31ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

31ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Fl 3,17-4,1)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

17 Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que vivem de acordo com o exemplo que nós damos. 18 Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. 19 O fim deles é a perdição, o deus deles é o estômago, a glória deles está no que é vergonhoso e só pensam nas coisas terrenas. 20 Nós, porém, somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o nosso Salvador, o Senhor, Jesus Cristo. 21 Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso, com o poder que tem de sujeitar a si todas as coisas. 4,1 Assim, meus irmãos, a quem quero bem e dos quais sinto saudade, minha alegria, minha coroa, meus amigos, continuai firmes no Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 121(122),1-2.3-4a.4b-5 (R. 1)

– Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor!

– Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor!

– Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. 

– Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. 

– Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi. 

Evangelho (Lc 16,1-8)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O amor de Deus se realiza em todo aquele, que guarda sua palavra fielmente.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2 Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3 O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4 Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5 Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6 Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ 7 Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8 E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Nuno de Santa Maria, carmelita e Bem aventurada Bárbara Maix – 06 de Novembro

São Nuno de Santa Maria, carmelita e Bem aventurada Bárbara Maix

Santo do Dia – 6 de Novembro

São Nuno de Santa Maria - O grande Santos Con

São Nuno de Santa Maria,

O Grande Santo Condestável · † 1431

Origens

São Nuno de Santa Maria - O Grande Santo Condestável

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal em 24 de junho de 1360. Filho do cavaleiro dos hospitalários, Álvaro Gonçalves Pereira, recebeu a educação cavalheiresca, típica dos filhos das famílias nobres de seu tempo.

Juventude

Aos treze anos, tornou-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser, pouco depois, cavaleiro. Em 1376, aos 16 anos, casou-se, por vontade de seu pai, com a jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. De sua união nasceram três filhos: dois homens, que morreram em tenra idade; e uma menina, Beatriz, a qual mais tarde viria a casar-se com o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

Condestável por D. João I

Em 1383, diante da crise causada pela morte do rei D. Fernando, sem ter deixado filhos varões, seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter se casado com a filha do falecido rei. Tomando o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, comandante supremo do exército, Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até ser consagrado na batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385, a qual acabou por determinar a resolução do conflito.

“A Perspicácia Militar de São Nuno de Santa Maria era acompanhado pela sua espiritualidade”

Dotes Militares

Os dotes militares de São Nuno eram, no entanto, acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela Eucaristia e pela Virgem Maria eram os alicerces de sua vida interior. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros de São Tiago e São Jorge. Construiu ainda às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de Santa Maria da Vitória.

Entrada no Convento

Após a morte de sua esposa, no ano 1387, Nuno recusou um novo casamento, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente alcançou a paz, distribuiu a maior parte de seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabou por se desfazer totalmente dos demais em 1423, quando decidiu entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria.

“São Nuno dedicou-se totalmente aos Serviços do Senhor e de Maria”

Abandono das Armas

Impelido pelo amor, abandonando as armas e o poder, para revestir-se da armadura do Espírito recomendado pela Regra do Carmo, essa era a opção por uma mudança radical de vida em que selava o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado.

Abandono dos Privilégios

O Condestável do rei de Portugal, o comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao ingressar no convento, abriu mão de todos os privilégios para assumir a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor e de Maria — sua Padroeira que sempre venerou —, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

Morte

São Nuno de Santa Maria morreu aos 71 anos de idade. Era o domingo de Páscoa, dia 1 de abril de 1431. Após sua morte, passou imediatamente a ser aclamado “santo” pelo povo que, desde então, começou a chamá-lo de “Santo Condestável”.

Via de Santificação

Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto “Clementíssimus Deus”, e foi consagrado beato no dia 6 de novembro. O Santo Padre, Papa Bento XVI, durante o Consistório de 21 de fevereiro de 2009, determinou que o beato Nuno fosse inscrito no álbum dos santos no dia 26 de abril de 2009.

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

Nuno — Nome de origem incerta, frequentemente associado ao latim Nonnus, com o sentido de “monge”, “preceptor” ou “o venerável”.

“Oração – São Nuno, que soube desapegar-se dos cargos para seguir a Deus por inteiro, rogai por nós para que não coloquemos o trabalho ou qualquer outro tipo de coisa acima do Senhor Jesus. Que Ele reine em nossas vidas e de nossas famílias. Amém.”

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

São Leonardo — Eremita em Noblac, perto de Limoges, na Aquitânia, atualmente na França.

Outros santos e beatos celebrados em 6 de novembro:

1
São Félix Mártir. Em Toniza, na Numídia, hoje Túnis, na Tunísia.
† s. III
2
São Paulo Bispo de Constantinopla. Comemoração.
† c. 351
3
São Melânio Bispo. Em Rennes, na Bretanha Menor, atualmente na França.
† d. 511
4
Santo Iltuto Abade. No mosteiro de Llanilltud Fawor, na Câmbria, hoje País de Gales, lugar que tomou o seu nome. Fundou este cenóbio.
† c. 540
5
São Leonardo Eremita. Em Noblac, perto de Limoges, na Aquitânia, atualmente na França.
† c. s. VI
6
Santos Calínico, Himério, Teodoro, Estêvão, outro Teodoro, João, outro João e mais alguns cujo nome é desconhecido Mártires. Em Jerusalém.
† 638
7
São Severo Em Barcelona, na Hispânia. Segundo a tradição, recebeu a coroa do martírio.
† c. s. VII
8
São Protásio No território dos Helvécios, na Borgonha, atualmente na Suíça. Venerado como bispo de Lausana.
† s. VII
9
São Vinoco Abade. No território de Thérouanne, na Austrásia, hoje na França.
† 716
10
Santo Estêvão Bispo. Em Apt, na Provença da Gália, na França.
† 1046
11
São Teobaldo Presbítero. Em Le Dorat, no território de Limoges, na Aquitânia, hoje também na França.
† 1070
12
Beata Cristina de Stolmeln Virgem. Perto de Colónia, na Lotaríngia, na atual Alemanha.
† 1312
13
Beato Tomás de Santo Agostinho Presbítero da Ordem de Santo Agostinho. Em Nishizaka, no Japão.
† 1637

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Do séquito do rei

Nasceu a 24 de Junho de 1360 no Cernache do Bonjardim e aos 13 anos fazia parte do séquito do rei Dom Fernando e foi armado Cavaleiro.

