Santo do Dia – 24 de Março
Viúva e Abadessa · † 1381
Filha de Santa Brígida
Nasceu num lar de gente aparentada com a casa reinante e rica de muitas terras. Seu pai, Ulfo Gadmarsson, membro do Conselho Real e governador da região de Narke, era um fervoroso cristão. Sua mãe, santa Brígida, patrona da Europa, ensinava-lhe, como aos outros sete filhos, as vias da espiritualidade, sobretudo através de leituras bíblicas e do exemplo dos santos, cujas vidas estavam constantemente sob o seu olhar.
Educada desde tenra idade na abadia de Bisberg, aos catorze anos foi, segundo as normas da gente fidalga naquela época, dada em casamento a Edgar, de nobre linhagem e fervoroso católico. Catarina aceitou este matrimônio, mas fez saber ao marido a sua intenção de permanecer virgem — promessa que ele respeitou durante os sete anos que viveu com ela.
Estava esta bem-aventurada mulher em Roma, para ganhar o jubileu de 1350, quando recebeu a notícia da morte do marido. Como aí se encontrava sua mãe, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador, desejosa de cooperar na reforma da Igreja, permaneceu com ela durante vinte e três anos, secundando as suas iniciativas e propósitos.Peregrina de Deus
No mosteiro, a existência desenrolava-se nas práticas de penitência, jejuns, orações quase contínuas e obras de caridade, dando um admirável exemplo a toda a comunidade.
Em 1372, fez-se, com a mãe, peregrina dos lugares santos. Viveu na Palestina, a Terra do Evangelho, durante meio ano, haurindo um amor entranhado a Jesus Cristo, apoiada pela contemplação dos espaços onde decorreram os acontecimentos da salvação.
Em Roma, morreu-lhe a mãe, no dia 23 de Julho de 1373. Decidiu acompanhar os seus restos mortais até Vadstena, onde a sepultou, e tomou a direção da comunidade aí sediada.
Voltou, de novo, a Roma a fim de apressar a canonização de sua mãe e obter do Papa a aprovação definitiva da Ordem monástica por ela fundada.
Com Santa Catarina de Siena
Nesse ínterim, enquanto habitava a casa onde vivera Santa Brígida, na Praça Farnese, contatou com grandes figuras da Igreja, entre as quais Santa Catarina de Sena, e interveio na triste polêmica do cisma do Ocidente entre o Papa Urbano VI e o antipapa Clemente VII. Lutou a favor do Papa de Roma e, juntamente com a sua homônima de Sena, conseguiu pacificar as intrigas da cidade eterna.
A morte
Em 1380, encontramo-la no mosteiro de Vadstena, no seu posto de abadessa. Aí morreu a 24 de Março de 1381, com um prestígio admirável donde ressalta não apenas a sua santidade como ainda a prudência na condução dos negócios da Igreja.
Seguindo o exemplo da mãe, deixou alguns tratados inéditos de conteúdo místico, onde trata vários assuntos práticos do caminho espiritual.
Embora nunca se houvesse celebrado oficialmente a cerimônia de sua canonização, tão pedida pela nobreza sueca a Sixto IV, o povo sempre a venerou, por causa dos muitos milagres acontecidos junto da sua tumba. Clemente VIII autorizou a trasladação do seu corpo e daí o seu culto.
Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!
Catarina — Significa “pura”, “casta”. Tem origem no nome grego Aikaterhíne, que deriva da palavra katharós, que significa “pura, casta”.
“Oração — Que possamos ser, a exemplo de Brígida e Catarina, modelos de santidade e fidelidade a vossa doutrina perante os nossos. Dai-nos a graça de, com alegria e paz, semearmos o vosso reino entre aqueles que nos recomendastes. Amém.”
Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 24 de março:
† 303
† data inc.
† s. V
† 814
† 1290
† 1381
† 1801
† 1911
† 1935
† 1980
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT