Oração da Via Sacra 1

via sacra

Oração da Via Sacra

Durante a Quaresma a Santa Igreja recomenda a oração da Via Sacra, meditando a Paixão de Jesus Cristo, como canal de graças. Convido você a rezar agora conosco assistindo o vídeo abaixo!

 

Via Sacra

I Estação

Jesus é condenado à morte

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

O juiz que cometeu o crime profissional mais monstruoso de toda a História, não foi a ele impelido pelo tumultuar de nenhuma paixão ardente. Não o cegou o ódio ideológico, nem a ambição de novas riquezas, nem o desejo de comprazer a alguma Salomé. Moveu-o a condenar o Justo o receio de perder o cargo, parecendo pouco zeloso das prerrogativas de César; o medo de criar para si complicações políticas, desagradando ao populacho judeu; o medo instintivo de dizer “não”, de fazer o contrário do que se pede, de enfrentar o ambiente com atitudes e opiniões diferentes das que nele imperam.

Vós, Senhor, o fitastes por longo tempo com aquele olhar que em um segundo operou a salvação de Pedro. Era um olhar em que transparecia vossa suprema perfeição moral, vossa infinita inocência, e, entretanto, ele Vos condenou.

Senhor, quantas vezes imitei Pilatos! Quantas vezes, por amor à minha carreira, deixei que em minha presença a ortodoxia fosse perseguida, e me calei! Quantas vezes presenciei de braços cruzados a luta e o martírio dos que defendem vossa Igreja! E não tive a coragem de lhes dar sequer uma palavra de apoio, pela abominável preguiça de enfrentar os que me rodeiam, de dizer “não” aos que formam meu ambiente, pelo medo de ser “diferente dos outros”. Como se me tivésseis criado, Senhor, não para Vos imitar, mas para imitar servilmente os meus companheiros.

Naquele instante doloroso da condenação, Vós sofrestes por todos os covardes, por todos os moles, por todos os tíbios,… por mim, Senhor.

Meu Jesus, perdão e misericórdia. Pela fortaleza de que me destes exemplo arrostando a impopularidade e enfrentando a sentença do magistrado romano, curai em minha alma a chaga da moleza!

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

II Estação

Jesus leva a Cruz às costas V.

Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Inicia-se assim, meu adorado Senhor, a vossa caminhada para o lugar da imolação. Não quis o Pai Celeste que fôsseis morto num golpe fulminante. Vós teríeis de nos ensinar em vossa Paixão, não apenas a morrer, mas a enfrentar a morte. Enfrentá-la com serenidade, sem hesitação nem fraqueza, caminhando, até, para ela com o passo resoluto do guerreiro que avança para o combate, eis a admirável lição que me dais.

Diante da dor, meu Deus, quanta é a minha covardia! Ora contemporizo antes de tomar a minha cruz; ora recuo, traindo o dever; ora, por fim, eu o aceito, mas com tanto tédio, tanta moleza, que pareço odiar o fardo que vossa vontade me põe sobre os ombros.

Em outras ocasiões, quantas vezes fecho os olhos para não ver a dor! Cego-me voluntariamente com um otimismo estúpido, porque não tenho coragem de enfrentar a provação. E por isto minto a mim mesmo: não é verdade que a renúncia àquele prazer se impõe a mim para que não caia em pecado; não é verdade que devo vencer aquele hábito que favorece minhas mais entranhadas paixões; não é verdade que devo abandonar aquele ambiente, aquela amizade que minam e solapam toda a minha vida espiritual; não, nada disto é verdade… fecho os olhos, e atiro de lado minha cruz.

Meu Jesus, perdoai-me tanta preguiça, e pela chaga que a Cruz abriu em vossos ombros, curai, Pai de Misericórdias, a chaga horrível que em minha alma abri com anos inteiros vividos no relaxamento interior e na condescendência para comigo!

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

III Estação

Jesus cai pela primeira vez

  1. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.
  1. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Como então, Senhor? Não Vos era lícito abandonar vossa Cruz? Pois se a carregastes até que todas as vossas forças se exaurissem, até que o peso insuportável do madeiro Vos lançasse por terra, não estava bem provado que Vos era impossível prosseguir? Estava cumprido vosso dever. Os Anjos do Céu que levassem agora por Vós a Cruz. Vós havíeis sofrido em toda a medida do possível. Que mais haveríeis de dar?

Entretanto, agistes de outro modo, e destes à minha covardia uma alta lição. Esgotadas vossas forças, não renunciastes ao fardo, mas pedistes mais forças ainda, para carregar novamente a Cruz. E as obtivestes.

É difícil hoje a vida do cristão. Obrigado a lutar sem tréguas contra si, para se manter na linha dos Mandamentos, parece uma exceção extravagante num mundo que estadeia na luxúria e na opulência a alegria de viver. Pesa-nos aos ombros a cruz da fidelidade à vossa Lei, Senhor. E, por vezes, o fôlego parece faltar-nos.

Nestes instantes de prova, sofismamos. Já fizemos quanto em nós estava. Afinal, é tão limitada a força do homem! Deus terá isto em conta… deixemos cair a cruz à beira do caminho e afundemos suavemente na vida do prazer. Ah, quantas cruzes abandonadas à beira dos nossos caminhos, quiçá à beira dos meus caminhos!

Dai-me, Jesus, a graça de ficar abraçado à minha cruz, ainda quando eu desfaleça sob o peso dela. Dai-me a graça de me reerguer sempre que tiver desfalecido. Dai-me, Senhor, a graça suprema de nunca sair do caminho por onde devo chegar ao alto do meu próprio calvário.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

  1. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

IV Estação

Encontro de Jesus com sua Mãe

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Quem, Senhora, vendo-Vos assim em pranto, ousaria perguntar por que chorais? Nem a Terra, nem o mar, nem todo o firmamento, poderiam servir de termo de comparação à vossa dor. Dai-me, minha Mãe, um pouco, pelo menos, desta dor. Dai-me a graça de chorar a Jesus, com as lágrimas de uma compunção sincera e profunda.

Sofreis em união a Jesus. Dai-me a graça de sofrer como Vós e como Ele. Vossa dor maior não foi por contemplar os inexprimíveis padecimentos corpóreos de vosso Divino Filho. Que são os males do corpo, em comparação com os da alma? Se Jesus sofresse todos aqueles tormentos, mas ao seu lado houvesse corações compassivos! Se o ódio mais estúpido, mais injusto, mais alvar, não ferisse o Sagrado Coração enormemente mais do que o peso da Cruz e dos maus tratos feriam o Corpo de Nosso Senhor! Mas a manifestação tumultuosa do ódio e da ingratidão daqueles a quem Ele tinha amado… a dois passos, estava um leproso a quem havia curado… mais longe, um cego a quem tinha restituído a vista… pouco além, um sofredor a quem tinha devolvido a paz. E todos pediam a sua morte, todos O odiavam, todos O injuriavam. Tudo isto fazia Jesus sofrer imensamente mais do que as inexprimíveis dores que pesavam sobre seu Corpo.

E havia pior. Havia o pior dos males. Havia o pecado, o pecado declarado, o pecado protuberante, o pecado atroz. Se todas aquelas ingratidões fossem feitas ao melhor dos homens, mas por absurdo não ofendessem a Deus! Mas elas eram feitas ao Homem-Deus, e constituíam contra toda a Trindade Santíssima um pecado supremo. Eis aí o mal maior da injustiça e da ingratidão.

Este mal não está tanto em ferir os direitos do benfeitor, mas em ofender a Deus. E de tantas e tantas causas de dor, a que mais Vos fazia sofrer, Mãe Santíssima, Redentor Divino, era por certo o pecado.

E eu? Lembro-me de meus pecados? Lembro-me, por exemplo, do meu primeiro pecado, ou do meu pecado mais recente? Da hora em que o cometi, do lugar, das pessoas que me rodeavam, dos motivos que me levaram a pecar? Se eu tivesse pensado em toda a ofensa que Vos traz um pecado, teria ousado desobedecer-Vos, Senhor?

Oh, minha Mãe, pela dor do santo Encontro, obtende-me a graça de ter sempre diante dos olhos Jesus Sofredor e Chagado, precisamente como O vistes neste passo da Paixão.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

V Estação

Jesus ajudado pelo Cirineu a levar a Cruz

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Quem era este Simão, que se sabe dele, senão que era de Cirene? E que sabe o geral dos homens sobre Cirene, senão que era a terra de Simão? Tanto o homem como a cidade emergiram da obscuridade para a glória, e para a mais alta das glórias, que é a glória sagrada, num momento em que bem outros eram os pensamentos do Cirineu.

Vinha ele despreocupado pela estrada. Pensava tão somente nos pequenos problemas e nos pequenos interesses de que se compõe a vida miúda da maior parte dos homens. Mas Vós, Senhor, atravessastes seu trajeto com vossas Chagas, vossa Cruz, vossa imensa dor. E a este Simão tocou tomar posição perante Vós. Forçaram-no a carregar convosco a Cruz. Ou ele a carregaria mal-humorado, indiferente a Vós, procurando tornar-se simpático ao povo por meio de algum novo modo de aumentar vossos tormentos de alma e de corpo; ou a carregaria com amor, com compaixão, sobranceiro ao populacho, procurando aliviar-Vos, procurando sofrer em si um pouco de vossa dor, para que sofrêsseis um pouco menos. O Cirineu preferiu padecer conVosco. E por isto seu nome é repetido com amor, com gratidão, com santa inveja, há dois mil anos, por todos os homens de fé, em toda a face da Terra, e assim continuará a ser até a consumação dos séculos.

Também pelos meus caminhos Vós passastes, meu Jesus. Passastes quando me chamastes das trevas do paganismo para o seio de vossa Igreja, com o Santo Batismo. Passastes quando meus pais me ensinaram a rezar. Passastes quando no curso de catecismo comecei a abrir a minha alma para a verdadeira doutrina católica e ortodoxa. Passastes na minha primeira Confissão, na minha primeira Comunhão, em todos os momentos em que vacilei e me amparastes, em todos os momentos em que caí e me reerguestes, em todos os momentos em que pedi e me atendestes.

E eu, Senhor? Ainda agora, passais por mim neste exercício da Via-Sacra. O que faço quando Vós passais por mim?

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

VI Estação

A Verônica enxuga o rosto de Jesus

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Dir-se-ia, à primeira vista, que prêmio maior jamais houve na história. Com efeito, que rei teve nas mãos tecido mais precioso do que aquele Véu? Que general teve bandeira mais augusta? Que gesto de coragem e dedicação foi recompensado com favor mais extraordinário?

Entretanto, há uma graça que vale muito mais do que a de possuir milagrosamente estampada num véu a Santa Face do Salvador. No Véu, a representação da Face divina foi feita como num quadro. Na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana ela é feita como num espelho.

Em suas instituições, em sua doutrina, em suas leis, em sua unidade, em sua universalidade, em sua insuperável catolicidade, a Igreja é um verdadeiro espelho no qual se reflete nosso Divino Salvador. Mais ainda, Ela é o próprio Corpo Místico de Cristo.

E nós, todos nós, temos a graça de pertencer à Igreja, de sermos pedras vivas da Igreja!

Como devemos agradecer este favor! Não nos esqueçamos, porém, de que noblesse oblige. Pertencer à Igreja é coisa muito alta e muito árdua. Devemos pensar como a Igreja pensa, sentir como a Igreja sente, agir como a Igreja quer que procedamos em todas as circunstâncias de nossa vida. Isto supõe um senso católico real, uma pureza de costumes autêntica e completa, uma piedade profunda e sincera. Em outros termos, supõe o sacrifício de uma existência inteira.

E qual é o prêmio? Christianus alter Christus. Eu serei de modo exímio uma reprodução do próprio Cristo. A semelhança de Cristo se imprimirá, viva e sagrada, em minha própria alma.

Ah, Senhor, se é grande a graça concedida à Verônica, quanto maior é o favor que a mim me prometeis!

Peço-Vos força e resolução para, por meio de uma fidelidade a toda prova, verdadeiramente o alcançar.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

VII Estação

Jesus cai pela segunda vez

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Cair, estirar-se ao longo do chão, ficar aos pés de todos, dar pública manifestação de já não ter força, são estas as humilhações a que Vos quisestes sujeitar, Senhor, para minha lição. De Vós ninguém se condoeu. Redobraram as injúrias e os maus tratos. E enquanto isto vossa graça solicitava em vão, no íntimo daqueles corações empedernidos, um movimento de piedade.

Mesmo neste momento, quisestes continuar vossa Paixão para salvar os homens. Que homens? Todos, inclusive os que ali estavam, aumentando de todos os modos a vossa dor.

Em meu apostolado, Senhor, deverei continuar mesmo quando todas as minhas obras estiverem por terra, mesmo quando todos se conjugarem para atacar-me, mesmo quando a ingratidão e a perversidade daqueles a quem quis fazer bem se voltem contra mim.

Não terei a fraqueza de mudar de caminho para agradá-los. Minhas vias só podem ser as vossas, isto é, as vias da ortodoxia, da pureza, da austeridade. Mas, nos vossos caminhos sofrerei por eles. E unidas as minhas dores imperfeitas à vossa dor perfeita, à vossa dor infinitamente preciosa, continuarei a lhes fazer bem. Para que se salvem, ou para que as graças rejeitadas se acumulem sobre eles como brasas ardentes, clamando por punição. Foi o que fizestes com o povo deicida, e com todos aqueles que até o fim Vos rejeitaram.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

VIII Estação

Jesus consola as filhas de Jerusalém

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Não faltaram então almas boas, que percebiam a enormidade do pecado que se praticava, e temiam a justiça divina.

Não presencio eu algum pecado assim? Hoje em dia, não é bem verdade que o Vigário de Cristo é desobedecido, abandonado, traído? Não é bem verdade que as leis, as instituições, os costumes são cada vez mais hostis a Jesus Cristo? Não é bem verdade que se constrói todo um mundo, toda uma civilização baseada sobre a negação de Jesus Cristo? Não é bem verdade que Nossa Senhora falou em Fátima apontando todos estes pecados e pedindo penitência?

Entretanto, onde está essa penitência? Quantos são os que realmente vêem o pecado e procuram apontá-lo, denunciá-lo, combatê-lo, disputar-lhe passo a passo o terreno, erguer contra ele toda uma cruzada de idéias, de atos, de viva força se necessário for? Quantos são capazes de desfraldar o estandarte da ortodoxia absoluta e sem jaça, nos próprios lugares onde pompeia a impiedade, ou a piedade falsa? Quantos são os que vivem em união com a Igreja este momento que é trágico como trágica foi a Paixão, este momento crucial da História, em que uma humanidade inteira está escolhendo por Cristo ou contra Cristo?

Ah, meu Deus, quantos míopes que preferem não ver nem pressentir a realidade que lhes entra olhos a dentro! Quanta calmaria, quanto bem-estar miúdo, quanta pequena delícia rotineira! Quanto saboroso prato de lentilhas a comer!

Dai-me, Jesus, a graça de não ser deste número. A graça de seguir vosso conselho, isto é, de chorar por nós e pelos nossos. Não de um choro estéril, mas de um pranto que se verte aos vossos pés, e que, fecundado por Vós, se transforma para nós em perdão, em energias de apostolado, de luta, de intrepidez.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

IX Estação

Jesus cai pela terceira vez

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Estais, Senhor meu, mais cansado, mais depauperado, mais chagado, mais exangue do que nunca. Que Vos espera? Chegastes ao termo? Não. Precisamente o pior está para suceder. O crime mais atroz ainda está para ser praticado. As dores maiores ainda estão por serem sofridas. Estais por terra pela terceira vez e, entretanto, tudo isto que ficou para trás não é senão um prefácio. E eis que Vos vejo novamente movendo este Corpo que é todo ele uma chaga. O que parecia impossível se opera, e mais uma vez Vos pondes de pé lentamente, se bem que cada movimento seja para Vós mais uma dor. Eis-Vos, Senhor, ereto ainda uma vez… com vossa Cruz. Soubestes encontrar novas forças, novas energias, e continuais. Três quedas, três lições iguais de perseverança, cada qual mais pungente e mais expressiva que a outra.

Por que tanta insistência? Porque é insistente nossa covardia. Resolvemo-nos a tomar nossa cruz, mas a covardia volta sempre à carga. E para que ela ficasse sem pretextos em nossa fraqueza, quisestes Vós mesmo repetir três vezes a lição.

Sim, nossa fraqueza não pode servir-nos de pretexto. A graça, que Deus nunca recusa, pode o que as forças meramente naturais não poderiam.

Deus quer ser servido até o último alento, até a extenuação da última energia, e multiplica nossas capacidades de sofrer e de agir, para que nossa dedicação chegue aos extremos do imprevisível, do inverossímil, do miraculoso. A medida de amar a Deus consiste em amá-Lo sem medidas, disse São Francisco de Sales. A medida de lutar por Deus consiste em lutar sem medidas, diríamos nós.

Eu, porém, como me canso depressa! Nas minhas obras de apostolado, o menor sacrifício me detém, o menor esforço me causa horror, a menor luta me põe em fuga. Gosto do apostolado, sim. De um apostolado inteiramente conforme com minhas preferências e fantasias, a que me entrego quando quero, como quero, porque quero. E depois julgo ter feito a Deus uma imensa esmola.

Mas Deus não se contenta com isto. Para a Igreja, quer Ele toda a minha vida, quer organização, quer sagacidade, quer intrepidez, quer a inocência da pomba mas a astúcia da serpente, a doçura da ovelha mas a cólera irresistível e avassaladora do leão. Se for preciso sacrificar carreira, amizades, vínculos de parentesco, vaidades mesquinhas, hábitos inveterados, para servir a Nosso Senhor, devo fazê-lo. Pois que este passo da Paixão me ensina que a Deus devemos dar tudo, absolutamente tudo, e depois de ter dado tudo ainda devemos dar nossa própria vida.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

X Estação

Jesus despojado de suas vestes

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Tudo, sim, absolutamente tudo. Até vergonha devemos sofrer por amor de Deus e para a salvação das almas.

Aí está a prova. O Puro por excelência foi despido, e os impuros O escarneceram em sua pureza. E Nosso Senhor resistiu às chacotas da impureza.

Não parece insignificante que resista à chacota quem já resistiu a tantos tormentos? Entretanto, mais esta lição nos era necessária. Pelo desprezo de uma criada, São Pedro negou. Quantos homens terão abandonado Nosso Senhor pelo medo do ridículo! Pois se há gente que vai à guerra expor-se a tiros e morte, para não ser escarnecida como covarde, não é bem exato que há certos homens que têm mais medo de um riso do que de tudo?

O Divino Mestre enfrentou o ridículo. E nos ensinou que nada é ridículo quando está na linha da virtude e do bem.

Ensinai-me, Senhor, a refletir em mim a majestade de vosso Semblante e a força de vossa perseverança, quando os ímpios quiserem manejar contra mim a arma do ridículo.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

XI Estação

Jesus pregado na Cruz

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

A impiedade escolheu para Vós, meu Senhor, o pior dos tormentos finais. O pior, sim, pois que é o que faz morrer lentamente, o que produz sofrimentos maiores, o que mais infamava, porque era reservado aos criminosos mais abjetos. Tudo foi aparelhado pelo inferno para Vos fazer sofrer, quer na alma, quer no corpo. Este ódio imenso não contém para mim alguma lição? Ai de mim, que jamais a compreenderei suficientemente se não chegar a ser santo. Entre Vós e o demônio, entre o bem e o mal, entre a verdade e o erro, há um ódio profundo, irreconciliável, eterno. As trevas odeiam a luz, os filhos das trevas odeiam os filhos da luz, a luta entre uns e outros durará até a consumação dos séculos, e jamais haverá paz entre a raça da Mulher e a raça da Serpente… Para que se compreenda a extensão incomensurável, a imensidade deste ódio, contemple-se tudo quanto ele ousou fazer. É o Filho de Deus que aí está, transformado, na frase da Escritura, em um leproso no qual nada existe de são, num ente que se contorce como um verme sob a ação da dor, detestado, abandonado, pregado numa cruz entre dois vulgares ladrões. O Filho de Deus: que grandeza infinita, inimaginável, absoluta, se encerra nestas palavras! Eis, entretanto, o que o ódio ousou contra o Filho de Deus!

E toda a História do mundo, toda a História da Igreja não é senão esta luta inexorável entre os que são de Deus e os que são do demônio, entre os que são da Virgem e os que são da serpente. Luta na qual não há apenas equívoco da inteligência, nem só fraqueza, mas também maldade, maldade deliberada, culpada, pecaminosa, nas hostes angélicas e humanas que seguem a Satanás.

Eis o que precisa ser dito, comentado, lembrado, acentuado, proclamado, e mais uma vez lembrado aos pés da Cruz. Pois que somos tais, e o liberalismo a tal ponto nos desfigurou, que estamos sempre propensos a esquecer este aspecto imprescindível da Paixão.

Conhecia-o bem a Virgem das Virgens, a Mãe de todas as dores, que junto de seu Filho participava da Paixão. Conhecia-o bem o Apóstolo virgem que aos pés da Cruz recebeu Maria como Mãe, e com isto teve o maior legado que jamais foi dado a um homem receber. Porque há certas verdades que Deus reservou para os puros, e nega aos impuros.

Minha Mãe, no momento em que até o bom ladrão mereceu perdão, pedi que Jesus me perdoe toda a cegueira com que tenho considerado a obra das trevas que se trama em redor de mim.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

XII Estação

Jesus morre na Cruz

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Chegou por fim o ápice de todas as dores. É um ápice tão alto, que se envolve nas nuvens do mistério. Os padecimentos físicos atingiram seu extremo. Os sofrimentos morais alcançaram seu auge. Um outro tormento deveria ser o cume de tão inexprimível dor: “Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?” De um certo modo misterioso, o próprio Verbo Encarnado foi afligido pela tortura espiritual do abandono, em que a alma não tem consolações de Deus. E tal foi este tormento, que Ele, de quem os Evangelistas não registraram uma só palavra de dor, proferiu aquele brado lancinante: “Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?”

Sim, por quê? Por que, se era Ele a própria inocência? Abandono terrível, seguido da morte e da perturbação de toda a natureza. O sol se velou. O Céu perdeu seu esplendor. A Terra estremeceu. O véu do Templo de rasgou. A desolação cobriu todo o universo.

Por quê? Para remir o homem. Para destruir o 20pecado. Para abrir as portas do Céu. O ápice do sofrimento foi o ápice da vitória. Estava morta a morte. A Terra purificada era como um grande campo desbastado, para que sobre ela se edificasse a Igreja.

Tudo isto foi, pois, para salvar. Salvar os homens. Salvar este homem que sou eu. Minha salvação custou todo este preço. E eu não regatearei mais sacrifício algum para assegurar salvação tão preciosa. Pela água e pelo Sangue que verteram de vosso divino Lado, pela Chaga de vosso Coração, pelas dores de Maria Santíssima, Jesus, dai-me forças para me desapegar das pessoas, das coisas que me possam distanciar de Vós. Morram hoje, pregadas na Cruz, todas as amizades, todos os afetos, todas as ambições, todos os deleites que de Vós me separavam.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

XIII Estação

Jesus descido da Cruz

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

O repouso do Sepulcro Vos aguarda, Senhor. Nas sombras da morte, abris o Céu aos justos do limbo, enquanto na Terra, em torno de vossa Mãe, se reúnem uns poucos fiéis para Vos tributar honras funerárias. Há no silêncio destes instantes uma primeira claridade de esperança que nasce. Estas primeiras homenagens que Vos são prestadas são o marco inaugural de uma série de atos de amor da humanidade redimida, que se prolongarão até o fim dos séculos.

Quadro de dor, de desolação, mas de muita paz. Quadro em que se pressagia algo de triunfal nos cuidados indizíveis com que vosso divino Corpo é tratado.

Sim, aquelas almas piedosas se condoíam, mas algo nelas lhes fazia pressentir em Vós o Triunfador glorioso.

Possa eu também, Senhor, nas grandes desolações da Igreja, ser sempre fiel, estar presente nas horas mais tristes, conservando inabalável a certeza de que vossa Esposa triunfará pela fidelidade dos bons, pois que A assiste a vossa proteção.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

XIV Estação

Jesus posto no sepulcro

V. Nós vos adoramos ó Cristo e vos bendizemos.

R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

Correu-se a laje. Parece tudo acabado. É o momento em que tudo começa. É o reagrupamento dos Apóstolos. É o renascer das dedicações, das esperanças. A Páscoa se aproxima.

Ao mesmo tempo, o ódio dos inimigos ronda em torno do sepulcro e de Maria Santíssima e dos Apóstolos.

Mas Eles não temem. E em pouco raiará a manhã da Ressurreição.

Possa também eu, Senhor Jesus, não temer. Não temer quando tudo parecer perdido irremediavelmente. Não temer quando todas as forças da Terra parecerem postas em mãos de vossos inimigos. Não temer porque estou aos pés de Nossa Senhora, junto da qual se reagruparão sempre, e sempre mais uma vez, para novas vitórias, os verdadeiros seguidores da vossa Igreja.

Pai nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

V. Tende piedade de nós Senhor. R. Tende piedade.

V. Pela misericórdia de Deus descansem as almas dos fiéis defuntos.. R. Amém.

A importância da Oração ao Espírito Santo

Talvez você não se dê conta, mas rezar a Oração ao Espírito Santo é de muita importância e pode mudar a sua vida! Não digo somente esta oração, mas sim de todas as orações que você possa rezar.

A oração é um meio necessário e seguro para obter a salvação e todas as graças que para tanto são necessárias. Eu não tenho esta possibilidade, mas se eu pudesse, quereria imprimir tantas cópias deste livro quantos são os cristãos que vivem sobre a terra e entregá-las a cada um deles.

E o que mais me aflige é ver que os padres pouco se preocupam em o explicar aos seus fiéis. E que também os livros de religião que hoje em dia correm pelas mãos dos cristãos não o explicam suficientemente. E isto quando na verdade todos os padres e todos os livros deveriam falar com insistência sobre a oração.

É verdade que eles ensinam meios excelentes para conservarem a graça de Deus, como fugir das ocasiões, frequentar os Sacramentos, e outros, todos utilíssimos.

Mas para que servirão as pregações, as meditações, e todos os outros meios de que falam os mestres do espírito, sem a oração, se o Senhor já declarou que não quer conceder a sua graça a não ser aos que oram?

Pedi e recebereis

São palavras de Jesus. Sem a oração, falando do ponto de vista da providência ordinária, serão inúteis todas as meditações que fizermos, todos os nossos propósitos, todas as nossas promessas.

Se não orarmos seremos sempre infiéis a todas as luzes que recebermos de Deus e a todas as promessas que fizermos.

A razão é porque, para fazer o bem de fato, para vencer as tentações, para por em prática as virtudes, ou seja, em uma palavra, para observar integralmente os mandamentos de Deus, não são suficientes as luzes que nós recebemos, nem as considerações e os propósitos que fazemos, mas além disso é necessária a ajuda constante de Deus.

As luzes recebidas, as considerações e os bons propósitos servem para que nos perigos e nas tentações de transgredir a lei de Deus nós de fato oremos e com a oração alcancemos o auxílio divino que nos preserve do pecado; mas se então não orarmos, estaremos perdidos.

Por isso, que eu falei em agradecer ao Senhor; porque é uma misericórdia muito grande a que Ele faz para com as pessoas a quem Ele dá a luz e a graça para orarem. Espero daqueles que tiverem lido esta obra que nunca mais desanimem e se esqueçam de recorrerem sempre a Deus por meio da oração quando se virem tentados a ofendê-lO.

Siga-nos nesta Nova Evangelização

Se você deseja acompanhar nossas campanhas de evangelização e de caridade, você poderá fazê-lo seguindo nosso site mas também através das Mídias Sociais como o Facebook, o Instagram e também o Youtube.

Rua Virgílio Rodrigues, 44 – Tremembé

CEP 02372-020 – São Paulo – SP

CNPJ da mantenedora: 60.758.505/0001-41

Campanha Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!

Anunciação do Senhor – 25 de Março

Anunciação do Senhor

Eu vos saúdo, ó criatura perfeitíssima!

Digamos hoje devotamente com o arcanjo Gabriel: Ave Maria, gratia plena. Eu vos saúdo, ó criatura perfeitíssima! Eu vos saúdo, virgem puríssima! Eu vos saúdo, ó Maria, cheia de graça, de beleza, de perfeição, de méritos perante o trono do Eterno; cheia de graça, de bondade, de amor, de misericórdia pelos vossos filhos que gemem ainda neste vale de lágrimas, por nós, pobres pecadores!

Vos saúdo, ó Maria, cheia de graça, de beleza, de perfeição

Eu vos saúdo com o anjo Gabriel; eu vos saúdo com ele por todos os anjos e arcanjos, por todos os tronos e dominações, por todos os querubins e serafins; eu vos saúdo com esse enviado de Deus, por Deus mesmo, pelo Pai que vos escolheu hoje por sua mãe, pelo Espírito Santo que vos escolheu hoje por esposa. Eu vos saúdo, enfim, ó Maria, permiti-mo, eu vos saúdo por mim e por todos os pecadores, cuja redenção é tratada hoje entre Vós e Deus.

Quem poderá compreender a honra que dais neste dia a Maria

Meu Deus, quem poderá compreender a honra que dais neste dia a Maria! Enviais-lhe vosso embaixador, um dos primeiros príncipes de vossa corte. E lhe enviais não somente para saudá-la e celebrar-lhe os louvores, mas para tratar com ela do grande mistério de vossa sabedoria e vossa misericórdia, da redenção dos homens e da glorificação de vosso nome em todos os séculos.

Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo vossa palavra

Para tratar com Ela de grandes coisas e obter-lhe o consentimento. Ela hesita, pensa, opõe como obstáculo a virgindade que prometeu ao Senhor. É necessário que o arcanjo lhe assegure que, por um milagre único de vosso poder, se tornará Mãe sem perder a virgindade. E só então Ela consentiu em aceitar a honra incomparável da maternidade divina, dizendo com profunda humildade: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo vossa palavra.”

Minha alma, mergulha no abismo da admiração

Era esse humilde consentimento que as três pessoas divinas esperavam. O Pai Eterno para lhe comunicar a honra inefável de gerar no tempo aquele que ele gera em toda a eternidade. O Filho, para tomar, em seu seio puríssimo, a carne inocente que devia imolar sobre a Cruz, o Espírito Santo, para operar Nela o mais estonteante de todos os mistérios. Ó minha alma, mergulha no abismo da admiração!

Que podem todos os anjos em comparação do que Deus fez por vós?

Ó Maria, não apenas Deus vos eleva hoje a uma dignidade incomparável, como também vos faz digna por sua graça e misericórdia. Depois disso, que poderei fazer eu para vos louvar, vos bendizer, vos amar dignamente? Que podem todos os homens? Que podem todos os anjos em comparação do que Deus fez por vós?

Depois de Deus, sois Vós que eu amo

Ó Maria que vos direi? Meu coração está cheio, tão cheio, que não sei o que vos dizer. Depois de Deus, sois Vós que eu amo, sóis Vós que honro, sois Vós que quero servir. Depois de Deus, sois Vós o meu amor, minha alegria, minha felicidade no tempo e na eternidade.

Ave Maria puríssima, sem pecado concebida!

Com Santo ladrão, chamado “Dimas”, segundo a tradição, que na cruz professou a fé em Cristo e mereceu ouvir d’Ele estas palavras: «Hoje estarás comigo no Paraíso».

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 25

2. Comemoração do santo ladrão, chamado “Dimas”, segundo a tradição, que na cruz professou a fé em Cristo e mereceu ouvir d’Ele estas palavras: «Hoje estarás comigo no paraíso».

3. Em Nicomedia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, São Dula, mártir.(† data inc.)

4. Em Roma, no cemitério de Ponciano, junto à Via Portuense, São Quirino, mártir.(† data inc.)

5. Em Tessalônica, cidade da Macedônia, na atual Grécia, Santa Matrona, mártir, que, sendo serva de uma mulher da Judeia, secretamente seguia a fé de Cristo; descoberta pela sua senhora, foi atormentada com vários suplícios; finalmente, flagelada até à morte, confessando o nome de Cristo entregou incorrupto o seu espírito a Deus.(† data inc.)

6. Em Milão, na Transpadânia, hoje na Lombardia, região da Itália, São Mona, bispo.(† c. 300)

7. Na ilha de Indre, próximo de Nantes, na França, Santo Hermelando, que passou da corte régia ao mosteiro de Fontenelle e depois foi o primeiro abade do mosteiro do lugar.(† c. 720)

8. Em Mâmmola, próximo de Gerace, na Calábria, região da Itália, São Nicodemos, eremita, que foi mestre de vida monástica, insigne pela sua austeridade e grandes virtudes.(† 990)

9. Em Sázava, na Boémia, atualmente na Chéquia, São Procópio, que, deixando a esposa e o filho, se consagrou à vida eremítica, depois dirigiu o mosteiro por ele fundado neste lugar e celebrou os louvores divinos no rito grego e em língua eslava.(† 1053)

10. Em Schaffhausen, na Suábia, atualmente na Alemanha, o Beato Everardo, conde de Nellenburg, que abraçou a vida monástica no cenóbio de Todos os Santos por sua intervenção construído.(† 1078)

11. Em Costacciaro, na Úmbria, região da Itália, o Beato Tomás, eremita, que passou sessenta e cinco anos de vida anacorética e ensinou outros a seguir o mesmo caminho espiritual.(† 1337)

12. Em York, na Inglaterra, Santa Margarida Clitherow, mártir, que, com o assentimento do esposo, aderiu à fé católica, nela educou os filhos e se prontificou a esconder em sua casa os sacerdotes perseguidos; por isso foi presa várias vezes, no reinado de Isabel I, e recusando defender a sua causa no tribunal, para que não pesasse sobre a consciência dos conselheiros do juiz o remorso de uma condenação à morte, foi esmagada sob um enorme peso até a morte por Cristo.(† 1586)

13. Em Winton, também na Inglaterra, o Beato Jaime Bird, mártir, que, sob o governo da mesma rainha, com dezanove anos de idade e recentemente convertido à fé católica, por ter recusado participar numa liturgia herética mereceu entrar na celebração do culto celeste.(† 1592)

14. Em Montefiascone, na Toscana, hoje no Lácio, região da Itália, Santa Lúcia Filippíni, fundadora do Instituto das Piedosas Mestras, destinado a promover a formação das jovens e mulheres, principalmente as mais pobres.(† 1732)

15. Em Niederweinigen, próximo de Essen, na Alemanha, a Beata Maria Rosa Flesch (Margarida Flesch), virgem, fundadora do Instituto das Irmãs Franciscanas de Santa Maria dos Anjos.(† 1906)

16. Em Roma, junto de São Paulo, na Via Ostiense, o Beato Plácido Riccárdi, presbítero da Ordem de São Bento, que, atormentado por contínuas febres, enfermidades e paralisia, seguiu indefectivelmente a observância regular e a oração e ensinou aos outros a mesma atitude exemplar.(† 1915)

17. Em Chervonohrad, cidade próxima de L’viv, na Ucrânia, a Beata Josafata (Miquelina Hordáshevska), virgem, que, no Instituto das Irmãs Servas de Maria Imaculada por ela fundado, se dedicou a fazer o bem onde houvesse maior necessidade.(† 1919)

18. Em Ein Keren, próximo de Jerusalém, Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas, virgem, fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas do Santíssimo Rosário de Jerusalém.(† 1927)

19. Em Majdanek, cidade próxima de Lublin, na Polônia, o Beato Emiliano Kovc, presbítero e mártir, que, durante a guerra, deportado para um campo de concentração, pelo combate da fé alcançou a vida eterna.(† 1944)

20. No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, cidade a Baviera, na Alemanha, o Beato Hilário Januszewski, presbítero da Ordem dos Irmãos Descalços de Nossa Senhora do Carmo e mártir, que, durante a guerra, deportado da Polônia para um cárcere estrangeiro pelo nome de Cristo, morreu contagiado pela tuberculose na assistência aos enfermos, deixando um insigne testemunho de fé e caridade.(† 1945)

Anunciação do Senhor – Solenidade | Terça-feira

Primeira Leitura (Is 7,10-14;8,10)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Naqueles dias, 10 o Senhor falou com Acaz, dizendo: 11 “Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”. 12 Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. 13 Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? 14 Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, 8,10 porque Deus está conosco.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 39(40),7-8a.8b-9.10,11 (R. 8a.9a)

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, E então eu vos disse: “Eis que venho!” 

— Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”

— Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! 

— Proclamei toda a vossa justiça, sem retê-la no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembleia. 

Evangelho (Lc 1,26-38)

— Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!

— A Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse:”Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

3ª Semana da Quaresma | Segunda-feira

Primeira Leitura (2Rs 5,1-15a)

Leitura do Segundo Livro dos Reis

Naqueles dias, 1 Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso. 2 Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3 Disse ela à sua senhora: “Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!” 4 Naamã foi então informar o seu senhor: “Uma moça do país de Israel disse isto e isto”. 5 Disse-lhe o rei de Aram: “Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel”. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6 E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: “Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra”. 7 O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: “Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim”. 8 Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes,mandou dizer-lhe: “Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saibas que há um profeta em Israel”. 9 Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. 10 Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”. 11 Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12 Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado. 13 Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo'”. 14 Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado. 15a Em seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: “Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda a terra, senão o que há em Israel!”

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 41(42),2.3;Sl 42(43),3.4 (R. 41[42],3)

— Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

— Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus? 

— Assim como a corça suspira pelas águas correntes,suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus! 

— A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo.Quando terei a alegria de ver a face de Deus? 

— Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia;que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada! 

— Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus! 

Evangelho (Lc 4,24-30)

— Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!

— No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga:24 “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo:no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santa Catarina da Suécia, Viúva, Abadessa – 24 de Março

Santa Catarina da Suécia, Viúva, Abadessa

Filha de Santa Brígida

Aparentada com a casa reinante e rica de muitas terras, filha de santa Brígida

Nasceu num lar de gente aparentada com a casa reinante e rica de muitas terras. Seu pai, Ulfo Gadmarsson, membro do Conselho Real e governador da região de Narke, era um fervoroso cristão, sua mãe, santa Brígida, patrona da Europa, ensinava-lhe como aos outros sete filhos as vias da espiritualidade, sobretudo através de leituras bíblicas e do exemplo dos santos cujas vidas estavam constantemente sob o seu olhar.

Casou-se aos 14 anos, mas se mantiveram virgens

Educada desde tenra idade, na abadia de Bisberg, aos catorze anos, foi, segundo as normas da gente fidalga naquela época, dada em casamento a Edgar, de nobre linhagem e fervoroso católico. Catarina aceitou este matrimônio, mas fez saber ao marido a sua intenção de permanecer virgem, promessa que ele respeitou durante os sete anos que viveu com ela.

Com a mãe se dedicou na reforma das Igreja

Estava esta bem-aventurada mulher em Roma, para ganhar o jubileu de 1350, quando recebe a notícia da morte do marido. Como aí se encontrava sua mãe, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador, desejosa de cooperar na reforma da Igreja tão pouco empenhada no serviço de Deus, nessa época, quando os Papas viviam em Avinhão, permaneceu com ela, durante vinte e três anos, secundando as suas iniciativas e propósitos.

No mosteiro, a existência desenrola-se nas práticas de penitência, jejuns, orações quase contínuas e obras de caridade, dando um admirável exemplo a toda a comunidade.

Fez-se peregrina para sentir amor a Cristo

Em 1372, faz-se, com a mãe, peregrina dos lugares santos. Vive na Palestina, a Terra do Evangelho como costuma denominá-la, durante meio ano, haurindo um amor entranhado a Jesus Cristo, apoiada pela contemplação dos espaços, onde decorreram os acontecimentos da salvação.

Em Roma, morre-lhe a mãe, no dia 23 de Julho de 1373. Decide acompanhar os seus restos mortais até Vadstena, onde a sepulta, e tomar a direção da comunidade aí sediada.

Volta, de novo, a Roma a fim de apressar a canonização de sua mãe e obter do Papa a aprovação definitiva da Ordem monástica por ela fundada.

Com Santa Catarina de Siena lutou pelo Papa de Roma

Nesse ínterim, enquanto habitava a casa, onde vivera Santa Brígida, na Praça Farnese, contatou com gradas figuras da Igreja, entre as quais Santa Catarina de Sena e interveio na triste polêmica do cisma do Ocidente entre o Papa Urbano VI e o antipapa Clemente VII. Lutou a favor do Papa de Roma e juntamente com a sua homônima de Sena conseguiu pacificar as intrigas da cidade eterna.

Morre com um prestígio admirável

Em 1380, encontramo-la no mosteiro de Vadstena, no seu posto de abadessa. Aí morre a 24 de Março de 1381, por entre um prestígio admirável donde ressalta não apenas a sua santidade como ainda a prudência, na condução dos negócios da Igreja.

Seguindo o exemplo da mãe, deixou alguns tratados inéditos de conteúdo místico, onde trata vários assuntos práticos do caminho espiritual.

Venerada como santo pelos muitos milagres

Embora nunca se houvesse celebrado oficialmente a cerimônia de sua canonização, tão pedida pela nobreza sueca a Sixto IV, o povo sempre a venerou, por causa dos muitos milagres acontecidos junto da sua tumba. Clemente VIII autorizou a trasladação do seu corpo e daí o seu culto.

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

Oração – Que possamos ser, a exemplo de Brígida e Catarina, modelos de santidade e fidelidade a vossa doutrina perante os nossos. Dai-nos a graça de, com alegria e paz, semearmos o vosso reino entre aqueles que nos recomendastes. Amém.

Catarina: Significa “pura”, “casta”. Tem origem no nome grego Aikaterhíne, que deriva da palavra katharós, que significa “pura, casta”.

Com Beato Diogo José de Cádis (Francisco José López-Caamaño), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 24

1. Em Cesareia da Palestina, os santos mártires Timolau, Dionísio, Páusides, Rômulo, Alexandre e outro Alexandre, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, conduzidos de mãos atadas ao prefeito Urbano, confessaram ser cristãos e, poucos dias depois, foram decapitados com os companheiros Agápio e outro Dionísio, merecendo assim as coroas da vida eterna.(† 303)

2. Na Mauritânia, no território atualmente da Argélia, Santo Secúndulo, que sofreu o martírio pela fé em Cristo.(† data inc.)

