Santo do Dia – 04 de Setembro

Virgem e Eremita · † 1160
A Jovem da Corte

Na Sicília, existe um culto muito intenso a três jovens santas virgens: Lúcia de Siracusa, Ágata de Catania e Rosália, padroeira de Palermo. Diferente das outras duas, mártires dos primeiros séculos cristãos, Rosália não foi mártir — viveu muitos séculos depois e tornou-se padroeira oficial de Palermo em 1666, sendo carinhosamente chamada de “Santuzza” pelos seus devotos.
Rosália nasceu em Palermo no século XII e, segundo os antigos livros litúrgicos, morreu em 4 de setembro de 1160, aos 35 anos de idade. Diz a lenda que era filha do duque Sinibaldo, senhor de Quisquina e Rose, e de Maria Guiscarda, prima do rei normando Rogério II. Ainda jovem, foi chamada à corte da rainha Margherita, esposa de Guilherme I da Sicília, onde sua beleza atraiu a admiração de nobres cavaleiros, entre eles, segundo a tradição, o futuro rei de Jerusalém.
Naquela atmosfera de fervor e renovação religiosa que os reis normandos restabeleceram na Sicília, enraizou-se a vocação eremítica da jovem nobre. Rosália retirou-se para uma gruta no feudo paterno de Quisquina, nas montanhas Sicani, perto de um convento de monges basilianos. Dali, após um período de penitência, mudou-se para uma caverna no Monte Pellegrino, promontório de Palermo, ao lado de uma igreja bizantina pré-existente.
A Fama das Relíquias
Também nas redondezas do Monte Pellegrino, os beneditinos tinham um convento e puderam testemunhar a vida eremítica de Rosália, que vivia na oração, na solidão e na mortificação; muitos palermitanos subiam a montanha atraídos por sua fama de santidade.
No início de 1600, porém, seu culto já havia praticamente se apagado. Tudo mudou em 1624, quando uma mulher gravemente enferma, Girolama Gatto, sonhou com uma jovem vestida de branco que prometia sua cura se ela subisse ao Monte Pellegrino para agradecer. Curada ao beber da água da gruta, a mulher reconheceu na aparição Santa Rosália, que lhe indicou o local onde estavam suas relíquias.
Avisados, os frades franciscanos do convento vizinho retomaram a busca e, em 15 de julho de 1624, encontraram ossos junto a uma pedra, a quatro metros de profundidade. Os primeiros exames foram inconclusivos, mas o cardeal arcebispo de Palermo, Giannettino Doria, não desistiu.
Enquanto isso, a peste assolava Palermo, fazendo milhares de vítimas. Em meio à crise, encontrou-se numa caverna de Quisquina uma inscrição latina atribuída à própria Rosália, na qual ela afirmava ter escolhido viver naquela gruta por amor a Cristo. Em 1625, uma nova comissão confirmou que os ossos pertenciam de fato a uma única mulher.
O povo de Palermo, então, levou as relíquias em procissão pela cidade em 9 de junho de 1625 — e a peste, pouco a pouco, regrediu até cessar por completo.
Desde então, seu culto foi definitivamente reavivado, e Palermo celebra até hoje duas datas em sua honra: 15 de julho, aniversário da descoberta das relíquias, e 4 de setembro, dia de sua morte. Os palermitanos, onde quer que estejam no mundo, ainda se saúdam com a frase: “Viva Palermo e Santa Rosália!”
Santa Rosália, rogai por nós!
Rosália — Nome tradicionalmente interpretado como a união das palavras latinas “rosa” e “lírio”, símbolos de pureza; por isso a “Santuzza” costuma ser representada com a cabeça cercada de rosas.
“Oração – Ó Deus, que concedestes a Santa Rosália a graça de viver na solidão e na penitência, alimentada pela Eucaristia, dai-nos, por sua intercessão, forças para Vos buscar acima de todas as coisas. Amém.”
Santa Rosália, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 04 de setembro:
1
† 1160
2
† s. XIII a.C.
3
† s. III/IV
4
† 422
5
† a. 573
6
† 825
7
† c. s. IX
8
† c. 1089
9
† 1547
10
† 1618
11
† 1794
12
† 1929
13
† 1936
14
† 1936
15
† 1936
16
† 1936
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT