Tempo do Natal depois da Epifania | Sexta-feira

Primeira Leitura (1Jo 5,5-13)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, 5 quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6 Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue). E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade. 7 Assim, são três que dão testemunho: 8 o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes. 9 Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho dentro de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11 E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12 Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho, não tem a vida. 13 Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 147(147B),12-13.14-15.19-20 (R. 12a)

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Glorifica o Senhor, Jerusalém! O Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.

— A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz.

— Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. 

 

Evangelho (Lc 5,12-16)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13 Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado.” E, imediatamente, a lepra o deixou. 14 E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. 15 Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Guilherme de Bourges, Bispo – 10 de Janeiro

São Guilherme de Bourges, Bispo

Filho de Conde e neto de Santo

Era filho dos condes de Nervers e neto de Pedro, o eremita. Sua educação foi muito religiosa. Desde a infância mostrou o desejo de dedicar a sua vida à serviço de Cristo. Mais tarde, com a vocação definida se consagrou sacerdote e foi nomeado o vigário geral de Soissons e depois de Paris.

Monge de Cister

Entretanto, assim como seu avô, decidiu deixar a vida da sociedade para se retirar à solidão santa. A princípio foi para o mosteiro de Gradmont, mas depois ingressou para a Ordem de Cister e se tornou um monge.

Abade em várias abadias famosas

Muito preparado espiritualmente e com uma imensa bagagem cultural, foi sucessivamente abade de Pontigny, de Fontaine-Jean, na diocese de Soissons, e finalmente em Chaalis.

Arcebispo por sorteio

Entretanto a morte do arcebispo de Bourges em setembro de 1200 ocasionou uma grande discussão para  se saber quem seria designado como sucessor. Para acabar com as divergências foi chamado o bispo de Paris, Otto, o qual, depois de haver rezado ao Senhor, resolveu sortear o cargo e o vencedor foi Guilherme.

Foi sob todos os pontos de vista um modelo para o seu rebanho

Guilherme aceitou mesmo contra a vontade esta designação, se tornando assim o bispo de Bourges. Como novo pastor se ocupou ativamente da sua diocese dando prova de piedade, firmeza, de bondade e humanidade. Foi sob todos os pontos de vista um modelo para o seu rebanho. A sua fama era tal que a nação francesa, e a universidade de Paris, o escolheram como patrono.

Morreu na véspera de partir para a Cruzada

Combateu a heresia dos albigenses, que pregavam uma doutrina contrária à do cristianismo, através das orações. Durante o pontificado de Inocêncio III, pediu para participar e seguir com a sua cruzada, sendo prontamente autorizado por ele. Quando se preparava para partir ficou muito doente, morrendo no dia 10 de janeiro de 1209.

Seus milagres levaram-no aos altares

Os milagres que se verificaram por sua intercessão logo após o seu falecimento o levaram à canonização, que foi concedida após oito anos de sua morte em 17 de maio de 1218, pelo papa Honório III.

Uma urna de ouro recebeu seu corpo

O seu corpo foi colocado em uma urna de ouro e transferido para a sepultura em frente do altar maior da catedral de Bourges. Algumas relíquias foram doadas à abadia de Chaalis e à igreja de São Leodegário em Alvernia.

Relíquias dispersas pelos calvinista, pela Revolução Francesa e pelos uguenotes

Depois com a perseguição dos calvinistas elas foram jogadas e dispersadas, mas em seguida, recolhidas pela população alverniense, para em 1793, serem novamente dispersadas.

Os uguenotes, por sua vez, haviam queimado, aquelas remanescentes da catedral de Bourges e de Chaalis e jogado as cinzas ao vento. São Guilherme de Bourges, como ficou conhecido, é festejado no dia 10 de janeiro, o mesmo dia em que morreu.

São Guilherme de Bourges, rogai por nós!

Oração – Deus Pai, te pedimos, por intercessão de São Guilherme, a constância da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, neste mundo que nos oferece muitos caminhos. Te pedimos, igualmente, a sabedoria para reconhecer os caminhos que nos distanciam de Seu Filho, para deles nos afastarmos. Pedimos, também, a graça de nos retirarmos em oração, seguindo o exemplo de São Guilherme, para estarmos mais perto de Ti, e para alcançarmos a santidade. Amém.

Guilherme: Significa “protetor decidido” ou “protetor corajoso”. Guilherme tem origem no nome germânico Willahelm, composto pela união dos elementos will, vilja, wailja, que quer dizer “vontade, desejo”, e helm, hilms,

Com São Gregório, Bispo, irmão de São Basílio Magno, insigne pela sua vida e doutrina, que, por ter proclamado a verdadeira fé, foi expulso da sua cidade no tempo do imperador ariano Valente.

São Pedro Urséolo, que depois de ter sido doge de Veneza se fez monge; foi célebre pela sua piedade e austeridade e passou a vida num ermo próximo do mosteiro.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Jan 10

Beato Gonçalo de Amarante, presbítero de Braga, que, depois de longa peregrinação à Terra Santa, entrou na Ordem dos Pregadores e finalmente se retirou para um ermo; fez construir uma ponte e ajudou muito os habitantes do lugar com a sua oração e pregação. († c. 1259)

2. Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, São Milcíades, papa, oriundo da África, que conheceu a paz da Igreja restabelecida pelo imperador Constantino e, sendo vítima dos ataques dos donatistas, atuou com grande prudência para alcançar a concórdia.(† 314)