3. Em Clogher, na Hibérnia, atual Irlanda, São Mac Cairthind, bispo, que é considerado discípulo de São Patrício.(† s. V)

4. Em Catânia, na Sicília, região da Itália, São Severo, bispo.(† 814)

5. Em Fabriano, no Piceno,  Marcas, região da Itália, o Beato João del Bastone, presbítero e monge, companheiro de São Silvestre, abade.(† 1290)

6. Em Valdstena, na Suécia, Santa Catarina, virgem, filha de Santa Brígida, que, dada em casamento contra a sua vontade, conservou a virgindade de comum acordo com seu esposo e, após a morte dele, se consagrou à vida de piedade. Peregrina de Roma e da Terra Santa, trasladou os restos mortais de sua mãe para a Suécia e depositou-os no mosteiro de Valdstena, onde ela mesma tomou o hábito monástico.(† 1381)

7. Em Ronda, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Diogo José de Cádis (Francisco José López-Caamaño), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pregador insigne e intrépido defensor da liberdade da Igreja.(† 1801)

8. Em Faícchio, localidade de Benevento, na Itália, a Beata Maria Serafina do Sagrado Coração (Clotilde Michele), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs dos Anjos, Adoradoras da Santíssima Trindade.(† 1911)

9. Em Pniewite, junto de Gdansk, na Polônia, a Beata Maria Karlowska, virgem, que, para reconduzir as jovens e mulheres indigentes e de vida dissoluta à dignidade de filhas de Deus, fundou a Congregação das Irmãs do Divino Pastor da Divina Providência.(† 1935)

10. Em San Salvador, cidade de El Salvador, o Beato Óscar Arnulfo Romero Galdámez, bispo e mártir, que, tendo dedicado a sua solicitude pastoral especialmente aos pobres e oprimidos, foi assassinado em ódio à fé cristã.(† 1980)

3º Domingo da Quaresma | Domingo

Primeira Leitura (Ex 3,1-8a.13-15)

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, 1 Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb. 2 Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: 3 “Vou aproximar-me desta visão extraordinária, para ver porque a sarça não se consome”. 4 O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: “Moisés! Moisés!” Ele respondeu: “Aqui estou”. 5 E Deus disse: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”. 6 E acrescentou: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus. 7 E o Senhor lhe disse: “Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. 8a Desci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel”. 13 Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós'”. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’ o que lhes devo responder?” 14 Deus disse a Moisés: “Eu Sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu sou’ enviou-me a vós”. 15 E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 102(103),1-2.3-4.8.11 (R. 8a)

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor,e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

— Pois ele te perdoa toda culpa,e cura toda a tua enfermidade; a sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.

— O Senhor é indulgente, é favorável,é paciente, é bondoso e compassivo.Quanto os céus por sobre a terra se elevam tanto é grande o seu amor aos que o temem. 

Evangelho (Lc 13,1-9)

— Glória e louvor a vós, ó Cristo.

— Convertei-vos, nos diz o Senhor, porque o Reino dos céus está perto.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

1 Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2 Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3 Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4 E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5 Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. 6 E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7 Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ 8 Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9 Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Santo Turíbio de Mongrovejo, Bispo, Apóstolo e Padroeiro do Peru – 23 de Março

Santo Turíbio de Mongrovejo, Bispo, Apóstolo e Padroeiro do Peru

De berço nobre e rico

Nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e foi membro da Inquisição.

Sua vida era pautada pela honestidade e lisura

Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério, quando foi nomeado Arcebispo para a América espanhola, pelo Papa Gregório XIII, atendendo um pedido do rei Felipe II, da Espanha, que tinha muita estima por Toríbio.

Um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio

O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens de uma só vez até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580, ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis, chamada depois Lima, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade. E, foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio.

Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça

Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça, diante dos opressores.

Realizou dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola

Apoiado pela população, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembleias e sínodos, convocando todos os habitantes para a evangelização. Sob sua direção, foram realizados dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola até o século XX. Inclusive, o Sínodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao célebre Concílio de Trento. Conta-se que neste sínodo, com fina ironia, Toríbio desafiou os espanhóis, que se consideravam tão inteligentes, a aprenderem uma nova língua, a dos índios.

Percorrera 15.000km, administrando a crisma a 60 mil fiéis (entre eles três santos: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres)

Em 1594, fazia sua terceira visita diocesana e nessa oportunidade escreveu um relatório a Filipe II, rei da Espanha. Percorrera 15.000km, administrando a crisma a 60 mil fiéis (entre eles três santos: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres).

Fundou o primeiro seminário das Américas

Turíbio fundou o primeiro seminário das Américas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do próprio corpo, aos pobres e aos que o serviram, gesto, que revelou o conteúdo de toda sua vida. Faleceu no dia 23 de março de 1606, na pequena cidade de Sanã, Peru. Foi canonizado em 1726, pelo Papa Bento XIII, que declarou São Turíbio de Mongrovejo “apóstolo e padroeiro do Peru”, para ser celebrado no dia do seu trânsito.

Apóstolo do Peru e novo Ambrósio e que Bento XIV comparou a São Carlos Borromeu

A situação da América Latina hoje seria bem diferente se os seus sucessores e todos os cristãos tivessem nutrido os mesmos sentimentos e coerências daquele que foi chamado o Apóstolo do Peru e novo Ambrósio e que Bento XIV comparou a São Carlos Borromeu.

São Turíbio de Mongrovejo, rogai por nós!

Oração – São Turíbio de Mongrovejo, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, daí-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Amém.

Turíbio é um nome predominantemente masculino, de origem Grega que significa “Ruidoso, estrepitoso”

Nota: Também encontrado como Toríbio de Mogrovejo

Com Santa Rebeca ar-Rayyas de Himlaya, virgem da Ordem Libanesa das Maronitas de Santo António, que, vivendo cega durante trinta anos e depois atingida por outras enfermidades em todo o corpo, perseverou na oração contínua, confiando só em Deus.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 23

São Turíbio de Mogrovejo, bispo de Lima, no Peru, que era um leigo natural da Espanha, perito em jurisprudência, quando foi eleito para esta sede episcopal e partiu para a América. Animado de ardente zelo apostólico, percorreu frequentemente a vasta diocese, muitas vezes a pé, velando assiduamente pelo rebanho que lhe foi confiado; combateu com sínodos os abusos e escândalos no clero, defendeu vigorosamente a Igreja, catequizou e converteu os povos nativos e finalmente morreu em Saña, no Peru.(† 1606)

2. Na Cornualia, em território atualmente da Inglaterra, São Fingar ou Guinhero, mártir.(† c. 460)

3. Comemoração dos santos mártires Vitoriano, pro cônsul de Cartago, na atual Tunísia, dois irmãos naturais de Aquae Régiae e também dois mercadores cartagineses, ambos chamados Frumêncio, os quais, durante a perseguição dos Vândalos, sob o governo do rei Hunerico, por perseverarem na confissão da fé cristã foram torturados com terríveis suplícios e assim receberam a coroa gloriosa.(† 484)

4. Em Pontoise, perto de Paris, na França, São Gualter, primeiro abade do mosteiro desta localidade, que, renunciando à sua inclinação para a vida solitária, ensinou aos monges com o seu exemplo a observância regular e combateu os costumes simoníacos no clero.(† 1095)

5. Em Ariano Irpino, na Campânia, região da Itália, Santo Otão, eremita.(† c. 1120)

6. Em Gúbbio, na Úmbria, também região da Itália, o Beato Pedro, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho.(† c. 1306)

7. Em York, na Inglaterra, o Beato Edmundo Sykes, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, sofreu o exílio em ódio ao sacerdócio e, tendo regressado à Inglaterra, foi condenado ao extremo suplício do patíbulo.(† 1587)

