na França, São Sálvio, bispo, que do claustro foi chamado para esta sede contra a sua vontade e, durante a epidemia da peste, como bom pastor, nunca abandonou a cidade.(† 584)

6. Próximo de Speyer, na Renânia da Austrásia, atualmente na Alemanha, a paixão de São Teodardo, bispo de Tongres e mártir, que foi morto quando se dirigia ao rei Quilderico.(† c. 670)

7. Em Avranches, na Nêustria, hoje na França, Santo Autberto, bispo, por cuja iniciativa se desenvolveu o culto de São Miguel Arcanjo na ilha de Mont-Tombe.(† c. 725)

8. No mosteiro de Lucédio, junto de Vercelas, no Piemonte, região da Itália, o Beato Oglério, abade da Ordem Cisterciense.(† 1214)

9. Em Tolentino, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, São Nicolau, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que era homem de rigorosíssima abstinência e assídua oração, severo para consigo e clemente para com os outros, e muitas vezes impunha a si mesmo a satisfação do pecado dos outros.(† 1305)

10. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Sebastião Kimura, da Companhia de Jesus, e Francisco Morales, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e cinquenta companheiros[1], mártires, – presbíteros, religiosos, esposos, jovens, catequistas, viúvas e crianças – que, numa colina, diante de uma grande multidão, sofreram crudelíssimos tormentos e morreram por Cristo.

[1] São estes os seus nomes: Ângelo Orsúcci, Afonso de Mena, José de São Jacinto de Salvanés, Jacinto Orfanel, presbíteros da Ordem dos Pregadores, e Domingos do Rosário e Aleixo, religiosos da mesma Ordem; Ricardo de Santa Ana e Pedro de Ávila, presbíteros da Ordem dos Frades Menores, e Vicente de São José, religioso da mesma Ordem; Carlos Spínola, presbítero da Companhia de Jesus, e Gonçalo Fusai, Antônio Kiuni, Tomás do Rosário, Tomás Akahoshi, Pedro Sampo, Miguel Shumpo, Luís Kawara, João Chugoku, religiosos da mesma Ordem; Leão de Satsuma, Luzia de Freitas; Antônio Sanga, catequista, e Madalena, esposos; Antônio Coreano, catequista, e Maria, esposos, com seus filhos João e Pedro; Paulo Nagaishi e Tecla, esposos, com seu filho Pedro; Paulo Tanaka e Maria, esposos; Domingos Yamada e Clara, esposos; Isabel Fernández, viúva do Beato Domingos Jorge, com seu filho Inácio; Maria, viúva do Beato André Tokuan; Inês, viúva do Beato Cosme Takeia; Maria, viúva do Beato João Shoun; Dominga Ogata, Maria Tanaura, Apolônia e Catarina, viúvas; Domingos Nakano, filho do Beato Matias Nakano; Bartolomeu Kawano Shichiemon; Damião Yamichi Tanda e seu filho Miguel; Tomás Shichiro, Rufo Ishimoto, Clemente (Bósio) Vom e seu filho Antônio.(† 1622)

11. Em Londres, na Inglaterra, Santo Ambrósio Eduardo Barlow, presbítero da Ordem de São Bento e mártir, que durante vinte e quatro anos confirmou na fé e na piedade os católicos da região de Lencastre e, preso quando pregava no dia da Páscoa do Senhor, durante o reinado de Carlos I, foi condenado à morte por causa do sacerdócio e enforcado no patíbulo de Tyburn.(† 1641)

12. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Tiago Gagnot, presbítero da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera em condições desumanas por causa do sacerdócio, enquanto assistia aos companheiros de cativeiro enfermos, morreu consumido pela enfermidade.(†1794)

13. Em Madrid, na Espanha, o Beato Leôncio Arce Urrútia, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançou vitoriosamente o reino celeste.(† 1936)

São Pedro Claver, Presbítero – 09 de Setembro

São Pedro Claver, Presbítero

Santo do Dia – 09 de Setembro

São Pedro Claver - Presbítero

São Pedro Claver,

Padroeiro das Missões Católicas entre os Negros · † 1654

Origens

São Pedro Claver - Presbítero São Pedro Claver nasceu em Verdú, na Catalunha, em 25 de junho de 1581, e não pertencia a uma família nobre.

Fez o noviciado em Tarragona, os estudos filosóficos em Palma de Maiorca, e iniciou os teológicos em Barcelona. Ainda não havia terminado seus estudos quando foi destinado à missão de Nova Granada, como era chamada a atual Colômbia.

Missão

O jovem desembarcou em Cartagena, em 1610, e foi ordenado sacerdote, em 1616, naquela missão onde, por 44 anos, trabalhou entre os escravos afro-americanos, em um período de forte tráfico.

Servo dos Negros

Educado na escola do missionário Alfonso de Sandoval, Pedro tornou-se servo dos negros para sempre, “Aethiopum semper servus”; na época, todos os negros eram chamados etíopes. As costas litorâneas — onde milhares de pessoas eram abandonadas, arrancadas sem nenhum remorso da sua vida familiar e da sua terra —, transformaram-se em campo de apostolado para o jovem Jesuíta.

Cuidado com os Negros Deportados

Todas as vezes que Pedro era avisado sobre a chegada de novos escravos apinhados nos navios, entrava no mar, com o seu barco, para encontrá-los e levar-lhes comida, ajuda e conforto. Curava as suas feridas, pedia esmola para comprar-lhes vestidos e matar sua fome.

Lutava ao Lado dos Negros

Despertava em cada um o sentido da própria dignidade humana; levava a fé aos não batizados; encaminhava-os ao conhecimento e à prática das virtudes evangélicas. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.

Sacramento: Batizou 400 Mil Pessoas

Aprendeu a língua dos angolanos e serviu-se de outros dezoito intérpretes para instruir os escravos. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.

Pela sua obra incansável, foi acusado de descuidar e profanar os Sacramentos, administrando-os a criaturas que “mal entendiam”.

Morte

Em 1650, adoeceu com a peste: sobreviveu, mas pelo resto da vida não pôde mais trabalhar. Nos últimos quatro anos de sua existência terrena passou imobilizado na enfermaria do convento. O homem que fora a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de muitas desgraças, foi completamente esquecido por todos, passando o tempo em oração. São Pedro Claver morreu em 8 de setembro de 1654, na Colômbia.

Via de Santificação

Em 16 de julho de 1850, foi beatificado por Pio IX e, em 15 de janeiro de 1888, canonizado por Leão XIII, junto com Alfonso Rodriguez. Em 7 de julho de 1896, foi proclamado Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”. São Pedro Claver, rogai por nós! Pedro — Do grego Petros, derivado de petra, “pedra” ou “rocha”. Nome dado por Jesus ao apóstolo Simão, simbolizando firmeza e fundamento da fé. Claver — Sobrenome de origem catalã, ligado ao latim clavis, “chave”, associado ao antigo ofício de clavário, responsável por guardar as chaves e o tesouro de uma comunidade.

“Oração – São Pedro, lhe pedimos que nos ajude a dissipar toda discriminação, toda desigualdade, todo preconceito. Que sejamos portadores da justiça divina e possamos implementar o Reino celeste aqui nessa terra. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.”

São Pedro Claver, rogai por nós!

Beata Maria de la Cabeça — Esposa de Santo Isidro Lavrador, na Espanha, que viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 09 de setembro:

1
São Pedro Claver Presbítero da Companhia de Jesus. Em Cartagena das Índias, na Colômbia. Dedicou quarenta e quatro anos ao serviço dos escravos africanos deportados, sendo proclamado Padroeiro de todas as Missões Católicas entre os Negros.
† 1654
2
São Gorgónio Mártir. Em Roma, no cemitério “ad Duas Lauros”, na Via Labicana.
† d. 203
3
São Jacinto Mártir. Na Sabina, a trinta milhas de Roma.
† data inc.
4
São Ciarano (Querano) Presbítero e abade. No mosteiro de Clonmacnois, junto ao rio Shannon, na Irlanda, fundador deste mosteiro.
† s. VI
5
Beata Maria de la Cabeça (Maria Toríbia) Em Castela, região da Espanha. Esposa de Santo Isidro Lavrador, viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.
† s. XII
6
Beato Jorge Douglas Presbítero e mártir. Em York, na Inglaterra. Natural da Escócia, era mestre-escola e tornou-se sacerdote em Paris.
† 1587
7
Beata Maria Eutímia (Ema Üffing) Virgem da Congregação das Irmãs da Compaixão. Em Münster, na Alemanha.
† 1855
8
Beato Pedro Bonhomme Presbítero. Em Gramat, cidade do território de Cahors, na França. Dedicou-se às missões populares e à evangelização do mundo rural e fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário.
† 1861
9
Beato Tiago Desidério Laval Presbítero. Em Port-Louis, na ilha Maurícia, no Oceano Índico. Médico que se fez missionário na Congregação do Espírito Santo.
† 1864
10
Beato Francisco Gárate Arangúren Religioso da Companhia de Jesus. Em Bilbau, no País Basco, na Espanha.
† 1929