Casou por obediência

Por obediência a seu pai casa com D. Leonor de Alvim, rica dama de Entre-Douro-e-Minho. Do casamento nasceu uma filha: Dona Beatriz. Após a morte de D. Fernando e porque a filha deste era casada com o rei de Castela, vendo ameaçada a independência nacional entra em atividade política.

Regedor e Defensor do Reino

Em Santarém , convidado pelo Mestre de Avis foi eleito Regedor e Defensor do Reino. Após vencer as batalhas  de Atoleiros, Aljubarrota e já viúvo lança ombros à construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Em 1422 partilha os seus bens e professa no Carmo, em 15 de Agosto de 1423.

Invencível nas lutas do mundo, abandona tudo

Sempre o dia de Nossa Senhora da Assunção a presidir aos momentos culminantes da sua vida. Ei-lo agora o asceta despegado de todas as ambições terrenas, frivolidades, entregue por completo ao único fito de adorar e servir a Deus.

Abandona tudo para se tornar apenas, humilde e feliz

O herói de outra batalha que, depois de se ter mostrado invencível nas lutas do mundo, abandona tudo para se tornar apenas, humilde e feliz, Frei Nuno de Santa Maria. A 15 de Janeiro de 1918 a Sagrada Congregação dos ritos, em sessão plenária, aprova e reconhece o culto do Santo condestável, que o Papa Bento XV confirma, no decreto de 23 de Janeiro do mesmo ano. Em 26 de Abril de 2009, foi canonizado por Bento XVI.

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

Oração –  Glorioso São Nun’Álvares Pereira, combatente dos bons combates, enchei o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados. Amem!

Bem Aventurada Bárbara Maix

Igreja celebra 5 anos da beatificação de Bárbara Maix Ela foi a fundadora, em 1849, da Congregação de Irmãs do Imaculado Coração de Maria, que responde por 20 escolas em todo o Brasil (14 delas no Rio Grande do Sul), quatro hospitais e realiza obras sociais em outros oito países – Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Haiti, Estados Unidos, Moçambique e Itália. Entre elas estão duas das mais tradicionais instituições de Gravataí (RS): o Colégio Dom Feliciano e o Hospital Dom João Becker. Com São Leonardo, Eremita, companheiro de Clóvis, se converteu ao cristianismo por influência de São Remi, Apóstolo dos Francos.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

11/06

2. Em Toniza, na Numídia, hoje Túnis, na Tunísia, São Félix, mártir, († s. III) 3. São Paulo, bispo de Constantinopla, estrangulado por insídias dos arianos. († c. 351) 4. Em Rennes, França, São Melânio, bispo, († d. 511) 5. No mosteiro de Llanilltud Fawor, País de Gales, Santo Iltuto, abade, († c. 540) 6. Em Noblac, França, São Leonardo, eremita. († c. s. VI) 7. Em Jerusalém, os santos Calínico, Himério, Teodoro, Estêvão, outro Teodoro, João, outro João e mais alguns cujo nome é desconhecido, mártires, soldados em Gaza e, quando os Sarracenos ocuparam a cidade, foram presos pelos inimigos; degolados († 638) 8. Em Barcelona, na Hispânia, São Severo, mártir († c. s. VII) 9. No território dos Helvécios, na Borgonha, Suíça, São Protásio, bispo († s. VII) 10. No território de Thérouanne, França, São Vinoco, abade, († 716) 11. Em Apt, França, Santo Estêvão, bispo, († 1046) 12. Em Le Dorat, França, São Teobaldo, presbítero, († 1070) 13. Perto de Colônia, Alemanha, a Beata Cristina de Stolmeln, virgem, († 1312) 14. Em Nishizaka, no Japão, o Beato Tomás de Santo Agostinho (Tomás Ochia Jihyoe “Kintsuba”), presbítero († 1637)

31ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

31ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Fl 3,3-8a)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos, 3 os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto pelo Espírito de Deus, colocamos a nossa glória em Cristo Jesus e não pomos confiança na carne. 4 Aliás, também eu poderia pôr minha confiança na carne. Pois, se algum outro pensa que pode confiar na carne, eu mais ainda. 5 Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Em relação à Lei, fariseu, 6 pelo zelo, perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da Lei, sempre irrepreensível. 7 Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de Cristo. 8a Na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 104(105),2-3.4-5.6-7 (R. 3b)

– Exulte o coração dos que buscam o Senhor!

– Exulte o coração dos que buscam o Senhor!

– Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! 

– Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! 

– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. 

Evangelho (Lc 15,1-10)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4 “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5 Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6 e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7 Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8 E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9 Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10 Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Bertila, uma nobre monja francesa que foi santa – 05 de Novembro

Santa Bertila, uma nobre monja francesa que foi santa

Santo do Dia – 05 de Novembro

Santa Bertila - Nobre Monja

Santa Bertila,

Nobre Monja e Abadessa de Chelles · † 705

Origem

Santa Bertila - Nobre Monja Na França, a pequena Bertila, nascida em 630, de pais nobres e piedosos, não sentia satisfação com a vida fútil só de folguedos e festas.

Com o passar dos anos, aumentou essa insatisfação e a certeza de que não encontraria a felicidade nos prazeres que o mundo oferecia, nas aldeias e nos palácios. Dizia sempre que sua vida estava destinada à caridade e à humildade a serviço de Deus. E, assim, aconteceu. No início da adolescência, a seu pedido e com aprovação dos pais, ingressou no Mosteiro beneditino de Jouarre, próximo de Paris. A superiora era a própria Santa Teodequildes, que logo percebeu a extrema vocação de Bertila. De fato, mesmo com pouca idade, ela assumiu com dedicação vários cargos de responsabilidade.

