3ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

3ª Semana da Páscoa | Quarta-feira

Primeira Leitura (At 8,1b-8)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

1b Naquele dia começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2 Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3 Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4 Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda a parte, pregando a Palavra. 5 Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6 As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7 De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8 Era grande a alegria naquela cidade.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 65(66),1-3a.4-5.6-7a (R. 1)

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! 

—Toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor de vosso nome!” Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens! 

— O mar ele mudou em terra firme, e passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para sempre com poder! 


Evangelho (Jo 6,35-40)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Quem vê o filho e nele crê, este tem a vida eterna, e eu o farei ressuscitar no último dia, diz Jesus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35 “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36 Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37 Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38 Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40 Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Sotero, Papa, Mártir – 22 de Abril

São Sotero, Papa, Mártir

Santo do Dia – 22 de Abril

São Sotero,

Papa e Mártir · † 175

O 12º Papa

São Sotero Papa

Foi o 12º Papa, entre 166 e 174. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio. Elevado ao papado depois da morte de São Aniceto.

Eusébio conservou passagens de uma carta de agradecimento que São Dionísio, Bispo de Corinto, dirigiu aos romanos e na qual faz alusão à bondade paternal e à liberalidade desse Papa, especialmente em relação àqueles que sofriam por causa da fé. São Dionísio promete que mandaria ler uma carta que Sotero lhe escrevera, nas assembleias dos coríntios, juntamente com aquela do Papa São Clemente.

Sotero foi Papa num período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar.

Defensor da Fé

Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja. Mas, sobretudo, o Papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo.

No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes — uma doutrina de medo e de pessimismo, segundo a qual o fim do mundo poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina foi condenada pela Igreja na época do Papa Sotero.

Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo — que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário à doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança.

O Martírio

Outra característica do Papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, onde “tudo era comum entre eles” e onde “todos eram um só coração e uma só alma”. Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres, esforçando-se por tratar a todos como um pai trata os seus filhos.

Ele foi um eloquente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto.

Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o Papa Sotero, que morreu em 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis.

São Sotero, rogai por nós!

Sotero — Significa “Salvador”. Tem origem na língua grega.

“Oração — Senhor, por intercessão do Santo Papa Sotero, Vos peço as graças que me são necessárias para que eu possa alcançar as virtudes cristãs em busca da santidade. Amém.”

São Sotero, rogai por nós!

Santa Senhorinha — Abadessa, cuja vida foi cheia de manifestações do amor e da grandeza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos milagres ainda antes da sua morte.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 22 de abril:

1
São Soter (Sotero)
Papa e mártir. Em Roma. De quem São Dionísio de Corinto celebra a egrégia caridade para com os irmãos, os peregrinos necessitados, os aflitos pela miséria e os condenados a trabalhos forçados.

† 175

2
Santo Epipódio
Mártir. Em Lião, na Gália, atual França. Depois de quarenta e oito gloriosos mártires desta cidade, foi preso juntamente com o seu amigo Alexandre e consumou o martírio sendo decapitado.

† 178

3
São Leónidas
Mártir. Em Alexandria, no Egito. No tempo do imperador Septímio Severo, foi morto ao fio da espada pela sua fé em Cristo, deixando ainda criança o seu filho Orígenes.

† 204

4
São Caio
Papa e confessor. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. Livrou-se da perseguição do imperador Diocleciano e morreu como confessor da fé.

† 296

5
São Mariab
Corepíscopo e mártir na Pérsia. Durante a perseguição do rei Sapor II, na Oitava da Páscoa, sofreu o martírio por Cristo.

† 342

6
Santo Agapito I
Papa. Em Constantinopla, atual Istambul, Turquia. Empenhou-se com firmeza para que o bispo de Roma fosse livremente escolhido pelo clero da Urbe; enviado à corte imperial, fortaleceu a verdadeira fé.

† 536

7
São Leão de Sens
Bispo. Em Sens, na Neustria, hoje na França.

† s. VI

8
São Teodoro de Sykeon
Bispo e hegúmeno. Em Sykeon, na Galácia, atual Turquia. Movido pelo amor à solidão desde a infância, optou por um género de vida austero e foi bispo de Anastasiópolis.

† 613

9
Santa Oportuna
Abadessa. No território de Sées, na Neustria, atualmente na França. Célebre pela sua rigorosa abstinência e austeridade.

† c. 770

10
Santa Senhorinha
Abadessa. Em Basto, território da Lusitânia, hoje em Portugal. Conta-se que Deus, por sua intercessão, alimentou imediatamente as monjas quando lhes faltou alimento.

† c. 980

11
Beato Francisco Venimbéni
Presbítero da Ordem dos Menores. Em Fabriano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Foi exímio pregador da palavra de Deus.

† 1322

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Doutor da Igreja

Santo do Dia – 21 de Abril

Santo Anselmo da Cantuária,

Bispo e Doutor da Igreja · † 1109

O Pai da Escolástica

Santo Anselmo da CantuáriaNo século 11 d.C., a Idade Média atingia seu período mais fecundo, firmando-se na expansão católica, no término definitivo das invasões bárbaras e na ascensão da cultura resgatada já desde os esforços de Carlos Magno. É nesse contexto que surge Santo Anselmo da Cantuária, um dos mais importantes pensadores medievais, considerado “o pai da Escolástica”.

Nascido em 1033, no montanhoso vale d’Aosta, norte da Itália, desde muito cedo Anselmo tende ao caminho da fé e da investigação que brilhantemente tomaria pelo resto de sua vida. Aos 23 anos, sai de casa e vaga pelas terras da Burgúndia e da França, até que, em 1059, chega à Normandia e se instala na famosa escola da abadia de Bec, regida pelo grande Lanfranc, a quem viria substituir em 1063, quando este se muda para a Cantuária.

É a partir de então que Bec cresce mais do que nunca. Anselmo escreve aí as suas principais obras e ganha fama, servindo também como conselheiro a governantes e nobres por toda a Europa. No ano de 1093, torna-se arcebispo da Cantuária, mais uma vez sucedendo o seu agora já falecido mestre Lanfranc.

Sofreu Sucessivos Exílios pela Fé

Tão sólida era a sua fé cristã que enfrentou as ânsias absolutistas do próprio rei inglês Guilherme Rufus, exilando-se por quase uma década, até que Henrique I, soberano de atitudes mais conciliares, fez com que Anselmo voltasse a ocupar a sua sé. Mas não demora muito e, insatisfeito, sai em novo exílio, até 1107.

Apesar de todos esses problemas, continua a escrever importantes obras teológicas. Anselmo morre em 21 de abril de 1109.

Santo Anselmo da Cantuária, rogai por nós! Anselmo — Nome de origem germânica, do antigo alto-alemão Anshilm, composto de ans (deus, divindade) e helm (capacete, proteção). Significa “aquele que está sob a proteção de Deus” ou “o capacete de Deus”.

“Oração – Por intercessão de Santo Anselmo, eu vos peço, Senhor, despertai em mim um forte interesse pela Doutrina Católica. Dai-me perseverança na busca da Verdade ensinada nas Sagradas Escrituras. Amém.”

Santo Anselmo, rogai por nós!

Santo Apolônio — Filósofo e mártir, que, no tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Pirênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 21 de abril:

1
Santo Anselmo Bispo e doutor da Igreja. Originário de Aosta, no Piemonte, foi monge e abade no mosteiro de Bec, na Normandia, e depois arcebispo de Cantuária, na Inglaterra, lutando valorosamente pela liberdade da Igreja e suportando o exílio.
† 1109
2
Santo Apolônio Filósofo e mártir. Em Roma. No tempo do imperador Cômodo, perante o prefeito Perênio e todo o Senado, fez uma clarividente apologia da fé cristã, confirmando-a com o testemunho do seu sangue.
† 185
3
Santo Aristo Presbítero e mártir. Em Alexandria, no Egito.
† data inc.
4
Santo Anastásio Hegúmeno. No monte Sinai. Defendeu incansavelmente a verdadeira fé contra os monofisitas e escreveu muitos sermões úteis para a salvação das almas.
† c. 700
5
São Melrúbio Abade. No mosteiro de Aplecross, na Escócia. Natural da Irlanda e monge em Bangor, fundou um mosteiro de missionários e, durante cinquenta anos, difundiu a luz da fé ao povo desta região.
† 722
6
Beato João Saziári Religioso da Ordem Terceira de São Francisco. Em Cágli, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália.
† c. 1371
7
Beato Bartolomeu Cérvere Presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir. Em Cervere, junto de Fossano, no Piemonte, região da Itália. Combateu arduamente pela fé católica e a confirmou ao morrer trespassado pela lança.
† 1466
8
São Conrado de Parzham Religioso dos Frades Menores Capuchinhos (João Birndorfer). Em Altötting, na Baviera, Alemanha. Desempenhou humildemente o ofício de porteiro durante mais de quarenta anos, com grande generosidade para com os pobres.
† 1891
9
São Romão Adame Presbítero e mártir. Em Nochistlan, no território de Guadalajara, no México. Durante a perseguição contra a Igreja, sofreu o martírio por confessar a fé em Cristo Rei.
† 1927

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

3ª Semana da Páscoa | Terça-feira

3ª Semana da Páscoa | Terça-feira

Primeira Leitura (At 7,51-8,1a) 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51 “Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52 A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53 Vós recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!” 54 Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55 Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56 E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57 Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58 arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59 Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60 Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isto, morreu. 8,1a Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 30(31),3cd-4.6ab e 7b e 8a. 17 e 21ab (R. 6a)

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me! 

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Quanto a mim, é ao Senhor que me confio. Vosso amor me faz saltar de alegria 

— Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais 


Evangelho (Jo 6,30-35)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu sou o pão da vida, quem vem a mim não terá fome; assim nos fala o Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30 “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti?” Que obra fazes? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer'”. 32 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34 Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35 Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

3ª Semana da Páscoa | Segunda-feira

Primeira Leitura (At 6,8-15)

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 8 Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9 Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10 Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11 Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12 Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao Sinédrio. 13 Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a Lei. 14 E nós o ouvimos afirmar que Jesus Nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. 15 Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão, e viram seu rosto como o rosto de um anjo.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 118(119),23-24.26-27.29-30 (R. 1b)

— Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

— Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

— Que os poderosos reunidos me condenem; o que me importa é o vosso julgamento! Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.

— Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! Fazei-me conhecer vossos caminhos, e então meditarei vossos prodígios!

— Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente! Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos.


Evangelho (Jo 6,22-29)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23 Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24 Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25 Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27 Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28 Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29 Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Teodoro, Bispo – 20 de Abril

São Teodoro, Bispo

Santo do Dia – 20 de Abril

São Teodoro

Bispo · † 613

Dom de Deus

A história em que a vida de São Teodoro se insere é marcada por profunda espiritualidade, já iniciando pelo seu nome, que significa “dom de Deus”. Seu guia espiritual foi São Jorge, o santo guerreiro, por quem sua mãe tinha grande devoção, pois a ele confiou sua vida em um parto difícil.

Busca por Deus, ainda menino, Teodoro procurava lugares que lhe proporcionassem silêncio e paz para a meditação e a oração. Com o passar do tempo, escavou uma gruta acima da capela de São Jorge, onde passou a viver mais recolhido, afastado do mundo e mais próximo de Deus.
Assim começou sua vida religiosa, atraindo a atenção de muitos que, curiosos e desejosos de orientação espiritual, iam ao seu encontro.

Chamado ao sacerdócio, não demorou para que fosse ordenado sacerdote por um bispo da cidade vizinha de Anastasiópolis. Sua vida de oração e penitência se intensificou ainda mais, tornando-se exemplo de santidade para o povo.

Mais tarde, foi escolhido pelo próprio povo como bispo de Anastasiópolis, função que exerceu durante dez anos.

Humildade e desapego

Mesmo exercendo o episcopado, São Teodoro desejava uma vida mais simples e recolhida. Por isso, pediu diversas vezes para ser substituído no cargo, até que o imperador e o patriarca de Constantinopla atenderam seu pedido, permitindo-lhe retornar à vida monástica.

Assim, voltou à sua condição humilde — mas espiritualmente grandiosa — de monge, dedicando-se inteiramente à oração e à contemplação.

Fama de santidade

Era profundamente amado pelo povo, que o procurava constantemente em busca de conselhos, orações e intercessões. Muitos milagres lhe são atribuídos, o que aumentava ainda mais a devoção dos fiéis.

Mesmo desejando o recolhimento, não deixava de atender aqueles que necessitavam de auxílio espiritual.

A morte

São Teodoro partiu para o Céu no ano de 613, após uma vida marcada pela oração, penitência e dedicação à Palavra de Deus, espalhando a fé por onde passava.

São Teodoro, rogai por nós!

Teodoro — Nome de origem grega Theódoros, formado por Theós (“Deus”) e dôron (“dom”), significando “dom de Deus”.

“Oração — Ensinai-me, São Teodoro, a ser uma pessoa honesta. Mostrai-me o caminho para uma vida santa, de doação e perseverança. Amém.”

São Teodoro, rogai por nós!

Teodoro — é um nome masculino de origem grega que surge a partir de Theódoros, composto pelos elementos théos, que significa “deus” e dôron, que significa “dom””.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de abril:

1

Santo Aniceto
Papa que acolheu São Policarpo e dialogou sobre a Páscoa.

† c.166

2

Santos Sulpício e Serviciano
Mártires sepultados na Via Latina, em Roma.

† data inc.

3

São Secundino
Mártir em Córdoba, na Espanha.

† s. IV

4

São Marcelino
Primeiro bispo de Embrun, evangelizador dos Alpes.

† c.374

5

São Marciano
Monge em Auxerre, na França.

† c.488

6

São Teodoro Triquinas
Monge de vida austera, conhecido pelo uso de cilício.

† s. V

7

Santo Anastásio
Bispo e mártir em Antioquia, morto no tempo do imperador Focas.

† 609

8

Santa Heliena
Virgem que viveu no deserto servindo a Deus e aos enfermos.

† s. VII

9

São Vião
Bispo missionário entre os saxões, enfrentou muitas tribulações.

† 804

10

Beato Geraldo de Sales
Eremita que inspirou muitos à vida de oração e penitência.

† 1120

11

Beato Domingos Vernagálli
Sacerdote que fundou um abrigo para órfãos.

† 1218

12

Santa Inês de Montepulciano
Virgem dominicana, exemplo de humildade e liderança espiritual.

† 1317

13

Beato Simão de Tódi
Pregador que guiou muitos pelo exemplo de vida.

† 1322

14

Beatos Jaime Bell e João Finch
Mártires ingleses que sofreram por fidelidade à fé.

† 1584

15

Beatos Ricardo Sargeant e Guilherme Thomson
Sacerdotes martirizados em Londres.

† 1584

16

Beato Maurício MacKenraghty
Mártir irlandês que recusou renegar sua fé.

† 1585

17

Beato António Page
Sacerdote martirizado por fidelidade ao sacerdócio.

† 1593

18

Beatos Francisco Page e Roberto Watkinson
Sacerdotes martirizados na Inglaterra.

† 1602

19

Beata Clara Bossatta
Virgem dedicada à caridade e fundadora religiosa.

† 1887

20

Beato Anastásio Pankiewicz
Mártir que testemunhou a fé em campo de concentração.

† 1942

3º Domingo da Páscoa | Domingo

Primeira Leitura (At 2,14.22-33) 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

No dia de Pentecostes, 14 Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22 “Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23 Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24 Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25 Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26 Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27 Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28 Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria’. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30 Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31 É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. 32 Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. 33 E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Responsório Sl 15(16),1-2a.5.7-8.9-10.11 (R. 11ab)

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor: nenhum bem eu posso achar fora de vós!” Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 


Segunda Leitura (1Pd 1,17-21) 

Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Caríssimos: 17 Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. 18 Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19 mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20 Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. 21 Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Evangelho (Lc 24,13-35)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura; fazei o nosso coração arder, quando nos falardes.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” 19 Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”. 25 Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Expedito, Militar, Mártir – 19 de Abril

Santo Expedito, Militar, Mártir

Santo do Dia – 19 de Abril

Santo Expedito

Militar, Mártir · † 303

Chefe da 12ª Legião Romana

Era chefe da 12ª Legião romana, então estabelecida em Melitene, na Armênia, sede de uma das províncias do Império Romano. Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano, no início de seu reinado, mostrava-se favorável aos cristãos, confiando-lhes cargos importantes na administração e no exército.

