5ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira

Primeira Leitura (Gn 1,20-2,4a)

Leitura do Livro do Gênesis

Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”. 21 Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22 E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23 Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. 24 Deus disse: “Produza a terra seres vivos, segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez. 25 Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 26 Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27 E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29 E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30 E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31 E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1 E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2 No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. 3 Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação. 4a Esta é a história do céu e da terra, quando foram criados.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 8,4-5.6-7.8-9 (R. 2a)

— Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

— Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

— Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:

— As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas. 

Evangelho (Mc 7,1-13)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Inclinai meu coração às vossas advertências e dai-me a vossa lei como um presente valioso!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2 Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3 Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4 Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5 Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6 Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7 De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8 Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9 E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10 Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe, deve morrer’. 11 Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12 E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13 Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Escolástica, virgem, Memória | Segunda-feira

Primeira Leitura (Gn 1,1-19)

Leitura do Livro do Gênesis

No princípio Deus criou o céu e a terra. 2 A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. 3 Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez. 4 Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5 E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. 6 Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras”. 7 E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam embaixo, das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. 8 Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia. 9 Deus Disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!” E assim se fez. 10 Ao solo enxuto Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom. 11 Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele sua semente sobre a terra”. E assim se fez. 12 E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13 Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. 14 Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as épocas os dias e os anos, 15 e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez. 16 Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir ao dia, e o luzeiro menor para presidir à noite, e as estrelas. 17 Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, 18 para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. 19 E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 103(104),1-2a.5-6.10 e 12.24 e 35c (R. 31b)

— Alegre-se o Senhor em suas obras!

— Alegre-se o Senhor em suas obras!

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! De majestade e esplendor vos revestis e de luz vos envolveis como num manto.

— A terra vós firmastes em suas bases, ficará firme pelos séculos sem fim; os mares a cobriam como um manto, e as águas envolviam as montanhas.

— Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes que passam serpeando entre as montanhas; às suas margens vêm morar os passarinhos, entre os ramos eles erguem o seu canto. 

— Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, e que sabedoria em todas elas! Encheu-se a terra com as vossas criaturas! Bendize, ó minha alma, ao Senhor! 

Evangelho (Mc 6,53-56)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus pregava a Boa-Nova, o reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 53 tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55 Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56 E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Escolástica, Virgem, Fundadora– 10 de Fevereiro

Santa Escolástica, Virgem, Fundadora

Irmã do Fundador da Europa Cristã

Era irmã gêmea de São Bento, Pai do monaquismo e Fundador da Europa Cristã.

Nasceu numa região do centro da Itália em 480, tendo perdido sua mãe no parto.

Fundadora das irmãs beneditinas

Tornou-se também gêmea de busca de santidade e missão, já que ambos deram testemunho de Santos Fundadores.

Sua vida totalmente consagrada a Deus começou até antes do irmão, porém, foi aprofundada quando seguiu o irmão até que ele se instalou em Cassino. Desta forma, fundadora das irmãs beneditinas, sempre esteve ligada a Bento.

Só  se encontravam para diálogos santos uma vez ao ano

Relata-nos o Papa São Gregório Magno que os dois embora morassem pertinho, apenas se encontravam para diálogos santos uma vez ao ano. Daí que, no encontro que seria o último, Santa Escolástica pediu ao irmão que desta vez ficasse, a fim de se enriquecerem em conversas santas até ao amanhecer, mas foi repreendida pelo irmão, pois seria causa de transgressão da Regra.

Levantou-se um tamanha tempestade que São Bento ficou impedido de sair

Diante da resposta negativa do irmão e com o coração pulsando de amor fraterno, Santa Escolástica entrelaçou as mãos, abaixou a cabeça e rapidamente conversou com Deus. De repente, levantou-se um tamanha tempestade que São Bento ficou impedido de sair com seus irmãos.

Vai-te embora, se puderes, volta para o teu mosteiro

Vendo o irmão zangado, Santa Escolástica esclareceu: “Pedi-te a ti e tu não me ouviste; pedi ao Senhor e ele me ouviu. Vai-te embora, se puderes, volta para o teu mosteiro”.

Percebeu numa visão a morte de sua irmã

Depois daquela providencial partilha de graça e oração, São Bento regressou ao mosteiro e passados três dias percebeu numa visão a morte de sua irmã que o antecedeu 40 dias no céu.

Santa Escolástica, rogai por nós!

Oração – Ó Deus, que prometestes habitar nos corações puros, dai-nos, pela intercessão de Santa Escolástica, viver de tal modo, que possais fazer em nós a vossa morada. Amém.