Acabou sendo indicada para dirigir o novo Mosteiro de Chelles, fundado pela rainha Batildes, esposa do rei Clóvis II, e construído também nos arredores de Paris.

Piedade e caridade que ganharam a Europa

Bertila foi para lá no ano 659, como abadessa. O fervor que transmitia na piedade e caridade contagiou a todas as religiosas. A fama de celeiro de santidades do mosteiro ganhou as cortes de toda Europa. E os pedidos para ingressar no Mosteiro de Chelles começaram a chegar de todos os lugares. Eram dezenas e mais dezenas de mulheres que queriam seguir o exemplo de humildade da abadessa Bertila, abandonando a nobreza para dedicar a vida à penitência, oração e caridade, aos pobres e doentes abandonados.

Assim, no Mosteiro de Chelles, ingressaram várias princesas e rainhas. Até mesmo a sua fundadora, rainha Batildes, que, influenciada pela jovem abadessa, trocou a coroa pelo hábito beneditino.

Santa incansável

A incansável Santa Bertila, como era chamada por todos ainda em vida, dirigiu a instituição por quarenta e seis anos, até morrer em 5 de novembro de 705. O seu corpo foi sepultado no cemitério do mosteiro, local que logo se tornou rota de peregrinação dos fiéis, desejosos de agradecer a intercessão da querida santa.

Mais tarde, o culto foi confirmado pela Igreja, e também a festa de Santa Bertila, que ocorre no dia de sua morte. As suas relíquias, hoje, estão guardadas na bela Catedral de Chelles.

Santa Bertila, rogai por nós!

Bertila — Nome de origem germânica, ligado à raiz que significa “brilhante” e “ilustre”. É a forma diminutiva de Berta.

“Oração – Ó Deus, que concedestes a Santa Bertila trocar os prazeres do mundo pela humildade e pela caridade, concedei-nos, por sua intercessão, um coração desapegado das vaidades e sempre pronto a servir-Vos nos pobres e doentes. Amém.”

Santa Bertila, rogai por nós!

Beato Bernardo Lichtenberg — Presbítero e mártir, que orou publicamente pelos judeus perseguidos e morreu por Cristo a caminho do campo de concentração de Dachau.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 05 de novembro:

1

São Donino
Mártir. Em Cesareia da Palestina. Ainda jovem médico, no início da perseguição de Diocleciano foi condenado ao trabalho nas minas de Mísmiya e, depois de cruéis vexações, lançado ao fogo por ordem do prefeito Urbano, por permanecer firme na confissão da fé.

† 307

2

Santos Teótimo, Filoteu, Timóteo e Auxêncio
Mártires. Também em Cesareia da Palestina. Os três primeiros, ainda jovens, foram condenados aos jogos de circo para diversão da plebe e depois, com Santo Auxêncio, já ancião, lançados às feras.

† 307

3

São Marcos
Bispo de Ecano, na Apúlia, região da Itália.

† c. s. IV

4

São Fibício
Bispo. Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, atualmente na Alemanha.

† c. 450

5

São Guetnoco
Na Bretanha Menor, atualmente na França. Venerado como irmão dos santos Vinvaleu e Jacuto.

† s. VI

6

São Geraldo
Bispo. Em Beziers, na Gália Narbonense, igualmente na França. Homem de admirável honradez e simplicidade, cônego regular constrangido a aceitar o episcopado, em cuja dignidade se mostrou ainda mais humilde.

† 1123

7

Beato Gómidas Keumurgian (Cosme de Carboniano)
Presbítero e mártir. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Pai de família, nascido e ordenado na Igreja da Arménia, manteve-se firme na confissão e propagação da fé católica professada no Concílio de Calcedónia; sofreu muitas tribulações e foi degolado enquanto recitava o Símbolo niceno.

† 1707

8

São Domingos Mâu
Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Perto do rio Hung Yen, no Tonquim, hoje no Vietnam. Na perseguição do imperador Tu Duc, por mostrar publicamente a coroa do Rosário e exortar os cristãos à profissão da fé, foi conduzido ao suplício da decapitação, orando com as mãos juntas como quem sobe ao altar.

† 1858

9

São Guido Maria Confórti
Bispo. Em Parma, na Itália. Como bom pastor, velou sempre pela defesa da Igreja e da fé do seu povo e, movido pela solicitude da evangelização dos povos, fundou a Pia Sociedade de São Francisco Xavier.

† 1931

10

Beato João António Burró Más
Religioso da Ordem de São João de Deus e mártir. Em Madrid, na Espanha. Por causa do seu testemunho evangélico, foi assassinado durante a perseguição contra a Igreja.

† 1936

11

Beata Maria do Carmo Viel Ferrando
Virgem e mártir. Em El Saler, localidade próxima de Valência, também na Espanha. Na mesma perseguição consumou o combate glorioso.

† 1936

12

Beato Bernardo Lichtenberg
Presbítero e mártir. Na fortaleza de Hof, na Alemanha. Ao ver ofendida a dignidade de Deus e dos homens, orava publicamente pelos judeus desumanamente torturados e detidos; por isso foi enviado para o campo de concentração de Dachau e, durante a viagem para o cativeiro, foi barbaramente oprimido por iníquas vexações e morreu corajosamente por Cristo.

† 1943

13

Beato Gregório Lakota
Bispo de Przemysl e mártir. No campo de concentração da cidade de Abez, na Sibéria, província da Rússia. Durante a ignóbil perseguição contra a fé cristã na sua pátria, superando os tormentos corporais, morreu intrepidamente por Cristo.

† 1950

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Carlos Borromeu, Arcebispo de Milão e Cardeal – 04 de Novembro

São Carlos Borromeu, Arcebispo de Milão e Cardeal

Santo do Dia – 04 de Novembro

São Carlos Borromeu

São Carlos Borromeu,

O Reorganizador da Igreja Católica · † 1584

Origens

São Carlos Borromeu Carlos, da ilustre família Borromeu, nasceu em 2 de outubro de 1538, em Arona, Itália. (Arona, no norte da Itália).