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Natural da Catalunha, ingressou na Companhia de Jesus onde recebeu a ótima influência de Santo Afonso Rodrigues. Partiu como missionário para a América espanhola, sendo ordenado sacerdote em Bogotá. Batizou 300 mil escravos Por mais de quarenta anos, com admirável abnegação e exímia caridade se dedicou ao serviço dos negros trazidos como escravos, dos quais cerca de trezentos mil fez renascer para Cristo pelo Batismo por ele administrado.

O que posso fazer para amar de verdade

Era a resposta à pergunta que fazia no tempo de estudante “O que posso fazer para amar de verdade o Senhor? O que devo fazer para que Ele goste de mim? Ele me inspira a ser todo seu, mas não sei como fazer”.

Completamente esquecido por todos

Acometido pela peste. Sobreviveu, mas, pelo resto da vida, não pode mais trabalhar. Transcorreu os últimos quatro anos da sua existência terrena imobilizado em uma enfermaria de convento. O homem, que foi a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de tantas desventuras, foi completamente esquecido por todos, transcorrendo o tempo em oração. Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”.

Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados

“Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados. E o que faz o asno? Quando se fala mal dele, ele se cala; não se lhe dá de comer, ele se cala; quando se impreca contra ele, ele se cala, nem um lamento por qualquer coisa que deva fazer, ou mesmo quando maltratado”.

São Pedro Claver, rogai por nós!

Oração – “Todas as vezes que não imitei o asno, não obtive bons resultados. E o que faz o asno? Quando se fala mal dele, ele se cala; não se lhe dá de comer, ele se cala; quando se impreca contra ele, ele se cala, nem um lamento por qualquer coisa que deva fazer, ou mesmo quando maltratado.”

Com Beata Maria de la Cabeza (Maria Toríbia), esposa de Santo Isidro Lavrador. Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT 9 2. Em Roma, no cemitério “ad Duas Lauros”, na Via Labicana, São Gorgônio, mártir.(† d. 203) 3. Na Sabina, a trinta milhas de Roma, São Jacinto, mártir.(† data inc.) 4. No mosteiro de Clonmacnois, junto ao rio Shannon, na Irlanda, São Ciarano ou Querano, presbítero e abade, fundador deste mosteiro.(† s. VI) 5. Em Castela, região da Espanha, a Beata Maria de la Cabeza (Maria Toríbia), esposa de Santo Isidro Lavrador, que viveu humilde e laboriosamente a vida eremítica.(† s. XII) 6. Em York, na Inglaterra, o Beato Jorge Douglas, presbítero e mártir, natural da Escócia, que era mestre-escola e se tornou sacerdote em Paris e, no reinado de Isabel I, por ter persuadido outras pessoas a abraçar a fé católica, através do suplício no patíbulo partiu vitorioso para o Céu.(† 1587) 7. Em Münster, na Alemanha, a Beata Maria Eutímia (Ema Üffing), virgem da Congregação das Irmãs da Compaixão, que, animada pela sua exímia caridade, benignidade e desprendimento de si mesma, serviu a Deus na pessoa dos enfermos.(† 1855) 8. Em Gramat, cidade do território de Cahors, na França, o Beato Pedro Bonhomme, presbítero, que se dedicou admiravelmente às missões populares e à evangelização do mundo rural e fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário, a quem encomendou o cuidado dos jovens, dos enfermos e dos indigentes.(† 1861) 9. Em Port-Louis, na ilha Maurícia, no Oceano Índico, o Beato Tiago Desidério Laval, presbítero, que, depois de exercer alguns anos a profissão de médico, se fez missionário na Congregação do Espírito Santo e conduziu muitos negros libertos da escravidão à liberdade de filhos de Deus.(† 1864) 10. Em Bilbau, no País Basco, na Espanha, o Beato Francisco Gárate Arangúren, religioso da Companhia de Jesus, que desempenhou o ofício de porteiro durante quarenta e dois anos com insigne humildade.(† 1929)

23ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

23ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (1Cor 7,25-31)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 25 a respeito das pessoas solteiras, não tenho nenhum mandamento do Senhor. Mas, como alguém que, por misericórdia de Deus, merece confiança, dou uma opinião: 26 Penso que, em razão das angústias presentes, é vantajoso não se casar, é bom cada qual estar assim. 27 Estás ligado a uma mulher? Não procures desligar-te. Não estás ligado a nenhuma mulher? Não procures ligar-te. 28 Se, porém, casares, não pecas. E, se a virgem se casar, não peca. Mas as pessoas casadas terão as tribulações da vida matrimonial; e eu gostaria de poupar-vos isso. 29 Eu digo, irmãos, o tempo está abreviado. Então, que, doravante, os que têm mulher vivam como se não tivessem mulher; 30 e os que choram, como se não chorassem, e os que estão alegres, como se não estivessem alegres, e os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma; 31 e os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo passa.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 44(45),11-12.14-15.16-17 (R. 11a)

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

– Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro. Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo.

– entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”. Deixareis vossos pais, mas tereis muitos filhos; fareis deles os reis soberanos da terra.

Evangelho (Lc 6,20-26)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois grande é a recompensa que nos céus tereis um dia!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20 Jesus levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21 Bem-aventurados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22 Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23 Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24 Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25 Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26 Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura ( Cl 3,1-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses

Irmãos, 1 se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; 2 aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3 Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória. 5 Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria. 6 Tais coisas provocam a ira de Deus contra os que lhe resistem. 7 Antigamente vós estáveis enredados por estas coisas e vos deixastes dominar por elas. 8 Agora, porém, abandonai tudo isso: ira, irritação, maldade, blasfêmia, palavras indecentes, que saem dos vossos lábios. 9 Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir 10 e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador, em ordem ao conhecimento. 11 Aí não se faz distinção entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos. 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 144(145),2-3.10-11.12-13ab (R. 9a)

– O Senhor é muito bom para com todos.

– O Senhor é muito bom para com todos.

– Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza.

– Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! 

– Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração. 

Evangelho (Lc 6,20-26)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois, bem grande é a recompensa, que nos céus tereis um dia!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 20 Jesus levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21 Bem-aventurados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22 Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23 Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24 Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25 Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26 Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Natividade de Nossa Senhora – 08 de Setembro

Natividade de Nossa Senhora – 08 de Setembro

Santo do Dia – 8 de Setembro

Natividade de Nossa Senhora

Natividade de Nossa Senhora,

O Nascimento da Mãe de Deus · Jerusalém, séc. I a.C.

Origens

Natividade de Nossa Senhora A Natividade da Virgem Maria é uma das festas marianas mais antigas, ligada à festa da dedicação de uma igreja a Maria: segundo a tradição, a casa dos pais de Maria, Joaquim e Ana, em Jerusalém.

Construída no século IV, é a basílica de Santa Ana quem marca o local onde, segundo a tradição, nasceu a Virgem. Em Roma, a festa começou a ser celebrada no século VIII, durante o pontificado do Papa Sérgio I (†8 de setembro de 701).

A Natividade

A Igreja Católica não costuma celebrar o dia do nascimento dos santos, mas sim o de sua morte. Há, contudo, três celebrações de nascimento: a de Jesus Cristo, no Natal; a de São João Batista, que ainda no ventre de Isabel se manifestou diante da proximidade de Maria; e a da própria Virgem Santíssima.

A Tradição

Nos Evangelhos não há citações sobre esta festa, tampouco os nomes dos pais de Maria. As referências à Virgem surgem sempre que se trata de ressaltar algum fato relativo ao Salvador: a Palavra de Deus mostra, ainda que discretamente, a presença de Maria nos momentos centrais da História da Salvação — a Encarnação, a inauguração do ministério de Cristo, a crucifixão, o nascimento da Igreja com a vinda do Espírito Santo. Sobre sua família, infância ou aspecto físico, os Evangelhos nada dizem; é a tradição, no Protoevangelho de Tiago, apócrifo do século II, que faz menção a esses detalhes. O acontecimento fundamental da vida de Maria permanece sendo, ainda assim, a Anunciação.

Relevância da Festividade

A maravilha deste nascimento não está no que os apócrifos narram com grande detalhe e engenhosidade, mas no significativo passo que Deus dá na realização do seu eterno desígnio de amor. Por isso, esta festa foi celebrada com magníficos louvores por muitos Padres da Igreja, apoiados em seu conhecimento da Bíblia e em sua sensibilidade poética e fervor.