Escolástica é um nome predominantemente feminino, de origem Grega que significa “Estudiosa, sábia”

Com São Guilherme, eremita de Malavalle, cujo exemplo deu origem a muitas congregações de eremitas.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Fev 10

Memória do sepultamento de Santa Escolástica, virgem, irmã de São Bento, que, consagrada a Deus desde a infância, tinha com o seu irmão a mesma comunhão em Deus, de forma que uma vez ao ano se encontravam em Montecassino, na Campânia, região da Itália, passando todo o dia nos louvores divinos e em santos colóquios. († c. 547)

2. Em Magnésia, na província romana da Ásia, na atual Turquia, os santos Caralampo, Porfírio, Dauto e três mulheres, mártires no tempo do imperador Sétimo Severo.(† s. III)

3. Na Via Labicana, a dez milhas de Roma, os santos Zótico e Amâncio, mártires.(† s. III/IV)

4. Perto de Terracina, na Campânia, hoje no Lázio, região da Itália, São Silvano, bispo.(† s. IV)

5. Em Saintes, na Aquitânia, na atual França, São Troiano, bispo.(† c. 550)

6. Em Besançon, na Borgonha, hoje também na França, São Protádio, bispo.(† c. 624)

7. No território de Rouen, na Neustria, também na atual França, Santa Austreberta, virgem e abadessa, que dirigiu piedosamente o mosteiro de Pavilly pouco antes fundado pelo bispo Santo Audeno.(† 704)

8. Na gruta chamada Stábulum Rhódis, perto de Grosseto, na Toscana, região da Itália, São Guilherme, eremita de Malavalle, cujo exemplo deu origem a muitas congregações de eremitas.(† 1157)

9. No mosteiro premonstratense de Fosses, Namur, Lotaríngia, atualmente na Bélgica, o Beato Hugo, abade, cujo mestre, São Norberto, entretanto eleito bispo de Magdeburgo, lhe confiou a organização da nova Ordem, que ele governou com grande sabedoria durante trinta e cinco anos.(† c. 1163)

10. Em Rímini, na Flamínia, atualmente na Emília-Romanha, região da Itália, Santa Clara, viúva, que expiou com penitência, mortificação da carne e jejuns a anterior vida licenciosa e, reunindo-se num mosteiro com outras companheiras, serviu o Senhor em espírito de humildade.(† 1324/1329)

11. Em Avrillé, Angers, França, os beatos Pedro Fremond e cinco companheiras[1], mártires, que durante a Revolução Francesa foram fuzilados por causa da sua fidelidade à Igreja católica. [1] Seus nomes: Catarina e Maria Luísa du Verdier de la Sorinière, irmãs; Luísa Bessay de la Voûte; Maria Ana Hacher du Bois; Luísa Poirer, esposa.(† 1794)

12. Em Cotija, no México, São José Sánchez del Rio, mártir.(† 1927)

13. Em Valverde del Camino, perto de Huelva, na Andaluzia, região da Espanha, a Beata Eusébia Palomino Yenes, virgem do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, que, dando testemunho insigne de humildade, sem ostentação alguma, com grande espírito de abnegação alcançou nos serviços mais humildes os mais sublimes dons da graça.(† 1935)

14. Na cidade de Krasic, perto de Zagreb, na Croácia, o Beato Luís Stepinac, arcebispo de Zagreb, que se opôs audazmente a doutrinas que ofendiam a fé e a dignidade humana, até que, pela sua fidelidade à Igreja, foi detido muito tempo no cárcere e, enfraquecido pela doença, terminou o seu insigne episcopado.(† 1960)

5º Domingo do Tempo Comum | Domingo

Primeira Leitura (Is 6,1-2a.3-8)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

No ano da morte do rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo. 2a Havia serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas. 3 Eles exclamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está repleta de sua glória”. 4 Ao clamor dessas vozes, começaram a tremer as portas em seus gonzos e o templo encheu-se de fumaça. 5 Disse eu então: ‘Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos”. 6 Nisto, um dos serafins voou para mim, tendo na mão uma brasa, que retirara do altar com uma tenaz, 7 e tocou minha boca, dizendo: “Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa, e teu pecado está perdoado”. 8 Ouvi a voz do Senhor que dizia: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” Eu respondi: “Aqui estou! Envia-me”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 137(138),1-2a.2bc.3.4-5.7c-8 (R. 1c.2a)

— Vou cantar-vos, ante os anjos, ó Senhor, e ante o vosso templo vou prostrar-me.

— Vou cantar-vos, ante os anjos, ó Senhor, e ante o vosso templo vou prostrar-me.

— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me

— Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

— Os reis de toda a terra hão de louvar-vos, quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “Como a glória do Senhor é grandiosa!”

— Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos!

Evangelho (Lc 5,1-11)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— “Vinde após mim!”, o Senhor lhes falou, “e vos farei pescadores de homens”.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2 Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3 Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5 Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6 Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7 Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8 Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9 É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10 Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11 Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Apolônia, Virgem, Mártir – 09 de Fevereiro

Santa Apolônia, Virgem, Mártir

Dionísio, Bispo da Alexandria no Egito, narra em uma carta que enviou ao Bispo Fábio da Diocese de Antioquia, em 249:

“No dia 9 de fevereiro, um charlatão alexandrino, “maligno adivinho e falso profeta”, que insuflava a população pagã, sempre pronta a se agitar, provocou uma terrível revolta.

Saquearam os católicos

As casas dos cristãos foram invadidas. Os pagãos saquearam os vizinhos católicos ou aqueles que estivessem mais próximos, levando as joias e objetos preciosos. Os móveis e as roupas foram levados para uma praça, onde ergueram uma grande fogueira.

A cidade parecia que tinha sido tomada por uma multidão de demônios

Os cristãos, mesmo os velhos e as crianças, foram arrastados pelas ruas, espancados, escorraçados e, condenados a morte, caso não renegassem a fé em voz alta. A cidade parecia que tinha sido tomada por uma multidão de demônios enfurecidos”.

Arrancaram-lhe os dentes e a arrastaram

“Os pagãos prenderam também a bondosa virgem Apolônia, que tinha idade avançada. Foi espancada violentamente no rosto porque se recusava a repetir as blasfêmias contra a Igreja, por isto teve os dentes arrancados. Além disso, foi arrastada até a grande fogueira, que ardia no centro da cidade.

Pediu para ser solta por um momento, sendo atendida, e saltou na fogueira.

No meio da multidão enlouquecida, disseram que seria queimada viva se não repetisse, em voz alta, uma declaração pagã renunciando a fé em Cristo. Neste instante, ela pediu para ser solta por um momento, sendo atendida, ela saltou na fogueira.

Seu culto se difundiu pelas Dioceses no Oriente e no Ocidente

O gesto da mártir Apolônia e a sua vida reclusa dedicada à caridade cristã, provocou grande emoção e devoção na província africana inteira, onde ela consumou o seu sacrifício. Passou a ser venerada, porque foi justamente o seu apostolado desenvolvido entre os pobres da comunidade que a colocou na mira do ódio e da perseguição dos pagãos, e o seu culto se difundiu pelas Dioceses no Oriente e no Ocidente.

Protetora contra as doenças da boca e das dores dos dentes

várias cidades europeias surgiram igrejas dedicadas a ela. Em Roma foi erguida uma igreja, hoje desaparecida, próxima de Santa Maria em Trasteve, Itália.

Sobre a sua vida não se teve outro registro, senão que seus devotos a elegeram, no decorrer dos tempos, como protetora contra as doenças da boca e das dores dos dentes.  A Igreja a canonizou e oficializou seu culto.

Santa Apolônia, rogai por nós!

Oração – Santa Apolônia, que por tua virgindade e martírio merecestes de Senhor ser instituída advogada  contra a dor de dentes e da boca, protegei também os Dentistas, Amém.

 Apolônia significa “consagrada a Apolo”, “em honra a Apolo, o deus grego do sol”, “filha do sol”.

Com Beata Ana Catarina Emmerick, virgem

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Fev 09

1. Em Alexandria, no Egito, a comemoração de Santa Apolônia, virgem e mártir, que, depois de muitos e cruéis tormentos infligidos pelos perseguidores, recusando-se a proferir palavras sacrílegas, preferiu morrer queimada nas chamas a renegar a fé.(† c. 250)

2. Também em Alexandria, a paixão de vários santos mártires, que foram executados pelos arianos com diversos gêneros de morte, quando estavam na igreja a celebrar os santos mistérios.(† s. IV)

3. Em Lemellefa, na África Setentrional, na atual Argélia, a comemoração dos santos Primo e Donato, diáconos e mártires, que foram mortos pelos hereges na igreja, quando tentavam defender o altar. († c. 361)

4. Num monte próximo de Apameia, na Síria, São Marão, eremita, totalmente consagrado a uma rigorosa penitência e à vida interior. Junto do seu sepulcro foi edificado um célebre mosteiro, onde depois teve origem a comunidade cristã designada com o seu nome.(† c. 423)

5. No mosteiro de Llandaff, na Câmbria, atual País de Gales, São Telo, bispo e abade, cujas obras admiráveis celebram muitas igrejas, tanto no País de Gales como na Cornualha e na Armórica.(† 560)

6. Em Canosa, na Apúlia, região da Itália, São Sabino, bispo, que foi amigo de São Bento e enviado como legado da Sé Romana a Constantinopla, para defender a verdadeira fé contra a heresia monofisita.(† c. 566)

7. Em Hautmont, junto ao rio Sambre, no Hainaut, na atual França, o passamento de Santo Ansberto, que, depois de ter sido abade de Fontenelle, ocupou a sede episcopal de Rouen e foi exilado pelo príncipe Pepino. († c. 695)

8. Na Baviera, na atual Alemanha, a comemoração de Santo Altão, abade, natural da Irlanda, que construiu um mosteiro nos bosques desta região, mais tarde designado com o seu nome.(† s. VIII)

