Santo do Dia – 17 de Junho
Padroeiro dos Viajantes · † 1161
Origens
Rainério nasceu em Pisa, Itália, no ano de 1118. Tendo a graça de nascer em um lar nobre, cristão e tradicional, teve sua educação e formação moral, religiosa e de negócios confiada a um bispo conhecido. Ele, porém, optou por estudar arte e, logo depois, se entregou a uma vida de pecado, caindo em um grande vazio existencial.
Encontro Eremítico e com os Pobres
Diante das consequências interiores que experimentava por estar entregue às contradições cristãs, impressionado com a miséria e a pobreza do povo à sua volta e, providencialmente, após um encontro com o eremita Alberto de Córsega – uma grande testemunha em seu tempo, que deixara tudo por causa de Jesus –, o jovem decidiu mudar de vida.
Mosteiro e Abandono de Bens
Já aos dezenove anos, ingressou como irmão leigo no Mosteiro de São Vito, onde viveu até os 23, sendo intimamente formado em santidade, em solidão e em desejo de corresponder aos desígnios de Deus. Assim, retirado por um tempo em penitência, sentiu seu chamado para deixar todos os seus bens. E ele o fez: foi para a Terra Santa, onde ficou muitos anos visitando os lugares santos e sendo instrumento de conversão para muitos.
Retorno para a Casa
Obediente a Deus, Rainério voltou para Pisa, já com fama de santidade. Tornou-se formador dos monges e de muitos da cidade.
“Rainieri d’água”
Recebeu este apelido porque, pouco antes de abandonar este mundo, formulou uma prece de bênção para o pão e a água. A água e o pão, benzidos por ele ou por outro, mas com sua fórmula, serenavam tempestades, curavam numerosos doentes e libertavam possessos e prisioneiros.
Páscoa
Foi um grande apóstolo para o povo, consumindo-se pelo Evangelho. Veio a falecer em 1161. Após a sua morte, os milagres continuaram acontecendo, sobretudo por meio da água que era benzida com o auxílio de sua oração. No ano de 1591, suas ossadas foram encaminhadas para a catedral de Pisa, devido à fama dos milagres obtidos em seu nome. A canonização de São Rainério foi celebrada pelo Papa Alexandre III.
São Rainério, rogai por nós!
Rainério — Significa “julgamento guerreiro” ou “aquele que governa com sabedoria”. Tem origem no germânico Raginarius, formado por ragin (conselho) e hari (exército).
“Oração – São Rainério, tu que fostes um jovem inconformado com uma vida distante de Deus e que deixastes tudo por amor a Ele e aos pobres, conceda-me tal grande coração: incapaz de viver sem a presença do Senhor e consumido de zelo pelas almas. Amém.”
São rainério, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 17 de junho:
1
† data inc.
2
† data inc.
3
† c. 297
4
† c. 411
5
† 446
6
† s. VI
7
† c. 530
8
† 1160
9
† 1250
10
† 1435
11
† 1578
12
† 1794
13
† 1862
14
† 1903
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT
S. Rainério ou Raniero nasceu no séc. XII, em Pisa, Itália.
Levava vida cheia de vaidades e entregue aos prazeres tocando lira.
Um dia encontrou-se com um homem de Deus, o monge Alberto que o levou a repensar sua vida e mudá-la radicalmente.
A uma vida solitária e penitente
Recolheu-se então a uma vida solitária e penitente. Sem comer e vertendo lágrimas contínuas, acabou por ficar cego, mas obteve de Deus a graça da cura de sua cegueira.
Inspirado por Deus partiu para a Terra Santa como mercador alimentando-se duas vezes por semana e exercendo rudes trabalhos. Teve, então, a visão de que as joias que estavam em sua bolsa se transformavam em enxofre e ardiam em chamas. Uma voz explicou que a bolsa era seu corpo; o fogo e o enxofre a sua vida fútil.
Como peregrino, passou no deserto 40 dias, jejuando como o fez um dia Jesus e visitou os Lugares Santos.
De regresso a Pisa, ingressou no mosteiro de S. Guido, levando vida simples.
Entregou sua alma a Deus no ano de 1160.
Padroeiro da cidade e Pisa, Itália,
Martirológio – Secretariado Nacional de Liturgia – PT
17
1. Em Roma, junto à Via Salária Antiga “ad Septem Colúmbas”, os santos Blasto e Diógenes, mártires.(† data inc.)
2. Em Apolônia, na Macedônia, hoje Pojáni, na Albânia, os santos Isauro, Inocêncio, Félix, Hérmias, Peregrino e Basílio, mártires.(† data inc.)
3. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, os santos mártires Nicandro e Marciano, que, sendo soldados, recusaram ofertas e negaram-se firmemente a sacrificar aos deuses; por isso foram condenados à morte pelo governador Máximo, durante a perseguição do imperador Diocleciano.(† c. 297)
4. Em Besançon, na Gália Lionense, na atual França, Santo Antídio, bispo e mártir, que, segundo a tradição, recebeu a sentença da condenação à morte no tempo de Croco, rei dos Vândalos.(† c. 411)
5. Na Bitínia, território da atual Turquia, Santo Hipácio, hegúmeno do mosteiro dos Rufinianos, que, com uma vida austera e rigorosos jejuns, ensinou aos seus discípulos a perfeita obediência à observância monástica e aos leigos o verdadeiro temor de Deus.(† 446)
6. Na Bretanha Menor, atualmente território da França, Santo Herveu, eremita, que, segundo a tradição, sendo cego de nascença, cantava alegremente a felicidade do Paraíso.(† s. VI)
7. Em Orleães, na Gália, também na atual França, Santo Avito, abade.(† c. 530)
8. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Rainério, pobre e peregrino por Cristo.(† 1160)
9. Em Lorvão, localidade de Portugal, a Beata Teresa de Portugal, cuja memória se celebra em Portugal no dia 20 de Junho, juntamente com suas irmãs Sancha e Mafalda.(† 1250)
10. Em Veneza, hoje no Véneto, região da Itália, o Beato Pedro Gambacorta, fundador da Ordem dos Eremitas de São Jerônimo, que teve como primeiros religiosos alguns ladrões por ele convertidos.(† 1435)
11. Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, o Beato Paulo Buráli, da Ordem dos Clérigos Regrantes Teatinos, bispo de Piacenza e depois bispo de Nápoles, que trabalhou com toda a sua diligência para restaurar a disciplina da Igreja e confirmar na fé o povo que lhe foi confiado.(† 1578)
12. Num barco ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Filipe Papon, presbítero de Autun e mártir, que, sendo pároco, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi condenado à prisão numa galera e, depois de ter dado a absolvição a um companheiro de prisão moribundo, também ele expirou.(† 1794)
13. Em Qua-Linh, localidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Pedro Dá, mártir, que, sendo carpinteiro e sacristão, apesar de torturado com muitos e atrozes suplícios no tempo do imperador Tu Duc, permaneceu firme na profissão de fé e finalmente morreu na fogueira.(† 1862)
14. No mosteiro de Santa Maria do Deserto, em Casseneuil, perto de Toulouse, na França, o Beato José Maria Cassant (Pedro José Cassant), presbítero da Ordem Cisterciense da Antiga Observância (Trapista), especialmente egrégio pelo admirável exemplo de penitência, constância e paciência nos sofrimentos e na enfermidade.(† 1903)