O Exemplo é Maria

Maria é uma mulher a ser imitada pela sua confiança, sobretudo nos momentos mais obscuros da vida de seu Filho. Por isso o Povo de Deus recorre a Ela em busca de refúgio, conforto, ajuda e proteção. A Igreja a considera Mãe de Deus, mas também discípula: exemplo e modelo de vida cristã pela fé, pela obediência ao Filho, pela caridade com a prima Isabel e nas Bodas de Caná.

A Celebração

A Natividade de Nossa Senhora é celebrada nove meses depois da solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). É toda a Igreja que faz o convite:

“Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria! (…) Que a criação inteira se alegre, festeje e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque por ela o Criador mudou toda a natureza humana em um estado melhor!” — São João Damasceno, século VIII

Protetora e Padroeira

Nossa Senhora da Natividade é padroeira e protetora das costureiras, além dos cozinheiros, dos destiladores, dos fabricantes de alfinetes e panos e da hospedaria. Maria — Do hebraico Miryam, nome de origem incerta e amplamente discutida: entre os sentidos propostos estão “a amada de Deus”, “senhora” ou “aquela que eleva”. É o nome dado à Mãe de Jesus, celebrada neste dia em sua Natividade.

“No dia do teu aniversário, quero louvar a Deus e celebrar a grande graça que é ter te recebido como Mãe. Obrigado por tanto carinho e proteção, obrigado por todas as graças que recebo de ti diariamente. Sê hoje e sempre, nossa Senhora!”

Nossa Senhora da Natividade, rogai por nós!

São Sérgio I — Papa de origem síria, sepultado em Roma junto de São Pedro; dedicou-se intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões, tendo sido quem, em Roma, deu início à celebração desta festa no século VIII.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 8 de setembro:

1
Santo Adrião Mártir. Em Roma, padeceu o martírio em Nicomédia.
† data inc.
2
Santos Fausto, Dio e Amónio Presbíteros e mártires. Em Alexandria, no Egito, receberam a coroa do martírio juntamente com o bispo São Pedro, na perseguição do imperador Diocleciano.
† c. 311
3
Santo Isaac Bispo. Em Bagrevand, na antiga Armênia, traduziu a Sagrada Escritura e a Liturgia para a língua armena, fortalecendo a vida cristã do povo.
† 438
4
São Sérgio I Papa, de origem síria. Sepultamento em Roma, junto de São Pedro. Dedicou-se intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões.
† 701
5
São Corbiniano Bispo. Em Frísia, cidade da Baviera, na atual Alemanha, foi enviado a pregar o Evangelho na Baviera.
† 725
6
São Pedro de Chavanon Presbítero. Em Pébrac, no território de Le Puy-en-Velay, na França.
† c. 1080
7
Beata Serafina Sforza Em Pesaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† 1478
8
São Tomás de Vilanova Bispo. Em Valência, na Espanha. Eremita sob a regra de Santo Agostinho.
† 1555
9
Beatos Tomás Palaser, João Norton e João Talbot Presbítero e companheiros mártires. Em Durham, na Inglaterra, foram condenados à morte no reinado de Isabel I.
† 1600
10
São Pedro Claver Presbítero da Companhia de Jesus. Em Cartagena, na Colômbia, dia natal; a sua memória celebra-se amanhã.
† 1654
11
Beatos António de São Boaventura, Domingos Castellet e vinte companheiros Presbíteros das Ordens dos Frades Menores e dos Pregadores, e companheiros mártires. Em Nagasaki, no Japão.
† 1628
12
Beato Frederico Ozanam Homem ilustre pela sua cultura e piedade. Em Marselha, na França.
† 1853
13
Beatos José Cecílio, Teodemiro Joaquim e Evêncio Ricardo Mártires da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Em Almeria, no litoral da Andaluzia, região da Espanha.
† 1936
14
Beato Marino Blanes Giner Mártir, pai de família. Em Alcoy, povoação próxima de Alicante, na Espanha.
† 1936
15
Beato Ismael Escrihuela Esteve Mártir, pai de família. Em Paterna, no território de Valência, na Espanha.
† 1936
16
Beato Pascoal Fortuño Almela Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Villarreal, no território de Castellón, na Espanha.
† 1936
17
Beatas Josefa de São João de Deus e Maria das Dores de Santa Eulália Virgens da Congregação das Irmãs dos Anciãos Desamparados e mártires. Em Buñol, próximo de Valência, na Espanha.
† 1936
18
Beato Teódulo González Fernández Religioso da Sociedade Salesiana e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936
19
Beatos Barnabé e Baudílio Religiosos das Congregações dos Irmãos Maristas e dos Irmãos das Escolas Cristãs, mártires. No cemitério de Montcada, na Catalunha, na Espanha.
† 1936
20
Beata Apolónia Lizárraga do Santíssimo Sacramento Virgem da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade Vedruna e mártir. Em Vic, perto de Barcelona, na Espanha.
† 1936
21
Beato Miguel Beato Sánchez Presbítero de Toledo e mártir. Em Villa de Don Fradique, na região de Castela la Mancha, na Espanha.
† 1936
22
Beato Adão Bargielski Presbítero e mártir. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha.
† 1942
23
Beato Ladislau Bladzinski Presbítero da Congregação de São Miguel e mártir. Em Gross-Rosen, localidade da Alemanha.
† 1944