8. Em Naas, localidade próxima de Dublim, na Irlanda, o Beato Pedro Higgins, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, no reinado de Carlos I, foi enforcado sem processo por perseverar na fidelidade à Igreja Romana.(† 1642)

9. Em Barcelona, na Espanha, São José Oriol, presbítero, que, pela mortificação corporal, pelo exímio culto da pobreza e pela oração contínua, vivia sempre em estreita união com Deus e animado de alegria celeste.(† 1702)

10. Em Cemmo, povoação da Lombardia, na Itália, a Beata Anunciada Cochétti, que dirigiu com sabedoria, fortaleza e humildade o Instituto das Irmãs de Santa Doroteia recentemente fundado.(† 1882)

11. Em ad-Dahr, no Líbano, Santa Rebeca ar-Rayyas de Himlaya, virgem da Ordem Libanesa das Maronitas de Santo Antônio, que, vivendo cega durante trinta anos e depois atingida por outras enfermidades em todo o corpo, perseverou na oração contínua, confiando só em Deus.(† 1914)

12. Em Leopoldov, na Eslováquia, o Beato Metódio Domingos Trcka, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor e mártir, cuja peregrinação sobre a terra, em tempo de perseguição da fé, se transformou em vida eterna com o seu glorioso martírio.(† 1959)

Santa Léia (ou Lia), Viúva, Religiosa – 22 de Março

Santa Léia (ou Lia), Viúva, Religiosa

Rica romana, amiga de Santa Marcela

Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume da época, para se juntar a Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período (384), na cidade eterna.

Recusou o fausto por uma cela

Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência.

Passava noites inteiras em oração

A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Léia foi eleita Madre superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranquilidade e a mesma humildade.

Morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o cônsul, rejeitado por ela.

Esses poucos dados sobre Léia estão contidos numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384. Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o cônsul, rejeitado por ela.

Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na residência romana.

Léia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória

Na carta, que ele enviou a essas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Léia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade.

Trocara primeira dama romana pela abnegação de monja

Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver, na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.

Elogiada por São Jerônimo.

Santa Léia, rogai por nós!

Oração Rogamos, pelo exemplo de Santa Léia, que embora fosse superiora colocou-se como escrava das outras religiosas, saibamos também nós encontrarmos alegria em servir e em todas as circunstâncias exercer a verdadeira caridade. Amém

Leia: Significa “nascida ou habitante do prado”; “vaca selvagem”. Tem origem no nome hebraico Leah, que significa “vaca selvagem”, e está relacionado com a palavra árabe láan.

Com Santo Epafrodito, a quem o Apóstolo São Paulo chama irmão, colaborador e companheiro de combate.

Beato Clemente Augusto Graf von Galen, bispo, lutou contra o nazismo. Pela sua coragem foi chamado “o leão de Münster”.

Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT

Março 22

1. Comemoração de Santo Epafrodito, a quem o apóstolo São Paulo chama irmão, colaborador e companheiro de combate.

2. Perto de Narbonne, cidade do litoral da Gália, hoje na França, junto da Via Domícia, o sepultamento de São Paulo, bispo.(† s. III)

3. Na Galácia, na atual Turquia, os santos Calínico e Basilissa, mártires.(† data inc.)

4. Em Ancara, também na Galácia, São Basílio, presbítero e mártir, que, durante todo o mandato do imperador Constâncio, resistiu fortemente aos arianos, e em seguida, no tempo do imperador Juliano, tendo orado a Deus para que nenhum cristão se afastasse da fé, foi preso e entregue ao pro cônsul da província e, depois de muitos tormentos, consumou o seu martírio.(† 362)

5. Comemoração de Santa Lia, viúva romana, cujas virtudes e partida deste mundo para Deus receberam os louvores de São Jerônimo.(† c. 383)

6. Em Ósimo, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Benvindo Scotívoli, bispo, que, eleito pelo papa Urbano IV para esta sede, conciliou a paz entre os cidadãos e, conforme o espírito dos Frades Menores, quis morrer sobre a terra nua.(† 1282)

7. Em Londres, na Inglaterra, São Nicolau Owen, religioso da Companhia de Jesus e mártir, que durante muitos anos construiu refúgios para esconder os sacerdotes; e por isso, no reinado de Jaime I, depois de ser encarcerado e durissimamente torturado e finalmente lançado no cavalete, foi gloriosamente ao encontro de Cristo Senhor.(† 1606)

8. Em Angers, na França, o Beato Francisco Chartier, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, morreu decapitado em ódio ao sacerdócio. († 1794)

9. No campo de concentração de Stutthof, perto de Gdansk, na Polônia, os beatos Mariano Górecki e Bronislau Komorowski, presbíteros e mártires, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sequazes de uma doutrina hostil à religião, foram fuzilados em ódio à fé cristã.(† 1940)

10. Em Münster, na Alemanha, o Beato Clemente Augusto Graf von Galen, bispo, que refletiu entre o clero e o povo a imagem evangélica do bom Pastor; lutou abertamente conta os erros do nacional-socialismo e contra a violação dos direitos do homem e da Igreja e pela sua coragem foi chamado “o leão de Münster.(† 1947)

2ª Semana da Quaresma | Sábado

Primeira Leitura (Mq 7,14-15.18-20)

Leitura da Profecia de Miquéias

14 Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados; que eles desfrutem a terra de Basã e Galaad, como nos velhos tempos. 15 E, como foi nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. 18 Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. 19 Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados. 20 Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

Responsório Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8a)

— O Senhor é indulgente e favorável.

— O Senhor é indulgente e favorável.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! 

— Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade;da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão; 

— Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. 

— Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. 

Evangelho (Lc 15,1-3.11-32)

— Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!

— Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

 

Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11 “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome’. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

2ª Semana da Quaresma | Sexta-feira

Primeira Leitura (Gn 37,3-4.12-13a.17b-28)

Leitura do Livro do Gênesis

3 Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas longas. 4 Vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 12 Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai em Siquém, 13a disse Israel a José: “Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles”. 17b Partiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18 Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19 Disseram entre si: “Aí vem o sonhador! 20 Vamos matá-lo e lança-lo numa cisterna, depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos”. 21 Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22 “Não lhe tiremos a vida!” E acrescentou: “Não derrameis sangue, mas lançai-o naquela cisterna do deserto, e não o toqueis com as vossas mãos”. Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23 Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da túnica de mangas longas, pegaram nele 24 e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25 Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito. 26 E Judá disse aos irmãos: “Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27 É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos, pois ele é nosso irmão e nossa carne”. Concordaram os irmãos com o que dizia. 28 Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito.

– Palavra do Senhor.

Responsório Sl 104(105),16-17.18-19.20-21 (R. 5a)

— Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

— Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

— Mandou vir, então, a fome sobre a terra e os privou de todo pão que os sustentava; um homem enviara à sua frente, José que foi vendido como escravo. 

— Apertaram os seus pés entre grilhões e amarraram seu pescoço com correntes, até que se cumprisse o que previra, e a palavra do Senhor lhe deu razão. 

— Ordenou, então, o rei que o libertassem, o soberano das nações mandou soltá-lo;fez dele o senhor de sua casa,e de todos os seus bens o despenseiro.

Evangelho (Mt 21,33-43.45-46)

— Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

— Deus o mundo tanto amou que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33 “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35 Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36 O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37 Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38 Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39 Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40 Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” 41 Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42 Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’ 43 Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. 45 Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46 Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.