3. Na Tebaida, região do Egito, São Paulo, eremita, que abraçou a vida monástica desde os seus princípios.(† s. IV)

4. Em Nissa, na Capadócia, hoje Vedsehir, na atual Turquia, São Gregório, bispo, irmão de São Basílio Magno, insigne pela sua vida e doutrina, que, por ter proclamado a verdadeira fé, foi expulso da sua cidade no tempo do imperador ariano Valente.(† a. 400)

5. Em Jerusalém, São João, bispo, que, em tempo da controvérsia sobre a verdadeira doutrina, trabalhou arduamente pela fé católica e pela paz da Igreja.(† 417)

6. Em Die, no território de Vienne, atualmente na França, São Petrónio, bispo, que anteriormente seguira a vida monástica na ilha de Lérins.(† d. 463)

7. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Marciano, presbítero, que se empenhou com extraordinária diligência em ornamentar as igrejas e socorrer os pobres. († 471)

8. Em Limoges, cidade da Aquitânia, atualmente na França, São Valério, que abraçou a vida solitária. († s. VI)

9. Em Melitene, na antiga Armênia, São Domiciano, bispo, que trabalhou intensamente pela conversão dos Persas. († c. 602)

10. Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de Santo Agatão, papa, que confirmou a integridade da fé contra os erros do monotelismo e promoveu sínodos para fortalecer a unidade da Igreja.(† 681)

11. No território de Viviers, ao longo do Ródano, na França, Santo Arcôncio, bispo. († c. 740-745)

12. No mosteiro de Cusan, nos montes Pireneus, São Pedro Urséolo, que depois de ter sido doge de Veneza se fez monge; foi célebre pela sua piedade e austeridade e passou a vida num ermo próximo do mosteiro. († c. 987/988)

13. No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, hoje região da Itália, o Beato Benincasa, abade, que enviou cem dos seus monges à Sicília para ocupar o cenóbio de Monreale recentemente fundado.(† 1194)

14. Em Bourges, na Aquitânia, região da França, São Guilherme, bispo, que, aspirando ardentemente à vida de solidão e meditação, foi monge cisterciense em Pontigny, depois abade em Chalis e finalmente bispo da Igreja de Bourges; mas nunca abrandou a austeridade da vida monástica e distinguiu-se pela sua caridade para com o clero, os cativos e os indigentes. († 1209)

15. Em Arezzo, na Etrúria, atualmente na Toscana, região da Itália, o passamento do Beato Gregório X, papa, que, sendo arcediago de Liège, foi eleito para a cadeira de Pedro: favoreceu de todos os modos a comunhão com os Gregos e, para promover a conciliação entre os cristãos e recuperar a Terra Santa, convocou o segundo Concílio Ecumênico de Lião.(† 1276)

16. Em Lorenzana, na Lucânia, na atual Basilicata, região da Itália, o Beato Egídio (Bernardino di Bello), religioso da Ordem dos Frades Menores, que viveu recluso numa gruta.(† 1518)

17. Em Arequipa, no Peru, a Beata Ana dos Anjos Monteagudo, virgem da Ordem dos Pregadores, que com o dom do conselho e da profecia promoveu o bem de toda a cidade.(† 1686)

Santo Adriano da Cantuária, Presbítero – 09 de Janeiro

Santo Adriano da Cantuária, Presbítero

 

Sacerdote beneditino

Nasceu no ano 635 no norte da África e foi batizado com o nome de Hadrian. Tinha apenas cinco anos de idade quando sua família imigrou para a cidade italiana de Nápoles, pouco antes da invasão dos árabes. Lá estudou no convento dos beneditinos de Nerida, onde se consagrou sacerdote.

Por ordem do Papa foi a Inglaterra

Enquanto era abade num mosteiro próximo de Monte Cassino, Adriano foi duas vezes convidado pelo Papa São Vitalino a ocupar o Arcebispado de Canterbury. Declinou a oferta nas duas ocasiões; na segunda vez, no entanto, sugeriu o nome do monge grego Teodoro (Teodoro de Cantuária) para ocupar o cargo. O Papa concordou, mas impôs como condição que Adriano acompanhasse o novo arcebispo à Inglaterra.

Professor de ciências humanas e teologia

Possuía profundos conhecimentos sobre a Bíblia, era administrador experiente e um erudito em grego e latim, professor de ciências humanas e teologia. Sob sua direção, a escola monástica de Canterbury passou a exercer profunda e ampla influência.

O florescimento da Igreja inglesa no tempo de Teodoro deve muito a ele

Na escola, a par das disciplinas religiosas, eram ensinados astronomia, poesia e cálculo de calendário. São Beda afirma que alguns alunos sabiam latim e grego tão bem quanto inglês. Adriano auxiliou o seu arcebispo em várias tarefas pastorais e não há dúvida de que o florescimento da Igreja inglesa no tempo de Teodoro deve muito a ele.

Conselheiro de Papa

A fama de sua capacidade e conhecimento chegou ao imperador Constantino II que em 663 o fez seu embaixador junto ao Papa Vitalino, função que exerceu duas vezes. Depois, este Papa o nomeou como um dos seus conselheiros.

Nele os ingleses encontraram um pastor cheio de sabedoria.

Viveu neste país durante trinta e nove anos, totalmente dedicados ao serviço da Igreja. Nele os ingleses encontraram um pastor cheio de sabedoria e piedoso, um verdadeiro missionário e instrumento de Deus. Muitos se iluminaram com os seus exemplos de vida profundamente evangélica.

Sua sepultura se tornou um lugar de graças, prodígios e peregrinação

Morreu em 9 de janeiro de 710. A sua sepultura se tornou um lugar de graças, prodígios e peregrinação. Em 1091, o seu corpo foi encontrado incorrupto e trasladado para a cripta da igreja do mesmo convento.

