28ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

28ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 5,1-6)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 1 É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão. 2 Eis que eu, Paulo, vos digo que Cristo não será de nenhum proveito para vós, se vos deixardes circuncidar. 3 Mais uma vez, atesto a todo homem circuncidado que ele está obrigado a observar toda a Lei. 4 Vós que procurais a vossa justificação na Lei, rompestes com Cristo, decaístes da graça. 5 Quanto a nós, que nos deixamos conduzir pelo Espírito, é da fé que aguardamos a justificação, objeto de nossa esperança. 6 Com efeito, em Jesus Cristo, o que vale é a fé agindo pela caridade; observar ou não a circuncisão não tem valor algum.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 118(119), 41.43.44.45.47.48 (R. 41a)

– Senhor, que desça sobre mim a vossa graça!

– Senhor, que desça sobre mim a vossa graça!

– Senhor, que desça sobre mim a vossa graça e a vossa salvação que prometestes! 

– Não retireis vossa verdade de meus lábios, pois eu confio em vossos justos julgamentos! 

– Cumprirei constantemente a vossa lei; para sempre, eternamente a cumprirei! 

– É amplo e agradável meu caminho, porque busco e pesquiso as vossas ordens. 

– Muito me alegro com os vossos mandamentos, que eu amo, amo tanto, mais que tudo! 

– Elevarei as minhas mãos para louvar-vos e com prazer meditarei vossa vontade. 

Evangelho (Lc 11,37-41)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 37 enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38 O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39 O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Rm 1,16-25)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 16 Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é uma força salvadora de Deus para todo aquele que crê, primeiro para o judeu, mas também para o grego. 17 Nele, com efeito, a justiça de Deus se revela da fé para a fé, como está escrito: O justo viverá pela fé. 18 Por outro lado, a ira de Deus se revela, do alto do céu, contra toda a impiedade e iniquidade dos homens que em sua iniquidade oprimem a verdade. 19 Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto aos homens: Deus mesmo lho manifestou. 20 Suas perfeições invisíveis, como o seu poder eterno e sua natureza divina, são claramente conhecidas através de suas obras, desde a criação do mundo. Assim, eles não têm desculpa 21 por não ter dado glória e ação de graças a Deus como se deve, embora o tenham conhecido. Pelo contrário, efetuaram-se em suas especulações, e seu coração insensato se obscureceu: 22 alardeando sabedoria, tornaram-se ignorantes 23 e trocaram a glória do Deus incorruptível por uma figura ou imagem de seres corruptíveis: homens, pássaros, quadrúpedes, répteis. 24 Por isso, Deus os entregou com as paixões de seus corações a tal impureza, que eles mesmos desonram seus próprios corpos. 25 Trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre. — Amém.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 2a)

– Os céus proclamam a glória do Senhor!

– Os céus proclamam a glória do Senhor!

– Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia. 

– Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz. 

Evangelho (Lc 11,37-41)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 37 Enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38 O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39 O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Beata Alexandrina Maria da Costa, virgem – 13 de Outubro

Beata Alexandrina Maria da Costa, virgem – 13 de Outubro

Santo do Dia – 13 de Outubro

Beata Alexandrina Maria da Costa

Beata Alexandrina Maria da Costa,

Virgindade Preservada · † 1955

Origens

Beata Alexandrina Maria da Costa Alexandrina Maria da Costa nasceu em Balasar, Póvoa de Varzim, Arquidiocese de Braga, no dia 30 de março de 1904. Foi batizada no dia 2 de abril, um Sábado Santo. Foi educada cristãmente pela mãe, junto com a irmã Deolinda.

Alexandrina viveu em casa até aos 7 anos. Depois, foi para uma pensão dum marceneiro na Póvoa de Varzim, a fim de frequentar a escola primária que não existia em Balasar. Fez a primeira comunhão na sua terra natal, em 1911, e, no ano seguinte, recebeu o sacramento da Crisma pelo Bispo do Porto.

Passados 18 meses, voltou a Balasar e foi morar com a mãe e a irmã na localidade do “Calvario”, onde irá permanecer até a morte.

Infância

Robusta de constituição física, começou a trabalhar nos campos, equiparando-se aos homens e a ganhar o mesmo que eles. A sua infância foi muito viva: dotada de temperamento feliz e comunicativo, era muito querida pelas colegas. Aos 12 anos, porém, adoeceu: uma grave infecção (uma febre tifoide, talvez) colocou-a quase à morte. Superou a doença, mas a sua saúde ficou abalada para sempre.

Juventude

Aos 14 anos aconteceu um fato que seria decisivo para a sua vida. Era Sábado Santo de 1918, e, nesse dia, ela, a irmã Deolinda e mais uma mocinha aprendiz estavam a trabalhar de costura, quando perceberam que três homens tentavam entrar na sala onde se encontravam. Embora estivessem fechadas, os três homens forçaram as portas e conseguiram entrar.

Conservação de sua Pureza

Alexandrina, para salvar a sua pureza ameaçada, não hesitou em atirar-se pela janela, de uma altura de quatro metros. As consequências foram terríveis, embora não imediatas. De fato, as várias visitas médicas a que foi sucessivamente submetida diagnosticaram, cada vez com maior clareza, um fato irreversível.

Início do Sofrimento

Até os 19 anos, pôde ainda arrastar-se até a igreja, onde gostava de ficar recolhida, com grande admiração das pessoas. A paralisia foi avançando cada vez mais, até que as dores se tornaram insuportáveis; as articulações perderam qualquer movimento; e ela ficou completamente paralisada. Era o dia 14 de abril de 1925 quando a Beata Alexandrina Maria da Costa ficou definitivamente de cama. Ali haveria de passar os restantes 30 anos de sua vida.

“Jesus, você é um prisioneiro no Tabernáculo e eu estou em minha cama por sua vontade. Faremos companhia.”

— Beata Alexandrina Maria da Costa

Vocação

Até 1928 não deixou de pedir a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura, prometendo que se sarasse partiria para as missões. Depois, compreendeu que a sua vocação era o sofrimento. Abraçou-a prontamente. São desse período os primeiros fenômenos místicos: Alexandrina iniciou uma vida de grande união com Cristo nos Tabernáculos, por meio de Nossa Senhora. Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, tanto mais crescia nela o amor ao sofrimento. Comprometeu-se com voto a fazer sempre o que fosse mais perfeito.

A Consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria

Desde 1934, orientada espiritualmente por um padre jesuíta, passou a escrever tudo quanto lhe dizia Jesus, durante seus êxtases contemplativos. Em 1936, segundo ela, por ordem de Jesus, pediu ao Papa a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. O pedido foi renovado várias vezes até 1941, quando, então, Alexandrina parou de escrever ao Papa e também em seu diário. A partir de 27 de março de 1942, deixou de alimentar-se, vivendo exclusivamente da eucaristia. No ano seguinte, passou a ser estudada por uma junta médica.

O Diário

Em 1944, seu novo diretor espiritual, um padre salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a voltar a ditar o seu diário; o que ela fez até a morte. No mesmo ano ela se inscreveu na União dos Cooperadores Salesianos, querendo colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo os jovens. Atraídas pela fama de santidade, muitas pessoas vindas de longe buscavam os conselhos da “rosa branca de Jesus”, como era também chamada pelos fiéis, que já veneravam em vida a “santinha de Balazar”.

A Paixão

De sexta-feira, 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, ou seja por 182 vezes, viveu, em todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis.

Morte

Em 1950, Alexandrina comemora os 25 anos de sua imobilidade. Em 7 de janeiro de 1955, foi anunciado que este seria o ano de sua morte. No dia 12 de outubro, quis receber a unção dos enfermos. No dia 13 de outubro, aniversário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, ela foi ouvida exclamando: “Estou feliz, porque vou para o céu”. Às 19h30 ela faleceu.

Via de Santificação

Foi beatificada por João Paulo II, no Terceiro Domingo da Páscoa, 25 de abril de 2004. Durante a celebração eucarística, ocorreu a beatificação de seis pessoas, o presbítero Augustus Czartoryski; e quatro monjas: Laura Montoya, Maria Guadalupe García Zavala, Nemesia Valle, Eusebia Palomino Yenes; e a leiga, Alexandrina Maria da Costa, que hoje celebramos. Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós! Alexandrina — Forma feminina de Alexandre, do grego Alexandros, que significa “defensora dos homens” ou “protetora da humanidade”.

“Oração – Grande devota de Eucaristia, soubeste se alimentar e viver apenas de Jesus, ajudai-nos a não perder a fé neste sacramento e amá-lo com todas as nossas forças assim como tu fizeste. Que a Eucaristia seja o sentido da nossa vida. Amém.”

Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!

São Teófilo — Bispo de Antioquia, que ocupou esta sede episcopal como sexto sucessor de São Pedro.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de outubro:

1
São Teófilo Bispo. Em Antioquia, Turquia. Ocupou esta sede episcopal como sexto sucessor de São Pedro.
† s. II
2
Santos Fausto, Januário e Marcial Mártires. Em Córdova, na Hispânia Bética.
† s. III/IV
3
São Florêncio Mártir. Em Tessalônica, na Macedônia, Grécia.
† c. s. III
4
São Lubêncio Presbítero. Em Kobern, junto ao rio Mosela, no território de Tréveris, atualmente na Alemanha.
† s. IV
5
São Rómulo Bispo de Gênova. Sepultamento em Sanremo, no litoral da Ligúria, Itália.
† s. V
6
São Venâncio Abade. Em Tours, na Gália Lionense, agora na França.
† s. V
7
São Leobono Eremita. Em Salagnac, no território de Limoges, na Aquitânia, França.
† data inc.
8
São Congano Abade. Sepultamento em Iona, ilha da Escócia.
† s. VIII
9
São Simberto Bispo e abade de Mürbach. Em Augsburgo, cidade da Baviera, na atual Alemanha.
† c. 807
10
São Geraldo Conde de Aurillac. Em Saint-Cirgues, na região de Auvergne, França.
† 909
11
Santa Celedónia Virgem. Perto de Subiaco, no Lácio, região da Itália.
† 1152
12
Beata Madalena Panatiéri Virgem, irmã da Penitência de São Domingos. Em Trino, no território de Monferrato, Itália.
† 1503
13
Beato Pedro Adriano Toulorge Presbítero premonstratense e mártir. Em Coutances, na França.
† 1793
14
Beato Ângelo Maria Presta Batlle Religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir. Em Olot, perto de Gerona, na Espanha.
† 1936
15
Beato Luís Maria Ayet Canós Religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir. Em Tarrasa, perto de Barcelona, Espanha.
† 1936
16
Beato Florêncio Miguel Religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir. Em Barcelona, Espanha.
† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Aprende com o teu Jesus a amar

Jesus a Alexandrina: «Anda para a Minha escola, aprende com o teu Jesus a amar o silêncio, a humildade, a obediência e o abandono.» (1934)

É uma pequena camponesa cheia de vida, divertida, afetuosa. Nasceu em 30 de março de 1904 em Balasar.

Luta em defesa da virgindade

Aos 14 anos lança-se de uma janela a quatro metros de altura para preservar a sua pureza, ameaçada por alguns homens que haviam entrado em casa.
Cinco anos mais tarde, as lesões derivadas da queda provocaram-lhe uma paralisia total que a manteve de cama durante mais de 30 anos, até ao final de sua vida.

Reviveu em seu corpo a Paixão de Cristo 

Ofereceu-se como vítima a Cristo pela conversão dos pecadores e pela paz do mundo. Durante quatro anos (1938-42), reviveu todas as sextas-feiras, durante três horas, a paixão de Cristo.

A Eucaristia foi seu único alimento

De 27 de março de 1942 até sua morte (isto é, durante 13 anos e 7 meses), não ingeriu nenhuma outra bebida nem alimento mais que a Eucaristia.

Orientada por seu diretor espiritual, fez-se cooperadora salesiana, oferecendo os seus sofrimentos pela salvação da juventude.

“Sou feliz: vou ao Céu”

Em 13 de outubro de 1955, ouviu-se exclamar: «Sou feliz, porque vou ao céu». Pela tarde faleceu em Balasar, onde se encontra seu sepulcro e onde acodem multidões de peregrinos.

Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!

Oração – «Ó meu Jesus, vinde ao meu pobre coração! Ah! Eu desejo-Vos, não tardeis! Vinde enriquecer-me das Vossas graças; aumentai-me o Vosso Santo e Divino amor. Uni-me a Vós! Escondei-me no Vosso Sagrado lado! Não quero outro bem senão a Vós! Só a Vós amo, só a Vós quero, só por Vós suspiro! Dou-vos graças, Eterno Pai, por me haverdes deixado a Jesus no Santíssimo Sacramento. Dou-Vos graças, meu Jesus, e por último peço-Vos a Vossa Santa bênção! Seja louvado a cada momento o Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!»

Alexandrina: Significa “defensora da humanidade” ou “aquela que repele os inimigos”. Alexandrina é um nome feminino que se originou a partir do grego Aléxandros, que consiste na junção do verbo aléxo, que significa “repelir”, “defender” ou “proteger”, com o vocábulo andrós, relativo à “homem” ou “ser humano”

Com Santo Eduardo, Rei, Confessor.  Era um verdadeiro homem de Deus. Vivia como um anjo em meio a tantas ocupações materiais e era notável que Deus o ajudava em tudo. Alto, majestoso, de rosto rosado e cabelos brancos. Sua simples presença inspirava carinho e apreço.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

13/10

1. Comemoração de São Teófilo, bispo de Antioquia, na Turquia, homem de exímia cultura, que ocupou esta sede episcopal como sexto sucessor de São Pedro e escreveu um livro para defender a verdadeira fé contra o herege Marcião, († s. II)

2. Em Córdoba, Espanha, os santos Fausto, Januário e Marcial, mártires, que adornam a cidade como três coroas, († s. III/IV)

3. Em Tessalônica, Macedônia, Grécia, São Florêncio, mártir, que, segundo a tradição, depois de vários tormentos foi morto na fogueira, († c. s. III)

4. Em Kobern, junto ao rio Mosela, no território de Tréveris, atualmente na Alemanha, São Lubêncio, presbítero, († s. IV)

5. Em Sanremo, no litoral da Ligúria, região da Itália, o sepultamento de São Rómulo, bispo de Génova, que, cheio de ardor apostólico, morreu durante uma visita pastoral às povoações rurais, († s. V)

6. Em Tours, na Gália Lionense, agora na França, São Venâncio, abade, que, tendo casado na sua juventude, ao visitar a basílica de São Martinho se comoveu ante a vida dos monges e, com o assentimento da esposa, optou por viver com eles em Cristo, († s. V)

7. Em Salagnac, no território de Limoges, na Aquitânia, também na atual França, São Leobono, eremita, († data inc.)

8. Em Iona, ilha da Escócia, o sepultamento de São Congano, abade, que chegou a esta região procedente da Irlanda, juntamente com sua irmã Santa Kentigerna, os filhos dela e alguns missionários, († s. VIII)

9. Em Augsburgo, cidade da Baviera, na atual Alemanha, São Simberto, que foi bispo e abade de Mürbach, († c. 807)

10. Em Saint-Cirgues, na região de Auvergne, na Gália, hoje na França, São Geraldo, conde de Aurillac, que, procurando o melhor êxito para os seus territórios, viveu secretamente a vida monástica com hábito secular, dando aos príncipes um exemplo memorável, († 909)

11. Perto de Subíaco, no Lácio, região da Itália, Santa Celedónia, virgem, que, segundo a tradição, durante cinquenta e dois anos levou vida solitária e muito austera, dedicada unicamente a Deus, († 1152)

12. Em Trino, no território de Monferrato, também na Itália, a Beata Madalena Panatiéri, virgem, irmã da Penitência de São Domingos, († 1503)

13. Em Coutances, na França, o Beato Pedro Adriano Toulorge, presbítero premonstratense e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi decapitados na guilhotina em ódio ao sacerdócio, († 1793)

14. Em Olot, perto de Gerona, na Espanha, o Beato Ângelo Maria Presta Batlle, religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, alcançou a glória celeste, († 1936)

15. Em Tarrasa, perto de Barcelona, também na Espanha, o Beato Luís Maria Ayet Canós (António Ayet Canós), religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir, que, na mesma perseguição, assassinados em ódio à vida religiosa, foi ao encontro do Senhor, († 1936)

16. Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Florêncio Miguel (Ruperto Garcia Arce), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na mesma perseguição, acolhendo fielmente as palavras de Cristo, passou da morte à vida gloriosa, († 1936)

17. Em Balasar, próximo de Braga, em Portugal, a Beata Alexandrina Maria da Costa, que, tendo ficado paralisada em todo o corpo ao fugir de quem a perseguia com má intenção, encontrou na contemplação da Eucaristia o modo de oferecer ao Senhor todos os seus sofrimentos por amor de Deus e dos irmãos mais necessitados, († 1955)

Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, Solenidade | Segunda-feira

Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, Solenidade - Segunda-feira

Cor Litúrgica: Branco

Primeira Leitura (Est 5,1b-2;7,2b-3)

Leitura do Livro de Ester.

1b Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2 Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2b Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3 Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 44(45),11-12a.12b-13.14-15a.15b-16 (R. 11.12a)

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

– O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.

– Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de Festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

Segunda Leitura (Ap 12,1.5.13a.15-16a)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João.

1 Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5 E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 13a Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 15 A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16a A terra, porém, veio em socorro da mulher.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Evangelho (Jo 2,1-11)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Disse a mãe de Jesus aos serventes: “Fazei tudo o que Ele disser!”.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3 Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4 Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou.” 5 Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6 Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7 Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8 Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9 O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10 O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11 Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Est 5,1b-2;7,2b-3)

Leitura do Livro de Ester. 

1b Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2 Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2b Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3 Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido! – e a vida do meu povo – eis o meu desejo!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 44(45),11-12a.12b-13.14-15a.15b-16 (R. 11.12a)

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! 

– O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.

– Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de Festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

Evangelho (Jo 2,1-11 – Bodas de Caná)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Disse a mãe de Jesus aos serventes: “Fazei tudo o que Ele disser!”

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3 Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4 Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou.” 5 Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6 Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7 Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8 Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9 O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10 O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11 Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil – 12 de Outubro

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil

Santo do Dia – 12 de Outubro

Nossa Senhora Aparecida,

Rainha e Padroeira do Brasil · 1717

Origens

Na manhã de 12 de outubro de 1717, três pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba, que escorria até a sua cidade.

Eles tinham sido encarregados de trazer peixes para o banquete, que se realizaria no dia seguinte, na cidade de Guaratinguetá. Foi pela ordem do conde Assumar, Dom Pedro de Almeida Portugal, governante da capitania de São Paulo e Minas Gerais, a exigência dos peixes do Rio Paraíba. Os três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, pareciam não ter sorte naquela manhã.

Após várias tentativas infrutíferas, tinham quase desistido, quando João Alves tentou novamente. Ele jogou sua rede nas águas do rio e, lentamente, a puxou para cima. Havia pescado alguma coisa, mas não era peixe, parecia uma espécie de madeira.

A Milagrosa Pesca

Quando tirou da rede, o pedaço de madeira parecia fazer parte de uma estátua da Virgem Maria, infelizmente, sem cabeça. Ao lançar novamente a rede, desta vez, João Alves encontrou nas malhas outro pedaço de madeira, de forma arredondada, que parecia precisamente a cabeça da mesma estátua: tentou ajuntar os dois pedaços e percebeu que se encaixavam perfeitamente.

Como que atraído por um impulso, João Alves lançou, outra vez, a rede nas águas, mas ela tinha ficado tão pesada, que não conseguia tirá-la, por estar lotada de peixes. Então, seus companheiros lançaram também as suas redes nas águas e a pesca daquele dia foi realmente abundante.

Uma casinha humilde

No dia seguinte, os três pescadores juntaram os dois pedaços da estátua, limparam-nos dos detritos do rio e Filipe Pedroso a colocou na sua humilde casa. Em pouco tempo, a notícia da pesca milagrosa se difundiu pelas cidades vizinhas e, todas as noites, um grupo cada vez maior de simples pescadores começou a ir prestar homenagem à Virgem Maria e rezar o terço. Eles deram-lhe o nome de “Aparecida”, que apareceu.

A Capela

Com o passar do tempo, a multidão tornou-se tão numerosa que a casa do pescador não a podia conter mais. Por isso, foi construída um primeiro oratório e, depois, em 1737, uma Capela maior. Foram muitos os testemunhos de graças e milagres alcançados naquele pequeno santuário.

A Basílica Velha

Em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior – a atual Basílica Velha –, concluída em 1888 e a estátua foi transferida. Em 1904, a imagem foi coroada a pedido do Papa Pio X. Em 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada em 1909. Em 1930, o Papa Pio XI a elevou a Basílica, declarando Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil.

Rainha e Padroeira do Brasil

Em 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil, sob a Invocação de Aparecida. Em 31 de maio de 1931, a imagem aparecida foi levada ao Rio de Janeiro, para que diante dela, Nossa Senhora Aparecida recebesse as homenagens oficiais de toda a nação, estando presente também o Presidente da República, Getúlio Vargas. Nossa Senhora Aparecida foi aclamada, então, por todos como “Rainha e Padroeira do Brasil”.

Em 1958, a cidade da Aparecida foi elevada a arcebispado, sendo seu primeiro arcebispo o cardeal Mota. Em 1967, Aparecida recebeu a Rosa de Ouro enviada pelo papa Paulo VI.

O Maior Santuário Mariano do Mundo

Em 1980, o altar da Basílica Nova, maior Santuário mariano do mundo, foi consagrado pelo Papa João Paulo II, que lhe outorgou o título de Basílica Menor. Em 1983, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB –, declarou, oficialmente, a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional.

Hoje, o Santuário é um grande centro evangelizador, confiado ao zelo apostólico dos Missionários Redentoristas desde 1894, responsáveis pela pastoral e pela administração, no atendimento aos romeiros e peregrinos que chegam de todas as partes do País e do exterior.

Visita de três Papas

Três Papas visitaram o Santuário Nacional: João Paulo II, no ano de 1980, Papa Bento XVI, quando abriu a V Conferência Episcopal Latino-americana e do Caribe em maio de 2007, e Papa Francisco em 2013, por ocasião das atividades da Jornada Mundial da Juventude, realizada neste ano no Rio de Janeiro.

Devoção do Povo Brasileiro

A devoção à Virgem Imaculada Conceição Aparecida, com o passar dos anos, tornou-se cada vez maior, e muitas graças foram obtidas. A grande afluência de visitantes — explica o padre Valdivino Guimarães, missionário redentorista —, “deve-se sobretudo ao acolhimento, às infraestruturas, ao apoio significativo dos meios de comunicação (incluindo a Rádio e a TV Aparecida, a Revista Aparecida) e, em especial, à grande devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora Aparecida”.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Aparecida — Significa “a que apareceu”. Tem origem no verbo aparecer, do latim apparescere, “tornar-se visível, mostrar-se”, e designa a Virgem Maria encontrada nas águas do Rio Paraíba.

“Oração – Ó Maria, nossa Mãe e padroeira do Brasil, Tu que aparecestes nas redes dos pescadores sem a cabeça para simbolizar o martírio dos teus filhos, escravizados, libertai o povo brasileiro de toda a escravidão do pecado, das doenças e das mazelas morais. Sede nossa mãe e consoladora, portadora da esperança e sinal do teu Filho Jesus. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

São Serafim de Monte Granaro — Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, falecido em Áscoli, cidade do Piceno, em 1604.

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 12 de outubro:

1
Santo Hedisto Mártir. Em Roma, junto à Via Laurentina.
† data inc.
2
Santa Senhorinha Mártir. Em Anazarbo, na Cilícia, Turquia.
† c. 304
3
Quatro mil novecentos e sessenta e seis mártires e confessores da fé Comemoração. Entre eles estavam os bispos Cipriano e Félix, insignes sacerdotes do Senhor.
† 483
4
Santo Opílio Diácono. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália.
† c. s. V
5
São Félix IV Papa. Em Roma, transformou dois templos do Foro Romano na igreja dedicada aos santos Cosme e Damião e trabalhou com grande zelo pela fé católica.
† 530
6
São Maximiliano Na província do Nórico Ripense, atualmente na Áustria. É venerado como bispo de Lorch.
† a. s. VII
7
São Rotobaldo Bispo. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália.
† 1254
8
São Serafim de Monte Granaro Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Em Áscoli, cidade do Piceno, atualmente nas Marcas, região da Itália.
† 1604
9
Beato Tomás Bullaker Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Londres, na Inglaterra.
† 1642
10
Beato Eufrásio do Menino Jesus Presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir. Em Oviedo, na Espanha.
† 1934
11
Beato José González Huguet Presbítero e mártir. Em Ribarroja de Túria, localidade da província de Valência, na Espanha.
† 1936
12
Beato Pacífico de Valência Religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir. Em Massamagrel, na província de Valência.
† 1936
13
Beato Romão Sitko Presbítero e mártir. No campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.
† 1942

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Padroeira e Rainha do Brasil

Comemoramos hoje a Solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada no Rio Paraíba por pescadores no ano de 1717.

No início, a pequena imagem da Senhora da Conceição foi levada para a casa de um dos pescadores e ali, todos os sábados, reuniam-se os vizinhos “para cantar o terço e mais devoções”.

Primeiras manifestações de Maria

Foi também ali que se deu o prodígio, várias vezes repetido, das velas que se apagavam e, sem intervenção de ninguém, de novo se acendiam.

E em 1737, foi edificado um Oratório, onde lhe prestavam culto os moradores das redondezas.

Foi construída uma igreja em sua homenagem em 1745, que em 24 de Junho de 1888, foi solenemente bento e, hoje, é chamado de “Basílica Velha”. A  atual foi consagrada pelo Papa João Paulo II no dia 04 de Julho de 1980.

Mãe e consoladora dos peregrinos

Desde os primeiros cultos dedicados a Nossa Senhora pelos pescadores (oração do terço e outras devoções) até nossos dias, os peregrinos jamais cessaram de depositar aos pés da Virgem Aparecida as suas súplicas, dores, sofrimentos e alegrias.

Foi em 28 de outubro de 1894, que chegaram os primeiros padres e irmãos redentoristas, vindos da Baviera, a convite pessoal de Dom Joaquim Arcoverde, então Bispo de São Paulo.

Nasce as Romarias 

Daí em diante os filhos de Santo Afonso têm prestado assistência religiosa às multidões de romeiros que visitam o Santuário.
A primeira romaria realizou-se a 08 de Setembro de 1900, com 1200 peregrinos vindos de comboio, de São Paulo, com o seu Bispo.

Hoje os romeiros são milhões vindos de todo Brasil e dos países vizinhos.

Coroação com uma coroa real

No dia 08 de Setembro de 1904, na presença do Núncio Apostólico, de 12 Bispos, Dom José Camargo Barros, coroou solenemente a veneranda Imagem com a preciosa coroa oferecida pela Princesa Isabel.

A Rainha e Padroeira do Brasil

No ano de 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a Rainha do Brasil, sob invocação de Aparecida.

Foi em 31 de Maio de 1931, no Rio, Nossa Senhora foi aclamada então por todos “RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL”.

Nossa Senhora Aparecida, intercedei por nós!

Oração – Ó Maria Santíssima, que em vossa imagem querida de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios da vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-Vos a língua para que sempre Vos louve e propague vossa devoção; consagro-Vos o coração para que depois de Deus vos ame sobre todas as coisas.
Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas, acolhei-nos debaixo de vossa proteção; socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e temporais, e sobretudo na hora de nossa morte.
Abençoai-nos, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-nos em nossa fraqueza, a fim de que, servindo-Vos fielmente nesta vida, possamos louvar-Vos, amar-Vos e render-Vos graças no céu, por toda a eternidade. Assim seja

 

Com Santos Félix, Cipriano, y 4966 companheiros Mártires, que durante a perseguição desencadeada pelos Vândalos na África Setentrional, foram mortos por ordem do rei ariano Hunerico, em ódio à fé católica. Eram bispos, presbíteros e diáconos da Igreja de Deus, juntamente com uma grande multidão de fiéis.

Foram confinados num horrível ermo, onde, depois de submetidos a vários gêneros de torturas, celebraram o seu martírio.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

12/10

1. Em Roma, junto à Via Laurentina, Santo Hedisto, mártir, († data inc.)

2. Em Anazarbo, na Cilícia, na hodierna Turquia, Santa Senhorinha, mártir, que, segundo a tradição, no tempo do imperador Diocleciano e do governador Lícias, depois de sofrer muitos tormentos, no cárcere entregou o seu espírito a Deus, († c. 304)

3. Comemoração dos quatro mil novecentos e sessenta e seis mártires e confessores da fé, que durante a perseguição desencadeada pelos Vândalos na África Setentrional, foram mortos por ordem do rei ariano Hunerico, em ódio à fé católica: bispos, presbíteros e diáconos da Igreja de Deus, juntamente com uma grande multidão de fiéis, foram confinados num horrível ermo, onde, depois de submetidos a vários géneros de torturas, celebraram o seu martírio; entre eles estavam os bispos Cipriano e Félix, insignes sacerdotes do Senhor, († 483)

4. Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, Santo Opílio, diácono, († c. s. V)

5. Em Roma, São Félix IV, papa, que transformou dois templos do Foro Romano na igreja dedicada aos santos Cosme e Damião e trabalhou com grande zelo pela fé católica, († 530)

6. Na província do Nórico Ripense, atualmente na Áustria, São Maximiliano, que é venerado como bispo de Lorch, († a. s. VII)

7. Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Rotobaldo, bispo, homem de exemplar espírito de penitência, muito dedicado ao culto divino e à investigação das relíquias dos santos, († 1254)

8. Em Áscoli, cidade do Piceno, atualmente nas Marcas, região da Itália, São Serafim de Monte Granaro (Félix de Nicola), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, memorável pela sua humildade, pobreza e piedade, († 1604)

9. Em Londres, Inglaterra, Beato Tomás Bullaker, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, aprisionado no reinado de Carlos I no momento em que celebrava a Missa, morreu na forca de Tyburn por causa do seu sacerdócio e esquartejado quando ainda estava vivo, († 1642)

10. Em Oviedo, na Espanha, o Beato Eufrásio do Menino Jesus (Eufrásio Barredo Fernández), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir, que, assassinado em ódio à fé, se tornou participante na vitória de Cristo, († 1934)

11. Em Ribarroja de Túria, localidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato José González Huguet, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, combateu por Cristo um glorioso combate, († 1936)

12. Em Massamagrel, também na província de Valência, o Beato Pacífico de Valência (Pedro Salcedo Puchades), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que na mesma perseguição foi configurado à Paixão de Cristo, († 1936)

13. No campo de concentração de Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polônia, o Beato Romão Sitko, presbítero e mártir, que, durante a ocupação militar da Polônia, depois de ter sido atrozmente atormentado pelos perseguidores hostis à dignidade dos homens e da religião, partiu para a visão da eterna bem-aventurança, († 1942)

 

28º Domingo do Tempo Comum

28º Domingo do Tempo Comum

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Is 25,6-10a)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

6 O Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. 7 Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. 8 O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse. 9 Naquele dia, se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. 10a E a mão do Senhor repousará sobre este monte.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório  Sl 22(23),1-3a.3b-4.5-6 (R. 6cd)

– Na casa do Senhor habitarei, eternamente.

– Na casa do Senhor habitarei, eternamente.

– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.

– Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado; eles me dão a segurança!

– Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda.

– Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida; e na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

Segunda Leitura (Fl 4,12-14.19-20)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos: 12 Sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidade. 13 Tudo posso naquele que me dá força. 14 No entanto, fizestes bem em compartilhar as minhas dificuldades. 19 O meu Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus. 20 Ao nosso Deus e Pai a glória pelos séculos dos séculos. Amém

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Evangelho (Mt 22,1-14)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o espírito; conheçamos, assim, a esperança à qual nos chamou, como herança!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: 2 “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3 E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. 4 O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ 5 Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, 6 outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. 7 O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. 8 Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. 9 Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. 10 Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11 Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí um homem que não estava usando traje de festa 12 e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. 13 Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Aí haverá choro e ranger de dentes’. 14 Por que muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.

— Palavra da Salvação.

– Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Jr 17,5-10)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias

5 Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6 como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7 Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8 é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos. 9 Em tudo é enganador o coração, e isto é incurável; quem poderá conhecê-lo? 10 Eu sou o Senhor, que perscruto o coração e provo os sentimentos, que dou a cada qual conforme o seu proceder e conforme o fruto de suas obras”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R. Sl 39(40),5a)

— É feliz quem a Deus se confia!

— É feliz quem a Deus se confia!

— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. 

— Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. 

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte. 

Evangelho (Lc 16,19-31)

— Glória a Cristo, palavra eterna do Pai que é amor!

— Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração; e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19 “Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20 Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão à porta do rico. 21 Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22 Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23 Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24 Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. 25 Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26 E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. 27 O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28 porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29 Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’ 30 O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31 Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’ “.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

27ª Semana do Tempo Comum | Sábado

27ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 3,22-29)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 22 a Escritura pôs todos e tudo sob o jugo do pecado, a fim de que, pela fé em Jesus Cristo, se cumprisse a promessa em favor dos que creem. 23 Antes que se inaugurasse o regime da fé, nós éramos guardados, como prisioneiros, sob o jugo da Lei. Éramos guardados para o regime da fé, que estava para ser revelado. 24 Assim, a Lei foi como um pedagogo que nos conduziu até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. 25 Mas, uma vez inaugurado o regime da fé, já não estamos na dependência desse pedagogo. 26 Com efeito, vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. 27 Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28 O que vale não é mais ser judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só, em Jesus Cristo. 29 Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 104(105),2-3.4-5.6-7 (R. 8a)

– O Senhor se lembra sempre da Aliança!

– O Senhor se lembra sempre da Aliança!

– Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! 

– Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! 

– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

Evangelho (Lc 11,27-28)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 27 enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. 28 Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Jl 4,12-21)

Leitura da Profecia de Joel.

Assim fala o Senhor: 12 “Levantem-se e ponham-se em marcha os povos rumo ao Vale de Josafá; ali me sentarei como juiz para julgar todas as nações em redor. 13 Tomai a foice, pois a colheita está madura; vinde calcar, que o lagar está cheio: as tinas transbordam, porque grande é a sua malícia. 14 Povos e mais povos no Vale da Decisão: o dia do Senhor está próximo no Vale da Decisão. 15 Escureceram o sol e a lua e as estrelas perderam o brilho. 16 Desde Sião rugirá o Senhor, fará ouvir sua voz desde Jerusalém; tremerão céus e terra, mas o Senhor será refúgio para o seu povo, será a fortaleza dos filhos de Israel. 17 Sabereis, então, que eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, meu santo monte; Jerusalém será lugar sagrado, por onde não mais passarão estranhos. 18 Acontecerá naquele dia que os montes farão correr vinho, e as colinas manarão leite; aos regatos de Judá não há de faltar água, e da casa do Senhor brotará uma fonte, que irá alimentar a torrente de Setim. 19 O Egito será devastado, e a Idumeia, devastada e deserta, por causa de suas atrocidades contra os filhos de Judá, derramando sangue inocente em suas terras. 20 Judá será habitada para sempre, e Jerusalém, por todos os séculos. 21 Vingarei meu sangue, não o deixarei sem castigo”. O Senhor está habitando em Sião.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 96(97),1-2.5-6.11-12 (R. 12a)

– Ó justos, alegrai-vos no Senhor! 

– Ó justos, alegrai-vos no Senhor! 

– Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono,  que se apoia na justiça e no direito. 

– As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.

– Uma luz já se levanta para os justos e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo nome! 

Evangelho (Lc 11,27-28)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 27 enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. 28 Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

27ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

27ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 3,7-14)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 7 ficai pois cientes que os que creem é que são verdadeiros filhos de Abraão. 8 E a Escritura, prevendo que Deus justificaria as nações pagãs pela fé, anunciou, muito antes, a Abraão: “Em ti serão abençoadas todas as nações”. 9 Portanto, os crentes são abençoados com o crente Abraão. 10 Aliás, todos os que põem sua confiança na prática da Lei estão ameaçados pela maldição, porque está escrito: “Maldito quem não cumprir perseverantemente tudo o que está escrito no livro da Lei”. 11 Pela Lei ninguém se justifica perante Deus; isso é evidente porque o justo vive da fé. 12 E a Lei não se funda na fé mas no cumprimento: Aquele que cumpre a Lei, por ela viverá. 13 Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, fazendo-se maldição por nós, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro!’ 14 Assim a bênção de Abraão se estendeu aos pagãos em Cristo Jesus e pela fé recebemos a promessa do Espírito.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 110(111),1-2.3-4.5-6 (R. 5b)

– O Senhor se lembra sempre da Aliança!

– O Senhor se lembra sempre da Aliança!

– Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! 

– Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. 

– Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações. 

Evangelho (Lc 11,15-26)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Agora o príncipe deste mundo há de ser lançado fora; quando eu for elevado da terra, atrairei para mim todo ser.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. 15 Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. 24 Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: ‘Vou voltar para minha casa de onde saí’. 25 Quando ele chega, encontra a casa varrida e arrumada. 26 Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Ml 3,13-20a)

Leitura da Profecia de Malaquias.

13 “Vossas palavras são duras contra mim, diz o Senhor, e ainda perguntais: 14 ‘Que dissemos contra ti?` Vós estais dizendo: ‘É coisa inútil servir a Deus; que vantagem tivemos em observar seus preceitos e em levar uma vida severa na presença do Senhor dos exércitos? 15 Portanto, hoje os felizardos são os soberbos, pois consolidaram-se, praticando o mal, e, mesmo provocando a Deus, estão impunes'”. 16 Vieram, entretanto, a falar uns com os outros, os tementes a Deus. O Senhor prestou atenção e ouviu-os; em sua presença foi escrito um livro de feitos notáveis, aberto aos que temem o Senhor e têm seu nome no pensamento. 17 “Serão para mim o tesouro, diz o Senhor dos exércitos, para o dia que eu me reservar; hei de favorecê-los, como o pai ao filho que o serve. 18 De novo vereis a distância que há entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve. 19 Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20a Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R. Sl 39,5a)

– É feliz quem a Deus se confia!

– É feliz quem a Deus se confia!

– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. 

– Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar, 

– mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

Evangelho (Lc 11,5-13)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Abri-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7 e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Dionísio, o Apóstolo da Gália

São Dionísio, o Apóstolo da Gália

Santo do Dia – 09 de Outubro

São Dionísio,

Apóstolo da Gália · † s. III

Origem

São Dionísio, o Apóstolo da Gália São Dionísio — de origem italiana —, era um jovem missionário enviado pelo Papa Fabiano para evangelizar a antiga Gália do norte em meados do ano 250, portanto no século III.

São Dionísio fundou a primeira comunidade católica em Lutécia, atual Paris, sendo eleito o seu primeiro bispo. O sucesso de sua missão, porém, começou a incomodar os magos gauleses e os romanos fiéis ao imperador Valeriano, que perseguia duramente os cristãos.

Contra o imperador

Os gauleses acusaram-no de bruxaria e práticas maléficas, e os romanos prenderam-no porque São Dinis não reconhecia o imperador como um Deus. Forçado a negar a fé em Jesus Cristo, São Dinis preferiu a morte.

Epíscopo mártir em Paris

Ao lado do bispo Dinis, o diácono Rústico e o sacerdote Eleutério, seus companheiros, também testemunharam sua fé cristã sendo decapitados. Logo depois, levou os restos mortais de seus companheiros para Paris onde também sofreu o martírio, sendo decapitado no local, hoje conhecido como Montmartre, isto é, “Colina do Mártir”. Santo Dionísio, popularmente conhecido como São Dinis de Paris e comemorado neste dia, foi venerado como único padroeiro da França durante muito tempo.

Morte

São Dionísio, ou Dinis, segue sendo aclamado pela mais antiga tradição cristã francesa, que o venera como um mártir cefalóforo, ou seja, carregador de cabeça. Esse nome se dá por causa do extraordinário acontecimento após sua decapitação. A tradição conta que ele se levantou, tomou sua cabeça nas mãos e saiu em direção a Montmartre, onde foi enterrado. Por outro lado, os corpos de seus companheiros haviam sido atirados no rio Sena, então foram resgatados e enterrados junto ao companheiro bispo. Sobre o túmulo em Montmartre, mais tarde, foi edificada uma basílica, junto à qual, no ano 630, o rei Dagoberto fundou uma abadia.

A Abadia e o império

A Abadia de Saint-Denis, em Paris, tornou-se tradicionalmente o local onde todos os reis da França, do séc. X ao XVIII, foram enterrados. Além disso, muitas rainhas escolheram ser coroadas nessa abadia. Nesse período medieval, a Igreja estava aliada com os francos, e por isso seus reis e rainhas buscavam lugares sagrados para serem enterrados ou coroados. Queriam encontrar, na intercessão do santo padroeiro da França, uma segurança para seu posto, patrocínio espiritual e honraria sagrada.

Devoção

Hoje, o “apóstolo da Gália” é invocado pelo povo cristão contra dores de cabeça e possessões demoníacas, além de ser homenageado como um dos primeiros pais da França. São Dionísio e seus companheiros demonstram a fidelidade a Cristo por meio do martírio, bem como esse espírito evangelizador que é capaz de desbravar e instalar a religião em novos lugares. Os trabalhos realizados naquele país geram frutos para as gerações futuras, deixando um testemunho para toda a França.

São Dionísio, rogai por nós!

Dionísio — Significa “consagrado a Dioniso” ou “pertencente a Dioniso”. Tem origem no grego Dionýsios, que passou ao latim como Dionysius. Dinis é a forma portuguesa tradicional do nome.

“Oração – Ao apóstolo da Gália, pedimos por aqueles que estão enfermos na mente, aqueles que tem grandes enxaquecas e diversas outras doenças. Rogamos com confiança sabendo que através do teu martírio podemos alcançar as graças de Jesus. Amém.”

São Dionísio, rogai por nós!

São João Henrique Newman — Presbítero anglicano que, após a sua conversão, serviu como presbítero e posteriormente como Cardeal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 09 de outubro:

1

São João Leonardo
Presbítero. Na Itália, fundou a Ordem dos Clérigos Regrantes, mais tarde designada da Mãe de Deus. Também deu início ao Colégio de Propaganda Fídei em Roma.

† 1609

2

Santo Abraão
Patriarca e pai de todos os crentes. Chamado por Deus, saiu da sua pátria, a cidade de Ur dos Caldeus, e se pôs a caminho da terra prometida por Deus.

Patriarca

3

Santos Diodoro, Diomedes e Dídimo
Mártires. Em Laodiceia, hoje Litaquia, na Síria.

† data inc.

4

São Donino
Mártir. Em Fidenza, na província de Parma, junto à Via Cláudia, na Itália.

† s. IV in.

5

Santa Públia
Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia. Depois da morte do esposo, entrou num mosteiro.

† c. s. IV

6

São Sabino
Eremita. No território de Bigorre, nas encostas dos montes Pireneus, na hodierna França. Ilustrou a vida monástica na Aquitânia.

† s. V

7

São Donino
Eremita. Em Città di Castello, na Úmbria, região da Itália.

† 610

8

São Gisleno
No território do Hainaut, na Austrásia, na atual França. Viveu como monge numa cela por ele mesmo construída.

† c. 681-685

9

São Deusdédit ou Deusdado
Abade. No mosteiro de Montecassino, no Lácio, região da Itália.

† 834

10

São Guntero
Eremita. Sepultamento no mosteiro de Brevnov, na Boémia, na Chéquia.

† 1045

11

São Bernardo de Rodez
Abade dos Cónegos Regrantes do cenóbio de Montsalvy, na França.

† 1110

12

São Luís Beltrão
Presbítero da Ordem dos Pregadores. Em Valência, na Espanha.

† 1581

13

São João Henrique Newman
Presbítero. Em Birmingham, na Inglaterra. Presbítero anglicano, depois da sua conversão serviu como presbítero e posteriormente como Cardeal.

† 1890

14

Santos Inocêncio da Imaculada e oito companheiros
Mártires. Em Turon, localidade das Astúrias, região da Espanha. Inocêncio da Imaculada, presbítero da Congregação da Paixão, e oito companheiros da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs.

† 1934

Fonte: Martirológio Romano · Santiebeati.it · Vaticannews.va · Vatican.va · Guiley, Rosemary (2001). The Encyclopedia of Saints. Fourteen Holy Helpers · Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas

 

São Dionisio o primeiro Bispo de Paris

São Dinis, como também é conhecido, bispo, e companheiros, mártires. Segundo a tradição, foi enviado pelo Pontífice Romano à Gália, sendo o primeiro bispo de Paris. Juntamente com o presbítero Rústico e o diácono Eleutério, sofreu o martírio nos arredores desta cidade Oração – Ó Deus, que destes neste dia ao bem-aventurado São Dinis, vosso bispo e mártir, a coragem e constância para afrontar o martírio e lhe associastes São Rústico e Santo Eleutério para anunciar a vossa glória às nações, dai-nos a graça de desprezar, a seu exemplo e por vosso amor, os favores do mundo e não temer os seus.
Significado do Nome Dionísio… Dionísio: Significa “consagrado a Dioniso”, “espírito das águas”, “o céu e as águas”, “dia e noite”. Tem origem no grego.

                                                *.*

São João Leonardo, presbítero

De farmacêutico a Sacerdote

Nascido em Luca Luca, na Toscana, região da Itália, deixou a profissão de farmacêutico para se tornar sacerdote e, com a finalidade de promover o ensino da doutrina cristã às crianças, restaurar a vida apostólica do clero e propagar em toda a parte a fé cristã.

Fundador e grande apóstolo

Para isso, fundou a Ordem dos Clérigos Regulares, mais tarde designada da Mãe de Deus, tendo sofrido por isso muitas tribulações. Também deu início ao Colégio de Propaganda Fídei em Roma, onde, esgotado pelo peso de tantos trabalhos, descansou piedosamente no Senhor. Santos Leonardo e Dionísio, rogai por nós! Oração – Senhor nosso Deus, fonte de todos os bens, que enviastes o presbítero são João Leonardo a anunciar aos povos o Evangelho, fazei que, por sua intercessão, a verdadeira fé cresça sempre e em toda a parte. Com São Abraão, Patriarca e pai de todos os crentes;  chamado por Deus, saiu da sua pátria, a cidade de Ur dos Caldeus, e se pôs a caminho da terra prometida a ele e à sua descendência.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

9/10

4. Em Laodiceia, hoje Litaquia, na Síria, a paixão dos santos Diodoro, Diomedes e Dídimo, († data inc.) 5. Em Fidenza, na província de Parma, junto à Via Cláudia, na Itália, São Donino, mártir, († s. IV in.) 6. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, a comemoração de Santa Públia, que, depois da morte do esposo, entrou num mosteiro e, à passagem do imperador Juliano o Apóstata, cantando com as suas companheiras virgens as palavras do salmo «Os ídolos dos gentios são ouro e prata» e «Sejam como eles os que os fazem», por ordem do imperador foi esbofeteada e asperamente repreendida, († c. s. IV) 7. No território de Bigorre,  encostas dos montes Pireneus, hodierna França, São Sabino, eremita, que ilustrou a vida monástica na Aquitânia, († s. V) 8. Em Città di Castello, na Úmbria, região da Itália, São Donino, eremita, († 610) 9. No território do Hainaut, na Austrásia, na atual França, São Gisleno, que viveu como monge numa cela por ele mesmo construída, († c. 681-685) 10. No mosteiro de Montecassino, no Lácio, região da Itália, São Deusdédit ou Deusdado, abade, que foi recluído no cárcere pelo tirano Sicardo, onde, consumido pela fome e pelos tormentos, entregou o seu espírito a Deus, († 834) 11. No mosteiro de Brevnov, na Boêmia, na Chéquia, o sepultamento de São Guntero, eremita, que, abandonando os bens da terra, abraçou a vida monástica e depois se retirou para a solidão dos bosques situados entre a Baviera e a Boêmia, onde viveu e morreu separado dos homens e intensamente unido a Deus, († 1045) 12. No mosteiro de Montsalvy, na França, São Bernardo de Rodez, abade dos Cônegos Regrantes deste cenóbio, († 1110) 13. Em Valência, na Espanha, São Luís Beltrão, presbítero da Ordem dos Pregadores, que na América do Sul pregou o Evangelho de Cristo a vários povos indígenas e os defendeu dos opressores, († 1581) 14. Em Birmigham, na Inglaterra, São João Henrique Newman, presbítero anglicano, que pelos seus estudos da história da fé reconheceu que as raízes do cristianismo estão na Igreja Católica, à qual, depois da sua conversão, serviu como presbítero e posteriormente como Cardeal, († 1890) 15. Em Turon, localidade das Astúrias, região da Espanha, os santos mártires Inocêncio da Imaculada (Manuel Canoura Arnau), presbítero da Congregação da Paixão, e oito companheiros, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a revolução, em ódio à fé foram assassinados sem prévio julgamento e assim alcançaram a vitória suprema, († 1934)

27ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

27ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Cor Litúrgica: Verde

Primeira Leitura (Gl 3,1-5)

Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.

1 Ó gálatas insensatos, quem é que vos fascinou? Diante de vossos olhos, não foi acaso representado, como que ao vivo, Jesus Cristo crucificado? 2 Só isto quero saber de vós: Recebestes o Espírito pela prática da Lei ou pela fé através da pregação? 3 Sois assim tão insensatos? A ponto de, depois de terdes começado pelo espírito, quererdes terminar pela carne? 4 Foi acaso em vão que sofrestes tanto? Se é que foi mesmo em vão! 5 Aquele que vos dá generosamente o Espírito e realiza milagres entre vós, faz isso porque praticais a Lei ou porque crestes, através da pregação?

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Lc 1,69-70.71-72.73 e 75 (R. cf. 68)

– Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

– Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!

– Fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos. 

– para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa Aliança. 

– e o juramento a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, libertos do inimigo, a ele nós sirvamos sem temor em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias. 

Evangelho (Lc 11,5-13)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7 e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura (Jn 4,1-11)

Leitura da Profecia de Jonas.

1 Este desfecho causou em Jonas profunda mágoa e irritação; 2 orou então ao Senhor, dizendo: “Peço-te me ouças, Senhor: não era isto que eu receava, quando ainda estava em minha terra? Por isso, antecipei-me, fugindo para Társis. Sabia que és um Deus benigno e misericordioso, paciente e cheio de bondade, e que facilmente perdoas a punição. 3 E agora, Senhor, peço que me tires a minha vida, para mim é melhor morrer do que viver”. 4 Disse o Senhor: “Achas que tens boas razões para irar-te?” 5 Jonas saiu da cidade e estabeleceu-se na parte oriental e ali fez para si uma cabana, onde repousava à sombra, a ver o que ia acontecer à cidade. 6 O Senhor Deus fez nascer uma hera, que cresceu sobre a cabana, para dar sombra à cabeça de Jonas e abrandar seu aborrecimento. E Jonas alegrou-se grandemente por causa da hera. 7 Mas, ao raiar do dia seguinte, Deus determinou que um verme atacasse a hera, e ela secou. 8 Quando o sol se levantou, mandou Deus do oriente um vento quente; e o sol bateu forte sobre a cabeça de Jonas, que se sentiu desfalecer; teve vontade de morrer, e disse: “Para mim é melhor morrer do que viver”. 9 Disse Deus a Jonas: “Achas que tens boas razões para irar-te por esta hera?” “Sim”, respondeu ele, “tenho razão até para morrer de raiva”. 10 O Senhor replicou-lhe: “Tu sofres por causa desta planta, que não te custou trabalho e não fizeste crescer, que nasceu numa noite e na outra morreu. 11 E eu não haveria de salvar esta grande cidade de Nínive, em que vivem cento e vinte mil seres humanos, que não sabem distinguir a mão direita da esquerda, e um grande número de animais?”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 85(86),3-4.5-6.9-10 (R. 15b)

– Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.

– Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.

– Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh’alma. 

– Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração! 

– As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas: vós somente sois Deus e Senhor! 

Evangelho (Lc 11,1-4)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Recebestes um espírito de adoção, no qual chamamos Aba! Pai!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

1 Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2 Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3 Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação'”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Pelágia da Antioquia, Virgem, Mártir – 08 de Outubro

Santa Pelágia da Antioquia, Virgem, Mártir

Santo do Dia – 08 de Outubro

Santa Pelágia, guardiã da Virgindades

Santa Pelágia,

Guardiã da Virgindade · † 302

Origens

Santa Pelágia, guardiã da Virgindades O martirológio romano apresenta-nos quatro santas com este nome de Pelágia.

Esta, de hoje, era uma jovem de quinze anos, que, no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, testemunhou de modo muito esquisito sua fidelidade a Cristo: preferiu morrer por amor a Cristo do que entregar sua virgindade, por isso a Igreja reconhece e louva seu heroísmo.

 

Guardiã da Virgindade

Quando os soldados do imperador foram à sua casa para levá-la ao tribunal, que certamente a condenaria porque era cristã, Pelágia recebeu-os bem, e quando se propuseram levá-la dando voz de prisão, pediu-lhes permissão para que fosse trocar de roupa. Dado o consentimento pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto e, desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade que consagrara a Deus, não titubeou: subiu ao mais alto da casa em que vivia, em Antioquia, e de lá atirou-se ao chão, falecendo quase que instantaneamente.