O menino revelou ótimo talento e uma inteligência rara. Ao lado dessas qualidades, manifestou forte inclinação para a vida religiosa, pela piedade e pelo temor a Deus. Ainda criança, era seu prazer construir altares minúsculos, diante dos quais, em presença dos irmãos e companheiros de idade, imitava as funções sacerdotais que tinha observado na Igreja. O amor à oração e o aborrecimento aos divertimentos profanos eram os sinais mais positivos da vocação sacerdotal.

O Sacerdócio e a Reorganização da Igreja Católica

O ano de 1562 veio a Carlos a graça do sacerdócio. No silêncio da meditação, Carlos lançou planos grandiosos para a reorganização da Igreja Católica. Esses todos se concentraram na ideia de concluir o Concílio de Trento. De fato, era o que a Igreja mais necessitava, como base e fundamento da renovação e consolidação da vida religiosa. Carlos, sem cessar, chamava a atenção do seu tio (que era Cardeal e foi eleito Papa, com o nome de Pio IV) para essa necessidade, reclamada por todos os amigos da Igreja. De fato, o Concílio se realizou, e Carlos quis ser o primeiro a executar as ordens da nova lei, ainda que, por essa obediência, tivesse de deixar sua posição para ocupar outra inferior.

A Caridade que abre corações

São Carlos sabia muito bem que a caridade abre os corações também à religião. Por isso, grande parte de sua receita pertencia aos pobres, reservando para si só o indispensável. Heranças ou rendimentos que lhe vinham dos bens de família, distribuía-os entre os desvalidos. Tudo isso não aguenta comparação com as obras de caridade que o Arcebispo praticou. Quando, em 1569-1570, a fome e uma epidemia, semelhante à peste, invadiram a cidade de Milão, não tendo mais o que dar, pedia ele próprio esmolas para os pobres e abria assim fontes de auxílio que teriam ficado fechadas.

Consolava os Pobres

Quando, porém, em 1576, a cidade foi atingida pela peste e o povo abandonado pelos poderes públicos, visto que ninguém se compadecia do povo, ainda procurava os pobres doentes dos quais ninguém lembrava, consolava-os e dava-lhes os santos sacramentos. Tendo-se esgotado todas as fontes de recurso, Carlos lançou mão de tudo o que possuía para amenizar a triste sorte dos doentes. Mais de cem sacerdotes tinham pago com a vida, na sua dedicação e serviço aos doentes. Deus conservava a vida do Arcebispo, e esse se aproveitou da ocasião para dizer duras verdades aos ímpios e ricos esquecidos de Deus.

Encontro com o Papa

Gregório XIII não só rejeitou as acusações infundadas feitas ao Arcebispo, como também recebeu Carlos Borromeu em Roma, com as mais altas distinções. Em resposta a esse gesto do Papa, o governador de Milão organizou, no primeiro domingo da Quaresma de 1579, um indigno préstito carnavalesco pelas ruas de Milão, precisamente à hora da missa celebrada pelo Arcebispo.

“São Carlos Borromeu possui um coração bondoso com os malfeitores”

O mesmo governador, que tanta guerra ao Prelado movera e tantas hostilidades contra São Carlos estimulara, no leito de morte, reconheceu o erro e teve o consolo da assistência do santo Bispo na hora da agonia. Seu sucessor, Carlos de Aragão, duque de Terra Nova, viveu sempre em paz com a autoridade eclesiástica. O Arcebispo gozou desse período só dois anos.

A morte

Quando, em outubro de 1584, como era de costume, retirara-se para fazer os exercícios espirituais, teve fortes acessos de febre, aos quais não deu importância e dizia: “Um bom pastor de almas deve saber suportar três febres, antes de se meter na cama”. Os acessos renovaram-se e consumiram as forças do Arcebispo. Ao receber os santos sacramentos, expirou aos 03 de novembro de 1584. Suas últimas palavras foram: “Eis Senhor, eu venho, vou já”. São Carlos Borromeu tinha alcançado a idade de 46 anos.

Via de Santificação

Foi beatificado em 1602, por Clemente VIII e, depois, canonizado em 1610, por Paulo V, que fixou a festa do santo para o dia 4 de novembro. A grande influência de São Carlos Borromeu, pelo que realizou em Milão, serviu de exemplo para que a reforma da Igreja acontecesse em muitos outros países, no espírito do Concílio de Trento.

São Carlos Borromeu, rogai por nós!

Carlos — Significa “homem livre” ou “forte”. Tem origem no germânico Karl, que deu origem ao latim Carolus.

“Oração – Óh, grande bispo, que, na tua sabedoria, soubeste organizar a Igreja e adequá-la ao tempo, dai a mesma sabedoria aos nossos bispos e responsáveis para que sejamos sempre atuantes na sociedade e propagadores do evangelho como grande obra de caridade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”

São Carlos Borromeu, rogai por nós!

São Félix de Valois — Companheiro de São João da Mata na fundação da Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos.

Outros santos e beatos celebrados em 04 de novembro:

1
Santos Vital e Agrícola Mártires. Em Bolonha, na atual Emília-Romanha, região da Itália.
† 304
2
Santos Nicandro e Hermes Mártires. Em Mira, na Lícia, na hodierna Turquia. Nicandro, bispo, e Hermes, presbítero.
† c. s. IV
3
São Piério Presbítero. Comemoração de São Piério, presbítero de Alexandria.
† s. IV
4
Santo Amâncio Bispo. Em Rodez, na Aquitânia, atualmente em França. É considerado o primeiro pontífice desta cidade.
† s. V
5
São Perpétuo Bispo. Em Maastricht, no Brabante da Austrásia, atualmente na Holanda.
† c. 620
6
Santa Modesta Abadessa. Em Tréveris, na Austrásia, hoje na Alemanha.
† s. VII f.
7
Santo Henrique ou Emerico Filho de Santo Estêvão, rei dos Húngaros, que teve morte prematura. Em Alba Regia, na Panónia, hoje Szekesfehervar, na Hungria.
† 1031
8
Beata Helena Enselmíni Virgem da Ordem das Clarissas. Em Pádua, no Véneto, região da Itália.
† 1231
9
São Félix de Valois Em Cerfroid, no território de Meaux, na França. Companheiro de São João da Mata na fundação da Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos.
† s. XIII
10
Beata Francisca de Amboise No convento de Nossa Senhora dos Escoceses, em Nantes, na França. Fundou em Vannes o primeiro Carmelo feminino da França.
† 1485
11
Beata Teresa Manganiello Virgem da Ordem Terceira de São Francisco. Em Montefusco, na Campânia, região da Itália.
† 1876
12
Beato José Gafo Muñiz Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Madrid, na Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Conde e sobrinho do Papa