A Legião Fulminante

Essa legião era conhecida como a “Fulminante” (Fulminata, em latim), nome que recebeu após um episódio célebre ocorrido no tempo do imperador Marco Aurélio, durante uma campanha na região da atual Hungria.

Cercado pelos inimigos e sofrendo com a falta de água em pleno verão, o exército romano parecia condenado. Foi então que os soldados cristãos da legião se reuniram, ajoelharam-se e rezaram a Deus com confiança.

Logo após a oração, caiu uma chuva abundante que saciou a sede dos soldados, enquanto relâmpagos e granizo atingiram violentamente o exército inimigo, que fugiu em pânico. Assim, o exército romano foi salvo e saiu vencedor.

Era, portanto, uma das mais gloriosas legiões romanas, encarregada de proteger as fronteiras orientais contra os bárbaros.

Prontidão e caráter

A história da Igreja conserva poucos detalhes sobre a vida pessoal de Santo Expedito. No entanto, seu nome tornou-se conhecido justamente por expressar o traço dominante de seu caráter: a prontidão.

“Expedito” era um apelido dado segundo o costume romano, indicando aquele que age com rapidez, diligência e decisão. Ele se destacou tanto no cumprimento de seus deveres militares quanto na fidelidade à fé cristã.

Conversão sem demora

Segundo a tradição, quando decidiu converter-se, Santo Expedito foi tentado pelo demônio sob a forma de um corvo que gritava: “Crás! Crás!”, que significa “Amanhã! Amanhã!”. Era um convite a adiar sua decisão.

Mas o santo, com firmeza, pisoteou o corvo e respondeu: “Hodie! Hodie!”, isto é, “Hoje! Hoje!”. Assim, mostrou que não devemos adiar nossa conversão nem nossas decisões por Deus.

A morte

Santo Expedito foi martirizado com seus companheiros em Melitene, no dia 19 de abril de 303, durante a perseguição do imperador Diocleciano. Permaneceu fiel a Cristo até o fim, testemunhando sua fé com coragem.

Desde então, tornou-se um santo muito popular, especialmente invocado como padroeiro das causas urgentes. Também é considerado protetor dos militares, estudantes e viajantes.

Santo Expedito, rogai por nós!

Expedito — Do latim expeditus, significa “pronto”, “rápido”, “diligente”, aquele que resolve situações com agilidade e eficácia.

“Oração — Santo Expedito, vós que sois um santo guerreiro, ajudai-me a ser vigilante e combativo diante do mal. Amém.”

Santo Expedito, rogai por nós!

São Leão IX — Papa que defendeu valorosamente a Igreja como bispo de Toul durante vinte e cinco anos e promoveu importantes reformas no clero.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 19 de abril:

1
São Mapálico e companheiros
Mártires. Na África Proconsular, durante a perseguição de Décio, deram testemunho da fé em Cristo em meio a grandes sofrimentos.

† 250

2
Santa Marta
Virgem e mártir. Na antiga Pérsia, sofreu o martírio no tempo do rei Sapor II.

† 341

3
São Jorge
Bispo. Morreu no exílio por defender o culto das sagradas imagens.

† 818

4
São Geroldo
Eremita. Viveu em rigorosa penitência na região dos Alpes da Baviera.

† c. 978

5
Santo Elfego
Bispo e mártir. Ofereceu-se para salvar seu povo e foi cruelmente morto.

† 1012

6
São Leão IX
Papa. Reformou a vida do clero e combateu a simonia.

† 1054

7
São Bernardo Penitente
Monge. Dedicou-se à penitência e peregrinação constante à Terra Santa.

† 1182

8
Beato Jaime Dukett
Mártir. Em Londres, foi enforcado por vender livros católicos durante perseguições.

† 1602

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT

São Galdinio, Bispo – 18 de Abril

São Galdinio, Bispo

Santo do Dia – 18 de Abril

São Galdino,

Um dos Padroeiros de Milão · † 1176

Um dos Padroeiros de Milão

São Galdino Milão honra São Galdino, cujo nome aparece associado aos de São Ambrósio e São Carlos Borromeu, como um de seus principais padroeiros, no final da ladainha do rito milanês.

Nasceu em 1096 e cresceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII, e ali também se tornou religioso, passando logo a auxiliar diretamente o Arcebispo Oberto de Pirovano. Juntos enfrentaram um inimigo pesado, o antipapa Vitor IV, que, apoiado pelo imperador Frederico, o Barbarroxa, oprimia violentamente para dominar o mundo.

Como Milão fazia oposição, a cidade foi simplesmente arrasada em 1162. O Arcebispo e Galdino só não morreram porque procuraram abrigo junto ao Papa oficial, Alexandre III. Logo depois Oberto morreu, e o Arcebispado precisava de alguém que continuasse sua luta. O Papa não teve nenhuma dúvida em nomear o próprio Galdino e consagrou-o Bispo, pessoalmente, em 1166.

O Pão de São Galdino

Galdino não decepcionou sua Diocese católica. Praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente. Pregava contra os hereges, convertia multidões e socorria também os pobres que se encontravam presos por causa de dívidas, geralmente vítimas de agiotagem.

A esses serviu tanto que suas visitas de apoio receberam até um apelido: “o pão de são Galdino”. Uma espécie de “cesta básica” material e espiritual, pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma fonte de força e fé para lutar contra os opressores.

Tudo isso era feito paralelamente ao trabalho político, pois no plano da diplomacia defendia seu povo e sua terra em tudo o que fosse preciso.

A Morte

Morreu no dia 18 de abril de 1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja, e os políticos, inimigos da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de fiéis e religiosos, caiu morto de repente.

São Galdino, rogai por nós!

Galdino — Significa “comandante”, “o que comanda ou o que domina”. A origem do nome Galdino é possivelmente germânica.

“Oração – São Galdino, exemplo de fidelidade à sã doutrina, ajudai-me a ser também totalmente fiel. Amém.”

São Galdino, rogai por nós!

Santa Antusa — Virgem, filha do imperador Constantino Coprônimo, que empregou todos os seus bens para ajudar os pobres e recebeu o hábito religioso do bispo São Tarásio.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 18 de abril:

1
Santos Hermógenes e Elpídio
Mártires. Em Melitene, na antiga Arménia, hoje na Turquia.

† data inc.

2
São Pusício
Mártir. Na Pérsia, atualmente no Iraque. Superintendente dos artesãos do rei Sapor II, encorajou o presbítero Ananias e foi trespassado no pescoço, morrendo no Sábado Santo.

† 341

3
Santo Eusébio
Bispo. Em Fano, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália. Acompanhou o papa São João I enviado a Constantinopla e foi depois preso com ele pelo rei Teodorico.

† c. 526

4
São Lariano (ou Molássio)
Abade. Em Leighlin, na Irlanda. Difundiu pacificamente na ilha a celebração da Páscoa segundo o costume romano.

† 638

5
Santo Usmaro
Bispo e abade. No cenóbio de Lobbes, no Hainaut, hoje na Bélgica. Propagou a regra de São Bento e conduziu o povo da região à fé cristã.

† 713

6
Santa Antusa
Virgem. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. Filha do imperador Constantino Coprônimo, empregou todos os seus bens para ajudar os pobres, redimir escravos e construir mosteiros.

† fin. s. VIII

7
Santa Atanásia
Viúva, eremita e hegúmena. Na ilha Egina, Grécia. Ilustre pela sua observância da disciplina monástica e grandes virtudes.

† s. IX

8
São João Isauro
Monge. Também na ilha Egina. Discípulo de São Gregório Decapolita, combateu valorosamente em defesa das sagradas imagens no tempo do imperador Leão o Arménio.

† d. 842

9
São Perfeito
Presbítero e mártir. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha. Por combater a doutrina de Maomé e professar firmemente a fé em Cristo, foi encerrado no cárcere e depois morto pelos Mouros.