Irmãs pelo martírio

Santo Ambrósio de Milão, no seu Tratado Das Virgens, apresenta-nos esta Santa Pelágia como irmã dos mártires Berniceia e Prosdoceia. Santa Pelágia ligou-se àquelas santas, porque Berniceia e Prosdoceia também tiraram a própria vida para escapar do horror; presas, iam sendo levadas ao cárcere.

Em dado momento, a meio caminho, quando chegaram perto dum rio, solicitaram licença aos soldados para afastar-se um pouco, o que lhes foi concedido. Destarte, sem que pudessem ser impedidas, atiraram-se, de comum acordo, à correnteza.

Suicídio ou virtude?

Pergunta-se: cometeram suicídio? Não, pois isso seria tirar a própria vida por desgosto, por perda de sentido ou qualquer motivo leviano. Na verdade, essas pessoas preferiam morrer do que cometer um pecado, por isso são mártires. Lembremos de São Domingos Sávio: “Antes morrer do que pecar”.

A virtude da castidade

Pelágia e tantos outros santos tinham a mesma convicção, e por isso não hesitaram em entregar a sua vida, afinal é melhor morrer para esse mundo do que padecer a eternidade no inferno. Essas mulheres, mártires por virtude da castidade, foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus.

Muitas santas virgens assim agiram, como vimos e veremos no transcorrer dos dias e dos meses. Salvaram com a morte sua castidade. Essa atitude exalta a beleza e a virtude de modo heroico, enquanto, nos nossos dias, tantas pessoas se entregam aos prazeres da carne ou se deixam convencer a perder a sua virgindade para provarem que amam. Santa Pelágia preferiu provar seu amor a Jesus, e ali gozar das riquezas e prazeres celestes.

Santa Pelágia, rogai por nós!

Pelágia — Nome de origem grega, derivado de pélagos, que significa “mar”, “alto-mar”; pode ser entendido como “a que vem do mar” ou “a marinha”.

“Oração – Ó querida Pelágia, mesmo jovem, seu coração já estava maduro para compreender o valor da castidade, por isso pedimos a tua virtude sobre nós para que possamos viver reta e conscientemente. Que um dia cheguemos a amar a castidade mais que a nossa vida! Amém.”

Santa Pelágia, rogai por nós!

Santo Hugo — Religioso que, depois de longo serviço militar na Terra Santa, regeu a Comenda da Ordem de São João de Jerusalém em Génova e distinguiu-se pela bondade e caridade para com os pobres.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 08 de outubro:

1

Santa Pelágia
Virgem e mártir. Em Antioquia. Jovem de quinze anos, no início da perseguição de Diocleciano, preferiu a morte a perder a virgindade consagrada a Deus.

† 302

2

Santa Reparata
Comemoração. Venerada em muitos lugares como virgem e mártir.

† c. s. IV

3

São Félix
Bispo. Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália. Ordenado por Santo Ambrósio de Milão, foi o primeiro bispo desta cidade.

† s. IV f.

4

Santo Evódio
Bispo. Em Ruão, na Gália Lionense, atualmente na França.

† s. V

5

Santa Ragenfreda
Abadessa. Em Denain, no Hainaut, também na atual França. Com os seus bens fundou neste lugar um mosteiro, do qual foi digna abadessa.

† s. VIII

6

Santo Hugo
Religioso. Em Génova, na Ligúria, região da Itália. Depois de longo serviço militar na Terra Santa, foi designado para reger a Comenda da Ordem de São João de Jerusalém nesta cidade e distinguiu-se pela sua bondade e caridade para com os pobres.

† a. 1233

7

Beatos João Adams, Roberto Dibdale e João Lowe
Presbíteros e mártires. Em Londres, na Inglaterra. No reinado de Isabel I, por terem exercido o ministério sacerdotal para o povo católico, foram condenados à morte e, depois de sofrerem atrozes tormentos em Tyburn, alcançaram o reino celeste.

† 1586

8

Beatos Laurentino (Mariano Alonso Fuentes) e companheiros
Mártires. No cemitério de Montcada, na Catalunha, região da Espanha. Religioso da Congregação dos Irmãos Maristas; durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançaram vitoriosamente o reino celeste.

† 1936

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Presa com 15 anos de idade

Era uma jovem de quinze anos, que, na Antioquia, no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, acusada de cristã, viu, um dia, os soldados do perseguidor invadirem a casa, dando-lhe voz de prisão.

Pelágia os recebeu bem e, quando se propuseram levá-la, pediu  permissão para que fosse trocar de roupa.

Jogou-se para se salvar

Dado o consentimento, pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto: desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade, que votara a Deus, não titubeou – ganhou o mais alto da casa em que vivia, em Antioquia e de lá se atirou ao chão, falecendo quase que instantaneamente.

Atirou-se para fugir, tendo morrido em consequência

Pergunta-se: cometeu o suicídio? Foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus. Muitas santas virgens assim agiram, fugindo do perigo do pecado.

A finalidade do ato não é tirar a vida, mas evitar poluir o corpo e a alma pelo pecado; ou seja, Pelágia não se atirou para morrer, mas para fugir e a morte foi uma consequência.

“Salvou com a morte a sua castidade”.

 

Santa Pelágia, rogai por nós!

Oração – Deus, nosso Pai, sede a nossa luz e a nossa direção neste dia. Velai pela nossa saúde e pela retidão de nosso coração. Ajudai-nos, pela intercessão de Santa Pelágia, a sermos o que devemos ser e assim encontrarmos a alegria e a paz interior. Ajudai-nos a viver santamente cada momento da nossa vida, sabendo que tudo caminha rumo ao Céu. Por Cristo nosso Senhor. Amem!

Pelágia é um nome predominantemente feminino, de origem Grega que significa “Aquela que vem do mar”.

 

 

Com Santa Taís foi uma prostituta egípcia que se converteu e passou o resto de seus dias repetindo a seguinte oração: “Vós que me criastes, tende compaixão de mim”.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia

8/10

1. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santa Pelágia, virgem e mártir, que São João Crisóstomo exalta com grandes louvores, († c. 302)

2. Comemoração de Santa Reparata, que é venerada em muitos lugares como virgem e mártir, († c. s. IV)

3. Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, São Félix, bispo, que, ordenado por Santo Ambrósio de Milão, foi o primeiro bispo desta cidade, († s. IV f.)

4. Em Ruão, na Gália Lionense, atualmente na França, Santo Evódio, bispo, († s. V)

5. Em Denain, no Hainaut, também na atual França, Santa Ragenfreda, abadessa, que com os seus bens fundou neste lugar um mosteiro, do qual foi digna abadessa, († s. VIII)

6. Em Gênova, Ligúria, Itália, Santo Hugo, religioso, que, depois de ter prestado o serviço militar durante longo tempo na Terra Santa, foi designado para reger a Comenda da Ordem de São João de Jerusalém nesta cidade e se distinguiu pela sua bondade e caridade para com os pobres, († a. 1233)

7. Em Londres, na Inglaterra, os beatos João Adams, Roberto Dibdale e João Lowe, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, por terem exercido o ministério sacerdotal para o povo católico, foram condenados à morte e, depois de sofrerem atrozes tormentos em Tyburn, alcançaram o reino celeste, († 1586)

8. No cemitério de Montcada, na Catalunha, região da Espanha, os beatos Laurentino (Mariano Alonso Fuentes), religioso da Congregação dos Irmãos Maristas e 43 companheiros, mártires, que, durante a perseguição contra a fé, pelo seu inquebrantável testemunho de Cristo alcançaram vitoriosamente o reino celeste, († 1936)