Santo do Dia – 12 de Setembro
Festa Mariana · Universal desde 1683
Origens da Festa
No princípio, a festa do Santíssimo Nome de Maria era celebrada apenas em Cuenca, na Espanha, desde a sua instituição em 1513. A data original era 15 de setembro, mas em 1587 o Papa Sisto V transferiu a celebração para o dia 17 daquele mês.
A Festa do Santo Nome de Maria celebra-se hoje no dia 12 de setembro, em honra ao nome da Mãe de Jesus. Foi instituída como festa universal pelo Papa Inocêncio XI, em ação de graças pela vitória sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683. Em Roma, uma das igrejas gêmeas do Fórum de Trajano é dedicada a esse nome, testemunho de uma devoção que atravessou os séculos.
O Papa Gregório XV estendeu a festa à Arquidiocese de Toledo em 1622. Os Carmelitas Descalços receberam, em 1666, permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes ao ano, e em 1671 a celebração foi estendida a toda a Espanha. Após a vitória cristã conduzida pelo rei Jan III Sobieski, em Viena, o Papa Inocêncio XI estendeu a festa a toda a Igreja, fixando-a no domingo seguinte à Natividade de Maria.Por que Celebrar
A dignidade do nome de Maria foi conferida pela própria Virgem, e a Igreja celebra esse nome em sua honra. Sua vida, sua pureza incomparável e seu amor a Deus tornaram-no tão poderoso que, segundo a tradição, o próprio inferno treme ao ouvi-lo — e as leis litúrgicas determinam que o celebrante incline a cabeça sempre que o pronuncia durante a Missa.
Assunta ao Céu em corpo e alma e coroada Rainha do Céu e da Terra, Maria é venerada pelos anjos e por Jesus. Invocar o seu nome é, para os fiéis, um ato de fé carregado de graça: buscam nele conforto, orientação e a certeza de uma intercessão maternal que jamais abandona quem a ela recorre com confiança.
Nas Escrituras
O nome de Maria atravessa os Evangelhos em momentos decisivos da história da salvação. Em Lucas, ele surge no anúncio do anjo Gabriel à jovem virgem desposada com José (Lc 1,26-27), na saudação que a chama “cheia de graça” (Lc 1,30), na sua pergunta sobre como se cumpriria o anúncio (Lc 1,34), na viagem a Belém, onde nasce Jesus (Lc 2,4-5), no encontro dos pastores com o menino (Lc 2,16) e no momento em que Maria guarda essas palavras, meditando-as em seu coração (Lc 2,19). Mateus, por sua vez, inclui seu nome na genealogia de Jesus (Mt 1,16) e narra a concepção pelo Espírito Santo (Mt 1,18).
Vozes dos Santos
São Bernardo de Claraval ensinava que nada é mais poderoso para salvar os pecadores do que o Santíssimo Nome de Maria. Santo Afonso de Ligório, em suas Glórias de Maria, recorda que São Germano comparava invocar esse nome à própria respiração — sinal de vida e de graça — e que Ricardo de São Lourenço o via como torre fortíssima, capaz de livrar até os maiores pecadores da morte eterna.
Segundo Tomás de Kempis, os próprios demônios temem tanto a Rainha do Céu que fogem, como do fogo, de quem invoca o seu nome. A tradição relata ainda uma revelação da Virgem a Santa Brígida: por mais endurecido que seja um pecador, o demônio o abandona no instante em que ele invoca esse nome com propósito de emenda.
“Oração – Concedei, ó Deus todo-poderoso, que os vossos fiéis, que se alegram sob o nome e a proteção da Santíssima Virgem Maria, sejam livres de todo mal na terra por sua intercessão, e mereçam alcançar as alegrias eternas no Céu. Amém.”
Santíssimo nome de maria, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 12 de setembro:
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT
Inicialmente a festa do Santíssimo Nome de Maria era apenas realizada em Cuenca, na Espanha, quando foi instituída
em 1513 e comemorada em 15 de setembro. Entretanto em 1587, o Papa Sisto V mudou o dia da celebração para 17 de setembro.
O Papa Gregório XV estendeu a festa para a Arquidiocese de Toledo em 1622. Em 1666 os Carmelitas Descalços receberam a permissão para recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (dúplice). Posteriormente, em 1671, a festa foi estendida para toda a Espanha.
Após a vitória dos cristãos, conduzida pelo Rei João III Sobieski, da Polônia, sobre os turcos na Batalha de Viena, em 1683, a festa foi estendida a toda a Igreja pelo Papa Inocêncio XI, e atribuída ao domingo após o Nascimento de Maria.
Santíssimo Nome de Maria, santificai-nos!Oração – Ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome.
Com São Guido, Confessor – um dos santos mais venerados na Bélgica. Considerado precursor de São Francisco de Assis. Um século após a sua morte, caiu no esquecimento, por muito tempo, mas os prodígios, que se realizavam em torno do seu túmulo, recordaram ao mundo a importância da sua figura.
Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT
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2. Na Bitínia, na hodierna Turquia, Santo Autônomo, bispo e mártir.(† c. s. III)
3. Em Alexandria, no Egito, os santos Crônides, Leôncio e Serapião, que, segundo a tradição, foram lançados ao mar no tempo do imperador Maximino por confessarem o nome de Cristo.(† s. III)
4. Em Imlech, cidade da Momônia, província da Irlanda, Santo Albeu, bispo, que pregou o Evangelho em muitos lugares desta ilha.(† c. 528)
5. Em Anderlecht, no Brabante, atualmente na Bélgica, São Guido, que depois de ter sido sacristão da igreja de Mariensee, se dedicou com suma liberalidade ao auxílio dos pobres, fez-se peregrino dos Lugares Santos durante sete anos e finalmente regressou à sua terra, onde morreu piedosamente.(† c.1012)
6. Em Omura, no Japão, os beatos Apolinário Franco, da Ordem dos Frades Menores, e Tomás Zumárraga, da Ordem dos Pregadores, presbíteros, e quatro companheiros[1], mártires, que, em ódio à fé cristã, foram metidos no cárcere e depois queimados vivos.
[1] São estes os seus nomes: Francisco de São Boaventura e Pedro de Santa Clara, religiosos da Ordem dos Frades Menores, e Domingos Magoshichi e Mateus de São Tomás Chiwiato, religiosos da Ordem dos Pregadores.(† 1622)
7. Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Pedro Sulpício Cristóvão Faverge, irmão da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, tendo sido encarcerado durante a Revolução Francesa por ser religioso, dedicou todos os seus cuidados aos companheiros de prisão, até que, atingido por uma enfermidade contagiosa, morreu piedosamente.(† 1794)
8. Em Seul, na Coreia, São Francisco Ch’oe Kyong-hwan, mártir, que era catequista e, recusando abjurar da fé cristã ante a intimação do governador, foi recluído no cárcere, onde continuou a dedicar-se à oração e à catequese, até que, extenuado pela atrocidade dos tormentos, consumou o seu martírio.(† 1839)
9. Em Trévi, cidade da Úmbria, região da Itália, Maria Luísa (Gertrudes Prósperi), abadessa da Ordem de São Bento, dotada de experiências espirituais extraordinárias e generosidade para com os necessitados.(† 1847)
10. Em Ruidellots, perto de Gerona, na Espanha, os beatos Emério José (José Plana Rebugent), e Hugo Julião (Julião Delgado Díez), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, na mesma perseguição, em virtude da sua intrépida fidelidade recebeu do Senhor a recompensa eterna.(† 1936)
11. Em Manlleu, perto de Barcelona, também na Espanha, o Beato Miguel de Jesus (Jaime Puigferrer Mora), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que, na violenta perseguição contra a Igreja, foi assassinado em ódio à vida religiosa.(† 1936)