9. Em Nocera Umbra, na Úmbria, região da Itália, São Rainaldo, bispo, que foi monge camaldulense na abadia de Fonte Avellana e, exercendo depois o ministério episcopal, conservou firmemente os hábitos da vida monástica.(† 1222)

10. Em Dülmen, na Alemanha, a Beata Ana Catarina Emmerick, virgem da Ordem de Santo Agostinho.(† 1824)

11. Em Premiá de Mar, perto de Barcelona, na Espanha, São Miguel (Francisco Luís Febres Cordero), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que se dedicou ao ensino dos estudos literários durante quase quarenta anos em Cuenca, no Equador, e, trasladando-se depois para a Espanha, viveu na simplicidade de coração e na perfeita observância da Regra.(† 1910)

12. Em Arandas, região de Jalisco, no México, o Beato Luís Magaña Servin, pai de família e mártir.(† 1928)

13. Em Granada, na Espanha, o Beato Leopoldo de Alpandeire (Francisco Tomás Márquez Sánchez), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que desempenhou durante muitos anos o ofício de esmoler.(† 1956)

4ª Semana do Tempo Comum | Sábado

Primeira Leitura (Hb 13,15-17.20-21)

Leitura da Carta aos Hebreus

Irmãos, 15 por meio de Jesus, ofereçamos a Deus um perene sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome. 16 Não vos esqueçais das boas ações e da comunhão, pois estes são os sacrifícios que agradam a Deus. 17 Obedecei aos vossos líderes e segui suas orientações, porque eles cuidam de vós como quem há de prestar contas. Que possam fazê-lo com alegria, e não com queixas, que não seriam coisa boa para vós. 20 O Deus da paz, que fez subir dentre os mortos aquele que se tornou, pelo sangue de uma aliança eterna, o grande pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus, 21 vos torne aptos a todo bem, para fazerdes a sua vontade; que ele realize em nós o que lhe é agradável, por Jesus Cristo, ao qual seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém!

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)

— O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

— O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.

— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. 

Evangelho (Mc 6,30-34)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 30 os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32 Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Josefina Bakhita, religiosa – 08 de Fevereiro

Santa Josefina Bakhita, religiosa

Nome dado pelos raptores

Nasceu no Sudão, África, em 1869. Este nome, que significa “afortunada”,  foi-lhe imposto pelos seus raptores.

Vendida e comprada várias vezes

Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes. A terrível experiência e o susto, provado naquele dia, causaram profundos danos na sua memória, inclusive o esquecimento do próprio nome.

Escrava do Cônsul italiano

Na capital do Sudão, foi comprada por um cônsul italiano, que depois a levou consigo para a Itália. Durante a viagem, ele a entregou para viver com a família de um amigo, que residia em Veneza, e cuja esposa se lhe tinha afeiçoado. Depois, com o nascimento da filha do casal, tornando-se sua ama e amiga.

Escrava, ama e amiga

Os negócios desta família, na África, exigiam que retornassem. Mas, aconselhado pelo administrador, o casal confiou as duas às irmãs da congregação de Santa Madalena de Canossa, em Schio, perto de Veneza. Ali, conheceu o Evangelho.

Batizada, decidiu ser santa

Era 1890, tinha ela vinte e um anos quando foi batizada, recebendo o nome de Josefina.

Após algum tempo vieram buscá-las, mas Bakhita preferiu  ficar. Queria tornar-me irmã canossiana, para servir a Deus que lhe havia dado tantas provas do seu amor.

Depois de sentir com muita clareza o chamamento para a vida religiosa, em 1896, consagrou-se para sempre a Deus, a quem ela chamava com carinho “o meu Patrão!”.

A “Irmã Morena”, servindo o “Patrão do Céu”

Por mais de cinquenta anos, dedicou-se às diversas ocupações na congregação, sendo chamada por todos de “Irmã Morena”.

Ela foi cozinheira, responsável do guarda-roupa, bordadeira, sacristã e porteira.

Generosa, bondosa e apostólica

As irmãs estimavam-na pela generosidade, bondade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido. “Sedes boas, amem a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!”.

A sua humildade, a sua simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de toda população.

Direi a São Pedro: Fecha a porta, porque fico

Com a idade, chegou a doença longa e dolorosa. Ela continuou a oferecer o seu testemunho de fé, expressando com estas simples palavras, escondidas detrás de um sorriso, a odisseia da sua vida: “Vou devagar, passo a passo, porque levo duas grandes malas: numa vão os meus pecados, e na outra, muito mais pesada, os méritos infinitos de Jesus. Quando chegar ao céu abrirei as malas e direi a Deus: Pai eterno, agora podes julgar. E a São Pedro: Fecha a porta, porque fico”.

Suas últimas palavras foram: “Nossa Senhora!”.

Na agonia reviveu os terríveis anos de escravidão e foi a Santa Virgem que a libertou dos sofrimentos. As suas últimas palavras foram: “Nossa Senhora!”.