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Descendente de Abraão, tendo como antepassados, patriarcas, réis, profetas, nascida da tribo de Judá, da linhagem régia de David, da qual nasceu o Filho de Deus, feito homem por virtude do Espírito Santo, para libertar os homens da antiga escravidão do pecado.

Nossa Senhora de tudo

Pe. António Vieira disse: “Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória.

Maria e Mãe de Jesus

 

Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória.

E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (…), dirão que nasce (…) para ser Maria e Mãe de Jesus”.

Há no pequeno jardim da nossa alma flor ou algum fruto passível de agradar-lhe?

Nossa Senhora da Luz, Rogai por nós!

Oração – Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas, os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz.

Com Lúcia de Omura, viúva, com 22 companheiros, beatificada junto com os Beatos Mártires do Japão, grupo que engloba 205 mártires que deram a vida pela fé entre 1617 e 1632.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

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2. Em Roma, a comemoração de Santo Adrião, mártir, que padeceu o martírio em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, em cuja honra o papa Honório I converteu em igreja a Cúria do Senado Romano.(† data inc.)

3. Em Alexandria, no Egito, os santos Fausto, Dio e Amônio, presbíteros e mártires, que, na perseguição do imperador Diocleciano, receberam a coroa do martírio juntamente com o bispo São Pedro.(† c. 311)

4. Em Bagrevand, cidade da antiga Armênia, Santo Isaac, bispo, que, para fortalecer a vida cristã do povo, traduziu a Sagrada Escritura e a Liturgia para a língua armênia; aderiu à fé professada no Concílio de Éfeso, mas em seguida foi afastado da sua sede episcopal e morreu no exílio.(† 438)

5. Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de São Sérgio I, papa, de origem síria, que se dedicou intensamente à evangelização dos Saxões e dos Frisões e resolveu sabiamente muitas controvérsias e conflitos, preferindo morrer a consentir os erros.(† 701)

6. Em Frísinga, cidade da Baviera, na atual Alemanha, São Corbiniano, que, tendo sido ordenado bispo e enviado a pregar o Evangelho na Baviera, produziu frutos abundantes.(† 725)

7. Em Pébrac, no território de Le Puy-en-Velay, na França, São Pedro de Chavanon, presbítero, que, aspirando a uma vida mais perfeita, se retirou para este local recôndito, onde edificou e dirigiu um cenóbio de cônegos regrantes.(† c. 1080)

8. Em Pêsaro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, a Beata Serafina Sforza, que na vida conjugal suportou muitas adversidades e, quando ficou viúva, passou humildemente o resto dos seus anos sob a regra de Santa Clara.(† 1478)

9. Em Valência, na Espanha, São Tomás de Vilanova, bispo, que, sendo eremita sob a regra de Santo Agostinho, aceitou por obediência o ministério episcopal, onde se distinguiu, entre outras virtudes pastorais, pelo seu ardente amor aos pobres, até ao ponto de dar tudo aos necessitados, sem ficar sequer com um pequeno leito para si.(† 1555)

10. Durham, Inglaterra, os beatos mártires Tomás Palaser, presbítero, João Norton e João Talbot, que foram condenados à morte no reinado de Isabel I – o primeiro por ter entrado na Inglaterra como sacerdote, os outros por lhe terem prestado auxílio – e sofreram o suplício do patíbulo.(† 1600)

11. Em Cartagena, na Colômbia, o dia natal de São Pedro Claver, presbítero da Companhia de Jesus, cuja memória se celebra amanhã.(† 1654)

12. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Antônio de São Boaventura, da Ordem dos Frades Menores, Domingos Castellet, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e vinte companheiros[1], mártires, entre os quais alguns leigos e muitas crianças, que, passados ao fio da espada ou lançados à fogueira, todos sofreram o martírio por Cristo.