Filho do Conde Gilberto Borromeu e de Margarete de Médici, irmã do Papa Pio IV, recebeu ótima formação humana e cristã, estudou na Universidade de Pavia e destacou-se pela facilidade de administrar e tratar as pessoas. Chamado a Roma pelo Papa, seu tio, antes de receber os Sacramentos da Ordem, aceitou a nomeação e responsabilidades de Cardeal e Arcebispo de Milão.

Jovem, já ostentava muitos títulos

Com vinte e dois anos já possuía títulos prestigiosos: Cardeal, Secretário de Estado da Santa Sé, Administrador do Arcebispado de Milão, protetor de Portugal e da Baixa Alemanha, legado papal em Bolonha. Além desses, era Protetor dos Carmelitas, dos Cônegos de Coimbra, dos Franciscanos, da Ordem de Cristo, Grande Penitenciário da Igreja.

Foi um verdadeiro pastor

Foi nesta Sede um verdadeiro pastor fiel, solícito pelas necessidades da Igreja do seu tempo: convocou sínodos e erigiu seminários para a formação do clero. Visitou muitas vezes toda a sua Diocese para fortalecer a vida cristã e estabeleceu muitas normas em ordem à salvação das almas. O Santo arcebispo fora administrar os últimos sacramentos a um Bispo da Província.

É a peste, é a peste!

Quando regressou, toda a agente se lhe reuniu ao redor, a gritar, consternada, e a chorar:  Misericórdia, Senhor, misericórdia! A peste aqui ficará por seis meses! Secundado por padres e religiosos, proveu as necessidades corporais e espirituais dos doentes, visitando-os e administrando-lhes, ele mesmo, os sacramentos.

Vendeu até sua cama para ajudar os doentes

Para alimentá-los ou vesti-los, vendia tudo aquilo que tinha, até a cama, resignando-se a dormir sobre tábuas. E jejuando e orando, sofrendo pela saúde de todos, procurou afastar a ira de Deus. Orava e jejuava, sem cessar.

Foi um dos esteios da Contra-Reforma

Juntamente com São Caetano de Thiene, São Felipe Neri, São Tomás de Vilanova e Santo Inácio de Loyola, encarnava a legítima expressão da restauração católica no século XVI,  conhecida como Contra-Reforma. Passou à pátria celeste no dia 3 de Novembro.

São Carlos Borromeu, rogai por nós!

Oração – Conservai, ó Deus, no vosso povo o espírito que animava São Carlos Borromeu, para que a vossa Igreja, sempre fiel ao Evangelho, possa mostrar ao mundo a face de Cristo. Dai-nos sua intercessão, para que sejamos fiéis no vosso serviço e fervorosos na caridade. Amém!

Com Santo Américo, filho de Santo Estêvão, Rei dos Húngaros. Santos Vital e Agrícola, mártires, dos quais, segundo narra Santo Ambrósio, o primeiro tinha sido servo do segundo. Vital sofreu tantos tormentos que nenhuma parte do corpo ficou sem feridas; Agrícola, sem se intimidar com o suplício do servo, imitou-o no martírio sendo crucificado.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

11/04

2. Em Bolonha, Itália, os santos Vital e Agrícola, mártires, Vital, nenhuma parte do corpo ficou sem feridas; Agrícola foi crucificado. († 304) 3. Em Mira, Turquia, os santos mártires Nicandro, bispo, e Hermes, presbítero. († c. s. IV) 4. São Piério, presbítero de Alexandria, († s. IV) 5. Em Rodez, França, Santo Amâncio, bispo, primeiro desta cidade. († s. V) 6. Em Maastricht, Holanda, São Perpétuo, bispo. († c. 620) 7. Em Tréveris, Alemanha, Santa Modesta, abadessa, amiga de Santa Gertrudes de Nivelles. († s. VII f.) 8. Em Alba Regia, Hungria, Santo Henrique ou Emerico, filho de Sto. Estêvão, rei, morte prematura († 1031) 9. Em Pádua, Itália, a Beata Helena Enselmíni, virgem, sofreu inclusive a perda da fala. († 1231) 10. Em Cerfroid, França, São Félix de Valois, Príncipe, com São João da Mata na fundou da Ordem para a Redenção dos Cativos. († s. XIII) 11. Em Nantes, na França, a Beata Francisca de Amboise, duquesa de Bretanha, fundou em Vannes o primeiro Carmelo feminino da França, para onde se retirou como serva de Cristo quando ficou viúva. († 1485) 12. Em Montefusco, Itália, a Beata Teresa Manganiello, virgem († 1876) 13. Em Madrid, Beato José Gafo Muñiz, presbítero († 1936)

São Carlos Borromeu, bispo | Memória | Quarta-feira

São Carlos Borromeu, bispo - Memória | Quarta-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Fl 2,12-18)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

12 Meus queridos, como sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas ainda mais agora na minha ausência, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. 13 Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente. 14 Fazei tudo sem reclamar ou murmurar, 15 para que sejais livres de repreensão e ambiguidade, filhos de Deus sem defeito, no meio desta geração depravada e pervertida, na qual brilhais como os astros no universo. 16 Conservai com firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter corrido em vão, nem trabalhado inutilmente. 17 E ainda que eu seja oferecido em libação, no sacrifício que é o sagrado serviço de vossa fé, fico feliz e alegro-me com todos vós. 18 Vós também, alegrai-vos pelo mesmo motivo e congratulai-vos comigo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 26(27),1.4.13-14 (R. 1a)

– O Senhor é minha luz e salvação!

– O Senhor é minha luz e salvação!

– O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? 

– Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. 

– Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! 

Evangelho (Lc 14,25-33)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26 “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29 ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30 ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31 Ou ainda: Qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32 Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33 Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Martinho de Porres, religioso – 03 de Novembro

São Martinho de Porres, religioso

Santo do Dia – 03 de Novembro

São Martinho de Porres

São Martinho de Lima,

Patrono dos Barbeiros · † 1639

Origens

São Martinho de Porres - Patrono dos Barbeiros

São Martinho nasceu em Lima, no dia 9 de dezembro de 1579, filho de um nobre cavaleiro espanhol, João Porres, e de uma negra do Panamá, de origem africana, Ana Velásquez. Por causa da pele escura, o pai não o quis reconhecer, e, no livro de batizado, foi registrado como filho de pai ignorado. O valor representativo de São Martinho na história da santidade deriva do fato de ser ele uma dessas “misturas” da América, como um cronista do século XVI definia ironicamente os mulatos.

Vida Simples

São Martinho viveu pobremente até os oito anos de idade e na companhia da mãe e de uma irmãzinha, nascida dois anos depois dele. Educado por sua mãe, no santo temor de Deus, começou ainda criança a trabalhar como aprendiz de barbeiro. Era uma profissão manual e também desprezada pelos que tinham aspirações à nobreza, porém, naquela época, essa profissão não era como de hoje em dia, pois, naquele tempo, o barbeiro era também dentista e cirurgião.

São Martinho: pela Caridade alcançou a Santidade

Caridade

Martinho, alma extremamente sensível e de profundidade mística, fez de sua profissão um exercício de caridade para com os pobres, principalmente depois que se tornou ajudante de um médico.

O Convento

Com a idade de 15 anos, abandonou tudo e foi bater na porta do convento dos dominicanos em Lima. Aqui o espera uma nova humilhação. Foi admitido apenas como terciário e incumbido dos trabalhos mais humildes da comunidade. As suas funções eram as mais humildes, mas a sua vida espiritual, a mais profunda. Por fim, os superiores perceberam o que representava aquela alma para a Ordem e, acolhendo-o como membro efetivo no dia 2 de junho de 1603, admitiram-no então a profissão solene.

Solicitude pelos Irmãos

A sua solicitude pelos irmãos doentes era viva. Encontravam-no junto deles para os aliviar, mesmo, segundo se diz, que a porta estivesse fechada à chave. Considerava-se escravo de todos e de cada um, e se a doença de algum irmão que ele cuidava piorava, o zelo crescia.

Feitos Extraordinários

Quis assim permanecer a escória do convento, mas a sua santidade começou a refulgir para além dos limites do convento, pelos extraordinários carismas com as quais era dotado, como profecias, os êxtases, as bilocações. Embora nunca tenha se distanciado de Lima, foi visto na África, na China e no Japão para confortar missionários em dificuldade. A este humilde irmão leigo recorriam para conselho; teólogos, bispos e autoridades civis, mais de uma vez o próprio vice-rei teve de aguardar diante da sua cela, porque frei Martinho estava em êxtase.

De Escória do Convento à Santidade

A Fundação do Hospital

Durante uma peste epidêmica, curou os que recorreram a ele, e os seus sessenta confrades curou-os prodigiosamente. Dedicava sua vida literalmente aos pobres: mendigo por amor aos mendigos. Com as esmolas que conseguia, fundou um hospital para os meninos abandonados e jejuava para dar de comer aos pobres. Jejuava todo o ano, quase não comendo senão restos de pão, mas discretamente, a tal ponto que ninguém reparava. Tudo isso era regado pelas orações que fazia durante a noite, assim como Jesus orava (Lucas 6,12).

Assim, sem fazer coisas extraordinárias além da prática de caridade, Martinho chegou a um alto grau de santidade.

A morte

Faleceu, santamente, em Lima no dia 3 de novembro de 1639, com sessenta anos de idade e imediatamente foi honrado e venerado como santo. Foi beatificado, em 1837, pelo Papa Gregório XVI; foi canonizado, no dia 6 de maio de 1962, por São João XXIII; e no ano de 1966, o Papa São Paulo VI o proclamou patrono dos barbeiros.

São Martinho de Lima, rogai por nós!

Martinho — Tem origem no latim Martinus, derivado de Martis, genitivo de Marte, o deus romano da guerra. Significa “consagrado a Marte”, “dedicado a Marte” ou “guerreiro”.

“Oração – Oh, Deus, que exaltou o humilde, que fizestes São Martinho, teu confessor, entrar no Reino celestial, concedei através do seu mérito e intercessão de modo que possamos seguir o exemplo da sua humildade e caridade na terra e um dia estarmos com ele no Céu, através de Cristo, Nosso Senhor.”

São Martinho de Lima, rogai por nós!

São Carlos Borromeu — Bispo de Milão, que partiu para o Céu em 3 de novembro de 1584 e cuja memória se celebra amanhã.

Outros santos e beatos celebrados em 03 de novembro:

1
Santos Germano, Teófilo e Cirilo Mártires. Em Cesareia, na Capadócia, hoje Turquia.
† data inc.
2
São Libertino Bispo e mártir. Em Agrigento, na Sicília, região da Itália.
† s. III/IV
3
São Pápulo Venerado como mártir. No território de Lauraguais, na atual França.
† s. III/IV
4
Santos Valentim e Hilário Valentim, presbítero, e Hilário, diácono, mártires. Em Viterbo, hoje no Lácio, região da Itália.
† data inc.
5
São Guenael Venerado como abade de Landévenec. Na Bretanha Menor, na atual França.
† s. VI
6
Santa Sílvia Em Roma, a comemoração de Santa Sílvia, mãe do papa São Gregório Magno.
† s. VII
7
São Pirmino Bispo e abade de Reichenau. Sepultamento no mosteiro de Hornbach, no território da atual França.
† c. 755
8
São Joanício Monge. No cenóbio de Antídio, na Bitínia, hoje na Turquia.
† 846
9
Santa Odrada Virgem. Sepultamento em Alem, cidade da Flandres, na atual Holanda.
† c. s. XI
10
Santo Ermengol ou Ermengáudio Bispo. Em Urgel, na Catalunha, região da Espanha.
† 1035
11
São Berardo Bispo. No território dos Marsos, nos Abruzos, região da Itália.
† 1130
12
Beata Alpaídes Virgem. Em Cudot, no território de Sens, na França.
† 1211
13
Santa Ida Reclusa. Junto do mosteiro de Fischingen, na atual Suíça.
† c. 1226
14
Beato Simão Balácchi Religioso da Ordem dos Pregadores. Em Rímini, no litoral da Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália.
† 1319
15
São Carlos Borromeu Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália, o dia natal, cuja memória se celebra amanhã.
† 1584
16
São Pedro Francisco Néron Presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir. Junto à fortaleza Xa Doai, no Tonquim, atualmente no Vietnã.
† 1860
17
Beatos Cândido Alberto, Cirilo Pedro, Crisóstomo e Leónides Francisco Religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires. Em Valldibrera, perto de Barcelona, na Espanha.
† 1936

Fonte: Livro Santos de cada dia – Editora A.O.Braga · Livro Um santo para cada dia – Mario Sgarbossa – Luigi Giovanni · Livro O Santo do dia – Dom Servilio Conti, I.M.C

31ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

31ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Fl 2,5-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos, 5 tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6 Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7 mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10 Assim, ao nome de Jesus, todo o joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11 e toda língua proclame : “Jesus Cristo é o Senhor” – para a glória de Deus Pai.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 21(22),26b-27.28-30a.31-32 (R. 26a)

– Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

– Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

– Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão: “Seus corações tenham a vida para sempre!” 

– Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações. Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. Somente a ele adorarão os poderosos. 

– Toda a minha descendência há de servi-lo; às futuras gerações anunciará, o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!” 

Evangelho (Lc 14,15-24)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 15 um homem que estava à mesa, disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16 Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17 Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. 18 Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19 Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20 Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. 21 O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. 22 O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23 O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24 Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete'”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Rm 11,29-36)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 29 os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 30 Outrora, vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, em consequência da desobediência deles. 31 Assim são eles agora os desobedientes, para que, em consequência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia. 32 Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos. 33 Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! 34 De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? 35 Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? 36 Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele, a glória para sempre. Amém!

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 68(69),30-31.33-34.36-37 (R. 14c)

– Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

– Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

– Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria!.

– Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos. 

– Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, reconstruindo as cidades de Judá, onde os pobres morarão, sendo seus donos. A descendência de seus servos há de herdá-las, e os que amam o santo nome do Senhor  dentro delas fixarão sua morada!.

Evangelho (Lc 14,12-14)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 12 dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13 Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14 Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos | Segunda-feira

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos | Segunda-feira

Cor Litúrgica: Roxo

Primeira Leitura (Jó 19,1.23-27a)

Leitura do Livro de Jó.

1 Jó tomou a palavra e disse: 23 “Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição 24 com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! 25 Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; 26 e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. 27a Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar.

– Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome.

– Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

– Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

– Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

Segunda Leitura (1Cor 15,20-24a.25-28)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos: 20 Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21 Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22 Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23 Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24a A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai. 25 Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26 O último inimigo a ser destruído é a morte. 27 Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”. Mas, quando ele disser: “Tudo está submetido”, é claro que estará excluído dessa submissão aquele que submeteu tudo a Cristo. 28 E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Lc 12,35-40)

– – Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– É esta a vontade de quem me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 35 Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! 39 Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. bVós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Jó 19,1.23-27a)

Leitura do Livro de Jó.

Jó tomou a palavra e disse: “Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar.

– Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. 

– Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!.

– Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

– Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. 

 

Evangelho (Lc 12,35-40)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– É esta a vontade de quem me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Comemoração de todos os Fiéis Defuntos – 02 de Novembro

Comemoração de todos os Fiéis Falecidos

Santo do Dia – 02 de Novembro

Dia de Finados

Dia de Finados,

Na Comemoração dos Fiéis Falecidos · c. ano 1000

Origens

Dia de Finados

Em vez de propor-nos, hoje, a veneração de um santo, a Igreja nos convida a comemorar, pelo nosso sufrágio, as almas dos fiéis já falecidos. A comemoração de todos os fiéis defuntos foi instituída neste dia a fim de socorrer, por boas obras gerais, os que não se beneficiam de preces especificamente dedicadas a eles. Deve-se a uma iniciativa tomada pelos monges beneditinos por volta do ano 1000.

A data

O abade São Odilo, superior do mosteiro de Cluny, na França, deu ordem para que em todos os conventos filiados a esta Ordem se celebrasse um ofício pelos defuntos na tarde do dia 1º de novembro. Essa comemoração foi adotada pela autoridade da Igreja, de tal modo que, aos poucos, se tornou universal a dedicação de dois de novembro à memória dos irmãos já falecidos.

Exortação de Paulo

Essa exortação de Paulo é dirigida também a cada um de nós:

“Irmãos, nos diz São Paulo apóstolo, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não tem esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrerem.” (1Ts 4,13-14).

Dia dos Fiéis Defuntos: um dia para recordação, não tristeza

Dia de saudosa reflexão

O Dia dos Finados não é dia de tristeza nem lamúrias, como o é para aqueles que não tem fé, mas é dia de saudosa recordação, confortada pela fé, que nos garante que nosso relacionamento com as almas dos finados não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo e atuante pela oração de sufrágio. A doutrina relativa aos finados põe em admirável luz a harmonia entre a justiça e a bondade de Deus Pai, de tal modo que também os corações mais frios não resistem hoje a um saudoso pensamento de piedade religiosa em favor dos irmãos falecidos.