Outro Adriano que é lembrado neste dia foi um soldado romano que se converteu ao cristianismo quando via os cristãos morrerem de fome alegremente. Isso no ano de 304. Adriano era um oficial estacionado na Nicomedia (moderna Turquia) durante o reinado do Imperador Diocleciano.

Recusou-se a fazer sacrifício aos deuses romanos

Ele recusou-se a fazer sacrifício aos deuses romanos e foi preso. De acordo com a tradição durante a sua prisão, sua esposa Natália colocou roupas de homem e cuidou dele e dos seus amigos prisioneiros.

Pernas esmagadas; braços cortados

Quando foi martirizado, Natália assistiu suas pernas serem esmagadas e seus braços serem cortados. Ela recuperou um dos braços do seu marido quando os romanos tentavam queimar seus restos mortais. Inexplicavelmente uma forte chuva apagou a fogueira.

Adriano é o patrono de Roma e Constantinopla

Natália então pegou o braço de Adriano e escapou da área para não chamar a atenção dos oficiais romanos. Ela foi então para Constantinopla (hoje Istambul) onde o corpo de Adriano tinha sido levado por outros cristãos e estava incorrupto. Ela costurou o braço de São Adriano no devido lugar e suas relíquias estão na Catedral de Istambul. Adriano é o patrono de Roma e Constantinopla.

Santos Adrianos, rogai por nós!

Oração – Deus de bondade, fazei de nós apóstolos sábios e bons conselheiros e dai-nos seguir sempre os caminhos do vosso filho Jesus Cristo. Amém!

Adriano: “natural da Ádria”, “natural da água”

Com o Santo Marcelino, Bispo, que, como escreve o Papa São Gregório Magno, com o poder divino salvou do incêndio sua cidade.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Jan 09

1. Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Marcelino, bispo, que, como escreve o papa São Gregório Magno, com o poder divino salvou do incêndio esta cidade.(† s. VI)

2. Em Cantuária, na Inglaterra, Santo Adrião, abade, natural da África, que, vindo de Nápoles, na Campânia, chegou à Inglaterra e, pela sua profunda formação em ciências sagradas e profanas, ensinou a um grande número de discípulos a ciência da salvação.(† 710)

3. Na Escócia, São Felano, abade do mosteiro de Santo André, que, insigne pela vida de grande austeridade, viveu na solidão.(† c. 710)

4. No monte Olimpo, na Bitínia, na atual Turquia, Santo Eustrácio o Taumaturgo, abade do mosteiro de Abgar.(† s. IX)

5. Em Thénézay, no território de Poitiers, na Aquitânia, atualmente na França, Santo Honorato de Buzançais, mártir, que era negociante de gado e com o seu lucro socorria os pobres; e, ao repreender dois seus empregados pelos furtos que faziam, foi por eles barbaramente assassinado.(† 1250)

6. Em Certaldo, na Etrúria, na atual Toscana, região da Itália, a Beata Júlia della Rena, da Ordem Terceira de Santo Agostinho, que viveu reclusa só para Deus numa pequena cela junto da igreja.(† 1367)

7. Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato António Fatáti, bispo, que exerceu com grande prudência e serenidade todas as missões que lhe foram confiadas pelos Pontífices Romanos, e foi sempre austero para consigo, mas magnânimo para com os pobres.(† 1484)

8. Em Nancy, na França, a Beata Maria Teresa de Jesus (Alice Le Clerc), virgem, que, fundou com São Pedro Fourier a Congregação das Canonisas Regulares de Nossa Senhora, sob a Regra de Santo Agostinho, destinada à formação das jovens. († 1622)

9. Em Seul, Coreia, as santas mártires Agueda Yi, virgem, cujos pais receberam também a coroa do martírio, e Teresa Kim, viúva, que, depois de cruelmente flageladas no cárcere pela sua fé em Cristo, ambas morreram degoladas.(† 1840)

10. Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, no campo de concentração de Dachau, os beatos José Pawlowski e Casimiro Grelewski, presbíteros e mártires, que, em tempo da guerra, deportados da Polônia invadida pelos perseguidores, terminaram o seu martírio com o suplício da forca.(† 1942)

 

 

Tempo do Natal depois da Epifania | Quinta-feira

Primeira Leitura (1Jo 4,19-5,4)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, 19 quanto a nós, amemos Deus porque ele nos amou primeiro. 20 Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. 21 E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. 5,1 Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2 Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3 Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4 pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 71(72),1-2.14.15bc.17 (R. cf. 11)

— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Há de livrá-los da violência e opressão, pois vale muito o sangue deles a seus olhos! Hão de rezar também por ele sem cessar, bendizê-lo e honrá-lo cada dia.

— Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor! 

 

Evangelho (Lc 4,14-22a)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15 Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16 E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22a Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Tempo do Natal depois da Epifania | Quarta-feira

Primeira Leitura (1Jo 4,11-18)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13 A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14 E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Todo aquele que proclama 15 que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16 E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17 Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18 No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 71(72),1-2. 10-11. 12-13 (R. Cf. 11)

— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhes seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, e todas as nações hão de servi-lo.

— Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará. 

 

Evangelho (Mc 6,45-52)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, aceito pela fé no mundo inteiro!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Depois de saciar os cinco mil homens, 45 Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46 Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47 Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48 Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49 Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50 Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51 Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52 porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Batismo do Senhor – São Severino, Mártir – 08 de Janeiro

Batismo do Senhor - São Severino, Mártir

 

Batismo do Senhor

1ª leitura: «Eis o meu eleito, nele se compraz a minha alma» (Isaías 42,1-4.6-7)
Salmo: Sl. 28(29) R/ Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
2ª leitura: «Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo» (Atos 10,34-38)
Evangelho: «Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu benquerer» (Marcos 1,7-11)

Com a Epifania Jesus se revela a todas as nações

Com a festa do Batismo de Jesus continua o ciclo das manifestações do Senhor, que começou no Natal com o nascimento do Verbo encarnado em Belém, contemplado por Maria, José e os pastores na humildade do presépio, e que teve uma etapa importante na Epifania, quando o Messias, através dos Magos, se manifestou a todas as nações.