Faleceu no dia 8 de Fevereiro de 1947, na congregação em Schio, Itália. Muitos foram os milagres alcançados por sua intercessão.

Santa Josefina Bakhita, rogai por nós!

Oração – Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olhai por nós. Amém.

Josefina. Josefina: Significa “aquela que acrescenta”, “acréscimo do Senhor” ou “Deus multiplica”. É um apelido de Josefa

São Jerônimo Emiliano, que, depois de uma juventude virulenta e licenciosa, quando foi encarcerado pelos inimigos se converteu a Deus. Depois dedicou-se totalmente, com outros companheiros congregados na mesma intenção, a todas as vítimas da miséria, sobretudo aos órfãos e aos enfermos; foi o início da Congregação dos Clérigos Regrantes de Somasca. Atacado depois pela peste no contato com esses doentes, morreu em Somasca, perto de Bergamo, na Lombardia, região da Itália.(† 1537)

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Fev 08

3. Em Alexandria, no Egito, a comemoração de Santa Quinta ou Cointa, mártir, a quem os pagãos, no tempo do imperador Décio, quiseram obrigar a adorar os ídolos; tendo ela firmemente recusado, ataram-lhe os pés em cadeias e, arrastando-a pelas praças da cidade, dilaceraram-na num horrível suplício.(† 249)

4. Em Pavia, na Ligúria, região da Itália, São Juvêncio ou Evêncio, bispo, que trabalhou arduamente pelo Evangelho.(† 397)

5. Comemoração dos santos mártires monges do mosteiro de Die, em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, que, pela defesa da fé católica, ao levarem cartas do papa Félix III contra Acácio, foram cruelmente assassinados.(† c. 485)

6. Na Bretanha Menor, atualmente na França, São Jacuto, abade, considerado como irmão dos santos Vinvaleu e Guetnoco, que construiu junto ao mar um mosteiro que depois foi designado com o seu nome.(† s. VI)

7. Em Milão, na Lombardia, região da Itália, o sepultamento de Santo Honorato, bispo, que, perante a iminente invasão dos Lombardos, salvou grande parte do povo, conseguindo refúgio em Gênova.(† c. 570)

8. Em Besançon, da Borgonha, atualmente na França, São Nicécio, bispo.(† c. 610)

9. Em Verdun, na Gália, também na atual França, São Paulo, bispo, que, tendo abraçado a vida monástica, foi depois eleito bispo desta cidade, onde promoveu a dignidade do culto divino e a observância regular dos cônegos.(† c. 647)

10. Em Albano, no Lácio, região da Itália, o Beato Pedro, denominado o Ígneo por ter passado ileso pelo fogo, que foi monge de Valumbrosa e depois bispo de Albano, trabalhando ardorosamente para renovar a disciplina eclesiástica.(† 1089)

11. Em Muret, no território de Limoges, na Aquitânia, região da França, Santo Estêvão, abade, fundador da Ordem de Grandmont, que atribuiu aos clérigos o louvor divino e a contemplação, confiando a administração das tarefas temporais à caridade dos irmãos leigos.(† 1124)

12. Em Savigliano, no Piemonte, região da Itália, a Beata Josefina Gabriela Bonino, virgem, que fundou a Congregação religiosa da Sagrada Família de Nazaré, para a educação dos órfãos e a assistência aos enfermos pobres.(† 1906)

São Ricardo, Rei – 07 de Fevereiro

São Ricardo, Rei

Rainha mãe de santos

No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga, que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três filhos e duas filhas, estas, a seu exemplo, fundaram mosteiros dedicando-se aos pobres e a Cristo.

Entre eles São Bonifácio

Também o caçula Winfrido, ou Bonifácio, deixou a vida da corte para ser monge beneditino, hoje venerado como o grande “Apóstolo da Alemanha”.

Guardião da coroa do sobrinho legítimo herdeiro da casa real 

O primogênito Egberto I assumiu o trono em 664, mas onze anos depois morreu, deixando o sucessor ainda muito pequeno. Foi assim que, o filho do meio, Hlother ou Ricardo I, se tornou rei da Inglaterra e guardião da coroa do sobrinho. Em 685, empossou o jovem rei Eadric I, que era o legítimo herdeiro da casa real dos Kents.

Rei  monge

Ricardo deixou o palácio com os filhos Vilibaldo, Vunibaldo e Valburga, indo morar no mosteiro de Waltham, onde viveram sob as regras dos beneditinos. A partir daí os dados de suas vidas são descritos pelos registros da Santa Sé.

Rei monge peregrino

No ano de 720, conforme uma narração de um monge alemão, Ricardo e os dois filhos, então já monges, saíram da Inglaterra meridional, para empreenderem uma peregrinação de penitencia e devoção. A filha Valburga ficou no mosteiro, onde seguia a vida de religiosa. A meta, como sempre, era Roma, onde pretendiam venerar as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo. De lá queriam ir até a Terra Santa.

Falece na França antes de chegar a Roma

Atravessaram toda a França, mas quando chegaram na cidade de Luca, a viagem teve de ser interrompida porque Ricardo ficou doente e acabou falecendo. Foi sepultado na igreja de São Frediano em 722.

Seu túmulo se tornou uma rota de devoção para os cristãos

Os milagres foram acontecendo em seu túmulo e o local se tornou uma rota de devoção para os cristãos, que o chamavam de “Rei, Santo”.

Só Vilibaldo pôde completar o programa, porque Vunibaldo ficou estudando em Roma até 739.

Missionários na Alemanha

Depois os dois foram recrutados pelo tio Bonifácio, que acabara de ser elevado à condição de Bispo, para a missão evangelizadora dos povos germânicos. Por fim, a eles se juntou a irmã Valburga, também a pedido do tio.

Sobre Ricardo, lemos no Martirológio Romano: “Em Luca, na Toscana, a deposição de São Ricardo, Rei da Inglaterra e pai de São Vilibaldo, Bispo de Eichstat , de São Vunibaldo, abade de Heidenheim e da Santa Valburga, abadessa, virgem”.

Costuma ser festejado com grande veneração

Seu culto se propagou graças às colaborações eficazes na obra de evangelização dos seus filhos e do irmão.

Em Luca, uma das mais belas cidades medievais de Florença, ele costuma ser festejado com grande veneração pela legião de devotos que procuraram por sua intercessão e foram atendidos por este “Santo, Rei dos ingleses”.

ão Ricardo, rogai por nós!

Oração –  São Ricardo, um homem que foi um grande exemplo de santidade para aqueles que viviam a seu redor e que hoje é conhecido como padroeiro da Família, ajudai-nos a sermos fieis às nossas vocações. Amém..

Ricardo tem origem no nome germânico Ricohard, que é formado pelos elementos rik, que significa “príncipe”, e hard, que quer dizer “forte”, “corajoso”. Dessa junção resulta o sentido de “príncipe forte”, “príncipe corajoso”.

Com Beato Pio IX, Papa, que, proclamando claramente a verdade de Cristo, que intimamente viveu, instituiu muitas sedes episcopais, promoveu o culto da Virgem Santa Maria e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano I.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Fev 07

Festa das Cinco Chagas do Senhor, isto é, das feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da sua ressurreição, devoção muito viva entre os portugueses desde os começos da nacionalidade e confirmada pelos Romanos pontífices, a partir de Bento XIV.

2. Em Nola, na Campânia, região da Itália, São Máximo, bispo, que em tempo de perseguição dirigiu a Igreja desta cidade e, depois de uma longa vida, morreu em paz.(† s. III)

3. Em Lâmpsaco, no Helesponto, na atual Turquia, São Partênio, bispo, que, segundo a tradição, no tempo do imperador Constantino Magno propagou a fé pela palavra e pelo exemplo da sua vida.(† s. IV)

4. No monte Sinai, São Moisés, que, depois de ter seguido a vida solitária no ermo, foi ordenado bispo a pedido de Máuvia, rainha dos Sarracenos, e conseguiu pacificar aquela gente ferocíssima e manter ilesa a vida dos cristãos.(† c. 389)

5. Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Juliana, viúva.(† s. IV)

6. Em Manfredônia, na Apúlia, também região da Itália, São Lourenço, bispo.(† c. 545)

7. Em Lucca, na Etrúria, hoje na Toscana, também na Itália, o sepultamento de São Ricardo, pai dos santos Vinebaldo e Valburges, que morreu quando ia com seus filhos em peregrinação da Inglaterra para Roma. († c. 720)

8. Em Sóterum, na Fócida, região da Grécia, São Lucas o Jovem, eremita.(† 955)

9. Em Múccia, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato Ricério, que foi dos primeiros e mais queridos discípulos de São Francisco.(† 1236)

10. Em Assis, na Úmbria, também região da Itália, o Beato António de Stroncone, religioso da Ordem dos Frades Menores.(† 1461)

11. Em Londres, na Inglaterra, o Beato Tomás Sherwood, mártir, que, sendo negociante de tecidos, se dirigiu para Douai a fim de se preparar para o sacerdócio; mas quando regressou a Londres para assistir ao seu pai enfermo e idoso, ao passar por uma rua, foi conduzido ao martírio, no reinado de Isabel I.(† 1578)

12. Em Aubenas, no Viviers, região da França, os beatos mártires Tiago Sales, presbítero, e Guilherme Saltmouche, religioso, ambos da Companhia de Jesus, que, por fortalecerem o povo na fé católica com a sua pregação, depois de ter sido tomada a cidade pelos huguenotes, foram chacinados num domingo, diante do povo, por causa da sua fé.(† 1593)

13. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santo Egídio Maria de São José (Francisco Pontillo), religioso da Ordem dos Frades Menores, que todos os dias pedia esmola ao povo pelas ruas da cidade com extrema humildade, retribuindo com palavras de consolação. († 1812)

14. Em Changsha, cidade do Hunan, província da China, São João de Triora (Francisco Maria Lântrua), presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, após cruéis tormentos de longo cativeiro, foi morto por enforcamento.(† 1816)

15. Em Paris, na França, a Beata Rosália (Joana Maria Rendu), virgem das Filhas da Caridade, que, vivendo numa casa dos subúrbios mais pobres daquela cidade, por ela transformada em refúgio dos indigentes, se empenhou incansavelmente em visitar os pobres nos seus domicílios, promover a paz em tempo de guerra civil e estimular muitos, sobretudo os jovens e os ricos, ao exercício da caridade.(† 1856)

16. Paris, a Beata Maria da Providência (Eugénia Smet), virgem, que fundou o Instituto de Irmãs Auxiliadoras das Almas do Purgatório.(† 1871)

17. Em Roma, o Beato Pio IX, papa, que, proclamando claramente a verdade de Cristo, que intimamente viveu, instituiu muitas sedes episcopais, promoveu o culto da Virgem Santa Maria e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano I. († 1878)

18. Em Parma, na Itália, a Beata Ana Maria Adórni, viúva, fundadora da Congregação das Servas de Maria Imaculada e do Instituto do Bom Pastor de Parma.(† 1893)

19. Em Pont de Molins, localidade próxima de Gerona, na Espanha, os beatos mártires Anselmo Polanco, bispo de Teruel, e Filipe Ripoll, presbítero, que, desprezando promessas e ameaças, recusaram firmemente afastar-se da fidelidade à Igreja.(† 1939)

20. Perto de Cracóvia, na Polônia, o Beato Adalberto Nierychlewski, presbítero da Congregação de São Miguel e mártir, que, durante a ocupação militar da sua pátria por um regime militar hostil à dignidade humana e à religião, foi deportado para o campo de extermínio de Auschwitz, por causa da sua fé em Cristo, e morreu prostrado pelos tormentos a que foi submetido.(† 1942)

21. No campo de concentração de Angarsk, na Sibéria, região da Rússia, o Beato Pedro Verhun, presbítero e mártir, que, durante a perseguição religiosa, permanecendo fiel até à morte alcançou a vida eterna.(† 1957)

4ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira

Primeira Leitura (Hb 13,1-8)

Leitura da Carta aos Hebreus

Irmãos, 1 perseverai no amor fraterno. 2 Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos, sem o perceber. 3 Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo! 4 O matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os imorais e adúlteros. 5 Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Contentai-vos com o que tendes, porque ele próprio disse: “Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei”. 6 De modo que podemos dizer, com ousadia: “O Senhor é meu auxílio, jamais temerei; que poderá fazer-me o homem?” 7 Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus, e considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé. 8 Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 26(27),1.3.5.8b-9abc (R. 1a)

— O Senhor é minha luz e salvação!

— O Senhor é minha luz e salvação!

— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?

— Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.

— Pois um abrigo me dará sob o seu teto nos dias da desgraça; no interior de sua tenda há de esconder-me e proteger-me sobre a rocha.

— Senhor, é vossa face que eu procuro; não me escondais a vossa face! Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! Não me esqueçais nem me deixeis abandonado.

Evangelho (Mc 6,14-29)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15 Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16 Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Paulo Miki, Presbítero e Companheiros, Mártires – 06 de Fevereiro

São Paulo Miki, Presbítero e Companheiros, Mártires

São Francisco Xavier e a Fé no Japão

O Japão recebeu a fé cristã por meio de São Francisco Xavier, entre 1549-1551. Após algumas décadas de cristianismo, o número de fiéis atingia 300.000. Essa rápida expansão deveu-se a dois fatores: o respeito que os missionários jesuítas tinham para com o modo de vida dos japoneses e as crenças nipônicas que não eram de todo opostas ao cristianismo. Foi preciosa a colaboração dos elementos nativos.

Catequista e Sacerdote

Paulo Miki, nasceu em 1564, de uma família abastada, tornou-se catequista. Admitiram a sua ordenação sacerdotal, pois a única diocese de Fusai ainda não havia recebido seu Bispo.

Imperador de amigo a perseguidor

Alguns franciscanos espanhóis, guiados pelo Padre Pedro Batista, chegaram ao Japão através das Filipinas e foram bem acolhidos pelo imperador. Mas, pouco depois, por animosidade para com os espanhóis e os ocidentais deu-se a ruptura.

No dia 9 de dezembro de 1596 foram presos seis Franciscanos. Em seguida alguns terciários e catequistas (Paulo Suzuki) tiveram a mesma sorte.

Arrastados e crucificados

Todos estes foram expostos a humilhações e arrastados de Meaco a Nagasaki para serem alvo de zombaria por parte do povo. Eram vinte e seis. O povo admirou a coragem que demonstravam. Foram crucificados sobre uma colina de Nagasaki no dia 5 de Fevereiro de 1597.

Meninos morreram entoando o salmo: “Meninos louvai ao Senhor…”

Particularmente emocionantes foram as palavras de perdão e de testemunho evangélico pronunciadas por Paulo Miki, a serenidade e coragem de Luís Ibaraki (de 11 anos), de António (13 anos) e de Tomás Cosaki (14 anos) que morreram entoando o salmo: “Meninos louvai ao Senhor…”

São Paulo Miki e Companheiros, rogai por nós!

Oração – Bendito seja Deus, que concedeu a São Paulo Miki e seus companheiros o grande dom da firmeza apostólica. Concedei-me ser sempre um corajoso apóstolo de vossos caminhos. Amém.

Paulo: Significa “pequeno”, “de baixa estatura”. O nome Paulo tem origem no latim Paullus, a partir de paullo, que quer dizer “pequeno” ou “baixo”.

Com São Gastão, Bispo, que, enviado por São Remígio, Bispo de Reims, catequizou o rei Clóvis.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Fev 6

Memória dos santos Paulo Miki e companheiros[1]:

[1] São estes os seus nomes: João de Goto Soan, Tiago Kisai, religiosos da Companhia de Jesus; Pedro Baptista Blásquez, Martinho da Ascensão Aguirre, Francisco Blanco, presbíteros da Ordem dos Frades Menores; Filipe de Jesus de las Casas, Gonçalo Garcia, Francisco de São Miguel de la Parilla, religiosos da mesma Ordem; Leão Karasuma, Pedro Sukejiro, Cosme Takeya, Paulo Ibaraki, Tomé Dangi, Paulo Suzuki, catequistas; Luís Ibaraki, António, Miguel Kozaki e Tomé, seu filho, Boaventura, Gabriel, João Kinuya, Matias, Francisco de Meako, Joaquim Sakakibara, Francisco Adaucto, neófitos.(† 1597)

2. Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, Santo Antoliano, mártir.(† s. III)

3. Em Emessa, Homs, Síria, a comemoração de São Silvano, bispo e mártir, que, depois de presidir a esta Igreja durante quarenta anos, por fim, no tempo do imperador Maximino, foi lançado às feras e recebeu a palma do martírio, juntamente com o diácono Lucas e o leitor Mócio.(† c. 235/238)

4. Em Cesareia da Capadócia, hoje Kayseri, na Turquia, Santa Doroteia, virgem, e São Teófilo, estudante, mártires.(† c. s. IV)

5. Em Ardagh, na Irlanda, São Melo, bispo.(† 488)

6. Em Arras, na Gália Bélgica, atualmente na França, São Gastão, bispo, que, enviado por São Remígio, bispo de Reims, para aquela cidade devastada, catequizou o rei Clóvis, restabeleceu a Igreja e dirigiu-a durante cerca de quarenta anos e levou a bom termo a obra de evangelização dos povos ainda pagãos daquela região.(† c. 540)

7. Em Elnon, também na Gália Bélgica, na atual Bélgica, Santo Amando, bispo de Maastricht, que anunciou a palavra de Deus a muitas províncias e povos até as regiões dos Eslavos e, finalmente, terminou a sua vida terrena num mosteiro que construíra.(† c. 679)

8. Na região de Tongres, no Brabante da Austrásia, atualmente também na Bélgica, Santa Rénula ou Reinilde, abadessa do mosteiro de Eike.(† s. VIII)

9. Em Palestrina, no Lácio, região da Itália, São Guarino, bispo, célebre pela sua austeridade de vida e amor aos pobres.(† 1159)

10. Em Skara, na Suécia, São Brinolfo Algotsson, bispo, ilustre pela sua ciência e dedicação à Igreja.(† 1317)

11. Em Nápoles, na Campânia, Itália, o Beato Ângelo de Fúrci, presbítero da Ordem de Santo Agostinho, insigne no zelo pelo reino de Deus.(† 1327)

12. Em Ângri, perto de Salerno, também na Campânia, Santo Afonso Maria Fusco, presbítero, que se dedicou ao ministério das missões rurais, à formação dos jovens, especialmente dos pobres e dos órfãos, e fundou a Congregação das Irmãs de São João Batista.(† 1910)

13. Em Rivolta d’Adda, no território de Cremona, na Itália, o Beato Francisco Spinelli, presbítero, que, superando pacientemente muitas e prolongadas dificuldades, fundou e dirigiu a Congregação das Irmãs Adoradoras do Santíssimo Sacramento.(† 1913)

14. Em Durando, cidade do México, São Mateus Correa, presbítero e mártir, que, durante a perseguição desencadeada contra a Igreja, se recusou a obedecer à ordem de revelar o segredo de confissão e por isso recebeu a coroa do martírio.(† 1927)