Purgatório: o lugar de purificação

A fé nos ensina que existe um lugar de purificação pelas almas depois da morte, pois toda criatura que morre carrega faltas, misérias, dívidas espirituais por pecados cometidos, mesmo morrendo reconciliada com Deus. Essas faltas o impedem de entrar diretamente no Reino de Deus, que é o reino da santidade perfeita, da luz e felicidade. Deus, em Sua bondade, providenciou um lugar de purificação que a tradição da Igreja chamou de purgatório. O Catecismo da Igreja Católica afirma:

“O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, torna-nos incapazes da vida eterna, cuja privação se chama «pena eterna» do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado. Estas duas penas não devem ser consideradas como uma espécie de vingança, infligida por Deus, do exterior, mas como algo decorrente da própria natureza do pecado. Uma conversão procedente duma caridade fervorosa pode chegar à total purificação do pecador, de modo que nenhuma pena subsista (82).” (CIC 1472)

Temos condições de oferecer preces, sacrifícios em sufrágios das almas do purgatório

A solidariedade espiritual

Pela solidariedade espiritual que existe entre os batizados por força de nossa inserção no Corpo Místico de Cristo, temos condições de oferecer preces, sacrifícios em sufrágios das almas do purgatório que ficam assim beneficiadas em suas penas. Esta doutrina já era conhecida no Antigo Testamento. De fato, lemos, no Segundo livro dos Macabeus que, depois de uma batalha do povo judeu contra os inimigos, Judas Macabeu mandou recolher ofertas a serem enviados ao Templo de Jerusalém solicitando orações e sacrifícios em sufrágio dos soldados tombados na guerra, pois ele concluiu: “É um pensamento santo e salutar orar pelos mortos para que sejam livres dos seus pecados” (2Mc 12,45). Também Jesus Cristo fez alusão aos pecados que não são perdoados nem nesta terra nem na outra vida.

Orações de sufrágio

Orações de sufrágio em favor das almas dos mortos sempre foram praticadas nas Igrejas desde os primeiros séculos. Nas catacumbas romanas onde se sepultavam os cristãos há inúmeras inscrições alusivas a preces que os defuntos solicitam dos irmãos na fé. Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, ao falecer perto de Roma, enquanto viajava para África, assim falava aos dois filhos que a acompanhavam: “Ponde meu corpo em qualquer lugar, e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que, no altar de Deus, vos lembreis de mim, onde quer que estiveres”.

As almas dos nossos falecidos parecem dizer com o patriarca Jó: “Compadecei-vos de mim, ao menos vós que sois meus amigos, porque a mão do meu Senhor me tocou”.

“Santo e salutar é o pensamento de orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados.”

A indulgência e a oração pelos falecidos

Indulgência:

No dia de Finados, “aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos. Diariamente, do dia 1º ao dia 8 de novembro, nas condições costumeiras, isto é, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice; nos restantes dias do ano, Indulgência Parcial (Enchr. Indulgentiarum, n.13)”.

“Ainda neste dia, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semipúblicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos; a obra que se prescreve é a piedosa visitação à igreja, durante a qual se deve rezar o Pai-Nosso e Creio, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai-Nosso e Ave-Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a piedade e devoção).” (pg. 462 do Diretório Litúrgico da CNBB).

Oração pelos falecidos:

Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por (nome do falecido), que chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de Vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! (Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.)

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! Amém.

Finados — Do verbo finar, “chegar ao fim”, “morrer”, derivado do latim finire, de finis, “fim”. Dia dos Fiéis Defuntos, em que a Igreja reza pelos que já partiram.

“Minha oração – Senhor, nosso Deus, resgatai as almas dos nossos conhecidos e familiares do purgatório, além daquelas que necessitam das nossas orações. Pedimos também a intercessão para que sejamos santos e purificados nessa vida, a fim de chegar diretamente ao Céu. Amém.”

Almas do purgatório, rogai por nós!

São Odilo — Abade de Cluny, na França, que ordenou a todos os conventos da Ordem um ofício pelos defuntos, origem da comemoração universal de 2 de novembro.

Outros santos e beatos celebrados em 2 de novembro:

1
São Vitorino Comemoração. Bispo de Poetóvio, na Panónia.
† c. 303
2
São Justo Mártir. Em Trieste, na Ístria, atualmente na Itália.
† c. s. IV
3
Santos Cartério, Estiríaco, Tobias, Eudóxio, Agápio e companheiros Mártires. Em Sebaste, na Arménia, hoje Sivas, na Turquia.
† c. 320
4
Santos Acindino, Pegásio, Aftónio, Elpidíforo, Anempodisto e numerosos companheiros Mártires. Na antiga Pérsia.
† s. IV
5
São Donino Bispo. Em Vienne, cidade da Gália Lionense, hoje na França. Dedicou-se à obra da redenção dos cativos.
† c. 538
6
São Marciano Comemoração. Eremita nascido em Ciro, que se retirou para o deserto na Calcedónia.
† s. IV f.
7
Santo Ambrósio Abade. No mosteiro de Agaune, entre os Helvécios, hoje Saint-Maurice-en-Valais, na Suíça.
† c. 520
8
Santa Vinfreda Virgem. Junto a uma fonte situada em Holywell, localidade do País de Gales, venerada como monja insigne.
† c. s. VII
9
São Jorge Bispo. Em Vienne, cidade da Borgonha, na moderna França.
† c. 670
10
São Malaquias Bispo de Down e Connor. Sepultamento no mosteiro de Claraval, também na Borgonha.
† 1148
11
Beata Margarida de Lorena Em Mortagne, cidade da Normandia, na França. Ao ficar viúva, abraçou a vida religiosa no mosteiro das Clarissas.
† 1521
12
Beato João Bodey Mártir. Em Andover, no condado de Hampshire, na Inglaterra.
† 1583
13
Beato Pio de São Luís Religioso da Congregação da Paixão. Em Casale, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália.
† 1889

Fonte: Catecismo da Igreja Católica · O Santo do dia – Dom Servilio Conti, I.M.C. · Vatican.va