Com o Batismo se revela a João e ao povo de Israel

Hoje Jesus revela-se, nas margens do Jordão, a João e ao povo de Israel. É a primeira ocasião em que ele, como homem maduro, entra no cenário público, depois de ter deixado Nazaré. Encontramo-lo junto do Batista, que é procurado por um grande número de pessoas, num cenário insólito.

O povo  O esperava

São Lucas observa antes de tudo que o povo “esperava”. Assim, ele ressalta a expectativa de Israel, capta, naquelas pessoas que tinham deixado as suas casas e os compromissos habituais, o desejo profundo de um mundo diverso e de palavras novas, que parecem encontrar uma resposta precisamente nas palavras severas, mas cheias de esperança do Precursor.

Jesus vai a procura de João

O seu é um batismo de penitência, um sinal que convida à conversão, a mudar de vida, porque aproxima Aquele que “batizará no Espírito Santo e no fogo”.  Jesus abandona a casa e as ocupações habituais para alcançar o Jordão. Chega ao meio da multidão que está a ouvir o Batista e põe-se na fila como todos, à espera de ser batizado.

Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias

João, logo que o vê aproximar-se, intui que naquele Homem há algo único, que é o misterioso Outro que esperava e para o qual estava orientada toda a sua vida. Compreende que se encontra diante de Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias.

Jesus em sua extrema humildade

Junto do Jordão, Jesus se manifesta com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos com os quais, no final dos seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz.

Aquele que é sem pecado, coloca-se entre os pecadores

O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus ao caminho de conversão do homem. Jesus carrega sobre os seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira, inicia a sua missão pondo-se no nosso lugar, no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz.

Viver a beleza e a alegria de sermos cristãos

Com esta celebração do Batismo, o Senhor conceda a cada um de nós viver a beleza e a alegria de sermos cristãos, para que possamos introduzir as crianças batizadas na plenitude da adesão a Cristo. Confiemos estas crianças à intercessão materna da Virgem Maria. Peçamos-lhe que, revestidos com a veste branca, sinal da sua nova dignidade de filhos de Deus, durante toda a sua vida sejam discípulos fiéis de Cristo e testemunhas corajosas do Evangelho. Amém.

 

São Severino

Século devastado pelos bárbaros

No século V o império romano do Ocidente foi progressivamente submerso pelos invasores germânicos: visigodos, ostrogodos, vândalos, suevos, borgúndios, alamanos e francos. Na devastação geral só as autoridades cristãs constituíam ponto seguro para a sobrevivência. Esse é o contexto histórico em que se inserem a figura e a obra de São Severino, o apóstolo da Nórica.

Severino na trilha dos bárbaros

É muito fácil seguir os passos de Severino nesta trilha de destruição. Em 454, estava nos confins da Nórica e da Pomonia onde, estabelecido às margens do rio Danúbio, na Áustria, além de acolher a população ameaçada usava o local como ponto estratégico para pregar entre os bárbaros pagãos. Já no ano seguinte estava em Melk e no mesmo ano em Ostembur, onde se fixou numa choupana para se entregar também à penitência.

Ministério apostólico itinerante

Esse seu ministério apostólico itinerante frutificou em várias cidades, com a fundação de inúmeros mosteiros. Como possuía o dom da profecia, avisou com antecedência várias comunidades sobre sua futura destruição, acertando as datas com exatidão.

Profetizou a chegada dos bárbaros com as datas para salvar as comunidades

Temos, por exemplo, o caso dos habitantes de Asturis, aos quais profetizou a morte pelas mãos de Átila, o rei dos hunos que habitavam a Hungria. O povo além de não lhe dar ouvidos considerou o fato com ironia, mas tombou logo depois de Severino ter deixado o local. Sim, a cidade foi destruída e todos os habitantes assassinados.

Sua história registra também incontáveis prodígios entre os bárbaros

Dali ele partiu para Comagaris e, sem o menor receio de perder a vida, chegou até Comagene, já dominada pelos dos inimigos. Lá, acolheu e socorreu os aflitos, ganhando o respeito inclusive dos próprios invasores, a começar pelos chefes dos guerreiros. Sua história registra também incontáveis prodígios e graças operadas na humildade e na pobreza constantes.

Predisse a data de sua morte

Severino predisse até a data exata da própria morte, avisando também sobre a futura expulsão de sua Ordem da região do Danúbio. Morreu no dia 08 de janeiro de 482 pronunciando a última frase do último salmo da Bíblia , (o 150): “Todo ser que tem vida, a deve ao Senhor”.

Segundo o seu biógrafo e discípulo Eugípio, Santo Severino teria nascido no ano 410, na capital do mundo de então, ou seja na cidade de Roma e pertencia a uma família nobre e rica.

Homem de fino trato, humilde e caridoso

Era um homem de fino trato, que falava o latim com perfeição, profundamente humilde e caridoso. Também possuía os dons do conselho, da profecia e da cura, os quais garantiu e manteve até o final de sua vida graças às longas penitências e preces que fazia ao Santíssimo Espírito Santo e ao cumprimento estrito dos votos feitos ao seguir a vocação sacerdotal.