† 850

10
Beato Idesbaldo
Abade. Em Bruges, na Flandres, atualmente na Bélgica. Depois de ficar viúvo e exercer funções no palácio condal por trinta anos, ingressou no mosteiro de Dune, que dirigiu santamente como terceiro abade.

† 1167

11
São Galdino
Bispo. Em Milão, na Lombardia, região da Itália. Trabalhou diligentemente para restaurar a cidade devastada pela guerra e, depois de uma pregação contra os hereges, entregou o espírito a Deus.

† 1176

12
Beato André
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Montereale, nos Abruzos, região da Itália. Dedicou-se à pregação na Itália e na França.

† 1479

13
Beato André Hibernon
Religioso da Ordem dos Frades Menores. Em Gandia, Valencia, Espanha. Espoliado de todos os seus bens na juventude, cultivou de modo admirável a pobreza evangélica.

† 1602

14
Beata Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot)
Exemplar mãe de família. Em Pontoise, próximo de Paris, França. Introduziu o Carmelo na França e fundou cinco mosteiros; após a morte do esposo, professou ela própria a vida religiosa.

† 1618

15
Beato José Moreau
Presbítero e mártir. Em Angers, na França. Durante a Revolução Francesa, foi degolado em ódio à fé cristã na Sexta-Feira da Paixão do Senhor.

† 1794

16
Beato Lucas Passi
Presbítero e fundador da Congregação das Irmãs Mestras de Santa Doroteia. Em Veneza, cidade da Itália.

† 1866

17
Beata Sabina Petrílli
Virgem. Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália. Fundou a Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena, para socorrer as jovens indigentes e os pobres mais necessitados.

† 1923

18
Beato Romano Archutowski
Presbítero e mártir. Em Majdanek, próximo de Lublin, na Polônia. Por causa da fé cristã, foi encarcerado pelos soldados estrangeiros e, exausto pela fome e pela enfermidade, alcançou a glória eterna.

† 1943

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Santa Catarina Tekakwitha, india, virgem – 17 de Abril

Santa Catarina Tekakwitha, india, virgem

Santo do Dia – 17 de Abril

Santa Catarina Tekakwitha,

Índia, Virgem · † 1680

Era uma Índia pele-vermelha

Santa Catarina Tekakwitha

Beatificada juntamente com Pe. José de Anchieta, era uma Índia pele-vermelha, nascida em 1656 em Ossemon, perto de Port Orange, atual Albany, filha de pai iroquês pagão e de mãe algonquina cristã.

Tendo ficado órfã muito cedo, conseguiu sobreviver a uma epidemia de varíola com grave diminuição da visão e com o rosto desfigurado; foi então recolhida por um tio, chefe da aldeia, ajudando doravante a sua esposa no cuidado da casa.

O nome de Tekakwitha, que lhe foi dado nos anos de infância, significa “a que coloca as coisas em ordem”, ou, com referência à enfermidade da visão, “a que avança e põe algo diante”. Crescida na inocência, rejeitou propostas de matrimônio e em 1675 entrou em contato com os missionários católicos do Canadá, recebendo o batismo em 18-4-1676, dia de Páscoa, das mãos do Pe. Jacques de Lamberville, que lhe impôs o nome de Kateri (Catarina).

Ameaçada pelo tio pagão, fugiu

Ameaçada pelo tio pagão, fugiu para buscar refúgio na missão de S. Francisco Xavier, em Sault, perto de Montreal, onde recebeu a eucaristia e deu exemplo de extraordinária piedade, mas com grande discrição.

Passou por provas terríveis

Afastava-se por longo tempo na floresta onde, junto à cruz por ela traçada na casca de uma árvore, ficava por muito tempo em oração, sem porém descuidar das funções religiosas, do serviço da comunidade e da família que a hospedava. Passou por provas terríveis. Em 25-3-1679 fez voto perpétuo de castidade. Extenuada pela doença e pelos sofrimentos, morreu em 17 de abril de 1680 e rapidamente se difundiu a fama das suas virtudes.

Amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça

Note-se que Catarina aprendera a religião católica com a mãe e desde menina, apesar da mãe ter morrido, conservou o que esta lhe ensinara, observando a moral cristã e rezando regularmente. Quando veio a encontrar pela primeira vez os missionários, já estava preparada para o Batismo. Amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça, longe de qualquer outro companheiro de fé por muitos anos.

Santa Catarina Tekakwitha, rogai por nós!

Catarina — É de etimologia desconhecida. A quem associa o nome com o adjetivo grego katharos, que significa “puro, casto”.

“Oração – Santa Catarina Tekakwitha recorda-nos que somos chamados à vida de santidade. Amém.”

Santa Catarina Tekakwitha, rogai por nós!

Santo Acácio, Bispo — Que no Concílio de Éfeso defendeu a reta fé contra Nestório e depois foi injustamente deposto da sua sede episcopal.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de abril:

1
Santos Pedro e Hermógenes
Mártires. Em Melitene, na antiga Armênia, hoje na Turquia. Pedro era diácono e Hermógenes seu auxiliar.

† c. s. IV

2
São Simeão bar Sabas e mais de cem companheiros
Mártires. Na antiga Pérsia. Bispo de Selêucia e Ctesifonte, preso por Sapor II por recusar adorar o sol; foi degolado numa Sexta-Feira da Paixão, após ver todos os seus companheiros — bispos, presbíteros e clérigos — serem martirizados na sua presença.

† 341

3
Muitos mártires, entre os quais Santo Ustazades
Mártires na antiga Pérsia, no tempo do rei Sapor. Ustazades era eunuco da corte real e antigo preceptor do próprio rei, martirizado no palácio de Artaxerxes, na província de Adiabena, atual Iraque.

† 341

4
Santo Inocêncio de Tortona
Bispo. Em Tortona, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália.

† s. IV

5
Santo Acácio
Bispo de Melitene, na antiga Armênia, hoje na Turquia. Defendeu a reta fé contra Nestório no Concílio de Éfeso e foi injustamente deposto da sua sede episcopal.

† c. 435

6
Santo Pantágato
Bispo. Em Vienne, na Borgonha, na atual França.

† 540

7
Santo Donano e cinquenta e dois companheiros monges
Mártires. Na ilha de Eigg, nas Hébridas, ao largo da Escócia. Abade e seus monges, assassinados por piratas — queimados na fogueira ou passados ao fio da espada — quando celebravam a solenidade da Páscoa.

† 617

8
Santos Elias, Paulo e Isidoro
Mártires. Em Córdoba, na Andaluzia, Espanha. Elias era presbítero de avançada idade; Paulo e Isidoro eram monges jovens. Mortos durante a perseguição dos Mouros por professar a fé cristã.

† 856

9
São Roberto de Chaise-Dieu
Abade. No mosteiro de Chaise-Dieu, junto de Clermont-Ferrand, França. Viveu em solidão, reuniu irmãos ao redor de si e converteu muitos pelo exemplo e pela pregação.

† 1067

10
São Roberto de Molesmes
Abade. No mosteiro de Molesmes, França. Incansável fundador de cenóbios e restaurador da disciplina monástica, fundou o mosteiro de Cister, do qual foi o primeiro abade.

† 1111

11
Beato Tiago de Cerqueto
Presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália. Deu exemplo de serena aceitação da enfermidade.

† 1367

12
Beata Clara Gambacórti
Viúva. Em Pisa, na Toscana, Itália. Animada por Santa Catarina de Sena, fundou o primeiro mosteiro dominicano de estrita observância e, perdoando aos assassinos de seu pai e irmãos, guiou as irmãs com grande prudência e caridade.

† 1419

13
Beata Mariana de Jesus
Virgem (Mariana Navarro de Guevara). Em Madrid, Espanha. Vencendo a oposição do pai, tomou o hábito da Ordem de Nossa Senhora das Mercês e ofereceu orações e penitências especialmente pelos mais necessitados.

† 1624

14
Beato Paulo de Santa Madalena (Henrique Heath)
Presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir. Em Londres, Inglaterra. Condenado à morte em Tyburn, no reinado de Carlos I, por causa da sua condição de sacerdote.

† 1643

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