[1] São estes os seus nomes: Domingos de Nagasáki, religioso da Ordem dos Frades Menores; Tomé de São Jacinto e Antônio de São Domingos, religiosos da Ordem dos Pregadores; Lúcia Luísa, viúva; João Tomáchi e seus filhos Domingos, Miguel, Tomé e Paulo; João Imamura, Paulo Sadayu Aybara, Romão Aybara e seu filho Leão, Tiago Hayashida, Mateus Álvarez, Miguel Yamada e seu filho Lourenço, Luís Higashi e seus filhos Francisco e Domingos.(† 1628)

13. Em Marselha, na França, o passamento do Beato Frederico Ozanam, homem ilustre pela sua cultura e piedade, que defendeu e propagou com eminente doutrina as verdades da fé, fomentou a assistência aos pobres na chamada Conferência de São Vicente de Paulo e, como pai exemplar, fez da sua família uma igreja doméstica.(† 1853)

14. Em Almeria, no litoral da Andaluzia, região da Espanha, os beatos José Cecílio (Bonifácio Rodríguez González), Teodemiro Joaquim (Adriano Sainz Sainz) e Evêncio Ricardo (Eusébio Afonso Urjurra), mártires, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a perseguição religiosa na guerra civil, alcançaram a palma do martírio.(† 1936)

15. Em Alcoy, povoação próxima de Alicante, também na Espanha, o Beato Marino Blanes Giner, mártir, pai de família, que, durante a mesma perseguição, recebeu dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.(† 1936)

16. Em Paterna, no território de Valência, também na Espanha, o Beato Ismael Escrihuela Esteve, mártir, pai de família, que se tornou participante da vitória de Cristo pelo martírio.(† 1936)

17. Em Villarreal, no território de Castellón, também na Espanha, o Beato Pascoal Fortuño Almela, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que foi coroado de glória pelo testemunho de Cristo.(† 1936)

18. Em Buñol, próximo de Valência, também na Espanha, as beatas Josefa de São João de Deus (Josefa Ruano Garcia) e Maria das Dores de Santa Eulália (Dores Puig Bonany), virgens da Congregação das Irmãs dos Anciãos Desamparados e mártires, que, na mesma perseguição contra a fé, derramando o seu sangue receberam a coroa de glória.(† 1936)

19. Em Madrid, também na Espanha, o Beato Teódulo González Fernández, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, assassinados em ódio à vida religiosa, foi ao encontro do Senhor.(† 1936)

20. No cemitério de Montcada, na Catalunha, também na Espanha, os beatos mártires Barnabé (Casimiro Riba Pi), religioso da Congregação dos Irmãos Maristas, e Baudílio (Pedro Ciórdia Hernández), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foram mortos em ódio à vida religiosa.(† 1936)

21. Em Vic, perto de Barcelona, também na Espanha, a Beata Apolônia Lizárraga do Santíssimo Sacramento (Apolónia Lizárraga y Ochoa de Zabalegui), virgem da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade Vedruna e mártir, que, levando a lâmpada acesa, foi ao encontro de Cristo Esposo.(† 1936)

22. Em Villa de Don Fradique, na região de Castela la Mancha, também na Espanha, o Beato Miguel Beato Sánchez, presbítero de Toledo e mártir, que, na mesma perseguição, como fiel discípulo, mereceu a salvação no sangue de Cristo.(† 1936)

23. No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Adão Bargielski, presbítero e mártir, que durante a guerra se entregou espontaneamente aos inimigos da fé para substituir o seu pároco e, depois de sofrer cruéis torturas no cárcere, partiu vitorioso para a glória eterna.(† 1942)

24. Em Gross-Rosen, localidade da Alemanha, o Beato Ladislau Bladzinski, presbítero da Congregação de São Miguel e mártir, que, na mesma perseguição, foi preso pelos inimigos da Igreja e deportado da Polônia, sua pátria, para trabalhos forçados em pedreiras, onde foi assassinado.(† 1944)