Especialmente venerado na Áustria e Alemanha, hoje, a urna mortuária de Santo Severino se encontra na igreja dos beneditinos em Nápoles, na Itália.

São Severino, rogai, por nós!

Oração – Nós vos pedimos, Senhor, e mediante o vosso Espírito Santo, nos concedais o dom do discernimento, para percebermos os sinais de vosso amor e de vossa ação na história humana.

Severino: “pouco severo”, “pouco duro”; diminutivo do nome Severo

 

Com São Lourenço Justiniano, Patriarca de Veneza.

 

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Jan 08

1. Em Hierápolis, na Frígia, na atual Turquia, Santo Apolinário, bispo, que, no tempo do imperador Marco Aurélio, resplandeceu pela sua doutrina e santidade.(† s. II)

2. Na Líbia, os santos mártires Teófilo, diácono, e Eládio, de quem se diz que, depois de dilacerados com pontas agudíssimas, foram finalmente lançados ao fogo. († s.c. III)

3. Em Beauvais, na Gália Bélgica, hoje na França, os santos Luciano, Maximiano e Julião, mártires.(† c. 290)

4. Em Metz, também na Gália Bélgica, São Paciente, bispo.(† s. IV)

5. No Nórico, junto ao Danúbio, atualmente na Áustria, São Severino, presbítero e monge, que, tendo chegado a esta região depois da morte de Átila, chefe dos Hunos, defendeu as populações indefesas, aplacou os mais ferozes, converteu os infiéis, edificou mosteiros e instruiu os mais necessitados de formação religiosa.(† c. 482)

6. Em Pavia, na Ligúria, região da Itália, São Máximo, bispo.(† c. 514)

7. No mosteiro de Coziba, na Palestina, São Jorge, monge e eremita, que vivia recluso toda a semana e orava ao Domingo com os irmãos, com os quais falava sobre as realidades espirituais e a todos dava conselho. († c. 614)

8. Na região de Aberdeen, na Escócia, São Natalano, célebre pela sua caridade para com os pobres. († c. 678)

9. Em Ratisbona, cidade da Baviera, atual região da Alemanha, Santo Erardo, natural da Escócia, o qual, no desejo ardente de propagar o Evangelho, partiu para esta região, onde exerceu o ministério episcopal. († 707)

10. Em Moorsel, no Brabante, na atual Bélgica, Santa Gudélia, virgem, que em sua casa se consagrou às obras de caridade e à oração.(† c. 712)

11. Em Cashel, na Irlanda, Santo Alberto, bispo, natural da Inglaterra, que durante muito tempo foi peregrino por amor de Cristo.(† s. c. VIII)

12. Em Veneza, na Itália, São Lourenço Justiniano, bispo, que ilustrou esta Igreja com a doutrina da sabedoria eterna. († 1456)

13. Em Newcastle-on-Tyne, na Inglaterra, o Beato Eduardo Waterson, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, por ter chegado à Inglaterra para exercer o ministério sacerdotal, foi condenado à morte e enforcado no patíbulo. († 1593)

14. Em Marola, província de Vicenza, na Itália, a Beata Eurósia Fabris Barban, mãe de família, membro da Ordem Terceira Franciscana.(† 1932)

 

Tempo do Natal depois da Epifania | Terça-feira

Primeira Leitura (1Jo 4,7-10)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8 Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. 9 Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 71(72),1-2.3-4ab.7-8 (R. Cf. 11)

— Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará.  

— Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!

 

Evangelho (Mc 6,34-44)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 34 Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36 Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37 Mas, Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38 Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39 Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40 E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41 Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42 Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43 e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44 O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

São Raimundo Penaforte, Presbítero, Fundador – 07 de Janeiro

São Raimundo Penaforte, Presbítero, Fundador

Descendente de Reis, amante da oração e do estudo

Era de família nobre descendente dos Reis de Aragão. De tenra idade ainda, revelava grande interesse pela oração e pelo estudo. Tão prodigiosos foram os seus progressos que, tendo apenas vinte anos de idade, foi professor de artes livres numa universidade, em Barcelona, atraindo muitos estudantes para suas aulas.

Diplomado com louvor, nunca esqueceu os pobres

Depois foi para Bolonha onde continuou lecionando e estudando direito civil e eclesiástico. Ao final foi diplomado com louvor e nomeado titular da cadeira de Direito Canônico da mesma escola. Jamais esqueceu os pobres, deles, Raimundo cuidava pessoalmente, muito embora a fama de seus conhecimentos já percorresse toda a Itália e Europa.

Confessor de Papa

Em 1220 voltou para a Espanha e foi ordenado sacerdote e vigário geral da diocese de Barcelona. Depois foi convocado para servir em Roma a pedido do Papa Gregório IX, do qual foi confessor cerca de oito anos.

Editou as famosas “Decretais de Gregório IX”

Por ordem do Papa, Raimundo editou a obra conhecida como “Os Decretais de Gregório IX”, muito importante para o direito canônico até hoje. Como retribuição pela dedicação e bons trabalhos, este Papa o nomeou arcebispo de Taragona.

Dentro de sua extrema humildade e se julgando indigno pediu exoneração do cargo, chegando a ficar doente por causa desta situação e com a licença dos superiores, voltou para a Espanha.

Amigo de um santo Fundador

Do amigo, Pedro Nolasco, recebeu e aceitou o convite de redigir as Constituições da nascente Ordem das Mercês para a Redenção dos Cativos.

Com a chegada dos dominicanos em Barcelona, abandonou tudo para ingressar na Ordem.

Abandonou tudo e se tornou dominicano

Quando o superior geral morreu, em 1278, os religiosos elegeram Raimundo para ser o sucessor. Durante dois anos percorreu todos os conventos da Ordem a pé. Depois se afastou da direção, para se dedicar a vida solitária de orações e penitência, mas aos pobres continuou a atender.

Grandes prodígios Deus executou por meio do seu servo

Esta santificação lhe aprimorou ainda mais os dons e grandes prodígios Deus executou por meio do seu servo, cuja fama de santidade corria entre os fiéis.

Por inspiração, aos setenta anos, Raimundo voltou ao ensino. Fundou dois seminários onde o ensino era dado em hebraico e árabe, para atrair judeus e mouros ao Cristianismo. Em pouco tempo dez mil árabes tinham recebido o batismo.

Confessor de Rei

Foi confessor do rei Jaime de Aragão, ao qual repreendeu pela vida mundana desregrada. Também o alertou sobre o perigo que o reino corria com os albigenses, facção da seita dos cátaros, que estavam pregando uma doutrina contrária e desta maneira conseguiu que fossem expulsos.

Escritor famoso

Era um escritor valoroso, a sua obra, “Suma de Casos”, continua sendo usada pelos confessores.

Avisados de sua última enfermidade os reis de Aragão e Castela foram ao seu encontro para receberem a derradeira benção.

Raimundo de Penafort morreu centenário no dia 6 de janeiro de 1275. Foi canonizado e sua festa autorizada para o dia seguinte da Epifania, em 7 de janeiro.

São Raimundo de Penaforte, rogai por nós!

Oração – Senhor, que destes a São Raimundo de Penhaforte a virtude de uma admirável misericórdia para com os pecadores e os prisioneiros, dignai-Vos, por sua intercessão, quebrar as cadeias dos nossos pecados para podermos cumprir livremente a vossa vontade.

Raimundo: “aquele que protege com seus conselhos”; do germânico Ragnemundus: ragin que significa “conselho” e mundo que quer dizer “proteção”.

Com São Canuto Lavard, mártir, que, sendo duque de Schleswig, governou com prudência e bondade o principado e fomentou a piedade do seu povo, mas foi assassinado pelos inimigos que invejavam a sua autoridade.

Martirológio Romano – Secretariado Nacional de Liturgia PT

Jan 07

2. Em Melitene, na Armênia, hoje Malatya, na Turquia, São Polieucto, mártir, que, sendo soldado, constrangido pelo edito do imperador Décio a sacrificar aos deuses, quebrou as estátuas; por isso suportou muitos tormentos e, finalmente degolado, foi baptizado com o derramamento do seu sangue. († c. 250)

3. Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, a paixão de São Luciano, presbítero e mártir da Igreja de Antioquia, célebre pela sua sabedoria e eloquência, que, levado ao tribunal para contínuas interrogações acompanhadas de torturas, persistiu intrepidamente em declarar-se cristão.(† 312)

4. Em Passau, no Nórico, na atual Baviera, comemoração de São Valentim, bispo da Récia.(† c. 450)

5. Em Pavia, na Ligúria, região da Itália, São Crispim, bispo.(† 467)

6. Em Chur, no território da Helvécia, atual Suíça, São Valentiniano, bispo, que socorreu os pobres com os seus bens, pagou o resgate de cativos e distribuiu vestes aos mais necessitados.(† 548)

7. Em Solignac, junto de Limoges, na Aquitânia, hoje na França, São Tilo, discípulo de Santo Elói, que foi artesão e monge.(† c. 702)

8. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Ciro, bispo, que, sendo monge na Paflagónia, foi elevado à sede de Constantinopla, da qual foi depois expulso, morrendo no exílio.(† 714)

9. Em Le Mans, na Gália, hoje na França, Santo Alderico, bispo, que se dedicou com grande ardor ao culto de Deus e dos Santos.(† 856)

10. Na floresta próxima de Ringsted, na Dinamarca, São Canuto Lavard, que, sendo duque de Schleswig, governou com prudência e bondade o principado e fomentou a piedade do seu povo, mas foi assassinado pelos inimigos que invejavam a sua autoridade. († 1137)

11. Em Palermo, na Sicília, hoje região da Itália, o passamento do Beato Mateus Guimerá, bispo de Agrigento, da Ordem dos Menores, singularmente dedicado ao culto e à exaltação do Santíssimo Nome de Jesus.(† 1451)

12. Em Suzuta, no Japão, o Beato Ambrósio Fernandes, mártir, que partiu para o Oriente à procura de comércio e lucro, mas, conquistado pelo fervor da vida cristã foi admitido como religioso na Companhia de Jesus e, depois de ter padecido muitas privações, morreu por Cristo no cárcere.(† 1620)

13. Em An Bai, localidade do Tonquim, hoje Vietnam, São José Tuân, mártir, que, sendo pai de família e agricultor, morreu degolado no tempo do imperador Tu Duc, por se ajoelhar e orar diante duma cruz, em vez de a calcar aos pés como lhe tinha sido ordenado.(† 1862)

14. Em Liège, na Bélgica, a Beata Maria Teresa do Sagrado Coração (Joana Haze), virgem, que fundou a Congregação das Filhas da Cruz, destinada ao serviço dos mais débeis e dos pobres.(† 1876)

 

Tempo do Natal depois da Epifania | Segunda-feira

Primeira Leitura (1Jo 3,22-4,6)

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, 22 qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23 Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. 24 Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu. 4,1 Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. 2 Este é o critério para saber se uma inspiração vem de Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; 3 e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus; é o espírito do Anticristo. Ouvistes dizer que o Anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo. 4 Filhinhos, vós sois de Deus e vós vencestes o Anticristo. Pois convosco está quem é maior do que aquele que está no mundo. 5 Os vossos adversários são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvidos. 6 Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus, escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Responsório Sl 2,7-8.10-11 (R.8a)

— Eu te darei por tua herança os povos todos.

— Eu te darei por tua herança os povos todos.

— O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio.

— E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito! 

 

Evangelho (Mt 4,12-17.23-25)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 12 ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13 Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14 no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16 O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17 Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. 23 Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24 E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25 Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Epifania do Senhor, dia que lembramos de Santos Reis– 06 de Janeiro

Epifania do Senhor, dia que lembramos de Santos Reis

 

No dia 6 de janeiro, a Igreja celebra o dia de Santos Reis, também conhecida como celebração da Epifania do Senhor. Nessa festa, celebramos a visita dos Magos provenientes do Oriente, que viajaram muito para prestar homenagens e adorar o Menino Jesus recém-nascido. Ofereceram presentes cheios de significados ao menino Deus: ouro, incenso e mirra. Este fato é narrado pelo evangelista Mateus, no Capítulo 2, versículos 1-12. Trata-se de uma história impressionante, com vários símbolos importantes para a nossa vida.

Eram reis?

São Mateus chama-os apenas de “Magos”. Porém, essa palavra tinha vários significados. Designava a origem geográfica de pessoas da Pérsia. Por isso deduzimos que os magos eram daquele país. Designava também pessoas da realeza. Por isso acredita-se que eles eram reis. Por fim, “mago” significava também o que chamaríamos hoje de “cientistas”, pois eles conheciam profundamente a matemática, a medicina, a astronomia – tanto que detectaram o aparecimento de uma nova estrela – a química e outras ciências já conhecidas na época. Tudo isso concorda com a tradição científica dos persas.

Seguindo uma estrela

O aparecimento de uma nova estrela no céu mudou a vida daqueles homens. O conhecimento científico permitiu que eles descobrissem o novo astro. Daí se deduz que eles eram conhecedores dos mapas celestes e bons viajantes. Naquele tempo, os viajantes do deserto viajavam à noite e guiavam-se pela posição das estrelas. Por isso, eles detectaram o aparecimento da nova estrela. Porém, não apenas detectaram. Eles conheciam as profecias messiânicas e compreenderam que tal estrela anunciava o nascimento do Rei dos reis, o soberano das nações, o Salvador. Por isso se uniram para preparar e empreender uma viagem em busca do Rei Salvador.

Surpresa em Israel

Seguindo a estrela, aqueles sábios viajantes chegaram a Israel. Como procuravam por um rei, soberano das nações recém-nascido, dirigiram-se à capital Jerusalém, pensando que o menino Deus seria descendente do então rei de Israel. A chegada desses homens na capital foi motivo de alarde e espanto, segundo o relato de São Mateus, pois o povo não sabia do nascimento do Messias, embora desejasse ardentemente este acontecimento. Mateus diz que Jerusalém entrou em polvorosa com a chegada dos magos.

O encontro com Herodes

Tal foi a importância da visita dos magos a Jerusalém, que foram recebidos pelo rei Herodes. Este, provavelmente, recebeu-os como chefes de Estado, com todas as honras. Ao saber, porém, o real motivo da visita, Herodes sente-se ameaçado. O Rei Salvador recém-nascido poderia roubar seu trono, pensou. Por isso, fingindo interesse, procurou saber sobre as profecias ouvindo os escribas e enviou os magos a Belém. E disse a eles que, depois de encontrarem o menino, voltassem para indicar o local onde ele estava, para que também Herodes pudesse ir adorá-lo. Herodes, na verdade, sanguinário que era, queria matar o menino. Herodes, com efeito, já tinha cometido vários assassinatos, inclusive de dois filhos seus, por causa de seu medo de perder o poder. Embora tenha construído grandes obras em Jerusalém, Herodes, que não era judeu, mas sim nabateu e odiado pelos judeus, era um homem doente pelo poder, capaz de qualquer coisa para se manter na realeza.

O encontro com o Menino Jesus

São Mateus diz que, tão logo os magos saíram de Jerusalém, avistaram novamente a estrela e encheram-se de alegria. Seguiram-na, e ela os levou ao local onde Jesus estava. Chegando, depararam-se com a maior das surpresas: o Rei, soberano das nações, o Filho de Deus, nascera numa família pobre, simples. Não nasceu em berço de ouro, mas numa manjedoura! Sua mãe, uma jovem simples e seu pai, adotivo, um carpinteiro. Mesmo assim, os reis reconheceram naquele menino o soberano das nações, o Príncipe da Paz, e ofereceram presentes a ele.

Presentes com significados profundos

Os magos, reconhecendo naquele Menino o Rei dos reis, ofereceram-lhe presentes. Por causa do número desses presentes, deduz-se que os magos eram três. Eles ofereceram ouro, incenso e mirra. O ouro significa a realeza daquele menino. O incenso simboliza sua divindade e a mirra simboliza sua humanidade e o sofrimento através do qual ele salvaria a humanidade. Depois de entregar os presentes, os magos adoraram o Menino Deus.

Fugindo de Herodes

Depois da visita, os magos foram avisados em sonhos para não voltarem a Herodes. Reconhecendo nisso uma mensagem divina, eles obedeceram e voltaram por outro caminho. Ao descobrir que tinha sido enganado, Herodes, furioso, manda matar todos os meninos com menos de dois anos nascidos em Belém. Ele queria ter a certeza de que o Messias, visto por ele como rival, fosse morto.

Fuga para o Egito

José foi avisado também em sonho e partiu para o Egito, fugindo com a Sagrada Família da ira de Herodes. Assim, os meninos de Belém com menos de dois anos deram suas vidas para que Jesus sobrevivesse. Eles passaram a ser conhecidos como Santos Inocentes, o que, de fato, são.

A Sagrada Família permaneceu no Egito até a morte de Herodes. Então, voltaram para Israel e foram viver em Nazaré, longe da capital Jerusalém.

Veneração

A tradição cristã conservou a veneração aos três os reis magos. Segundo a tradição, confirmada por São Beda, seus nomes eram Melquior, Gaspar e Baltazar. Até 474, os cristãos guardavam seus restos mortais em Constantinopla. Depois, foram levados para a grande catedral de Milão, Itália. Mais tarde, em 1164, foram trasladados para a bela cidade de Colônia, Alemanha. Lá, foi construída a esplendorosa Catedral dos Reis Magos, que guarda os restos mortais dos três reis santos até os dias de hoje.

Minha Oração

“Ó amabilíssimos Santos Reis, Baltazar, Melquior e Gaspar! Fostes vós avisados pelos Anjos do Senhor sobre a vinda ao mundo de Jesus, o Salvador, e guiados até o presépio de Belém de Judá, pela Divina Estrela do Céu. Ó amáveis Santos Reis, fostes vós os primeiros a terem a ventura de adorar, amar e beijar a Jesus Menino, e oferecer-lhe a vossa devoção e fé, incenso, ouro e mirra. Queremos, em nossa fraqueza, imitar-vos, seguindo a Estrela da Verdade. E descobrindo o Menino Jesus para adorá-lo. Não podemos oferecer-lhe ouro, incenso e mirra, como fizestes. Mas queremos oferecer-lhe o nosso coração contrito e cheio de fé católica. Queremos oferecer-lhe a nossa vida, buscando vivermos unidos à sua Igreja. Esperamos alcançar de vós a intercessão para receber de Deus a graça de que tanto necessitamos. (Em silêncio fazer o pedido). Esperamos, igualmente, alcançarmos a graça de sermos verdadeiros cristãos. Ó bondosos Santos Reis, ajudai-nos, amparai-nos, protegei-nos e iluminai-nos! Derramai vossas bênçãos sobre nossas humildes famílias, colocando-nos debaixo de vossa proteção, da Virgem Maria, a Senhora da Glória, e São José. Nosso Senhor Jesus Cristo, o Menino do Presépio, seja sempre adorado e seguido por todos. Amém!”

Santos Reis Magos, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 6 de janeiro

  • Em Antínoo, na Tebaida, região do Egipto, os santos Julião e Basilissa, mártires. († s. IV)
  • Em Nantes, na Bretanha Menor, região da actual França, São Félix, bispo, que deu testemunho insigne de zelo apostólico ao serviço dos seus concidadãos, construiu a igreja catedral e evangelizou com intenso ardor as populações rurais. († 582)
  • Em Würzburg, na Francónia, hoje na Alemanha, São Macário, abade, que foi o primeiro prelado do mosteiro dos Escoceses nesta cidade. († 1153)
  • Em Barcelona, na Catalunha, região da Espanha, São Raimundo de Penhaforte, cuja memória se celebra no dia seguinte. († 1275)
  • Em Famagusta, na ilha de Chipre, o passamento de São Pedro Tomás, bispo de Constantinopla, da Ordem dos Carmelitas, que exerceu a missão de legado do Romano Pontífice no Oriente. († 1366)
  • Em Fiésole, na Etrúria, actualmente na Toscana, região da Itália, Santo André Corsíni, bispo, da Ordem dos Carmelitas, que se tornou memorável pela sua vida austera e assídua meditação da Sagrada Escritura, reconstruiu os conventos devastados pela peste, governou sabiamente a sua Igreja, prestou auxílio aos pobres e reconciliou os inimigos. († 1373)
  • Em Valência, na Espanha, São João de Ribera, bispo, que exerceu também as funções de vice-rei. Dedicou-se intensamente ao culto da Santíssima Eucaristia, foi grande defensor da verdade católica e instruiu o seu povo com sólidos ensinamentos. († 1611)
  • Em Roma, São Carlos de Sezze, religioso da Ordem dos Frades Menores, que, obrigado desde a infância a procurar o seu sustento, induzia os companheiros à imitação de Cristo e dos Santos e, revestido finalmente com o hábito franciscano, como tanto desejava, se dedicou assiduamente à adoração do Santíssimo Sacramento. († 1670)
  • Em Casalmedinho, localidade próxima de Viseu, em Portugal, a Beata Rita Amada de Jesus (Rita Lopes Almeida), virgem, que, em tempos difíceis de perseguição religiosa e devassidão de costumes, entre grandes dificuldades e obstáculos fundou o Instituto Jesus Maria José, destinado a recolher e educar meninas pobres e abandonadas, promovendo também com grande diligência a dignidade integral das mulheres. († 1913)
  • Em Roma, Santa Rafaela Maria do Sagrado Coração (Rafaela Maria Porras Ayllón), virgem, que fundou a Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus e, considerada mentalmente incapacitada, passou santamente o resto da sua vida entregue ao sofrimento e à penitência. († 1925)
  • Em Montréal, no Quebec, região do Canadá, Santo André (Alfredo Bessette), religioso da Congregação da Santa Cruz, que edificou neste lugar um eminente santuário em honra de São José. († 1937)
  • Em Montcada, na Catalunha, região da Espanha, o Beato José Mariano dos Anjos (Mariano Alarcón Ruiz), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, foi morto em ódio à religião. (†1937)

Fonte:

  • Mílicia da Imaculada
  • Martirológio Romano

– Produção e edição: Leonardo Girotto